Prova de Residência Médica Einstein 2026 (R1) com gabarito (PDF)

Abaixo você baixa o caderno e o gabarito da edição 2026 (R1) — de graça, sem cadastro.

objetiva

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Prova comentada, questão a questão

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Questão 1Prova escrita objetiva (Teórica) ACESSO DIRETO Programas: Anestesiologia | Cirurgia Geral | Clínica Médica | Ginecologia e Obstetrícia | Medicina de Emergência | Medicina de Família e Comunidade | Medicina Intensiva | Neurologia | Ortopedia e Traumatologia | Patologia Clínica e Medicina Laboratorial | Pediatria | Psiquiatria | Radiologia e Diagnóstico por Imagem Você recebeu sua folha de respostas e este caderno contendo 75 questões objetivas. Confira seus dados impressos na capa deste caderno e na folha de respostas. Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta imperfeições. Caso haja algum problema, informe ao fiscal da sala para a devida substituição desse caderno. Leia cuidadosamente todas as questões e escolha a resposta que você considera correta. Marque, na folha de respostas, com caneta de tinta preta, a letra correspondente à alternativa que você escolheu. A duração da prova é de 4 horas, já incluído o tempo para o preenchimento da folha de respostas. Só será permitida a saída definitiva da sala e do prédio após transcorridas 2 horas do início da prova. Deverão permanecer em cada uma das salas de prova os 3 últimos candidatos, até que o último deles entregue sua prova e assine o termo respectivo. Ao sair, você entregará ao fiscal a folha de respostas e este caderno. Até que você saia do prédio, todas as proibições e orientações continuam válidas. Aguarde a ordem do fiscal para abrir este caderno. Confidencial até o momento da aplicação. 3 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. Clínica MédicaGabarito: C

Prova escrita objetiva (Teórica) ACESSO DIRETO Programas: Anestesiologia | Cirurgia Geral | Clínica Médica | Ginecologia e Obstetrícia | Medicina de Emergência | Medicina de Família e Comunidade | Medicina Intensiva | Neurologia | Ortopedia e Traumatologia | Patologia Clínica e Medicina Laboratorial | Pediatria | Psiquiatria | Radiologia e Diagnóstico por Imagem Você recebeu sua folha de respostas e este caderno contendo 75 questões objetivas. Confira seus dados impressos na capa deste caderno e na folha de respostas. Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta imperfeições. Caso haja algum problema, informe ao fiscal da sala para a devida substituição desse caderno. Leia cuidadosamente todas as questões e escolha a resposta que você considera correta. Marque, na folha de respostas, com caneta de tinta preta, a letra correspondente à alternativa que você escolheu. A duração da prova é de 4 horas, já incluído o tempo para o preenchimento da folha de respostas. Só será permitida a saída definitiva da sala e do prédio após transcorridas 2 horas do início da prova. Deverão permanecer em cada uma das salas de prova os 3 últimos candidatos, até que o último deles entregue sua prova e assine o termo respectivo. Ao sair, você entregará ao fiscal a folha de respostas e este caderno. Até que você saia do prédio, todas as proibições e orientações continuam válidas. Aguarde a ordem do fiscal para abrir este caderno. Confidencial até o momento da aplicação. 3 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. Clínica Médica

Comentário OsceLabs

O texto arquivado desta questao corresponde apenas a folha de capa do caderno (instrucoes ao candidato), sem enunciado clinico nem alternativas recuperaveis. Nao ha, portanto, conteudo medico a comentar: o item nao pode ser reconstruido a partir do material disponivel. Fica registrado apenas o gabarito oficial divulgado pela banca, sem qualquer analise de merito. Resposta C.

Questão 2Sobre a apresentação e o diagnóstico de artropatias induzidas por cristais, todas as alternativas estão cor- retas, exceto:Gabarito: C

Sobre a apresentação e o diagnóstico de artropatias induzidas por cristais, todas as alternativas estão cor- retas, exceto:

  • A. a cervicalgia aguda, associada a restrição de motrici- dade, com achado tomográfico compatível com sín- drome de dente coroado é suficiente para diagnóstico de doença por depósito de pirofosfato de cálcio.
  • B. a artropatia destrutiva de ombro com lesão de man- guito rotador em mulheres idosas é compatível com doença de depósito de hidroxiapatita, devendo ser confirmada por artrocentese.
  • C. a artrite aguda da primeira metatarsofalangiana é suficiente para o diagnóstico de gota, dispensando a avaliação por exame de imagem ou artrocentese.
  • D. a doença por depósito de cristais de oxalato é rara, devendo causar suspeita em pacientes portadores de doença renal crônica em hemodiálise com artrite, com necessidade de artrocentese para confirmação.

Comentário OsceLabs

Questao de 'exceto'. A artrite aguda da 1a metatarsofalangiana (podagra) e altamente sugestiva de gota, mas nao dispensa confirmacao: o padrao-ouro segue sendo a identificacao de cristais de urato monossodico na artrocentese, e a US/DECT ajuda quando a puncao nao e viavel. Sindrome do dente coroado na TC fecha doenca por pirofosfato (A); ombro de Milwaukee em idosa sugere hidroxiapatita (B); oxalose e rara e ligada a DRC dialitica (D). Resposta C.

Questão 3Uma paciente de 67 anos, do sexo feminino, está inter- nada em leito de enfermaria para tratamento de infec- ção urinária complicada. Ao 5o dia de internação, inicia novo quadro febril (T: 38,2 ºC), associado a taquipneia (FR: 24 ipm) e taquicardia (FC: 110 bpm), normotensa (PA: 136 x 79 mmHg) e bem perfundida, além de ausculta com estertores crepitantes em base esquerda do tórax. Submetida a tomografia computadorizada, com achado compatível com processo infeccioso broncopneumônico multifocal. Foi escalonada antibioticoterapia de ceftriaxo- ne para cefepime e vancomicina. Quanto ao restante da investigação complementar, pode- -se afirmar, exceto:Gabarito: B

Uma paciente de 67 anos, do sexo feminino, está inter- nada em leito de enfermaria para tratamento de infec- ção urinária complicada. Ao 5o dia de internação, inicia novo quadro febril (T: 38,2 ºC), associado a taquipneia (FR: 24 ipm) e taquicardia (FC: 110 bpm), normotensa (PA: 136 x 79 mmHg) e bem perfundida, além de ausculta com estertores crepitantes em base esquerda do tórax. Submetida a tomografia computadorizada, com achado compatível com processo infeccioso broncopneumônico multifocal. Foi escalonada antibioticoterapia de ceftriaxo- ne para cefepime e vancomicina. Quanto ao restante da investigação complementar, pode- -se afirmar, exceto:

  • A. a coleta de swab nasal para pesquisa de staphylo- coccus resistente a meticilina pode ajudar no des- calonamento antimicrobiano.
  • B. a coleta de painel molecular para vírus respiratórios não está recomendada, pois não mudará a terapia instituída.
  • C. é oportuna a coleta de procalcitonina e seu moni- toramento para auxiliar na avaliação de resposta antimicrobiana.
  • D. a coleta de culturas é recomendada, mesmo que a paciente não desenvolva sepse.

Comentário OsceLabs

Questao de 'exceto'. O painel molecular para virus respiratorios E recomendado: identificar influenza/SARS-CoV-2 muda a terapia (antiviral) e permite descalonar antibioticos, alem de orientar precaucoes. As demais estao corretas: swab nasal para MRSA tem alto valor preditivo negativo e autoriza suspender vancomicina; procalcitonina seriada auxilia a monitorar resposta e encurtar antibiotico; culturas devem ser colhidas mesmo sem sepse. Resposta B.

Questão 4Mulher de 50 anos, sem comorbidades, comparece à consulta de rotina para saber sobre exames para rastreio de câncer de cólon. Está assintomática, mas preocupa- da, pois seu pai foi diagnosticado com câncer de color- retal aos 65 anos. O exame físico na consulta é normal. Qual das seguintes estratégias é a mais apropriada para esta paciente?Gabarito: C

Mulher de 50 anos, sem comorbidades, comparece à consulta de rotina para saber sobre exames para rastreio de câncer de cólon. Está assintomática, mas preocupa- da, pois seu pai foi diagnosticado com câncer de color- retal aos 65 anos. O exame físico na consulta é normal. Qual das seguintes estratégias é a mais apropriada para esta paciente?

  • A. Colonoscopia de rastreamento agora e repetir a cada 5 anos pelo histórico familiar.
  • B. Colonoscopia aos 55 anos e repetir a cada 10 anos, caso o resultado seja normal.
  • C. Pesquisa de sangue oculto imunológica anual, como alternativa válida à colonoscopia.
  • D. Sigmoidoscopia flexível a cada 2 anos, combinada com pesquisa de sangue oculto. 4 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Parente de 1o grau com cancer colorretal diagnosticado aos 65 anos (>= 60 anos) NAO configura risco aumentado: a paciente segue como risco habitual. Nessa condicao, sangue oculto imunoquimico (FIT) anual e estrategia validada e alternativa legitima a colonoscopia. Colonoscopia a cada 5 anos (A) so quando o parente foi diagnosticado antes dos 60 ou ha dois parentes de 1o grau; adiar para 55 anos (B) atrasa o rastreio; sigmoidoscopia e a cada 5-10 anos, nao 2 (D). Resposta C.

Questão 5Uma mulher de 58 anos apresenta dor lombar crônica após múltiplas cirurgias de coluna. Está em uso de oxi- codona oral 40 mg/dia há 9 meses, e relata que inicial- mente obteve bom alívio, mas agora apresenta aumento progressivo da dor difusa, incluindo nos membros supe- riores, com piora da sensibilidade dolorosa mesmo a es- tímulos leves. Ela está ansiosa e relata dificuldade para dormir por conta da dor. Ao exame físico: pressão arterial e frequência cardíaca normais, exame neurológico sem déficits focais, mas queixa-se de dor difusa no corpo com sensação de queimação aos mínimos estímulos, como trocar de roupa. Qual é a conduta mais apropriada neste momento?Gabarito: D

Uma mulher de 58 anos apresenta dor lombar crônica após múltiplas cirurgias de coluna. Está em uso de oxi- codona oral 40 mg/dia há 9 meses, e relata que inicial- mente obteve bom alívio, mas agora apresenta aumento progressivo da dor difusa, incluindo nos membros supe- riores, com piora da sensibilidade dolorosa mesmo a es- tímulos leves. Ela está ansiosa e relata dificuldade para dormir por conta da dor. Ao exame físico: pressão arterial e frequência cardíaca normais, exame neurológico sem déficits focais, mas queixa-se de dor difusa no corpo com sensação de queimação aos mínimos estímulos, como trocar de roupa. Qual é a conduta mais apropriada neste momento?

  • A. Aumentar a dose de oxicodona para contornar a pro- vável tolerância ao opioide.
  • B. Manter a dose de oxicodona e associar antidepressi- vo tricíclico como medicação adjuvante para controle da dor.
  • C. Prescrever benzodiazepínico associado para reduzir a ansiedade relacionada à dor e trocar a oxicodona por morfina.
  • D. Considerar redução da oxicodona e associar gaba- pentina para auxiliar o controle da dor.

Comentário OsceLabs

Piora progressiva da dor sob opioide cronico, com dor DIFUSA que se estende para alem do sitio original e alodinia a estimulos leves: o quadro e hiperalgesia induzida por opioide, nao tolerancia simples. A conduta e reduzir o opioide e otimizar adjuvantes (gabapentinoides, antidepressivos, medidas nao farmacologicas). Aumentar a dose (A) alimenta o circulo vicioso; manter a dose (B) nao trata a causa; benzodiazepinico com opioide (C) so soma risco de depressao respiratoria. Resposta D.

Questão 6Homem de 58 anos, com diabetes mellitus tipo 2 há 10 anos, apresenta pressão arterial de 150 x 92 mmHg em exame de monitorização ambulatorial de pressão arterial 24 horas. Não há história de doença cardiovas- cular prévia. Exames mostram função renal preservada (TFG > 60 mL/min/1,73 m2) e microalbuminúria positiva. Qual a melhor conduta inicial, além de terapia de estilo de vida, para o controle da hipertensão neste paciente?Gabarito: C

Homem de 58 anos, com diabetes mellitus tipo 2 há 10 anos, apresenta pressão arterial de 150 x 92 mmHg em exame de monitorização ambulatorial de pressão arterial 24 horas. Não há história de doença cardiovas- cular prévia. Exames mostram função renal preservada (TFG > 60 mL/min/1,73 m2) e microalbuminúria positiva. Qual a melhor conduta inicial, além de terapia de estilo de vida, para o controle da hipertensão neste paciente?

  • A. Iniciar betabloqueador em monoterapia, pela prote- ção cardiovascular.
  • B. Iniciar diurético tiazídico em monoterapia, pela boa eficácia em idosos.
  • C. Iniciar um inibidor da ECA e um bloqueador de canal de cálcio.
  • D. Adiar tratamento farmacológico e recomendar ape- nas terapia de estilo de vida. 5 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Diabetico com PA de 150x92 mmHg na MAPA esta em hipertensao estagio 2 e com microalbuminuria: as diretrizes atuais indicam ja iniciar terapia combinada, de preferencia IECA (ou BRA, pela nefroprotecao/antiproteinuria) associado a bloqueador de canal de calcio. Betabloqueador (A) nao e primeira linha sem indicacao compelidora; tiazidico isolado (B) nao cobre a proteinuria e e insuficiente no estagio 2; adiar farmaco (D) e inaceitavel com lesao renal ja instalada. Resposta C.

Questão 7Em relação à diferenciação dos tipos de BAV de 2o grau, assinale a alternativa correta.Gabarito: A

Em relação à diferenciação dos tipos de BAV de 2o grau, assinale a alternativa correta.

  • A. No BAV de 2o grau Mobitz I (Wenckebach), olhan- do a onda p bloqueada, há intervalo PR maior no batimento conduzido antes que no batimento con- duzido depois.
  • B. No BAV de 2o grau Mobitz II, o intervalo PR se alonga progressivamente antes do bloqueio.
  • C. No BAV 2:1, é sempre possível distinguir se se trata de Mobitz I ou Mobitz II apenas pelo ECG de repouso.
  • D. O BAV Mobitz I é geralmente mais grave e tem maior risco de evolução para bloqueio total que o Mobitz II.

Comentário OsceLabs

Truque classico do ECG: no Mobitz I (Wenckebach) o PR alonga progressivamente e 'reseta' apos a pausa — logo, olhando a onda P bloqueada, o PR do batimento conduzido ANTES dela e maior que o do batimento conduzido depois. B inverte os conceitos (o alongamento progressivo e do Mobitz I, nao do II). No BAV 2:1 (C) e impossivel distinguir Mobitz I de II apenas pelo ECG de repouso, pois nao ha dois PR consecutivos para comparar. Mobitz II e que e mais grave (D). Resposta A.

Questão 8O médico atendeu um paciente na sala vermelha para o qual fez a hipótese principal de tromboembolismo pul- monar. Nenhuma medida ou exame foi feito ainda. Quais são os exames e medicações iniciais indicadas de acor- do com a estratificação de risco por escore na suspeita de tromboembolismo pulmonar?Gabarito: B

O médico atendeu um paciente na sala vermelha para o qual fez a hipótese principal de tromboembolismo pul- monar. Nenhuma medida ou exame foi feito ainda. Quais são os exames e medicações iniciais indicadas de acor- do com a estratificação de risco por escore na suspeita de tromboembolismo pulmonar?

  • A. Pacientes de baixo risco pré-teste têm indicação de enoxaparina 1 mg/kg SC e realização de dímero-D.
  • B. Pacientes de médio risco pré-teste têm indicação de enoxaparina 1 mg/kg SC e realização de dímero-D.
  • C. Pacientes de alto risco pré-teste têm indicação de enoxaparina 1,5 mg/kg SC e realização de dímero-D.
  • D. Pacientes de médio risco pré-teste, com PERC posi- tivo, têm indicação de enoxaparina 1,5 mg/kg SC e angiotomografia de aorta.

Comentário OsceLabs

Na suspeita de TEP a estratificacao pre-teste (Wells/Genebra) comanda tudo. Risco intermediario: colhe-se dimero-D e, como a investigacao se prolonga, ja se anticoagula empiricamente com enoxaparina 1 mg/kg SC 12/12h se nao houver contraindicacao. Baixo risco (A) resolve-se com PERC/dimero-D, sem anticoagular antes de confirmar. Alto risco (C) dispensa dimero-D — vai direto a angio-TC de TORAX. E o exame nunca e angio-TC de aorta (D). Resposta B.

Questão 9Paciente de 26 anos apresenta-se ao pronto atendimen- to com quadro de cefaleia há 3 dias, náuseas e febre, sem outros sintomas associados. Nega comorbidades ou medicações de uso habitual. Não apresenta altera- ções nos sinais vitais, além da elevação da temperatura. Não apresenta rigidez de nuca, Kernig e Brudzinski são negativos. Relata piora da cefaleia após mexer a cabeça horizontalmente por alguns segundos. Hemograma sem alterações. Realizado LCR com o seguinte resultado: celularidade: 153 leucócitos/microL com predomínio de linfócitos, 0 hemácia. Não há alteração em lactato, glicose ou proteína. Considerando as hipóteses diagnósticas mais prováveis, qual a conduta correta para o caso?Gabarito: A

Paciente de 26 anos apresenta-se ao pronto atendimen- to com quadro de cefaleia há 3 dias, náuseas e febre, sem outros sintomas associados. Nega comorbidades ou medicações de uso habitual. Não apresenta altera- ções nos sinais vitais, além da elevação da temperatura. Não apresenta rigidez de nuca, Kernig e Brudzinski são negativos. Relata piora da cefaleia após mexer a cabeça horizontalmente por alguns segundos. Hemograma sem alterações. Realizado LCR com o seguinte resultado: celularidade: 153 leucócitos/microL com predomínio de linfócitos, 0 hemácia. Não há alteração em lactato, glicose ou proteína. Considerando as hipóteses diagnósticas mais prováveis, qual a conduta correta para o caso?

  • A. Manter antibioticoterapia endovenosa por 48 horas, mesmo considerando o provável caso de meningite viral, enquanto aguarda resultado de culturas e pai- nel molecular (quando disponível no serviço).
  • B. Orientar alta hospitalar com anti-inflamatórios não esteroidais para tratamento de cefaleia, pois o exa- me físico associado ao resultado do líquor indica baixa probabilidade de meningite.
  • C. Prosseguir a investigação de cefaleia com sinais de alarme com tomografia de crânio e, caso negativa, com ressonância magnética, uma vez que está des- cartada a hipótese de meningite neste cenário.
  • D. Manter uso de corticoide, antibiótico empírico, tera- pia para herpes-vírus e infecções fúngicas, enquan- to aguarda resultados de painel molecular (se dis- ponível), pois o exame de líquor possui alta taxa de falso-negativo. 6 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

LCR com 153 leucocitos as custas de linfocitos, glicose, lactato e proteina normais aponta meningite viral — mas a decisao segura no pronto-socorro e manter o antibiotico empirico ate 48h, aguardando culturas e painel molecular, porque meningite bacteriana precocemente tratada ou parcialmente tratada pode cursar com perfil semelhante. Alta com AINE (B) ignora a pleocitose; o liquor ja definiu meningite, entao investigar cefaleia por imagem (C) e desnecessario; corticoide com antifungico e antiviral amplos (D) e excesso injustificado. Resposta A.

Questão 10Paciente do sexo feminino, 33 anos, apresenta-se ao departamento de emergência por quadro de disúria, polaciúria, náuseas e febre há 01 dia. Nega corrimento vaginal, possibilidade de gestação, cirurgias ou quadros anteriores semelhantes. Os sinais vitais apresentavam frequência cardíaca de 98 batimentos por minuto, pres- são arterial de 118 x 62 mmHg e frequência respiratória de 18 incursões por minuto. Os exames séricos eviden- ciaram leucocitose às custas de neutrófilos, sem eleva- ção da proteína C reativa ou alteração da função renal. A urina apresenta leucocitúria, nitrito positivo, sem proteína, hematúria ou cilindros. Não há disfunção renal associada. Qual a conduta correta nesse momento?Gabarito: C

Paciente do sexo feminino, 33 anos, apresenta-se ao departamento de emergência por quadro de disúria, polaciúria, náuseas e febre há 01 dia. Nega corrimento vaginal, possibilidade de gestação, cirurgias ou quadros anteriores semelhantes. Os sinais vitais apresentavam frequência cardíaca de 98 batimentos por minuto, pres- são arterial de 118 x 62 mmHg e frequência respiratória de 18 incursões por minuto. Os exames séricos eviden- ciaram leucocitose às custas de neutrófilos, sem eleva- ção da proteína C reativa ou alteração da função renal. A urina apresenta leucocitúria, nitrito positivo, sem proteína, hematúria ou cilindros. Não há disfunção renal associada. Qual a conduta correta nesse momento?

  • A. Alta hospitalar com nitrofurantoína, dado quadro de infecção de trato urinário não complicada em paciente jovem.
  • B. Solicitação de ultrassonografia de vias urinárias e iniciar antibioticoterapia com ceftriaxona parenteral em regime de internação hospitalar.
  • C. Pode-se realizar a primeira dose de antibioticoterapia endovenosa com ceftriaxona no pronto atendimento, seguida de alta hospitalar com ciprofloxacino via oral.
  • D. Alta hospitalar com sulfametoxazol+trimetopima, dado quadro de infecção de trato urinário não com- plicada em paciente jovem.

Comentário OsceLabs

Disuria e polaciuria com febre, nauseas e leucocitose sistemica caracterizam pielonefrite (ITU alta), nao cistite. Sem sepse, vomitos incoerciveis, gestacao ou disfuncao renal, cabe manejo ambulatorial: primeira dose parenteral de ceftriaxona no pronto-socorro e alta com quinolona oral e reavaliacao. Nitrofurantoina (A) e SMX-TMP (D) nao atingem concentracao adequada no parenquima renal — servem a cistite. Internar e imagem (B) so em falha terapeutica, calculo ou instabilidade. Resposta C.

Questão 11Paciente de 52 anos, com antecedente de hiperten- são e dislipidemia, encontra-se em seu segundo dia de internação após ressecção transesfenoidal de ade- noma hipofisário. Ao checar seus exames séricos de rotina, nota-se Cr: 1,2 mg/dL; ureia: 40 mg/dL; sódio: 153 mEq/L; potássio: 3,5 mEq/L. Quais dados auxiliariam na confirmação da principal hipótese diagnóstica e seu tratamento?Gabarito: B

Paciente de 52 anos, com antecedente de hiperten- são e dislipidemia, encontra-se em seu segundo dia de internação após ressecção transesfenoidal de ade- noma hipofisário. Ao checar seus exames séricos de rotina, nota-se Cr: 1,2 mg/dL; ureia: 40 mg/dL; sódio: 153 mEq/L; potássio: 3,5 mEq/L. Quais dados auxiliariam na confirmação da principal hipótese diagnóstica e seu tratamento?

  • A. Redução do volume urinário associada a redução de ingesta hídrica, administração de fluidos endoveno- sos hipotônicos.
  • B. Poliúria associada a osmolaridade urinária reduzida, administração de desmopressina.
  • C. Polidipsia, poliúria, osmolaridade urinária reduzida, introdução de tiazídicos.
  • D. Redução do volume urinário associada a redução de ingesta hídrica, reposição hídrica com cloreto de sódio 0,9%.

Comentário OsceLabs

Sodio de 153 mEq/L no 2o dia de pos-operatorio transesfenoidal e o cenario tipico do diabetes insipido central (deficiencia de vasopressina) por manipulacao hipotalamo-hipofisaria. A confirmacao vem da triade poliuria + osmolaridade urinaria BAIXA com hipernatremia/osmolaridade serica alta, e o tratamento e a desmopressina. Reducao do volume urinario (A e D) nao explica hipernatremia por perda renal de agua livre; tiazidico (C) e recurso do diabetes insipido NEFROGENICO. Resposta B.

Questão 12Homem de 63 anos, com diabetes tipo 2 controlado (HbA1c: 7,1%), em uso de metformina e dapagliflozina, é internado para artroplastia eletiva de quadril. Está em jejum há 12 horas, glicemia capilar de 148 mg/dL e exa- mes laboratoriais normais. O anestesista responsável questiona sobre a segurança do uso pré-operatório da dapagliflozina (inibidor de SGLT2). Considerando as evidências atuais e as recomendações de sociedades médicas, qual é a conduta mais adequada em relação ao uso de iSGLT2 no perioperatório?Gabarito: C

Homem de 63 anos, com diabetes tipo 2 controlado (HbA1c: 7,1%), em uso de metformina e dapagliflozina, é internado para artroplastia eletiva de quadril. Está em jejum há 12 horas, glicemia capilar de 148 mg/dL e exa- mes laboratoriais normais. O anestesista responsável questiona sobre a segurança do uso pré-operatório da dapagliflozina (inibidor de SGLT2). Considerando as evidências atuais e as recomendações de sociedades médicas, qual é a conduta mais adequada em relação ao uso de iSGLT2 no perioperatório?

  • A. Manter dapagliflozina até o dia da cirurgia, já que o risco de hipoglicemia perioperatória é menor em comparação a outras drogas orais.
  • B. Suspender a dapagliflozina apenas no dia do proce- dimento, visto que o jejum prolongado associado ao uso não aumenta risco metabólico relevante.
  • C. Suspender o iSGLT2 pelo menos 3 dias antes da ci- rurgia eletiva, devido ao risco aumentado de cetoaci- dose diabética euglicêmica no perioperatório.
  • D. Evitar o uso de insulina no perioperatório de pacientes em uso crônico de iSGLT2, pois essa combinação po- tencializa o risco de cetoacidose diabética euglicêmica.

Comentário OsceLabs

Inibidor de SGLT2 no perioperatorio e gatilho de cetoacidose diabetica EUGLICEMICA — o jejum prolongado e o estresse cirurgico somam-se a glicosuria e a cetogenese, e a glicemia normal mascara o diagnostico. Por isso as sociedades recomendam suspender a droga pelo menos 3 dias (alguns protocolos: 3-4 dias) antes de cirurgia eletiva. Manter ate o dia (A) ou suspender so no dia (B) nao elimina o risco; a insulina (D) e justamente parte do TRATAMENTO da CAD euglicemica, nao um fator de risco. Resposta C.

Questão 13Um homem de 52 anos, IMC: 30,2 kg/m2, histórico fami- liar de diabetes tipo 2, apresenta glicemia de jejum de 112 mg/dL e HbA1c de 6,0%, configurando pré-diabetes. Ele relata falha em atingir perda ponderal significati- va após 6 meses de intervenção com dieta e exercício supervisionados. Considerando a evidência atual e as diretrizes internacio- nais sobre o uso de análogos do GLP-1 nesse contexto, qual é a conduta mais adequada?Gabarito: B

Um homem de 52 anos, IMC: 30,2 kg/m2, histórico fami- liar de diabetes tipo 2, apresenta glicemia de jejum de 112 mg/dL e HbA1c de 6,0%, configurando pré-diabetes. Ele relata falha em atingir perda ponderal significati- va após 6 meses de intervenção com dieta e exercício supervisionados. Considerando a evidência atual e as diretrizes internacio- nais sobre o uso de análogos do GLP-1 nesse contexto, qual é a conduta mais adequada?

  • A. Postergar o análogo de GLP-1 até paciente preen- cher critérios para DM2, pois o seu papel preventivo ainda é controverso no pré-diabetes na ausência de complicações metabólicas adicionais.
  • B. Considerar o análogo de GLP-1 como adjuvante no pré-diabetes com obesidade após falha de interven- ção no estilo de vida, visando a perda de peso e pre- venção da progressão do diabetes.
  • C. Evitar o uso de análogo de GLP-1 em pacientes no pré-diabetes com o objetivo de controle metabólico, pois não há evidência de redução na incidência de diabetes tipo 2 nesse grupo.
  • D. Indicar GLP-1 apenas em casos de pré-diabetes associados a doença cardiovascular aterosclerótica documentada, pois o seu benefício está restrito à proteção macrovascular. 7 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Pre-diabetes com obesidade (IMC 30,2) apos 6 meses de mudanca de estilo de vida bem conduzida e sem resposta: ha evidencia solida (programas de liraglutida e semaglutida na obesidade) de que o analogo de GLP-1 promove perda ponderal relevante e reduz a progressao para DM2. Postergar ate preencher criterio de diabetes (A) desperdicia a janela de prevencao; negar evidencia de reducao de incidencia (C) contraria os ensaios; restringir o beneficio a doenca aterosclerotica documentada (D) confunde indicacao cardiovascular com indicacao metabolica. Resposta B.

Questão 14Um homem de 55 anos, com doença renal do diabe- tes e em acompanhamento ambulatorial, relata seguir dieta com 1,6 g/kg de proteína por dia, orientado por seu treinador esportivo para manutenção de massa muscular. Traz exames laboratoriais: creatinina sérica: 2,9 mg/dL (VR 0,6–1,3), taxa de filtração glomerular: 25 mL/min/1,73 m2, albuminúria: 220 mg/g (VR <30), potássio sérico: 4,9 mEq/L (VR 3,5–5,0), bicarbonato sérico: 21 mEq/L (VR 22–28). Qual conduta apresenta maior impacto na progressão da doença renal e no controle das complicações metabólicas?Gabarito: B

Um homem de 55 anos, com doença renal do diabe- tes e em acompanhamento ambulatorial, relata seguir dieta com 1,6 g/kg de proteína por dia, orientado por seu treinador esportivo para manutenção de massa muscular. Traz exames laboratoriais: creatinina sérica: 2,9 mg/dL (VR 0,6–1,3), taxa de filtração glomerular: 25 mL/min/1,73 m2, albuminúria: 220 mg/g (VR <30), potássio sérico: 4,9 mEq/L (VR 3,5–5,0), bicarbonato sérico: 21 mEq/L (VR 22–28). Qual conduta apresenta maior impacto na progressão da doença renal e no controle das complicações metabólicas?

  • A. Manter a ingestão proteica conforme orientado pelo treinador físico como estratégia para preservar mas- sa muscular.
  • B. Reduzir a ingestão proteica pela metade e orientar dar preferência por alimentos proteicos de origem vegetal.
  • C. Reduzir em 5-10% a ingestão de proteínas em paralelo ao uso de inibidor de SGLT2 para neutrali- zar possíveis efeitos do excesso proteico.
  • D. Priorizar a restrição de cálcio e sódio, preservan- do a possibilidade de a dieta ser hiperproteica ou normoproteica.

Comentário OsceLabs

Doenca renal do diabetes com TFG de 25 mL/min e ingestao de 1,6 g/kg/dia de proteina: essa carga acelera a hiperfiltracao, agrava a acidose metabolica (bicarbonato 21) e a retencao de fosforo e potassio. A conduta de maior impacto e reduzir a proteina para cerca de 0,8 g/kg/dia (metade do atual) privilegiando fontes vegetais, que geram menor carga acida e menor absorcao de fosforo. Manter a dieta (A) e deletereo; reduzir apenas 5-10% (C) e insuficiente; restringir calcio e sodio mantendo hiperproteica (D) erra o alvo. Resposta B.

Questão 15Homem de 69 anos, com antecedente de diabetes melli- tus tipo 2 há 15 anos, procura o ambulatório queixando- -se de episódios frequentes de tontura e visão borrada ao se levantar, especialmente pela manhã e após refei- ções volumosas. Refere dois episódios pré-sincopais na última semana, um deles ao sair do banho. Usa metfor- mina 850 mg 2x/dia para controle do diabetes. Ao exa- me, apresenta PA após cinco minutos em decúbito de 138 x 84 mmHg e FC de 72 bpm; após três minutos em posição ortostática, PA: 108 x 70 mmHg e FC: 70 bpm. Ausculta cardíaca com bulhas rítmicas, normofonéticas, sem sopros. Ao exame neurológico, reflexos discreta- mente reduzidos nos tornozelos e sensibilidade vibratória diminuída nos pés, com força preservada. Qual é o diagnóstico mais provável para os sintomas des- se paciente?Gabarito: A

Homem de 69 anos, com antecedente de diabetes melli- tus tipo 2 há 15 anos, procura o ambulatório queixando- -se de episódios frequentes de tontura e visão borrada ao se levantar, especialmente pela manhã e após refei- ções volumosas. Refere dois episódios pré-sincopais na última semana, um deles ao sair do banho. Usa metfor- mina 850 mg 2x/dia para controle do diabetes. Ao exa- me, apresenta PA após cinco minutos em decúbito de 138 x 84 mmHg e FC de 72 bpm; após três minutos em posição ortostática, PA: 108 x 70 mmHg e FC: 70 bpm. Ausculta cardíaca com bulhas rítmicas, normofonéticas, sem sopros. Ao exame neurológico, reflexos discreta- mente reduzidos nos tornozelos e sensibilidade vibratória diminuída nos pés, com força preservada. Qual é o diagnóstico mais provável para os sintomas des- se paciente?

  • A. Hipotensão ortostática neurogênica por neuropatia autonômica do diabetes.
  • B. Hipotensão ortostática não neurogênica induzida por metformina.
  • C. Síncope vasovagal desencadeada por banhos quentes.
  • D. Síndrome de Taquicardia Postural Ortostática.

Comentário OsceLabs

A pista esta na frequencia cardiaca: queda de 30 mmHg na sistolica ao ortostatismo SEM elevacao compensatoria da FC (72 para 70 bpm) e a assinatura da hipotensao ortostatica NEUROGENICA — aqui por neuropatia autonomica do diabetes de longa data, corroborada pela neuropatia sensitiva distal (reflexos aquileus reduzidos, vibratoria diminuida) e pela piora pos-prandial e matinal. Metformina (B) nao causa hipotensao ortostatica; sincope vasovagal (C) e situacional e com prodromos autonomicos; POTS (D) exige aumento da FC >= 30 bpm. Resposta A.

Questão 16Mulher de 65 anos, com antecedente de hipertensão ar- terial sistêmica e câncer de mama, iniciou quadro de dor abdominal em abdome inferior há 3 dias, associado a fe- bre baixa de 37,9 ºC. Nega alterações de hábito intestinal no período ou previamente, bem como nega náuseas, vômitos, perda de peso e sintomas urinários. Refere epi- sódio prévio de dor semelhante há 6 meses, de menor in- tensidade, com resolução espontânea. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, com frequência car- díaca de 82 bpm e pressão arterial de 140 x 90 mmHg. Abdome globoso, normodistendido, ruídos hidroaéreos presentes, sem visceromegalias ou massas palpáveis, doloroso à palpação de hipogastro e fossa ilíaca esquer- da, sem sinais de irritação peritoneal. Toque retal sem alterações. Exames laboratoriais iniciais: hemoglobina: 13,2 g/dL; hematócrito: 40%; leucograma: 12.770 µL; amilase: 69 µL (0-110); creatinina: 1,0 mg/dL. Levando em conta a principal hipótese diagnóstica, as- sinale a alternativa que apresenta a conduta correta nesse momento.Gabarito: B

Mulher de 65 anos, com antecedente de hipertensão ar- terial sistêmica e câncer de mama, iniciou quadro de dor abdominal em abdome inferior há 3 dias, associado a fe- bre baixa de 37,9 ºC. Nega alterações de hábito intestinal no período ou previamente, bem como nega náuseas, vômitos, perda de peso e sintomas urinários. Refere epi- sódio prévio de dor semelhante há 6 meses, de menor in- tensidade, com resolução espontânea. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, com frequência car- díaca de 82 bpm e pressão arterial de 140 x 90 mmHg. Abdome globoso, normodistendido, ruídos hidroaéreos presentes, sem visceromegalias ou massas palpáveis, doloroso à palpação de hipogastro e fossa ilíaca esquer- da, sem sinais de irritação peritoneal. Toque retal sem alterações. Exames laboratoriais iniciais: hemoglobina: 13,2 g/dL; hematócrito: 40%; leucograma: 12.770 µL; amilase: 69 µL (0-110); creatinina: 1,0 mg/dL. Levando em conta a principal hipótese diagnóstica, as- sinale a alternativa que apresenta a conduta correta nesse momento.

  • A. Jejum, sintomáticos e preparo de cólon para colonoscopia.
  • B. Jejum, sintomáticos e tomografia computadorizada de abdome com contraste.
  • C. Dieta leve sem resíduos, ceftriaxone e metronidazol e tomografia de abdome com contraste.
  • D. Sintomáticos, orientações de sinais de alarme e investigação ambulatorial. 8 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Dor em hipogastrio e fossa iliaca esquerda, febre baixa, leucocitose e episodio previo autolimitado: diverticulite aguda e a hipotese principal. Antes de definir dieta, antibiotico e necessidade de drenagem, e preciso ESTADIAR com tomografia de abdome com contraste (abscesso? perfuracao? Hinchey), mantendo jejum e sintomaticos. Colonoscopia na fase aguda (A) esta contraindicada pelo risco de perfuracao — fica para 6-8 semanas depois. Tratar as cegas (C) ou mandar para casa com investigacao ambulatorial (D) num quadro febril com leucocitose e imprudente. Resposta B.

Questão 17Homem de 32 anos, previamente hígido, com história de dor abdominal em andar superior de forte intensidade há 2 dias, associada a dois episódios de vômito, nega sintomas prévios a esse período, mas refere episódio de ingestão de bebida alcóolica em grande quantidade há 3 dias. Apresenta dor constante, graduação 8 em 10, sem fatores de melhora ou piora, acometendo todo o andar superior. Ao exame físico, estava em regular estado geral e com fácies de dor, tendo apresentado vômito na admissão. A frequência cardíaca é de 125 bpm e a pressão arterial de 110 x 85 mmHg. Pouco colaborativo, não permite exame físico abdominal adequado por dor. Realizou o exame de imagem exibido a seguir e, após retornar do exame, evo- luiu com rebaixamento do nível de consciência, hipoten- são e má perfusão periférica. (Arquivo pessoal; imagens usadas com autorização) Diante do quadro, assinale a alternativa que apresenta a conduta terapêutica adequada nesse momento.Gabarito: A

Homem de 32 anos, previamente hígido, com história de dor abdominal em andar superior de forte intensidade há 2 dias, associada a dois episódios de vômito, nega sintomas prévios a esse período, mas refere episódio de ingestão de bebida alcóolica em grande quantidade há 3 dias. Apresenta dor constante, graduação 8 em 10, sem fatores de melhora ou piora, acometendo todo o andar superior. Ao exame físico, estava em regular estado geral e com fácies de dor, tendo apresentado vômito na admissão. A frequência cardíaca é de 125 bpm e a pressão arterial de 110 x 85 mmHg. Pouco colaborativo, não permite exame físico abdominal adequado por dor. Realizou o exame de imagem exibido a seguir e, após retornar do exame, evo- luiu com rebaixamento do nível de consciência, hipoten- são e má perfusão periférica. (Arquivo pessoal; imagens usadas com autorização) Diante do quadro, assinale a alternativa que apresenta a conduta terapêutica adequada nesse momento.

  • A. Laparotomia exploradora.
  • B. Laparoscopia diagnóstica.
  • C. Suporte
  • D. Suporte

Comentário OsceLabs

Dor abdominal alta intensa apos libacao alcoolica que evolui, apos o exame de imagem, com rebaixamento do nivel de consciencia, hipotensao e ma perfusao: e abdome agudo com instabilidade hemodinamica. Paciente em choque com abdome cirurgico nao volta para exames nem espera — vai para laparotomia exploradora, que e diagnostica e terapeutica e permite controle de dano. A laparoscopia diagnostica (B) nao se aplica ao instavel (o pneumoperitonio piora o retorno venoso). Suporte clinico isolado, com ou sem antibiotico (C e D), condena o paciente ao retardo cirurgico. Resposta A.

Questão 18Homem de 28 anos sofreu trauma doméstico com ser- ra elétrica, evoluindo com perda de substância na ponta do II quirodáctilo direito, com exposição da polpa, porém sem exposição óssea ou tendínea. O paciente encontra- -se estável, sem outras lesões associadas. Qual é a melhor opção de fechamento para este defeito cutâneo?Gabarito: D

Homem de 28 anos sofreu trauma doméstico com ser- ra elétrica, evoluindo com perda de substância na ponta do II quirodáctilo direito, com exposição da polpa, porém sem exposição óssea ou tendínea. O paciente encontra- -se estável, sem outras lesões associadas. Qual é a melhor opção de fechamento para este defeito cutâneo?

  • A. Enxerto de pele parcial da coxa.
  • B. Fechamento primário com descolamento amplo para sutura sem tensão.
  • C. Fechamento por segunda intenção.
  • D. Retalho de avanço V-Y local.

Comentário OsceLabs

Perda de polpa da ponta do dedo SEM exposicao ossea ou tendinea, com leito bem vascularizado: o retalho de avanco V-Y local e a melhor opcao — reconstroi com pele glabra sensivel, de mesma cor e textura, preservando comprimento e a sensibilidade discriminativa essencial a polpa digital. Enxerto de pele parcial (A) resulta em coxim insensivel e aderido, com intolerancia ao frio; fechamento primario com descolamento amplo (B) encurta o dedo e cria tensao; segunda intencao (C) serve a defeitos pequenos (< 1 cm), nao a perda ampla de polpa. Resposta D.

Questão 19Homem de 69 anos, natural da Bahia, tabagista 50 anos/maço vem à Unidade Básica de Saúde com queixa progressiva de dificuldade para se alimentar há 4 meses, tendo perdido 5 kg no período. Refere que, ini- cialmente, apresentava dificuldade apenas com carnes e com alimentos mais sólidos, mas atualmente tem di- ficuldade também com líquidos, associada a episódios de regurgitação noturna. Nega odinofagia, hematêmese ou histórico familiar de câncer. Diz também que tem o hábito de tomar água com as refeições para ajudar a em- purrar o alimento e refere ter tido conhecidos com doen- ça de Chagas. Ao exame físico, encontra-se emagrecido, corado, normotenso, sem outras alterações relevantes ao exame clínico. Com base nesse caso, a conduta inicial adequada éGabarito: B

Homem de 69 anos, natural da Bahia, tabagista 50 anos/maço vem à Unidade Básica de Saúde com queixa progressiva de dificuldade para se alimentar há 4 meses, tendo perdido 5 kg no período. Refere que, ini- cialmente, apresentava dificuldade apenas com carnes e com alimentos mais sólidos, mas atualmente tem di- ficuldade também com líquidos, associada a episódios de regurgitação noturna. Nega odinofagia, hematêmese ou histórico familiar de câncer. Diz também que tem o hábito de tomar água com as refeições para ajudar a em- purrar o alimento e refere ter tido conhecidos com doen- ça de Chagas. Ao exame físico, encontra-se emagrecido, corado, normotenso, sem outras alterações relevantes ao exame clínico. Com base nesse caso, a conduta inicial adequada é

  • A. solicitar esofagografia baritada para diferenciar aca- lásia primária de neoplasia de esôfago distal.
  • B. solicitar endoscopia digestiva alta para investigação de obstrução mecânica ou neoplasia.
  • C. solicitar manometria esofágica de alta resolução para confirmar o diagnóstico de acalásia secundária.
  • D. iniciar nifedipina sublingual e omeprazol, consideran- do acalásia como diagnóstico mais provável e aguar- dar resposta clínica.

Comentário OsceLabs

Disfagia progressiva de solidos para liquidos em 4 meses, com perda de 5 kg, em tabagista pesado (50 anos/maco): ainda que regurgitacao noturna e contexto chagasico sugiram acalasia, o dever inicial e EXCLUIR neoplasia. A endoscopia digestiva alta e o primeiro exame — visualiza a mucosa e permite biopsia, o que nenhum outro metodo faz. Esofagografia (A) e manometria (C) tem papel funcional e vem depois de afastado o cancer; iniciar nifedipina e omeprazol (D) sem diagnostico e tratar as cegas uma disfagia com sinal de alarme. Resposta B.

Questão 20Mulher de 48 anos vem com queixa de nódulo cervical de aparecimento há 2 meses. Nega sintomas localizados, mas acredita estar havendo crescimento. Nega febre, sudorese noturna, perda de peso, infecções recentes, tabagismo ou etilismo. À palpação cervical, apresenta nódulo palpável em nível II direito de 2 cm, consistência firme, móvel, indolor e sem sinais flogísticos. Sem ou- tras alterações palpáveis. Traz ultrassonografia solicitada pelo clínico geral descrevendo linfonodomegalia arredon- dada, única em nível II direito de 2,1 cm, com hilo central não caracterizado. Sobre o caso, assinale a alternativa correta.Gabarito: D

Mulher de 48 anos vem com queixa de nódulo cervical de aparecimento há 2 meses. Nega sintomas localizados, mas acredita estar havendo crescimento. Nega febre, sudorese noturna, perda de peso, infecções recentes, tabagismo ou etilismo. À palpação cervical, apresenta nódulo palpável em nível II direito de 2 cm, consistência firme, móvel, indolor e sem sinais flogísticos. Sem ou- tras alterações palpáveis. Traz ultrassonografia solicitada pelo clínico geral descrevendo linfonodomegalia arredon- dada, única em nível II direito de 2,1 cm, com hilo central não caracterizado. Sobre o caso, assinale a alternativa correta.

  • A. A ultrassonografia associada ao perfil da paciente torna a possibilidade de neoplasia baixa, estando in- dicada a investigação com sorologias.
  • B. A ultrassonografia não é um exame adequado para investigação inicial desse caso, e deve ser solicitada tomografia computadorizada de face e pescoço.
  • C. Não há indicação de realização de oroscopia, uma vez que a paciente é não tabagista.
  • D. Deve-se prosseguir a investigação diagnóstica, uma vez que há sinais de alarme para neoplasia nas infor- mações apresentadas.

Comentário OsceLabs

Linfonodo cervical de nivel II com 2,1 cm, crescimento progressivo em 2 meses, consistencia firme e — o detalhe decisivo — HILO CENTRAL NAO CARACTERIZADO a ultrassonografia: sao sinais de alarme para neoplasia e obrigam a prosseguir a investigacao (oroscopia/nasofibroscopia, TC e PAAF ou biopsia). Chamar de baixo risco e pedir sorologias (A) ignora os achados; a US e sim o exame inicial adequado (B); e a oroscopia (C) e mandatoria independentemente de tabagismo — carcinoma de orofaringe por HPV incide justamente em nao tabagistas. Resposta D.

Questão 21Mulher de 38 anos, sem histórico de doenças relevan- tes, chega ao pronto-socorro com dor súbita e intensa no flanco esquerdo, associada a hematúria macroscópi- ca. Não apresenta febre. Ao exame físico, apresenta dor a palpação na região do flanco esquerdo. A tomografia computadorizada mostra um cálculo de 6 mm no ureter distal esquerdo e uma leve dilatação do sistema coletor renal. Qual é a melhor opção de manejo inicial para essa paciente?Gabarito: C

Mulher de 38 anos, sem histórico de doenças relevan- tes, chega ao pronto-socorro com dor súbita e intensa no flanco esquerdo, associada a hematúria macroscópi- ca. Não apresenta febre. Ao exame físico, apresenta dor a palpação na região do flanco esquerdo. A tomografia computadorizada mostra um cálculo de 6 mm no ureter distal esquerdo e uma leve dilatação do sistema coletor renal. Qual é a melhor opção de manejo inicial para essa paciente?

  • A. Cirurgia aberta para remoção do cálculo.
  • B. Internação para observação e antibiótico profilático.
  • C. Terapia medicamentosa expulsiva (por exemplo, com alfabloqueadores).
  • D. Litotripsia intracorpórea com laser. 9 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Calculo ureteral DISTAL de 6 mm, sem febre, sem sinais de infeccao e com hidronefrose leve em paciente com dor controlavel: ha boa chance de eliminacao espontanea, e a conduta inicial e terapia medicamentosa expulsiva com alfabloqueador (tansulosina) somada a analgesia e hidratacao, com reavaliacao em ate 4 semanas. Cirurgia aberta (A) e excepcional na litiase; antibiotico profilatico com internacao (B) nao tem indicacao sem infeccao; ureteroscopia com laser (D) fica para falha do tratamento clinico, dor refrataria, sepse ou rim unico. Resposta C.

Questão 22Mulher de 65 anos, diabética e obesa, foi submetida à mastectomia por câncer de mama. No 5o dia de pós- -operatório, apresenta eritema e calor ao redor da incisão, com exsudato purulento e odor fétido. As glicemias capi- lares que a paciente fez em casa demonstraram diabetes fora do controle, com hiperglicemia em todas as medidas. O exame físico mostra uma área de deiscência parcial e presença de necrose superficial da ferida operatória. A paciente refere uso recente de suplementos de cálcio para osteoporose e está em terapia com insulina para o controle do diabetes. Adicionalmente, a paciente tem his- tórico de vasculite e faz uso de corticoides por via oral. Diante do caso clínico, assinale a alternativa que apre- senta a terapêutica indicada.Gabarito: D

Mulher de 65 anos, diabética e obesa, foi submetida à mastectomia por câncer de mama. No 5o dia de pós- -operatório, apresenta eritema e calor ao redor da incisão, com exsudato purulento e odor fétido. As glicemias capi- lares que a paciente fez em casa demonstraram diabetes fora do controle, com hiperglicemia em todas as medidas. O exame físico mostra uma área de deiscência parcial e presença de necrose superficial da ferida operatória. A paciente refere uso recente de suplementos de cálcio para osteoporose e está em terapia com insulina para o controle do diabetes. Adicionalmente, a paciente tem his- tórico de vasculite e faz uso de corticoides por via oral. Diante do caso clínico, assinale a alternativa que apre- senta a terapêutica indicada.

  • A. Aumento da dose de corticoides para controlar a inflamação.
  • B. Início de antibioticoterapia oral (por exemplo, cefa- droxila) e compressas quentes para controle local.
  • C. Início de antibioticoterapia oral (por exemplo, cefa- droxila) e compressas frias para controle local.
  • D. Desbridamento cirúrgico e administração de anti- bióticos intravenosos (por exemplo, meropenem e vancomicina).

Comentário OsceLabs

Diabetica descompensada, obesa e em corticoterapia cronica que evolui no 5o dia de pos-operatorio com exsudato purulento de ODOR FETIDO, necrose e deiscencia: o quadro sugere infeccao necrosante de partes moles, e nao celulite simples. O tratamento e tempo-dependente: desbridamento cirurgico amplo e imediato somado a antibiotico intravenoso de amplo espectro com cobertura para Gram-negativos, anaerobios e MRSA. Antibiotico oral com compressa quente ou fria (B e C) subtrata; aumentar corticoide (A) agrava a imunossupressao e a necrose. Resposta D.

Questão 23Um paciente será submetido a cistectomia radical aberta e reconstrução urinária com conduto ileal à Bricker. Qual é o momento adequado para realizar a profilaxia antimicrobiana?Gabarito: B

Um paciente será submetido a cistectomia radical aberta e reconstrução urinária com conduto ileal à Bricker. Qual é o momento adequado para realizar a profilaxia antimicrobiana?

  • A. Até uma hora antes da intubação orotraqueal.
  • B. Até uma hora antes da incisão cirúrgica.
  • C. Imediatamente após instalar o acesso venoso.
  • D. Imediatamente após o paciente entrar na sala operatória.

Comentário OsceLabs

A profilaxia antimicrobiana cirurgica so cumpre seu papel se houver concentracao tecidual adequada no momento da INCISAO — por isso a regra e infundir ate 1 hora antes da incisao (2 horas para vancomicina e fluoroquinolonas, pela infusao lenta), com redose intraoperatoria conforme meia-vida e sangramento. Ancorar o horario na intubacao (A), no acesso venoso (C) ou na entrada em sala (D) sao referencias variaveis, que podem antecipar demais ou atrasar a dose em relacao ao unico marco que importa. Resposta B.

Questão 24Mulher de 42 anos, vítima de capotamento de veículo a 90 km/h seguido de colisão com árvore, há uma hora, condutora do veículo, com cinto de segurança, é leva- da pelo resgate em prancha rígida e com colar cervical. A avaliação, quando a paciente foi admitida na unidade de saúde, demonstra: •  A: conversa, respiração sem ruídos, saturação de O2 igual a 92% com máscara não reinalante a 15 L/min; •  B: frequência respiratória de 18 ipm, MV+ sem ruídos adventícios, escoriações em tórax anterior e posterior, sem alterações à inspeção e à palpação; •  C: pressão arterial de 100 x 70 mmHg, frequência car- díaca de 110 bpm, tempo de enchimento capilar de 4 segundos, escoriações abdominais e hematoma em flanco direito e dor difusa à palpação abdominal, FAST positivo em quadrante esplenorrenal e hepatorrenal, pelve estável, membro inferiores sem deformidade ou sangramento externo; •  D: pupilas isocóricas e fotorreagentes, escala de coma de Glasgow: AO 4 RV 5 RM 6; •  E: escoriações em dorso, sem dor à palpação da coluna vertebral. Considerando o quadro, é correto afirmar que, no momento de admissão da paciente, as condutas pertinentes envol- vem fazer expansão volêmica comGabarito: C

Mulher de 42 anos, vítima de capotamento de veículo a 90 km/h seguido de colisão com árvore, há uma hora, condutora do veículo, com cinto de segurança, é leva- da pelo resgate em prancha rígida e com colar cervical. A avaliação, quando a paciente foi admitida na unidade de saúde, demonstra: •  A: conversa, respiração sem ruídos, saturação de O2 igual a 92% com máscara não reinalante a 15 L/min; •  B: frequência respiratória de 18 ipm, MV+ sem ruídos adventícios, escoriações em tórax anterior e posterior, sem alterações à inspeção e à palpação; •  C: pressão arterial de 100 x 70 mmHg, frequência car- díaca de 110 bpm, tempo de enchimento capilar de 4 segundos, escoriações abdominais e hematoma em flanco direito e dor difusa à palpação abdominal, FAST positivo em quadrante esplenorrenal e hepatorrenal, pelve estável, membro inferiores sem deformidade ou sangramento externo; •  D: pupilas isocóricas e fotorreagentes, escala de coma de Glasgow: AO 4 RV 5 RM 6; •  E: escoriações em dorso, sem dor à palpação da coluna vertebral. Considerando o quadro, é correto afirmar que, no momento de admissão da paciente, as condutas pertinentes envol- vem fazer expansão volêmica com

  • A. 500 mL de cristaloide aquecido e solicitar tipagem sanguínea, gasometria arterial com lactato e reali- zar laparotomia de urgência.
  • B. um concentrado de hemácias O negativo, solicitar tomografia de abdome com contraste, tipagem san- guínea, gasometria arterial com lactato e avaliação pela cirurgia.
  • C. 500 mL de cristaloide aquecido e solicitar tipagem sanguínea, gasometria arterial com lactato e avalia- ção pela cirurgia.
  • D. 500 mL de cristaloide aquecido e um concentrado de hemácias O negativo, solicitar tipagem sanguínea e reavaliar necessidade de avaliação cirúrgica após a reanimação volêmica. 10 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Trauma com FAST positivo em dois quadrantes, taquicardia, TEC de 4 segundos e PA limitrofe: a paciente e respondedora potencial, nao esta em choque franco refratario. Pelo ATLS atual, faz-se reposicao inicial restritiva com 500 mL a 1 L de cristaloide AQUECIDO, colhe-se tipagem e gasometria com lactato e aciona-se a cirurgia imediatamente. Levar ao tomografo (B) e inseguro com sangramento abdominal ativo e hemodinamica limitrofe; laparotomia ja indicada de saida (A) antecipa a reavaliacao; hemocomponente e reanimacao antes de acionar o cirurgiao (D) atrasa o controle do foco. Resposta C.

Questão 25Uma mulher de 35 anos foi socorrida pelo resgate após incêndio no seu local de trabalho. A paciente trabalha- va em um ambiente pequeno e fechado e foi retirada do local, agitada e confusa, após vinte minutos do iní- cio do incêndio. Sinais vitais no local: pressão arterial de 120 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 95 bpm, frequên- cia respiratória de 22 ipm, saturação de O2 de 96% em ar ambiente. Chega ao serviço de emergência em prancha rígida, com colar cervical e máscara de O2 com fluxo de 12 L/min. Queixa-se de dor em face e tórax. Respiração sem ruídos. Queimadura de face e região anterior e supe- rior do tórax não circunferencial, saturação de O2 de 98%. Escala de coma de Glasgow: AO 4 RV 5 RM 6. Diante desse quadro, assinale a alternativa que descreve corretamente alteração(ões) do exame físico que é(são) indício(s) de gravidade e, respectivamente, a conduta prioritária no atendimento.Gabarito: A

Uma mulher de 35 anos foi socorrida pelo resgate após incêndio no seu local de trabalho. A paciente trabalha- va em um ambiente pequeno e fechado e foi retirada do local, agitada e confusa, após vinte minutos do iní- cio do incêndio. Sinais vitais no local: pressão arterial de 120 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 95 bpm, frequên- cia respiratória de 22 ipm, saturação de O2 de 96% em ar ambiente. Chega ao serviço de emergência em prancha rígida, com colar cervical e máscara de O2 com fluxo de 12 L/min. Queixa-se de dor em face e tórax. Respiração sem ruídos. Queimadura de face e região anterior e supe- rior do tórax não circunferencial, saturação de O2 de 98%. Escala de coma de Glasgow: AO 4 RV 5 RM 6. Diante desse quadro, assinale a alternativa que descreve corretamente alteração(ões) do exame físico que é(são) indício(s) de gravidade e, respectivamente, a conduta prioritária no atendimento.

  • A. Cílios e vibrissas queimadas; a intubação orotraqueal é indicada.
  • B. Escarro carbonáceo; a aspiração da orofaringe é necessária.
  • C. Rouquidão ao falar; a utilização de spray de lidocaína trata essa condição.
  • D. Fuligem em cavidade oral; a remoção mecânica reduz a inflamação local.

Comentário OsceLabs

Incendio em ambiente fechado com queimadura de face: o achado que anuncia lesao inalatoria e obriga a acao e a queimadura de cilios e vibrissas (com rouquidao, escarro carbonaceo e estridor). Como o edema de via aerea progride rapidamente, a conduta prioritaria e a INTUBACAO OROTRAQUEAL precoce, antes que a via aerea se torne inabordavel. Aspiracao de orofaringe (B), spray de lidocaina (C) e remocao mecanica de fuligem (D) sao medidas locais que nao protegem a via aerea — e a rouquidao, longe de ser tratavel topicamente, e sinal de alarme. Resposta A.

Questão 26Homem de 47 anos foi submetido a hemorroidectomia aberta por doença hemorroidária grau III pela técnica de Milligan-Morgan. Evoluiu bem no pós-operatório imedia- to. Entretanto, cerca de 4 semanas após a cirurgia, pas- sou a apresentar evacuações progressivamente difíceis, fezes afiladas e dor anal persistente. O mecanismo mais provavelmente responsável por esse quadro é aGabarito: A

Homem de 47 anos foi submetido a hemorroidectomia aberta por doença hemorroidária grau III pela técnica de Milligan-Morgan. Evoluiu bem no pós-operatório imedia- to. Entretanto, cerca de 4 semanas após a cirurgia, pas- sou a apresentar evacuações progressivamente difíceis, fezes afiladas e dor anal persistente. O mecanismo mais provavelmente responsável por esse quadro é a

  • A. ressecção excessiva da mucosa e pele anorretal.
  • B. lesão inadvertida de fibras nervosas do esfíncter anal externo.
  • C. infecção tardia do leito cirúrgico, determinando es- treitamento secundário.
  • D. deiscência parcial da ferida operatória, com forma- ção de cicatriz irregular e retração subsequente. 11 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Evacuacao progressivamente dificil, fezes afiladas e dor anal cerca de 4 semanas apos hemorroidectomia aberta e o quadro classico de ESTENOSE ANAL, complicacao cuja causa principal e a ressecao excessiva de mucosa e anoderma com pontes cutaneas insuficientes entre os coxins. Lesao do esfincter externo (B) produziria incontinencia, nao obstrucao. Infeccao tardia (C) e rara apos hemorroidectomia, pela rica vascularizacao do canal anal. Deiscencia (D) ocorre, mas a cicatrizacao por segunda intencao no Milligan-Morgan e a regra e nao a explicacao usual da estenose. Resposta A.

Questão 27Após colecistectomia laparoscópica em um homem de 55 anos, observa-se, durante análise macroscópica, que a vesícula biliar encontra-se muito distendida e preenchi- da por líquido transparente, semelhante à água, sem bile no interior. Qual é o achado mais provável associado a esse quadro?Gabarito: C

Após colecistectomia laparoscópica em um homem de 55 anos, observa-se, durante análise macroscópica, que a vesícula biliar encontra-se muito distendida e preenchi- da por líquido transparente, semelhante à água, sem bile no interior. Qual é o achado mais provável associado a esse quadro?

  • A. Lesão neoplásica mucinosa da mucosa vesicular.
  • B. Orifício fistuloso com comunicação pancreatobiliar.
  • C. Cálculo biliar impactado no infundíbulo/ducto cístico.
  • D. Espessamento difuso da parede da vesícula por co- lecistite aguda enfisematosa.

Comentário OsceLabs

Vesicula muito distendida, com conteudo claro semelhante a agua e SEM bile: e a hidropisia (mucocele) vesicular. O mecanismo e a obstrucao cronica do infundibulo ou do ducto cistico por calculo impactado — a bile retida e reabsorvida e o epitelio segue secretando muco claro. Neoplasia mucinosa da mucosa vesicular (A) e rarissima; fistula pancreatobiliar (B) traria conteudo biliar/entrico, nao agua; e a colecistite enfisematosa (D) cursa com parede espessada, gas e quadro septico agudo, nao com vesicula limpa e distendida. Resposta C.

Questão 28Homem de 74 anos apresenta icterícia progressiva há 1 mês, colúria e prurido intenso. Relata também perda de 12 kg nos últimos 3 meses. Tem como comorbidades doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão arte- rial sistêmica. Ao exame físico, tem abdome flácido, in- dolor, com massa fibroelástica palpável em hipocôndrio direito, além de pressão arterial de 140 x 80 mmHg, fre- quência cardíaca de 80 bpm, ictérico 3+/4+ e ECOG 3. Os exames laboratoriais relevantes são: bilirrubina total: 15,0 mg/dL; bilirrubina direta: 13,2 mg/dL; fosfatase alca- lina (FA): 980 U/L; gama-GT (GGT): 820 U/L; INR: 1,3; e creatinina sérica: 0,9 mg/dL. O paciente realizou também uma tomografia de abdome que demonstrou uma lesão de 25 mm em cabeça de pâncreas, com dilatação de via biliar e ducto pancreático, sem contato com vasos me- sentéricos superiores e sem evidência de metástases. A conduta apropriada neste cenário éGabarito: B

Homem de 74 anos apresenta icterícia progressiva há 1 mês, colúria e prurido intenso. Relata também perda de 12 kg nos últimos 3 meses. Tem como comorbidades doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão arte- rial sistêmica. Ao exame físico, tem abdome flácido, in- dolor, com massa fibroelástica palpável em hipocôndrio direito, além de pressão arterial de 140 x 80 mmHg, fre- quência cardíaca de 80 bpm, ictérico 3+/4+ e ECOG 3. Os exames laboratoriais relevantes são: bilirrubina total: 15,0 mg/dL; bilirrubina direta: 13,2 mg/dL; fosfatase alca- lina (FA): 980 U/L; gama-GT (GGT): 820 U/L; INR: 1,3; e creatinina sérica: 0,9 mg/dL. O paciente realizou também uma tomografia de abdome que demonstrou uma lesão de 25 mm em cabeça de pâncreas, com dilatação de via biliar e ducto pancreático, sem contato com vasos me- sentéricos superiores e sem evidência de metástases. A conduta apropriada neste cenário é

  • A. indicar duodenopancreatectomia.
  • B. realizar CPRE com drenagem biliar, sem tentativa de ressecção cirúrgica.
  • C. realizar ecoendoscopia com punção para confirmar histologia antes de decidir conduta.
  • D. submeter o paciente a quimioterapia neoadjuvante, seguida de reavaliação clínica.

Comentário OsceLabs

Tumor de cabeca de pancreas anatomicamente ressecavel (25 mm, sem contato vascular, sem metastases), mas paciente de 74 anos com DPOC, perda de 12 kg e ECOG 3 — ou seja, capaz de autocuidado limitado e acamado mais da metade do dia. ECOG 3 contraindica duodenopancreatectomia (A), procedimento de altissima morbidade, e tambem inviabiliza quimioterapia neoadjuvante com intencao curativa (D). Ressecabilidade e do tumor; operabilidade e do paciente. A conduta e paliar a obstrucao biliar com CPRE e protese, aliviando ictericia e prurido intenso. Biopsia por ecoendoscopia (C) so faria sentido se mudasse a conduta. Resposta B.

Questão 29Homem de 32 anos, portador de retocolite ulcerativa há 5 anos, em uso irregular de mesalazina, procura o pron- to-socorro por dor abdominal difusa e intensa há 24 ho- ras, acompanhada de distensão abdominal progressi- va e febre (38,9 ºC), além de diarreia sanguinolenta há 5 dias. Ao exame físico, apresenta abdome distendido, timpânico, difusamente doloroso e ruídos hidroaéreos di- minuídos. A frequência cardíaca é de 124 bpm e a pres- são arterial de 90 x 60 mmHg. Os exames laboratoriais relevantes para o caso são: leucócitos: 18.500/mm3; hemoglobina: 10,2 g/dL; PCR: 160 mg/L; e creatinina: 1,9 mg/dL. A radiografia simples do abdome é demons- trada na imagem a seguir: (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) Foram iniciados jejum, hidratação, antibioticoterapia e corticoterapia, porém sem melhora dos parâmetros clí- nicos nas primeiras 24 horas. Dessa forma, a conduta indicada neste momento é:Gabarito: A

Homem de 32 anos, portador de retocolite ulcerativa há 5 anos, em uso irregular de mesalazina, procura o pron- to-socorro por dor abdominal difusa e intensa há 24 ho- ras, acompanhada de distensão abdominal progressi- va e febre (38,9 ºC), além de diarreia sanguinolenta há 5 dias. Ao exame físico, apresenta abdome distendido, timpânico, difusamente doloroso e ruídos hidroaéreos di- minuídos. A frequência cardíaca é de 124 bpm e a pres- são arterial de 90 x 60 mmHg. Os exames laboratoriais relevantes para o caso são: leucócitos: 18.500/mm3; hemoglobina: 10,2 g/dL; PCR: 160 mg/L; e creatinina: 1,9 mg/dL. A radiografia simples do abdome é demons- trada na imagem a seguir: (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) Foram iniciados jejum, hidratação, antibioticoterapia e corticoterapia, porém sem melhora dos parâmetros clí- nicos nas primeiras 24 horas. Dessa forma, a conduta indicada neste momento é:

  • A. colectomia subtotal com ileostomia terminal.
  • B. transversostomia em alça.
  • C. proctocolectomia total com bolsa ileal.
  • D. neostigme e colonoscopia descompressiva. 12 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Retocolite ulcerativa grave com distensao, timpanismo, febre, taquicardia, hipotensao e leucocitose — megacolon toxico — que nao responde a 24-72 horas de corticoide, antibiotico e suporte: e indicacao de cirurgia de urgencia. O procedimento de escolha e a colectomia subtotal com ileostomia terminal, preservando o coto retal para reconstrucao eletiva futura. Transversostomia (B) nao remove o colon doente. Proctocolectomia com bolsa ileal (C) tem alta taxa de falha e deiscencia no doente septico e desnutrido, sendo procedimento eletivo. Neostigmina e colonoscopia (D) sao do pseudo-obstrucao colonica (Ogilvie). Resposta A.

Questão 30Sobre as contraindicações e precauções relacionadas ao uso de anestésicos locais nas diferentes técnicas anesté- sicas, assinale a alternativa correta.Gabarito: C

Sobre as contraindicações e precauções relacionadas ao uso de anestésicos locais nas diferentes técnicas anesté- sicas, assinale a alternativa correta.

  • A. A anestesia com lidocaína associada à adrenalina é contraindicada em bloqueios peridurais devido ao risco aumentado de neurotoxicidade.
  • B. A anestesia tópica com lidocaína a 5% pode ser apli- cada em mucosa oral em crianças pequenas, desde que a dose total não ultrapasse 10 mg/kg.
  • C. A infiltração com lidocaína 1% associada à adrenali- na 1:200.000 deve ser evitada em áreas com circu- lação terminal, como dedos, pênis, nariz e orelhas, devido ao risco de isquemia e necrose.
  • D. A bupivacaína a 0,5% não deve ser utilizada para bloqueios de nervos periféricos por seu alto risco de toxicidade, sendo restrita à anestesia raquidiana com dose máxima de 5 mg/kg. pediatria

Comentário OsceLabs

O ensinamento classico e que a lidocaina com adrenalina deve ser evitada em territorios de circulacao terminal — dedos, penis, nariz, orelhas — pelo risco de vasoconstricao, isquemia e necrose. Lidocaina com adrenalina e amplamente usada em peridural, justamente para prolongar o bloqueio e reduzir a absorcao sistemica (A e falsa). Lidocaina topica em mucosa oral de crianca pequena com 10 mg/kg (B) excede a dose maxima segura (3-5 mg/kg sem adrenalina, ate 7 mg/kg com) e ja causou intoxicacao fatal. Bupivacaina 0,5% e padrao em bloqueios perifericos, com dose maxima de 2-3 mg/kg (D e falsa). Resposta C.

Questão 31Menino de 10 anos, portador de anemia falciforme, é admitido com febre, dor torácica e taquipneia. A gaso- metria arterial revela PaO2 de 55 mmHg, e a radiogra- fia de tórax demonstra infiltrado pulmonar multilobar, confirmando o diagnóstico de síndrome torácica aguda (STA). Iniciado tratamento com oxigenoterapia, hidrata- ção venosa, ceftriaxona e azitromicina. Após 24 horas, a saturação de oxigênio permanece abaixo de 90%, e a hemoglobina caiu para 6,5 g/dL. Qual a conduta imediata indicada nesse momento?Gabarito: B

Menino de 10 anos, portador de anemia falciforme, é admitido com febre, dor torácica e taquipneia. A gaso- metria arterial revela PaO2 de 55 mmHg, e a radiogra- fia de tórax demonstra infiltrado pulmonar multilobar, confirmando o diagnóstico de síndrome torácica aguda (STA). Iniciado tratamento com oxigenoterapia, hidrata- ção venosa, ceftriaxona e azitromicina. Após 24 horas, a saturação de oxigênio permanece abaixo de 90%, e a hemoglobina caiu para 6,5 g/dL. Qual a conduta imediata indicada nesse momento?

  • A. Introduzir corticosteroide sistêmico em alta dose.
  • B. Indicar transfusão sanguínea, simples ou de troca.
  • C. Iniciar anticoagulação profilática com heparina.
  • D. Observar por 24h em UTI com suporte clínico.

Comentário OsceLabs

Sindrome toracica aguda em falciforme que, apos 24 horas de oxigenio, hidratacao e antibiotico, mantem saturacao abaixo de 90% e apresenta queda da hemoglobina para 6,5 g/dL: a piora clinica com anemizacao e indicacao formal de transfusao — simples se a hemoglobina esta baixa, ou de troca (exsanguineotransfusao) nos casos graves ou com hemoglobina proxima do normal. Corticoide em alta dose (A) associa-se a rebote e reinternacao; heparina profilatica (C) nao trata o quadro; apenas observar (D) diante de hipoxemia progressiva e perder o tempo da intervencao que reduz mortalidade. Resposta B.

Questão 32Menina de 1 ano e 8 meses, previamente saudável, apre- senta febre há 3 dias, irritabilidade, recusa alimentar e vômitos isolados. Ao exame, encontra-se em mau estado geral, febril (38,8 ºC), taquicárdica, com dor à palpação do flanco esquerdo. Exames laboratoriais revelam leu- cocitose de 16.000/mm3, neutrofilia, leucocitúria +++, hematúria microscópica e nitrito positivo. Urocultura por cateterismo foi coletada, e o antibiograma estará dispo- nível em 72h. Frente aos achados clínico-laboratoriais, qual o manejo terapêutico apropriado?Gabarito: A

Menina de 1 ano e 8 meses, previamente saudável, apre- senta febre há 3 dias, irritabilidade, recusa alimentar e vômitos isolados. Ao exame, encontra-se em mau estado geral, febril (38,8 ºC), taquicárdica, com dor à palpação do flanco esquerdo. Exames laboratoriais revelam leu- cocitose de 16.000/mm3, neutrofilia, leucocitúria +++, hematúria microscópica e nitrito positivo. Urocultura por cateterismo foi coletada, e o antibiograma estará dispo- nível em 72h. Frente aos achados clínico-laboratoriais, qual o manejo terapêutico apropriado?

  • A. Ceftriaxona intravenosa e troca para antibiótico oral após 48h sem febre.
  • B. Cefalexina por via oral por 10 dias, com reavaliação ambulatorial em 48h.
  • C. Manutenção de suporte clínico até que saia o resul- tado da urocultura.
  • D. Ciprofloxacina por via intravenosa até que saia o resultado da urocultura.

Comentário OsceLabs

Lactente de 20 meses com febre, mau estado geral, vomitos, dor em flanco e urina I com leucocituria e nitrito positivo: e pielonefrite aguda. Nessa faixa etaria, com toxemia e recusa alimentar, indica-se antibiotico PARENTERAL (ceftriaxona), podendo-se trocar para via oral guiada pelo antibiograma apos 48 horas de estabilidade e afebril, completando 10-14 dias. Cefalexina oral ambulatorial (B) nao serve ao lactente toxemiado. Esperar a urocultura (C) atrasa o tratamento e aumenta o risco de cicatriz renal. Ciprofloxacino (D) nao e primeira escolha em pediatria. Resposta A.

Questão 33Lactente de 12 meses com quatro episódios de sibilância desde os 8 meses, um deles com necessidade de hos- pitalização. Todos os episódios ocorreram após quadros respiratórios virais. Entre crises, permanece com sinto- mas respiratórios leves. Ao exame: eutrófico, eupneico, ausculta com roncos de transmissão, lesões eczemato- sas em fossas cubitais e poplíteas. Com base no GINA 2025 para menores de 5 anos, qual a conduta terapêutica correta?Gabarito: B

Lactente de 12 meses com quatro episódios de sibilância desde os 8 meses, um deles com necessidade de hos- pitalização. Todos os episódios ocorreram após quadros respiratórios virais. Entre crises, permanece com sinto- mas respiratórios leves. Ao exame: eutrófico, eupneico, ausculta com roncos de transmissão, lesões eczemato- sas em fossas cubitais e poplíteas. Com base no GINA 2025 para menores de 5 anos, qual a conduta terapêutica correta?

  • A. Manter salbutamol inalatório sob demanda durante as crises.
  • B. Corticoide inalatório diariamente, associado a salbu- tamol sob demanda.
  • C. Tratamento de suporte exclusivo nas crises.
  • D. Associar corticoide oral a salbutamol por um período de 3 a 5 dias nas crises.

Comentário OsceLabs

Lactente com quatro episodios de sibilancia em quatro meses, um deles com internacao, sintomas respiratorios PERSISTENTES entre as crises e eczema em dobras (indice preditivo de asma positivo): o GINA recomenda teste terapeutico com corticoide inalatorio diario por 2-3 meses, mantendo o broncodilatador de alivio conforme necessidade, e reavaliar a resposta. Manter so salbutamol de resgate (A) ou apenas suporte nas crises (C) deixam sem tratamento a inflamacao de base. Corticoide oral repetido a cada crise (D) expoe a efeitos sistemicos cumulativos sem controlar a doenca. Resposta B.

Questão 34Lactente de 6 meses, irmão de criança com alergia ali- mentar grave a castanhas, encontra-se em fase de intro- dução alimentar. Considerando o risco aumentado para alergia alimentar, qual a orientação adequada, conforme as diretrizes atuais?Gabarito: C

Lactente de 6 meses, irmão de criança com alergia ali- mentar grave a castanhas, encontra-se em fase de intro- dução alimentar. Considerando o risco aumentado para alergia alimentar, qual a orientação adequada, conforme as diretrizes atuais?

  • A. Mensurar as IgE específicas para os alimentos mais alergênicos (leite, ovo, peixes, amendoim e casta- nhas) antes da introdução.
  • B. Postergar a introdução de alimentos potencialmente alergênicos para depois do primeiro ano de vida.
  • C. Iniciar qualquer alimento a partir deste momento, respeitando valor nutricional e cultura alimentar.
  • D. Evitar castanhas e utilizar fórmula extensamente hidrolisada caso seja necessário complementar o leite materno.

Comentário OsceLabs

A recomendacao atual inverteu o paradigma antigo: a introducao PRECOCE de alimentos alergenicos (a partir dos 6 meses, junto com a alimentacao complementar) reduz o risco de alergia alimentar — evidencia dos estudos LEAP e EAT. Mesmo com irmao alergico, orienta-se oferecer os alimentos respeitando valor nutricional e cultura alimentar, sem rastreio previo. Dosar IgE especifica antes de introduzir (A) gera falso-positivos e restricoes desnecessarias; postergar apos 1 ano (B) aumenta o risco; evitar castanhas e usar formula hidrolisada (D) nao tem respaldo em lactente sem alergia diagnosticada. Resposta C.

Questão 35Menino de 14 anos apresenta febre alta há 7 dias, dor de garganta e surgimento de exantema maculopa- pular disseminado. Nega uso recente de antibióticos. Ao exame físico, observam-se exsudato amarelado em amídalas, linfadenopatia generalizada, esplenomegalia e hepatomegalia discretas. O exantema acomete tronco, face e membros, sem prurido. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual achado laboratorial é mais característico?Gabarito: D

Menino de 14 anos apresenta febre alta há 7 dias, dor de garganta e surgimento de exantema maculopa- pular disseminado. Nega uso recente de antibióticos. Ao exame físico, observam-se exsudato amarelado em amídalas, linfadenopatia generalizada, esplenomegalia e hepatomegalia discretas. O exantema acomete tronco, face e membros, sem prurido. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual achado laboratorial é mais característico?

  • A. Anemia normocítica com reticulocitose.
  • B. Leucopenia intensa com neutropenia absoluta.
  • C. Eosinofilia periférica significativa.
  • D. Linfocitose com presença de linfócitos atípicos.

Comentário OsceLabs

Adolescente com febre prolongada, faringoamigdalite exsudativa, linfadenopatia GENERALIZADA, hepatoesplenomegalia e exantema maculopapular sem uso de antibiotico: o quadro e mononucleose infecciosa por Epstein-Barr. O achado laboratorial mais caracteristico e a linfocitose com linfocitos ATIPICOS (celulas de Downey), que costumam ultrapassar 10% do diferencial. Anemia com reticulocitose (A) sugere hemolise; leucopenia com neutropenia absoluta (B) aponta outras viroses ou agranulocitose; eosinofilia (C) remete a parasitose, atopia ou reacao a droga. Resposta D.

Questão 36Um paciente de 7 anos encontra-se internado em UTI pediátrica devido a queimaduras que acometem 40% da superfície corpórea. Está intubado e em ventilação mecânica, sem necessidade de drogas vasoativas. Nas últimas 24 horas, apresentou piora ventilatória importante (radiografia de tórax a seguir). Não apresenta disfunção hemodinâmica grave; ecocardiograma funcional sem alterações. (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) No momento, encontra-se em modo assistido-controla- do, pressão controlada, com os seguintes parâmetros: PEEP: 8 cmH2O; frequência respiratória: 30 irpm; pres- são controlada (acima do PEEP): 18 cmH2O; tempo ins- piratório: 0,8 s; FiO2: 100%; média de volume corrente: 7 mL/kg; pressão média das vias aéreas (Paw): 15 cmH2O. Gasometria arterial: pH: 7,24; pCO2: 60; pO2: 100; bic: 23; BE: –2; SatO2: 84%. Com base nos dados apresentados, assinale a alterna- tiva que contenha o valor mais adequado do Índice de Oxigenação (IO) e a melhor conduta ventilatória a ser ins- tituída nesse momento.Gabarito: A

Um paciente de 7 anos encontra-se internado em UTI pediátrica devido a queimaduras que acometem 40% da superfície corpórea. Está intubado e em ventilação mecânica, sem necessidade de drogas vasoativas. Nas últimas 24 horas, apresentou piora ventilatória importante (radiografia de tórax a seguir). Não apresenta disfunção hemodinâmica grave; ecocardiograma funcional sem alterações. (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) No momento, encontra-se em modo assistido-controla- do, pressão controlada, com os seguintes parâmetros: PEEP: 8 cmH2O; frequência respiratória: 30 irpm; pres- são controlada (acima do PEEP): 18 cmH2O; tempo ins- piratório: 0,8 s; FiO2: 100%; média de volume corrente: 7 mL/kg; pressão média das vias aéreas (Paw): 15 cmH2O. Gasometria arterial: pH: 7,24; pCO2: 60; pO2: 100; bic: 23; BE: –2; SatO2: 84%. Com base nos dados apresentados, assinale a alterna- tiva que contenha o valor mais adequado do Índice de Oxigenação (IO) e a melhor conduta ventilatória a ser ins- tituída nesse momento.

  • A. IO: 15 – Aumentar PEEP para 10, tentar baixar PC para 15, objetivando volume corrente de 4 a 6 mL/kg por ciclo ventilatório, diminuir FR para 25; tolerar hipercapnia até pH de 7,2.
  • B. IO: 18 – Aumentar PEEP para 12, tentar baixar PC para 15, objetivando volume corrente de 4 a 6 mL/kg por ciclo ventilatório; tolerar hipercapnia até pH de 7,15.
  • C. IO = 15 – Aumentar PEEP para 10, aumentar PC para 20, objetivando melhora do volume corrente e da hipercapnia; diminuir FR para 22.
  • D. IO = 18 – Aumentar PEEP para 10, manter PC em 18, com alvo de volume corrente de 6 a 8 mL/kg por ciclo ventilatório; diminuir FR para 25. 13 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Calculo direto: IO = (FiO2 x Paw x 100) / PaO2 = (100 x 15) / 100 = 15 — SDRA pediatrica ja em faixa de gravidade. A conduta e ventilacao protetora: subir a PEEP (8 para 10) para recrutar e melhorar a oxigenacao, reduzir a pressao controlada (18 para 15) buscando volume corrente de 4-6 mL/kg, reduzir a frequencia e aceitar hipercapnia permissiva com pH ate cerca de 7,20. As alternativas B e D erram o calculo do indice (18). A alternativa C aumenta a pressao controlada e o volume corrente, exatamente o oposto da estrategia protetora, agravando o volutrauma. Resposta A.

Questão 37Uma criança de 8 anos, previamente saudável, é avalia- da por quadro de febre baixa, náuseas, prostração, dor abdominal e icterícia. Há 2 dias, os pais notaram urina escura e fezes claras. A criança frequenta escola pública, e, recentemente, colegas de classe apresentaram sinto- mas semelhantes. No exame, observam-se hepatomega- lia dolorosa e icterícia. AST e ALT estão significativamente elevadas; bilirrubina total: 6,5 mg/dL (direta: 4,2 mg/dL). Aguarda resultado de sorologias. De acordo com os dados apresentados, a conduta ime- diata adequada consiste emGabarito: C

Uma criança de 8 anos, previamente saudável, é avalia- da por quadro de febre baixa, náuseas, prostração, dor abdominal e icterícia. Há 2 dias, os pais notaram urina escura e fezes claras. A criança frequenta escola pública, e, recentemente, colegas de classe apresentaram sinto- mas semelhantes. No exame, observam-se hepatomega- lia dolorosa e icterícia. AST e ALT estão significativamente elevadas; bilirrubina total: 6,5 mg/dL (direta: 4,2 mg/dL). Aguarda resultado de sorologias. De acordo com os dados apresentados, a conduta ime- diata adequada consiste em

  • A. iniciar antibioticoterapia empírica com ceftriaxona, devido à possibilidade de colangite aguda.
  • B. realizar lavagem gástrica e uso de carvão ativado devido à suspeita de intoxicação exógena.
  • C. instituir medidas de suporte clínico e sintomático, com hidratação, alimentação leve e observação.
  • D. iniciar tratamento com antivirais, como ribavirina, enquanto aguarda sorologia.

Comentário OsceLabs

Escolar com sindrome ictericia + coluria + acolia, febre baixa, hepatomegalia dolorosa, transaminases muito elevadas e colegas de classe com quadro semelhante: e hepatite A aguda, doenca de transmissao fecal-oral e curso autolimitado. O tratamento e de SUPORTE — hidratacao, dieta leve conforme aceitacao, evitar hepatotoxicos e vigiar sinais de insuficiencia hepatica aguda. Ceftriaxona por suspeita de colangite (A) nao cabe sem dor biliar, febre alta e dilatacao de vias biliares; lavagem gastrica (B) e descabida dias apos; e nao ha antiviral indicado para hepatite A — ribavirina (D) nao trata esse virus. Resposta C.

Questão 38Lactente de 5 meses é admitido no pronto-socorro com febre há 6 dias, conjuntivite bilateral não purulenta, língua em framboesa, exantema polimorfo e edema de mãos e pés. Os exames laboratoriais revelam: PCR de 120 mg/L, plaquetas de 600.000/mm3 e leucocitose. Ecocardiogra- ma realizado no 6o dia revela Z‑score de 2,7 na artéria coronária direita. De acordo com as diretrizes atuais da American Heart Association (AHA) de 2024, qual terapêutica está indica- da nos pacientes classificados como alto risco na patolo- gia em questão?Gabarito: A

Lactente de 5 meses é admitido no pronto-socorro com febre há 6 dias, conjuntivite bilateral não purulenta, língua em framboesa, exantema polimorfo e edema de mãos e pés. Os exames laboratoriais revelam: PCR de 120 mg/L, plaquetas de 600.000/mm3 e leucocitose. Ecocardiogra- ma realizado no 6o dia revela Z‑score de 2,7 na artéria coronária direita. De acordo com as diretrizes atuais da American Heart Association (AHA) de 2024, qual terapêutica está indica- da nos pacientes classificados como alto risco na patolo- gia em questão?

  • A. Imunoglobulina intravenosa 2 g/kg + corticote- rapia ou agentes biológicos associada ao ácido acetilsalicílico.
  • B. Imunoglobulina intravenosa 1 g/kg + corticote- rapia ou agentes biológicos associada ao ácido acetilsalicílico.
  • C. Imunoglobulina intravenosa 2 g/kg + ácido acetil- salicílico.
  • D. Imunoglobulina intravenosa 1 g/kg + ácido acetil- salicílico.

Comentário OsceLabs

Lactente com febre >= 5 dias, conjuntivite nao purulenta, lingua em framboesa, exantema polimorfo e edema de extremidades: doenca de Kawasaki. Ha marcadores de ALTO RISCO — idade abaixo de 6 meses, PCR muito elevada e Z-score coronariano de 2,7 (dilatacao ja presente). Para esse subgrupo, a AHA recomenda intensificar a terapia inicial: imunoglobulina 2 g/kg ASSOCIADA a corticoide ou agente biologico, alem do AAS. A dose de imunoglobulina e sempre 2 g/kg em infusao unica — 1 g/kg (B e D) e subdose; e IVIG com AAS isolados (C) e o esquema do paciente de risco habitual. Resposta A.

Questão 39Durante uma consulta pediátrica de rotina, os pais de um menino de 8 anos relatam uso excessivo de telas e ausência de prática de atividade física, exceto pelas aulas de Educação Física realizadas duas vezes por semana na escola. O hábito alimentar é inadequado, com baixa ingestão de frutas e legumes, associado a preferência por alimentos ultraprocessados. O índice de massa corporal (IMC) está representado na curva a seguir: (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) Assinale a alternativa que apresenta a classificação do estado nutricional do paciente em questão e os exames comple- mentares iniciais indicados de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria.Gabarito: B

Durante uma consulta pediátrica de rotina, os pais de um menino de 8 anos relatam uso excessivo de telas e ausência de prática de atividade física, exceto pelas aulas de Educação Física realizadas duas vezes por semana na escola. O hábito alimentar é inadequado, com baixa ingestão de frutas e legumes, associado a preferência por alimentos ultraprocessados. O índice de massa corporal (IMC) está representado na curva a seguir: (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) Assinale a alternativa que apresenta a classificação do estado nutricional do paciente em questão e os exames comple- mentares iniciais indicados de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria.

  • A. Obesidade grave; insulina, LDL, TGP, hemograma.
  • B. Obesidade; glicemia jejum, perfil lipídico e TGP.
  • C. Obesidade grave; TSH, perfil lipídico e perfil de ferro.
  • D. Sobrepeso; glicemia jejum, LDL, insulina, hemograma. 14 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Pela curva de IMC por idade da OMS/SBP, escore-z entre +2 e +3 em maior de 5 anos define OBESIDADE (acima de +3 seria obesidade grave). A avaliacao complementar inicial preconizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria e simples e dirigida as comorbidades mais prevalentes: glicemia de jejum, perfil lipidico completo e transaminase (TGP), pela doenca hepatica gordurosa. Insulina e HOMA (A e D) nao sao recomendados na triagem inicial; TSH e perfil de ferro (C) nao fazem parte do rastreio de rotina da obesidade exogena. Resposta B.

Questão 40Uma criança do sexo feminino, 4 anos, é levada ao pron- to atendimento com história de febre há 48 horas, de até 38,8 ºC. Nas últimas 12 horas, os pais referem altera- ção do comportamento, incluindo episódios de confusão mental, irritabilidade e sonolência progressiva. Durante a avaliação na sala de emergência, a paciente apresen- tou pico febril e crise convulsiva focal, com necessidade de midazolam e fenitoína intravenosos para controle de crise. Após estabilização, foram solicitados exames com- plementares. Considerando o quadro clínico descrito, assinale a alternativa que apresenta as hipóteses diag- nósticas mais prováveis.Gabarito: C

Uma criança do sexo feminino, 4 anos, é levada ao pron- to atendimento com história de febre há 48 horas, de até 38,8 ºC. Nas últimas 12 horas, os pais referem altera- ção do comportamento, incluindo episódios de confusão mental, irritabilidade e sonolência progressiva. Durante a avaliação na sala de emergência, a paciente apresen- tou pico febril e crise convulsiva focal, com necessidade de midazolam e fenitoína intravenosos para controle de crise. Após estabilização, foram solicitados exames com- plementares. Considerando o quadro clínico descrito, assinale a alternativa que apresenta as hipóteses diag- nósticas mais prováveis.

  • A. Meningoencefalite e convulsão febril complexa.
  • B. Meningite bacteriana e convulsão febril complexa.
  • C. Meningoencefalite e crise convulsiva sintomática aguda.
  • D. Meningite bacteriana e crise convulsiva sintomática aguda.

Comentário OsceLabs

Crise convulsiva FOCAL, em crianca de 4 anos, precedida por 12 horas de alteracao de comportamento, confusao e sonolencia progressiva: a encefalopatia caracteriza meningoencefalite, e a crise, por ocorrer no contexto de agressao aguda do SNC, e uma crise sintomatica aguda — nao uma convulsao febril. Convulsao febril, mesmo complexa (A e B), exige crianca neurologicamente normal entre as crises, sem rebaixamento sustentado. Meningite bacteriana isolada (B e D) nao explica a alteracao de consciencia e o deficit cortical, que apontam acometimento do parenquima. Resposta C.

Questão 41Paciente do sexo masculino, 10 anos, é atendido na uni- dade básica de saúde com queixa de urina avermelhada há dois dias; nega febre, disúria ou queixas abdominais. Refere ter apresentado episódio de faringoamigdalite há aproximadamente 2 semanas, tratado ambulatorialmen- te. Ao exame físico, apresenta edema palpebral discreto (1+/4+) e pressão arterial de 130 x 85 mmHg, compatí- vel com valores acima do percentil 95 para idade. Foram solicitados exames complementares, e o paciente per- manece em acompanhamento na unidade. Com base na hipótese diagnóstica mais provável, assina- le a alternativa correta.Gabarito: D

Paciente do sexo masculino, 10 anos, é atendido na uni- dade básica de saúde com queixa de urina avermelhada há dois dias; nega febre, disúria ou queixas abdominais. Refere ter apresentado episódio de faringoamigdalite há aproximadamente 2 semanas, tratado ambulatorialmen- te. Ao exame físico, apresenta edema palpebral discreto (1+/4+) e pressão arterial de 130 x 85 mmHg, compatí- vel com valores acima do percentil 95 para idade. Foram solicitados exames complementares, e o paciente per- manece em acompanhamento na unidade. Com base na hipótese diagnóstica mais provável, assina- le a alternativa correta.

  • A. A presença de hipocomplementemia (C3 e CH50 reduzidos) é achado patognomônico dessa glomerulopatia.
  • B. A biópsia renal revela, classicamente, depósitos de IgA no mesângio.
  • C. A hematúria observada nesses casos é predominan- temente formada por hemácias isomórficas.
  • D. A hematúria microscópica persistente pode durar até 18 meses, sem representar critério de mau prognóstico.

Comentário OsceLabs

Hematuria macroscopica 2 semanas apos faringoamigdalite, com edema palpebral e hipertensao: glomerulonefrite difusa aguda pos-estreptococica. A hematuria microscopica pode persistir por 12 a 24 meses (ate cerca de 18 meses) sem significar mau prognostico — a resolucao e a regra na crianca. A hipocomplementemia e caracteristica, mas nao patognomonica (A) e deve normalizar em ate 8 semanas; deposito mesangial de IgA (B) e da nefropatia por IgA, cuja hematuria e sinfaringitica; e a hematuria glomerular e formada por hemacias DISMORFICAS e cilindros hematicos, nao isomorficas (C). Resposta D.

Questão 42Paciente do sexo feminino, 8 anos de idade, é levada ao pediatra em consulta de puericultura para avaliação de crescimento. Sua altura está abaixo do percentil 3 para a idade, com velocidade de crescimento de 3 cm/ano. Ao exame físico, apresenta linfedema residual em dorso dos pés, pescoço curto e alado. Considerando o diagnóstico mais provável nesse caso, outras características comu- mente encontradas nesta patologia são:Gabarito: C

Paciente do sexo feminino, 8 anos de idade, é levada ao pediatra em consulta de puericultura para avaliação de crescimento. Sua altura está abaixo do percentil 3 para a idade, com velocidade de crescimento de 3 cm/ano. Ao exame físico, apresenta linfedema residual em dorso dos pés, pescoço curto e alado. Considerando o diagnóstico mais provável nesse caso, outras características comu- mente encontradas nesta patologia são:

  • A. valva aórtica bicúspide e cúbito varo.
  • B. puberdade precoce e hipotireoidismo.
  • C. valva aórtica bicúspide e falência ovariana.
  • D. infertilidade e hirsutismo.

Comentário OsceLabs

Baixa estatura com velocidade de crescimento reduzida, linfedema residual em dorso dos pes e pescoco curto e alado compoem o fenotipo da sindrome de Turner (45,X). As associacoes classicas sao a valva aortica bicuspide (alem de coarctacao da aorta e risco de dissecao) e a falencia ovariana precoce por disgenesia gonadal, que causa atraso puberal e infertilidade. O cotovelo tipico e o cubito VALGO, nao varo (A). Puberdade precoce (B) e o oposto do esperado, e hipotireoidismo autoimune, embora frequente, nao vem com ela nessa combinacao. Hirsutismo (D) nao e caracteristico. Resposta C.

Questão 43Durante consulta de rotina, o pediatra não consegue pal- par o testículo direito na bolsa escrotal de um menino de 1 ano e 6 meses, e ainda observa hipotrofia da bolsa testicular correspondente. Considerando o diagnóstico de criptorquidia, assinale a alternativa correta em relação às informações que devem ser dadas à família.Gabarito: A

Durante consulta de rotina, o pediatra não consegue pal- par o testículo direito na bolsa escrotal de um menino de 1 ano e 6 meses, e ainda observa hipotrofia da bolsa testicular correspondente. Considerando o diagnóstico de criptorquidia, assinale a alternativa correta em relação às informações que devem ser dadas à família.

  • A. Infertilidade e risco de malignidade são complica- ções possíveis nos testículos não descidos e variam conforme a localização testicular.
  • B. O tratamento cirúrgico da criptorquidia deveria ter sido realizado antes dos 6 meses de idade.
  • C. O testículo criptorquídico deve ser removido cirurgi- camente assim que o diagnóstico for estabelecido, devido ao risco de câncer testicular.
  • D. O tratamento deve ser conservador, pois a maioria dos casos se resolve espontaneamente após os 18 meses de idade.

Comentário OsceLabs

Na criptorquidia, as duas complicacoes que devem ser explicitadas a familia sao a infertilidade e o risco aumentado de malignizacao, e ambas variam com a POSICAO do testiculo: quanto mais alto (intra-abdominal), maior o risco. A orquidopexia e indicada entre 6 e 18 meses de vida (idealmente 6-12), portanto nao 'deveria ter sido feita antes dos 6 meses' (B) — antes disso ainda se aguarda descida espontanea. Orquiectomia de rotina (C) nao se faz na crianca. E a descida espontanea praticamente nao ocorre apos os 6 meses de idade, o que invalida a conduta expectante da alternativa D. Resposta A.

Questão 44Um bebê de 1 mês de vida está mamando no seio mater- no quando de repente apresenta sinais de engasgo com tosse e cianose perioral, mantendo-se consciente. A mãe chama por ajuda. Qual a conduta imediata está indicada?Gabarito: B

Um bebê de 1 mês de vida está mamando no seio mater- no quando de repente apresenta sinais de engasgo com tosse e cianose perioral, mantendo-se consciente. A mãe chama por ajuda. Qual a conduta imediata está indicada?

  • A. Fazer manobra de Heimlich comprimindo a região superior do abdome.
  • B. Levantar o bebê, remover excesso de leite visível e fazer estímulo tátil nas costas.
  • C. Fazer manobra dos cinco golpes entre as escápulas e cinco compressões torácicas.
  • D. Iniciar manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP).

Comentário OsceLabs

Lactente que engasga durante a mamada, TOSSE e mantem-se consciente tem obstrucao PARCIAL com tosse eficaz: a tosse e o melhor mecanismo de desobstrucao e nao se deve interferir. A conduta e posicionar o bebe, remover o excesso de leite visivel e estimular, observando. A manobra de Heimlich (A) e contraindicada em menores de 1 ano pelo risco de lesao hepatica. Os cinco golpes dorsais com cinco compressoes toracicas (C) so entram quando a tosse se torna ineficaz ou ha silencio/cianose progressiva. RCP (D) so na vitima irresponsiva. Resposta B.

Questão 45Paciente do sexo masculino, 4 anos, com histórico de epilepsia em uso regular de ácido valproico há 8 meses, sem outras comorbidades, é levado ao pronto atendi- mento com queixa de dor abdominal epigástrica intensa há dois dias, associada a náuseas e vômitos. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, desidra­tado (2+/4+), com dor à palpação epigástrica, sem sinais de irritação peritoneal. Está afebril, anictérico, com padrão evacuatório preservado. Os exames laboratoriais reve­ lam: TGO: 28 U/L (VR até 40); TGP: 30 U/L (VR até 41); amilase: 450 U/L (VR até 100); lipase: 650 U/L (VR até 60). Gama GT, bilirrubinas e transaminases normais. Considerando os achados clínicos e laboratoriais, qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: D

Paciente do sexo masculino, 4 anos, com histórico de epilepsia em uso regular de ácido valproico há 8 meses, sem outras comorbidades, é levado ao pronto atendi- mento com queixa de dor abdominal epigástrica intensa há dois dias, associada a náuseas e vômitos. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, desidra­tado (2+/4+), com dor à palpação epigástrica, sem sinais de irritação peritoneal. Está afebril, anictérico, com padrão evacuatório preservado. Os exames laboratoriais reve­ lam: TGO: 28 U/L (VR até 40); TGP: 30 U/L (VR até 41); amilase: 450 U/L (VR até 100); lipase: 650 U/L (VR até 60). Gama GT, bilirrubinas e transaminases normais. Considerando os achados clínicos e laboratoriais, qual é o diagnóstico mais provável?

  • A. Hepatite aguda de etiologia medicamentosa.
  • B. Colecistite alitiásica associada a uso de anticon- vulsivante.
  • C. Gastrite aguda funcional por irritação gástrica.
  • D. Pancreatite aguda induzida por ácido valproico. 15 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. gINECOLOGIA E oBSTETRÍCIA

Comentário OsceLabs

Dor epigastrica intensa com vomitos e lipase 650 U/L (mais de 10 vezes o limite superior) fecham pancreatite aguda — o criterio laboratorial exige elevacao acima de 3 vezes o valor de referencia, e a lipase e mais especifica que a amilase. Em crianca sem litiase e sem trauma, o ACIDO VALPROICO e causa medicamentosa classica, dose-independente e potencialmente grave. Transaminases, GGT e bilirrubinas normais afastam hepatite medicamentosa (A) e doenca biliar (B); gastrite funcional (C) nao eleva enzimas pancreaticas. A conduta e suspender o valproato. Resposta D.

Questão 46Paciente de 57 anos, assintomática, sem história familiar de câncer de mama, comparece ao serviço de ginecolo- gia trazendo mamografia de rastreamento, reproduzida a seguir. O exame físico não evidencia nódulos palpáveis ou linfadenopatia axilar. (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) Qual a conduta diagnóstica mais apropriada neste caso e a hipótese histopatológica mais provável, caso se con- firme malignidade?Gabarito: C

Paciente de 57 anos, assintomática, sem história familiar de câncer de mama, comparece ao serviço de ginecolo- gia trazendo mamografia de rastreamento, reproduzida a seguir. O exame físico não evidencia nódulos palpáveis ou linfadenopatia axilar. (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização) Qual a conduta diagnóstica mais apropriada neste caso e a hipótese histopatológica mais provável, caso se con- firme malignidade?

  • A. Core biopsy (agulha grossa), guiada por ultrasso- nografia; diagnóstico provável: carcinoma invasivo.
  • B. Core biopsy (agulha grossa), guiada por estereotaxia; diagnóstico provável: carcinoma ductal in situ.
  • C. Biópsia percutânea vácuo-assistida (mamotomia), guiada por estereotaxia; diagnóstico provável: carci- noma ductal in situ.
  • D. Biópsia percutânea vácuo-assistida (mamotomia), guiada por estereotaxia; diagnóstico provável: carci- noma invasivo.

Comentário OsceLabs

Achado mamografico impalpavel em rastreamento — tipicamente microcalcificacoes agrupadas — nao e visivel a ultrassonografia, o que obriga a guia por ESTEREOTAXIA. Nesses casos, a biopsia percutanea a vacuo (mamotomia) e preferida a core biopsy porque retira maior volume de tecido e reduz muito a subestimacao diagnostica das calcificacoes. E o correlato histologico mais provavel de microcalcificacoes pleomorficas agrupadas, sem nodulo palpavel, e o carcinoma ductal in situ. Por isso as opcoes guiadas por US (A) ou que apostam em carcinoma invasivo (B e D) nao se sustentam. Resposta C.

Questão 47Uma paciente de 16 anos procura o ambulatório de gine- cologia por nunca ter menstruado. Informa que sua mãe teve menopausa precoce aos 37 anos. O exame físico evidencia desenvolvimento das mamas e pelos pubianos (Tanner IV), índice de Ferriman = 7, e seu peso e altura são 59 kg e 1,65 m, respectivamente. Ela traz alguns exames laboratoriais recentes já solicita- dos previamente em outro serviço: •  FSH: 5 mUI/mL Valores de referência: Fase folicular: 3,5 a 12,5 mUI/mL Meio do ciclo: 4,7 a 21,5 mUI/mL Fase lútea: 1,7 a 7,7 mUI/mL Pós-menopausa: 25,8 a 134,8 mUI/mL •  LH: 7 mUI/mL Valores de referência: Fase folicular: 2,4 a 12,6 mUI/mL Meio do ciclo: 14,0 a 95,6 mUI/mL Fase lútea: 1,0 a 11,4 mUI/mL Pós-menopausa: 7,7 a 58,5 mUI/mL •  Prolactina: 17 ng/mL (Valores de referência: 5 − 20 ng/mL) •  TSH: 2,6 µUI/mL (Valores de referência: 0,4 − 4,3 µUI/mL) Qual é o próximo passo na investigação diagnóstica dessa paciente?Gabarito: B

Uma paciente de 16 anos procura o ambulatório de gine- cologia por nunca ter menstruado. Informa que sua mãe teve menopausa precoce aos 37 anos. O exame físico evidencia desenvolvimento das mamas e pelos pubianos (Tanner IV), índice de Ferriman = 7, e seu peso e altura são 59 kg e 1,65 m, respectivamente. Ela traz alguns exames laboratoriais recentes já solicita- dos previamente em outro serviço: •  FSH: 5 mUI/mL Valores de referência: Fase folicular: 3,5 a 12,5 mUI/mL Meio do ciclo: 4,7 a 21,5 mUI/mL Fase lútea: 1,7 a 7,7 mUI/mL Pós-menopausa: 25,8 a 134,8 mUI/mL •  LH: 7 mUI/mL Valores de referência: Fase folicular: 2,4 a 12,6 mUI/mL Meio do ciclo: 14,0 a 95,6 mUI/mL Fase lútea: 1,0 a 11,4 mUI/mL Pós-menopausa: 7,7 a 58,5 mUI/mL •  Prolactina: 17 ng/mL (Valores de referência: 5 − 20 ng/mL) •  TSH: 2,6 µUI/mL (Valores de referência: 0,4 − 4,3 µUI/mL) Qual é o próximo passo na investigação diagnóstica dessa paciente?

  • A. Solicitar ressonância nuclear magnética da hipófise.
  • B. Solicitar ultrassonografia pélvica e abdominal.
  • C. Solicitar cariótipo a partir de sangue periférico.
  • D. Solicitar outras dosagens hormonais, incluindo estra- diol e testosterona.

Comentário OsceLabs

Amenorreia primaria aos 16 anos com caracteres sexuais secundarios PRESENTES (Tanner IV) e eixo hipofisario normal (FSH, LH, prolactina e TSH dentro da faixa) desloca a suspeita para anomalia do trato de saida: agenesia mulleriana (Mayer-Rokitansky), septo vaginal transverso ou hímen imperfurado. O proximo passo, barato e nao invasivo, e a ultrassonografia pelvica e abdominal — que avalia utero, vagina e tambem as vias urinarias, frequentemente malformadas nesse contexto. RM de hipofise (A) so com hiperprolactinemia ou hipogonadismo hipogonadotrofico; cariotipo (C) e novas dosagens (D) vem depois da imagem. Resposta B.

Questão 48Em relação aos cuidados no ciclo gravídico-puerperal de mulheres portadoras de HIV, é incorreto afirmar queGabarito: C

Em relação aos cuidados no ciclo gravídico-puerperal de mulheres portadoras de HIV, é incorreto afirmar que

  • A. se recomenda administrar vacina para hepatite A em todas as gestantes susceptíveis.
  • B. provas de função renal e hepática são parte da rotina propedêutica laboratorial.
  • C. a vacinação para Haemophilus deve ser evitada ­naquelas mulheres com menos de 19 anos.
  • D. o tratamento da tuberculose latente, em mulheres com contagem CD4 < 350 células/mm3, deve ser r­ealizado com isoniazida, associado à piridoxina. 16 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Questao de 'incorreto'. A vacina contra Haemophilus influenzae tipo b NAO deve ser evitada: pessoas vivendo com HIV tem risco aumentado de doenca invasiva por germes encapsulados e a vacinacao e recomendada, sem restricao pela faixa etaria citada. As demais estao corretas: vacina para hepatite A e indicada a gestantes susceptiveis com HIV; provas de funcao renal e hepatica integram a rotina propedeutica, pela nefro e hepatotoxicidade dos antirretrovirais; e o tratamento da infeccao latente por tuberculose com CD4 < 350 se faz com isoniazida associada a piridoxina, para prevenir neuropatia. Resposta C.

Questão 49Quanto ao rastreio de pré-eclâmpsia, assinale a alter­ nativa correta.Gabarito: A

Quanto ao rastreio de pré-eclâmpsia, assinale a alter­ nativa correta.

  • A. Na avaliação dopplervelocimétrica, o aumento do índice de pulsatilidade da artéria oftálmica materna traduz o aumento da resistência vascular periférica materna.
  • B. Nas gestantes classificadas como de alto risco, reco- menda-se administrar ácido acetilsalicílico 1,0  g/dia, preferencialmente à noite.
  • C. O rastreio realizado, entre 11 e 13 semanas, por uma combinação de fatores maternos, índices biofísicos e dosagens bioquímicas, apresenta sensibilidade de 95% para pré-eclâmpsia pré-termo.
  • D. A dosagem do fator de crescimento placentário se en- contra aumentada entre 11 e 13 semanas de gestação.

Comentário OsceLabs

A dopplervelocimetria da arteria oftalmica materna funciona como janela da circulacao sistemica: o aumento do indice de pulsatilidade traduz aumento da resistencia vascular periferica materna, alteracao hemodinamica central da pre-eclampsia, e por isso vem sendo estudada como ferramenta de rastreio e predicao. A profilaxia correta e AAS em dose BAIXA, 100-150 mg/dia a noite — nunca 1 g (B). O rastreio combinado de 11-13 semanas tem sensibilidade em torno de 75-90% para pre-eclampsia pre-termo, nao 95% (C). E o fator de crescimento placentario (PlGF) esta REDUZIDO, nao aumentado (D). Resposta A.

Questão 50Para uma paciente gestante com diagnóstico de síndro- me de antifosfolípides, assinale a alternativa correta.Gabarito: D

Para uma paciente gestante com diagnóstico de síndro- me de antifosfolípides, assinale a alternativa correta.

  • A. O uso da aspirina deve ser suspenso 12 horas antes do parto, para permitir a raquianestesia ou peridural.
  • B. Quando houver histórico de perdas gestacionais de repetição, a pesquisa de polimorfismos da metileno- tetra-hidrofolato redutase norteia o uso de ácido ace- tilsalicílico durante o período pré-concepcional.
  • C. A administração de anticoagulante injetável durante a gestação é restrita àquelas mulheres com histórico pessoal de eventos trombóticos prévios e/ou atuais.
  • D. Diante do diagnóstico de trombocitopenia imune induzida pela heparina durante a gestação, o uso da heparina deve ser suspenso.

Comentário OsceLabs

Trombocitopenia induzida por heparina e reacao imunomediada protrombotica: confirmado o diagnostico, a heparina deve ser suspensa imediatamente e substituida por anticoagulante alternativo (nao heparinico). O AAS em dose baixa nao contraindica bloqueio de neuroeixo e nao precisa ser suspenso 12 horas antes (A). A pesquisa de polimorfismos da MTHFR nao e recomendada na investigacao de perdas gestacionais de repeticao e nao norteia conduta (B). E na SAF obstetrica, mesmo sem trombose previa, indica-se AAS associado a heparina profilatica durante a gestacao (C e falsa). Resposta D.

Questão 51Quanto à vigilância do bem-estar fetal diante de quadro de restrição do crescimento, é correto afirmar queGabarito: B

Quanto à vigilância do bem-estar fetal diante de quadro de restrição do crescimento, é correto afirmar que

  • A. o aumento da variação de curto prazo da frequência cardíaca fetal é marcador precoce de hipóxia fetal.
  • B. o fenômeno de centralização hemodinâmica feta­l pode ser demonstrado pela redução da relação ­cérebro-placentária, no estudo dopplervelocimétrico.
  • C. se evita o uso do mobilograma devido à sua baixa r­eprodutibilidade e a elevados índices de falso-positivo.
  • D. diante de quadro de restrição grave do crescimento fetal com peso estimado abaixo do percentil 1, mes- mo sem alterações dopplervelocimétricas, recomen- da-se parto com 34 semanas de gestação.

Comentário OsceLabs

Na restricao de crescimento fetal, a centralizacao hemodinamica — redistribuicao de fluxo para cerebro, coracao e adrenais — e traduzida no Doppler pela queda da relacao cerebro-placentaria (IP da cerebral media dividido pelo IP da umbilical), marcador precoce e sensivel de deterioracao. A variacao de curto prazo da FCF DIMINUI, nao aumenta, na hipoxia (A). O mobilograma segue recomendado como metodo simples de vigilancia materna (C). E na restricao grave com Doppler normal a resolucao se programa por volta de 37 semanas, nao 34 — antecipar expoe a prematuridade iatrogenica (D). Resposta B.

Questão 52Gestante G2P1, 39 semanas, durante palpação obstétri- ca pelas manobras de Leopold, apresenta: polo duro, re- gular e globoso no fundo uterino; superfícies irregulares e pequenas partes palpáveis bilateralmente, sem dorso definido; polo volumoso, duro e móvel sobre a sínfise pú- bica; e estrutura mole e volumosa ocupando o estreito superior, sem pés palpáveis. Assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais provável.Gabarito: D

Gestante G2P1, 39 semanas, durante palpação obstétri- ca pelas manobras de Leopold, apresenta: polo duro, re- gular e globoso no fundo uterino; superfícies irregulares e pequenas partes palpáveis bilateralmente, sem dorso definido; polo volumoso, duro e móvel sobre a sínfise pú- bica; e estrutura mole e volumosa ocupando o estreito superior, sem pés palpáveis. Assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais provável.

  • A. Apresentação cefálica defletida, dorso posterior.
  • B. Apresentação cefálica fletida, dorso à esquerda.
  • C. Apresentação pélvica completa, dorso anterior, ati- tude fletida.
  • D. Apresentação pélvica incompleta, dorso posterior, atitude fletida. 17 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Traducao das manobras de Leopold: polo DURO, regular e globoso no fundo uterino = cabeca no fundo, portanto apresentacao PELVICA. Estrutura mole e volumosa ocupando o estreito superior, SEM pes palpaveis = nadegas isoladas, isto e, pelvica INCOMPLETA (modo de nadegas), com atitude fletida. Pequenas partes palpaveis bilateralmente e ausencia de dorso bem definido indicam dorso posterior. Apresentacoes cefalicas (A e B) sao incompativeis com polo cefalico no fundo; e pelvica COMPLETA (C) exigiria pes palpaveis junto as nadegas. Resposta D.

Questão 53Gestante G3P0, 40 semanas, período expulsivo há 50 min, analgesiada por duplo bloqueio, apresenta desa- celeração prolongada de 6 min na cardiotocografia, não responsiva a medidas iniciais de ressuscitação fetal. Ao toque: dilatação total, occípito-direita-anterior, plano +2 de De Lee, pelve adequada e líquido claro. Qual a conduta mais adequada nesse momento?Gabarito: D

Gestante G3P0, 40 semanas, período expulsivo há 50 min, analgesiada por duplo bloqueio, apresenta desa- celeração prolongada de 6 min na cardiotocografia, não responsiva a medidas iniciais de ressuscitação fetal. Ao toque: dilatação total, occípito-direita-anterior, plano +2 de De Lee, pelve adequada e líquido claro. Qual a conduta mais adequada nesse momento?

  • A. Monitorar e aguardar recuperação.
  • B. Cesariana de emergência.
  • C. Iniciar ocitocina para abreviar expulsivo.
  • D. Parto vaginal instrumental imediato (fórcipe/vácuo).

Comentário OsceLabs

Desaceleracao prolongada de 6 minutos, refrataria as medidas de reanimacao intrauterina, e emergencia fetal: precisa de resolucao em minutos. Com dilatacao total, variedade occipito-direita-anterior, plano +2 de De Lee, pelve adequada e liquido claro, todos os pre-requisitos para parto vaginal instrumental estao preenchidos — o forcipe ou o vacuo resolvem mais rapido que a cesariana, que exigiria transporte, anestesia e histerotomia (B). Aguardar recuperacao (A) desperdica tempo com bradicardia sustentada, e ocitocina (C) piora a hipoxia ao aumentar a atividade uterina. Resposta D.

Questão 54Paciente, 28 anos, G2P0A1, 6 semanas pela DUM, apre- senta dor pélvica de leve intensidade e sangramento genital vinhoso. USG transvaginal: massa anexial es- querda de 2,5 cm de diâmetro médio, sem líquido livre em fundo de saco. β-hCG inicial: 3.200 mUI/mL. Opta- -se por metotrexato dose única (50 mg/m2). No 4o dia: β-hCG 3.050 mUI/mL; no 7o dia: 2.750 mUI/mL. Paciente permanece assintomática. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.Gabarito: B

Paciente, 28 anos, G2P0A1, 6 semanas pela DUM, apre- senta dor pélvica de leve intensidade e sangramento genital vinhoso. USG transvaginal: massa anexial es- querda de 2,5 cm de diâmetro médio, sem líquido livre em fundo de saco. β-hCG inicial: 3.200 mUI/mL. Opta- -se por metotrexato dose única (50 mg/m2). No 4o dia: β-hCG 3.050 mUI/mL; no 7o dia: 2.750 mUI/mL. Paciente permanece assintomática. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.

  • A. Conduta expectante com controle de β-hCG em 48 horas.
  • B. Repetir dose de metotrexato.
  • C. Manter seguimento semanal do β-hCG até negativação.
  • D. Indicar salpingectomia laparoscópica imediata.

Comentário OsceLabs

Regra do metotrexato em dose unica na gestacao ectopica: compara-se o beta-hCG do 4o com o do 7o dia e exige-se queda de pelo menos 15%. Aqui foi de 3.050 para 2.750, ou seja, cerca de 10% — resposta INADEQUADA. Em paciente estavel, assintomatica e sem sinais de rotura, a conduta e repetir a dose de metotrexato e reiniciar o controle. Conduta expectante (A) nao se aplica a falha terapeutica; seguimento semanal ate negativar (C) so vale quando o criterio de queda foi cumprido; e salpingectomia (D) fica reservada a instabilidade, rotura ou falha de nova dose. Resposta B.

Questão 55As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero, utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico, foram aprova- das em 2025. Assinale a alternativa que NÃO está em acordo com as recomendações de transição do rastreamento citológico para o rastreamento com teste de DNA-HPV oncogênico.Gabarito: A

As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero, utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico, foram aprova- das em 2025. Assinale a alternativa que NÃO está em acordo com as recomendações de transição do rastreamento citológico para o rastreamento com teste de DNA-HPV oncogênico.

  • A. Mulheres previamente identificadas no rastreamen- to citológico com indicação de colposcopia também devem ser testadas para DNA-HPV oncogênico para reavaliar essa indicação.
  • B. Recomenda-se, após introdução do teste de DNA-HPV oncogênico, que ele seja utilizado em substituição à ci- tologia na próxima data de rastreio.
  • C. Recomenda-se interromper definitivamente o rastreio com a citologia em locais em que a transição para o teste de DNA-HPV oncogênico já foi implementada.
  • D. Recomenda-se, para cenários em que o teste de DNA-HPV oncogênico ainda não esteja disponível, manter o rastreamento utilizando-se a citologia trienal após dois resultados anuais consecutivos negativos.

Comentário OsceLabs

Questao pede a alternativa que NAO esta de acordo. Na transicao para o teste de DNA-HPV, mulheres que ja tem indicacao de colposcopia pela citologia devem SEGUIR para a colposcopia — refazer um teste de HPV para 'reavaliar' essa indicacao apenas atrasa o diagnostico de lesao possivelmente ja existente. As demais reproduzem as recomendacoes de 2025: substituir a citologia pelo teste molecular na proxima data de rastreio, encerrar a citologia onde a transicao ja ocorreu e, onde o teste ainda nao esta disponivel, manter a citologia trienal apos dois exames anuais negativos. Resposta A.

Questão 56Mulher cis de 62 anos comparece à consulta por queixa de urgeincontinência e episódios de infecção urinária – 3 nos últimos 6 meses. Refere hipertensão arterial sistêmi- ca e faz uso de losartana 50 mg/dia. Nuligesta, menopau- sa aos 49 anos, nega terapia hormonal da menopausa; atualmente sem atividade sexual, pois é divorciada há 5 anos. Ao exame físico: órgãos genitais externos hi- potróficos e sem perdas urinárias ao esforço solicitado. Exame especular com conteúdo vaginal escasso, dimi- nuição da rugosidade das paredes vaginais e petéquias subepiteliais na mucosa. Assinale a alternativa correta em relação à abordagem terapêutica para os sintomas dessa paciente.Gabarito: C

Mulher cis de 62 anos comparece à consulta por queixa de urgeincontinência e episódios de infecção urinária – 3 nos últimos 6 meses. Refere hipertensão arterial sistêmi- ca e faz uso de losartana 50 mg/dia. Nuligesta, menopau- sa aos 49 anos, nega terapia hormonal da menopausa; atualmente sem atividade sexual, pois é divorciada há 5 anos. Ao exame físico: órgãos genitais externos hi- potróficos e sem perdas urinárias ao esforço solicitado. Exame especular com conteúdo vaginal escasso, dimi- nuição da rugosidade das paredes vaginais e petéquias subepiteliais na mucosa. Assinale a alternativa correta em relação à abordagem terapêutica para os sintomas dessa paciente.

  • A. O uso de laser de CO2 fracionado é considerado atualmente o tratamento de primeira linha para mulheres com sintomas unicamente da síndrome genitourinária.
  • B. A terapia hormonal da menopausa sistêmica conten- do estrogênio é uma alternativa para melhora dos sintomas genitourinários da paciente em questão.
  • C. Para pacientes tratadas da síndrome genitourinária da pós-menopausa com estrogênio vaginal contínuo a longo prazo, não se recomenda uso de progestá- geno para proteção endometrial.
  • D. O uso de estrogênio unicamente por via vaginal não é capaz de melhorar os sintomas urinários, como be- xiga hiperativa, urgeincontinência e infecções uriná- rias de repetição.

Comentário OsceLabs

Sindrome geniturinaria da menopausa (atrofia vulvovaginal com urgeincontinencia e ITU de repeticao) tratada com estrogenio vaginal em baixa dose: a absorcao sistemica e minima e nao ha estimulo endometrial clinicamente relevante, portanto NAO se associa progestagenio para protecao endometrial, mesmo no uso prolongado. O laser de CO2 nao e primeira linha (A) — o estrogenio local e. Terapia sistemica (B) e desproporcional para sintomas exclusivamente geniturinarios. E o estrogenio vaginal comprovadamente melhora urgencia, urgeincontinencia e reduz recorrencia de ITU, o que torna D falsa. Resposta C.

Questão 57Mulher cis de 25 anos, nulípara, com ciclos menstruais irregulares, procura orientação contraceptiva. Ela relata que teve episódios de enxaqueca com aura nos últimos 6 meses em acompanhamento com neurologista. Qual é a melhor opção contraceptiva para essa paciente?Gabarito: A

Mulher cis de 25 anos, nulípara, com ciclos menstruais irregulares, procura orientação contraceptiva. Ela relata que teve episódios de enxaqueca com aura nos últimos 6 meses em acompanhamento com neurologista. Qual é a melhor opção contraceptiva para essa paciente?

  • A. Dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel (DIU-LNG), pois não contém etinilestradiol.
  • B. Mulheres com enxaqueca com aura não podem utili- zar nenhum método contraceptivo hormonal, sendo o preservativo considerado o único método elegível para essa paciente.
  • C. Anel vaginal combinado (etinilestradiol + etonogestrel) por evitar a primeira passagem hepática e disponibili- zar dose mínima de hormônios sistêmicos.
  • D. Adesivo transdérmico contraceptivo (etinilestradiol + norelgestromina), pois seu progestágeno não é trombogênico.

Comentário OsceLabs

Enxaqueca COM aura e contraindicacao absoluta (categoria 4 dos criterios de elegibilidade da OMS) a qualquer contraceptivo hormonal COMBINADO, pelo risco de AVC isquemico — o vilao e o etinilestradiol, independentemente da via. Isso elimina o anel vaginal (C) e o adesivo (D): nenhuma via de administracao anula o risco trombotico do estrogenio. Metodos so de progestagenio e os nao hormonais permanecem liberados, de modo que o DIU de levonorgestrel e excelente opcao, ainda mais em ciclos irregulares. Dizer que so resta o preservativo (B) e erro grosseiro. Resposta A.

Questão 58Paciente de 50 anos, com fluxo menstrual volumoso, dismenorreia e dor pélvica há um ano, presumivelmente por mioma, sendo essa a única alteração aos testes de rastreamento e exames diagnósticos pré-operatórios. Passará por histerectomia total laparoscópica, e seu médico destaca não ser possível a extração do órgão de forma íntegra, devido às suas grandes dimensões. Por isso, necessitará realizar fragmentação (morcelamento) do conjunto útero e nódulo tumoral de forma protegi- da, ou seja, com o produto de histerectomia dentro de um saco de contenção intra-abdominal, para que não haja espalhamento tecidual na superfície peritoneal e vísceras. Dessa forma, na eventualidade de um achado incidental de tumor maligno no pós-operatório, que era previamente suposto como mioma, espera-se não pio- rar estadiamento e prognóstico da paciente. Qual é a neoplasia que justifica essa conduta cirúrgica?Gabarito: C

Paciente de 50 anos, com fluxo menstrual volumoso, dismenorreia e dor pélvica há um ano, presumivelmente por mioma, sendo essa a única alteração aos testes de rastreamento e exames diagnósticos pré-operatórios. Passará por histerectomia total laparoscópica, e seu médico destaca não ser possível a extração do órgão de forma íntegra, devido às suas grandes dimensões. Por isso, necessitará realizar fragmentação (morcelamento) do conjunto útero e nódulo tumoral de forma protegi- da, ou seja, com o produto de histerectomia dentro de um saco de contenção intra-abdominal, para que não haja espalhamento tecidual na superfície peritoneal e vísceras. Dessa forma, na eventualidade de um achado incidental de tumor maligno no pós-operatório, que era previamente suposto como mioma, espera-se não pio- rar estadiamento e prognóstico da paciente. Qual é a neoplasia que justifica essa conduta cirúrgica?

  • A. Carcinoma espinocelular do colo uterino.
  • B. Adenocarcinoma do endométrio.
  • C. Sarcoma uterino.
  • D. Carcinoma seroso do ovário.

Comentário OsceLabs

O risco que justifica o morcelamento em bolsa de contencao e o SARCOMA UTERINO oculto — leiomiossarcoma que se apresentava clinicamente como mioma. A fragmentacao sem protecao dissemina fragmentos tumorais pela cavidade peritoneal, elevando o estadiamento e piorando drasticamente a sobrevida, o que motivou o alerta regulatorio sobre morceladores. Carcinoma de colo (A) e diagnosticado por rastreio citologico e colposcopia; adenocarcinoma de endometrio (B) manifesta-se por sangramento e e detectado por biopsia previa; carcinoma seroso de ovario (D) nao esta no espectro do 'mioma'. Resposta C.

Questão 59Dentre as indicações para o tratamento cirúrgico da endo- metriose, qual é considerada relativa e não absoluta?Gabarito: D

Dentre as indicações para o tratamento cirúrgico da endo- metriose, qual é considerada relativa e não absoluta?

  • A. Estenose ureteral pélvica, com uretero-hidronefrose ipsilateral e função renal preservada.
  • B. Lesão de endometriose no apêndice cecal.
  • C. Endometriose em retossigmoide, com semioclusão intestinal.
  • D. Endometriose como causa única de infertilidade conjugal.

Comentário OsceLabs

Endometriose como causa UNICA de infertilidade conjugal e indicacao RELATIVA de cirurgia: a decisao pesa idade, reserva ovariana, tempo de infertilidade e estadio, e frequentemente a reproducao assistida e alternativa igual ou superior — alem de a cistectomia de endometrioma poder reduzir a reserva ovariana. Sao absolutas as situacoes com dano organico instalado ou iminente: estenose ureteral com uretero-hidronefrose, mesmo com funcao renal ainda preservada (A), lesao em apendice cecal (B) e acometimento de retossigmoide com semioclusao intestinal (C). Resposta D.

Questão 60Dentre as afirmações a seguir, assinale a alternativa correta.Gabarito: B

Dentre as afirmações a seguir, assinale a alternativa correta.

  • A. Embora as gestações não aumentem o risco de incontinência urinária ou distopias genitais no futuro, o parto normal predispõe a esses desfechos.
  • B. Pacientes idosas são grupo de risco para incontinên- cia urinária mista, devendo-se atentar a esse diag- nóstico na decisão terapêutica.
  • C. A cirurgia de Burch, ou colpossuspensão, é a téc- nica preferencial para o tratamento da incontinên- cia urinária de esforço em pacientes obesas e com deficiência esfincteriana intrínseca.
  • D. A identificação do tipo de incontinência urinária passa pela classificação POP-Q, que esclarece os quadros de hipermobilidade uretral e quantifica os níveis pressóricos da perda urinária em cmH2O. 18 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação. mEDICINA pREVENTIVA E SOCIAL E MEDICINA DA FAMÍLIA E SAÚDE COLETIVA

Comentário OsceLabs

A incontinencia urinaria MISTA (esforco somada a urgencia) e particularmente prevalente na mulher idosa, e reconhece-la e decisivo para a escolha terapeutica — tratar apenas um componente leva a insatisfacao. A gestacao em si, independentemente da via de parto, ja aumenta o risco de incontinencia e distopia (A e falsa). Em obesas com deficiencia esfincteriana intrinseca, o sling e preferido a colpossuspensao de Burch (C). E o POP-Q quantifica PROLAPSO genital: nao classifica tipo de incontinencia nem mede pressao de perda urinaria (D). Resposta B.

Questão 61Uma mulher de 84 anos é levada à UBS por alteração do comportamento há 36 horas, com momentos de apa- tia alternando com agitação noturna. Nega febre, tosse ou dor torácica. Sem queixas urinárias. Refere constipa- ção há cinco dias. Medicações atuais: enalapril 10 mg/d; amitriptilina 25 mg à noite (iniciada há dez dias para dor neuropática); oxibutinina 5 mg 2x/d para bexiga hipera­ti­ va; difenidramina 50 mg à noite “para dormir” nas últimas cinco noites; ciclobenzaprina ocasional. Ao exame físico, apresenta: PA: 138 x 82 mmHg; FR: 18 rpm; SatO2: 96% em ar ambiente; afebril; mucosas ressecadas; abdome timpânico com fecaloma palpável; sem sinais neurológi- cos focais. Teste 4AT: 6 (alteração de alerta, inatenção e curso flutuante). Qual é a conduta mais apropriada para o manejo inicial do caso?Gabarito: C

Uma mulher de 84 anos é levada à UBS por alteração do comportamento há 36 horas, com momentos de apa- tia alternando com agitação noturna. Nega febre, tosse ou dor torácica. Sem queixas urinárias. Refere constipa- ção há cinco dias. Medicações atuais: enalapril 10 mg/d; amitriptilina 25 mg à noite (iniciada há dez dias para dor neuropática); oxibutinina 5 mg 2x/d para bexiga hipera­ti­ va; difenidramina 50 mg à noite “para dormir” nas últimas cinco noites; ciclobenzaprina ocasional. Ao exame físico, apresenta: PA: 138 x 82 mmHg; FR: 18 rpm; SatO2: 96% em ar ambiente; afebril; mucosas ressecadas; abdome timpânico com fecaloma palpável; sem sinais neurológi- cos focais. Teste 4AT: 6 (alteração de alerta, inatenção e curso flutuante). Qual é a conduta mais apropriada para o manejo inicial do caso?

  • A. Iniciar haloperidol em baixa dose para controle da agitação e programar reavaliação em 24 a 48 horas com TC de crânio se não houver melhora.
  • B. Corrigir hidratação e tratar constipação, suspender amitriptilina, introduzir benzodiazepínico de curta ação e reavaliar em 24 a 48 horas.
  • C. Iniciar medidas de reorientação, mobilização pre­ coce e hidratação, suspender difenidramina e ami- triptilina, revisar oxibutinina e reavaliar em 24 horas.
  • D. Solicitar urocultura e TC de crânio, tratar bacteriú- ria assintomática se presente e adiar mudanças no e­squema medicamentoso até estabilização clínica.

Comentário OsceLabs

Idosa com inicio agudo (36 horas) de alteracao de alerta, desatencao e curso flutuante, com 4AT de 6: e delirium. A causa esta escancarada — carga anticolinergica somada (amitriptilina, oxibutinina, difenidramina, ciclobenzaprina) mais desidratacao e fecaloma. O manejo inicial e nao farmacologico e etiologico: reorientacao, mobilizacao precoce, hidratacao, desimpactacao e retirada dos farmacos culpados. Antipsicotico (A) so para agitacao com risco, nunca como primeira medida; benzodiazepinico (B) agrava o delirium; e postergar a revisao de medicamentos (D), tratando bacteriuria assintomatica, e tratar o exame e nao a paciente. Resposta C.

Questão 62Uma mulher de 72 anos procura a UBS por dor crônica em ambos os joelhos, sem horário preferencial, mas pior ao subir escadas. Nega sinais inflamatórios. Tem hiper- tensão diagnosticada há quinze anos, atualmente com níveis controlados com uso de enalapril 20 mg ao dia. Usa paracetamol “de vez em quando”, pois não gosta de tomar comprimidos, com pouco alívio da dor. Nega outras comorbidades. Sem história de úlcera péptica, sangramento ou doença hepática. Queixa de dispepsia esporádica. Ao exame físico, notam-se crepitação bi- lateral em joelhos, dor à palpação da interlinha medial. IMC: 29 kg/m2. Raios-X prévios mostram osteófitos e redução do espaço articular tibiofemoral bilateral. TFG estimada: 80 mL/min/1,73 m2. Considerando as melhores evidências científicas, assim como as preferências da paciente, qual é a melhor con- duta para o caso?Gabarito: B

Uma mulher de 72 anos procura a UBS por dor crônica em ambos os joelhos, sem horário preferencial, mas pior ao subir escadas. Nega sinais inflamatórios. Tem hiper- tensão diagnosticada há quinze anos, atualmente com níveis controlados com uso de enalapril 20 mg ao dia. Usa paracetamol “de vez em quando”, pois não gosta de tomar comprimidos, com pouco alívio da dor. Nega outras comorbidades. Sem história de úlcera péptica, sangramento ou doença hepática. Queixa de dispepsia esporádica. Ao exame físico, notam-se crepitação bi- lateral em joelhos, dor à palpação da interlinha medial. IMC: 29 kg/m2. Raios-X prévios mostram osteófitos e redução do espaço articular tibiofemoral bilateral. TFG estimada: 80 mL/min/1,73 m2. Considerando as melhores evidências científicas, assim como as preferências da paciente, qual é a melhor con- duta para o caso?

  • A. Prescrever sulfato de glucosamina, iniciar reabilitação fisioterápica e associar ibuprofeno 600 mg + omepra- zol se necessário.
  • B. Oferecer programa de exercícios e perda ponderal, associando AINE tópica como primeira linha, com plano de revisão em seis semanas.
  • C. Oferecer programa de perda ponderal e manter ­paracetamol 1 g em dose única diária, suspender exercícios e reavaliar em seis semanas.
  • D. Encaminhar para infiltração intra-articular de glico- corticoide, por oferecer alívio mais duradouro que medidas não farmacológicas nesse caso.

Comentário OsceLabs

Osteoartrite de joelhos com dor mecanica, crepitacao e osteofitos: o alicerce do tratamento e nao farmacologico — programa estruturado de exercicios e perda ponderal, que tem o maior tamanho de efeito e modificam a historia natural. Como a paciente prefere evitar comprimidos, o AINE TOPICO e a primeira linha farmacologica, com eficacia comparavel ao oral e risco sistemico muito menor. Glucosamina (A) nao tem beneficio demonstrado e o AINE oral e evitavel; suspender exercicios (C) contraria a evidencia; e infiltracao com corticoide (D) alivia por poucas semanas, nao mais que as medidas nao farmacologicas. Resposta B.

Questão 63Durante uma visita domiciliar, o médico atende Carolina, de 76 anos, com história de duas quedas nos últimos seis meses (uma ao levantar-se à noite e outra no banhei- ro). Refere tontura ao levantar, medo de cair e sente que está diminuindo sua capacidade de fazer as atividades do dia a dia. Atualmente está em uso de hidroclorotiazida 25 mg/d, metoprolol 50 mg 2x/d e clonazepam 0,5 mg à noite, sem modificação recente nas medicações. No domicílio, notam-se tapetes soltos na sala e ilumi- nação fraca no corredor para o banheiro. Carolina usa chinelos moles e, às vezes, caminha de meias. Ao exa- me físico, nota-se marcha lenta, sem sinais neurológi- cos focais. PA sentada: 140 x 85 mmHg; PA ortostática: 130 x 80 mmHg. Qual é a conduta com maior impacto imediato na redução do risco de novas quedas nesse caso?Gabarito: C

Durante uma visita domiciliar, o médico atende Carolina, de 76 anos, com história de duas quedas nos últimos seis meses (uma ao levantar-se à noite e outra no banhei- ro). Refere tontura ao levantar, medo de cair e sente que está diminuindo sua capacidade de fazer as atividades do dia a dia. Atualmente está em uso de hidroclorotiazida 25 mg/d, metoprolol 50 mg 2x/d e clonazepam 0,5 mg à noite, sem modificação recente nas medicações. No domicílio, notam-se tapetes soltos na sala e ilumi- nação fraca no corredor para o banheiro. Carolina usa chinelos moles e, às vezes, caminha de meias. Ao exa- me físico, nota-se marcha lenta, sem sinais neurológi- cos focais. PA sentada: 140 x 85 mmHg; PA ortostática: 130 x 80 mmHg. Qual é a conduta com maior impacto imediato na redução do risco de novas quedas nesse caso?

  • A. Aplicar o Timed Up and Go para classificar o risco de queda e rastrear sarcopenia antes de definir a inter- venção prioritária.
  • B. Prescrever treino de força e equilíbrio supervisio- nado, remover tapetes e melhorar a iluminação do d­omicílio.
  • C. Iniciar esquema de desprescrição do clonazepam e encaminhar para programa supervisionado de força e equilíbrio.
  • D. Reduzir o diurético tiazídico, ajustar a dose do beta- bloqueador e fornecer bengala para a instabilidade postural.

Comentário OsceLabs

Duas quedas em seis meses em idosa que usa clonazepam: o benzodiazepinico e o fator de risco modificavel de maior peso e efeito mais rapido, e a desprescricao gradual somada a treino supervisionado de forca e equilibrio e a intervencao com maior impacto comprovado na reducao de novas quedas. As medidas ambientais e o exercicio (B) sao corretos, mas deixam intacto o principal culpado. Aplicar escalas antes de intervir (A) adia uma conduta ja obvia. E mexer no diuretico e no betabloqueador (D) nao se justifica: nao houve hipotensao ortostatica documentada (140x85 para 130x80 mmHg). Resposta C.

Questão 64Rita, 44 anos, trabalhadora doméstica, procura a UBS em uma sexta-feira, por demanda espontânea, por dor em região lombar há três meses, pior com esforços, sem irradiação. Já usou analgésicos por conta própria, com alívio parcial, e solicita encaminhamento para o ortope- dista. No acolhimento, a enfermeira colhe história diri­ gida, verifica sinais de alerta (negativos) e agenda ava- liação com a médica da equipe da UBS, para o início da semana ­seguinte, para definir plano terapêutico. Com base nos atributos da Atenção Primária à Saúde, assinale a alternativa que apresenta corretamente a ­interpretação mais adequada para a situação relatada.Gabarito: A

Rita, 44 anos, trabalhadora doméstica, procura a UBS em uma sexta-feira, por demanda espontânea, por dor em região lombar há três meses, pior com esforços, sem irradiação. Já usou analgésicos por conta própria, com alívio parcial, e solicita encaminhamento para o ortope- dista. No acolhimento, a enfermeira colhe história diri­ gida, verifica sinais de alerta (negativos) e agenda ava- liação com a médica da equipe da UBS, para o início da semana ­seguinte, para definir plano terapêutico. Com base nos atributos da Atenção Primária à Saúde, assinale a alternativa que apresenta corretamente a ­interpretação mais adequada para a situação relatada.

  • A. O atendimento no acolhimento indica que o acesso de primeiro contato foi respeitado, mesmo sem con- sulta médica imediata.
  • B. O agendamento para a semana seguinte caracteriza a longitudinalidade, pois garante seguimento contí- nuo do caso ao longo do tempo.
  • C. A integralidade ficou prejudicada nesse caso, porque não houve atendimento médico ou manejo clínico da queixa no primeiro momento.
  • D. A coordenação do cuidado foi falha por não ter sido feito o encaminhamento ao especialista indicado para o caso. 19 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

O acesso de primeiro contato — atributo essencial da Atencao Primaria — significa que o servico e a porta de entrada procurada e RESOLVE o problema na sua chegada, o que inclui acolhimento com escuta qualificada, avaliacao de sinais de alerta e definicao do momento adequado do atendimento. O acesso foi respeitado mesmo sem consulta medica imediata. Longitudinalidade (B) e o vinculo ao longo do tempo, nao um agendamento isolado. A integralidade (C) nao foi ferida, pois houve avaliacao e plano. E coordenacao (D) nao se confunde com encaminhar ao especialista — nem havia indicacao, ja que os sinais de alerta eram negativos. Resposta A.

Questão 65Leia o caso e avalie a imagem a seguir: Diana tem 25 anos e fez tratamentos para acne desde o início da adolescência. Já utilizou diversos tratamentos tópicos e orais, mas de forma intermitente e curta (menos de trinta dias); logo que melhorava, parava o cuidado. Hoje ela foi à UBS pedindo para ser encaminhada para dermatologista porque quer dar fim ao problema. Atual- mente trabalha e estuda, mora com os pais, está com vacinas em dia, não tem outras queixas, já tem prática sexual e faz uso de anticoncepcional oral (ACO), mas de- seja passar para dispositivo intrauterino. Segue foto da paciente: (Imagem gerada por IA − ChatGPT5) Considerando todas as informações ofertadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente a conduta ade- quada para o caso.Gabarito: B

Leia o caso e avalie a imagem a seguir: Diana tem 25 anos e fez tratamentos para acne desde o início da adolescência. Já utilizou diversos tratamentos tópicos e orais, mas de forma intermitente e curta (menos de trinta dias); logo que melhorava, parava o cuidado. Hoje ela foi à UBS pedindo para ser encaminhada para dermatologista porque quer dar fim ao problema. Atual- mente trabalha e estuda, mora com os pais, está com vacinas em dia, não tem outras queixas, já tem prática sexual e faz uso de anticoncepcional oral (ACO), mas de- seja passar para dispositivo intrauterino. Segue foto da paciente: (Imagem gerada por IA − ChatGPT5) Considerando todas as informações ofertadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente a conduta ade- quada para o caso.

  • A. Encaminhar à dermatologia, pois é um caso de acne grave com história de falhas de tratamento, e orien- tar a não trocar ainda o ACO, pois ele ajuda no trata- mento da acne.
  • B. Reiniciar o tratamento para acne moderada, com uso de tetraciclina oral e tratamento tópico com retinoide por sessenta dias, e solicitar Papanicolau para ava- liar troca de método anticoncepcional.
  • C. Iniciar o tratamento com uso de doxiciclina oral por três meses, corticoide tópico e manutenção do método anticoncepcional no primeiro momento, com reavaliação em trinta dias.
  • D. Iniciar o tratamento para acne leve, com uso tópico de retinoide tópico e peróxido de benzoíla por ses- senta dias; caso não haja melhora, a paciente deve ser encaminhada à dermatologia.

Comentário OsceLabs

Acne papulopustulosa moderada em paciente cujas falhas anteriores decorreram de tratamentos CURTOS e intermitentes (menos de trinta dias), e nao de refratariedade verdadeira: antes de encaminhar, cabe ao generalista prescrever esquema adequado e por tempo suficiente — tetraciclina oral associada a retinoide topico por cerca de sessenta dias, com reavaliacao. Encaminhar de imediato (A) rotula como grave um caso manejavel na APS. Corticoide topico (C) nao trata acne e piora a lesao. Tratar como acne leve, so com topicos (D), subestima a gravidade. A troca de metodo contraceptivo se acompanha da avaliacao ginecologica de rotina. Resposta B.

Questão 66Christian tem 16 anos e foi à UBS sozinho buscar ajuda. Está preocupado porque fuma desde os 12 anos, e ontem seu tio foi internado por tosse com sangue, quadro que a família alega ser causado pelo cigarro. Fernanda, médica de família, acolhe-o e, na anamnese, percebe que ele está em fase de ação para parar de fumar. Registra que ele não faz uso de medicamentos contínuos, bebe eventualmen- te cerveja com amigos e iniciou atividade sexual, mas no momento não tem parceria fixa. Em relação à conduta sobre o tabagismo, assinale a alternativa correta sobre o cuidado dessa pessoa.Gabarito: C

Christian tem 16 anos e foi à UBS sozinho buscar ajuda. Está preocupado porque fuma desde os 12 anos, e ontem seu tio foi internado por tosse com sangue, quadro que a família alega ser causado pelo cigarro. Fernanda, médica de família, acolhe-o e, na anamnese, percebe que ele está em fase de ação para parar de fumar. Registra que ele não faz uso de medicamentos contínuos, bebe eventualmen- te cerveja com amigos e iniciou atividade sexual, mas no momento não tem parceria fixa. Em relação à conduta sobre o tabagismo, assinale a alternativa correta sobre o cuidado dessa pessoa.

  • A. Adolescentes estão em fase de experimentação e são menos vulneráveis à dependência, então o aconse- lhamento breve individual é suficiente nesse caso.
  • B. Considerando que o paciente está em fase de ação, deve-se introduzir tratamento em grupo e medicamen- toso com uso de reposição de nicotina por adesivo.
  • C. Deve-se avaliar o grau de dependência e aproveitar o estágio de motivação para convidá-lo para participar de um grupo de aconselhamento para parar de fumar.
  • D. A abordagem individual tem melhor evidência do que a em grupo e, quando associada a bupropiona, tem apresentado resultados mais rápidos.

Comentário OsceLabs

Adolescente fumante desde os 12 anos e em estagio de ACAO segundo o modelo transteorico: o momento e de aproveitar a motivacao. A conduta correta e avaliar o grau de dependencia (Fagerstrom) e inserir o paciente em grupo de aconselhamento estruturado para cessacao, que e a base do programa e tem a melhor relacao custo-efetividade. Adolescentes nao sao menos vulneraveis a dependencia — sao MAIS (A e falsa). Reposicao de nicotina em adolescentes so apos avaliar dependencia elevada, nao de rotina (B). E a abordagem em grupo nao e inferior a individual (D); a bupropiona tem uso restrito nessa faixa. Resposta C.

Questão 67Roberto tem 80 anos e é um homem obeso, com hiper- tensão e diabetes, que tem uma vida ativa, sem limitações das suas atividades diárias, de idas ao clube, viagens aos fins de semana e acompanhamento de negócios junto aos filhos. Costuma fazer exame de rastreamento para câncer de próstata e, neste ano, voltou ao médico de família para solicitá-lo. Assinale a alternativa que descreve de forma completa as informações necessárias para decidir solicitar ou não o exame de rastreio, com base no conceito de prevenção quaternária.Gabarito: C

Roberto tem 80 anos e é um homem obeso, com hiper- tensão e diabetes, que tem uma vida ativa, sem limitações das suas atividades diárias, de idas ao clube, viagens aos fins de semana e acompanhamento de negócios junto aos filhos. Costuma fazer exame de rastreamento para câncer de próstata e, neste ano, voltou ao médico de família para solicitá-lo. Assinale a alternativa que descreve de forma completa as informações necessárias para decidir solicitar ou não o exame de rastreio, com base no conceito de prevenção quaternária.

  • A. Além da idade, é importante considerar a relação médico-paciente e compartilhar a decisão de realizar o rastreamento.
  • B. Os antecedentes pessoais e familiares são suficientes para a decisão no caso específico de pacientes fora da faixa etária recomendada para o rastreamento.
  • C. É preciso avaliar expectativa de vida, além de comorbidades e antecedentes familiares, para ofer- tar a possibilidade de rastreamento.
  • D. Considerando as características do exame de PSA e a expectativa de vida, o rastreamento deve ser solicitado para o paciente. 20 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Prevencao quaternaria e evitar o excesso de intervencao e o dano iatrogenico do rastreamento. Aos 80 anos, a decisao sobre o PSA nao se resolve so pela idade cronologica: exige estimar a EXPECTATIVA DE VIDA (o beneficio do rastreio de prostata so aparece apos cerca de 10-15 anos), pesar comorbidades e antecedentes familiares, e entao ofertar a decisao compartilhada. Reduzir a analise a relacao medico-paciente (A) ou a antecedentes (B) e incompleto. E concluir que o exame deve ser solicitado (D) inverte a logica: o vies de tempo de antecipacao e o sobrediagnostico sao justamente o risco a evitar. Resposta C.

Questão 68Analise o boletim a seguir, considerando o seu objetivo: Boletim Çarê-IEPS n. 1/2022 Saúde Materna da Mulher Negra O Boletim Saúde Materna da Mulher Negra é uma iniciativa da Cátedra Çarê-IEPS. Esse é um projeto do instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e do Instituto Çarê criado com o objetivo de produzir pesquisas e informações qualificadas sobre a saúde da população negra no Brasil. Saiba mais. Introdução O Boletim Çarê-IEPS: Saúde Materna da Mulher Negra tem por objetivo analisar as intercorrências obstétricas graves mais recorrentes, bem como as causas de mortes maternas mais frequentes, segundo raça/cor. As intercorrências obstétricas graves são complicaçõ es durante o estado graví- dico puerperal com “condições potencialmente ameaçadoras à vida” (da Saúde 2011). (https://ieps.org.br/wpcontent/uploads/2022/11/Boletim_Care-IEPS-1-Saude-Materna-Mulher_Negra.pdf) Considerando os princípios filosóficos do SUS, com qual dos princípios a seguir o boletim se relaciona?Gabarito: D

Analise o boletim a seguir, considerando o seu objetivo: Boletim Çarê-IEPS n. 1/2022 Saúde Materna da Mulher Negra O Boletim Saúde Materna da Mulher Negra é uma iniciativa da Cátedra Çarê-IEPS. Esse é um projeto do instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e do Instituto Çarê criado com o objetivo de produzir pesquisas e informações qualificadas sobre a saúde da população negra no Brasil. Saiba mais. Introdução O Boletim Çarê-IEPS: Saúde Materna da Mulher Negra tem por objetivo analisar as intercorrências obstétricas graves mais recorrentes, bem como as causas de mortes maternas mais frequentes, segundo raça/cor. As intercorrências obstétricas graves são complicaçõ es durante o estado graví- dico puerperal com “condições potencialmente ameaçadoras à vida” (da Saúde 2011). (https://ieps.org.br/wpcontent/uploads/2022/11/Boletim_Care-IEPS-1-Saude-Materna-Mulher_Negra.pdf) Considerando os princípios filosóficos do SUS, com qual dos princípios a seguir o boletim se relaciona?

  • A. Universalidade.
  • B. Controle social.
  • C. Abordagem comunitária.
  • D. Equidade. 21 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Um boletim que recorta intercorrencias obstetricas graves e mortalidade materna POR RACA/COR existe para expor desigualdades e fundamentar acoes dirigidas a quem mais precisa — essa e a definicao de EQUIDADE, o principio que trata desigualmente os desiguais para reduzir iniquidades evitaveis. Universalidade (A) e o direito de todos ao sistema, sem recorte. Controle social (B) refere-se a participacao da sociedade nos conselhos e conferencias. E abordagem comunitaria (C) e uma estrategia de atuacao da APS, nao um principio filosofico do SUS. Resposta D.

Questão 69Lúcia, 74 anos, viúva, aposentada, vive sozinha e apre- senta hipertensão controlada com losartana, além de insuficiência renal leve (TFG estimada em 55 mL/min). Há catorze meses, queixa-se de dor difusa, fadiga inten- sa e insônia. Apresenta diagnóstico de fibromialgia reali- zado por reumatologista há oito meses. Refere que o uso regular de paracetamol não trouxe benefício relevante. Relata tristeza, isolamento social e redução importante das atividades que antes realizava, como encontros no grupo da igreja. Na consulta da APS, pede “um remédio mais forte” e diz que não acredita em “exercícios que nunca funcionaram”. Qual deve ser a conduta prioritária nesse caso?Gabarito: C

Lúcia, 74 anos, viúva, aposentada, vive sozinha e apre- senta hipertensão controlada com losartana, além de insuficiência renal leve (TFG estimada em 55 mL/min). Há catorze meses, queixa-se de dor difusa, fadiga inten- sa e insônia. Apresenta diagnóstico de fibromialgia reali- zado por reumatologista há oito meses. Refere que o uso regular de paracetamol não trouxe benefício relevante. Relata tristeza, isolamento social e redução importante das atividades que antes realizava, como encontros no grupo da igreja. Na consulta da APS, pede “um remédio mais forte” e diz que não acredita em “exercícios que nunca funcionaram”. Qual deve ser a conduta prioritária nesse caso?

  • A. Introduzir antidepressivo tricíclico em baixa dose para manejo da dor e do sono, mantendo analgésico simples conforme necessidade.
  • B. Iniciar anticonvulsivante, como gabapentina ou pre- gabalina, para tratamento da dor neuropática difusa, associado a seguimento clínico próximo.
  • C. Fortalecer o plano terapêutico multiprofissional com exercícios supervisionados, psicoterapia e educação em saúde, podendo associar fármaco adjuvante.
  • D. Escalar a dose de paracetamol até o limite terapêu- tico seguro, monitorando função hepática e refor- çando adesão ao uso regular.

Comentário OsceLabs

Fibromialgia com dor difusa, fadiga, insonia, sintomas depressivos e isolamento social: a primeira linha, com o melhor nivel de evidencia, e nao farmacologica — exercicio supervisionado e progressivo, psicoterapia (terapia cognitivo-comportamental) e educacao em saude, num plano multiprofissional, podendo-se associar farmaco adjuvante. Note que a paciente descrente do exercicio precisa de suporte supervisionado, nao de abandono da medida. Amitriptilina (A) em idosa com 74 anos carrega risco anticolinergico relevante; gabapentinoides (B) sao adjuvantes, nao a base; e escalar paracetamol (D) e insistir no que ja falhou, com DRC associada. Resposta C.

Questão 70Um imigrante moçambicano de 35 anos, vivendo no Brasil há oito meses, divide um quarto com outros dez trabalhadores em moradia coletiva. Relata boa saúde, sem tosse, febre ou perda de peso. Foi identificado como contato domiciliar de caso bacilífero de tuberculose pul- monar confirmado na mesma residência. Realizou prova tuberculínica (PPD), com resultado de 5 mm, e radiogra- fia de tórax normal. Não é HIV positivo e não tem comor- bidades conhecidas. Qual é a conduta mais adequada nesse caso?Gabarito: B

Um imigrante moçambicano de 35 anos, vivendo no Brasil há oito meses, divide um quarto com outros dez trabalhadores em moradia coletiva. Relata boa saúde, sem tosse, febre ou perda de peso. Foi identificado como contato domiciliar de caso bacilífero de tuberculose pul- monar confirmado na mesma residência. Realizou prova tuberculínica (PPD), com resultado de 5 mm, e radiogra- fia de tórax normal. Não é HIV positivo e não tem comor- bidades conhecidas. Qual é a conduta mais adequada nesse caso?

  • A. Considerar PPD negativo, pois o valor de 5 mm não configura infecção em indivíduo imunocompetente; não indicar tratamento.
  • B. Interpretar como infecção latente por se tratar de contato de caso bacilífero com PPD ≥ 5 mm; iniciar esquema curto semanal de rifapentina + isoniazida por doze semanas.
  • C. Repetir a PPD em oito semanas, pois o resultado de 5 mm não é suficiente para definir diagnóstico mesmo em contatos; aguardar para decidir tratamento.
  • D. Iniciar regime clássico com isoniazida por seis meses, independentemente do valor do PPD, pois todo contato de bacilífero deve receber tratamento preventivo.

Comentário OsceLabs

Contato domiciliar de caso bacilifero com PPD >= 5 mm, radiografia normal e sem sintomas: esta afastada a doenca ativa e confirmada a INFECCAO LATENTE. O ponto de corte de 5 mm vale para contatos, pessoas vivendo com HIV e imunossuprimidos — chamar de negativo (A) e erro conceitual. O tratamento preferencial hoje sao os esquemas curtos, entre eles rifapentina com isoniazida semanal por 12 semanas (3HP), que tem adesao muito superior, vantagem decisiva em morador de habitacao coletiva. Repetir o PPD (C) adia sem necessidade, e isoniazida por seis meses (D) e esquema mais longo e nao se indica 'independentemente do PPD'. Resposta B.

Questão 71Mulher, 36 anos, parda, mora em município do semiárido nordestino com baixo IDH. Mãe solo de três filhos, traba- lha como diarista e recebe Bolsa Família. Relata insegu- rança alimentar frequente, especialmente no fim do mês, quando recorre a alimentos ultraprocessados por serem mais baratos. O acesso a frutas e verduras é limitado. Refere obesidade desde a adolescência (IMC: 34), pres- são arterial limítrofe e fadiga constante. Diz que já tentou “dietas restritivas da internet” sem sucesso e manifesta desejo de emagrecer “para melhorar a saúde e cuidar dos filhos”. Qual deve ser a prioridade da equipe de APS diante desse caso?Gabarito: A

Mulher, 36 anos, parda, mora em município do semiárido nordestino com baixo IDH. Mãe solo de três filhos, traba- lha como diarista e recebe Bolsa Família. Relata insegu- rança alimentar frequente, especialmente no fim do mês, quando recorre a alimentos ultraprocessados por serem mais baratos. O acesso a frutas e verduras é limitado. Refere obesidade desde a adolescência (IMC: 34), pres- são arterial limítrofe e fadiga constante. Diz que já tentou “dietas restritivas da internet” sem sucesso e manifesta desejo de emagrecer “para melhorar a saúde e cuidar dos filhos”. Qual deve ser a prioridade da equipe de APS diante desse caso?

  • A. Incentivar mudanças graduais no padrão alimentar e buscar articulação com programas sociais locais, mesmo que o impacto clínico inicial seja limitado.
  • B. Considerar tratamento farmacológico como apoio ao emagrecimento, diante do histórico de falhas prévias e da motivação expressa pela paciente.
  • C. Estimular a participação em grupos comunitários de atividade física e saúde, aproveitando recursos dis- poníveis no território como ponto de partida.
  • D. Solicitar avaliação em nível secundário para ampliar opções terapêuticas e compartilhar o manejo do caso.

Comentário OsceLabs

O caso e de obesidade determinada socialmente: inseguranca alimentar, baixa renda e acesso restrito a alimentos in natura. Prescrever dieta ou farmaco sem tocar no determinante e garantir nova falha. A prioridade da equipe e pactuar mudancas graduais e viaveis no padrao alimentar e articular a rede intersetorial (CRAS, programas de transferencia de renda, equipamentos de seguranca alimentar), ainda que o efeito clinico imediato seja modesto. Farmaco (B) nao corrige o contexto e e de acesso improvavel; grupos de atividade fisica (C) sao complemento util, mas nao resolvem a fome; e encaminhar ao nivel secundario (D) fragmenta o cuidado sem necessidade. Resposta A.

Questão 72Gestante de 24 anos, 30 semanas, procura atendimen- to por dor intensa e feridas em região genital há cinco dias, que no momento dificulta a sua deambulação. Há cerca de um ano, teve quadro muito semelhante, mas não procurou atendimento. Ao exame: múltiplas úlceras rasas, de fundo avermelhado, bordas irregulares, algu- mas já cicatrizando. Linfonodos inguinais discretamente aumentados e dolorosos. Perguntada, a paciente refere que o quadro iniciou com lesões bolhosas. Qual a conduta correta para esse caso?Gabarito: B

Gestante de 24 anos, 30 semanas, procura atendimen- to por dor intensa e feridas em região genital há cinco dias, que no momento dificulta a sua deambulação. Há cerca de um ano, teve quadro muito semelhante, mas não procurou atendimento. Ao exame: múltiplas úlceras rasas, de fundo avermelhado, bordas irregulares, algu- mas já cicatrizando. Linfonodos inguinais discretamente aumentados e dolorosos. Perguntada, a paciente refere que o quadro iniciou com lesões bolhosas. Qual a conduta correta para esse caso?

  • A. Iniciar penicilina G benzatina em dose única, cobrin- do sífilis, e observar evolução antes de introduzir outro tratamento.
  • B. Introduzir aciclovir oral, diante da suspeita de her- pes recorrente, e solicitar testagem rápida para sífilis com eventual associação de penicilina se reagente.
  • C. Prescrever ceftriaxona intramuscular associada a azitromicina oral, visando à cobertura para cancro mole e clamídia, postergando o início de antivirais.
  • D. Optar por tratamento sindrômico com penicilina G benzatina + aciclovir, independentemente da confir- mação diagnóstica, considerando riscos para mãe e feto. 22 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Lesoes que COMECARAM bolhosas e evoluiram para multiplas ulceras rasas e dolorosas, com episodio semelhante previo: e herpes genital recorrente. Em gestante, o aciclovir oral e seguro e indicado — alivia os sintomas, encurta o surto e reduz a excrecao viral, com supressao a partir de 36 semanas para diminuir o risco de herpes neonatal. Como a coinfeccao e frequente, associa-se testagem rapida para sifilis. Penicilina isolada (A) trata o cancro DURO, que e ulcera unica e indolor. Ceftriaxona com azitromicina (C) cobre cancro mole e clamidia, quadros distintos, e ainda adia o antiviral. Tratar tudo as cegas (D) e excesso. Resposta B.

Questão 73Young et al. (“Glucose self-monitoring in non-insulin-treated patients with type 2 diabetes in primary care settings: a randomized trial”) estudaram o automonitoramento de glicemia capilar (AMGC) no controle da hemoglobina A1c de pacientes com diabetes tipo 2. Para isso, os autores utilizaram de três estratégias cujos resultados da publicação são demonstrados na figura a seguir. O grupo-controle (sem AMGC) foi orientado apenas a manter o uso habitual de seus medicamentos e a realizar exames laboratoriais trimestrais. Os demais participantes foram instruídos a realizar o AMGC: um grupo de forma periódica, sem suporte adicional (AMGC – sem mensagens), e outro com o mesmo proto- colo, mas recebendo lembretes por mensagens de texto (AMGC – com mensagens). 8.5 1.0 0.9 0.8 0.7 0.6 0.5 0.4 0.3 0.2 0.1 0 0 3 6 9 12 8.3 8.1 7.9 7.7 7.5 A1c' % 7.3 7.1 6.9 6.7 6.5 0 P = .014 P = .001 P = .005 P = .470 3 6 9 12 Meses do Estudo Meses do Estudo Proporção de Testes (AMGC) Realizados Sem AMGC AMGC (sem mensagens) AMGC (com mensagens) AMGC (sem mensagens) AMGC (com mensagens) (Young et al., “Glucose self-monitoring in non-insulin-treated patients with type 2 diabetes in primary care settings: a randomized trial”) Sobre a interpretação desses resultados, assinale a alternativa correta.Gabarito: B

Young et al. (“Glucose self-monitoring in non-insulin-treated patients with type 2 diabetes in primary care settings: a randomized trial”) estudaram o automonitoramento de glicemia capilar (AMGC) no controle da hemoglobina A1c de pacientes com diabetes tipo 2. Para isso, os autores utilizaram de três estratégias cujos resultados da publicação são demonstrados na figura a seguir. O grupo-controle (sem AMGC) foi orientado apenas a manter o uso habitual de seus medicamentos e a realizar exames laboratoriais trimestrais. Os demais participantes foram instruídos a realizar o AMGC: um grupo de forma periódica, sem suporte adicional (AMGC – sem mensagens), e outro com o mesmo proto- colo, mas recebendo lembretes por mensagens de texto (AMGC – com mensagens). 8.5 1.0 0.9 0.8 0.7 0.6 0.5 0.4 0.3 0.2 0.1 0 0 3 6 9 12 8.3 8.1 7.9 7.7 7.5 A1c' % 7.3 7.1 6.9 6.7 6.5 0 P = .014 P = .001 P = .005 P = .470 3 6 9 12 Meses do Estudo Meses do Estudo Proporção de Testes (AMGC) Realizados Sem AMGC AMGC (sem mensagens) AMGC (com mensagens) AMGC (sem mensagens) AMGC (com mensagens) (Young et al., “Glucose self-monitoring in non-insulin-treated patients with type 2 diabetes in primary care settings: a randomized trial”) Sobre a interpretação desses resultados, assinale a alternativa correta.

  • A. A intervenção (AMGC) não se mostrou eficaz durante os quatro períodos da condução do estudo, o que é bem demons- trado pelos intervalos de confiança.
  • B. A não aderência à intervenção por parte dos pacientes pode ter sido um motivo para o resultado do estudo em doze meses.
  • C. O lembrete, por mensagens de texto, de realizar a AMGC melhorou o controle da A1c nos três primeiros períodos do estudo.
  • D. Apesar da diferença significativa notada ao final dos doze meses do estudo, os três grupos retornaram aos valores de A1c basais. 23 FEAE2503/001-AcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

O grafico mostra diferenca estatisticamente significativa nos primeiros periodos (P de 0,014 a 0,005) que DESAPARECE aos 12 meses (P = 0,470), enquanto a curva da proporcao de testes efetivamente realizados cai ao longo do estudo — inclusive no grupo que recebia mensagens. A perda de adesao a intervencao e explicacao plausivel para o resultado neutro final. Dizer que a intervencao nunca foi eficaz (A) contraria os P significativos iniciais; atribuir melhora sustentada as mensagens (C) ignora que o proprio grupo com lembretes perdeu adesao; e nao ha diferenca significativa aos 12 meses para se falar em retorno ao basal apesar dela (D). Resposta B.

Questão 74Forde et al. publicaram recentemente (“Overall survival with neoadjuvant nivolumab plus chemotherapy in lung cancer”) os resultados de sobrevivência global do estudo CheckMate 816, no qual 358 pacientes com câncer de pulmão foram randomizados em dois grupos iguais para receberem nivolumab (imunoterapia) + quimioterapia neoadjuvante (grupo experimental) em comparação a quimioterapia isoladamente (tratamento convencional; grupo-controle). O desfecho primário do estudo, ou seja, para o qual o cálculo amostral foi realizado, foi sobrevivência livre de evento e resposta patológica completa. Os principais resultados são demonstrados na imagem a seguir, sendo NA um resultado não alcançado: 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 179 179 168 170 159 159 151 139 147 124 140 114 137 112 129 104 122 98 117 97 111 91 67 58 29 29 9 6 0 1 6 12 18 24 30 36 42 48 54 60 66 72 78 84 NA (NA–NA) 73.7 (47.3–NA) Hazard ratio para morte, 0.72 (95%CI, 0.523 – 0.998) P = 0.048 Sobrevivência Global Porcentagem de Pacientes Meses Número de pacientes sob risco Mediana (meses) de Sobrevivência Global (Intervalo Confiança 95%) Nivolumab+Quimioterapia (N=179) Quimioterapia isoladamente (N=179) Nivolumab+ Quimioterapia Nivolumab+ Quimioterapia 65.4 (57.8–71.9) 70.6 (63.3–76.7) 55.0 (47.3–62.0) 57.3 (49.6–64.2) Quimioterapia isoladamente Quimioterapia isoladamente (Forde et al., “Overall survival with neoadjuvant nivolumab plus chemotherapy in lung cancer”) Sobre a interpretação dos dados fornecidos na imagem, assinale a alternativa correta.Gabarito: C

Forde et al. publicaram recentemente (“Overall survival with neoadjuvant nivolumab plus chemotherapy in lung cancer”) os resultados de sobrevivência global do estudo CheckMate 816, no qual 358 pacientes com câncer de pulmão foram randomizados em dois grupos iguais para receberem nivolumab (imunoterapia) + quimioterapia neoadjuvante (grupo experimental) em comparação a quimioterapia isoladamente (tratamento convencional; grupo-controle). O desfecho primário do estudo, ou seja, para o qual o cálculo amostral foi realizado, foi sobrevivência livre de evento e resposta patológica completa. Os principais resultados são demonstrados na imagem a seguir, sendo NA um resultado não alcançado: 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 179 179 168 170 159 159 151 139 147 124 140 114 137 112 129 104 122 98 117 97 111 91 67 58 29 29 9 6 0 1 6 12 18 24 30 36 42 48 54 60 66 72 78 84 NA (NA–NA) 73.7 (47.3–NA) Hazard ratio para morte, 0.72 (95%CI, 0.523 – 0.998) P = 0.048 Sobrevivência Global Porcentagem de Pacientes Meses Número de pacientes sob risco Mediana (meses) de Sobrevivência Global (Intervalo Confiança 95%) Nivolumab+Quimioterapia (N=179) Quimioterapia isoladamente (N=179) Nivolumab+ Quimioterapia Nivolumab+ Quimioterapia 65.4 (57.8–71.9) 70.6 (63.3–76.7) 55.0 (47.3–62.0) 57.3 (49.6–64.2) Quimioterapia isoladamente Quimioterapia isoladamente (Forde et al., “Overall survival with neoadjuvant nivolumab plus chemotherapy in lung cancer”) Sobre a interpretação dos dados fornecidos na imagem, assinale a alternativa correta.

  • A. O baixo número de indivíduos válidos a partir dos 72 meses dificulta a validade externa do principal resultado demons- trado (sobrevivência acumulada de 73,7 meses no grupo que recebeu quimioterapia isoladamente).
  • B. A maior parte das censuras de pacientes aconteceu nos primeiros cinco anos de acompanhamento, por isso a pouca quantidade de pacientes analisados tardiamente para o desfecho.
  • C. A sobrevivência global foi maior no grupo que recebeu nivolumab e quimioterapia quando comparado aos pacientes que receberam somente quimioterapia, porém a mediana de sobrevivência não foi alcançada em ambos os grupos em 48 ou 60 meses.
  • D. O largo intervalo de confiança (95%CI) demonstra uma diferença muito pequena da adição de nivolumab à quimiote- rapia neoadjuvante na sobrevivência global de pacientes com câncer de pulmão, fator esse que se reflete no valor de P limítrofe (P = 0,048) no cálculo de risco por regressão logística.

Comentário OsceLabs

A leitura correta da curva: a sobrevivencia global foi maior com nivolumabe somado a quimioterapia (HR 0,72; IC95% 0,523-0,998; P = 0,048), e a mediana de sobrevida nao havia sido atingida em nenhum dos dois bracos aos 48 ou 60 meses — no braco experimental ela e NA, e no controle e de 73,7 meses, ou seja, alcancada apenas depois de 6 anos. O valor de 73,7 meses e do braco de quimioterapia isolada, e o pequeno numero em risco no fim do seguimento afeta a precisao da estimativa, nao a validade externa (A). Perdas tardias, e nao precoces, explicam a rarefacao (B). E o HR vem de regressao de Cox, nao logistica (D). Resposta C.

Questão 75Um paciente de 62 anos, com histórico de hipertensão e diabetes, é atendido em pronto-socorro de um município do interior por um médico plantonista. Diante da suspeita de síndrome coronariana aguda, o profissional aciona, por telemedicina, um cardiologista de referência em hospital da capital, que orienta condutas diagnósticas e terapêuticas. Durante o processo, algumas condutas são ado- tadas pelo médico local sem registro detalhado das orientações recebidas do especialista remoto. O paciente evolui para complicações, e a família questiona judicialmente quem deve ser responsabilizado pelo desfecho. Considerando os princípios éticos e legais aplicáveis à pratica médica, qual é a interpretação correta em relação à respon- sabilidade profissional nesse caso?Gabarito: C

Um paciente de 62 anos, com histórico de hipertensão e diabetes, é atendido em pronto-socorro de um município do interior por um médico plantonista. Diante da suspeita de síndrome coronariana aguda, o profissional aciona, por telemedicina, um cardiologista de referência em hospital da capital, que orienta condutas diagnósticas e terapêuticas. Durante o processo, algumas condutas são ado- tadas pelo médico local sem registro detalhado das orientações recebidas do especialista remoto. O paciente evolui para complicações, e a família questiona judicialmente quem deve ser responsabilizado pelo desfecho. Considerando os princípios éticos e legais aplicáveis à pratica médica, qual é a interpretação correta em relação à respon- sabilidade profissional nesse caso?

  • A. A responsabilidade recai exclusivamente sobre o médico local, especialmente porque não registrou detalhadamente as orientações recebidas do especialista remoto e, também, por ser o executor das condutas por ter contato físico com o paciente.
  • B. A responsabilidade é apenas do especialista remoto, pois foi ele quem definiu a conduta terapêutica diante do quadro clínico suspeito em razão de ter sido acionado.
  • C. Ambos os médicos têm responsabilidade assistencial, devendo responder de forma solidária pela qualidade do aten- dimento, cada um dentro de sua esfera de atuação e decisão.
  • D. Uma vez que a orientação foi remota e sem exame físico presencial, a atuação do especialista tem caráter consultivo e, em regra, não estabelece vínculo assistencial direto, não gerando sua responsabilidade pelo desfecho. Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Na telemedicina, o teleconsultor nao e um mero opinador: ao ser acionado e orientar condutas diagnosticas e terapeuticas para paciente identificado, ele assume responsabilidade assistencial. O medico local responde pela execucao, pelo exame fisico e pelo registro — que aqui foi falho, e o prontuario incompleto agrava sua posicao probatoria. A resposta e solidaria, cada um no limite de sua esfera de atuacao e decisao. Responsabilizar so o medico local (A) ou so o especialista (B) ignora a atuacao do outro, e negar vinculo assistencial ao teleconsultor (D) contraria a normatizacao vigente da telemedicina. Resposta C.

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