Iniciante·Raciocínio Clínico e Exames
O laudo do laboratório
Ler os exames que todo médico pede: o que cada painel mede de fato, o que o valor de referência significa, e por que um número fora da faixa nem sempre é doença.
8 capítulos
- 01O que é um valor de referênciaIntervalo de referência descreve uma população e um método; não é sinônimo de normalidade, doença ou limiar de decisão.
- 02Variação: do dia, do laboratório e do pacienteUma mudança observada mistura variação pré-analítica, analítica e biológica; tendência só existe quando o sinal supera esse ruído.
- 03Hemograma: três linhagens, três históriasLeia eritrócitos, leucócitos e plaquetas como problemas distintos e interprete contagens junto de índices, esfregaço e contexto.
- 04Função renal: a creatinina não é o rimCreatinina é marcador influenciado por produção e secreção; TFG estimada melhora a leitura, mas continua sendo estimativa.
- 05Hepatograma: lesão, colestase e função são três perguntasAST/ALT sugerem lesão, fosfatase alcalina/GGT orientam colestase e albumina/INR ajudam a avaliar função em contexto.
- 06Eletrólitos: concentração é fração, não estoqueConcentração resulta da relação entre soluto e água; o mesmo número pode esconder estoques corporais e mecanismos opostos.
- 07Gasometria em quatro passospH, processo primário, compensação esperada e ânion gap formam uma sequência para revelar distúrbios mistos.
- 08Urina tipo I: amostra, fita e sedimentoA urinálise combina qualidade da amostra, química da fita e morfologia do sedimento; nenhum componente deve ser interpretado sozinho.
