Prova de Residência Médica Santa Casa-SP 2026 (R1) com gabarito (PDF)
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Questão 1A vacinação contra doença meningocócica está indicada para pacientesGabarito: C
A vacinação contra doença meningocócica está indicada para pacientes
- A. portadores de HIV em dose única.
- B. com anemia falciforme em dose única.
- C. com anemia falciforme em 2 doses. ✓
- D. recrutas em alojamentos em 2 doses.
- E. viajantes para áreas endêmicas em dose única incluindo sorotipo B.
Comentário OsceLabs
Asplenia funcional da anemia falciforme e uma das condicoes de maior risco para doenca meningococica invasiva: por isso o esquema e reforcado, com 2 doses de MenACWY (intervalo de 8 a 12 semanas) e reforcos periodicos, alem da MenB. Dose unica (B) so vale para o individuo higido. Portador de HIV tambem recebe 2 doses, nao dose unica (A). Recrutas em alojamento e viajantes para area endemica recebem MenACWY em dose unica, e a formulacao ACWY nao cobre o sorogrupo B (D e E). Resposta C.
Questão 2São fatores de risco para paciente com gonococcemia disseminada:Gabarito: D
São fatores de risco para paciente com gonococcemia disseminada:
- A. Artrite reumatoide e osteoartrite.
- B. Coinfecção com herpes vírus e clamídia.
- C. Atopia cutânea severa e psoríase.
- D. Gestação e período menstrual. ✓
- E. Idade e sexo masculino.
Comentário OsceLabs
A infeccao gonococica disseminada tem fatores de risco bem definidos: gestacao, puerperio e periodo menstrual (queda da barreira cervical e alteracao do pH favorecem a bacteremia), alem da deficiencia dos componentes terminais do complemento (C5-C9) e do lupus. O sexo feminino, e nao o masculino, e o mais acometido (E errada). Doencas articulares previas (A) e dermatoses (C) nao aumentam o risco de bacteremia gonococica, e coinfeccao por herpes ou clamidia nao e fator reconhecido (B). Resposta D.
Questão 3Paciente, 45 anos, sem antecedentes patológicos, foi atendido com dor torácica aguda acompanhada de dispneia. Os achados iniciais mostram supradesnivelamento de segmento ST em derivações precordiais e elevação moderada da troponina. O estudo angiográfico mostra coronárias normais. Nesse caso, é correto:Gabarito: A
Paciente, 45 anos, sem antecedentes patológicos, foi atendido com dor torácica aguda acompanhada de dispneia. Os achados iniciais mostram supradesnivelamento de segmento ST em derivações precordiais e elevação moderada da troponina. O estudo angiográfico mostra coronárias normais. Nesse caso, é correto:
- A. A ressonância nuclear magnética de miocárdio pode diferenciar entre miocardite e cardiomiopatia de Takotsubo. ✓
- B. Somente as sorologias podem auxiliar no diagnóstico.
- C. Uso de drogas como a cocaína está relacionado ao diagnóstico de miocardite.
- D. A hipocinesia segmentar da parede anterior no ecocardiograma confirma o diagnóstico de cardiomiopatia de Takotsubo.
- E. Arritmias cardíacas são comuns somente nas cardiomiopatias de Takotsubo induzidas por cocaína.
Comentário OsceLabs
Supra de ST com troponina elevada e coronarias normais define MINOCA. A ressonancia magnetica cardiaca e o exame-chave: o padrao de realce tardio subepicardico aponta miocardite, enquanto o balonamento apical transitorio sem realce sugere Takotsubo. Sorologias isoladas nao fecham diagnostico (B). Cocaina causa vasoespasmo e infarto, nao miocardite classica (C). Hipocinesia segmentar anterior no eco nao e especifica de Takotsubo (D), e arritmias ocorrem em ambas as entidades (E). Resposta A.
Questão 4As medidas efetivas na melhora do prognóstico de um paciente com síndrome de Marfan é:Gabarito: E
As medidas efetivas na melhora do prognóstico de um paciente com síndrome de Marfan é:
- A. ultrassom de abdome seriado em pacientes com dor lombar.
- B. profilaxia antibiótica para ecocardiograma transesofágico quando houver insuficiência aórtica.
- C. evitar o uso de inibidores da enzima de conversão de angiotensina.
- D. cirurgia profilática em paciente com prolapso mitral moderada.
- E. uso de betabloqueadores em paciente com diâmetro da aorta ascendente maior que 4 cm. ✓
Comentário OsceLabs
Na sindrome de Marfan o que muda prognostico e frear a dilatacao da aorta: o betabloqueador reduz o dP/dt e a tensao de parede, indicado quando a raiz/aorta ascendente ja esta dilatada (>4 cm). IECA e BRA (losartana) sao usados, nao evitados (C errada). Profilaxia antibiotica nao se faz para ecocardiograma transesofagico (B). Cirurgia profilatica se baseia no diametro aortico (cerca de 5 cm) e nao no prolapso mitral moderado (D). Resposta E.
Questão 5Um paciente portador do vírus HIV apresenta febre e hepatoesplenomegalia de origem desconhecida. Como é oriundo de área endêmica para leishmaniose, aventou se a hipótese de reativação da mesma. Nesse caso, é correto:Gabarito: A
Um paciente portador do vírus HIV apresenta febre e hepatoesplenomegalia de origem desconhecida. Como é oriundo de área endêmica para leishmaniose, aventou se a hipótese de reativação da mesma. Nesse caso, é correto:
- A. A sorologia não é o método mais apropriado para afastar o diagnóstico. ✓
- B. Portadores de HIV não tem risco aumentado de reativação de leishmaniose.
- C. Métodos sorológicos têm baixa sensibilidade mas são muito específicos.
- D. A visualização de formas amastigotas nos exames anatomopatológicos são de fácil diferenciação pela coloração hematoxilina eosina.
- E. A pancitopenia diferencia de outros diagnósticos.
Comentário OsceLabs
Na coinfeccao HIV-leishmaniose visceral a sorologia perde sensibilidade (positiva em menos de metade dos casos), porque a resposta humoral esta comprometida: sorologia negativa NAO afasta o diagnostico, que exige parasitologico (mielograma, PCR) . Portadores de HIV tem risco muito maior de reativacao (B errada). A sensibilidade e baixa, mas isso nao torna o metodo util para excluir (C). Amastigotas em HE sao de dificil visualizacao (D) e pancitopenia e inespecifica (E). Resposta A.
Questão 6Em um paciente com diagnostico prévio de retocolite ulcerativa moderada e confinada ao colón descendente e reto, vinha sendo tratado com mesalazina oral. Na suspeita de atividade da doença, o melhor marcador laboratorial, não invasivo, é:Gabarito: B
Em um paciente com diagnostico prévio de retocolite ulcerativa moderada e confinada ao colón descendente e reto, vinha sendo tratado com mesalazina oral. Na suspeita de atividade da doença, o melhor marcador laboratorial, não invasivo, é:
- A. Proteína C reativa.
- B. Calprotectina fecal. ✓
- C. Sangue oculto nas fezes.
- D. Beta-2 microglobulina.
- E. Velocidade de hemossedimentação.
Comentário OsceLabs
A calprotectina fecal e a proteina liberada por neutrofilos na luz intestinal: e o melhor marcador nao invasivo de atividade inflamatoria de mucosa, com boa correlacao com o achado endoscopico e util para diferenciar recidiva de retocolite de sintomas funcionais. PCR e VHS sao marcadores sistemicos e costumam ser normais na doenca distal/leve (A e E). Sangue oculto e inespecifico (C) e beta-2 microglobulina nao tem papel aqui (D). Resposta B.
Questão 7Na síndrome de hiperproliferação bacteriana intestinal são fatores de risco, a utilização de:Gabarito: E
Na síndrome de hiperproliferação bacteriana intestinal são fatores de risco, a utilização de:
- A. Sacarina e lactulose.
- B. Metoclorpropamida e domperidona.
- C. Clindamicina e amoxacilina.
- D. Captopril e betabloqueadoes.
- E. Inibidores da bomba de hidrogênio e semaglutida. ✓
Comentário OsceLabs
O supercrescimento bacteriano do intestino delgado depende de dois mecanismos: perda da barreira acida e perda da motilidade. Inibidores de bomba de protons reduzem o acido gastrico e os analogos de GLP-1, como a semaglutida, retardam o esvaziamento e a motilidade, favorecendo a colonizacao. Procineticos como metoclopramida e domperidona protegem, e nao predispoem (B). Antibioticos tratam o quadro (C), e captopril e betabloqueador nao tem essa relacao (D). Resposta E.
Questão 8Paciente, 59 anos, ex-fumante de 40 maços-ano, há 10 anos, tem nódulo pulmonar único detectado na tomografia. As características de maior preocupação são:Gabarito: C
Paciente, 59 anos, ex-fumante de 40 maços-ano, há 10 anos, tem nódulo pulmonar único detectado na tomografia. As características de maior preocupação são:
- A. Imagem com atenuação de gordura e 10 mm de diâmetro.
- B. Localização em lobo médio e calcificação central.
- C. Localização em lobo superior e calcificação excêntrica. ✓
- D. Nódulo espiculado e com duplicação de tamanho em menos de 30 dias.
- E. Localização em lobos inferior e bordas bem definidas.
Comentário OsceLabs
Sao marcadores radiologicos de malignidade em nodulo pulmonar: localizacao em lobo superior, bordas espiculadas, tamanho maior e calcificacao ausente ou excentrica/salpicada. Calcificacao central, laminar, difusa ou em pipoca e padrao benigno (B). Atenuacao de gordura sugere hamartoma (A) e bordas bem definidas em lobo inferior falam a favor de benignidade (E). A pegadinha e a D: tempo de duplicacao menor que 30 dias e rapido demais para neoplasia (que dobra em 30 a 400 dias) e sugere processo infeccioso/inflamatorio. Resposta C.
Questão 9Paciente com hipótese diagnóstica de pneumonia de hipersensibilidade apresentará, mais provavelmente, as seguintes características:Gabarito: D
Paciente com hipótese diagnóstica de pneumonia de hipersensibilidade apresentará, mais provavelmente, as seguintes características:
- A. Febre, calafrios e mal-estar apenas nas formas agudas.
- B. Provas de inflamação, como PCR e VHS, normais.
- C. Tosse com expectoração profusa e clara na fase inicial.
- D. Nódulos centrolobulares, atenuação em vidro fosco e imagem em mosaico na tomografia de pulmão. ✓
- E. O uso de corticoides, em doses baixas, apresenta resposta significativa.
Comentário OsceLabs
A pneumonite de hipersensibilidade tem assinatura tomografica caracteristica: nodulos centrolobulares mal definidos, vidro fosco difuso e atenuacao em mosaico por aprisionamento aereo, melhor visto na expiracao. Febre e calafrios podem ocorrer tambem nas formas subagudas (A). Provas inflamatorias costumam estar elevadas na fase aguda (B). A tosse e tipicamente seca, nao produtiva (C), e o tratamento exige afastamento do antigeno e corticoide em doses plenas (E). Resposta D.
Questão 10Paciente, 27 anos, apresentou 2 quadros sincopais nos últimos 6 meses. O exame clínico é normal exceto por sopro sistólico discreto em área mitral. Tem o seguinte eletrocardiograma: O achado mais provável neste paciente será:Gabarito: B
Paciente, 27 anos, apresentou 2 quadros sincopais nos últimos 6 meses. O exame clínico é normal exceto por sopro sistólico discreto em área mitral. Tem o seguinte eletrocardiograma: O achado mais provável neste paciente será:
- A. Insuficiência mitral reumática.
- B. Cardiomiopatia hipertrófica. ✓
- C. Doença de Kawasaki.
- D. Comunicação interatrial com embolia paradoxal.
- E. Insuficiência coronariana com aortite luética.
Comentário OsceLabs
Jovem com sincopes recorrentes, sopro sistolico e alteracoes eletrocardiograficas (sobrecarga de VE, ondas Q septais profundas, alteracoes de repolarizacao) e cardiomiopatia hipertrofica ate prova em contrario. O sopro e da obstrucao dinamica da via de saida com movimento sistolico anterior da mitral, o que explica o foco mitral. Insuficiencia mitral reumatica nao causa sincope (A), Kawasaki e doenca da infancia (C) e as demais nao explicam o conjunto. Resposta B.
Questão 11Homem de 20 anos, assintomático, apresenta em exame de rotina Hb: 10 g/dL e volume corpuscular médio: 55 fL. O perfil de ferro é normal. O exame que com maior probabilidade confirmará a principal hipótese diagnóstica é:Gabarito: E
Homem de 20 anos, assintomático, apresenta em exame de rotina Hb: 10 g/dL e volume corpuscular médio: 55 fL. O perfil de ferro é normal. O exame que com maior probabilidade confirmará a principal hipótese diagnóstica é:
- A. Dosagem de vitamina B12.
- B. Endoscopia digestiva alta.
- C. Teste de Coombs.
- D. Mielograma.
- E. Eletroforese de hemoglobina. ✓
Comentário OsceLabs
Microcitose desproporcional a anemia (VCM 55 fL com Hb 10 g/dL) em jovem assintomatico e com perfil de ferro normal e a assinatura da talassemia: na ferropenia o VCM cai proporcionalmente a queda da hemoglobina e o ferro estaria alterado. A eletroforese de hemoglobina confirma o diagnostico ao mostrar HbA2 elevada (beta-talassemia minor). B12 causa macrocitose (A), endoscopia investigaria perda que ja foi afastada (B), e Coombs e mielograma nao se aplicam. Resposta E.
Questão 12Mulher de 55 anos apresenta poliartrite deformante de mãos há 10 anos, com passado de rigidez matinal de 45 minutos. Atualmente com artralgias, nódulos subcutâneos e velocidade de hemossedimentação elevada. O hemograma mostra Hb: 9,4 g/dL e VCM: 80 fL. É provável que as dosagens de capacidade total de ligação de ferro e ferritina estejam, respectivamente:Gabarito: A
Mulher de 55 anos apresenta poliartrite deformante de mãos há 10 anos, com passado de rigidez matinal de 45 minutos. Atualmente com artralgias, nódulos subcutâneos e velocidade de hemossedimentação elevada. O hemograma mostra Hb: 9,4 g/dL e VCM: 80 fL. É provável que as dosagens de capacidade total de ligação de ferro e ferritina estejam, respectivamente:
- A. Diminuída e aumentada. ✓
- B. Aumentada e aumentada.
- C. Diminuída e diminuída.
- D. Aumentada e diminuída.
- E. Diminuída e normal.
Comentário OsceLabs
Artrite reumatoide de longa data com VHS elevado e anemia normocitica leve e o retrato da anemia de doenca cronica: a hepcidina bloqueia a liberacao de ferro dos macrofagos, de modo que a ferritina (proteina de fase aguda e estoque) sobe e a capacidade total de ligacao do ferro (transferrina) cai. Na ferropenia ocorre exatamente o oposto: TIBC alta e ferritina baixa (D). Resposta A.
Questão 13Homem de 18 anos, sem antecedente, apresenta dor em punho esquerdo e tornozelo direito há 2 dias, além de febre e erupção cutânea pustular em antebraço. Apresenta discreto calor e rubor em tornozelo e dor à flexão passiva de punho. A punção de líquido sinovial mostrou 8.000 polimorfonucleares/mm³ e bacterioscópico com ausência de flora bacteriana. A principal hipótese diagnóstica é:Gabarito: B
Homem de 18 anos, sem antecedente, apresenta dor em punho esquerdo e tornozelo direito há 2 dias, além de febre e erupção cutânea pustular em antebraço. Apresenta discreto calor e rubor em tornozelo e dor à flexão passiva de punho. A punção de líquido sinovial mostrou 8.000 polimorfonucleares/mm³ e bacterioscópico com ausência de flora bacteriana. A principal hipótese diagnóstica é:
- A. Artrite reumatoide.
- B. Artrite gonocócica. ✓
- C. Artrite microcristalina.
- D. Osteoartrite.
- E. Lúpus eritematoso.
Comentário OsceLabs
Jovem com poliartralgia migratoria, tenossinovite, lesoes pustulares e cultura/bacterioscopia negativas configura a sindrome artrite-dermatite da gonococcemia disseminada. A perola: o gonococo raramente e visto no Gram e cresce mal no liquido sinovial, e a celularidade costuma ser menos exuberante que na artrite septica classica, o que nao afasta o diagnostico. Artrite reumatoide e osteoartrite nao dao febre com pustulas (A e D), e microcristalina nao gera exantema (C). Resposta B.
Questão 14Mulher de 32 anos apresenta urina espumosa e anasarca. PA: 120 x 80 mmHg e os exames mostraram creatinina sérica 1,2 mg/dL e proteinúria de 24 horas de 5,4 gramas. Hemograma, glicemia e eletrólitos são normais. Ela apresenta risco aumentado de:Gabarito: B
Mulher de 32 anos apresenta urina espumosa e anasarca. PA: 120 x 80 mmHg e os exames mostraram creatinina sérica 1,2 mg/dL e proteinúria de 24 horas de 5,4 gramas. Hemograma, glicemia e eletrólitos são normais. Ela apresenta risco aumentado de:
- A. Hipervolemia e hemorragia.
- B. Hipovolemia e trombose. ✓
- C. Hipovolemia e hemorragia.
- D. Hipervolemia e trombose.
- E. Hipervolemia e hipocolesterolemia.
Comentário OsceLabs
Proteinuria maior que 3,5 g/24h com anasarca define sindrome nefrotica. A hipoalbuminemia reduz a pressao oncotica e desloca liquido para o interstitio, gerando hipovolemia efetiva apesar do edema. Em paralelo, perde-se antitrombina III (e proteinas C e S) na urina, com aumento de fibrinogenio, criando estado pro-trombotico classico (trombose de veia renal, TEP). O risco e de trombose, nao de hemorragia (A e C), e o colesterol sobe, nao cai (E). Resposta B.
Questão 15Analisando-se grande número de pacientes com doença renal crônica, é mais provável nestes casos, dentre os abaixo, o achado deGabarito: D
Analisando-se grande número de pacientes com doença renal crônica, é mais provável nestes casos, dentre os abaixo, o achado de
- A. hipofosfatemia.
- B. plaquetopenia.
- C. hipoparatireoidismo.
- D. aumento da resistência à insulina. ✓
- E. redução do ânion gap.
Comentário OsceLabs
A uremia induz resistencia periferica a insulina, achado precoce e quase universal na doenca renal cronica, contribuindo para o risco cardiovascular desses pacientes. Os demais itens estao invertidos: na DRC ocorre HIPERfosfatemia por retencao (A), HIPERparatireoidismo secundario (C), acidose metabolica com anion gap AUMENTADO pela retencao de sulfatos e fosfatos (E) e disfuncao plaquetaria com contagem geralmente normal, e nao plaquetopenia (B). Resposta D.
Questão 16Homem de 50 anos é acometido de nefropatia há 18 meses. Devido a trombose de fístula arteriovenosa em membro superior esquerdo e perda de vários cateteres de Shilley está sem hemodiálise eficiente. É admitido no pronto-socorro referindo astenia, vômitos e alguns episódios de tontura associada à hipotensão postural. Ao exame físico está descorado, PA: 85 × 70 mmHg, turgência jugular +++ e bulhas hipofonéticas. Os membros inferiores não se encontram edemaciados. O achado mais provável neste paciente será:Gabarito: C
Homem de 50 anos é acometido de nefropatia há 18 meses. Devido a trombose de fístula arteriovenosa em membro superior esquerdo e perda de vários cateteres de Shilley está sem hemodiálise eficiente. É admitido no pronto-socorro referindo astenia, vômitos e alguns episódios de tontura associada à hipotensão postural. Ao exame físico está descorado, PA: 85 × 70 mmHg, turgência jugular +++ e bulhas hipofonéticas. Os membros inferiores não se encontram edemaciados. O achado mais provável neste paciente será:
- A. Frequência cardíaca de 52 batimentos por minuto.
- B. Crepitação em metade inferior do tórax, bilateralmente.
- C. Queda da pressão sistólica de 12 mmHg durante inspiração. ✓
- D. Onda U no eletrocardiograma.
- E. Alcalose metabólica na gasometria venosa.
Comentário OsceLabs
Renal cronico sem dialise eficaz, com hipotensao, turgencia jugular exuberante e bulhas hipofoneticas SEM congestao pulmonar ou edema de membros: e a triade de Beck do tamponamento cardiaco por pericardite uremica. O achado esperado e o pulso paradoxal, queda maior que 10 mmHg da sistolica na inspiracao. Crepitacoes bibasais seriam de congestao (B), onda U indica hipocalemia (D) e a gasometria mostraria acidose metabolica, nao alcalose (E). Resposta C.
Questão 17Mulher de 37 anos, com doença renal crônica, realiza há 1 ano hemodiálise, 3 vezes por semana. Há 10 dias apresenta tosse e dispneia. Há também episódios de febre de 38 a 39 °C. A tomografia de tórax e mostrada abaixo. Para confirmar a principal hipótese diagnóstica é indicado:Gabarito: E
Mulher de 37 anos, com doença renal crônica, realiza há 1 ano hemodiálise, 3 vezes por semana. Há 10 dias apresenta tosse e dispneia. Há também episódios de febre de 38 a 39 °C. A tomografia de tórax e mostrada abaixo. Para confirmar a principal hipótese diagnóstica é indicado:
- A. Teste genético de fibrose cística.
- B. Lavado broncoalveolar com cultura de escarro.
- C. Teste rápido molecular para tuberculose.
- D. Dosagem de anticorpo anticitoplasma de neutrófilo.
- E. Hemocultura e ecocardiograma. ✓
Comentário OsceLabs
Paciente em hemodialise cronica (acesso vascular = porta de entrada) com febre prolongada, tosse e imagem toracica de nodulos multiplos periféricos, alguns escavados, e o quadro tipico de embolia septica por endocardite de camaras direitas. A confirmacao vem de hemoculturas seriadas e ecocardiograma em busca de vegetacao. Fibrose cistica nao se manifesta assim aos 37 anos (A), e tuberculose e vasculite (C e D) nao explicam o vinculo com o cateter. Resposta E.
Questão 18Homem de 65 anos, com diagnóstico de diabetes melitus há 20 anos, vem apresentando necessidade de redução das dosagens de insulina por episódios frequentes de hipoglicemia. Não mudou dieta, nem atividade física e está contente, pois acha que o diabetes pode estar em processo de cura. A explicação para este fato tem maior probabilidade de ser obtida solicitando-se o seguinte exame:Gabarito: A
Homem de 65 anos, com diagnóstico de diabetes melitus há 20 anos, vem apresentando necessidade de redução das dosagens de insulina por episódios frequentes de hipoglicemia. Não mudou dieta, nem atividade física e está contente, pois acha que o diabetes pode estar em processo de cura. A explicação para este fato tem maior probabilidade de ser obtida solicitando-se o seguinte exame:
- A. Creatinina sérica. ✓
- B. Hemoglobina glicada.
- C. Pesquisa de microalbuminúria.
- D. Tomografia computadorizada de pâncreas.
- E. Dosagem de cortisol.
Comentário OsceLabs
Diabetico de longa data que passa a ter hipoglicemias e a precisar de menos insulina sem mudar dieta nem atividade fisica geralmente NAO esta curando: esta perdendo funcao renal. Cerca de 30 a 40% da insulina e depurada pelo rim, e a queda do clearance prolonga sua meia-vida. A creatinina serica (com estimativa da TFG) e o exame que revela isso. A hemoglobina glicada apenas confirmaria a melhora aparente sem explicar a causa (B). Resposta A.
Questão 19Hipercortisolismo grave ocasiona com maior probabilidade:Gabarito: B
Hipercortisolismo grave ocasiona com maior probabilidade:
- A. Hipercalemia e acidose metabólica.
- B. Hipocalemia e alcalose metabólica. ✓
- C. Hipocalemia e acidose metabólica.
- D. Hipercalemia e alcalose metabólica.
- E. Hiponatremia e acidose metabólica.
Comentário OsceLabs
Em concentracoes muito altas, o cortisol satura a enzima 11-beta-hidroxiesteroide desidrogenase tipo 2 e passa a agir no receptor mineralocorticoide, promovendo reabsorcao de sodio e excrecao de potassio e hidrogenio. O resultado e hipocalemia com alcalose metabolica, achado tipico da sindrome de Cushing ectopica (ACTH paraneoplasico). Hipercalemia e acidose ocorreriam na insuficiencia adrenal, o oposto do quadro (A e D). Resposta B.
Questão 20Nos quadros de artrite reumatoide em geral as articulações poupadas são:Gabarito: D
Nos quadros de artrite reumatoide em geral as articulações poupadas são:
- A. Articulação C1-C2.
- B. Interfalângicas proximais.
- C. Temporomandibulares.
- D. Interfalângicas distais. ✓
- E. Esternoclavicular.
Comentário OsceLabs
A artrite reumatoide poupa caracteristicamente as interfalangicas distais e a coluna toracolombar/sacroiliacas. Acometimento de IFD sugere osteoartrite (nodulos de Heberden) ou artrite psoriasica. A AR acomete tipicamente metacarpofalangicas, interfalangicas proximais (B), punhos, e pode envolver a coluna cervical alta com subluxacao atlantoaxial C1-C2 (A), alem de temporomandibulares (C) e esternoclaviculares (E). Resposta D.
Questão 21Homem de 62 anos, previamente saudável, sofreu um acidente de trabalho em uma laje e caiu sobre um vergalhão, que transfixou a região cervical. Hemodinamicamente estável, apresenta barra metálica atravessando a região cervical direita, com ponto de entrada na zona II e saída na zona III retroauricular, sem sangramento ativo ou hematoma. Angiotomografia cervical abaixo. A conduta mais adequada, dentre as abaixo é:Gabarito: C
Homem de 62 anos, previamente saudável, sofreu um acidente de trabalho em uma laje e caiu sobre um vergalhão, que transfixou a região cervical. Hemodinamicamente estável, apresenta barra metálica atravessando a região cervical direita, com ponto de entrada na zona II e saída na zona III retroauricular, sem sangramento ativo ou hematoma. Angiotomografia cervical abaixo. A conduta mais adequada, dentre as abaixo é:
- A. Remover imediatamente o corpo estranho na sala de emergência.
- B. Embolização arterial imediata.
- C. Encaminhar o paciente ao centro cirúrgico, mantendo o corpo estranho fixo até sua retirada. ✓
- D. Drenagem de tórax imediatamente.
- E. Realizar traqueostomia de emergência.
Comentário OsceLabs
Objeto empalado que transfixa o pescoco funciona como tampao das estruturas vasculares lesadas: retira-lo fora do centro cirurgico pode desencadear hemorragia exsanguinante ou embolia aerea incontrolavel. A conduta e manter o corpo estranho fixo, transportar ao centro cirurgico e remove-lo com via aerea garantida e controle vascular proximal e distal. Remocao na sala de emergencia (A) e o erro classico; embolizacao, dreno de torax e traqueostomia nao sao o passo inicial. Resposta C.
Questão 22Paciente masculino, 32 anos, portador de Polipose Adenomatosa Familiar (PAF), com história familiar positiva e colectomia prévia, apresenta quadro de icterícia colestática, hipocolia e colúria. A colangiografia endoscópica com biópsia revelou adenoma tubuloviloso da papila duodenal maior, com displasia de baixo grau. Foi submetido à drenagem biliar, evoluindo com pancreatite aguda grave. A conduta mais adequada a médio prazo para este paciente, dentre as abaixo, é:Gabarito: C
Paciente masculino, 32 anos, portador de Polipose Adenomatosa Familiar (PAF), com história familiar positiva e colectomia prévia, apresenta quadro de icterícia colestática, hipocolia e colúria. A colangiografia endoscópica com biópsia revelou adenoma tubuloviloso da papila duodenal maior, com displasia de baixo grau. Foi submetido à drenagem biliar, evoluindo com pancreatite aguda grave. A conduta mais adequada a médio prazo para este paciente, dentre as abaixo, é:
- A. Imunoterapia.
- B. Pancreatoduodenectomia (cirurgia de Whipple).
- C. Seguimento endoscópico rigoroso. ✓
- D. Radioterapia.
- E. Embolização arterial.
Comentário OsceLabs
Na polipose adenomatosa familiar o duodeno periampular vira o principal sitio de neoplasia apos a colectomia, e a vigilancia e estratificada pela classificacao de Spigelman. Adenoma da papila com displasia de BAIXO grau ainda e lesao de baixo risco de progressao: a conduta de medio prazo e o seguimento endoscopico rigoroso, com biopsias seriadas e resseccao endoscopica quando indicada. A duodenopancreatectomia (B) e agressiva demais aqui, e fica reservada a displasia de alto grau, carcinoma ou Spigelman IV, ainda mais em paciente que acaba de sair de pancreatite grave. Quimio, radio e embolizacao nao tratam adenoma. Resposta C.
Questão 23Paciente feminina, 73 anos, com antecedente de colelitíase, refere no pronto-socorro dor abdominal intensa em flanco inferior esquerdo, vômitos e inapetência há 4 dias. Seguem imagens da tomografia abdominal. O diagnóstico é:Gabarito: A
Paciente feminina, 73 anos, com antecedente de colelitíase, refere no pronto-socorro dor abdominal intensa em flanco inferior esquerdo, vômitos e inapetência há 4 dias. Seguem imagens da tomografia abdominal. O diagnóstico é:
- A. Ileo biliar. ✓
- B. Obstrução intestinal por neoplasia de cólon direito.
- C. Apendicite complicada com abscesso pericecal.
- D. Neoplasia de apêndice.
- E. Doença de Crohn com estenose ileocecal.
Comentário OsceLabs
Idosa com colelitiase previa que desenvolve obstrucao intestinal deve levantar suspeita de ileo biliar: o calculo erode a parede da vesicula, cria fistula colecistoenterica e migra ate impactar, tipicamente na valvula ileocecal. A triade de Rigler na tomografia (pneumobilia, obstrucao intestinal e calculo ectopico) fecha o diagnostico. Neoplasia de colon, apendicite e Crohn nao explicam a associacao com o antecedente de colelitiase. Resposta A.
Questão 24Paciente feminina, 51 anos, com obesidade mórbida (148 kg, IMC > 50 kg/m²), foi submetida previamente à cirurgia de Hartmann após quadro de diverticulite complicada. Evoluiu com hérnia paracolostômica volumosa. Com o objetivo de viabilizar futura reconstrução do trânsito intestinal, foi submetida a gastrectomia vertical (sleeve), apresentando perda ponderal significativa, com peso atual de 98 kg. Sua tomografia de controle mostrou colostomia em fossa ilíaca direita e hérnia paracolostômica contendo alças delgadas, cólon e parte do estômago, com dimensões de 9,5 × 9,7 cm e volume estimado de 4.250 cc. O volume da cavidade abdominal é de cerca de 8.200 cc. Com base nos dados apresentados, a melhor estratégia para correção da hérnia e reconstrução do trânsito intestinal neste cenário é:Gabarito: B
Paciente feminina, 51 anos, com obesidade mórbida (148 kg, IMC > 50 kg/m²), foi submetida previamente à cirurgia de Hartmann após quadro de diverticulite complicada. Evoluiu com hérnia paracolostômica volumosa. Com o objetivo de viabilizar futura reconstrução do trânsito intestinal, foi submetida a gastrectomia vertical (sleeve), apresentando perda ponderal significativa, com peso atual de 98 kg. Sua tomografia de controle mostrou colostomia em fossa ilíaca direita e hérnia paracolostômica contendo alças delgadas, cólon e parte do estômago, com dimensões de 9,5 × 9,7 cm e volume estimado de 4.250 cc. O volume da cavidade abdominal é de cerca de 8.200 cc. Com base nos dados apresentados, a melhor estratégia para correção da hérnia e reconstrução do trânsito intestinal neste cenário é:
- A. Reconstrução do trânsito e fechamento primário herniário.
- B. Correção simultânea da hérnia e reconstrução do trânsito intestinal, com uso de pneumoperitônio progressivo pré-operatório, visando redução da perda do domínio abdominal. ✓
- C. Correção em dois tempos, com abordagem inicial da hérnia utilizando tela sintética intraperitoneal e reconstrução do trânsito em segundo tempo cirúrgico.
- D. reconstrução isolada do trânsito intestinal, com manutenção da hérnia.
- E. Correção em dois tempos, com abordagem inicial da hérnia sem utilização de tela sintética e reconstrução do trânsito em segundo tempo cirúrgico.
Comentário OsceLabs
Hernia com volume de 4.250 cc em cavidade de 8.200 cc significa razao de volumes acima de 50%, muito alem do limiar de 20 a 25% que define perda de domicilio (perda de domínio). Fechar essa parede sem preparo gera sindrome compartimental abdominal. O pneumoperitonio progressivo pre-operatorio expande a cavidade e permite reintegrar as visceras, viabilizando a correcao junto com a reconstrucao do transito. Fechamento primario (A) e inseguro, e manter a hernia (D) nao resolve. Resposta B.
Questão 25Paciente assintomático com massa retroperitoneal de aspecto heterogêneo, contendo componente gorduroso, sem sinais de infiltração. A conduta mais adequada a ser adotada inicialmente é:Gabarito: A
Paciente assintomático com massa retroperitoneal de aspecto heterogêneo, contendo componente gorduroso, sem sinais de infiltração. A conduta mais adequada a ser adotada inicialmente é:
- A. Biópsia por agulha. ✓
- B. Seguimento radiológico intenso.
- C. Quimioterapia empírica.
- D. Transplante renal.
- E. Antibioticoterapia.
Comentário OsceLabs
Massa retroperitoneal volumosa com componente gorduroso e lipossarcoma ate prova em contrario. A conduta inicial atual e a biopsia por agulha grossa guiada por imagem, com trajeto retroperitoneal planejado: ela define subtipo histologico e grau, o que orienta a estrategia (neoadjuvancia versus ressecção em bloco). Seguimento radiologico (B) atrasa o diagnostico de um sarcoma; quimioterapia empirica sem histologia (C), antibiotico (E) e transplante (D) nao fazem sentido. Resposta A.
Questão 26Mulher de 69 anos, transplantada renal há 7 anos, em uso de imunossupressores (ciclosporina, micofenolato de mofetila e prednisona), procura pronto-socorro com dor abdominal de forte intensidade iniciada há 1 dia, localizada inicialmente em flanco e fossa ilíaca esquerda, associada a náuseas, vômitos e diarreia. Ao exame, apresenta-se em regular estado geral, com abdome distendido, doloroso difusamente e ruídos hidroaéreos abolidos. Evolui com instabilidade hemodinâmica. A tomografia computadorizada evidenciou espessamento circunferencial subestenosante em íleo distal, densificação da gordura adjacente, distensão de alças a montante e liquido livre abdominal, sem coleções organizadas. A principal hipótese diagnóstica, dentre as abaixo, é:Gabarito: D
Mulher de 69 anos, transplantada renal há 7 anos, em uso de imunossupressores (ciclosporina, micofenolato de mofetila e prednisona), procura pronto-socorro com dor abdominal de forte intensidade iniciada há 1 dia, localizada inicialmente em flanco e fossa ilíaca esquerda, associada a náuseas, vômitos e diarreia. Ao exame, apresenta-se em regular estado geral, com abdome distendido, doloroso difusamente e ruídos hidroaéreos abolidos. Evolui com instabilidade hemodinâmica. A tomografia computadorizada evidenciou espessamento circunferencial subestenosante em íleo distal, densificação da gordura adjacente, distensão de alças a montante e liquido livre abdominal, sem coleções organizadas. A principal hipótese diagnóstica, dentre as abaixo, é:
- A. Doença de Crohn.
- B. Isquemia mesentérica não oclusiva.
- C. Linfoma intestinal.
- D. Enterocolite neutropênica. ✓
- E. Gastroenterite viral.
Comentário OsceLabs
Transplantada renal em imunossupressao tripla que abre dor abdominal, diarreia e evolui para choque, com tomografia mostrando espessamento circunferencial de ileo distal, densificacao da gordura e liquido livre, e o quadro de enterocolite neutropenica (tiflite): a mucosa imunocomprometida sofre invasao bacteriana transmural, com sepse rapida. Crohn e linfoma tem curso insidioso (A e C), a isquemia nao oclusiva costuma poupar padrao segmentar ileal desse tipo (B) e gastroenterite viral nao gera abdome agudo com instabilidade (E). Resposta D.
Questão 27Mulher de 69 anos, transplantada renal há 7 anos, em uso de imunossupressores (ciclosporina, micofenolato de mofetila e prednisona), procura pronto-socorro com dor abdominal de forte intensidade iniciada há 1 dia, localizada inicialmente em flanco e fossa ilíaca esquerda, associada a náuseas, vômitos e diarreia. Ao exame, apresenta-se em regular estado geral, com abdome distendido, doloroso difusamente e ruídos hidroaéreos abolidos. Evolui com instabilidade hemodinâmica. A tomografia computadorizada evidenciou espessamento circunferencial subestenosante em íleo distal, densificação da gordura adjacente, distensão de alças a montante e liquido livre abdominal, sem coleções organizadas. A paciente evoluiu com instabilidade hemodinâmica, sendo submetida a laparotomia exploradora, que revelou segmento de íleo isquêmico e estenosado (30 cm), sem perfuração. Foi realizada enterectomia com ileostomia. O anatomopatológico da peça cirúrgica demonstrou granulomas epitelioides com necrose caseosa e células gigantes multinucleadas. O diagnóstico mais provável com base nesses achados clínico-histopatológicos, dentre os abaixo, é:Gabarito: C
Mulher de 69 anos, transplantada renal há 7 anos, em uso de imunossupressores (ciclosporina, micofenolato de mofetila e prednisona), procura pronto-socorro com dor abdominal de forte intensidade iniciada há 1 dia, localizada inicialmente em flanco e fossa ilíaca esquerda, associada a náuseas, vômitos e diarreia. Ao exame, apresenta-se em regular estado geral, com abdome distendido, doloroso difusamente e ruídos hidroaéreos abolidos. Evolui com instabilidade hemodinâmica. A tomografia computadorizada evidenciou espessamento circunferencial subestenosante em íleo distal, densificação da gordura adjacente, distensão de alças a montante e liquido livre abdominal, sem coleções organizadas. A paciente evoluiu com instabilidade hemodinâmica, sendo submetida a laparotomia exploradora, que revelou segmento de íleo isquêmico e estenosado (30 cm), sem perfuração. Foi realizada enterectomia com ileostomia. O anatomopatológico da peça cirúrgica demonstrou granulomas epitelioides com necrose caseosa e células gigantes multinucleadas. O diagnóstico mais provável com base nesses achados clínico-histopatológicos, dentre os abaixo, é:
- A. Doença de Crohn.
- B. Actinomicose intestinal.
- C. Tuberculose intestinal. ✓
- D. Linfoma intestinal.
- E. Infecção fúngica invasiva (histoplasmose).
Comentário OsceLabs
Granulomas epitelioides COM necrose caseosa e celulas gigantes de Langhans sao a assinatura da tuberculose intestinal, que tem predilecao pela regiao ileocecal e pode cursar com estenose e isquemia. A perola diferencial: na doenca de Crohn os granulomas sao NAO caseosos (A). Actinomicose mostra graos de enxofre com colonias filamentosas (B), linfoma tem infiltrado linfoide monomorfico sem granuloma (D) e a histoplasmose exige demonstracao de leveduras intracelulares (E). Resposta C.
Questão 28Paciente feminina, 79 anos, com comorbidades (diabetes, fibrilação atrial e hipertensão arterial) e constipação crônica, evoluiu com suboclusão intestinal refratária ao tratamento clínico. Tomografia evidenciou impactação fecal, dilatação do sigmoide e espessamento parietal, sem sinais de perfuração ou abscesso. Após 5 dias, persistência do quadro foi confirmada. Com relação à indicação de cirurgia, nesse caso, é correto afirmar:Gabarito: D
Paciente feminina, 79 anos, com comorbidades (diabetes, fibrilação atrial e hipertensão arterial) e constipação crônica, evoluiu com suboclusão intestinal refratária ao tratamento clínico. Tomografia evidenciou impactação fecal, dilatação do sigmoide e espessamento parietal, sem sinais de perfuração ou abscesso. Após 5 dias, persistência do quadro foi confirmada. Com relação à indicação de cirurgia, nesse caso, é correto afirmar:
- A. A cirurgia está contraindicada devido à ausência de sinais infecciosos.
- B. O tratamento cirúrgico deve ser reservado apenas para casos complicados por perfuração.
- C. Deve-se realizar videolaparoscopia diagnóstica.
- D. A persistência da impactação fecal e a falha do tratamento clínico indicam a necessidade de intervenção cirúrgica. ✓
- E. Deve-se manter tratamento não operatório.
Comentário OsceLabs
Fecaloma com suboclusao que nao responde a desimpactacao, enemas e medidas clinicas por cinco dias tem indicacao cirurgica, mesmo sem perfuracao ou abscesso: a distensao progressiva leva a isquemia da parede do sigmoide e perfuracao estercoral, complicacao de altissima mortalidade. Esperar a complicacao para operar (B e E) e justamente o que se quer evitar. A ausencia de sinais infecciosos nao contraindica a cirurgia (A), e a laparoscopia diagnostica (C) nao acrescenta a um diagnostico ja definido pela tomografia. Resposta D.
Questão 29Homem de 63 anos, tabagista, com queixa de dispneia e tosse seca há 15 dias, sem perda ponderal. Apresentava-se em bom estado geral e exame físico sem alterações significativas. A tomografia de tórax demonstrou massa pulmonar central no lobo superior direito (imagens abaixo). Biópsia revelou tumor neuroendocrino bem diferenciado (carcinoide típico). Com base no quadro e nas imagens, a conduta terapêutica mais adequada, dentre as abaixo, é:Gabarito: E
Homem de 63 anos, tabagista, com queixa de dispneia e tosse seca há 15 dias, sem perda ponderal. Apresentava-se em bom estado geral e exame físico sem alterações significativas. A tomografia de tórax demonstrou massa pulmonar central no lobo superior direito (imagens abaixo). Biópsia revelou tumor neuroendocrino bem diferenciado (carcinoide típico). Com base no quadro e nas imagens, a conduta terapêutica mais adequada, dentre as abaixo, é:
- A. Radioterapia torácica.
- B. Quimioterapia adjuvante com cisplatina e etoposídeo.
- C. Imunoterapia anti-PD-L1 como tratamento de primeira linha.
- D. Terapia com análogos de somatostatina.
- E. Ressecção cirúrgica com preservação pulmonar sempre que possível e linfadenectomia hiliar/mediastinal. ✓
Comentário OsceLabs
O carcinoide tipico de pulmao e um tumor neuroendocrino de baixo grau, pouco sensivel a quimioterapia e a radioterapia, cujo tratamento curativo e cirurgico: resseccao anatomica com maxima preservacao de parenquima (lobectomia, bilobectomia ou tecnicas em manguito/sleeve) associada a linfadenectomia hilar e mediastinal para estadiamento. Quimio com cisplatina-etoposido e para tumores de alto grau (B). Analogos de somatostatina (D) e imunoterapia (C) cabem em doenca avancada, nao no tumor ressecavel. Resposta E.
Questão 30Paciente feminina, 31 anos, previamente hígida, procurou o pronto-socorro com dor abdominal e pélvica há 6 horas. Negava atraso menstrual. Ao exame físico, encontrava-se em regular estado geral, hidratada, porém descorada (2+/4+), com dor abdominal difusa, predominando no hipogástrio. Exames laboratoriais revelaram anemia (Hb: 9,1 g/dL). O exame laboratorial que deve ser realizado antes da tomografia é:Gabarito: D
Paciente feminina, 31 anos, previamente hígida, procurou o pronto-socorro com dor abdominal e pélvica há 6 horas. Negava atraso menstrual. Ao exame físico, encontrava-se em regular estado geral, hidratada, porém descorada (2+/4+), com dor abdominal difusa, predominando no hipogástrio. Exames laboratoriais revelaram anemia (Hb: 9,1 g/dL). O exame laboratorial que deve ser realizado antes da tomografia é:
- A. VHS (Velocidade de Hemossedimentação).
- B. Gasometria arterial.
- C. Teste de Coombs direto.
- D. Beta-HCG sérico. ✓
- E. Procalcitonina.
Comentário OsceLabs
Mulher em idade fertil com dor pelvica aguda e anemia tem gestacao ectopica no topo da lista, e negar atraso menstrual nao afasta nada. O beta-hCG serico e obrigatorio antes de qualquer tomografia, tanto por ser o exame que muda o diagnostico e a conduta quanto pela protecao contra irradiacao de uma gestacao. VHS, gasometria, Coombs e procalcitonina nao alteram a decisao nesse momento. Resposta D.
Questão 31Paciente idoso é admitido na sala de trauma após queda da própria altura, segundo relato informado, trazido pelo serviço de resgate imobilizado com colar cervical e prancha longa. Está entubado, com Glasgow 3, pupilas isocóricas e fotorreagentes, hipotenso e com bradicardia. SatO2: 95%. Apresenta movimentação em todos os quatro membros e não há estigmas externos de trauma. O próximo passo mais adequado na investigação diagnóstica inicial é:Gabarito: B
Paciente idoso é admitido na sala de trauma após queda da própria altura, segundo relato informado, trazido pelo serviço de resgate imobilizado com colar cervical e prancha longa. Está entubado, com Glasgow 3, pupilas isocóricas e fotorreagentes, hipotenso e com bradicardia. SatO2: 95%. Apresenta movimentação em todos os quatro membros e não há estigmas externos de trauma. O próximo passo mais adequado na investigação diagnóstica inicial é:
- A. Toracocentese bilateral.
- B. Aplicação do protocolo RUSH (ultrassonografia point of care) para avaliar causas de choque. ✓
- C. Tomografia computadorizada de corpo inteiro.
- D. Radiografias simples de coluna cervical, tórax e pelve.
- E. Avaliação neurológica com ressonância magnética de coluna cervical.
Comentário OsceLabs
No trauma, paciente hemodinamicamente instavel nao vai para a tomografia: a avaliacao e a beira do leito. O protocolo RUSH (ultrassom point-of-care) rastreia em minutos as causas de choque (hipovolemico, obstrutivo por tamponamento ou pneumotorax hipertensivo, cardiogenico, distributivo). A associacao hipotensao COM bradicardia levanta ainda a hipotese de choque neurogenico. Tomografia de corpo inteiro (C) e ressonancia (E) exigem estabilidade; toracocentese as cegas (A) nao se justifica sem sinais. Resposta B.
Questão 32Paciente masculino, 38 anos, com histórico de uso abusivo de álcool e cocaína, foi vítima de colisão de moto versus automóvel, sendo ejetado da motocicleta a cerca de 30 m a alta velocidade. Score de Glasgow 3, sangramento oral intenso, fratura exposta de fêmur direito distal com ferimento descolante e sangramento intenso no membro, múltiplas fraturas craniofaciais, além de sinais de choque hipovolêmico. Além das medidas de proteção da coluna para o transporte, das condutas iniciais abaixo, a mais apropriada no atendimento pré- hospitalar desse paciente é:Gabarito: E
Paciente masculino, 38 anos, com histórico de uso abusivo de álcool e cocaína, foi vítima de colisão de moto versus automóvel, sendo ejetado da motocicleta a cerca de 30 m a alta velocidade. Score de Glasgow 3, sangramento oral intenso, fratura exposta de fêmur direito distal com ferimento descolante e sangramento intenso no membro, múltiplas fraturas craniofaciais, além de sinais de choque hipovolêmico. Além das medidas de proteção da coluna para o transporte, das condutas iniciais abaixo, a mais apropriada no atendimento pré- hospitalar desse paciente é:
- A. Máscara laríngea + acesso intraósseo.
- B. Transfusão de plasma, hemácias e plaquetas.
- C. Infusão agressiva de cristaloide para estabilização volêmica.
- D. Imobilizar perna; máscara de oxigênio de alto fluxo.
- E. Torniquete + intubação orotraqueal + transporte rápido. ✓
Comentário OsceLabs
Politraumatizado ejetado, com hemorragia exsanguinante em membro e via aerea ameacada (Glasgow 3 com sangramento oral) segue o X-ABC: primeiro o X, controle da hemorragia exsanguinante com torniquete, depois via aerea definitiva e transporte rapido ao centro de trauma. Infusao agressiva de cristaloide (C) piora a coagulopatia e desfaz coagulos (hipotensao permissiva e a regra). Mascara laringea nao protege via aerea com sangue (A), hemocomponentes raramente estao disponiveis no pre-hospitalar (B) e oxigenio isolado ignora o sangramento (D). Resposta E.
Questão 33Paciente feminina, 68 anos, com obesidade grau III, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, doença renal crônica em diálise e fibrilação atrial, apresenta quadro de febre persistente, dor abdominal difusa e leucocitose há 10 dias. A tomografia computadorizada está apresentada abaixo. Foi iniciado tratamento com antibióticos de largo espectro. Com base no quadro clínico, exames de imagem e antecedentes da paciente, a etiologia mais provável do abscesso esplênico e o tratamento mais indicado:Gabarito: B
Paciente feminina, 68 anos, com obesidade grau III, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, doença renal crônica em diálise e fibrilação atrial, apresenta quadro de febre persistente, dor abdominal difusa e leucocitose há 10 dias. A tomografia computadorizada está apresentada abaixo. Foi iniciado tratamento com antibióticos de largo espectro. Com base no quadro clínico, exames de imagem e antecedentes da paciente, a etiologia mais provável do abscesso esplênico e o tratamento mais indicado:
- A. Cisto esplênico infectado – drenagem percutânea.
- B. Embolia séptica – esplenectomia. ✓
- C. diverticulite – observação clinica.
- D. Isquemia esplênica – suporte clínico.
- E. Pancreatite aguda – drenagem cirúrgica do pâncreas.
Comentário OsceLabs
Abscesso esplenico em paciente com fibrilacao atrial, diabete e dialise aponta para embolia septica (frequentemente originada de endocardite ou de foco a distancia), que gera infartos esplenicos que se infectam. O tratamento padrao-ouro do abscesso esplenico e a esplenectomia associada ao antibiotico; drenagem percutanea fica reservada a lesoes unicas, uniloculares, em paciente proibitivo. Observacao clinica (C) e suporte isolado (D) nao tratam foco septico fechado. Resposta B.
Questão 34Paciente feminina, 51 anos, previamente saudável, exceto por hipertensão controlada, procura o pronto-socorro com dor epigástrica de longa data, recentemente agravada. A paciente está hemodinamicamente estável, sem sinais claros de peritonite difusa. Tomografia de abdome abaixo. Das condutas abaixo, a que representa a medida inicial mais apropriada no tratamento inicial desta paciente é:Gabarito: C
Paciente feminina, 51 anos, previamente saudável, exceto por hipertensão controlada, procura o pronto-socorro com dor epigástrica de longa data, recentemente agravada. A paciente está hemodinamicamente estável, sem sinais claros de peritonite difusa. Tomografia de abdome abaixo. Das condutas abaixo, a que representa a medida inicial mais apropriada no tratamento inicial desta paciente é:
- A. Endoscopia de urgência.
- B. Colonoscopia urgente.
- C. Videolaparoscopia. ✓
- D. Corticoterapia.
- E. Paracentese diagnóstica.
Comentário OsceLabs
Dor epigastrica de longa data com agudizacao e tomografia demonstrando pneumoperitonio e/ou liquido livre em paciente ESTAVEL, sem peritonite difusa, e o cenario ideal para a videolaparoscopia: confirma a ulcera perfurada, permite a rafia com epiploplastia e o lavado da cavidade, com menor morbidade que a laparotomia. Endoscopia de urgencia (A) insufla ar e agrava perfuracao. Colonoscopia (B), corticoide (D) e paracentese (E) nao tem papel. Resposta C.
Questão 35Paciente feminina, 36 anos, previamente hígida, apresenta dor abdominal difusa há 48 horas, associada a náusea, sem võmitos ou febre. Ao exame físico, geral não há sinais de sepse e apresenta dor à palpação no quadrante superior direito, sem sinais de irritação peritoneal. A tomografia de abdome (imagem abaixo) revela imagem hiperdensa linear compatível com corpo estranho na extremidade distal da porção ascendente do duodeno. A paciente nega ingestão intencional de objetos. A conduta mais apropriada, dentre as abaixo, neste caso é:Gabarito: B
Paciente feminina, 36 anos, previamente hígida, apresenta dor abdominal difusa há 48 horas, associada a náusea, sem võmitos ou febre. Ao exame físico, geral não há sinais de sepse e apresenta dor à palpação no quadrante superior direito, sem sinais de irritação peritoneal. A tomografia de abdome (imagem abaixo) revela imagem hiperdensa linear compatível com corpo estranho na extremidade distal da porção ascendente do duodeno. A paciente nega ingestão intencional de objetos. A conduta mais apropriada, dentre as abaixo, neste caso é:
- A. Observação clínica.
- B. Endoscopia urgente. ✓
- C. Laparotomia.
- D. Laxante.
- E. Carvão ativado
Comentário OsceLabs
Corpo estranho linear e pontiagudo (tipicamente espinha de peixe ou palito) impactado no duodeno tem alto risco de perfuracao e formacao de abscesso: mesmo com paciente estavel e sem irritacao peritoneal, a conduta e a retirada endoscopica em carater de urgencia. Observacao (A), laxante (D) e carvao ativado (E) permitem a progressao da perfuracao. Laparotomia (C) fica reservada a falha endoscopica ou a perfuracao ja estabelecida. Resposta B.
Questão 36Paciente masculino, 65 anos, com obesidade grau III, apresenta dor anal intensa há 12 dias com secreção purulenta e odor fétido. Ao exame, lesões perianais ulceradas com secreção, leucócitos: 22.000/mm³, creatinina: 3, sódio: 128, potássio: 5,8. A tomografia apresenta alteração ressaltada abaixo: Com base no quadro clínico e imagem, das abaixo, a melhor conduta inicial, além da antibioticoterapia, é:Gabarito: A
Paciente masculino, 65 anos, com obesidade grau III, apresenta dor anal intensa há 12 dias com secreção purulenta e odor fétido. Ao exame, lesões perianais ulceradas com secreção, leucócitos: 22.000/mm³, creatinina: 3, sódio: 128, potássio: 5,8. A tomografia apresenta alteração ressaltada abaixo: Com base no quadro clínico e imagem, das abaixo, a melhor conduta inicial, além da antibioticoterapia, é:
- A. Desbridamento extenso. ✓
- B. Corticoterapia.
- C. Hartmann.
- D. Exenteração.
- E. Câmara hiperbárica.
Comentário OsceLabs
Lesao perianal ulcerada com secrecao fetida, leucocitose de 22.000, creatinina 3, sodio 128 e potassio 5,8 em obeso e o retrato da gangrena de Fournier (fasciite necrotizante perineal). O unico tratamento que muda mortalidade e o desbridamento cirurgico amplo e PRECOCE de todo o tecido desvitalizado, associado a antibiotico de largo espectro e suporte. Camara hiperbarica (E) e adjuvante, nunca inicial; corticoide (B) e deleterio; colostomia e exenteracao nao substituem o desbridamento. Resposta A.
Questão 37Paciente masculino, 45 anos, com IMC: 38 kg/m², previamente hígido, foi submetido a colecistectomia videolaparoscópica por colelitíase sintomática. O insuflador de gás carbônico aponta pressão de 14 mmHg e fluxo de 20 L/min. Sobre tais parâmetros é correto afirmar:Gabarito: C
Paciente masculino, 45 anos, com IMC: 38 kg/m², previamente hígido, foi submetido a colecistectomia videolaparoscópica por colelitíase sintomática. O insuflador de gás carbônico aponta pressão de 14 mmHg e fluxo de 20 L/min. Sobre tais parâmetros é correto afirmar:
- A. Pressão está baixa.
- B. Fluxo alto; risco de barotrauma.
- C. Parâmetros adequados para o caso. ✓
- D. Pressão de 14 mmHg é contraindicada.
- E. Vazão de 20 L/min é excessiva e causa acidose.
Comentário OsceLabs
A pressao intra-abdominal recomendada na videolaparoscopia e de 12 a 15 mmHg, e o fluxo elevado do insuflador (15 a 20 L/min) apenas repoe rapidamente o gas perdido por vazamento de trocarte ou aspiracao, sem elevar a pressao alem do limite programado. Portanto 14 mmHg com 20 L/min sao parametros adequados. Fluxo alto nao causa barotrauma, pois quem limita e a pressao (B), e a acidose respiratoria depende da absorcao de CO2 e da ventilacao, nao da vazao (E). Resposta C.
Questão 38Paciente masculino, 20 anos, previamente hígido, procurou atendimento seis dias após inserção voluntária de corpo estranho no reto, referindo dor abdominal progressiva e ausência de evacuações. Ao exame, apresentava dor em fossa ilíaca esquerda, sem sinais de peritonite. O toque retal não mostrou palpação do corpo estranho ou lesões no reto, mas verificou-se secreção sero-sanguinolenta a retirada da luva. Tomografia evidenciou corpo estranho no retossigmoide, sem sinais de pneumoperitônio, clinicamente estável. Das indicações de abordagem cirúrgica abaixo, nesse contexto, a mais indicada é:Gabarito: D
Paciente masculino, 20 anos, previamente hígido, procurou atendimento seis dias após inserção voluntária de corpo estranho no reto, referindo dor abdominal progressiva e ausência de evacuações. Ao exame, apresentava dor em fossa ilíaca esquerda, sem sinais de peritonite. O toque retal não mostrou palpação do corpo estranho ou lesões no reto, mas verificou-se secreção sero-sanguinolenta a retirada da luva. Tomografia evidenciou corpo estranho no retossigmoide, sem sinais de pneumoperitônio, clinicamente estável. Das indicações de abordagem cirúrgica abaixo, nesse contexto, a mais indicada é:
- A. Laparotomia.
- B. Videolaparoscopia.
- C. Laxante.
- D. Extração transanal. ✓
- E. Colonoscopia.
Comentário OsceLabs
Corpo estranho retal em paciente estavel, sem pneumoperitonio e sem sinais de peritonite, deve ser retirado por via transanal, sob sedacao ou bloqueio, com relaxamento adequado do esfincter — a abordagem menos invasiva e resolutiva. Laparotomia e laparoscopia (A e B) sao reservadas a falha da extracao transanal ou a perfuracao. Laxante (C) e contraindicado e a colonoscopia (E) tem baixa eficacia de preensao para objetos volumosos. Resposta D.
Questão 39Paciente feminina, 53 anos, diabética, apresenta dor em hipocondrio direito, febre, inapetência. Ao exame físico, dor à palpação superficial no hipocôndrio direito, sem sinal de descompressão brusca. Leucograma com 21.000 células/mm³. APACHE II igual a 6. A tomografia computadorizada evidenciou vesícula biliar com alterações ressaltadas abaixo: Com base nos achados clínicos e radiológicos, dentre as abaixo, a principal hipótese diagnóstica e a melhor conduta são:Gabarito: A
Paciente feminina, 53 anos, diabética, apresenta dor em hipocondrio direito, febre, inapetência. Ao exame físico, dor à palpação superficial no hipocôndrio direito, sem sinal de descompressão brusca. Leucograma com 21.000 células/mm³. APACHE II igual a 6. A tomografia computadorizada evidenciou vesícula biliar com alterações ressaltadas abaixo: Com base nos achados clínicos e radiológicos, dentre as abaixo, a principal hipótese diagnóstica e a melhor conduta são:
- A. Colecistite xantomatosa - colecistectomia. ✓
- B. Neoplasia de vesícula - biópsia.
- C. Colecistite aguda - colecistostomia.
- D. Abscesso hepático e ceftriaxona - metronidazol EV.
- E. Colangite esclerosante - plasmaférese.
Comentário OsceLabs
Colecistite xantogranulomatosa e uma inflamacao cronica com nodulos xantomatosos intramurais, espessamento parietal exuberante e aspecto pseudotumoral na tomografia — mimetiza cancer de vesicula. O tratamento e a colecistectomia, que e diagnostica e terapeutica, com congelacao intraoperatoria se houver duvida com neoplasia. Colecistostomia (C) so cabe em paciente proibitivo, e o APACHE II de 6 indica quadro nao grave. Abscesso hepatico e colangite esclerosante nao correspondem aos achados. Resposta A.
Questão 40Paciente, 59 anos, com icterícia há 3 semanas acompanhada de colúria e acolia fecal. A tomografia computadorizada de abdome é mostrada abaixo. O diagnóstico que corresponde aos achados da tomografia deste paciente é:Gabarito: E
Paciente, 59 anos, com icterícia há 3 semanas acompanhada de colúria e acolia fecal. A tomografia computadorizada de abdome é mostrada abaixo. O diagnóstico que corresponde aos achados da tomografia deste paciente é:
- A. Presença de tumor hepático com metástases.
- B. Extensa trombose venosa envolvendo veia porta, mesentérica superior e veia esplênica.
- C. Obstrução arterial mesentérica com infarto de alça intestinal.
- D. Coleção abdominal volumosa, com conteúdo purulento associada a peritonite.
- E. Tumor de Klatskin (colangiocarcinoma). ✓
Comentário OsceLabs
Ictericia progressiva com colúria e acolia indica obstrucao biliar. Quando a tomografia mostra dilatacao das vias biliares INTRA-hepaticas com via biliar distal e vesicula colabadas, a obstrucao esta na confluencia dos hepaticos: colangiocarcinoma peri-hilar, o tumor de Klatskin. Se a vesicula estivesse distendida (sinal de Courvoisier), o nivel seria distal, sugerindo tumor de cabeca de pancreas. Trombose portal e isquemia mesenterica nao causam ictericia obstrutiva (B e C). Resposta E.
Questão 41Um recém-nascido com 18 horas de vida, do sexo masculino, adequado para a idade gestacional, filho de mãe com diabetes gestacional controlada com dieta, sem outras intercorrências, apresenta icterícia, classificada clinicamente como de Zona II de Kramer, de intensidade leve a moderada. A medida da bilirrubina transcutânea (BTC) foi de 9,8 mg/dL. Tipagem sanguínea AB Rh positivo, com Coombs direto negativo. Nesse caso,Gabarito: B
Um recém-nascido com 18 horas de vida, do sexo masculino, adequado para a idade gestacional, filho de mãe com diabetes gestacional controlada com dieta, sem outras intercorrências, apresenta icterícia, classificada clinicamente como de Zona II de Kramer, de intensidade leve a moderada. A medida da bilirrubina transcutânea (BTC) foi de 9,8 mg/dL. Tipagem sanguínea AB Rh positivo, com Coombs direto negativo. Nesse caso,
- A. a icterícia deve ser considerada fisiológica, sendo indicada reavaliação em 4 horas.
- B. a manifestação deve ser consequência de doença hemolítica, devendo-se coletar exames e iniciar fototerapia. ✓
- C. esta manifestação se deve ao diabetes materno, devendo-se acompanhar clinicamente e realizar nova BTC em 4 horas.
- D. a bilirrubina transcutânea não está de acordo com a manifestação clínica, o que é comum, pois não tem sensibilidade para os níveis leves de icterícia (até zona II).
- E. a manifestação clínica é explicada pelo diabetes materno, sendo indicado iniciar a fototerapia e nova BTC em 6 horas.
Comentário OsceLabs
A regra de ouro da neonatologia: ictericia que aparece nas primeiras 24 horas de vida NUNCA e fisiologica — presume-se hemolise ate prova em contrario. Com 18 horas e bilirrubina de 9,8 mg/dL, a conduta e colher hemograma, reticulocitos, bilirrubinas e tipagem e iniciar fototerapia, sem esperar. Coombs direto negativo nao exclui incompatibilidade ABO nem esferocitose ou deficiencia de G6PD. Filho de mae diabetica pode ter policitemia, mas isso nao autoriza apenas observar (C e E). Resposta B.
Questão 42O gráfico abaixo revela as taxas de mortalidade infantil de 2006 a 2023 no Brasil, segundo o IBGE. O cálculo da Mortalidade infantil (número de óbitos em) e a taxa em 2023 são, respectivamente:Gabarito: D
O gráfico abaixo revela as taxas de mortalidade infantil de 2006 a 2023 no Brasil, segundo o IBGE. O cálculo da Mortalidade infantil (número de óbitos em) e a taxa em 2023 são, respectivamente:
- A. menores de 5 anos/1.000 nascidos vivos entre 6 e 7.
- B. menores de 1 ano/1.000 nascidos vivos entre 6 e 7.
- C. menores de 1 ano/1.000 nascidos vivos entre 8 e 9.
- D. menores de 1 ano/1.000 nascidos vivos entre 12 e 13. ✓
- E. menores de 5 anos/1.000 nascidos vivos entre 8 e 9.
Comentário OsceLabs
A taxa de mortalidade infantil e definida como obitos de menores de 1 ANO de idade por 1.000 nascidos vivos (obitos de menores de 5 anos compoem a mortalidade na infancia, indicador diferente). No Brasil, apos anos de queda, o indicador estacionou em patamar proximo de 12 a 13 por mil nascidos vivos, valor registrado em 2023. As alternativas com denominador de menores de 5 anos (A e E) erram a definicao, e as demais erram a magnitude. Resposta D.
Questão 43Os pais de uma menina com 8 anos de idade e sinais avançados de puberdade procuram o pediatra, pois ouviram que a aceleração da puberdade pode estar associada a disruptores (desreguladores) endócrinos. Pode-se afirmar:Gabarito: E
Os pais de uma menina com 8 anos de idade e sinais avançados de puberdade procuram o pediatra, pois ouviram que a aceleração da puberdade pode estar associada a disruptores (desreguladores) endócrinos. Pode-se afirmar:
- A. No Brasil, os órgãos públicos de controle retiraram de circulação os desreguladores endócrinos artificiais.
- B. Não há evidência de que os aditivos chamados desreguladores hormonais atuem na função hormonal de forma expressiva.
- C. Esse conceito está sendo introduzido e divulgado nas mídias sociais, mas sem relação com pesquisa científica.
- D. Os bisfenóis (BPA) foram excluídos da composição dos plásticos, não conferindo problema à saúde pública.
- E. Os desreguladores endócrinos são substâncias que se acumulam no organismo e interferem no metabolismo hormonal, como os bisfenóis e os ftalatos. ✓
Comentário OsceLabs
Disruptores (ou desreguladores) endocrinos sao substancias exogenas que imitam ou bloqueiam a acao hormonal, com destaque para bisfenol A, ftalatos, pesticidas organoclorados e parabenos. Sao lipofilicos, bioacumulam e tem efeito dose-dependente nao linear, com evidencia consistente de associacao com puberdade precoce, obesidade e infertilidade. Nao foram retirados de circulacao no Brasil (A), a evidencia cientifica e robusta (B e C) e o BPA foi restringido apenas em mamadeiras, nao excluido dos plasticos (D). Resposta E.
Questão 44Uma menina com 7 anos apresenta pubarca, com características de estágio 3 pela classificação de Tanner, além de leve odor em axilas, sem qualquer outro sinal de puberdade. Os pais procuram endocrinologista e, após exames, conclui-se que se trata de adrenarca prematura. Sobre esta manifestação:Gabarito: C
Uma menina com 7 anos apresenta pubarca, com características de estágio 3 pela classificação de Tanner, além de leve odor em axilas, sem qualquer outro sinal de puberdade. Os pais procuram endocrinologista e, após exames, conclui-se que se trata de adrenarca prematura. Sobre esta manifestação:
- A. É consequência de tumor hipofisário benigno, geralmente com indicação de cirurgia, com cura total.
- B. Está dentro do esperado para a idade, mas revela progressão rápida para a puberdade precoce.
- C. É considerada benigna, mas estudos longitudinais observam um maior risco de síndrome dos ovários policísticos. ✓
- D. Acompanha-se de desaceleração do crescimento e baixa estatura final, com menarca prevista para antes dos 9 anos.
- E. Deve-se à presença de hiperplasia de suprarrenal (zona reticulosa), com indicação de terapia com corticosteroides.
Comentário OsceLabs
Adrenarca prematura isolada e a ativacao precoce da zona reticular da suprarrenal, com pubarca, odor axilar e acne leve, SEM telarca, sem aceleracao importante da idade ossea e sem progressao puberal — e considerada benigna. A perola dos estudos longitudinais: essas meninas tem maior risco futuro de resistencia insulinica e sindrome dos ovarios policisticos. Nao decorre de tumor hipofisario (A), nao acelera a menarca para antes dos 9 anos nem reduz estatura final (D) e nao e hiperplasia adrenal congenita a exigir corticoide (E). Resposta C.
Questão 45Uma lactente com 6 meses de idade, com histórico de tratamento para sífilis logo ao nascimento, em acompanhamento ambulatorial, apresenta títulos mantidos de teste não treponêmico, realizados no mesmo laboratório. Criança sem sinais clínicos e evoluindo bem. Nesse caso, a conduta deve ser:Gabarito: D
Uma lactente com 6 meses de idade, com histórico de tratamento para sífilis logo ao nascimento, em acompanhamento ambulatorial, apresenta títulos mantidos de teste não treponêmico, realizados no mesmo laboratório. Criança sem sinais clínicos e evoluindo bem. Nesse caso, a conduta deve ser:
- A. Realizar teste treponêmico e raio-x de ossos longos e coletar líquor apenas no caso de um ou de ambos estarem alterados.
- B. Repetir o teste em 3 meses, pois espera-se que a queda nos valores dos testes treponêmicos aconteça após o sexto mês.
- C. Realizar teste treponêmico e, se positivo, tratar a criança com penicilina parenteral durante 10 dias, o que é efetivo para meningite, sem a necessidade de coleta de líquor.
- D. Realizar teste VDRL, além do quimiocitológico, no líquor e iniciar tratamento com penicilina parenteral durante 10 dias. ✓
- E. Administrar uma dose de Penicilina benzatina, pois criança sem sinas e bom desenvolvimento. Repetir o exame em 1 mês, incluindo o teste treponemico.
Comentário OsceLabs
Lactente tratado para sifilis congenita deve apresentar QUEDA progressiva dos titulos do teste NAO treponemico (VDRL), com negativacao ate os 6 meses. Titulo mantido aos 6 meses significa falha terapeutica ou infeccao persistente: a conduta e reavaliar completamente, incluindo VDRL e quimiocitologico no liquor, e retratar com penicilina PARENTERAL por 10 dias. O teste treponemico pode permanecer reagente por anticorpos maternos ate 18 meses e nao decide conduta (A, B e C). Penicilina benzatina em dose unica nao trata neurossifilis (E). Resposta D.
Questão 46Um adolescente com 14 anos de idade apresenta quadro de tosse prolongada, diurna e noturna, há 10 dias, com piora nos últimos 2 dias. Febre baixa nos últimos 4 dias, associada a dor de cabeça, cansaço e perda de apetite, além de manchas na pele. A radiografia de tórax revela a presença de broncopneumonia em bases, mais à esquerda. O médico descreve a presença de eritema multiforme. O principal agente e a conduta a ser adotada são, respectivamente:Gabarito: B
Um adolescente com 14 anos de idade apresenta quadro de tosse prolongada, diurna e noturna, há 10 dias, com piora nos últimos 2 dias. Febre baixa nos últimos 4 dias, associada a dor de cabeça, cansaço e perda de apetite, além de manchas na pele. A radiografia de tórax revela a presença de broncopneumonia em bases, mais à esquerda. O médico descreve a presença de eritema multiforme. O principal agente e a conduta a ser adotada são, respectivamente:
- A. Mycoplasma pneumoniae – fluoroquinolona.
- B. Mycoplasma pneumoniae – macrolídeo. ✓
- C. Mycoplasma hominis – cefalosporina de segunda geração.
- D. Mycoplasma hominis – tetraciclina.
- E. Mycoplasma hominis – fluoroquinolona.
Comentário OsceLabs
A trinca tosse arrastada + quadro sistemico leve + radiografia pior do que o exame fisico ja aponta pneumonia atipica; o eritema multiforme e a manifestacao extrapulmonar classica do Mycoplasma pneumoniae em adolescentes. O tratamento de escolha na pediatria e o macrolideo (azitromicina ou claritromicina). Fluoroquinolona (A) e evitada em crianca por toxicidade osteoarticular. Mycoplasma hominis e agente do trato genitourinario, nao respiratorio (C, D, E). Resposta B.
Questão 47Um menino com 6 anos de idade é levado ao médico pois apresenta quadro de náusea e vômitos recorrentes, dor abdominal e aumento da diurese, além de "estar sem energia para brincar". Durante a anamnese o médico identifica o uso excessivo de uma vitamina. Das vitaminas abaixo, a que tem relação com esse quadro clínico éGabarito: C
Um menino com 6 anos de idade é levado ao médico pois apresenta quadro de náusea e vômitos recorrentes, dor abdominal e aumento da diurese, além de "estar sem energia para brincar". Durante a anamnese o médico identifica o uso excessivo de uma vitamina. Das vitaminas abaixo, a que tem relação com esse quadro clínico é
- A. A.
- B. C.
- C. D. ✓
- D. K.
- E. E.
Comentário OsceLabs
Nausea, vomitos, dor abdominal, poliuria (diabetes insipidus nefrogenico) e fraqueza/apatia formam a sindrome da HIPERCALCEMIA, e a vitamina lipossoluvel que a produz por excesso e a vitamina D, que aumenta a absorcao intestinal de calcio e a reabsorcao ossea. A hipervitaminose A causa pseudotumor cerebral, alopecia e dor ossea (A); a vitamina K em excesso causa hemolise no neonato (D) e a vitamina E, sangramento (E). Vitamina C leva a nefrolitiase por oxalato (B). Resposta C.
Questão 48Uma menina com 4 anos de idade adquire infecção intestinal por Escherichia coli O157:H7. Após 1 semana do início do quadro evoluiu com anemia hemolítica, trombocitopenia e insuficiência renal. O diagnóstico desta complicação é:Gabarito: D
Uma menina com 4 anos de idade adquire infecção intestinal por Escherichia coli O157:H7. Após 1 semana do início do quadro evoluiu com anemia hemolítica, trombocitopenia e insuficiência renal. O diagnóstico desta complicação é:
- A. Trombose de veia renal.
- B. Púrpura trombocitopênica trombótica.
- C. Lesão renal por hemoglobinúria.
- D. Síndrome hemolítico-urêmica. ✓
- E. Necrose tubular aguda.
Comentário OsceLabs
Anemia hemolitica microangiopatica + trombocitopenia + lesao renal aguda uma semana apos diarreia por E. coli O157:H7 produtora de toxina Shiga define a sindrome hemolitico-uremica tipica, principal causa de insuficiencia renal aguda no pre-escolar. A perola: o antibiotico esta contraindicado na colite por O157:H7, pois aumenta a liberacao de toxina e o risco de SHU. A PTT (B) tem predominio neurologico, adulto e deficiencia de ADAMTS13. Resposta D.
Questão 49Os pais de um menino morador da capital de São Paulo, que está com 6 anos e tem diagnóstico de deficiência de G-6PD (Glico-se-6 fosfato desidrogenase), querem saber se existe alguma doença cujo tratamento seja de alto risco para hemólise grave, bem como algum alimento, uma vez que desejam viajar e querem estar mais seguros. O médico deve esclarecer que convém evitar exposição aGabarito: B
Os pais de um menino morador da capital de São Paulo, que está com 6 anos e tem diagnóstico de deficiência de G-6PD (Glico-se-6 fosfato desidrogenase), querem saber se existe alguma doença cujo tratamento seja de alto risco para hemólise grave, bem como algum alimento, uma vez que desejam viajar e querem estar mais seguros. O médico deve esclarecer que convém evitar exposição a
- A. gergelim.
- B. malária. ✓
- C. salmonela.
- D. alga.
- E. lentilha.
Comentário OsceLabs
Na deficiencia de G6PD a hemolise e desencadeada por estresse oxidativo. A doenca cuja terapia e de maior risco e a malaria: primaquina e tafenoquina (cura radical do P. vivax), alem de dapsona e sulfas, sao potentes oxidantes e causam hemolise grave. Entre os alimentos, o classico e a FAVA (favismo) — nao lentilha, gergelim ou alga. Salmonelose nao tem essa relacao terapeutica (C). Resposta B.
Questão 50A icterícia fisiológica acomete cerca de 2/3 dos recém-nascidos de termo, devendo ser distinguida da icterícia secundária a doenças. Pode-se afirmar que, nesta populaçãoGabarito: A
A icterícia fisiológica acomete cerca de 2/3 dos recém-nascidos de termo, devendo ser distinguida da icterícia secundária a doenças. Pode-se afirmar que, nesta população
- A. a icterícia ocorre, entre outras causas, devido à elevada massa eritrocitária e baixa vida média das hemácias, em comparação aos mesmos valores no adulto. ✓
- B. a lesão oxidativa pela bilirrubina indireta é o que confere sua capacidade de causar a morte neuronal nos núcleos da base, mesmo em valores baixos, ainda que sem significado clínico.
- C. o aumento da circulação entero-hepática da bilirrubina se deve ao tipo de colonização intestinal, com bacteroides que convertem rapidamente a bilirrubina da forma direta para a indireta.
- D. a atividade da enzima de conjugação ao nascimento é cerca de metade da dos adultos, mas é a limitação na excreção que gera acúmulo de bilirrubina.
- E. a baixa atividade da I-glicuronidase impede a adequada eliminação da bilirrubina indireta nas fezes, por não haver transformação para a forma de estercobilina.
Comentário OsceLabs
A ictericia fisiologica resulta de sobrecarga de bilirrubina somada a imaturidade da conjugacao: o recem-nascido tem massa eritrocitaria elevada (hematocrito alto) e hemacias de vida media curta (cerca de 70 a 90 dias, contra 120 do adulto), produzindo muito mais bilirrubina por quilo. A bilirrubina indireta so e neurotoxica em niveis elevados (B). A colonizacao intestinal do neonato e ESCASSA, e a beta-glicuronidase ALTA desconjuga a bilirrubina e aumenta o ciclo entero-hepatico (C e E invertidas). Resposta A.
Questão 51Em uma enfermaria de pediatria foi isolado um agente infeccioso de uma lactente, que adquiriu quadro de infecção durante a internação. O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) recomendou as precauções, incluindo que a equipe fizesse a higiene das mãos com água e sabão, e não álcool. Trata-se deGabarito: E
Em uma enfermaria de pediatria foi isolado um agente infeccioso de uma lactente, que adquiriu quadro de infecção durante a internação. O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) recomendou as precauções, incluindo que a equipe fizesse a higiene das mãos com água e sabão, e não álcool. Trata-se de
- A. Metapneumovirus.
- B. Bordetella pertussis.
- C. Klebsiella pneumoniae ESBL.
- D. Herpes simplex virus (HSV).
- E. Clostridioides difficile. ✓
Comentário OsceLabs
A recomendacao de lavar as maos com agua e sabao, e nao com alcool gel, e a pista diagnostica: o Clostridioides difficile forma ESPOROS, que sao resistentes ao alcool e so sao removidos mecanicamente pela lavagem, alem de exigirem desinfeccao ambiental com hipoclorito. Virus respiratorios (A), Bordetella (B) e HSV (D) sao inativados pelo alcool; Klebsiella ESBL (C) exige precaucao de contato mas tambem e sensivel ao alcool. Resposta E.
Questão 52Criança de 4 anos, com antecedente de asma, chega ao pronto-socorro com febre alta, toxemia, dor torácica e consolidação em lobo superior direito à radiografia. Diante desse quadro, o agente etiológico mais provável é:Gabarito: E
Criança de 4 anos, com antecedente de asma, chega ao pronto-socorro com febre alta, toxemia, dor torácica e consolidação em lobo superior direito à radiografia. Diante desse quadro, o agente etiológico mais provável é:
- A. Bordetella pertussis.
- B. Adenovirus.
- C. Mycoplasma pneumoniae.
- D. Staphylococcus aureus.
- E. Streptococcus pneumoniae. ✓
Comentário OsceLabs
Febre alta com toxemia, dor toracica e consolidacao LOBAR e o padrao classico da pneumonia bacteriana tipica, e o Streptococcus pneumoniae segue como agente mais frequente em criancas nessa faixa etaria, mesmo com a vacina conjugada. S. aureus (D) deve ser lembrado quando ha pneumatoceles, derrame volumoso, lesao cutanea previa ou curso fulminante. Mycoplasma (C) da padrao intersticial em escolares e adenovirus (B) cursa com quadro mais arrastado. Resposta E.
Questão 53Adolescente de 14 anos apresenta febre, dor de garganta intensa, exsudato tonsilar e linfonodomegalia cervical posterior. Teste rápido de estreptococo é negativo. Esplenomegalia palpável ao exame. O diagnóstico mais provável é:Gabarito: C
Adolescente de 14 anos apresenta febre, dor de garganta intensa, exsudato tonsilar e linfonodomegalia cervical posterior. Teste rápido de estreptococo é negativo. Esplenomegalia palpável ao exame. O diagnóstico mais provável é:
- A. Faringite estreptocócica.
- B. Adenovirose.
- C. Mononucleose infecciosa. ✓
- D. Escarlatina.
- E. Citomegalovirose congênita.
Comentário OsceLabs
Faringite exsudativa com teste rapido para estreptococo NEGATIVO, adenomegalia cervical POSTERIOR e esplenomegalia palpavel em adolescente e mononucleose infecciosa (Epstein-Barr). A perola pratica: orientar o afastamento de esportes de contato por 4 a 6 semanas pelo risco de ruptura esplenica, e evitar amoxicilina, que precipita exantema. Escarlatina (D) exige estreptococo com lingua em framboesa e exantema em lixa. Resposta C.
Questão 54Criança de 6 anos apresenta febre, artralgia e exantema em "asa de borboleta" no rosto. Mãe refere contato com colega diagnosticado com "quinta doença". O agente etiológico mais provável é:Gabarito: B
Criança de 6 anos apresenta febre, artralgia e exantema em "asa de borboleta" no rosto. Mãe refere contato com colega diagnosticado com "quinta doença". O agente etiológico mais provável é:
- A. Vírus da Rubéola.
- B. Parvovirus B19. ✓
- C. Enterovírus.
- D. Epstein-Barr vírus.
- E. Vírus do Sarampo.
Comentário OsceLabs
Eritema infeccioso, a quinta doenca, e causado pelo parvovirus B19: exantema malar em esbofeteada (face esbofeteada, semelhante a asa de borboleta), seguido de exantema reticulado em tronco e membros, com artralgia frequente. O paciente ja NAO transmite quando o exantema aparece. O virus tambem causa crise aplastica em anemias hemoliticas e hidropsia fetal. Rubeola e sarampo tem exantema craniocaudal com prodromos distintos (A e E). Resposta B.
Questão 55Criança, resgatada de enchente, apresenta febre, mialgia em panturrilhas, conjuntivite não purulenta e icterícia progressiva. O diagnóstico mais provável é:Gabarito: A
Criança, resgatada de enchente, apresenta febre, mialgia em panturrilhas, conjuntivite não purulenta e icterícia progressiva. O diagnóstico mais provável é:
- A. Leptospirose. ✓
- B. Malária.
- C. Hepatite A.
- D. Febre tifoide.
- E. Febre maculosa brasileira.
Comentário OsceLabs
A triade febre + mialgia intensa em PANTURRILHAS + sufusao conjuntival (conjuntivite nao purulenta) apos contato com agua de enchente e leptospirose; a ictericia progressiva rubinica marca a forma grave (sindrome de Weil), com insuficiencia renal e hemorragia pulmonar. Hepatite A nao cursa com mialgia dessa intensidade nem com esse contexto epidemiologico (C), e malaria e febre maculosa tem exposicoes e vetores diferentes. Resposta A.
Questão 56Um menino de 3 anos apresenta quadro de edema palpebral, ascite, urina espumosa; albumina sérica de 1,9 g/dL, sem hematúria. E função renal normal. O diagnóstico mais provável é:Gabarito: E
Um menino de 3 anos apresenta quadro de edema palpebral, ascite, urina espumosa; albumina sérica de 1,9 g/dL, sem hematúria. E função renal normal. O diagnóstico mais provável é:
- A. Glomerulonefrite rapidamente progressiva.
- B. Glomerulonefrite pós-estreptocócica.
- C. Nefropatia por IgA.
- D. Nefrite lúpica classe IV.
- E. Síndrome nefrótica por lesão mínima. ✓
Comentário OsceLabs
Edema periorbital, ascite, urina espumosa, albumina de 1,9 g/dL, SEM hematuria e com funcao renal normal e sindrome nefrotica pura — e em pre-escolar a causa esmagadoramente mais comum e a doenca por lesoes minimas, que responde a corticoide e nem sequer exige biopsia inicialmente. Glomerulonefrite pos-estreptococica e nefropatia por IgA cursam com hematuria e sindrome nefritica (B e C); GNRP e nefrite lupica classe IV trazem perda de funcao renal (A e D). Resposta E.
Questão 57Um bebê de 6 meses apresenta taquicardia com QRS estreito e FC: 280 bpm. Perfusão preservada. A melhor conduta, nesse momento, é:Gabarito: A
Um bebê de 6 meses apresenta taquicardia com QRS estreito e FC: 280 bpm. Perfusão preservada. A melhor conduta, nesse momento, é:
- A. Manobras vagais e, se refratário, adenosina IV rápido. ✓
- B. Lidocaína.
- C. Amiodarona IV.
- D. Cardioversão sincronizada.
- E. Verapamil IV.
Comentário OsceLabs
QRS estreito com frequencia de 280 bpm em lactente e taquicardia supraventricular. Com perfusao PRESERVADA (paciente estavel), a sequencia e: manobras vagais (gelo na face no lactente) e, se refratario, adenosina intravenosa em bolus RAPIDO seguido de flush, por causa de sua meia-vida de segundos. A cardioversao sincronizada (D) fica para o instavel. Verapamil e contraindicado abaixo de 1 ano pelo risco de colapso (E), e lidocaina e amiodarona sao para taquicardia de QRS largo. Resposta A.
Questão 58Uma criança de 4 anos é atendida em consulta de puericultura. Não apresenta comorbidades e tem esquema vacinal completo até 2 anos. Nesse momento, a recomendação vacinal é indicar reforço de:Gabarito: A
Uma criança de 4 anos é atendida em consulta de puericultura. Não apresenta comorbidades e tem esquema vacinal completo até 2 anos. Nesse momento, a recomendação vacinal é indicar reforço de:
- A. Tríplice bacteriana e polio. ✓
- B. Hepatite A.
- C. Pneumocócica.
- D. Varicela.
- E. Meningocócica C.
Comentário OsceLabs
Aos 4 anos, o calendario do PNI preve os reforcos de DTP (triplice bacteriana) e de polio (VOP/VIP), alem da segunda dose de varicela quando aplicavel na tetraviral. Hepatite A e dose unica aos 15 meses (B); a pneumococica conjugada se encerra com o reforco aos 12 meses em crianca hígida (C) e a meningococica C tem reforco aos 12 meses e depois na adolescencia (E). Resposta A.
Questão 59Um lactente de 2 meses, filho de mãe portadora de HIV positivo em tratamento, não amamentado ao seio materno, chega para vacinação. A melhor conduta vacinal para esse bebê é:Gabarito: C
Um lactente de 2 meses, filho de mãe portadora de HIV positivo em tratamento, não amamentado ao seio materno, chega para vacinação. A melhor conduta vacinal para esse bebê é:
- A. Suspender todas as vacinas.
- B. Contraindicar BCG.
- C. Vacinar conforme calendário de rotina, incluindo BCG. ✓
- D. Aguardar sorologia negativa para iniciar vacinas.
- E. Adiar vacinas com vírus vivos até os 12 meses.
Comentário OsceLabs
Crianca exposta ao HIV, assintomatica e sem imunossupressao comprovada, deve receber o calendario vacinal de rotina, INCLUINDO a BCG ao nascimento ou o mais precoce possivel — a restricao de vacinas de agente vivo so vale para a crianca com infeccao confirmada e imunossupressao grave. Suspender ou adiar vacinas (A, D e E) deixa o lactente vulneravel justamente no periodo de maior risco. Resposta C.
Questão 60Uma criança de 9 meses apresenta perímetro cefálico no p97, mas desde o nascimento acompanha esse canal de crescimento sem desvio. Tem fontanela anterior aberta e desenvolvimento neurológico normal. Nesse momento, a melhor conduta é:Gabarito: E
Uma criança de 9 meses apresenta perímetro cefálico no p97, mas desde o nascimento acompanha esse canal de crescimento sem desvio. Tem fontanela anterior aberta e desenvolvimento neurológico normal. Nesse momento, a melhor conduta é:
- A. Solicitar ressonância nuclear magnética.
- B. Encaminhar para avaliação neuropediátrica.
- C. Solicitar ultrassonografia de crânio.
- D. Solicitar tomografia computadorizada de crânio.
- E. Considerar variante normal e manter seguimento. ✓
Comentário OsceLabs
O que importa na avaliacao do perimetro cefalico nao e o percentil absoluto, mas a TRAJETORIA: crianca no p97 desde o nascimento, mantendo o mesmo canal de crescimento, com fontanela normotensa e desenvolvimento neurologico adequado, tem macrocefalia constitucional (frequentemente familiar) — conduta e seguimento clinico. Exames de imagem (A, C, D) e encaminhamento (B) se justificam quando ha CRUZAMENTO ascendente de percentis, abaulamento de fontanela, vomitos ou atraso do desenvolvimento. Resposta E.
Questão 61Primigesta, na 22ª semana de gestação, cardiopata crônica, tem como recomendação a vacina:Gabarito: A
Primigesta, na 22ª semana de gestação, cardiopata crônica, tem como recomendação a vacina:
- A. Pneumocóccica. ✓
- B. Tríplice viral.
- C. Dengue.
- D. HPV nonavalente.
- E. Varicela.
Comentário OsceLabs
A regra na gestacao e simples: vacinas INATIVADAS podem, vacinas de agente VIVO atenuado nao. A pneumococica (conjugada ou polissacaridica) e inativada e esta formalmente recomendada em gestante com comorbidade, como a cardiopatia cronica, alem de dTpa, influenza, hepatite B e VSR. Triplice viral (B), varicela (E) e dengue (C) sao vacinas vivas, contraindicadas; a vacina HPV nao e recomendada durante a gestacao (D). Resposta A.
Questão 62Primigesta, 40 anos de idade, encontra-se na 36ª semana da gestação e apresentou sangramento vaginal moderado há 30 minutos. Refere cólica abdominal. Exame físico: descorada +/4, PA: 130 × 85 mmHg, FC: 94 bpm, altura uterina: 33 cm, dinâmica uterina 1/10 contrações/minuto, tônus uterino aumentado, 100 batimentos cardíacos fetais por minuto, exame especular: saída de coágulos pela vagina. O diagnóstico mais provável, dentre os abaixo, é:Gabarito: C
Primigesta, 40 anos de idade, encontra-se na 36ª semana da gestação e apresentou sangramento vaginal moderado há 30 minutos. Refere cólica abdominal. Exame físico: descorada +/4, PA: 130 × 85 mmHg, FC: 94 bpm, altura uterina: 33 cm, dinâmica uterina 1/10 contrações/minuto, tônus uterino aumentado, 100 batimentos cardíacos fetais por minuto, exame especular: saída de coágulos pela vagina. O diagnóstico mais provável, dentre os abaixo, é:
- A. Rompimento de vasa prévia.
- B. Placenta prévia.
- C. Descolamento prematuro da placenta. ✓
- D. HELLP síndrome.
- E. Hemangioma roto de cordão umbilical.
Comentário OsceLabs
Sangramento vaginal com DOR/colica, hipertonia uterina, sangue escuro em coagulos e bradicardia fetal (100 bpm) no terceiro trimestre e descolamento prematuro de placenta — situacao de emergencia obstetrica com risco de morte fetal. A placenta previa (B) cursa com sangramento vermelho vivo, INDOLOR, tonus normal e sem sofrimento fetal. Vasa previa (A) da sangramento fetal apos amniorrexe. HELLP nao gera sangramento vaginal com hipertonia (D). Resposta C.
Questão 63Primigesta, encontra-se na 12ª semana de gestação, em consulta de pré-natal traz urocultura positiva para E. coli sensível a todos os antibióticos descritos no antibiograma. Paciente refere que há 3 anos apresentou 3 episódios de cistite e uma pielonefrite, durante relacionamento com parceiro anterior. Nega disúria e refere corrimento genital branco inodoro. O diagnóstico mais provável, dentre os abaixo, é:Gabarito: E
Primigesta, encontra-se na 12ª semana de gestação, em consulta de pré-natal traz urocultura positiva para E. coli sensível a todos os antibióticos descritos no antibiograma. Paciente refere que há 3 anos apresentou 3 episódios de cistite e uma pielonefrite, durante relacionamento com parceiro anterior. Nega disúria e refere corrimento genital branco inodoro. O diagnóstico mais provável, dentre os abaixo, é:
- A. Infecção urinária de repetição.
- B. Cistite bacteriana aguda.
- C. Pielonefrite.
- D. Uretrite.
- E. Bacteriúria assintomática. ✓
Comentário OsceLabs
Urocultura positiva em gestante ASSINTOMATICA (nega disuria; o corrimento branco inodoro e fisiologico da gestacao) define bacteriuria assintomatica. A perola: fora da gestacao nao se trataria, mas na gestante o rastreio e obrigatorio e o tratamento e mandatorio, pois reduz o risco de pielonefrite, prematuridade e baixo peso. O antecedente remoto de cistites nao caracteriza infeccao de repeticao ATUAL (A), e sem sintomas nao ha cistite nem pielonefrite (B e C). Resposta E.
Questão 64Secundigesta, 36 anos de idade, encontra-se gestante na 32ª semana de gestação resultante de fertilização in vitro, comparece a consulta de pré-natal com cefaleia, edema de membros inferiores e pressão arterial sistêmica 130 × 85 mmHg. Refere parto anterior, cesárea há 11 anos, com peso do recém-nascido 2.430 gramas, com 40 semanas de gestação. Refere que sua mãe teve pré-eclâmpsia em sua gestação. Dos marcadores clínicos abaixo, o que caracteriza ISOLADAMENTE essa paciente de alto risco para indicação de prevenção de pré- eclâmpsia é:Gabarito: B
Secundigesta, 36 anos de idade, encontra-se gestante na 32ª semana de gestação resultante de fertilização in vitro, comparece a consulta de pré-natal com cefaleia, edema de membros inferiores e pressão arterial sistêmica 130 × 85 mmHg. Refere parto anterior, cesárea há 11 anos, com peso do recém-nascido 2.430 gramas, com 40 semanas de gestação. Refere que sua mãe teve pré-eclâmpsia em sua gestação. Dos marcadores clínicos abaixo, o que caracteriza ISOLADAMENTE essa paciente de alto risco para indicação de prevenção de pré- eclâmpsia é:
- A. Intervalo interpartal maior do que 10 anos.
- B. Gestação decorrente reprodução assistida. ✓
- C. Histórico familiar de pré-eclâmpsia.
- D. Idade materna maior do que 35 anos.
- E. Recém-nascido de baixo peso ao nascer de termo.
Comentário OsceLabs
Entre os fatores listados, apenas a gestacao decorrente de reproducao assistida e classificada como fator de ALTO risco isolado para pre-eclampsia, suficiente por si so para indicar profilaxia com AAS (e calcio) a partir do primeiro trimestre. Idade materna acima de 35 anos, historia familiar de pre-eclampsia, intervalo interpartal maior que 10 anos e nuliparidade sao fatores MODERADOS, que exigem a combinacao de dois ou mais para indicar a profilaxia. Resposta B.
Questão 65Primigesta, na 32ª semana de gestação, com diabetes gestacional controlada com dieta e exercício físico, refere perda de líquido amniótico confirmado no Pronto Atendimento. Dinâmica uterina ausente. Boa vitalidade fetal no momento, com peso fetal estimado de 2 kg. A conduta mais adequada, dentre as abaixo, é:Gabarito: B
Primigesta, na 32ª semana de gestação, com diabetes gestacional controlada com dieta e exercício físico, refere perda de líquido amniótico confirmado no Pronto Atendimento. Dinâmica uterina ausente. Boa vitalidade fetal no momento, com peso fetal estimado de 2 kg. A conduta mais adequada, dentre as abaixo, é:
- A. Indicação imediata de parto cesárea.
- B. Observação materno-fetal, corticoterapia e antibioticoprofilaxia. ✓
- C. Antibioticoprofilaxia seguida de parto cesárea.
- D. Indução de trabalho de parto com misoprostol.
- E. Corticoterapia por 48 horas seguida de parto cesárea.
Comentário OsceLabs
Rotura prematura de membranas com 32 semanas, sem trabalho de parto, sem corioamnionite e com boa vitalidade fetal tem indicacao de conduta EXPECTANTE ate cerca de 34 semanas: corticoterapia para maturacao pulmonar, antibioticoprofilaxia (que prolonga o periodo de latencia e reduz infeccao neonatal) e vigilancia materno-fetal. Interromper a gestacao de imediato (A, C, D e E) submete o prematuro a morbidade evitavel sem beneficio, na ausencia de infeccao ou sofrimento fetal. Resposta B.
Questão 66Mulher, 21 anos de idade, teve uma relação sexual desprotegida e foi orientada a usar um método contraceptivo de emergência na UBS. Essa conduta está corretamente indicada caso essa paciente tenhaGabarito: A
Mulher, 21 anos de idade, teve uma relação sexual desprotegida e foi orientada a usar um método contraceptivo de emergência na UBS. Essa conduta está corretamente indicada caso essa paciente tenha
- A. feito uso isolado de espermicida. ✓
- B. esquecido 1 pílula combinada por 24 horas.
- C. tido atraso de 1 semana na aplicação do injetável trimestral.
- D. removido anel vaginal por mais de 2 horas na 3ª semana de uso.
- E. tido relação após 14 dias do parto, se não estiver amamentando.
Comentário OsceLabs
A contracepcao de emergencia esta indicada quando houve relacao desprotegida ou falha real do metodo. O uso ISOLADO de espermicida e um metodo de baixissima eficacia (indice de Pearl alto), equivalendo a relacao desprotegida — indicacao correta. O esquecimento de UMA pilula combinada por ate 24 horas nao exige emergencia, basta tomar assim que lembrar (B); o injetavel trimestral tem tolerancia de ate 2 semanas de atraso (C); o anel pode ficar fora ate 3 horas (D) e antes de 21 dias de puerperio nao ha risco de ovulacao (E). Resposta A.
Questão 67Mulher, 58 anos de idade, tercípara (3 cesáreas), menopausa há 8 anos, refere perda urinária aos grandes esforços, incontinência de urgência e noctúria (2 vezes/noite) há 6 meses. Nega comorbidades. Exame físico: sem perda urinária ao esforço solicitado, ponto Ba -1 (POP-q), nota 4 na Avaliação Funcional do Assoalho Pélvico. A conduta mais adequada nesse caso, dentre as abaixo, é:Gabarito: C
Mulher, 58 anos de idade, tercípara (3 cesáreas), menopausa há 8 anos, refere perda urinária aos grandes esforços, incontinência de urgência e noctúria (2 vezes/noite) há 6 meses. Nega comorbidades. Exame físico: sem perda urinária ao esforço solicitado, ponto Ba -1 (POP-q), nota 4 na Avaliação Funcional do Assoalho Pélvico. A conduta mais adequada nesse caso, dentre as abaixo, é:
- A. Prescrever oxibutinina.
- B. Hormonioterapia sistêmica.
- C. Medidas comportamentais e fisioterapia. ✓
- D. Indicar sling retropúbico.
- E. Indicar colpoplastia anterior.
Comentário OsceLabs
Incontinencia urinaria MISTA, com teste de esforco negativo, prolapso minimo (Ba -1) e boa contratilidade do assoalho pelvico (nota 4) tem tratamento inicial CONSERVADOR: medidas comportamentais (diario miccional, treinamento vesical, controle de ingesta hidrica e de cafeina) e fisioterapia com exercicios de Kegel. Anticolinergico (A) tem efeitos adversos relevantes e nao e primeira linha aqui. Sling (D) e colpoplastia (E) exigem falha do tratamento conservador e componente de esforco demonstrado. Resposta C.
Questão 68Em relação à possibilidade de preservação da fertilidade em mulher com câncer de ovário sem prole definida é necessário queGabarito: D
Em relação à possibilidade de preservação da fertilidade em mulher com câncer de ovário sem prole definida é necessário que
- A. se realize a cirurgia de second look 6 meses após a ooforectomia.
- B. o carcinoma epitelial seja no estádio IA G1-3 com biópsia contralateral negativa.
- C. o tumor germinativo maligno tenha biópsia contralateral negativa.
- D. o tumor seja boderline nos estádios I a III. ✓
- E. o tumor boderline tenha biópsia contralateral negativa.
Comentário OsceLabs
Preservacao da fertilidade em neoplasia ovariana exige tumor de bom prognostico e cirurgia conservadora (salpingo-ooforectomia unilateral com preservacao do utero e do ovario contralateral). Os tumores BORDERLINE (baixo potencial de malignidade) permitem essa conduta mesmo em estadios avancados (I a III), pois tem sobrevida excelente e a recidiva costuma ser tratavel. No carcinoma epitelial invasor a conservacao se restringe ao estadio IA de baixo grau (B), e biopsia contralateral de rotina nao e mais recomendada. Resposta D.
Questão 69Mulher, 45 anos de idade, nuligesta, realizou uma ultrassonografia transvaginal e observou que no laudo estava descrito um mioma uterino FIGO 7. A orientação mais adequada para essa paciente é indicar que se trata de um nódulo uterinoGabarito: E
Mulher, 45 anos de idade, nuligesta, realizou uma ultrassonografia transvaginal e observou que no laudo estava descrito um mioma uterino FIGO 7. A orientação mais adequada para essa paciente é indicar que se trata de um nódulo uterino
- A. intramural hipervascularizado.
- B. que pode causar dismenorreia secundária.
- C. que pode levar a hemorragias repentinas.
- D. que contraindica a terapia hormonal.
- E. subseroso pediculado assintomático. ✓
Comentário OsceLabs
Na classificacao FIGO dos miomas, o tipo 7 e o SUBSEROSO PEDICULADO — cresce para fora do utero preso por um pediculo, longe do endometrio. Por isso costuma ser assintomatico e NAO causa sangramento uterino anormal, ao contrario dos tipos 0, 1 e 2 (submucosos), que sao os responsaveis por hipermenorreia (C). Nao e intramural (A), nao contraindica terapia hormonal (D) e a dismenorreia secundaria se associa mais a adenomiose e submucosos (B). Resposta E.
Questão 70Mulher, 52 anos de idade, refere fogachos e sudorese noturna há 6 meses. Refere secura vaginal e dispareunia de penetração. É sobrevivente de câncer de mama, faz uso de anastrozol. Nega outras comorbidades. A conduta mais adequada, dentre as abaixo, éGabarito: E
Mulher, 52 anos de idade, refere fogachos e sudorese noturna há 6 meses. Refere secura vaginal e dispareunia de penetração. É sobrevivente de câncer de mama, faz uso de anastrozol. Nega outras comorbidades. A conduta mais adequada, dentre as abaixo, é
- A. Testosterona transdérmica e estriol vaginal.
- B. Óleo de primolis oral e hidratante vaginal.
- C. Progesterona transdérmica e lubrificante vaginal.
- D. Tibolona oral e estradiol vaginal.
- E. Desvenlafaxina oral e promestrieno vaginal. ✓
Comentário OsceLabs
Sobrevivente de cancer de mama em uso de inibidor de aromatase NAO pode receber terapia hormonal sistemica (nem tibolona), que antagonizaria o proprio tratamento. Para os fogachos, a alternativa de melhor evidencia sao os antidepressivos duais ou ISRS — desvenlafaxina, venlafaxina, paroxetina (esta ultima evitada com tamoxifeno). Para a atrofia vulvovaginal, o promestrieno tem absorcao sistemica desprezivel, sendo a opcao mais segura. Estriol e estradiol vaginais (A e D) e tibolona sao evitados nesse contexto. Resposta E.
Questão 71Mulher, 26 anos de idade, refere ter menstruado normalmente há 50 dias, apresenta mamas doloridas, náuseas e cólica em baixo ventre há 10 dias. Exame: abdome sem alterações, útero de tamanho normal, anexos palpáveis e indolores, conteúdo vaginal aumentado, esbranquiçado e sem odor. Nesse momento, dentre as condutas abaixo, está indicado realizar:Gabarito: A
Mulher, 26 anos de idade, refere ter menstruado normalmente há 50 dias, apresenta mamas doloridas, náuseas e cólica em baixo ventre há 10 dias. Exame: abdome sem alterações, útero de tamanho normal, anexos palpáveis e indolores, conteúdo vaginal aumentado, esbranquiçado e sem odor. Nesse momento, dentre as condutas abaixo, está indicado realizar:
- A. Teste imunológico de urina para I-hCG. ✓
- B. Dosagem sérica de FSH e LH.
- C. Ultrassonografia pélvica.
- D. Dosagem sérica de prolactina e progesterona.
- E. Pesquisa de hiperandrogenismo.
Comentário OsceLabs
Atraso menstrual (50 dias desde a ultima menstruacao), mastalgia, nauseas, colica e aumento de conteudo vaginal em mulher de 26 anos: a primeira hipotese e GESTACAO, e o primeiro exame e o teste imunologico de gravidez (beta-hCG). A regra pratica de ouro: toda mulher em idade fertil com atraso menstrual faz teste de gravidez ANTES de qualquer outra investigacao. Dosagens hormonais e ultrassom (B, C, D, E) so fazem sentido depois de afastada a gestacao. Resposta A.
Questão 72Primigesta na 24ª semana de gestação, previamente hígida, faz exame de VDRL com resultado 1:16 e tem o teste treponêmico reagente. Refere não ter usado nenhum antibiótico nos 6 meses antes de engravidar. Tem parceiro fixo há 1 ano. Nesse caso está indicadaGabarito: B
Primigesta na 24ª semana de gestação, previamente hígida, faz exame de VDRL com resultado 1:16 e tem o teste treponêmico reagente. Refere não ter usado nenhum antibiótico nos 6 meses antes de engravidar. Tem parceiro fixo há 1 ano. Nesse caso está indicada
- A. ceftriaxona 1 g intramuscular por 10 dias.
- B. penicilina benzatina 2.400.000 Ul intramuscular, 1x/semana por 3 semanas. ✓
- C. penicilina benzatina 2.400.000 Ul intramuscular, dose única.
- D. penicilina cristalina 18 a 24 milhões Ul dose diária por 10 dias.
- E. coleta de líquido cefalorraquidiano para indicar o tratamento.
Comentário OsceLabs
Gestante com teste treponemico reagente e VDRL 1:16, sem tratamento previo documentado e sem como definir o tempo de infeccao, e classificada como sifilis LATENTE TARDIA / de duracao indeterminada. O tratamento e penicilina benzatina 2.400.000 UI intramuscular, uma vez por semana, por 3 semanas (total 7.200.000 UI). Dose unica (C) so trata sifilis recente. Ceftriaxona (A) nao e aceita para tratamento adequado do feto, e a puncao lombar (E) nao e exigida sem sinais neurologicos. Resposta B.
Questão 73O aleitamento materno é liberado sem restrições para mães queGabarito: C
O aleitamento materno é liberado sem restrições para mães que
- A. apresentam infecção por HTLV I/II.
- B. apresentam tuberculose pulmonar ativa não tratada.
- C. estão em uso de varfarina. ✓
- D. apresentam infecção por HIV.
- E. estão em tratamento com quimioterapia antineoplásica.
Comentário OsceLabs
A varfarina tem alta ligacao a proteinas plasmaticas e praticamente nao passa ao leite materno, sendo considerada compativel com a amamentacao (assim como a heparina). Ja o HTLV I/II e o HIV sao CONTRAINDICACOES ABSOLUTAS a amamentacao no Brasil, pela transmissao vertical pelo leite (A e D). Tuberculose pulmonar ativa nao tratada exige adiar o contato direto e usar mascara ate 2 a 3 semanas de tratamento (B), e quimioterapia antineoplasica contraindica a amamentacao (E). Resposta C.
Questão 74Primigesta, 30 anos de idade, com gestação gemelar dicoriônica e diamniótica, confirmada em ultrassonografia precoce, está com 33 semanas, com crescimento adequado para ambos os fetos, que se encontram em apresentação pélvica. A conduta mais adequada éGabarito: D
Primigesta, 30 anos de idade, com gestação gemelar dicoriônica e diamniótica, confirmada em ultrassonografia precoce, está com 33 semanas, com crescimento adequado para ambos os fetos, que se encontram em apresentação pélvica. A conduta mais adequada é
- A. iniciar corticoide para maturação pulmonar e indicar parto na 34ª semana.
- B. resolver a gestação com 36 semanas.
- C. cesárea eletiva com 39 semanas.
- D. seguir até 38 semanas, com avaliação seriada. ✓
- E. aguardar o trabalho de parto espontâneo e realizar cesárea nesse momento.
Comentário OsceLabs
Gestacao gemelar DICORIONICA e diamniotica, com crescimento adequado e sem outras intercorrencias, tem indicacao de conduta expectante com vigilancia seriada (ultrassom de crescimento e avaliacao de vitalidade), resolvendo-se a gestacao proxima do termo — nao ha beneficio em antecipar o parto para 33 ou 34 semanas em fetos hígidos (A). A apresentacao pelvica do primeiro gemelar define a VIA de parto (cesarea), mas nao o MOMENTO. Aguardar o trabalho de parto espontaneo sem programacao (E) e insegura na gemelar. Resposta D.
Questão 75Durante a cesárea, gestante de 41 anos de idade, com 39 semanas, apresenta dispneia súbita, cianose, e hipotensão importante. O diagnóstico mais provável, dentre as abaixo, éGabarito: E
Durante a cesárea, gestante de 41 anos de idade, com 39 semanas, apresenta dispneia súbita, cianose, e hipotensão importante. O diagnóstico mais provável, dentre as abaixo, é
- A. atonia uterina.
- B. tromboembolismo pulmonar.
- C. infarto agudo do miocárdio.
- D. anafilaxia.
- E. embolia amniótica. ✓
Comentário OsceLabs
Dispneia subita, cianose, hipotensao grave e colapso cardiovascular DURANTE a cesarea caracterizam embolia por liquido amniotico, uma reacao anafilactoide a antigenos fetais com hipertensao pulmonar aguda, seguida de falencia de VE e coagulacao intravascular disseminada. O tratamento e de suporte agressivo, com reposicao de hemocomponentes. Atonia uterina cursa com sangramento e nao com cianose subita (A); TEP e IAM sao possiveis mas muito menos provaveis nesse contexto exato (B e C). Resposta E.
Questão 76Em uma mulher de 23 anos de idade, com ciclos regulares de 28 dias, o pico de LH ocorreGabarito: D
Em uma mulher de 23 anos de idade, com ciclos regulares de 28 dias, o pico de LH ocorre
- A. na metade da fase lútea.
- B. na metade da fase folicular.
- C. no início da fase folicular.
- D. no meio do ciclo, entre fase folicular e lútea. ✓
- E. no final da fase lútea.
Comentário OsceLabs
Em ciclo regular de 28 dias, o estradiol produzido pelo foliculo dominante atinge o limiar que inverte o feedback de negativo para POSITIVO, disparando o pico de LH — que ocorre no MEIO do ciclo, na transicao entre as fases folicular e lutea (por volta do dia 13). A ovulacao acontece cerca de 34 a 36 horas apos o inicio do pico e 10 a 12 horas apos o seu apice. No inicio da fase folicular predomina o FSH (C) e na fase lutea, a progesterona (A e E). Resposta D.
Questão 77Mulher, 26 anos de idade, apresenta verrugas genitais acinzentadas, aveludadas, de aspecto em couve-flor na vulva, com extensão de 2 cm há 3 meses. A conduta inicial éGabarito: A
Mulher, 26 anos de idade, apresenta verrugas genitais acinzentadas, aveludadas, de aspecto em couve-flor na vulva, com extensão de 2 cm há 3 meses. A conduta inicial é
- A. cauterizar as lesões. ✓
- B. ressecção cirúrgica das lesões.
- C. prescrever imiquimode oral.
- D. vacinar contra HPV.
- E. realizar vulvoscopia com biópsia.
Comentário OsceLabs
Lesao verrucosa vulvar em couve-flor e condiloma acuminado (HPV de baixo risco, tipos 6 e 11). Para lesao de 2 cm, a conduta inicial e a destruicao local no consultorio: cauterizacao quimica (acido tricloroacetico), crioterapia ou eletrocauterizacao. Imiquimode existe apenas em apresentacao TOPICA, nunca oral (C). Ressecacao cirurgica (B) fica para lesoes extensas ou refratarias. A vacina (D) e preventiva, nao terapeutica, e a biopsia (E) se reserva a lesao atipica, pigmentada, ulcerada ou refrataria. Resposta A.
Questão 78Adolescente, 18 anos de idade, refere que nunca menstruou. Ao exame, observa-se IMC: 22 kg/ m²; mamas desenvolvidas, pelos pubianos ausentes, vulva de aspecto normal. A hipótese diagnóstica mais provável é:Gabarito: B
Adolescente, 18 anos de idade, refere que nunca menstruou. Ao exame, observa-se IMC: 22 kg/ m²; mamas desenvolvidas, pelos pubianos ausentes, vulva de aspecto normal. A hipótese diagnóstica mais provável é:
- A. Síndrome de Kallmann.
- B. Síndrome de insensibilidade androgênica. ✓
- C. Disgenesia gonadal.
- D. Anomalia mülleriana.
- E. Síndrome de Rokitansky.
Comentário OsceLabs
Amenorreia primaria com MAMAS DESENVOLVIDAS e pelos pubianos AUSENTES e a combinacao patognomonica da sindrome de insensibilidade androgenica completa (46,XY): os testiculos produzem testosterona, mas o receptor androgenico nao funciona — logo nao ha pelos — enquanto a aromatizacao periferica em estrogenio desenvolve as mamas. Kallmann (A) e disgenesia gonadal (C) cursam com mamas AUSENTES por hipoestrogenismo. Rokitansky e anomalia mulleriana (D e E) tem pelos e mamas normais. Resposta B.
Questão 79Mulher, 25 anos de idade, procura o pronto-socorro com queixa de lesão dolorosa na vulva, que apareceu há 2 dias. Ao exame, encontram-se úlceras confluentes de bordas irregulares no grande lábio direito, dolorosas ao toque, com fundo purulento, medindo cerca de 2 cm. Os linfonodos inguinais direitos encontram-se aumentados e dolorosos. O agente etiológico mais provável é:Gabarito: C
Mulher, 25 anos de idade, procura o pronto-socorro com queixa de lesão dolorosa na vulva, que apareceu há 2 dias. Ao exame, encontram-se úlceras confluentes de bordas irregulares no grande lábio direito, dolorosas ao toque, com fundo purulento, medindo cerca de 2 cm. Os linfonodos inguinais direitos encontram-se aumentados e dolorosos. O agente etiológico mais provável é:
- A. Clamídia trachomatis.
- B. Herpes vírus 1.
- C. Haemophilus ducreyi. ✓
- D. Treponema pallidum.
- E. Klebsiella granulomatis.
Comentário OsceLabs
Ulceras genitais MULTIPLAS e confluentes, DOLOROSAS, de bordas irregulares e fundo purulento, com adenopatia inguinal dolorosa (que pode fistulizar por orificio unico), caracterizam o cancro mole, causado pelo Haemophilus ducreyi. O cancro duro da sifilis e unico, INDOLOR e de fundo limpo (D). O herpes gera vesiculas que ulceram, com base limpa e ardor (B). O linfogranuloma da adenopatia com fistulas em bico de regador e ulcera fugaz (A); a donovanose e indolor e vegetante (E). Resposta C.
Questão 80Mulher, 42 anos de idade, assintomática, faz mamografia que mostrou microcalcificações agrupadas e pleomórficas no quadrante superior externo, com cerca de 1 cm de extensão. A biópsia por mamotomia foi compatível com carcinoma ductal in situ. Nesse momento, indica- seGabarito: D
Mulher, 42 anos de idade, assintomática, faz mamografia que mostrou microcalcificações agrupadas e pleomórficas no quadrante superior externo, com cerca de 1 cm de extensão. A biópsia por mamotomia foi compatível com carcinoma ductal in situ. Nesse momento, indica- se
- A. mastectomia simples.
- B. hormonioterapia neoadjuvante.
- C. radioterapia exclusiva.
- D. cirurgia conservadora e radioterapia. ✓
- E. setorectomia com biópsia de linfonodo sentinela.
Comentário OsceLabs
Carcinoma ductal in situ de 1 cm, unifocal, em mama de bom volume, tem tratamento padrao de cirurgia conservadora (setorectomia com margens livres) SEGUIDA de radioterapia adjuvante, que reduz pela metade a recidiva local. Mastectomia (A) fica para lesoes extensas, multicentricas ou com margens irrepetiveis. Radioterapia exclusiva (C) nao trata o tumor. A biopsia de linfonodo sentinela (E) NAO e indicada de rotina no CDIS tratado com cirurgia conservadora, so na mastectomia ou na suspeita de invasao. Resposta D.
Questão 81Um dos princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a Lei nº 8.080/1990, que define a organização, o funcionamento e as ações dos serviços de saúde, éGabarito: B
Um dos princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a Lei nº 8.080/1990, que define a organização, o funcionamento e as ações dos serviços de saúde, é
- A. Longitudinalidade.
- B. Integralidade. ✓
- C. Coordenação do Cuidado.
- D. Acesso de Primeiro Contato.
- E. Orientação Comunitária.
Comentário OsceLabs
A Lei 8.080/1990 estabelece como principios DOUTRINARIOS do SUS a universalidade, a equidade e a INTEGRALIDADE (entendida como conjunto articulado de acoes preventivas e curativas, individuais e coletivas, em todos os niveis de complexidade). Longitudinalidade, coordenacao do cuidado, acesso de primeiro contato e orientacao comunitaria (A, C, D, E) sao ATRIBUTOS da Atencao Primaria descritos por Barbara Starfield — outra moldura conceitual, frequentemente confundida nas provas. Resposta B.
Questão 82Segundo a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) vigente (Portaria nº 2.436/2017), a faixa de população adscrita recomendada por Equipe de Saúde da Família (eSF) ou Equipe de Atenção Básica (eAB) é de:Gabarito: A
Segundo a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) vigente (Portaria nº 2.436/2017), a faixa de população adscrita recomendada por Equipe de Saúde da Família (eSF) ou Equipe de Atenção Básica (eAB) é de:
- A. 2.000 a 3.500 pessoas. ✓
- B. 3.500 a 5.000 pessoas.
- C. 5.000 a 6.000 pessoas.
- D. 1.000 a 2.000 pessoas.
- E. 6.000 a 7.000 pessoas.
Comentário OsceLabs
A Politica Nacional de Atencao Basica (Portaria 2.436/2017) recomenda populacao adscrita de 2.000 a 3.500 pessoas por equipe de Saude da Familia ou de Atencao Basica, respeitando criterios de equidade e vulnerabilidade — em areas de maior risco social, recomenda-se ficar no limite inferior. O teto de 4.000 pessoas por equipe e considerado excepcional. As demais faixas nao correspondem ao texto da PNAB. Resposta A.
Questão 83De acordo com a classificação de Barbara Starfield, amplamente utilizada pelo Ministério da Saúde para definir a qualidade da Atenção Primária à Saúde (APS), são denominados atributos derivados:Gabarito: D
De acordo com a classificação de Barbara Starfield, amplamente utilizada pelo Ministério da Saúde para definir a qualidade da Atenção Primária à Saúde (APS), são denominados atributos derivados:
- A. Acesso de Primeiro Contato e Longitudinalidade.
- B. Integralidade e Coordenação do Cuidado.
- C. Acessibilidade e Equidade.
- D. Orientação Familiar e Competência Cultural. ✓
- E. Escuta qualificada e Universalidade do Cuidado.
Comentário OsceLabs
Na classificacao de Starfield, os atributos ESSENCIAIS da APS sao quatro — acesso de primeiro contato, longitudinalidade, integralidade e coordenacao do cuidado (A e B). Os atributos DERIVADOS, que qualificam os essenciais, sao tres: orientacao familiar (centralidade na familia), competencia cultural e orientacao comunitaria. Acessibilidade, equidade e universalidade pertencem a outra moldura, a dos principios do SUS (C e E). Resposta D.
Questão 84Na Atenção Primária à Saúde (APS), um dos principais atributos que o médico deve praticar para garantir o cuidado adequado de seus pacientes é a Longitudinalidade. Segundo a PNAB 2017, a melhor definição, entre as seguintes, para longitudinalidade éGabarito: B
Na Atenção Primária à Saúde (APS), um dos principais atributos que o médico deve praticar para garantir o cuidado adequado de seus pacientes é a Longitudinalidade. Segundo a PNAB 2017, a melhor definição, entre as seguintes, para longitudinalidade é
- A. a capacidade da APS de resolver a grande maioria dos problemas de saúde da população, utilizando e articulando diferentes tecnologias de cuidado.
- B. a continuidade da relação de cuidado, com construção de responsabilização entre profissionais e usuários ao longo do tempo e de modo permanente e consistente. ✓
- C. a definição da população que está presente no território da UBS, permitindo o planejamento e a programação descentralizada das ações de saúde para um grupo específico.
- D. o desenvolvimento de ações de cuidado de forma singularizada, que auxilie as pessoas a desenvolverem a confiança necessária para gerir e tomar decisões sobre sua própria saúde.
- E. o processo de elaboração, acompanhamento e organização do fluxo dos usuários entre os pontos de atenção das Redes de Atenção à Saúde (RAS).
Comentário OsceLabs
Longitudinalidade e a continuidade da RELACAO ao longo do tempo entre a equipe e a pessoa, com vinculo e corresponsabilizacao permanentes, independentemente da presenca de doenca — e o atributo que mais se associa a melhores desfechos e menor uso de servicos de urgencia. A alternativa A descreve resolutividade, a C descreve adscricao de clientela, a D fala de cuidado centrado na pessoa e a E descreve coordenacao do cuidado nas Redes de Atencao. Resposta B.
Questão 85O Coeficiente de Mortalidade Infantil é um dos principais indicadores das condições de vida e saúde de uma população. De acordo com o Ministério da Saúde e o Comitê de Prevenção do Óbito Infantil, a fórmula correta para o seu cálculo em um determinado local e ano é:Gabarito: C
O Coeficiente de Mortalidade Infantil é um dos principais indicadores das condições de vida e saúde de uma população. De acordo com o Ministério da Saúde e o Comitê de Prevenção do Óbito Infantil, a fórmula correta para o seu cálculo em um determinado local e ano é:
- A. (Nº de óbitos em menores de 5 anos / Nº total de nascidos vivos) x 1.000.
- B. (Nº de óbitos em menores de 1 ano / População total) x 100.000.
- C. (Nº de óbitos em menores de 1 ano / Nº total de nascidos vivos) x 1.000. ✓
- D. (Nº de óbitos maternos / Nº total de nascidos vivos) x 100.000.
- E. (Nº de óbitos em menores de 1 ano / Nº total de nascidos vivos) x 100.000.
Comentário OsceLabs
O coeficiente de mortalidade infantil e o numero de obitos de menores de 1 ANO de idade dividido pelo numero de nascidos vivos no mesmo local e periodo, multiplicado por 1.000. Os distratores trocam elementos-chave: menores de 5 anos e mortalidade na infancia (A); populacao total como denominador nao se aplica (B); obitos maternos por 100.000 nascidos vivos e a razao de mortalidade materna (D); e a base 100.000 esta errada para mortalidade infantil (E). Resposta C.
Questão 86Uma paciente de 55 anos, assintomática, realiza sua mamografia de rastreamento conforme o protocolo do Ministério da Saúde para sua faixa etária. Ela retorna à UBS ansiosa, trazendo o resultado classificado como BI-RADS® 1, com descrição de mamas predominantemente adiposas. Entre as condutas do médico de família e comunidade abaixo, a melhor para esta paciente é:Gabarito: B
Uma paciente de 55 anos, assintomática, realiza sua mamografia de rastreamento conforme o protocolo do Ministério da Saúde para sua faixa etária. Ela retorna à UBS ansiosa, trazendo o resultado classificado como BI-RADS® 1, com descrição de mamas predominantemente adiposas. Entre as condutas do médico de família e comunidade abaixo, a melhor para esta paciente é:
- A. Solicitar uma ultrassonografia mamária complementar.
- B. Tranquilizar a paciente e manter a rotina de rastreamento. ✓
- C. Repetir a mamografia em 6 meses.
- D. Encaminhar para mastologista para avaliação.
- E. Solicitar biópsia mamária.
Comentário OsceLabs
BI-RADS 1 significa exame NORMAL, sem achados, com valor preditivo negativo altissimo — a conduta e tranquilizar a paciente e manter o rastreamento de rotina (bienal dos 50 aos 69 anos, conforme o Ministerio da Saude). Densidade adiposa, alias, torna a mamografia ainda mais sensivel. Complementar com ultrassom (A), repetir em 6 meses (C, conduta do BI-RADS 3), encaminhar (D) ou biopsiar (E) sao exemplos de excesso diagnostico e geram ansiedade e cascata de exames. Resposta B.
Questão 87O médico de família de uma nova UBS precisa organizar os agendamentos das gestantes de baixo risco atendidas por sua equipe. Seguindo a rotina orientada pelo Ministério da Saúde e a última versão da Caderneta da Gestante, o cronograma de consultas recomendado é mensalmente até aGabarito: C
O médico de família de uma nova UBS precisa organizar os agendamentos das gestantes de baixo risco atendidas por sua equipe. Seguindo a rotina orientada pelo Ministério da Saúde e a última versão da Caderneta da Gestante, o cronograma de consultas recomendado é mensalmente até a
- A. 36ª semana e semanalmente a partir da 36ª semana.
- B. 32ª semana; quinzenalmente da 32ª até a 38ª semana; e semanalmente a partir da 38.
- C. 28ª semana; quinzenalmente da 28ª até a 36ª semana; e semanalmente a partir da 36ª. ✓
- D. 28ª semana; quinzenalmente até a 36ª semana e semanalmente a partir da 36ª semana.
- E. 32ª semana e quinzenalmente a partir da 32ª semana.
Comentário OsceLabs
O calendario de pre-natal de baixo risco preconizado pelo Ministerio da Saude e: consultas MENSAIS ate a 28a semana, QUINZENAIS da 28a a 36a semana e SEMANAIS a partir da 36a semana ate o parto, totalizando no minimo seis consultas. O acompanhamento nao se encerra na 41a semana: a gestante deve ser avaliada semanalmente ate o parto. As demais opcoes deslocam os marcos de 28 e 36 semanas. Resposta C.
Questão 88Durante uma ação de vigilância em saúde, uma equipe da Estratégia Saúde da Família identificou que, em uma determinada comunidade, há alta prevalência de doenças respiratórias em crianças menores de 5 anos. Observou-se que estas famílias vivem em moradias com pouca ventilação, em área próxima a um lixão, e que a maioria dos responsáveis possui baixa escolaridade e renda instável. Com base no modelo de Dahlgren e Whitehead (1991) e no conceito de determinantes sociais da saúde, analise as afirmativas a seguir: I. As condições de moradia e exposição ambiental são determinantes intermediários da saúde, que influenciam diretamente o risco de adoecimento. II. A baixa escolaridade e a renda insuficiente são determinantes estruturais, pois condicionam oportunidades e acesso a recursos de saúde. III. O fato de as crianças apresentarem doenças respiratórias está relacionado apenas a fatores individuais e biológicos. IV. As ações intersetoriais são fundamentais para modificar os determinantes identificados e promover equidade em saúde. Está correto o que se afirma emGabarito: C
Durante uma ação de vigilância em saúde, uma equipe da Estratégia Saúde da Família identificou que, em uma determinada comunidade, há alta prevalência de doenças respiratórias em crianças menores de 5 anos. Observou-se que estas famílias vivem em moradias com pouca ventilação, em área próxima a um lixão, e que a maioria dos responsáveis possui baixa escolaridade e renda instável. Com base no modelo de Dahlgren e Whitehead (1991) e no conceito de determinantes sociais da saúde, analise as afirmativas a seguir: I. As condições de moradia e exposição ambiental são determinantes intermediários da saúde, que influenciam diretamente o risco de adoecimento. II. A baixa escolaridade e a renda insuficiente são determinantes estruturais, pois condicionam oportunidades e acesso a recursos de saúde. III. O fato de as crianças apresentarem doenças respiratórias está relacionado apenas a fatores individuais e biológicos. IV. As ações intersetoriais são fundamentais para modificar os determinantes identificados e promover equidade em saúde. Está correto o que se afirma em
- A. I, III e IV, apenas.
- B. II e IV, apenas.
- C. I, II e IV, apenas. ✓
- D. I, II, III e IV.
- E. I e III, apenas.
Comentário OsceLabs
No modelo de Dahlgren e Whitehead, as camadas mais externas (condicoes socioeconomicas, culturais e ambientais gerais, como escolaridade e renda) sao determinantes ESTRUTURAIS, enquanto condicoes de vida e trabalho, moradia e ambiente sao determinantes INTERMEDIARIOS — o que valida I e II. A afirmativa IV tambem procede: enfrentar lixao, moradia e renda exige acao INTERSETORIAL, alem do setor saude. A III e falsa e contradiz todo o modelo, ao reduzir o adoecimento a fatores individuais e biologicos. Resposta C.
Questão 89Durante uma consulta de acompanhamento em uma UBS com Estratégia de Saúde da Família, o médico residente atende Dona Helena, 63 anos, hipertensa, que relata aumento da pressão arterial e insônia desde que passou a cuidar do marido, recente- mente diagnosticado com Alzheimer. A paciente demonstra cansaço e chora ao falar sobre a rotina de cuidados. O profissional decide utilizar instrumentos de abordagem familiar para compreender melhor o contexto. No genograma, identifica que Helena mora com o marido e um filho adulto que pouco participa dos cuidados. No APGAR familiar, o escore é baixo, principalmente nos itens de participação e apoio. Com base nos princípios da Medicina de Família e Comunidade e no uso desses ins- trumentos, entre as opções abaixo, a melhor conduta para este caso é:Gabarito: B
Durante uma consulta de acompanhamento em uma UBS com Estratégia de Saúde da Família, o médico residente atende Dona Helena, 63 anos, hipertensa, que relata aumento da pressão arterial e insônia desde que passou a cuidar do marido, recente- mente diagnosticado com Alzheimer. A paciente demonstra cansaço e chora ao falar sobre a rotina de cuidados. O profissional decide utilizar instrumentos de abordagem familiar para compreender melhor o contexto. No genograma, identifica que Helena mora com o marido e um filho adulto que pouco participa dos cuidados. No APGAR familiar, o escore é baixo, principalmente nos itens de participação e apoio. Com base nos princípios da Medicina de Família e Comunidade e no uso desses ins- trumentos, entre as opções abaixo, a melhor conduta para este caso é:
- A. Focar o atendimento na hipertensão arterial, ajustando a medicação conforme protocolos clínicos.
- B. Utilizar as informações coletadas para elaborar um plano de cuidado que envolva todos os membros da família. ✓
- C. Encaminhar a paciente para avaliação psiquiátrica, devido a seu sofrimento emocional.
- D. Reforçar orientações de adesão ao tratamento medicamentoso e iniciar antidepressivo.
- E. Solicitar que o filho assuma o cuidado dos pais devido a vulnerabilidade destes, independente dos desejos pessoais.
Comentário OsceLabs
Genograma e APGAR familiar sao ferramentas de abordagem FAMILIAR: se revelam sobrecarga da cuidadora e baixa participacao dos demais membros, o uso logico desses dados e construir um plano de cuidado que redistribua responsabilidades e envolva a familia, incluindo o filho, alem de oferecer suporte a cuidadora. Tratar apenas a hipertensao (A) ou reforcar adesao e medicar (D) ignora a causa do descontrole. Encaminhar para a psiquiatria (C) medicaliza sofrimento reativo, e impor o cuidado ao filho (E) viola a autonomia. Resposta B.
Questão 90Em uma Unidade de Saúde da Família (USF), durante um turno de atendimento, uma usuária procura o serviço relatando dor abdominal leve há três dias, sem febre, vômitos ou alteração importante do estado geral. Enquanto aguarda, outro paciente chega apresentando dor torácica súbita e sudorese intensa. Diante dessa situação, o enfermeiro responsável pelo acolhimento com classificação de risco deve agir conforme os princípios da Atenção Primária à Saúde e da Política Nacional de Humanização (PNH). Entre as opções abaixo, a conduta mais adequada neste momento é:Gabarito: D
Em uma Unidade de Saúde da Família (USF), durante um turno de atendimento, uma usuária procura o serviço relatando dor abdominal leve há três dias, sem febre, vômitos ou alteração importante do estado geral. Enquanto aguarda, outro paciente chega apresentando dor torácica súbita e sudorese intensa. Diante dessa situação, o enfermeiro responsável pelo acolhimento com classificação de risco deve agir conforme os princípios da Atenção Primária à Saúde e da Política Nacional de Humanização (PNH). Entre as opções abaixo, a conduta mais adequada neste momento é:
- A. Atender os usuários por ordem de chegada, garantindo isonomia.
- B. Orientar procurarem a UPA, uma vez que a UBS não atende estes tipos de casos.
- C. Solicitar que ambos aguardem a triagem médica.
- D. Encaminhar imediatamente o paciente com dor torácica para avaliação médica. ✓
- E. Realizar acolhimento de casos previamente agendados e reagendar os de procura espontânea.
Comentário OsceLabs
Acolhimento com classificacao de risco significa organizar o atendimento pela GRAVIDADE, e nao pela ordem de chegada: dor toracica subita com sudorese e potencial sindrome coronariana aguda, condicao tempo-dependente que deve ser avaliada imediatamente. Atender por ordem de chegada (A) confunde isonomia com equidade. A UBS e porta de entrada e deve prestar o primeiro atendimento e estabilizacao antes de acionar o transporte (B), e mandar aguardar triagem (C) ou priorizar apenas agendados (E) contraria a PNH. Resposta D.
Questão 91Durante uma ação de vacinação em uma Unidade de Saúde da Família, o enfermeiro observa três situações distintas: I. Uma adolescente de 13 anos comparece para atualização da caderneta, sem registro da vacina HPV. II. Um idoso de 70 anos, com doença pulmonar crônica, solicita a vacina contra influenza. III. Uma criança de 1 ano e 3 meses apresentou febre e irritabilidade leve por 24 horas após receber a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Com base nas recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e no manejo adequado de eventos adversos pós vacinação, qual é a conduta mais apropriada da equipe de saúde?Gabarito: B
Durante uma ação de vacinação em uma Unidade de Saúde da Família, o enfermeiro observa três situações distintas: I. Uma adolescente de 13 anos comparece para atualização da caderneta, sem registro da vacina HPV. II. Um idoso de 70 anos, com doença pulmonar crônica, solicita a vacina contra influenza. III. Uma criança de 1 ano e 3 meses apresentou febre e irritabilidade leve por 24 horas após receber a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Com base nas recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e no manejo adequado de eventos adversos pós vacinação, qual é a conduta mais apropriada da equipe de saúde?
- A. Administrar apenas uma dose de HPV na adolescente, pois ela já ultrapassou a faixa etária ideal; adiar a vacina contra influenza por causa da doença pulmonar; e notificar a febre como evento adverso grave.
- B. Iniciar o esquema de HPV com duas doses na adolescente; aplicar a vacina contra influenza no idoso; e orientar a família que febre leve pós-vacinal é um evento esperado, sem necessidade de notificação. ✓
- C. Iniciar o esquema de HPV com três doses na adolescente; encaminhar o idoso para avaliação médica antes da vacina; e suspender futuras doses de tríplice viral.
- D. Aplicar dose única de HPV; vacinar o idoso se não apresentar sintomas gripais; e considerar o evento adverso como contraindicação definitiva à tríplice viral.
- E. Aguardar o próximo calendário nacional de campanhas antes de realizar qualquer vacinação, garantindo que todos os usuários recebam vacinas simultaneamente.
Comentário OsceLabs
Tres condutas corretas na mesma alternativa: (1) adolescente de 13 anos sem registro previo inicia o esquema de HPV conforme o PNI para a faixa de 9 a 14 anos; (2) idoso com pneumopatia cronica e grupo prioritario para influenza, e doenca cronica ESTAVEL nao adia vacina; (3) febre baixa e irritabilidade por 24 horas apos triplice viral e evento adverso ESPERADO e leve, que nao exige notificacao nem contraindica doses futuras. As demais opcoes ou negam a vacinacao ou tratam reacao banal como evento grave. Resposta B.
Questão 92Durante o seguimento na Atenção Primária, Dona Lúcia, 67 anos, é acompanhada pela equipe de Saúde da Família. Ela tem diabetes mellitus tipo 2 há 10 anos e hipertensão arterial sistêmica há 12 anos. Faz uso de losartana 50 mg 2x/dia, hidroclorotiazida 25 mg/dia, metformina 850 mg 2x/dia e sinvastatina 20 mg à noite. Refere adesão irregular à dieta e atividade física. Nega tabagismo. Últimos exames e dados clínicos: PA: 138 x 84 mmHg; IMC: 32 kg/m²; HbA1c: 7,8%; LDL: 118 mg/dL; Microalbuminúria: positiva; Creatinina: 1,0 mg/dL; CG: sem alterações isquêmicas. Considerando as Diretrizes Brasileiras de HAS e DM (SBC, SBD e Ministério da Saúde) e as recomendações da APS, é INCORRETO afirmar:Gabarito: C
Durante o seguimento na Atenção Primária, Dona Lúcia, 67 anos, é acompanhada pela equipe de Saúde da Família. Ela tem diabetes mellitus tipo 2 há 10 anos e hipertensão arterial sistêmica há 12 anos. Faz uso de losartana 50 mg 2x/dia, hidroclorotiazida 25 mg/dia, metformina 850 mg 2x/dia e sinvastatina 20 mg à noite. Refere adesão irregular à dieta e atividade física. Nega tabagismo. Últimos exames e dados clínicos: PA: 138 x 84 mmHg; IMC: 32 kg/m²; HbA1c: 7,8%; LDL: 118 mg/dL; Microalbuminúria: positiva; Creatinina: 1,0 mg/dL; CG: sem alterações isquêmicas. Considerando as Diretrizes Brasileiras de HAS e DM (SBC, SBD e Ministério da Saúde) e as recomendações da APS, é INCORRETO afirmar:
- A. Apesar do controle pressórico adequado, a presença de microalbuminúria e DM2 de longa data caracteriza Dona Lúcia como paciente de alto risco cardiovascular, devendo intensificar o controle glicêmico e lipídico.
- B. A meta de HbA1c em pacientes idosos e de longa duração de diabetes pode ser menos rígida (até 8%), principalmente se houver risco de hipoglicemia ou comorbidades, o que se aplica ao caso de Dona Lúcia.
- C. A associação de losartana e hidroclorotiazida é adequada para o controle pressórico e a manutenção da sinvastatina está correta, pois o LDL atual já atinge a meta preconizada para alto risco (< 130 mg/dL). ✓
- D. A orientação sobre adesão terapêutica e mudanças de estilo de vida (alimentação saudável, perda de peso e atividade física regular) deve ser reforçada como parte essencial do plano de cuidado longitudinal.
- E. Caso a meta glicêmica não seja atingida após otimização da metformina e medidas não farmacológicas, pode-se considerar a associação de outro antidiabético oral ou início de insulina basal, conforme protocolo clínico.
Comentário OsceLabs
A questao pede a INCORRETA. A afirmativa C erra ao dizer que LDL de 118 mg/dL atinge a meta do alto risco: para paciente de alto risco cardiovascular a meta e LDL abaixo de 70 mg/dL (e abaixo de 50 mg/dL no risco muito alto) — a paciente precisaria de intensificacao da estatina, e nao de manutencao da sinvastatina 20 mg. As demais estao corretas: diabete de longa data com microalbuminuria define alto risco (A), meta de HbA1c flexivel no idoso (B), reforco de estilo de vida (D) e escalonamento terapeutico apos falha da metformina (E). Resposta C.
Questão 93Durante o acompanhamento de crianças na Atenção Primária à Saúde (APS), o profissional deve integrar ações de promoção, prevenção e cuidado no contexto da puericultura e no manejo de agravos comuns, como diarreia e doenças respiratórias agudas (IRA). Sobre essas ações, analise as afirmativas abaixo: I. A puericultura é o momento ideal para monitorar o crescimento e o desenvolvimento infantil, revisar o calendário vacinal, avaliar o estado nutricional e orientar a família, fortalecendo o vínculo e a promoção da saúde. II. Em casos de diarreia aguda sem sinais de desidratação, a conduta prioritária é manter a alimentação habitual, garantir hidratação oral com Soro de Reidratação Oral (SRO) e orientar os sinais de alarme para retorno. III. Em doenças respiratórias agudas leves, como resfriados comuns, recomenda-se realizar painel viral para se decidir na introdução ou não de oseltamivir. IV. A pneumonia é uma das principais causas de mortalidade infantil e deve ser suspeitada na presença de taquipneia e esforço respiratório, sendo o diagnóstico baseado em critérios clínicos na APS. V. O acompanhamento do desenvolvimento infantil deve incluir observação do comportamento, da linguagem e da interação social, permitindo identificar precocemente atrasos ou sinais de risco para transtornos do neurodesenvolvimento. Está correto o que se afirma emGabarito: A
Durante o acompanhamento de crianças na Atenção Primária à Saúde (APS), o profissional deve integrar ações de promoção, prevenção e cuidado no contexto da puericultura e no manejo de agravos comuns, como diarreia e doenças respiratórias agudas (IRA). Sobre essas ações, analise as afirmativas abaixo: I. A puericultura é o momento ideal para monitorar o crescimento e o desenvolvimento infantil, revisar o calendário vacinal, avaliar o estado nutricional e orientar a família, fortalecendo o vínculo e a promoção da saúde. II. Em casos de diarreia aguda sem sinais de desidratação, a conduta prioritária é manter a alimentação habitual, garantir hidratação oral com Soro de Reidratação Oral (SRO) e orientar os sinais de alarme para retorno. III. Em doenças respiratórias agudas leves, como resfriados comuns, recomenda-se realizar painel viral para se decidir na introdução ou não de oseltamivir. IV. A pneumonia é uma das principais causas de mortalidade infantil e deve ser suspeitada na presença de taquipneia e esforço respiratório, sendo o diagnóstico baseado em critérios clínicos na APS. V. O acompanhamento do desenvolvimento infantil deve incluir observação do comportamento, da linguagem e da interação social, permitindo identificar precocemente atrasos ou sinais de risco para transtornos do neurodesenvolvimento. Está correto o que se afirma em
- A. I, II, IV e V, apenas. ✓
- B. I, II e IV, apenas.
- C. II, III e IV, apenas.
- D. I, III e V, apenas.
- E. I, II, III, IVe V.
Comentário OsceLabs
Sao corretas I, II, IV e V: a puericultura integra crescimento, desenvolvimento, vacinacao e vinculo; a diarreia aguda sem desidratacao (plano A) se maneja com manutencao da alimentacao, soro de reidratacao oral e sinais de alarme; a pneumonia na APS e diagnostico CLINICO, com taquipneia como marcador mais sensivel (criterios da OMS por faixa etaria); e o desenvolvimento deve ser monitorado nos dominios de linguagem, comportamento e interacao. A III e falsa: resfriado comum nao exige painel viral, e oseltamivir se indica por criterio clinico e epidemiologico. Resposta A.
Questão 94Durante uma consulta de rotina, Seu José, 83 anos, portador de hipertensão e insuficiência cardíaca controlada, relata que o filho marcou exames particulares "para garantir que ele não tenha câncer", incluindo PSA, colonoscopia e tomografia de tórax. O médico da equipe analisa o caso e explica que, considerando a idade e as comorbidades do paciente, os riscos desses exames superam os possíveis benefícios, optando por não os solicitar e priorizar acompanhamento clínico, controle de doenças crônicas e qualidade de vida. Essa conduta representa:Gabarito: D
Durante uma consulta de rotina, Seu José, 83 anos, portador de hipertensão e insuficiência cardíaca controlada, relata que o filho marcou exames particulares "para garantir que ele não tenha câncer", incluindo PSA, colonoscopia e tomografia de tórax. O médico da equipe analisa o caso e explica que, considerando a idade e as comorbidades do paciente, os riscos desses exames superam os possíveis benefícios, optando por não os solicitar e priorizar acompanhamento clínico, controle de doenças crônicas e qualidade de vida. Essa conduta representa:
- A. Prevenção primária, pois busca evitar o aparecimento de novas doenças por meio de vigilância diagnóstica.
- B. Prevenção secundária, pois envolve o rastreamento para diagnóstico precoce de doenças assintomáticas.
- C. Prevenção terciária, pois tem como foco reduzir sequelas das doenças já existentes.
- D. Prevenção quaternária, pois visa evitar intervenções médicas desnecessárias e potenciais danos iatrogênicos. ✓
- E. Promoção da saúde, pois incentiva a participação familiar e a corresponsabilidade no cuidado.
Comentário OsceLabs
Prevencao quaternaria e o conceito, criado por Marc Jamoulle, de proteger a pessoa do EXCESSO de medicina — evitar intervencoes desnecessarias e o dano iatrogenico da cascata diagnostica. Solicitar PSA, colonoscopia e tomografia em homem de 83 anos com comorbidades e expectativa de vida limitada geraria achados incidentais, exames invasivos e ansiedade sem ganho de sobrevida. Prevencao secundaria (B) seria justamente rastrear; terciaria (C) trata sequelas; e a promocao da saude (E) nao descreve a recusa fundamentada do rastreio. Resposta D.
Questão 95Em 2024, o governo federal junto ao Ministério da Saúde, lançou a Portaria 3.493 de 10 de abril de 2024 que alterou e instituiu nova metodologia de cofinanciamento federal do Piso de Atenção Primária à Saúde (APS) no âmbito do SUS. Assinale a alternativa correta sobre os componentes:Gabarito: D
Em 2024, o governo federal junto ao Ministério da Saúde, lançou a Portaria 3.493 de 10 de abril de 2024 que alterou e instituiu nova metodologia de cofinanciamento federal do Piso de Atenção Primária à Saúde (APS) no âmbito do SUS. Assinale a alternativa correta sobre os componentes:
- A. O componente fixo é o valor mensal por equipe que será transferido aos municípios referente ao número de equipes de estratégia de saúde da família (eSF) e equipes de atenção primária (eAP) que atendem aos critérios: demográficos, de vulnerabilidade, de completude do cadastro, acompanhamento/atendimento dos cadastrados e satisfação do usuário.
- B. O componente de vínculo e acompanhamento territorial é o valor mensal por equipe que será transferido aos municípios referente ao número de equipes de estratégia de saúde da família (eSF) e equipes de atenção primária (eAP) dependentes da classificação do município pelo índice de Equidade e Dimensionamento (IED).
- C. No componente de qualidade do novo modelo de confinanciamento federal, indicadores relacionados a desenvolvimento infantil, gestante e puérpera, cuidado com a pessoa com diabetes e cuidados paliativos serão avaliados e participarão do incentivo federal.
- D. O novo modelo de financiamento federal da APS através de seus novos critérios, fortalece a Estratégia Saúde da Família (ESF) como o modelo prioritário da APS, bem como valida e incentiva o papel das equipes multiprofissionais (e-multi) e equipes de Saúde Bucal (eSB). ✓
- E. No novo modelo de cofinanciamento federal da APS, as visitas domiciliares realizadas pelos agentes comunitários de saúde não foram contemplados junto aos indicadores de boas práticas de equipes de estratégia de saúde da família (eSF).
Comentário OsceLabs
A Portaria 3.493/2024 substituiu o modelo de pagamento por captacao ponderada por uma metodologia com componentes de cofinanciamento (fixo por equipe, qualidade, vinculo e acompanhamento territorial), e sua diretriz central e reafirmar a Estrategia Saude da Familia como modelo PRIORITARIO da APS, incentivando tambem as equipes multiprofissionais (e-Multi) e as equipes de Saude Bucal. As demais alternativas trocam as definicoes entre os componentes ou negam o papel dos indicadores e das visitas dos agentes comunitarios. Resposta D.
Questão 96Mulher, 69 anos, hipertensa e diabética vai em consulta de retorno em uma UBS com estratégia de saúde da família. Exames laboratoriais revelaram insuficiência renal crônica no estágio 3b. Por este motivo, é encaminhada ao serviço de nefrologia de referência para avaliação. De acordo com a Organização da Atenção à Saúde no Brasil representada pela Rede de Atenção à Saúde (RAS), entre as opções abaixo, a que o melhor descreve o acompanhamento desta paciente éGabarito: E
Mulher, 69 anos, hipertensa e diabética vai em consulta de retorno em uma UBS com estratégia de saúde da família. Exames laboratoriais revelaram insuficiência renal crônica no estágio 3b. Por este motivo, é encaminhada ao serviço de nefrologia de referência para avaliação. De acordo com a Organização da Atenção à Saúde no Brasil representada pela Rede de Atenção à Saúde (RAS), entre as opções abaixo, a que o melhor descreve o acompanhamento desta paciente é
- A. seguimento no serviço de referência sem necessidade de retorno à APS.
- B. ações de promoção e prevenção na UBS e seguimento clínico no especialista.
- C. coordenado pelo serviço secundário e se necessário este realizará novos encaminhamentos.
- D. seguimento no serviço de referência até receber alta deste ou ser encaminhado de volta a UBS.
- E. coordenado pela APS na UBS com apoio da especialidade. ✓
Comentário OsceLabs
Na logica das Redes de Atencao a Saude, a APS e a coordenadora do cuidado e ordenadora da rede: encaminhar ao nefrologista NAO transfere a responsabilidade pelo paciente. O seguimento continua na UBS, com apoio matricial e contrarreferencia da especialidade, o que preserva longitudinalidade e integralidade. Alta da APS (A), coordenacao pelo servico secundario (C) e seguimento exclusivo no especialista ate a alta (B e D) invertem a logica da rede e fragmentam o cuidado. Resposta E.
Questão 97A alternativa que melhor descreve a aplicação da medicina baseada em evidência (MBE) na APS é:Gabarito: A
A alternativa que melhor descreve a aplicação da medicina baseada em evidência (MBE) na APS é:
- A. O uso da probabilidade pré-teste, estimativa da probabilidade de um paciente ter doença antes da solicitação de um exame diagnóstico, na definição do diagnóstico clínico. ✓
- B. O processo para a tomada de decisão, deve levar em conta os estudos com validade científica, independente da experiência clínica individual e preferências da pessoa consultada.
- C. As evidências mais sólidas a respeito de tratamentos são obtidas a partir de estudos ecológicos, ensaios clínicos e revisões sistemáticas.
- D. O uso de diretrizes clínicas resulta em redução da morbimortalidade e deve receber adaptações locais, o que leve à certa inconsistência do cuidado mesmo que esteja padronizando.
- E. Na hierarquia de evidências, a força de evidência proporcionada pela observação não sistemática do médico é considerada como de alta qualidade.
Comentário OsceLabs
O raciocinio bayesiano e o coracao da medicina baseada em evidencia aplicada a APS: estimar a probabilidade PRE-TESTE antes de pedir o exame determina se o resultado tera algum poder de mudar a conduta — em prevalencia baixa, o valor preditivo positivo despenca e o exame gera mais falso-positivo que diagnostico. A MBE integra evidencia, experiencia clinica E preferencias do paciente, nunca as descarta (B). Estudos ecologicos estao na base da hierarquia (C) e a observacao nao sistematica e a evidencia mais fraca (E). Resposta A.
Questão 98Mulher, 42 anos, vem para atendimento de demanda espontânea da equipe de Estratégia de Saúde da Família (eSF) queixan-do-se de dor no joelho esquerdo após escorregar no piso molhado do supermercado em que trabalha como auxiliar de limpeza. Durante exame físico, observa-se escoriações, leve edema e dor à manipulação. Entre as condutas abaixo, a melhor a ser adotada à essa trabalhadora é prescrever sintomáticos, encaminhar para realização de Rx do joelho esquerdo para afastar fatura eGabarito: B
Mulher, 42 anos, vem para atendimento de demanda espontânea da equipe de Estratégia de Saúde da Família (eSF) queixan-do-se de dor no joelho esquerdo após escorregar no piso molhado do supermercado em que trabalha como auxiliar de limpeza. Durante exame físico, observa-se escoriações, leve edema e dor à manipulação. Entre as condutas abaixo, a melhor a ser adotada à essa trabalhadora é prescrever sintomáticos, encaminhar para realização de Rx do joelho esquerdo para afastar fatura e
- A. emitir a CAT e notificar no SINAN.
- B. emitir a CAT. ✓
- C. encaminhar para o CEREST para avaliar necessidade de emissão da CAT.
- D. encaminhar paciente para UPA para emissão da CAT.
- E. se constatada ausência, liberar paciente para retorno ao trabalho.
Comentário OsceLabs
Acidente ocorrido no local e no horario de trabalho e acidente de trabalho tipico, e a Comunicacao de Acidente de Trabalho (CAT) deve ser emitida — o medico assistente da UBS tem competencia para faze-lo, nao sendo necessario encaminhar ao CEREST ou a UPA para isso (C e D). A notificacao no SINAN e obrigatoria para acidentes de trabalho GRAVES, fatais ou envolvendo criancas e adolescentes, o que nao e o caso de uma lesao leve de joelho (por isso A esta incorreta). Resposta B.
Questão 99Durante a reunião de equipe, a enfermeira traz como pauta para discussão o alto número de internações por condições sensíveis à APS (ICSAP) relacionados ao pré-natal e ao parto. A equipe avalia o território e realiza diagnóstico situacional: O território é rural, de difícil acessibilidade, bastante vulnerável e com alta taxa de absenteísmo nas consultas. Baseando- se nessas informações, entre as estratégias abaixo, a melhor a ser adotada pela equipe levando em consideração planejamento local em saúde éGabarito: B
Durante a reunião de equipe, a enfermeira traz como pauta para discussão o alto número de internações por condições sensíveis à APS (ICSAP) relacionados ao pré-natal e ao parto. A equipe avalia o território e realiza diagnóstico situacional: O território é rural, de difícil acessibilidade, bastante vulnerável e com alta taxa de absenteísmo nas consultas. Baseando- se nessas informações, entre as estratégias abaixo, a melhor a ser adotada pela equipe levando em consideração planejamento local em saúde é
- A. orientar durante as consultas a importância do acompanhamento pré-natal, no comparecimento das consultas e a realização de exames.
- B. realizar visitas no território para compreender os entraves no acesso e vulnerabilidades envolvidas e após elaborar estratégias eficazes para resolução. ✓
- C. informar a gestão que essa responsabilidade não é da equipe e que seria necessária a construção de uma nova UBS no território rural.
- D. priorizar a identificação de todas as gestantes de risco e encaminhá-las para serviço de pré- natal especializado.
- E. solicitar à gestão a necessidade de contratação de especialistas com o intuito de melhorar a assistência pré-natal.
Comentário OsceLabs
Planejamento local em saude comeca por COMPREENDER o problema no territorio, e nao por impor solucoes: diante de alto absenteismo em area rural vulneravel e de dificil acesso, a estrategia correta e ir ao territorio, identificar as barreiras reais (transporte, jornada, cultura, violencia) e so entao desenhar intervencoes. Apenas orientar nas consultas (A) culpabiliza quem nao consegue chegar. Negar a responsabilidade (C), encaminhar todas ao pre-natal especializado (D) ou pedir mais especialistas (E) nao atacam a causa do problema, que e o acesso. Resposta B.
Questão 100Homem, 43 anos, vem para atendimento de demanda espontânea no acolhimento da equipe de eSF com queixa de angústia, palpitações frequentes, tremores, tontura e medo de perder o controle no último mês. Isto tem causado prejuízo no trabalho e na vida social. Durante a consulta está tranquilo, nega ideação suicida ou pensamentos de morte. Entre as condutas abaixo, a melhor para este paciente no âmbito da APS é:Gabarito: C
Homem, 43 anos, vem para atendimento de demanda espontânea no acolhimento da equipe de eSF com queixa de angústia, palpitações frequentes, tremores, tontura e medo de perder o controle no último mês. Isto tem causado prejuízo no trabalho e na vida social. Durante a consulta está tranquilo, nega ideação suicida ou pensamentos de morte. Entre as condutas abaixo, a melhor para este paciente no âmbito da APS é:
- A. Encaminhamento para hospital via SAMU, para internação.
- B. Encaminhamento para o CAPS para avaliação inicial do quadro.
- C. Iniciar seguimento multiprofissional na UBS e considerar introdução de inibidor seletivo da recaptação da serotonina. ✓
- D. Encaminhar paciente para psicóloga da equipe para definir se o seguimento será na APS ou no CAPS.
- E. Acolher paciente, realizar escuta qualificada e explicar que é comum se sentir assim, sem necessidade de acompanhamento específico.
Comentário OsceLabs
Palpitacoes, tremores, tontura, medo de perder o controle e prejuizo funcional ha um mes, em paciente sem risco de suicidio, configuram transtorno de panico/ansiedade — condicao de manejo proprio da Atencao Primaria. A conduta e acolher, iniciar seguimento multiprofissional na UBS (psicoeducacao, apoio psicologico) e considerar ISRS, primeira linha farmacologica. O CAPS (B e D) e para transtornos graves e persistentes. Internacao via SAMU (A) e desproporcional, e minimizar o sofrimento sem seguimento (E) e negligencia. Resposta C.
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Questões novas no estilo das provas de Residência, ENARE, ENAMED e Revalida com gabarito comentado — e estações práticas OSCE com um paciente virtual que conversa e reage.
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