Prova de Residência Médica UNESP Botucatu 2025 (R1) com gabarito (PDF)

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Questão 1RN de 35 semanas recebeu reanimação neonatal em sala de parto com dois ciclos de ventilação pulmonar com pressão positiva. AP: pré-eclâmpsia materna, parto cesáreo. Exame físico aos 12 minutos de vida: desconforto respiratório com batimento de aleta nasal moderada, tiragem intercostal e subdiafragmática, murmúrio vesicular presente bilateralmente e gemência expiratória, SatO2: 94%, FC: 140 bpm, FR: 60 irpm, Tax: 36,6 °C. A conduta inicial envolveGabarito: C

RN de 35 semanas recebeu reanimação neonatal em sala de parto com dois ciclos de ventilação pulmonar com pressão positiva. AP: pré-eclâmpsia materna, parto cesáreo. Exame físico aos 12 minutos de vida: desconforto respiratório com batimento de aleta nasal moderada, tiragem intercostal e subdiafragmática, murmúrio vesicular presente bilateralmente e gemência expiratória, SatO2: 94%, FC: 140 bpm, FR: 60 irpm, Tax: 36,6 °C. A conduta inicial envolve

  • A. oferta de oxigênio inalatório para obter Sato, acima de 95%.
  • B. cateter nasal de oxigênio 1-2 L/min e início de antibióticos na primeira hora de vida.
  • C. suporte respiratório com CPAP, com concentração de oxigênio a 21%.
  • D. CPAP nasal com concentração de oxigênio a 30% e aumento da temperatura do berço de reanimação.

Comentário OsceLabs

RN pre-termo tardio com desconforto respiratorio precoce (gemencia, tiragem, batimento de aleta) e SatO2 de 94% em ar ambiente: o suporte inicial e o CPAP nasal, que recruta e mantem a capacidade residual funcional e reduz a necessidade de ventilacao mecanica e de surfactante. Como a saturacao ja esta adequada para a transicao, nao se acrescenta oxigenio (FiO2 21%). Ofertar O2 para saturar acima de 95% (A) expoe a hiperoxia; antibiotico na primeira hora (B) nao se justifica sem fator de risco infeccioso; e a temperatura de 36,6 C e normal, dispensando aquecimento adicional (D). Resposta C.

Questão 2RN, com 10 dias de vida, apresenta pele e olhos amarelados. Recebe leite materno em livre demanda, e mãe relata que o RN mama pouca quantidade, acorda muitas vezes e parece estar sempre com fome. Ela diz que apresenta dor no mamilo ao amamentar. AP: nascido de 36 semanas, peso de 2800 g, tipagem sanguínea: mãe: A+ e RN: O+, 2 dias em alojamento conjunto. Exame físico: BEG, icterícia (++/++++) até região umbilical. P: 2600 g. O diagnóstico e a conduta devem ser, respectivamente:Gabarito: B

RN, com 10 dias de vida, apresenta pele e olhos amarelados. Recebe leite materno em livre demanda, e mãe relata que o RN mama pouca quantidade, acorda muitas vezes e parece estar sempre com fome. Ela diz que apresenta dor no mamilo ao amamentar. AP: nascido de 36 semanas, peso de 2800 g, tipagem sanguínea: mãe: A+ e RN: O+, 2 dias em alojamento conjunto. Exame físico: BEG, icterícia (++/++++) até região umbilical. P: 2600 g. O diagnóstico e a conduta devem ser, respectivamente:

  • A. icterícia do leite materno; manter o aleitamento materno e realizar banhos de sol 2x/dia em horários com baixa radiação ultravioleta.
  • B. hiperbilirrubinemia relacionada à baixa ingesta; orientar a mãe quanto à técnica de amamentação e reavaliar o RN em retorno próximo.
  • C. provável crise de hemólise por incompatibilidade sanguínea A-O; realizar fototerapia e acompanhar o nível da bilirrubina.
  • D. icterícia do leite materno; suspender o aleitamento materno por 12 a 24 horas e reavaliar o paciente após esse período.

Comentário OsceLabs

Ictericia ate a zona 2 no 10o dia, em RN que mama pouco, perdeu peso (2800 para 2600 g) e cuja mae tem dor mamilar (pega inadequada): trata-se de hiperbilirrubinemia por baixa ingesta, em que a reducao do aporte aumenta o ciclo entero-hepatico da bilirrubina. A conduta e corrigir a tecnica de amamentacao e reavaliar precocemente. A ictericia do leite materno (A e D) e tardia, com bom ganho ponderal, e nao se suspende a mamada; banho de sol nao e tratamento. Incompatibilidade ABO exigiria mae O (C). Resposta B.

Questão 3RN de 33 semanas com peso de 1400 g, que nasceu assistido em maternidade de nível secundário, evolui com desconforto respiratório. Exame físico com 6 horas de vida: estável em CPAP nasal com 50% de oxigênio, SatO2: 90%, T: 36 °C, HGT: 25 mg/dL. Em relação ao transporte desse RN, é correto afirmar:Gabarito: D

RN de 33 semanas com peso de 1400 g, que nasceu assistido em maternidade de nível secundário, evolui com desconforto respiratório. Exame físico com 6 horas de vida: estável em CPAP nasal com 50% de oxigênio, SatO2: 90%, T: 36 °C, HGT: 25 mg/dL. Em relação ao transporte desse RN, é correto afirmar:

  • A. não há necessidade de transferência, pois o RN está estável.
  • B. deve-se intubar o RN e transferi-lo para que receba surfactante em serviço terciário.
  • C. deve-se calcular o risco de morte pelo escore Ca-TRIPS para decidir a necessidade de transferência.
  • D. deve-se transferir o RN após solicitação de vaga, consentimento materno e estabilização dele.

Comentário OsceLabs

RN de 33 semanas e 1400 g, em CPAP com 50% de oxigenio e hipoglicemia (HGT 25 mg/dL), nascido em servico secundario: precisa de UTI neonatal terciaria. O transporte so se faz apos vaga garantida, comunicacao e consentimento maternos e estabilizacao (glicemia, temperatura, via aerea e oxigenacao) - transportar instavel aumenta mortalidade. Ele nao esta estavel (A); intubar apenas para transferir nao e regra, o CPAP pode ser mantido (B); e o Ca-TRIPS e escore prognostico do transporte, nao criterio de indicacao (C). Resposta D.

Questão 4RN de 39 semanas, com peso de nascimento de 3450 g, foi amamentado na primeira hora de vida. A prescrição de vitamina K injetável é indicada para prevenção daGabarito: A

RN de 39 semanas, com peso de nascimento de 3450 g, foi amamentado na primeira hora de vida. A prescrição de vitamina K injetável é indicada para prevenção da

  • A. forma clássica da doença hemorrágica do recém-nascido.
  • B. plaquetopenia aloimune.
  • C. forma precoce da doença hemorrágica do recém-nascido.
  • D. forma tardia da doença hemorrágica do recém-nascido.

Comentário OsceLabs

A vitamina K intramuscular ao nascimento previne sobretudo a forma classica da doenca hemorragica do recem-nascido, que ocorre entre o 2o e o 7o dia por baixa reserva hepatica de fatores dependentes de vitamina K e pequeno aporte pelo leite materno. A forma precoce (nas primeiras 24 h) decorre do uso materno de anticonvulsivantes, rifampicina ou warfarina e exige profilaxia ainda na gestacao (C); a forma tardia associa-se a colestase e ma absorcao (D). Plaquetopenia aloimune tem mecanismo imune, sem relacao com vitamina K (B). Resposta A.

Questão 5Lactente de 6 meses está em aleitamento materno exclusivo (AME) e iniciará introdução da alimentação complementar. AP: pré-natal e parto sem intercorrências, nascido a termo com peso de 3020 g. Peso atual: 8900 g. A recomendação de suplementação de ferro éGabarito: B

Lactente de 6 meses está em aleitamento materno exclusivo (AME) e iniciará introdução da alimentação complementar. AP: pré-natal e parto sem intercorrências, nascido a termo com peso de 3020 g. Peso atual: 8900 g. A recomendação de suplementação de ferro é

  • A. desnecessária por não haver fatores de risco e pelo RN ter recebido AME.
  • B. de 1 mg/kg/dia de ferro elementar, via oral, longe da mamada, de agora até o 24° mês de idade.
  • C. de 2 mg/kg/dia de sulfato ferroso, via oral, a qualquer horário do dia, de agora até o 24° mês de idade.
  • D. de 1 mg/kg/dia de ferro elementar, via oral, se o aleitamento materno for suspenso, até o 24° mês de idade.

Comentário OsceLabs

Lactente a termo, com peso adequado e em aleitamento materno exclusivo: a recomendacao da Sociedade Brasileira de Pediatria e ferro profilatico de 1 mg/kg/dia de ferro elementar a partir dos 6 meses (ou do inicio da alimentacao complementar) ate os 24 meses, por via oral e longe das mamadas, pois leite e calcio competem com a absorcao. O aleitamento exclusivo nao dispensa a profilaxia (A), ja que as reservas se esgotam por volta do 6o mes; 2 mg/kg/dia e dose de prematuros e baixo peso (C); e a profilaxia independe da manutencao da amamentacao (D). Resposta B.

Questão 6Lactente de 20 dias de vida reside no Brasil e apresenta, no resultado do teste do pezinho, TSH de 15 mUI/L. AP: nascido a termo com peso de 3050 g, sem intercorrências, em aleitamento materno exclusivo. Sobre o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) e a conduta correta para o caso, é correto afirmar:Gabarito: B

Lactente de 20 dias de vida reside no Brasil e apresenta, no resultado do teste do pezinho, TSH de 15 mUI/L. AP: nascido a termo com peso de 3050 g, sem intercorrências, em aleitamento materno exclusivo. Sobre o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) e a conduta correta para o caso, é correto afirmar:

  • A. o teste do pezinho, o da orelhinha, da linguinha e do coraçãozinho devem ser realizados por todas as crianças e estão disponíveis pelo SUS no Brasil; deve-se iniciar o tratamento com levotiroxina e coletar TSH e T4L de sangue periférico em 15 dias.
  • B. o teste do pezinho disponível no SUS analisa, na maioria das cidades do Brasil, fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e fibrose cística; deve-se investigar histórico do paciente, fazer exame físico e coletar TSH e T4L de sangue periférico.
  • C. o teste do pezinho está sendo realizado pelo SUS, na maioria das cidades do país, assim como todos os exames, até a 5ª etapa (atrofia muscular espinhal); deve-se realizar exame físico e coletar exames complementares, incluindo a tireoglobulina.
  • D. atualmente, o teste do pezinho realizado no Brasil, pelo SUS, na maioria das cidades do país, inclui o teste de triagem neonatal genética para doenças com tratamentos disponíveis; deve-se investigar histórico do paciente, fazer exame físico e coletar TSH e T4L de sangue periférico.

Comentário OsceLabs

TSH discretamente elevado na triagem (15 mUI/L) nao fecha diagnostico: a conduta e investigar historico, examinar a crianca e confirmar com TSH e T4 livre em sangue periferico, iniciando levotiroxina apenas depois de confirmado o hipotireoidismo congenito - tratar antes (A) e medicar sem diagnostico. O painel do teste do pezinho ofertado na maioria dos municipios cobre fenilcetonuria, hipotireoidismo congenito, doenca falciforme, hiperplasia adrenal congenita, deficiencia de biotinidase e fibrose cistica; a ampliacao por etapas ainda nao esta implantada de forma universal (C e D). Resposta B.

Questão 7Menina de 1 ano e 3 meses e irmão de 4 anos estão com febre baixa (37,8 °C a 38,0 °C), que cede com dipirona, e sem apetite há dois dias. AP: crianças hígidas, sem internação prévia. AF: pai teve dengue há 15 dias. Teste rápido para dengue para ambas as crianças: positivo. Exame físico: prova do laço negativo em ambas, hidratadas, eupneicas, PA normal. A classificação e o tratamento da dengue, além do uso de dipirona ou paracetamol se houver febre e a não utilização de anti-inflamatórios, são:Gabarito: B

Menina de 1 ano e 3 meses e irmão de 4 anos estão com febre baixa (37,8 °C a 38,0 °C), que cede com dipirona, e sem apetite há dois dias. AP: crianças hígidas, sem internação prévia. AF: pai teve dengue há 15 dias. Teste rápido para dengue para ambas as crianças: positivo. Exame físico: prova do laço negativo em ambas, hidratadas, eupneicas, PA normal. A classificação e o tratamento da dengue, além do uso de dipirona ou paracetamol se houver febre e a não utilização de anti-inflamatórios, são:

  • A. menina e irmão: grupo A; TRO em casa, orientar sinais de alerta para retorno em serviço de saúde se necessário, coletar hemograma e sorologia no sexto dia de doença, com reavaliação a seguir.
  • B. menina: grupo B, irmão: grupo A; menina: coletar e verificar hematócrito, iniciar TRO supervisionada; se não estiver hemoconcentrado, orientar TRO; reavaliação em 24 h; irmão: realizar TRO em casa e orientar sinais de alerta para retorno, coletar hemograma e sorologia no sexto dia de doença; reavaliação em 72 h.
  • C. menina: grupo B, irmão: grupo A; para ambos: coletar e verificar hematócrito; se estiver alterado, iniciar TRO no serviço com orientação para uso em casa se houver boa aceitação; retorno no sexto dia para coleta de sorologia.
  • D. menina e irmão: grupo B; para ambos: coletar hemograma e orientar TRO em casa; reavaliação em 24/48h para verificação do exame; se hematócrito estiver alterado, realizar hidratação IV com soro fisiológico 0,9% e coletar novo hemograma; retorno no sexto dia da doença com coleta de sorologia e verificação do hematócrito.

Comentário OsceLabs

Crianca menor de 2 anos e, por si so, grupo de risco na dengue: mesmo sem sinais de alarme, a menina de 1 ano e 3 meses e grupo B e exige hemograma com hematocrito e hidratacao oral supervisionada, liberando-se para casa quando nao ha hemoconcentracao, com reavaliacao em 24 horas. O irmao de 4 anos, higido, sem sinais de alarme e com prova do laco negativa, e grupo A: hidratacao oral domiciliar, orientacao dos sinais de alarme e sorologia a partir do 6o dia de doenca. Resposta B.

Questão 8Menino de 8 anos em retorno para verificar exames. AP: síndrome de West, em uso de valproato de sódio (dose adequada para o peso); encefalopatia crônica não progressiva de grau 3; anemia megaloblástica pregressa. Exame físico: eutrófico. A relação correta entre os resultados dos exames, o diagnóstico e a conduta correta é:Gabarito: A

Menino de 8 anos em retorno para verificar exames. AP: síndrome de West, em uso de valproato de sódio (dose adequada para o peso); encefalopatia crônica não progressiva de grau 3; anemia megaloblástica pregressa. Exame físico: eutrófico. A relação correta entre os resultados dos exames, o diagnóstico e a conduta correta é:

  • A. Hb: 12,2 g/dL, ferro sérico: 93 mcg/dL, ferritina: 33 ng/mL, 25-OH vitamina D: 20 ng/mL; deficiência de vitamina D; suplementação de vitamina D: 1000 UI por dia por 3 meses.
  • B. Hb: 11,5 g/dL, ferro sérico: 93 mcg/dL, ferritina: 30 ng/mL, 25-OH vitamina D: 20 ng/mL; anemia ferropriva; suplementação de ferro elementar: 5 mg/kg/dia por 3 meses.
  • C. Hb: 12,2 g/dL, ferro sérico: 93 mcg/dL, ferritina: 15 ng/mL, 25-OH vitamina D: 33 ng/mL; deficiência de vitamina D e anemia ferropriva; suplementação de vitamina D: 1000 Ul por dia por 3 meses e de ferro elementar: 5 mg/kg/dia por 3 meses.
  • D. Hb: 11,5 g/dL, ferro sérico: 93 mcg/dL, ferritina: 30 ng/mL, 25-OH vitamina D: 33 ng/mL; anemia ferropriva; suplementação de ferro elementar: 5 mg/kg/dia por 3 meses.

Comentário OsceLabs

Escolar em uso cronico de valproato e com encefalopatia cronica nao progressiva (menor mobilidade e menor exposicao solar) tem risco alto de hipovitaminose D. Na alternativa A, Hb de 12,2 g/dL e ferritina de 33 ng/mL sao normais para a idade - nao ha anemia ferropriva -, enquanto 25-OH vitamina D de 20 ng/mL caracteriza insuficiencia/deficiencia, corrigida com 1000 UI/dia. Nas demais opcoes, ou se rotula de ferropenia um perfil de ferro normal, ou se trata como deficiente uma vitamina D de 33 ng/mL, valor considerado suficiente. Resposta A.

Questão 9Menino de 8 anos apresenta febre alta, dor de garganta, vômitos e cefaleia há 24 h. Está em uso de amoxacilina há 24 h. Exame físico: hipoativo, faringe hiperemiada com placas esbranquiçadas sobre as amígdalas, língua saburrosa com papilas evidentes e adenomegalia cervical, exantema micropapular avermelhado em todo o tegumento, que poupa região perioral e some à digitopressão, acentuado nas pregas poplíteas e na região cubital. O diagnóstico e a conduta corretos são, respectivamente:Gabarito: D

Menino de 8 anos apresenta febre alta, dor de garganta, vômitos e cefaleia há 24 h. Está em uso de amoxacilina há 24 h. Exame físico: hipoativo, faringe hiperemiada com placas esbranquiçadas sobre as amígdalas, língua saburrosa com papilas evidentes e adenomegalia cervical, exantema micropapular avermelhado em todo o tegumento, que poupa região perioral e some à digitopressão, acentuado nas pregas poplíteas e na região cubital. O diagnóstico e a conduta corretos são, respectivamente:

  • A. mononucleose infecciosa; uso de sintomáticos.
  • B. farmacodermia; suspensão do antibiótico e uso de corticoide.
  • C. sarampo; vitamina A.
  • D. escarlatina; penicilina benzatina.

Comentário OsceLabs

Febre alta, faringoamigdalite com exsudato, lingua em framboesa, adenomegalia cervical e exantema micropapular aspero que poupa o triangulo perioral (sinal de Filatov) e se acentua nas dobras (sinal de Pastia): escarlatina, por Streptococcus pyogenes produtor de toxina eritrogenica. O tratamento e penicilina benzatina (ou amoxicilina por 10 dias), que erradica o estreptococo e previne febre reumatica. Mononucleose cursa com esplenomegalia e sem lingua em framboesa (A); o sarampo tem catarro oculonasal e manchas de Koplik (C). Resposta D.

Questão 10RN com 48 horas de vida é submetido ao teste do coraçãozinho com os seguintes resultados: MSD SatO2 : 96%, MIE SatO2 : 91%. Segundo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (2022), deve-se considerar o resultadoGabarito: D

RN com 48 horas de vida é submetido ao teste do coraçãozinho com os seguintes resultados: MSD SatO2 : 96%, MIE SatO2 : 91%. Segundo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (2022), deve-se considerar o resultado

  • A. normal e dar alta hospitalar para o RN.
  • B. alterado e dar alta hospitalar para o RN com encaminhamento para especialista.
  • C. alterado e fazer um ecocardiograma imediatamente.
  • D. alterado, e deve-se repetir o exame em uma hora. Se ainda alterado, realizar um ecocardiograma.

Comentário OsceLabs

O teste do coracaozinho e considerado alterado quando ha SatO2 menor que 95% em qualquer dos membros aferidos ou diferenca igual ou maior que 3% entre membro superior direito e membro inferior - aqui, 96% contra 91%, diferenca de 5%. A recomendacao e repetir a afericao em 1 hora e, persistindo a alteracao, realizar ecocardiograma, pela suspeita de cardiopatia congenita critica canal-dependente. Dar alta (A e B) e inaceitavel, e o ecocardiograma imediato (C) so entra apos a reafericao. Resposta D.

Questão 11Menina de 20 dias de vida comparece a uma consulta de rotina, e é solicitada a medida da PA por aparelho oscilométrico. AP: nasceu de cesárea, gestação de 39 semanas sem intercorrências, grande para a idade gestacional. Com relação à indicação para aferir a PA e a escolha pelo aparelho utilizado, respectivamente, é correto afirmar:Gabarito: C

Menina de 20 dias de vida comparece a uma consulta de rotina, e é solicitada a medida da PA por aparelho oscilométrico. AP: nasceu de cesárea, gestação de 39 semanas sem intercorrências, grande para a idade gestacional. Com relação à indicação para aferir a PA e a escolha pelo aparelho utilizado, respectivamente, é correto afirmar:

  • A. a indicação é necessária; a escolha é adequada.
  • B. a indicação é necessária; a escolha é inadequada.
  • C. a indicação não é necessária; a escolha é adequada.
  • D. a indicação não é necessária; a escolha é inadequada.

Comentário OsceLabs

A afericao rotineira da pressao arterial nao esta indicada em lactente assintomatico: a medida sistematica comeca aos 3 anos e, antes disso, apenas diante de fatores de risco (prematuridade, internacao em UTI neonatal, cateterismo umbilical, cardiopatia, nefropatia ou uso de nefrotoxicos). Ser grande para a idade gestacional nao e indicacao. Quando a medida e necessaria em recem-nascidos e lactentes, o metodo oscilometrico e o adequado, dada a dificuldade da ausculta e a necessidade de manguito proporcional. Resposta C.

Questão 12Menina de 10 anos apresenta inapetência, palidez, sonolência, baixo rendimento escolar há 6 meses, diminuição da diurese há 5 dias. AP: infecções urinárias febris dos 4 aos 8 meses de idade; POT: correção de refluxo vesico-ureteral com 1 ano. Exame físico: peso e estatura no percentil 25, PA: 112 x 80 mmHg (PAS entre percentil 90 e 95 e PAD entre percentil 95 e 95+12 mmHg), REG, descorada +2/+4, sem edemas, sopro cardíaco +1/+6. Exames laboratoriais: GV: 2,34 x 106 /mm3 , Hb: 7,5 g/dL, Ht: 24%, plaquetas: 136000/mm3 , Cr: 1,5 mg/dL, Ur: 50 mg/dL, urina: densidade de 1001, pH: 6,5, nitrito e leucoesterase negativos, proteína +2, leucócitos: 10/campo, hemácias: 8/campo. US de rins e vias urinárias: tamanhos diminuídos, não apresenta diferenciação córtico-medular. O diagnóstico e a causa básica são, correta e respectivamente:Gabarito: D

Menina de 10 anos apresenta inapetência, palidez, sonolência, baixo rendimento escolar há 6 meses, diminuição da diurese há 5 dias. AP: infecções urinárias febris dos 4 aos 8 meses de idade; POT: correção de refluxo vesico-ureteral com 1 ano. Exame físico: peso e estatura no percentil 25, PA: 112 x 80 mmHg (PAS entre percentil 90 e 95 e PAD entre percentil 95 e 95+12 mmHg), REG, descorada +2/+4, sem edemas, sopro cardíaco +1/+6. Exames laboratoriais: GV: 2,34 x 106 /mm3 , Hb: 7,5 g/dL, Ht: 24%, plaquetas: 136000/mm3 , Cr: 1,5 mg/dL, Ur: 50 mg/dL, urina: densidade de 1001, pH: 6,5, nitrito e leucoesterase negativos, proteína +2, leucócitos: 10/campo, hemácias: 8/campo. US de rins e vias urinárias: tamanhos diminuídos, não apresenta diferenciação córtico-medular. O diagnóstico e a causa básica são, correta e respectivamente:

  • A. injúria aguda do rim; glomerulonefrite rapidamente progressiva.
  • B. injúria aguda do rim; síndrome hemolítica urêmica atípica.
  • C. doença renal crônica; hipertensão arterial sistêmica.
  • D. doença renal crônica; anomalias congênitas do trato urinário.

Comentário OsceLabs

Anemia, sonolencia, queda de rendimento escolar e oliguria em menina com infeccoes urinarias febris no primeiro ano e correcao de refluxo vesicoureteral, agora com creatinina de 1,5 mg/dL, urina hipostenurica (densidade 1001), proteinuria e rins pequenos sem diferenciacao cortico-medular a ultrassonografia: e doenca renal cronica avancada. A causa basica mais frequente de DRC na infancia sao as anomalias congenitas do rim e do trato urinario (CAKUT), aqui a nefropatia de refluxo. Rins atroficos e anemia afastam injuria aguda (A e B), e a hipertensao e consequencia, nao causa (C). Resposta D.

Questão 13Criança apresenta lesões elevadas, com edema central de tamanho variável, algumas circundadas por eritema, com retorno da pele ao seu aspecto normal em 12 horas. O diagnóstico e a etiologia são, correta e respectivamente:Gabarito: A

Criança apresenta lesões elevadas, com edema central de tamanho variável, algumas circundadas por eritema, com retorno da pele ao seu aspecto normal em 12 horas. O diagnóstico e a etiologia são, correta e respectivamente:

  • A. urticária aguda; infecciosa.
  • B. angioedema agudo; alergia ao leite de vaca.
  • C. urticária aguda; dermografismo.
  • D. angioedema agudo; picada de inseto.

Comentário OsceLabs

Lesoes elevadas com edema central (urticas), de tamanhos variados, circundadas por halo eritematoso e que regridem sem sequela em menos de 24 horas definem urticaria aguda - no angioedema o acometimento e de derme profunda, subcutaneo e mucosas, sem as urticas fugazes (B e D). Na crianca, a etiologia mais comum da urticaria aguda e infecciosa, sobretudo viroses de vias aereas, superando alimentos e medicamentos. Dermografismo e uma urticaria fisica induzida por friccao, e nao a etiologia do quadro descrito (C). Resposta A.

Questão 14A conduta correta em relação ao aumento de casos de coqueluche no Brasil consiste emGabarito: A

A conduta correta em relação ao aumento de casos de coqueluche no Brasil consiste em

  • A. administrar a pentavalente, esquema vacinal composto por três doses (aos 2, 4 e 6 meses de vida), seguidas de reforços com a vacina DTPw aos 15 meses e aos 4 anos de idade, além da vacinação de gestantes, puérperas e de profissionais da área da saúde, com a dTpa.
  • B. manter a vigilância sobre os casos suspeitos como a principal medida para prevenir o aumento da doença em todas as faixas etárias, visto que, em 2023, as vacinas apresentaram aumento da cobertura, em comparação com o ano de 2022.
  • C. realizar ações de alerta aos profissionais de saúde da área assistencial, investigar contatos de casos confirmados, ofertar tratamento oportuno em casos suspeitos.
  • D. manter a administração da pentavalente, esquema vacinal composto por três doses (aos 2, 4 e 6 meses de vida), seguidas de reforços com a vacina DTPw aos 15 meses e aos 4 anos de idade, a fim de prevenir óbitos em lactentes.

Comentário OsceLabs

Diante do aumento de casos de coqueluche, a resposta principal e vacinal: manter a pentavalente aos 2, 4 e 6 meses, com reforcos de DTP aos 15 meses e aos 4 anos, e sobretudo vacinar gestantes (a cada gestacao, a partir da 20a semana), puerperas e profissionais de saude com dTpa. A transferencia de anticorpos maternos e a estrategia cocoon protegem justamente o lactente ainda nao vacinado, que concentra os obitos. Vigilancia e tratamento de contatos (B e C) sao medidas complementares, e o esquema infantil isolado (D) nao cobre o menor de 2 meses. Resposta A.

Questão 15Lactente de 5 meses, internada por quadro de dispneia e sibilância, sem febre, inapetência ou perda de peso. Fez uso de antibiótico, por sete dias, para tratar possível pneumonia. Após duas semanas da alta hospitalar, manteve os sintomas e apresentou febre ao entardecer e taquidispneia, então foi reinternada. Exame físico: desconforto respiratório com tiragem subcostal; à ausculta, MV reduzido em base esquerda e crepitações, principalmente em hemitórax esquerdo. Necessitou de oxigenoterapia com cateter nasal e de prescrição de antibióticos. Exames complementares: raio X (figura a seguir). AP: hígida, peso no percentil 50 e comprimento no percentil 50-10. Para elucidação diagnóstica, as próximas condutas devem ser:Gabarito: C

Lactente de 5 meses, internada por quadro de dispneia e sibilância, sem febre, inapetência ou perda de peso. Fez uso de antibiótico, por sete dias, para tratar possível pneumonia. Após duas semanas da alta hospitalar, manteve os sintomas e apresentou febre ao entardecer e taquidispneia, então foi reinternada. Exame físico: desconforto respiratório com tiragem subcostal; à ausculta, MV reduzido em base esquerda e crepitações, principalmente em hemitórax esquerdo. Necessitou de oxigenoterapia com cateter nasal e de prescrição de antibióticos. Exames complementares: raio X (figura a seguir). AP: hígida, peso no percentil 50 e comprimento no percentil 50-10. Para elucidação diagnóstica, as próximas condutas devem ser:

  • A. solicitar TC de tórax e escarro com baciloscopia para BAAR, realizar IGRA (Interferon- Gamma Release Assay) e, se o resultado for positivo, suspender a antibioticoterapia e iniciar RIP (rifampicina, isoniazida e pirazinamida) nas doses adequadas para a idade; realizar a vacinação BCG; solicitar raio X de tórax e escarro materno.
  • B. solicitar TC de tórax, hemocultura e cultura de secreções, solicitar painel viral e avaliar o uso de novo antibiótico em conformidade com o antibiograma, se houver cultura positiva. Conferir teste de triagem neonatal e realizar dosagem de sódio e cloro no suor, realizar triagem para vírus da imunodeficiência humana (HIV) e investigar óbitos fetais pregressos ou outros filhos com doenças na família.
  • C. solicitar TC de tórax, coletar lavados gástricos consecutivos com baciloscopia para BAAR, realizar teste rápido molecular (TRM-TB) e, se o resultado for positivo, suspender a antibioticoterapia e iniciar esquema com RIP, nas doses adequadas para a idade; conferir vacinação BCG, realizar triagem para HIV, solicitar raio X de tórax e escarro materno e investigar vínculos epidemiológicos.
  • D. solicitar TC de tórax, coletar lavados gástricos consecutivos com baciloscopia para BAAR, realizar IGRA e, se resultado positivo, suspender a antibioticoterapia e iniciar esquema com rifampicina, isoniazida e etambutol, nas doses adequadas para a idade; coletar líquor e iniciar corticoide se necessário; investigar vínculos epidemiológicos.

Comentário OsceLabs

Lactente com pneumonia arrastada, sem resposta ao antibiotico, febre vespertina e imagem persistente: deve-se pensar em tuberculose. Como a crianca nao escarra, coletam-se lavados gastricos seriados para baciloscopia e teste rapido molecular (TRM-TB), alem de tomografia, checagem de BCG, triagem para HIV e busca ativa do caso-indice (radiografia e escarro maternos, vinculo epidemiologico). O esquema pediatrico abaixo de 10 anos e RIP, sem etambutol, o que afasta D; o IGRA indica infeccao, nao doenca, e nao substitui a pesquisa do bacilo (A). Resposta C.

Questão 16Adolescente de 13 anos apresenta lesões na região anterior e posterior do dorso (figura A) há um ano, assintomáticas. Exame direto: figura B. FIGURA A FIGURA B Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta.Gabarito: D

Adolescente de 13 anos apresenta lesões na região anterior e posterior do dorso (figura A) há um ano, assintomáticas. Exame direto: figura B. FIGURA A FIGURA B Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta.

  • A. O tratamento de escolha é terbinafina oral.
  • B. Trata-se de micose superficial causada por fungos dermatófitos.
  • C. O sinal de Nikolsky é positivo nessa dermatose.
  • D. Ao exame micológico direto, evidenciam-se pseudo-hifas e esporos.

Comentário OsceLabs

Maculas assintomaticas no dorso ha um ano cujo micologico direto revela aglomerados de esporos e hifas curtas (aspecto de macarrao com almondegas): pitiriase versicolor, causada por leveduras lipofilicas do genero Malassezia, que nao sao dermatofitos (B). O tratamento de escolha e topico (cetoconazol, sulfeto de selenio), reservando-se antifungico oral aos casos extensos ou recidivantes - terbinafina oral e ineficaz contra Malassezia (A). O sinal de Nikolsky pertence as dermatoses bolhosas e a sindrome estafilococica da pele escaldada (C). Resposta D.

Questão 17Menino de 15 anos de idade apresenta surdez genética neurossensorial em altas frequências acompanhada de nefrite progressiva. A síndrome genética que deve ser considerada é a deGabarito: B

Menino de 15 anos de idade apresenta surdez genética neurossensorial em altas frequências acompanhada de nefrite progressiva. A síndrome genética que deve ser considerada é a de

  • A. Pendred.
  • B. Alport.
  • C. Usher.
  • D. Waardenburg.

Comentário OsceLabs

Surdez neurossensorial de altas frequencias associada a nefrite progressiva com hematuria caracteriza a sindrome de Alport, doenca do colageno tipo IV (mutacoes de COL4A3, COL4A4 e COL4A5, mais comumente ligada ao X), que pode ainda cursar com lenticone anterior e evoluir para doenca renal cronica terminal. Pendred associa surdez a bocio por disormonogenese (A); Usher, surdez com retinose pigmentar (C); e Waardenburg, surdez com heterocromia de iris, mecha branca e distopia cantal (D). Resposta B.

Questão 18Menino de 8 anos apresenta quadro progressivo de cefaleia, vômitos e dificuldade de marcha há duas semanas. Exame físico: BEG, escala de coma de Glasgow: 14, marcha atáxica, dismetria e decomposição de movimentos bilateralmente, reflexos patelares em pêndulo. Ressonância magnética de encéfalo conforme a imagem a seguir. A hipótese diagnóstica correta éGabarito: C

Menino de 8 anos apresenta quadro progressivo de cefaleia, vômitos e dificuldade de marcha há duas semanas. Exame físico: BEG, escala de coma de Glasgow: 14, marcha atáxica, dismetria e decomposição de movimentos bilateralmente, reflexos patelares em pêndulo. Ressonância magnética de encéfalo conforme a imagem a seguir. A hipótese diagnóstica correta é

  • A. glioblastoma.
  • B. neuroblastoma.
  • C. astrocitoma pilocítico.
  • D. meningioma.

Comentário OsceLabs

Sindrome de hipertensao intracraniana (cefaleia progressiva e vomitos) somada a sindrome cerebelar (marcha ataxica, dismetria, decomposicao do movimento e reflexos pendulares) em escolar aponta tumor de fossa posterior. O astrocitoma pilocitico e o tumor cerebelar mais frequente da infancia, tipicamente cistico com nodulo mural captante, de baixo grau e com bom prognostico apos resseccao. Glioblastoma e meningioma sao tumores tipicos do adulto (A e D), e o neuroblastoma e extracraniano, originado da crista neural simpatica (B). Resposta C.

Questão 19Adolescente de 18 anos queixa-se de sentir, há uma semana, obstrução nasal à direita, secreção purulenta por essa fossa nasal e cefaleia. Exame fisico: febre alta, edema palpebral importante, perda visual, diminuição na motilidade ocular e sinais meníngeos. A suspeita diagnóstica correta é deGabarito: A

Adolescente de 18 anos queixa-se de sentir, há uma semana, obstrução nasal à direita, secreção purulenta por essa fossa nasal e cefaleia. Exame fisico: febre alta, edema palpebral importante, perda visual, diminuição na motilidade ocular e sinais meníngeos. A suspeita diagnóstica correta é de

  • A. trombose de seio cavernoso.
  • B. celulite periorbital.
  • C. abscesso subperiosteal.
  • D. abscesso orbital.

Comentário OsceLabs

Rinossinusite com complicacao orbitaria que evolui com febre alta, edema palpebral importante, oftalmoplegia, perda visual e sinais meningeos ultrapassa os limites da orbita e sugere trombose septica do seio cavernoso, que exige antibiotico venoso, imagem com contraste (angio-RM ou angio-TC) e avaliacao neurocirurgica. A celulite periorbital e pre-septal, sem oftalmoplegia ou perda visual (B), e os abscessos subperiosteal e orbitario, embora causem proptose e restricao ocular, nao produzem sinais meningeos (C e D). Resposta A.

Questão 20Lactente de 7 meses apresenta lacrimejamento excessivo em olho esquerdo (OE). AP: nascida com 35 semanas de IG, parto cesáreo. Exame ocular: cílios grudados, filme lacrimal aumentado em OE, sem lesões de superfície ocular, presença de secreção à expressão do canto medial do OI. O diagnóstico correto éGabarito: C

Lactente de 7 meses apresenta lacrimejamento excessivo em olho esquerdo (OE). AP: nascida com 35 semanas de IG, parto cesáreo. Exame ocular: cílios grudados, filme lacrimal aumentado em OE, sem lesões de superfície ocular, presença de secreção à expressão do canto medial do OI. O diagnóstico correto é

  • A. glaucoma congênito.
  • B. conjuntivite química.
  • C. dacrioestenose congênita.
  • D. oftalmia neonatal.

Comentário OsceLabs

Lacrimejamento cronico com filme lacrimal aumentado, cilios grudados e refluxo de secrecao a expressao do saco lacrimal, sem hiperemia importante nem lesao de superficie ocular: obstrucao congenita do ducto nasolacrimal (dacrioestenose), presente em ate 20% dos lactentes, com resolucao espontanea na maioria ate os 12 meses e tratamento inicial por massagem de Crigler. O glaucoma congenito cursa com fotofobia, blefaroespasmo, epifora e buftalmo (A), e a oftalmia neonatal ocorre no primeiro mes, com secrecao purulenta e hiperemia intensa (D). Resposta C.

Questão 21Primigesta comparece à segunda consulta de pré-natal em 12.03.24. Ultrassom: idade gestacional compatível com a data da última menstruação (DUM: 26.01.24). A idade gestacional e a data provável do parto (DPP) são, respectivamente,Gabarito: A

Primigesta comparece à segunda consulta de pré-natal em 12.03.24. Ultrassom: idade gestacional compatível com a data da última menstruação (DUM: 26.01.24). A idade gestacional e a data provável do parto (DPP) são, respectivamente,

  • A. 6 semanas e 4 dias; 01.11.24.
  • B. 7 semanas e 2 dias; 30.10.24.
  • C. 6 semanas e 5 dias; 26.10.24.
  • D. 7 semanas; 26.10.24.

Comentário OsceLabs

Da DUM (26.01.24) ate a consulta (12.03.24) somam-se 5 dias de janeiro, 29 de fevereiro (2024 e bissexto) e 12 de marco, totalizando 46 dias, ou seja, 6 semanas e 4 dias - e o ultrassom confirma a datacao pela DUM. A data provavel do parto corresponde a 280 dias apos a DUM: contando os meses com o fevereiro de 29 dias, o 280o dia cai em 01.11.24. A regra de Naegele (somar 7 dias e subtrair 3 meses) da resultado aproximado, e a contagem exata dos dias resolve o desempate entre as alternativas. Resposta A.

Questão 22Primigesta de 18 anos está, em 20.06.24, com 12 semanas de gestação. Ela apresenta a carteira de vacinação a seguir. A recomendação sobre a imunização nessa gravidez é:Gabarito: D

Primigesta de 18 anos está, em 20.06.24, com 12 semanas de gestação. Ela apresenta a carteira de vacinação a seguir. A recomendação sobre a imunização nessa gravidez é:

  • A. terceira dose da dT; influenza; covid-19; a partir da 20ª semana, dTpa.
  • B. influenza; covid-19 (5ª dose); terceira dose da hepatite B.
  • C. terceiras doses da dT e da hepatite B; influenza; covid-19 (5ª dose).
  • D. influenza e covid-19; 3ª dose da hepatite B; a partir da 20ª semana, a dTpa.

Comentário OsceLabs

O raciocinio segue o calendario da gestante: influenza e covid-19 sao indicadas em qualquer idade gestacional, a hepatite B tem esquema de tres doses que deve ser completado quando incompleto, e a dTpa e aplicada a cada gestacao a partir da 20a semana, para transferencia de anticorpos e protecao do lactente contra coqueluche. Quando o esquema basico contra tetano esta em dia, a dTpa cumpre o papel do reforco, dispensando dose adicional de dT (A e C). Resposta D.

Questão 23Mulher de 38 anos teve o diagnóstico de diabetes gestacional com 25 semanas. Retorna 40 dias pós-parto para verificação do teste de tolerância oral à glicose (75g), cujos valores são: glicemia de jejum de 99 mg/dL e glicemia de 2 horas de 155 mg/dL. O resultado do exame é compatível comGabarito: C

Mulher de 38 anos teve o diagnóstico de diabetes gestacional com 25 semanas. Retorna 40 dias pós-parto para verificação do teste de tolerância oral à glicose (75g), cujos valores são: glicemia de jejum de 99 mg/dL e glicemia de 2 horas de 155 mg/dL. O resultado do exame é compatível com

  • A. o normal.
  • B. diabetes.
  • C. intolerância à glicose.
  • D. glicemia de jejum alterada.

Comentário OsceLabs

Teste de tolerancia oral a glicose com 75 g, feito cerca de 6 semanas apos o parto para reclassificar o diabetes gestacional: glicemia de jejum de 99 mg/dL e normal (abaixo de 100) e a glicemia de 2 horas de 155 mg/dL situa-se entre 140 e 199, faixa que define tolerancia diminuida a glicose. Diabetes exigiria jejum igual ou maior que 126 ou 2 horas igual ou maior que 200 (B); glicemia de jejum alterada seria jejum entre 100 e 125 (D). A paciente segue com risco elevado de DM2 e precisa de rastreamento periodico e mudanca de estilo de vida. Resposta C.

Questão 24Tercigesta secundípara de 36 anos, com 11 semanas de gravidez, apresenta glicemia de jejum de 94 mg/dL. AP: macros-somia em gestação anterior. A conduta correta consiste emGabarito: B

Tercigesta secundípara de 36 anos, com 11 semanas de gravidez, apresenta glicemia de jejum de 94 mg/dL. AP: macros-somia em gestação anterior. A conduta correta consiste em

  • A. realizar imediatamente um teste de tolerância oral à glicose (75 g).
  • B. orientar mudança de estilo de vida e fazer controle da glicemia.
  • C. realizar teste de tolerância oral à glicose com 24 semanas.
  • D. solicitar hemoglobina glicada e prescrever metformina.

Comentário OsceLabs

Glicemia de jejum de 94 mg/dL antes das 20 semanas ja diagnostica diabetes mellitus gestacional (faixa de 92 a 125 mg/dL); valores iguais ou acima de 126 indicariam diabetes previo. Feito o diagnostico, nao ha razao para antecipar ou repetir o TOTG (A e C): inicia-se terapia nutricional, atividade fisica e automonitorizacao glicemica, reservando insulina se as metas nao forem atingidas em 1 a 2 semanas. Hemoglobina glicada nao diagnostica DMG e metformina nao e a primeira escolha nesse contexto (D). Resposta B.

Questão 25Primigesta de 22 anos procura o pronto atendimento da maternidade com 33 semanas e 2 dias relatando sentir cólicas em baixo-ventre. AP: parto a termo em gestação anterior. Exame físico: altura uterina de 31 cm, feto único, situação longitudinal, dorso à esquerda e apresentação cefálica. Dinâmica uterina: uma contração de 25 segundos em 10 minutos. Toque vaginal: colo uterino posterior, grosso, pérvio: 1,5 cm. A conduta correta é:Gabarito: C

Primigesta de 22 anos procura o pronto atendimento da maternidade com 33 semanas e 2 dias relatando sentir cólicas em baixo-ventre. AP: parto a termo em gestação anterior. Exame físico: altura uterina de 31 cm, feto único, situação longitudinal, dorso à esquerda e apresentação cefálica. Dinâmica uterina: uma contração de 25 segundos em 10 minutos. Toque vaginal: colo uterino posterior, grosso, pérvio: 1,5 cm. A conduta correta é:

  • A. corticoterapia, apenas.
  • B. inibição do trabalho de parto, apenas.
  • C. liberação com orientações.
  • D. inibição do trabalho de parto, corticoterapia e neuroproteção.

Comentário OsceLabs

Gestante de 33 semanas com uma contracao de 25 segundos em 10 minutos e colo posterior, grosso e com apenas 1,5 cm nao preenche criterios de trabalho de parto prematuro, que exige contracoes regulares acompanhadas de modificacao cervical progressiva. Sem trabalho de parto instalado, nao se indicam tocolise, corticoterapia nem sulfato de magnesio para neuroprotecao (A, B e D), expondo mae e feto a riscos sem beneficio. A conduta e observacao, hidratacao e liberacao com orientacao sobre sinais de alarme e retorno. Resposta C.

Questão 26Puérpera apresenta temperatura axilar de 37,9 °C. AP: sexto dia pós-parto cesariano (gestação de 39 semanas e parada secundária da descida com 12 horas de bolsa rota). Exame físico: BEG, temperatura sublingual: 37,2 °C, FC: 72 bpm, mamas túrgidas, flácidas e sem sinais flogísticos, abdome semigloboso, depressível, indolor à palpação profunda, útero palpável 2 a 3 cm acima do bordo superior da sínfise púbica, ferida operatória sem sinais flogísticos, loquiação sem odor fétido. Toque vaginal: útero móvel, indolor à mobilização, colo pérvio: 1,5 cm. Hemograma: Ht: 33%, Hb: 11,2 g/dL, leucócitos: 12400/mm³, neutrófilos: 6800/mm³, bastões: 0/mm³. A conduta correta é:Gabarito: D

Puérpera apresenta temperatura axilar de 37,9 °C. AP: sexto dia pós-parto cesariano (gestação de 39 semanas e parada secundária da descida com 12 horas de bolsa rota). Exame físico: BEG, temperatura sublingual: 37,2 °C, FC: 72 bpm, mamas túrgidas, flácidas e sem sinais flogísticos, abdome semigloboso, depressível, indolor à palpação profunda, útero palpável 2 a 3 cm acima do bordo superior da sínfise púbica, ferida operatória sem sinais flogísticos, loquiação sem odor fétido. Toque vaginal: útero móvel, indolor à mobilização, colo pérvio: 1,5 cm. Hemograma: Ht: 33%, Hb: 11,2 g/dL, leucócitos: 12400/mm³, neutrófilos: 6800/mm³, bastões: 0/mm³. A conduta correta é:

  • A. internação e antibioticoterapia.
  • B. internação para rastreio infeccioso.
  • C. antibioticoterapia oral e reavaliação em 3 dias.
  • D. orientar curva térmica sublingual e retorno se necessário.

Comentário OsceLabs

Febre puerperal exige temperatura igual ou maior que 38 C, confirmada em duas medidas. Aqui, a axilar de 37,9 C nao se confirma na sublingual (37,2 C) e o exame e tranquilizador: utero involuido e indolor, loquios sem odor, ferida operatoria sem sinais flogisticos, mamas normais e leucograma sem desvio a esquerda. Sem febre confirmada e sem foco, nao se interna nem se prescreve antibiotico (A, B e C): orienta-se curva termica sublingual e retorno se febre, dor, loquios fetidos ou alteracao da ferida. Resposta D.

Questão 27Primigesta de 19 anos, na 32ª semana de gestação, procura atendimento em unidade de pronto atendimento com queixa de cefaleia persistente há dois dias acompanhada de visão de pontos brilhantes e dor na região do estômago. Exame físico: REG, edema de membros inferiores e mãos (++/4+), PA: 140 x 90 mmHg. Considerando o diagnóstico e a necessidade de transferência da gestante para outro serviço, a conduta clínica correta é a administração deGabarito: B

Primigesta de 19 anos, na 32ª semana de gestação, procura atendimento em unidade de pronto atendimento com queixa de cefaleia persistente há dois dias acompanhada de visão de pontos brilhantes e dor na região do estômago. Exame físico: REG, edema de membros inferiores e mãos (++/4+), PA: 140 x 90 mmHg. Considerando o diagnóstico e a necessidade de transferência da gestante para outro serviço, a conduta clínica correta é a administração de

  • A. sulfato de magnésio, 4 g IV, apenas.
  • B. sulfato de magnésio, 4 g IV + 10 g IM.
  • C. hidralazina, 5 mg IV.
  • D. benzodiazepínico, 10 mg IV.

Comentário OsceLabs

Cefaleia persistente, escotomas cintilantes e epigastralgia na 32a semana caracterizam pre-eclampsia com sinais de iminencia de eclampsia, independentemente de a PA estar em 140x90 mmHg. Antes da transferencia, a prioridade e a profilaxia da convulsao com sulfato de magnesio; no esquema de Pritchard, o ataque e de 4 g IV somados a 10 g IM, dose que mantem magnesemia terapeutica durante todo o transporte. Apenas 4 g IV (A) exigiria bomba de infusao para manutencao; hidralazina trata crise hipertensiva e benzodiazepinico nao faz profilaxia (C e D). Resposta B.

Questão 28Primigesta de 22 anos, com 14 semanas de gestação de risco habitual, assintomática, apresenta cultura de urina positiva, com mais de 100000 UFC/mL, cujo agente identificado foi Escherichia coli, ESBL positivo (antibiograma a seguir). O tratamento correto éGabarito: A

Primigesta de 22 anos, com 14 semanas de gestação de risco habitual, assintomática, apresenta cultura de urina positiva, com mais de 100000 UFC/mL, cujo agente identificado foi Escherichia coli, ESBL positivo (antibiograma a seguir). O tratamento correto é

  • A. intra-hospitalar, com carbapenêmicos.
  • B. intra-hospitalar, com amoxacilina/ácido clavulânico.
  • C. ambulatorial, com carbapenêmicos.
  • D. ambulatorial, com amoxacilina/ácido clavulânico.

Comentário OsceLabs

Bacteriuria assintomatica na gestacao sempre se trata, e aqui o agente e Escherichia coli produtora de betalactamase de espectro estendido (ESBL), resistente a penicilinas, cefalosporinas e a associacao amoxicilina/clavulanato (B e D). A opcao segura e o carbapenemico, de administracao parenteral, o que implica tratamento intra-hospitalar - inviavel no ambulatorio (C). Apos o termino, faz-se urocultura de controle e vigilancia mensal, pelo risco de pielonefrite e prematuridade. Resposta A.

Questão 29Secundigesta de 29 anos, com 20 semanas de gestação, está assintomática. AP: máculas e pápulas eritematosas em várias partes do corpo, incluindo as regiões palmo-plantares há 8 meses, que desapareceram sem tratamento. Exame físico sem lesões de pele. Sorologia para sífilis: teste treponêmico reagente, VDRL: 1/128. O diagnóstico e o tratamento corretos são, respectivamente:Gabarito: A

Secundigesta de 29 anos, com 20 semanas de gestação, está assintomática. AP: máculas e pápulas eritematosas em várias partes do corpo, incluindo as regiões palmo-plantares há 8 meses, que desapareceram sem tratamento. Exame físico sem lesões de pele. Sorologia para sífilis: teste treponêmico reagente, VDRL: 1/128. O diagnóstico e o tratamento corretos são, respectivamente:

  • A. sífilis latente com duração ignorada; penicilina benzatina na dose total de 7,2 milhões UI, IM.
  • B. sífilis latente com duração ignorada; penicilina benzatina na dose total de 4,8 milhões UI, IM.
  • C. sífilis secundária recente; penicilina benzatina na dose total de 7,2 milhões UI, IM.
  • D. sífilis secundária recente; penicilina benzatina na dose total de 4,8 milhões UI, IM.

Comentário OsceLabs

Maculas e papulas incluindo regioes palmoplantares ha 8 meses, que involuiram espontaneamente, colocam a infeccao fora do periodo recente e, sem data segura do contagio, classifica-se como sifilis latente de duracao ignorada - tratada como tardia, com penicilina benzatina 2,4 milhoes UI por semana durante 3 semanas, total de 7,2 milhoes UI. A ausencia de lesoes atuais afasta secundarismo (C e D), cujo esquema seria dose unica. Na gestante, o intervalo semanal deve ser respeitado, sob pena de tratamento considerado inadequado para o feto. Resposta A.

Questão 30Mulher de 51 anos relata fogachos moderados, principalmente noturnos, acompanhados de insônia, irritabilidade e cefaleia. AP: trombose em membro inferior direito, última menstruação há 18 meses. IMC: 30,6 kg/m². Densitometria óssea em coluna lombar com T- score de -2,6 desvios-padrão e colo de fêmur com T-score de -1,68 desvios-padrão, mamografia BI-RADS I. Em relação à terapia hormonal, é correto afirmar que ela estáGabarito: C

Mulher de 51 anos relata fogachos moderados, principalmente noturnos, acompanhados de insônia, irritabilidade e cefaleia. AP: trombose em membro inferior direito, última menstruação há 18 meses. IMC: 30,6 kg/m². Densitometria óssea em coluna lombar com T- score de -2,6 desvios-padrão e colo de fêmur com T-score de -1,68 desvios-padrão, mamografia BI-RADS I. Em relação à terapia hormonal, é correto afirmar que ela está

  • A. indicada para o alívio dos sintomas climatéricos.
  • B. indicada para tratamento da osteoporose.
  • C. contraindicada devido ao tromboembolismo.
  • D. contraindicada devido à obesidade.

Comentário OsceLabs

Antecedente de trombose venosa profunda e contraindicacao absoluta a terapia hormonal sistemica da menopausa, pelo risco de recorrencia tromboembolica: o alivio dos fogachos e o ganho de massa ossea nao superam esse risco (A e B). A obesidade isoladamente nao contraindica (D), embora reforce a preferencia por vias nao orais quando a terapia e possivel. Para os sintomas restam alternativas nao hormonais, e a osteoporose de coluna (T-score -2,6) deve ser tratada com terapia especifica, como bisfosfonato. Resposta C.

Questão 31Mulher de 36 anos realizou rastreio de câncer de colo uterino com pesquisa de DNA HPV por PCR, cujo resultado foi positivo para o genótipo 16. A conduta correta é realizarGabarito: B

Mulher de 36 anos realizou rastreio de câncer de colo uterino com pesquisa de DNA HPV por PCR, cujo resultado foi positivo para o genótipo 16. A conduta correta é realizar

  • A. citologia oncótica.
  • B. colposcopia.
  • C. novo teste de DNA HPV em 1 ano.
  • D. exérese da zona de transformação.

Comentário OsceLabs

No rastreamento primario com teste de DNA-HPV, a positividade para os genotipos 16 ou 18 e considerada de risco elevado e encaminha diretamente a colposcopia, sem triagem citologica previa (A) e sem esperar novo teste em 1 ano (C), estrategias reservadas aos demais tipos oncogenicos com citologia normal. A exerese da zona de transformacao (D) so se justifica com lesao de alto grau documentada; adotar o 've e trata' apenas com teste molecular positivo geraria sobretratamento em mulher jovem. Resposta B.

Questão 32A Síndrome de Fitz-Hugh-CurtisGabarito: C

A Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis

  • A. acomete, em média, 30% das pacientes com DIP (doença inflamatória pélvica) e está muito associada ao Mycoplasma hominis.
  • B. apresenta envolvimento leve do parênquima hepático, mas, em casos graves, pode evoluir para insuficiência do órgão.
  • C. traduz-se clinicamente por quadro de dor aguda em hipocôndrio direito, o que leva à confusão diagnóstica com colecistite aguda.
  • D. apresenta provas de função hepática alteradas essenciais para o diagnóstico e que costumam predizer a gravidade do quadro.

Comentário OsceLabs

A sindrome de Fitz-Hugh-Curtis e a peri-hepatite que complica a doenca inflamatoria pelvica, associada principalmente a Chlamydia trachomatis e ao gonococo, com aderencias em cordas de violino entre a capsula hepatica e a parede abdominal. Manifesta-se por dor aguda em hipocondrio direito, o que gera confusao com colecistite aguda. O parenquima hepatico e poupado, sem evolucao para insuficiencia (B), e as provas de funcao hepatica sao normais ou pouco alteradas, nao sendo essenciais ao diagnostico nem preditoras de gravidade (D). Resposta C.

Questão 33As características típicas do câncer de mama luminal A são:Gabarito: D

As características típicas do câncer de mama luminal A são:

  • A. alta expressão de human epidermal growth factor receptor-type 2 (HER2) e baixo índice de proliferação celular.
  • B. baixa expressão de receptores hormonais de estrogênio e progesterona e alta taxa de proliferação celular (Ki-67).
  • C. ausência de receptores hormonais de estrogênio e progesterona e alta expressão de HER2.
  • D. alta expressão de receptores hormonais de estrogênio e progesterona e baixa taxa de proliferação celular (Ki-67).

Comentário OsceLabs

O subtipo luminal A e definido por forte expressao de receptores de estrogenio e progesterona, HER2 negativo e baixo indice de proliferacao (Ki-67 baixo) - conjunto que explica o melhor prognostico, a boa resposta a hormonioterapia e o menor beneficio da quimioterapia. Alta expressao de HER2 caracteriza os subtipos HER2-enriquecido e luminal B HER2-positivo (A e C); receptores hormonais ausentes ou fracos com alto Ki-67 apontam triplo-negativo ou luminal B (B e C). Resposta D.

Questão 34Para que ocorra o ciclo menstrual com descamação cíclica e ordenada do endométrio, são necessárias as seguintes condições:Gabarito: B

Para que ocorra o ciclo menstrual com descamação cíclica e ordenada do endométrio, são necessárias as seguintes condições:

  • A. ausência de disfunções das glândulas adrenais, tireoidianas e paratireoidianas e ausência de anormalidades canaliculares.
  • B. integridade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, ausência de disfunções tireoidianas e adrenais e ausência de anormalidades canaliculares.
  • C. ausência de disfunções das glândulas adrenais e tireoidianas e ausência de anormalidades canaliculares.
  • D. integridade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano e ausência de disfunções das glândulas adrenais, tireoidianas e paratireoidianas.

Comentário OsceLabs

A descamacao ciclica e ordenada do endometrio depende de tres condicoes: eixo hipotalamo-hipofise-ovariano integro (pulsos de GnRH, secrecao de FSH e LH e esteroidogenese ovariana), ausencia de disfuncoes tireoidianas e adrenais, que alteram a pulsatilidade e o metabolismo dos esteroides, e ausencia de anormalidades canaliculares (sinequias, agenesias, himen imperfurado) que impecam a saida do fluxo. As paratireoides regulam o metabolismo do calcio e nao participam do ciclo, o que elimina as alternativas que as incluem. Resposta B.

Questão 35Mulher de 34 anos com desejo reprodutivo queixa-se de sangramento uterino aumentado. AP: G0P0. EF: IMC: 38,7 kg/m². Histeroscopia ambulatorial: lesão circunscrita bem delimitada de aspecto polipoide, em parede uterina fúndica anterior, intensamente friável e hipervascularizada, com sinais de atipias vasculares. Biópsia excisional da lesão e amostragem do endométrio adjacente: adenocarcinoma endometrial do tipo endometrioide, bem diferenciado, confinado ao pólipo, margens cirúrgicas livres. Estudo bimolecular: mutação do gene POLE. Considerando os achados e o desejo da paciente, é correto indicarGabarito: D

Mulher de 34 anos com desejo reprodutivo queixa-se de sangramento uterino aumentado. AP: G0P0. EF: IMC: 38,7 kg/m². Histeroscopia ambulatorial: lesão circunscrita bem delimitada de aspecto polipoide, em parede uterina fúndica anterior, intensamente friável e hipervascularizada, com sinais de atipias vasculares. Biópsia excisional da lesão e amostragem do endométrio adjacente: adenocarcinoma endometrial do tipo endometrioide, bem diferenciado, confinado ao pólipo, margens cirúrgicas livres. Estudo bimolecular: mutação do gene POLE. Considerando os achados e o desejo da paciente, é correto indicar

  • A. braquiterapia e radioterapia.
  • B. histerectomia total com salpingooforectomia, apenas.
  • C. histerectomia total com salpingooforectomia bilateral e pesquisa de linfonodo sentinela.
  • D. tratamento conservador com progestágenos contínuos por 6 meses e mudanças do estilo de vida.

Comentário OsceLabs

Adenocarcinoma endometrioide bem diferenciado, confinado ao polipo, com margens livres e mutacao de POLE - o subgrupo molecular de melhor prognostico, com recorrencia muito baixa. Em mulher de 34 anos com desejo reprodutivo, cabe preservacao uterina com progestagenio continuo (sistema intrauterino de levonorgestrel ou oral) por cerca de 6 meses, controle histeroscopico seriado e mudanca de estilo de vida, ja que a obesidade sustenta o hiperestrogenismo. Histerectomia e radioterapia (A, B e C) abolem a fertilidade sem ganho oncologico nesse cenario. Resposta D.

Questão 36Em relação à investigação da paciente com suspeita clínica de endometriose, é correto afirmar queGabarito: C

Em relação à investigação da paciente com suspeita clínica de endometriose, é correto afirmar que

  • A. o exame físico normal descarta o diagnóstico.
  • B. a laparoscopia é o exame padrão-ouro para o diagnóstico.
  • C. o tratamento clínico deve ser sempre instituído para controle da queixa álgica.
  • D. US transvaginal com preparo intestinal ou RM são indispensáveis para corroborar suspeita clínica.

Comentário OsceLabs

Endometriose e diagnostico clinico: exame fisico normal nao exclui a doenca (A), e a imagem negativa tampouco - ultrassonografia com preparo intestinal e ressonancia identificam endometrioma e doenca profunda, mas nao lesoes peritoneais superficiais, de modo que nao sao indispensaveis (D). A laparoscopia deixou de ser exigida como padrao-ouro obrigatorio justamente porque a conduta atual e iniciar tratamento clinico (analgesia e bloqueio hormonal) diante da suspeita, sem postergar o alivio da dor (B). Resposta C.

Questão 37Adolescente de 13 anos e 3 meses relata nunca ter menstruado e não apresentar desenvolvimento de mamas e pelos pubianos. A conduta correta consiste emGabarito: A

Adolescente de 13 anos e 3 meses relata nunca ter menstruado e não apresentar desenvolvimento de mamas e pelos pubianos. A conduta correta consiste em

  • A. iniciar a investigação, pois provavelmente se trata de alterações no eixo hipotálamo- hipófise-ovário.
  • B. aguardar até os 16 anos, sem necessidade de investigação.
  • C. iniciar a investigação, pois provavelmente se trata de malformação útero-vaginal.
  • D. aguardar, pois provavelmente se trata de retardo constitucional do desenvolvimento.

Comentário OsceLabs

Ausencia de telarca aos 13 anos define puberdade atrasada e obriga investigacao - o broto mamario e o primeiro marco puberal feminino, e a amenorreia primaria aqui e consequencia da falta de estrogenizacao. Dosam-se FSH e LH para separar hipogonadismo hipergonadotrofico (disgenesia gonadal, como Turner) de hipogonadotrofico (atraso constitucional, tumores e doencas cronicas), somando cariotipo e imagem conforme o resultado. Malformacao utero-vaginal cursaria com caracteres sexuais secundarios normais (C), e apenas aguardar (B e D) atrasa o diagnostico. Resposta A.

Questão 38Paciente de 30 anos, portadora de síndrome dos ovários policísticos (SOP), deseja engravidar. Está em uso de anticoncepcional combinado (ACO) e espironolactona. Quanto às recomendações pré-gestacionais apropriadas a essa paciente, assinale a alternativa correta.Gabarito: D

Paciente de 30 anos, portadora de síndrome dos ovários policísticos (SOP), deseja engravidar. Está em uso de anticoncepcional combinado (ACO) e espironolactona. Quanto às recomendações pré-gestacionais apropriadas a essa paciente, assinale a alternativa correta.

  • A. A paciente não deve engravidar, pois tem alto risco de complicações gestacionais.
  • B. Deve-se suspender o ACO, manter a espironolactona e iniciar ácido fólico, apenas.
  • C. Deve-se suspender o ACO, manter a espironolactona, iniciar ácido fólico e realizar GTT.
  • D. Deve-se suspender o ACO e a espironolactona, iniciar ácido fólico e realizar GTT.

Comentário OsceLabs

No aconselhamento pre-concepcional da sindrome dos ovarios policisticos, suspende-se o anticoncepcional combinado e tambem a espironolactona, antiandrogenio com potencial de feminilizacao de feto masculino (B e C). Inicia-se acido folico e rastreia-se disglicemia com teste de tolerancia a glicose antes da gestacao, dada a alta prevalencia de resistencia insulinica e o risco de diabetes gestacional. A SOP nao contraindica engravidar (A), mas exige pre-natal atento a diabetes gestacional, pre-eclampsia e prematuridade. Resposta D.

Questão 39Adolescente de 15 anos relata aumento da duração e do volume da menstruação. AP: menarca aos 12 anos e 6 meses, DUM há 2 meses. Os exames laboratoriais imprescindíveis na avaliação inicial sãoGabarito: B

Adolescente de 15 anos relata aumento da duração e do volume da menstruação. AP: menarca aos 12 anos e 6 meses, DUM há 2 meses. Os exames laboratoriais imprescindíveis na avaliação inicial são

  • A. FSH, TSH e PRL.
  • B. hemograma e BhCG.
  • C. hemograma e coagulograma.
  • D. nenhum; trata-se de imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário.

Comentário OsceLabs

Antes de qualquer investigacao hormonal ou de coagulacao, adolescente com sangramento uterino aumentado e atraso menstrual de 2 meses precisa de teste de gravidez (BhCG) - complicacoes gestacionais sao a primeira hipotese a excluir - e de hemograma, que quantifica a repercussao (anemia e plaquetas). O coagulograma e a investigacao de doenca de von Willebrand (C) entram na sequencia quando o sangramento e intenso desde a menarca ou ha historia familiar; FSH, TSH e prolactina sao de segunda linha (A); e atribuir tudo a imaturidade do eixo sem afastar gravidez e erro grave (D). Resposta B.

Questão 40Com base na relação entre dispositivo intrauterino (DIU) e doença inflamatória pélvica, assinale a alternativa correta.Gabarito: A

Com base na relação entre dispositivo intrauterino (DIU) e doença inflamatória pélvica, assinale a alternativa correta.

  • A. O DIU não precisa ser removido de rotina, mas a retirada deve ser considerada na ausência de melhora clínica após 48-72 h de antibioticoterapia.
  • B. O DIU deve ser removido imediatamente para diminuir o risco de disseminação bacteriana, especialmente em pacientes que desejam retirá-lo.
  • C. Há indicação de tratamento hospitalar para evitar abscesso tubo-ovariano e outras complicações dessa associação.
  • D. Estudos atuais mostram maior tempo de internação e maior taxa de abscesso tubo- ovariano em pacientes com DIU, especialmente DIU de cobre.

Comentário OsceLabs

Na doenca inflamatoria pelvica em usuaria de DIU, o dispositivo nao precisa ser removido de rotina: inicia-se antibioticoterapia e reavalia-se em 48 a 72 horas, retirando-o apenas se nao houver melhora clinica ou se a paciente desejar. Os estudos atuais nao mostram maior tempo de internacao nem mais abscesso tubo-ovariano nas usuarias de DIU (D), e a retirada imediata (B) deixa a mulher desprotegida sem beneficio comprovado. A internacao segue os criterios habituais de gravidade, e nao o simples uso do dispositivo (C). Resposta A.

Questão 41Mulher de 45 anos apresenta melena e está hemodinamicamente estável, em tratamento com vasoconstritor. AP: cirrose por hepatite autoimune. EDA: 4 cordões varicosos de grosso calibre e gastropatia hipertensiva portal intensa. Além de fazer ligadura elástica das varizes esofágicas, deve-seGabarito: D

Mulher de 45 anos apresenta melena e está hemodinamicamente estável, em tratamento com vasoconstritor. AP: cirrose por hepatite autoimune. EDA: 4 cordões varicosos de grosso calibre e gastropatia hipertensiva portal intensa. Além de fazer ligadura elástica das varizes esofágicas, deve-se

  • A. prescrever antibiótico profilático, se a paciente tiver ascite, e dar alta hospitalar.
  • B. trocar vasoconstritor por betabloqueador não seletivo e dar alta hospitalar.
  • C. prescrever betabloqueador não seletivo e antibiótico profilático, se a paciente tiver ascite.
  • D. manter vasoconstritor por 3 a 5 dias e antibiótico profilático e, a seguir, trocar por betabloqueador não seletivo.

Comentário OsceLabs

Hemorragia digestiva varicosa tem pacote terapeutico definido: vasoconstritor esplancnico (terlipressina, octreotide ou somatostatina) mantido por 3 a 5 dias, antibioticoprofilaxia com ceftriaxona para todo cirrotico com sangramento - e nao apenas para os com ascite - e ligadura elastica. So depois, na profilaxia secundaria, o vasoconstritor e substituido por betabloqueador nao seletivo associado ao programa de ligaduras. Suspender o vasoconstritor precocemente ou dar alta logo apos a endoscopia (A, B e C) ignora o risco de ressangramento dos primeiros dias. Resposta D.

Questão 42Homem de 73 anos apresenta dispneia e edema de membros inferiores há 2 meses, sendo diagnosticado com insuficiência cardíaca e derrame pleural moderado. Após tratamento com diurético, apresenta melhora do edema, mas persiste com dispneia e derrame pleural. É indicada toracocentese diagnóstica. AP: HAS e DM2. Deve-se realizar o cálculo do gradiente de albumina do líquido pleural para diferenciação entre transudato e exsudato devidoGabarito: B

Homem de 73 anos apresenta dispneia e edema de membros inferiores há 2 meses, sendo diagnosticado com insuficiência cardíaca e derrame pleural moderado. Após tratamento com diurético, apresenta melhora do edema, mas persiste com dispneia e derrame pleural. É indicada toracocentese diagnóstica. AP: HAS e DM2. Deve-se realizar o cálculo do gradiente de albumina do líquido pleural para diferenciação entre transudato e exsudato devido

  • A. à idade avançada.
  • B. ao uso de diurético.
  • C. ao diagnóstico de diabetes.
  • D. à suspeita de neoplasia.

Comentário OsceLabs

Diuretico concentra proteinas e DHL no liquido pleural e pode transformar um transudato cardiogenico em falso exsudato pelos criterios de Light. Nessa situacao, calcula-se o gradiente de albumina soro-liquido pleural (maior que 1,2 g/dL) ou o gradiente de proteinas (maior que 3,1 g/dL) para reclassificar corretamente o derrame como transudato e evitar investigacao desnecessaria. Idade, diabetes e suspeita de neoplasia (A, C e D) nao interferem nos criterios bioquimicos - a neoplasia se investiga por citologia oncotica e biopsia. Resposta B.

Questão 43Mulher de 52 anos apresenta febre de 38,5 °C há 2 dias. AP: linfoma difuso de grandes células B, com 1º ciclo de quimioterapia há 8 dias. Exame físico: FC: 112 bpm, FR: 22 irpm, PA: 120 x 80 mmHg e desidratada +/4+. Deve-seGabarito: C

Mulher de 52 anos apresenta febre de 38,5 °C há 2 dias. AP: linfoma difuso de grandes células B, com 1º ciclo de quimioterapia há 8 dias. Exame físico: FC: 112 bpm, FR: 22 irpm, PA: 120 x 80 mmHg e desidratada +/4+. Deve-se

  • A. monitorizar clinicamente, já que a paciente está estável; não é necessário coletar exames e pode-se dar alta com antibioticoterapia empírica.
  • B. coletar hemograma devido à possibilidade de neutropenia febril e, se confirmar o diagnóstico, introduzir antibiótico.
  • C. iniciar antibioticoterapia de amplo espectro com cobertura para Pseudomonas na admissão.
  • D. monitorizar clinicamente, já que a paciente está estável; não é necessário coletar exames e pode-se dar alta com uso de antitérmico.

Comentário OsceLabs

Febre no nadir da quimioterapia (8o dia do primeiro ciclo) e neutropenia febril ate prova em contrario, emergencia oncologica cuja mortalidade cresce a cada hora de atraso do antibiotico. A regra e coletar culturas e iniciar antibioticoterapia empirica de amplo espectro com cobertura antipseudomonas (cefepima, piperacilina-tazobactam ou meropenem) ja na admissao, sem esperar o resultado do hemograma para tratar (B). Dar alta a uma paciente taquicardica, desidratada e febril (A e D) e conduta inaceitavel. Resposta C.

Questão 44Homem de 78 anos teve infecções respiratórias recorrentes no último ano, com duas pneumonias bacterianas nos últimos 6 meses. AP: HAS e DM2. Exames complementares: anemia normocítica e normocrômica e eletroforese de proteínas séricas com hipogamaglobulinemia, dosagem de cadeias leves livres com aumento de cadeia leve lambda e redução de cadeia leve kappa, com relação kappa/lambda alterada. O diagnóstico provável éGabarito: B

Homem de 78 anos teve infecções respiratórias recorrentes no último ano, com duas pneumonias bacterianas nos últimos 6 meses. AP: HAS e DM2. Exames complementares: anemia normocítica e normocrômica e eletroforese de proteínas séricas com hipogamaglobulinemia, dosagem de cadeias leves livres com aumento de cadeia leve lambda e redução de cadeia leve kappa, com relação kappa/lambda alterada. O diagnóstico provável é

  • A. imunodeficiência comum variável.
  • B. gamopatia monoclonal.
  • C. lúpus eritematoso sistêmico.
  • D. imunodeficiência primária com defeito de anticorpos.

Comentário OsceLabs

Infeccoes bacterianas de repeticao em idoso, com anemia normocitica, hipogamaglobulinemia a eletroforese e relacao kappa/lambda alterada as custas de excesso de cadeia leve lambda, indicam producao monoclonal: gamopatia monoclonal, que deve ser estratificada entre GMSI, mieloma (inclusive o de cadeias leves) e amiloidose, pesquisando-se lesao de orgao-alvo (calcio, creatinina, anemia e lesoes osseas). As imunodeficiencias primarias e a comum variavel (A e D) manifestam-se em idades mais precoces e nao cursam com relacao de cadeias leves alterada. Resposta B.

Questão 45Familiar de mulher de 86 anos informa que, há 4 dias, a paciente acordou à noite confusa e agitada, não reconhecendo a própria casa e alegando que o quarto estava cheio de cachorros barulhentos. Desde então, passou a necessitar de ajuda para fazer sua higiene pessoal, a não compreender as orientações e a perseverar na ideia de que precisava cuidar dos cachorros. Há 1 dia, está desatenta, apática, sonolenta, com dificuldade para deambular e com incontinência para fezes e urina. AP: ausência de distúrbios mentais prévios. Segundo o Confusion Assessment Method (CAM), para o diagnóstico do quadro descrito, são obrigatóriosGabarito: D

Familiar de mulher de 86 anos informa que, há 4 dias, a paciente acordou à noite confusa e agitada, não reconhecendo a própria casa e alegando que o quarto estava cheio de cachorros barulhentos. Desde então, passou a necessitar de ajuda para fazer sua higiene pessoal, a não compreender as orientações e a perseverar na ideia de que precisava cuidar dos cachorros. Há 1 dia, está desatenta, apática, sonolenta, com dificuldade para deambular e com incontinência para fezes e urina. AP: ausência de distúrbios mentais prévios. Segundo o Confusion Assessment Method (CAM), para o diagnóstico do quadro descrito, são obrigatórios

  • A. pensamento desorganizado e dificuldade para focar a atenção.
  • B. modificação aguda do estado mental e apatia.
  • C. dificuldade para focar a atenção e dependência funcional.
  • D. modificação aguda do estado mental e dificuldade para focar a atenção.

Comentário OsceLabs

O Confusion Assessment Method exige obrigatoriamente dois criterios - inicio agudo com curso flutuante e desatencao - aos quais se soma pensamento desorganizado ou alteracao do nivel de consciencia. O caso e classico de delirium: instalacao em dias, alucinacoes visuais, flutuacao com sonolencia e declinio funcional agudo em idosa sem transtorno mental previo. Apatia e dependencia funcional (B e C) sao consequencias, nao criterios, e o pensamento desorganizado (A) e criterio acessorio, nunca obrigatorio isoladamente. Resposta D.

Questão 46A seguir, são apresentados os valores de creatinina sérica de quatro pacientes com episódio de insulto renal agudo isquêmico tratado com medidas adequadas. Considerando IRA (injúria renal aguda), NTA (necrose tubular aguda), DRC (doença renal crônica) e DRA (doença renal aguda), a associação correta entre os pacientes (A, B, C e D) e seu diagnóstico nefrológico é:Gabarito: C

A seguir, são apresentados os valores de creatinina sérica de quatro pacientes com episódio de insulto renal agudo isquêmico tratado com medidas adequadas. Considerando IRA (injúria renal aguda), NTA (necrose tubular aguda), DRC (doença renal crônica) e DRA (doença renal aguda), a associação correta entre os pacientes (A, B, C e D) e seu diagnóstico nefrológico é:

  • A. A: IRA hemodinâmica; B: IRA intrínseca por NTA; C: DRC com IRA sobreposta; D: DRC.
  • B. A: DRC; B: IRA funcional; C: DRC com IRA sobreposta; D: DRA.
  • C. A: DRA; B: IRA hemodinâmica; C: DRC com IRA sobreposta; D: DRC com DRA sobreposta.
  • D. A: DRA; B: DRC com IRA sobreposta; C: IRA intrínseca por NTA; D: DRC com DRA sobreposta.

Comentário OsceLabs

A classificacao depende de dois eixos: o tempo de evolucao e a existencia de disfuncao renal previa. A injuria renal aguda e a elevacao da creatinina dentro de 7 dias; quando a alteracao persiste entre 7 e 90 dias, fala-se em doenca renal aguda; acima de 90 dias, doenca renal cronica. Quem parte de creatinina basal ja elevada e sofre novo insulto configura DRC com IRA ou DRA sobreposta, enquanto quem parte de funcao normal e recupera de forma arrastada apos isquemia configura DRA. Resposta C.

Questão 47Mulher de 36 anos apresenta dispneia aos esforços há 2 meses com piora progressiva e, há 2 dias, relata cefaleia occipital ao acordar. EF: ortopneia, cianose discreta de extremidades, confusão mental leve, FC: 120 bpm, FR: 27 irpm, PA: 268 x 134 mmHg em MSE e 272 x 138 mmHg em MSD, ictus desviado para a esquerda, presença de quarta bulha, sopro sistólico 2+/4+ em foco mitral, crepitações finas em ambas as bases pulmonares, fundo de olho com borramento de papila, exsudatos e hemorragias. Em relação ao diagnóstico imediato e à conduta correta, trata-se de hipertensãoGabarito: B

Mulher de 36 anos apresenta dispneia aos esforços há 2 meses com piora progressiva e, há 2 dias, relata cefaleia occipital ao acordar. EF: ortopneia, cianose discreta de extremidades, confusão mental leve, FC: 120 bpm, FR: 27 irpm, PA: 268 x 134 mmHg em MSE e 272 x 138 mmHg em MSD, ictus desviado para a esquerda, presença de quarta bulha, sopro sistólico 2+/4+ em foco mitral, crepitações finas em ambas as bases pulmonares, fundo de olho com borramento de papila, exsudatos e hemorragias. Em relação ao diagnóstico imediato e à conduta correta, trata-se de hipertensão

  • A. acelerada/maligna e manejo hospitalar com medicações orais.
  • B. acelerada/maligna e manejo hospitalar com vasodilatador intravenoso.
  • C. resistente e manejo ambulatorial com medicações orais.
  • D. resistente e manejo hospitalar com vasodilatador intravenoso.

Comentário OsceLabs

Pressao de 268x134 mmHg com encefalopatia (cefaleia occipital ao acordar, confusao), congestao pulmonar e retinopatia grau IV (papiledema, exsudatos e hemorragias) define hipertensao acelerada/maligna: emergencia hipertensiva com lesao aguda de orgao-alvo. O manejo e hospitalar, com anti-hipertensivo intravenoso titulavel (nitroprussiato de sodio ou nitroglicerina), reduzindo cerca de 20 a 25% da pressao media na primeira hora. Medicacao oral ou seguimento ambulatorial (A e C) nao interrompem a lesao em curso, e hipertensao resistente e conceito ambulatorial. Resposta B.

Questão 48Mulher de 68 anos relata tosse produtiva e febre há 3 dias. Exame físico: desorientação em tempo e espaço, FC: 75 bpm, FR: 24 irpm, SatO2: 93% em ar ambiente, PA: 130 x 70 mmHg, T: 38,1 °C, ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente e crepitações em base esquerda. Exames laboratoriais: Hb: 13,5 g/dL, plaquetas: 205 mil/mm³, leucócitos: 13800/ mm³, PCR: 18 mg/dL, creatinina: 1,1 mg/dL, ureia: 56 mg/dL, sódio: 136 mEq/L. Gasometria arterial (ar ambiente): pH: 7,34, pO2: 65 mmHg, pCO2: 35 mmHg, bicarbonato: 18 mEq/L. A conduta correta consiste em iniciar antibioticoterapia comGabarito: C

Mulher de 68 anos relata tosse produtiva e febre há 3 dias. Exame físico: desorientação em tempo e espaço, FC: 75 bpm, FR: 24 irpm, SatO2: 93% em ar ambiente, PA: 130 x 70 mmHg, T: 38,1 °C, ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente e crepitações em base esquerda. Exames laboratoriais: Hb: 13,5 g/dL, plaquetas: 205 mil/mm³, leucócitos: 13800/ mm³, PCR: 18 mg/dL, creatinina: 1,1 mg/dL, ureia: 56 mg/dL, sódio: 136 mEq/L. Gasometria arterial (ar ambiente): pH: 7,34, pO2: 65 mmHg, pCO2: 35 mmHg, bicarbonato: 18 mEq/L. A conduta correta consiste em iniciar antibioticoterapia com

  • A. azitromicina e em internação hospitalar.
  • B. azitromicina e em tratamento ambulatorial.
  • C. amoxicilina com clavulanato e azitromicina e em internação hospitalar.
  • D. amoxicilina com clavulanato e azitromicina e em tratamento ambulatorial.

Comentário OsceLabs

O CURB-65 pontua confusao mental, ureia acima de 50 mg/dL e idade igual ou maior que 65 anos: escore 3, com indicacao de internacao hospitalar - o que afasta as alternativas de tratamento ambulatorial (B e D). Para pneumonia adquirida na comunidade internada em enfermaria, recomenda-se betalactamico (amoxicilina-clavulanato ou ceftriaxona) associado a macrolideo, cobrindo pneumococo e germes atipicos; monoterapia com azitromicina (A) e insuficiente nesse cenario de gravidade. Resposta C.

Questão 49Homem de 42 anos apresenta lesões cutâneas (conforme figura a seguir) que se iniciaram há dois dias, com muita dor na região torácica à esquerda. AP: transplantado renal há 6 anos em uso de drogas imunossupressoras. A conduta correta envolveGabarito: A

Homem de 42 anos apresenta lesões cutâneas (conforme figura a seguir) que se iniciaram há dois dias, com muita dor na região torácica à esquerda. AP: transplantado renal há 6 anos em uso de drogas imunossupressoras. A conduta correta envolve

  • A. o uso de aciclovir endovenoso, na dose de 10 mg/kg a cada 8 horas, até melhora clínica.
  • B. apenas aguardar evolução do quadro, uma vez que se trata de doença autolimitada.
  • C. o uso de aciclovir tópico por 14 dias.
  • D. o uso de aciclovir oral na dose 200 mg cinco vezes ao dia por sete dias e analgesia.

Comentário OsceLabs

Vesiculas dolorosas agrupadas sobre base eritematosa, limitadas a um dermatomo toracico, em transplantado renal sob imunossupressao: herpes-zoster no imunodeprimido, com risco de disseminacao cutanea e visceral. A recomendacao e aciclovir intravenoso 10 mg/kg a cada 8 horas, com hidratacao e ajuste para a funcao renal, ate a melhora clinica. Conduta expectante (B) e temeraria nesse perfil, aciclovir topico nao tem eficacia sistemica (C) e a dose de 200 mg cinco vezes ao dia (D) e esquema de herpes simples, insuficiente para o zoster. Resposta A.

Questão 50Mulher de 55 anos relata dor torácica intensa e dispneia súbita há 1 hora. Evolui com parada cardiorrespiratória em ritmo apresentado em ECG (conforme a imagem a seguir). Após chamar ajuda, a sequência de medidas no atendimento deve ser a seguinte:Gabarito: B

Mulher de 55 anos relata dor torácica intensa e dispneia súbita há 1 hora. Evolui com parada cardiorrespiratória em ritmo apresentado em ECG (conforme a imagem a seguir). Após chamar ajuda, a sequência de medidas no atendimento deve ser a seguinte:

  • A. compressões torácicas, administração de epinefrina, compressões torácicas e administração de epinefrina.
  • B. desfibrilação, compressões torácicas, desfibrilação e administração de epinefrina.
  • C. intubação orotraqueal, compressões torácicas, administração de epinefrina e compressões torácicas.
  • D. desfibrilação, administração de amiodarona, compressões torácicas e administração de epinefrina.

Comentário OsceLabs

Parada cardiorrespiratoria em ritmo chocavel (fibrilacao ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso) apos dor toracica: a desfibrilacao imediata e a intervencao que reverte o ritmo, e sua precocidade e o principal determinante de sobrevida. Apos o choque, retomam-se compressoes por 2 minutos, checa-se o ritmo e aplica-se novo choque; a adrenalina entra depois do segundo choque e a amiodarona apenas apos o terceiro (D). Adiar o choque para comprimir ou intubar (A e C) reduz a chance de reversao. Resposta B.

Questão 51Mulher de 70 anos refere dor intensa em joelho direito há 2 dias, sem história de trauma prévio, acompanhada de edema e eritema no local. AP: artrite reumatoide soropositiva em remissão há 1 ano. Medicações em uso: leflunomida 20 mg/dia. Exame físico: joelho direito com sinal da tecla presente, amplitude de movimento reduzida e calor local. A principal hipótese diagnóstica e a conduta inicial devem ser:Gabarito: D

Mulher de 70 anos refere dor intensa em joelho direito há 2 dias, sem história de trauma prévio, acompanhada de edema e eritema no local. AP: artrite reumatoide soropositiva em remissão há 1 ano. Medicações em uso: leflunomida 20 mg/dia. Exame físico: joelho direito com sinal da tecla presente, amplitude de movimento reduzida e calor local. A principal hipótese diagnóstica e a conduta inicial devem ser:

  • A. artrite reumatoide em atividade; prednisona e metotrexato.
  • B. osteoartrite; analgésico e condroprotetor.
  • C. artrite gotosa; punção articular diagnóstica, análise do líquido sinovial, alopurinol e anti- inflamatório.
  • D. artrite séptica; punção articular diagnóstica, análise do líquido sinovial e antibioticoterapia.

Comentário OsceLabs

Monoartrite aguda de joelho, sem trauma, com dor intensa, calor, derrame (sinal da tecla) e limitacao, em paciente imunossuprimida por leflunomida: artrite septica ate prova em contrario - e a hipotese que precisa ser excluida primeiro, pela destruicao da cartilagem em poucos dias. A conduta e artrocentese imediata com contagem celular, Gram e cultura, seguida de antibioticoterapia empirica e drenagem/lavagem articular. Atribuir a artrite reumatoide em remissao (A) ou tratar como gota ou artrose sem puncionar (B e C) atrasa o diagnostico. Resposta D.

Questão 52Homem de 23 anos refere dispneia iniciada há 30 minutos durante atividade física. Nega histórico de trauma. Nega procedimentos torácicos prévios. Exame físico: murmúrio vesicular presente em todo hemitórax direito e ausente no hemitórax esquerdo, percussão com som claro pulmonar no hemitórax direito e timpanismo no hemitórax esquerdo. Realizada ultrassonografia torácica a beira-leito, cujos achados esperados à direita e à esquerda são, respectivamente:Gabarito: B

Homem de 23 anos refere dispneia iniciada há 30 minutos durante atividade física. Nega histórico de trauma. Nega procedimentos torácicos prévios. Exame físico: murmúrio vesicular presente em todo hemitórax direito e ausente no hemitórax esquerdo, percussão com som claro pulmonar no hemitórax direito e timpanismo no hemitórax esquerdo. Realizada ultrassonografia torácica a beira-leito, cujos achados esperados à direita e à esquerda são, respectivamente:

  • A. deslizamento pleural, linhas A e pulso pulmonar; deslizamento pleural, linhas B e pulso pulmonar.
  • B. deslizamento pleural, linhas A; deslizamento pleural ausente e ponto pulmonar.
  • C. deslizamento pleural ausente e linhas B; deslizamento pleural, linhas A e sinal da água- viva.
  • D. deslizamento pleural ausente, linhas A e ponto pulmonar; deslizamento pleural e linhas A.

Comentário OsceLabs

Pneumotorax espontaneo primario a esquerda (timpanismo e murmurio ausente) em jovem longilineo. A ultrassonografia, o hemitorax normal (direito) mostra deslizamento pleural presente e linhas A, padrao do pulmao aerado; o lado com pneumotorax perde o deslizamento e o pulso pulmonar, e o achado especifico e o ponto pulmonar (lung point), onde o pulmao volta a tocar a pleura parietal. Linhas B indicam sindrome intersticial e excluem pneumotorax naquele ponto, o que elimina as opcoes que as atribuem ao lado acometido (A e C). Resposta B.

Questão 53Homem de 50 anos com neoplasia de esôfago refere que está com dificuldade de deglutição há 2 meses e, por isso, opta por alimentos pastosos, sendo metade do que costumava comer anteriormente. Seu peso habitual era de 120 kg (IMC = 39 kg/m²) e, atualmente, é de 90 kg (IMC = 29,4 kg/m²). Segundo os critérios do Global Leadership Initiative in Malnutrition (GLIM), o paciente apresentaGabarito: C

Homem de 50 anos com neoplasia de esôfago refere que está com dificuldade de deglutição há 2 meses e, por isso, opta por alimentos pastosos, sendo metade do que costumava comer anteriormente. Seu peso habitual era de 120 kg (IMC = 39 kg/m²) e, atualmente, é de 90 kg (IMC = 29,4 kg/m²). Segundo os critérios do Global Leadership Initiative in Malnutrition (GLIM), o paciente apresenta

  • A. sobrepeso.
  • B. risco nutricional.
  • C. desnutrição grave.
  • D. obesidade controlada.

Comentário OsceLabs

Pelos criterios GLIM, o diagnostico exige um criterio fenotipico e um etiologico. Aqui ha perda de 30 kg (25% do peso) em 2 meses - criterio fenotipico - e reducao da ingesta a metade por disfagia obstrutiva, com doenca neoplasica - criterio etiologico. Perda maior que 10% em ate 6 meses classifica a desnutricao como grave (estagio 2), independentemente de o IMC atual ainda estar na faixa de sobrepeso. O IMC isolado mascara o diagnostico (A e D): obesidade nao protege contra desnutricao. Resposta C.

Questão 54Homem de 52 anos refere dispneia aos esforços. AP: HAS, DM2 e obesidade. Exame físico: estase jugular 2+/4+, crepitações pulmonares em bases bilateralmente e edema de membros inferiores sem sinais inflamatórios. Radiografia de tórax: congestão pulmonar grave. Ecocardiograma: aumento de átrio esquerdo, aumento da espessura da parede do ventrículo esquerdo e fração de ejeção de 55%. Com o objetivo de aumentar a sobrevida, a melhor conduta para esse paciente éGabarito: D

Homem de 52 anos refere dispneia aos esforços. AP: HAS, DM2 e obesidade. Exame físico: estase jugular 2+/4+, crepitações pulmonares em bases bilateralmente e edema de membros inferiores sem sinais inflamatórios. Radiografia de tórax: congestão pulmonar grave. Ecocardiograma: aumento de átrio esquerdo, aumento da espessura da parede do ventrículo esquerdo e fração de ejeção de 55%. Com o objetivo de aumentar a sobrevida, a melhor conduta para esse paciente é

  • A. introduzir inibidor da enzima conversora da angiotensina.
  • B. introduzir espironolactona.
  • C. introduzir inibidor da SGLT2.
  • D. tratar as comorbidades.

Comentário OsceLabs

Insuficiencia cardiaca com fracao de ejecao preservada (55%), hipertrofia ventricular e aumento atrial em hipertenso, diabetico e obeso. Diureticos aliviam a congestao e os inibidores de SGLT2 reduzem hospitalizacoes, mas nenhuma droga isolada demonstrou ganho consistente de sobrevida na ICFEp; o que modifica o desfecho e o tratamento agressivo das comorbidades - controle pressorico, do diabetes, perda de peso, apneia do sono e fibrilacao atrial. IECA e espironolactona (A e B) tem beneficio de mortalidade estabelecido na fracao reduzida, e nao neste fenotipo. Resposta D.

Questão 55Mulher de 63 anos refere ganho de peso e constipação. Não possui doenças prévias nem faz uso de medicamentos. Exames laboratoriais: TSH: 10,7 mU/L, T4 livre: 1,1 ng/dL (valores de referência: 0,7 – 1,4 ng/dL), anti-TPO: 23 UI/mL (valores normais abaixo de 35 UI/mL). Nesse caso, a conduta deve ser:Gabarito: C

Mulher de 63 anos refere ganho de peso e constipação. Não possui doenças prévias nem faz uso de medicamentos. Exames laboratoriais: TSH: 10,7 mU/L, T4 livre: 1,1 ng/dL (valores de referência: 0,7 – 1,4 ng/dL), anti-TPO: 23 UI/mL (valores normais abaixo de 35 UI/mL). Nesse caso, a conduta deve ser:

  • A. iniciar tratamento com levotiroxina para normalizar os níveis de TSH e aliviar os sintomas.
  • B. solicitar ultrassonografia de tireoide e indicar tratamento apenas em caso de alterações ecográficas difusas.
  • C. calcular o risco cardiovascular e iniciar tratamento com levotiroxina apenas em caso de a paciente apresentar alto risco.
  • D. monitorizar os níveis de TSH e T4 livre a cada 6-12 meses e iniciar tratamento apenas se houver progressão.

Comentário OsceLabs

TSH elevado com T4 livre normal e anti-TPO negativo caracteriza hipotireoidismo subclinico. Antes de medicar, confirma-se a alteracao em nova coleta, pois o TSH oscila e pode normalizar espontaneamente, e a decisao e individualizada: a banca adotou a estratificacao pelo risco cardiovascular, que somada a idade, aos sintomas e ao valor do TSH orienta o inicio da levotiroxina, evitando iatrogenia (fibrilacao atrial e perda de massa ossea) em quem nao se beneficia. Ultrassonografia de tireoide nao define conduta em disfuncao funcional (B). Resposta C.

Questão 57Mulher de 62 anos refere dor epigástrica em queimação de forte intensidade com irradiação para região retroesternal e membros superiors, com duração, até o momento, de 50 minutos. Exame físico normal. ECG: infradesnivelamento de segmento ST maior que 1 mm em derivações inferiores. Considerando as diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia para síndrome coronariana aguda, pode-se afirmar, corretamente, queGabarito: D

Mulher de 62 anos refere dor epigástrica em queimação de forte intensidade com irradiação para região retroesternal e membros superiors, com duração, até o momento, de 50 minutos. Exame físico normal. ECG: infradesnivelamento de segmento ST maior que 1 mm em derivações inferiores. Considerando as diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia para síndrome coronariana aguda, pode-se afirmar, corretamente, que

  • A. é possível inferir a artéria culpada pelo evento coronariano agudo a partir da alteração eletrocardiográfica descrita.
  • B. na evolução natural da isquemia miocárdica, a alteração eletrocardiográfica descrita é precedida de inversão simétrica de onda T.
  • C. a apresentação clínica e eletrocardiográfica desta paciente é compatível com suboclusão coronariana, não sendo possível a oclusão total.
  • D. a alteração eletrocardiográfica mencionada é compatível com lesão miocárdica do tipo isquemia.

Comentário OsceLabs

O infradesnivelamento de ST maior que 1 mm traduz lesao subendocardica, ou seja, o padrao eletrocardiografico da isquemia miocardica, configurando sindrome coronariana aguda sem supradesnivelamento. Esse padrao nao permite inferir a arteria culpada, porque o vetor de lesao subendocardica e difuso (A); na evolucao natural, a inversao simetrica da onda T sucede e nao precede as alteracoes do segmento ST (B); e a ausencia de supra nao exclui oclusao total, como nas lesoes de circunflexa e nos infartos de parede posterior (C). Resposta D.

Questão 58Assinale a alternativa correta sobre as medidas não farmacológicas para controle da hipertensão arterial sistêmica.Gabarito: A

Assinale a alternativa correta sobre as medidas não farmacológicas para controle da hipertensão arterial sistêmica.

  • A. Em pacientes em uso de dieta rica em sódio, substituir cloreto de sódio por cloreto de potássio é recomendado para reduzir a pressão arterial e o risco cardiovascular.
  • B. A restrição de sal (cloreto de sódio) na dieta é recomendada para redução da pressão arterial, com restrição de menos de 4 gramas de cloreto de sódio, que corresponde a cerca de 1 grama de sódio.
  • C. É recomendado o consumo moderado de álcool para proteção cardiovascular.
  • D. Há evidência dos efeitos de exercício aeróbico na redução da hipertensão arterial e melhora do perfil cardiovascular, porém não para exercício resistido.

Comentário OsceLabs

Substituir o cloreto de sodio por sais enriquecidos com cloreto de potassio reduz a pressao arterial e, em ensaio de larga escala, reduziu AVC, eventos cardiovasculares e mortalidade, sendo recomendada a quem consome dieta rica em sodio - com cautela em nefropatas e usuarios de poupadores de potassio. A alternativa B erra na conversao: cerca de 5 g de sal correspondem a 2 g de sodio. Alcool nao confere protecao cardiovascular (C), e o exercicio resistido tambem tem efeito anti-hipertensivo comprovado (D). Resposta A.

Questão 59Homem de 55 anos, agricultor, apresentou úlcera única, de bordas infiltradas, emolduradas e fundo granuloso na região pré-tibial esquerda, com crescimento há 45 dias. AP: DM2, doença de Chagas, bloqueio atrioventricular grau II, bloqueio de ramo esquerdo e doença renal crônica pré-dialítica. Exame citológico da base da úlcera: estruturas parasitárias diminutas. A estratégia terapêutica mais segura e eficaz éGabarito: C

Homem de 55 anos, agricultor, apresentou úlcera única, de bordas infiltradas, emolduradas e fundo granuloso na região pré-tibial esquerda, com crescimento há 45 dias. AP: DM2, doença de Chagas, bloqueio atrioventricular grau II, bloqueio de ramo esquerdo e doença renal crônica pré-dialítica. Exame citológico da base da úlcera: estruturas parasitárias diminutas. A estratégia terapêutica mais segura e eficaz é

  • A. miltefosina oral.
  • B. antimoniato de N-metil glucamina intramuscular.
  • C. anfotericina B (lipossomal) endovenosa.
  • D. pentamidina intramuscular.

Comentário OsceLabs

Ulcera unica de bordas elevadas e emolduradas com fundo granuloso em agricultor, com citologia mostrando formas parasitarias diminutas (amastigotas): leishmaniose tegumentar. O antimonial pentavalente esta contraindicado porque prolonga o intervalo QT e agrava disturbios de conducao - o paciente tem cardiopatia chagasica com bloqueio atrioventricular e bloqueio de ramo - e por nefrotoxicidade na doenca renal cronica (B). A pentamidina tambem e cardiotoxica e diabetogenica (D). A escolha mais segura e eficaz nesse perfil e a anfotericina B lipossomal. Resposta C.

Questão 60Homem de 33 anos refere febre alta, cefaleia, mialgia, artralgia há 4 dias. Há um dia, houve aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo, muito pruriginosas e epistaxe em mínima quantidade, com resolução espontânea. AP: DM1 controlado. Exame físico: BEG, PA: 130 x 80 mmHg (aferida em duas posições), FC: 89 bpm, TEC < 3 segundos, sem sinais de hipoperfusão, prova do laço negativa. HGT 149 mg/dL. Com suspeita de dengue, a classificação clínica e a conduta são, correta e respectivamente,Gabarito: A

Homem de 33 anos refere febre alta, cefaleia, mialgia, artralgia há 4 dias. Há um dia, houve aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo, muito pruriginosas e epistaxe em mínima quantidade, com resolução espontânea. AP: DM1 controlado. Exame físico: BEG, PA: 130 x 80 mmHg (aferida em duas posições), FC: 89 bpm, TEC < 3 segundos, sem sinais de hipoperfusão, prova do laço negativa. HGT 149 mg/dL. Com suspeita de dengue, a classificação clínica e a conduta são, correta e respectivamente,

  • A. grupo B; é necessário iniciar hidratação e avaliar o hemograma em até 4 horas. Caso não apresente hemoconcentração e/ou plaquetopenia grave, o manejo pode ser ambulatorial, com reavaliações clínicas diárias e hemogramas seriados, até resolução completa do quadro.
  • B. grupo C; é necessário iniciar hidratação e avaliar o hemograma em até 2 horas. A depender do hemograma, o paciente deverá ficar internado ou ser manejado ambulatorialmente, com reavaliações clínicas diárias e hemogramas seriados, até resolução completa do quadro.
  • C. grupo A; não é necessário avaliar o hemograma, e o manejo pode ser ambulatorial, com reavaliação clínica no dia da cessação da febre ou no sétimo dia de sintoma, caso a febre persista.
  • D. grupo D; é necessário iniciar hidratação endovenosa e avaliar o hemograma em até 2 horas. O paciente deverá ficar internado por, pelo menos, 48 horas em unidade de terapia intensiva.

Comentário OsceLabs

Epistaxe, ainda que discreta, e sangramento espontaneo de mucosa e classifica o paciente com dengue no grupo B, mesmo com prova do laco negativa e sem sinais de alarme ou de choque. A conduta e hidratacao oral iniciada de imediato e hemograma com resultado em ate 4 horas: sem hemoconcentracao e sem plaquetopenia importante, o seguimento e ambulatorial, com reavaliacoes diarias ate 48 horas apos a defervescencia. O grupo A dispensaria hemograma (C), e os grupos C e D exigiriam sinais de alarme ou instabilidade hemodinamica (B e D). Resposta A.

Questão 61Mulher de 57 anos, queixa-se de pirose e epigastralgia há 2 anos, nega disfagia e perda ponderal. Refere uso de omeprazol por mais de 6 meses sem melhora do quadro. AP: HAS e DM2 em tratamento. Exame físico: IMC de 29 kg/m². EDA (3 exames): gastrite enantematosa leve de antro gástrico. A hipótese e próximo exame para complementação diagnóstica são, respectivamente,Gabarito: C

Mulher de 57 anos, queixa-se de pirose e epigastralgia há 2 anos, nega disfagia e perda ponderal. Refere uso de omeprazol por mais de 6 meses sem melhora do quadro. AP: HAS e DM2 em tratamento. Exame físico: IMC de 29 kg/m². EDA (3 exames): gastrite enantematosa leve de antro gástrico. A hipótese e próximo exame para complementação diagnóstica são, respectivamente,

  • A. acalasia; manometria esofágica convencional.
  • B. doença do refluxo gastroesofágico; manometria esofágica de alta resolução.
  • C. doença do refluxo gastroesofágico; pHmetria esofágica.
  • D. esofagite eosinofílica; nova endoscopia com biópsias esofágicas.

Comentário OsceLabs

Pirose e epigastralgia por 2 anos, refratarias a mais de 6 meses de inibidor de bomba de protons, com tres endoscopias praticamente normais: e o cenario da doenca do refluxo nao erosiva refrataria. O exame que documenta (ou afasta) exposicao acida anormal e correlaciona sintomas com episodios de refluxo e a pHmetria esofagica, idealmente com impedanciometria. A manometria (B) avalia motilidade e serve para localizar o esfincter e posicionar o cateter, mas nao diagnostica refluxo; a esofagite eosinofilica cursa com disfagia e impactacao alimentar, ausentes aqui (D). Resposta C.

Questão 62Mulher de 62 anos queixa-se de disfagia progressiva nos últimos 4 anos associada à perda ponderal de 7 kg. AP: HAS e cirurgia colorretal prévia por obstrução intestinal, porém não se recorda o motivo. Refere aceitar dieta pastosa atualmente. EDA: candidíase esofágica, sem evidência de lesões sugestivas de neoplasia. A hipótese diagnóstica e o próximo exame para confirmá-lo são, correta e respectivamente,Gabarito: D

Mulher de 62 anos queixa-se de disfagia progressiva nos últimos 4 anos associada à perda ponderal de 7 kg. AP: HAS e cirurgia colorretal prévia por obstrução intestinal, porém não se recorda o motivo. Refere aceitar dieta pastosa atualmente. EDA: candidíase esofágica, sem evidência de lesões sugestivas de neoplasia. A hipótese diagnóstica e o próximo exame para confirmá-lo são, correta e respectivamente,

  • A. esclerodermia; manometria esofágica convencional.
  • B. motilidade esofágica ineficaz; manometria esofágica de alta resolução.
  • C. acalasia; pHimpedanciometria.
  • D. acalasia; manometria esofágica de alta resolução.

Comentário OsceLabs

Disfagia progressiva por 4 anos, perda ponderal, candidiase esofagica por estase e antecedente de cirurgia colorretal por obstrucao (provavel megacolon) compoem quadro de acalasia, muito provavelmente chagasica. A confirmacao e a classificacao - tipos I, II e III de Chicago, que orientam a escolha terapeutica - dependem da manometria esofagica de alta resolucao, superior a convencional. A pHimpedanciometria avalia refluxo (C), e a esclerodermia cursa com aperistalse associada a hipotonia do esfincter inferior e refluxo grave (A). Resposta D.

Questão 63Motociclista de 25 anos sofreu colisão em alta velocidade contra um automóvel. Estava de capacete fechado (com proteção frontal) e foi arremessado a 10 metros. Deu entrada com capacete e sem colar cervical. Exame físico: arresponsivo mesmo ao estímulo vigoroso, respiração ruidosa, com incursões respiratórias rápidas e superficiais e uso de musculatura acessória. FC: 134 bpm, PA: 80 x 40 mmHg, SatO2: 72% (ar ambiente). De acordo com o protocolo ATLS a conduta deve ser:Gabarito: B

Motociclista de 25 anos sofreu colisão em alta velocidade contra um automóvel. Estava de capacete fechado (com proteção frontal) e foi arremessado a 10 metros. Deu entrada com capacete e sem colar cervical. Exame físico: arresponsivo mesmo ao estímulo vigoroso, respiração ruidosa, com incursões respiratórias rápidas e superficiais e uso de musculatura acessória. FC: 134 bpm, PA: 80 x 40 mmHg, SatO2: 72% (ar ambiente). De acordo com o protocolo ATLS a conduta deve ser:

  • A. inspecionar e aspirar a via aérea, e suplementar oxigênio com máscara a 10 L/min.
  • B. retirar o capacete evitando a movimentação da coluna cervical, com auxílio de um segundo socorrista, para abordagem da via aérea.
  • C. puncionar dois acessos venosos calibrosos de grosso calibre nas fossas antecubitais e iniciar reposição volêmica.
  • D. realizar cricotireoidostomia por punção.

Comentário OsceLabs

No ATLS, o A e via aerea com protecao da coluna cervical, e este paciente esta arresponsivo, com respiracao ruidosa e saturacao de 72% - precisa de via aerea definitiva. O capacete fechado impede o acesso a face e deve ser retirado por dois socorristas: um estabiliza a coluna cervical em linha enquanto o outro remove o capacete, seguindo-se colar cervical e abordagem da via aerea. Aspirar e ofertar oxigenio (A) e insuficiente com esse nivel de consciencia; circulacao vem depois (C); e a cricotireoidostomia so entra se a via aerea nao puder ser obtida de outro modo (D). Resposta B.

Questão 64Homem de 19 anos dá entrada em Unidade de Pronto Atendimento com história de mergulho em lago. Exame físico: sonolento, confuso, fala empastada, hálito etílico, paresia dos membros inferiores e ferimento cortocontuso na cabeça, FC: 68 bpm, FR: 18 irpm, SatO2: 98% (ar ambiente); PA: 80 x 50 mmHg. Pode-se afirmar, corretamente, queGabarito: D

Homem de 19 anos dá entrada em Unidade de Pronto Atendimento com história de mergulho em lago. Exame físico: sonolento, confuso, fala empastada, hálito etílico, paresia dos membros inferiores e ferimento cortocontuso na cabeça, FC: 68 bpm, FR: 18 irpm, SatO2: 98% (ar ambiente); PA: 80 x 50 mmHg. Pode-se afirmar, corretamente, que

  • A. não há necessidade de suporte de oxigênio, uma vez que o paciente apresenta boa saturação em ar ambiente.
  • B. o déficit neurológico dos membros inferiores é secundário a uma lesão cranioencefálica.
  • C. se trata de choque hipovolêmico e deve-se iniciar o tratamento com reposição volêmica com 2000 mL de cristaloide intravenoso em bolus.
  • D. a causa do choque e do déficit neurológico é uma provável lesão ou compressão de medula ou raízes nervosas ao nível da coluna cervical baixa/torácica alta.

Comentário OsceLabs

Hipotensao (80x50 mmHg) sem taquicardia compensatoria (FC 68 bpm) associada a paresia de membros inferiores apos mergulho em agua rasa aponta choque neurogenico por lesao medular cervical baixa ou toracica alta, com perda do tonus simpatico - dai a vasoplegia com bradicardia relativa. Lesao encefalica nao explica paraparesia simetrica (B); saturacao normal nao dispensa oxigenio e monitorizacao (A); e tratar como hipovolemia com 2000 mL em bolus (C) pode congestionar, quando o correto e cristaloide criterioso somado a vasopressor e imobilizacao da coluna. Resposta D.

Questão 65Mulher de 47 anos refere dor intensa no epigástrio e hipocôndrio direito há 1 dia. Apresentou episódios semelhantes anteriormente, porém, dessa vez, a dor está mais intensa e acompanhada de náuseas e vômitos. Exame físico: obesa, dor à palpação do epigástrio e do hipocôndrio direito. Exames: Ht: 42%; Hb: 13,5 g/dL; GB: 10500 mm³; Ur: 39 mg/dL; Cr: 1 mg/dL; TGO: 40 U/L; TGP: 43 U/L; GGT: 60 U/L; FA: 140 U/L; BT: 1,1 mg/dL; BD: 0,6 mg/dL; BI: 0,5 mg/dL; amilase: 130 U/L; lipase: 495 U/L. Pode-se afirmar, corretamente, queGabarito: D

Mulher de 47 anos refere dor intensa no epigástrio e hipocôndrio direito há 1 dia. Apresentou episódios semelhantes anteriormente, porém, dessa vez, a dor está mais intensa e acompanhada de náuseas e vômitos. Exame físico: obesa, dor à palpação do epigástrio e do hipocôndrio direito. Exames: Ht: 42%; Hb: 13,5 g/dL; GB: 10500 mm³; Ur: 39 mg/dL; Cr: 1 mg/dL; TGO: 40 U/L; TGP: 43 U/L; GGT: 60 U/L; FA: 140 U/L; BT: 1,1 mg/dL; BD: 0,6 mg/dL; BI: 0,5 mg/dL; amilase: 130 U/L; lipase: 495 U/L. Pode-se afirmar, corretamente, que

  • A. a principal hipótese diagnóstica é pancreatite aguda, e o primeiro exame de imagem a ser solicitado é TC de abdome.
  • B. o tratamento inicial deve incluir jejum, hidratação, analgesia, antiemético e antibióticos.
  • C. ao palpar o hipocôndrio direito, se a paciente sentir dor ao inspirar, estará caracterizado o sinal de Murphy positivo.
  • D. o US de abdome é o exame de escolha, menos invasivo, mais barato e com maior sensibilidade quando comparado à TC.

Comentário OsceLabs

Dor recorrente em hipocondrio direito e epigastrio, agora com lipase acima de tres vezes o limite: pancreatite aguda de provavel origem biliar. O exame de imagem de escolha e a ultrassonografia de abdome - mais sensivel que a tomografia para calculos e dilatacao de vias biliares, alem de barata, disponivel e sem radiacao. A TC precoce (A) nao muda conduta e subestima necrose nas primeiras 72 horas. Antibiotico nao entra na pancreatite sem infeccao documentada (B), e o sinal de Murphy exige interrupcao da inspiracao a palpacao, nao apenas dor (C). Resposta D.

Questão 66Homem de 75 anos queixa-se de dois episódios de hematoquezia em grande quantidade há 1 dia, associada à síncope. Exame físico: REG, afebril, acianótico, anictérico, descorado 2+/ 4+, FC: 120 bpm, PA: 100 x 60 mmHg; abdome plano, flácido e indolor à palpação. Toque retal: ausência de lesões e fezes na ampola, grande quantidade de coágulos. AP: HAS, DM e antiagregante plaquetário devido a procedimento endovascular recente. EDA (há 3 dias): sem alterações. A etiologia mais provável e o tratamento inicial são:Gabarito: C

Homem de 75 anos queixa-se de dois episódios de hematoquezia em grande quantidade há 1 dia, associada à síncope. Exame físico: REG, afebril, acianótico, anictérico, descorado 2+/ 4+, FC: 120 bpm, PA: 100 x 60 mmHg; abdome plano, flácido e indolor à palpação. Toque retal: ausência de lesões e fezes na ampola, grande quantidade de coágulos. AP: HAS, DM e antiagregante plaquetário devido a procedimento endovascular recente. EDA (há 3 dias): sem alterações. A etiologia mais provável e o tratamento inicial são:

  • A. angiodisplasia; arteriografia.
  • B. doença hemorroidária; cirurgia de urgência.
  • C. doença diverticular do cólon; monitorização e estabilização clínica.
  • D. neoplasia de cólon; colonoscopia.

Comentário OsceLabs

Hematoquezia volumosa com repercussao hemodinamica e sincope em idoso antiagregado, com endoscopia digestiva alta recente normal: a causa mais frequente de sangramento baixo macico e a doenca diverticular do colon, que cessa espontaneamente em cerca de 80% dos casos. A prioridade inicial e monitorizacao, acessos calibrosos, reposicao volemica e hemotransfusao conforme necessidade; so com o paciente estavel se faz colonoscopia e, se o sangramento persistir, angiotomografia com arteriografia e embolizacao. Cirurgia de urgencia nao e conduta inicial (B). Resposta C.

Questão 68Menina de 6 anos apresenta, há 2 dias, dor abdominal, inicialmente difusa e, agora, está mais localizada em fossa ilíaca direita. Está com apetite diminuído, com náuseas e vômitos. Há 1 dia, apresenta dor para urinar e um episódio de febre (37,8°C). Possui hábito intestinal regular, diário, sem esforço, mas está há 1 dia sem evacuar. Exame físico: prostrada, FC: 102 bpm, discretamente desidratada. Abdome: doloroso à palpação profunda difusamente, com sinal de Blumberg positivo. Em face do exposto, a conduta a ser adotada é realizarGabarito: D

Menina de 6 anos apresenta, há 2 dias, dor abdominal, inicialmente difusa e, agora, está mais localizada em fossa ilíaca direita. Está com apetite diminuído, com náuseas e vômitos. Há 1 dia, apresenta dor para urinar e um episódio de febre (37,8°C). Possui hábito intestinal regular, diário, sem esforço, mas está há 1 dia sem evacuar. Exame físico: prostrada, FC: 102 bpm, discretamente desidratada. Abdome: doloroso à palpação profunda difusamente, com sinal de Blumberg positivo. Em face do exposto, a conduta a ser adotada é realizar

  • A. observação clínica por 48 horas.
  • B. drenagem de cavidade abdominal guiada por US.
  • C. TC de abdome.
  • D. apendicectomia de urgência.

Comentário OsceLabs

Dor abdominal que migra para a fossa iliaca direita, anorexia, nauseas, vomitos, febre baixa e sinal de Blumberg positivo compoem o quadro tipico de apendicite aguda em escolar - a disuria decorre da irritacao vesical por apendice de posicao pelvica. Com clinica caracteristica e irritacao peritoneal, a conduta e apendicectomia de urgencia, sem postergar por imagem (C) nem observar por 48 horas (A), o que aumenta o risco de perfuracao. Drenagem guiada por ultrassonografia (B) e reservada a abscessos ja formados. Resposta D.

Questão 69Homem de 67 anos queixa-se de dificuldade miccional, jato urinário fraco e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, há 6 meses. Nega hematúria, infecções urinárias recorrentes e sintomas de disfunção erétil. AP: HAS controlada. Toque retal: próstata aumentada e consistência elástica. A primeira linha de tratamento farmacológico deve ser:Gabarito: B

Homem de 67 anos queixa-se de dificuldade miccional, jato urinário fraco e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, há 6 meses. Nega hematúria, infecções urinárias recorrentes e sintomas de disfunção erétil. AP: HAS controlada. Toque retal: próstata aumentada e consistência elástica. A primeira linha de tratamento farmacológico deve ser:

  • A. inibidor da 5-alfa-redutase.
  • B. alfabloqueador.
  • C. anti-inflamatório não esteroide.
  • D. inibidor da fosfodiesterase tipo 5.

Comentário OsceLabs

Sintomas de esvaziamento do trato urinario inferior (jato fraco, sensacao de esvaziamento incompleto) com prostata aumentada e de consistencia fibroelastica ao toque configuram hiperplasia prostatica benigna. A primeira linha farmacologica e o alfabloqueador (tansulosina, doxazosina), que relaxa a musculatura lisa do colo vesical e da prostata e alivia os sintomas em poucos dias. O inibidor da 5-alfa-redutase reduz o volume prostatico, mas leva de 3 a 6 meses e se reserva a prostatas volumosas, em geral em associacao (A). Resposta B.

Questão 70Homem de 45 anos apresenta dor lombar intensa do lado direito, em cólica, que irradia para a região inguinal, acompanhada de náuseas e vômitos. Nega febre. Exame físico: afebril, dor à palpação da região lombar direita e sinal de Giordano positivo. O exame de imagem para confirmar o diagnóstico deve ser:Gabarito: A

Homem de 45 anos apresenta dor lombar intensa do lado direito, em cólica, que irradia para a região inguinal, acompanhada de náuseas e vômitos. Nega febre. Exame físico: afebril, dor à palpação da região lombar direita e sinal de Giordano positivo. O exame de imagem para confirmar o diagnóstico deve ser:

  • A. US abdominal.
  • B. radiografia simples de abdome.
  • C. urografia excretora.
  • D. TC de abdome total sem contraste.

Comentário OsceLabs

Dor lombar em colica com irradiacao para a regiao inguinal, nauseas, vomitos e Giordano positivo, sem febre: colica nefretica por litiase. Como exame de imagem inicial, a ultrassonografia e a escolha - identifica hidronefrose e calculos, e barata, disponivel e nao irradia, o que importa em pacientes jovens, gestantes e em quadros recorrentes. A tomografia sem contraste tem acuracia superior e e o exame de referencia, mas fica reservada a duvida diagnostica ou quando o resultado muda a conduta (D); radiografia e urografia excretora foram superadas (B e C). Resposta A.

Questão 71Homem de 28 anos apresenta úlcera genital dolorosa há 5 dias. Relata febre e mal-estar geral antes do aparecimento da lesão. Exame físico: imagem. AP: múltiplas parcerias sexuais nos últimos meses sem uso de preservativos. Em face do exposto, a hipótese diagnóstica é:Gabarito: B

Homem de 28 anos apresenta úlcera genital dolorosa há 5 dias. Relata febre e mal-estar geral antes do aparecimento da lesão. Exame físico: imagem. AP: múltiplas parcerias sexuais nos últimos meses sem uso de preservativos. Em face do exposto, a hipótese diagnóstica é:

  • A. sífilis.
  • B. herpes genital.
  • C. cancroide.
  • D. linfogranuloma venéreo.

Comentário OsceLabs

Ulcera genital dolorosa precedida de prodromo de febre e mal-estar, em paciente com multiplas parcerias, e herpes genital: a primoinfeccao cursa com vesiculas agrupadas que se ulceram, adenopatia dolorosa e sintomas sistemicos. O cancro duro da sifilis e unico, indolor e de bordas endurecidas (A); o cancroide produz ulceras dolorosas de fundo sujo com adenite supurativa, sem prodromo sistemico (C); e o linfogranuloma venereo tem lesao inicial fugaz e indolor, seguida de linfadenopatia volumosa com sinal do sulco (D). Resposta B.

Questão 72Homem de 65 anos foi submetido a implante de prótese valvar mecânica mitral e está em uso de anticoagulante oral. Evoluiu no 5º dia de pós-operatório com estase jugular, hipotensão arterial e hipofonese de bulhas cardíacas.Gabarito: C

Homem de 65 anos foi submetido a implante de prótese valvar mecânica mitral e está em uso de anticoagulante oral. Evoluiu no 5º dia de pós-operatório com estase jugular, hipotensão arterial e hipofonese de bulhas cardíacas.

  • A. realizar ecocardiograma, suspender anticoagulante oral e otimizar medicação para controle da insuficiência cardíaca.
  • B. substituir o anticoagulante oral por heparina regular e fazer acompanhamento do tempo de tromboplastina parcialmente ativada a cada 8 horas.
  • C. realizar drenagem do derrame pericárdico.
  • D. reoperar imediatamente, drenando o derrame pericárdico, e trocar a prótese mecânica por biológica.

Comentário OsceLabs

Estase jugular, hipotensao e hipofonese de bulhas formam a triade de Beck: tamponamento cardiaco, aqui por derrame pericardico hemorragico no pos-operatorio de troca valvar em paciente anticoagulado. O tratamento e a descompressao do saco pericardico (pericardiocentese ou janela/drenagem cirurgica) - nenhuma medida clinica resolve a restricao ao enchimento diastolico, e otimizar drogas ou trocar anticoagulante (A e B) apenas retarda a conduta salvadora. A protese mecanica nao tem relacao com o quadro e nao precisa ser substituida (D). Resposta C.

Questão 74Mulher de 35 anos refere aparecimento de um nódulo em região cervical anterior. Exame físico: nódulo de 2,0 cm em topografia de lobo direito da tireoide. Exames: TSH e T4 livre dentro dos limites de normalidade. US de tireoide: nódulo altamente suspeito de malignidade segundo os critérios do ACR TI-RADS (American College of Radiology). Em face do exposto, é correto afirmar que se trata de nóduloGabarito: C

Mulher de 35 anos refere aparecimento de um nódulo em região cervical anterior. Exame físico: nódulo de 2,0 cm em topografia de lobo direito da tireoide. Exames: TSH e T4 livre dentro dos limites de normalidade. US de tireoide: nódulo altamente suspeito de malignidade segundo os critérios do ACR TI-RADS (American College of Radiology). Em face do exposto, é correto afirmar que se trata de nódulo

  • A. sólido, hiperecoico, mais largo do que alto, margem regular e com presença de macrocalcificações.
  • B. sólido-cístico, com conteúdo sólido isoecoico, mais alto do que largo, com margens regulares e sem focos ecogênicos no seu interior.
  • C. sólido, hipoecoico, mais alto do que largo, com margens irregulares e presença de focos ecogênicos puntiformes no seu interior.
  • D. sólido, hiperecoico, mais largo do que alto, com margens irregulares e sem focos ecogênicos no seu interior.

Comentário OsceLabs

No ACR TI-RADS somam-se pontos por composicao, ecogenicidade, forma, margem e focos ecogenicos. O padrao de alta suspeicao reune nodulo solido, hipoecoico, mais alto do que largo, com margens irregulares ou lobuladas e focos ecogenicos puntiformes (microcalcificacoes) - achados tipicos do carcinoma papilifero, que indicam puncao aspirativa por agulha fina a partir de 1 cm. Hiperecogenicidade, formato mais largo que alto, margens regulares e macrocalcificacoes traduzem baixo risco (A, B e D). Resposta C.

Questão 76Homem de 38 anos, vítima de acidente automobilístico, dá entrada no Pronto-Socorro referindo dor torácica importante. Exame físico: sudoreico, taquipneico, FC: 125 bpm, PA: 80 x 50 mmHg, turgência jugular, escoriação e crepitação à palpação do 4º e 5º arcos costais à esquerda, ausência de murmúrio vesicular em hemitórax esquerdo e bulhas rítmicas normofonéticas a dois tempos. Nesse caso, a conduta a ser adotada deve ser:Gabarito: D

Homem de 38 anos, vítima de acidente automobilístico, dá entrada no Pronto-Socorro referindo dor torácica importante. Exame físico: sudoreico, taquipneico, FC: 125 bpm, PA: 80 x 50 mmHg, turgência jugular, escoriação e crepitação à palpação do 4º e 5º arcos costais à esquerda, ausência de murmúrio vesicular em hemitórax esquerdo e bulhas rítmicas normofonéticas a dois tempos. Nesse caso, a conduta a ser adotada deve ser:

  • A. intubação orotraqueal.
  • B. pericardiocentese.
  • C. toracostomia com drenagem pleural fechada.
  • D. toracocentese de alívio.

Comentário OsceLabs

Trauma toracico com hipotensao, taquicardia, turgencia jugular, fraturas de arcos costais e ausencia de murmurio vesicular unilateral configura pneumotorax hipertensivo - diagnostico clinico, que nao espera radiografia. A conduta imediata e a descompressao do hemitorax acometido por puncao/toracocentese de alivio (5o espaco intercostal na linha axilar media ou 2o espaco na linha hemiclavicular), seguida obrigatoriamente de drenagem em selo d'agua (C, que e o passo seguinte, nao o primeiro). Intubar antes de descomprimir (A) agrava a hipertensao intratoracica. Resposta D.

Questão 77Menino de 1 ano e oito meses estava passeando com sua avó e tentou se soltar fazendo força para se jogar no chão (imagem). A avó segurou firmemente, enquanto a criança puxava sua mão com força. De repente, o menino deu um grito agudo, começou a chorar e parou de mexer o cotovelo esquerdo, dando entrada com essa situação clínica no Pronto- Socorro. O diagnóstico provável é deGabarito: B

Menino de 1 ano e oito meses estava passeando com sua avó e tentou se soltar fazendo força para se jogar no chão (imagem). A avó segurou firmemente, enquanto a criança puxava sua mão com força. De repente, o menino deu um grito agudo, começou a chorar e parou de mexer o cotovelo esquerdo, dando entrada com essa situação clínica no Pronto- Socorro. O diagnóstico provável é de

  • A. fratura por estresse do úmero distal.
  • B. pronação dolorosa.
  • C. epifisiólise da ulna.
  • D. ruptura da cápsula articular do cotovelo.

Comentário OsceLabs

Tracao longitudinal do braco estendido e pronado em crianca pequena, que subitamente para de mexer o cotovelo e mantem o membro pendente em pronacao, sem deformidade, edema ou equimose: pronacao dolorosa, ou subluxacao da cabeca do radio (cotovelo de baba), tipica entre 1 e 4 anos pela frouxidao do ligamento anular. O diagnostico e clinico e a reducao se faz por supinacao com flexao do cotovelo ou por hiperpronacao, dispensando radiografia. O mecanismo descrito nao produz fratura por estresse nem epifisiolise (A e C). Resposta B.

Questão 78Homem de 62 anos dá entrada no Pronto-Socorro com queixa de dor súbita e edema no MIE. AP: câncer de pulmão metastático em tratamento quimioterápico, evoluindo com pancitopenia. Exame físico: aumento de volume e calor localizado no MIE. US Doppler: trombose venosa profunda envolvendo as veias femoral e ilíaca comum esquerdas. A conduta nesse caso deve ser:Gabarito: A

Homem de 62 anos dá entrada no Pronto-Socorro com queixa de dor súbita e edema no MIE. AP: câncer de pulmão metastático em tratamento quimioterápico, evoluindo com pancitopenia. Exame físico: aumento de volume e calor localizado no MIE. US Doppler: trombose venosa profunda envolvendo as veias femoral e ilíaca comum esquerdas. A conduta nesse caso deve ser:

  • A. implantar filtro de veia cava inferior.
  • B. anticoagulação com ajuste de dose de acordo com o peso do paciente.
  • C. compressão pneumática intermitente como tratamento inicial.
  • D. monitorização da evolução com US Doppler seriada.

Comentário OsceLabs

Trombose venosa profunda proximal extensa em paciente com neoplasia avancada e pancitopenia: a anticoagulacao plena esta contraindicada pelo risco hemorragico da plaquetopenia (B). Nessa situacao especifica - trombose proximal aguda com contraindicacao absoluta a anticoagulacao - indica-se o filtro de veia cava inferior para prevenir embolia pulmonar, reavaliando-se a anticoagulacao (e a retirada do filtro) quando as plaquetas se recuperarem. Compressao pneumatica e medida profilatica, nao tratamento (C), e apenas observar (D) expoe ao tromboembolismo fatal. Resposta A.

Questão 79Homem de 65 anos queixa-se de claudicação intermitente há 6 meses, com piora da dor em membro inferior direito há 25 dias, ao caminhar cerca de 30 metros e aliviada com repouso. AP: ex-tabagista há 10 anos, DM2 em uso de metformina. Exame físico: pulsos femorais presentes bilateralmente, ausência de pulsos poplíteos, tibiais posteriores e tibiais anteriores bilateralmente. Em face do exposto, a conduta deve ser:Gabarito: C

Homem de 65 anos queixa-se de claudicação intermitente há 6 meses, com piora da dor em membro inferior direito há 25 dias, ao caminhar cerca de 30 metros e aliviada com repouso. AP: ex-tabagista há 10 anos, DM2 em uso de metformina. Exame físico: pulsos femorais presentes bilateralmente, ausência de pulsos poplíteos, tibiais posteriores e tibiais anteriores bilateralmente. Em face do exposto, a conduta deve ser:

  • A. angioplastia com colocação de stent na artéria ilíaca IImum direita.
  • B. cilostazol e encaminhamento para reabilitação cardiovascular.
  • C. angiografia do MID e programação de revascularização cirúrgica.
  • D. analgésicos para controle da dor durante caminhadas supervisionadas.

Comentário OsceLabs

Claudicacao limitante e em piora (30 metros, com agravamento nas ultimas semanas) somada a ausencia de todos os pulsos abaixo do femoral indica doenca arterial obstrutiva multissegmentar avancada, com incapacidade funcional importante. Nesse cenario, define-se a anatomia por angiografia (ou angiotomografia) e programa-se a revascularizacao, mantendo em paralelo o tratamento clinico: cessacao do tabagismo, estatina, antiagregante, controle do diabetes e exercicio supervisionado. Analgesico para caminhar (D) apenas mascara a isquemia. Resposta C.

Questão 80Homem de 72 anos apresenta-se ao serviço de emergência com dor abdominal súbita e intensa. AP: HAS controlada. Exame físico: massa pulsátil palpável na região abdominal e hipotensão arterial. TC abdominal: aneurisma de aorta abdominal infrarrenal de 5,5 cm (4,0 cm há sete meses). Nesse caso, a conduta deve ser:Gabarito: B

Homem de 72 anos apresenta-se ao serviço de emergência com dor abdominal súbita e intensa. AP: HAS controlada. Exame físico: massa pulsátil palpável na região abdominal e hipotensão arterial. TC abdominal: aneurisma de aorta abdominal infrarrenal de 5,5 cm (4,0 cm há sete meses). Nesse caso, a conduta deve ser:

  • A. US abdominal seriado a cada 3 meses.
  • B. reparo cirúrgico imediato do aneurisma.
  • C. bloqueador de canal de cálcio e avaliação cardiológica.
  • D. betabloqueador e acompanhamento clínico regular.

Comentário OsceLabs

Dor abdominal subita, hipotensao e massa pulsatil em idoso com aneurisma de aorta abdominal infrarrenal de 5,5 cm que cresceu 1,5 cm em sete meses: aneurisma roto ou sintomatico, emergencia cirurgica. A conduta e o reparo imediato, aberto ou endovascular, com hipotensao permissiva ate o controle proximal - sem intervencao, a mortalidade e praticamente total. Vigilancia por ultrassonografia (A) e controle pressorico ambulatorial com betabloqueador ou bloqueador de canal de calcio (C e D) valem apenas para aneurismas assintomaticos abaixo do limiar de intervencao. Resposta B.

Questão 81Homem de 37 anos, com diagnóstico recente de tuberculose (TB) pulmonar em tratamento. A equipe de saúde identifica que sua esposa de 35 anos e seu filho de 15 anos têm diagnóstico de TB ativa. Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento encurtado com 2 meses de rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol, seguido por 2 meses de rifampicina + isoniazida,Gabarito: A

Homem de 37 anos, com diagnóstico recente de tuberculose (TB) pulmonar em tratamento. A equipe de saúde identifica que sua esposa de 35 anos e seu filho de 15 anos têm diagnóstico de TB ativa. Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento encurtado com 2 meses de rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol, seguido por 2 meses de rifampicina + isoniazida,

  • A. é recomendado para o filho, caso o raio-X de tórax seja compatível com TB pulmonar confinada em um lobo, sem cavidades e sem padrão miliar; tenha teste rápido molecular para TB não detectado e apresente sintomas leves que não precisem de internação.
  • B. é recomendado para a esposa, caso o raio-X de tórax seja compatível com TB pulmonar confinada em um lobo, sem cavidades e sem padrão miliar; tenha teste rápido molecular para TB não detectado e apresente sintomas leves que não precisem de internação.
  • C. é recomendado para o filho, caso o raio-X de tórax mostre derrame pleural não complicado; tenha baciloscopia de escarro positiva para BAAR ou teste rápido molecular para TB positivo e esteja com estado nutricional semelhante ao que tinha antes de desenvolver TB, após 4 meses de tratamento.
  • D. não foi incorporado no Brasil, apesar das recomendações da Organização Mundial de Saúde, baseadas nos resultados consistentes do estudo SHINE, no qual foi demonstrada a não inferioridade do esquema terapêutico de 4 meses em comparação ao de 6 meses.

Comentário OsceLabs

O esquema encurtado de 4 meses (2 meses de RHZE seguidos de 2 meses de RH), baseado no estudo SHINE e ja incorporado pelo Ministerio da Saude, destina-se a criancas e adolescentes com tuberculose nao grave: doenca confinada a um lobo, sem cavitacao e sem padrao miliar, com baixa carga bacilar (baciloscopia ou teste rapido molecular nao detectavel) e sintomas leves que dispensam internacao. Aplica-se, portanto, ao filho de 15 anos, e nao a esposa adulta (B), para quem o esquema permanece de 6 meses. Resposta A.

Questão 82Por atribuição conferida pela Constituição Federal, o Ministério da Saúde institui a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT), periodicamente. As finalidades da LDRT são, além de orientar o uso clínico epidemiológico, de forma a permitir a qualificação da atenção integral à Saúde do Trabalhador, facilitar o estudo da relação entre o adoecimento e o trabalho;Gabarito: D

Por atribuição conferida pela Constituição Federal, o Ministério da Saúde institui a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT), periodicamente. As finalidades da LDRT são, além de orientar o uso clínico epidemiológico, de forma a permitir a qualificação da atenção integral à Saúde do Trabalhador, facilitar o estudo da relação entre o adoecimento e o trabalho;

  • A. adotar procedimentos de diagnóstico; elaborar projetos terapêuticos mais acurados; orientar as ações de responsabilização dos trabalhadores adoecidos.
  • B. adotar procedimentos medicamentosos; elaborar projetos terapêuticos mais acurados; orientar as ações de vigilância e promoção da saúde em nível individual e coletivo.
  • C. adotar procedimentos de diagnóstico; elaborar projetos terapêuticos que preservem o empregador; orientar as ações de vigilância e promoção da saúde em nível individual e coletivo.
  • D. adotar procedimentos de diagnóstico; elaborar projetos terapêuticos mais acurados; orientar as ações de vigilância e promoção da saúde em nível individual e coletivo.

Comentário OsceLabs

A Lista de Doencas Relacionadas ao Trabalho tem finalidade clinica e de vigilancia: orientar a adocao de procedimentos de diagnostico, subsidiar projetos terapeuticos mais acurados e orientar acoes de vigilancia e promocao da saude nos planos individual e coletivo, alem de sustentar notificacao, nexo tecnico e direitos previdenciarios. Responsabilizar o trabalhador adoecido (A) inverte a logica da Saude do Trabalhador, e elaborar projetos que preservem o empregador (C) nao e finalidade sanitaria. Resposta D.

Questão 83Homem de 50 anos, casado, técnico em telecomunicações, funcionário de empresa de telefonia há 20 anos, começa a apresentar alguns problemas de saúde após sucessivas mudanças administrativas em seu emprego, com ameaças de demissão, desmoralização dos funcionários e exigências cada vez maiores de rendimento. Foi transferido de unidade duas vezes e assumiu posto de gerência, aumentando suas atribuições, enquanto reduzia-se o efetivo de pessoal. Começou a sentir-se muito cansado fisicamente, ansioso, tenso e insone. Passou a apresentar também tristeza profunda, falta de prazer nas atividades, dificuldade em tomar decisões, perda de apetite e de peso, lapsos de memória, desesperança, sentimento de desvalorização pessoal e profissional. Foi afastado do trabalho por transtorno mental relacionado ao trabalho. Os diagnósticos mais prováveis, nesse caso, são síndromeGabarito: D

Homem de 50 anos, casado, técnico em telecomunicações, funcionário de empresa de telefonia há 20 anos, começa a apresentar alguns problemas de saúde após sucessivas mudanças administrativas em seu emprego, com ameaças de demissão, desmoralização dos funcionários e exigências cada vez maiores de rendimento. Foi transferido de unidade duas vezes e assumiu posto de gerência, aumentando suas atribuições, enquanto reduzia-se o efetivo de pessoal. Começou a sentir-se muito cansado fisicamente, ansioso, tenso e insone. Passou a apresentar também tristeza profunda, falta de prazer nas atividades, dificuldade em tomar decisões, perda de apetite e de peso, lapsos de memória, desesperança, sentimento de desvalorização pessoal e profissional. Foi afastado do trabalho por transtorno mental relacionado ao trabalho. Os diagnósticos mais prováveis, nesse caso, são síndrome

  • A. de estresse pós-traumático e transtorno depressivo.
  • B. da fadiga crônica e transtorno depressivo.
  • C. do esgotamento profissional e síndrome da fadiga crônica.
  • D. do esgotamento profissional e transtorno depressivo.

Comentário OsceLabs

Exposicao prolongada a reestruturacoes, ameaca de demissao, sobrecarga e desmoralizacao, evoluindo com exaustao fisica e emocional, configura sindrome do esgotamento profissional (burnout), reconhecida entre os transtornos mentais relacionados ao trabalho. A ela se somam tristeza profunda, anedonia, alteracoes de apetite, sono e memoria, desesperanca e sentimento de desvalia - criterios de episodio depressivo. Nao ha evento traumatico agudo que sustente estresse pos-traumatico (A) nem quadro de fadiga cronica pos-infecciosa (B e C). Resposta D.

Questão 84Assinale a alternativa correta quanto à associação entre o uso abusivo de álcool e de outras drogas, provocando dependência química e psicológica, e as condições e situações de trabalho.Gabarito: B

Assinale a alternativa correta quanto à associação entre o uso abusivo de álcool e de outras drogas, provocando dependência química e psicológica, e as condições e situações de trabalho.

  • A. Há intensificação do uso dessas substâncias para justificar as faltas ou para compensar a insatisfação no trabalho ou a impossibilidade de realizá-lo.
  • B. Há início ou intensificação do uso dessas substâncias como recurso para enfrentar situações desagradáveis/difíceis, para compensar a insatisfação, para viabilizar o trabalho ou como forma de inclusão no grupo.
  • C. Há início ou intensificação do uso dessas substâncias em trabalhadores expostos a produtos químicos, visando manter a performance propiciada pela inalação do produto utilizado no trabalho.
  • D. O uso abusivo dessas substâncias está fortemente relacionado a fatores genéticos e de personalidade, não sendo possível associá-lo ao trabalho.

Comentário OsceLabs

O uso de alcool e outras drogas relacionado ao trabalho costuma iniciar-se ou intensificar-se como estrategia de enfrentamento: suportar situacoes desagradaveis, penosas ou perigosas, compensar a insatisfacao, sustentar ritmo e jornada (viabilizar o trabalho) ou garantir insercao no grupo. Reduzir o fenomeno a justificativa de faltas (A) ou apenas a exposicao a produtos quimicos (C) e visao parcial, e negar o nexo laboral atribuindo tudo a genetica e personalidade (D) contraria o reconhecimento do uso de substancias como agravo relacionado ao trabalho. Resposta B.

Questão 85A fim de avaliar a associação entre câncer bucal e a presença e gravidade da periodontite, um estudo incluiu 200 participantes, 100 diagnosticados com câncer bucal e 100 sem câncer bucal. Um questionário foi utilizado para obter informações sobre fatores de risco socioeconômicos e de estilo de vida que podem influenciar o desenvolvimento do carcinoma de células escamosas oral e a gravidade da periodontite, determinada de acordo com a Classificação das Doenças e Condições Periodontais e Peri implantares. O desenho de estudo utilizado nessa pesquisa foi:Gabarito: C

A fim de avaliar a associação entre câncer bucal e a presença e gravidade da periodontite, um estudo incluiu 200 participantes, 100 diagnosticados com câncer bucal e 100 sem câncer bucal. Um questionário foi utilizado para obter informações sobre fatores de risco socioeconômicos e de estilo de vida que podem influenciar o desenvolvimento do carcinoma de células escamosas oral e a gravidade da periodontite, determinada de acordo com a Classificação das Doenças e Condições Periodontais e Peri implantares. O desenho de estudo utilizado nessa pesquisa foi:

  • A. ensaio clínico randomizado.
  • B. estudo de coorte prospectivo.
  • C. estudo de caso-controle.
  • D. estudo transversal.

Comentário OsceLabs

O estudo parte do desfecho - 100 pessoas com cancer bucal e 100 sem - e busca retrospectivamente as exposicoes (periodontite, fatores socioeconomicos e de estilo de vida) por questionario. Esse e o desenho caso-controle, cuja medida de efeito e a razao de chances (odds ratio) e cuja principal limitacao e o vies de memoria. A coorte parte da exposicao e acompanha no tempo (B); no transversal, exposicao e desfecho sao aferidos simultaneamente, sem selecao pelo desfecho (D); e nao houve intervencao nem randomizacao (A). Resposta C.

Questão 86Um estudo foi conduzido para avaliar a relação entre o consumo de frutas e vegetais em diferentes países e a prevalência de doenças cardiovasculares (DCV). Os resultados mostraram que países com maior consumo médio de frutas e vegetais apresentaram menor incidência de DCV. Com base nesses resultados, concluiu-se que indivíduos que consomem mais frutas têm menor risco de desenvolver DCV. Essa conclusão pode estar incorreta devido ao seguinte tipo de erro:Gabarito: B

Um estudo foi conduzido para avaliar a relação entre o consumo de frutas e vegetais em diferentes países e a prevalência de doenças cardiovasculares (DCV). Os resultados mostraram que países com maior consumo médio de frutas e vegetais apresentaram menor incidência de DCV. Com base nesses resultados, concluiu-se que indivíduos que consomem mais frutas têm menor risco de desenvolver DCV. Essa conclusão pode estar incorreta devido ao seguinte tipo de erro:

  • A. viés de seleção.
  • B. falácia ecológica.
  • C. confusão residual.
  • D. de aferição.

Comentário OsceLabs

Os dados sao agregados por pais (consumo medio e incidencia populacional), mas a conclusao e feita sobre individuos - extrapolacao que caracteriza a falacia ecologica: a associacao observada no nivel do grupo pode nao se reproduzir no nivel individual, pois quem consome mais frutas nao e necessariamente quem adoece menos. Vies de selecao e de afericao dependem de como se recrutou e mediu os participantes (A e D), e confusao residual seria ajuste incompleto de variaveis, e nao erro de nivel de inferencia. Resposta B.

Questão 87Um estudo de coorte foi conduzido para avaliar a relação entre o uso de um novo medicamento e a ocorrência de dor epigástrica. Os pesquisadores acompanharam, durante 2 anos, 200 pacientes que usaram o medicamento e 200 que não o usaram. A análise estatística revelou um risco relativo de 1,5 com um intervalo de confiança de 95% variando de 0,95 a 2,10. Com base nesses resultados, assinale a alternativa que apre senta a interpretação correta.Gabarito: D

Um estudo de coorte foi conduzido para avaliar a relação entre o uso de um novo medicamento e a ocorrência de dor epigástrica. Os pesquisadores acompanharam, durante 2 anos, 200 pacientes que usaram o medicamento e 200 que não o usaram. A análise estatística revelou um risco relativo de 1,5 com um intervalo de confiança de 95% variando de 0,95 a 2,10. Com base nesses resultados, assinale a alternativa que apre senta a interpretação correta.

  • A. Foi encontrada uma redução no risco de dor epigástrica devido ao uso do medicamento, e esta foi significativa.
  • B. Foi encontrada uma redução no risco de dor epigástrica devido ao uso do medicamento, mas esta não foi significativa.
  • C. Foi encontrado um aumento no risco de dor epigástrica devido ao uso do medicamento, e este foi significativo.
  • D. Foi encontrado um aumento no risco de dor epigástrica devido ao uso do medicamento, mas este não foi significativo.

Comentário OsceLabs

O risco relativo de 1,5 aponta aumento de 50% no risco de dor epigastrica entre os expostos, mas o intervalo de confianca de 95% vai de 0,95 a 2,10 e inclui o valor nulo (RR igual a 1) - logo, o achado nao e estatisticamente significativo, sendo compativel tanto com discreta protecao quanto com risco duplicado. RR maior que 1 indica aumento, e nao reducao do risco (A e B); e a significancia se le pelo intervalo de confianca, nunca pelo valor pontual isolado (C). Resposta D.

Questão 88A Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 199 e parágrafos, trata da assistência à saúde pela iniciativa privada. Assinale a alternativa que expressa corretamente a condição a ser observada nessa prestação de serviços. Assinale a alternativa que expressa corretamente a condição a ser observada nessa prestação de serviços.Gabarito: A

A Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 199 e parágrafos, trata da assistência à saúde pela iniciativa privada. Assinale a alternativa que expressa corretamente a condição a ser observada nessa prestação de serviços. Assinale a alternativa que expressa corretamente a condição a ser observada nessa prestação de serviços.

  • A. É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos.
  • B. As instituições privadas poderão participar do Sistema Único de Saúde de forma complementar, observada a equidade entre as entidades filantrópicas e as com fins lucrativos.
  • C. É permitida a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, exceto nos casos previstos em lei.
  • D. São permitidos a coleta, o processamento e a transfusão de sangue e seus derivados, com fins comerciais, exceto nos casos previstos em lei.

Comentário OsceLabs

O artigo 199 da Constituicao permite a participacao complementar da iniciativa privada no SUS, com preferencia para entidades filantropicas e sem fins lucrativos - nao ha, portanto, equidade entre elas e as com fins lucrativos (B). O texto veda expressamente a destinacao de recursos publicos para auxilios ou subvencoes as instituicoes privadas com fins lucrativos, veda a participacao direta ou indireta de capital estrangeiro na assistencia a saude salvo nos casos previstos em lei (C) e proibe a comercializacao de sangue e derivados (D). Resposta A.

Questão 89Segundo o Decreto nº 7.508/2011, que regulamenta a Lei Orgânica da Saúde (nº 8.080/1990), no Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde será ordenadoGabarito: A

Segundo o Decreto nº 7.508/2011, que regulamenta a Lei Orgânica da Saúde (nº 8.080/1990), no Sistema Único de Saúde (SUS), o acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde será ordenado

  • A. pela APS (Atenção Primária à Saúde).
  • B. pela CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde).
  • C. pelo DRS (Departamento Regional de Saúde).
  • D. pela RAS (Rede de Atenção à Saúde Especializada).

Comentário OsceLabs

O Decreto 7.508/2011 estabelece que o acesso universal e igualitario as acoes e servicos de saude e ordenado pela atencao primaria, porta de entrada preferencial e coordenadora do cuidado nas Redes de Atencao a Saude - ao lado das portas de urgencia e emergencia, atencao psicossocial e servicos especiais de acesso aberto. Centrais de regulacao, departamentos regionais e a rede especializada (B, C e D) organizam a oferta e o fluxo assistencial, mas nao ordenam o acesso ao sistema. Resposta A.

Questão 90As normas legais que regem o Sistema Único de Saúde (SUS) condicionam o acesso à assistência farmacêutica à observância de requisitos, dentre eles:Gabarito: C

As normas legais que regem o Sistema Único de Saúde (SUS) condicionam o acesso à assistência farmacêutica à observância de requisitos, dentre eles:

  • A. ter o medicamento sido prescrito por quaisquer profissionais de saúde, desde que registrados nos respectivos Conselhos Profissionais.
  • B. estar o usuário assistido por ações e serviços de saúde públicos ou privados.
  • C. estarem incluídos na RENAME (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais
  • D. estar a prescrição em conformidade com a RENAME, excluídas as relações complementares estaduais ou municipais.

Comentário OsceLabs

O acesso a assistencia farmaceutica no SUS depende de requisitos cumulativos: estar o usuario assistido por acoes e servicos de saude do SUS (e nao por servicos privados, o que elimina B), ter o medicamento sido prescrito por profissional de saude no exercicio regular de suas funcoes no SUS (A e ampla demais), estar a prescricao em conformidade com a RENAME e com as relacoes complementares estaduais, distritais e municipais - que nao sao excluidas (D) - e ocorrer a dispensacao em unidade do SUS. Resposta C.

Questão 91O “processo contínuo e sistemático de coleta, consolida ção, análise de dados e disseminação de informações so bre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde pública, incluindo a regulação, intervenção e atuação em condicionantes e de terminantes da saúde, para a proteção e promoção da saú de da população, prevenção e controle de riscos, agravos e doenças” (Resolução do Conselho Nacional de Saúde no 588/2018) corresponde ao conceito deGabarito: B

O “processo contínuo e sistemático de coleta, consolida ção, análise de dados e disseminação de informações so bre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde pública, incluindo a regulação, intervenção e atuação em condicionantes e de terminantes da saúde, para a proteção e promoção da saú de da população, prevenção e controle de riscos, agravos e doenças” (Resolução do Conselho Nacional de Saúde no 588/2018) corresponde ao conceito de

  • A. Integralidade.
  • B. Vigilância em Saúde.
  • C. Vigilância Epidemiológica.
  • D. Universalidade.

Comentário OsceLabs

A definicao transcrita - processo continuo e sistematico de coleta, consolidacao, analise e disseminacao de dados sobre eventos de saude, com regulacao e intervencao sobre determinantes, riscos, agravos e doencas - corresponde a Vigilancia em Saude, conceito ampliado consagrado na Resolucao CNS 588/2018. A vigilancia epidemiologica e apenas um de seus componentes, ao lado das vigilancias sanitaria, ambiental e da saude do trabalhador (C); integralidade e universalidade sao principios doutrinarios do SUS (A e D). Resposta B.

Questão 92Mulher de 32 anos, faxineira, estava limpando a parte externa de uma janela, em um prédio, quando caiu de altura de 12 metros, chocando o abdome sobre um muro. No PS teve diagnóstico de laceração de fígado com hemorragia intra-abdominal, choque hemorrágico e óbito. A família informou que ela tinha anemia falciforme. Em face do exposto, assinale a alternativa correta.Gabarito: A

Mulher de 32 anos, faxineira, estava limpando a parte externa de uma janela, em um prédio, quando caiu de altura de 12 metros, chocando o abdome sobre um muro. No PS teve diagnóstico de laceração de fígado com hemorragia intra-abdominal, choque hemorrágico e óbito. A família informou que ela tinha anemia falciforme. Em face do exposto, assinale a alternativa correta.

  • A. O preenchimento correto da Declaração de Óbito (DO) deve ser: PARTE I a) Choque hemorrágico b) Laceração hepática c) Traumatismo abdominal d) Queda de edifício PARTE II Anemia falciforme
  • B. O preenchimento correto da Declaração de Óbito (DO) deve ser: PARTE I a) Queda de edifício b) Traumatismo abdominal c) Laceração de fígado d) Choque hemorrágico PARTE II
  • C. O preenchimento correto da Declaração de Óbito (DO) deve ser: PARTE I a) Choque hemorrágico b) Laceração hepática c) Anemia falciforme d) Queda de edifício PARTE II
  • D. O preenchimento correto da Declaração de Óbito (DO) deve ser: PARTE I a) Choque hemorrágico b) Traumatismo de fígado c) Anemia falciforme d) Queda de edifício PARTE II

Comentário OsceLabs

Na Parte I da Declaracao de Obito as causas se encadeiam da imediata para a basica: choque hemorragico, laceracao hepatica, traumatismo abdominal e, por fim, queda de edificio - o evento que iniciou a cadeia e, portanto, a causa basica, aquela que sera tabulada nas estatisticas de mortalidade. A Parte II reserva-se as condicoes que contribuiram sem integrar a sequencia causal, no caso a anemia falciforme. Inverter a ordem (B) ou inserir a anemia falciforme dentro da cadeia (C e D) descaracteriza a causa basica. Resposta A.

Questão 93A figura a seguir representa graficamente a ocorrência de ca sos novos de dengue em dois municípios do estado de São Paulo, no ano de 2024. Os dados apresentados por semanas epidemiológicas ex pressamGabarito: C

A figura a seguir representa graficamente a ocorrência de ca sos novos de dengue em dois municípios do estado de São Paulo, no ano de 2024. Os dados apresentados por semanas epidemiológicas ex pressam

  • A. coeficientes de prevalência.
  • B. a variação sazonal.
  • C. coeficientes de incidência.
  • D. o diagrama de controle.

Comentário OsceLabs

Casos novos registrados por semana epidemiologica em uma populacao definida expressam incidencia - o coeficiente de incidencia mede o risco de adoecer em determinado periodo e e o indicador adequado para acompanhar epidemias. A prevalencia somaria casos novos e antigos existentes em um momento (A). Afirmar variacao sazonal exigiria series de varios anos (B), e o diagrama de controle compara a curva atual com limites construidos a partir da mediana historica, o que um grafico de casos novos, isoladamente, nao representa (D). Resposta C.

Questão 94A população do estado de São Paulo em 2022 era de 44 411 238 habitantes (IBGE). O quadro a seguir expressa informações sobre a ocorrência de casos e óbitos (acumula dos) de Covid-19 no estado, nos anos de 2021 e 2022. Com base nessas informações, assinale a alternativa que expressa percentualmente o coeficiente de letalidade da Covid-19, no estado de São Paulo, durante o ano de 2022.Gabarito: A

A população do estado de São Paulo em 2022 era de 44 411 238 habitantes (IBGE). O quadro a seguir expressa informações sobre a ocorrência de casos e óbitos (acumula dos) de Covid-19 no estado, nos anos de 2021 e 2022. Com base nessas informações, assinale a alternativa que expressa percentualmente o coeficiente de letalidade da Covid-19, no estado de São Paulo, durante o ano de 2022.

  • A. 1,2
  • B. 2,8
  • C. 3,5
  • D. 349,5

Comentário OsceLabs

Letalidade nao se calcula sobre a populacao, e sim sobre os doentes: e o numero de obitos pela doenca dividido pelo numero de casos da mesma doenca no periodo, multiplicado por 100. Como os dados do quadro estao acumulados, o calculo referente a 2022 exige subtrair casos e obitos de 2021 dos totais antes da divisao. O valor de 349,5 (D) resulta de usar a populacao do estado como denominador, e os demais resultam de aplicar os acumulados sem descontar o ano anterior. Resposta A.

Questão 95Assinale a alternativa que expressa corretamente o denominador do coeficiente de mortalidade materna.Gabarito: D

Assinale a alternativa que expressa corretamente o denominador do coeficiente de mortalidade materna.

  • A. População feminina de 15 a 49 anos de idade.
  • B. População feminina total.
  • C. Número total de óbitos femininos.
  • D. Número de nascidos vivos.

Comentário OsceLabs

O coeficiente de mortalidade materna relaciona os obitos maternos - ocorridos durante a gestacao, o parto ou ate 42 dias apos o termino da gravidez, por causas ligadas ou agravadas pela gestacao, excluidas as acidentais e incidentais - ao numero de nascidos vivos no mesmo local e periodo, expresso por 100 mil nascidos vivos. O nascido vivo e usado como aproximacao do total de gestacoes, informacao indisponivel nos sistemas. Populacao feminina total ou em idade fertil (A e B) sao denominadores de coeficientes de fecundidade. Resposta D.

Questão 96São consideradas ações e atividades de programas da atenção primária a serem executadas pela ESF:Gabarito: B

São consideradas ações e atividades de programas da atenção primária a serem executadas pela ESF:

  • A. Na atenção à saúde da mulher: pré-natal de baixo, médio e de alto risco gestacional: diagnóstico de gravidez, cadastramento das gestantes com e sem riscos gestacionais, na primeira consulta; vacinação antitetânica, avaliação no puerpério e atividade educativa de promoção à saúde; planejamento familiar com fornecimento de medicamento e orientação quanto a métodos anticoncepcionais.
  • B. No controle de tuberculose: busca ativa de casos e identificação de sintomáticos respiratórios; diagnóstico clínico dos comunicantes, vacinação com BCG e quimioprofilaxia quando necessário; notificação e investigação dos casos; tratamento supervisionado dos casos positivos e busca de faltosos; fornecimento de medicamentos; ações educativas.
  • C. No controle de hipertensão arterial e diabetes: diagnóstico de caso e cadastramento dos portadores; busca ativa dos casos com medição de pressão arterial e/ou dosagem dos níveis de glicose; diagnóstico precoce de complicações; encaminhamento de todos os pacientes para acompanhamento na atenção especializada; ações educativas.
  • D. Na eliminação da hanseníase: busca ativa de casos e identificação dos sintomáticos dermatológicos e de seus comunicantes; notificação e investigação dos casos; diagnóstico clínico dos casos com exames dos sintomáticos; tratamento supervisionado dos casos com avaliação dermato-neurológica e encaminhamento para a farmácia de alto custo para fornecimento de medicamento.

Comentário OsceLabs

Entre as acoes programaticas da Estrategia Saude da Familia no controle da tuberculose estao a busca ativa de sintomaticos respiratorios, o exame de comunicantes, a vacinacao com BCG e a quimioprofilaxia quando indicada, a notificacao e investigacao dos casos, o tratamento diretamente observado com busca de faltosos, o fornecimento de medicamentos e as acoes educativas. As demais alternativas atribuem a atencao primaria o pre-natal de alto risco (A), encaminham todo hipertenso e diabetico a atencao especializada (C) ou remetem a hanseniase a farmacia de alto custo (D). Resposta B.

Questão 97Assinale a alternativa que descreve corretamente como marcadores de consumo alimentar do SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional) podem ser utilizados na prática clínica na APS.Gabarito: B

Assinale a alternativa que descreve corretamente como marcadores de consumo alimentar do SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional) podem ser utilizados na prática clínica na APS.

  • A. São utilizados exclusivamente para a prescrição de medicamentos nutricionais aos pacientes com deficiências específicas.
  • B. São usados para auxiliar o monitoramento do consumo de alimentos, permitindo a implementação de orientações dietéticas individualizadas.
  • C. São utilizados apenas para registrar a altura e o peso dos pacientes, sem considerar aspectos relacionados à dieta e ao consumo alimentar.
  • D. São usados para a avaliação exclusiva de aspectos socioeconômicos dos pacientes, sem relação direta com a dieta e o consumo alimentar.

Comentário OsceLabs

Os marcadores de consumo alimentar do SISVAN sao formularios simples, aplicados na rotina da atencao primaria, que registram o consumo do dia anterior (aleitamento e alimentacao infantil, ultraprocessados, frutas e hortalicas, habito de comer assistindo a telas). Servem para monitorar o padrao alimentar do individuo e do territorio, embasando orientacao dietetica individualizada e acoes coletivas de promocao da alimentacao adequada e saudavel. Nao sao instrumento de prescricao, nem de antropometria isolada, nem de avaliacao socioeconomica (A, C e D). Resposta B.

Questão 98Mulher de 68 anos comparece à UBS para saber resultados de exames bioquímicos, que estão alterados. Refere que se mudou recentemente para o bairro e sempre cuidou de sua alimentação, consumindo verduras e legumes de 1 a 2 vezes por dia. Atualmente, tem dificuldade para comprar verduras e legumes, pois nesse bairro não há horta, sacolão ou feira livre, passando dias sem consumir esses alimentos. Dessa forma, o território em questão caracteriza-se como um ambiente alimentar denominadoGabarito: C

Mulher de 68 anos comparece à UBS para saber resultados de exames bioquímicos, que estão alterados. Refere que se mudou recentemente para o bairro e sempre cuidou de sua alimentação, consumindo verduras e legumes de 1 a 2 vezes por dia. Atualmente, tem dificuldade para comprar verduras e legumes, pois nesse bairro não há horta, sacolão ou feira livre, passando dias sem consumir esses alimentos. Dessa forma, o território em questão caracteriza-se como um ambiente alimentar denominado

  • A. pântano alimentar.
  • B. oásis alimentar.
  • C. deserto alimentar.
  • D. ilhas de abundância.

Comentário OsceLabs

Territorio sem feira, sacolao ou horta, no qual o acesso a frutas, verduras e legumes in natura e escasso ou inviavel, caracteriza um deserto alimentar. Quando o problema e o oposto - grande oferta de ultraprocessados e fast-food -, fala-se em pantano alimentar (A). Reconhecer o ambiente alimentar e essencial na atencao primaria: orientacao dietetica que ignore a disponibilidade e o preco dos alimentos no territorio nao se sustenta e acaba culpabilizando o usuario por uma barreira estrutural. Resposta C.

Questão 99A principal estratégia do PNHPN (Programa Nacional de Humanização do Pré-Natal e Nascimento) é fazer com que a assistência prestada à gestante e ao recém-nascido (RN) seja com qualidade e humanizada. Para tanto, é necessárioGabarito: C

A principal estratégia do PNHPN (Programa Nacional de Humanização do Pré-Natal e Nascimento) é fazer com que a assistência prestada à gestante e ao recém-nascido (RN) seja com qualidade e humanizada. Para tanto, é necessário

  • A. realizar atividades educativas e, no mínimo, 12 consultas médicas de pré-natal, nos 9 meses de gestação.
  • B. contraindicar a aplicação de vacina antitetânica em gestantes ou dose de reforço em mulheres já imunizadas.
  • C. realizar a primeira consulta de pré-natal até o 4º mês de gestação e a classificação de risco gestacional na primeira consulta e nas consultas subsequentes.
  • D. reduzir a taxa de mortalidade infantil, composta por óbitos perinatal, neonatal e pós- neonatal por ser um coeficiente sensível à adequação da assistência obstétrica.

Comentário OsceLabs

O PHPN organiza o pre-natal em torno de acesso, cobertura e qualidade: primeira consulta ate o 4o mes de gestacao (idealmente no primeiro trimestre), minimo de seis consultas, exames laboratoriais preconizados, atividades educativas e classificacao de risco gestacional na primeira consulta e reavaliada nas subsequentes, com encaminhamento oportuno ao alto risco. Doze consultas nao sao exigencia do programa (A); a vacinacao antitetanica e recomendada, e nao contraindicada, na gestante (B); e a reducao da mortalidade infantil e resultado esperado, nao a estrategia (D). Resposta C.

Questão 100Homem de 32 anos refere contato sexual desprotegido na noite anterior e procurou a unidade de saúde. Foi realizado teste rápido para sífilis (imunocromatografia) que resultou positivo. Não apresenta lesão cutânea e nega ter tido sífilis anteriormente. Em face do exposto, assinale a alternativa correta.Gabarito: D

Homem de 32 anos refere contato sexual desprotegido na noite anterior e procurou a unidade de saúde. Foi realizado teste rápido para sífilis (imunocromatografia) que resultou positivo. Não apresenta lesão cutânea e nega ter tido sífilis anteriormente. Em face do exposto, assinale a alternativa correta.

  • A. Apresenta sífilis primária, visto que a sorologia torna-se positiva antes do aparecimento da lesão cutânea.
  • B. O teste, provavelmente, é falso-positivo e outras doenças devem ser pesquisadas, tais como lúpus eritematoso sistêmico e síndrome do anticorpo antifosfolípide.
  • C. Deve-se realizar punção liquórica para afastar neurossífilis tardia (oligossintomática).
  • D. Pode representar sífilis latente ou tratada de forma inadequada, a ser confirmada com exame laboratorial convencional (VDRL e FTA-Abs). para a residência médica 100% focado nas instituições de São Paulo. Preparamos nosso material com didática padrão-ouro vinda de nossos professores especialistas que já foram residentes onde você quer passar. Nosso maior objetivo é ajudar nossos alunos a conquistarem a residência dos sonhos. E para isso, nos certiIcamos de estarmos juntos até o Inal. juntos até o Inal! Você em 1º lugar na residência dos seus sonhos! A sua aprovação pode ser a próxima a aparecer aqui! Seu nome na lista de aprovados Henrique Bosso 2º lugar na Unifesp em Oftalmologia Beatriz Aveiro 1º lugar no HIAE em Medicina Intensiva Raphaela Bastos 3º lugar na USP-RP em Dermatologia

Comentário OsceLabs

Contato sexual na vespera nao daria tempo de soroconversao: a janela do teste treponemico e de cerca de 10 a 30 dias e o cancro duro surge por volta de 3 semanas apos a exposicao. Um teste rapido reagente hoje reflete, portanto, infeccao anterior - sifilis latente, nao tratada ou tratada de forma inadequada, lembrando que o teste treponemico costuma permanecer reagente por toda a vida. A confirmacao se faz com teste nao treponemico quantitativo (VDRL) e revisao da historia de tratamento. Puncao liquorica exige manifestacao neurologica (C). Resposta D.

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