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PediatriaNeonatologia

Enterocolite necrosante do prematuro

Enterocolite necrosante do recém-nascido

Os estágios de Bell como o Ministério os imprime, a prosa que discorda da própria tabela e as três datas em que o leite volta

01

Responda antes de ler

Escolha uma alternativa agora, mesmo sem certeza. Errar aqui faz parte — é o que faz a resposta certa grudar depois.

Questão de abertura

Prematuro de 28 semanas, 10 dias de vida, em UTI neonatal, evoluindo com dieta enteral, apresenta distensão abdominal, resíduo gástrico bilioso, letargia e sangue nas fezes. A radiografia de abdome evidencia pneumatose intestinal. Além de suspender a dieta enteral e iniciar antibioticoterapia de amplo espectro, qual achado radiológico indicaria necessidade de abordagem cirúrgica imediata?

02

Como esse tema cai

A enterocolite necrosante é citada em dez capítulos deste acervo e estadiada em nenhum. Ela aparece como desfecho do antibiótico desnecessário no capítulo de sepse neonatal, como item da lista de complicações no de prematuridade, como linha de diferencial no de doença hemorrágica do recém-nascido, como risco do canal arterial no de cardiopatias acianóticas e como vizinha de nome no de doença de Hirschsprung — que, aliás, diz por escrito que ela é outro capítulo. Este é o capítulo.

Entram: a faixa de incidência do guia nacional e a aritmética que ela não fecha; a mediana de idade de manifestação por idade gestacional, com a leitura invertida que ela produz no quarto dia de vida; os estágios de Bell exatamente como o Ministério os imprime, com os sinais sistêmicos, intestinais e radiológicos de cada degrau; a duração do antibiótico, que a prosa e a tabela do mesmo documento contam de dois jeitos; o esquema empírico, que é o da infecção precoce numa doença tardia; quando o leite volta, em que volume e de quem; e o que fica depois da alta — estenose, recorrência, intestino curto e uma vacina que uma régua contraindica e as outras duas não.

Ficam de fora, com capítulo próprio: a sepse neonatal precoce e tardia, com a janela de 36 a 48 horas da terapia empírica; a classificação do prematuro por idade gestacional e peso; a enterocolite associada à doença de Hirschsprung, que compartilha o nome e parte da gravidade mas tem escore, gatilho e cirurgia próprios; e o calendário vacinal da criança, de onde vem apenas a régua de contraindicação da vacina oral de rotavírus.

03

O que muda decisão

Três porcentagens, nenhum denominador

O guia nacional abre o capítulo com três números. A doença afeta de 1% a 8% de todas as crianças admitidas em unidade de terapia intensiva neonatal; em pré-termo com menos de 1.500 g, a incidência varia de 4% a 13%; e a letalidade oscila entre 10% e 50%. No parágrafo seguinte vem a frase que amarra os três: a incidência e a idade de início têm relação inversa com o peso de nascimento e a idade gestacional.

Essas duas faixas não são independentes, porque uma contém a outra. A taxa da unidade inteira é média ponderada entre o grupo abaixo de 1.500 g e todo o resto; se o risco cresce quando o peso cai, o resto tem taxa menor, e a média nunca ultrapassa a do subgrupo mais atingido. Faça a conta na direção do teto: para a unidade chegar a 8%, com o subgrupo no topo da própria faixa (13%) e os demais em zero, seria preciso que 61,5% das admissões pesassem menos de 1.500 g. Com 2% nos demais, a exigência ainda é de 54,5%. Nenhuma unidade neonatal brasileira tem metade dos leitos assim.

Refaça agora com números plausíveis. Se o muito baixo peso é 15% das admissões e sua taxa está no topo (13%), a contribuição dele é 1,95 ponto percentual; com 1% nos demais, a unidade inteira fecha em 2,8% — o terço inferior da faixa impressa. O intervalo de 1% a 8% não descreve, portanto, uma variação observada: descreve uma coleção de estudos com definições e populações diferentes, empilhada numa linha só. Quem responde uma questão pela faixa larga acerta por sorte; quem responde pela faixa do muito baixo peso responde pelo número que a própria frase seguinte manda usar.

A escala ajuda a sentir a imprecisão. O país registrou 2.370.945 nascidos vivos em 2024, e um estado de porte médio como Santa Catarina, 93.348 — mas o guia não diz quantos chegam à unidade neonatal nem quantos pesam menos de 1.500 g, de modo que nenhuma faixa vira número de casos por ano. O que dá para calcular é o efeito da largura: aplicada a mil prematuros abaixo de 1.500 g, a faixa de 4% a 13% prevê de 40 a 130 casos, e a letalidade de 10% a 50% transforma isso em 4 a 65 óbitos — dezesseis vezes de variação no desfecho que mais importa.

Quadro 7: quanto mais prematuro, mais tarde

O guia traz uma tabela de quatro linhas com a mediana de idade pós-natal de manifestação. Menores de 28 semanas: 22 dias de vida. Entre 28 e 32 semanas: 13 dias. Entre 33 e 36 semanas: 4 dias. Recém-nascido a termo: 2 dias. A escada é limpa e monótona, e a maior parte dos alunos a lê pelo cabeçalho do parágrafo anterior — quanto menor a idade gestacional, maior o risco — e conclui, errado, que o prematuro extremo adoece mais cedo.

Ele adoece mais tarde, e a distância é grande: onze vezes o intervalo do recém-nascido a termo. Isso inverte a leitura de uma vinheta datada. Coloque dois bebês no quarto dia de vida, um de 27 semanas e um de 34. O de 34 semanas está exatamente na mediana da sua faixa; o de 27 está a dezoito dias da dele. No quarto dia, o menos prematuro é o que tem mais chance de estar abrindo a doença. As duas afirmações do documento convivem: o prematuro extremo tem mais risco acumulado e menos risco naquele dia.

Eixo de idade pós-natal de 0 a 25 dias com quatro faixas de idade gestacional. As medianas de manifestação são 22 dias abaixo de 28 semanas, 13 dias entre 28 e 32 semanas, 4 dias entre 33 e 36 semanas e 2 dias no recém-nascido a termo, formando uma escada que desce para a esquerda conforme a maturidade aumenta. Uma linha vertical no dia 4 mostra o bebê de 34 semanas sobre a sua mediana e o de 27 semanas a 18 dias da dele.
Quanto mais prematuro, mais tarde a doença aparece: a mediana vai de 2 dias no termo a 22 dias abaixo de 28 semanas, e no quarto dia de vida quem tem mais chance de estar abrindo o quadro é o menos prematuro.

Há corroboração brasileira recente e independente. O caso-controle de São José do Rio Preto, com 50 casos e 50 controles, encontrou correlação inversa entre a idade gestacional ao nascer e a idade pós-natal no diagnóstico, com r = −0,60. É o mesmo achado do Quadro 7, doze anos depois e em outro serviço, e ele desloca o pensamento clínico: a janela de vigilância não fecha na primeira semana, e o prematuro de 26 semanas que passou vinte dias tolerando dieta está chegando na sua mediana.

O mecanismo que o guia oferece para essa relação é o gatilho alimentar. A doença raramente se manifesta antes do início da alimentação por via enteral, e o prematuro extremo começa a receber dieta mais tarde e progride mais devagar. Repare no advérbio: raramente, não nunca. É uma diferença que a alternativa de prova explora, porque a inversão do condicional é fácil de engolir — de "quase toda enterocolite ocorre em quem já recebeu dieta" para "quem não recebeu dieta não tem enterocolite". A segunda frase não está no documento e não é verdadeira.

Tríptico de radiografias abdominais neonatais seriadas mostrando pneumatose intestinal, gás venoso portal e pneumoperitônio com sinal do futebol.
Progressão radiológica da enterocolite necrosante: pneumatose e gás venoso portal sustentam a classificação de Bell; pneumoperitônio indica perfuração e exige avaliação cirúrgica.

Os estágios de Bell como o Ministério os imprime

O Quadro 8 do guia é a classificação de Bell modificada, e ele organiza cada degrau por três colunas — sinais sistêmicos, sinais intestinais e sinais radiológicos — mais uma quarta de tratamento. O texto que apresenta a tabela é explícito quanto à sua função: uniformizar o diagnóstico entre serviços e servir de roteiro de manejo. Aprender a tabela é aprender a doença, porque a conduta inteira pendura-se no degrau.

Os estágios IA e IB são suspeita. Sistemicamente há temperatura instável, apneia, bradicardia e letargia; no intestino, muitos resíduos antes da gavagem, distensão leve, vômitos e sangue oculto nas fezes; na radiografia, intestino normal ou dilatado, com íleo leve. O que separa IB de IA é uma linha só: sangue vivo nas fezes. O tratamento é nada por via oral e antibiótico. A prosa adverte que esses achados servem igualmente para sepse neonatal e para intolerância alimentar simples.

Os estágios IIA e IIB são enterocolite definida, com a criança moderadamente enferma. Em IIA somam-se a ausência de ruídos abdominais, com ou sem dor, e o achado radiológico que dá nome à doença na prova: pneumatose intestinal, ao lado de dilatação e íleo. Em IIB acrescentam-se acidose metabólica e plaquetopenia leve, dor abdominal definida, eventualmente celulite de parede ou massa no quadrante inferior direito, e ascite. As durações de antibiótico separam os dois degraus: sete a dez dias em IIA, quatorze dias em IIB.

Os estágios IIIA e IIIB são doença avançada, com criança gravemente enferma. O sistêmico ganha hipotensão, apneia e bradicardia graves, acidose respiratória e metabólica combinadas, coagulação intravascular disseminada e neutropenia; o intestinal ganha sinais de peritonite com dor e distensão acentuadas; o radiológico, ascite definida. A diferença entre os dois é uma só, e é radiológica: IIIB tem pneumoperitônio. O tratamento de IIIA acrescenta fluidos, inotrópicos e ventilação mecânica, com a paracentese a cogitar; o de IIIB acrescenta intervenção cirúrgica.

O guia inclui um aviso destacado que existe para bloquear a inversão mais tentadora da tabela: a ausência de perfuração no estágio IIIA não implica em doença mais branda, porque pode estar em curso necrose intestinal maciça. O corolário do lado de cá vale igual: pneumatose define o estágio IIA, não a existência da doença. Um bebê em IA ou IB tem radiografia com intestino normal ou apenas dilatado, e continua sendo enterocolite suspeita. Sem pneumatose não se exclui nada — apenas não se sobe de degrau.

A prosa contra a própria tabela: três dias, ou três a cinco depois de sarar

A tabela e a prosa do mesmo capítulo contam a duração do antibiótico de dois jeitos, e não é uma questão de arredondamento: elas usam âncoras diferentes. O Quadro 8 conta a partir do início, com número fixo por degrau — três dias em IA e IB, sete a dez em IIA, quatorze em IIB, IIIA e IIIB. A prosa do item 37.4.1 conta a partir do fim: a antibioticoterapia "poderá ser suspensa três a cinco dias após os sinais clínicos e laboratoriais desaparecerem por completo", desde que as culturas não mostrem crescimento.

Ponha um bebê nas duas réguas. Estágio IA, suspeita, sinais que desaparecem no terceiro dia. Pela tabela, o antibiótico termina no dia 3. Pela prosa, termina entre o dia 6 e o dia 8. O piso da prosa é o dobro do número da tabela, e a diferença não é aparente para quem leu só uma das duas. Se a resolução demorar cinco dias, a prosa leva a oito a dez dias de antibiótico num quadro que a tabela resolveria em três — no mesmo documento, para o mesmo estágio.

No degrau grave, o mesmo número aparece com naturezas opostas. A prosa do item 37.4.2 diz que, diante de má evolução, a antibioticoterapia "deverá prolongar-se por, no mínimo, 14 dias". A tabela diz, para IIB, IIIA e IIIB, "antibióticos por 14 dias". Quatorze é piso de um lado e duração fechada do outro: quem lê a tabela para de contar no dia 14; quem lê a prosa entende que ali começa a discussão. Este é o padrão mais rendoso de prova em documento nacional — o mesmo número dos dois lados do porteiro.

A cobertura para anaeróbios tem gatilho próprio, e ele não é o estágio: acrescenta-se outro antimicrobiano quando houver piora clínica rápida e progressiva, pneumatose intestinal extensa, pneumoperitônio ou evidências de peritonite, ou isolamento de anaeróbio na hemocultura. O metronidazol é o fármaco nomeado, e o guia permite associá-lo tanto ao par ampicilina e gentamicina quanto ao par amicacina e vancomicina. Pneumatose extensa é gatilho de anaeróbio sem ser gatilho de cirurgia — o cirúrgico absoluto é o pneumoperitônio.

O esquema empírico é o da infecção precoce, e a doença é tardia

O capítulo da enterocolite manda iniciar imediatamente antibioticoterapia de largo espectro e sugere "a associação de ampicilina e gentamicina para crianças que não receberam antibioticoterapia prévia". Guarde a frase inteira, porque a oração condicional no fim dela é a chave.

Agora abra o volume II do mesmo guia, no capítulo de sepse neonatal. O Quadro 10 divide os agentes por tempo. Infecção precoce, até 48 horas: bactérias do canal de parto — Streptococcus agalactiae, Listeria monocytogenes, Escherichia coli. Infecção tardia, depois de 48 horas: microrganismos hospitalares, Gram-negativos, Staphylococcus aureus, estafilococo coagulase-negativo e fungos. A recomendação de ampicilina com gentamicina está escrita ali para a precoce, com a dose alta justificada como cobertura para o estreptococo do grupo B.

Junte com o Quadro 7. A mediana de manifestação no prematuro abaixo de 28 semanas é o dia 22 de vida; entre 28 e 32 semanas, o dia 13. Ou seja: para a população em que a doença mais acontece, o guia recomenda o esquema que ele próprio reserva para a infecção das primeiras 48 horas, contra germes de canal de parto que já não são os daquele bebê. A oração condicional é o que salva o texto, mas descreve uma minoria: o prematuro extremo no dia 22 quase sempre já passou por antibiótico, e o que sobra é a instrução de basear o esquema "nos padrões de sensibilidade e resistência bacteriana dos germes isolados" da própria unidade.

O ponto de prova é dizer o que a régua diz e onde ela para. A régua nomeia ampicilina e gentamicina como sugestão inicial para quem nunca usou antibiótico, nomeia amicacina e vancomicina como o outro par possível, nomeia metronidazol como a cobertura anaeróbia e entrega o resto ao perfil microbiológico local. Uma alternativa que ofereça "esquema fixo para toda enterocolite" contraria o documento; uma que ofereça "ampicilina e gentamicina no prematuro de vinte e dois dias sob antibiótico há uma semana" está usando a sugestão fora da sua própria condição.

Vale registrar o que o volume II acrescenta e que raramente entra na resposta: a enterocolite necrosante, na fase aguda, está entre as situações em que a analgesia deve ser indicada no período neonatal, ao lado de procedimentos cirúrgicos e de tocotraumatismos. Não é detalhe de conforto: é indicação escrita, e alternativa que ofereça analgesia entre as medidas iniciais está apoiada em documento.

Quando o leite volta, em que volume e de quem

A suspensão é imediata e tem técnica descrita: suspender a nutrição enteral, passar sonda orogástrica e mantê-la em drenagem para aliviar a distensão, com a sonda mais calibrosa que o tamanho da criança permitir. A nutrição parenteral sustenta a oferta enquanto durar o jejum, e o guia é honesto quanto ao preço: ela precisa evitar a desnutrição "sem acrescentar os riscos metabólicos e infecciosos inerentes" a ela própria. A radiografia de abdome se repete duas a quatro vezes por dia, nas incidências anteroposterior e em decúbito dorsal com raios horizontais.

O retorno da dieta tem três parâmetros, e é aqui que a prosa volta a divergir da tabela. Reinicia-se 48 horas após a normalização do quadro clínico e laboratorial, de preferência com leite da própria mãe, e com um terço do volume que a criança vinha recebendo, subindo conforme a tolerância. Só que a coluna de tratamento do Quadro 8 amarra "nada por via oral" à duração do antibiótico. Num estágio IIB cujo quadro normaliza no quinto dia, a prosa realimenta no sétimo e a tabela mantém jejum até o décimo quarto — uma semana de intestino sem trofismo separando duas regras do mesmo documento.

Sobre de quem é o leite, os capítulos 35 e 37 do volume IV se contradizem por escrito. O capítulo 35 diz, sobre o leite de banco: "não há evidências de que esse leite também contribua para a diminuição da incidência de enterocolite necrosante", e acrescenta que sua densidade nutricional pode não bastar para o ganho de peso do pré-termo. O capítulo 37, trinta páginas adiante, diz que a utilização do leite da própria mãe "e/ou leite de banco de leite humano" contribui para diminuir incidência e gravidade da doença. A conjunção alternativa dá ao leite de banco o benefício que o outro capítulo lhe recusa. Onde os dois concordam é no primeiro lugar: leite da própria mãe.

O ritmo de avanço rende a terceira incoerência, a mais operacional. A lista de fatores de risco do item 37.3 inclui avanço rápido da alimentação enteral — sem número. O item 37.6 diz que o aumento diário de cerca de 20 mL/kg/dia (até 30 mL/kg/dia) não se associa a mais risco. O capítulo 35 repete o teto de 30 e fixa 20 abaixo de 1.500 g, mas, na página do início da dieta, manda começar com 10 a 20 e avançar de 10 a 20 mL/kg/dia. São três números para o mesmo ato no mesmo volume, e o mesmo 30 é teto seguro num item e é o que o outro chama de rápido. O consenso da Sociedade Brasileira de Pediatria usa 20 a 30 como rotina.

A regra de tolerância que autoriza subir também está escrita, e é a que o aluno costuma citar de memória errada: aumenta-se o volume se não houver resíduo gástrico — definido como menos de 20% a 30% do volume oferecido aspirado antes da próxima oferta —, se não houver distensão abdominal e se a peristalse estiver boa.

Indometacina: fator de risco, prevenção e contraindicação no mesmo volume

A lista de fatores de risco do item 37.3 tem sete linhas: asfixia neonatal, cateterização umbilical, avanço rápido da alimentação enteral, persistência do canal arterial, cardiopatia congênita, policitemia e uso de indometacina e/ou metilxantinas. Guarde as duas últimas juntas, porque o canal arterial e a droga que o fecha aparecem na mesma lista.

Vá ao capítulo 38 do mesmo volume. Ele descreve o tratamento precoce do canal arterial, em torno do terceiro dia, para prematuros entre 28 e 32 semanas com repercussão, e afirma que a estratégia "pode reduzir as complicações pulmonares e a incidência de enterocolite necrosante". E, na lista de contraindicações ao tratamento farmacológico do canal — ao lado de hemorragia nas últimas 24 horas, plaquetas abaixo de 50.000, creatinina acima de 1,8 e bilirrubina acima de 12 —, está escrito: enterocolite necrosante.

O mesmo fármaco, no mesmo volume, é fator de risco da doença, medida que reduz a incidência e contraindicação absoluta quando a doença já existe. As três posições não se anulam — o risco vem da vasoconstrição esplâncnica da inibição de prostaglandinas, o benefício vem de interromper o roubo diastólico que hipoperfunde o intestino, e a contraindicação vem de somar vasoconstrição a um intestino já isquêmico. Mas quem decorou uma das três frases erra nas outras duas situações, e é assim que a alternativa plausível nasce. O que resolve é o tempo: antes da doença, o canal significativo é risco e o fechamento é prevenção; depois dela instalada, a droga sai da mesa.

As demais medidas de prevenção do item 37.6 são de higiene e de organização, não de fármaco: higienização rigorosa das mãos de todos que entram na unidade, limpeza do material, infraestrutura física e de pessoal adequada ao número de leitos e proibição de superpopulação de pacientes — porque a doença ocorre em surtos, o que levanta a hipótese de transmissão entre recém-nascidos. Some-se o corticoide antenatal em gestante sob risco de parto prematuro, que o guia registra como redutor da ocorrência.

Os probióticos são o item que envelheceu. Em 2014 o guia escreve que a administração enteral "parece promissora na diminuição dos índices" e que se aguardam mais estudos para generalizar a aplicação. Doze anos depois, a frase continua sendo a régua nacional escrita, ainda que a literatura tenha se movido. Numa prova brasileira, a alternativa que apresenta probiótico como conduta preconizada pelo documento nacional está indo além do que o documento diz; a que o apresenta como promessa em estudo está reproduzindo o texto.

Depois da alta: estenose, recorrência e a vacina que uma régua contraindica

O item 37.5 traz dois números que precisam ser lidos pelo denominador. Até 40% das crianças acometidas podem ter estenoses intestinais, que surgem até duas semanas depois e ocorrem em maioria no cólon; e a doença recorre em 6% dos anteriormente comprometidos. Cruze com a letalidade de 10% a 50% da abertura do capítulo: se de cada 100 acometidos morrem 50, os 40 estenosados só podem sair dos 50 sobreviventes — o que faz de "até 40%" uma taxa de 80% dos que sobrevivem. Com letalidade baixa, saem de 90 e a taxa é 44%. O número não muda; muda de quem ele fala.

O gatilho clínico da estenose está escrito e é simples de reconhecer numa vinheta: episódios recorrentes de intolerância alimentar e dificuldade de progressão da dieta depois de enterocolite de qualquer grau exigem investigação radiológica. Vale para qualquer grau — inclusive para quem só foi suspeita e nunca subiu de degrau. E as crianças que se recuperam ficam com risco aumentado de sepse, displasia broncopulmonar e atraso de crescimento e de desenvolvimento neurológico.

O desfecho mais pesado é o intestino curto. A ressecção do segmento inviável segue sendo o padrão cirúrgico, com a drenagem peritoneal por dreno de Penrose sob anestesia local reservada à criança grave demais para suportar a laparotomia. As áreas mais comprometidas são o íleo terminal e o cólon proximal, ainda que a lesão possa ir do estômago ao reto. Num serviço brasileiro de referência com 25 anos de seguimento de insuficiência intestinal, entre as 40 crianças atendidas a enterocolite empatou com a doença de Hirschsprung e com a atresia de delgado em 6 casos cada, atrás apenas da gastrosquise.

E há a régua vacinal, onde dois documentos do mesmo Ministério discordam. O guia de 2014 escreve, no roteiro de alta do prematuro e de novo na tabela de vacinas, que não se deve vacinar contra rotavírus criança com malformação intestinal ou que teve enterocolite necrosante. A Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação de 2026 lista as contraindicações da vacina oral e a doença prévia não está entre elas: constam histórico de intussuscepção ou malformação congênita não corrigida que predisponha à intussuscepção, imunodepressão grave, criança fora da faixa etária e hipersensibilidade a dose anterior. O manual dos centros de referência para imunobiológicos especiais atravessa 178 páginas sem mencionar a doença uma única vez.

Como isso cai. Enunciado que cita o guia do recém-nascido, o roteiro de alta da unidade neonatal ou o cuidado com o pré-termo recorta o mundo de 2014, e ali a contraindicação está escrita. Enunciado que cita o calendário nacional, a sala de vacina ou a Instrução Normativa recorta o mundo de hoje, e ali a lista é fechada. Identificar de qual documento a questão saiu vale mais que ter opinião sobre qual das duas réguas é a certa.

O que o exame não faz: calprotectina, zero casos e a regra dos três

A enterocolite necrosante não tem exame confirmatório. O guia é direto: a confirmação se faz "quando vários dos exames citados forem positivos e as radiografias evidenciarem achados radiológicos sugestivos", e esses exames — hemograma, hemocultura, urina, proteína C reativa e eventualmente líquor — servem para acompanhar evolução e detectar agente, não para dizer sim ou não. Quem decide é clínica com radiografia, e o texto recomenda contar com radiologista experiente.

A busca por um marcador é ativa e ainda não entregou. A coorte prospectiva de Curitiba acompanhou 48 prematuros de até 34 semanas por até 30 dias, com 124 amostras fecais semanais: medianas de calprotectina de 56 µg/g na primeira semana a 65 µg/g na terceira, com variação larga entre bebês e dentro do mesmo bebê, sem associação com nenhuma variável clínica. Nos cinco com suspeita clínica, o marcador oscilou sem padrão temporal e sem perfil discriminatório.

O achado que mais ensina é o desfecho: nenhum caso confirmado ocorreu no seguimento. É tentador ler isso como "a doença é rara aqui", e é exatamente a leitura errada. Com zero eventos em 48 observações, o limite superior do intervalo de confiança de 95% se estima pela regra dos três: 3 ÷ 48 = 6,25%. O resultado é compatível com uma incidência verdadeira de até 6,25% — dentro da faixa de 4% a 13% do guia nacional. Zero em 48 não contradiz a régua; apenas não tem tamanho para vê-la. E cinco suspeitas em 48 dão 10,4% de suspeita com nenhuma confirmação.

Os autores dessa coorte fazem uma declaração que merece ser lida como modelo: registram que o estadiamento de Bell não foi aplicado prospectivamente, porque o objetivo do estudo não era diagnosticar, e que os casos representam suspeita clínica e devem ser interpretados como tal. Um estudo que diz de antemão o que não mediu vale mais que um que apresenta como resultado o que o desenho impôs.

É o contraste com o outro estudo brasileiro. O caso-controle de São José do Rio Preto casou 50 casos e 50 controles e declara que os grupos não diferiram em idade gestacional, peso, Apgar nem sexo. Em seguida rodou regressão logística múltipla incluindo idade gestacional e peso ao nascer e reportou os dois como não significativos. Variável equilibrada por desenho não pode mostrar associação na mesma amostra: a não significância ali é construção, não achado. A coorte de Niterói tem o mesmo problema e o nomeia sobre si própria, escrevendo que selecionar só pré-termos abaixo de 1.500 g "pode explicar a ausência de associação" com a idade gestacional.

Os números desses dois trabalhos, esses, resistem à conferência. Em Niterói, 18 de 183 abaixo de 1.500 g tiveram a doença — 9,8%, dentro da faixa nacional; a pré-eclâmpsia foi o único fator materno relevante, com razão de chances de 2,84 e intervalo de 1,04 a 7,7, que reproduz em 1,05 a 7,72 pelo erro-padrão do logaritmo. O resumo em inglês do mesmo artigo imprime o limite inferior arredondado para 1,0, encostado no valor nulo que o número real não toca. Em São José do Rio Preto, o genótipo nulo de GSTM1 apareceu em 60% dos casos contra 36% dos controles, e a razão de chances de 2,667 (1,188 a 5,986) reproduz dos quatro numeradores; 17 de 50 casos foram operados e a sobrevida foi de 86% — letalidade de 14%, no piso da faixa do guia.

Uma armadilha de unidade fecha a seção, e ela é falsa. Calprotectina fecal reportada em µg/g e em mg/kg dá o mesmo número: 56 µg por grama e 56 mg por quilo são ambos 56 partes por milhão em massa. Trocar a unidade não muda o valor, e a alternativa que oferece "conversão" entre as duas está pedindo uma conta que não existe.

04

Como decidir em quatro perguntas

Quase toda questão do tema se resolve identificando primeiro em que degrau da tabela o enunciado parou o relógio, e depois qual documento é dono daquele degrau. Radiografia e sinal sistêmico definem o estágio; o estágio define jejum, antibiótico e sala. Duração de antibiótico e retorno da dieta pedem que se diga qual das duas réguas do mesmo capítulo está sendo cobrada — a da tabela, que conta do início, ou a da prosa, que conta a partir da resolução.

  1. 11. Prematuro com distensão, resíduo aumentado ou bilioso, muco ou sangue nas fezes, com piora clínica? Suspenda a dieta agora, passe sonda orogástrica em drenagem e peça radiografia de abdome — antes de qualquer classificação.
  2. 22. Leia a radiografia com três perguntas na ordem: há pneumoperitônio? Há pneumatose intestinal ou periportal? Há apenas dilatação e íleo? A primeira resposta positiva define o degrau.
  3. 33. Sem pneumatose e sem pneumoperitônio, o caso é suspeita — estágio I. Sangue vivo nas fezes distingue IB de IA, e não muda a conduta: nada por via oral e antibiótico.
  4. 44. Com pneumatose e sem pneumoperitônio, é enterocolite definida — estágio II. Acidose metabólica com plaquetopenia leve, dor definida, celulite de parede, massa em quadrante inferior direito ou ascite sobem de IIA para IIB.
  5. 55. Com hipotensão, coagulação intravascular disseminada, neutropenia e peritonite, é estágio III. Pneumoperitônio separa IIIB de IIIA — e é indicação absoluta de cirurgia.
  6. 66. Escolha o antibiótico pelo perfil da sua unidade. Ampicilina e gentamicina só como sugestão inicial para quem nunca recebeu antibiótico; amicacina e vancomicina como o outro par nomeado.
  7. 77. Acrescente cobertura anaeróbia — metronidazol — se houver piora rápida e progressiva, pneumatose extensa, pneumoperitônio ou peritonite, ou anaeróbio isolado em hemocultura.
  8. 88. Sustente com nutrição parenteral enquanto durar o jejum, repita a radiografia duas a quatro vezes por dia e indique analgesia: a fase aguda da doença é indicação escrita no guia nacional.
  9. 99. Reintroduza o leite 48 horas após a normalização clínica e laboratorial, de preferência da própria mãe, com um terço do volume anterior, subindo conforme a tolerância.
  10. 1010. Na alta, oriente sobre estenose — intolerância recorrente e dieta que não progride pedem estudo radiológico —, e verifique qual régua vacinal o serviço segue quanto à vacina oral de rotavírus.

Guia do Ministério, 2014, volume IV

Régua clínica: incidência, mediana de manifestação por idade gestacional, estágios de Bell com sinais e tratamento, jejum, antibiótico, retorno da dieta, complicações e prevenção. É o documento nacional que estadia a doença.

Guia do Ministério, 2014, volume II

Diz quais germes valem antes e depois das 48 horas de vida, e é contra o Quadro 10 dele que se lê o esquema empírico sugerido no capítulo da enterocolite. Também traz a fase aguda da doença entre as indicações de analgesia neonatal.

Calendário Nacional de Vacinação, 2026

Fecha a lista de contraindicações da vacina oral de rotavírus: intussuscepção prévia ou malformação não corrigida que predisponha a ela, imunodepressão grave, fora da faixa etária e hipersensibilidade. Enterocolite prévia não figura.

Consenso da Sociedade, 2023

Nutrição parenteral do pré-termo: aminoácidos desde as primeiras horas, progressão e metas. Entra quando o enunciado pergunta como sustentar o bebê durante o jejum, não como classificar a doença.

Estágios de Bell no Quadro 8 do guia nacional

EstágioSinais sistêmicosSinais intestinaisRadiografiaTratamento
IA — suspeitaTemperatura instável, apneia, bradicardia, letargiaResíduo pré-gavagem aumentado, distensão leve, vômitos, sangue oculto nas fezesIntestino normal ou dilatado, íleo leveNada por via oral; antibiótico por três dias
IB — suspeitaIguais aos de IASangue vivo nas fezesIguais aos de IAIguais aos de IA
IIA — definida, moderadamente enfermoIguais aos de IAAusência de ruídos abdominais, com ou sem dorDilatação, íleo e pneumatose intestinalNada por via oral; antibiótico por sete a dez dias
IIB — definida, moderadamente enfermoAcidose metabólica e plaquetopenia leveDor definida, com ou sem celulite de parede ou massa em quadrante inferior direitoComo IIA, com ou sem asciteNada por via oral; antibiótico por quatorze dias
IIIA — avançada, sem perfuraçãoHipotensão, apneia e bradicardia graves, acidose combinada, coagulação intravascular disseminada, neutropeniaSinais de peritonite, dor e distensão acentuadasComo IIB, com ascite definidaFluidos, inotrópicos, ventilação mecânica; cogitar paracentese
IIIB — avançada, com perfuraçãoIguais aos de IIIAIguais aos de IIIAComo IIB, mais pneumoperitônioO mesmo, mais intervenção cirúrgica

Mediana de idade pós-natal de manifestação (Quadro 7)

Idade gestacionalDias de vidaLeitura que a tabela obriga
Menos de 28 semanas22Janela de vigilância vai muito além da primeira semana
28 a 32 semanas13Metade dos casos ainda não abriu no décimo dia
33 a 36 semanas4É o grupo que abre a doença cedo, não o extremo
Recém-nascido a termo2Quadro precoce; pensar também em causa estrutural ou hipóxica

Os três números do avanço da dieta no mesmo volume

Onde estáO que mandaO que isso cria
Item 35.6.1, início da dietaComeçar com 10 a 20 mL/kg/dia e avançar de 10 a 20 mL/kg/diaO piso mais conservador dos três
Item 35.6.3, ritmo de aumentoCerca de 20 mL/kg/dia abaixo de 1.500 g; até 30 mL/kg/dia não aumentou riscoDobra o teto do item anterior
Item 37.6, prevençãoCerca de 20 mL/kg/dia, até 30 mL/kg/dia, sem associação com riscoConfirma o teto de 30 como seguro
Item 37.3, fatores de riscoAvanço rápido da alimentação enteralChama de risco um ato que os outros três itens não quantificam

Pneumatose intestinal define o estágio IIA, não a existência da doença. Estágios IA e IB são enterocolite suspeita com radiografia normal ou apenas dilatada — a ausência do sinal não exclui nada, apenas não sobe de degrau.

Pneumoperitônio é a única indicação absoluta de cirurgia no texto do guia. Pneumatose extensa é gatilho de cobertura anaeróbia, não de sala.

A ausência de perfuração no estágio IIIA não significa doença mais branda: pode haver necrose intestinal maciça sem ar livre, e o guia traz esse aviso destacado.

A duração do antibiótico tem duas âncoras no mesmo capítulo. A tabela conta do início, com número por degrau; a prosa conta a partir do desaparecimento completo dos sinais, e admite mais três a cinco dias depois disso.

A dieta volta 48 horas após a normalização clínica e laboratorial, com um terço do volume anterior — enquanto a coluna de tratamento da tabela mantém jejum atrelado à duração do antibiótico. Nas apresentações graves, as duas regras podem estar a uma semana de distância.

A regra de tolerância para subir volume é objetiva: resíduo gástrico abaixo de 20% a 30% do volume oferecido, sem distensão e com boa peristalse.

05

Onde as fontes divergem

Nestes pontos as fontes não dizem a mesma coisa. Cada posição vem com quem a sustenta — e com o que fazer diante de uma vinheta de prova.

Vacina oral de rotavírus em criança que teve enterocolite necrosante

Contraindicada

O roteiro de alta do prematuro e a tabela de vacinas do guia nacional do recém-nascido determinam não vacinar contra rotavírus crianças com malformações intestinais ou que tiveram enterocolite necrosante, registrando a doença prévia como contraindicação ao lado da malformação.

Brasil, Ministério da Saúde, Atenção à saúde do recém-nascido, volume IV — Cuidados com o recém-nascido pré-termo, 2. ed., 2014, roteiro de alta e quadro de esquema vacinal do pré-termo.

Não consta entre as contraindicações

A lista de contraindicações da vacina rotavírus humano G1 P[8] atenuada tem quatro itens: histórico de intussuscepção ou malformação congênita não corrigida do trato gastrointestinal que predisponha à intussuscepção; imunodepressão grave ou uso de corticosteroide em dose imunossupressora; criança fora da faixa etária preconizada; e reação de hipersensibilidade prévia. Enterocolite necrosante não figura, e o manual dos centros de referência para imunobiológicos especiais também não a menciona.

Brasil, Ministério da Saúde, Instrução Normativa que instrui o Calendário Nacional de Vacinação 2026, item 7; e Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, 6. ed., 2023.

Na prova

As duas réguas são do mesmo Ministério e continuam ambas em vigor nos seus próprios domínios, então a pergunta não é qual está certa — é de qual documento o enunciado saiu. Enunciado que fala em roteiro de alta da unidade neonatal, seguimento do pré-termo ou cuidado com o recém-nascido de risco recorta o guia de 2014, onde a contraindicação está escrita duas vezes. Enunciado que fala em sala de vacina, calendário nacional, faixa etária da primeira dose ou Instrução Normativa recorta a régua vacinal vigente, cuja lista é fechada e não inclui a doença prévia. Se as alternativas oferecem intussuscepção prévia ao lado de enterocolite prévia, o par está sinalizando qual documento a banca abriu.

Leite de banco de leite humano reduz a incidência da enterocolite?

Reduz

A utilização do leite da própria mãe e/ou de leite de banco de leite humano na nutrição enteral, em particular do pré-termo, é altamente recomendável, pois contribui para a diminuição da incidência e/ou da gravidade da enterocolite neonatal, além de ser a dieta recomendada para o reinício da alimentação depois do episódio.

Brasil, Ministério da Saúde, Atenção à saúde do recém-nascido, volume IV, 2. ed., 2014, item 37.6 (prevenção da enterocolite necrosante).

Evidência restrita ao leite da própria mãe

O leite proveniente de bancos de leite humano é a segunda opção para o pré-termo, mas o capítulo de nutrição enteral registra que não há evidências de que ele também contribua para a diminuição da incidência da enterocolite, e acrescenta que sua densidade nutricional pode não bastar para ganho de peso adequado.

Brasil, Ministério da Saúde, Atenção à saúde do recém-nascido, volume IV, 2. ed., 2014, item 35.6.2 (escolha do leite).

Na prova

A divergência está dentro do mesmo volume, o que significa que a banca pode citar o documento nacional e sustentar qualquer um dos dois lados. O que não muda entre eles é a hierarquia: leite da própria mãe em primeiro lugar, sempre, tanto para prevenir quanto para reintroduzir depois do episódio. Para identificar o recorte, veja se o enunciado pergunta pela melhor dieta do pré-termo — e aí o leite materno vence sem disputa — ou se pergunta especificamente o que o leite de banco reduz, que é onde os dois capítulos se separam.

Por quantos dias fica o antibiótico na enterocolite suspeita

Três dias, contados do início

Na coluna de tratamento do quadro de classificação de gravidade, os estágios IA e IB recebem nada por via oral e antibióticos por três dias, número fechado, sem condicionar a suspensão ao desaparecimento dos sinais.

Brasil, Ministério da Saúde, Atenção à saúde do recém-nascido, volume IV, 2. ed., 2014, Quadro 8.

Três a cinco dias após a resolução completa

O texto que descreve as medidas diante da suspeita determina que a antibioticoterapia poderá ser suspensa três a cinco dias após os sinais clínicos e laboratoriais desaparecerem por completo, e desde que as culturas não mostrem crescimento de micro-organismos.

Brasil, Ministério da Saúde, Atenção à saúde do recém-nascido, volume IV, 2. ed., 2014, item 37.4.1.

Na prova

Este é o ponto em que a mesma seção do mesmo capítulo dá duas respostas com âncoras diferentes, e a prova costuma escolher a da tabela porque ela cabe numa alternativa. Para identificar o recorte, olhe o que o enunciado oferece como referência temporal: se ele diz o estágio e pergunta a duração, está cobrando a tabela; se ele descreve a resolução dos sinais e das alterações laboratoriais e pergunta quando suspender, está cobrando a prosa. Alternativa que junta as duas — três dias após a normalização — não está em nenhum dos dois textos.

Qual faixa de incidência usar para o prematuro abaixo de 1.500 g

De 4% a 13%

Em recém-nascido pré-termo com menos de 1.500 g, a incidência da enterocolite necrosante varia de 4% a 13%, e a doença afeta de 1% a 8% de todas as crianças admitidas em terapia intensiva neonatal, com letalidade entre 10% e 50%.

Brasil, Ministério da Saúde, Atenção à saúde do recém-nascido, volume IV, 2. ed., 2014, item 37.1.

De 5% a 12%

A doença é a principal causa de morte de origem gastrointestinal no prematuro e acomete de 5% a 12% dos recém-nascidos de muito baixo peso, segundo a literatura contemporânea que serve de introdução a coortes brasileiras recentes.

Polimeni Cavassin JM et al., Longitudinal variability of fecal calprotectin in preterm newborns, Pediatric Reports, 2026;18(4):87, introdução.

Na prova

A diferença entre as duas faixas é de doze anos e de método, não de discordância clínica — e as duas se sobrepõem em quase toda a extensão. Para a prova brasileira, a faixa que vale citar é a do documento nacional, porque é dela que o enunciado sai. O que a faixa mais recente acrescenta é o piso: ela começa em 5%, não em 4%, o que fecha um pouco o intervalo. Nenhuma das duas autoriza afirmar incidência pontual, e alternativa que ofereça um número único sem faixa está inventando precisão que a fonte não tem.

06

Caso resolvido

Recém-nascido de 26 semanas e 800 g ao nascer, hoje no vigésimo primeiro dia de vida, internado em unidade neonatal, em dieta enteral por gavagem com leite da própria mãe, recebendo 110 mL/kg/dia, com aumento de 25 mL/kg/dia nos últimos três dias. Cateter central retirado há uma semana. Nas últimas doze horas apresentou dois resíduos gástricos biliosos correspondentes a cerca de 40% do volume ofertado, distensão abdominal progressiva, uma parada respiratória revertida com estímulo tátil e temperatura instável. Ao exame, abdome distendido, doloroso à palpação, sem eritema de parede, ruídos hidroaéreos ausentes. Fezes com estrias de sangue vivo na fralda. Gasometria com pH 7,26 e bicarbonato 15; plaquetas 96.000. Radiografia de abdome em anteroposterior mostra alças dilatadas, íleo e imagem de bolhas confluentes na parede do cólon direito; a incidência com raios horizontais não mostra ar livre.
O relógio, antes de tudo
Vigésimo primeiro dia de vida num prematuro de 26 semanas é exatamente a mediana do Quadro 7 para menores de 28 semanas, que é 22 dias. A idade não afasta o diagnóstico — ela o coloca no centro. O erro simétrico seria descartar enterocolite por a criança estar 'estável há três semanas'.
Suspender a dieta e drenar
Antes de classificar: suspender imediatamente a nutrição enteral, passar sonda orogástrica e mantê-la em drenagem, usando a sonda mais calibrosa que o tamanho da criança permitir, para garantir esvaziamento gástrico contínuo. Manter estabilidade hidroeletrolítica, metabólica e hemodinâmica, com nutrição parenteral cobrindo a oferta enquanto durar o jejum.
Ler a imagem na ordem certa
Primeira pergunta: há pneumoperitônio? A incidência com raios horizontais responde que não. Segunda: há pneumatose? As bolhas confluentes na parede do cólon são pneumatose intestinal. Isso encerra a discussão de suspeita: o caso é enterocolite definida, estágio II.
Separar IIA de IIB
Pneumatose com ausência de ruídos abdominais já daria IIA. Acidose metabólica e plaquetopenia leve, somadas a dor abdominal definida, sobem o degrau para IIB — e é o degrau que fixa quatorze dias de antibiótico e jejum na coluna de tratamento da tabela. Não há celulite de parede nem massa, e não há ascite, o que não impede IIB: o quadro exige apenas parte desses achados.
Escolher o antibiótico pelo tempo de vida
A sugestão de ampicilina com gentamicina do guia vale para quem não recebeu antibiótico antes. Aqui, no dia 21, os agentes prováveis são hospitalares — Gram-negativos, estafilococo coagulase-negativo, fungos —, e o esquema segue o perfil de sensibilidade da unidade, com amicacina e vancomicina como o outro par nomeado no próprio texto.
Decidir sobre anaeróbio
Os quatro gatilhos são piora rápida e progressiva, pneumatose extensa, pneumoperitônio ou peritonite, e anaeróbio isolado em hemocultura. A pneumatose aqui é localizada ao cólon direito e a piora se deu em doze horas: cabe reavaliar a cada radiografia, e acrescentar metronidazol se a pneumatose se estender ou se o quadro acelerar.
O que mais entra agora
Hemograma, hemocultura, exame de urina e proteína C reativa, com líquor se a evolução ou o sistema nervoso central pedirem. Radiografia de abdome repetida duas a quatro vezes ao dia. Analgesia, porque a fase aguda da doença é indicação escrita no guia nacional. E acompanhamento por cirurgião pediátrico, que o documento recomenda tanto na doença confirmada quanto na suspeita.
O que não se faz
Não se mantém a dieta 'em volume reduzido para trofismo', não se aguarda o resultado da hemocultura para iniciar o antibiótico, não se indica laparotomia sem pneumoperitônio nem deterioração refratária, e não se lê a ausência de ar livre como quadro leve. O avanço de 25 mL/kg/dia dos últimos dias fica registrado como fator a rever no protocolo da unidade, não como culpa a atribuir.
07

Agora feche você

Recém-nascido de 30 semanas e 1.180 g, hoje com 34 dias de vida e 39 semanas de idade corrigida, teve enterocolite necrosante estágio IIA no décimo quarto dia de vida, tratada clinicamente com dez dias de antibiótico e jejum, sem cirurgia. Recebeu alta há dois dias e volta ao ambulatório de seguimento porque a mãe conta que, desde a alta, ele mama e vomita, tem cólicas fortes e as evacuações rarearam. O peso caiu 60 g em relação à alta. Ao exame, abdome levemente distendido, sem massas, sem sinais de peritonite, ruídos presentes e aumentados. A mãe traz a caderneta e pergunta duas coisas: se pode dar a vacina de rotavírus, que estava marcada para hoje, e se pode passar a usar fórmula, porque tem pouco leite e leu que o leite de banco 'não protege'.
O sintoma que tem nome
Intolerância alimentar recorrente e dificuldade de progressão da dieta depois de enterocolite de qualquer grau é o gatilho escrito de suspeita de estenose intestinal, que ocorre em até 40% dos acometidos e pode surgir até duas semanas depois do episódio, em maioria no cólon.
O grau não protege
O guia diz de qualquer grau. Ter sido um estágio IIA tratado clinicamente, sem cirurgia, não retira a criança da vigilância — e a alta há dois dias coloca o quadro exatamente na janela descrita.
A pergunta da vacina
Aqui duas réguas do mesmo Ministério discordam, e a resposta correta é dizer qual delas o serviço segue e por quê, não escolher uma por preferência. O guia do recém-nascido de 2014 contraindica; a Instrução Normativa do calendário vigente não inclui a doença prévia na lista de contraindicações.
A pergunta do leite
A frase que a mãe leu existe, mas está num capítulo e é contradita por outro do mesmo volume. O que os dois capítulos afirmam junto é a hierarquia: o leite da própria mãe é a primeira opção, e o de banco é a segunda — o que muda entre eles é apenas o que se pode afirmar sobre o leite de banco na prevenção.
O que a idade corrigida acrescenta
Trinta e quatro dias de vida cronológica com 39 semanas de idade corrigida importam para o limite etário da primeira dose da vacina, contado em idade cronológica, e para a expectativa de ganho de peso do seguimento — não mudam o gatilho da suspeita de estenose.
08

Onde a banca derruba

  1. 1Ler o Quadro 7 como se o prematuro extremo adoecesse mais cedo A tabela diz o contrário: mediana de 22 dias abaixo de 28 semanas, 13 dias entre 28 e 32, 4 dias entre 33 e 36 e 2 dias no termo. O que cresce com a prematuridade é o risco acumulado; o que cresce com a maturidade é a precocidade. Num bebê no quarto dia de vida, o de 34 semanas está na mediana da faixa dele e o de 27 semanas está a dezoito dias da sua. A correlação inversa entre idade gestacional e dia do diagnóstico foi remedida em série brasileira de 2026, com coeficiente de −0,60.
  2. 2Exigir pneumatose intestinal para diagnosticar Pneumatose é o achado radiológico que define o estágio IIA, isto é, a passagem de suspeita para doença definida. Nos estágios IA e IB a radiografia mostra intestino normal ou dilatado com íleo leve, e isso é enterocolite suspeita, com jejum e antibiótico indicados. Inverter o condicional — de 'doença definida tem pneumatose' para 'sem pneumatose não é doença' — atrasa a suspensão da dieta no bebê que mais se beneficia dela.
  3. 3Tratar estágio IIIA como quadro mais leve por não haver ar livre O guia traz aviso destacado exatamente contra essa leitura: a ausência de perfuração intestinal no estágio IIIA não implica doença mais branda, porque pode estar em curso necrose intestinal maciça. O que separa IIIA de IIIB é o pneumoperitônio, que é indicação absoluta de cirurgia — mas os sinais sistêmicos dos dois degraus são idênticos, com hipotensão, coagulação intravascular disseminada e neutropenia nos dois.
  4. 4Responder a duração do antibiótico sem dizer de onde se conta Na suspeita, a tabela manda três dias contados do início e a prosa admite três a cinco dias depois de os sinais clínicos e laboratoriais desaparecerem por completo. Num bebê que melhora no terceiro dia, a primeira régua encerra no dia 3 e a segunda entre os dias 6 e 8. No degrau grave o mesmo número troca de natureza: quatorze dias é duração fechada na tabela e piso na prosa, que escreve 'no mínimo'.
  5. 5Usar ampicilina com gentamicina como esquema fixo da doença A sugestão vale, no texto, para crianças que não receberam antibioticoterapia prévia — e o par é o mesmo que o volume de infecções reserva para a sepse de até 48 horas, contra germes de canal de parto. A mediana de manifestação no prematuro abaixo de 28 semanas é o dia 22 de vida, quando os agentes prováveis já são hospitalares. O documento manda basear o esquema no perfil de sensibilidade da própria unidade, e nomeia amicacina com vancomicina como o outro par possível.
  6. 6Acrescentar cobertura anaeróbia pelo estágio em vez de pelo gatilho O metronidazol entra por quatro situações escritas, e nenhuma delas é um número de estágio: piora clínica rápida e progressiva, pneumatose intestinal extensa, pneumoperitônio ou evidências de peritonite, e isolamento de anaeróbio na hemocultura. Um estágio IIB estável não pede anaeróbio por ser IIB; um estágio IIA que piora rápido pede.
  7. 7Chamar o retorno da dieta de volume pleno Reinicia-se com um terço do volume que a criança vinha recebendo quando o quadro começou, 48 horas após a normalização clínica e laboratorial, de preferência com leite da própria mãe, com progressão conforme a tolerância e redução correspondente da nutrição parenteral. Voltar ao volume anterior de uma vez é o erro que a alternativa oferece, e a nutrição parenteral não é desligada no mesmo dia.
  8. 8Ler 'até 40% de estenose' como uma taxa entre todos os afetados O guia escreve até 40% das crianças acometidas, e informa letalidade de 10% a 50% no mesmo capítulo. Se metade morre, os 40 estenosados saem de 50 sobreviventes e a taxa entre quem sobrevive é de 80%. O gatilho de investigação não depende do estágio: intolerância alimentar recorrente e dieta que não progride depois de enterocolite de qualquer grau pedem estudo radiológico, e as estenoses podem surgir até duas semanas depois.
  9. 9Ler zero caso numa coorte pequena como incidência baixa A coorte de Curitiba acompanhou 48 prematuros de até 34 semanas e fechou o seguimento sem nenhum caso confirmado. Pela regra dos três, zero evento em 48 observações é compatível com incidência verdadeira de até 3 dividido por 48, ou seja, 6,25% — dentro da faixa nacional de 4% a 13%. Cinco dessas crianças tiveram suspeita clínica, o que dá 10,4% de suspeita com nenhuma confirmação: o estudo mostra a distância entre o gatilho de jejum e o diagnóstico, não a raridade da doença.
  10. 10Aceitar como achado o que o desenho do estudo impôs Um caso-controle que casa os grupos por idade gestacional e peso ao nascer não pode, na mesma amostra, concluir que idade gestacional e peso não são fatores de risco: a não significância ali é construção. A série de Niterói nomeia esse limite sobre si própria, registrando que incluir apenas pré-termos abaixo de 1.500 g pode explicar a ausência de associação com a idade gestacional. Vale o mesmo cuidado com intervalos de confiança arredondados: uma razão de chances de 2,84 com limite inferior de 1,04 vira 1,0 se o arredondamento for grosseiro, e passa a parecer encostada no valor nulo.
Gabarito da questão de abertura
Comentário

O quadro é de enterocolite necrosante do prematuro. O manejo inicial é clínico (jejum, sonda gástrica, suporte, antibiótico de amplo espectro). A indicação absoluta de cirurgia é o pneumoperitônio, que sinaliza perfuração intestinal. A pneumatose intestinal e o gás portal são sinais da doença e integram critérios de gravidade, mas isoladamente indicam tratamento clínico e vigilância, não cirurgia imediata. A distensão gasosa inespecífica também não é critério cirúrgico por si só.

09

Recuperação

Responda as 10 — o gabarito e o comentário de cada uma abrem a cada questão ou só no fim, como você preferir.

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Plano de revisão

em 7 dias

Os números na ordem em que a questão os usa. Epidemiologia: 1% a 8% das admissões em terapia intensiva neonatal, 4% a 13% abaixo de 1.500 g, letalidade de 10% a 50%, incidência inversamente relacionada a peso e idade gestacional. Mediana de manifestação: 22 dias abaixo de 28 semanas, 13 dias entre 28 e 32, 4 dias entre 33 e 36, 2 dias no termo. Estágios: IA e IB são suspeita, com radiografia normal ou dilatada, e o que separa IB é sangue vivo nas fezes; IIA é definida, com pneumatose; IIB acrescenta acidose metabólica, plaquetopenia leve, dor definida e ascite; IIIA é grave sem perfuração; IIIB tem pneumoperitônio. Antibiótico pela tabela: três dias em I, sete a dez em IIA, quatorze em IIB e III; pela prosa, três a cinco dias após resolução completa, e no mínimo quatorze na má evolução. Anaeróbio por quatro gatilhos: piora rápida, pneumatose extensa, pneumoperitônio ou peritonite, anaeróbio em hemocultura. Radiografia duas a quatro vezes ao dia. Dieta volta 48 horas após normalização, com um terço do volume anterior. Avanço: cerca de 20 mL/kg/dia, até 30 sem aumento de risco; resíduo tolerado abaixo de 20% a 30% do volume ofertado. Complicações: até 40% de estenose até duas semanas depois, recorrência em 6%, íleo terminal e cólon proximal como áreas mais comprometidas.

em 30 dias

As decisões, sem os números. Suspender a dieta e passar sonda em drenagem antes de classificar, porque a classificação depende de uma radiografia que ainda vai ser feita. Ler a imagem em ordem fixa — ar livre, pneumatose, apenas dilatação — e deixar que a primeira resposta positiva defina o degrau, sem exigir pneumatose para agir. Nunca ler a ausência de perfuração como doença mais branda. Escolher o antibiótico pelo perfil da unidade e pelo tempo de vida do bebê, não pela sugestão inicial de um texto escrito para quem nunca recebeu antibiótico. Acrescentar anaeróbio pelo gatilho, não pelo número do estágio. Lembrar que analgesia na fase aguda é indicação escrita. Devolver o leite pela régua da resolução clínica, de preferência o da própria mãe, com um terço do volume, e saber que a tabela do mesmo documento manda esperar mais. Vigiar estenose depois da alta em qualquer grau. E, ao responder sobre vacina de rotavírus, dizer primeiro de qual documento o enunciado veio: no guia do recém-nascido de 2014 a doença prévia contraindica, e no calendário nacional vigente ela não está na lista.

11

Agora atenda

Você sabe decidir com a tomografia na mão. A prova prática, e a vida, pedem outra coisa: chegar lá a partir de um paciente que ainda não tem exame nenhum.

Caso do acervo

Você é chamado à unidade neonatal para avaliar um prematuro de 27 semanas, com 900 g ao nascer, no décimo nono dia de vida, em dieta enteral plena com leite da própria mãe há cinco dias. A enfermagem relata dois resíduos gástricos biliosos nas últimas oito horas, distensão abdominal que aumentou desde o plantão anterior e uma fralda com sangue vivo. O bebê teve dois episódios de apneia com bradicardia na última hora e está com temperatura instável. Conduza: decida o que suspender agora, o que pedir, como classificar o que a imagem mostrar e o que dizer aos pais sobre o que vem pela frente. — você conduz anamnese, exame físico e conduta; o paciente responde em tempo real e o feedback vem no fim.

Enterocolite necrosante do recém-nascido – Enterocolite necrosante do prematuro — Preparatório para provas | OsceLabs