Prova de Residência Médica SUS-SP 2026 (R1) com gabarito (PDF)
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objetiva
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Questão 2Homem, 60 anos de idade, obeso (peso: 100 kg), com risco cardiovascular alto e em uso de glimepirida, empa- gliflozina e metformina, apresenta hemoglobina acima da meta após 4 meses de terapia tripla. Nesse momento, segundo diretrizes brasileiras de diabe- tes, deve-se considerarGabarito: B
Homem, 60 anos de idade, obeso (peso: 100 kg), com risco cardiovascular alto e em uso de glimepirida, empa- gliflozina e metformina, apresenta hemoglobina acima da meta após 4 meses de terapia tripla. Nesse momento, segundo diretrizes brasileiras de diabe- tes, deve-se considerar
- A. aguardar 12 meses antes de mudança terapêutica.
- B. associar liraglutida. ✓
- C. substituir a empagliflozina por pioglitazona.
- D. substituir a empagliflozina por liraglutida.
- E. suspender os três antidiabéticos orais e iniciar trata- mento apenas com insulina.
Comentário OsceLabs
Diabetico com risco cardiovascular alto e alvo nao atingido apos 4 meses de terapia tripla oral: o proximo passo e associar um agonista do receptor de GLP-1 (liraglutida), que soma controle glicemico, perda de peso e protecao cardiovascular. Nao se retira a empagliflozina (D), pois o iSGLT2 tem beneficio cardiorrenal proprio; pioglitazona (C) causa ganho de peso e retencao hidrica; insulina isolada (E) e desnecessaria aqui; esperar 12 meses (A) e inercia terapeutica. Resposta B.
Questão 3Mulher, 68 anos de idade, tabagista 75 anos-maço, apre- senta dispneia e tosse há 2 anos. Fez espirometria, que mostrou VEF1 de 60% do predito e relação VEF1/VFC de 0,65. Apresentou um episódio de exacerbação da dispneia, com necessidade de internação hospitalar, uso de broncodilatadores e antibiótico há 4 meses. A terapia ambulatorial ideal éGabarito: E
Mulher, 68 anos de idade, tabagista 75 anos-maço, apre- senta dispneia e tosse há 2 anos. Fez espirometria, que mostrou VEF1 de 60% do predito e relação VEF1/VFC de 0,65. Apresentou um episódio de exacerbação da dispneia, com necessidade de internação hospitalar, uso de broncodilatadores e antibiótico há 4 meses. A terapia ambulatorial ideal é
- A. salmeterol + fluticasona, apenas se crise.
- B. salmeterol + fluticasona, diariamente.
- C. salmeterol apenas, diariamente.
- D. tiotrópio apenas, diariamente.
- E. umeclidínio/vilanterol, diariamente. 4 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. ✓
Comentário OsceLabs
VEF1/CVF < 0,7 com VEF1 60% e uma exacerbacao que exigiu internacao no ultimo ano: pelo GOLD e grupo E. O tratamento inicial e broncodilatacao dupla de longa acao diaria (LAMA+LABA = umeclidinio/vilanterol). Corticoide inalado so entra com eosinofilia (>= 300/mm3) ou exacerbacoes repetidas apesar da dupla, o que descarta B; monoterapia (C e D) e inferior na doenca exacerbadora; broncodilatador de longa acao nunca e 'se crise' (A). Resposta E.
Questão 4Homem, 65 anos de idade, 70 kg, portador de hiper- tensão arterial e diabetes mellitus, é admitido com febre e tosse há 2 dias, evoluindo com sonolência e dispneia. Na admissão, apresenta pressão arterial de 75 × 45 mmHg, frequência cardíaca de 115 bpm, fre- quência respiratória de 24 rpm e saturação de oxigênio de 87% em ar ambiente. É iniciada ceftriaxona + cla- ritromicina, administrando 2.000 mL de ringer lactato nas três primeiras horas de admissão, sendo também necessário iniciar noradrenalina, que, após 3 horas, está em 0,20 mcg/kg/min para manter pressão arterial média de 65 mmHg. De acordo com as recomendações da Surviving Sepsis Campaign, em qual momento está indicado iniciar a hidro- cortisona para esse paciente?Gabarito: C
Homem, 65 anos de idade, 70 kg, portador de hiper- tensão arterial e diabetes mellitus, é admitido com febre e tosse há 2 dias, evoluindo com sonolência e dispneia. Na admissão, apresenta pressão arterial de 75 × 45 mmHg, frequência cardíaca de 115 bpm, fre- quência respiratória de 24 rpm e saturação de oxigênio de 87% em ar ambiente. É iniciada ceftriaxona + cla- ritromicina, administrando 2.000 mL de ringer lactato nas três primeiras horas de admissão, sendo também necessário iniciar noradrenalina, que, após 3 horas, está em 0,20 mcg/kg/min para manter pressão arterial média de 65 mmHg. De acordo com as recomendações da Surviving Sepsis Campaign, em qual momento está indicado iniciar a hidro- cortisona para esse paciente?
- A. Imediatamente.
- B. Se ainda estiver com noradrenalina 0,20 mcg/kg/min após 6 horas da admissão.
- C. Se necessidade de noradrenalina ≥ 0,25 mg/kg há pelo menos 4 horas. ✓
- D. Se necessidade de noradrenalina ≥ 0,25 mg/kg e vasopressina 0,03 UI/min, independentemente do tempo.
- E. Se necessidade de noradrenalina ≥ 0,50 mg/kg e vasopressina 0,03 UI/min há pelo menos 6 horas.
Comentário OsceLabs
Pela Surviving Sepsis Campaign, hidrocortisona no choque septico e indicada quando ha necessidade persistente de vasopressor: noradrenalina >= 0,25 mcg/kg/min por pelo menos 4 horas apos o inicio. O paciente esta em 0,20 mcg/kg/min, entao ainda nao preenche o gatilho. Nao ha recomendacao de corticoide imediato (A), nem criterio atrelado a 6 horas (B) ou a vasopressina/doses maiores (D e E). Resposta C.
Questão 5Homem, 29 anos de idade, apresenta dor lombar há 6 meses com irradiação para as nádegas, com piora no repouso e melhora com exercício físico. Apresenta rigi- dez matinal com duração de, aproximadamente, 1 hora e melhora ao longo do dia. Há 2 meses, apresenta edema em região do tendão calcâneo. Não apresenta outros sin- tomas ou antecedentes. Ao exame físico, apresenta limi- tação da flexão lombar e redução da expansão torácica. Qual dos exames a seguir será positivo?Gabarito: C
Homem, 29 anos de idade, apresenta dor lombar há 6 meses com irradiação para as nádegas, com piora no repouso e melhora com exercício físico. Apresenta rigi- dez matinal com duração de, aproximadamente, 1 hora e melhora ao longo do dia. Há 2 meses, apresenta edema em região do tendão calcâneo. Não apresenta outros sin- tomas ou antecedentes. Ao exame físico, apresenta limi- tação da flexão lombar e redução da expansão torácica. Qual dos exames a seguir será positivo?
- A. Anticorpo antinuclear.
- B. Fator reumatoide.
- C. HLA-B27. ✓
- D. c-ANCA.
- E. anti-CCP. Clínica Médica
Comentário OsceLabs
Lombalgia inflamatoria (piora no repouso, melhora com exercicio, rigidez matinal > 30 min) em homem jovem, com entesite de tendao calcaneo, limitacao da flexao lombar e reducao da expansao toracica: espondiloartrite axial (espondilite anquilosante). O HLA-B27 e positivo em cerca de 90% dos casos. FAN aponta lupus, fator reumatoide e anti-CCP apontam artrite reumatoide e c-ANCA, granulomatose com poliangeite. Resposta C.
Questão 6Homem, 73 anos de idade, hipertenso, em uso de losartana e anlodipino, diabético, em uso de dapaglifozina, e com doença renal crônica não dialítica, procura atendimento por dor torácica. Pressão arterial de 80 × 50 mmHg. Monitorização mostra taquicardia ventricular monomórfica. Após cardioversão elétrica sincronizada, é realizado o eletrocardiograma a seguir: (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) A conduta imediata éGabarito: D
Homem, 73 anos de idade, hipertenso, em uso de losartana e anlodipino, diabético, em uso de dapaglifozina, e com doença renal crônica não dialítica, procura atendimento por dor torácica. Pressão arterial de 80 × 50 mmHg. Monitorização mostra taquicardia ventricular monomórfica. Após cardioversão elétrica sincronizada, é realizado o eletrocardiograma a seguir: (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) A conduta imediata é
- A. AAS, clopidogrel e enoxaparina.
- B. AAS, clopidogrel e angioplastia primária.
- C. nitroglicerina.
- D. gluconato de cálcio. ✓
- E. estudo eletrofisiológico.
Comentário OsceLabs
Doenca renal cronica + losartana (bloqueio do sistema renina-angiotensina) e um cenario classico de hipercalemia grave, que se manifesta no ECG com onda T apiculada, alargamento do QRS e arritmias ventriculares, como a taquicardia monomorfica descrita. A conduta imediata e estabilizar a membrana do miocito com gluconato de calcio, antes mesmo de insulina/glicose e resinas. Terapia antitrombotica, nitrato ou estudo eletrofisiologico nao tratam a causa. Resposta D.
Questão 7Homem, 75 anos de idade, ex-tabagista, portador de insuficiência cardíaca, em uso de furosemida, losartana, espironolactona, carvedilol e dapaglifozina, é admitido por rebaixamento do nível de consciência. Apresenta sódio de 114 mEq/L. A osmolaridade sérica está diminuída e a uri- nária está aumentada. O sódio urinário é de 5 mEq/L. A causa da hiponatremia éGabarito: A
Homem, 75 anos de idade, ex-tabagista, portador de insuficiência cardíaca, em uso de furosemida, losartana, espironolactona, carvedilol e dapaglifozina, é admitido por rebaixamento do nível de consciência. Apresenta sódio de 114 mEq/L. A osmolaridade sérica está diminuída e a uri- nária está aumentada. O sódio urinário é de 5 mEq/L. A causa da hiponatremia é
- A. insuficiência cardíaca descompensada. ✓
- B. uso do diurético.
- C. secreção inapropriada de hormônio antidiurético.
- D. insuficiência adrenal concomitante.
- E. polidipsia primária.
Comentário OsceLabs
Hiponatremia hipoosmolar com urina concentrada e sodio urinario muito baixo (5 mEq/L) significa rim avido por sodio, isto e, volume arterial efetivo reduzido: e a insuficiencia cardiaca descompensada. Na SIADH o sodio urinario costuma ser > 30-40 mEq/L com euvolemia; no uso de diuretico a natriurese tambem estaria elevada; na polidipsia primaria a urina seria diluida. Resposta A.
Questão 8Homem, 30 anos de idade, apresenta cefaleia e rigidez de nuca. Coleta líquido cefalorraquidiano, que mostra: • Pressão de abertura discretamente elevada • Células: 300/mm3 – predomínio linfomononuclear • Proteína: 450 mg/dL (normal: 15 a 60 mg/dL) • Glicose: 35 mg/dL (normal: 50 a 80 mg/dL) Esses achados sugerem qual etiologia da meningite?Gabarito: D
Homem, 30 anos de idade, apresenta cefaleia e rigidez de nuca. Coleta líquido cefalorraquidiano, que mostra: • Pressão de abertura discretamente elevada • Células: 300/mm3 – predomínio linfomononuclear • Proteína: 450 mg/dL (normal: 15 a 60 mg/dL) • Glicose: 35 mg/dL (normal: 50 a 80 mg/dL) Esses achados sugerem qual etiologia da meningite?
- A. Meningocócica.
- B. Pneumocócica.
- C. Viral.
- D. Tuberculose. ✓
- E. Herpética.
Comentário OsceLabs
Liquor com pleocitose linfomononuclear, proteina muito elevada (450 mg/dL) e hipoglicorraquia (35 mg/dL), com pressao de abertura aumentada, e a assinatura da meningite tuberculosa. Meningites bacterianas agudas (meningococo, pneumococo) cursam com neutrofilia; nas virais e na herpetica a glicose e normal e a proteina so discretamente elevada. Proteina muito alta com glicose baixa e padrao subagudo pesa para tuberculose. Resposta D.
Questão 9Mulher, 55 anos de idade, portadora de cirrose hepática com ascite volumosa, sem dor à palpação, faz uso de espironolactona 200 mg/dia e carvedilol 25 mg/dia. Em exames laboratoriais, apresenta creatinina de 2,1 mg/dL e ureia de 100 mg/dL. Níveis anteriores de creatinina e ureia de 1,0 mg/dL e 40 mg/dL, respectivamente. Urina tipo I sem leucocitose. A conduta apropriada nesse momento em relação à função renal éGabarito: C
Mulher, 55 anos de idade, portadora de cirrose hepática com ascite volumosa, sem dor à palpação, faz uso de espironolactona 200 mg/dia e carvedilol 25 mg/dia. Em exames laboratoriais, apresenta creatinina de 2,1 mg/dL e ureia de 100 mg/dL. Níveis anteriores de creatinina e ureia de 1,0 mg/dL e 40 mg/dL, respectivamente. Urina tipo I sem leucocitose. A conduta apropriada nesse momento em relação à função renal é
- A. expansão volêmica com soro fisiológico 0,9%.
- B. expansão volêmica com ringer lactato.
- C. albumina. ✓
- D. terlipressina.
- E. furosemida intravenosa. 5 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Cirrotica com ascite e lesao renal aguda (creatinina 1,0 para 2,1) em uso de dose alta de espironolactona: o passo obrigatorio e suspender o diuretico e expandir com albumina 1 g/kg/dia por 2 dias. So se nao houver resposta a esse teste e que se fecha sindrome hepatorrenal e se inicia terlipressina (D). Cristaloides (A e B) nao sao o expansor de escolha no cirrotico e furosemida (E) agrava a hipoperfusao. Resposta C.
Questão 10Mulher, 75 anos de idade, apresenta infecção por influenza, com evolução para síndrome do desconforto respiratório agudo e necessidade de intubação orotra- queal. Ventilação mecânica iniciada com fração inspi- rada de oxigênio de 80% e PEEP de 8 cmH2O. A relação PaO2/FiO2 está em 100, e há dificuldade em manter oxigenação adequada. Para melhora da saturação de oxigênio, opta-se por aumentar PEEP para 12 cmH2O e iniciar bloqueio neuromuscular (rocurônio). A pressão arterial média diminui de 70 mmHg para 60 mmHg após esse ajuste, o que ocorre porGabarito: D
Mulher, 75 anos de idade, apresenta infecção por influenza, com evolução para síndrome do desconforto respiratório agudo e necessidade de intubação orotra- queal. Ventilação mecânica iniciada com fração inspi- rada de oxigênio de 80% e PEEP de 8 cmH2O. A relação PaO2/FiO2 está em 100, e há dificuldade em manter oxigenação adequada. Para melhora da saturação de oxigênio, opta-se por aumentar PEEP para 12 cmH2O e iniciar bloqueio neuromuscular (rocurônio). A pressão arterial média diminui de 70 mmHg para 60 mmHg após esse ajuste, o que ocorre por
- A. vasodilatação pelo bloqueador neuromuscular.
- B. vasodilatação reflexa pelo aumento da PEEP.
- C. vasodilatação por liberação de citocinas inflamató- rias pelo aumento da PEEP.
- D. redução do débito cardíaco. ✓
- E. aumento do espaço morto e consequente vasodila- tação das artérias e arteríolas pulmonares.
Comentário OsceLabs
Aumentar a PEEP eleva a pressao intratoracica, reduz o retorno venoso e, com isso, o debito cardiaco; o bloqueio neuromuscular soma perda do tonus muscular e do esforco inspiratorio, que ajudavam no retorno venoso. Dai a queda da pressao arterial media. Rocuronio (aminoesteroide) nao libera histamina nem vasodilata de forma relevante, e PEEP nao provoca vasodilatacao reflexa ou por citocinas. Resposta D.
Questão 11Homem, 37 anos de idade, etnia caucasiana, apresenta hipertensão arterial resistente. Em pesquisa para causa secundária, encontra-se: creatinina sérica: 0,9 mg/dL; sódio: 147 mEq/L; potássio: 3,3 mEq/L; cortisol sérico 20% acima do limite superior da normalidade; ACTH reduzido; aldosterona plasmática elevada e atividade de renina plasmática reduzida. Após teste de infusão de solução salina, a aldosterona plasmática mantém-se ele- vada. Metanefrinas plasmáticas discretamente elevadas, com redução para níveis normais após clonidina. Assinale a alternativa com a interpretação correta desses achados.Gabarito: B
Homem, 37 anos de idade, etnia caucasiana, apresenta hipertensão arterial resistente. Em pesquisa para causa secundária, encontra-se: creatinina sérica: 0,9 mg/dL; sódio: 147 mEq/L; potássio: 3,3 mEq/L; cortisol sérico 20% acima do limite superior da normalidade; ACTH reduzido; aldosterona plasmática elevada e atividade de renina plasmática reduzida. Após teste de infusão de solução salina, a aldosterona plasmática mantém-se ele- vada. Metanefrinas plasmáticas discretamente elevadas, com redução para níveis normais após clonidina. Assinale a alternativa com a interpretação correta desses achados.
- A. Alterações podem ser atribuídas ao uso de hidro- clorotiazida.
- B. Hiperaldosteronismo primário. ✓
- C. Síndrome de Cushing.
- D. Feocromocitoma.
- E. Síndrome de Liddle. 6 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Hipertensao resistente com hipocalemia, sodio no limite alto, aldosterona elevada e renina suprimida, que nao suprime apos sobrecarga salina: e o criterio confirmatorio de hiperaldosteronismo primario. As metanefrinas discretamente elevadas que normalizam apos clonidina caracterizam falso-positivo, afastando feocromocitoma (D). O cortisol pouco acima do normal com ACTH baixo nao preenche Cushing (C). Na sindrome de Liddle a aldosterona seria baixa. Resposta B.
Questão 12Homem, 20 anos de idade, portador de diabetes mellitus tipo 1 em tratamento irregular, é admitido por vômitos há 1 dia e sonolência. Apresenta: • Glicemia capilar: 450 mg/dL • pH: 7,0 • Bicarbonato: 8 mEq/L (normal: 22 a 29 mEq/L) • Potássio sérico: 4,4 mEq/L (normal: 3,5 – 5,0 mEq/L) • Sódio sérico: 134 mEq/L • Fosfato: 2,3 mg/dL (normal: 2,5 a 4,5 mg/dL) • Cetonúria positiva Deve-se iniciar imediatamenteGabarito: E
Homem, 20 anos de idade, portador de diabetes mellitus tipo 1 em tratamento irregular, é admitido por vômitos há 1 dia e sonolência. Apresenta: • Glicemia capilar: 450 mg/dL • pH: 7,0 • Bicarbonato: 8 mEq/L (normal: 22 a 29 mEq/L) • Potássio sérico: 4,4 mEq/L (normal: 3,5 – 5,0 mEq/L) • Sódio sérico: 134 mEq/L • Fosfato: 2,3 mg/dL (normal: 2,5 a 4,5 mg/dL) • Cetonúria positiva Deve-se iniciar imediatamente
- A. SF 0,45%, insulina intravenosa, potássio 25 mEq/hora e fosfato de potássio.
- B. SF 0,45%, insulina intravenosa, potássio 25 mEq/hora e bicarbonato de sódio.
- C. SF 0,9%, insulina intravenosa, potássio 25 mEq/hora e bicarbonato de sódio.
- D. SF 0,45% e insulina intravenosa, apenas.
- E. SF 0,9%, insulina intravenosa e potássio 25 mEq/hora, apenas. ✓
Comentário OsceLabs
Cetoacidose diabetica: a base e soro fisiologico 0,9% (a solucao inicial e sempre isotonica), insulina intravenosa e reposicao de potassio, ja que a insulina joga o K para dentro da celula e o potassio corporal total esta depletado mesmo com dosagem normal. Bicarbonato so se pH < 6,9 (B e C), reposicao de fosfato nao e rotineira (A), e insulina sem potassio (D) provoca hipocalemia grave e arritmia. Resposta E.
Questão 13Homem, 65 anos de idade, com miocardiopatia hiperten- siva e fração de ejeção de 30% é internado em terapia intensiva por congestão pulmonar e aumento da pressão arterial. Iniciado nitroprussiato de sódio, o qual não pode ser interrompido após 72 horas de uso. Assinale a alternativa que indica um sinal comum de into- xicação pelo nitroprussiato.Gabarito: C
Homem, 65 anos de idade, com miocardiopatia hiperten- siva e fração de ejeção de 30% é internado em terapia intensiva por congestão pulmonar e aumento da pressão arterial. Iniciado nitroprussiato de sódio, o qual não pode ser interrompido após 72 horas de uso. Assinale a alternativa que indica um sinal comum de into- xicação pelo nitroprussiato.
- A. Bradicardia.
- B. Cianose de extremidades.
- C. Acidose láctica. ✓
- D. Hipercalemia.
- E. Redução da saturação de oxigênio por meta-hemo- globinemia.
Comentário OsceLabs
O nitroprussiato de sodio libera cianeto durante seu metabolismo; em infusao prolongada (aqui, 72 horas) e sobretudo na disfuncao renal, ocorre intoxicacao. O cianeto bloqueia a citocromo oxidase mitocondrial, impede a respiracao aerobica e produz acidose lactica com saturacao venosa alta, confusao e taquicardia. Meta-hemoglobinemia (E) associa-se a nitratos/nitritos e nao e o sinal tipico. Resposta C.
Questão 14Mulher, 35 anos de idade, tabagista, é admitida para investigação de fraqueza muscular ascendente e pro- gressiva que se iniciou cerca de três semanas após qua- dro de síndrome gripal, sendo diagnosticada síndrome de Guillain-Barré. Evoluiu com desconforto respiratório progressivo, expansibilidade torácica globalmente redu- zida, sons respiratórios presentes, porém difusamente diminuídos sem ruídos adventícios. Frequência respi- ratória de 16 rpm. Radiografia de tórax sem alterações significativas. Qual gasometria arterial em ar ambiente é compatível com o quadro clínico?Gabarito: B
Mulher, 35 anos de idade, tabagista, é admitida para investigação de fraqueza muscular ascendente e pro- gressiva que se iniciou cerca de três semanas após qua- dro de síndrome gripal, sendo diagnosticada síndrome de Guillain-Barré. Evoluiu com desconforto respiratório progressivo, expansibilidade torácica globalmente redu- zida, sons respiratórios presentes, porém difusamente diminuídos sem ruídos adventícios. Frequência respi- ratória de 16 rpm. Radiografia de tórax sem alterações significativas. Qual gasometria arterial em ar ambiente é compatível com o quadro clínico?
- A. PaO2 = 55 mmHg, PaCO2 = 28 mmHg; SatO2 = 85%.
- B. PaO2 = 55 mmHg; PaCO2 = 55 mmHg; SatO2 = 85%. ✓
- C. PaO2 = 80 mmHg; PaCO2 = 30 mmHg; SatO2 = 94%.
- D. PaO2 = 80 mmHg; PaCO2 = 55 mmHg; SatO2 = 94%.
- E. PaO2 = 100 mmHg; PaCO2 = 35 mmHg; SatO2 = 99%.
Comentário OsceLabs
Na sindrome de Guillain-Barre o problema e falencia da bomba respiratoria: musculatura fraca, torax pouco expansivel, pulmao limpo e radiografia normal. Isso gera hipoventilacao alveolar, ou seja, hipoxemia COM hipercapnia (PaO2 55 e PaCO2 55). Hipoxemia com hipocapnia (A e C) indica taquipneia por doenca do parenquima, e a frequencia respiratoria de 16 rpm ja mostra que ele nao consegue hiperventilar. Resposta B.
Questão 15Mulher, 66 anos de idade, com queixa de dispneia progressiva há um ano e tosse seca. Ex-tabagista 20 anos-maço. Sem outros antecedentes relevantes. Em espirometria, apresenta CVF de 68% do previsto e VEF1/CVF: 0,84. Tomografia de tórax mostra padrão de reticulado subpleural e basal, favo de mel e bronquiecta- sias de tração, sem vidro fosco significativo. A terapia deve ser iniciada comGabarito: A
Mulher, 66 anos de idade, com queixa de dispneia progressiva há um ano e tosse seca. Ex-tabagista 20 anos-maço. Sem outros antecedentes relevantes. Em espirometria, apresenta CVF de 68% do previsto e VEF1/CVF: 0,84. Tomografia de tórax mostra padrão de reticulado subpleural e basal, favo de mel e bronquiecta- sias de tração, sem vidro fosco significativo. A terapia deve ser iniciada com
- A. nintedanibe. ✓
- B. micofenolato.
- C. pulsoterapia com metilprednisolona.
- D. prednisona 40 mg/dia.
- E. tiotrópio + olodaterol.
Comentário OsceLabs
Espirometria restritiva (CVF 68% com relacao preservada) e tomografia com reticulado subpleural/basal, faveolamento e bronquiectasias de tracao, sem vidro fosco: padrao de UIP = fibrose pulmonar idiopatica. O tratamento e antifibrotico (nintedanibe ou pirfenidona). Corticoide e imunossupressor (B, C, D) aumentaram mortalidade na FPI (estudo PANTHER-IPF) e broncodilatador (E) trata DPOC, nao fibrose. Resposta A.
Questão 16Homem, 26 anos de idade, apresenta dispneia aos esfor- ços. Ao exame físico, apresenta sopro sistólico em foco aórtico e ausculta pulmonar normal. Frequência cardíaca e pressão arterial normais. Foi solicitado ecocardio- grama, que mostra átrio esquerdo dilatado, ventrículos com dimensões normais, espessura miocárdica aumen- tada no septo (20 mm; anormal > 10 mm) com demais paredes miocárdicas com espessura normal. Valva mitral tem movimento anterior sistólico e insuficiência discreta. Apresenta gradiente sistólico máximo de 70 mmHg. Qual é a melhor estratégia indicada para melhora sinto- mática desse paciente?Gabarito: B
Homem, 26 anos de idade, apresenta dispneia aos esfor- ços. Ao exame físico, apresenta sopro sistólico em foco aórtico e ausculta pulmonar normal. Frequência cardíaca e pressão arterial normais. Foi solicitado ecocardio- grama, que mostra átrio esquerdo dilatado, ventrículos com dimensões normais, espessura miocárdica aumen- tada no septo (20 mm; anormal > 10 mm) com demais paredes miocárdicas com espessura normal. Valva mitral tem movimento anterior sistólico e insuficiência discreta. Apresenta gradiente sistólico máximo de 70 mmHg. Qual é a melhor estratégia indicada para melhora sinto- mática desse paciente?
- A. Furosemida.
- B. Betabloqueador. ✓
- C. Nitrato.
- D. Terapia de ressincronização cardíaca.
- E. Cardioversor desfibrilador implantável.
Comentário OsceLabs
Septo de 20 mm com demais paredes normais, movimento anterior sistolico da mitral e gradiente de 70 mmHg definem cardiomiopatia hipertrofica obstrutiva. O tratamento sintomatico de primeira linha e o betabloqueador, que reduz a frequencia, aumenta o tempo de enchimento e diminui a obstrucao dinamica. Diuretico e nitrato (A e C) reduzem a pre-carga e PIORAM o gradiente; CDI (E) e prevencao de morte subita, nao alivio sintomatico. Resposta B.
Questão 17Mulher de 78 anos de idade, portadora de insuficiên- cia cardíaca crônica com fração de ejeção preservada, é internada com hemoglobina de 6,8 g/dL, sendo indi- cada transfusão de concentrado de hemácias. Após aproximadamente uma hora do início da transfusão, ini- cia dispneia súbita, ortopneia. Frequência cardíaca de 105 bpm e pressão arterial de 150 × 90 mmHg. Satura- ção de oxigênio: 87% em ar ambiente. Estase jugular presente, ausculta pulmonar com estertores bilaterais, temperatura normal. Qual é a hipótese diagnóstica?Gabarito: B
Mulher de 78 anos de idade, portadora de insuficiên- cia cardíaca crônica com fração de ejeção preservada, é internada com hemoglobina de 6,8 g/dL, sendo indi- cada transfusão de concentrado de hemácias. Após aproximadamente uma hora do início da transfusão, ini- cia dispneia súbita, ortopneia. Frequência cardíaca de 105 bpm e pressão arterial de 150 × 90 mmHg. Satura- ção de oxigênio: 87% em ar ambiente. Estase jugular presente, ausculta pulmonar com estertores bilaterais, temperatura normal. Qual é a hipótese diagnóstica?
- A. Anafilaxia.
- B. Sobrecarga circulatória associada à transfusão. ✓
- C. Reação hemolítica aguda por incompatibilidade ABO.
- D. Sepse transfusional.
- E. Lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão. 7 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Dispneia, ortopneia, hipertensao, estase jugular e estertores surgindo em ate 6 horas de transfusao, em idosa cardiopata, definem sobrecarga circulatoria associada a transfusao (TACO): e edema agudo hidrostatico, e o tratamento e parar a transfusao e diureticar. Na TRALI (E) ha hipotensao, febre e ausencia de congestao/estase; anafilaxia cursa com broncoespasmo e hipotensao; hemolise ABO e sepse dao febre e choque. Resposta B.
Questão 18Homem, 40 anos de idade, sem comorbidades e assin- tomático, realizou sorologia para HIV, que foi positiva (confirmada por segundo método). A carga viral é menor que 100 cópias/mL, e o CD4 é maior de 250 células/mm3. Foi iniciada terapia antirretroviral e, após 4 semanas, paciente apresenta reativação de herpes simples, sem outros sintomas. Carga viral indetectável e CD4 maior que 350 células/mm3. Assinale a alternativa correspondente à conduta ade- quada em relação à TARV.Gabarito: D
Homem, 40 anos de idade, sem comorbidades e assin- tomático, realizou sorologia para HIV, que foi positiva (confirmada por segundo método). A carga viral é menor que 100 cópias/mL, e o CD4 é maior de 250 células/mm3. Foi iniciada terapia antirretroviral e, após 4 semanas, paciente apresenta reativação de herpes simples, sem outros sintomas. Carga viral indetectável e CD4 maior que 350 células/mm3. Assinale a alternativa correspondente à conduta ade- quada em relação à TARV.
- A. Suspender e observar por 4 semanas antes da reintrodução.
- B. Suspender e reintroduzir após resolução total do herpes.
- C. Substituir antirretrovirais.
- D. Manter antirretrovirais, apenas. ✓
- E. Manter antirretrovirais e associar prednisona 40 mg/dia por 5 dias.
Comentário OsceLabs
Reativacao de herpes simples poucas semanas apos o inicio da terapia antirretroviral, com carga viral indetectavel e CD4 em ascensao, e sindrome inflamatoria de reconstituicao imune em forma leve. A conduta e MANTER a TARV (a suspensao gera falha e resistencia) e tratar a manifestacao se necessario. Nao ha motivo para trocar o esquema (C) nem para corticoide sistemico (E) em quadro leve e localizado. Resposta D.
Questão 19Mulher, 55 anos de idade, portadora de miocardiopatia dilatada idiopática. Eletrocardiograma com bloqueio de ramo esquerdo (QRS: 150 ms). Ecocardiograma mostra fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 25%, insufi- ciência mitral moderada a importante e disfunção sistó- lica do ventrículo direito. A paciente faz uso regular de furosemida 120 mg/dia, hidroclorotiazida 12,5 mg/dia, enalapril 20 mg/dia, carvedilol 50 mg/dia, espironolac- tona 25 mg/dia e empagliflozina 10 mg/dia. Apesar disso, mantém classe funcional III. Frequência cardíaca de 60 bpm e pressão arterial de 110 × 60 mmHg. Qual é a melhor conduta adicional nesse momento?Gabarito: D
Mulher, 55 anos de idade, portadora de miocardiopatia dilatada idiopática. Eletrocardiograma com bloqueio de ramo esquerdo (QRS: 150 ms). Ecocardiograma mostra fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 25%, insufi- ciência mitral moderada a importante e disfunção sistó- lica do ventrículo direito. A paciente faz uso regular de furosemida 120 mg/dia, hidroclorotiazida 12,5 mg/dia, enalapril 20 mg/dia, carvedilol 50 mg/dia, espironolac- tona 25 mg/dia e empagliflozina 10 mg/dia. Apesar disso, mantém classe funcional III. Frequência cardíaca de 60 bpm e pressão arterial de 110 × 60 mmHg. Qual é a melhor conduta adicional nesse momento?
- A. Associar ivabradina.
- B. Associar digoxina.
- C. Associar hidralazina e mononitrato de isossorbida.
- D. Terapia de ressincronização cardíaca. ✓
- E. Clipagem percutânea da valva mitral.
Comentário OsceLabs
Fracao de ejecao de 25%, bloqueio de ramo esquerdo com QRS de 150 ms e classe funcional III apesar de terapia otimizada: e a indicacao classica (classe I) de terapia de ressincronizacao cardiaca. Ivabradina (A) exige ritmo sinusal com FC >= 70 bpm, e ele esta com 60; digoxina e hidralazina/nitrato sao adjuvantes de menor impacto; a clipagem mitral (E) so se cogita apos otimizacao completa, incluindo a ressincronizacao. Resposta D.
Questão 20Homem, 35 anos de idade, apresenta queixa de dor torácica ventilatório dependente há 6 horas. Realiza o eletrocardio- grama a seguir: (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) A próxima conduta nesse momento éGabarito: A
Homem, 35 anos de idade, apresenta queixa de dor torácica ventilatório dependente há 6 horas. Realiza o eletrocardio- grama a seguir: (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) A próxima conduta nesse momento é
- A. colchicina. ✓
- B. prednisona.
- C. imunossupressor, se biópsia miocárdica mostrar miocardite de células gigantes.
- D. AAS, clopidogrel, metoprolol e enoxaparina.
- E. AAS, clopidogrel, metoprolol e angioplastia primária. Cirurgia Geral
Comentário OsceLabs
Homem jovem com dor toracica ventilatorio-dependente e ECG de supradesnivelamento difuso, concavo e com infra de PR: pericardite aguda, nao infarto. O tratamento e anti-inflamatorio (AAS ou AINE) associado a COLCHICINA, que reduz recorrencia. Corticoide (B) e segunda linha e favorece recidiva; biopsia miocardica (C) e excecao; terapia de sindrome coronariana e angioplastia (D e E) sao erro grave nesse contexto. Resposta A.
Questão 21Homem de 75 anos com histórico de hipertensão e etilismo crônico encontra-se internado na enfermaria da cirurgia geral para tratamento de uma infecção de partes moles (erisipela). No segundo dia de internação, foi submetido à passagem de sonda nasoenteral devido à recusa alimentar. No 6o dia de internação, iniciou quadro de febre (38,9 ºC), taquipneia e alteração do nível de consciência. A ausculta torácica revela estertores crepitantes difusos. Radiografia de tórax mostra infiltrado pulmonar difuso bilateral. Considerando o quadro clínico, assinale a alternativa correta.Gabarito: A
Homem de 75 anos com histórico de hipertensão e etilismo crônico encontra-se internado na enfermaria da cirurgia geral para tratamento de uma infecção de partes moles (erisipela). No segundo dia de internação, foi submetido à passagem de sonda nasoenteral devido à recusa alimentar. No 6o dia de internação, iniciou quadro de febre (38,9 ºC), taquipneia e alteração do nível de consciência. A ausculta torácica revela estertores crepitantes difusos. Radiografia de tórax mostra infiltrado pulmonar difuso bilateral. Considerando o quadro clínico, assinale a alternativa correta.
- A. A presença de sonda nasoenteral representa um fator de risco para pneumonia nosocomial por facilitar broncoaspi- ração e translocação bacteriana. ✓
- B. O quadro sugere pneumonia adquirida na comunidade, considerando que o paciente não foi submetido à ventilação mecânica nessa internação.
- C. O quadro sugere pneumonia nosocomial de início precoce (< 7 dias), o que geralmente indica um pior prognóstico.
- D. A pneumonia associada à ventilação mecânica ocorre após 72 horas de ventilação mecânica invasiva.
- E. O uso de inibidores da bomba de prótons poderia ter prevenido esse tipo de complicação em pacientes hospitalizados. 8 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
A sonda nasoenteral mantem o esfincter esofagico inferior entreaberto, favorece refluxo e microaspiracao e serve de via para colonizacao: e fator de risco reconhecido de pneumonia hospitalar. O quadro comecou no 6o dia de internacao, logo e nosocomial (B errada) e de inicio TARDIO (>= 5 dias), justamente o de pior prognostico (C errada). Pneumonia associada a ventilacao exige 48 h de tubo (D). IBP AUMENTA o risco de pneumonia (E). Resposta A.
Questão 22Mulher de 36 anos com histórico de DPOC, em uso de prednisona 10 mg/dia, há 2 anos, dá entrada no pronto atendimento com quadro de dor abdominal difusa asso- ciada a distensão e febre. A tomografia de abdome, realizada na admissão, evidenciou sinais de pneumo- peritônio. Foi submetida à laparotomia exploradora com achado de úlcera duodenal perfurada, sendo subme- tida à duodenorrafia primária com confecção de patch omental. Durante a abordagem cirúrgica, apresentou quadro de hipotensão refratária à reposição volêmica, sendo necessário uso de drogas vasoativas. Evoluiu com manutenção da hipotensão no pós-operatório ime- diato, mantendo PA: 80 x 50 mmHg, hipoglicemia (gli- cemia capilar 56 mg/dL). A diurese também mostra-se diminuída, havendo hiponatremia (Na+ 128 mEq/L) com potássio sérico normal. Com base na hipótese diagnóstica mais provável, assi- nale a alternativa correta.Gabarito: B
Mulher de 36 anos com histórico de DPOC, em uso de prednisona 10 mg/dia, há 2 anos, dá entrada no pronto atendimento com quadro de dor abdominal difusa asso- ciada a distensão e febre. A tomografia de abdome, realizada na admissão, evidenciou sinais de pneumo- peritônio. Foi submetida à laparotomia exploradora com achado de úlcera duodenal perfurada, sendo subme- tida à duodenorrafia primária com confecção de patch omental. Durante a abordagem cirúrgica, apresentou quadro de hipotensão refratária à reposição volêmica, sendo necessário uso de drogas vasoativas. Evoluiu com manutenção da hipotensão no pós-operatório ime- diato, mantendo PA: 80 x 50 mmHg, hipoglicemia (gli- cemia capilar 56 mg/dL). A diurese também mostra-se diminuída, havendo hiponatremia (Na+ 128 mEq/L) com potássio sérico normal. Com base na hipótese diagnóstica mais provável, assi- nale a alternativa correta.
- A. Trata-se de um quadro de insuficiência adrenal pri- mária, sendo indicada introdução de mineralocorti- coide por via oral para controle hidroeletrolítico no pós-operatório imediato.
- B. Trata-se de quadro de insuficiência adrenal aguda secundária à supressão de corticoterapia prolon- gada, sendo indicada terapia com hidrocortisona intravenosa. ✓
- C. O uso prévio de prednisona impede a ocorrência de insuficiência adrenal no perioperatório, sendo a causa da hipotensão, muito provavelmente, séptica.
- D. O teste de estimulação com ACTH precisa confir- mar o diagnóstico antes de qualquer intervenção medicamentosa.
- E. Os níveis séricos de potássio, estando normais, afas- tam o diagnóstico de insuficiência adrenal aguda, tor- nando a insuficiência pituitária a principal hipótese. 9 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Prednisona por 2 anos suprime o eixo hipotalamo-hipofise-adrenal; sob estresse cirurgico surge crise adrenal: hipotensao refrataria a volume e a vasopressor, hipoglicemia, hiponatremia e potassio NORMAL (na forma secundaria a aldosterona esta preservada, por isso E esta errada). O tratamento e hidrocortisona intravenosa imediata, sem aguardar teste de estimulo com ACTH (D). Mineralocorticoide oral (A) nao trata crise aguda. Resposta B.
Questão 23Um homem de 70 anos comparece ao ambulatório da cirurgia geral com queixa de perda ponderal de 8 kg em 3 meses, associada a astenia e alteração recente do hábito intestinal, apresentando episódios de diarreia alternados com períodos de constipação prolongada. Refere ainda presença de sangue vivo nas fezes nas últi- mas semanas. Nega comorbidades prévias. Ao exame físico, apresenta-se emagrecido e com dor à palpação profunda da região hipogástrica. Diante da suspeita clínica e considerando os dados sobre a incidência e a mortalidade por neoplasias malignas, assinale a alternativa correta.Gabarito: C
Um homem de 70 anos comparece ao ambulatório da cirurgia geral com queixa de perda ponderal de 8 kg em 3 meses, associada a astenia e alteração recente do hábito intestinal, apresentando episódios de diarreia alternados com períodos de constipação prolongada. Refere ainda presença de sangue vivo nas fezes nas últi- mas semanas. Nega comorbidades prévias. Ao exame físico, apresenta-se emagrecido e com dor à palpação profunda da região hipogástrica. Diante da suspeita clínica e considerando os dados sobre a incidência e a mortalidade por neoplasias malignas, assinale a alternativa correta.
- A. O câncer colorretal é a neoplasia de maior incidência entre os homens no mundo, superando o câncer de próstata, pulmão e fígado.
- B. A principal causa de morte por câncer entre os homens é o câncer de próstata, e sua taxa de morta- lidade é superior à de pulmão.
- C. Embora mais incidente, o câncer colorretal é muito menos letal do que o câncer de pulmão em ambos os sexos. ✓
- D. O câncer colorretal apresenta mortalidade mais elevada do que o câncer de pâncreas em números relativos.
- E. A combinação de perda de peso e o sangramento nas fezes indicam, com alto grau de especificidade, câncer gástrico em estágio avançado.
Comentário OsceLabs
Questao de epidemiologia oncologica: o cancer colorretal esta entre os mais incidentes, mas sua letalidade e bem menor que a do cancer de pulmao, que segue como a principal causa de morte por cancer em ambos os sexos (o que derruba B). O mais incidente no homem no mundo e o de pulmao/prostata, nao o colorretal (A); o pancreas tem letalidade muito maior que a do colorretal (D); e perda de peso com sangue nas fezes aponta colorretal, com baixa especificidade (E). Resposta C.
Questão 24Um homem de 55 anos é admitido na sala de urgência devido à hematêmese volumosa há 2 horas, presenciada por familiares. Associou-se a sintomas de melena e hipo- tensão. Na admissão, apresentava PA: 90 x 50 mmHg, FC: 118 bpm e hemoglobina de 7,8 mg/dL. O cirurgião iniciou medidas de reanimação com solução cristaloide, terapia medicamentosa com omeprazol intravenoso em dose plena e solicitação de transfusão de hemo- componentes. Após cerca de 24 horas da admissão, foi realizada endoscopia digestiva alta que revelou úlcera duodenal, na parede posterior, com presença de vasos visíveis. O endoscopista classificou a lesão como Forrest IIa. Foram realizadas terapia com adrenalina e aplicação de um clipe hemostático sobre o coto vascular. Com base nas diretrizes do manejo da hemorragia digestiva e na classificação de Forrest, avalie a conduta realizada.Gabarito: B
Um homem de 55 anos é admitido na sala de urgência devido à hematêmese volumosa há 2 horas, presenciada por familiares. Associou-se a sintomas de melena e hipo- tensão. Na admissão, apresentava PA: 90 x 50 mmHg, FC: 118 bpm e hemoglobina de 7,8 mg/dL. O cirurgião iniciou medidas de reanimação com solução cristaloide, terapia medicamentosa com omeprazol intravenoso em dose plena e solicitação de transfusão de hemo- componentes. Após cerca de 24 horas da admissão, foi realizada endoscopia digestiva alta que revelou úlcera duodenal, na parede posterior, com presença de vasos visíveis. O endoscopista classificou a lesão como Forrest IIa. Foram realizadas terapia com adrenalina e aplicação de um clipe hemostático sobre o coto vascular. Com base nas diretrizes do manejo da hemorragia digestiva e na classificação de Forrest, avalie a conduta realizada.
- A. A lesão Forrest IIa é considerada de baixo risco, não havendo indicação de terapia endoscópica.
- B. A conduta do endoscopista foi adequada, pois trata- -se de uma lesão de alto risco para ressangramento e requer tratamento endoscópico. ✓
- C. A conduta foi arriscada, pois, em casos de hemorra- gia exteriorizada por hematêmese, a conduta mais adequada é a realização de endoscopia digestiva alta em, no máximo, 4 horas da admissão.
- D. A conduta foi excessiva. Como o sangramento já havia cessado, o tratamento endoscópico poderia ter sido realizado com injeção de adrenalina em monoterapia.
- E. A conduta foi adequada, mas deve-se proceder com um novo exame (second look) após 12 horas, para confirmar a eficácia da terapia endoscópica.
Comentário OsceLabs
Forrest IIa (vaso visivel nao sangrante) e lesao de ALTO risco, com ressangramento em torno de 50% sem tratamento: exige terapia endoscopica, preferencialmente combinada (adrenalina + metodo mecanico ou termico), exatamente o que foi feito. Adrenalina isolada (D) e insuficiente; a endoscopia no sangramento nao varicoso e recomendada em ate 24 h, nao em 4 h (C); e o second look de rotina (E) nao e recomendado. Resposta B.
Questão 25Paciente do sexo masculino dá entrada na sala de emer- gência por quadro de hematêmese franca e melena, associado à instabilidade hemodinâmica. Foi submetido a medidas de reanimação com expansão volêmica segui- das de intubação orotraqueal para proteção das vias aéreas. Assim que as condições clínicas permitiram, foi realizada uma endoscopia digestiva alta, que evidenciou uma úlcera duodenal bulbar com sangramento ativo em jato. Foi realizada hemostasia com aplicação de clipes hemostáticos havendo a interrupção do sangramento. Após 48 horas de internação, mantém quadro de melena importante, com níveis de hemoglobina ainda baixos. Uma segunda endoscopia foi realizada, e evidenciou-se sangue na região duodenal, não sendo conclusiva. Ao todo, foram necessárias múltiplas transfusões, totalizando 8 concentrados de hemácias no período. No momento: mau estado geral, descorado ++. PA: 90 x 70 mmHg, FC: 105 bpm. Diante do caso, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.Gabarito: A
Paciente do sexo masculino dá entrada na sala de emer- gência por quadro de hematêmese franca e melena, associado à instabilidade hemodinâmica. Foi submetido a medidas de reanimação com expansão volêmica segui- das de intubação orotraqueal para proteção das vias aéreas. Assim que as condições clínicas permitiram, foi realizada uma endoscopia digestiva alta, que evidenciou uma úlcera duodenal bulbar com sangramento ativo em jato. Foi realizada hemostasia com aplicação de clipes hemostáticos havendo a interrupção do sangramento. Após 48 horas de internação, mantém quadro de melena importante, com níveis de hemoglobina ainda baixos. Uma segunda endoscopia foi realizada, e evidenciou-se sangue na região duodenal, não sendo conclusiva. Ao todo, foram necessárias múltiplas transfusões, totalizando 8 concentrados de hemácias no período. No momento: mau estado geral, descorado ++. PA: 90 x 70 mmHg, FC: 105 bpm. Diante do caso, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.
- A. Indicar cirurgia, pois o paciente agora apresenta sangramento lento, mas contínuo, com necessidade de transfusão diária (> 3U/dia). ✓
- B. Manter observação clínica, pois trata-se de melena residual que pode persistir por vários dias devido à intensidade do sangramento ocorrido.
- C. Realizar nova tentativa de controle endoscópico em 24 horas.
- D. Realizar exame de cápsula endoscópica de delgado para avaliação de hemorragia digestiva média.
- E. Realizar cintilografia com hemácias marcadas para avaliação do foco de sangramento.
Comentário OsceLabs
Falha de duas abordagens endoscopicas, sangramento persistente e necessidade transfusional macica (8 concentrados, com consumo continuo) configuram falha do tratamento endoscopico: a indicacao e cirurgia. Observar (B) e temerario com instabilidade e queda de hemoglobina; nova endoscopia (C) ja falhou duas vezes; capsula (D) e cintilografia (E) sao exames para sangramento obscuro e estavel, nao para foco duodenal ja identificado. Resposta A.
Questão 26Um homem de 35 anos é admitido no pronto atendimento devido a quadro de hematêmese. Refere viagem recente para o litoral, com retorno há 3 dias, após a qual desen- volveu quadro de infecção intestinal aguda com diarreia e vômitos desde então. Refere piora recente dos quadros de vômitos nas últimas 24 horas. Encontra-se hemodina- micamente estável e sem sinais de peritonite. Foi subme- tido à endoscopia digestiva alta após estabilização inicial que identificou uma laceração linear na região da transi- ção esofagogástrica, sem sangramento ativo. Assinale a alternativa correta.Gabarito: E
Um homem de 35 anos é admitido no pronto atendimento devido a quadro de hematêmese. Refere viagem recente para o litoral, com retorno há 3 dias, após a qual desen- volveu quadro de infecção intestinal aguda com diarreia e vômitos desde então. Refere piora recente dos quadros de vômitos nas últimas 24 horas. Encontra-se hemodina- micamente estável e sem sinais de peritonite. Foi subme- tido à endoscopia digestiva alta após estabilização inicial que identificou uma laceração linear na região da transi- ção esofagogástrica, sem sangramento ativo. Assinale a alternativa correta.
- A. A localização mais comum desse tipo de lesão é junto à grande curvatura gástrica.
- B. A maioria dos casos apresenta sangramento recor- rente, sendo indicada abordagem cirúrgica em caso de recorrência.
- C. A embolização angiográfica da lesão constitui a pri- meira linha de tratamento em caso de ressangramento.
- D. Durante a endoscopia, a realização de biópsias é imprescindível para afastar a suspeita de neoplasia.
- E. A maioria dos casos é autolimitada e apresenta reso- lução espontânea após 72 horas. 10 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. ✓
Comentário OsceLabs
Laceracao linear na transicao esofagogastrica apos vomitos repetidos e sindrome de Mallory-Weiss. A grande maioria (80-90%) e autolimitada e cicatriza espontaneamente em poucos dias, sem necessidade de terapia. A localizacao tipica e a juncao esofagogastrica/pequena curvatura alta, nao a grande curvatura (A); recorrencia e incomum (B); embolizacao (C) e resgate; e biopsia de rotina nao e necessaria (D). Resposta E.
Questão 27Um paciente de 38 anos com obesidade grau III foi sub- metido a bypass gástrico laparoscópico com reconstru- ção em Y de Roux há cerca de 2 anos. Hoje, deu entrada no pronto atendimento devido a quadro de dor abdominal intensa localizada em mesogástrio associada a vômitos biliosos em grande quantidade e de forma recorrente. Refere não evacuar há 3 dias. Ao exame, apresenta abdome globoso e distendido com timpanismo difuso à percussão, bem como ruídos hidroaéreos aumentados. Foi submetido à radiografia de abdome que demonstrou alças de delgado dilatadas com sinal de empilhamento de moedas na região hipogástrica e presença de níveis hidroaéreos, bem como ausência de ar no cólon e reto. Com base no caso clínico descrito, assinale a alternativa correta.Gabarito: D
Um paciente de 38 anos com obesidade grau III foi sub- metido a bypass gástrico laparoscópico com reconstru- ção em Y de Roux há cerca de 2 anos. Hoje, deu entrada no pronto atendimento devido a quadro de dor abdominal intensa localizada em mesogástrio associada a vômitos biliosos em grande quantidade e de forma recorrente. Refere não evacuar há 3 dias. Ao exame, apresenta abdome globoso e distendido com timpanismo difuso à percussão, bem como ruídos hidroaéreos aumentados. Foi submetido à radiografia de abdome que demonstrou alças de delgado dilatadas com sinal de empilhamento de moedas na região hipogástrica e presença de níveis hidroaéreos, bem como ausência de ar no cólon e reto. Com base no caso clínico descrito, assinale a alternativa correta.
- A. A principal causa é a presença de hérnia incisional, geralmente localizada na linha infraumbilical.
- B. O suporte clínico com reposição volêmica e drena- gem nasogástrica é suficiente para resolução do evento na maioria dos casos.
- C. Nesse tipo de operação, raramente, ocorre estran- gulamento da alça acometida, sendo a causa mais provável a presença de bridas intestinais.
- D. A abordagem cirúrgica nesse tipo de paciente deve ser precoce devido ao risco de rotura da linha de grampeamento da alça biliopancreática causado pela distensão excessiva. ✓
- E. O melhor método para diagnóstico desse tipo de complicação é a radiografia de abdome realizada em decúbito e posição ortostática.
Comentário OsceLabs
Obstrucao de delgado tardia apos bypass em Y de Roux e hernia interna ate prova em contrario, e a alca biliopancreatica e alca cega: quando distende, nao tem por onde descomprimir e ha risco de rotura da linha de grampeamento e de estrangulamento. Por isso a abordagem cirurgica deve ser precoce, e nao conservadora (B). Nao e hernia incisional (A), o estrangulamento e frequente (C) e o melhor exame e a tomografia, nao a radiografia (E). Resposta D.
Questão 28Mulher de 60 anos, portadora de diabetes mellitus do tipo 2 há 15 anos, em uso irregular de insulina e sem controle glicêmico adequado, procura atendimento médico devido a queixas de náuseas, plenitude pós-prandial e disten- são abdominal. Refere episódios de vômitos alimenta- res mesmo após longos períodos em jejum. Nos últimos 7 meses, evidenciou uma perda ponderal de 8 kg. Nega dor abdominal associada aos sintomas. Realizou duas endos- copias recentes que evidenciaram resíduos alimentares gástricos em grande quantidade, mas sem lesões expan- sivas ou estenosantes no antro gástrico, piloro ou duodeno. Com base no caso clínico, assinale a alternativa correta.Gabarito: D
Mulher de 60 anos, portadora de diabetes mellitus do tipo 2 há 15 anos, em uso irregular de insulina e sem controle glicêmico adequado, procura atendimento médico devido a queixas de náuseas, plenitude pós-prandial e disten- são abdominal. Refere episódios de vômitos alimenta- res mesmo após longos períodos em jejum. Nos últimos 7 meses, evidenciou uma perda ponderal de 8 kg. Nega dor abdominal associada aos sintomas. Realizou duas endos- copias recentes que evidenciaram resíduos alimentares gástricos em grande quantidade, mas sem lesões expan- sivas ou estenosantes no antro gástrico, piloro ou duodeno. Com base no caso clínico, assinale a alternativa correta.
- A. O principal fator metabólico associado a essa dis- função é a hipoglicemia reacional em pacientes com uso irregular de insulina.
- B. Deve-se evitar o uso de metoclopramina, pois sua ação seletiva sobre os receptores dopaminérgicos pode piorar o quadro de distensão.
- C. O manejo desses pacientes deve se iniciar com medidas de reeducação alimentar baseadas em dieta rica em fibras e gordura, que evitam oscilações abruptas nos índices glicêmicos.
- D. A principal disfunção presente nesses pacientes é de ordem autonômica vagal, e a hiperglicemia crônica constitui a base de sua fisiopatologia. ✓
- E. Nos casos refratários, a cirurgia de escolha é a gas- trojejunostomia aberta, pois tem melhores taxas de alívio sintomático em relação à piloromiotomia laparoscópica.
Comentário OsceLabs
Plenitude, vomitos de alimentos ingeridos ha horas e retencao gastrica na endoscopia SEM obstrucao mecanica, em diabetica de longa data e mal controlada: gastroparesia diabetica. A base fisiopatologica e a neuropatia autonomica vagal induzida pela hiperglicemia cronica. O problema metabolico e a HIPERglicemia (A); metoclopramida bloqueia receptor dopaminergico e AJUDA (B); a dieta deve ser pobre em fibras e gorduras (C). Resposta D.
Questão 29Um homem de 45 anos encontra-se internado há 05 dias em leito de UTI devido a quadro de choque séptico de foco cutâneo (abscesso perianal) rever- tido após drenagem cirúrgica. Em uso de noradre- nalina em baixas doses e necessidade de ventilação mecânica há 3 dias, por quadro de insuficiência res- piratória secundária à pneumonia hospitalar. Hoje, foi submetido à sondagem nasoenteral para alimentação. Exames laboratoriais revelam melhora lenta, porém progressiva do quadro infeccioso. Exames laboratoriais Hb: 9,8 mg/dL, leucócitos: 11.000, PCR de 2,2 (antes 6,2) INR de 2,2 e plaquetas de 58.000/mm3. A equipe médica discute a necessidade de profilaxia medi- camentosa para úlcera de estresse com inibidor da bomba de prótons (IBP). Assinale a alternativa correta.Gabarito: C
Um homem de 45 anos encontra-se internado há 05 dias em leito de UTI devido a quadro de choque séptico de foco cutâneo (abscesso perianal) rever- tido após drenagem cirúrgica. Em uso de noradre- nalina em baixas doses e necessidade de ventilação mecânica há 3 dias, por quadro de insuficiência res- piratória secundária à pneumonia hospitalar. Hoje, foi submetido à sondagem nasoenteral para alimentação. Exames laboratoriais revelam melhora lenta, porém progressiva do quadro infeccioso. Exames laboratoriais Hb: 9,8 mg/dL, leucócitos: 11.000, PCR de 2,2 (antes 6,2) INR de 2,2 e plaquetas de 58.000/mm3. A equipe médica discute a necessidade de profilaxia medi- camentosa para úlcera de estresse com inibidor da bomba de prótons (IBP). Assinale a alternativa correta.
- A. A profilaxia com IBP não está indicada, pois sua eficácia é limitada e associada ao aumento do risco de broncoaspiração.
- B. A profilaxia está indicada, mas deve-se suspender a nutrição enteral, pois representa aumento do risco de desenvolvimento de úlceras de estresse.
- C. A profilaxia com IBP está indicada devido à presença de múltiplos fatores de risco para úlcera e gastrite de estresse. ✓
- D. A profilaxia não está indicada, pois o paciente é jovem. A ventilação mecânica nesse cenário não aumenta o risco de desenvolvimento de úlcera de estresse.
- E. A profilaxia está indicada, mas deve ser realizada com antagonistas dos receptores H2 por sua supe- rioridade em relação aos IBPs na prevenção de úlceras e gastrite de estresse.
Comentário OsceLabs
O paciente acumula fatores de risco maiores para ulcera de estresse: ventilacao mecanica ha mais de 48 horas, coagulopatia (INR 2,2 e plaquetas 58.000) e sepse com uso de vasopressor. A profilaxia com inibidor de bomba de protons esta indicada. A nutricao enteral nao contraindica nem substitui a profilaxia (B); a idade jovem nao anula o risco (D); e o IBP e superior aos bloqueadores H2 na prevencao (E). Resposta C.
Questão 30Homem de 70 anos, antecedentes de hipertensão arte- rial e tabagismo de longa data (parou há 15 anos). Ante- cedente de câncer de próstata tratado há 5 anos com cirurgia e radioterapia. Procurou atendimento devido a alterações do hábito intestinal. Refere que há 4 meses iniciou quadro de constipação alternado com evacuações líquidas em grande quantidade, de odor fétido. Refere ainda que são frequentes episódios de empachamento e dor hipogástrica leve. Observa ainda sensação de urgência evacuatória, mas ao ir ao banheiro, frequente- mente não apresenta evacuação, mesmo após esforço. No período, observou perda ponderal de 5 kg, mesmo sem alterações do apetite. Nega sangramento nas fezes, mas refere astenia aos esforços e desânimo crescente. Ao exame: abdome doloroso à palpação do hipogástrio, sem sinais de peritonite e toque retal sem presença de sangue ou fezes. Qual o diagnóstico mais provável desse paciente?Gabarito: D
Homem de 70 anos, antecedentes de hipertensão arte- rial e tabagismo de longa data (parou há 15 anos). Ante- cedente de câncer de próstata tratado há 5 anos com cirurgia e radioterapia. Procurou atendimento devido a alterações do hábito intestinal. Refere que há 4 meses iniciou quadro de constipação alternado com evacuações líquidas em grande quantidade, de odor fétido. Refere ainda que são frequentes episódios de empachamento e dor hipogástrica leve. Observa ainda sensação de urgência evacuatória, mas ao ir ao banheiro, frequente- mente não apresenta evacuação, mesmo após esforço. No período, observou perda ponderal de 5 kg, mesmo sem alterações do apetite. Nega sangramento nas fezes, mas refere astenia aos esforços e desânimo crescente. Ao exame: abdome doloroso à palpação do hipogástrio, sem sinais de peritonite e toque retal sem presença de sangue ou fezes. Qual o diagnóstico mais provável desse paciente?
- A. Colite pseudomembranosa.
- B. Doença diverticular não complicada.
- C. Doença inflamatória intestinal (retocolite ulcerativa).
- D. Adenocarcinoma da transição retossigmoideana. ✓
- E. Retopatia actínica. 11 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Idoso com alteracao do habito intestinal ha meses, constipacao alternada com evacuacoes liquidas fetidas (pseudodiarreia por obstrucao parcial), tenesmo com urgencia sem evacuacao, dor hipogastrica e perda ponderal: e cancer da transicao retossigmoide ate prova em contrario. Colite pseudomembranosa exige antibiotico previo (A); a retopatia actinica cursa com sangramento (E); doenca diverticular e retocolite nao explicam a perda de peso com tenesmo (B e C). Resposta D.
Questão 31Um homem de 40 anos apresenta queixa de sangra- mento anal esporádico às evacuações. Além disso, refere sensação de evacuação incompleta, mas nega dor. Ao exame, exibe hemorroidas internas com prolapso aos esforços, mas com redução espontânea, isto é, sem a necessidade de manobras. O paciente é hígido e nega uso de medicações. Com base nas queixas e no exame físico, qual o trata- mento definitivo mais adequado?Gabarito: C
Um homem de 40 anos apresenta queixa de sangra- mento anal esporádico às evacuações. Além disso, refere sensação de evacuação incompleta, mas nega dor. Ao exame, exibe hemorroidas internas com prolapso aos esforços, mas com redução espontânea, isto é, sem a necessidade de manobras. O paciente é hígido e nega uso de medicações. Com base nas queixas e no exame físico, qual o trata- mento definitivo mais adequado?
- A. Hemorroidectomia convencional.
- B. Escleroterapia química com fenol a 5%.
- C. Ligaduras elásticas em consultório. ✓
- D. Procedimento para prolapso hemorroidário (PPH).
- E. Terapia medicamentosa com anti-inflamatórios, dieta laxativa e modificação do estilo de vida.
Comentário OsceLabs
Hemorroida interna que prolapsa ao esforco mas reduz espontaneamente e grau II. O tratamento definitivo de escolha, ambulatorial e custo-efetivo, e a ligadura elastica. Hemorroidectomia (A) e PPH (D) ficam para graus III/IV ou falha dos metodos de consultorio; escleroterapia (B) tem eficacia inferior; e medidas clinicas (E) sao suporte, nao tratamento definitivo do prolapso. Resposta C.
Questão 32Um jovem de 24 anos, estudante, procura atendimento devido à queixa de dor em região sacrococcígea com início há 07 dias. Refere aumento do volume local e saída de secreção purulenta e fétida de forma intermi- tente da região afetada. Nos últimos meses, teve episó- dios semelhantes, mas com menos dor e com melhora espontânea, motivo pelo qual não procurou atendimento médico. Ao exame físico, observa-se região endure- cida e dolorosa na linha média da região interglútea, sobre o cóccix. Há um orifício cutâneo com drenagem de secreção. O paciente é hirsuto e possui sobrepeso (IMC 32 kg/m2). Qual o diagnóstico mais provável?Gabarito: E
Um jovem de 24 anos, estudante, procura atendimento devido à queixa de dor em região sacrococcígea com início há 07 dias. Refere aumento do volume local e saída de secreção purulenta e fétida de forma intermi- tente da região afetada. Nos últimos meses, teve episó- dios semelhantes, mas com menos dor e com melhora espontânea, motivo pelo qual não procurou atendimento médico. Ao exame físico, observa-se região endure- cida e dolorosa na linha média da região interglútea, sobre o cóccix. Há um orifício cutâneo com drenagem de secreção. O paciente é hirsuto e possui sobrepeso (IMC 32 kg/m2). Qual o diagnóstico mais provável?
- A. Fístula anorretal crônica.
- B. Cisto dermoide.
- C. Abscesso isquiorretal.
- D. Hidradenite supurativa perianal.
- E. Cisto pilonidal infectado. ✓
Comentário OsceLabs
Homem jovem, hirsuto e com sobrepeso, com abaulamento doloroso na LINHA MEDIA interglutea sobre o cocci e orificio cutaneo drenando secrecao, com episodios previos autolimitados: e cisto pilonidal infectado. Fistula anorretal e abscesso isquiorretal tem trajeto ligado ao canal anal, e nao a linha media sacrococcigea; hidradenite acomete dobras com multiplos nodulos e fistulas; cisto dermoide nao supura de forma recorrente. Resposta E.
Questão 33Uma jovem de 27 anos procura atendimento devido à queixa de lesões verrucosas em região perianal. Refere que as lesões apresentaram crescimento progressivo nos últimos três meses. Nega dor, sangramento ou secreções. Refere vida sexual promíscua com múltiplos parceiros e coito anal desprotegido. Ao exame, nota-se lesões múltiplas e extensas, papilomatosas (aspecto de “couve-flor”), exofíticas e de coloração rósea com distri- buição na margem anal. A anuscopia demonstra extensão da lesão para o interior do canal anal. Há ainda lesões de aspecto semelhante na região vulvar. Com base nos achados, assinale a alternativa que apre- senta a conduta mais adequada.Gabarito: E
Uma jovem de 27 anos procura atendimento devido à queixa de lesões verrucosas em região perianal. Refere que as lesões apresentaram crescimento progressivo nos últimos três meses. Nega dor, sangramento ou secreções. Refere vida sexual promíscua com múltiplos parceiros e coito anal desprotegido. Ao exame, nota-se lesões múltiplas e extensas, papilomatosas (aspecto de “couve-flor”), exofíticas e de coloração rósea com distri- buição na margem anal. A anuscopia demonstra extensão da lesão para o interior do canal anal. Há ainda lesões de aspecto semelhante na região vulvar. Com base nos achados, assinale a alternativa que apre- senta a conduta mais adequada.
- A. Tratamento tópico com podofilina em ambas as regiões afetadas e excisão cirúrgica a frio, em caso de recidiva.
- B. Biópsias a frio das lesões previamente ao trata- mento. Em caso positivo para condiloma acuminado, proceder com crioterapia em centro cirúrgico, bem como rastreamento de hepatite B.
- C. Tratamento tópico com laser e vacinação contra o HPV.
- D. Excisão cirúrgica das lesões com margens amplia- das e terapia antirretroviral.
- E. Tratamento local com ácido tricloroacético, progra- mação de eletrocoagulação sob sedação e rastreio para HIV, incluindo dos parceiros. ✓
Comentário OsceLabs
Condilomatose perianal extensa com acometimento do canal anal e da vulva, em paciente com multiplos parceiros e coito anal desprotegido: trata-se topicamente (acido tricloroacetico) e complementa-se com eletrocoagulacao sob sedacao para as lesoes extensas e intracanal, alem de rastrear as demais ISTs, sobretudo HIV, incluindo parceiros. Podofilina e proscrita em mucosa/canal anal (A); vacina previne, nao trata (C); margens ampliadas sao para neoplasia (D). Resposta E.
Questão 34Em relação à anatomia da veia porta-hepática, assinale a alternativa correta.Gabarito: D
Em relação à anatomia da veia porta-hepática, assinale a alternativa correta.
- A. A veia porta possui válvulas intraluminais que impe- dem a inversão do fluxo sanguíneo em direção ao sistema esplênico e mesentérico.
- B. A veia porta forma-se na altura do hilo hepático, pela confluência dos ramos portais direito e esquerdo.
- C. A veia porta responde por 25% do fluxo sanguíneo hepático, sendo a artéria hepática a principal fonte de vascularização do fígado.
- D. A formação da veia porta se dá posterior ao colo pancreático, na junção das veias mesentérica supe- rior e esplênica. ✓
- E. O ramo portal esquerdo irriga os segmentos V, VI, VII e VIII do fígado. 12 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
A veia porta se forma atras do colo do pancreas pela confluencia da veia mesenterica superior com a veia esplenica. E um sistema AVALVULAR, o que explica a inversao de fluxo na hipertensao portal (A errada); ela se divide (nao se forma) no hilo hepatico (B); responde por cerca de 75% do fluxo sanguineo hepatico (C); e o ramo direito, nao o esquerdo, supre os segmentos V a VIII (E). Resposta D.
Questão 35Um homem de 55 anos, etilista e tabagista crônico, é admitido na sala de emergência devido à hematêmese volumosa, iniciada há duas horas. Evoluiu com sinais de choque hemorrágico. Logo à admissão, foi submetido à intubação orotraqueal em sequência rápida em decorrên- cia do alto volume do sangramento. Deu-se continuidade ao atendimento com coleta de exames laboratoriais e acesso venoso central, solicitação de tipagem sanguí- nea de urgência e administração de drogas vasoativas (terlipressina). Mesmo após essas medidas, o paciente mantém sinais de sangramento ativo. Considerando a gravidade do quadro, a equipe discute sobre a melhor conduta nesse momento e opta pela aplicação do balão de Sengstaken-Blakemore. Frente a essa conduta e com base nos seus conheci- mentos sobre essa alternativa de tratamento, assinale a alternativa correta.Gabarito: B
Um homem de 55 anos, etilista e tabagista crônico, é admitido na sala de emergência devido à hematêmese volumosa, iniciada há duas horas. Evoluiu com sinais de choque hemorrágico. Logo à admissão, foi submetido à intubação orotraqueal em sequência rápida em decorrên- cia do alto volume do sangramento. Deu-se continuidade ao atendimento com coleta de exames laboratoriais e acesso venoso central, solicitação de tipagem sanguí- nea de urgência e administração de drogas vasoativas (terlipressina). Mesmo após essas medidas, o paciente mantém sinais de sangramento ativo. Considerando a gravidade do quadro, a equipe discute sobre a melhor conduta nesse momento e opta pela aplicação do balão de Sengstaken-Blakemore. Frente a essa conduta e com base nos seus conheci- mentos sobre essa alternativa de tratamento, assinale a alternativa correta.
- A. O tamponamento com balão é contraindicado em casos de sangramento ativo devido à sua baixa eficácia no controle de sangramento de varizes de fundo gástrico.
- B. O uso do balão promove cessação do sangramento em mais de 85% dos casos, devendo ser aplicado com técnica adequada e por tempo determinado, para prevenção de complicações como a necrose esofágica. ✓
- C. Por ser um método temporário, somente está indi- cado na falha do tratamento endoscópico definitivo que, nesse caso, deveria ser realizado nas duas pri- meiras horas da admissão.
- D. O principal prejuízo do uso do balão nesse momento é a impossibilidade de drenagem do conteúdo gás- trico que poderia facilitar a endoscopia subsequente e auxiliar na estimativa da intensidade e persistência do sangramento.
- E. Por ser simples de aplicação e praticamente não associado a complicações graves, o balão pode ser aplicado por qualquer profissional de saúde, tam- pouco é necessária a presença de equipe endoscó- pica para a sua retirada.
Comentário OsceLabs
O balao de Sengstaken-Blakemore controla o sangramento varicoso em mais de 85% dos casos, mas e medida PONTE: exige via aerea protegida, tecnica correta e tempo limitado (ate 24 h, com desinsuflacoes), pelo risco de necrose e perfuracao esofagica e de broncoaspiracao. Ele nao e contraindicado no sangramento ativo (A), possui via de aspiracao gastrica (D) e nao e procedimento trivial nem isento de complicacoes graves (E). Resposta B.
Questão 36Uma mulher de 48 anos, obesa e com antecedente de dislipidemia, procura atendimento médico de urgência. Refere episódios recorrentes de dor em hipocôndrio direito após as refeições gordurosas, mas há 12 horas, percebeu piora da dor que agora se tornou contínua e mais intensa. Refere associação de náuseas e febre (38,9 ºC). Ao exame, apresenta dor à palpação profunda do hipocôndrio direito. Exames laboratoriais revelam leu- cocitose com desvio à esquerda e discreta elevação dos níveis de transaminases. Foi submetida a uma ultrasso- nografia de abdome que descreve: vesícula distendida com paredes espessadas, discreta quantidade de líquido perivesicular. Conteúdo interno de bile espessada com presença de imagens hiperecogênicas de até 10 mm, móveis às mudanças de decúbito e com formação de sombra acústica posterior. Foi ainda observada uma ima- gem com as mesmas características, imóvel na região infundibular. As vias biliares extra-hepáticas têm calibre preservado. Com base no quadro clínico, assinale a alternativa correta.Gabarito: E
Uma mulher de 48 anos, obesa e com antecedente de dislipidemia, procura atendimento médico de urgência. Refere episódios recorrentes de dor em hipocôndrio direito após as refeições gordurosas, mas há 12 horas, percebeu piora da dor que agora se tornou contínua e mais intensa. Refere associação de náuseas e febre (38,9 ºC). Ao exame, apresenta dor à palpação profunda do hipocôndrio direito. Exames laboratoriais revelam leu- cocitose com desvio à esquerda e discreta elevação dos níveis de transaminases. Foi submetida a uma ultrasso- nografia de abdome que descreve: vesícula distendida com paredes espessadas, discreta quantidade de líquido perivesicular. Conteúdo interno de bile espessada com presença de imagens hiperecogênicas de até 10 mm, móveis às mudanças de decúbito e com formação de sombra acústica posterior. Foi ainda observada uma ima- gem com as mesmas características, imóvel na região infundibular. As vias biliares extra-hepáticas têm calibre preservado. Com base no quadro clínico, assinale a alternativa correta.
- A. O quadro sugere obstrução transitória do colédoco, sendo esperada resolução espontânea. Sugere-se conduta expectante, analgesia e antiespasmódicos.
- B. A fisiopatologia dessa patologia decorra de infecção biliar primária que ocorre por via ascendente, sendo indicada antibioticoterapia como tratamento inicial e observação da evolução do quadro.
- C. A principal hipótese diagnóstica é a de colecis- tite aguda litiásica complicada com perfuração, devendo-se proceder com laparotomia aberta para colecistectomia e drenagem.
- D. A hipótese diagnóstica principal é a de colangiocar- cinoma. Nos tumores de vesícula que acometem a região infundibular, os sintomas costumam ser mais precoces, melhorando o prognóstico.
- E. O quadro é compatível com colecistite aguda litiá- sica não complicada e deve ser indicada colecistec- tomia videolaparoscópica precoce, por apresentar morbimortalidade similar às observadas nas cole- cistectomias abertas. 13 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. ✓
Comentário OsceLabs
Dor biliar que se tornou continua ha mais de 6 horas, febre, leucocitose e ultrassom com parede espessada, liquido perivesicular e calculo IMOVEL no infundibulo (impactado): colecistite aguda litiasica, sem sinais de perfuracao ou coledocolitiase (vias extra-hepaticas normais). A conduta e colecistectomia videolaparoscopica precoce, cuja morbimortalidade e semelhante ou menor que a da via aberta. Conduta expectante (A) e antibiotico isolado (B) nao resolvem. Resposta E.
Questão 37Um homem de 62 anos, etilista crônico, procura aten- dimento devido à queixa de epigastralgia esporádica e recorrente. Refere que os sintomas já persistem por anos, mas que nunca se preocupou em procurar aten- dimento, até que recentemente começou a perder peso. Refere que os episódios de dor costumam ser de forte intensidade, tipo queimação, com irradiação para o dorso e, geralmente, ocorrem após as refeições. A perda de peso foi de 15 kg em 03 meses. Observa ainda que apresenta fezes volumosas e malcheirosas e que “boiam na água”, sendo visíveis gotículas de gordura ao redor. Nega náuseas ou vômitos. Os exames laboratoriais reve- lam glicemia de jejum de 152 mg/dL, hemoglobina de 11,2 g/dL, bilirrubina total de 0,6 mg/dL e deficiência de vitamina D. O ultrassom de abdome mostrou que o pân- creas tem dimensões reduzidas, parênquima heterogê- neo, com focos esparsos de calcificação e dilatação do ducto pancreático principal. Com base no quadro clínico descrito, assinale a alterna- tiva correta.Gabarito: C
Um homem de 62 anos, etilista crônico, procura aten- dimento devido à queixa de epigastralgia esporádica e recorrente. Refere que os sintomas já persistem por anos, mas que nunca se preocupou em procurar aten- dimento, até que recentemente começou a perder peso. Refere que os episódios de dor costumam ser de forte intensidade, tipo queimação, com irradiação para o dorso e, geralmente, ocorrem após as refeições. A perda de peso foi de 15 kg em 03 meses. Observa ainda que apresenta fezes volumosas e malcheirosas e que “boiam na água”, sendo visíveis gotículas de gordura ao redor. Nega náuseas ou vômitos. Os exames laboratoriais reve- lam glicemia de jejum de 152 mg/dL, hemoglobina de 11,2 g/dL, bilirrubina total de 0,6 mg/dL e deficiência de vitamina D. O ultrassom de abdome mostrou que o pân- creas tem dimensões reduzidas, parênquima heterogê- neo, com focos esparsos de calcificação e dilatação do ducto pancreático principal. Com base no quadro clínico descrito, assinale a alterna- tiva correta.
- A. O quadro de dor epigástrica recorrente e a má absor- ção estão relacionados à inflamação aguda das células acinares e tendem a melhorar após jejum e hidratação venosa vigorosa.
- B. A esteatorreia é sinal de que houve perda da fun- ção endócrina pancreática, sendo indicada insuli- noterapia como tratamento inicial.
- C. A condição é irreversível e crônica, havendo evidên- cias de insuficiência exócrina e endócrina. São neces- sários suporte nutricional e reposição enzimática. ✓
- D. É improvável que o quadro álgico seja proveniente de um acometimento pancreático, principalmente pela ausência de icterícia laboratorial.
- E. A suspeita clínica é de tumor da cabeça pancreática, e a conduta deve ser a realização de colangiopan- creatografia retrógrada endoscópica (CPRE) com biópsias ou citologia.
Comentário OsceLabs
Etilista cronico com dor epigastrica em queimacao irradiada para o dorso ha anos, esteatorreia, perda ponderal, hiperglicemia e ultrassom com pancreas atrofico, calcificado e ducto dilatado: pancreatite cronica com insuficiencia exocrina E endocrina. O dano e irreversivel; o tratamento e reposicao de enzimas pancreaticas, suporte nutricional com vitaminas lipossoluveis, analgesia e abstinencia. Esteatorreia traduz falha EXOCRINA, nao endocrina (B). Resposta C.
Questão 38Um homem de 68 anos, portador de insuficiência car- díaca congestiva, encontra-se no primeiro dia de inter- nação devido à queixa de dispneia progressiva, iniciada há alguns dias. Ao exame, apresentou macicez a punho- -percussão da base pulmonar direita, bem como mur- múrio vesicular abolido. Radiografia de tórax evidencia velamento do seio costofrênico direito. Foi solicitada avaliação da cirurgia torácica que realizou toracocentese diagnóstico. No procedimento, houve saída de 600 mL de líquido claro. A relação proteína pleural/proteína sérica é de 0,2, e a relação DHL pleural/DHL sérica é de 0,4. A análise citológica negou malignidade. Houve melhora dos sintomas, mas a radiografia de controle mostrou falha na re-expansão pulmonar. Considerando os achados e o caso clínico descrito, assinale a alternativa correta.Gabarito: C
Um homem de 68 anos, portador de insuficiência car- díaca congestiva, encontra-se no primeiro dia de inter- nação devido à queixa de dispneia progressiva, iniciada há alguns dias. Ao exame, apresentou macicez a punho- -percussão da base pulmonar direita, bem como mur- múrio vesicular abolido. Radiografia de tórax evidencia velamento do seio costofrênico direito. Foi solicitada avaliação da cirurgia torácica que realizou toracocentese diagnóstico. No procedimento, houve saída de 600 mL de líquido claro. A relação proteína pleural/proteína sérica é de 0,2, e a relação DHL pleural/DHL sérica é de 0,4. A análise citológica negou malignidade. Houve melhora dos sintomas, mas a radiografia de controle mostrou falha na re-expansão pulmonar. Considerando os achados e o caso clínico descrito, assinale a alternativa correta.
- A. O líquido tem características de exsudato possivel- mente relacionado à pneumonia hospitalar. A anti- bioticoterapia deve incluir cobertura para germes multirresistentes e acompanhamento.
- B. A falha de re-expansão pulmonar após toracocen- tese com transudato é patognomônico de neoplasia oculta. O paciente deve ser estadiado e submetido à cirurgia.
- C. O líquido tem características de transudato, sendo a insuficiência cardíaca a principal causa. A falha de re-expansão sugere encarceramento pulmonar. ✓
- D. O líquido é do tipo exsudato e, após o tratamento da infecção, deve ser realizada pleurodese química como tratamento de primeira linha.
- E. Mesmo se tratando de líquido do tipo transu- dato e havendo falha na re-expansão pulmonar, a videotoracoscopia é contraindicada. Em derrames benignos esta é uma medida excessiva e deve ser desestimulada. 14 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. Pediatria
Comentário OsceLabs
Pelos criterios de Light, relacao de proteinas 0,2 e de DHL 0,4 caracterizam TRANSUDATO: em cardiopata congestivo, a causa e a insuficiencia cardiaca. A falha de reexpansao pulmonar apos drenagem do liquido indica encarceramento pulmonar (trapped lung), por espessamento da pleura visceral, e nao neoplasia oculta (B). As alternativas que tratam o derrame como exsudato infeccioso (A e D) contrariam os proprios criterios apresentados. Resposta C.
Questão 39Um homem de 27 anos é encaminhado à sala de emer- gência após colisão de carro contra poste, em alta velo- cidade. Apresenta-se agitado, com fala desconexa e entrecortada. A equipe pré-hospitalar refere que obser- vou equimose periorbital e um grande ferimento, com exposição óssea, no membro inferior esquerdo. A fre- quência respiratória é de 35 irpm, frequência cardíaca de 138 bpm, PA: 80 x 50 mmHg, saturação de oxigênio de 85% em ar ambiente. À inspeção inicial, observou-se turgência jugular com desvio traqueal para a direita. Assimetria torácica às custas de hiperdistensão do hemitórax esquerdo e murmúrio vesicular abolido nessa região. O cirurgião realiza punção de alívio no segundo espaço intercostal à esquerda. Com base no cenário descrito e nos princípios do aten- dimento inicial ao trauma, avalie a conduta do cirurgião.Gabarito: E
Um homem de 27 anos é encaminhado à sala de emer- gência após colisão de carro contra poste, em alta velo- cidade. Apresenta-se agitado, com fala desconexa e entrecortada. A equipe pré-hospitalar refere que obser- vou equimose periorbital e um grande ferimento, com exposição óssea, no membro inferior esquerdo. A fre- quência respiratória é de 35 irpm, frequência cardíaca de 138 bpm, PA: 80 x 50 mmHg, saturação de oxigênio de 85% em ar ambiente. À inspeção inicial, observou-se turgência jugular com desvio traqueal para a direita. Assimetria torácica às custas de hiperdistensão do hemitórax esquerdo e murmúrio vesicular abolido nessa região. O cirurgião realiza punção de alívio no segundo espaço intercostal à esquerda. Com base no cenário descrito e nos princípios do aten- dimento inicial ao trauma, avalie a conduta do cirurgião.
- A. A toracostomia foi precipitada, pois o diagnóstico não foi confirmado por exames de imagem, o que impe- diu o tratamento definitivo da condição de base.
- B. A prioridade, nesse caso, seria a intubação orotra- queal, pois o paciente apresenta rebaixamento do nível de consciência, indicando proteção de vias aéreas pelo risco de broncoaspiração.
- C. O tratamento deveria ser iniciado com reposição volêmica vigorosa, pois a alteração do nível de consciência provavelmente tem como etiologia a hipovolemia.
- D. A resposta verbal do paciente mostra perviedade das vias aéreas, podendo adiar a abordagem das vias aéreas e respiratórias. Deve-se, em seguida, atentar para o risco neurológico frente aos relatos da equipe pré-hospitalar.
- E. O tratamento foi adequado, pois foi identificada e tra- tada a ameaça imediata à vida do paciente antes de prosseguir com a avaliação das demais lesões. ✓
Comentário OsceLabs
Turgencia jugular, desvio traqueal contralateral, hemitorax hiperdistendido com murmurio abolido e choque configuram pneumotorax hipertensivo: diagnostico CLINICO, cujo tratamento e a descompressao imediata, sem esperar imagem (A errada). No ABCDE, essa ameaca do 'B' precede a avaliacao neurologica e a reposicao volemica (C e D). Intubar antes de descomprimir (B) agrava o quadro, pois a pressao positiva aumenta o pneumotorax. Resposta E.
Questão 40Uma jovem de 24 anos é admitida na sala de trauma após queda de motocicleta em alta velocidade. Está sonolenta, desorientada em tempo e espaço e apre- senta hálito etílico. Responde com poucas palavras aos questionamentos da equipe assistente. Apresenta esco- riações em face e epistaxe bilateral ativa. Ao exame, observam-se esforço respiratório leve e dificuldade para falar. A equipe pré-hospitalar aplicou o colar cervical rígido ainda na cena do trauma, mantendo-o durante todo o transporte e realizou a remoção do capacete (que estava rachado) a quatro mãos. Atualmente, a satura- ção de oxigênio se encontra em 87%. Considerando a abordagem inicial da via aérea dessa paciente, assinale a alternativa correta.Gabarito: A
Uma jovem de 24 anos é admitida na sala de trauma após queda de motocicleta em alta velocidade. Está sonolenta, desorientada em tempo e espaço e apre- senta hálito etílico. Responde com poucas palavras aos questionamentos da equipe assistente. Apresenta esco- riações em face e epistaxe bilateral ativa. Ao exame, observam-se esforço respiratório leve e dificuldade para falar. A equipe pré-hospitalar aplicou o colar cervical rígido ainda na cena do trauma, mantendo-o durante todo o transporte e realizou a remoção do capacete (que estava rachado) a quatro mãos. Atualmente, a satura- ção de oxigênio se encontra em 87%. Considerando a abordagem inicial da via aérea dessa paciente, assinale a alternativa correta.
- A. A manobra de tração da mandíbula (jaw-thrust) é a maneira apropriada de manejo da via aérea nesse momento, associada à oxigenioterapia suplementar, máscara acoplada e saco reservatório não reinalante. ✓
- B. Realizar exame físico da região cervical e, caso não haja dor à palpação da linha média, remover o colar cervical que aparenta estar causando dificuldades ventilatórias.
- C. Administrar oxigênio suplementar, preferencialmente, com cânula nasofaríngea, para, posteriormente, ava- liar o quadro neurológico que aparenta estar alterado devido à hipóxia.
- D. A manobra de elevação do queixo (chin-lift) deve ser realizada e posteriormente avaliar se houve melhora do padrão respiratório e da saturação de oxigênio.
- E. A via aérea somente pode ser abordada após a ava- liação radiológica completa da coluna cervical e do crânio, pois caso seja preciso realizar a intubação orotraqueal, a sedação necessária poderia mascarar sintomas neurológicos. 15 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Trauma com rebaixamento do nivel de consciencia e suspeita de lesao cervical: a abordagem inicial da via aerea e a tracao da mandibula (jaw-thrust), que abre a via aerea sem estender o pescoco, associada a oxigenio em alto fluxo com mascara nao reinalante. O colar nao deve ser retirado (B); cateter nasofaringeo e contraindicado com trauma de face e epistaxe (C); e nunca se posterga a via aerea a espera de radiologia (E). Resposta A.
Questão 41Na Caderneta de Saúde da Criança, há índices antro- pométricos e pontos de corte para classificação nutricio- nal da criança, compartilhado com a família e os seus cuidadores. Qual índice melhor indica o efeito cumulativo de situa- ções adversas, e é mais sensível para aferir a qualidade de vida de uma população?Gabarito: B
Na Caderneta de Saúde da Criança, há índices antro- pométricos e pontos de corte para classificação nutricio- nal da criança, compartilhado com a família e os seus cuidadores. Qual índice melhor indica o efeito cumulativo de situa- ções adversas, e é mais sensível para aferir a qualidade de vida de uma população?
- A. Peso-para-idade (P/I).
- B. Estatura-para-idade (E/I). ✓
- C. Peso-para-estatura (P/E).
- D. Índice de Massa Corporal (IMC)-para-idade.
- E. Classificação de IMC em escores-z.
Comentário OsceLabs
Estatura para idade e o indice que traduz o efeito CUMULATIVO de agravos (desnutricao cronica, infeccoes de repeticao, pobreza) e por isso e o mais sensivel para medir qualidade de vida de uma populacao. Peso para idade mistura agudo e cronico; peso para estatura e IMC para idade refletem o estado nutricional ATUAL (desnutricao aguda ou excesso de peso). Resposta B.
Questão 42Menina, 2 anos de idade, apresenta 3 pápulas arredon- dadas, com cerca de 2 mm de diâmetro, firmes, rosa- das, com umbilicação central, em região lateral do tórax. A mãe percebeu as lesões há cerca de 1 semana. O diagnóstico pertinente ao quadro e a conduta indicada são, respectivamente:Gabarito: E
Menina, 2 anos de idade, apresenta 3 pápulas arredon- dadas, com cerca de 2 mm de diâmetro, firmes, rosa- das, com umbilicação central, em região lateral do tórax. A mãe percebeu as lesões há cerca de 1 semana. O diagnóstico pertinente ao quadro e a conduta indicada são, respectivamente:
- A. cisto de mília; acompanhamento clínico.
- B. nódulo escabiótico; ivermectina VO, em dose única.
- C. foliculite; lavar com água e sabão e aplicar mupiro- cina creme, 2 vezes ao dia.
- D. verruga filiforme; aplicar solução de ácidos salicílico e lático no local, com curativo oclusivo.
- E. molusco contagioso; acompanhamento clínico. ✓
Comentário OsceLabs
Papulas pequenas, firmes, rosadas e com UMBILICACAO CENTRAL em crianca pequena definem molusco contagioso, causado por poxvirus. A doenca e benigna e autolimitada, com resolucao espontanea em meses, de modo que acompanhamento clinico e a conduta adequada em lesoes poucas e assintomaticas. Cisto de milia e branco-perolado e sem umbilicacao; foliculite e pustulosa; verruga filiforme e ceratosica. Resposta E.
Questão 43Primigesta, 23 anos de idade, iniciou acompanhamento pré-natal com 10 semanas de gestação. Na primeira consulta, realizou exames, apresentou IgM e IgG posi- tivos para toxoplasmose. Foram realizados IgA para toxoplasmose com resultado negativo e teste de avidez de IgG de 70%. Não recebeu medicação e repetiu os exames no último trimestre de gestação com resultados semelhantes. Ao nascimento, por parto normal, com 38 semanas de gestação, o recém-nascido do sexo masculino, peso = 2.980 g, comprimento = 48 cm, apgar 9/10. De acordo com os dados apresentados, tem indicação deGabarito: C
Primigesta, 23 anos de idade, iniciou acompanhamento pré-natal com 10 semanas de gestação. Na primeira consulta, realizou exames, apresentou IgM e IgG posi- tivos para toxoplasmose. Foram realizados IgA para toxoplasmose com resultado negativo e teste de avidez de IgG de 70%. Não recebeu medicação e repetiu os exames no último trimestre de gestação com resultados semelhantes. Ao nascimento, por parto normal, com 38 semanas de gestação, o recém-nascido do sexo masculino, peso = 2.980 g, comprimento = 48 cm, apgar 9/10. De acordo com os dados apresentados, tem indicação de
- A. receber os cuidados habituais ao recém-nascido.
- B. agendar consulta em ambulatório especializado para avaliação no primeiro mês de vida.
- C. realizar sorologia para toxoplasmose, e se IgM nega- tivo, complementar com fundo de olho e ultrassono- grafia transfontanela, e referir todos os dados na alta hospitalar. ✓
- D. realizar sorologia para toxoplasmose e fundo de olho, e iniciar tratamento com sulfadiazina e pirime- tamina e ácido folínico.
- E. realizar sorologia para toxoplasmose, teste de avi- dez de IgG, ultrassonografia transfontanela e análise de líquido cefalorraquidiano. Iniciar administração de ácido folínico.
Comentário OsceLabs
IgM e IgG positivos com IgA negativo e avidez de IgG ALTA (70%) no primeiro trimestre indicam infeccao antiga, anterior a gestacao: risco de transmissao muito baixo. Ainda assim o protocolo determina investigar o recem-nascido com sorologia e, sendo IgM negativo e o exame normal, completar com fundo de olho e ultrassom transfontanela e registrar tudo na alta. Nao ha indicacao de tratar (D) nem de puncao lombar (E). Resposta C.
Questão 44Menino, 8 anos de idade, aguardava atendimento na sala de espera de UPA, por apresentar febre e dor de garganta há 2 dias, quando escorregou da cadeira, com movimentos tônico-clônicos, perda de consciência e desvio do olhar para a direita. Foi levado rapidamente para a sala de emergência, foi medicado com diazepí- nico por via nasal, recebeu oxigênio por cateter nasal, e, após punção de acesso venoso e 5 minutos de crise, foi medicado IV. Permaneceu sonolento, respondendo ao seu nome e movimentando membros espontaneamente. Ao exame, foi diagnosticado amigdalite purulenta e rece- beu penicilina cristalina IV. A mãe refere que apresentou crises convulsivas aos 2, 4 e aos 7 anos de idade, em quadros febris, fez avaliação neurológica, e recebeu alta sem medicação. A medicação administrada intranasal, o diagnóstico e a conduta indicada, são respectivamente:Gabarito: A
Menino, 8 anos de idade, aguardava atendimento na sala de espera de UPA, por apresentar febre e dor de garganta há 2 dias, quando escorregou da cadeira, com movimentos tônico-clônicos, perda de consciência e desvio do olhar para a direita. Foi levado rapidamente para a sala de emergência, foi medicado com diazepí- nico por via nasal, recebeu oxigênio por cateter nasal, e, após punção de acesso venoso e 5 minutos de crise, foi medicado IV. Permaneceu sonolento, respondendo ao seu nome e movimentando membros espontaneamente. Ao exame, foi diagnosticado amigdalite purulenta e rece- beu penicilina cristalina IV. A mãe refere que apresentou crises convulsivas aos 2, 4 e aos 7 anos de idade, em quadros febris, fez avaliação neurológica, e recebeu alta sem medicação. A medicação administrada intranasal, o diagnóstico e a conduta indicada, são respectivamente:
- A. midazolam; crise epilética; alta com prescrição de ácido valproico até avaliação neurológica. ✓
- B. lorazepam; crise epilética; pedido de transferência para leito hospitalar.
- C. lorazepam; crise epilética; avaliação laboratorial com dosagem de glicemia, sódio, potássio, cálcio e mag- nésio e análise do líquido cefalorraquidiano.
- D. diazepam; convulsão febril; observação até recupe- ração de atividade habitual e aplicação de penicilina benzatina IM, antes da alta.
- E. midazolam; convulsão febril; encaminhamento para consulta com neurologista via UBS.
Comentário OsceLabs
A via intranasal e do MIDAZOLAM (lorazepam e diazepam nao sao usados por essa via), o que ja restringe a A e a E. E aos 8 anos, fora da faixa de 6 meses a 5 anos, o evento nao pode ser rotulado como crise febril simples, mesmo com historico previo: trata-se de crise epileptica, e a febre e apenas o gatilho. Por isso a banca considerou correta a introducao de antiepileptico ate a reavaliacao neurologica. Resposta A.
Questão 45Menino, 5 anos de idade, foi picado por escorpião no pé esquerdo há 1 hora. Tem muita dor e o local da picada está hiperemiado e edemaciado, sem áreas de necrose. Mesmo após receber analgesia, queixa de dor, vomi- tou 3 vezes, está sonolento com momentos de agita- ção, tem sudorese e salivação profusas, FC = 146 bpm, FR = 38 mrm. Qual a evolução esperada do quadro apresentado, sem receber soroterapia, e quais exames estão indicados para acompanhamento?Gabarito: D
Menino, 5 anos de idade, foi picado por escorpião no pé esquerdo há 1 hora. Tem muita dor e o local da picada está hiperemiado e edemaciado, sem áreas de necrose. Mesmo após receber analgesia, queixa de dor, vomi- tou 3 vezes, está sonolento com momentos de agita- ção, tem sudorese e salivação profusas, FC = 146 bpm, FR = 38 mrm. Qual a evolução esperada do quadro apresentado, sem receber soroterapia, e quais exames estão indicados para acompanhamento?
- A. Insuficiência renal; ureia, creatinina, gasometria, sódio e potássio.
- B. Insuficiência hepática; transaminases, bilirrubinas, albumina, amônia e coagulograma.
- C. Insuficiência respiratória; oximetria, gasometria arte- rial e radiografia de tórax.
- D. Insuficiência cardíaca; ECG e ecocardiograma. ✓
- E. Insuficiência suprarrenal; glicemia, gasometria, sódio e potássio. 16 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Escorpionismo com vomitos repetidos, sudorese e sialorreia profusas, agitacao/sonolencia e taquicardia e caso MODERADO/GRAVE: a descarga adrenergica e colinergica provoca miocardite toxica, com disfuncao ventricular, edema agudo de pulmao e choque cardiogenico. Por isso o acompanhamento se faz com eletrocardiograma e ecocardiograma (alem de soroterapia, que a questao suprime). Rim, figado e suprarrenal nao sao os orgaos-alvo. Resposta D.
Questão 46Menino, 8 anos de idade, estava brincando na quadra da escola quando sentiu tontura, dor no peito e perdeu os sentidos por menos de 1 minuto, foi amparado por um amigo e pela supervisora e deitado no chão. Avaliado em Serviço de Urgência, tem soprossistólico com irradia- ção para fúrcula e faces laterais do pescoço, sem outras alterações. O diagnóstico pertinente ao quadro e a medicação que pode ser prescrita até a avaliação cardiológica são, respectivamente:Gabarito: C
Menino, 8 anos de idade, estava brincando na quadra da escola quando sentiu tontura, dor no peito e perdeu os sentidos por menos de 1 minuto, foi amparado por um amigo e pela supervisora e deitado no chão. Avaliado em Serviço de Urgência, tem soprossistólico com irradia- ção para fúrcula e faces laterais do pescoço, sem outras alterações. O diagnóstico pertinente ao quadro e a medicação que pode ser prescrita até a avaliação cardiológica são, respectivamente:
- A. CIV grande; captopril.
- B. CIA ostium secundum; furosemida.
- C. estenose de valva aórtica; propanolol. ✓
- D. atresia tricúspide; espironolactona.
- E. estenose de via de saída pulmonar; enalapril.
Comentário OsceLabs
Sincope DURANTE o esforco associada a sopro sistolico com irradiacao para furcula e carotidas e estenose aortica ate prova em contrario: o debito fixo nao acompanha a demanda no exercicio. Ate a avaliacao cardiologica, o betabloqueador (propranolol) reduz a frequencia e melhora o enchimento. CIV e CIA cursam com sopro sem sincope de esforco; atresia tricuspide se manifesta no periodo neonatal com cianose. Resposta C.
Questão 47Menina, 4 anos de idade, há 2 dias come menos, queixa- -se de dor abdominal, e urina várias vezes ao dia em pequenas quantidades. Hoje apresentou 1 pico febril de 37,8 ºC. Evacua a cada 2 dias, fezes formadas, com pouco esforço. Controla esfíncteres desde os 3 anos, tende a reter urina e fezes e adiar a ida ao banheiro até a urgên- cia. Dorme com fralda, molhada cerca de 2 vezes por semana. Ao exame tem hiperemia de genital, sem outras alterações. Foi colhido exame de urina e urocultura por jato médio, com pH 6, densidade 1015, proteína, corpos cetônicos, glicose, bilirrubina, hemoglobina e nitrito ausen- tes. Esterase leucocitária +/+4. Leucócitos 15.000/mL, hemácias 4.000/mL, cilindros ausentes e presença de algumas bactérias. A conduta indicada para o quadro, enquanto se aguarda a urocultura, é prescrever:Gabarito: E
Menina, 4 anos de idade, há 2 dias come menos, queixa- -se de dor abdominal, e urina várias vezes ao dia em pequenas quantidades. Hoje apresentou 1 pico febril de 37,8 ºC. Evacua a cada 2 dias, fezes formadas, com pouco esforço. Controla esfíncteres desde os 3 anos, tende a reter urina e fezes e adiar a ida ao banheiro até a urgên- cia. Dorme com fralda, molhada cerca de 2 vezes por semana. Ao exame tem hiperemia de genital, sem outras alterações. Foi colhido exame de urina e urocultura por jato médio, com pH 6, densidade 1015, proteína, corpos cetônicos, glicose, bilirrubina, hemoglobina e nitrito ausen- tes. Esterase leucocitária +/+4. Leucócitos 15.000/mL, hemácias 4.000/mL, cilindros ausentes e presença de algumas bactérias. A conduta indicada para o quadro, enquanto se aguarda a urocultura, é prescrever:
- A. amoxicilina VO, a cada 6 horas.
- B. ciprofloxacina VO, a cada 12 horas.
- C. ácido nalidíxico VO, a cada 6 horas.
- D. ceftriaxona IM, dose única.
- E. banho de assento, retorno para resultado de uro- cultura ou em 24 horas, se persistência de febre ou novos sintomas. ✓
Comentário OsceLabs
Menina com disfuncao miccional (retencao habitual), vulvovaginite (hiperemia genital) e urina com esterase e piuria discretas, NITRITO NEGATIVO e apenas 'algumas bacterias', com febre baixa isolada: o quadro nao autoriza antibiotico empirico. O correto e aguardar a urocultura, tratar a vulvovaginite com medidas locais (banho de assento) e reavaliar em 24 horas ou antes se piorar. Ciprofloxacino e acido nalidixico nem sao opcoes de primeira linha na infancia. Resposta E.
Questão 48Menino, 8 anos de idade, é filho de mãe diagnosticada com tuberculose bacilífera há 2 semanas. Tem vacinação completa para a idade, fez BCG id com 15 dias de vida. Foi diagnosticado com pneumonia aos 2 e aos 4 anos de idade, medicado ambulatorialmente. Realizou radiografia de tórax, sem alterações e teste tuberculínico, lido com 72 horas, 12 mm. A conduta indicada para essa criança é:Gabarito: A
Menino, 8 anos de idade, é filho de mãe diagnosticada com tuberculose bacilífera há 2 semanas. Tem vacinação completa para a idade, fez BCG id com 15 dias de vida. Foi diagnosticado com pneumonia aos 2 e aos 4 anos de idade, medicado ambulatorialmente. Realizou radiografia de tórax, sem alterações e teste tuberculínico, lido com 72 horas, 12 mm. A conduta indicada para essa criança é:
- A. isoniazida10 mg/kg, 270 doses em 9 a 12 meses. ✓
- B. isoniazida 20 mg/kg por 3 meses.
- C. rifampicina 20 mg/kg por 6 meses.
- D. rifampicina 20 mg/kg por 3 meses.
- E. isoniazida 10 mg/kg e rifampicina 10 mg/kg, 180 doses em 6 a 9 meses.
Comentário OsceLabs
Contato intradomiciliar de tuberculose bacilifera, com radiografia de torax normal e prova tuberculinica reatora (12 mm; o corte em contatos e 5 mm), define infeccao latente, e nao doenca ativa. O tratamento proposto na alternativa e a isoniazida 10 mg/kg/dia com 270 doses tomadas em 9 a 12 meses. Os demais esquemas apresentados nao correspondem a regimes validados para ILTB (doses e duracoes trocadas). Resposta A.
Questão 49Criança, que completou 6 meses em novembro, tem vaci- nação adequada até o momento. Ela é trazida pela mãe na UBS para realizar as vacinas indicadas pelo calendá- rio do PNI. Deve receber as seguintes vacinas:Gabarito: B
Criança, que completou 6 meses em novembro, tem vaci- nação adequada até o momento. Ela é trazida pela mãe na UBS para realizar as vacinas indicadas pelo calendá- rio do PNI. Deve receber as seguintes vacinas:
- A. VIP, Pentavalente, Pneumo-10 conjugada e Influenza.
- B. VIP, Pentavalente, Influenza e Covid-19. ✓
- C. VIP, Pentavalente, Pneumo-10 conjugada, as vaci- nas Influenza e Covid-19 serão realizadas no período sazonal do próximo ano.
- D. VOP, Pentavalente, Pneumo-10 conjugada e Covid-19.
- E. VOP, Pentavalente, Pneumo-10 conjugada e Sarampo.
Comentário OsceLabs
Aos 6 meses o calendario do PNI preve a 3a dose de VIP e a 3a dose de pentavalente. A pneumo-10 segue esquema 2+1 (2 e 4 meses com reforco aos 12), portanto NAO ha dose aos 6 meses, o que elimina A, C, D e E. A partir dos 6 meses a crianca passa a ser publico-alvo tanto da influenza quanto da vacina contra a covid-19. A VOP saiu do calendario (esquema integralmente injetavel). Resposta B.
Questão 50Menino, 2 anos de idade, tem picos febris há 2 dias e lesões hiperemiadas, com bolhas rotas e ragádias em região perioral, queixo, pescoço e face anterior do tórax. Está toxemiado, choroso, desidratado +/+4. Foi internado com diagnóstico deGabarito: D
Menino, 2 anos de idade, tem picos febris há 2 dias e lesões hiperemiadas, com bolhas rotas e ragádias em região perioral, queixo, pescoço e face anterior do tórax. Está toxemiado, choroso, desidratado +/+4. Foi internado com diagnóstico de
- A. escarlatina.
- B. erisipela.
- C. impetigo bolhoso.
- D. síndrome da pele escaldada estafilocócica. ✓
- E. farmacodermia grave.
Comentário OsceLabs
Crianca pequena, toxemiada, com eritema e bolhas flacidas que se rompem deixando areas desnudas e RAGADIAS perorais, acompanhado de febre e desidratacao: sindrome da pele escaldada estafilococica, mediada por toxina esfoliativa do S. aureus. A escarlatina descama sem bolhas e tem lingua em framboesa; a erisipela e placa unica bem delimitada; o impetigo bolhoso e localizado e sem toxemia; farmacodermia exige exposicao a droga. Resposta D.
Questão 51Menina, 9 anos de idade, há 8 meses não quer viajar de avião nas férias programadas porque teme que seu irmão vomite perto dela. O irmão de 6 anos de idade teve coqueluche aos 4 anos e vomitava após crises de tosse, com alguma frequência. Está no 4o ano do ensino fundamental, tem bom aproveitamento, conversa pouco, tem alguns amigos. Pratica natação 1 vez por semana, experimentou balé, circo e teatro, mas não se adaptou. Tem alimentação regular, a mãe precisa se deitar ao seu lado até adormecer. Entre 4 e 5 horas vai para a cama dos pais. O diagnóstico provável para o quadro é um transtornoGabarito: A
Menina, 9 anos de idade, há 8 meses não quer viajar de avião nas férias programadas porque teme que seu irmão vomite perto dela. O irmão de 6 anos de idade teve coqueluche aos 4 anos e vomitava após crises de tosse, com alguma frequência. Está no 4o ano do ensino fundamental, tem bom aproveitamento, conversa pouco, tem alguns amigos. Pratica natação 1 vez por semana, experimentou balé, circo e teatro, mas não se adaptou. Tem alimentação regular, a mãe precisa se deitar ao seu lado até adormecer. Entre 4 e 5 horas vai para a cama dos pais. O diagnóstico provável para o quadro é um transtorno
- A. de ansiedade. ✓
- B. de conduta.
- C. de oposição desafiante.
- D. disruptivo da regulação do humor.
- E. com sintomas somáticos de conversão. 17 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Medo persistente e desproporcional (que o irmao vomite perto dela) levando a EVITACAO de uma atividade prazerosa por 8 meses, somado a dificuldade de dormir sozinha e busca da cama dos pais: e um transtorno de ansiedade (fobia especifica com ansiedade de separacao). Nao ha violacao de direitos alheios (conduta), desafio a autoridade (opositor), explosoes de humor (disruptivo) nem sintoma neurologico funcional (conversao). Resposta A.
Questão 52Recém-nascido há 30 minutos por parto cesárea, agen- dado por diabetes gestacional, IG 36 semanas e 2 dias, apgar 8/8. Ao exame está taquipneico, com batimento de asas do nariz discreto, retrações intercostais e subcostais moderadas FR = 62 mrm, FC = 128 bpm, ausculta car- díaca e pulmonar sem alterações. Na radiografia de tórax há hiperinsuflação, infiltrado difuso, estrias peri-hilares proeminentes e presença de líquido nas fissuras inter- lobares, área cardíaca normal. Na gasometria arterial há hipoxemia e hipocapnia. Foi mantido em ambiente tér- mico neutro e com suporte respiratório por ventilação não invasiva. Evolui estável na primeira hora e com melhora discreta na segunda hora. O diagnóstico pertinente ao quadro relatado éGabarito: C
Recém-nascido há 30 minutos por parto cesárea, agen- dado por diabetes gestacional, IG 36 semanas e 2 dias, apgar 8/8. Ao exame está taquipneico, com batimento de asas do nariz discreto, retrações intercostais e subcostais moderadas FR = 62 mrm, FC = 128 bpm, ausculta car- díaca e pulmonar sem alterações. Na radiografia de tórax há hiperinsuflação, infiltrado difuso, estrias peri-hilares proeminentes e presença de líquido nas fissuras inter- lobares, área cardíaca normal. Na gasometria arterial há hipoxemia e hipocapnia. Foi mantido em ambiente tér- mico neutro e com suporte respiratório por ventilação não invasiva. Evolui estável na primeira hora e com melhora discreta na segunda hora. O diagnóstico pertinente ao quadro relatado é
- A. síndrome do desconforto respiratório.
- B. pneumonia neonatal precoce.
- C. taquipneia transitória do recém-nascido. ✓
- D. cardiopatia congênita dependente do canal arterial.
- E. policitemia com hipertensão pulmonar.
Comentário OsceLabs
Pre-termo tardio de cesarea eletiva (sem trabalho de parto), com desconforto respiratorio precoce e leve, radiografia com hiperinsuflacao, estrias peri-hilares e LIQUIDO NAS CISURAS, hipoxemia leve com hipocapnia e melhora ja nas primeiras horas: taquipneia transitoria do recem-nascido, por retardo da absorcao do liquido pulmonar. Na doenca de membrana hialina ha vidro fosco/broncograma e piora progressiva; a cardiopatia ductodependente cursa com cianose fixa. Resposta C.
Questão 53Menino, 3 anos de idade, tem diagnóstico de anemia fal- ciforme a partir da triagem neonatal e acompanhamento ambulatorial. Tem hemoglobina basal de 9 g/dL e vaci- nação em dia, realizada em Centro de Imunobiológicos Especiais. É atendida em UPA por recusa alimentar e dor abdominal generalizada. Ao exame está afebril, pálida, descorada +++/+4, com FC = 124 bpm, FR = 36 mrm, SatO2= 92%. Ausculta cardíaca com soprossistólico sem irradiação, ausculta pulmonar sem alterações. Abdome levemente globoso, com RHA diminuídos doloroso à pal- pação. Fígado palpável a 2 cm do RCD e baço a 5 cm do RCE. A hemoglobina atual é de 5,2 g/dL. O diagnóstico provável para o quadro descrito éGabarito: E
Menino, 3 anos de idade, tem diagnóstico de anemia fal- ciforme a partir da triagem neonatal e acompanhamento ambulatorial. Tem hemoglobina basal de 9 g/dL e vaci- nação em dia, realizada em Centro de Imunobiológicos Especiais. É atendida em UPA por recusa alimentar e dor abdominal generalizada. Ao exame está afebril, pálida, descorada +++/+4, com FC = 124 bpm, FR = 36 mrm, SatO2= 92%. Ausculta cardíaca com soprossistólico sem irradiação, ausculta pulmonar sem alterações. Abdome levemente globoso, com RHA diminuídos doloroso à pal- pação. Fígado palpável a 2 cm do RCD e baço a 5 cm do RCE. A hemoglobina atual é de 5,2 g/dL. O diagnóstico provável para o quadro descrito é
- A. crise álgica por vaso-oclusão.
- B. trombose de vasos mesentéricos.
- C. pródromos de gastroenterite com paresia e disten- são de alças intestinais.
- D. insuficiência cardíaca por anemia.
- E. sequestro esplênico. ✓
Comentário OsceLabs
Queda abrupta da hemoglobina basal (9 para 5,2 g/dL) com palidez intensa, dor abdominal e BACO PALPAVEL A 5 cm em crianca com anemia falciforme e sequestro esplenico agudo: o baco retem subitamente grande volume sanguineo, gerando anemia grave e risco de choque hipovolemico. A crise vaso-oclusiva nao derruba a hemoglobina dessa forma nem aumenta o baco, e a insuficiencia cardiaca seria consequencia, nao a causa. Resposta E.
Questão 54Menina, 3 anos de idade, tem picos febris há 60 horas, coriza hialina e tosse. Acordou a noite chorando por dor de ouvido. Foi atendida em serviço de urgência, no exame físico está hidratada, eupneica, tem hiperemia em cavo e abaulamento de membrana timpânica direita. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Foi feito diagnóstico de otite média aguda e prescrito amoxicilina 50 mg/kg/dia por 7 dias e limpeza de secreções com soro fisiológico. Voltou para casa dormindo e iniciou medi- cação pela manhã. Apresentou temperatura 38 ºC e, à tarde, a mãe notou saída de líquido do ouvido direito. Retornou ao médico que observou líquido fino e amare- lado em conduto, optou por não realizar aspiração. A conduta indicada ao quadro apresentado éGabarito: D
Menina, 3 anos de idade, tem picos febris há 60 horas, coriza hialina e tosse. Acordou a noite chorando por dor de ouvido. Foi atendida em serviço de urgência, no exame físico está hidratada, eupneica, tem hiperemia em cavo e abaulamento de membrana timpânica direita. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Foi feito diagnóstico de otite média aguda e prescrito amoxicilina 50 mg/kg/dia por 7 dias e limpeza de secreções com soro fisiológico. Voltou para casa dormindo e iniciou medi- cação pela manhã. Apresentou temperatura 38 ºC e, à tarde, a mãe notou saída de líquido do ouvido direito. Retornou ao médico que observou líquido fino e amare- lado em conduto, optou por não realizar aspiração. A conduta indicada ao quadro apresentado é
- A. prescrever prednisolona 1 mg/kg/dia, VO, por 3 dias.
- B. prescrever gotas otológicas com ciprofloxacino, 2 vezes ao dia, por 3 dias.
- C. prescrever amoxicilina-clavulanato 50 m/kg/dia por 10 dias.
- D. manter tratamento proposto e retornar para avalia- ção em 10 dias. ✓
- E. retirar amoxicilina, porque é uma otite média com efusão, já drenada.
Comentário OsceLabs
A otorreia que surge apos o inicio do antibiotico traduz PERFURACAO ESPONTANEA da membrana timpanica abaulada: e evolucao esperada e ate favoravel, pois drena o pus e alivia a dor. A conduta e manter a amoxicilina ate completar o esquema e reavaliar. Nao ha indicacao de corticoide (A), de gotas oticas (B) nem de trocar por amoxicilina-clavulanato (C) apenas por esse achado; e nao se trata de otite com efusao (E). Resposta D.
Questão 55No tratamento da cetoacidose diabética, em crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, para evitar complica- ções, após monitoração e a coleta de exames, deve ser iniciada imediatamente aGabarito: B
No tratamento da cetoacidose diabética, em crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, para evitar complica- ções, após monitoração e a coleta de exames, deve ser iniciada imediatamente a
- A. aplicação de insulina humana regular na dose habi- tual ou se o diagnóstico é feito na primodescompen- sação, 0,15 UI/kg.
- B. reposição de fluídos com soro fisiológico ou Ringer- -lactato 20 mL/kg em 20 minutos. ✓
- C. reposição de fluídos com soro fisiológico e soro glico- sado 5%, na proporção 3:1, 150 mL/kg em 24 horas.
- D. punção de 2 acessos venosos para infusão conco- mitante de soro fisiológico 10 mL/kg em 20 minutos, repetidos 3 vezes, até diurese clara e infusão de insulina regular 0,05 a 0,1 UI/kg/hora.
- E. punção de 2 acessos venosos para infusão concomi- tante de soro fisiológico 10 mL/kg/hora e soro fisioló- gico e soro glicosado 5%, na proporção de 1:1, com cloreto de potássio 19,1%, 20 mEq/L, o,5 mEq/kg/hora. 18 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Na cetoacidose diabetica da crianca, a primeira medida apos monitorizacao e coleta e a EXPANSAO com cristaloide isotonico (soro fisiologico ou Ringer lactato); a insulina so entra depois, em infusao continua e nunca em bolus, para reduzir o risco de edema cerebral e de hipocalemia. Por isso as alternativas que iniciam por insulina (A) ou por solucao de manutencao com glicose (C) estao erradas. Resposta B.
Questão 56Menina, 1 mês de idade, em consulta de puericultura, em aleitamento materno exclusivo, bom ganho de peso, tem queixa de lacrimejamento em olho direito, com acúmulo de secreções. Ao exame tem conjuntiva clara, as pupi- las são fotorreagentes, sem fotofobia, acúmulo de muco e lágrimas na pálpebra inferior e pequenas crostas nos cílios. O diagnóstico e a conduta propostos, são, respectiva- mente:Gabarito: C
Menina, 1 mês de idade, em consulta de puericultura, em aleitamento materno exclusivo, bom ganho de peso, tem queixa de lacrimejamento em olho direito, com acúmulo de secreções. Ao exame tem conjuntiva clara, as pupi- las são fotorreagentes, sem fotofobia, acúmulo de muco e lágrimas na pálpebra inferior e pequenas crostas nos cílios. O diagnóstico e a conduta propostos, são, respectiva- mente:
- A. blefarite do recém-nascido; limpeza com algodão e xampu infantil durante ou após o banho.
- B. conjuntivite química neonatal; limpeza com soro fisiológico e colírio lubrificante 1 gota, 3 vezes ao dia.
- C. obstrução congênita das vias lacrimais excretoras baixas; limpeza de secreções com algodão e água filtrada. ✓
- D. glaucoma congênito; encaminhamento de urgência ao oftalmologista.
- E. dacriocistite congênita crônica; encaminhamento para oftalmologista para resolução cirúrgica.
Comentário OsceLabs
Lactente com lacrimejamento e acumulo de secrecao e crostas, porem com CONJUNTIVA CLARA, sem hiperemia, fotofobia ou alteracao pupilar: obstrucao congenita do ducto nasolacrimal, que ocorre em ate 20% dos recem-nascidos e resolve espontaneamente em mais de 90% ate 1 ano. Conduta expectante com higiene local (e massagem do saco lacrimal). Glaucoma congenito daria fotofobia, lacrimejamento e buftalmia; dacriocistite teria sinais inflamatorios. Resposta C.
Questão 57Adolescente, 14 anos de idade, saudável, com vida sexual ativa, tem febre medida em 38,5 a 39 ºC há 2 dias e dor abdominal em cólicas, mais intensa na região epigástrica e hipocôndrio direito com irradiação para o dorso, entre as omoplatas. Tem diagnóstico de síndrome do intestino irritável há 2 meses, por períodos de cólicas abdominais, fezes líquidas ou semilíquidas, intercalados por períodos de acalmia. Ao exame está pálido, corado, anictérico, FC = 110 bpm, FR = 20 mrm, PA = 100/80 mmHg, Tec = 2 seg, Sat O2 97%. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Abdome tenso e doloroso à palpação, RHA diminuídos, fígado palpável a 2,5 cm do RCD, baço no RCE, Giordano negativo. Foram colhidos exames, e indicada a realização de ultras- sonografia abdominal com provável diagnóstico deGabarito: B
Adolescente, 14 anos de idade, saudável, com vida sexual ativa, tem febre medida em 38,5 a 39 ºC há 2 dias e dor abdominal em cólicas, mais intensa na região epigástrica e hipocôndrio direito com irradiação para o dorso, entre as omoplatas. Tem diagnóstico de síndrome do intestino irritável há 2 meses, por períodos de cólicas abdominais, fezes líquidas ou semilíquidas, intercalados por períodos de acalmia. Ao exame está pálido, corado, anictérico, FC = 110 bpm, FR = 20 mrm, PA = 100/80 mmHg, Tec = 2 seg, Sat O2 97%. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Abdome tenso e doloroso à palpação, RHA diminuídos, fígado palpável a 2,5 cm do RCD, baço no RCE, Giordano negativo. Foram colhidos exames, e indicada a realização de ultras- sonografia abdominal com provável diagnóstico de
- A. cólica biliar.
- B. abscesso hepático amebiano. ✓
- C. apendicite aguda.
- D. doença de Crohn.
- E. doença inflamatória pélvica.
Comentário OsceLabs
Adolescente com febre alta, dor em hipocondrio direito irradiada para o dorso/omoplata, hepatomegalia dolorosa e historia de diarreias recorrentes rotuladas como intestino irritavel: o conjunto aponta abscesso hepatico amebiano, cujo exame inicial e a ultrassonografia. Colica biliar nao da febre alta e hepatomegalia dolorosa; apendicite localiza em fossa iliaca direita; e a dor em Crohn e em colicas com diarreia cronica, sem esse padrao septico focal. Resposta B.
Questão 58Menino, 4 anos de idade, apresenta vômitos, cólicas e evacuações com sangue há 2 dias. Passou 10 dias em fazenda de gado, em visita aos avós. Após 5 dias do retorno para casa, iniciou quadro de diarreia aquosa, 3 a 5 evacuações ao dia, por 3 dias e evolui para o qua- dro atual. Ao exame está hidratado, descorado ++/4+, anictérico, FR = 110 bpm, FR = 24 mrm, Tec = 3 seg. e SatO2 95%. Ausculta cardíaca e pulmonar sem altera ções, abdome doloroso à palpação, fígado e baço não palpáveis. Foi realizado hemograma com Hb 7,1 g/dL, Htc 23%, RDW 15, reticulócitos 10% e presença de esquizócitos no esfregaço. Leucócitos 11.000µ/L com distribuição (2-62-2-0-31-3), plaquetas 95.000/mm3, DHL = 380 U/L, Na = 130 mEq/L, K = 3 mEq/L, Ureia = 50 mg/dL e creatinina = 2 mg/dL. O diagnóstico pertinente ao quadro e a conduta indicada são, respectivamente:Gabarito: E
Menino, 4 anos de idade, apresenta vômitos, cólicas e evacuações com sangue há 2 dias. Passou 10 dias em fazenda de gado, em visita aos avós. Após 5 dias do retorno para casa, iniciou quadro de diarreia aquosa, 3 a 5 evacuações ao dia, por 3 dias e evolui para o qua- dro atual. Ao exame está hidratado, descorado ++/4+, anictérico, FR = 110 bpm, FR = 24 mrm, Tec = 3 seg. e SatO2 95%. Ausculta cardíaca e pulmonar sem altera ções, abdome doloroso à palpação, fígado e baço não palpáveis. Foi realizado hemograma com Hb 7,1 g/dL, Htc 23%, RDW 15, reticulócitos 10% e presença de esquizócitos no esfregaço. Leucócitos 11.000µ/L com distribuição (2-62-2-0-31-3), plaquetas 95.000/mm3, DHL = 380 U/L, Na = 130 mEq/L, K = 3 mEq/L, Ureia = 50 mg/dL e creatinina = 2 mg/dL. O diagnóstico pertinente ao quadro e a conduta indicada são, respectivamente:
- A. disenteria por Campylobacter spp; hidratação oral e levofloxacina VO por 7 dias.
- B. disenteria por Shiguella spp; internação hospitalar e ceftriaxona IV.
- C. enterocolite aguda por Yersinia spp; hidratação oral e azitromicina VO por 5 dias.
- D. diarreia aguda por Salmonella spp, complicada por infecção sistêmica; internação hospitalar, hidratação parenteral e ceftriaxona IV.
- E. infecção por E. coli enterohemorrágica, complicada por síndrome hemolítica urêmica; internação para suporte clínico. ✓
Comentário OsceLabs
Diarreia aquosa que virou disenteria apos contato com gado, evoluindo com anemia hemolitica (ESQUIZOCITOS, DHL alto, reticulocitose), plaquetopenia e lesao renal aguda: triade classica da sindrome hemolitico-uremica pos-infeccao por E. coli entero-hemorragica produtora de toxina Shiga. O tratamento e de SUPORTE: antibiotico aumenta a liberacao de toxina e o risco da sindrome, o que invalida todas as alternativas que prescrevem antimicrobiano. Resposta E.
Questão 59Menina, 2 anos de idade, tem diarreia e vômitos há 1 dia. Foi avaliada e medicada no serviço de urgência. Foi orientada dieta e hidratação com água e líquidos variados. Há 1 hora está estranha, chorando o tempo todo, mal olha os brinquedos e ficou em posição com o corpo curvado para trás. Ficou com a mãe todo o tempo, grande parte do tempo, no seu colo. Ao exame apresenta hipertonia, espasmos musculares, posição de opistótono, mímica facial pobre e parkinsonismo. A hipótese diagnóstica é de intoxicação, possivelmente pela medicação recebida no atendimento realizado horas antes. A medicação mais provável, de acordo com o quadro descrito, éGabarito: D
Menina, 2 anos de idade, tem diarreia e vômitos há 1 dia. Foi avaliada e medicada no serviço de urgência. Foi orientada dieta e hidratação com água e líquidos variados. Há 1 hora está estranha, chorando o tempo todo, mal olha os brinquedos e ficou em posição com o corpo curvado para trás. Ficou com a mãe todo o tempo, grande parte do tempo, no seu colo. Ao exame apresenta hipertonia, espasmos musculares, posição de opistótono, mímica facial pobre e parkinsonismo. A hipótese diagnóstica é de intoxicação, possivelmente pela medicação recebida no atendimento realizado horas antes. A medicação mais provável, de acordo com o quadro descrito, é
- A. dimenidrato.
- B. clorpromazina.
- C. ondansetrona.
- D. metoclopramida. ✓
- E. loperamida. 19 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Hipertonia, espasmos, opistotono, mimica pobre e parkinsonismo instalados horas apos atendimento por vomitos: e reacao extrapiramidal distonica aguda, efeito classico da metoclopramida (antagonista dopaminergico D2), especialmente comum em criancas. O tratamento e suspender a droga e usar anticolinergico ou difenidramina. Ondansetrona e dimenidrato nao provocam distonia com essa frequencia e loperamida da ileo, nao sintoma extrapiramidal. Resposta D.
Questão 60Menino, 10 anos de idade, caiu em pista de skate, enquanto descia rampa de cerca de 1 metro de altura. Perdeu a consciência de imediato, foi transportado para a Emergência, em carro particular. Apresenta laceração em couro cabeludo, em região parietal direita e fratura com desvio em antebraço direito. Foi colocado colar cervical, a expansão torácica é simétrica, com aus- culta pulmonar e cardíaca sem alterações. O abdome é flácido, sem massas palpáveis. Tem FC = 110 bpm, FR = 24 mrm, PA 100/70 mmHg, SatO2 95%, pulsos pal- páveis, Tec = 2 seg. Tem pupilas isocóricas e fotorrea- gentes, abre os olhos ao ser chamado, está confuso e retira o braço quando se toca o local da fratura. Foram puncionados 2 acessos venosos. A seguir, além de avaliação laboratorial da função renal, indica-se a realização deGabarito: A
Menino, 10 anos de idade, caiu em pista de skate, enquanto descia rampa de cerca de 1 metro de altura. Perdeu a consciência de imediato, foi transportado para a Emergência, em carro particular. Apresenta laceração em couro cabeludo, em região parietal direita e fratura com desvio em antebraço direito. Foi colocado colar cervical, a expansão torácica é simétrica, com aus- culta pulmonar e cardíaca sem alterações. O abdome é flácido, sem massas palpáveis. Tem FC = 110 bpm, FR = 24 mrm, PA 100/70 mmHg, SatO2 95%, pulsos pal- páveis, Tec = 2 seg. Tem pupilas isocóricas e fotorrea- gentes, abre os olhos ao ser chamado, está confuso e retira o braço quando se toca o local da fratura. Foram puncionados 2 acessos venosos. A seguir, além de avaliação laboratorial da função renal, indica-se a realização de
- A. tomografia de crânio e de coluna cervical. ✓
- B. tipagem sanguínea e iniciar soro de manutenção com volume de 1/3 da necessidade diária.
- C. sequência rápida para intubação nasotraqueal.
- D. infusão de soro a 25 graus para diminuir o consumo de oxigênio.
- E. inserção de cateter para monitoração de pressão intracraniana e redução da fratura de antebraço em centro cirúrgico. Ginecologia e Obstetrícia
Comentário OsceLabs
Trauma cranioencefalico com PERDA DE CONSCIENCIA e Glasgow reduzido (abre olhos ao chamado, confuso, localiza a dor) tem indicacao formal de tomografia de cranio, e a cervical deve ser avaliada pelo mecanismo e pela impossibilidade de exame clinico confiavel. Restricao hidrica (B) e resfriamento (D) nao tem respaldo; intubacao nasotraqueal (C) e contraindicada no TCE; e monitorizacao invasiva de PIC (E) exige Glasgow <= 8. Resposta A.
Questão 61G.M.V., 37 anos, GIII PII 1C1N A0, IG 17 semanas, sem ultrassonografia prévia, deu entrada no PSO com quadro de sangramento vaginal escuro, em moderada quantidade, além de vômitos incoercíveis, taquicardia e fraqueza muscular. Ao exame físico: AU 20 cm; BCF inaudível; PA 170 x 90 mmHg, TV bimanual: colo amo- lecido, impérvio. Abdome: DB negativo. Paciente nega comorbidades. De acordo com o caso clínico apresentado, assinale a alternativa que representa o diagnóstico e a complicação mais prováveis.Gabarito: E
G.M.V., 37 anos, GIII PII 1C1N A0, IG 17 semanas, sem ultrassonografia prévia, deu entrada no PSO com quadro de sangramento vaginal escuro, em moderada quantidade, além de vômitos incoercíveis, taquicardia e fraqueza muscular. Ao exame físico: AU 20 cm; BCF inaudível; PA 170 x 90 mmHg, TV bimanual: colo amo- lecido, impérvio. Abdome: DB negativo. Paciente nega comorbidades. De acordo com o caso clínico apresentado, assinale a alternativa que representa o diagnóstico e a complicação mais prováveis.
- A. Prenhez ectópica íntegra; síndrome hipertensiva gestacional.
- B. Aborto incompleto; hipertensão transitória da gestação.
- C. Aborto completo; hipertireoidismo.
- D. Ameaça de aborto; hipotireoidismo.
- E. Mola hidatiforme completa; doença hipertensiva específica da gestação. ✓
Comentário OsceLabs
Sangramento escuro no segundo trimestre, altura uterina MAIOR que a idade gestacional (20 cm para 17 semanas), batimentos fetais ausentes, hiperemese e hipertensao ANTES de 20 semanas, com fraqueza e taquicardia (tireotoxicose pelo hCG): quadro tipico de mola hidatiforme completa, complicada por doenca hipertensiva especifica da gestacao precoce. Nos abortamentos (B e C) nao ha esse aumento uterino nem hipertensao precoce. Resposta E.
Questão 62M. A. F., GII PI 1C (há 3 anos) A0, idade gestacional de 24 semanas, vem à consulta de pré-natal com dúvidas em relação à vacinação. Gostaria de ter informações sobre as vacinas: hepatite B, tétano e dentre outras. Sorolo- gias: HBsAg negativo; Anti Hbs negativo, rubéola IgM negativo, IgG negativo. Tipagem sanguínea A negativo. Parceiro: tipagem sanguínea B negativo. Com relação a esse caso, assinale a alternativa que representa a conduta correta.Gabarito: D
M. A. F., GII PI 1C (há 3 anos) A0, idade gestacional de 24 semanas, vem à consulta de pré-natal com dúvidas em relação à vacinação. Gostaria de ter informações sobre as vacinas: hepatite B, tétano e dentre outras. Sorolo- gias: HBsAg negativo; Anti Hbs negativo, rubéola IgM negativo, IgG negativo. Tipagem sanguínea A negativo. Parceiro: tipagem sanguínea B negativo. Com relação a esse caso, assinale a alternativa que representa a conduta correta.
- A. A vacina contra febre amarela tem contraindicação absoluta.
- B. A vacina contra HPV pode ser administrada na gestação.
- C. Se a paciente recebeu a tríplice bacteriana acelular na gestação anterior, não há a necessidade de nova administração.
- D. Deve-se aguardar o período de puerpério para a administração da tríplice viral. ✓
- E. A vacina contra hepatite B deve ser realizada no terceiro trimestre da gestação.
Comentário OsceLabs
A triplice viral e vacina de VIRUS VIVO ATENUADO e, portanto, esta contraindicada na gestacao: mesmo com rubeola IgG nao reagente, aplica-se no puerperio. A febre amarela tem contraindicacao RELATIVA (pode ser feita em situacao de risco epidemiologico), a vacina HPV nao e recomendada na gravidez, a dTpa deve ser repetida A CADA gestacao a partir de 20 semanas, e a hepatite B pode ser feita em qualquer trimestre. Resposta D.
Questão 63A ultrassonografia é o método diagnóstico mais utilizado para a pesquisa pré-natal das inúmeras anomalias con- gênitas. Essa técnica permite uma análise detalhada da anatomia fetal, auxilia o diagnóstico das malformações e as possíveis associações com as cromossomopatias. Sobre o ultrassom morfológico de primeiro trimestre, assinale a alternativa correta.Gabarito: B
A ultrassonografia é o método diagnóstico mais utilizado para a pesquisa pré-natal das inúmeras anomalias con- gênitas. Essa técnica permite uma análise detalhada da anatomia fetal, auxilia o diagnóstico das malformações e as possíveis associações com as cromossomopatias. Sobre o ultrassom morfológico de primeiro trimestre, assinale a alternativa correta.
- A. A regurgitação de tricúspide é um marcador maior de cardiopatias.
- B. O doppler de artérias uterinas tem importância para o cálculo de risco de pré-eclâmpsia. ✓
- C. O índice de pulsatilidade das artérias umbilicais deve ser avaliado.
- D. Para o cálculo de risco de trissomias, o CCN (compri- mento cabeça-nádegas) deve estar entre 40 e 85 mm.
- E. A medida do colo uterino deve ser realizado via tran- sabdominal e com a bexiga vazia. 20 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
No morfologico de primeiro trimestre, o Doppler das arterias uterinas integra o rastreio combinado de pre-eclampsia (com PA media, PAPP-A/PlGF e historia materna), permitindo iniciar AAS profilatico. O comprimento cabeca-nadega valido para o calculo de risco de trissomias e de 45 a 84 mm (D); a regurgitacao tricuspide e marcador secundario de aneuploidia; o Doppler umbilical nao e do primeiro trimestre; e o colo se mede por via transvaginal. Resposta B.
Questão 64A prematuridade é a principal causa de morbimortalidade neonatal, com riscos graves de complicações neonatais e incapacidade em longo prazo. Assim, identificar ges- tantes que apresentam maior risco para parto pré-termo espontâneo é estratégia importante para prevenção secundária. A respeito dessa investigação, assinale a alternativa correta.Gabarito: E
A prematuridade é a principal causa de morbimortalidade neonatal, com riscos graves de complicações neonatais e incapacidade em longo prazo. Assim, identificar ges- tantes que apresentam maior risco para parto pré-termo espontâneo é estratégia importante para prevenção secundária. A respeito dessa investigação, assinale a alternativa correta.
- A. Desnutrição materna, tabagismo e vaginose bacte- riana não são fatores de risco para prematuridade.
- B. O valor de corte mais aceito para classificação de colo curto é o de 20 mm, e o rastreamento é feito para gestantes de alto risco para parto prematuro.
- C. A mensuração do colo uterino é realizada por via transabdominal e com a bexiga vazia.
- D. O “sinal do dedo de luva” é necessário e essencial para a classificação de colo curto.
- E. Pacientes com colo < 25 mm e parto anterior com idade gestacional < 34 semanas tem indicação de cerclagem uterina. ✓
Comentário OsceLabs
Colo curto (< 25 mm) associado a antecedente de parto pre-termo espontaneo antes de 34 semanas e a indicacao classica de cerclagem uterina. O corte de colo curto e 25 mm, e nao 20 mm (B); a medida deve ser TRANSVAGINAL com bexiga vazia (C); o afunilamento (sinal do dedo de luva) e achado adicional, nao essencial (D); e desnutricao, tabagismo e vaginose bacteriana sao, sim, fatores de risco (A). Resposta E.
Questão 65Puérpera, encontra-se no tempo de 3 horas após parto vaginal e inicia quadro de sangramento vaginal aumen- tado e persistente. Estável homodinamicamente. Assinale a alternativa que representa a primeira conduta a ser tomada diante do conhecimento da principal causa de hemorragia pós-parto.Gabarito: D
Puérpera, encontra-se no tempo de 3 horas após parto vaginal e inicia quadro de sangramento vaginal aumen- tado e persistente. Estável homodinamicamente. Assinale a alternativa que representa a primeira conduta a ser tomada diante do conhecimento da principal causa de hemorragia pós-parto.
- A. Exame especular.
- B. Ultrassom transvaginal.
- C. Teste do tubo seco.
- D. Massagem uterina. ✓
- E. Laparotomia exploradora.
Comentário OsceLabs
A principal causa de hemorragia pos-parto e a ATONIA uterina (cerca de 70-80% dos casos). Por isso a primeira medida, simultanea a chamada de ajuda e ao acesso venoso, e a massagem uterina, seguida dos uterotonicos. Exame especular (A) e ultrassom (B) investigam lacerarcoes e restos, causas menos frequentes; o teste do tubo seco avalia coagulopatia; e a laparotomia (E) e ultimo recurso apos falha das medidas conservadoras. Resposta D.
Questão 66T.F.N., 34 anos, GII PI 1C A0, idade gestacional cronoló- gica de 8 semanas, deu entrada em PSO com queixa de dor de início súbito em abdome inferior. Refere sangra- mento vaginal escuro em pequena quantidade há alguns dias. Ao exame: paciente hipocorada ++/4+, especular: colo uterino sem lesões, pequena quantidade de san- gue escuro coletado em fundo de saco posterior. Sem sangramento ativo. TV: colo impérvio. Abdome: DB (dor à descompressão brusca): positiva. PA: 80 x 50 mmHg, FC: 110 bpm. De acordo com o caso apresentado, assinale alternativa que representa o diagnóstico mais provável.Gabarito: E
T.F.N., 34 anos, GII PI 1C A0, idade gestacional cronoló- gica de 8 semanas, deu entrada em PSO com queixa de dor de início súbito em abdome inferior. Refere sangra- mento vaginal escuro em pequena quantidade há alguns dias. Ao exame: paciente hipocorada ++/4+, especular: colo uterino sem lesões, pequena quantidade de san- gue escuro coletado em fundo de saco posterior. Sem sangramento ativo. TV: colo impérvio. Abdome: DB (dor à descompressão brusca): positiva. PA: 80 x 50 mmHg, FC: 110 bpm. De acordo com o caso apresentado, assinale alternativa que representa o diagnóstico mais provável.
- A. Mola hidatiforme.
- B. Aborto retido.
- C. Aborto incompleto.
- D. Torção de ovário.
- E. Prenhez ectópica rota. ✓
Comentário OsceLabs
Dor abdominal de inicio subito com sangramento escuro discreto, colo IMPERVIO, descompressao brusca positiva, hipotensao e taquicardia com 8 semanas: e gestacao ectopica rota, com hemoperitonio. Nos abortamentos o sangramento e o sintoma dominante e nao ha abdome agudo com choque; a mola cursa com utero aumentado e hiperemese; e a torcao de ovario nao explica o atraso menstrual com sangue no fundo de saco. Resposta E.
Questão 67R.B.M., 28 anos, secundigesta, idade gestacional de 11 semanas, vem à segunda consulta de pré-natal com resultado de glicemia de jejum de 92mg/dL. Nega comor- bidades. IMC 24 kg/m2. Com relação a esse caso, assinale a alternativa correta.Gabarito: A
R.B.M., 28 anos, secundigesta, idade gestacional de 11 semanas, vem à segunda consulta de pré-natal com resultado de glicemia de jejum de 92mg/dL. Nega comor- bidades. IMC 24 kg/m2. Com relação a esse caso, assinale a alternativa correta.
- A. Trata-se de diabetes gestacional. ✓
- B. Trata-se de “overt diabetes”.
- C. Deve-se solicitar TOTG com 24-28 semanas de idade gestacional.
- D. Deve-se solicitar hemoglobina glicada, para comple- mentação diagnóstica.
- E. Deve-se iniciar metformina como tratamento clínico.
Comentário OsceLabs
Pelos criterios brasileiros, glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL em qualquer momento da gestacao ja fecha diabetes mellitus GESTACIONAL: 92 mg/dL preenche o criterio, e nao ha necessidade de TOTG confirmatorio (C). 'Overt diabetes' (diabetes previo nao diagnosticado) exigiria jejum >= 126, HbA1c >= 6,5% ou glicemia casual >= 200 (B). O tratamento comeca por dieta e exercicio, nao por metformina (E). Resposta A.
Questão 68A gemelidade tem uma importância fundamental, pois eleva a taxa de morbidade materna e morbidade e mor- talidade fetal. A respeito da gestação gemelar, assinale a alternativa correta.Gabarito: A
A gemelidade tem uma importância fundamental, pois eleva a taxa de morbidade materna e morbidade e mor- talidade fetal. A respeito da gestação gemelar, assinale a alternativa correta.
- A. O melhor período para avaliar a corionicidade é no ultrassom obstétrico inicial. ✓
- B. O sinal do lâmbda representa que a gestação é monocoriônica e diamniótica.
- C. O “sinal do T” representa que a gestação é monoco- riônica e monoamniótica.
- D. Gestações gemelares dicoriônicas e diamnióticas são dizigóticas.
- E. A síndrome da transfusão feto-fetal é uma complica- ção das gestações gemelares dicoriônicas.
Comentário OsceLabs
A corionicidade deve ser definida o mais cedo possivel, no ultrassom obstetrico inicial (6 a 14 semanas), quando os sinais das membranas sao mais nitidos, pois ela determina todo o risco e o seguimento da gestacao. O sinal do lambda indica DIcorionica (B); o sinal do T indica monocorionica DIamniotica (C); gemelares dicorionicas podem ser mono ou dizigoticas (D); e a transfusao feto-fetal e complicacao das MONOcorionicas (E). Resposta A.
Questão 69O uso da ultrassonografia endovaginal possibilitou o diagnóstico correto de uma gestação, antes mesmo do atraso menstrual, tornando-o cada vez mais precoce e preciso. Assinale a alternativa que representa, corretamente, os sinais ecográficos, em ordem cronológica de apareci- mento e desenvolvimento na gestação.Gabarito: D
O uso da ultrassonografia endovaginal possibilitou o diagnóstico correto de uma gestação, antes mesmo do atraso menstrual, tornando-o cada vez mais precoce e preciso. Assinale a alternativa que representa, corretamente, os sinais ecográficos, em ordem cronológica de apareci- mento e desenvolvimento na gestação.
- A. Reação decidual, embrião, batimentos cardioembrio- nários, vesícula vitelínica e saco gestacional.
- B. Saco gestacional, reação decidual, vesícula vitelí- nica, embrião e batimentos cardioembrionários.
- C. Batimentos cardioembrionários, vesícula vitelínica, embrião, saco gestacional e reação decidual.
- D. Reação decidual, saco gestacional, vesícula vitelí- nica, embrião e batimentos cardioembrionários. ✓
- E. Saco gestacional, embrião, vesícula vitelínica, bati- mentos cardioembrionários e reação decidual. 21 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
A sequencia ecografica da gestacao inicial e: reacao decidual, saco gestacional (a partir de 4-5 semanas), vesicula vitelinica (5 semanas), embriao/botao embrionario (6 semanas) e, por fim, batimentos cardioembrionarios. Todas as demais alternativas invertem a ordem, colocando o embriao ou os batimentos antes das estruturas que necessariamente os precedem. Resposta D.
Questão 70Há um conceito emergente de que a pré-eclâmpsia, na verdade, seja uma síndrome que compreenda diferen- tes doenças e que a manifestação clínica de cada uma resulte da resposta constitucional materna à placenta- ção, com subsequente inflamação, estresse oxidativo e disfunção endotelial e angiogênica. Com relação a essa suposta síndrome, assinale a alter- nativa correta.Gabarito: E
Há um conceito emergente de que a pré-eclâmpsia, na verdade, seja uma síndrome que compreenda diferen- tes doenças e que a manifestação clínica de cada uma resulte da resposta constitucional materna à placenta- ção, com subsequente inflamação, estresse oxidativo e disfunção endotelial e angiogênica. Com relação a essa suposta síndrome, assinale a alter- nativa correta.
- A. Quanto mais precoce seu desenvolvimento, menos relação há com isquemia placentária.
- B. Proteinúria é critério essencial para o diagnóstico.
- C. Quanto maior a proteinúria, maior a gravidade da doença.
- D. A convulsão materna, em geral, ocorre predominan- temente após o parto.
- E. Relação proteína (mg/dL)/creatinina (mg/dL) de amostra urinária isolada maior ou igual a 0,3 indica pré-eclâmpsia. ✓
Comentário OsceLabs
Proteinuria significativa pode ser definida por relacao proteina/creatinina em amostra isolada >= 0,3, alternativa pratica a coleta de 24 horas. Proteinuria NAO e mais criterio essencial: pre-eclampsia pode ser diagnosticada por lesao de orgao-alvo (B); a magnitude da proteinuria nao define gravidade (C); a eclampsia predomina no periodo anteparto (D); e quanto mais precoce a doenca, MAIOR a relacao com isquemia placentaria (A). Resposta E.
Questão 71P.L.M., 32 anos, GIII PII 2C A0, idade gestacional de 36 semanas, deu entrada em PSO com queixa de san- gramento vaginal vermelho vivo, de início há 30 minu- tos. Nega dor, nega contração uterina. Ao exame físico: exame especular: colo uterino sem lesões, moderada quantidade de sangue coletado em fundo de saco poste- rior. BCF 140 bpm. PA 100 x 70 mmHg; FC 85 bpm. De acordo com esse caso acima, o diagnóstico mais pro- vável é de.Gabarito: B
P.L.M., 32 anos, GIII PII 2C A0, idade gestacional de 36 semanas, deu entrada em PSO com queixa de san- gramento vaginal vermelho vivo, de início há 30 minu- tos. Nega dor, nega contração uterina. Ao exame físico: exame especular: colo uterino sem lesões, moderada quantidade de sangue coletado em fundo de saco poste- rior. BCF 140 bpm. PA 100 x 70 mmHg; FC 85 bpm. De acordo com esse caso acima, o diagnóstico mais pro- vável é de.
- A. descolamento prematuro de placenta.
- B. placenta prévia. ✓
- C. vasa prévia.
- D. rotura de seio marginal.
- E. rotura uterina.
Comentário OsceLabs
Sangramento vermelho VIVO, indolor, sem contracao e sem hipertonia, com feto vivo e mae estavel no terceiro trimestre: e placenta previa. O descolamento prematuro cursa com dor, hipertonia e sofrimento fetal; a vasa previa provoca sangramento fetal com bradicardia grave; a rotura de seio marginal e diagnostico de exclusao; e a rotura uterina exige trabalho de parto/cicatriz com dor intensa e choque. Resposta B.
Questão 72Na avaliação da menina com suspeita de puberdade precoce, é importante investigar o histórico familiar, as condições de nascimento e desenvolvimento, a ingestão de medicamentos, entre outros fatores. Assinale a alternativa que apresenta a medicação mais indicada para o tratamento de puberdade precoce verdadeira.Gabarito: A
Na avaliação da menina com suspeita de puberdade precoce, é importante investigar o histórico familiar, as condições de nascimento e desenvolvimento, a ingestão de medicamentos, entre outros fatores. Assinale a alternativa que apresenta a medicação mais indicada para o tratamento de puberdade precoce verdadeira.
- A. Análogos de GnRH. ✓
- B. Estrogenioterapia.
- C. Terapia hormonal combinada (estrogênio + proges- terona).
- D. Progesterona isolada.
- E. Hidrocortisona.
Comentário OsceLabs
A puberdade precoce verdadeira (central) decorre da ativacao precoce do eixo hipotalamo-hipofise-gonadal, e por isso o tratamento e o analogo de GnRH, que promove dessensibilizacao dos receptores hipofisarios e freia a producao de gonadotrofinas. Estrogenio e progesterona (B, C, D) apenas acelerariam a maturacao ossea, e hidrocortisona serve para a forma periferica por hiperplasia adrenal congenita. Resposta A.
Questão 73A endometriose é uma afecção que acomete cerca de 6 a 10% das mulheres em idade reprodutiva, sendo um pro- blema de saúde pública, tanto por impactar a saúde física e psicológica, como socioeconomicamente, pelos custos do diagnóstico, tratamento e monitoramento. A respeito dessa doença, assinale a alternativa correta.Gabarito: D
A endometriose é uma afecção que acomete cerca de 6 a 10% das mulheres em idade reprodutiva, sendo um pro- blema de saúde pública, tanto por impactar a saúde física e psicológica, como socioeconomicamente, pelos custos do diagnóstico, tratamento e monitoramento. A respeito dessa doença, assinale a alternativa correta.
- A. Não acomete homens e meninas pré-púberes.
- B. O diagnóstico é fortemente sugerido pela tomografia computadorizada de pelve.
- C. O biomarcador sérico usado com certa frequência em pacientes com endometriose é o CA 19.9.
- D. O padrão-ouro para o diagnóstico de endometriose é a laparoscopia. ✓
- E. Anticoncepcionais orais combinados são mais efeti- vos no alívio da dor, em comparação com os proges- tagênios isolados.
Comentário OsceLabs
A laparoscopia com inspecao da cavidade e confirmacao histologica das lesoes segue como padrao-ouro diagnostico da endometriose. Ha relatos raros em homens em uso de estrogenio e em meninas pre-puberes (A); a imagem de escolha e a ultrassonografia transvaginal com preparo ou a ressonancia, nao a tomografia (B); o marcador usado e o CA-125 (C); e progestagenios isolados sao pelo menos tao eficazes quanto os combinados na dor (E). Resposta D.
Questão 74O câncer de colo uterino é um problema de saúde pública no mundo, sendo o terceiro tipo de tumor mais incidente entre as mulheres no país. Segundo as atuais Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo ute- rino (Ministério da Saúde – MS) de 18/08/2025, assinale a alternativa correta.Gabarito: C
O câncer de colo uterino é um problema de saúde pública no mundo, sendo o terceiro tipo de tumor mais incidente entre as mulheres no país. Segundo as atuais Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo ute- rino (Ministério da Saúde – MS) de 18/08/2025, assinale a alternativa correta.
- A. O teste de rastreio deve ser realizado em mulheres a partir dos 30 anos de idade.
- B. É recomendada a utilização de teste de DNA-HPV oncogênico com genotipagem parcial ou estendido como método de rastreamento secundário para o câncer de colo do útero.
- C. Não é recomendada a realização da citologia simul- taneamente ao teste de DNA-HPV oncogênico. ✓
- D. É recomendado que a amostra para teste de DNA- -HPV oncogênico seja obtida por profissional médico.
- E. É recomendado encerrar o rastreamento com tes- tes de DNA-HPV oncogênico quando o último teste acima dos 64 anos apresentar resultado negativo.
Comentário OsceLabs
Nas diretrizes de 2025 o rastreamento passou a ser primariamente por teste de DNA-HPV oncogenico, e NAO se recomenda realizar a citologia simultaneamente (o co-teste nao e recomendado): a citologia entra como triagem apenas dos casos positivos. O teste de DNA-HPV e metodo de rastreamento PRIMARIO, nao secundario (B); a coleta pode ser feita por profissional de saude treinado ou por autocoleta, nao necessariamente medico (D). Resposta C.
Questão 75O papiloma vírus humano é a causa da infecção de trans- missão sexual mais comum no mundo e o risco de ser infectado pelo vírus pelo menos uma vez na vida é de 50%. Ainda, é o fator de risco mais importante no desen- volvimento das neoplasias de colo uterino, vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe. Sendo a vacina contra HPV uma estratégia de prevenção, assinale a alternativa que representa as informações corretas a respeito das deter- minações do Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), da vacina contra o HPV.Gabarito: E
O papiloma vírus humano é a causa da infecção de trans- missão sexual mais comum no mundo e o risco de ser infectado pelo vírus pelo menos uma vez na vida é de 50%. Ainda, é o fator de risco mais importante no desen- volvimento das neoplasias de colo uterino, vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe. Sendo a vacina contra HPV uma estratégia de prevenção, assinale a alternativa que representa as informações corretas a respeito das deter- minações do Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), da vacina contra o HPV.
- A. A vacina é recomendada para meninas de 9 a 14 anos e meninos a partir dos 11 anos.
- B. A vacina é realizada no esquema de 2 doses: 0 – 6 meses.
- C. Pessoas de 15 a 30 anos não vacinadas estão sendo consideradas público de resgate para vacinação.
- D. Apesar de ser recomendada antes do início da ativi- dade sexual, atua também como tratamento do HPV.
- E. Pessoas com condições especiais como imunossu- primidos e transplantados, de 9 a 45 anos, são vaci- nados gratuitamente. 22 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. Medicina Preventiva e Social, Medicina de Família e Comunidade, Saúde Coletiva ✓
Comentário OsceLabs
Pessoas com condicoes especiais (imunossuprimidos, transplantados, pessoas vivendo com HIV, pacientes oncologicos) sao vacinadas gratuitamente contra o HPV dos 9 aos 45 anos, com esquema de 3 doses. A rotina do PNI e dose UNICA para meninas E meninos de 9 a 14 anos (o que derruba A e B); o publico de resgate vai ate 19 anos (C); e a vacina e profilatica, sem qualquer efeito terapeutico sobre infeccao ja estabelecida (D). Resposta E.
Questão 76Mulher de 49 anos vem ao consultório ginecológico quei- xando-se de irritabilidade, distúrbio de sono, calorões noturnos e irregularidade menstrual há cerca de 4 meses. Refere apenas 1 cirurgia prévia: tireoidectomia por cân- cer de tireoide, há cerca de 5 anos. Comorbidade: Obesidade, com IMC 32 kg/m2. Mamogra- fia sem alterações; FSH: 80 mUI/mL. Assinale a alternativa que apresenta a melhor opção de tratamento para essa paciente.Gabarito: C
Mulher de 49 anos vem ao consultório ginecológico quei- xando-se de irritabilidade, distúrbio de sono, calorões noturnos e irregularidade menstrual há cerca de 4 meses. Refere apenas 1 cirurgia prévia: tireoidectomia por cân- cer de tireoide, há cerca de 5 anos. Comorbidade: Obesidade, com IMC 32 kg/m2. Mamogra- fia sem alterações; FSH: 80 mUI/mL. Assinale a alternativa que apresenta a melhor opção de tratamento para essa paciente.
- A. Estrogênio isolado via transdérmica.
- B. Progesterona isolada via oral.
- C. Estrogênio transdérmico mais progesterona via oral. ✓
- D. Estrogênio mais progesterona via oral.
- E. Paroxetina via oral.
Comentário OsceLabs
Mulher com utero intacto e sintomas vasomotores no climaterio (FSH 80) precisa de estrogenio ASSOCIADO a progestagenio, para protecao endometrial, o que ja elimina A. A obesidade (IMC 32) aumenta risco tromboembolico, e por isso a via TRANSDERMICA do estrogenio e a preferida, por nao sofrer primeira passagem hepatica (o que derruba D). Progesterona isolada (B) nao controla bem os fogachos, e a paroxetina (E) fica para quem tem contraindicacao a hormonio. Resposta C.
Questão 77I.S.K., 28 anos, em PO3 de parto vaginal, sem intercor- rências. Em amamentação exclusiva. Prole constituída. Solicita, ainda antes da alta, um método anticoncepcio- nal. Nega comorbidades. Nega tabagismo. Assinale a alternativa que apresenta o método anticon- cepcional mais adequado, em relação ao período de puerpério e a história clínica dessa paciente.Gabarito: C
I.S.K., 28 anos, em PO3 de parto vaginal, sem intercor- rências. Em amamentação exclusiva. Prole constituída. Solicita, ainda antes da alta, um método anticoncepcio- nal. Nega comorbidades. Nega tabagismo. Assinale a alternativa que apresenta o método anticon- cepcional mais adequado, em relação ao período de puerpério e a história clínica dessa paciente.
- A. Anticoncepcional combinado via oral.
- B. Anel vaginal.
- C. Implante com etonogestrel. ✓
- D. DIU de levonorgestrel.
- E. Injetável trimestral.
Comentário OsceLabs
No pos-parto imediato com amamentacao exclusiva, os metodos combinados sao categoria 4 nos primeiros 21 dias, por risco tromboembolico, o que elimina A e B. Entre os progestagenios isolados, o implante de etonogestrel pode ser inserido antes da alta, e um LARC de altissima eficacia e nao interfere na lactacao, sendo o mais adequado para prole constituida. O DIU de levonorgestrel, fora da janela pos-placentaria, deve aguardar cerca de 4 semanas. Resposta C.
Questão 78Menina de 9 anos de idade com corrimento genital mucoide há 3 meses. Mãe relata que, há 12 meses, iniciou pubarca e telarca. Ao exame, pelos pubianos e mamas no estádio II de Tanner, clitóris e formação labial normais, introito vaginal sem corrimento. Em face do exposto, assinale a alternativa que repre- senta o diagnóstico correto.Gabarito: E
Menina de 9 anos de idade com corrimento genital mucoide há 3 meses. Mãe relata que, há 12 meses, iniciou pubarca e telarca. Ao exame, pelos pubianos e mamas no estádio II de Tanner, clitóris e formação labial normais, introito vaginal sem corrimento. Em face do exposto, assinale a alternativa que repre- senta o diagnóstico correto.
- A. Puberdade precoce central.
- B. Puberdade precoce periférica.
- C. Telarca precoce.
- D. Pubarca precoce.
- E. Puberdade fisiológica. ✓
Comentário OsceLabs
Telarca e pubarca iniciadas aos 8 anos, com mamas e pelos em Tanner II aos 9 anos, estao dentro da faixa normal para meninas (inicio a partir dos 8 anos): trata-se de puberdade FISIOLOGICA. O corrimento mucoide e a leucorreia fisiologica da estimulacao estrogenica que precede a menarca. Nao ha precocidade central nem periferica, e telarca/pubarca 'precoces' isoladas exigiriam inicio antes dos 8 anos e sem os demais sinais. Resposta E.
Questão 79A relação entre densitometria óssea e fraturas é tão estreita que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu pontos de corte densitométricos para a clas- sificação diagnóstica de osteoporose e osteopenia na população. Assinale a alternativa que representa informações corre- tas sobre o T-score.Gabarito: C
A relação entre densitometria óssea e fraturas é tão estreita que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu pontos de corte densitométricos para a clas- sificação diagnóstica de osteoporose e osteopenia na população. Assinale a alternativa que representa informações corre- tas sobre o T-score.
- A. É um parâmetro densitométrico que reflete risco absoluto em dez anos de ocorrer uma fratura osteoporótica.
- B. É um parâmetro densitométrico que reflete risco rela- tivo de ocorrer uma fratura osteoporótica em com- paração com adultos da mesma idade e do mesmo sexo.
- C. É um parâmetro densitométrico que reflete risco rela- tivo de ocorrer uma fratura osteoporótica em compa- ração com adultos jovens. ✓
- D. É um parâmetro densitométrico que reflete risco relativo em dez anos de ocorrer uma fratura osteoporótica.
- E. Quanto mais baixo (mais negativo) o T-score, maior a densidade óssea do paciente e menor o risco de fraturas.
Comentário OsceLabs
O T-score compara a densidade mineral ossea do paciente com a do ADULTO JOVEM no pico de massa ossea, e e o parametro usado pela OMS para definir osteopenia (-1 a -2,5) e osteoporose (<= -2,5). A comparacao com pessoas da mesma idade e sexo e o Z-score (B); o risco ABSOLUTO de fratura em 10 anos e estimado pelo FRAX (A e D); e quanto mais negativo o T-score, MENOR a densidade e maior o risco (E). Resposta C.
Questão 80Mulher de 52 anos, nulípara, menopausa há 1 ano. Sub- metida à mamografia de rotina, que evidenciou: área em QSL de mama esquerda, demonstrando calcificações “em pipoca”. Considerando-se o exposto, assinale a alternativa que representa a orientação adequada à paciente.Gabarito: C
Mulher de 52 anos, nulípara, menopausa há 1 ano. Sub- metida à mamografia de rotina, que evidenciou: área em QSL de mama esquerda, demonstrando calcificações “em pipoca”. Considerando-se o exposto, assinale a alternativa que representa a orientação adequada à paciente.
- A. Indicar PAAF (punção aspirativa com agulha fina).
- B. Indicar Mamotomia.
- C. Manter controle com mamografia, conforme reco- mendado para a sua idade e demais fatores de risco. ✓
- D. Solicitar ultrassom de mamas para complementação diagnóstica.
- E. Solicitar RNM de mamas para complementação diagnóstica. 23 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Calcificacoes grosseiras 'em pipoca' sao o achado tipico do fibroadenoma involuido/hialinizado, classificado como BI-RADS 2, ou seja, tipicamente BENIGNO. A conduta e apenas manter o rastreamento habitual conforme idade e fatores de risco. Puncao e mamotomia (A e B) sao para lesoes suspeitas; ultrassom e ressonancia (D e E) nao acrescentam nada a um achado ja caracteristico e so geram exames e ansiedade desnecessarios. Resposta C.
Questão 81Considerando a Atenção Primária à Saúde, a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e sua implementa- ção, por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), no contexto brasileiro, é correto afirmar:Gabarito: D
Considerando a Atenção Primária à Saúde, a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e sua implementa- ção, por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), no contexto brasileiro, é correto afirmar:
- A. a integralidade do cuidado é primariamente alcan- çada por meio da busca ativa realizada pelos Agen- tes Comunitários de Saúde, cuja função principal é garantir o vínculo de longo prazo entre o usuário e o médico da equipe, fortalecendo a longitudinalidade.
- B. a PNAB de 2017, ao flexibilizar a composição das equipes de Atenção Básica, reforçou o modelo da ESF como única opção para a organização do cui- dado, promovendo um padrão homogêneo de alta qualidade em todos os municípios brasileiros e forta- lecendo o acesso de primeiro contato.
- C. a territorialização, ao delimitar uma área geográfica de atuação, é a principal ferramenta para garantir a coordenação do cuidado, pois permite que a equipe de Saúde da Família gerencie com autonomia a agenda dos serviços de média e alta complexidade para sua população.
- D. o apoio matricial, realizado pelas equipes eMulti (antigo NASF-AB), fortalece a integralidade ao ampliar a capacidade clínica das equipes de Saúde da Família para abordar casos complexos, como os de saúde mental, diretamente no território, evitando encaminhamentos desnecessários. ✓
- E. o financiamento por captação ponderada, introdu- zido pelo Previne Brasil, busca promover a equidade ao transferir mais recursos para áreas com maior vulnerabilidade, sendo um mecanismo que garante o fortalecimento da integralidade do cuidado prestado.
Comentário OsceLabs
O apoio matricial das equipes multiprofissionais (eMulti, sucessoras do NASF-AB) amplia a capacidade clinica da equipe de Saude da Familia para casos complexos no proprio territorio, reduzindo encaminhamentos: e expressao direta da integralidade. A PNAB 2017 flexibilizou as equipes, nao tornou a ESF opcao unica (B); a territorializacao nao da autonomia sobre agenda de media/alta complexidade (C); e captacao ponderada e mecanismo de financiamento (E). Resposta D.
Questão 82Homem assintomático de 66 anos com histórico de hiper- lipidemia, diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial é atendido em consulta de rotina. Ele tem antecedente de tabagismo de 15 anos-maço e parou de fumar há 30 anos. Refere beber uma taça de 300 mL de vinho tinto por dia e diz que faz longas caminhadas diariamente para se exercitar. Relata tomar a vacina contra a gripe anual- mente e que recebeu a vacina pneumocócica no ano passado. Uma colonoscopia, realizada há 5 anos, com resultado normal. Medicações de uso contínuo: enalapril, anlodipino e rosuvastatina. Seus sinais vitais são normais e o exame físico não apresenta alterações. Com base nas melhores evidências comprovadas de benefício, a próxima conduta para o rastreamento e pro- moção da saúde é solicitarGabarito: E
Homem assintomático de 66 anos com histórico de hiper- lipidemia, diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial é atendido em consulta de rotina. Ele tem antecedente de tabagismo de 15 anos-maço e parou de fumar há 30 anos. Refere beber uma taça de 300 mL de vinho tinto por dia e diz que faz longas caminhadas diariamente para se exercitar. Relata tomar a vacina contra a gripe anual- mente e que recebeu a vacina pneumocócica no ano passado. Uma colonoscopia, realizada há 5 anos, com resultado normal. Medicações de uso contínuo: enalapril, anlodipino e rosuvastatina. Seus sinais vitais são normais e o exame físico não apresenta alterações. Com base nas melhores evidências comprovadas de benefício, a próxima conduta para o rastreamento e pro- moção da saúde é solicitar
- A. angiotomografia de coronárias.
- B. antígeno prostático específico.
- C. teste de esforço em esteira (ergométrico).
- D. tomografia computadorizada de tórax de baixa dose.
- E. ultrassom abdominal. ✓
Comentário OsceLabs
Homem de 66 anos com historia de tabagismo tem indicacao de rastreamento UNICO de aneurisma de aorta abdominal por ultrassonografia (recomendacao de forte evidencia para homens de 65 a 75 anos que ja fumaram). A tomografia de baixa dose (D) exigiria cessacao ha menos de 15 anos, e ele parou ha 30. PSA (B) e decisao compartilhada, sem beneficio inequivoco, e testes de isquemia em assintomatico (A e C) nao sao recomendados. Resposta E.
Questão 83A Vigilância Epidemiológica recebe uma notificação da principal Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade com o relato de um aumento incomum no número de pacientes com gastroenterite aguda (GEA). Durante um período de 36 horas, 25 pacientes foram atendidos com a condição. A severidade do quadro clínico levou à necessidade de hospitalização para cinco desses pacientes devido à desidratação. Durante o atendimento médico na UPA, vários deles mencionaram ter partici- pado de uma feira gastronômica que vem ocorrendo há 3 dias seguidos, anteriores ao início dos sintomas. A feira conta com a participação de 15 barracas de alimentos distintos com estimativa de 2.000 pessoas ao longo dos 3 dias de evento. Com a responsabilidade de investigação do cluster de GEA e com base nas informações preliminares disponí- veis, assinale a alternativa correta acerca de ações tec- nicamente apropriadas e prioritárias para a fase inicial da investigação epidemiológica.Gabarito: A
A Vigilância Epidemiológica recebe uma notificação da principal Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade com o relato de um aumento incomum no número de pacientes com gastroenterite aguda (GEA). Durante um período de 36 horas, 25 pacientes foram atendidos com a condição. A severidade do quadro clínico levou à necessidade de hospitalização para cinco desses pacientes devido à desidratação. Durante o atendimento médico na UPA, vários deles mencionaram ter partici- pado de uma feira gastronômica que vem ocorrendo há 3 dias seguidos, anteriores ao início dos sintomas. A feira conta com a participação de 15 barracas de alimentos distintos com estimativa de 2.000 pessoas ao longo dos 3 dias de evento. Com a responsabilidade de investigação do cluster de GEA e com base nas informações preliminares disponí- veis, assinale a alternativa correta acerca de ações tec- nicamente apropriadas e prioritárias para a fase inicial da investigação epidemiológica.
- A. Comparar o número atual de casos de GEA com a série histórica de notificações para o mesmo período, em anos anteriores, no município, e revisar os pron- tuários dos pacientes atendidos na UPA para verifi- car a consistência dos sinais e sintomas e descartar erros de diagnóstico. ✓
- B. Deslocar a equipe de epidemiologia para realizar, de forma imediata e presencial, inspeções sanitárias detalhadas em todas as 15 barracas de alimentos que participaram do evento, procedendo com a coleta de amostras de alimentos suspeitos e a interdição cautelar dos estabelecimentos com irregularidades.
- C. Elaborar um relatório detalhado para a Secretário de Saúde, população e imprensa, comunicando que a feira é a fonte confirmada do surto e detalhando as falhas de manipulação de alimentos, que prova- velmente ocorreram, para evitar a disseminação de notícias falsas e pânico dos moradores.
- D. Iniciar um estudo analítico do tipo caso-controle, recrutando os 25 pacientes da UPA como casos e uti- lizando voluntários saudáveis, contatados por meio das listas de presença à feira, como controles para identificar o alimento específico responsável pela transmissão.
- E. Implementar imediatamente medidas de controle populacional, como a suspensão de feiras e even- tos gastronômicos no município, pelo período de 30 dias, até que a investigação epidemiológica seja concluída e o agente etiológico seja definitivamente identificado pelo laboratório. 24 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Na fase inicial de uma investigacao de surto, os primeiros passos sao CONFIRMAR o diagnostico (revisar prontuarios, checar sinais e sintomas) e CONFIRMAR a existencia do surto, comparando com a serie historica/limiar endemico. So depois vem a hipotese de fonte e o estudo analitico (D). Divulgar fonte 'confirmada' (C), interditar barracas (B) ou suspender eventos por 30 dias (E) sao acoes precipitadas sem evidencia. Resposta A.
Questão 84Mulher grávida de 27 anos passa o dia com seu sobri- nho de 12 anos em uma festa familiar. No dia seguinte, o seu sobrinho desenvolve uma erupção vesicular gene- ralizada, que é diagnosticada como varicela. Ela entrou em contato com o médico obstetra no mesmo dia, preo- cupada com os riscos da varicela, pois nunca havia tido essa doença e não lembra de ter sido vacinada. A paciente está com 34 semanas de gravidez e tem apenas asma intermitente. Nesse cenário, constitui a próxima recomendação de escolha:Gabarito: C
Mulher grávida de 27 anos passa o dia com seu sobri- nho de 12 anos em uma festa familiar. No dia seguinte, o seu sobrinho desenvolve uma erupção vesicular gene- ralizada, que é diagnosticada como varicela. Ela entrou em contato com o médico obstetra no mesmo dia, preo- cupada com os riscos da varicela, pois nunca havia tido essa doença e não lembra de ter sido vacinada. A paciente está com 34 semanas de gravidez e tem apenas asma intermitente. Nesse cenário, constitui a próxima recomendação de escolha:
- A. aplicar a vacina para o vírus varicela-zoster (VVZ).
- B. administrar imunoglobulina para o VVZ.
- C. coletar sorologias para o VVZ. ✓
- D. iniciar profilaxia pós-exposição com valaciclovir.
- E. tranquilizá-la e seguimento observacional.
Comentário OsceLabs
Gestante exposta a varicela que nao recorda ter tido a doenca ou sido vacinada: cerca de 90% dos adultos brasileiros sao imunes, e o contato foi no mesmo dia, entao ha tempo habil (ate 10 dias) para agir. Por isso a conduta racional e colher sorologia (IgG) e, apenas se suscetivel, administrar imunoglobulina especifica (B). A vacina e de virus vivo e esta contraindicada na gestacao (A), e antiviral profilatico nao substitui a imunizacao passiva (D). Resposta C.
Questão 85Um estudo retrospectivo de caso-controle em um único centro de reumatologia analisou um novo tratamento para a síndrome antifosfolípide catastrófica. O estudo incluiu 50 mulheres que receberam o novo tratamento e foram pareadas com 50 mulheres que receberam o tratamento usual. As pacientes que receberam o novo tratamento tiveram duas vezes mais chances de sobreviver (OR: 0,51; IC95%: 0,42 a 0,67). A análise estatística controlou a situação do plano de saúde, faixa etária, comorbidades e medicações em uso. Constitui a variável que representa a ameaça mais impor- tante à validade das conclusões desse estudo:Gabarito: D
Um estudo retrospectivo de caso-controle em um único centro de reumatologia analisou um novo tratamento para a síndrome antifosfolípide catastrófica. O estudo incluiu 50 mulheres que receberam o novo tratamento e foram pareadas com 50 mulheres que receberam o tratamento usual. As pacientes que receberam o novo tratamento tiveram duas vezes mais chances de sobreviver (OR: 0,51; IC95%: 0,42 a 0,67). A análise estatística controlou a situação do plano de saúde, faixa etária, comorbidades e medicações em uso. Constitui a variável que representa a ameaça mais impor- tante à validade das conclusões desse estudo:
- A. ausência de um grupo placebo.
- B. baixo poder estatístico.
- C. efeito Hawthorne.
- D. viés de confusão. ✓
- E. raridade da síndrome antifosfolípide catastrófica.
Comentário OsceLabs
Estudo retrospectivo, de centro unico e sem randomizacao: a alocacao ao novo tratamento nao foi aleatoria, de modo que diferencas basais nao medidas (gravidade da doenca, tempo de diagnostico, acesso a UTI) podem explicar o desfecho. Esse confundimento residual e a maior ameaca a validade interna, mesmo com ajuste para algumas variaveis. Ausencia de placebo e efeito Hawthorne pesam pouco em desfecho duro; a raridade limita a amostra, mas nao invalida a inferencia. Resposta D.
Questão 86Gestante de 30 anos, G2P1A0, é atendida em primeira consulta de pré-natal, com idade gestacional calculada em 10 semanas. Ela trabalha como assistente adminis- trativa, é casada e tem bom suporte familiar. A gesta- ção anterior resultou em um recém-nascido de 3.850 g, nascido de parto vaginal. Atualmente, queixa-se de náuseas moderadas ao longo do dia, sem vômitos, e pirose leve, principalmente após o almoço. Peso pré- -gestacional: 75 kg; IMC: 27,5 kg/m2. Ao exame físico: pressão arterial: 118 x 76 mmHg; frequência cardíaca: 84 bpm; a altura uterina é compatível com a idade ges- tacional e os batimentos cardiofetais estão presentes e rítmicos. Exames atuais: hemograma: normal; tipagem sanguínea: grupo A/ Rh positivo; glicemia de jejum: 95 mg/dL; VDRL, anti-HIV e HBsAg: não reagentes; toxoplasmose: IgG reagente e IgM não reagente. Exame de urina e urocultura: normais. Seu cartão de vacina mostra esquema primário completo para difteria e tétano (dT) na adolescência, com a última dose de reforço há 8 anos. Nesse momento, a conduta de escolha éGabarito: C
Gestante de 30 anos, G2P1A0, é atendida em primeira consulta de pré-natal, com idade gestacional calculada em 10 semanas. Ela trabalha como assistente adminis- trativa, é casada e tem bom suporte familiar. A gesta- ção anterior resultou em um recém-nascido de 3.850 g, nascido de parto vaginal. Atualmente, queixa-se de náuseas moderadas ao longo do dia, sem vômitos, e pirose leve, principalmente após o almoço. Peso pré- -gestacional: 75 kg; IMC: 27,5 kg/m2. Ao exame físico: pressão arterial: 118 x 76 mmHg; frequência cardíaca: 84 bpm; a altura uterina é compatível com a idade ges- tacional e os batimentos cardiofetais estão presentes e rítmicos. Exames atuais: hemograma: normal; tipagem sanguínea: grupo A/ Rh positivo; glicemia de jejum: 95 mg/dL; VDRL, anti-HIV e HBsAg: não reagentes; toxoplasmose: IgG reagente e IgM não reagente. Exame de urina e urocultura: normais. Seu cartão de vacina mostra esquema primário completo para difteria e tétano (dT) na adolescência, com a última dose de reforço há 8 anos. Nesse momento, a conduta de escolha é
- A. aconselhar a paciente sobre o manejo da náusea, recomendando refeições fracionadas em pequenos volumes e, se os sintomas persistirem, considerar o uso de pantoprazol como opção terapêutica segura.
- B. agendar a próxima consulta de pré-natal para daqui a dois meses, visto que a gestação cursa sem inter- corrências e a paciente já realizou os exames ini- ciais, sendo uma gestação de baixo risco.
- C. estabelecer o diagnóstico de diabetes mellitus ges- tacional e iniciar imediatamente orientações de dieta e atividade física, com agendamento de monitora- mento glicêmico capilar. ✓
- D. encaminhar a paciente para o pré-natal de alto risco devido à combinação de sobrepeso pré-gestacional e história de recém-nascido com peso elevado em gestação anterior, caracterizando risco aumentado para macrossomia fetal.
- E. realizar um teste oral de tolerância à glicose (75 g) entre a 24a e 28a semana gestacional, com ou sem hemoglobina glicada (HbA1c), para avaliar a pre- sença ou não de diabetes mellitus gestacional. 25 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Glicemia de jejum de 95 mg/dL na gestacao ja preenche o criterio brasileiro de diabetes mellitus gestacional (jejum entre 92 e 125 mg/dL), de modo que o diagnostico esta fechado e o tratamento comeca de imediato por dieta fracionada, atividade fisica e monitorizacao glicemica capilar. Por isso nao cabe adiar para o TOTG de 24-28 semanas (E), que so se aplica a quem teve jejum normal. Retorno em dois meses (B) contraria o intervalo mensal, e macrossomia previa com sobrepeso nao define, sozinha, alto risco (D). Resposta C.
Questão 87Considerando os pontos de vista de Bradford Hill e a evolução da inferência causal em epidemiologia, desde a sua formalização para doenças crônicas, em meados do século XX, até as críticas e refinamentos contemporâ- neos, é correto afirmar queGabarito: E
Considerando os pontos de vista de Bradford Hill e a evolução da inferência causal em epidemiologia, desde a sua formalização para doenças crônicas, em meados do século XX, até as críticas e refinamentos contemporâ- neos, é correto afirmar que
- A. a coerência de uma associação é fortalecida quando diferentes pesquisadores, utilizando metodologias variadas em populações distintas, chegam a con- clusões similares sobre a relação entre um fator de exposição e um desfecho, demonstrando a reprodu- tibilidade dos achados.
- B. a analogia, que envolve a comparação com outras relações causais estabelecidas, é considerada um dos pontos de vista mais fortes, pois permite a trans- ferência quantitativa de evidências de uma asso- ciação conhecida para uma nova associação sob investigação.
- C. a plausibilidade biológica e a coerência de uma asso- ciação são pontos de vista inerentemente robustos, pelo estado do conhecimento científico em um deter- minado momento, de modo que a ausência de um mecanismo conhecido constitui forte evidência con- tra uma relação causal.
- D. a utilização de controles negativos, ou exposições de falsificação, para testar a robustez de uma associa- ção contra fatores de confusão, é um dos nove pon- tos de vista originais propostos por Hill, sendo um componente central de seu arcabouço para a avalia- ção da especificidade.
- E. o critério da temporalidade, que postula que a causa deve preceder o efeito no tempo, é reconhecido como o único ponto de vista conceitualmente indis- pensável para o estabelecimento de uma relação causal, sendo que sua violação refuta a hipótese causal em uma dada observação. ✓
Comentário OsceLabs
Entre os pontos de vista de Bradford Hill, a TEMPORALIDADE e o unico logicamente indispensavel: se o efeito precede a exposicao, a hipotese causal cai. A descricao da alternativa A e de consistencia, nao de coerencia; a analogia e o criterio mais fraco (B); a ausencia de mecanismo biologico conhecido nao refuta causalidade, pois depende do estado da ciencia (C); e controles negativos sao refinamento contemporaneo, ausente da lista original (D). Resposta E.
Questão 88Homem de 63 anos retorna para acompanhamento médico. Ele deseja ter certeza de que está fazendo tudo o que pode para se manter saudável. Ele não fuma cigar- ros e faz uso de 1 a 2 taças (175 mL) de vinho tinto por semana. Relata que segue uma dieta vegana e pratica exercícios físicos 4 dias por semana. Não há comorbi- dades conhecidas. Ao exame físico: pressão arterial: 120 x 68 mmHg; IMC: 28 kg/m2. O valor recente da hemoglobina A1c é de 6,3%. Com base nas informações apresentadas, esse paciente apresenta o maior risco de desenvolver qual das seguintes condições?Gabarito: B
Homem de 63 anos retorna para acompanhamento médico. Ele deseja ter certeza de que está fazendo tudo o que pode para se manter saudável. Ele não fuma cigar- ros e faz uso de 1 a 2 taças (175 mL) de vinho tinto por semana. Relata que segue uma dieta vegana e pratica exercícios físicos 4 dias por semana. Não há comorbi- dades conhecidas. Ao exame físico: pressão arterial: 120 x 68 mmHg; IMC: 28 kg/m2. O valor recente da hemoglobina A1c é de 6,3%. Com base nas informações apresentadas, esse paciente apresenta o maior risco de desenvolver qual das seguintes condições?
- A. Doença cardiovascular e doença renal crônica dialítica.
- B. Doença cardiovascular e neuropatia periférica. ✓
- C. Doença renal crônica e comprometimento cognitivo.
- D. Retinopatia diabética e comprometimento cognitivo.
- E. Retinopatia diabética e neuropatia periférica.
Comentário OsceLabs
HbA1c de 6,3% caracteriza PRE-DIABETES. Nessa faixa o risco ja aumentado e o de doenca cardiovascular (que sobe junto com a resistencia insulinica, antes mesmo do diabetes) e o de neuropatia periferica, descrita em parcela expressiva dos pre-diabeticos. Complicacoes microvasculares classicas como retinopatia e doenca renal terminal exigem hiperglicemia mais intensa e prolongada, o que torna as demais combinacoes menos provaveis. Resposta B.
Questão 89Durante o acompanhamento clínico, é coletada uma clas- sificação subjetiva da dor de dois grupos não pareados de pacientes com dor crônica na articulação patelofemo- ral. Um dos grupos de pacientes recebeu uma interven- ção cirúrgica e o outro recebeu tratamento conservador. O objetivo do estudo é comparar as classificações subje- tivas da dor entre os dois grupos. O teste estatístico apropriado a ser usado nesse estudo éGabarito: E
Durante o acompanhamento clínico, é coletada uma clas- sificação subjetiva da dor de dois grupos não pareados de pacientes com dor crônica na articulação patelofemo- ral. Um dos grupos de pacientes recebeu uma interven- ção cirúrgica e o outro recebeu tratamento conservador. O objetivo do estudo é comparar as classificações subje- tivas da dor entre os dois grupos. O teste estatístico apropriado a ser usado nesse estudo é
- A. ANOVA de medidas repetidas.
- B. coeficiente de correlação de Spearman.
- C. qui-quadrado.
- D. regressão logística.
- E. teste t para amostras independentes. ✓
Comentário OsceLabs
Sao DOIS grupos independentes (nao pareados) e o desfecho e uma pontuacao de dor tratada como variavel quantitativa: a comparacao de medias entre dois grupos independentes se faz com o teste t para amostras independentes. ANOVA de medidas repetidas serve para o mesmo grupo medido varias vezes; qui-quadrado compara proporcoes/variaveis categoricas; Spearman mede correlacao; e regressao logistica exige desfecho binario. Resposta E.
Questão 90Homem de 62 anos apresenta-se para uma consulta de rotina na UBS/Estratégia de Saúde da Família. O his- tórico é positivo para: hipertensão, há 5 anos, em uso regular de enalapril, 10 mg/dia; dislipidemia mista, em tratamento com rosuvastatina, 10 mg/dia. Não há ante- cedente pessoal de eventos cardiovasculares, taba- gismo ou etilismo. Histórico familiar: pai com infarto agudo do miocárdio aos 58 anos. Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 86 mmHg; frequência cardíaca: 78 bpm; peso: 95 kg; IMC: 31,1 kg/m2; circunferência abdominal: 108 cm; cardiopulmonar sem alteração; ausência de edema de membros inferiores. Exames séri- cos recentes: glicemia de jejum: 102 mg/dL; hemoglobina glicada (HbA1c): 5,9%; colesterol total: 195 mg/dL; HDL: 38 mg/dL; LDL: 121 mg/dL; triglicerídeos: 180 mg/dL; creatinina: 0,9 mg/dL (clearance > 60 mL/min/1.73m2); alanina aminotransferase: 43 U/L; aspartato aminotrans- ferase: 38 U/L. O ultrassom Doppler demostra placas ate- roscleróticas em carótidas < 50%. Para essa paciente, considerando as melhores evidên- cias científicas, a conduta de maior relevância éGabarito: A
Homem de 62 anos apresenta-se para uma consulta de rotina na UBS/Estratégia de Saúde da Família. O his- tórico é positivo para: hipertensão, há 5 anos, em uso regular de enalapril, 10 mg/dia; dislipidemia mista, em tratamento com rosuvastatina, 10 mg/dia. Não há ante- cedente pessoal de eventos cardiovasculares, taba- gismo ou etilismo. Histórico familiar: pai com infarto agudo do miocárdio aos 58 anos. Ao exame físico: pressão arterial: 138 x 86 mmHg; frequência cardíaca: 78 bpm; peso: 95 kg; IMC: 31,1 kg/m2; circunferência abdominal: 108 cm; cardiopulmonar sem alteração; ausência de edema de membros inferiores. Exames séri- cos recentes: glicemia de jejum: 102 mg/dL; hemoglobina glicada (HbA1c): 5,9%; colesterol total: 195 mg/dL; HDL: 38 mg/dL; LDL: 121 mg/dL; triglicerídeos: 180 mg/dL; creatinina: 0,9 mg/dL (clearance > 60 mL/min/1.73m2); alanina aminotransferase: 43 U/L; aspartato aminotrans- ferase: 38 U/L. O ultrassom Doppler demostra placas ate- roscleróticas em carótidas < 50%. Para essa paciente, considerando as melhores evidên- cias científicas, a conduta de maior relevância é
- A. intensificar a terapia hipolipemiante, aumentando a dose de rosuvastatina para 40 mg/dia, com o obje- tivo de atingir uma meta de LDL < 70 mg/dL. ✓
- B. iniciar metformina, 850 mg, 3 vezes ao dia, visando à prevenção da progressão para diabetes mellitus, dado o IMC e o diagnóstico de pré-diabetes.
- C. iniciar um agonista do receptor do peptídeo-1 seme- lhante ao glucagon como primeira escolha, devido aos seus benefícios na redução de peso e proteção contra eventos ateroscleróticos.
- D. intensificar a terapia anti-hipertensiva com a adição de anlodipino 5 mg/dia, visando a uma meta de PA < 120 x 70 mmHg.
- E. calcular o escore FIB-4 e iniciar pioglitazona para manuseio de esteato-hepatite metabólica e melhorar a sensibilidade à insulina. 26 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
A presenca de placa aterosclerotica em carotidas reclassifica o paciente como de ALTO risco cardiovascular, mesmo sem evento previo: a meta passa a ser LDL < 70 mg/dL, e com LDL de 121 mg/dL em rosuvastatina 10 mg a conduta de maior impacto e intensificar a estatina para alta potencia. Metformina no pre-diabetes (B) e adjuvante; GLP-1 nao e primeira escolha aqui (C); e meta pressorica < 120x70 (D) nao e recomendada. Resposta A.
Questão 91Foram realizados cinco estudos prospectivos de coorte para examinar a associação entre vaginose bacteriana e parto prematuro. Os resultados desses cinco estudos hipotéticos são ilustrados na figura a seguir e são expres- sos como riscos relativos (RR) com intervalos de con- fiança de 95%: Considerando o exposto, os estudos que provavelmente apresentam a menor amostra e a maior significância estatística, respectivamente, são:Gabarito: B
Foram realizados cinco estudos prospectivos de coorte para examinar a associação entre vaginose bacteriana e parto prematuro. Os resultados desses cinco estudos hipotéticos são ilustrados na figura a seguir e são expres- sos como riscos relativos (RR) com intervalos de con- fiança de 95%: Considerando o exposto, os estudos que provavelmente apresentam a menor amostra e a maior significância estatística, respectivamente, são:
- A. A; D.
- B. B; A. ✓
- C. C; E.
- D. D; B.
- E. E; C.
Comentário OsceLabs
Em um grafico de floresta, a largura do intervalo de confianca e inversamente proporcional ao tamanho da amostra: o estudo com IC mais LARGO e o de menor amostra. Ja a maior significancia estatistica pertence ao estudo cujo intervalo e estreito e esta claramente afastado do valor nulo (RR = 1), ou seja, com o menor valor de p. Aplicando essas duas leituras a figura, os estudos sao, respectivamente, B e A. Resposta B.
Questão 92Um médico pesquisador é encarregado de desenvolver um plano estratégico multifacetado para combater a alta prevalência da síndrome de burnout (SB) entre os resi- dentes de medicina. O plano poderá incorporar interven- ções com base em evidências que correspondam aos quatro níveis de prevenção (primária, secundária, terciá- ria e quaternária). Nesse sentido, constitui a atitude ou recomendação correta:Gabarito: A
Um médico pesquisador é encarregado de desenvolver um plano estratégico multifacetado para combater a alta prevalência da síndrome de burnout (SB) entre os resi- dentes de medicina. O plano poderá incorporar interven- ções com base em evidências que correspondam aos quatro níveis de prevenção (primária, secundária, terciá- ria e quaternária). Nesse sentido, constitui a atitude ou recomendação correta:
- A. criar uma política de revisão por pares para a pres- crição de psicofármacos a residentes, exigindo uma avaliação aprofundada das causas organizacionais do estresse antes de iniciar o tratamento medica- mentoso, a fim de evitar a medicalização de proble- mas laborais e a iatrogenia. ✓
- B. conduzir um grupo focal anual com um grupo selecio- nado de residentes para discutir o clima do programa e promover um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional para os residentes, considerando isso uma forma de prevenção secundária.
- C. estabelecer um programa de reabilitação e trata- mento para residentes de risco para a SB, incluindo acesso à terapia cognitivo-comportamental, coa- ching de carreira e planos de trabalho equilibrado para minimizar incapacidades e prevenir complica- ções como depressão.
- D. instituir a aplicação confidencial trimestral ou semes- tral de um instrumento de avaliação validado, como o Maslach Burnout Inventory, para os residentes do programa, com o objetivo de diagnosticar indivíduos em fase sintomática de esgotamento.
- E. reduzir a carga de trabalho para os residentes do programa, dar um dia útil de folga na semana a todos os residentes e implementar um sistema de “alerta de colega”, no qual residentes podem reportar ano- nimamente pares que parecem estar em sofrimento, pois são medidas para uma intervenção precoce da diretoria.
Comentário OsceLabs
Prevencao QUATERNARIA e evitar intervencao desnecessaria e iatrogenia: exigir a analise das causas organizacionais do estresse antes de medicar o residente evita justamente a medicalizacao de um problema laboral. As demais confundem os niveis: grupo focal sobre clima do programa e prevencao primaria (B); aplicar o Maslach para detectar casos e rastreamento, isto e, secundaria (D); reabilitacao de quem ja adoeceu e terciaria (C). Resposta A.
Questão 93Homem transgênero de 51 anos com histórico de depres- são e tabagismo comparece para acompanhamento anual. Ele fez a transição social aos 18 anos e tem feito o tratamento semanal com testosterona subcutânea desde então. O tratamento de afirmação de gênero incluiu his- terectomia e ooforectomia, além do uso de bandagens para diminuir o tamanho dos seios. Ele diz estar feliz com seu humor, a masculinização geral e a aparência física. Ao exame físico: sinais vitais normais: IMC: 29,5 kg/m²; aparência totalmente masculinizada; seios no estágio 5 de Tanner e uso de um colete; sua pontuação no Fer- riman-Gallwey é 24. Os resultados laboratoriais anuais dos hormônios sexuais estão normais. Nesse momento, constitui a próxima conduta adequada:Gabarito: C
Homem transgênero de 51 anos com histórico de depres- são e tabagismo comparece para acompanhamento anual. Ele fez a transição social aos 18 anos e tem feito o tratamento semanal com testosterona subcutânea desde então. O tratamento de afirmação de gênero incluiu his- terectomia e ooforectomia, além do uso de bandagens para diminuir o tamanho dos seios. Ele diz estar feliz com seu humor, a masculinização geral e a aparência física. Ao exame físico: sinais vitais normais: IMC: 29,5 kg/m²; aparência totalmente masculinizada; seios no estágio 5 de Tanner e uso de um colete; sua pontuação no Fer- riman-Gallwey é 24. Os resultados laboratoriais anuais dos hormônios sexuais estão normais. Nesse momento, constitui a próxima conduta adequada:
- A. encaminhar para ginecologia para um teste de Papanicolau.
- B. encaminhar para reconstrução masculinizante do tórax.
- C. solicitar mamografia. ✓
- D. solicitar o teste genético BRCA.
- E. suspender a testosterona. 27 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Rastreamento em pessoas trans segue o ORGAO presente, nao a identidade de genero: ele mantem tecido mamario (nao fez mastectomia masculinizante) e esta na faixa etaria de rastreio, logo a conduta e solicitar mamografia. Papanicolau nao se aplica, pois foi submetido a histerectomia com ooforectomia (A); nao ha criterio para teste BRCA (D); e a testosterona esta com niveis normais e com o paciente satisfeito, sem razao para suspender (E). Resposta C.
Questão 94Homem de 78 anos, viúvo há 2 anos, reside sozinho, tem hipertensão, diabetes, osteoartrite sintomática em ambos os joelhos e hiperplasia prostática benigna. Na consulta de retorno, relata episódio de queda em casa há um mês. A queda ocorreu sem perda de consciência, ao se levan- tar rapidamente do sofá, resultando em contusões leves, sem fraturas. Queixa-se também de “tontura” ocasional, principalmente ao mudar de postura, e dor nos joelhos que limita sua capacidade de realizar caminhadas mais longas, impactando suas atividades sociais. Medicações em uso: losartana (50 mg/dia); clortalidona (25 mg/dia); glibenclamida (10 mg/dia); metformina (2.550 mg/dia); doxazosina (4 mg à noite); diclofenaco (50 mg, 1 cp/dia, utilizado de forma intermitente “quando a dor aperta”). Ao exame físico: pressão arterial: 132 x 78 mmHg (sen- tado), 110 x 68 mmHg (em pé, após 1 minuto); frequên- cia cardíaca: 72 bpm; IMC: 28 kg/m2; teste Timed Up and Go: realizado em 15 segundos, com alguma difi- culdade para se levantar da cadeira. Exames séricos atuais: HbA1c: 7,0%; creatinina: 1,3 mg/dL (clearance: 55 mL/min/1.73m2). Caderneta de vacinação: registros da infância e algumas doses de reforço da vacina dupla adulto (dT), porém desatualizada. Considerando o cenário clínico apresentado e as diretri- zes mais recentes para a promoção do envelhecimento saudável e prevenção de complicações na atenção pri- mária à saúde, a melhor conduta éGabarito: D
Homem de 78 anos, viúvo há 2 anos, reside sozinho, tem hipertensão, diabetes, osteoartrite sintomática em ambos os joelhos e hiperplasia prostática benigna. Na consulta de retorno, relata episódio de queda em casa há um mês. A queda ocorreu sem perda de consciência, ao se levan- tar rapidamente do sofá, resultando em contusões leves, sem fraturas. Queixa-se também de “tontura” ocasional, principalmente ao mudar de postura, e dor nos joelhos que limita sua capacidade de realizar caminhadas mais longas, impactando suas atividades sociais. Medicações em uso: losartana (50 mg/dia); clortalidona (25 mg/dia); glibenclamida (10 mg/dia); metformina (2.550 mg/dia); doxazosina (4 mg à noite); diclofenaco (50 mg, 1 cp/dia, utilizado de forma intermitente “quando a dor aperta”). Ao exame físico: pressão arterial: 132 x 78 mmHg (sen- tado), 110 x 68 mmHg (em pé, após 1 minuto); frequên- cia cardíaca: 72 bpm; IMC: 28 kg/m2; teste Timed Up and Go: realizado em 15 segundos, com alguma difi- culdade para se levantar da cadeira. Exames séricos atuais: HbA1c: 7,0%; creatinina: 1,3 mg/dL (clearance: 55 mL/min/1.73m2). Caderneta de vacinação: registros da infância e algumas doses de reforço da vacina dupla adulto (dT), porém desatualizada. Considerando o cenário clínico apresentado e as diretri- zes mais recentes para a promoção do envelhecimento saudável e prevenção de complicações na atenção pri- mária à saúde, a melhor conduta é
- A. aplicar o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) como rastreio de rotina para déficit cognitivo, con- siderando a idade do paciente e o relato de queda, para detectar precocemente uma possível síndrome demencial.
- B. aplicar a vacina de herpes-zóster com vírus vivo atenuado, o reforço da dT e administrar a vacina pneumocócica 23-valente para ampliar a cobertura vacinal do paciente.
- C. adicionar um inibidor da SGLT2 para otimizar o controle glicêmico e nefroproteção, intensificar a terapia anti-hipertensiva para atingir uma meta de PA < 120 x 70 mmHg, visando maior proteção cardiovascular.
- D. encaminhar o paciente para um programa de exer- cícios físicos multicomponentes, com foco em for- talecimento muscular, equilíbrio e treino de marcha, como estratégia primária para a prevenção de futu- ras quedas e melhora da capacidade funcional. ✓
- E. iniciar a desprescrição da glibenclamida, substi- tuindo-a por glimepirida, reavaliar a necessidade da doxazosina, devido ao risco de hipotensão, e soli- citar exames complementares para investigação de tontura e arritmias.
Comentário OsceLabs
Idoso com queda, dificuldade de levantar, Timed Up and Go de 15 segundos e dor em joelhos: a intervencao com maior evidencia para prevenir novas quedas e melhorar funcionalidade e o exercicio MULTICOMPONENTE (forca, equilibrio e treino de marcha). O MEEM nao e rastreio universal (A); a vacina de zoster de virus vivo e evitada em idosos vulneraveis (B); meta pressorica < 120x70 (C) aumenta o risco de queda; e trocar glibenclamida por glimepirida (E) mantem a sulfonilureia. Resposta D.
Questão 95Homem de 48 anos comparece à UBS para uma con- sulta de rotina. Relata um trabalho de alta demanda com rotina predominantemente sedentária e uma dieta com consumo frequente de alimentos processados e ultra- processados. Refere consumo de 3 a 4 latas de cerveja durante os fins de semana. Nega tabagismo. Possui his- tórico familiar de pai com infarto agudo do miocárdio aos 55 anos. A pressão arterial, aferida em 3 ocasiões distin- tas durante a consulta, seguindo a técnica recomendada, apresenta média de 128 x 84 mmHg. IMC: 28,5 kg/m2 e circunferência abdominal: 99 cm. Exames séricos recen- tes: colesterol total: 210 mg/dL; HDL: 42 mg/dL; triglicerí- deos: 160 mg/dL; glicemia de jejum: 98 mg/dL. Segundo o exposto, é correto afirmar:Gabarito: D
Homem de 48 anos comparece à UBS para uma con- sulta de rotina. Relata um trabalho de alta demanda com rotina predominantemente sedentária e uma dieta com consumo frequente de alimentos processados e ultra- processados. Refere consumo de 3 a 4 latas de cerveja durante os fins de semana. Nega tabagismo. Possui his- tórico familiar de pai com infarto agudo do miocárdio aos 55 anos. A pressão arterial, aferida em 3 ocasiões distin- tas durante a consulta, seguindo a técnica recomendada, apresenta média de 128 x 84 mmHg. IMC: 28,5 kg/m2 e circunferência abdominal: 99 cm. Exames séricos recen- tes: colesterol total: 210 mg/dL; HDL: 42 mg/dL; triglicerí- deos: 160 mg/dL; glicemia de jejum: 98 mg/dL. Segundo o exposto, é correto afirmar:
- A. a pressão arterial do paciente é classificada como normal-limítrofe, sendo a conduta apropriada a reavaliação clínica e laboratorial em um período de 12 meses, sem necessidade de intervenções imediatas.
- B. o paciente deve ser classificado com hipertensão limítrofe, e a abordagem inicial deve ser focada em mudanças no estilo de vida, com reavaliação da res- posta terapêutica em um prazo de 3 a 6 meses.
- C. o aconselhamento para a prática de atividade física deve incluir a recomendação de, no mínimo, 320 minutos semanais de exercícios aeróbicos de intensidade moderada, distribuídos na maioria dos dias da semana.
- D. é fundamental realizar a estratificação do risco cardiovascular global do paciente, utilizando fer- ramentas validadas, pois essa avaliação guiará a intensidade das intervenções e as decisões terapêu- ticas subsequentes. ✓
- E. recomenda-se a adoção de um padrão alimentar como a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), associada à restrição do consumo de sódio para, no máximo, 4 gramas por dia. 28 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Diante de multiplos fatores de risco (sedentarismo, obesidade abdominal, dislipidemia, historico familiar precoce e PA limitrofe), o passo que organiza toda a conduta e ESTRATIFICAR o risco cardiovascular global com ferramenta validada, pois e ele que define meta de LDL, agressividade e necessidade de farmaco. Reavaliar so em 12 meses sem intervencao (A) e inadequado; a recomendacao de atividade fisica e de 150-300 min/semana (C); e o sodio deve ficar abaixo de 2 g/dia (E). Resposta D.
Questão 96Homem de 52 anos é atendido na UBS em consulta de rotina e manifesta o desejo de discutir a obesidade. Ele controla o peso desde criança e lembra-se de ter feito sua primeira dieta aos 10 anos. O menor peso na idade adulta foi de 91 kg, e o mais alto de 139 kg. Relata ter ganhado e perdido pelo menos 25 kg em várias ocasiões ao longo da vida. O peso atual é 110 kg. Refere que tem reduzido diligentemente a ingestão calórica e estima con- sumir cerca de 1.800 kcal por dia; passeia com o cachorro várias vezes por semana. Ele está mantendo seu peso, mas deseja perder mais e mantê-lo a longo prazo. Não há uso de medicamento. Ao exame físico: pressão arte- rial: 120 x 85 mmHg; altura: 175 cm; peso: 110 kg; a obesidade está distribuída preferencialmente na parte inferior do corpo; não há estigmas de hipercortisolismo. Exames séricos atuais: glicemia de jejum: 90 mg/dL; per- fil da tireoide: normal. O gasto energético basal estimado é de 1.940 kcal/dia. Medidas dietéticas e de mudança de hábitos são iniciadas. Constitui a próxima intervenção adicional de maior utili- dade a ser recomendada para esse paciente atingir seus objetivos de perda de peso:Gabarito: C
Homem de 52 anos é atendido na UBS em consulta de rotina e manifesta o desejo de discutir a obesidade. Ele controla o peso desde criança e lembra-se de ter feito sua primeira dieta aos 10 anos. O menor peso na idade adulta foi de 91 kg, e o mais alto de 139 kg. Relata ter ganhado e perdido pelo menos 25 kg em várias ocasiões ao longo da vida. O peso atual é 110 kg. Refere que tem reduzido diligentemente a ingestão calórica e estima con- sumir cerca de 1.800 kcal por dia; passeia com o cachorro várias vezes por semana. Ele está mantendo seu peso, mas deseja perder mais e mantê-lo a longo prazo. Não há uso de medicamento. Ao exame físico: pressão arte- rial: 120 x 85 mmHg; altura: 175 cm; peso: 110 kg; a obesidade está distribuída preferencialmente na parte inferior do corpo; não há estigmas de hipercortisolismo. Exames séricos atuais: glicemia de jejum: 90 mg/dL; per- fil da tireoide: normal. O gasto energético basal estimado é de 1.940 kcal/dia. Medidas dietéticas e de mudança de hábitos são iniciadas. Constitui a próxima intervenção adicional de maior utili- dade a ser recomendada para esse paciente atingir seus objetivos de perda de peso:
- A. encaminhamento para cirurgia bariátrica.
- B. encaminhamento ao psicólogo para terapia comportamental-dialética.
- C. início de um programa de exercícios de intensidade moderada, com meta de 200 minutos semanais. ✓
- D. prescrição de um inibidor de apetite catecolaminér- gico para promover restrição calórica adicional.
- E. revisão da dieta para garantir que ele esteja consu- mindo altas quantidades de proteína de alto valor nutricional.
Comentário OsceLabs
O paciente ja reduziu a ingesta calorica e agora precisa da alavanca que mais se associa a MANUTENCAO da perda de peso a longo prazo: exercicio regular de intensidade moderada, com meta em torno de 200-300 minutos por semana. Cirurgia bariatrica (A) exigiria IMC >= 40, ou >= 35 com comorbidade, e o dele e cerca de 36 sem comorbidade; anorexigeno catecolaminergico (D) tem efeito modesto e transitorio; e ajuste proteico (E) nao muda o balanco energetico. Resposta C.
Questão 97Homem de 52 anos atua, há 25 anos, na aplicação de agrotóxicos em lavouras de grande escala. Ele relata contato frequente com defensivos dos grupos organofos- forados e carbamatos, muitas vezes com equipamento de proteção individual inadequado. Nos últimos dois anos, vem apresentando fraqueza muscular progressiva, fasciculações, dores de cabeça persistentes e lapsos de memória. Ele evolui com episódio de tontura intensa, visão turva e dificuldade respiratória durante a jornada de trabalho, sendo hospitalizado. O exame físico revela: miose simétrica, bradicardia, salivação excessiva e tre- mores nas extremidades. Considerando o quadro clínico e o histórico ocupacional apresentados, é correto afirmar queGabarito: A
Homem de 52 anos atua, há 25 anos, na aplicação de agrotóxicos em lavouras de grande escala. Ele relata contato frequente com defensivos dos grupos organofos- forados e carbamatos, muitas vezes com equipamento de proteção individual inadequado. Nos últimos dois anos, vem apresentando fraqueza muscular progressiva, fasciculações, dores de cabeça persistentes e lapsos de memória. Ele evolui com episódio de tontura intensa, visão turva e dificuldade respiratória durante a jornada de trabalho, sendo hospitalizado. O exame físico revela: miose simétrica, bradicardia, salivação excessiva e tre- mores nas extremidades. Considerando o quadro clínico e o histórico ocupacional apresentados, é correto afirmar que
- A. a dosagem da atividade da acetilcolinesterase no plasma e nos eritrócitos, que se espera estar redu- zida, constitui um exame laboratorial que confirma o diagnóstico. ✓
- B. a principal hipótese diagnóstica é a de intoxicação crônica por agrotóxicos agonistas da colinesterase, com uma agudização recente do quadro.
- C. a sintomatologia de tontura e visão turva sugere uma intoxicação por piretroides, que atuam principal- mente nos canais de sódio do sistema nervoso.
- D. o quadro neurológico com fraqueza muscular e fas- ciculações é compatível com a síndrome avançada medular, uma complicação conhecida nesse tipo de exposição ocupacional.
- E. o tratamento, na fase aguda, inclui atropina para o controle dos efeitos muscarínicos e um agente que- lante, como o EDTA, para remover os tóxicos da cor- rente sanguínea do paciente. 29 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
Sindrome colinergica classica (miose, bradicardia, sialorreia, fasciculacoes, broncorreia) em quem manipula organofosforados e carbamatos: o diagnostico se confirma pela dosagem da atividade da acetilcolinesterase plasmatica e ERITROCITARIA, que estara reduzida. Esses agrotoxicos sao INIBIDORES da colinesterase, nao agonistas (B); o antidoto, alem da atropina, e a pralidoxima (uma oxima), e nao um quelante como o EDTA (E). Resposta A.
Questão 98Homem de 68 anos apresenta-se para uma consulta de seguimento de rotina na UBS/Estratégia de Saúde da Família. Ele tem Doença Pulmonar Ostrutiva Crônica (DPOC) diagnosticado, há oito anos, e tabagismo de 35 maços-ano, tendo cessado o consumo de tabaco há cinco anos. Atualmente, a terapêutica consiste de tiotró- pio e salmeterol (LAMA + LABA), ao qual demonstra boa adesão. Apesar da terapêutica correta, o paciente relata dispneia persistente que impacta significativamente a sua qualidade de vida. A pontuação na escala de dispneia do Modified Medical Research Council (mMRC) é de 3. Essa limitação afeta a sua capacidade de realizar tarefas domésticas e atividades de lazer. No último ano, ele teve uma exacerbação moderada, que foi gerida em ambu- latório com um ciclo de corticosteroide e antibioterapia orais. Os resultados laboratoriais recentes são notáveis por contagem sérica de eosinófilos de 96 células/mm3. O paciente reside numa região caracterizada por invernos frios e verões quentes e úmidos, com alertas esporádicos sobre a qualidade do ar devido a incêndios florestais em áreas vizinhas. A partir do quadro clínico apresentado, é correto afirmar que a conduta de escolha éGabarito: E
Homem de 68 anos apresenta-se para uma consulta de seguimento de rotina na UBS/Estratégia de Saúde da Família. Ele tem Doença Pulmonar Ostrutiva Crônica (DPOC) diagnosticado, há oito anos, e tabagismo de 35 maços-ano, tendo cessado o consumo de tabaco há cinco anos. Atualmente, a terapêutica consiste de tiotró- pio e salmeterol (LAMA + LABA), ao qual demonstra boa adesão. Apesar da terapêutica correta, o paciente relata dispneia persistente que impacta significativamente a sua qualidade de vida. A pontuação na escala de dispneia do Modified Medical Research Council (mMRC) é de 3. Essa limitação afeta a sua capacidade de realizar tarefas domésticas e atividades de lazer. No último ano, ele teve uma exacerbação moderada, que foi gerida em ambu- latório com um ciclo de corticosteroide e antibioterapia orais. Os resultados laboratoriais recentes são notáveis por contagem sérica de eosinófilos de 96 células/mm3. O paciente reside numa região caracterizada por invernos frios e verões quentes e úmidos, com alertas esporádicos sobre a qualidade do ar devido a incêndios florestais em áreas vizinhas. A partir do quadro clínico apresentado, é correto afirmar que a conduta de escolha é
- A. aconselhá-lo sobre a manutenção de temperaturas interiores acima de 16 °C, durante o inverno, e em espaços de dormir abaixo de 28 °C durante as ondas de calor de verão.
- B. agendar um teste de espirometria pré-broncodilata- dor, na sua próxima visita, para avaliar com maior precisão o seu nível atual de obstrução do fluxo aéreo e, assim, guiar-se pela gravidade da DPOC.
- C. administrar a vacina pneumocócica polissacarídica PPSV23 e aconselhá-lo a receber a vacina conju- gada PCV13 um ano depois.
- D. escalonar o seu tratamento atual para uma terapia tripla em um único inalador (LAMA/LABA + corticoide inalatório) com o objetivo de reduzir o risco de futu- ras exacerbações.
- E. encaminhá-lo para um programa abrangente de reabilitação pulmonar para melhorar a tolerância ao exercício e reduzir os sintomas de dispneia. ✓
Comentário OsceLabs
Paciente ja em broncodilatacao dupla, com dispneia mMRC 3 limitando a vida diaria e apenas uma exacerbacao moderada, com eosinofilos de 96 celulas/mm3 (abaixo de 100): NAO se beneficia de corticoide inalatorio, o que derruba D. Nesse perfil, dominado por sintoma e nao por exacerbacao, a intervencao com maior impacto em dispneia, tolerancia ao exercicio e qualidade de vida e a reabilitacao pulmonar. Espirometria pre-broncodilatador (B) nao guia conduta. Resposta E.
Questão 99Mulher de 32 anos é examinada como parte do rastreamento de contatos de um caso de hepatite aguda relacionada ao vírus da hepatite A (VHA) em uma creche. Relata que trabalha como enfermeira pediátrica e que nasceu e foi criada na capital do estado de São Paulo, sem nenhuma viagem recente. Ela está assintomática, não tem antecedentes mórbidos, seu exame físico é normal e não toma nenhuma medicação regularmente. Em relação à enfermeira avaliada, nesse momento, a próxima ação de maior efetividade prática éGabarito: B
Mulher de 32 anos é examinada como parte do rastreamento de contatos de um caso de hepatite aguda relacionada ao vírus da hepatite A (VHA) em uma creche. Relata que trabalha como enfermeira pediátrica e que nasceu e foi criada na capital do estado de São Paulo, sem nenhuma viagem recente. Ela está assintomática, não tem antecedentes mórbidos, seu exame físico é normal e não toma nenhuma medicação regularmente. Em relação à enfermeira avaliada, nesse momento, a próxima ação de maior efetividade prática é
- A. administrar imunoglobulina para o VHA.
- B. aplicar uma dose da vacina contra o VHA. ✓
- C. solicitar hemograma, bioquímica e perfil hepático.
- D. solicitar sorologias para as hepatites virais.
- E. tranquilizá-la e seguimento observacional.
Comentário OsceLabs
Contato de hepatite A em adulta jovem, hígida e imunocompetente: a profilaxia pos-exposicao de escolha e uma dose da vacina, aplicada em ate 14 dias do contato, que ainda confere protecao duradoura. A imunoglobulina (A) fica reservada a maiores de 40 anos, imunossuprimidos, hepatopatas cronicos e menores de 1 ano. Solicitar sorologias e exames (C e D) apenas atrasa a medida efetiva, e a observacao passiva (E) desperdica a janela profilatica. Resposta B.
Questão 100A Vigilância Epidemiológica inicia a avaliação de um caso para identificar falhas no cuidado e nos sistemas de informação do SUS. (1) A gestante: 22 anos de idade, G2P1A0, iniciou o pré-natal com 20 semanas de gestação. Os registros no sistema e-SUS Atenção Primária (e-SUS AB) indicam a realização de apenas três consultas. (2) O diagnóstico materno: na 2a consulta, foi registrado o resultado de VDRL: 1:64. Contudo, não há registros de evolução do e-SUS AB, nem anotação clara sobre a conclusão do esquema de tratamento adequado para a gestante e seu parceiro sexual. (3) O nascimento: sexo masculino, nasceu prematuro, com 34 semanas de idade gestacional, pesando 1.900 gramas. O Apgar foi 6, no primeiro minuto, e 8, no quinto minuto. Esses dados foram extraídos do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), preenchido a partir da Declaração de Nascido Vivo (DNV). (4) A internação hospitalar: o recém-nascido foi admitido na UTI neonatal. Essa admissão gerou um registro no Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS), por meio de uma Autorização de Internação Hospitalar (AIH), com o diagnóstico principal de “Prematuridade” e um CID secundário para “Sífilis Congênita”. (5) O desfecho: o recém-nascido faleceu aos 15 dias de vida. O óbito foi registrado no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), mediante a Declaração de Óbito (DO); a causa básica foi registrada como “Sepse Neonatal”; “Sífilis Congênita” foi listada como uma das causas contribuintes. (6) A notificação do agravo: uma ficha de notificação para Sífilis Congênita foi inserida no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) 30 dias após o óbito do recém-nascido. A ficha apresenta vários campos relacionados ao tratamento da mãe preenchidos como “ignorado” ou deixados em branco. Com base na investigação epidemiológica relatada, é correto afirmar:Gabarito: B
A Vigilância Epidemiológica inicia a avaliação de um caso para identificar falhas no cuidado e nos sistemas de informação do SUS. (1) A gestante: 22 anos de idade, G2P1A0, iniciou o pré-natal com 20 semanas de gestação. Os registros no sistema e-SUS Atenção Primária (e-SUS AB) indicam a realização de apenas três consultas. (2) O diagnóstico materno: na 2a consulta, foi registrado o resultado de VDRL: 1:64. Contudo, não há registros de evolução do e-SUS AB, nem anotação clara sobre a conclusão do esquema de tratamento adequado para a gestante e seu parceiro sexual. (3) O nascimento: sexo masculino, nasceu prematuro, com 34 semanas de idade gestacional, pesando 1.900 gramas. O Apgar foi 6, no primeiro minuto, e 8, no quinto minuto. Esses dados foram extraídos do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), preenchido a partir da Declaração de Nascido Vivo (DNV). (4) A internação hospitalar: o recém-nascido foi admitido na UTI neonatal. Essa admissão gerou um registro no Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS), por meio de uma Autorização de Internação Hospitalar (AIH), com o diagnóstico principal de “Prematuridade” e um CID secundário para “Sífilis Congênita”. (5) O desfecho: o recém-nascido faleceu aos 15 dias de vida. O óbito foi registrado no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), mediante a Declaração de Óbito (DO); a causa básica foi registrada como “Sepse Neonatal”; “Sífilis Congênita” foi listada como uma das causas contribuintes. (6) A notificação do agravo: uma ficha de notificação para Sífilis Congênita foi inserida no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) 30 dias após o óbito do recém-nascido. A ficha apresenta vários campos relacionados ao tratamento da mãe preenchidos como “ignorado” ou deixados em branco. Com base na investigação epidemiológica relatada, é correto afirmar:
- A. a vinculação (linkage) entre as bases de dados do e-SUS AB e do SIH-SUS é uma estratégia metodológica relevante para enriquecer a análise do óbito neonatal, permitindo a recuperação de variáveis maternas e do pré-natal que podem estar incompletas no registro do SINASC.
- B. o sistema e-SUS AB constitui a fonte de informação apropriada para a realização de uma auditoria da qualidade e da frequência da atenção pré-natal ofertada à gestante, servindo como ferramenta relevante para a gestão dos serviços de atenção primária no município. ✓
- C. o sistema SINAN realiza o cruzamento automático de dados com o SIM para encerrar os casos que evoluíram para óbito, garantindo a consistência das informações entre os sistemas de vigilância e de estatísticas vitais sem neces- sidade de intervenção manual do gestor.
- D. o sistema SisPreNatal deveria ter sido utilizado para o acompanhamento dessa gestação de alto risco, pois é a ferramenta específica do Ministério da Saúde designada para o monitoramento individualizado de gestantes com condições clínicas que exigem maior atenção.
- E. os dados provenientes do SIH-SUS, devido à sua codificação clínica detalhada a partir da Autorização de Internação Hospitalar (AIH), podem ser utilizados pelo gestor para calcular com a taxa de incidência municipal de sífilis congênita e a mortalidade atribuível à prematuridade. 30 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. RASCUNHO 31 SESA2504/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. RASCUNHO Confidencial até o momento da aplicação.
Comentário OsceLabs
O e-SUS Atencao Primaria registra as consultas e o acompanhamento realizados na UBS, sendo por isso a fonte apropriada para auditar a QUALIDADE e a frequencia do pre-natal ofertado e subsidiar a gestao da atencao primaria, como o caso evidencia (apenas 3 consultas, inicio tardio, tratamento sem registro). Nao ha cruzamento automatico entre SINAN e SIM (C); o SisPreNatal nao e exclusivo do alto risco (D); e o SIH registra internacoes, servindo mal para calcular incidencia (E). Resposta B.
Baixou a prova? Agora treine de verdade
Questões novas no estilo das provas de Residência, ENARE, ENAMED e Revalida com gabarito comentado — e estações práticas OSCE com um paciente virtual que conversa e reage.
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