Prova ENARE 2025/2026 com gabarito (PDF)
Abaixo você baixa o caderno e o gabarito da edição ENARE 2025/2026 — de graça, sem cadastro.
objetiva — acesso direto (ENAMED)
Nesta edição o acesso direto passou a usar a nota do ENAMED (INEP) — a prova É o ENAMED 2025. Provas R+ (pré-requisito, FGV) não foram publicadas.
Prova comentada, questão a questão
Gabarito oficial + comentário autoral da equipe OsceLabs em cada questão. Clique na questão pra abrir.
Questão 1Mulher de 58 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e em tratamento irregular, é encaminhada ao ambulatório de clínica médica de atenção secundária. Queixa-se de fadiga e dispneia aos esforços, com piora progressiva. Ao exame físico, é observado ritmo cardíaco regular em 4 tempos (B3 + B4), sem sopros no precórdio, mas com crépitos em bases pulmonares; pressão arterial: 148 x 90 mmHg. Ecocardiograma transtorácico evidencia hipertrofia ventricular esquerda concêntrica, associada com fração de ejeção de 38% (por Simpson). Exames laboratoriais normais, salvo pela elevação sérica de peptídeo natriurético tipo B (BNP). Para melhorar o controle da HAS e o prognóstico da paciente, o tratamento com inibidor da enzima conversora de angiotensina foi mantido, e o especialista optou por associar determinado fármaco, devido ao impacto positivo no prognóstico de sobrevida dessa paciente. O fármaco introduzido no tratamento da paciente foiGabarito: A
Mulher de 58 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e em tratamento irregular, é encaminhada ao ambulatório de clínica médica de atenção secundária. Queixa-se de fadiga e dispneia aos esforços, com piora progressiva. Ao exame físico, é observado ritmo cardíaco regular em 4 tempos (B3 + B4), sem sopros no precórdio, mas com crépitos em bases pulmonares; pressão arterial: 148 x 90 mmHg. Ecocardiograma transtorácico evidencia hipertrofia ventricular esquerda concêntrica, associada com fração de ejeção de 38% (por Simpson). Exames laboratoriais normais, salvo pela elevação sérica de peptídeo natriurético tipo B (BNP). Para melhorar o controle da HAS e o prognóstico da paciente, o tratamento com inibidor da enzima conversora de angiotensina foi mantido, e o especialista optou por associar determinado fármaco, devido ao impacto positivo no prognóstico de sobrevida dessa paciente. O fármaco introduzido no tratamento da paciente foi
- A. espironolactona. ✓
- B. clortalidona.
- C. hidralazina.
- D. clonidina.
Comentário OsceLabs
Dispneia, B3, crepitantes e FE 38% definem IC com fracao de ejecao reduzida, ja em IECA. Entre as opcoes, so a espironolactona (antagonista mineralocorticoide) tem beneficio comprovado de sobrevida na ICFEr, alem de ajudar no controle pressorico. Clortalidona e diuretico de alivio sintomatico, sem impacto prognostico; hidralazina isolada (sem nitrato) e clonidina nao reduzem mortalidade e a clonidina ainda piora o perfil na IC. Resposta A.
Questão 3Homem de 45 anos foi encontrado inconsciente por familiares junto a uma escada de sua casa. Familiares o conduziram em carro próprio, sem medidas-padrão de atendimento pré- hospitalar. Não sabem por quanto tempo ficou desacordado e nem sobre o histórico de saúde. Quando deu entrada no pronto-socorro, encontrava-se inconsciente, com equimose e escoriações na região orbital e palpebral direita, além de escoriações na região cervical posterior e em membros à direita. Não apresentava resposta ao comando verbal, mas respirava espontaneamente com frequência normal. Pressão arterial de 140 x 90 mmHg e pupilas isocóricas. Durante a avaliação, abriu os olhos e começou a se mexer, ainda sem responder a questões ou comandos. Após 30 minutos começou a responder, mas informava não se lembrar de ter caído da escada. Considerando o quadro, a conduta adequada éGabarito: A
Homem de 45 anos foi encontrado inconsciente por familiares junto a uma escada de sua casa. Familiares o conduziram em carro próprio, sem medidas-padrão de atendimento pré- hospitalar. Não sabem por quanto tempo ficou desacordado e nem sobre o histórico de saúde. Quando deu entrada no pronto-socorro, encontrava-se inconsciente, com equimose e escoriações na região orbital e palpebral direita, além de escoriações na região cervical posterior e em membros à direita. Não apresentava resposta ao comando verbal, mas respirava espontaneamente com frequência normal. Pressão arterial de 140 x 90 mmHg e pupilas isocóricas. Durante a avaliação, abriu os olhos e começou a se mexer, ainda sem responder a questões ou comandos. Após 30 minutos começou a responder, mas informava não se lembrar de ter caído da escada. Considerando o quadro, a conduta adequada é
- A. tomografia de crânio, face e coluna cervical; radiografia de membros; manter o paciente em observação por 12 horas. ✓
- B. radiografia de crânio, coluna cervical e membros em duas posições; internar o paciente para observação.
- C. tomografia de crânio, face e radiografia de membros; liberar o paciente para observação domiciliar.
- D. radiografia de crânio e face; radiografia de membros; internar o paciente por 24 horas.
Comentário OsceLabs
Queda de escada com perda de consciencia, amnesia para o evento e trauma de face e cervical: e TCE com criterio de neuroimagem. A TC de cranio e face avalia lesao intracraniana e fraturas, e a TC de coluna cervical e obrigatoria em paciente que ficou inconsciente e nao pode ser examinado com confiabilidade. Radiografia de cranio nao exclui hematoma intracraniano (B e D). Liberar para casa (C) e inseguro. Resposta A.
Questão 4Paciente de 30 anos procurou consultório de ginecologia relatando fadiga, dismenorreia progressiva e dispareunia de profundidade. Toque vaginal: útero de volume normal, retroversofletido, dor à mobilização do colo. Com base nessas informações, a principal hipótese diagnóstica éGabarito: D
Paciente de 30 anos procurou consultório de ginecologia relatando fadiga, dismenorreia progressiva e dispareunia de profundidade. Toque vaginal: útero de volume normal, retroversofletido, dor à mobilização do colo. Com base nessas informações, a principal hipótese diagnóstica é
- A. doença inflamatória pélvica.
- B. miomatose uterina.
- C. cisto hemorrágico.
- D. endometriose. ✓
Comentário OsceLabs
Dismenorreia progressiva, dispareunia de profundidade e dor a mobilizacao do colo com utero normal e retroversofletido compoem a triade classica da endometriose. DIP aguda cursa com febre, corrimento purulento e quadro de dias, nao de anos; miomatose costuma dar sangramento aumentado e utero de volume aumentado; cisto hemorragico e evento agudo e unilateral, nao progressivo. Resposta D.
Questão 5Homem de 28 anos, estudante universitário, residente em zona urbana, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) referindo aparecimento de lesão cutânea em região dorsal da mão, cerca de 1 mês após ter sofrido arranhadura de gato de rua. A lesão apresenta úlceras com presença de crostas além de nodulações próximas. Foi submetido à biópsia da lesão cutânea e cultura de material. Observou-se dermatite granulomatosa difusa, presença de corpos asteroides e material eosinofílico ao redor de células características. Qual é a principal hipótese diagnóstica e o respectivo tratamento para esse caso?Gabarito: C
Homem de 28 anos, estudante universitário, residente em zona urbana, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) referindo aparecimento de lesão cutânea em região dorsal da mão, cerca de 1 mês após ter sofrido arranhadura de gato de rua. A lesão apresenta úlceras com presença de crostas além de nodulações próximas. Foi submetido à biópsia da lesão cutânea e cultura de material. Observou-se dermatite granulomatosa difusa, presença de corpos asteroides e material eosinofílico ao redor de células características. Qual é a principal hipótese diagnóstica e o respectivo tratamento para esse caso?
- A. Furunculose; cefalexina por 7 dias.
- B. Herpes-zoster; aciclovir por 10 dias.
- C. Esporotricose; itraconazol por 120 dias. ✓
- D. Paracoccidioidomicose; anfotericina B por 30 dias. ÁREA LIVRE 2
Comentário OsceLabs
Arranhadura de gato seguida, semanas depois, de ulcera com crostas e nodulos ascendentes pelo trajeto linfatico e a forma linfocutanea da esporotricose; a histologia com dermatite granulomatosa e corpos asteroides (fenomeno de Splendore-Hoeppli) fecha o diagnostico. O tratamento de escolha e itraconazol, mantido por 3 a 6 meses (ate 1 mes apos a cura clinica). Furunculose e herpes-zoster nao dao granuloma; PCM tem porta de entrada inalatoria. Resposta C.
Questão 6Observe o encaminhamento realizado por um médico de família. “À cardiologia, Encaminho o Sr. J. L. S., de 56 anos, com diagnóstico de cardiopatia isquêmica, que sofreu um infarto agudo do miocárdio há 3 meses. Tem orientação para o uso de antiagregantes plaquetários, mas tem história de úlcera péptica e teve reação alérgica ao clopidogrel e à ticlopidina. Desta forma, solicito orientação quanto à conduta preventiva.” Ao ser assistido pelo cardiologista, o paciente será atendido em qual nível de atenção e receberá que tipo de prevenção, respectivamente?Gabarito: B
Observe o encaminhamento realizado por um médico de família. “À cardiologia, Encaminho o Sr. J. L. S., de 56 anos, com diagnóstico de cardiopatia isquêmica, que sofreu um infarto agudo do miocárdio há 3 meses. Tem orientação para o uso de antiagregantes plaquetários, mas tem história de úlcera péptica e teve reação alérgica ao clopidogrel e à ticlopidina. Desta forma, solicito orientação quanto à conduta preventiva.” Ao ser assistido pelo cardiologista, o paciente será atendido em qual nível de atenção e receberá que tipo de prevenção, respectivamente?
- A. Primário; secundário.
- B. Secundário; secundário. ✓
- C. Terciário; terciário.
- D. Quaternário; terciário.
Comentário OsceLabs
Sao duas perguntas diferentes. O nivel de atencao refere-se a complexidade do servico: o cardiologista em ambulatorio de referencia e atencao secundaria. Ja o tipo de prevencao refere-se ao momento da historia natural da doenca: o paciente ja infartou, e o objetivo e evitar recorrencia e progressao, ou seja, prevencao secundaria. Terciario e quaternario descrevem outra coisa (reabilitacao e protecao contra iatrogenia). Resposta B.
Questão 8Mulher de 20 anos procura atendimento médico no ambulatório de clínica médica de referência devido a quadro iniciado há 3 meses, com dor e edema articular acometendo articulações das mãos (interfalangeanas proximais, metacarpofalangeanas e punhos), assim como cotovelos, joelhos e tornozelos. Relata rigidez matinal que persiste por mais de 2 horas. O exame físico confirma dor e edema nas articulações descritas, além de mucosas hipocoradas (++/4+), sem outras alterações. A hipótese diagnóstica a ser considerada, o achado laboratorial esperado e a primeira linha de tratamento indicada são, respectivamente,Gabarito: B
Mulher de 20 anos procura atendimento médico no ambulatório de clínica médica de referência devido a quadro iniciado há 3 meses, com dor e edema articular acometendo articulações das mãos (interfalangeanas proximais, metacarpofalangeanas e punhos), assim como cotovelos, joelhos e tornozelos. Relata rigidez matinal que persiste por mais de 2 horas. O exame físico confirma dor e edema nas articulações descritas, além de mucosas hipocoradas (++/4+), sem outras alterações. A hipótese diagnóstica a ser considerada, o achado laboratorial esperado e a primeira linha de tratamento indicada são, respectivamente,
- A. esclerose sistêmica; níveis elevados de creatina quinase; prednisona.
- B. artrite reumatoide; pesquisa de fator reumatoide (FR) positivo; metotrexato. ✓
- C. lúpus eritematoso sistêmico; FAN com padrão nuclear pontilhado fino denso; cloroquina.
- D. doença mista do tecido conjuntivo; FAN com padrão nuclear pontilhado fino; azatioprina.
Comentário OsceLabs
Poliartrite simetrica, aditiva, de pequenas articulacoes das maos (IFP e MCF, poupando IFD), com rigidez matinal maior que 1 hora por 3 meses e anemia de doenca cronica: e artrite reumatoide. Espera-se fator reumatoide (e anti-CCP) positivo, e a primeira linha de DMARD e o metotrexato. Corticoide isolado nao modifica a doenca. Poupar IFD e a rigidez prolongada afastam osteoartrite e as demais colagenoses listadas. Resposta B.
Questão 12Homem de 52 anos, branco, solteiro, comparece à consulta agendada na Unidade Básica de Saúde (UBS) desejando realizar revisão clínica e exames laboratoriais. Desde os 35 anos não faz acompanhamento de saúde. Relata história familiar de diabetes e hipertensão, e a mãe faleceu com câncer de pulmão. Sem história familiar de câncer de próstata. Fuma cerca de 2 maços por dia há 21 anos. Exame físico: pressão arterial de 120 x 80 mmHg, índice de massa corporal de 23 kg/m2, sem outras alterações. Considerando as recomendações de rastreamento para esse paciente, o médico de família e comunidade deveGabarito: D
Homem de 52 anos, branco, solteiro, comparece à consulta agendada na Unidade Básica de Saúde (UBS) desejando realizar revisão clínica e exames laboratoriais. Desde os 35 anos não faz acompanhamento de saúde. Relata história familiar de diabetes e hipertensão, e a mãe faleceu com câncer de pulmão. Sem história familiar de câncer de próstata. Fuma cerca de 2 maços por dia há 21 anos. Exame físico: pressão arterial de 120 x 80 mmHg, índice de massa corporal de 23 kg/m2, sem outras alterações. Considerando as recomendações de rastreamento para esse paciente, o médico de família e comunidade deve
- A. solicitar exames de colesterol total e frações, hemograma, glicemia de jejum, creatinina, PSA, radiografia de tórax, colonoscopia, realizar toque retal; orientar sobre a prática de atividade física regular.
- B. solicitar exames de colesterol total, glicemia de jejum, pesquisa de sangue oculto nas fezes, PSA, ofertar anti-HIV e HBsAg, realizar toque retal; orientar sobre participação no grupo na UBS para abandono do tabagismo.
- C. abordar mudanças no estilo de vida e cessação do tabagismo; acompanhar, em consultas longitudinais, as futuras possibilidades de exames complementares, quando o paciente atingir faixa etária para investigações adicionais.
- D. solicitar exames de colesterol total, HDL e triglicerídeos, glicemia de jejum, pesquisa de sangue oculto nas fezes, ofertar testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C; realizar abordagem sobre possibilidade de cessação do tabagismo. ÁREA LIVRE ✓
Comentário OsceLabs
Homem de 52 anos, tabagista pesado, sem cancer de prostata na familia. O rastreio com respaldo e: perfil lipidico, glicemia, rastreio de cancer colorretal (ja na faixa etaria), testes rapidos para HIV, sifilis e hepatites, e sobretudo a abordagem da cessacao do tabagismo, a intervencao de maior impacto no caso. PSA e toque retal nao sao rastreio populacional recomendado (A e B); nao agir (C) perde as oportunidades ja indicadas para a idade. Resposta D.
Questão 13Mulher de 32 anos, parda, ensino fundamental incompleto, trabalhadora rural, diarista no plantio de morango, procura Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixas de tonturas, dores de cabeça, cansaço, náuseas e falta de ar. Ela referiu que desde os 20 anos sofre com dores de cabeça frequentes, mas há 2 semanas, após uma pulverização de agrotóxicos, começou a apresentar os sintomas descritos. Disse ainda que sua colega de trabalho apresentava queixas similares. Ao ouvir esses relatos, a médica da UBS suspeita de intoxicação aguda por agrotóxicos. Nessa situação, qual é a conduta adequada a ser adotada na assistência?Gabarito: C
Mulher de 32 anos, parda, ensino fundamental incompleto, trabalhadora rural, diarista no plantio de morango, procura Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixas de tonturas, dores de cabeça, cansaço, náuseas e falta de ar. Ela referiu que desde os 20 anos sofre com dores de cabeça frequentes, mas há 2 semanas, após uma pulverização de agrotóxicos, começou a apresentar os sintomas descritos. Disse ainda que sua colega de trabalho apresentava queixas similares. Ao ouvir esses relatos, a médica da UBS suspeita de intoxicação aguda por agrotóxicos. Nessa situação, qual é a conduta adequada a ser adotada na assistência?
- A. Encaminhar como caso suspeito ao centro de referência em saúde do trabalhador estadual e formalizar denúncia ao Ministério Público do Trabalho.
- B. Estabelecer nexo causal entre os sintomas e os resultados de exames complementares, para confirmar diagnóstico de intoxicação por agrotóxicos, e notificar a Vigilância em Saúde municipal.
- C. Tratar os sintomas, solicitar exames complementares, notificar o caso no Sistema de Notificação de Agravos e Doenças (Sinan), conceder atestado médico e solicitar matriciamento à Vigilância em Saúde do Trabalhador. ✓
- D. Informar não ser responsável pelo preenchimento da comunicação de acidente de trabalho (CAT), por ser atribuição exclusiva da medicina do trabalho, no centro municipal de referência em saúde do trabalhador.
Comentário OsceLabs
Intoxicacao aguda por agrotoxico e agravo de notificacao compulsoria: notifica-se o CASO SUSPEITO, sem esperar confirmacao laboratorial (o que invalida B). A conduta assistencial reune tratamento sintomatico, exames, notificacao no Sinan, afastamento do agente com atestado e articulacao/matriciamento com a Vigilancia em Saude do Trabalhador. Denunciar ao MPT nao substitui o cuidado (A), e a CAT pode e deve ser emitida pelo medico assistente (D). Resposta C.
Questão 14Pais de um menino de 10 anos levam a criança para avaliação médica em Unidade Básica de Saúde (UBS). Relatam que seu filho se dá bem com a família até que não lhe seja permitido fazer algo que deseja. Quando isso ocorre, ele fica irritado, impulsivamente agressivo e agitado por várias horas. Assim que se acalma ou consegue o que quer, fica feliz e agradável novamente. Os pais entendem que o filho parece agir deliberadamente para aborrecer os outros e nunca assume a culpa por seus próprios erros ou mau comportamento. Relatam ainda que ele discute com adultos ou figuras de autoridade e em várias situações não aceita as regras de boa convivência com os familiares. Considerando o caso descrito, qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: B
Pais de um menino de 10 anos levam a criança para avaliação médica em Unidade Básica de Saúde (UBS). Relatam que seu filho se dá bem com a família até que não lhe seja permitido fazer algo que deseja. Quando isso ocorre, ele fica irritado, impulsivamente agressivo e agitado por várias horas. Assim que se acalma ou consegue o que quer, fica feliz e agradável novamente. Os pais entendem que o filho parece agir deliberadamente para aborrecer os outros e nunca assume a culpa por seus próprios erros ou mau comportamento. Relatam ainda que ele discute com adultos ou figuras de autoridade e em várias situações não aceita as regras de boa convivência com os familiares. Considerando o caso descrito, qual é o diagnóstico mais provável?
- A. Transtorno afetivo bipolar.
- B. Transtorno de oposição desafiante. ✓
- C. Transtorno disruptivo da desregulação do humor.
- D. Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. ÁREA LIVRE 4
Comentário OsceLabs
Padrao de irritabilidade e desafio dirigido a figuras de autoridade, com recusa de regras, culpabilizacao dos outros e retorno ao humor normal assim que a frustracao cessa: e o transtorno de oposicao desafiante. No transtorno disruptivo da desregulacao do humor a irritabilidade e persistente TAMBEM entre as crises; no bipolar ha episodios de humor com duracao de dias; no TDAH o nucleo e desatencao e hiperatividade, nao a oposicao. Resposta B.
Questão 15Homem de 50 anos, queixando-se de astenia e constipação com fezes em fita. Há 15 dias, apresenta edema de membros inferiores até a raiz da região crural, bilateralmente, com pouca melhora à elevação dos membros. Ele perdeu 10 kg em 6 meses. Nega hipertensão arterial e diabetes mellitus e não faz uso de medicamento. Os exames do paciente apresentaram os seguintes resultados: Exame Resultado Valor de referência Pressão arterial 130 x 80 mmHg --- Peso 70 kg --- Hematócrito 35% 48 a 69% Glicemia 88 mg/dL 60 a 100 mg/dL Albumina sérica 1,8 g/dL 3,8 a 4,8 g/dL Creatinina 1,2 mg/dL 0,7 a 1,3 mg/dL Triglicerídeos 200 mg/dL < 150 mg/dL Proteína urinária de 24 horas 3,6 g/24 horas < 100 mg/24 horas Sedimentos proteínas +++ hemácias + (5 por campo) --- Dentre esses achados laboratoriais, quais são necessários para a definição da síndrome renal do paciente?Gabarito: A
Homem de 50 anos, queixando-se de astenia e constipação com fezes em fita. Há 15 dias, apresenta edema de membros inferiores até a raiz da região crural, bilateralmente, com pouca melhora à elevação dos membros. Ele perdeu 10 kg em 6 meses. Nega hipertensão arterial e diabetes mellitus e não faz uso de medicamento. Os exames do paciente apresentaram os seguintes resultados: Exame Resultado Valor de referência Pressão arterial 130 x 80 mmHg --- Peso 70 kg --- Hematócrito 35% 48 a 69% Glicemia 88 mg/dL 60 a 100 mg/dL Albumina sérica 1,8 g/dL 3,8 a 4,8 g/dL Creatinina 1,2 mg/dL 0,7 a 1,3 mg/dL Triglicerídeos 200 mg/dL < 150 mg/dL Proteína urinária de 24 horas 3,6 g/24 horas < 100 mg/24 horas Sedimentos proteínas +++ hemácias + (5 por campo) --- Dentre esses achados laboratoriais, quais são necessários para a definição da síndrome renal do paciente?
- A. Proteína urinária de 24 horas = 3,6 g e albumina sérica = 1,8 g/dL. ✓
- B. Proteína urinária de 24 horas = 3,6 g e triglicerídeos = 200 mg/dL.
- C. Hematúria e triglicerídeos = 200 mg/dL.
- D. Hematúria e albumina sérica = 1,8 g/dL.
Comentário OsceLabs
A sindrome nefrotica e definida por proteinuria maior que 3,5 g/24h associada a hipoalbuminemia. Sao esses dois achados que fecham a definicao no caso (3,6 g/24h e albumina 1,8 g/dL) e explicam o edema. Hiperlipidemia (triglicerideos 200) e edema sao consequencias, achados de apoio, mas nao criterios definidores; hematuria discreta aponta para componente nefritico e nao define a sindrome. Resposta A.
Questão 16Recém-nascido de 15 dias, a termo, Apgar 8/9, peso e comprimento ao nascer de 2.600 g e 46 cm, respectivamente, com síndrome de Down, e cuja gestação não apresentou outras intercorrências. Está na consulta de puericultura com peso e comprimento atuais de 2.900 g e 47 cm, respectivamente. Para o acompanhamento pôndero-estatural, os dados devem ser plotados nasGabarito: B
Recém-nascido de 15 dias, a termo, Apgar 8/9, peso e comprimento ao nascer de 2.600 g e 46 cm, respectivamente, com síndrome de Down, e cuja gestação não apresentou outras intercorrências. Está na consulta de puericultura com peso e comprimento atuais de 2.900 g e 47 cm, respectivamente. Para o acompanhamento pôndero-estatural, os dados devem ser plotados nas
- A. curvas de crescimento da OMS desde o nascimento até a adolescência.
- B. curvas de crescimento específicas para síndrome de Down desde o nascimento. ✓
- C. curvas de crescimento da OMS, corrigindo o peso e o comprimento para síndrome de Down.
- D. curvas de crescimento da OMS até os dois anos e, a partir daí, em curvas específicas para síndrome de Down.
Comentário OsceLabs
Criancas com sindrome de Down tem padrao proprio de crescimento (menor peso e estatura, com trajetoria distinta), de modo que plotar em curva de populacao geral gera rotulos falsos de desnutricao ou baixa estatura. Por isso o acompanhamento pondero-estatural usa as curvas especificas para sindrome de Down desde o nascimento. Nao existe 'correcao' de valores para aplicar na curva da OMS, e a troca de curva aos 2 anos nao tem respaldo. Resposta B.
Questão 17Paciente de 20 anos, sexo masculino, vítima de colisão “automóvel a muro”, sem cinto de segurança, é atendido ainda na cena pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU). Exame físico: paciente torporoso; saturação de O2 de 60%, em ar ambiente; frequência respiratória de 28 irpm; frequência cardíaca de 112 bpm; pressão arterial de 90 x 50 mmHg. Desvio da traqueia para a direita, turgência de veias jugulares, hipofonese de bulhas cardíacas e diminuição acentuada do murmúrio vesicular à esquerda. Qual é a conduta adequada no atendimento pré-hospitalar?Gabarito: D
Paciente de 20 anos, sexo masculino, vítima de colisão “automóvel a muro”, sem cinto de segurança, é atendido ainda na cena pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU). Exame físico: paciente torporoso; saturação de O2 de 60%, em ar ambiente; frequência respiratória de 28 irpm; frequência cardíaca de 112 bpm; pressão arterial de 90 x 50 mmHg. Desvio da traqueia para a direita, turgência de veias jugulares, hipofonese de bulhas cardíacas e diminuição acentuada do murmúrio vesicular à esquerda. Qual é a conduta adequada no atendimento pré-hospitalar?
- A. Reposição volêmica.
- B. Cricotireoidostomia.
- C. Pericardiocentese.
- D. Toracocentese. ✓
Comentário OsceLabs
Desvio contralateral da traqueia, turgencia jugular, hipofonese de bulhas e abolicao do murmurio a esquerda, com hipotensao e hipoxemia grave, definem pneumotorax hipertensivo a esquerda. O diagnostico e clinico e o tratamento e imediato: descompressao por puncao (toracocentese de alivio), antes de qualquer imagem. Pericardiocentese trata tamponamento (que nao desvia traqueia nem abole murmurio); volume e cricotireoidostomia nao resolvem a causa. Resposta D.
Questão 18Paciente de 16 anos comparece ao ambulatório para mostrar os resultados dos exames complementares solicitados na consulta anterior. Está preocupada porque todas as colegas da mesma idade já menstruaram e ela não. O fenótipo é feminino, com pelos pubianos e axilares esparsos. Os exames complementares evidenciam ausência do útero à ultrassonografia pélvica, dosagem sérica do hormônio folículo estimulante (FSH) normal, dosagem de testosterona sérica compatível com níveis do sexo masculino e cariótipo 46 XY. Com base no quadro clínico e nos dados apresentados, a principal hipótese diagnóstica dessa paciente éGabarito: D
Paciente de 16 anos comparece ao ambulatório para mostrar os resultados dos exames complementares solicitados na consulta anterior. Está preocupada porque todas as colegas da mesma idade já menstruaram e ela não. O fenótipo é feminino, com pelos pubianos e axilares esparsos. Os exames complementares evidenciam ausência do útero à ultrassonografia pélvica, dosagem sérica do hormônio folículo estimulante (FSH) normal, dosagem de testosterona sérica compatível com níveis do sexo masculino e cariótipo 46 XY. Com base no quadro clínico e nos dados apresentados, a principal hipótese diagnóstica dessa paciente é
- A. disgenesia gonadal.
- B. malformação Mulleriana.
- C. obstrução do trato genital.
- D. insensibilidade androgênica. ✓
Comentário OsceLabs
Fenotipo feminino, amenorreia primaria, pelos pubianos e axilares escassos, ausencia de utero, testosterona em nivel masculino e cariotipo 46 XY: e a sindrome de insensibilidade androgenica (receptor androgenico nao funcionante, com hormonio antimulleriano testicular suprimindo os ductos de Muller). Disgenesia gonadal cursa com FSH elevado; malformacao mulleriana e obstrucao ocorrem em cariotipo 46 XX com pelos normais. Resposta D.
Questão 19Mulher de 82 anos, sem história prévia de hipertensão, comparece à consulta preocupada porque aferiu a pressão na farmácia há 1 semana e estava em 146 x 86 mmHg. Em outra aferição, há 2 semanas, na unidade de saúde, a pressão estava em 144 x 88 mmHg. No momento da consulta, a pressão está em 148 x 88 mmHg. Não apresenta sintomas nem está em acompanhamento de outros agravos neste momento. Qual é a abordagem adequada nesse caso?Gabarito: D
Mulher de 82 anos, sem história prévia de hipertensão, comparece à consulta preocupada porque aferiu a pressão na farmácia há 1 semana e estava em 146 x 86 mmHg. Em outra aferição, há 2 semanas, na unidade de saúde, a pressão estava em 144 x 88 mmHg. No momento da consulta, a pressão está em 148 x 88 mmHg. Não apresenta sintomas nem está em acompanhamento de outros agravos neste momento. Qual é a abordagem adequada nesse caso?
- A. Referenciar ao cardiologista para um manejo específico.
- B. Solicitar holter 24 horas e ecocardiograma para ampliar a avaliação.
- C. Prescrever losartana 50 mg, 1 comprimido à noite, com monitoramento da pressão arterial na unidade.
- D. Realizar uma conduta expectante, sem necessidade de medicamentos, com monitoramento de pressão arterial na unidade. ÁREA LIVRE ÁREA LIVRE 5 ✓
Comentário OsceLabs
Tres aferencias entre 144 e 148 x 86 a 88 mmHg em idosa de 82 anos, assintomatica, configuram elevacao limitrofe que nao justifica iniciar farmaco de imediato: nessa faixa etaria a meta e mais permissiva e o risco de hipotensao e queda e real. A conduta e monitorar a PA e reforcar medidas nao farmacologicas. Encaminhar ao cardiologista e pedir holter/ecocardiograma sao exames desnecessarios nesse momento. Resposta D.
Questão 20Mulher travesti de 28 anos, profissional do sexo, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) em demanda espontânea. Relata relações sexuais frequentes com diferentes parceiros, com uso inconsistente de preservativos, principalmente durante relações anais receptivas. Há 2 dias teve uma relação sexual desprotegida com um cliente que se recusou a usar camisinha. Nunca utilizou medicamento para profilaxia pré-exposição (PrEP) ou pós- exposição (PEP) à infecção pelo HIV. Considerando que a paciente está assintomática no momento, qual a melhor estratégia de prevenção?Gabarito: C
Mulher travesti de 28 anos, profissional do sexo, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) em demanda espontânea. Relata relações sexuais frequentes com diferentes parceiros, com uso inconsistente de preservativos, principalmente durante relações anais receptivas. Há 2 dias teve uma relação sexual desprotegida com um cliente que se recusou a usar camisinha. Nunca utilizou medicamento para profilaxia pré-exposição (PrEP) ou pós- exposição (PEP) à infecção pelo HIV. Considerando que a paciente está assintomática no momento, qual a melhor estratégia de prevenção?
- A. Prescrever PrEP após resultado não reagente para HIV; indicar PEP após tratamento inicial e orientar rastreamento de ISTs a cada 3 meses.
- B. Oferecer teste rápido para HIV e sífilis; prescrever PrEP de início imediato; orientar sobre as vacinas disponíveis no SUS para seu grupo populacional.
- C. Realizar testagem rápida para HIV e sífilis; prescrever PEP mediante resultado não reagente para HIV e programar início da PrEP após término da PEP. ✓
- D. Prescrever PEP e PrEP de forma concomitante; solicitar sorologias para ISTs; agendar retorno para analisar os resultados e revisar adesão ao tratamento.
Comentário OsceLabs
A relacao desprotegida ocorreu ha 2 dias, dentro da janela de 72 horas: a indicacao imediata e PEP, sempre precedida de teste rapido para HIV (a profilaxia so vale se o resultado for nao reagente). A PrEP nao substitui a PEP em exposicao ja consumada e nao se usam as duas ao mesmo tempo; ela e programada para o termino da PEP, dado o alto risco continuado da paciente. Resposta C.
Questão 21Mulher de 21 anos comparece à consulta médica em Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação de amenorreia há 4 meses, sendo descartada gravidez. Paciente relata que há 10 meses iniciou dieta para perder peso, tendo emagrecido nesse período aproximadamente 30 kg. Há 2 dias relata desmaio durante prática de exercício físico e, por isso, realizou eletrocardiograma (ECG) que indicou alterações no segmento ST e na onda T. Paciente nega histórico de diagnóstico de transtorno mental, mora sozinha e sua família é de outra cidade. Afirma manter o padrão alimentar, pois ainda quer perder peso. Ao exame físico, apresenta palidez de mucosa e turgor cutâneo diminuído. Altura = 1,63 m; peso = 39 kg (IMC = 14,7 kg/m2); pressão arterial = 80 x 60 mmHg; frequência cardíaca = 55 bpm e frequência respiratória = 15 irpm. Qual é a conduta adequada nesse momento?Gabarito: A
Mulher de 21 anos comparece à consulta médica em Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação de amenorreia há 4 meses, sendo descartada gravidez. Paciente relata que há 10 meses iniciou dieta para perder peso, tendo emagrecido nesse período aproximadamente 30 kg. Há 2 dias relata desmaio durante prática de exercício físico e, por isso, realizou eletrocardiograma (ECG) que indicou alterações no segmento ST e na onda T. Paciente nega histórico de diagnóstico de transtorno mental, mora sozinha e sua família é de outra cidade. Afirma manter o padrão alimentar, pois ainda quer perder peso. Ao exame físico, apresenta palidez de mucosa e turgor cutâneo diminuído. Altura = 1,63 m; peso = 39 kg (IMC = 14,7 kg/m2); pressão arterial = 80 x 60 mmHg; frequência cardíaca = 55 bpm e frequência respiratória = 15 irpm. Qual é a conduta adequada nesse momento?
- A. Solicitar internação em enfermaria de clínica médica. ✓
- B. Encaminhar para internação em enfermaria de saúde mental.
- C. Continuar a investigação para causas da amenorreia na UBS.
- D. Acompanhar em ambulatório do Centro de Atenção Psicossocial (CAPs). ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
IMC 14,7 kg/m2 com perda de 30 kg, amenorreia, distorcao da imagem corporal, sincope, PA 80x60, bradicardia e alteracoes de ST e onda T: e anorexia nervosa com INSTABILIDADE CLINICA. Nesse cenario a prioridade nao e o leito psiquiatrico nem o seguimento ambulatorial, e sim a internacao clinica para renutricao monitorizada (risco de sindrome de realimentacao e arritmia). O suporte psiquiatrico entra em paralelo. Resposta A.
Questão 22Mulher de 65 anos iniciou quadro de lentidão dos movimentos há 6 meses, com dificuldade para amarrar sapatos, abotoar roupas e digitar. Ao caminhar, apresentava passos mais curtos e sensação de instabilidade, com 1 episódio de queda. Concomitantemente apresentou tremores nas mãos, de repouso, associados à rigidez e alteração do padrão do sono. Nega alterações de memória e cognição. Ao exame físico apresentava fácies em máscara, marcha em pequenos passos, frequência cardíaca de 88 bpm com ausculta sem alterações, pressão arterial de 130 x 80 mmHg, tremores assimétricos na manobra dos braços estendidos, hipertonia em roda dentada. A ressonância nuclear magnética realizada há 2 semanas constatou atrofia cerebral compatível com a idade. O tratamento medicamentoso inicial recomendado para o caso clínico seráGabarito: A
Mulher de 65 anos iniciou quadro de lentidão dos movimentos há 6 meses, com dificuldade para amarrar sapatos, abotoar roupas e digitar. Ao caminhar, apresentava passos mais curtos e sensação de instabilidade, com 1 episódio de queda. Concomitantemente apresentou tremores nas mãos, de repouso, associados à rigidez e alteração do padrão do sono. Nega alterações de memória e cognição. Ao exame físico apresentava fácies em máscara, marcha em pequenos passos, frequência cardíaca de 88 bpm com ausculta sem alterações, pressão arterial de 130 x 80 mmHg, tremores assimétricos na manobra dos braços estendidos, hipertonia em roda dentada. A ressonância nuclear magnética realizada há 2 semanas constatou atrofia cerebral compatível com a idade. O tratamento medicamentoso inicial recomendado para o caso clínico será
- A. levodopa e carbidopa. ✓
- B. donepezila e memantina.
- C. propranalol e amantadina.
- D. atorvastatina e baclofeno.
Comentário OsceLabs
Bradicinesia com tremor de repouso assimetrico, rigidez em roda denteada, marcha em pequenos passos, facies em mascara e distubio do sono, sem alteracao cognitiva e com RM sem lesao estrutural: doenca de Parkinson. O tratamento sintomatico mais eficaz, sobretudo em idosos, e levodopa associada a carbidopa. Donepezila/memantina tratam demencia; propranolol e do tremor essencial; estatina e baclofeno nao tem papel aqui. Resposta A.
Questão 23A violência contra adolescentes pode ter várias causas e atores. Os sinais que demonstram essas ações podem ser indiretos, mas devem ser observados pelos profissionais da saúde. Assinale a alternativa com a situação em que se deve notificar o Conselho Tutelar.Gabarito: B
A violência contra adolescentes pode ter várias causas e atores. Os sinais que demonstram essas ações podem ser indiretos, mas devem ser observados pelos profissionais da saúde. Assinale a alternativa com a situação em que se deve notificar o Conselho Tutelar.
- A. Manuel, 15 anos, abandonado pelos pais e sob os cuidados de uma família acolhedora, apresenta febre, vômitos, petéquias que evoluem para púrpuras em MMII e SS, rigidez de nuca e história vacinal desconhecida.
- B. Michele, 13 anos, está morando temporariamente com os tios enquanto a mãe faz um curso no exterior. Há 1 mês vem apresentando equimoses em face, pernas, coxas, em vários estágios de evolução, e evita falar sobre o fato. ✓
- C. Felipe, 11 anos, acolhido em um abrigo desde os 9 anos, há 3 dias está mais recolhido no seu quarto e dorme quase o tempo todo. Apresenta febre, muita dor no corpo e retro- orbitária, sangramento gengival quando escova os dentes e petéquias pelo corpo.
- D. Edilene, 16 anos, que cumpre medidas socioeducativas em uma instituição do Estado, apresenta várias equimoses nos membros superiores e inferiores, além do tronco. Refere também suores noturnos, febre inexplicada, perda de peso e linfonodos aumentados de tamanho em região cervical, supraclavicular e inguinal bilateralmente. ÁREA LIVRE 6
Comentário OsceLabs
O que obriga a notificacao ao Conselho Tutelar e a suspeita de violencia, nao a gravidade clinica. Equimoses em face e membros EM VARIOS ESTAGIOS DE EVOLUCAO, em adolescente que evita falar sobre o assunto, e o padrao classico de maus-tratos repetidos. As demais alternativas descrevem doencas que explicam as lesoes por si so: meningococcemia (A), dengue (C) e quadro linfoproliferativo com sintomas B (D). Resposta B.
Questão 24Paciente do sexo feminino, 27 anos, é atendida em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com história de dor abdominal, com início em epigástrio há dois dias, contínua, sem fatores de melhora, associada a náuseas e perda de apetite, evoluindo para dor em fossa ilíaca direita há 1 dia e febre de 38,2 °C no dia do atendimento. Nega comorbidades, cirurgias prévias ou uso de medicações regulares. Relata que a última menstruação foi há 23 dias, e apresenta ciclos regulares de 28 dias. Exame físico: regular estado geral, corada, desidratada +/4+, eupneica, anictérica, acianótica; ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações; ruídos hidroaéreos diminuídos, descompressão brusca dolorosa em quadrante inferior de abdome à direita. Exame Resultado Valor de referência Hemoglobina 10,7 g/dL 11,5 a 15,5 g/dL Hematócrito 37% 38 a 52% Leucócitos totais 13.400/mm3 4.000 a 11.000/mm3 Bastonetes 7% 0 a 5% Urina 25 leucócitos/campo -- Hemácias 8 hemácias/campo -- Beta-hCG sérico negativo -- Considerando o diagnóstico mais provável, a conduta adequada éGabarito: D
Paciente do sexo feminino, 27 anos, é atendida em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com história de dor abdominal, com início em epigástrio há dois dias, contínua, sem fatores de melhora, associada a náuseas e perda de apetite, evoluindo para dor em fossa ilíaca direita há 1 dia e febre de 38,2 °C no dia do atendimento. Nega comorbidades, cirurgias prévias ou uso de medicações regulares. Relata que a última menstruação foi há 23 dias, e apresenta ciclos regulares de 28 dias. Exame físico: regular estado geral, corada, desidratada +/4+, eupneica, anictérica, acianótica; ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações; ruídos hidroaéreos diminuídos, descompressão brusca dolorosa em quadrante inferior de abdome à direita. Exame Resultado Valor de referência Hemoglobina 10,7 g/dL 11,5 a 15,5 g/dL Hematócrito 37% 38 a 52% Leucócitos totais 13.400/mm3 4.000 a 11.000/mm3 Bastonetes 7% 0 a 5% Urina 25 leucócitos/campo -- Hemácias 8 hemácias/campo -- Beta-hCG sérico negativo -- Considerando o diagnóstico mais provável, a conduta adequada é
- A. iniciar antibioticoterapia empírica até resultado de exame de urocultura.
- B. realizar tomografia computadorizada de abdome e iniciar metotrexato.
- C. iniciar antibioticoterapia empírica e acompanhamento ambulatorial.
- D. realizar ultrassonografia de abdome e solicitar parecer cirúrgico. ✓
Comentário OsceLabs
Dor que migra do epigastrio para a fossa iliaca direita, anorexia, febre, leucocitose com desvio, descompressao brusca dolorosa e beta-hCG negativo: apendicite aguda. A leucocituria e a hematuria discretas sao reativas a inflamacao vizinha e nao devem desviar para ITU (A e C). Metotrexato trataria gravidez ectopica, ja afastada pelo beta-hCG. A conduta e confirmar por imagem e acionar a cirurgia. Resposta D.
Questão 25Multípara, 37 semanas, obesa, apresentando diabetes mellitus gestacional controlada com insulina NPH e regular. Evoluiu para parto normal, e o recém-nascido pesou 3.300 g. A conduta no puerpério imediato deve serGabarito: A
Multípara, 37 semanas, obesa, apresentando diabetes mellitus gestacional controlada com insulina NPH e regular. Evoluiu para parto normal, e o recém-nascido pesou 3.300 g. A conduta no puerpério imediato deve ser
- A. suspender insulinoterapia. ✓
- B. iniciar hipoglicemiante oral.
- C. manter insulina NPH em 1/3 da dose da gravidez.
- D. manter insulinoterapia com a dosagem do pré-natal. ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
No diabetes mellitus GESTACIONAL a resistencia insulinica e induzida pela placenta; com a dequitacao ela desaparece e a necessidade de insulina cai abruptamente. Manter a dose do pre-natal expoe a hipoglicemia grave no puerperio imediato. A conduta e suspender a insulina, monitorar as glicemias e reclassificar o metabolismo glicidico com TOTG 6 a 12 semanas apos o parto. Resposta A.
Questão 26Homem de 34 anos se dirige à Unidade Básica de Saúde (UBS) com febre (38,5 °C), dores de moderada intensidade e manchas no corpo há 3 dias. No dia da consulta, iniciou com dores abdominais e vômitos incontroláveis. Exame físico: prostrado, mucosas coradas, extremidades bem perfundidas. Pressão arterial de 120 x 80 mmHg; frequência respiratória de 16 irpm; frequência cardíaca de 80 bpm. Leve dor à palpação abdominal, sem outras alterações. Qual a hipótese diagnóstica e o manejo, respectivamente?Gabarito: C
Homem de 34 anos se dirige à Unidade Básica de Saúde (UBS) com febre (38,5 °C), dores de moderada intensidade e manchas no corpo há 3 dias. No dia da consulta, iniciou com dores abdominais e vômitos incontroláveis. Exame físico: prostrado, mucosas coradas, extremidades bem perfundidas. Pressão arterial de 120 x 80 mmHg; frequência respiratória de 16 irpm; frequência cardíaca de 80 bpm. Leve dor à palpação abdominal, sem outras alterações. Qual a hipótese diagnóstica e o manejo, respectivamente?
- A. Dengue grupo B. Prescrever hidratação oral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e antígeno NS1; realizar acompanhamento domiciliar após exames.
- B. Dengue grupo C. Prescrever hidratação oral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e anticorpo IgM; realizar acompanhamento ambulatorial após exames.
- C. Dengue grupo C. Prescrever hidratação parenteral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e antígeno NS1; manter em leito de observação até estabilização. ✓
- D. Dengue grupo B. Prescrever hidratação parenteral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas, antígeno NS1 e anticorpo IgM; manter em leito de observação até estabilização.
Comentário OsceLabs
Febre, exantema e mialgia com surgimento de VOMITOS INCOERCIVEIS e dor abdominal no 3o dia: sao sinais de alarme, o que classifica como dengue grupo C. O grupo C exige hidratacao PARENTERAL imediata (20 mL/kg) e observacao em leito ate estabilizacao, alem de hemograma e plaquetas; com 3 dias de doenca o exame virologico util e o NS1 (o IgM so positiva a partir do 6o dia). Grupo B nao tem sinal de alarme. Resposta C.
Questão 27Homem de 48 anos, auxiliar de pedreiro, procura Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor lombar iniciada há 3 semanas, de instalação insidiosa, sem irradiação. Relata que a dor piora ao final do dia e melhora parcialmente com repouso e uso de paracetamol. Nega perda de peso, febre, traumas, incontinência ou fraqueza nos membros inferiores. Ao exame físico, apresenta dor à palpação paravertebral em região lombar, sem alterações neurológicas. Com base na história clínica e no exame físico, qual o próximo passo na condução desse caso?Gabarito: D
Homem de 48 anos, auxiliar de pedreiro, procura Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor lombar iniciada há 3 semanas, de instalação insidiosa, sem irradiação. Relata que a dor piora ao final do dia e melhora parcialmente com repouso e uso de paracetamol. Nega perda de peso, febre, traumas, incontinência ou fraqueza nos membros inferiores. Ao exame físico, apresenta dor à palpação paravertebral em região lombar, sem alterações neurológicas. Com base na história clínica e no exame físico, qual o próximo passo na condução desse caso?
- A. Solicitar ressonância magnética da coluna lombar e encaminhar para a ortopedia.
- B. Solicitar radiografia lombar, prescrever corticoide oral e agendar o retorno após 10 dias.
- C. Orientar repouso, fornecer atestado de 7 dias e otimizar a analgesia com antidepressivo tricíclico.
- D. Explicar a natureza benigna, orientar analgesia e atividade física leve, com reavaliação em 4 a 6 semanas. ÁREA LIVRE 7 ✓
Comentário OsceLabs
Lombalgia mecanica de 3 semanas, sem nenhuma bandeira vermelha (sem febre, perda de peso, trauma, deficit neurologico ou disfuncao esfincteriana). Nesse cenario a imagem nao altera conduta e ainda gera achados incidentais e iatrogenia. O manejo correto e explicar a natureza benigna e autolimitada, analgesia simples, manutencao da atividade fisica e reavaliacao em 4 a 6 semanas. Repouso prolongado piora o desfecho. Resposta D.
Questão 28“Internações sem consentimento aumentam na Cracolândia, em meio a denúncias de agressões”. ZYLBERKAN, M.; KRUSE, T. Folha de S. Paulo, 3 jul. 2024. Notícias como esta têm se tornado frequentes em jornais brasileiros nos últimos anos. Alguns municípios têm criado leis locais próprias para as internações involuntárias que muitas vezes contradizem as leis federais sobre o tema. Sobre a internação involuntária no Brasil, é correto afirmar queGabarito: B
“Internações sem consentimento aumentam na Cracolândia, em meio a denúncias de agressões”. ZYLBERKAN, M.; KRUSE, T. Folha de S. Paulo, 3 jul. 2024. Notícias como esta têm se tornado frequentes em jornais brasileiros nos últimos anos. Alguns municípios têm criado leis locais próprias para as internações involuntárias que muitas vezes contradizem as leis federais sobre o tema. Sobre a internação involuntária no Brasil, é correto afirmar que
- A. a internação involuntária é determinada, de acordo com a legislação, pela Justiça.
- B. é autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina. ✓
- C. no prazo de 15 dias, a internação deve ser comunicada ao Ministério Público Federal.
- D. o término da internação involuntária ocorrerá por solicitação do Ministério Público Municipal.
Comentário OsceLabs
Pela Lei 10.216/2001, a internacao involuntaria e aquela feita sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiro, e deve ser AUTORIZADA POR MEDICO devidamente registrado no CRM, que assume a responsabilidade tecnica. A Justica determina a internacao compulsoria, que e outra modalidade (A). A comunicacao ao Ministerio Publico estadual e em 72 horas, nao 15 dias (C), e o termino se da por decisao medica ou solicitacao familiar. Resposta B.
Questão 29Homem de 68 anos, em tratamento crônico irregular de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e fibrilação atrial, é admitido em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de rebaixamento do nível de consciência e déficit neurológico do lado esquerdo, de predomínio braquiofacial. Segundo o acompanhante, o paciente tinha ido se deitar havia 90 minutos, sem qualquer sintoma antes de ser encontrado com o transtorno observado. Foi levado ao hospital, onde deu entrada 30 minutos após constatado o déficit focal. Ao exame físico, paciente com 9 pontos na escala de coma de Glasgow modificada, exibindo hemiparesia acentuada à esquerda, pressão arterial de 170 x 100 mmHg em ambos os membros superiores, com ritmo cardíaco irregular, frequência cardíaca média de 96 bpm. Não há outras alterações expressivas ao exame físico. Glicemia capilar de 285 mg/dL; demais exames laboratoriais não revelam anormalidades. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste revela área de atenuação de densidade em cerca de 40% do território da artéria cerebral média direita, cujo laudo é obtido cerca de 3 horas após o último momento em que o paciente foi visto sem déficits. O médico da unidade explica ao acompanhante que, apesar dos potenciais benefícios da terapia trombolítica em pacientes com acidente vascular encefálico isquêmico, o paciente apresenta contraindicação em função deGabarito: A
Homem de 68 anos, em tratamento crônico irregular de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e fibrilação atrial, é admitido em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de rebaixamento do nível de consciência e déficit neurológico do lado esquerdo, de predomínio braquiofacial. Segundo o acompanhante, o paciente tinha ido se deitar havia 90 minutos, sem qualquer sintoma antes de ser encontrado com o transtorno observado. Foi levado ao hospital, onde deu entrada 30 minutos após constatado o déficit focal. Ao exame físico, paciente com 9 pontos na escala de coma de Glasgow modificada, exibindo hemiparesia acentuada à esquerda, pressão arterial de 170 x 100 mmHg em ambos os membros superiores, com ritmo cardíaco irregular, frequência cardíaca média de 96 bpm. Não há outras alterações expressivas ao exame físico. Glicemia capilar de 285 mg/dL; demais exames laboratoriais não revelam anormalidades. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste revela área de atenuação de densidade em cerca de 40% do território da artéria cerebral média direita, cujo laudo é obtido cerca de 3 horas após o último momento em que o paciente foi visto sem déficits. O médico da unidade explica ao acompanhante que, apesar dos potenciais benefícios da terapia trombolítica em pacientes com acidente vascular encefálico isquêmico, o paciente apresenta contraindicação em função de
- A. apresentar extensão de isquemia superior a 1/3 do território da artéria cerebral média acometida. ✓
- B. haver decorrido período de tempo superior ao limite máximo tolerável desde o início do déficit.
- C. evoluir com glicemia acima de 200 mg/dL com intervalo maior que 2 horas pós-prandial.
- D. ter níveis pressóricos superiores aos permitidos para o uso do fármaco.
Comentário OsceLabs
O paciente esta dentro da janela (deficit ha cerca de 3h30, limite de 4,5h), a glicemia de 285 nao contraindica (a trava e hipoglicemia menor que 50) e a PA de 170x100 esta abaixo do teto de 185x110. O que veda a trombolise e o achado tomografico: hipoatenuacao ja estabelecida em cerca de 40% do territorio da cerebral media, ou seja, mais de um terco, marcador de infarto extenso e alto risco de transformacao hemorragica. Resposta A.
Questão 30Menino de 6 anos é levado à Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de fimose. Mãe relata balanopostites frequentes, sendo o primeiro episódio com 1 ano de vida. Nega infecções do trato urinário. Ao exame físico, apresenta prepúcio cobrindo toda a glande que, quando tracionado, expõe meato uretral e anel fibrótico prepucial. Sobre o caso, assinale a alternativa correta.Gabarito: C
Menino de 6 anos é levado à Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de fimose. Mãe relata balanopostites frequentes, sendo o primeiro episódio com 1 ano de vida. Nega infecções do trato urinário. Ao exame físico, apresenta prepúcio cobrindo toda a glande que, quando tracionado, expõe meato uretral e anel fibrótico prepucial. Sobre o caso, assinale a alternativa correta.
- A. Trata-se de fimose fisiológica, necessitando de exercícios de redução e higiene do prepúcio.
- B. Há indicação cirúrgica na adolescência, pois já está apresentando exposição de meato uretral.
- C. Há indicação cirúrgica, pois a criança apresenta balanopostites recorrentes com fibrose prepucial. ✓
- D. Indica-se uso de creme de betametasona e hialuronidase por 4 semanas, uma vez que apresenta exposição de meato uretral.
Comentário OsceLabs
Prepucio com ANEL FIBROTICO e balanopostites de repeticao desde 1 ano de vida caracterizam fimose patologica (cicatricial), nao a fisiologica do lactente. Fibrose nao responde a corticoide topico nem a exercicios de retracao, que aqui inclusive perpetuam o trauma. A indicacao e cirurgica (postectomia) agora, e nao adiada para a adolescencia. Resposta C.
Questão 31Mulher de 72 anos foi atendida em hospital de médio porte. Relatava emagrecimento e dor abdominal com irradiação para região dorsal há 3 meses; há 1 mês a urina ficou mais escura, começou a apresentar prurido cutâneo intenso e icterícia em escleras. Ao exame físico, encontrava-se ictérica +++/4+, emagrecida; exame do abdome com fígado palpável abaixo da borda costal direita, assim como uma massa bem definida, de consistência cística, não dolorosa em hipocôndrio direito. Nesse caso, o mais adequado é solicitarGabarito: B
Mulher de 72 anos foi atendida em hospital de médio porte. Relatava emagrecimento e dor abdominal com irradiação para região dorsal há 3 meses; há 1 mês a urina ficou mais escura, começou a apresentar prurido cutâneo intenso e icterícia em escleras. Ao exame físico, encontrava-se ictérica +++/4+, emagrecida; exame do abdome com fígado palpável abaixo da borda costal direita, assim como uma massa bem definida, de consistência cística, não dolorosa em hipocôndrio direito. Nesse caso, o mais adequado é solicitar
- A. ultrassonografia para avaliar colecistite crônica calculosa.
- B. tomografia computadorizada para avaliar vias biliares e pâncreas. ✓
- C. colangiopancreatografia por ressonância para avaliar coledocolitíase.
- D. biópsia percutânea com agulha da massa palpada para avaliar neoplasia.
Comentário OsceLabs
Icterica progressiva com coluria, prurido, emagrecimento e VESICULA PALPAVEL E INDOLOR (sinal de Courvoisier-Terrier) indica obstrucao biliar distal por neoplasia, tipicamente periampular ou de cabeca de pancreas, e nao por calculo (que dá vesicula escleroatrofica e dor). O exame que avalia simultaneamente vias biliares, pancreas e estadiamento e a tomografia com contraste. Biopsia percutanea nao e o passo inicial. Resposta B.
Questão 32Paciente G5P3C1, 35 anos, idade gestacional de 15 semanas por ecografia relizada com 8 semanas, hipertensa crônica em uso de enalapril, antecedente de pré-eclâmpsia. Comparece à consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS) com pressão arterial de 140 x 90 mmHg. Qual é a conduta medicamentosa indicada para essa paciente?Gabarito: D
Paciente G5P3C1, 35 anos, idade gestacional de 15 semanas por ecografia relizada com 8 semanas, hipertensa crônica em uso de enalapril, antecedente de pré-eclâmpsia. Comparece à consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS) com pressão arterial de 140 x 90 mmHg. Qual é a conduta medicamentosa indicada para essa paciente?
- A. Captopril, varfarina e ácido acetilsalicílico.
- B. Furosemida, varfarina e carbonato de cálcio.
- C. Losartana, enoxaparina e carbonato de cálcio.
- D. Alfa-metildopa, ácido acetilsalicílico e carbonato de cálcio. ÁREA LIVRE ÁREA LIVRE 8 ✓
Comentário OsceLabs
Gestante de 15 semanas, hipertensa cronica com antecedente de pre-eclampsia: e alto risco. IECA e BRA sao teratogenicos e devem ser trocados por anti-hipertensivo seguro (alfametildopa). Alem disso, indicam-se AAS em baixa dose e suplementacao de calcio para reduzir o risco de pre-eclampsia. Varfarina e teratogenica, furosemida nao e primeira escolha na gestacao e nao ha indicacao de anticoagulacao plena. Resposta D.
Questão 33Homem de 48 anos busca atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) para reiniciar tratamento para tuberculose. Paciente refere que iniciou o tratamento poliquimioterápico há 6 meses, quando foi diagnosticado com tuberculose; porém, há 2 meses, interrompeu o acompanhamento na sua unidade de origem devido ao uso de substâncias psicoativas. Ele se mudou para o território da unidade há 15 dias e foi visitado pelo agente comunitário, que o orientou a procurar atendimento médico para avaliação e retomada do tratamento. Foram solicitados, inicialmente, o teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB), baciloscopia de escarro e radiografia de tórax. Qual a conduta adequada para esse caso?Gabarito: C
Homem de 48 anos busca atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) para reiniciar tratamento para tuberculose. Paciente refere que iniciou o tratamento poliquimioterápico há 6 meses, quando foi diagnosticado com tuberculose; porém, há 2 meses, interrompeu o acompanhamento na sua unidade de origem devido ao uso de substâncias psicoativas. Ele se mudou para o território da unidade há 15 dias e foi visitado pelo agente comunitário, que o orientou a procurar atendimento médico para avaliação e retomada do tratamento. Foram solicitados, inicialmente, o teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB), baciloscopia de escarro e radiografia de tórax. Qual a conduta adequada para esse caso?
- A. Se o TRM-TB for positivo, sem resistência à rifampicina, e a baciloscopia for negativa, reiniciar o esquema básico.
- B. Se o TRM-TB for negativo e a baciloscopia for positiva, reiniciar o esquema básico, desde que a resistência à rifampicina seja positiva.
- C. Se o TRM-TB for negativo e a baciloscopia for positiva, solicitar cultura de escarro com teste de sensibilidade e reiniciar o esquema básico enquanto se aguarda a cultura. ✓
- D. Se o TRM-TB for positivo, com resistência à rifampicina, e a baciloscopia for positiva, solicitar cultura de escarro com teste de sensibilidade e reiniciar o esquema básico enquanto se aguarda a cultura.
Comentário OsceLabs
Retratamento apos abandono. Quando o TRM-TB e negativo mas a BACILOSCOPIA e positiva, ha discordancia que levanta suspeita de resistencia ou de micobacteria nao tuberculosa: pede-se cultura com teste de sensibilidade e inicia-se o esquema basico enquanto o resultado nao sai, sem deixar o paciente sem tratamento. Se houvesse resistencia a rifampicina confirmada, o esquema basico estaria contraindicado, o que invalida D. Resposta C.
Questão 34Uma instituição de saúde está pesquisando um novo teste de triagem para hanseníase, com sensibilidade de 92% e especificidade de 65%, aplicado em uma população com baixa prevalência da doença. Nesse contexto, é correto afirmar queGabarito: B
Uma instituição de saúde está pesquisando um novo teste de triagem para hanseníase, com sensibilidade de 92% e especificidade de 65%, aplicado em uma população com baixa prevalência da doença. Nesse contexto, é correto afirmar que
- A. quase todos os testes positivos indicarão verdadeiros casos de hanseníase, diante da elevada sensibilidade do teste.
- B. o número de falsos-positivos será elevado, devido à baixa especificidade do teste e à baixa prevalência da doença. ✓
- C. o número de falsos-negativos será elevado, reduzindo a capacidade do teste em detectar casos reais.
- D. a elevada sensibilidade do teste o torna ideal para a confirmação do diagnóstico de hanseníase. ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
O valor preditivo positivo depende da PREVALENCIA. Com especificidade de apenas 65%, o teste erra 35% dos sadios; aplicado a uma populacao de baixa prevalencia, o numero absoluto de sadios e enorme, e os falsos-positivos superam os verdadeiros positivos. Sensibilidade alta (92%) reduz falsos-negativos e serve para TRIAGEM, nao para confirmacao, que exige alta especificidade. Resposta B.
Questão 35Mulher de 52 anos chega ao acolhimento de Unidade Básica de Saúde (UBS), muito chorosa, e relata: “Estou com dificuldade para dormir, não tenho comido direito, desde o ocorrido ... é o meu filho, sabe ... ele morreu há 3 dias ... e a dor no meu coração está muito forte, quase insuportável”. A paciente chora copiosamente e diz que sonha com uma pessoa gritando o nome de seu filho, relembrando o momento em que o tinha encontrado na rua, vítima de atropelamento. Após o primeiro acolhimento, ela fica um pouco mais calma, relatando que não pensa em se matar, que nunca tinha sido atendida por psiquiatra ou tomado medicamentos antes, mas que nesse momento precisa de muita ajuda. Diante do caso, qual a conduta adequada?Gabarito: D
Mulher de 52 anos chega ao acolhimento de Unidade Básica de Saúde (UBS), muito chorosa, e relata: “Estou com dificuldade para dormir, não tenho comido direito, desde o ocorrido ... é o meu filho, sabe ... ele morreu há 3 dias ... e a dor no meu coração está muito forte, quase insuportável”. A paciente chora copiosamente e diz que sonha com uma pessoa gritando o nome de seu filho, relembrando o momento em que o tinha encontrado na rua, vítima de atropelamento. Após o primeiro acolhimento, ela fica um pouco mais calma, relatando que não pensa em se matar, que nunca tinha sido atendida por psiquiatra ou tomado medicamentos antes, mas que nesse momento precisa de muita ajuda. Diante do caso, qual a conduta adequada?
- A. Prescrever inibidor de recaptação de serotonina para alívio dos sintomas depressivos e ansiosos.
- B. Encaminhar ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) para seguimento
- C. Encaminhar para psicologia na atenção secundária para ofertar terapia psicanalítica breve.
- D. Acompanhar longitudinalmente para observação e ofertar apoio pela equipe da UBS. ✓
Comentário OsceLabs
Perda do filho ha 3 DIAS, com tristeza, insonia e inapetencia, sem ideacao suicida, sem sintomas psicoticos e sem prejuizo funcional persistente: e luto agudo, reacao esperada e nao doenca. Medicalizar (A) ou encaminhar ao CAPS (B) e a servicos especializados (C) nesse momento e sobrediagnostico. A conduta e acolhimento e acompanhamento longitudinal pela equipe, reavaliando se houver evolucao para luto complicado ou depressao. Resposta D.
Questão 36Mulher de 86 anos é levada pela filha à consulta no ambulatório de clínica médica, com queixa de quedas frequentes. A paciente tem diagnóstico prévio de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, depressão, déficit cognitivo leve e constipação intestinal. Está em uso de losartana, hidroclorotiazida, atenolol, metformina, gliclazida, rosuvastatina, escitalopram, donepezila e lactulose. Segundo a filha da paciente, as quedas ocorrem em diversos horários do dia, mais frequentemente na madrugada, ao se levantar para ir ao banheiro. Ao exame físico, a idosa apresenta leve bradipsiquismo e sinais de sarcopenia; pressão arterial do membro superior direito de 138 x 92 mmHg, quando deitada, e 110 x 70 mmHg, quando sentada. O plano terapêutico apropriado ao contexto desse caso deve incluirGabarito: C
Mulher de 86 anos é levada pela filha à consulta no ambulatório de clínica médica, com queixa de quedas frequentes. A paciente tem diagnóstico prévio de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, depressão, déficit cognitivo leve e constipação intestinal. Está em uso de losartana, hidroclorotiazida, atenolol, metformina, gliclazida, rosuvastatina, escitalopram, donepezila e lactulose. Segundo a filha da paciente, as quedas ocorrem em diversos horários do dia, mais frequentemente na madrugada, ao se levantar para ir ao banheiro. Ao exame físico, a idosa apresenta leve bradipsiquismo e sinais de sarcopenia; pressão arterial do membro superior direito de 138 x 92 mmHg, quando deitada, e 110 x 70 mmHg, quando sentada. O plano terapêutico apropriado ao contexto desse caso deve incluir
- A. sugerir avaliação oftalmológica para investigação de catarata.
- B. encaminhar ao neurologista para investigar a presença de disautonomia.
- C. rever a polifarmácia para reduzir fármacos indutores de hipotensão arterial. ✓
- D. adicionar fármaco capaz de elevar os níveis tensionais, como a fludrocortisona. ÁREA LIVRE 9
Comentário OsceLabs
Idosa em uso de nove farmacos, com queda de 138x92 deitada para 110x70 sentada e quedas noturnas ao levantar: o quadro e hipotensao postural iatrogenica. Losartana, hidroclorotiazida e atenolol somados, mais escitalopram e donepezila, explicam o achado. A intervencao de maior impacto e a desprescricao. Adicionar fludrocortisona (D) e cascata iatrogenica; investigar disautonomia ou catarata nao aborda a causa evidente. Resposta C.
Questão 37Menino, 10 anos, morador de área urbana, está em avaliação no pronto-atendimento por apresentar dor em cotovelo direito há 1 dia. Há 1 semana, iniciou quadro de febre de 38,5 °C, 1 a 2 picos ao dia, associada à dificuldade de deambular devido ao joelho direito apresentar-se “doloroso e inchado”. Após 4 dias, percebeu melhora da dor no joelho, porém o tornozelo direito começou a ficar “inchado e um pouco avermelhado”, doloroso, com melhora em 2 dias. Há 3 semanas, havia se queixado de dor de garganta. Sem outras queixas. Nega contato com animais domésticos. No momento do atendimento, está com dificuldade para movimentar o cotovelo direito por causa da dor e do edema, frequência cardíaca de 110 bpm e 2 bulhas rítmicas normofonéticas, com sopro sistólico de 3+/6+. Restante do exame físico sem anormalidades. Considerando o quadro clínico apresentado, o agente etiológico e o tratamento de escolha são, respectivamente,Gabarito: D
Menino, 10 anos, morador de área urbana, está em avaliação no pronto-atendimento por apresentar dor em cotovelo direito há 1 dia. Há 1 semana, iniciou quadro de febre de 38,5 °C, 1 a 2 picos ao dia, associada à dificuldade de deambular devido ao joelho direito apresentar-se “doloroso e inchado”. Após 4 dias, percebeu melhora da dor no joelho, porém o tornozelo direito começou a ficar “inchado e um pouco avermelhado”, doloroso, com melhora em 2 dias. Há 3 semanas, havia se queixado de dor de garganta. Sem outras queixas. Nega contato com animais domésticos. No momento do atendimento, está com dificuldade para movimentar o cotovelo direito por causa da dor e do edema, frequência cardíaca de 110 bpm e 2 bulhas rítmicas normofonéticas, com sopro sistólico de 3+/6+. Restante do exame físico sem anormalidades. Considerando o quadro clínico apresentado, o agente etiológico e o tratamento de escolha são, respectivamente,
- A. Borrelia burgdorferi; doxiciclina.
- B. Staphylococcus aureus; oxacilina.
- C. Treponema pallidum; penicilina G benzatina.
- D. Streptococcus pyogenes; penicilina G benzatina. ✓
Comentário OsceLabs
Poliartrite MIGRATORIA de grandes articulacoes (joelho, tornozelo, cotovelo), febre e sopro sistolico novo tres semanas apos faringoamigdalite preenchem criterios de Jones para febre reumatica. O agente e o Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolitico do grupo A) e o tratamento inclui erradicacao com penicilina G benzatina, seguida de profilaxia secundaria. Artrite septica por S. aureus nao e migratoria. Resposta D.
Questão 38Homem de 58 anos deu entrada no pronto-socorro com dor epigástrica irradiada para as costas, iniciada há 2 horas, progressiva, pós-prandial, acompanhada de náuseas, vômitos e sudorese. Relata episódios semelhantes no último ano, que melhoraram com uso de analgésico. Tabagista ativo, alcoolista de 8 doses de destilado por dia há 33 anos, nega comorbidades. Exame físico: corado, acianótico, anictérico, sudoreico, fácies de dor, agitado. Índice de massa corporal de 23 kg/m2; pressão arterial de 150 x 90 mmHg; frequência cardíaca de 74 bpm; frequência respiratória de 18 irpm; temperatura axilar de 37 oC. Abdome globoso, distendido, timpânico, peristalse presente, doloroso à palpação do epigástrio e hipocôndrio esquerdo. Os exames laboratoriais apresentam os seguintes resultados: Exame Resultado Valor de referência Hematócrito 46% 36 a 46% Hemoglobina 15,0 g/dL 12,0 a 15,0 g/dL Leucócitos 12.000/mm3 4.000 a 10.000/mm3 Glicose 120 mg/dL 70 a 99 mg/dL Bilirrubina total 1,2 mg/dL 0,3 a 1,3 mg/dL Ureia 38 mg/dL 15 a 40 mg/dL Cálcio 8,9 mg/dL 8,7 a 10,2 mg/dL Amilase 35 U/L 20 a 96 U/L Lipase 12 U/L 3 a 43 U/L Fosfatase alcalina 81 U/L 33 a 96 U/L LDH 127 U/L 100 a 190 U/L TGO 36 U/L 5 a 40 U/L Qual é o provável diagnóstico?Gabarito: D
Homem de 58 anos deu entrada no pronto-socorro com dor epigástrica irradiada para as costas, iniciada há 2 horas, progressiva, pós-prandial, acompanhada de náuseas, vômitos e sudorese. Relata episódios semelhantes no último ano, que melhoraram com uso de analgésico. Tabagista ativo, alcoolista de 8 doses de destilado por dia há 33 anos, nega comorbidades. Exame físico: corado, acianótico, anictérico, sudoreico, fácies de dor, agitado. Índice de massa corporal de 23 kg/m2; pressão arterial de 150 x 90 mmHg; frequência cardíaca de 74 bpm; frequência respiratória de 18 irpm; temperatura axilar de 37 oC. Abdome globoso, distendido, timpânico, peristalse presente, doloroso à palpação do epigástrio e hipocôndrio esquerdo. Os exames laboratoriais apresentam os seguintes resultados: Exame Resultado Valor de referência Hematócrito 46% 36 a 46% Hemoglobina 15,0 g/dL 12,0 a 15,0 g/dL Leucócitos 12.000/mm3 4.000 a 10.000/mm3 Glicose 120 mg/dL 70 a 99 mg/dL Bilirrubina total 1,2 mg/dL 0,3 a 1,3 mg/dL Ureia 38 mg/dL 15 a 40 mg/dL Cálcio 8,9 mg/dL 8,7 a 10,2 mg/dL Amilase 35 U/L 20 a 96 U/L Lipase 12 U/L 3 a 43 U/L Fosfatase alcalina 81 U/L 33 a 96 U/L LDH 127 U/L 100 a 190 U/L TGO 36 U/L 5 a 40 U/L Qual é o provável diagnóstico?
- A. Colangite aguda.
- B. Colecistite aguda.
- C. Doença ulcerosa péptica.
- D. Pancreatite crônica. ✓
Comentário OsceLabs
Alcoolista de longa data com dor epigastrica em faixa recorrente ha um ano, desnutricao e AMILASE E LIPASE NORMAIS. Enzimas normais em vigencia de dor sao a pista: no pancreas cronicamente fibrosado ja nao ha parenquima suficiente para elevar as enzimas, o que afasta pancreatite aguda. Colangite exige febre e icterica (triade de Charcot) e colecistite exige Murphy positivo, ambos ausentes com bilirrubinas normais. Resposta D.
Questão 39Primigesta de 29 anos, com 41 semanas de gestação e pré-natal de risco habitual, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de rotina. Ela está preocupada com a duração da gravidez e deseja saber quais serão os próximos passos. A paciente está assintomática, relata movimentação fetal presente, e o exame físico está normal para a idade gestacional. Perfil biofísico fetal realizado há 1 dia encontra-se dentro da normalidade. Considerando o quadro clínico apresentado e a idade gestacional, a conduta éGabarito: D
Primigesta de 29 anos, com 41 semanas de gestação e pré-natal de risco habitual, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de rotina. Ela está preocupada com a duração da gravidez e deseja saber quais serão os próximos passos. A paciente está assintomática, relata movimentação fetal presente, e o exame físico está normal para a idade gestacional. Perfil biofísico fetal realizado há 1 dia encontra-se dentro da normalidade. Considerando o quadro clínico apresentado e a idade gestacional, a conduta é
- A. orientar repouso domiciliar, com planejamento da indução do parto após 42 semanas.
- B. solicitar dopplervelocimetria obstétrica para avaliar o bem- estar fetal e planejar o manejo com base no resultado.
- C. realizar amnioscopia para verificar a presença de mecônio no líquido amniótico e planejar o manejo com base no resultado.
- D. solicitar perfil biofísico fetal e cardiotocografia a cada 2 a 3 dias e planejamento da indução do parto até 41 semanas e 6 dias. ✓
Comentário OsceLabs
Com 41 semanas comeca a gestacao pos-termo (limite de 41s6d), quando sobem os riscos de macrossomia, meconio e insuficiencia placentaria. A conduta e vigilancia fetal seriada (perfil biofisico e cardiotocografia a cada 2 a 3 dias) e programacao da inducao ate 41 semanas e 6 dias. Esperar 42 semanas (A) e conduta ultrapassada; doppler e amnioscopia nao sao os metodos de vigilancia de eleicao aqui. Resposta D.
Questão 41Homem de 21 anos, portador de diabetes mellitus tipo 1, diagnosticado há 5 anos, foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) devido à dor abdominal, náuseas e vômitos. Familiares informam que está sem utilizar insulina há 3 dias por dificuldades financeiras. No exame físico, encontra-se torporoso, desidratado, com hálito cetótico e dor abdominal à palpação profunda de forma generalizada. Ao exame, frequência cardíaca de 112 bpm; frequência respiratória de 38 irpm; pressão arterial de 110 x 70 mmHg. Os exames laboratoriais na admissão indicam: Exame Resultado Valor de referência Glicemia 472 mg/dL 60 a 100 mg/dL Gasometria arterial pH de 7,2 7,35 a 7,45 Bicarbonato 10 mEq/L 22 a 26 mEq/L Creatinina 1,6 mg/dL 0,7 a 1,3 mg/dL Potássio sérico 3,0 mEq/L 3,5 a 5,5 mEq/L O diagnóstico e a conduta inicial indicada para esse paciente são, respectivamente,Gabarito: C
Homem de 21 anos, portador de diabetes mellitus tipo 1, diagnosticado há 5 anos, foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) devido à dor abdominal, náuseas e vômitos. Familiares informam que está sem utilizar insulina há 3 dias por dificuldades financeiras. No exame físico, encontra-se torporoso, desidratado, com hálito cetótico e dor abdominal à palpação profunda de forma generalizada. Ao exame, frequência cardíaca de 112 bpm; frequência respiratória de 38 irpm; pressão arterial de 110 x 70 mmHg. Os exames laboratoriais na admissão indicam: Exame Resultado Valor de referência Glicemia 472 mg/dL 60 a 100 mg/dL Gasometria arterial pH de 7,2 7,35 a 7,45 Bicarbonato 10 mEq/L 22 a 26 mEq/L Creatinina 1,6 mg/dL 0,7 a 1,3 mg/dL Potássio sérico 3,0 mEq/L 3,5 a 5,5 mEq/L O diagnóstico e a conduta inicial indicada para esse paciente são, respectivamente,
- A. pancreatite aguda; iniciar dieta oral zero.
- B. estado hiperosmolar hiperglicêmico; iniciar insulinoterapia.
- C. cetoacidose diabética; prescrever solução fisiológica a 0,9 por cento. ✓
- D. insuficiência renal aguda; prescrever bicarbonato de sódio.
Comentário OsceLabs
Hiperglicemia, pH 7,2, bicarbonato 10, halito cetotico e taquipneia de Kussmaul definem cetoacidose diabetica. A primeira medida e SEMPRE a reposicao volemica com solucao fisiologica 0,9%, que ja reduz a glicemia e restaura a perfusao. A insulina vem depois e, com potassio de 3,0 mEq/L, so pode ser iniciada apos reposicao de K (risco de arritmia). Bicarbonato so se pH menor que 6,9. Resposta C.
Questão 42Recém-nascido de 14 dias, hipoativo e com desconforto respiratório, é levado para avaliação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Antecedentes obstétricos: não foi realizado pré-natal e o parto ocorreu a termo no domicílio. Exame clínico: hipoativo e pouco responsivo, hipocorado, cianótico. Aparelho respiratório: 70 irpm com tiragem subcostal. Murmúrio vesicular diminuído bilateralmente. Saturação de O2 em ar ambiente de 82%. Aparelho cardiovascular: pulsos débeis, tempo de perfusão capilar de 5 segundos. Frequência cardíaca de 160 bpm, com ritmo cardíaco regular. Abdome globoso, com fígado a 2,5 cm do rebordo costal direito, presença de halo de hiperemia e edema em torno do coto umbilical. O diagnóstico e as condutas adequadas são, respectivamente,Gabarito: D
Recém-nascido de 14 dias, hipoativo e com desconforto respiratório, é levado para avaliação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Antecedentes obstétricos: não foi realizado pré-natal e o parto ocorreu a termo no domicílio. Exame clínico: hipoativo e pouco responsivo, hipocorado, cianótico. Aparelho respiratório: 70 irpm com tiragem subcostal. Murmúrio vesicular diminuído bilateralmente. Saturação de O2 em ar ambiente de 82%. Aparelho cardiovascular: pulsos débeis, tempo de perfusão capilar de 5 segundos. Frequência cardíaca de 160 bpm, com ritmo cardíaco regular. Abdome globoso, com fígado a 2,5 cm do rebordo costal direito, presença de halo de hiperemia e edema em torno do coto umbilical. O diagnóstico e as condutas adequadas são, respectivamente,
- A. choque cardiogênico; manter suporte ventilatório, evitar excesso de volume intravascular devido a risco de piora, administrar fármacos vasoativos e prostaglandina E1.
- B. choque neurogênico; manter suporte ventilatório, acesso venoso para fase rápida de fluido cristaloide isotônico, hidratação venosa de manutenção e administrar corticoide endovenoso.
- C. choque obstrutivo; manter suporte ventilatório, acesso venoso para fase rápida de fluido cristaloide isotônico e corrigir rapidamente a causa subjacente com descompressão torácica com agulha.
- D. choque distributivo; manter suporte ventilatório, acesso venoso para fase rápida de fluido cristaloide isotônico, hidratação venosa de manutenção, administrar antibióticos e fármacos vasoativos. ✓
Comentário OsceLabs
Recem-nascido de 14 dias, sem pre-natal, parto domiciliar, com hiperemia e edema periumbilical (onfalite): o foco esta identificado e o quadro e sepse neonatal com choque distributivo, marcado por perfusao alargada, pulsos debeis e taquicardia. O tratamento e expansao volemica agressiva com cristaloide isotonico, antibiotico precoce e drogas vasoativas se refratario. Nao ha dado de cardiopatia ducto-dependente nem de pneumotorax. Resposta D.
Questão 44Parturiente de 29 anos, sem comorbidades, esteve em trabalho de parto por 8 horas e evoluiu para parto vaginal. Após 10 minutos do desprendimento do feto, ainda não se observou a expulsão da placenta. A paciente está estável e sem sinais de hemorragia. Diante do quadro apresentado, a conduta a ser adotada éGabarito: B
Parturiente de 29 anos, sem comorbidades, esteve em trabalho de parto por 8 horas e evoluiu para parto vaginal. Após 10 minutos do desprendimento do feto, ainda não se observou a expulsão da placenta. A paciente está estável e sem sinais de hemorragia. Diante do quadro apresentado, a conduta a ser adotada é
- A. aguardar a expulsão espontânea da placenta, sem intervenções adicionais, e observar sinais de separação.
- B. realizar tração controlada do cordão umbilical, enquanto se estabiliza o útero com a mão suprapúbica. ✓
- C. iniciar curagem placentária, devido ao tempo transcorrido sem desprendimento placentário.
- D. administrar uterotônico adicional e realizar massagem uterina para auxiliar a dequitação.
Comentário OsceLabs
Dez minutos apos o desprendimento fetal, paciente estavel e sem sangramento: ainda estamos no tempo normal do secundamento (retencao so apos 30 minutos). O manejo ATIVO do terceiro periodo, que reduz hemorragia pos-parto, consiste em ocitocina, tracao controlada do cordao e contratracao uterina com a mao suprapubica (manobra de Brandt-Andrews). Curagem agora e precoce e aumenta o risco de inversao uterina e infeccao. Resposta B.
Questão 45Paciente de 27 anos, em regime fechado em penitenciária, queixa-se de tosse há 2 semanas. Considerando a situação na qual se encontra esse paciente, o médico de família e comunidade deveGabarito: B
Paciente de 27 anos, em regime fechado em penitenciária, queixa-se de tosse há 2 semanas. Considerando a situação na qual se encontra esse paciente, o médico de família e comunidade deve
- A. encaminhar para internação clínica, objetivando rapidez no diagnóstico e garantia da segurança.
- B. solicitar radiografia de tórax, pesquisa laboratorial de Mycobacterium tuberculosis e garantir o tratamento em caso de positividade. ✓
- C. solicitar internação social, a fim de garantir tratamento supervisionado, observado diretamente por 6 meses, caso seja confirmada a tuberculose.
- D. aguardar evolução, com uso de sintomáticos; caso a tosse persista por mais de 3 semanas, proceder à investigação diagnóstica de tuberculose. 11
Comentário OsceLabs
Pessoa privada de liberdade e populacao de altissima vulnerabilidade para tuberculose, com busca ativa recomendada mesmo em assintomaticos. Tosse ha 2 semanas nesse contexto ja e sintomatico respiratorio: investiga-se JA com radiografia de torax e pesquisa laboratorial (teste rapido molecular/baciloscopia), garantindo tratamento supervisionado se positivo. Esperar 3 semanas (D) perpetua a transmissao na cela. Resposta B.
Questão 46Homem de 32 anos apresenta quadro de dor lombar crônica de início insidioso, com duração aproximada de 6 meses, que piora pela manhã e melhora com o movimento. Refere rigidez matinal, principalmente nas regiões lombar e sacroilíaca, com duração de mais de 30 minutos, com dor nas articulações sacroilíacas e sensação de fadiga durante as últimas semanas. Não há histórico de trauma. A história familiar é positiva para doenças reumatológicas, mas o paciente desconhece diagnósticos específicos. O painel de autoanticorpos apresenta: Anticorpo antinuclear (ANA) Positivo Título 1:80 Padrão homogêneo/difuso Anticorpo anti-DNA dupla hélice Negativo Antígeno leucocitário humano B27 (HLA-B27) Positivo Fator reumatoide Negativo Anticorpo anti-CCP Negativo Anticorpo anti-Ro Negativo Anticorpo anti-La Negativo Com base no caso clínico e nos exames laboratoriais apresentados, qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: C
Homem de 32 anos apresenta quadro de dor lombar crônica de início insidioso, com duração aproximada de 6 meses, que piora pela manhã e melhora com o movimento. Refere rigidez matinal, principalmente nas regiões lombar e sacroilíaca, com duração de mais de 30 minutos, com dor nas articulações sacroilíacas e sensação de fadiga durante as últimas semanas. Não há histórico de trauma. A história familiar é positiva para doenças reumatológicas, mas o paciente desconhece diagnósticos específicos. O painel de autoanticorpos apresenta: Anticorpo antinuclear (ANA) Positivo Título 1:80 Padrão homogêneo/difuso Anticorpo anti-DNA dupla hélice Negativo Antígeno leucocitário humano B27 (HLA-B27) Positivo Fator reumatoide Negativo Anticorpo anti-CCP Negativo Anticorpo anti-Ro Negativo Anticorpo anti-La Negativo Com base no caso clínico e nos exames laboratoriais apresentados, qual é o diagnóstico mais provável?
- A. Artrite reativa.
- B. Artrite psoriática.
- C. Espondilite anquilosante. ✓
- D. Lúpus eritematoso sistêmico.
Comentário OsceLabs
Lombalgia INFLAMATORIA: inicio insidioso antes dos 40 anos, mais de 3 meses de duracao, piora com repouso e melhora com movimento, rigidez matinal acima de 30 minutos e dor sacroiliaca, com HLA-B27 positivo. E espondilite anquilosante. FAN 1:80 e inespecifico e o anti-DNA negativo afasta lupus. Artrite reativa exige infeccao previa e artrite periferica; psoriatica exige psoriase ou dactilite. Resposta C.
Questão 47Adolescente de 12 anos, sexo feminino, é levada à Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar se suas vacinas estão atualizadas. Até os 8 anos, todas as vacinas preconizadas pelo Ministério da Saúde para o biênio 2024-2025 foram feitas, sendo que tomou 1 dose da vacina contra febre amarela aos 9 meses. Nesse momento, deve receber as vacinasGabarito: C
Adolescente de 12 anos, sexo feminino, é levada à Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar se suas vacinas estão atualizadas. Até os 8 anos, todas as vacinas preconizadas pelo Ministério da Saúde para o biênio 2024-2025 foram feitas, sendo que tomou 1 dose da vacina contra febre amarela aos 9 meses. Nesse momento, deve receber as vacinas
- A. HPV, reforço da hepatite B e dT.
- B. reforço da hepatite B, dT e SCR.
- C. HPV, meningocócica ACWY e febre amarela. ✓
- D. SCR, meningocócica ACWY e febre amarela. ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
Aos 12 anos, com esquema completo ate os 8 anos, faltam as vacinas da adolescencia: HPV quadrivalente, meningococica ACWY e o reforco da febre amarela (quem recebeu dose aos 9 meses precisa da segunda dose apos os 4 anos, ainda nao feita). dT so seria devida ao completar 10 anos da ultima dose de DTP; SCR e hepatite B ja estao completas no esquema infantil. Resposta C.
Questão 48Paciente masculino, 36 anos, é tabagista e trabalha como ascensorista. Procura atendimento no ambulatório queixando-se de tosse seca, persistente por mais de 3 semanas, acompanhada de febre vespertina, dificuldade respiratória durante esforços e dor infraescapular à esquerda. Exame físico: bom estado geral, orientado, emagrecido, descorado, hidratado, afebril. Ausculta cardíaca sem alterações; ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares diminuídos e percussão maciça em base do tórax à esquerda. Com base no diagnóstico provável, quais são, respectivamente, o exame complementar e a conduta adequada ao caso?Gabarito: D
Paciente masculino, 36 anos, é tabagista e trabalha como ascensorista. Procura atendimento no ambulatório queixando-se de tosse seca, persistente por mais de 3 semanas, acompanhada de febre vespertina, dificuldade respiratória durante esforços e dor infraescapular à esquerda. Exame físico: bom estado geral, orientado, emagrecido, descorado, hidratado, afebril. Ausculta cardíaca sem alterações; ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares diminuídos e percussão maciça em base do tórax à esquerda. Com base no diagnóstico provável, quais são, respectivamente, o exame complementar e a conduta adequada ao caso?
- A. Ressonância magnética; programação cirúrgica.
- B. Tomografia de tórax; lobectomia segmentar.
- C. Tomografia de tórax; drenagem de tórax.
- D. Ultrassonografia; toracocentese. ✓
Comentário OsceLabs
Tosse arrastada por mais de 3 semanas, febre vespertina, emagrecimento e, ao exame, MACICEZ com murmurio abolido em base: e derrame pleural, muito provavelmente tuberculoso. O primeiro exame e a ultrassonografia de torax, que confirma e guia a puncao, e a conduta e toracocentese diagnostica (ADA, celularidade, cultura). Drenagem so em empiema ou derrame volumoso complicado; cirurgia nao tem lugar aqui. Resposta D.
Questão 49Nulípara de 30 anos, com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico e história recente de trombose venosa, apresenta ciclos menstruais prolongados de 8 a 10 dias, com intenso sangramento e cólicas fortes, busca orientação sobre métodos contraceptivos. Considerando os critérios de elegibilidade para uso de anticoncepção e o quadro clínico, qual é a melhor opção de contracepção?Gabarito: B
Nulípara de 30 anos, com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico e história recente de trombose venosa, apresenta ciclos menstruais prolongados de 8 a 10 dias, com intenso sangramento e cólicas fortes, busca orientação sobre métodos contraceptivos. Considerando os critérios de elegibilidade para uso de anticoncepção e o quadro clínico, qual é a melhor opção de contracepção?
- A. DIU de cobre.
- B. DIU de levonorgestrel. ✓
- C. Anticoncepcional injetável mensal.
- D. Pílula anticoncepcional combinada contínua.
Comentário OsceLabs
LES com trombose venosa recente (suspeita de sindrome antifosfolipide) contraindica formalmente qualquer metodo com estrogenio, o que exclui a pilula combinada e o injetavel mensal. Entre os metodos restantes, o DIU de levonorgestrel e o melhor: e categoria de elegibilidade aceitavel, altamente eficaz e ainda reduz o sangramento e a dismenorreia. O DIU de cobre agravaria a hipermenorreia ja presente. Resposta B.
Questão 50Homem de 55 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus, foi em consulta de rotina em Unidade Básica de Saúde (UBS) levando exames laboratoriais solicitados pelo médico na consulta anterior. Faz uso de metformina 850 mg, 3 vezes ao dia, e glicazida 30 mg, 1 vez ao dia, há mais de 6 meses. Os exames laboratoriais atuais apresentam hemoglobina glicada de 9,5% e creatinina sérica de 0,8 mg/dL. Qual das condutas é a mais adequada para o seguimento desse caso?Gabarito: C
Homem de 55 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus, foi em consulta de rotina em Unidade Básica de Saúde (UBS) levando exames laboratoriais solicitados pelo médico na consulta anterior. Faz uso de metformina 850 mg, 3 vezes ao dia, e glicazida 30 mg, 1 vez ao dia, há mais de 6 meses. Os exames laboratoriais atuais apresentam hemoglobina glicada de 9,5% e creatinina sérica de 0,8 mg/dL. Qual das condutas é a mais adequada para o seguimento desse caso?
- A. Suspender os medicamentos orais, iniciar insulina NPH 10 UI subcutânea pela manhã e 20 UI à noite. Monitorar a glicemia pré-prandial, e, quando estiver controlada, medir a glicemia pós-prandial para avaliação da introdução da insulina regular.
- B. Aumentar a glicazida para 60 mg ao dia, aumentar a metformina para 1 g, 3 vezes ao dia, repetir exames em 1 mês. Iniciar insulina se estiverem alterados; pactuar com o paciente a possibilidade de insulinização no retorno.
- C. Manter a dose de metformina e glicazida, iniciar insulina NPH 10 UI subcutânea à noite, associada à monitorização glicêmica de jejum. Ajustar 2 a 3 UI a cada 2 a 3 dias, até atingir a meta da glicemia de jejum. ✓
- D. Trocar a glicazida por glibenclamida 20 mg por dia, aumentar a metformina para 1 g, 3 vezes ao dia, solicitar novos exames em 1 mês. Pactuar com o paciente a possibilidade de insulinização no retorno. 12
Comentário OsceLabs
HbA1c de 9,5% apesar de metformina em dose plena associada a sulfonilureia por mais de 6 meses caracteriza falha terapeutica: a proxima etapa e a insulinizacao BASAL, com NPH noturna 10 UI (ou 0,1 a 0,2 UI/kg), MANTENDO os orais e titulando 2 a 4 UI conforme a glicemia de jejum. Suspender os orais (A) e desnecessario, dobrar doses ja maximas (B) e trocar por glibenclamida (D) nao corrigem esse grau de descontrole. Resposta C.
Questão 51Homem de 38 anos retorna a ambulatório de clínica médica de um hospital de atenção secundária, onde faz acompanhamento clínico de retocolite ulcerativa. Analisando os exames complementares solicitados na última consulta, o médico atendente observa elevações significativas da fosfatase alcalina e gama-GT, com discreta elevação dos níveis séricos de aminotransferases, sem hiperbilirrubinemia. Questionado, o paciente refere apenas leve desconforto no hipocôndrio direito. Ao exame físico, não há icterícia, febre ou presença de sinal de Murphy. Considerando a doença de base do caso, o exame complementar indicado e seu resultado provável são, respectivamente,Gabarito: C
Homem de 38 anos retorna a ambulatório de clínica médica de um hospital de atenção secundária, onde faz acompanhamento clínico de retocolite ulcerativa. Analisando os exames complementares solicitados na última consulta, o médico atendente observa elevações significativas da fosfatase alcalina e gama-GT, com discreta elevação dos níveis séricos de aminotransferases, sem hiperbilirrubinemia. Questionado, o paciente refere apenas leve desconforto no hipocôndrio direito. Ao exame físico, não há icterícia, febre ou presença de sinal de Murphy. Considerando a doença de base do caso, o exame complementar indicado e seu resultado provável são, respectivamente,
- A. tomografia computadorizada de abdome; lesão tumoral presente ao nível do hilo hepático.
- B. colangiopancreatografia retrógrada endoscópica; presença de litíase impactada no colédoco terminal.
- C. colangiorressonância; múltiplas estenoses intercaladas na árvore biliar, com áreas normais ou dilatadas de permeio. ✓
- D. ultrassonografia abdominal total; espessamento da parede da vesícula biliar com nodulação no interior, sem sombra acústica.
Comentário OsceLabs
Padrao colestatico (fosfatase alcalina e gama-GT muito elevadas com transaminases pouco alteradas), sem febre, ictericia ou Murphy, em portador de RETOCOLITE ULCERATIVA: a associacao classica e colangite esclerosante primaria. O exame de escolha, nao invasivo, e a colangiorressonancia, que mostra estenoses multifocais alternadas com segmentos normais ou dilatados (aspecto em contas de rosario). CPRE fica para intervencao. Resposta C.
Questão 52Mãe de menina de 11 meses em consulta de puericultura, relata que não há queixas específicas no momento e refere que a criança está começando a trocar passos de maneira independente. Apresenta marcos do desenvolvimento anteriores a 11 meses dentro da normalidade e bom ganho pondero-estatural. Gestação e parto sem intercorrências. O reflexo primitivo usualmente presente nessa faixa etária é oGabarito: A
Mãe de menina de 11 meses em consulta de puericultura, relata que não há queixas específicas no momento e refere que a criança está começando a trocar passos de maneira independente. Apresenta marcos do desenvolvimento anteriores a 11 meses dentro da normalidade e bom ganho pondero-estatural. Gestação e parto sem intercorrências. O reflexo primitivo usualmente presente nessa faixa etária é o
- A. reflexo plantar. ✓
- B. reflexo de Moro.
- C. reflexo de procura.
- D. reflexo tônico cervical. ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
Aos 11 meses os reflexos primitivos ja devem ter desaparecido: Moro e preensao somem por volta de 4 a 6 meses, o tonico-cervical assimetrico ate 6 meses e o de procura ate 4 meses. Sua persistencia nessa idade e sinal de alarme neurologico. O reflexo cutaneo-plantar, por outro lado, permanece presente (em extensao ate cerca de 2 anos), sendo o unico esperado no lactente descrito. Resposta A.
Questão 53Paciente do sexo masculino, 23 anos, foi vítima de acidente automobilístico no qual o veículo em que estava colidiu com caminhão. Usava cinto de segurança e foi retirado consciente do carro pela equipe de resgate. Apresentava amnésia anterógrada. Após atendimento pré-hospitalar, o paciente foi levado ao pronto-socorro, sem déficits motores ou sensitivos. No hospital, o médico pede uma tomografia computadorizada de crânio para avaliação. Alguns minutos depois, a equipe de enfermagem solicita avaliação de emergência para o paciente, com necessidade de intubação orotraqueal por rebaixamento do nível de consciência e anisocoria com pupila esquerda dilatada. Tomografia computadorizada de crânio sem contraste Ao considerar a situação clínica do paciente e a imagem tomográfica apresentada, o médico diagnosticouGabarito: C
Paciente do sexo masculino, 23 anos, foi vítima de acidente automobilístico no qual o veículo em que estava colidiu com caminhão. Usava cinto de segurança e foi retirado consciente do carro pela equipe de resgate. Apresentava amnésia anterógrada. Após atendimento pré-hospitalar, o paciente foi levado ao pronto-socorro, sem déficits motores ou sensitivos. No hospital, o médico pede uma tomografia computadorizada de crânio para avaliação. Alguns minutos depois, a equipe de enfermagem solicita avaliação de emergência para o paciente, com necessidade de intubação orotraqueal por rebaixamento do nível de consciência e anisocoria com pupila esquerda dilatada. Tomografia computadorizada de crânio sem contraste Ao considerar a situação clínica do paciente e a imagem tomográfica apresentada, o médico diagnosticou
- A. hematoma subdural agudo, sendo necessário realizar hidantalização do paciente e aguardar melhora clínica.
- B. contusão cerebral, sendo necessário realizar cirurgia de emergência para controle de hipertensão intracraniana.
- C. hematoma epidural, sendo necessário realizar cirurgia de emergência para controle da hipertensão intracraniana. ✓
- D. hematoma intraparenquimatoso, sendo necessário realizar hidantalização do paciente e aguardar melhora clínica. ÁREA LIVRE 13
Comentário OsceLabs
Trauma com lucidez inicial seguida de DETERIORACAO em minutos e anisocoria por midriase ipsilateral (esquerda) e a apresentacao classica do hematoma extradural (epidural), por sangramento arterial da meningea media, com intervalo lucido e imagem biconvexa. Trata-se de herniacao uncal em curso: a conduta e craniotomia de emergencia. Hidantalizar e aguardar (A e D) deixaria o paciente herniar. Resposta C.
Questão 54Uma adolescente de 15 anos comparece em consulta ginecológica com a finalidade de iniciar contracepção. Na história patológica pregressa, refere episódios de enxaqueca com aura. Nos antecedentes familiares, relata que a avó materna teve diagnóstico de câncer de mama, sua mãe é hipertensa e sua irmã tem diabetes. O uso do contraceptivo combinado está contraindicado para essa paciente devido ao risco deGabarito: C
Uma adolescente de 15 anos comparece em consulta ginecológica com a finalidade de iniciar contracepção. Na história patológica pregressa, refere episódios de enxaqueca com aura. Nos antecedentes familiares, relata que a avó materna teve diagnóstico de câncer de mama, sua mãe é hipertensa e sua irmã tem diabetes. O uso do contraceptivo combinado está contraindicado para essa paciente devido ao risco de
- A. câncer de mama.
- B. diabetes mellitus.
- C. acidente vascular cerebral. ✓
- D. hipertensão arterial sistêmica.
Comentário OsceLabs
Enxaqueca COM AURA e contraindicacao absoluta (categoria 4 da OMS) ao contraceptivo combinado, porque o estrogenio soma-se ao risco ja aumentado de acidente vascular cerebral isquemico proprio da aura. Historia familiar de cancer de mama em avo, de hipertensao e de diabetes nao contraindica combinado; sao antecedentes familiares, e nao condicoes da propria paciente. Resposta C.
Questão 55Ao visitar um idoso acamado de 80 anos, restrito ao lar e dependente em relação às atividades de vida diária, a médica de família e comunidade verificou que ele não havia recebido as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde para os idosos. Ao questionar a filha de 55 anos, principal cuidadora, sobre a vacinação do idoso, ela respondeu que o pai é muito frágil e não iria aguentar os efeitos colaterais, e como ele é restrito ao lar, a família preferiu não vacinar. Assinale a alternativa que inclui, respectivamente, vacinas disponibilizadas no calendário de imunização nacional para o idoso e uma forma de abordar a situação encontrada.Gabarito: A
Ao visitar um idoso acamado de 80 anos, restrito ao lar e dependente em relação às atividades de vida diária, a médica de família e comunidade verificou que ele não havia recebido as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde para os idosos. Ao questionar a filha de 55 anos, principal cuidadora, sobre a vacinação do idoso, ela respondeu que o pai é muito frágil e não iria aguentar os efeitos colaterais, e como ele é restrito ao lar, a família preferiu não vacinar. Assinale a alternativa que inclui, respectivamente, vacinas disponibilizadas no calendário de imunização nacional para o idoso e uma forma de abordar a situação encontrada.
- A. Pneumocócica 23-valente, 1 dose, com reforço em 5 anos; dupla adulto (dT – contra difteria e tétano), a cada 10 anos; contra influenza e covid-19, anualmente; contra hepatite B, 3 doses. Agendar uma nova visita domiciliar com mais membros da família para dialogar sobre a situação. ✓
- B. Contra influenza e covid-19, anualmente; dupla adulto (dT – contra difteria e tétano), a cada 10 anos; contra hepatite B, 3 doses; contra herpes-zoster, 2 doses. Fazer denúncia ao Conselho Municipal do Idoso sobre não vacinação do idoso.
- C. Pneumocócica 10-valente, 1 dose, com reforço em 5 anos; dupla adulto (dT – contra difteria e tétano), a cada 10 anos; contra influenza e covid-19, anualmente; contra hepatite B, 3 doses. Solicitar que a filha assine um termo de responsabilidade em relação à não vacinação do pai.
- D. Pneumocócica 10-valente, 1 dose, com reforço em 5 anos; contra influenza e covid-19, anualmente; contra herpes- zoster, 2 doses; dupla adulto (dT – contra difteria e tétano), a cada 10 anos. Respeitar a autonomia da filha sobre a vacinação, uma vez que é a cuidadora responsável. ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
O calendario do idoso no SUS inclui pneumococica 23-valente, dT a cada 10 anos, influenza e covid-19 anuais e hepatite B em 3 doses (a pneumo 10-valente e infantil, o que derruba C e D). Na abordagem da recusa, a resposta e ampliar o dialogo: nova visita domiciliar com mais familiares para esclarecer duvidas e construir adesao, em vez de denunciar, coagir com termo ou simplesmente aceitar a recusa. Resposta A.
Questão 56O vírus Chikungunya é transmitido pelo mosquito Aedes sp e foi responsável por grandes epidemias associadas a desfechos clínicos agudos, crônicos e graves. As ações voltadas para o controle do Aedes sp incluem medidas como o manejo integrado de vetores, que envolve atividades a serem executadas pela equipe de vigilância do território em um processo cíclico, tais comoGabarito: D
O vírus Chikungunya é transmitido pelo mosquito Aedes sp e foi responsável por grandes epidemias associadas a desfechos clínicos agudos, crônicos e graves. As ações voltadas para o controle do Aedes sp incluem medidas como o manejo integrado de vetores, que envolve atividades a serem executadas pela equipe de vigilância do território em um processo cíclico, tais como
- A. levantamento do índice larvário, notificação de vetores infectados e avaliação dos indicadores entomológicos e epidemiológicos.
- B. treinamento da equipe de controle de vetores, uso
- C. vigilância virológica, notificação semanal dos casos suspeitos de Chikungunya em áreas sem transmissão e definição do local provável de infecção.
- D. análise situacional com base em informações epidemiológicas e entomológicas, desenho das operações de planificação, implementação, monitoramento e avaliação. ✓
Comentário OsceLabs
O Manejo Integrado de Vetores nao e uma lista de acoes soltas, e um CICLO de gestao: analise situacional com dados epidemiologicos e entomologicos, desenho e planificacao das operacoes, implementacao, monitoramento e avaliacao, realimentando o ciclo. As demais alternativas citam atividades pontuais (levantamento larvario, inseticida, mutirao, notificacao) que sao componentes, mas nao descrevem o processo. Resposta D.
Questão 57Criança de 9 anos chega à Unidade Básica de Saúde (UBS) com o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade há 2 anos. Faz uso de metilfenidato há pelo menos 1 ano. O pai informa que, desde o início do uso, apresentou grande melhora na escola e solicita que o uso seja estendido por mais tempo. Quais estratégias de monitoramento referentes ao uso dessa medicação devem ser utilizadas?Gabarito: D
Criança de 9 anos chega à Unidade Básica de Saúde (UBS) com o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade há 2 anos. Faz uso de metilfenidato há pelo menos 1 ano. O pai informa que, desde o início do uso, apresentou grande melhora na escola e solicita que o uso seja estendido por mais tempo. Quais estratégias de monitoramento referentes ao uso dessa medicação devem ser utilizadas?
- A. Realizar seguimento em conjunto com neuropediatra para acompanhar aumento de peso e possível dislipidemia associada ao uso crônico do medicamento.
- B. Acompanhar com testes psicodinâmicos parâmetros de atenção e desempenho escolar, a fim de avaliar a efetividade da estimulação farmacológica.
- C. Coletar hemograma e hormônios tireoidianos anuais e eventualmente prescrever antipsicóticos para combate dos efeitos colaterais.
- D. Agendar consultas periódicas para verificação da estatura, peso e pressão arterial, com nova avaliação para retirada após 1 ano. ÁREA LIVRE 14 ✓
Comentário OsceLabs
O metilfenidato e psicoestimulante e seus efeitos adversos relevantes sao anorexia com PERDA de peso, desaceleracao do crescimento, insonia e elevacao de frequencia cardiaca e pressao arterial. Por isso o monitoramento e clinico e periodico: peso, estatura e PA em consultas regulares, com reavaliacao da necessidade de manutencao. Nao ha indicacao de hemograma/TSH de rotina, antipsicoticos ou testes psicodinamicos. Resposta D.
Questão 58Mulher de 45 anos é internada em hospital de média complexidade com queixas de febre (em torno de 38 °C), mialgia, mal-estar e dor na região cervical anterior, irradiada para a mandíbula e orelhas. Há 2 semanas, iniciou quadro sugestivo de infecção viral respiratória alta, com evolução clínica lenta desde então, passando a sentir palpitações e tremores nos últimos 3 dias. Procurou atendimento na unidade de saúde. Ao exame físico, a paciente se encontra febril, com taquicardia desproporcional à temperatura corporal e tremores finos nas extremidades. À palpação da tireoide: glândula dolorosa, firme e levemente aumentada de tamanho, assimétrica, não nodular. As dosagens da velocidade de hemossedimentação e proteína C reativa se mostraram elevadas. Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso, quais exames complementares a sustentariam e qual o tratamento indicado, respectivamente?Gabarito: A
Mulher de 45 anos é internada em hospital de média complexidade com queixas de febre (em torno de 38 °C), mialgia, mal-estar e dor na região cervical anterior, irradiada para a mandíbula e orelhas. Há 2 semanas, iniciou quadro sugestivo de infecção viral respiratória alta, com evolução clínica lenta desde então, passando a sentir palpitações e tremores nos últimos 3 dias. Procurou atendimento na unidade de saúde. Ao exame físico, a paciente se encontra febril, com taquicardia desproporcional à temperatura corporal e tremores finos nas extremidades. À palpação da tireoide: glândula dolorosa, firme e levemente aumentada de tamanho, assimétrica, não nodular. As dosagens da velocidade de hemossedimentação e proteína C reativa se mostraram elevadas. Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso, quais exames complementares a sustentariam e qual o tratamento indicado, respectivamente?
- A. Redução da captação tireoidiana de iodo radioativo; betabloqueador e anti-inflamatório. ✓
- B. Detecção de presença de nódulo quente à cintilografia de tireoide; tireoidectomia subtotal.
- C. Verificação de aumento nas dosagens séricas de TSH, T4 livre e TRAb; ablação com iodo radioativo.
- D. Verificação de aumento das concentrações sanguíneas de TSH, T3 e T4 livre; oseltamivir + metimazol + atenolol.
Comentário OsceLabs
Dor cervical anterior irradiada para mandibula e orelhas, apos infeccao viral de vias aereas superiores, com tireotoxicose, tireoide dolorosa e VHS/PCR muito elevados: e tireoidite subaguda granulomatosa (De Quervain). Como o hormonio vem da destruicao folicular e nao de hiperfuncao, a captacao de iodo radioativo esta REDUZIDA, e o tratamento e sintomatico: anti-inflamatorio (ou corticoide) e betabloqueador. Antitireoidiano nao tem papel. Resposta A.
Questão 59Lactente de 9 meses é atendido em Unidade Básica de Saúde (UBS) em virtude do surgimento de crises epilépticas há 3 meses. Os eventos se caracterizam por espasmos em flexão dos membros superiores sobre o tronco, semelhantes a sustos, e ocorrem nos horários de maior sonolência da criança. História gestacional e de parto sem anormalidades. Ao exame físico, lactente interage com o observador, porém não consegue ficar sentado. Ausculta cardíaca e respiratória sem anormalidades. Apresenta várias manchas hipomelanóticas nos membros inferiores e no tronco. Ressonância magnética de crânio revelou duas áreas compatíveis com astrocitomas de células gigantes subependimárias. A principal hipótese diagnóstica éGabarito: B
Lactente de 9 meses é atendido em Unidade Básica de Saúde (UBS) em virtude do surgimento de crises epilépticas há 3 meses. Os eventos se caracterizam por espasmos em flexão dos membros superiores sobre o tronco, semelhantes a sustos, e ocorrem nos horários de maior sonolência da criança. História gestacional e de parto sem anormalidades. Ao exame físico, lactente interage com o observador, porém não consegue ficar sentado. Ausculta cardíaca e respiratória sem anormalidades. Apresenta várias manchas hipomelanóticas nos membros inferiores e no tronco. Ressonância magnética de crânio revelou duas áreas compatíveis com astrocitomas de células gigantes subependimárias. A principal hipótese diagnóstica é
- A. neurofibromatose.
- B. esclerose tuberosa. ✓
- C. síndrome de Sturge-Weber.
- D. doença de von Hippel-Lindau. ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
Espasmos em flexao agrupados na sonolencia (sindrome de West) em lactente com regressao/atraso motor, MANCHAS HIPOMELANOTICAS e astrocitoma subependimario de celulas gigantes na RM formam a triade da esclerose tuberosa. Neurofibromatose cursa com manchas cafe com leite e neurofibromas; Sturge-Weber com mancha em vinho do porto no trigemeo; von Hippel-Lindau com hemangioblastomas, sem espasmos. Resposta B.
Questão 60Paciente masculino, 59 anos, atendido em hospital terciário com queixa de dor de moderada intensidade em fossa ilíaca esquerda (FIE), com início há 5 dias. Apresentou temperatura de 38 °C nas últimas 48 horas, associada à prostração. Não possuía comorbidades. Relatou episódio semelhante de menor intensidade há cerca de 1 ano, com resolução espontânea e um episódio de hematoquezia há 6 meses. No momento se encontra em regular estado geral, discretamente desidratado, com frequência cardíaca de 95 bpm; pressão arterial de 140 x 90 mmHg; índice de massa corporal de 30,5 mg/kg2. Abdome flácido, doloroso à palpação profunda em FIE e hipogástrio, com plastrão palpável em hipogástrio. Hemograma: leucócitos de 17.000/mm3 (valor de referência: 5.000 a 10.000/ mm3), 7% de bastões (valor de referência: 0 a 5%). Considerando o quadro, qual é o exame complementar de maior acurácia para estabelecer o diagnóstico?Gabarito: C
Paciente masculino, 59 anos, atendido em hospital terciário com queixa de dor de moderada intensidade em fossa ilíaca esquerda (FIE), com início há 5 dias. Apresentou temperatura de 38 °C nas últimas 48 horas, associada à prostração. Não possuía comorbidades. Relatou episódio semelhante de menor intensidade há cerca de 1 ano, com resolução espontânea e um episódio de hematoquezia há 6 meses. No momento se encontra em regular estado geral, discretamente desidratado, com frequência cardíaca de 95 bpm; pressão arterial de 140 x 90 mmHg; índice de massa corporal de 30,5 mg/kg2. Abdome flácido, doloroso à palpação profunda em FIE e hipogástrio, com plastrão palpável em hipogástrio. Hemograma: leucócitos de 17.000/mm3 (valor de referência: 5.000 a 10.000/ mm3), 7% de bastões (valor de referência: 0 a 5%). Considerando o quadro, qual é o exame complementar de maior acurácia para estabelecer o diagnóstico?
- A. Radiografia abdominal em 3 posições.
- B. Colonoscopia com biópsia.
- C. Tomografia de abdome com contraste. ✓
- D. Ultrassonografia de abdome.
Comentário OsceLabs
Dor em fossa iliaca esquerda com febre, leucocitose com desvio e PLASTRAO palpavel, em obeso com episodio previo semelhante e hematoquezia: diverticulite aguda complicada. O exame de maior acuracia e a tomografia de abdome com contraste, que confirma o diagnostico, estadia (Hinchey) e identifica abscesso passivel de drenagem. Colonoscopia na fase aguda e contraindicada pelo risco de perfuracao; USG e radiografia tem baixa acuracia. Resposta C.
Questão 61Mulher de 35 anos, diabética, com laqueadura tubária bilateral, procurou atendimento médico com queixa de prurido genital e disúria terminal, com 7 dias de evolução. Recentemente, fez uso de antibiótico para tratamento de abscesso dental. Ao exame especular, notava-se edema vulvar, hiperemia, fissura, corrimento esbranquiçado e teste das aminas negativo. Com base no agente etiológico mais provável, o tratamento éGabarito: A
Mulher de 35 anos, diabética, com laqueadura tubária bilateral, procurou atendimento médico com queixa de prurido genital e disúria terminal, com 7 dias de evolução. Recentemente, fez uso de antibiótico para tratamento de abscesso dental. Ao exame especular, notava-se edema vulvar, hiperemia, fissura, corrimento esbranquiçado e teste das aminas negativo. Com base no agente etiológico mais provável, o tratamento é
- A. miconazol, 1 aplicador, via vaginal, por 7 noites. ✓
- B. cefalexina, 2 g/dia, via oral, por 7 dias.
- C. azitromicina 1 g/dia, via oral, por 10 dias.
- D. metronidazol, 1 aplicador, via vaginal, por 10 noites. ÁREA LIVRE 15
Comentário OsceLabs
Prurido vulvar, corrimento esbranquicado grumoso, edema, fissura e teste de aminas NEGATIVO, apos antibioticoterapia recente e em diabetica, apontam candidiase vulvovaginal. O tratamento e antifungico, com azol topico (miconazol por 7 noites) ou fluconazol oral. Metronidazol trataria tricomoniase ou vaginose (que teria aminas positivo); cefalexina e azitromicina cobrem bacterias que nao estao em causa. Resposta A.
Questão 62Médica de família e comunidade foi solicitada para preencher a declaração de óbito de um paciente que acompanhava regularmente em sua área adstrita. O paciente era hipertenso há 30 anos, com histórico pessoal de acidente vascular encefálico (AVE) há 5 anos. Há 10 dias o paciente apresentou quadro gripal e há 1 dia teve agravamento dos sintomas respiratórios, com dispneia e cianose. A declaração de óbito deverá ser preenchidaGabarito: B
Médica de família e comunidade foi solicitada para preencher a declaração de óbito de um paciente que acompanhava regularmente em sua área adstrita. O paciente era hipertenso há 30 anos, com histórico pessoal de acidente vascular encefálico (AVE) há 5 anos. Há 10 dias o paciente apresentou quadro gripal e há 1 dia teve agravamento dos sintomas respiratórios, com dispneia e cianose. A declaração de óbito deverá ser preenchida
- A. pelo Instituto Médico Legal e constar: Parte I: a) Insuficiência respiratória aguda grave (horas); b) Síndrome gripal (10 dias); c) Hipertensão arterial sistêmica (30 anos). Parte II: Acidente vascular encefálico (5 anos).
- B. pela médica e constar: Parte I: a) Insuficiência respiratória aguda grave (horas); b) Pneumonia (1 dia); Síndrome gripal (10 dias). Parte II: a) Acidente vascular encefálico (5 anos); b) Hipertensão arterial sistêmica (30 anos). ✓
- C. pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU) e constar: Parte I: a) Síndrome gripal (10 dias); b) Pneumonia (1 dia); c) Insuficiência respiratória aguda grave (horas). Parte II: a) Acidente vascular encefálico (5 anos); b) Hipertensão arterial sistêmica (30 anos).
- D. pelo serviço de verificação de óbitos e constar: Parte I: a) Insuficiência respiratória aguda grave (horas); b) Acidente vascular encefálico (5 anos); c) Hipertensão arterial sistêmica (30 anos). Parte II: a) Pneumonia (1 dia); b) Síndrome gripal (10 dias).
Comentário OsceLabs
Morte natural de paciente com assistencia medica regular: quem preenche a declaracao de obito e a propria medica assistente, sem IML (reservado a morte violenta) e sem SVO (reservado a morte natural sem assistencia). Na Parte I a sequencia vai da causa imediata, no topo, ate a causa BASICA na linha mais baixa: insuficiencia respiratoria por pneumonia por sindrome gripal; HAS e AVE, que contribuiram sem estar na cadeia, vao na Parte II. Resposta B.
Questão 63Uma equipe de saúde da família percebeu um aumento do número de casos complicados de diabetes mellitus. De um total de 3.500 pacientes cadastrados, 280 são acompanhados por diabetes mellitus tipo 2, sendo 4 casos de amputações, 28 casos de retinopatia diabética e 80 casos de algum grau de doença renal crônica. Foi identificado que essa população apresentava dieta inadequada, baixo nível de atividade física e pouco conhecimento sobre estilos de vida que poderiam prevenir complicações das doenças. A equipe de saúde decidiu elaborar um projeto de intervenção com ênfase em avaliação e orientação nutricional e práticas de atividade física de rotina. Qual é o desenho de pesquisa para avaliação do impacto desse projeto de intervenção coletiva?Gabarito: B
Uma equipe de saúde da família percebeu um aumento do número de casos complicados de diabetes mellitus. De um total de 3.500 pacientes cadastrados, 280 são acompanhados por diabetes mellitus tipo 2, sendo 4 casos de amputações, 28 casos de retinopatia diabética e 80 casos de algum grau de doença renal crônica. Foi identificado que essa população apresentava dieta inadequada, baixo nível de atividade física e pouco conhecimento sobre estilos de vida que poderiam prevenir complicações das doenças. A equipe de saúde decidiu elaborar um projeto de intervenção com ênfase em avaliação e orientação nutricional e práticas de atividade física de rotina. Qual é o desenho de pesquisa para avaliação do impacto desse projeto de intervenção coletiva?
- A. Estudo de caso-controle aninhado.
- B. Ensaio clínico não randomizado. ✓
- C. Estudo de coorte retrospectivo.
- D. Ensaio clínico randomizado. ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
Ha uma INTERVENCAO planejada pela equipe (orientacao nutricional e atividade fisica) com avaliacao de impacto: logo, e estudo experimental, o que ja afasta caso-controle e coorte, que sao observacionais. Como a intervencao e coletiva, ofertada a todo o territorio adstrito, nao ha sorteio dos participantes entre grupos. Trata-se, portanto, de ensaio clinico (comunitario) NAO randomizado. Resposta B.
Questão 64Homem de 23 anos, estudante universitário, é levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por um amigo da moradia estudantil, que o encontrou chorando, trancado no banheiro com diversas cartelas de medicamentos próximas de si. O paciente nega ter ingerido qualquer fármaco ou outras substâncias, mas admite estar pensando em dar fim à própria vida. Refere tristeza profunda há cerca de 2 meses, com piora recente após o término de um relacionamento. Diz estar “sem propósito na vida” e que “ninguém sentiria falta” se ele morresse. Conta que viu na internet que tomar muitos comprimidos de paracetamol seria a melhor forma de morrer. Relata insônia inicial e terminal, perda de apetite, queda de rendimento acadêmico e isolamento social. Nega uso atual de drogas ilícitas, mas admite consumo de álcool eventualmente. Abandonou psicoterapia após 2 sessões. Todos os familiares vivem em outro estado. Ao exame, apresenta-se vígil, orientado, com discurso discretamente lentificado, sem alucinações ou delírios evidentes. O contato visual é pobre, o afeto está intensamente rebaixado e não modulante. Exames laboratoriais gerais solicitados à chegada na UPA não mostram alterações. Qual é a conduta adequada ao caso clínico apresentado?Gabarito: D
Homem de 23 anos, estudante universitário, é levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por um amigo da moradia estudantil, que o encontrou chorando, trancado no banheiro com diversas cartelas de medicamentos próximas de si. O paciente nega ter ingerido qualquer fármaco ou outras substâncias, mas admite estar pensando em dar fim à própria vida. Refere tristeza profunda há cerca de 2 meses, com piora recente após o término de um relacionamento. Diz estar “sem propósito na vida” e que “ninguém sentiria falta” se ele morresse. Conta que viu na internet que tomar muitos comprimidos de paracetamol seria a melhor forma de morrer. Relata insônia inicial e terminal, perda de apetite, queda de rendimento acadêmico e isolamento social. Nega uso atual de drogas ilícitas, mas admite consumo de álcool eventualmente. Abandonou psicoterapia após 2 sessões. Todos os familiares vivem em outro estado. Ao exame, apresenta-se vígil, orientado, com discurso discretamente lentificado, sem alucinações ou delírios evidentes. O contato visual é pobre, o afeto está intensamente rebaixado e não modulante. Exames laboratoriais gerais solicitados à chegada na UPA não mostram alterações. Qual é a conduta adequada ao caso clínico apresentado?
- A. Encaminhar o paciente para acompanhamento médico em Unidade Básica de Saúde (UBS).
- B. Encaminhar o paciente para psicoterapia com equipe multiprofissional na atenção primária à saúde.
- C. Encaminhar o paciente para avaliação ambulatorial com psiquiatra em centro de atenção psicossocial do tipo I.
- D. Encaminhar o paciente para internação em enfermaria de saúde mental em hospital geral ou em serviço congênere. ✓
Comentário OsceLabs
Ideacao suicida ATIVA com plano definido (metodo pesquisado e comprimidos ao alcance), depressao grave com afeto nao modulante, abandono de tratamento, ausencia de rede de suporte e morar longe da familia somam varios fatores de risco. Nao ha retaguarda para manejo ambulatorial: a conduta e internacao em leito de saude mental em hospital geral, protegendo o paciente ate a remissao do risco. Resposta D.
Questão 65Mulher de 35 anos procura Unidade Básica de Saúde (UBS) informando ter tido diagnóstico de trombose venosa profunda há cerca de 2 anos. Fez tratamento adequado com anticoagulante oral por tempo limitado, tendo recebido alta com cura do quadro há cerca de 1 ano. Na ocasião, ela não havia realizado qualquer exame específico adicional. Entretanto, nos últimos 6 meses, seu pai e sua irmã também tiveram o diagnóstico de trombose. O médico assistente solicita exames complementares para rastreio de hipercoagulabilidade primária. Considerando a história apresentada, qual alteração laboratorial é compatível com a suspeita de doença hereditária?Gabarito: A
Mulher de 35 anos procura Unidade Básica de Saúde (UBS) informando ter tido diagnóstico de trombose venosa profunda há cerca de 2 anos. Fez tratamento adequado com anticoagulante oral por tempo limitado, tendo recebido alta com cura do quadro há cerca de 1 ano. Na ocasião, ela não havia realizado qualquer exame específico adicional. Entretanto, nos últimos 6 meses, seu pai e sua irmã também tiveram o diagnóstico de trombose. O médico assistente solicita exames complementares para rastreio de hipercoagulabilidade primária. Considerando a história apresentada, qual alteração laboratorial é compatível com a suspeita de doença hereditária?
- A. Presença de Fator V de Leiden. ✓
- B. Níveis aumentados de proteína S.
- C. Níveis aumentados de antitrombina III.
- D. Níveis reduzidos de Fator de Von Willebrand. ÁREA LIVRE 16
Comentário OsceLabs
Trombose venosa em jovem com dois familiares de primeiro grau afetados sugere trombofilia hereditaria, e a mais prevalente e o fator V de Leiden (resistencia a proteina C ativada). Atencao a armadilha das outras opcoes: proteina S e antitrombina III causam trombose quando estao REDUZIDAS, nunca aumentadas; e queda do fator de Von Willebrand causa sangramento, nao trombose. Resposta A.
Questão 66Menina de 11 anos foi trazida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de queda do estado geral, náuseas e dor abdominal, desidratação e hálito cetônico. Exames realizados: glicemia de 410 mg/dL; gasometria venosa de pH 7,15 e bicarbonato de 13 mEq/L; exame de urina indica cetonúria. Além da fluidoterapia, o próximo passo éGabarito: A
Menina de 11 anos foi trazida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de queda do estado geral, náuseas e dor abdominal, desidratação e hálito cetônico. Exames realizados: glicemia de 410 mg/dL; gasometria venosa de pH 7,15 e bicarbonato de 13 mEq/L; exame de urina indica cetonúria. Além da fluidoterapia, o próximo passo é
- A. reposição de potássio. ✓
- B. correção imediata da glicemia.
- C. reposição de bicarbonato de sódio.
- D. administração imediata de manitol.
Comentário OsceLabs
Cetoacidose diabetica em crianca. Mesmo com potassio serico normal ou elevado, o estoque corporal total esta depletado, e a insulina joga potassio para dentro da celula: se ela for iniciada sem reposicao, o resultado e hipocalemia grave e arritmia. Por isso, apos a fluidoterapia, o passo seguinte e repor potassio (e so entao insulina). Bicarbonato so em pH menor que 6,9 e manitol so em edema cerebral. Resposta A.
Questão 67Paciente do sexo masculino, 26 anos, está sendo atendido em via pública, vítima de disparo de arma de fogo em braço direito. O trauma ocorreu cerca de 15 minutos antes da chegada da equipe de atendimento pré-hospitalar. Ao exame, o paciente se encontra pálido, pele fria, sudoreico, frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 90 x 50 mmHg e escala de coma de Glasgow de 15. A equipe de socorristas não possui hemoderivados disponíveis. Exame físico de cabeça, pescoço, tórax e abdome sem alterações, incluindo a região posterior do paciente. Presença de ferida perfuro-contusa em região medial do terço distal do braço direito, apresentando hemorragia pulsátil em grande volume. Considerando o atendimento pré-hospitalar do paciente, deve-se realizarGabarito: C
Paciente do sexo masculino, 26 anos, está sendo atendido em via pública, vítima de disparo de arma de fogo em braço direito. O trauma ocorreu cerca de 15 minutos antes da chegada da equipe de atendimento pré-hospitalar. Ao exame, o paciente se encontra pálido, pele fria, sudoreico, frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 90 x 50 mmHg e escala de coma de Glasgow de 15. A equipe de socorristas não possui hemoderivados disponíveis. Exame físico de cabeça, pescoço, tórax e abdome sem alterações, incluindo a região posterior do paciente. Presença de ferida perfuro-contusa em região medial do terço distal do braço direito, apresentando hemorragia pulsátil em grande volume. Considerando o atendimento pré-hospitalar do paciente, deve-se realizar
- A. dissecção da região traumatizada e hemostasia do vaso que apresenta sangramento com pinças hemostáticas; iniciar reposição volêmica com albumina e soro fisiológico.
- B. dissecção da região traumatizada e hemostasia do vaso que apresenta sangramento com pinças hemostáticas; iniciar reposição volêmica com soro fisiológico e glicofisiológico.
- C. compressão local da ferida e, caso essa manobra não cesse a hemorragia, aplicação de torniquete proximal à ferida e fora da região de articulação; iniciar reposição volêmica com soro fisiológico. ✓
- D. compressão local da ferida e, caso essa manobra não cesse a hemorragia, aplicação de torniquete proximal à ferida e fora da região de articulação; iniciar reposição volêmica com albumina e soro fisiológico. ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
Hemorragia exsanguinante em extremidade, no pre-hospitalar: a sequencia e compressao direta e, se falhar, TORNIQUETE proximal a ferida e fora de articulacao, com reposicao volemica criteriosa com cristaloide. Dissecar ferida e pincar vaso as cegas em via publica (A e B) e inaceitavel pelo risco de lesao nervosa e atraso. Albumina (coloide) nao tem indicacao na reanimacao do choque hemorragico. Resposta C.
Questão 68Uma mulher de 30 anos recebeu a citologia oncótica com laudo de “atipias celulares escamosas de significado indeterminado, onde não se pode afastar alto grau (ASC-H)”. Ela nega antecedente de tabagismo e não se lembra de ter tido infecção sexualmente transmissível. Nesse caso, a conduta adequada deve ser a realização deGabarito: B
Uma mulher de 30 anos recebeu a citologia oncótica com laudo de “atipias celulares escamosas de significado indeterminado, onde não se pode afastar alto grau (ASC-H)”. Ela nega antecedente de tabagismo e não se lembra de ter tido infecção sexualmente transmissível. Nesse caso, a conduta adequada deve ser a realização de
- A. conização.
- B. colposcopia. ✓
- C. cirurgia de alta frequência.
- D. nova citologia oncótica em 6 meses.
Comentário OsceLabs
ASC-H significa atipias escamosas em que nao se pode afastar lesao de alto grau: o risco de NIC 2/3 subjacente e alto, por isso NAO se repete citologia nem se aguarda (D). Todas as pacientes com ASC-H devem ir direto para colposcopia, com biopsia dirigida do achado. Conizacao e CAF sao terapeuticos e so entram apos a confirmacao histologica da lesao. Resposta B.
Questão 69Homem de 45 anos procura Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu bairro, por não conseguir controlar a frequência e a quantidade do uso de bebida alcoólica. Por conta disso, está faltando ao trabalho e não consegue se lembrar do que acontece quando bebe. O médico da UBS investigará os pontos mais importantes que podem indicar o padrão de dependência a substâncias psicoativas de acordo com o Manual Diagnóstico Estatístico de Saúde Mental (DSM-5). O médico deve investigar sobreGabarito: C
Homem de 45 anos procura Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu bairro, por não conseguir controlar a frequência e a quantidade do uso de bebida alcoólica. Por conta disso, está faltando ao trabalho e não consegue se lembrar do que acontece quando bebe. O médico da UBS investigará os pontos mais importantes que podem indicar o padrão de dependência a substâncias psicoativas de acordo com o Manual Diagnóstico Estatístico de Saúde Mental (DSM-5). O médico deve investigar sobre
- A. a intolerância cruzada entre outras substâncias e a de uso abusivo.
- B. a aceitação e a adesão à proposta de abstinência apresentada pela equipe.
- C. o tempo que é gasto para obter a substância ou recuperar- se de seus efeitos. ✓
- D. o tipo e a classe de substância que o paciente usa, diferenciando se é lícita ou ilícita. ÁREA LIVRE 17
Comentário OsceLabs
Nos criterios do DSM-5 para transtorno por uso de substancia, um dos itens nucleares e o tempo consumido em obter a substancia, usa-la ou recuperar-se de seus efeitos, ao lado de fissura, tolerancia, abstinencia e prejuizo de papeis. Aceitacao da abstinencia (B) e desfecho de tratamento, nao criterio; a licitude da droga (D) e irrelevante para o diagnostico, assim como a tolerancia cruzada (A). Resposta C.
Questão 70Agentes penitenciários de uma unidade prisional informaram à equipe de saúde sobre o aumento de queixas de prurido intenso e lesões cutâneas entre as pessoas privadas de liberdade. Cada cela, prevista para 35 pessoas, está com lotação de 75. As ações prioritárias no manejo adequado dessa situação sãoGabarito: B
Agentes penitenciários de uma unidade prisional informaram à equipe de saúde sobre o aumento de queixas de prurido intenso e lesões cutâneas entre as pessoas privadas de liberdade. Cada cela, prevista para 35 pessoas, está com lotação de 75. As ações prioritárias no manejo adequado dessa situação são
- A. solicitar o isolamento imediato dos casos sintomáticos, iniciar tratamento individual conforme avaliação clínica, recomendar higienização de colchões e ampliar o fornecimento de sabão e escovas pessoais.
- B. implementar bloqueio coletivo com tratamento simultâneo, notificar o surto ao serviço de vigilância em saúde, reorganizar fluxos com a administração prisional e planejar medidas educativas e estruturais. ✓
- C. preferir o tratamento tópico dos casos diagnosticados, com prescrição médica individualizada, e restringir o fornecimento de medicação aos casos confirmados, evitando exposição a medicamentos em massa.
- D. reunir-se com a direção para discutir a viabilidade de transferência dos casos graves, focando a atuação em medidas educativas com folhetos informativos sobre problemas de pele mais frequentes.
Comentário OsceLabs
Prurido e lesoes cutaneas disseminadas em cela com o dobro da lotacao configuram SURTO de escabiose. Tratar caso a caso e insuficiente porque a reinfestacao e imediata: a medida eficaz e o bloqueio coletivo, com tratamento simultaneo de todos os contatos, alem de notificacao a vigilancia, reorganizacao de fluxos com a administracao prisional e medidas estruturais e educativas. Isolamento (A) e restricao de medicacao (C) nao interrompem a cadeia. Resposta B.
Questão 71Homem de 28 anos, solteiro e residindo com os pais, comparece ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), com visível constrangimento ao longo da consulta. Apesar de sua resistência inicial, relata que tem pensamentos recorrentes e indesejados, os quais invadem sua cabeça, tendo como temática a sua mãe sendo vítima de grande violência. Enfatiza sua angústia com esses pensamentos, que já duram mais de 6 meses, provocando significativo prejuízo em sua vida pessoal e profissional. Afirma ter o entendimento de que não há fundamento nessas ideias e que não faz sentido sofrer com isso. A denominação para a descrição clínica apresentada éGabarito: B
Homem de 28 anos, solteiro e residindo com os pais, comparece ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), com visível constrangimento ao longo da consulta. Apesar de sua resistência inicial, relata que tem pensamentos recorrentes e indesejados, os quais invadem sua cabeça, tendo como temática a sua mãe sendo vítima de grande violência. Enfatiza sua angústia com esses pensamentos, que já duram mais de 6 meses, provocando significativo prejuízo em sua vida pessoal e profissional. Afirma ter o entendimento de que não há fundamento nessas ideias e que não faz sentido sofrer com isso. A denominação para a descrição clínica apresentada é
- A. delírio.
- B. obsessão. ✓
- C. hipertimia.
- D. compulsão. ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
Pensamentos recorrentes, INDESEJADOS e intrusivos, de conteudo agressivo, que geram angustia e que o paciente reconhece como sem fundamento (critica preservada, egodistonicos), definem obsessao. Delirio seria uma crenca fixa e inabalavel, com critica ausente. Compulsao e o ato ou ritual executado para aliviar a obsessao. Hipertimia designa elevacao do humor. Resposta B.
Questão 72Homem de 35 anos, índice de massa corporal de 15 kg/m², é internado devido à diarreia líquida, com produtos patológicos, acompanhada de flatulência e desconforto abdominal há 4 semanas. Apresentou emagrecimento de cerca de 10 kg em 1 mês. Foram solicitados exames com endoscopia digestiva alta e baixa, sem alterações macroscópicas. Estudos histopatológicos de estômago, intestino delgado e cólon normais. Teste respiratório com lactulose positivo. O plano terapêutico adequado para esse paciente seráGabarito: A
Homem de 35 anos, índice de massa corporal de 15 kg/m², é internado devido à diarreia líquida, com produtos patológicos, acompanhada de flatulência e desconforto abdominal há 4 semanas. Apresentou emagrecimento de cerca de 10 kg em 1 mês. Foram solicitados exames com endoscopia digestiva alta e baixa, sem alterações macroscópicas. Estudos histopatológicos de estômago, intestino delgado e cólon normais. Teste respiratório com lactulose positivo. O plano terapêutico adequado para esse paciente será
- A. neomicina e rifaximina. ✓
- B. loperamida e escopolamina.
- C. dieta sem glúten e sem lactose.
- D. probióticos e inibidores da bomba de prótons.
Comentário OsceLabs
Diarreia cronica com flatulencia, desnutricao grave e endoscopias com histologia NORMAL, mas teste respiratorio com lactulose positivo, definem supercrescimento bacteriano do intestino delgado. O tratamento e antibiotico com acao luminal: rifaximina (ou neomicina/metronidazol). Histologia normal afasta doenca celiaca (C). Loperamida so mascara e inibidor de bomba de protons agrava, por reduzir a barreira acida. Resposta A.
Questão 73Criança de 2 anos encaminhada ao matriciamento de pediatria, com história de ter apresentado há 7 dias uma crise tônico- clônica generalizada em vigência de temperatura axilar de 39,3 °C, duração de 2 minutos, sem recorrência em 24 horas. Naquela ocasião foi realizado exame físico e neurológico, compatível com infecção viral de vias aéreas superiores, sem outras alterações. A conduta adequada nesse caso éGabarito: C
Criança de 2 anos encaminhada ao matriciamento de pediatria, com história de ter apresentado há 7 dias uma crise tônico- clônica generalizada em vigência de temperatura axilar de 39,3 °C, duração de 2 minutos, sem recorrência em 24 horas. Naquela ocasião foi realizado exame físico e neurológico, compatível com infecção viral de vias aéreas superiores, sem outras alterações. A conduta adequada nesse caso é
- A. solicitar eletroencefalograma.
- B. indicar profilaxia com barbitúricos.
- C. tranquilizar e orientar puericultura de rotina. ✓
- D. solicitar exames laboratoriais e de imagem.
Comentário OsceLabs
Crise unica, tonico-clonica generalizada, com menos de 15 minutos, sem recorrencia em 24 horas, em crianca de 2 anos com febre e foco viral e exame neurologico normal: crise febril SIMPLES. Nao ha indicacao de eletroencefalograma, neuroimagem, exames laboratoriais nem profilaxia com anticonvulsivante. A conduta e orientar a familia sobre o prognostico benigno, o manejo da crise e o seguimento habitual. Resposta C.
Questão 74Paciente de 47 anos, sexo feminino, atendida no ambulatório de cirurgia geral. A paciente havia sido submetida à cirurgia de tireoidectomia total há 60 dias, devido à um carcinoma folicular de tireoide, o qual estava restrito à glândula. No pós-operatório imediato, a paciente apresentou rouquidão, que não melhorou durante o acompanhamento ambulatorial nesses 60 dias. Com base no quadro clínico apresentado, qual foi o nervo lesionado durante a cirurgia?Gabarito: A
Paciente de 47 anos, sexo feminino, atendida no ambulatório de cirurgia geral. A paciente havia sido submetida à cirurgia de tireoidectomia total há 60 dias, devido à um carcinoma folicular de tireoide, o qual estava restrito à glândula. No pós-operatório imediato, a paciente apresentou rouquidão, que não melhorou durante o acompanhamento ambulatorial nesses 60 dias. Com base no quadro clínico apresentado, qual foi o nervo lesionado durante a cirurgia?
- A. Laríngeo recorrente. ✓
- B. Glossofaríngeo.
- C. Hipoglosso.
- D. Vago. ÁREA LIVRE 18
Comentário OsceLabs
Rouquidao que se instala no pos-operatorio imediato de tireoidectomia e NAO melhora em 60 dias indica lesao do nervo laringeo recorrente, que inerva quase toda a musculatura intrinseca da laringe e corre no sulco traqueoesofagico, junto a arteria tireoidea inferior. Lesao do laringeo superior daria fadiga vocal e perda de agudos. Glossofaringeo, hipoglosso e tronco do vago nao sao lesados nessa dissecacao. Resposta A.
Questão 75Paciente de 29 anos, nuligesta, ciclos menstruais com intervalos de 20 a 65 dias, duração de 4 a 10 dias, intensidade moderada. Apresenta índice de massa corporal de 41,5 kg/m2 e se submeterá à cirurgia bariátrica em alguns meses. Necessita de orientação para contracepção. Com base nessas informações, assinale a alternativa correta.Gabarito: A
Paciente de 29 anos, nuligesta, ciclos menstruais com intervalos de 20 a 65 dias, duração de 4 a 10 dias, intensidade moderada. Apresenta índice de massa corporal de 41,5 kg/m2 e se submeterá à cirurgia bariátrica em alguns meses. Necessita de orientação para contracepção. Com base nessas informações, assinale a alternativa correta.
- A. Para contracepção efetiva e proteção endometrial, está indicado o endoceptivo antes da operação ✓
- B. Devido ao risco de apresentar tromboembolismo, está contraindicado o uso de métodos hormonais.
- C. Apresenta quadro de anovulação crônica, portanto deve ser orientada a usar preservativo masculino.
- D. Está contraindicada gravidez na fase de perda de peso, logo ela pode usar o adesivo anticoncepcional.
Comentário OsceLabs
Obesidade grau III com ciclos irregulares, as vesperas de bariatrica. O endoceptivo (SIU de levonorgestrel) e a melhor escolha: eficacia independente do peso corporal e da absorcao intestinal alterada apos a cirurgia, alem de proteger o endometrio da exposicao estrogenica sem oposicao da anovulacao cronica. Metodos hormonais nao estao proibidos em bloco (B); preservativo isolado tem alta falha (C); adesivo perde eficacia na obesidade (D). Resposta A.
Questão 77Uma equipe de saúde da família realiza atendimento itinerante a comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas na Região Amazônica. Em visita, uma médica recém-chegada observa que uma mulher ribeirinha evita contato visual durante a consulta e responde às perguntas apenas com monossílabos. Em outra situação, um indígena da etnia Tikuna não aceita ser atendido sozinho e insiste na presença de um pajé da comunidade. A abordagem adequada que a equipe deve adotar éGabarito: B
Uma equipe de saúde da família realiza atendimento itinerante a comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas na Região Amazônica. Em visita, uma médica recém-chegada observa que uma mulher ribeirinha evita contato visual durante a consulta e responde às perguntas apenas com monossílabos. Em outra situação, um indígena da etnia Tikuna não aceita ser atendido sozinho e insiste na presença de um pajé da comunidade. A abordagem adequada que a equipe deve adotar é
- A. investir na padronização de rotinas clínicas e na capacitação da equipe para comunicação técnica propositiva e objetiva.
- B. promover espaços formativos para a equipe assistencial, reconhecendo saberes e práticas das populações atendidas. ✓
- C. reforçar a autonomia profissional da médica, mantendo as condutas clínicas baseadas em evidências científicas.
- D. estabelecer rotinas padronizadas uniformes de atendimento para ribeirinhos e indígenas.
Comentário OsceLabs
Evitar contato visual e pedir a presenca do pajé nao sao resistencia ao cuidado, sao expressoes culturais legitimas. A resposta adequada e institucional e formativa: educacao permanente da equipe em competencia cultural, reconhecendo saberes e praticas tradicionais e construindo o cuidado junto a comunidade. Padronizar rotinas e uniformizar atendimentos (A, C e D) apaga a diferenca e aumenta a barreira de acesso. Resposta B.
Questão 78Paciente de 21 anos comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para uma consulta agendada. Durante o atendimento, diz que se reconhece como um homem trans e que está em processo de afirmação de gênero. Relata que, nos últimos meses, tem buscado apoio em grupos de pessoas trans, começou a usar um binder (faixa de compressão torácica) e que cogita iniciar terapia hormonal no futuro. Refere que não apresenta sofrimento psíquico intenso relacionado à sua identidade de gênero, mas sente que precisa de informações adequadas sobre os próximos passos e sobre cuidados com a saúde. Não apresenta sintomas depressivos, ansiosos ou psicóticos. Qual é a conduta mais adequada a ser adotada?Gabarito: D
Paciente de 21 anos comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para uma consulta agendada. Durante o atendimento, diz que se reconhece como um homem trans e que está em processo de afirmação de gênero. Relata que, nos últimos meses, tem buscado apoio em grupos de pessoas trans, começou a usar um binder (faixa de compressão torácica) e que cogita iniciar terapia hormonal no futuro. Refere que não apresenta sofrimento psíquico intenso relacionado à sua identidade de gênero, mas sente que precisa de informações adequadas sobre os próximos passos e sobre cuidados com a saúde. Não apresenta sintomas depressivos, ansiosos ou psicóticos. Qual é a conduta mais adequada a ser adotada?
- A. Solicitar avaliação psiquiátrica para diagnóstico de disforia de gênero antes do acompanhamento na UBS.
- B. Iniciar terapia hormonal na UBS, conforme estabelecido no processo transexualizador do SUS, e marcar retorno em 8 semanas.
- C. Encaminhar paciente para serviço especializado e informar que o seguimento relacionado à transição de gênero deve ser feito com especialista.
- D. Esclarecer que tal identidade de gênero não é transtorno mental, oferecer acompanhamento contínuo na UBS e orientar sobre cuidados gerais de saúde. ÁREA LIVRE ÁREA LIVRE 19 ✓
Comentário OsceLabs
Identidade transgenera NAO e transtorno mental (a CID-11 retirou a condicao do capitulo de saude mental) e nao exige laudo psiquiatrico previo para o cuidado. O paciente esta assintomatico do ponto de vista psiquico e demanda informacao: a conduta e esclarecer isso, acolher e manter acompanhamento longitudinal na atencao primaria, que e porta de entrada e coordena o cuidado, orientando saude geral e futuras etapas. Resposta D.
Questão 79Mulher de 62 anos, com histórico de infecções do trato urinário de repetição, dá entrada em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de febre alta e calafrios. A paciente é portadora de diabetes mellitus tipo 2, em tratamento regular com metformina e glicazida. À admissão apresenta-se com pressão arterial de 110 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 106 bpm, frequência respiratória de 25 irpm e temperatura axilar de 38 °C. Os exames laboratoriais indicam hemoglobina de 12,3 g/dL e hematócrito de 36%; leucócitos de 14.000/mm3 (valor de referência: 6.000 a 10.000/mm3), com 84% de neutrófilos e 12% de bastonetes; plaquetas de 210.000/mm3. A conduta para o caso deve ser recomendarGabarito: B
Mulher de 62 anos, com histórico de infecções do trato urinário de repetição, dá entrada em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de febre alta e calafrios. A paciente é portadora de diabetes mellitus tipo 2, em tratamento regular com metformina e glicazida. À admissão apresenta-se com pressão arterial de 110 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 106 bpm, frequência respiratória de 25 irpm e temperatura axilar de 38 °C. Os exames laboratoriais indicam hemoglobina de 12,3 g/dL e hematócrito de 36%; leucócitos de 14.000/mm3 (valor de referência: 6.000 a 10.000/mm3), com 84% de neutrófilos e 12% de bastonetes; plaquetas de 210.000/mm3. A conduta para o caso deve ser recomendar
- A. tratamento com antitérmico, hidratação oral vigorosa e observação na unidade hospitalar.
- B. tratamento com esquema antibiótico de amplo espectro, ainda na 1ª hora da chegada da paciente. ✓
- C. tratamento com cobertura contra Candida sp, por se tratar de infecção urinária de repetição em paciente diabética.
- D. tratamento com antibiótico de amplo espectro, mantido durante todo o curso de tratamento, mesmo após os resultados das culturas.
Comentário OsceLabs
Febre, taquicardia, taquipneia e leucocitose com desvio a esquerda em diabetica com foco urinario configuram sepse. O determinante prognostico e o TEMPO: antibiotico de amplo espectro na primeira hora, junto com coletas de cultura e ressuscitacao volemica. Apenas antitermico e hidratacao oral (A) subestima o quadro; Candida nao e o alvo empirico (C); e o esquema deve ser DESCALONADO apos as culturas, nao mantido amplo (D). Resposta B.
Questão 80Recém-nascido a termo apresenta, no 1° minuto de vida, quadro de apneia e bradicardia, desvio do ictus à direita, abdome escavado e presença de ruídos hidroaéreos à ausculta do hemitórax esquerdo. No decorrer do atendimento desse recém-nascido, em sala de parto, os procedimentos adequados a serem realizados sãoGabarito: A
Recém-nascido a termo apresenta, no 1° minuto de vida, quadro de apneia e bradicardia, desvio do ictus à direita, abdome escavado e presença de ruídos hidroaéreos à ausculta do hemitórax esquerdo. No decorrer do atendimento desse recém-nascido, em sala de parto, os procedimentos adequados a serem realizados são
- A. intubação traqueal e massagem cardíaca externa. ✓
- B. cateterismo umbilical e drenagem de hemitórax esquerdo.
- C. ventilação com óxido nítrico e administração de surfactante.
- D. ventilação com balão autoinflável com pressão expiratória final positiva.
Comentário OsceLabs
Desvio do ictus para a direita, abdome escavado e ruidos hidroaereos no hemitorax esquerdo definem hernia diafragmatica congenita. A regra de ouro e NAO ventilar com mascara e balao, porque insufla o estomago e as alcas herniadas e piora a compressao pulmonar: indica-se intubacao traqueal imediata, sonda gastrica e, pela bradicardia com apneia, massagem cardiaca. Drenar torax (B) sem pneumotorax perfura alca. Resposta A.
Questão 81Adulto jovem, sexo masculino, atendido em Unidade Básica de Saúde (UBS), relata dor e ardor no ânus acompanhados de sangramento vivo em pequena quantidade ao evacuar com esforço e fezes endurecidas. Nega tumoração perianal. Portador de constipação crônica e diagnóstico recente de doença Crohn. Exame geral sem alterações. Qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: D
Adulto jovem, sexo masculino, atendido em Unidade Básica de Saúde (UBS), relata dor e ardor no ânus acompanhados de sangramento vivo em pequena quantidade ao evacuar com esforço e fezes endurecidas. Nega tumoração perianal. Portador de constipação crônica e diagnóstico recente de doença Crohn. Exame geral sem alterações. Qual é o diagnóstico mais provável?
- A. Abcesso perianal.
- B. Fístula perianal.
- C. Cisto pilonidal.
- D. Fissura anal. ✓
Comentário OsceLabs
Dor e ardor anal DURANTE e apos a evacuacao, com sangramento vivo em pequena quantidade sobre fezes endurecidas, em constipado cronico e portador de doenca de Crohn, e o quadro tipico da fissura anal. Abscesso perianal cursa com dor continua, febre e abaulamento flutuante; fistula com drenagem cronica de secrecao por orificio externo; cisto pilonidal fica na regiao sacrococcigea, e nao no anus. Resposta D.
Questão 82Paciente G3P1A1, idade gestacional de 24 semanas, comparece à consulta. Refere que na primeira gestação teve um abortamento com 16 semanas e na segunda, teve trabalho de parto vaginal muito rápido, na idade gestacional de 28 semanas. Na ultrassonografia transvaginal, realizada com 23 semanas desta gestação, detectou-se colo uterino com 1,5 cm de comprimento. Qual é a conduta adequada à situação?Gabarito: D
Paciente G3P1A1, idade gestacional de 24 semanas, comparece à consulta. Refere que na primeira gestação teve um abortamento com 16 semanas e na segunda, teve trabalho de parto vaginal muito rápido, na idade gestacional de 28 semanas. Na ultrassonografia transvaginal, realizada com 23 semanas desta gestação, detectou-se colo uterino com 1,5 cm de comprimento. Qual é a conduta adequada à situação?
- A. Solicitar a pesquisa de estreptococo do Grupo B na 28ª semana.
- B. Internar a paciente para receber atosiban intravenoso até 34 semanas.
- C. Prescrever nifedipina 20 mg via oral diariamente à noite até 39 semanas.
- D. Prescrever progesterona micronizada via vaginal 200 mg ao dia até 36 semanas. ✓
Comentário OsceLabs
Antecedente de parto prematuro e colo curto (1,5 cm) com 23 semanas: a intervencao com evidencia para prevenir a prematuridade e a progesterona micronizada VAGINAL, 200 mg/dia, mantida ate cerca de 36 semanas. Tocoliticos (atosiban, nifedipina) so tem papel no trabalho de parto prematuro instalado, e nao como profilaxia cronica. A pesquisa de estreptococo do grupo B e rotina, mas nao responde ao problema. Resposta D.
Questão 83Mulher de 32 anos, sexualmente ativa, comparece à consulta com o médico de família e comunidade para realização do seu primeiro exame preventivo. O médico realiza a coleta de citologia oncótica. Após 3 semanas, a paciente retorna com o resultado “presença de lesão intraepitelial de baixo grau”. Considerando esse resultado, qual é a conduta adequada do médico?Gabarito: B
Mulher de 32 anos, sexualmente ativa, comparece à consulta com o médico de família e comunidade para realização do seu primeiro exame preventivo. O médico realiza a coleta de citologia oncótica. Após 3 semanas, a paciente retorna com o resultado “presença de lesão intraepitelial de baixo grau”. Considerando esse resultado, qual é a conduta adequada do médico?
- A. Solicitar ultrassonografia transvaginal.
- B. Repetir o exame citopatológico em 6 meses. ✓
- C. Encaminhar para a realização de colposcopia.
- D. Repetir o exame citopatológico imediatamente. ÁREA LIVRE 20
Comentário OsceLabs
Lesao intraepitelial de BAIXO grau reflete, na maioria das vezes, efeito citopatico transitorio do HPV, com alta taxa de regressao espontanea. Por isso, em mulher com 25 anos ou mais, a recomendacao brasileira e repetir a citologia em 6 meses e so encaminhar a colposcopia se a alteracao persistir (ou for de maior grau). Colposcopia imediata seria conduta para ASC-H, AGC ou lesao de alto grau. Resposta B.
Questão 84A agente comunitária de saúde de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) relata, durante a reunião de equipe, a sua preocupação com os idosos de uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI) no território da UBS. Em sua última visita, a agente observou que na instituição havia 38 idosos vivendo em isolamento excessivo, a maioria sem vínculos familiares ativos e sofrendo constantes agressões dos funcionários. Comenta ainda que havia sinais de contenção física em idosos com demência avançada e presença de lesões de pressão. Qual a conduta mais adequada da equipe de saúde?Gabarito: C
A agente comunitária de saúde de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) relata, durante a reunião de equipe, a sua preocupação com os idosos de uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI) no território da UBS. Em sua última visita, a agente observou que na instituição havia 38 idosos vivendo em isolamento excessivo, a maioria sem vínculos familiares ativos e sofrendo constantes agressões dos funcionários. Comenta ainda que havia sinais de contenção física em idosos com demência avançada e presença de lesões de pressão. Qual a conduta mais adequada da equipe de saúde?
- A. Formalizar denúncia ao Conselho Municipal do Idoso, considerando que situações como contenção e úlcera por pressão podem acontecer em ambientes de institucionalização prolongada e não requerem intervenção clínica imediata.
- B. Oferecer apoio clínico para os casos de maior vulnerabilidade, como os com lesão por pressão e agitação psicomotora, sugerindo adequações na rotina assistencial, respeitando a autonomia da ILPI.
- C. Articular ação intersetorial com órgãos de controle social, registrar notificação compulsória de violência institucional e elaborar plano de ação conjunta com a equipe da ILPI. ✓
- D. Agendar reuniões quinzenais com a equipe da ILPI para educação permanente sobre cuidados paliativos, sem envolver outras instâncias legais ou sociais.
Comentário OsceLabs
Agressoes por funcionarios, contencao fisica e lesoes por pressao em ILPI configuram VIOLENCIA INSTITUCIONAL contra a pessoa idosa, agravo de notificacao compulsoria. A conduta reune as tres dimensoes: notificar, articular com orgaos de controle social e Ministerio Publico, e construir plano de acao com a propria instituicao. Naturalizar contencoes e lesoes (A), so tratar clinicamente (B) ou apenas educar (D) omite a protecao devida. Resposta C.
Questão 85Mulher de 42 anos é levada pelo irmão à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com fala alterada, lentificação, tontura e sonolência. Ela admite ter ingerido 30 comprimidos de clonazepam 2 mg há 20 minutos. Paciente evolui com hipotensão, rebaixamento do nível de consciência, sendo caracterizado coma e indicada a ventilação mecânica. Qual medicação é indicada nessa situação?Gabarito: B
Mulher de 42 anos é levada pelo irmão à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com fala alterada, lentificação, tontura e sonolência. Ela admite ter ingerido 30 comprimidos de clonazepam 2 mg há 20 minutos. Paciente evolui com hipotensão, rebaixamento do nível de consciência, sendo caracterizado coma e indicada a ventilação mecânica. Qual medicação é indicada nessa situação?
- A. N-acetilcisteína.
- B. Flumazenil. ✓
- C. Naloxona.
- D. Atropina. ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
Intoxicacao por benzodiazepinico com coma e necessidade de ventilacao mecanica: o antidoto especifico e o flumazenil, antagonista competitivo do receptor GABA-A. Deve ser usado com cautela, pois pode precipitar convulsao em usuario cronico ou em intoxicacao mista com tricliclicos. N-acetilcisteina e para paracetamol, naloxona para opioides e atropina para organofosforados/carbamatos. Resposta B.
Questão 86Mulher de 55 anos, sem história de doenças crônicas, procura atendimento por queixa de cefaleia persistente em ambos os lados do crânio, associada a alterações de visão (amaurose fugaz e diplopia), cansaço e artralgias. Relata dor em todo o couro cabeludo. Notou perda de peso (2 kg em 2 meses). Nega fotofobia ou fonofobia, febre ou náuseas, e afirma que não acorda de madrugada por conta da cefaleia. Nega qualquer problema de ordem emocional. Ao exame, a paciente encontra- se afebril, com pupilas isocóricas e sem rigidez de nuca. Qual é o tipo de cefaleia dessa paciente, e qual exame seria útil na sua investigação preliminar, respectivamente?Gabarito: D
Mulher de 55 anos, sem história de doenças crônicas, procura atendimento por queixa de cefaleia persistente em ambos os lados do crânio, associada a alterações de visão (amaurose fugaz e diplopia), cansaço e artralgias. Relata dor em todo o couro cabeludo. Notou perda de peso (2 kg em 2 meses). Nega fotofobia ou fonofobia, febre ou náuseas, e afirma que não acorda de madrugada por conta da cefaleia. Nega qualquer problema de ordem emocional. Ao exame, a paciente encontra- se afebril, com pupilas isocóricas e sem rigidez de nuca. Qual é o tipo de cefaleia dessa paciente, e qual exame seria útil na sua investigação preliminar, respectivamente?
- A. Cefaleia primária (cefaleia tensional); nenhum exame é necessário.
- B. Cefaleia secundária (hemorragia subaracnoideia); análise de líquor.
- C. Cefaleia primária (migrânea); tomografia computadorizada de encéfalo.
- D. Cefaleia secundária (arterite temporal); velocidade de hemossedimentação. ✓
Comentário OsceLabs
Cefaleia nova apos os 50 anos, holocraniana, com HIPERSENSIBILIDADE DO COURO CABELUDO, amaurose fugaz, diplopia, artralgias e perda de peso: e cefaleia secundaria por arterite temporal (de celulas gigantes). O exame inicial e a velocidade de hemossedimentacao, tipicamente muito elevada, seguida de biopsia da temporal, sem atrasar o corticoide, que previne a cegueira irreversivel. Resposta D.
Questão 87Adolescente de 13 anos, sexo masculino, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) devido a manchas escurecidas nas dobras do pescoço, axilas e virilhas. Ao exame físico, índice de massa corporal está no Z escore entre +2 e +3 para a idade e sexo, relação da circunferência abdominal/estatura aumentada, com manchas hipercrômicas no pescoço, axilas e raiz da coxa, sem outros achados significativos. Além de prescrever mudança de hábitos alimentares e aumento da atividade física, deve-seGabarito: B
Adolescente de 13 anos, sexo masculino, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) devido a manchas escurecidas nas dobras do pescoço, axilas e virilhas. Ao exame físico, índice de massa corporal está no Z escore entre +2 e +3 para a idade e sexo, relação da circunferência abdominal/estatura aumentada, com manchas hipercrômicas no pescoço, axilas e raiz da coxa, sem outros achados significativos. Além de prescrever mudança de hábitos alimentares e aumento da atividade física, deve-se
- A. solicitar biópsia das lesões e hemoglobina glicada.
- B. solicitar perfil lipídico e ultrassonografia de abdome. ✓
- C. indicar corticoide tópico nas lesões e evitar exposição solar.
- D. indicar antifúngico nas lesões e solicitar teste de tolerância oral à glicose. ÁREA LIVRE 21
Comentário OsceLabs
Acantose nigricans (manchas aveludadas e escuras em dobras) em adolescente com obesidade e circunferencia abdominal aumentada e marcador cutaneo de RESISTENCIA INSULINICA, e nao infeccao fungica nem dermatose inflamatoria (o que derruba C e D). A conduta e rastrear as comorbidades associadas: perfil lipidico e ultrassonografia de abdome, para dislipidemia e esteatose hepatica. Biopsia da lesao (A) e desnecessaria. Resposta B.
Questão 89Gestante de 28 anos, idade gestacional desconhecida, situação de vulnerabilidade social, chega, trazida pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU), com sangramento vaginal intenso, hipertonia uterina, pressão arterial de 130 x 90 mmHg, altura uterina de 32 cm, batimentos cardíacos fetais de 90 bpm. Toque vaginal: colo grosso, posterior impérvio. A acompanhante refere que a paciente fez uso de cocaína antes do ocorrido. O diagnóstico, a conduta adequada e a complicação possível são, respectivamente,Gabarito: A
Gestante de 28 anos, idade gestacional desconhecida, situação de vulnerabilidade social, chega, trazida pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU), com sangramento vaginal intenso, hipertonia uterina, pressão arterial de 130 x 90 mmHg, altura uterina de 32 cm, batimentos cardíacos fetais de 90 bpm. Toque vaginal: colo grosso, posterior impérvio. A acompanhante refere que a paciente fez uso de cocaína antes do ocorrido. O diagnóstico, a conduta adequada e a complicação possível são, respectivamente,
- A. descolamento de placenta; cesárea; útero de Couvalaire. ✓
- B. rotura de vasa prévia; amniotomia; anemia fetal.
- C. trabalho de parto; inibição; prematuridade.
- D. pré-eclâmpsia; cesárea; rotura uterina. ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
Sangramento vaginal com HIPERTONIA uterina, sofrimento fetal (BCF 90) e uso de cocaina, potente vasoconstritor, e descolamento prematuro de placenta. Com feto vivo e sofrimento, a via e a cesarea de urgencia. A complicacao classica e a apoplexia uteroplacentaria (utero de Couvelaire), com infiltracao hemorragica do miometrio e atonia. Vasa previa cursa com sangramento sem hipertonia e utero indolor. Resposta A.
Questão 90Homem de 23 anos, previamente hígido, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) relatando que há cerca de 2 horas foi mordido por um gato de rua ao tentar retirá-lo de cima de uma árvore. A mordida resultou em feridas cortocontusas nos dedos da mão esquerda. Paciente nega episódios anteriores de agressões desse tipo. O animal, que não pertence a ninguém da vizinhança, fugiu após ser resgatado. Na cidade, no ano anterior, houve a confirmação de raiva em felinos. A conduta adequada no atendimento imediato ao paciente éGabarito: C
Homem de 23 anos, previamente hígido, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) relatando que há cerca de 2 horas foi mordido por um gato de rua ao tentar retirá-lo de cima de uma árvore. A mordida resultou em feridas cortocontusas nos dedos da mão esquerda. Paciente nega episódios anteriores de agressões desse tipo. O animal, que não pertence a ninguém da vizinhança, fugiu após ser resgatado. Na cidade, no ano anterior, houve a confirmação de raiva em felinos. A conduta adequada no atendimento imediato ao paciente é
- A. higienizar adequadamente e suturar as lacerações; aplicar o soro antirrábico; prescrever 1 dose de penicilina benzatina 1,2 milhão de UI.
- B. lavar os ferimentos com antissépticos; aguardar a busca ativa do animal pela zoonose para início da profilaxia; aplicar reforço da vacina dT (difteria e tétano).
- C. lavar os ferimentos com água corrente abundante e sabão; administrar a vacina antirrábica em 4 doses, nos dias 0, 3, 7 e 14; aplicar imunoglobulina humana antirrábica. ✓
- D. higienizar com solução antisséptica; administrar a 1ª dose da vacina antirrábica; na presença de qualquer reação adversa, contraindicar as doses subsequentes; aplicar o soro antirrábico.
Comentário OsceLabs
Mordedura por gato de rua desaparecido, em regiao de alta densidade nervosa (dedos das maos), em municipio com raiva confirmada em felinos: e acidente GRAVE. A conduta e lavagem exaustiva com agua corrente e sabao, esquema vacinal completo (dias 0, 3, 7 e 14) E soro/imunoglobulina antirrabica infiltrada na ferida. Nao se sutura ferida por mordedura, nem se aguarda observacao do animal que fugiu. Resposta C.
Questão 91Homem de 56 anos, em acompanhamento médico por angina instável de início recente, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, é internado em unidade coronariana de hospital de atenção terciária com quadro de dor torácica em aperto, de forte intensidade, irradiada para o membro superior esquerdo e mandíbula, iniciada há cerca de 2 horas. O paciente relata ter sofrido 3 episódios de dor com características similares, mas de menor duração, nas últimas 24 horas. Ele vem em uso crônico de losartana, hidroclorotiazida, ácido acetilsalicílico, dapagliflozina, metformina e atorvastatina. Ao exame físico, ausculta-se 4ª bulha, níveis pressóricos dentro da normalidade, sem congestão pulmonar. Um eletrocardiograma mostra novo infradesnivelamento segmento ST de 1 mm, com inversão de onda T, em parede anterior. O paciente evolui com elevação da troponina-I, fazendo curva enzimática. O escore de risco Grace é de 152 pontos, enquanto o TIMI risk score é de 5 pontos. A conduta indicada nesse caso é realizarGabarito: B
Homem de 56 anos, em acompanhamento médico por angina instável de início recente, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, é internado em unidade coronariana de hospital de atenção terciária com quadro de dor torácica em aperto, de forte intensidade, irradiada para o membro superior esquerdo e mandíbula, iniciada há cerca de 2 horas. O paciente relata ter sofrido 3 episódios de dor com características similares, mas de menor duração, nas últimas 24 horas. Ele vem em uso crônico de losartana, hidroclorotiazida, ácido acetilsalicílico, dapagliflozina, metformina e atorvastatina. Ao exame físico, ausculta-se 4ª bulha, níveis pressóricos dentro da normalidade, sem congestão pulmonar. Um eletrocardiograma mostra novo infradesnivelamento segmento ST de 1 mm, com inversão de onda T, em parede anterior. O paciente evolui com elevação da troponina-I, fazendo curva enzimática. O escore de risco Grace é de 152 pontos, enquanto o TIMI risk score é de 5 pontos. A conduta indicada nesse caso é realizar
- A. angiotomografia coronária em até 48 horas.
- B. cateterismo cardíaco nas primeiras 24 horas. ✓
- C. cateterismo cardíaco em até 3 dias do evento.
- D. ecocardiograma de estresse em até 7 dias do evento. ÁREA LIVRE 22
Comentário OsceLabs
Sindrome coronariana aguda SEM supra de ST, com angina recorrente em repouso, infra de ST novo e troponina em curva. O escore GRACE de 152 (acima de 140) e o TIMI 5 classificam como ALTO RISCO, o que indica estrategia invasiva precoce: cateterismo nas primeiras 24 horas. Postergar para 3 dias e conduta de risco intermediario; angiotomografia e teste de estresse sao para dor toracica de baixo risco. Resposta B.
Questão 92Menina de 1 ano e 10 meses é levada ao serviço de urgência com quadro de tosse e dispneia há 4 dias. A mãe refere que aumentou a frequência de salbutamol, que usa rotineiramente, porém não observou melhora, com piora da dispneia há 6 horas. Relata frequentes exacerbações da asma nos últimos 3 meses, apesar da utilização de prednisolona. História familiar: pai e mãe asmáticos. Ao exame físico, lactente no colo da mãe, afebril, sonolenta, taquidispneica, choro entrecortado, saturação 94% em ar ambiente, retração de musculatura acessória. Além da internação da criança, a conduta adequada é prescreverGabarito: A
Menina de 1 ano e 10 meses é levada ao serviço de urgência com quadro de tosse e dispneia há 4 dias. A mãe refere que aumentou a frequência de salbutamol, que usa rotineiramente, porém não observou melhora, com piora da dispneia há 6 horas. Relata frequentes exacerbações da asma nos últimos 3 meses, apesar da utilização de prednisolona. História familiar: pai e mãe asmáticos. Ao exame físico, lactente no colo da mãe, afebril, sonolenta, taquidispneica, choro entrecortado, saturação 94% em ar ambiente, retração de musculatura acessória. Além da internação da criança, a conduta adequada é prescrever
- A. metilprednisolona endovenoso. ✓
- B. ventilação não invasiva (VNI) com sedação.
- C. salbutamol endovenoso em infusão contínua.
- D. sulfato de magnésio em infusão intravenosa contínua.
Comentário OsceLabs
Exacerbacao grave de asma em lactente: sonolencia, choro entrecortado, tiragem e resposta ausente ao broncodilatador de resgate. Alem da internacao e do beta-2 inalatorio, a medida que muda o curso da crise e o corticoide sistemico precoce (metilprednisolona endovenosa), que reduz a inflamacao e o risco de recaida. Salbutamol endovenoso e VNI com sedacao sao medidas de excecao em UTI; o sulfato de magnesio e feito em dose unica, nao em infusao continua. Resposta A.
Questão 93Paciente de 45 anos atendida na Unidade Básica de Saúde (UBS) com dor ocular. Referiu que estava realizando limpeza doméstica com alvejante e deixou atingir o olho, acidentalmente. Ao exame físico, foi observada presença de hiperemia intensa com opacidade da córnea e queimadura química da pálpebra superior do olho direito. Qual é o correto manejo da paciente?Gabarito: C
Paciente de 45 anos atendida na Unidade Básica de Saúde (UBS) com dor ocular. Referiu que estava realizando limpeza doméstica com alvejante e deixou atingir o olho, acidentalmente. Ao exame físico, foi observada presença de hiperemia intensa com opacidade da córnea e queimadura química da pálpebra superior do olho direito. Qual é o correto manejo da paciente?
- A. Prescrição de analgésico tópico e colírio lubrificante.
- B. Lavagem dos olhos com solução de água boricada e curativo oclusivo.
- C. Lavagem ocular com solução fisiológica e avaliação imediata do especialista. ✓
- D. Prescrição de colírio de corticoide tópico e avaliação precoce do especialista.
Comentário OsceLabs
Queimadura quimica ocular por alvejante (alcali) e emergencia oftalmologica: o alcali sofre necrose de liquefacao e continua penetrando na cornea enquanto nao for removido. A prioridade absoluta e a IRRIGACAO copiosa e imediata com solucao fisiologica (ou agua limpa) por tempo prolongado, seguida de avaliacao especializada urgente. Curativo oclusivo (B), agua boricada e corticoide isolado (D) nao interrompem a lesao em curso. Resposta C.
Questão 94Mulher de 72 anos, previamente hígida, com menopausa aos 53 anos, obesa, solteira e nulípara, nunca fez reposição hormonal. Chega à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com sangramento vaginal há dois dias, hemodinamicamente estável. Nega sangramentos anteriores. Realizou exame especular, com os seguintes achados: mucosa vaginal sem alterações, colo uterino contendo lesão polipoide que se exteriorizava pelo orifício externo, ectocérvice sem alterações, anexos livres. À ultrassonografia transvaginal, útero contendo 3 nódulos, medindo respectivamente 2,5 cm, 3,5 cm e 1,5 cm em seus maiores diâmetros, sendo o 1º e o 2º intramurais e o 3º submucoso. Endométrio medindo 8 mm de espessura. Colo uterino mostrando lesão polipoide no canal endocervical, medindo 1,5 cm em sua maior dimensão. Qual é a principal hipótese diagnóstica?Gabarito: A
Mulher de 72 anos, previamente hígida, com menopausa aos 53 anos, obesa, solteira e nulípara, nunca fez reposição hormonal. Chega à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com sangramento vaginal há dois dias, hemodinamicamente estável. Nega sangramentos anteriores. Realizou exame especular, com os seguintes achados: mucosa vaginal sem alterações, colo uterino contendo lesão polipoide que se exteriorizava pelo orifício externo, ectocérvice sem alterações, anexos livres. À ultrassonografia transvaginal, útero contendo 3 nódulos, medindo respectivamente 2,5 cm, 3,5 cm e 1,5 cm em seus maiores diâmetros, sendo o 1º e o 2º intramurais e o 3º submucoso. Endométrio medindo 8 mm de espessura. Colo uterino mostrando lesão polipoide no canal endocervical, medindo 1,5 cm em sua maior dimensão. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
- A. Hiperplasia endometrial. ✓
- B. Câncer de colo de útero.
- C. Leiomioma submucoso.
- D. Endométrio atrófico.
Comentário OsceLabs
Sangramento na pos-menopausa e cancer de endometrio ate prova em contrario, e o dado que sustenta a hipotese e o ENDOMETRIO DE 8 mm (o normal em quem nao usa terapia hormonal e ate 4 a 5 mm), somado a obesidade e nulipariedade, fatores de risco por hiperestrogenismo. Entre as opcoes, a hipoteses coerente e hiperplasia endometrial. Endometrio atrofico (D) e incompativel com 8 mm, e mioma submucoso de 1,5 cm nao explica o quadro nessa idade. Resposta A.
Questão 95Menina de 11 anos é levada pela mãe à consulta médica em Unidade Básica de Saúde (UBS), com história de cansaço, palidez cutânea e baixo rendimento escolar nos últimos 3 meses. Ao exame físico, mucosas hipocrômicas (3+/4+); palidez cutânea. Pulso radial: 104 bpm, rítmico e cheio. Aparelho cardiovascular: sopro sistólico 2/6. Restante do exame físico sem alterações. Mãe apresenta hemograma da menina realizado há 2 semanas. Resultados Valores de referência Hemoglobina 8,4 g/dL 11,5 a 15,5 g/dL Hematócrito 25,3% 36 a 48% VCM 62 fL 80 a 98 fL HCM 24 pg 27 a 34 pg CHCM 28 g/dL 31 a 36 g/dL RDW 22% 11,5 a 14,5% Leucócitos totais 8.430/mm3 4.000 a 10.000/mm3 Neutrófilos 54% 40 a 80% Eosinófilos 10% 0 a 5% Basófilos 1% 0 a 2% Monócitos 4% 2 a 10% Linfócitos 31% 25 a 50% Plaquetas 480.000/mm3 140.000 a 450.000/mm3 Diante do caso apresentado, assinale a alternativa mais adequada.Gabarito: B
Menina de 11 anos é levada pela mãe à consulta médica em Unidade Básica de Saúde (UBS), com história de cansaço, palidez cutânea e baixo rendimento escolar nos últimos 3 meses. Ao exame físico, mucosas hipocrômicas (3+/4+); palidez cutânea. Pulso radial: 104 bpm, rítmico e cheio. Aparelho cardiovascular: sopro sistólico 2/6. Restante do exame físico sem alterações. Mãe apresenta hemograma da menina realizado há 2 semanas. Resultados Valores de referência Hemoglobina 8,4 g/dL 11,5 a 15,5 g/dL Hematócrito 25,3% 36 a 48% VCM 62 fL 80 a 98 fL HCM 24 pg 27 a 34 pg CHCM 28 g/dL 31 a 36 g/dL RDW 22% 11,5 a 14,5% Leucócitos totais 8.430/mm3 4.000 a 10.000/mm3 Neutrófilos 54% 40 a 80% Eosinófilos 10% 0 a 5% Basófilos 1% 0 a 2% Monócitos 4% 2 a 10% Linfócitos 31% 25 a 50% Plaquetas 480.000/mm3 140.000 a 450.000/mm3 Diante do caso apresentado, assinale a alternativa mais adequada.
- A. Deve-se dosar o ferro sérico, por ser exame sensível e específico, atentando-se para o ritmo circadiano do ferro, cujos valores são mais elevados pela manhã.
- B. Considerando-se o resultado dos exames, pode-se iniciar tratamento com 4 mg/kg/dia de ferro elementar, e espera- se aumento de reticulócitos em 4 a 7 dias. ✓
- C. Com base no HCM, a anemia pode ser classificada em normocítica, e o esfregaço de sangue periférico pode evidenciar anisocitose, eliptocitose e poiquilocitose.
- D. A eosinofilia e a trombocitose observadas justificam o encaminhamento para hematologista, a fim de investigar causas de anemia e comprometimento esplênico. ÁREA LIVRE 23
Comentário OsceLabs
Anemia microcitica e hipocromica (VCM 62, HCM 24) com RDW muito elevado (anisocitose) e trombocitose reativa: e ferropriva, e o hemograma ja basta para iniciar tratamento. A dose e de 3 a 5 mg/kg/dia de ferro elementar, e a prova terapeutica e a crise reticulocitaria entre o 4o e o 7o dia. Ferro serico isolado nao e especifico (A); VCM 62 e microcitose, nao normocitose (C). Resposta B.
Questão 96Homem de 30 anos chega para consulta em Unidade Básica de Saúde (UBS) devido à astenia e úlcera no pênis. Trabalha como profissional do sexo e nem sempre faz uso de preservativo. Há cerca de 3 meses, vem notando emagrecimento (10 kg no período), astenia, febre baixa sem horário fixo e, há 1 semana, observou o aparecimento de úlcera dolorosa no pênis. Nega secreção uretral. Ao exame físico, apresenta-se emagrecido, com uma lesão ulcerada com bordas elevadas sem secreção de aproximadamente 3 centímetros logo abaixo da glande, rasa e de base mole, além de linfonodomegalia inguinal direita, com sinais inflamatórios, sem fistulização. Nesse caso, a investigação, o achado esperado e o tratamento referentes à úlcera devem ser, respectivamente,Gabarito: D
Homem de 30 anos chega para consulta em Unidade Básica de Saúde (UBS) devido à astenia e úlcera no pênis. Trabalha como profissional do sexo e nem sempre faz uso de preservativo. Há cerca de 3 meses, vem notando emagrecimento (10 kg no período), astenia, febre baixa sem horário fixo e, há 1 semana, observou o aparecimento de úlcera dolorosa no pênis. Nega secreção uretral. Ao exame físico, apresenta-se emagrecido, com uma lesão ulcerada com bordas elevadas sem secreção de aproximadamente 3 centímetros logo abaixo da glande, rasa e de base mole, além de linfonodomegalia inguinal direita, com sinais inflamatórios, sem fistulização. Nesse caso, a investigação, o achado esperado e o tratamento referentes à úlcera devem ser, respectivamente,
- A. sorologia para Chlamydia trachomatis; positiva; doxiciclina 100 mg, 2 vezes ao dia, via oral, por 7 dias.
- B. biópsia da úlcera; bacilos álcool ácido resistentes; esquema inicial com pirazinamida, isoniazida e rifampicina, via oral.
- C. Veneral Disease Research Laboratory (VDRL); reagente; benzilpenicilina benzatina 1,2 milhão de unidades, intramuscular, dose única.
- D. microscopia de esfregaço do fundo da úlcera; Gram negativos agrupados em correntes; azitromicina 500 mg, via oral, 2 comprimidos em dose única. ÁREA LIVRE ✓
Comentário OsceLabs
Ulcera peniana DOLOROSA, rasa, de base mole, com bordas irregulares e adenopatia inguinal inflamatoria, e cancro mole (Haemophilus ducreyi), cujo esfregaco mostra bacilos gram-negativos agrupados em correntes ou cardume; o tratamento e azitromicina 1 g em dose unica. Cancro duro da sifilis e INDOLOR e de base endurecida, o que afasta a opcao do VDRL. O emagrecimento e a febre pedem, em paralelo, testagem para HIV. Resposta D.
Questão 97Mãe de menina de 7 anos, em consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS), relata preocupação por a filha ser a menor de sua sala de aula. Nega intercorrências nos períodos gestacional e neonatal. Nega internações ou uso de medicações contínuas. Exame físico sem alterações, estágio de desenvolvimento de Tanner M1P1; peso de 19 kg (z -1); estatura de 1,07 m (-3 < z < -2) com alvo de 1,50 m (z -2); índice de massa corporal de 16,6 (0 < z < +1); relação entre segmento superior e segmento inferior de 1,02 (valor de referência para a idade: 1 a 1,3). Em consulta com 6 anos e 8 meses, apresentava peso de 17 kg (-2 < z < -1); estatura de 1,05 m (-3 < z < -2); índice de massa corporal de 15,4 (z 0), quando foi realizado cálculo de idade óssea compatível com 5 anos e 10 meses. A hipótese diagnóstica adequada para o caso éGabarito: C
Mãe de menina de 7 anos, em consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS), relata preocupação por a filha ser a menor de sua sala de aula. Nega intercorrências nos períodos gestacional e neonatal. Nega internações ou uso de medicações contínuas. Exame físico sem alterações, estágio de desenvolvimento de Tanner M1P1; peso de 19 kg (z -1); estatura de 1,07 m (-3 < z < -2) com alvo de 1,50 m (z -2); índice de massa corporal de 16,6 (0 < z < +1); relação entre segmento superior e segmento inferior de 1,02 (valor de referência para a idade: 1 a 1,3). Em consulta com 6 anos e 8 meses, apresentava peso de 17 kg (-2 < z < -1); estatura de 1,05 m (-3 < z < -2); índice de massa corporal de 15,4 (z 0), quando foi realizado cálculo de idade óssea compatível com 5 anos e 10 meses. A hipótese diagnóstica adequada para o caso é
- A. acondroplasia.
- B. síndrome de Turner.
- C. baixa estatura familiar. ✓
- D. atraso constitucional do crescimento. ÁREA LIVRE 24
Comentário OsceLabs
Estatura entre os escores z -3 e -2 mas ACOMPANHANDO o proprio canal de crescimento (velocidade preservada entre as duas consultas), com proporcoes corporais normais, IMC normal, alvo genetico igualmente baixo (z -2) e idade ossea proxima da cronologica: e baixa estatura familiar. No atraso constitucional a idade ossea estaria nitidamente atrasada e o alvo seria normal; Turner e acondroplasia cursariam com desproporcao ou estigmas. Resposta C.
Questão 98Paciente de 43 anos, sexo feminino, internada em enfermaria de cirurgia. Refere icterícia, colúria e acolia, iniciadas há 72 horas. Paciente nega tabagismo, comorbidades ou episódios semelhantes previamente. Exame físico: ictérica (+++/++++), dor à palpação profunda de hipocôndrio direito; frequência cardíaca de 83 bpm; pressão arterial de 123 x 76 mmHg; temperatura axilar de 37,4 °C. Ultrassonografia de abdome: presença de múltiplas imagens móveis e arredondadas, de 0,5 a 1 cm de diâmetro, e dilatação de vias biliares intra e extra-hepáticas. Exames laboratoriais: Exame Resultado Valor de referência Hematócrito 50% 38 a 52% Leucócitos totais 9.000/mL 4.000 a 11.000/mL Bastões 3% 0 a 5% Creatinina 0,9 mg/dL 0,7 a 1,3 mg/dL TGO 45 U/L 4 a 35 U/L TGP 38 U/L 4 a 32 U/L Fosfatase alcalina 760 U/L 40 a 150 U/L Gama GT 900 U/L 9 a 36 U/L Bilirrubina total 6,2 mg/dL 0,2 mg/dL a 1,20 mg/dL Bilirrubina direta 5,1 mg/dL 0,1 a 0,4 mg/dL Amilase 80 U/L 28 a 100 U/L Nesse momento, quais são, respectivamente, o diagnóstico sindrômico e o exame complementar mais indicados para prosseguir à investigação?Gabarito: C
Paciente de 43 anos, sexo feminino, internada em enfermaria de cirurgia. Refere icterícia, colúria e acolia, iniciadas há 72 horas. Paciente nega tabagismo, comorbidades ou episódios semelhantes previamente. Exame físico: ictérica (+++/++++), dor à palpação profunda de hipocôndrio direito; frequência cardíaca de 83 bpm; pressão arterial de 123 x 76 mmHg; temperatura axilar de 37,4 °C. Ultrassonografia de abdome: presença de múltiplas imagens móveis e arredondadas, de 0,5 a 1 cm de diâmetro, e dilatação de vias biliares intra e extra-hepáticas. Exames laboratoriais: Exame Resultado Valor de referência Hematócrito 50% 38 a 52% Leucócitos totais 9.000/mL 4.000 a 11.000/mL Bastões 3% 0 a 5% Creatinina 0,9 mg/dL 0,7 a 1,3 mg/dL TGO 45 U/L 4 a 35 U/L TGP 38 U/L 4 a 32 U/L Fosfatase alcalina 760 U/L 40 a 150 U/L Gama GT 900 U/L 9 a 36 U/L Bilirrubina total 6,2 mg/dL 0,2 mg/dL a 1,20 mg/dL Bilirrubina direta 5,1 mg/dL 0,1 a 0,4 mg/dL Amilase 80 U/L 28 a 100 U/L Nesse momento, quais são, respectivamente, o diagnóstico sindrômico e o exame complementar mais indicados para prosseguir à investigação?
- A. Síndrome colestática sem colangite; tomografia de abdome com contraste venoso.
- B. Síndrome colestática com colangite; ressonância nuclear magnética de vias biliares.
- C. Síndrome colestática sem colangite; ressonância nuclear magnética de vias biliares. ✓
- D. Síndrome colestática com colangite; colangiopancreatografia retrógrada endoscópica. ÁREA LIVRE
Comentário OsceLabs
Ictericia com coluria e acolia, padrao colestatico (fosfatase alcalina e gama-GT muito elevadas, bilirrubina direta predominante) e ultrassom com calculos e vias biliares dilatadas: coledocolitiase. NAO ha colangite, pois faltam febre alta e leucocitose (triade de Charcot incompleta). Sem colangite, o passo e confirmar a obstrucao por metodo nao invasivo: colangiorressonancia. A CPRE seria a escolha se houvesse colangite, por ser terapeutica. Resposta C.
Questão 99Primigesta de 28 anos, com 33 semanas de gestação, pré-natal de risco habitual, chega ao pronto-atendimento obstétrico relatando saída de líquido claro pela vagina há cerca de 2 horas. Ao exame físico, sinais vitais normais, tônus uterino normal, não há presença de contrações, altura uterina é compatível com a idade gestacional, movimentos fetais presentes e frequência cardíaca fetal de 140 bpm. Ao exame especular, nota-se saída de líquido amniótico claro pelo orifício externo do colo uterino. Após a prescrição de antibiótico e corticoterapia antenatal, a conduta adequada a ser adotada é prescreverGabarito: A
Primigesta de 28 anos, com 33 semanas de gestação, pré-natal de risco habitual, chega ao pronto-atendimento obstétrico relatando saída de líquido claro pela vagina há cerca de 2 horas. Ao exame físico, sinais vitais normais, tônus uterino normal, não há presença de contrações, altura uterina é compatível com a idade gestacional, movimentos fetais presentes e frequência cardíaca fetal de 140 bpm. Ao exame especular, nota-se saída de líquido amniótico claro pelo orifício externo do colo uterino. Após a prescrição de antibiótico e corticoterapia antenatal, a conduta adequada a ser adotada é prescrever
- A. internação hospitalar e monitoramento materno-fetal diário. ✓
- B. internação hospitalar, cardiotocografia e indução imediata do parto.
- C. alta, repouso domiciliar e monitoramento materno-fetal ambulatorial diário.
- D. alta, repouso domiciliar e monitoramento materno-fetal ambulatorial semanal.
Comentário OsceLabs
Rotura prematura de membranas pre-termo com 33 semanas, sem corioamnionite, sem trabalho de parto e com vitalidade fetal preservada. Apos corticoide e antibiotico, a conduta e EXPECTANTE e hospitalar: internacao com monitorizacao materna (temperatura, leucograma, sinais infecciosos) e fetal diaria, prolongando a gestacao ate 34 a 37 semanas ou ate surgir infeccao/sofrimento. Alta domiciliar e inaceitavel pelo risco de infeccao e prolapso. Resposta A.
Baixou a prova? Agora treine de verdade
Questões novas no estilo das provas de Residência, ENARE, ENAMED e Revalida com gabarito comentado — e estações práticas OSCE com um paciente virtual que conversa e reage.
Outras edições — ENARE
As provas pertencem às instituições organizadoras. Mantemos uma cópia hospedada apenas pra garantir a disponibilidade — a fonte oficial fica creditada quando existe em acesso aberto. É a instituição titular? Fala com a gente.
