PediatriaNutrologia Pediátrica

Deficiências de micronutrientes na infância

A prova cobra duas coisas: as síndromes carenciais clássicas — raquitismo, xeroftalmia, acrodermatite — e as políticas do Ministério da Saúde com dose escrita em documento: ferro, vitamina A, NutriSUS e sal iodado. E cobra a régua nova da vitamina D, que mudou em 2024.

01

Responda antes de ler

Escolha uma alternativa agora, mesmo sem certeza. Errar aqui faz parte — é o que faz a resposta certa grudar depois.

Questão de abertura

Uma criança de 3 anos é atendida na Unidade de Saúde da Família em município do semiárido nordestino. A mãe relata infecções respiratórias e diarreias de repetição e queixa-se de que, ao entardecer, a criança 'tropeça nas coisas' e evita andar sozinha no escuro. A família tem baixa renda e dieta pobre em frutas, verduras e alimentos de origem animal. Ao exame oftalmológico observam-se ressecamento da conjuntiva bulbar e manchas branco-acinzentadas, espumosas, na conjuntiva temporal (manchas de Bitot), com córneas ainda transparentes. O restante do exame mostra criança emagrecida, sem outros achados. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual é a conduta recomendada pelo Ministério da Saúde?

02

Como esse tema cai

Micronutriente cai em prova por dois caminhos, e os dois têm resposta fechada. O primeiro é a política pública: ferro, vitamina A, NutriSUS e sal iodado têm dose, público e calendário escritos em documento do Ministério da Saúde ou da Anvisa — a banca cobra o número do documento, não a sua opinião. O segundo é a síndrome carencial clássica: o lactente com pernas arqueadas e fosfatase alcalina nas alturas, a criança do semiárido que esbarra nos móveis ao entardecer, o desmame que descamou a pele ao redor da boca. Cada uma tem um achado-assinatura, e reconhecê-lo vale a questão.

Este capítulo cobre o espectro da deficiência de ferro antes da anemia e o esquema profilático do SUS — a anemia ferropriva instalada, com seus cortes de hemoglobina e tratamento, tem capítulo próprio na apostila de Hematologia Pediátrica. A megadose de vitamina A e o zinco reaparecem no manejo do desnutrido grave e da diarreia aguda, cada um no seu capítulo; aqui entram como carência e como programa.

Uma régua trocou e a prova adora régua recém-trocada: em novembro de 2024 a SBP passou a recomendar suplementação de vitamina D para toda criança e adolescente de 0 a 18 anos, sem dosagem prévia. O documento anterior era de 2016 e limitava a indicação a grupos definidos. Quem estudou por material antigo erra a questão nova — e quem não sabe que o Ministério da Saúde segue sem programa de vitamina D erra a questão de UBS.

03

O que muda decisão

O mapa brasileiro das carências: o que o Enani-2019 mudou

O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani-2019) redesenhou o cenário que as provas descrevem. A anemia em menores de 5 anos caiu de 20,9% em 2006 para 10,0% em 2019 — mas na faixa de 6 a 23 meses ela ainda atinge 19,0%, e na Região Norte chega a 30,3%. A deficiência de vitamina A em menores de 5 anos caiu de 17,4% para 6,0% no mesmo período; no recorte de 6 a 23 meses é 6,4%, com a maior prevalência na Região Centro-Oeste (11,5%) e a menor no Sudeste. Entre gestantes, a anemia afeta 17,3%. Duas mensagens saem desses números: o Brasil melhorou, e a melhora é desigual — por região e por idade.

A janela crítica é a mesma para quase todo micronutriente: dos 6 aos 24 meses. É quando os estoques que vieram da mãe se esgotam, a velocidade de crescimento é máxima e a alimentação complementar — muitas vezes pobre em ferro, zinco e vitamina A — passa a responder pelo aporte. Não por acaso, é exatamente essa faixa que os programas nacionais miram.

A resposta do sistema de saúde tem duas camadas. A camada universal e invisível é a fortificação compulsória de alimentos: o sal de cozinha carrega iodo por exigência sanitária, e as farinhas de trigo e de milho carregam ferro e ácido fólico. A camada ativa, feita na UBS, são os três programas de suplementação descritos no Caderno dos Programas Nacionais de Suplementação de Micronutrientes: o Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF), o Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A (PNSVA) e a estratégia NutriSUS. A prova cobra quem recebe o quê, em que dose e o que não se soma.

Ferro: a deficiência começa muito antes da anemia

A deficiência de ferro é um espectro, e a anemia é o seu último estágio. Primeiro esvaziam-se os estoques — a ferritina cai, e ela é o primeiro exame a se alterar. Depois falta ferro para a eritropoese e para os tecidos, ainda com hemoglobina normal. Só por fim vem a anemia microcítica. O detalhe que decide questão: o prejuízo cognitivo e motor da carência de ferro começa na fase sem anemia. Esperar a hemoglobina cair para agir é chegar atrasado — é essa a lógica de suplementar profilaticamente toda criança na faixa de risco, sem exame prévio.

O esquema profilático do PNSF, vigente desde 2022, é dose fixa, não calculada por quilo: 10 a 12,5 mg de ferro elementar por dia, para toda criança de 6 a 24 meses, em dois ciclos de 3 meses de uso diário separados por uma pausa de 3 meses — preferencialmente iniciados aos 6 e aos 12 meses, sincronizados com as consultas de puericultura. A criança em aleitamento materno ou fórmula começa aos 6 meses; a que recebe leite de vaca começa mais cedo, aos 4 meses, porque o leite de vaca além de pobre em ferro provoca microssangramento intestinal.

O prematuro e o baixo peso seguem regra própria, por quilo e sem pausas, conforme a recomendação da SBP que o próprio Caderno adota: 2 mg/kg/dia (entre 1.500 e 2.500 g), 3 mg/kg/dia (entre 1.000 e 1.500 g) ou 4 mg/kg/dia (abaixo de 1.000 g) a partir de 30 dias de vida durante todo o primeiro ano, seguidos de 1 mg/kg/dia contínuo dos 12 aos 24 meses. Nasceu antes da hora ou pequeno, o esquema é outro — as bancas adoram trocar os dois.

Duas travas operacionais completam o quadro. A criança que recebe os sachês do NutriSUS não recebe sulfato ferroso — o sachê já contém 10 mg de ferro, e as estratégias não se somam. E anemia diagnosticada não se trata com dose profilática: sai do programa e entra em dose terapêutica, assunto do capítulo de anemia ferropriva.

Vitamina A: da cegueira noturna à megadose

A vitamina A sustenta a integridade dos epitélios, a imunidade e a função dos bastonetes da retina — e é por este último papel que a carência se anuncia. A xeroftalmia progride numa escada clínica que a prova cobra em ordem: primeiro a cegueira noturna (a criança enxerga mal no crepúsculo, esbarra e tropeça ao anoitecer); depois a xerose conjuntival com a mancha de Bitot — placa espumosa, esbranquiçada, triangular, na conjuntiva temporal, patognomônica da carência; depois a xerose de córnea; e por fim a úlcera de córnea e a queratomalácia, que derretem o estroma corneano e cegam de forma irreversível. Além do olho, a deficiência aumenta a mortalidade por diarreia e por sarampo — a OMS estima que a suplementação em áreas carentes reduz em 12% a mortalidade por todas as causas na faixa de 6 a 59 meses.

A OMS define deficiência de vitamina A como problema de saúde pública quando a cegueira noturna atinge 1% ou mais das crianças de 24 a 59 meses, ou quando o retinol sérico está baixo (≤0,70 µmol/L) em 20% ou mais das crianças de 6 a 59 meses — e recomenda megadoses periódicas nesses cenários. O Brasil respondeu com o PNSVA, instituído pela Portaria nº 729, de 2005.

O esquema vigente, reafirmado pela Nota Técnica Conjunta nº 134/2025: dos 6 aos 11 meses, uma dose única de 100.000 UI (cápsula amarela); dos 12 aos 59 meses, 200.000 UI (cápsula vermelha) a cada 6 meses, com intervalo mínimo de segurança de 4 meses entre doses. Tudo por via oral, na própria UBS. O público segue a geografia do risco: nas regiões prioritárias — Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mais os municípios do Vale do Jequitinhonha, do Vale do Mucuri, do Norte de Minas e do Vale do Ribeira — a oferta é universal dos 6 aos 23 meses, e dos 24 aos 59 meses é dirigida às crianças inscritas no CadÚnico. Nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, todas as crianças de 6 a 59 meses recebem. No Sul e no Sudeste, o programa alcança crianças de 6 a 23 meses do CadÚnico nos municípios que aderiram.

A operação tem três proibições que já viraram questão: não se fraciona cápsula de 200.000 UI para improvisar uma dose de 100.000, não se dobram cápsulas de 100.000 para substituir a de 200.000, e a criança que cuspir a dose não recebe outra. Na sala de vacina, a ordem é fixa: vacina primeiro, vitamina A depois — não há contraindicação em dar as duas no mesmo dia. Efeitos como inapetência, vômito ou cefaleia no dia da megadose são esperados e não se tratam.

Doença instalada é outra conduta: a criança com cegueira noturna, mancha de Bitot ou qualquer lesão de córnea recebe a megadose terapêutica na dose da idade — 50.000 UI abaixo dos 6 meses, 100.000 UI dos 6 aos 12 meses, 200.000 UI acima disso — repetida no dia seguinte e novamente cerca de duas semanas depois, no esquema clássico da OMS; a lesão de córnea é emergência oftalmológica. No sarampo, as duas primeiras doses (dia do diagnóstico e dia seguinte) fazem parte do tratamento padrão. E uma trava que reaparece em prova de adolescente: megadose é formalmente contraindicada na gestação, pelo risco teratogênico do retinol em altas doses — cegueira noturna em gestante se maneja com dose baixa diária, nunca com megadose.

Vitamina D: o raquitismo carencial e a régua que mudou em 2024

Cerca de 90% da vitamina D vem da síntese cutânea sob radiação UVB; a dieta habitual e o leite materno contribuem pouco — um litro de leite materno tem 20 a 40 UI, contra 400 UI de um litro de fórmula fortificada. Por isso o retrato de risco clássico: lactente em aleitamento materno exclusivo, de pele escura, pouco exposto ao sol, filho de mãe com hipovitaminose D, ou prematuro. Somam-se má absorção intestinal (doença celíaca, fibrose cística, doença inflamatória), hepatopatia e nefropatia crônicas, obesidade (sequestro no tecido adiposo) e medicamentos — anticonvulsivantes como fenobarbital, fenitoína e carbamazepina, corticoides, cetoconazol, antirretrovirais e rifampicina.

A fisiopatologia explica o laboratório. Sem vitamina D, cai a absorção intestinal de cálcio e fósforo; o PTH sobe para defender a calcemia, à custa do osso. Resultado típico: cálcio sérico normal ou pouco baixo (o hiperparatireoidismo secundário o sustenta até tarde), fósforo baixo, fosfatase alcalina muito alta, PTH alto e 25(OH)vitamina D baixa. Só na doença avançada o cálcio despenca — e aí aparecem tetania e convulsão hipocalcêmica.

A clínica do raquitismo se concentra onde o osso cresce rápido: craniotabes e atraso no fechamento das fontanelas, fronte proeminente, rosário raquítico nas junções costocondrais, sulco de Harrison no gradil costal, alargamento de punhos e tornozelos (metáfises), atraso da erupção dentária e, quando a criança fica de pé, geno varo ou geno valgo. A radiografia de punhos ou joelhos mostra a metáfise alargada, em taça, com bordas esgarçadas e desmineralizadas — e fraturas em galho verde. Em adolescente, o equivalente é a osteomalácia.

O diagnóstico bioquímico usa a 25(OH)vitamina D — a forma de depósito, com meia-vida de 2 a 3 semanas. O calcitriol (1,25) não serve para avaliar estoque: meia-vida de horas e valores que podem estar normais ou altos na própria deficiência. Ponto de corte é terreno sem consenso, e a prova explora isso: o consenso global de raquitismo nutricional de 2016, adotado nos quadros da SBP, define deficiência abaixo de 12 ng/mL, insuficiência entre 12 e 20 e suficiência acima de 20; a Endocrine Society, mais exigente, chama de deficiência tudo abaixo de 20 e de suficiência a faixa de 30 a 100. Abaixo de 20 ng/mL, investiga-se raquitismo: cálcio, fósforo, magnésio, fosfatase alcalina, proteínas e PTH. Triagem universal de vitamina D não é recomendada — dosa-se em grupo de risco.

Tratamento da deficiência, pelo esquema do consenso global que a SBP reproduz: colecalciferol por 12 semanas — 2.000 UI/dia abaixo de 1 ano; 3.000 a 6.000 UI/dia de 1 a 12 anos; 6.000 UI/dia acima de 12 anos — seguido de manutenção (400 UI/dia no lactente, 600 UI/dia depois). Junto, cálcio elementar 500 mg/dia por 2 a 4 semanas em todo raquitismo ou ingestão insuficiente, de preferência como carbonato junto às refeições. A stoss-therapy (dose única alta: 50.000 UI dos 3 aos 12 meses, 150.000 UI de 1 a 12 anos, 300.000 UI acima de 12 anos) fica para situações excepcionais de adesão impossível — e nunca abaixo de 3 meses. Controle com 25(OH)vitamina D trimestral e radiografia 1 a 3 meses depois, esperando linha de calcificação. Intoxicação é rara e tem tríade definida: 25(OH)vitamina D muito alta com hipercalcemia, hipercalciúria e PTH suprimido — trata-se suspendendo a vitamina, hidratando e, se preciso, com diurético de alça e corticoide.

A prevenção é a parte que mudou. O Documento Científico nº 181, de novembro de 2024, tornou a recomendação da SBP universal: 400 UI/dia para todo menor de 1 ano e 600 UI/dia para toda criança e adolescente de 1 a 18 anos, sem dosagem prévia e sem monitorização laboratorial de rotina — grupos de risco recebem mais, 1.200 a 1.800 UI/dia ajustados à condição. O documento de 2016 restringia a suplementação a grupos definidos (aleitamento materno exclusivo, fórmula abaixo de 1 litro/dia, pouca exposição solar, doenças e medicamentos de risco); na prática o lactente já era quase sempre suplementado, e a atualização de 2024 estendeu a régua até os 18 anos, apoiada na diretriz de 2024 da Endocrine Society. Exposição solar deliberada sem proteção deixou de ser aceita como estratégia preventiva, pelo risco de câncer de pele — a via recomendada é dieta e suplemento. E um detalhe de neonatologia que derruba muita gente: a fototerapia da icterícia não produz vitamina D, porque a lâmpada não emite UVB.

Criança pequena com sinais de raquitismo: pernas arqueadas, punhos e tornozelos alargados, fronte proeminente e rosário raquítico no tórax.
O raquitismo marca onde o osso cresce depressa: metáfises de punhos, tornozelos e joelhos, junções costocondrais (rosário) e os membros que recebem carga — o geno varo aparece quando a criança começa a andar.

Iodo: a carência que o sal resolveu — e o excesso que veio junto

O iodo é matéria-prima do hormônio tireoidiano, e o hormônio tireoidiano é matéria-prima do neurodesenvolvimento. A carência grave na gestação e nos primeiros anos produz o quadro histórico do cretinismo — deficiência intelectual irreversível, surdez, baixa estatura — e, em qualquer idade, bócio por estímulo crônico de TSH e hipotireoidismo. Os distúrbios por deficiência de iodo já foram endêmicos no interior do Brasil; hoje a questão de prova costuma girar em torno de como deixaram de ser.

A resposta é a iodação universal do sal, obrigatória no Brasil: pela RDC nº 604/2022 da Anvisa, todo sal destinado ao consumo humano deve conter de 15 a 45 mg de iodo por quilograma, adicionado como iodato de potássio, com a faixa declarada no rótulo. É uma fortificação compulsória — não depende de adesão individual — e é por ela que o país é considerado suficiente em iodo. Gestante merece atenção dobrada: a necessidade sobe na gravidez, e a restrição agressiva de sal sem orientação pode comprometer o aporte justamente na fase em que o feto depende dele.

O pêndulo, porém, tem o outro lado: excesso crônico de iodo também adoece a tireoide — favorece tireoidite autoimune e disfunção tireoidiana, e foi um dos motivos de a faixa brasileira de iodação já ter sido reduzida ao patamar atual. Para a prova, guarde a simetria: tanto a falta quanto o excesso de iodo produzem doença tireoidiana, e o alvo regulatório é a janela entre os dois.

Zinco: diarreia, pele e crescimento

O zinco é cofator de centenas de enzimas e sustenta a imunidade, a cicatrização, o paladar e a integridade dos epitélios — o que explica a tríade da sua carência grave: dermatite, diarreia e alopecia. A deficiência leve, muito mais comum, é inespecífica: baixa estatura, infecções de repetição, diarreia arrastada. Os cenários de risco são desnutrição, dietas pobres em alimento de origem animal, má absorção e nutrição parenteral prolongada sem oligoelementos.

O uso que a prova mais cobra é terapêutico: na diarreia aguda, a OMS recomenda — e o AIDPI brasileiro incorporou — zinco oral para toda criança menor de 5 anos, em qualquer grau de hidratação: 10 mg/dia abaixo dos 6 meses e 20 mg/dia dos 6 meses em diante, uma vez ao dia, por 10 a 14 dias (o quadro do AIDPI imprime 10). O curso se completa mesmo com a diarreia já resolvida, porque o benefício é duplo: encurta e atenua o episódio atual e reduz a incidência de novos episódios nos 2 a 3 meses seguintes.

A forma genética é figurinha carimbada de prova de imagem: acrodermatite enteropática, doença autossômica recessiva por defeito do transportador intestinal de zinco (ZIP4). O quadro explode semanas após o desmame — o leite materno tem um ligante que facilita a absorção do zinco — com dermatite eritematosa, descamativa e erosiva de distribuição periorificial (boca, olhos, períneo) e acral (mãos, pés), alopecia e diarreia. É confundida e tratada sem sucesso como candidíase ou dermatite seborreica até alguém dosar o zinco sérico. A reposição oral de zinco reverte o quadro de forma rápida e completa — e, na forma genética, é para a vida toda.

No campo da política pública, o zinco viaja dentro do NutriSUS: cada sachê de 1 g contém 4,1 mg de zinco ao lado de ferro (10 mg), vitamina A (400 µg re), vitamina D (5 µg = 200 UI), iodo (90 µg) e mais dez micronutrientes. A estratégia mira crianças de 6 a 24 meses acompanhadas na atenção primária: a família recebe 60 sachês por semestre, um por dia misturado à comida pronta (nunca na panela, nunca em líquido), até consumi-los. Quem recebe NutriSUS não recebe sulfato ferroso nem megadose de vitamina A — o sachê já cobre os dois programas.

04

Quem recebe o quê: os programas na consulta de puericultura

O caminho abaixo organiza a decisão como ela acontece na UBS — e como a banca cobra. Os cards destrincham a única escala verdadeiramente ordinal do tema, a progressão ocular da xeroftalmia. As tabelas fecham com os números que decidem questão: os programas lado a lado, as doses da vitamina A, o tratamento do raquitismo e as três réguas de 25(OH)vitamina D.

  1. 1Confira na Caderneta da Criança o que já foi dado: suplementações registradas, última megadose, ciclos de ferro.
  2. 2A criança recebe os sachês do NutriSUS? Então não prescreva sulfato ferroso nem megadose de vitamina A — o sachê substitui os dois. Vitamina D profilática da SBP continua.
  3. 3Sem NutriSUS: ferro profilático do PNSF — 10 a 12,5 mg/dia de ferro elementar, dois ciclos de 3 meses (aos 6 e aos 12 meses), começando aos 6 meses; aos 4 meses se recebe leite de vaca. Prematuro ou baixo peso: mg/kg por faixa de peso, sem pausas.
  4. 4Vitamina A conforme região e idade: nas áreas prioritárias, 100.000 UI dose única entre 6 e 11 meses e 200.000 UI semestrais dos 12 aos 59 meses (24 a 59 meses via CadÚnico) — intervalo mínimo de 4 meses; vacina sempre antes da vitamina.
  5. 5Vitamina D pela régua da SBP 2024: 400 UI/dia em todo menor de 1 ano, 600 UI/dia de 1 a 18 anos, sem dosagem prévia; grupos de risco, 1.200 a 1.800 UI/dia.
  6. 6Registre tudo na Caderneta e na ficha de procedimentos do e-SUS — dose não registrada é dose que se repete ou se perde.

Cegueira noturna (XN) — o primeiro aviso

A criança enxerga mal no crepúsculo: esbarra, tropeça, não acha o brinquedo ao anoitecer. O olho ainda é normal ao exame. É o estágio funcional, reversível por completo com a megadose terapêutica.

Xerose conjuntival e mancha de Bitot (X1) — a assinatura

Conjuntiva seca, espessada, sem brilho, e a placa espumosa triangular na conjuntiva temporal: a mancha de Bitot, patognomônica da carência de vitamina A. Ainda reversível — é a janela clássica da questão de prova.

Úlcera de córnea e queratomalácia (X3) — o irreversível

A córnea seca ulcera e o estroma amolece e se desfaz. É emergência: megadose imediata e oftalmologia no mesmo dia. Daqui em diante a sequela é cicatriz e cegueira definitiva.

EstratégiaQuem recebeO que se dáEsquema
PNSF (ferro)Toda criança de 6 a 24 meses (4 meses se usa leite de vaca); gestantes; pós-parto e pós-abortoSulfato ferroso, 10 a 12,5 mg/dia de ferro elementar na criança (gestante: 40 mg/dia + ácido fólico 0,4 mg/dia)2 ciclos de 3 meses diários com pausa de 3 meses, aos 6 e 12 meses; prematuro/baixo peso: 2 a 4 mg/kg/dia sem pausas no 1º ano, depois 1 mg/kg/dia até 24 meses
PNSVA (vitamina A)Áreas prioritárias (N, NE, CO + vales de MG e SP): universal de 6 a 23 meses e CadÚnico de 24 a 59; DSEI: todos de 6 a 59; S/SE: CadÚnico 6 a 23 nos municípios aderidosMegadose oral: cápsula amarela 100.000 UI; cápsula vermelha 200.000 UI6 a 11 meses: 100.000 UI dose única; 12 a 59 meses: 200.000 UI a cada 6 meses (intervalo mínimo de 4 meses)
NutriSUSCrianças de 6 a 24 meses acompanhadas na APS (universal nos DSEI)Sachê de 1 g com 15 micronutrientes (ferro 10 mg, zinco 4,1 mg, vitamina A 400 µg RE, vitamina D 200 UI, iodo 90 µg...)60 sachês por semestre, 1/dia misturado à comida pronta; substitui o sulfato ferroso e a megadose de vitamina A
Fortificação das farinhasToda a população (compulsória)Farinhas de trigo e milho com ferro e ácido fólicoContínua, no alimento industrializado
Iodação do salToda a população (compulsória)Sal de consumo humano com iodato de potássio15 a 45 mg de iodo por kg de sal (RDC 604/2022)

Tratamento do raquitismo carencial (consenso global de 2016, adotado pela SBP)

Faixa etáriaColecalciferol por 12 semanasManutenção depoisCálcio junto
Abaixo de 1 ano2.000 UI/dia400 UI/dia500 mg/dia de cálcio elementar por 2 a 4 semanas, em todo raquitismo ou ingestão insuficiente
1 a 12 anos3.000 a 6.000 UI/dia600 UI/diaIdem
Acima de 12 anos6.000 UI/dia600 UI/diaIdem
Stoss-therapy (exceção; nunca < 3 meses)3-12 meses: 50.000 UI; 1-12 anos: 150.000 UI; > 12 anos: 300.000 UI — dose única VO400 a 600 UI/dia conforme a idadeIdem

As três réguas de 25(OH)vitamina D (ng/mL) — sem consenso, e a prova sabe disso

CritérioSuficiênciaInsuficiênciaDeficiênciaToxicidade
Consenso global de raquitismo nutricional (2016) — adotado nos quadros da SBP> 2012 a 20< 12> 100
Endocrine Society (2011)30 a 10021 a 29< 20> 100
American Academy of Pediatrics (2008)21 a 10016 a 20< 15> 150

Profilaxia de vitamina D — SBP, Documento Científico nº 181 (novembro/2024)

GrupoDose diária de colecalciferol
Menores de 1 ano (todos)400 UI
1 a 18 anos (todos)600 UI
Grupos de risco (vegetarianos estritos, obesidade, hepatopatia/nefropatia, má absorção, anticonvulsivantes, corticoide, cetoconazol, rifampicina)1.200 a 1.800 UI, ajustada à condição

NutriSUS não se soma: quem recebe sachê não recebe sulfato ferroso nem megadose de vitamina A.

Cápsula de vitamina A não se fraciona nem se dobra; se a criança cuspir, não se repete a dose.

Na mesma visita, vacina primeiro, vitamina A depois — dar as duas no mesmo dia não é contraindicação.

Megadose de vitamina A é contraindicada na gestação (teratogênica).

Suplementação profilática de vitamina D não exige dosagem prévia nem controle laboratorial de rotina.

05

Onde as fontes divergem

Nestes pontos as fontes não dizem a mesma coisa. Cada posição vem com quem a sustenta — e com o que fazer diante de uma vinheta de prova.

Vitamina D para todos — a sociedade recomenda, o programa público não existe

SBP, Documento Científico nº 181 (novembro/2024): suplementação universal de 0 a 18 anos

Colecalciferol 400 UI/dia para todo menor de 1 ano e 600 UI/dia de 1 a 18 anos, sem dosagem prévia e sem monitorização de rotina; grupos de risco recebem 1.200 a 1.800 UI/dia. A atualização ampliou o documento de 2016, que indicava suplementação para grupos definidos (aleitamento materno exclusivo, fórmula < 1 L/dia, pouca exposição solar, doenças e fármacos de risco), e se apoia na diretriz de 2024 da Endocrine Society.

SBP, DC nº 181, 4/11/2024 (atualizando o Guia Prático nº 1, dez/2016)

Ministério da Saúde: os programas nacionais são ferro, vitamina A e NutriSUS — vitamina D fora deles

O Caderno dos Programas Nacionais de Suplementação de Micronutrientes (2022; 2ª ed. 2025) não inclui suplementação universal de vitamina D. Na política pública, a vitamina D aparece apenas dentro do sachê do NutriSUS (200 UI/dia), restrito a crianças de 6 a 24 meses nas áreas de implementação. A diferença é de escopo de política — orçamento e priorização epidemiológica — e não uma contestação técnica da recomendação da sociedade.

Brasil, MS. Caderno dos Programas Nacionais de Suplementação de Micronutrientes, 2022

Na prova

O cenário denuncia o recorte. Enunciado ancorado em UBS, portaria, Caderneta ou 'programa nacional' está no mundo do MS: as suplementações do SUS são ferro e vitamina A (ou NutriSUS). Enunciado de consulta de puericultura citando 'recomendação da SBP' ou pedindo a conduta profilática ideal está no mundo da sociedade: 400 UI até 1 ano, 600 UI de 1 a 18 anos. Alternativas com '600 UI para escolar e adolescente' só existem no recorte SBP 2024 — material anterior a novembro de 2024 parava nos grupos de risco. Prova oficial do MEC tende a conduta SUS; nas demais bancas, as próprias alternativas revelam o documento.

Qual 25(OH)vitamina D é 'deficiência': 12, 15 ou 20 ng/mL?

Consenso global de raquitismo nutricional (2016), reproduzido nos quadros da SBP

Deficiência abaixo de 12 ng/mL, insuficiência de 12 a 20, suficiência acima de 20. É a régua construída para desfecho ósseo em criança — raquitismo — e a que os documentos pediátricos brasileiros adotam como referência de conduta.

Munns CF et al., J Clin Endocrinol Metab 2016; SBP DC nº 181/2024, Quadro 3

Endocrine Society (2011) e SBEM: cortes mais altos

Deficiência abaixo de 20 ng/mL, insuficiência de 21 a 29, suficiência de 30 a 100 — régua pensada também para desfechos extraesqueléticos do adulto. A SBEM recomenda manter 25(OH)vitamina D entre 30 e 60 ng/mL em grupos de risco (raquitismo, osteoporose, hiperparatireoidismo secundário, doença renal crônica). Muitos laboratórios brasileiros imprimem essa régua no laudo.

Endocrine Society Clinical Practice Guideline, 2011; SBEM, conforme SBP DC nº 181/2024

Na prova

Os números das alternativas denunciam a régua da banca: pares 12/20 apontam para o consenso global; pares 20/30, para a Endocrine Society/SBEM. Vinheta de raquitismo em lactente pede a régua pediátrica do consenso global; vinheta de adolescente obeso 'insuficiente' com 25 ng/mL só faz sentido na régua da Endocrine Society. Quando o enunciado nomeia o documento, a conta está feita — registre os anos: 2016 contra 2011.

06

Caso resolvido

Lactente de 10 meses, pele escura, em aleitamento materno exclusivo até os 7 meses e sem uso de qualquer suplemento ('a família preferiu evitar remédio'). Mora em apartamento, sai pouco de casa. Há 1 mês os pais notam punhos 'grossos' e as pernas se arqueando quando a criança fica em pé apoiada. Exame: fronte proeminente, fontanela anterior ampla, rosário costal palpável, alargamento de punhos e tornozelos, geno varo. Laboratório: cálcio 8,9 mg/dL, fósforo baixo, fosfatase alcalina 1.150 U/L, PTH elevado, 25(OH)vitamina D 9 ng/mL. Radiografia de punhos: metáfises alargadas, em taça, com bordas esgarçadas.
achado
Lactente de risco máximo para hipovitaminose D — aleitamento materno sem suplementação, pele escura, confinamento domiciliar — com sinais ósseos em sítios de crescimento rápido (punhos, tornozelos, rosário, geno varo, fontanela ampla).
interpretação
O laboratório fecha a fisiopatologia: 25(OH)vitamina D de 9 ng/mL (deficiência franca pela régua do consenso global, < 12), fósforo baixo, fosfatase alcalina muito alta e PTH elevado — hiperparatireoidismo secundário segurando o cálcio na faixa de 8,9. A radiografia em taça com bordas esgarçadas é a tradução metafisária do osso não mineralizado.
diagnóstico
Raquitismo carencial por deficiência de vitamina D. Não há indício de doença renal, má absorção ou raquitismo hipofosfatêmico (a história alimentar explica, e o PTH alto com 25-OH baixa aponta carência nutricional).
conduta
Colecalciferol 2.000 UI/dia por 12 semanas (faixa abaixo de 1 ano do consenso global) mais cálcio elementar 500 mg/dia por 2 a 4 semanas junto às refeições. Após as 12 semanas, manutenção de 400 UI/dia. Controle trimestral de 25(OH)vitamina D, cálcio, fósforo, fosfatase e PTH; radiografia em 1 a 3 meses esperando linha de calcificação.
prevenção
A pergunta que a banca esconde: o que teria evitado tudo? Vitamina D 400 UI/dia desde os primeiros dias de vida — recomendação hoje universal da SBP para menores de 1 ano, sem dosagem prévia. Checar também ferro (PNSF a partir dos 6 meses) e o restante da puericultura.
07

Agora feche você

Menino de 4 anos, zona rural do semiárido nordestino, família inscrita no CadÚnico. Traz história de diarreias de repetição e alimentação monótona à base de farinha e arroz. A mãe conta que, ao entardecer, ele 'esbarra nas coisas e não acha o copo'. Ao exame: conjuntivas secas, sem brilho, com placa espumosa esbranquiçada, triangular, na conjuntiva temporal do olho direito. Córneas transparentes.
achado
Cegueira noturna relatada pela mãe + conjuntiva xerótica com mancha de Bitot — xeroftalmia em estágio ainda reversível, sem acometimento de córnea.
diagnóstico
Deficiência de vitamina A com xeroftalmia (cegueira noturna + xerose conjuntival com mancha de Bitot), em criança de área prioritária com dieta pobre em retinol e perdas por diarreias de repetição.
conduta
08

Onde a banca derruba

  1. 1Descartar raquitismo porque o cálcio veio normal Atrai porque a lógica ingênua espera hipocalcemia na doença do metabolismo do cálcio. Mas o PTH sobe cedo e defende a calcemia à custa do osso: no raquitismo carencial típico o cálcio está normal ou quase, e quem denuncia é a fosfatase alcalina muito alta com fósforo baixo e PTH elevado. Cálcio francamente baixo é doença avançada — aí já se pensa em tetania e convulsão.
  2. 2Igualar deficiência de ferro a anemia O espectro começa com ferritina baixa e hemoglobina normal, e o prejuízo cognitivo já corre nessa fase silenciosa. É por isso que a profilaxia do PNSF não espera hemograma nem exige exame prévio — e por isso a alternativa 'dosar hemoglobina antes de iniciar o sulfato ferroso profilático' costuma ser distrator, não resposta.
  3. 3Improvisar a dose da megadose de vitamina A Duas cápsulas amarelas de 100.000 UI não substituem a vermelha de 200.000, nem meia cápsula vermelha vira dose de 100.000 — a Nota Técnica de 2025 proíbe expressamente as duas manobras. Na falta da cápsula certa, não se administra. E se a criança cuspir, não se repete.
  4. 4Pedir 25(OH)vitamina D antes de suplementar (ou para controlar a profilaxia) A recomendação da SBP de 2024 é expressa: suplementação profilática universal sem dosagem prévia e sem monitorização de rotina. Dosagem é para grupo de risco e para doença. O distrator 'solicitar dosagem sérica e suplementar se baixa' parece prudente — e está errado por transformar triagem universal, que nenhum consenso recomenda, em pré-requisito.
  5. 5Dar zinco só para a criança desidratada — ou parar quando a diarreia para O zinco entra para toda criança menor de 5 anos com diarreia, em qualquer plano de hidratação, e o curso de 10 a 14 dias se completa mesmo com o quadro resolvido: parte do benefício é reduzir os episódios dos 2 a 3 meses seguintes. Interromper no terceiro dia porque 'melhorou' joga fora justamente a metade preventiva do efeito.
  6. 6Somar NutriSUS com sulfato ferroso ou com a megadose O sachê já contém 10 mg de ferro e 400 µg RE de vitamina A por dia — somar o sulfato ferroso do PNSF ou a megadose do PNSVA é dose dupla sem benefício. A questão de puericultura que lista 'manter sachês + iniciar sulfato ferroso' está testando exatamente essa trava.
Gabarito da questão de abertura
Comentário

Cegueira noturna (dificuldade de enxergar no escuro), xerose conjuntival e manchas de Bitot são sinais clássicos da hipovitaminose A (xeroftalmia), agravada por infecções de repetição e dieta carente — situação endêmica no semiárido brasileiro. A conduta preconizada pelo Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A é a administração de megadose oral de vitamina A conforme a faixa etária, prevenindo a evolução para ceratomalácia e cegueira. Conjuntivite bacteriana não causa cegueira noturna nem manchas de Bitot. A deficiência de vitamina D manifesta-se com raquitismo, não com alterações oculares. A deficiência de zinco cursa com dermatite, diarreia e alopecia, sem o sinal ocular descrito.

09

Recuperação

Responda as 10 — o gabarito e o comentário de cada uma abrem a cada questão ou só no fim, como você preferir.

Sorteando as questões…

Quer treinar mais nesse tema? Estas questões vêm do nosso banco — lá tem milhares, com simulado, maratona e estatística de acerto por área.

Criar conta grátis e continuar →
10

Plano de revisão

em 7 dias

As réguas numéricas, na ordem em que decidem questão. Ferro (PNSF): 10 a 12,5 mg/dia fixos, 6 a 24 meses, dois ciclos de 3 meses (aos 6 e 12 meses); leite de vaca antecipa para 4 meses; prematuro 2 a 4 mg/kg/dia sem pausas e 1 mg/kg/dia dos 12 aos 24 meses. Vitamina A (PNSVA): 100.000 UI dose única dos 6 aos 11 meses; 200.000 UI semestrais dos 12 aos 59; intervalo mínimo 4 meses; terapêutica na xeroftalmia com 3 doses (dia 0, dia 1, ~2 semanas); nunca megadose em gestante. Vitamina D: profilaxia SBP 2024 universal 400 UI (< 1 ano) e 600 UI (1 a 18 anos); deficiência < 12 ng/mL pelo consenso global; tratamento 2.000/3.000-6.000/6.000 UI/dia por 12 semanas conforme a idade + cálcio 500 mg/dia. Zinco na diarreia: 10 mg (< 6 meses) ou 20 mg/dia por 10 a 14 dias, para todos abaixo de 5 anos. Sal: 15 a 45 mg de iodo/kg. NutriSUS: 60 sachês/semestre, 6 a 24 meses, substitui ferro e megadose.

em 30 dias

Refaça pelos casos: o lactente de pele escura em aleitamento exclusivo sem suplemento que chega com punhos alargados e fosfatase nas alturas (qual o cálcio esperado? qual a dose de ataque e a manutenção?); a criança do CadÚnico com mancha de Bitot (qual a dose da idade e o ritmo das 3 doses?); a puericultura de 7 meses que recebe NutriSUS (o que NÃO prescrever?); e a diarreia aguda de 15 meses (qual dose de zinco e por quantos dias?). Se algum número hesitar, volte à tabela dos programas e à do raquitismo.

11

Agora atenda

Você sabe decidir com a tomografia na mão. A prova prática, e a vida, pedem outra coisa: chegar lá a partir de um paciente que ainda não tem exame nenhum.

Caso do acervo

Lactente de 10 meses em aleitamento materno prolongado sem suplementação, com pernas arqueadas, punhos alargados e atraso motor — a mãe quer saber 'se é falta de vitamina'. Consulta de puericultura na UBS. — você conduz anamnese, exame físico e conduta; o paciente responde em tempo real e o feedback vem no fim.

Deficiências de micronutrientes na infância — Preparatório para provas | OsceLabs