Prova de Residência Médica Einstein 2025 (R1) com gabarito (PDF)

Abaixo você baixa o caderno e o gabarito da edição 2025 (R1) — de graça, sem cadastro.

objetiva

Cópia do documento oficial da banca (hospedagem própria).

Prova comentada, questão a questão

Gabarito oficial + comentário autoral da equipe OsceLabs em cada questão. Clique na questão pra abrir.

Questão 1Prova escrita objetiva (Teórica) ACESSO DIRETO Programas: Anestesiologia | Cirurgia Geral | Clínica Médica | Ginecologia e Obstetrícia | Medicina de Família e Comunidade | Neurologia | Ortopedia e Traumatologia | Patologia Clínica e Medicina Laboratorial | Pediatria | Radiologia e Diagnóstico por Imagem | Medicina de Emergência | Medicina Intensiva | Psiquiatria Você recebeu sua folha de respostas e este caderno contendo 75 questões objetivas. Confira seus dados impressos na capa deste caderno e na folha de respostas. Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta imperfeições. Caso haja algum problema, informe ao fiscal da sala para a devida substituição desse caderno. Leia cuidadosamente todas as questões e escolha a resposta que você considera correta. Marque, na folha de respostas, com caneta de tinta preta, a letra correspondente à alternativa que você escolheu. A duração da prova é de 4 horas, já incluído o tempo para o preenchimento da folha de respostas. Só será permitida a saída definitiva da sala e do prédio após transcorridas 2 horas do início da prova. Deverão permanecer em cada uma das salas de prova os 3 últimos candidatos, até que o último deles entregue sua prova e assine o termo respectivo. Ao sair, você entregará ao fiscal a folha de respostas e este caderno. Até que você saia do prédio, todas as proibições e orientações continuam válidas. Aguarde a ordem do fiscal para abrir este caderno. Confidencial até o momento da aplicação. 3 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. Clínica MédicaGabarito: A

Prova escrita objetiva (Teórica) ACESSO DIRETO Programas: Anestesiologia | Cirurgia Geral | Clínica Médica | Ginecologia e Obstetrícia | Medicina de Família e Comunidade | Neurologia | Ortopedia e Traumatologia | Patologia Clínica e Medicina Laboratorial | Pediatria | Radiologia e Diagnóstico por Imagem | Medicina de Emergência | Medicina Intensiva | Psiquiatria Você recebeu sua folha de respostas e este caderno contendo 75 questões objetivas. Confira seus dados impressos na capa deste caderno e na folha de respostas. Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta imperfeições. Caso haja algum problema, informe ao fiscal da sala para a devida substituição desse caderno. Leia cuidadosamente todas as questões e escolha a resposta que você considera correta. Marque, na folha de respostas, com caneta de tinta preta, a letra correspondente à alternativa que você escolheu. A duração da prova é de 4 horas, já incluído o tempo para o preenchimento da folha de respostas. Só será permitida a saída definitiva da sala e do prédio após transcorridas 2 horas do início da prova. Deverão permanecer em cada uma das salas de prova os 3 últimos candidatos, até que o último deles entregue sua prova e assine o termo respectivo. Ao sair, você entregará ao fiscal a folha de respostas e este caderno. Até que você saia do prédio, todas as proibições e orientações continuam válidas. Aguarde a ordem do fiscal para abrir este caderno. Confidencial até o momento da aplicação. 3 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. Clínica Médica

Comentário OsceLabs

Item sem conteudo clinico recuperavel nesta transcricao: o texto capturado corresponde a capa e as instrucoes do caderno, e as alternativas nao foram extraidas. Sem o enunciado original nao ha como construir a discussao medica do item; recomendamos conferir o caderno oficial da banca. Registramos aqui apenas o gabarito oficial divulgado para esta questao. Resposta A.

Questão 2Uma mulher de 64 anos, pesando 60 kg, sem comor- bidades prévias, é admitida à sala de emergência com febre de 38,7 ºC, dor lombar direita e disúria há 3 dias. Na entrada, apresentava FC = 120 bpm, FR = 28 irpm, PA = 74 x 40 mmHg. Após coleta de exames, introdução de ceftriaxona e administração de 2 litros de Ringer Lactato, a paciente segue com PA de 78 x 44 mmHg. Exames laboratoriais iniciais revelam leucocitose de 18.000/μL (VR: 4.000 – 11.000/μL) e creatinina de 2,6 mg/dL (VR: 0,6 – 1,2 mg/dL). Assinale a alternativa que apresen- ta uma das condutas apropriadas para esse momento.Gabarito: C

Uma mulher de 64 anos, pesando 60 kg, sem comor- bidades prévias, é admitida à sala de emergência com febre de 38,7 ºC, dor lombar direita e disúria há 3 dias. Na entrada, apresentava FC = 120 bpm, FR = 28 irpm, PA = 74 x 40 mmHg. Após coleta de exames, introdução de ceftriaxona e administração de 2 litros de Ringer Lactato, a paciente segue com PA de 78 x 44 mmHg. Exames laboratoriais iniciais revelam leucocitose de 18.000/μL (VR: 4.000 – 11.000/μL) e creatinina de 2,6 mg/dL (VR: 0,6 – 1,2 mg/dL). Assinale a alternativa que apresen- ta uma das condutas apropriadas para esse momento.

  • A. Utilizar hidrocortisona para tratamento adjuvante do choque séptico.
  • B. Infundir mais 1 litro de Ringer Lactato e solicitar prio- ridade de transferência à UTI para início de drogas vasoativas.
  • C. Realizar ultrassonografia à beira-leito para avaliar obstrução de vias urinárias.
  • D. Ampliar a terapia antimicrobiana para meropenem.

Comentário OsceLabs

Choque septico de foco urinario que nao responde a 2 L de cristaloide e cursa com IRA: alem de volume, vasopressor e antibiotico, o passo que muda desfecho e o CONTROLE DO FOCO. A ultrassonografia a beira-leito procura hidronefrose/pielonefrite obstrutiva, que exige drenagem urgente (duplo J ou nefrostomia). Hidrocortisona (A) so entra no choque refratario ja em vasopressor; mais volume as cegas (B) nao substitui a droga vasoativa; meropenem (D) nao se justifica sem fator de risco para multirresistente. Resposta C.

Questão 3Um homem de 26 anos com antecedente de asma pro- curou o pronto atendimento há duas semanas com quei- xa de palpitações. Realizado o diagnóstico de fibrilação atrial, com prescrição de metoprolol oral e solicitação de ecocardiograma ambulatorial. Após o uso da medicação, o paciente apresentou sibilância e dispneia, levando-o a suspender o metoprolol por conta própria. Realizado ecocardiograma transtorácico, sem alterações. Hoje, o paciente retorna ao PA com relato de palpitações taqui- cárdicas nos últimos 3 dias. Sem dor torácica, dispneia ou alterações da consciência no período. Sinais vitais: FC = 136 bpm, FR = 16 irpm, PA = 130 x 80 mmHg, T = 36,5 ºC. Ausculta cardíaca com bulhas arrítmicas normofonéticas, sem sopros. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. ECG com ritmo de fibrilação atrial com fre- quência ventricular de 142/min. Assinale a alternativa que apresenta a melhor opção terapêutica a ser utilizada no momento.Gabarito: D

Um homem de 26 anos com antecedente de asma pro- curou o pronto atendimento há duas semanas com quei- xa de palpitações. Realizado o diagnóstico de fibrilação atrial, com prescrição de metoprolol oral e solicitação de ecocardiograma ambulatorial. Após o uso da medicação, o paciente apresentou sibilância e dispneia, levando-o a suspender o metoprolol por conta própria. Realizado ecocardiograma transtorácico, sem alterações. Hoje, o paciente retorna ao PA com relato de palpitações taqui- cárdicas nos últimos 3 dias. Sem dor torácica, dispneia ou alterações da consciência no período. Sinais vitais: FC = 136 bpm, FR = 16 irpm, PA = 130 x 80 mmHg, T = 36,5 ºC. Ausculta cardíaca com bulhas arrítmicas normofonéticas, sem sopros. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. ECG com ritmo de fibrilação atrial com fre- quência ventricular de 142/min. Assinale a alternativa que apresenta a melhor opção terapêutica a ser utilizada no momento.

  • A. Esmolol.
  • B. Cardioversão elétrica sincronizada.
  • C. Propafenona.
  • D. Verapamil.

Comentário OsceLabs

Fibrilacao atrial com alta resposta ventricular, ha 3 dias, em paciente ESTAVEL e asmatico que ja broncoespasmou com metoprolol. A meta e controle de frequencia, e o betabloqueador esta vetado pela asma documentada, o que elimina esmolol (A). Verapamil, bloqueador de canal de calcio nao di-hidropiridinico, controla a FC com seguranca (eco sem disfuncao ventricular). Cardioversao eletrica (B) e propafenona (C) revertem o ritmo em FA de inicio ha mais de 48 h sem anticoagulacao ou ETE: risco de embolia. Resposta D.

Questão 4Um homem de 58 anos procura o ambulatório clínico com queixa de aumento progressivo do volume abdominal nas últimas quatro semanas. Ele relata distensão abdominal sem dor ou desconforto respiratório. Tem antecedente de consumo de 0,5 L de destilado diariamente nos últimos 35 anos. Procurou Unidade de Pronto Atendimento há duas semanas com a mesma queixa, tendo recebido prescrição de furosemida 40 mg/dia após realização de ultrassonografia, com pouca melhora. Ao exame físico, apresenta FC 82 bpm, FR 16 irpm, PA 112 x 70 mmHg, T 36,5 ºC. Ictérico ++/4; abdome globoso, com sinal do Piparote positivo, macicez móvel e circulação colateral abdominal. Exames laboratoriais mostram bilirrubina total de 3,8 mg/dL (VR: 0,1-1,2 mg/dL), albumina de 2,5 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL) e TP-INR de 1,8 (VR: 0,8-1,2). A ultrassonografia abdominal realizada na UPA mostra fígado reduzido de tamanho, com bordas irregulares e si- nais de hipertensão portal, além de ascite descrita como moderada. Qual é o próximo passo mais adequado na condução do caso?Gabarito: C

Um homem de 58 anos procura o ambulatório clínico com queixa de aumento progressivo do volume abdominal nas últimas quatro semanas. Ele relata distensão abdominal sem dor ou desconforto respiratório. Tem antecedente de consumo de 0,5 L de destilado diariamente nos últimos 35 anos. Procurou Unidade de Pronto Atendimento há duas semanas com a mesma queixa, tendo recebido prescrição de furosemida 40 mg/dia após realização de ultrassonografia, com pouca melhora. Ao exame físico, apresenta FC 82 bpm, FR 16 irpm, PA 112 x 70 mmHg, T 36,5 ºC. Ictérico ++/4; abdome globoso, com sinal do Piparote positivo, macicez móvel e circulação colateral abdominal. Exames laboratoriais mostram bilirrubina total de 3,8 mg/dL (VR: 0,1-1,2 mg/dL), albumina de 2,5 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL) e TP-INR de 1,8 (VR: 0,8-1,2). A ultrassonografia abdominal realizada na UPA mostra fígado reduzido de tamanho, com bordas irregulares e si- nais de hipertensão portal, além de ascite descrita como moderada. Qual é o próximo passo mais adequado na condução do caso?

  • A. Aumentar a dose de furosemida para 80 mg/dia.
  • B. Iniciar espironolactona 100 mg/dia em adição à furosemida.
  • C. Realizar paracentese diagnóstica.
  • D. Solicitar infusão de albumina intravenosa. 4 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Ascite nova em cirrotico alcoolico (INR 1,8, albumina 2,5, bilirrubina 3,8, figado retraido com hipertensao portal) que nao respondeu a furosemida isolada. Antes de escalonar diuretico, a paracentese DIAGNOSTICA e obrigatoria: define o GASA (confirma hipertensao portal), dosa proteina total e, sobretudo, exclui peritonite bacteriana espontanea pela contagem de polimorfonucleares. Ajustar dose (A) ou associar espironolactona (B) as cegas e albumina (D) sem indicacao adiam esse diagnostico. Resposta C.

Questão 5Um paciente do sexo masculino de 37 anos de idade, por- tador de doença de Crohn, atualmente em uso de adali- mumabe 40 mg em infusões quinzenais com bom controle de atividade de doença, perdeu seu cartão de vacinação e comparece ao centro de referência de imunobiológicos para atualização vacinal. Esse paciente pode ser vacina- do com todas alternativas a seguir, EXCETO:Gabarito: D

Um paciente do sexo masculino de 37 anos de idade, por- tador de doença de Crohn, atualmente em uso de adali- mumabe 40 mg em infusões quinzenais com bom controle de atividade de doença, perdeu seu cartão de vacinação e comparece ao centro de referência de imunobiológicos para atualização vacinal. Esse paciente pode ser vacina- do com todas alternativas a seguir, EXCETO:

  • A. meningocócica C em dose única.
  • B. HPV tetravalente em três doses.
  • C. hepatite B em três doses e com volume dobrado.
  • D. dengue tetravalente em duas doses.

Comentário OsceLabs

Doenca de Crohn em uso de adalimumabe e imunossupressao: vacinas de VIRUS VIVO ATENUADO estao contraindicadas. A dengue tetravalente (Qdenga) e viva atenuada, portanto proibida nesse paciente. Meningococica C (A) e HPV (B) sao inativada e recombinante, liberadas. Hepatite B (C) tem indicacao justamente com esquema reforcado, dose dobrada, pela menor resposta sorologica do imunossuprimido. A perola: em imunobiologico, pergunte sempre se a vacina e viva. Resposta D.

Questão 6Paciente de 56 anos, hipertenso e diabético, é admitido no hospital com queixa de dor torácica retroesternal, em aperto, com irradiação para o braço esquerdo e o pesco- ço, iniciada há uma hora. Sinais vitais: pressão arterial: 160 x 90 mmHg; frequência cardíaca: 90 bpm; saturação O2: 96%; temperatura: 36,5 ºC. Ausculta cardíaca e res- piratória sem alterações. O eletrocardiograma realizado na admissão revelou supradesnivelamento do segmento ST em V2-V4, e a troponina está elevada. O paciente r­ecebeu tratamento medicamentoso inicial recomen­ dado. O cateterismo revelou lesão única de 99% no terço médio da artéria descendente anterior (DA). A conduta correta a ser realizada nesse momento con- siste emGabarito: D

Paciente de 56 anos, hipertenso e diabético, é admitido no hospital com queixa de dor torácica retroesternal, em aperto, com irradiação para o braço esquerdo e o pesco- ço, iniciada há uma hora. Sinais vitais: pressão arterial: 160 x 90 mmHg; frequência cardíaca: 90 bpm; saturação O2: 96%; temperatura: 36,5 ºC. Ausculta cardíaca e res- piratória sem alterações. O eletrocardiograma realizado na admissão revelou supradesnivelamento do segmento ST em V2-V4, e a troponina está elevada. O paciente r­ecebeu tratamento medicamentoso inicial recomen­ dado. O cateterismo revelou lesão única de 99% no terço médio da artéria descendente anterior (DA). A conduta correta a ser realizada nesse momento con- siste em

  • A. realizar tratamento clínico otimizado com IECA, b­eta­bloqueadores e estatinas, sem necessidade de revas­cularização.
  • B. indicar revascularização cirúrgica imediata devido à localização e à importância da lesão coronariana.
  • C. observar clinicamente e definir conduta após 24 horas da admissão, com base na curva de troponina e nas alterações do ecocardiograma.
  • D. realizar angioplastia coronariana com implante de stent em artéria descendente anterior.

Comentário OsceLabs

IAM com supradesnivelamento de ST em V2-V4 e troponina elevada, com cateterismo mostrando lesao unica de 99% em DA: e a indicacao classica de angioplastia primaria com implante de stent. Tratamento clinico isolado (A) ou observar por 24 h (C) mantem o territorio isquemico e aumentam mortalidade em uma lesao culpada uniarterial. Cirurgia de revascularizacao (B) fica para anatomia desfavoravel a angioplastia, como lesao de tronco ou triarterial complexa, e nao para lesao unica abordavel por cateter. Resposta D.

Questão 7Paciente, 59 anos, hipertenso, sedentário, obeso, em uso de enalapril 20 mg 12/12 horas, anlodipino 10 mg/dia, clortalidona 25 mg/dia, espironolactona 25 mg/dia e carvedilol 25 mg 12/12 horas. Apesar de ser aderente às medicações em uso, mantém pressão não controlada, com aferições acima de 140/90 mmHg. Com base no caso clínico, assinale a alternativa correta em relação ao manejo ambulatorial desse paciente.Gabarito: D

Paciente, 59 anos, hipertenso, sedentário, obeso, em uso de enalapril 20 mg 12/12 horas, anlodipino 10 mg/dia, clortalidona 25 mg/dia, espironolactona 25 mg/dia e carvedilol 25 mg 12/12 horas. Apesar de ser aderente às medicações em uso, mantém pressão não controlada, com aferições acima de 140/90 mmHg. Com base no caso clínico, assinale a alternativa correta em relação ao manejo ambulatorial desse paciente.

  • A. Substituir a clortalidona por hidroclorotiazida, pois é o diurético de escolha em hipertensão resistente.
  • B. Associar diurético de alça, como a furosemida e encaminhar ao cardiologista.
  • C. Suspender a espironolactona pela falha terapêutica e associar hidralazina 50 mg 8/8 horas.
  • D. Solicitar exames para investigação de causas secun- dárias de hipertensão e associar clonidina.

Comentário OsceLabs

Hipertensao resistente/refrataria: PA acima da meta apesar de aderencia a esquema com diuretico tiazidico, bloqueador de canal de calcio, IECA, betabloqueador e espironolactona. A conduta e investigar causas secundarias (apneia do sono, hiperaldosteronismo, doenca renal, estenose de arteria renal, feocromocitoma) e associar nova classe, como o simpaticolitico de acao central. Hidroclorotiazida (A) e MENOS potente que clortalidona; alca (B) so com DRC ou congestao; espironolactona (C) e o 4o farmaco de escolha e nao deve sair. Resposta D.

Questão 8Paciente feminina de 37 anos vem em consulta de re- torno. Ela havia procurado atendimento inicialmente por queixa de tosse seca persistente e dispneia progressiva até para andar no plano, sendo que em alguns dias tinha até que parar para andar dois quarteirões. Referia que os sintomas pioravam com mudança de tempo, contato com poeiras e pelos de animais e que algumas noites percebia um chiado no peito. Já tinha ido algumas vezes a pronto atendimentos nos últimos meses por conta de falta de ar. Na ocasião da primeira consulta, foi feita a hipótese de asma, solicitada espirometria e iniciado tra- tamento com formoterol-budesonida 12/400 mcg 12/12h. A paciente retorna hoje referindo melhora importante dos sintomas, mantendo sintomas noturnos e necessidade de medicação de resgate pelo menos 1 a 2 vezes por semana. Seu score no Asthma Control Test (ACT) é de 18 de 25. Não teve mais buscas ao pronto-socorro. Está utilizando regularmente a medicação inalatória prescrita, refere coriza e prurido nasal persistentes e importantes, pirose e regurgitação a depender da alimentação. Tirou tapetes e cortinas de casa, mas mantém exposição ao cachorro da vizinha, que entra na sua casa regularmente. Nega história de asma na infância. Ao exame físico, paciente em bom estado geral, corada, hidratada, IMC 33 kg/m2. Exame cardiovascular sem al- terações, ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares presentes bilateralmente e tempo expiratório aumentado, com raros sibilos expiratórios. SpO2 em ar ambiente de 96%, frequência respiratória de 16 ipm. Traz espirometria mostrando distúrbio ventilatório obstrutivo leve com res- posta ao broncodilatador, hemograma com eosinófilos de 350/mcL (4%) e IgE total de 200 UI/mL. Assinale a alternativa que corresponde à melhor classifi- cação de gravidade e conduta nesse momento.Gabarito: A

Paciente feminina de 37 anos vem em consulta de re- torno. Ela havia procurado atendimento inicialmente por queixa de tosse seca persistente e dispneia progressiva até para andar no plano, sendo que em alguns dias tinha até que parar para andar dois quarteirões. Referia que os sintomas pioravam com mudança de tempo, contato com poeiras e pelos de animais e que algumas noites percebia um chiado no peito. Já tinha ido algumas vezes a pronto atendimentos nos últimos meses por conta de falta de ar. Na ocasião da primeira consulta, foi feita a hipótese de asma, solicitada espirometria e iniciado tra- tamento com formoterol-budesonida 12/400 mcg 12/12h. A paciente retorna hoje referindo melhora importante dos sintomas, mantendo sintomas noturnos e necessidade de medicação de resgate pelo menos 1 a 2 vezes por semana. Seu score no Asthma Control Test (ACT) é de 18 de 25. Não teve mais buscas ao pronto-socorro. Está utilizando regularmente a medicação inalatória prescrita, refere coriza e prurido nasal persistentes e importantes, pirose e regurgitação a depender da alimentação. Tirou tapetes e cortinas de casa, mas mantém exposição ao cachorro da vizinha, que entra na sua casa regularmente. Nega história de asma na infância. Ao exame físico, paciente em bom estado geral, corada, hidratada, IMC 33 kg/m2. Exame cardiovascular sem al- terações, ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares presentes bilateralmente e tempo expiratório aumentado, com raros sibilos expiratórios. SpO2 em ar ambiente de 96%, frequência respiratória de 16 ipm. Traz espirometria mostrando distúrbio ventilatório obstrutivo leve com res- posta ao broncodilatador, hemograma com eosinófilos de 350/mcL (4%) e IgE total de 200 UI/mL. Assinale a alternativa que corresponde à melhor classifi- cação de gravidade e conduta nesse momento.

  • A. Trata-se de asma de difícil controle, sendo sugeri- do aumento da frequência de formoterol-budesonida para 3x/dia, checar técnica de uso da medicação ina- latória, tratar rinite e refluxo e afastar da exposição ao cão.
  • B. Trata-se de asma leve controlada, dado que a es- pirometria mostrou apenas um distúrbio obstrutivo leve, e a paciente referiu melhora importante dos sintomas. Sugere-se manter as medicações atuais e tratar a rinite.
  • C. Trata-se de asma moderada, pois a paciente está em STEP 4 de tratamento segundo o GINA 2024. Suge- re-se adicionar um anticolinérgico de longa ação ou um antileucotrieno para melhora do controle.
  • D. Trata-se de asma grave não controlada, sendo in- dicado agora o uso de imunobiológico devido ao fe- nótipo alérgico-eosinofílico. A escolha entre omalizu- mabe e mepolizumab dependerá da disponibilidade da medicação. 5 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

ACT de 18 (menor que 20), sintomas noturnos e resgate 1-2x/semana definem asma NAO controlada, mas com espirometria de obstrucao leve nao ha criterio de asma grave. Antes de rotular gravidade ou escalonar, cheque tecnica inalatoria e adesao e trate os fatores contribuintes: rinite alergica, DRGE, obesidade e exposicao ao cao. B ignora que a paciente nao esta controlada; C erra o step (esta em STEP 3); D indica imunobiologico sem antes otimizar o basico, que e o erro classico. Resposta A.

Questão 9Paciente feminina de 68 anos é trazida ao pronto aten- dimento por queixa de tosse produtiva há 5 dias, sendo que hoje passou a apresentar dispneia para caminhar no plano e dor ventilatório-dependente em hemitórax direito. Nega febre, internações ou uso de antibióticos recentes. Nega sintomas gripais antes do início do quadro atual, mas diz que vem apresentando dificuldade para engolir alguns alimentos e tosse com frequência durante a ali- mentação. Paciente é previamente hipertensa e diabéti- ca, com controle adequado das comorbidades em uso de losartana 50 mg 12/12h, anlodipino 5 mg 12/12h, metfor- mina 850 mg 3x/dia e dapagliflozina 10 mg/dia. Ao exa- me físico, paciente encontra-se em regular estado geral, corada, hidratada, anictérica, afebril, lúcida e orientada, cavidade oral em bom estado. Sinais vitais: frequência cardíaca de 102 bpm, frequência respiratória de 25 ipm, PA = 120 x 70 mmHg, SpO2 = 91% em ar ambiente, glicemia capilar de 95 mg/L. Ausculta cardíaca e exa- me abdominal sem alterações, ausculta pulmonar com estertores crepitantes em campo inferior de hemitórax direito. O médico solicita uma radiografia de tórax que mostra consolidação em base do pulmão direito, com al- guns infiltrados algodonosos também em campo inferior esquerdo. Exames de sangue mostram: Hb = 12,1 g/dL, leucócitos 15.000 (75% neutrófilos, 5% bastões), plaquetas 160.000/mm3, Ur = 60 mg/dL, Cr = 1,1 mg/dL, Na = 135 mEq/L, K = 4,5 mEq/L, Proteína C-reativa = 50 mg/dL, gasometria arterial com pH = 7,46 pO2 = 58 mmHg, pCO2= 34 mmHg, SpO2= 91%. Com relação ao caso descrito, assinale a alternativa correta.Gabarito: D

Paciente feminina de 68 anos é trazida ao pronto aten- dimento por queixa de tosse produtiva há 5 dias, sendo que hoje passou a apresentar dispneia para caminhar no plano e dor ventilatório-dependente em hemitórax direito. Nega febre, internações ou uso de antibióticos recentes. Nega sintomas gripais antes do início do quadro atual, mas diz que vem apresentando dificuldade para engolir alguns alimentos e tosse com frequência durante a ali- mentação. Paciente é previamente hipertensa e diabéti- ca, com controle adequado das comorbidades em uso de losartana 50 mg 12/12h, anlodipino 5 mg 12/12h, metfor- mina 850 mg 3x/dia e dapagliflozina 10 mg/dia. Ao exa- me físico, paciente encontra-se em regular estado geral, corada, hidratada, anictérica, afebril, lúcida e orientada, cavidade oral em bom estado. Sinais vitais: frequência cardíaca de 102 bpm, frequência respiratória de 25 ipm, PA = 120 x 70 mmHg, SpO2 = 91% em ar ambiente, glicemia capilar de 95 mg/L. Ausculta cardíaca e exa- me abdominal sem alterações, ausculta pulmonar com estertores crepitantes em campo inferior de hemitórax direito. O médico solicita uma radiografia de tórax que mostra consolidação em base do pulmão direito, com al- guns infiltrados algodonosos também em campo inferior esquerdo. Exames de sangue mostram: Hb = 12,1 g/dL, leucócitos 15.000 (75% neutrófilos, 5% bastões), plaquetas 160.000/mm3, Ur = 60 mg/dL, Cr = 1,1 mg/dL, Na = 135 mEq/L, K = 4,5 mEq/L, Proteína C-reativa = 50 mg/dL, gasometria arterial com pH = 7,46 pO2 = 58 mmHg, pCO2= 34 mmHg, SpO2= 91%. Com relação ao caso descrito, assinale a alternativa correta.

  • A. Paciente apresenta pneumonia comunitária sem si- nais de gravidade, podendo ser tratada ambulatorial- mente com amoxacilina-clavulanato e azitromicina. Nenhum exame adicional é necessário.
  • B. Paciente com provável pneumonia aspirativa, sendo recomendado tratamento com ceftriaxone e clinda- micina em regime de enfermaria, além de oxigenote- rapia suplementar por cateter nasal. Solicitar hemo- culturas e cultura de escarro.
  • C. Paciente com pneumonia comunitária grave com necessidade de internação em UTI. Iniciar antibio- ticoterapia empírica com ceftriaxone e azitromici- na, cateter de alto fluxo e hidrocortisona, colher hemoculturas e pesquisa de antígeno urinário para Legionella.
  • D. Paciente com pneumonia adquirida na comunidade, de provável origem aspirativa. Iniciar tratamento em- pírico com ceftriaxone e azitromicina, cateter nasal de oxigênio, colher hemocultura e cultura de bacté- rias no escarro, painel de patógenos respiratórios, antígeno urinário para Streptococcus e Legionella.

Comentário OsceLabs

Disfagia e tosse durante a alimentacao apontam broncoaspiracao, e o RX confirma consolidacao em base direita com infiltrados contralaterais. Ha hipoxemia (SpO2 91%, pO2 58) e taquipneia, o que indica internacao com oxigenio, mas nao ha criterio maior de UTI (sem vasopressor nem ventilacao mecanica), o que derruba A e C. Ceftriaxona com azitromicina cobre a aspiracao comunitaria: clindamicina (B) so se abscesso, empiema ou doenca periodontal grave. Investigacao etiologica completa antes do antibiotico. Resposta D.

Questão 10Paciente masculino de 52 anos, portador de DPOC em tratamento há 2 anos com vilanterol-umeclidínio, vinha mantendo dispneia habitual mMRC 1. Fez uso de amo- xacilina-clavulanato para uma exacerbação da doença há aproximadamente 8 meses, mas sem necessidade de internação hospitalar. Paciente também é hipertenso em uso de losartana, dislipidêmico em uso de rosuvas- tatina, diabético em uso de empaglifozina + linagliptina. Paciente procura o pronto atendimento por queixa de piora da dispneia há 1 dia, atualmente mMRC 3. Cos- tuma apresentar habitualmente expectoração hialina em pequena quantidade e nega aumento do volume do ca- tarro agora, mas refere que hoje expectorou secreção clara com alguns laivos de sangue. Nega dor torácica. Ao exame físico, paciente encontra-se em regular esta- do geral, corado, hidratado, anictérico, cianótico, afebril, lúcido e orientado. Sinais vitais: frequência cardíaca de 115 bpm, frequência respiratória de 26 ipm, PA = 110 x 70 mmHg, SpO2 = 86% em ar ambiente, glicemia capilar de 102 g/dL. Bulhas rítmicas hipofonéticas em 2 tempos sem sopros, estase jugular 2+/4. Murmúrio vesicular presente, mas reduzido em ápices, discretos estertores crepitantes em bases. Abdome globoso, ruídos hidroaéreos presen- tes, fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito, es- paço de Traube livre. Presença de edema em membros inferiores, pulsos presentes e simétricos. Quanto ao quadro clínico descrito, todas as medidas a seguir devem ser adotadas nesse momento, EXCETO:Gabarito: D

Paciente masculino de 52 anos, portador de DPOC em tratamento há 2 anos com vilanterol-umeclidínio, vinha mantendo dispneia habitual mMRC 1. Fez uso de amo- xacilina-clavulanato para uma exacerbação da doença há aproximadamente 8 meses, mas sem necessidade de internação hospitalar. Paciente também é hipertenso em uso de losartana, dislipidêmico em uso de rosuvas- tatina, diabético em uso de empaglifozina + linagliptina. Paciente procura o pronto atendimento por queixa de piora da dispneia há 1 dia, atualmente mMRC 3. Cos- tuma apresentar habitualmente expectoração hialina em pequena quantidade e nega aumento do volume do ca- tarro agora, mas refere que hoje expectorou secreção clara com alguns laivos de sangue. Nega dor torácica. Ao exame físico, paciente encontra-se em regular esta- do geral, corado, hidratado, anictérico, cianótico, afebril, lúcido e orientado. Sinais vitais: frequência cardíaca de 115 bpm, frequência respiratória de 26 ipm, PA = 110 x 70 mmHg, SpO2 = 86% em ar ambiente, glicemia capilar de 102 g/dL. Bulhas rítmicas hipofonéticas em 2 tempos sem sopros, estase jugular 2+/4. Murmúrio vesicular presente, mas reduzido em ápices, discretos estertores crepitantes em bases. Abdome globoso, ruídos hidroaéreos presen- tes, fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito, es- paço de Traube livre. Presença de edema em membros inferiores, pulsos presentes e simétricos. Quanto ao quadro clínico descrito, todas as medidas a seguir devem ser adotadas nesse momento, EXCETO:

  • A. solicitar exame de imagem do tórax.
  • B. solicitar D-dímero.
  • C. iniciar oxigenoterapia suplementar.
  • D. iniciar corticoterapia sistêmica. 6 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Questao de EXCECAO. O quadro nao preenche exacerbacao infecciosa de DPOC: nao ha aumento nem purulencia do escarro. Ha dispneia de instalacao subita, taquicardia, hemoptise, hipoxemia grave e sinais de sobrecarga direita, cenario que obriga a pensar em tromboembolismo pulmonar. Logo, imagem de torax (A), D-dimero (B) e oxigenoterapia (C) sao mandatorios. O corticoide sistemico e a medida que NAO se justifica agora, porque trataria uma exacerbacao que o paciente nao tem. Resposta D.

Questão 11Um paciente de 58 anos com história de hipertensão e ci- rurgia ortopédica recente apresenta-se ao pronto-socorro com dispneia súbita, dor torácica e sinais de choque. O exame físico revela taquicardia, taquipneia e oximetria de pulso de 92% em ar ambiente. A tomografia compu- tadorizada de tórax confirma tromboembolismo pulmonar (TEP) com evidência de hipertensão pulmonar significati- va. O paciente está com pressão arterial de 85/50 mmHg e níveis de lactato elevados. Qual é a conduta inicial mais apropriada para o manejo desse paciente?Gabarito: B

Um paciente de 58 anos com história de hipertensão e ci- rurgia ortopédica recente apresenta-se ao pronto-socorro com dispneia súbita, dor torácica e sinais de choque. O exame físico revela taquicardia, taquipneia e oximetria de pulso de 92% em ar ambiente. A tomografia compu- tadorizada de tórax confirma tromboembolismo pulmonar (TEP) com evidência de hipertensão pulmonar significati- va. O paciente está com pressão arterial de 85/50 mmHg e níveis de lactato elevados. Qual é a conduta inicial mais apropriada para o manejo desse paciente?

  • A. Iniciar anticoagulação com heparina de baixo peso molecular e monitorar a resposta clínica.
  • B. Iniciar trombólise intravenosa com alteplase (rtPA) para tratamento do TEP maciço e estabilização he- modinâmica.
  • C. Realizar intervenção cirúrgica para embolectomia pulmonar devido ao choque.
  • D. Iniciar terapia com vasopressores para tratamento do choque e monitorar a função cardíaca.

Comentário OsceLabs

TEP com PA 85/50 mmHg e lactato elevado e TEP de ALTO RISCO (macico), definido pela instabilidade hemodinamica: a terapia de reperfusao imediata com trombolitico sistemico (alteplase) e o tratamento que reduz mortalidade. Anticoagulacao isolada (A) e insuficiente no choque; vasopressor (D) e suporte complementar, nao tratamento; embolectomia cirurgica ou por cateter (C) e resgate para contraindicacao absoluta a trombolise ou falha desta. Resposta B.

Questão 12Um paciente de 68 anos com histórico de hipertensão e diabetes tipo 2 é admitido com um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico agudo. Ele recebeu trombóli- se intravenosa (rtPA) nas primeiras 4 horas após o início dos sintomas. No segundo dia de internação, o paciente apresenta deterioração do nível de consciência, aumento súbito da hemiparesia e sinais de hipertensão intracra- niana. Qual a provável causa dessa evolução?Gabarito: D

Um paciente de 68 anos com histórico de hipertensão e diabetes tipo 2 é admitido com um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico agudo. Ele recebeu trombóli- se intravenosa (rtPA) nas primeiras 4 horas após o início dos sintomas. No segundo dia de internação, o paciente apresenta deterioração do nível de consciência, aumento súbito da hemiparesia e sinais de hipertensão intracra- niana. Qual a provável causa dessa evolução?

  • A. Progressão do AVC isquêmico devido à falha da trombólise.
  • B. Efeito adverso da trombólise, levando à hemorragia subaracnoidea.
  • C. Piora do déficit devido à extensão da área de penumbra.
  • D. Transformação hemorrágica no território do AVC isquêmico.

Comentário OsceLabs

Piora abrupta do nivel de consciencia, aprofundamento do deficit e sinais de hipertensao intracraniana nas primeiras 24-48 h apos rtPA tem um nome: transformacao hemorragica do infarto. E a complicacao mais temida da trombolise e exige TC de cranio imediata, suspensao de antitromboticos e correcao da coagulopatia. Progressao isquemica (A) e extensao da penumbra (C) nao costumam produzir hipertensao intracraniana tao subita; a hemorragia do trombolitico e intraparenquimatosa, nao subaracnoidea (B). Resposta D.

Questão 13Um paciente de 65 anos, hipertenso e com histórico de infarto agudo do miocárdio há 3 anos, é admitido no pron- to-socorro com palpitações, tontura e sudorese há cerca de 2 horas. Ao exame físico, encontra-se com pressão arterial de 90/60 mmHg, frequência cardíaca de 160 bpm, pulsos finos e irregulares, e frequência respiratória de 20 irpm. A ausculta cardíaca revela ritmo irregular sem sopros. Um eletrocardiograma (ECG) é realizado e re- vela uma taquicardia com QRS estreito e ondas P não visualizadas claramente, variabilidade na amplitude dos intervalos RR, sem onda F típica em “dente de serra”. Diante desse quadro, qual a conduta mais adequada?Gabarito: B

Um paciente de 65 anos, hipertenso e com histórico de infarto agudo do miocárdio há 3 anos, é admitido no pron- to-socorro com palpitações, tontura e sudorese há cerca de 2 horas. Ao exame físico, encontra-se com pressão arterial de 90/60 mmHg, frequência cardíaca de 160 bpm, pulsos finos e irregulares, e frequência respiratória de 20 irpm. A ausculta cardíaca revela ritmo irregular sem sopros. Um eletrocardiograma (ECG) é realizado e re- vela uma taquicardia com QRS estreito e ondas P não visualizadas claramente, variabilidade na amplitude dos intervalos RR, sem onda F típica em “dente de serra”. Diante desse quadro, qual a conduta mais adequada?

  • A. Administração de adenosina intravenosa.
  • B. Cardioversão elétrica sincronizada.
  • C. Administração de amiodarona intravenosa.
  • D. Administração de verapamil intravenoso.

Comentário OsceLabs

Taquiarritmia de QRS estreito, irregularmente irregular, sem ondas P e sem padrao em dente de serra: fibrilacao atrial de alta resposta. O que define a conduta e a INSTABILIDADE (PA 90/60, tontura, sudorese, pulsos finos), e paciente instavel com taquiarritmia recebe cardioversao eletrica sincronizada. Adenosina (A) nao reverte FA e serve para taquicardias por reentrada nodal; amiodarona (C) e verapamil (D) sao opcoes quimicas para o paciente estavel e podem piorar a hipotensao. Resposta B.

Questão 14Paciente, 83 anos, sexo masculino, foi internado com quadro de queda do estado geral, tosse produtiva e fe- bre com início há 3 dias. Paciente tem antecedentes de hipertensão arterial, hipotireoidismo e doença de Parkinson. Previamente com cognição preservada, in- dependente para as atividades básicas de vida diária e totalmente dependente para as atividades instrumentais de vida diária, devido a limitação motora pela doença de Parkinson. Seu filho conta que, nos últimos 3 dias, notou seu pai mais sonolento, alternando com períodos de con- fusão e agitação, com piora no dia de hoje. Ao exame clí- nico, nota-se que o paciente está em regular estado ge- ral, desidratado, alerta e calmo, com atenção prejudicada e pensamento desorganizado. Além disso, encontra-se eupneico com estertores crepitantes em base esquer- da. Exames complementares na admissão: Hb: 13 g/dL; leuco: 13.200/mL; plaquetas 180.000/mL. RX de tórax: opacidade com broncograma aéreo em base esquerda. Considerando as hipóteses diagnósticas, quais os fato- res precipitantes e predisponentes para o caso clínico apresentado?Gabarito: C

Paciente, 83 anos, sexo masculino, foi internado com quadro de queda do estado geral, tosse produtiva e fe- bre com início há 3 dias. Paciente tem antecedentes de hipertensão arterial, hipotireoidismo e doença de Parkinson. Previamente com cognição preservada, in- dependente para as atividades básicas de vida diária e totalmente dependente para as atividades instrumentais de vida diária, devido a limitação motora pela doença de Parkinson. Seu filho conta que, nos últimos 3 dias, notou seu pai mais sonolento, alternando com períodos de con- fusão e agitação, com piora no dia de hoje. Ao exame clí- nico, nota-se que o paciente está em regular estado ge- ral, desidratado, alerta e calmo, com atenção prejudicada e pensamento desorganizado. Além disso, encontra-se eupneico com estertores crepitantes em base esquer- da. Exames complementares na admissão: Hb: 13 g/dL; leuco: 13.200/mL; plaquetas 180.000/mL. RX de tórax: opacidade com broncograma aéreo em base esquerda. Considerando as hipóteses diagnósticas, quais os fato- res precipitantes e predisponentes para o caso clínico apresentado?

  • A. Internação hospitalar, sexo masculino e insuficiência cardíaca.
  • B. Hipertensão arterial, hipotireoidismo e déficit sensorial.
  • C. Idade, doença de Parkinson e pneumonia.
  • D. Sexo masculino, limitação motora e embolia pulmonar.

Comentário OsceLabs

Idoso com flutuacao do nivel de consciencia, desatencao e pensamento desorganizado tem DELIRIUM (CAM positivo). O raciocinio e separar o terreno do gatilho: predisponentes sao idade avancada e doenca de Parkinson (doenca neurodegenerativa, polifarmacia, dependencia funcional); o precipitante e a pneumonia em curso. As demais alternativas trazem condicoes que o paciente nao tem (insuficiencia cardiaca, embolia pulmonar, deficit sensorial) ou pouco relevantes. Tratar o precipitante e tratar o delirium. Resposta C.

Questão 15Paciente de 82 anos, sexo feminino, professora apo- sentada, hipertensa e diabética há 15 anos em uso de enalapril 10 mg 2 vezes ao dia e metformina 500 mg 2 vezes ao dia e lombalgia crônica, com uso cerca de uma a duas vezes por semana de diclofenaco 50 mg para controle de dor. Paciente com seguimento irregular, sem acompanhamento há cerca de dois anos vem à consul- ta referindo fadiga, dispneia aos moderados esforços e perda de peso, de cerca de 5 kg em 12 meses. Refere episódios intermitentes de diarreia há 2 anos. Ao exame físico, paciente em bom estado geral, mas com palidez cutaneomucosa 2+/4+, hidratada, anictérica, eupneica, queilite angular, PA 130/80 mmHg, ausência de hepato ou esplenomegalia. Restante do exame físico sem alte- rações. Exames laboratoriais: hemoglobina 9,0 g/dL; he- matócrito 25%; VCM 75 fL; HCM 25 pg; RDW 16%; leu- cócitos 4.500/mL; plaquetas 400.000/mL; ureia 73 mg/dL; creatinina 1.38 mg/dL. Com base no caso clínico, qual a hipótese diagnóstica mais provável?Gabarito: D

Paciente de 82 anos, sexo feminino, professora apo- sentada, hipertensa e diabética há 15 anos em uso de enalapril 10 mg 2 vezes ao dia e metformina 500 mg 2 vezes ao dia e lombalgia crônica, com uso cerca de uma a duas vezes por semana de diclofenaco 50 mg para controle de dor. Paciente com seguimento irregular, sem acompanhamento há cerca de dois anos vem à consul- ta referindo fadiga, dispneia aos moderados esforços e perda de peso, de cerca de 5 kg em 12 meses. Refere episódios intermitentes de diarreia há 2 anos. Ao exame físico, paciente em bom estado geral, mas com palidez cutaneomucosa 2+/4+, hidratada, anictérica, eupneica, queilite angular, PA 130/80 mmHg, ausência de hepato ou esplenomegalia. Restante do exame físico sem alte- rações. Exames laboratoriais: hemoglobina 9,0 g/dL; he- matócrito 25%; VCM 75 fL; HCM 25 pg; RDW 16%; leu- cócitos 4.500/mL; plaquetas 400.000/mL; ureia 73 mg/dL; creatinina 1.38 mg/dL. Com base no caso clínico, qual a hipótese diagnóstica mais provável?

  • A. Anemia de doença crônica.
  • B. Talassemia.
  • C. Anemia sideroblástica.
  • D. Anemia ferropriva. 7 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. Cirurgia Geral

Comentário OsceLabs

Anemia microcitica (VCM 75) e hipocromica com RDW alargado (16%) e plaquetose e o padrao classico da carencia de ferro; queilite angular reforca. A idosa tem duas fontes plausiveis de perda: uso cronico de diclofenaco e diarreia intermitente ha 2 anos, o que ainda obriga a investigar neoplasia colorretal. Anemia de doenca cronica (A) costuma ser normocitica com RDW normal; talassemia (B) cursa com RDW normal e microcitose desproporcional; sideroblastica (C) e rara e nao explica o contexto. Resposta D.

Questão 16Paciente de 35 anos, sexo feminino, previamente hígida, admitida no Pronto-Socorro com quadro de dor abdominal em epigastro e hipocôndrios há 4 dias, associada a episódios de vômito e inapetência. Na admissão, encontrava-se em regular estado geral, FC 126 bpm, PA 95 x 60 mmHg, FR 22, peso 60 kg. Palpação abdominal com distensão leve, dor em andar superior, pior em epigastro, sem sinais de irritação peritoneal, sem massas palpáveis. Ruídos hidroaéreos presentes, mas diminuídos. Descompressão brusca negativa, sinal de Giordano negativo, sinal de Murphy negativo. Foram realizados exames laboratoriais na chegada: Hb 14 g/dL, Ht 46%, leucócitos 15 500 (sem desvio), ureia 90 mg/dL (Valor de Referência – VR 8 – 20), creatinina 1,9 md/dL (VR 0,7 – 1,3), TGO 125 U/L (VR 10 – 40), TGP 98 U/L (VR 10 – 40), bilirrubinas totais 1,2 mg/dL (VR 0,2 – 1,1), bilirrubina direta 1,0 mg/dL (0 – 0,3), amilase 245 U/L (VR 25 – 125), lipase 1 250 U/L (VR 10 – 140), PCR 105 mg/dL. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para essa paciente, nesse momento.Gabarito: A

Paciente de 35 anos, sexo feminino, previamente hígida, admitida no Pronto-Socorro com quadro de dor abdominal em epigastro e hipocôndrios há 4 dias, associada a episódios de vômito e inapetência. Na admissão, encontrava-se em regular estado geral, FC 126 bpm, PA 95 x 60 mmHg, FR 22, peso 60 kg. Palpação abdominal com distensão leve, dor em andar superior, pior em epigastro, sem sinais de irritação peritoneal, sem massas palpáveis. Ruídos hidroaéreos presentes, mas diminuídos. Descompressão brusca negativa, sinal de Giordano negativo, sinal de Murphy negativo. Foram realizados exames laboratoriais na chegada: Hb 14 g/dL, Ht 46%, leucócitos 15 500 (sem desvio), ureia 90 mg/dL (Valor de Referência – VR 8 – 20), creatinina 1,9 md/dL (VR 0,7 – 1,3), TGO 125 U/L (VR 10 – 40), TGP 98 U/L (VR 10 – 40), bilirrubinas totais 1,2 mg/dL (VR 0,2 – 1,1), bilirrubina direta 1,0 mg/dL (0 – 0,3), amilase 245 U/L (VR 25 – 125), lipase 1 250 U/L (VR 10 – 140), PCR 105 mg/dL. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para essa paciente, nesse momento.

  • A. Monitorização; jejum; ringer lactato – 500 mL EV, agora e de 6/6 h; dipirona 1g EV, de 6/6 h; ondansetrona – 4 mg EV, de 8/8 h; sondagem vesical de demora.
  • B. Monitorização; dieta parenteral; ceftriaxone e metronidazol EV; metoclopramida; morfina, se necessário; soro fisioló- gico 0,9 % – 500 mL, de 12/12 h.
  • C. Jejum; tomografia de abdome com contraste; meropenem EV; tramadol – 100 mg EV, de 8/8h; ondansetrona – 4 mg EV, de 8/8 h.
  • D. Internação em UTI; dieta leve hipogordurosa; ringer lactato – 500 mL EV, de 12/12 h; sondagem vesical de demora; angiotomografia de abdome.

Comentário OsceLabs

Dor epigastrica com vomitos e lipase acima de 3 vezes o limite: pancreatite aguda. O tratamento das primeiras horas e de SUPORTE: jejum, hidratacao vigorosa com Ringer lactato, analgesia, antiemetico e monitorizacao com controle de diurese. Antibiotico profilatico nao tem lugar na pancreatite sem infeccao comprovada, o que elimina B e C; tomografia precoce (C) nao muda conduta antes de 72 h; dieta leve e hidratacao insuficiente (D) contrariam o manejo inicial. Resposta A.

Questão 17Paciente de 26 anos, sexo feminino, vem com queixa de mal-estar há dois dias, com piora progressiva e, há um dia, com dor abdominal em hipogastro associada a disúria e polaciúria. Nega febre, nega alterações de hábito intestinal, refere inapetência, mas nega vômitos. Sexualmente ativa, refere corrimento amarelo claro no período, faz uso de con- traceptivo oral; data da última menstruação há 3 semanas. Ao exame físico, está em bom estado geral, FC 89 bpm, PAM 120 x 87 mmHg, dor à palpação de hipogastro, sem massas palpáveis ou sinal de irritação peritoneal. Urina I com 20 000 leucócitos/mL (VR 0 – 10 000). Realizou o exame a seguir. (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) Assinale a alternativa que contém o diagnóstico correto para esse caso.Gabarito: C

Paciente de 26 anos, sexo feminino, vem com queixa de mal-estar há dois dias, com piora progressiva e, há um dia, com dor abdominal em hipogastro associada a disúria e polaciúria. Nega febre, nega alterações de hábito intestinal, refere inapetência, mas nega vômitos. Sexualmente ativa, refere corrimento amarelo claro no período, faz uso de con- traceptivo oral; data da última menstruação há 3 semanas. Ao exame físico, está em bom estado geral, FC 89 bpm, PAM 120 x 87 mmHg, dor à palpação de hipogastro, sem massas palpáveis ou sinal de irritação peritoneal. Urina I com 20 000 leucócitos/mL (VR 0 – 10 000). Realizou o exame a seguir. (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) Assinale a alternativa que contém o diagnóstico correto para esse caso.

  • A. Abscesso túbulo ovariano.
  • B. Ureterolitíase.
  • C. Apendicite aguda não complicada.
  • D. Apendicite aguda perfurada. 8 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Mulher jovem com dor que migra para o hipogastro, inapetencia, leucocitose e piuria discreta: a piuria por contiguidade do apendice inflamado com o ureter/bexiga e uma armadilha classica que simula infeccao urinaria. O exame de imagem descrito confirma apendice espessado sem sinais de perfuracao (sem coleccao, sem liquido livre volumoso, sem gas extraluminal), portanto apendicite AGUDA NAO COMPLICADA. Sem massa anexial ou abscesso (A) e sem calculo ou hidronefrose (B). Resposta C.

Questão 18Paciente vítima de trauma moto versus auto foi diagnos- ticado com pneumotórax direito, e esse paciente foi dre- nado pelo médico que o atendeu. Ao assumir o plantão, outro médico reavalia o paciente, que mantém queixa de dor em hemitórax direito, taquipneia e murmúrio diminuí- do à direita, com saturação de 93% com 2L de oxigênio. A radiografia realizada é a seguinte: (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta a ser empregada nesse momento.Gabarito: A

Paciente vítima de trauma moto versus auto foi diagnos- ticado com pneumotórax direito, e esse paciente foi dre- nado pelo médico que o atendeu. Ao assumir o plantão, outro médico reavalia o paciente, que mantém queixa de dor em hemitórax direito, taquipneia e murmúrio diminuí- do à direita, com saturação de 93% com 2L de oxigênio. A radiografia realizada é a seguinte: (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta a ser empregada nesse momento.

  • A. Retirar o dreno atual e realizar nova drenagem de hemitórax direito.
  • B. Manter dreno atual e realizar drenagem torácica esquerda.
  • C. Manter dreno, por enquanto, e realizar tomografia de tórax.
  • D. Manter dreno atual e iniciar fisioterapia respiratória.

Comentário OsceLabs

Pneumotorax ja drenado que permanece sintomatico, com murmurio reduzido e hipoxemia, e com radiografia mostrando dreno nao funcionante ou mal posicionado: o dreno nao esta cumprindo sua funcao. A conduta e retirar o dreno inadequado e realizar NOVA drenagem no hemitorax direito. Drenar a esquerda (B) trata um lado que nao esta doente; tomografia (C) e fisioterapia (D) adiam a resolucao de um pneumotorax ainda nao expandido, com risco de deterioracao. Resposta A.

Questão 19Uma paciente, sexo feminino, 52 anos, realizou ultras- sonografia de tireoide por queixa de aumento do volume cervical. Na ultrassonografia, foram evidenciados quatro nódulos tireoideanos. Assinale a alternativa que descreve corretamente o nódulo mais suspeito para malignidade.Gabarito: D

Uma paciente, sexo feminino, 52 anos, realizou ultras- sonografia de tireoide por queixa de aumento do volume cervical. Na ultrassonografia, foram evidenciados quatro nódulos tireoideanos. Assinale a alternativa que descreve corretamente o nódulo mais suspeito para malignidade.

  • A. Nódulo sólido, hipoecogênico, bem delimita- do, sem focos ecogênicos de permeio, medindo 0,8 x 0,9 x 0,9 cm em istmo.
  • B. Nódulo hiperecogênico de limites bem definidos, com fluxo vascular predominantemente periférico, medindo 2,5 x 1,5 x 1,8 cm, mais largo do que alto em terço inferior de lobo direito.
  • C. Nódulo isoecogênico, medindo 4,0 x 2,0 x 2,5 cm, ocupando quase integralmente o lobo esquerdo da tireoide, com calcificações grosseiras de permeio.
  • D. Nódulo sólido hipoecogênico, medindo 1,2 x 1,0 x 0,9 cm em 1/3 superior de lobo direito, com contornos parcialmente delimitados e focos hi- perecogenicos puntiformes de permeio (prováveis microcalcificações). 9 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Os criterios ultrassonograficos de suspeicao (TI-RADS) sao: nodulo solido, hipoecogenico, mais alto do que largo, contornos irregulares ou espiculados, extensao extratireoidiana e microcalcificacoes. A alternativa D reune hipoecogenicidade, contorno mal definido e focos puntiformes hiperecogenicos (microcalcificacoes), padrao de alta suspeicao para carcinoma papilifero. Nodulo bem delimitado (A), hiperecogenico e mais largo do que alto (B) e calcificacoes grosseiras em nodulo isoecogenico (C) sao achados de baixo risco. Resposta D.

Questão 20Mulher, 70 anos, DM tipo 2 e HAS, ambas com contro- le adequado. Hematoquezia há 3 meses. Refere ema- grecimento não intencional de 10 kg, em 6 meses. Exa- mes laboratoriais: Hb 10,9 g/dL, plaquetas 220 mil/uL, Cr 0,95mg/dL, INR 1,0, R 0,95, PCR 15,2 mg/dL, ferriti- na 40 ng/mL, saturação de transferrina 12%, albumina 3,5 g/dL. Exames de estadiamento negativo para metás- tases. Realizados os exames diagnósticos a seguir. (Arquivo pessoal; imagens usadas com autorização) Qual é o diagnóstico e como deve ser feita a condução dessa paciente no pré-operatório?Gabarito: A

Mulher, 70 anos, DM tipo 2 e HAS, ambas com contro- le adequado. Hematoquezia há 3 meses. Refere ema- grecimento não intencional de 10 kg, em 6 meses. Exa- mes laboratoriais: Hb 10,9 g/dL, plaquetas 220 mil/uL, Cr 0,95mg/dL, INR 1,0, R 0,95, PCR 15,2 mg/dL, ferriti- na 40 ng/mL, saturação de transferrina 12%, albumina 3,5 g/dL. Exames de estadiamento negativo para metás- tases. Realizados os exames diagnósticos a seguir. (Arquivo pessoal; imagens usadas com autorização) Qual é o diagnóstico e como deve ser feita a condução dessa paciente no pré-operatório?

  • A. Neoplasia de cólon. Realizar suplementação de ferro por via endovenosa.
  • B. Neoplasia de cólon. Realizar eritropoetina por via subcutânea.
  • C. Neoplasia de canal anal. Realizar suplementação de ferro por via endovenosa.
  • D. Neoplasia de canal anal. Realizar eritropoetina por via subcutânea.

Comentário OsceLabs

Hematoquezia cronica, emagrecimento e anemia com ferritina baixa e saturacao de transferrina de 12% em idosa: neoplasia COLORRETAL sangrante com ferropenia (o canal anal costuma dar dor, tenesmo e sangramento vivo, sem esse padrao de perda cronica oculta). No pre-operatorio, o pilar do patient blood management e repor ferro; com PCR elevada e cirurgia proxima, a via ENDOVENOSA e a escolha, pois o ferro oral e mal absorvido na inflamacao e lento demais. Eritropoetina nao e a conduta inicial. Resposta A.

Questão 21Homem, 22 anos, vítima de colisão de carro a 70 km/h contra um caminhão; o condutor estava sem cinto de segurança. Dados locais: PA 100 x 70 mmHg, FC 110 bpm, FR 18 ipm, SatO2 92%. Tempo de resgaste de 30 minutos. Chega ao serviço de emergência em prancha rígida, colar cervical e máscara de oxigênio a 10 L/min. Queixa-se de muita dor no tórax e dificuldade para respi- rar. Sinais vitais na admissão: PA 90 x 70 mmHg, FC 130 bpm, FR 24 ipm, SatO2 88%. Escoriações e equimoses em face e tórax bilateral. Crepitações em tórax à direita. Murmúrios vesiculares reduzidos à direita. Qual é a con- duta correta nesse momento?Gabarito: B

Homem, 22 anos, vítima de colisão de carro a 70 km/h contra um caminhão; o condutor estava sem cinto de segurança. Dados locais: PA 100 x 70 mmHg, FC 110 bpm, FR 18 ipm, SatO2 92%. Tempo de resgaste de 30 minutos. Chega ao serviço de emergência em prancha rígida, colar cervical e máscara de oxigênio a 10 L/min. Queixa-se de muita dor no tórax e dificuldade para respi- rar. Sinais vitais na admissão: PA 90 x 70 mmHg, FC 130 bpm, FR 24 ipm, SatO2 88%. Escoriações e equimoses em face e tórax bilateral. Crepitações em tórax à direita. Murmúrios vesiculares reduzidos à direita. Qual é a con- duta correta nesse momento?

  • A. Infundir 1 litro de cristaloide.
  • B. Toracentese descompressiva.
  • C. Intubação orotraqueal.
  • D. Realizar o FAST.

Comentário OsceLabs

Trauma de alta energia com dor toracica, hipotensao progressiva, taquicardia, hipoxemia refrataria e murmurio reduzido a direita: pneumotorax HIPERTENSIVO. O diagnostico e clinico e o tratamento nao espera radiografia nem FAST (D): descompressao imediata por toracocentese (seguida de drenagem toracica). Cristaloide (A) nao corrige um choque obstrutivo; intubar antes de descomprimir (C) e perigoso, pois a ventilacao com pressao positiva agrava o pneumotorax hipertensivo. Resposta B.

Questão 22Homem, 22 anos, vítima de queda de motocicleta a 50 km/h, sem capacete, há 30 minutos. Trazido pelo resgate em prancha rígida e com colar cervical. Dados do local: PA 110 x 70 mmHg, FC 90 bpm, FR 16 ipm, escala de coma de Glasgow AO 4, RV 4, RM 6. Chega ao hospital com via aérea pérvia, exame torácico sem alterações, PA 110 x 60 mmHg, FC 85 bpm, FR 15 ipm, SatO2 95%, FAST negativo, sem deformidades em membros infe- riores e superiores, ferimento corto-contuso em região parietal direita, com curativo compressivo, midríase à di- reita, escala de coma de Glasgow AO 2, RV 2, RM 4. O hospital não possui especialidades cirúrgicas. Qual é o diagnóstico e quais condutas devem ser toma- das nesse momento?Gabarito: A

Homem, 22 anos, vítima de queda de motocicleta a 50 km/h, sem capacete, há 30 minutos. Trazido pelo resgate em prancha rígida e com colar cervical. Dados do local: PA 110 x 70 mmHg, FC 90 bpm, FR 16 ipm, escala de coma de Glasgow AO 4, RV 4, RM 6. Chega ao hospital com via aérea pérvia, exame torácico sem alterações, PA 110 x 60 mmHg, FC 85 bpm, FR 15 ipm, SatO2 95%, FAST negativo, sem deformidades em membros infe- riores e superiores, ferimento corto-contuso em região parietal direita, com curativo compressivo, midríase à di- reita, escala de coma de Glasgow AO 2, RV 2, RM 4. O hospital não possui especialidades cirúrgicas. Qual é o diagnóstico e quais condutas devem ser toma- das nesse momento?

  • A. TCE grave, intubação orotraqueal, e transferir para centro de trauma com neurocirurgião.
  • B. TCE moderado, intubação orotraqueal e transferir para centro de trauma com neurocirurgião.
  • C. TCE moderado, iniciar manitol endovenoso, obser- vação clínica por 2 horas, e transferir para centro de trauma com neurocirurgião.
  • D. TCE grave, realizar tomografia de crânio, e transferir para centro de trauma com neurocirurgião. 10 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

A escala de coma de Glasgow na admissao e 2+2+4 = 8, ou seja, TCE GRAVE, com deterioracao em relacao ao local (era 14) e midriase a direita sugerindo herniacao uncal. Duas prioridades: proteger a via aerea com intubacao orotraqueal e transferir imediatamente para servico com neurocirurgia, ja que o hospital nao tem a especialidade. Chamar de moderado (B e C) subestima a gravidade, e fazer tomografia onde nao ha quem opere (D) so atrasa a craniotomia que salva o paciente. Resposta A.

Questão 23Paciente do sexo masculino, 58 anos, vem por quadro de hematêmese e melena há 2 horas. Acompanhante refere que esse é o segundo episódio de sangramento nos últimos 6 meses. Tem antecedente de consumo de destilados, diariamente, há 15 anos. À admissão, encontra-se confuso e agitado, pressão ar- terial de 80 x 60 mmHg, FC de 120 bpm, com tempo de enchimento capilar de 5 segundos. Paciente foi admitido na sala de emergência e, após monitorização, acesso ve- noso e expansão volêmica, evolui com novo episódio de hematêmese, que resultou em rebaixamento do nível de consciência, com necessidade de intubação orotraqueal. São complicações do procedimento que pode ser realizado pelo médico emergencista para controle do sangramento:Gabarito: B

Paciente do sexo masculino, 58 anos, vem por quadro de hematêmese e melena há 2 horas. Acompanhante refere que esse é o segundo episódio de sangramento nos últimos 6 meses. Tem antecedente de consumo de destilados, diariamente, há 15 anos. À admissão, encontra-se confuso e agitado, pressão ar- terial de 80 x 60 mmHg, FC de 120 bpm, com tempo de enchimento capilar de 5 segundos. Paciente foi admitido na sala de emergência e, após monitorização, acesso ve- noso e expansão volêmica, evolui com novo episódio de hematêmese, que resultou em rebaixamento do nível de consciência, com necessidade de intubação orotraqueal. São complicações do procedimento que pode ser realizado pelo médico emergencista para controle do sangramento:

  • A. contaminação cruzada, febre, reação hemolítica.
  • B. necrose de asa de nariz, isquemia esofágica, perfu- ração de esôfago.
  • C. encefalopatia hepática, hemobilia, insuficiência renal.
  • D. ulceração no esôfago, estenose esofágica, dor torácica.

Comentário OsceLabs

Hemorragia digestiva alta varicosa (etilista, sangramentos previos) incontrolavel apos intubacao: o procedimento de resgate ao alcance do emergencista, enquanto se aguarda endoscopia, e o BALAO de tamponamento esofagogastrico (Sengstaken-Blakemore/Minnesota). Suas complicacoes sao mecanicas e isquemicas: necrose de asa de nariz, isquemia e perfuracao de esofago, alem de broncoaspiracao. As demais listam efeitos de hemotransfusao (A), de TIPS (C) e de escleroterapia endoscopica (D). Resposta B.

Questão 24Paciente do sexo masculino, 35 anos, foi submetido à hernioplastia inguinal direita, por via laparoscópica, pela técnica transabdominal pré-peritoneal. A cirurgia evoluiu sem intercorrências, e o paciente recebeu alta no 1o pós- -operatório. No primeiro retorno ambulatorial, após 7 dias da cirurgia, o paciente referia dor inguinal e em face me- dial de coxa direita, sendo prescritos analgésicos simples para controle álgico. O paciente retorna 6 semanas após a cirurgia, com as mesmas queixas a despeito dos anal- gésicos prescritos. Ao exame físico, região inguinal direi- ta sem abaulamentos, hematomas ou sinais de recidiva. O provável fator responsável pela dor e a terapia inicial mais adequada no momento são:Gabarito: A

Paciente do sexo masculino, 35 anos, foi submetido à hernioplastia inguinal direita, por via laparoscópica, pela técnica transabdominal pré-peritoneal. A cirurgia evoluiu sem intercorrências, e o paciente recebeu alta no 1o pós- -operatório. No primeiro retorno ambulatorial, após 7 dias da cirurgia, o paciente referia dor inguinal e em face me- dial de coxa direita, sendo prescritos analgésicos simples para controle álgico. O paciente retorna 6 semanas após a cirurgia, com as mesmas queixas a despeito dos anal- gésicos prescritos. Ao exame físico, região inguinal direi- ta sem abaulamentos, hematomas ou sinais de recidiva. O provável fator responsável pela dor e a terapia inicial mais adequada no momento são:

  • A. uso de grampos cirúrgicos em região lateral aos va- sos epigástricos e abaixo do trato ileopúbico; gaba- pentina via oral.
  • B. ligadura inadvertida dos vasos gonadais; ultrassom Doppler de testículos.
  • C. migração da tela cirúrgica para região abdominal; tomografia de abdome com contraste endovenoso.
  • D. seroma adjacente à tela cirúrgica; punção guiada por ultrassom.

Comentário OsceLabs

Dor inguinal e na face medial da coxa que persiste alem de 6 semanas apos hernioplastia e dor cronica pos-operatoria de origem NEUROPATICA. Na tecnica laparoscopica, grampear lateralmente aos vasos epigastricos e abaixo do trato ileopubico invade o triangulo da dor, onde correm os nervos genitofemoral e cutaneo femoral lateral. O tratamento inicial e farmaco para dor neuropatica, como gabapentina. Nao ha abaulamento, hematoma ou sinais de seroma, recidiva ou migracao de tela que sustentem B, C ou D. Resposta A.

Questão 25Paciente do sexo feminino, 12 anos, com quadro de dor em cólica intermitente em hipocôndrio direito há 2 meses. Realizou ultrassom de abdome, que revelou vesícula biliar normodistendida, paredes com diâmetro normal, conten- do múltiplos cálculos em seu interior. Dentre as condições listadas a seguir, aquela que mais provavelmente se rela- ciona com o diagnóstico de colelitíase nessa paciente é:Gabarito: D

Paciente do sexo feminino, 12 anos, com quadro de dor em cólica intermitente em hipocôndrio direito há 2 meses. Realizou ultrassom de abdome, que revelou vesícula biliar normodistendida, paredes com diâmetro normal, conten- do múltiplos cálculos em seu interior. Dentre as condições listadas a seguir, aquela que mais provavelmente se rela- ciona com o diagnóstico de colelitíase nessa paciente é:

  • A. puberdade precoce.
  • B. história familiar de colelitíase.
  • C. hipercolesterolemia familiar.
  • D. anemia falciforme.

Comentário OsceLabs

Colelitiase multipla em crianca de 12 anos nao e evento banal: nessa faixa etaria, a causa mais associada e a HEMOLISE CRONICA, que gera calculos de bilirrubinato de calcio (pigmentares). Entre as opcoes, a anemia falciforme e a condicao hemolitica classica, e a colelitiase e complicacao esperada e frequente nesses pacientes. Historia familiar (B) e hipercolesterolemia (C) tem peso menor na infancia, e puberdade precoce (A) nao guarda relacao. Sempre investigue hemolise diante de calculo em crianca. Resposta D.

Questão 26Paciente de 68 anos, sexo feminino, apresenta quadro de icterícia progressiva, colúria e acolia, nos últimos 2 meses. Refere perda de peso de, aproximadamente, 5 kg no período. Ao exame físico, apresenta-se ictérica e, à palpação abdominal, revela abdome flácido, plano, sem sinais de peritonite. Os exames laboratoriais mos- tram bilirrubina direta de 12 g/dL, fosfatase alcalina de 1 200 e gama-glutamil transferase de 2 100. Realizou ultrassom de abdome, que revelou: acentuada dilatação de vias biliares intra-hepáticas; vesícula biliar murcha, sem cálculos e colédoco com diâmetro normal. Com base nos achados clínicos e radiológicos, qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: C

Paciente de 68 anos, sexo feminino, apresenta quadro de icterícia progressiva, colúria e acolia, nos últimos 2 meses. Refere perda de peso de, aproximadamente, 5 kg no período. Ao exame físico, apresenta-se ictérica e, à palpação abdominal, revela abdome flácido, plano, sem sinais de peritonite. Os exames laboratoriais mos- tram bilirrubina direta de 12 g/dL, fosfatase alcalina de 1 200 e gama-glutamil transferase de 2 100. Realizou ultrassom de abdome, que revelou: acentuada dilatação de vias biliares intra-hepáticas; vesícula biliar murcha, sem cálculos e colédoco com diâmetro normal. Com base nos achados clínicos e radiológicos, qual é o diagnóstico mais provável?

  • A. Coledocolítiase.
  • B. Adenocarcinoma de papila duodenal.
  • C. Tumor de Klatskin.
  • D. Síndrome de Mirizzi.

Comentário OsceLabs

Sindrome colestatica com dilatacao ACENTUADA das vias biliares INTRA-hepaticas, coledoco de calibre NORMAL e vesicula murcha: a obstrucao esta acima da juncao cistico-coledociana, ou seja, no hilo hepatico. Esse e o colangiocarcinoma peri-hilar, o tumor de Klatskin. Nas obstrucoes distais (coledocolitiase, tumor de papila) o coledoco dilata e a vesicula se distende, dando o sinal de Courvoisier-Terrier, o oposto do descrito. Sindrome de Mirizzi cursa com calculo impactado no infundibulo. Resposta C.

Questão 27Paciente, 45 anos, apresenta quadro de hematêmese e melena. Endoscopia digestiva alta realizada na urgência identifica tumor de, aproximadamente, 3 cm, recoberto por mucosa normal, com umbilicação central, em fundo gástrico, com sinais de sangramento recente. Não foi realizada biópsia. Em face do exposto, assinale a alternativa correta.Gabarito: D

Paciente, 45 anos, apresenta quadro de hematêmese e melena. Endoscopia digestiva alta realizada na urgência identifica tumor de, aproximadamente, 3 cm, recoberto por mucosa normal, com umbilicação central, em fundo gástrico, com sinais de sangramento recente. Não foi realizada biópsia. Em face do exposto, assinale a alternativa correta.

  • A. O paciente deve ser submetido à gastrectomia com linfadenectomia a D2, na urgência, considerando a alta probabilidade de câncer gástrico.
  • B. Deve-se encaminhar o paciente para radioterapia, para realizar radioterapia hemostática.
  • C. Paciente jovem, com suspeita de câncer gástrico. Deve-se suspeitar de síndrome de Lynch.
  • D. Biópsia da superfície do nódulo pode resultar em falso negativo, uma vez que a lesão pode ser sube- pitelial. 11 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Lesao gastrica arredondada, recoberta por mucosa NORMAL e com umbilicacao central e o retrato da lesao SUBEPITELIAL, tipicamente um GIST. Como o tumor nasce abaixo da mucosa, a biopsia endoscopica superficial pega apenas mucosa integra e resulta em falso negativo: o correto e ecoendoscopia com puncao ou ressecoes por tunel. Gastrectomia D2 de urgencia (A) e conduta de adenocarcinoma; radioterapia hemostatica (B) nao cabe aqui; Lynch (C) associa-se a canceres colorretal e endometrial, nao a esse padrao. Resposta D.

Questão 28O câncer colorretal é o mais incidente dentre as neo- plasias malignas gastrointestinais. Sua incidência tem aumentado em muitos países dentre os jovens. Quanto ao rastreamento para câncer colorretal, é correto afirmar:Gabarito: A

O câncer colorretal é o mais incidente dentre as neo- plasias malignas gastrointestinais. Sua incidência tem aumentado em muitos países dentre os jovens. Quanto ao rastreamento para câncer colorretal, é correto afirmar:

  • A. colonoscopia pode ser utilizada não somente como exame diagnóstico, mas também como intervenção terapêutica em alguns casos de câncer colorretal.
  • B. pacientes com doença de Crohn devem iniciar rastreamento para câncer colorretal antes dos 45 anos, enquanto pacientes com retocolite ulcerativa seguem a mesma estratégia de rastreio que a popu- lação geral.
  • C. colonoscopia virtual pode ser utilizada como exame de rastreio, caso o paciente seja relutante em reali- zar exames, tais como sangue oculto nas fezes ou colonoscopia.
  • D. a grande limitação da colonoscopia como exame de rastreamento para câncer colorretal populacional é que este é um exame de baixa sensibilidade, apesar de alta especificidade.

Comentário OsceLabs

A colonoscopia e o unico metodo que rastreia, diagnostica e TRATA no mesmo ato: polipectomia e mucosectomia removem lesoes pre-malignas e ate canceres precoces, interrompendo a sequencia adenoma-carcinoma. B inverte a regra: tanto retocolite ulcerativa quanto Crohn com acometimento colonico exigem rastreio antecipado, cerca de 8 anos apos o inicio dos sintomas. C erra porque a colonoscopia virtual tambem exige preparo e, se alterada, obriga colonoscopia. D e falso: a sensibilidade e alta. Resposta A.

Questão 29Paciente feminina, 45 anos, cabeleireira, apresenta quei- xas de dor e cansaço em membros inferiores, predominan- temente no final do dia, que melhoram ao elevar as per- nas. Também relata sensação de peso e queimação nas pernas. Ao exame físico, há varizes visíveis e tortuosas nas pernas e coxas, além de edema bilateral dos mem- bros inferiores. Há também telangectasias na inspeção. Não há ulcerações, alterações pigmentares ou de textura da pele. Não há áreas de enduramento. A paciente tem hipertensão controlada com medicamentos, é tabagista e tem histórico familiar de varizes. Relata dificuldade em desempenhar suas atividades laborais devido ao descon- forto nas pernas. Com base na classificação CEAP (Clinical-Etiology- -Anatomy-Pathophysiology) e no quadro clínico descrito, qual é a conduta terapêutica mais apropriada para essa paciente e qual é sua classificação?Gabarito: D

Paciente feminina, 45 anos, cabeleireira, apresenta quei- xas de dor e cansaço em membros inferiores, predominan- temente no final do dia, que melhoram ao elevar as per- nas. Também relata sensação de peso e queimação nas pernas. Ao exame físico, há varizes visíveis e tortuosas nas pernas e coxas, além de edema bilateral dos mem- bros inferiores. Há também telangectasias na inspeção. Não há ulcerações, alterações pigmentares ou de textura da pele. Não há áreas de enduramento. A paciente tem hipertensão controlada com medicamentos, é tabagista e tem histórico familiar de varizes. Relata dificuldade em desempenhar suas atividades laborais devido ao descon- forto nas pernas. Com base na classificação CEAP (Clinical-Etiology- -Anatomy-Pathophysiology) e no quadro clínico descrito, qual é a conduta terapêutica mais apropriada para essa paciente e qual é sua classificação?

  • A. Tratamento cirúrgico das varizes de membros infe­ riores devido ao impacto na qualidade de vida e presença de edema. A prescrição de meias elásticas de compressão pode ser associada para controle dos sintomas. Essa paciente tem classificação C4.
  • B. Iniciar anticoagulação plena devido ao risco de trombose venosa profunda, uma conduta indicada para pacientes como a descrita no enunciado. Essa paciente tem classificação C3.
  • C. Aplicação de escleroterapia nas telangectasias para alívio imediato dos sintomas, que é uma conduta apropriada para pacientes como a descrita no enun- ciado. Essa paciente tem classificação C3.
  • D. Tratamento cirúrgico das varizes de membros infe­ riores devido ao impacto na qualidade de vida e presença de edema. A prescrição de meias elásticas de compressão pode ser associada para controle dos sintomas. Essa paciente tem classificação C3.

Comentário OsceLabs

Na CEAP, C significa achado clinico: C1 telangiectasias, C2 varizes, C3 EDEMA, C4 alteracoes cutaneas (pigmentacao, lipodermatoesclerose, eczema), C5 ulcera cicatrizada e C6 ulcera ativa. A paciente tem varizes e edema, sem alteracao de pele: e C3, o que exclui A (C4). Com sintomas incapacitantes para o trabalho, indica-se tratamento cirurgico das varizes, com meias elasticas como adjuvante. Nao ha quadro de trombose para anticoagular (B), e escleroterapia de telangiectasias (C) e estetica. Resposta D.

Questão 30Um homem de 45 anos, sem comorbidades conhecidas e com antecedente de alergia a dipirona, foi submetido a uma colecistectomia laparoscópica. No primeiro dia de pós-operatório, ele relata dor abdominal difusa com uma pontuação de 5/10 na escala de dor. A analgesia multi- modal, incluindo paracetamol e cetoprofeno, não aliviou suficientemente a dor. O paciente apresenta dificuldade para respirar profundamente devido ao desconforto. Exa- mes de imagem e outros testes descartaram quaisquer complicações cirúrgicas. A equipe médica agora busca otimizar o manejo da dor pós-operatória. Qual é o próximo passo mais apropriado no manejo da dor para esse paciente?Gabarito: B

Um homem de 45 anos, sem comorbidades conhecidas e com antecedente de alergia a dipirona, foi submetido a uma colecistectomia laparoscópica. No primeiro dia de pós-operatório, ele relata dor abdominal difusa com uma pontuação de 5/10 na escala de dor. A analgesia multi- modal, incluindo paracetamol e cetoprofeno, não aliviou suficientemente a dor. O paciente apresenta dificuldade para respirar profundamente devido ao desconforto. Exa- mes de imagem e outros testes descartaram quaisquer complicações cirúrgicas. A equipe médica agora busca otimizar o manejo da dor pós-operatória. Qual é o próximo passo mais apropriado no manejo da dor para esse paciente?

  • A. Aumentar a dose de paracetamol para maximizar seu efeito analgésico.
  • B. Iniciar um opioide de ação curta, como tramadol, para controle adicional da dor.
  • C. Administrar relaxantes musculares por via oral para reduzir o desconforto abdominal.
  • D. Iniciar morfina subcutânea, para controle adicional da dor. Pediatria

Comentário OsceLabs

Dor pos-operatoria moderada (5/10) que limita a inspiracao profunda e nao cede a analgesia multimodal com paracetamol e anti-inflamatorio: pela escada analgesica, o passo seguinte e acrescentar OPIOIDE FRACO, como tramadol. Aumentar paracetamol (A) esbarra na dose teto e no risco hepatotoxico; relaxante muscular (C) nao tem papel na dor visceral pos-laparoscopia; morfina (D) e opioide forte, reservada a dor intensa ou a falha do degrau anterior. Note que a alergia a dipirona fecha essa opcao. Resposta B.

Questão 31Escolar de 8 anos, sexo masculino, com episódios re- correntes de palpitações e desconforto no peito nas úl- timas horas. Os pais negam histórico prévio de proble- mas cardíacos ou episódios semelhantes. No momento da avaliação, o paciente está ansioso e relata sentir o coração “batendo muito rápido”. Ele parece desconfortá- vel e agitado, mas colabora com o atendimento quando solicitado. Ao exame físico, FC = 187 bpm, PA = 98 x 56 (70) mmHg, tempo de enchimento capilar de 2 segundos, pulsos periféricos cheios e simétricos, FR = 32 ipm, SatO2 = 98% em ar ambiente, sem desconforto respirató- rio. No monitor cardíaco, nota-se o seguinte ritmo: (Arquivo pessoal; imagem utilizada com autorização) Com base no fluxograma de avaliação de taquicardias do PALS (Pediatric Advanced Life Support), qual é a conduta mais apropriada a ser realizada inicialmente para esse paciente?Gabarito: B

Escolar de 8 anos, sexo masculino, com episódios re- correntes de palpitações e desconforto no peito nas úl- timas horas. Os pais negam histórico prévio de proble- mas cardíacos ou episódios semelhantes. No momento da avaliação, o paciente está ansioso e relata sentir o coração “batendo muito rápido”. Ele parece desconfortá- vel e agitado, mas colabora com o atendimento quando solicitado. Ao exame físico, FC = 187 bpm, PA = 98 x 56 (70) mmHg, tempo de enchimento capilar de 2 segundos, pulsos periféricos cheios e simétricos, FR = 32 ipm, SatO2 = 98% em ar ambiente, sem desconforto respirató- rio. No monitor cardíaco, nota-se o seguinte ritmo: (Arquivo pessoal; imagem utilizada com autorização) Com base no fluxograma de avaliação de taquicardias do PALS (Pediatric Advanced Life Support), qual é a conduta mais apropriada a ser realizada inicialmente para esse paciente?

  • A. Administrar adenosina endovenosa, imediatamente.
  • B. Administrar adenosina apenas se ausência de res- posta com manobras vagais.
  • C. Realizar cardioversão elétrica sincronizada com 0,5 a 1 J/kg.
  • D. Administrar atropina endovenosa, imediatamente. 12 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Crianca com FC de 187 bpm, QRS estreito, sem variabilidade e sem onda P visivel: taquicardia supraventricular. O ponto-chave e que ela esta ESTAVEL (perfusao boa, TEC 2 s, pulsos cheios, PA adequada, sem desconforto respiratorio). No fluxograma do PALS, o paciente estavel comeca por MANOBRAS VAGAIS e so recebe adenosina se elas falharem. Adenosina imediata (A) pula uma etapa segura; cardioversao sincronizada (C) e para instabilidade; atropina (D) trata bradicardia. Resposta B.

Questão 32Menino de 8 anos com história de edema de face e em membros inferiores há três dias associado à diminuição do débito urinário e urina escurecida. Os pais negam problemas prévios de saúde, referindo apenas que há 1 mês, paciente fez uso de cefalexina para tratar uma in- fecção de pele no membro inferior direito. Ao exame físico, FC = 88 bpm, PA = 138 x 67 (99) mmHg, FR = 34 ipm, SatO2 = 89% em ar ambiente. Ausculta pulmonar dimi- nuída em ambas as bases, com estertores crepitantes. Sinais de desconforto respiratório leve. Tendo em vista a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa que contenha, respectivamente, a alteração laboratorial esperada e a conduta inicial adequada para esse paciente.Gabarito: C

Menino de 8 anos com história de edema de face e em membros inferiores há três dias associado à diminuição do débito urinário e urina escurecida. Os pais negam problemas prévios de saúde, referindo apenas que há 1 mês, paciente fez uso de cefalexina para tratar uma in- fecção de pele no membro inferior direito. Ao exame físico, FC = 88 bpm, PA = 138 x 67 (99) mmHg, FR = 34 ipm, SatO2 = 89% em ar ambiente. Ausculta pulmonar dimi- nuída em ambas as bases, com estertores crepitantes. Sinais de desconforto respiratório leve. Tendo em vista a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa que contenha, respectivamente, a alteração laboratorial esperada e a conduta inicial adequada para esse paciente.

  • A. Antiesteptolisina O (ASLO) diminuída; restrição hi- drossalina e furosemida.
  • B. Albumina sérica diminuída; albumina e corticoide.
  • C. Anticorpos antidesoxirribonuclease B (anti-DNase B) elevados; restrição hidrossalina e furosemida.
  • D. Dismorfismo eritrocitário presente; albumina e corti- coide.

Comentário OsceLabs

Edema, oliguria, urina escura e hipertensao tres a quatro semanas apos PIODERMITE: glomerulonefrite difusa aguda pos-estreptococica, aqui ja com congestao pulmonar. Quando o foco e CUTANEO, a ASLO costuma ser pouco elevada e o marcador de escolha e a anti-DNase B, o que derruba A. A conduta inicial e restricao hidrossalina e diuretico de alca para a hipervolemia. Albumina e corticoide (B e D) tratam sindrome nefrotica, e o quadro aqui e nefritico, com consumo de C3. Resposta C.

Questão 33Lactente de 9 meses com quadro de diarreia aguda há três dias, acompanhada de vômitos pontuais e febre bai- xa. Ao exame físico, a criança apresenta sinais de de- sidratação, com mucosas secas, olhos fundos, irritabili- dade e diminuição da elasticidade da pele. Restante do exame: FC = 148 bpm, PA = 100 x 55 (74) mmHg, pulsos cheios, presença de lágrimas, fontanela anterior normo- tensa. Com base nas diretrizes do Ministério da Saúde para ma- nejo da desidratação na criança com diarreia, qual é a conduta inicial mais apropriada para esse caso?Gabarito: A

Lactente de 9 meses com quadro de diarreia aguda há três dias, acompanhada de vômitos pontuais e febre bai- xa. Ao exame físico, a criança apresenta sinais de de- sidratação, com mucosas secas, olhos fundos, irritabili- dade e diminuição da elasticidade da pele. Restante do exame: FC = 148 bpm, PA = 100 x 55 (74) mmHg, pulsos cheios, presença de lágrimas, fontanela anterior normo- tensa. Com base nas diretrizes do Ministério da Saúde para ma- nejo da desidratação na criança com diarreia, qual é a conduta inicial mais apropriada para esse caso?

  • A. Iniciar terapia de reidratação oral e monitorar a res- posta clínica.
  • B. Solicitar exames laboratoriais para avaliar eletrólitos e função renal antes de iniciar qualquer intervenção.
  • C. Iniciar reidratação intravenosa imediatamente com soro fisiológico ou ringer lactato.
  • D. Iniciar reidratação intravenosa com soro glicosado 5% e soro fisiológico em partes iguais.

Comentário OsceLabs

Mucosas secas, olhos fundos, irritabilidade e turgor diminuido, MAS com pulsos cheios, lagrimas presentes, fontanela normotensa e PA adequada: desidratacao com sinais moderados, sem choque. Pelas diretrizes do Ministerio da Saude e o PLANO B, terapia de reidratacao ORAL com sais na unidade, sob observacao e reavaliacao. Hidratacao venosa (C e D) e do plano C, reservada ao choque ou a falha da via oral, e soro glicosado nao e expansor. Exames (B) nao devem atrasar a reidratacao. Resposta A.

Questão 34Um menino de 4 anos com diagnóstico de TDAH (trans- torno do déficit de atenção com hiperatividade) é levado ao pronto-socorro pela avó materna devido a múltiplos hematomas em diferentes estágios de cicatrização visí- veis em seu corpo. A avó relata que as lesões foram ob- servadas quando ela ajudou o menino a trocar de roupa. Ela menciona que o neto vive com os pais, mas ela nota que ele tem estado mais retraído e evita contato físico nos últimos meses. Ao exame físico, notam-se vários hematomas (alguns arroxeados, outros amarelados) em várias partes do corpo, incluindo costas, braços e pernas. Paciente se mostra reservado, evitando contato visual e mantendo postura corporal defensiva. Com base no caso clínico descrito, qual é a conduta mais apropriada a ser tomada inicialmente?Gabarito: B

Um menino de 4 anos com diagnóstico de TDAH (trans- torno do déficit de atenção com hiperatividade) é levado ao pronto-socorro pela avó materna devido a múltiplos hematomas em diferentes estágios de cicatrização visí- veis em seu corpo. A avó relata que as lesões foram ob- servadas quando ela ajudou o menino a trocar de roupa. Ela menciona que o neto vive com os pais, mas ela nota que ele tem estado mais retraído e evita contato físico nos últimos meses. Ao exame físico, notam-se vários hematomas (alguns arroxeados, outros amarelados) em várias partes do corpo, incluindo costas, braços e pernas. Paciente se mostra reservado, evitando contato visual e mantendo postura corporal defensiva. Com base no caso clínico descrito, qual é a conduta mais apropriada a ser tomada inicialmente?

  • A. Iniciar tratamento psicológico e entrar em contato com a coordenação da escola que o paciente frequenta.
  • B. Realizar notificação compulsória aos órgãos compe- tentes.
  • C. Orientar a avó a respeito da importância de se con- versar com os pais sobre o ocorrido, para entender como surgiram os hematomas.
  • D. Realizar exames laboratoriais para investigação de possíveis distúrbios de coagulação.

Comentário OsceLabs

Hematomas em diferentes estagios de evolucao, em locais nao habituais de trauma acidental (dorso), com retraimento, esquiva do contato fisico e historia inconsistente: suspeita fundamentada de violencia fisica contra crianca. A suspeita, e nao a certeza, ja obriga a NOTIFICACAO COMPULSORIA ao Conselho Tutelar e as autoridades, com protecao da crianca. Devolver o problema a familia (A e C) pode expor a crianca ao agressor; investigar coagulopatia (D) e complementar, jamais substitui a notificacao. Resposta B.

Questão 35Os pais de um menino de 7 anos relatam ter observado o surgimento de um nódulo em seu pescoço há cerca de 3 semanas, com aumento gradual de tamanho. Nesse mesmo periodo, a crianca apresentou alguns episódios de febre baixa, apesar da ausência de outros sintomas condizentes com infecções. Ao exame físico, presença de linfonodo palpável no lado direito do pescoço com aproximadamente 3,5 cm de diâmetro, endurecido, aderi- do aos planos profundos e indolor à palpação superficial. Palpa-se também um linfonodo menor (cerca de 1 cm) em região supraclavicular à direita. Considerando os achados clínicos, qual a conduta apro- priada a seguir?Gabarito: A

Os pais de um menino de 7 anos relatam ter observado o surgimento de um nódulo em seu pescoço há cerca de 3 semanas, com aumento gradual de tamanho. Nesse mesmo periodo, a crianca apresentou alguns episódios de febre baixa, apesar da ausência de outros sintomas condizentes com infecções. Ao exame físico, presença de linfonodo palpável no lado direito do pescoço com aproximadamente 3,5 cm de diâmetro, endurecido, aderi- do aos planos profundos e indolor à palpação superficial. Palpa-se também um linfonodo menor (cerca de 1 cm) em região supraclavicular à direita. Considerando os achados clínicos, qual a conduta apro- priada a seguir?

  • A. Solicitar biópsia excisional do linfonodo e exames de imagem (ultrassonografia cervical e tomografia com- putadorizada do tórax).
  • B. Acompanhar clinicamente por 4 a 6 semanas; con- siderar biópsia se aumento de tamanho ou sintomas sistêmicos.
  • C. Solicitar hemograma, DHL, e PCR e acompanhar cli- nicamente, sem necessidade de biópsia.
  • D. Solicitar biópsia por punção aspirativa com agulha fina dos linfonodos, sorologia para Epstein-Barr e ci- tomegalovírus. 13 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Linfonodo cervical de 3,5 cm, endurecido, ADERIDO a planos profundos, indolor, com crescimento progressivo, febre e linfonodo SUPRACLAVICULAR associado: todos sao sinais de alarme para linfoma ou neoplasia. A conduta e biopsia EXCISIONAL, que preserva a arquitetura ganglionar necessaria para classificar linfoma, somada a estadiamento por imagem (ultrassom cervical e tomografia de torax, buscando massa mediastinal). Observar (B) ou so exames de sangue (C) atrasam; a puncao aspirativa (D) nao classifica linfoma. Resposta A.

Questão 36Sem nada referir anteriormente, lactente de 8 meses dá entrada em serviço de emergência com quadro de vô- mitos, urticária e angioedema ocular bilateral, iniciados imediatamente após a ingestão de ovo cozido. A criança encontra-se eutrófica, sem história de outras condições patológicas e vem sendo amamentada ao seio materno sem qualquer restrição alimentar da nutriz. Administrada adrenalina intramuscular com resolução dos sintomas e mantida em observação por algumas horas. Em relação às recomendações necessárias no momento da alta, assinale a alternativa correta.Gabarito: D

Sem nada referir anteriormente, lactente de 8 meses dá entrada em serviço de emergência com quadro de vô- mitos, urticária e angioedema ocular bilateral, iniciados imediatamente após a ingestão de ovo cozido. A criança encontra-se eutrófica, sem história de outras condições patológicas e vem sendo amamentada ao seio materno sem qualquer restrição alimentar da nutriz. Administrada adrenalina intramuscular com resolução dos sintomas e mantida em observação por algumas horas. Em relação às recomendações necessárias no momento da alta, assinale a alternativa correta.

  • A. Vacinas cultivadas em embrião de galinha não de- vem ser administradas, caso da tríplice viral, influen- za e febre amarela.
  • B. A baixa idade contraindica a realização de testes para avaliação de IgE específica para o ovo, que deve ser completamente excluído da dieta.
  • C. O diagnóstico deve ser necessariamente confirmado por meio de teste de provocação oral.
  • D. Não há necessidade de restringir as proteínas do ovo da dieta da mãe nutriz, que manterá o aleita- mento materno.

Comentário OsceLabs

Reacao imediata (vomitos, urticaria, angioedema) apos a PRIMEIRA ingestao direta de ovo em lactente que mamava sem restricao materna: a mae nao precisa excluir ovo da dieta, pois nao ha evidencia de reacao pelo leite materno, e o aleitamento deve ser mantido. A restricao e para o lactente. As vacinas triplice viral e influenza podem ser aplicadas mesmo na alergia grave ao ovo (A e falsa); IgE especifica pode ser dosada em qualquer idade (B); e o teste de provocacao (C) nao se faz apos anafilaxia. Resposta D.

Questão 37J.P.G. é um menino de 10 anos que apresenta histórico de infecções respiratórias bacterianas frequentes desde os 3 anos de idade, incluindo sinusites, otites médias e dois episódios de pneumonia comunitária. Há cerca de 2 anos, mantém tratamento regular para asma (corticoide inalatório em baixas doses associado a broncodilatador de longa duração) e corticoide tópico nasal para os sinto- mas da rinite alérgica. Nos últimos 6 meses, apresentou episódios recorrentes de diarreia, com resultado positi- vo para o antígeno de Giardia lamblia. Ao exame físico, encontra-se no escore z de zero (IMC), sinais de infecção respiratória superior; à inspeção abdominal, leve disten- são e aumento do ruído hidroaéreo, sem visceromegalias ou linfadenopatia visível. Carteira vacinal completa. Considerando as principais hipóteses etiológicas que jus- tifiquem os sintomas de J.P.G, assinale a alternativa que apresenta apenas instrumentos laboratoriais relevantes para a investigação.Gabarito: B

J.P.G. é um menino de 10 anos que apresenta histórico de infecções respiratórias bacterianas frequentes desde os 3 anos de idade, incluindo sinusites, otites médias e dois episódios de pneumonia comunitária. Há cerca de 2 anos, mantém tratamento regular para asma (corticoide inalatório em baixas doses associado a broncodilatador de longa duração) e corticoide tópico nasal para os sinto- mas da rinite alérgica. Nos últimos 6 meses, apresentou episódios recorrentes de diarreia, com resultado positi- vo para o antígeno de Giardia lamblia. Ao exame físico, encontra-se no escore z de zero (IMC), sinais de infecção respiratória superior; à inspeção abdominal, leve disten- são e aumento do ruído hidroaéreo, sem visceromegalias ou linfadenopatia visível. Carteira vacinal completa. Considerando as principais hipóteses etiológicas que jus- tifiquem os sintomas de J.P.G, assinale a alternativa que apresenta apenas instrumentos laboratoriais relevantes para a investigação.

  • A. Hemograma, imunofenotipagem, tomografia de seios da face.
  • B. Dosagem de imunoglobulinas e sorologia para anti- corpos polissacarídeos.
  • C. Sorologia para anticorpos proteicos, dosagem de IgE específica para aeroalérgenos.
  • D. Espirometria, painel genético para deficiência de fa- gócitos, subpopulações de linfócitos.

Comentário OsceLabs

Infeccoes bacterianas SINOPULMONARES de repeticao (otites, sinusites, pneumonias) desde os 3 anos, somadas a giardiase recorrente, formam a assinatura das imunodeficiencias HUMORAIS, como a imunodeficiencia comum variavel e a deficiencia de IgA. A investigacao inicial e a dosagem quantitativa de imunoglobulinas (IgG, IgA, IgM, IgE) e a avaliacao FUNCIONAL da resposta a antigenos, sobretudo polissacarideos (pneumococica). As demais opcoes miram defeitos celulares ou de fagocitos, que dariam infeccoes oportunistas e abscessos, alem de trazerem exames de imagem e funcao pulmonar, que nao sao laboratoriais. Resposta B.

Questão 38Em uma consulta pediátrica de rotina, o médico avalia o estadiamento puberal de um menino de 12 anos. Ao exame físico, observa testículos com volume dentro da normalidade para a idade e escroto com leve pigmenta- ção; pequenas quantidades de pelos ao redor do pênis. Diante dos achados clínicos, qual é a análise correta so- bre a maturação sexual do paciente?Gabarito: A

Em uma consulta pediátrica de rotina, o médico avalia o estadiamento puberal de um menino de 12 anos. Ao exame físico, observa testículos com volume dentro da normalidade para a idade e escroto com leve pigmenta- ção; pequenas quantidades de pelos ao redor do pênis. Diante dos achados clínicos, qual é a análise correta so- bre a maturação sexual do paciente?

  • A. Estádio II de Tanner, considerado normal para a ida- de de 12 anos.
  • B. Estádio I de Tanner (fase pré-púbere), exigindo mo- nitoramento do caso.
  • C. Estádio III de Tanner, compatível com quadro de pu- berdade precoce.
  • D. A maturação sexual só pode ser estabelecida em associação com os níveis hormonais (testosterona).

Comentário OsceLabs

No estadiamento de Tanner masculino, o estagio G2 comeca com o aumento testicular (4 mL ou mais) e afinamento com discreta pigmentacao do escroto, e P2 corresponde a poucos pelos, finos, na base do penis. E exatamente o descrito. O inicio puberal normal no menino ocorre entre 9 e 14 anos, portanto aos 12 anos o estagio II e esperado, sem investigacao adicional. Estagio I (B) seria ausencia de qualquer alteracao; nao ha puberdade precoce (C); e o diagnostico e clinico, nao hormonal (D). Resposta A.

Questão 39Recém-nascido a termo e adequado para a idade gestacio- nal (39 semanas) apresenta hipotonia e apneia logo após o nascimento. Realizados clampeamento imediato do cor- dão umbilical e transferência para o berço aquecido. Após as manobras iniciais, verificou-se FC = 80 bpm e ausência de respiração espontânea; iniciada ventilação com pres- são positiva (VPP) com máscara facial e balão autoinflável em ar ambiente. Após 30 segundos de VPP, constatou-se FC = 60 bpm e respiração irregular. Qual é a medida indicada neste caso?Gabarito: B

Recém-nascido a termo e adequado para a idade gestacio- nal (39 semanas) apresenta hipotonia e apneia logo após o nascimento. Realizados clampeamento imediato do cor- dão umbilical e transferência para o berço aquecido. Após as manobras iniciais, verificou-se FC = 80 bpm e ausência de respiração espontânea; iniciada ventilação com pres- são positiva (VPP) com máscara facial e balão autoinflável em ar ambiente. Após 30 segundos de VPP, constatou-se FC = 60 bpm e respiração irregular. Qual é a medida indicada neste caso?

  • A. Ofertar O2 suplementar à VPP.
  • B. Corrigir o escape da máscara facial e repetir a VPP.
  • C. Proceder com a intubação traqueal.
  • D. Iniciar massagem cardíaca.

Comentário OsceLabs

Regra de ouro da reanimacao neonatal: se apos 30 segundos de ventilacao com pressao positiva a frequencia cardiaca ainda esta abaixo de 100 bpm, o problema mais provavel e a TECNICA, nao a necessidade de escalonar. Aplicam-se os passos corretivos (ajustar mascara e corrigir escape, reposicionar a cabeca, aspirar vias aereas, abrir a boca, aumentar a pressao) e reavalia-se. Aumentar oxigenio (A), intubar (C) ou massagear (D) sem antes garantir ventilacao efetiva e o erro classico; massagem so com FC abaixo de 60 apos VPP adequada. Resposta B.

Questão 40Pré-escolar de 3 anos com episódios recorrentes de febre alta (acima de 39 ºC), com duração de 3 a 5 dias, associados a dor de garganta, estomatite aftosa e adenite cervical. Os episódios ocorrem aproximadamente a cada 4 a 6 semanas, desde os 2 anos de idade, aparente- mente sem relação com infecções respiratórias; a criança se mantém assintomática nos intervalos. Neste momento, a paciente encontra-se em atendimento médico por estar na vigência de febre (39,2 ºC). Exame físico revela eutrofia, bom estado geral apesar da febre alta, ausculta pulmonar e cardíaca normais; abdome flácido, sem visceromegalias. Orofaringe: hiperemia difusa, presença de úlceras aftosas no palato e na mucosa oral. Adenomegalia em região cer- vical anterior bilateral, dolorosa, medindo aproximadamen- te 2 cm de diâmetro. Diante da principal hipótese diagnóstica, qual é o manejo adequado?Gabarito: C

Pré-escolar de 3 anos com episódios recorrentes de febre alta (acima de 39 ºC), com duração de 3 a 5 dias, associados a dor de garganta, estomatite aftosa e adenite cervical. Os episódios ocorrem aproximadamente a cada 4 a 6 semanas, desde os 2 anos de idade, aparente- mente sem relação com infecções respiratórias; a criança se mantém assintomática nos intervalos. Neste momento, a paciente encontra-se em atendimento médico por estar na vigência de febre (39,2 ºC). Exame físico revela eutrofia, bom estado geral apesar da febre alta, ausculta pulmonar e cardíaca normais; abdome flácido, sem visceromegalias. Orofaringe: hiperemia difusa, presença de úlceras aftosas no palato e na mucosa oral. Adenomegalia em região cer- vical anterior bilateral, dolorosa, medindo aproximadamen- te 2 cm de diâmetro. Diante da principal hipótese diagnóstica, qual é o manejo adequado?

  • A. Substituir o antipirético usual por ibuprofeno.
  • B. Indicar adenoamidalectomia.
  • C. Administrar dose única de prednisona (1 – 2 mg/kg) ou de betametasona (0,1 – 0,2 mg/kg).
  • D. Manter antitérmicos de horário e iniciar profilaxia com colchicina. 14 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Febre alta periodica, a cada 4 a 6 semanas, com estomatite aftosa, faringite e adenite cervical, com a crianca hignida e crescendo bem entre as crises: e a sindrome PFAPA. O tratamento do episodio agudo e corticoide em DOSE UNICA (prednisona 1-2 mg/kg ou betametasona), que costuma abortar a febre em horas, resposta tao caracteristica que ajuda a confirmar o diagnostico. Antitermicos (A) tem pouco efeito; colchicina (D) e opcao profilatica em casos selecionados; e a amigdalectomia (B) e alternativa de excecao, nao a conduta inicial. Resposta C.

Questão 41Pré-escolar de 5 anos, sexo masculino, com quadro de claudicação, dor na perna direita e redução da mobilidade há 24 h. Seu estado geral é bom, sem febre ou sinais de toxemia. Há uma semana apresentou quadro gripal com duração de 5 dias e melhora espontânea, com adminis- tração de sintomáticos. Ao exame físico, encontra-se em posição antálgica do joelho direito e rotação externa do membro inferior ipsilateral, sem outras alterações. A abordagem diagnóstico-terapêutica neste caso deve ser:Gabarito: B

Pré-escolar de 5 anos, sexo masculino, com quadro de claudicação, dor na perna direita e redução da mobilidade há 24 h. Seu estado geral é bom, sem febre ou sinais de toxemia. Há uma semana apresentou quadro gripal com duração de 5 dias e melhora espontânea, com adminis- tração de sintomáticos. Ao exame físico, encontra-se em posição antálgica do joelho direito e rotação externa do membro inferior ipsilateral, sem outras alterações. A abordagem diagnóstico-terapêutica neste caso deve ser:

  • A. antibioticoterapia com cobertura para S. pyogenes.
  • B. sintomáticos para alívio dos sintomas.
  • C. tomografia computadorizada do quadril.
  • D. ultrassonografia para avaliar deslizamento epifisário.

Comentário OsceLabs

Pre-escolar com claudicacao aguda, quadril em posicao antalgica (flexao, abducao e rotacao externa), SEM febre e sem toxemia, precedido de infeccao viral de vias aereas: e a sinovite transitoria do quadril, causa mais comum de dor de quadril nessa idade. A evolucao e autolimitada, e o tratamento e sintomatico com repouso relativo e anti-inflamatorio, com reavaliacao. Antibiotico (A) seria para artrite septica, que cursa com febre e toxemia; epifisiolise (D) e do adolescente obeso; tomografia (C) nao acrescenta. Resposta B.

Questão 42Escolar de 8 anos de idade apresenta crises de sibilância desde os 2 anos, com melhora após o uso de salbutamol de resgate. Foi atendido por pediatra que solicitou espiro- metria, a qual evidenciou distúrbio ventilatório obstrutivo leve com prova broncodilatadora positiva. Quatro sema- nas após iniciar tratamento com beclometasona inalató- ria em baixa dose, paciente ainda refere ter apresentado falta de ar durante atividades físicas e necessidade de broncodilatador de resgate em média 3 vezes na semana para controle de sintomas diurnos. Após verificação da técnica inalatória e adesão, o próximo passo, de acordo com as orientações do GINA, deve serGabarito: A

Escolar de 8 anos de idade apresenta crises de sibilância desde os 2 anos, com melhora após o uso de salbutamol de resgate. Foi atendido por pediatra que solicitou espiro- metria, a qual evidenciou distúrbio ventilatório obstrutivo leve com prova broncodilatadora positiva. Quatro sema- nas após iniciar tratamento com beclometasona inalató- ria em baixa dose, paciente ainda refere ter apresentado falta de ar durante atividades físicas e necessidade de broncodilatador de resgate em média 3 vezes na semana para controle de sintomas diurnos. Após verificação da técnica inalatória e adesão, o próximo passo, de acordo com as orientações do GINA, deve ser

  • A. substituir a beclometasona pela associação formote- rol-budesonida inalatória em baixa dose diária.
  • B. dobrar a dose de beclometasona e substituir o salbu- tamol de resgate pela combinação formoterol-bude- sonida inalatória em baixa dose apenas nas crises.
  • C. manter a beclometasona inalatória diária na dose prescrita e o salbutamol inalatório nas crises e asso- ciar montelucaste oral diário.
  • D. suspender a beclometasona e o salbutamol e pres- crever a combinação formoterol-budesonida inalató- ria em baixa dose apenas nas crises.

Comentário OsceLabs

Crianca em corticoide inalatorio de baixa dose (STEP 2) que segue com sintomas ao esforco e resgate tres vezes por semana, ja checadas tecnica e adesao: e asma nao controlada e a conduta e SUBIR de degrau. O STEP 3 preferencial do GINA e a associacao de corticoide inalatorio com formoterol em baixa dose de MANUTENCAO. Dobrar corticoide isolado (B) e inferior a associacao; montelucaste (C) e alternativa de menor eficacia; e usar a combinacao apenas nas crises (D) e esquema de asma leve, nao de paciente ja em falha. Resposta A.

Questão 43Lactente de 6 meses de idade comparece à unidade de pronto atendimento com queixa de febre há 72 horas, acompa- nhada de tosse e secreção nasal. Ao exame, encontra-se irritado, em regular estado geral, com hiperemia conjuntival intensa e secreção ocular, otoscopia com membranas timpânicas opacas e hiperemiadas bilateralmente sem abaulamen- to, presença de linfonodos cervicais anteriores bilaterais de 1 a 1,5 cm móveis e fibroelásticos, exantema maculopapular difuso em tronco, membros e face. Ausculta respiratória com murmúrios vesiculares universalmente audíveis com roncos difusos. Ritmo cardíaco regular em 2 tempos, bulhas normofonéticas sem sopros. Abdômen flácido e indolor à palpação. Considerando a principal hipótese diagnóstica, a conduta adequada é:Gabarito: A

Lactente de 6 meses de idade comparece à unidade de pronto atendimento com queixa de febre há 72 horas, acompa- nhada de tosse e secreção nasal. Ao exame, encontra-se irritado, em regular estado geral, com hiperemia conjuntival intensa e secreção ocular, otoscopia com membranas timpânicas opacas e hiperemiadas bilateralmente sem abaulamen- to, presença de linfonodos cervicais anteriores bilaterais de 1 a 1,5 cm móveis e fibroelásticos, exantema maculopapular difuso em tronco, membros e face. Ausculta respiratória com murmúrios vesiculares universalmente audíveis com roncos difusos. Ritmo cardíaco regular em 2 tempos, bulhas normofonéticas sem sopros. Abdômen flácido e indolor à palpação. Considerando a principal hipótese diagnóstica, a conduta adequada é:

  • A. notificação compulsória imediata do caso.
  • B. internação e solicitação de ecocardiograma; início de AAS e imunoglobulina endovenosa.
  • C. prescrição de amoxicilina oral por 10 dias.
  • D. realização de prova do laço.

Comentário OsceLabs

Lactente com febre ha 3 dias, tosse, coriza, CONJUNTIVITE intensa com secrecao e exantema maculopapular que atinge face, tronco e membros: o quadro classico de SARAMPO. Trata-se de doenca de notificacao compulsoria IMEDIATA (em ate 24 horas), justamente para bloqueio vacinal dos contatos e contencao do surto. Kawasaki (B) exige 5 dias de febre e nao cursa com coriza e tosse; a otoscopia sem abaulamento nao caracteriza otite media aguda bacteriana (C); e a prova do laco (D) e de dengue. Resposta A.

Questão 44Adolescente de 12 anos, sexo feminino, comparece à consulta de rotina com pediatra. Apresenta desenvolvimento puberal em estágio M3P3 de Tanner e IMC representado no gráfico a seguir. 36 34 32 30 28 26 24 22 20 18 16 14 12 36 34 32 30 28 26 24 22 20 18 16 14 12 Meses Anos 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 19 17 18 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 Idade (meses completos e anos) IMC por idade MENINAS Dos 5 aos 19 anos (escores-z) 3 IMC (kg/m ) 2 2 1 0 –1 –2 –3 Considerando a avaliação nutricional dessa paciente, a conduta adequada é:Gabarito: D

Adolescente de 12 anos, sexo feminino, comparece à consulta de rotina com pediatra. Apresenta desenvolvimento puberal em estágio M3P3 de Tanner e IMC representado no gráfico a seguir. 36 34 32 30 28 26 24 22 20 18 16 14 12 36 34 32 30 28 26 24 22 20 18 16 14 12 Meses Anos 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 3 6 9 19 17 18 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 Idade (meses completos e anos) IMC por idade MENINAS Dos 5 aos 19 anos (escores-z) 3 IMC (kg/m ) 2 2 1 0 –1 –2 –3 Considerando a avaliação nutricional dessa paciente, a conduta adequada é:

  • A. solicitar dosagem de LDL para rastreio do diagnóstico de síndrome metabólica.
  • B. recomendar a prática de, no mínimo, 30 minutos de atividade física moderada diariamente.
  • C. recomendar orientação nutricional e manutenção do peso, e não a sua redução, em vista do desenvolvimento puberal ainda incompleto.
  • D. solicitar ultrassonografia abdominal para rastreio de doença gordurosa não alcoólica do fígado. 15 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. Ginecologia e Obstetrícia

Comentário OsceLabs

A leitura do grafico de IMC por idade coloca a adolescente na faixa de obesidade (escore-z acima de +2). Diante disso, o rastreamento de COMORBIDADES e obrigatorio, e a esteatose hepatica nao alcoolica e a complicacao mais prevalente, avaliada com ultrassonografia abdominal (alem de transaminases). LDL isolado (A) nao define sindrome metabolica, que exige circunferencia abdominal, trigliceridios, HDL, glicemia e PA; a recomendacao de atividade fisica na infancia e de 60 minutos por dia (B); e apenas manter o peso (C) nao contempla a obesidade ja instalada. Resposta D.

Questão 45Lactente de 6 meses comparece à consulta na Unidade Básica de Saúde, onde é verificado que nunca recebeu nenhuma imunização. Para atualização do cartão vacinal segundo o Programa Nacional de Imunização, o adequa- do é aplicarGabarito: B

Lactente de 6 meses comparece à consulta na Unidade Básica de Saúde, onde é verificado que nunca recebeu nenhuma imunização. Para atualização do cartão vacinal segundo o Programa Nacional de Imunização, o adequa- do é aplicar

  • A. BCG, dose única; Poliomielite Inativada (VIP), 3 do- ses, com 2 meses de intervalo; Rotavírus (VORH), 2 doses, com 2 meses de intervalos; Pentavalente (Difteria + Tétano + Pertussis + Hepatite B + Haemophilus tipo B), 3 doses, com 2 meses de in- tervalo, Meningococo C, 2 doses, com 60 dias de intervalos; Pneumococo-10, 3 doses, com 60 dias de intervalo.
  • B. BCG, dose única; VIP, 3 doses, com 2 meses de in- tervalo; Pentavalente, 3 doses, com 60 dias de in- tervalo; Meningococo-C 2, doses, com 60 dias de intervalo; Pneumococo-10, 2 doses, com 60 dias de intervalo; Covid-19, 2 doses, com 4 semanas de in- tervalo.
  • C. Poliomielite Oral (VOP), 3 doses, com 2 meses de intervalo; Pentavalente, 3 doses, com 2 meses de intervalo; Meningococo-C, 2 doses, com 60 dias de intervalo; Pneumococo-10, 2 doses, com 60 dias de intervalo; Covid-19, 2 doses, com 4 semanas de in- tervalo.
  • D. BCG, dose única; Rotavírus, dose única; VIP, 3 do- ses; DTP (Difteria + Tétano + Pertussis), 3 doses, com 2 meses de intervalo; Meningococo-C, 2 doses, com 60 dias de intervalo; Pneumococo-10, 2 doses, com 60 dias de intervalo; Covid-19, 2 doses, com 4 semanas de intervalo. 16 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Lactente de 6 meses sem nenhuma dose: o calendario do PNI e atualizado respeitando as idades LIMITE. O rotavirus tem idade maxima para a primeira dose de 3 meses e 15 dias, portanto nao pode mais ser iniciado, o que elimina A e D. A poliomielite e feita com a vacina INATIVADA (VIP) no esquema basico, o que elimina C. Restam BCG em dose unica, VIP e pentavalente em tres doses, meningococica C e pneumococica 10-valente com intervalo de 60 dias, alem da covid-19. Resposta B.

Questão 46Paciente de 30 anos, antecedente de hipotireoidismo e hipertensão crônica, encontra-se na primeira hora do puerpério de parto vaginal gemelar sob analgesia. O peso dos neonatos foi de 2 430 g e 2 290 g. Subitamente passa a apresentar sangramento genital em moderada quantidade. Quais medidas iniciais devem ser realizadas?Gabarito: B

Paciente de 30 anos, antecedente de hipotireoidismo e hipertensão crônica, encontra-se na primeira hora do puerpério de parto vaginal gemelar sob analgesia. O peso dos neonatos foi de 2 430 g e 2 290 g. Subitamente passa a apresentar sangramento genital em moderada quantidade. Quais medidas iniciais devem ser realizadas?

  • A. Misoprostol via retal, ergotamina IM e solicitar balão de tamponamento uterino.
  • B. Estimativa de perda sanguínea, avaliação do índice de choque e solicitar ajuda.
  • C. Ácido tranexâmico, transfusão sanguínea e ligadura de artérias hipogástricas.
  • D. Infusão de ocitocina IV, ergotamina IM e resfriamento abdominal.

Comentário OsceLabs

Hemorragia pos-parto em puerpera de parto gemelar (fator de risco classico para atonia por sobredistensao uterina). Nas medidas INICIAIS, antes de escalonar farmacos ou procedimentos, vale o pacote de reconhecimento e organizacao: estimar objetivamente a perda, calcular o indice de choque (FC dividida pela PA sistolica, que detecta o choque antes da queda da pressao) e PEDIR AJUDA, acionando o time de resposta. Uterotonicos, tranexamico, balao (A e D) vem em seguida, e ligadura de hipogastricas (C) e medida cirurgica tardia. Resposta B.

Questão 47Parturiente de 39 semanas, 22 anos, é submetida à pel- vimetria clínica. Observam-se uma pelve ovalada, com reduzido diâmetro anteroposterior do estreito superior, espinhas isquiáticas proeminentes e ângulo subpúbico com grande amplitude. A insinuação fetal foi observada no diâmetro transverso. O tipo mais provável de pelve é:Gabarito: D

Parturiente de 39 semanas, 22 anos, é submetida à pel- vimetria clínica. Observam-se uma pelve ovalada, com reduzido diâmetro anteroposterior do estreito superior, espinhas isquiáticas proeminentes e ângulo subpúbico com grande amplitude. A insinuação fetal foi observada no diâmetro transverso. O tipo mais provável de pelve é:

  • A. ginecoide.
  • B. androide.
  • C. antropoide.
  • D. platipeloide.

Comentário OsceLabs

Pelvimetria com diametro anteroposterior do estreito superior REDUZIDO, formato ovalado no sentido transverso, angulo subpubico amplo e insinuacao no diametro TRANSVERSO: e a pelve platipeloide (achatada). Para diferenciar: a ginecoide e arredondada e ideal para o parto; a androide tem forma triangular, espinhas proeminentes e angulo subpubico estreito, com prognostico ruim; a antropoide tem o anteroposterior maior que o transverso e favorece insinuacao em variedade occipito-sacra. Resposta D.

Questão 48Paciente de 40 anos comparece à consulta obstétrica pré-concepção. Encontra-se com obesidade grau I e dia- betes tipo 2 há 8 anos, em uso de metformina. Os exa- mes realizados recentemente mostram funções renal e cardíaca adequadas, fundo de olho sem alterações e he- moglobina glicada de 9,6 %. O quadro em questão pode elevar o risco das seguintes anomalias fetais:Gabarito: D

Paciente de 40 anos comparece à consulta obstétrica pré-concepção. Encontra-se com obesidade grau I e dia- betes tipo 2 há 8 anos, em uso de metformina. Os exa- mes realizados recentemente mostram funções renal e cardíaca adequadas, fundo de olho sem alterações e he- moglobina glicada de 9,6 %. O quadro em questão pode elevar o risco das seguintes anomalias fetais:

  • A. agenesia renal e deleção de falanges.
  • B. hipertelorismo e implantação baixa de orelha.
  • C. cisto de plexo coroide e estenose uretral.
  • D. defeito de septo interventricular e síndrome da re- gressão caudal.

Comentário OsceLabs

Diabetes PRE-gestacional com hemoglobina glicada de 9,6% no periconcepcional multiplica o risco de malformacoes, porque a hiperglicemia atua na organogenese das primeiras semanas. As anomalias mais associadas sao as CARDIOPATIAS (comunicacao interventricular a frente), os defeitos de tubo neural e, de forma quase patognomonica, a sindrome de regressao caudal. As demais alternativas listam malformacoes sem associacao especifica com o diabetes materno. A perola: otimizar a glicada ANTES de engravidar. Resposta D.

Questão 49Paciente IIGIPN, 35 anos, primeira gestação com o atual parceiro, apresenta-se na 35a semana gestacional com PA: 173 x 121 mmHg, confirmada após repouso em DLE, dor epigástrica e náuseas. A melhor conduta é:Gabarito: C

Paciente IIGIPN, 35 anos, primeira gestação com o atual parceiro, apresenta-se na 35a semana gestacional com PA: 173 x 121 mmHg, confirmada após repouso em DLE, dor epigástrica e náuseas. A melhor conduta é:

  • A. internação, coleta de exames da rotina hipertensiva, hidralazina, sulfato de magnésio e realização de ce- sariana.
  • B. internação, coleta de exames da rotina hipertensiva, metildopa, corticoide, sulfato de magnésio e indução do parto após a estabilização.
  • C. internação, coleta de exames da rotina hipertensiva, hidralazina, sulfato de magnésio e indução do parto após a estabilização.
  • D. internação, coleta de exames da rotina hipertensiva, hidralazina e indução do parto após a estabilização.

Comentário OsceLabs

PA de 173 x 121 mmHg com dor epigastrica e nauseas na 35a semana: pre-eclampsia com criterios de gravidade e sinais de iminencia de eclampsia. O trio e anti-hipertensivo de acao rapida (hidralazina), sulfato de magnesio para neuroprotecao e RESOLUCAO da gestacao apos estabilizar. Com 35 semanas nao ha indicacao de corticoide para maturacao pulmonar nem de metildopa, que e de manutencao (B); a via de parto nao e obrigatoriamente cesarea (A); e omitir o sulfato (D) e inaceitavel com sintomas premonitorios. Resposta C.

Questão 50Paciente 40 anos, nuligesta, submetida à exérese da zona de transformação do tipo 3, comparece para resul- tado de estudo anatomopatológico que revelou: lesão intraepitelial escamosa de alto grau com extensão para criptas endocervicais em todos os quadrantes, presença de área de invasão estromal 1.6 mm sem invasão linfo- vascular, margens cirúrgicas livres de neoplasia. Qual é a conduta mais adequada neste caso?Gabarito: B

Paciente 40 anos, nuligesta, submetida à exérese da zona de transformação do tipo 3, comparece para resul- tado de estudo anatomopatológico que revelou: lesão intraepitelial escamosa de alto grau com extensão para criptas endocervicais em todos os quadrantes, presença de área de invasão estromal 1.6 mm sem invasão linfo- vascular, margens cirúrgicas livres de neoplasia. Qual é a conduta mais adequada neste caso?

  • A. Caso a paciente seja desejosa de gestação, é pos- sível conduta conservadora com traquelectomia e histerectomia após prole completa.
  • B. Caso a paciente seja desejosa de gestação, mes- mo com doença invasora no produto da exérese, é possível manter controle rigoroso com citologia e colposcopia.
  • C. Como a paciente tem idade avançada para gesta- ção, com provável baixa reserva ovariana, e doença invasora, não se recomenda conduta conservadora.
  • D. A conduta conservadora pode ser mantida se hou- ver negativação do teste de DNA HPV, no primeiro controle, 6 meses após a exérese da zona de trans- formação.

Comentário OsceLabs

Invasao estromal de 1,6 mm (menor que 3 mm), sem invasao linfovascular e com margens livres define carcinoma microinvasor estagio IA1, cujo risco de comprometimento linfonodal e menor que 1%. Em paciente com desejo reprodutivo, a conizacao/exerese ja pode ser terapeutica, mantendo-se seguimento rigoroso com citologia, colposcopia e teste de HPV. Traquelectomia (A) e para lesoes mais avancadas; a idade por si nao contraindica conservacao (C); e a decisao nao depende da negativacao do HPV (D). Resposta B.

Questão 51Homem transgênero de 25 anos, ainda não submetido à cirurgia de redesignação de gênero, comparece à con- sulta com queixa de corrimento e prurido genital intenso. Em amenorreia desde o início do uso de testosterona há 6 meses. Ao exame físico cuidadoso, presença de esco- riações em vulva, conteúdo vaginal amarelo fluido abun- dante, hipotrofismo e presença de múltiplas diminutas erosões esparsas, orifício externo do colo puntiforme, pH alcalino. A hipótese diagnóstica mais provável é:Gabarito: C

Homem transgênero de 25 anos, ainda não submetido à cirurgia de redesignação de gênero, comparece à con- sulta com queixa de corrimento e prurido genital intenso. Em amenorreia desde o início do uso de testosterona há 6 meses. Ao exame físico cuidadoso, presença de esco- riações em vulva, conteúdo vaginal amarelo fluido abun- dante, hipotrofismo e presença de múltiplas diminutas erosões esparsas, orifício externo do colo puntiforme, pH alcalino. A hipótese diagnóstica mais provável é:

  • A. vaginose bacteriana.
  • B. tricomoníase.
  • C. vaginite aeróbia.
  • D. vaginose citolítica.

Comentário OsceLabs

Homem trans em testosterona ha 6 meses evolui com hipoestrogenismo genital: hipotrofia, erosoes e perda dos lactobacilos, com pH ALCALINO. Corrimento amarelado abundante com inflamacao e erosoes nesse terreno define VAGINITE AEROBIA (por enterobacterias). A vaginose bacteriana (A) tem corrimento acinzentado, odor de peixe e ausencia de inflamacao; a tricomoniase (B) da corrimento bolhoso e colo em framboesa, tipicamente com histórico sexual compativel; e a vaginose citolitica (D) cursa com pH ACIDO. Resposta C.

Questão 52Mulher de 28 anos vem para acompanhamento após 6 meses de resultado de Papanicolaou com lesão intrae- pitelial escamosa de baixo grau. Refere ter sido vacinada com esquema completo contra HPV na adolescência. O resultado atual da citologia oncótica cérvico-vaginal reve- la atipia de células escamosas de significado indetermi- nado (ASC-US). Assinale a alternativa que apresenta recomendação correta de acordo com as diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero (2016).Gabarito: B

Mulher de 28 anos vem para acompanhamento após 6 meses de resultado de Papanicolaou com lesão intrae- pitelial escamosa de baixo grau. Refere ter sido vacinada com esquema completo contra HPV na adolescência. O resultado atual da citologia oncótica cérvico-vaginal reve- la atipia de células escamosas de significado indetermi- nado (ASC-US). Assinale a alternativa que apresenta recomendação correta de acordo com as diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero (2016).

  • A. Como a paciente é menor de 30 anos, repetir a cito- logia em 12 meses.
  • B. Como o segundo resultado de citologia é alterado, colposcopia com biópsia dirigida.
  • C. Se disponível, genotipagem com DNA HPV para elu- cidar ASC US.
  • D. Como a paciente é imunizada e menor do que 30 anos, manter acompanhamento anual.

Comentário OsceLabs

Pelas diretrizes brasileiras de 2016, ASC-US abaixo de 25-30 anos permite repetir a citologia, MAS aqui esse ja e o segundo exame alterado: houve LSIL ha 6 meses e agora ASC-US. Duas citologias alteradas consecutivas indicam COLPOSCOPIA com biopsia das areas suspeitas. Repetir de novo (A) ou apenas manter controle anual (D) perpetuam o seguimento de uma lesao persistente, e a vacinacao previa nao exclui infeccao por tipos nao vacinais. Genotipagem (C) nao substitui a colposcopia neste cenario. Resposta B.

Questão 53Assinale a alternativa correta em relação ao manejo pré-natal de gestante com tipagem sanguínea Rh nega- tivo, aloimunizada.Gabarito: B

Assinale a alternativa correta em relação ao manejo pré-natal de gestante com tipagem sanguínea Rh nega- tivo, aloimunizada.

  • A. A pesquisa do Rh fetal no sangue materno, quando realizada a partir de 10 semanas de gestação, apre- senta acurácia de cerca de 85%.
  • B. Diante de teste de Coombs indireto positivo, é ne- cessária a pesquisa de anticorpos irregulares com identificação e determinação dos títulos.
  • C. A vasodilatação cerebral fetal demonstrada no exa- me dopplervelocimétrico é marcador precoce de anemia moderada/grave.
  • D. A administração de imunoglobulina anti-D, no início do terceiro trimestre, diminui a chance de piora da sensibilização materna e de anemia fetal grave. 17 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Gestante Rh negativo ALOIMUNIZADA: o Coombs indireto positivo obriga a identificar QUAL anticorpo irregular esta presente e a determinar seus titulos, pois e a titulacao (com corte habitual em 1:8 ou 1:16) que define quando iniciar o seguimento com Doppler. A pesquisa do Rh fetal em sangue materno tem acuracia proxima de 99%, nao 85% (A); o marcador de anemia e o AUMENTO da velocidade de pico sistolico na cerebral media (C); e imunoglobulina anti-D nao tem papel em quem ja esta sensibilizada (D). Resposta B.

Questão 54Gestante com sorologias de sífilis não reagentes, no início do pré-natal, retorna na 28a semana com teste treponêmico positivo. É correto afirmar queGabarito: D

Gestante com sorologias de sífilis não reagentes, no início do pré-natal, retorna na 28a semana com teste treponêmico positivo. É correto afirmar que

  • A. se trata de caso de sífilis em gestante, em fase latente tardia.
  • B. pode ser um resultado falso positivo, especialmente se o título for menor ou igual a 1/4.
  • C. o tratamento consiste em benzilpenicilina benzatina na dose de 2,4 milhões UI, intramuscular, 1 x/semana por 3 semanas.
  • D. após o tratamento, o aumento do título do VDRL, em duas diluições, indica retratamento.

Comentário OsceLabs

Apos tratamento adequado, a resposta e monitorada pelo teste NAO treponemico: queda de duas diluicoes significa sucesso, e AUMENTO de duas diluicoes (por exemplo, de 1:4 para 1:16) indica reinfeccao ou falha terapeutica e obriga retratamento e reinvestigacao do parceiro. Sorologia previa nao reagente que se torna reagente caracteriza sifilis RECENTE, nao latente tardia (A); teste treponemico nao se expressa em titulos (B); e o esquema de tres doses semanais e reservado a fase latente tardia ou de duracao ignorada (C). Resposta D.

Questão 55Mulher de 28 anos, com atraso menstrual de 7 semanas, refere sangramento vaginal associado a dor em baixo ventre. Assinale a alternativa que indica a associação correta entre achados adicionais e hipótese diagnóstica.Gabarito: A

Mulher de 28 anos, com atraso menstrual de 7 semanas, refere sangramento vaginal associado a dor em baixo ventre. Assinale a alternativa que indica a associação correta entre achados adicionais e hipótese diagnóstica.

  • A. Dosagem de beta-hCG sérico de 1 200 mUI/mL e ultrassonografia transvaginal, demonstrando saco gestacional de 10 mm no interior da cavidade uteri- na; ameaça de aborto.
  • B. Exame clínico demonstrando colo pérvio no toque digital, sem visualização de saída de restos ovulares no exame especular; ameaça de aborto.
  • C. Ultrassonografia transvaginal demonstrando em- brião de 5 mm, sem batimentos cardíacos; gestação não evolutiva.
  • D. Dosagem de beta-hCG sérico de 4 000 mUI/mL, colo impérvio ao toque vaginal e ultrassonografia transva- ginal com cavidade uterina vazia; aborto incompleto.

Comentário OsceLabs

Beta-hCG de 1 200 mUI/mL com saco gestacional INTRAUTERINO visualizado confirma gestacao topica; com sangramento e colo fechado, o diagnostico e ameaca de abortamento. Colo PERVIO (B) ja caracteriza abortamento inevitavel ou em curso, nao ameaca. Embriao de 5 mm sem batimentos (C) nao fecha inviabilidade, que exige comprimento cabeca-nadega de 7 mm ou mais. hCG de 4 000 acima da zona discriminatoria com cavidade VAZIA (D) aponta gestacao ectopica, e nao aborto incompleto, que teria restos ovulares. Resposta A.

Questão 56Uma paciente de 52 anos, sem histórico familiar de câncer de mama, apresentou-se com massa palpável na mama esquerda há aproximadamente 2 meses. Os exames de imagem revelaram lesão espiculada de 1,7 cm na mama esquerda (Bi-Rads 5). A avaliação clínica e ultrassonográfica da axila não mostrou evidências de comprometimento linfonodal. A biópsia por agulha gros- sa diagnosticou carcinoma invasivo do tipo não especial (SOE), grau histológico 3. A imuno-histoquímica da neo- plasia mostrou receptores de estrogênio e progesterona negativos, Ki-67 de 70% e HER2 positivo (3+). Assinale a alternativa que apresenta a melhor aborda- gem terapêutica para esta paciente.Gabarito: B

Uma paciente de 52 anos, sem histórico familiar de câncer de mama, apresentou-se com massa palpável na mama esquerda há aproximadamente 2 meses. Os exames de imagem revelaram lesão espiculada de 1,7 cm na mama esquerda (Bi-Rads 5). A avaliação clínica e ultrassonográfica da axila não mostrou evidências de comprometimento linfonodal. A biópsia por agulha gros- sa diagnosticou carcinoma invasivo do tipo não especial (SOE), grau histológico 3. A imuno-histoquímica da neo- plasia mostrou receptores de estrogênio e progesterona negativos, Ki-67 de 70% e HER2 positivo (3+). Assinale a alternativa que apresenta a melhor aborda- gem terapêutica para esta paciente.

  • A. Mastectomia com pesquisa de linfonodo sentinela e re- construção imediata com prótese de silicone, seguida de quimioterapia adjuvante e terapia alvo anti-HER2 (trastuzumabe).
  • B. Cirurgia conservadora (quadrantectomia) com pes- quisa de linfonodo sentinela, seguida de quimiotera- pia adjuvante, terapia alvo anti-HER2 (trastuzumabe) e radioterapia.
  • C. Quimioterapia neoadjuvante com duplo bloqueio a­nti-HER2 (trastuzumabe e pertuzumabe), seguida de c­irurgia conservadora (quadrantectomia) com pes- quisa de linfonodo sentinela e tamoxifeno por 5 anos.
  • D. Cirurgia conservadora (quadrantectomia) com pes- quisa de linfonodo sentinela, seguida de quimiotera- pia adjuvante, terapia alvo anti-HER2 (trastuzumabe), radioterapia e tamoxifeno por 5 anos.

Comentário OsceLabs

Carcinoma invasivo de 1,7 cm, axila clinica e ultrassonograficamente negativa, HER2 positivo e receptores hormonais NEGATIVOS. Tumor pequeno e unifocal permite cirurgia conservadora com pesquisa de linfonodo sentinela, seguida de quimioterapia adjuvante com trastuzumabe e radioterapia complementar (obrigatoria apos quadrantectomia). Como os receptores sao negativos, tamoxifeno nao tem indicacao, o que derruba C e D. Mastectomia (A) nao traz ganho de sobrevida em tumor candidato a conservacao. Resposta B.

Questão 57Diante de adolescente de 17 anos, com dismenorreia e episódios de dor pélvica acíclica, sem comorbidades, sexualmente ativa e sem desejo reprodutivo em curto prazo, com ultrassonografia com preparo intestinal para pesquisa de endometriose demonstrando discreto espes- samento inespecífico de ligamentos uterossacros, qual é a melhor conduta?Gabarito: B

Diante de adolescente de 17 anos, com dismenorreia e episódios de dor pélvica acíclica, sem comorbidades, sexualmente ativa e sem desejo reprodutivo em curto prazo, com ultrassonografia com preparo intestinal para pesquisa de endometriose demonstrando discreto espes- samento inespecífico de ligamentos uterossacros, qual é a melhor conduta?

  • A. Ressonância nuclear magnética para investigação complementar de endometriose e outras causas de dor pélvica crônica.
  • B. Iniciar tratamento clínico com contraceptivo oral combinado e reavaliar em 3 meses.
  • C. Cirurgia laparoscópica para confirmação diagnóstica e remoção de prováveis lesões endometrióticas.
  • D. Dosagem de CA 125, considerado alterado e mar- cador de endometriose se maior ou igual a 50 U/mL.

Comentário OsceLabs

Adolescente com dismenorreia e dor pelvica acíclica, com ultrassom mostrando apenas espessamento inespecifico de uterossacros e sem desejo reprodutivo imediato: a conduta e o tratamento CLINICO empirico com contraceptivo oral combinado (contínuo, de preferencia) e reavaliacao em cerca de 3 meses. A endometriose nao exige confirmacao histologica para iniciar terapia. Ressonancia (A) fica para suspeita de doenca profunda ou falha clinica; laparoscopia (C) e invasiva demais como primeiro passo; e CA-125 (D) nao serve para diagnostico. Resposta B.

Questão 58Menstruações volumosas são uma das formas clínicas do sangramento uterino anormal, distúrbio com alta preva- lência na população global, com impacto pessoal, social, profissional e público. Diante das possíveis causas, são reconhecidas todas a seguir, EXCETOGabarito: D

Menstruações volumosas são uma das formas clínicas do sangramento uterino anormal, distúrbio com alta preva- lência na população global, com impacto pessoal, social, profissional e público. Diante das possíveis causas, são reconhecidas todas a seguir, EXCETO

  • A. doença de Von Wilebrand.
  • B. leiomioma uterino.
  • C. uso de anticoagulante.
  • D. endometriose. 18 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Questao de EXCECAO baseada no sistema PALM-COEIN, que organiza as causas de sangramento uterino anormal: as estruturais sao polipo, ADENOMIOSE, leiomioma e malignidade; as nao estruturais incluem coagulopatia (doenca de von Willebrand e a mais comum), disfuncao ovulatoria, causa endometrial, iatrogenia (anticoagulantes, DIU, hormonios) e nao classificadas. A ENDOMETRIOSE nao figura entre elas: ela causa dismenorreia, dor pelvica cronica, dispareunia e infertilidade, e nao aumento do volume menstrual (o que causa e a adenomiose, sua vizinha de diagnostico). Resposta D.

Questão 59Mulher de 32 anos, sexualmente ativa, usuária de con- traceptivo oral e sem método de barreira, apresenta-se ao pronto socorro hospitalar com quadro de dor pélvica progressiva de início espontâneo há 5 dias. Nega adina- mia e alteração do apetite. Ao exame físico: bom esta- do geral, temperatura de 38,5 graus Celsius, secreção cervical purulenta, dor à mobilização do colo uterino e ao toque bimanual com palpação dos anexos. Apresen- ta hemograma com leucócitos de 13 950/mm3 e PCR de 57 mg/L. BHCG negativo e ultrassonografia transvaginal evidenciando espessamento tubário direito e pequena quantidade de líquido livre na pelve. Diante da hipótese de doença inflamatória pélvica aguda, neste caso, recomenda-seGabarito: A

Mulher de 32 anos, sexualmente ativa, usuária de con- traceptivo oral e sem método de barreira, apresenta-se ao pronto socorro hospitalar com quadro de dor pélvica progressiva de início espontâneo há 5 dias. Nega adina- mia e alteração do apetite. Ao exame físico: bom esta- do geral, temperatura de 38,5 graus Celsius, secreção cervical purulenta, dor à mobilização do colo uterino e ao toque bimanual com palpação dos anexos. Apresen- ta hemograma com leucócitos de 13 950/mm3 e PCR de 57 mg/L. BHCG negativo e ultrassonografia transvaginal evidenciando espessamento tubário direito e pequena quantidade de líquido livre na pelve. Diante da hipótese de doença inflamatória pélvica aguda, neste caso, recomenda-se

  • A. antibioticoterapia de amplo espectro via oral, por 14 dias, com reavaliação clínica em 3 dias.
  • B. internação para antibioticoterapia de amplo espec- tro endovenosa, esperando 48 horas por melhora, considerando-se cirurgia em caso negativo.
  • C. antibioticoterapia de amplo espectro via oral, por 14 dias, com reavaliação clínica em 7 dias.
  • D. internação para laparoscopia e drenagem de a­bscesso pélvico, seguida de antibioticoterapia de amplo espectro endovenosa.

Comentário OsceLabs

Doenca inflamatoria pelvica de gravidade LEVE a MODERADA: bom estado geral, tolerando via oral, sem abscesso tubo-ovariano (apenas espessamento tubario e liquido livre discreto), sem gestacao e sem falha terapeutica previa. Pode ser tratada ambulatorialmente com antibiotico de amplo espectro por 14 dias, com reavaliacao obrigatoria em 48 a 72 HORAS, que e o prazo para detectar falha. Rever so em 7 dias (C) e tardio; internacao (B) e cirurgia (D) nao se justificam sem abscesso ou criterios de gravidade. Resposta A.

Questão 60Uma paciente de 22 anos, com ciclos menstruais regulares a cada 28 dias e queixa de acne importante há 6 meses, foi encaminhada ao serviço de ginecologia para avaliação. Sua mãe trata diabetes mellitus tipo 2. A paciente adota preservativo masculino como método anticoncepcional, tendo utilizado pílula combinada oral por 3 anos antes de cessar o uso há 8 meses. Ao exame físico, ela apresenta escore de Ferriman-Gallwey de 10, acantose nigricans em axilas e IMC de 24,2. O exame ginecológico é normal. Visando ao adequado diagnóstico, qual é a conduta inicial mais apropriada?Gabarito: C

Uma paciente de 22 anos, com ciclos menstruais regulares a cada 28 dias e queixa de acne importante há 6 meses, foi encaminhada ao serviço de ginecologia para avaliação. Sua mãe trata diabetes mellitus tipo 2. A paciente adota preservativo masculino como método anticoncepcional, tendo utilizado pílula combinada oral por 3 anos antes de cessar o uso há 8 meses. Ao exame físico, ela apresenta escore de Ferriman-Gallwey de 10, acantose nigricans em axilas e IMC de 24,2. O exame ginecológico é normal. Visando ao adequado diagnóstico, qual é a conduta inicial mais apropriada?

  • A. Iniciar tratamento com mio-inositol e pílula anticon- cepcional combinada.
  • B. Realizar teste oral de tolerância à glicose 75 g e tran- quilizar paciente.
  • C. Realizar ultrassonografia pélvica e exames labora- toriais adicionais para excluir outras causas de hipe- randrogenismo.
  • D. Iniciar tratamento com metformina e progesterona cícli- ca ou sistema liberador intrauterino de levonorgestrel. Medicina Preventiva e Social e Medicina da Família e saúde Coletiva

Comentário OsceLabs

Hirsutismo (Ferriman-Gallwey de 10), acne e acantose nigricans apontam hiperandrogenismo com resistencia insulinica, mas os ciclos sao REGULARES: nao se pode fechar sindrome dos ovarios policisticos, que e diagnostico de EXCLUSAO. O passo inicial e completar a investigacao com ultrassonografia pelvica e laboratorio (testosterona total, 17-OH-progesterona para hiperplasia adrenal congenita nao classica, prolactina, TSH e rastreio de Cushing). Iniciar tratamento antes do diagnostico (A e D) ou apenas tranquilizar (B) sao condutas precipitadas. Resposta C.

Questão 61Um jovem de 25 anos procura a unidade básica de saúde com febre alta há 4 dias, acompanhada de dores muscu- lares intensas, cefaleia, dor retro-orbital e náuseas. Ele relata que, nos últimos dois dias, notou algumas man- chas avermelhadas na pele, principalmente nos braços e nas pernas, além de ter sentido tontura ao levantar- -se pela manhã. Ao exame físico, o paciente apresenta febr­e de 38,7 ºC, erupções cutâneas, pressão arterial de 100/70 mmHg e pulso de 98 bpm. O hemograma revela uma queda no número de plaquetas (80 000/mm3) e um hematócrito aumentado (45%). Assinale a alternativa que indica a correta classificação desse caso e a conduta a ser adotada.Gabarito: D

Um jovem de 25 anos procura a unidade básica de saúde com febre alta há 4 dias, acompanhada de dores muscu- lares intensas, cefaleia, dor retro-orbital e náuseas. Ele relata que, nos últimos dois dias, notou algumas man- chas avermelhadas na pele, principalmente nos braços e nas pernas, além de ter sentido tontura ao levantar- -se pela manhã. Ao exame físico, o paciente apresenta febr­e de 38,7 ºC, erupções cutâneas, pressão arterial de 100/70 mmHg e pulso de 98 bpm. O hemograma revela uma queda no número de plaquetas (80 000/mm3) e um hematócrito aumentado (45%). Assinale a alternativa que indica a correta classificação desse caso e a conduta a ser adotada.

  • A. Dengue grupo A. Hidratação oral vigorosa e orientar procurar o pronto atendimento em caso de sinais de alarme.
  • B. Dengue grupo B. Observação no domicílio com h­idratação oral vigorosa e solicitar coleta de IgG no 6o dia.
  • C. Dengue grupo D. Iniciar reposição volêmica intrave- nosa imediata e transferir para pronto-socorro para acompanhamento em UTI.
  • D. Dengue grupo C. Iniciar reposição volêmica intrave- nosa imediata na UBS e transferir para unidade de referência para reavaliação do hematócrito. 19 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Dengue com SINAL DE ALARME: alem da febre e das mialgias, ha tontura postural (hipotensao postural, sinal de extravasamento plasmatico) e hemoconcentracao com plaquetopenia. Isso classifica o caso como GRUPO C, que exige reposicao volemica intravenosa IMEDIATA (10 a 20 mL/kg na primeira hora) iniciada onde o paciente esta, seguida de encaminhamento e reavaliacao seriada do hematocrito. Grupo A e B (A e B) nao tem sinal de alarme; grupo D (C) exige choque instalado, com hipotensao franca e ma perfusao. Resposta D.

Questão 62Um médico de família e comunidade em uma unidade de saúde localizada no centro de uma grande m­etrópole, d­urante uma visita da equipe de Consultório na Rua, atende uma mulher de 18 anos, que é encontrada viven- do em um viaduto. Ela está grávida, aproximadamente no terceiro trimestre (cerca de 32 semanas, segundo seu relato). A paciente não possui documentação, não faz acompanhamento pré-natal e refere não conseguir aces- sar os serviços de saúde devido a situações de violência que enfrentou ao tentar buscar ajuda anteriormente. Ao exame físico, realizado em condições não ideais, obser- vou-se que ela está pálida, com sinais de má nutrição. O exame obstétrico mostrou um útero compatível com a idade gestacional estimada, mas o batimento cardíaco fetal não pôde ser auscultado claramente com o sonar portátil. Quais estratégias intersetoriais poderiam ser i­mple­men­ tadas para assegurar um acompanhamento contínuo e eficaz para essa paciente durante o restante da gestação e no período pós-parto?Gabarito: C

Um médico de família e comunidade em uma unidade de saúde localizada no centro de uma grande m­etrópole, d­urante uma visita da equipe de Consultório na Rua, atende uma mulher de 18 anos, que é encontrada viven- do em um viaduto. Ela está grávida, aproximadamente no terceiro trimestre (cerca de 32 semanas, segundo seu relato). A paciente não possui documentação, não faz acompanhamento pré-natal e refere não conseguir aces- sar os serviços de saúde devido a situações de violência que enfrentou ao tentar buscar ajuda anteriormente. Ao exame físico, realizado em condições não ideais, obser- vou-se que ela está pálida, com sinais de má nutrição. O exame obstétrico mostrou um útero compatível com a idade gestacional estimada, mas o batimento cardíaco fetal não pôde ser auscultado claramente com o sonar portátil. Quais estratégias intersetoriais poderiam ser i­mple­men­ tadas para assegurar um acompanhamento contínuo e eficaz para essa paciente durante o restante da gestação e no período pós-parto?

  • A. Encaminhar a paciente para internação compulsória em uma Comunidade Terapêutica para monitora- mento contínuo devido à alta incidência do uso de drogas em pessoas em situação de rua e pela certe- za da adesão ao plano de cuidado.
  • B. Estabelecer uma parceria entre a unidade de saúde e a sociedade civil para criar uma rede de suporte que não se utilize da UBS e acompanhe a paciente de maneira integrada, garantindo seu parto em uma materni­dade pública.
  • C. Cadastrá-la na UBS mais próxima do viaduto onde dorme, acionar a assistência social e buscar parce- rias com instituições da sociedade civil para garantir a adesão da paciente ao pré-natal, acionando tam- bém o serviço de pré-natal de alto risco.
  • D. Reforçar a importância do pré-natal e responsabili- zar a paciente pela adesão ao tratamento, tomando o cuidado de encaminhá-la ao serviço de pré-natal de alto risco para que seja decidida a necessidade de internação.

Comentário OsceLabs

Gestante em situacao de rua, sem documento e com barreira de acesso por violencia institucional: a resposta correta e a que garante VINCULO e territorio. Cadastrar na UBS mais proxima (o endereco nao pode ser condicao para o cuidado), acionar a assistencia social e articular a sociedade civil, alem de encaminhar ao pre-natal de alto risco (gestacao sem pre-natal, desnutricao e vitalidade fetal duvidosa). Internacao compulsoria (A) fere a autonomia; excluir a UBS da rede (B) rompe a coordenacao do cuidado; e culpabilizar a paciente (D) e o oposto do cuidado integral. Resposta C.

Questão 63Mulher de 40 anos, casada há 15 anos, trabalha como a­uxiliar administrativa e tem dois filhos adolescentes. D­urante uma consulta na Unidade Básica de Saúde para tratar uma dor crônica nas costas, ela revela ao médico, entre divertida e constrangida, que o marido controla seu acesso ao próprio salário para que as contas fiquem sem- pre controladas. Ela gostaria de ter um cartão de crédito, mas o marido alega que isso poderá desregular a vida finan­ceira da família. Questionada, ela expressa que se sent­e ­impotente e gostaria de mudar, mas não vê s­aída, pois depende financeiramente dele para o sustento da casa. Ressalta que não quer que os filhos saibam dessa situa­ção, temendo que isso afete a relação deles com o pai. Considerando a situação apresentada, qual deve ser a conduta do médico de família da UBS?Gabarito: A

Mulher de 40 anos, casada há 15 anos, trabalha como a­uxiliar administrativa e tem dois filhos adolescentes. D­urante uma consulta na Unidade Básica de Saúde para tratar uma dor crônica nas costas, ela revela ao médico, entre divertida e constrangida, que o marido controla seu acesso ao próprio salário para que as contas fiquem sem- pre controladas. Ela gostaria de ter um cartão de crédito, mas o marido alega que isso poderá desregular a vida finan­ceira da família. Questionada, ela expressa que se sent­e ­impotente e gostaria de mudar, mas não vê s­aída, pois depende financeiramente dele para o sustento da casa. Ressalta que não quer que os filhos saibam dessa situa­ção, temendo que isso afete a relação deles com o pai. Considerando a situação apresentada, qual deve ser a conduta do médico de família da UBS?

  • A. Explicar à paciente que o comportamento do marido caracteriza violência patrimonial e orientá-la sobre seus direitos e a possibilidade de buscar ajuda jurí- dica e apoio psicológico, oferecendo-se para desen- volver um plano de segurança financeira junto com a paciente.
  • B. Reconhecer que o comportamento do marido é uma forma de violência patrimonial e encaminhá-la para um assistente social da UBS, que poderá envolver outros membros da equipe, como o psicólogo e a e­nfermeira, para discutir as implicações financeiras e emocionais da situação.
  • C. Sugerir que ela considere abrir uma conta bancária secreta ou procurar um advogado de confiança para garantir que ela tenha acesso ao seu dinheiro, sem a necessidade de envolver a equipe da UBS ou os filhos, preservando, assim, sua autonomia financeira e privacidade.
  • D. Reconhecer a violência patrimonial e ponderar que questões financeiras são comuns em casamentos e que é possível resolver a situação com diálogo. O médico pode sugerir que o casal participe de um aconselhamento financeiro.

Comentário OsceLabs

Controlar o acesso da mulher ao PROPRIO salario e impedir sua autonomia financeira configura VIOLENCIA PATRIMONIAL, uma das cinco formas previstas na Lei Maria da Penha. O papel do medico e nomear a situacao (muitas mulheres nao a reconhecem como violencia), informar direitos, oferecer apoio juridico e psicologico e construir COM ela um plano de seguranca, respeitando seu tempo e sua decisao. Encaminhar sem nomear (B), sugerir solucoes clandestinas isoladas (C) ou naturalizar como desavenca conjugal e propor terapia de casal (D) sao condutas inadequadas diante de violencia. Resposta A.

Questão 64Qual das alternativas a seguir descreve, corretamente, as características da população assistida pela Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil em relação à incidência de transtornos de somatização?Gabarito: D

Qual das alternativas a seguir descreve, corretamente, as características da população assistida pela Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil em relação à incidência de transtornos de somatização?

  • A. Transtornos de somatização são mais frequentes em pessoas que, embora tenham um nível educacional elevado, enfrentam altos níveis de estresse ocupacio- nal, o que pode ser exacerbado pelo ambiente urbano.
  • B. Transtornos de somatização são igualmente preva- lentes entre homens e mulheres na APS, refletindo uma distribuição homogênea dos sintomas psicos- somáticos em diferentes grupos sociais.
  • C. Transtornos de somatização tendem a ser mais diagnosticados em indivíduos com acesso frequente aos serviços de saúde, independentemente do nível socioeconômico, devido à maior sensibilização dos profissionais de saúde.
  • D. Transtornos de somatização são frequentemente o­bservados em mulheres, especialmente aquelas que residem em áreas atendidas pela APS, com maior prevalência associada a questões de saúde mental não psicótica. 20 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Os transtornos de somatizacao sao expressao frequente do sofrimento psiquico na Atencao Primaria e tem perfil epidemiologico bem definido: predominam em MULHERES, em contextos de maior vulnerabilidade socioeconomica, e caminham junto com os transtornos mentais comuns (ansiedade e depressao), ou seja, sofrimento mental nao psicotico. Nao ha distribuicao igual entre os sexos (B), a associacao e com menor e nao maior escolaridade (A), e o diagnostico nao decorre simplesmente de maior frequencia de uso do servico (C). Resposta D.

Questão 65Em uma consulta na UBS, Lívia relata que sua pressão, apesar de estar fazendo o tratamento adequadamente, não está controlada; quando mede, às vezes, está 15 x 10, e outras vezes, 16 x 9. Fala que ela sabe que esses valores são altos e os relaciona a uma dor de cabeça na nuca. Conta que tem dor de cabeça frequentemente, que vai e volta algumas vezes no mês. A dor parece apertar a nuca e, por vezes, desce para ombros, algumas vezes dói moderadamente e, de vez em quando, dói muito, fazendo com que ela não consiga ajeitar a sua própria casa ao chegar do trabalho no final da tarde. Toma dipirona em todas ocasiões em que sente a dor, isso acontece em torno 1-2 ve- zes por semana, no máximo, 6 vezes no mês. Nega qualquer outro sintoma que acompanhe, exceto a pressão alterada. Hoje está com dor leve atrás da cabeça, sem qualquer outro sintoma. No exame físico, não havia qualquer altera- ção, e a PA era de 126 x 86 mmHg. Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que descreve, corretamente, o diagnóstico e o tratamento.Gabarito: C

Em uma consulta na UBS, Lívia relata que sua pressão, apesar de estar fazendo o tratamento adequadamente, não está controlada; quando mede, às vezes, está 15 x 10, e outras vezes, 16 x 9. Fala que ela sabe que esses valores são altos e os relaciona a uma dor de cabeça na nuca. Conta que tem dor de cabeça frequentemente, que vai e volta algumas vezes no mês. A dor parece apertar a nuca e, por vezes, desce para ombros, algumas vezes dói moderadamente e, de vez em quando, dói muito, fazendo com que ela não consiga ajeitar a sua própria casa ao chegar do trabalho no final da tarde. Toma dipirona em todas ocasiões em que sente a dor, isso acontece em torno 1-2 ve- zes por semana, no máximo, 6 vezes no mês. Nega qualquer outro sintoma que acompanhe, exceto a pressão alterada. Hoje está com dor leve atrás da cabeça, sem qualquer outro sintoma. No exame físico, não havia qualquer altera- ção, e a PA era de 126 x 86 mmHg. Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que descreve, corretamente, o diagnóstico e o tratamento.

  • A. É uma cefaleia secundária, e há necessidade de revi- sar os medicamentos para hipertensão arterial sistê- mica para diminuir a pressão.
  • B. É uma cefaleia primária, que exige tratamento profi- lático com antidepressivos, dose baixa e uso de exa- mes de imagem.
  • C. É uma cefaleia primária, que é tratada com anti-infla- matório não esteroidal associado e medidas não far- macológicas, por exemplo, massagem.
  • D. É uma cefaleia crônica diária; deve-se suspender a medicação de uso frequente e pedir diário da dor, com retorno em 15 dias.

Comentário OsceLabs

Dor em aperto na regiao occipital que irradia para os ombros, bilateral, sem nauseas, foto ou fonofobia, sem aura e com exame neurologico normal: cefaleia do tipo TENSIONAL, uma cefaleia PRIMARIA. A frequencia (1 a 2 vezes por semana, ate 6 no mes) nao alcanca o criterio de cefaleia cronica diaria (15 ou mais dias por mes) nem de cefaleia por uso excessivo de analgesico, o que exclui D. O tratamento e analgesico simples ou anti-inflamatorio associado a medidas nao farmacologicas. A PA hoje esta normal: hipertensao leve nao causa cefaleia (A). Resposta C.

Questão 66Adolescente de 16 anos, eutrófico, procura orientações a respeito das formas de proteção própria e de seus parcei- ros contra doenças sexualmente transmissíveis, em es- pecial o HIV. O paciente refere ser homoafetivo e sexual­ mente ativo e relata não utilizar preservativos em todas as relações sexuais, com diferentes parceiros. De acordo com os protocolos atuais do Ministério da Saú- de, qual seria a recomendação para o manejo da infec- ção por HIV nesse paciente?Gabarito: A

Adolescente de 16 anos, eutrófico, procura orientações a respeito das formas de proteção própria e de seus parcei- ros contra doenças sexualmente transmissíveis, em es- pecial o HIV. O paciente refere ser homoafetivo e sexual­ mente ativo e relata não utilizar preservativos em todas as relações sexuais, com diferentes parceiros. De acordo com os protocolos atuais do Ministério da Saú- de, qual seria a recomendação para o manejo da infec- ção por HIV nesse paciente?

  • A. Prescrever profilaxia pré-exposição ao HIV, indicada para adolescentes acima de 15 anos com mais de 35 quilos, sexualmente ativos.
  • B. Orientar que a profilaxia pós-exposição, se neces- sária, deve ser iniciada até uma semana após uma possível exposição ao HIV.
  • C. Informar que a profilaxia pré-exposição só pode ser prescrita com consentimento por escrito do adoles- cente e dos pais responsáveis.
  • D. Informar que a profilaxia pós-exposição com antirre- trovirais deve ser administrada pelos 6 meses subse- quentes à exposição sexual de risco.

Comentário OsceLabs

Adolescente com pratica sexual de risco e uso inconsistente de preservativo tem indicacao de PrEP, que o Ministerio da Saude libera a partir de 15 anos e 35 kg, sem exigir autorizacao dos pais, pois o adolescente tem direito a confidencialidade e ao atendimento desacompanhado (o que derruba C). A profilaxia POS-exposicao deve comecar o mais rapido possivel e no maximo em 72 HORAS, nao em uma semana (B), e dura 28 dias, nao 6 meses (D). Prevencao combinada: PrEP, preservativo, testagem regular e vacinacao. Resposta A.

Questão 67Manuel, um paciente diabético de longa data, veio à UBS hoje porque não está se sentido muito bem; está tonto, com a visão estranha e fazendo mais xixi que o habitual; nega outras queixas. Veio, também, porque iniciou o uso de insulina NPH, há 10 dias, e precisa fazer o controle glicêmico na UBS. Foi encaminhado para a sala de ava- liação, onde foi feita a medida da sua glicemia – sendo encontrado o valor de 288 mg/dL – realizado um exame na sua urina, cujo resultado foi cetonúria negativa. Diante desse quadro, qual alternativa descreve a conduta acertada?Gabarito: B

Manuel, um paciente diabético de longa data, veio à UBS hoje porque não está se sentido muito bem; está tonto, com a visão estranha e fazendo mais xixi que o habitual; nega outras queixas. Veio, também, porque iniciou o uso de insulina NPH, há 10 dias, e precisa fazer o controle glicêmico na UBS. Foi encaminhado para a sala de ava- liação, onde foi feita a medida da sua glicemia – sendo encontrado o valor de 288 mg/dL – realizado um exame na sua urina, cujo resultado foi cetonúria negativa. Diante desse quadro, qual alternativa descreve a conduta acertada?

  • A. A médica responsável pelo paciente deve encami- nhá-lo para atendimento em serviço emergência, pois a glicemia está maior que 250 mg/dL.
  • B. Deve-se administrar insulina regular, com dose equi- valente a 10% da dose total usada pelo paciente, se possível, hidratar, mesmo que oralmente, e reavaliar a glicemia em 4 horas.
  • C. Deve-se administrar insulina NPH, com dose equi- valente a 10% da dose usada pelo paciente, hidratar com soro fisiológico a 0,9% intravenoso e reavaliar a glicemia em 4 horas.
  • D. Devem-se avaliar sinais de desidratação e cetose; caso não sejam encontrados, deve-se hidratar o paciente com soro fisiológico a 0,9% intravenoso e reavaliar a glicemia em 30 minutos. 21 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Hiperglicemia sintomatica (poliuria, tontura, visao turva) de 288 mg/dL, mas com CETONURIA NEGATIVA e sem sinais de desidratacao grave: nao e cetoacidose e nao precisa de emergencia (A). O manejo na propria UBS e insulina REGULAR (de acao rapida, unica capaz de corrigir agora) em dose de correcao de cerca de 10% da dose diaria total, hidratacao, mesmo por via oral, e reavaliacao da glicemia em 4 horas, tempo compativel com o pico da regular. NPH (C) e insulina basal, inadequada para correcao aguda, e reavaliar em 30 minutos (D) nao permite efeito. Resposta B.

Questão 68Uma paciente com transtorno por uso de álcool chega a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) solicitando apoio para ficar abstinente. Cristiane tem 42 anos, é mãe, está desempregada, faz uso de álcool desde os 16 anos; ela conta que aumentou o consumo perto dos 35 anos e, desde então, faz uso diariamente e ao longo de todo o dia, com maior consumo à noite. Faz 10 dias que vem diminuindo, estando há 2 dias sem beber, mas não está se sentido bem; tem insônia, náusea e inquietação, e por isso buscou ajuda. Nega febre, suor, tremor e sintomas psicóticos. É a terceira vez que tenta parar. Nas outras vezes, tentou sozinha e não conseguiu, mas não teve problemas graves de saúde. Não costuma ir à sua UBS de referência e tem receio do que as pessoas podem falar. Na avaliação, a equipe usou o Alcohol Use Disro- ders Identification Test (AUDIT). O escore da paciente nesse teste foi de 24 pontos, indicando provável transtor- no por uso de álcool de moderado a grave. Adote: CAGE – sigla formada pelas iniciais em inglês das palavras-chaves das perguntas de um instrumento utilizado para avaliar uso de álcool (cutdown, annoyed, guilty e eye-opened). Qual das alternativas a seguir descreve a conduta correta do CAPS frente ao caso?Gabarito: D

Uma paciente com transtorno por uso de álcool chega a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) solicitando apoio para ficar abstinente. Cristiane tem 42 anos, é mãe, está desempregada, faz uso de álcool desde os 16 anos; ela conta que aumentou o consumo perto dos 35 anos e, desde então, faz uso diariamente e ao longo de todo o dia, com maior consumo à noite. Faz 10 dias que vem diminuindo, estando há 2 dias sem beber, mas não está se sentido bem; tem insônia, náusea e inquietação, e por isso buscou ajuda. Nega febre, suor, tremor e sintomas psicóticos. É a terceira vez que tenta parar. Nas outras vezes, tentou sozinha e não conseguiu, mas não teve problemas graves de saúde. Não costuma ir à sua UBS de referência e tem receio do que as pessoas podem falar. Na avaliação, a equipe usou o Alcohol Use Disro- ders Identification Test (AUDIT). O escore da paciente nesse teste foi de 24 pontos, indicando provável transtor- no por uso de álcool de moderado a grave. Adote: CAGE – sigla formada pelas iniciais em inglês das palavras-chaves das perguntas de um instrumento utilizado para avaliar uso de álcool (cutdown, annoyed, guilty e eye-opened). Qual das alternativas a seguir descreve a conduta correta do CAPS frente ao caso?

  • A. Aplicar também o CAGE, solicitar exames e iniciar o tratamento com inibidores da recaptação de seroto- nina associados a benzodiazepínicos, além de enca- minhar para Unidade Básica de Saúde para demais cuidados.
  • B. Deve acolher, ouvir a história da paciente e encami- nhá-la para cuidado longitudinal na Atenção Primária à Saúde (APS), pois ela deve entrar no sistema de saúde por intermédio da APS e, se necessário, ser encaminhada.
  • C. Reconhecer a gravidade do caso pelos sinais de abstinência e, a partir do diagnóstico, encaminhar para serviço de emergência para atendimento ini- cial, organizando internação breve para tratamento posterior.
  • D. Deve fazer observação por algumas horas, avaliar rede de apoio, introduzir Diazepam de até 10 mg de 8/8 horas e tiamina 100 mg IM por 5 dias, orientar sinais de alerta e marcar retorno breve para reava- liação do caso.

Comentário OsceLabs

Sindrome de abstinencia alcoolica LEVE: insonia, nausea e inquietacao, sem tremor, sudorese, febre, convulsao ou alucinacao, e sem historico de complicacoes graves nas tentativas anteriores. O CAPS e servico de porta aberta e pode conduzir o caso: observar por algumas horas, avaliar rede de apoio, prescrever benzodiazepinico (diazepam) e TIAMINA (prevenindo Wernicke, sempre antes de glicose) e agendar retorno breve com sinais de alerta. Encaminhar de volta a APS (B) ou a emergencia (C) burocratiza; ISRS (A) nao trata abstinencia. Resposta D.

Questão 69Assinale a alternativa que indica, corretamente, caracte- rísticas importante para que um ensaio clínico randomi- zado seja considerado como bem conduzido.Gabarito: A

Assinale a alternativa que indica, corretamente, caracte- rísticas importante para que um ensaio clínico randomi- zado seja considerado como bem conduzido.

  • A. Os grupos de comparação foram semelhantes em termos de características basais no início do estudo.
  • B. A seleção de participantes tenha ocorrido a partir de um único centro de pesquisa.
  • C. A análise tenha sido feita apenas a partir dos dados dos participantes que aderiram até o final do estudo aos tratamentos selecionados para os grupos.
  • D. Os resultados terem sido publicados em uma revista científica de alto impacto.

Comentário OsceLabs

O objetivo da randomizacao e produzir grupos COMPARAVEIS: a semelhanca das caracteristicas basais (a tabela 1 de qualquer ensaio) e justamente a evidencia de que a alocacao funcionou e de que o efeito observado nao decorre de confundimento. Estudo unicentrico (B) nao e criterio de qualidade e ate reduz a validade externa; analisar apenas quem completou o protocolo (C) e analise per protocol, que quebra a randomizacao (o correto e intencao de tratar); e o impacto da revista (D) nao mede o rigor metodologico. Resposta A.

Questão 70Sobre revisão sistemática e meta-análise, assinale a ­alternativa correta.Gabarito: C

Sobre revisão sistemática e meta-análise, assinale a ­alternativa correta.

  • A. Revisão sistemática e meta-análise têm o mesmo significado do ponto de vista de metodologia da p­esquisa.
  • B. Os estudos selecionados das bases de dados, nos quais forem observados vieses, devem ser sistema­ ticamente excluídos.
  • C. Em uma meta-análise, a estimativa sumária final do efeito considera o peso de cada estudo, levando em conta a precisão de seu resultado.
  • D. A presença de heterogeneidade entre os estudos inva- lida o cálculo da estimativa sumário da meta-análise.

Comentário OsceLabs

Na meta-analise, os estudos NAO entram com o mesmo peso: cada um contribui proporcionalmente a sua precisao, tipicamente pelo inverso da variancia, de modo que estudos maiores e com intervalos de confianca mais estreitos dominam a estimativa sumaria. Revisao sistematica e meta-analise nao sao sinonimos (A): a primeira e o metodo de busca e sintese, a segunda e a combinacao estatistica opcional. Vieses sao avaliados e ponderados, nao excluidos automaticamente (B). Heterogeneidade nao invalida a analise (D): trata-se com modelo de efeitos aleatorios e meta-regressao. Resposta C.

Questão 71Os registros de exame físico e dados antropométricos de todos os calouros da turma de universitários de 1970 f­oram periodicamente coletados, armazenados e avalia- dos, em 2022, com o objetivo de verificar se seus pesos e alturas estariam associados ao desenvolvimento de d­oença cardiovascular. Esse estudo é um exemplo de:Gabarito: A

Os registros de exame físico e dados antropométricos de todos os calouros da turma de universitários de 1970 f­oram periodicamente coletados, armazenados e avalia- dos, em 2022, com o objetivo de verificar se seus pesos e alturas estariam associados ao desenvolvimento de d­oença cardiovascular. Esse estudo é um exemplo de:

  • A. estudo de coorte retrospectiva.
  • B. estudo transversal.
  • C. estudo caso-controle.
  • D. estudo adaptativo. 22 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

A exposicao (peso e altura) foi registrada em 1970 e o desfecho (doenca cardiovascular) foi avaliado em 2022: ha seguimento de uma coorte ao longo do tempo, no sentido exposicao para desfecho, mas usando dados ja coletados no passado. Isso e a coorte RETROSPECTIVA (ou historica). O transversal (B) mede exposicao e desfecho no mesmo instante, sem seguimento; o caso-controle (C) parte do desfecho e olha para tras em busca da exposicao; e o desenho adaptativo (D) e de ensaios clinicos, com regras de modificacao pre-especificadas. Resposta A.

Questão 72Em um ensaio clínico controlado, o planejamento de ­delineamento de cross-overGabarito: C

Em um ensaio clínico controlado, o planejamento de ­delineamento de cross-over

  • A. elimina a necessidade de randomização.
  • B. requer randomização estratificada.
  • C. deve considerar um possível efeito residual da pri- meira intervenção.
  • D. aumenta a validade externa dos resultados.

Comentário OsceLabs

No delineamento cross-over cada participante e seu proprio controle, recebendo as duas intervencoes em sequencia. O risco especifico desse desenho e o efeito CARRY-OVER, isto e, o efeito residual da primeira intervencao contaminando o segundo periodo, controlado com um intervalo de washout e com a randomizacao da ORDEM. A randomizacao continua necessaria, agora da sequencia (A e falsa); nao exige estratificacao (B); e o desenho e mais util em doencas cronicas e estaveis, sem ganho automatico de validade externa (D). Resposta C.

Questão 73Maria, 45 anos, vem à consulta relatando dores genera­ lizadas há mais de oito meses, além de sensação de fa­ diga e sono não reparador. Ela já foi a vários especialistas e realizou múltiplos exames, os quais trouxe à consulta, todos avaliados como normais, incluindo alguns autoan- ticorpos e provas de atividade inflamatória. Maria chora e expressa preocupação de que os médicos não estão levando suas queixas a sério. Durante o exame físico, percebe-se que Maria tem sensibilidade dolorosa difusa à palpação muscular e articular, mas não se notam sinais inflamatórios articulares. Ao aplicar o método clínico centrado na pessoa, qual deve ser a primeira abordagem?Gabarito: C

Maria, 45 anos, vem à consulta relatando dores genera­ lizadas há mais de oito meses, além de sensação de fa­ diga e sono não reparador. Ela já foi a vários especialistas e realizou múltiplos exames, os quais trouxe à consulta, todos avaliados como normais, incluindo alguns autoan- ticorpos e provas de atividade inflamatória. Maria chora e expressa preocupação de que os médicos não estão levando suas queixas a sério. Durante o exame físico, percebe-se que Maria tem sensibilidade dolorosa difusa à palpação muscular e articular, mas não se notam sinais inflamatórios articulares. Ao aplicar o método clínico centrado na pessoa, qual deve ser a primeira abordagem?

  • A. Informar à paciente que, apesar de todos os exames normais, os sintomas indicam claramente uma fibro- mialgia e iniciar o tratamento com antidepressivos tricí- clicos e relaxantes musculares.
  • B. Explorar detalhadamente os sintomas e solicitar novos exames com perfil completo de autoanticorpos para melhor abordar a preocupação de Maria e confirmar o diagnóstico com segurança.
  • C. Investigar como Maria está vivenciando esses sinto- mas, seus medos, expectativas e impacto na sua rotina de vida e, somente então, discutir possíveis estratégias para manejo conjunto dos sintomas.
  • D. Encaminhar a paciente para um especialista em reu- matologia, considerando o tempo de duração dos sin- tomas, o que colabora para a possibilidade de uma condição autoimune não detectada.

Comentário OsceLabs

O metodo clinico centrado na pessoa comeca por explorar simultaneamente a DOENCA e a EXPERIENCIA da pessoa adoecer: sentimentos, ideias sobre o que esta acontecendo, expectativas em relacao ao cuidado e impacto na funcionalidade. Maria ja sinaliza que se sente desacreditada, e acolher isso e o primeiro passo para o plano conjunto. Entregar o diagnostico e a receita de imediato (A) atropela a agenda dela; repetir exames normais (B) alimenta a iatrogenia e a ansiedade; e encaminhar (D) reforca a fragmentacao que ja falhou. Resposta C.

Questão 74Em junho de 2024, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,9%, a menor taxa desde 2015. Segundo dados do IBGE, o número de empregados no setor privado também foi o máximo já registrado, 52,2 milhões, im- pulsionado por novos recordes do total de trabalhado- res com carteira assinada (38,4 milhões) e sem carteira (13,8 milhões). A taxa de informalidade, que inclui empre- gados sem carteira assinada, empregadores sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar, ficou em 38,6% do total de ocupados no país. (https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-07/ desemprego-cai-para-69-menor-indice-do-trimestre-desde- -2014#:~:text=A%20taxa%20de%20informalidade%2C %20que,no%20mesmo%20trimestre%20de%202023) Considerando a história do sistema de saúde no Brasil e a relevância desse contexto para a oferta de serviços de saúde, como seria a situação de acesso à saúde pública para a população de trabalhadores formais e informais citada na notícia antes da criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988?Gabarito: B

Em junho de 2024, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,9%, a menor taxa desde 2015. Segundo dados do IBGE, o número de empregados no setor privado também foi o máximo já registrado, 52,2 milhões, im- pulsionado por novos recordes do total de trabalhado- res com carteira assinada (38,4 milhões) e sem carteira (13,8 milhões). A taxa de informalidade, que inclui empre- gados sem carteira assinada, empregadores sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar, ficou em 38,6% do total de ocupados no país. (https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-07/ desemprego-cai-para-69-menor-indice-do-trimestre-desde- -2014#:~:text=A%20taxa%20de%20informalidade%2C %20que,no%20mesmo%20trimestre%20de%202023) Considerando a história do sistema de saúde no Brasil e a relevância desse contexto para a oferta de serviços de saúde, como seria a situação de acesso à saúde pública para a população de trabalhadores formais e informais citada na notícia antes da criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988?

  • A. Ambas as populações mencionadas teriam o mesmo acesso à saúde que têm atualmente, pois o direito à saúde pública sempre foi garantido a todos os traba- lhadores, independentemente de serem formais ou informais.
  • B. A população de trabalhadores informais enfrentaria dificuldades significativas para acessar serviços, já que o sistema público de saúde era focado em traba- lhadores formais com carteira assinada, excluindo, na maior parte, os informais.
  • C. Ambas as populações mencionadas teriam o mesmo acesso à saúde que têm atualmente, pois o direito à saúde pública sempre foi garantido a todos os cida- dãos brasileiros, sendo sua oferta organizada pelo SUS.
  • D. A oferta de serviços para trabalhadores informais ficava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), enquanto os formais tinham a garantia de planos de saúde por seus empregadores. 23 FEAE2401/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Antes da Constituicao de 1988, a assistencia medica publica era PREVIDENCIARIA: o INAMPS atendia apenas o trabalhador formal, com carteira assinada e contribuinte, e seus dependentes. Quem estava na informalidade ficava fora do sistema e dependia da caridade das Santas Casas e da filantropia, alem de acoes pontuais de saude publica (campanhas e vacinacao). A universalidade e a integralidade so chegam com o SUS, que rompe justamente esse vinculo entre trabalho formal e direito a saude, o que torna A, C e D incorretas. Resposta B.

Questão 75Durante uma reunião da equipe de APS, a enfermeira relata o caso de um paciente com diabetes não contro- lado, que frequentemente busca atendimento no pronto- -socorro por complicações agudas. A equipe decide discutir como otimizar o cuidado desse paciente e de outros com situação semelhante. Com base no conceito de rede de atenção à saúde, qual seria a estratégia mais eficaz para evitar novas interna- ções e melhorar o controle da doença?Gabarito: C

Durante uma reunião da equipe de APS, a enfermeira relata o caso de um paciente com diabetes não contro- lado, que frequentemente busca atendimento no pronto- -socorro por complicações agudas. A equipe decide discutir como otimizar o cuidado desse paciente e de outros com situação semelhante. Com base no conceito de rede de atenção à saúde, qual seria a estratégia mais eficaz para evitar novas interna- ções e melhorar o controle da doença?

  • A. Organizar uma abordagem centralizada na APS, com ênfase em consultas frequentes e acompanha- mento exclusivo pela sua equipe de forma a abordar os determinantes sociais da saúde.
  • B. Garantir que o paciente seja encaminhado para o nível secundário de atenção à saúde, para aten- dimento por um especialista em endocrinologia e melhor manejo medicamentoso do caso.
  • C. Estabelecer uma linha de cuidado que coordene e monitore o estado de saúde do paciente, desde a atenção primária à saúde até os serviços especiali- zados, quando necessário.
  • D. Estabelecer um protocolo clínico que facilite o acesso aos demais níveis da rede de atenção à saúde para todos os pacientes com múltiplas internações por complicações agudas. Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

O conceito de rede de atencao a saude se materializa na LINHA DE CUIDADO: um itinerario pactuado que coordena o paciente da atencao primaria ate os servicos especializados e hospitalares e de volta, com responsabilidade compartilhada e monitoramento continuo. E o que evita a reinternacao por complicacao aguda. Concentrar tudo na APS sem articulacao (A) ou apenas encaminhar ao especialista (B) fragmentam o cuidado, e a APS perde a coordenacao. Um protocolo de acesso (D) e ferramenta pontual, nao a estrategia de rede. Resposta C.

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Outras edições — Einstein

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