Preparatório·Clínica Médica

Infectologia

As doenças infecciosas que a prova de residência cobra: diagnóstico, tratamento e as regras brasileiras de vigilância, profilaxia e notificação.

18 capítulos

  1. 01HIV/aidsO tema é grande e a prova é seletiva: fechar o diagnóstico pelo fluxograma brasileiro, iniciar a terapia no mesmo dia com o esquema certo, aplicar as regras operacionais de PrEP e PEP e ler a contagem de CD4 para antecipar a oportunista.
  2. 02DengueO manejo é protocolo do Ministério da Saúde, e a prova cobra literalmente o grupo e o plano: dado um paciente febril, dizer se ele é A, B, C ou D, onde trata, que exame pede e quantos mililitros por quilo recebe, em quanto tempo.
  3. 03Hepatite BA prova vive de uma coisa só: dado um painel de marcadores, dizer em que situação o paciente está. Em volta disso orbitam a vacina, a imunoglobulina, a profilaxia do recém-nascido e a decisão de tratar.
  4. 04Raiva: profilaxia pós-exposiçãoA prova entrega um animal e um ferimento e cobra a decisão: observar, vacinar ou soro mais vacina — no esquema de 4 doses (0, 3, 7 e 14) que a Nota Técnica nº 8/2022 fixou.
  5. 05Tétano: profilaxia no ferimentoA prova quase nunca pergunta o que é tétano. Ela entrega um ferimento, uma história vacinal e cobra duas decisões independentes: vacina, sim ou não; imunização passiva, sim ou não.
  6. 06Esquistossomose e geo-helmintíasesA prova cobra a forma hepatoesplênica com fígado funcionante, o praziquantel de 50 mg/kg e o Kato-Katz — e arma as pegadinhas no corticoide da estrongiloidíase e no albendazol que não serve para tudo.
  7. 07Sífilis e outras ISTTrês decisões concentram quase toda a cobrança: estadiar a sífilis (o corte de um ano define uma dose ou três), ler a queda de titulação do teste não treponêmico, e tratar a síndrome — úlcera, corrimento — sem esperar o agente etiológico.
  8. 08Vigilância das arboviroses e notificação compulsóriaA questão quase nunca pergunta o que o paciente tem. Pergunta o que se faz com a suspeita: quem notifica, em quanto tempo, para quantas esferas de gestão, e o que a notificação dispara.
  9. 09Meningites bacteriana e viralA prova não pede o diagnóstico: pede a ordem. Hemocultura, antibiótico e punção — e a lista fechada de quando a tomografia entra antes da agulha.
  10. 10Leptospirose e febre amarelaFebre, icterícia e exposição ambiental. O que separa as duas é a dissociação: transaminase nos milhares na febre amarela, creatinoquinase alta com transaminase modesta na leptospirose.
  11. 11Doença de Chagas e leishmaniosesTrês negligenciadas que a prova cobra por via de transmissão, fase e esquema padronizado no SUS
  12. 12Antibioticoterapia racional e resistência antimicrobianaA moldura que governa os outros capítulos de infectologia: quatro perguntas antes de prescrever, o gatilho do descalonamento, o que o antibiograma não responde, a duração que encurtou e os fenótipos de resistência que a prova cobra pelo nome
  13. 13Malária: diagnóstico e tratamentoO que mudou não foi o parasita: foi a pergunta que vem antes da receita. A 3ª edição do Guia de tratamento (2026) substituiu o velho par 'cloroquina mais primaquina' por uma bifurcação em três faixas de atividade de G6PD medidas em UI/gHb, e a prova cobra três coisas — qual exame confirma e qual exame atrasa o diagnóstico, qual faixa de G6PD abre a porta da tafenoquina em dose única e quais a fecham, e quem fica fora de toda 8-aminoquinolina: gestante, lactante do primeiro mês, criança abaixo de 5 kg ou de 6 meses.
  14. 14COVID-19 e síndromes respiratórias viraisTrês definições de síndrome gripal convivem no Ministério da Saúde, cada uma para uma decisão diferente — e desde março de 2026 o isolamento virou 5 dias, sem exame para sair.
  15. 15Febre maculosa: o sinal que define o caso é o que atrasa o tratamentoSuspeitar antes do exantema, iniciar doxiciclina sem aguardar sorologia e reconhecer precocemente disfunção de órgãos.
  16. 16Neurocisticercose: só a vesícula viva se trata, e nunca sem corticoideInterpretar a neuroimagem, diferenciar formas viáveis e calcificadas e definir quando antiparasitário, corticoide ou neurocirurgia vêm primeiro.
  17. 17Chikungunya no adulto: a fase da doença decide o exame e o remédioO tempo de doença organiza diagnóstico, analgesia, terapia anti-inflamatória, reabilitação e escalonamento da artrite persistente.
  18. 18Zoonoses ocupacionais: brucelose e febre QExposição ocupacional e alimentar, diagnóstico microbiológico seguro e tratamento combinado da brucelose e da febre Q.