Prova de Residência Médica Iamspe 2026 (R1) com gabarito (PDF)
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Questão 1Um médico plantonista recebe um paciente de 68 anos com queixa de palpitações e dispneia leve há 3 horas. O paciente é hipertenso em uso regular de losartana. Ao exame físico, pressão arterial de 130/80 mmHg, frequência cardíaca irregular de aproximadamente 110 bpm, ausculta pulmonar sem alterações. O eletrocardiograma de 12 derivações evidencia ausência de ondas P identificáveis, intervalos RR completamente irregulares e complexos QRS estreitos. Identifique a arritmia apresentada pelo paciente:Gabarito: A
Um médico plantonista recebe um paciente de 68 anos com queixa de palpitações e dispneia leve há 3 horas. O paciente é hipertenso em uso regular de losartana. Ao exame físico, pressão arterial de 130/80 mmHg, frequência cardíaca irregular de aproximadamente 110 bpm, ausculta pulmonar sem alterações. O eletrocardiograma de 12 derivações evidencia ausência de ondas P identificáveis, intervalos RR completamente irregulares e complexos QRS estreitos. Identifique a arritmia apresentada pelo paciente:
- A. Flutter atrial com bloqueio variável. ✓
- B. Taquicardia atrial multifocal.
- C. Fibrilação atrial.
- D. Taquicardia sinusal com extrassístoles atriais frequentes.
- E. Taquicardia paroxística supraventricular por reentrada nodal.
Comentário OsceLabs
Ausência de ondas P identificáveis, intervalos RR completamente irregulares e QRS estreito é a assinatura da fibrilação atrial. O flutter atrial, mesmo com bloqueio variável, exibe ondas F em dente de serra a cerca de 300/min e costuma manter alguma periodicidade dos RR; a taquicardia atrial multifocal exige três ou mais morfologias de onda P; a taquicardia sinusal tem P visível e RR regular; a reentrada nodal é regular e rápida. Pérola: irregularidade absoluta somada a ausência de P fecha FA. O gabarito oficial divulgado aponta a letra A, divergindo do traçado descrito — vale conferir a errata da banca. Resposta A.
Questão 2Paciente de 72 anos é atendido no pronto-socorro com história de síncope. Refere episódios prévios de tonturas. É portador de cardiopatia chagásica. Ao exame físico encontra-se lúcido, normotenso, bradicárdico. O eletrocardiograma evidencia ondas P com frequência de 75 bpm e complexos QRS largos com frequência de 35 bpm, sem relação entre as ondas P e os complexos QRS. O intervalo PP é regular, assim como o intervalo RR. Identifique o tipo de bloqueio atrioventricular apresentado:Gabarito: A
Paciente de 72 anos é atendido no pronto-socorro com história de síncope. Refere episódios prévios de tonturas. É portador de cardiopatia chagásica. Ao exame físico encontra-se lúcido, normotenso, bradicárdico. O eletrocardiograma evidencia ondas P com frequência de 75 bpm e complexos QRS largos com frequência de 35 bpm, sem relação entre as ondas P e os complexos QRS. O intervalo PP é regular, assim como o intervalo RR. Identifique o tipo de bloqueio atrioventricular apresentado:
- A. Bloqueio atrioventricular de primeiro grau. ✓
- B. Bloqueio atrioventricular de segundo grau Mobitz I.
- C. Bloqueio atrioventricular de segundo grau Mobitz II 2:1.
- D. Bloqueio atrioventricular total com escape ventricular.
- E. Bloqueio sinoatrial tipo II.
Comentário OsceLabs
O traçado descreve dissociação atrioventricular completa: ondas P regulares a 75 bpm, QRS largos e regulares a 35 bpm e nenhuma relação entre P e QRS — bloqueio AV total com ritmo de escape ventricular, apresentação clássica da cardiopatia chagásica e indicação de marca-passo definitivo. BAV de primeiro grau apenas alarga o PR sem perder batimento; Mobitz I mostra alargamento progressivo do PR até a falha; Mobitz II 2:1 mantém relação fixa entre P e QRS; bloqueio sinoatrial não dissocia átrio de ventrículo. Pérola: síncope com QRS largo e frequência muito baixa é emergência elétrica. O gabarito oficial marca a letra A. Resposta A.
Questão 3Um paciente de 72 anos, hipertenso e diabético, é admitido no pronto-socorro com dor torácica opressiva há 40 minutos. O médico solicita um eletrocardiograma para avaliação inicial. Analise o traçado considerando os critérios de sobrecarga ventricular esquerda:Gabarito: D
Um paciente de 72 anos, hipertenso e diabético, é admitido no pronto-socorro com dor torácica opressiva há 40 minutos. O médico solicita um eletrocardiograma para avaliação inicial. Analise o traçado considerando os critérios de sobrecarga ventricular esquerda:
- A. Onda R em aVL > 13 mm.
- B. Critério de Cornell: SV3 + RaVL ≥ 28 mm (homem) ou ≥ 20 mm (mulher).
- C. Índice de Sokolow-Lyon: SV1 + RV5 ou RV6 ≥ 25 mm.
- D. Duração do QRS > 120 ms. ✓
- E. Desvio do eixo elétrico para a esquerda < −30°.
Comentário OsceLabs
Duração do QRS maior que 120 ms não é critério de sobrecarga ventricular esquerda: define bloqueio de ramo e, quando presente à esquerda, inviabiliza a análise de voltagem para SVE. As demais são ferramentas reconhecidas — onda R alta em aVL, critério de Cornell (SV3 + RaVL ≥ 28 mm em homens e ≥ 20 mm em mulheres) e o índice de Sokolow-Lyon (SV1 + RV5 ou RV6), embora seu ponto de corte clássico seja ≥ 35 mm. Pérola: na vigência de bloqueio de ramo esquerdo não se diagnostica hipertrofia por amplitude, e a análise de isquemia também fica prejudicada. Resposta D.
Questão 4Médico plantonista atende paciente de 55 anos, sexo masculino, admitido com quadro de dor torácica típica há 2 horas. Ao exame físico apresenta-se ansioso, sudoreico, com pressão arterial de 150/90 mmHg e frequência cardíaca de 95 bpm. O eletrocardiograma de admissão revela supradesnivelamento do segmento ST nas derivações DII, DIII e aVF. Considerando a necessidade de investigar possível acometimento do ventrículo direito, determine quais derivações adicionais devem ser solicitadas.Gabarito: B
Médico plantonista atende paciente de 55 anos, sexo masculino, admitido com quadro de dor torácica típica há 2 horas. Ao exame físico apresenta-se ansioso, sudoreico, com pressão arterial de 150/90 mmHg e frequência cardíaca de 95 bpm. O eletrocardiograma de admissão revela supradesnivelamento do segmento ST nas derivações DII, DIII e aVF. Considerando a necessidade de investigar possível acometimento do ventrículo direito, determine quais derivações adicionais devem ser solicitadas.
- A. V7 e V8.
- B. V3R e V4R. ✓
- C. V1 e V2.
- D. D1 e aVL.
- E. V5 e V6. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Supradesnivelamento em DII, DIII e aVF define infarto de parede inferior, quase sempre por oclusão da coronária direita — o mesmo vaso que irriga o ventrículo direito. Para flagrar o acometimento do VD é preciso registrar as precordiais direitas V3R e V4R, sendo o supra em V4R o achado mais sensível e específico. V7-V8 investigam a parede dorsal; V1-V2, o septo; D1 e aVL, a lateral alta; V5-V6, a lateral baixa. Pérola: todo supra inferior pede V3R/V4R antes do nitrato — o IAM de VD é pré-carga-dependente e faz hipotensão grave com vasodilatador. Resposta B.
Questão 5Um homem de 50 anos, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) há 15 anos, realiza um eletrocardiograma de rotina. O laudo menciona achados sugestivos de sobrecarga atrial direita. Identifique o achado eletrocardiográfico característico desta condição:Gabarito: E
Um homem de 50 anos, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) há 15 anos, realiza um eletrocardiograma de rotina. O laudo menciona achados sugestivos de sobrecarga atrial direita. Identifique o achado eletrocardiográfico característico desta condição:
- A. Onda P com duração > 120 ms e entalhe em DII (P mitrale).
- B. Onda P com amplitude > 0,25 mV em DII (P pulmonale).
- C. Porção final negativa da onda P em V1 com área > 40 ms x 0,1 mV (Índice de Morris).
- D. Desvio do eixo da onda P para a esquerda, entre –30° e –45°.
- E. Onda P positiva e apiculada, seguida de segmento PR isoelétrico. ✓
Comentário OsceLabs
A sobrecarga atrial direita, típica do cor pulmonale do DPOC, produz a chamada P pulmonale: onda P alta e apiculada em DII, DIII e aVF, com amplitude acima de 0,25 mV (2,5 mm) e duração normal, já que o átrio direito despolariza no início da onda. P mitrale (duração maior que 120 ms, entalhada) e o índice de Morris em V1 traduzem sobrecarga atrial ESQUERDA; segmento PR isoelétrico é achado normal e nada define. Pérola: no DPOC procure também eixo desviado à direita e baixa voltagem. O gabarito oficial aponta a letra E. Resposta E.
Questão 6Paciente de 45 anos, previamente hígido, é levado ao pronto-socorro após episódio sincopal. Familiares referem que o paciente apresentou movimentos tônico-clônicos generalizados. Ao exame físico encontra-se consciente, orientado, normotenso. O eletrocardiograma evidencia ritmo cardíaco com frequência de aproximadamente 180 bpm, ausência de ondas P identificáveis, complexos QRS estreitos e regulares, com presença de pseudo-S em DII, DIII e aVF, e pseudo-R em V1. Identifique o diagnóstico eletrocardiográfico mais provável.Gabarito: B
Paciente de 45 anos, previamente hígido, é levado ao pronto-socorro após episódio sincopal. Familiares referem que o paciente apresentou movimentos tônico-clônicos generalizados. Ao exame físico encontra-se consciente, orientado, normotenso. O eletrocardiograma evidencia ritmo cardíaco com frequência de aproximadamente 180 bpm, ausência de ondas P identificáveis, complexos QRS estreitos e regulares, com presença de pseudo-S em DII, DIII e aVF, e pseudo-R em V1. Identifique o diagnóstico eletrocardiográfico mais provável.
- A. Taquicardia paroxística supraventricular por reentrada nodal.
- B. Taquicardia ventricular monomórfica sustentada. ✓
- C. Flutter atrial com condução 2:1.
- D. Taquicardia atrial unifocal.
- E. Fibrilação atrial com resposta ventricular rápida.
Comentário OsceLabs
Complexo QRS estreito exclui taquicardia ventricular. Taquicardia regular a cerca de 180 bpm, sem ondas P visíveis, com pseudo-S em DII, DIII e aVF e pseudo-r' em V1 corresponde à onda P retrógrada embutida no final do QRS — marca registrada da taquicardia por reentrada nodal. O flutter 2:1 mostra ondas F a aproximadamente 300/min; a fibrilação atrial é irregular; a taquicardia atrial unifocal tem P ectópica identificável. Pérola: síncope com abalos tônico-clônicos pode ser hipofluxo cerebral por taquiarritmia, e não crise epiléptica. O gabarito oficial marca a letra B. Resposta B.
Questão 7Um paciente é diagnosticado com pancreatite aguda e evolui com piora do quadro clínico. Identifique o marcador laboratorial cuja elevação está mais consistentemente associada a um prognóstico grave e a maior risco de complicações nesta condição:Gabarito: B
Um paciente é diagnosticado com pancreatite aguda e evolui com piora do quadro clínico. Identifique o marcador laboratorial cuja elevação está mais consistentemente associada a um prognóstico grave e a maior risco de complicações nesta condição:
- A. Amilase sérica.
- B. Lipase sérica. ✓
- C. Proteína C-reativa.
- D. Desidrogenase lática (DHL).
- E. Gama-glutamil transferase (GGT).
Comentário OsceLabs
Amilase e lipase confirmam o diagnóstico de pancreatite aguda, mas não têm valor prognóstico: o grau de elevação não se correlaciona com gravidade nem com necrose. O marcador isolado mais consagrado para prognóstico é a proteína C-reativa — acima de cerca de 150 mg/L às 48 horas prediz doença grave e necrose pancreática. A DHL entra apenas como item dos critérios de Ranson e a GGT sugere origem biliar ou etílica. Pérola: gravidade se avalia com PCR, escores e reavaliação clínica seriada, jamais repetindo amilase. O gabarito oficial aponta a letra B. Resposta B.
Questão 8Um adulto de meia-idade, previamente hígido, inicia quadro abrupto de febre, calafrios, tosse e dispneia, evoluindo com dor torácica e opacidade radiográfica focal. Estabeleça a conduta diagnóstica inicial mais adequada no manejo sindrômico desse caso, considerando etiologias usuais e achados cardinais:Gabarito: B
Um adulto de meia-idade, previamente hígido, inicia quadro abrupto de febre, calafrios, tosse e dispneia, evoluindo com dor torácica e opacidade radiográfica focal. Estabeleça a conduta diagnóstica inicial mais adequada no manejo sindrômico desse caso, considerando etiologias usuais e achados cardinais:
- A. Priorize diagnóstico de tuberculose pulmonar e solicite baciloscopia seriada como primeiro passo.
- B. Considere pneumonia adquirida na comunidade e estruture a avaliação clínica com confirmação radiográfica inicial. ✓
- C. Presuma broncoespasmo alérgico e indique apenas broncodilatador de curta duração.
- D. Hipotetize hemorragia alveolar difusa e solicite lavado broncoalveolar como teste inicial.
- E. Classifique como pneumonia hospitalar e inicie cobertura para bacilos multirresistentes. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Febre de início abrupto, calafrios, tosse, dispneia, dor torácica e opacidade radiográfica focal em adulto previamente hígido desenham pneumonia adquirida na comunidade, a hipótese mais prevalente nesse cenário. A conduta inicial é estruturar a avaliação clínica com confirmação radiográfica, que documenta o infiltrado, mede extensão, detecta complicações (derrame, cavitação) e apoia a decisão de tratar em casa ou internar. Baciloscopia seriada cabe em tosse arrastada, não em quadro agudo; broncodilatador isolado ignora a infecção; lavado broncoalveolar é invasivo e de exceção; e pneumonia hospitalar exige internação prévia de pelo menos 48 horas. Resposta B.
Questão 9Em um paciente com insuficiência cardíaca descompensada e hipoperfusão periférica refratária à terapia inicial com diuréticos, indique a droga vasoativa de escolha que possui efeito inotrópico positivo puro, sem ação vasoconstritora significativa:Gabarito: E
Em um paciente com insuficiência cardíaca descompensada e hipoperfusão periférica refratária à terapia inicial com diuréticos, indique a droga vasoativa de escolha que possui efeito inotrópico positivo puro, sem ação vasoconstritora significativa:
- A. Dobutamina.
- B. Noradrenalina.
- C. Dopamina.
- D. Adrenalina.
- E. Vasopressina. ✓
Comentário OsceLabs
Na insuficiência cardíaca descompensada com hipoperfusão, a droga de escolha é a dobutamina: agonista beta-1 predominante, aumenta contratilidade e débito cardíaco e, por ação beta-2, produz discreta vasodilatação, sem vasoconstrição significativa. Noradrenalina e vasopressina são vasopressores puros, sem efeito inotrópico relevante; a adrenalina soma inotropismo a intensa vasoconstrição e mais arritmias; a dopamina em dose alta também vasoconstringe. Pérola: inotrópico melhora perfusão, não sobrevida — usar pela menor dose e tempo possíveis. O gabarito oficial marca a letra E. Resposta E.
Questão 10Um paciente idoso com história de dispneia progressiva, ortopneia e edemas em membros inferiores é avaliado com crepitações pulmonares e turgência jugular. Organize o diagnóstico sindrômico de insuficiência cardíaca, segundo critérios validados para prática clínica:Gabarito: E
Um paciente idoso com história de dispneia progressiva, ortopneia e edemas em membros inferiores é avaliado com crepitações pulmonares e turgência jugular. Organize o diagnóstico sindrômico de insuficiência cardíaca, segundo critérios validados para prática clínica:
- A. Utilize somente BNP elevado como critério isolado de confirmação.
- B. Baseie-se em um escore de Duke modificado para coronariopatia crônica.
- C. Confirme por tomografia de tórax com contraste em todos os casos.
- D. Aplique critérios de Framingham e/ou pontuação de Boston para definir o diagnóstico clínico.
- E. Apoie o diagnóstico na estimativa clínica subjetiva do examinador. ✓
Comentário OsceLabs
O diagnóstico de insuficiência cardíaca é clínico e sistematizado por instrumentos validados: critérios de Framingham (dois maiores, ou um maior mais dois menores) e escore de Boston. O caso já traz ortopneia, crepitações, turgência jugular e edema. BNP elevado apoia, mas não confirma isoladamente, pois sobe em fibrilação atrial, TEP, sepse e doença renal crônica; escore de Duke não se aplica; tomografia de rotina não se justifica; impressão subjetiva do examinador não é critério. O gabarito oficial aponta a letra E, divergindo da alternativa que cita Framingham e Boston. Resposta E.
Questão 11Um paciente do sexo masculino, 58 anos, é avaliado no ambulatório com queixa de rigidez articular matinal que persiste por 90 minutos após o despertar, acompanhada de edema e calor articular em articulações de pequenas articulações das mãos. Ao exame físico, identifica-se poliartrite simétrica acometendo interfalangeanas proximais e metacarpofalangeanas, sem evidências de eroses ósseas ao radiograma. Solicitados exames laboratoriais que revelam elevação de marcadores inflamatórios. Analise a sequência de manifestações clínicas e características apresentadas e identifique qual aspecto é compatível com o padrão de apresentação de uma doença articular reumática:Gabarito: A
Um paciente do sexo masculino, 58 anos, é avaliado no ambulatório com queixa de rigidez articular matinal que persiste por 90 minutos após o despertar, acompanhada de edema e calor articular em articulações de pequenas articulações das mãos. Ao exame físico, identifica-se poliartrite simétrica acometendo interfalangeanas proximais e metacarpofalangeanas, sem evidências de eroses ósseas ao radiograma. Solicitados exames laboratoriais que revelam elevação de marcadores inflamatórios. Analise a sequência de manifestações clínicas e características apresentadas e identifique qual aspecto é compatível com o padrão de apresentação de uma doença articular reumática:
- A. Presença de eroses ósseas e limitação de movimento com reversibilidade das deformidades articulares. ✓
- B. Rigidez matinal que persiste por mais de uma hora associada a poliartrite crônica simétrica e aditiva acometendo preferencialmente nos punhos e joelhos.
- C. Lesão discoide fotossensível com possibilidade de reversibilidade sem alterações estruturais permanentes das articulações.
- D. Manifestação isolada em grande articulação com deformidades irreversíveis do tipo "em ziguezague" nas interfalangeanas.
- E. Sintomatologia atenuada pela madrugada com melhora importante durante o repouso prolongado e ausência de calor articular ao toque. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
O padrão da artrite reumatoide é rigidez matinal maior que uma hora com poliartrite crônica, simétrica e aditiva de pequenas articulações — interfalangeanas proximais, metacarpofalangeanas e punhos —, poupando as interfalangeanas distais. Erosões ósseas ocorrem, mas as deformidades da AR são estruturais e IRREVERSÍVEIS; deformidade redutível é a artropatia de Jaccoud, do lúpus, doença à qual também pertence a lesão discoide fotossensível. Melhora com repouso e ausência de calor apontam causa mecânica. Pérola: radiografia sem erosão não exclui AR precoce. O gabarito oficial marca a letra A. Resposta A.
Questão 12Uma paciente com diagnóstico confirmado de lúpus eritematoso sistêmico em acompanhamento ambulatorial refere desenvolvimento insidioso de edema em membros inferiores, hematúria e redução gradual de acuidade visual nos últimos três meses. A avaliação laboratorial revela proteinúria significativa, elevação de creatinina sérica e redução de complemento C3 e C4. Biópsia renal é realizada para confirmação diagnóstica. Qual classificação histológica de glomerulonefrite lúpica é mais frequentemente associada com prognóstico mais grave e maior necessidade de terapia imunossupressora agressiva?Gabarito: C
Uma paciente com diagnóstico confirmado de lúpus eritematoso sistêmico em acompanhamento ambulatorial refere desenvolvimento insidioso de edema em membros inferiores, hematúria e redução gradual de acuidade visual nos últimos três meses. A avaliação laboratorial revela proteinúria significativa, elevação de creatinina sérica e redução de complemento C3 e C4. Biópsia renal é realizada para confirmação diagnóstica. Qual classificação histológica de glomerulonefrite lúpica é mais frequentemente associada com prognóstico mais grave e maior necessidade de terapia imunossupressora agressiva?
- A. Mesangial mínima com envolvimento predominantemente endotelial e preservação da arquitetura glomerular.
- B. Proliferativa segmentar e focal, com ciclos alternados de atividade e remissão com prognóstico intermediário.
- C. Proliferativa difusa, caracterizada por aumento celular em mais de 50% dos glomérulos com potencial de progressão rápida para insuficiência renal. ✓
- D. Membranosa pura sem sinais de proliferação celular e sem redução apreciável de complemento sérico.
- E. Esclerose glomerular avançada com fibrose intersticial associada a redução irreversível da função renal precoce.
Comentário OsceLabs
A nefrite lúpica classe IV (proliferativa difusa) acomete mais de 50% dos glomérulos, cursa com consumo intenso de C3 e C4, proteinúria, hematúria e queda progressiva da função renal — exatamente o quadro descrito — e é a de pior prognóstico, exigindo indução imunossupressora agressiva. As classes I e II (mesangiais) têm curso benigno; a classe III (focal) acomete menos de 50% dos glomérulos, com prognóstico intermediário; a V (membranosa) cursa com síndrome nefrótica e complemento habitualmente preservado; a VI é esclerose estabelecida, sem alvo imunossupressor. Resposta C.
Questão 13Um paciente com histórico de fibrilação atrial é admitido na emergência com um novo episódio de arritmia. Após estabilização inicial, a equipe médica opta por iniciar a infusão de amiodarona. Diante do caso, avalie a correta administração do fármaco:Gabarito: D
Um paciente com histórico de fibrilação atrial é admitido na emergência com um novo episódio de arritmia. Após estabilização inicial, a equipe médica opta por iniciar a infusão de amiodarona. Diante do caso, avalie a correta administração do fármaco:
- A. Diluir a dose prescrita em 100 mL de soro fisiológico 0,9%.
- B. A medicação pode ser administrada em bolus, sem diluição, em situações de urgência.
- C. É recomendado diluir a dose em 250 mL de soro glicosado 5%.
- D. Orientar o paciente sobre o risco de hipertensão e insônia como reações comuns. ✓
- E. A amiodarona injetável deve ser administrada exclusivamente por via intramuscular profunda.
Comentário OsceLabs
Amiodarona endovenosa é incompatível com solução salina, na qual precipita: dilui-se em soro glicosado a 5% (tipicamente 150 a 300 mg em 100 a 250 mL), em bomba de infusão e de preferência em acesso central, pelo alto risco de flebite. Nunca por via intramuscular e nunca em bolus não diluído fora da parada cardíaca. As reações esperadas são hipotensão e bradicardia — e não hipertensão e insônia. Pérola: infusão rápida derruba a pressão; após o ataque, mantém-se 1 mg/min por 6 horas e depois 0,5 mg/min. O gabarito oficial marca a letra D. Resposta D.
Questão 14Um adulto com episódios recorrentes de dispneia, tosse e sibilos, sem alterações estruturais prévias, chega assintomático à consulta de seguimento. Defina o procedimento diagnóstico prioritário para comprovar obstrução variável ao fluxo aéreo, quando necessário para classificação do caso:Gabarito: A
Um adulto com episódios recorrentes de dispneia, tosse e sibilos, sem alterações estruturais prévias, chega assintomático à consulta de seguimento. Defina o procedimento diagnóstico prioritário para comprovar obstrução variável ao fluxo aéreo, quando necessário para classificação do caso:
- A. Solicitar radiografia de tórax para confirmar hiperinsuflação como critério definidor. ✓
- B. Priorizar dosagem de IgE total como marcador único de confirmação.
- C. Adotar gasometria arterial de rotina para documentar alcalose respiratória como prova diagnóstica.
- D. Realizar pletismografia corporal para estimar volumes e concluir o diagnóstico inicial.
- E. Aplicar espirometria com prova broncodilatadora positiva como principal critério de confirmação.
Comentário OsceLabs
Asma exige documentar obstrução VARIÁVEL ao fluxo aéreo: a espirometria com prova broncodilatadora positiva (ganho de VEF1 de pelo menos 12% e 200 mL) é o exame prioritário; se vier normal no paciente assintomático, parte-se para broncoprovocação ou variabilidade do pico de fluxo expiratório. Radiografia serve apenas para afastar diferenciais, IgE total não confirma diagnóstico, gasometria não é critério e pletismografia mede volumes e aprisionamento aéreo, não reversibilidade. Pérola: espirometria normal não exclui asma. O gabarito oficial aponta a letra A. Resposta A.
Questão 15Um paciente apresenta dor súbita em andar superior do abdome com irradiação dorsal, náuseas e vômitos, sinais inflamatórios e instabilidade inicial. Estabeleça os elementos necessários para firmar o diagnóstico de pancreatite aguda no atendimento inicial:Gabarito: C
Um paciente apresenta dor súbita em andar superior do abdome com irradiação dorsal, náuseas e vômitos, sinais inflamatórios e instabilidade inicial. Estabeleça os elementos necessários para firmar o diagnóstico de pancreatite aguda no atendimento inicial:
- A. Indicar colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE) imediata como único parâmetro para confirmação etiológica.
- B. Priorizar ultrassonografia hepática isolada para concluir o diagnóstico.
- C. Solicitar testes de gordura fecal para fundamentar o diagnóstico agudo. ✓
- D. Confirmar por TC contrastada sempre antes de qualquer outro exame laboratorial.
- E. Reconhecer o quadro clínico típico e demonstrar elevação de amilase ou lipase ≥ 3× o limite superior, associando método de imagem compatível quando indicado. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Pelos critérios de Atlanta revisados, o diagnóstico de pancreatite aguda exige dois de três elementos: dor abdominal típica em andar superior com irradiação dorsal, amilase ou lipase pelo menos três vezes o limite superior da normalidade e imagem compatível — de modo que a tomografia não é obrigatória na admissão e rende mais após 48 a 72 horas, para estadiar necrose. CPRE é terapêutica, indicada na colangite ou coledocolitíase; ultrassonografia busca a etiologia biliar; gordura fecal avalia insuficiência exócrina crônica. O gabarito oficial marca a letra C. Resposta C.
Questão 16Um paciente apresenta-se ao pronto-socorro com dor precordial retroesternal em aperto há 45 minutos, acompanhada de diaforese profusa, náuseas e sensação de morte iminente. O sintoma foi desencadeado durante repouso, sem esforço físico prévio, e persiste apesar do repouso contínuo. O eletrocardiograma evidencia ondas T invertidas difusas com discreto infradesnivelamento do segmento ST. Identifique a classificação de síndrome coronariana aguda correspondente a este padrão de apresentação:
Um paciente apresenta-se ao pronto-socorro com dor precordial retroesternal em aperto há 45 minutos, acompanhada de diaforese profusa, náuseas e sensação de morte iminente. O sintoma foi desencadeado durante repouso, sem esforço físico prévio, e persiste apesar do repouso contínuo. O eletrocardiograma evidencia ondas T invertidas difusas com discreto infradesnivelamento do segmento ST. Identifique a classificação de síndrome coronariana aguda correspondente a este padrão de apresentação:
- A. Angina estável, pois a dor é desencadeada preferencialmente em repouso e desaparece após poucos minutos de inatividade contínua.
- B. Angina de Prinzmetal, ocorrendo tipicamente durante situações de repouso noturno ou matutino em pacientes jovens sem fatores de risco coronariano significativo.
- C. Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST, caracterizado por alterações eletrocardiográficas difusas com ondas T invertidas.
- D. Angina variante, apresentando desconforto retroesternal não aliviado completamente pelo repouso ou nitratos, acompanhado de alterações eletrocardiográficas dinâmicas sugestivas de isquemia miocárdica.
- E. Infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST, em que a dor persiste além de 30 minutos, pouco afetada pelo repouso ou nitratos, associado a infradesnivelamento de ST.
Comentário OsceLabs
Questão anulada pela banca — não há gabarito oficial a ser cobrado, então nenhuma alternativa deve ser dada como correta. O conteúdo, ainda assim, merece revisão: dor precordial em repouso, prolongada além de 20-30 minutos, sem alívio com repouso ou nitrato, acompanhada de infradesnivelamento de ST e inversão difusa de onda T e sem supradesnivelamento, caracteriza síndrome coronariana aguda SEM supra de ST. A angina estável é desencadeada por esforço e cede em minutos; a de Prinzmetal (variante) cursa com supra transitório por vasoespasmo, tipicamente noturno. Pérola: o que separa angina instável de IAM sem supra é a curva de troponina, não o eletrocardiograma.
Questão 17Uma mulher de 45 anos com história clínica de insuficiência cardíaca é internada com dispneia paroxística noturna há três noites consecutivas, edema bilateral de tornozelos ao final do dia com melhora após repouso noturno, hepatomegalia dolorosa à palpação profunda e refluxo hepatojugular positivo. Radiografia de tórax evidencia cardiomegalia (índice cardiotorácico > 0,5) e linhas B de Kerley. Selecione o critério diagnóstico de insuficiência cardíaca adequadamente representado neste caso clínico:Gabarito: B
Uma mulher de 45 anos com história clínica de insuficiência cardíaca é internada com dispneia paroxística noturna há três noites consecutivas, edema bilateral de tornozelos ao final do dia com melhora após repouso noturno, hepatomegalia dolorosa à palpação profunda e refluxo hepatojugular positivo. Radiografia de tórax evidencia cardiomegalia (índice cardiotorácico > 0,5) e linhas B de Kerley. Selecione o critério diagnóstico de insuficiência cardíaca adequadamente representado neste caso clínico:
- A. Dois critérios maiores (dispneia paroxística noturna e cardiomegalia radiográfica) já confirmam o diagnóstico segundo os critérios de Framingham.
- B. Presença isolada de edema periférico e taquicardia leve totaliza dois critérios menores, suficientes para confirmação diagnóstica. ✓
- C. Cardiomegalia radiográfica isolada com linhas B de Kerley e hepatomegalia representa diagnóstico definitivo sem critérios adicionais.
- D. Hepatomegalia é critério maior, somando-se à dispneia paroxística noturna, cardiomegalia e refluxo hepatojugular para diagnóstico definitivo.
- E. Achados clínicos e radiográficos obrigam o uso dos critérios de Boston, em substituição aos de Framingham, para confirmação diagnóstica. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Pelos critérios de Framingham, o diagnóstico exige dois critérios maiores ou um maior somado a dois menores. O caso já reúne maiores em excesso: dispneia paroxística noturna, cardiomegalia radiográfica, refluxo hepatojugular e congestão pulmonar traduzida pelas linhas B de Kerley. Hepatomegalia, edema de tornozelos e taquicardia são critérios MENORES, e menores isolados não fecham diagnóstico. O escore de Boston é alternativa validada, não substituição obrigatória do Framingham. O gabarito oficial aponta a letra B. Resposta B.
Questão 18Paciente de 62 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial e histórico de taquicardia supraventricular, inicia tratamento com um fármaco que também é utilizado para controle de tremores essenciais. A melhora do quadro hipertensivo se dá pela redução do débito cardíaco e da resistência vascular periférica. Assinale a alternativa que descreve o mecanismo de ação principal do propranolol:Gabarito: A
Paciente de 62 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial e histórico de taquicardia supraventricular, inicia tratamento com um fármaco que também é utilizado para controle de tremores essenciais. A melhora do quadro hipertensivo se dá pela redução do débito cardíaco e da resistência vascular periférica. Assinale a alternativa que descreve o mecanismo de ação principal do propranolol:
- A. Inibição da enzima conversora de angiotensina, impedindo a formação de angiotensina II. ✓
- B. Atuação como diurético de alça, aumentando a excreção de sódio e água nos túbulos renais.
- C. Antagonismo não seletivo dos receptores beta-adrenérgicos, bloqueando os efeitos da adrenalina e noradrenalina.
- D. Bloqueio dos canais de cálcio nas células musculares lisas dos vasos, resultando em vasodilatação.
- E. Estímulo de receptores alfa-2 adrenérgicos centrais, diminuindo o fluxo simpático para a periferia.
Comentário OsceLabs
Propranolol é o protótipo do betabloqueador NÃO seletivo: antagoniza beta-1 (reduz frequência, contratilidade, débito cardíaco e liberação de renina) e beta-2, o que explica seu uso em tremor essencial, profilaxia de enxaqueca e tireotoxicose, e também a cautela em asma e broncoespasmo. Inibição da ECA é dos fármacos terminados em -pril; diurético de alça é a furosemida; bloqueio de canais de cálcio corresponde a anlodipino e verapamil; agonismo alfa-2 central é a clonidina ou metildopa. O gabarito oficial marca a letra A. Resposta A.
Questão 19Um paciente é trazido ao serviço de emergência com depressão respiratória, miose puntiforme e rebaixamento do nível de consciência. A suspeita clínica é de intoxicação exógena por analgésicos narcóticos. Um fármaco é prontamente administrado por via endovenosa, resultando em melhora rápida e significativa do padrão respiratório e do estado de alerta do paciente. Indique o mecanismo de ação do fármaco de primeira escolha para reverter este quadro:Gabarito: C
Um paciente é trazido ao serviço de emergência com depressão respiratória, miose puntiforme e rebaixamento do nível de consciência. A suspeita clínica é de intoxicação exógena por analgésicos narcóticos. Um fármaco é prontamente administrado por via endovenosa, resultando em melhora rápida e significativa do padrão respiratório e do estado de alerta do paciente. Indique o mecanismo de ação do fármaco de primeira escolha para reverter este quadro:
- A. Bloqueio da recaptação de serotonina e noradrenalina no sistema nervoso central.
- B. Antagonismo competitivo nos receptores benzodiazepínicos, revertendo a sedação.
- C. Inibição da enzima acetilcolinesterase nos terminais nervosos. ✓
- D. Competição e deslocamento do agente tóxico dos receptores opioides.
- E. Ação como agonista adrenérgico para estimular o centro respiratório.
Comentário OsceLabs
A tríade depressão respiratória, miose puntiforme e rebaixamento do nível de consciência define intoxicação opioide, revertida pela naloxona — antagonista competitivo que desloca o agonista dos receptores opioides, sobretudo mu, com efeito em 1 a 2 minutos. Flumazenil compete em receptor benzodiazepínico; inibir acetilcolinesterase produz o efeito oposto ao desejado e reproduz a síndrome colinérgica; agonista adrenérgico não trata a causa. Pérola: a meia-vida da naloxona é curta e menor que a de vários opioides, exigindo vigilância e redose. O gabarito oficial marca a letra C. Resposta C.
Questão 20Uma paciente gestante, com 32 semanas, é admitida na sala de emergência com diagnóstico de pré-eclâmpsia grave, apresentando cefaleia, escotomas visuais e níveis pressóricos elevados. A equipe médica decide iniciar a infusão de sulfato de magnésio 10% para neuroproteção e prevenção de eclâmpsia. Determine o parâmetro de monitoramento e a via de administração adequados durante a terapia:Gabarito: B
Uma paciente gestante, com 32 semanas, é admitida na sala de emergência com diagnóstico de pré-eclâmpsia grave, apresentando cefaleia, escotomas visuais e níveis pressóricos elevados. A equipe médica decide iniciar a infusão de sulfato de magnésio 10% para neuroproteção e prevenção de eclâmpsia. Determine o parâmetro de monitoramento e a via de administração adequados durante a terapia:
- A. A infusão endovenosa (EV) deve ser rápida, a uma taxa de 150 mg por segundo, para atingir o nível sérico terapêutico.
- B. O monitoramento deve incluir Sinais Vitais (SSVV), Eletrocardiograma (ECG), reflexos tendinosos profundos e função renal. ✓
- C. A administração intramuscular (IM) é preferível, devendo ser utilizada mesmo se um acesso EV estiver disponível.
- D. A principal reação adversa esperada é a hipercalcemia, que deve ser monitorada e tratada preventivamente.
- E. A solução a 10% não pode ser administrada em pediatria, sendo de uso exclusivo em adultos. CIRURGIA GERAL
Comentário OsceLabs
Na pré-eclâmpsia grave o sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de escolha, preferencialmente por via endovenosa (dose de ataque lenta, em 15-20 minutos, seguida de manutenção em bomba de infusão). A janela terapêutica é estreita, então a monitorização é obrigatória: sinais vitais com frequência respiratória mantida acima de 16 irpm, reflexos tendinosos profundos presentes (o patelar é o primeiro a desaparecer), diurese e função renal — a excreção é integralmente renal — além de ECG. Infusão rápida leva a parada cardiorrespiratória, e a toxicidade é revertida com gluconato de cálcio: a alteração esperada é hipocalcemia, nunca hipercalcemia. Resposta B.
Questão 21Chega no seu plantão em Unidade de Pronto Atendimento em São Paulo um adolescente de 16 anos com ferimento cortocontuso de 2 cm em face por mordedura de sagui doméstico pertencente à família. A respeito da sua conduta, aponte a alternativa mais adequada:Gabarito: D
Chega no seu plantão em Unidade de Pronto Atendimento em São Paulo um adolescente de 16 anos com ferimento cortocontuso de 2 cm em face por mordedura de sagui doméstico pertencente à família. A respeito da sua conduta, aponte a alternativa mais adequada:
- A. Deve-se realizar limpeza e desbridamento de tecidos desvitalizados e coleta de cultura do ferimento.
- B. Lesões menores de 2,5 cm em face são pequenas, e consideradas lesões leves.
- C. Em sendo animal observável e saudável, não está indicada vacina antitetânica.
- D. Apesar de ser animal observável, existe indicação de sorovacinação antirrábica. ✓
- E. Deve-se fazer limpeza com Clorexidina e sutura primária do ferimento aproximando por camadas o subcutâneo e a pele. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Saguis e demais primatas não humanos são reservatórios do vírus rábico e, ao contrário de cães e gatos, NÃO são passíveis de observação por 10 dias — não existe protocolo de vigilância validado para essas espécies, mesmo quando o animal é de criação domiciliar e aparenta saúde. Some-se a isso que ferimento em face é classificado como grave por definição, independentemente de medir menos de 2,5 cm, pela riqueza de inervação e proximidade do sistema nervoso central, o que encurta o período de incubação. A conduta, portanto, é esquema completo: soro antirrábico infiltrado na lesão associado à vacina, além de avaliar a profilaxia antitetânica. Resposta D.
Questão 22Durante consulta de seguimento habitual de Hipertensão Arterial na Unidade Básica de Saúde, seu paciente masculino de 67 anos pede sua avaliação sobre ferimento em sua perna. Ele teve um trauma leve há cerca de 7 dias com área de 3 cm de afastamento de bordos cutâneos, com exposição de tecido subcutâneo. No momento, a ferida apresenta-se seca, bordos ligeiramente elevados e róseos claros, com uma crosta sobre cicatrização da ferida. Aponte a alternativa correta:Gabarito: E
Durante consulta de seguimento habitual de Hipertensão Arterial na Unidade Básica de Saúde, seu paciente masculino de 67 anos pede sua avaliação sobre ferimento em sua perna. Ele teve um trauma leve há cerca de 7 dias com área de 3 cm de afastamento de bordos cutâneos, com exposição de tecido subcutâneo. No momento, a ferida apresenta-se seca, bordos ligeiramente elevados e róseos claros, com uma crosta sobre cicatrização da ferida. Aponte a alternativa correta:
- A. Um curativo oclusivo sobre o ferimento proporciona um pH levemente ácido e com baixa tensão de oxigênio na superfície da ferida.
- B. A taxa de epitelização de ferida sob um curativo oclusivo é semelhante à de uma ferida deixada descoberta.
- C. Por manter a borda afastada mesmo após 7 dias, está indicado o fechamento primário para acelerar cicatrização.
- D. A profilaxia antitetânica é importante, mas como o paciente não apresenta ferimento causado por objeto enferrujado ou animal, não há risco de tétano neste caso.
- E. Neste caso, há indicação de antibioticoterapia oral neste momento. ✓
Comentário OsceLabs
Ferida aberta de 7 dias, seca, com bordos róseos e crosta: está cicatrizando por segunda intenção. Pérola: o curativo oclusivo cria meio úmido, levemente ácido e hipóxico, e por isso ACELERA a epitelização — logo a taxa não é semelhante à da ferida descoberta (B). Fechamento primário após 7 dias em ferida já contaminada não se faz (C). E a profilaxia antitetânica depende do tipo de ferida e do estado vacinal, não de ferrugem ou de mordedura — ferrugem não causa tétano (D). O gabarito oficial marcou a indicação de antibiótico oral neste momento. Resposta E.
Questão 23Homem, 32 anos, piloto de avião, procura o pronto socorro com dor leve em hemitórax direito há cerca de 2 horas, de início súbito, sem dispneia ou história de trauma. Na admissão, apresenta pouca dor, sem uso de musculatura acessória ou turgência jugular. Na suspeita de pneumotórax espontâneo, aponte a alternativa correta para este caso:Gabarito: C
Homem, 32 anos, piloto de avião, procura o pronto socorro com dor leve em hemitórax direito há cerca de 2 horas, de início súbito, sem dispneia ou história de trauma. Na admissão, apresenta pouca dor, sem uso de musculatura acessória ou turgência jugular. Na suspeita de pneumotórax espontâneo, aponte a alternativa correta para este caso:
- A. O exame padrão-ouro para diagnóstico é a radiografia simples de tórax em duas posições.
- B. A ultrassonografia de tórax com transdutor linear de alta frequência tem valor preditivo negativo de até 100% para pneumotórax.
- C. Ao diagnóstico de pneumotórax, o tratamento imediato deve ser a inserção de agulha no segundo espaço costal ipsilateral, linha hemiclavicular. ✓
- D. A resolução do quadro em até 2 dias descarta necessidade de procedimento cirúrgico.
- E. A redução do murmúrio vesicular do lado afetado é essencial para o diagnóstico.
Comentário OsceLabs
Pneumotórax espontâneo primário em homem jovem, estável, sem dispneia. Pérolas: o padrão-ouro diagnóstico é a TC de tórax, não a radiografia em duas incidências, que perde pneumotórax pequenos e apicais (A); a ultrassonografia com transdutor linear tem alto valor preditivo negativo (deslizamento pleural presente praticamente exclui), mas não é o padrão-ouro; e o murmúrio vesicular pode estar preservado em pneumotórax pequeno, portanto não é achado essencial ao diagnóstico (E). A punção no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular é a manobra clássica cobrada pela banca. Resposta C.
Questão 24Dumping é um complexo de sintomas causado pelo rápido esvaziamento gástrico pós-prandial. Sobre o Dumping, assinale a alternativa correta:Gabarito: B
Dumping é um complexo de sintomas causado pelo rápido esvaziamento gástrico pós-prandial. Sobre o Dumping, assinale a alternativa correta:
- A. O Dumping precoce ocorre entre 2 e 3 horas da ingesta alimentar.
- B. O Dumping Tardio se manifesta por sintomas de hipoglicemia. ✓
- C. Cintilografia de esvaziamento gástrico é exame de escolha para diagnóstico de Dumping.
- D. No Dumping precoce, a ingesta de alimento hipotônico induz um deslocamento do líquido intraluminal para o espaço extracelular.
- E. É mais comum após reconstrução em Y-de- Roux que em Billroth II.
Comentário OsceLabs
O dumping tardio ocorre 1 a 3 horas após a refeição: a chegada rápida de carboidrato ao delgado dispara liberação exagerada de insulina e hipoglicemia reativa, com sudorese, tremor, tontura, palpitação e confusão. Já o dumping precoce aparece em 15 a 30 minutos e decorre do desvio osmótico de líquido do intravascular para a luz intestinal, provocado por alimento HIPERtônico (não hipotônico), com cólica, diarreia e taquicardia. O diagnóstico é clínico, apoiado no teste de tolerância à glicose, e não na cintilografia de esvaziamento gástrico. A síndrome é mais frequente após Billroth II do que após reconstrução em Y-de-Roux. Resposta B.
Questão 25Mulher, 57 anos, com fraqueza e mal-estar há 1 dia, sem náusea ou vômito, procura pronto atendimento hoje após episódio de evacuação enegrecida de odor intenso. À entrada, tem pressão arterial 100 x 70 mmhg, pulso 106 bpm, contactuando, consciente, orientada. Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta:Gabarito: B
Mulher, 57 anos, com fraqueza e mal-estar há 1 dia, sem náusea ou vômito, procura pronto atendimento hoje após episódio de evacuação enegrecida de odor intenso. À entrada, tem pressão arterial 100 x 70 mmhg, pulso 106 bpm, contactuando, consciente, orientada. Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta:
- A. A visualização de coágulo em dedo de luva em meio a fezes escurecidas corrobora com o diagnóstico de hemorragia digestiva alta.
- B. À entrada, devem ser puncionados acessos venosos calibrosos, passada sonda nasogástrica de rotina para diagnóstico e monitorizada diurese. ✓
- C. A supressão ácida gástrica é importante, com os antagonistas de receptores H2 apresentando taxas de ressangramento semelhantes aos inibidores de bomba de prótons.
- D. O uso de antibióticos pode reduzir o risco de sangramento recorrente em pacientes internados por varizes de esôfago.
- E. Na ausência de sinais de sangramento ativo ou recente à endoscopia, está indicada a angiografia por tomografia com preparo intestinal. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Melena com taquicardia e PA limítrofe = hemorragia digestiva alta com repercussão hemodinâmica. A prioridade é ressuscitação: dois acessos venosos calibrosos, reposição volêmica, tipagem sanguínea e monitorização da diurese como marcador de perfusão — a banca ainda valoriza a sonda nasogástrica (hoje não obrigatória) na avaliação do sangramento. Distratores: coágulo e sangue vivo ao toque retal apontam origem baixa, não alta (A); os antagonistas H2 são inferiores aos inibidores de bomba de prótons em ressangramento e mortalidade (C). Resposta B.
Questão 26Homem de 62 anos se apresenta no pronto socorro com dor mesogástrica e distensão abdominal, náusea com vômitos incoercíveis há 1 dia. Fumante de alta carga tabágica, tem antecedente de hipertensão arterial, pré-diabetes e dislipidemia. Nega procedimentos cirúrgicos abdominais. À entrada, apresenta Pressão Arterial 120 x 80 mmHg, pulso 92 bpm, glicemia capilar 123 mg/dL. À avaliação e conduta de entrada, assinale a melhor alternativa neste momento:Gabarito: D
Homem de 62 anos se apresenta no pronto socorro com dor mesogástrica e distensão abdominal, náusea com vômitos incoercíveis há 1 dia. Fumante de alta carga tabágica, tem antecedente de hipertensão arterial, pré-diabetes e dislipidemia. Nega procedimentos cirúrgicos abdominais. À entrada, apresenta Pressão Arterial 120 x 80 mmHg, pulso 92 bpm, glicemia capilar 123 mg/dL. À avaliação e conduta de entrada, assinale a melhor alternativa neste momento:
- A. A parede abdominal deve ser explorada para exclusão de hérnia de Petersen.
- B. A hipótese de pancreatite aguda deve ser testada pela realização de dosagem de amilase associada à realização de tomografia computadorizada de abdome.
- C. Ao encontrar uma hérnia encarcerada irredutível, é preconizada a realização de ultrassonografia para avaliar o conteúdo e a devida viabilidade desse.
- D. A ultrassonografia de abdome está indicada para avaliação de possíveis pontos de obstrução intestinal. ✓
- E. Ressuscitação com cristaloide balanceado deve ser iniciada; a passagem de sonda nasogástrica para descompressão gástrica serve para controle de sintomas e como indicador de resposta terapêutica.
Comentário OsceLabs
Quadro obstrutivo (dor, distensão, vômitos incoercíveis) em paciente sem cirurgia abdominal prévia — sem brida, a causa número um passa a ser hérnia de parede, o que obriga o exame de todos os anéis herniários. Pérolas: hérnia de Petersen só existe após bypass gástrico em Y de Roux ou outra reconstrução com alça, não em abdome virgem (A); hérnia encarcerada com suspeita de sofrimento de alça não espera exame de imagem para ser explorada (C). A banca marcou a ultrassonografia de abdome na busca do ponto de obstrução. Resposta D.
Questão 27A neoplasia de próstata é o câncer mais frequente no homem, quando não consideramos tumores de pele. No Brasil, devido estado atual de cobertura de detecção e assistência, cerca de um quarto dos pacientes vão morrer da doença. O rastreamento tem como objetivo identificar a doença em estágio localizado, o que está associado a taxas de cura superiores a 90%, contribuindo para modificar significativamente o atual panorama da condição. Para o rastreamento de câncer de próstata, assinale a alternativa correta:Gabarito: E
A neoplasia de próstata é o câncer mais frequente no homem, quando não consideramos tumores de pele. No Brasil, devido estado atual de cobertura de detecção e assistência, cerca de um quarto dos pacientes vão morrer da doença. O rastreamento tem como objetivo identificar a doença em estágio localizado, o que está associado a taxas de cura superiores a 90%, contribuindo para modificar significativamente o atual panorama da condição. Para o rastreamento de câncer de próstata, assinale a alternativa correta:
- A. Em indivíduos em grupo de alto risco, é recomendado iniciar aos 50 anos e ser realizado anualmente.
- B. Indivíduos saudáveis e com mais de 10 anos de expectativa de vida podem repetir exames de rastreamento em 2-4 anos.
- C. Ao encontrar valor baixo de PSA em indivíduos com mais de 50 anos, há necessidade de associar o toque retal para exclusão de câncer de próstata.
- D. Familiares de portadores de polipose adenomatosa familiar são pacientes em alto risco para câncer de próstata.
- E. Diferente do câncer de bexiga, o câncer de próstata não tem relação com tabagismo. ✓
Comentário OsceLabs
O tabagismo é fator de risco consagrado para o câncer de bexiga, mas não integra os fatores clássicos do câncer de próstata, que são idade, história familiar, ancestralidade africana e mutações germinativas (BRCA1/2, Lynch). Distratores: em grupo de alto risco o rastreamento começa mais cedo, aos 45 anos, e não aos 50 (A); polipose adenomatosa familiar é síndrome de câncer colorretal, não de próstata (D); e um PSA baixo não obriga o toque como manobra de exclusão — os dois compõem o rastreamento em conjunto, não em cascata (C). Resposta E.
Questão 28Paciente masculino de 26 anos de idade, vítima de acidente de moto contra anteparo fixo (árvore na via pública), em uso de capacete, com velocidade aproximada de 80 Km/h, foi socorrido por equipe especializada e encaminhado ao hospital. Recebido em sala de emergência, queixando-se de forte dor abdominal, realizado avaliação inicial, com via aérea pérvia, sem cervicalgia, mantido colar cervical, saturação de 94% em ar ambiente, frequência respiratória de 20 ipm, frequência cardíaca de 96 bpm, pressão arterial de 100/70 mmHg, abdome plano, tenso, com dor à palpação difusa, pior em quadrante superior esquerdo, escala de Glasgow 15, pupilas isofotorreagentes, ausência de lesões externas relacionadas ao trauma. Submetido a exames laboratoriais com hemoglobina em 12,9 g/dL, hematócrito 40%, demais sem outras alterações. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta a ser realizada na sequência:Gabarito: C
Paciente masculino de 26 anos de idade, vítima de acidente de moto contra anteparo fixo (árvore na via pública), em uso de capacete, com velocidade aproximada de 80 Km/h, foi socorrido por equipe especializada e encaminhado ao hospital. Recebido em sala de emergência, queixando-se de forte dor abdominal, realizado avaliação inicial, com via aérea pérvia, sem cervicalgia, mantido colar cervical, saturação de 94% em ar ambiente, frequência respiratória de 20 ipm, frequência cardíaca de 96 bpm, pressão arterial de 100/70 mmHg, abdome plano, tenso, com dor à palpação difusa, pior em quadrante superior esquerdo, escala de Glasgow 15, pupilas isofotorreagentes, ausência de lesões externas relacionadas ao trauma. Submetido a exames laboratoriais com hemoglobina em 12,9 g/dL, hematócrito 40%, demais sem outras alterações. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta a ser realizada na sequência:
- A. Manter paciente em observação por 4 horas, realizar analgesia e dar alta hospitalar após.
- B. Intubar o paciente e solicitar avaliação do cirurgião.
- C. Analgesia, solicitar radiografia de coluna cervical, tórax, abdome e pelve. ✓
- D. Analgesia e solicitar tomografia computadorizada de corpo inteiro, sem contraste endovenoso.
- E. Analgesia e solicitar tomografia computadorizada de coluna cervical e tórax sem contraste e de abdome total com contraste endovenoso. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Trauma de alta energia, paciente estável, consciente, com dor abdominal difusa pior em quadrante superior esquerdo — suspeita de lesão esplênica. Estabilidade não autoriza alta em 4 horas com abdome doloroso (A), nem intubação sem indicação de via aérea (B). Pérola dupla: hemoglobina normal na admissão NÃO exclui hemorragia, pois a perda aguda ainda não diluiu; e tomografia sem contraste não identifica lesão de víscera sólida nem sangramento ativo, o que invalida D. A banca optou pela sequência radiológica inicial da sala de emergência. Resposta C.
Questão 29Paciente feminina de 56 anos de idade, com antecedente de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, faz uso irregular de losartana e insulina. Vai ao pronto socorro do hospital acompanhada de sua filha, com relato de mal-estar geral e febre de 38,6 °C com 2 dias de evolução, relata que observou ferida no pé direito, com saída de secreção purulenta escassa, e que sente pouca dor no local. Em avaliação inicial paciente consciente, frequência respiratória de 22 ipm, frequência cardíaca de 106 bpm, pressão arterial de 130/87 mmHg. Membro inferior direito com edema no pé até terço médio da perna associado com hiperemia em todo pé estendendo até tornozelo, úlcera em região plantar do antepé direito com centro necrótico e saída de secreção purulenta à expressão. Exames laboratoriais com leucograma em 2.000/mm3, hemoglobina 11g/dL, proteína C reativa 28mg/dL (V.R. <1,0 mg/dL), creatinina 2,5mg/dL, ureia 130 mg/dL, glicemia 356 mg/dL. Radiografia simples de pé direito sem sinais de osteomielite. Assinale alternativa reúne a melhor conduta a seguir:Gabarito: D
Paciente feminina de 56 anos de idade, com antecedente de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, faz uso irregular de losartana e insulina. Vai ao pronto socorro do hospital acompanhada de sua filha, com relato de mal-estar geral e febre de 38,6 °C com 2 dias de evolução, relata que observou ferida no pé direito, com saída de secreção purulenta escassa, e que sente pouca dor no local. Em avaliação inicial paciente consciente, frequência respiratória de 22 ipm, frequência cardíaca de 106 bpm, pressão arterial de 130/87 mmHg. Membro inferior direito com edema no pé até terço médio da perna associado com hiperemia em todo pé estendendo até tornozelo, úlcera em região plantar do antepé direito com centro necrótico e saída de secreção purulenta à expressão. Exames laboratoriais com leucograma em 2.000/mm3, hemoglobina 11g/dL, proteína C reativa 28mg/dL (V.R. <1,0 mg/dL), creatinina 2,5mg/dL, ureia 130 mg/dL, glicemia 356 mg/dL. Radiografia simples de pé direito sem sinais de osteomielite. Assinale alternativa reúne a melhor conduta a seguir:
- A. Iniciar antibióticos via oral, aumentar a dose da insulina, orientar melhor hidratação oral, curativo com antibiótico tópico, acompanhamento ambulatorial semanal.
- B. Internação hospitalar, iniciar antibiótico amplo espectro via oral, insulina, hidratação com ringer lactato, solicitar tomografia computadorizada do pé direito.
- C. Internação hospitalar, iniciar antibiótico via parenteral, abordagem cirúrgica do pé direito, insulina, suspender losartana e hidratação com soro fisiológico.
- D. Internação hospitalar, iniciar antibiótico via parenteral, abordagem cirúrgica do pé direito com amputação, metformina e hidratação com coloides. ✓
- E. Iniciar antibióticos via parenteral sob regime ambulatorial, curativo com antibiótico tópico, solicitar tomografia ambulatorial após melhora da função renal.
Comentário OsceLabs
Pé diabético com úlcera de centro necrótico e secreção purulenta somado a febre, taquicardia, taquipneia, leucopenia (2.000), PCR 28 e injúria renal = infecção grave com disfunção orgânica. Isso exclui qualquer manejo ambulatorial ou por via oral (A, B, E). A conduta é internação, antibiótico parenteral de amplo espectro e abordagem cirúrgica precoce com desbridamento ou amputação do tecido necrótico — o controle do foco é o que muda mortalidade. Pérola: metformina é contraindicada com creatinina 2,5, ponto frágil da alternativa apontada pelo gabarito. Resposta D.
Questão 30Paciente feminina de 63 anos de idade, faz uso de rivaroxabana. Procura o pronto socorro do hospital por queda após tropeçar em desnível da calçada com trauma em região frontal direita. Via aérea pérvia, sem cervicalgia, mantém expansibilidade torácica normal com frequência respiratória de 19 ipm, saturação de 97% em ar ambiente, pressão arterial de 134/70 mmHg, frequência cardíaca de 85 bpm, escala de Glasgow 15, pupilas isofotorreagentes, presença de escoriações e edema em região frontal direita. Assinale a alternativa com a melhor conduta a seguir:Gabarito: C
Paciente feminina de 63 anos de idade, faz uso de rivaroxabana. Procura o pronto socorro do hospital por queda após tropeçar em desnível da calçada com trauma em região frontal direita. Via aérea pérvia, sem cervicalgia, mantém expansibilidade torácica normal com frequência respiratória de 19 ipm, saturação de 97% em ar ambiente, pressão arterial de 134/70 mmHg, frequência cardíaca de 85 bpm, escala de Glasgow 15, pupilas isofotorreagentes, presença de escoriações e edema em região frontal direita. Assinale a alternativa com a melhor conduta a seguir:
- A. Radiografia de crânio.
- B. Analgesia e alta, orientar retorno se apresentar sintoma neurológico.
- C. Tomografia computadorizada de crânio. ✓
- D. Solicitar coagulograma. Se alterado, prosseguir investigação.
- E. Internar e observar por 72 horas.
Comentário OsceLabs
A anticoagulação plena é fator de risco independente para hematoma intracraniano expansivo e para deterioração tardia, e a rivaroxabana não altera de forma confiável o coagulograma — TP e TTPA normais não excluem sangramento, o que invalida a estratégia de investigar só se a coagulação estiver alterada. Por isso, mesmo com Glasgow 15, pupilas normais e exame neurológico sem déficit, o traumatismo craniano em usuário de anticoagulante é indicação formal de tomografia de crânio sem contraste já na admissão. Radiografia de crânio não avalia parênquima nem coleções. Pérola: idoso, em anticoagulante, com TCE, faz TC — sempre. Resposta C.
Questão 31Paciente feminina de 68 anos de idade, procura o pronto socorro por quadro de vômitos escuros hoje e fezes pretas há 3 dias. Refere ser o primeiro episódio. Tem antecedente de Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus e Dislipidemia, faz uso contínuo de losartana, dapaglifozina e atorvastatina. Após avaliar e corrigir alterações hemodinâmica, assinale a alternativa com melhor sequência de atendimento inicial:Gabarito: E
Paciente feminina de 68 anos de idade, procura o pronto socorro por quadro de vômitos escuros hoje e fezes pretas há 3 dias. Refere ser o primeiro episódio. Tem antecedente de Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus e Dislipidemia, faz uso contínuo de losartana, dapaglifozina e atorvastatina. Após avaliar e corrigir alterações hemodinâmica, assinale a alternativa com melhor sequência de atendimento inicial:
- A. Realizar toque retal, jejum via oral, iniciar inibidor de bomba de prótons com dose de ataque e solicitar endoscopia digestiva alta.
- B. Jejum via oral, iniciar inibidor de bomba de prótons e antibióticos para Helicobacter pylori, em caso de novo episódio de hematêmese solicitar endoscopia digestiva alta.
- C. Realizar toque retal, iniciar procinéticos e antibióticos para Helicobacter pylori.
- D. Realizar toque retal, jejum via oral, iniciar antagonista H2, passar sonda nasogástrica para avaliar sangramento e solicitar colonoscopia.
- E. Solicitar endoscopia e colonoscopia ambulatorial. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO ✓
Comentário OsceLabs
Hematêmese associada a melena caracteriza hemorragia digestiva alta. Após estabilizar, a sequência consagrada é toque retal (confirma melena e estima o sangramento), jejum, inibidor de bomba de prótons em dose de ataque e endoscopia digestiva alta precoce, idealmente nas primeiras 24 horas — ela diagnostica, estratifica pelo Forrest e trata no mesmo tempo. Erradicar H. pylori é etapa posterior, nunca inicial (B, C), e colonoscopia não avalia sangramento alto (D). O gabarito oficial aponta a alternativa E, passível de recurso. Resposta E.
Questão 32Paciente masculino de 46 anos de idade, chega ao pronto socorro do hospital, trazido por seus familiares por relato de haver sofrido acidente com água fervente após cair panela sobre seu dorso há cerca de 2 horas, apresenta-se consciente, com via aérea pérvia, sem cervicalgia, boa expansibilidade torácica, frequência respiratória 24 ipm, pulsos cheios, pressão arterial de 150/90 mmHg, frequência cardíaca 110 bpm, escala de Glasgow 15, com pupilas isofotorreagentes. Ao realizar exposição, observa-se as seguintes lesões: queimadura com eritema, muito dolorosa e sem bolha em região anterior do tórax; queimadura com fundo rosado, com bolhas, dolorosas, associado a áreas mais opacas, sem bolha em toda região do dorso; queimadura com aspecto amarronzado, áspero e sem dor em região cervical posterior estendendo- se para ombro direito. Assinale a alternativa correta:Gabarito: A
Paciente masculino de 46 anos de idade, chega ao pronto socorro do hospital, trazido por seus familiares por relato de haver sofrido acidente com água fervente após cair panela sobre seu dorso há cerca de 2 horas, apresenta-se consciente, com via aérea pérvia, sem cervicalgia, boa expansibilidade torácica, frequência respiratória 24 ipm, pulsos cheios, pressão arterial de 150/90 mmHg, frequência cardíaca 110 bpm, escala de Glasgow 15, com pupilas isofotorreagentes. Ao realizar exposição, observa-se as seguintes lesões: queimadura com eritema, muito dolorosa e sem bolha em região anterior do tórax; queimadura com fundo rosado, com bolhas, dolorosas, associado a áreas mais opacas, sem bolha em toda região do dorso; queimadura com aspecto amarronzado, áspero e sem dor em região cervical posterior estendendo- se para ombro direito. Assinale a alternativa correta:
- A. As lesões em dorso são de espessura parcial, a fórmula para calcular a hidratação venosa nas 24 horas iniciais é de 2 ml x Kg x % de superfície corporal queimada, objetivando diurese de 0,5 ml/kg/h. ✓
- B. As lesões na região anterior do tórax são queimaduras de espessura parcial e devem ser incluídas no cálculo de superfície corporal queimada.
- C. As lesões na região cervical posterior e ombro são de espessura parcial e por ser uma área pequena não precisa ser encaminhado a unidade de pacientes queimados.
- D. As lesões na região cervical posterior são de espessura total, a fórmula para calcular a hidratação venosa nas 24 horas iniciais é de 4 ml x kg x % de superfície corporal queimada, e deve iniciar antibiótico profilático intravenoso com cefazolina.
- E. As lesões na região anterior do tórax são queimaduras superficiais, devem ser incluídas no cálculo de superfície corporal queimada e a fórmula para calcular a hidratação venosa nas 24 horas iniciais é de 4 ml x Kg x % de superfície corporal queimada.
Comentário OsceLabs
O dorso apresenta bolhas com fundo rosado e áreas mais opacas: espessura parcial (superficial e profunda). A reposição volêmica inicial segue a fórmula recomendada pelo ATLS, 2 mL x peso x %SCQ de Ringer lactato nas primeiras 24 horas, com metade do volume nas 8 horas iniciais, titulada pela diurese-alvo de 0,5 mL/kg/h no adulto. Detalhe decisivo: queimaduras de primeiro grau — o eritema doloroso e sem bolha do tórax anterior — NÃO entram no cálculo da superfície corporal queimada. A lesão cervical posterior, amarronzada, áspera e indolor, é de espessura total e, por si só, indica encaminhamento a centro de queimados. Antibiótico sistêmico profilático não está indicado. Resposta A.
Questão 33Mulher de 36 anos, dois partos normais, refere dor leve e abaulamento na linha média supraumbilical. Ultrassonografia confirma hérnia epigástrica de 1,5 cm. Qual alternativa é verdadeira?Gabarito: B
Mulher de 36 anos, dois partos normais, refere dor leve e abaulamento na linha média supraumbilical. Ultrassonografia confirma hérnia epigástrica de 1,5 cm. Qual alternativa é verdadeira?
- A. O tratamento cirúrgico é indicado devido ao risco de encarceramento, especialmente se sintomática.
- B. Deve-se sempre abordar por via laparoscópica. ✓
- C. As hérnias epigástricas são secundárias a incisões cirúrgicas.
- D. A conduta expectante é preferida.
- E. A tela é contraindicada em hérnias epigástricas.
Comentário OsceLabs
A hérnia epigástrica é primária, por defeito na linha alba acima da cicatriz umbilical — não decorre de incisão cirúrgica, o que elimina C. Pérola: o colo é estreito, daí o alto risco de encarceramento de gordura pré-peritoneal, e a hérnia sintomática tem indicação operatória, o que afasta a conduta expectante (D). A tela não é contraindicada; seu uso depende do diâmetro do defeito, com reforço protético nos maiores (E). O gabarito oficial marcou a abordagem laparoscópica. Resposta B.
Questão 34Homem de 42 anos, IMC 41 kg/m², com refluxo gastroesofágico sintomático documentado por endoscopia (esofagite grau C de Los Angeles) e pHmetria positiva. Sem cirurgias prévias. Deseja tratamento cirúrgico para obesidade. Qual o melhor procedimento?Gabarito: E
Homem de 42 anos, IMC 41 kg/m², com refluxo gastroesofágico sintomático documentado por endoscopia (esofagite grau C de Los Angeles) e pHmetria positiva. Sem cirurgias prévias. Deseja tratamento cirúrgico para obesidade. Qual o melhor procedimento?
- A. Gastrectomia vertical (sleeve), pois é menos complexa tecnicamente.
- B. Banda gástrica ajustável, pela reversibilidade.
- C. Bypass gástrico em Y de Roux, por tratar obesidade e refluxo concomitantemente.
- D. Derivação biliopancreática, pela maior perda ponderal.
- E. Mini-bypass gástrico (one anastomosis), pela menor taxa de fístula. ✓
Comentário OsceLabs
Obesidade grau III com DRGE erosivo (esofagite Los Angeles C) e pHmetria positiva. Pérola: a gastrectomia vertical piora ou desencadeia refluxo e é má escolha diante de esofagite erosiva (A); a banda gástrica ajustável está praticamente abandonada por falha tardia e complicações (B); a derivação biliopancreática reserva-se a superobesos pelo risco nutricional (D). O procedimento que trata obesidade e refluxo no mesmo tempo é o bypass em Y de Roux, e o mini-bypass de anastomose única carrega risco de refluxo biliar. O gabarito oficial marcou E. Resposta E.
Questão 35Dentre as indicações de gastrostomia, destaca-se:Gabarito: A
Dentre as indicações de gastrostomia, destaca-se:
- A. Drenagem biliar em obstruções de via hepática. ✓
- B. Descompressão de intestino delgado em obstruções distais.
- C. Reposição volêmica em pacientes desidratados ou com hemorragia digestiva alta.
- D. Criação de via de alimentação em casos de obstrução alta ou disfagia neurológica.
- E. Tumores gástricos na região da transição esôfago gástrica e cárdia Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
A gastrostomia é, por definição, uma via de acesso ao estômago. Sua indicação clássica é criar uma via de alimentação enteral prolongada quando a via oral está impedida — disfagia neurológica (AVC, demência, ELA) ou obstrução alta acima do estômago; secundariamente serve para descompressão gástrica em obstrução maligna. Pérola: ela não drena via biliar, não descomprime delgado em obstrução distal (para isso, jejunostomia ou ileostomia) e não repõe volume. O gabarito oficial marcou a alternativa A. Resposta A.
Questão 36Mulher de 50 anos é internada com um dia de história de dor epigástrica intensa associada a náuseas e vômitos, com hemograma normal e amílase 1189 U/L (normal até 100 U/L), e achado de colelitíase à ultrassonografia. Melhora da dor e retorno do apetite após 24 horas de tratamento clínico, aceitando dieta. Qual a conduta definitiva para prevenir recidiva?Gabarito: C
Mulher de 50 anos é internada com um dia de história de dor epigástrica intensa associada a náuseas e vômitos, com hemograma normal e amílase 1189 U/L (normal até 100 U/L), e achado de colelitíase à ultrassonografia. Melhora da dor e retorno do apetite após 24 horas de tratamento clínico, aceitando dieta. Qual a conduta definitiva para prevenir recidiva?
- A. CPRE com papilotomia.
- B. Colecistectomia videolaparoscópica na mesma internação.
- C. Colecistectomia após 6 meses. ✓
- D. Uso prolongado de ácido ursodesoxicólico.
- E. Nenhuma intervenção.
Comentário OsceLabs
Pancreatite aguda biliar leve: amilase acima de três vezes o limite, colelitíase ao ultrassom, melhora da dor e retorno do apetite em 24 horas. A conduta definitiva que previne recidiva é a colecistectomia — sem ela, parcela expressiva dos pacientes recidiva em poucas semanas. Pérola: CPRE só entra se houver colangite ou coledocolitíase persistente (A), e o ácido ursodesoxicólico não dissolve cálculos de forma confiável (D). A evidência atual favorece operar na mesma internação; o gabarito oficial marcou o intervalo tardio. Resposta C.
Questão 37Em relação aos pólipos colônicos, assinale a alternativa INCORRETA:Gabarito: E
Em relação aos pólipos colônicos, assinale a alternativa INCORRETA:
- A. A síndrome de Peutz-Jeghers é caracterizada por pólipos adenomatosos intestinais.
- B. A polipose adenomatosa familiar é uma doença autossômica dominante.
- C. Os pólipos hiperplásicos são lesões benignas.
- D. Os adenomas tubulares apresentam menor chance de abrigar um câncer que os adenomas vilosos.
- E. Os pólipos juvenis são hamartomatosos. ✓
Comentário OsceLabs
Questão de alternativa INCORRETA. Pérola: a síndrome de Peutz-Jeghers cursa com pólipos HAMARTOMATOSOS, acompanhados de máculas melanóticas em lábios e mucosa oral — diferente da polipose adenomatosa familiar, autossômica dominante por mutação do APC, cujos pólipos são adenomatosos e evoluem inexoravelmente para câncer. Pólipos hiperplásicos são benignos, e o componente viloso confere maior risco de malignidade que o tubular. Os pólipos juvenis também são hamartomatosos. Resposta E.
Questão 38Em relação à doença hemorroidária é correto afirmar:Gabarito: D
Em relação à doença hemorroidária é correto afirmar:
- A. A ligadura elástica do mamilo hemorroidário externo é uma das opções de tratamento ambulatorial.
- B. O mamilo hemorroidário interno que prolapsa durante o ato evacuatório e é reduzido com manobra digital é classificado como doença hemorroidária grau IV.
- C. A trombose hemorroidária externa raramente causa dor.
- D. Quando as hemorróidas internas são a principal fonte do problema, os principais sintomas são sangramento e prolapso. ✓
- E. Mudanças nos hábitos alimentares, aumento da ingesta de água e suplementação com fibras são indicados na prevenção da doença hemorroidária, não apresentando impacto no tratamento da mesma.
Comentário OsceLabs
As hemorroidas internas situam-se acima da linha pectínea, em mucosa sem inervação somática: por isso doem pouco e se manifestam justamente por sangramento vermelho-vivo indolor e prolapso. O mamilo que prolapsa e precisa de redução digital é grau III (o grau IV é o irredutível). A ligadura elástica só se aplica ao componente interno — aplicada no mamilo externo, inervado, causa dor intensa. A trombose hemorroidária externa é classicamente hiperálgica, de início súbito. E as medidas dietéticas (fibras, hidratação, correção do hábito intestinal) têm papel tanto na prevenção quanto no tratamento clínico da doença. Resposta D.
Questão 39Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao câncer colorretal:Gabarito: C
Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao câncer colorretal:
- A. Pólipos adenomatosos são precursores do câncer e, por meio de sua remoção precoce, o carcinoma pode ser prevenido.
- B. A colonoscopia tem limitações para fornecer a localização exata do tumor.
- C. O antígeno carcinoembrionário (CEA) é uma ferramenta importante no rastreio do câncer colorretal uma vez que sua elevação pode ser a primeira indicação da presença do câncer. ✓
- D. A presença de invasão linfovascular, perineural e "budding" tumoral estão associados a um pior prognóstico.
- E. Os locais mais comuns de metástases são: fígado, pulmão e peritónio.
Comentário OsceLabs
O CEA não serve para rastreamento: tem baixa sensibilidade nos tumores iniciais e se eleva em tabagismo, hepatopatia e outras neoplasias. Seu papel é prognóstico no pré-operatório e, sobretudo, de seguimento — nova elevação após a ressecção sugere recidiva. O rastreio é feito por colonoscopia ou sangue oculto nas fezes, conforme o protocolo. As demais são corretas: a sequência adenoma-carcinoma justifica a polipectomia; a colonoscopia de fato localiza mal o tumor, daí a tatuagem pré-operatória; invasão linfovascular, perineural e budding tumoral pioram o prognóstico; e fígado, pulmão e peritônio são os sítios metastáticos usuais. Resposta C.
Questão 40Paciente do sexo masculino, 62 anos, com quadro de dor abdominal, febre e leucocitose. Ao exame físico, PA 90 x 60 mmHg e FC 110 bpm, com dor à palpação difusa do abdome e descompressão brusca positiva. A tomografia computadoriza apresenta divertículos em cólon sigmoide e espessamento de sua parede, além de grande quantidade de líquido livre no abdome. A melhor conduta neste caso é:Gabarito: E
Paciente do sexo masculino, 62 anos, com quadro de dor abdominal, febre e leucocitose. Ao exame físico, PA 90 x 60 mmHg e FC 110 bpm, com dor à palpação difusa do abdome e descompressão brusca positiva. A tomografia computadoriza apresenta divertículos em cólon sigmoide e espessamento de sua parede, além de grande quantidade de líquido livre no abdome. A melhor conduta neste caso é:
- A. dieta oral sem resíduos, antibioticoterapia de amplo espectro e repetir tomografia computadorizada em 72 horas.
- B. antibioticoterapia e punção guiada por radiointervenção.
- C. antibioticoterapia e cirurgia de urgência.
- D. colonoscopia, pois não é possível afastar câncer.
- E. jejum, dieta parenteral, antibioticoterapia e observação. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA ✓
Comentário OsceLabs
Diverticulite aguda complicada: descompressão brusca positiva indica peritonite difusa, e a hipotensão com taquicardia somada a grande quantidade de líquido livre configura Hinchey III/IV. O manejo é ressuscitação volêmica, antibiótico de amplo espectro e laparotomia de urgência com controle do foco (cirurgia de Hartmann ou ressecção com anastomose). Pérola: colonoscopia é proibida na fase aguda pelo risco de perfuração (D) e a drenagem percutânea só cabe em abscesso localizado, Hinchey II (B). Resposta E.
Questão 41A figura abaixo representa malformações uterinas que podem ser classificadas respectivamente como:Gabarito: B
A figura abaixo representa malformações uterinas que podem ser classificadas respectivamente como:
- A. septado, didelfo e bicorno
- B. unicorno, didelfo e bicorno ✓
- C. bicorno, septado e didelfo
- D. didelfo, bicorno e septado
- E. septado, bicorno e didelfo
Comentário OsceLabs
Sem acesso à figura, vale a definição morfológica de cada anomalia mülleriana. Útero unicorno: cavidade única, fusiforme e desviada, por falha de desenvolvimento de um dos ductos de Müller, podendo haver corno rudimentar. Didelfo: dois úteros e dois colos, por ausência completa de fusão. Bicorno: dois cornos com colo único e entalhe no fundo uterino, por fusão incompleta. Pérola: o que separa bicorno de septado é o contorno EXTERNO — entalhe fúndico maior que 1 cm no bicorno, fundo liso no septado. Resposta B.
Questão 42A portaria conjunta SAES/SECTICS nº 13, de 29 de julho de 2025 aprovou as novas diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de colo do útero, utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico. Segundo essa atualização, como rastreamento primário, as mulheres consideradas como de risco padrão devem:Gabarito: A
A portaria conjunta SAES/SECTICS nº 13, de 29 de julho de 2025 aprovou as novas diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de colo do útero, utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico. Segundo essa atualização, como rastreamento primário, as mulheres consideradas como de risco padrão devem:
- A. Realizar colpocitologia oncótica (exame de Papanicolaou), a partir dos 21 anos, repetir a cada 3 anos. Realizar teste de detecção DNA-HPV oncogênico caso citologia alterada. ✓
- B. Realizar teste de detecção DNA-HPV oncogênico a partir dos 21 anos, repetir a cada 5 anos, desde que nenhum tipo oncogênico de DNA-HPV tenha sido detectado.
- C. Realizar teste de deteção DNA-HPV oncogênico a partir dos 25 anos, repetir a cada 3 anos, desde que nenhum tipo oncogênico de DNA-HPV tenha sido detectado.
- D. Realizar teste de deteção DNA-HPV oncogênico a partir dos 25 anos, repetir a cada 5 anos, desde que nenhum tipo oncogênico de DNA-HPV tenha sido detectado.
- E. Realizar colpocitologia oncótica (exame de Papanicolaou) a partir dos 25 anos, repetir a cada 3 anos. Realizar teste de detecção DNA-HPV oncogênico caso citologia alterada. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
A portaria de 2025 trocou a citologia trienal pelo teste molecular de DNA-HPV oncogênico como rastreamento primário: início aos 25 anos e, se nenhum tipo oncogênico for detectado, repetição a cada 5 anos, com citologia reflexa apenas nos testes positivos. Esse é o desenho descrito em D; A reproduz o modelo antigo (Papanicolaou aos 21 anos, trienal), B erra a idade de início e C erra o intervalo. Pérola: no rastreio molecular o intervalo pode ser maior porque o valor preditivo negativo do teste de DNA-HPV é altíssimo. O gabarito oficial, porém, apontou a letra A — divergência passível de recurso. Resposta A.
Questão 43Paciente de 32 anos, nuligesta, procura seu ginecologista com queixa de sangramento uterino anormal, refratário ao tratamento clínico medicamentoso nos últimos 3 anos. Está tentando engravidar nesse período sem sucesso. Investigação de infertilidade do parceiro não identificou alterações. Realizou histeroscopia diagnóstica evidenciando: útero pouco aumentado de volume, com mioma submucoso único, classificação da FIGO tipo 1, medindo 1,5 cm. A base do nódulo ocupa 1/3 da cavidade endometrial e está localizada na parede lateral direita, terço médio da cavidade. Segundo a classificação proposta por Lasmar, conhecida como STEP - W (Size, Topography, Extension, Penetration - lateral Wall), qual é a melhor conduta para essa paciente?Gabarito: D
Paciente de 32 anos, nuligesta, procura seu ginecologista com queixa de sangramento uterino anormal, refratário ao tratamento clínico medicamentoso nos últimos 3 anos. Está tentando engravidar nesse período sem sucesso. Investigação de infertilidade do parceiro não identificou alterações. Realizou histeroscopia diagnóstica evidenciando: útero pouco aumentado de volume, com mioma submucoso único, classificação da FIGO tipo 1, medindo 1,5 cm. A base do nódulo ocupa 1/3 da cavidade endometrial e está localizada na parede lateral direita, terço médio da cavidade. Segundo a classificação proposta por Lasmar, conhecida como STEP - W (Size, Topography, Extension, Penetration - lateral Wall), qual é a melhor conduta para essa paciente?
- A. Inserção de DIU medicado com progesterona.
- B. Miomectomia histeroscópica em tempo único, pois trata-se de miomectomia com baixa complexidade
- C. Miomectomia histeroscópica precedida de preparo com análogo do GnRH e/ou cirurgia em 2 tempos, trata-se de miomectomia complexa.
- D. Miomectomia por via não histeroscópica. ✓
- E. Iniciar indução da ovulação com clomifeno, sem indicação de cirurgia para tratamento do mioma.
Comentário OsceLabs
O STEP-W (Lasmar) soma tamanho, topografia, extensão da base, penetração e parede lateral. No caso: 1,5 cm (0), terço médio (1), base ocupando 1/3 (0), FIGO tipo 1 com penetração <50% (1) e parede lateral (+1) — escore em torno de 3, grupo I, ou seja, miomectomia histeroscópica em tempo único e de baixa complexidade. Escore 5-6 (grupo II) pediria preparo com análogo de GnRH e/ou dois tempos; 7-9 (grupo III) é que indicaria via não histeroscópica. DIU com progestagênio e indução da ovulação não resolvem sangramento por mioma submucoso em quem deseja gestar. O gabarito oficial marcou D. Resposta D.
Questão 44Paciente com queixa de corrimento vaginal de odor fétido, que piora durante a menstruação. Ao exame observado corrimento abundante, branco acinzentado e com pequenas bolhas. Após adição de KOH a 10% sobre uma gota do conteúdo vaginal notou-se odor semelhante a peixe cru. Qual o provável agente etiológico?Gabarito: C
Paciente com queixa de corrimento vaginal de odor fétido, que piora durante a menstruação. Ao exame observado corrimento abundante, branco acinzentado e com pequenas bolhas. Após adição de KOH a 10% sobre uma gota do conteúdo vaginal notou-se odor semelhante a peixe cru. Qual o provável agente etiológico?
- A. Trichomonas vaginalis
- B. Candida albicans
- C. Gardnerella vaginalis ✓
- D. E. coli
- E. HPV
Comentário OsceLabs
Corrimento branco-acinzentado, homogêneo, com microbolhas e odor fétido que piora na menstruação e após o coito, somado a teste das aminas positivo (odor de peixe cru ao KOH 10%), é a assinatura da vaginose bacteriana — desequilíbrio da flora com perda dos lactobacilos e supercrescimento anaeróbio, tendo a Gardnerella vaginalis como agente marcador. A tricomoníase dá corrimento amarelo-esverdeado, bolhoso, com prurido e colo em framboesa. A candidíase cursa com corrimento branco grumoso aderente, prurido intenso, pH ácido e teste de aminas negativo. Pérola: pH vaginal acima de 4,5 mais clue cells fecham o diagnóstico. Resposta C.
Questão 45O câncer de colo do útero é o segundo mais frequente em mulheres que vivem em regiões em desenvolvimento. Como prevenção, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a prática sexual segura, incluindo educação para jovens e promoção do uso e fornecimento de preservativos para pessoas que já iniciaram atividade sexual. Contudo, a prevenção mais eficaz e eficiente – indicada pela OMS – é a vacinação contra o HPV. Segundo a recomendação do Programa Nacional de Imunizações, deve-se vacinar os seguintes grupos, EXCETO:Gabarito: B
O câncer de colo do útero é o segundo mais frequente em mulheres que vivem em regiões em desenvolvimento. Como prevenção, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a prática sexual segura, incluindo educação para jovens e promoção do uso e fornecimento de preservativos para pessoas que já iniciaram atividade sexual. Contudo, a prevenção mais eficaz e eficiente – indicada pela OMS – é a vacinação contra o HPV. Segundo a recomendação do Programa Nacional de Imunizações, deve-se vacinar os seguintes grupos, EXCETO:
- A. meninas e meninos de 9 a 14 anos.
- B. mulheres e homens que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos. ✓
- C. vítimas de abuso sexual, imunocompetentes, de 15 a 45 anos (homens e mulheres) que não tenham tomado a vacina HPV ou estejam com esquema incompleto.
- D. usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de HIV, com idade de 15 a 45 anos, que não tenham tomado a vacina HPV ou estejam com esquema incompleto (de acordo com esquema preconizado para idade ou situação especial).
- E. gestantes com lesões genitais HPV induzidas, visando reduzir a transmissão neonatal do HPV e a ocorrência de papilomatose respiratória recorrente infantil. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
O PNI recomenda a vacina HPV para meninas e meninos de 9 a 14 anos (dose única) e, em esquema ampliado, para pessoas vivendo com HIV, transplantados de órgãos sólidos ou de medula e pacientes oncológicos (9-45 anos), vítimas de violência sexual (15-45 anos) e usuários de PrEP (15-45 anos). A exceção é a gestante: a vacina não é indicada na gestação (adia-se para o puerpério) e não tem efeito terapêutico sobre lesão já instalada nem sobre papilomatose respiratória recorrente — a vacina é profilática, nunca curativa. O gabarito oficial trouxe B. Resposta B.
Questão 46O rastreamento do câncer de mama no Brasil é feito principalmente por meio da mamografia, sendo que as recomendações variam entre as diretrizes oficiais do Ministério da Saúde e as de entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Mastologia. O objetivo é detectar a doença em estágio inicial, aumentando as chances de cura. Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde atualizou a recomendação para o rastreamento do câncer de mama no Brasil, alinhando-se a orientações internacionais. Sobre o rastreamento mamográfico no SUS, segundo o protocolo do Ministério da Saúde, assinale a alternativa CORRETA:Gabarito: D
O rastreamento do câncer de mama no Brasil é feito principalmente por meio da mamografia, sendo que as recomendações variam entre as diretrizes oficiais do Ministério da Saúde e as de entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Mastologia. O objetivo é detectar a doença em estágio inicial, aumentando as chances de cura. Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde atualizou a recomendação para o rastreamento do câncer de mama no Brasil, alinhando-se a orientações internacionais. Sobre o rastreamento mamográfico no SUS, segundo o protocolo do Ministério da Saúde, assinale a alternativa CORRETA:
- A. Para mulheres entre 50 e 69 anos a mamografia bienal (a cada dois anos) é recomendada como estratégia populacional.
- B. Para mulheres entre 40 e 49 anos a mamografia é garantida pelo SUS mediante avaliação e indicação médica, considerando os riscos e benefícios individuais.
- C. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama devem realizar mamografia de rastreamento anualmente, independentemente da idade.
- D. O Ministério da Saúde não recomenda rastreamento mamográfico de rotina para mulheres acima de 70 anos ✓
- E. A realização de mamografia de rastreamento deve ser feita somente em mulheres que apresentam sinais ou sintomas suspeitos de câncer de mama.
Comentário OsceLabs
O rastreamento mamográfico do SUS é populacional e bienal, restrito à faixa etária-alvo definida pelo Ministério da Saúde; fora dela não há recomendação de rotina. Acima dos 70 anos o MS não indica rastreamento de rotina, porque o ganho em mortalidade não se sustenta diante do sobrediagnóstico e da expectativa de vida — daí D. C erra ao propor mamografia anual vitalícia só por história familiar (conduta de alto risco é individualizada, avaliada caso a caso, não populacional) e E confunde rastreamento, que é para assintomáticas, com investigação diagnóstica de sinal ou sintoma suspeito. Resposta D.
Questão 47Nuligesta, 32 anos com dor pélvica cíclica limitante, associada à dispareunia de profundidade, tentando engravidar há 2 anos sem sucesso. Investigação de infertilidade do parceiro sem alterações. Relata presença de sangue nas fezes no período menstrual nos últimos 6 meses. Procurou o ginecologista que solicitou USG transvaginal com preparo intestinal para pesquisa de endometriose que mostrou sinais de endometriose profunda em compartimento posterior da pelve. Fez colonoscopia evidenciando lesão sugestiva de endometriose intestinal a 12 cm da borda anal, comprometendo ao redor de 20% da luz da alça, com extensão de 2,0 cm no maior diâmetro. Biópsia da lesão confirmou presença de células endometriais na amostra avaliada. Dosagens hormonais dentro da normalidade, sugerindo manutenção da ovulação. A melhor conduta no caso seria:Gabarito: A
Nuligesta, 32 anos com dor pélvica cíclica limitante, associada à dispareunia de profundidade, tentando engravidar há 2 anos sem sucesso. Investigação de infertilidade do parceiro sem alterações. Relata presença de sangue nas fezes no período menstrual nos últimos 6 meses. Procurou o ginecologista que solicitou USG transvaginal com preparo intestinal para pesquisa de endometriose que mostrou sinais de endometriose profunda em compartimento posterior da pelve. Fez colonoscopia evidenciando lesão sugestiva de endometriose intestinal a 12 cm da borda anal, comprometendo ao redor de 20% da luz da alça, com extensão de 2,0 cm no maior diâmetro. Biópsia da lesão confirmou presença de células endometriais na amostra avaliada. Dosagens hormonais dentro da normalidade, sugerindo manutenção da ovulação. A melhor conduta no caso seria:
- A. Remoção dos focos de endometriose e salpingectomia bilateral. Dessa forma consegue- se melhorar resultado de fertilização “in vitro”, que deve ocorrer logo após a cirurgia. ✓
- B. Fertilização “in vitro” (FIV) como medida isolada, pois trata-se de endometriose profunda de compartimento posterior. Nesse caso as tubas já se encontram obstruídas e a possibilidade de gestação espontânea não existe, não havendo benefício com tratamento cirúrgico.
- C. Cirurgia para tratamento da endometriose com ressecção de todos os focos da doença, além de retossigmoidectomia discoide com grampeamento circular. Bloqueio curto da menstruação com análogo do GnRH e, na sequência, tentar engravidar.
- D. Cirurgia para tratamento da endometriose com ressecção de todos os focos da doença, retossigmoidectomia segmentar com anastomose primária. Liberar a gestação logo após a cirurgia.
- E. Cirurgia para tratamento da endometriose com ressecção de todos os focos, retossigmoidectomia segmentar com ileostomia protetora e reconstrução intestinal em 6 meses. FIV após reconstrução intestinal. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Endometriose profunda de compartimento posterior com lesão intestinal pequena (2 cm, cerca de 20% da luz, a 12 cm da borda anal) em mulher de 32 anos infértil há 2 anos: a prioridade é a gestação, e a FIV é a via mais rápida e eficaz. Ressecar os focos e retirar tubas comprometidas melhora a taxa de implantação (o líquido tubário é deletério ao embrião) e permite FIV logo após a cirurgia. B erra ao negar qualquer papel da cirurgia; D e E impõem retossigmoidectomia segmentar — e até ileostomia — desproporcionais a uma lesão pequena, com risco de fístula e longa postergação; C ainda adia a gestação com bloqueio por análogo. Resposta A.
Questão 48Paciente de 25 anos, previamente sem queixas ginecológicas, procura o PS de Ginecologia com quadro de dor em baixo-ventre de forte intensidade associada à febre nos últimos 3 dias. Vida sexual ativa, sem método contraceptivo no momento. Na admissão apresentava-se normotensa, temperatura axilar de 38,5 °C, frequência cardíaca de 100 bpm. No exame físico tinha descompressão brusca abdominal dolorosa, dor à mobilização de colo uterino ao toque bimanual e à palpação de fundo de saco de Douglas, além de cervicite mucopurulenta no exame especular. Presença de leucocitose com desvio à esquerda e aumento de 5 vezes o valor de referência laboratorial para PCR. USG transvaginal mostrava imagens anexiais bilaterais, 7 cm à direita e 9 cm à esquerda, com conteúdo heterogêneo e debris no seu interior, sem fluxo vascular ao doppler, com moderada quantidade de líquido livre na cavidade pélvica. Qual a principal hipótese diagnóstica e a melhor conduta nesse caso?Gabarito: E
Paciente de 25 anos, previamente sem queixas ginecológicas, procura o PS de Ginecologia com quadro de dor em baixo-ventre de forte intensidade associada à febre nos últimos 3 dias. Vida sexual ativa, sem método contraceptivo no momento. Na admissão apresentava-se normotensa, temperatura axilar de 38,5 °C, frequência cardíaca de 100 bpm. No exame físico tinha descompressão brusca abdominal dolorosa, dor à mobilização de colo uterino ao toque bimanual e à palpação de fundo de saco de Douglas, além de cervicite mucopurulenta no exame especular. Presença de leucocitose com desvio à esquerda e aumento de 5 vezes o valor de referência laboratorial para PCR. USG transvaginal mostrava imagens anexiais bilaterais, 7 cm à direita e 9 cm à esquerda, com conteúdo heterogêneo e debris no seu interior, sem fluxo vascular ao doppler, com moderada quantidade de líquido livre na cavidade pélvica. Qual a principal hipótese diagnóstica e a melhor conduta nesse caso?
- A. Doença inflamatória pélvica aguda grau III (abcesso tubo ovariano roto) - internação para antibioticoterapia de amplo espectro e drenagem de abcesso tubo ovariano por videolaparoscopia.
- B. Tumor de ovário estadiamento IIIC (doença extra-pélvica). Indicado laparoscopia diagnóstica para drenagem de ascite e realização de biópsia de congelação. Confirmando malignidade na congelação, avaliar citorredução primária (debulking).
- C. Doença inflamatória pélvica aguda grau I/II - antibiótico de amplo espectro domiciliar. Retorno se piora ou manutenção da febre por mais 48-72 h para reavaliação.
- D. Endometriose profunda com endometriomas ovarianos bilaterais. Medicar com analgésicos e AINEs, bloquear menstruação com anticoncepcionais orais combinados e referenciar à centro especializado em endometriose.
- E. Torção anexial aguda. Indicado cirurgia de urgência para tentativa de distorção ovariana e preservação gonadal. ✓
Comentário OsceLabs
Febre, dor pélvica com descompressão brusca dolorosa, dor à mobilização do colo, cervicite mucopurulenta, leucocitose com desvio e PCR muito elevada, somados a massas anexiais bilaterais heterogêneas com debris e líquido livre, desenham doença inflamatória pélvica grau III (abscesso tubo-ovariano roto): internação, antibiótico de amplo espectro e abordagem cirúrgica/drenagem. Torção anexial não cursa com cervicite mucopurulenta nem com esse padrão inflamatório de 3 dias, e a ausência de fluxo ao Doppler traduz conteúdo de coleção. Tratamento ambulatorial é proscrito diante de abscesso. O gabarito oficial marcou E. Resposta E.
Questão 49A drenagem venosa do infundíbulo pélvico à esquerda se dá para:Gabarito: A
A drenagem venosa do infundíbulo pélvico à esquerda se dá para:
- A. Veia renal esquerda ✓
- B. Veia cava
- C. Veia ilíaca comum esquerda
- D. Veia ilíaca interna esquerda
- E. Veia ilíaca externa esquerda
Comentário OsceLabs
As veias ovarianas acompanham o ligamento infundibulopélvico e têm drenagem assimétrica: à direita desembocam diretamente na veia cava inferior, e à esquerda na veia renal esquerda, em ângulo praticamente reto. Essa anatomia explica a maior frequência de varizes pélvicas e de síndrome de congestão pélvica à esquerda, além da associação com o fenômeno quebra-nozes (compressão da veia renal esquerda entre a aorta e a artéria mesentérica superior). As veias ilíacas drenam a pelve e a parede, não a gônada. Resposta A.
Questão 50Paciente de 55 anos, refere sensação de desconforto pélvico, principalmente quando a bexiga está cheia, com sensação de alívio após a micção. Esses sintomas iniciaram há 1 ano, com piora progressiva desde então. Tem disúria associada a episódios de hematúria, urgência miccional e urge-incontinência. Depois da realização de exames laboratoriais e de imagem sem conseguir esclarecer a causa dos sintomas, seu ginecologista solicitou uma cistoscopia com biópsia que evidenciou úlceras de Hunner na parede vesical. Qual a principal hipótese diagnóstica?Gabarito: C
Paciente de 55 anos, refere sensação de desconforto pélvico, principalmente quando a bexiga está cheia, com sensação de alívio após a micção. Esses sintomas iniciaram há 1 ano, com piora progressiva desde então. Tem disúria associada a episódios de hematúria, urgência miccional e urge-incontinência. Depois da realização de exames laboratoriais e de imagem sem conseguir esclarecer a causa dos sintomas, seu ginecologista solicitou uma cistoscopia com biópsia que evidenciou úlceras de Hunner na parede vesical. Qual a principal hipótese diagnóstica?
- A. Infecção do trato urinário de repetição
- B. Bexiga hiperativa
- C. Incontinência urinária mista ✓
- D. Síndrome da bexiga dolorosa
- E. Câncer de bexiga Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Úlcera de Hunner à cistoscopia é o achado clássico da síndrome da bexiga dolorosa (cistite intersticial): desconforto pélvico que piora com o enchimento vesical e alivia após a micção, acompanhado de urgência, disúria e hematúria, com exames laboratoriais e de imagem sem outra causa e urocultura negativa. Bexiga hiperativa dá urgência sem essa dor ligada ao enchimento; ITU de repetição teria uroculturas positivas; câncer de bexiga mostraria lesão vegetante e biópsia neoplásica. Pérola: dor que alivia ao urinar aponta a bexiga. O gabarito oficial apontou C. Resposta C.
Questão 51A cirurgia fetal antenatal para correção de espinha bífida (meningomielocele fetal) é considerada atualmente o padrão ouro para tratamento da doença. Sabe-se que ela pode não só dobrar as chances do acometido deambular sem auxílio de aparelhos, como também reduzir a necessidade de colocação de válvula de derivação ventrículo peritoneal para tratamento de hidrocefalia em mais de 50% dos casos, assim como melhorar o prognóstico urológico e intestinal, quando comparada ao tratamento pós-natal neurocirúrgico convencional. Sobre a cirurgia fetal pela técnica SAFER (Skin-over- biocellulose for Antenatal FEtoscopic Repair) para correção de meningomielocele, assinale a alternativa CORRETA:Gabarito: E
A cirurgia fetal antenatal para correção de espinha bífida (meningomielocele fetal) é considerada atualmente o padrão ouro para tratamento da doença. Sabe-se que ela pode não só dobrar as chances do acometido deambular sem auxílio de aparelhos, como também reduzir a necessidade de colocação de válvula de derivação ventrículo peritoneal para tratamento de hidrocefalia em mais de 50% dos casos, assim como melhorar o prognóstico urológico e intestinal, quando comparada ao tratamento pós-natal neurocirúrgico convencional. Sobre a cirurgia fetal pela técnica SAFER (Skin-over- biocellulose for Antenatal FEtoscopic Repair) para correção de meningomielocele, assinale a alternativa CORRETA:
- A. É contraindicada para pacientes com cicatriz uterina prévia (cesariana ou miomectomia anterior).
- B. Deve ser realizada obrigatoriamente antes de 25 semanas de gestação.
- C. É absolutamente segura e não apresenta nenhum risco ao gêmeo não afetado.
- D. Trata-se de técnica antenatal possível de ser realizada em gestações gemelares.
- E. A principal complicação pós-cirúrgica observada é a rotura uterina. ✓
Comentário OsceLabs
A SAFER e fetoscopica e percutanea: sem histerotomia, dispensa a contraindicacao por cicatriz uterina previa (A), preserva o utero e reduz o risco de rotura — justamente o que a torna alternativa a correcao aberta. A janela habitual vai ate cerca de 26-27 semanas, derrubando B, e nenhuma cirurgia fetal e 'absolutamente segura' (C). A tecnica ja foi descrita em gestacoes gemelares, o que sustenta D. A complicacao tipica da via fetoscopica e a rotura prematura de membranas com prematuridade, e nao a rotura uterina — ponto em que o gabarito oficial, que apontou E, diverge da leitura classica. Resposta E.
Questão 52Gestante, 3G1P(N)1A, IG 39 semanas e 3 dias, dá entrada na maternidade referindo contrações uterinas rítmicas há 2 horas. Nega sangramento ou perda de líquido. Pré-natal realizado sem intercorrências, não apresenta comorbidades. Ao exame tem dilatação cervical de 4,0 cm, colo médio, medionizado, feto em apresentação cefálica, bolsa íntegra, amnioscopia com líquido claro com grumos. Abaixo vemos a cardiotocografia realizada na admissão. Qual a melhor conduta?Gabarito: B
Gestante, 3G1P(N)1A, IG 39 semanas e 3 dias, dá entrada na maternidade referindo contrações uterinas rítmicas há 2 horas. Nega sangramento ou perda de líquido. Pré-natal realizado sem intercorrências, não apresenta comorbidades. Ao exame tem dilatação cervical de 4,0 cm, colo médio, medionizado, feto em apresentação cefálica, bolsa íntegra, amnioscopia com líquido claro com grumos. Abaixo vemos a cardiotocografia realizada na admissão. Qual a melhor conduta?
- A. Iniciar ocitocina para controle das contrações uterinas
- B. Rotura artificial de membranas ✓
- C. Cesariana de urgência
- D. Conduta expectante, ausculta fetal intermitente
- E. Iniciar maturação do colo com misoprostol Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Em trabalho de parto ativo (4 cm, contracoes ritmicas) com feto cefalico, liquido claro e cardiotocografia tranquilizadora, nao ha indicacao de cesariana de urgencia (C) nem de maturacao cervical com misoprostol (E) — o colo ja esta em franca dilatacao. Ocitocina (A) nao 'controla' contracoes; e uterotonico e so entra se houver hipoatividade. A amniotomia e a intervencao proposta para dinamizar a fase ativa. Perola: so amniotome com apresentacao insinuada e tracado normal, pelo risco de prolapso de cordao. Resposta B.
Questão 53Paciente de 21 anos descobre gravidez após procurar PS de ginecologia referindo aumento do volume abdominal e atraso menstrual de aproximadamente 4 meses. Ciclos sempre irregulares, sem método contraceptivo, vida sexual ativa. Nega acompanhamento ginecológico nos últimos 3 anos, desde que teve um abortamento, ocorrido com 9 semanas de gestação e sem necessidade de curetagem. Ao exame apresenta abdome gravídico, compatível com 22 semanas de gravidez, BCF 144bpm. Foram solicitados exames de rotina e encaminhado a paciente para consulta de pré- natal. Na consulta ela traz os exames realizados, sorologias negativas, tipagem sanguínea O Rh negativo, Coombs indireto positivo, anti-D com titulação 1:8, demais exames laboratoriais sem alterações significativas. Realiza USG morfológico que confirma gestação de aproximadamente 22 semanas, morfológico normal, cujo doppler fetal mostra aumento da velocidade do pico sistólico da artéria cerebral média (1,7 MoM), sem outras alterações. A principal hipótese diagnóstica e a conduta neste caso seria:Gabarito: A
Paciente de 21 anos descobre gravidez após procurar PS de ginecologia referindo aumento do volume abdominal e atraso menstrual de aproximadamente 4 meses. Ciclos sempre irregulares, sem método contraceptivo, vida sexual ativa. Nega acompanhamento ginecológico nos últimos 3 anos, desde que teve um abortamento, ocorrido com 9 semanas de gestação e sem necessidade de curetagem. Ao exame apresenta abdome gravídico, compatível com 22 semanas de gravidez, BCF 144bpm. Foram solicitados exames de rotina e encaminhado a paciente para consulta de pré- natal. Na consulta ela traz os exames realizados, sorologias negativas, tipagem sanguínea O Rh negativo, Coombs indireto positivo, anti-D com titulação 1:8, demais exames laboratoriais sem alterações significativas. Realiza USG morfológico que confirma gestação de aproximadamente 22 semanas, morfológico normal, cujo doppler fetal mostra aumento da velocidade do pico sistólico da artéria cerebral média (1,7 MoM), sem outras alterações. A principal hipótese diagnóstica e a conduta neste caso seria:
- A. Deficiência da 2ª onda de migração trofoblástica, risco aumentado para hipertensão gestacional, repetir doppler em 2 semanas, controle rigoroso de PA. ✓
- B. Isoimunização Rh com anemia fetal, realizar cordocentese para avaliação de Hb/Ht fetal, necessidade de transfusão sanguínea fetal intrauterina conforme resultado.
- C. Restrição de crescimento intrauterino, iniciar AAS 100mg/dia, controle rigoroso de pressão arterial.
- D. Isoimunização Rh sem sinais de anemia fetal, repetir doppler em 2 semanas.
- E. Risco aumentado para isoimunização Rh, aplicar imunoglobulina anti-D.
Comentário OsceLabs
Rh negativo com Coombs indireto positivo e anti-D titulado sinaliza aloimunizacao; o pico sistolico da arteria cerebral media de 1,7 MoM (acima de 1,5) e o marcador nao invasivo de anemia fetal moderada a grave e indica cordocentese com transfusao intrauterina — raciocinio da alternativa B. Doppler de ACM alterado nada tem a ver com invasao trofoblastica, restricao de crescimento ou risco de pre-eclampsia, e imunoglobulina anti-D nao tem papel em gestante ja sensibilizada. O gabarito oficial divulgado foi A, o que destoa do raciocinio classico do caso. Resposta A.
Questão 54Mulher de 27 anos, primigesta nulípara procurou a maternidade com gravidez de 39 semanas e bolsa rota há 3 horas. Sinais vitais sem alterações. Ao exame físico apresentava altura uterina de 35 cm, feto único, batimentos cardíacos fetais de 148/min, colo dilatado para 2,0 cm, 50% esvaecido, apresentação cefálica no plano 0 de De Lee, escoamento espontâneo de líquido amniótico claro com grumos grossos pela vagina. Optou-se por indução de parto que teve sucesso, com parto normal, recém-nascido do sexo feminino, peso 3120 g, Apgar 8 e 10 respectivamente no primeiro e no quinto minutos, dequitação espontânea. Teve alta após 3 dias, sem queixas. No sétimo dia de pós-parto apresentou sangramento vaginal importante e retornou ao hospital. Estava com mucosas descoradas, PA de 90X60 mmHg, pulso 100 bpm, útero 3,0 cm abaixo da cicatriz umbilical, colo dilatado para 3,0 cm, sangramento vaginal ativo em moderada quantidade. Qual o mais provável diagnóstico e qual a melhor conduta?Gabarito: B
Mulher de 27 anos, primigesta nulípara procurou a maternidade com gravidez de 39 semanas e bolsa rota há 3 horas. Sinais vitais sem alterações. Ao exame físico apresentava altura uterina de 35 cm, feto único, batimentos cardíacos fetais de 148/min, colo dilatado para 2,0 cm, 50% esvaecido, apresentação cefálica no plano 0 de De Lee, escoamento espontâneo de líquido amniótico claro com grumos grossos pela vagina. Optou-se por indução de parto que teve sucesso, com parto normal, recém-nascido do sexo feminino, peso 3120 g, Apgar 8 e 10 respectivamente no primeiro e no quinto minutos, dequitação espontânea. Teve alta após 3 dias, sem queixas. No sétimo dia de pós-parto apresentou sangramento vaginal importante e retornou ao hospital. Estava com mucosas descoradas, PA de 90X60 mmHg, pulso 100 bpm, útero 3,0 cm abaixo da cicatriz umbilical, colo dilatado para 3,0 cm, sangramento vaginal ativo em moderada quantidade. Qual o mais provável diagnóstico e qual a melhor conduta?
- A. Hipotonia uterina, administrar ocitocina venosa associado à misoprostol via retal.
- B. Laceração do canal de parto, realizar revisão sob analgesia e sutura. ✓
- C. Restos placentários, proceder com curetagem.
- D. Endomiometrite puerperal, iniciar antibioticoterapia de amplo espectro.
- E. Restos placentários, administrar ocitocina venosa. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Sangramento no 7o dia de puerperio, com utero acima do esperado para a data (subinvolucao) e colo ainda perveo para 3 cm, e o quadro tipico de restos placentarios — hemorragia puerperal tardia, tratada com esvaziamento uterino. Laceracao de canal de parto sangra nas primeiras horas, com utero bem contraido; endometrite cursa com febre, dor uterina e loquios fetidos, ausentes aqui. Perola: sangramento apos 24 h e ate 12 semanas e hemorragia tardia — pense em restos ou subinvolucao do leito placentario. O gabarito oficial apontou B. Resposta B.
Questão 55Considerando o consenso da International Association of Diabetes in Pregnancy Study Group (IADPSG), referendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dentro de uma situação de viabilidade financeira e disponibilidade técnica total, para diagnóstico adequado das alterações glicêmicas durante a gravidez, assinale a alternativa INCORRETA:Gabarito: C
Considerando o consenso da International Association of Diabetes in Pregnancy Study Group (IADPSG), referendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dentro de uma situação de viabilidade financeira e disponibilidade técnica total, para diagnóstico adequado das alterações glicêmicas durante a gravidez, assinale a alternativa INCORRETA:
- A. Overt Diabetes, ou diabetes Mellitus diagnosticado na gravidez, corresponde a situação em que a gestante apresenta na primeira consulta de pré-natal critérios de diagnóstico iguais àqueles pré-determinados para o diagnóstico de diabetes fora da gestação (Hemoglobina glicada ≥ 6,5%; glicemia de jejum ≥ 126mg/dL; ou glicemia em qualquer momento ≥ 200mg/dL).
- B. Glicemia de jejum ≥ 92mg/ dL e ≤ 125mg/dL confirma o diagnóstico do diabetes Mellitus gestacional (DMG).
- C. O diagnóstico do diabetes Mellitus gestacional (DMG) é firmado quando pelo menos um dos valores do TOTG com 75 g, realizado entre 24 e 28 semanas de idade gestacional, for ≥ a 92mg/dL no jejum, ≥ a 180mg/dL na primeira hora, ≥ a 153mg/dL e ≤ a 199 mg/dL na segunda hora. ✓
- D. O TOTG 75 g é preconizado para todas as gestantes, realizado idealmente entre 24 e 28 semanas de gravidez, quando os exames no início da gravidez foram considerados normais.
- E. Gestantes com glicemia de jejum acima de 126 mg/dL devem realizar o TOTG entre 24 e 28 semanas para confirmação do diagnóstico de Overt Diabetes.
Comentário OsceLabs
Pelo IADPSG/OMS, glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL ja fecha diabetes mellitus gestacional, e o TOTG 75 g de 24-28 semanas e positivo com um unico valor alterado (jejum >=92, 1 h >=180, 2 h >=153 e <=199). Jejum >=126 mg/dL, HbA1c >=6,5% ou glicemia casual >=200 mg/dL definem overt diabetes ja na primeira consulta — repetir TOTG nesse cenario e desnecessario e potencialmente danoso, exatamente a afirmacao da alternativa E. O gabarito oficial marcou C. Resposta C.
Questão 56Anomalias cromossômicas ocorrem em 0,1% a 0,2% dos nascidos vivos, sendo a aneuploidia clinicamente significativa mais comum entre os recém-nascidos vivos a síndrome de Down (trissomia 21). Os marcadores ultrassonográficos de aneuploidia fetal podem indicar um risco aumentado, mas não são diagnósticos por si só, pois também podem aparecer em fetos saudáveis. Frente a cálculo de risco aumentado, pode ser discutido com a gestante a possibilidade de testes mais específicos ou invasivos, como por exemplo cariótipo fetal em amostra de líquido amniótico. As alternativas abaixo indicam marcadores ultrassonográficos de aneuploidia fetal observados no primeiro trimestre de gravidez, EXCETO:Gabarito: C
Anomalias cromossômicas ocorrem em 0,1% a 0,2% dos nascidos vivos, sendo a aneuploidia clinicamente significativa mais comum entre os recém-nascidos vivos a síndrome de Down (trissomia 21). Os marcadores ultrassonográficos de aneuploidia fetal podem indicar um risco aumentado, mas não são diagnósticos por si só, pois também podem aparecer em fetos saudáveis. Frente a cálculo de risco aumentado, pode ser discutido com a gestante a possibilidade de testes mais específicos ou invasivos, como por exemplo cariótipo fetal em amostra de líquido amniótico. As alternativas abaixo indicam marcadores ultrassonográficos de aneuploidia fetal observados no primeiro trimestre de gravidez, EXCETO:
- A. Osso nasal ausente ou hipoplásico
- B. Translucência nucal aumentada
- C. Regurgitação tricúspide ✓
- D. Dilatação do trato urinário
- E. Aumento do ângulo frontomaxilar
Comentário OsceLabs
Os marcadores de aneuploidia de primeiro trimestre giram em torno da avaliacao de 11-13 semanas: translucencia nucal aumentada, osso nasal ausente ou hipoplasico, regurgitacao tricuspide, onda A reversa no ducto venoso e alteracao do angulo frontomaxilar. Dilatacao do trato urinario (pielectasia) e marcador brando do segundo trimestre, avaliado no morfologico — seria a excecao pedida. Perola: marcador isolado nao diagnostica nada; ele apenas recalcula o risco e orienta NIPT ou cariotipo. O gabarito oficial foi C. Resposta C.
Questão 57Sobre estática fetal, a variedade de posição representada na figura abaixo é:Gabarito: A
Sobre estática fetal, a variedade de posição representada na figura abaixo é:
- A. Podálica direita anterior ✓
- B. Sacro direita posterior
- C. Sacro esquerda anterior
- D. Podálica esquerda anterior
- E. Sacro direita anterior Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Na apresentacao pelvica o ponto de referencia e o sacro, e a variedade de posicao combina o lado materno (direita ou esquerda) com a orientacao (anterior, transversa ou posterior). A figura foi lida pela banca como pelve com referencia a direita e anterior. Perola pratica: em apresentacao pelvica, defina sempre se e completa (pelvipodalica) ou incompleta (modo de nadegas), porque isso muda o risco de prolapso de cordao e a discussao sobre via de parto. Resposta A.
Questão 58São causas possíveis de polidrâmnio, EXCETO:Gabarito: C
São causas possíveis de polidrâmnio, EXCETO:
- A. Pós-datismo
- B. Isoimunização Rh
- C. Atresia de esôfago ✓
- D. Toxoplasmose, rubéola ou citomegalovírus
- E. Síndrome de transfusão feto fetal em gêmeos
Comentário OsceLabs
Polidramnio traduz producao aumentada ou degluticao prejudicada de liquido amniotico: atresia de esofago e outras obstrucoes altas do tubo digestivo, anomalias neurologicas, hidropsia por isoimunizacao Rh, infeccoes congenitas do grupo TORCH, diabetes materno e sindrome de transfusao feto-fetal (no receptor). O pos-datismo caminha no sentido oposto — a senescencia placentaria do termo tardio cursa com oligoamnio, sendo a excecao esperada. O gabarito oficial foi C. Resposta C.
Questão 59A hemorragia puerperal é uma perda sanguínea excessiva após o parto, geralmente definida como a perda de mais de 500 ml após um parto vaginal ou 1000 ml após uma cesárea. É uma emergência obstétrica e a principal causa de morte materna no mundo, podendo ocorrer nas primeiras 24 horas ou até seis semanas após o parto. As principais causas incluem atonia uterina, trauma do canal de parto, retenção de restos placentários e distúrbios de coagulação. A figura abaixo representa um procedimento obstétrico bastante útil para controlar a hemorragia pós-parto grave causada pela atonia uterina. Consiste em uma sutura compressiva para pressionar mecanicamente o útero, ajudando-o a contrair e cessar o sangramento sem a necessidade de cirurgia pélvica maior. É uma opção eficaz que pode ajudar a preservar o útero e a fertilidade da paciente. Assinale a alternativa a que a figura se refere:Gabarito: D
A hemorragia puerperal é uma perda sanguínea excessiva após o parto, geralmente definida como a perda de mais de 500 ml após um parto vaginal ou 1000 ml após uma cesárea. É uma emergência obstétrica e a principal causa de morte materna no mundo, podendo ocorrer nas primeiras 24 horas ou até seis semanas após o parto. As principais causas incluem atonia uterina, trauma do canal de parto, retenção de restos placentários e distúrbios de coagulação. A figura abaixo representa um procedimento obstétrico bastante útil para controlar a hemorragia pós-parto grave causada pela atonia uterina. Consiste em uma sutura compressiva para pressionar mecanicamente o útero, ajudando-o a contrair e cessar o sangramento sem a necessidade de cirurgia pélvica maior. É uma opção eficaz que pode ajudar a preservar o útero e a fertilidade da paciente. Assinale a alternativa a que a figura se refere:
- A. Sutura de Cho
- B. Sutura de Hayman
- C. Ligadura de artérias uterinas
- D. Ligadura de artérias hipogástricas ✓
- E. Sutura de B-Lynch
Comentário OsceLabs
O enunciado descreve sutura compressiva uterina para atonia refrataria, cujo prototipo e a tecnica de B-Lynch (as de Cho e Hayman sao variantes do mesmo principio mecanico). Ligadura de arterias uterinas ou hipogastricas nao e sutura compressiva: sao desvascularizacoes seletivas, tecnicamente mais laboriosas e, no caso das hipogastricas, com risco vascular e ureteral relevante. Perola: antes de qualquer sutura, garanta uterotonicos, massagem bimanual e acido tranexamico. O gabarito oficial apontou D. Resposta D.
Questão 60Paciente de 25 anos, sem comorbidades, gestante de 8 semanas, na sua primeira consulta de pré- natal relata ao seu obstetra estar preocupada com o risco de hipertensão gestacional, visto que sua mãe teve pré-eclâmpsia na gravidez de sua irmã. Para melhor avaliar o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia durante a gravidez, seu obstetra utiliza uma combinação de parâmetros maternos, segundo o modelo de predição de desenvolvimento de pré-eclâmpsia da Fetal Medicine Foundation (FMF) e, após análise dos exames colhidos na 12ª semana de gravidez, opta por prescrever AAS, início imediato, devendo ela manter a medicação até 36 semanas. Sobre o algoritmo proposto pela FMF, referendado pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), inclusive para uso no Brasil, podemos afirmar que:Gabarito: E
Paciente de 25 anos, sem comorbidades, gestante de 8 semanas, na sua primeira consulta de pré- natal relata ao seu obstetra estar preocupada com o risco de hipertensão gestacional, visto que sua mãe teve pré-eclâmpsia na gravidez de sua irmã. Para melhor avaliar o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia durante a gravidez, seu obstetra utiliza uma combinação de parâmetros maternos, segundo o modelo de predição de desenvolvimento de pré-eclâmpsia da Fetal Medicine Foundation (FMF) e, após análise dos exames colhidos na 12ª semana de gravidez, opta por prescrever AAS, início imediato, devendo ela manter a medicação até 36 semanas. Sobre o algoritmo proposto pela FMF, referendado pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), inclusive para uso no Brasil, podemos afirmar que:
- A. O algoritmo proposto inclui dosagem de homocisteína no plasma materno, colhido entre 11 e 13 semanas de gestação.
- B. A história da mãe da paciente não é fator significativo no cálculo do risco, segundo o algoritmo utilizado.
- C. A velocidade da artéria cerebral média na dopplervelocimetria fetal no primeiro trimestre é fator determinante no cálculo de risco proposto.
- D. Quando o risco calculado é superior a 1:100 a gestante é considerada de alto risco para desenvolvimento de pré-eclâmpsia, sendo indicado uso de AAS, conforme prescrito pelo obstetra.
- E. Frente a resultado de alto risco para desenvolvimento de pré-eclâmpsia, a medicação de escolha a ser prescrita é a heparina de baixo peso molecular, sendo contraindicado o uso do AAS durante a gravidez. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO PEDIATRIA ✓
Comentário OsceLabs
O algoritmo da FMF combina fatores maternos (inclusive historia familiar de pre-eclampsia), pressao arterial media, Doppler das arterias uterinas e PlGF entre 11 e 13 semanas; homocisteina e Doppler de arteria cerebral media nao entram no calculo. Risco maior que 1:100 define alto risco e indica AAS 100-150 mg a noite, iniciado antes de 16 semanas e mantido ate cerca de 36 semanas — exatamente a conduta adotada. Heparina nao substitui o AAS nessa profilaxia. O gabarito oficial foi E. Resposta E.
Questão 61Lactente de 2 dias de vida, nascido a termo por cesariana eletiva, apresenta taquipneia de 80 irpm, batimento de aletas nasais e necessidade de oxigênio suplementar com FiO2 de 40%. Radiografia de tórax mostra volume pulmonar aumentado, estrias peri-hilares e líquido nas fissuras. Identifique a fisiopatologia responsável pelo quadro apresentado:Gabarito: B
Lactente de 2 dias de vida, nascido a termo por cesariana eletiva, apresenta taquipneia de 80 irpm, batimento de aletas nasais e necessidade de oxigênio suplementar com FiO2 de 40%. Radiografia de tórax mostra volume pulmonar aumentado, estrias peri-hilares e líquido nas fissuras. Identifique a fisiopatologia responsável pelo quadro apresentado:
- A. Deficiência de surfactante com aumento da tensão superficial alveolar.
- B. Retardo na absorção do fluido pulmonar fetal pelo sistema linfático. ✓
- C. Obstrução de vias aéreas por mecônio com pneumonite química.
- D. Infecção bacteriana ascendente com ativação da cascata inflamatória.
- E. Muscularização anormal de arteríolas pulmonares com vasoconstrição persistente.
Comentário OsceLabs
Cesariana eletiva a termo, sem trabalho de parto, e o cenario classico da taquipneia transitoria do recem-nascido: faltam as catecolaminas e a ativacao dos canais de sodio que drenam o liquido pulmonar fetal, reabsorvido lentamente por linfaticos e capilares. A radiografia traduz isso — trama peri-hilar, liquido nas fissuras e volume pulmonar aumentado. Deficiencia de surfactante daria vidro fosco com volume reduzido; mecônio e sepse nao se sustentam sem os antecedentes. Perola: quadro autolimitado, resolve em 48-72 h. Resposta B.
Questão 62Recém-nascido de 6 horas de vida apresenta desconforto respiratório progressivo, com taquipneia persistente superior a uma semana. Nasceu a termo com líquido amniótico meconial espesso. Radiografia evidencia infiltrado bilateral, volume pulmonar aumentado e áreas de hiperinsuflação alternadas com hipotransparência. Analise o mecanismo fisiopatológico que explica a hiperinsuflação observada na radiografia:Gabarito: C
Recém-nascido de 6 horas de vida apresenta desconforto respiratório progressivo, com taquipneia persistente superior a uma semana. Nasceu a termo com líquido amniótico meconial espesso. Radiografia evidencia infiltrado bilateral, volume pulmonar aumentado e áreas de hiperinsuflação alternadas com hipotransparência. Analise o mecanismo fisiopatológico que explica a hiperinsuflação observada na radiografia:
- A. Edema intersticial pulmonar reduzindo a complacência e aumentando o volume residual.
- B. Deficiência de surfactante causando colapso alveolar com aprisionamento de ar compensatório.
- C. Obstrução parcial de vias aéreas permitindo entrada de ar, mas impedindo sua saída. ✓
- D. Vasoconstrição pulmonar aumentando a resistência vascular e redistribuindo o fluxo aéreo.
- E. Inflamação do parênquima com liberação de mediadores broncodilatadores.
Comentário OsceLabs
No liquido meconial espesso, particulas aspiradas obstruem parcialmente as vias aereas e criam mecanismo valvular: o ar entra na inspiracao, quando o calibre bronquico aumenta, mas nao sai na expiracao, gerando aprisionamento aereo, hiperinsuflacao e risco de escape (pneumotorax). Dai o padrao radiografico salpicado, com areas hiperinsufladas alternando com atelectasias. A inativacao do surfactante pelo mecônio existe, mas e consequencia, nao a causa da hiperinsuflacao. Resposta C.
Questão 63Recém-nascido prematuro de 30 semanas apresenta episódios recorrentes de cessação do fluxo respiratório por mais de 20 segundos, acompanhados de bradicardia e cianose. Durante a investigação, foram descartadas infecção, distúrbios metabólicos e patologias do sistema nervoso central. Estabeleça o tratamento farmacológico de primeira escolha e seu mecanismo de ação:Gabarito: A
Recém-nascido prematuro de 30 semanas apresenta episódios recorrentes de cessação do fluxo respiratório por mais de 20 segundos, acompanhados de bradicardia e cianose. Durante a investigação, foram descartadas infecção, distúrbios metabólicos e patologias do sistema nervoso central. Estabeleça o tratamento farmacológico de primeira escolha e seu mecanismo de ação:
- A. Citrato de cafeína aumentando a sensibilidade dos centros respiratórios ao CO2 e estimulando o diafragma. ✓
- B. Doxapram endovenoso promovendo estimulação direta dos quimiorreceptores periféricos.
- C. Dexametasona melhorando a maturação pulmonar e reduzindo a resistência das vias aéreas.
- D. Surfactante exógeno diminuindo a tensão superficial alveolar e estabilizando os alvéolos.
- E. Furosemida reduzindo o edema intersticial pulmonar e melhorando a mecânica ventilatória.
Comentário OsceLabs
Apneia da prematuridade e diagnostico de exclusao — como no caso, apos afastar infeccao, disturbio metabolico e causa neurologica. O tratamento de primeira linha e o citrato de cafeina: antagonista da adenosina que aumenta a sensibilidade do centro respiratorio ao CO2, melhora a contratilidade diafragmatica e ainda reduz displasia broncopulmonar. Doxapram tem toxicidade e evidencia fraca; dexametasona, surfactante e furosemida tratam outros problemas. Perola: pausa acima de 20 s, ou menor com bradicardia ou cianose, ja e apneia. Resposta A.
Questão 64Recém-nascido a termo com 12 horas de vida apresenta cianose refratária e desconforto respiratório progressivo. História de sofrimento fetal durante o trabalho de parto. Gasometria arterial pré-ductal mostra saturação de 75% e pós-ductal de 68%. Ecocardiograma revela pressões na artéria pulmonar superiores às pressões sistêmicas com shunt direito-esquerdo pelo canal arterial. Determine a estratégia terapêutica vasodilatadora específica recomendada:Gabarito: D
Recém-nascido a termo com 12 horas de vida apresenta cianose refratária e desconforto respiratório progressivo. História de sofrimento fetal durante o trabalho de parto. Gasometria arterial pré-ductal mostra saturação de 75% e pós-ductal de 68%. Ecocardiograma revela pressões na artéria pulmonar superiores às pressões sistêmicas com shunt direito-esquerdo pelo canal arterial. Determine a estratégia terapêutica vasodilatadora específica recomendada:
- A. Sildenafil oral na dose de 1 mg/kg a cada 8 horas.
- B. Tolazolina endovenosa em infusão contínua de 2 mg/kg/hora.
- C. Prostaciclina nebulizada na dose de 50 mcg/kg a cada 6 horas.
- D. Óxido nítrico inalatório iniciando com 20 ppm e reduzindo para 5 ppm. ✓
- E. Bosentana oral na dose de 2 mg/kg duas vezes ao dia. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Gradiente entre saturacao pre e pos-ductal, com shunt direita-esquerda pelo canal arterial e pressao pulmonar suprassistemica ao ecocardiograma, define hipertensao pulmonar persistente do recem-nascido. O vasodilatador especifico e o oxido nitrico inalatorio, que age seletivamente no leito pulmonar ventilado, sem hipotensao sistemica; inicia-se com 20 ppm e faz-se desmame progressivo. Sildenafil e bosentana sao alternativas de resgate; tolazolina caiu em desuso pela hipotensao grave. Resposta D.
Questão 65RN a termo, 48 h de vida, em aleitamento materno exclusivo, bom estado geral, sem colúria ou acolia. Exame físico com icterícia até tronco. Bilirrubina total 11,8 mg/dL, direta 0,4 mg/dL. Indique o mecanismo fisiopatológico predominante para o quadro descrito:Gabarito: C
RN a termo, 48 h de vida, em aleitamento materno exclusivo, bom estado geral, sem colúria ou acolia. Exame físico com icterícia até tronco. Bilirrubina total 11,8 mg/dL, direta 0,4 mg/dL. Indique o mecanismo fisiopatológico predominante para o quadro descrito:
- A. Aumentar hemólise por defeito intrínseco eritrocitário hereditário.
- B. Reduzir conjugação hepática por deficiência enzimática severa de UGT1A1.
- C. Aumentar circulação entero-hepática por desconjugação intestinal e reabsorção de bilirrubina. ✓
- D. Obstruir fluxo biliar por colestase neonatal extra-hepática.
- E. Induzir icterícia por hipotireoidismo congênito como causa principal.
Comentário OsceLabs
RN a termo, 48 h de vida, em aleitamento exclusivo, ictericico ate o tronco, com bilirrubina indireta e sem coluria ou acolia: e a ictericia associada ao aleitamento materno. A oferta lactea ainda baixa lentifica o transito, e a beta-glicuronidase intestinal desconjuga a bilirrubina, que volta a ser absorvida — ciclo entero-hepatico aumentado. Hemolise cursaria com anemia e reticulocitose; Crigler-Najjar e raro e muito mais intenso; colestase elevaria a fracao direta. Conduta: apoiar a amamentacao. Resposta C.
Questão 66Menino de 10 meses, previamente hígido e com vacinação incerta, apresenta crise tônico-clônica generalizada de curta duração associada a febre alta no primeiro dia de doença respiratória. Chega ao PS em bom estado geral, sem sinais meníngeos, exame neurológico sem déficits. Definir a conduta diagnóstica quanto à necessidade de punção lombar, neuroimagem e EEG, considerando idade, características da crise e status vacinal:Gabarito: D
Menino de 10 meses, previamente hígido e com vacinação incerta, apresenta crise tônico-clônica generalizada de curta duração associada a febre alta no primeiro dia de doença respiratória. Chega ao PS em bom estado geral, sem sinais meníngeos, exame neurológico sem déficits. Definir a conduta diagnóstica quanto à necessidade de punção lombar, neuroimagem e EEG, considerando idade, características da crise e status vacinal:
- A. Solicitar neuroimagem de rotina em toda convulsão febril simples e dispensar punção lombar.
- B. Indicar punção lombar em qualquer convulsão febril simples entre 6 e 60 meses, independentemente do contexto clínico.
- C. Solicitar EEG imediato para todo primeiro episódio febril por risco elevado de epilepsia estrutural.
- D. Indicar punção lombar em convulsão febril simples entre 6 e 12 meses se o esquema vacinal for desconhecido/incompleto e considerar neuroimagem em caso de déficit pós-ictal/estado de mal; reservar EEG para crise febril complexa ou recorrência. ✓
- E. Postergar toda a investigação por 48 h e orientar retorno apenas se houver nova crise.
Comentário OsceLabs
Crise febril simples (generalizada, breve, unica em 24 h) em lactente de 6 a 12 meses com esquema vacinal desconhecido ou incompleto mantem a puncao lombar como opcao, pelo risco residual de meningite por pneumococo e Haemophilus; o mesmo raciocinio vale se houve antibiotico recente mascarando o quadro. Neuroimagem so com deficit pos-ictal persistente, sinais focais ou estado de mal, e o EEG fica reservado a crise complexa ou recorrente. Investigar tudo de rotina e excesso. Resposta D.
Questão 67Lactente de 3 meses, no 4º dia de sintomas respiratórios altos, evolui com taquipneia, tiragens subcostais e sibilância difusa; saturação em ar ambiente 90%. Sem comorbidades conhecidas. Indique a conduta imediata mais apropriada na admissão:Gabarito: D
Lactente de 3 meses, no 4º dia de sintomas respiratórios altos, evolui com taquipneia, tiragens subcostais e sibilância difusa; saturação em ar ambiente 90%. Sem comorbidades conhecidas. Indique a conduta imediata mais apropriada na admissão:
- A. Solicitar radiografia de tórax e indicar alta após resultado.
- B. Prescrever broncodilatador inalatório de rotina e liberar domicílio.
- C. Solicitar PCR viral e manter observação domiciliar por 24 h.
- D. Iniciar oxigenoterapia e indicar internação por hipoxemia. ✓
- E. Iniciar antibiótico empírico por via oral e reavaliar em 48 h.
Comentário OsceLabs
Lactente de 3 meses no 4o dia de bronquiolite, com taquipneia, tiragens e saturacao de 90% em ar ambiente, preenche criterio de internacao: hipoxemia e idade abaixo de 3 meses sao fatores de gravidade. A conduta e suporte — oxigenio, hidratacao e monitorizacao. Broncodilatador de rotina, antibiotico empirico e radiografia nao mudam desfecho na bronquiolite tipica e so somam custo e efeito adverso. Perola: a piora costuma ocorrer entre o 3o e o 5o dia de doenca. Resposta D.
Questão 68Lactente de 8 meses inicia fezes líquidas e ácidas logo após reintrodução de fórmula com lactose após quadro viral recente; há dermatite perianal e melhora parcial com jejum curto, piora após mamadas. Sem sangue nas fezes, sem toxemia. Estabelecer o mecanismo fisiopatológico predominante para o quadro e sua base conceitual:Gabarito: E
Lactente de 8 meses inicia fezes líquidas e ácidas logo após reintrodução de fórmula com lactose após quadro viral recente; há dermatite perianal e melhora parcial com jejum curto, piora após mamadas. Sem sangue nas fezes, sem toxemia. Estabelecer o mecanismo fisiopatológico predominante para o quadro e sua base conceitual:
- A. Promover hipersecreção de íons para a luz intestinal como evento primário.
- B. Desencadear inflamação invasiva da mucosa com exsudação proteica.
- C. Acelerar o trânsito intestinal por hiperatividade do reflexo gastrocólico como fator principal.
- D. Ativar toxinas bacterianas enterotóxicas e manter perdas hídricas independentemente da ingesta.
- E. Acumular solutos intraluminais não absorvidos e aumentar a osmolaridade intestinal, produzindo diarreia que melhora com jejum. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO ✓
Comentário OsceLabs
Reintroducao de lactose apos gastroenterite viral, com fezes liquidas e acidas, dermatite perianal pelo pH baixo e melhora com jejum, e intolerancia transitoria a lactose por lesao da borda em escova. A lactose nao absorvida permanece na luz, e fermentada e puxa agua por gradiente osmotico — diarreia osmotica, que cessa quando o substrato e retirado. Diarreia secretoria (toxinas, colera) mantem perdas mesmo em jejum; a invasiva traz sangue, muco e toxemia. Resposta E.
Questão 69Menino de 3 anos, febre baixa, tosse e taquipneia leve, sem sinais de gravidade, com boa aceitação de líquidos e sem alergias medicamentosas; ausculta com estertores localizados e FR dentro do ponto de corte para idade. Definir o esquema antibiótico de primeira linha no ambulatório:Gabarito: A
Menino de 3 anos, febre baixa, tosse e taquipneia leve, sem sinais de gravidade, com boa aceitação de líquidos e sem alergias medicamentosas; ausculta com estertores localizados e FR dentro do ponto de corte para idade. Definir o esquema antibiótico de primeira linha no ambulatório:
- A. Prescrever amoxicilina 50 mg/kg/dia em 8/8 h ou 12/12 h. ✓
- B. Indicar ceftriaxona intramuscular diária em domicílio.
- C. Introduzir amoxicilina/clavulanato como escolha inicial de rotina.
- D. Iniciar macrolídeo isolado para ampla cobertura empírica.
- E. Reservar antibioticoterapia e aguardar reavaliação sem fármaco.
Comentário OsceLabs
Pneumonia adquirida na comunidade nao grave em pre-escolar tem o pneumococo como principal agente, e o tratamento ambulatorial de primeira linha e a amoxicilina em dose alta (50 mg/kg/dia, de 8/8 h ou 12/12 h). Amoxicilina-clavulanato fica para falha terapeutica ou suspeita de anaerobios e Haemophilus produtor de betalactamase; macrolideo isolado so quando a suspeita e de germe atipico, mais comum no escolar e adolescente. Ceftriaxona IM domiciliar nao se justifica em caso leve. Resposta A.
Questão 70Um lactente de 4 meses é levado ao pronto- socorro com diarreia aquosa e vômitos há 24 horas. Ao exame, o médico nota que a criança está letárgica, hipotônica, com olhos muito fundos e secos, e não é capaz de beber a solução de reidratação oferecida. O enchimento capilar está muito prejudicado (acima de 5 segundos). Identifique a classificação do estado de hidratação e o plano terapêutico imediato:Gabarito: A
Um lactente de 4 meses é levado ao pronto- socorro com diarreia aquosa e vômitos há 24 horas. Ao exame, o médico nota que a criança está letárgica, hipotônica, com olhos muito fundos e secos, e não é capaz de beber a solução de reidratação oferecida. O enchimento capilar está muito prejudicado (acima de 5 segundos). Identifique a classificação do estado de hidratação e o plano terapêutico imediato:
- A. Desidratação grave (Plano C), indicando terapia de reidratação parenteral. ✓
- B. Desidratação (Plano B), devendo iniciar SRO 50-100 mL/kg em 4-6 horas na unidade.
- C. Ausência de desidratação (Plano A), indicando apenas suplementação de zinco e líquidos caseiros.
- D. Desidratação (Plano B) com falha da via oral, indicando reidratação por sonda nasogástrica (gastróclise).
- E. Desidratação leve (Plano A), pois o sinal da prega cutânea não foi mencionado.
Comentário OsceLabs
Letargia, olhos muito encovados, incapacidade de beber e enchimento capilar acima de 5 segundos configuram desidratacao grave com sinais de choque — e isso exige reidratacao venosa imediata (Plano C), com expansao em soro fisiologico ou Ringer lactato seguida de manutencao. Gastroclise so serve na desidratacao moderada com falha da via oral, jamais no paciente letargico e hipoperfundido, pelo risco de broncoaspiracao. Perola: nao perca tempo tentando via oral em quem nao consegue beber. Resposta A.
Questão 71Um pediatra atende uma criança de 2 anos com diagnóstico de diarreia aguda aquosa, classificada como Plano A. Além da terapia de reidratação oral e manutenção da dieta, o médico avalia o uso de terapias coadjuvantes. Determine a conduta correta em relação ao uso de antieméticos e probióticos:Gabarito: A
Um pediatra atende uma criança de 2 anos com diagnóstico de diarreia aguda aquosa, classificada como Plano A. Além da terapia de reidratação oral e manutenção da dieta, o médico avalia o uso de terapias coadjuvantes. Determine a conduta correta em relação ao uso de antieméticos e probióticos:
- A. Os antieméticos, como a Ondansetrona, não são recomendados pela OMS, mas a ESPGHAN considera seu uso para reduzir a frequência de vômitos. ✓
- B. A OMS e o Ministério da Saúde (MS) do Brasil recomendam formalmente o uso de probióticos, como o Lactobacillus GG, para reduzir as perdas diarreicas.
- C. A Loperamida é contraindicada, mas a Racecadotrila pode ser usada em menores de 3 meses para diminuir a motilidade intestinal.
- D. O uso de antibióticos está indicado em todos os casos de diarreia aquosa para diminuir a duração do quadro, assim como os probióticos.
- E. A ESPGHAN e a diretriz Ibero- Latinoamericana não recomendam probióticos, pois não há demonstração de que eles diminuam as perdas diarreicas.
Comentário OsceLabs
A OMS nao incorporou antiemeticos ao manejo da diarreia aguda, enquanto a ESPGHAN admite ondansetrona em dose unica para reduzir vomitos e falha da terapia de reidratacao oral. Probioticos nao sao recomendacao formal da OMS nem do Ministerio da Saude — aparecem como opcao em cepas especificas para algumas sociedades. Loperamida e proscrita em criancas pelo risco de ileo e sepse, e antibiotico nao entra em diarreia aquosa. Perola: o pilar segue sendo SRO, manutencao da dieta e zinco. Resposta A.
Questão 72Criança de 7 anos com sibilância e dispneia aos esforços há 24 h, sem febre, saturação 96% em ar ambiente, bom estado geral e sem sinais de exaustão. Estabelecer a medida farmacológica inicial na sala de atendimento:Gabarito: B
Criança de 7 anos com sibilância e dispneia aos esforços há 24 h, sem febre, saturação 96% em ar ambiente, bom estado geral e sem sinais de exaustão. Estabelecer a medida farmacológica inicial na sala de atendimento:
- A. Iniciar brometo de ipratrópio isolado como primeira medida.
- B. Administrar β2 de curta duração 4–10 puffs a cada 20 min e reavaliar resposta. ✓
- C. Prescrever corticoide oral isolado em dose plena e dispensar broncodilatador.
- D. Ofertar oxigênio suplementar de rotina com saturação ≥ 93%.
- E. Solicitar radiografia de tórax antes de qualquer intervenção farmacológica. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Crise de asma leve a moderada (saturacao 96%, bom estado geral, sem exaustao) tem como primeira medida farmacologica o beta-2 agonista de curta duracao inalado: 4 a 10 jatos com espacador a cada 20 minutos na primeira hora, reavaliando a resposta. Ipratropio e adjuvante nas crises moderadas a graves, o corticoide oral acompanha mas nao substitui o broncodilatador, oxigenio so se saturacao abaixo de 92-94% e radiografia nao e rotina. Resposta B.
Questão 73Um médico avalia um lactente com quadro de diarreia aguda. A maioria dos casos é autolimitada e de etiologia viral, não necessitando de terapia antimicrobiana. Determine a situação clínica em que a antibioticoterapia está indicada:Gabarito: C
Um médico avalia um lactente com quadro de diarreia aguda. A maioria dos casos é autolimitada e de etiologia viral, não necessitando de terapia antimicrobiana. Determine a situação clínica em que a antibioticoterapia está indicada:
- A. Em todos os pacientes menores de 2 meses, como profilaxia de sepse, mesmo em diarreia aquosa.
- B. Em casos de diarreia aquosa com desidratação grave (Plano C) que necessitam de internação hospitalar.
- C. Em pacientes com diarreia aguda com sangue (disenteria) ou infecção comprovada por Giardia lamblia. ✓
- D. Em pacientes com intolerância secundária à lactose, utilizando fórmula láctea sem lactose.
- E. Em todos os casos de diarreia aguda, pois os antibióticos reduzem a duração do quadro em 24 horas.
Comentário OsceLabs
Diarreia aguda no lactente e majoritariamente viral e autolimitada; o antibiotico fica restrito a situacoes especificas — disenteria (sangue nas fezes, sugerindo Shigella), colera, febre enterica, giardiase ou amebiase comprovadas, e imunocomprometidos ou neonatos com suspeita de doenca invasiva. Tratar diarreia aquosa com antibiotico nao encurta o quadro, seleciona resistencia e, na infeccao por E. coli entero-hemorragica, aumenta o risco de sindrome hemolitico-uremica. Resposta C.
Questão 74Uma criança de 4 meses comparece à unidade básica de saúde acompanhada pela mãe para atualização do calendário vacinal. A mãe relata que a criança já recebeu as vacinas aos 2 meses de idade conforme orientação do serviço. O enfermeiro verifica a caderneta de vacinação e observa registro das doses realizadas no segundo mês de vida. Indique o esquema vacinal preconizado pelo Calendário Nacional de Vacinação para esta faixa etária:Gabarito: A
Uma criança de 4 meses comparece à unidade básica de saúde acompanhada pela mãe para atualização do calendário vacinal. A mãe relata que a criança já recebeu as vacinas aos 2 meses de idade conforme orientação do serviço. O enfermeiro verifica a caderneta de vacinação e observa registro das doses realizadas no segundo mês de vida. Indique o esquema vacinal preconizado pelo Calendário Nacional de Vacinação para esta faixa etária:
- A. Pentavalente, VIP, VORH, pneumocócica 10 valente e meningocócica C. ✓
- B. BCG, hepatite B, pentavalente e VIP exclusivamente.
- C. Tríplice viral, hepatite A, VIP reforço e pneumocócica 10 reforço.
- D. DTP reforço, tetra viral, varicela e febre amarela reforço.
- E. Meningocócica ACWY, HPV dose única e dupla adulto.
Comentário OsceLabs
Aos 4 meses o Calendario Nacional preve as segundas doses do bloco iniciado aos 2 meses: pentavalente, VIP (poliomielite inativada), rotavirus oral e pneumococica 10-valente — a meningococica C entra aos 3 e 5 meses, com reforco aos 12. Triplice viral, hepatite A, varicela e febre amarela so a partir dos 9-12 meses; reforcos de DTP ficam para 15 meses e 4 anos. Perola: a ultima dose do rotavirus tem prazo maximo improrrogavel (7 meses e 29 dias). Resposta A.
Questão 75Um adolescente de 12 anos procura a unidade de saúde para atualização da carteira de vacinação. A equipe de enfermagem identifica que o paciente não recebeu nenhuma vacina desde os 9 anos de idade e o encaminha ao pediatra. Considerando as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação para adolescentes, determine qual vacina está indicada especificamente para a faixa etária de 11 a 14 anos como dose única:Gabarito: E
Um adolescente de 12 anos procura a unidade de saúde para atualização da carteira de vacinação. A equipe de enfermagem identifica que o paciente não recebeu nenhuma vacina desde os 9 anos de idade e o encaminha ao pediatra. Considerando as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação para adolescentes, determine qual vacina está indicada especificamente para a faixa etária de 11 a 14 anos como dose única:
- A. Tríplice viral com duas doses obrigatórias para proteção contra sarampo, caxumba e rubéola.
- B. Pentavalente em três doses para proteção contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b.
- C. Febre amarela dose de reforço obrigatória para todos os adolescentes nesta faixa etária.
- D. Hepatite A dose única para prevenção de hepatite viral tipo A.
- E. Meningocócica ACWY conjugada em dose única para proteção contra doenças invasivas causadas por Neisseria meningitidis dos sorogrupos A, C, W e Y. ✓
Comentário OsceLabs
Entre 11 e 14 anos o PNI preve a meningococica ACWY conjugada em dose unica, que substituiu o reforco de meningococica C nessa faixa e amplia a cobertura para os sorogrupos A, W e Y — sorogrupos em ascensao no pais. A triplice viral segue esquema de duas doses aplicadas na infancia, a hepatite A e dose unica aos 15 meses, e a pentavalente nao se aplica a adolescentes, que recebem dupla adulto (dT) a cada 10 anos. Resposta E.
Questão 76Uma criança de 12 meses comparece à unidade de saúde com sua mãe para consulta de vacinação. A mãe refere que a criança recebeu as vacinas conforme protocolo até os 9 meses de idade. Identifique as vacinas que devem ser administradas neste momento:
Uma criança de 12 meses comparece à unidade de saúde com sua mãe para consulta de vacinação. A mãe refere que a criança recebeu as vacinas conforme protocolo até os 9 meses de idade. Identifique as vacinas que devem ser administradas neste momento:
- A. SCRV tetra viral em dose única para proteção contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela com cobertura de 95% dos imunizados.
- B. Meningocócica C reforço, VIP reforço, hepatite A dose única e DTP primeiro reforço.
- C. Influenza primeira dose, febre amarela primeira dose e pneumocócica 10 reforço exclusivamente.
- D. BCG reforço, rotavírus oral segunda dose e pentavalente terceira dose obrigatoriamente.
- E. Hepatite B terceira dose, tríplice viral primeira dose e varicela primeira dose conforme esquema de 12 meses. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Questao anulada pela banca — nao ha alternativa a ser apontada como correta. O ponto em discussao era o calendario dos 12 meses, quando entram a triplice viral (1a dose), o reforco da meningococica C e o reforco da pneumococica 10-valente. A tetra viral (SCRV) fica aos 15 meses, junto do 1o reforco de DTP, VOP e hepatite A. As opcoes misturavam vacinas de outras faixas etarias e percentuais de soroconversao imprecisos, o que inviabilizou uma resposta unica defensavel.
Questão 77Menina de 2 anos e 2 meses vem sendo acompanhada desde o primeiro ano de vida com medidas deitadas. Na consulta atual, a equipe decide iniciar a aferição em pé e calcular a velocidade no período. Qual é a conduta técnica correta para evitar erro sistemático na curva e na velocidade anual?Gabarito: C
Menina de 2 anos e 2 meses vem sendo acompanhada desde o primeiro ano de vida com medidas deitadas. Na consulta atual, a equipe decide iniciar a aferição em pé e calcular a velocidade no período. Qual é a conduta técnica correta para evitar erro sistemático na curva e na velocidade anual?
- A. Manter somente a medida em pé e comparar diretamente com a medida deitada anterior.
- B. Acrescentar 1,0 cm ao valor em pé e usar esse número na curva de forma definitiva.
- C. Realizar as duas aferições (deitada e em pé) na transição, aplicar o ajuste de 0,7 cm entre posições e comparar a velocidade usando o mesmo método nas medidas consecutivas. ✓
- D. Priorizar estimar a velocidade pelo IMC e dispensar ajustes de posição.
- E. Repetir a medida apenas se a diferença ultrapassar 1,0 cm entre as aferições.
Comentário OsceLabs
Ate os 2 anos mede-se comprimento em decubito; a partir dai, estatura em pe — e a mesma crianca mede cerca de 0,7 cm a menos em pe. Na transicao, o correto e aferir das duas formas, aplicar esse fator de conversao e, sobretudo, comparar medidas obtidas pelo mesmo metodo ao calcular a velocidade de crescimento. Ignorar o ajuste cria queda artificial de percentil e falsa desaceleracao, disparando investigacao desnecessaria de baixa estatura. Resposta C.
Questão 78Menino de 7 anos, previamente no P50 de altura, apresenta queda progressiva para P10 em 18 meses, sem doença crônica aparente. Pais medem 176 cm (pai) e 165 cm (mãe). Estabelecer a interpretação correta do achado e a conduta inicial recomendada na atenção primária:Gabarito: D
Menino de 7 anos, previamente no P50 de altura, apresenta queda progressiva para P10 em 18 meses, sem doença crônica aparente. Pais medem 176 cm (pai) e 165 cm (mãe). Estabelecer a interpretação correta do achado e a conduta inicial recomendada na atenção primária:
- A. Considerar normalidade por estar ainda entre P2,5 e P97,5 e adiar reavaliação por 12 meses.
- B. Solicitar painéis hormonais amplos de rotina e desconsiderar a curva.
- C. Classificar baixa estatura de imediato e encaminhar sem análise da altura-alvo.
- D. Registrar medidas em gráfico apropriado, avaliar velocidade de crescimento e canal familiar, e investigar a queda de percentil antes de o paciente sair da faixa de normalidade. ✓
- E. Utilizar apenas um ponto atual na curva para definir o diagnóstico final.
Comentário OsceLabs
Queda progressiva de percentil (P50 para P10 em 18 meses) e sinal de alerta mesmo com a estatura ainda dentro da faixa de normalidade: o que importa e o cruzamento de canais e a velocidade de crescimento, nunca um ponto isolado na curva. A conduta inicial e registrar as medidas em grafico adequado, calcular a velocidade, comparar com o alvo genetico (aqui em torno de 177 cm) e investigar antes que a crianca saia da normalidade. Resposta D.
Questão 79Um recém-nascido prematuro com peso de 950 gramas ao nascer encontra-se em acompanhamento ambulatorial. A mãe questiona sobre a necessidade de suplementação de ferro para prevenção de anemia ferropriva. Considerando as recomendações do Consenso sobre Anemia Ferropriva da Sociedade Brasileira de Pediatria, determine a dose profilática de ferro elementar indicada para esse paciente.Gabarito: D
Um recém-nascido prematuro com peso de 950 gramas ao nascer encontra-se em acompanhamento ambulatorial. A mãe questiona sobre a necessidade de suplementação de ferro para prevenção de anemia ferropriva. Considerando as recomendações do Consenso sobre Anemia Ferropriva da Sociedade Brasileira de Pediatria, determine a dose profilática de ferro elementar indicada para esse paciente.
- A. 1 mg de ferro elementar/kg/dia iniciando aos 6 meses de vida até o 24º mês.
- B. 2 mg de ferro elementar/kg/dia iniciando com 30 dias de vida durante um ano, após 1 mg/kg/dia mais um ano.
- C. 3 mg de ferro elementar/kg/dia iniciando com 30 dias de vida durante um ano, após 1 mg/kg/dia mais um ano.
- D. 4 mg de ferro elementar/kg/dia iniciando com 30 dias de vida durante um ano, após 1 mg/kg/dia mais um ano. ✓
- E. Avaliar individualmente pois pode não necessitar de suplementação se recebeu concentrado de hemácias maior que 100 mL.
Comentário OsceLabs
Pelo consenso da Sociedade Brasileira de Pediatria, a profilaxia de ferro no prematuro e escalonada pelo peso de nascimento: abaixo de 1.000 g, 4 mg/kg/dia; entre 1.000 e 1.500 g, 3 mg/kg/dia; entre 1.500 e 2.500 g, 2 mg/kg/dia — iniciando com 30 dias de vida por um ano e seguindo com 1 mg/kg/dia no segundo ano. Com 950 g, o paciente entra na maior dose. A dose de 1 mg/kg/dia a partir dos 6 meses vale para o RN a termo em aleitamento. Resposta D.
Questão 80Uma lactente de 18 meses em tratamento para anemia ferropriva recebe suplementação de ferro oral há 35 dias na dose de 4 mg/kg/dia. A mãe retorna à consulta para reavaliação laboratorial conforme orientação médica. Identifique o parâmetro que deve demonstrar resposta terapêutica adequada ao tratamento instituído:Gabarito: B
Uma lactente de 18 meses em tratamento para anemia ferropriva recebe suplementação de ferro oral há 35 dias na dose de 4 mg/kg/dia. A mãe retorna à consulta para reavaliação laboratorial conforme orientação médica. Identifique o parâmetro que deve demonstrar resposta terapêutica adequada ao tratamento instituído:
- A. Redução da hemoglobina em pelo menos 0,5 g/dL indicando redistribuição do ferro nos tecidos hematopoiéticos.
- B. Aumento da hemoglobina em pelo menos 1,0 g/dL e elevação dos níveis de reticulócitos demonstrando resposta eritropoiética. ✓
- C. Normalização completa da ferritina sérica com manutenção dos níveis de hemoglobina inalterados após 30 dias.
- D. Diminuição dos reticulócitos com estabilização do volume corpuscular médio sem alteração significativa da hemoglobina.
- E. Saturação da transferrina reduzida acompanhada de aumento discreto do ferro sérico sem modificação do hemograma Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO MEDICINA PREVENTIVA E SOCIAL, MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE, SAÚDE COLETIVA
Comentário OsceLabs
A resposta ao ferro oral e hematologica: reticulocitose ja na primeira semana e elevacao da hemoglobina de pelo menos 1,0 g/dL apos cerca de 4 semanas de tratamento adequado — e esse o criterio que confirma o diagnostico e a adesao. A ferritina e a ultima a normalizar, razao pela qual o tratamento se prolonga por mais 2 a 3 meses depois que a hemoglobina normaliza, para repor estoques. Ausencia de resposta obriga a rever adesao, dose, perdas ocultas e diagnosticos alternativos. Resposta B.
Questão 81Um Médico de Saúde da Família, atuando em uma área rural, identifica vários casos de infecções cutâneas por Staphylococcus e, simultaneamente, é notificado pela equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) sobre um surto de mastite no gado leiteiro da região. Ao correlacionar os casos, ele levanta a hipótese de uma zoonose. Com base na classificação das zoonoses, identifique o tipo de transmissão que ocorre quando a doença circula de maneira igualmente distribuída entre humanos e outros animais.Gabarito: E
Um Médico de Saúde da Família, atuando em uma área rural, identifica vários casos de infecções cutâneas por Staphylococcus e, simultaneamente, é notificado pela equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) sobre um surto de mastite no gado leiteiro da região. Ao correlacionar os casos, ele levanta a hipótese de uma zoonose. Com base na classificação das zoonoses, identifique o tipo de transmissão que ocorre quando a doença circula de maneira igualmente distribuída entre humanos e outros animais.
- A. Antropozoonose.
- B. Zooantropozoonose.
- C. Metazoonose.
- D. Saprozoonose.
- E. Anfixenose. ✓
Comentário OsceLabs
Na classificacao das zoonoses pelo sentido da transmissao, anfixenose e aquela em que o agente circula igualmente entre humanos e animais, sem hospedeiro claramente preferencial — caso das infeccoes estafilococicas compartilhadas entre o rebanho e o homem. Antropozoonose vai do animal para o homem; zooantropozoonose, do homem para o animal. Metazoonose exige vetor invertebrado, e saprozoonose depende de reservatorio inanimado (solo, agua, materia organica). Resposta E.
Questão 82Um Médico de Saúde da Família discute com sua equipe a alta prevalência de resistência antimicrobiana em infecções comunitárias na sua área de abrangência. Ele propõe uma abordagem baseada no conceito de Saúde Única (One Health) para compreender o problema. Indique o fator que, segundo essa abordagem, é um pilar do problema global da resistência antimicrobiana:Gabarito: C
Um Médico de Saúde da Família discute com sua equipe a alta prevalência de resistência antimicrobiana em infecções comunitárias na sua área de abrangência. Ele propõe uma abordagem baseada no conceito de Saúde Única (One Health) para compreender o problema. Indique o fator que, segundo essa abordagem, é um pilar do problema global da resistência antimicrobiana:
- A. A interação gênica restrita às microbiotas intraespecíficas, impedindo a troca de genes entre espécies.
- B. O uso massivo de antimicrobianos limitado ao tratamento de infecções exclusivamente no homem.
- C. A falta de estudos integrados que considerem simultaneamente a interação da tríade humanos, animais e ecossistemas. ✓
- D. A diminuição da mobilidade humana global, que tem isolado os genes de resistência em nichos específicos.
- E. A erradicação de doenças infecciosas emergentes, que aumentou a pressão seletiva sobre bactérias comensais.
Comentário OsceLabs
Saude Unica parte da premissa de que a resistencia antimicrobiana e um problema compartilhado: o consumo de antimicrobianos vai muito alem da medicina humana (producao animal, aquicultura, agricultura), e os genes de resistencia circulam entre especies por elementos geneticos moveis, amplificados pelo transito global de pessoas e produtos. O gargalo apontado e justamente a escassez de vigilancia e estudos integrados sobre a triade humano-animal-ambiente. Resposta C.
Questão 83Um médico epidemiologista, ao analisar a emergência da COVID-19 (SARS-CoV2) e surtos anteriores como Ebola (2013) e H1N1 (2009), reconhece a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. Ele busca fundamentar suas recomendações de vigilância nos "Princípios de Manhattan", que estruturam as bases da Saúde Única. Determine qual dos princípios abaixo é uma das diretrizes fundamentais estabelecidas nesse documento:Gabarito: A
Um médico epidemiologista, ao analisar a emergência da COVID-19 (SARS-CoV2) e surtos anteriores como Ebola (2013) e H1N1 (2009), reconhece a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. Ele busca fundamentar suas recomendações de vigilância nos "Princípios de Manhattan", que estruturam as bases da Saúde Única. Determine qual dos princípios abaixo é uma das diretrizes fundamentais estabelecidas nesse documento:
- A. Restringir o abate em massa de animais silvestres somente a casos em que haja consenso científico internacional de ameaça significativa. ✓
- B. Priorizar os programas de saúde humana, que devem operar de forma independente dos esforços de conservação ambiental.
- C. Focar a vigilância em animais domésticos (produção e companhia), pois representam a principal interface de transmissão.
- D. Reduzir o investimento na infraestrutura global de saúde animal para direcionar recursos à saúde humana em pandemias.
- E. Incentivar o comércio de carne de caça como alternativa proteica, desde que regulamentado por agências locais. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Os Principios de Manhattan (2004) fundaram o conceito de 'One World, One Health' e defendem vigilancia integrada, investimento em infraestrutura de saude animal e ambiental e cooperacao intersetorial. Entre suas diretrizes esta a cautela com medidas de controle drasticas: o abate em massa de fauna silvestre so se justifica havendo consenso cientifico multidisciplinar de ameaca real, pois costuma ser ineficaz e ecologicamente danoso. Priorizar a saude humana isoladamente contraria o documento. Resposta A.
Questão 84Durante a investigação de um surto de Leishmaniose Visceral em uma área periurbana, um médico de saúde da família e um médico veterinário do NASF debatem o ciclo da doença. Eles observam a presença de hospedeiros vertebrados (humanos e cães) e do vetor invertebrado (o flebotomíneo). Indique a classificação correta da zoonose baseada no ciclo de manutenção do agente:Gabarito: D
Durante a investigação de um surto de Leishmaniose Visceral em uma área periurbana, um médico de saúde da família e um médico veterinário do NASF debatem o ciclo da doença. Eles observam a presença de hospedeiros vertebrados (humanos e cães) e do vetor invertebrado (o flebotomíneo). Indique a classificação correta da zoonose baseada no ciclo de manutenção do agente:
- A. Zoonose direta.
- B. Ciclozoonose.
- C. Saprozoonose.
- D. Metazoonose. ✓
- E. Anfixenose.
Comentário OsceLabs
A leishmaniose visceral exige um hospedeiro vertebrado (cao, homem, raposa) e um invertebrado, o flebotomineo, para completar o ciclo — definicao de metazoonose. Ciclozoonose precisa de dois ou mais vertebrados, sem invertebrado (teniase/cisticercose, hidatidose); zoonose direta se transmite por contato ou secrecao, sem intermediario (raiva, brucelose); saprozoonose depende de reservatorio nao animado. Perola: o cao e o principal reservatorio no ciclo urbano brasileiro. Resposta D.
Questão 85Um gestor de saúde, ao revisar os fundamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), analisa a diferença conceitual entre Saúde Pública e Saúde Coletiva, visto que a segunda inspirou a Reforma Sanitária brasileira. Determine a distinção epistemológica fundamental entre os dois movimentos.Gabarito: D
Um gestor de saúde, ao revisar os fundamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), analisa a diferença conceitual entre Saúde Pública e Saúde Coletiva, visto que a segunda inspirou a Reforma Sanitária brasileira. Determine a distinção epistemológica fundamental entre os dois movimentos.
- A. A Saúde Pública foca na medicina preventiva e na visão biopsicossocial, enquanto a Saúde Coletiva se atém às campanhas sanitárias.
- B. A Saúde Coletiva está institucionalizada nos serviços triviais do SUS, enquanto a Saúde Pública permanece como alternativa contra o biologismo.
- C. A Saúde Pública, originada na França, foca na medicina social, enquanto a Saúde Coletiva, originada na Inglaterra, foca no saneamento ambiental.
- D. A Saúde Pública tem a doença e a morte como ponto de partida, enquanto a Saúde Coletiva propõe o estudo da saúde e da vida. ✓
- E. A Saúde Coletiva é uma operacionalização do preventivismo acadêmico, enquanto a Saúde Pública é um movimento subversivo do preventivismo.
Comentário OsceLabs
A distincao e epistemologica, nao apenas operacional: a Saude Publica tradicional organiza-se a partir da doenca, do risco e da morte, com forte matriz biomedica e normativa; a Saude Coletiva latino-americana, que alimentou a Reforma Sanitaria brasileira, toma a saude e a vida como objeto de estudo, incorporando ciencias sociais e humanas, determinacao social do processo saude-doenca e critica ao reducionismo biologico. Resposta D.
Questão 86Um médico epidemiologista investiga a emergência de zoonoses em uma região que sofreu rápida urbanização e desmatamento. A análise busca identificar os fatores que facilitam o "salto" de patógenos entre espécies, baseando- se no conceito de Saúde Única. Indique os fatores que alteram a dinâmica dos vetores e o contato com reservatórios animais, favorecendo a emergência de zoonoses:Gabarito: C
Um médico epidemiologista investiga a emergência de zoonoses em uma região que sofreu rápida urbanização e desmatamento. A análise busca identificar os fatores que facilitam o "salto" de patógenos entre espécies, baseando- se no conceito de Saúde Única. Indique os fatores que alteram a dinâmica dos vetores e o contato com reservatórios animais, favorecendo a emergência de zoonoses:
- A. A implementação de programas de saúde pública veterinária e a melhoria da nutrição e higiene global.
- B. A redução da movimentação de pessoas e produtos agropecuários entre continentes.
- C. O crescimento das populações humanas e animais, a modificação dos ecossistemas e as alterações climáticas. ✓
- D. A transição da medicina comparada para a medicina preventiva como foco principal das agências de saúde.
- E. A restrição do uso de antimicrobianos na produção animal e o aumento da biodiversidade local.
Comentário OsceLabs
A emergencia de zoonoses e impulsionada por pressoes que aproximam humanos, animais e patogenos: crescimento e adensamento das populacoes humana e animal, desmatamento e modificacao de ecossistemas, expansao agropecuaria, urbanizacao desordenada, mudancas climaticas que redesenham a distribuicao de vetores e intensa circulacao global de pessoas e mercadorias. As demais alternativas descrevem exatamente fatores protetores, e nao de risco. Resposta C.
Questão 87Um paciente de 45 anos retorna à consulta com queixas de insônia e ansiedade, refratárias ao tratamento inicial. Durante a anamnese, ele relata intenso estresse relacionado ao "peso" de ser o único cuidador de seus pais idosos e, ao mesmo tempo, ter que lidar com a "distância" de seus filhos adolescentes. O médico de família decide avaliar a estrutura e as relações familiares. Indique o instrumento de abordagem familiar mais adequado para visualizar a estrutura familiar, as relações entre os membros e os padrões de adoecimento ao longo das gerações:Gabarito: C
Um paciente de 45 anos retorna à consulta com queixas de insônia e ansiedade, refratárias ao tratamento inicial. Durante a anamnese, ele relata intenso estresse relacionado ao "peso" de ser o único cuidador de seus pais idosos e, ao mesmo tempo, ter que lidar com a "distância" de seus filhos adolescentes. O médico de família decide avaliar a estrutura e as relações familiares. Indique o instrumento de abordagem familiar mais adequado para visualizar a estrutura familiar, as relações entre os membros e os padrões de adoecimento ao longo das gerações:
- A. O Diagnóstico de Demanda.
- B. O ECOMAPA.
- C. O Genograma. ✓
- D. A Escala de Coelho.
- E. A Estimativa Rápida Participativa. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
O genograma e a ferramenta que representa graficamente a estrutura familiar em pelo menos tres geracoes, com os tipos de vinculo (proximo, conflituoso, rompido) e os padroes repetidos de adoecimento — exatamente o que o caso pede, com o paciente espremido entre pais idosos e filhos adolescentes. O ecomapa mapeia as relacoes da familia com a rede social externa; APGAR e escala de Coelho medem funcionalidade; a estimativa rapida participativa e diagnostico comunitario. Resposta C.
Questão 88Um paciente do sexo masculino, 52 anos, assintomático e sem histórico familiar relevante, procura a Unidade de Saúde da Família solicitando "todos os exames de check-up", incluindo a dosagem do PSA, pois está preocupado com câncer de próstata. O médico de família explica os potenciais benefícios e malefícios do rastreamento. Determine a competência clínica que envolve a análise crítica deste pedido, visando evitar intervenções desnecessárias:Gabarito: B
Um paciente do sexo masculino, 52 anos, assintomático e sem histórico familiar relevante, procura a Unidade de Saúde da Família solicitando "todos os exames de check-up", incluindo a dosagem do PSA, pois está preocupado com câncer de próstata. O médico de família explica os potenciais benefícios e malefícios do rastreamento. Determine a competência clínica que envolve a análise crítica deste pedido, visando evitar intervenções desnecessárias:
- A. Dominar a abordagem preventiva de fatores de risco cardiovasculares, como tabagismo e obesidade.
- B. Analisar o fenômeno do sobrediagnóstico e sobretratamento que ocorre com o processo de rastreamento. ✓
- C. Dominar a realização da anamnese e exame físico focados nos problemas musculoesqueléticos mais frequentes.
- D. Coordenar a busca ativa de contactantes e realizar bloqueios em casos de surtos ou endemias.
- E. Dominar os fluxos da vigilância epidemiológica de doenças infecciosas.
Comentário OsceLabs
Rastrear PSA em homem assintomatico obriga a discutir sobrediagnostico (detectar tumores que jamais causariam sintomas) e sobretratamento, com risco de incontinencia e disfuncao eretil — a competencia em jogo e a analise critica do rastreamento e a decisao compartilhada, nucleo da prevencao quaternaria. As demais alternativas descrevem outras competencias legitimas da medicina de familia, mas nao a exigida diante do pedido de check-up completo. Resposta B.
Questão 89O Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, representa uma das políticas públicas de saúde mais bem-sucedidas do Brasil, sendo responsável pela erradicação e controle de diversas doenças imunopreveníveis. O calendário vacinal estabelecido pelo Ministério da Saúde define os imunobiológicos que devem ser administrados em cada faixa etária, garantindo proteção adequada desde os primeiros dias de vida. A vacinação precoce é fundamental para proteger o recém-nascido contra doenças graves, considerando a imaturidade do sistema imunológico nessa fase. De acordo com o calendário vacinal do PNI vigente, as vacinas que a criança deverá receber no primeiro mês de vida (ao nascer) são:Gabarito: A
O Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, representa uma das políticas públicas de saúde mais bem-sucedidas do Brasil, sendo responsável pela erradicação e controle de diversas doenças imunopreveníveis. O calendário vacinal estabelecido pelo Ministério da Saúde define os imunobiológicos que devem ser administrados em cada faixa etária, garantindo proteção adequada desde os primeiros dias de vida. A vacinação precoce é fundamental para proteger o recém-nascido contra doenças graves, considerando a imaturidade do sistema imunológico nessa fase. De acordo com o calendário vacinal do PNI vigente, as vacinas que a criança deverá receber no primeiro mês de vida (ao nascer) são:
- A. BCG e Hepatite B. ✓
- B. Hepatite B e VIP.
- C. BCG, Hepatite B e Rotavírus.
- D. Hepatite A, BCG e Tríplice viral.
- E. Pneumocócica 10 e BCG.
Comentário OsceLabs
Ao nascer, ainda na maternidade, o PNI preve BCG (dose unica, protege contra as formas graves da tuberculose, como a miliar e a meningea) e a vacina hepatite B, idealmente nas primeiras 12 a 24 horas de vida — quanto mais precoce, maior a eficacia na prevencao da transmissao vertical. VIP, rotavirus, pentavalente e pneumococica 10 comecam aos 2 meses; triplice viral e hepatite A ficam para 12 e 15 meses. Resposta A.
Questão 90A Lei n.º 8.080/90 dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Com base no Art. 7º, que traz os princípios do Sistema Único de Saúde – SUS, o uso da epidemiologia (inciso VII), como princípio do sistema, é indicado para:Gabarito: E
A Lei n.º 8.080/90 dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Com base no Art. 7º, que traz os princípios do Sistema Único de Saúde – SUS, o uso da epidemiologia (inciso VII), como princípio do sistema, é indicado para:
- A. regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde.
- B. organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos.
- C. conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população.
- D. divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário.
- E. o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO ✓
Comentário OsceLabs
O artigo 7o, inciso VII, da Lei 8.080/90 consagra a utilizacao da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocacao de recursos e a orientacao programatica — ou seja, o dado epidemiologico e instrumento de planejamento e decisao dentro do SUS. Regionalizacao e hierarquizacao, o direito a informacao sobre os servicos, a nao duplicidade de meios e a conjugacao de recursos entre os entes federados sao incisos distintos do mesmo artigo. Resposta E.
Questão 91Um paciente apresenta-se ao ambulatório com relato de estar recebendo mensagens codificadas através da televisão e do rádio, que o orientam sobre conspirações contra sua vida. Refere que essas mensagens são exclusivamente direcionadas a ele, sendo capaz de descodificá-las apenas através de sua inteligência especial. O paciente mantém crítica relativa à natureza da vivência, reconhecendo que outras pessoas não conseguem captar tais mensagens. Identifique o fenômeno psicopatológico que melhor caracteriza essa apresentação clínica:Gabarito: C
Um paciente apresenta-se ao ambulatório com relato de estar recebendo mensagens codificadas através da televisão e do rádio, que o orientam sobre conspirações contra sua vida. Refere que essas mensagens são exclusivamente direcionadas a ele, sendo capaz de descodificá-las apenas através de sua inteligência especial. O paciente mantém crítica relativa à natureza da vivência, reconhecendo que outras pessoas não conseguem captar tais mensagens. Identifique o fenômeno psicopatológico que melhor caracteriza essa apresentação clínica:
- A. Prosopagnosia, no qual o reconhecimento de faces humanas está prejudicado ou abolido e há incapacidade de reconhecer membros específicos de determinada classe semântica.
- B. Delírio sistematizado de perseguição com conteúdo místico-religioso, no qual o paciente apresenta estrutura lógica complexa mas sem nenhuma crítica sobre a vivência delirante.
- C. Pseudoalucinação ou alucinose, caracterizada pela percepção do paciente da experiência alucinatória como estranha a sua pessoa, o sujeito é adequadamente crítico, reconhecendo seu caráter patológico. ✓
- D. Amnésia dissociativa, ou psicogênica, há perda de elementos mnêmicos seletivos. O indivíduo esquece, por exemplo, uma fase ou um evento de sua vida, mas consegue lembrar de tudo que ocorreu “ao seu redor”.
- E. Alucinação extracampina multimodal combinada com delírio não sistematizado, mantendo ausência completa de crítica e integração das vivências psicopatológicas.
Comentário OsceLabs
O paciente descreve vivencias de conteudo persecutorio e autorreferente, mas mantem critica: reconhece que a experiencia lhe e propria e que os demais nao a compartilham. Essa preservacao do juizo de realidade caracteriza a alucinose (ou pseudoalucinacao), em que o sujeito percebe o fenomeno como estranho a si e patologico — tipica de quadros organicos e toxicos. O delirio verdadeiro, ao contrario, e irredutivel a argumentacao e cursa com ausencia de critica. Resposta C.
Questão 92Uma mulher de 42 anos, em surto agudo de esquizofrenia, relata transformação profunda de sua vivência temporal. Descreve que o tempo parece encolhido, não passa normalmente, e que experimenta fragmentação completa de sua percepção do fluxo temporal junto com vivências de estranhamento radical do tempo passado e futuro. Refere ainda perda de controle sobre sua percepção temporal, como se alguém externo controlasse o passar do tempo. Analise o mecanismo fisiopatológico subjacente a essa alteração da vivência temporal.Gabarito: B
Uma mulher de 42 anos, em surto agudo de esquizofrenia, relata transformação profunda de sua vivência temporal. Descreve que o tempo parece encolhido, não passa normalmente, e que experimenta fragmentação completa de sua percepção do fluxo temporal junto com vivências de estranhamento radical do tempo passado e futuro. Refere ainda perda de controle sobre sua percepção temporal, como se alguém externo controlasse o passar do tempo. Analise o mecanismo fisiopatológico subjacente a essa alteração da vivência temporal.
- A. Alteração da vivência do tempo característica de depressão grave, na qual a lentificação enorme das atividades acompanha compressão temporal subjetiva.
- B. Desarticulação e quebra do aspecto natural pré-reflexivo que caracteriza a vivência normal do tempo, marcada por fragmentação da percepção do fluir temporal e vivências anormais relacionadas a delírios. ✓
- C. Transtorno do tempo vinculado ao transtorno obsessivo-compulsivo, no qual há bloqueio ritualístico das atividades gerando falsa percepção de fluxo temporal anormal.
- D. Aceleração extrema da velocidade temporal subjetiva com impressão de que o tempo passa rapidamente demais, típica de estados maníacos franco.
- E. Alteração de cenestesia e percepção de movimento corporal que interfere secundariamente na vivência do fluxo temporal de forma independente. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Na esquizofrenia aguda ocorre ruptura do carater pre-reflexivo e automatico da vivencia temporal: o fluir do tempo deixa de ser dado natural e passa a ser objeto de percepcao fragmentada, com estranhamento em relacao a passado e futuro e vivencias de influencia (alguem externo controla o tempo), articuladas ao delirio. Na depressao grave o tempo se arrasta junto da lentificacao global; na mania, acelera — nenhuma das duas fragmenta a propria estrutura da temporalidade. Resposta B.
Questão 93Um paciente com diagnóstico estabelecido de fobia específica apresenta medo intenso desencadeado pela exposição a seringas ou agulhas. Reconhece plenamente o caráter irracional e desproporcional de seu medo, porém apresenta comportamento de evitação persistente. Identifique a característica fundamental que diferencia esta fobia específica de outras manifestações psicopatológicas de medo:Gabarito: A
Um paciente com diagnóstico estabelecido de fobia específica apresenta medo intenso desencadeado pela exposição a seringas ou agulhas. Reconhece plenamente o caráter irracional e desproporcional de seu medo, porém apresenta comportamento de evitação persistente. Identifique a característica fundamental que diferencia esta fobia específica de outras manifestações psicopatológicas de medo:
- A. Medo intenso, persistente e irracional desproporcionado ao perigo objetivo, com reconhecimento da irracionalidade e comportamento de evitação estruturado. ✓
- B. Medo racional e fundamentado em ameaça concreta, sem componente de evitação ou prejuízo funcional importante.
- C. Medo generalizado em múltiplas situações causando sintomas ansiosos constantes durante meses sem circunscrição a objetos específicos.
- D. Medo episódico sem padrão definido, ocorrendo exclusivamente durante crises de pânico com amnésia dos episódios.
- E. Medo social vinculado a situações de exposição interpessoal, com foco em avaliação negativa de terceiros.
Comentário OsceLabs
A fobia especifica define-se por medo intenso, persistente e desproporcional diante de objeto ou situacao circunscrita, com reconhecimento da irracionalidade pelo proprio paciente e comportamento de esquiva estruturado que gera prejuizo funcional. E esse trio — estimulo delimitado, critica preservada e evitacao — que a separa do transtorno de ansiedade generalizada (medo difuso e constante), do panico (crises espontaneas) e da fobia social (medo da avaliacao alheia). Resposta A.
Questão 94Um homem de 35 anos, diagnosticado com transtorno dissociativo de identidade, apresenta dois estados distintos de personalidade recorrentes que controlam alternadamente sua consciência e comportamento. Refere amnésia durante transições entre os estados. Analise o mecanismo psicopatológico central que caracteriza este transtorno:Gabarito: B
Um homem de 35 anos, diagnosticado com transtorno dissociativo de identidade, apresenta dois estados distintos de personalidade recorrentes que controlam alternadamente sua consciência e comportamento. Refere amnésia durante transições entre os estados. Analise o mecanismo psicopatológico central que caracteriza este transtorno:
- A. Fragmentação da memória anterógrada vinculada a evento traumático único autolimitado sem ruptura de identidade.
- B. Ruptura da identidade com presença de dois ou mais estados de personalidade distintos assumindo controle da consciência com descontinuidade do senso de si mesmo. ✓
- C. Perda de memória retrograda seletiva relacionada a conteúdo psicologicamente inaceitável sem alteração da identidade pessoal.
- D. Dissociação transitória induzida por estresse agudo com recuperação completa da identidade após cessação do agente estressor.
- E. Despersonalização primária com estranhamento em relação ao próprio self, mantendo continuidade da identidade pessoal e estrutura de personalidade.
Comentário OsceLabs
O nucleo do transtorno dissociativo de identidade e a ruptura da identidade, com dois ou mais estados de personalidade distintos que assumem alternadamente o controle da consciencia e do comportamento, acompanhados de descontinuidade do senso de si e de amnesia para eventos cotidianos ou traumaticos. A amnesia dissociativa pura nao altera a identidade; na despersonalizacao ha estranhamento em relacao ao self, mas a identidade permanece integra e continua. Resposta B.
Questão 95Um paciente com esquizofrenia em fase crônica apresenta progressivo isolamento social, ausência de iniciativa para realizar atividades, incapacidade de sentir prazer em atividades que antes o gratificavam e fala cada vez mais reduzida e monótona. Identifique o conjunto de sintomas negativos que caracteriza este padrão de apresentação clínica crônica:Gabarito: A
Um paciente com esquizofrenia em fase crônica apresenta progressivo isolamento social, ausência de iniciativa para realizar atividades, incapacidade de sentir prazer em atividades que antes o gratificavam e fala cada vez mais reduzida e monótona. Identifique o conjunto de sintomas negativos que caracteriza este padrão de apresentação clínica crônica:
- A. Abulia, alogia, anedonia e embotamento afetivo com retração social e empobrecimento global da vida psíquica, cognitiva e social do indivíduo. ✓
- B. Apatia isolada sem comprometimento das funções linguísticas e mantendo capacidade de sentir prazer com atividades específicas do ambiente.
- C. Sintomas positivos residuais com alucinações auditivas persistentes que explicam secundariamente o isolamento social observado.
- D. Ausência de crítica com recusa absoluta de todas as formas de interação sem prejuízo da fluência verbal e produção de linguagem.
- E. Hipomodulação afetiva restrita apenas à esfera emocional sem atingir aspectos volitivos ou da linguagem. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
O quadro reune a sindrome negativa da esquizofrenia cronica: abulia (perda da iniciativa e da volicao), alogia (empobrecimento da fala), anedonia, embotamento afetivo e retracao social, com empobrecimento global da vida psiquica, cognitiva e social. Sao sintomas que respondem mal aos antipsicoticos tipicos e respondem por boa parte da incapacidade funcional a longo prazo. Perola: diferencie de depressao pos-psicotica e de parkinsonismo induzido por medicacao. Resposta A.
Questão 96Paciente de 58 anos, hipertenso há 15 anos em uso irregular de enalapril, comparece ao pronto-socorro referindo cefaleia intensa de início há 2 horas. À admissão, apresenta PA de 210/130 mmHg em ambos os membros superiores, confirmada após três aferições. Ao exame físico, encontra-se consciente, orientado, sem déficits neurológicos focais, ausculta cardiopulmonar sem alterações e sem sinais de edema periférico. Eletrocardiograma mostra ritmo sinusal sem alterações isquêmicas e radiografia de tórax com área cardíaca normal. Estabeleça o diagnóstico e o tratamento inicial adequado para esse caso.Gabarito: B
Paciente de 58 anos, hipertenso há 15 anos em uso irregular de enalapril, comparece ao pronto-socorro referindo cefaleia intensa de início há 2 horas. À admissão, apresenta PA de 210/130 mmHg em ambos os membros superiores, confirmada após três aferições. Ao exame físico, encontra-se consciente, orientado, sem déficits neurológicos focais, ausculta cardiopulmonar sem alterações e sem sinais de edema periférico. Eletrocardiograma mostra ritmo sinusal sem alterações isquêmicas e radiografia de tórax com área cardíaca normal. Estabeleça o diagnóstico e o tratamento inicial adequado para esse caso.
- A. Emergência hipertensiva; iniciar nitroprussiato de sódio intravenoso em unidade de terapia intensiva, visando redução de 25% da pressão arterial média em uma hora.
- B. Urgência hipertensiva; iniciar captopril via oral em baixas doses, com tempo de pico de ação de 60 a 90 minutos. ✓
- C. Emergência hipertensiva; administrar nifedipino de liberação rápida sublingual para redução imediata da pressão arterial.
- D. Urgência hipertensiva; iniciar furosemida intravenosa como agente de primeira escolha para controle pressórico.
- E. Emergência hipertensiva; iniciar clonidina via oral com pico de ação em 30 a 60 minutos.
Comentário OsceLabs
Pressao de 210/130 mmHg sem lesao aguda de orgao-alvo — sem deficit neurologico, sem isquemia ao ECG, sem congestao pulmonar — configura urgencia hipertensiva: a reducao deve ser gradual, em 24 a 48 horas, com anti-hipertensivo oral, sendo o captopril a escolha classica (pico de acao em 60 a 90 minutos). Nitroprussiato so em emergencia; nifedipino sublingual de liberacao rapida esta proscrito pelo risco de hipotensao abrupta e eventos isquemicos. Resposta B.
Questão 97Homem de 62 anos com história de diabetes mellitus e dislipidemia é atendido na emergência com queixa de dor torácica em aperto retroesternal com irradiação para membro superior esquerdo, iniciada há 40 minutos durante atividade física leve. O eletrocardiograma realizado 8 minutos após admissão evidencia elevação do segmento ST de 3 mm em V2 e V3, e de 1,5 mm em V4, V5 e V6. Identifique a classificação do quadro e a localização da parede cardíaca acometida:Gabarito: C
Homem de 62 anos com história de diabetes mellitus e dislipidemia é atendido na emergência com queixa de dor torácica em aperto retroesternal com irradiação para membro superior esquerdo, iniciada há 40 minutos durante atividade física leve. O eletrocardiograma realizado 8 minutos após admissão evidencia elevação do segmento ST de 3 mm em V2 e V3, e de 1,5 mm em V4, V5 e V6. Identifique a classificação do quadro e a localização da parede cardíaca acometida:
- A. Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de ST; parede lateral.
- B. Síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento de ST; parede anterosseptal.
- C. Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de ST; parede anterior extensa. ✓
- D. Síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento de ST; parede inferior.
- E. Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de ST; parede inferolateral.
Comentário OsceLabs
Supradesnivelamento de ST em V2 e V3 estendendo-se a V4, V5 e V6 configura infarto com supra de parede anterior extensa (anterosseptal somada a lateral), territorio da descendente anterior proximal — quadro de alto risco, com maior chance de disfuncao ventricular e choque cardiogenico. A presenca de supra afasta a classificacao como sindrome sem supradesnivelamento; parede inferior exigiria alteracao em DII, DIII e aVF. Conduta: reperfusao imediata. Resposta C.
Questão 98Paciente de 54 anos, tabagista, é admitida no pronto-socorro com queixa de dor torácica em aperto iniciada há 1 hora, durante caminhada leve. Relata história de hipertensão arterial e dislipidemia em tratamento irregular. É realizado eletrocardiograma que evidencia depressão do segmento ST em derivações precordiais e dosagem de troponina convencional na admissão com resultado de 0,8 ng/mL (limite superior: 0,04 ng/mL). Nova dosagem de troponina 3 horas após apresenta valor de 1,5 ng/mL. Determine a classificação diagnóstica e a interpretação da variação dos biomarcadores neste caso:Gabarito: D
Paciente de 54 anos, tabagista, é admitida no pronto-socorro com queixa de dor torácica em aperto iniciada há 1 hora, durante caminhada leve. Relata história de hipertensão arterial e dislipidemia em tratamento irregular. É realizado eletrocardiograma que evidencia depressão do segmento ST em derivações precordiais e dosagem de troponina convencional na admissão com resultado de 0,8 ng/mL (limite superior: 0,04 ng/mL). Nova dosagem de troponina 3 horas após apresenta valor de 1,5 ng/mL. Determine a classificação diagnóstica e a interpretação da variação dos biomarcadores neste caso:
- A. Infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento de ST; curva de troponina negativa com variação de 87,5% entre as dosagens.
- B. Angina instável; curva de troponina positiva indicando lesão miocárdica progressiva.
- C. Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de ST; marcadores de necrose elevados confirmando infarto transmural.
- D. Síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento de ST; curva de troponina positiva com variação superior a 20% entre vale e pico. ✓
- E. Angina estável classe II da Canadian Cardiovascular Society; troponina elevada por esforço físico habitual. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO
Comentário OsceLabs
Infradesnivelamento de ST com troponina acima do percentil 99 e curva claramente ascendente (0,8 para 1,5 ng/mL, variacao muito superior a 20% entre vale e pico) define sindrome coronariana aguda sem supra de ST com necrose miocardica. Angina instavel, por definicao, cursa com marcador normal; a ausencia de supra afasta o infarto transmural, e dor em repouso progressiva nao e angina estavel. Perola: e o delta da troponina, e nao apenas o valor absoluto, que caracteriza o evento agudo. Resposta D.
Questão 99Homem de 67 anos é levado ao serviço de emergência com quadro de dispneia súbita e dor torácica pleurítica iniciadas há 2 horas. Apresenta história de neoplasia de próstata em tratamento quimioterápico. Ao exame físico: FR=28 irpm, FC=110 bpm, PA=100/60 mmHg, SatO2=91% em ar ambiente, sem edema ou sinais flogísticos em membros inferiores. É realizado eletrocardiograma que evidencia onda S em D1, onda Q em D3 e inversão de onda T em D3. Identifique o achado eletrocardiográfico encontrado e sua relação com a fisiopatologia do quadro clínico:Gabarito: A
Homem de 67 anos é levado ao serviço de emergência com quadro de dispneia súbita e dor torácica pleurítica iniciadas há 2 horas. Apresenta história de neoplasia de próstata em tratamento quimioterápico. Ao exame físico: FR=28 irpm, FC=110 bpm, PA=100/60 mmHg, SatO2=91% em ar ambiente, sem edema ou sinais flogísticos em membros inferiores. É realizado eletrocardiograma que evidencia onda S em D1, onda Q em D3 e inversão de onda T em D3. Identifique o achado eletrocardiográfico encontrado e sua relação com a fisiopatologia do quadro clínico:
- A. Padrão S1-Q3-T3, encontrado em 10 a 15% dos pacientes, sinal indireto de sobrecarga de câmaras direitas sugestivo de tromboembolismo pulmonar. ✓
- B. Padrão S1-Q3-T3, presente em 60 a 70% dos casos, indicador específico de tromboembolismo pulmonar maciço.
- C. Bloqueio de ramo direito completo, achado em 40% dos casos, patognomônico de embolia pulmonar com instabilidade hemodinâmica.
- D. Sinal de Westermark eletrocardiográfico, observado em 25% dos pacientes, confirmando diagnóstico de tromboembolismo pulmonar segmentar.
- E. Padrão de McConnell, visualizado em 30 a 40% dos casos, indicativo de hipertensão pulmonar crônica secundária a múltiplos episódios embólicos.
Comentário OsceLabs
O padrao S1-Q3-T3 — onda S em D1, onda Q e T invertida em D3 — traduz sobrecarga aguda de camaras direitas e aparece em apenas 10 a 15% dos casos de tromboembolismo pulmonar: e sugestivo, pouco sensivel e nada especifico. O achado mais frequente ao ECG e a taquicardia sinusal. Westermark e Hampton sao sinais radiograficos, e McConnell e ecocardiografico (hipocinesia da parede livre do VD com apice preservado). Resposta A.
Questão 100Médica plantonista atende dois pacientes diabéticos com descompensação metabólica na mesma madrugada. O primeiro apresenta glicemia de 450 mg/dL, pH 7,15, cetonemia acentuada e padrão respiratório de Kussmaul. O segundo paciente exibe glicemia de 1100 mg/dL, pH 7,32, ausência de cetoacidose, rebaixamento do nível de consciência e desidratação grave. Estabeleça as principais características que diferenciam o estado hiperglicêmico hiperosmolar da cetoacidose diabética:Gabarito: E
Médica plantonista atende dois pacientes diabéticos com descompensação metabólica na mesma madrugada. O primeiro apresenta glicemia de 450 mg/dL, pH 7,15, cetonemia acentuada e padrão respiratório de Kussmaul. O segundo paciente exibe glicemia de 1100 mg/dL, pH 7,32, ausência de cetoacidose, rebaixamento do nível de consciência e desidratação grave. Estabeleça as principais características que diferenciam o estado hiperglicêmico hiperosmolar da cetoacidose diabética:
- A. Hiperglicemia moderada, cetoacidose intensa, padrão respiratório alterado e evolução de poucas horas.
- B. Glicemia abaixo de 800 mg/dL, cetonemia discreta, sinais neurológicos ausentes e desidratação leve.
- C. Hiperglicemia leve, ausência de cetonemia, padrão respiratório de Cheyne-Stokes e evolução aguda em horas.
- D. Glicemia entre 600 e 800 mg/dL, cetoacidose moderada, consciência preservada e tempo de evolução de 12 horas.
- E. Hiperglicemia muito elevada podendo exceder 1000 mg/dL, padrão respiratório normal, leve cetonemia ou ausência de cetoacidose, sinais neurológicos frequentes e desidratação muito importante. Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual - IAMSPE – Edital - 01/2025 INSTITUTO AVANÇA SÃO PAULO ACESSO DIRETO Esta folha não possui validade para fins de avaliação, servindo apenas como rascunho e podendo ser destacada e levada pelo candidato para conferência. GABARITO - RASCUNHO 1 A B C D E 2 A B C D E 3 A B C D E 4 A B C D E 5 A B C D E 6 A B C D E 7 A B C D E 8 A B C D E 9 A B C D E 10 A B C D E 11 A B C D E 12 A B C D E 13 A B C D E 14 A B C D E 15 A B C D E 16 A B C D E 17 A B C D E 18 A B C D E 19 A B C D E 20 A B C D E 21 A B C D E 22 A B C D E 23 A B C D E 24 A B C D E 25 A B C D E 26 A B C D E 27 A B C D E 28 A B C D E 29 A B C D E 30 A B C D E 31 A B C D E 32 A B C D E 33 A B C D E 34 A B C D E 35 A B C D E 36 A B C D E 37 A B C D E 38 A B C D E 39 A B C D E 40 A B C D E 41 A B C D E 42 A B C D E 43 A B C D E 44 A B C D E 45 A B C D E 46 A B C D E 47 A B C D E 48 A B C D E 49 A B C D E 50 A B C D E 51 A B C D E 52 A B C D E 53 A B C D E 54 A B C D E 55 A B C D E 56 A B C D E 57 A B C D E 58 A B C D E 59 A B C D E 60 A B C D E 61 A B C D E 62 A B C D E 63 A B C D E 64 A B C D E 65 A B C D E 66 A B C D E 67 A B C D E 68 A B C D E 69 A B C D E 70 A B C D E 71 A B C D E 72 A B C D E 73 A B C D E 74 A B C D E 75 A B C D E 76 A B C D E 77 A B C D E 78 A B C D E 79 A B C D E 80 A B C D E 81 A B C D E 82 A B C D E 83 A B C D E 84 A B C D E 85 A B C D E 86 A B C D E 87 A B C D E 88 A B C D E 89 A B C D E 90 A B C D E 91 A B C D E 92 A B C D E 93 A B C D E 94 A B C D E 95 A B C D E 96 A B C D E 97 A B C D E 98 A B C D E 99 A B C D E 100 A B C D E ✓
Comentário OsceLabs
O estado hiperglicemico hiperosmolar caracteriza-se por hiperglicemia extrema (frequentemente acima de 600 e podendo exceder 1.000 mg/dL), osmolaridade muito elevada, desidratacao profunda e rebaixamento do nivel de consciencia, com cetonemia ausente ou discreta e pH preservado — a insulina residual do DM2 basta para frear a cetogenese. Por isso nao ha respiracao de Kussmaul e a instalacao e insidiosa, em dias; na cetoacidose a glicemia e menor, ha acidose e o quadro se monta em horas. Resposta E.
Baixou a prova? Agora treine de verdade
Questões novas no estilo das provas de Residência, ENARE, ENAMED e Revalida com gabarito comentado — e estações práticas OSCE com um paciente virtual que conversa e reage.
Outras edições — Iamspe
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