Prova de Residência Médica Santa Casa-SP 2025 (R1) com gabarito (PDF)

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objetiva

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Questão 1Foram avaliados pacientes com alterações na tomografia computadorizada de tórax (neoplasia pulmonar, abscesso de pulmão, doença granulomatosa) ou alterações tomográficas em sistema nervoso central (tumor primário ou metastático, abscesso encefálico) que preencheram critério diagnóstico para Síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético. O achado mais provável éGabarito: D

Foram avaliados pacientes com alterações na tomografia computadorizada de tórax (neoplasia pulmonar, abscesso de pulmão, doença granulomatosa) ou alterações tomográficas em sistema nervoso central (tumor primário ou metastático, abscesso encefálico) que preencheram critério diagnóstico para Síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético. O achado mais provável é

  • A. pressão arterial sistólica < 100 mmHg.
  • B. sódio urinário inferior a 3 mEq/L.
  • C. sódio sérico superior a 155 mEq/L.
  • D. osmolaridade urinária inapropriadamente aumentada.
  • E. aumento de osmolaridade plasmática.

Comentário OsceLabs

SIADH e secrecao de ADH sem estimulo osmotico: o rim retem agua livre e concentra a urina mesmo com plasma diluido. Por isso o achado tipico e osmolaridade urinaria inapropriadamente alta (>100 mOsm/kg) diante de hiposmolaridade plasmatica (E erra) e hiponatremia (C erra ao propor Na 155). O paciente e euvolemico, com PA normal (A erra), e o sodio urinario e ALTO (>30-40 mEq/L), nao baixo (B erra). Neoplasia de pulmao e lesao do SNC sao as causas classicas. Resposta D.

Questão 2Considere a gasometria arterial em ar ambiente com os seguintes parâmetros: pH: 7,52; pO2: 94 mmHg; pCO2: 22 mmHg e bicarbonato: 20 mEq/L. Tal exame será encontrado com maior probabilidade emGabarito: C

Considere a gasometria arterial em ar ambiente com os seguintes parâmetros: pH: 7,52; pO2: 94 mmHg; pCO2: 22 mmHg e bicarbonato: 20 mEq/L. Tal exame será encontrado com maior probabilidade em

  • A. mulher com myasthenia gravis.
  • B. mulher com vômitos incoercíveis.
  • C. jovem em tratamento de transtorno de ansiedade.
  • D. idoso usando altas doses de furosemida.
  • E. jovem com broncoespasmo grave.

Comentário OsceLabs

pH 7,52 (alcalemia) com pCO2 22 mmHg (baixo) e bicarbonato 20 mEq/L (discretamente reduzido, compensacao renal): alcalose respiratoria por hiperventilacao. O cenario classico e crise de ansiedade/panico. Vomitos incoerciveis (B) e furosemida (D) dao alcalose METABOLICA, com bicarbonato ALTO. Miastenia (A) e broncoespasmo grave (E) cursam com hipoventilacao e acidose respiratoria (pCO2 elevado). Perola: olhe primeiro quem 'puxou' o pH — aqui foi a pCO2. Resposta C.

Questão 3Homem de 37 anos apresenta nos últimos meses quadro de cansaço, emagrecimento, náuseas, escurecimento de pele e mucosas e tontura ao levantar-se. A pressão arterial deitado é 134 x 76 mmHg e em pé 84 x 62 mmHg. Dos abaixo, os níveis séricos mais prováveis de sódio e potássio são, em mEq/L, respectivamenteGabarito: B

Homem de 37 anos apresenta nos últimos meses quadro de cansaço, emagrecimento, náuseas, escurecimento de pele e mucosas e tontura ao levantar-se. A pressão arterial deitado é 134 x 76 mmHg e em pé 84 x 62 mmHg. Dos abaixo, os níveis séricos mais prováveis de sódio e potássio são, em mEq/L, respectivamente

  • A. 140 e 4,5.
  • B. 128 e 6,5.
  • C. 152 e 2,5.
  • D. 128 e 2,5.
  • E. 152 e 6,5.

Comentário OsceLabs

Astenia, emagrecimento, nauseas, hiperpigmentacao de pele e mucosas e hipotensao postural marcada compoem a insuficiencia adrenal primaria (doenca de Addison). A falta de aldosterona causa perda renal de sodio e retencao de potassio: hiponatremia com hipercalemia. O deficit de cortisol e o ACTH elevado explicam a hiperpigmentacao. Sodio alto (C, E) nao cabe, e potassio baixo (C, D) sugeriria hiperaldosteronismo/Cushing, o oposto. Resposta B.

Questão 4Para substituir a insulina NPH por um análogo, as opções mais indicadas sãoGabarito: E

Para substituir a insulina NPH por um análogo, as opções mais indicadas são

  • A. detemir ou asparte.
  • B. degludeca ou glulisina.
  • C. lispro ou detemir.
  • D. asparte ou glargina.
  • E. degludeca ou glargina.

Comentário OsceLabs

A NPH e insulina BASAL (intermediaria); ao troca-la por analogo, a substituicao deve ser por um analogo de acao prolongada: glargina ou degludeca (e detemir). Asparte, lispro e glulisina sao analogos de acao RAPIDA, substitutos da regular, e nao da NPH — por isso A, B, C e D estao erradas ao trazerem pelo menos uma insulina prandial. Vantagem dos basais: menos hipoglicemia noturna e perfil mais plano. Resposta E.

Questão 5Homem de 55 anos apresenta febre, emagrecimento e adenomegalia axilar esquerda, cuja biópsia confirmou linfoma de Hodgkin. A avaliação completa concluiu estadiamento II-B. Além do acometimento axilar é mais provável o PET-CT mostrar aumento de captação emGabarito: A

Homem de 55 anos apresenta febre, emagrecimento e adenomegalia axilar esquerda, cuja biópsia confirmou linfoma de Hodgkin. A avaliação completa concluiu estadiamento II-B. Além do acometimento axilar é mais provável o PET-CT mostrar aumento de captação em

  • A. mediastino.
  • B. retroperitonio.
  • C. hilo hepático.
  • D. fossa ilíaca direita.
  • E. medula óssea.

Comentário OsceLabs

O linfoma de Hodgkin dissemina-se de modo CONTIGUO, de cadeia para cadeia vizinha, e tem predilecao por cadeias supradiafragmaticas — sobretudo mediastino, alem de cervical e supraclavicular. Com doenca axilar esquerda e estadio II (dois territorios do MESMO lado do diafragma), o proximo territorio esperado no PET-CT e o mediastino. Retroperitonio, hilo hepatico e fossa iliaca sao infradiafragmaticos e mudariam o estadio para III/IV; medula ossea definiria estadio IV. Resposta A.

Questão 6Mulher de 30 anos apresenta astenia, icterícia e esplenomegalia. Os exames iniciais mostram Hb: 7,5 g/dL, reticulócitos aumentados, e níveis elevados de bilirrubina indireta e DHL. O volume corpuscular médio e a haptoglobina estarão respectivamenteGabarito: E

Mulher de 30 anos apresenta astenia, icterícia e esplenomegalia. Os exames iniciais mostram Hb: 7,5 g/dL, reticulócitos aumentados, e níveis elevados de bilirrubina indireta e DHL. O volume corpuscular médio e a haptoglobina estarão respectivamente

  • A. normal e normal.
  • B. reduzido e reduzida.
  • C. reduzido e aumentada.
  • D. aumentado e aumentada.
  • E. aumentado e reduzida.

Comentário OsceLabs

Anemia com icterícia, esplenomegalia, reticulocitose, bilirrubina indireta e DHL elevados = hemolise. A resposta reticulocitaria intensa eleva o VCM (reticulocito e maior que a hemacia madura), e a hemoglobina livre no plasma consome a haptoglobina, que fica REDUZIDA — este e o marcador mais sensivel de hemolise intravascular. Logo, VCM aumentado e haptoglobina reduzida. Haptoglobina 'aumentada' (C, D) so em inflamacao sem hemolise. Resposta E.

Questão 7Mulher de 64 anos apresenta quadro de fraqueza e lombalgia há 4 meses. Emagreceu 4 kg no período. Está descorada e a avaliação laboratorial mostra hemoglobina: 7,5 g/dL, cálcio sérico elevado e creatinina sérica: 2,1 mg/dL. A radiografia de coluna vertebral mostra rarefação óssea. O exame com maior probabilidade de orientar o diagnóstico é:Gabarito: A

Mulher de 64 anos apresenta quadro de fraqueza e lombalgia há 4 meses. Emagreceu 4 kg no período. Está descorada e a avaliação laboratorial mostra hemoglobina: 7,5 g/dL, cálcio sérico elevado e creatinina sérica: 2,1 mg/dL. A radiografia de coluna vertebral mostra rarefação óssea. O exame com maior probabilidade de orientar o diagnóstico é:

  • A. Eletroforese de proteínas.
  • B. Ultrassonografia de rins e vias urinárias.
  • C. Eletroforese de hemoglobina.
  • D. Mutação do gene JAK2.
  • E. Cintilografia óssea.

Comentário OsceLabs

Idosa com anemia, dor ossea/lombalgia, hipercalcemia, insuficiencia renal e lesoes liticas na radiografia: o acronimo CRAB do mieloma multiplo. O exame que orienta o diagnostico e a eletroforese de proteinas (serica e urinaria), buscando o pico monoclonal, complementada por imunofixacao e cadeias leves livres. Eletroforese de hemoglobina investiga hemoglobinopatia; JAK2, neoplasia mieloproliferativa. A cintilografia ossea e classicamente FALSO-NEGATIVA no mieloma, pois a lesao e osteolitica pura, sem atividade osteoblastica. Resposta A.

Questão 8Mulher de 47 anos apresenta quadro arrastado de astenia, soluços, náusea e edema de membros inferiores. Está pálida, a PA: 154 x 110 mmHg. Laboratorialmente apresenta ureia: 110 mg/dL, creatinina: 4,8 mg/dL e hemoglobina: 7,9 g/dL. Neste caso, são prováveis os seguintes achados:Gabarito: D

Mulher de 47 anos apresenta quadro arrastado de astenia, soluços, náusea e edema de membros inferiores. Está pálida, a PA: 154 x 110 mmHg. Laboratorialmente apresenta ureia: 110 mg/dL, creatinina: 4,8 mg/dL e hemoglobina: 7,9 g/dL. Neste caso, são prováveis os seguintes achados:

  • A. Hiperfosfatemia e alcalemia.
  • B. Hipocalcemia e hipofosfatemia.
  • C. Hipercalcemia e hiponatremia.
  • D. pCO2 reduzido e anion-gap aumentado.
  • E. Hipernatremia e hipercalemia.

Comentário OsceLabs

Quadro arrastado de sindrome uremica: astenia, solucos, nauseas, edema, hipertensao, anemia e creatinina 4,8 mg/dL. Na doenca renal cronica avancada ha retencao de acidos e acidose metabolica com anion-gap AUMENTADO (sulfatos, fosfatos, uratos), com hiperventilacao compensatoria — logo pCO2 reduzido. O perfil mineral tipico e hiperfosfatemia com HIPOcalcemia (B erra no fosforo, C erra no calcio), e ha tendencia a hiponatremia dilucional, nao hipernatremia (E). Alcalemia (A) e o oposto do esperado. Resposta D.

Questão 9Jovem de 19 anos apresenta urina espumosa e edema de membros inferiores. PA: 120 x 70 mmHg. Laboratorialmente temos creatinina sérica: 0,8 mg/dL, albumina sérica: 1,9 g/dL e proteinúria de 5,4 gramas em 24 horas. A biópsia renal mostra anátomo patológico sem alterações significativas. No exame de urina típico desta situação o mais provável é encontrarmos cilindrosGabarito: B

Jovem de 19 anos apresenta urina espumosa e edema de membros inferiores. PA: 120 x 70 mmHg. Laboratorialmente temos creatinina sérica: 0,8 mg/dL, albumina sérica: 1,9 g/dL e proteinúria de 5,4 gramas em 24 horas. A biópsia renal mostra anátomo patológico sem alterações significativas. No exame de urina típico desta situação o mais provável é encontrarmos cilindros

  • A. hemáticos.
  • B. gordurosos.
  • C. hialinos.
  • D. leucocitários.
  • E. granulosos.

Comentário OsceLabs

Proteinuria >3,5 g/24h, hipoalbuminemia e edema com funcao renal normal e biopsia sem alteracoes a microscopia optica: doenca por lesoes minimas, a sindrome nefrotica classica do jovem. A hiperlipiduria que acompanha a nefrose produz corpos ovais gordurosos e cilindros GORDUROSOS (cruz de Malta a luz polarizada). Cilindros hematicos (A) marcam glomerulonefrite proliferativa/nefritica; leucocitarios (D), pielonefrite ou nefrite intersticial; granulosos (E), necrose tubular aguda. Resposta B.

Questão 10Teremos critério KDIGO (kidney disease: improving global outcomes) estágio 1 na seguinte situação:Gabarito: D

Teremos critério KDIGO (kidney disease: improving global outcomes) estágio 1 na seguinte situação:

  • A. Início de terapia de substituição renal.
  • B. Aumento na creatinina sérica em 2 a 2,9 vezes o basal.
  • C. Débito urinário inferior a 0,5 mL/kg/hora por 12 a 24 horas.
  • D. Débito urinário inferior a 0,5 mL/kg/hora por 6 a 12 horas.
  • E. Anúria por 12 ou mais horas.

Comentário OsceLabs

O KDIGO estagia a lesao renal aguda por creatinina OU debito urinario, valendo o pior criterio. Estagio 1: creatinina 1,5-1,9x o basal ou aumento absoluto >=0,3 mg/dL em 48h, OU debito urinario <0,5 mL/kg/h por 6 a 12 horas. Aumento de 2 a 2,9x (B) e debito baixo por 12-24h (C) sao estagio 2; anuria >=12h (E) e inicio de dialise (A) sao estagio 3. Resposta D.

Questão 11Um homem de 34 anos, com alcoolismo grave, é internado devido a politraumatismo com várias fraturas, sendo que uma delas requer tratamento cirúrgico, que deverá ser realizado em 24 horas. Decorridas 18 horas da internação, paciente passa a apresentar alucinações visuais e grande agitação psicomotora. A droga de escolha nesse momento éGabarito: C

Um homem de 34 anos, com alcoolismo grave, é internado devido a politraumatismo com várias fraturas, sendo que uma delas requer tratamento cirúrgico, que deverá ser realizado em 24 horas. Decorridas 18 horas da internação, paciente passa a apresentar alucinações visuais e grande agitação psicomotora. A droga de escolha nesse momento é

  • A. propofol.
  • B. quetiapina.
  • C. benzodiazepínico.
  • D. morfina.
  • E. cetamina.

Comentário OsceLabs

Alcoolista grave internado ha 18 horas com alucinacoes visuais e agitacao intensa: sindrome de abstinencia alcoolica, na janela tipica das primeiras 24-72h. O tratamento de escolha e o benzodiazepinico, que atua no mesmo receptor GABA-A do alcool, controla a agitacao, previne convulsoes e reduz mortalidade do delirium tremens. Antipsicoticos como a quetiapina sao apenas adjuvantes (baixam limiar convulsivo); propofol e cetamina exigem sedacao/ventilacao e ficam para refratarios; morfina nao tem papel. Resposta C.

Questão 12Um mulher de 38 anos, diabética, em uso de hipoglicemiantes orais, hospitalizada, no quinto dia de tratamento de pneumonia aspirativa, sem sintomas gastrointestinais, apresenta exame positivo para toxinas de Clostridioides difficile, exame colhido como protocolo do hospital para todos os pacientes que estejam recebendo antibióticos endovenosos há mais de 3 dias. A conduta correta éGabarito: B

Um mulher de 38 anos, diabética, em uso de hipoglicemiantes orais, hospitalizada, no quinto dia de tratamento de pneumonia aspirativa, sem sintomas gastrointestinais, apresenta exame positivo para toxinas de Clostridioides difficile, exame colhido como protocolo do hospital para todos os pacientes que estejam recebendo antibióticos endovenosos há mais de 3 dias. A conduta correta é

  • A. suspender os antibióticos atuais e repetir o exame para C. difficile em 48 horas.
  • B. não tratar a nova infecção detectada.
  • C. acrescentar vancomicina EV.
  • D. iniciar simultaneamente antibioticoterapia específica para C. difficile.
  • E. suspender os antibióticos atuais e iniciar vancomicina VO.

Comentário OsceLabs

Regra de ouro: so se testa e so se trata C. difficile em quem tem DIARREIA. A paciente esta assintomatica do ponto de vista gastrointestinal — a toxina positiva reflete COLONIZACAO, e nao infeccao, e o proprio rastreio universal em uso de antibiotico e uma pratica inadequada. Tratar colonizacao nao reduz desfecho e seleciona resistencia. Tambem nao se suspende o antibiotico que trata a pneumonia aspirativa em curso (A, E), nem se acrescenta vancomicina EV, que sequer atinge a luz colonica (C). Resposta B.

Questão 13Um homem de 56 anos, tossidor crônico, tabagista de 60 maços/ano, procurou atendimento médico porque passou a apresentar desconforto respiratório em repouso. Já faz uso de medicações inalatórias de forma adequada. Provavelmente se beneficiará do uso contínuo de oxigênio domiciliar, cuja indicação ocorre com pressão arterial de O2 e saturação de oxigênio, respectivamente de:Gabarito: D

Um homem de 56 anos, tossidor crônico, tabagista de 60 maços/ano, procurou atendimento médico porque passou a apresentar desconforto respiratório em repouso. Já faz uso de medicações inalatórias de forma adequada. Provavelmente se beneficiará do uso contínuo de oxigênio domiciliar, cuja indicação ocorre com pressão arterial de O2 e saturação de oxigênio, respectivamente de:

  • A. ≤ 60 mmHg e <88%.
  • B. < 55 mmHg I <88%.
  • C. ≤ 60 mmHg e ≤90%.
  • D. ≤ 59 mmHg e ≤ 89%.
  • E. ≤55 mmHg e ≤90%.

Comentário OsceLabs

A oxigenoterapia domiciliar prolongada na DPOC e a unica medida, ao lado da cessacao do tabagismo, que aumenta sobrevida, e sua indicacao depende de hipoxemia comprovada em repouso e em fase estavel. A banca adotou o corte classico de PaO2 <60 mmHg (ou seja, <=59) e SpO2 <90% (ou seja, <=89), medidos em ar ambiente. As demais alternativas misturam os pontos de corte de PaO2 e saturacao de forma incoerente entre si. Resposta D.

Questão 14Um homem de 25 anos recebeu há 2 semanas tratamento para uretrite gonocócica, com sucesso. Atualmente, procura atendi- mento médico por estar há 2 dias com febre, mal estar e lesões cutâneas eritematosas, máculas e pápulas, difusamente presentes no tórax, palma das mãos e planta dos pés, não pruriginosas e poliadenomegalia acometendo região cervical, axilas e inguinais. Não se lembra de ter apresentado ulceração na região genital, mas refere ter tido ulceração na mucosa oral que pensou ser uma afta. Resultado de exames sorológicos só estarão disponíveis em 72 horas. O médico opta por tratamento empírico baseado nos dados clínicos e de história. A conduta mais adequada éGabarito: A

Um homem de 25 anos recebeu há 2 semanas tratamento para uretrite gonocócica, com sucesso. Atualmente, procura atendi- mento médico por estar há 2 dias com febre, mal estar e lesões cutâneas eritematosas, máculas e pápulas, difusamente presentes no tórax, palma das mãos e planta dos pés, não pruriginosas e poliadenomegalia acometendo região cervical, axilas e inguinais. Não se lembra de ter apresentado ulceração na região genital, mas refere ter tido ulceração na mucosa oral que pensou ser uma afta. Resultado de exames sorológicos só estarão disponíveis em 72 horas. O médico opta por tratamento empírico baseado nos dados clínicos e de história. A conduta mais adequada é

  • A. penicilina benzatina 2,4 milhões U IM, dose única.
  • B. penicilina G benzatina 2,4 milhões U IM, 1x por semana, durante 3 semanas.
  • C. ceftriaxona 2 g EV ou IM, 1x por dia, durante 3 dias.
  • D. azitromicina 1 g VO no primeiro dia e, a seguir, 500 mg/dia por 14 dias.
  • E. doxiciclina 100 mg VO, 2x ao dia, por 1 semana.

Comentário OsceLabs

Duas semanas apos uma IST, rash maculopapular difuso acometendo PALMAS e PLANTAS, poliadenomegalia generalizada e historia de ulcera oral indolor: sifilis secundaria. O tratamento e penicilina G benzatina 2,4 milhoes UI IM em DOSE UNICA — o esquema de 3 doses semanais (B) e reservado a sifilis latente tardia/de duracao ignorada e terciaria. Ceftriaxona (C) trataria gonococo, ja resolvido; azitromicina e doxiciclina (D, E) sao alternativas de segunda linha, nunca preferenciais quando ha penicilina disponivel. Resposta A.

Questão 15Uma mulher de 64 anos previamente hígida apresenta há cerca de 1 mês cefaleia intensa que não cede com analgésicos comuns, febre baixa, quase diária. A biópsia de uma artéria craniana diagnosticou arterite de células gigantes, afecção na qual podem ocorrer as alterações abaixo, EXCETOGabarito: D

Uma mulher de 64 anos previamente hígida apresenta há cerca de 1 mês cefaleia intensa que não cede com analgésicos comuns, febre baixa, quase diária. A biópsia de uma artéria craniana diagnosticou arterite de células gigantes, afecção na qual podem ocorrer as alterações abaixo, EXCETO

  • A. perda súbita da visão monocular.
  • B. acometimento quase exclusivo em pessoas com mais de 50 anos.
  • C. claudicação mandibular.
  • D. inflamação restrita às artérias originadas do arco aórtico.
  • E. anemia e febre de origem obscura.

Comentário OsceLabs

Questao de EXCECAO. A arterite de celulas gigantes acomete quase exclusivamente maiores de 50 anos (B), cursa com claudicacao mandibular (C), anemia, febre e VHS muito elevado (E), e sua complicacao temida e a amaurose subita por neuropatia optica isquemica (A) — motivo pelo qual se inicia corticoide ANTES do resultado da biopsia. O erro esta em restringir a inflamacao as arterias do arco aortico: e uma vasculite de grandes vasos que pode envolver a propria aorta (aneurisma/disseccao) e seus ramos a distancia. Resposta D.

Questão 16Uma mulher de 54 anos, sem antecedentes cardiovasculares, procura o pronto-socorro com queixa de palpitações há 18 horas acompanhadas de ortopneia e dispneia aos pequenos esforços. Apresenta pulso rápido e irregular, PA: 90 x 68 mmHg e estertores nas bases pulmonares. Antes de se tentar a reversão, elétrica ou medicamentosa da arritmia, é indicada a administração de:Gabarito: C

Uma mulher de 54 anos, sem antecedentes cardiovasculares, procura o pronto-socorro com queixa de palpitações há 18 horas acompanhadas de ortopneia e dispneia aos pequenos esforços. Apresenta pulso rápido e irregular, PA: 90 x 68 mmHg e estertores nas bases pulmonares. Antes de se tentar a reversão, elétrica ou medicamentosa da arritmia, é indicada a administração de:

  • A. Enoxaparina dose profilática.
  • B. Clopidogrel.
  • C. Rivaroxabana.
  • D. AAS.
  • E. Clopidogrel + AAS.

Comentário OsceLabs

Fibrilacao atrial com mais de 48 horas de duracao (18h de sintomas, mas inicio incerto) e com repercussao: antes de qualquer cardioversao, eletrica ou quimica, e mandatoria a ANTICOAGULACAO plena, pelo risco de embolizacao do trombo atrial ao recuperar a contracao mecanica. Entre as opcoes, apenas a rivaroxabana e anticoagulante em dose terapeutica. Enoxaparina em dose PROFILATICA (A) nao protege, e antiagregantes (AAS, clopidogrel) nao previnem cardioembolia na FA. Resposta C.

Questão 17A paracentese diagnóstica realizada no pronto atendimento, em um homem de 44 anos acompanhado ambulatorialmente por hepatite C crônica, hemodinamicamente estável, com icterícia, ascite, dor abdominal, febre e sonolência, mostrou líquido ascítico levemente turvo com presença de 900 células/mm³, sendo 30% leucocitos polimorfonucleares. A conduta mais adequada éGabarito: E

A paracentese diagnóstica realizada no pronto atendimento, em um homem de 44 anos acompanhado ambulatorialmente por hepatite C crônica, hemodinamicamente estável, com icterícia, ascite, dor abdominal, febre e sonolência, mostrou líquido ascítico levemente turvo com presença de 900 células/mm³, sendo 30% leucocitos polimorfonucleares. A conduta mais adequada é

  • A. iniciar vancomicina e gentamicina.
  • B. aguardar cultura e iniciar antibioticoterapia empírica, se houver desestabilização do paciente.
  • C. iniciar ampicilina, oxacilina e metronidazol EV.
  • D. manutenção hidroeletrolítica e aguardar resultado da cultura e antibiograma do líquido ascítico.
  • E. iniciar cefalosporina de terceira geração EV.

Comentário OsceLabs

Cirrotico com ascite, dor abdominal, febre e encefalopatia: 900 celulas com 30% de polimorfonucleares = 270 PMN/mm3, acima do corte de 250 que define peritonite bacteriana espontanea, independentemente da cultura. O tratamento empirico imediato e cefalosporina de terceira geracao (cefotaxima/ceftriaxona), somada a albumina para prevenir sindrome hepatorrenal. Aguardar cultura (B, D) aumenta a mortalidade; vancomicina/gentamicina (A) e nefrotoxica e desnecessaria; o espectro de C nao cobre bem as enterobacterias. Resposta E.

Questão 18Um homem de 68 anos, em tratamento irregular de hipertensão arterial, é admitido na sala de emergência de um pronto-socorro com queixa de dor torácica e dorsal intensas. Baseado no quadro clínico e exames de imagem anteriores a suspeita é de dissecção de aorta torácica. Em uma análise de 258 pacientes com dor torácica ou dorsal foram identificados 128 com dissecção de aorta torácica, utilizando-se para o diagnóstico de exames de imagem sofisticados, ou achados de necropsia; mais de 90% poderiam ser diagnosticados baseando-se em achados clínicos, laboratoriais ou de imagem mais simples, porém significativos. NÃO faz parte desses achados:Gabarito: A

Um homem de 68 anos, em tratamento irregular de hipertensão arterial, é admitido na sala de emergência de um pronto-socorro com queixa de dor torácica e dorsal intensas. Baseado no quadro clínico e exames de imagem anteriores a suspeita é de dissecção de aorta torácica. Em uma análise de 258 pacientes com dor torácica ou dorsal foram identificados 128 com dissecção de aorta torácica, utilizando-se para o diagnóstico de exames de imagem sofisticados, ou achados de necropsia; mais de 90% poderiam ser diagnosticados baseando-se em achados clínicos, laboratoriais ou de imagem mais simples, porém significativos. NÃO faz parte desses achados:

  • A. Dosagem de D-dimeros elevada, acima de 500 ng/mL, que apresenta valor preditivo positivo acima de 90%.
  • B. Alargamento aórtico ou de mediastino na radiografia de tórax.
  • C. Ausência de pulso palpável em uma das extremidades proximais.
  • D. Diferença de PA > 20 mmHg entre o braço esquerdo e direito.
  • E. Ausência de pulso carotídeo palpável.

Comentário OsceLabs

Questao de EXCECAO. Alargamento de mediastino a radiografia, assimetria de pulso, diferenca de PA >20 mmHg entre os bracos e ausencia de pulso carotideo sao achados simples, disponiveis e com bom valor para SUSPEITAR de disseccao. O D-dimero, ao contrario, tem alta sensibilidade e otimo valor preditivo NEGATIVO (serve para afastar), mas VPP baixo, pois eleva-se em TEP, sepse, neoplasia, gestacao e idade avancada. Afirmar VPP acima de 90% e o erro. Resposta A.

Questão 19Um paciente de 48 anos, tabagista de 60 anos-maço, na investigação de tosse por mais de 3 meses foi diagnosticado com mesotelioma pleural maligno, com pouca chance de cura pelo estado avançado. O principal fator de risco para esse tipo de tumor éGabarito: E

Um paciente de 48 anos, tabagista de 60 anos-maço, na investigação de tosse por mais de 3 meses foi diagnosticado com mesotelioma pleural maligno, com pouca chance de cura pelo estado avançado. O principal fator de risco para esse tipo de tumor é

  • A. trabalho em minas de carvão.
  • B. contato frequente com gás CFC (freon).
  • C. radioterapia prévia de tórax ou de pescoço.
  • D. tabagismo acima de 30 anos-maço.
  • E. exposição, ainda que remota no tempo, a asbestos.

Comentário OsceLabs

O mesotelioma pleural maligno tem como fator de risco dominante a exposicao ao asbesto (amianto), com periodo de latencia longuissimo — 20 a 40 anos —, de modo que uma exposicao remota e ocupacionalmente esquecida continua sendo relevante. Perola: diferentemente do carcinoma broncogenico, o tabagismo NAO e fator de risco para mesotelioma (D erra), embora multiplique o risco de cancer de pulmao em quem tambem se expos ao asbesto. Radioterapia previa e causa rara; carvao causa pneumoconiose, nao mesotelioma. Resposta E.

Questão 20Um homem de 58 anos, tabagista, sem antecedentes cardiovasculares, apresentou fibrilação atrial aguda de alta resposta ventricular; a avaliação cardíaca não demonstrou alterações estruturais significativas. Foi realizada cardioversão elétrica com sucesso. O médico decide, a seguir, pela administração de medicação voltada para a manutenção do ritmo sinusal. A droga mais apropriada, dentre as abaixo, éGabarito: B

Um homem de 58 anos, tabagista, sem antecedentes cardiovasculares, apresentou fibrilação atrial aguda de alta resposta ventricular; a avaliação cardíaca não demonstrou alterações estruturais significativas. Foi realizada cardioversão elétrica com sucesso. O médico decide, a seguir, pela administração de medicação voltada para a manutenção do ritmo sinusal. A droga mais apropriada, dentre as abaixo, é

  • A. bisoprolol.
  • B. propafenona.
  • C. digoxina.
  • D. verapamil.
  • E. metoprolol.

Comentário OsceLabs

Paciente cardiovertido, SEM cardiopatia estrutural: para manutencao do ritmo sinusal a escolha e um antiarritmico de classe IC, como a propafenona (ou flecainida), justamente porque nesse perfil nao ha o risco pro-arritmico que contraindica os IC em cardiopatia isquemica ou disfuncao ventricular (nesses, amiodarona ou sotalol). Bisoprolol, metoprolol, verapamil e digoxina sao drogas de CONTROLE DE FREQUENCIA, e nao mantem o ritmo sinusal. Resposta B.

Questão 21Uma paciente de 22 anos se apresenta no pronto-socorro com dor abdominal, de início insidioso, que começou na região do hipogástrio e irradiou-se para o quadrante inferior direito nas últimas 12 horas. Ela também relata náuseas, febre leve e anorexia. Diz estar fazendo tratamento para candidíase vaginal. Ao exame físico, há dor à palpação em fossa ilíaca direita, além de defesa muscular. Exame de sangue revela leucocitose acima de 15.000 mm³ O diagnóstico mais provável, dentre os abaixo, é:Gabarito: C

Uma paciente de 22 anos se apresenta no pronto-socorro com dor abdominal, de início insidioso, que começou na região do hipogástrio e irradiou-se para o quadrante inferior direito nas últimas 12 horas. Ela também relata náuseas, febre leve e anorexia. Diz estar fazendo tratamento para candidíase vaginal. Ao exame físico, há dor à palpação em fossa ilíaca direita, além de defesa muscular. Exame de sangue revela leucocitose acima de 15.000 mm³ O diagnóstico mais provável, dentre os abaixo, é:

  • A. lleite terminal.
  • B. Cisto roto de ovário.
  • C. Apendicite aguda.
  • D. Salpingite.
  • E. Gravidez ectópica.

Comentário OsceLabs

A migracao da dor periumbilical/hipogastrica para a fossa iliaca direita, com anorexia, nausea, febre baixa, defesa muscular localizada e leucocitose, e o roteiro classico da apendicite aguda — a sequencia temporal (dor antes do vomito, migracao da dor) e o dado mais discriminante. O tratamento de candidiase vaginal e distrator. Salpingite costuma dar dor bilateral com corrimento e dor a mobilizacao do colo; cisto roto e gravidez ectopica dao dor SUBITA, e a ectopica exige beta-hCG. Resposta C.

Questão 22Uma mulher de 45 anos, diabética tipo II controlada com insulina NPH, apresenta dor no quadrante superior direito há 24 horas, acompanhada de febre e vômitos. O exame físico revela dor à palpação no quadrante superior direito. O ultrassom abdominal mostra cálculos na vesícula biliar e espessamento da parede da vesícula. O próximo passo mais adequado no manejo desta paciente, dentre os abaixo, é:Gabarito: E

Uma mulher de 45 anos, diabética tipo II controlada com insulina NPH, apresenta dor no quadrante superior direito há 24 horas, acompanhada de febre e vômitos. O exame físico revela dor à palpação no quadrante superior direito. O ultrassom abdominal mostra cálculos na vesícula biliar e espessamento da parede da vesícula. O próximo passo mais adequado no manejo desta paciente, dentre os abaixo, é:

  • A. Colecistostomia.
  • B. Observação e alta com analgésicos.
  • C. Antibióticos e alta para acompanhamento ambulatorial.
  • D. Colecistectomia laparoscópica eletiva.
  • E. Colecistectomia laparoscópica de urgência.

Comentário OsceLabs

Dor em hipocondrio direito ha 24h, febre, vomitos e ultrassom com calculos e parede vesicular espessada: colecistite aguda litiasica. A conduta atual, sustentada pelas diretrizes de Tokyo, e a colecistectomia videolaparoscopica PRECOCE, na mesma internacao, idealmente nas primeiras 72 horas — reduz complicacoes, tempo de internacao e custo em relacao a cirurgia adiada (D). Alta com analgesico ou antibiotico ambulatorial (B, C) e inadequada; colecistostomia (A) fica para o paciente proibitivo para anestesia. Resposta E.

Questão 23Um homem de 60 anos é atendido no pronto-socorro queixando-se de dor na região inguinal direita onde apresenta uma massa redutível que aumenta de tamanho ao esforço físico e melhora ao repouso. Ele não relata dor significativa, mas refere desconforto ocasional. Nega alteração de hábito intestinal e tem uma colonoscopia, realizada há 3 meses, normal. Melhor conduta a ser adotada neste momento:Gabarito: D

Um homem de 60 anos é atendido no pronto-socorro queixando-se de dor na região inguinal direita onde apresenta uma massa redutível que aumenta de tamanho ao esforço físico e melhora ao repouso. Ele não relata dor significativa, mas refere desconforto ocasional. Nega alteração de hábito intestinal e tem uma colonoscopia, realizada há 3 meses, normal. Melhor conduta a ser adotada neste momento:

  • A. Ultrassonografia abdominal.
  • B. Observação e reavaliação em 6 meses.
  • C. Cirurgia de urgência.
  • D. Reparação cirúrgica eletiva.
  • E. Tomografia de abdômen e pelve.

Comentário OsceLabs

Massa inguinal redutivel, que aumenta ao esforco e reduz ao repouso, e hernia inguinal. Toda hernia sintomatica — ainda que o sintoma seja apenas desconforto — tem indicacao de correcao cirurgica ELETIVA, pelo risco cumulativo de encarceramento e estrangulamento. Cirurgia de urgencia (C) so se houver hernia irredutivel, dor intensa, sinais de obstrucao ou sofrimento de alca. O diagnostico e clinico: USG e TC (A, E) sao dispensaveis diante de exame fisico tipico. Resposta D.

Questão 24Um homem de 50 anos apresenta dor abdominal súbita e intensa no epigástrio, irradiando para o dorso. A dor piora ao deitar-se de costas e melhora ao se inclinar para frente. Ele também relata náuseas e vômitos. Exames laboratoriais mostram elevação de amilase de 1040 U/L. O fator etiológico mais comum para este quadro é:Gabarito: A

Um homem de 50 anos apresenta dor abdominal súbita e intensa no epigástrio, irradiando para o dorso. A dor piora ao deitar-se de costas e melhora ao se inclinar para frente. Ele também relata náuseas e vômitos. Exames laboratoriais mostram elevação de amilase de 1040 U/L. O fator etiológico mais comum para este quadro é:

  • A. Colelitíase.
  • B. Infecção bacteriana.
  • C. Trauma abdominal.
  • D. Uso de anti-inflamatórios.
  • E. Consumo excessivo de álcool.

Comentário OsceLabs

Dor epigastrica subita em faixa, irradiada para o dorso, que melhora na posicao genupeitoral (inclinado para frente), com vomitos e amilase mais de tres vezes o limite superior: pancreatite aguda. No Brasil e na maioria das series mundiais, a etiologia mais frequente e a BILIAR (colelitiase/microlitiase), respondendo por cerca de 30-60% dos casos; o alcool vem em segundo lugar e predomina em homens jovens com consumo cronico. Por isso, todo paciente com pancreatite aguda deve fazer ultrassom de vias biliares. Resposta A.

Questão 25Um paciente de 60 anos é atendido no pronto-socorro histórico de úlcera péptica e apresenta dor abdominal súbita sem sinais de peritonite. A radiografia de tórax mostra pequena quantidade de ar no hipocôndrio esquerdo. Paciente mantém estabilidade hemodinâmica O próximo passo no manejo deste paciente deve ser:Gabarito: B

Um paciente de 60 anos é atendido no pronto-socorro histórico de úlcera péptica e apresenta dor abdominal súbita sem sinais de peritonite. A radiografia de tórax mostra pequena quantidade de ar no hipocôndrio esquerdo. Paciente mantém estabilidade hemodinâmica O próximo passo no manejo deste paciente deve ser:

  • A. Solicitação de endoscopia digestiva alta.
  • B. Tomografia computadorizada abdominal com contraste EV.
  • C. Administração de antiácidos e observação.
  • D. Cirurgia de urgência.
  • E. Tratamento com inibidores de bomba de prótons.

Comentário OsceLabs

Historia de ulcera peptica com dor abdominal subita e pneumoperitonio na radiografia indica perfuracao. Como o paciente esta HEMODINAMICAMENTE ESTAVEL e SEM sinais de peritonite, e possivel caracterizar melhor a lesao antes de operar: a tomografia com contraste define a extensao, se ha bloqueio/tamponamento pelo omento e se ha colecoes, orientando entre tratamento conservador e cirurgia. Perola: a endoscopia (A) e contraindicada na suspeita de perfuracao, pois a insuflacao agrava o extravasamento. Antiacido isolado (C, E) nao resolve perfuracao. Resposta B.

Questão 26Um homem de 65 anos, diabético, apresenta uma úlcera no pé há uma semana. A lesão está rodeada de tecido necrosado e a área é dolorosa e com secreção purulenta. O exame físico revela eritema que se estende até a panturrilha. Há sinais de toxemia e febre de 39 °C. O paciente foi previamente tratado com antibiótico oral. O próximo passo mais adequado no manejo deste paciente deve ser:Gabarito: D

Um homem de 65 anos, diabético, apresenta uma úlcera no pé há uma semana. A lesão está rodeada de tecido necrosado e a área é dolorosa e com secreção purulenta. O exame físico revela eritema que se estende até a panturrilha. Há sinais de toxemia e febre de 39 °C. O paciente foi previamente tratado com antibiótico oral. O próximo passo mais adequado no manejo deste paciente deve ser:

  • A. Administrar corticoide sistêmico para reduzir a inflamação.
  • B. Aumentar a dose do antibiótico oral.
  • C. Aplicar curativo de carvão ativado e acompanhar.
  • D. Realizar desbridamento cirúrgico e iniciar antibiótico intravenoso.
  • E. Iniciar fisioterapia para melhorar a circulação.

Comentário OsceLabs

Ulcera de pe diabetico com necrose, secrecao purulenta, celulite ascendente ate a panturrilha, toxemia e febre alta apos falha do antibiotico oral: infeccao GRAVE de pe diabetico. O binomio que salva o membro e o controle do foco — desbridamento cirurgico do tecido necrotico — associado a antibioticoterapia de amplo espectro INTRAVENOSA. Sem drenagem/desbridamento, nenhum antibiotico penetra o tecido desvitalizado (B, C falham). Corticoide (A) e imunossupressor e agrava; fisioterapia (E) e irrelevante na urgencia. Resposta D.

Questão 27Um paciente de 70 anos, hipertenso e com insuficiência renal crônica, é admitido com uma infecção extensa e dolorosa na coxa, após uma pequena lesão cutânea. Ele tem febre de 38,5 °C e sinais de toxemia. O exame físico mostra uma área eritematosa, com necrose e drenagem de secreção malcheirosa. Há dor refratária A infecção mais provável nesse paciente é:Gabarito: A

Um paciente de 70 anos, hipertenso e com insuficiência renal crônica, é admitido com uma infecção extensa e dolorosa na coxa, após uma pequena lesão cutânea. Ele tem febre de 38,5 °C e sinais de toxemia. O exame físico mostra uma área eritematosa, com necrose e drenagem de secreção malcheirosa. Há dor refratária A infecção mais provável nesse paciente é:

  • A. Fasceite necrosante.
  • B. Erisipela.
  • C. Abscesso subcutâneo.
  • D. Celulite.
  • E. Miosite infecciosa.

Comentário OsceLabs

Infeccao de partes moles com dor DESPROPORCIONAL e refrataria, necrose cutanea, secrecao malcheirosa (anaerobios), toxemia e progressao rapida em paciente com fatores de risco (idade, DRC): fasceite necrosante. O achado semiologico que a diferencia e exatamente a dor fora de proporcao com o aspecto da pele, alem de crepitacao, bolhas e anestesia local. Erisipela e celulite (B, D) nao dao necrose nem toxemia grave; abscesso (C) e coleccao localizada e flutuante. E emergencia cirurgica. Resposta A.

Questão 28Pactente masculino, 54 anos, foi admitido ao hospital para uma cirurgia de ressecção intestinal por complicações de doença de Crohn. Ele tem um histórico de perda de peso significativa nos últimos cinco meses (aproximadamente 12 kg), apresentando atualmente um IMC: 17,5 kg/m². No exame físico, observa-se massa muscular diminuída e sinais de hipovitaminose. O paciente também relata fadiga constante e episódios de diarreia frequente. Após a cirurgia, ele foi submetido à nutrição enteral, mas apresentou intolerância, necessitando de nutrição parenteral total (NPT), por sete dias. Durante este período, houve dificuldades no controle dos eletrólitos e distúrbios metabólicos.Gabarito: E

Pactente masculino, 54 anos, foi admitido ao hospital para uma cirurgia de ressecção intestinal por complicações de doença de Crohn. Ele tem um histórico de perda de peso significativa nos últimos cinco meses (aproximadamente 12 kg), apresentando atualmente um IMC: 17,5 kg/m². No exame físico, observa-se massa muscular diminuída e sinais de hipovitaminose. O paciente também relata fadiga constante e episódios de diarreia frequente. Após a cirurgia, ele foi submetido à nutrição enteral, mas apresentou intolerância, necessitando de nutrição parenteral total (NPT), por sete dias. Durante este período, houve dificuldades no controle dos eletrólitos e distúrbios metabólicos.

  • A. Suspender completamente a NPT ao primeiro sinal de tolerância à nutrição enteral, para evitar complicações hepáticas associadas à nutrição parenteral de longa duração.
  • B. Introduzir nutrição oral precoce, mesmo com sinais de intolerância à enteral, para reduzir o risco de infecções relacionadas à nutrição parenteral prolongada.
  • C. Manter a nutrição parenteral total (NPT), por tempo indeterminado, até que o paciente apresente melhora clínica significativa e normalização dos eletrólitos, independentemente da reintrodução gradual de nutrição enteral.
  • D. Ajustar a nutrição parenteral total (NPT), com foco na redução da quantidade de carboidratos e aumento da oferta lipídica, considerando o risco de síndrome de realimentação em pacientes com desnutrição severa.
  • E. Realizar monitoramento rigoroso dos níveis de fósforo, magnésio e potássio durante a transição da NPT para a nutrição enteral e oral, visando prevenir complicações como síndrome de realimentação e distúrbios eletrolíticos.

Comentário OsceLabs

Desnutricao grave (IMC 17,5, perda de 12 kg) em jejum prolongado com nutricao parenteral: o risco maior na transicao/reintroducao do aporte e a SINDROME DE REALIMENTACAO. Com a oferta de glicose, a insulina desloca fosforo, magnesio e potassio para o intracelular, podendo causar arritmia, insuficiencia cardiaca e morte. Por isso a conduta correta e monitorar rigorosamente esses eletrolitos (e repor tiamina), progredindo a oferta calorica lentamente. Manter NPT indefinidamente (C) e o oposto do desejavel: nutricao enteral e sempre preferida quando o TGI funciona. Resposta E.

Questão 29Uma mulher grávida de 32 semanas se envolve em um acidente de carro e chega ao pronto- socorro consciente, com dor abdominal leve, sem sangramento vaginal. A frequência cardíaca fetal está normal e a paciente apresenta sinais vitais estáveis. Após o atendimento inicial, a paciente é submetida a uma ultrassonografia, que não demonstra descolamento placentário. Seu tipo sanguíneo é A positivo. A conduta mais adequada para essa paciente é:Gabarito: C

Uma mulher grávida de 32 semanas se envolve em um acidente de carro e chega ao pronto- socorro consciente, com dor abdominal leve, sem sangramento vaginal. A frequência cardíaca fetal está normal e a paciente apresenta sinais vitais estáveis. Após o atendimento inicial, a paciente é submetida a uma ultrassonografia, que não demonstra descolamento placentário. Seu tipo sanguíneo é A positivo. A conduta mais adequada para essa paciente é:

  • A. Administração de imunoglobulina anti-Rh(D).
  • B. Alta imediata, pois a paciente e o feto estão estáveis.
  • C. Observação hospitalar por 24 horas, monitorando sinais maternos e fetais.
  • D. Realizar cesariana de urgência devido ao risco de trauma.
  • E. Administração de corticosteroides para maturação fetal.

Comentário OsceLabs

Trauma na gestante de 32 semanas, mae e feto estaveis, sem sangramento e sem descolamento ao ultrassom: ainda assim, o descolamento prematuro de placenta pode se manifestar TARDIAMENTE, e o ultrassom tem baixa sensibilidade para diagnostica-lo. Por isso indica-se monitorizacao materno-fetal continuada, com cardiotocografia, e observacao hospitalar. Alta imediata (B) e insegura; imunoglobulina anti-D (A) so se a mae for Rh NEGATIVO — ela e A positivo; cesarea (D) e corticoide (E) nao se justificam sem sofrimento fetal ou risco de parto iminente. Resposta C.

Questão 30Uma idosa de 82 anos foi atropelada enquanto atravessava a rua e foi levada ao pronto- socorro. Ela apresenta fraturas múltiplas, incluindo de pelve e costelas. A paciente está consciente, com 15 pontos na escala de Glasgow, mas com dor intensa. As prioridades no manejo inicial dessa paciente devem ser:Gabarito: D

Uma idosa de 82 anos foi atropelada enquanto atravessava a rua e foi levada ao pronto- socorro. Ela apresenta fraturas múltiplas, incluindo de pelve e costelas. A paciente está consciente, com 15 pontos na escala de Glasgow, mas com dor intensa. As prioridades no manejo inicial dessa paciente devem ser:

  • A. Administração de antibióticos profiláticos para prevenir infecções.
  • B. Controle da dor e observação em casa.
  • C. Estabilização das fraturas e encaminhamento para tomografia de corpo inteiro.
  • D. Ventilação e circulação, seguida de controle da dor.
  • E. Avaliação ortopédica e do cirurgião de tórax.

Comentário OsceLabs

Politraumatizada idosa: a prioridade nao muda com a idade nem com a dramaticidade das fraturas. Segue-se o ABCDE do ATLS — via aerea, ventilacao e circulacao (com controle de hemorragia; fratura de pelve sangra muito e pede cinta pelvica) —, e somente depois analgesia e a avaliacao secundaria com imagem. Encaminhar direto a tomografia ou ao especialista (C, E) antes de estabilizar e erro classico; alta para casa (B) e inaceitavel; antibiotico profilatico (A) nao e prioridade. Resposta D.

Questão 31Paciente com diagnóstico de câncer de pulmão de pequenas células, chega ao pronto- socorro apresentando confusão mental, náuseas, vômitos e fadiga intensa. Ao exame físico, nota-se edema generalizado. Exames laboratoriais revelam sódio sérico: 120 mEq/L. O diagnóstico mais provável para esse quadro é:Gabarito: E

Paciente com diagnóstico de câncer de pulmão de pequenas células, chega ao pronto- socorro apresentando confusão mental, náuseas, vômitos e fadiga intensa. Ao exame físico, nota-se edema generalizado. Exames laboratoriais revelam sódio sérico: 120 mEq/L. O diagnóstico mais provável para esse quadro é:

  • A. Insuficiência renal aguda.
  • B. Síndrome de lise tumoral.
  • C. Metástase cerebral.
  • D. Hipercalcemia maligna.
  • E. Hiponatremia por síndrome de secreção inapropriada de ADH (SIADH).

Comentário OsceLabs

Carcinoma de pulmao de PEQUENAS CELULAS e o tumor classicamente associado a sindromes paraneoplasicas endocrinas, sobretudo a secrecao inapropriada de ADH. Sodio de 120 mEq/L explica a confusao mental, nauseas, vomitos e fadiga. A hipercalcemia maligna (D) associa-se mais ao carcinoma ESCAMOSO (PTHrP) e daria calcio alto, nao sodio baixo. Metastase cerebral (C) daria deficit focal/sinais de hipertensao intracraniana; lise tumoral (B) surge apos quimioterapia, com hipercalemia e hiperuricemia. Resposta E.

Questão 32Um paciente com linfoma não-Hodgkin chega ao pronto-socorro com dor lombar intensa e perda de força nos membros inferiores, além de dificuldade para urinar. O exame fisico revela diminuição da sensibilidade e da força nos membros inferiores, com reflexos alterados. A conduta mais adequada para esse paciente deve ser:Gabarito: C

Um paciente com linfoma não-Hodgkin chega ao pronto-socorro com dor lombar intensa e perda de força nos membros inferiores, além de dificuldade para urinar. O exame fisico revela diminuição da sensibilidade e da força nos membros inferiores, com reflexos alterados. A conduta mais adequada para esse paciente deve ser:

  • A. Monitoramento clínico com observação de sintomas.
  • B. Administração de quimioterapia de emergência.
  • C. Radioterapia imediata para descompressão medular.
  • D. Uso de diuréticos para reduzir edema medular.
  • E. Administração de antibióticos para tratar infecção.

Comentário OsceLabs

Dor lombar intensa com perda de forca em membros inferiores, alteracao sensitiva e retencao urinaria em paciente oncologico e compressao medular metastatica — emergencia neurologica em que cada hora de atraso custa funcao motora definitiva. A conduta e corticoide em dose alta imediatamente e descompressao, e entre as opcoes a radioterapia imediata e a correta (o linfoma e altamente radiossensivel). Apenas observar (A) condena o paciente a paraplegia; diuretico (D) e antibiotico (E) nao tem papel. Resposta C.

Questão 33Um paciente de 68 anos de idade, com histórico de múltiplas cirurgias abdominais anteriores, apresenta-se no pronto-socorro com queixa de dor abdominal difusa de início há dois dias, acompanhada de distensão abdominal, náuseas e vômitos fecaloides. O exame físico revela um abdômen distendido e timpânico à percussão, com ruídos hidroaéreos metálicos. Não há abaulamentos na região inguinocrural. A radiografia de abdômen em pé mostra níveis hidroaéreos em alças intestinais dilatadas. Com base nos achados clínicos e de imagem, o diagnóstico mais provável e a conduta inicial mais adequada são, respectivamente,Gabarito: B

Um paciente de 68 anos de idade, com histórico de múltiplas cirurgias abdominais anteriores, apresenta-se no pronto-socorro com queixa de dor abdominal difusa de início há dois dias, acompanhada de distensão abdominal, náuseas e vômitos fecaloides. O exame físico revela um abdômen distendido e timpânico à percussão, com ruídos hidroaéreos metálicos. Não há abaulamentos na região inguinocrural. A radiografia de abdômen em pé mostra níveis hidroaéreos em alças intestinais dilatadas. Com base nos achados clínicos e de imagem, o diagnóstico mais provável e a conduta inicial mais adequada são, respectivamente,

  • A. Obstrução intestinal por intussuscepção; indicada cirurgia imediata.
  • B. Obstrução intestinal por bridas; indicada passagem de sonda nasogástrica e observação clínica.
  • C. Ileo paralítico secundário a distúrbio eletrolítico; indicada reposição hidroeletrolítica.
  • D. Obstrução intestinal por neoplasia colorretal; indicada quimioterapia imediata.
  • E. Obstrução intestinal por diverticulite; indicada ressecção intestinal e colostomia a Hartmann.

Comentário OsceLabs

Multiplas laparotomias previas, dor difusa, distensao, vomitos FECALOIDES, timpanismo, ruidos metalicos e niveis hidroaereos: obstrucao de intestino delgado, cuja causa mais frequente em abdome ja operado sao as BRIDAS (ausencia de abaulamento inguinocrural afasta hernia). Sem sinais de estrangulamento (peritonite, febre, acidose, taquicardia), o tratamento inicial e conservador: jejum, sonda nasogastrica para descompressao, hidratacao e correcao eletrolitica, com reavaliacoes seriadas. Cirurgia se nao houver resolucao ou se surgir sofrimento de alca. Resposta B.

Questão 34Um paciente de 58 anos, portador de câncer colorretal, foi submetido a uma cirurgia de ressecção de parte do intestino grosso. Durante o procedimento, devido à extensão do tumor e à necessidade de preservar outras estruturas abdominais, foi realizada uma colostomia em alça. Após a cirurgia, o paciente se queixa de dificuldades para lidar com a bolsa de colostomia e manifesta dúvidas sobre os cuidados necessários para evitar complicações, como infecções ou irritações cutâneas. Ele também relata sentir-se inseguro quanto à possibilidade de retorno à função intestinal normal no futuro. O anatomopatológico revelou tratar-se de um adenocarcinoma moderadamente invasivo T3N1MO. Foi encaminhado para tratamento complementar. Esta colostomia poderá ser fechada apósGabarito: E

Um paciente de 58 anos, portador de câncer colorretal, foi submetido a uma cirurgia de ressecção de parte do intestino grosso. Durante o procedimento, devido à extensão do tumor e à necessidade de preservar outras estruturas abdominais, foi realizada uma colostomia em alça. Após a cirurgia, o paciente se queixa de dificuldades para lidar com a bolsa de colostomia e manifesta dúvidas sobre os cuidados necessários para evitar complicações, como infecções ou irritações cutâneas. Ele também relata sentir-se inseguro quanto à possibilidade de retorno à função intestinal normal no futuro. O anatomopatológico revelou tratar-se de um adenocarcinoma moderadamente invasivo T3N1MO. Foi encaminhado para tratamento complementar. Esta colostomia poderá ser fechada após

  • A. exame ultrassonográfico do reto.
  • B. 4 semanas.
  • C. 2 semanas, se não houver deiscência da anastomose.
  • D. realização de enema opaco.
  • E. re-estadiamento adequado pós tratamento adjuvante.

Comentário OsceLabs

A colostomia em alca aqui e de PROTECAO/derivacao, e nao definitiva. Seu fechamento so pode ser programado depois de concluido o tratamento oncologico complementar (adjuvancia para um T3N1) e apos reestadiamento que confirme ausencia de doenca — alem, claro, de integridade da anastomose distal. Prazos fixos e curtos (B, C) ignoram a adjuvancia; ultrassom de reto (A) nao e o metodo de avaliacao; o enema opaco (D) e apenas um dos exames possiveis da anastomose, nao o criterio que define o momento. Resposta E.

Questão 35Um paciente de 58 anos, portador de câncer colorretal, foi submetido a uma cirurgia de ressecção de parte do intestino grosso. Durante o procedimento, devido à extensão do tumor e à necessidade de preservar outras estruturas abdominais, foi realizada uma colostomia em alça. Após a cirurgia, o paciente se queixa de dificuldades para lidar com a bolsa de colostomia e manifesta dúvidas sobre os cuidados necessários para evitar complicações, como infecções ou irritações cutâneas. Ele também relata sentir-se inseguro quanto à possibilidade de retorno à função intestinal normal no futuro. O anatomopatológico revelou tratar-se de um adenocarcinoma moderadamente invasivo T3N1MO. Foi encaminhado para tratamento complementar. A principal orientação que deve ser dada ao paciente para evitar complicações relacionadas à colostomia deve ser:Gabarito: B

Um paciente de 58 anos, portador de câncer colorretal, foi submetido a uma cirurgia de ressecção de parte do intestino grosso. Durante o procedimento, devido à extensão do tumor e à necessidade de preservar outras estruturas abdominais, foi realizada uma colostomia em alça. Após a cirurgia, o paciente se queixa de dificuldades para lidar com a bolsa de colostomia e manifesta dúvidas sobre os cuidados necessários para evitar complicações, como infecções ou irritações cutâneas. Ele também relata sentir-se inseguro quanto à possibilidade de retorno à função intestinal normal no futuro. O anatomopatológico revelou tratar-se de um adenocarcinoma moderadamente invasivo T3N1MO. Foi encaminhado para tratamento complementar. A principal orientação que deve ser dada ao paciente para evitar complicações relacionadas à colostomia deve ser:

  • A. Não é necessário consultar um profissional especializado em estomaterapia, pois os cuidados com a colostomia são simples e não exigem acompanhamento especializado.
  • B. Lavar a área ao redor do estoma apenas com água e sabão neutro, evitando o uso de produtos agressivos à pele.
  • C. Trocar a bolsa de colostomia apenas quando estiver completamente cheia, para economizar material.
  • D. Usar qualquer tipo de creme ou loção ao redor do estoma, sem se preocupar com a composição dos produtos.
  • E. Evitar a manipulação do estoma e deixar a área sempre coberta, para evitar o contato com o ambiente externo.

Comentário OsceLabs

Cuidado com o estoma e questao de pele peri-estomal: higiene apenas com agua e sabao neutro, secando bem, sem antissepticos, alcool ou produtos abrasivos que causam dermatite. A bolsa deve ser esvaziada quando atinge cerca de 1/3 a 2/3, jamais cheia (C), pois o peso descola a placa e causa vazamento e lesao quimica da pele. O acompanhamento com estomaterapeuta e altamente recomendado (A erra), cremes indiscriminados impedem a aderencia da placa (D) e o estoma deve ser manipulado e inspecionado diariamente (E). Resposta B.

Questão 36Uma gestante de 32 anos, G2P1A0, com 34 semanas de gestação, chega ao pronto-socorro com queixas de dor abdominal intensa no quadrante superior direito, irradiando para o ombro direito, acompanhada de náuseas e vômitos. A paciente relata ter tido um episódio de pré-eclâmpsia em sua primeira gestação, mas até o momento, nesta gravidez, não apresentou alterações significativas na pressão arterial. Ao exame físico, encontra-se hipertensa (160 x 110 mmHg), com sinais de icterícia e hematomas em abdômen. A ultrassonografia abdominal mostra líquido livre no abdômen, sugerindo hemoperitônio. O exame de sangue revela hemoglobina de 8 g/dL e plaquetas de 80.000/mm³. Diante desse quadro, o diagnóstico mais provável é:Gabarito: B

Uma gestante de 32 anos, G2P1A0, com 34 semanas de gestação, chega ao pronto-socorro com queixas de dor abdominal intensa no quadrante superior direito, irradiando para o ombro direito, acompanhada de náuseas e vômitos. A paciente relata ter tido um episódio de pré-eclâmpsia em sua primeira gestação, mas até o momento, nesta gravidez, não apresentou alterações significativas na pressão arterial. Ao exame físico, encontra-se hipertensa (160 x 110 mmHg), com sinais de icterícia e hematomas em abdômen. A ultrassonografia abdominal mostra líquido livre no abdômen, sugerindo hemoperitônio. O exame de sangue revela hemoglobina de 8 g/dL e plaquetas de 80.000/mm³. Diante desse quadro, o diagnóstico mais provável é:

  • A. Trombose da veia porta com hemorragia intra-abdominal.
  • B. Ruptura hepática espontânea associada à Síndrome HELLP.
  • C. Hemorragia por descolamento prematuro de placenta.
  • D. Apendicite aguda complicada com hemoperitônio.
  • E. Hepatite viral com complicação hemorrágica.

Comentário OsceLabs

Gestante de 34 semanas com antecedente de pre-eclampsia, agora hipertensa (160x110), com dor em hipocondrio direito irradiada para o ombro, ictericia, plaquetopenia (80.000), anemia e hemoperitonio ao ultrassom: rotura hepatica espontanea complicando sindrome HELLP (hemolise, enzimas hepaticas elevadas, plaquetopenia). A dor no ombro traduz irritacao diafragmatica pelo sangue. Descolamento de placenta (C) daria sangramento uterino e sofrimento fetal, nao hemoperitonio; apendicite e hepatite viral (D, E) nao explicam hipertensao com plaquetopenia. E emergencia cirurgica e obstetrica. Resposta B.

Questão 37Paciente do sexo feminino, 28 anos, procurou à emergência com quadro de icterícia progressiva há 10 dias, acompanhada de dor abdominal em hipocôndrio direito e colúria, náuseas e vômitos. Relata episódios prévios de dor semelhante, associados à ingestão de alimentos gordurosos, mas sem icterícia. Ao exame físico, encontra-se com escleras ictéricas, dor à palpação no hipocôndrio direito, sem febre. Os exames laboratoriais mostram bilirrubina direta (8,5 mg/dL), amilase de 80 Ul e um leucograma de 8.500 mm³ sem desvio. A ultrassonografia abdominal evidencia dilatação das vias biliares intra e extra- hepáticas, sem fatores obstrutivos ao método e a presença de cálculos móveis em vesícula biliar. Não se observa lesões expansivas hepáticas. O diagnóstico mais provável, dentre os abaixo:Gabarito: E

Paciente do sexo feminino, 28 anos, procurou à emergência com quadro de icterícia progressiva há 10 dias, acompanhada de dor abdominal em hipocôndrio direito e colúria, náuseas e vômitos. Relata episódios prévios de dor semelhante, associados à ingestão de alimentos gordurosos, mas sem icterícia. Ao exame físico, encontra-se com escleras ictéricas, dor à palpação no hipocôndrio direito, sem febre. Os exames laboratoriais mostram bilirrubina direta (8,5 mg/dL), amilase de 80 Ul e um leucograma de 8.500 mm³ sem desvio. A ultrassonografia abdominal evidencia dilatação das vias biliares intra e extra- hepáticas, sem fatores obstrutivos ao método e a presença de cálculos móveis em vesícula biliar. Não se observa lesões expansivas hepáticas. O diagnóstico mais provável, dentre os abaixo:

  • A. Pancreatite aguda.
  • B. Colecistite aguda.
  • C. Colangite.
  • D. Tumor periampular.
  • E. Coledocolitíase.

Comentário OsceLabs

Ictericia colestatica progressiva com bilirrubina DIRETA de 8,5, coluria, colicas previas apos alimentos gordurosos, ultrassom com calculos na vesicula e dilatacao de vias biliares intra e extra-hepaticas: coledocolitiase. Sem febre e com leucograma normal, nao ha a triade de Charcot da colangite (C); amilase normal afasta pancreatite (A); a colecistite (B) cursa com Murphy e nao com dilatacao de via biliar principal; tumor periampular (D) daria ictericia INDOLOR e progressiva, sem historia de colicas repetidas. Resposta E.

Questão 38Paciente feminina 63 anos, empresária, tem uma história clinica e um quadro sugestivo de diverticulite aguda. Não está séptica e não há falências orgânicas. Seu hemograma mostra Hb: 7,4 g/dL, leucocitose: 24.100 mm³, com desvio a esquerda e PCR: 303mg/L Foi submetida à tomografia de abdômen cujas imagens de interesse são mostradas a seguir Foi iniciado tratamento inicial com ceftriaxone e metronidazol EV. Com relação ao diagnóstico e melhor conduta no momento, é correto:Gabarito: E

Paciente feminina 63 anos, empresária, tem uma história clinica e um quadro sugestivo de diverticulite aguda. Não está séptica e não há falências orgânicas. Seu hemograma mostra Hb: 7,4 g/dL, leucocitose: 24.100 mm³, com desvio a esquerda e PCR: 303mg/L Foi submetida à tomografia de abdômen cujas imagens de interesse são mostradas a seguir Foi iniciado tratamento inicial com ceftriaxone e metronidazol EV. Com relação ao diagnóstico e melhor conduta no momento, é correto:

  • A. O diagnóstico sugere uma diverticulite Hinchey I e a paciente deve ser internada para continuar o tratamento com antibióticos por uma semana.
  • B. Trata-se mesmo de uma diverticulite não complicada e o tratamento poderá ser concluído em regime ambulatorial após observação inicial por 48 hs.
  • C. Trata-se de uma diverticulite complicada e o melhor tratamento é a sigmoidectomia a Hartmann após transfusão para correção da anemia.
  • D. Não é possível afastar o diagnostico de neoplasia e a melhor opção, neste momento, é a colonoscopia para definição diagnóstica e de conduta.
  • E. O diagnostico é uma provável diverticulite Hinchey II e a melhor conduta é a punção guiada por imagem e a observação da evolução.

Comentário OsceLabs

Diverticulite com leucocitose de 24.100, PCR de 303 e anemia, sem sepse nem falencia organica, mas com achado tomografico de colecao: e diverticulite COMPLICADA, Hinchey II (abscesso pelvico/a distancia). A conduta moderna e antibiotico associado a drenagem percutanea guiada por imagem, reservando a cirurgia para falha terapeutica — isso permite, no futuro, uma sigmoidectomia eletiva com anastomose primaria, evitando a Hartmann (C). Chamar de nao complicada e dar alta (A, B) subestima a colecao; a colonoscopia (D) esta contraindicada na fase aguda pelo risco de perfuracao, sendo feita 6-8 semanas depois. Resposta E.

Questão 39Paciente de 45 anos, sexo feminino, admitida em consulta ambulatorial é encaminhada por clínico generalista para avaliação de nódulo de tireoide identificado ao ultrassom. A paciente é assintomática, sem comorbidade conhecida e possui hábitos de vida saudáveis. Nega histórico familiar de neoplasias. Ao Exame físico há um nódulo tireoidiano de 2 cm em lobo tireoidiano direito, endurecido. Exames laboratoriais sem alterações. USG: nódulo tireoidiano em terço médio de lobo direito, de 2,4x2,2x2,2 cm, hipoecogênico, com microcalcificações, vascularização de periférica para central ao doppler colorido. Trata-se de um nódulo tireoidianoGabarito: C

Paciente de 45 anos, sexo feminino, admitida em consulta ambulatorial é encaminhada por clínico generalista para avaliação de nódulo de tireoide identificado ao ultrassom. A paciente é assintomática, sem comorbidade conhecida e possui hábitos de vida saudáveis. Nega histórico familiar de neoplasias. Ao Exame físico há um nódulo tireoidiano de 2 cm em lobo tireoidiano direito, endurecido. Exames laboratoriais sem alterações. USG: nódulo tireoidiano em terço médio de lobo direito, de 2,4x2,2x2,2 cm, hipoecogênico, com microcalcificações, vascularização de periférica para central ao doppler colorido. Trata-se de um nódulo tireoidiano

  • A. suspeito e a paciente deve ser submetida a biópsia do nódulo.
  • B. suspeito para câncer de tireoide e a paciente deve ser submetida à tireoidectomia total.
  • C. suspeito para câncer de tireoide e a paciente deve ser submetida a punção aspirativa de agulha fina para diagnóstico.
  • D. pequeno e sem indicação de investigação.
  • E. de aspecto benigno e a paciente deve ser submetida a cirurgia, se apresentar sintomas compressivos.

Comentário OsceLabs

Nodulo solido HIPOECOGENICO, com MICROCALCIFICACOES e vascularizacao central, medindo 2,4 cm: caracteristicas de alta suspeicao (TI-RADS 5 / Bethesda a definir), com indicacao formal de investigacao citologica. O metodo de escolha e a puncao aspirativa por agulha fina guiada por ultrassom — biopsia com agulha grossa (A) e excecao. Levar direto a tireoidectomia (B) sem citologia expoe a cirurgia desnecessaria; chamar de benigno (E) ou dispensar investigacao pelo tamanho (D) ignora que qualquer nodulo suspeito >=1 cm deve ser puncionado. Funcao tireoidiana normal nao exclui malignidade. Resposta C.

Questão 40Mulher de 59 anos, apresenta dor epigástrica constante irradiada para o dorso, anorexia, náuseas e vômitos. Havia sido hospitalizada há 1 mês por um episódio de pancreatite com remissão com tratamento clínico em torno de cinco dias, cujo diagnóstico foi um provável pancreatite aguda biliar. É novamente admitida com diagnóstico de pancreatite aguda recorrente e apresente APACHE II de 5 na admissão. É iniciado um tratamento clínico com melhora clínica com antibióticos e, neste intervalo, uma tomografia de abdome é realizada e mostrada a seguir: Melhor opção para o tratamento neste momento:Gabarito: A

Mulher de 59 anos, apresenta dor epigástrica constante irradiada para o dorso, anorexia, náuseas e vômitos. Havia sido hospitalizada há 1 mês por um episódio de pancreatite com remissão com tratamento clínico em torno de cinco dias, cujo diagnóstico foi um provável pancreatite aguda biliar. É novamente admitida com diagnóstico de pancreatite aguda recorrente e apresente APACHE II de 5 na admissão. É iniciado um tratamento clínico com melhora clínica com antibióticos e, neste intervalo, uma tomografia de abdome é realizada e mostrada a seguir: Melhor opção para o tratamento neste momento:

  • A. Nutrição enteral e observação clínica.
  • B. Nutrição parenteral total.
  • C. Debridamento cirúrgico e drenagem do pâncreas.
  • D. CPRE e colecistectomia.
  • E. Cistogastrostomia ou cistojejunoanastomose.

Comentário OsceLabs

Pancreatite aguda recorrente, de origem biliar, com APACHE II de 5 (nao grave) e melhora clinica: neste momento a conduta e de SUPORTE — nutricao enteral precoce (que preserva a barreira intestinal e reduz translocacao bacteriana e mortalidade em relacao a parenteral, que erra em B) e observacao da evolucao. Desbridamento cirurgico (C) so em necrose INFECTADA e, idealmente, apos 4 semanas; drenagem interna de pseudocisto (E) exige capsula madura e sintomas. A CPRE (D) fica para colangite/obstrucao persistente, e a colecistectomia sera feita, mas apos a resolucao do surto. Resposta A.

Questão 41Uma gestante com 32 anos de idade, segunda gestação e segundo parto, com 39 semanas de idade gestacional, evolui para parto vaginal, após a observação de desacelerações nos batimentos cardíacos fetais, nos 40 minutos que antecederam o nascimento. Recém-nascido hipotônico e sem movimentos respiratórios. Nesse caso, acerca do cuidado e clampeamento do cordão, deve-se realizarGabarito: E

Uma gestante com 32 anos de idade, segunda gestação e segundo parto, com 39 semanas de idade gestacional, evolui para parto vaginal, após a observação de desacelerações nos batimentos cardíacos fetais, nos 40 minutos que antecederam o nascimento. Recém-nascido hipotônico e sem movimentos respiratórios. Nesse caso, acerca do cuidado e clampeamento do cordão, deve-se realizar

  • A. manobra delicada de estímulo tátil no dorso, no máximo 2 vezes, e aguardar 60 segundos para clampear o cordão, uma vez que se demonstra vantagem na hemoglobina e na resposta às manobras de reanimação.
  • B. a ordenha do cordão (10 cm) e realizar manobra delicada de estimulo tátil no dorso, ambos apenas uma vez e clampear imediatamente o cordão.
  • C. o clampeamento do cordão após 60 segundos, sem estímulos, uma vez que se demonstra vantagem na hemoglobina e na resposta às manobras de reanimação.
  • D. a ordenha do cordão (10 cm), duas vezes, e clampear a seguir, o que garante um melhor aporte de hemoglobina e não retarda o início da reanimação.
  • E. o clampeamento imediato do cordão, sugerindo-se realizar manobra delicada de estímulo tátil no dorso, no máximo 2 vezes, antes do clampeamento, não retardando o início da reanimação.

Comentário OsceLabs

Recem-nascido hipotonico e SEM movimentos respiratorios apos sofrimento fetal: e um RN que precisa de reanimacao, e nesse cenario NAO se faz clampeamento tardio nem ordenha do cordao — clampeia-se IMEDIATAMENTE para levar o bebe a mesa de reanimacao, pois o beneficio hematologico do clampeamento tardio nao supera o custo de retardar a ventilacao com pressao positiva. O estimulo tatil delicado no dorso pode ser tentado no maximo duas vezes, sem atrasar a conduta. O clampeamento tardio (A, C) e a ordenha (B, D) valem para o RN vigoroso. Resposta E.

Questão 42Uma criança com 12 anos, em viagem de férias em um hotel em floresta tropical, foi mordida no rosto por um macaco. Os pais recorreram ao médico que, além de cuidados imediatos com a ferida e as outras medidas, considerando que a criança tinha a vacinação conforme o calendário do PNI (Programa Nacional de Imunizações), deve recomendar:Gabarito: C

Uma criança com 12 anos, em viagem de férias em um hotel em floresta tropical, foi mordida no rosto por um macaco. Os pais recorreram ao médico que, além de cuidados imediatos com a ferida e as outras medidas, considerando que a criança tinha a vacinação conforme o calendário do PNI (Programa Nacional de Imunizações), deve recomendar:

  • A. Vacina antitetânica e antibioticoterapia.
  • B. Soro antitetânico e aciclovir.
  • C. Vacina antitetânica e vacina antirrábica.
  • D. Soro antitetânico e antibioticoterapia.
  • E. Vacina antitetânica e aciclovir.

Comentário OsceLabs

Mordedura por macaco (primata nao humano) em regiao de FACE e exposicao GRAVE ao virus rabico, tanto pela especie agressora quanto pela proximidade ao sistema nervoso central: impoe profilaxia antirrabica, alem dos cuidados locais com a ferida. Como a crianca tem vacinacao antitetanica em dia pelo PNI, cabe apenas o reforco da vacina antitetanica, sem soro (que so entra em ferimento de alto risco em nao vacinado). Aciclovir (B, E) so seria cogitado em mordida por macaco do Velho Mundo (herpes B), realidade nao brasileira. Resposta C.

Questão 43Os pais de uma menina com 4 anos de idade, preocupados com alguma seletividade alimentar que ela tem apresentado, desejam saber qual a proporção de cada um dos macronutrientes para uma alimentação adequada para sua filha. O médico deve recomendar que a fonte da oferta calórica diária seja composta, em porcentagem, de gordura, proteína e carboidrato, respectivamente, de, aproximadamente:Gabarito: A

Os pais de uma menina com 4 anos de idade, preocupados com alguma seletividade alimentar que ela tem apresentado, desejam saber qual a proporção de cada um dos macronutrientes para uma alimentação adequada para sua filha. O médico deve recomendar que a fonte da oferta calórica diária seja composta, em porcentagem, de gordura, proteína e carboidrato, respectivamente, de, aproximadamente:

  • A. 40 - 10 - 50.
  • B. 20 - 30 - 50.
  • C. 20 - 20 - 60.
  • D. 30 - 30 - 40.
  • E. 60 - 20 - 20.

Comentário OsceLabs

A distribuicao de macronutrientes na infancia difere da do adulto: a crianca pequena precisa de maior densidade energetica, e a gordura tem papel central no neurodesenvolvimento e no aporte de vitaminas lipossoluveis. O ponto que decide a questao e a PROTEINA: a recomendacao gira em torno de 10-15% do valor energetico total, de modo que alternativas com 20% ou 30% de proteina (B, C, D, E) estao muito acima do recomendado e sobrecarregam a funcao renal. Resposta A.

Questão 44A Coqueluche é uma doença com elevada morbidade, especialmente nos primeiros meses de vida. O gráfico abaixo apresenta a situação epidemiológica e a relação da incidência da doença com a cobertura vacinal. O estado de São Paulo registrou 139 casos de coqueluche até a 23ª semana epidemiológica deste ano de 2024, encerrada em 8 de junho, representando alta de 768,7% na comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram confirmados 16 registros. É correto afirmar que:Gabarito: B

A Coqueluche é uma doença com elevada morbidade, especialmente nos primeiros meses de vida. O gráfico abaixo apresenta a situação epidemiológica e a relação da incidência da doença com a cobertura vacinal. O estado de São Paulo registrou 139 casos de coqueluche até a 23ª semana epidemiológica deste ano de 2024, encerrada em 8 de junho, representando alta de 768,7% na comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram confirmados 16 registros. É correto afirmar que:

  • A. A administração da vacina contra a coqueluche está indicada na gestante para que a mãe não seja vetor da doença ao recém-nascido, mas não confere proteção a ele através da passagem transplacentária de anticorpos.
  • B. A vacina tríplice bacteriana contém componentes da cápsula da bactéria da coqueluche, sendo indicada a crianças com menos de 7 anos de idade, mesmo para as que já tiveram coqueluche, uma vez que esta doença não confere proteção permanente frente a novas infecções.
  • C. O tratamento com cefalosporina de primeira geração na fase paroxística da doença abrevia o período de transmissibilidade, mas não demonstra efetividade em modificar o curso da doença.
  • D. Pessoas não imunizadas contra a coqueluche devem ser monitoradas durante 21 dias após o último contato próximo e duradouro com pessoa infectada, para aparecimento de sinais clínicos de coqueluche, enquanto para os vacinados este período encurta-se para 10 dias.
  • E. A vacina da coqueluche está indicada, segundo o Programa Nacional de Imunização (PNI) aos 2, 4 e 6 meses de vida, com reforço após o primeiro ano (próximo dos 15 meses) e, a seguir, a cada 10 anos.

Comentário OsceLabs

A triplice bacteriana (DTP) contem o componente pertussis e e indicada ate os 7 anos incompletos, inclusive para quem ja teve coqueluche, pois a doenca natural NAO confere imunidade permanente — reinfeccoes ocorrem. Os erros: a dTpa na gestante protege sim o lactente por anticorpos transplacentarios, e esse e seu principal objetivo (A); o tratamento e com MACROLIDEO, nao cefalosporina (C); o monitoramento de comunicantes e de 21 dias para todos, vacinados ou nao (D); e o esquema do PNI e 2, 4 e 6 meses com reforcos aos 15 meses e 4 anos (E). Resposta B.

Questão 45Uma menina com 10 anos apresenta início da puberdade e, após 6 meses, aparecem os pelos pubianos. A estatura está no percentil 75, sendo a altura alvo para percentil 50. Os pais ouviram de amigos que seria puberdade precoce e, preocupados, inclusive, com o "início da menstruação", procuram atendimento profissional. O médico deve orientar que o início da telarcaGabarito: E

Uma menina com 10 anos apresenta início da puberdade e, após 6 meses, aparecem os pelos pubianos. A estatura está no percentil 75, sendo a altura alvo para percentil 50. Os pais ouviram de amigos que seria puberdade precoce e, preocupados, inclusive, com o "início da menstruação", procuram atendimento profissional. O médico deve orientar que o início da telarca

  • A. não é considerado precoce, que varia dos 9 aos 12 anos, mas que, dado que a menarca ocorre cerca de 1 ano após a telarca, fica a critério da família o uso de medicamento para retardar o processo.
  • B. pode ocorrer nessa idade, mas o aparecimento de pelos pubianos aos 10 anos e meio é manifestação de progressão rápida e o uso de medicamento para retardar o processo está indicado.
  • C. está dentro do esperado, que varia dos 9 aos 12 anos e que a menarca da paciente deve ocorrer entre 12 e 13 anos, devendo-se apenas acompanhar.
  • D. não é considerado precoce, mas que o aparecimento dos pelos pubianos é indicativo de que a menarca ocorrerá em até 6 meses, sendo indicada medicação para retardar o processo.
  • E. não é considerado precoce e que após a telarca a média de tempo para a menarca é de 18 a 24 meses, devendo-se aguardar e acompanhar.

Comentário OsceLabs

Telarca aos 10 anos esta dentro da normalidade (limite de precocidade em meninas e antes dos 8 anos), a pubarca 6 meses depois segue a sequencia fisiologica e a estatura em percentil 75 acima do alvo indica estirao normal. O intervalo medio entre telarca e menarca e de cerca de 2 a 2,5 anos (18 a 24 meses), e nao 6 meses (D) nem 1 ano (A). A conduta e orientar e ACOMPANHAR: bloqueio com analogo de GnRH (A, B, D) so se indica em puberdade precoce verdadeira com progressao rapida e comprometimento da estatura final. Resposta E.

Questão 46A mortalidade infantil é um importante indicador de desenvolvimento de uma sociedade. No Japão, por exemplo, os valores são de menos de 3 óbitos em menores de 1 ano a cada mil nascidos vivos. O Mundo e o Brasil têm experimentado uma redução nestas taxas no último ano. A mortalidade infantil no Brasil situa-se em torno de:Gabarito: C

A mortalidade infantil é um importante indicador de desenvolvimento de uma sociedade. No Japão, por exemplo, os valores são de menos de 3 óbitos em menores de 1 ano a cada mil nascidos vivos. O Mundo e o Brasil têm experimentado uma redução nestas taxas no último ano. A mortalidade infantil no Brasil situa-se em torno de:

  • A. 23.
  • B. 7,5.
  • C. 12,5.
  • D. 17.
  • E. 20,5.

Comentário OsceLabs

A mortalidade infantil brasileira (obitos em menores de 1 ano por mil nascidos vivos) situa-se hoje na casa de 12 a 13 por mil — muito abaixo dos anos 1990, mas ainda cerca de quatro vezes a de paises como o Japao. Valores em torno de 7 (B) correspondem a paises de renda alta ou a algumas regioes brasileiras isoladas, enquanto 17 a 23 (A, D, E) refletem patamares que o pais ja superou. Perola: o componente NEONATAL responde por cerca de 70% desses obitos, o que direciona as politicas para assistencia pre-natal e ao parto. Resposta C.

Questão 47Uma menina com 14 anos de idade é atendida pelo médico, enquanto a mãe a aguarda na sala de espera. A menina quer orientação (e pede sigilo), para uso de método contraceptivo, pois está namorando e tendo relações sexuais com um rapaz de 17 anos. Estão felizes e a menina apresenta plena capacidade de entendimento e de decisão acerca de sua saúde. O médico deve, além de deixar todas as decisões escritas em prontuárioGabarito: E

Uma menina com 14 anos de idade é atendida pelo médico, enquanto a mãe a aguarda na sala de espera. A menina quer orientação (e pede sigilo), para uso de método contraceptivo, pois está namorando e tendo relações sexuais com um rapaz de 17 anos. Estão felizes e a menina apresenta plena capacidade de entendimento e de decisão acerca de sua saúde. O médico deve, além de deixar todas as decisões escritas em prontuário

  • A. solicitar que a menor retorne em alguns dias em uma consulta com alguém de sua confiança, com mais de 18 anos de idade, para ser o interlocutor responsável, a fim de evitar a quebra de sigilo.
  • B. comunicar aos responsáveis, de forma sigilosa, sem o conhecimento da adolescente, para que possam avaliar a situação e propor medidas para protegê-la.
  • C. orientar sobre o risco de doenças e dar um prazo de alguns dias para a paciente revelar aos pais, caso contrário, o médico deverá quebrar o sigilo.
  • D. avisar à menor que devem revelar aos responsáveis imediatamente, pois, caso haja algum evento adverso, incluindo gravidez não planejada, o profissional estará sujeito a penalidades.
  • E. realizar as orientações e certificar-se de que houve entendimento por parte da adolescente mantendo o sigilo.

Comentário OsceLabs

O adolescente com capacidade de discernimento tem direito ao atendimento e ao SIGILO, garantido pelo ECA e pelo Codigo de Etica Medica; a quebra so se justifica diante de risco grave a vida ou a saude (ex.: abuso, ideacao suicida), o que nao ocorre aqui — trata-se de relacao consentida entre adolescentes, com parceiro de idade proxima. A conduta correta e prescrever a contracepcao, orientar sobre IST e dupla protecao, verificar a compreensao e registrar tudo em prontuario, estimulando (sem impor) a participacao da familia. Resposta E.

Questão 48Um menino, com 5 anos de idade, apresenta quadro de dor abdominal, dores articulares e aparecimento de lesões purpúricas, em relevo, em nádegas e membros inferiores, predominantemente. É levado ao pronto atendimento. Hemograma e coagulograma normais. Exame clínico sem alterações, exceto pelas lesões em pele. Havia história de infecção de amígdala há 17 dias, confirmada, na ocasião, pela pesquisa rápida de estreptococo em orofaringe, que foi tratada com amoxicilina. O médico faz hipótese de púrpura mediada por IgA (Púrpura de Henoch-Schönlein). Nesse caso,Gabarito: D

Um menino, com 5 anos de idade, apresenta quadro de dor abdominal, dores articulares e aparecimento de lesões purpúricas, em relevo, em nádegas e membros inferiores, predominantemente. É levado ao pronto atendimento. Hemograma e coagulograma normais. Exame clínico sem alterações, exceto pelas lesões em pele. Havia história de infecção de amígdala há 17 dias, confirmada, na ocasião, pela pesquisa rápida de estreptococo em orofaringe, que foi tratada com amoxicilina. O médico faz hipótese de púrpura mediada por IgA (Púrpura de Henoch-Schönlein). Nesse caso,

  • A. devem ser realizados exames de imagem pois a doença pode ser manifestação paraneoplásica.
  • B. a doença afeta apenas a pele e articulações, sendo autolimitada, com prazo de cerca de 1 mês para resolução do quadro.
  • C. a apresentação é atípica, uma vez que a idade mais frequente de acometimento é em adolescentes acima dos 13 anos.
  • D. a fisiopatologia envolve o depósito de complexos imunes que contém IgA, em pequenos vasos.
  • E. a amoxicilina é o principal desencadeante deste quadro.

Comentário OsceLabs

A purpura de Henoch-Schonlein e uma vasculite de PEQUENOS vasos mediada por deposito de imunocomplexos contendo IgA, tipicamente precedida por infeccao de vias aereas superiores, com a triade purpura palpavel em nadegas e membros inferiores, artralgia e dor abdominal, com coagulograma e plaquetas NORMAIS. Acomete principalmente criancas de 3 a 10 anos (C erra na idade), e o antibiotico previo e coincidencia, nao causa (E). Acometimento paraneoplasico (A) e do adulto, e a doenca pode envolver o RIM (nefrite por IgA), o que exige seguimento com urina e PA (B erra). Resposta D.

Questão 49Gestante em uso de terapia para HIV, diagnosticado no inicio da gestação, é admitida em trabalho de parto, de termo. Em uso de terapia antirretroviral, que foi iniciada na segunda metade da gestação, mantendo Carga viral de 150 cópias. Quanto os cuidados recomendados ao recém-nascido, deve-se proceder ao clampeamentoGabarito: B

Gestante em uso de terapia para HIV, diagnosticado no inicio da gestação, é admitida em trabalho de parto, de termo. Em uso de terapia antirretroviral, que foi iniciada na segunda metade da gestação, mantendo Carga viral de 150 cópias. Quanto os cuidados recomendados ao recém-nascido, deve-se proceder ao clampeamento

  • A. tardio de cordão, banho com água corrente, exame de carga viral e esquema de profilaxia que deve ser com 3 drogas, considerando o alto risco.
  • B. imediato do cordão, banho com água corrente e exame de carga viral, antes do início do esquema profilático, que deve ser com 3 drogas, considerando o alto risco.
  • C. imediato do cordão, limpeza vigorosa com compressas, evitando-se o banho, exame de carga viral e esquema de profilaxia com uma droga, considerando o baixo risco.
  • D. tardio de cordão, banho com água corrente, exame de carga viral e esquema de profilaxia com uma droga, considerando o baixo risco.
  • E. tardio de cordão, limpeza vigorosa com compressas, evitando-se o banho, exame de carga viral e esquema de profilaxia que deve ser com 3 drogas, considerando o alto risco.

Comentário OsceLabs

Carga viral de 150 copias no parto (acima de 50, ou seja, DETECTAVEL) e TARV iniciada tardiamente classificam o recem-nascido como ALTO RISCO de transmissao vertical. Conduta: clampeamento IMEDIATO do cordao, banho com agua corrente logo apos o nascimento (a limpeza deve remover sangue e secrecoes, sem esfregar vigorosamente as mucosas, o que erra em C e E), coleta de carga viral e profilaxia com TRES drogas (zidovudina + lamivudina + raltegravir). Esquema com uma droga isolada (C, D) so vale para o baixo risco. Resposta B.

Questão 50Gestante em uso de terapia para HIV, diagnosticado no inicio da gestação, é admitida em trabalho de parto, de termo. Em uso de terapia antirretroviral, que foi iniciada na segunda metade da gestação, mantendo Carga viral de 150 cópias. A partir de 4 semanas de vida deve-se introduzir sulfametoxazol + trimetoprima, com o objetivo de profilaxiaGabarito: D

Gestante em uso de terapia para HIV, diagnosticado no inicio da gestação, é admitida em trabalho de parto, de termo. Em uso de terapia antirretroviral, que foi iniciada na segunda metade da gestação, mantendo Carga viral de 150 cópias. A partir de 4 semanas de vida deve-se introduzir sulfametoxazol + trimetoprima, com o objetivo de profilaxia

  • A. de infecções pela Entamoeba histolytica, que nestas crianças pode evoluir para quadros invasivos com alta letalidade.
  • B. de infecções urinárias que podem causar cicatrizes renais, mesmo quando afebris, nestas crianças.
  • C. de doenças de pele e invasivas, como osteomielite, pelo Staphylococcus aureus.
  • D. contra o Pneumocystis jiroveci, doença que pode manifestar-se rapidamente, com alta letalidade.
  • E. de infecções por Chlamydia trachomatis, com potencial para quadro de pneumonia intersticial de evolução para insuficiência respiratória grave.

Comentário OsceLabs

A partir da quarta semana de vida, a crianca exposta ao HIV inicia sulfametoxazol-trimetoprima para profilaxia de pneumonia por Pneumocystis jirovecii, que nesse grupo pode se instalar de forma abrupta, com hipoxemia grave e alta letalidade, justamente no periodo em que a infeccao ainda nao foi descartada. A profilaxia e mantida ate a exclusao da infeccao (ou conforme contagem de CD4, se infectada). O SMX-TMP nao tem esse papel contra amebiase, ITU, estafilococo ou clamidia nesse contexto. Resposta D.

Questão 51Os pais de um menino, com 3 anos de idade, estão preocupados pois voltaram da praia, onde ficaram durante 2 semanas, e observaram uma alergia na lateral do pé, que está aumentando. Referem que procuraram na internet e viram que pode ser um verme, estão preocupados com os riscos de comprometer o fígado ou os pulmões da criança. O médico confirma tratar-se de Larva migrans cutânea e deve orientar queGabarito: C

Os pais de um menino, com 3 anos de idade, estão preocupados pois voltaram da praia, onde ficaram durante 2 semanas, e observaram uma alergia na lateral do pé, que está aumentando. Referem que procuraram na internet e viram que pode ser um verme, estão preocupados com os riscos de comprometer o fígado ou os pulmões da criança. O médico confirma tratar-se de Larva migrans cutânea e deve orientar que

  • A. é importante realizar hemograma para saber se há resposta sistêmica (eosinofilia) e ultrassonografia de fígado, o único órgão que pode ser afetado, para saber se há resposta sistêmica. A forma de tratamento dependerá do resultado destes exames.
  • B. a infestação atinge, além da pele, o intestino, não comprometendo outros órgãos, sendo tratada sem complicações.
  • C. o processo restringe-se à pele e que o tratamento com medicamento oral é efetivo, sem complicações.
  • D. a infestação pode acometer o pulmão, mas apenas quando a larva faz o ciclo pulmonar, não causando lesão grave, e que a terapia medicamentosa leva à cura.
  • E. tanto pulmão quanto fígado podem ser afetados nos casos crônicos, com 1 mês ou mais de evolução, mas, como a lesão tem 10 cm, significa que tem até 10 dias de evolução e o tratamento leva à cura.

Comentário OsceLabs

A larva migrans cutanea e causada por larvas de ancilostomideos de cao e gato (Ancylostoma braziliense/ caninum) adquiridas em areia contaminada. No hospedeiro humano — acidental — a larva NAO consegue atravessar a membrana basal nem completar o ciclo, ficando restrita a epiderme: dai o trajeto serpiginoso e pruriginoso que avanca alguns milimetros por dia. Nao ha comprometimento hepatico, pulmonar ou intestinal, e o tratamento oral (albendazol ou ivermectina) e curativo. Resposta C.

Questão 52A doença hemorrágica do recém-nascido (RN), ou sangramento dependente da deficiência de vitamina K, está associada à insuficiente ativação dos fatores de coagulação dela dependentes. Sobre essa doença, a formaGabarito: A

A doença hemorrágica do recém-nascido (RN), ou sangramento dependente da deficiência de vitamina K, está associada à insuficiente ativação dos fatores de coagulação dela dependentes. Sobre essa doença, a forma

  • A. clássica ocorre em RNs saudáveis, podendo manifestar-se por sangramentos cutâneos ou gastrointestinais.
  • B. clássica tem como característica a presença de manifestações clínicas entre 12 e 72 hs de vida.
  • C. precoce deve-se ao baixo aporte de vitamina K para o recém-nascido em aleitamento materno e é comum a ocorrência de hemorragia intracraniana.
  • D. clássica é comum em RNs prematuros, pela maior frequência de indicação de jejum para essas crianças.
  • E. tardia é mais comum em RNs alimentados com fórmula láctea, devido à menor concentração de vitamina K das fórmulas em relação ao leite materno.

Comentário OsceLabs

A forma CLASSICA da doenca hemorragica do RN ocorre entre o 2o e o 7o dia de vida, em recem-nascidos saudaveis que nao receberam vitamina K ao nascer, manifestando-se por sangramento cutaneo, do coto umbilical, de puncoes e gastrointestinal. A forma PRECOCE (primeiras 24h) associa-se ao uso materno de anticonvulsivantes, rifampicina ou warfarina (C erra), e a forma TARDIA (apos 2 semanas) e a do lactente em aleitamento materno EXCLUSIVO sem profilaxia, com alto risco de hemorragia intracraniana — as formulas sao suplementadas com vitamina K (E inverte). Resposta A.

Questão 53Um lactente de 8 meses apresenta febre alta por três dias, seguida pelo aparecimento súbito de exantema maculopapular rosado no tronco. A criança permanece ativa e com boa aceitação alimentar. O diagnóstico mais provável é:Gabarito: B

Um lactente de 8 meses apresenta febre alta por três dias, seguida pelo aparecimento súbito de exantema maculopapular rosado no tronco. A criança permanece ativa e com boa aceitação alimentar. O diagnóstico mais provável é:

  • A. Eritema infeccioso.
  • B. Exantema súbito.
  • C. Sarampo.
  • D. Rubéola.
  • E. Varicela.

Comentário OsceLabs

Lactente com febre alta por tres dias e otimo estado geral que, ao CESSAR a febre, apresenta exantema maculopapular rosado iniciado no tronco: exantema subito (roseola infantum), causado pelo herpesvirus humano 6. A dissociacao entre febre alta e crianca ativa e a chave. No sarampo (C) o exantema surge COM a febre no pico do quadro, precedido de tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik; no eritema infeccioso (A) ha face esbofeteada; a varicela (E) e vesicular e polimorfa. Resposta B.

Questão 54Menina de 12 anos é levada ao pronto-socorro por seus pais após apresentar vômitos frequentes, dor abdominal, respiração rápida e hálito com odor frutado nas últimas 24 horas. Ela tem histórico recente de perda de peso significativa, poliúria e polidipsia. Na chegada, encontra-se letárgica, com respiração de Kussmaul, glicemia capilar: 450 mg/dL, pH arterial: 7,1 e cetonas urinárias positivas. Na fisiopatologia dessa condição, encontra-se:Gabarito: E

Menina de 12 anos é levada ao pronto-socorro por seus pais após apresentar vômitos frequentes, dor abdominal, respiração rápida e hálito com odor frutado nas últimas 24 horas. Ela tem histórico recente de perda de peso significativa, poliúria e polidipsia. Na chegada, encontra-se letárgica, com respiração de Kussmaul, glicemia capilar: 450 mg/dL, pH arterial: 7,1 e cetonas urinárias positivas. Na fisiopatologia dessa condição, encontra-se:

  • A. Aumento da utilização periférica de glicose.
  • B. Resistência periférica à insulina, causando hiperglicemia moderada sem cetonemia.
  • C. Glicogenólise hepática aumentada.
  • D. Hipersecreção de cortisol e catecolaminas.
  • E. Hipoinsulinemia, resultando em lipólise descontrolada.

Comentário OsceLabs

Cetoacidose diabetica em abertura de DM1: poliuria, polidipsia, emagrecimento, hiperglicemia, acidose (pH 7,1), respiracao de Kussmaul, halito cetonico e cetonuria. A base fisiopatologica e a deficiencia ABSOLUTA de insulina somada aos hormonios contrarreguladores: sem insulina, ha lipolise descontrolada, com oferta de acidos graxos ao figado e cetogenese. A utilizacao periferica de glicose esta REDUZIDA, nao aumentada (A); resistencia periferica sem cetose (B) descreve o estado hiperosmolar do DM2. Resposta E.

Questão 55Lactente de 6 semanas apresenta-se com vômitos persistentes após todas as mamadas nas últimas 48 horas, com leve desconforto abdominal e irritabilidade. Ao exame físico, nota-se massa palpável em epigástrio e sinais de desidratação leve. O diagnóstico mais provável é:Gabarito: B

Lactente de 6 semanas apresenta-se com vômitos persistentes após todas as mamadas nas últimas 48 horas, com leve desconforto abdominal e irritabilidade. Ao exame físico, nota-se massa palpável em epigástrio e sinais de desidratação leve. O diagnóstico mais provável é:

  • A. Má rotação intestinal.
  • B. Estenose hipertrófica do piloro.
  • C. Refluxo gastroesofágico.
  • D. Intussuscepção.
  • E. Gastroenterite.

Comentário OsceLabs

Lactente por volta de 3 a 6 semanas com vomitos apos TODAS as mamadas, progressivos, em jato e nao biliosos, com fome preservada, desidratacao e 'oliva pilorica' palpavel em epigastrio: estenose hipertrofica do piloro. O disturbio classico e alcalose metabolica hipocloremica e hipocalemica, e o diagnostico se confirma por ultrassom. Ma rotacao com volvo (A) da vomito BILIOSO e e emergencia; refluxo (C) nao causa massa nem desidratacao; intussuscepcao (D) e mais tardia, com dor em colica e fezes em geleia de morango. Resposta B.

Questão 56Menina de 9 anos, previamente saudável, apresenta dor torácica, fadiga e palidez progressiva há 3 semanas. Exame físico mostra sopro cardíaco sistólico 2+/6 e hepatoesplenomegalia. Exames laboratoriais indicam anemia normocítica normocrômica, leucopenia e trombocitopenia. O diagnóstico mais provável é:Gabarito: C

Menina de 9 anos, previamente saudável, apresenta dor torácica, fadiga e palidez progressiva há 3 semanas. Exame físico mostra sopro cardíaco sistólico 2+/6 e hepatoesplenomegalia. Exames laboratoriais indicam anemia normocítica normocrômica, leucopenia e trombocitopenia. O diagnóstico mais provável é:

  • A. Mononucleose infecciosa.
  • B. Anemia aplástica.
  • C. Leucemia linfoblástica aguda.
  • D. Doença de Gaucher.
  • E. Lúpus eritematoso sistêmico.

Comentário OsceLabs

Palidez progressiva, fadiga, hepatoesplenomegalia e PANCITOPENIA (anemia normocitica, leucopenia e plaquetopenia) em escolar apontam para infiltracao medular: leucemia linfoblastica aguda, a neoplasia mais comum da infancia, com pico entre 2 e 5 anos. A anemia aplastica (B) cursa com pancitopenia, mas SEM organomegalia — este e o divisor de aguas. Mononucleose (A) da linfocitose atipica; Gaucher (D) e rara e de curso arrastado; lupus (E) seria improvavel nessa idade e sem outros criterios. O diagnostico exige mielograma. Resposta C.

Questão 57Menino de 6 anos com febre persistente há 7 dias, rash cutâneo polimorfo, conjuntivite bilateral não purulenta, lábios secos e linfadenopatia cervical dolorosa. Ao exame físico, há edema em mãos e pés. O diagnóstico mais provável é:Gabarito: A

Menino de 6 anos com febre persistente há 7 dias, rash cutâneo polimorfo, conjuntivite bilateral não purulenta, lábios secos e linfadenopatia cervical dolorosa. Ao exame físico, há edema em mãos e pés. O diagnóstico mais provável é:

  • A. Doença de Kawasaki.
  • B. Febre Reumática.
  • C. Escarlatina.
  • D. Eritema infeccioso.
  • E. Mononucleose infecciosa.

Comentário OsceLabs

Febre por 5 ou mais dias associada a conjuntivite bilateral NAO purulenta, alteracoes de labios e cavidade oral, exantema polimorfo, alteracoes de extremidades (edema de maos e pes) e linfadenopatia cervical preenche os criterios da doenca de Kawasaki. O reconhecimento e urgente: imunoglobulina intravenosa mais AAS nos primeiros 10 dias reduz drasticamente o risco de aneurisma de coronaria, a complicacao temida — todo caso exige ecocardiograma. Escarlatina (C) tem lingua em framboesa e descamacao, mas nao conjuntivite nem edema de extremidades. Resposta A.

Questão 58Menino de 2 anos com crise convulsiva tônico-clônica generalizada. Febre de 38,5 °C há dois dias. Exame físico normal após a crise. O diagnóstico mais provável é:Gabarito: D

Menino de 2 anos com crise convulsiva tônico-clônica generalizada. Febre de 38,5 °C há dois dias. Exame físico normal após a crise. O diagnóstico mais provável é:

  • A. Convulsão afebril primária.
  • B. Meningite bacteriana.
  • C. Epilepsia mioclônica juvenil.
  • D. Crise febril simples.
  • E. Encefalite viral.

Comentário OsceLabs

Crise tonico-clonica GENERALIZADA, unica, em crianca entre 6 meses e 5 anos, associada a febre, com exame neurologico normal apos o evento: crise febril simples. Sao criterios generalizada, duracao inferior a 15 minutos e ausencia de recorrencia em 24 horas. O prognostico e excelente e a conduta e tratar a febre e a causa, sem necessidade de eletroencefalograma, neuroimagem ou anticonvulsivante profilatico. Meningite (B) e encefalite (E) cursariam com alteracao do nivel de consciencia, irritabilidade ou sinais meningeos persistentes. Resposta D.

Questão 59Menina de 13 anos procura atendimento por não ter iniciado o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. Apresenta baixa estatura, pregas palpebrais antimongoloides e pescoço alado. O cariótipo revela 45,X. Trata-se de caso de:Gabarito: C

Menina de 13 anos procura atendimento por não ter iniciado o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. Apresenta baixa estatura, pregas palpebrais antimongoloides e pescoço alado. O cariótipo revela 45,X. Trata-se de caso de:

  • A. Atraso constitucional do crescimento e desenvolvimento.
  • B. Síndrome de Klinefelter, com manifestação incompleta.
  • C. Síndrome de Turner, resultante da monossomia do cromossomo X.
  • D. Hipogonadismo hipogonadotrófico, devido à deficiência hormonal.
  • E. Síndrome de Noonan, com características fenotípicas clássicas.

Comentário OsceLabs

Baixa estatura, ausencia de caracteres sexuais secundarios aos 13 anos (amenorreia primaria por disgenesia gonadal), fendas palpebrais antimongoloides e pescoco alado, com cariotipo 45,X: sindrome de Turner — monossomia do cromossomo X. O achado laboratorial esperado e hipogonadismo HIPERgonadotrofico (FSH e LH altos, estradiol baixo), o que afasta a alternativa D. Klinefelter (47,XXY) ocorre em individuos do sexo masculino; Noonan (E) tem fenotipo semelhante mas cariotipo NORMAL. Rastrear coarctacao de aorta e disgenesia renal. Resposta C.

Questão 60Dos achados abaixo, no exame do líquor, são mais indicativos de meningite bacteriana:Gabarito: D

Dos achados abaixo, no exame do líquor, são mais indicativos de meningite bacteriana:

  • A. Pleocitose linfocitária, hiperproteinorraquia.
  • B. Proteinorraquia elevada, glicorraquia normal.
  • C. Glicorraquia diminuída, pleocitose linfocitária.
  • D. Pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia.
  • E. Pleocitose linfocitária, proteinorraquia normal.

Comentário OsceLabs

No liquor da meningite BACTERIANA a assinatura e pleocitose as custas de NEUTROFILOS, com hipoglicorraquia (consumo de glicose por bacterias e celulas, relacao liquor/soro <0,4) e proteinorraquia elevada, com aspecto turvo. As demais opcoes descrevem padrao linfocitario com glicose normal, tipico das meningites virais; a combinacao glicose baixa COM predominio linfocitario (C) sugere tuberculose ou fungo. Resposta D.

Questão 61Mulher de 30 anos de idade chega ao pronto-socorro com história de dor intensa em baixo ventre, em pontada, que começou há 1 hora. Relata ter tido tontura e náuseas junto com a dor, e começou a ter sangramento vaginal em pequena quantidade. Não lembra a data da última menstruação, pois usa DIU de cobre e não anota. Ao exame: PA: 100 x 60 mmHg, P: 98 bpm, corada, com descompressão brusca positiva em baixo ventre. Há discreto sangramento vaginal, o colo está amolecido e impérvio e há dor à mobilização do colo. A dosagem de beta HCG é alta, e o ultrassom mostra líquido livre na cavidade pélvica, eco endometrial com espessura de 12 mm, DIU bem posicionado, formação heterogênea vascularizada de 5 cm em anexo direito. Dentre as opções abaixo, a melhor indicação é:Gabarito: B

Mulher de 30 anos de idade chega ao pronto-socorro com história de dor intensa em baixo ventre, em pontada, que começou há 1 hora. Relata ter tido tontura e náuseas junto com a dor, e começou a ter sangramento vaginal em pequena quantidade. Não lembra a data da última menstruação, pois usa DIU de cobre e não anota. Ao exame: PA: 100 x 60 mmHg, P: 98 bpm, corada, com descompressão brusca positiva em baixo ventre. Há discreto sangramento vaginal, o colo está amolecido e impérvio e há dor à mobilização do colo. A dosagem de beta HCG é alta, e o ultrassom mostra líquido livre na cavidade pélvica, eco endometrial com espessura de 12 mm, DIU bem posicionado, formação heterogênea vascularizada de 5 cm em anexo direito. Dentre as opções abaixo, a melhor indicação é:

  • A. Histeroscopia com remoção do DIU e dos restos ovulares.
  • B. Laparoscopia com salpingectomia direita.
  • C. Metotrexato e nova dosagem de beta-HCG em 6 horas.
  • D. Aspiração manual intrauterina.
  • E. Laparotomia exploradora com drenagem da cavidade.

Comentário OsceLabs

Dor pelvica subita, atraso menstrual nao percebido, beta-hCG alto, sangramento discreto, dor a mobilizacao do colo, descompressao brusca positiva, liquido livre na pelve e massa anexial vascularizada de 5 cm: gravidez ectopica ROTA, com abdome agudo hemorragico. A conduta e cirurgica imediata e, com paciente ainda estavel e equipe habilitada, a laparoscopia com salpingectomia e a via de escolha. Metotrexato (C) exige estabilidade, massa pequena e ausencia de rotura. Perola: DIU nao aumenta o risco absoluto de ectopica, mas, quando ha falha, a gestacao tem maior chance de ser ectopica. Resposta B.

Questão 62Secundigesta de 5 semanas, 32 anos de idade, em consulta pré-natal de rotina, informa ao obstetra que teve óbito fetal com 37 semanas na gestação anterior. Nega antecedentes clínicos importantes. O exame físico atual é compatível com o tempo gestacional, a PA: 90 x 60 mmHg e o IMC: 28 kg/m². Está indicadoGabarito: C

Secundigesta de 5 semanas, 32 anos de idade, em consulta pré-natal de rotina, informa ao obstetra que teve óbito fetal com 37 semanas na gestação anterior. Nega antecedentes clínicos importantes. O exame físico atual é compatível com o tempo gestacional, a PA: 90 x 60 mmHg e o IMC: 28 kg/m². Está indicado

  • A. dieta rica em cálcio, aspirina 50 mg dia, aguardar parto espontâneo até 39 semanas.
  • B. heparina de baixo peso molecular a partir de agora, monitoração de vitalidade fetal desde 24 semanas e antecipação do parto com 37 semanas.
  • C. ácido fólico, monitorar vitalidade fetal de modo rigoroso após 32 semanas e discutir indução de parto com 39 semanas.
  • D. pesquisar trombofilias adquiridas, aspirina 50 mg ao dia e cardiotocografia semanal após 28 semanas.
  • E. heparina subcutânea e aspirina 100 mg ao dia a partir de 14 semanas, cesárea eletiva com 37 semanas.

Comentário OsceLabs

Antecedente de obito fetal no termo, sem comorbidade materna, sem trombofilia diagnosticada e sem hipertensao: a conduta e pre-natal cuidadoso com acido folico, vigilancia intensiva da vitalidade fetal no terceiro trimestre e discussao de inducao do parto com 39 semanas, momento em que o beneficio de antecipar supera o de aguardar. Heparina (B, E) so se indica com trombofilia ou sindrome antifosfolipide comprovadas — nao ha indicacao profilatica empirica. AAS 50 mg (A, D) e dose subterapeutica e a indicacao seria prevencao de pre-eclampsia, iniciada antes de 16 semanas. Resposta C.

Questão 63Tercigesta, 14 semanas de gestação, 2 partos normais anteriores, traz resultado de exames pré-natais de rotina em consulta na UBS. O médico observa a seguinte urocultura: Nessa caso, a melhor conduta, dentre as abaixo, é:Gabarito: E

Tercigesta, 14 semanas de gestação, 2 partos normais anteriores, traz resultado de exames pré-natais de rotina em consulta na UBS. O médico observa a seguinte urocultura: Nessa caso, a melhor conduta, dentre as abaixo, é:

  • A. prescrever trimetoprima/sulfametoxazol por 3 dias e repetir a urocultura após 7 dias do tratamento.
  • B. repetir a urocultura com higiene perineal, pois se trata de contaminação da coleta.
  • C. manter acompanhamento clínico, pois se trata de bacteriúria assintomática.
  • D. introduzir nitrofurantoina profilática até o final da gestação.
  • E. prescrever amoxicilina-ácido clavulanico por 7 dias.

Comentário OsceLabs

Na gestacao, bacteriuria assintomatica NAO se acompanha: trata-se sempre, pelo risco de evolucao para pielonefrite, trabalho de parto prematuro e baixo peso (C erra por isso). Repetir a cultura como se fosse contaminacao (B) atrasa o tratamento. O esquema deve ser curto e seguro na gestacao — amoxicilina com clavulanato por 7 dias cumpre esse papel. Sulfametoxazol-trimetoprima (A) e evitado no primeiro trimestre (antifolato) e proximo ao termo (kernicterus); nitrofurantoina profilatica continua (D) so apos episodios de repeticao, e nunca no final da gestacao. Resposta E.

Questão 64Gestante de 33 semanas, com diabetes gestacional diagnosticado no início da gestação, atualmente controlado com dieta, vem para consulta de pré-natal de rotina com os seguintes controles glicêmicos (mg/dL): A porcentagem dos controles alterados e a conduta são, respectivamente:Gabarito: B

Gestante de 33 semanas, com diabetes gestacional diagnosticado no início da gestação, atualmente controlado com dieta, vem para consulta de pré-natal de rotina com os seguintes controles glicêmicos (mg/dL): A porcentagem dos controles alterados e a conduta são, respectivamente:

  • A. 53,6%; introduzir insulina, controle diário com perfil glicêmico e internação com 34 semanas para monitoração da vitalidade fetal.
  • B. 42,8%; internar para perfil glicêmico, introduzir insulina e avaliar vitalidade fetal.
  • C. 42,8%; orientar novamente dieta e exercícios, retorno semanal com novos controles glicêmicos.
  • D. 53,6%; internar para perfil glicêmico, introduzir tratamento farmacológico oral e avaliar a vitalidade fetal.
  • E. 53,6%; reforçar as orientações de dieta, com redução efetiva de carboidratos, retorno semanal com novos controles glicêmicos.

Comentário OsceLabs

Diabetes gestacional so e considerado controlado com dieta quando MENOS de 30% dos controles estao acima do alvo (jejum <95, 1h <140, 2h <120 mg/dL). Com 42,8% de valores alterados, a dieta falhou e ha indicacao de INSULINA — a droga de escolha na gestacao —, com internacao para perfil glicemico e ajuste de dose, alem de avaliacao da vitalidade fetal, ja que o mau controle aumenta o risco de macrossomia e obito. Reforcar apenas dieta e exercicio (C, E) perde tempo precioso; hipoglicemiante oral (D) nao e a primeira escolha aqui. Resposta B.

Questão 65Primigesta, 35 semanas, em uso de metildopa 1 g/dia, comparece à consulta do pré-natal de rotina com os seguintes exames: Hemoglobina: 11,8 g/dL; Plaquetas: 259.000/mm³; Creatinina: 0,5 mg/dL; DHL: 183 U/L; TGO: 42 U/L; TGP: 39 UAL: Proteinúria/24h 358 mg/24h. Ultrassonografia obstétrica normal. Controles pressóricos entre 120 x 80 e 110 x 70 mmHg. O diagnóstico e a conduta são, respectivamente:Gabarito: E

Primigesta, 35 semanas, em uso de metildopa 1 g/dia, comparece à consulta do pré-natal de rotina com os seguintes exames: Hemoglobina: 11,8 g/dL; Plaquetas: 259.000/mm³; Creatinina: 0,5 mg/dL; DHL: 183 U/L; TGO: 42 U/L; TGP: 39 UAL: Proteinúria/24h 358 mg/24h. Ultrassonografia obstétrica normal. Controles pressóricos entre 120 x 80 e 110 x 70 mmHg. O diagnóstico e a conduta são, respectivamente:

  • A. Proteinúria gestacional; orientar dieta pobre em sódio, repouso e resolução da gestação entre 39-40 semanas.
  • B. Doença hipertensiva específica da gestação; manter controles pressóricos e, se continuarem adequados, internação para resolução da gestação a partir de 39 semanas.
  • C. Pré-eclâmpsia grave; internação para resolução da gestação.
  • D. Pré-eclâmpsia; internação para manter controles e programar resolução de gestação a partir de 39 semanas.
  • E. Pré-eclâmpsia; manter controles pressóricos e programação de resolução da gestação a partir de 3 semanas.

Comentário OsceLabs

Gestante hipertensa cronica ou com hipertensao ja tratada (metildopa) que apresenta proteinuria de 358 mg/24h (acima de 300) preenche criterio de pre-eclampsia. Nao ha sinais de gravidade: PA controlada, plaquetas normais, creatinina normal, DHL e transaminases sem elevacao significativa, sem sintomas de iminencia de eclampsia — logo, nao e pre-eclampsia grave (C), que exigiria resolucao imediata. A conduta e manter vigilancia clinica, laboratorial e da vitalidade fetal, com resolucao programada a partir de 37 semanas, e nao aguardar 39-40 semanas (A, B, D). Resposta E.

Questão 66Mulher de 75 anos de idade, procura atendimento com queixa de bola na vagina que vem aumentando há 5 anos. Refere ter tido 3 partos normais e cirurgia para apendicite supurada. Utiliza anlodipino e metformina. Não consegue manter relações sexuais pois fica constrangida, apesar de ter vontade. Nega perda de urina. Ao exame, apresenta o ponto Ba em +5, Ponto C em +5, Ponto Bp em +4 e ponto D em +4. A paciente deve ser orientada que tem prolapso genital, cuja opção mais adequada de tratamento éGabarito: A

Mulher de 75 anos de idade, procura atendimento com queixa de bola na vagina que vem aumentando há 5 anos. Refere ter tido 3 partos normais e cirurgia para apendicite supurada. Utiliza anlodipino e metformina. Não consegue manter relações sexuais pois fica constrangida, apesar de ter vontade. Nega perda de urina. Ao exame, apresenta o ponto Ba em +5, Ponto C em +5, Ponto Bp em +4 e ponto D em +4. A paciente deve ser orientada que tem prolapso genital, cuja opção mais adequada de tratamento é

  • A. histerectomia vaginal, colporrafia anterior e posterior e perineorrafia, orientando que poderá ficar com perda de urina aos esforços após a cirurgia.
  • B. pessário vaginal, orientando a remoção diária para higienização e quando for ter relação sexual.
  • C. sling retropúbico, perineorrafia e colpocleise, orientando que a atividade sexual poderá ficar prejudicada pelo estreitamento vaginal.
  • D. colpocleise, orientando que poderá ter relação sexual desde que com adequada estrogenização vaginal.
  • E. promontossacrofixação laparoscópica com inserção de sling profilático, orientando os riscos de retenção urinária posterior.

Comentário OsceLabs

Pontos Ba, C, Bp e D bem positivos configuram prolapso genital avancado (estagio IV), com componente APICAL/uterino dominante. Em paciente com desejo de manter atividade sexual, a correcao reconstrutiva por via vaginal — histerectomia vaginal com colporrafias anterior e posterior e perineorrafia — e adequada, e e obrigatorio advertir sobre a incontinencia urinaria OCULTA, que se revela em ate 20-30% dos casos apos a correcao do prolapso desfazer o 'dobramento' da uretra. Colpocleise (C, D) oblitera a vagina e impede o coito. Resposta A.

Questão 67Mulher de 38 anos de idade está sem menstruar há 8 meses. Não faz uso de nenhuma medicação e não refere outras queixas. Ao exame, PA: 140 x 80 mmHg: IMC: 34 kg/m², presença de áreas escuras nas regiões de dobras cutâneas. Ao exame ginecológico, não se observam alterações significativas. Nesse caso, espera-se que o uso deGabarito: A

Mulher de 38 anos de idade está sem menstruar há 8 meses. Não faz uso de nenhuma medicação e não refere outras queixas. Ao exame, PA: 140 x 80 mmHg: IMC: 34 kg/m², presença de áreas escuras nas regiões de dobras cutâneas. Ao exame ginecológico, não se observam alterações significativas. Nesse caso, espera-se que o uso de

  • A. progesterona desencadeará sangramento.
  • B. cabergolina reduzirá a resistência insulínica, regularizando o ciclo.
  • C. análogo de GnRH levará à ovulação.
  • D. clomifeno reduzirá o FSH, causando ovulação.
  • E. associação estroprogestativa reduzirá o hiperestrogenismo.

Comentário OsceLabs

Amenorreia secundaria em mulher obesa com acantose nigricans aponta para anovulacao cronica hiperandrogenica (SOP), em que ha estrogenio endogeno e endometrio proliferado, sem progesterona. Por isso o teste da progesterona e POSITIVO: ao suspender, ocorre sangramento de privacao — o que confirma trato genital pervio e estrogenizacao adequada. Cabergolina (B) trata hiperprolactinemia e nao altera resistencia insulinica; analogo de GnRH (C) SUPRIME o eixo; o clomifeno age bloqueando o feedback e AUMENTA o FSH (D); e o problema nao e hiperestrogenismo a ser reduzido (E), mas ausencia de contraposicao progestagenica. Resposta A.

Questão 68Mulher de 25 anos de idade refere ter tido relação sexual desprotegida há 5 dias. Há um dia, apareceram na vulva úlceras dolorosas. Refere ter passado cremes que tinha em casa, sem melhora. Ao exame, observam-se múltiplas úlceras dolorosas, de bordas irregulares e fundo sujo, facilmente sangrante, nos grandes lábios, associadas a linfonodos inguinais aumentados, dolorosos, com intensos sinais flogísticos. Diante do diagnóstico deve-se indicar:Gabarito: C

Mulher de 25 anos de idade refere ter tido relação sexual desprotegida há 5 dias. Há um dia, apareceram na vulva úlceras dolorosas. Refere ter passado cremes que tinha em casa, sem melhora. Ao exame, observam-se múltiplas úlceras dolorosas, de bordas irregulares e fundo sujo, facilmente sangrante, nos grandes lábios, associadas a linfonodos inguinais aumentados, dolorosos, com intensos sinais flogísticos. Diante do diagnóstico deve-se indicar:

  • A. Biopsiar as lesões.
  • B. Penicilina cristalina e aciclovir.
  • C. Azitromicina e penicilina benzatina.
  • D. Aciclovir e azitromicina.
  • E. Profilaxia pós-exposição (PEP).

Comentário OsceLabs

Ulceras vulvares MULTIPLAS, muito dolorosas, de bordas irregulares e fundo sujo, facilmente sangrantes, com adenopatia inguinal dolorosa e flogistica (bubao): cancro mole, por Haemophilus ducreyi. O tratamento e azitromicina 1 g em dose unica, e a recomendacao do Ministerio da Saude e tratar EMPIRICAMENTE tambem a sifilis com penicilina benzatina, pela alta coinfeccao e pela dificuldade de distinguir formas mistas. O herpes (D) daria ulceras rasas e limpas precedidas de vesiculas agrupadas; biopsiar (A) atrasa o tratamento; PEP (E) e para exposicao ao HIV nas primeiras 72h. Resposta C.

Questão 69Adolescente de 15 anos ainda não menstruou. Apresenta estadiamento puberal M1 P1; IMC: 22 kg/m². De acordo com os exames laboratoriais, seGabarito: D

Adolescente de 15 anos ainda não menstruou. Apresenta estadiamento puberal M1 P1; IMC: 22 kg/m². De acordo com os exames laboratoriais, se

  • A. estradiol e FSH forem altos, a causa pode ser deficiência hipotalâmica.
  • B. estradiol for alto, a causa pode ser hipogonadismo hipergonadotrófico.
  • C. FSH for baixo, a causa pode ser ooforite autoimune.
  • D. FSH for alto, a causa pode ser Síndrome de Turner.
  • E. estradiol e FSH forem baixos, a causa pode ser disgenesia gonadal pura.

Comentário OsceLabs

Amenorreia primaria aos 15 anos com estadiamento M1 P1 (nenhum desenvolvimento puberal): o exame que separa as causas e a gonadotrofina. FSH ALTO indica falencia gonadal primaria — hipogonadismo HIPERgonadotrofico —, cuja causa mais comum nessa faixa e a sindrome de Turner (disgenesia gonadal). FSH e estradiol BAIXOS apontam causa central (hipotalamo-hipofisaria), o que inverte A e E; estradiol alto (B) nao combina com falta de telarca; e ooforite autoimune (C) e causa gonadal, portanto com FSH alto, nao baixo. Resposta D.

Questão 70Adolescente de 17 anos de idade teve um resultado de citologia cervicovaginal mostrando lesão intraepitelial de baixo grau. Foi vacinada contra HPV há 6 meses e não usa preservativo. Não tem parceiro fixo. Deve ser orientada aGabarito: E

Adolescente de 17 anos de idade teve um resultado de citologia cervicovaginal mostrando lesão intraepitelial de baixo grau. Foi vacinada contra HPV há 6 meses e não usa preservativo. Não tem parceiro fixo. Deve ser orientada a

  • A. cauterização química ou elétrica de lesões visíveis ao teste de Schiller.
  • B. ser vacinada contra HPV com vacina diferente da tomada anteriormente.
  • C. fazer colposcopia com pesquisa de HPV.
  • D. fazer colposcopia com biopsia dirigida.
  • E. repetir a citologia em 12 meses.

Comentário OsceLabs

Lesao intraepitelial de BAIXO grau (LSIL) em mulher com menos de 25 anos: a grande maioria representa infeccao transitoria pelo HPV, com altissima taxa de regressao espontanea. A conduta recomendada e repetir a citologia em 12 meses (e apenas se persistir, encaminhar a colposcopia), justamente para evitar sobretratamento do colo de uma jovem, com risco de incompetencia istmocervical e parto prematuro no futuro. Colposcopia imediata (C, D) e cauterizacao (A) sao condutas excessivas; revacinar com outra vacina (B) nao tem respaldo. Resposta E.

Questão 71Primigesta de 15 semanas, em consulta de pré-natal, recebeu a informação de que teve contato com o Rubella vírus recentemente, baseado no teste de avidez baixo. Realizou ultrassonografia morfológica do primeiro trimestre sem alterações. A conduta mais adequada nesse caso éGabarito: B

Primigesta de 15 semanas, em consulta de pré-natal, recebeu a informação de que teve contato com o Rubella vírus recentemente, baseado no teste de avidez baixo. Realizou ultrassonografia morfológica do primeiro trimestre sem alterações. A conduta mais adequada nesse caso é

  • A. Indicar imunoglobulina humana G imediatamente para diminuir a viremia materna e fetal.
  • B. Pesquisa do RNA viral por PCR no líquido amniótico entre 18 a 20 semanas.
  • C. Repetir o teste de avidez em 30 dias, e se estiver alto, indicar pesquisa do RNA viral por PCR.
  • D. Pesquisa do RNA viral por PCR no líquido amniótico entre 15 e 16 semanas.
  • E. Tranquilizar a gestante pois o teste de avidez foi baixo e a ultrassonografia está normal.

Comentário OsceLabs

Avidez BAIXA de IgG significa infeccao recente pela rubeola — nao tranquiliza (E), e um morfologico normal no primeiro trimestre nao exclui acometimento fetal, que pode se manifestar depois. A confirmacao de infeccao fetal e feita por PCR do RNA viral no LIQUIDO AMNIOTICO, respeitando o intervalo tecnico: apos 18-20 semanas de gestacao e pelo menos 6-8 semanas apos a infeccao materna, para nao gerar falso-negativo — por isso 15-16 semanas (D) e precoce demais. Nao ha imunoglobulina especifica eficaz (A) nem utilidade em repetir a avidez (C). Resposta B.

Questão 72Primigesta, 28 anos, refere estar grávida há 2 meses e está com sangramento vaginal e cólica abdominal há 5 dias. Foi atendida no pronto-socorro com presença de sangue coletado em fundo vaginal, útero aumentado 2 vezes de tamanho e colo impérvio. À ultrassonografia observou-se embrião com 105 batimentos cardíacos fetais, diâmetro de saco gestacional 25 mm e área de descolamento ovular de 30%. A conduta mais adequada, nesse caso, deve ser:Gabarito: D

Primigesta, 28 anos, refere estar grávida há 2 meses e está com sangramento vaginal e cólica abdominal há 5 dias. Foi atendida no pronto-socorro com presença de sangue coletado em fundo vaginal, útero aumentado 2 vezes de tamanho e colo impérvio. À ultrassonografia observou-se embrião com 105 batimentos cardíacos fetais, diâmetro de saco gestacional 25 mm e área de descolamento ovular de 30%. A conduta mais adequada, nesse caso, deve ser:

  • A. Prescrição de relaxante muscular e sulfato ferroso.
  • B. Prescrição de misoprostol 100 mg 6/6 horas.
  • C. Prescrição de progesterona natural 800 mg ao dia.
  • D. Observação domiciliar e manter o seguimento pré-natal.
  • E. Repetição da ultrassonografia transvaginal em 2 dias.

Comentário OsceLabs

Sangramento com colo IMPERVIO e embriao com batimentos cardiacos presentes definem AMEACA de abortamento — e nao abortamento inevitavel ou incompleto. A conduta e expectante: orientacoes, observacao domiciliar, sinais de alarme e manutencao do pre-natal, ja que nenhuma intervencao demonstrou alterar o desfecho. Repouso absoluto e relaxante muscular (A) nao tem evidencia; misoprostol (B) interromperia gestacao viavel — erro grave; progesterona (C) tem indicacao restrita a abortamento de repeticao ou insuficiencia lutea; repetir USG em 2 dias (E) e precipitado. Resposta D.

Questão 73Primípara teve, há 5 dias, parto cesárea após amniorrexe prematura e segundo período de parto prolongado. Encontra-se em aleitamento materno exclusivo, refere febre 38 °C há 2 dias, acompanhada de dor pélvica e calafrios e loquiação fétida. A conduta mais adequada, considerando que a puérpera deseja manter o aleitamento exclusivo é:Gabarito: A

Primípara teve, há 5 dias, parto cesárea após amniorrexe prematura e segundo período de parto prolongado. Encontra-se em aleitamento materno exclusivo, refere febre 38 °C há 2 dias, acompanhada de dor pélvica e calafrios e loquiação fétida. A conduta mais adequada, considerando que a puérpera deseja manter o aleitamento exclusivo é:

  • A. Clindamicina e gentamicina intravenosos.
  • B. Ampicilina intravenosa.
  • C. Azitromicina e ampicilina via oral.
  • D. Ciprofloxacino intramuscular.
  • E. Cefalexina e azitromicina via oral.

Comentário OsceLabs

Febre, dor pelvica, calafrios e loquios FETIDOS no 5o dia apos cesarea com amniorrexe prematura e segundo periodo prolongado: endometrite puerperal, infeccao POLIMICROBIANA por flora vaginal, incluindo anaerobios. O esquema classico e clindamicina associada a gentamicina por via intravenosa, que cobre anaerobios e gram-negativos e e compativel com a manutencao do aleitamento materno. Ampicilina isolada (B) nao cobre anaerobios; esquemas orais (C, E) sao inadequados para infeccao puerperal com febre e toxemia. Resposta A.

Questão 74Gestante, 32 semanas, apresentou um nódulo de 4 cm em mama direita. Realizou a biópsia que confirmou carcinoma invasivo de tipo não especial. Realizou a mastectomia da mama direita na 34ª semana de gestação e tem indicação de quimioterapia adjuvante. O momento ideal para o início da terapêutica:Gabarito: B

Gestante, 32 semanas, apresentou um nódulo de 4 cm em mama direita. Realizou a biópsia que confirmou carcinoma invasivo de tipo não especial. Realizou a mastectomia da mama direita na 34ª semana de gestação e tem indicação de quimioterapia adjuvante. O momento ideal para o início da terapêutica:

  • A. No 3º mês do puerpério.
  • B. No pós-parto, e com antecipação do parto.
  • C. 35ª semana de gestação.
  • D. No pós-parto, aguardando o parto espontâneo.
  • E. 36ª semana de gestação.

Comentário OsceLabs

Quimioterapia pode ser feita no 2o e 3o trimestres, mas nao deve ser administrada apos cerca de 34-35 semanas nem nas 3 semanas que antecedem o parto, pelo risco de mielossupressao materna e neonatal (neutropenia, plaquetopenia e sangramento) no momento do nascimento. Com mastectomia realizada na 34a semana, o correto e programar a quimioterapia para o pos-parto, ANTECIPANDO o parto assim que houver maturidade adequada, para nao postergar demais a adjuvancia. Aguardar parto espontaneo (D) ou o 3o mes de puerperio (A) atrasa o tratamento oncologico. Resposta B.

Questão 75Primigesta de 33 semanas refere perda de líquido há 6 horas. Nega comorbidades. Refere boa movimentação fetal. Última consulta do pré-natal, há 2 semanas. Exame obstétrico: altura uterina: 32 cm, 140 batimentos cardíacos fetais, dinâmica uterina ausente, colo impérvio. A conduta mais adequada é:Gabarito: C

Primigesta de 33 semanas refere perda de líquido há 6 horas. Nega comorbidades. Refere boa movimentação fetal. Última consulta do pré-natal, há 2 semanas. Exame obstétrico: altura uterina: 32 cm, 140 batimentos cardíacos fetais, dinâmica uterina ausente, colo impérvio. A conduta mais adequada é:

  • A. Indicação de parto cesárea após a corticoterapia.
  • B. Conduta expectante, corticoterapia e sulfatação.
  • C. Conduta expectante, antibioticoterapia e corticoterapia.
  • D. Indução de trabalho de parto com oxitocina.
  • E. Indução de trabalho de parto com misoprostol.

Comentário OsceLabs

Rotura prematura de membranas com 33 semanas, sem trabalho de parto, sem sinais de corioamnionite e com boa vitalidade fetal: a conduta e EXPECTANTE ate cerca de 34 semanas, com corticoterapia para maturacao pulmonar e antibiotico de latencia (ampicilina/azitromicina), que prolonga o periodo de latencia e reduz morbidade neonatal e infecciosa. Sulfato de magnesio para neuroprotecao (B) e indicado tipicamente abaixo de 32 semanas e nao substitui o antibiotico. Induzir o parto (D, E) ou operar (A) antecipa desnecessariamente a prematuridade. Resposta C.

Questão 76Adolescente, 16 anos, teve o diagnóstico de hepatite B na mesma semana que iniciou o uso de pilula combinada contendo etinilestradiol 30 mcg e gestodeno 75 mcg, para contracepção. A conduta mais adequada, segundo os Critérios de Elegibilidade da OMS, é:Gabarito: E

Adolescente, 16 anos, teve o diagnóstico de hepatite B na mesma semana que iniciou o uso de pilula combinada contendo etinilestradiol 30 mcg e gestodeno 75 mcg, para contracepção. A conduta mais adequada, segundo os Critérios de Elegibilidade da OMS, é:

  • A. Suspender o uso da pilula apenas se apresentar icterícia ou sangramento.
  • B. Trocar a pílula para o injetável mensal.
  • C. Manter a pílula pois é considerada categoria 2.
  • D. Trocar a pílula para o adesivo transdérmico.
  • E. Suspender o uso da pilula pelo fato de ser categoria 3.

Comentário OsceLabs

Pelos Criterios de Elegibilidade da OMS, hepatite viral AGUDA ou em exacerbacao contraindica o anticoncepcional combinado — categoria 3/4, em que o risco supera o beneficio —, pelo metabolismo hepatico do etinilestradiol e pelo risco de colestase e piora da funcao hepatica. Assim, a pilula deve ser suspensa, e o raciocinio nao muda ao trocar por injetavel mensal (B) ou adesivo (D), que TAMBEM contem estrogenio. Manter e aguardar sinais de piora (A, C) e inadequado. Alternativa segura seria metodo so de progestagenio, DIU de cobre ou barreira. Resposta E.

Questão 77Mulher, 35 anos de idade, nuligesta, apresenta um nódulo uterino intramural hipoecoico em parede posterior medindo 45 mm, diagnosticado por ultrassonografia, há 2 anos. Pretende engravidar no próximo ano. Nega outras comorbidades e queixas ginecológicas. A conduta mais adequada éGabarito: D

Mulher, 35 anos de idade, nuligesta, apresenta um nódulo uterino intramural hipoecoico em parede posterior medindo 45 mm, diagnosticado por ultrassonografia, há 2 anos. Pretende engravidar no próximo ano. Nega outras comorbidades e queixas ginecológicas. A conduta mais adequada é

  • A. endometrectomia.
  • B. miomectomia abdominal.
  • C. miomectomia laparoscópica.
  • D. orientações pré-gestacionais e observação.
  • E. embolização do mioma.

Comentário OsceLabs

Mioma INTRAMURAL de 45 mm, sem distorcao da cavidade endometrial, em mulher assintomatica — sem sangramento anormal, dor ou sintoma compressivo — e estavel ha 2 anos: nao ha indicacao de tratamento cirurgico. Miomectomia profilatica 'para engravidar' (B, C) nao aumenta a taxa de gestacao nesse cenario e ainda impoe risco de aderencias e, dependendo da abordagem, cesarea obrigatoria. Embolizacao (E) e contraindicada em quem deseja gestar; endometrectomia (A) destroi o endometrio e inviabiliza a gravidez. Conduta: orientacao pre-gestacional e observacao. Resposta D.

Questão 78Mulher, 30 anos, refere que apresentou 3 episódios de candidíase no último ano causadas pela Candida albicans. É obesa e todos os episódios foram desencadeados após ter ido para a praia, referiu prurido intenso vulvo-vaginal e disúria com saída de corrimento tipo coalhada. O último episódio ocorreu há 5 dias. O diagnóstico mais provável éGabarito: A

Mulher, 30 anos, refere que apresentou 3 episódios de candidíase no último ano causadas pela Candida albicans. É obesa e todos os episódios foram desencadeados após ter ido para a praia, referiu prurido intenso vulvo-vaginal e disúria com saída de corrimento tipo coalhada. O último episódio ocorreu há 5 dias. O diagnóstico mais provável é

  • A. episódios isolados de candidíase simples.
  • B. vaginose citolítica.
  • C. candidíase complicada.
  • D. candidíase de repetição.
  • E. infeção urinária de repetição.

Comentário OsceLabs

O criterio de candidiase vulvovaginal RECORRENTE e de 4 ou mais episodios em 12 meses (ou 3 nao relacionados a antibioticoterapia, a depender da referencia) — a paciente teve 3, portanto nao preenche (D erra). Candidiase COMPLICADA (C) implica quadro grave, especie nao albicans, gestante ou hospedeira imunocomprometida/ diabetes descompensado, o que tambem nao se aplica: e Candida albicans com quadro tipico. Vaginose citolitica (B) cursa com corrimento sem fungos e pH baixo; a disuria e externa, por contato, e nao ITU (E). Resposta A.

Questão 79Adolescente de 16 anos, refere cólica menstrual forte e sangramento menstrual abundante. Foi realizado ultrassonografia e ressonância da pelve que diagnosticaram a presença de 1 septo no fundo da cavidade uterina, medindo 12 mm. O diagnóstico mais provável é úteroGabarito: D

Adolescente de 16 anos, refere cólica menstrual forte e sangramento menstrual abundante. Foi realizado ultrassonografia e ressonância da pelve que diagnosticaram a presença de 1 septo no fundo da cavidade uterina, medindo 12 mm. O diagnóstico mais provável é útero

  • A. bicorno.
  • B. didelfo.
  • C. septado.
  • D. arqueado.
  • E. unicorno.

Comentário OsceLabs

Contorno externo do fundo uterino preservado, com apenas uma pequena projecao interna na cavidade: a diferenca entre utero arqueado e septado e quantitativa. A banca adotou o corte classico da ASRM, em que identacao fundica de ate cerca de 1,5 cm caracteriza o utero ARQUEADO — variante anatomica de significado clinico minimo, sem indicacao rotineira de correcao —, reservando o diagnostico de septado para septos maiores. Bicorno (A) e didelfo (B) exigem alteracao do contorno EXTERNO, com entalhe fundico profundo ou duplicidade de utero e colo; o unicorno (E) tem cavidade unica e desviada. Resposta D.

Questão 80Mulher, 40 anos de idade, primípara, com desejo de gestar, apresentou sangramento vaginal intermitente por 2 meses. Na investigação, diagnosticou-se hiperplasia endometrial atípica. A conduta mais adequada, nesse caso éGabarito: A

Mulher, 40 anos de idade, primípara, com desejo de gestar, apresentou sangramento vaginal intermitente por 2 meses. Na investigação, diagnosticou-se hiperplasia endometrial atípica. A conduta mais adequada, nesse caso é

  • A. inserir DIU levonogestrel por, pelo menos, 6 meses e controle ultrassonográfico.
  • B. histerectomia total abdominal e salpingooforectomia.
  • C. histerectomia total abdominal e pesquisa linfonodo sentinela.
  • D. ablação endometrial via histeroscópica.
  • E. medroxiprogesterona 150 mg mensal por 1 ano.

Comentário OsceLabs

Hiperplasia endometrial ATIPICA e lesao precursora, com risco de carcinoma concomitante de ate 40%, e o padrao-ouro seria histerectomia. Contudo, diante de DESEJO REPRODUTIVO, admite-se tratamento conservador com progestagenio de alta potencia local — o DIU de levonorgestrel por pelo menos 6 meses —, com controle ultrassonografico e nova amostragem endometrial para documentar regressao, e gestacao o mais precocemente possivel. Histerectomia (B, C) elimina a fertilidade; ablacao endometrial (D) e proscrita, pois esconde o endometrio residual e impede o seguimento. Resposta A.

Questão 81Jéssica, nova médica de família da equipe Águia, atende a consulta de retorno do paciente Cláudio. Na consulta, Cláudio parecia inquieto, como de costume, com as pernas agitadas e com a chave de casa nas mãos. Sua demanda era um retorno com exames de rotina, mas não parecia esse o foco de suas tensões. Jéssica, percebendo a linguagem não verbal, opta por reenquadrar a consulta e perguntar "Como estão as coisas em casa?" Para uma compreensão maior do caso, ela agenda mais uma consulta para a realização de Genograma e Ecomapa. O componente Método Clínico Centrado na Pessoa que foi efetivado por Jessica no conjunto de suas ações descritas é:Gabarito: A

Jéssica, nova médica de família da equipe Águia, atende a consulta de retorno do paciente Cláudio. Na consulta, Cláudio parecia inquieto, como de costume, com as pernas agitadas e com a chave de casa nas mãos. Sua demanda era um retorno com exames de rotina, mas não parecia esse o foco de suas tensões. Jéssica, percebendo a linguagem não verbal, opta por reenquadrar a consulta e perguntar "Como estão as coisas em casa?" Para uma compreensão maior do caso, ela agenda mais uma consulta para a realização de Genograma e Ecomapa. O componente Método Clínico Centrado na Pessoa que foi efetivado por Jessica no conjunto de suas ações descritas é:

  • A. Entendendo a pessoa como um todo.
  • B. Explorando Saúde, Doença e Experiência da Doença.
  • C. Elaborando um plano conjunto de manejo dos problemas.
  • D. Fortalecendo a relação entre pessoa e profissional.
  • E. Ser Realista.

Comentário OsceLabs

Perceber a linguagem nao verbal, reenquadrar a consulta para alem da demanda explicita ('Como estao as coisas em casa?') e lancar mao de genograma e ecomapa e trabalhar o CONTEXTO — familiar, comunitario e de rede de apoio —, que e exatamente o componente 'Entendendo a pessoa como um todo' do Metodo Clinico Centrado na Pessoa. Explorar a experiencia da doenca (B) trataria de sentimentos, ideias, funcao e expectativas sobre o adoecer; o plano conjunto (C) viria depois; e fortalecer a relacao (D) e ser realista (E) sao componentes transversais, nao o eixo das acoes descritas. Resposta A.

Questão 82Joana tem 46 anos, é hipertensa e segue em acompanhamento no ambulatório da Universidade da cidade em que mora. Foi convidada a participar de um estudo que irá testar a efetividade de nova medicação que promete baixar a pressão arterial. Recebeu explicações de uma das alunas pesquisadoras, e um documento TCLE, que falava sobre o estudo. Esse documento esclarecia que a nova medicação teria possíveis benefícios para a hipertensão, que o estudo seria realizado ao longo de 3 meses e que aleatoriamente algumas pessoas receberiam a medicação em teste, outras receberiam uma "medicação" com substância inativa. Joana decidiu participar do estudo pois a medicação que ela toma traz alguns efeitos colaterais que ela gostaria de evitar. O tipo de estudo ao qual Joana se submeterá é chamadoGabarito: D

Joana tem 46 anos, é hipertensa e segue em acompanhamento no ambulatório da Universidade da cidade em que mora. Foi convidada a participar de um estudo que irá testar a efetividade de nova medicação que promete baixar a pressão arterial. Recebeu explicações de uma das alunas pesquisadoras, e um documento TCLE, que falava sobre o estudo. Esse documento esclarecia que a nova medicação teria possíveis benefícios para a hipertensão, que o estudo seria realizado ao longo de 3 meses e que aleatoriamente algumas pessoas receberiam a medicação em teste, outras receberiam uma "medicação" com substância inativa. Joana decidiu participar do estudo pois a medicação que ela toma traz alguns efeitos colaterais que ela gostaria de evitar. O tipo de estudo ao qual Joana se submeterá é chamado

  • A. Estudo Ecológico.
  • B. Estudo Caso-Controle.
  • C. Estudo Coorte.
  • D. Estudo Clínico Randomizado.
  • E. Estudo Transversal.

Comentário OsceLabs

Ha uma INTERVENCAO (medicacao em teste), alocacao ALEATORIA dos participantes e grupo controle com substancia inativa (placebo): trata-se de ensaio clinico randomizado, o desenho de maior forca para inferir causalidade, pois a randomizacao distribui igualmente os fatores de confusao conhecidos e desconhecidos. Estudos ecologicos (A) analisam populacoes, nao individuos; caso-controle (B) e coorte (C) sao OBSERVACIONAIS, sem intervencao do pesquisador; e o transversal (E) mede exposicao e desfecho no mesmo momento, sem seguimento. Resposta D.

Questão 83Sobre os princípios que norteiam a prática do Médico de Família e Comunidade (MFC), é correto:Gabarito: C

Sobre os princípios que norteiam a prática do Médico de Família e Comunidade (MFC), é correto:

  • A. Tem como escopo de sua atuação o atendimento de pessoas da comunidade independente de idade e questão clínica, exceto casos que devem ser referenciados para atenção secundária e ou terciária, como nos casos de saúde mental e tratamento para HIV.
  • B. É através da aderência ao plano terapêutico que é possível se identificar uma boa relação médico-pessoa.
  • C. Tem sua atuação influenciada pela comunidade quando conhece os problemas de saúde mais prevalentes do território e oferece cuidado em momento oportuno a partir da realização de diagnósticos comunitários.
  • D. É um clínico qualificado quando acumula experiência ao longo do tempo de atuação profissional em uma mesma equipe.
  • E. Durante o manejo, leva em consideração o contexto biológico, reconhecendo que o processo de adoecimento está fortemente ligado ao histórico pessoal e familiar de doenças.

Comentário OsceLabs

Um dos principios do Medico de Familia e Comunidade e ser influenciado pela COMUNIDADE: conhecer o territorio, os problemas mais prevalentes e o diagnostico comunitario, e a partir disso organizar a oferta de cuidado no tempo oportuno. Saude mental e HIV sao justamente condicoes que a APS deve manejar, e nao encaminhar automaticamente (A). A boa relacao medico-pessoa nao se mede por adesao (B); tempo de servico nao qualifica por si (D); e o cuidado e biopsicossocial, nao restrito ao contexto biologico (E). Resposta C.

Questão 84Yasmin, paciente trans feminino, vai à sua primeira consulta na UBS para solicitar seguimento do seu processo de hormonização, uma vez que o iniciou de forma independente conforme orientação de suas colegas que se encontram neste mesmo processo. Ouviu que no município existe um ambulatório de acompanhamento de população trans e que gostaria de ser encaminhada para o serviço. A médica de família e comunidade que realiza o atendimento explica para a paciente qual seu papel no acompanhamento de suas necessidades de saúde e dessa demanda em especial e que mesmo que esteja realizando o seguimento em outro serviço é papel da Atenção Primária à Saúde (APS) a articulação entre os serviços da rede e das ações de saúde de forma sincronizada. Neste caso, o atributo da APS que está sendo cumprido é:Gabarito: B

Yasmin, paciente trans feminino, vai à sua primeira consulta na UBS para solicitar seguimento do seu processo de hormonização, uma vez que o iniciou de forma independente conforme orientação de suas colegas que se encontram neste mesmo processo. Ouviu que no município existe um ambulatório de acompanhamento de população trans e que gostaria de ser encaminhada para o serviço. A médica de família e comunidade que realiza o atendimento explica para a paciente qual seu papel no acompanhamento de suas necessidades de saúde e dessa demanda em especial e que mesmo que esteja realizando o seguimento em outro serviço é papel da Atenção Primária à Saúde (APS) a articulação entre os serviços da rede e das ações de saúde de forma sincronizada. Neste caso, o atributo da APS que está sendo cumprido é:

  • A. Equidade.
  • B. Coordenação do cuidado.
  • C. Integralidade.
  • D. Universalidade.
  • E. Longitudinalidade.

Comentário OsceLabs

Articular os servicos da rede, garantir a comunicacao entre os pontos de atencao e manter-se responsavel pelo seguimento mesmo quando o usuario e atendido em servico especializado e a definicao de COORDENACAO DO CUIDADO — um dos atributos essenciais da APS (ao lado de acesso de primeiro contato, longitudinalidade e integralidade). Longitudinalidade (E) e o vinculo ao longo do tempo; integralidade (C) e a oferta de acoes para o conjunto das necessidades; equidade (A) e universalidade (D) sao principios doutrinarios do SUS, nao atributos da APS. Resposta B.

Questão 85Utilizando como base a teoria de Leavell & Clark que define os níveis de prevenção baseado na história natural da doença, é correto afirmar:Gabarito: A

Utilizando como base a teoria de Leavell & Clark que define os níveis de prevenção baseado na história natural da doença, é correto afirmar:

  • A. A coleta de resíduos sólidos é uma ação de promoção à saúde, contemplada como prevenção primária.
  • B. A realização de mamografia em mulheres acima de 50 anos, é uma ação de diagnóstico precoce, sendo considerada prevenção primária.
  • C. A realização de psicoterapia é uma ação de reabilitação, considerada prevenção primária.
  • D. A realização de exame do pé diabético é uma ação de delimitação de dano, contemplada como prevenção secundária.
  • E. A vacinação de HPV em adolescentes é uma ação de promoção à saúde, contemplada como prevenção secundária.

Comentário OsceLabs

Em Leavell & Clark, a prevencao PRIMARIA atua no periodo de pre-patogenese e engloba promocao da saude (saneamento, coleta de residuos, moradia, educacao, nutricao) e protecao especifica (vacinacao). Por isso a coleta de residuos solidos e primaria. Os erros: mamografia e diagnostico precoce, portanto SECUNDARIA (B); psicoterapia como reabilitacao seria TERCIARIA (C); exame do pe diabetico e limitacao do dano — nivel terciario segundo a classificacao classica (D); e vacina de HPV e protecao especifica, ou seja, PRIMARIA, nao secundaria (E). Resposta A.

Questão 86Dona Vera chega à recepção da UBS perguntando como fazer para seu marido, Sr. Joaquim, continuar seus tratamentos no SUS, pois acabou de perder o plano de saúde. Fazia acompanhamento pelo convênio médico para Hipertensão e Diabetes Mellitus tipo 2. No último mês havia iniciado investigação para uma nova perda de peso e fraqueza no corpo, ao ponto que Joaquim está com muita dificuldade para deambulação. A recepcionista acolhe Dona Vera e prontamente faz o cadastro de Joaquim e em seguida encaminha Dona Vera para acolhimento com a equipe, no qual o enfermeiro Cleiton esclarece que o caso de Joaquim será discutido na reunião de equipe desta semana para agendamento de avaliação domiciliar com brevidade. Dona Vera pergunta se levará 6 meses, como vê sua vizinha acamada receber consultas domiciliares com a médica da equipe. Cleiton reforça que cada caso é avaliado individualmente para a frequência e agendamento de consultas. Os princípios doutrinários do SUS que estão presentes na condução do caso pela equipe da UBS é:Gabarito: D

Dona Vera chega à recepção da UBS perguntando como fazer para seu marido, Sr. Joaquim, continuar seus tratamentos no SUS, pois acabou de perder o plano de saúde. Fazia acompanhamento pelo convênio médico para Hipertensão e Diabetes Mellitus tipo 2. No último mês havia iniciado investigação para uma nova perda de peso e fraqueza no corpo, ao ponto que Joaquim está com muita dificuldade para deambulação. A recepcionista acolhe Dona Vera e prontamente faz o cadastro de Joaquim e em seguida encaminha Dona Vera para acolhimento com a equipe, no qual o enfermeiro Cleiton esclarece que o caso de Joaquim será discutido na reunião de equipe desta semana para agendamento de avaliação domiciliar com brevidade. Dona Vera pergunta se levará 6 meses, como vê sua vizinha acamada receber consultas domiciliares com a médica da equipe. Cleiton reforça que cada caso é avaliado individualmente para a frequência e agendamento de consultas. Os princípios doutrinários do SUS que estão presentes na condução do caso pela equipe da UBS é:

  • A. Universalidade e Autonomia.
  • B. Equidade e Autonomia.
  • C. Integralidade e Equidade.
  • D. Universalidade e Equidade.
  • E. Universalidade e Integralidade.

Comentário OsceLabs

Acolher e cadastrar prontamente quem acabou de perder o plano de saude concretiza a UNIVERSALIDADE — saude e direito de todos, independentemente de contribuicao previa. Avaliar caso a caso a prioridade e a frequencia das visitas domiciliares, tratando desigualmente os desiguais conforme a necessidade (Joaquim, com perda de peso e dificuldade de deambular, sera discutido com brevidade), e EQUIDADE. Autonomia (A, B) nao e principio doutrinario do SUS. Integralidade (C, E) apareceria na oferta articulada de acoes preventivas e curativas, o que a cena ainda nao descreve. Resposta D.

Questão 87Kátia, 60 anos, trabalha como autônoma em quiosque de doces no bairro, mora com sua esposa de 58 anos, que é motorista de aplicativo e seus dois filhos de 4 e 7 anos. Kátia vai a uma consulta agendada pela primeira vez, trazendo exames previamente solicitados por outro médico. Nega sintomas e outras demandas. Refere uso de metformina 850 mg 3x/dia e gliclazida 60 mg 2x/dia. Exames: Glicemia em jejum: 130 mg/dL, Hemoglobina A1c: 9,3%, Creatinina sérica: 1,1 (CKD-EPI: 58 mL/min/1.73 m²), Colesterol Total: 210 mg/dL, Triglicérides: 150 mg/dL; HDL: 35 mg/dL; LDL: 145 mg/dL; Relação albumina/creatinina urinária: 60 mg/g. Ela traz exames coletados há 6 meses com valores extremamente similares ao atual. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes para o manejo no SUS, deve- se concluir que Kátia tem diabetes tipo 2 fora de alvo terapêutico sem comprometimento renalGabarito: A

Kátia, 60 anos, trabalha como autônoma em quiosque de doces no bairro, mora com sua esposa de 58 anos, que é motorista de aplicativo e seus dois filhos de 4 e 7 anos. Kátia vai a uma consulta agendada pela primeira vez, trazendo exames previamente solicitados por outro médico. Nega sintomas e outras demandas. Refere uso de metformina 850 mg 3x/dia e gliclazida 60 mg 2x/dia. Exames: Glicemia em jejum: 130 mg/dL, Hemoglobina A1c: 9,3%, Creatinina sérica: 1,1 (CKD-EPI: 58 mL/min/1.73 m²), Colesterol Total: 210 mg/dL, Triglicérides: 150 mg/dL; HDL: 35 mg/dL; LDL: 145 mg/dL; Relação albumina/creatinina urinária: 60 mg/g. Ela traz exames coletados há 6 meses com valores extremamente similares ao atual. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes para o manejo no SUS, deve- se concluir que Kátia tem diabetes tipo 2 fora de alvo terapêutico sem comprometimento renal

  • A. com proteinúria e dislipidemia associada, sendo indicada associação terapêutica de enalapril ou losartana em dose máxima tolerada, dapagliflozina, escalonar estatinas até meta de LDL e insulinoterapia dose única de NPH à noite com reavaliação de automonitoramento da glicemia capilar em jejum após pelo menos 3 dias com posterior coleta de novos exames.
  • B. e está indicada associação terapêutica de dapagliflozina, com novos exames em 3 meses.
  • C. com proteinúria, sendo indicada associação terapêutica de enalapril ou losartana em dose máxima tolerada e dapagliflozina, com novos exames em 3 meses.
  • D. com proteinúria e dislipidemia associada, sendo indicada associação terapêutica de enalapril ou losartana em dose máxima tolerada, dapagliflozina e escalonar estatinas até meta de LDL, com reavaliação de exames em 3 meses.
  • E. com proteinúria e dislipidemia associada, sendo indicada associação terapêutica de enalapril ou losartana em dose máxima tolerada, dapagliflozina, linagliptina e escalonar estatinas até meta de LDL, com reavaliação de exames em 3 meses.

Comentário OsceLabs

Hemoglobina glicada de 9,3% mantida ha 6 meses com duas drogas orais em dose plena, associada a albuminuria (RAC 60 mg/g) e dislipidemia com LDL 145: o alvo esta muito distante, e a Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda, com A1c acima de 9%, iniciar INSULINA basal (NPH noturna), alem de iECA/BRA para nefroprotecao, iSGLT2 (dapagliflozina) e estatina. Perola: iniciada a insulina, a reavaliacao e feita pela glicemia capilar em poucos dias para titular a dose — esperar 3 meses (B, C, D, E) desperdica tempo, e a linagliptina (E) tem efeito modesto e insuficiente aqui. Resposta A.

Questão 88Jorge, 60 anos, casado, tocador de tamborim na escola de samba, aos sábados, há 4 anos, trabalha em construção civil e obras públicas há 38 anos (principalmente como operador de britadeira). Refere que os EPIs são antigos e às vezes quebrados. Traz uma audiometria solicitada para investigar perda auditiva, pela qual conclui-se: "Perda auditiva sensorioneural bilateral simétrica com perda global, mas mais intensa em frequências de 3, 4 e 6 kHz, com melhora relativa à frequência de 8 kHz". A partir do resultado da audiometria é correto concluir pelo diagnóstico deGabarito: C

Jorge, 60 anos, casado, tocador de tamborim na escola de samba, aos sábados, há 4 anos, trabalha em construção civil e obras públicas há 38 anos (principalmente como operador de britadeira). Refere que os EPIs são antigos e às vezes quebrados. Traz uma audiometria solicitada para investigar perda auditiva, pela qual conclui-se: "Perda auditiva sensorioneural bilateral simétrica com perda global, mas mais intensa em frequências de 3, 4 e 6 kHz, com melhora relativa à frequência de 8 kHz". A partir do resultado da audiometria é correto concluir pelo diagnóstico de

  • A. perda auditiva não induzida por ruídos e deve-se solicitar exame de imagem, pois perdas auditivas sensorioneurais bilaterais simétricas tipicamente não estão relacionadas a doença ocupacional e devem ser investigadas com brevidade.
  • B. presbiacusia, e deve-se propor tratamento adequado e orientar que a causa é essencialmente uma complicação da idade, recomendando repouso acústico aos fins de semana e uso mais
  • C. perda auditiva induzida por ruído ocupacional, e deve-se propor tratamento adequado, notificar para o SINAN e elaborar RAAT, fornecendo cópia para Jorge poder levar ao CEREST e à empresa em que trabalha para emissão de CAT.
  • D. perda auditiva induzida por ruído ocupacional e deve-se propor tratamento adequado, notificar para o SINAN e elaborar CAT, orientando Jorge a ir à delegacia registrar a denúncia.
  • E. perda auditiva induzida por ruído não ocupacional, e deve-se propor tratamento adequado, orientar uso de protetores auriculares quando for tocar na escola de samba.

Comentário OsceLabs

Audiometria com perda sensorioneural bilateral, simetrica, com entalhe nas frequencias de 3, 4 e 6 kHz e recuperacao relativa em 8 kHz e a assinatura da PAIR — perda auditiva induzida por ruido —, coerente com 38 anos de britadeira e EPI inadequado. Conduta: agravo de notificacao compulsoria no SINAN, emissao do RAAT, com copia ao trabalhador para levar ao CEREST e a empresa, a quem cabe emitir a CAT (o medico assistente elabora o relatorio, nao a CAT, o que erra em D). Chamar de presbiacusia (B) ou de origem nao ocupacional (A, E) e desconsiderar a exposicao. Resposta C.

Questão 89Em intervalos cada vez menores, o conhecimento médico se renova, novas práticas substituem as antigas e o que se sabe hoje pode facilmente ser considerado proscrito em menos de 5 anos. É imprescindível o profissional saber avaliar a certeza dos estudos com que entra em contato para não mudar sua prática sem maior garantia de benefício. De acordo com o sistema GRADE para avaliação de estudos científicos (Níveis "Alto", "moderado, "baixo" e "muito baixo"), é correto afirmar:Gabarito: B

Em intervalos cada vez menores, o conhecimento médico se renova, novas práticas substituem as antigas e o que se sabe hoje pode facilmente ser considerado proscrito em menos de 5 anos. É imprescindível o profissional saber avaliar a certeza dos estudos com que entra em contato para não mudar sua prática sem maior garantia de benefício. De acordo com o sistema GRADE para avaliação de estudos científicos (Níveis "Alto", "moderado, "baixo" e "muito baixo"), é correto afirmar:

  • A. Estudos caso-controle tipicamente atingem certeza de evidência maior que Ensaios Clínicos Randomizados.
  • B. Estudos observacionais podem ter um GRADE nível "alto", mesmo que comumente tenham diversas limitações.
  • C. Por conta do tipo de estudo mais criterioso, as revisões sistemáticas têm um GRADE nivel "moderado" ou maior.
  • D. Relatos de casos e séries de casos elaborados por instituições especializadas e renomadas tipicamente são classificados como GRADE nível "moderado".
  • E. Ensaios Clínicos Randomizados têm pouco potencial para atingir GRADE níveis "moderado" ou "alto".

Comentário OsceLabs

No sistema GRADE, o desenho do estudo define o ponto de PARTIDA (ensaios randomizados iniciam em 'alto', observacionais em 'baixo'), mas a certeza pode ser rebaixada (risco de vies, inconsistencia, evidencia indireta, imprecisao, vies de publicacao) ou ELEVADA. Estudos observacionais sobem quando ha grande magnitude de efeito, gradiente dose-resposta ou fatores de confusao que so atenuariam o efeito observado — logo, podem sim atingir 'alto'. Ensaios randomizados tem alto potencial, nao pouco (E); relatos de caso nao viram 'moderado' pelo prestigio da instituicao (D); e revisao sistematica nao garante nivel por si (C). Resposta B.

Questão 90Há uma doença com prevalência muito maior na população acima de 40 anos do que na população abaixo dessa idade. Essa doença pode causar complicações a longo prazo se não for corretamente manejada. Estão disponíveis 3 exames (A, B e C) que podem ser usados para identificá-la e acompanhá-la: Exame A: Sensibilidade 50%, Especificidade 95%, custo baixo para implementação, comodidade média para o paciente. Exame B: Sensibilidade 45%, Especificidade 79%, custo moderado para implementação, comodidade alta para o paciente. Exame C: Padrão ouro para sensibilidade e especificidade, custo elevado para implementação, comodidade baixa para o paciente. Tendo em vista políticas públicas de saúde que requerem otimização de custo-efetividade, deve-se investir em rastreamento populacional periódicoGabarito: C

Há uma doença com prevalência muito maior na população acima de 40 anos do que na população abaixo dessa idade. Essa doença pode causar complicações a longo prazo se não for corretamente manejada. Estão disponíveis 3 exames (A, B e C) que podem ser usados para identificá-la e acompanhá-la: Exame A: Sensibilidade 50%, Especificidade 95%, custo baixo para implementação, comodidade média para o paciente. Exame B: Sensibilidade 45%, Especificidade 79%, custo moderado para implementação, comodidade alta para o paciente. Exame C: Padrão ouro para sensibilidade e especificidade, custo elevado para implementação, comodidade baixa para o paciente. Tendo em vista políticas públicas de saúde que requerem otimização de custo-efetividade, deve-se investir em rastreamento populacional periódico

  • A. misto: para faixa etária acima de 40 anos com ambos os Exames A e B e para a faixa etária menor de 40 anos apenas com o Exame A com complementação com Exame C, caso rastreio positivo.
  • B. para pessoas acima de 40 anos com o Exame C.
  • C. para pessoas acima de 40 anos com o Exame A com complementação com Exame C, caso rastreio positivo.
  • D. para pessoas em ambas as faixas etárias com o Exame B e complementação com outro exame, caso rastreio positivo.
  • E. misto: para a faixa etária acima de 40 anos com o Exame A e para a menor de 40 anos com o Exame C.

Comentário OsceLabs

Rastreamento populacional exige aplicar o teste onde a prevalencia e maior — acima de 40 anos — para maximizar o valor preditivo positivo e evitar que a maioria dos positivos seja falso-positivo. O Exame A tem especificidade alta (95%) e custo baixo, sendo o melhor triador em larga escala; o padrao-ouro (C), caro e pouco comodo, fica reservado para CONFIRMAR os positivos. Usar o exame C na populacao toda (B) e inviavel; o exame B tem pior desempenho global (D); e rastrear a faixa de baixa prevalencia (A, E) e desperdicio com baixo rendimento. Resposta C.

Questão 91É um exemplo de Prevenção Quaternária:Gabarito: B

É um exemplo de Prevenção Quaternária:

  • A. Suplementação de vitaminas, minerais e multivitamínicos para prevenir doenças cardiovasculares e câncer.
  • B. Desprescrição de benzodiazepínicos para pacientes idosos.
  • C. Solicitação de ultrassonografia de mamas de rotina em mulheres assintomáticas.
  • D. Exames de rotina em crianças: hemograma, fezes e urina.
  • E. Uso de aspirina para prevenção primária de Doença Cardiovascular (DCV) em adultos com 60 anos ou mais.

Comentário OsceLabs

Prevencao QUATERNARIA e o conjunto de acoes que protege o paciente do EXCESSO de intervencao medica, evitando iatrogenia, medicalizacao e sobrediagnostico. Desprescrever benzodiazepinico em idoso — droga associada a quedas, fraturas, declinio cognitivo e dependencia — e o exemplo prototipico. As demais alternativas descrevem justamente aquilo que a prevencao quaternaria pretende EVITAR: suplementos sem beneficio comprovado (A), ultrassom de mama de rotina em assintomaticas (C), check-up laboratorial indiscriminado em criancas (D) e AAS em prevencao primaria em idosos, hoje desaconselhado pelo risco de sangramento (E). Resposta B.

Questão 92Samara, 34 anos, previamente hígida, chega para atendimento por estar há 2 dias com febre, cefaleia, dor retro-orbitária, mal-estar, náuseas e sangramento gengival após escovação dos dentes pela manhã. Ao exame físico, encontra-se em: regular estado geral, hidratada, eupneica, T: 38 °C e PA: 110 x 80 mmHg. Trata-se de um caso suspeito de dengue doGabarito: E

Samara, 34 anos, previamente hígida, chega para atendimento por estar há 2 dias com febre, cefaleia, dor retro-orbitária, mal-estar, náuseas e sangramento gengival após escovação dos dentes pela manhã. Ao exame físico, encontra-se em: regular estado geral, hidratada, eupneica, T: 38 °C e PA: 110 x 80 mmHg. Trata-se de um caso suspeito de dengue do

  • A. grupo C. Deve-se solicitar hemograma, hidratação oral e acompanhamento em leito de observação até o resultado do exame. Caso hematócrito aumentado, após a reposição volêmica inicial, deve-se proceder à reavaliação clínica e laboratorial, mantendo hidratação na segunda hora até a reavaliação do hematócrito.
  • B. grupo B. Deve-se solicitar hemograma, hidratação oral e acompanhamento em leito de observação até o resultado do exame. Caso hematócrito aumentado, realizar reposição volêmica imediata, com reavaliação após 1 hora, e se paciente sentir-se bem e com sinais estáveis, orientar repouso, prescrição de analgésicos, retorno para reavaliação clínica e laboratorial diária até 48 horas após a queda da febre ou imediata se presença de sinais de alarme.
  • C. grupo C. Deve-se solicitar hemograma, hidratação oral e acompanhamento em leito de observação até o resultado do exame. Caso hematocrito estiver normal e paciente estável, o manejo deve ser realizado em ambiente ambulatorial, com hidratação oral, repouso, prescrição de analgésicos, retorno para reavaliação clínica e laboratorial diária até 48 horas após a queda da febre ou imediata se presença de sinais de alarme.
  • D. grupo A. O manejo deve ser realizado em ambiente ambulatorial, com hidratação oral, repouso, prescrição de analgésicos, agendamento de retorno para o dia da melhora da febre. Caso apresente sinais de alarme procurar atendimento imediato, preenchimento do cartão de acompanhamento e liberação para o domicílio.
  • E. grupo B. Deve-se solicitar hemograma, hidratação oral e acompanhamento em leito de observação até o resultado do exame. Caso hematócrito normal e paciente estável, o manejo deve ser realizado em ambiente ambulatorial, com hidratação oral, repouso, prescrição de analgésicos, retorno para reavaliação clínica e laboratorial diária até 48 horas após a queda da febre ou imediata se presença de sinais de alarme.

Comentário OsceLabs

Sangramento gengival espontaneo e manifestacao hemorragica que, sem sinais de alarme (dor abdominal intensa, vomitos persistentes, letargia, hipotensao postural, hepatomegalia dolorosa, sangramento de mucosa volumoso), classifica o caso como dengue GRUPO B — nao A (D), que e o paciente sem sangramento e sem comorbidade. O manejo do grupo B e hemograma com hematocrito, hidratacao oral e observacao ate o resultado; se o hematocrito estiver NORMAL e a paciente estavel, segue ambulatorial com reavaliacao diaria ate 48h apos a defervescencia. Grupo C (A, C) pressupoe sinais de alarme e hidratacao venosa. Resposta E.

Questão 93Em relação ao novo modelo de financiamento da Atenção Primária à Saúde (data), é correto:Gabarito: D

Em relação ao novo modelo de financiamento da Atenção Primária à Saúde (data), é correto:

  • A. Há previsão de construção de aproximadamente 3.000 novas UBS, com verbas municipais e estaduais, sendo UBS maiores e com projetos arquitetônicos mais modernos.
  • B. Tem o objetivo de diminuir o cofinanciamento federal, com a finalidade de melhorar o acesso, a qualidade e a integralidade do cuidado.
  • C. O objetivo é priorizar a estratégia saúde da família, sem previsibilidade ou sustentabilidade dos incentivos financeiros.
  • D. Será criado um novo indicador que combina o porte populacional e o índice de vulnerabilidade social dos municípios com o objetivo de promover uma distribuição financeira mais equitativa.
  • E. Aproximadamente 50% dos recursos previstos virão do componente qualidade que incentiva a melhoria contínua dos serviços provenientes de indicadores pactuados.

Comentário OsceLabs

O novo modelo de financiamento da APS busca corrigir distorcoes distributivas criando um indicador que combina PORTE POPULACIONAL e indice de VULNERABILIDADE SOCIAL do municipio, de modo a repassar mais recursos a quem tem maior necessidade — aplicacao pratica do principio da equidade. As demais alternativas contrariam a proposta: o objetivo e AMPLIAR e dar previsibilidade ao cofinanciamento federal (B, C), a construcao de UBS depende de recursos federais e nao e o eixo do modelo (A), e o componente de qualidade responde por fracao bem menor que 50% dos recursos (E). Resposta D.

Questão 94Sobre o genograma, é correto afirmar:Gabarito: C

Sobre o genograma, é correto afirmar:

  • A. Não é necessário colocar legenda nem data de realização, mas é obrigatório identificar quem fez o genograma.
  • B. São necessárias no mínimo quatro gerações, sendo que se deve identificar o paciente índice.
  • C. Quando há união entre um casal heterossexual, o símbolo de homem (quadrado) deve estar à esquerda do símbolo da mulher (circulo); entre estes deve-se fazer a linha correspondente de tal união (casamento, não casados que vivem juntos, separação etc.).
  • D. Os filhos aparecem em ordem cronológica de nascimento, do mais velho para o mais novo. Caso a mulher tenha tido aborto não é necessário colocar em registro.
  • E. Não é obrigatório apontar com quem o paciente índice mora.

Comentário OsceLabs

O genograma tem convencoes graficas padronizadas: homem representado por quadrado e mulher por circulo, com o homem posicionado A ESQUERDA e a mulher a direita nas unioes heterossexuais, ligados pela linha que indica o tipo de vinculo (casamento, uniao, separacao, divorcio). Legenda e data de realizacao sao obrigatorias, pois a familia muda no tempo (A erra); recomendam-se ao menos TRES geracoes (B); abortos e natimortos devem ser registrados, por seu peso clinico e emocional (D); e a delimitacao de quem mora junto (domicilio) e parte essencial do instrumento (E). Resposta C.

Questão 95Luana, de 30 anos, vai à consulta contém em seu prontuário apenas um atendimento na UBS no ano anterior, com a enfermeira da equipe para coleta de citologia oncótica. A paciente foi apenas à UPA da região várias vezes nos últimos seis meses, sempre com queixa de dor. Luana se mostra um pouco apreensiva no início da consulta, mas logo revela que o motivo de estar ali é que está com muita dor no rosto. Ao olhar para a paciente, você nota dois hematomas: em região palpebral e região maxilar. Quando questionada sobre o que aconteceu, Luana conta que apanhou do marido há dois dias porque o deixou irritado. Considere as assertivas abaixo: Nesse caso, o médico deveGabarito: E

Luana, de 30 anos, vai à consulta contém em seu prontuário apenas um atendimento na UBS no ano anterior, com a enfermeira da equipe para coleta de citologia oncótica. A paciente foi apenas à UPA da região várias vezes nos últimos seis meses, sempre com queixa de dor. Luana se mostra um pouco apreensiva no início da consulta, mas logo revela que o motivo de estar ali é que está com muita dor no rosto. Ao olhar para a paciente, você nota dois hematomas: em região palpebral e região maxilar. Quando questionada sobre o que aconteceu, Luana conta que apanhou do marido há dois dias porque o deixou irritado. Considere as assertivas abaixo: Nesse caso, o médico deve

  • A. orientar Luana para procurar o Serviço Social da UBS, o qual é responsável por avaliar a necessidade de eventual encaminhamento ao serviço de psicologia.
  • B. notificar no SINAN se houver concordância do paciente.
  • C. deve acionar a defensoria pública a fim de investigar se Luana sofreu outros tipos de violência, como patrimonial, psicológica, sexual ou moral.
  • D. instrui Luana a fazer o boletim de ocorrência e, caso ela se recuse, deve acionar a polícia.
  • E. esclarecer a Luana que ela pode fazer de denúncia da violência sofrida, sem que seja necessária a abertura de boletim de ocorrência.

Comentário OsceLabs

Diante de violencia por parceiro intimo, o papel do medico e acolher, cuidar, documentar em prontuario, notificar compulsoriamente e INFORMAR direitos, preservando a autonomia da mulher quanto a denuncia. E fundamental esclarecer que ela pode denunciar por canais como o Disque 180 e a delegacia especializada, sem que o boletim de ocorrencia seja pre-requisito para receber atendimento e protecao. Obrigar o BO ou acionar a policia contra sua vontade (D) rompe o vinculo e pode aumentar o risco; a notificacao no SINAN e compulsoria e NAO depende de concordancia (B); e o caso nao se resolve apenas repassando ao servico social (A). Resposta E.

Questão 96O câncer de colo do útero é o quarto câncer mais incidente em mulheres, com a ocorrência de 604 mil novos casos no mundo anualmente, o que corresponde a 6,5% de todos os cânceres em mulheres. Apesar da alta incidência, o câncer de colo do útero é considerado suscetível à erradicação, devido à existência do exame de rastreio cujo padrão-ouro é o exame citopatológico do colo do útero. É situação na qual deve ser realizada a coleta do exame citopatológico do colo do útero anualmente:Gabarito: E

O câncer de colo do útero é o quarto câncer mais incidente em mulheres, com a ocorrência de 604 mil novos casos no mundo anualmente, o que corresponde a 6,5% de todos os cânceres em mulheres. Apesar da alta incidência, o câncer de colo do útero é considerado suscetível à erradicação, devido à existência do exame de rastreio cujo padrão-ouro é o exame citopatológico do colo do útero. É situação na qual deve ser realizada a coleta do exame citopatológico do colo do útero anualmente:

  • A. Mulher cis, bissexual, 35 anos, em tratamento com quimioterápicos, sem realizar exame citopatológico há cinco anos.
  • B. Mulher cis, homossexual, de 65 anos, ativa sexualmente, com dois exames anuais negativos.
  • C. Mulher cis, heterossexual, ativa sexualmente, de 25 anos, com dois exames anuais consecutivos negativos.
  • D. Homem trans, de 25 anos, ativo sexualmente, com dois exames anuais consecutivos negativos.
  • E. Mulher cis, lésbica, 29 anos, com primeiro e último exame citopatológico há um ano, com resultado negativo.

Comentário OsceLabs

A rotina do rastreamento no Brasil e citologia dos 25 aos 64 anos, com os DOIS primeiros exames anuais e, se ambos negativos, intervalo trienal. Luana tem apenas UM exame, realizado ha um ano — falta o segundo anual, logo a coleta deve ser anual. Nas demais, ja ha dois exames anuais negativos consecutivos, o que autoriza o intervalo de tres anos (C, D e a de 65 anos em B, que inclusive pode encerrar o rastreio). A paciente em quimioterapia (A) e imunossuprimida e segue protocolo proprio, com coleta semestral no primeiro ano. Perola: mulheres lesbicas e homens trans com colo tambem devem ser rastreados. Resposta E.

Questão 97A doença cardiovascular é a principal causa de morte no Brasil e no mundo, determinando aumento da morbidade e incapacidade ajustadas aos anos de vida. É exemplo de um paciente com risco cardiovascular intermediário:Gabarito: A

A doença cardiovascular é a principal causa de morte no Brasil e no mundo, determinando aumento da morbidade e incapacidade ajustadas aos anos de vida. É exemplo de um paciente com risco cardiovascular intermediário:

  • A. Mulher, 52 anos, não tabagista, com diagnóstico de diabetes mellitus há dois meses.
  • B. Homem, 52 anos, não tabagista, com aneurisma de aorta abdominal diagnosticado há dois meses.
  • C. Mulher, 52 anos, não tabagista, com placas ateroscleróticas vistas na angiotomografia coronária.
  • D. Mulher, 52 anos, não tabagista, em tratamento para diabetes mellitus há cinco anos e para hipertensão arterial sistêmica há oito anos.
  • E. Homem, 52 anos, não tabagista, em tratamento para diabetes mellitus há cinco anos.

Comentário OsceLabs

Na estratificacao de risco cardiovascular, doenca aterosclerotica ESTABELECIDA ou seus equivalentes — aneurisma de aorta abdominal (B) e placa detectada em angiotomografia (C) — colocam o paciente em risco alto/muito alto. Diabetes de longa duracao ou associado a outros fatores e estratificadores tambem eleva o risco (D, E). Sobra a mulher de 52 anos, nao tabagista, com diabetes recem-diagnosticado (2 meses), sem lesao de orgao-alvo e sem outros fatores: perfil de risco INTERMEDIARIO. Perola: o tempo de doenca e a presenca de lesao subclinica sao o que movem o diabetico de intermediario para alto risco. Resposta A.

Questão 98Joana, 37 anos, mulher cis, separada, gerente de RH, tinha em prontuário mais de 6 passagens na UBS nos últimos 3 meses por manchas no corpo, que não coçam. O médico atendeu a paciente em consulta agendada e, por avaliar as lesões como maculopapulares no corpo inclusive com algumas lesões nas mãos, suspeitou de sífilis, pedindo um teste rápido. O teste foi realizado na mesma manhã com resultado positivo. Ao conversar com a paciente, o médico apurou que ela havia tido, em uma única oportunidade, uma relação sexual desprotegida, há 9 meses. Nunca sentiu nada e não percebeu nenhuma lesão até o aparecimento das manchas pelo corpo e palma da mão há 3 meses, quando fez um exame médico para piscina do clube e foi reprovada, vindo buscar ajuda na UBS. Solicitou-se, então, o teste não treponêmico, cujo resultado foi positivo, confirmando o diagnóstico de sífilis. Com relação ao estadiamento, esquema terapêutico e seguimento, por se tratar de sífilisGabarito: D

Joana, 37 anos, mulher cis, separada, gerente de RH, tinha em prontuário mais de 6 passagens na UBS nos últimos 3 meses por manchas no corpo, que não coçam. O médico atendeu a paciente em consulta agendada e, por avaliar as lesões como maculopapulares no corpo inclusive com algumas lesões nas mãos, suspeitou de sífilis, pedindo um teste rápido. O teste foi realizado na mesma manhã com resultado positivo. Ao conversar com a paciente, o médico apurou que ela havia tido, em uma única oportunidade, uma relação sexual desprotegida, há 9 meses. Nunca sentiu nada e não percebeu nenhuma lesão até o aparecimento das manchas pelo corpo e palma da mão há 3 meses, quando fez um exame médico para piscina do clube e foi reprovada, vindo buscar ajuda na UBS. Solicitou-se, então, o teste não treponêmico, cujo resultado foi positivo, confirmando o diagnóstico de sífilis. Com relação ao estadiamento, esquema terapêutico e seguimento, por se tratar de sífilis

  • A. recente secundária, benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, 1x/semana (1,2 milhão Ul em cada glúteo) por 3 semanas, teste não treponêmico mensal.
  • B. latente tardia, benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, 1x/semana (1,2 milhão Ul em cada glúteo) por 3 semanas, teste não treponêmico trimestral.
  • C. recente primária, benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, dose única (1,2 milhão Ul em cada glúteo), teste não treponêmico mensal.
  • D. recente secundária, benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, dose única (1,2 milhão Ul em cada glúteo), teste não treponêmico trimestral.
  • E. latente recente, benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, dose única (1,2 milhão Ul em cada glúteo), teste não treponêmico mensal.

Comentário OsceLabs

Exposicao ha 9 meses (portanto menos de 1 ano: sifilis RECENTE) com lesoes maculopapulares disseminadas incluindo palmas das maos: sifilis secundaria. O tratamento e benzilpenicilina benzatina 2,4 milhoes UI IM em DOSE UNICA (1,2 milhao em cada gluteo) — tres doses semanais (A, B) sao para sifilis latente TARDIA, de duracao ignorada ou terciaria. O seguimento com teste nao treponemico e TRIMESTRAL em nao gestantes (mensal apenas em gestantes), esperando queda de dois titulos em ate 6-12 meses. Classifica-la como primaria (C) ou latente (E) ignora as lesoes cutaneas ativas. Resposta D.

Questão 99João, 11 anos, chega à UBS para consulta de rotina com a enfermeira Suely. A mãe de João quer saber sobre as vacinas que ele precisa receber. Suely deveGabarito: B

João, 11 anos, chega à UBS para consulta de rotina com a enfermeira Suely. A mãe de João quer saber sobre as vacinas que ele precisa receber. Suely deve

  • A. indicar a vacina Dupla adulto (difteria e tétano) - dT, caso a última vacina desse tipo tenha ocorrido há 5 anos.
  • B. indicar a vacinação de HPV para João em dose única, caso ele ainda não tenha recebido.
  • C. explicar que a vacinação de HPV em crianças e adolescentes deve ser realizada somente em casos de vítimas de violência sexual.
  • D. revisar o histórico vacinal e verificar se todas as vacinas recomendadas para a faixa etária foram administradas. Se houver doses em atraso deve-se reiniciar todos os esquemas vacinais.
  • E. indicar a realização de reforço de vacina ACWY somente se não tiver havido o reforço de 12 meses e 5 anos.

Comentário OsceLabs

Desde 2024 o PNI adota o esquema de DOSE UNICA da vacina HPV quadrivalente para meninas e meninos de 9 a 14 anos — Joao, com 11 anos, deve receber se ainda nao recebeu. A vacinacao nao se restringe a vitimas de violencia sexual (C), situacao em que o esquema e ampliado. Atraso vacinal NUNCA implica reiniciar esquemas: completa-se o que falta (D). dT tem reforco a cada 10 anos, nao 5 (A), e a meningococica ACWY tem dose de reforco ou dose unica programada para adolescentes de 11 a 14 anos, independentemente do que descreve E. Resposta B.

Questão 100Agente comunitária solicita, em reunião de equipe, uma consulta para o paciente Mauro, que é irmão da dona Maria, paciente restrita. A agente conta que Mauro, 55 anos, está sentindo dor no corpo, cansaço, perda de apetite e que tem emagrecido bastante. Nega sintomas respiratórios. Trabalha na construção civil há mais de 30 anos, tendo ficado um pouco mais de 2 anos afastado das obras, pois ficou preso por agressão à ex-mulher. Voltou a trabalhar há quase 2 meses, mas não tem conseguido trabalhar o dia todo. Os exames iniciais a serem solicitados pelo médico que atender Mauro, devem ser hemograma, glicemia, colesterol e frações eGabarito: E

Agente comunitária solicita, em reunião de equipe, uma consulta para o paciente Mauro, que é irmão da dona Maria, paciente restrita. A agente conta que Mauro, 55 anos, está sentindo dor no corpo, cansaço, perda de apetite e que tem emagrecido bastante. Nega sintomas respiratórios. Trabalha na construção civil há mais de 30 anos, tendo ficado um pouco mais de 2 anos afastado das obras, pois ficou preso por agressão à ex-mulher. Voltou a trabalhar há quase 2 meses, mas não tem conseguido trabalhar o dia todo. Os exames iniciais a serem solicitados pelo médico que atender Mauro, devem ser hemograma, glicemia, colesterol e frações e

  • A. PPD, apenas, por não haver sintomas respiratórios.
  • B. testes rápidos para ISTs, apenas.
  • C. testes rápidos para ISTs, realização de espirometria e ecocárdio para diagnóstico diferencial do cansaço.
  • D. pela ausência de tosse e febre, não existe a indicação de realização de exames para diagnóstico diferencial de tuberculose.
  • E. testes rápidos para ISTs, coleta de escarro, Rx de tórax e PPD. para a residência médica 100% focado nas instituições de São Paulo. Preparamos nosso material com didática padrão-ouro vinda de nossos professores especialistas que já foram residentes onde você quer passar. Nosso maior objetivo é ajudar nossos alunos a conquistarem a residência dos sonhos. E para isso, nos certiIcamos de estarmos juntos até o Inal. juntos até o Inal! Você em 1º lugar na residência dos seus sonhos! A sua aprovação pode ser a próxima a aparecer aqui! Seu nome na lista de aprovados Henrique Bosso 2º lugar na Unifesp em Oftalmologia Beatriz Aveiro 1º lugar no HIAE em Medicina Intensiva Raphaela Bastos 3º lugar na USP-RP em Dermatologia

Comentário OsceLabs

Emagrecimento, astenia, dor no corpo e inapetencia em homem que esteve PRIVADO DE LIBERDADE — populacao de altissima vulnerabilidade para tuberculose e para IST/HIV — e ainda trabalha ha 30 anos na construcao civil (exposicao a poeira e silica) impoem investigacao ativa. A ausencia de tosse NAO afasta tuberculose, sobretudo em formas extrapulmonares ou em imunossuprimidos (D erra), e por isso se pede pesquisa em escarro (baciloscopia/TRM- TB), radiografia de torax e PPD, alem dos testes rapidos para HIV, sifilis e hepatites. PPD isolado (A) nao distingue infeccao latente de doenca ativa. Resposta E.

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