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Saúde do adolescente: consulta, autonomia e proteção
A consulta começa com vínculo e termina com proteção: parte ocorre a sós, o sigilo tem limites claros e o roteiro HEEADSSS transforma temas sensíveis em decisões clínicas.
Responda antes de ler
Escolha uma alternativa agora, mesmo sem certeza. Errar aqui faz parte — é o que faz a resposta certa grudar depois.
Sobre sigilo, é correto:
Como esse tema cai
A consulta do adolescente não é uma puericultura apenas “para crianças maiores”. Ela exige ambiente confidencial, avaliação biopsicossocial, atenção à puberdade e busca ativa de riscos que raramente aparecem na queixa principal. Para provas, a habilidade central é equilibrar autonomia progressiva, participação familiar e dever de proteção.
O atendimento deve ser acolhedor, não moralizante e inclusivo. O profissional explica que parte da consulta será realizada a sós e que o sigilo será preservado, exceto quando houver risco relevante de dano, violência, abuso ou outra situação que exija proteção.
O que muda decisão
1. Estrutura da consulta: juntos, a sós, juntos novamente
Comece com adolescente e responsável para ouvir preocupações, antecedentes e dinâmica familiar. Explique que conversar a sós é rotina para todos nessa faixa etária, não sinal de suspeita. Em seguida, conduza entrevista e exame conforme necessidade em privacidade. Ao final, negocie o que será compartilhado e reúna a família para plano, preservando informações confidenciais.
Apresente o sigilo antes de perguntas sensíveis e esclareça seus limites: risco de suicídio ou violência, abuso ou exploração, incapacidade de autocuidado em situação grave e outras obrigações de proteção. Sempre que possível, avise o adolescente antes de envolver terceiros e construa com ele a forma mais segura de comunicar.
Consentimento do responsável e assentimento do adolescente variam conforme procedimento, maturidade e norma aplicável. Mesmo quando autorização formal é necessária, o adolescente deve receber explicação compreensível e participar da decisão. Atendimento de urgência e proteção não podem ser negados por ausência momentânea do responsável.

2. HEEADSSS: roteiro, não interrogatório
HEEADSSS organiza a avaliação: Home/casa; Education and employment/escola e trabalho; Eating/alimentação e imagem corporal; Activities/atividades e pares; Drugs/substâncias; Sexuality/sexualidade; Suicide/depression/saúde mental; Safety/segurança. Alguns modelos acrescentam espiritualidade, sono e uso digital. Comece por áreas menos ameaçadoras e avance conforme o vínculo.
Prefira perguntas abertas e normalize temas: “Pergunto isso a todos os adolescentes”. Explore forças e fatores protetores, não apenas problemas. Moradia segura, adulto de confiança, pertencimento escolar, esporte, projeto de vida e amizades são clinicamente relevantes.
Quando surge risco, abandone o checklist e aprofunde frequência, intensidade, contexto, consequências, coerção e disponibilidade de apoio. Registrar respostas com linguagem objetiva protege o cuidado longitudinal.
3. Crescimento, puberdade e exame físico
Registre peso, estatura, IMC por idade, velocidade de crescimento e pressão arterial com manguito adequado. Uma medida isolada não define trajetória; examine curvas e estágio puberal. Puberdade altera composição corporal, sono, apetite, acne, odor e resposta psicossocial.
A avaliação de Tanner deve ser explicada, ter indicação clínica, consentimento/assentimento, privacidade e acompanhante conforme preferência e política. Pode ser autodeclarada com figuras validadas em alguns contextos, mas exame direto é mais preciso quando há preocupação puberal. Evite transformar maturação em juízo de idade civil ou capacidade.
Investigue puberdade precoce quando sinais surgem antes do esperado e atraso puberal quando não há desenvolvimento no limite etário apropriado, sobretudo com baixa velocidade de crescimento. Amenorreia primária, secundária, sangramento intenso, dor incapacitante ou sinais de hiperandrogenismo merecem avaliação. Teste de gravidez deve ser oferecido quando clinicamente indicado, de modo confidencial e sem pressupostos.
4. Alimentação, imagem corporal e exercício
Não reduza nutrição a IMC. Pergunte sobre refeições, insegurança alimentar, restrição, compulsão, vômitos, laxantes, suplementos, energéticos, metas corporais e exercício compulsivo. Transtorno alimentar pode existir em qualquer corpo e em meninos; perda ponderal rápida, bradicardia, hipotensão ortostática, hipotermia, distúrbio eletrolítico e síncope são sinais de gravidade.
Em obesidade, use linguagem centrada em saúde e comportamento, sem estigma. Rastreie pressão, sono, sofrimento psicossocial e comorbidades metabólicas conforme idade e risco. Mudanças familiares sustentáveis são preferíveis a dietas punitivas. Em atletas, considere baixa disponibilidade energética, alterações menstruais, lesões e comprometimento ósseo.
5. Saúde mental e risco de suicídio
Pergunte diretamente por humor, ansiedade, irritabilidade, anedonia, sono, desempenho, automutilação e pensamentos de morte. Perguntar sobre suicídio não “implanta” a ideia. Se houver ideação, investigue plano, intenção, acesso a meios, tentativas anteriores, intoxicação, impulsividade, substâncias e fatores protetores.
Plano atual, intenção, tentativa recente, psicose, agitação grave, intoxicação ou ausência de supervisão segura exigem proteção imediata, avaliação de emergência e quebra proporcional do sigilo. Não deixe o paciente sozinho e reduza acesso a meios letais. “Contrato de não suicídio” não substitui avaliação e plano de segurança.
Sintomas menos agudos ainda pedem seguimento definido. Combine contato de retorno, adulto de confiança, serviços disponíveis e sinais de escalada. Bullying, discriminação, rejeição familiar e violência digital podem ser determinantes.
6. Sexualidade, contracepção e IST
Pergunte sobre identidade, atração, comportamento e proteção sem assumir gênero de parceiros ou atividade sexual. Diferencie consentimento livre de coerção, diferença de poder, exploração e violência. Dor, sangramento, sintomas urinários, atraso menstrual e desejo reprodutivo orientam exame e testes.
Ofereça método contraceptivo com decisão compartilhada. Métodos reversíveis de longa duração têm alta eficácia, mas preservativos seguem importantes para prevenção de IST. Contracepção de emergência deve ser discutida após relação desprotegida, falha do método ou violência, dentro da janela do método disponível. Evite exigir exame pélvico sem indicação para iniciar a maioria dos contraceptivos.
Rastreio de clamídia, gonorreia, HIV, sífilis e hepatites depende de práticas, sintomas, vulnerabilidades e recomendações vigentes. Explique janela imunológica, locais de coleta e prevenção combinada, incluindo preservativos, vacinação, PEP após exposição e PrEP para pessoas com risco substancial, conforme protocolos. Violência sexual exige cuidado imediato, profilaxias, documentação e rede de proteção.
7. Substâncias, sono, telas e segurança
Pergunte por álcool, nicotina/vape, cannabis, estimulantes, inalantes, anabolizantes e uso não prescrito de medicamentos. Explore contexto, frequência, dirigir ou aceitar carona, perda de controle, impacto escolar e tentativas de reduzir. Intervenções breves motivacionais são mais úteis que ameaças.
Adolescentes têm atraso fisiológico de fase, mas sono insuficiente é agravado por horários, telas, cafeína, ansiedade e trabalho. Avalie ronco, sonolência diurna e desempenho. Oriente rotina, redução de estimulantes e ambiente favorável sem culpabilização simplista.
Segurança inclui capacete e cinto, trânsito, armas em casa, violência no namoro, exposição online, sextorsão, jogos/apostas e trabalho perigoso. Pergunte se a pessoa se sente segura em casa, escola, relacionamento e internet.
8. Prevenção e plano longitudinal
Revise a caderneta e atualize vacinas segundo o Programa Nacional de Imunizações vigente, incluindo esquemas de resgate. A consulta é oportunidade para saúde bucal, visão quando indicada, atividade física, fotoproteção e prevenção de acidentes. Exames laboratoriais não são painel universal: peça por risco clínico, familiar e epidemiológico.
Finalize com síntese de forças, um ou dois objetivos pactuados e seguimento definido. Diga como acessar o serviço em crise e quais informações serão compartilhadas. A qualidade não se mede pelo número de temas perguntados, mas pela capacidade de identificar prioridades e manter vínculo.
9. Padrão mental para a prova
Questões costumam opor sigilo absoluto a exposição indiscriminada à família. A resposta correta preserva confidencialidade como regra e rompe apenas o necessário diante de risco ou obrigação de proteção, idealmente envolvendo o adolescente no processo. Também são frequentes: conduzir parte da consulta a sós, perguntar diretamente sobre suicídio, não exigir exame pélvico para contracepção e reconhecer violência/coerção.
Consulta em três tempos
O formato protege vínculo familiar e espaço confidencial.
- 1Acolher e explicar confidencialidade
- 2Entrevistar parte a sós
- 3Mapear forças e riscos pelo HEEADSSS
- 4Aprofundar o problema prioritário
- 5Pactuar plano e retorno
Com responsável
Queixas, história familiar, expectativas e explicação da rotina.
A sós
HEEADSSS, exame indicado, autonomia e riscos.
Fechamento
Síntese, plano compartilhável, proteção e seguimento.
Exceção ao sigilo
Divulgação mínima necessária diante de risco relevante ou dever de proteção.
HEEADSSS em perguntas clínicas
| Domínio | Pergunta inicial | Sinal de aprofundamento |
|---|---|---|
| Casa | Com quem você mora e se sente seguro? | Violência, expulsão, conflito intenso |
| Escola/trabalho | Como está frequência e rendimento? | Evasão, bullying, exploração |
| Alimentação | Como se sente com corpo e comida? | Restrição, compulsão, perda rápida |
| Atividades | O que gosta e com quem convive? | Isolamento, perda de prazer |
| Substâncias | O que jovens ao redor usam? E você? | Intoxicação, dirigir, perda de controle |
| Sexualidade | Há relacionamentos ou atividade sexual? | Coerção, gravidez, IST |
| Saúde mental | Pensou em se machucar ou morrer? | Plano, intenção, meios |
| Segurança | Sente-se seguro em casa, namoro e internet? | Abuso, ameaça, exploração |
Não prometa sigilo absoluto.
Perguntas sensíveis devem ser feitas de modo universal e não julgador.
Onde as fontes divergem
Nestes pontos as fontes não dizem a mesma coisa. Cada posição vem com quem a sustenta — e com o que fazer diante de uma vinheta de prova.
Parte conjunta
Favorece história, suporte e plano familiar.
Boas práticas pediátricas
Parte a sós
É rotina essencial para temas confidenciais e autonomia.
Medicina do adolescente
Na prova
A melhor consulta combina os dois momentos e explica previamente essa rotina.
Regra
Preservar confidencialidade e compartilhar apenas com autorização.
Ética clínica
Exceção
Risco relevante, violência, abuso ou obrigação legal exigem ação proporcional.
Dever de proteção
Na prova
Não conte tudo automaticamente: revele o mínimo necessário e, se seguro, avise e envolva o adolescente.
Caso resolvido
- Organização
- Explicar à mãe que parte da consulta a sós é rotina.
- Confidencialidade
- Reafirmar sigilo e seus limites; não há justificativa automática para revelar.
- Avaliação
- Investigar data menstrual, método, consentimento, sintomas, IST e teste de gravidez conforme tempo.
- Intervenção
- Oferecer contracepção de emergência dentro da janela, método contínuo e prevenção de IST.
- Vínculo
- Estimular apoio de adulto de confiança sem condicionar o cuidado à revelação.
Agora feche você
- Sigilo
- _____
- Segurança imediata
- _____
- Comunicação
- _____
Onde a banca derruba
- 1Prometer sigilo absoluto Limites devem ser explicados antes de temas sensíveis.
- 2Entrevistar sempre com o responsável Impede identificação de riscos e reduz autonomia.
- 3HEEADSSS como interrogatório É roteiro flexível, com foco em vínculo e forças.
- 4Perguntar suicídio apenas se parecer triste Risco pode estar oculto; a pergunta direta é segura.
- 5Presumir parceiros e identidade Use linguagem inclusiva e baseada em práticas.
- 6Solicitar exames indiscriminados Rastreios devem seguir risco e recomendações vigentes.
Confidencialidade é regra e a quebra deve ser proporcional.
Recuperação
Responda as 10 — o gabarito e o comentário de cada uma abrem a cada questão ou só no fim, como você preferir.
Perguntar diretamente sobre suicídio:
Pergunta direta não induz suicídio.
Adolescente de 15 anos comparece com a mãe, que responde a todas as perguntas. Qual é a melhor forma de organizar a consulta?
A consulta em três tempos protege vínculo e confidencialidade.
Para iniciar a maioria dos contraceptivos, é correto:
Exame pélvico não é requisito universal.
Qual método também reduz IST?
Preservativos compõem prevenção combinada.
Tanner deve ser avaliado:
É exame clínico sensível.
Em uso de substâncias, abordagem inicial útil é:
Vínculo favorece mudança e segurança.
Exames laboratoriais na consulta de rotina devem ser:
Rastreio indiscriminado gera baixo valor.
Qual domínio não pertence ao HEEADSSS?
HEEADSSS é avaliação psicossocial.
Plano suicida atual com acesso a meios exige:
Risco iminente limita sigilo.
Perda rápida de peso, bradicardia e síncope sugerem:
São sinais de instabilidade.
Sobre a abordagem do adolescente em consulta, a estrategia recomendada inclui:
Um momento a sos, pactuado abertamente com adolescente e familia, e o que permite abordar sexualidade, uso de substancias, violencia, escola e saude mental — temas que raramente aparecem na frente do responsavel. Manter o responsavel o tempo todo engana quem busca informacao 'confiavel', mas na pratica silencia o adolescente exatamente nos assuntos de maior risco. Evitar temas sensiveis para nao constranger perde a principal oportunidade preventiva dessa faixa etaria.
Adolescente de 16 anos relata uso de álcool em festas nos fins de semana, com episódios de embriaguez e um episódio de dirigir após beber. Qual a abordagem mais adequada?
A intervenção breve motivacional é eficaz nessa faixa etária e permite trabalhar riscos concretos, como dirigir alcoolizado, sem romper o vínculo. Naturalizar o consumo é omissão, e partir direto para internação é resposta desproporcional a um padrão que ainda comporta abordagem ambulatorial — o que se avalia é a gravidade do padrão de uso e o risco imediato.
O que avalia cada letra do acrônimo HEEADSSS na entrevista com adolescentes?
O roteiro percorre casa, escola e trabalho, alimentação, atividades, drogas, sexualidade, humor e risco de suicídio, e segurança, indo dos temas menos sensíveis aos mais delicados para construir vínculo antes das perguntas difíceis. Reduzi-lo a hábitos de vida esvazia o instrumento, que existe justamente para alcançar o que não se pergunta na consulta comum.
Qual abordagem tem melhor respaldo para intervenção breve em adolescentes com uso de risco de substâncias?
A entrevista motivacional é a abordagem com melhor evidência para intervenção breve, apoiando-se em escuta empática, exploração da ambivalência e valorização da autonomia, e é particularmente adequada ao adolescente, que responde mal a imposições. Confronto e amedrontamento produzem resistência e rompem o vínculo, e condicionar o acompanhamento à abstinência total afasta justamente quem mais precisa, sendo esses os erros que a lógica de redução de danos e de vínculo terapêutico corrige.
Qual instrumento é validado e recomendado para rastreamento de uso problemático de álcool e outras drogas especificamente em adolescentes?
O CRAFFT foi desenvolvido e validado para a população adolescente, explorando situações próprias dessa faixa etária, como andar em veículo dirigido por alguém que usou substâncias, usar sozinho, esquecer o que fez e receber pedidos de familiares e amigos para reduzir o consumo. O CAGE é o distrator mais escolhido, pois é o instrumento mais conhecido, mas foi validado para adultos e para álcool, com desempenho inferior em adolescentes, que raramente apresentam o padrão de dependência clássica que ele detecta.
Durante a consulta de um adolescente com suspeita de transtorno alimentar, qual é a abordagem mais adequada?
O atendimento do adolescente prevê um momento a sós, com confidencialidade assegurada e quebrada apenas diante de risco de vida, o que é justamente o que permite acessar comportamentos compensatórios, uso de substâncias e ideação suicida. Confrontos enfáticos aumentam a resistência e a vergonha, e pesar sem cuidado com a forma como o número é comunicado pode reforçar o transtorno. Encaminhar com retorno em meio ano ignora a velocidade de deterioração clínica possível.
Sobre a abordagem do adolescente com ginecomastia na consulta, qual conduta é mais adequada?
O momento a sós com o adolescente é o que permite abordar imagem corporal, uso de anabolizantes e outras substâncias, e o sofrimento associado — informações que dificilmente aparecem na presença dos pais e que frequentemente contêm a causa ou a maior consequência do quadro. Evitar o tema por receio de constranger é o erro que deixa o adolescente sozinho com uma queixa que ele já traz há tempo e não sabe como levantar.
Ao abordar o uso de substâncias com um adolescente, qual postura profissional favorece o vínculo e a adesão?
O vínculo é o que determina se o adolescente contará o que realmente acontece, e ele se constrói com acolhimento, ausência de julgamento, perguntas abertas e a explicitação de que o que for dito é sigiloso, com as exceções claramente nomeadas desde o início. Ameaçar ou condicionar o atendimento à abstinência total afasta quem precisa de cuidado, e evitar o tema perde a única oportunidade de intervir antes que o uso se torne dependência.
Qual instrumento pode ser usado na abordagem estruturada do adolescente em consulta, cobrindo os principais domínios de risco psicossocial?
O roteiro HEEADSSS organiza a entrevista psicossocial do adolescente, percorrendo casa, escola, atividades, uso de substâncias, sexualidade, humor com risco de suicídio e segurança, com progressão dos temas menos para os mais sensíveis, o que aumenta a chance de respostas honestas. É a ferramenta que transforma a consulta do adolescente em algo além da medida de peso e altura, e é justamente nos domínios finais que se detectam os riscos de maior letalidade nessa faixa etária.
Qual abordagem tem melhor evidência para o adolescente com uso de risco de substâncias, sem critérios de dependência grave?
A estratégia com melhor evidência combina rastreamento estruturado, intervenção breve com abordagem motivacional e encaminhamento a tratamento quando indicado, e funciona justamente porque atinge o adolescente antes da dependência instalada. Confronto moral e sermões aumentam a resistência e reduzem a adesão, sendo contraproducentes. Internação compulsória é medida excepcional, reservada a risco grave e imediato, e não substitui o cuidado ambulatorial continuado.
Adolescente de 15 anos comparece à Unidade Básica de Saúde com 8 semanas de gestação, acompanhada da mãe. Relata relação consensual com namorado de 16 anos e deseja manter a gestação e continuar os estudos. Não há indício de violência ou coerção. A equipe discute a abordagem do caso e as obrigações legais e assistenciais envolvidas. A adolescente pede sigilo sobre alguns aspectos da consulta. Assinale a conduta correta da equipe.
O atendimento à adolescente gestante deve ser acolhedor, iniciar prontamente o pré-natal, respeitar o sigilo dentro dos limites éticos, favorecer a permanência escolar e articular a rede de apoio, além de abordar contracepção futura. Condicionar o atendimento à presença de responsável cria barreira de acesso e contraria o direito ao cuidado. A comunicação automática à polícia não se sustenta diante de relação consensual entre adolescentes de idades próximas, sem indício de violência, e romperia a confiança necessária ao cuidado. A gestação na adolescência sem outras complicações não é, por si, indicação de pré-natal de alto risco.
Uma equipe de saúde analisa dados do território e observa que a taxa de gravidez na adolescência é o dobro da média municipal. Deseja planejar ação com maior potencial de impacto, considerando o perfil da população e a organização do serviço. Qual estratégia é a mais adequada?
Ampliar o acesso a métodos contraceptivos e desenvolver educação em saúde sexual de forma intersetorial é a estratégia com maior potencial de reduzir a gravidez não planejada na adolescência. Condicionar o acesso à presença dos pais cria barreira e contraria o direito ao atendimento do adolescente. Encaminhar todas ao serviço especializado sobrecarrega a rede e não amplia acesso. Abordagem punitiva afasta o público-alvo e não atua sobre determinantes.
Uma equipe de saúde da família realiza atividade educativa em escola sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis para adolescentes de 14 a 17 anos. Um professor questiona a abordagem, alegando que discutir sexualidade estimula a iniciação sexual precoce. Qual é a resposta tecnicamente correta da equipe?
Programas de educação sexual abrangentes e baseados em evidências associam-se a adiamento da iniciação sexual, redução do número de parcerias e maior uso de preservativo, sem estimular comportamento de risco. Afirmar antecipação da iniciação contraria a literatura disponível. Estratégias exclusivamente de abstinência mostram baixa efetividade na prevenção de infecções e gravidez. Restringir o tema ao consultório reduz o alcance de uma ação de promoção de saúde de escopo coletivo.
Adolescente de 14 anos comparece à Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina. A equipe deseja estruturar o atendimento conforme as diretrizes de saúde do adolescente, garantindo abordagem integral e não apenas queixas pontuais. O adolescente está acompanhado do pai, que deseja permanecer durante toda a consulta. Qual é a conduta mais adequada?
A consulta do adolescente deve incluir um momento reservado, com garantia de sigilo, para abordar aspectos psicossociais, sexualidade, escola, violência e uso de substâncias, ampliando a chance de identificar vulnerabilidades. Manter o acompanhante durante toda a consulta inibe a revelação desses conteúdos. Limitar-se a exame e vacinas desperdiça uma consulta rara nessa faixa etária. Terceirizar todos os temas psicossociais desconsidera a capacidade resolutiva da atenção primária.
Adolescente de 17 anos comparece à Unidade Básica de Saúde para avaliação após ser admitido como aprendiz em serralheria. Relata jornada noturna proposta pelo empregador, exposição a ruído intenso e manuseio de esmerilhadeira, além de trabalho em altura ocasional. Está assintomático, sem queixas auditivas ou respiratórias. Ao exame: bom estado geral, otoscopia normal, ausculta pulmonar limpa, exame físico sem alterações. A equipe é procurada pela família para orientação sobre a legalidade e os riscos dessa atividade. A orientação correta é:
A legislação brasileira proíbe o trabalho noturno, perigoso ou insalubre para menores de 18 anos, e a atividade descrita reúne essas características, cabendo informar a família, orientar sobre os direitos do adolescente e acionar os órgãos de proteção e a vigilância em saúde do trabalhador. Uso de equipamento de proteção individual não torna lícita atividade vedada por lei. O contrato de aprendizagem não afasta essas proibições. Solicitar audiometria e liberar a função contorna a proibição legal e mantém o adolescente exposto a riscos graves.
Adolescente de 15 anos comparece à Unidade Básica de Saúde acompanhada da mãe para primeira consulta de pré-natal, com 10 semanas de gestação. Ela abandonou a escola, relata relacionamento com rapaz de 17 anos e demonstra insegurança sobre o futuro. Ao exame, está em bom estado geral, com pressão arterial de 106 x 66 mmHg, índice de massa corporal adequado, altura uterina compatível e sem sinais de violência física. A mãe pergunta como será o acompanhamento. A conduta mais adequada é:
A gestação na adolescência exige abordagem integral e intersetorial, com pré-natal qualificado, apoio psicossocial, articulação com a escola para prevenir o abandono escolar, avaliação de vulnerabilidades, incluindo situações de violência, e planejamento reprodutivo futuro, mantendo o vínculo com a equipe do território. Restringir o cuidado à rotina obstétrica desperdiça essa oportunidade. Encaminhar ao alto risco sem indicação clínica e encerrar o vínculo fragmenta o cuidado. Exigir presença permanente de responsável pode afastar a adolescente do serviço, cujo acesso é assegurado.
Adolescente de 15 anos comparece à Unidade Básica de Saúde com gestação de 10 semanas confirmada, acompanhada da mãe. Está assustada, ainda não contou ao parceiro, de 16 anos, e teme sair da escola. Refere que a relação foi consentida e nega qualquer coerção, ameaça ou exploração. Ao exame: bom estado geral, pressão arterial normal, útero compatível com a idade gestacional. A mãe pergunta se o caso precisa ser comunicado à polícia e se a filha poderá continuar estudando. Qual é a conduta correta?
A gestação em adolescente com relação consentida entre pares de idades próximas, sem indícios de violência, coerção ou exploração, requer pré-natal com abordagem adequada à faixa etária, apoio psicossocial, garantia do direito à continuidade escolar assegurado por lei e envolvimento da família com respeito à adolescente. Encaminhar automaticamente à delegacia toda gestação nessa idade desconsidera a avaliação do contexto. Afastar da escola viola direito assegurado. Restringir a conduta ao encaminhamento ignora as dimensões social e educacional.
Adolescente de 15 anos comparece à consulta e o médico realiza a entrevista com abordagem estruturada, explorando moradia, escola, atividades, alimentação e imagem corporal, uso de substâncias, sexualidade, segurança, humor e risco de suicídio. A mãe permanece na sala de espera parte do atendimento, com consentimento do adolescente. Ele nega uso de substâncias e atividade sexual, mas relata conflitos familiares e sofrimento com o corpo. Qual é a principal justificativa dessa forma de conduzir a consulta?
A entrevista estruturada com o adolescente, conduzida em ambiente de privacidade e com garantia de sigilo, permite explorar de forma sistemática domínios de vulnerabilidade que dificilmente emergem de queixas espontâneas, como sofrimento psíquico, violência, uso de substâncias e riscos relacionados à sexualidade, orientando intervenções preventivas. Ela não substitui o exame físico. Seu objetivo não é informar os pais, e sim cuidar do adolescente com respeito ao sigilo. Não se trata de mera exigência burocrática.
Adolescente de 17 anos com fibrose cística, acompanhado desde a infância no serviço de pediatria, aproxima-se da idade de transferência para o serviço de adultos. Ele nunca participou sozinho das consultas, desconhece os nomes das medicações e depende da mãe para todas as decisões e agendamentos. Ao exame: estável clinicamente, com função pulmonar preservada em relação ao ano anterior e estado nutricional adequado. A mãe teme que ele se perca no novo serviço e abandone o tratamento. Qual é a conduta mais adequada?
A transição do cuidado de adolescentes com doenças crônicas para serviços de adultos deve ser um processo planejado, iniciado precocemente, com desenvolvimento progressivo de autonomia, atendimento em separado, conhecimento sobre a própria condição e medicações, e comunicação entre as equipes, o que reduz abandono e piora clínica. Transferir sem preparo aumenta o risco de perda de seguimento. Manter indefinidamente no serviço pediátrico não atende às necessidades do adulto. Encerrar sem encaminhamento formal caracteriza descontinuidade do cuidado.
Uma equipe de saúde da família observa, no território, alta frequência de gestações não planejadas entre adolescentes, evasão escolar associada e baixa procura pelos métodos contraceptivos disponíveis na unidade. Os adolescentes relatam vergonha de buscar atendimento, receio de que os pais sejam informados e horários de funcionamento incompatíveis com a escola, além de desconhecimento sobre os métodos disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde do município. A estratégia mais adequada é:
O cuidado à saúde sexual e reprodutiva do adolescente exige acolhimento específico, garantia de sigilo, horários compatíveis com a escola, oferta ampla de métodos contraceptivos, incluindo os de longa duração, e ações educativas no território, respeitando a autonomia progressiva. Exigir a presença dos responsáveis cria barreira e contraria as diretrizes vigentes. Condicionar a oferta à comprovação de vida sexual ativa desconsidera a prevenção. Encaminhar todos ao especializado congestiona a rede e afasta o adolescente.
Gestante de 19 anos, com 28 semanas, comparece à Unidade Básica de Saúde acompanhada da mãe e relata que abandonou a escola ao engravidar e que pretende não retornar. Ela mora com a família, tem apoio parcial e refere tristeza e isolamento. Ao exame, está com ganho ponderal adequado, pressão arterial de 108x66 mmHg, altura uterina compatível e exame obstétrico normal. Ela não usa substâncias e o pré-natal transcorre sem intercorrências clínicas. A conduta correta inclui
A permanência escolar é determinante social de saúde com impacto direto sobre desfechos maternos e infantis, e a legislação assegura à estudante gestante o direito de continuar os estudos, com regime especial quando necessário, cabendo à equipe informar, abordar os determinantes sociais e articular com educação e assistência social. Restringir a consulta aos aspectos clínicos perde essa oportunidade. Adiar o retorno por anos ou desencorajá-lo aprofunda a vulnerabilidade social.
Adolescente de 15 anos, com 20 semanas de gestação, acolhida em serviço de acolhimento institucional por medida protetiva, é levada à Unidade Básica de Saúde para consulta de pré-natal, acompanhada por educadora do serviço. Ela relata que a gestação resultou de relação com adolescente de 16 anos, seu namorado, e que deseja manter a gestação. Está com pressão arterial de 108x66 mmHg, exame obstétrico normal e crescimento fetal adequado. Ela demonstra dúvidas sobre o parto e sobre o cuidado do bebê. A conduta correta inclui
A adolescente em acolhimento institucional tem direito ao pré-natal com acolhimento e informação adequada à sua idade e ao exercício progressivo da autonomia, com articulação entre a equipe de saúde, o serviço de acolhimento e a rede de proteção. Transferir integralmente as decisões desconsidera sua participação. Exigir autorização judicial para cada procedimento cria barreira indevida. Limitar-se ao acompanhamento clínico deixa de mobilizar a proteção necessária.
Uma equipe de saúde organiza ações de educação em saúde sexual e reprodutiva em escola do território, atendendo adolescentes de 13 a 17 anos. Parte dos pais questiona a iniciativa, argumentando que falar sobre sexualidade estimularia o início precoce da vida sexual. A equipe precisa fundamentar tecnicamente a proposta, considerando os dados de gravidez na adolescência e de infecções sexualmente transmissíveis no município, ambos elevados nos últimos anos. Qual é o argumento correto?
Programas de educação em saúde sexual e reprodutiva, quando abrangentes e adequados à idade, associam-se a início mais tardio da atividade sexual, maior uso de preservativo e contracepção e redução de gestações não planejadas e de infecções sexualmente transmissíveis, sendo estratégia recomendada e articulada entre saúde e educação. Afirmar antecipação da iniciação contraria as evidências. Abordar o tema apenas depois do início da vida sexual perde a janela preventiva. Estratégias baseadas apenas em proibição são ineficazes.
Adolescente, 14 anos, sem atividade sexual, é encaminhada para avaliação de dor pélvica cíclica. A mãe insiste que seja realizado exame especular e toque vaginal para descartar doenças. A adolescente demonstra medo e recusa o exame. Exame externo da vulva sem alterações, hímen íntegro. Ultrassonografia pélvica por via abdominal e suprapúbica com boa janela acústica, mostrando útero e ovários de aspecto normal, sem coleções e sem massas. Qual a conduta correta?
O exame ginecológico interno não é obrigatório em adolescentes sem atividade sexual, e a avaliação pode ser conduzida com inspeção externa e ultrassonografia por via abdominal, respeitando a recusa e explicando à família os motivos, o que preserva a confiança e o vínculo. Realizar exame sob contenção é violência e viola a autonomia. O exame sob anestesia é reservado a situações específicas, como sangramento inexplicado ou suspeita de corpo estranho ou neoplasia. Suspender o atendimento abandona a paciente. O toque retal pode ser útil em situações selecionadas, mas não é substituto obrigatório em todas as adolescentes.
Adolescente, 14 anos, comparece à unidade básica acompanhada da mãe para primeira consulta ginecológica, motivada por cólicas menstruais. Nunca teve relação sexual e mostra-se retraída durante a anamnese na presença da mãe. A menarca ocorreu aos 12 anos e os ciclos são regulares. Nega corrimento, sangramento anormal ou dor fora do período menstrual. Exame geral sem alterações e desenvolvimento puberal completo. Qual a conduta adequada nessa consulta?
A consulta da adolescente deve incluir um momento a sós, com garantia de sigilo dentro dos limites legais, e o exame com espéculo é dispensável em adolescente sem atividade sexual e sem queixa que o justifique, bastando a inspeção externa quando necessária. A realização sistemática de exame especular com citologia contraria as diretrizes, que iniciam o rastreamento aos 25 anos em quem já teve relação sexual. Manter a mãe presente durante toda a consulta inibe o relato de questões sensíveis, como a paciente demonstra. O encaminhamento ao especialista é desnecessário para dismenorreia primária, manejável na atenção básica. A ultrassonografia transvaginal é inadequada em adolescente sem atividade sexual e sem indicação clínica.
Adolescente, 16 anos, é levada à consulta pela mãe, que exige um laudo afirmando se a filha já teve relação sexual. Ao exame, com consentimento da adolescente, observa-se hímen anular com orifício amplo e bordas íntegras, sem lacerações, sem sangramento e sem sinais de trauma. A adolescente pede sigilo em relação à sua vida sexual e nega qualquer situação de violência ou coação. Qual a conduta correta do profissional?
O aspecto himenal não permite afirmar nem negar atividade sexual, pois o hímen complacente admite penetração sem laceração; a conduta correta é esclarecer isso, acolher a adolescente e preservar o sigilo, que só é rompido diante de risco à vida ou de violência, aqui expressamente negada. Emitir laudo afirmando atividade sexual é conclusão sem base técnica. Emitir laudo negando atividade sexual pela integridade himenal reproduz o mesmo erro conceitual em sentido inverso. O encaminhamento pericial não se justifica sem suspeita de violência. Revelar à mãe todo o conteúdo da consulta viola o direito ao sigilo da adolescente e afasta jovens do serviço de saúde.
Adolescente de 16 anos comparece à consulta de rotina acompanhado da mãe. Ele está assintomático, com exame físico normal, PA 118x72 mmHg e desenvolvimento puberal completo. A mãe relata queda no rendimento escolar e mudança de grupo de amigos nos últimos meses. O adolescente aparenta desconforto ao falar diante da mãe e evita responder perguntas sobre a rotina fora de casa. Qual a conduta mais adequada?
Conduzir parte da consulta a sós, com garantia de sigilo e abordagem estruturada de fatores de risco, é a conduta mais adequada, pois amplia a chance de identificar uso de substâncias, violência, sofrimento psíquico e comportamento sexual de risco. Realizar exame toxicológico sem o conhecimento do adolescente viola a autonomia e destrói o vínculo. Encaminhar à internação sem avaliação é desproporcional. Abordar o tema apenas diante da mãe reduz a probabilidade de resposta sincera. Evitar o tema perde a oportunidade de intervenção precoce em uma consulta que pode ser a única do ano.
Adolescente de 17 anos, em consulta de rotina, relata início da vida sexual há 6 meses, com uso inconsistente de preservativo e duas parcerias no período. Está assintomático, com exame físico normal, PA 118x72 mmHg. Nega uso de álcool ou outras substâncias e não apresenta sinais de violência ou coerção. Ele demonstra dúvidas sobre prevenção e sobre a necessidade de exames nesse momento. Qual a conduta mais adequada?
Oferecer testagem para infecções sexualmente transmissíveis, orientar prevenção combinada com preservativo e demais estratégias disponíveis e atualizar o calendário vacinal é a conduta mais adequada, respeitando a confidencialidade. Orientar apenas abstinência é ineficaz e desconsidera a realidade do adolescente. Exigir autorização dos pais para orientar prevenção afasta o jovem do serviço e não tem respaldo ético nessa situação. O antibiótico profilático periódico não é estratégia recomendada. Adiar a testagem até haver sintomas ignora que muitas infecções são assintomáticas.
Se revelar plano suicida atual com meios disponíveis, qual limite do sigilo se torna relevante?

Risco grave exige proteção imediata; explicar ações e envolver suporte apropriado faz parte do cuidado.
Qual abordagem favorece vínculo e segurança?

Consulta deve reconhecer autonomia progressiva e esclarecer situações que exigem proteção.
Quem deve participar diretamente das decisões sobre seu cuidado?

Participação do adolescente melhora compreensão e respeito às suas necessidades.
Qual recurso pode facilitar relato de temas sensíveis?

Privacidade adequada favorece comunicação e vínculo.
Por que explicar limites antes de ouvir informações sensíveis é melhor que revelá-los só depois?

Transparência ajuda a conciliar confidencialidade, participação e proteção.
Em consulta de adolescente que responde de forma monossilábica, o profissional pretende usar uma entrevista psicossocial estruturada. Qual estratégia favorece respostas confiáveis?
A estrutura organiza a consulta, mas a qualidade depende de vínculo, sequência e forma de perguntar. Referências: Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica, 2017; consultado em 23/09/2026 — https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/proteger_cuidar_adolescentes_atencao_basica.pdf
Uma adolescente de 15 anos chega com a mãe para consulta de rotina. A mãe afirma que não permite conversar com a filha a sós porque “não há segredos em casa”. Qual abordagem é mais adequada?
A privacidade deve ser apresentada como componente universal da atenção ao adolescente, e não como suspeita dirigida à família. Referências: Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica, 2017; consultado em 23/09/2026 — https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/proteger_cuidar_adolescentes_atencao_basica.pdf
Durante entrevista privativa, um adolescente de 16 anos relata plano definido de suicídio para aquela noite, acesso ao meio e intenção de executá-lo. Ele exige promessa de sigilo absoluto. Qual é a conduta correta?
Sigilo é regra, mas não é absoluto quando há ameaça concreta à vida. Referências: Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica, 2017; consultado em 23/09/2026 — https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/proteger_cuidar_adolescentes_atencao_basica.pdf
Adolescente de 14 anos procura a unidade sem acompanhante e pede contracepção de emergência após relação sexual ocorrida na noite anterior. Qual deve ser o primeiro eixo da abordagem, além de oferecer o método em tempo oportuno?
O atendimento deve combinar acesso oportuno com investigação cuidadosa de vulnerabilidades. Referências: Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica, 2017; consultado em 23/09/2026 — https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/proteger_cuidar_adolescentes_atencao_basica.pdf
Uma adolescente relata, em conversa reservada, violência sexual recente por adulto conhecido. Está assustada e teme ser culpabilizada. Qual conduta inicial é mais apropriada?
A resposta clínica deve reduzir dano, preservar autonomia possível e articular proteção sem revitimização. Referências: Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica, 2017; consultado em 23/09/2026 — https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/proteger_cuidar_adolescentes_atencao_basica.pdf
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