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Clínica MédicaInfectologia

COVID-19 e síndromes respiratórias virais

Três definições de síndrome gripal convivem no Ministério da Saúde, cada uma para uma decisão diferente — e desde março de 2026 o isolamento virou 5 dias, sem exame para sair.

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Responda antes de ler

Escolha uma alternativa agora, mesmo sem certeza. Errar aqui faz parte — é o que faz a resposta certa grudar depois.

Questão de abertura

Mulher de 24 anos apresenta há 4 dias tosse seca, febre de 38,5°C, anosmia e mialgia. Fez teste de antígeno para SARS-CoV-2, que foi positivo. Está estável, PA 120x78 mmHg, FC 84 bpm, FR 16 ipm, SatO2 98% em ar ambiente, sem comorbidades e sem dispneia. Qual é a conduta mais adequada?

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Como esse tema cai

A prova não pergunta o que é covid-19. Pergunta qual das réguas se aplica ao paciente daquele enunciado — e há três em vigor ao mesmo tempo, todas do Ministério da Saúde, todas chamando o mesmo quadro de síndrome gripal. Uma serve à vigilância e decide o que se notifica. Outra serve à prescrição de antiviral e decide quem recebe oseltamivir. A terceira nasceu em março de 2026, serve ao isolamento e traz, escrita no próprio documento, a advertência de que vale só para isso. O erro que mais custa ponto não é clínico: é aplicar a definição certa à pergunta errada.

O segundo eixo é o relógio. Oseltamivir rende mais até 48 horas e ainda é ofertado até o 5º dia no paciente hospitalizado; nirmatrelvir/ritonavir só entra dentro dos cinco primeiros dias e só com teste positivo em mãos; o isolamento passou a ser contado em 5, 10 ou 20 dias conforme o paciente seja imunocompetente na comunidade, imunocomprometido ou portador de SRAG por SARS-CoV-2. Enunciado de residência adora informar o dia de doença no meio da vinheta, junto com a idade e uma comorbidade, porque é ali que a decisão vira ou não vira ponto.

O terceiro eixo é o corte de idade, e ele não é um só. Fator de risco que autoriza oseltamivir em síndrome gripal começa aos 60 anos. Elegibilidade para nirmatrelvir/ritonavir começa aos 65. A vacina covid-19 entra na rotina do calendário aos 60, com dose a cada seis meses — enquanto quem tem comorbidade recebe uma dose por ano. Três números vizinhos para três decisões diferentes: quem decorar “idoso” como categoria única erra pelo menos uma das três.

O capítulo cobre o adulto na urgência e na atenção primária. Pneumonia adquirida na comunidade, insuficiência respiratória e oxigenoterapia têm capítulos próprios na apostila de Pneumologia; dengue, que disputa o diagnóstico diferencial em todo verão brasileiro, e a Lista Nacional de Notificação Compulsória, reescrita em maio de 2026, estão em capítulos vizinhos nesta apostila de Infectologia. O que fica aqui é o que a banca cobra da porta de entrada: classificar, notificar no sistema certo, decidir o antiviral e contar os dias.

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O que muda decisão

Uma síndrome gripal, decisões diferentes

A Nota Técnica nº 11/2026-CGCOVID/DEDT/SVSA/MS substituiu as definições anteriores de vigilância e padronizou uma única definição de síndrome gripal para a vigilância integrada da covid-19, influenza e outros vírus respiratórios. Síndrome gripal é a infecção respiratória iniciada nos últimos 10 dias com pelo menos dois sinais ou sintomas, sendo obrigatoriamente ao menos um respiratório. A regra vale tanto para a vigilância de síndrome gripal por covid-19 quanto para a vigilância sentinela.

Os sintomas respiratórios são tosse, coriza, dor de garganta e congestão nasal; os sintomas gerais são febre, dor de cabeça, dor no corpo e calafrio. Portanto, febre com calafrios isoladamente não fecha síndrome gripal, porque falta sintoma respiratório. Anosmia e disgeusia continuam relevantes para a hipótese de covid-19, mas não integram a lista sindrômica da definição nacional unificada.

O caso de síndrome gripal por covid-19 pode ser confirmado por teste de antígeno reagente, biologia molecular detectável ou critério clínico-epidemiológico — síndrome gripal com contato próximo ou domiciliar, nos sete dias anteriores ao início dos sintomas, com caso confirmado. A confirmação é o gatilho da notificação universal no e-SUS Notifica; resultado positivo em pessoa assintomática não entra nessa obrigação.

Uma definição não significa uma única decisão. Depois de reconhecer a síndrome, o clínico ainda pergunta separadamente: há critério para notificação, para investigação laboratorial, para oseltamivir, para nirmatrelvir/ritonavir, para isolamento ou para internação? Esses fluxos têm gatilhos próprios, mas não devem mais ser ensinados como três definições concorrentes de síndrome gripal.

Para influenza, febre de início súbito associada a sintomas respiratórios e sistêmicos continua aumentando a suspeita clínica e orientando o tratamento antiviral, especialmente em pessoas com fatores de risco e em SRAG. Isso é uma regra terapêutica, não uma segunda definição oficial de síndrome gripal. Para isolamento, permanecem os prazos e critérios clínicos da Nota Técnica nº 5/2026, agora aplicados sem criar uma terceira definição de vigilância.

Infográfico da definição unificada de síndrome gripal da Nota Técnica nº 11/2026: início nos últimos 10 dias, pelo menos dois sinais ou sintomas e obrigatoriamente ao menos um respiratório; também resume a notificação de síndrome gripal por covid-19 confirmada e de todos os casos de SRAG.
A Nota Técnica nº 11/2026 unificou a definição de síndrome gripal para a vigilância integrada: início nos últimos 10 dias, pelo menos dois sinais ou sintomas e ao menos um respiratório. A notificação universal alcança a síndrome gripal por covid-19 confirmada e todos os casos de SRAG, estes em até 24 horas.

SRAG: a palavra que troca o sistema de notificação

A Nota Técnica nº 11/2026 define SRAG como o indivíduo hospitalizado que preenche síndrome gripal e apresenta pelo menos um sinal de agravamento — dispneia, taquipneia e/ou saturação de O2 menor ou igual a 94% em ar ambiente — ou o óbito por SRAG, independentemente de hospitalização. Em menores de 2 anos, observam-se também batimento de asas nasais, apneia, cianose e tiragem intercostal ou subcostal.

Todo caso de SRAG que cumpra a definição deve ser notificado no Sivep-Gripe em até 24 horas, independentemente do agente etiológico e do resultado laboratorial. A vigilância deixou de restringir a notificação universal a vírus específicos. Já a síndrome gripal por covid-19 é notificada universalmente somente quando confirmada, no e-SUS Notifica, também em até 24 horas.

A mudança elimina a contradição que existia entre a Lista Nacional e o Guia de 2024: suspeita de síndrome gripal por covid-19, por si só, não é mais o evento universalmente notificável. Nas unidades sentinelas, o registro de síndrome gripal permanece no Sivep-Gripe e a definição sindrômica é a mesma; o RT-qPCR continua sendo o método prioritário para a vigilância sentinela.

Para confirmação de SRAG por covid-19, prioriza-se biologia molecular; a pesquisa de antígeno pode ser considerada excepcionalmente quando não houver método molecular. Também existe confirmação clínico-epidemiológica por contato com caso confirmado nos sete dias anteriores ao início dos sintomas. Para influenza, a confirmação laboratorial de SRAG é feita por RT-qPCR ou por vínculo epidemiológico com caso confirmado por esse método.

O corte de saturação de 94% classifica agravamento na definição de SRAG, mas não substitui a avaliação de necessidade de terapia intensiva. Instabilidade hemodinâmica, trabalho respiratório, hipoxemia progressiva e disfunções orgânicas continuam determinando suporte e local de cuidado. Não se deve confundir a definição epidemiológica com uma regra automática de internação em UTI.

Um segundo número mora perto e serve a outra decisão: os critérios de internação em terapia intensiva. São a instabilidade hemodinâmica persistente — pressão que não respondeu à reposição volêmica de 30 mL/kg nas primeiras 3 horas, indicando amina vasoativa —, os sinais de insuficiência respiratória, incluindo hipoxemia com PaO2 abaixo de 60 mmHg e necessidade de suplementação de oxigênio para manter saturação acima de 90%, e a evolução para outras disfunções orgânicas, como injúria renal aguda e disfunção neurológica. Saturação de 94% classifica SRAG; saturação que só se mantém acima de 90% com oxigênio aponta UTI. São réguas distintas, e a banca gosta de trocá-las.

O guia ainda pede, na SRAG, avaliação inicial com sinais vitais completos, exame cardiorrespiratório e oximetria de pulso, repetida com frequência — duas a quatro aferições no prazo de 4 horas — para definir nesse mesmo prazo a necessidade de suporte intensivo. E manda coletar amostra de secreção respiratória para painel viral ou RT-PCR multiplex, preferencialmente antes do início do tratamento.

Oseltamivir: a prescrição que não espera o exame

Duas frases resolvem quase toda questão de oseltamivir. A primeira: está indicado para todos os casos de SRAG hospitalizados após a suspeita clínica e para os casos de síndrome gripal com condições e fatores de risco para complicações, independentemente da situação vacinal e mesmo em atendimento ambulatorial. A segunda: o tratamento deve ser iniciado imediatamente após a suspeita clínica, sem aguardar o resultado laboratorial — a coleta é feita, de preferência antes da primeira dose, mas ela não segura a prescrição. Distratores clássicos oferecem “colher RT-PCR e tratar se positivo”; isso contraria o texto do Ministério da Saúde.

A lista de condições e fatores de risco é longa e vale reconhecer os itens que a banca escolhe: gestantes em qualquer idade gestacional e puérperas até duas semanas após o parto, incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal; adultos com 60 anos ou mais; crianças menores de 5 anos; população indígena aldeada ou com dificuldade de acesso; menores de 19 anos em uso prolongado de ácido acetilsalicílico, pelo risco de síndrome de Reye; pneumopatias, incluindo asma; tuberculose de todas as formas; cardiovasculopatias, com a exclusão expressa da hipertensão arterial sistêmica; nefropatias e hepatopatias; doenças hematológicas, incluindo anemia falciforme; distúrbios metabólicos, incluindo diabetes; transtornos neurológicos que comprometam a função respiratória ou aumentem o risco de aspiração; imunossupressão, inclusive a associada a corticoide em dose acima de 20 mg/dia de prednisona por mais de duas semanas; e obesidade, especialmente com IMC maior ou igual a 40 em adultos. Hipertensão isolada, portanto, não é o gatilho.

O relógio: o maior benefício clínico ocorre quando o antiviral começa em até 48 horas do início dos sintomas, mas o folheto de 2025 registra que ele ainda pode ser eficaz até o 5º dia, especialmente em pacientes hospitalizados, e o guia de 2024 diz o mesmo com outras palavras, apoiado em estudos observacionais de pacientes internados. Na gestante, o maior benefício em prevenir falência respiratória e óbito apareceu com tratamento em até 72 horas, com benefício ainda entre o terceiro e o quarto dia. Nada disso autoriza a resposta “passou de 48 horas, não trata”.

As doses, em cinco dias de tratamento: adulto, 75 mg de 12 em 12 horas. Criança maior de 1 ano, por peso — até 15 kg, 30 mg; acima de 15 até 23 kg, 45 mg; acima de 23 até 40 kg, 60 mg; acima de 40 kg, 75 mg, sempre de 12 em 12 horas. Criança menor de 1 ano, por quilo: de 0 a 8 meses, 3 mg/kg por dose; de 9 a 11 meses, 3,5 mg/kg por dose. Em recém-nascidos, a dose cai com a imaturidade renal: 1 mg/kg por dose abaixo de 38 semanas de idade gestacional, 1,5 mg/kg entre 38 e 40 semanas e 3 mg/kg acima de 40 semanas. Na insuficiência renal, o ajuste segue o clearance — entre 30 e 60 mL/min, 30 mg de 12 em 12 horas; entre 10 e 30 mL/min, 30 mg uma vez ao dia; em hemodiálise, 30 mg após cada sessão.

Quimioprofilaxia é a exceção, não a regra: o guia não a recomenda, salvo em duas situações — pessoas com graves deficiências imunológicas ou em uso de drogas imunossupressoras após contato com caso, e residentes de alto risco de instituições de longa permanência com comorbidades, durante surto na instituição. Ela não é recomendada se já se passaram mais de 48 horas da última exposição, e a dose é diária, por 10 dias — 75 mg/dia no adulto. Em instituição de longa permanência, dois casos com vínculo epidemiológico em até 72 horas caracterizam a situação de surto que autoriza a profilaxia, mantida por no mínimo duas semanas e até pelo menos 7 dias após o último caso. O zanamivir saiu de cena: segundo a Organização Mundial da Saúde, citada pelo guia, não está mais indicado, por baixa evidência de benefício em hospitalização, admissão em UTI e mortalidade.

Duas negativas fecham a seção. Oseltamivir não trata SARS-CoV-2 — o guia é explícito, e o erro tem sabor de armadilha justamente porque os quadros iniciais se parecem. E antimicrobiano não acompanha o antiviral por rotina: não há evidência de benefício em influenza, exceto na forte suspeita de coinfecção bacteriana.

Nirmatrelvir/ritonavir: dois grupos, cinco dias, um teste

O antiviral oral para covid-19 não grave está no SUS para dois grupos, e só dois: pessoas imunocomprometidas com 18 anos ou mais e pessoas com 65 anos ou mais. A indicação independe da situação vacinal. Os pré-requisitos são cumulativos: covid-19 confirmada por teste rápido de antígeno ou por teste de biologia molecular; estar nos cinco primeiros dias do início dos sintomas; apresentar quadro clínico não grave; e não necessitar de oxigênio suplementar ou de oferta adicional além do oxigênio basal por complicações da covid-19.

A palavra “confirmada” carrega peso. Para a vigilância, um caso pode ser confirmado por critério clínico-epidemiológico — síndrome gripal ou SRAG com histórico de contato próximo ou domiciliar, nos 7 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas, com caso confirmado. Esse critério fecha a notificação, mas não abre a prescrição: o pré-requisito do antiviral é teste rápido de antígeno ou biologia molecular. Um enunciado que confirma o caso pelo contato domiciliar e pergunta sobre nirmatrelvir/ritonavir está pedindo exatamente essa distinção.

A posologia é fixa: dois comprimidos de 150 mg de nirmatrelvir, totalizando 300 mg, mais um comprimido de 100 mg de ritonavir, tomados simultaneamente, duas vezes ao dia, por cinco dias. O ritonavir não trata a infecção — é potencializador farmacocinético, e é dele que vem o principal problema prático da droga, a interação medicamentosa, motivo pelo qual o Ministério da Saúde mantém guia próprio, hoje em segunda edição, para o uso do antiviral em pacientes de alto risco.

Para o paciente que já está internado, a resposta muda de prateleira. O guia de 2024 registra que foram incorporados ao SUS o tocilizumabe e o baricitinibe para tratamento de pacientes adultos hospitalizados com covid-19, e no quadro-resumo da vigilância a linha de tratamento aparece separada assim: nirmatrelvir/ritonavir na síndrome gripal, baricitinibe na SRAG. Nirmatrelvir/ritonavir não é droga de resgate para quem já precisa de oxigênio.

Os cinco dias de março de 2026

Até março de 2026 o isolamento da covid-19 seguia um quadro de três colunas do Guia de 2024: alta no 5º dia completo apenas se houvesse teste de biologia molecular não detectável ou antígeno não reagente colhido naquele dia, alta no 7º dia completo sem teste, e 10 dias completos para quem mantivesse sintomas, febre ou novo exame positivo. A Nota Técnica nº 5/2026 substituiu esse bloco inteiro — a frase de revogação está no assunto e repetida na conclusão: as recomendações passam a valer em substituição às orientações constantes no Guia de Vigilância Integrada (2024).

O que vale agora tem três números. Síndrome gripal na comunidade, independentemente da etiologia viral, em pessoa não imunossuprimida: 5 dias contados da data de início dos sintomas, com suspensão após o 5º dia desde que o indivíduo esteja sem febre há pelo menos 24 horas, sem uso de antitérmicos, e apresente remissão dos sintomas respiratórios. Síndrome gripal em pessoa imunocomprometida: 10 dias, com o limiar de febre subindo para 48 horas. SRAG por SARS-CoV-2: 20 dias, com 24 horas sem febre. Para SRAG por outros vírus respiratórios em paciente hospitalizado, o tempo é definido individualmente, conforme quadro clínico e agente identificado.

Duas mudanças de hábito vêm junto. O isolamento passou a ser orientado pela manifestação clínica, e não pela etiologia — o mesmo prazo de 5 dias vale para influenza, SARS-CoV-2 ou vírus sincicial respiratório, porque na prática assistencial a definição etiológica nem sempre está disponível. E o teste saiu do caminho: nos casos de síndrome gripal por SARS-CoV-2, não é necessário realizar exame de biologia molecular nem antígeno para terminar o isolamento. Só no imunocomprometido a nota admite a estratégia baseada em testagem, com RT-PCR, a critério médico. O assintomático com teste positivo conta os 5 dias a partir da data do exame, não de sintoma nenhum.

Terminar o isolamento não é voltar ao normal. Para a síndrome gripal comum e para o assintomático, o documento pede que se mantenham, até o 10º dia, o uso contínuo de máscara bem ajustada ao rosto, preferencialmente cirúrgica ou PFF2/N95, evitar contato com pessoas de risco — idosos, imunossuprimidos e pessoas com múltiplas comorbidades —, evitar aglomerações, manter distância mínima de 1 metro quando sem máscara e evitar viagens e refeições próximas a outras pessoas. Para o imunocomprometido, as mesmas medidas se estendem até o 20º dia. Contatos assintomáticos de casos de síndrome gripal não precisam cumprir quarentena: mantêm as medidas por 10 dias a contar da última exposição e se automonitoram.

A justificativa está escrita e é de prova. A revisão citada pela nota descreve positividade do isolamento viral entre 44% e 50% até o 5º dia, queda para 28% no 7º dia e cerca de 11% no 9º, estabilizando entre 0% e 8% depois. O período de incubação encurtou ao longo das variantes — cerca de 6,65 dias na linhagem ancestral, 4,41 na Delta e 3,42 na Ômicron, com mediana de 2,5 dias descrita para a subvariante BA.5 —, e o intervalo serial caiu de aproximadamente 4,8 dias nas linhagens ancestrais para 3,4 a 3,8 na Delta e 2 a 4,4 nas subvariantes Ômicron. Vírus que adoece mais cedo transmite mais cedo, e o isolamento acompanha.

Dois limites de leitura. As recomendações da nota destinam-se à população em geral e têm, no texto do próprio documento, caráter não obrigatório, cabendo a contextos específicos considerar seus riscos e normativas complementares. E, para o paciente internado, ela não se aplica sozinha: manda consultar a Nota Técnica GVIMS/GGTES/Anvisa nº 04/2020 e suas atualizações, que trata das medidas de prevenção e controle nos serviços de saúde.

Linha do tempo horizontal do isolamento recomendado pela Nota Técnica 5/2026, com o dia zero marcado como início dos sintomas. Uma primeira faixa cobre do dia zero ao dia cinco e representa a síndrome gripal na comunidade em pessoa não imunossuprimida, com uma condição de alta escrita abaixo: sem febre há pelo menos 24 horas e remissão dos sintomas respiratórios. Uma segunda faixa cobre até o dia dez e representa o imunocomprometido, com a condição de 48 horas sem febre. Uma terceira faixa cobre até o dia vinte e representa a síndrome respiratória aguda grave por SARS-CoV-2, com a condição de 24 horas sem febre. Barras tracejadas prolongam a primeira faixa até o dia dez e a segunda até o dia vinte, rotuladas como medidas adicionais, incluindo máscara bem ajustada.
Desde março de 2026 o relógio do isolamento é contado assim. Nenhuma das três faixas exige exame para terminar — o teste voltou a ser opcional, e só no imunocomprometido a Nota Técnica o admite a critério médico.

O que um exame negativo não faz

Confirma-se covid-19 por critério laboratorial ou clínico-epidemiológico. No laboratorial, entram a biologia molecular com resultado detectável — RT-qPCR ou RT-LAMP — e a pesquisa de antígeno com resultado reagente; assintomáticos com qualquer um desses exames positivos também são casos confirmados. No clínico-epidemiológico, entra o caso de síndrome gripal ou SRAG com histórico de contato próximo ou domiciliar nos 7 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas com caso confirmado. Para fins de vigilância, a biologia molecular é o padrão-ouro, o que não exclui o teste de antígeno nem o critério clínico-epidemiológico.

Três exames saíram do fluxo diagnóstico e voltam como distratores. A sorologia não é mais indicada para diagnóstico, porque grande parte da população já foi exposta ao vírus e anticorpo não indica infecção aguda. O diagnóstico por imagem não confirma caso. E, desde a Nota Técnica nº 14/2022, os critérios clínico e clínico-imagem não são mais recomendados para encerramento de casos no âmbito da vigilância epidemiológica.

O ponto mais cobrado é o do teste negativo. O guia é literal: um exame negativo para covid-19, isoladamente, não é suficiente para descartar um caso. Descartar tem definição própria — caso de síndrome gripal para o qual houve identificação de outro agente etiológico confirmado por método laboratorial específico, excluída a possibilidade de coinfecção, ou confirmação de causa não infecciosa atestada pelo médico responsável. O registro do descarte também é feito no e-SUS Notifica, com a classificação final.

Vale conhecer também o desenho do contato próximo, porque ele define quem entra na investigação: quem esteve a menos de 1 metro por pelo menos 15 minutos de um caso confirmado sem que ambos usassem máscara ou usando-a de forma incorreta; quem teve contato físico direto seguido de toque em olhos, boca ou nariz com mãos não higienizadas; o profissional de saúde que prestou assistência sem o equipamento de proteção preconizado ou com ele danificado; e o contato domiciliar ou residente no mesmo ambiente. O período de transmissibilidade considerado vai de 48 horas antes do início dos sintomas até o 10º dia — ou, no assintomático, a partir da data da coleta.

Sessenta, sessenta e cinco: idades que não coincidem

A vacina covid-19 de RNA mensageiro está no Calendário Nacional de Vacinação de 2026 para três grupos de rotina: crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes; e pessoas a partir de 60 anos. As doses periódicas, porém, não têm todas a mesma cadência. Pessoas com 60 anos ou mais e pessoas imunocomprometidas recebem 1 dose a cada 6 meses, respeitado o intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose. Pessoas com comorbidades recebem 1 dose anual. Gestantes recebem 1 dose durante cada gestação, em qualquer idade gestacional. Crianças saudáveis completamente vacinadas não têm dose periódica recomendada de rotina.

A vacina influenza do calendário de 2026 é trivalente, fragmentada e inativada, indicada na rotina para crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes e idosos a partir de 60 anos, com disponibilidade o ano todo nas salas de vacina e reforço de oferta na temporada. Na primovacinação infantil são 2 doses com intervalo de 30 dias; nos anos seguintes, dose única. A gestante recebe 1 dose por temporada em cada gestação e, se não vacinada na gravidez, no pós-parto até 45 dias. A composição muda todo ano, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde para o hemisfério sul.

Some a isso o corte do antiviral e o quadro fica claro: 60 anos é a idade que transforma um adulto em fator de risco para complicações por influenza — e, portanto, em candidato a oseltamivir na síndrome gripal — e é a idade de rotina das duas vacinas; 65 anos é a idade que abre o nirmatrelvir/ritonavir. São três decisões diferentes ancoradas em dois números vizinhos, e a distância entre eles é exatamente o espaço em que a banca monta a alternativa errada.

A prevenção do vírus sincicial respiratório entrou no calendário pela gestante: dose única da vacina recombinante contra os vírus sinciciais respiratórios A e B em cada gestação, a partir da 28ª semana gestacional, para proteger o lactente nos primeiros meses. O detalhamento da imunização do bebê pertence à pediatria, mas o clínico precisa saber que essa oferta existe — e que, na gestante, três vacinas diferentes convergem no pré-natal.

Um alerta que atravessa tudo: situação vacinal não altera a indicação de antiviral. O guia diz, com todas as letras, que o oseltamivir está indicado para os casos de síndrome gripal com fatores de risco independentemente da situação vacinal, e o nirmatrelvir/ritonavir foi incorporado justamente porque a resposta vacinal é reduzida em idosos e imunossuprimidos. “Paciente vacinado, não trata” é resposta errada nas duas frentes.

Quando saber o vírus muda alguma coisa

Síndrome gripal e SRAG são definições sindrômicas justamente porque servem a vários agentes — influenza, SARS-CoV-2, vírus sincicial respiratório e outros vírus respiratórios circulantes. O isolamento, desde 2026, também é sindrômico. Mas a escolha do antiviral não é: oseltamivir cobre influenza e não trata SARS-CoV-2; nirmatrelvir/ritonavir cobre SARS-CoV-2 e nada tem a ver com influenza. É por isso que o guia manda coletar painel viral ou RT-PCR multiplex nos casos de SRAG hospitalizados, preferencialmente antes de iniciar o tratamento — e, ao mesmo tempo, manda começar o oseltamivir sem esperar o resultado quando há suspeita clínica de influenza.

Na prática da porta de entrada, a sequência que resolve a maioria dos enunciados tem quatro perguntas. O paciente preenche síndrome gripal? Tem sinal de gravidade — dispneia, desconforto respiratório, saturação menor ou igual a 94% em ar ambiente, exacerbação de doença preexistente? Se sim, é SRAG: interna, notifica no Sivep-Gripe, colhe painel viral e trata. Se não, o paciente tem fator de risco para influenza, ou é elegível ao antiviral oral para covid-19? E, por fim, quantos dias de sintomas ele tem — porque esse número decide tanto o antiviral quanto a contagem do isolamento.

Sinais de piora que o guia lista para orientar o retorno merecem memória, porque aparecem como “o que você orienta na alta”: aparecimento de dispneia ou taquipneia; persistência ou aumento da febre por mais de três dias, ou retorno da febre após 48 horas de período afebril; alteração do sensório, com confusão mental, sonolência ou letargia; hipotensão arterial; diurese abaixo de 400 mL em 24 horas; desidratação; exacerbação de doença preexistente; miosite comprovada por creatinofosfoquinase duas a três vezes acima do valor de referência; elevação da creatinina sérica acima de 2,0 mg/dL; e, em crianças, exacerbação dos sintomas gastrointestinais.

O diagnóstico diferencial do verão brasileiro não é viral respiratório: é dengue, que compartilha febre, cefaleia, mialgia e prostração e tem manejo próprio, detalhado em capítulo separado desta apostila. Já pneumonia adquirida na comunidade e insuficiência respiratória aguda, que costumam ser o desfecho da SRAG que não melhora, estão na apostila de Pneumologia. Antibiótico, nesse cenário, não é reflexo: entra na forte suspeita de coinfecção bacteriana, com a lógica de indicação e desescalonamento tratada no capítulo de antibioticoterapia racional.

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Da porta de entrada à alta: os cortes que a prova cobra

Uma definição sindrômica unificada, dois antivirais com janelas diferentes, três prazos de isolamento e sistemas distintos de notificação. O que decide a próxima conduta é o objetivo: confirmar, notificar, tratar, isolar ou internar.

  1. 1Confirme a síndrome gripal pela definição unificada da Nota Técnica nº 11/2026: início nos últimos 10 dias, pelo menos dois sinais ou sintomas e obrigatoriamente ao menos um respiratório.
  2. 2Procure sinal de gravidade: dispneia, desconforto respiratório, SpO2 ≤ 94% em ar ambiente, exacerbação de doença preexistente. Presente qualquer um, o rótulo é SRAG.
  3. 3SRAG: interne, colha painel viral ou RT-PCR multiplex de preferência antes de tratar, inicie oseltamivir na suspeita clínica de influenza e notifique no Sivep-Gripe em até 24 horas.
  4. 4Sem gravidade, pergunte pelos fatores de risco para complicações por influenza — gestante, puérpera até 2 semanas, ≥ 60 anos, < 5 anos, pneumopatia, cardiopatia (exceto hipertensão isolada), diabetes, obesidade com IMC ≥ 40, imunossupressão, entre outros. Presentes, prescreva oseltamivir.
  5. 5Ainda sem gravidade, verifique elegibilidade ao nirmatrelvir/ritonavir: imunocomprometido ≥ 18 anos ou pessoa ≥ 65 anos, com teste positivo, dentro dos 5 primeiros dias e sem necessidade de oxigênio.
  6. 6Notifique no sistema correto: e-SUS Notifica para síndrome gripal suspeita de covid-19; Sivep-Gripe para SRAG hospitalizada e para óbito por SRAG.
  7. 7Conte o isolamento pela Nota Técnica nº 5/2026: 5 dias na comunidade, 10 no imunocomprometido, 20 na SRAG por SARS-CoV-2 — sempre com o critério de febre e a remissão dos sintomas respiratórios.
  8. 8Oriente as medidas adicionais até o 10º dia (ou o 20º, no imunocomprometido) e os sinais de retorno imediato, e cheque a agenda vacinal antes de liberar.

60 ≠ 65

Sessenta anos é fator de risco para complicações por influenza (autoriza oseltamivir) e é a idade de rotina das vacinas influenza e covid-19. Sessenta e cinco é a idade que abre o nirmatrelvir/ritonavir.

Não espere o exame

Na suspeita clínica de influenza com risco, ou em qualquer SRAG hospitalizada, o oseltamivir começa imediatamente. A amostra é colhida de preferência antes da primeira dose, mas o resultado não é condição para prescrever.

Antiviral oral exige teste

Nirmatrelvir/ritonavir só com covid-19 confirmada por TR-Ag ou biologia molecular. Critério clínico-epidemiológico confirma o caso para a vigilância, mas não preenche o pré-requisito do medicamento.

Negativo não descarta

Um exame negativo, isoladamente, não descarta covid-19. Descartar exige outro agente etiológico confirmado por método laboratorial específico, excluída coinfecção, ou causa não infecciosa atestada pelo médico.

Vacinado também trata

A situação vacinal não altera a indicação de antiviral, nem para influenza nem para covid-19.

Cinco dias, sem teste

Desde março de 2026, síndrome gripal na comunidade em pessoa não imunossuprimida isola por 5 dias, sem exame para sair — 10 dias se imunocomprometida, 20 dias se SRAG por SARS-CoV-2.

Uma definição de síndrome gripal, decisões diferentes

DecisãoRégua vigentePonto de prova
Reconhecer síndrome gripalNota Técnica nº 11/2026Infecção respiratória iniciada nos últimos 10 dias, com pelo menos 2 sinais ou sintomas e obrigatoriamente ao menos 1 respiratório
Notificar SG por covid-19Confirmação + e-SUS NotificaNotificação universal somente do caso confirmado, por laboratório ou vínculo clínico-epidemiológico, em até 24 horas
Notificar SRAGDefinição universal + Sivep-GripeTodo caso hospitalizado de SG com dispneia, taquipneia ou SpO2 ≤94%, e todo óbito por SRAG, em até 24 horas
Indicar oseltamivirSuspeita de influenza, gravidade e riscoO padrão clínico de influenza orienta tratamento; não é outra definição de SG
Definir isolamentoNota Técnica nº 5/2026Aplicar os prazos e critérios clínicos sem criar uma definição paralela de vigilância

SRAG e UTI: dois limiares que não se confundem

DecisãoCritérioFonte
Classificar como SRAGSG com dispneia/desconforto respiratório, OU pressão ou dor persistente no tórax, OU SpO2 ≤ 94% em ar ambiente, OU cianose de lábios ou rostoGuia de vigilância integrada, 2024 (Definição 2)
Notificar no Sivep-GripeSRAG hospitalizada de qualquer etiologia, e óbito por SRAG independentemente de hospitalização — em até 24 h da suspeita. O item da Lista passou a se chamar “Srag hospitalizado ou óbito por Srag”Guia de vigilância integrada, 2024; Portaria GM/MS nº 11.211/2026, art. 4º
Notificar no e-SUS NotificaSG suspeita de covid-19 e assintomático com teste positivo. Na Lista Nacional, o item passou a ser “Síndrome Gripal por covid-19 confirmada” (Portaria GM/MS nº 11.211/2026, arts. 3º e 4º)Guia de vigilância integrada, 2024; Portaria GM/MS nº 11.211/2026
Internar em UTIInstabilidade hemodinâmica após 30 mL/kg em 3 h (indicando amina vasoativa), OU PaO2 < 60 mmHg com necessidade de O2 para manter SatO2 > 90%, OU outras disfunções orgânicasGuia de vigilância integrada, 2024; folheto do MS, 2025

Os dois antivirais

DrogaQuem recebeJanelaPosologia (adulto)
Fosfato de oseltamivirTodos os casos de SRAG hospitalizados após suspeita clínica; SG com condições ou fatores de risco, independentemente da situação vacinalMaior benefício até 48 h; ainda eficaz até o 5º dia, especialmente em hospitalizados. Não se aguarda o exame para iniciar75 mg VO 12/12 h por 5 dias
Nirmatrelvir/ritonavirImunocomprometidos ≥ 18 anos e pessoas ≥ 65 anos, com covid-19 confirmada por TR-Ag ou biologia molecular, quadro não grave e sem necessidade de O2 suplementarDentro dos 5 primeiros dias de sintomas300 mg de nirmatrelvir (2 comp. de 150 mg) + 100 mg de ritonavir, 2×/dia, 5 dias
Quimioprofilaxia com oseltamivirExceção: imunodeficiência grave ou uso de imunossupressores após contato; residentes de risco em instituição de longa permanência durante surtoNão indicada se passaram mais de 48 h da última exposição75 mg/dia VO por 10 dias

Oseltamivir — dose por faixa (tratamento 5 dias; profilaxia 10 dias)

FaixaTratamento (12/12 h)Profilaxia (1×/dia)
Adulto75 mg75 mg
Criança > 1 ano, até 15 kg30 mg30 mg
Criança > 1 ano, > 15 a 23 kg45 mg45 mg
Criança > 1 ano, > 23 a 40 kg60 mg60 mg
Criança > 1 ano, > 40 kg75 mg75 mg
Lactente de 0 a 8 meses3 mg/kg por dose3 mg/kg por dia
Lactente de 9 a 11 meses3,5 mg/kg por dose3,5 mg/kg por dia
Clearance > 30 a 60 mL/min30 mg30 mg
Clearance > 10 a 30 mL/min30 mg 1×/dia30 mg em dias alternados
Hemodiálise30 mg após cada sessão30 mg após sessões alternadas

Isolamento — Nota Técnica nº 5/2026 (substitui o quadro do Guia de 2024)

SituaçãoDiasCondição para suspenderDepois
SG na comunidade, qualquer etiologia, não imunossuprimido5, do início dos sintomasSem febre há ≥ 24 h sem antitérmico e remissão dos sintomas respiratórios; sem necessidade de testeMedidas adicionais até o 10º dia
Assintomático com RT-PCR ou TR-Ag positivo5, da data do exameSem necessidade de testeMedidas adicionais até o 10º dia
SG em imunocomprometido10, do início dos sintomasSem febre há ≥ 48 h sem antitérmico e remissão dos sintomas respiratórios; RT-PCR pode ser considerado a critério médicoMedidas adicionais até o 20º dia
SRAG por SARS-CoV-220, do início dos sintomasSem febre há ≥ 24 h sem antitérmico e remissão dos sintomas respiratórios
SRAG por outros vírus respiratórios, hospitalizadoIndividualizadoConforme quadro clínico e agente identificado; RT-PCR pode ser considerado, sobretudo em imunossuprimidos

Vacinação — Calendário Nacional 2026, recortes que o clínico usa

VacinaGrupoAgenda
Covid-19 (RNAm)Pessoas ≥ 60 anos e imunocomprometidos1 dose a cada 6 meses
Covid-19 (RNAm)Pessoas com comorbidades1 dose anual
Covid-19 (RNAm)Gestantes1 dose por gestação, em qualquer idade gestacional
Covid-19 (RNAm)Crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 diasEsquema básico de 3 doses (6, 7 e 9 meses); sem dose periódica de rotina para crianças saudáveis já vacinadas
Influenza trivalente (INF3)Crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes; ≥ 60 anos1 dose anual (primovacinação infantil: 2 doses com 30 dias de intervalo)
VSR A e B (recombinante)GestantesDose única em cada gestação, a partir da 28ª semana

A Nota Técnica nº 11/2026 substituiu as definições de vigilância anteriores. A Nota Técnica nº 5/2026 permanece útil para os prazos de isolamento, mas não deve ser apresentada como uma definição concorrente de síndrome gripal.

As recomendações de isolamento da Nota Técnica destinam-se à população em geral e têm, no texto do documento, caráter não obrigatório; para o paciente internado, ela remete à Nota Técnica GVIMS/GGTES/Anvisa nº 04/2020 e suas atualizações.

A Tabela 1 do folheto do Ministério da Saúde de 2025 imprime, para lactentes, “3 mg, 12/12h, 5 dias” (0 a 8 meses) e “3,5 mg, 12/12h, 5 dias” (9 a 11 meses), sem a unidade por quilo. O Quadro 10 do Guia de vigilância integrada (2024), da mesma origem, traz 3 mg/kg e 3,5 mg/kg. A dose correta é por quilo — a leitura literal do folheto subdoseia um lactente de 6 kg em seis vezes.

Ainda no folheto de 2025, o texto e a figura descrevem o grupo elegível ao nirmatrelvir/ritonavir como “indivíduos com idade ≥ 18 anos com imunossupressão”, enquanto a tabela ao lado imprime “Imunossuprimidos > 18 anos”. O Guia de 2024 usa ≥ 18 anos.

No Guia de 2024, o Quadro 13 divide a quimioprofilaxia em “0 a 8 meses” e “9 a 11 meses”, mas a lista de texto logo abaixo escreve “0 a 8 meses” e “8 a 11 meses”, colocando o oitavo mês nas duas faixas; a mesma lista escreve “< 15 kg” onde os quadros 10 e 13 escrevem “≤ 15 kg”, deixando o peso de exatamente 15 kg sem faixa.

No Fluxograma 1 do folheto de 2025, o ramo do teste não detectável em paciente sem febre e sem sinais de gravidade termina com “Notificar no e-SUS notifica e encerrar como caso descartado para covid-29” — com o erro de dígito no ano da doença.

A Portaria GM/MS nº 11.211, de 13 de maio de 2026, também excluiu a SRAG da Lista Nacional de Doenças e Agravos monitorados pela Estratégia Sentinela (art. 7º). A vigilância sentinela de síndrome gripal, descrita no Guia de 2024, não foi atingida por essa exclusão.

05

Onde as fontes divergem

Nestes pontos as fontes não dizem a mesma coisa. Cada posição vem com quem a sustenta — e com o que fazer diante de uma vinheta de prova.

Qual lista de sinais e sintomas fecha “síndrome gripal”

Vigilância — suspeita de covid-19 (MS, 2024)

Pelo menos 2 entre febre (mesmo referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos e distúrbios gustativos. Nenhum precisa ser respiratório, e a febre pode faltar.

BRASIL. MS. Guia de vigilância integrada da covid-19, influenza e outros vírus respiratórios, 2024, item 2.5.1, Definição 1.

Prescrição de antiviral — suspeita de influenza (MS, 2024/2025)

Febre de início súbito, mesmo referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta, e pelo menos um entre cefaleia, mialgia e artralgia, na ausência de outro diagnóstico específico. A febre é obrigatória.

BRASIL. MS. Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): orientações para profissionais de saúde, 2025, Fluxograma 2 e quadro “definições de caso utilizadas para fins de prescrição de antivirais e manejo clínico”.

Isolamento (MS, Nota Técnica nº 5/2026)

Infecção respiratória iniciada nos últimos 10 dias com pelo menos 2 sinais ou sintomas, obrigatoriamente ao menos 1 respiratório — tosse, coriza, dor de garganta ou congestão nasal —, tendo como gerais febre, dor de cabeça, dor no corpo e calafrio.

BRASIL. MS. Nota Técnica nº 5/2026-CGCOVID/DEDT/SVSA/MS, item 2.2.

Na prova

Leia o verbo do enunciado antes da vinheta. Se a pergunta é o que notificar ou como encerrar, o avaliador está na régua de vigilância de 2024. Se pergunta se cabe oseltamivir, está na régua da influenza, em que a febre é obrigatória. Se pergunta quantos dias o paciente fica afastado, está na Nota Técnica de 2026 — e só ali a exigência de um sintoma respiratório vale.

A definição de SRAG exige que o paciente esteja hospitalizado

Guia de vigilância integrada (MS, 2024)

Não exige. SRAG é o indivíduo com síndrome gripal que apresente dispneia ou desconforto respiratório, ou pressão ou dor persistente no tórax, ou SpO2 ≤ 94% em ar ambiente, ou cianose de lábios ou rosto. A hospitalização aparece depois, como recorte da notificação no Sivep-Gripe.

BRASIL. MS. Guia de vigilância integrada, 2024, item 2.5.1, Definição 2 e observações.

Nota Técnica nº 5/2026 (MS)

Para efeito das recomendações de isolamento, SRAG é o indivíduo hospitalizado com síndrome gripal que apresente pelo menos um sinal de agravamento: dispneia, taquipneia e/ou saturação de O2 ≤ 94% em ar ambiente.

BRASIL. MS. Nota Técnica nº 5/2026-CGCOVID/DEDT/SVSA/MS, item 2.2.

Na prova

Repare em qual decisão está sendo pedida. Questão de classificação e notificação segue a definição de 2024, em que o paciente pode preencher SRAG na sala de emergência antes de qualquer leito; questão sobre tempo de afastamento segue a de 2026. Alternativa que afirma, de forma categórica, que “sem internação não há SRAG” ignora o escopo declarado da Nota Técnica.

Um teste negativo, isolado, permite encerrar o caso como descartado

Guia de vigilância integrada (MS, 2024)

Não permite. O documento afirma que um exame negativo para covid-19 isoladamente não é suficiente para descartar um caso, e define caso descartado como aquele em que se identificou outro agente etiológico por método laboratorial específico, excluída coinfecção, ou causa não infecciosa atestada pelo médico responsável.

BRASIL. MS. Guia de vigilância integrada, 2024, item 2.5.1, “Caso de SG descartado para covid-19”.

Folheto de orientações a profissionais (MS, 2025)

O Fluxograma 1 conduz o paciente com teste não detectável ou não reagente, sem febre e sem sinais de gravidade, ao desfecho “notificar no e-SUS notifica e encerrar como caso descartado”, sem exigir a identificação de outro agente.

BRASIL. MS. Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): orientações para profissionais de saúde, 2025, Fluxograma 1, p. 2.

Na prova

Quando o enunciado cita o guia de vigilância, ou usa as palavras “encerramento de caso” e “classificação final”, a resposta é a regra mais restritiva: negativo isolado não descarta. O fluxograma de bolso é um atalho operacional e não costuma ser a régua cobrada — mas conhecer a existência do atalho evita a sensação de que a alternativa “descartar pelo teste negativo” veio do nada.

O que se notifica na covid-19: o caso suspeito ou o caso confirmado

Guia de vigilância integrada (MS, 2024) — fluxo do serviço

Manda notificar os casos que atendam à definição de síndrome gripal suspeitos de covid-19, no e-SUS Notifica, e registrar ali também o caso descartado, com a classificação final. A notificação nasce da suspeita, não da confirmação.

BRASIL. MS. Guia de vigilância integrada da covid-19, influenza e outros vírus respiratórios, 2024, item 2.5.2.

Portaria GM/MS nº 11.211/2026 — redação da Lista Nacional

O art. 3º remove a covid-19 como item próprio, contemplando-a em “Síndrome Gripal por covid-19 confirmada”, e o art. 4º, VII, troca “Síndrome Gripal suspeita de covid-19” por essa mesma redação. O item vigente da Lista nomeia o caso confirmado.

BRASIL. Portaria GM/MS nº 11.211, de 13 de maio de 2026, arts. 3º e 4º, VII (DOU de 14/05/2026).

Na prova

Deixe a data do enunciado escolher. Questão que pede o item da Lista Nacional, ou que ofereça alternativas com nomes de itens, está na redação de maio de 2026 — e a palavra que denuncia é “confirmada”. Questão que descreve um atendimento e pergunta o que fazer com aquele paciente segue o fluxo operacional do guia: notificar o suspeito no e-SUS Notifica, sem esperar resultado. Alternativa que mande aguardar a confirmação laboratorial para só então notificar inverte o sentido da vigilância.

06

Caso resolvido

Mulher de 68 anos procura a unidade básica no terceiro dia de doença. Conta que a febre começou de repente, com calafrios, e que desde então tem tosse seca, dor de cabeça e dor no corpo que a fez faltar ao trabalho. Tem diabetes tipo 2 em uso de metformina e hipertensão arterial controlada com losartana. Recebeu a vacina influenza há dois meses. Ao exame: temperatura axilar de 38,2 °C, frequência respiratória de 18 irpm, saturação de 96% em ar ambiente, ausculta pulmonar sem ruídos adventícios, sem dispneia, sem dor torácica. A unidade dispõe de teste rápido de antígeno para SARS-CoV-2.
Passo 1
Antes de nomear o vírus, feche a síndrome — e note que ela fecha duas vezes. Febre e tosse já somam dois dos oito itens da definição de síndrome gripal suspeita de covid-19. E febre de início súbito acompanhada de tosse, com cefaleia e mialgia, fecha a definição de síndrome gripal suspeita de influenza, que é a régua usada para decidir antiviral.
Passo 2
Procure gravidade antes de qualquer prescrição. Não há dispneia, não há desconforto respiratório, a saturação é de 96% em ar ambiente e não há exacerbação de doença preexistente. Nenhum critério de SRAG está presente, logo não há indicação de internação nem de notificação no Sivep-Gripe.
Passo 3
Some os fatores de risco para complicações por influenza. Ela tem 60 anos ou mais e tem diabetes, que entra na lista como distúrbio metabólico. A hipertensão, sozinha, não conta: o guia exclui expressamente a hipertensão arterial sistêmica do item das cardiovasculopatias. Dois gatilhos bastam, e um já bastaria.
Passo 4
Prescreva oseltamivir 75 mg por via oral, de 12 em 12 horas, por cinco dias, agora. A vacinação recente não altera a indicação — o texto diz “independentemente da situação vacinal”. E o terceiro dia de sintomas não fecha a janela: as 48 horas marcam o maior benefício, não o limite da prescrição.
Passo 5
Colha o teste rápido de antígeno, de preferência antes da primeira dose, mas sem que a coleta atrase o antiviral. O resultado tem consequência prática: com 68 anos, ela está no grupo etário elegível ao nirmatrelvir/ritonavir, e um antígeno reagente para SARS-CoV-2 no terceiro dia a coloca dentro dos cinco primeiros dias, com quadro não grave e sem necessidade de oxigênio.
Passo 6
Notifique no sistema certo. Trata-se de síndrome gripal suspeita de covid-19, de notificação compulsória e imediata: e-SUS Notifica, em até 24 horas a partir da suspeita. O Sivep-Gripe ficaria reservado à SRAG hospitalizada ou ao óbito por SRAG.
Passo 7
Conte os dias e oriente o retorno. O isolamento é de cinco dias a partir do início dos sintomas, e ela já está no terceiro; a suspensão exige estar sem febre há pelo menos 24 horas, sem antitérmico, e com remissão dos sintomas respiratórios — sem exame para sair. Até o 10º dia, máscara bem ajustada, distância de um metro e evitar contato com pessoas de risco. Retorno imediato se surgir dispneia, se a febre persistir por mais de três dias ou voltar após 48 horas sem febre, ou se houver confusão mental.
07

Agora feche você

Homem de 41 anos, transplantado renal há três anos, em uso contínuo de imunossupressores, chega à unidade no segundo dia de coriza intensa e dor de garganta. Nega febre em qualquer momento, nega tosse e nega falta de ar. Ao exame: afebril, frequência respiratória de 16 irpm, saturação de 97% em ar ambiente, orofaringe hiperemiada. Um teste rápido de antígeno para SARS-CoV-2 colhido na unidade resulta reagente.
Passo 1
Este quadro preenche a definição unificada de síndrome gripal da Nota Técnica nº 11/2026? Depois, diga se há obrigação de notificação universal e em qual sistema.
Passo 2
Há indicação de oseltamivir? Explique a resposta usando duas frases distintas do material do Ministério da Saúde.
Passo 3
Ele preenche os quatro pré-requisitos do nirmatrelvir/ritonavir e pertence a algum dos dois grupos elegíveis? Diga qual grupo e qual pré-requisito é o mais fácil de perder de vista neste paciente.
Passo 4
Quantos dias de isolamento, contados de quando, com qual critério de febre — e até que dia valem as medidas adicionais?
08

Onde a banca derruba

  1. 1Aplicar a definição de 2026 a uma pergunta de notificação Usar o Guia de 2024 para notificar toda síndrome gripal suspeita de covid-19 ficou incorreto após a Nota Técnica nº 11/2026. A definição de SG foi unificada, e a notificação universal no e-SUS Notifica passou a exigir confirmação de covid-19. Todo caso de SRAG, porém, continua sendo notificado universalmente no Sivep-Gripe, independentemente do agente.
  2. 2Concluir que SRAG passou a exigir internação A definição de vigilância descreve SRAG como síndrome gripal com sinal de gravidade, sem exigir hospitalização; é a notificação no Sivep-Gripe que se restringe aos hospitalizados e aos óbitos. A moldura “indivíduo hospitalizado” aparece na Nota Técnica de 2026 e vale para contar dias de isolamento.
  3. 3Segurar o oseltamivir esperando o RT-PCR O guia manda iniciar o tratamento imediatamente após a suspeita clínica, independentemente da coleta, e colher a amostra de preferência antes da primeira dose. Alternativa que condiciona a prescrição ao resultado do exame contraria o texto.
  4. 4Recusar o antiviral porque passaram 48 horas As 48 horas marcam o maior benefício, não o fim da indicação. O próprio material do Ministério da Saúde registra eficácia até o 5º dia, especialmente em pacientes hospitalizados, e todo caso de SRAG hospitalizado recebe oseltamivir após a suspeita clínica.
  5. 5Prescrever nirmatrelvir/ritonavir com caso confirmado por contato Contato próximo ou domiciliar nos 7 dias anteriores confirma o caso para a vigilância, mas o antiviral oral exige teste rápido de antígeno ou biologia molecular positivos, além do quadro não grave, dos cinco primeiros dias e da ausência de necessidade de oxigênio.
  6. 6Tratar covid-19 com oseltamivir O guia afirma expressamente que o fosfato de oseltamivir não está indicado para o tratamento do SARS-CoV-2. A semelhança dos quadros iniciais é o que torna a alternativa tentadora.
  7. 7Descartar covid-19 com um teste negativo Exame negativo isolado não é suficiente para descartar. Descartar exige outro agente etiológico confirmado por método específico, excluída coinfecção, ou causa não infecciosa atestada pelo médico. Sorologia não entra no diagnóstico, e imagem não confirma nem descarta caso.
  8. 8Repetir o quadro de 5, 7 e 10 dias de isolamento Aquele arranjo — alta no 5º dia só com teste negativo, 7 dias sem teste, 10 dias em caso de sintomas persistentes — é do Guia de 2024 e foi substituído pela Nota Técnica nº 5/2026, que fixou 5 dias sem exigir teste, 10 no imunocomprometido e 20 na SRAG por SARS-CoV-2.
  9. 9Repetir “síndrome gripal suspeita de covid-19” como item da Lista Nacional Essa era a redação até 13 de maio de 2026. A Portaria GM/MS nº 11.211/2026 substituiu o item por “Síndrome Gripal por covid-19 confirmada”, removeu a covid-19 como linha autônoma e renomeou o item da SRAG para “Srag hospitalizado ou óbito por Srag”. O fluxo assistencial de notificar o caso suspeito no e-SUS Notifica, descrito no Guia de 2024, continua sendo o que o serviço executa — o que mudou foi o nome do item na Lista.
Gabarito da questão de abertura
Comentário

Paciente jovem, sem comorbidades, com COVID-19 leve e SatO2 normal deve ser tratada em casa com sintomáticos e isolamento. Internação é reservada a casos com hipoxemia ou instabilidade. Corticoide (dexametasona) só traz benefício em pacientes com necessidade de oxigênio suplementar, podendo ser deletério na fase precoce/leve. Azitromicina não tem indicação em COVID sem infecção bacteriana associada. Oxigenoterapia não se justifica com saturação de 98%.

09

Recuperação

Responda as 10 — o gabarito e o comentário de cada uma abrem a cada questão ou só no fim, como você preferir.

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Plano de revisão

em 7 dias

Recite a definição unificada de síndrome gripal da Nota Técnica nº 11/2026: início nos últimos 10 dias, pelo menos dois sinais ou sintomas e obrigatoriamente ao menos um respiratório. Depois, diga o que é notificado: síndrome gripal por covid-19 somente quando confirmada, no e-SUS Notifica, e todo caso de SRAG, no Sivep-Gripe, ambos em até 24 horas. Complete com os antivirais: oseltamivir para suspeita de influenza com gravidade ou fator de risco, sem esperar exame; nirmatrelvir/ritonavir para os grupos elegíveis com covid-19 confirmada e dentro de cinco dias.

em 30 dias

Reconstrua sem consultar: os três prazos de isolamento da Nota Técnica nº 5/2026 (5, 10 e 20 dias), o critério de febre de cada um (24, 48 e 24 horas) e até quando vão as medidas adicionais em cada caso. Em seguida, escreva os três cortes de idade que quase se tocam — 60 anos para fator de risco de influenza e para a rotina das vacinas, 65 anos para o antiviral oral da covid-19 — e diga qual sistema recebe cada notificação. Feche recitando a regra que mais cai como pegadinha: exame negativo, isoladamente, não descarta caso.

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Agora atenda

Você sabe decidir com a tomografia na mão. A prova prática, e a vida, pedem outra coisa: chegar lá a partir de um paciente que ainda não tem exame nenhum.

Caso do acervo

Treine a consulta em que a decisão é de relógio e de lista: um adulto com fator de risco no terceiro dia de febre e tosse, uma unidade com teste rápido disponível e a pergunta que o paciente sempre faz — quantos dias vou ficar em casa. Pratique prescrever o antiviral antes do resultado, escolher o sistema de notificação e explicar os cinco dias sem prometer alta com exame. — você conduz anamnese, exame físico e conduta; o paciente responde em tempo real e o feedback vem no fim.