Preparatório·Pediatria
Neonatologia
As doenças do recém-nascido que a prova cobra: sepse, icterícia, reanimação, infecções congênitas e a doença hemolítica.
15 capítulos
- 01Sepse neonatalA hemocultura demora 48 horas e falha em boa parte dos casos, então a decisão de tratar é tomada antes dela, por fator de risco materno e exame físico seriado. A prova cobra o corte de horas, o que torna a profilaxia intraparto adequada e — cada vez mais — em que momento o antibiótico é suspenso.
- 02Icterícia neonatalA prova cobra duas coisas: o que faz a icterícia deixar de ser fisiológica e quando a bilirrubina, lida contra a hora de vida, obriga a ligar a fototerapia ou a trocar o sangue.
- 03Reanimação neonatalA sequência tem relógio: cada passo tem um gatilho e um prazo, e a prova cobra a ordem antes de cobrar o número. As Diretrizes 2026 da SBP mexeram em três pontos que a questão nova vai perseguir — a saturação-alvo, agora minuto a minuto e mais baixa; o oxigênio inicial do prematuro, que dobrou; e o estímulo tátil, que passou para antes do clampeamento do cordão.
- 04Infecções congênitas (STORCH)Cinco agentes, uma clínica quase igual e cinco réguas laboratoriais completamente diferentes. A prova quase nunca pergunta o diagnóstico: pergunta qual exame fecha, em que janela ele vale, e qual dose sai da maternidade.
- 05Doença hemolítica perinatalDa gestante Rh negativo ao RN ictérico nas primeiras 24 horas: a prova cobra o fluxo do Coombs indireto, a imunoglobulina anti-D nos três momentos certos e a régua de fototerapia, imunoglobulina EV e exsanguineotransfusão.
- 06PrematuridadeA prova não pergunta o que é prematuro — pergunta em qual faixa ele cai e o que muda por causa disso. Idade gestacional, peso ao nascer e adequação peso/idade são três réguas independentes, e a régua brasileira da profilaxia do vírus sincicial respiratório mudou em 2026.
- 07Doença da membrana hialinaO desconforto que piora até as 48 horas — e a janela em que o surfactante ainda muda o desfecho
- 08Encefalopatia hipóxico-isquêmica e asfixia perinatalTrês réguas nacionais chamam de asfixia coisas diferentes, e nenhuma delas usa o mesmo minuto do Apgar. Dois documentos da mesma sociedade, publicados com três meses de intervalo, imprimem tabelas diferentes para a mesma decisão — uma com quatro colunas, outra com duas. O critério brasileiro transformou um degrau condicional do protocolo original numa lista de alternativas, afrouxou o excesso de base em uma unidade, perdeu no caminho o piso de peso, e mandou fazer a ressonância numa janela que cruza com a evidência que ele mesmo cita em um único dia.
- 09Hipoglicemia neonatal: seis réguas para o mesmo bebêQuarenta e quatro miligramas por decilitro às trinta horas de vida é normal, é motivo de leite, é motivo de bolus ou é motivo de segurar a alta — depende de qual documento está aberto na mesa.
- 10Enterocolite necrosante do prematuroOs estágios de Bell como o Ministério os imprime, a prosa que discorda da própria tabela e as três datas em que o leite volta
- 11Taquipneia transitória e aspiração de mecônio: o guia federal exige mecônio na traqueia e a sala de parto proibiu ir buscá-loQuatro marcas de idade gestacional para a mesma decisão em quatro documentos brasileiros, uma mortalidade de trinta e cinco a sessenta por cento que sobrevive num guia de 2014 contra cinco por cento medidos na Califórnia, e uma diretriz de 2022 que reaproveita menos de onze por cento das frases da sua própria edição anterior
- 12Herpes simples neonatal: tratar antes de confirmar, e a forma dita a duraçãoA maioria das mães nunca teve herpes diagnosticado, boa parte dos bebês com encefalite nunca faz vesícula e a bula registrada no país manda metade da dose — o que decide é o líquor, e ele chega depois de o antiviral já ter começado
- 13Citrato de cafeína no pré-termo: o mesmo miligrama vale duas coisasVinte miligramas por quilo é ataque ou o dobro, conforme o rótulo diga citrato ou base — e o volume federal do prematuro não nomeia a droga.
- 14Policitemia neonatal: o número muda com o sítio da agulha, e a troca parcial cobra caroReconhecer o recém-nascido pletórico e letárgico, entender por que o hematócrito capilar não serve para decidir, conhecer a curva que faz a viscosidade disparar e pesar a exsanguineotransfusão parcial contra os riscos que ela traz.
- 15Abstinência neonatal: o relógio de cada substância, a pontuação que dispara o remédio e o colo que é tratamentoReconhecer os três domínios de sinais, aplicar a pontuação de gravidade na população certa e no intervalo certo, esgotar o manejo não farmacológico antes do fármaco, e conduzir a conversa com a mãe de modo que ela conte o que precisa ser contado.
