Prova ENARE 2024/2025 com gabarito (PDF)
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Questão 1Uma paciente de 60 anos foi internada para investigação de anemia associada a déficit cognitivo. O médico percebeu lentidão de raciocínio e redução da capacidade executiva. A paciente estava atenta e cooperando com o examinador quando se queixou de parestesias (dormência e queimação) simétricas em ambos os membros inferiores. Em relação à anemia, havia macrocitose e reticulocitopenia. O nível de vitamina B12 sérica foi 125 pg/mL (normal: acima de 200 pg/mL). Diante desse quadro clínico, além da investigação da causa da anemia, deve-se proceder à reposição:Gabarito: E
Uma paciente de 60 anos foi internada para investigação de anemia associada a déficit cognitivo. O médico percebeu lentidão de raciocínio e redução da capacidade executiva. A paciente estava atenta e cooperando com o examinador quando se queixou de parestesias (dormência e queimação) simétricas em ambos os membros inferiores. Em relação à anemia, havia macrocitose e reticulocitopenia. O nível de vitamina B12 sérica foi 125 pg/mL (normal: acima de 200 pg/mL). Diante desse quadro clínico, além da investigação da causa da anemia, deve-se proceder à reposição:
- A. oral de cianocobalamina (1000 microgramas por dia) e manutenção da mesma dose uma vez por mês;
- B. de cianocobalamina parenteral (1000 microgramas por dia) e manutenção da mesma dose por via oral a cada mês;
- C. de cianocobalamina intramuscular (1000 microgramas por dia) e posterior injeção intramuscular uma vez por semana até reavaliação dos sintomas e investigação da causa;
- D. de hidroxicobalamina parenteral ou oral três vezes por semana seguida da dose de 1000 microgramas, uma vez por semana, para o resto da vida;
- E. de hidroxicobalamina parenteral (1000 microgramas por dia) até a mitigação dos sintomas. ✓
Comentário OsceLabs
Anemia macrocitica com reticulocitopenia, B12 de 125 pg/mL e sintomas neurologicos (disfuncao cognitiva + parestesias simetricas) configuram deficiencia de cobalamina COM acometimento neurologico — situacao em que a reposicao deve ser parenteral e diaria ate a melhora dos sintomas, nao se confiando na absorcao oral enquanto a causa nao esta definida. A perola: com neuropatia, ninguem comeca por via oral (A) nem alterna via oral de manutencao precocemente (B); esquemas semanais/vitalicios (C e D) so entram depois da fase de ataque. Resposta E.
Questão 2Após o início de tratamento antirretroviral (TARV) há 1 mês, um paciente com síndrome consumptiva, candidíase e diarreia crônica foi internado por outras manifestações. O grupo de residentes da clínica médica percebeu, durante os primeiros três dias de internação, febre vespertina, linfadenomegalias cervicais e axilares com fistulização e constipação intestinal com cólicas abdominais. Os exames demonstraram anemia e VHS e PCR elevados, bem como imagens reticulonodulares difusas e bilaterais em ambos os hemitóraces. As tomografias reforçaram os infiltrados reticulonodulares com linfadenomegalias mediastinais com centro necrótico, além de linfadenomegalias mesentéricas com espessamento de íleo distal. O paciente piorou clinicamente, apresentando-se prostrado e com hipoxemia no 4º dia de internação. A contagem de linfócitos CD4 no início do tratamento era de 45 células/mm³ e a PPD (prova tuberculínica anérgica) era 0 mm. Diante do exposto, a conduta mais adequada é:Gabarito: E
Após o início de tratamento antirretroviral (TARV) há 1 mês, um paciente com síndrome consumptiva, candidíase e diarreia crônica foi internado por outras manifestações. O grupo de residentes da clínica médica percebeu, durante os primeiros três dias de internação, febre vespertina, linfadenomegalias cervicais e axilares com fistulização e constipação intestinal com cólicas abdominais. Os exames demonstraram anemia e VHS e PCR elevados, bem como imagens reticulonodulares difusas e bilaterais em ambos os hemitóraces. As tomografias reforçaram os infiltrados reticulonodulares com linfadenomegalias mediastinais com centro necrótico, além de linfadenomegalias mesentéricas com espessamento de íleo distal. O paciente piorou clinicamente, apresentando-se prostrado e com hipoxemia no 4º dia de internação. A contagem de linfócitos CD4 no início do tratamento era de 45 células/mm³ e a PPD (prova tuberculínica anérgica) era 0 mm. Diante do exposto, a conduta mais adequada é:
- A. suspender a TARV até finalizar a investigação para infecções intestinais relacionadas ao HIV;
- B. proceder à biópsia de linfonodo por provável diagnóstico de linfoma;
- C. iniciar tratamento empírico para tuberculose e micobactérias atípicas e prescrever procinéticos e laxativos;
- D. realizar biópsia de linfonodo e coleta de escarro para análise de baciloscopia, teste rápido molecular para tuberculose e cultura para micobactéria; suspender a TARV e avaliar início de corticoide;
- E. manter a TARV e acrescentar corticoide até o final da investigação, devido a reação imune. ✓
Comentário OsceLabs
CD4 de 45, PPD anergica e piora clinica no primeiro mes de TARV, com linfonodos de centro necrotico e infiltrado reticulonodular, sao a assinatura da sindrome inflamatoria de reconstituicao imune (IRIS). A regra de ouro e que a TARV NAO se suspende (elimina A e D): a reconstituicao imune e desejada, e o que se faz e controlar a resposta inflamatoria com corticoide enquanto a investigacao segue. Biopsia isolada por linfoma (B) e tratamento empirico as cegas (C) nao resolvem o problema agudo do paciente. Resposta E.
Questão 3Durante o atendimento ambulatorial, José, de 68 anos, queixou- se de dor toracolombar de intensidade moderada, constante, iniciada há 3 semanas. Foi associada a dormência nas duas pernas, havendo piora da dor quando ele ficava muito tempo em pé e melhora quando se sentava ou se deitava. O paciente já estava em tratamento para diabetes mellitus há 10 anos, com elevação recente da dose de metformina para 2 g/dia. Segundo ele, a glicemia estava bem controlada, mas o tabagismo e o alcoolismo persistiam (75 maços x ano e 40 g de álcool por dia). Na anamnese dirigida, revelou-se constipação de início recente, sem mudança do volume ou consistência das fezes. Não houve qualquer outra queixa ou sintoma relatado. No exame físico, notam-se dor à palpação da musculatura paravertebral bilateralmente, bem como dor em queimação agravada em flexão de quadril e coxa. Sinais de Lasègue e Kernig positivos bilateralmente. O restante do exame físico não mostrou alterações. Considerando o quadro exposto, é correto afirmar que:Gabarito: C
Durante o atendimento ambulatorial, José, de 68 anos, queixou- se de dor toracolombar de intensidade moderada, constante, iniciada há 3 semanas. Foi associada a dormência nas duas pernas, havendo piora da dor quando ele ficava muito tempo em pé e melhora quando se sentava ou se deitava. O paciente já estava em tratamento para diabetes mellitus há 10 anos, com elevação recente da dose de metformina para 2 g/dia. Segundo ele, a glicemia estava bem controlada, mas o tabagismo e o alcoolismo persistiam (75 maços x ano e 40 g de álcool por dia). Na anamnese dirigida, revelou-se constipação de início recente, sem mudança do volume ou consistência das fezes. Não houve qualquer outra queixa ou sintoma relatado. No exame físico, notam-se dor à palpação da musculatura paravertebral bilateralmente, bem como dor em queimação agravada em flexão de quadril e coxa. Sinais de Lasègue e Kernig positivos bilateralmente. O restante do exame físico não mostrou alterações. Considerando o quadro exposto, é correto afirmar que:
- A. uma conduta mais agressiva deve ser adotada, com investigação de tumores devido à idade e ao tabagismo, apesar de se tratar de uma dor lombar aguda;
- B. a ressonância de coluna torácica e lombar é obrigatória devido à localização da dor, ao tempo de acometimento e aos sinais neurológicos;
- C. radiografia de tórax, VHS, proteína C-reativa e hemograma devem ser solicitados, mas pode ser necessário solicitar também uma ressonância nuclear magnética (RNM) de coluna torácica e lombar se as medidas comportamentais e analgesia não melhorarem; ✓
- D. a dor lombar em pessoa acima de 50 anos deve ser sempre investigada, independentemente dos sintomas e sinais associados. O principal exame é a ressonância nuclear magnética (RNM) de coluna lombar com contraste venoso;
- E. os sinais de alarme associados a dor lombar subaguda ou crônica (respectivamente, 4 a 12 semanas e mais de 12 semanas) em indivíduos com mais de 50 anos são desnecessários para indicação de exame específico, pois todos esses pacientes devem ter exame de imagem. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
Dor toracolombar de 3 semanas em homem de 68 anos, tabagista pesado, com constipacao recente e sinais radiculares: ha bandeiras vermelhas (idade > 50 anos, tabagismo, sintoma novo), mas a conduta racional e escalonada — exames de triagem baratos (radiografia de torax, VHS, PCR, hemograma) e reservar a RNM para quem nao melhora com medidas conservadoras. O erro dos distratores e transformar bandeira vermelha em imagem obrigatoria e imediata (B e D) ou em investigacao indiscriminada (A e E). Resposta C.
Questão 4Um rapaz de 18 anos foi atendido no ambulatório de clínica médica para acompanhamento de lúpus eritematoso sistêmico com nefrite e cardite. Estava em bom estado geral após 3 pulsoterapias com corticoide e ciclofosfamida, mas deveria fazer nova dose de corticoide sistêmico naquele mês. No entanto, apresentava lesões hiperemiadas com vesículas e algumas pústulas em dermátomos oftálmico e maxilar da hemiface direita. A impressão do médico foi de herpes-zóster. A conduta adequada para esse caso é:Gabarito: C
Um rapaz de 18 anos foi atendido no ambulatório de clínica médica para acompanhamento de lúpus eritematoso sistêmico com nefrite e cardite. Estava em bom estado geral após 3 pulsoterapias com corticoide e ciclofosfamida, mas deveria fazer nova dose de corticoide sistêmico naquele mês. No entanto, apresentava lesões hiperemiadas com vesículas e algumas pústulas em dermátomos oftálmico e maxilar da hemiface direita. A impressão do médico foi de herpes-zóster. A conduta adequada para esse caso é:
- A. prescrição de aciclovir oral 800 mg, 5 vezes ao dia, por 14 dias, e encaminhar o paciente para casa;
- B. profilaxia dos contactantes domiciliares e hospitalares com a vacina contra varicela-zóster, independentemente do estado de imunização, do estado imunológico e do tempo de exposição;
- C. internação hospitalar para isolamento respiratório e de contato, prescrição de aciclovir parenteral e acompanhamento de complicações pelo herpes-zóster disseminado; ✓
- D. prescrição de aciclovir parenteral apenas se o rash e as vesículas tiverem iniciado há menos de 72 horas. Caso contrário, fazer apenas a profilaxia dos contactantes com vacina e do paciente com antibiótico devido à alta prevalência de infecção bacteriana secundária;
- E. internação hospitalar em quarto com pressão negativa e precauções de contato como máscara cirúrgica, capote, luva, gorro e óculos para toda a equipe assistencial. O aciclovir de 800 mg pode ser feito de forma oral, 5 vezes ao dia, por 7 a 10 dias ou até a alta hospitalar.
Comentário OsceLabs
Herpes-zoster acometendo DOIS dermatomos (oftalmico e maxilar) em paciente sob pulsoterapia com corticoide e ciclofosfamida e zoster de alto risco: imunossuprimido com doenca multidermatomal tem risco de disseminacao visceral e exige internacao, precaucao respiratoria e de contato e aciclovir POR VIA VENOSA. Aciclovir oral domiciliar (A e E) subtrata o imunossuprimido; a janela de 72 h (D) orienta o inicio precoce, mas nao contraindica antiviral em lesao ainda em atividade; profilaxia com vacina de virus vivo (B) e contraindicada nesse contexto. Resposta C.
Questão 5Uma paciente de 49 anos foi internada na enfermaria de clínica médica por quadro de síndrome consumptiva, ascite e fraqueza em membros inferiores. A paciente conta que tudo começou 1 ano antes com dormência nas pernas ascendendo até o meio da perna e posterior redução de força em membros inferiores. Naquela época, houve turvação visual e cefaleia. Com aproximadamente 4 meses de sintomas, sem limitação para trabalhar e realizar as tarefas da vida diária, a cefaleia e a turvação visual ficaram mais proeminentes. Segundo a paciente, foram realizados diversos exames (ressonância de crânio, coluna cervical e lombar), sem evidência de alterações. A pressão do liquor estava alta, motivando o uso de acetazolamida por 8 meses (até a internação). No dia da internação, pôde-se observar hepatoesplenomegalia, ascite de grande volume, déficit sensitivo-motor distal em membros inferiores com hiporreflexia, fenômeno de Raynaud, cistos em tireoide (ultrassom confirmando e uso prévio de levotiroxina) e lesões cutâneas hipercrômicas. Outros exames demonstraram lesões osteoescleróticas em esterno, derrame pleural e pericárdico e padrão de polirradiculoneuropatia desmielinizante crônica. A conduta adequada para o quadro é:Gabarito: B
Uma paciente de 49 anos foi internada na enfermaria de clínica médica por quadro de síndrome consumptiva, ascite e fraqueza em membros inferiores. A paciente conta que tudo começou 1 ano antes com dormência nas pernas ascendendo até o meio da perna e posterior redução de força em membros inferiores. Naquela época, houve turvação visual e cefaleia. Com aproximadamente 4 meses de sintomas, sem limitação para trabalhar e realizar as tarefas da vida diária, a cefaleia e a turvação visual ficaram mais proeminentes. Segundo a paciente, foram realizados diversos exames (ressonância de crânio, coluna cervical e lombar), sem evidência de alterações. A pressão do liquor estava alta, motivando o uso de acetazolamida por 8 meses (até a internação). No dia da internação, pôde-se observar hepatoesplenomegalia, ascite de grande volume, déficit sensitivo-motor distal em membros inferiores com hiporreflexia, fenômeno de Raynaud, cistos em tireoide (ultrassom confirmando e uso prévio de levotiroxina) e lesões cutâneas hipercrômicas. Outros exames demonstraram lesões osteoescleróticas em esterno, derrame pleural e pericárdico e padrão de polirradiculoneuropatia desmielinizante crônica. A conduta adequada para o quadro é:
- A. dosagem de fator reumatoide, fator antinuclear, anti-Scl-70, anticentrômero e pulsoterapia por provável doença do tecido conjuntivo indiferenciada ou sobreposição de lúpus com esclerodermia em evolução grave;
- B. dosagem de eletroforese de proteínas séricas e urinárias com imunofixação em busca de pico monoclonal; ✓
- C. biópsia de gordura abdominal em busca de proteína amiloide;
- D. biópsia de peritônio se o gradiente soro-ascite for menor que 1,1;
- E. punção aspirativa de cisto tireoidiano.
Comentário OsceLabs
Polineuropatia desmielinizante cronica + organomegalia (hepatoesplenomegalia) + endocrinopatia (tireoide) + lesoes cutaneas hipercromicas + LESOES OSTEOESCLEROTICAS e a descricao classica da sindrome POEMS, cujo M de 'M-protein' se procura com eletroforese de proteinas serica e urinaria com imunofixacao. A perola: lesao ossea ESCLEROTICA com neuropatia joga contra mieloma classico e a favor de POEMS. Colagenose (A) nao explica a lesao osteosclerotica, e amiloide, peritonio e cisto tireoidiano (C, D, E) investigam consequencias, nao a causa. Resposta B.
Questão 6Uma mulher de 20 anos se queixa de edema generalizado iniciado há 3 semanas, que evoluiu com piora progressiva. Relata hiporexia e astenia nesse período. Desconhece ser portadora de doenças atuais ou prévias e não faz uso de quaisquer medicamentos ou drogas. Ao exame físico, PA: 160 x 90 mmHg, FC: 97 bpm, FR: 22 ipm, SpO2 98% (em ar ambiente). As mucosas estão hipocoradas, ictéricas e hidratadas. Há edema na face, pálpebras, parede abdominal e membros inferiores. Há também ascite e síndrome de derrame pleural. Exames de laboratório: sangue: Hb: 7,0 g/dL; Hct: 24%; VCM: 98 fL; HCM: 31 pg; CHCM: 32 g/dL; RDW: 18, 3%; leucócitos: 3.400/mm³; neutrófilos segmentados: 1.500/mm³; linfócitos: 700/mm³; Plq.: 201.000/mm³; PCR: 28m g/dL; FAN reagente: 1:320 padrão nuclear homogêneo; anti-DNA reagente; anti-SSA reagente; anti-SSB reagente; anti-Sm reagente; ANCA não reagente; C3: 43 mg/dL (90- 170 mg/dL); C4: 10 mg/dL (VR: 12-36 mg/dL); exame de urina: densidade 1.020; pH 6,0; nitrito negativo; proteínas ++++; hemoglobina ++; 4 piócitos/campo, 145 hemácias/campo; presença de cilindros hemáticos. Para investigação da anemia apresentada pela paciente, são solicitados os seguintes exames: LDL: 1150 UI/L (VR: 120-246 UI/L); BT: 4,2 mg/dL; BD: 0,4 mg/dL; reticulócitos: 18%, Coombs direto positivo; ferro sérico: 52 mcg/dL (VR: 65-175 mcg/dL); ferritina 650 ng/mL (VR: 10-291 ng/mL); capacidade total de ligação do ferro: 200 mcg/dL (250-425 mcg/dL). A conduta imediata mais adequada para o tratamento da anemia é:Gabarito: B
Uma mulher de 20 anos se queixa de edema generalizado iniciado há 3 semanas, que evoluiu com piora progressiva. Relata hiporexia e astenia nesse período. Desconhece ser portadora de doenças atuais ou prévias e não faz uso de quaisquer medicamentos ou drogas. Ao exame físico, PA: 160 x 90 mmHg, FC: 97 bpm, FR: 22 ipm, SpO2 98% (em ar ambiente). As mucosas estão hipocoradas, ictéricas e hidratadas. Há edema na face, pálpebras, parede abdominal e membros inferiores. Há também ascite e síndrome de derrame pleural. Exames de laboratório: sangue: Hb: 7,0 g/dL; Hct: 24%; VCM: 98 fL; HCM: 31 pg; CHCM: 32 g/dL; RDW: 18, 3%; leucócitos: 3.400/mm³; neutrófilos segmentados: 1.500/mm³; linfócitos: 700/mm³; Plq.: 201.000/mm³; PCR: 28m g/dL; FAN reagente: 1:320 padrão nuclear homogêneo; anti-DNA reagente; anti-SSA reagente; anti-SSB reagente; anti-Sm reagente; ANCA não reagente; C3: 43 mg/dL (90- 170 mg/dL); C4: 10 mg/dL (VR: 12-36 mg/dL); exame de urina: densidade 1.020; pH 6,0; nitrito negativo; proteínas ++++; hemoglobina ++; 4 piócitos/campo, 145 hemácias/campo; presença de cilindros hemáticos. Para investigação da anemia apresentada pela paciente, são solicitados os seguintes exames: LDL: 1150 UI/L (VR: 120-246 UI/L); BT: 4,2 mg/dL; BD: 0,4 mg/dL; reticulócitos: 18%, Coombs direto positivo; ferro sérico: 52 mcg/dL (VR: 65-175 mcg/dL); ferritina 650 ng/mL (VR: 10-291 ng/mL); capacidade total de ligação do ferro: 200 mcg/dL (250-425 mcg/dL). A conduta imediata mais adequada para o tratamento da anemia é:
- A. administração de eritropoetina;
- B. administração de corticoide; ✓
- C. reposição de ferro parenteral;
- D. hemotransfusão;
- E. prescrição de hidroxicloroquina oral.
Comentário OsceLabs
Lupus com nefrite ativa que abre com anemia: reticulocitos de 18%, LDH muito elevado, bilirrubina as custas da indireta e COOMBS DIRETO POSITIVO fecham anemia hemolitica autoimune. O tratamento imediato da hemolise autoimune e corticoide em dose imunossupressora. Eritropoetina (A) e ferro (C) tratam anemia por producao deficiente, que nao e o caso (ferritina alta, reticulocitose); hemotransfusao (D) e medida de resgate se houver instabilidade; hidroxicloroquina (E) e terapia de base do lupus, sem efeito agudo. Resposta B.
Questão 7A pneumonia em organização criptogênica (POC) tem sua forma idiopática de pneumonia em organização, anteriormente chamada de bronquiolite obliterante com pneumonia em organização (BOOP). É uma doença pulmonar intersticial difusa decorrente de lesão na parede alveolar tipicamente caracterizada por infiltrados pulmonares periféricos e difusos com áreas de preenchimento alveolar e responsividade a terapia sistêmica com glicocorticoides. A manifestação clínica é de uma pneumonia subaguda ou de difícil resolução, com tosse pouco produtiva, dispneia, febre baixa e fraqueza ou cansaço. No entanto, há diversas condições autoimunes, pneumonias de hipersensibilidade e efeitos colaterais que devem ser excluídos para que a POC seja dada como idiopática. Em uma análise mais profunda sobre a POC, o quadro descrito acima pode indicar pneumonia em organização caso se verifique(m):Gabarito: D
A pneumonia em organização criptogênica (POC) tem sua forma idiopática de pneumonia em organização, anteriormente chamada de bronquiolite obliterante com pneumonia em organização (BOOP). É uma doença pulmonar intersticial difusa decorrente de lesão na parede alveolar tipicamente caracterizada por infiltrados pulmonares periféricos e difusos com áreas de preenchimento alveolar e responsividade a terapia sistêmica com glicocorticoides. A manifestação clínica é de uma pneumonia subaguda ou de difícil resolução, com tosse pouco produtiva, dispneia, febre baixa e fraqueza ou cansaço. No entanto, há diversas condições autoimunes, pneumonias de hipersensibilidade e efeitos colaterais que devem ser excluídos para que a POC seja dada como idiopática. Em uma análise mais profunda sobre a POC, o quadro descrito acima pode indicar pneumonia em organização caso se verifique(m):
- A. paciente com tosse, febre e dispneia há 3 semanas e imagem apical fibrótica e cavitação adjacente;
- B. aspecto tomográfico reticulonodular difuso em paciente com dispneia importante iniciada há 1 semana;
- C. aspecto radiográfico de consolidação lobar em paciente com febre alta de início recente;
- D. aspecto tomográfico de consolidação irregular do espaço aéreo, opacidades em vidro fosco e pequenas opacidades nodulares em paciente usuário de cocaína; ✓
- E. aspecto tomográfico com opacidades evanescentes, bronquiectasias e achados relacionados a impactação mucoide e obstrução brônquica em paciente com eosinofilia e broncoespasmo. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
A pneumonia em organizacao tem tomografia tipicamente com consolidacoes irregulares do espaco aereo, vidro fosco e nodulos, e o enunciado pede a situacao compativel com padrao de organizacao — inclusive secundaria, como no usuario de cocaina (droga inalada e causa reconhecida). Os demais desenham outras doencas: cavitacao apical (A) sugere tuberculose, consolidacao lobar febril aguda (C) e pneumonia bacteriana, e opacidades evanescentes com impactacao mucoide e eosinofilia (E) sao de aspergilose broncopulmonar alergica. Resposta D.
Questão 8Um homem de 31 anos, previamente saudável, apresenta-se com uma história de 2 anos de disfagia intermitente, principalmente para alimentos sólidos. Relatou 2 episódios de impactação alimentar, com necessidade de endoscopia digestiva alta de urgência. Estava em uso de esomeprazol (40 mg ao dia) há 6 meses, sem melhora significativa dos sintomas de disfagia. Realizou recentemente nova endoscopia, em que a biópsia foi compatível com esofagite eosinofílica, sem estenose esofágica. Foi orientado a restringir alimentos que pudessem estar associados com essa forma de esofagite. Contudo, não houve resposta satisfatória. Nesse caso, a estratégia de intervenção mais adequada é:Gabarito: E
Um homem de 31 anos, previamente saudável, apresenta-se com uma história de 2 anos de disfagia intermitente, principalmente para alimentos sólidos. Relatou 2 episódios de impactação alimentar, com necessidade de endoscopia digestiva alta de urgência. Estava em uso de esomeprazol (40 mg ao dia) há 6 meses, sem melhora significativa dos sintomas de disfagia. Realizou recentemente nova endoscopia, em que a biópsia foi compatível com esofagite eosinofílica, sem estenose esofágica. Foi orientado a restringir alimentos que pudessem estar associados com essa forma de esofagite. Contudo, não houve resposta satisfatória. Nesse caso, a estratégia de intervenção mais adequada é:
- A. associar sucralfato antes das refeições e à noite, antes de deitar;
- B. trocar esomeprazol por outro bloqueador da bomba de prótons;
- C. encaminhar para tratamento com terapia biológica específica;
- D. associar um procinético (como domperidona) antes das refeições;
- E. associar um esteroide tópico (como fluticasona ou budesonida) por via oral. ✓
Comentário OsceLabs
Esofagite eosinofilica confirmada por biopsia, ja refrataria a inibidor de bomba de protons e a dieta de exclusao: o proximo degrau e o corticoide TOPICO DEGLUTIDO (fluticasona ou budesonida viscosa), que age na mucosa esofagica com minima exposicao sistemica. Trocar de IBP (B) nao vence uma falha de classe; sucralfato (A) e procinetico (D) nao tem papel; terapia biologica (dupilumabe) fica reservada para quem falha tambem ao corticoide topico, e nao antes dele. Resposta E.
Questão 9Uma mulher de 42 anos, com história de “reumatismo” na infância, procura ambulatório com um quadro de cansaço aos esforços. Tem história de “isquemia cerebral” há 2 anos, sem sequelas motoras. Ao exame físico, a pressão arterial é de 110 x 68 mmHg e a frequência cardíaca é de 60 batimentos por minuto. Apresenta ritmo cardíaco regular, bulhas normofonéticas e B1 acentuada. Na ausculta cardíaca, há um sopro diastólico em foco mitral. Nos exames laboratoriais, há um clearance de creatinina estimado em 46 mL/min/1,73 m². No ecocardiograma, foram observados estenose mitral moderada e episódios de fibrilação atrial no Holter de 24 horas. Em relação à prevenção de embolização sistêmica, está mais indicado o uso de:Gabarito: D
Uma mulher de 42 anos, com história de “reumatismo” na infância, procura ambulatório com um quadro de cansaço aos esforços. Tem história de “isquemia cerebral” há 2 anos, sem sequelas motoras. Ao exame físico, a pressão arterial é de 110 x 68 mmHg e a frequência cardíaca é de 60 batimentos por minuto. Apresenta ritmo cardíaco regular, bulhas normofonéticas e B1 acentuada. Na ausculta cardíaca, há um sopro diastólico em foco mitral. Nos exames laboratoriais, há um clearance de creatinina estimado em 46 mL/min/1,73 m². No ecocardiograma, foram observados estenose mitral moderada e episódios de fibrilação atrial no Holter de 24 horas. Em relação à prevenção de embolização sistêmica, está mais indicado o uso de:
- A. rivaroxabana de 15 mg, uma vez ao dia;
- B. aspirina na dosagem de 200 mg ao dia;
- C. apixabana de 2,5 mg, duas vezes ao dia;
- D. varfarina, com a dose de acordo com o INR; ✓
- E. metoprolol para manutenção do ritmo sinusal.
Comentário OsceLabs
Historia de febre reumatica, estenose mitral moderada e fibrilacao atrial documentada definem FA VALVAR. A perola de prova: em FA com estenose mitral reumatica (ou protese metalica) os anticoagulantes orais diretos sao CONTRAINDICADOS — o unico anticoagulante validado e a varfarina com ajuste pelo INR. Rivaroxabana e apixabana (A e C) foram testadas em FA nao valvar; AAS (B) nao previne cardioembolia; betabloqueador (E) controla frequencia, nao embolia. Resposta D.
Questão 10Uma paciente de 47 anos, que vinha em uso de medicações para controle de transtorno bipolar, é levada para atendimento com alteração do nível de consciência, confusão mental, sudorese e desorientação. Ao exame, foi observada rigidez muscular generalizada, especialmente em membros superiores e inferiores. Apresentou pressão arterial de 172 por 104 mmHg, frequência cardíaca de 109 batimentos por minuto, frequência respiratória de 24 incursões respiratórias por minuto e temperatura axilar de 39,2 °C. O exame laboratorial revelou aumento significativo de creatinofosfoquinase sérica, sem alterações nas transaminases. Como a equipe médica suspeitou de síndrome neuroléptica maligna, suspendeu as medicações em uso e iniciou terapia de suporte clínico. Fazem parte do arsenal terapêutico da síndrome neuroléptica maligna as seguintes medicações:Gabarito: C
Uma paciente de 47 anos, que vinha em uso de medicações para controle de transtorno bipolar, é levada para atendimento com alteração do nível de consciência, confusão mental, sudorese e desorientação. Ao exame, foi observada rigidez muscular generalizada, especialmente em membros superiores e inferiores. Apresentou pressão arterial de 172 por 104 mmHg, frequência cardíaca de 109 batimentos por minuto, frequência respiratória de 24 incursões respiratórias por minuto e temperatura axilar de 39,2 °C. O exame laboratorial revelou aumento significativo de creatinofosfoquinase sérica, sem alterações nas transaminases. Como a equipe médica suspeitou de síndrome neuroléptica maligna, suspendeu as medicações em uso e iniciou terapia de suporte clínico. Fazem parte do arsenal terapêutico da síndrome neuroléptica maligna as seguintes medicações:
- A. haloperidol e fenitoína;
- B. quetiapina e olanzapina;
- C. dantrolene e bromocriptina; ✓
- D. risperidona e carbamazepina;
- E. oxcarbazepina e prometazina.
Comentário OsceLabs
Hipertermia, rigidez muscular generalizada, disautonomia e CPK muito elevada apos antipsicotico definem sindrome neuroleptica maligna. Alem de suspender o agente e dar suporte, o arsenal farmacologico e o dantrolene (relaxante muscular de acao direta, reduz a rigidez e a producao de calor) e agonistas dopaminergicos como bromocriptina ou amantadina, que repoem o tonus dopaminergico bloqueado. Todas as demais opcoes trazem antipsicoticos ou anticonvulsivantes que pioram ou nao tratam o quadro. Resposta C.
Questão 11Um homem de 48 anos foi admitido no hospital com erupção cutânea generalizada, mal-estar geral e febre. Ele relatou ter iniciado recentemente alopurinol para controle de hiperuricemia. Nos últimos dias, ele notou o surgimento de uma erupção cutânea que começou no tronco e se espalhou para membros, região cervical e face. Além disso, queixava-se de náuseas e dor abdominal. No exame físico, foram observados erupção cutânea maculopapular generalizada, adenomegalia generalizada e edema em face, mãos e pés bilateralmente. Nos exames laboratoriais, foram encontradas leucocitose, eosinofilia e elevação das transaminases. A principal hipótese diagnóstica nesse caso é:Gabarito: E
Um homem de 48 anos foi admitido no hospital com erupção cutânea generalizada, mal-estar geral e febre. Ele relatou ter iniciado recentemente alopurinol para controle de hiperuricemia. Nos últimos dias, ele notou o surgimento de uma erupção cutânea que começou no tronco e se espalhou para membros, região cervical e face. Além disso, queixava-se de náuseas e dor abdominal. No exame físico, foram observados erupção cutânea maculopapular generalizada, adenomegalia generalizada e edema em face, mãos e pés bilateralmente. Nos exames laboratoriais, foram encontradas leucocitose, eosinofilia e elevação das transaminases. A principal hipótese diagnóstica nesse caso é:
- A. eritema multiforme;
- B. urticária medicamentosa;
- C. síndrome de Stevens-Johnson (SSJ);
- D. púrpura trombocitopênica idiopática (PTI);
- E. síndrome de hipersensibilidade induzida por drogas (DRESS). ✓
Comentário OsceLabs
Exantema extenso duas a seis semanas apos ALOPURINOL, com febre, edema facial, linfadenomegalia generalizada, EOSINOFILIA e hepatite: e a triade que define DRESS (reacao a droga com eosinofilia e sintomas sistemicos). Alopurinol, anticonvulsivantes e sulfas sao os culpados classicos. Stevens-Johnson (C) cursa com descolamento mucocutaneo e sinal de Nikolsky, nao com eosinofilia e edema facial; urticaria (B) e eritema multiforme (A) nao dao hepatite; PTI (D) nao produz rash maculopapular. Resposta E.
Questão 12Um jovem de 20 anos foi admitido com um quadro de hepatite, esplenomegalia com hiperesplenismo, anemia hemolítica com Coombs negativo, hipertensão portal e confusão mental. O exame neurológico mostrou síndrome rígida-acinética semelhante ao parkinsonismo, tremores e ataxia. Foram também observadas disartria, disfagia e incoordenação motora. Tais achados neurológicos se associam a disfunção dos gânglios da base. O tratamento instituído foi D-penicilamina oral (0,75 - 2 g/dia em doses divididas, tomadas 1 hora antes ou 2 horas após a refeição) associada a piridoxina oral, 50 mg por semana. Foi também prescrito zinco elementar na dose de 50 mg três vezes ao dia. Houve melhora clínica e indicação para que o tratamento fosse continuado indefinidamente, além de uma dieta específica. A doença em questão é:Gabarito: D
Um jovem de 20 anos foi admitido com um quadro de hepatite, esplenomegalia com hiperesplenismo, anemia hemolítica com Coombs negativo, hipertensão portal e confusão mental. O exame neurológico mostrou síndrome rígida-acinética semelhante ao parkinsonismo, tremores e ataxia. Foram também observadas disartria, disfagia e incoordenação motora. Tais achados neurológicos se associam a disfunção dos gânglios da base. O tratamento instituído foi D-penicilamina oral (0,75 - 2 g/dia em doses divididas, tomadas 1 hora antes ou 2 horas após a refeição) associada a piridoxina oral, 50 mg por semana. Foi também prescrito zinco elementar na dose de 50 mg três vezes ao dia. Houve melhora clínica e indicação para que o tratamento fosse continuado indefinidamente, além de uma dieta específica. A doença em questão é:
- A. hemocromatose;
- B. hepatite autoimune;
- C. colangite esclerosante primária;
- D. doença de Wilson; ✓
- E. síndrome de Budd-Chiari. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
Jovem com hepatopatia, hemolise com Coombs NEGATIVO e sindrome extrapiramidal por lesao dos ganglios da base, tratado com quelante (D-penicilamina, sempre com piridoxina) e zinco: e doenca de Wilson, o acumulo de cobre. A perola: hemolise Coombs-negativa em hepatopata jovem obriga a dosar ceruloplasmina e procurar aneis de Kayser-Fleischer. Hemocromatose (A) acumula ferro e poupa os ganglios da base; hepatite autoimune (B) e colangite esclerosante (C) nao dao parkinsonismo; Budd-Chiari (E) e trombose de veias hepaticas. Resposta D.
Questão 13Um jovem de 24 anos refere lombalgia e dor sacroilíaca crônicas há aproximadamente 6 meses. Apresenta também dor progressiva em membro inferior esquerdo. No último mês, vem apresentando rigidez matinal que melhora com exercícios físicos. A dor lombossacra chega a acordá-lo no meio da noite. Afirma também ter certa dificuldade em expandir a parede torácica. O diagnóstico mais provável é:Gabarito: E
Um jovem de 24 anos refere lombalgia e dor sacroilíaca crônicas há aproximadamente 6 meses. Apresenta também dor progressiva em membro inferior esquerdo. No último mês, vem apresentando rigidez matinal que melhora com exercícios físicos. A dor lombossacra chega a acordá-lo no meio da noite. Afirma também ter certa dificuldade em expandir a parede torácica. O diagnóstico mais provável é:
- A. artrite reumatoide;
- B. esclerose sistêmica;
- C. doença de Crohn atípica;
- D. artrite reativa do HIV;
- E. espondilite anquilosante. ✓
Comentário OsceLabs
Lombalgia INFLAMATORIA em homem jovem — insidiosa, ha mais de 3 meses, com rigidez matinal que MELHORA com exercicio, dor que desperta na madrugada e reducao da expansibilidade toracica, somada a sacroiliite — e o retrato da espondilite anquilosante. Artrite reumatoide (A) poupa o esqueleto axial abaixo da cervical e acomete pequenas articulacoes de forma simetrica; esclerose sistemica (B) e doenca cutaneovascular; Crohn e artrite reativa (C e D) precisariam de manifestacao intestinal ou infecciosa previa. Resposta E.
Questão 14Um paciente de 45 anos, tabagista, apresentava diabetes mellitus e dislipidemia, porém não era hipertenso. Foi atendido no pronto-socorro com quadro de edema agudo do pulmão hipertensivo. Apresentou melhora clínica e foi liberado com prescrição de losartana e hidroclorotiazida. A hipertensão ficou refratária ao tratamento e o paciente desenvolveu insuficiência renal aguda, que foi associada ao uso da losartana. No exame físico, foi detectado um sopro em linha mamilar esquerda na altura da cicatriz umbilical. O doppler de carótidas mostrou obstrução de 50% à direita e 40% à esquerda. A doença em questão é:Gabarito: D
Um paciente de 45 anos, tabagista, apresentava diabetes mellitus e dislipidemia, porém não era hipertenso. Foi atendido no pronto-socorro com quadro de edema agudo do pulmão hipertensivo. Apresentou melhora clínica e foi liberado com prescrição de losartana e hidroclorotiazida. A hipertensão ficou refratária ao tratamento e o paciente desenvolveu insuficiência renal aguda, que foi associada ao uso da losartana. No exame físico, foi detectado um sopro em linha mamilar esquerda na altura da cicatriz umbilical. O doppler de carótidas mostrou obstrução de 50% à direita e 40% à esquerda. A doença em questão é:
- A. doença de Kawasaki;
- B. arterite de Takayasu;
- C. hiperaldosteronismo primário;
- D. estenose de artéria renal; ✓
- E. feocromocitoma.
Comentário OsceLabs
Edema agudo de pulmao hipertensivo ('flash'), hipertensao refrataria, SOPRO ABDOMINAL e — o dado que fecha — piora aguda da funcao renal apos bloqueio do receptor de angiotensina, em paciente com aterosclerose difusa (tabagista, com placas carotideas). Essa sequencia e patognomonica de estenose de arteria renal aterosclerotica: o rim isquemico depende da angiotensina II para manter a filtracao. Takayasu (B) acomete jovens; hiperaldosteronismo (C) cursa com hipocalemia; feocromocitoma (E) e paroxistico. Resposta D.
Questão 15Uma paciente de 44 anos e com diagnóstico de hepatite C, não tratada, desenvolveu quadro de porfiria. O tratamento instituído consistiu em antivirais de ação direta contra o HCV, hidroxicloroquina e flebotomias regulares. O tipo de porfiria em questão é:Gabarito: C
Uma paciente de 44 anos e com diagnóstico de hepatite C, não tratada, desenvolveu quadro de porfiria. O tratamento instituído consistiu em antivirais de ação direta contra o HCV, hidroxicloroquina e flebotomias regulares. O tipo de porfiria em questão é:
- A. porfiria aguda intermitente;
- B. protoporfiria eritropoiética;
- C. porfiria cutânea tardia; ✓
- D. porfiria variegata;
- E. protoporfiria ligada ao X.
Comentário OsceLabs
Porfiria em paciente com hepatite C tratada com flebotomias seriadas e hidroxicloroquina em dose baixa: essa combinacao terapeutica so existe na porfiria cutanea tardia, ligada a sobrecarga de ferro e fortemente associada a HCV, alcool, estrogenio e HIV. As porfirias AGUDAS (A e D) manifestam-se com dor abdominal, neuropatia e disautonomia e sao tratadas com hematina e glicose, nunca com sangria; as protoporfirias (B e E) cursam com fotossensibilidade dolorosa imediata, sem bolhas nem excesso de ferro. Resposta C.
Questão 16Durante a tragédia das enchentes no estado do Rio Grande do Sul em 2024, ocorreram vários casos de leptospirose que acometeram principalmente voluntários que atuaram no resgate da população atingida. A insuficiência renal causada pela doença tem como lesão histopatológica:Gabarito: A
Durante a tragédia das enchentes no estado do Rio Grande do Sul em 2024, ocorreram vários casos de leptospirose que acometeram principalmente voluntários que atuaram no resgate da população atingida. A insuficiência renal causada pela doença tem como lesão histopatológica:
- A. nefrite tubulointersticial; ✓
- B. necrose tubular aguda;
- C. glomerulonefrite membranosa;
- D. glomerulonefrite rapidamente progressiva;
- E. glomeruloesclerose focal e segmentar.
Comentário OsceLabs
A lesao renal da leptospirose e uma NEFRITE TUBULOINTERSTICIAL aguda, e a perola classica e a insuficiencia renal NAO OLIGURICA com HIPOCALEMIA — resultado do defeito tubular de reabsorcao de sodio e potassio induzido pela leptospira. Isso a distingue da necrose tubular aguda isquemica classica (B), que cursa com hipercalemia e oliguria. As glomerulopatias listadas (C, D e E) nao correspondem ao padrao histopatologico da doenca. Resposta A.
Questão 17Um paciente de 45 anos, sem doenças prévias, desenvolveu enfermidade de instalação súbita e progressiva com quadro de náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Logo após, queixou-se de cefaleia, vertigem e tontura. Foi internado na emergência, onde foi iniciada hidratação venosa e administração de sintomáticos. Entretanto, 3 horas depois começou a apresentar visão turva, ptose palpebral, diplopia, disfagia, disartria, boca seca e fraqueza muscular simétrica, acometendo com maior intensidade os membros superiores, sem perda da sensibilidade. Notaram-se hipotensão sem taquicardia e retenção urinária. Cerca de 6 horas após a internação, evoluiu para paralisia flácida motora descendente, associada a comprometimento autonômico disseminado. Durante todo esse período, o paciente se manteve consciente. A fraqueza muscular descendente afetou os músculos do tronco e dos membros, levando a dispneia, insuficiência respiratória e tetraplegia flácida. Foi necessária a transferência do paciente para o CTI, com instalação de tubo orotraqueal e ventilação mecânica, além de rotinas terapêuticas para pacientes graves. O diagnóstico mais provável é:Gabarito: D
Um paciente de 45 anos, sem doenças prévias, desenvolveu enfermidade de instalação súbita e progressiva com quadro de náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Logo após, queixou-se de cefaleia, vertigem e tontura. Foi internado na emergência, onde foi iniciada hidratação venosa e administração de sintomáticos. Entretanto, 3 horas depois começou a apresentar visão turva, ptose palpebral, diplopia, disfagia, disartria, boca seca e fraqueza muscular simétrica, acometendo com maior intensidade os membros superiores, sem perda da sensibilidade. Notaram-se hipotensão sem taquicardia e retenção urinária. Cerca de 6 horas após a internação, evoluiu para paralisia flácida motora descendente, associada a comprometimento autonômico disseminado. Durante todo esse período, o paciente se manteve consciente. A fraqueza muscular descendente afetou os músculos do tronco e dos membros, levando a dispneia, insuficiência respiratória e tetraplegia flácida. Foi necessária a transferência do paciente para o CTI, com instalação de tubo orotraqueal e ventilação mecânica, além de rotinas terapêuticas para pacientes graves. O diagnóstico mais provável é:
- A. meningite por Haemophilus influenzae;
- B. síndrome de Guillain-Barré;
- C. doença de Lyme;
- D. infecção pelo Clostridium botulinum; ✓
- E. raiva.
Comentário OsceLabs
Paralisia flacida DESCENDENTE, simetrica, com acometimento precoce de nervos cranianos (ptose, diplopia, disfagia, disartria), disautonomia (boca seca, retencao urinaria, hipotensao SEM taquicardia), pupilas comprometidas e — o dado de ouro — SENSIBILIDADE E CONSCIENCIA PRESERVADAS apos quadro gastrintestinal: e botulismo. Guillain-Barre (B) e ascendente e costuma vir com alteracao sensitiva; meningite (A) e raiva (E) alteram o sensorio; Lyme (C) tem eritema migratorio. Resposta D.
Questão 18Um paciente de 22 anos apresentou quadro clínico com início abrupto de febre, cefaleia, mialgia, anorexia, náuseas e vômitos. Foi avaliado na UPA e liberado com prescrição de sintomáticos. Vinte e quatro horas depois, apresentou diarreia, artralgia, dor ocular, fotofobia e hemorragia conjuntival, além de tosse. Foi internado, recebendo hidratação venosa e sintomáticos venosos. Foram solicitados exames complementares, com os seguintes resultados: leucocitose, neutrofilia e desvio à esquerda, plaquetopenia, aumento de ureia e creatinina, CPK elevada, baixa densidade urinária, proteinúria, hematúria microscópica e leucocitúria. Foi então iniciada antibioticoterapia com sulfametoxazol + trimetoprima. Logo a seguir, o paciente apresentou exantema, eritema macular, papular purpúrico, distribuídos no tronco ou na região pré-tibial. USG exibiu hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia. Na ocasião, reclamou de intensa mialgia, principalmente em região lombar e nas panturrilhas. Apesar do uso de antibiótico, não apresentou melhora, com evolução para tríade insuficiência renal, icterícia rubínica e hemorragia pulmonar discreta (síndrome de Weil). Foi intubado e no CTI iniciou penicilina G cristalina em dose plena e cuidadosGabarito: C
Um paciente de 22 anos apresentou quadro clínico com início abrupto de febre, cefaleia, mialgia, anorexia, náuseas e vômitos. Foi avaliado na UPA e liberado com prescrição de sintomáticos. Vinte e quatro horas depois, apresentou diarreia, artralgia, dor ocular, fotofobia e hemorragia conjuntival, além de tosse. Foi internado, recebendo hidratação venosa e sintomáticos venosos. Foram solicitados exames complementares, com os seguintes resultados: leucocitose, neutrofilia e desvio à esquerda, plaquetopenia, aumento de ureia e creatinina, CPK elevada, baixa densidade urinária, proteinúria, hematúria microscópica e leucocitúria. Foi então iniciada antibioticoterapia com sulfametoxazol + trimetoprima. Logo a seguir, o paciente apresentou exantema, eritema macular, papular purpúrico, distribuídos no tronco ou na região pré-tibial. USG exibiu hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia. Na ocasião, reclamou de intensa mialgia, principalmente em região lombar e nas panturrilhas. Apesar do uso de antibiótico, não apresentou melhora, com evolução para tríade insuficiência renal, icterícia rubínica e hemorragia pulmonar discreta (síndrome de Weil). Foi intubado e no CTI iniciou penicilina G cristalina em dose plena e cuidados
- A. febre maculosa;
- B. endocardite bacteriana;
- C. leptospirose; ✓
- D. dengue hemorrágica;
- E. infecção urinária por pseudomonas aeruginosa. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
Febre com mialgia intensa em panturrilhas, sufusao conjuntival, insuficiencia renal com hipocalemia e CPK elevada, evoluindo para a triade de Weil (icterícia rubinica, insuficiencia renal e hemorragia pulmonar), tratada com penicilina cristalina: leptospirose de livro. A dengue (D) nao eleva CPK dessa forma nem causa icterícia rubinica; febre maculosa (A) tem exantema centripeto e responde a doxiciclina; endocardite (B) e infeccao urinaria (E) nao explicam a sindrome pulmao-rim. Resposta C.
Questão 19Um homem de 50 anos em tratamento para hepatite C, com cirrose hepática compensada CHILD PUGH A, tem histórico de falha terapêutica com uso prévio de antivirais de ação direta. O médico assistente do serviço de atenção especializada prescreveu um novo esquema terapêutico, recomendado pelo Ministério da Saúde. O esquema prescrito foi:Gabarito: C
Um homem de 50 anos em tratamento para hepatite C, com cirrose hepática compensada CHILD PUGH A, tem histórico de falha terapêutica com uso prévio de antivirais de ação direta. O médico assistente do serviço de atenção especializada prescreveu um novo esquema terapêutico, recomendado pelo Ministério da Saúde. O esquema prescrito foi:
- A. sofosbuvir/velpastavir/ribavirina por 24 semanas;
- B. sofosbuvir/daclatasvir por 12 semanas;
- C. sofosbuvir/pibrentasvir + glecaprevir por 12 semanas; ✓
- D. sofosbuvir/velpastavir por 12 semanas;
- E. sofosbuvir/ribavirina por 24 semanas.
Comentário OsceLabs
Retratamento de hepatite C em cirrotico Child A com falha previa a antivirais de acao direta exige um esquema de RESGATE, que combina classes diferentes e inclui inibidor de protease, conforme o protocolo do Ministerio da Saude adotado pela banca. Repetir esquemas de primeira linha (B, D) em quem ja falhou reproduz a falha; ribavirina isolada com sofosbuvir (E) e esquema obsoleto e de baixa eficacia. Resposta C.
Questão 20Mulher de 65 anos procura o gastroenterologista com queixas de astenia, prurido palmar e plantar e elevação de fosfatase alcalina (1005 UI/ml) e Gama GT (1200 UI/ml). As enzimas hepáticas TGO e TGP estão elevadas (300 e 250 UI/ml, respectivamente) e a bilirrubina total é de 6,0 mg/dl, às custas da bilirrubina direta. Apresenta plaquetopenia de 85.000/mm³, e a ultrassonografia de abdômen aponta alterações compatíveis com doença parenquimatosa crônica do fígado, sem dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas e vesícula biliar anecoica. A principal hipótese diagnóstica para o caso e o exame complementar a ser solicitado são, respectivamente:Gabarito: D
Mulher de 65 anos procura o gastroenterologista com queixas de astenia, prurido palmar e plantar e elevação de fosfatase alcalina (1005 UI/ml) e Gama GT (1200 UI/ml). As enzimas hepáticas TGO e TGP estão elevadas (300 e 250 UI/ml, respectivamente) e a bilirrubina total é de 6,0 mg/dl, às custas da bilirrubina direta. Apresenta plaquetopenia de 85.000/mm³, e a ultrassonografia de abdômen aponta alterações compatíveis com doença parenquimatosa crônica do fígado, sem dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas e vesícula biliar anecoica. A principal hipótese diagnóstica para o caso e o exame complementar a ser solicitado são, respectivamente:
- A. hepatite colestática autoimune; FAN e antimúsculo liso;
- B. colangite esclerosante primária; CPER e P-Anca;
- C. colangite biliar primária; anti-LKM1;
- D. colangite biliar primária; antimitocôndria; ✓
- E. hepatite medicamentosa; FAN e antimúsculo liso. Cirurgia Geral
Comentário OsceLabs
Mulher de meia-idade com prurido, colestase desproporcional (fosfatase alcalina e gama-GT muito altas), hiperbilirrubinemia direta e sinais de hepatopatia cronica, com vias biliares NAO dilatadas ao ultrassom: e colangite biliar primaria, e o anticorpo que confirma e o ANTIMITOCONDRIA (anti-M2), positivo em cerca de 95% dos casos. O anti-LKM1 (C) e da hepatite autoimune tipo 2; FAN e antimusculo liso (A, E) sao da hepatite autoimune tipo 1; colangite esclerosante (B) exige alteracao de vias biliares na colangiografia. Resposta D.
Questão 21Um homem de 64 anos de idade, saudável, agricultor, apresenta-se no consultório com uma lesão cutânea que ele notou há cerca de 6 meses. A lesão está localizada no dorso da mão direita e tem crescido lentamente. O paciente relata que a área está um pouco dolorosa e pruriginosa. Ao exame físico, observa-se uma lesão de 1,2 cm de diâmetro, de cor acastanhada, bordas irregulares, e com algumas áreas de ulceração, e há linfadenomegalia palpável na axila. Com base na descrição clínica e no exame físico, as melhores propostas diagnóstica e terapêutica para esse paciente são, respectivamente:Gabarito: E
Um homem de 64 anos de idade, saudável, agricultor, apresenta-se no consultório com uma lesão cutânea que ele notou há cerca de 6 meses. A lesão está localizada no dorso da mão direita e tem crescido lentamente. O paciente relata que a área está um pouco dolorosa e pruriginosa. Ao exame físico, observa-se uma lesão de 1,2 cm de diâmetro, de cor acastanhada, bordas irregulares, e com algumas áreas de ulceração, e há linfadenomegalia palpável na axila. Com base na descrição clínica e no exame físico, as melhores propostas diagnóstica e terapêutica para esse paciente são, respectivamente:
- A. carcinoma basocelular; tratamento com crioterapia;
- B. queratoacantoma; tratamento com antibioticoterapia;
- C. dermatofibroma; tratamento com observação e seguimento;
- D. carcinoma espinocelular; tratamento com eletrocoagulação e curetagem;
- E. melanoma maligno; tratamento com excisão cirúrgica ampla e avaliação do linfonodo. ✓
Comentário OsceLabs
Lesao ACASTANHADA com bordas irregulares, crescimento progressivo, area de ulceracao e — o achado que muda tudo — LINFADENOMEGALIA AXILAR palpavel: e melanoma ate prova em contrario, e a conduta e excisao cirurgica ampla com avaliacao do linfonodo (sentinela ou o linfonodo clinicamente suspeito). Carcinoma basocelular (A) e perolado e nao pigmentado de forma irregular; queratoacantoma (B) e dermatofibroma (C) nao produzem adenomegalia; e tratar lesao pigmentada suspeita com destruicao tecidual (crioterapia, eletrocoagulacao) apaga o material para estadiamento. Resposta E.
Questão 22Um homem de 47 anos de idade, fumante há 30 anos e com histórico de consumo de bebidas alcoólicas destiladas, apresenta uma úlcera dolorosa na língua há 3 meses. Relata que a lesão não cicatriza e está aumentando de tamanho. Além disso, nota dificuldade para engolir e dor referida no ouvido. Ao exame físico, observa-se uma úlcera irregular na borda lateral da língua, com margens endurecidas e base infiltrada. Não há linfonodos cervicais palpáveis. O diagnóstico provável e o tratamento inicial mais adequado para esse paciente são, respectivamente:Gabarito: E
Um homem de 47 anos de idade, fumante há 30 anos e com histórico de consumo de bebidas alcoólicas destiladas, apresenta uma úlcera dolorosa na língua há 3 meses. Relata que a lesão não cicatriza e está aumentando de tamanho. Além disso, nota dificuldade para engolir e dor referida no ouvido. Ao exame físico, observa-se uma úlcera irregular na borda lateral da língua, com margens endurecidas e base infiltrada. Não há linfonodos cervicais palpáveis. O diagnóstico provável e o tratamento inicial mais adequado para esse paciente são, respectivamente:
- A. adenoma; ressecção com anestesia local;
- B. candidíase oral; iniciar tratamento antifúngico tópico;
- C. ulceração traumática; recomendações de higiene oral rigorosa e acompanhamento;
- D. líquen plano oral; encaminhar para biópsia e tratamento com corticosteroides tópicos;
- E. carcinoma espinocelular; biópsia da lesão, estadiamento e tratamento cirúrgico. ✓
Comentário OsceLabs
Ulcera na BORDA LATERAL DA LINGUA que nao cicatriza ha 3 meses, com margens endurecidas e base infiltrada, em tabagista e etilista, com otalgia REFLEXA e disfagia: e carcinoma espinocelular de cavidade oral. A conduta obrigatoria e biopsia, estadiamento e tratamento cirurgico — ausencia de linfonodo palpavel nao afasta o diagnostico. Candidiase (B) e placa branca removivel; ulcera traumatica (C) cicatriza em ate 2 semanas apos remover o fator; liquen plano (D) faz estrias reticulares brancas. Resposta E.
Questão 23Um adolescente de 16 anos foi admitido no pronto-socorro após queda de motocicleta. Ele estava lúcido e com sinais vitais estáveis. Realizou-se uma tomografia computadorizada do abdômen, que mostrou uma laceração esplênica grau II. Optou-se por um tratamento conservador inicial com monitoramento em unidade de terapia intensiva. Após 24 horas de internação, o paciente apresentou uma queda súbita na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e sinais de irritação peritoneal. Uma nova TC de abdômen mostrou aumento significativo do hemoperitônio e sinais de ruptura esplênica adicional. Diante desse quadro, a conduta mais apropriada para esse paciente é:Gabarito: C
Um adolescente de 16 anos foi admitido no pronto-socorro após queda de motocicleta. Ele estava lúcido e com sinais vitais estáveis. Realizou-se uma tomografia computadorizada do abdômen, que mostrou uma laceração esplênica grau II. Optou-se por um tratamento conservador inicial com monitoramento em unidade de terapia intensiva. Após 24 horas de internação, o paciente apresentou uma queda súbita na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e sinais de irritação peritoneal. Uma nova TC de abdômen mostrou aumento significativo do hemoperitônio e sinais de ruptura esplênica adicional. Diante desse quadro, a conduta mais apropriada para esse paciente é:
- A. indicar a cirurgia de Warren;
- B. realizar uma embolização seletiva da artéria esplênica;
- C. transferi-lo para a sala de cirurgia para uma esplenectomia de emergência; ✓
- D. continuar com o manejo conservador e aumentar a frequência de monitoramento hemodinâmico;
- E. administrar fluidos intravenosos e realizar a transfusão sanguínea, mantendo o paciente sob observação. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
Trauma esplenico em manejo nao operatorio que evolui com QUEDA SUBITA DA PRESSAO, taquicardia, irritacao peritoneal e aumento do hemoperitoneo: houve FALHA do tratamento conservador com instabilidade hemodinamica, e paciente instavel nao vai para sala de exame nem de angiografia — vai para o centro cirurgico. Embolizacao (B) so serve no estavel; manter observacao (D) ou apenas repor volume (E) diante de sangramento ativo e perder tempo; a cirurgia de Warren (A) e derivacao portal, sem relacao com trauma. Resposta C.
Questão 24Pedro Paulo, um homem de 41 anos, foi admitido no pronto-socorro após sofrer queimaduras extensas em um incêndio no seu local de trabalho. Ele apresentava queimaduras de segundo grau que cobriam aproximadamente 45% de sua superfície corporal total (SCT). O paciente pesava 70 kg e estava consciente e lúcido, mas sentia dor intensa e desconforto. Os sinais vitais eram: frequência cardíaca: 120 bpm; pressão arterial de 100/60 mmHg; frequência respiratória de 24 ipm e saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Seu médico decidiu iniciar a reanimação hídrica imediatamente. A melhor abordagem inicial para a reanimação hídrica de Pedro Paulo é:Gabarito: D
Pedro Paulo, um homem de 41 anos, foi admitido no pronto-socorro após sofrer queimaduras extensas em um incêndio no seu local de trabalho. Ele apresentava queimaduras de segundo grau que cobriam aproximadamente 45% de sua superfície corporal total (SCT). O paciente pesava 70 kg e estava consciente e lúcido, mas sentia dor intensa e desconforto. Os sinais vitais eram: frequência cardíaca: 120 bpm; pressão arterial de 100/60 mmHg; frequência respiratória de 24 ipm e saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Seu médico decidiu iniciar a reanimação hídrica imediatamente. A melhor abordagem inicial para a reanimação hídrica de Pedro Paulo é:
- A. administrar 2 ml/kg/%SCT de solução de Ringer Lactato nas primeiras 24 horas, dividindo o volume total igualmente ao longo do período;
- B. administrar 8 ml/kg/%SCT de solução cristaloide de NaCl a 0,9% nas primeiras 24 horas, com um ajuste para cada %SCT adicional acima de 50%;
- C. administrar 6 ml/kg/%SCT de solução de Ringer Lactato nas primeiras 24 horas, com um ajuste de 10% para cada grau adicional de queimadura acima do segundo grau;
- D. administrar 4 ml/kg/%SCT de solução de Ringer Lactato nas primeiras 24 horas, dividindo o volume total em duas metades: uma nas primeiras 8 horas e a outra nas 16 horas seguintes; ✓
- E. administrar 4 ml/kg/%SCT de solução coloidal de albumina nas primeiras 24 horas, dividindo o volume total em duas metades: uma nas primeiras 8 horas e a outra nas 16 horas seguintes.
Comentário OsceLabs
A formula de Parkland e 4 mL/kg por %SCT queimada de Ringer lactato nas primeiras 24 horas, com METADE infundida nas primeiras 8 horas (contadas a partir do trauma) e o restante nas 16 horas seguintes. Para 70 kg com 45% de SCT dao 12,6 L em 24 h, ~6,3 L nas primeiras 8 h. Coloide (E) nao e a solucao inicial nas primeiras 24 h; volumes de 2, 6 ou 8 mL/kg/%SCT (A, B, C) nao correspondem a formula, e distribuir o volume igualmente ao longo do dia subhidrata a fase de maior extravasamento capilar. Resposta D.
Questão 25Um paciente de 48 anos apresenta-se no pronto-socorro com dor abdominal intensa e intermitente há 18 horas, com náuseas e vômitos. Ele relata não ter evacuado ou eliminado gases nas últimas 48 horas. Sua história patológica pregressa inclui uma apendicectomia realizada há 20 anos e uma cirurgia para correção de hérnia inguinoescrotal há 5 anos. O exame físico mostrou o paciente lúcido e apirético; sinais vitais: PA 125/80 mmHg, FC 90 bpm, FR 20 ipm, T 36,8 °C. O abdômen está distendido. Peristalse de luta apresenta ruídos metálicos e hipercinéticos. Sente dor à palpação difusa, porém sem sinais de defesa e com ausência de hérnias palpáveis. Os exames laboratoriais registram hemograma com leucócitos de 8.000/mm³ e eletrólitos dentro dos limites normais. Os exames de imagem revelam rotina de abdômen agudo, mostrando distensão de alças intestinais com níveis hidroaéreos, e sem evidências de tumorações. Diante desse quadro clínico, a etapa inicial mais apropriada para o manejo do caso é:Gabarito: E
Um paciente de 48 anos apresenta-se no pronto-socorro com dor abdominal intensa e intermitente há 18 horas, com náuseas e vômitos. Ele relata não ter evacuado ou eliminado gases nas últimas 48 horas. Sua história patológica pregressa inclui uma apendicectomia realizada há 20 anos e uma cirurgia para correção de hérnia inguinoescrotal há 5 anos. O exame físico mostrou o paciente lúcido e apirético; sinais vitais: PA 125/80 mmHg, FC 90 bpm, FR 20 ipm, T 36,8 °C. O abdômen está distendido. Peristalse de luta apresenta ruídos metálicos e hipercinéticos. Sente dor à palpação difusa, porém sem sinais de defesa e com ausência de hérnias palpáveis. Os exames laboratoriais registram hemograma com leucócitos de 8.000/mm³ e eletrólitos dentro dos limites normais. Os exames de imagem revelam rotina de abdômen agudo, mostrando distensão de alças intestinais com níveis hidroaéreos, e sem evidências de tumorações. Diante desse quadro clínico, a etapa inicial mais apropriada para o manejo do caso é:
- A. colonoscopia urgente;
- B. administração de laxantes e observação;
- C. cirurgia imediata para exploração abdominal;
- D. alta com orientação para retorno no caso de persistirem os sintomas;
- E. administração intravenosa de líquidos, descompressão nasogástrica e observação. ✓
Comentário OsceLabs
Dor em colica, parada de eliminacao de gases e fezes, distensao, ruidos metalicos e niveis hidroaereos em paciente com DUAS laparotomias previas: obstrucao de delgado por brida. Como nao ha febre, leucocitose, defesa, taquicardia nem sinais de estrangulamento, a conduta inicial e conservadora — jejum, hidratacao venosa, sonda nasogastrica descompressiva e reavaliacoes seriadas, que resolvem a maioria dos casos. Cirurgia imediata (C) so com sofrimento de alca ou falha do tratamento clinico; laxante (B) e colonoscopia (A) sao contraindicados. Resposta E.
Questão 26Um homem de 55 anos sofreu queda de uma altura de aproximadamente dois metros enquanto trabalhava em uma obra. Ele caiu diretamente sobre o braço direito estendido. No pronto-socorro, apresentava dor intensa, incapacidade de mover o braço direito e deformidade visível no meio do braço. As radiografias mostraram uma fratura diafisária do úmero com desvio. O exame neurovascular estava normal. O tratamento mais apropriado para esse paciente é:Gabarito: B
Um homem de 55 anos sofreu queda de uma altura de aproximadamente dois metros enquanto trabalhava em uma obra. Ele caiu diretamente sobre o braço direito estendido. No pronto-socorro, apresentava dor intensa, incapacidade de mover o braço direito e deformidade visível no meio do braço. As radiografias mostraram uma fratura diafisária do úmero com desvio. O exame neurovascular estava normal. O tratamento mais apropriado para esse paciente é:
- A. fixação externa;
- B. redução aberta e fixação interna; ✓
- C. imobilização com uma tipoia e observação;
- D. redução fechada e imobilização com gesso;
- E. administração de analgésicos e alta para casa.
Comentário OsceLabs
Fratura DIAFISARIA de umero COM DESVIO por trauma de alta energia (queda de 2 metros): a banca cobra a indicacao cirurgica — reducao aberta e fixacao interna com placa restaura o alinhamento e permite reabilitacao precoce. O tratamento conservador com brace funcional (opcoes D e C) e reservado a fraturas com desvio aceitavel; fixacao externa (A) fica para fraturas expostas ou com grande perda de partes moles; analgesia e alta (E) ignora a lesao. Vale lembrar de sempre reavaliar o nervo radial, aqui integro. Resposta B.
Questão 27Após um traumatismo torácico contuso, um paciente apresenta sinais de tamponamento cardíaco, incluindo hipotensão, taquicardia, aumento da turgência jugular e pulso fino. A conduta clínico-cirúrgica mais apropriada para esse paciente é:Gabarito: D
Após um traumatismo torácico contuso, um paciente apresenta sinais de tamponamento cardíaco, incluindo hipotensão, taquicardia, aumento da turgência jugular e pulso fino. A conduta clínico-cirúrgica mais apropriada para esse paciente é:
- A. realização de pericardiocentese emergencial;
- B. ultrassonografia e punção aspirativa por agulha fina;
- C. administração de fluidos intravenosos e monitoramento contínuo;
- D. realização de toracotomia de emergência para drenagem do pericárdio; ✓
- E. inserção de um tubo torácico para drenagem do espaço pleural esquerdo.
Comentário OsceLabs
Tamponamento cardiaco por trauma torácico CONTUSO significa sangue no saco pericardico por lesao cardiaca — e sangue coagulado nao sai por agulha. O tratamento definitivo e a abordagem cirurgica com abertura do pericardio e reparo da lesao. A pericardiocentese (A) e apenas medida temporizadora quando nao ha equipe ou centro cirurgico disponivel; punção por agulha fina (B) nao tem lugar em trauma; volume (C) apenas ganha minutos; e drenagem pleural (E) trata pneumo/hemotorax, nao o pericardio. Resposta D.
Questão 28Um paciente de 58 anos foi submetido a uma gastrectomia subtotal devido a um adenocarcinoma gástrico. Após a cirurgia, ele desenvolveu episódios frequentes de sudorese, palpitações, tonturas e diarreia após as refeições. Essa complicação pós-operatória está relacionada:Gabarito: C
Um paciente de 58 anos foi submetido a uma gastrectomia subtotal devido a um adenocarcinoma gástrico. Após a cirurgia, ele desenvolveu episódios frequentes de sudorese, palpitações, tonturas e diarreia após as refeições. Essa complicação pós-operatória está relacionada:
- A. ao desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2;
- B. a uma trombose venosa profunda;
- C. à síndrome de dumping; ✓
- D. ao aumento da densidade óssea;
- E. à presença de úlcera alcalina.
Comentário OsceLabs
Sudorese, palpitacoes, tontura e diarreia LOGO APOS as refeicoes em gastrectomizado descrevem dumping: com a perda do piloro, o quimo hiperosmolar cai direto no delgado, puxa liquido para a luz e dispara resposta vasomotora (dumping precoce, 15-30 min); o tardio (1-3 h) e por hipoglicemia reativa. O tratamento inicial e dietetico — refeicoes pequenas, fracionadas, pobres em carboidrato simples e sem liquidos junto as refeicoes. Nenhuma das outras opcoes explica a relacao temporal com a alimentacao. Resposta C.
Questão 29Uma paciente jovem, sem histórico familiar de câncer colorretal, apresenta sintomas como alterações no hábito intestinal, pequeno sangramento retal, dor abdominal, perda de peso inexplicada e palpação abdominal dolorosa no quadrante inferior direito. A hipótese diagnóstica mais provável é:Gabarito: B
Uma paciente jovem, sem histórico familiar de câncer colorretal, apresenta sintomas como alterações no hábito intestinal, pequeno sangramento retal, dor abdominal, perda de peso inexplicada e palpação abdominal dolorosa no quadrante inferior direito. A hipótese diagnóstica mais provável é:
- A. síndrome do intestino irritável;
- B. doença de Crohn; ✓
- C. retocolite ulcerativa;
- D. polipose adenomatosa familiar;
- E. síndrome de Gardner. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
Jovem com alteracao do habito intestinal, sangramento discreto, dor e MASSA PALPAVEL DOLOROSA em quadrante inferior direito, com perda de peso: e doenca de Crohn ileocecal, que e transmural, segmentar e tem predilecao pelo ileo terminal. A retocolite (C) e continua, comeca no reto e nao forma massa em fossa iliaca direita, alem de dar sangramento mais volumoso; sindrome do intestino irritavel (A) nao emagrece nem sangra; as poliposes (D e E) sao assintomaticas por anos e tem historia familiar. Resposta B.
Questão 30Um homem de 26 anos, atlético, em boas condições físicas, se apresenta ao pronto-socorro com dor abdominal intensa no quadrante inferior direito, que começou há 3 dias e piorou progressivamente. Ele relata náuseas, vômitos e febre. Ao exame físico, está taquicárdico, febril (38,5 °C), com defesa muscular e dor à descompressão brusca no quadrante inferior direito. A palpação abdominal revela sinais de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais mostram leucocitose com desvio à esquerda. Uma tomografia computadorizada de abdômen revela apêndice distendido com parede espessada, líquido livre na cavidade abdominal e sinais de abscesso periapendicular. O diagnóstico mais provável e a abordagem mais adequada para esse paciente são, respectivamente:Gabarito: B
Um homem de 26 anos, atlético, em boas condições físicas, se apresenta ao pronto-socorro com dor abdominal intensa no quadrante inferior direito, que começou há 3 dias e piorou progressivamente. Ele relata náuseas, vômitos e febre. Ao exame físico, está taquicárdico, febril (38,5 °C), com defesa muscular e dor à descompressão brusca no quadrante inferior direito. A palpação abdominal revela sinais de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais mostram leucocitose com desvio à esquerda. Uma tomografia computadorizada de abdômen revela apêndice distendido com parede espessada, líquido livre na cavidade abdominal e sinais de abscesso periapendicular. O diagnóstico mais provável e a abordagem mais adequada para esse paciente são, respectivamente:
- A. apendicite não complicada; apendicectomia laparoscópica com recomposição hidroeletrolítica e antibioticoterapia;
- B. apendicite perfurada com peritonite; apendicectomia aberta, drenagem do abscesso e antibioticoterapia; ✓
- C. apendicite retrocecal; observação e antibioticoterapia;
- D. gastroenterite viral; hidratação oral e observação;
- E. doença inflamatória intestinal; corticosteroides e observação.
Comentário OsceLabs
A tomografia mostrou liquido livre e ABSCESSO periapendicular em paciente com peritonite generalizada, febre e leucocitose: e apendicite perfurada com peritonite, e paciente com irritacao peritoneal difusa vai para cirurgia com drenagem da colecao e antibioticoterapia. O manejo conservador com antibiotico e drenagem percutanea (C) e reservado ao abscesso bloqueado em paciente estavel, sem peritonite difusa. Chamar de apendicite nao complicada (A) ignora a perfuracao; gastroenterite (D) e doenca inflamatoria (E) nao explicam o abscesso. Resposta B.
Questão 31Uma paciente de 22 anos apresentou quadro de dor pélvica súbita há cerca de 2 horas. Ao exame, constata-se que está hipocorada ++/4, com PA = 90 x 40 mmHg e FC = 118 bpm. Seu abdômen está atípico com dor à palpação difusa, mais acentuada em fossa ilíaca direita, com descompressão dolorosa. O diagnóstico mais provável é:Gabarito: C
Uma paciente de 22 anos apresentou quadro de dor pélvica súbita há cerca de 2 horas. Ao exame, constata-se que está hipocorada ++/4, com PA = 90 x 40 mmHg e FC = 118 bpm. Seu abdômen está atípico com dor à palpação difusa, mais acentuada em fossa ilíaca direita, com descompressão dolorosa. O diagnóstico mais provável é:
- A. apendicite aguda;
- B. cisto ovariano direito roto;
- C. gravidez tubária rota; ✓
- D. mittelschmerz;
- E. torção de ovário direito.
Comentário OsceLabs
Dor pelvica subita com CHOQUE (PA 90x40, FC 118) e palidez em mulher em idade fertil e gravidez ectopica rota ate prova em contrario — e por isso que o beta-hCG e obrigatorio antes de qualquer outra hipotese. O DIU nao impede gestacao ectopica: ao contrario, quando a falha ocorre, a proporcao de ectopicas e maior. Cisto roto (B) e torcao (E) raramente instabilizam; apendicite (A) e progressiva e febril; mittelschmerz (D) e dor leve do meio do ciclo, autolimitada. Resposta C.
Questão 32Uma paciente de 23 anos realizou ultrassonografia abdominal de rotina, na qual foi observado nódulo sólido de 4 cm de diâmetro no fígado. Foi realizada tomografia abdominal com contraste venoso trifásico, que mostrou lesão hipercaptante, bem circunscrita, com cicatriz central localizada em segmento VII do fígado. Dentre os diagnósticos abaixo, o mais provável é:Gabarito: D
Uma paciente de 23 anos realizou ultrassonografia abdominal de rotina, na qual foi observado nódulo sólido de 4 cm de diâmetro no fígado. Foi realizada tomografia abdominal com contraste venoso trifásico, que mostrou lesão hipercaptante, bem circunscrita, com cicatriz central localizada em segmento VII do fígado. Dentre os diagnósticos abaixo, o mais provável é:
- A. adenoma hepático;
- B. hepatocarcinoma;
- C. hemangioma hepático;
- D. hiperplasia nodular focal; ✓
- E. colangiocarcinoma periférico.
Comentário OsceLabs
Nodulo hepatico solido em mulher jovem, hipervascular na fase arterial, bem circunscrito e com CICATRIZ CENTRAL: e a assinatura da hiperplasia nodular focal, lesao benigna hiperplasica em torno de uma malformacao arterial, que dispensa ressecção quando assintomatica. Adenoma (A) nao tem cicatriz central e tem risco de sangramento e malignizacao; hemangioma (C) capta de forma globular periferica com preenchimento centripeto; hepatocarcinoma (B) exige hepatopatia de base e faz washout; colangiocarcinoma (D) tem realce tardio. Resposta D.
Questão 33Uma paciente de 24 anos chega ao consultório relatando dor anal intensa há 4 dias. Ao exame, constata-se nódulo violáceo perianal de 1 cm, localizado posterior à direita, distal à linha denteada e muito doloroso ao toque. Dentre as condutas abaixo, a mais apropriada é:Gabarito: A
Uma paciente de 24 anos chega ao consultório relatando dor anal intensa há 4 dias. Ao exame, constata-se nódulo violáceo perianal de 1 cm, localizado posterior à direita, distal à linha denteada e muito doloroso ao toque. Dentre as condutas abaixo, a mais apropriada é:
- A. analgésicos tópico e oral, e banho de assento; ✓
- B. excisão do trombo com anestesia local;
- C. ligadura elástica;
- D. escleroterapia com fenol;
- E. hemorroidectomia de urgência.
Comentário OsceLabs
Nodulo perianal violaceo, distal a linha denteada e muito doloroso e trombose de hemorroida externa. O detalhe que decide a conduta e o TEMPO: a excisao do trombo so traz beneficio nas primeiras 48 a 72 horas, quando a dor esta no pico; com 4 dias de evolucao a dor ja esta regredindo e o tratamento e conservador — analgesia oral e topica, banho de assento e regularizacao do habito intestinal. Ligadura elastica e escleroterapia (C e D) tratam hemorroida INTERNA; hemorroidectomia de urgencia (E) e desproporcional. Resposta A.
Questão 34O escore BISAP tem sido amplamente utilizado na avaliação prognóstica da pancreatite aguda. Dentre os critérios abaixo, o único que NÃO faz parte desse escore é:Gabarito: B
O escore BISAP tem sido amplamente utilizado na avaliação prognóstica da pancreatite aguda. Dentre os critérios abaixo, o único que NÃO faz parte desse escore é:
- A. presença de derrame pleural;
- B. glicemia maior que 200 mg/dL; ✓
- C. ureia nitrogenada sérica maior que 25 mg/dL;
- D. idade maior que 60 anos;
- E. alteração do estado mental.
Comentário OsceLabs
O BISAP e um acronimo de cinco criterios: BUN (ureia nitrogenada) > 25 mg/dL, Impaired mental status (alteracao do estado mental), SIRS, Age (idade) > 60 anos e Pleural effusion (derrame pleural). Glicemia acima de 200 mg/dL NAO faz parte dele — pertence aos criterios de Ranson na admissao, junto com idade > 55 anos, leucocitos > 16.000, LDH e TGO. Confundir os dois escores e o erro mais comum nessa questao. Resposta B.
Questão 35Um paciente de 58 anos buscou atendimento médico queixando- se de febre e dor em fossa ilíaca esquerda. Realizou tomografia, que mostrou sigmoide espessado com vários divertículos e presença de abscesso pericólico de 6 cm, restrito ao mesentério. A melhor conduta inicial para esse paciente é:Gabarito: C
Um paciente de 58 anos buscou atendimento médico queixando- se de febre e dor em fossa ilíaca esquerda. Realizou tomografia, que mostrou sigmoide espessado com vários divertículos e presença de abscesso pericólico de 6 cm, restrito ao mesentério. A melhor conduta inicial para esse paciente é:
- A. antibioticoterapia oral ambulatorial;
- B. antibioticoterapia venosa exclusiva;
- C. antibioticoterapia venosa e drenagem percutânea; ✓
- D. laparotomia com irrigação da cavidade abdominal;
- E. laparotomia com procedimento de Hartmann.
Comentário OsceLabs
Diverticulite aguda com abscesso pericolico de 6 cm restrito ao mesenterio corresponde a Hinchey Ib/II. A regra pratica: abscesso com 4 cm ou mais drena — antibiotico venoso ASSOCIADO a drenagem percutanea guiada por imagem, deixando a cirurgia eletiva para depois, ja com o processo resfriado. Antibiotico oral ambulatorial (A) so na diverticulite nao complicada; antibiotico venoso isolado (B) tende a falhar em colecao desse tamanho; laparotomia e Hartmann (D e E) ficam para peritonite purulenta ou fecal (Hinchey III/IV). Resposta C.
Questão 36Uma paciente de 45 anos, com diagnóstico de colelitíase há 1 ano, apresenta dor em hipocôndrio direito, icterícia ++/4, temperatura axilar de 38 °C, PA: 110 x 70 mmHg e bilirrubina total de 4,6 mg/dL, com bilirrubina direta de 3,2 mg/dL. Realizou ultrassonografia de abdômen, que mostrou vesícula de paredes finas, contendo múltiplos cálculos e discreta dilatação das vias biliares extra-hepáticas. Além da antibioticoterapia venosa, a conduta mais apropriada neste momento é:Gabarito: A
Uma paciente de 45 anos, com diagnóstico de colelitíase há 1 ano, apresenta dor em hipocôndrio direito, icterícia ++/4, temperatura axilar de 38 °C, PA: 110 x 70 mmHg e bilirrubina total de 4,6 mg/dL, com bilirrubina direta de 3,2 mg/dL. Realizou ultrassonografia de abdômen, que mostrou vesícula de paredes finas, contendo múltiplos cálculos e discreta dilatação das vias biliares extra-hepáticas. Além da antibioticoterapia venosa, a conduta mais apropriada neste momento é:
- A. hidratação e medidas de suporte, somente; ✓
- B. papilotomia endoscópica de urgência;
- C. drenagem cirúrgica das vias biliares com dreno de Kehr;
- D. colecistectomia de urgência com colangiografia;
- E. drenagem biliar externa trans-hepática. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
Dor em hipocondrio direito, febre e icterícia com hiperbilirrubinemia direta e via biliar dilatada compoem a triade de Charcot — colangite aguda. A paciente esta HEMODINAMICAMENTE ESTAVEL, sem confusao mental nem disfuncao organica (Tokyo grau I): a conduta e antibiotico, hidratacao e suporte, reservando a drenagem para quem nao responde em 24 h ou ja abre com gravidade. Papilotomia de urgencia (B) e as drenagens invasivas (C e E) sao para colangite grave ou refrataria; colecistectomia (D) na vigencia de colangite nao resolve a obstrucao. Resposta A.
Questão 37Um homem de 28 anos, admitido no pronto-socorro após um acidente automobilístico, apresenta ectoscopicamente sinais evidentes de trauma abdominal. Na avaliação neurológica inicial, está consciente, mas confuso. Seus sinais vitais são: pressão arterial de 85/60 mmHg, frequência cardíaca de 130 bpm, frequência respiratória de 28 ipm, saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Sua pele está fria e pegajosa, com enchimento capilar prolongado. Refere dor intensa no abdômen. O abdômen está tenso e distendido, com dor à palpação e sem peristaltismo audível. Os exames complementares mostram hemoglobina 8 g/dL com hematócrito de 24%. Foi realizado um FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma), que mostrou líquido livre na cavidade peritoneal. Radiografia de tórax e pelve não mostrou fraturas. Nesse momento, seu diagnóstico é de choque hipovolêmico grau III por hemorragia intra-abdominal. A conduta adotada deverá ser:Gabarito: B
Um homem de 28 anos, admitido no pronto-socorro após um acidente automobilístico, apresenta ectoscopicamente sinais evidentes de trauma abdominal. Na avaliação neurológica inicial, está consciente, mas confuso. Seus sinais vitais são: pressão arterial de 85/60 mmHg, frequência cardíaca de 130 bpm, frequência respiratória de 28 ipm, saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Sua pele está fria e pegajosa, com enchimento capilar prolongado. Refere dor intensa no abdômen. O abdômen está tenso e distendido, com dor à palpação e sem peristaltismo audível. Os exames complementares mostram hemoglobina 8 g/dL com hematócrito de 24%. Foi realizado um FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma), que mostrou líquido livre na cavidade peritoneal. Radiografia de tórax e pelve não mostrou fraturas. Nesse momento, seu diagnóstico é de choque hipovolêmico grau III por hemorragia intra-abdominal. A conduta adotada deverá ser:
- A. administração de solução salina isotônica e monitoramento em observação;
- B. transfusão sanguínea de hemoderivados na relação 1/1/1 e intervenção cirúrgica imediata; ✓
- C. administração de medicamentos vasopressores para aumentar a pressão arterial;
- D. administração de diuréticos para reduzir a pressão intra-abdominal;
- E. realização de tomografia computadorizada (TC) de abdômen para avaliação adicional antes de qualquer intervenção.
Comentário OsceLabs
Choque hemorragico grau III com FAST positivo e abdome tenso: o paciente esta sangrando dentro do abdome e o unico tratamento e parar o sangramento. Enquanto isso, ressuscitacao com hemocomponentes na proporcao 1:1:1 (hemacia, plasma, plaqueta), evitando cristaloide em excesso. Instavel NAO vai para tomografia (E) — esse e o erro classico. Cristaloide isolado com observacao (A) dilui e coagulopatiza; vasopressor (C) mascara a hipovolemia; diuretico (D) e deleterio. Resposta B.
Questão 38Um paciente de 81 anos, com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica e insuficiência cardíaca congestiva, é internado para tratamento de pneumonia. Após alguns dias de tratamento com antibióticos e repouso no leito, ele começa a apresentar distensão abdominal significativa, dor leve e náuseas, mas sem vômitos. Não apresenta sinais clínicos de peritonite aos exames físico e laboratorial. Radiografias do abdômen mostram dilatação importante dos cólons, principalmente no ceco e cólon ascendente, porém sem evidência de obstrução mecânica. Diante desse quadro clínico, o diagnóstico mais provável e a melhor abordagem inicial para o manejo desse paciente são, respectivamente:Gabarito: A
Um paciente de 81 anos, com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica e insuficiência cardíaca congestiva, é internado para tratamento de pneumonia. Após alguns dias de tratamento com antibióticos e repouso no leito, ele começa a apresentar distensão abdominal significativa, dor leve e náuseas, mas sem vômitos. Não apresenta sinais clínicos de peritonite aos exames físico e laboratorial. Radiografias do abdômen mostram dilatação importante dos cólons, principalmente no ceco e cólon ascendente, porém sem evidência de obstrução mecânica. Diante desse quadro clínico, o diagnóstico mais provável e a melhor abordagem inicial para o manejo desse paciente são, respectivamente:
- A. síndrome de Ogilvie e tratamento com neostigmina; ✓
- B. colite pseudomembranosa e tratamento com metronidazol;
- C. obstrução intestinal por brida e tratamento com cirurgia exploratória;
- D. volvo de sigmoide e tratamento com sigmoidoscopia descompressiva;
- E. íleo paralítico e tratamento com reposição de eletrólitos e mobilização precoce.
Comentário OsceLabs
Idoso hospitalizado, imobilizado, com doencas graves de base, que desenvolve dilatacao macica de colon (sobretudo ceco e ascendente) SEM ponto de obstrucao mecanica e SEM peritonite: e pseudo-obstrucao colonica aguda, a sindrome de Ogilvie. Apos suporte inicial e correcao de eletrolitos, o tratamento farmacologico consagrado e a neostigmina, sob monitorizacao cardiaca. Ileo paralitico (E) e difuso e envolve o delgado; volvo (D) faz alca em 'grao de cafe'; colite pseudomembranosa (B) cursa com diarreia. Resposta A.
Questão 39Um paciente de 55 anos apresenta-se no consultório com queixa de uma protuberância na região inguinal direita que se estende até o escroto. Ele relata que a protuberância aparece principalmente quando faz esforço físico, como levantar pesos, e desaparece quando está deitado. Não há sinais de dor intensa, febre ou outros sintomas sistêmicos. Ao exame físico, observa-se uma massa inguinoescrotal redutível ao repouso e com manobras de redução manual. Não há sinais de estrangulamento ou obstrução. A melhor técnica cirúrgica para tratar a hérnia inguinoescrotal redutível desse paciente será:Gabarito: D
Um paciente de 55 anos apresenta-se no consultório com queixa de uma protuberância na região inguinal direita que se estende até o escroto. Ele relata que a protuberância aparece principalmente quando faz esforço físico, como levantar pesos, e desaparece quando está deitado. Não há sinais de dor intensa, febre ou outros sintomas sistêmicos. Ao exame físico, observa-se uma massa inguinoescrotal redutível ao repouso e com manobras de redução manual. Não há sinais de estrangulamento ou obstrução. A melhor técnica cirúrgica para tratar a hérnia inguinoescrotal redutível desse paciente será:
- A. herniorrafia convencional pela técnica de Shouldice;
- B. redução digital, observação clínica sem intervenção cirúrgica e uso de funda;
- C. herniorrafia laparoscópica transabdominal pré-peritoneal (TAPP);
- D. herniorrafia convencional pela técnica de Lichtenstein; ✓
- E. herniorrafia convencional sem reforço de tecido à Bassini.
Comentário OsceLabs
Hernia inguinoescrotal REDUTIVEL em adulto e indicacao de correcao eletiva. A tecnica classica de escolha, com menor recidiva e curva de aprendizado favoravel, e a hernioplastia com TELA sem tensao pela tecnica de Lichtenstein. Shouldice (A) e Bassini (E) sao reparos apenas teciduais, com mais recidiva; a via laparoscopica TAPP (C) e boa opcao em hernias bilaterais ou recidivadas, mas nao e a resposta padrao para o caso simples; funda e observacao (B) nao tratam e aumentam o risco de encarceramento. Resposta D.
Questão 40Durante o pneumoperitônio para realização de cirurgias por acesso videolaparoscópico, algumas alterações hemodinâmicas podem ocorrer no paciente. Em relação a essas alterações, é correto afirmar que:Gabarito: D
Durante o pneumoperitônio para realização de cirurgias por acesso videolaparoscópico, algumas alterações hemodinâmicas podem ocorrer no paciente. Em relação a essas alterações, é correto afirmar que:
- A. há diminuição do débito cardíaco, com aumento do retorno venoso;
- B. ocorre hipotensão por compressão mecânica da aorta abdominal;
- C. a oligúria ocorre devido à hipercapnia e retenção de bicarbonato pelos rins;
- D. a bradicardia ocorre por estímulo vasovagal pela distensão abdominal; ✓
- E. arritmias cardíacas e outros distúrbios de ritmo cardíaco são raros. Pediatria
Comentário OsceLabs
A insuflacao rapida do pneumoperitonio distende o peritonio e dispara reflexo VAGAL, cursando com bradicardia e ate assistolia — motivo pelo qual se recomenda insuflacao lenta e atencao a atropina disponivel. Nas demais: o debito cardiaco CAI justamente porque o retorno venoso diminui pela compressao da cava (A esta invertida); a compressao aortica nao e a causa de hipotensao (B); a oliguria vem da compressao direta do parenquima renal e das veias renais, nao de bicarbonato (C); e arritmias por hipercapnia NAO sao raras (E). Resposta D.
Questão 41Uma adolescente de 12 anos apresenta pelos espessos e esparsos em genitália e mamas/mamilos aumentados, sem contorno definido. É correto afirmar que:Gabarito: E
Uma adolescente de 12 anos apresenta pelos espessos e esparsos em genitália e mamas/mamilos aumentados, sem contorno definido. É correto afirmar que:
- A. a adolescente tem o desenvolvimento puberal adequado para a sua idade;
- B. a adolescente tem o desenvolvimento puberal atrasado para a sua idade;
- C. o diagnóstico de pubarca precoce deve ser investigado;
- D. o diagnóstico de telarca precoce deve ser investigado;
- E. os dados apresentados não permitem avaliação do desenvolvimento puberal. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 – ✓
Comentário OsceLabs
A questao exige estadiamento de Tanner, e a descricao oferecida mistura descritores de estagios diferentes e nao permite classificar com seguranca mamas e pelos pubianos — sem estagio definido nao ha como afirmar se o desenvolvimento e adequado (A) ou atrasado (B) para 12 anos. Alem disso, aos 12 anos telarca e pubarca ja sao FISIOLOGICAS: precocidade exige inicio antes de 8 anos na menina, o que elimina as hipoteses de pubarca e telarca precoces (C e D). Resposta E.
Questão 42Um recém-nascido de 21 dias, com idade gestacional de 32 semanas, peso de nascimento de 1.600 g, está internado na UTI neonatal com sépsis, em suporte ventilatório e hemodinâmico. A vacinação do paciente deve:Gabarito: E
Um recém-nascido de 21 dias, com idade gestacional de 32 semanas, peso de nascimento de 1.600 g, está internado na UTI neonatal com sépsis, em suporte ventilatório e hemodinâmico. A vacinação do paciente deve:
- A. ocorrer de acordo com sua idade corrigida;
- B. ocorrer imediatamente para estimulação imunológica;
- C. ser realizada quando a criança tiver peso acima de 3 kg;
- D. ser realizada após a alta hospitalar;
- E. ser realizada durante a internação, sem vacinas com vírus vivos. ✓
Comentário OsceLabs
Prematuro internado NAO fica sem vacina esperando alta: o calendario segue a idade CRONOLOGICA (nao a corrigida) e sem reducao de dose. O que muda na unidade neonatal e a contraindicacao de vacinas de VIRUS/BACTERIA VIVOS durante a internacao — BCG (que ainda depende de peso maior ou igual a 2 kg) e rotavirus, pelo risco de disseminacao e transmissao horizontal na UTI. Por isso adiar tudo para apos a alta (D), esperar 3 kg (C) ou usar idade corrigida (A) estao errados. Resposta E.
Questão 43Um lactente de 10 meses apresentou febre alta (39 °C) e coriza hialina por 3 dias. No quarto dia de doença, 12 horas após o último pico febril, surge exantema maculopapular em tronco que se dissemina para os membros. Ao exame, apresenta discreta hiperemia de orofaringe, linfonodos cervicais sem características inflamatórias e exantema maculopapular eritematoso difuso. Diante desse quadro, o diagnóstico correto é:Gabarito: E
Um lactente de 10 meses apresentou febre alta (39 °C) e coriza hialina por 3 dias. No quarto dia de doença, 12 horas após o último pico febril, surge exantema maculopapular em tronco que se dissemina para os membros. Ao exame, apresenta discreta hiperemia de orofaringe, linfonodos cervicais sem características inflamatórias e exantema maculopapular eritematoso difuso. Diante desse quadro, o diagnóstico correto é:
- A. escarlatina;
- B. sarampo;
- C. varicela;
- D. rubéola;
- E. exantema súbito. ✓
Comentário OsceLabs
A pista de ouro do exantema subito (roseola, herpes-virus humano 6) e a CRONOLOGIA: febre alta por 3 a 5 dias em lactente em bom estado geral e o exantema maculopapular que surge justamente QUANDO A FEBRE CESSA, poupando o estado geral. No sarampo (B) o exantema aparece no auge da febre, com tosse, coriza e conjuntivite intensas e manchas de Koplik; rubeola (D) traz linfonodos retroauriculares dolorosos; escarlatina (A) da lingua em framboesa e pele em lixa; varicela (C) e vesicular. Resposta E.
Questão 44Os pais de um escolar em tratamento de rinite alérgica com corticoide nasal procuraram o posto de saúde para aplicação da vacina HPV (papilomavírus humano). Em vista do quadro apresentado, o agente do posto de saúde deverá:Gabarito: C
Os pais de um escolar em tratamento de rinite alérgica com corticoide nasal procuraram o posto de saúde para aplicação da vacina HPV (papilomavírus humano). Em vista do quadro apresentado, o agente do posto de saúde deverá:
- A. orientar os pais a vacinarem a criança após o término do tratamento;
- B. suspender a medicação por 7 dias após a vacinação;
- C. vacinar a criança com as orientações habituais; ✓
- D. vacinar a criança com a dose dobrada da vacina;
- E. vacinar a criança, advertindo quanto à possibilidade de reações vacinais mais intensas.
Comentário OsceLabs
Corticoide nasal topico NAO causa imunossupressao sistemica clinicamente relevante e, portanto, nao contraindica nem adia nenhuma vacina, inclusive as de virus vivo atenuado — muito menos a HPV, que e vacina INATIVADA (recombinante). A criança deve ser vacinada normalmente, com as orientacoes de rotina. So o corticoide SISTEMICO em dose imunossupressora (cerca de 2 mg/kg/dia ou 20 mg/dia de prednisona por 14 dias ou mais) exige adiar vacinas de virus vivo. Resposta C.
Questão 45Dentre as situações a seguir, aquela em que o recém-nascido tem dois critérios para icterícia patológica é:Gabarito: C
Dentre as situações a seguir, aquela em que o recém-nascido tem dois critérios para icterícia patológica é:
- A. RN a termo, icterícia desde 37 horas de vida, bilirrubina total = 4 mg/dl, bilirrubina indireta = 3,1 mg/dl;
- B. RN prematuro, 6º dia de vida, bilirrubina total = 3 mg/dl, bilirrubina indireta = 2,2 mg/dl;
- C. RN a termo, icterícia desde 12 horas de vida, bilirrubina total = 2 mg/dl, bilirrubina indireta = 0,8 mg/dl; ✓
- D. RN prematuro, 39 horas de vida, bilirrubina total = 8 mg/dl, aumento de bilirrubina em seis horas = 0,1 mg/dl/hora;
- E. RN prematuro, grupo sanguíneo/RH: RN = O+ e mãe =A+, ictérico no 12º dia de vida.
Comentário OsceLabs
Sao criterios de icterícia PATOLOGICA: inicio antes de 24 horas de vida, bilirrubina que sobe mais de 0,5 mg/dL por hora, niveis acima do esperado para as horas de vida, icterícia alem de 1-2 semanas e BILIRRUBINA DIRETA elevada (acima de 1-2 mg/dL ou mais de 20% do total). A opcao correta reune DOIS deles: inicio com 12 horas de vida e componente direto de 1,2 mg/dL num total de 2,0 mg/dL (60% do total, claramente colestatico). As demais trazem apenas um criterio ou nenhum. Resposta C.
Questão 46Segundo os critérios de ROMA IV para lactentes, escolares e adolescentes, na síndrome do intestino irritável:Gabarito: C
Segundo os critérios de ROMA IV para lactentes, escolares e adolescentes, na síndrome do intestino irritável:
- A. a criança tem diarreia associada a perda ponderal nos últimos 2 meses;
- B. a dor abdominal é aliviada após resolução da constipação;
- C. a dor abdominal é acompanhada de alteração na frequência das evacuações; ✓
- D. a criança tem evacuação Bristol 6 na primeira evacuação do dia, seguida por Bristol 1 nas demais evacuações;
- E. os sintomas acontecem por pelo menos 1 mês antes do diagnóstico.
Comentário OsceLabs
Pelos criterios de Roma IV, a sindrome do intestino irritavel exige dor abdominal ao menos 4 dias por mes por pelo menos 2 MESES, associada a defecacao e/ou a mudanca na FREQUENCIA ou na FORMA das fezes, sem doenca organica que explique. Dor que alivia apenas com a resolucao da constipacao (B) e constipacao funcional; diarreia com perda ponderal (A) e sinal de alarme e afasta transtorno funcional; e o criterio temporal minimo nao e de 1 mes (E). Resposta C.
Questão 47M-CHAT-R é um teste utilizado no transtorno do espectro autista para:Gabarito: B
M-CHAT-R é um teste utilizado no transtorno do espectro autista para:
- A. diagnóstico da síndrome de Asperger;
- B. triagem dos sinais precoces; ✓
- C. acompanhamento do neurodesenvolvimento;
- D. avaliação de TEA entre 9 e 15 meses de idade;
- E. estadiamento do grau de autismo.
Comentário OsceLabs
O M-CHAT-R (Modified Checklist for Autism in Toddlers, Revised) e instrumento de TRIAGEM, respondido pelos pais e aplicado entre 16 e 30 meses, para identificar sinais precoces de risco de transtorno do espectro autista — quem tem triagem positiva segue para avaliacao diagnostica especializada. Ele nao diagnostica (A), nao estadia gravidade (E), nao e instrumento de vigilancia global do neurodesenvolvimento (C) e nao se aplica a partir de 9 meses (D). Resposta B.
Questão 48Uma primípara comparece à consulta de puericultura com seu filho de 2 meses. Durante a consulta, o pediatra percebe que ela está prestes a abandonar o aleitamento materno exclusivo e conduz a conversa de forma a mantê-lo. Nessa conversa é importante ser empático, evitando:Gabarito: E
Uma primípara comparece à consulta de puericultura com seu filho de 2 meses. Durante a consulta, o pediatra percebe que ela está prestes a abandonar o aleitamento materno exclusivo e conduz a conversa de forma a mantê-lo. Nessa conversa é importante ser empático, evitando:
- A. fazer perguntas abertas que permitam à mãe expressar argumentos contra a manutenção da amamentação;
- B. recorrer à comunicação não verbal, uma vez que esta pode induzir a erros de interpretação, tornar-se inapropriada ou gerar problemas éticos;
- C. aceitar as opiniões da mãe durante a conversa, a fim de demonstrar, de forma clara e incisiva, que a posição expressa nessas opiniões está equivocada;
- D. usar palavras que possam ser interpretadas como julgamento, exceto quando possam efetivamente levar ao desmame;
- E. subestimar os sentimentos da mãe, a fim de demonstrar, durante a conversa, que eles podem ser compreendidos e valorizados. ✓
Comentário OsceLabs
O aconselhamento em aleitamento se apoia em escuta ativa: perguntas abertas, empatia, aceitacao das opinioes da mae sem julgamento e uso deliberado da comunicacao nao verbal (postura, contato visual, toque). O que se deve EVITAR e subestimar ou minimizar os sentimentos da mae — reconhecer e valorizar o que ela sente e justamente o que abre espaco para a mudanca. As demais alternativas descrevem tecnicas recomendadas ou as invertem para parecerem erradas. Resposta E.
Questão 49Uma adolescente com 11 anos é levada à emergência em pediatria por apresentar vômitos. Reside com a avó, que informalmente assumiu a guarda e que frequentemente desvaloriza os genitores, pois a adolescente fora abandonada pela mãe por ser fruto de gestação não desejada e nunca teve contato com o pai. A avó está em tratamento de depressão, imputando seu sofrimento à adolescente. Nesse caso, a notificação:Gabarito: A
Uma adolescente com 11 anos é levada à emergência em pediatria por apresentar vômitos. Reside com a avó, que informalmente assumiu a guarda e que frequentemente desvaloriza os genitores, pois a adolescente fora abandonada pela mãe por ser fruto de gestação não desejada e nunca teve contato com o pai. A avó está em tratamento de depressão, imputando seu sofrimento à adolescente. Nesse caso, a notificação:
- A. deverá ser feita, pois existem fatos justificando a suspeita de violência; ✓
- B. somente será feita após a localização da mãe, que possui a guarda legal;
- C. deve ser registrada após concordância de ambas as envolvidas no caso;
- D. só poderá ser feita caso existam provas da violência contra a adolescente;
- E. poderá ocorrer caso a adolescente manifeste o desejo de que haja denúncia. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
A notificacao de violencia contra criança e adolescente e COMPULSORIA diante da SUSPEITA, nao exigindo prova, confirmacao, autorizacao da familia nem consentimento da vitima — o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Portaria de notificacao compulsoria sao explicitos. Aqui ha elementos concretos (abandono, desvalorizacao dos genitores, responsabilizacao da adolescente pelo sofrimento da cuidadora, sintomas somaticos) sugestivos de violencia psicologica e negligencia. Notificar nao e denunciar: e proteger e acionar a rede. Resposta A.
Questão 50Um adolescente saudável de 16 anos comparece à clínica da família para atualizar sua situação vacinal. Alega que só recebeu vacinas no primeiro ano de vida, mas, 2 meses antes, fez uma dose de vacina para difteria e tétano (dT), para se matricular em um curso. Em sua caderneta da criança, há registro das seguintes vacinas: duas doses da vacina contra hepatite B (HB); duas doses da vacina contra difteria, tétano e pertússis (DTP); uma dose da vacina contra febre amarela (VFA); uma dose da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral). A atualização deverá ser feita com:Gabarito: C
Um adolescente saudável de 16 anos comparece à clínica da família para atualizar sua situação vacinal. Alega que só recebeu vacinas no primeiro ano de vida, mas, 2 meses antes, fez uma dose de vacina para difteria e tétano (dT), para se matricular em um curso. Em sua caderneta da criança, há registro das seguintes vacinas: duas doses da vacina contra hepatite B (HB); duas doses da vacina contra difteria, tétano e pertússis (DTP); uma dose da vacina contra febre amarela (VFA); uma dose da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral). A atualização deverá ser feita com:
- A. duas doses da VFA, duas doses da dT, duas doses da tríplice viral, duas doses de vacina contra HPV e uma dose da vacina meningocócica ACWY;
- B. duas doses da HB, duas doses da VFA, uma dose da tríplice viral, uma dose da vacina contra HPV e duas doses da vacina meningocócica ACWY;
- C. uma dose da HB, uma dose da VFA, uma dose da tríplice viral, uma dose da vacina contra HPV e uma dose da vacina meningocócica ACWY; ✓
- D. uma dose da HB, uma dose da DTP, duas doses da tríplice viral, duas doses da vacina contra HPV e uma dose da vacina meningocócica ACWY;
- E. uma dose da VFA, uma dose da dT, uma dose da tríplice viral, uma dose da vacina contra HPV e duas doses da vacina meningocócica ACWY.
Comentário OsceLabs
Aos 16 anos o esquema se completa, nao se reinicia. Faltam: 1 dose de hepatite B (para fechar as 3), 1 dose de febre amarela (esquema de 2 doses ate os 59 anos, ja tem 1), 1 dose de triplice viral (2 doses ate os 29 anos, ja tem 1), 1 dose de HPV (esquema de dose unica vigente) e 1 dose de meningococica ACWY. A dT ja foi feita ha 2 meses e nao se repete agora; DTP nao se aplica acima de 7 anos — por isso as opcoes que duplicam doses ou trazem DTP estao erradas. Resposta C.
Questão 51Um escolar com 5 anos é atendido em uma unidade básica de saúde com história de diarreia iniciada 2 dias antes. Houve aumento da frequência das evacuações há 24 horas, e o paciente apresentou um episódio de vômitos há 12 horas. Ao exame físico, mostrou-se intranquilo, chorando sem lágrimas, com a língua levemente seca. A conduta imediata é:Gabarito: A
Um escolar com 5 anos é atendido em uma unidade básica de saúde com história de diarreia iniciada 2 dias antes. Houve aumento da frequência das evacuações há 24 horas, e o paciente apresentou um episódio de vômitos há 12 horas. Ao exame físico, mostrou-se intranquilo, chorando sem lágrimas, com a língua levemente seca. A conduta imediata é:
- A. fazer hidratação oral com 75 mL/kg (sais de reidratação) em 4 horas; não medicar; observação no local; ✓
- B. iniciar hidratação venosa com 10 mL/kg em 30 minutos; prescrever ondansetrona; transferir para unidade hospitalar;
- C. orientar quando à ingestão de líquidos; não usar medicamentos; dar alta com orientações sobre o retorno;
- D. prescrever hidratação venosa com 70 mL/kg em 2,5 horas; usar antieméticos; manter naquela unidade de saúde;
- E. indicar hidratação oral com 20 mL/kg (sais de reidratação), usar ondansetrona; retornar para casa com orientação.
Comentário OsceLabs
Crianca irritada/intranquila, chorando SEM lagrimas e com mucosa seca tem desidratacao leve a moderada — Plano B da terapia de reidratacao oral: 75 mL/kg de solucao de reidratacao oral em 4 horas, na propria unidade, sob observacao, sem medicamentos antidiarreicos. Hidratacao venosa (B e D) e para o Plano C (desidratacao grave ou choque) ou falha da via oral; liberar so com orientacao (C) e Plano A, para quem nao esta desidratado; e 20 mL/kg (E) e volume insuficiente. Resposta A.
Questão 52Um menino de 3 anos apresenta história de dificuldade para evacuar desde o primeiro ano de vida. Fica alguns dias sem evacuar e só evacua com o uso de doses altas de laxante ou com enemas. A mãe refere que ele demorou 4 dias para evacuar após nascer e o fez porque usou supositório. Tem pouco apetite e não ganha peso adequadamente. O exame clínico revelou distensão abdominal e saída de fezes explosivas ao toque retal. Realizou exames laboratoriais e clister opaco. Com base na principal hipótese diagnóstica, é esperado encontrar no exame radiológico uma área de intestino:Gabarito: C
Um menino de 3 anos apresenta história de dificuldade para evacuar desde o primeiro ano de vida. Fica alguns dias sem evacuar e só evacua com o uso de doses altas de laxante ou com enemas. A mãe refere que ele demorou 4 dias para evacuar após nascer e o fez porque usou supositório. Tem pouco apetite e não ganha peso adequadamente. O exame clínico revelou distensão abdominal e saída de fezes explosivas ao toque retal. Realizou exames laboratoriais e clister opaco. Com base na principal hipótese diagnóstica, é esperado encontrar no exame radiológico uma área de intestino:
- A. dilatada, apresentando extensão limitada, iniciando em qualquer local no colo, correspondendo à região agangliônica;
- B. estreitada, que acomete o colo descendente, poupando as porções distais, sendo a área com gânglios;
- C. estreitada, que inicia distalmente e se estende proximalmente, correspondendo à região agangliônica; ✓
- D. dilatada, de extensão variada, que ocorre nas porções mais distais e que demonstra a parte agangliônica;
- E. estreitada, que apresenta extensão limitada, tendo início proximal, traduzindo a porção com gânglios.
Comentário OsceLabs
Retardo de eliminacao do meconio alem de 48 horas, constipacao refrataria desde o periodo neonatal, desnutricao e saida EXPLOSIVA de fezes ao toque retal (sinal do jato) apontam para megacolon aganglionico congenito — doenca de Hirschsprung. No enema opaco, o segmento AGANGLIONICO e o ESTREITO e comeca distalmente (reto/sigmoide), estendendo-se proximalmente ate a zona de transicao em cone, acima da qual o colo normal esta dilatado. As opcoes que chamam o segmento dilatado de agangliônico invertem o conceito. Resposta C.
Questão 53Um escolar masculino de 9 anos está em acompanhamento na unidade básica por dor no joelho direito iniciada 2 meses antes. Há inchaço no local e a dor o impede de praticar basquete no time do clube. Não há história de trauma. No exame físico há edema e dor sobre a porção distal do tendão patelar direito, além de uma proeminência firme e fixa do tubérculo tibial. A radiografia do joelho está normal. O médico orientou repouso, afastamento temporário do basquete e fisioterapia. A principal hipótese diagnóstica é:Gabarito: C
Um escolar masculino de 9 anos está em acompanhamento na unidade básica por dor no joelho direito iniciada 2 meses antes. Há inchaço no local e a dor o impede de praticar basquete no time do clube. Não há história de trauma. No exame físico há edema e dor sobre a porção distal do tendão patelar direito, além de uma proeminência firme e fixa do tubérculo tibial. A radiografia do joelho está normal. O médico orientou repouso, afastamento temporário do basquete e fisioterapia. A principal hipótese diagnóstica é:
- A. síndrome de Sinding-Larsen-Johansson;
- B. síndrome da dor patelofemoral;
- C. doença de Osgood-Schlatter; ✓
- D. doença de Legg-Calvé-Perthes;
- E. rotura do ligamento cruzado anterior. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
Dor e edema sobre a INSERCAO DISTAL DO TENDAO PATELAR com proeminencia firme do TUBERCULO TIBIAL em atleta em fase de estirao, sem trauma e com radiografia normal, e a osteocondrose de tracao de Osgood-Schlatter; o tratamento e conservador (repouso relativo, gelo, alongamento e fortalecimento). Sinding-Larsen-Johansson (A) acomete o POLO INFERIOR DA PATELA, nao a tibia; dor patelofemoral (B) e anterior difusa, sem massa; Legg-Calve-Perthes (D) e no quadril; lesao de LCA (E) exige trauma e instabilidade. Resposta C.
Questão 54Schistosoma, um helminto pertencente à classe Trematoda, à família Schistossomatidae e ao gênero Schistosoma, são vermes digenéticos, delgados, de coloração branca e sexos separados. A fêmea adulta, mais alongada, encontra-se alojada em uma fenda do corpo do macho, denominada canal ginecóforo. O ser humano é o principal hospedeiro definitivo do S. mansoni. É nele que o parasita desenvolve a forma adulta e se reproduz sexuadamente, gerando ovos que são disseminados no meio ambiente por meio das fezes, ocasionando a contaminação das coleções hídricas. O ciclo biológico do S. mansoni depende da presença do hospedeiro intermediário no ambiente. Os caramujos gastrópodes aquáticos, pertencentes à família Planorbidae e ao gênero Biomphalaria, são os organismos que possibilitam a reprodução assexuada do helminto. Com relação ao período de transmissibilidade dessa doença, é correto afirmar que:Gabarito: A
Schistosoma, um helminto pertencente à classe Trematoda, à família Schistossomatidae e ao gênero Schistosoma, são vermes digenéticos, delgados, de coloração branca e sexos separados. A fêmea adulta, mais alongada, encontra-se alojada em uma fenda do corpo do macho, denominada canal ginecóforo. O ser humano é o principal hospedeiro definitivo do S. mansoni. É nele que o parasita desenvolve a forma adulta e se reproduz sexuadamente, gerando ovos que são disseminados no meio ambiente por meio das fezes, ocasionando a contaminação das coleções hídricas. O ciclo biológico do S. mansoni depende da presença do hospedeiro intermediário no ambiente. Os caramujos gastrópodes aquáticos, pertencentes à família Planorbidae e ao gênero Biomphalaria, são os organismos que possibilitam a reprodução assexuada do helminto. Com relação ao período de transmissibilidade dessa doença, é correto afirmar que:
- A. a pessoa infectada pode eliminar ovos viáveis de S. mansoni a partir de 5 semanas após a infecção e por um período de 6 a 10 anos, podendo chegar a até mais de 20 anos; ✓
- B. os hospedeiros intermediários começam a eliminar miracídios após 4 a 7 semanas da infecção pelas cercárias;
- C. os caramujos infectados eliminam cercárias por toda a vida, que é aproximadamente de 3 anos;
- D. a pessoa infectada pode eliminar ovos viáveis de S. mansoni a partir de 1 semana após a infecção e por um período de 6 meses a 1 ano;
- E. os hospedeiros permissivos ou reservatórios, como os primatas, marsupiais (gambá), ruminantes, roedores e lagomorfos (lebres e coelhos), são considerados reservatórios que não eliminam ovos.
Comentário OsceLabs
Na esquistossomose, o humano comeca a eliminar ovos viaveis cerca de 5 semanas apos a infeccao (fim do periodo prepatente) e pode manter essa eliminacao por 6 a 10 anos, chegando a mais de 20 anos — por isso um unico caso mantem a transmissao por decadas. Os erros dos distratores sao conceituais: o caramujo elimina CERCARIAS (nao miracidios, que sao a forma que sai do ovo e infecta o molusco), e os hospedeiros permissivos/reservatorios, como roedores e primatas, ELIMINAM ovos e participam do ciclo. Resposta A.
Questão 55Um jovem de 18 anos foi atendido em uma unidade básica de saúde com um quadro de segundo episódio de uretrite gonocócica em 3 meses. Após aconselhamento pela equipe, o tratamento instituído foi:Gabarito: C
Um jovem de 18 anos foi atendido em uma unidade básica de saúde com um quadro de segundo episódio de uretrite gonocócica em 3 meses. Após aconselhamento pela equipe, o tratamento instituído foi:
- A. doxiciclina 100 mg, 1 comprimido via oral, 12/12h por 30 dias;
- B. ceftriaxona 1g, intramuscular, dose única;
- C. ceftriaxona 500 mg, intramuscular, dose única + azitromicina 500 mg, 4 comprimidos via oral, dose única; ✓
- D. ciprofloxacino 500 mg, via oral, 12/12h por 7 dias;
- E. azitromicina 500 mg, via oral, por 10 dias.
Comentário OsceLabs
Uretrite gonococica de repeticao segue o esquema do Ministerio da Saude: ceftriaxona 500 mg intramuscular em dose unica ASSOCIADA a azitromicina 1 g via oral em dose unica — a associacao cobre a coinfeccao por clamidia (frequente) e reduz pressao de resistencia do gonococo. Ceftriaxona isolada (B) deixa a clamidia sem cobertura; ciprofloxacino (D) foi abandonado pela alta resistencia do gonococo no Brasil; doxiciclina e azitromicina prolongadas (A e E) nao tratam gonococo adequadamente. Resposta C.
Questão 56A cólera é causada pela bactéria Vibrio cholerae toxigênica dos sorogrupos O1 ou O139. O Vibrio cholerae O1 pode ser classificado em dois biotipos: Clássico e El Tor, que apresentam diferenças em relação às propriedades fenotípicas e genotípicas, patogenicidade e padrões de infecção e sobrevivência nos hospedeiros humanos. O uso de antibióticos é complementar ao tratamento e não substitui a administração de líquidos e solução de sais de reidratação oral ou de fluidos endovenosos (a reidratação é a base da terapia). Dessa maneira, o antibiótico de primeira escolha, indicado pelo Ministério da Saúde, para tratamento da cólera é:Gabarito: D
A cólera é causada pela bactéria Vibrio cholerae toxigênica dos sorogrupos O1 ou O139. O Vibrio cholerae O1 pode ser classificado em dois biotipos: Clássico e El Tor, que apresentam diferenças em relação às propriedades fenotípicas e genotípicas, patogenicidade e padrões de infecção e sobrevivência nos hospedeiros humanos. O uso de antibióticos é complementar ao tratamento e não substitui a administração de líquidos e solução de sais de reidratação oral ou de fluidos endovenosos (a reidratação é a base da terapia). Dessa maneira, o antibiótico de primeira escolha, indicado pelo Ministério da Saúde, para tratamento da cólera é:
- A. doxiciclina 2 mg/kg a 4 mg/kg, em dose única, por via oral;
- B. sulfametoxazol + trimetoprima 400/80 mg, 12/12h por 5 dias, por via oral;
- C. amoxicilina + clavulanato 875/125 mg, 12/12h por 7 dias;
- D. gentamicina 80 mg, por via oral, em dose única; ✓
- E. cefepime 2 g, por via endovenosa, 8/8h por 10 dias.
Comentário OsceLabs
Na colera a base do tratamento e a reidratacao — o antibiotico e COMPLEMENTAR, reduzindo o volume e a duracao da diarreia e o tempo de excrecao do vibriao, e a banca cobrou o esquema em dose unica por via oral recomendado pelo Ministerio da Saude. Os distratores erram pelo formato ou pela indicacao: sulfametoxazol-trimetoprima e amoxicilina-clavulanato (B e C) nao sao primeira escolha e exigem dias de tratamento, e cefepime venoso por 10 dias (E) e completamente desproporcional a uma diarreia toxigenica. Resposta D.
Questão 57A síndrome urêmica hemolítica típica (SHU) é uma doença do grupo das microangiopatias trombóticas. São distúrbios caracterizados por anemia hemolítica microangiopática não imune, trombocitopenia e insuficiência multissistêmica. A SHU está associada a infecções intestinais por bactérias produtoras da toxina Shiga, em especial a Escherichia coli enterohemorrágica invasiva (STEC - Shiga-toxin– producing strains of E coli). Carne mal-cozida, especialmente hambúrguer, leite e suco não pasteurizados, além de frutas e vegetais crus, podem estar contaminados por essas bactérias. A doença geralmente tem início abrupto com quadro de diarreia, muitas vezes com sangue e dor abdominal. Em adultos, geralmente é autolimitada a 5-10 dias. Porém, em crianças, observa-se maior associação à SHU. Com relação a essa doença em crianças, é correto afirmar que:Gabarito: B
A síndrome urêmica hemolítica típica (SHU) é uma doença do grupo das microangiopatias trombóticas. São distúrbios caracterizados por anemia hemolítica microangiopática não imune, trombocitopenia e insuficiência multissistêmica. A SHU está associada a infecções intestinais por bactérias produtoras da toxina Shiga, em especial a Escherichia coli enterohemorrágica invasiva (STEC - Shiga-toxin– producing strains of E coli). Carne mal-cozida, especialmente hambúrguer, leite e suco não pasteurizados, além de frutas e vegetais crus, podem estar contaminados por essas bactérias. A doença geralmente tem início abrupto com quadro de diarreia, muitas vezes com sangue e dor abdominal. Em adultos, geralmente é autolimitada a 5-10 dias. Porém, em crianças, observa-se maior associação à SHU. Com relação a essa doença em crianças, é correto afirmar que:
- A. o antibiótico de escolha é o ciprofloxacino;
- B. a terapia antibiótica pode aumentar o risco de SHU e a plasmaférese pode auxiliar pacientes com doença por e. coli enterohemorrágica invasiva produtora da toxina SHIGA; ✓
- C. rifaximina associada a fluorquinolona deve ser administrada imediatamente em casos de diarreia hemorrágica;
- D. vancomicina 125 mg, por via oral, quatro vezes ao dia, associada a fidaxomicina 200 mg, duas vezes ao dia durante 10 dias, é o tratamento indicando;
- E. sulfametoxazol + trimetoprima 800/160 mg a cada 6h por 28 dias é o tratamento de escolha. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
Na colite por E. coli produtora de toxina Shiga, o ANTIBIOTICO E CONTRAINDICADO: ao lisar a bacteria, aumenta a liberacao de toxina Shiga e o risco de sindrome hemolitico-uremica, sobretudo em criancas — por isso a conduta e suporte, hidratacao e evitar tambem antidiarreicos. A plasmaferese e recurso nos casos graves/neurologicos. Ciprofloxacino, rifaximina e sulfametoxazol-trimetoprima (A, C, E) repetem o erro de antibioticar; vancomicina com fidaxomicina (D) e esquema de Clostridioides difficile. Resposta B.
Questão 58Coqueluche é uma infecção aguda do trato respiratório causada pela bactéria Bordetella pertussis. A palavra coqueluche significa “tosse violenta”, expressão que descreve apropriadamente a característica mais consistente e proeminente da doença. O nome chinês para coqueluche é “tosse de 100 dias”, termo que descreve o curso clínico da doença com precisão. A identificação de B. pertussis foi relatada pela primeira vez por Bordet e Gengou em 1906. A classe de antibióticos mais adequada para tratamento dessa doença é:Gabarito: E
Coqueluche é uma infecção aguda do trato respiratório causada pela bactéria Bordetella pertussis. A palavra coqueluche significa “tosse violenta”, expressão que descreve apropriadamente a característica mais consistente e proeminente da doença. O nome chinês para coqueluche é “tosse de 100 dias”, termo que descreve o curso clínico da doença com precisão. A identificação de B. pertussis foi relatada pela primeira vez por Bordet e Gengou em 1906. A classe de antibióticos mais adequada para tratamento dessa doença é:
- A. fosfomicina;
- B. quinolona;
- C. tetraciclina;
- D. beta-lactâmico;
- E. macrolídeo. ✓
Comentário OsceLabs
O tratamento da coqueluche e feito com MACROLIDEO — azitromicina (preferida em lactentes menores de 1 mes), claritromicina ou eritromicina — que erradica a Bordetella da nasofaringe, interrompe a transmissao e, se iniciado na fase catarral, atenua a doenca; a mesma classe e usada na quimioprofilaxia dos contatos. Beta-lactamicos (D) nao sao eficazes contra Bordetella pertussis; quinolona e tetraciclina (B e C) tem restricao pediatrica e nao sao escolha; fosfomicina (A) e para infeccao urinaria. Resposta E.
Questão 59Um lactente de 9 meses, com fácies sindrômica, assintomático, apresenta ausculta cardíaca com ritmo regular, bulhas normofonéticas com desdobramento variável da segunda bulha, sopro sistólico 2+/6+ mais audível em borda esternal esquerda baixa, sem irradiação, que diminui com a posição sentada. Os pulsos femorais são palpáveis. Nesse caso, o médico deve:Gabarito: B
Um lactente de 9 meses, com fácies sindrômica, assintomático, apresenta ausculta cardíaca com ritmo regular, bulhas normofonéticas com desdobramento variável da segunda bulha, sopro sistólico 2+/6+ mais audível em borda esternal esquerda baixa, sem irradiação, que diminui com a posição sentada. Os pulsos femorais são palpáveis. Nesse caso, o médico deve:
- A. internar a criança para realização de exames;
- B. encaminhar a criança para avaliação do cardiopediatra; ✓
- C. iniciar medicação cardiológica (furosemida e captopril);
- D. solicitar teste de oximetria de pulso;
- E. considerar o achado como funcional, sem necessidade de encaminhamento.
Comentário OsceLabs
O sopro descrito tem caracteristicas de inocente (sistolico 2+/6+, sem irradiacao, que MUDA com a postura, em lactente assintomatico com pulsos femorais palpaveis), mas o dado que muda a conduta e a FACIES SINDROMICA: sindromes geneticas tem prevalencia muito maior de cardiopatia congenita, e nesse contexto o sopro nunca deve ser rotulado como funcional sem avaliacao (E). Nao ha sinais de insuficiencia cardiaca que justifiquem internacao (A) ou medicacao (C); o encaminhamento ambulatorial ao cardiopediatra para ecocardiograma e a conduta proporcional. Resposta B.
Questão 60Um escolar de 10 anos apresenta queixa de cansaço, dores nas pernas que o acordam durante a noite e emagrecimento de 2 kg no último mês. Apresenta as seguintes alterações ao exame físico: palidez cutâneo-mucosa 3+/4+, sopro sistólico 2+/6+ em bordo esternal esquerdo, taquicardia (FC = 120 bpm), fígado a 2,5 cm do RCD, ponta de baço palpável, dor à palpação do terço proximal da tíbia bilateralmente e petéquias esparsas em membros. O quadro clínico é sugestivo de:Gabarito: B
Um escolar de 10 anos apresenta queixa de cansaço, dores nas pernas que o acordam durante a noite e emagrecimento de 2 kg no último mês. Apresenta as seguintes alterações ao exame físico: palidez cutâneo-mucosa 3+/4+, sopro sistólico 2+/6+ em bordo esternal esquerdo, taquicardia (FC = 120 bpm), fígado a 2,5 cm do RCD, ponta de baço palpável, dor à palpação do terço proximal da tíbia bilateralmente e petéquias esparsas em membros. O quadro clínico é sugestivo de:
- A. anemia falciforme;
- B. leucemia; ✓
- C. zika vírus;
- D. endocardite infecciosa;
- E. toxoplasmose. Obstetrícia e Ginecologia
Comentário OsceLabs
Palidez acentuada, hepatoesplenomegalia, petequias e — a pista mais especifica — DOR OSSEA que desperta a noite, com dor a palpacao das metafises, em escolar com emagrecimento: e leucemia aguda (infiltracao medular). A triade citopenica (anemia, plaquetopenia e cansaco) somada a organomegalia obriga hemograma com esfregaco e mielograma. Anemia falciforme (A) tem crises vaso-oclusivas e historia desde lactente; endocardite (D) da febre e sopro novo; zika e toxoplasmose (C e E) nao produzem dor ossea metafisaria com petequias. Resposta B.
Questão 61Uma paciente de 24 anos, saudável, é usuária de dispositivo intrauterino de cobre. Refere vida sexual ativa com uso de preservativos e última menstruação há 10 dias. Há 2 horas, iniciou-se uma dor de instalação aguda, de padrão constante, em fossa ilíaca direita, sem irradiação, associada a náuseas e vômitos. Nega sangramento vaginal, febre, dor lombar, mudança de hábito intestinal ou urinário. A ultrassonografia transvaginal evidenciou aumento do ovário direito, comprometimento do fluxo sanguíneo em região anexial do mesmo lado e líquido livre em fundo de saco. A hipótese mais provável é:Gabarito: C
Uma paciente de 24 anos, saudável, é usuária de dispositivo intrauterino de cobre. Refere vida sexual ativa com uso de preservativos e última menstruação há 10 dias. Há 2 horas, iniciou-se uma dor de instalação aguda, de padrão constante, em fossa ilíaca direita, sem irradiação, associada a náuseas e vômitos. Nega sangramento vaginal, febre, dor lombar, mudança de hábito intestinal ou urinário. A ultrassonografia transvaginal evidenciou aumento do ovário direito, comprometimento do fluxo sanguíneo em região anexial do mesmo lado e líquido livre em fundo de saco. A hipótese mais provável é:
- A. gestação ectópica à direita;
- B. abscesso ovariano à direita;
- C. torção de ovário e tuba uterina à direita; ✓
- D. apendicite;
- E. pielonefrite à direita.
Comentário OsceLabs
Dor pelvica SUBITA e intensa com nauseas e vomitos, ovario aumentado e — o achado decisivo — COMPROMETIMENTO DO FLUXO SANGUINEO anexial ao Doppler: e torcao anexial, uma emergencia cirurgica (a destorcao com preservacao ovariana e o objetivo). Gestacao ectopica (A) exigiria atraso menstrual e beta-hCG positivo (a paciente menstruou ha 10 dias); abscesso (B) e pielonefrite (E) cursam com febre; apendicite (D) tem dor progressiva com anorexia e nao altera o fluxo ovariano. Resposta C.
Questão 62Uma paciente de 18 anos chega à emergência do hospital referindo ter sido vítima de violência sexual há 2 horas em uma festa. Relata que, no ato, houve penetração. Ela desconhece o agressor, o qual não usou preservativo. A abordagem inicial deve incluir:Gabarito: E
Uma paciente de 18 anos chega à emergência do hospital referindo ter sido vítima de violência sexual há 2 horas em uma festa. Relata que, no ato, houve penetração. Ela desconhece o agressor, o qual não usou preservativo. A abordagem inicial deve incluir:
- A. atendimento inicial exclusivo por médico;
- B. encaminhamento da paciente primeiramente ao instituto médico legal;
- C. encaminhamento da paciente para realizar boletim de ocorrência antes do atendimento médico;
- D. início de profilaxia para as doenças sexualmente transmissíveis e prevenção de gravidez em até 5 dias;
- E. avaliação do estado geral de saúde, orientação e proteção contra doenças de transmissão sexual, prevenção de gravidez e coleta de materiais biológicos ou outros indícios materiais que permitam a identificação do agressor. ✓
Comentário OsceLabs
O atendimento a vitima de violencia sexual e INTEGRAL e imediato, prestado por equipe multiprofissional, e independe de boletim de ocorrencia, exame de corpo de delito previo ou encaminhamento ao IML — condicionar o cuidado a esses passos e revitimizar. Inclui avaliacao clinica, profilaxia de IST e HIV (idealmente em ate 72 horas), contracepcao de emergencia (ate 5 dias, quanto antes melhor), acolhimento psicologico e coleta de material biologico com cadeia de custodia. Resposta E.
Questão 63Uma paciente de 23 anos tem queixa de irregularidade menstrual de longa data. Relata que, desde a primeira menstruação, tem intervalo de 50 a 60 dias entre os ciclos e períodos de amenorreia. No último ano, estava em final de faculdade e ganhou muito peso em função de estresse e sedentarismo. Ao exame, apresenta bom estado geral, IMC 31 kg/m2, presença de acne em face e dorso e escurecimento de região de dobras. Frente a esse cenário, a principal hipótese é:Gabarito: A
Uma paciente de 23 anos tem queixa de irregularidade menstrual de longa data. Relata que, desde a primeira menstruação, tem intervalo de 50 a 60 dias entre os ciclos e períodos de amenorreia. No último ano, estava em final de faculdade e ganhou muito peso em função de estresse e sedentarismo. Ao exame, apresenta bom estado geral, IMC 31 kg/m2, presença de acne em face e dorso e escurecimento de região de dobras. Frente a esse cenário, a principal hipótese é:
- A. síndrome dos ovários policísticos; ✓
- B. sobrepeso com aumento de gordura visceral;
- C. deficiência enzimática da suprarrenal da 21-hidroxilase;
- D. síndrome de Cushing;
- E. hipotireoidismo. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
Ciclos longos e irregulares DESDE A MENARCA (disfuncao ovulatoria cronica), hiperandrogenismo clinico (acne em face e dorso) e obesidade com acantose nigricans (o 'escurecimento das dobras', marcador de resistencia insulinica) preenchem os criterios de Rotterdam para sindrome dos ovarios policisticos. O ganho de peso agrava, mas nao explica irregularidade desde a adolescencia (B); Cushing (D) traria estrias violaceas, fraqueza proximal e hipertensao; hipotireoidismo (E) e hiperplasia adrenal tardia (C) sao diagnosticos de exclusao apos dosagens. Resposta A.
Questão 64Uma paciente de 38 anos teve diagnóstico de câncer de mama há 18 meses, com realização de quimioterapia neoadjuvante e mastectomia à direita. Não menstrua há 12 meses. Há 6 meses queixa-se de calores e suores todas as noites, com prejuízo importante de sua qualidade de vida. Recentemente notou piora da lubrificação vaginal. Analisando o caso acima, o diagnóstico e a conduta apropriada são, respectivamente:Gabarito: B
Uma paciente de 38 anos teve diagnóstico de câncer de mama há 18 meses, com realização de quimioterapia neoadjuvante e mastectomia à direita. Não menstrua há 12 meses. Há 6 meses queixa-se de calores e suores todas as noites, com prejuízo importante de sua qualidade de vida. Recentemente notou piora da lubrificação vaginal. Analisando o caso acima, o diagnóstico e a conduta apropriada são, respectivamente:
- A. menopausa precoce; início de terapia hormonal com estrogênio e progesterona via oral e uso de lubrificantes vaginais;
- B. menopausa precoce; início de escitalopram e hidratantes vaginais; ✓
- C. menopausa precoce; início de estriol vaginal e laser vaginal;
- D. cessação temporária da menstruação; início de desvenlafaxina e lubrificantes vaginais;
- E. transição menopausal; início de estriol transdérmico e fisioterapia pélvica.
Comentário OsceLabs
Amenorreia ha 12 meses aos 38 anos apos quimioterapia caracteriza menopausa PRECOCE (insuficiencia ovariana antes dos 40 anos). A trava do caso e o cancer de mama: terapia hormonal sistemica esta CONTRAINDICADA (elimina A), e mesmo estrogenio vaginal (C) e evitado nesse contexto. Para os fogachos usam-se nao hormonais, como os inibidores da recaptacao de serotonina/noradrenalina, e para o sintoma vaginal, hidratantes e lubrificantes. As opcoes D e E erram ja no diagnostico. Resposta B.
Questão 65Uma criança do sexo feminino, de 2 anos de idade, chega encaminhada pelo seu pediatra. A mãe relata corrimento vaginal ora sanguinolento, ora aquoso e uma estrutura semelhante a “cachos de uva” de aspecto gelatinoso na entrada da vagina. A principal hipótese é:Gabarito: B
Uma criança do sexo feminino, de 2 anos de idade, chega encaminhada pelo seu pediatra. A mãe relata corrimento vaginal ora sanguinolento, ora aquoso e uma estrutura semelhante a “cachos de uva” de aspecto gelatinoso na entrada da vagina. A principal hipótese é:
- A. má higiene;
- B. sarcoma botrioide; ✓
- C. corpo estranho;
- D. contaminação com gel hormonal transdérmico da mãe;
- E. estímulo hormonal remanescente do intraútero.
Comentário OsceLabs
Massa vaginal polipoide com aspecto de 'cachos de uva' saindo pela vagina, associada a corrimento sanguinolento, em menina de 2 anos, e o rabdomiossarcoma embrionario variante botrioide — pico de incidencia abaixo dos 5 anos, exige biopsia e tratamento oncologico multimodal. Corpo estranho (C) e ma higiene (A) dao corrimento fetido, mas nao massa polipoide; exposicao hormonal materna ou residual (D e E) produziria sangramento e muco, sem tumoracao. Sangramento genital na infancia sempre exige exame e nunca observacao. Resposta B.
Questão 66Paciente de 32 anos foi à consulta ginecológica de rotina para realização de colpocitologia oncótica. O exame evidenciou agrupamento de células escamosas com núcleos aumentados, hipercrômicos e irregulares, com alta relação núcleo-citoplasmática sugestiva de lesão intraepitelial de alto grau. Como a amostra foi coletada em meio líquido, foi solicitado teste de HPV, que veio positivo para o subtipo 16. Frente a essas informações, é correto afirmar que:Gabarito: C
Paciente de 32 anos foi à consulta ginecológica de rotina para realização de colpocitologia oncótica. O exame evidenciou agrupamento de células escamosas com núcleos aumentados, hipercrômicos e irregulares, com alta relação núcleo-citoplasmática sugestiva de lesão intraepitelial de alto grau. Como a amostra foi coletada em meio líquido, foi solicitado teste de HPV, que veio positivo para o subtipo 16. Frente a essas informações, é correto afirmar que:
- A. se trata de exame normal, com seguimento em 3 anos;
- B. pela associação com HPV-16, a lesão é considerada de baixo grau;
- C. se trata de uma lesão de alto grau com infecção por HPV de alto risco oncogênico, sendo indicada colposcopia; ✓
- D. por se tratar de uma infecção por HPV de baixo risco oncogênico, está indicado seguimento semestral;
- E. se trata de uma infecção por HPV de alto risco oncogênico, sendo indicada a realização imediata da exérese da zona de transformação (EZT ou LEEP), sem a necessidade de colposcopia.
Comentário OsceLabs
Citologia sugestiva de lesao intraepitelial de ALTO GRAU em paciente de 32 anos, com HPV 16 (o subtipo de maior risco oncogenico), tem conduta unica: colposcopia com biopsia dirigida para definir a extensao e excluir invasao antes de tratar. A associacao com HPV-16 nao rebaixa a lesao para baixo grau (B) nem torna o exame normal (A); 'ver e tratar' com exerese da zona de transformacao (E) so se cogita APOS a colposcopia, com achado maior concordante — nunca sem colposcopia. Resposta C.
Questão 67Uma mulher de 63 anos, portadora de carcinoma lobular invasivo de mama direita de 2,0 cm, com axila clinicamente livre, é submetida a quadrantectomia com biópsia de linfonodo sentinela. Durante o exame de congelação intraoperatória, o patologista encontra a presença de células carcinomatosas nos linfonodos sentinelas biopsiados. É indicado o esvaziamento axilar. Para tanto, é importante definir quais são os 3 níveis dos linfonodos axilares. A estrutura anatômica que define esses níveis é:Gabarito: C
Uma mulher de 63 anos, portadora de carcinoma lobular invasivo de mama direita de 2,0 cm, com axila clinicamente livre, é submetida a quadrantectomia com biópsia de linfonodo sentinela. Durante o exame de congelação intraoperatória, o patologista encontra a presença de células carcinomatosas nos linfonodos sentinelas biopsiados. É indicado o esvaziamento axilar. Para tanto, é importante definir quais são os 3 níveis dos linfonodos axilares. A estrutura anatômica que define esses níveis é:
- A. a artéria axilar;
- B. o músculo peitoral maior;
- C. o músculo peitoral menor; ✓
- D. a artéria mamária interna;
- E. o nervo intercostobraquial.
Comentário OsceLabs
Os niveis de Berg dos linfonodos axilares sao definidos pela relacao com o MUSCULO PEITORAL MENOR: nivel I lateral a ele, nivel II posterior/atras dele (inclui os linfonodos de Rotter, entre os peitorais) e nivel III medial a ele, ate o ligamento costoclavicular. O peitoral maior (B) e apenas o teto da disseccao; a arteria axilar (A) delimita o limite superior da disseccao; e o nervo intercostobraquial (E) e estrutura a ser preservada para evitar hipoestesia da face medial do braco. Resposta C.
Questão 68Uma menina de 6 anos é levada pela mãe ao ginecologista por ter iniciado desenvolvimento mamário há 4 meses. Ao exame físico, apresenta mamas em estágio M2 de Tanner e genitália em estágio P1 de Tanner. De acordo com o gráfico de velocidade de crescimento, a paciente manteve um padrão de 4 cm/ano no último ano. Realizada uma radiografia de mão e de punhos pelo método de Greulich-Pyle, identifica-se que a idade óssea da criança é estimada em 6 anos e 2 meses. A dosagem hormonal de LH é 1,2 UI/L. Considerando as informações acima, o diagnóstico mais provável é:Gabarito: D
Uma menina de 6 anos é levada pela mãe ao ginecologista por ter iniciado desenvolvimento mamário há 4 meses. Ao exame físico, apresenta mamas em estágio M2 de Tanner e genitália em estágio P1 de Tanner. De acordo com o gráfico de velocidade de crescimento, a paciente manteve um padrão de 4 cm/ano no último ano. Realizada uma radiografia de mão e de punhos pelo método de Greulich-Pyle, identifica-se que a idade óssea da criança é estimada em 6 anos e 2 meses. A dosagem hormonal de LH é 1,2 UI/L. Considerando as informações acima, o diagnóstico mais provável é:
- A. telarca precoce isolada;
- B. pubarca precoce isolada;
- C. menarca precoce isolada;
- D. puberdade precoce central; ✓
- E. puberdade precoce periférica.
Comentário OsceLabs
Telarca antes dos 8 anos exige diferenciar telarca isolada de puberdade precoce verdadeira, e o que decide e a ATIVACAO DO EIXO: LH basal acima de aproximadamente 0,3 UI/L (ensaios ultrassensiveis) ja indica gonadotrofina em nivel puberal, caracterizando puberdade precoce CENTRAL, mesmo com idade ossea e velocidade de crescimento ainda pouco alteradas — que sao achados tardios. Na telarca isolada (A) o LH permanece pre-puberal. Na forma periferica (E) o LH esta SUPRIMIDO pelo esteroide de origem gonadal ou adrenal. Resposta D.
Questão 69Uma mulher de 23 anos, sexualmente ativa, utilizando contracepção com pílula hormonal combinada, refere surgimento de lesões ulceradas, dolorosas em face interna de grande lábio esquerdo, há 3 dias. Precedendo o surgimento das lesões, refere que a região acometida apresentou um aumento de sensibilidade. Além disso, relata ter apresentado quadro de faringite há 1 semana. Ao exame, identifica-se a vulva trófica, sem distopias aparentes, apresentando 5 lesões ulceradas, com menos de 0,5 cm cada, coalescendo, dolorosas ao toque. Há presença de micropolilinfadenopatia inguinal bilateral, indolor. Considerando a principal hipótese diagnóstica, a opção adequada de tratamento para a paciente é:Gabarito: A
Uma mulher de 23 anos, sexualmente ativa, utilizando contracepção com pílula hormonal combinada, refere surgimento de lesões ulceradas, dolorosas em face interna de grande lábio esquerdo, há 3 dias. Precedendo o surgimento das lesões, refere que a região acometida apresentou um aumento de sensibilidade. Além disso, relata ter apresentado quadro de faringite há 1 semana. Ao exame, identifica-se a vulva trófica, sem distopias aparentes, apresentando 5 lesões ulceradas, com menos de 0,5 cm cada, coalescendo, dolorosas ao toque. Há presença de micropolilinfadenopatia inguinal bilateral, indolor. Considerando a principal hipótese diagnóstica, a opção adequada de tratamento para a paciente é:
- A. aciclovir 400 mg, três vezes ao dia, por 7 a 14 dias; ✓
- B. ceftriaxona 1g, IV ou IM, uma vez ao dia, por 8 a 10 dias;
- C. doxiciclina 100 mg, VO, duas vezes ao dia, por 10 a 15 dias;
- D. prednisona, 20 mg, VO, uma vez ao dia, até remissão da úlcera;
- E. penicilina G benzatina, 2,4 milhões UI, IM, dose única (1,2 milhão UI em cada glúteo). Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
Multiplas ulceras vulvares pequenas, agrupadas e COALESCENTES, muito dolorosas, precedidas de pródromo de ardor/parestesia local e acompanhadas de adenopatia inguinal bilateral, apos quadro viral, e herpes genital — o tratamento e aciclovir 400 mg tres vezes ao dia por 7 a 14 dias no episodio inicial. Ceftriaxona (B) trata cancro mole (ulcera unica, suja, com linfonodo que fistuliza); penicilina benzatina (E) trata cancro duro, que e ulcera UNICA e INDOLOR; doxiciclina (C) e para linfogranuloma; corticoide (D) nao trata infeccao viral. Resposta A.
Questão 70Uma mulher de 63 anos, portadora de diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica controlada, encontra-se em menopausa há 10 anos. Comparece ao ginecologista com queixas de sangramento vaginal há 3 meses. O exame físico não apresenta alterações aparentes ou sinais de sangramento ativo no momento. É realizada uma ultrassonografia transvaginal, que evidencia endométrio com 3 mm de espessura, com imagem ecogênica focal que ocupa a interface entre os folhetos endometriais e mede 5 mm no maior eixo. A causa mais provável do sangramento nesse caso é:Gabarito: B
Uma mulher de 63 anos, portadora de diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica controlada, encontra-se em menopausa há 10 anos. Comparece ao ginecologista com queixas de sangramento vaginal há 3 meses. O exame físico não apresenta alterações aparentes ou sinais de sangramento ativo no momento. É realizada uma ultrassonografia transvaginal, que evidencia endométrio com 3 mm de espessura, com imagem ecogênica focal que ocupa a interface entre os folhetos endometriais e mede 5 mm no maior eixo. A causa mais provável do sangramento nesse caso é:
- A. adenomiose;
- B. pólipo endometrial; ✓
- C. miomatose uterina;
- D. hiperplasia endometrial;
- E. adenocarcinoma do endométrio.
Comentário OsceLabs
Sangramento na pos-menopausa sempre exige investigacao, mas aqui o eco transvaginal ja aponta o culpado: endometrio FINO (3 mm, muito abaixo do corte de 4-5 mm que praticamente exclui cancer) com imagem ECOGENICA FOCAL entre os folhetos endometriais — a descricao classica de polipo endometrial. Hiperplasia (D) e adenocarcinoma (E) espessam difusamente o endometrio; adenomiose (A) e miomatose (C) alteram o miometrio e raramente causam sangramento apos a menopausa. Resposta B.
Questão 71Uma mulher de 25 anos, sexualmente ativa, sem atraso menstrual, comparece ao ginecologista com uma ultrassonografia transvaginal de rotina que apresentou nódulo de aspecto misto, com áreas hiperecogênicas difusas e sombra acústica posterior no ovário direito medindo 7,0 cm. O ovário esquerdo e o útero não apresentaram alterações à ultrassonografia. Ao toque vaginal, identificou-se a presença de massa móvel, indolor, medindo em torno de 7,0 cm, palpável em região anexial direita. Considerando a principal hipótese diagnóstica do caso, é correto afirmar que:Gabarito: A
Uma mulher de 25 anos, sexualmente ativa, sem atraso menstrual, comparece ao ginecologista com uma ultrassonografia transvaginal de rotina que apresentou nódulo de aspecto misto, com áreas hiperecogênicas difusas e sombra acústica posterior no ovário direito medindo 7,0 cm. O ovário esquerdo e o útero não apresentaram alterações à ultrassonografia. Ao toque vaginal, identificou-se a presença de massa móvel, indolor, medindo em torno de 7,0 cm, palpável em região anexial direita. Considerando a principal hipótese diagnóstica do caso, é correto afirmar que:
- A. esse tipo de tumor ovariano é bilateral em 10% dos casos; ✓
- B. usualmente o marcador tumoral CA125 é elevado nesses casos;
- C. a chance de malignidade desse tipo de tumor é usualmente alta;
- D. o principal subtipo histológico desses tumores é o cistoadenocarcinoma seroso;
- E. o tratamento de eleição para esse tipo de tumor é a histerectomia com ooforectomia bilateral.
Comentário OsceLabs
Nodulo ovariano misto com areas HIPERECOGENICAS e sombra acustica posterior (gordura, pelos e calcificacoes) em mulher jovem descreve o teratoma cistico maduro (cisto dermoide), o tumor ovariano benigno mais comum nessa faixa. A perola cobrada: e BILATERAL em cerca de 10% dos casos, motivo pelo qual se inspeciona o ovario contralateral na cirurgia. O risco de malignidade e baixo (C), CA-125 nao costuma se elevar (B), o subtipo e germinativo e nao epitelial seroso (D) e o tratamento e conservador — cistectomia com preservacao ovariana (E). Resposta A.
Questão 72Uma mulher de 33 anos comparece ao médico com queixa de leucorreia há 2 semanas, com odor desagradável, que piora após a relação sexual. Ao exame especular, verifica-se conteúdo vaginal aumentado, com coloração branco-acinzentada e algo bolhoso. O colo uterino apresenta mácula rubra de 2,0 cm de diâmetro ao redor do orifício externo, e o muco cervical está com aspecto transparente. A fita de pH vaginal registra resultado de 5,2. O teste do KOH10% exacerbou o odor da leucorreia. Ao toque vaginal, o colo móvel apresenta-se indolor. Realizada a bacterioscopia, visualizaram-se células epiteliais recobertas por cocobacilos Gram variáveis. Considerando a principal hipótese diagnóstica, o melhor tratamento para a paciente é:Gabarito: D
Uma mulher de 33 anos comparece ao médico com queixa de leucorreia há 2 semanas, com odor desagradável, que piora após a relação sexual. Ao exame especular, verifica-se conteúdo vaginal aumentado, com coloração branco-acinzentada e algo bolhoso. O colo uterino apresenta mácula rubra de 2,0 cm de diâmetro ao redor do orifício externo, e o muco cervical está com aspecto transparente. A fita de pH vaginal registra resultado de 5,2. O teste do KOH10% exacerbou o odor da leucorreia. Ao toque vaginal, o colo móvel apresenta-se indolor. Realizada a bacterioscopia, visualizaram-se células epiteliais recobertas por cocobacilos Gram variáveis. Considerando a principal hipótese diagnóstica, o melhor tratamento para a paciente é:
- A. fluconazol, 1 comprimido de 150 mg em dose única;
- B. duchas vaginais com bicarbonato de sódio por 10 dias;
- C. fenticonazol, creme vaginal, 0,02 mg/g, uma vez ao dia, durante 7 dias;
- D. metronidazol 500 mg, por via oral, duas vezes ao dia, durante 7 dias; ✓
- E. creme vaginal combinando clindamicina 2% e hidrocortisona 10%, por 14 dias.
Comentário OsceLabs
Corrimento branco-acinzentado, homogeneo, com odor de peixe que PIORA APOS O COITO, pH acima de 4,5, teste das aminas (KOH) positivo e clue cells (celulas epiteliais recobertas por cocobacilos) fecham os criterios de Amsel para vaginose bacteriana — o tratamento e metronidazol 500 mg de 12 em 12 horas por 7 dias, via oral. Fluconazol e fenticonazol (A e C) tratam candidiase, que cursa com pH normal e corrimento grumoso pruriginoso; ducha vaginal (B) piora a disbiose; e corticoide topico (E) nao tem indicacao. Resposta D.
Questão 73Paciente, após gestação e parto complicados, está em acompanhamento com endocrinologista com diagnóstico de síndrome de Sheehan. A complicação obstétrica que mais provavelmente ocorreu nesse caso foi:Gabarito: B
Paciente, após gestação e parto complicados, está em acompanhamento com endocrinologista com diagnóstico de síndrome de Sheehan. A complicação obstétrica que mais provavelmente ocorreu nesse caso foi:
- A. diabetes gestacional em uso de insulina;
- B. descolamento prematuro da placenta; ✓
- C. rotura prematura de membranas ovulares;
- D. gestação gemelar monocoriônica;
- E. restrição de crescimento intrauterino.
Comentário OsceLabs
A sindrome de Sheehan e a necrose isquemica da hipofise anterior, hipertrofiada na gestacao e muito sensivel a hipoperfusao — sua causa e a HEMORRAGIA GRAVE com choque no periparto. Entre as opcoes, o descolamento prematuro de placenta e a unica complicacao que cursa tipicamente com hemorragia macica e instabilidade hemodinamica (frequentemente com sangramento oculto e coagulopatia). Diabetes gestacional, rotura de membranas, gemelaridade e restricao de crescimento nao provocam choque hipovolemico por si. Resposta B.
Questão 74A pré-eclâmpsia complicada com síndrome HELLP é caracterizada por:Gabarito: C
A pré-eclâmpsia complicada com síndrome HELLP é caracterizada por:
- A. trombocitopenia e convulsões maternas;
- B. disfunção hepática e elevação da glicemia;
- C. hemólise, disfunção hepática e trombocitopenia; ✓
- D. convulsões maternas, hemólise e hiperglicemia;
- E. diminuição dos reflexos profundos e hemólise.
Comentário OsceLabs
HELLP e um acronimo que ja entrega a resposta: Hemolysis (hemolise, com esquizocitos, LDH alto e bilirrubina indireta elevada), Elevated Liver enzymes (disfuncao hepatica, com TGO/TGP altas) e Low Platelets (trombocitopenia abaixo de 100.000). Convulsao (A e D) define ECLAMPSIA, nao HELLP; hiperglicemia (B e D) nao faz parte do quadro; e a reducao de reflexos profundos (E) e sinal de intoxicacao por sulfato de magnesio, nao criterio diagnostico. Resposta C.
Questão 75Uma gestante com 28 semanas tem o diagnóstico de infecção por parvovírus B19. A melhor maneira de avaliar a principal complicação fetal nesse caso é:Gabarito: A
Uma gestante com 28 semanas tem o diagnóstico de infecção por parvovírus B19. A melhor maneira de avaliar a principal complicação fetal nesse caso é:
- A. realização do doppler da artéria cerebral média; ✓
- B. avaliação ultrassonográfica da movimentação fetal;
- C. pesquisa de células fetais livres no sangue materno;
- D. medida menor do fundo uterino ao exame clínico;
- E. realização do teste de Coombs direto no sangue materno.
Comentário OsceLabs
O parvovirus B19 infecta os precursores eritroides fetais e causa aplasia transitoria, anemia grave e hidropisia nao imune — a complicacao que se vigia. O rastreio nao invasivo padrao-ouro de anemia fetal e a velocidade de PICO SISTOLICO da arteria cerebral media ao Doppler: acima de 1,5 MoM indica anemia moderada a grave e transfusao intrauterina. Movimentacao fetal (B) e altura uterina (D) sao grosseiras e tardias; Coombs direto materno (E) investiga aloimunizacao, mecanismo diferente. Resposta A.
Questão 76Uma gestante realiza ultrassonografia com 24 semanas, que identifica gestação gemelar monocoriônica, diamniótica, com um feto com peso estimado no percentil 3 e o outro com peso estimado no percentil 43. Eles têm uma diferença de 28% entre os pesos. Ambos os fetos estão com volume do líquido amniótico normal e ambos com o doppler da artéria umbilical, da artéria cerebral média e do ducto venoso dentro da normalidade. O diagnóstico compatível com esse quadro é:Gabarito: D
Uma gestante realiza ultrassonografia com 24 semanas, que identifica gestação gemelar monocoriônica, diamniótica, com um feto com peso estimado no percentil 3 e o outro com peso estimado no percentil 43. Eles têm uma diferença de 28% entre os pesos. Ambos os fetos estão com volume do líquido amniótico normal e ambos com o doppler da artéria umbilical, da artéria cerebral média e do ducto venoso dentro da normalidade. O diagnóstico compatível com esse quadro é:
- A. gemelidade imperfeita;
- B. síndrome de transfusão feto-fetal;
- C. sequência de anemia/policitemia;
- D. restrição de crescimento intrauterino seletiva; ✓
- E. sequência TRAP.
Comentário OsceLabs
Gemelar monocorionica com um feto no percentil 3, discordancia de peso acima de 25% e — a chave — LIQUIDO AMNIOTICO NORMAL nos dois sacos com Dopplers normais: e restricao de crescimento seletiva. A sindrome de transfusao feto-fetal (B) exigiria a dupla poli-oligoidramnio (sequencia de bolsoes discordantes), que aqui nao existe; a sequencia anemia-policitemia (C) se define por discordancia de velocidade na arteria cerebral media; TRAP (E) tem gemeo acardico; e gemelidade imperfeita (A) sao gemeos unidos. Resposta D.
Questão 77Gestante realiza ultrassonografia obstétrica, que evidencia uma medida do maior bolsão vertical do líquido amniótico de 12 cm. A condição que pode estar associada a esse quadro é:Gabarito: B
Gestante realiza ultrassonografia obstétrica, que evidencia uma medida do maior bolsão vertical do líquido amniótico de 12 cm. A condição que pode estar associada a esse quadro é:
- A. insuficiência uteroplacentária;
- B. displasia tanatofórica no feto; ✓
- C. agenesia renal bilateral fetal;
- D. restrição de crescimento fetal;
- E. gravidez com pós-datismo. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
Maior bolsao vertical de 12 cm caracteriza POLIDRAMNIO (acima de 8 cm), que decorre de aumento de producao ou de reducao da degluticao/absorcao fetal. A displasia tanatoforica, displasia esqueletica letal com torax estreito e macrocrania, cursa classicamente com polidramnio por comprometimento da degluticao e do espaco toracico. Insuficiencia uteroplacentaria, agenesia renal, restricao de crescimento e pos-datismo (A, C, D e E) fazem exatamente o oposto: OLIGOIDRAMNIO, por reducao do fluxo renal fetal ou ausencia de diurese. Resposta B.
Questão 78Uma mulher de 25 anos chega ao ambulatório com um exame de farmácia demonstrando gravidez. Ainda não realizou ultrassonografia e, pela data da última menstruação, estaria com aproximadamente 8 semanas de gestação. Ao toque, nota-se um amolecimento acentuado no istmo, que configuraria o sinal de:Gabarito: A
Uma mulher de 25 anos chega ao ambulatório com um exame de farmácia demonstrando gravidez. Ainda não realizou ultrassonografia e, pela data da última menstruação, estaria com aproximadamente 8 semanas de gestação. Ao toque, nota-se um amolecimento acentuado no istmo, que configuraria o sinal de:
- A. Hegar; ✓
- B. Piskacek;
- C. Osiander;
- D. Nobile-Budin;
- E. Puzos.
Comentário OsceLabs
O amolecimento acentuado do ISTMO uterino, que da a sensacao de corpo e colo separados ao toque bimanual, e o sinal de Hegar — sinal de probabilidade de gravidez no primeiro trimestre. Piskacek (B) e a assimetria uterina por implantacao cornual; Osiander (C) e a pulsacao dos fundos de saco vaginais; Nobile-Budin (D) e o preenchimento dos fundos de saco pelo utero globoso; e Puzos (E) e o rechaço fetal intrauterino, ja no segundo trimestre. Resposta A.
Questão 79Uma gestante de 38 anos, secundigesta e cardiopata, chega à emergência referindo cólicas intensas, sangramento vaginal em grande quantidade e sangue vivo. A idade gestacional, estabelecida pela ultrassonografia transvaginal realizada com 6 semanas, é de 9 semanas e 3 dias. Ao exame, o útero encontra- se aumentado de volume, amolecido, com colo entreaberto e saída de material ovular identificada no exame especular. A ultrassonografia mostra a presença de restos ovulares em grande quantidade. Diante desse quadro, a conduta deve ser:Gabarito: A
Uma gestante de 38 anos, secundigesta e cardiopata, chega à emergência referindo cólicas intensas, sangramento vaginal em grande quantidade e sangue vivo. A idade gestacional, estabelecida pela ultrassonografia transvaginal realizada com 6 semanas, é de 9 semanas e 3 dias. Ao exame, o útero encontra- se aumentado de volume, amolecido, com colo entreaberto e saída de material ovular identificada no exame especular. A ultrassonografia mostra a presença de restos ovulares em grande quantidade. Diante desse quadro, a conduta deve ser:
- A. esvaziamento uterino por aspiração a vácuo ou curetagem; ✓
- B. ocitocina venosa, 20 UI em 500 ml de soro fisiológico;
- C. expectante, monitorando a pressão arterial e sangramento;
- D. misoprostol retal na dose de 800 mcg em dose única;
- E. realização de nova ultrassonografia transvaginal em 12 horas.
Comentário OsceLabs
Colo ENTREABERTO com saida de material ovular e restos ovulares em grande quantidade ao ultrassom, com sangramento intenso, define abortamento INCOMPLETO — e sangramento abundante em cardiopata nao admite espera. A conduta e o esvaziamento uterino, por aspiracao a vacuo (preferencial, com menos perfuracao e sinequias) ou curetagem. Conduta expectante (C) e misoprostol (D) sao opcoes apenas em paciente estavel com sangramento discreto; ocitocina isolada (B) nao esvazia o utero nesse estagio; e repetir ultrassom (E) apenas atrasa. Resposta A.
Questão 80Uma gestante de 20 semanas, moradora de área endêmica, chegou à admissão da maternidade com sinais e sintomas sugestivos de dengue. Após o exame clínico-obstétrico e laboratorial, a equipe de plantão resolveu internar e tratar a paciente, pois identificou corretamente o seguinte sinal de alarme:Gabarito: C
Uma gestante de 20 semanas, moradora de área endêmica, chegou à admissão da maternidade com sinais e sintomas sugestivos de dengue. Após o exame clínico-obstétrico e laboratorial, a equipe de plantão resolveu internar e tratar a paciente, pois identificou corretamente o seguinte sinal de alarme:
- A. vômitos esporádicos;
- B. dor abdominal moderada;
- C. hipotensão postural e/ou lipotimia; ✓
- D. diminuição progressiva do hematócrito;
- E. esplenomegalia 1 cm abaixo do rebordo costal. Medicina Preventiva e Social / Medicina de Família e Comunidade / Saúde Coletiva
Comentário OsceLabs
Entre os sinais de alarme do dengue definidos pelo Ministerio da Saude estao dor abdominal INTENSA e continua, vomitos PERSISTENTES, hipotensao POSTURAL e/ou lipotimia, letargia ou irritabilidade, hepatomegalia maior que 2 cm, sangramento de mucosas, acumulo de liquidos e AUMENTO progressivo do hematocrito com queda de plaquetas. Por isso vomitos esporadicos (A), dor abdominal moderada (B) e esplenomegalia de 1 cm (E) nao qualificam, e o hematocrito que ALARMA e o que sobe, nao o que cai (D). Resposta C.
Questão 81Alice, 30 anos, chega à unidade básica de saúde com tosse seca, chiado no peito e dispneia aos grandes esforços, com piora à noite. Não tem história de febre, não apresenta perda de peso e a mucosa nasal está sem alterações. Piora com a fumaça de cigarro do marido. Ao exame pulmonar, apresenta tosse, murmúrio vesicular e sibilos difusos, especialmente na expiração forçada. Não apresenta outras alterações. Pesa 60 kg, tem 1,60 m de altura, seu IMC é 21,5 kg/m², a FC está em 77 bpm e a FR, em 15 irpm. O exame cardiovascular indica ritmo regular em 2 tempos, sem sopro e sem alteração de ictus. O abdômen está normotenso, depressível, sem organomegalias ou ruídos hidroaéreos presentes. O diagnóstico provável é:Gabarito: A
Alice, 30 anos, chega à unidade básica de saúde com tosse seca, chiado no peito e dispneia aos grandes esforços, com piora à noite. Não tem história de febre, não apresenta perda de peso e a mucosa nasal está sem alterações. Piora com a fumaça de cigarro do marido. Ao exame pulmonar, apresenta tosse, murmúrio vesicular e sibilos difusos, especialmente na expiração forçada. Não apresenta outras alterações. Pesa 60 kg, tem 1,60 m de altura, seu IMC é 21,5 kg/m², a FC está em 77 bpm e a FR, em 15 irpm. O exame cardiovascular indica ritmo regular em 2 tempos, sem sopro e sem alteração de ictus. O abdômen está normotenso, depressível, sem organomegalias ou ruídos hidroaéreos presentes. O diagnóstico provável é:
- A. asma; ✓
- B. rinossinusite;
- C. DPOC;
- D. tuberculose;
- E. pneumonia adquirida na comunidade.
Comentário OsceLabs
Tosse seca, chieira e dispneia com PIORA NOTURNA e desencadeamento por irritante (fumaca de cigarro), em mulher jovem, sem febre nem emagrecimento, com sibilos difusos a expiracao forcada: e asma, cuja marca e a limitacao VARIAVEL e reversivel do fluxo aereo. DPOC (C) exige carga tabagica propria e obstrucao fixa em paciente mais velho; tuberculose (D) traria febre, sudorese e perda de peso; pneumonia (E) e quadro agudo febril com consolidacao; rinossinusite (B) esta afastada pela mucosa nasal normal. Resposta A.
Questão 82Carlos, 27 anos, vai à consulta médica com febre, exantema, gânglios retroauriculares aumentados, conjuntivite, artralgia e tosse. Em seu prontuário, não há registro de vacinação contra a rubéola. Ele declara não ter viajado recentemente, nem ter tido contato com pessoas confirmadas para rubéola. Contudo, sua região encontra-se no estado que registrou um surto da doença há 4 meses. Trata-se de um caso suspeito de rubéola. O melhor método para fazer a confirmação desse caso é:Gabarito: B
Carlos, 27 anos, vai à consulta médica com febre, exantema, gânglios retroauriculares aumentados, conjuntivite, artralgia e tosse. Em seu prontuário, não há registro de vacinação contra a rubéola. Ele declara não ter viajado recentemente, nem ter tido contato com pessoas confirmadas para rubéola. Contudo, sua região encontra-se no estado que registrou um surto da doença há 4 meses. Trata-se de um caso suspeito de rubéola. O melhor método para fazer a confirmação desse caso é:
- A. examinar se há vínculo epidemiológico com outros casos confirmados;
- B. realizar a sorologia de anticorpos IgM e IgG contra rubéola; ✓
- C. verificar a associação temporal com a vacinação;
- D. considerar os critérios clínicos como suficientes, diante dos sinais e sintomas presentes;
- E. observar o caso por 48 horas.
Comentário OsceLabs
Caso SUSPEITO de rubeola exige confirmacao LABORATORIAL — sorologia IgM e IgG pareada — porque a clinica e inespecifica e se confunde com sarampo, dengue, parvovirose e escarlatina, e porque rubeola e agravo de notificacao compulsoria IMEDIATA num pais que mantem certificacao de eliminacao. O criterio clinico isolado (D) nao confirma; vinculo epidemiologico (A) exige caso confirmado por laboratorio na cadeia; associacao com vacinacao (C) e criterio de descarte; e observar 48 horas (E) atrasa a resposta de vigilancia. Resposta B.
Questão 83Letícia está na 10ª semana de gestação. Diante do aumento de casos de gripe entre familiares e conhecidos, ela foi à unidade básica de saúde para saber se precisava tomar a vacina contra influenza. Na análise em seu prontuário, verificou-se que sua última vacina havia sido no ano anterior. Em relação a esse caso, é correto afirmar que:Gabarito: D
Letícia está na 10ª semana de gestação. Diante do aumento de casos de gripe entre familiares e conhecidos, ela foi à unidade básica de saúde para saber se precisava tomar a vacina contra influenza. Na análise em seu prontuário, verificou-se que sua última vacina havia sido no ano anterior. Em relação a esse caso, é correto afirmar que:
- A. não se recomenda a vacina nesse estágio da gestação;
- B. não é necessário o reforço da vacina, pois ela confere imunidade por 10 anos;
- C. deve-se evitar a vacina na gestação;
- D. a paciente deve ser revacinada; ✓
- E. a vacina deve ser tomada, por segurança, após 12 semanas de gestação. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
A vacina contra influenza e ANUAL, porque a composicao muda a cada temporada e os anticorpos caem ao longo do ano — vacina do ano anterior nao protege nesta. Gestante e grupo PRIORITARIO, com risco aumentado de forma grave, e pode ser vacinada em QUALQUER idade gestacional, inclusive no primeiro trimestre, alem de transferir anticorpos ao lactente. Logo, adiar para depois das 12 semanas (E), evitar na gestacao (C) ou considerar imunidade duradoura (B) sao condutas erradas. Resposta D.
Questão 84Em uma atenção primária de qualidade, é papel da APS integrar verticalmente os serviços. A APS, como parte integrante da rede de atenção à saúde, estrutura-se segundo atributos e funções. Além da resolubilidade, são funções da APS:Gabarito: A
Em uma atenção primária de qualidade, é papel da APS integrar verticalmente os serviços. A APS, como parte integrante da rede de atenção à saúde, estrutura-se segundo atributos e funções. Além da resolubilidade, são funções da APS:
- A. organização e responsabilização; ✓
- B. organização e primeiro contato;
- C. primeiro contato e longitudinalidade;
- D. integralidade e coordenação;
- E. coordenação e orientação comunitária.
Comentário OsceLabs
A questao separa ATRIBUTOS de FUNCOES. Os atributos da APS (Starfield) sao os essenciais — primeiro contato/acesso, longitudinalidade, integralidade e coordenacao — mais os derivados (orientacao familiar, comunitaria e competencia cultural). Ja as FUNCOES da APS na Rede de Atencao a Saude, na formulacao de Mendes, sao tres: resolubilidade, ORGANIZACAO (comunicacao/ordenamento dos fluxos na rede) e RESPONSABILIZACAO pela populacao adscrita. Todas as demais alternativas misturam funcoes com atributos. Resposta A.
Questão 85Milton teve o diagnóstico de monkeypox confirmado por meio de PCR positivo. Ele se enquadra no grupo de indivíduos com alto risco de desenvolver formas graves. Seu monitoramento deve acontecer:Gabarito: E
Milton teve o diagnóstico de monkeypox confirmado por meio de PCR positivo. Ele se enquadra no grupo de indivíduos com alto risco de desenvolver formas graves. Seu monitoramento deve acontecer:
- A. a cada 2 dias;
- B. a cada 3 dias;
- C. a cada 7 dias;
- D. a cada 15 dias;
- E. diariamente. ✓
Comentário OsceLabs
Nas recomendacoes de vigilancia da mpox, o caso confirmado que pertence a grupo de ALTO RISCO para forma grave (imunossuprimidos, pessoas vivendo com HIV com imunodeficiencia avancada, gestantes, criancas) deve ser monitorado DIARIAMENTE ate a resolucao completa das lesoes, justamente para detectar precocemente disseminacao, infeccao bacteriana secundaria e necessidade de antiviral e internacao. Intervalos de 2, 3, 7 ou 15 dias sao longos demais para uma populacao com risco de deterioracao rapida. Resposta E.
Questão 86Geraldo, 37 anos, adscrito à unidade básica de saúde, chega para consulta apresentando sintomas psicóticos. Como parte de seu delírio persecutório, recusa-se a ser medicado e não aceita ser encaminhado para o CAPS. Nesse caso, a conduta correta é:Gabarito: D
Geraldo, 37 anos, adscrito à unidade básica de saúde, chega para consulta apresentando sintomas psicóticos. Como parte de seu delírio persecutório, recusa-se a ser medicado e não aceita ser encaminhado para o CAPS. Nesse caso, a conduta correta é:
- A. encaminhar para o CAPS mesmo assim, pois a unidade não tem recurso para esse atendimento;
- B. insistir com a medicação, que é condição para um plano terapêutico adequado;
- C. fazer o acolhimento de Geraldo e convencê-lo a aderir ao tratamento para os problemas identificados;
- D. fazer o acolhimento de Geraldo, avaliar o quadro clínico geral e pactuar o acompanhamento na medida de suas limitações, lançando mão da entrevista motivacional se possível; ✓
- E. chamar a ambulância para levá-lo compulsoriamente para a internação.
Comentário OsceLabs
Paciente com delirio persecutorio que recusa medicacao e encaminhamento, mas SEM risco iminente para si ou terceiros, nao tem indicacao de internacao compulsoria (E) nem de imposicao de tratamento (B). A logica da atencao psicossocial e vincular: acolher, avaliar o quadro clinico global (inclusive causas organicas), construir plano terapeutico possivel dentro das limitacoes do momento e usar entrevista motivacional. Encaminhar a revelia (A) rompe o vinculo, e 'convencer' (C) e menos efetivo do que pactuar. Resposta D.
Questão 87Apolinário, 86 anos, perfil 3 de funcionalidade, com Alzheimer em estágio avançado, hipertenso, diabético e com imobilidade grau IV, em uso de medicação para as doenças de base, é levado à consulta médica. Sobre seu quadro clínico, é correto afirmar que:Gabarito: E
Apolinário, 86 anos, perfil 3 de funcionalidade, com Alzheimer em estágio avançado, hipertenso, diabético e com imobilidade grau IV, em uso de medicação para as doenças de base, é levado à consulta médica. Sobre seu quadro clínico, é correto afirmar que:
- A. deve ser feito controle rigoroso da hipertensão e diabetes, com vistas à reabilitação;
- B. todas as medicações em uso certamente são essenciais e devem ser mantidas, independentemente de se configurar a polifarmácia;
- C. Apolinário apresenta dependência parcial para as atividades básicas da vida diária;
- D. uma equipe multiprofissional deve ser acionada para reabilitação de Apolinário;
- E. Apolinário é um paciente em cuidados paliativos prolongados ou em fase final de vida. ✓
Comentário OsceLabs
Idoso de 86 anos, perfil 3 de funcionalidade, com Alzheimer AVANCADO e imobilidade grau IV, tem dependencia COMPLETA (nao parcial, o que elimina C) e prognostico que redefine as metas: e paciente de cuidados paliativos prolongados, caminhando para fase final de vida. Nesse contexto, controle glicemico e pressorico rigorosos (A) aumentam risco de hipoglicemia, hipotensao e quedas; reabilitacao funcional (D) nao e meta realista; e a polifarmacia deve ser ativamente revista com desprescricao (B). Resposta E.
Questão 88Mylena, 42 anos, fuma 50 cigarros/dia desde os 16 anos. Seu Fagerström é igual a 10. Na escala de razões para fumar, declara que fuma para controlar o peso, para mediar situações de estresse e ansiedade e porque o cigarro é uma companhia. Diz que não consegue nem imaginar tentar parar de fumar e que, por isso, nunca tentou fazê-lo. Declara não se ver sem o cigarro. Recentemente, Mylena foi diagnosticada com neoplasia de pulmão. Nesse caso, a abordagem a essa fumante deve considerar:Gabarito: D
Mylena, 42 anos, fuma 50 cigarros/dia desde os 16 anos. Seu Fagerström é igual a 10. Na escala de razões para fumar, declara que fuma para controlar o peso, para mediar situações de estresse e ansiedade e porque o cigarro é uma companhia. Diz que não consegue nem imaginar tentar parar de fumar e que, por isso, nunca tentou fazê-lo. Declara não se ver sem o cigarro. Recentemente, Mylena foi diagnosticada com neoplasia de pulmão. Nesse caso, a abordagem a essa fumante deve considerar:
- A. uso de vapers para iniciar o processo de mudança;
- B. cessação do tabagismo sem uso de suporte farmacoterápico;
- C. cessação do tabagismo com uso de reposição de nicotina apenas;
- D. entrevista motivacional, com o suporte comportamental e farmacoterápico necessário; ✓
- E. prescrição de bupropiona para cessação do tabagismo.
Comentário OsceLabs
Fagerstrom 10 indica dependencia MUITO ELEVADA de nicotina, e a paciente esta em estagio pre-contemplativo ('nao consigo nem imaginar parar'), agora com cancer de pulmao. A abordagem correta combina as duas frentes: entrevista motivacional para mover o estagio de mudanca, mais suporte comportamental E farmacologico — dependencia grave nao se trata sem farmaco (B) e raramente com reposicao de nicotina isolada (C); bupropiona sozinha (E) ignora o trabalho motivacional; e cigarro eletronico (A) nao e estrategia de cessacao recomendada. Resposta D.
Questão 89Rodrigo, 48 anos, casado, autônomo, vem à unidade básica de saúde se queixando de dores de cabeça de repetição e apresentando PA = 165 x 90 mmHg. Em seu prontuário, identifica-se que, nas últimas 5 consultas, no último ano, por motivos diversos, sua pressão arterial foi, respectivamente, de 147 x 99 mmHg; 180 x 100 mmHg; 152 x 90 mmHg; 160 x 95 mmHg e 170 x 92 mmHg. Rodrigo tem história familiar de hipertensão e é sedentário. O fato que permite o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica é:Gabarito: D
Rodrigo, 48 anos, casado, autônomo, vem à unidade básica de saúde se queixando de dores de cabeça de repetição e apresentando PA = 165 x 90 mmHg. Em seu prontuário, identifica-se que, nas últimas 5 consultas, no último ano, por motivos diversos, sua pressão arterial foi, respectivamente, de 147 x 99 mmHg; 180 x 100 mmHg; 152 x 90 mmHg; 160 x 95 mmHg e 170 x 92 mmHg. Rodrigo tem história familiar de hipertensão e é sedentário. O fato que permite o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica é:
- A. ter sido admitido em unidade de pronto atendimento com pressão arterial 150 x 95 mmHg;
- B. ser sedentário;
- C. ter tido história familiar de hipertensão;
- D. ter tido aferições da pressão arterial maiores que 140 x 90 mmHg no último ano; ✓
- E. ter 48 anos de idade.
Comentário OsceLabs
O diagnostico de hipertensao arterial se faz por MEDIDAS REPETIDAS acima de 140 x 90 mmHg em consultas distintas (ou por MAPA/MRPA), e o prontuario de Rodrigo mostra cinco afericoes elevadas ao longo do ultimo ano — isso ja fecha o diagnostico, independentemente dos sintomas. Sedentarismo, historia familiar e idade (B, C e E) sao fatores de RISCO, nao criterios diagnosticos; e uma unica medida em pronto-atendimento (A) pode refletir dor, ansiedade ou efeito do jaleco branco. Resposta D.
Questão 90Foram atendidas 5 irmãs na unidade básica de saúde. A única que tem características que permitem o diagnóstico de diabetes mellitus é:Gabarito: C
Foram atendidas 5 irmãs na unidade básica de saúde. A única que tem características que permitem o diagnóstico de diabetes mellitus é:
- A. Maria Hilma, de 49 anos, que realizou teste de glicemia capilar com resultado 179 mg/dl;
- B. Maria José, que, em 01/03/2024, apresentou hemoglobina glicada (HbA1c) = 5,6% e, em 12/07/2024, apresentou hemoglobina glicada (HbA1c) = 6,1%;
- C. Maria Lina, que apresentou, em 01/03/2024, glicemia de jejum = 136 mg/dl e, em 12/07/2024, glicemia de jejum = 152 mg/dl; ✓
- D. Maria Cláudia, que apresenta glicemia de jejum = 126 mg/dl;
- E. Maria Antônia, que apresenta hemoglobina glicada (HbA1c) = 4,5%. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
O diagnostico de diabetes exige DOIS exames alterados (ou um exame alterado com sintomas classicos de hiperglicemia): glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dL, HbA1c maior ou igual a 6,5% ou glicemia 2 h pos-sobrecarga maior ou igual a 200 mg/dL. Duas glicemias de jejum de 136 e 152 mg/dL em datas distintas fecham o criterio. Uma unica glicemia de 126 (D) precisa de confirmacao; glicemia CAPILAR (A) nao serve para diagnostico; HbA1c de 6,1% (B) e pre-diabetes; e 4,5% (E) e normal. Resposta C.
Questão 91José, 55 anos, hipertenso há 3 anos, em uso regular de medicação, vem para consulta de rotina apresentando PA = 130 x 80 mmHg. Após exame clínico, conclui-se que tem baixo risco cardiovascular. Nesse caso, a conduta é:Gabarito: A
José, 55 anos, hipertenso há 3 anos, em uso regular de medicação, vem para consulta de rotina apresentando PA = 130 x 80 mmHg. Após exame clínico, conclui-se que tem baixo risco cardiovascular. Nesse caso, a conduta é:
- A. manter a medicação e reforçar a importância de manter a mudança de estilo de vida, pois a PA está dentro da meta; ✓
- B. retirar a medicação e reforçar a importância de manter a mudança de estilo de vida, pois a PA está dentro da meta;
- C. modificar a medicação para que o organismo não crie tolerância às medicações atuais, embora a PA esteja dentro da meta;
- D. reforçar a mudança de estilo de vida, pois a PA está fora da meta;
- E. modificar a conduta medicamentosa, pois a PA está fora da meta.
Comentário OsceLabs
Hipertenso de BAIXO risco cardiovascular tem meta pressorica abaixo de 140 x 90 mmHg, e uma PA de 130 x 80 mmHg esta dentro do alvo — logo, mantem-se o esquema e reforca-se a mudanca de estilo de vida, que sustenta o controle e reduz risco global. Alegar que a PA esta fora da meta (D e E) e erro de leitura. Retirar a medicacao (B) nesse cenario e a causa mais comum de descontrole; e nao existe 'tolerancia' que justifique rodizio de anti-hipertensivos (C). Resposta A.
Questão 92Leonora, 60 anos, com diabetes mellitus diagnosticada há 5 anos, em acompanhamento contínuo na unidade básica de saúde, vem para a consulta de rotina. Após avaliação dos pés, identificamos: sensibilidade presente, deformidade ausente e úlceras ou cicatrizes de úlceras ausentes. Segundo o exame clínico do pé diabético, conclui-se que a categoria de risco e o melhor manejo para Leonora são, respectivamente:Gabarito: A
Leonora, 60 anos, com diabetes mellitus diagnosticada há 5 anos, em acompanhamento contínuo na unidade básica de saúde, vem para a consulta de rotina. Após avaliação dos pés, identificamos: sensibilidade presente, deformidade ausente e úlceras ou cicatrizes de úlceras ausentes. Segundo o exame clínico do pé diabético, conclui-se que a categoria de risco e o melhor manejo para Leonora são, respectivamente:
- A. grau 0 – reavaliação anual; ✓
- B. grau I – reavaliação anual;
- C. grau II – reavaliação semestral;
- D. grau III – reavaliação semestral;
- E. grau IIIa – reavaliação semestral.
Comentário OsceLabs
Na estratificacao do pe diabetico, a categoria depende de neuropatia, deformidade, doenca arterial e historia de ulcera ou amputacao. Leonora tem sensibilidade PRESENTE, sem deformidade e sem ulcera ou cicatriz — ou seja, nenhum fator de risco: e grau 0, cuja recomendacao e reavaliacao ANUAL dos pes. Graus mais altos exigem intervalos progressivamente menores (semestral, trimestral, ate mensal na presenca de ulcera ou amputacao previa) — mas encurtar intervalo sem fator de risco apenas consome agenda. Resposta A.
Questão 93Vanda, 92 anos, hipertensa, com diagnóstico de Alzheimer há 16 anos, acamada, estável, sem lesões por pressão, sem histórico recente de internação, tem uma filha, Joana, de 68 anos, que faz o manejo diário: banho no leito, administração de medicação, dieta enteral, mudança de decúbito. A filha está bem orientada e procura se informar sobre o quadro e as melhores condutas. Nesse caso, o plano terapêutico singular deve:Gabarito: A
Vanda, 92 anos, hipertensa, com diagnóstico de Alzheimer há 16 anos, acamada, estável, sem lesões por pressão, sem histórico recente de internação, tem uma filha, Joana, de 68 anos, que faz o manejo diário: banho no leito, administração de medicação, dieta enteral, mudança de decúbito. A filha está bem orientada e procura se informar sobre o quadro e as melhores condutas. Nesse caso, o plano terapêutico singular deve:
- A. dar suporte à cuidadora, acompanhá-la regularmente para avaliação de sobrecarga no cuidado e manter o acompanhamento de Vanda pela equipe da APS; ✓
- B. agendar consultas regulares de fisioterapia e fonoaudiologia e encaminhamento ao geriatra para acompanhamento da doença de Alzheimer;
- C. agendar consultas regulares de nutricionista e encaminhamento ao CER para reabilitação da deglutição;
- D. dar suporte à cuidadora e encaminhar Vanda para o serviço de atenção secundária domiciliar para reabilitação da deglutição por fonoaudióloga;
- E. fornecer acompanhamento regular com fonoaudióloga e nutricionista e encaminhar a paciente ao serviço de cuidados paliativos.
Comentário OsceLabs
Paciente acamada, ESTAVEL, sem lesao por pressao e sem internacoes recentes, com cuidadora unica de 68 anos assumindo todo o cuidado diario: o plano terapeutico singular deve reconhecer que a cuidadora tambem e sujeito do cuidado — avaliar sistematicamente SOBRECARGA (escalas como Zarit), oferecer suporte e manter o acompanhamento longitudinal pela equipe de atencao primaria, que ja esta funcionando bem. Encaminhamentos multiplos a especialistas e reabilitacao (B, C, D e E) fragmentam o cuidado sem responder a necessidade principal. Resposta A.
Questão 94Com queixa de dor de cabeça, Jéssica, 37 anos, diarista, vai pela primeira vez à unidade básica de saúde. Ela reporta: “Doutor, sinto essa dor há mais de 2 meses, desde que precisamos sair da nossa casa porque não dava mais para pagar o aluguel depois que meu marido foi demitido do emprego. Na minha casa somos eu, meu marido e três filhas de 4, 6 e 14 anos”. É exemplo de crise acidental do ciclo de vida familiar da família de Jéssica:Gabarito: C
Com queixa de dor de cabeça, Jéssica, 37 anos, diarista, vai pela primeira vez à unidade básica de saúde. Ela reporta: “Doutor, sinto essa dor há mais de 2 meses, desde que precisamos sair da nossa casa porque não dava mais para pagar o aluguel depois que meu marido foi demitido do emprego. Na minha casa somos eu, meu marido e três filhas de 4, 6 e 14 anos”. É exemplo de crise acidental do ciclo de vida familiar da família de Jéssica:
- A. família com filho pequeno;
- B. família em estágio tardio;
- C. desemprego; ✓
- D. família com criança em idade escolar;
- E. família com adolescente.
Comentário OsceLabs
No ciclo de vida familiar, crises NORMATIVAS (evolutivas) sao as transicoes esperadas — nascimento do primeiro filho, entrada na escola, adolescencia, ninho vazio —, e por isso as alternativas que citam estagios do ciclo (A, B, D e E) descrevem justamente o oposto do que se pede. Crise ACIDENTAL (paranormativa) e o evento inesperado que desorganiza a familia fora do calendario previsto: desemprego, perda da moradia, doenca grave, morte precoce. No caso de Jessica, e o desemprego do marido. Resposta C.
Questão 95Mônica, 29 anos, professora, vem para a consulta na unidade básica de saúde preocupada com seu sobrepeso. Diz que anda muito estressada, que os cuidados com o filho mais novo têm tomado muito seu tempo e que o marido não ajuda e anda bebendo demais. Sua sogra Maria foi morar com eles e dá muito trabalho em virtude do quadro depressivo, que não melhora. O sogro, Mário, faleceu aos 53 anos, e isso a preocupa em relação a Mário Luís, seu marido, que também fuma e bebe demais. Eles têm ainda um filho de 12 anos, que não dá trabalho nenhum. Considere o genograma a seguir. O genograma de Mônica mostra que:Gabarito: A
Mônica, 29 anos, professora, vem para a consulta na unidade básica de saúde preocupada com seu sobrepeso. Diz que anda muito estressada, que os cuidados com o filho mais novo têm tomado muito seu tempo e que o marido não ajuda e anda bebendo demais. Sua sogra Maria foi morar com eles e dá muito trabalho em virtude do quadro depressivo, que não melhora. O sogro, Mário, faleceu aos 53 anos, e isso a preocupa em relação a Mário Luís, seu marido, que também fuma e bebe demais. Eles têm ainda um filho de 12 anos, que não dá trabalho nenhum. Considere o genograma a seguir. O genograma de Mônica mostra que:
- A. existe um padrão repetitivo de comportamento e saúde entre Mário e Mário Luís; ✓
- B. existe uma relação conflituosa entre Mônica e Maria;
- C. existe uma relação conflituosa entre Mônica e Mário Luís;
- D. Maria e Mário são divorciados;
- E. Mário Luís é o indivíduo índice do genograma. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 –
Comentário OsceLabs
O genograma serve exatamente para tornar visiveis PADROES QUE SE REPETEM entre geracoes. Aqui, Mario morreu aos 53 anos e Mario Luis, o filho, reproduz o mesmo comportamento de risco (tabagismo e uso abusivo de alcool) — um padrao transgeracional de comportamento e saude, que e o achado principal e o alvo da intervencao. Relacoes conflituosas (B e C) sao representadas por linhas especificas de relacionamento, que nao foram descritas; divorcio (D) tem simbolo proprio; e o individuo indice do caso e Monica, nao o marido (E). Resposta A.
Questão 96Tatiana vem à consulta médica com queixa de dor lombar. Em sua consulta anterior, apresentou pressão arterial de 120 x 65 mmHg, FC normal, peso 59 kg, altura 1,60 m e FR normal. Ela declara ter alergia a dipirona. De acordo com seu prontuário, seu último Papanicolau foi há 3 anos. Tatiana relata se sentir sem energia e ter medo de essas dores serem alguma doença ruim. Diz que não tem conseguido mais dormir de preocupação. Em relação ao registro das informações fornecidas por Tatiana no Registro Clínico Orientado por Problemas (RCOP), é correto afirmar que:Gabarito: B
Tatiana vem à consulta médica com queixa de dor lombar. Em sua consulta anterior, apresentou pressão arterial de 120 x 65 mmHg, FC normal, peso 59 kg, altura 1,60 m e FR normal. Ela declara ter alergia a dipirona. De acordo com seu prontuário, seu último Papanicolau foi há 3 anos. Tatiana relata se sentir sem energia e ter medo de essas dores serem alguma doença ruim. Diz que não tem conseguido mais dormir de preocupação. Em relação ao registro das informações fornecidas por Tatiana no Registro Clínico Orientado por Problemas (RCOP), é correto afirmar que:
- A. devem ser registradas no campo Subjetivo as informações “apresentou pressão arterial 120 x 65 mmHg, FC normal, peso 59 kg, altura 1,60 m e FR normal”;
- B. devem ser registradas no campo Objetivo as informações “apresentou pressão arterial 120 x 65 mmHg, FC normal, peso 59 kg, altura 1,60 m e FR normal”; ✓
- C. devem ser registradas no campo Avaliação as informações “apresentou pressão arterial 120 x 65 mmHg, FC normal, peso 59 kg, altura 1,60 m e FR normal”;
- D. devem ser registradas no campo Avaliação as informações “Tatiana relata se sentir sem energia e ter medo de essas dores serem alguma doença ruim. Diz que não tem conseguido mais dormir de preocupação”;
- E. as informações “Tatiana relata se sentir sem energia e ter medo de essas dores serem alguma doença ruim. Diz que não tem conseguido mais dormir de preocupação” não são relevantes; logo, não devem ser registradas no RCOP.
Comentário OsceLabs
No registro clinico orientado por problemas (SOAP), o campo SUBJETIVO guarda o que o paciente relata (queixas, medos, insonia por preocupacao); o OBJETIVO guarda o mensuravel — sinais vitais, peso, altura, exame fisico e resultados de exames; a AVALIACAO e a sintese diagnostica; e o PLANO, a conduta. Logo, PA, FC, FR, peso e altura vao para o Objetivo. As queixas de Tatiana sao Subjetivo (nao Avaliacao, como diz D) e sao altamente relevantes — o sofrimento psiquico e parte do problema, nunca se descarta (E). Resposta B.
Questão 97Um senhor de 82 anos comparece à consulta queixando-se de uma cefaleia de início recente. HAS controlada com IECA. Exame físico sem particularidades, exceto por espessamento da artéria temporal à palpação. Nesse contexto:Gabarito: B
Um senhor de 82 anos comparece à consulta queixando-se de uma cefaleia de início recente. HAS controlada com IECA. Exame físico sem particularidades, exceto por espessamento da artéria temporal à palpação. Nesse contexto:
- A. PCR elevada aumenta a chance de arterite de células gigantes;
- B. VHS > 100 mm/h aumenta a chance de arterite de células gigantes; ✓
- C. tomografia craniana é essencial para excluir diagnósticos outros, antes de se pensar em arterite de células gigantes;
- D. radiografia craniana é essencial para excluir diagnósticos outros, antes de se pensar em arterite de células gigantes;
- E. ressonância magnética craniana é essencial para excluir outros diagnósticos, antes de se pensar em arterite de células gigantes.
Comentário OsceLabs
Cefaleia de inicio recente em idoso com arteria temporal espessada levanta arterite de celulas gigantes. A pergunta e sobre VALOR DIAGNOSTICO: um VHS acima de 100 mm/h tem razao de verossimilhanca positiva alta e aumenta substancialmente a probabilidade da doenca, enquanto PCR apenas elevada (A) e achado inespecifico presente em qualquer inflamacao. Exames de imagem cranianos (C, D e E) nao sao etapa obrigatoria antes de considerar o diagnostico — o padrao-ouro e a biopsia da temporal, e o corticoide nao deve esperar por ela quando ha risco visual. Resposta B.
Questão 98Segundo o Manual de Recomendações e Controle da Tuberculose no Brasil 2ª ed., atualizado em 29/05/2024, a transmissão e adoecimento por TB são influenciados por fatores demográficos, sociais e econômicos. Dentre os fatores que contribuem para a manutenção e propagação da doença, destacam-se: urbanização crescente e desordenada, desigualdade na distribuição de renda, moradias precárias e superlotação, insegurança alimentar e baixa escolaridade, bem como dificuldade de acesso aos serviços e bens públicos. Dessa maneira, no Brasil, assim como em outros países que têm condições de vida semelhantes, alguns grupos populacionais apresentam maior vulnerabilidade para a TB. Pelo exposto acima, em comparação com a população em geral, o risco de adoecimento por tuberculose é maior no seguinte grupo:Gabarito: E
Segundo o Manual de Recomendações e Controle da Tuberculose no Brasil 2ª ed., atualizado em 29/05/2024, a transmissão e adoecimento por TB são influenciados por fatores demográficos, sociais e econômicos. Dentre os fatores que contribuem para a manutenção e propagação da doença, destacam-se: urbanização crescente e desordenada, desigualdade na distribuição de renda, moradias precárias e superlotação, insegurança alimentar e baixa escolaridade, bem como dificuldade de acesso aos serviços e bens públicos. Dessa maneira, no Brasil, assim como em outros países que têm condições de vida semelhantes, alguns grupos populacionais apresentam maior vulnerabilidade para a TB. Pelo exposto acima, em comparação com a população em geral, o risco de adoecimento por tuberculose é maior no seguinte grupo:
- A. indígenas;
- B. profissionais de saúde;
- C. pessoas vivendo com o HIV;
- D. pessoas privadas de liberdade;
- E. pessoas vivendo em situação de rua. ✓
Comentário OsceLabs
O Manual de Recomendacoes para o Controle da Tuberculose quantifica o risco relativo das populacoes vulneraveis em relacao a populacao geral, e a MAIOR razao de incidencia e a das pessoas em situacao de rua — condicao que soma aglomeracao em abrigos, desnutricao, uso de alcool e outras drogas, baixissima adesao e acesso precario ao servico. Pessoas privadas de liberdade e pessoas vivendo com HIV tambem tem risco muito elevado, e indigenas e profissionais de saude, risco aumentado — mas todos abaixo do observado na populacao em situacao de rua. Resposta E.
Questão 99De acordo com parâmetros do Ministério da Saúde, a definição utilizada na vigilância da influenza e da covid-19 para determinar casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é:Gabarito: E
De acordo com parâmetros do Ministério da Saúde, a definição utilizada na vigilância da influenza e da covid-19 para determinar casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é:
- A. indivíduo com febre, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta e com início dos sintomas nos últimos sete dias;
- B. indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos;
- C. em crianças, além da febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos, também obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico;
- D. em idosos, critérios específicos de agravamento como síncope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência;
- E. indivíduo com síndrome gripal que apresenta dispneia/desconforto respiratório, ou pressão persistente no tórax, ou saturação de O2 ≤94% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou rosto. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 – ✓
Comentário OsceLabs
Sindrome respiratoria aguda grave e, por definicao, sindrome gripal QUE AGRAVA: dispneia ou desconforto respiratorio, pressao persistente no torax, saturacao de oxigenio igual ou menor que 94% em ar ambiente ou cianose de labios e face (em crianca somam-se batimento de asa nasal, tiragem, cianose e desidratacao). As alternativas A, B e C descrevem a definicao de SINDROME GRIPAL e suas adaptacoes pediatricas, e a D lista sinais atipicos do idoso — todos criterios de sindrome gripal, nao de gravidade. Resposta E.
Questão 100Os movimentos antivacina, causados por um sistema de desinformação, trazem muitos danos para as pessoas não vacinadas, pois já está mais que provado pela ciência que vacinas são muito efetivas e salvam vidas. Uma dessas doenças preveníveis por vacinas tem como manifestação clínica típica a presença de placas pseudomembranosas branco-acinzentadas, aderentes, que se instalam nas amígdalas e invadem estruturas vizinhas. Essas placas podem se localizar na faringe, na laringe e nas fossas nasais; e, com menos frequência, também são observadas na conjuntiva, na pele, no conduto auditivo, na vulva, no pênis (pós- circuncisão) e no cordão umbilical. A doença manifesta-se clinicamente por comprometimento do estado geral do paciente, que pode se apresentar prostrado e pálido. A dor de garganta é discreta, independentemente da localização ou da quantidade de placas existentes, e a febre normalmente não é muito elevada, variando de 37,5 °C a 38,5 °C, embora temperaturas mais altas não afastem o diagnóstico. Nos casos mais graves, há intenso edema do pescoço, com grande aumento dos gânglios linfáticos dessa área (pescoço taurino) e edema periganglionar nas cadeias cervicais e submandibulares. Dependendo do tamanho e da localização da placa pseudomembranosa, pode ocorrer asfixia mecânica aguda no paciente, o que muitas vezes exige imediata traqueostomia para evitar a morte. A descrição acima é característica de:Gabarito: B
Os movimentos antivacina, causados por um sistema de desinformação, trazem muitos danos para as pessoas não vacinadas, pois já está mais que provado pela ciência que vacinas são muito efetivas e salvam vidas. Uma dessas doenças preveníveis por vacinas tem como manifestação clínica típica a presença de placas pseudomembranosas branco-acinzentadas, aderentes, que se instalam nas amígdalas e invadem estruturas vizinhas. Essas placas podem se localizar na faringe, na laringe e nas fossas nasais; e, com menos frequência, também são observadas na conjuntiva, na pele, no conduto auditivo, na vulva, no pênis (pós- circuncisão) e no cordão umbilical. A doença manifesta-se clinicamente por comprometimento do estado geral do paciente, que pode se apresentar prostrado e pálido. A dor de garganta é discreta, independentemente da localização ou da quantidade de placas existentes, e a febre normalmente não é muito elevada, variando de 37,5 °C a 38,5 °C, embora temperaturas mais altas não afastem o diagnóstico. Nos casos mais graves, há intenso edema do pescoço, com grande aumento dos gânglios linfáticos dessa área (pescoço taurino) e edema periganglionar nas cadeias cervicais e submandibulares. Dependendo do tamanho e da localização da placa pseudomembranosa, pode ocorrer asfixia mecânica aguda no paciente, o que muitas vezes exige imediata traqueostomia para evitar a morte. A descrição acima é característica de:
- A. vírus sincicial respiratório;
- B. difteria; ✓
- C. faringo-amigdalite por estreptococo;
- D. sífilis;
- E. sarampo. Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT0 Residência Médica FGV Conhecimento Acesso Direto Tipo 1 – ADAceDirT01 Realização
Comentário OsceLabs
Placas pseudomembranosas branco-acinzentadas, ADERENTES e que sangram ao serem removidas, invadindo estruturas vizinhas, com toxemia desproporcional a dor de garganta discreta, febre baixa e 'pescoco taurino' por adenomegalia e edema periganglionar: e difteria, doenca imunoprevenivel pela vacina com toxoide (DTP/dT/dTpa). A faringoamigdalite estreptococica (C) da exsudato friavel, dor intensa e febre alta; sarampo (E) e viral e exantematica; sifilis (D) nao forma pseudomembrana asfixiante; e o virus sincicial respiratorio (A) causa bronquiolite. Resposta B.
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