Iniciante·Farmacologia e Terapêutica
O que a droga faz no corpo
Farmacodinâmica como contrato molecular: alvo, afinidade e eficácia decidem o efeito desejado — e o mesmo alvo, no tecido errado, decide o efeito adverso previsível.
7 capítulos
- 01Alvo: quatro endereços possíveisReceptores, canais, enzimas e transportadores são classes de alvos; o efeito depende também do tecido e da exposição.
- 02Agonista, antagonista e o meio-termoAfinidade descreve ligação; eficácia intrínseca descreve quanto o ligante ativa o sistema depois de se ligar.
- 03Potência não é eficáciaPotência localiza a curva no eixo da concentração; eficácia define o efeito máximo alcançável naquele sistema.
- 04A janela terapêuticaBenefício e toxicidade ocupam curvas distintas; monitorização só ajuda quando a medida se relaciona à exposição e à decisão.
- 05Seletividade é dose-dependenteSeletividade não é especificidade absoluta: ela diminui quando a exposição aumenta e outros alvos passam a ser ocupados.
- 06Tolerância, taquifilaxia e reboteAdaptação celular, tempo de uso e retirada explicam fenômenos diferentes que não devem ser confundidos com falha terapêutica.
- 07Reação adversa: previsível ou idiossincráticaReações tipo A são em geral previsíveis e relacionadas à dose; reações tipo B são menos previsíveis e exigem outra vigilância.
