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Coordenação, equilíbrio e marcha
Exame neurológico: coordenação, equilíbrio e marcha
O que a marcha entrega em dez segundos — e por que ninguém com ataxia cerebelar é Romberg positivo
A cena
O paciente entra no consultório e caminha até a cadeira. São uns oito passos. O médico já observou a largura da base, a simetria do balanço dos braços, o tamanho do passo, se ele hesita ao virar e quanto tempo levou.
Nenhuma manobra foi pedida, nenhum instrumento saiu do bolso, e uma parte considerável do exame neurológico já aconteceu. A marcha integra força, tônus, coordenação, propriocepção, visão e função vestibular — se ela está normal, muita coisa está normal.
E há um dado que costuma surpreender. Em uma análise que reuniu nove coortes e mais de 34 mil idosos, a velocidade com que a pessoa caminha previu sobrevida em dez anos tão bem quanto um painel com doenças crônicas, tabagismo, pressão arterial, índice de massa corporal e histórico de internação. Um cronômetro e alguns metros de corredor.
De onde vem o sinal
Coordenação, equilíbrio e marcha não são três exames independentes: são três janelas para um mesmo sistema de controle motor, que depende de informação sensorial chegando, do cerebelo ajustando e da via motora executando.
O cerebelo tem uma divisão funcional que organiza o exame. As porções laterais, os hemisférios, controlam os membros do mesmo lado — por isso a lesão hemisférica dá dismetria e tremor de intenção ipsilaterais, testados no índex-nariz e no calcanhar-joelho. A porção medial, o vérmis, controla o tronco e a marcha — sua lesão dá instabilidade de tronco e marcha de base alargada, com os testes de membros podendo estar normais. Saber isso evita a conclusão apressada de que cerebelo normal é índex-nariz normal.
O equilíbrio em pé depende de três entradas: visão, propriocepção e sistema vestibular. Duas delas bastam para manter a estabilidade. É exatamente esse o princípio do teste de Romberg — retirar a visão fechando os olhos e observar se as outras duas dão conta.
E aqui vem o ponto que quase todo estudante erra. Se o paciente perdeu a propriocepção, ele se equilibra de olhos abertos usando a visão, e cai quando fecha os olhos: esse é o Romberg positivo, e ele indica lesão de coluna posterior ou de nervo periférico, não de cerebelo. Já quem tem ataxia cerebelar grave é instável de olhos abertos, e portanto o teste nem chega à segunda etapa. Por definição lógica, um paciente com ataxia cerebelar não pode ser descrito como Romberg positivo — ele simplesmente não passa da primeira fase.
A marcha, por fim, é o teste mais integrado de todos, e é por isso que padrões de marcha reconhecíveis apontam para sistemas diferentes. O paciente com lesão de coluna posterior olha para os próprios pés e bate os calcanhares no chão, porque usa visão e audição para substituir a propriocepção que perdeu — e piora dramaticamente no escuro.

O que perguntar
A história de quedas e a cronologia dizem o que procurar e com que urgência.
“O senhor caiu no último ano? Quantas vezes?”
Queda prévia é o preditor mais forte de nova queda, e muda a conduta independentemente do que o exame encontrar.
“A instabilidade piora no escuro ou quando o senhor fecha os olhos no banho?”
Piora no escuro aponta perda proprioceptiva, em que a visão estava compensando — é a pergunta que antecipa o resultado do Romberg.
“A tontura é de rodar, como um carrossel, ou é uma sensação de desequilíbrio?”
Vertigem rotatória aponta sistema vestibular; desequilíbrio sem rotação aponta cerebelo, propriocepção ou múltiplos sistemas.
“Começou de repente ou foi progredindo ao longo de meses?”
Instalação súbita de ataxia é vascular até prova em contrário e é emergência; progressão lenta abre outro leque.
“Está tomando algum remédio novo? Bebe álcool?”
Medicamentos sedativos e álcool são causas frequentes e reversíveis de ataxia e de quedas, e passam despercebidos se não forem perguntados.
“Está com dificuldade para começar a andar, ou para virar?”
Hesitação no início e ao virar aponta padrão parkinsoniano, que tem tratamento próprio.
“Sente que as pernas ficam presas ou pesadas, e tem tido urgência para urinar?”
Marcha espástica com sintoma urinário levanta comprometimento medular — muda a urgência da investigação.
Antes de encostar
- Espaço livre para caminhar
- São necessários pelo menos alguns metros em linha reta, sem obstáculos. Exame de marcha em consultório apertado não avalia marcha.
- Alguém ao lado do paciente
- Testes de equilíbrio provocam quedas. Fique ao lado, com os braços prontos, sem tocar — segurar antecipadamente invalida o teste e não segurar é negligência.
- Calçado habitual e depois descalço, quando possível
- O calçado altera a marcha. Observar dos dois jeitos separa o que é do paciente do que é do sapato.
- Dispositivos de auxílio à vista
- Peça que o paciente use a bengala ou o andador como usa em casa, e observe também sem, se for seguro. O que ele usa informa tanto quanto o que ele consegue.
- Cronômetro e uma distância marcada
- Para medir a velocidade da marcha basta um trecho conhecido e um cronômetro. É a medida com melhor evidência prognóstica de todo o capítulo.
- Óculos, se o paciente usa
- A visão é uma das três entradas do equilíbrio. Testar sem a correção habitual mede outra coisa.
A técnica
Coordenação nos membros, depois equilíbrio estático, depois marcha — e a marcha começa antes de você pedir.
- 1
Observar a marcha espontânea
Observe o paciente entrando, levantando da cadeira e caminhando, antes de qualquer instrução. Note base, comprimento do passo, balanço dos braços, simetria e a virada.
Erro comum: Só olhar a marcha quando pede formalmente. A marcha espontânea é menos artificial e mais informativa.
- 2
Testar índex-nariz
Peça que toque o próprio nariz e depois o seu dedo, alternadamente, com os olhos abertos, variando a posição do seu dedo. Procure dismetria e tremor que piora ao aproximar do alvo.
Erro comum: Manter o dedo parado. Sem mudar a posição do alvo, a dismetria discreta não aparece.
- 3
Testar calcanhar-joelho
Com o paciente deitado, peça que coloque o calcanhar no joelho oposto e deslize pela crista da tíbia até o pé. Observe se o trajeto é retilíneo e regular.
Erro comum: Aceitar a manobra feita rápido demais. A velocidade excessiva mascara a irregularidade do trajeto.
- 4
Testar movimentos alternados rápidos
Peça que bata a palma e o dorso da mão sobre a coxa alternadamente, o mais rápido possível, comparando os lados. Lentidão e irregularidade caracterizam disdiadococinesia.
Erro comum: Não comparar os lados. O ritmo absoluto varia muito entre pessoas; a assimetria é o achado.
- 5
Realizar o teste de Romberg corretamente
Peça que fique em pé, pés juntos, braços ao lado do corpo, primeiro de olhos abertos. Só se estiver estável, peça que feche os olhos e observe por até um minuto. Queda ou oscilação importante apenas após fechar os olhos é o teste positivo.
Erro comum: Chamar de Romberg positivo o paciente que já oscila de olhos abertos. Nesse caso o teste não chegou a ser feito — e é o erro que faz descrever ataxia cerebelar como Romberg positivo.
- 6
Testar o equilíbrio em posição sensibilizada
Se o Romberg simples for normal e houver suspeita, peça a posição em tandem, um pé à frente do outro, primeiro de olhos abertos e depois fechados.
Erro comum: Pular a versão sensibilizada em paciente com queixa e Romberg normal.
- 7
Observar a marcha em linha reta e a virada
Peça que caminhe alguns metros, vire e volte. A virada é o momento em que a instabilidade e a hesitação parkinsoniana mais aparecem.
Erro comum: Observar apenas o trajeto reto. Muitos pacientes só se desequilibram ao mudar de direção.
- 8
Testar a marcha em tandem
Peça que caminhe em linha reta colocando o calcanhar de um pé encostado na ponta do outro. É a forma mais sensível de revelar ataxia discreta.
Erro comum: Solicitar em paciente com risco alto de queda sem apoio próximo.
- 9
Medir a velocidade da marcha
Marque uma distância conhecida, peça que caminhe no ritmo habitual e cronometre. Registre em metros por segundo — é a medida com melhor evidência prognóstica deste capítulo.
Erro comum: Pedir que ande o mais rápido possível. O valor prognóstico vem da velocidade habitual, não da máxima.
- 10
Reconhecer o padrão da marcha
Classifique o que viu: espástica, parkinsoniana, atáxica cerebelar, atáxica sensitiva, escarvante ou anserina. O padrão localiza melhor que qualquer manobra isolada.
Erro comum: Registrar apenas marcha alterada. Sem o padrão, o achado não localiza nada.
Achados, limites e forma de registro
- Marcha com base estreita, passos simétricos, balanço normal dos braços e virada em bloco fluida.
- Índex-nariz e calcanhar-joelho precisos, sem dismetria ou tremor de intenção.
- Movimentos alternados rápidos simétricos e regulares.
- Romberg negativo: estável de olhos abertos e mantém-se estável de olhos fechados.
- Marcha em tandem executada sem desvios.
- Exemplo de registro: marcha observada com dispositivo habitual e assistência de segurança; base, velocidade, passos, balanço dos braços e giros descritos; provas de coordenação e Romberg realizadas somente em condição protegida e registradas pelo fenômeno observado.
- Estável de olhos abertos, oscila ou cai ao fechar os olhos
- Romberg positivo. Indica perda proprioceptiva — coluna posterior ou nervo periférico —, não lesão cerebelar.
- Instabilidade já presente de olhos abertos
- O teste de Romberg não se aplica. Aponta ataxia cerebelar ou outra causa de instabilidade que independe da visão.
- Dismetria e tremor de intenção em um lado, com marcha de base alargada
- Lesão de hemisfério cerebelar do mesmo lado dos achados de membro.
- Instabilidade de tronco e marcha alargada com índex-nariz normal
- Sugere lesão de vérmis cerebelar. É o padrão que engana quem testa só os membros e conclui cerebelo normal.
- Marcha com o membro em extensão que circunduz, arrastando a ponta do pé
- Marcha espástica de hemiparesia, padrão de lesão de neurônio motor superior.
- Passos curtos e arrastados, com dificuldade para iniciar e para virar, sem balanço dos braços
- Padrão parkinsoniano. A dificuldade na virada é frequentemente o achado mais evidente.
- Marcha com pés batendo no chão e olhar fixo nos próprios pés, muito pior no escuro
- Ataxia sensitiva por perda proprioceptiva. O paciente substitui a propriocepção por visão e audição.
- Marcha escarvante, elevando muito o joelho porque o pé cai
- Fraqueza da dorsiflexão do pé, por lesão do nervo fibular ou de raiz.
- Velocidade habitual de marcha reduzida em idoso
- Marcador prognóstico consistente: a sobrevida cresce ao longo de toda a faixa de velocidades, com incremento significativo a cada 0,1 m/s.
O que isso quer dizer
O achado com melhor evidência deste capítulo não é uma manobra sofisticada: é medir quanto tempo o paciente leva para andar alguns metros. Uma análise combinou dados individuais de nove coortes, somando 34.485 pessoas de 65 anos ou mais, com seguimento de 6 a 21 anos e 17.528 óbitos registrados. A velocidade média de marcha na avaliação inicial foi de 0,92 metro por segundo.
O resultado: a sobrevida aumentou ao longo de toda a faixa de velocidades, com razão de risco combinada de 0,88 por cada 0,1 metro por segundo a mais, com intervalo de confiança de 0,87 a 0,90. Aos 75 anos, a sobrevida prevista em dez anos variou de 19% a 87% nos homens e de 35% a 91% nas mulheres, conforme a velocidade da marcha.
E o dado que mais impressiona é o de comparação. A previsão de sobrevida feita a partir de idade, sexo e velocidade da marcha foi tão acurada quanto a feita a partir de idade, sexo, uso de dispositivo de auxílio e função autorreferida — e tão acurada quanto a que usava idade, sexo, doenças crônicas, tabagismo, pressão arterial, índice de massa corporal e histórico de hospitalização. Três variáveis, uma delas obtida com um cronômetro, equivalendo a um painel clínico completo.
Duas ressalvas importam. Primeira: isso é prognóstico populacional, não diagnóstico individual — a velocidade não diz o que o paciente tem, diz que ele está numa faixa de risco. Segunda: o valor vem da velocidade habitual, aquela em que a pessoa costuma andar, e não da máxima que ela consegue quando é desafiada. Pedir que ande o mais rápido possível mede outra coisa.
Sobre o teste de Romberg, o valor não está em um número e sim em usá-lo com a lógica certa. Ele existe porque o equilíbrio em pé depende de visão, propriocepção e sistema vestibular, e duas dessas três entradas bastam. Fechar os olhos remove uma. Quem perdeu a propriocepção estava compensando com a visão e cai quando ela é retirada — Romberg positivo, apontando coluna posterior ou nervo periférico.
A consequência disso é uma correção que vale carregar para a vida clínica: paciente com ataxia cerebelar não pode ser Romberg positivo. Ele já é instável de olhos abertos, o teste não chega à segunda etapa, e descrever assim confunde quem lê. O termo correto nesse caso é instabilidade de olhos abertos, e a manobra que localiza cerebelo é outra — dismetria, disdiadococinesia, marcha de base alargada.
Por fim, vale lembrar a divisão do cerebelo. Testar apenas índex-nariz e calcanhar-joelho avalia os hemisférios, que comandam os membros. Uma lesão do vérmis pode deixar esses testes normais e se manifestar só como instabilidade de tronco e marcha alargada. Quem não pede para o paciente andar pode concluir cerebelo normal em quem tem lesão cerebelar.
Romberg positivo demonstra dependência anormal da visão para manter a postura e pode ocorrer em perda proprioceptiva ou vestibular; não é teste confirmatório de síndrome cerebelar. Base, direção da instabilidade, marcha, nistagmo e coordenação ajudam a localizar o sistema comprometido.
| Sinal | Medida | Valor | Fonte |
|---|---|---|---|
| Velocidade habitual da marcha em idosos | Associação com sobrevida em análise combinada de 9 coortes, 34.485 pessoas de 65 anos ou mais, seguimento de 6 a 21 anos e 17.528 óbitos. Velocidade média inicial de 0,92 m/s. | Razão de risco combinada de 0,88 por cada 0,1 m/s a mais (IC 95% 0,87–0,90) | Studenski S, Perera S, Patel K, et al. Gait speed and survival in older adults. JAMA. 2011;305(1):50-8. |
| Poder prognóstico da velocidade da marcha comparado a um painel clínico | Comparação de acurácia preditiva entre modelos, na mesma análise combinada. Trata-se de prognóstico populacional, não de diagnóstico individual. | Aos 75 anos, sobrevida prevista em 10 anos de 19% a 87% nos homens e de 35% a 91% nas mulheres, conforme a velocidade; a previsão por idade, sexo e velocidade foi tão acurada quanto a que usava idade, sexo, doenças crônicas, tabagismo, pressão arterial, índice de massa corporal e hospitalização | Studenski S, Perera S, Patel K, et al. Gait speed and survival in older adults. JAMA. 2011;305(1):50-8. |
Padrões de marcha e o que localizam
Reconhecer o padrão é o que transforma marcha alterada em conclusão topográfica.
| Padrão | Como se apresenta | Localiza |
|---|---|---|
| Espástica (hemiparética) | Membro em extensão que circunduz, ponta do pé arrastando | Neurônio motor superior, contralateral |
| Parkinsoniana | Passos curtos e arrastados, hesitação ao iniciar e ao virar, sem balanço dos braços | Sistema extrapiramidal |
| Atáxica cerebelar | Base alargada, instável já de olhos abertos, títubeo | Cerebelo, sobretudo vérmis |
| Atáxica sensitiva | Pés batendo no chão, olhar fixo nos pés, muito pior no escuro | Coluna posterior ou nervo periférico |
| Escarvante | Joelho muito elevado porque o pé cai | Nervo fibular ou raiz L5 |
| Anserina | Báscula da pelve, marcha bamboleante | Fraqueza de cintura pélvica, doença muscular |
- Romberg positivo exige estabilidade de olhos abertos. Quem já oscila de olhos abertos não fez o teste — e ataxia cerebelar, por definição, não é Romberg positivo.
- Índex-nariz e calcanhar-joelho testam os hemisférios cerebelares. Lesão de vérmis pode ter esses testes normais e só aparecer na marcha.
Erros que custam o achado
- Chamar de Romberg positivo quem já oscila de olhos abertos
- O teste depende de comparar as duas situações. Sem estabilidade inicial, ele não chega à segunda etapa. É o erro que faz descrever ataxia cerebelar como Romberg positivo, o que é logicamente impossível.
- Concluir cerebelo normal só com índex-nariz
- Esses testes avaliam os hemisférios cerebelares. Uma lesão de vérmis pode deixá-los normais e se manifestar apenas como instabilidade de tronco e marcha alargada — que só aparece se você pedir para o paciente andar.
- Não observar a marcha espontânea
- A entrada no consultório, o levantar da cadeira e os primeiros passos são menos artificiais que a marcha sob comando, e boa parte da informação está ali.
- Observar apenas o trajeto reto
- A virada é onde a hesitação parkinsoniana e a instabilidade mais aparecem. Peça que caminhe, vire e volte.
- Medir a velocidade máxima em vez da habitual
- O valor prognóstico vem da velocidade em que a pessoa costuma andar. Pedir o máximo esforço mede capacidade, não o marcador estudado.
- Tratar a velocidade de marcha como diagnóstico
- Ela indica faixa de risco, não doença. É prognóstico populacional e serve para priorizar avaliação e intervenção, não para nomear a causa.
- Manter o dedo parado no índex-nariz
- Sem mudar a posição do alvo, o paciente decora o trajeto e a dismetria discreta desaparece. Varie a posição a cada repetição.
- Testar equilíbrio sem alguém ao lado
- Romberg e marcha em tandem provocam quedas. Fique ao lado com os braços prontos, sem tocar — segurar antes da hora invalida o teste, e não estar ali é negligência.
- Registrar apenas marcha alterada
- Sem nomear o padrão, o achado não localiza. Espástica, parkinsoniana, atáxica cerebelar, atáxica sensitiva, escarvante e anserina apontam lugares diferentes.
Roteiro da estação
Coordenação, equilíbrio e marcha, ao final do exame neurológico.
- 01Observar a marcha espontânea desde a entrada e o levantar da cadeira
- 02Testar índex-nariz com o alvo em posições variáveis, os dois lados
- 03Testar calcanhar-joelho, observando a regularidade do trajeto
- 04Testar movimentos alternados rápidos, comparando os lados
- 05Posicionar o paciente em pé, pés juntos, e confirmar estabilidade de olhos abertos
- 06Pedir que feche os olhos e observar por até um minuto, com apoio próximo
- 07Se necessário, sensibilizar com a posição em tandem
- 08Pedir que caminhe alguns metros, vire e volte
- 09Solicitar marcha em tandem, se for seguro
- 10Cronometrar a velocidade habitual em distância conhecida e registrar em m/s
- 11Nomear o padrão de marcha encontrado
- 12Concluir com a síntese topográfica
Teste-se
Agora faça no paciente
Homem de 56 anos chega ao ambulatório e a primeira coisa que você ouve é: "Doutor, eu ando cambaleando e todo mundo acha que eu estou bêbado, mas não estou." Agora é sua vez: conduza a anamnese, examine e monte o seu raciocínio.
Revisão espaçada
Por que um paciente com ataxia cerebelar não pode ser descrito como Romberg positivo? O que o teste de Romberg realmente avalia?
A velocidade habitual da marcha tem razão de risco 0,88 por 0,1 m/s e prevê sobrevida tão bem quanto um painel com doenças crônicas, tabagismo, pressão e índice de massa corporal. Como usar isso na prática, e quais são os dois limites dessa informação?
