Pediatria › Gastroenterologia Pediátrica
Abdome agudo obstrutivo em Pediatria
Abdome agudo obstrutivo pediátrico: intussuscepção, volvo por má rotação, hérnia encarcerada e obstrução intestinal
No vômito bilioso e na distensão progressiva, o diagnóstico anatômico não pode atrasar a estabilização: malrotação com volvo, invaginação e hérnia encarcerada têm relógios diferentes.
Responda antes de ler
Escolha uma alternativa agora, mesmo sem certeza. Errar aqui faz parte — é o que faz a resposta certa grudar depois.
Lactente de 8 meses com invaginação ileocólica confirmada por ultrassonografia permanece estável após avaliação e suporte iniciais, sem peritonite nem sinais de perfuração. Qual é a conduta preferencial, havendo equipe experiente e retaguarda de cirurgia pediátrica?
Como esse tema cai
Abdome agudo obstrutivo pediátrico é um conjunto de síndromes em que idade, cor do vômito, padrão da dor e perfusão definem prioridade. Vômito bilioso — verde, não apenas amarelo — deve ser considerado obstrução distal à ampola duodenal até prova em contrário, sobretudo no recém-nascido e lactente.
A prova exige reconhecer invaginação, má rotação com volvo, hérnia encarcerada e obstrução por aderências, além de saber quando ultrassom, enema terapêutico ou cirurgia são apropriados. A regra clínica é estabilizar em paralelo e não permitir que imagem atrasada consuma intestino viável.
O que muda decisão
1. Fisiologia e sinais de estrangulamento
Obstrução provoca acúmulo de líquido e gás proximal, vômitos, terceiro espaço, hipovolemia e distúrbios eletrolíticos. Obstrução simples compromete trânsito; estrangulamento adiciona isquemia por prejuízo venoso e depois arterial, podendo evoluir para necrose, perfuração, sepse e choque.
Dor contínua entre crises, defesa ou rigidez, distensão progressiva, sangue nas fezes, febre, taquicardia desproporcional, acidose, lactato crescente e instabilidade sugerem sofrimento intestinal. Lactato normal não exclui isquemia precoce. O exame seriado vale mais que uma fotografia clínica única.
Enquanto define causa, mantenha jejum, acesso venoso ou intraósseo, cristaloide em alíquotas com reavaliação, analgesia, correção de glicose/eletrólitos e monitorização. Sonda nasogástrica ou orogástrica descomprime quando há vômitos persistentes ou distensão. Antibiótico de amplo espectro é indicado na suspeita de isquemia, perfuração, sepse ou perioperatório, conforme protocolo.
2. Vômito bilioso: emergência até prova em contrário
Pergunte e, se possível, peça que a família aponte a cor em escala visual. Bile verdadeira é verde. Em recém-nascido, considere má rotação com volvo, atresia intestinal, íleo meconial, doença de Hirschsprung e outras obstruções. Abdome inicialmente pouco distendido não tranquiliza no volvo proximal.
Acione cirurgia pediátrica precocemente, ressuscite, descomprima e obtenha imagem sem atrasos. Radiografia simples pode mostrar dilatação, níveis ou escassez de gás, mas um exame normal não exclui má rotação/volvo. Em paciente estável, estudo contrastado do trato gastrointestinal alto é exame tradicional para avaliar posição da junção duodenojejunal e obstrução; ultrassom especializado pode demonstrar relação vascular anômala e sinal do redemoinho.
Instabilidade, peritonite ou forte suspeita clínica de volvo exigem abordagem cirúrgica imediata; não se deve aguardar estudo completo. O procedimento de Ladd destorce o intestino, amplia a base mesentérica, divide bandas obstrutivas e reposiciona alças; avalia-se viabilidade intestinal.

3. Invaginação intestinal
Invaginação é a penetração de um segmento no adjacente, mais frequentemente ileocólica entre 6 e 36 meses. A tríade clássica — dor, massa e fezes em geleia de morango — ocorre em minoria e costuma ser tardia. Apresentação típica é dor súbita episódica com flexão das pernas, palidez ou prostração entre crises, vômitos e, às vezes, letargia isolada.
Ultrassom é o exame inicial preferido e mostra sinal do alvo ou pseudorrim. Radiografia não exclui invaginação; é útil quando se suspeita perfuração ou obstrução avançada. Em paciente estável, sem peritonite ou perfuração, enema pneumático ou contrastado é diagnóstico e terapêutico, realizado com equipe experiente e retaguarda cirúrgica.
Choque, peritonite, perfuração, falha do enema ou ponto guia que exige correção indicam cirurgia. Após redução, observe recorrência e retorno da alimentação conforme protocolo. Em crianças maiores, recorrência ou localização atípica, pense em ponto guia como divertículo de Meckel, pólipo, linfoma ou púrpura de Henoch-Schönlein.
4. Hérnia inguinal encarcerada
A hérnia encarcerada aparece como massa inguinal ou inguinoescrotal dolorosa, firme e irredutível, com irritabilidade e vômitos. Lactentes, sobretudo prematuros, têm maior risco. Em meninas, o conteúdo pode ser ovário e trompa; comprometimento vascular exige urgência.
Na ausência de peritonite, instabilidade, eritema importante ou suspeita de necrose, redução manual gentil pode ser tentada por profissional experiente após analgesia e sedação apropriadas. Força excessiva é perigosa. Redução bem-sucedida não encerra o caso: avaliação cirúrgica e correção em tempo oportuno são necessárias pelo alto risco de recorrência.
Instabilidade, sinais sistêmicos, pele comprometida, peritonite, obstrução completa ou redução malsucedida indicam cirurgia urgente. Torção ovariana dentro da hérnia é preocupação específica.
5. Obstrução por aderências e outras causas
História de cirurgia abdominal torna aderência causa relevante, embora crianças também apresentem hérnia interna, estenose inflamatória, bezoar, duplicação e tumor. Dor em cólica, vômitos, distensão e parada de fezes/gases orientam, mas diarreia inicial não exclui obstrução parcial.
Radiografia pode mostrar alças dilatadas e níveis, mas ultrassom e tomografia são escolhidos conforme dúvida, radiação, estabilidade e disponibilidade. Tomografia ajuda a localizar transição e sinais de alça fechada/isquemia; nunca deve atrasar cirurgia diante de peritonite ou choque.
Paciente estável sem sinais de estrangulamento pode receber tratamento não operatório monitorado: jejum, descompressão, reposição, correção eletrolítica e exame seriado, às vezes com contraste hidrossolúvel conforme protocolo. Piora clínica, ausência de resolução, alça fechada ou isquemia indicam operação.
6. Obstrução neonatal distal
Atraso na eliminação de mecônio, distensão e vômito bilioso levantam doença de Hirschsprung, íleo meconial, síndrome do plugue meconial e atresia distal. Toque retal explosivo pode ocorrer em Hirschsprung, mas não confirma diagnóstico. Enema contrastado avalia calibre e zona de transição; biópsia retal confirma aganglionose.
Em suspeita de enterocolite associada a Hirschsprung — distensão, febre, diarreia explosiva, sangue, letargia ou choque — faça ressuscitação, antibióticos e descompressão/irrigações retais sob orientação cirúrgica. É uma emergência potencialmente fatal.
Íleo meconial associa-se à fibrose cística e pode responder a enema terapêutico especializado quando não complicado; perfuração, peritonite ou volvo exigem cirurgia.
7. Imagem escolhida pela hipótese, não pelo hábito
Ultrassom é primeira escolha para invaginação e pode ser muito útil no volvo em centros experientes. Estudo contrastado alto é referência para má rotação em paciente estável. Enema contrastado avalia obstrução colônica/neonatal e trata invaginação em condições adequadas. Radiografia identifica perfuração e padrão obstrutivo, mas raramente encerra o diagnóstico.
Tomografia oferece visão ampla em crianças maiores e causas complexas, porém envolve radiação e eventualmente contraste. A pergunta antes do exame é: o resultado mudará a conduta e o paciente pode esperar? Se há peritonite, choque ou deterioração, a resposta costuma ser cirurgia, não mais imagem.
8. Reavaliação e comunicação com cirurgia
Registre início e evolução da dor, vômito bilioso, última evacuação, cirurgias, hérnias, episódios prévios e hidratação. Examine perfusão, abdome, orifícios herniários e região perineal; em lactente, observe entre crises. Reavalie depois de analgesia — analgesia adequada não mascara de modo perigoso uma indicação cirúrgica.
Ao telefonar para cirurgia, informe idade, tempo, cor do vômito, perfusão, peritonismo, distensão, hérnias, imagem, acesso, fluidos, antibiótico e tendência clínica. Transporte deve manter descompressão, monitorização e ressuscitação.
9. Padrão mental para a prova
Vômito verde em lactente: má rotação/volvo até exclusão e cirurgia precoce. Dor episódica com palidez ou letargia em 6–36 meses: ultrassom para invaginação; se estável e sem perfuração/peritonite, redução por enema. Massa inguinal irredutível: hérnia encarcerada. Cirurgia abdominal prévia: aderências, mas sinais de isquemia anulam a espera. Nunca exija a tríade completa para diagnosticar invaginação.
Decisão no abdome obstrutivo
Estabilidade e sinais de isquemia vêm antes do nome etiológico.
- 1Jejum + acesso + monitorização
- 2Ressuscitar e descomprimir
- 3Procurar estrangulamento/peritonite
- 4Escolher imagem pela hipótese
- 5Redução terapêutica ou cirurgia
Vômito verde
Tratar como obstrução cirúrgica até exclusão.
Dor episódica
Pensar em invaginação mesmo sem sangue nas fezes.
Peritonite/choque
Ressuscitação e cirurgia; não atrasar por imagem.
Estável
Escolher exame dirigido e manter reavaliação seriada.
Diagnósticos por padrão
| Cenário | Hipótese principal | Exame/ação |
|---|---|---|
| RN/lactente com vômito bilioso | Má rotação com volvo | Cirurgia precoce; TGI alto/US se estável |
| 6–36 meses, dor episódica e palidez | Invaginação | Ultrassom; enema se elegível |
| Massa inguinal dolorosa irredutível | Hérnia encarcerada | Redução gentil selecionada ou cirurgia |
| Cirurgia abdominal prévia | Aderências | Suporte monitorado se sem isquemia; operar se piora |
| Atraso de mecônio e distensão | Hirschsprung/atresia/íleo meconial | Enema contrastado e cirurgia pediátrica |
Analgesia é parte do cuidado.
Radiografia normal não exclui volvo nem invaginação.
Onde as fontes divergem
Nestes pontos as fontes não dizem a mesma coisa. Cada posição vem com quem a sustenta — e com o que fazer diante de uma vinheta de prova.
TGI alto
Avalia a posição duodenojejunal e obstrução em paciente estável.
Referência tradicional
Ultrassom
Pode mostrar relação vascular e sinal do redemoinho com rapidez.
Centros experientes
Na prova
A disponibilidade não muda a urgência: peritonite, choque ou suspeita forte de volvo não aguardam exame demorado.
Observação breve
Casos selecionados podem receber alta após período curto, alimentação e critérios seguros.
Vias clínicas modernas
Internação
Preferida em idade atípica, sintomas prolongados, recorrência, dificuldade de acesso ou complicação.
Protocolos conservadores
Na prova
A redução bem-sucedida exige reavaliação; destino é individualizado por risco e protocolo.
Caso resolvido
- Hipótese
- Invaginação intestinal; a tríade completa não é necessária.
- Exame
- Ultrassom abdominal como primeira escolha.
- Estabilização
- Jejum, acesso, analgesia e reposição se hipovolêmico.
- Tratamento
- Se estável, sem peritonite ou perfuração, enema pneumático/contrastado com retaguarda cirúrgica.
- Se falhar
- Cirurgia; investigar ponto guia em idade ou apresentação atípica.
Agora feche você
- Diagnóstico de risco
- _____
- Conduta paralela
- _____
- Imagem
- _____
Onde a banca derruba
- 1Vômito amarelo igual a bilioso Confirme verde verdadeiro; quando presente, trate como emergência.
- 2Esperar tríade da invaginação É incomum e tardia.
- 3Radiografia normal tranquiliza Não exclui volvo ou invaginação.
- 4Negar analgesia Analgesia permite exame melhor e não substitui reavaliação.
- 5Forçar hérnia Redução deve ser gentil e apenas sem sinais de estrangulamento.
- 6Imagem antes da ressuscitação Suporte e cirurgia ocorrem em paralelo.
Nesse contexto, a redução não operatória por enema é uma opção inicial apropriada. O procedimento exige analgesia, equipe treinada e disponibilidade de cirurgia pediátrica diante de falha ou complicação. Instabilidade, peritonite e perfuração contraindicam essa abordagem. A recomendação não deve ser extrapolada a toda invaginação, especialmente às formas restritas ao intestino delgado ou aos adultos.
Recuperação
Responda as 10 — o gabarito e o comentário de cada uma abrem a cada questão ou só no fim, como você preferir.
Na invaginação, a tríade clássica:
A apresentação incompleta é a regra.
Exame inicial preferido na suspeita de invaginação?
US tem alto rendimento sem radiação.
Qual achado contraindica tentativa não operatória da invaginação?
Peritonite sugere isquemia/perfuração.
Radiografia normal em vômito bilioso neonatal:
Imagem simples pode ser normal.
Em suspeita forte de volvo com choque:
Instabilidade exige cirurgia imediata.
Massa inguinal dolorosa irredutível sugere:
É emergência cirúrgica potencial.
Qual sinal sugere estrangulamento?
Indica ameaça à perfusão intestinal.
Atraso de mecônio, distensão e vômito bilioso sugerem:
Exige investigação dirigida e cirurgia pediátrica.
Na obstrução por aderências sem isquemia, pode-se inicialmente:
Manejo não operatório é possível em selecionados.
Lactente de 3 semanas apresenta vômitos verdes, irritabilidade e distensão discreta. Qual é a conduta inicial mais adequada?
Vômito verde em lactente é obstrução cirúrgica até prova em contrário.
Menino, 6 anos, submetido a apendicectomia por apendicite perfurada há 8 meses, apresenta há 18 horas dor abdominal em cólica, vômitos progressivamente biliosos, distensão e parada de eliminação de gases e fezes. Exame: abdome distendido, timpânico, com peristalse aumentada e de timbre metálico; cicatriz cirúrgica sem hérnias. Radiografia em ortostatismo: alças de delgado dilatadas com múltiplos níveis hidroaéreos e escasso gás no cólon. Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Obstrução mecânica de delgado em criança com laparotomia prévia por apendicite perfurada é, até prova em contrário, decorrente de bridas pós-operatórias — a aderência é a principal causa de obstrução em pacientes já operados. A invaginação idiopática é típica de lactentes e cursa com fezes em geleia de framboesa e massa em salsicha. O volvo de sigmoide é raro na infância e produz distensão colônica maciça com imagem em grão de café. O Hirschsprung tardio manifesta-se com constipação crônica desde o período neonatal e ampola retal vazia. O íleo paralítico cursa com abdome silencioso ou hipoativo, e não com peristalse aumentada de timbre metálico.
Menina, 3 anos, apresenta há 24 horas dor abdominal difusa, vômitos e distensão, com parada de eliminação de gases. Antecedente de correção de gastrosquise no período neonatal. Exame: abdome distendido e timpânico, com peristalse de luta e cicatriz mediana; sem hérnias e sem sinais de peritonite. Radiografia: alças de delgado dilatadas com níveis hidroaéreos e ausência de gás distal. Estável hemodinamicamente, sem febre e sem leucocitose importante. Qual a conduta inicial?
Na obstrução por bridas sem sinais de sofrimento intestinal e com paciente estável, a conduta inicial é conservadora — sonda nasogástrica para descompressão, hidratação, correção eletrolítica e observação — com cirurgia indicada diante de falha em 24 a 48 horas ou de sinais de estrangulamento. A laparotomia imediata em todos os casos submete a criança a nova cirurgia e a novas aderências desnecessariamente. O enema opaco terapêutico é usado na invaginação, não na obstrução por bridas. A colonoscopia descompressiva trata pseudo-obstrução colônica, e o quadro é de obstrução de delgado. Dar alta com laxante é perigoso diante de obstrução mecânica documentada.
Lactente tem episódios de vômito verde escuro e dor abdominal intensa, com piora rápida. O profissional precisa definir o encaminhamento prioritário. Qual medida responde melhor à prioridade descrita?
Vômito bilioso com dor exige investigação urgente de obstrução. Vômito bilioso verde, especialmente em lactente, exige excluir obstrução; não deve ser atribuído automaticamente à gastroenterite. Referência: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Vomiting/
Bebê apresenta vômitos verdes repetidos e sinais abdominais progressivos. A prioridade é decidir entre observação domiciliar e investigação hospitalar. Qual medida responde melhor à prioridade descrita?
Possível obstrução requer avaliação urgente. Vômito bilioso verde, especialmente em lactente, exige excluir obstrução; não deve ser atribuído automaticamente à gastroenterite. Referência: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Vomiting/
Recém-nascido apresenta vômitos verdes e distensão progressiva, sem diarreia. A equipe considera inicialmente administrar apenas antiemético. Qual medida responde melhor à prioridade descrita?
É necessário excluir causa obstrutiva com urgência. Vômito bilioso verde, especialmente em lactente, exige excluir obstrução; não deve ser atribuído automaticamente à gastroenterite. Referência: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Vomiting/
Paciente de dois meses apresenta vômitos biliosos sem febre, irritabilidade e distensão. Um diagnóstico de refluxo simples foi sugerido sem investigação. Qual medida responde melhor à prioridade descrita?
A cor biliosa é sinal de alarme para obstrução. Vômito bilioso verde, especialmente em lactente, exige excluir obstrução; não deve ser atribuído automaticamente à gastroenterite. Referência: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Vomiting/
Recém-nascido apresenta vômitos biliosos recorrentes e irritabilidade, sem diagnóstico definido. A dúvida é a urgência de encaminhamento. Qual encaminhamento ou investigação é prioritário?
O quadro exige avaliação imediata para causa obstrutiva. Vômitos biliosos no lactente são sinal de alarme para obstrução e exigem investigação imediata. Referência: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Vomiting/
Bebê apresenta vômito verde intenso e distensão, mas o responsável recebeu orientação informal de aguardar por provável refluxo. Qual encaminhamento ou investigação é prioritário?
A presença de bile exige descartar obstrução com urgência. Vômitos biliosos no lactente são sinal de alarme para obstrução e exigem investigação imediata. Referência: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Vomiting/
Paciente de dois meses tem vômitos verdes e distensão crescente; a família cogita trocar a fórmula e observar em casa. Qual encaminhamento ou investigação é prioritário?
A suspeita de obstrução não permite apenas ajuste alimentar domiciliar. Vômitos biliosos no lactente são sinal de alarme para obstrução e exigem investigação imediata. Referência: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Vomiting/
Lactente previamente bem passa a vomitar conteúdo verde e apresenta dor abdominal, sem diarreia que explique o quadro. Qual encaminhamento ou investigação é prioritário?
Vômito bilioso obriga excluir obstrução intestinal. Vômitos biliosos no lactente são sinal de alarme para obstrução e exigem investigação imediata. Referência: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Vomiting/
Uma criança operada por Hirschsprung apresenta febre, distensão abdominal e diarreia, com piora do estado geral. Qual interpretação deve orientar o atendimento?
Essa complicação pode ocorrer antes ou depois da cirurgia e pode ser grave; a operação prévia não elimina o risco. Referência: NIDDK/NIH. Treatment for Hirschsprung Disease (2021). https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/hirschsprung-disease/treatment
Na investigação de constipação grave desde o início da vida, a manometria anorretal não demonstra o relaxamento esperado após distensão retal. Qual interpretação é adequada?
A manometria avalia o reflexo de relaxamento; a análise histológica de amostra adequada permite confirmar ou afastar aganglionose. Referência: NIDDK/NIH. Diagnosis of Hirschsprung Disease (2021). https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/hirschsprung-disease/diagnosis
Uma criança com Hirschsprung apresenta enterocolite grave e perfuração intestinal. Discute-se derivação intestinal antes da reconstrução definitiva. Qual justificativa é adequada?
Em situações graves, um estoma pode desviar o trânsito e permitir estabilização; a reconstrução pode ser realizada posteriormente. Referência: NIDDK/NIH. Treatment for Hirschsprung Disease (2021). https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/hirschsprung-disease/treatment
Após cirurgia de Hirschsprung, uma criança mantém episódios de constipação e escape fecal. Está estável e sem sinais de infecção aguda. Qual orientação é adequada?
Problemas evacuativos podem persistir após o tratamento cirúrgico e requerem avaliação funcional e anatômica dirigida. Referência: NIDDK/NIH. Treatment for Hirschsprung Disease (2021). https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/hirschsprung-disease/treatment
Uma criança em idade escolar tem constipação grave de longa duração, distensão abdominal e resposta insuficiente a tratamento bem conduzido. Um familiar afirma que Hirschsprung seria impossível porque não houve diagnóstico ao nascer. Qual resposta é correta?
Embora congênita, a doença pode ser reconhecida mais tarde; história e sinais de alerta orientam investigação. Referência: NIDDK/NIH. Symptoms & Causes of Hirschsprung Disease (2021). https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/hirschsprung-disease/symptoms-causes
Ao explicar o tratamento cirúrgico de Hirschsprung, a equipe descreve a remoção do segmento agangliônico e o abaixamento de intestino com inervação adequada. Qual objetivo fundamenta essa estratégia?
O procedimento remove o segmento sem inervação ganglionar e conecta intestino funcional ao trajeto de eliminação, preservando a função esfincteriana conforme a técnica. Referência: NIDDK/NIH. Treatment for Hirschsprung Disease (2021). https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/hirschsprung-disease/treatment
As camadas concêntricas e a estrutura alongada dos dois painéis resultam de qual mecanismo intestinal?

A sobreposição de paredes e mesentério produz o alvo e o pseudorrim.
Em criança maior com episódios recorrentes e esse padrão de imagem, que possibilidade anatômica merece investigação?

Recorrência e idade menos típica aumentam a atenção para lesão que favoreça telescopagem.
Uma criança com púrpura palpável e dor abdominal desenvolve o achado ultrassonográfico mostrado. Qual associação deve ser considerada?

Edema e hemorragia da parede intestinal podem servir de ponto de início da invaginação.
Um lactente apresenta o mecanismo à direita do desenho e sinais de comprometimento vascular. Qual risco torna a avaliação cirúrgica urgente?

A torção do pedículo mesentérico pode interromper o suprimento sanguíneo.
No processo à esquerda, por que o segmento invaginado pode evoluir com sangue e muco nas fezes?

O aprisionamento do mesentério causa congestão e lesão mucosa.
Qual relação anatômica diferencia o mecanismo intestinal à esquerda daquele à direita?

O primeiro esquema mostra telescopagem; o segundo, torção.
Menino de 5 meses, ex-prematuro de 30 semanas, é levado ao pronto-socorro com abaulamento inguinal direito irredutível, doloroso, há 5 horas. Chorando, FC 160 bpm, sem vômitos, abdome levemente distendido, sem defesa. Bolsa escrotal direita com aumento de volume e coloração normal, sem eritema ou endurecimento local. Ausência de febre. Após analgesia e sedação leve, a equipe realiza redução manual gentil bem-sucedida do conteúdo herniário, com melhora clínica imediata e aceitação da dieta. Qual a orientação mais adequada quanto ao seguimento?
Após redução manual bem-sucedida de hérnia inguinal encarcerada em criança, o reparo cirúrgico deve ser realizado precocemente — habitualmente dentro de aproximadamente 5 dias — devido ao risco significativo de reencarceração durante a espera. Postergar por meses expõe o paciente a novo episódio de encarceramento, agora possivelmente com estrangulamento. Prematuros e lactentes de baixo peso têm risco especialmente elevado (incidência de encarceramento de 13% em <32 semanas). Faixas de contenção não têm evidência de benefício. Cirurgia imediata só é indicada quando há sinais de estrangulamento ou falha da redução. Referências: Timing do reparo após redução de hérnia inguinal encarcerada — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/8887087/ AAP — Assessment and Management of Inguinal Hernias in Children (2023) — https://publications.aap.org/pediatrics/article/152/1/e2023062510/192151/Assessment-and-Management-of-Inguinal-Hernias-in
Recém-nascido de 12 dias, a termo, dá entrada em pronto-socorro com quadro de vômitos biliosos há 6 horas, letargia, palidez, tempo de enchimento capilar de 5 segundos, FC 190 bpm, PA 55/30 mmHg, extremidades frias. Abdome distendido, com defesa difusa, descompressão dolorosa e áreas de coloração violácea na parede abdominal. Gasometria: acidose metabólica com lactato 7,2 mmol/L. Enquanto se inicia ressuscitação volêmica e antibioticoterapia de amplo espectro, o cirurgião pediátrico solicita orientação sobre a sequência da investigação. Qual é a conduta mais adequada neste momento?
Vômito bilioso em neonato levanta imediatamente a hipótese de má rotação com volvo do intestino médio. Quando o quadro se apresenta com sinais de peritonite (defesa, descompressão dolorosa), choque descompensado, discromia de parede abdominal e acidose láctica importante, o cenário sugere isquemia intestinal instalada, e a conduta correta é laparotomia exploradora imediata, com ressuscitação volêmica e antibioticoterapia em paralelo — jamais aguardar exames de imagem, pois cada hora de atraso pode significar perda de intestino médio inteiro. A investigação por seriografia esôfago-estômago-duodeno, ultrassonografia com sinal do redemoinho ou tomografia é apropriada apenas no paciente estável, sem sinais de peritonite ou choque. Postergar a cirurgia em busca de estabilização plena em unidade de terapia intensiva é conduta inadequada quando há suspeita de intestino isquêmico. Referências: StatPearls — Midgut Malrotation — https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK560888/ Estudo multicêntrico sobre má rotação com volvo em crianças — https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC11128588/
No painel direito, a alça roda ao redor de qual estrutura? Imagem didática do acervo OsceLabs.

A torção envolve a raiz vascular que sustenta o segmento intestinal.
Qual mecanismo mostrado pode produzir o sinal ultrassonográfico do alvo, com várias camadas intestinais concêntricas? Imagem didática do acervo OsceLabs.

Na invaginação, alças ficam encaixadas umas dentro das outras.
Um lactente estável apresenta o mecanismo esquerdo confirmado por ultrassom, sem peritonite nem perfuração. Qual tratamento inicial pode ser indicado em serviço com equipe preparada? Imagem didática do acervo OsceLabs.

Pode reduzir invaginação ileocólica em pacientes selecionados; requer suporte para eventual perfuração ou falha.
Um lactente tem vômitos biliosos e ultrassom que sugere o mecanismo direito. Por que um enema terapêutico típico da lesão esquerda não deve atrasar a avaliação cirúrgica? Imagem didática do acervo OsceLabs.

Os dois mecanismos não são intercambiáveis no tratamento.
Quer treinar mais nesse tema? Estas questões vêm do nosso banco — lá tem milhares, com simulado, maratona e estatística de acerto por área.
Criar conta grátis e continuar →Plano de revisão
em 7 dias
Monte uma tabela por idade com vômito bilioso, invaginação, hérnia e aderências; associe exame e tratamento.
em 30 dias
Resolva duas vinhetas: invaginação sem sangue nas fezes e recém-nascido instável com vômito verde. Explique quando não esperar imagem.
Agora atenda
Você sabe decidir com a tomografia na mão. A prova prática, e a vida, pedem outra coisa: chegar lá a partir de um paciente que ainda não tem exame nenhum.
Reconheça a apresentação incompleta, selecione o ultrassom e verbalize critérios para enema ou cirurgia. — você conduz anamnese, exame físico e conduta; o paciente responde em tempo real e o feedback vem no fim.
