Ginecologia e Obstetrícia › Puerpério, aleitamento e vitalidade fetal
Cardiotocografia intraparto: duas réguas para o mesmo traçado
Avaliação da vitalidade fetal intraparto (cardiotocografia)
Uma variabilidade de exatamente 5 bpm é anormal numa classificação e normal na outra. Um padrão sinusoidal de vinte e cinco minutos é categoria III num documento e nem chega a ser patológico no outro. E a política que evita uma convulsão neonatal a cada oitocentas e treze mulheres cobra uma cesárea extra a cada cento e noventa e quatro.
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Escolha uma alternativa agora, mesmo sem certeza. Errar aqui faz parte — é o que faz a resposta certa grudar depois.
Mulher de 32 anos, G2P1, com 39 semanas de gestação, em trabalho de parto ativo há 6 horas, evolui com dilatação de 6 cm. A cardiotocografia mostra desacelerações que iniciam após o pico da contração, com retorno lento à linha de base e nadir tardio, repetindo-se em mais de 50% das contrações. A variabilidade está reduzida. Qual é a interpretação e a conduta inicial mais adequada?
Como esse tema cai
Este capítulo trata da leitura do traçado durante o trabalho de parto: os cinco parâmetros, as duas classificações que convivem no Brasil, as seis medidas de reanimação intrauterina e o momento em que a decisão deixa de ser do traçado e passa a ser do relógio. Entra também a aritmética que sustenta a escolha do método de vigilância no risco habitual.
Fica de fora a vitalidade anteparto. Traçado reativo, número de acelerações, prolongamento até quarenta minutos, perfil biofísico, variação de curto prazo e Doppler são do capítulo de restrição de crescimento fetal e vitalidade anteparto, que também guarda a advertência de que as categorias I, II e III foram feitas para o intraparto e não devem ser aplicadas fora dele.
A rotina de ausculta intermitente no risco habitual e a lista de práticas desrotinizadas pertencem ao capítulo de assistência ao parto normal e boas práticas. A sequência de manejo da taquissistolia durante indução é do capítulo de gestação prolongada e indução do parto. A decisão de via e os pré-requisitos do fórceps são do capítulo de cesariana e parto vaginal operatório. Aqui entra apenas o que muda a leitura do traçado.
O que muda decisão
Duas réguas legítimas para o mesmo papel
O protocolo brasileiro de monitorização fetal intraparto não escolhe uma classificação: apresenta duas, lado a lado, e diz quais são as mais usadas no país. A primeira é a do NICHD/ACOG, que divide os traçados em categorias I, II e III. A segunda é a da FIGO, que os divide em normal, suspeito e patológico. Ambas observam as mesmas cinco variáveis — linha de base, variabilidade, acelerações, desacelerações e contrações — e ambas produzem três degraus. A tentação é tratá-las como sinônimos com nomes diferentes.
Não são. As duas réguas discordam sobre onde ficam as fronteiras, e discordam em pontos que a prova adora: no valor exato da variabilidade que separa o normal do reduzido, na duração que transforma uma desaceleração em prolongada, no tempo que um padrão sinusoidal precisa durar para contar, e no degrau em que cai a variabilidade acentuada. O aluno que decorou uma delas e leu a vinheta escrita a partir da outra erra sem perceber que estava lendo outro documento.
A saída não é decorar as duas em paralelo. É saber onde elas se separam — são poucos pontos — e reconhecer, pela linguagem do enunciado, qual delas o avaliador está usando. Enunciado que fala em categoria I, II ou III está no vocabulário do NICHD. Enunciado que fala em traçado normal, suspeito ou patológico está no da FIGO. Enunciado que descreve o traçado sem nomear o sistema deixa a escolha para o candidato — e é aí que o valor de fronteira decide a questão.
O valor exato de 5 bpm, que fica órfão
A variabilidade é a oscilação da linha de base, medida em janelas de dez minutos, excluídas as acelerações e desacelerações. Ela é o parâmetro mais informativo do traçado: enquanto a variabilidade estiver normal, o feto está compensado e os órgãos nobres perfundidos. É também o parâmetro em que as duas réguas se separam de forma mais afiada.
O NICHD escreve quatro faixas: ausente, quando a oscilação não é detectada a olho nu; mínima, com amplitude menor ou igual a 5 bpm; moderada ou normal, com amplitude de 6 a 25 bpm; e acentuada, com amplitude maior que 25 bpm. A FIGO escreve três: reduzida, abaixo de 5 bpm por mais de cinquenta minutos ou por mais de três minutos durante uma desaceleração; normal, de 5 a 25 bpm; e acentuada ou saltatória, acima de 25 bpm por mais de trinta minutos.
Ponha os dois textos lado a lado e o valor de exatamente 5 bpm não tem dono. Para o NICHD ele é mínimo, porque a faixa mínima inclui o 5 — menor ou igual — e a moderada só começa em 6. Para a FIGO ele é normal, porque a faixa reduzida exige ficar abaixo de 5 e a normal começa no próprio 5. O mesmo número é sinal de alarme numa régua e sinal de normalidade na outra, e a diferença está inteira na troca de um sinal de maior ou igual por um sinal de maior.

A FIGO acrescenta um segundo eixo que o NICHD não tem: tempo. Não basta a amplitude cair abaixo de 5 bpm; ela precisa ficar lá por mais de cinquenta minutos para o traçado ser chamado de reduzido — a menos que a queda aconteça durante uma desaceleração, quando bastam três minutos. Uma janela isolada de dez minutos com oscilação de 4 bpm já é variabilidade mínima pelo NICHD e ainda não é nada pela FIGO. O protocolo brasileiro lembra por que a exigência de tempo existe: o sono fetal dura de vinte a sessenta minutos e reverte sozinho, ou com estímulo vibroacústico ou mecânico do polo cefálico ao toque, que pode ser repetido três vezes, a cada minuto.
Antes de chamar variabilidade reduzida de hipóxia, a lista de causas alternativas precisa ser varrida: além do sono fetal, opioides, sulfato de magnésio, bloqueadores parassimpáticos, prematuridade extrema, infecção, malformação do sistema nervoso central ou do coração e dano neurológico prévio. A variabilidade ausente é descrita como padrão geralmente terminal; a mínima associa-se a acidemia sobretudo quando vem sem acelerações e com desacelerações tardias ou variáveis.
Linha de base: a bradicardia que não é patológica
A linha de base normal é de 110 a 160 bpm nas duas réguas. Taquicardia é acima de 160 bpm por pelo menos dez minutos; bradicardia é abaixo de 110 bpm por pelo menos dez minutos. Até aqui os documentos concordam. A FIGO acrescenta uma ressalva que muda a leitura: valores entre 100 e 110 bpm podem ser normais em fetos pós-termo.
E há um degrau adiante que atravessa o próprio teto. Na classificação FIGO, o critério de traçado patológico não é bradicardia — é linha de base abaixo de 100 bpm. Ou seja: uma linha de base de 105 bpm mantida por quinze minutos preenche a definição de bradicardia da mesma FIGO e, ao mesmo tempo, não preenche o critério de patológico da mesma FIGO. A faixa de 100 a 110 bpm é bradicárdica pela definição e não patológica pela classificação, e a incoerência é do documento, não da leitura.
A taquicardia isolada tem pouco valor preditivo para acidose, embora possa aparecer nas fases iniciais da resposta a um insulto hipóxico de instalação não aguda. Antes de atribuí-la ao feto, descarte febre materna — infecção ou analgesia de parto —, prematuridade, movimentação fetal excessiva, ansiedade materna, hipertireoidismo, anemia fetal, taquiarritmia fetal, que costuma passar de 200 bpm, e medicamentos como beta-adrenérgicos, bloqueadores parassimpáticos e cocaína.
A bradicardia, quando é da acidose, quase nunca chega sozinha: costuma ser precedida de variabilidade mínima ou ausente e de perda das acelerações. Bradicardia que aparece de repente, num traçado até então bom, pede outra pergunta — a de evento catastrófico: prolapso de cordão, rotura uterina, descolamento prematuro de placenta, rotura de vasa prévia, colapso ou hipotensão materna. Nesses casos o traçado não é o exame que decide; é o alarme que manda examinar a mulher.
Desacelerações: forma, atraso e mecanismo
Aceleração é o aumento abrupto, em menos de trinta segundos, de pelo menos 15 bpm sobre a linha de base, com duração de 15 segundos a 10 minutos; abaixo de 32 semanas a régua afrouxa para 10 bpm por pelo menos 10 segundos. Desaceleração é a queda. O que separa os tipos é a combinação de três coisas: a velocidade da queda, o atraso em relação à contração e a forma do desenho.
A desaceleração precoce cai e volta lentamente, em mais de trinta segundos, é simétrica e coincide com a contração: início com início, nadir com pico, recuperação com término. É a compressão do polo cefálico no fim do trabalho de parto, geralmente sem significado clínico. A desaceleração tardia tem a mesma queda lenta e a mesma simetria, mas o desenho inteiro chega atrasado — início, nadir e recuperação ocorrem depois do início, do pico e do fim da contração. É reflexo mediado por quimiorreceptores e aponta para insuficiência uteroplacentária. A desaceleração variável é o oposto na velocidade: cai e volta abruptamente, em menos de trinta segundos, com queda de pelo menos 15 bpm, e muda de aparência de contração para contração. É reflexo mediado por barorreceptores após compressão do cordão, e é a mais frequente das três.
A FIGO descreve as mesmas curvas por um atalho visual que ficou na boca do avaliador: a tardia tem forma de U e a variável tem forma de V. A régua europeia acrescenta uma tolerância que o NICHD não tem: em traçados com variabilidade reduzida e sem acelerações, uma queda de apenas 10 a 15 bpm já conta como desaceleração tardia. E define o atraso em segundos — a tardia inicia mais de vinte segundos depois do início da contração.
Recorrência é conceito de contagem, não de gravidade: recorrente é a desaceleração presente em mais de 50% das contrações em vinte minutos pelo NICHD, e em pelo menos 50% das contrações pela FIGO. Intermitente é abaixo disso. Trocar recorrente por frequente numa vinheta é o suficiente para tirar um traçado de degrau.
A desaceleração variável merece uma segunda régua, a que separa a típica da atípica. A típica traz uma pequena aceleração antes e depois da queda — o shoulder — e volta rápido à linha de base. É atípica quando recorre e progride em profundidade e duração, sobretudo se passa de sessenta segundos e a queda ultrapassa 60 bpm ou alcança os 60 bpm; quando perde o shoulder ou a variabilidade durante a queda; quando a recuperação é lenta ou não acontece; quando é seguida de taquicardia compensatória, o overshoot; ou quando tem morfologia geminada. Aí, sim, pode haver acidose. Variabilidade normal ou acelerações preservadas sugerem que o feto não está acidótico.
A desaceleração prolongada é o ponto em que os dois documentos marcam prazos que se cruzam. O NICHD a define como queda de 15 bpm por 2 a 10 minutos. A FIGO a define como queda por mais de 3 minutos. Uma queda de dois minutos e meio é prolongada para o NICHD e é apenas uma desaceleração para a FIGO. E o teto do NICHD tem consequência: passando de dez minutos, deixou de ser desaceleração e virou mudança de linha de base, ou seja, bradicardia. A FIGO, porém, lista entre os critérios de traçado patológico as desacelerações prolongadas com mais de trinta minutos — uma duração que, na régua do NICHD, já não descreve desaceleração nenhuma.
Quando o prolongamento se instala, o prognóstico piora se durar mais de cinco minutos, se houver variabilidade mínima ou ausente antes ou durante a queda, se já houve desaceleração tardia ou variável antes, se a queda passar de 60 bpm ou se a linha atingir menos de 80 bpm. Se a causa for reflexo vagal, a desaceleração prolongada costuma reverter sozinha em seis a nove minutos.
O sinusoidal e os dez minutos de ninguém
O padrão sinusoidal é regular, em forma de sino, com 3 a 5 ciclos por minuto. Nas duas réguas ele é degrau máximo: categoria III no NICHD, patológico na FIGO. A divergência está na duração exigida.
O NICHD pede que persista por vinte minutos. A FIGO pede mais de trinta minutos, e acrescenta amplitude de 5 a 15 bpm e coincidência com ausência de acelerações. Entre vinte e trinta minutos existe um traçado que é categoria III para uma régua e não é patológico para a outra — dez minutos de ninguém, exatamente onde a vinheta gosta de parar o relógio.
A FIGO ainda separa um vizinho que o NICHD não nomeia: o padrão pseudossinusoidal, de aspecto mais dentilhado, duração geralmente menor que trinta minutos, precedido e seguido de padrão normal. Reconhecer o pseudossinusoidal é o que impede que um registro curto e dentilhado seja lido como anemia fetal grave.
As três categorias, e o traçado que muda de degrau ao trocar de documento
A categoria I do NICHD é fechada: exige linha de base de 110 a 160 bpm, variabilidade moderada, ausência de desacelerações tardias ou variáveis, e admite desacelerações precoces e acelerações com ou sem. O traçado normal da FIGO pede menos itens — linha de base de 110 a 160, variabilidade de 5 a 25 bpm e ausência de desacelerações recorrentes. Os dois significam a mesma coisa: alta previsão de ausência de hipóxia ou acidose no momento do exame, sem necessidade de intervenção.
A categoria III do NICHD também é fechada, e é aqui que a diferença fica grave. Ela exige variabilidade ausente somada a desacelerações tardias recorrentes, ou a desacelerações variáveis recorrentes, ou a bradicardia — ou, alternativamente, padrão sinusoidal. É uma regra de conjunção: a variabilidade ausente sozinha não basta, e o próprio NICHD manda a variabilidade ausente sem desacelerações recorrentes para a categoria II. A FIGO não trabalha por conjunção: variabilidade reduzida sozinha já é critério de traçado patológico.
A consequência é direta. Um traçado plano, sem desacelerações e sem bradicardia, é categoria II para o NICHD e patológico para a FIGO. Não há erro de leitura: são regras diferentes, uma somando condições e outra listando alternativas.
Há um segundo desencontro, e este mora dentro de um documento só. O quadro de classificação da FIGO escreve variabilidade reduzida como critério de patológico, seco, sem prazo. O quadro de definições do mesmo protocolo, uma página antes, condiciona o rótulo reduzida a ficar abaixo de 5 bpm por mais de cinquenta minutos — ou por mais de três minutos, se a queda acontecer durante uma desaceleração. Diante de um registro de trinta minutos com oscilação invisível, a tabela de classificação já manda chamar de patológico e a tabela de definições ainda não autoriza o rótulo. A itemização não repete a régua que a própria manchete depende, e o intervalo em que as duas tabelas discordam vai de zero a cinquenta minutos, que é quase toda a vida útil de um traçado. Quem lê só o quadro das categorias não descobre que existe um relógio.
O mesmo acontece em três outras fronteiras. Desacelerações tardias recorrentes com variabilidade moderada são categoria II no NICHD, porque a categoria III exige variabilidade ausente; na FIGO, desacelerações tardias recorrentes são patológicas sem qualquer ressalva sobre a variabilidade. A variabilidade acentuada é categoria II no NICHD e patológica na FIGO. E a bradicardia sem variabilidade ausente é categoria II no NICHD, enquanto a linha de base abaixo de 100 bpm é patológica na FIGO.
O degrau do meio é o que ocupa a sala de parto. A categoria II do NICHD é definida por exclusão — é tudo que não é I nem III — e a suspeita da FIGO é definida por falta: falta uma característica de normalidade, sem que haja característica patológica. As duas descrevem baixa probabilidade de hipóxia e acidose e pedem a mesma coisa: corrigir causas reversíveis, manter monitorização e reavaliar depois das medidas de reanimação intrauterina.
No degrau máximo, a conduta muda de natureza. Corrigem-se as causas reversíveis e acrescentam-se, se disponíveis, outros métodos de avaliação da oxigenação fetal — exceto nas situações emergenciais, em que não há o que somar: descolamento prematuro de placenta, rotura uterina e prolapso de cordão. Não havendo reversão em poucos minutos, a indicação é de interrupção imediata.
Reanimação intrauterina: seis medidas com alvos diferentes
Diante de um traçado alterado, o passo não é decidir a via de parto: é tentar elucidar a causa e revertê-la. As medidas de reanimação intrauterina não são um pacote indiviso — cada uma tem um efeito próprio e reverte um tipo específico de desaceleração, e a vinheta costuma testar exatamente esse pareamento.
Reposicionar a gestante em decúbito lateral evita a compressão aorto-cava, melhora a perfusão uteroplacentária e alivia a compressão do cordão; reverte desacelerações tardias, variáveis e prolongadas. Suspender os puxos maternos diminui a compressão do polo cefálico e reverte desacelerações precoces — é a única medida com esse alvo. Suspender a ocitocina e administrar uterolítico trata a taquissistolia e reverte tardias, variáveis e prolongadas. Hidratação endovenosa corrige hipovolemia materna e melhora a perfusão. Amnioinfusão alivia a compressão de cordão e reverte variáveis e prolongadas.
A sexta medida vem com uma ressalva escrita na própria fonte. Oxigênio para a mãe tem por objetivo aumentar o aporte de oxigênio ao feto, e o benefício potencial está registrado com a marca de eficácia questionável. A ressalva é do documento; repeti-la é honestidade, não desobediência.
A contração é o quinto parâmetro e entra aqui porque é o mais corrigível de todos. O normal é de até 5 contrações em 10 minutos; a partir de 6, é taquissistolia. Note que a fronteira é de maior ou igual: cinco contrações são normais e seis já não são, sem faixa intermediária. Boa parte das desacelerações tardias que aparecem durante indução é taquissistolia disfarçada de sofrimento fetal, e a primeira conduta é retirar o agente que a produziu, não abreviar o parto.
O preço da monitorização contínua, em números
A Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal comparou cardiotocografia contínua e ausculta intermitente e publicou os resultados desfecho por desfecho. Os números permitem calcular o que a escolha custa, e o cálculo é o argumento mais forte a favor da ausculta no risco habitual.
Convulsões neonatais ocorreram em 8 de 13.072 recém-nascidos com cardiotocografia contínua e em 24 de 13.027 com ausculta intermitente — 0,06% contra 0,18%. A diferença absoluta é de 1,2 por mil: é preciso monitorar continuamente cerca de 813 mulheres para evitar uma convulsão neonatal. Cesárea por sofrimento fetal ocorreu em 133 de 14.761 contra 57 de 14.753 — 0,90% contra 0,39%. A diferença absoluta é de 5,1 por mil: uma cesárea extra por sofrimento fetal a cada 194 mulheres monitoradas.
Divida uma coisa pela outra e a política aparece inteira: para cada convulsão neonatal evitada, cerca de 4,2 cesáreas a mais por sofrimento fetal, e cerca de 14 partos vaginais instrumentais a mais pela mesma indicação. Nenhuma diferença em mortalidade neonatal, em paralisia cerebral, em encefalopatia hipóxico-isquêmica ou em admissão em terapia intensiva neonatal. É isso que a diretriz quer dizer quando escreve que a cardiotocografia aumenta a incidência de intervenções sem impacto positivo nos indicadores de morbidade e mortalidade perinatal.
Um cuidado de leitura fecha a seção, e vale para qualquer tabela desse formato. A coluna de efeito absoluto não é a subtração das duas colunas de percentual. Ela é calculada aplicando o risco relativo agrupado ao risco do grupo-controle, que é o método padrão dessas diretrizes. Nas quinze linhas da tabela, esse cálculo reproduz o valor publicado em todas as quinze; a subtração ingênua reproduz apenas dez. Na linha do parto vaginal espontâneo, a subtração dá 56 por mil e a tabela traz 62. Na linha do pH abaixo de 7,10 a divergência é pior: a subtração aponta 4 por mil a mais com a cardiotocografia, e a tabela traz 2 por mil a menos — os dois sinais se invertem, porque as duas percentagens brutas não são ponderadas e o risco relativo é. Quem tenta conferir a tabela subtraindo vai acusar de erro a linha que está certa.
O que a concordância medida diz, e o que ela desmente
O protocolo brasileiro afirma que a cardiotocografia tem baixa concordância entre observadores e nomeia dois culpados: a dificuldade de definir a variabilidade próxima de 5 bpm e a dificuldade de classificar o tipo de desaceleração. A primeira acusação se sustenta; a segunda, quando alguém foi medir, não se sustentou.
Num estudo de cem traçados intraparto classificados por seis obstetrizes segundo a régua FIGO de 2015, a concordância global ficou em kappa de 0,35 — razoável, no vocabulário do kappa. Por parâmetro, o desenho da acusação se inverte: as desacelerações foram o parâmetro de maior concordância, com kappa de 0,48, seguidas da linha de base, com 0,43; a variabilidade foi o de menor, com kappa de 0,20, no território do fraco. O parâmetro que a prosa acusava em segundo lugar é justamente o que os observadores classificam melhor.
Por categoria, a concordância acompanha a fama do método: 0,50 para o traçado normal, 0,37 para o patológico e apenas 0,25 para o suspeito. O degrau do meio, que é o que mais aparece na sala de parto, é também o que menos gente lê do mesmo jeito.
Isso conversa com a frase mais útil do protocolo brasileiro sobre o método: ele é bom para confirmar que o feto está bem e, na maioria das vezes em que sugere acidose, o feto não está acidótico — alta sensibilidade, baixa especificidade, alta taxa de falso-positivo. A leitura correta é uma condicional que só vale numa direção: traçado normal prevê ausência de acidose no momento do exame. A inversão — traçado alterado prevê acidose — é falsa, e é exatamente o erro que produz cesárea desnecessária. O nome antigo desse engano tem endereço: por isso o termo sofrimento fetal foi abandonado como rótulo de traçado alterado, substituído por situação fetal não tranquilizadora, reservando-se sofrimento para quando a acidose está confirmada.
Vale registrar um limite de construção do próprio estudo. A análise principal foi feita pelas seis obstetrizes, três com mais de cinco anos de experiência e três com menos, um desenho equilibrado por senioridade. Numa segunda avaliação, de subcategorias de desaceleração, duas das três obstetrizes seniores recusaram participar — restaram três juniores e uma sênior. O grupo dessa segunda análise foi constituído depois do desenho, por quem aceitou continuar, e por isso já não é o grupo equilibrado que a tabela de características descreve. Silêncio de participante não é dado neutro, e qualquer comparação entre experientes e novatos que se apoie nessa segunda rodada está apoiada num grupo que a recusa formou.
Quem se monitora como: o intervalo que muda de documento
A cardiotocografia contínua não é rotina no risco habitual — nem no Brasil nem nas revisões internacionais, que não demonstraram benefício robusto do uso rotineiro em parturientes de alto ou de baixo risco. A cardiotocografia de admissão, especificamente, pode aumentar a taxa de cesárea sem melhorar o resultado perinatal. Quando disponível, a monitorização contínua está sugerida nas situações de maior risco de hipóxia: alteração na ausculta intermitente, líquido meconial, bolsa rota há mais de 24 horas, febre intraparto ou corioamnionite, sangramento anteparto, uso de ocitocina ou analgesia de parto, fase ativa acima de 12 horas ou expulsivo acima de 1 hora, cesárea prévia, doença materna que afete a oxigenação fetal, pós-termo ou prematuridade, oligoâmnio, alteração no Doppler, restrição de crescimento e gestação múltipla.
Sobre o intervalo da ausculta intermitente, os dois documentos brasileiros não dizem a mesma coisa, e a diferença é de método, não de detalhe. A diretriz do Ministério da Saúde fixa um intervalo único: ausculta a cada 30 minutos, por pelo menos um minuto, antes, durante e imediatamente após uma contração, registrando como taxa única. O protocolo da Febrasgo separa por período: a cada 15 a 30 minutos no primeiro período e a cada 5 a 15 minutos no segundo, durante um minuto antes, durante e após duas contrações, com pelo menos trinta segundos após a contração.
Uma ausculta de trinta em trinta minutos no período expulsivo cumpre a diretriz nacional e descumpre o protocolo da sociedade. O aluno não precisa escolher lado: precisa reconhecer, pelo enunciado, qual dos dois está sendo cobrado — a menção a estetoscópio de Pinard, a sonar Doppler e à palpação do pulso materno para diferenciar batimentos denuncia a diretriz nacional; a separação entre primeiro e segundo períodos denuncia o protocolo da Febrasgo.
Há uma situação em que os dois convergem e que a prova cobra com frequência: a parturiente que recebe analgesia regional, no início ou em dose de resgate, faz ausculta de 5 em 5 minutos por no mínimo 30 minutos, e a alteração aí leva à instalação da cardiotocografia, junto com decúbito lateral esquerdo e avaliação das condições respiratórias e circulatórias. Persistindo anormalidade grave e não transitória, a causa deixa de ser a analgesia.
As réguas, em ordem de uso
Três tabelas resolvem quase toda vinheta do tema: a que define os cinco parâmetros nas duas classificações e marca onde elas se separam, a que põe os três degraus lado a lado, e a que pareia cada medida de reanimação intrauterina com a desaceleração que ela reverte.
- 1Leia sempre os cinco parâmetros na mesma ordem: linha de base, variabilidade, acelerações, desacelerações e contrações. Pular a dinâmica uterina é o erro que faz taquissistolia virar sofrimento fetal.
- 2Identifique qual régua o enunciado usa. Categoria I, II ou III é vocabulário do NICHD/ACOG. Normal, suspeito ou patológico é vocabulário da FIGO. Sem nomear o sistema, o valor de fronteira do enunciado costuma denunciar a origem.
- 3Classifique a desaceleração pela velocidade e pelo atraso, não pela profundidade. Queda e recuperação lentas, coincidentes com a contração, é precoce; lentas e atrasadas, é tardia; abruptas e de aparência mutável, é variável.
- 4Antes de agir sobre o feto, procure a causa materna reversível: taquissistolia, decúbito dorsal, hipotensão, hipóxia, febre, uso de ocitocina, analgesia recém-instalada.
- 5Institua as medidas de reanimação intrauterina que correspondem ao tipo de desaceleração encontrado, e não o pacote inteiro por reflexo.
- 6Reavalie. Traçado do degrau do meio pede reavaliação depois das medidas; traçado do degrau máximo que não reverte em poucos minutos pede interrupção.
- 7Diante de bradicardia súbita em traçado até então bom, mude a pergunta: examine a mulher procurando descolamento prematuro de placenta, rotura uterina, prolapso de cordão, vasa prévia ou colapso materno — nessas, não há método a somar.
- 8Escolhida a interrupção, a via sai deste capítulo: dilatação, altura da apresentação e pré-requisitos decidem entre parto vaginal operatório e cesárea.
Os cinco parâmetros nas duas réguas, e onde elas se separam
| Parâmetro | NICHD/ACOG | FIGO | Onde se separam |
|---|---|---|---|
| Linha de base | Normal 110-160 bpm; taquicardia acima de 160 por 10 min ou mais; bradicardia abaixo de 110 por 10 min ou mais | Mesmos limites; 100 a 110 bpm pode ser normal em feto pós-termo | Só a FIGO abre exceção para o pós-termo — e usa 100 bpm, não 110, como corte de patológico |
| Variabilidade | Ausente; mínima menor ou igual a 5 bpm; moderada 6 a 25 bpm; acentuada acima de 25 bpm | Reduzida abaixo de 5 bpm por mais de 50 min (ou mais de 3 min na desaceleração); normal 5 a 25 bpm; acentuada acima de 25 bpm por mais de 30 min | O valor exato de 5 bpm: mínimo no NICHD, normal na FIGO. E só a FIGO exige duração |
| Acelerações | Aumento abrupto (menos de 30 s) de 15 bpm ou mais, por 15 s a 10 min; abaixo de 32 semanas, 10 bpm por 10 s | Mesma definição | Sem divergência |
| Desacelerações | Precoce: lenta e coincidente. Tardia: lenta e atrasada. Variável: abrupta (menos de 30 s), queda de 15 bpm ou mais. Prolongada: 2 a 10 min | Tardia em forma de U, início mais de 20 s após a contração. Variável em forma de V. Prolongada: mais de 3 min | Prolongada começa em 2 min no NICHD e em 3 min na FIGO. Só a FIGO aceita queda de 10 a 15 bpm como tardia quando há variabilidade reduzida sem acelerações |
| Contrações | Normal até 5 em 10 min; taquissistolia com 6 ou mais | Mesma definição | Sem divergência: 5 é normal, 6 já é taquissistolia |
| Padrão sinusoidal | 3 a 5 ondas regulares por minuto, forma de sino, pequena amplitude, persistindo por 20 min | Amplitude 5 a 15 bpm, 3 a 5 ciclos por minuto, por mais de 30 min, com acelerações ausentes; pseudossinusoidal dura menos de 30 min | Entre 20 e 30 minutos o traçado é categoria III para um documento e não é patológico para o outro |
Os três degraus, lado a lado
| Degrau | NICHD/ACOG | FIGO | Conduta |
|---|---|---|---|
| Tranquilizador | Categoria I: exige todos — linha de base 110-160, variabilidade moderada, sem tardias nem variáveis; precoces e acelerações são indiferentes | Normal: linha de base 110-160, variabilidade 5-25 bpm, sem desacelerações recorrentes | Alta previsão de ausência de hipóxia ou acidose no momento do exame. Sem necessidade de intervenção |
| Indeterminado | Categoria II: tudo que não é I nem III. Inclui bradicardia sem variabilidade ausente, taquicardia, variabilidade mínima ou acentuada, variabilidade ausente sem desacelerações recorrentes, tardias recorrentes com variabilidade moderada, variáveis recorrentes, prolongadas e ausência de aceleração após estímulo | Suspeito: falta uma característica de normalidade, sem característica patológica | Baixa probabilidade de hipóxia e acidose. Corrigir causas reversíveis, manter monitorização e reavaliar após reanimação intrauterina |
| Anormal | Categoria III: variabilidade ausente SOMADA a tardias recorrentes, ou a variáveis recorrentes, ou a bradicardia; ou padrão sinusoidal | Patológico: linha de base abaixo de 100 bpm, OU variabilidade reduzida, OU acentuada, OU sinusoidal, OU tardias recorrentes, OU prolongada por mais de 5 min | Alta probabilidade de hipóxia e acidose. Corrigir causas e somar outros métodos, exceto nas emergências. Sem reversão em poucos minutos, interromper |
| Traçado plano sem desacelerações | Categoria II — a variabilidade ausente sozinha não fecha a categoria III, e não há exigência de duração | Patológico pelo quadro de classificação; o quadro de definições do mesmo documento pede mais de 50 min abaixo de 5 bpm | O mesmo papel muda de degrau ao trocar de documento — e, na FIGO, ao trocar de quadro: a classificação não repete o prazo da própria definição |
| Tardias recorrentes com variabilidade moderada | Categoria II | Patológico | A FIGO não faz ressalva sobre a variabilidade nas tardias recorrentes |
Reanimação intrauterina: cada medida com seu alvo
| Medida | Efeito | Qual desaceleração reverte |
|---|---|---|
| Decúbito lateral | Evita compressão aorto-cava, melhora a perfusão uteroplacentária e alivia a compressão do cordão | Tardias, variáveis e prolongadas |
| Suspensão dos puxos maternos | Diminui a compressão do polo cefálico | Precoces — alvo exclusivo desta medida |
| Suspensão da ocitocina e uterolítico | Reduz a taquissistolia e melhora a oxigenação fetal | Tardias, variáveis e prolongadas; trata a taquissistolia |
| Oxigênio para a mãe | Aumenta o aporte de oxigênio ao feto | Melhora inespecífica da oxigenação, com eficácia registrada como questionável na própria fonte |
| Hidratação endovenosa | Corrige hipovolemia materna | Melhora a perfusão uteroplacentária |
| Amnioinfusão | Alivia a compressão de cordão | Variáveis e prolongadas |
As categorias I, II e III foram construídas para o intraparto. Aplicá-las a um traçado anteparto é erro de contexto, e o capítulo de vitalidade anteparto registra a mesma advertência.
Recorrente é contagem, não gravidade: presente em mais de 50% das contrações em vinte minutos pelo NICHD, em pelo menos 50% pela FIGO. Abaixo disso é intermitente.
A variabilidade acentuada tem significado indeterminado: pode vir de movimentação fetal intensa ou de depressão do sistema nervoso central por evento hipóxico de instalação rápida.
Traçado normal prevê ausência de acidose no momento do exame. A recíproca não vale: traçado alterado não prevê acidose, e é dessa inversão que nasce a cesárea desnecessária.
A ordem em que a hipóxia gradual se instala é reprodutível e cai em prova: primeiro desacelerações tardias ou variáveis, depois aumento da linha de base, depois perda das acelerações, depois perda progressiva da variabilidade, e por fim variabilidade mínima ou ausente com bradicardia.
Onde as fontes divergem
Nestes pontos as fontes não dizem a mesma coisa. Cada posição vem com quem a sustenta — e com o que fazer diante de uma vinheta de prova.
É mínima, portanto anormal
A faixa mínima é definida como amplitude menor ou igual a 5 bpm, e a faixa moderada só começa em 6 bpm. O valor de 5 cai inteiro na faixa de alarme.
Definições do NICHD/ACOG reproduzidas no Quadro 1 do Protocolo Febrasgo de Obstetrícia nº 100 (Femina. 2020;48(1):59-64).
É normal
A faixa reduzida exige ficar abaixo de 5 bpm, e por mais de cinquenta minutos; a faixa normal é escrita como de 5 a 25 bpm, incluindo o próprio 5.
Definições da FIGO reproduzidas no mesmo Quadro 1 do Protocolo Febrasgo de Obstetrícia nº 100 (Femina. 2020;48(1):59-64).
Na prova
Um enunciado que oferece o valor exato de 5 bpm está pedindo que o candidato saiba de qual documento veio a alternativa. Se a questão usa o vocabulário de categorias I, II e III, a régua é a do NICHD e 5 bpm é variabilidade mínima; se usa normal, suspeito e patológico, a régua é a da FIGO e 5 bpm é normal. Enunciados brasileiros que definem variabilidade moderada como amplitude de 6 a 25 bpm já declararam o sistema sem dizer o nome.
Vinte minutos
O padrão é descrito como 3 a 5 ondas regulares por minuto, em forma de sino e de pequena amplitude, que persiste por vinte minutos.
Definição do NICHD/ACOG reproduzida no Quadro 1 do Protocolo Febrasgo de Obstetrícia nº 100 (Femina. 2020;48(1):59-64).
Mais de trinta minutos
O padrão exige amplitude de 5 a 15 bpm, frequência de 3 a 5 ciclos por minuto, duração maior que trinta minutos e coincidência com ausência de acelerações; abaixo disso, e com aspecto dentilhado, chama-se pseudossinusoidal.
Definição da FIGO reproduzida no mesmo Quadro 1 do Protocolo Febrasgo de Obstetrícia nº 100 (Femina. 2020;48(1):59-64).
Na prova
A vinheta que informa a duração do padrão está apontando para uma das duas réguas. Registro de vinte e cinco minutos é o intervalo em que as duas discordam por construção, e a alternativa que fala em pseudossinusoidal só existe no vocabulário europeu. Enunciado que descreve aspecto dentilhado, curto e cercado de traçado normal está descrevendo o vizinho benigno, não anemia fetal.
A cada 30 minutos, uma contração
A avaliação do bem-estar fetal em parturientes de baixo risco deve ser feita com ausculta intermitente em todos os locais de parto, com Pinard ou sonar Doppler, antes, durante e imediatamente após uma contração, por pelo menos um minuto e a cada trinta minutos, registrando como taxa única.
Recomendação 25 das Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal (Portaria SAS/MS nº 353, de 14 de fevereiro de 2017, republicada), seção 9.5.6.
A cada 15 a 30 minutos no primeiro período e a cada 5 a 15 no segundo, duas contrações
A frequência cardíaca fetal deve ser avaliada a cada quinze a trinta minutos no primeiro período e a cada cinco a quinze minutos no segundo período, durante um minuto antes, durante e após duas contrações, com pelo menos trinta segundos depois da contração.
Protocolo Febrasgo de Obstetrícia nº 100, seção Métodos de avaliação da vitalidade fetal intraparto (Femina. 2020;48(1):59-64).
Na prova
Os dois documentos são brasileiros, vigentes e discordam. O sinal que denuncia a origem do enunciado é o período do parto: a diretriz nacional dá um intervalo único, sem distinguir primeiro de segundo período, enquanto o protocolo da sociedade dá dois. A menção a palpar o pulso materno para diferenciar os batimentos e a registrar como taxa única vem do texto ministerial. A convergência está na analgesia regional, em que ambos pedem ausculta de cinco em cinco minutos por no mínimo trinta minutos.
Não — é do degrau do meio
A categoria III exige variabilidade ausente somada a desacelerações tardias recorrentes, ou a variáveis recorrentes, ou a bradicardia; padrão sinusoidal é a única alternativa isolada. Variabilidade ausente sem desacelerações recorrentes está listada, com todas as letras, entre os achados da categoria II.
Classificação NICHD/ACOG reproduzida no Quadro 2 do Protocolo Febrasgo de Obstetrícia nº 100 (Femina. 2020;48(1):59-64).
Sim — já é patológico
A lista de traçado patológico é de alternativas independentes, e variabilidade reduzida figura nela sozinha, sem exigir companhia de desaceleração ou de bradicardia. O quadro de classificação não repete a exigência de duração que o quadro de definições do mesmo documento impõe ao rótulo reduzida, de modo que a resposta muda conforme a tabela consultada quando o registro é curto.
Classificação FIGO reproduzida no mesmo Quadro 2 do Protocolo Febrasgo de Obstetrícia nº 100 (Femina. 2020;48(1):59-64), lida contra as definições do Quadro 1 do mesmo protocolo.
Na prova
É a divergência de maior consequência clínica das quatro, porque separa reavaliar de interromper. O avaliador que quer a resposta do NICHD escreve a vinheta com a palavra categoria e costuma acrescentar a ausência de desacelerações de propósito; o que quer a resposta da FIGO usa patológico e não precisa dizer mais nada sobre desacelerações. Perceber que a diferença é entre uma regra de soma e uma lista de alternativas resolve as duas versões com o mesmo raciocínio. Quando o enunciado informa a duração do registro, verifique também se ela alcança os cinquenta minutos que a definição de variabilidade reduzida exige — a classificação da FIGO não repete esse prazo.
Caso resolvido
- leitura do traçado
- Os cinco parâmetros, na ordem. Linha de base 145 bpm, dentro de 110 a 160. Variabilidade de 8 bpm, que é moderada no NICHD, cuja faixa vai de 6 a 25, e normal na FIGO, cuja faixa vai de 5 a 25 — aqui as duas réguas concordam. Acelerações presentes. Desacelerações lentas, atrasadas em relação à contração, em 4 de 6 contrações: são tardias recorrentes, porque passam de 50%. Contrações: 6 em 10 minutos, que é taquissistolia.
- classificação
- Tardias recorrentes com variabilidade moderada é o achado que ocupa degraus diferentes conforme a régua. No NICHD é categoria II, porque a categoria III exige variabilidade ausente. Na FIGO é patológico, porque desacelerações tardias recorrentes constam da lista sem ressalva sobre a variabilidade. Nenhuma das duas manda interromper de imediato: a categoria II pede corrigir e reavaliar, e a FIGO, mesmo no patológico, manda corrigir as causas reversíveis antes.
- as causas reversíveis, uma a uma
- Há três na vinheta e todas são maternas. Taquissistolia, com a ocitocina correndo. Decúbito dorsal, que permite compressão aorto-cava. Hipotensão de PA 96 x 58 mmHg, vinte minutos após peridural, no intervalo em que a alteração de frequência cardíaca fetal é esperada e quase sempre passageira. Nenhuma delas é diagnóstico de insuficiência uteroplacentária estabelecida.
- conduta
- Suspender a ocitocina, lateralizar a gestante, checar sinais vitais e corrigir a hipotensão com hidratação endovenosa, ofertar oxigênio — com a ressalva de eficácia questionável que a própria fonte registra — e considerar uterolítico se a taquissistolia persistir. Manter a cardiotocografia contínua, que já está indicada por analgesia de parto, por uso de ocitocina e por alteração na ausculta intermitente. Reavaliar.
- o que decide o desfecho
- Se as tardias cederem com a retirada da ocitocina e a correção do decúbito e da pressão, o traçado volta ao degrau tranquilizador e o trabalho de parto segue, com a ocitocina reintroduzida em dose menor se necessário. Se persistirem, ou se surgirem aumento da linha de base, perda das acelerações e queda da variabilidade — que é a ordem em que a hipóxia gradual se instala —, o quadro deixa de ser reversível e a interrupção passa a ser a conduta, com a via decidida pela dilatação e pela altura da apresentação.
Agora feche você
- achado
- Variabilidade que não é detectada a olho nu é, por definição, variabilidade ausente — o degrau abaixo da mínima. O NICHD não exige duração nenhuma para nomear a faixa. A FIGO exige: para chamar de reduzida, a amplitude precisa ficar abaixo de 5 bpm por mais de cinquenta minutos, e o registro tem trinta. Não há desacelerações de tipo nenhum, e a dinâmica uterina é normal, com 4 contrações em 10 minutos.
- o que foi afastado
- Sono fetal dura de vinte a sessenta minutos e reverte espontaneamente ou com estímulo vibroacústico ou mecânico do polo cefálico, repetível três vezes a cada minuto — o estímulo foi feito e não houve resposta. Opioides, sulfato de magnésio e bloqueadores parassimpáticos estão excluídos pela anamnese. Não há febre nem prematuridade. Sobram as causas que não se resolvem na sala de parto: dano neurológico prévio, malformação do sistema nervoso central ou do coração, e hipóxia estabelecida.
- onde as duas réguas se separam
- Este é o traçado que muda de degrau conforme o documento — e, dentro de um dos documentos, conforme a tabela que se consulta. Pelo NICHD a resposta é limpa: a categoria III exige variabilidade ausente somada a tardias recorrentes, ou a variáveis recorrentes, ou a bradicardia, e nenhuma delas existe aqui; variabilidade ausente sem desacelerações recorrentes e ausência de aceleração após estímulo estão as duas listadas nominalmente na categoria II. Pela FIGO a resposta depende de qual quadro se lê: o quadro de classificação traz variabilidade reduzida sozinha entre os critérios de patológico, sem repetir prazo, enquanto o quadro de definições do mesmo documento condiciona o rótulo reduzida a mais de cinquenta minutos. A itemização da classificação não repete a régua da definição.
Onde a banca derruba
- 1A dinâmica uterina que ninguém leu A vinheta descreve indução com ocitocina, dilatação de 5 cm, seis contrações em dez minutos e desacelerações tardias repetidas. O aluno vê tardia com repetição e marca cesárea de emergência. O quinto parâmetro estava escrito na própria vinheta: seis contrações em dez minutos é taquissistolia, e a taquissistolia é causa reversível de desaceleração tardia. A conduta é suspender a ocitocina, lateralizar, checar sinais vitais e considerar uterolítico — e só resolver a gestação se as medidas falharem. O erro custa uma cesárea que a primeira medida teria evitado.
- 2A profundidade lida como gravidade Uma desaceleração que desce a 70 bpm parece mais grave que uma que desce a 100 bpm, e a vinheta explora isso. O que separa os tipos é a velocidade da queda e o atraso em relação à contração, não a profundidade: queda e recuperação abruptas, em menos de trinta segundos, com aparência mutável, é variável, e a variável é a mais frequente e a mais frequentemente benigna. Uma queda rasa e lenta, atrasada em relação ao pico, é tardia — e é ela que aponta insuficiência uteroplacentária, mesmo tendo caído menos.
- 3A régua do anteparto aplicada dentro do parto A vinheta traz uma gestante com restrição de crescimento internada, cardiotocografia sem acelerações em vinte minutos, e pergunta a categoria. A alternativa que oferece categoria II é a mais escolhida. O erro é anterior à classificação: as categorias I, II e III foram construídas para o intraparto e não se aplicam ao anteparto. Fora do trabalho de parto, o que se pergunta é se o traçado é reativo, e a ausência de acelerações em vinte minutos manda prolongar o exame, não classificar o degrau.
- 4A variabilidade preservada tratada como irrelevante Diante de desacelerações variáveis recorrentes, o candidato costuma decidir pela recorrência e ignorar o resto da linha. A presença de variabilidade normal e de acelerações transitórias sugere que o feto não está acidótico — é o dado que mantém o traçado no degrau do meio, e é ele que autoriza a conduta de corrigir e reavaliar. O que reclassifica a variável é a perda: perda do shoulder, perda da variabilidade durante a queda, recuperação lenta, overshoot, duração acima de sessenta segundos ou queda que alcança 60 bpm.
- 5A bradicardia súbita tratada como problema do traçado A vinheta descreve queda para 75 bpm mantida por mais de três minutos, num traçado até então normal, sem taquissistolia. O aluno institui reanimação intrauterina e aguarda. As medidas estão certas e são insuficientes: bradicardia súbita em traçado previamente bom obriga a procurar evento catastrófico — prolapso de cordão, rotura uterina, descolamento prematuro de placenta, rotura de vasa prévia, colapso ou hipotensão materna. Nessas três primeiras, o próprio documento diz que não há outro método de avaliação a somar; o que existe é interrupção.
- 6O traçado alterado lido como acidose confirmada A alternativa que fecha o diagnóstico de sofrimento fetal a partir do traçado é atraente e é falsa em duas frentes. A primeira é estatística: o método tem alta sensibilidade e baixa especificidade, e na maioria das vezes em que sugere acidose o feto não está acidótico. A segunda é de nomenclatura: o termo sofrimento fetal foi abandonado como rótulo de traçado alterado, e o que se escreve no prontuário é situação fetal não tranquilizadora. A condicional só corre num sentido — traçado normal prevê ausência de acidose no momento do exame; traçado alterado não prevê acidose.
Correta: desacelerações que iniciam após o pico da contração com nadir tardio são desacelerações tardias, indicando insuficiência uteroplacentária; a conduta inicial é ressuscitação intrauterina (decúbito lateral esquerdo, O2, hidratação, suspender ocitocina). Precoces coincidem com a contração (compressão cefálica). Variáveis têm início e recuperação abruptos. Não é padrão normal com variabilidade reduzida e desacelerações. Cesárea imediata é reservada se não houver melhora após as medidas.
Recuperação
Responda as 10 — o gabarito e o comentário de cada uma abrem a cada questão ou só no fim, como você preferir.
Uma gestante de 29 anos, na 38ª semana, em trabalho de parto, evolui bem até dilatação de 6 cm. A cardiotocografia passa a mostrar desacelerações tardias repetidas (DIP II), com recuperação lenta após a contração, e variabilidade reduzida. Qual é o significado desse padrão e a conduta inicial?
Desacelerações tardias (DIP II) refletem insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal; a conduta inicial é ressuscitação intrauterina (decúbito lateral esquerdo, oxigênio, suspender ocitocina, hidratar) e reavaliar, com preparo para resolução se não melhorar. Desacelerações variáveis (não tardias) sugerem compressão de cordão. Não é padrão fisiológico. DIP I (precoce, coincidente com a contração) é que reflete compressão cefálica benigna. Aumentar ocitocina agravaria a hipóxia.
Gestante de 30 anos, na 39ª semana, em trabalho de parto ativo, apresenta bolsa rota há 6 horas com líquido amniótico claro. A cardiotocografia mostra desacelerações que iniciam após o pico da contração, atingem o nadir depois do pico e retornam à linha de base lentamente, associadas a variabilidade reduzida. FCF basal 140 bpm. Esse padrão de desaceleração indica mais provavelmente:
Desacelerações tardias (DIP II) — início após o pico da contração, nadir defasado e recuperação lenta — refletem insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal, sinal preocupante especialmente com variabilidade reduzida. Compressão de cordão causa desacelerações variáveis, em formato de V, sem relação fixa com a contração. Compressão da cabeça gera desacelerações precoces (DIP I), coincidentes com a contração e benignas. Movimento fetal causa acelerações, não desacelerações. Não é artefato: o padrão é bem definido e clinicamente relevante.
Gestante de 39 semanas em trabalho de parto na maternidade. A monitorização cardiotocográfica mostra desacelerações tardias repetidas, com recuperação lenta após cada contração, e diminuição da variabilidade da frequência cardíaca fetal. A dilatação é de 6 cm. Qual é a interpretação e a conduta mais adequada?
Desacelerações tardias repetidas com queda da variabilidade indicam insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal. A conduta é reanimação intrauterina (decúbito lateral, oxigênio, suspensão de ocitocina, hidratação) e, se não houver recuperação, resolução rápida da gestação (frequentemente cesárea). Não é padrão normal. Desacelerações precoces (compressão cefálica) são benignas e espelham a contração, diferindo das tardias. Taquissistolia isolada não explica a perda de variabilidade e o padrão tardio.
Primigesta de 24 anos, 39 semanas, em trabalho de parto ativo (6 cm de dilatação), sob monitorização cardiotocográfica contínua. O traçado mostra frequência cardíaca fetal basal de 140 bpm, variabilidade moderada (6-25 bpm), presença de acelerações e desacelerações que se iniciam APÓS o pico da contração, com nadir tardio em relação ao ápice da contração e retorno lento à linha de base. As desacelerações são repetitivas (presentes em mais de 50% das contrações). A dinâmica uterina é de 3 contrações em 10 minutos. Assinale o padrão descrito e a conduta inicial mais apropriada.
Correta: Desacelerações que se iniciam apos o pico da contracao, com nadir tardio e retorno lento a linha de base, definem desaceleracoes TARDIAS, sinal de insuficiencia uteroplacentaria/hipoxia. Como a variabilidade ainda e moderada e ha aceleracoes (traçado nao francamente terminal), a conduta inicial e a reanimacao intrauterina: decubito lateral esquerdo, O2, hidratacao venosa e suspensao da ocitocina, reavaliando o traçado. Precoces tem nadir COINCIDENTE com o pico da contracao (imagem em espelho) e sao benignas por compressao cefalica - nao e o descrito. Variaveis tem inicio/formato variavel e queda abrupta por compressao de cordao - o enunciado descreve inicio tardio uniforme. Sinusoidal e padrao ondulatorio regular sem variabilidade, associado a anemia fetal grave - nao descrito. Nao ha bradicardia (basal 140 bpm normal); tocolise nao e a medida inicial diante de desaceleracao tardia com variabilidade preservada.
Sobre a interpretação da cardiotocografia intraparto, a variabilidade da frequência cardíaca fetal é um dos parâmetros mais importantes por refletir a integridade do sistema nervoso autônomo e a oxigenação fetal. Qual das opções abaixo corresponde à definição de variabilidade MODERADA (normal) da frequência cardíaca fetal?
Correta: a variabilidade e a flutuacao da linha de base e classifica-se por amplitude: ausente (indetectavel), minima (<=5 bpm), MODERADA/normal (6 a 25 bpm) e marcada/aumentada (>25 bpm). A variabilidade moderada e o achado tranquilizador que melhor prediz ausencia de acidose fetal. Ausente e patologica. (C) >25 bpm e variabilidade marcada/aumentada, nao a normal. 1-5 bpm (<=5) e variabilidade minima, potencialmente associada a hipoxia/sono fetal/medicacao. Padrao liso e ondulatorio regular descreve o traçado SINUSOIDAL, que e patologico (anemia fetal grave), nao a variabilidade normal.
Primigesta, 27 anos, 39 semanas, em trabalho de parto espontâneo, colo com 4 cm de dilatação. A cardiotocografia intraparto mostra frequência cardíaca fetal basal de 150 bpm, variabilidade ausente (< 5 bpm) e desacelerações tardias recorrentes, presentes em mais de 50% das contrações. O parto vaginal não é iminente. Qual a conduta mais adequada?
O traçado descrito — variabilidade ausente associada a desacelerações tardias recorrentes — configura Categoria III (padrão anormal, NICHD/FIGO), fortemente associado a acidose/hipóxia fetal. A conduta é iniciar reanimação intrauterina (decúbito lateral, suspensão de ocitocina, oxigênio, hidratação) e, se o padrão não reverter, resolver o parto pela via mais rápida (cesariana, já que a dilatação de 4 cm afasta parto vaginal iminente). Expectância é inaceitável diante de Categoria III. Ocitocina agrava a hipóxia ao reduzir a perfusão placentária. Amniotomia isolada não trata a causa nem substitui a resolução. Corticoide/aguardar é conduta de prematuridade eletiva, incompatível com sofrimento fetal agudo a termo.
Secundigesta, 31 anos, 40 semanas, em período ativo do trabalho de parto com 6 cm de dilatação. A cardiotocografia evidencia frequência cardíaca fetal basal de 135 bpm, variabilidade moderada (6–25 bpm) e desacelerações uniformes, em espelho com as contrações: o início, o nadir e a recuperação coincidem, respectivamente, com o início, o pico e o término de cada metrossístole. O líquido amniótico é claro. A interpretação correta desse achado é:
A desaceleração cujo nadir coincide com o pico da contração, com morfologia uniforme e em espelho com a metrossístole, é a desaceleração precoce, mediada por reflexo vagal à compressão do polo cefálico. É benigna, não indica hipóxia e não altera a conduta, reforçada pela variabilidade moderada e líquido claro. A desaceleração tardia tem nadir DEFASADO, ocorrendo após o pico da contração, e reflete insuficiência uteroplacentária. A variável tem início e recuperação abruptos, sem relação temporal fixa com a contração. A prolongada dura de 2 a 10 minutos e não é uniforme por contração. O padrão sinusoidal é ondulatório, regular, com perda de variabilidade — morfologia distinta.
Primigesta, 24 anos, 41 semanas, em indução do trabalho de parto com ocitocina endovenosa, dilatação de 5 cm. A tocografia registra 6 contrações em 10 minutos. Simultaneamente, a frequência cardíaca fetal, antes normal, cai para 75 bpm e mantém-se nesse nível por 3 minutos, sem recuperação espontânea imediata. Qual a primeira medida a ser adotada?
O quadro é de taquissistolia (≥ 6 contrações em 10 min) induzida por ocitocina, complicada por desaceleração prolongada (bradicardia sustentada por ≥ 2 min). A primeira medida é a reanimação intrauterina, cuja pedra angular é suspender/reduzir a ocitocina (removendo a causa), somada a decúbito lateral esquerdo, oxigênio e hidratação; muitas vezes o padrão reverte com isso. A cesariana é reservada para os casos sem resposta às medidas de reanimação, não como primeiro passo automático. Aumentar a ocitocina agrava a taquissistolia e a hipóxia. Misoprostol é uterotônico, contraindicado nesse contexto. Fórceps com apresentação alta e colo incompletamente dilatado é tecnicamente inviável e perigoso.
Secundigesta, 31 anos, 39 semanas, em trabalho de parto. A cardiotocografia evidencia bradicardia fetal sustentada (BCF 80 bpm por mais de 6 minutos), sem recuperação após as medidas de reanimação intrauterina (decúbito lateral esquerdo, oferta de O2, suspensão da ocitocina e hidratação). Ao toque vaginal: dilatação de 7 cm, bolsa rota, apresentação cefálica no plano -1 de DeLee. Qual a conduta?
Correta: Há sofrimento fetal agudo (bradicardia sustentada refratária à reanimação intrauterina), exigindo resolução imediata. Como a paciente NÃO preenche os pré-requisitos para parto vaginal operatório — a dilatação é incompleta (7 cm) e a apresentação está alta e não insinuada (-1) —, a única via segura e viável é a cesariana de emergência. Fórceps e vácuo são formalmente contraindicados com colo incompletamente dilatado e cabeça não insinuada; a tentativa causaria trauma materno-fetal grave sem extrair o feto. Kristeller é contraindicado e ineficaz nesse contexto, além de não resolver a via. Aguardar dilatação completa é inaceitável diante de bradicardia sustentada — o tempo até a dilatação total supera a tolerância à hipóxia fetal.
Mulher, 24 anos, primigesta, 39 semanas, em trabalho de parto na fase ativa (6 cm de dilatação, bolsa rota há 2 horas, líquido claro). A cardiotocografia contínua mostra frequência cardíaca fetal basal de 140 bpm, variabilidade moderada (6-25 bpm) e acelerações presentes. Observam-se desacelerações de morfologia em "V", com início e recuperação abruptos, que coincidem de forma variável com as contrações; o nadir atinge 90 bpm por cerca de 40 segundos, com retorno rápido à linha de base. As contrações ocorrem a cada 3 minutos, com tônus uterino normal. Qual a interpretação do traçado e a conduta inicial mais apropriada?
Correta: Desaceleração abrupta (início ao nadir < 30 s), morfológica em "V", com relação variável com as contrações e recuperação rápida define desaceleração VARIÁVEL, cujo mecanismo é a compressão de cordão umbilical. Como a variabilidade está preservada e há acelerações, o traçado é tranquilizador (categoria I/II) e a primeira medida da reanimação intrauterina é o reposicionamento materno (decúbito lateral) para aliviar a compressão funicular. Erra: desaceleração precoce é gradual e espelha a contração (compressão cefálica, benigna) e jamais indicaria cesariana de emergência. Erra: desaceleração tardia tem início gradual e nadir DEFASADO em relação ao pico da contração, além de a conduta descrita ser desproporcional. Erra: padrão sinusoidal é uma onda regular e suave, sem os "V" abruptos descritos. Erra: não há critérios de categoria III (variabilidade e acelerações estão presentes) e ocitocina agravaria a compressão.
Gestante de 41 semanas em indução com ocitocina, dilatação de 5 cm. A tocografia registra 6 contrações em 10 minutos e a cardiotocografia mostra desacelerações que se iniciam após o pico da contração, com nadir tardio e retorno lento, presentes em 4 das 6 contrações. Variabilidade de 10 bpm, acelerações presentes, linha de base de 140 bpm. Qual é a primeira conduta?
A dinâmica uterina é o quinto parâmetro e resolve a vinheta: até cinco contrações em dez minutos é normal, e seis já configuram taquissistolia. A taquissistolia é causa reversível de desaceleração tardia, e a sequência padronizada manda retirar o agente que a produziu antes de qualquer decisão sobre a via — suspender o indutor, lateralizar, checar sinais vitais, manter monitorização e considerar uterolítico. Indicar cesariana de emergência de imediato ignora que o traçado tem variabilidade preservada e acelerações presentes, o que o mantém no degrau intermediário e sugere feto não acidótico. Aumentar a ocitocina agrava exatamente a causa. A amniotomia não corrige a oxigenação e a coloração do líquido não muda a conduta imediata. O parto vaginal operatório tem pré-requisitos de dilatação e de altura que não estão preenchidos com 5 cm.
Parturiente de 39 semanas, em fase ativa, sob cardiotocografia contínua. O traçado dos últimos 30 minutos mostra linha de base de 150 bpm, oscilação da linha de base não detectável a olho nu, ausência de acelerações mesmo após estímulo mecânico do polo cefálico, e nenhuma desaceleração em todo o registro. Segundo a classificação do NICHD/ACOG, em que categoria se enquadra esse traçado e por quê?
A categoria III do NICHD/ACOG é construída por conjunção: exige variabilidade ausente acompanhada de desacelerações tardias recorrentes, ou de desacelerações variáveis recorrentes, ou de bradicardia. O padrão sinusoidal é a única alternativa isolada dessa categoria, e não é o caso. Como não há desaceleração nenhuma nem bradicardia, o traçado não fecha o degrau máximo. A variabilidade ausente sem desacelerações recorrentes está listada nominalmente entre os achados do degrau intermediário, assim como a ausência de aceleração após estímulo fetal — os dois achados desta vinheta. Chamar o traçado de categoria I é impossível: essa categoria exige variabilidade moderada, e linha de base normal isolada não a substitui. Vale registrar que pela classificação da FIGO o mesmo traçado seria patológico, porque ali a variabilidade reduzida figura sozinha na lista de critérios.
Sobre o desempenho diagnóstico da cardiotocografia intraparto, conforme descrito no protocolo brasileiro de monitorização fetal intraparto, qual afirmação está correta?
O protocolo descreve o método como de alta sensibilidade, baixa especificidade e alta taxa de falso-positivo para acidose, com baixa concordância intra e interobservador. A tradução clínica está escrita na própria fonte: o exame é bom para confirmar que o feto está bem e, na grande maioria das vezes em que sugere acidose, o feto não está acidótico. A condicional corre num sentido só — traçado normal prevê ausência de acidose no momento do exame, mas traçado alterado não prevê acidose. Inverter essa direção é o erro que produz cesárea desnecessária e foi o que levou ao abandono do termo sofrimento fetal como rótulo de traçado alterado, substituído por situação fetal não tranquilizadora. Afirmar concordância elevada contraria o texto, e um estudo que classificou cem traçados pela régua FIGO encontrou concordância global de kappa 0,35, com apenas 0,20 para a variabilidade.
Secundigesta de 40 semanas, em fase ativa com 7 cm de dilatação, sem ocitocina e sem analgesia, apresenta queda súbita da frequência cardíaca fetal para 70 bpm, mantida por 5 minutos, em traçado até então com linha de base de 135 bpm, variabilidade moderada e sem desacelerações. Refere dor abdominal contínua de início súbito. A dinâmica uterina, antes de 4 contrações em 10 minutos, cessou. Qual a conduta mais adequada?
Bradicardia súbita em traçado previamente normal, acompanhada de dor abdominal contínua e de cessação da dinâmica uterina em secundigesta, é o quadro que obriga a pensar em evento catastrófico — rotura uterina em primeiro lugar, e ao lado dela descolamento prematuro de placenta, prolapso de cordão, rotura de vasa prévia e colapso materno. A própria fonte registra que nas emergências desse tipo não há outro método de avaliação da oxigenação fetal a somar; o que existe é interrupção. Aguardar trinta minutos de reavaliação gasta o tempo que o feto não tem. Perfil biofísico e Doppler pertencem à avaliação anteparto e não têm papel na emergência intraparto. Ocitocina agrava qualquer uma das hipóteses. E o estímulo vibroacústico serve para diferenciar sono fetal de comprometimento diante de variabilidade reduzida sem acelerações, não para bradicardia sustentada com dor abdominal.
Segundo as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, a comparação entre cardiotocografia contínua e ausculta intermitente registrou 8 convulsões neonatais em 13.072 recém-nascidos no grupo da cardiotocografia contínua e 24 em 13.027 no grupo da ausculta, e 133 cesáreas por sofrimento fetal em 14.761 contra 57 em 14.753. Qual é a leitura correta desses números?
As convulsões neonatais caem de 0,18% para 0,06%, diferença absoluta de 1,2 por mil, o que corresponde a cerca de 813 mulheres monitoradas continuamente por convulsão evitada. As cesáreas por sofrimento fetal sobem de 0,39% para 0,90%, diferença absoluta de 5,1 por mil, ou uma cesárea extra a cada 194 mulheres. A razão entre as duas diferenças dá aproximadamente 4,2 cesáreas a mais por convulsão evitada. Dizer que a cardiotocografia reduz a cesárea inverte o sinal do desfecho. Atribuir a redução de convulsões à ausculta troca os grupos: os 24 casos estão no braço da ausculta. Chamar os resultados de equivalentes ignora que o intervalo de confiança do risco relativo das convulsões, de 0,16 a 0,75, não cruza a unidade. E a mesma tabela registra ausência de diferença em mortalidade neonatal e em paralisia cerebral, de modo que atribuir ganho nesses desfechos contraria a fonte.
Parturiente de baixo risco, 39 semanas, em período expulsivo, sem analgesia e sem intercorrências. A equipe realiza ausculta intermitente com sonar Doppler a cada 30 minutos, por um minuto, antes, durante e imediatamente após uma contração. Como essa prática se posiciona diante dos dois documentos brasileiros que tratam do assunto?
A recomendação 25 das Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal fixa intervalo único de trinta minutos, com ausculta por pelo menos um minuto antes, durante e imediatamente após uma contração, usando estetoscópio de Pinard ou sonar Doppler — a prática descrita a cumpre integralmente. O protocolo da Febrasgo separa por período: quinze a trinta minutos no primeiro e cinco a quinze minutos no segundo, durante duas contrações. Trinta minutos no expulsivo, portanto, fica fora da janela da sociedade. Nenhum dos dois exige cardiotocografia contínua em baixo risco: a contínua está sugerida em situações de maior risco de hipóxia, e a de rotina na admissão pode até aumentar a taxa de cesárea sem melhorar o resultado perinatal. A ausculta de cinco em cinco minutos por trinta minutos é a regra da analgesia regional, não da rotina. E o sonar Doppler está nomeado no texto ministerial.
Parturiente com desacelerações precoces repetidas no período expulsivo, com variabilidade normal e sem outras alterações. Entre as medidas de reanimação intrauterina, qual tem esse tipo de desaceleração como alvo específico?
A desaceleração precoce decorre da compressão do polo cefálico no fim do trabalho de parto e é geralmente sem significado clínico. A única medida da tabela de reanimação intrauterina que tem esse mecanismo como alvo é a suspensão dos puxos maternos, cujo efeito declarado é justamente diminuir a compressão do polo cefálico. A amnioinfusão alivia a compressão do cordão e reverte desacelerações variáveis e prolongadas. A hidratação endovenosa corrige hipovolemia materna e melhora a perfusão uteroplacentária, sem alvo em desaceleração específica. O oxigênio materno aparece na fonte com benefício potencial marcado como de eficácia questionável. A suspensão da ocitocina trata a taquissistolia e reverte tardias, variáveis e prolongadas — não a precoce, que não depende da dinâmica uterina excessiva.
Durante o trabalho de parto, observa-se desaceleração da frequência cardíaca fetal com queda e recuperação abruptas, em menos de 30 segundos, queda de 25 bpm, morfologia em V, aparência variável de uma contração para outra e boa variabilidade durante a queda. Qual é o tipo de desaceleração e o mecanismo?
A velocidade da queda é o primeiro discriminador: queda e recuperação em menos de trinta segundos definem o tipo variável, cuja morfologia em V e cuja aparência mutável entre contrações sucessivas completam o quadro. O mecanismo é reflexo mediado por barorreceptores, disparado pelo aumento de pressão arterial que segue a compressão do cordão — é a desaceleração mais frequente do trabalho de parto. A precoce e a tardia compartilham a queda lenta, de mais de trinta segundos, e são simétricas; o que as separa é o atraso em relação à contração, e nenhuma das duas tem aparência mutável. A prolongada é definida por duração, de dois a dez minutos pelo NICHD e acima de três minutos pela FIGO, e não por morfologia. A boa variabilidade preservada durante a queda reforça que o feto não está acidótico.
Um traçado intraparto registra amplitude de oscilação da linha de base de exatamente 5 bpm, mantida durante os 20 minutos de registro, sem desacelerações. Ao comparar as definições do NICHD/ACOG e da FIGO reproduzidas no protocolo brasileiro de monitorização fetal intraparto, o que se conclui sobre esse valor?
O NICHD/ACOG define variabilidade mínima como amplitude menor ou igual a 5 bpm e variabilidade moderada como amplitude de 6 a 25 bpm — o valor 5 pertence à faixa de alarme. A FIGO define variabilidade reduzida como amplitude abaixo de 5 bpm, por mais de cinquenta minutos, e variabilidade normal como de 5 a 25 bpm — o valor 5 pertence à faixa normal. A divergência inteira está na troca de um sinal de menor ou igual por um sinal de menor, e é por isso que o valor exato fica sem dono. A hipótese de faixas idênticas contraria as duas definições publicadas lado a lado. Chamar 5 bpm de acentuada inverte a escala, que reserva esse rótulo para amplitude acima de 25 bpm. E variabilidade ausente é a que não se detecta a olho nu, não uma faixa numérica.
Um traçado intraparto exibe padrão regular semelhante a sinos, com 4 ciclos por minuto e amplitude de 10 bpm, mantido por 25 minutos, com acelerações ausentes. Como esse traçado é classificado pelo NICHD/ACOG e pela FIGO, respectivamente?
O NICHD/ACOG define o padrão sinusoidal como 3 a 5 ondas regulares por minuto, em forma de sino e de pequena amplitude, que persiste por 20 minutos — os 25 minutos da vinheta ultrapassam esse limiar e o padrão sinusoidal é, isoladamente, critério de categoria III. A FIGO exige duração maior que 30 minutos, além de amplitude de 5 a 15 bpm, frequência de 3 a 5 ciclos por minuto e acelerações ausentes; com 25 minutos, o critério de duração não é atingido, e a duração inferior a 30 minutos é justamente a que a FIGO usa para descrever o vizinho benigno, o padrão pseudossinusoidal — que exige ainda aspecto dentilhado e traçado normal antes e depois, dados que a vinheta não fornece. A faixa entre 20 e 30 minutos é exatamente onde as duas réguas discordam por construção. Ler a amplitude de 10 bpm como variabilidade normal confunde oscilação irregular da linha de base com padrão ondulatório regular, que é justamente o achado anormal. E o padrão sinusoidal consta das duas classificações, não de uma só.
Parturiente de 39 semanas em fase ativa apresenta queda da frequência cardíaca fetal de 140 para 95 bpm, que se instala e permanece nesse patamar por 14 minutos antes de qualquer medida. Segundo as definições do NICHD/ACOG reproduzidas no protocolo brasileiro de monitorização fetal intraparto, como esse achado deve ser nomeado?
O NICHD/ACOG define desaceleração prolongada como queda de pelo menos 15 bpm com duração de 2 a 10 minutos, e o teto tem consequência: passando de dez minutos, o evento deixa de ser desaceleração e vira mudança de linha de base, ou seja, bradicardia — frequência abaixo de 110 bpm por pelo menos dez minutos. A alternativa que mantém o rótulo de prolongada guarda só o piso da definição e esquece o teto; vale registrar que a FIGO usa outro piso, mais de três minutos, e ainda lista desacelerações prolongadas com mais de trinta minutos entre os critérios de traçado patológico, duração que na régua norte-americana já não descreve desaceleração nenhuma. Tardia e variável se definem pela velocidade da queda e pelo atraso em relação à contração, não pela duração isolada, e nenhuma delas se sustenta por catorze minutos sem virar linha de base. O padrão sinusoidal é oscilação regular em forma de sino, com 3 a 5 ciclos por minuto, e não queda sustentada. Reconhecer a bradicardia importa porque, instalada de repente em traçado até então bom, ela obriga a procurar evento catastrófico.
Traçado intraparto de gestante com aloimunização mostra oscilação regular, em forma de onda sinusoide, com amplitude de 10 bpm, frequência de 3 ciclos por minuto e ausência total de acelerações, por mais de 20 minutos. Qual a interpretação?
O padrão sinusoidal é raro e ominoso: oscilação regular, suave e monótona, com 3 a 5 ciclos por minuto e ausência de variabilidade verdadeira e de acelerações, associando-se classicamente a anemia fetal grave — por aloimunização, hemorragia fetomaterna ou parvovirose — e a hipóxia grave. Integra a categoria III e exige intervenção imediata, seja resolução do parto, seja transfusão conforme o contexto e a idade gestacional. Confundi-lo com variabilidade acentuada é o erro que atrasa a única conduta que salva, porque ambos aparentam "muita oscilação": o que distingue é a regularidade monótona e a ausência de acelerações.
Parturiente com oligoâmnio apresenta desacelerações variáveis recorrentes, moderadas, com boa recuperação e variabilidade preservada, dilatação de 7 cm. Qual a medida específica que pode reduzir essas desacelerações?
Desacelerações variáveis resultam de compressão do cordão umbilical, situação favorecida pelo oligoâmnio, que retira o coxim líquido de proteção. A amnioinfusão restitui volume na cavidade e reduz a frequência e a profundidade dessas desacelerações, sendo medida específica para esse mecanismo. Aumentar a ocitocina intensifica as contrações e a compressão, piorando o quadro. Corticoide, episiotomia e antibiótico não atuam sobre a compressão de cordão. O reconhecimento do mecanismo é o que separa a intervenção que resolve daquela que apenas antecipa uma cesariana.
Parturiente em uso de ocitocina apresenta 7 contrações em 10 minutos, com desacelerações tardias recorrentes e variabilidade mínima. Qual a primeira medida?
A primeira intervenção é suspender a ocitocina e tratar as alterações reversíveis com avaliação obstétrica imediata. A oferta de oxigênio depende da oxigenação materna. As medidas não devem atrasar nascimento indicado por comprometimento persistente. Referência: ACOG 10, 2025.
Sobre a variabilidade da frequência cardíaca fetal, assinale a alternativa correta:
A variabilidade moderada reflete integridade do sistema nervoso autônomo e boa oxigenação central, sendo o parâmetro isolado mais tranquilizador de um traçado. A variabilidade ausente ou mínima tem causas fisiológicas e farmacológicas — ciclo de sono fetal, prematuridade, opioides, sulfato de magnésio —, mas também pode significar acidemia, o que exige contextualizar e não presumir sono. Definir mínima como 6 a 25 bpm inverte a nomenclatura: mínima é a amplitude detectável até 5 bpm. Variabilidade acentuada isoladamente não define categoria III, que exige variabilidade ausente com desacelerações recorrentes, bradicardia ou padrão sinusoidal.
Sobre a monitorização fetal durante o trabalho de parto em gestante de risco habitual, qual a recomendação atual?
Em gestação de risco habitual, a ausculta intermitente é tão segura quanto a cardiotocografia contínua para desfechos neonatais e reduz intervenções, sendo realizada a cada 30 minutos na fase ativa e a cada 5 a 15 minutos no período expulsivo, sempre após a contração. A cardiotocografia contínua aumenta cesarianas e partos operatórios sem reduzir paralisia cerebral, o que a restringe às gestações de risco ou a alterações detectadas na ausculta — indicá-la para todas é o excesso mais difundido. A monitorização interna é reservada a situações específicas com traçado externo insatisfatório e bolsa rota.
Traçado intraparto mostra desacelerações que se iniciam com a contração, atingem o nadir simultaneamente ao pico contrátil e retornam à linha de base ao final da contração, com formato simétrico e gradual. Qual o tipo e o mecanismo?
A desaceleração precoce é espelho da contração — começa, atinge o nadir e termina junto com ela — e resulta de estímulo vagal pela compressão do polo cefálico, sendo achado benigno que não exige intervenção. A tardia tem o mesmo formato gradual, mas está DESLOCADA no tempo, com nadir após o pico da contração, e sinaliza insuficiência uteroplacentária; é a confusão mais importante do tema, porque muda completamente a conduta. A variável tem início abrupto, formato irregular e relação inconstante com a contração, refletindo compressão de cordão.
Durante trabalho de parto, um traçado categoria II persiste apesar das medidas de ressuscitação intrauterina, com dilatação de 6 cm e feto em plano -1. Qual a conduta mais adequada?
A categoria II é indeterminada por definição e reúne a maior parte dos traçados, exigindo interpretação em conjunto com a fase do trabalho de parto, a causa provável e a resposta às medidas de ressuscitação intrauterina. Quando o padrão não melhora e o parto vaginal não é iminente, a decisão penderá para a resolução cirúrgica, sobretudo se houver perda de variabilidade ou desacelerações tardias recorrentes. Manter expectativa indefinida é o erro que gera acidemia; do lado oposto, indicar cesariana ao primeiro traçado categoria II gera cirurgias evitáveis. Fórceps exige dilatação completa e apresentação insinuada, o que não é o caso.
Traçado intraparto evidencia bradicardia fetal sustentada de 80 bpm há 6 minutos, com variabilidade ausente, após rotura espontânea de membranas. Ao toque, palpa-se alça de cordão na vagina. Qual a conduta?
Prolapso de cordão com bradicardia sustentada é emergência com indicação de parto no menor tempo possível. Enquanto a sala é preparada, descomprime-se o cordão elevando manualmente a apresentação e posicionando a paciente para deslocar o peso fetal, podendo-se encher a bexiga e usar tocolítico de resgate. Observar aguardando recuperação é a decisão que consome a reserva fetal. A amnioinfusão alivia desacelerações variáveis por oligoâmnio, situação diferente de um cordão já prolapsado. Solicitar exames de imagem diante de um diagnóstico feito ao toque apenas atrasa o parto.
Parturiente em trabalho de parto ativo apresenta traçado cardiotocográfico com linha de base 145 bpm, variabilidade moderada, presença de acelerações e ausência de desacelerações. Qual a categoria e a conduta?
A categoria I exige a combinação completa de linha de base entre 110 e 160 bpm, variabilidade moderada, ausência de desacelerações tardias e variáveis, com desacelerações precoces e acelerações podendo estar presentes ou ausentes — traduz equilíbrio ácido-básico normal no momento do exame e permite conduta expectante. A categoria II reúne tudo que não se enquadra nem em I nem em III, sendo a mais frequente e a que exige interpretação clínica. A categoria III é definida por variabilidade ausente com desacelerações tardias ou variáveis recorrentes ou bradicardia, ou por padrão sinusoidal.
Traçado intraparto mostra bradicardia de 95 bpm por 12 minutos, com variabilidade mínima, sem resposta às medidas de ressuscitação intrauterina, em parturiente com 5 cm de dilatação. Qual a conduta?
Bradicardia prolongada, definida como queda abaixo de 110 bpm por mais de 10 minutos, com variabilidade comprometida e sem resposta às medidas de ressuscitação intrauterina, indica resolução imediata da gestação. Com apenas 5 cm de dilatação, o parto vaginal não é iminente e a via é a cesariana. Fórceps exige dilatação completa e apresentação insinuada, e aplicá-lo aqui é tecnicamente impossível e perigoso. Ocitocina aumenta as contrações e agrava a hipóxia. A amnioinfusão trata desacelerações variáveis por oligoâmnio e não tem lugar em bradicardia sustentada com traçado já deteriorado.
Qual das causas abaixo NÃO é causa habitual de bradicardia fetal sustentada durante o trabalho de parto?
A compressão do polo cefálico gera resposta vagal transitória, produzindo desacelerações PRECOCES, espelhadas com a contração e de recuperação completa — achado benigno, sem relação com bradicardia sustentada. As demais opções reduzem a oferta de oxigênio ao feto por mecanismos distintos: interrupção do fluxo pelo cordão, queda da perfusão uterina por hipotensão, perda de superfície de troca no descolamento e redução do intervalo de reperfusão do espaço interviloso na taquissistolia. Reconhecer qual mecanismo está em curso orienta a conduta específica, que pode ser tão simples quanto suspender a ocitocina ou tão urgente quanto a laparotomia.
Parturiente em uso de meperidina para analgesia apresenta traçado com variabilidade mínima, sem desacelerações, linha de base 140 bpm. Qual a interpretação mais provável?
Variabilidade reduzida tem causas fisiológicas e farmacológicas antes de significar acidemia: ciclo de sono fetal, com duração habitual de 20 a 40 minutos, prematuridade, e drogas que atravessam a placenta, como opioides, sulfato de magnésio e sedativos. Nesse contexto, sem desacelerações e com linha de base normal, a conduta é vigilância e reavaliação, e não intervenção. Rotular como categoria III é erro técnico, pois essa categoria exige variabilidade ausente somada a desacelerações recorrentes ou bradicardia. O que muda a leitura é o surgimento de desacelerações ou o prolongamento além do esperado.
Qual combinação de achados define a categoria III da cardiotocografia intraparto?
A categoria III é estritamente definida: exige variabilidade AUSENTE combinada a desacelerações tardias recorrentes, variáveis recorrentes ou bradicardia, ou então o padrão sinusoidal isoladamente. A ausência de variabilidade é o elemento indispensável nessa combinação, porque reflete perda do controle autonômico e é o marcador mais associado a acidemia. Taquicardia isolada, desacelerações precoces e variabilidade mínima isolada compõem a categoria II, ampla e indeterminada, que exige interpretação clínica e medidas de ressuscitação, mas não corresponde automaticamente a resolução imediata.
Diante de um traçado categoria III persistente após medidas de ressuscitação intrauterina, com dilatação de 4 cm, qual a conduta?
A categoria III indica alta probabilidade de acidemia fetal no momento do exame e exige intervenção imediata: aplicam-se as medidas de ressuscitação intrauterina — reposicionamento, suspensão da ocitocina, oxigênio, volume, tocolítico de resgate — e, não havendo reversão, resolve-se a gestação pela via mais rápida. Com 4 cm de dilatação, essa via é a cesariana. Aguardar a dilatação completa é o erro que produz encefalopatia hipóxico-isquêmica. Ocitocina agrava a hipóxia, e o fórceps é impossível sem dilatação completa e apresentação insinuada.
Quais medidas compõem a tentativa inicial de ressuscitação intrauterina diante de traçado fetal alterado?
As medidas iniciais de ressuscitação intrauterina são dirigidas à causa: mudança de posição materna, redução ou suspensão de ocitocina, bolus intravenoso quando apropriado, correção de hipotensão e tratamento da taquissistolia persistente com relaxante uterino de ação rápida. Oxigênio materno não deve ser usado rotineiramente em traçados categoria II ou III quando a gestante não está hipóxica; no caso vinculado, a SpO2 é 97% em ar ambiente. Se um traçado categoria III não responde às medidas iniciais, deve-se abreviar o parto. Fonte: ACOG Clinical Practice Guideline No. 10, 2025.
Sobre a relação entre cardiotocografia e prognóstico neurológico neonatal, assinale a alternativa correta:
A cardiotocografia identifica bem os fetos que NÃO estão em acidemia, mas tem baixa especificidade: a maioria dos traçados alterados corresponde a recém-nascidos sem acidemia significativa, o que explica o aumento de cesarianas sem redução correspondente de paralisia cerebral desde a adoção da monitorização contínua. Além disso, a maior parte dos casos de paralisia cerebral tem causas pré-natais — malformações, infecções, prematuridade, alterações genéticas — e não asfixia intraparto. Compreender esses limites é essencial tanto para a decisão clínica quanto para a discussão médico-legal.
Sobre a estimulação do couro cabeludo fetal durante o trabalho de parto, assinale a alternativa correta:
A estimulação digital do couro cabeludo é recurso simples e útil diante de traçados indeterminados: se o feto responde com aceleração, a probabilidade de acidemia significativa é baixa, o que reforça a conduta expectante e evita cesarianas desnecessárias. A ausência de resposta é menos específica — sugere, mas não confirma acidemia, e deve ser interpretada com o restante do quadro clínico. Trata-se de método adjuvante, que complementa a monitorização e ganhou espaço com o desuso da coleta de sangue do couro cabeludo fetal, tecnicamente trabalhosa.
Sobre as desacelerações variáveis atípicas, assinale a alternativa correta:
As desacelerações variáveis refletem compressão do cordão umbilical e são muito frequentes no trabalho de parto, sobretudo com bolsa rota e oligoâmnio. O que separa as benignas das preocupantes são os sinais atípicos: retorno lento à linha de base, perda de variabilidade durante a desaceleração, formato bifásico, sobreelevação prolongada e desacelerações profundas e prolongadas — achados que sugerem que a compressão está gerando comprometimento real. Ainda assim, a decisão é integrada ao restante do traçado e ao contexto clínico, não automática.
Sobre a monitorização fetal interna com eletrodo no couro cabeludo, assinale a alternativa correta:
A monitorização interna fornece registro de melhor qualidade em situações de captação externa insatisfatória, como obesidade materna e agitação, mas exige bolsa rota, dilatação suficiente e apresentação acessível. Suas contraindicações são clinicamente importantes: infecções maternas transmissíveis por via sanguínea, como HIV, hepatites B e C e herpes ativo, além de suspeita de coagulopatia fetal, pelo risco de sangramento e transmissão. Não é método de rotina, e em gestação de risco habitual a estratégia adequada é a ausculta intermitente, que reduz intervenções sem piorar desfechos.
Sobre a comunicação e o trabalho em equipe diante de um traçado categoria III, assinale a conduta correta:
A resposta a um traçado categoria III é organizacional tanto quanto clínica: as medidas de ressuscitação intrauterina começam imediatamente, por quem está presente, enquanto se aciona em paralelo a equipe anestésica e a neonatologia, reduzindo o intervalo decisão-incisão. A comunicação objetiva com a paciente e o acompanhante é parte do cuidado e não deve ser omitida sob o argumento de evitar ansiedade. O registro contemporâneo dos horários — do reconhecimento, das medidas, da decisão e da incisão — documenta a assistência e é peça central na análise posterior de qualquer desfecho adverso.
Sobre a monitorização fetal intraparto em gestação de risco habitual, qual afirmativa está correta?
As evidências mostram que, em gestação de risco habitual, a cardiotocografia contínua reduz convulsões neonatais, mas aumenta cesarianas e partos instrumentados, sem reduzir mortalidade perinatal nem paralisia cerebral, o que sustenta a ausculta intermitente como prática recomendada nesse grupo. Afirmar que a monitorização contínua reduz paralisia cerebral é o mito mais persistente do tema e nasce da expectativa intuitiva de que enxergar mais deveria proteger mais. A cardiotocografia contínua aumenta, e não reduz, o parto instrumentado. O eletrodo interno tem indicações específicas, como traçado externo insatisfatório, e não é obrigatório.
Durante o trabalho de parto de gestante a termo, a cardiotocografia mostra linha de base de 140 bpm, variabilidade moderada, ausência de desacelerações e presença de acelerações. Como classificar esse traçado e qual a conduta?
A categoria I exige linha de base entre 110 e 160 bpm, variabilidade moderada e ausência de desacelerações tardias ou variáveis, e admite presença ou ausência de acelerações e de desacelerações precoces. O traçado descrito preenche todos os critérios e traduz ausência de acidemia no momento do exame, permitindo assistência habitual. Classificar como categoria II é o excesso de cautela mais comum e leva a intervenções desnecessárias. A categoria III exige variabilidade ausente com desacelerações tardias ou variáveis recorrentes ou bradicardia, ou padrão sinusoidal, nenhum deles presente. O padrão sinusoidal tem morfologia ondulatória regular característica, que a vinheta não descreve.
Parturiente em fase ativa apresenta traçado com desacelerações tardias recorrentes e variabilidade mínima, logo após bloqueio peridural com hipotensão materna de 80/50 mmHg. Qual a primeira medida?
A hipotensão pós-peridural exige correção imediata e assistência anestésica e obstétrica. A necessidade de oxigênio depende da oxigenação materna. Reavaliar continuamente o traçado e indicar nascimento urgente se o comprometimento não se resolver. Referência: ACOG 10, 2025.
Durante trabalho de parto, logo após rotura espontânea de membranas, a cardiotocografia passa a mostrar desacelerações variáveis profundas, recorrentes, com recuperação lenta e variabilidade mínima. Não se palpa cordão ao toque. Qual a interpretação mais provável?
Desaceleração variável é a assinatura da compressão do cordão, e a variável profunda, recorrente, de recuperação lenta e acompanhada de perda de variabilidade indica que a compressão está comprometendo a oxigenação. Surgir imediatamente após a amniorrexe aponta o mecanismo: sem o coxim de líquido, o cordão fica prensado — e o cordão pode estar ao lado da apresentação, sem ser palpável, no chamado prolapso oculto. A desaceleração precoce, do polo cefálico, tem forma em espelho da contração e é benigna, mas não é profunda nem apaga a variabilidade; confundi-las é o erro de leitura mais comum. Desaceleração tardia traduz insuficiência placentária e tem início após o pico da contração.
Gestante de 38 semanas em trabalho de parto apresenta cardiotocografia com linha de base de 145 bpm, variabilidade mínima, desacelerações tardias recorrentes em mais de 50% das contrações e ausência de acelerações. Qual a categoria e a conduta?
Variabilidade mínima ainda é detectável; não equivale a variabilidade ausente. Desacelerações tardias recorrentes com variabilidade mínima constituem categoria II e exigem avaliação e intervenção oportunas, não simples espera por uma hora. Corrigem-se causas reversíveis, como hipotensão e taquissistolia, com mudança de posição e redução ou suspensão da ocitocina quando pertinente. Oxigênio não deve ser administrado rotineiramente se a mãe não estiver hipóxica. Persistência ou piora pode exigir abreviar o parto. Categoria III requer variabilidade ausente associada aos achados pertinentes, ou padrão sinusoidal. Referência: ACOG Clinical Practice Guideline 10 (2025).
Gestante de 39 semanas em trabalho de parto ativo, 6 cm de dilatação, sob cardiotocografia contínua. O traçado mostra linha de base 140 bpm, variabilidade moderada, acelerações presentes e ausência de desacelerações. Segundo a classificação em três categorias, como se classifica esse traçado e qual a conduta?
O traçado com linha de base normal, variabilidade moderada e sem desacelerações preenche todos os critérios de categoria I, que prediz de forma confiável a ausência de acidemia fetal no momento da observação e não demanda intervenção. Classificar como categoria II engana quem acha que qualquer detalhe isolado já desloca o traçado, mas a categoria I exige o conjunto, e aqui o conjunto está preenchido.
Parturiente com desacelerações variáveis recorrentes e profundas, bolsa rota, líquido amniótico escasso ao exame e índice de líquido amniótico reduzido. Traçado com variabilidade moderada preservada. Além das medidas gerais de reanimação intrauterina, qual intervenção específica pode reduzir essas desacelerações?
As desacelerações variáveis nesse contexto decorrem de compressão do cordão facilitada pelo oligoidrâmnio, e a amnioinfusão restaura o coxim líquido e reduz a frequência e a profundidade dos episódios. Aumentar a ocitocina engana quem raciocina que abreviar o parto resolve, mas mais contrações significam mais episódios de compressão e menos tempo de recuperação entre elas.
Sobre o valor preditivo da cardiotocografia intraparto, qual afirmação está correta?
A grande força do método é tranquilizar: traçado normal praticamente exclui acidemia naquele momento, enquanto traçado alterado tem enorme taxa de falso-positivo, o que explica o aumento de cesarianas sem redução proporcional de desfechos neonatais. Afirmar alta especificidade engana porque o exame é sensível e não específico, e é justamente essa assimetria que obriga a usar reanimação intrauterina e testes adicionais antes de indicar cirurgia.
Primigesta de 40 semanas, 8 cm, com cardiotocografia mostrando linha de base 150 bpm, variabilidade ausente e desacelerações tardias recorrentes em mais da metade das contrações. Qual a classificação e a conduta imediata?
Variabilidade ausente associada a desacelerações tardias recorrentes define categoria III, o padrão que se correlaciona com acidemia fetal e exige reanimação intrauterina simultânea ao preparo para a via de parto mais rápida disponível. Interpretar como categoria II com reavaliação em 30 minutos engana porque desacelerações tardias com variabilidade preservada realmente seriam categoria II, mas a ausência de variabilidade é o elemento que muda a categoria e encurta o tempo de decisão.
Durante trabalho de parto, surgem desacelerações variáveis profundas e recorrentes, com recuperação lenta e variabilidade preservada, após rotura de membranas. Qual a primeira medida?
Desacelerações variáveis refletem compressão do cordão, e após a rotura de membranas a prioridade é mudar o decúbito para aliviar a compressão e excluir o prolapso ao toque, situação que muda radicalmente a conduta. Aumentar a ocitocina engana quem quer resolver o parto rapidamente, mas mais contrações significam mais compressão e menos tempo de recuperação fetal entre elas. O fórceps só se aplica com condições de aplicabilidade preenchidas.
Gestante em trabalho de parto com desacelerações variáveis recorrentes, coincidentes com as contrações, de início e recuperação abruptos. Bolsa rota há 4 horas, líquido claro. Qual o mecanismo fisiopatológico dessas desacelerações?
O formato abrupto e a relação variável com a contração denunciam a compressão do cordão, que eleva a pós-carga fetal, ativa barorreceptores e produz bradicardia vagal de instalação rápida. A insuficiência uteroplacentária engana porque também cursa com desaceleração, mas nesse caso o início é gradual e o nadir ocorre depois do pico da contração, o que caracteriza a desaceleração tardia e não a variável.
Parturiente com traçado de categoria II persistente após medidas de reanimação intrauterina, 6 cm de dilatação, colo fino, sem sinais de desproporção. Qual recurso adicional pode ser usado para avaliar o estado acidobásico fetal antes de indicar cesariana?
A resposta acelerativa ao estímulo do couro cabeludo tem excelente valor preditivo negativo para acidemia e ajuda a evitar cesariana em traçados de categoria II persistentes. O perfil biofísico engana porque é um teste validado, mas para vigilância anteparto: durante o trabalho de parto ativo a interpretação dos parâmetros biofísicos fica prejudicada e o tempo de execução não se ajusta à decisão intraparto.
Parturiente de 38 semanas em uso de ocitocina apresenta 7 contrações em 10 minutos, mantidas em janela de 30 minutos, acompanhadas de desacelerações tardias. PA 110x70 mmHg. Qual a primeira medida?
Mais de cinco contrações em 10 minutos em média de 30 minutos define taquissistolia, que reduz o tempo de perfusão do espaço interviloso e produz hipoxemia; a correção começa por retirar a causa, ou seja, suspender o uterotônico, além de decúbito lateral e hidratação. Indicar cesariana de emergência de imediato engana porque parece a conduta mais segura, mas boa parte dos traçados se recupera apenas com a suspensão da ocitocina, e a cirurgia fica reservada a quem não responde.
Gestante de 41 semanas com cardiotocografia mostrando linha de base 165 bpm mantida por 15 minutos, variabilidade mínima e ausência de desacelerações. Temperatura materna 38,4 ºC, bolsa rota há 20 horas. Qual a hipótese que melhor explica o traçado?
Febre materna com bolsa rota prolongada explica a taquicardia fetal e a redução de variabilidade sem desacelerações, e a conduta é tratar a infecção e resolver a gestação, não interpretar o traçado como hipóxia isolada. A acidemia grave engana porque também reduz variabilidade, mas costuma vir acompanhada de desacelerações tardias ou prolongadas e não se associa a febre materna com rotura de longa data.
Qual componente da cardiotocografia é o melhor indicador isolado de ausência de acidemia fetal?
A variabilidade moderada, de 6 a 25 batimentos, reflete integridade do sistema nervoso autônomo e da oxigenação central e é o marcador isolado mais confiável de ausência de acidemia significativa. A linha de base normal engana porque é o primeiro item avaliado e chama atenção, mas pode estar normal em feto já comprometido com variabilidade ausente. Desacelerações variáveis isoladas são comuns e refletem compressão de cordão, não necessariamente acidose.
Sobre a distinção entre desaceleração precoce e desaceleração tardia no traçado intraparto, qual critério as separa?
O que define o tipo é a sincronia: na precoce o nadir coincide com o pico da contração, na tardia o nadir vem depois, com início e recuperação graduais. A profundidade engana porque intuitivamente sugere gravidade, mas desacelerações precoces podem ser profundas e continuam benignas, enquanto tardias rasas e recorrentes têm significado bem mais preocupante.
Durante indução do parto em gestante de 37 semanas com restrição de crescimento fetal tardia, a cardiotocografia mostra desacelerações tardias repetidas em três contrações consecutivas, com variabilidade reduzida. Dilatação de 4 cm. Qual a conduta?
Desacelerações tardias repetidas com variabilidade reduzida em feto com restrição significam reserva placentária esgotada diante do estresse das contrações: interrompe-se a ocitocina, institui-se reanimação intrauterina com decúbito lateral, oxigênio e correção de hipotensão, e se o padrão não recuperar indica-se cesariana. Aumentar a ocitocina engana quem raciocina que o problema é a lentidão do trabalho de parto, mas cada contração adicional é uma nova queda de perfusão. Manter e reavaliar em 2 horas ignora um padrão categoricamente anormal, e sulfato de magnésio não reanima o feto nesse contexto.
Gestante de 38 semanas com oligodrâmnio em trabalho de parto apresenta, na cardiotocografia, desacelerações variáveis repetidas coincidentes com as contrações, com retorno rápido à linha de base. Qual o mecanismo mais provável?
Desacelerações variáveis são a assinatura da compressão do cordão umbilical, e o oligodrâmnio é o cenário que a favorece, por retirar o colchão de líquido que protege o funículo durante as contrações — daí a indicação de amnioinfusão em casos selecionados. Desacelerações tardias, e não variáveis, refletem insuficiência placentária. Compressão do polo cefálico produz desacelerações precoces, com espelhamento da contração, e a peridural não altera o padrão de desaceleração dessa forma.
Durante trabalho de parto de gestante com oligodrâmnio, a amniotomia revela líquido meconial espesso e a cardiotocografia evolui com desacelerações variáveis profundas e prolongadas, sem recuperação após medidas de reanimação intrauterina. Qual a conduta?
Desacelerações variáveis profundas e prolongadas que não respondem às medidas de reanimação intrauterina, em contexto de oligodrâmnio e mecônio espesso, caracterizam comprometimento fetal e impõem resolução imediata pela via mais rápida. Prolongar a expectativa ou administrar ocitocina agrava a hipóxia por reduzir ainda mais a perfusão placentária entre contrações. A amnioinfusão é útil em desacelerações variáveis recorrentes com padrão tranquilizador global, e não como tentativa em padrão já não tranquilizador que exige resolução.
Gestante em trabalho de parto apresenta cardiotocografia com desacelerações tardias repetidas, variabilidade ausente e bradicardia sustentada, sem resposta às medidas de reanimação intrauterina. Dilatação de 5 cm. Qual a conduta?
O traçado descrito indica comprometimento fetal com alta probabilidade de acidose, e com dilatação incompleta não há via vaginal possível, o que torna a cesariana a única saída, com meta de intervalo curto entre decisão e nascimento. Aplicar fórceps exige dilatação total e apresentação insinuada, condições ausentes, sendo um erro técnico grave. Ocitocina aumenta a contratilidade e agrava a hipóxia, e aguardar consome o tempo que o feto não tem.
Gestante de 40 semanas em trabalho de parto apresenta cardiotocografia com ausência de variabilidade e desacelerações tardias recorrentes, sem resposta às medidas de reanimação intrauterina. Qual a categoria do traçado e a conduta?
O traçado categoria III reúne variabilidade ausente com desacelerações tardias ou variáveis recorrentes ou bradicardia, ou ainda padrão sinusoidal, e traduz alta probabilidade de acidemia; diante da falha das medidas de reanimação intrauterina, como decúbito lateral, oxigênio, suspensão da ocitocina e correção de hipotensão, a conduta é resolver imediatamente pela via mais rápida. Classificar como categoria II é o erro que mais atrasa a decisão, pois essa faixa indeterminada pressupõe variabilidade preservada. Desaceleração tardia nunca é fisiológica. A amnioinfusão atua sobre desacelerações variáveis por compressão de cordão e não resolve traçado com variabilidade ausente.
Gestante de 29 anos, com 39 semanas, em trabalho de parto, apresenta na cardiotocografia intraparto linha de base de 140 bpm, variabilidade moderada, ausência de desacelerações e presença de acelerações. As contrações são de três a cada dez minutos, com 40 segundos. Ela está com 7 cm de dilatação e analgesia peridural instalada. A equipe discute a classificação do traçado e a conduta correspondente. Assinale a alternativa correta.
Linha de base normal, variabilidade moderada, ausência de desacelerações tardias ou variáveis e presença de acelerações definem o traçado categoria I, que traduz boa oxigenação fetal e permite manter a assistência habitual. A categoria II reúne traçados indeterminados, que não é o caso de um padrão inteiramente normal. A categoria III exige variabilidade ausente com desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, bradicardia ou padrão sinusoidal. Chamar o traçado de não interpretável e suspender a analgesia não tem respaldo diante de um registro claramente tranquilizador.
Gestante de 31 anos, com 38 semanas, em trabalho de parto com 8 cm de dilatação, apresenta na cardiotocografia desacelerações tardias repetidas, com variabilidade mínima e linha de base de 150 bpm. Está em uso de ocitocina, com contrações de cinco a cada dez minutos. A pressão arterial é de 96 x 58 mmHg após a analgesia peridural. A bolsa está rota, com líquido claro. Assinale a conduta imediata mais apropriada.
Desacelerações tardias com variabilidade mínima em vigência de taquissistolia e hipotensão pós-peridural indicam medidas de reanimação intrauterina: suspender o uterotônico, mudar o decúbito, corrigir a hipotensão com volume e vasopressor e ofertar oxigênio, reavaliando em seguida. Partir direto para a cesárea sem tentar corrigir causas reversíveis desperdiça uma intervenção eficaz e rápida, embora a cirurgia se imponha se o padrão persistir. Aumentar a ocitocina agrava a taquissistolia e a hipóxia fetal. O misoprostol tem o mesmo efeito deletério de intensificar as contrações.
Gestante de 22 anos, com 37 semanas, é admitida em trabalho de parto. Durante o período de dilatação, a monitorização eletrônica mostra linha de base de 145 bpm, variabilidade moderada, ausência de acelerações e desacelerações variáveis recorrentes com recuperação lenta, presentes em mais de metade das contrações. A bolsa está rota, com líquido claro. A dinâmica é de quatro contrações em dez minutos, com ocitocina em infusão. A dilatação é de 7 cm. A conduta imediata é
Traçado categoria II com desacelerações variáveis recorrentes e taquissistolia induzida exige reanimação intrauterina antes da decisão cirúrgica: suspensão do uterotônico, mudança de decúbito, expansão volêmica e oxigenoterapia, com reavaliação do padrão. Indicar cesariana de imediato sem tentar reverter causas corrigíveis leva a cirurgias evitáveis. Aumentar a ocitocina agrava a taquissistolia e reduz ainda mais a perfusão placentária. A bolsa já está rota, de modo que nova amniotomia é impossível, e a amniotomia em si não melhora a oxigenação fetal.
Parturiente de 26 anos, com 39 semanas, em trabalho de parto com ocitocina, apresenta na cardiotocografia desacelerações tardias repetidas, com variabilidade reduzida e linha de base de 155 bpm. Ao exame, dinâmica uterina com seis contrações em dez minutos, colo com 7 cm de dilatação, bolsa rota com líquido meconial e pressão arterial materna de 96 x 58 mmHg em decúbito dorsal. Não há sangramento vaginal nem hipertonia uterina persistente. A conduta inicial correta é:
Desacelerações tardias repetidas com variabilidade reduzida, em contexto de taquissistolia induzida por ocitocina e hipotensão materna em decúbito dorsal, indicam comprometimento da perfusão uteroplacentária; a conduta inicial é a reanimação intrauterina, com mudança para decúbito lateral, suspensão da ocitocina, oxigênio, hidratação e correção da hipotensão, reavaliando o traçado e indicando parto operatório se não houver melhora. Aumentar ocitocina agrava o quadro. Cesariana imediata sem tentar medidas conservadoras pode ser evitável. Manter o decúbito dorsal perpetua a compressão da veia cava.
Gestante de 25 anos, com 41 semanas, é internada para indução do parto e recebe misoprostol vaginal. Após 12 horas, evolui com dinâmica uterina adequada e dilatação de 4 cm, e a equipe inicia ocitocina em bomba de infusão. Duas horas depois, a paciente refere dor contínua e a dinâmica mostra seis contrações em dez minutos, com relaxamento incompleto, e a cardiotocografia apresenta desacelerações tardias repetidas. A pressão arterial é de 118x74 mmHg e a dilatação é de 5 cm. A conduta imediata correta é
A taquissistolia com repercussão fetal durante indução com ocitocina exige suspensão do uterotônico, reposicionamento, hidratação, oxigenoterapia e, se necessário, tocolítico de resgate, com reavaliação do traçado antes da decisão cirúrgica. Aumentar a ocitocina agrava a hiperestimulação. Nova dose de misoprostol acrescenta uterotônico a um útero já hiperestimulado. Indicar cesariana sem tentar reverter causa corrigível leva a cirurgias evitáveis, embora a persistência do padrão indique a resolução.
Gestante de 24 anos, com 40 semanas, é admitida em trabalho de parto ativo e a equipe realiza monitorização intermitente dos batimentos cardiofetais, conforme protocolo para gestação de risco habitual. Ela está estável, com boa dinâmica, dilatação de 6 cm, bolsa íntegra e líquido claro. A ausculta intermitente mostra frequência cardíaca fetal entre 130 e 150 bpm, com acelerações e sem desacelerações. Ela deseja permanecer deambulando e usando a bola suíça. A conduta correta quanto à monitorização é
A ausculta intermitente é adequada em gestações de risco habitual, com resultados perinatais equivalentes aos da cardiotocografia contínua e menor taxa de cesariana e de parto instrumentado, além de permitir maior liberdade de movimentação. A monitorização contínua universal aumenta intervenções sem melhorar desfechos. Suspender a monitorização durante a deambulação retira a vigilância necessária. Vincular a indicação de monitorização contínua apenas ao pedido de analgesia não corresponde aos critérios clínicos.
Gestante de 33 anos, com 40 semanas e 2 dias, é admitida em trabalho de parto e a cardiotocografia contínua, indicada por diabetes gestacional em uso de insulina, mostra linha de base de 140 bpm, variabilidade mínima, ausência de acelerações e desacelerações tardias recorrentes, apesar das medidas de reanimação intrauterina já instituídas. A dilatação é de 5 cm e a apresentação está alta. A paciente está estável e não há sangramento. A conduta correta é
Traçado com variabilidade mínima, ausência de acelerações e desacelerações tardias recorrentes, persistente após medidas de reanimação intrauterina, caracteriza padrão categoria III, com forte associação a acidose fetal, indicando resolução imediata, que na dilatação de 5 cm com apresentação alta significa cesariana. Manter conduta expectante prolonga a exposição à hipóxia. Aumentar a ocitocina agrava o quadro. Aguardar dilatação completa para instrumentar é incompatível com o tempo disponível.
Gestante de 28 anos, com 38 semanas, encontra-se em trabalho de parto ativo, com dilatação de 8 cm e bolsa rota há duas horas, sob monitorização cardiotocográfica contínua. O traçado passa a mostrar padrão em ondas suaves e regulares, semelhante a uma senoide, com variabilidade ausente, mantido por mais de 20 minutos, sem acelerações. Ela está estável, com pressão arterial de 118x74 mmHg e sem sangramento vaginal visível. Não há hipertonia uterina nem dor abdominal desproporcional. A conduta correta é
O padrão sinusoidal na cardiotocografia é sinal de gravidade associado a anemia fetal grave e hipóxia, exigindo resolução imediata da gestação com preparo para reanimação neonatal e avaliação de anemia no recém-nascido. Confundi-lo com o padrão do sono fetal, que mantém variabilidade e apresenta acelerações, é erro grave. Aumentar a ocitocina agrava a hipóxia. Aguardar a dilatação completa retarda a resolução em situação de risco iminente.
Gestante de 28 anos está em trabalho de parto induzido com ocitocina em bomba de infusão, na 40ª semana. A monitorização mostra seis contrações em dez minutos, com tônus uterino aumentado entre as contrações e desacelerações tardias repetidas na cardiotocografia. A gestante está com pressão arterial de 118x72 mmHg, e a dilatação é de 6 cm com bolsa rota e líquido claro. O feto está em apresentação cefálica, com boa variabilidade prévia ao início do quadro. Qual é a conduta imediata?
A taquissistolia induzida por ocitocina com repercussão na vitalidade fetal exige reanimação intrauterina: suspender ou reduzir a infusão, lateralizar a gestante, ofertar oxigênio e hidratar, com tocólise de resgate se as alterações persistirem. Aumentar a ocitocina agrava a hiperestimulação e a hipóxia fetal. Manter a infusão e reavaliar depois de uma hora ignora um padrão já preocupante. O fórceps exige dilatação completa e apresentação insinuada, condições inexistentes com 6 cm de dilatação.
Mulher, 28 anos, G2P1, 40 semanas, em trabalho de parto com dilatação de 6 cm, recebendo ocitocina a 12 mUI/min. PA 104/62 mmHg, FC 96 bpm, T 36,8 °C. A cardiotocografia mostra linha de base de 140 bpm, variabilidade moderada, ausência de acelerações e desacelerações tardias repetitivas em mais de 50% das contrações. A dinâmica registra 6 contrações em 10 minutos, com tônus de repouso elevado. Bolsa íntegra. Qual a conduta inicial mais adequada?
Suspender a ocitocina, lateralizar, hidratar, corrigir hipotensão e ofertar oxigênio é a ressuscitação intrauterina indicada: o traçado é categoria II, com desacelerações tardias recorrentes na vigência de taquissistolia — 6 contrações em 10 minutos com tônus elevado —, situação em que a retirada do agente causal costuma reverter o padrão. Manter a ocitocina perpetua a redução do intervalo de reperfusão placentária, mesmo que a variabilidade preservada indique ausência de acidemia estabelecida. A amniotomia acrescenta risco de compressão funicular e não trata a taquissistolia. Classificar como categoria III é incorreto, pois essa categoria exige variabilidade ausente com desacelerações recorrentes ou bradicardia, ou padrão sinusoidal. O fórceps de alívio é inaplicável com 6 cm de dilatação, pois exige dilatação completa e apresentação insinuada.
Mulher, 28 anos, G2P1, com 41 semanas, em trabalho de parto com 7 cm de dilatação, apresenta rotura espontânea de membranas com saída de líquido esverdeado espesso. PA 116/72 mmHg, FC 88 bpm, T 36,7 °C. Cardiotocografia mantém linha de base de 138 bpm, variabilidade moderada, sem desacelerações. Dinâmica de 3 contrações em 10 minutos. Não há sangramento, e o feto tem peso estimado de 3.400 g. Qual a conduta correta?
Manter o trabalho de parto com monitorização fetal contínua e garantir equipe preparada para a assistência neonatal é a conduta correta, pois o líquido meconial isolado, com traçado cardiotocográfico tranquilizador, não indica cesariana, embora aumente o risco de sofrimento fetal e exija vigilância mais rigorosa. A cesariana imediata não se justifica na ausência de alteração da vitalidade. A amnioinfusão de rotina não reduz a síndrome de aspiração meconial e não é recomendada com essa finalidade. O mecônio não é sinal de infecção e não indica antibiótico profilático. A aspiração traqueal de rotina foi abandonada, sendo indicada apenas no recém-nascido não vigoroso, conforme as diretrizes atuais de reanimação neonatal.
Mulher, 29 anos, G2P1, com 39 semanas, em trabalho de parto com 8 cm de dilatação, apresenta cardiotocografia com variabilidade mínima, desacelerações tardias recorrentes e ausência de acelerações, sem resposta às medidas de ressuscitação intrauterina realizadas há 20 minutos. PA 116/74 mmHg, FC 96 bpm, T 36,8 °C. Apresentação cefálica no plano menos 1 de DeLee, bolsa rota com líquido meconial espesso. Qual a conduta correta?
A cesariana de emergência é a conduta correta: variabilidade mínima com desacelerações tardias recorrentes sem acelerações configura traçado de alto risco de acidemia fetal, e a ausência de resposta às medidas de ressuscitação intrauterina em paciente com 8 cm e apresentação alta indica interrupção imediata da gestação. Aguardar a dilatação completa para parto instrumentado impõe demora incompatível com o comprometimento fetal, e a apresentação no plano menos 1 não preenche as condições para fórceps ou vácuo. Aumentar a ocitocina agrava a hipóxia ao reduzir a perfusão placentária. A amnioinfusão atua em desacelerações variáveis por compressão funicular, não em desacelerações tardias por insuficiência uteroplacentária. O Doppler não tem papel na decisão intraparto diante de traçado alterado e apenas retardaria a conduta.
Mulher, 30 anos, G3P2, com 33 semanas, procura atendimento por redução de movimentos fetais há 1 dia. A cardiotocografia mostra linha de base de 140 bpm com oscilações regulares em forma de onda senoidal, amplitude de 10 bpm, frequência de 3 ciclos por minuto, ausência de variabilidade a curto prazo e ausência de acelerações, mantidas por mais de 20 minutos. PA materna 118/74 mmHg, sem sangramento ou contrações. Qual a interpretação e a conduta?
O traçado descrito é o padrão sinusoidal verdadeiro, com ondulação regular, amplitude em torno de 5 a 15 bpm, frequência de 2 a 5 ciclos por minuto, ausência de variabilidade a curto prazo e de acelerações, achado altamente sugestivo de anemia fetal grave ou hipóxia importante, que exige investigação urgente com Doppler de artéria cerebral média e resolução da gestação ou transfusão intrauterina conforme a causa e a idade gestacional. O padrão pseudossinusoidal é transitório, tem contorno menos regular e preserva alguma variabilidade, o que não corresponde a mais de 20 minutos de traçado como o descrito. Variabilidade acentuada apresenta oscilações irregulares acima de 25 bpm, não ondulação regular. O sono fetal cursa com variabilidade reduzida, mas sem esse padrão ondulatório característico. Taquicardia exigiria linha de base acima de 160 bpm, o que não ocorre.
Mulher, 29 anos, G2P1, com 39 semanas, em trabalho de parto com 7 cm de dilatação e bolsa rota, apresenta desacelerações variáveis repetitivas, moderadas, com recuperação rápida e variabilidade preservada. Índice de líquido amniótico prévio de 3 cm. PA 116/72 mmHg, FC 92 bpm, T 36,7 °C, sem sinais de infecção. A ocitocina já foi suspensa e a paciente foi lateralizada e hidratada, sem melhora completa do padrão. Qual a conduta mais adequada?
A amnioinfusão transcervical é a conduta mais adequada, pois as desacelerações variáveis decorrem de compressão funicular favorecida pelo oligoâmnio, e a reposição de volume com solução salina na cavidade amniótica reduz a frequência e a profundidade dessas desacelerações e a necessidade de cesariana por esse motivo. Indicar cesariana imediata é precipitado diante de variabilidade preservada e recuperação rápida das desacelerações. Aumentar a ocitocina agrava a compressão ao intensificar as contrações. O sulfato de magnésio para neuroproteção destina-se à prematuridade abaixo de 32 semanas, não a essa situação a termo. O fórceps exige dilatação completa e apresentação insinuada, condições não preenchidas com 7 cm.
Maternidade discute o protocolo de vigilância fetal intraparto para gestantes de risco habitual, feto único cefálico a termo, em trabalho de parto espontâneo, sem uso de ocitocina, sem mecônio e sem comorbidades. A equipe avalia se deve adotar cardiotocografia contínua para todas as parturientes ou reservar esse recurso a situações específicas, considerando os desfechos maternos e perinatais associados a cada estratégia. Qual afirmação está correta?
A afirmação correta é que a ausculta intermitente, realizada com técnica e periodicidade adequadas, é apropriada para gestantes de risco habitual, enquanto a cardiotocografia contínua aplicada universalmente aumenta cesarianas e partos vaginais operatórios sem reduzir a mortalidade perinatal, embora reduza convulsões neonatais. Afirmar redução consistente da mortalidade perinatal contraria os ensaios disponíveis. Proscrever a ausculta intermitente por haver equipamento disponível inverte a recomendação, que reserva a monitorização contínua a indicações específicas. A cardiotocografia universal aumenta, e não reduz, a taxa de cesariana. Tanto o sonar Doppler quanto o estetoscópio de Pinard são aceitáveis para a ausculta intermitente, desde que a técnica e os intervalos sejam respeitados.
Durante sessão de discussão de traçados, a equipe analisa três padrões de desaceleração. No primeiro, a queda da frequência cardíaca coincide com o pico da contração, com formato em espelho. No segundo, o nadir ocorre após o pico da contração, com retorno lento à linha de base. No terceiro, a queda é abrupta, com formato variável e sem relação fixa com o início da contração. Qual a correlação fisiopatológica correta?
A correlação correta é que a desaceleração precoce, coincidente com a contração e em espelho, decorre de compressão cefálica com resposta vagal e é benigna; a desaceleração tardia, com nadir após o pico e retorno lento, reflete insuficiência uteroplacentária; e a desaceleração variável, de queda abrupta e forma inconstante, resulta de compressão do cordão umbilical. Afirmar que todos indicam hipóxia grave com necessidade de cesariana imediata é incorreto, pois as precoces são fisiológicas. Inverter precoce e tardia troca justamente os mecanismos. A desaceleração variável não implica acidemia por si só, sendo a variabilidade e a recuperação os elementos que determinam a gravidade. Negar correlação fisiopatológica ignora a base do raciocínio da cardiotocografia.
Acerca da interpretação da cardiotocografia intraparto e do significado clínico da variabilidade da linha de base da frequência cardíaca fetal, considerando as definições padronizadas de variabilidade ausente, mínima, moderada e acentuada, os fatores que podem reduzi-la em fetos sem acidemia, como o ciclo de sono fetal, a prematuridade e o uso materno de opioides ou sulfato de magnésio, assinale a alternativa correta.
A variabilidade moderada, definida entre 6 e 25 bpm, é o parâmetro mais tranquilizador da cardiotocografia e indica integridade do sistema nervoso autônomo fetal, sugerindo ausência de acidemia significativa no momento do registro. Variabilidade ausente nunca é fisiológica e integra os critérios de traçado categoria III quando associada a desacelerações ou bradicardia. Variabilidade acentuada não define acidemia, podendo refletir hipóxia aguda em evolução ou estímulos diversos. A variabilidade é claramente influenciada por sono fetal, prematuridade, opioides, sulfato de magnésio e anestésicos. Variabilidade mínima não indica sempre hipóxia, pois o ciclo de sono fetal e fármacos são causas frequentes, e a conduta depende do contexto e da evolução, não da cesariana automática.
Acerca da interpretação da cardiotocografia intraparto e do significado clínico da variabilidade da linha de base da frequência cardíaca fetal, considerando as definições padronizadas de variabilidade ausente, mínima, moderada e acentuada, os fatores que podem reduzi-la em fetos sem acidemia, como o ciclo de sono fetal, a prematuridade e o uso materno de opioides ou sulfato de magnésio, assinale a alternativa correta. Qual a orientação correta?
A variabilidade moderada, definida entre 6 e 25 bpm, é o parâmetro mais tranquilizador da cardiotocografia e indica integridade do sistema nervoso autônomo fetal, sugerindo ausência de acidemia significativa no momento do registro. Variabilidade ausente nunca é fisiológica e integra os critérios de traçado categoria III quando associada a desacelerações ou bradicardia. Variabilidade acentuada não define acidemia, podendo refletir hipóxia aguda em evolução ou estímulos diversos. A variabilidade é claramente influenciada por sono fetal, prematuridade, opioides, sulfato de magnésio e anestésicos. Variabilidade mínima não indica sempre hipóxia, pois o ciclo de sono fetal e fármacos são causas frequentes, e a conduta depende do contexto e da evolução, não da cesariana automática.
Equipe analisa quatro traçados intraparto. O primeiro tem linha de base 140 bpm, variabilidade moderada, acelerações presentes e sem desacelerações. O segundo tem variabilidade ausente com desacelerações tardias recorrentes. O terceiro tem linha de base 165 bpm com variabilidade mínima e desacelerações variáveis ocasionais. O quarto apresenta padrão sinusoidal sustentado por 25 minutos, sem acelerações. Qual classificação está correta?
A classificação correta identifica o primeiro traçado como categoria I, com linha de base normal, variabilidade moderada, acelerações presentes e ausência de desacelerações, o segundo e o quarto como categoria III, pois variabilidade ausente com desacelerações tardias recorrentes e padrão sinusoidal sustentado definem essa categoria, e o terceiro como categoria II, que engloba todos os traçados que não preenchem os critérios de I nem de III. Classificar todos como categoria II ignora os critérios específicos. Inverter as classificações do primeiro e do quarto contraria as definições. A categoria II não se restringe a bradicardia, sendo uma categoria ampla e indeterminada. O padrão sinusoidal nunca é categoria I, independentemente da linha de base.
Equipe de sala de parto revisa a interpretação da cardiotocografia intraparto, separando os padrões que indicam risco elevado de acidemia fetal daqueles que são fisiológicos ou de baixo risco, com o objetivo de padronizar as respostas clínicas, reduzir cesarianas por interpretação equivocada e garantir intervenção rápida nos traçados realmente preocupantes. Assinale o achado que NÃO caracteriza risco elevado de acidemia fetal.
As desacelerações precoces, coincidentes com a contração e com formato em espelho, não caracterizam risco elevado de acidemia, pois decorrem de compressão cefálica com resposta vagal e são consideradas benignas. A variabilidade ausente associada a desacelerações tardias define traçado de categoria III, com alto risco de acidemia. A bradicardia sustentada abaixo de 100 bpm indica comprometimento agudo e exige intervenção. O padrão sinusoidal mantido sugere anemia fetal grave ou hipóxia importante. As desacelerações variáveis profundas e prolongadas refletem compressão funicular significativa e podem evoluir para acidemia.
Parturiente de 29 anos, com 40 semanas, encontra-se em fase ativa com 7 cm de dilatação e bolsa rota. A cardiotocografia mostra traçado categoria II, com variabilidade mínima e ausência de acelerações por 40 minutos, sem desacelerações tardias. As medidas de ressuscitação intrauterina já foram realizadas, sem mudança no traçado. A paciente está estável, afebril, e o serviço não dispõe de microanálise de sangue fetal no momento. Qual a conduta correta?
A estimulação do couro cabeludo fetal é teste simples que, ao produzir aceleração da frequência cardíaca, sugere ausência de acidemia significativa, sendo útil em traçados categoria II quando a microanálise não está disponível. Indicar cesariana imediata para todo traçado categoria II aumentaria intervenções sem necessidade, pois essa categoria é indeterminada. Aguardar duas horas sem nova avaliação diante de variabilidade mínima persistente é conduta arriscada. Aumentar a ocitocina agrava o estresse fetal e pode causar taquissistolia. Suspender a monitorização eletrônica em traçado alterado retira a vigilância justamente quando ela é mais necessária.
Parturiente de 25 anos, com 39 semanas, em trabalho de parto com 8 cm de dilatação sob infusão de ocitocina, apresenta queda da frequência cardíaca fetal para 70 bpm, mantida há 4 minutos. O tônus uterino está aumentado, com seis contrações em 10 minutos. Ao toque, não há prolapso de cordão e a apresentação está no plano zero. PA 112x68 mmHg, sem sangramento vaginal e sem dor abdominal contínua entre as contrações. Qual a conduta imediata correta?
A desaceleração prolongada com taquissistolia sob ocitocina exige suspensão imediata do uterotônico, decúbito lateral, oxigênio, expansão volêmica e consideração de tocólise de resgate, medidas que frequentemente revertem o quadro e evitam cesariana desnecessária. Aumentar a ocitocina agrava a taquissistolia e a hipóxia. Indicar cesariana antes de qualquer medida de ressuscitação, sem exceções, desconsidera a reversibilidade frequente da situação, embora a cirurgia permaneça indicada se não houver recuperação. Realizar amniotomia é impossível com bolsa já rota. Aplicar fórceps com dilatação incompleta viola condição essencial de aplicabilidade do instrumento.
Comissão de protocolos de um centro obstétrico revisa o pacote de medidas de ressuscitação intrauterina utilizado diante de traçados cardiotocográficos alterados, incluindo mudança de decúbito, suspensão de uterotônicos, expansão volêmica, correção de hipotensão e oferta de oxigênio materno. A revisão busca alinhar as condutas às evidências mais recentes e retirar do protocolo qualquer medida cuja eficácia não esteja demonstrada em traçados de categoria intermediária. Assinale a afirmativa INCORRETA sobre essas medidas.
Afirmar benefício comprovado da oxigenoterapia materna de rotina em traçados categoria II é incorreto, pois estudos recentes não demonstraram melhora de desfechos neonatais com essa prática isolada, e ela vem sendo desestimulada como medida automática. A mudança para decúbito lateral realmente melhora o retorno venoso e a perfusão uteroplacentária. A suspensão do uterotônico é essencial diante de taquissistolia com repercussão fetal. A correção da hipotensão após bloqueio restaura a perfusão do espaço interviloso. A expansão volêmica com cristaloide é útil quando há hipovolemia ou desidratação materna documentadas.
Após rotura das membranas durante o trabalho de parto, ocorre bradicardia fetal persistente. Ao exame vaginal, palpa-se alça pulsátil de cordão abaixo da apresentação, que permanece alta. O parto vaginal não é iminente. Qual intervenção dirigida à causa é a mais adequada entre as opções?
Com parto vaginal não iminente, geralmente é necessária cesariana de emergência, mantendo manobras de alívio. Referência: https://www.rcog.org.uk/guidance/browse-all-guidance/green-top-guidelines/umbilical-cord-prolapse-green-top-guideline-no-50/
Após rotura das membranas durante o trabalho de parto, ocorre bradicardia fetal persistente. Ao exame vaginal, palpa-se alça pulsátil de cordão abaixo da apresentação, que permanece alta. O parto vaginal não é iminente. Qual achado complementar favorece especificamente essa hipótese?
O achado confirma prolapso manifesto e exige alívio imediato da compressão. Referência: https://www.rcog.org.uk/guidance/browse-all-guidance/green-top-guidelines/umbilical-cord-prolapse-green-top-guideline-no-50/
Após rotura das membranas durante o trabalho de parto, ocorre bradicardia fetal persistente. Ao exame vaginal, palpa-se alça pulsátil de cordão abaixo da apresentação, que permanece alta. O parto vaginal não é iminente. Qual mecanismo explica melhor o quadro?
A interrupção do fluxo umbilical pode causar hipóxia fetal rapidamente. Referência: https://www.rcog.org.uk/guidance/browse-all-guidance/green-top-guidelines/umbilical-cord-prolapse-green-top-guideline-no-50/
Após rotura das membranas durante o trabalho de parto, ocorre bradicardia fetal persistente. Ao exame vaginal, palpa-se alça pulsátil de cordão abaixo da apresentação, que permanece alta. O parto vaginal não é iminente. Qual é o diagnóstico mais provável?
Cordão abaixo da apresentação com bradicardia indica emergência por compressão funicular. Referência: https://www.rcog.org.uk/guidance/browse-all-guidance/green-top-guidelines/umbilical-cord-prolapse-green-top-guideline-no-50/
A frequência fetal cai abruptamente em menos de 30 segundos, com duração e relação com as contrações variando entre episódios. Qual padrão corresponde à descrição?
O início abrupto e a variabilidade temporal definem padrão variável. Queda abrupta, com formato e relação temporal variáveis em relação às contrações, caracteriza desaceleração variável. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Traçado mostra queda gradual que começa com a contração, atinge o menor valor junto ao pico e retorna ao final dela, repetindo forma espelhada. Qual padrão corresponde à descrição?
A sincronia com a contração define padrão precoce. Queda gradual e simétrica que acompanha a contração, com nadir próximo ao pico, é descrita como precoce. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Em várias contrações, a frequência fetal cai gradualmente, alcança nadir depois do pico e recupera apenas após terminar a contração. Qual padrão corresponde à descrição?
O atraso temporal caracteriza desaceleração tardia. Queda gradual cujo nadir ocorre após o pico da contração e cuja recuperação ocorre após seu fim é descrita como tardia. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Ocorre queda única da frequência fetal durante quatro minutos, com recuperação subsequente à linha de base anterior. Qual padrão corresponde à descrição?
A duração de vários minutos caracteriza desaceleração prolongada. Queda sustentada por vários minutos, sem preencher duração de mudança de linha de base, caracteriza desaceleração prolongada. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Por mais de 40 minutos, há oscilação lisa e regular em ondas, sem variabilidade normal sobreposta, sem explicação por fármaco e com avaliação compatível. Qual padrão corresponde à descrição?
A persistência e a morfologia sustentam padrão sinusoidal verdadeiro. Oscilação regular, lisa e persistente da frequência fetal, com ausência de variabilidade normal sobreposta, pode caracterizar padrão sinusoidal verdadeiro. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Desacelerações graduais e simétricas acompanham o desenho das contrações, com nadir coincidente com o máximo de atividade uterina. Qual padrão corresponde à descrição?
A relação temporal é típica de desaceleração precoce. Queda gradual e simétrica que acompanha a contração, com nadir próximo ao pico, é descrita como precoce. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Quedas graduais se iniciam após o começo das contrações, têm nadir atrasado e recuperação depois do relaxamento uterino. Qual padrão corresponde à descrição?
A defasagem caracteriza padrão tardio. Queda gradual cujo nadir ocorre após o pico da contração e cuja recuperação ocorre após seu fim é descrita como tardia. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Traçado apresenta quedas rápidas em V, com começo abrupto e posições diferentes em relação às contrações. Qual padrão corresponde à descrição?
O padrão descrito é variável. Queda abrupta, com formato e relação temporal variáveis em relação às contrações, caracteriza desaceleração variável. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Após evento agudo, frequência fetal permanece abaixo da linha de base por cinco minutos e então retorna ao valor anterior. Qual padrão corresponde à descrição?
O episódio é uma desaceleração prolongada. Queda sustentada por vários minutos, sem preencher duração de mudança de linha de base, caracteriza desaceleração prolongada. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Frequência fetal apresenta ondas suaves de amplitude regular e três a cinco ciclos por minuto, persistindo por 40 minutos, sem variabilidade habitual. Qual padrão corresponde à descrição?
A morfologia sustentada é compatível com padrão sinusoidal verdadeiro. Oscilação regular, lisa e persistente da frequência fetal, com ausência de variabilidade normal sobreposta, pode caracterizar padrão sinusoidal verdadeiro. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Durante cada contração, a queda da frequência é gradual, com menor valor simultâneo ao pico e recuperação acompanhando o término da contração. Qual padrão corresponde à descrição?
O espelhamento temporal indica desaceleração precoce. Queda gradual e simétrica que acompanha a contração, com nadir próximo ao pico, é descrita como precoce. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
O nadir das quedas graduais ocorre repetidamente depois do pico contrátil, e a recuperação se prolonga além da contração. Qual padrão corresponde à descrição?
O atraso consistente indica desacelerações tardias. Queda gradual cujo nadir ocorre após o pico da contração e cuja recuperação ocorre após seu fim é descrita como tardia. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
A frequência fetal apresenta quedas abruptas de forma e profundidade variáveis, com transição rápida até o nadir. Qual padrão corresponde à descrição?
A rapidez e a variabilidade de forma caracterizam padrão variável. Queda abrupta, com formato e relação temporal variáveis em relação às contrações, caracteriza desaceleração variável. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Há redução sustentada por quatro minutos e meio, seguida de retorno ao traçado basal anterior, sem manutenção por dez minutos. Qual padrão corresponde à descrição?
A queda prolongada ainda não constitui mudança persistente da linha de base. Queda sustentada por vários minutos, sem preencher duração de mudança de linha de base, caracteriza desaceleração prolongada. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Traçado persistentemente ondulatório, liso e regular, sem variabilidade normal ou acelerações, é confirmado como padrão verdadeiro após excluir causas transitórias. Qual padrão corresponde à descrição?
Os critérios descritos sustentam padrão sinusoidal. Oscilação regular, lisa e persistente da frequência fetal, com ausência de variabilidade normal sobreposta, pode caracterizar padrão sinusoidal verdadeiro. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Queda gradual da frequência fetal inicia e termina aproximadamente junto à contração, com nadir no pico contrátil. Qual padrão corresponde à descrição?
A sincronia é compatível com padrão precoce. Queda gradual e simétrica que acompanha a contração, com nadir próximo ao pico, é descrita como precoce. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Desaceleração gradual tem recuperação tardia em relação ao fim da contração e nadir posterior ao pico uterino. Qual padrão corresponde à descrição?
O padrão é de desaceleração tardia. Queda gradual cujo nadir ocorre após o pico da contração e cuja recuperação ocorre após seu fim é descrita como tardia. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Episódios de queda rápida da frequência fetal têm início abrupto e relação temporal inconstante com as contrações. Qual padrão corresponde à descrição?
Essas características definem desaceleração variável. Queda abrupta, com formato e relação temporal variáveis em relação às contrações, caracteriza desaceleração variável. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Frequência fetal apresenta queda durante seis minutos, com posterior recuperação à linha de base previamente registrada. Qual padrão corresponde à descrição?
O tempo descrito corresponde a desaceleração prolongada. Queda sustentada por vários minutos, sem preencher duração de mudança de linha de base, caracteriza desaceleração prolongada. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
Durante período prolongado superior a 30 minutos, a frequência fetal oscila de modo regular e liso, sem variabilidade normal sobreposta, em padrão confirmado pela equipe. Qual padrão corresponde à descrição?
A descrição é compatível com padrão sinusoidal verdadeiro. Oscilação regular, lisa e persistente da frequência fetal, com ausência de variabilidade normal sobreposta, pode caracterizar padrão sinusoidal verdadeiro. Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26433401/
As quedas rápidas com nadir em V no traçado correspondem mais provavelmente a qual padrão?

O início e a recuperação são abruptos.
Após amniotomia surgem quedas como as da figura. Qual causa aguda deve ser prontamente excluída se houver bradicardia persistente associada?

A relação com rotura de membranas e deterioração exige avaliação imediata.
Qual mecanismo é classicamente associado às quedas abruptas mostradas?

É mecanismo frequente de desacelerações variáveis.
Qual informação adicional é necessária antes de atribuir acidemia comprovada ao traçado apresentado?

CTG estima risco e não mede diretamente pH fetal.
O traçado é obtido após analgesia, e a gestante apresenta hipotensão. Qual intervenção aborda uma causa reversível plausível?

A melhora da perfusão pode corrigir a repercussão fetal.
Qual mecanismo deve ser considerado diante das desacelerações repetidas desenhadas?

A resposta tardia pode refletir comprometimento das trocas uteroplacentárias.
Qual relação temporal visível fundamenta a classificação desse traçado?

Esse atraso é característico de desaceleração tardia.
Observe a posição dos nadirs fetais em relação aos picos uterinos. Qual tipo de desaceleração predomina?

Os nadirs ocorrem depois dos picos das contrações, com recuperação posterior.
Uma gestante sem novas intercorrências apresenta o traçado mostrado. Qual decisão é sustentada apenas por esse registro?

O registro não mostra razão isolada para interrupção urgente.
Comparando os dois canais, qual descrição resume corretamente este recorte?

Os canais mostram atividade uterina intensa em frequência, sem desacelerações no período.
Qual conclusão sobre a força das contrações não pode ser obtida a partir do eixo inferior?

O sinal é externo e expresso em unidades relativas.
A gestante está em infusão de ocitocina e apresenta a atividade uterina da figura. Qual ajuste deve ser considerado imediatamente?

A frequência excessiva exige corrigir estímulo uterino e vigiar o feto.
Entre 2 e 12 minutos do canal uterino, o registro mostra sete picos. Se essa frequência persiste por 30 minutos, qual classificação é adequada?

Mais de cinco contrações em dez minutos, em média por 30 minutos, caracteriza excesso de frequência.
A queda próxima de 5,5 minutos parte de cerca de 140 e alcança aproximadamente 100 bpm. Qual a profundidade aproximada?

A profundidade é a diferença entre basal e nadir:140−100≈40 bpm.
Que aspecto do intervalo entre as quedas ainda pode ser reconhecido no canal fetal?

A curva retorna a aproximadamente 140 com oscilações.
Por que a frequência de contrações mostrada pode comprometer o feto mesmo sem desacelerações neste recorte?

Contrações muito frequentes limitam tempo de reperfusão.
Desconsiderando as elevações transitórias, qual linha de base da frequência cardíaca fetal melhor descreve o traçado?

A curva oscila em torno de 140 bpm entre os eventos transitórios.
No registro apresentado, como classificar as elevações transitórias próximas de 5 e 12 minutos?

Há aumentos transitórios da frequência acima da linha de base.
Qual achado global do traçado é tranquilizador quanto ao estado fetal naquele momento?

O conjunto é compatível com padrão tranquilizador.
A faixa inferior desse registro externo permite avaliar mais diretamente qual característica das contrações?

É possível contar os picos e seus intervalos.
Qual relação sustenta a descrição de desacelerações tardias no traçado simulado?

O atraso temporal em relação às contrações caracteriza o padrão tardio no modelo.
Por que esse recorte de dez minutos não deve, isoladamente, definir toda a via de parto?

Interpretação e decisão obstétrica exigem contexto e tendência; a escala uterina aqui é apenas didática.
A linha de base aproximada entre as desacelerações está em torno de qual valor?

Nos intervalos, a frequência oscila próximo de 140 bpm.
Se há taquissistolia durante ocitocina e desacelerações recorrentes, qual medida aborda um fator reversível?

Atividade excessiva pode comprometer recuperação fetal; correção de fatores reversíveis integra manejo e escalonamento conforme resposta.
Qual curva representa atividade uterina?

O painel inferior está identificado como atividade uterina em unidades arbitrárias.
Leia o registro CTG-1025. Qual descrição corresponde à alteração da frequência fetal entre aproximadamente 0,4 e 1,1 minutos? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A primeira queda leva a frequência de cerca de 130 bpm a aproximadamente 80 bpm, seguida de recuperação para o patamar anterior. A duração limitada e a recuperação diferenciam a desaceleração de uma mudança persistente da linha de base.
Leia o registro CTG-1023. Quantas contrações principais têm seus picos na curva uterina entre 10 e 20 minutos? Conte cada elevação ampla como uma contração; pequenas oscilações sobre uma mesma elevação não são contrações adicionais. CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Contagem visual de 3 contrações principais; picos aproximadamente em 13,0; 16,6; 19,3 minutos. A escala vertical é relativa e não mede pressão intrauterina em mmHg. A pergunta não classifica taquissistolia com base em apenas dez minutos.
Leia o registro CTG-2017. Considerando os últimos 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 140 bpm. Os segmentos entre as excursões estão próximos de 135–145 bpm. As perdas transitórias de sinal não são um patamar basal.
Leia o registro CTG-1021. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 135 bpm. Os segmentos entre as quedas ficam próximos de 130–140 bpm; não há linha de base sustentada nas faixas de 75 ou 105 bpm.
Leia o registro CTG-2014. Qual descrição corresponde à alteração da frequência fetal entre aproximadamente 6,5 e 7,2 minutos? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A frequência desce de cerca de 130–140 bpm até aproximadamente 75 bpm e recupera rapidamente ao patamar anterior. A duração limitada e a recuperação diferenciam a desaceleração de uma mudança persistente da linha de base.
Leia o registro CTG-2012. Quantas contrações principais têm seus picos na curva uterina entre 0 e 10 minutos? Conte cada elevação ampla como uma contração; pequenas oscilações sobre uma mesma elevação não são contrações adicionais. CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Contagem visual de 4 contrações principais; picos aproximadamente em 2,9; 4,4; 6,3; 8,8 minutos. A escala vertical é relativa e não mede pressão intrauterina em mmHg. A pergunta não classifica taquissistolia com base em apenas dez minutos.
Leia o registro CTG-2009. Na queda de frequência fetal próxima de 8,9 minutos, em qual faixa se encontra o nadir visível? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

O evento próximo de 8,9 minutos alcança aproximadamente 85 bpm e recupera em seguida; não corresponde à frequência basal elevada entre as quedas. A medida é aproximada e se refere ao evento delimitado, não à frequência basal de todo o exame.
Leia o registro CTG-2005. Observe especificamente o minuto 7–8 da curva de frequência fetal. Qual faixa melhor descreve a amplitude das oscilações nesse minuto? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

No minuto 7–8, a amplitude visível é aproximadamente 2–3 bpm, conferida no sinal original. A pergunta avalia esse segmento e não permite classificar todo o exame nem afirmar acidemia fetal.
Leia o registro CTG-2008. Compare as duas curvas no evento próximo de 10 a 11 minutos. Quando ocorre o ponto mais baixo da frequência fetal em relação ao pico principal da contração correspondente? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Pico uterino aproximadamente em 10,1 min e nadir fetal aproximadamente em 10,7 min, demonstrando atraso do nadir em relação ao pico. A questão descreve a relação temporal; classificar formalmente uma desaceleração exige também analisar a velocidade da descida e a duração.
Leia o registro CTG-2014. Quantas contrações principais têm seus picos na curva uterina entre 10 e 20 minutos? Conte cada elevação ampla como uma contração; pequenas oscilações sobre uma mesma elevação não são contrações adicionais. CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Contagem visual de 3 contrações principais; picos aproximadamente em 10,3; 14,6; 18,0 minutos. A escala vertical é relativa e não mede pressão intrauterina em mmHg. A pergunta não classifica taquissistolia com base em apenas dez minutos.
Leia o registro CTG-1037. Quantas contrações principais têm seus picos na curva uterina entre 0 e 10 minutos? Conte cada elevação ampla como uma contração; pequenas oscilações sobre uma mesma elevação não são contrações adicionais. CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Contagem visual de 4 contrações principais; picos aproximadamente em 2,2; 5,3; 7,3; 9,8 minutos. A escala vertical é relativa e não mede pressão intrauterina em mmHg. A pergunta não classifica taquissistolia com base em apenas dez minutos.
Leia o registro CTG-1020. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 155 bpm. O patamar entre as quedas fica próximo de 155–160 bpm; o evento profundo próximo de sete minutos não é a linha de base.
Leia o registro CTG-1022. Quantas contrações principais têm seus picos na curva uterina entre 0 e 10 minutos? Conte cada elevação ampla como uma contração; pequenas oscilações sobre uma mesma elevação não são contrações adicionais. CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Contagem visual de 5 contrações principais; picos aproximadamente em 0,4; 2,8; 4,9; 7,5; 9,6 minutos. A escala vertical é relativa e não mede pressão intrauterina em mmHg. A pergunta não classifica taquissistolia com base em apenas dez minutos.
Leia o registro CTG-2016. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 150 bpm. O patamar fica próximo de 145–155 bpm. Os saltos breves isolados não devem ser usados como linha de base.
Leia o registro CTG-2009. Considerando o trecho completo de 20 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 175 bpm. Os segmentos fora das quedas situam-se principalmente entre 170 e 180 bpm. As interrupções do sinal não devem entrar no cálculo.
Leia o registro CTG-2016. Quantas contrações principais têm seus picos na curva uterina entre 10 e 20 minutos? Conte cada elevação ampla como uma contração; pequenas oscilações sobre uma mesma elevação não são contrações adicionais. CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Contagem visual de 4 contrações principais; picos aproximadamente em 12,5; 14,7; 16,9; 19,2 minutos. A escala vertical é relativa e não mede pressão intrauterina em mmHg. A pergunta não classifica taquissistolia com base em apenas dez minutos.
Leia o registro CTG-2012. Observe especificamente o minuto 11–12 da curva de frequência fetal. Qual faixa melhor descreve a amplitude das oscilações nesse minuto? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

No minuto 11–12, a amplitude visível é aproximadamente 4 bpm, conferida no sinal original. A pergunta avalia esse segmento e não permite classificar todo o exame nem afirmar acidemia fetal.
Leia o registro CTG-1003. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 130 bpm. As quedas próximas de 1, 5 e 8 minutos não devem ser usadas como linha de base; entre elas, o patamar fica próximo de 125–135 bpm.
Leia o registro CTG-1024. Qual descrição corresponde à alteração da frequência fetal entre aproximadamente 10,5 e 11,5 minutos? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A frequência desce do patamar próximo de 140 bpm até cerca de 90 bpm e retorna antes do minuto 12. A duração limitada e a recuperação diferenciam a desaceleração de uma mudança persistente da linha de base.
Leia o registro CTG-1021. Quantas contrações principais têm seus picos na curva uterina entre 0 e 10 minutos? Conte cada elevação ampla como uma contração; pequenas oscilações sobre uma mesma elevação não são contrações adicionais. CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Contagem visual de 4 contrações principais; picos aproximadamente em 0,9; 3,7; 5,4; 7,9 minutos. A escala vertical é relativa e não mede pressão intrauterina em mmHg. A pergunta não classifica taquissistolia com base em apenas dez minutos.
Leia o registro CTG-1002. Quantas contrações principais têm seus picos na curva uterina entre 0 e 10 minutos? Conte cada elevação ampla como uma contração; pequenas oscilações sobre uma mesma elevação não são contrações adicionais. CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Contagem visual de 5 contrações principais; picos aproximadamente em 1,3; 3,2; 5,0; 6,8; 8,7 minutos. A escala vertical é relativa e não mede pressão intrauterina em mmHg. A pergunta não classifica taquissistolia com base em apenas dez minutos.
Leia o registro CTG-1010. Qual descrição corresponde à alteração da frequência fetal entre aproximadamente 3,3 e 4,5 minutos? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Há queda acentuada seguida de recuperação até o patamar próximo de 130–135 bpm, dentro de aproximadamente um minuto e meio. A duração limitada e a recuperação diferenciam a desaceleração de uma mudança persistente da linha de base.
Leia o registro CTG-1031. Observe o evento que ocupa a região central da segunda metade do registro. Segundo a terminologia NICHD, qual descrição corresponde à sua duração e à recuperação observadas? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A curva desce próximo de 13 min e recupera gradualmente até aproximadamente 18,2 min. A classificação pedida usa a duração do evento, sem atribuir mecanismo ou diagnóstico de acidemia.
Leia o registro CTG-1002. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 150 bpm. O patamar entre os eventos fica em torno de 150–155 bpm, com discreta redução ao longo do intervalo.
Leia o registro CTG-1001. Qual descrição corresponde à alteração da frequência fetal entre aproximadamente 2,3 e 3 minutos? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A queda leva a frequência de cerca de 150 bpm para perto de 120 bpm, com recuperação subsequente. A duração limitada e a recuperação diferenciam a desaceleração de uma mudança persistente da linha de base.
Leia o registro CTG-1021. Compare as duas curvas no evento próximo de 1 a 2 minutos. Quando ocorre o ponto mais baixo da frequência fetal em relação ao pico principal da contração correspondente? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Pico uterino aproximadamente em 0,9 min e nadir fetal aproximadamente em 1,5 min, demonstrando atraso do nadir em relação ao pico. A questão descreve a relação temporal; classificar formalmente uma desaceleração exige também analisar a velocidade da descida e a duração.
Leia o registro CTG-2010. Compare as duas curvas no evento próximo de 5 a 6 minutos. Quando ocorre o ponto mais baixo da frequência fetal em relação ao pico principal da contração correspondente? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Pico uterino aproximadamente em 5,2 min e nadir fetal aproximadamente em 5,7 min, demonstrando atraso do nadir em relação ao pico. A questão descreve a relação temporal; classificar formalmente uma desaceleração exige também analisar a velocidade da descida e a duração.
Leia o registro CTG-1001. Qual evento aparece na curva fetal perto de 15–15,5 minutos? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

No segmento 15–15,5 min há elevação transitória de mais de 15 bpm acima do patamar basal, mantida por mais de 15 segundos, em registro de gestação a termo. Não é taquicardia basal sustentada.
Leia o registro CTG-1023. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 150 bpm. Entre as excursões, o traçado fica predominantemente próximo de 145–155 bpm. A interrupção parcial perto de cinco minutos não define o valor basal.
Leia o registro CTG-1036. Considerando os últimos 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 165 bpm. Os segmentos entre as excursões permanecem próximos de 165–170 bpm, acima do limite de 160 bpm para uma linha de base usual.
Leia o registro CTG-2005. Quantas contrações principais têm seus picos na curva uterina entre 0 e 10 minutos? Conte cada elevação ampla como uma contração; pequenas oscilações sobre uma mesma elevação não são contrações adicionais. CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Contagem visual de 3 contrações principais; picos aproximadamente em 1,7; 4,8; 8,8 minutos. A escala vertical é relativa e não mede pressão intrauterina em mmHg. A pergunta não classifica taquissistolia com base em apenas dez minutos.
Leia o registro CTG-1017. Quantas contrações completas são reconhecíveis na curva uterina entre 10 e 20 minutos? Não inclua uma elevação ainda incompleta na borda final. CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Contagem visual de 5 contrações principais; picos aproximadamente em 10,8; 12,6; 14,3; 15,9; 17,9 minutos. A escala vertical é relativa e não mede pressão intrauterina em mmHg. A pergunta não classifica taquissistolia com base em apenas dez minutos.
Leia o registro CTG-1024. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 140 bpm. Há segmentos longos próximos de 140–145 bpm entre as quedas. A estimativa deve excluir os eventos profundos.
Leia o registro CTG-2002. Considerando os últimos 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 140 bpm. Há trechos prolongados próximos de 140–145 bpm, separados de quedas transitórias menores.
Leia o registro CTG-2002. Quantas contrações principais têm seus picos na curva uterina entre 10 e 20 minutos? Conte cada elevação ampla como uma contração; pequenas oscilações sobre uma mesma elevação não são contrações adicionais. CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Contagem visual de 3 contrações principais; picos aproximadamente em 10,1; 14,2; 19,1 minutos. A escala vertical é relativa e não mede pressão intrauterina em mmHg. A pergunta não classifica taquissistolia com base em apenas dez minutos.
Leia o registro CTG-1017. Considerando os últimos 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 180 bpm. A frequência permanece predominantemente em torno de 175–185 bpm entre as excursões, caracterizando linha de base elevada nesse segmento.
Leia o registro CTG-1035. Observe especificamente o minuto 7–8 da curva de frequência fetal. Qual faixa melhor descreve a amplitude das oscilações nesse minuto? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

No minuto 7–8, a amplitude visível é aproximadamente 20–22 bpm, conferida no sinal original. A pergunta avalia esse segmento e não permite classificar todo o exame nem afirmar acidemia fetal.
Leia o registro CTG-1003. Qual descrição corresponde à alteração da frequência fetal entre aproximadamente 4,8 e 5,8 minutos? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A frequência cai do patamar próximo de 130 bpm para cerca de 90 bpm e recupera progressivamente no minuto seguinte. A duração limitada e a recuperação diferenciam a desaceleração de uma mudança persistente da linha de base.
Leia o registro CTG-1035. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 145 bpm. Entre as excursões, a frequência oscila ao redor de 140–150 bpm; os picos isolados não constituem a linha de base.
Leia o registro CTG-2005. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 150 bpm. O patamar predominante está próximo de 150 bpm, com discreta variação lenta; não há patamar basal em 90 ou 120 bpm nesse intervalo.
Leia o registro CTG-1036. Observe especificamente o minuto 14–15 da curva de frequência fetal. Qual faixa melhor descreve a amplitude das oscilações nesse minuto? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

No minuto 14–15, a amplitude visível é aproximadamente 4 bpm, conferida no sinal original. A pergunta avalia esse segmento e não permite classificar todo o exame nem afirmar acidemia fetal.
Leia o registro CTG-2010. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 140 bpm. Entre as quedas, o patamar se mantém próximo de 140 bpm, apesar das excursões transitórias para frequências inferiores.
Leia o registro CTG-1001. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 145 bpm. Há excursões para cima e para baixo, mas os segmentos entre elas ficam predominantemente na região de 140–150 bpm.
Leia o registro CTG-1037. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 130 bpm. A frequência entre as quedas fica em torno de 130–135 bpm. Os nadirs não devem ser usados como média basal.
Leia o registro CTG-1010. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 135 bpm. Entre as quedas transitórias, há trechos em torno de 130–140 bpm. Os mínimos breves não representam uma bradicardia basal sustentada.
Leia o registro CTG-2008. Considerando o intervalo de 3 a 13 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 180 bpm. O patamar predominante entre as excursões está elevado, próximo de 175–185 bpm. A queda ao redor de 10,7 minutos é transitória e deve ser excluída da estimativa.
Leia o registro CTG-2002. Observe especificamente o minuto 16–17 da curva de frequência fetal. Qual faixa melhor descreve a amplitude das oscilações nesse minuto? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

No minuto 16–17, a amplitude visível é aproximadamente 4 bpm, conferida no sinal original. A pergunta avalia esse segmento e não permite classificar todo o exame nem afirmar acidemia fetal.
Leia o registro CTG-1020. Na queda de frequência fetal próxima de 7 minutos, em qual faixa se encontra o nadir visível? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A queda perto de sete minutos desce até aproximadamente 70–80 bpm, muito abaixo do patamar entre os eventos. A medida é aproximada e se refere ao evento delimitado, não à frequência basal de todo o exame.
Leia o registro CTG-1022. Considerando os primeiros 10 minutos, qual é a melhor estimativa da linha de base da frequência cardíaca fetal, excluindo acelerações, desacelerações e falhas de sinal? CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

A linha de base estimada visualmente no intervalo solicitado é aproximadamente 135 bpm. As quedas não alteram o fato de que os segmentos entre os eventos se situam predominantemente perto de 130–140 bpm.
Leia o registro CTG-1024. Quantas contrações principais têm seus picos na curva uterina entre 0 e 10 minutos? Conte cada elevação ampla como uma contração; pequenas oscilações sobre uma mesma elevação não são contrações adicionais. CTG real anonimizada; vinheta didática. Contém dados CTU-UHB / PhysioNet v1.0.0, disponíveis sob ODC-By 1.0: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/1.0.0/ • Licença: https://physionet.org/content/ctu-uhb-ctgdb/view-license/1.0.0/

Contagem visual de 5 contrações principais; picos aproximadamente em 0,7; 2,3; 4,1; 6,5; 8,0 minutos. A escala vertical é relativa e não mede pressão intrauterina em mmHg. A pergunta não classifica taquissistolia com base em apenas dez minutos.
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