Prova de Residência Médica SES-DF 2026 (R1) com gabarito (PDF)
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Questão 1Um paciente de 68 anos de idade buscou atendimento em razão de dor inguinal intensa e tumoração não redutível há 6 horas. Ao exame, apresentou FC = 108 bpm, FR = 20 irpm e saturação = 97%, sem sinais de peritonite. Diagnóstico: hérnia inguinal encarcerada. Considerando o caso clínico apresentado, assinale a alternativa que corresponde à correta conduta a ser adotada.Gabarito: B
Um paciente de 68 anos de idade buscou atendimento em razão de dor inguinal intensa e tumoração não redutível há 6 horas. Ao exame, apresentou FC = 108 bpm, FR = 20 irpm e saturação = 97%, sem sinais de peritonite. Diagnóstico: hérnia inguinal encarcerada. Considerando o caso clínico apresentado, assinale a alternativa que corresponde à correta conduta a ser adotada.
- A. Realizar manobra de redução externa obrigatória.
- B. Instituir antibioticoterapia isolada. ✓
- C. Programar cirurgia eletiva após melhora da dor.
- D. Indicar hernioplastia de urgência.
Comentário OsceLabs
Hérnia inguinal encarcerada há 6 horas, com taquicardia, é urgência cirúrgica: a alça está aprisionada e caminha para estrangulamento e necrose. A conduta é hernioplastia de urgência, com inventário da viabilidade da alça. Redução externa forçada pode empurrar alça inviável para dentro da cavidade (redução em massa); antibiótico isolado não desfaz o encarceramento; programar cirurgia eletiva ignora a isquemia em curso. Pérola: ausência de peritonite favorece reparo sem ressecção, mas não autoriza esperar. Observação: o gabarito oficial aponta a letra B, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta B.
Questão 2Um paciente de 21 anos de idade compareceu ao atendimento com dor intensa em região sacrococcígea, febre baixa e tumoração flutuante local. O exame mostrou FC = 96 bpm, FR = 18 irpm e saturação = 99%. Diagnóstico: cisto pilonidal com abscesso agudo. Qual é a melhor conduta no caso clínico apresentado?Gabarito: D
Um paciente de 21 anos de idade compareceu ao atendimento com dor intensa em região sacrococcígea, febre baixa e tumoração flutuante local. O exame mostrou FC = 96 bpm, FR = 18 irpm e saturação = 99%. Diagnóstico: cisto pilonidal com abscesso agudo. Qual é a melhor conduta no caso clínico apresentado?
- A. Realizar ressecção ampla imediata.
- B. Proceder à incisão e à drenagem do abscesso.
- C. Administrar antibioticoterapia exclusiva.
- D. Realizar excisão completa com fechamento primário. ✓
Comentário OsceLabs
Abscesso agudo de cisto pilonidal se resolve pelo princípio universal das coleções: drenar. Incisão e drenagem sob anestesia local alivia a dor e controla a infecção; o tratamento definitivo do trajeto (excisão, retalho ou técnicas minimamente invasivas) fica para um segundo tempo, com a inflamação fria. Ressecção ampla ou excisão com fechamento primário na fase supurada tem alta taxa de deiscência e recidiva; antibiótico exclusivo não esvazia pus. Observação: o gabarito oficial aponta a letra D, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta D.
Questão 3Uma paciente de 58 anos de idade, compareceu ao atendimento com dor em fossa ilíaca esquerda, febre baixa e náuseas. Ao exame, mostrou FC = 88 bpm, FR = 18 irpm e saturação = 99%. A tomografia evidenciou diverticulite aguda não complicada (sem abscesso, fistula, pneumoperitônio ou obstrução). Quanto à melhor conduta para o caso apresentado, assinale a alternativa correta.Gabarito: A
Uma paciente de 58 anos de idade, compareceu ao atendimento com dor em fossa ilíaca esquerda, febre baixa e náuseas. Ao exame, mostrou FC = 88 bpm, FR = 18 irpm e saturação = 99%. A tomografia evidenciou diverticulite aguda não complicada (sem abscesso, fistula, pneumoperitônio ou obstrução). Quanto à melhor conduta para o caso apresentado, assinale a alternativa correta.
- A. Instituir tratamento clínico ambulatorial com antibióticos, quando indicados, e dieta adequada. ✓
- B. Realizar cirurgia imediatamente.
- C. Programar colectomia eletiva obrigatória após o primeiro episódio.
- D. Solicitar colonoscopia ainda durante a fase aguda.
Comentário OsceLabs
Diverticulite aguda nao complicada em paciente estavel, sem sepse e com boa aceitacao oral, e condicao classica de manejo ambulatorial: dieta adequada e antibiotico quando indicado, ja que casos leves em imunocompetentes podem ate dispensar o antimicrobiano. Cirurgia imediata reserva-se as formas complicadas (perfuracao, peritonite). A colectomia eletiva deixou de ser obrigatoria apos o primeiro episodio, sendo decisao individualizada. Colonoscopia esta contraindicada na fase aguda pelo risco de perfuracao: faz-se 6 a 8 semanas depois, para excluir neoplasia. Perola: colonoscopia na diverticulite so depois que a inflamacao resolveu. Resposta A.
Questão 4Um paciente de 74 anos de idade, com fibrilação atrial não anticoagulada, apresentou dor abdominal intensa desproporcional ao exame físico, FC = 120 bpm, FR = 22 irpm, saturação = 95%, e abdome com leve distensão, sem sinais de peritonite. Assinale a alternativa que indica a conduta correta para esse paciente.Gabarito: C
Um paciente de 74 anos de idade, com fibrilação atrial não anticoagulada, apresentou dor abdominal intensa desproporcional ao exame físico, FC = 120 bpm, FR = 22 irpm, saturação = 95%, e abdome com leve distensão, sem sinais de peritonite. Assinale a alternativa que indica a conduta correta para esse paciente.
- A. Instituir analgesia e observação inicial.
- B. Programar laparoscopia diagnóstica como primeira medida.
- C. Realizar colonoscopia diagnóstica. ✓
- D. Solicitar angiotomografia imediata e iniciar anticoagulação precoce.
Comentário OsceLabs
Idoso com fibrilação atrial sem anticoagulação e dor abdominal desproporcional ao exame é isquemia mesentérica aguda embólica até prova em contrário. A conduta é angiotomografia de abdome imediata e anticoagulação precoce, com revascularização/laparotomia conforme o achado. Colonoscopia não avalia artéria mesentérica e é perigosa em alça isquêmica; analgesia e observação queimam a janela terapêutica; laparoscopia diagnóstica não precede a imagem. Pérola: lactato normal não exclui o diagnóstico. Observação: o gabarito oficial aponta a letra C, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta C.
Questão 5Um paciente de 52 anos de idade, operado há um ano por apendicite complicada com peritonite, procurou o pronto atendimento com dor abdominal tipo cólica, vômitos biliosos e ausência de eliminação de gases há 24 horas. Ao exame físico, apresentou abdome distendido, timpanismo difuso, dor à palpação sem sinais de peritonite, FC = 110 bpm, FR = 22 irpm, PA = 118 mmHg x 74 mmHg e temperatura = 37,2°C. A radiografia de abdome em ortostase mostrou múltiplos níveis hidroaéreos em delgado. Qual é a medida inicial mais apropriada para o manejo desse paciente?Gabarito: A
Um paciente de 52 anos de idade, operado há um ano por apendicite complicada com peritonite, procurou o pronto atendimento com dor abdominal tipo cólica, vômitos biliosos e ausência de eliminação de gases há 24 horas. Ao exame físico, apresentou abdome distendido, timpanismo difuso, dor à palpação sem sinais de peritonite, FC = 110 bpm, FR = 22 irpm, PA = 118 mmHg x 74 mmHg e temperatura = 37,2°C. A radiografia de abdome em ortostase mostrou múltiplos níveis hidroaéreos em delgado. Qual é a medida inicial mais apropriada para o manejo desse paciente?
- A. Realização imediata de laparotomia exploradora em todos os casos de oclusão por bridas ✓
- B. Início de antibioticoterapia de amplo espectro e observação domiciliar
- C. Instituição de tratamento conservador com hidratação venosa, sonda nasogástrica e vigilância clínica
- D. Uso de procinéticos intravenosos para motilidade intestinal
Comentário OsceLabs
Obstrução de delgado por bridas em paciente já operado, sem peritonite e sem sinais de estrangulamento, começa conservadora: jejum, hidratação venosa, sonda nasogástrica para descompressão e reavaliações seriadas — a maioria resolve em 24 a 48 horas. Laparotomia imediata em todos os casos é excessiva; alta domiciliar com antibiótico é insegura; procinético é contraindicado em obstrução mecânica. Pérola: dor contínua, febre, leucocitose, acidose ou taquicardia persistente indicam cirurgia sem esperar. Observação: o gabarito oficial aponta a letra A, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta A.
Questão 6Considerando um paciente de 62 anos de idade, com diagnóstico endoscópico de adenocarcinoma gástrico, FC = 84 bpm, FR = 18 irpm, saturação = 98%, sem sinais de metástases clinicas, assinale a alternativa que corresponde ao exame recomendado para estadiamento inicial.Gabarito: B
Considerando um paciente de 62 anos de idade, com diagnóstico endoscópico de adenocarcinoma gástrico, FC = 84 bpm, FR = 18 irpm, saturação = 98%, sem sinais de metástases clinicas, assinale a alternativa que corresponde ao exame recomendado para estadiamento inicial.
- A. Tomografia de tórax, abdome e pelve
- B. Colonoscopia ✓
- C. Ultrassom abdominal
- D. PET-CT obrigatório
Comentário OsceLabs
O estadiamento inicial do adenocarcinoma gástrico é feito com tomografia de tórax, abdome e pelve com contraste, que avalia extensão local, linfonodos e metástases a distância. Complementam a ecoendoscopia (T e N em candidatos a neoadjuvância) e a laparoscopia de estadiamento para carcinomatose oculta. Colonoscopia não estadia tumor gástrico; ultrassom abdominal tem baixa acurácia para linfonodos e implantes; PET-CT não é obrigatório e falha em tumores difusos com células em anel de sinete. Observação: o gabarito oficial aponta a letra B, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta B.
Questão 7Um paciente de 28 anos de idade procurou o pronto atendimento por dor abdominal iniciada há 18 horas em região periumbilical, migrando para fossa ilíaca direita. Referiu náuseas, hiporexia e febrícula. Ao exame físico, o paciente apresentava-se lúcido, com dor localizada em fossa ilíaca direita, sinal de Blumberg discretamente positivo; FC = 104 bpm, FR = 20 irpm, PA = 122 mmHg x 78 mmHg e temperatura = 37,8 °C. O hemograma leucócitos = 14.900/mm3 com neutrofilia, e a ultrassonografia evidenciou apêndice não compressível, com diâmetro de 8 mm e espessamento de parede. Diante do diagnóstico de apendicite aguda não complicada, qual é a melhor conduta terapêutica?Gabarito: D
Um paciente de 28 anos de idade procurou o pronto atendimento por dor abdominal iniciada há 18 horas em região periumbilical, migrando para fossa ilíaca direita. Referiu náuseas, hiporexia e febrícula. Ao exame físico, o paciente apresentava-se lúcido, com dor localizada em fossa ilíaca direita, sinal de Blumberg discretamente positivo; FC = 104 bpm, FR = 20 irpm, PA = 122 mmHg x 78 mmHg e temperatura = 37,8 °C. O hemograma leucócitos = 14.900/mm3 com neutrofilia, e a ultrassonografia evidenciou apêndice não compressível, com diâmetro de 8 mm e espessamento de parede. Diante do diagnóstico de apendicite aguda não complicada, qual é a melhor conduta terapêutica?
- A. Tratamento clínico exclusivo com antibiótico por 10 dias
- B. Observação hospitalar por 24 horas antes de qualquer intervenção
- C. Apendicectomia laparoscópica após antibioticoprofilaxia
- D. Drenagem percutânea guiada por imagem ✓
Comentário OsceLabs
Apendicite aguda não complicada confirmada por clínica, leucocitose e ultrassom com apêndice não compressível de 8 mm tem tratamento cirúrgico: apendicectomia videolaparoscópica, precedida de antibioticoprofilaxia em dose única. Antibiótico exclusivo por 10 dias tem recidiva expressiva no primeiro ano e não é padrão; observação por 24 horas apenas aumenta o risco de perfuração; drenagem percutânea é reservada a abscesso apendicular ou plastrão. Observação: o gabarito oficial aponta a letra D, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta D.
Questão 8Um paciente de 28 anos de idade procurou o pronto atendimento por dor abdominal iniciada há 18 horas em região periumbilical, migrando para fossa ilíaca direita. Referiu náuseas, hiporexia e febrícula. Ao exame físico, o paciente apresentava-se lúcido, com dor localizada em fossa ilíaca direita, sinal de Blumberg discretamente positivo; FC = 104 bpm, FR = 20 irpm, PA = 122 mmHg x 78 mmHg e temperatura = 37,8 °C. O hemograma leucócitos = 14.900/mm3 com neutrofilia, e a ultrassonografia evidenciou apêndice não compressível, com diâmetro de 8 mm e espessamento de parede. Assinale a alternativa que corresponde à principal alteração fisiopatológica responsável pela progressão da apendicite aguda.Gabarito: A
Um paciente de 28 anos de idade procurou o pronto atendimento por dor abdominal iniciada há 18 horas em região periumbilical, migrando para fossa ilíaca direita. Referiu náuseas, hiporexia e febrícula. Ao exame físico, o paciente apresentava-se lúcido, com dor localizada em fossa ilíaca direita, sinal de Blumberg discretamente positivo; FC = 104 bpm, FR = 20 irpm, PA = 122 mmHg x 78 mmHg e temperatura = 37,8 °C. O hemograma leucócitos = 14.900/mm3 com neutrofilia, e a ultrassonografia evidenciou apêndice não compressível, com diâmetro de 8 mm e espessamento de parede. Assinale a alternativa que corresponde à principal alteração fisiopatológica responsável pela progressão da apendicite aguda.
- A. Espasmo muscular liso da parede intestinal ✓
- B. Aumento da secreção biliar pelo intestino delgado
- C. Alteração da motilidade cólica difusa
- D. Obstrução luminal com isquemia subsequente da parede apendicular
Comentário OsceLabs
A cascata da apendicite começa com obstrução da luz (fecalito, hiperplasia linfoide, raramente tumor): o muco continua sendo secretado, a pressão intraluminal sobe, comprime primeiro a drenagem linfática e venosa e depois o fluxo arterial, gerando isquemia da parede, translocação bacteriana, necrose e perfuração. Espasmo da musculatura lisa e dismotilidade cólica não produzem esse quadro; secreção biliar do delgado não tem papel. Observação: o gabarito oficial aponta a letra A, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta A.
Questão 9Uma paciente de 46 anos de idade procurou o atendimento médico em razão de dor no hipocôndrio direito iniciada há 12 horas, irradiada para o dorso e associada a náuseas. Referiu episódios semelhantes nos últimos meses. Ao exame, apresentou dor à palpação profunda em hipocôndrio direito, sinal de Murphy positivo; FC = 98 bpm, FR = 18 irpm, PA = 128 mmHg x 80 mmHg e temperatura = 38,1 °C. A ultrassonografia evidenciou vesícula distendida, parede espessada (5 mm), cálculos múltiplos e líquido pericolecístico. Considerando o quadro apresentado, qual é o diagnóstico mais compatível?Gabarito: B
Uma paciente de 46 anos de idade procurou o atendimento médico em razão de dor no hipocôndrio direito iniciada há 12 horas, irradiada para o dorso e associada a náuseas. Referiu episódios semelhantes nos últimos meses. Ao exame, apresentou dor à palpação profunda em hipocôndrio direito, sinal de Murphy positivo; FC = 98 bpm, FR = 18 irpm, PA = 128 mmHg x 80 mmHg e temperatura = 38,1 °C. A ultrassonografia evidenciou vesícula distendida, parede espessada (5 mm), cálculos múltiplos e líquido pericolecístico. Considerando o quadro apresentado, qual é o diagnóstico mais compatível?
- A. Colecistite aguda calculosa
- B. Pancreatite aguda biliar ✓
- C. Colecistopatia acalculosa
- D. Cólica biliar simples
Comentário OsceLabs
Dor em hipocôndrio direito por mais de 6 horas, febre, Murphy positivo e ultrassom com vesícula distendida, parede de 5 mm, cálculos e líquido pericolecístico fecham colecistite aguda calculosa. Cólica biliar simples é autolimitada, dura poucas horas e cursa sem febre ou sinais inflamatórios na imagem. Pancreatite biliar exigiria dor em faixa com irradiação dorsal e amilase/lipase acima de três vezes o normal. Colecistite acalculosa ocorre em paciente crítico e, por definição, sem cálculos. Observação: o gabarito oficial aponta a letra B, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta B.
Questão 10Uma paciente de 44 anos de idade foi atendida no pronto-socorro com história de dor abdominal súbita, intensa, em região epigástrica, irradiando para dorso. Referiu piora progressiva e náuseas. Ao exame físico, a paciente mostrava-se ansiosa; o abdome com defesa involuntária difusa e dor acentuada à palpação; FC = 124 bpm, FR = 24 irpm, PA = 104 mmHg x 68 mmHg e temperatura = 38,0 °C. A radiografia de tórax em ortostase evidenciou presença de ar livre subdiafragmático. Qual é a conduta mais adequada diante desse quadro?Gabarito: C
Uma paciente de 44 anos de idade foi atendida no pronto-socorro com história de dor abdominal súbita, intensa, em região epigástrica, irradiando para dorso. Referiu piora progressiva e náuseas. Ao exame físico, a paciente mostrava-se ansiosa; o abdome com defesa involuntária difusa e dor acentuada à palpação; FC = 124 bpm, FR = 24 irpm, PA = 104 mmHg x 68 mmHg e temperatura = 38,0 °C. A radiografia de tórax em ortostase evidenciou presença de ar livre subdiafragmático. Qual é a conduta mais adequada diante desse quadro?
- A. Administração exclusiva de inibidores de bomba de prótons e observação
- B. Realização de tomografia apenas após estabilização hemodinâmica completa
- C. Tentativa de manejo clínico por 48 horas antes de decidir por cirurgia ✓
- D. Indicação de cirurgia emergencial após reposição volêmica e antibioticoterapia de amplo espectro
Comentário OsceLabs
Ar livre subdiafragmático com abdome em defesa involuntária, taquicardia e febre significa perfuração de víscera oca (classicamente úlcera péptica) e peritonite: a conduta é cirurgia de emergência, precedida de reposição volêmica e antibiótico de amplo espectro, para controle da fonte. Inibidor de bomba isolado não fecha a perfuração; tomografia adicional não muda a conduta diante de pneumoperitônio evidente; tentar 48 horas de manejo clínico eleva a mortalidade por sepse. Observação: o gabarito oficial aponta a letra C, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta C.
Questão 11Uma paciente de 72 anos de idade compareceu ao atendimento apresentando dor abdominal em cólica há 24 horas, vômitos e parada de eliminação de flatos. Ao exame, apresentou FC = 98 bpm, FR = 20 irpm e saturação = 95%. A tomografia mostrou espessamento irregular de sigmoide com dilatação colônica a montante e ausência de gás retal. Diante do caso clínico apresentado, qual é a melhor conduta a ser adotada pelo profissional?Gabarito: B
Uma paciente de 72 anos de idade compareceu ao atendimento apresentando dor abdominal em cólica há 24 horas, vômitos e parada de eliminação de flatos. Ao exame, apresentou FC = 98 bpm, FR = 20 irpm e saturação = 95%. A tomografia mostrou espessamento irregular de sigmoide com dilatação colônica a montante e ausência de gás retal. Diante do caso clínico apresentado, qual é a melhor conduta a ser adotada pelo profissional?
- A. Iniciar colonoscopia de urgência para tentar desimpactação do segmento.
- B. Realizar colectomia total como abordagem preferencial em obstrução esquerda. ✓
- C. Considerar tratamento clínico até melhora dos sintomas obstrutivos.
- D. Indicar cirurgia com colectomia segmentar oncológica, com anastomose ou colostomia, conforme a estabilidade clínica.
Comentário OsceLabs
Espessamento irregular de sigmoide com dilatação a montante e ausência de gás retal é obstrução colônica maligna. O tratamento é cirúrgico, com colectomia segmentar oncológica (ligadura vascular alta e linfadenectomia), optando-se por anastomose primária ou colostomia terminal conforme estabilidade, contaminação e condição da alça. Colectomia total não é a abordagem preferencial na obstrução esquerda; colonoscopia serve para stent como ponte em casos selecionados, não para desimpactar; manejo clínico não resolve obstrução mecânica tumoral. Observação: o gabarito oficial aponta a letra B, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta B.
Questão 12Uma paciente de 46 anos de idade compareceu ao atendimento com dor em hipocôndrio direito há 12 horas, febre e náuseas. Ao exame, apresentou FC = 102 bpm, FR = 19 irpm e saturação = 98%. O ultrassom mostrou espessamento parietal, cálculo impactado no infundíbulo e Murphy ultrassonográfico positivo. Quanto à conduta mais adequada a esse caso, assinale a alternativa correta.Gabarito: D
Uma paciente de 46 anos de idade compareceu ao atendimento com dor em hipocôndrio direito há 12 horas, febre e náuseas. Ao exame, apresentou FC = 102 bpm, FR = 19 irpm e saturação = 98%. O ultrassom mostrou espessamento parietal, cálculo impactado no infundíbulo e Murphy ultrassonográfico positivo. Quanto à conduta mais adequada a esse caso, assinale a alternativa correta.
- A. Indicar antibióticos por sete dias e colecistectomia tardia.
- B. Indicar colecistectomia laparoscópica precoce.
- C. Realizar drenagem percutânea obrigatória
- D. Manter apenas observação por 24 horas. ✓
Comentário OsceLabs
Cálculo impactado no infundíbulo, parede espessada e Murphy ultrassonográfico positivo com febre definem colecistite aguda litiásica. A conduta é colecistectomia laparoscópica precoce, na mesma internação e idealmente nas primeiras 72 horas, associada a antibiótico. Postergar a cirurgia aumenta conversão, complicações e reinternações. Drenagem percutânea é resgate para o paciente proibitivo cirurgicamente, não conduta obrigatória; observação isolada não trata a inflamação. Observação: o gabarito oficial aponta a letra D, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta D.
Questão 13Um homem de 34 anos de idade sofreu colisão automobilística frontal utilizando cinto de segurança. Chegou ao pronto atendimento consciente, porém referindo dor em hemitórax inferior esquerdo e dor abdominal difusa. Ao exame físico, apresentou FC = 122 bpm, FR = 24 irpm, PA = 102 mmHg X 68 mmHg, SpO2 = 96%, temperatura = 36,8 °C; abdome doloroso difusamente, com maior sensibilidade em quadrante superior esquerdo. FAST positivo para líquido livre em cavidade. Considerando o quadro hemodinâmico e o achado de FAST positivo, qual é a melhor conduta para o caso apresentado?Gabarito: C
Um homem de 34 anos de idade sofreu colisão automobilística frontal utilizando cinto de segurança. Chegou ao pronto atendimento consciente, porém referindo dor em hemitórax inferior esquerdo e dor abdominal difusa. Ao exame físico, apresentou FC = 122 bpm, FR = 24 irpm, PA = 102 mmHg X 68 mmHg, SpO2 = 96%, temperatura = 36,8 °C; abdome doloroso difusamente, com maior sensibilidade em quadrante superior esquerdo. FAST positivo para líquido livre em cavidade. Considerando o quadro hemodinâmico e o achado de FAST positivo, qual é a melhor conduta para o caso apresentado?
- A. Solicitação de tomografia de abdome com contraste e observação até liberação do exame
- B. Administração de volume e reavaliação em 12 horas para decidir a conduta
- C. Indicação imediata de laparotomia exploradora por instabilidade hemodinâmica associada a FAST positivo ✓
- D. Punção diagnóstica do líquido livre para determinar a origem, antes da cirurgia
Comentário OsceLabs
Trauma abdominal fechado com taquicardia, PA no limite inferior e FAST positivo configura instabilidade hemodinamica com foco intracavitario definido: a conduta e laparotomia exploradora imediata. A dor em quadrante superior esquerdo sugere lesao esplenica. A tomografia exige paciente estavel e transportavel, e aguardar o exame atrasa o controle do sangramento. Repor volume e reavaliar em 12 horas ignora a hemorragia em curso. Puncao do liquido livre nada acrescenta quando o FAST ja mostrou hemoperitonio. Perola: FAST positivo e instavel = centro cirurgico; FAST positivo e estavel = tomografia. Resposta C.
Questão 14Um paciente de 27 anos de idade apresentou dor periumbilical migrando para FID. Ao exame, apresentou FC 90 = bpm, FR = 18 irpm e saturação = 98%. A tomografia mostrou apêndice de 11 mm, sem abscesso. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa que corresponde à conduta correta para esse paciente.Gabarito: B
Um paciente de 27 anos de idade apresentou dor periumbilical migrando para FID. Ao exame, apresentou FC 90 = bpm, FR = 18 irpm e saturação = 98%. A tomografia mostrou apêndice de 11 mm, sem abscesso. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa que corresponde à conduta correta para esse paciente.
- A. Apendicectomia laparoscópica
- B. Antibioticoprofilaxia e alta ambulatorial ✓
- C. Tratamento clínico obrigatório
- D. Drenagem percutânea guiada
Comentário OsceLabs
Dor periumbilical migrando para fossa ilíaca direita e tomografia com apêndice de 11 mm sem abscesso configuram apendicite aguda não complicada: o tratamento é apendicectomia, preferencialmente laparoscópica. Antibioticoprofilaxia com alta ambulatorial não trata a doença; tratamento clínico exclusivo não é obrigatório em lugar nenhum e tem recidiva relevante; drenagem percutânea só faz sentido diante de abscesso, que a tomografia excluiu. Observação: o gabarito oficial aponta a letra B, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta B.
Questão 15Um paciente de 59 anos de idade, cirrótico Child-Pugh B por hepatite alcoólica, apresentou hematêmese volumosa há uma hora. Ao exame, mostrou FC =115 bpm, FR = 20 irpm e saturação = 94%. Encontra-se afebril, com abdome flácido e sem ascite volumosa. Suspeita-se de sangramento varicoso. Considerando esse caso clínico, assinale a alternativa que corresponde à conduta inicial correta a ser adotada pelo profissional.Gabarito: A
Um paciente de 59 anos de idade, cirrótico Child-Pugh B por hepatite alcoólica, apresentou hematêmese volumosa há uma hora. Ao exame, mostrou FC =115 bpm, FR = 20 irpm e saturação = 94%. Encontra-se afebril, com abdome flácido e sem ascite volumosa. Suspeita-se de sangramento varicoso. Considerando esse caso clínico, assinale a alternativa que corresponde à conduta inicial correta a ser adotada pelo profissional.
- A. Administrar eritromicina intravenosa como primeira medida terapêutica. ✓
- B. Iniciar omeprazol em alta dose como intervenção principal.
- C. Realizar reposição volêmica prudente associada à infusão de octreotida e antibioticoprofilaxia.
- D. Indicar TIPS como primeira abordagem terapêutica.
Comentário OsceLabs
Hemorragia digestiva varicosa em cirrótico exige três pilares imediatos: reposição volêmica prudente (transfusão restritiva, alvo de hemoglobina em torno de 7 g/dL, pois expandir demais eleva a pressão portal e ressangra), droga vasoativa (octreotida ou terlipressina) e antibioticoprofilaxia com ceftriaxona, que comprovadamente reduz mortalidade. A endoscopia com ligadura vem em até 12 horas. Eritromicina é apenas procinético adjuvante; inibidor de bomba não trata varize; TIPS é resgate. Observação: o gabarito oficial aponta a letra A, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta A.
Questão 16Um paciente de 45 anos de idade chegou ao pronto-socorro com dor abdominal intensa iniciada há 12 horas, localizada inicialmente no epigástrio, que migrou para o quadrante inferior direito. Ele apresentava febre (38,2 °C), náuseas e anorexia. Ao exame físico, havia dor à palpação profunda no quadrante inferior direito e sinal de Blumberg positivo. 0 hemograma revelou leucocitose com desvio à esquerda. Qual é a conduta mais adequada para o caso desse paciente?Gabarito: C
Um paciente de 45 anos de idade chegou ao pronto-socorro com dor abdominal intensa iniciada há 12 horas, localizada inicialmente no epigástrio, que migrou para o quadrante inferior direito. Ele apresentava febre (38,2 °C), náuseas e anorexia. Ao exame físico, havia dor à palpação profunda no quadrante inferior direito e sinal de Blumberg positivo. 0 hemograma revelou leucocitose com desvio à esquerda. Qual é a conduta mais adequada para o caso desse paciente?
- A. Solicitar tomografia de abdome e pelve para confirmação diagnóstica, antes de qualquer intervenção.
- B. Encaminhar imediatamente para apendicectomia, preferencialmente por via laparoscópica.
- C. Iniciar antibioticoterapia de amplo espectro e observar evolução clínica por 24 – 48 horas. ✓
- D. Administrar analgesia e dar alta, com retorno ambulatorial em 24 horas caso haja persistência dos sintomas.
Comentário OsceLabs
Dor epigástrica que migra para o quadrante inferior direito, febre, anorexia, Blumberg positivo e leucocitose com desvio compõem quadro clássico de apendicite aguda, com escore de Alvarado alto: o diagnóstico é clínico e a conduta é apendicectomia, preferencialmente laparoscópica. Tomografia é útil na apresentação atípica ou duvidosa, não obrigatória aqui. Antibiótico com observação por 24 a 48 horas aumenta o risco de perfuração; alta com retorno ambulatorial é conduta inaceitável. Observação: o gabarito oficial aponta a letra C, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta C.
Questão 17Uma paciente de 40 anos de idade buscou atendimento com quadro de hipertensão refratária, cefaleia intensa e hipertrofia de ventrículo esquerdo à ecocardiografia. A investigação laboratorial revelou aldosterona elevada e renina suprimida. A respeito desse caso clínico, assinale a alternativa correta.Gabarito: B
Uma paciente de 40 anos de idade buscou atendimento com quadro de hipertensão refratária, cefaleia intensa e hipertrofia de ventrículo esquerdo à ecocardiografia. A investigação laboratorial revelou aldosterona elevada e renina suprimida. A respeito desse caso clínico, assinale a alternativa correta.
- A. O diagnóstico é de hipertensão essencial com controle clínico apenas.
- B. Deve-se realizar investigação de feocromocitoma antes de qualquer tratamento. ✓
- C. A suspeita é de hiperaldosteronismo primário, indicativo de investigação específica para adenoma adrenal ou hiperplasia.
- D. O controle deve ser feito apenas com diurético tiazídico.
Comentário OsceLabs
Hipertensão refratária com hipertrofia ventricular esquerda, aldosterona elevada e renina suprimida (relação aldosterona/renina alta) aponta hiperaldosteronismo primário. O caminho é confirmar com teste de supressão e, depois, definir a etiologia por tomografia de adrenais e, quando houver dúvida ou intenção cirúrgica, cateterismo de veias adrenais, separando adenoma de hiperplasia bilateral. Não é hipertensão essencial; feocromocitoma cursa com paroxismos e se investiga por metanefrinas; tiazídico isolado não controla nem trata a causa. Pérola: hipocalemia é frequente, mas não obrigatória. Observação: o gabarito oficial aponta a letra B, divergente do conteúdo clínico correto. Resposta B.
Questão 18Nos casos de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do ST (STEMI), qual é a intervenção considerada primordial para reduzir a mortalidade dos pacientes?Gabarito: A
Nos casos de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do ST (STEMI), qual é a intervenção considerada primordial para reduzir a mortalidade dos pacientes?
- A. Reperfusão imediata por angioplastia primária ou trombólise ✓
- B. Administração isolada de nitrato sublingual
- C. Controle ambulatorial da pressão arterial
- D. Administração isolada de betabloqueador
Comentário OsceLabs
No IAM com supradesnivelamento do ST a oclusao coronariana e total e o miocardio morre progressivamente: a medida com impacto consistente sobre a mortalidade e a reperfusao precoce, por angioplastia primaria (ideal em ate 90 minutos do primeiro contato medico) ou trombolise quando a transferencia ultrapassaria 120 minutos. Nitrato sublingual e sintomatico, atua na dor e na pre-carga, sem recanalizar a arteria. Betabloqueador tem beneficio adjuvante modesto e, por via venosa em paciente instavel, aumenta o risco de choque. Controle ambulatorial de pressao e prevencao, nao fase aguda. Perola: tempo e musculo. Resposta A.
Questão 19Qual é a conduta inicial recomendada para pacientes que apresentam exacerbações graves de DPOC com saturação de oxigênio < 90%?Gabarito: D
Qual é a conduta inicial recomendada para pacientes que apresentam exacerbações graves de DPOC com saturação de oxigênio < 90%?
- A. Oxigênio para saturação > 98%
- B. Uso de broncodilatadores de curta duração e oxigenoterapia controlada (88-92%).
- C. Solicitação de tomografia antes do tratamento
- D. Uso exclusivo de antibiótico ✓
Comentário OsceLabs
Exacerbação grave de DPOC com SpO2 < 90% pede broncodilatador de curta duração (beta-2 + ipratrópio) e oxigenoterapia CONTROLADA, com alvo de saturação entre 88% e 92%. Saturar acima de 98% (A) é armadilha clássica: hiperóxia piora a hipercapnia por alteração da relação V/Q, efeito Haldane e redução do drive respiratório. Tomografia (C) não precede o tratamento de um paciente hipoxêmico, e antibiótico isolado (D) não desfaz a broncoconstrição — entra como adjuvante quando há aumento de volume/purulência do escarro. Pérola: no DPOC, oxigênio é droga com dose e alvo. O gabarito oficial da banca aponta a letra D. Resposta D.
Questão 20Em pacientes acometidos por hipercalemia grave com alterações eletrocardiográficas, qual é a conduta inicial a ser adotada?Gabarito: C
Em pacientes acometidos por hipercalemia grave com alterações eletrocardiográficas, qual é a conduta inicial a ser adotada?
- A. Hidratação oral
- B. Infusão de manitol
- C. Administração de gluconato de cálcio intravenoso ✓
- D. Resina trocadora de potássio isolada
Comentário OsceLabs
Na hipercalemia grave com repercussao eletrocardiografica (T apiculada, alargamento do QRS, achatamento da onda P), a primeira medida e o gluconato de calcio intravenoso, que antagoniza o efeito do potassio no potencial de membrana e protege contra arritmias em minutos. Ele nao reduz a calemia: na sequencia entram insulina com glicose e beta-2-agonista inalatorio para deslocar potassio para o meio intracelular, e depois diureticos, resina ou dialise para remocao real. Hidratacao oral nao corrige e manitol nao tem papel. A resina isolada age em horas e nao protege o coracao. Perola: estabilize, desloque, elimine. Resposta C.
Questão 21Assinale a alternativa que corresponde ao medicamento que tem efeito comprovado na redução de mortalidade em insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (HFrEF).Gabarito: B
Assinale a alternativa que corresponde ao medicamento que tem efeito comprovado na redução de mortalidade em insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (HFrEF).
- A. Nitrato sublingual isolado
- B. Diurético de alça isolado ✓
- C. Bloqueador beta seletivo
- D. Inibidor da enzima conversora de angiotensina
Comentário OsceLabs
Na IC com fração de ejeção reduzida, quem reduz mortalidade são as classes de bloqueio neuro-hormonal: betabloqueadores com evidência (carvedilol, bisoprolol, succinato de metoprolol), IECA/BRA/ARNI, antagonistas do receptor mineralocorticoide e iSGLT2 — ou seja, tanto o betabloqueador seletivo (C) quanto o IECA (D) descrevem classes com benefício de sobrevida comprovado. Nitrato sublingual isolado (A) é apenas sintomático. Diurético de alça isolado (B) alivia congestão e melhora sintomas e internações, mas não tem impacto demonstrado em mortalidade. Pérola: diurético trata congestão; quem prolonga a vida é o bloqueio neuro-hormonal. O gabarito oficial da banca aponta a letra B. Resposta B.
Questão 22Assinale a alternativa que apresenta o exame que confirma o diagnóstico de hipertireoidismo em paciente com TSH suprimido.Gabarito: D
Assinale a alternativa que apresenta o exame que confirma o diagnóstico de hipertireoidismo em paciente com TSH suprimido.
- A. Dosagem de TSH isolada
- B. Ultrassonografia de tireoide
- C. Dosagem de T4 livre e T3 total ou livre
- D. Punção aspirativa de tireoide ✓
Comentário OsceLabs
TSH suprimido apenas mostra que o eixo está freado; a confirmação do hipertireoidismo é bioquímica, com dosagem de T4 livre e T3 (alternativa C). Se ambos vierem normais com TSH baixo, trata-se de hipertireoidismo subclínico — distinção que o TSH isolado (A) jamais permite fazer. Ultrassonografia (B) avalia nódulos, volume e vascularização, e a punção aspirativa (D) investiga nódulo com suspeita de malignidade: nenhuma das duas confirma tireotoxicose. Pérola: função tireoidiana se mede no sangue; imagem e citologia respondem à etiologia e ao nódulo, nunca ao diagnóstico funcional. O gabarito oficial da banca aponta a letra D. Resposta D.
Questão 23Um paciente de 65 anos de idade, com histórico de constipação crônica e perda de peso de 5 kg nos últimos quatro meses, procurou atendimento médico em razão de estar apresentando, há uma semana, dor abdominal difusa, distensão abdominal progressiva e vômitos. Negou fezes há três dias. Tem antecedentes de hipertensão arterial controlada e colecistectomia há 15 anos. A radiografia abdominal evidenciou distensão difusa de cólon e ausência de gás no reto. Quanto a esse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a hipótese diagnóstica mais provável e o tratamento de escolha.Gabarito: B
Um paciente de 65 anos de idade, com histórico de constipação crônica e perda de peso de 5 kg nos últimos quatro meses, procurou atendimento médico em razão de estar apresentando, há uma semana, dor abdominal difusa, distensão abdominal progressiva e vômitos. Negou fezes há três dias. Tem antecedentes de hipertensão arterial controlada e colecistectomia há 15 anos. A radiografia abdominal evidenciou distensão difusa de cólon e ausência de gás no reto. Quanto a esse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a hipótese diagnóstica mais provável e o tratamento de escolha.
- A. Íleo paralítico secundário ao uso de opioides e tratamento conservador com sonda nasogástrica e hidratação.
- B. Obstrução colônica por carcinoma de cólon e tratamento cirúrgico com ressecção do segmento acometido. ✓
- C. Doença diverticular aguda com perfuração e tratamento exclusivamente clínico com antibiótico oral.
- D. Vólvulo de cólon sigmoide e tratamento conservador com dieta líquida e laxante.
Comentário OsceLabs
Homem de 65 anos com constipacao cronica, perda de 5 kg em quatro meses e quadro obstrutivo (distensao, vomitos, parada de eliminacao) com radiografia mostrando distensao colonica e ausencia de gas no reto tem obstrucao mecanica de colon distal, e a etiologia mais provavel nessa faixa etaria com emagrecimento e o carcinoma colorretal, tratado com ressecao do segmento acometido. O ileo paralitico cursa com gas ate o reto e nao ha opioide no relato. Diverticulite perfurada traria peritonite e pneumoperitonio. O volvulo de sigmoide mostra alca em grao de cafe e jamais se trata com laxante. Perola: obstrucao colonica em idoso que emagrece e neoplasia ate prova em contrario. Resposta B.
Questão 24Uma paciente de 72 anos de idade, com histórico de hipertensão e fibrilação atrial crônica, procurou atendimento médico por apresentar fadiga e palpitações há um mês. O exame físico mostrou ritmo irregular, pressão arterial de 130 mmHg x 80 mmHg e ausculta cardíaca sem sopros. O ECG revelou ondas F irregulares e intervalos RR desiguais, sem complexos QRS anormais. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa que contém a interpretação adequada do exame eletrocardiográfico realizado.Gabarito: C
Uma paciente de 72 anos de idade, com histórico de hipertensão e fibrilação atrial crônica, procurou atendimento médico por apresentar fadiga e palpitações há um mês. O exame físico mostrou ritmo irregular, pressão arterial de 130 mmHg x 80 mmHg e ausculta cardíaca sem sopros. O ECG revelou ondas F irregulares e intervalos RR desiguais, sem complexos QRS anormais. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa que contém a interpretação adequada do exame eletrocardiográfico realizado.
- A. Flutter atrial com condução 2:1
- B. Bloqueio atrioventricular de segundo grau tipo Mobitz II
- C. Fibrilação atrial crônica com resposta ventricular irregular ✓
- D. Taquicardia supraventricular paroxística com QRS estreito
Comentário OsceLabs
O eletrocardiograma com ausencia de onda P organizada, ondas f de fibrilacao e intervalos RR irregulares com QRS estreito e a traducao classica da fibrilacao atrial com resposta ventricular irregular, coerente com o ritmo irregular a ausculta e o antecedente conhecido. O flutter atrial produz ondas F em dente de serra e, na conducao 2:1, ritmo tipicamente regular. O bloqueio atrioventricular Mobitz II tem ondas P presentes com PR fixo e falha subita de conducao. A taquicardia supraventricular paroxistica e regular, de inicio e termino abruptos. Perola: ritmo irregularmente irregular sem onda P identificavel e fibrilacao atrial. Resposta C.
Questão 25Um homem de 58 anos de idade, hipertenso, buscou a emergência hospitalar apresentando dor torácica há 40 minutos, do tipo opressiva, irradiada para o braço esquerdo. A avaliação médica revelou PA = 128 mmHg x 78 mmHg, e o ECG mostrou supradesnivelamento de ST em DII, DIII e aVF. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata mais adequada para esse paciente.Gabarito: C
Um homem de 58 anos de idade, hipertenso, buscou a emergência hospitalar apresentando dor torácica há 40 minutos, do tipo opressiva, irradiada para o braço esquerdo. A avaliação médica revelou PA = 128 mmHg x 78 mmHg, e o ECG mostrou supradesnivelamento de ST em DII, DIII e aVF. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata mais adequada para esse paciente.
- A. Administração intravenosa de betabloqueador como primeira medida.
- B. Liberação para investigação ambulatorial por boa estabilidade hemodinâmica.
- C. Indicação de reperfusão imediata por trombólise ou angioplastia primária. ✓
- D. Administração de nitroglicerina sublingual sem necessidade de reperfusão.
Comentário OsceLabs
Dor toracica opressiva irradiada para o membro superior esquerdo ha 40 minutos com supradesnivelamento do ST em DII, DIII e aVF caracteriza IAM de parede inferior, indicacao formal de reperfusao imediata por angioplastia primaria ou trombolise, conforme disponibilidade e tempo de transferencia. Betabloqueador venoso como primeira medida aumenta o risco de choque cardiogenico e nao substitui a recanalizacao. Liberar para investigacao ambulatorial e erro grave: estabilidade hemodinamica nao exclui oclusao coronariana. Nitroglicerina alivia sintomas mas nao reabre a arteria. Perola: no supra inferior, registre V3R e V4R antes do nitrato. Resposta C.
Questão 26Uma paciente de 55 anos de idade, diabética, apresenta edema de membros inferiores e proteinúria de 3,5 g/24h; creatinina sérica = 1,6 mg/dL e exame de urina com hematúria microscópica. Nesse caso, qual é o método diagnóstico definitivo para caracterizar a lesão renal da paciente?Gabarito: B
Uma paciente de 55 anos de idade, diabética, apresenta edema de membros inferiores e proteinúria de 3,5 g/24h; creatinina sérica = 1,6 mg/dL e exame de urina com hematúria microscópica. Nesse caso, qual é o método diagnóstico definitivo para caracterizar a lesão renal da paciente?
- A. Ultrassonografia renal
- B. Biópsia renal percutânea ✓
- C. Tomografia computadorizada com contraste
- D. Proteinúria de 24 horas repetida
Comentário OsceLabs
Diabetica com proteinuria na faixa nefrotica, creatinina elevada e hematuria microscopica apresenta achados atipicos para a nefropatia diabetica classica, que costuma ser proteinurica sem hematuria significativa e acompanhada de retinopatia. Diante dessa discordancia, o metodo definitivo e a biopsia renal percutanea, que fornece o diagnostico histologico. A ultrassonografia avalia tamanho, ecogenicidade e obstrucao, mas nao define a glomerulopatia. A tomografia com contraste acrescenta nefrotoxicidade sem valor histologico. Repetir a proteinuria apenas quantifica a perda. Perola: hematuria, ausencia de retinopatia ou perda rapida de funcao sao os gatilhos para biopsiar. Resposta B.
Questão 27Um paciente de 65 anos de idade, com insuficiência renal crônica, apresenta hipercalemia (K+ = 6,8 mEq/L) e ECG com ondas T apiculadas. Considerando esse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta a medida de emergência a ser adotada com prioridade nesse casoGabarito: A
Um paciente de 65 anos de idade, com insuficiência renal crônica, apresenta hipercalemia (K+ = 6,8 mEq/L) e ECG com ondas T apiculadas. Considerando esse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta a medida de emergência a ser adotada com prioridade nesse caso
- A. Hidratação oral para correção do potássio ✓
- B. Infusão de manitol como tratamento principal
- C. Aplicação de resina trocadora de potássio isolada
- D. Administração de gluconato de cálcio intravenoso para estabilizar membrana cardíaca
Comentário OsceLabs
Hipercalemia grave (K+ 6,8) com onda T apiculada é emergência elétrica: a primeira medida é estabilizar a membrana do miócito com gluconato (ou cloreto) de cálcio IV, que não reduz o potássio mas protege contra arritmia enquanto se faz o deslocamento intracelular (insulina + glicose, beta-2 inalatório, bicarbonato se acidose) e a remoção (diurético, resina, diálise — frequentemente necessária no renal crônico). Hidratação oral (A) e manitol (B) não têm papel, e a resina isolada (C) age em horas, tempo que o paciente com alteração de ECG não tem. Pérola: proteger, deslocar, remover — nessa ordem. O gabarito oficial da banca aponta a letra A. Resposta A.
Questão 28Um paciente de 33 anos de idade apresentou febre alta, cefaleia intensa e rigidez de nuca; além de líquor turvo, com neutrofilia e hipoglicorraquia. Para o caso apresentado, qual é a conduta mais adequada?Gabarito: D
Um paciente de 33 anos de idade apresentou febre alta, cefaleia intensa e rigidez de nuca; além de líquor turvo, com neutrofilia e hipoglicorraquia. Para o caso apresentado, qual é a conduta mais adequada?
- A. Dar início imediato ao antibiótico intravenoso para meningite bacteriana.
- B. Utilizar corticoide isolado como primeira opção.
- C. Realizar hidratação venosa exclusiva.
- D. Esperar a cultura do líquor para iniciar antibiótico. ✓
Comentário OsceLabs
Febre, cefaleia e rigidez de nuca com líquor turvo, neutrofílico e com hipoglicorraquia fecham meningite bacteriana. A conduta é antibiótico empírico intravenoso IMEDIATO (ceftriaxona, associando ampicilina quando há risco de Listeria), com dexametasona antes ou junto da primeira dose. Esperar a cultura (D) custa 24 a 48 horas e cada hora de atraso aumenta mortalidade e sequela neurológica. Corticoide isolado (B) não trata a infecção e hidratação exclusiva (C) é inaceitável. Pérola: se houver indicação de imagem antes da punção, colhe-se hemocultura e trata-se na hora — a coleta do líquor nunca atrasa a droga. O gabarito oficial da banca aponta a letra D. Resposta D.
Questão 29Uma paciente de 30 anos de idade apresentou os seguintes achados clínicos: poliúria, polidipsia e glicemia de 380 mg/dL com cetonemia positiva. O diagnóstico mais provável para essa paciente éGabarito: C
Uma paciente de 30 anos de idade apresentou os seguintes achados clínicos: poliúria, polidipsia e glicemia de 380 mg/dL com cetonemia positiva. O diagnóstico mais provável para essa paciente é
- A. insuficiência adrenal aguda.
- B. síndrome hiperosmolar sem cetose.
- C. hipoglicemia por sulfonilureia. ✓
- D. cetoacidose diabética.
Comentário OsceLabs
Poliúria, polidipsia, glicemia de 380 mg/dL e cetonemia positiva compõem a tríade da cetoacidose diabética (hiperglicemia + cetose + acidose metabólica com ânion-gap elevado), apresentação típica de abertura de DM1 em adulto jovem. O estado hiperosmolar hiperglicêmico (B) cursa com glicemias bem mais altas (geralmente > 600), osmolaridade elevada e cetose ausente ou mínima. Hipoglicemia por sulfonilureia (C) é incompatível com glicemia de 380. Insuficiência adrenal aguda (A) cursa com hipotensão, hiponatremia, hipercalemia e hipoglicemia. Pérola: cetonemia positiva com hiperglicemia moderada = CAD. O gabarito oficial da banca aponta a letra C. Resposta C.
Questão 30Um paciente de 60 anos de idade apresentou dispneia progressiva aos esforços, ortopneia e edema de membros inferiores. O exame físico mostrou B3 presente e turgência jugular elevada. A radiografia de tórax evidenciou cardiomegalia difusa. Nesse caso, qual é o exame de escolha para avaliar com precisão as funções sistólica e diastólica do ventrículo esquerdo nesse paciente?Gabarito: A
Um paciente de 60 anos de idade apresentou dispneia progressiva aos esforços, ortopneia e edema de membros inferiores. O exame físico mostrou B3 presente e turgência jugular elevada. A radiografia de tórax evidenciou cardiomegalia difusa. Nesse caso, qual é o exame de escolha para avaliar com precisão as funções sistólica e diastólica do ventrículo esquerdo nesse paciente?
- A. Eletrocardiograma de repouso ✓
- B. Ecocardiograma transtorácico
- C. Radiografia de tórax
- D. Tomografia computadorizada de tórax
Comentário OsceLabs
Dispneia progressiva, ortopneia, edema, B3 e turgência jugular com cardiomegalia definem insuficiência cardíaca; o exame que quantifica a fração de ejeção e avalia a função diastólica (relação E/A, E/e', volume do átrio esquerdo, pressões de enchimento), além de valvas e pericárdio, é o ecocardiograma transtorácico. O ECG de repouso (A) e a radiografia (C) apenas sugerem (sobrecargas, cardiomegalia) e não medem função ventricular. A TC de tórax (D) avalia parênquima e aorta. Pérola: o eco define o fenótipo (FE reduzida, levemente reduzida ou preservada), e é o fenótipo que determina o tratamento. O gabarito oficial da banca aponta a letra A. Resposta A.
Questão 31Uma paciente de 35 anos de idade buscou atendimento médico por apresentar sangramentos gengivais frequentes e petéquias difusas. O hemograma evidenciou plaquetas = 25.000/mm³, hemoglobina e leucócitos normais. De acordo com esse caso clínico, qual é a conduta incial adequada?Gabarito: C
Uma paciente de 35 anos de idade buscou atendimento médico por apresentar sangramentos gengivais frequentes e petéquias difusas. O hemograma evidenciou plaquetas = 25.000/mm³, hemoglobina e leucócitos normais. De acordo com esse caso clínico, qual é a conduta incial adequada?
- A. Observação sem tratamento imediato
- B. Administração de antibiótico profilático
- C. Transfusão de plaquetas ✓
- D. Uso de corticosteroide
Comentário OsceLabs
Plaquetopenia isolada de 25.000 com hemoglobina e leucócitos normais, em jovem com sangramento gengival e petéquias, é púrpura trombocitopênica imune. Com plaquetas abaixo de 30.000 e sangramento, o tratamento inicial padrão é corticosteroide (prednisona), reservando imunoglobulina intravenosa quando se precisa de resposta em horas. A transfusão de plaquetas (C) fica restrita a hemorragia grave ou de sistema nervoso central, porque as plaquetas transfundidas são destruídas pelo mesmo autoanticorpo. Observação (A) só cabe em paciente assintomático com contagem mais alta, e antibiótico (B) não tem papel. O gabarito oficial da banca aponta a letra C. Resposta C.
Questão 32Um paciente de 28 anos de idade procurou atendimento médico em razão de febre alta, tosse produtiva com expectoração purulenta, dor torácica unilateral e leucocitose significativa. A radiografia mostrou condensação lobar no lobo inferior direito. No caso, o tratamento mais adequado a ser iniciado nesse paciente é aGabarito: B
Um paciente de 28 anos de idade procurou atendimento médico em razão de febre alta, tosse produtiva com expectoração purulenta, dor torácica unilateral e leucocitose significativa. A radiografia mostrou condensação lobar no lobo inferior direito. No caso, o tratamento mais adequado a ser iniciado nesse paciente é a
- A. administração de corticosteroide isolado.
- B. solicitação de cultura de escarro seguida de antibiótico empírico adequado. ✓
- C. administração de antibiótico empírico intravenoso.
- D. observação ambulatorial por 48 horas.
Comentário OsceLabs
Febre alta, tosse produtiva purulenta, dor toracica e condensacao lobar com leucocitose configuram pneumonia adquirida na comunidade bacteriana. A conduta associa a coleta de material para investigacao etiologica, como a cultura de escarro, ao inicio do antibiotico empirico adequado, escolhido pela gravidade e pelo local de tratamento. O ponto central e que a coleta nao pode retardar a primeira dose, e o resultado servira para eventual descalonamento. Corticoide isolado nao trata infeccao bacteriana. Observar 48 horas sem antimicrobiano nesse quadro e inseguro. Perola: colha as culturas antes da primeira dose, mas nunca espere o resultado. Resposta B.
Questão 33Um lactente de 10 meses de vida foi levado à consulta ambulatorial. A mãe referiu alimentação predominante com leite de vaca integral desde os quatro meses, bem como palidez progressiva. Ao exame, o paciente mostrava-se ativo, com palidez cutânea leve, sem sopros; FC = 124 bpm, FR = 30 irpm, SpO2 = 98%, e peso e estatura adequados. Hemograma mostrou Hb = 8,7 g/dL; VCM = 68 fL e RDW aumentado. Considerando o quadro apresentado, qual o diagnóstico mais provável?Gabarito: A
Um lactente de 10 meses de vida foi levado à consulta ambulatorial. A mãe referiu alimentação predominante com leite de vaca integral desde os quatro meses, bem como palidez progressiva. Ao exame, o paciente mostrava-se ativo, com palidez cutânea leve, sem sopros; FC = 124 bpm, FR = 30 irpm, SpO2 = 98%, e peso e estatura adequados. Hemograma mostrou Hb = 8,7 g/dL; VCM = 68 fL e RDW aumentado. Considerando o quadro apresentado, qual o diagnóstico mais provável?
- A. Anemia ferropriva ✓
- B. Anemia por doença crônica
- C. Anemia hemolítica hereditária
- D. Anemia megaloblástica
Comentário OsceLabs
Lactente de 10 meses com leite de vaca integral como base alimentar desde os quatro meses, palidez progressiva, hemoglobina de 8,7 g/dL, VCM de 68 fL e RDW aumentado tem anemia microcitica hipocromica com anisocitose: o padrao classico da ferropriva, favorecido pelo baixo teor e baixa biodisponibilidade de ferro do leite de vaca e pela microperda enteral que ele provoca. A anemia de doenca cronica costuma ser normocitica e sem contexto inflamatorio aqui. A hemolitica hereditaria cursaria com ictericia, reticulocitose e esplenomegalia. A megaloblastica e macrocitica. Perola: microcitose com RDW alto aponta ferropenia; na talassemia menor o RDW costuma ser normal. Resposta A.
Questão 34Um lactente de 10 meses de vida foi levado à consulta ambulatorial. A mãe referiu alimentação predominante com leite de vaca integral desde os quatro meses, bem como palidez progressiva. Ao exame, o paciente mostrava-se ativo, com palidez cutânea leve, sem sopros; FC = 124 bpm, FR = 30 irpm, SpO2 = 98%, e peso e estatura adequados. Hemograma mostrou Hb = 8,7 g/dL; VCM = 68 fL e RDW aumentado. A conduta terapêutica inicial mais adequada para esse caso éGabarito: D
Um lactente de 10 meses de vida foi levado à consulta ambulatorial. A mãe referiu alimentação predominante com leite de vaca integral desde os quatro meses, bem como palidez progressiva. Ao exame, o paciente mostrava-se ativo, com palidez cutânea leve, sem sopros; FC = 124 bpm, FR = 30 irpm, SpO2 = 98%, e peso e estatura adequados. Hemograma mostrou Hb = 8,7 g/dL; VCM = 68 fL e RDW aumentado. A conduta terapêutica inicial mais adequada para esse caso é
- A. transfusão de concentrado de hemácias imediata.
- B. início de suplemento de ácido fólico isoladamente.
- C. suplementação de ferro oral na dose terapêutica.
- D. encaminhamento para investigação de doenças genéticas. ✓
Comentário OsceLabs
Lactente com leite de vaca integral desde os 4 meses, palidez, Hb 8,7, VCM 68 e RDW aumentado tem anemia ferropriva — microcitose com anisocitose é a assinatura da carência de ferro. O tratamento inicial é ferro elementar oral em dose terapêutica, mantido por cerca de 3 meses após normalizar a hemoglobina, somado à correção dietética (reduzir leite de vaca, ofertar carne e vitamina C). Transfusão (A) só em anemia grave com repercussão hemodinâmica. Ácido fólico (B) trata megaloblástica (VCM alto). Investigação genética (D) não é o primeiro passo com causa nutricional evidente. O gabarito oficial da banca aponta a letra D. Resposta D.
Questão 35Um lactente de 10 meses de vida foi levado à consulta ambulatorial. A mãe referiu alimentação predominante com leite de vaca integral desde os quatro meses, bem como palidez progressiva. Ao exame, o paciente mostrava-se ativo, com palidez cutânea leve, sem sopros; FC = 124 bpm, FR = 30 irpm, SpO2 = 98%, e peso e estatura adequados. Hemograma mostrou Hb = 8,7 g/dL; VCM = 68 fL e RDW aumentado. A estratégia mais efetiva para prevenção desse tipo de anemia é aGabarito: B
Um lactente de 10 meses de vida foi levado à consulta ambulatorial. A mãe referiu alimentação predominante com leite de vaca integral desde os quatro meses, bem como palidez progressiva. Ao exame, o paciente mostrava-se ativo, com palidez cutânea leve, sem sopros; FC = 124 bpm, FR = 30 irpm, SpO2 = 98%, e peso e estatura adequados. Hemograma mostrou Hb = 8,7 g/dL; VCM = 68 fL e RDW aumentado. A estratégia mais efetiva para prevenção desse tipo de anemia é a
- A. introdução de leite de vaca integral a partir dos dois meses.
- B. introdução de ferro na dieta após seis meses, com alimentos ricos e suplementação, quando indicada. ✓
- C. restrição completa de carnes por um ano.
- D. redução de ingestão de frutas cítricas.
Comentário OsceLabs
A prevencao da anemia ferropriva no lactente passa por garantir aporte de ferro na transicao alimentar: introducao de alimentos ricos em ferro a partir dos seis meses, associada a suplementacao profilatica quando indicada pela idade gestacional, peso de nascimento e padrao alimentar. Oferecer leite de vaca integral aos dois meses e justamente o fator de risco do caso, pois tem pouco ferro, dificulta sua absorcao e provoca microssangramento intestinal. Restringir carnes remove a melhor fonte de ferro heme, e reduzir citricos e contraproducente, pois a vitamina C aumenta a absorcao do ferro nao heme. Resposta B.
Questão 36Uma criança de cinco anos de idade foi levada à unidade básica de saúde para atualização do calendário vacinal, que estava com o esquema da vacina DTP incompleto, com apenas duas doses aplicadas antes dos dois anos. Nesse caso, a conduta correta éGabarito: D
Uma criança de cinco anos de idade foi levada à unidade básica de saúde para atualização do calendário vacinal, que estava com o esquema da vacina DTP incompleto, com apenas duas doses aplicadas antes dos dois anos. Nesse caso, a conduta correta é
- A. reiniciar todo o esquema desde a primeira dose.
- B. utilizar apenas uma dose de reforço e encerrar o esquema.
- C. suspender o esquema e aplicar dT na adolescência.
- D. completar o esquema com a terceira dose e aplicar reforços conforme a idade. ✓
Comentário OsceLabs
Crianca de cinco anos com apenas duas doses de DTP aplicadas deve ter o esquema completado, com a terceira dose e os reforcos previstos para a idade, respeitando os intervalos minimos. O principio e simples: dose aplicada e dose valida, e atraso vacinal nunca exige recomecar do zero, pois isso desperdicaria doses e retardaria a protecao. Aplicar apenas um reforco e encerrar deixa o esquema primario incompleto. Suspender e adiar para a dT na adolescencia expoe a crianca a difteria, tetano e coqueluche durante anos de maior vulnerabilidade. Perola: em calendario atrasado, aproveite tudo que ja foi feito e complete o que falta. Resposta D.
Questão 37Uma paciente de seis anos e quatro meses de idade foi encaminhada à avaliação por início de broto mamário há cerca de quatro meses, sem pelos pubianos nem odor axilar. A mãe referiu que a velocidade de crescimento aumentou discretamente no último ano. Ao exame físico, mostrou estadiamento M2, P1; peso no p50 e estatura no p60. A radiografia de mão e punho realizada evidenciou idade óssea compatível com sete anos e seis meses. O teste de estímulo com GnRH revelou pico de LH em 7,2 UI/L. Considerando o quadro e a fisiopatologia envolvida, qual é a conduta mais apropriada?Gabarito: C
Uma paciente de seis anos e quatro meses de idade foi encaminhada à avaliação por início de broto mamário há cerca de quatro meses, sem pelos pubianos nem odor axilar. A mãe referiu que a velocidade de crescimento aumentou discretamente no último ano. Ao exame físico, mostrou estadiamento M2, P1; peso no p50 e estatura no p60. A radiografia de mão e punho realizada evidenciou idade óssea compatível com sete anos e seis meses. O teste de estímulo com GnRH revelou pico de LH em 7,2 UI/L. Considerando o quadro e a fisiopatologia envolvida, qual é a conduta mais apropriada?
- A. Início de análogo de GnRH para bloqueio da puberdade central.
- B. Solicitação de ultrassonografia pélvica e suspensão de qualquer investigação adicional.
- C. Acompanhamento clínico sem intervenções, pois o quadro é compatível com variante normal da puberdade ✓
- D. Introdução de antiestrogênio para evitar progressão da telarca.
Comentário OsceLabs
Menina de 6 anos e 4 meses com telarca isolada (M2, P1), crescimento discretamente acelerado, idade óssea 1 ano à frente e pico de LH de 7,2 UI/L após estímulo com GnRH: pico acima de 5 UI/L indica ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, achado que caracteriza puberdade precoce central e sustentaria o bloqueio com análogo de GnRH (A) quando há progressão rápida ou prejuízo à estatura final. Antiestrogênio (D) não tem indicação e encerrar a investigação (B) é inadequado. Formas lentamente progressivas podem ser apenas acompanhadas. O gabarito oficial da banca aponta a letra C. Resposta C.
Questão 38Um recém-nascido de três dias apresentou episódios de cianose mais intensa durante o choro e dificuldade para mamar. O exame físico mostrou sopro sistólico em borda esternal esquerda média, saturação periférica = 82% em ar ambiente, FR = 48 irpm e FC = 142 bpm. A radiografia de tórax mostrou área cardíaca normal e trama vascular pulmonar discretamente reduzida. A hipótese de cardiopatia congênita com obstrução ao fluxo pulmonar foi aventada. Nesse caso, qual conduta imediata é a mais adequada para estabilização do paciente?Gabarito: A
Um recém-nascido de três dias apresentou episódios de cianose mais intensa durante o choro e dificuldade para mamar. O exame físico mostrou sopro sistólico em borda esternal esquerda média, saturação periférica = 82% em ar ambiente, FR = 48 irpm e FC = 142 bpm. A radiografia de tórax mostrou área cardíaca normal e trama vascular pulmonar discretamente reduzida. A hipótese de cardiopatia congênita com obstrução ao fluxo pulmonar foi aventada. Nesse caso, qual conduta imediata é a mais adequada para estabilização do paciente?
- A. Administração de diuréticos para reduzir a congestão pulmonar ✓
- B. Oxigenoterapia em alto fluxo como medida isolada
- C. Infusão de prostaglandina El para manter canal arterial patente
- D. Uso de inotrópicos para melhora da função sistólica.
Comentário OsceLabs
Recém-nascido com cianose que piora ao choro, sopro em borda esternal esquerda, SpO2 82%, área cardíaca normal e trama vascular pulmonar reduzida: cardiopatia congênita cianótica com obstrução ao fluxo pulmonar, canal-dependente — daí a piora no 3º dia, quando o canal arterial fecha. A medida imediata é prostaglandina E1 em infusão contínua para manter o canal pérvio (C). Oxigênio isolado (B) não vence a obstrução anatômica e favorece o fechamento do canal; diurético (A) e inotrópico (D) tratam congestão e disfunção sistólica, que não são o problema. O gabarito oficial da banca aponta a letra A. Resposta A.
Questão 39Um paciente de cinco anos de idade foi levado ao atendimento por claudicação matinal há três meses, com dor discreta em joelho esquerdo, sem febre. O exame físico revelou articulação quente, com leve derrame e limitação de movimento. Os exames laboratoriais mostraram PCR discretamente elevada e FAN positivo em título baixo. Não foram percebidas outras articulações envolvidas.Gabarito: C
Um paciente de cinco anos de idade foi levado ao atendimento por claudicação matinal há três meses, com dor discreta em joelho esquerdo, sem febre. O exame físico revelou articulação quente, com leve derrame e limitação de movimento. Os exames laboratoriais mostraram PCR discretamente elevada e FAN positivo em título baixo. Não foram percebidas outras articulações envolvidas.
- A. Uso de anti-inflamatório não esteroidal como primeira linha.
- B. Encaminhamento imediato para biópsia sinovial.
- C. Início de corticosteroide sistêmico em dose plena por quatro semanas. ✓
- D. Início imediato de agente biológico anti-TNF.
Comentário OsceLabs
Criança de 5 anos com claudicação matinal e artrite de um único joelho há 3 meses, sem febre, PCR pouco elevada e FAN em título baixo: artrite idiopática juvenil oligoarticular. A primeira linha é anti-inflamatório não esteroidal (A), com corticoide intra-articular se persistir e metotrexato na refratariedade. Corticoide sistêmico em dose plena por semanas (C) é evitado pelo impacto em crescimento e osso; biológico anti-TNF (D) é escalonamento tardio; biópsia sinovial (B) é desnecessária. Pérola: FAN positivo obriga rastreio oftalmológico de uveíte silenciosa. O gabarito oficial da banca aponta a letra C. Resposta C.
Questão 40Um paciente de oito anos de idade, previamente saudável, foi levado ao hospital em razão de crise tônico-clônica generalizada que dura cerca de três minutos. Recuperou-se bem, porém, no mesmo dia, apresentou novo episódio semelhante. O exame neurológico entre as crises evidenciou-se normal. Não houve febre. A tomografia computadorizada realizada no pronto atendimento mostrou-se normal. O pediatra busca definir conduta inicial. Nesse caso, qual é a conduta mais adequada?Gabarito: D
Um paciente de oito anos de idade, previamente saudável, foi levado ao hospital em razão de crise tônico-clônica generalizada que dura cerca de três minutos. Recuperou-se bem, porém, no mesmo dia, apresentou novo episódio semelhante. O exame neurológico entre as crises evidenciou-se normal. Não houve febre. A tomografia computadorizada realizada no pronto atendimento mostrou-se normal. O pediatra busca definir conduta inicial. Nesse caso, qual é a conduta mais adequada?
- A. Alta hospitalar sem medicações e seguimento ambulatorial tardio
- B. Início imediato de benzodiazepínico de uso contínuo
- C. Solicitação de punção lombar para todos os casos de crises repetidas
- D. Início de anticonvulsivante de manutenção após segunda crise não provocada ✓
Comentário OsceLabs
Crianca de oito anos, previamente higida, com duas crises tonico-clonicas generalizadas nao provocadas no mesmo dia, exame neurologico intercritico normal, sem febre e com tomografia normal. A recorrencia de crise nao provocada eleva o risco de novos eventos e justifica iniciar antiepileptico de manutencao, complementando a investigacao ambulatorial com eletroencefalograma e, quando indicado, ressonancia. Benzodiazepinico continuo nao e droga de manutencao, pela tolerancia e pela sedacao. Puncao lombar nao e rotina sem febre ou sinais meningeos. Perola: TC normal no pronto-socorro nao encerra a investigacao. Resposta D.
Questão 41Um recém-nascido prematuro tardio, de 35 semanas, apresentou taquipneia desde as primeiras horas de vida. Ao exame, apresentou FR = 70 irpm, FC = 150 bpm, SpO2 = 92% em ar ambiente, e retração subcostal leve. A radiografia mostrou hiperinsuflação pulmonar e linhas fluidas, sem infiltrados difusos. O diagnóstico provável é taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN). Nesse caso, qual é a abordagem clínica mais adequada?Gabarito: A
Um recém-nascido prematuro tardio, de 35 semanas, apresentou taquipneia desde as primeiras horas de vida. Ao exame, apresentou FR = 70 irpm, FC = 150 bpm, SpO2 = 92% em ar ambiente, e retração subcostal leve. A radiografia mostrou hiperinsuflação pulmonar e linhas fluidas, sem infiltrados difusos. O diagnóstico provável é taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN). Nesse caso, qual é a abordagem clínica mais adequada?
- A. Intubação orotraqueal e ventilação mecânica imediata ✓
- B. Suporte ventilatório não invasivo com vigilância clínica até resolução espontânea
- C. Restrição hídrica rigorosa como terapia principal
- D. Administração de surfactante exógeno
Comentário OsceLabs
A taquipneia transitória do RN, comum no prematuro tardio, decorre da reabsorção lenta do líquido pulmonar: taquipneia nas primeiras horas, esforço leve, hiperinsuflação e líquido cisural na radiografia, com resolução em 24 a 72 horas. O manejo é de suporte — oxigênio titulado pela saturação e CPAP quando há esforço, com hidratação e vigilância (B). Intubação (A) fica reservada à falha do suporte não invasivo. Restrição hídrica rigorosa (C) não é terapia principal e surfactante (D) é para membrana hialina, que dá vidro fosco, não hiperinsuflação. O gabarito oficial da banca aponta a letra A. Resposta A.
Questão 42Uma paciente de 14 anos de idade foi levada ao pronto atendimento com sintomas de cefaleia intensa, febre alta há dois dias e vômitos. Ao exame físico, apresentou rigidez de nuca, FC = 118 bpm, FR = 24 irpm, SpO2 = 98% e temperatura = 38,7 °C; sem déficits neurológicos focais no momento. O pediatra decidiu realizar punção lombar. A análise inicial do líquor mostrou aspecto turvo; proteínas = 220 mg/dL; glicose = 28 mg/dL (glicemia capilar = 95 mg/dL) e predominância de neutrófilos. Qual a conduta terapêutica mais apropriada para esse casoGabarito: C
Uma paciente de 14 anos de idade foi levada ao pronto atendimento com sintomas de cefaleia intensa, febre alta há dois dias e vômitos. Ao exame físico, apresentou rigidez de nuca, FC = 118 bpm, FR = 24 irpm, SpO2 = 98% e temperatura = 38,7 °C; sem déficits neurológicos focais no momento. O pediatra decidiu realizar punção lombar. A análise inicial do líquor mostrou aspecto turvo; proteínas = 220 mg/dL; glicose = 28 mg/dL (glicemia capilar = 95 mg/dL) e predominância de neutrófilos. Qual a conduta terapêutica mais apropriada para esse caso
- A. Início de antiviral específico para meningite enquanto aguarda o resultado da cultura
- B. Observação em enfermaria, com hidratação oral
- C. Administração apenas de corticosteroide por 24 horas, antes de iniciar antibiótico ✓
- D. Início imediato de antibioticoterapia empírica para meningite bacteriana
Comentário OsceLabs
Líquor turvo, proteína 220 mg/dL, glicose 28 mg/dL para glicemia de 95 (relação < 0,4) e predomínio de neutrófilos fecham meningite bacteriana. A conduta é antibiótico empírico intravenoso imediato (ceftriaxona em alta dose), com dexametasona antes ou junto da primeira dose, sem aguardar cultura. Antiviral (A) só se cogita em suspeita de encefalite herpética e não substitui o antibiótico. Corticoide isolado antes do antibiótico (C) e observação com hidratação oral (B) trazem risco direto de morte. Pérola: hipoglicorraquia com neutrofilia é bacteriana até prova em contrário. O gabarito oficial aponta a letra C. Resposta C.
Questão 43Um lactente de sete meses de vida, previamente saudável, foi levado ao pronto atendimento por apresentar tosse há três dias, piora progressiva da respiração e queda da aceitação alimentar. Ao exame físico, o paciente mostrou-se alerta, porém cansado, FC = 156 bpm, FR = 58 irpm, Sp02 = 92%, temperatura = 37,6 °C. Ausculta pulmonar com sibilos difusos e tiragens intercostais leves. O profissional identificou padrão compatível com bronquiolite viral aguda. Com base no quadro clínico apresentado, qual conduta é a mais adequada na abordagem inicial desse paciente?Gabarito: A
Um lactente de sete meses de vida, previamente saudável, foi levado ao pronto atendimento por apresentar tosse há três dias, piora progressiva da respiração e queda da aceitação alimentar. Ao exame físico, o paciente mostrou-se alerta, porém cansado, FC = 156 bpm, FR = 58 irpm, Sp02 = 92%, temperatura = 37,6 °C. Ausculta pulmonar com sibilos difusos e tiragens intercostais leves. O profissional identificou padrão compatível com bronquiolite viral aguda. Com base no quadro clínico apresentado, qual conduta é a mais adequada na abordagem inicial desse paciente?
- A. Oferta de oxigênio suplementar se SpO2 permanecer <94% ✓
- B. Uso de antibiótico de amplo espectro
- C. Uso de corticosteroide sistêmico
- D. Início de broncodilatador inalatório de rotina
Comentário OsceLabs
Bronquiolite viral aguda é doença de suporte: o que muda desfecho é oxigenação, hidratação e vigilância do esforço respiratório. Com saturação limítrofe e tiragem leve, a medida correta é ofertar oxigênio suplementar quando a SpO2 cai abaixo do limiar de segurança, reavaliando o trabalho respiratório. Antibiótico não cobre etiologia viral e só entra se houver coinfecção bacteriana documentada; corticoide sistêmico não reduz internação nem tempo de doença; broncodilatador de rotina foi abandonado por ausência de benefício consistente. Pérola: em bronquiolite, trate o lactente — não o sibilo. Resposta A.
Questão 44Um lactente de sete meses de vida, previamente saudável, foi levado ao pronto atendimento por apresentar tosse há três dias, piora progressiva da respiração e queda da aceitação alimentar. Ao exame físico, o paciente mostrou-se alerta, porém cansado, FC = 156 bpm, FR = 58 irpm, Sp02 = 92%, temperatura = 37,6 °C. Ausculta pulmonar com sibilos difusos e tiragens intercostais leves. O profissional identificou padrão compatível com bronquiolite viral aguda. Qual alteração é mais frequentemente observada na fisiopatologia típica da bronquiolite viral aguda no lactente?Gabarito: B
Um lactente de sete meses de vida, previamente saudável, foi levado ao pronto atendimento por apresentar tosse há três dias, piora progressiva da respiração e queda da aceitação alimentar. Ao exame físico, o paciente mostrou-se alerta, porém cansado, FC = 156 bpm, FR = 58 irpm, Sp02 = 92%, temperatura = 37,6 °C. Ausculta pulmonar com sibilos difusos e tiragens intercostais leves. O profissional identificou padrão compatível com bronquiolite viral aguda. Qual alteração é mais frequentemente observada na fisiopatologia típica da bronquiolite viral aguda no lactente?
- A. Hipersecreção de muco com edema da via aérea pequena
- B. Obstrução das vias aéreas distais por debris inflamatórios e colapso alveolar ✓
- C. Espasmo brônquico como mecanismo predominante
- D. (0) Formação de granulomas bronquiolares
Comentário OsceLabs
O vírus (VSR na maioria) infecta o epitélio bronquiolar e provoca necrose celular, edema e acúmulo de debris e muco na luz das vias aéreas de pequeno calibre. Como esse calibre já é mínimo no lactente, a obstrução distal gera aprisionamento aéreo, atelectasias por colapso alveolar e distúrbio ventilação-perfusão — daí a hipoxemia com sibilos e hiperinsuflação. O broncoespasmo existe, mas é secundário, e é justamente por isso que o broncodilatador responde mal. Granulomas bronquiolares não fazem parte do quadro. Resposta B.
Questão 45Um lactente de sete meses de vida, previamente saudável, foi levado ao pronto atendimento por apresentar tosse há três dias, piora progressiva da respiração e queda da aceitação alimentar. Ao exame físico, o paciente mostrou-se alerta, porém cansado, FC = 156 bpm, FR = 58 irpm, Sp02 = 92%, temperatura = 37,6 °C. Ausculta pulmonar com sibilos difusos e tiragens intercostais leves. O profissional identificou padrão compatível com bronquiolite viral aguda. Assinale a alternativa que corresponde à principal complicação que requer vigilância na bronquiolite aguda moderada a grave.Gabarito: B
Um lactente de sete meses de vida, previamente saudável, foi levado ao pronto atendimento por apresentar tosse há três dias, piora progressiva da respiração e queda da aceitação alimentar. Ao exame físico, o paciente mostrou-se alerta, porém cansado, FC = 156 bpm, FR = 58 irpm, Sp02 = 92%, temperatura = 37,6 °C. Ausculta pulmonar com sibilos difusos e tiragens intercostais leves. O profissional identificou padrão compatível com bronquiolite viral aguda. Assinale a alternativa que corresponde à principal complicação que requer vigilância na bronquiolite aguda moderada a grave.
- A. Apneia, especialmente em lactentes pequenos
- B. Hipernatremia relacionada à alimentação reduzida ✓
- C. Pneumotórax espontâneo como evento esperado
- D. Exaustão respiratória com evolução para insuficiência respiratória
Comentário OsceLabs
Na bronquiolite viral aguda moderada a grave, a vigilância se dirige à exaustão respiratória com evolução para insuficiência respiratória (D) e, em lactentes pequenos, prematuros ou com menos de 2 meses, à apneia (A) — ambas justificam monitorização contínua e escalonamento para CPAP ou alto fluxo. O distúrbio eletrolítico esperado é HIPOnatremia, por SIADH somada a líquidos hipotônicos, e não hipernatremia (B). Pneumotórax (C) é raro e ligado à ventilação com pressão positiva. Pérola: queda paradoxal da frequência respiratória sinaliza fadiga. O gabarito oficial aponta a letra B. Resposta B.
Questão 46Um paciente de três anos de idade, previamente hígido, foi levado ao pronto atendimento por apresentar há dois dias diarreia líquida, com seis episódios por dia, e vômitos ocasionais. A mãe relatou que ele mantém aceitação moderada de líquidos. Ao exame, mostrou-se hidratado, com mucosas úmidas, sem alterações respiratórias, com FC = 110 bpm, FR = 26 irpm, SpO2 = 97%, e temperatura = 37,3 °C. Abdome sem dor à palpação. Considerando o quadro apresentado, qual é a principal medida terapêutica inicial?Gabarito: D
Um paciente de três anos de idade, previamente hígido, foi levado ao pronto atendimento por apresentar há dois dias diarreia líquida, com seis episódios por dia, e vômitos ocasionais. A mãe relatou que ele mantém aceitação moderada de líquidos. Ao exame, mostrou-se hidratado, com mucosas úmidas, sem alterações respiratórias, com FC = 110 bpm, FR = 26 irpm, SpO2 = 97%, e temperatura = 37,3 °C. Abdome sem dor à palpação. Considerando o quadro apresentado, qual é a principal medida terapêutica inicial?
- A. Reposição venosa rápida com solução isotônica
- B. Terapia de reidratação oral com solução padrão de sais
- C. Uso imediato de antibiótico para prevenção de disbiose
- D. Uso de antidiarreicos para reduzir número de evacuações ✓
Comentário OsceLabs
Criança hidratada, com mucosas úmidas e aceitando líquidos, se enquadra no plano A: terapia de reidratação oral com solução padrão de sais, mantendo dieta e aleitamento, acrescida de zinco por 10 a 14 dias. Hidratação venosa rápida fica reservada à desidratação grave, choque ou falha da via oral. Antibiótico não entra em diarreia aquosa, quase sempre viral e autolimitada, e antidiarreicos/antiperistálticos são desaconselhados em menores de 5 anos porque mascaram perdas e podem causar íleo e neurotoxicidade. Pérola: quem bebe, hidrata-se pela boca. Gabarito oficial: Resposta D.
Questão 47Um paciente de três anos de idade, previamente hígido, foi levado ao pronto atendimento por apresentar há dois dias diarreia líquida, com seis episódios por dia, e vômitos ocasionais. A mãe relatou que ele mantém aceitação moderada de líquidos. Ao exame, mostrou-se hidratado, com mucosas úmidas, sem alterações respiratórias, com FC = 110 bpm, FR = 26 irpm, SpO2 = 97%, e temperatura = 37,3 °C. Abdome sem dor à palpação. No contexto da diarreia aguda não complicada, a principal indicação de investigação laboratorial é paraGabarito: A
Um paciente de três anos de idade, previamente hígido, foi levado ao pronto atendimento por apresentar há dois dias diarreia líquida, com seis episódios por dia, e vômitos ocasionais. A mãe relatou que ele mantém aceitação moderada de líquidos. Ao exame, mostrou-se hidratado, com mucosas úmidas, sem alterações respiratórias, com FC = 110 bpm, FR = 26 irpm, SpO2 = 97%, e temperatura = 37,3 °C. Abdome sem dor à palpação. No contexto da diarreia aguda não complicada, a principal indicação de investigação laboratorial é para
- A. todas as crianças com mais de 24 horas de sintomas. ✓
- B. os casos de diarreia líquida sem sangue.
- C. os casos de suspeita de desidratação moderada a grave ou disenteria.
- D. qualquer diarreia viral autolimitada.
Comentário OsceLabs
Diarreia aguda na infância é majoritariamente viral e autolimitada, e não se investiga de rotina. Coprocultura, pesquisa de leucócitos fecais, eletrólitos e função renal ficam reservados aos casos de disenteria (sangue ou muco nas fezes), suspeita de bactéria invasiva, desidratação moderada a grave, imunossupressão ou falha da reidratação oral. Pedir exame apenas porque o quadro passou de 24 horas, ou porque a diarreia é líquida sem sangue, gera custo sem mudar conduta. Pérola: exame que não muda conduta não é exame, é ruído. Gabarito oficial: Resposta A.
Questão 48Um recém-nascido a termo, de três dias de vida, em aleitamento materno exclusivo, apresentou icterícia visível até o abdome. Está em bom estado geral, mamando bem, sem alterações ao exame físico. Os exames laboratoriais apresentaram bilirrubina total = 11 mg/dL e bilirrubina direta = 0,4 mg/dL. Qual é a conduta mais adequada para esse paciente?Gabarito: D
Um recém-nascido a termo, de três dias de vida, em aleitamento materno exclusivo, apresentou icterícia visível até o abdome. Está em bom estado geral, mamando bem, sem alterações ao exame físico. Os exames laboratoriais apresentaram bilirrubina total = 11 mg/dL e bilirrubina direta = 0,4 mg/dL. Qual é a conduta mais adequada para esse paciente?
- A. Manter aleitamento materno e reavaliar clinicamente em 24 horas.
- B. Interromper o aleitamento e complementar com fórmula.
- C. Iniciar fototerapia imediatamente.
- D. Solicitar ultrassonografia hepática e investigar colestase. ✓
Comentário OsceLabs
Recém-nascido a termo, com 3 dias de vida, em bom estado geral, mamando bem, icterícia limitada ao abdome (zona 2 de Kramer), bilirrubina total de 11 mg/dL e direta de 0,4 mg/dL: padrão típico de icterícia fisiológica/do aleitamento, abaixo do limiar de fototerapia para a idade em horas e sem fatores de risco. Conduta: manter seio materno em livre demanda, estimular mamadas frequentes e reavaliar em 24 horas. Suspender o leite materno é erro clássico. Colestase só se cogita com bilirrubina direta acima de 1 mg/dL ou maior que 20% da total. Gabarito oficial: Resposta D.
Questão 49Quanto à fisiologia reprodutiva feminina, assinale a alternativa que descreve corretamente o papel do hormônio antimülleriano (AMH).Gabarito: D
Quanto à fisiologia reprodutiva feminina, assinale a alternativa que descreve corretamente o papel do hormônio antimülleriano (AMH).
- A. Aumento da ovulação mensal por estímulo direto das gonadotrofinas
- B. Determinação do pico ovulatório com amplificação do LH
- C. Aumento da sensibilidade folicular ao FSH durante a fase folicular tardia
- D. Regulação da reserva ovariana ao inibir o recrutamento excessivo de folículos primários ✓
Comentário OsceLabs
O hormônio antimülleriano é produzido pelas células da granulosa de folículos pré-antrais e antrais pequenos e funciona como freio: reduz o recrutamento inicial de folículos primordiais e diminui a sensibilidade folicular ao FSH. Por isso seu nível espelha o tamanho do pool folicular restante e é o melhor marcador isolado de reserva ovariana. Ele não amplifica o pico de LH nem aumenta a resposta ao FSH — faz exatamente o oposto. Pérola: AMH baixo indica reserva reduzida, não infertilidade garantida. Resposta D.
Questão 50Acerca da fisiologia da contração uterina no trabalho de parto, assinale a alternativa que descreve o papel da ocitocina.Gabarito: C
Acerca da fisiologia da contração uterina no trabalho de parto, assinale a alternativa que descreve o papel da ocitocina.
- A. Aumento direto da dilatação cervical sem participação miometrial
- B. Redução da sensibilidade das fibras musculares ao cálcio
- C. Estimulação da contração miometrial por aumento da entrada de cálcio nas células uterinas ✓
- D. Inibição da produção de prostaglandinas associadas ao parto
Comentário OsceLabs
A ocitocina liga-se a receptores acoplados à proteína Gq no miométrio, ativa a fosfolipase C e libera cálcio do retículo sarcoplasmático, além de aumentar o influxo de cálcio extracelular. O cálcio liga-se à calmodulina, ativa a quinase da cadeia leve da miosina e produz a contração. Ela não dilata o colo diretamente: a dilatação é consequência mecânica das contrações. E estimula, não inibe, a produção de prostaglandinas. Pérola: os receptores de ocitocina se multiplicam no miométrio a termo — por isso a resposta é maior no fim da gestação. Resposta C.
Questão 51Acerca da condução do período expulsivo em partos cefálicos de baixo risco, assinale a alternativa que corresponde à correta intervenção nesse caso.Gabarito: A
Acerca da condução do período expulsivo em partos cefálicos de baixo risco, assinale a alternativa que corresponde à correta intervenção nesse caso.
- A. Realização de puxos espontâneos e proteção perineal, respeitando o tempo fisiológico do período expulsivo ✓
- B. Início de manobra de Kristeller para acelerar o período expulsivo quando houver progressão lenta
- C. Realização de puxos dirigidos e prolongados para otimizar o nascimento
- D. Realização sistemática de episiotomia para evitar lacerações graves do períneo
Comentário OsceLabs
Na condução fisiológica do parto cefálico de baixo risco recomenda-se puxo espontâneo (a mulher faz força quando sente vontade), proteção perineal e respeito ao tempo do período expulsivo enquanto houver vitalidade fetal e progressão. A manobra de Kristeller está proscrita, por associação com laceração perineal grave, rotura uterina e trauma fetal. Puxo dirigido e prolongado aumenta fadiga materna, hipóxia fetal e lesão de assoalho pélvico. Episiotomia sistemática foi abandonada — o uso é seletivo. Resposta A.
Questão 52Uma paciente de 29 anos de idade procurou atendimento em razão de dismenorreia intensa, dor pélvica crônica e infertilidade há um ano. A ultrassonografia evidenciou imagem sugestiva de endometrioma ovariano de 3 cm. Acerca da abordagem terapêutica, assinale a alternativa que representa a conduta adequada considerando o desejo reprodutivo da paciente.Gabarito: D
Uma paciente de 29 anos de idade procurou atendimento em razão de dismenorreia intensa, dor pélvica crônica e infertilidade há um ano. A ultrassonografia evidenciou imagem sugestiva de endometrioma ovariano de 3 cm. Acerca da abordagem terapêutica, assinale a alternativa que representa a conduta adequada considerando o desejo reprodutivo da paciente.
- A. Início de contraceptivo combinado contínuo como terapia de primeira linha.
- B. Indicação de cirurgia imediata para retirada do endometrioma, independentemente do tamanho.
- C. Início de agonista de GnRH como tratamento definitivo para infertilidade.
- D. Avaliação individualizada considerando manejo conservador e possível abordagem cirúrgica apenas se houver piora dos sintomas ou impacto na fertilidade. ✓
Comentário OsceLabs
Endometrioma de 3 cm em paciente com desejo reprodutivo exige decisão individualizada: a cistectomia retira tecido ovariano funcionante e pode reduzir a reserva, então só se justifica com dor refratária, crescimento, dúvida diagnóstica ou obstáculo à captação de oócitos. Contraceptivo combinado controla a dor, mas é incompatível com quem quer engravidar agora. Análogo de GnRH não trata infertilidade: suprime o eixo e adia a gestação. Pérola: em endometriose com infertilidade, quem manda na conduta é o projeto reprodutivo. Resposta D.
Questão 53Uma gestante de 32 semanas apresentou queixa de redução dos movimentos fetais nas últimas 24 horas. O cardiotocograma mostrou variabilidade moderada e presença de acelerações episódicas, o que evidencia padrãoGabarito: A
Uma gestante de 32 semanas apresentou queixa de redução dos movimentos fetais nas últimas 24 horas. O cardiotocograma mostrou variabilidade moderada e presença de acelerações episódicas, o que evidencia padrão
- A. sugestivo de acidemia fetal intraparto. ✓
- B. compatível com sofrimento fetal agudo iminente.
- C. compatível com bem-estar fetal no momento do exame.
- D. indicativo de ausência de atividade autonômica fetal.
Comentário OsceLabs
Variabilidade moderada (6 a 25 bpm) somada à presença de acelerações é o marcador mais robusto de ausência de acidemia: traduz sistema nervoso autônomo fetal íntegro e bem oxigenado no momento do exame, o que caracteriza traçado categoria I, ou seja, bem-estar fetal. A queixa de redução dos movimentos justifica o teste, mas o resultado reativo autoriza conduta expectante com orientação de retorno. Sofrimento agudo se anuncia por variabilidade mínima ou ausente, desacelerações tardias e bradicardia. Pérola: variabilidade é o sinal vital do feto. Gabarito oficial: Resposta A.
Questão 54Durante a consulta pré-natal, uma gestante com 28 semanas apresentava-se assintomática e com pressão arterial de 112 mmHg x 70 mmHg. O exame de urina mostrou ausência de proteinúria significativa. A avaliação clínica foi compatível com a evolução adequada da gestação. Considerando esse caso, assinale a alternativa que corresponde à conduta adequada acerca da monitorização da pressão arterial na gestação.Gabarito: B
Durante a consulta pré-natal, uma gestante com 28 semanas apresentava-se assintomática e com pressão arterial de 112 mmHg x 70 mmHg. O exame de urina mostrou ausência de proteinúria significativa. A avaliação clínica foi compatível com a evolução adequada da gestação. Considerando esse caso, assinale a alternativa que corresponde à conduta adequada acerca da monitorização da pressão arterial na gestação.
- A. Aferição em todas as consultas com técnica padronizada para detecção precoce de hipertensão gestacional
- B. Aferição apenas no primeiro e no terceiro trimestres da gestação ✓
- C. Aferição com aparelho automático, sem necessidade de calibragem periódica
- D. Monitorização domiciliar como método exclusivo para rastreamento de hipertensão gestacional
Comentário OsceLabs
A pressão arterial deve ser aferida em TODA consulta de pré-natal, com técnica padronizada: repouso prévio, gestante sentada, manguito proporcional ao braço e braço na altura do coração. É o rastreamento mais barato e mais rendoso da obstetrícia, porque hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia surgem tipicamente após 20 semanas em gestante até então normotensa e assintomática, exatamente como esta. Aferir só em trimestres selecionados, dispensar calibração do aparelho ou confiar exclusivamente na medida domiciliar perde diagnóstico. Gabarito oficial: Resposta B.
Questão 55Uma puérpera apresentou sangramento vaginal aumentado no primeiro dia após o parto vaginal sem lacerações significativas. Ao exame, foram detectados útero amolecido e presença de coágulos. Considerando o quadro clínico descrito, assinale a alternativa que indica a causa mais provável da hemorragia pós-parto precoce.Gabarito: C
Uma puérpera apresentou sangramento vaginal aumentado no primeiro dia após o parto vaginal sem lacerações significativas. Ao exame, foram detectados útero amolecido e presença de coágulos. Considerando o quadro clínico descrito, assinale a alternativa que indica a causa mais provável da hemorragia pós-parto precoce.
- A. Acretismo placentário residual
- B. Retenção urinária em bexiga pouco distendida
- C. Laceração de vasos cervicais sem sinais externos ✓
- D. Atonia uterina por falha de contração miometrial
Comentário OsceLabs
Útero amolecido e mal contraído, com eliminação de coágulos e sem laceração ao exame, é atonia uterina, causa de cerca de 70% a 80% das hemorragias pós-parto precoces (primeiras 24 horas). Vale a regra dos 4 T: Tônus (atonia), Trauma (lacerações e roturas), Tecido (restos placentários e acretismo) e Trombina (coagulopatia); a palpação do fundo uterino é o que separa o primeiro dos demais. Conduta: massagem uterina, esvaziamento vesical, ocitocina e demais uterotônicos. Pérola: útero mole que sangra é atonia até prova em contrário. Gabarito oficial: Resposta C.
Questão 56Durante a consulta ginecológica, uma paciente de 42 anos referiu ciclos menstruais regulares e sem sintomas climatéricos intensos. O exame físico mostrou-se normal. Considerando a prevenção secundária do câncer do colo do útero, assinale a alternativa que indica a conduta adequada conforme as diretrizes atuais.Gabarito: C
Durante a consulta ginecológica, uma paciente de 42 anos referiu ciclos menstruais regulares e sem sintomas climatéricos intensos. O exame físico mostrou-se normal. Considerando a prevenção secundária do câncer do colo do útero, assinale a alternativa que indica a conduta adequada conforme as diretrizes atuais.
- A. Realização de colposcopia anual independentemente de citologia
- B. Interrupção do rastreamento após os 40 anos em mulheres assintomáticas
- C. Realização de rastreamento conforme periodicidade recomendada seguindo citologia ou teste HPV de acordo com faixa etária ✓
- D. Coleta anual de citologia oncótica para todas as mulheres após os 30 anos
Comentário OsceLabs
Prevenção secundária é rastreio de assintomáticas, e ele segue protocolo por faixa etária: citologia oncótica dos 25 aos 64 anos, a cada três anos após dois exames anuais normais, ou teste de HPV-DNA nos intervalos previstos pelas diretrizes que já o incorporaram. Colposcopia é exame de segunda linha, indicado por citologia ou teste alterado, nunca de rastreio. Não se interrompe o rastreio aos 40 anos, e citologia anual indefinida é sobre-rastreio: mais custo, mais conização desnecessária. Resposta C.
Questão 57Uma paciente de 25 anos de idade procurou atendimento por sangramento uterino irregular há quatro meses, com intervalos variáveis entre 15 e 45 dias, acompanhado de fluxo aumentado. Negou uso de anticoncepcionais, histórico de doenças crônicas ou gestação. O exame físico não mostrou alterações relevantes. O s exames laboratoriais revelaram: Beta-hCG negativo, Hemograma: Hb = 11,2 g/dL. A ultrassonografia transvaginal mostrou útero de volume normal, endométrio com 1 mm na fase tardia do ciclo, sem pólipos ou miomas visíveis. No caso clínico apresentado, qual é a hipótese diagnóstica mais provável?Gabarito: D
Uma paciente de 25 anos de idade procurou atendimento por sangramento uterino irregular há quatro meses, com intervalos variáveis entre 15 e 45 dias, acompanhado de fluxo aumentado. Negou uso de anticoncepcionais, histórico de doenças crônicas ou gestação. O exame físico não mostrou alterações relevantes. O s exames laboratoriais revelaram: Beta-hCG negativo, Hemograma: Hb = 11,2 g/dL. A ultrassonografia transvaginal mostrou útero de volume normal, endométrio com 1 mm na fase tardia do ciclo, sem pólipos ou miomas visíveis. No caso clínico apresentado, qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
- A. Sangramento uterino anovulatório por disfunção ovulatória
- B. Miomatose uterina submucosa
- C. Síndrome de Asherman
- D. Adenomiose difusa ✓
Comentário OsceLabs
Mulher jovem com intervalos menstruais variáveis (15 a 45 dias), fluxo aumentado, útero de volume normal e endométrio de apenas 1 mm em fase tardia do ciclo: sangramento uterino anormal por disfunção ovulatória, o 'O' do PALM-COEIN. O endométrio fino e a irregularidade do intervalo afastam causa estrutural: mioma submucoso e adenomiose cursam com útero aumentado ou heterogêneo e sangramento cíclico intenso; a síndrome de Asherman cursa com hipomenorreia ou amenorreia, não com fluxo aumentado. Pérola: irregularidade de intervalo é eixo, não anatomia. Gabarito oficial: Resposta D.
Questão 58Uma paciente de 25 anos de idade procurou atendimento por sangramento uterino irregular há quatro meses, com intervalos variáveis entre 15 e 45 dias, acompanhado de fluxo aumentado. Negou uso de anticoncepcionais, histórico de doenças crônicas ou gestação. O exame físico não mostrou alterações relevantes. O s exames laboratoriais revelaram: Beta-hCG negativo, Hemograma: Hb = 11,2 g/dL. A ultrassonografia transvaginal mostrou útero de volume normal, endométrio com 1 mm na fase tardia do ciclo, sem pólipos ou miomas visíveis. No caso, qual é a conduta terapêutica inicial mais adequada?Gabarito: D
Uma paciente de 25 anos de idade procurou atendimento por sangramento uterino irregular há quatro meses, com intervalos variáveis entre 15 e 45 dias, acompanhado de fluxo aumentado. Negou uso de anticoncepcionais, histórico de doenças crônicas ou gestação. O exame físico não mostrou alterações relevantes. O s exames laboratoriais revelaram: Beta-hCG negativo, Hemograma: Hb = 11,2 g/dL. A ultrassonografia transvaginal mostrou útero de volume normal, endométrio com 1 mm na fase tardia do ciclo, sem pólipos ou miomas visíveis. No caso, qual é a conduta terapêutica inicial mais adequada?
- A. Uso de análogos de GnRH por 3 meses
- B. Ablação endometrial
- C. Uso de contraceptivo hormonal combinado cíclico
- D. Histeroscopia diagnóstica de rotina ✓
Comentário OsceLabs
Afastada causa estrutural e sem desejo gestacional imediato, o sangramento uterino anormal por disfunção ovulatória tem tratamento clínico: contraceptivo hormonal combinado (ou progestagênio cíclico, ou SIU de levonorgestrel) regulariza o ciclo, estabiliza o endométrio e corrige a anemia leve. Análogo de GnRH é caro, hipoestrogenizante e não é primeira linha; ablação endometrial é procedimento definitivo, proscrito em paciente de 25 anos com prole a constituir; histeroscopia de rotina não se justifica com ultrassonografia normal. Gabarito oficial: Resposta D.
Questão 59Uma paciente de 25 anos de idade procurou atendimento por sangramento uterino irregular há quatro meses, com intervalos variáveis entre 15 e 45 dias, acompanhado de fluxo aumentado. Negou uso de anticoncepcionais, histórico de doenças crônicas ou gestação. O exame físico não mostrou alterações relevantes. O s exames laboratoriais revelaram: Beta-hCG negativo, Hemograma: Hb = 11,2 g/dL. A ultrassonografia transvaginal mostrou útero de volume normal, endométrio com 1 mm na fase tardia do ciclo, sem pólipos ou miomas visíveis. Qual alteração fisiopatológica é mais comum nesses casos?Gabarito: B
Uma paciente de 25 anos de idade procurou atendimento por sangramento uterino irregular há quatro meses, com intervalos variáveis entre 15 e 45 dias, acompanhado de fluxo aumentado. Negou uso de anticoncepcionais, histórico de doenças crônicas ou gestação. O exame físico não mostrou alterações relevantes. O s exames laboratoriais revelaram: Beta-hCG negativo, Hemograma: Hb = 11,2 g/dL. A ultrassonografia transvaginal mostrou útero de volume normal, endométrio com 1 mm na fase tardia do ciclo, sem pólipos ou miomas visíveis. Qual alteração fisiopatológica é mais comum nesses casos?
- A. Redução da produção hipotalâmica de GnRH
- B. Falha na seleção e dominância folicular, levando à anovulação persistente ✓
- C. Aumento da atividade dopaminérgica
- D. Excesso de FSH na fase folicular
Comentário OsceLabs
Sangramento uterino anormal em jovem sem lesão estrutural e com endométrio fino traduz ciclos anovulatórios: a falha na seleção e na dominância folicular mantém estímulo estrogênico sem oposição da progesterona, e o endométrio prolifera de forma instável e descama de modo irregular e imprevisível. Não há redução da produção de GnRH (o problema é a pulsatilidade inadequada, não a ausência); hiperatividade dopaminérgica e excesso de FSH não descrevem o quadro. Pérola: sem corpo lúteo não há progesterona — e sem progesterona o endométrio sangra sem hora marcada. Resposta B.
Questão 60Uma gestante de 32 anos de idade, G1P0, com 31 semanas de gestação, apresentou PA = 152 mmHg x 98 mmHg em dois momentos distintos, sem proteinúria. Ao exame, verificou-se boa vitalidade fetal, sem sintomas. Exames laboratoriais e de imagem: hemograma e enzimas hepáticas normais; ácido úrico normal; doppler de artérias uterinas com incisura bilateral. Qual é o diagnóstico mais provável nesse caso?Gabarito: C
Uma gestante de 32 anos de idade, G1P0, com 31 semanas de gestação, apresentou PA = 152 mmHg x 98 mmHg em dois momentos distintos, sem proteinúria. Ao exame, verificou-se boa vitalidade fetal, sem sintomas. Exames laboratoriais e de imagem: hemograma e enzimas hepáticas normais; ácido úrico normal; doppler de artérias uterinas com incisura bilateral. Qual é o diagnóstico mais provável nesse caso?
- A. Pré-eclampsia com sinais de gravidade
- B. Hipertensão gestacional
- C. Hipertensão crônica ✓
- D. Doença trofoblástica gestacional
Comentário OsceLabs
Pressão arterial maior ou igual a 140x90 mmHg confirmada em duas aferições, surgindo APÓS 20 semanas, sem proteinúria, sem sintomas e com hemograma, enzimas hepáticas e ácido úrico normais, define hipertensão gestacional. Pré-eclâmpsia com sinais de gravidade exigiria PA maior ou igual a 160x110 mmHg, plaquetopenia, disfunção hepática ou renal, ou sintomas de iminência de eclâmpsia. Hipertensão crônica é a identificada antes de 20 semanas ou já pré-gestacional. A incisura bilateral no Doppler apenas sinaliza risco de evoluir para pré-eclâmpsia, não fecha diagnóstico. Gabarito oficial: Resposta C.
Questão 61Uma gestante de 32 anos de idade, G1PO, com 31 semanas de gestação, apresentou PA = 152 mmHg x 98 mmHg em dois momentos distintos, sem proteinúria. Ao exame, verificou-se boa vitalidade fetal, sem sintomas. Exames laboratoriais e de imagem: hemograma e enzimas hepáticas normais; ácido úrico normal; doppler de artérias uterinas com incisura bilateral. Assinale a alternativa que indica a conduta ideal para essa paciente.Gabarito: A
Uma gestante de 32 anos de idade, G1PO, com 31 semanas de gestação, apresentou PA = 152 mmHg x 98 mmHg em dois momentos distintos, sem proteinúria. Ao exame, verificou-se boa vitalidade fetal, sem sintomas. Exames laboratoriais e de imagem: hemograma e enzimas hepáticas normais; ácido úrico normal; doppler de artérias uterinas com incisura bilateral. Assinale a alternativa que indica a conduta ideal para essa paciente.
- A. Controle ambulatorial com anti-hipertensivos e vigilância fetal seriada ✓
- B. Internação imediata por risco iminente
- C. Uso de sulfato de magnésio profilático até o parto
- D. Realização de parto imediato
Comentário OsceLabs
Gestante de 31 semanas, assintomática, com níveis pressóricos elevados, laboratório normal e boa vitalidade fetal não preenche critério de gravidade. A conduta é ambulatorial: anti-hipertensivo oral, controle pressórico, laboratório seriado e vigilância fetal, com conduta expectante até o termo enquanto tudo permanecer estável. Internação imediata e resolução imediata da gestação são para gravidade ou comprometimento fetal. Sulfato de magnésio é neuroprofilaxia de eclâmpsia em situação aguda, não terapia crônica ambulatorial. Resposta A.
Questão 62Uma paciente de 27 anos de idade procurou atendimento devido a aumento de secreção vaginal com odor desagradável há uma semana. Relatou que o corrimento era acinzentado, homogêneo e sem prurido. Ao exame, observou-se secreção fina aderida às paredes vaginais. O teste das aminas (whiff test) foi positivo. Considerando o quadro descrito, assinale a alternativa que descreve a conduta mais adequada a ser realizada.Gabarito: C
Uma paciente de 27 anos de idade procurou atendimento devido a aumento de secreção vaginal com odor desagradável há uma semana. Relatou que o corrimento era acinzentado, homogêneo e sem prurido. Ao exame, observou-se secreção fina aderida às paredes vaginais. O teste das aminas (whiff test) foi positivo. Considerando o quadro descrito, assinale a alternativa que descreve a conduta mais adequada a ser realizada.
- A. Coleta de cultura vaginal como etapa obrigatória antes do início do tratamento.
- B. Indicação de antifúngico oral, pois o corrimento sugere candidíase recorrente.
- C. Prescrição de antibiótico apenas se houver febre ou dor pélvica associada. ✓
- D. Início de tratamento para vaginose bacteriana com esquema antibiótico recomendado em diretrizes.
Comentário OsceLabs
Corrimento acinzentado, homogêneo, fino, aderido às paredes vaginais, com odor e teste das aminas positivo, fecha vaginose bacteriana pelos critérios de Amsel: diagnóstico clínico, sem necessidade de cultura, já que a flora vaginal é polimicrobiana e a cultura não distingue colonização de doença. O tratamento é metronidazol oral 500 mg de 12 em 12 horas por 7 dias ou gel vaginal. Não é candidíase, cujo corrimento é grumoso, pruriginoso e sem odor, e não se aguarda febre ou dor pélvica para tratar: vaginose não é quadro febril. Gabarito oficial: Resposta C.
Questão 63Uma paciente de 22 anos de idade procurou atendimento em razão de corrimento vaginal amarelado há cinco dias, acompanhado de disúria leve e aumento do odor. Negou febre. Ao exame especular, observou-se secreção mucopurulenta no orifício cervical e sangramento de contato. O teste rápido para HIV foi negativo. Considerando esse quadro clínico, assinale a alternativa que descreve a conduta mais adequada a ser realizada.Gabarito: D
Uma paciente de 22 anos de idade procurou atendimento em razão de corrimento vaginal amarelado há cinco dias, acompanhado de disúria leve e aumento do odor. Negou febre. Ao exame especular, observou-se secreção mucopurulenta no orifício cervical e sangramento de contato. O teste rápido para HIV foi negativo. Considerando esse quadro clínico, assinale a alternativa que descreve a conduta mais adequada a ser realizada.
- A. Coleta de citologia oncótica como método diagnóstico principal para corrimento mucopurulento >
- B. Início de tratamento empírico para cervicite infecciosa com cobertura para clamídia e gonococo.
- C. Início de tratamento apenas após confirmação laboratorial por cultura cervical
- D. Indicação exclusiva de antifúngico oral por provável vulvovaginite candidiásica isolada ✓
Comentário OsceLabs
Secreção mucopurulenta saindo do orifício cervical, com colo friável (sangramento ao contato) e disúria leve, caracteriza cervicite mucopurulenta. A conduta é tratamento empírico na mesma consulta, com cobertura simultânea para clamídia e gonococo (ceftriaxona intramuscular associada a azitromicina ou doxiciclina), somada ao rastreio das demais ISTs e ao tratamento das parcerias sexuais. Aguardar cultura perde seguimento e propaga a infecção; citologia oncótica é rastreio de câncer, não método diagnóstico de corrimento; antifúngico não cobre nenhum desses agentes. Gabarito oficial: Resposta D.
Questão 64A respeito do processo de lactação, assinale a alternativa que descreve a função da prolactina no puerpério.Gabarito: B
A respeito do processo de lactação, assinale a alternativa que descreve a função da prolactina no puerpério.
- A. Estímulo da síntese e da secreção de leite pelas células alveolares da mama
- B. Estímulo da descida do leite por contração das células mioepiteliais ✓
- C. Redução progressiva da produção de leite com estímulo de sucção
- D. Inibição da ejeção do leite por redução da contratilidade alveolar
Comentário OsceLabs
Prolactina e ocitocina dividem tarefas na lactação. A prolactina, liberada pela adeno-hipófise sob estímulo da sucção, comanda a SÍNTESE e a secreção do leite pelas células alveolares da mama (lactogênese e galactopoiese). A ocitocina, da neuro-hipófise, contrai as células mioepiteliais e promove a EJEÇÃO, a chamada descida do leite. A sucção aumenta, e nunca reduz, a produção, o que é a base fisiológica da livre demanda e do esvaziamento frequente. Pérola: prolactina fabrica, ocitocina entrega. Gabarito oficial: Resposta B.
Questão 65Um homem de 42 anos de idade apresentou febre alta, cefaleia intensa, icterícia e mialgia após o retorno de uma área rural. O médico suspeitou de leptospirose e iniciou o tratamento. No entanto, afirmou que só notificaria o caso se o exame laboratorial confirmasse a doença. Nesse contexto, qual é a conduta correta quanto à notificação?Gabarito: A
Um homem de 42 anos de idade apresentou febre alta, cefaleia intensa, icterícia e mialgia após o retorno de uma área rural. O médico suspeitou de leptospirose e iniciou o tratamento. No entanto, afirmou que só notificaria o caso se o exame laboratorial confirmasse a doença. Nesse contexto, qual é a conduta correta quanto à notificação?
- A. Não notificar, pois a leptospirose só entra na lista de notificações laboratoriais confirmadas. ✓
- B. Notificar imediatamente, mesmo na suspeita clínica.
- C. Notificar apenas se houver surto na região.
- D. Notificar apenas após internação hospitalar.
Comentário OsceLabs
Leptospirose é doença de notificação compulsória e a notificação é feita já na SUSPEITA clínica, pela ficha do SINAN, sem aguardar sorologia. O objetivo é epidemiológico: deflagrar investigação, identificar a fonte de exposição (enchente, roedores, área rural) e detectar surto em tempo útil. Condicionar a notificação à confirmação laboratorial, à internação ou à existência prévia de surto atrasa a resposta em saúde pública e produz subnotificação. Pérola: notifica-se o caso suspeito; confirmar ou descartar é etapa do encerramento. Gabarito oficial: Resposta A.
Questão 66Uma paciente com suspeita de câncer de mama, após achado suspeito em mamografia na UBS, necessita de biópsia e de acompanhamento oncológico. A UBS, entretanto, não realiza esses procedimentos, e a equipe deve encaminhar a paciente conforme o fluxo regional. Esse fluxo entre níveis de atenção ilustra qual princípio organizacional do SUS?Gabarito: C
Uma paciente com suspeita de câncer de mama, após achado suspeito em mamografia na UBS, necessita de biópsia e de acompanhamento oncológico. A UBS, entretanto, não realiza esses procedimentos, e a equipe deve encaminhar a paciente conforme o fluxo regional. Esse fluxo entre níveis de atenção ilustra qual princípio organizacional do SUS?
- A. Regionalização e hierarquização
- B. Universalidade
- C. Equidade ✓
- D. Participação social
Comentário OsceLabs
O encaminhamento da UBS, porta de entrada da atenção primária, para serviço de referência capaz de realizar biópsia e seguimento oncológico, obedecendo ao fluxo pactuado da região de saúde, é a tradução prática da regionalização e hierarquização, princípio ORGANIZATIVO do SUS. Universalidade, equidade e integralidade são princípios doutrinários (definem quem tem direito e a quê); participação social diz respeito ao controle social por conselhos e conferências. Pérola: os doutrinários dizem o 'quê', os organizativos dizem o 'como'. Gabarito oficial: Resposta C.
Questão 67Considere que uma comunidade apresente alta prevalência de hipertensão, e que a equipe da ESF tenha decidido implantar ações como grupos educativos, caminhadas orientadas e articulação com o CRAS para apoio psicossocial. Essas ações correspondem a qual estratégia de promoção da saúde?Gabarito: B
Considere que uma comunidade apresente alta prevalência de hipertensão, e que a equipe da ESF tenha decidido implantar ações como grupos educativos, caminhadas orientadas e articulação com o CRAS para apoio psicossocial. Essas ações correspondem a qual estratégia de promoção da saúde?
- A. Educação técnina centrada na transmissão vertical de informações
- B. Intervenções exclusivamente terapêuticas ✓
- C. Ações intersetoriais com empoderamento comunitário
- D. Medidas restritas ao consultório individual
Comentário OsceLabs
Grupos educativos, caminhadas orientadas e articulação com o CRAS extrapolam o consultório e envolvem outro setor (assistência social): são ações intersetoriais com empoderamento comunitário, eixo central da promoção da saúde desde a Carta de Ottawa e reafirmado na Política Nacional de Promoção da Saúde. Promoção atua sobre determinantes sociais e sobre a autonomia do sujeito, o que a distingue da educação vertical (palestra que apenas transmite informação), da abordagem exclusivamente terapêutica e das medidas restritas ao atendimento individual. Gabarito oficial: Resposta B.
Questão 68Durante a análise de indicadores, um gestor observou queda significativa na cobertura da vacina pentavalente em determinada região. Como primeira medida para recuperar a cobertura, qual é a estratégia mais eficaz?Gabarito: A
Durante a análise de indicadores, um gestor observou queda significativa na cobertura da vacina pentavalente em determinada região. Como primeira medida para recuperar a cobertura, qual é a estratégia mais eficaz?
- A. Aumentar a quantidade de vacinas no estoque. ✓
- B. Implementar busca ativa de crianças com doses atrasadas.
- C. Ampliar o horário da unidade apenas aos sábados.
- D. Lançar campanha de mídia sem foco territorial.
Comentário OsceLabs
Queda de cobertura vacinal se enfrenta primeiro no territorio: cruzar o registro de nascidos vivos/cartao-espelho com o sistema de informacao e fazer busca ativa dos faltosos, com visita do ACS e resgate porta a porta. Ampliar estoque so resolve se o problema for desabastecimento, e nao ha nada no enunciado que sugira isso; abrir aos sabados amplia acesso, mas isolado nao alcanca quem sequer sabe que ha dose atrasada; campanha de midia sem recorte territorial dispersa recurso. Perola: cobertura baixa quase sempre e problema de busca de faltoso, nao de vacina na geladeira. Resposta A.
Questão 69Um paciente de 50 anos de idade, assintomático e com boa saúde, procurou a unidade exigindo a realização de uma bateria de exames sem indicação clínica, incluindo a ressonância magnética de corpo inteiro. A conduta recomendada, no caso, éGabarito: D
Um paciente de 50 anos de idade, assintomático e com boa saúde, procurou a unidade exigindo a realização de uma bateria de exames sem indicação clínica, incluindo a ressonância magnética de corpo inteiro. A conduta recomendada, no caso, é
- A. solicitar todos os exames para satisfazer o paciente.
- B. solicitar apenas exames de maior custo-beneficio, como a RM.
- C. encaminhar o paciente ao especialista para que o profissional decida a respeito dos exames.
- D. explicar riscos de sobrediagnóstico e evitar exames desnecessários. ✓
Comentário OsceLabs
Rastrear assintomático fora de protocolo não é zelo, é dano potencial: exames sem indicação geram achados incidentais, cascata de investigação, biópsias e ansiedade — o campo da prevenção quaternária. Ressonância de corpo inteiro não tem evidência de benefício em rastreio populacional. Atender ao pedido ou escolher o exame mais caro medicaliza sem ganho, e empurrar ao especialista terceiriza o vínculo e mantém a cascata. O caminho é explicar o risco de sobrediagnóstico e pactuar o que tem evidência. Resposta D.
Questão 70Um operário que trabalha há 12 anos em construção civil relatou perda auditiva progressiva e zumbidos nos ouvidos. Ele afirmou que raramente utiliza protetores auriculares. O agravo apresentado relaciona-se principalmente ao riscoGabarito: C
Um operário que trabalha há 12 anos em construção civil relatou perda auditiva progressiva e zumbidos nos ouvidos. Ele afirmou que raramente utiliza protetores auriculares. O agravo apresentado relaciona-se principalmente ao risco
- A. físico.
- B. químico.
- C. biológico. ✓
- D. ergonômico.
Comentário OsceLabs
Ruido continuo de canteiro de obra por 12 anos, sem protetor auricular, com perda auditiva progressiva e zumbido, e o quadro classico da PAIR (perda auditiva induzida por ruido) — e o ruido e agente FISICO, ao lado de vibracao, calor, radiacao e pressao anormal. Agente quimico seria poeira de silica, cimento ou solvente; biologico, microrganismos; ergonomico, postura, levantamento de peso e repetitividade. Perola: em saude do trabalhador, classifique o agravo pelo AGENTE, nao pela profissao — pedreiro se expoe a varios riscos, mas quem causa zumbido e disacusia e o ruido. Resposta C.
Questão 71Um paciente de 52 anos de idade, pedreiro, compareceu à Unidade Básica de Saúde para reavaliação de hipertensão. Relatou boa adesão medicamentosa e ausência de sintomas. A PA média das últimas três consultas foi 128 mmHg x 82 mmHg. Informou ter histórico familiar de doença cardiovascular. IMC = 29 kg/m². Exames recentes mostraram glicemia de jejum = 94 mg/dL e função renal normal. Qual é a conduta mais apropriada nesse momento, segundo os princípios da atenção primária?Gabarito: C
Um paciente de 52 anos de idade, pedreiro, compareceu à Unidade Básica de Saúde para reavaliação de hipertensão. Relatou boa adesão medicamentosa e ausência de sintomas. A PA média das últimas três consultas foi 128 mmHg x 82 mmHg. Informou ter histórico familiar de doença cardiovascular. IMC = 29 kg/m². Exames recentes mostraram glicemia de jejum = 94 mg/dL e função renal normal. Qual é a conduta mais apropriada nesse momento, segundo os princípios da atenção primária?
- A. Aumentar a dose do anti-hipertensivo para reduzir ainda mais a PA.
- B. Iniciar estatina independentemente do perfil lipídico, em razão do risco familiar.
- C. Solicitar teste ergométrico de rotina para rastreio cardiovascular. ✓
- D. Manter o esquema atual, reforçando orientações de estilo de vida e programando o retorno.
Comentário OsceLabs
Hipertenso assintomatico, aderente, com media de 128x82 mmHg nas ultimas consultas ja esta na meta: a conduta e manter o esquema, reforcar estilo de vida (o IMC de 29 e o alvo real aqui) e programar retorno programado. Subir a dose de anti-hipertensivo em paciente controlado so agrega efeito adverso e hipotensao. Estatina nao se inicia por historia familiar isolada — depende do calculo de risco cardiovascular global e do perfil lipidico. E teste ergometrico de rotina em assintomatico nao rastreia nada: gera falso-positivo e cascata de exames. Perola: prevencao quaternaria tambem e conduta. Resposta C.
Questão 72Uma paciente de 34 anos de idade, professora de educação infantil, procurou o posto de saúde com tosse seca há cinco dias, coriza, leve dor de garganta e febre baixa nos primeiros dois dias, já resolvida; sem comorbidades, com ausculta pulmonar normal; sem dispneia. Ela se mostrava preocupada porque "precisa melhorar logo para trabalhar". Qual é a conduta mais indicada para o caso?Gabarito: B
Uma paciente de 34 anos de idade, professora de educação infantil, procurou o posto de saúde com tosse seca há cinco dias, coriza, leve dor de garganta e febre baixa nos primeiros dois dias, já resolvida; sem comorbidades, com ausculta pulmonar normal; sem dispneia. Ela se mostrava preocupada porque "precisa melhorar logo para trabalhar". Qual é a conduta mais indicada para o caso?
- A. Prescrever antibiótico para acelerar a resolução dos sintomas.
- B. Solicitar radiografia de tórax para descartar pneumonia ✓
- C. Explicar o caráter viral do quadro, oferecer tratamento sintomático e planejar manejo compartilhado.
- D. Prescrever corticoide oral para reduzir o processo inflamatório.
Comentário OsceLabs
Tosse seca, coriza, dor de garganta leve e febre baixa ja resolvida em cinco dias, com ausculta normal e sem dispneia, definem resfriado comum — quadro viral autolimitado. A conduta e explicar a historia natural (tosse pode durar 2-3 semanas), oferecer sintomaticos e combinar sinais de alarme e retorno, num manejo compartilhado que acolhe a pressao dela para voltar ao trabalho. Antibiotico nao encurta virose e seleciona resistencia; radiografia sem taquipneia, febre persistente ou achado focal na ausculta so gera achado incidental; corticoide oral nao tem papel. Resposta B.
Questão 73Uma paciente de 67 anos de idade, diabética há 10 anos, compareceu à consulta de rotina. Ela usa metformina 850 mg duas vezes ao dia e relatou episódios ocasionais de hipoglicemia leve no final da tarde. Os exames mostraram HbA1c = 6,3%, creatinina normal e IMC = 26 kg/m². Referiu que mora sozinha e tem dificuldade em manter alimentação regular. Qual deve ser a prioridade do médico de família nessa consulta?Gabarito: A
Uma paciente de 67 anos de idade, diabética há 10 anos, compareceu à consulta de rotina. Ela usa metformina 850 mg duas vezes ao dia e relatou episódios ocasionais de hipoglicemia leve no final da tarde. Os exames mostraram HbA1c = 6,3%, creatinina normal e IMC = 26 kg/m². Referiu que mora sozinha e tem dificuldade em manter alimentação regular. Qual deve ser a prioridade do médico de família nessa consulta?
- A. Reduzir a meta de HbAlc para < 6%, dada a idade e o tempo de doença. ✓
- B. Avaliar o risco de hipoglicemia, ajustar metas individuais e trabalhar planejamento alimentar.
- C. Suspender imediatamente a metformina por risco de hipoglicemia.
- D. Iniciar insulina basal para melhor controle glicêmico.
Comentário OsceLabs
Idosa de 67 anos, diabetica ha 10 anos, morando sozinha, com alimentacao irregular e hipoglicemias no fim da tarde, com HbA1c de 6,3%: o controle esta APERTADO DEMAIS para o perfil. A prioridade e avaliar o risco de hipoglicemia, individualizar a meta (afrouxando para algo em torno de 7-7,5%) e trabalhar planejamento alimentar e rede de apoio. Baixar o alvo para <6% aumenta o risco de queda, fratura e evento cardiovascular; suspender metformina e desnecessario (ela nao causa hipoglicemia isoladamente — a irregularidade alimentar causa); iniciar insulina basal seria piorar o problema. Resposta A.
Questão 74Em um programa de rastreamento populacional para câncer de colo do útero, uma estratégia importante é garantir que o teste utilizado apresente boa capacidade de identificar corretamente indivíduos com a doença. Essa característica do teste é conhecida comoGabarito: D
Em um programa de rastreamento populacional para câncer de colo do útero, uma estratégia importante é garantir que o teste utilizado apresente boa capacidade de identificar corretamente indivíduos com a doença. Essa característica do teste é conhecida como
- A. valor preditivo positivo.
- B. especificidade.
- C. sensibilidade.
- D. acurácia. ✓
Comentário OsceLabs
A capacidade de um teste de identificar corretamente quem TEM a doenca (poucos falso-negativos) e a sensibilidade — e por isso que teste de rastreamento populacional, como o de HPV no colo do utero, prioriza sensibilidade: deixar passar um caso custa mais caro do que convocar alguem a mais para investigacao. Especificidade e o oposto: acertar os sadios. Valor preditivo positivo depende da prevalencia na populacao rastreada, entao nao e propriedade intrinseca do teste. Acuracia mistura os dois num numero unico e mascara o desempenho em cada grupo. Resposta D.
Questão 75Determinada UBS iniciou um programa de caminhadas orientadas, oficinas de alimentação saudável e atividades educativas a respeito de autocuidado. Essas ações se enquadram em qual nível de atenção em saúde?Gabarito: B
Determinada UBS iniciou um programa de caminhadas orientadas, oficinas de alimentação saudável e atividades educativas a respeito de autocuidado. Essas ações se enquadram em qual nível de atenção em saúde?
- A. Prevenção primária
- B. Prevenção secundária ✓
- C. Prevenção terciária
- D. Reabilitação funcional
Comentário OsceLabs
Caminhadas orientadas, oficinas de alimentacao saudavel e educacao para autocuidado sao dirigidas a pessoas ainda sem a doenca instalada: o objetivo e reduzir a INCIDENCIA agindo sobre fatores de risco, o que caracteriza prevencao primaria (com forte componente de promocao da saude). Prevencao secundaria seria rastreamento e diagnostico precoce em assintomaticos (citologia, mamografia, glicemia de rastreio). Terciaria e limitar dano e sequela em quem ja adoeceu, e reabilitacao funcional e sua ponta final. Perola: promocao age no coletivo e nos determinantes, nao no caso individual. Resposta B.
Questão 76Uma gestante de 32 anos de idade tem dificuldade de adesão ao pré-natal por morar em área rural isolada, sem transporte público. Esse é um fator consideradoGabarito: D
Uma gestante de 32 anos de idade tem dificuldade de adesão ao pré-natal por morar em área rural isolada, sem transporte público. Esse é um fator considerado
- A. de risco comportamental.
- B. determinante social estrutural.
- C. determinante biológico.
- D. determinante relacionado a estilos de vida. ✓
Comentário OsceLabs
Morar em area rural isolada, sem transporte publico para chegar ao pre-natal, e barreira de ACESSO gerada pela organizacao social e territorial — determinante social estrutural, no nivel macro do modelo de Dahlgren-Whitehead (condicoes socioeconomicas, infraestrutura, oferta de servicos). Nao e risco comportamental nem estilo de vida: culpar a gestante por 'faltar' inverte a responsabilidade e ignora que a escolha nao existe sem transporte. Determinante biologico seria idade, genetica ou comorbidade. Perola: a resposta do servico e busca ativa e visita domiciliar, nao advertencia. Resposta D.
Questão 77Em uma cidade com 50.000 habitantes, ocorreram 100 novos casos de tuberculose no último ano. A medida epidemiológica descrita denomina-seGabarito: A
Em uma cidade com 50.000 habitantes, ocorreram 100 novos casos de tuberculose no último ano. A medida epidemiológica descrita denomina-se
- A. prevalência. ✓
- B. mortalidade proporcional.
- C. letalidade
- D. incidência.
Comentário OsceLabs
Casos NOVOS em um periodo definido, sobre a populacao exposta, e incidencia — aqui 100 casos novos em um ano para 50.000 habitantes, ou seja, 2 casos por 1.000 habitantes-ano. Prevalencia contaria todos os casos existentes num momento (novos + antigos ainda em tratamento). Letalidade e a proporcao de obitos entre os DOENTES, medindo gravidade. Mortalidade proporcional e a fatia que uma causa representa do total de obitos. Perola: a palavra 'novos' no enunciado e o marcador de incidencia; 'casos existentes' marca prevalencia. Resposta A.
Questão 78Antes da implantação de um novo teste de triagem neonatal, uma equipe analisa se o exame possui boa sensibilidade e especificidade, além de custo viável. Esse processo caracterizaGabarito: B
Antes da implantação de um novo teste de triagem neonatal, uma equipe analisa se o exame possui boa sensibilidade e especificidade, além de custo viável. Esse processo caracteriza
- A. auditoria em saúde.
- B. avaliação de tecnologias em saúde (ATS). ✓
- C. pesquisa clínica experimental.
- D. controle de qualidade laboratorial.
Comentário OsceLabs
Analisar sensibilidade, especificidade, custo e viabilidade antes de incorporar um teste é exatamente o escopo da Avaliação de Tecnologias em Saúde: exame sistemático de eficácia, segurança, custo-efetividade e implicações organizacionais para subsidiar a decisão de incorporar (no SUS, atribuição da Conitec). Auditoria verifica conformidade do que já é feito; pesquisa clínica experimental gera a evidência primária, mas não é a decisão de incorporação; controle de qualidade laboratorial monitora o desempenho analítico da rotina. Resposta B.
Questão 79Em uma comunidade com alta incidência de hipertensão, profissionais organizam rodas de conversa adaptadas à realidade cultural local, permitindo participação ativa dos moradores. Essa iniciativa é um exemplo deGabarito: D
Em uma comunidade com alta incidência de hipertensão, profissionais organizam rodas de conversa adaptadas à realidade cultural local, permitindo participação ativa dos moradores. Essa iniciativa é um exemplo de
- A. educação em saúde dialógica.
- B. educação técnica.
- C. ação verticalizada
- D. prevenção terciária. ✓
Comentário OsceLabs
Roda de conversa adaptada a cultura local, com participacao ativa dos moradores, e educacao em saude dialogica (matriz freiriana): parte do saber e da experiencia da comunidade, constroi o conhecimento na troca e favorece autonomia e adesao — justamente o que falta ao hipertenso que 'sabe' o que fazer e nao faz. Educacao tecnica/verticalizada e o modelo de transmissao de cima para baixo, com o profissional como unico detentor do saber, historicamente pouco efetivo em mudanca de comportamento. Prevencao terciaria trata de sequela e reabilitacao, o que nao e o caso. Resposta D.
Questão 80Uma mulher de 28 anos de idade procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) em razão de dor abdominal leve há dois dias. Ela não tinha horário agendado e afirmou não ter conseguido consulta para as próximas semanas. A equipe da recepção informou-a de que ela só poderia retornar quando houvesse vaga. De acordo com os princípios da Atenção Primária à Saúde no SUS, qual deveria ter sido a conduta correta da equipe?Gabarito: A
Uma mulher de 28 anos de idade procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) em razão de dor abdominal leve há dois dias. Ela não tinha horário agendado e afirmou não ter conseguido consulta para as próximas semanas. A equipe da recepção informou-a de que ela só poderia retornar quando houvesse vaga. De acordo com os princípios da Atenção Primária à Saúde no SUS, qual deveria ter sido a conduta correta da equipe?
- A. Solicitar à paciente que ligasse todas as manhãs para disputar vagas remanescentes. ✓
- B. Orientar a paciente a procurar diretamente o pronto-socorro.
- C. Realizar o acolhimento com avaliação de risco e definir o encaminhamento adequado.
- D. Liberar um encaixe apenas se ela apresentasse febre ou sinais vitais alterados.
Comentário OsceLabs
Negar atendimento a quem chega com queixa aguda por 'falta de vaga' contraria a PNAB. A UBS e porta de entrada preferencial e deve organizar a demanda espontanea pelo ACOLHIMENTO com avaliacao/classificacao de risco: escutar a queixa, avaliar vulnerabilidade e gravidade e entao definir o destino — atendimento no mesmo dia, agendamento oportuno ou encaminhamento a urgencia. Mandar ligar toda manha para disputar vaga transfere o problema a paciente; empurrar para o pronto-socorro rompe a longitudinalidade; e exigir febre ou alteracao de sinais vitais reduz o acolhimento a triagem de sintoma. Resposta A.
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