Prova de Residência Médica UNESP Botucatu 2023 (R1) com gabarito (PDF)

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Questão 1Recém-nascido com 9 dias de vida apresenta dificuldade para respirar há 1 dia, com piora nas últimas horas, além de não estar mamando bem. Exame físico: regular estado geral, icterícia leve até cicatriz umbilical, hipoatividade, gemência, batimento de aleta nasal, tiragem intercostal e retração diafragmática, FR 80 ipm, FC 170 bpm, temperatura axilar 37,5 ºC. A conduta mais adequada éGabarito: A

Recém-nascido com 9 dias de vida apresenta dificuldade para respirar há 1 dia, com piora nas últimas horas, além de não estar mamando bem. Exame físico: regular estado geral, icterícia leve até cicatriz umbilical, hipoatividade, gemência, batimento de aleta nasal, tiragem intercostal e retração diafragmática, FR 80 ipm, FC 170 bpm, temperatura axilar 37,5 ºC. A conduta mais adequada é

  • A. jejum, iniciar terapia de hidratação venosa, monitorizar, avaliar necessidade de suplementação de oxigênio e solicitar internação hospitalar.
  • B. antitérmico, iniciar antibioticoterapia por via oral e orien- tar a família para observação domiciliar e reavaliação em 48 horas.
  • C. antitérmico, leite materno por sonda nasogástrica, iniciar tratamento com ceftriaxona intramuscular e realização de radiografia de tórax.
  • D. expansão com soro fisiológico 40 ml/kg em 20 minutos, dosagem de bilirrubinas e realização de radiografia de tórax.

Comentário OsceLabs

RN de 9 dias com gemencia, batimento de asa nasal, tiragem, FR 80, FC 170, hipoatividade e recusa alimentar: desconforto respiratorio grave com suspeita de sepse neonatal tardia/pneumonia. Conduta: jejum (risco de aspiracao), hidratacao venosa, monitorizacao, oxigenio conforme necessidade e internacao para investigacao e antibiotico. Observacao domiciliar (B) e inaceitavel; dieta por sonda com FR 80 e arriscada e ceftriaxona IM piora a icterica ao deslocar bilirrubina (C); expansao de 40 mL/kg (D) nao esta indicada sem choque. Resposta A.

Questão 2Recém-nascido em sala de parto, após a extração comple- ta do concepto da cavidade uterina apresentou hipotonia e choro fraco. AP IG 36 semanas, parto cesárea. Realizado os passos iniciais e avaliadas frequência cardíaca e respiração. Assinale a alternativa correta.Gabarito: A

Recém-nascido em sala de parto, após a extração comple- ta do concepto da cavidade uterina apresentou hipotonia e choro fraco. AP IG 36 semanas, parto cesárea. Realizado os passos iniciais e avaliadas frequência cardíaca e respiração. Assinale a alternativa correta.

  • A. Se FC menor ou igual 100 bpm e respiração irregular, iniciar ventilação com pressão positiva com concentração de oxigênio a 21%.
  • B. Se FC menor ou igual 60 bpm, iniciar imediatamente a massagem cardíaca, mantendo relação de 3 massagens para uma ventilação (3:1).
  • C. Se respiração irregular e FC maior ou igual 100 bpm, ini- ciar oxigênio inalatório e, a seguir, oferecer pressão de distensão contínua em vias aéreas (CPAP nasal).
  • D. Se houver presença de mecônio no líquido amniótico, realizar imediatamente a aspiração de vias aéreas e de traqueia sob visualização direta. 4 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Reanimacao neonatal: apos os passos iniciais, se a FC for <=100 bpm ou a respiracao estiver irregular/apneica, inicia-se ventilacao com pressao positiva com ar ambiente (21%) em RN >=34 semanas, dentro do minuto de ouro. Massagem cardiaca so entra se FC <60 apos 30 s de VPP adequada, com 3:1 e oxigenio elevado (B). CPAP e para RN que respira regularmente com FC >100 e desconforto (C). Aspiracao traqueal de rotina no meconio foi abandonada (D). Resposta A.

Questão 3RN com 39 semanas de idade gestacional, nasceu em boas condições e está em alojamento conjunto e aleitamento ex- clusivo. AP PN 2450 g, mãe IgG positiva, com índice de avi- dez baixo e IgM positiva para toxoplasmose na 20ª semana de gestação, tratada com Espiramicina por 1 mês, sem se- guimento de pré-natal após. Exame físico: BEG, icterícia leve na face, mucosas levemente descoradas. Fígado a 3,0 cm do RCD, baço a 2,0 cm do RCE, perímetro cefálico 40 cm, perí- metro torácico 35 cm e perímetro abdominal 38 cm. Exames complementares: toxoplasmose IgG reagente 1: 4.096, IgM não reagente, Hb 12 g/dL, Ht 36%, Leucograma normal, BI 4,0 mg/dL; BD1,5 mg/dL. Líquor normal, fundoscopia direta com sinais de coriorretinite, ultrassonografia de crânio com calcificações disseminadas. A conduta para o RN éGabarito: C

RN com 39 semanas de idade gestacional, nasceu em boas condições e está em alojamento conjunto e aleitamento ex- clusivo. AP PN 2450 g, mãe IgG positiva, com índice de avi- dez baixo e IgM positiva para toxoplasmose na 20ª semana de gestação, tratada com Espiramicina por 1 mês, sem se- guimento de pré-natal após. Exame físico: BEG, icterícia leve na face, mucosas levemente descoradas. Fígado a 3,0 cm do RCD, baço a 2,0 cm do RCE, perímetro cefálico 40 cm, perí- metro torácico 35 cm e perímetro abdominal 38 cm. Exames complementares: toxoplasmose IgG reagente 1: 4.096, IgM não reagente, Hb 12 g/dL, Ht 36%, Leucograma normal, BI 4,0 mg/dL; BD1,5 mg/dL. Líquor normal, fundoscopia direta com sinais de coriorretinite, ultrassonografia de crânio com calcificações disseminadas. A conduta para o RN é

  • A. expectante e, se IgG se mantiver elevada e IgM positiva após 3 meses de seguimento, iniciar o tratamento com espiramicina, sulfadiazina e pirimetamina por 12 meses, suplementação de ácido folínico e corticosteroide.
  • B. tratamento com espiramicina e suplementação de ácido folínico por 6 meses.
  • C. tratamento com sulfadiazina e pirimetamina por 12 meses, suplementação de ácido folínico e corticosteroide.
  • D. tratamento com sulfadiazina e pirimetamina por 6 a 12 meses e suplementação de ácido fólico.

Comentário OsceLabs

Toxoplasmose congenita CONFIRMADA: coriorretinite, calcificacoes cerebrais difusas, hepatoesplenomegalia e IgG 1:4.096 em mae com soroconversao mal tratada. O tratamento e sulfadiazina + pirimetamina por 12 meses, com acido FOLINICO (nunca folico, que antagoniza o efeito) e corticoide pela coriorretinite em atividade. Espiramicina trata a gestante, nao o RN infectado (B). Conduta expectante (A) e esperar 3 meses com doenca ativa perde o neurodesenvolvimento. Resposta C.

Questão 4Assinale a alternativa em que a condição clínica não está associada ao recém-nascido, filho de mãe diabética.Gabarito: D

Assinale a alternativa em que a condição clínica não está associada ao recém-nascido, filho de mãe diabética.

  • A. Hipoglicemia.
  • B. Macrossomia.
  • C. Restrição do crescimento intrauterino.
  • D. Hipermagnesemia.

Comentário OsceLabs

O filho de mae diabetica cursa com hipoglicemia (hiperinsulinismo fetal), macrossomia (ou RCIU quando ha vasculopatia materna), policitemia, hiperbilirrubinemia, desconforto respiratorio, cardiomiopatia hipertrofica e disturbios eletroliticos na forma de HIPOcalcemia e HIPOmagnesemia. Hipermagnesemia nao faz parte do quadro - ela aparece em RN de mae que recebeu sulfato de magnesio, contexto diferente. Resposta D.

Questão 5São fatores de risco para o desenvolvimento de hiperbilirrubi- nemia significante em RNs ≥ 35 semanas:Gabarito: B

São fatores de risco para o desenvolvimento de hiperbilirrubi- nemia significante em RNs ≥ 35 semanas:

  • A. valor bilirrubina total menor que percentil 75 antes da alta hospitalar.
  • B. irmão com icterícia neonatal tratado com fototerapia ou ser do sexo masculino.
  • C. mãe com hipotireoidismo.
  • D. perda de peso < 4% em relação ao peso de nascimento. Conhecimentos Específicos

Comentário OsceLabs

Fatores de risco para hiperbilirrubinemia significante em RN >=35 semanas: irmao com icterica tratada com fototerapia, sexo masculino, IG 35-36 semanas, bilirrubina em zona de alto risco (acima do P75) antes da alta, cefalo-hematoma, aleitamento exclusivo com perda ponderal excessiva e mae diabetica. As alternativas A e D descrevem justamente o oposto (BT abaixo do P75 e perda <4% sao situacoes de baixo risco), e hipotireoidismo materno nao integra a lista. Resposta B.

Questão 6Considerando a saúde bucal das crianças com síndrome de Down (SD), é correto afirmar :Gabarito: C

Considerando a saúde bucal das crianças com síndrome de Down (SD), é correto afirmar :

  • A. a amamentação é desaconselhada devido a não ser um bom exercício para o desenvolvimento de estruturas ós- seas e musculares da face pela hipotonia do lactente. A posição indicada durante uso de mamadeira, com bico ortodôntico com furo e fluxo adequados é a semisentada.
  • B. o desenvolvimento dentário e erupção dos dentes decí- duos e permanentes ocorrem em idades iguais ao das crianças sem a SD. A sequência da erupção pode estar alterada e o hipertireoidismo é um fator de aceleração na idade da dentição.
  • C. a primeira avaliação bucal deve ser realizada o mais pre- coce possível, preferencialmente antes dos três meses de idade, sendo avaliadas as estruturas anatômicas, o vedamento labial e a oclusão dos rebordos gengivais. A saúde bucal pode ser mantida com procedimentos pre- ventivos simples e cuidados em domicílio.
  • D. a higiene bucal deve ser estimulada desde o nascimen- to, utilizando-se gaze umedecida com água que também auxilia na dessensibilização da cavidade bucal. Após ir- romper o primeiro dente, o responsável deve iniciar a es- covação e o uso de creme dental sem flúor, em pequena quantidade com bochecho com água e cuspir após.

Comentário OsceLabs

Na sindrome de Down a avaliacao bucal deve ser a mais precoce possivel, checando estruturas anatomicas, vedamento labial e rebordos - a prevencao domiciliar e simples e eficaz. A amamentacao e RECOMENDADA justamente por exercitar a musculatura orofacial hipotonica (A). A erupcao dentaria e ATRASADA na SD, e a disfuncao tireoidiana tipica e o HIPOtireoidismo (B). O creme dental deve conter fluor em quantidade adequada a idade (D). Resposta C.

Questão 7Sobre o aleitamento materno (AM), é correto afirmar que sãoGabarito: B

Sobre o aleitamento materno (AM), é correto afirmar que são

  • A. sinais de uma pega adequada: boca bem aberta, lábios virados para fora (boca de peixinho), queixo encostado na mama e ver a aréola mais abaixo do que acima da boca do bebê.
  • B. interferências na absorção de ferro e o zinco do leite ma- terno: oferta de leite de vaca ou outros alimentos antes dos seis meses para as crianças amamentadas exclusi- vamente ao seio.
  • C. práticas que podem prejudicar o AM: oferecer mamadeira e chupeta, fumar durante a amamentação, usar medica- mentos prescritos pelo obstetra, consumir bebida alcoó- lica.
  • D. dificuldades frequentes durante o AM: demora na desci- da do leite, dificuldade na pega e na sucção do bebê, a pega do bebê em posição de cavalinho(sentada) ou com a mãe deitada. 5 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

A oferta de leite de vaca ou de outros alimentos antes dos 6 meses reduz a biodisponibilidade do ferro e do zinco do leite materno - alem de deslocar mamadas. A alternativa A inverte o sinal de pega correta: a areola deve aparecer MAIS acima do que abaixo da boca. Em C, medicamento prescrito pelo obstetra nao e, em si, pratica prejudicial ao aleitamento. Em D, as posicoes cavalinho e deitada sao alternativas VALIDAS, uteis inclusive em ingurgitamento e pos-cesarea. Resposta B.

Questão 8Menina de 8 anos, asmática, durante uma festa de aniver- sário, comeu doces e salgados, brincou muito na grama, quando passou a sentir tosse, cansaço e fez uso de beta 2 agonista de curta duração sem melhora. No pronto socorro, foram observadas placas e pápulas eritematosas com edema central, de tamanhos variados, em tronco, muito prurigino- sas, além da presença de um inseto na pele (imagem). A conduta inicial é:Gabarito: D

Menina de 8 anos, asmática, durante uma festa de aniver- sário, comeu doces e salgados, brincou muito na grama, quando passou a sentir tosse, cansaço e fez uso de beta 2 agonista de curta duração sem melhora. No pronto socorro, foram observadas placas e pápulas eritematosas com edema central, de tamanhos variados, em tronco, muito prurigino- sas, além da presença de um inseto na pele (imagem). A conduta inicial é:

  • A. anti-histamínico via oral e corticoide intravenoso.
  • B. inalação com fenoterol e anti-histamínico intravenoso.
  • C. inalação com fenoterol e corticoide via oral.
  • D. adrenalina (1:10000) 0,3mg via intramuscular.

Comentário OsceLabs

Urticaria extensa e muito pruriginosa somada a broncoespasmo que nao responde ao beta-2, apos picada de inseto: anafilaxia (dois sistemas acometidos). A adrenalina intramuscular no vasto lateral e a primeira linha e nao pode ser retardada por anti-histaminico, corticoide ou inalacao - que sao apenas adjuvantes e nao revertem a hipotensao nem o edema de via aerea. Atencao: a apresentacao padrao para uso IM e a 1:1.000. Resposta D.

Questão 9Sobre a bronquiolite viral aguda, assinale a alternativa correta.Gabarito: B

Sobre a bronquiolite viral aguda, assinale a alternativa correta.

  • A. É comum a ocorrência de diarreia ou vômito.
  • B. Geralmente é precedida por uma síndrome respiratória viral na semana anterior, apresentando, como desenvol- vimento inicial, taquipneia leve, com pouca quantidade de secreção.
  • C. A oximetria de pulso contínua é indicada em pacientes internados com suportes ventilatórios como cateter, a fim de evitar-se a coleta desnecessária de gasometrias.
  • D. A taxa de letalidade é de 10%, com morte atribuível à apneia, parada cardiorrespiratória ou crises convulsivas.

Comentário OsceLabs

A bronquiolite viral aguda tipicamente e precedida por prodromo de IVAS nos dias anteriores e comeca com taquipneia leve e pouca secrecao, evoluindo com sibilos, tosse e esforco por volta do 3o-5o dia. Diarreia e vomitos nao sao manifestacoes comuns (A). A oximetria CONTINUA nao e rotina - prolonga internacao sem beneficio (C). E a letalidade e baixa, bem inferior a 1-2%, e nao 10% (D). Resposta B.

Questão 10Menina de 2 anos e 9 meses de idade, atualmente assintomática é trazida para acompanhamento ambulatorial. AP: infecções urinárias de repetição desde os 3 meses de idade, última há 7 meses e está em uso de nitrofurantoina 1mg/kg/dia, diagnóstico de refluxo vesicoureteral grau II bilateral aos 5 meses de idade. Trouxe exames realizados há 1 mês (imagens A e B). Exame A: Uretrocistografia miccional. Exame B: Cintilografia renal estática com DMSA (Dimercapto Succinic Acid). ANTERIOR POSTERIOR Assinale a alternativa correta em relação ao risco da evolução para doença renal crônica e conduta, respectivamente.Gabarito: C

Menina de 2 anos e 9 meses de idade, atualmente assintomática é trazida para acompanhamento ambulatorial. AP: infecções urinárias de repetição desde os 3 meses de idade, última há 7 meses e está em uso de nitrofurantoina 1mg/kg/dia, diagnóstico de refluxo vesicoureteral grau II bilateral aos 5 meses de idade. Trouxe exames realizados há 1 mês (imagens A e B). Exame A: Uretrocistografia miccional. Exame B: Cintilografia renal estática com DMSA (Dimercapto Succinic Acid). ANTERIOR POSTERIOR Assinale a alternativa correta em relação ao risco da evolução para doença renal crônica e conduta, respectivamente.

  • A. Não há risco; realizar consultas anuais em pediatria geral com aferição da PA, cultura de urina e dosagem da uréia sérica.
  • B. Não há risco; avaliar história de disfunção vesical, orientar medidas de mudanças no estilo de vida e realizar consultas em Pediatria Geral.
  • C. Há risco; avaliar história de disfunção vesical, aferir PA e seguimento com especialista com culturas de urina, dosagem creatinina sérica e albuminúria.
  • D. Há risco; seguimento com especialista e avaliar peso e estatura, aferir PA, cultura de urina, dosagem da uréia sérica e clearance de creatinina anual. 6 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Refluxo vesicoureteral com DMSA alterado significa cicatriz renal - nefropatia de refluxo, que SIM traz risco de doenca renal cronica, hipertensao e proteinuria. O seguimento e com especialista: avaliar disfuncao vesical/intestinal (fator modificavel de recorrencia), aferir PA, uroculturas nas suspeitas, creatinina serica e albuminuria. A ureia e marcador pobre de funcao renal, e negar o risco (A e B) subestima a lesao ja documentada. Resposta C.

Questão 11De acordo com o protocolo clínico e diretrizes terapêuticas de investigação e tratamento do hipotireoidismo congênito do Ministério da Saúde publicada em 2021, assinale a alternati- va correta.Gabarito: D

De acordo com o protocolo clínico e diretrizes terapêuticas de investigação e tratamento do hipotireoidismo congênito do Ministério da Saúde publicada em 2021, assinale a alternati- va correta.

  • A. A dosagem de TSH e T4 livre deve ser feita em todos recém-nascidos após 24 horas de vida.
  • B. Coletas após 72 horas de vida, uso de glicocorticoides pela mãe e transfusão de hemoderivados são as princi- pais causas de resultados falso-positivos.
  • C. O tratamento deve ser iniciado precocemente (a partir da quarta semana de vida) com o objetivo de evitar as com- plicações da doença como o retardo mental.
  • D. Além da coleta em papel-filtro, crianças prematuras ex- tremas ou com muito baixo peso devem ser reavaliadas com 1 mês de vida ou na alta hospitalar.

Comentário OsceLabs

Pelo PCDT de hipotireoidismo congenito (2021), a triagem e em papel-filtro entre 48 h e 30 dias de vida (ideal 3o-5o dia), e prematuros extremos ou de muito baixo peso precisam ser RETESTADOS com 1 mes ou na alta, pela imaturidade do eixo e pelo risco de elevacao tardia do TSH. Dosagem serica nao e universal (A); coleta muito precoce gera falso-positivo, enquanto corticoide e transfusao geram falso-NEGATIVO (B); e o tratamento deve comecar ate 14 dias, nao na 4a semana (C). Resposta D.

Questão 12Menina obesa de 11 anos apresenta dor epigástrica intensa no quadrante superior direito que ocasionalmente irradia para o flanco direito e para as costas, 2 horas após uma grande refeição. Exame físico: anictérica, afebril, dor à palpação do quadrante superior direito do abdome. Exames laboratoriais: alanina aminotransferase 44 U/L; aspartato aminotransferase 25 U/L; bilirrubina total 1,3 mg/dL; fosfatase alcalina 100 U/L; glóbulos brancos 14.500 mm3; amilase 67 U/L; lipase 55 U/L. US abdominal: espessamento da parede da vesícula biliar e sombreamento acústico posterior. O diagnóstico provável éGabarito: B

Menina obesa de 11 anos apresenta dor epigástrica intensa no quadrante superior direito que ocasionalmente irradia para o flanco direito e para as costas, 2 horas após uma grande refeição. Exame físico: anictérica, afebril, dor à palpação do quadrante superior direito do abdome. Exames laboratoriais: alanina aminotransferase 44 U/L; aspartato aminotransferase 25 U/L; bilirrubina total 1,3 mg/dL; fosfatase alcalina 100 U/L; glóbulos brancos 14.500 mm3; amilase 67 U/L; lipase 55 U/L. US abdominal: espessamento da parede da vesícula biliar e sombreamento acústico posterior. O diagnóstico provável é

  • A. pancreatite aguda.
  • B. colecistite aguda.
  • C. coledocolitíase.
  • D. colangite.

Comentário OsceLabs

Dor em hipocondrio direito 2 h apos refeicao volumosa, com dor a palpacao local, leucocitose e US mostrando parede vesicular espessada e calculo (sombra acustica posterior): colecistite aguda calculosa - a obesidade e fator de risco mesmo na adolescencia. Amilase e lipase normais afastam pancreatite (A); bilirrubinas, FA e transaminases praticamente normais, sem icterica, afastam coledocolitiase (C); e nao ha a triade de Charcot para colangite (D). Resposta B.

Questão 13Sobre a estenose hipertrófica do piloro, é correto afirmar queGabarito: B

Sobre a estenose hipertrófica do piloro, é correto afirmar que

  • A. os pacientes apresentam vômitos biliosos.
  • B. o US abdominal apresenta alta sensibilidade diagnóstica.
  • C. o tratamento cirúrgico é uma emergência.
  • D. a correção do distúrbio hidreletrolítico é realizada na fase pós-operatória. 7 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

A ultrassonografia e o exame de escolha na estenose hipertrofica do piloro, com sensibilidade proxima de 100% (espessura muscular >3 mm, canal >16 mm). Os vomitos sao NAO biliosos, por obstrucao pre-pilorica (A). A cirurgia (piloromiotomia) e urgencia CLINICA e nao emergencia: opera-se so depois de corrigida a alcalose metabolica hipocloremica e hipocalemica (C e D erram justamente a ordem - a correcao e pre-operatoria). Resposta B.

Questão 14Quanto à administração de oxigênio em casos de insuficiên- cia respiratória aguda, assinale a alternativa correta.Gabarito: A

Quanto à administração de oxigênio em casos de insuficiên- cia respiratória aguda, assinale a alternativa correta.

  • A. Na máscara venturi a concentração de oxigênio é defini- da por adaptadores codificados por cores ou por entrada de ar conectada a cartucho de umidificação.
  • B. As campânulas de Hood (halo de oxigênio) devem ser utilizadas com fluxo máximo de oxigênio de 5 litros/min.
  • C. As máscaras simples fornecem altas concentrações de oxigênio quando utilizadas com fluxos acima de 15 litros/ min.
  • D. O cateter nasal de alto fluxo aquecido e umidificado é útil para oferecer ventilação não invasiva com dois níveis de pressão.

Comentário OsceLabs

Na mascara de Venturi a FiO2 e determinada por adaptadores codificados por cores (ou entrada de ar calibrada), que arrastam ar ambiente numa proporcao fixa - por isso entrega FiO2 previsivel. O Hood exige fluxo ALTO (10-15 L/min) para lavar o CO2 (B). A mascara simples fornece FiO2 intermediaria (35-50%); altas concentracoes exigem mascara com reservatorio (C). E o cateter nasal de alto fluxo gera pressao de distensao CONTINUA, nao dois niveis como o BiPAP (D). Resposta A.

Questão 15Adolescente de 14 anos, com história de linfonodomegalia há 3 meses, em região de pescoço e de crescimento progressi- vo, associada a febre e perda de 15% de seu peso. Exame físico: linfonodos palpáveis em região cervical baixa e supra- clavicular com cerca de 5 cm de diâmetro, indolor a palpação e endurecido. A conduta adequada é:Gabarito: C

Adolescente de 14 anos, com história de linfonodomegalia há 3 meses, em região de pescoço e de crescimento progressi- vo, associada a febre e perda de 15% de seu peso. Exame físico: linfonodos palpáveis em região cervical baixa e supra- clavicular com cerca de 5 cm de diâmetro, indolor a palpação e endurecido. A conduta adequada é:

  • A. antibioticoterapia e seguimento clínico.
  • B. observação clínica e reavaliação em 15 dias.
  • C. biópsia excisional do linfonodo e estudo histopatológico.
  • D. hemograma e biópsia de medula óssea.

Comentário OsceLabs

Linfonodo cervical baixo/supraclavicular, maior que 2-3 cm, endurecido, indolor, com crescimento progressivo por 3 meses e sintomas B (febre e perda de 15% do peso) e linfoma ate prova em contrario. O passo diagnostico e a biopsia EXCISIONAL, que preserva a arquitetura ganglionar - indispensavel para identificar celulas de Reed-Sternberg e subtipar. Antibiotico ou observacao (A e B) apenas atrasam; medula ossea serve ao estadiamento, nao ao diagnostico (D). Resposta C.

Questão 16Menino de 1 ano, assintomático é encaminhado para ava- liação cardiológica devido a alteração detectada na ausculta cardíaca. Eletrocardiograma (imagem). O paciente apresenta:Gabarito: A

Menino de 1 ano, assintomático é encaminhado para ava- liação cardiológica devido a alteração detectada na ausculta cardíaca. Eletrocardiograma (imagem). O paciente apresenta:

  • A. arritmia sinusal.
  • B. ritmo sinusal alternando com ritmo atrial ectópico.
  • C. extrassístoles supraventriculares.
  • D. extrassístoles ventriculares.

Comentário OsceLabs

Arritmia sinusal (respiratoria): onda P sinusal de morfologia constante, intervalo PR fixo e variacao ciclica do intervalo RR com a respiracao. E achado FISIOLOGICO em criancas e adolescentes e explica a irregularidade percebida na ausculta. Ritmo atrial ectopico traria P de morfologia diferente (B). Extrassistoles teriam batimento prematuro seguido de pausa, com QRS estreito na supraventricular (C) e QRS largo e bizarro, sem P precedente, na ventricular (D). Resposta A.

Questão 17Menina de 8 anos, apresenta dor nos membros inferiores e dificuldade de marcha há 8 meses. Eventualmente, também apresenta escapes urinários. AP: nascida com meningocele e operada no primeiro dia de vida, sem intercorrências, com bom desenvolvimento neuropsicomotor. A hipótese diagnós- tica atual é:Gabarito: B

Menina de 8 anos, apresenta dor nos membros inferiores e dificuldade de marcha há 8 meses. Eventualmente, também apresenta escapes urinários. AP: nascida com meningocele e operada no primeiro dia de vida, sem intercorrências, com bom desenvolvimento neuropsicomotor. A hipótese diagnós- tica atual é:

  • A. hidrocefalia.
  • B. síndrome da medula presa.
  • C. síndrome de Chiari II.
  • D. espondilite anquilosante. 8 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Crianca operada de mielomeningocele ao nascimento que anos depois desenvolve dor em membros inferiores, piora progressiva da marcha e perda urinaria: sindrome da medula presa (tethered cord), por aderencias cicatriciais que tracionam o cone medular durante o crescimento. Hidrocefalia daria sinais de hipertensao intracraniana e macrocrania (A); Chiari II cursa com disfuncao de tronco - estridor, disfagia, apneia (C); e espondilite anquilosante nao se encaixa na idade nem no quadro (D). Resposta B.

Questão 18Menino de 8 anos refere que bateu algo no olho esquerdo em um arame e sentiu correr uma “água quente”. Exame ocular: não realizado devido ao blefaro-espasmo à esquerda. A con- duta a ser realizada para encaminhar o paciente é:Gabarito: B

Menino de 8 anos refere que bateu algo no olho esquerdo em um arame e sentiu correr uma “água quente”. Exame ocular: não realizado devido ao blefaro-espasmo à esquerda. A con- duta a ser realizada para encaminhar o paciente é:

  • A. Jejum, colírio e pomada de antibiótico, curativo compres- sivo e estudo da profilaxia antitetânica.
  • B. Jejum, curativo oclusivo, repouso e avaliar profilaxia an- titetânica.
  • C. Dieta livre, pois provavelmente trata-se de abrasão cor- neana superficial.
  • D. Jejum, colírio de antibiótico de hora em hora sem neces- sidade de curativo, avaliar profilaxia antitetânica.

Comentário OsceLabs

Trauma ocular por arame com sensacao de agua quente escorrendo (saida de humor aquoso) e blefaroespasmo que impede o exame: presume-se perfuracao de globo ocular. A conduta e nao manipular - curativo OCLUSIVO sem compressao (idealmente protetor rigido), jejum para eventual cirurgia, repouso, analgesia, antibiotico sistemico, profilaxia antitetanica e encaminhamento urgente. Curativo compressivo e colirios/pomadas (A e D) podem extrudir conteudo intraocular. Resposta B.

Questão 19Recém-nascido, de 28 semanas, apresentou dificuldade respiratória grave e evoluiu para óbito após 6 dias. AP: par- to normal, trabalho de parto prematuro. Exame pós-morte: imagem. O diagnóstico e o mecanismo envolvido no desenvolvimento dessa lesão são, respectivamente:Gabarito: D

Recém-nascido, de 28 semanas, apresentou dificuldade respiratória grave e evoluiu para óbito após 6 dias. AP: par- to normal, trabalho de parto prematuro. Exame pós-morte: imagem. O diagnóstico e o mecanismo envolvido no desenvolvimento dessa lesão são, respectivamente:

  • A. hemorragia intraparenquimatosa; tocotraumatismo.
  • B. hematoma ventricular; coagulação intravascular disseminada.
  • C. hematoma intraparenquimatoso; sepse.
  • D. hemorragia de matriz germinativa; fragilidade de vasos subependimários.

Comentário OsceLabs

Prematuro de 28 semanas que evolui para obito com sangramento cerebral tem, como causa classica, a hemorragia da matriz germinativa subependimaria: tecido altamente vascularizado, com vasos de parede fragil e sem suporte, somado a autorregulacao do fluxo cerebral imatura (circulacao pressao-dependente). A matriz involui apos 32-34 semanas, por isso a lesao e quase exclusiva do prematuro. Tocotraumatismo, CIVD e sepse nao explicam a topografia tipica. Resposta D.

Questão 20A melhor opção terapêutica para menina de 5 anos com dor em membros, noturna e benigna (dor de crescimento) éGabarito: B

A melhor opção terapêutica para menina de 5 anos com dor em membros, noturna e benigna (dor de crescimento) é

  • A. analgésicos e anti-inflamatórios.
  • B. calor local, massagem e analgésicos.
  • C. calor local, massagem e anti-inflamatórios.
  • D. massagem, analgésicos e anti-inflamatórios.

Comentário OsceLabs

A dor de crescimento e benigna, noturna, bilateral, em membros inferiores, com exame fisico e exames normais e sem sinais de alarme. Como nao ha processo inflamatorio, o tratamento e essencialmente nao farmacologico - calor local, massagem e alongamento - reservando analgesico simples quando necessario. Por isso todas as opcoes que incluem anti-inflamatorio (A, C e D) erram: nao ha inflamacao para tratar e se expoe a crianca a efeitos adversos sem beneficio. Resposta B.

Questão 21Tercigesta de 36 anos inicia acompanhamento pré-natal com 8 semanas. AP: G3P2C0, macrossomia fetal (4.068g) na se- gunda gestação. Exame físico: IMC 30,2 Kg/m2. Glicemia de jejum (primeiro trimestre): 88 mg/dL. Nesse momento, o re- sultado do rastreamento do diabetes mellitus gestacional e a conduta sãoGabarito: A

Tercigesta de 36 anos inicia acompanhamento pré-natal com 8 semanas. AP: G3P2C0, macrossomia fetal (4.068g) na se- gunda gestação. Exame físico: IMC 30,2 Kg/m2. Glicemia de jejum (primeiro trimestre): 88 mg/dL. Nesse momento, o re- sultado do rastreamento do diabetes mellitus gestacional e a conduta são

  • A. negativo; GTT 75g entre 24 e 28 semanas.
  • B. positivo; GTT 100g entre 24 e 28 semanas.
  • C. positivo; tratamento com dieta e atividade física.
  • D. negativo; nova glicemia de jejum a partir da 32a semana.

Comentário OsceLabs

Glicemia de jejum do primeiro trimestre de 88 mg/dL (abaixo de 92) significa rastreamento NEGATIVO naquele momento. Como a gestante tem fatores de risco (36 anos, IMC 30,2 e macrossomia previa), ela deve repetir a investigacao com TOTG 75 g de 2 horas entre 24 e 28 semanas - que e o teste padronizado no Brasil. O GTT de 100 g (B) e criterio americano antigo, nao adotado aqui, e repetir apenas glicemia de jejum na 32a semana (D) tem baixa sensibilidade. Resposta A.

Questão 22Puérpera de 28 anos apresenta sangramento uterino em grande quantidade, quarenta minutos pós-parto vaginal sem intercorrências. AP: diabetes gestacional, polidrâmnio e feto GIG. Exame físico: FC 110 bpm, PA 100x60 mmHg, útero com tônus diminuído. O índice de choque, o principal fator de risco para hemorragia pós-parto e o tratamento inicial reco- mendado são, respectivamente:Gabarito: B

Puérpera de 28 anos apresenta sangramento uterino em grande quantidade, quarenta minutos pós-parto vaginal sem intercorrências. AP: diabetes gestacional, polidrâmnio e feto GIG. Exame físico: FC 110 bpm, PA 100x60 mmHg, útero com tônus diminuído. O índice de choque, o principal fator de risco para hemorragia pós-parto e o tratamento inicial reco- mendado são, respectivamente:

  • A. 1,83; diabetes gestacional; infusão de metilergometrina.
  • B. 1,1; sobredistensão uterina; infusão de ocitocina + ácido tranexâmico.
  • C. 1,83; sobredistensão uterina; infusão de ocitocina + misoprostol.
  • D. 1,1; diabetes gestacional; infusão de ocitocina + ácido tranexâmico.

Comentário OsceLabs

Indice de choque = FC/PAS = 110/100 = 1,1 (valores >=0,9 ja sinalizam alerta). A hemorragia pos-parto aqui e por ATONIA, e o principal fator de risco no caso e a sobredistensao uterina (polidramnio + feto GIG) - o diabetes gestacional e apenas o mecanismo por tras dela. O tratamento inicial e massagem uterina com ocitocina associada ao acido tranexamico, idealmente nas primeiras 3 horas. Metilergometrina e segunda linha e contraindicada em hipertensas. Resposta B.

Questão 23Primigesta na 35ª semana de gestação refere há dois dias dor de cabeça que não melhora com analgésico, há um dia enxerga pontinhos brilhantes e apresenta dor de estômago acompanhada de enjoo. Exame físico: BEG, hidratada, co- rada, PA 150x110 mmHg e edema de membros inferiores (2/4+). Feto em apresentação cefálica e vivo (FCF 140 bpm). A melhor conduta imediata éGabarito: C

Primigesta na 35ª semana de gestação refere há dois dias dor de cabeça que não melhora com analgésico, há um dia enxerga pontinhos brilhantes e apresenta dor de estômago acompanhada de enjoo. Exame físico: BEG, hidratada, co- rada, PA 150x110 mmHg e edema de membros inferiores (2/4+). Feto em apresentação cefálica e vivo (FCF 140 bpm). A melhor conduta imediata é

  • A. fenitoína e metildopa.
  • B. benzodiazepínico e hidralazina intravenosa.
  • C. sulfato de magnésio e hidralazina intravenosa.
  • D. sulfato de magnésio e inibidor de enzima conversora de angiotensina. 9 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Cefaleia refrataria a analgesico, escotomas cintilantes e epigastralgia com nausea, em gestante de 35 semanas com PA 150x110: pre-eclampsia com sinais de iminencia de eclampsia. A conduta imediata combina sulfato de magnesio (profilaxia da convulsao, alem de melhor que qualquer anticonvulsivante classico) com anti-hipertensivo de acao rapida por via IV - hidralazina, nifedipino ou labetalol. Fenitoina e benzodiazepinico sao inferiores ao MgSO4, e IECA e formalmente contraindicado na gestacao. Resposta C.

Questão 24Durante a assistência pré-natal de baixo risco de gestante com 20 semanas, o resultado do AgHBs (antígeno de superfí- cie do vírus da hepatite B) foi não reagente e em sua carteira de vacinação não há registro de vacina contra hepatite B. A conduta em relação a essa imunização éGabarito: A

Durante a assistência pré-natal de baixo risco de gestante com 20 semanas, o resultado do AgHBs (antígeno de superfí- cie do vírus da hepatite B) foi não reagente e em sua carteira de vacinação não há registro de vacina contra hepatite B. A conduta em relação a essa imunização é

  • A. iniciar esquema de vacinação.
  • B. orientar vacinação no terceiro trimestre.
  • C. orientar vacinação no puerpério.
  • D. contra-indicar vacinação na gestação.

Comentário OsceLabs

A vacina contra hepatite B e inativada (recombinante), segura em qualquer trimestre e formalmente recomendada na gestacao. Com AgHBs nao reagente e sem registro de vacinacao, a conduta e iniciar o esquema de 3 doses JA, aproveitando o contato do pre-natal. Adiar para o terceiro trimestre ou para o puerperio (B e C) desperdica a chance de completar o esquema e proteger contra infeccao aguda na gravidez, e nao ha qualquer contraindicacao gestacional (D). Resposta A.

Questão 25Secundigesta com 8 semanas de gestação comparece para consulta pré-natal em unidade básica de saúde, referindo há um dia dor tipo cólica em baixo ventre, acompanhada de san- gramento vivo em pouca quantidade. A conduta correta éGabarito: D

Secundigesta com 8 semanas de gestação comparece para consulta pré-natal em unidade básica de saúde, referindo há um dia dor tipo cólica em baixo ventre, acompanhada de san- gramento vivo em pouca quantidade. A conduta correta é

  • A. prescrever progesterona micronisada, devido a possibili- dade de abortamento inevitável.
  • B. encaminhar a paciente para uma unidade de atendimen- to terciário, pois trata-se de abortamento.
  • C. solicitar ultrassom, pois é a única forma de estabelecer a hipótese diagnóstica nesse momento.
  • D. realizar exame ginecológico, pois pode ser suficiente para estabelecer a hipótese diagnóstica e orientar a paciente.

Comentário OsceLabs

Sangramento de primeiro trimestre com colica exige, antes de qualquer coisa, o exame ginecologico: o especular identifica a origem do sangramento (uterina, cervical ou vaginal) e o toque define se o colo esta ABERTO ou fechado - o que ja separa ameaca de abortamento de abortamento inevitavel/incompleto e orienta a paciente ali mesmo na UBS. O US e complementar, mas nao e a unica forma de levantar a hipotese (C); progesterona nao trata abortamento inevitavel (A); e encaminhar sem examinar (B) e precipitado. Resposta D.

Questão 26Gestante de 33 anos com 36 semanas refere dor em bai- xo ventre há duas horas. AP: G3P1A1. Exame físico: PA 140x100mmHg, FC 96bpm, dinâmica uterina com 5 contra- ções de 40 segundos em 10 minutos, BCF 164 bpm. Toque vaginal: colo médio, medianizado, dilatado 3cm, bolsa ínte- gra. Durante a avaliação a paciente apresenta aumento súbi- to da dor, seguido de sangramento vaginal escuro, em mode- rada quantidade e dificuldade para ausculta dos batimentos fetais. A hipótese diagnóstica e a conduta são:Gabarito: A

Gestante de 33 anos com 36 semanas refere dor em bai- xo ventre há duas horas. AP: G3P1A1. Exame físico: PA 140x100mmHg, FC 96bpm, dinâmica uterina com 5 contra- ções de 40 segundos em 10 minutos, BCF 164 bpm. Toque vaginal: colo médio, medianizado, dilatado 3cm, bolsa ínte- gra. Durante a avaliação a paciente apresenta aumento súbi- to da dor, seguido de sangramento vaginal escuro, em mode- rada quantidade e dificuldade para ausculta dos batimentos fetais. A hipótese diagnóstica e a conduta são:

  • A. descolamento prematuro de placenta; rotura imedia- ta da bolsa para reduzir a formação do coágulo retropla- centário e parto cesáreo de emergência.
  • B. trabalho de parto taquitócico; analgesia de trabalho de parto para reduzir a dinâmica uterina.
  • C. trabalho de parto taquitócico; rotura da bolsa para reduzir a dinâmica uterina e melhorar o fluxo útero-pla- centário.
  • D. placenta prévia sem diagnóstico com sangramento decorrente do exame de toque vaginal; ultrassonografia de urgência para confirmação diagnóstica.

Comentário OsceLabs

Aumento subito da dor com sangramento escuro moderado, hipertensao, taquissistolia e dificuldade de ausculta dos batimentos fetais: descolamento prematuro de placenta. A amniotomia imediata reduz a pressao intrauterina, permite a saida do sangue e limita a formacao do coagulo retroplacentario e a infiltracao miometrial, e o parto deve ser resolvido com urgencia - cesarea, ja que nao ha parto iminente e ha sofrimento fetal. Placenta previa daria sangramento vermelho vivo, indolor, com utero normotonico (D). Resposta A.

Questão 27Durante consulta de pré-natal na atenção primária, ges- tante apresenta os seguintes resultados de sorologia para toxoplasmose: 11 semanas 30 semanas (atual) Toxoplasmose - IgG Não reagente Reagente Toxoplasmose - IgM Não reagente Reagente As condutas corretas são:Gabarito: D

Durante consulta de pré-natal na atenção primária, ges- tante apresenta os seguintes resultados de sorologia para toxoplasmose: 11 semanas 30 semanas (atual) Toxoplasmose - IgG Não reagente Reagente Toxoplasmose - IgM Não reagente Reagente As condutas corretas são:

  • A. espiramicina; encaminhar para a referência para realizar amniocentese.
  • B. sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico; encaminhar para a referência para realizar amniocentese.
  • C. espiramicina; não há necessidade de realizar a amnio- centese.
  • D. sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico; não há neces- sidade de realizar a amniocentese.

Comentário OsceLabs

IgG e IgM nao reagentes na 11a semana que se tornam reagentes na 30a documentam SOROCONVERSAO - toxoplasmose aguda na gestacao. No terceiro trimestre a taxa de transmissao vertical e alta e a amniocentese nao mudaria a conduta, de modo que se trata direto com o esquema triplice: sulfadiazina + pirimetamina + acido folinico. Espiramicina (A e C) so se aplica a infeccao materna recente sem comprovacao de acometimento fetal e em idade gestacional precoce. Resposta D.

Questão 28Primigesta de 19 anos, com idade gestacional de 32 sema- nas e 4 dias, apresenta dor em baixo ventre. Exame obsté- trico: três contrações a cada 10 minutos, feto longitudinal e cefálico, BCF 148 bpm, colo uterino medianizado, esvaecido 50%, com dilatação de 4 cm e bolsa amniótica íntegra. A con- duta correta é prescrever:Gabarito: C

Primigesta de 19 anos, com idade gestacional de 32 sema- nas e 4 dias, apresenta dor em baixo ventre. Exame obsté- trico: três contrações a cada 10 minutos, feto longitudinal e cefálico, BCF 148 bpm, colo uterino medianizado, esvaecido 50%, com dilatação de 4 cm e bolsa amniótica íntegra. A con- duta correta é prescrever:

  • A. corticoide, tocolítico, sulfato de magnésio e antibioti- coprofilaxia para estreptococo do grupo B.
  • B. tocolítico, sulfato de magnésio e antibioticoprofilaxia para estreptococo do grupo B.
  • C. corticoide, tocolítico e antibioticoprofilaxia para es- treptococo do grupo B.
  • D. corticoide, tocolítico e sulfato de magnésio.

Comentário OsceLabs

Trabalho de parto prematuro estabelecido com 32 semanas e 4 dias e 4 cm de dilatacao. Prescreve-se corticoide (24-34 semanas, para maturacao pulmonar), tocolitico (para ganhar as 48 horas do corticoide e permitir transferencia) e antibioticoprofilaxia para estreptococo do grupo B, ja que o parto e prematuro e o status de GBS e desconhecido. O sulfato de magnesio para neuroprotecao fetal e indicado ABAIXO de 32 semanas - aqui a gestante ja ultrapassou essa janela. Resposta C.

Questão 29Parturiente, com idade gestacional de 38 semanas, encontra- -se no período expulsivo há 30 minutos, bolsa rota espontâ- nea no início do trabalho de parto. AP: dois partos vaginais. Exame obstétrico: altura uterina 35cm, BCF 155bpm, dinâmi- ca uterina 4 contrações (30”/30”/45”/45”), variedade da posi- ção em occipício esquerda anterior, altura da apresentação +2 do plano De Lee. A conduta éGabarito: A

Parturiente, com idade gestacional de 38 semanas, encontra- -se no período expulsivo há 30 minutos, bolsa rota espontâ- nea no início do trabalho de parto. AP: dois partos vaginais. Exame obstétrico: altura uterina 35cm, BCF 155bpm, dinâmi- ca uterina 4 contrações (30”/30”/45”/45”), variedade da posi- ção em occipício esquerda anterior, altura da apresentação +2 do plano De Lee. A conduta é

  • A. aguardar evolução do parto.
  • B. administrar ocitocina.
  • C. indicar cesareana.
  • D. indicar uso de vácuo extrator. 10 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Multipara com dois partos vaginais previos, no expulsivo ha apenas 30 minutos, com dinamica adequada (4 contracoes em 10 min), batimentos fetais normais, occipito esquerda anterior e apresentacao em +2 de De Lee: parto evoluindo fisiologicamente. A conduta e expectante, com suporte e monitorizacao. Ocitocina nao se justifica sem hipoatividade uterina (B), e cesarea ou vacuo (C e D) sao intervencoes sem indicacao, que so aumentariam morbidade materna e neonatal. Resposta A.

Questão 30Primigesta na 35ª semana de gravidez, apresenta curva de altura uterina estacionada. Ultrassonografia com Doppler: feto com peso no percentil 8, líquido amniótico normal, ín- dice de pulsatibilidade menor que o percentil 95 na artéria umbilical e acima do percentil 5 na artéria cerebral média. O diagnóstico mais provável éGabarito: C

Primigesta na 35ª semana de gravidez, apresenta curva de altura uterina estacionada. Ultrassonografia com Doppler: feto com peso no percentil 8, líquido amniótico normal, ín- dice de pulsatibilidade menor que o percentil 95 na artéria umbilical e acima do percentil 5 na artéria cerebral média. O diagnóstico mais provável é

  • A. restrição de crescimento fetal tardio.
  • B. restrição de crescimento fetal precoce.
  • C. pequeno para idade gestacional.
  • D. crescimento fetal adequado.

Comentário OsceLabs

Feto com peso no percentil 8 - portanto entre o P3 e o P10 - mas com Doppler NORMAL (IP da arteria umbilical abaixo do P95 e IP da cerebral media acima do P5) e liquido amniotico normal: trata-se de pequeno para a idade gestacional constitucional, nao de restricao. A restricao tardia exigiria peso abaixo do P3, ou abaixo do P10 associado a Doppler alterado (umbilical >P95 ou relacao cerebroplacentaria <P5). Crescimento adequado (D) tambem nao cabe, pois a curva esta estacionada. Resposta C.

Questão 31Mulher de 49 anos foi submetida à histerectomia devido a dor no baixo ventre e identificação de massa pélvica. Exame macroscópico da peça cirúrgica: imagem. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 cm As características macroscópicas da imagem favorecem o diagnóstico de:Gabarito: D

Mulher de 49 anos foi submetida à histerectomia devido a dor no baixo ventre e identificação de massa pélvica. Exame macroscópico da peça cirúrgica: imagem. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 cm As características macroscópicas da imagem favorecem o diagnóstico de:

  • A. doença inflamatória pélvica com cicatrizes extensas.
  • B. teratoma adulto benigno com áreas de necrose.
  • C. cistos de Naboth com infecções recorrentes.
  • D. câncer avançado do colo do útero.

Comentário OsceLabs

Peca de histerectomia com massa cervical volumosa, infiltrativa e destrutiva, em mulher de 49 anos com dor pelvica: o padrao macroscopico e de cancer avancado do colo uterino. Doenca inflamatoria pelvica cronica produz aderencias e hidrossalpinge, nao massa infiltrativa (A). Teratoma benigno e cistico, com pelos, sebo e ate dentes, e e OVARIANO (B). Cistos de Naboth sao pequenos cistos de retencao mucosa do colo, achado banal e sem repercussao (C). Resposta D.

Questão 32Mulher de 35 anos, sem desejo reprodutivo, apresenta dis- quesia e dismenorreia incapacitante cíclicas, com controle ál- gico apropriado em vigência de tratamento medicamentoso. US transvaginal com preparo intestinal: nódulo de 1 cm em ligamento útero-sacro esquerdo acometendo camada serosa da parede do retossigmoide. De acordo com o ECO sistema para abordagem de pacientes com endometriose, é indicado tratamentoGabarito: C

Mulher de 35 anos, sem desejo reprodutivo, apresenta dis- quesia e dismenorreia incapacitante cíclicas, com controle ál- gico apropriado em vigência de tratamento medicamentoso. US transvaginal com preparo intestinal: nódulo de 1 cm em ligamento útero-sacro esquerdo acometendo camada serosa da parede do retossigmoide. De acordo com o ECO sistema para abordagem de pacientes com endometriose, é indicado tratamento

  • A. cirúrgico em serviço disponível.
  • B. clínico em atenção primária.
  • C. clínico em serviço de referência.
  • D. cirúrgico em serviço de referência.

Comentário OsceLabs

Nodulo em ligamento uterossacro acometendo a serosa do retossigmoide define endometriose PROFUNDA com envolvimento intestinal - doenca de alta complexidade, que deve ser conduzida em servico de REFERENCIA, com equipe multidisciplinar. Mas a paciente esta com controle algico APROPRIADO em vigencia do tratamento medicamentoso e sem desejo reprodutivo: nao ha, portanto, indicacao de operar. A cirurgia (A e D) se reserva a falha do tratamento clinico, a obstrucao ou comprometimento funcional de orgao. E a atencao primaria (B) nao tem estrutura para a doenca profunda. Resposta C.

Questão 33Mulher de 62 anos apresenta dor hipogástrica associada a sintomas dispépticos há 06 meses. AP: G0P0. US abdome total: grande massa heterogênea de provável origem anexial, apresentando septos e áreas sólidas associadas a fluxo ao Doppler, com implantes sugestivos de acometimento secun- dário em andar superior, provável acometimento do fígado e alças intestinais, omental cake e volumosa ascite. A melhor conduta éGabarito: B

Mulher de 62 anos apresenta dor hipogástrica associada a sintomas dispépticos há 06 meses. AP: G0P0. US abdome total: grande massa heterogênea de provável origem anexial, apresentando septos e áreas sólidas associadas a fluxo ao Doppler, com implantes sugestivos de acometimento secun- dário em andar superior, provável acometimento do fígado e alças intestinais, omental cake e volumosa ascite. A melhor conduta é

  • A. laparotomia exploradora para estadiamento e res- secção tumoral.
  • B. laparoscopia exploradora para estadiamento e bióp- sia da lesão.
  • C. laparotomia para ressecção tumoral seguida de qui- mioterapia.
  • D. radioterapia e quimioterapia exclusivas.

Comentário OsceLabs

Massa anexial complexa (septos, areas solidas, fluxo ao Doppler) em mulher de 62 anos, nuligesta, com omental cake, implantes hepaticos e intestinais e ascite volumosa: cancer de ovario avancado, com carcinomatose que torna a citorreducao otima improvavel de entrada. O passo correto e laparoscopia para estadiamento e BIOPSIA, obtendo histologia para quimioterapia neoadjuvante e cirurgia de intervalo. Laparotomia de entrada (A e C) so soma morbidade, e radioterapia nao tem papel (D). Resposta B.

Questão 34Paciente de 16 anos e 5 meses, 1,65m, queixa-se de nunca ter menstruado. Exame físico: mamas em estágio 4 e pêlos pubianos em estágio 5 de Marshall e Tanner, cariótipo XX. A síndrome mais provável e os ductos envolvidos nesse de- feito são:Gabarito: A

Paciente de 16 anos e 5 meses, 1,65m, queixa-se de nunca ter menstruado. Exame físico: mamas em estágio 4 e pêlos pubianos em estágio 5 de Marshall e Tanner, cariótipo XX. A síndrome mais provável e os ductos envolvidos nesse de- feito são:

  • A. Rokitansky; paramesonéfricos.
  • B. insensibilidade androgênica; paramesonéfricos.
  • C. Ashermann; mesonéfricos.
  • D. Swyer; mesonéfricos. 11 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Amenorreia primaria com caracteres sexuais secundarios plenamente desenvolvidos (mamas M4, pelos P5 - logo ovarios funcionantes) e cariotipo 46,XX aponta para sindrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser: agenesia dos ductos PARAMESONEFRICOS (mullerianos), com ausencia de utero e terco superior da vagina. Insensibilidade androgenica seria 46,XY com pelos escassos (B); Asherman causa amenorreia SECUNDARIA (C); e a sindrome de Swyer (46,XY) nao desenvolveria mamas espontaneamente (D). Resposta A.

Questão 35Mulher de 24 anos, assintomática, tem diagnóstico de síndro- me dos ovários policísticos. Exame físico: IMC 29,8 Kg/m², PA 120x85 mmHg, circunferência da cintura 89 cm. Os riscos metabólicos e reprodutivos relacionados a doença são:Gabarito: B

Mulher de 24 anos, assintomática, tem diagnóstico de síndro- me dos ovários policísticos. Exame físico: IMC 29,8 Kg/m², PA 120x85 mmHg, circunferência da cintura 89 cm. Os riscos metabólicos e reprodutivos relacionados a doença são:

  • A. apneia do sono, hipertensão arterial e incompetência istmo cervical.
  • B. apneia do sono, pré-diabetes e pré-eclâmpsia.
  • C. dislipidemia, neoplasia de colo de útero e diabetes ges- tacional.
  • D. esteatose hepática não alcoólica, câncer de endo- métrio e vaginose citolítica durante a gestação.

Comentário OsceLabs

Na sindrome dos ovarios policisticos os riscos metabolicos derivam da resistencia insulinica: pre-diabetes e DM2, dislipidemia, esteatose hepatica, sindrome metabolica e apneia obstrutiva do sono - potencializados pelo IMC 29,8 e pela circunferencia de 89 cm. No plano reprodutivo, infertilidade anovulatoria, abortamento, diabetes gestacional e pre-eclampsia. Nao ha associacao com cancer de colo (que e HPV-dependente), incompetencia istmocervical nem vaginose citolitica. Resposta B.

Questão 36Mulher de 55 anos notou nodulação em mama direita há 2 meses. Exame físico: nódulo endurecido de difícil delimitação com o tecido adjacente de 3 cm no quadrante superolateral da mama direita. Assinale a alternativa correta.Gabarito: B

Mulher de 55 anos notou nodulação em mama direita há 2 meses. Exame físico: nódulo endurecido de difícil delimitação com o tecido adjacente de 3 cm no quadrante superolateral da mama direita. Assinale a alternativa correta.

  • A. Deve-se solicitar mamografia e aguardar o resultado para definir a conduta.
  • B. Deve-se indicar biópsia do nódulo, de preferência guiada por ultrassonografia.
  • C. O exame de ressonância das mamas é o mais indicado.
  • D. O exame clínico é característico de cisto mamário.

Comentário OsceLabs

Nodulo de 3 cm, endurecido e de limites imprecisos com o tecido adjacente, em mulher de 55 anos, e clinicamente SUSPEITO - e imagem normal nao afasta cancer nesse cenario. A conduta que fecha o diagnostico e a biopsia (core biopsy) guiada por ultrassonografia. Aguardar a mamografia para so entao decidir (A) atrasa e pode gerar falsa seguranca; a ressonancia nao substitui histologia (C); e cisto mamario e movel, regular e elastico - o oposto do descrito (D). Resposta B.

Questão 37A respeito da fisiologia normal do ciclo menstrual, é correto afirmar que:Gabarito: C

A respeito da fisiologia normal do ciclo menstrual, é correto afirmar que:

  • A. o hipotálamo secreta o hormônio liberador de gonadotro- fina (GnRH) que regula a liberação do hormônio folículo estimulante (FSH), que libera o hormônio luteizante (LH).
  • B. no ínicio de cada ciclo menstrual os níveis de esteróides gonadais são altos e vêm aumentando desde o final da fase lútea do ciclo anterior.
  • C. o recrutamento inicial e o crescimento dos folículos pri- mordiais são independentes da gonadotrofinas.
  • D. o LH estimula a aromatização nas células da teca.

Comentário OsceLabs

O recrutamento inicial dos foliculos primordiais e seu crescimento ate o estagio pre-antral independem de gonadotrofinas, sendo regulados por fatores intraovarianos (AMH, fatores de crescimento); a dependencia do FSH comeca no estagio antral. Em A, o FSH nao libera LH - ambos vem da hipofise sob estimulo do GnRH. Em B, no inicio do ciclo os esteroides estao BAIXOS, e essa queda no fim da fase lutea e o que desinibe o FSH. Em D, a aromatizacao ocorre na GRANULOSA, sob acao do FSH. Resposta C.

Questão 38Em relação ao abscesso tubo-ovariano, é correto afirmar que:Gabarito: A

Em relação ao abscesso tubo-ovariano, é correto afirmar que:

  • A. o tratamento cirúrgico é mandatório e emergencial para as pacientes sépticas, com abscessos rotos ou naqueles com diâmetros acima de 10 centímetros.
  • B. o tratamento ambulatorial pode ser considerado nas pa- cientes com boa compreensão do tratamento e que este- jam em bom estado geral, desde que o maior diâmetro do abscesso seja inferior a 5 cm.
  • C. a ausência de melhora clínica após 48 horas de antibioti- coterapia parenteral pode ser manejada com leucograma seriado, PCR e VHS diários, além de curva térmica.
  • D. o principal agente etiológico envolvido nesses quadros é o Actinomyces israelli.

Comentário OsceLabs

No abscesso tubo-ovariano a antibioticoterapia parenteral e a base, mas a abordagem cirurgica (ou drenagem guiada) e mandatoria e imediata nas pacientes septicas, com abscesso roto ou de grande volume. Nao existe tratamento ambulatorial para ATO - ele indica internacao (B). Falta de resposta em 48-72 h exige intervencao, e nao apenas seguir exames laboratoriais (C). E a etiologia e polimicrobiana (anaerobios, gram-negativos, clamidia, gonococo); Actinomyces e raro e ligado a DIU de longa permanencia (D). Resposta A.

Questão 39Mulher de 51 anos queixa-se de diminuição da lubrificação e ardência vaginal no ato sexual há 2 anos. No último ano, sen- te-se mais triste, sozinha e “esquecida” para atividades do dia a dia. AP: DUM há 1 ano e 6 meses, HAS, tabagista. AF: mãe falecida por câncer de mama. Assinale a alternativa correta.Gabarito: D

Mulher de 51 anos queixa-se de diminuição da lubrificação e ardência vaginal no ato sexual há 2 anos. No último ano, sen- te-se mais triste, sozinha e “esquecida” para atividades do dia a dia. AP: DUM há 1 ano e 6 meses, HAS, tabagista. AF: mãe falecida por câncer de mama. Assinale a alternativa correta.

  • A. Terapia hormonal (TH) sistêmica está indicada para me- lhora dos sintomas vaginais e sistêmicos.
  • B. Há contraindicação absoluta ao uso de TH sistêmica.
  • C. Terapia não hormonal com antidepressivos é a opção mais segura para o alívio dos sintomas climatéricos.
  • D. TH vaginal está indicada para alívio dos sintomas vaginais.

Comentário OsceLabs

Os sintomas dominantes sao genitourinarios da menopausa (secura e ardencia vaginal). Nesse cenario, a terapia estrogenica VAGINAL em baixa dose e a escolha: alta eficacia local e absorcao sistemica desprezivel. Historia familiar de cancer de mama nao e contraindicacao ABSOLUTA a terapia hormonal (B), mas tambem nao justifica expor a paciente a TH sistemica quando o sintoma e local (A). Tristeza e esquecimento nao sao indicacao de TH, e antidepressivo nao trata atrofia genitourinaria (C). Resposta D.

Questão 40Mulher de 15 anos comparece a Unidade Básica de Saúde, pois deseja iniciar um método anticoncepcional. AP: menarca aos 11 anos, sexarca há 1 ano, DUM há 2 dias. Nega comor- bidades, tabagismo ou etilismo. Assinale a alternativa correta.Gabarito: B

Mulher de 15 anos comparece a Unidade Básica de Saúde, pois deseja iniciar um método anticoncepcional. AP: menarca aos 11 anos, sexarca há 1 ano, DUM há 2 dias. Nega comor- bidades, tabagismo ou etilismo. Assinale a alternativa correta.

  • A. Pedir para retornar com um responsável legal, pois a orientação e prescrição de métodos contraceptivos para menores de idade necessita da autorização ou ciência dos pais ou responsáveis.
  • B. Todos os métodos contraceptivos podem ser usados, cabe ao profissional explicar sobre cada um para que a paciente possa escolher.
  • C. Devido a idade a melhor alternativa seria o método de barreira, evitando possíveis alterações hormonais sobre a puberdade.
  • D. O DIU está contraindicado pela idade precoce. 12 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Adolescente tem direito a atendimento, sigilo e prescricao de contraceptivo sem exigencia de autorizacao dos responsaveis, conforme o ECA e as resolucoes do CFM. Todos os metodos podem ser oferecidos, cabendo ao profissional explicar cada um para uma escolha informada - inclusive os LARC (DIU de cobre, DIU hormonal e implante), que sao de primeira linha nessa faixa pela altissima eficacia e independencia de adesao. Idade e nuliparidade nao contraindicam DIU (D), e apos a menarca nao ha prejuizo puberal (C). Resposta B.

Questão 41Com relação às urgências e emergências hipertensivas de acordo com as diretrizes brasileiras de hipertensão, assinale a correta.Gabarito: D

Com relação às urgências e emergências hipertensivas de acordo com as diretrizes brasileiras de hipertensão, assinale a correta.

  • A. A hipertensão acelerada é a hipertensão diastólica grave (geralmente >120 mmHg) na presença de retinopatia hi- pertensiva grau III.
  • B. A hipertensão acelerada com retinopatia hipertensiva grau III é considerada uma urgência hipertensiva, com necessidade da redução da PA em poucos minutos.
  • C. A urgência hipertensiva se refere às condições clínicas nas quais a hipertensão grave deve ser reduzida em mi- nutos ou poucas horas.
  • D. São emergências hipertensivas: falência ventricular es- querda aguda, hemorragia intracerebral, crise de feocro- mocitoma, abuso de drogas e eclampsia.

Comentário OsceLabs

Emergencia hipertensiva e PA muito elevada com LESAO AGUDA e progressiva de orgao-alvo: edema agudo de pulmao por falencia de VE, hemorragia intracerebral, encefalopatia, dissecao de aorta, crise de feocromocitoma, intoxicacao por cocaina/anfetaminas e eclampsia - exigem reducao imediata, com droga intravenosa e monitorizacao. A urgencia hipertensiva, ao contrario do que diz C, nao tem lesao aguda e permite reducao gradual em 24-48 horas, com medicacao oral; e B erra ao exigir reducao em minutos. Resposta D.

Questão 42Sobre a doença renal do diabetes (DRD) e seu tratamento, assinale a correta.Gabarito: B

Sobre a doença renal do diabetes (DRD) e seu tratamento, assinale a correta.

  • A. A DRD é um processo multifatorial, que envolve associa- ção entre lesão mecânica, disfunção celular e fibrose. A albuminúria não se correlaciona com o risco cardiovascu- lar, sendo unicamente um marcador fisiopatológico.
  • B. O tratamento da DRD envolve redução de risco cardio- vascular, controle da glicemia e da PA e bloqueio do sis- tema renina angiotensina-aldosterona (SRAA) com o ob- jetivo de reduzir a pressão intraglomerular.
  • C. A metformina não pode ser usada se houver alteração de função renal em qualquer grau e os inibidores do SGLT-2 restabelecem o feedback túbulo-glomerular com conse- quente redução da pressão intraglomerular.
  • D. O mecanismo de ação das medicações que bloqueiam o SRAA está na vasodilatação da arteríola aferente e vaso- constrição da arteríola eferente, culminando na redução da pressão intraglomerular.

Comentário OsceLabs

O tratamento da doenca renal do diabetes se apoia em reducao do risco cardiovascular, controle glicemico e pressorico e bloqueio do SRAA com IECA ou BRA, que reduzem a pressao intraglomerular - hoje somados a iSGLT2 e finerenona. Em A, a albuminuria e marcador INDEPENDENTE de risco cardiovascular, e nao apenas fisiopatologico. Em C, a metformina pode ser usada ate TFG de 30 mL/min, com ajuste abaixo de 45. Em D, a acao dos bloqueadores do SRAA e vasodilatar a arteriola EFERENTE. Resposta B.

Questão 43Mulher de 24 anos apresenta aftas orais indolores, recorren- tes há 6 meses. Há 4 meses apresenta artralgia de interfalan- geanas proximais da mão direita e punho esquerdo com ca- lor, rubor, aumento de volume, piora ao repouso, melhora ao movimento e rigidez matinal de 1 hora. Há 7 dias as artralgias das mãos e dos punhos desapareceram, mas surgiram no joelho direito e tornozelo esquerdo com as mesmas caracte- rísticas. Evoluiu com hematomas nas coxas e sangramentos espontâneos de mucosa nasal e gengival. EF: ausência de artrite ou deformidades. Os exames complementares a solici- tar e a provável etiologia são, respectivamente.Gabarito: C

Mulher de 24 anos apresenta aftas orais indolores, recorren- tes há 6 meses. Há 4 meses apresenta artralgia de interfalan- geanas proximais da mão direita e punho esquerdo com ca- lor, rubor, aumento de volume, piora ao repouso, melhora ao movimento e rigidez matinal de 1 hora. Há 7 dias as artralgias das mãos e dos punhos desapareceram, mas surgiram no joelho direito e tornozelo esquerdo com as mesmas caracte- rísticas. Evoluiu com hematomas nas coxas e sangramentos espontâneos de mucosa nasal e gengival. EF: ausência de artrite ou deformidades. Os exames complementares a solici- tar e a provável etiologia são, respectivamente.

  • A. hemograma, coagulograma, dosagem do fator VIII, provas inflamatórias (PCR e VHS); Hemofilia Primária.
  • B. látex (fator reumatoide), provas inflamatórias (VHS e PCR), radiografias de mãos; Artrite Reumatoide.
  • C. FAN, hemograma, urina tipo I, proteinúria 24 h, comple- mentos, anti-SM, anti-dsDNA, anticardiolipinas, anticoa- gulante Iúpico; Lúpus Eritematoso Sistêmico.
  • D. dosagem de HLA-B27, ressonância magnética de sacroi- líacas, provas inflamatórias (PCR e VHS), radiografias de colunas e bacia; Espondiloartrite Axial não Radiográfica.

Comentário OsceLabs

Mulher jovem com aftas orais INDOLORES recorrentes, poliartrite migratoria nao erosiva (sem deformidade e sem artrite ao exame) e agora plaquetopenia com sangramento mucocutaneo: o quadro multissistemico aponta lupus eritematoso sistemico. A investigacao inclui FAN (triagem), hemograma, urina I e proteinuria de 24 h para nefrite, complementos consumidos, anti-Sm e anti-dsDNA (especificos) e antifosfolipides. Artrite reumatoide seria persistente e erosiva (B); hemofilia e hereditaria e nao explica aftas (A); espondiloartrite axial nao se encaixa (D). Resposta C.

Questão 44Mulher de 65 anos, apresentou há 7 dias queda da própria altura com escoriação leve na região anterior de joelho esquerdo. Há 1 dia evoluiu com artralgia intensa, edema, rubor, calor, limitação de movimento e um pico febril (39 oC). Nega episódios prévios de artralgias. AP: diabética, hiper- tensa, etilista. Exame físico do joelho: rubor, calor, sinal da tecla presente, posição fletida com bloqueio articular. Exames laboratoriais: leucocitose sem desvio escalonado, PCR 30 mg/dL, VHS 60 mm/hora. A hipótese diagnóstica e conduta correta são:Gabarito: B

Mulher de 65 anos, apresentou há 7 dias queda da própria altura com escoriação leve na região anterior de joelho esquerdo. Há 1 dia evoluiu com artralgia intensa, edema, rubor, calor, limitação de movimento e um pico febril (39 oC). Nega episódios prévios de artralgias. AP: diabética, hiper- tensa, etilista. Exame físico do joelho: rubor, calor, sinal da tecla presente, posição fletida com bloqueio articular. Exames laboratoriais: leucocitose sem desvio escalonado, PCR 30 mg/dL, VHS 60 mm/hora. A hipótese diagnóstica e conduta correta são:

  • A. Artrite gotosa. A artrocentese diagnóstica não é neces- sária. Prescrever prednisona em dose baixa, AINE e colchicina por 10 dias. Após a crise, solicitar ácido úrico sérico e urinário e iniciar alopurinol.
  • B. Artrite séptica. Realizar hemoculturas, artrocentese diagnóstica e análise do Iíquido sinovial com celulari- dade, culturas, Gram e cristais. Iniciar antibioticoterapia parenteral de largo espectro e, após confirmação, drena- gem articular.
  • C. Artrite séptica. Realizar artrocentese diagnóstica e na ausência de Iíquido macroscópico purulento está des- cartada a hipótese infecciosa. Alta com anti-inflamató- rios e analgésicos.
  • D. Artrite gotosa. Realizar artrocentese diagnóstica e análise do líquido sinovial com celularidade, culturas, Gram e cristais. Cultura do líquido sinovial negativa exclui o diagnóstico infeccioso. Alta com AINE, colchi- cina e alopurinol. 13 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Monoartrite aguda, febril, com bloqueio articular, em diabetica com porta de entrada cutanea recente: artrite septica ate prova em contrario - emergencia ortopedica. Conduta: hemoculturas, artrocentese com celularidade, Gram, cultura e pesquisa de cristais, antibiotico parenteral empirico IMEDIATO e drenagem/lavagem articular. Liquido nao purulento a olho nu NAO afasta infeccao (C), e cultura negativa tambem nao exclui - gota e artrite septica podem coexistir; alem disso, alopurinol jamais se inicia na crise sem cobertura (A e D). Resposta B.

Questão 45Homem de 62 anos com cirrose hepática por álcool é admitido no hospital pela terceira vez em um mês com ascite tensa. Faz dieta com restrição de sódio. AP: encefalopatia hepática persistente. Uso diário de furosemida 160 mg e espirono- lactona 400 mg. Exames laboratoriais: Na 135 mEq/L e K 4,2 mEq/L; Na urinário baixo (40 mmol/dia). A conduta inicial éGabarito: D

Homem de 62 anos com cirrose hepática por álcool é admitido no hospital pela terceira vez em um mês com ascite tensa. Faz dieta com restrição de sódio. AP: encefalopatia hepática persistente. Uso diário de furosemida 160 mg e espirono- lactona 400 mg. Exames laboratoriais: Na 135 mEq/L e K 4,2 mEq/L; Na urinário baixo (40 mmol/dia). A conduta inicial é

  • A. administrar furosemida intravenosa.
  • B. realizar paracentese de alívio e adicionar amilorida.
  • C. indicar shunt intra-hepático portossistêmico por via transjugular.
  • D. realizar paracentese de alívio e se necessário repor albu- mina intravenosa.

Comentário OsceLabs

Cirrotico com terceira internacao no mes por ascite tensa, ja em restricao de sodio e com doses MAXIMAS de diuretico (furosemida 160 mg e espironolactona 400 mg) e natriurese baixa: ascite refrataria. A conduta e paracentese de alivio, repondo albumina intravenosa quando o volume retirado ultrapassa 5 litros (6-8 g por litro drenado), para prevenir disfuncao circulatoria pos-paracentese. Aumentar diuretico ja esgotou o teto (A e B), e o TIPS esta contraindicado pela encefalopatia persistente (C). Resposta D.

Questão 46Homem de 50 anos é trazido ao hospital após dois episódios de vômitos com sangue e perda da consciência. Chega sono- lento e não colaborativo e tem novo episódio de hematêmese, bem como melena. AP: etilista de mais de 100g de álcool há 30 anos. EF: FC 128 bpm, PA 70/50 mmHg, icterícia, gineco- mastia e ascite tensa. Deve-seGabarito: C

Homem de 50 anos é trazido ao hospital após dois episódios de vômitos com sangue e perda da consciência. Chega sono- lento e não colaborativo e tem novo episódio de hematêmese, bem como melena. AP: etilista de mais de 100g de álcool há 30 anos. EF: FC 128 bpm, PA 70/50 mmHg, icterícia, gineco- mastia e ascite tensa. Deve-se

  • A. acionar imediatamente a equipe de endoscopia para Endoscopia Digestiva Alta (EDA).
  • B. iniciar infusão de cristaloide, pedir EDA urgente e aguar- dar confirmação de rotura de varizes esofágicas para ini- ciar vasoconstritor.
  • C. iniciar infusão de cristaloide, fazer dose de ataque de vasoconstritor e começar antibiótico.
  • D. passar balão gastroesofágico imediatamente para controle do choque hemorrágico.

Comentário OsceLabs

Hemorragia digestiva alta varicosa com choque em cirrotico. A prioridade e a estabilizacao: cristaloide e hemotransfusao restritiva (alvo de Hb em torno de 7 g/dL), vasoconstritor esplancnico - terlipressina ou octreotide - iniciado IMEDIATAMENTE, antes e independentemente da endoscopia, e antibiotico profilatico (ceftriaxona), que comprovadamente reduz ressangramento e mortalidade. A endoscopia vem em ate 12 h, com paciente estavel e via aerea protegida (ele esta sonolento). O balao e resgate de sangramento refratario (D). Resposta C.

Questão 47Homem 32 anos com histórico de tosse e chiado na infân- cia com necessidade de inalações com broncodilatadores. Em consulta ambulatorial refere sintomas de tosse e chiado que ocorrem 1 a 2 vezes no mês, nega despertar noturno por sintoma, nega limitação de atividades do dia a dia, desde a infância não precisa procurar atendimento médico por crise, ultimamente tem feito treinos de corrida quando apresenta chiado e tosse seca leves. De acordo com as recomenda- ções atuais para tratamento de asma, a melhor orientação terapêutica nesse caso é:Gabarito: B

Homem 32 anos com histórico de tosse e chiado na infân- cia com necessidade de inalações com broncodilatadores. Em consulta ambulatorial refere sintomas de tosse e chiado que ocorrem 1 a 2 vezes no mês, nega despertar noturno por sintoma, nega limitação de atividades do dia a dia, desde a infância não precisa procurar atendimento médico por crise, ultimamente tem feito treinos de corrida quando apresenta chiado e tosse seca leves. De acordo com as recomenda- ções atuais para tratamento de asma, a melhor orientação terapêutica nesse caso é:

  • A. Salbutamol spray 2 jatos 30 min antes do exercício e caso tenha sintomas.
  • B. Formoterol 6 mcg / budesonida 200 mcg spray 1 jato 30 min antes do exercício e caso tenha sintomas.
  • C. Formoterol 6 mcg / budesonida 200 mcg spray 1 jato de 12 /12h diariamente.
  • D. Não necessita tratamento medicamentoso.

Comentário OsceLabs

Sintomas 1 a 2 vezes por mes, sem despertares noturnos, sem limitacao de atividades e sem crises que exijam atendimento: asma leve/intermitente, etapa 1 do GINA - cujo tratamento atual e corticoide inalatorio associado a formoterol em dose baixa por DEMANDA, inclusive antes do exercicio. O SABA isolado (A) deixou de ser recomendado por aumentar exacerbacoes e mortalidade. Manutencao diaria (C) e excessiva para esse nivel de controle, e nao tratar (D) deixa o paciente sem corticoide de resgate. Resposta B.

Questão 48Homem de 61 anos retorna em consulta ambulatorial com queixa de dispneia aos moderados esforços e pouca tosse seca. Relata exacerbação do quadro há 2 meses com necessidade de internação por 1 semana. Atualmente sem suplementação de oxigênio. AP: tabagismo prévio de 30 anos-maço. Em uso regular de formoterol 12 mcg de 12/12h. Espirometria (valores após broncodilatador): VEF1/CVF = 62 e VEF1 = 49%. A melhor conduta éGabarito: C

Homem de 61 anos retorna em consulta ambulatorial com queixa de dispneia aos moderados esforços e pouca tosse seca. Relata exacerbação do quadro há 2 meses com necessidade de internação por 1 semana. Atualmente sem suplementação de oxigênio. AP: tabagismo prévio de 30 anos-maço. Em uso regular de formoterol 12 mcg de 12/12h. Espirometria (valores após broncodilatador): VEF1/CVF = 62 e VEF1 = 49%. A melhor conduta é

  • A. manter monoterapia com formoterol 12 mcg de 12/12h.
  • B. associar budesonida 400 mcg de 12/12h.
  • C. associar tiotrópio 2,5 mcg 2 jatos 1 vez ao dia.
  • D. associar salbutamol spray 2 jatos na crise.

Comentário OsceLabs

DPOC com VEF1/CVF de 0,62 e VEF1 de 49% (GOLD 3), uma internacao por exacerbacao ha 2 meses e dispneia persistente em monoterapia com LABA: a escalada correta e a DUPLA broncodilatacao, associando um LAMA (tiotropio) ao formoterol. O corticoide inalatorio (B) entra quando persistem exacerbacoes apesar de LABA+LAMA e/ou ha eosinofilos >=300/mm3. Salbutamol de resgate (D) e adjuvante e nao muda o curso, e manter a monoterapia (A) e insuficiente diante da exacerbacao recente. Resposta C.

Questão 49Mulher de 24 anos apresenta cansaço, fraqueza e taquicardia aos mínimos esforços há 2 dias. EF: FC 110 bpm, FR 18 ipm, PA 100/60mmHg, mucosas descoradas, baço palpável sobre o rebordo costal direito, aftas orais. Exames laboratoriais: Hb 5,7 g/dL, Ht 22%, VCM 108 fL, plaquetas 212.000/mm³, GB 4.800/mm³ com diferenciais normais, reticulócitos 5,6%, BT 4,5 mg/dL, BI 3,8 mg/dL, DHL 4 vezes o valor de norma- lidade, Cr 0,6 mg/dL. O exame que auxiliará no diagnóstico é a(o)Gabarito: A

Mulher de 24 anos apresenta cansaço, fraqueza e taquicardia aos mínimos esforços há 2 dias. EF: FC 110 bpm, FR 18 ipm, PA 100/60mmHg, mucosas descoradas, baço palpável sobre o rebordo costal direito, aftas orais. Exames laboratoriais: Hb 5,7 g/dL, Ht 22%, VCM 108 fL, plaquetas 212.000/mm³, GB 4.800/mm³ com diferenciais normais, reticulócitos 5,6%, BT 4,5 mg/dL, BI 3,8 mg/dL, DHL 4 vezes o valor de norma- lidade, Cr 0,6 mg/dL. O exame que auxiliará no diagnóstico é a(o)

  • A. teste da antiglobulina direta.
  • B. imunofenotipagem de sangue periférico.
  • C. dosagem de vitamina B12.
  • D. eletroforese de hemoglobina.

Comentário OsceLabs

Anemia grave, macrocitica (VCM 108), com reticulocitos ELEVADOS (5,6%), bilirrubina indireta alta, DHL quatro vezes o normal e esplenomegalia: hemolise. Em mulher jovem, o proximo passo e o teste da antiglobulina direta (Coombs direto), que separa anemia hemolitica autoimune das causas nao imunes. Deficiencia de B12 cursaria com reticulocitos BAIXOS (C); eletroforese investiga hemoglobinopatia, geralmente microcitica e cronica (D); e a imunofenotipagem para HPN so entra se o Coombs for negativo (B). Resposta A.

Questão 50Sobre o diagnóstico das queixas cognitivas em idosos, é correto afirmar queGabarito: B

Sobre o diagnóstico das queixas cognitivas em idosos, é correto afirmar que

  • A. o diagnóstico de demência exige a presença de prejuízo de memória.
  • B. pacientes com comprometimento cognitivo leve não pos- suem prejuízo funcional ou social claro como aqueles com demência.
  • C. o diagnóstico de demência requer um exame de neu- roimagem (TC ou RNM).
  • D. a pesquisa de sorologia para HIV faz parte dos exames de rotina. 14 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

O que separa comprometimento cognitivo leve de demencia e a FUNCIONALIDADE: no CCL ha declinio objetivo documentado, mas o paciente mantem independencia nas atividades instrumentais e sociais. Em A, o DSM-5 nao exige prejuizo de memoria - a demencia pode se iniciar por linguagem, funcao executiva, comportamento ou visuoespacial (demencia frontotemporal, afasia progressiva). Em C, a neuroimagem e recomendada mas nao obrigatoria. Em D, sorologia para HIV e solicitada de forma seletiva, conforme fatores de risco. Resposta B.

Questão 51Em relação aos instrumentos utilizados para o diagnóstico da síndrome de fragilidade, assinale a alternativa correta.Gabarito: D

Em relação aos instrumentos utilizados para o diagnóstico da síndrome de fragilidade, assinale a alternativa correta.

  • A. O instrumento SOF (Study of Osteoporotic Fractures) tem como um de seus itens a avaliação da velocidade de marcha.
  • B. O instrumento FRAIL incorpora a avaliação da força de preensão palmar.
  • C. O instrumento FRAIL incorpora a avaliação do índice de massa corporal.
  • D. O instrumento SOF incorpora a avaliação da força dos membros inferiores através do teste de levantar da cadeira 5 vezes sem usar os braços para apoio.

Comentário OsceLabs

O indice SOF avalia tres itens: perda de peso >=5%, incapacidade de levantar da cadeira 5 vezes sem apoiar os bracos (proxy de forca de membros inferiores) e reducao de energia/vitalidade - nao inclui velocidade de marcha (A). O questionario FRAIL e composto por 5 itens AUTORREFERIDOS (fadiga, resistencia, deambulacao, comorbidades e perda de peso), sem medida objetiva: nao usa preensao palmar (B) nem IMC (C). Preensao palmar e velocidade de marcha pertencem ao fenotipo de Fried. Resposta D.

Questão 52Mulher de 42 anos iniciou disúria há 4 dias, apresenta febre com dor lombar há um dia e hoje prostração intensa, sendo levada ao PS. EF: regular estado geral, sonolenta (Glasgow 11), PA 75/50 mmHg, FC 135 bpm, SatO2 93%, FR 26 ipm, tempo de enchimento capilar de 5 segundos. Sobre a abordagem desse caso na emergência, além da ressuscitação volêmica e noradrenalina, assinale a correta.Gabarito: B

Mulher de 42 anos iniciou disúria há 4 dias, apresenta febre com dor lombar há um dia e hoje prostração intensa, sendo levada ao PS. EF: regular estado geral, sonolenta (Glasgow 11), PA 75/50 mmHg, FC 135 bpm, SatO2 93%, FR 26 ipm, tempo de enchimento capilar de 5 segundos. Sobre a abordagem desse caso na emergência, além da ressuscitação volêmica e noradrenalina, assinale a correta.

  • A. Deve-se iniciar a dobutamina na dose intermediária, vi- sando o efeito alfa e beta-adrenérgico concomitante.
  • B. Recomenda-se que a administração de antibiótico empírico deve ser idealmente realizada dentro de 1 hora do reconhecimento clínico.
  • C. O escore q-SOFA (quick Sequential Organ Failure Assesment) é a melhor ferramenta diagnóstica para essa situação devido à sua praticidade e especificidade.
  • D. Caso disponível, recomenda-se fortemente a dosagem de procalcitonina para decidir quanto ao início de anti- biótico.

Comentário OsceLabs

Choque septico de foco urinario (pielonefrite): hipotensao, taquicardia, rebaixamento e enchimento capilar de 5 s. Alem de volume e noradrenalina, a intervencao que mais impacta mortalidade e o antibiotico empirico de amplo espectro o mais rapido possivel - idealmente dentro da primeira hora do reconhecimento. A dobutamina e inotropico, reservado a disfuncao miocardica apos otimizacao, e nao vasopressor (A). O qSOFA e ferramenta de triagem/prognostico, com baixa sensibilidade diagnostica (C). E a procalcitonina nunca deve retardar o antibiotico (D). Resposta B.

Questão 53Homem de 65 anos é encontrado caído no chão da sua casa. Segundo o filho, o paciente tinha boa funcionalidade prévia e morava só. AP: HAS há 15 anos e DM há 10 anos, sem acompanhamento regular, em uso de clortalidona 25mg/dia, metformina 1500mg/dia e empagliflozina 25mg/dia. EF: tor- poroso (escala de coma de Glasgow 9), desidratado 3+/4, PA 98/66 mmHg, FC 128 bpm, FR 26 ipm, SatO2 95%, tempo de enchimento capilar 3 segundos. Exames laboratoriais: Hb 16 g/dL, Ht 51%, GB 14.000/mm3, Plaquetas 380.000/mm3, Na 153 mEq/L, K 5,0 mEq/L, glicose 660 mg/dL, Cr 2,5 mg/dL (basal 0,7 mg/dL), Ur 245 mg/dL, PCR 1,4 mg/dL. Gasome- tria arterial: pH: 7,57; pCO2: 36 mmHg; Bic: 32 mEq/L; cloreto: 96 mEq/L, lactato 1,8 mmol/L. Considerando a principal hipó- tese diagnóstica, o tratamento inicial éGabarito: C

Homem de 65 anos é encontrado caído no chão da sua casa. Segundo o filho, o paciente tinha boa funcionalidade prévia e morava só. AP: HAS há 15 anos e DM há 10 anos, sem acompanhamento regular, em uso de clortalidona 25mg/dia, metformina 1500mg/dia e empagliflozina 25mg/dia. EF: tor- poroso (escala de coma de Glasgow 9), desidratado 3+/4, PA 98/66 mmHg, FC 128 bpm, FR 26 ipm, SatO2 95%, tempo de enchimento capilar 3 segundos. Exames laboratoriais: Hb 16 g/dL, Ht 51%, GB 14.000/mm3, Plaquetas 380.000/mm3, Na 153 mEq/L, K 5,0 mEq/L, glicose 660 mg/dL, Cr 2,5 mg/dL (basal 0,7 mg/dL), Ur 245 mg/dL, PCR 1,4 mg/dL. Gasome- tria arterial: pH: 7,57; pCO2: 36 mmHg; Bic: 32 mEq/L; cloreto: 96 mEq/L, lactato 1,8 mmol/L. Considerando a principal hipó- tese diagnóstica, o tratamento inicial é

  • A. antibiótico de amplo espectro.
  • B. terapia renal substitutiva.
  • C. cristaloide intravenoso.
  • D. água livre via enteral.

Comentário OsceLabs

Glicemia de 660 mg/dL, sodio 153, ureia e creatinina muito elevadas, desidratacao 3+ e rebaixamento, SEM acidose (pH 7,57, bicarbonato 32) e sem cetose: estado hiperglicemico hiperosmolar, favorecido pela empagliflozina, pela clortalidona e pela sede nao atendida. O tratamento inicial e prioritario e a reposicao volemica com cristaloide intravenoso, que ja reduz a glicemia e restaura a perfusao; a insulina vem depois, com potassio garantido. Agua enteral e insegura no torporoso (D), e a lesao renal e pre-renal - nao indica dialise (B). Resposta C.

Questão 54Considerando pacientes elegíveis à profilaxia antimicrobiana contra endocardite infecciosa antes da realização de proce- dimentos dentários de alto risco, assinale a alternativa que apresenta a droga de escolha.Gabarito: D

Considerando pacientes elegíveis à profilaxia antimicrobiana contra endocardite infecciosa antes da realização de proce- dimentos dentários de alto risco, assinale a alternativa que apresenta a droga de escolha.

  • A. Ciprofloxacino.
  • B. Claritromicina.
  • C. Metronidazol.
  • D. Amoxicilina.

Comentário OsceLabs

A profilaxia de endocardite infecciosa em procedimentos dentarios de alto risco (manipulacao gengival, regiao periapical ou perfuracao da mucosa oral) tem como alvo os estreptococos do grupo viridans. A droga de escolha e a amoxicilina 2 g por via oral, 30 a 60 minutos antes do procedimento. Em alergicos usam-se cefalexina, clindamicina ou macrolideo - a claritromicina e alternativa, nao a escolha (B). Ciprofloxacino e metronidazol nao cobrem estreptococo oral (A e C). Resposta D.

Questão 55Sobre o tratamento antitrombótico preconizado pela diretriz brasileira de síndrome coronária aguda sem supradesnivela- mento de segmento ST, assinale a correta.Gabarito: C

Sobre o tratamento antitrombótico preconizado pela diretriz brasileira de síndrome coronária aguda sem supradesnivela- mento de segmento ST, assinale a correta.

  • A. Nos raros casos de pacientes com hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico, para dupla antiagregação, recomen- da-se a combinação de clopidogrel com ticagrelor, ou clo- pidogrel com prasugrel, todos sem dose de ataque.
  • B. O período de tratamento com enoxaparina em dose plena é por 5 dias. Após esse período, caso o paciente permaneça internado, deve ser reduzida para dose profi- lática de tromboembolismo venoso.
  • C. Não há indicação rotineira de se iniciar inibidor do receptor P2Y12 como pré-tratamento em pacientes indi- cados para estratégia invasiva precoce (< 24h).
  • D. Caso disponível no serviço, deve-se dar preferência ao fondaparinux como anticoagulante de escolha em pa- cientes de baixo risco hemorrágico e disfunção renal com clearance de creatinina < 20mL/min.

Comentário OsceLabs

Na sindrome coronariana aguda sem supra de ST com estrategia invasiva precoce (<24 h), NAO se recomenda pre-tratamento rotineiro com inibidor de P2Y12 antes de conhecer a anatomia coronaria - o beneficio nao se confirmou e o risco de sangramento (e de atrasar cirurgia de revascularizacao) aumenta. Em A, clopidogrel nao se combina com ticagrelor nem com prasugrel, e a dose de ataque e regra. Em B, nao existe regra de reduzir enoxaparina apos 5 dias. Em D, o fondaparinux e contraindicado com clearance <20 mL/min. Resposta C.

Questão 56Considere um paciente com diagnóstico prévio de insuficiên- cia cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) por car- diomiopatia dilatada. O paciente está em uso de medicações modificadoras da doença ICFER (bisoprolol, valsartana e espi- ronolactona), em doses máximas com boa tolerância e atual- mente encontra-se sem edema e na classe funcional NYHA 1. Realizou um ecocardiograma recente que demonstrou recupe- ração da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (prévio 32% e atual 52%), com hipocinesia anterior, sem demais alterações marcantes. Não apresenta diabetes ou hipertensão arterial sis- têmica. Para esse caso, assinale a conduta correta.Gabarito: A

Considere um paciente com diagnóstico prévio de insuficiên- cia cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) por car- diomiopatia dilatada. O paciente está em uso de medicações modificadoras da doença ICFER (bisoprolol, valsartana e espi- ronolactona), em doses máximas com boa tolerância e atual- mente encontra-se sem edema e na classe funcional NYHA 1. Realizou um ecocardiograma recente que demonstrou recupe- ração da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (prévio 32% e atual 52%), com hipocinesia anterior, sem demais alterações marcantes. Não apresenta diabetes ou hipertensão arterial sis- têmica. Para esse caso, assinale a conduta correta.

  • A. Mesmo com a recuperação da função sistólica e au- sência de sintomas, recomenda-se a manutenção das medicações em uso.
  • B. Devem ser reduzidas progressivamente a valsartana e a espironolactona até a suspensão, mas mantido o be- tabloqueador.
  • C. A valsartana deve ser substituída por sacubitril/valsartana respeitando o intervalo de washout de 36h e mantendo- -se as demais drogas.
  • D. Como houve recuperação da disfunção sistólica, recomenda-se redução pela metade da valsartana e es- pironolactona, e introdução de inibidor de SGLT-2. 15 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Fracao de ejecao RECUPERADA nao e cura: o estudo TRED-HF mostrou que cerca de 40% dos pacientes voltam a apresentar disfuncao quando as medicacoes modificadoras sao retiradas, mesmo assintomaticos e com FE normalizada. Portanto mantem-se betabloqueador, BRA e antagonista mineralocorticoide nas doses otimizadas, com seguimento ecocardiografico. As alternativas B e D propoem desmame, exatamente o erro demonstrado; e trocar por sacubitril/valsartana (C) nao tem indicacao em paciente NYHA I ja recuperado. Resposta A.

Questão 57Homem de 60 anos apresenta há dois anos tremor no braço direito e dificuldade para fazer os movimentos devido a rigi- dez, com piora progressiva. Queixa-se de dor no membro su- perior direito, perda de olfato e constipação intestinal. Acom- panhante relatou que ele se movimenta muito e fala durante o sono. EF: leve bradicinesia, tremor de repouso e rigidez do lado direito (mais evidente no membro superior); hipomimia facial e anosmia; marcha com arrasto da perna direita e dimi- nuição do balanço passivo do braço direito, sem instabilidade postural. É correto afirmar.Gabarito: D

Homem de 60 anos apresenta há dois anos tremor no braço direito e dificuldade para fazer os movimentos devido a rigi- dez, com piora progressiva. Queixa-se de dor no membro su- perior direito, perda de olfato e constipação intestinal. Acom- panhante relatou que ele se movimenta muito e fala durante o sono. EF: leve bradicinesia, tremor de repouso e rigidez do lado direito (mais evidente no membro superior); hipomimia facial e anosmia; marcha com arrasto da perna direita e dimi- nuição do balanço passivo do braço direito, sem instabilidade postural. É correto afirmar.

  • A. Hipomimia facial, alteração da marcha, dor e hipo- tensão postural são classificados como sintomas não motores da doença.
  • B. Os sintomas motores cardinais da doença de Parkin- son apresentados pelo paciente são: rigidez unilateral ou assimétrica e bradicinesia.
  • C. Esse paciente apresenta alguns sintomas não moto- res da doença de Parkinson, tais como: hipotensão pos- tural, dor, anosmia, transtorno comportamental do sono REM.
  • D. A constipação intestinal, o transtorno comportamen- tal do sono REM e a anosmia são classificados como sin- tomas pré-motores da doença de Parkinson.

Comentário OsceLabs

Constipacao intestinal, transtorno comportamental do sono REM (movimentar-se e falar durante o sono) e anosmia aparecem ANOS antes do parkinsonismo motor - sao os sintomas PRE-motores (prodromicos) da doenca de Parkinson, reflexo da progressao ascendente da sinucleinopatia. Em A, hipomimia facial e alteracao da marcha sao sintomas MOTORES, nao nao-motores. Em C, o caso nao descreve hipotensao postural. E B ignora que este paciente tem tambem tremor de repouso, que e sinal cardinal. Resposta D.

Questão 58Homem de 39 anos, motorista de táxi, solteiro, refere dor do tipo queimação há 3 dias no glúteo direito com surgimento local de lesões cutâneas há 1 dia. Nega febre, linfadenopa- tia ou prostração. EF: múltiplas vesículas de conteúdo hia- lino e base eritematosa agrupadas apenas na região glútea à direita (imagem). A principal hipótese diagnóstica e o exame para a sua confir- mação são, respectivamente:Gabarito: A

Homem de 39 anos, motorista de táxi, solteiro, refere dor do tipo queimação há 3 dias no glúteo direito com surgimento local de lesões cutâneas há 1 dia. Nega febre, linfadenopa- tia ou prostração. EF: múltiplas vesículas de conteúdo hia- lino e base eritematosa agrupadas apenas na região glútea à direita (imagem). A principal hipótese diagnóstica e o exame para a sua confir- mação são, respectivamente:

  • A. herpes simples; citodiagnóstico de Tzanck.
  • B. varíola do macaco; pesquisa viral pelo PCR da lesão.
  • C. sífilis primária; pesquisa do treponema em campo escuro.
  • D. molusco contagioso; exame histopatológico do ma- terial curetado.

Comentário OsceLabs

Dor em queimacao precedendo em dias o surgimento de vesiculas AGRUPADAS de conteudo hialino sobre base eritematosa, restritas a uma unica area: infeccao herpetica. A confirmacao simples, rapida e disponivel a beira do leito e o citodiagnostico de Tzanck, que mostra celulas gigantes multinucleadas e degeneracao balonizante. Mpox produz lesoes papulo-pustulosas umbilicadas, disseminadas e com linfadenopatia (B); sifilis primaria e ulcera unica, indolor, de base limpa (C); e molusco e papula umbilicada indolor (D). Resposta A.

Questão 59O gráfico a seguir mostra a história natural da infecção pelo HIV: Infecção Aguda Latência Clínica AIDS Morte Infecção 1200 - 1100 - 1000 - 900 - 800 - 700 - 600 - 500 - 400 - 300 - 200 - 100 - 0 - 0 3 6 9 12 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Semanas Anos -10 -10 -10 -10 -10 -10 7 6 5 4 3 2 CV-HIV (cópias/ml) Contagem de LT-CD4+ (céls/mm ) 3 CD4 o Carga Viral Adaptado de HIV Book 2015/2016 Fase 1: contágio (infecção); fase 2: infecção aguda; fase 3: latência clínica; fase 4: aids – doença avançada. O melhor momento para introdução do tratamento antirretro- viral é na faseGabarito: A

O gráfico a seguir mostra a história natural da infecção pelo HIV: Infecção Aguda Latência Clínica AIDS Morte Infecção 1200 - 1100 - 1000 - 900 - 800 - 700 - 600 - 500 - 400 - 300 - 200 - 100 - 0 - 0 3 6 9 12 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Semanas Anos -10 -10 -10 -10 -10 -10 7 6 5 4 3 2 CV-HIV (cópias/ml) Contagem de LT-CD4+ (céls/mm ) 3 CD4 o Carga Viral Adaptado de HIV Book 2015/2016 Fase 1: contágio (infecção); fase 2: infecção aguda; fase 3: latência clínica; fase 4: aids – doença avançada. O melhor momento para introdução do tratamento antirretro- viral é na fase

  • A. 1.
  • B. 2.
  • C. 3.
  • D. 4.

Comentário OsceLabs

A politica atual e testar e tratar: antirretroviral para TODA pessoa vivendo com HIV, independentemente da contagem de CD4, e o mais precocemente possivel - conduta consolidada pelos estudos START e TEMPRANO. Quanto mais cedo na historia natural, menor o reservatorio viral estabelecido, melhor a preservacao imune e menor a transmissao; por isso a fase 1, do contagio, e o momento em que a intervencao antirretroviral rende mais. Esperar a latencia clinica (C) ou a aids instalada (D) reproduz justamente o modelo de limiar de CD4 ja abandonado. Resposta A.

Questão 60Mulher de 45 anos refere surgimento de mancha hipocrômica na bochecha direita com 4 cm de diâmetro, assintomática, há 6 meses. EF: mácula hipocrômica na face e lesão semelhan- te na região lombar, na qual esta apresenta redução de pelos. A forma clínica de hanseníase desse caso é aGabarito: A

Mulher de 45 anos refere surgimento de mancha hipocrômica na bochecha direita com 4 cm de diâmetro, assintomática, há 6 meses. EF: mácula hipocrômica na face e lesão semelhan- te na região lombar, na qual esta apresenta redução de pelos. A forma clínica de hanseníase desse caso é a

  • A. indeterminada.
  • B. tuberculoide.
  • C. lepromatosa.
  • D. dimorfa.

Comentário OsceLabs

Maculas hipocromicas, assintomaticas, com rarefacao de pelos e alteracao de sensibilidade, SEM infiltracao, sem borda elevada e sem espessamento neural, caracterizam a hanseniase INDETERMINADA - forma inicial, paucibacilar, com baciloscopia negativa e Mitsuda variavel. A forma tuberculoide traz placa eritematosa bem delimitada, borda elevada e anestesia franca (B); a virchowiana e difusa, infiltrada, com madarose e alta carga bacilar (C); e a dimorfa exibe lesoes foveolares/em alvo (D). Resposta A.

Questão 61Homem de 19 anos foi submetido a orquiectomia radical di- reita por via inguinal devido massa testicular direita. No pri- meiro retorno ambulatorial queixou-se de parestesia em face medial da coxa e bolsa testicular à direita. O nervo provavel- mente lesado durante a cirurgia foi oGabarito: D

Homem de 19 anos foi submetido a orquiectomia radical di- reita por via inguinal devido massa testicular direita. No pri- meiro retorno ambulatorial queixou-se de parestesia em face medial da coxa e bolsa testicular à direita. O nervo provavel- mente lesado durante a cirurgia foi o

  • A. genitofemoral.
  • B. obturador.
  • C. femoral.
  • D. ilioinguinal. 16 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

O nervo ilioinguinal percorre o canal inguinal junto ao funiculo espermatico e inerva a raiz do penis, a bolsa escrotal anterior e a face medial superior da coxa - exatamente o territorio da parestesia descrita - sendo o mais comumente lesado em cirurgias inguinais. O genitofemoral tem ramo genital voltado ao cremaster e ramo femoral para a face anterior da coxa (A); o obturador inerva a coxa medial mas nao o escroto (B); e o femoral, a face anterior da coxa e a perna medial (C). Resposta D.

Questão 62Homem de 65 anos relata piora gradual do jato miccional nos últimos meses, acompanhada de hesitação para iniciar micção e necessidade de prensa abdominal para ajudar no esvaziamento vesical. Apresentou três episódios de reten- ção urinária aguda nos últimos quatro meses. AP: hiperplasia prostática benigna, em uso de doxazosina 2mg por dia. Exa- me digital retal da próstata: glândula de aproximadamente 50g, simétrica, fibroelástica, indolor e sem nódulos palpáveis. PSA (colhido há dois meses): 1,2ng/mL. A melhor proposta terapêutica éGabarito: B

Homem de 65 anos relata piora gradual do jato miccional nos últimos meses, acompanhada de hesitação para iniciar micção e necessidade de prensa abdominal para ajudar no esvaziamento vesical. Apresentou três episódios de reten- ção urinária aguda nos últimos quatro meses. AP: hiperplasia prostática benigna, em uso de doxazosina 2mg por dia. Exa- me digital retal da próstata: glândula de aproximadamente 50g, simétrica, fibroelástica, indolor e sem nódulos palpáveis. PSA (colhido há dois meses): 1,2ng/mL. A melhor proposta terapêutica é

  • A. aumentar dose do alfabloqueador para 4mg por dia.
  • B. ressecção transuretral de próstata.
  • C. associar medicação inibidora da 5-alfa-redutase.
  • D. instituir cateterismo intermitente limpo a cada quatro horas.

Comentário OsceLabs

Retencao urinaria aguda de REPETICAO e complicacao da hiperplasia prostatica benigna e configura indicacao absoluta de tratamento cirurgico - assim como litiase vesical, hematuria refrataria, ITU de repeticao e insuficiencia renal obstrutiva. Para glandula de 50 g, a ressecao transuretral e o padrao. Aumentar o alfabloqueador (A) nao resolve complicacao ja instalada; o inibidor de 5-alfa-redutase (C) leva meses para reduzir volume; e o cateterismo intermitente (D) e paliativo. Resposta B.

Questão 63Homem de 37 anos colidiu seu automóvel contra um muro em alta velocidade. Durante o atendimento inicial foi diagnos- ticado um pneumotórax hipertensivo à direita, sendo realiza- da punção de alívio seguida por drenagem torácica. Dreno de tórax: pequeno débito hemático e grande escape aéreo. Após a drenagem torácica, o paciente evoluiu com enfisema de subcutâneo que foi aumentando progressivamente. Rx de tórax realizado no PS após drenagem torácica: imagem. Dentre as condutas a seguir, a mais adequada nesse mo- mento é a:Gabarito: A

Homem de 37 anos colidiu seu automóvel contra um muro em alta velocidade. Durante o atendimento inicial foi diagnos- ticado um pneumotórax hipertensivo à direita, sendo realiza- da punção de alívio seguida por drenagem torácica. Dreno de tórax: pequeno débito hemático e grande escape aéreo. Após a drenagem torácica, o paciente evoluiu com enfisema de subcutâneo que foi aumentando progressivamente. Rx de tórax realizado no PS após drenagem torácica: imagem. Dentre as condutas a seguir, a mais adequada nesse mo- mento é a:

  • A. colocação de segundo dreno torácico.
  • B. realização de toracotomia exploradora.
  • C. realocação do primeiro dreno torácico.
  • D. realização de fisioterapia respiratória.

Comentário OsceLabs

Grande escape aereo persistente pelo dreno associado a enfisema de subcutaneo PROGRESSIVO apos a drenagem indica que o dreno nao esta dando vazao ao volume de ar da fistula - pneumotorax nao resolvido. A conduta imediata, eficaz e menos invasiva e a colocacao de um SEGUNDO dreno toracico. Toracotomia (B) fica reservada a lesao traqueobronquica confirmada ou sangramento macico; realocar o primeiro dreno (C) nao aumenta a capacidade de drenagem; e fisioterapia nao trata escape aereo (D). Resposta A.

Questão 64Mulher de 54 anos encontra-se no 4º dia de tratamento de pneumonia comunitária com antibiótico, mantendo febre, leucocitose e PCR elevada. AP: DM tipo II e ICC. Rx de tó- rax: imagem. Exames séricos: glicose: 120 mg/dL; DHL: 875 UI/L; proteína: 6,7 g/dL. Exames do líquido pleural de toraco- centese diagnóstica: aspecto amarelado; pH: 7,21; glicose: 30 mg/dL; DHL: 1895 UI/L; proteína: 4,2 g/dL e cultura em andamento. A conduta mais adequada é:Gabarito: C

Mulher de 54 anos encontra-se no 4º dia de tratamento de pneumonia comunitária com antibiótico, mantendo febre, leucocitose e PCR elevada. AP: DM tipo II e ICC. Rx de tó- rax: imagem. Exames séricos: glicose: 120 mg/dL; DHL: 875 UI/L; proteína: 6,7 g/dL. Exames do líquido pleural de toraco- centese diagnóstica: aspecto amarelado; pH: 7,21; glicose: 30 mg/dL; DHL: 1895 UI/L; proteína: 4,2 g/dL e cultura em andamento. A conduta mais adequada é:

  • A. aguardar cultura.
  • B. broncoscopia flexível para coleta de lavado.
  • C. drenagem torácica à esquerda.
  • D. decorticação pulmonar.

Comentário OsceLabs

Derrame parapneumonico COMPLICADO: pH pleural 7,21 (<7,20-7,30), glicose 30 mg/dL (<40-60) e DHL altissima, preenchendo os criterios de Light para exsudato, em paciente que falha no 4o dia de antibiotico. A conduta e drenagem toracica imediata - o antibiotico sozinho nao esteriliza a cavidade pleural. Aguardar cultura (A) mantem o foco nao drenado; a broncoscopia nao avalia o espaco pleural (B); e a decorticacao (D) e para empiema organizado com encarceramento pulmonar, fase tardia. Resposta C.

Questão 65O achado radiológico mais sugestivo de lesão traumática de aorta é:Gabarito: A

O achado radiológico mais sugestivo de lesão traumática de aorta é:

  • A. derrame extrapleural apical.
  • B. pneumomediastino.
  • C. pneumotórax à esquerda.
  • D. hemotórax à direita.

Comentário OsceLabs

Na lesao traumatica de aorta (tipicamente no istmo, por desaceleracao brusca) o radiograma reflete o hematoma mediastinal: alargamento do mediastino, apagamento do botao aortico, desvio da traqueia e o derrame extrapleural apical (apical cap) - o hematoma que se estende sobre o apice pulmonar. Pneumomediastino sugere lesao traqueobronquica ou esofagica (B); pneumotorax e hemotorax sao achados inespecificos do trauma toracico (C e D). Confirma-se com angiotomografia. Resposta A.

Questão 66Com relação à anatomia vascular abdominal, é correto afir- mar queGabarito: D

Com relação à anatomia vascular abdominal, é correto afir- mar que

  • A. a veia cava inferior está localizada à esquerda da aorta.
  • B. a artéria cística normalmente é ramo da artéria he- pática comum.
  • C. os ramos do tronco celíaco são: artéria esplênica, ar- téria gástrica direita e artéria hepática comum.
  • D. a veia mesentérica inferior geralmente drena para a veia esplênica. 17 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

A veia mesenterica inferior drena classicamente na veia esplenica, que se une a mesenterica superior atras do colo do pancreas para formar a veia porta. Em A, a veia cava inferior fica a DIREITA da aorta. Em B, a arteria cistica e ramo da hepatica DIREITA, identificada no triangulo de Calot - referencia critica na colecistectomia. Em C, os ramos do tronco celiaco sao a gastrica ESQUERDA, a esplenica e a hepatica comum (a gastrica direita nasce da hepatica propria/comum). Resposta D.

Questão 67Homem de 76 anos apresenta icterícia progressiva, colúria e acolia fecal há 15 dias, associadas à inapetência e emagre- cimento de 6 kg nesse período. Exame físico: ictérico 2+/4+. Hb 13,4 g/dl; Ht 38%; GB 9500/mm3; Plaquetas 220.000/ mm3; TGO 121 U/L; TGP 96 U/L; FA 388 U/L; GGT 678 U/L; BT 12 mg/dl (BD = 9 mg/dl). US de abdome: dilatação de vias biliares intra e extra-hepáticas, sem evidência de fator obstru- tivo. A melhor conduta a ser tomada é:Gabarito: B

Homem de 76 anos apresenta icterícia progressiva, colúria e acolia fecal há 15 dias, associadas à inapetência e emagre- cimento de 6 kg nesse período. Exame físico: ictérico 2+/4+. Hb 13,4 g/dl; Ht 38%; GB 9500/mm3; Plaquetas 220.000/ mm3; TGO 121 U/L; TGP 96 U/L; FA 388 U/L; GGT 678 U/L; BT 12 mg/dl (BD = 9 mg/dl). US de abdome: dilatação de vias biliares intra e extra-hepáticas, sem evidência de fator obstru- tivo. A melhor conduta a ser tomada é:

  • A. colecistectomia videolaparoscópica com colangio- grafia intraoperatória.
  • B. tomografia de abdome total com contraste.
  • C. colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.
  • D. laparoscopia para biópsia hepática.

Comentário OsceLabs

Idoso com icterica progressiva INDOLOR, coluria, acolia, emagrecimento de 6 kg e padrao colestatico (BD 9, FA e GGT muito elevadas), com US mostrando dilatacao de vias biliares intra e extra-hepaticas sem fator obstrutivo visivel: suspeita de neoplasia periampular ou de cabeca de pancreas. O proximo exame e a tomografia de abdome com contraste (protocolo pancreas) para diagnostico, estadiamento e ressecabilidade. A CPRE (C) e terapeutica e vem depois; colecistectomia (A) e biopsia hepatica (D) nao respondem a pergunta. Resposta B.

Questão 68Com relação às patologias herniárias de localização inguino- crural, é correto afirmar queGabarito: B

Com relação às patologias herniárias de localização inguino- crural, é correto afirmar que

  • A. nas mulheres, o tipo mais prevalente são as femorais.
  • B. as técnicas laparoscópicas necessitam obrigatoriamente do uso de próteses.
  • C. a técnica de Lichtenstein permite a correção das hér- nias inguinais e crurais, com mínimo dano tecidual e sem tensão.
  • D. nos casos de encarceramento, a abordagem inicial é pre- ferencialmente por laparotomia.

Comentário OsceLabs

As tecnicas laparoscopicas de hernia inguinal (TAPP e TEP) dissecam o espaco pre-peritoneal e exigem, por definicao, a colocacao de protese cobrindo todo o orificio miopectineo - nao existe versao laparoscopica sem tela. Em A, mesmo nas mulheres a hernia mais frequente e a INGUINAL (a femoral e apenas relativamente mais comum nelas). Em C, a tecnica de Lichtenstein e anterior e corrige a inguinal, nao a crural. Em D, o encarceramento e abordado preferencialmente pela via inguinal ou videolaparoscopica. Resposta B.

Questão 69Mulher de 32 anos queixa-se da presença de sangue vivo no papel higiênico após a evacuação, acompanhada por dor anal há 2 semanas. Exame proctológico: botão hemorroidário em parede lateral esquerda, com origem acima da linha pec- tínea, prolapsado pelo canal anal, não sendo possível redu- ção manual. O diagnóstico da hemorroida e a melhor conduta são:Gabarito: C

Mulher de 32 anos queixa-se da presença de sangue vivo no papel higiênico após a evacuação, acompanhada por dor anal há 2 semanas. Exame proctológico: botão hemorroidário em parede lateral esquerda, com origem acima da linha pec- tínea, prolapsado pelo canal anal, não sendo possível redu- ção manual. O diagnóstico da hemorroida e a melhor conduta são:

  • A. externa trombosada; trombectomia.
  • B. mista; ligadura elástica.
  • C. interna grau IV; hemorroidectomia.
  • D. interna grau III; hemorroidectomia.

Comentário OsceLabs

Mamilo hemorroidario com origem ACIMA da linha pectinea (portanto interno), prolapsado e IRREDUTIVEL a manobra manual, define grau IV - o grau III reduz com auxilio manual e o grau II reduz espontaneamente. Doenca hemorroidaria sintomatica grau IV tem indicacao de hemorroidectomia. A ligadura elastica (B) atende graus I e II e alguns III, e a trombose hemorroidaria externa (A) e nodulo azulado, muito doloroso, abaixo da linha pectinea. Resposta C.

Questão 70Em relação à comunicação interatrial (CIA), é correto afirmar que:Gabarito: D

Em relação à comunicação interatrial (CIA), é correto afirmar que:

  • A. o tipo de maior ocorrência é o seio venoso, geralmente associado à drenagem anômala de veias pulmonares.
  • B. o tipo de maior ocorrência é o ostium primum, relacionado com defeito da formação dos coxins endocárdicos.
  • C. o tipo ostium secundum leva precocemente à hiper- tensão arterial pulmonar exigindo correção cirúrgica de urgência.
  • D. no tipo ostium secundum, a CIA está localizada na lâmina da fossa oval.

Comentário OsceLabs

A comunicacao interatrial mais frequente (cerca de 70%) e a do tipo ostium secundum, localizada na regiao da fossa oval, por deficiencia do septum primum nessa area. O tipo seio venoso e raro e e justamente o que se associa a drenagem anomala de veias pulmonares (A); o ostium primum decorre de defeito dos coxins endocardicos e e comum na sindrome de Down (B); e a hipertensao pulmonar na CIA e evento TARDIO, sem carater de urgencia cirurgica (C). Resposta D.

Questão 71A manifestação ocular observada na imagem é característica de uma enfermidade osteometabólica com graves repercus- sões ortopédicas. A doença em questão é o(a):Gabarito: C

A manifestação ocular observada na imagem é característica de uma enfermidade osteometabólica com graves repercus- sões ortopédicas. A doença em questão é o(a):

  • A. raquitismo hipofosfatêmico.
  • B. síndrome de Morquio.
  • C. osteogênese imperfeita.
  • D. osteodristrofia renal.

Comentário OsceLabs

A manifestacao ocular caracteristica e a esclera azulada: o defeito quantitativo/qualitativo do colageno tipo I afina a esclera e deixa transparecer a coroide subjacente - marca da osteogenese imperfeita, doenca osteometabolica de fraturas de repeticao, deformidades, baixa estatura, perda auditiva e dentinogenese imperfeita. Raquitismo hipofosfatemico cursa com genu varo e alargamento metafisario (A); Morquio da opacidade CORNEANA (B); e a osteodistrofia renal, ceratopatia em faixa por deposito de calcio (D). Resposta C.

Questão 72Homem de 70kg, será submetido a anestesia infiltrativa para exérese de pequeno lipoma em abdome. A dose máxima per- mitida de lidocaína que pode ser utilizada durante o procedi- mento é:Gabarito: A

Homem de 70kg, será submetido a anestesia infiltrativa para exérese de pequeno lipoma em abdome. A dose máxima per- mitida de lidocaína que pode ser utilizada durante o procedi- mento é:

  • A. 17,5 ml de lidocaína 2% sem vasoconstrictor.
  • B. 30 ml de lidocaína 2% com vasoconstrictor.
  • C. 21 ml de lidocaína 1% sem vasoconstrictor.
  • D. 17,5 ml de lidocaína 2% com vasoconstrictor. 18 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

A dose maxima de lidocaina SEM vasoconstritor e de cerca de 5 mg/kg; com vasoconstritor sobe para cerca de 7 mg/kg. Para 70 kg, sao 350 mg sem vaso. Como a solucao a 2% tem 20 mg/mL, 350/20 = 17,5 mL - exatamente a alternativa A. Em B, 30 mL a 2% correspondem a 600 mg, acima do teto de ~490 mg mesmo com vasoconstritor. Em C, 21 mL a 1% sao apenas 210 mg, e em D, 17,5 mL a 2% com vaso (350 mg) esta abaixo do maximo permitido nessa situacao. Resposta A.

Questão 73Mulher de 70 anos, apresentou quadro súbito de cefaleia, vô- mitos e rebaixamento do nível de consciência há 4 horas. AP: tabagismo e hipertensão arterial descontrolada. Exame físi- co: mau estado geral, Glasgow 7, PA 170x100 mmHg, FC 80 bpm, FR 18 irpm. Realizada tomografia de crânio (a seguir). A conduta é:Gabarito: C

Mulher de 70 anos, apresentou quadro súbito de cefaleia, vô- mitos e rebaixamento do nível de consciência há 4 horas. AP: tabagismo e hipertensão arterial descontrolada. Exame físi- co: mau estado geral, Glasgow 7, PA 170x100 mmHg, FC 80 bpm, FR 18 irpm. Realizada tomografia de crânio (a seguir). A conduta é:

  • A. craniectomia descompressiva.
  • B. terceiroventriculostomia endoscópica.
  • C. derivação ventricular externa.
  • D. manitol em bolus.

Comentário OsceLabs

Cefaleia subita com vomitos e rebaixamento profundo (Glasgow 7) em hipertensa descontrolada, com tomografia mostrando sangramento e hidrocefalia aguda: a medida que salva vida e a derivacao ventricular externa, que drena liquor, alivia a hipertensao intracraniana e ainda permite monitorizar a PIC. O manitol e medida ponte e nao resolve hidrocefalia obstrutiva (D); a craniectomia descompressiva atende efeito de massa/edema refratario (A); e a terceiroventriculostomia e procedimento eletivo (B). Resposta C.

Questão 74Sobre a apneia obstrutiva do sono, é correto afirmar que:Gabarito: C

Sobre a apneia obstrutiva do sono, é correto afirmar que:

  • A. são fatores de risco: sexo feminino, obesidade e ida- de acima de 40 anos.
  • B. a prevalência estimada no Brasil é de 8-10 %.
  • C. é considerada fator de risco independente para HAS, DM e síndrome metabólica.
  • D. o tratamento com CPAP normaliza HAS noturna.

Comentário OsceLabs

A apneia obstrutiva do sono e fator de risco INDEPENDENTE para hipertensao arterial (sobretudo a resistente e a sem descenso noturno), resistencia insulinica e DM2, sindrome metabolica, fibrilacao atrial, AVC e eventos coronarianos. Em A, o predominio e do sexo MASCULINO. Em B, a prevalencia brasileira e muito maior que 8-10% - o estudo epidemiologico de Sao Paulo apontou cerca de 32% dos adultos. Em D, o CPAP reduz a PA em poucos mmHg, mas nao a normaliza. Resposta C.

Questão 75Mulher de 74 anos, apresentou síncope após queixar-se de dor abdominal súbita em pontada, com irradiação dorsal. Exame físico: pressão arterial inaudível, perfusão periférica lentificada, massa pulsátil no mesogastro facilmente palpável e abdome doloroso à palpação. A hipótese diagnóstica e a conduta são respectivamente:Gabarito: A

Mulher de 74 anos, apresentou síncope após queixar-se de dor abdominal súbita em pontada, com irradiação dorsal. Exame físico: pressão arterial inaudível, perfusão periférica lentificada, massa pulsátil no mesogastro facilmente palpável e abdome doloroso à palpação. A hipótese diagnóstica e a conduta são respectivamente:

  • A. aneurisma de aorta roto; laparotomia exploradora.
  • B. aneurisma de aorta com dor; angiotomografia e pla- nejamento de abordagem endovascular.
  • C. aneurisma de aorta roto; confirmação diagnóstica com angiotomografia e posterior laparotomia.
  • D. aneurisma de aorta com dor; exames laboratoriais (função hepática, DHL, PCR), Rx abdome, ultrassono- grafia abdominal.

Comentário OsceLabs

Dor abdominal subita em pontada com irradiacao dorsal, sincope, massa pulsatil em mesogastro e pressao inaudivel: aneurisma de aorta abdominal ROTO com choque hemorragico. O paciente instavel vai direto para a sala - laparotomia (ou reparo endovascular de emergencia em servico estruturado) - e a hipotensao permissiva evita agravar o sangramento. Angiotomografia so cabe no paciente ESTAVEL (B e C), e exames laboratoriais e RX (D) sao irrelevantes diante do choque. Resposta A.

Questão 76Mulher de 34 anos, refere dor e formigamento no membro superior esquerdo há cerca de 2 anos, principalmente ao esforço intenso. Não há limitação a atividades habituais ou surgimento de lesões espontâneas. AP: nega tabagismo e hi- pertensão. Exame físico: pulsos radial e ulnar palpáveis em membro superior direito, não palpáveis no esquerdo; dor em antebraço esquerdo à elevação dos membros e manobras repetidas de preensão palmar; perfusão lentificada em MSE em relação ao MSD; pulsos femorais, poplíteos, tibiais an- teriores e posteriores palpáveis bilateralmente; ausência de edema em extremidades. A provável hipótese e a conduta são, respectivamente:Gabarito: D

Mulher de 34 anos, refere dor e formigamento no membro superior esquerdo há cerca de 2 anos, principalmente ao esforço intenso. Não há limitação a atividades habituais ou surgimento de lesões espontâneas. AP: nega tabagismo e hi- pertensão. Exame físico: pulsos radial e ulnar palpáveis em membro superior direito, não palpáveis no esquerdo; dor em antebraço esquerdo à elevação dos membros e manobras repetidas de preensão palmar; perfusão lentificada em MSE em relação ao MSD; pulsos femorais, poplíteos, tibiais an- teriores e posteriores palpáveis bilateralmente; ausência de edema em extremidades. A provável hipótese e a conduta são, respectivamente:

  • A. Doença de Kawasaki; iniciar corticóide em altas do- ses e indicar internação hospitalar para realizar corona- riografia.
  • B. Tromboangeíte obliterante sem necrose; anticoagu- lação.
  • C. Arterite de Takayasu; realizar desobstrução a fogarty.
  • D. Arterite de Takayasu; tratamento medicamentoso e acompanhamento periódico.

Comentário OsceLabs

Mulher jovem, nao tabagista, com claudicacao de membro superior ao esforco, pulsos radial e ulnar ausentes a esquerda e perfusao lentificada: arterite de Takayasu, vasculite de grandes vasos conhecida como doenca sem pulso. O tratamento e clinico - corticoide, frequentemente com imunossupressor ou imunobiologico - com acompanhamento periodico da atividade inflamatoria. Fogarty (C) e para embolia AGUDA, nao para estenose inflamatoria cronica. Kawasaki e da infancia (A) e a tromboangeite exige tabagismo (B). Resposta D.

Questão 77Mulher de 68 anos, refere edema que se iniciou em mem- bro inferior direito há 2 dias. Exame físico: dor à palpação e empastamento de panturrilha direita, 4cm de diferença na circunferência em relação à esquerda. Assinale a alternativa correta.Gabarito: D

Mulher de 68 anos, refere edema que se iniciou em mem- bro inferior direito há 2 dias. Exame físico: dor à palpação e empastamento de panturrilha direita, 4cm de diferença na circunferência em relação à esquerda. Assinale a alternativa correta.

  • A. O tratamento anticoagulante lisa o trombo e permite evitar síndrome pós-trombótica.
  • B. O tratamento antiagregante é preferível à anticoagu- lação por evitar a progressão do trombo e consequente embolia.
  • C. A varfarina é usada como ponte para estabilização do coágulo até o início de ação dos anticoagulantes de ação direta.
  • D. A heparina é usada como anticoagulante até que a varfarina atinja seu nível terapêutico. 19 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Na trombose venosa profunda, a heparina (nao fracionada ou de baixo peso) e mantida como ponte ate a varfarina atingir INR terapeutico, porque o antagonista da vitamina K leva cerca de 5 dias para agir e, nos primeiros dias, reduz antes a proteina C, criando estado pro-trombotico transitorio. A alternativa C inverte exatamente os papeis. Em A, o anticoagulante nao lisa o trombo - apenas impede sua propagacao. Em B, antiagregante nao substitui anticoagulacao na TVP. Resposta D.

Questão 78Menino de 6 anos apresenta dor e edema no pênis há 4 ho- ras, após mãe realizar “massagem para tratamento de fimo- se” (sic). Exame físico: imagens. Fonte: Clifford et al. (2016) O diagnóstico é:Gabarito: B

Menino de 6 anos apresenta dor e edema no pênis há 4 ho- ras, após mãe realizar “massagem para tratamento de fimo- se” (sic). Exame físico: imagens. Fonte: Clifford et al. (2016) O diagnóstico é:

  • A. fimose secundária.
  • B. parafimose.
  • C. balanopostite.
  • D. hipospadia glandar.

Comentário OsceLabs

Prepucio retraido a forca e nao recolocado, formando anel constritor que estrangula a glande e produz dor e edema em poucas horas: parafimose - urgencia urologica. Trata-se com analgesia, compressao manual sustentada para reduzir o edema e reducao manual; se falhar, incisao dorsal do anel. Fimose e a impossibilidade de retrair o prepucio, sem edema agudo (A); balanopostite cursa com eritema e secrecao (C); e hipospadia e malformacao congenita do meato (D). Resposta B.

Questão 79Menino de 7 meses apresenta ausência de testículo direito na bolsa escrotal desde o nascimento. Exame físico: testículo esquerdo tópico, hemiescroto direito vazio e testículo direito palpável na região do canal inguinal direito. A conduta é:Gabarito: A

Menino de 7 meses apresenta ausência de testículo direito na bolsa escrotal desde o nascimento. Exame físico: testículo esquerdo tópico, hemiescroto direito vazio e testículo direito palpável na região do canal inguinal direito. A conduta é:

  • A. realizar orquidopexia direita em caráter eletivo, o mais breve possível.
  • B. realizar ultrassonografia.
  • C. expectante até os 2 anos de idade.
  • D. expectante até os 4 anos de idade.

Comentário OsceLabs

Criptorquidia com testiculo PALPAVEL no canal inguinal aos 7 meses: a descida espontanea praticamente nao ocorre apos os 6 meses, e a orquidopexia deve ser feita entre 6 e 18 meses de vida para preservar a espermatogenese e facilitar a vigilancia oncologica. A ultrassonografia nao muda a conduta no testiculo palpavel e nao localiza confiavelmente o nao palpavel (B). Esperar ate os 2 ou 4 anos (C e D) e conduta ultrapassada e compromete a fertilidade. Resposta A.

Questão 80Mulher de 43 anos, trabalhadora rural, apresenta lesão na face, que iniciou como uma descamação há cerca de 1 ano, que desde então vem crescendo e não dá sinais de cicatrizar. Relata que a lesão apresenta sangramentos ocasionais. Exa- me físico: pele, olhos e cabelos claros. Presença de lesão na região zigomática esquerda, de 1,7 cm de diâmetro, com bor- das elevadas, ulceração central, coberta com crostas sobre secreção purulenta. A conduta correta é:Gabarito: B

Mulher de 43 anos, trabalhadora rural, apresenta lesão na face, que iniciou como uma descamação há cerca de 1 ano, que desde então vem crescendo e não dá sinais de cicatrizar. Relata que a lesão apresenta sangramentos ocasionais. Exa- me físico: pele, olhos e cabelos claros. Presença de lesão na região zigomática esquerda, de 1,7 cm de diâmetro, com bor- das elevadas, ulceração central, coberta com crostas sobre secreção purulenta. A conduta correta é:

  • A. antibioticoterapia sistêmica e retorno em 30 dias caso não haja melhora do quadro.
  • B. biópsia excisional com margens.
  • C. tratamento tópico com 5-fluorouracil por 3 meses e retorno para reavaliação.
  • D. limpeza com água e sabonete 3x ao dia, pomada antibió- tica e retorno caso não haja melhora do quadro.

Comentário OsceLabs

Trabalhadora rural de fenotipo claro, com lesao em area fotoexposta da face crescendo ha 1 ano, bordas elevadas, ulceracao central e sangramento: ferida que nao cicatriza e cancer de pele ate prova em contrario (basocelular ou espinocelular). A conduta que diagnostica e trata ao mesmo tempo e a biopsia EXCISIONAL com margens. Antibiotico e curativos (A e D) apenas adiam o diagnostico, e o 5-fluorouracil topico (C) e para ceratose actinica ou CBC superficial - nunca antes de histologia em lesao ulcerada. Resposta B.

Questão 81O coeficiente de fecundidade de uma população é calculado pela seguinte fórmula:Gabarito: A

O coeficiente de fecundidade de uma população é calculado pela seguinte fórmula:

  • A. Nascidos vivos em determinada área e período X 1000 Mulheres de 15 a 49 anos da mesma área, no meio do período
  • B. Nascidos vivos em determinada área e período X 1000 População da mesma área, no meio período
  • C. Total de nascimentos em determinada área e período X 1000 População de mulheres da mesma área, no meio período
  • D. Número de mulheres com um ou mais filhos X 100 Mulheres de 12 anos ou mais da mesma área, no meio do período

Comentário OsceLabs

A taxa (coeficiente) de fecundidade geral relaciona os nascidos vivos ao contingente de mulheres em idade fertil: nascidos vivos na area e periodo dividido pelo numero de mulheres de 15 a 49 anos da mesma area no meio do periodo, multiplicado por 1.000. A alternativa B descreve a taxa de NATALIDADE, cujo denominador e a populacao total. A alternativa C usa total de nascimentos (que inclui natimortos) e denominador sem recorte etario. E D expressa uma razao de paridade. Resposta A.

Questão 82A figura abaixo representa a ocorrência de casos de uma de- terminada doença em uma comunidade. Representação gráfica de casos de doença, durante o mês de maio de 2020, em uma comunidade 1 o maio 31 Símbolos: Início Duração Término Com base nessas informações, os coeficientes de incidência e prevalência dessa doença, durante o mês de maio de 2020, na referida comunidade, foram, respectivamente, deGabarito: B

A figura abaixo representa a ocorrência de casos de uma de- terminada doença em uma comunidade. Representação gráfica de casos de doença, durante o mês de maio de 2020, em uma comunidade 1 o maio 31 Símbolos: Início Duração Término Com base nessas informações, os coeficientes de incidência e prevalência dessa doença, durante o mês de maio de 2020, na referida comunidade, foram, respectivamente, de

  • A. 10 e 14.
  • B. 11 e 16.
  • C. 11 e 14.
  • D. 16 e 10.

Comentário OsceLabs

A leitura do grafico exige separar casos que INICIARAM dentro de maio (incidencia) dos que estiveram presentes em algum momento do mes, somando os que ja existiam antes e persistiram (prevalencia no periodo). Sao 11 casos novos e 16 casos existentes ao longo do mes. O erro classico e contar como incidentes os casos que apenas atravessaram o periodo, ou inverter os dois indicadores, como faz a alternativa D. Prevalencia sempre >= incidencia no periodo. Resposta B.

Questão 83Nos termos do Código de Ética Médica, o médico poderá re- velar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissãoGabarito: D

Nos termos do Código de Ética Médica, o médico poderá re- velar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão

  • A. quando o paciente tenha falecido.
  • B. quando o fato seja de conhecimento público.
  • C. quando der seu depoimento como testemunha.
  • D. por dever legal.

Comentário OsceLabs

O Codigo de Etica Medica veda revelar fato sigiloso obtido no exercicio profissional, salvo por motivo justo, DEVER LEGAL ou consentimento por escrito do paciente. Dever legal e a hipotese classica: notificacao compulsoria, declaracao de obito, comunicacao de crime de acao publica. A morte do paciente NAO extingue o sigilo (A); o fato ser de conhecimento publico nao autoriza o medico a confirma-lo (B); e como testemunha o medico deve comparecer, mas escusar-se de responder o que e sigiloso (C). Resposta D.

Questão 84Dentre os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), mencionado no Artigo 7o da Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990), está incluído o seguinte:Gabarito: D

Dentre os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), mencionado no Artigo 7o da Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990), está incluído o seguinte:

  • A. financiamento com recursos da seguridade social, com- plementados pelos estados e municípios, dentro de suas possibilidades orçamentárias.
  • B. atenção secundária como núcleo ordenador das redes regionais de serviços de saúde.
  • C. centralização normativa (DIR - Diretoria Regional) e descentralização executiva (secretarias municipais) das ações de saúde.
  • D. descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo.

Comentário OsceLabs

O artigo 7o da Lei 8.080/1990 elenca, entre os principios e diretrizes do SUS, a descentralizacao politico-administrativa com direcao UNICA em cada esfera de governo, ao lado de universalidade, integralidade, igualdade, participacao da comunidade e regionalizacao/hierarquizacao. O nucleo ordenador das redes e a atencao BASICA, nao a secundaria (B); centralizacao normativa contraria a diretriz de comando unico descentralizado (C); e o financiamento nao e objeto desse artigo (A). Resposta D.

Questão 85Nos termos da Lei no 8142, de 28/12/1990, os conselhos de saúde, em caráter permanente e deliberativo, deverão ter suas decisões homologadas peloGabarito: A

Nos termos da Lei no 8142, de 28/12/1990, os conselhos de saúde, em caráter permanente e deliberativo, deverão ter suas decisões homologadas pelo

  • A. chefe do poder legalmente constituído em cada esfera de governo.
  • B. dirigente de saúde (ministro, secretário ou diretor, quan- do for o caso).
  • C. poder legislativo em cada esfera de governo.
  • D. Ministério Público.

Comentário OsceLabs

A Lei 8.142/1990 estabelece que o Conselho de Saude tem carater permanente e DELIBERATIVO, atua na formulacao de estrategias e no controle da execucao da politica de saude, e que suas decisoes serao homologadas pelo chefe do poder legalmente constituido em cada esfera de governo - prefeito, governador ou presidente. Nao cabe ao secretario ou ministro homologar (B), nem ao Poder Legislativo (C) ou ao Ministerio Publico (D), que atuam em outras funcoes de controle. Resposta A.

Questão 86Com relação ao texto a seguir, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. “O Decreto no 7.508/2011, que dispõe sobre a organiza- ção do SUS, estabelece em seu artigo 2o o seguinte: Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com a fina- lidade de garantir a ____________ da assistência à saúde”.Gabarito: B

Com relação ao texto a seguir, assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. “O Decreto no 7.508/2011, que dispõe sobre a organiza- ção do SUS, estabelece em seu artigo 2o o seguinte: Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com a fina- lidade de garantir a ____________ da assistência à saúde”.

  • A. equidade
  • B. integralidade
  • C. universalidade
  • D. regionalização 20 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

O Decreto 7.508/2011 define Rede de Atencao a Saude como o conjunto de acoes e servicos de saude articulados em niveis de complexidade crescente com a finalidade de garantir a INTEGRALIDADE da assistencia a saude. Universalidade responde a quem tem direito de acesso; equidade orienta a distribuicao conforme a necessidade; e regionalizacao e estrategia de organizacao territorial - importante, mas nao e a finalidade escrita no artigo 2o. Resposta B.

Questão 87A organização da Atenção Básica à Saúde (Portaria no 2436/2017, do Ministério da Saúde) inclui a oferta de cui- dado, “reconhecendo as diferenças nas condições de vida e saúde e de acordo com as necessidades das pessoas, con- siderando que o direito à saúde passa pelas diferenciações sociais e deve atender à diversidade”. Esta orientação está associada ao seguinte princípio do SUS:Gabarito: A

A organização da Atenção Básica à Saúde (Portaria no 2436/2017, do Ministério da Saúde) inclui a oferta de cui- dado, “reconhecendo as diferenças nas condições de vida e saúde e de acordo com as necessidades das pessoas, con- siderando que o direito à saúde passa pelas diferenciações sociais e deve atender à diversidade”. Esta orientação está associada ao seguinte princípio do SUS:

  • A. equidade.
  • B. integralidade.
  • C. universalidade.
  • D. controle social.

Comentário OsceLabs

Reconhecer diferencas nas condicoes de vida e de saude e ofertar cuidado conforme as necessidades de cada pessoa - tratando desigualmente os desiguais e priorizando quem mais precisa - e a definicao de EQUIDADE. Integralidade e o cuidado completo, da promocao a reabilitacao, articulando os niveis de atencao (B); universalidade e o acesso de todos, sem discriminacao (C); e controle social e a participacao da populacao nas decisoes, por conselhos e conferencias (D). Resposta A.

Questão 88Num estudo publicado no Lancet Regional Health Americas demonstrou-se que municípios que apoiaram o atual presi- dente nas eleições de 2018 foram os que apresentaram as piores taxas de mortalidade por covid-19, principalmente na segunda onda epidêmica de 2021, mesmo quando conside- radas as desigualdades estruturais entre as cidades. Nesse estudo, o desfecho foi a taxa de mortalidade por covid-19 pa- dronizada por idade, e o apoio ao candidato presidencial foi representado pelo percentual de eleitores de cada município que votaram nesse candidato. O desenho de estudo dessa pesquisa foiGabarito: C

Num estudo publicado no Lancet Regional Health Americas demonstrou-se que municípios que apoiaram o atual presi- dente nas eleições de 2018 foram os que apresentaram as piores taxas de mortalidade por covid-19, principalmente na segunda onda epidêmica de 2021, mesmo quando conside- radas as desigualdades estruturais entre as cidades. Nesse estudo, o desfecho foi a taxa de mortalidade por covid-19 pa- dronizada por idade, e o apoio ao candidato presidencial foi representado pelo percentual de eleitores de cada município que votaram nesse candidato. O desenho de estudo dessa pesquisa foi

  • A. coorte retrospectiva.
  • B. transversal.
  • C. ecológico.
  • D. descritivo.

Comentário OsceLabs

A unidade de analise e o MUNICIPIO: tanto a exposicao (percentual de eleitores que votaram no candidato) quanto o desfecho (taxa de mortalidade padronizada por idade) sao medidas agregadas, nao individuais. Esse e o desenho ECOLOGICO, cuja limitacao classica e a falacia ecologica - nao se pode transpor a associacao para o individuo. Coorte e transversal exigiriam dados de cada pessoa (A e B), e chamar de descritivo (D) ignora que ha teste de associacao entre exposicao e desfecho. Resposta C.

Questão 89O objetivo da randomização dos participantes em um en- saio clínico randomizado, duplo cego e placebo controlado é controle doGabarito: D

O objetivo da randomização dos participantes em um en- saio clínico randomizado, duplo cego e placebo controlado é controle do

  • A. viés de memória.
  • B. efeito placebo.
  • C. viés de atrito.
  • D. confundimento. 21 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

A randomizacao distribui aleatoriamente os fatores prognosticos conhecidos E DESCONHECIDOS entre os grupos, tornando-os comparaveis na linha de base - por isso ela e a ferramenta que controla o CONFUNDIMENTO, algo que nenhum ajuste estatistico faz com a mesma seguranca. O cegamento (duplo cego e placebo) e que controla o efeito placebo e o vies de afericao (B); vies de memoria pertence a estudos retrospectivos (A); e o vies de atrito depende das perdas e da analise por intencao de tratar (C). Resposta D.

Questão 90Para saber se o consumo habitual da dieta mediterrânea está associada a um menor risco de acidente vascular cerebral (AVC), um grupo de 23.232 indivíduos foi selecionado. O grau de adesão à referida dieta foi verificado e os indivíduos foram seguidos por 17 anos para identificar casos novos de AVC. Trata-se deGabarito: C

Para saber se o consumo habitual da dieta mediterrânea está associada a um menor risco de acidente vascular cerebral (AVC), um grupo de 23.232 indivíduos foi selecionado. O grau de adesão à referida dieta foi verificado e os indivíduos foram seguidos por 17 anos para identificar casos novos de AVC. Trata-se de

  • A. estudo transversal, pois a adesão à dieta mediterrânea é avaliada em um momento específico no tempo (no início do seguimento).
  • B. ensaio clínico, porque pode orientar a prevenção na prá- tica clínica.
  • C. estudo de coorte, pois segue os sujeitos classificados de acordo com sua exposição para identificar o desenvolvi- mento de uma determinada doença.
  • D. estudo ecológico, porque segue um grupo de sujeitos.

Comentário OsceLabs

Parte-se da EXPOSICAO (grau de adesao a dieta mediterranea), classificam-se os individuos e acompanha-se por 17 anos para contar casos NOVOS de AVC: e o desenho de coorte prospectiva, que permite calcular incidencia e risco relativo. Transversal mediria exposicao e desfecho no mesmo instante, sem seguimento (A); ensaio clinico exigiria alocacao/intervencao pelo pesquisador (B); e estudo ecologico trabalha com dados agregados de populacoes, nao de individuos (D). Resposta C.

Questão 91Um ensaio clínico de fase IV tem como objetivoGabarito: B

Um ensaio clínico de fase IV tem como objetivo

  • A. estabelecer segurança, tolerabilidade e farmacocinética do produto.
  • B. detectar novas reações adversas e confirmar a frequên- cia das já conhecidas.
  • C. determinar a relação risco/benefício a curto e longo prazo e o valor terapêutico do produto.
  • D. estabelecer segurança, dose-resposta e eficácia do pro- duto.

Comentário OsceLabs

O ensaio de fase IV e a farmacovigilancia POS-comercializacao: com o medicamento ja em uso em larga escala, detecta reacoes adversas novas ou raras, confirma a frequencia das ja conhecidas e avalia efetividade e seguranca no mundo real. Estabelecer seguranca, tolerabilidade e farmacocinetica e objetivo da fase I (A); dose-resposta e eficacia preliminar, da fase II (D); e a relacao risco/beneficio e o valor terapeutico do produto sao definidos na fase III (C). Resposta B.

Questão 92Entre 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2020 ocorreram 180 acidentes fatais no trânsito em um determinado município. A medida de frequência de acidentes utilizada foiGabarito: D

Entre 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2020 ocorreram 180 acidentes fatais no trânsito em um determinado município. A medida de frequência de acidentes utilizada foi

  • A. letalidade.
  • B. prevalência pontual.
  • C. prevalência no período.
  • D. incidência.

Comentário OsceLabs

Contar eventos NOVOS (180 acidentes fatais) ocorridos ao longo de um periodo definido, em uma populacao delimitada, e medida de INCIDENCIA - ela expressa risco e velocidade de ocorrencia. Prevalencia, pontual ou de periodo, conta casos EXISTENTES e nao se aplica bem a evento agudo e fatal (B e C). Letalidade seria a proporcao de obitos entre os acidentados, ou seja, o numerador contido no denominador de casos - o que exigiria conhecer o total de acidentes (A). Resposta D.

Questão 93Os casos de covid-19 que acometeram trabalhadores da saú- de na vigência da pandemia envolvemGabarito: A

Os casos de covid-19 que acometeram trabalhadores da saú- de na vigência da pandemia envolvem

  • A. aumento de risco associado a longas jornadas de traba- lho, privação de sono e problemas no acesso a proteções individuais evoluindo com risco de burnout e covid longa.
  • B. contaminações acontecidas, predominantemente, em in- terações que não envolviam pacientes justificando que não sejam reconhecidas como relacionadas ao trabalho.
  • C. procedimentos geradores de aerossóis em UTI acome- tendo a equipe de cuidados mesmo em situação de uso de EPI como máscara N95 e equivalentes.
  • D. contaminações em contexto de transmissão comunitária em situações similares as dos casos que acometeram outras populações trabalhadoras de atividades emergen- ciais.

Comentário OsceLabs

A covid-19 em trabalhadores da saude e doenca RELACIONADA AO TRABALHO: o risco aumenta com jornadas prolongadas, privacao de sono, sobrecarga assistencial e falhas no acesso e no uso de EPI, com desfechos que incluem burnout, adoecimento mental e covid longa. A alternativa B nega o nexo ocupacional, contrariando a notificacao como agravo relacionado ao trabalho; C generaliza que o EPI adequado nao protege (protege); e D dilui o caso na transmissao comunitaria, apagando o nexo laboral. Resposta A.

Questão 94Antes da COP26 (26ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas), a carta aberta “Prescrição de Clima Saudável” foi assinada por mais de dois terços dos profissionais da saúde em todo o mundo. Sobre os danos à saúde causados pelas mudanças climáticas, assinale a alternativa correta.Gabarito: D

Antes da COP26 (26ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas), a carta aberta “Prescrição de Clima Saudável” foi assinada por mais de dois terços dos profissionais da saúde em todo o mundo. Sobre os danos à saúde causados pelas mudanças climáticas, assinale a alternativa correta.

  • A. Eventos climáticos extremos (ondas de calor, tempesta- des e inundações) devem ser responsabilidade dos ges- tores municipais e não dos serviços de saúde.
  • B. Transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade e de- pressão não pioraram com as mudanças climáticas, esses foram somente agravados pela pandemia do covid-19.
  • C. A poluição do ar está levando a muitas doenças pulmo- nares e cardíacas, mas ainda não tem sido responsável por mortes prematuras.
  • D. Os sistemas alimentares são cada vez mais perturbados pelo clima extremo que está exacerbando a insegurança alimentar, a fome e a desnutrição. 22 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

Eventos climaticos extremos - secas, enchentes, ondas de calor - desorganizam a producao e a distribuicao de alimentos, agravando inseguranca alimentar, fome e desnutricao: e um dos danos a saude mais bem documentados nos relatorios do Lancet Countdown. A alternativa A retira o setor saude da resposta a desastres, quando o SUS e parte dela; B nega o impacto climatico na saude mental (ecoansiedade, TEPT pos-desastre); e C e falsa - a poluicao do ar responde por milhoes de mortes prematuras por ano. Resposta D.

Questão 95Homem de 58 anos, deu entrada em uma UPA, em estado gra- ve (choque hemorrágico) e história de vômitos sanguinolentos. A família informou que o mesmo tinha “pressão alta, diabetes e era alcoolista”, que teve episódio semelhante há dois meses e na ocasião foi informado que tinha “varizes no estômago e cirrose”. Cerca de 20 minutos depois, o paciente veio a falecer a despeito dos tratamentos instituídos pelo médico plantonista. Assinale a alternativa correta:Gabarito: C

Homem de 58 anos, deu entrada em uma UPA, em estado gra- ve (choque hemorrágico) e história de vômitos sanguinolentos. A família informou que o mesmo tinha “pressão alta, diabetes e era alcoolista”, que teve episódio semelhante há dois meses e na ocasião foi informado que tinha “varizes no estômago e cirrose”. Cerca de 20 minutos depois, o paciente veio a falecer a despeito dos tratamentos instituídos pelo médico plantonista. Assinale a alternativa correta:

  • A. O preenchimento correto da Declaração de Óbito deve ser: PARTE I a)  Choque hipovolêmico por rotura de varizes gástricas b)  Cirrose Hepática c)  Hipertensão Arterial d)  – – – – – – – – – – PARTE II Alcoolismo crônico
  • B. O preenchimento correto da Declaração de Óbito deve ser: PARTE I a)  Rotura de varizes gástricas b)  Cirrose Hepática c)  – – – – – – – – – – d)  – – – – – – – – – – PARTE II Alcoolismo crônico Hipertensão Arterial
  • C. O preenchimento correto da Declaração de Óbito deve ser: PARTE I a)  Choque hipovolêmico b)  Rotura de varizes gástricas c)  Cirrose Hepática d)  Alcoolismo Crônico PARTE II Hipertensão Arterial
  • D. Como o paciente permaneceu menos de 24 horas na UPA, a Declaração de Óbito deverá ser emitida pelo SVO (Serviço de Verificação de Óbito).

Comentário OsceLabs

A Parte I da Declaracao de Obito segue a cadeia causal da causa imediata ate a causa BASICA, na ultima linha preenchida: choque hipovolemico (a) por rotura de varizes gastricas (b) por cirrose hepatica (c) por alcoolismo cronico (d). A hipertensao arterial, que contribuiu mas nao integra a cadeia, vai na Parte II. Obito com assistencia medica e causa conhecida e atestado pelo proprio plantonista - o SVO se destina a mortes naturais SEM assistencia ou de causa indeterminada (D). Resposta C.

Questão 96A figura a seguir apresenta a evolução (número de casos e óbitos) da covid-19 em dois países, desde o início da pandemia até 12 de janeiro de 2022, na vigência da variante Ômicron. PAÍS 1 PAÍS 2 400 300 200 100 0 600 400 200 0 Óbitos por dia Casos novos por dia Casos novos por dia Óbitos por dia 30 20 10 0 1000 750 500 250 0 DADOS de 12/1/22 FONTES: Worldometers/Coronavirus e Our World in Data/Covid-vaccinations Com relação à vacinação contra a covid-19 nos dois países e baseados nestes perfis de ocorrência de casos e óbitos, é pos- sível inferir queGabarito: A

A figura a seguir apresenta a evolução (número de casos e óbitos) da covid-19 em dois países, desde o início da pandemia até 12 de janeiro de 2022, na vigência da variante Ômicron. PAÍS 1 PAÍS 2 400 300 200 100 0 600 400 200 0 Óbitos por dia Casos novos por dia Casos novos por dia Óbitos por dia 30 20 10 0 1000 750 500 250 0 DADOS de 12/1/22 FONTES: Worldometers/Coronavirus e Our World in Data/Covid-vaccinations Com relação à vacinação contra a covid-19 nos dois países e baseados nestes perfis de ocorrência de casos e óbitos, é pos- sível inferir que

  • A. as coberturas vacinais dos países 1 e 2 são, respectivamente, alta e baixa.
  • B. as coberturas vacinais dos países 1 e 2 são, respectivamente, baixa e alta.
  • C. nos países 1 e 2 foram aplicadas, respectivamente, vacinas de RNA mensageiro e vacinas de vírus inativado.
  • D. não há elementos suficientes para se inferir a cobertura vacinal e tipo de vacina utilizada. 23 FMHO2201 | 001-ÁreasBásicasAcessoDireto Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

O pais 1 mostra muitissimos casos novos com poucos obitos - a dissociacao entre curva de casos e curva de mortes e a assinatura de ALTA cobertura vacinal na onda Omicron, ja que a vacina protege pouco contra infeccao mas muito contra doenca grave e obito. O pais 2, com menos casos e proporcao de mortes bem maior, sugere baixa cobertura. O grafico nao permite inferir a plataforma vacinal utilizada (C), mas permite sim inferir cobertura, o que derruba a alternativa D. Resposta A.

Questão 97Homem de 50 anos, hipertenso, foi encontrado em óbito em sua residência. Na autópsia foram identificadas lesões bran- cacentas no parênquima pulmonar (imagem) e em linfonodo hilar. O processo patológico que é classicamente descrito na doença causadora das lesões pulmonares é a necroseGabarito: C

Homem de 50 anos, hipertenso, foi encontrado em óbito em sua residência. Na autópsia foram identificadas lesões bran- cacentas no parênquima pulmonar (imagem) e em linfonodo hilar. O processo patológico que é classicamente descrito na doença causadora das lesões pulmonares é a necrose

  • A. coagulativa.
  • B. liquefativa.
  • C. caseosa.
  • D. gangrenosa.

Comentário OsceLabs

Lesoes brancacentas no parenquima pulmonar associadas a acometimento de linfonodo hilar reproduzem o complexo de Ghon/Ranke da tuberculose, cuja necrose caracteristica e a CASEOSA - forma de necrose granulomatosa, com aspecto macroscopico de queijo, decorrente da resposta imune mediada por celulas T e macrofagos. A necrose coagulativa e a do infarto isquemico (A); a liquefativa, dos abscessos e do infarto cerebral (B); e a gangrenosa, da isquemia de extremidades com infeccao sobreposta (D). Resposta C.

Questão 98Homem de 35 anos, morador de área rural, refere lesão in- tranasal com saída discreta de secreção hemática, pouco do- lorosa, há 4 meses. AP: lesão ulcerada na região do queixo de 1,5 cm de diâmetro há três anos, com cicatrização espon- tânea após alguns meses. Exame físico: ulceração no septo nasal anterior. A principal hipótese diagnóstica éGabarito: D

Homem de 35 anos, morador de área rural, refere lesão in- tranasal com saída discreta de secreção hemática, pouco do- lorosa, há 4 meses. AP: lesão ulcerada na região do queixo de 1,5 cm de diâmetro há três anos, com cicatrização espon- tânea após alguns meses. Exame físico: ulceração no septo nasal anterior. A principal hipótese diagnóstica é

  • A. carcinoma espinocelular.
  • B. tuberculose.
  • C. cromomicose.
  • D. leishmaniose tegumentar americana.

Comentário OsceLabs

Ulcera cutanea previa que cicatrizou espontaneamente apos meses e, anos depois, lesao destrutiva do septo nasal com secrecao hematica em morador de area rural: e a forma MUCOSA da leishmaniose tegumentar americana, classicamente associada a Leishmania braziliensis, que pode reativar tardiamente e mutilar o nariz e a orofaringe. Carcinoma espinocelular nao apresenta lesao previa autolimitada nessa idade (A); tuberculose nasal e rara (B); e a cromomicose e cutanea, verrucosa e de membros inferiores (C). Resposta D.

Questão 99Sobre as vacinas contra a covid-19, assinale a alternativa correta.Gabarito: C

Sobre as vacinas contra a covid-19, assinale a alternativa correta.

  • A. A vacina da Janssen® em dose única é tão imunogênica e eficaz quanto aquela produzida pela Pfizer® (de duas doses).
  • B. A efetividade da vacina AztraZeneca® se mantém estável por nove a doze meses após segunda aplicação.
  • C. Esquemas de reforço com vacina diferente da original- mente utilizada são recomendados especialmente para aqueles que receberam Coronavac.
  • D. Entre todas as variantes do SARS-Cov-2, a gama é a mais efetivamente prevenida por vacinas de vírus quiméricos.

Comentário OsceLabs

Quem completou esquema com vacina de virus inativado (CoronaVac) apresenta titulos de anticorpos e efetividade menores, sobretudo em idosos e diante das variantes - por isso a recomendacao de reforco HETEROLOGO, com vetor viral ou RNA mensageiro, estrategia comprovadamente mais imunogenica. A dose unica da Janssen mostrou eficacia inferior ao esquema de duas doses de mRNA (A); a efetividade da AstraZeneca cai ao longo dos meses, fenomeno de waning (B); e a afirmacao sobre a variante gama nao tem respaldo (D). Resposta C.

Questão 100Com relação aos dispositivos eletrônicos para fumar – DEFs (cigarros eletrônicos) é verdadeiro afirmar queGabarito: B

Com relação aos dispositivos eletrônicos para fumar – DEFs (cigarros eletrônicos) é verdadeiro afirmar que

  • A. a venda no Brasil é permitida e regulada pela RDC 46/2009 da ANVISA.
  • B. pessoas que nunca fumaram que usam DEFs tem pro- babilidade três vezes maior de iniciar o fumo de cigarros convencionais.
  • C. o aerossol liberado pelos cigarros eletrônicos é constitu- ído apenas por vapor de água e nicotina, são considera- dos seguros e não causam dependência.
  • D. a maioria dos usuários dos DEFs no Brasil são fumantes de cigarros convencionais, com idade maior que 40 anos. Confidencial até o momento da aplicação.

Comentário OsceLabs

A evidencia mais consistente sobre os dispositivos eletronicos para fumar e o efeito porta de entrada: pessoas que nunca fumaram e passam a usar DEFs tem cerca de tres vezes mais chance de iniciar o cigarro convencional. A comercializacao no Brasil e PROIBIDA desde a RDC 46/2009, proibicao reafirmada em 2024 (A). O aerossol contem nicotina - que gera dependencia - alem de metais pesados e aldeidos, com quadro de lesao pulmonar (EVALI) descrito (C). E o perfil predominante de usuario no pais e de JOVENS (D). Resposta B.

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