Prova de Residência Médica USP Ribeirão Preto 2023 (R1) com gabarito (PDF)

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Questão 1Menino de 8 anos, previamente hígido, apresenta quadro de dor intensa nos joelhos e tornozelos, que o impede de caminhar. Refere que o quadro iniciou há 30 dias, com piora progressiva. A dor é pior no período noturno e o acorda algumas vezes durante a noite. Nega traumas ou infecções recentes, Perdeu 2 quilos no período. Ao exame físico: regular estado geral, fácies de dor, adenomegalia cervical e inguinal com gânglios de até 2 cm, bilaterais, não coalescentes, de consistência fibroelástica. Dor intensa e limitação à movimentação de joelhos e tornozelos, sem edema ou outras alterações. Exames complementares iniciais: Hb; 10 g/dL, GB: 3.200/mm³ (20% neutrófilos, 80% linfócitos), plaquetas: 240.000/mm³, VHS 50 mm/1 hora, proteina C reativa 7 mg/dl (VR: abaixo de 0,5 mg/dl). Com relação à principal hipótese diagnóstica, qual o exame a ser solicitado nesse momento?Gabarito: D

Menino de 8 anos, previamente hígido, apresenta quadro de dor intensa nos joelhos e tornozelos, que o impede de caminhar. Refere que o quadro iniciou há 30 dias, com piora progressiva. A dor é pior no período noturno e o acorda algumas vezes durante a noite. Nega traumas ou infecções recentes, Perdeu 2 quilos no período. Ao exame físico: regular estado geral, fácies de dor, adenomegalia cervical e inguinal com gânglios de até 2 cm, bilaterais, não coalescentes, de consistência fibroelástica. Dor intensa e limitação à movimentação de joelhos e tornozelos, sem edema ou outras alterações. Exames complementares iniciais: Hb; 10 g/dL, GB: 3.200/mm³ (20% neutrófilos, 80% linfócitos), plaquetas: 240.000/mm³, VHS 50 mm/1 hora, proteina C reativa 7 mg/dl (VR: abaixo de 0,5 mg/dl). Com relação à principal hipótese diagnóstica, qual o exame a ser solicitado nesse momento?

  • A. Ecocardiograma.
  • B. Anticorpo antinuclear.
  • C. Análise de líquido sinovial.
  • D. Mielograma.

Comentário OsceLabs

Dor ossea noturna que acorda a crianca, perda de peso, adenomegalia generalizada e, sobretudo, bicitopenia com neutropenia (Hb 10, GB 3.200 com apenas 20% de neutrofilos) e provas inflamatorias altas: o padrao e infiltracao medular por leucemia linfoide aguda, nao artrite. A dor osteoarticular pode ser a unica queixa inicial da LLA. O mielograma confirma. Ecocardiograma (A) serve a febre reumatica/Kawasaki, FAN (B) a colagenose e liquido sinovial (C) a artrite septica - nenhuma explica a citopenia. Resposta D.

Questão 2Criança de 5 anos, queixa-se de vômitos 3 vezes ao dia há 3 dias, acompanhados de diarreia aquosa de médio volume, 5 vezes ao dia. Hoje a mãe notou que a criança está apática, com dor abdominal e diminuição das evacuações. Não está se alimentando adequadamente. Exame físico: regular estado geral, descorado +/4+, febril, hidratado. Aparelho respiratório: sem alterações. Aparelho cardiovascular: 2 bulhas rítmicas normofonéticas sem sopros, FC: 130 bpm, PA: 90 x 50 mmHg, pulsos cheios, tempo de enchimento capilar> 2 segundos. Abdome: distensão abdominal, com dor à palpação difusa e ruídos hidroaéreos diminuídos. Exames laboratoriais: Na: 135 mEq/L, K: 2,9 mEq/L, Ca iônico: 1/2 mg/dl. Escala de alvarado modificada: 3. Qual a hipótese diagnóstica?Gabarito: B

Criança de 5 anos, queixa-se de vômitos 3 vezes ao dia há 3 dias, acompanhados de diarreia aquosa de médio volume, 5 vezes ao dia. Hoje a mãe notou que a criança está apática, com dor abdominal e diminuição das evacuações. Não está se alimentando adequadamente. Exame físico: regular estado geral, descorado +/4+, febril, hidratado. Aparelho respiratório: sem alterações. Aparelho cardiovascular: 2 bulhas rítmicas normofonéticas sem sopros, FC: 130 bpm, PA: 90 x 50 mmHg, pulsos cheios, tempo de enchimento capilar> 2 segundos. Abdome: distensão abdominal, com dor à palpação difusa e ruídos hidroaéreos diminuídos. Exames laboratoriais: Na: 135 mEq/L, K: 2,9 mEq/L, Ca iônico: 1/2 mg/dl. Escala de alvarado modificada: 3. Qual a hipótese diagnóstica?

  • A. Constipação intestinal.
  • B. Íleo paralítico.
  • C. Apendicite aguda.
  • D. Adenite mesentérica.

Comentário OsceLabs

Gastroenterite com perdas mantidas evoluindo para distensao abdominal, dor difusa e ruidos hidroaereos DIMINUIDOS, com K de 2,9 mEq/L: hipocalemia e a causa classica de ileo paralitico na crianca. Apendicite (C) e improvavel com Alvarado 3 e sem sinais localizatorios; constipacao (A) nao cursa com diarreia e hipocalemia; adenite mesenterica (D) da dor sem parada de peristalse. Perola: sempre dose potassio antes de indicar imagem no abdome distendido pos-diarreia. Resposta B.

Questão 3Criança de 8 anos, sexo feminino, vem a consulta devido a arroxeamento dos lábios e unhas, além de cansaço durante esforços físicos. Esses episódios começaram há cerca de 1 anos e estão se tronando mais frequentes. Nega internações prévias e quadros de chiados no peito. Familiar refere que no primeiro ano de vida, época em que fez puericultura, foi observado sopro sistólico e desconforto respiratório, porém médico disse que paciente devia ter "algum buraquinho no coração que fecharia sozinho". Refere também que sentia uma vibração torácica em região de rebordo esternal esquerdo baixo, mas que desapareceu ao longo dos anos. Qual hipótese diagnóstico deve ser investigada?Gabarito: D

Criança de 8 anos, sexo feminino, vem a consulta devido a arroxeamento dos lábios e unhas, além de cansaço durante esforços físicos. Esses episódios começaram há cerca de 1 anos e estão se tronando mais frequentes. Nega internações prévias e quadros de chiados no peito. Familiar refere que no primeiro ano de vida, época em que fez puericultura, foi observado sopro sistólico e desconforto respiratório, porém médico disse que paciente devia ter "algum buraquinho no coração que fecharia sozinho". Refere também que sentia uma vibração torácica em região de rebordo esternal esquerdo baixo, mas que desapareceu ao longo dos anos. Qual hipótese diagnóstico deve ser investigada?

  • A. Transposição de grandes artérias.
  • B. Comunicação interatrial.
  • C. Tetralogia de Fallot.
  • D. Síndrome de Eisenmenger.

Comentário OsceLabs

Sopro sistolico com fremito em borda esternal esquerda baixa no lactente (CIV com grande shunt) que DESAPARECE ao longo dos anos, seguido de cianose e cansaco progressivos: e a historia natural do shunt esquerda-direita nao corrigido que evolui para doenca vascular pulmonar e inversao do shunt - sindrome de Eisenmenger. O sumico do sopro/fremito marca a equalizacao de pressoes entre os ventriculos. TGA (A) e cianose neonatal; CIA (B) raramente da fremito; Fallot (C) cursa com cianose desde cedo. Resposta D.

Questão 4Criança de 7 anos de idade, diagnosticada com asma aos 6 anos, com base na história clínica e espirometria. Nega uso de medicações de uso contínuo. Nos últimos 6 meses, vem apresentando tosse e dispneia diariamente e despertar noturno, devido à tosse, 3 vezes por semana. Como deve ser o tratamento inicial?Gabarito: C

Criança de 7 anos de idade, diagnosticada com asma aos 6 anos, com base na história clínica e espirometria. Nega uso de medicações de uso contínuo. Nos últimos 6 meses, vem apresentando tosse e dispneia diariamente e despertar noturno, devido à tosse, 3 vezes por semana. Como deve ser o tratamento inicial?

  • A. Corticoide inalado associado a teofilina.
  • B. Corticoide inalado associado a montelucaste
  • C. Corticoide inalado associado a beta 2 de ação prolongada.
  • D. Corticoide inalado associado a imunobiológico.

Comentário OsceLabs

Asma com sintomas diarios e despertares noturnos 3x/semana em crianca SEM medicacao de controle: asma nao controlada, entrada direta em etapa 3 do tratamento. Em escolar, o passo e corticoide inalatorio associado a beta-2 de acao prolongada (ou dobrar a dose do corticoide). Montelucaste (B) e alternativa de menor eficacia; teofilina (A) esta praticamente abandonada pela toxicidade; imunobiologico (D) so na asma grave refrataria a terapia otimizada. Resposta C.

Questão 5Menina de 10 anos apresenta dor e edema em tornozelos e lesões cutâneas, principalmente em membros inferiores e nádegas, há 5 dias (foto), sem nenhuma outra queixa. O restante do exame físico está sem alteração. Há 20 dias, apresentou quadro de infecção respiratória. Exames complementares: Hb: 14 g/dL, GB: 7.200/mm³ (40% neutrófilos, 60% linfócitos), plaquetas: 480.000/mm³, VHS 40 mm/1 hora, proteína C reativa 3 mg/dl (VR: abaixo de 0,5 mg/dl(, urina rotina sem alterações. Ultrassonografia de abdome normal. Além de observar a evolução do quadro, qual a conduta terapêutica nesse momento?Gabarito: A

Menina de 10 anos apresenta dor e edema em tornozelos e lesões cutâneas, principalmente em membros inferiores e nádegas, há 5 dias (foto), sem nenhuma outra queixa. O restante do exame físico está sem alteração. Há 20 dias, apresentou quadro de infecção respiratória. Exames complementares: Hb: 14 g/dL, GB: 7.200/mm³ (40% neutrófilos, 60% linfócitos), plaquetas: 480.000/mm³, VHS 40 mm/1 hora, proteína C reativa 3 mg/dl (VR: abaixo de 0,5 mg/dl(, urina rotina sem alterações. Ultrassonografia de abdome normal. Além de observar a evolução do quadro, qual a conduta terapêutica nesse momento?

  • A. Analgésico.
  • B. Corticoide.
  • C. Dapsona.
  • D. Tacrolimus.

Comentário OsceLabs

Purpura palpavel em membros inferiores e nadegas, artrite de tornozelos, historia de IVAS previa, plaquetas NORMAIS/altas e urina sem alteracoes: purpura de Henoch-Schonlein (vasculite por IgA) sem acometimento renal ou abdominal. O tratamento e sintomatico - analgesia e observacao. Corticoide (B) fica reservado a dor abdominal intensa, orquite ou nefrite; dapsona (C) e tacrolimus (D) sao terapias de excecao em casos cronicos/refratarios. Resposta A.

Questão 6Um pré-escolar de 5 anos e 20 kg, foi internado para o tratamento de pneumonia bacteriana adquirida na comunidade. Devido à inapetência e para prevenção de broncoaspiração, foi indicada alimentação por sonda nasogástrica. Após a passagem da sonda pela enfermagem, foi realizada a seguinte radiografia Qual a conduta imediata mais apropriada?Gabarito: D

Um pré-escolar de 5 anos e 20 kg, foi internado para o tratamento de pneumonia bacteriana adquirida na comunidade. Devido à inapetência e para prevenção de broncoaspiração, foi indicada alimentação por sonda nasogástrica. Após a passagem da sonda pela enfermagem, foi realizada a seguinte radiografia Qual a conduta imediata mais apropriada?

  • A. Introduzir mais a sonda.
  • B. Injetar ar sob ausculta.
  • C. Liberar a sonda para uso.
  • D. Retirar a sonda

Comentário OsceLabs

Radiografia de controle apos passagem de sonda nasogastrica que mostra trajeto inadequado exige conduta unica: retirar a sonda e repassa-la. Progredir (A) ou liberar para uso (C) com sonda mal posicionada arrisca infusao de dieta em arvore respiratoria - complicacao grave e evitavel. Injetar ar sob ausculta (B) e metodo ultrapassado e pouco confiavel; o padrao de confirmacao e radiologico. Resposta D.

Questão 7Você examina um recém-nascido, primeiro filho de um casal jovem, saudável e sem consanguinidade. Foi uma gestação muito aguardada e todo o acompanhamento pré-natal foi completo e sem intercorrências. Entretanto, aos 6 meses de gestação realizaram também um exame de sexagem fetal, cujo o resultado (46,XY) foi discrepante dos achados da ultrassonografia fetal. Durante o exame físico, você não encontra nenhuma outra anormalidade aparente e o exame da região genital é mostrado na figura abaixo. O exame ultrassonográfico não encontrou útero e demais derivados Mullerianos. Considerando que o resultado do exame citogenético seja de fato confirmado, qual é o provável diagnóstico desta criança?Gabarito: A

Você examina um recém-nascido, primeiro filho de um casal jovem, saudável e sem consanguinidade. Foi uma gestação muito aguardada e todo o acompanhamento pré-natal foi completo e sem intercorrências. Entretanto, aos 6 meses de gestação realizaram também um exame de sexagem fetal, cujo o resultado (46,XY) foi discrepante dos achados da ultrassonografia fetal. Durante o exame físico, você não encontra nenhuma outra anormalidade aparente e o exame da região genital é mostrado na figura abaixo. O exame ultrassonográfico não encontrou útero e demais derivados Mullerianos. Considerando que o resultado do exame citogenético seja de fato confirmado, qual é o provável diagnóstico desta criança?

  • A. Síndrome de resistência androgênica.
  • B. Hiperplasia adrenal congênita por deficiência de 21 hidroxilase.
  • C. Síndrome de Rokitansky (Mayer Rokitansky Kuster Hauser).
  • D. Disgenesia gonadal mista.

Comentário OsceLabs

Cariotipo 46,XY com genitalia externa de aspecto feminino/ambiguo e AUSENCIA de utero e demais derivados mullerianos: as gonadas sao testiculos funcionantes (produziram hormonio antimulleriano), mas o tecido-alvo nao responde a testosterona - sindrome de resistencia (insensibilidade) androgenica. Hiperplasia adrenal (B) virilizaria um 46,XX, com utero presente; Rokitansky (C) ocorre em 46,XX; disgenesia gonadal mista (D) costuma ter mosaicismo 45,X/46,XY e estruturas mullerianas. Resposta A.

Questão 8Menino de 3 anos é trazido à consulta pediátrica com história de hematoma em perna direita desproporcional após trauma na região. Mãe refere equimoses e epistaxes ocasionais. Nega outras queixas e história familiar de sangramento. Ao exame: Hematoma de 6 x 6 cm em região de panturrilha direita. Equimose em axila esquerda de 2 x 3 cm e em região dorsal de 3 x 4 cm. Ausência de petéquias. Restante do exame físico sem alterações. Exames complementares: Hb: 12,5 g/dL, GB: 7.600/ul (48% neutrófilos, 52% linfócitos), plaquetas: 245.000/uL. TTPA ratio: 1,1 (VR < 1,3); TP INR: 2,4 (VR < 1,2); TT ratio: 1,1 (VR < 1,2). Com base na história e exames acima, qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: D

Menino de 3 anos é trazido à consulta pediátrica com história de hematoma em perna direita desproporcional após trauma na região. Mãe refere equimoses e epistaxes ocasionais. Nega outras queixas e história familiar de sangramento. Ao exame: Hematoma de 6 x 6 cm em região de panturrilha direita. Equimose em axila esquerda de 2 x 3 cm e em região dorsal de 3 x 4 cm. Ausência de petéquias. Restante do exame físico sem alterações. Exames complementares: Hb: 12,5 g/dL, GB: 7.600/ul (48% neutrófilos, 52% linfócitos), plaquetas: 245.000/uL. TTPA ratio: 1,1 (VR < 1,3); TP INR: 2,4 (VR < 1,2); TT ratio: 1,1 (VR < 1,2). Com base na história e exames acima, qual é o diagnóstico mais provável?

  • A. Deficiência do fator V ou X.
  • B. Deficiência do fato VIII, IX ou XI.
  • C. Doença de von Willebrand
  • D. Deficiência do fator VII.

Comentário OsceLabs

A chave e a dissociacao do coagulograma: TP muito alargado (INR 2,4) com TTPA e tempo de trombina NORMAIS. Isso isola a via extrinseca, cujo fator exclusivo e o VII. Deficiencia de V ou X (A) alteraria ambos (via comum); fatores VIII, IX ou XI (B) alargam o TTPA; doenca de von Willebrand (C) cursa com sangramento mucocutaneo e TTPA variavel, mas nao alarga o TP isoladamente. Resposta D.

Questão 9Pré-escolar de 4 anos cocm história de trauma contuso em membro inferior esquerdo há 5 dias, evoluiu com febre, associada a edema, hiperemia, dor e calor no membro dá 2 dias. Há 12 horas, encontra-se apático e alternando irritabilidade com sonolência. Chega à sala de emergência com frequência cardíaca 160 bpm, frequência respiratória 30 ipm, pressão arterial 70//20 mmHg, saturação de oxigênio 95%, tempo de enchimento capilar menor que 1 segundo, com extremidades quentes e avermelhadas e pulsos bem amplos. Os exames laboratoriais mostram: pH 7,30, PO2 100mmHg, PCO² 30 mmHg, bicarbonato 15 mEq/L, base excess 10, sódio 140 mEq/l, potássio 4,0 mEq/L, cloro 103 mEq/L. Qual é o diagnóstico do distúrbio acidobásico?Gabarito: D

Pré-escolar de 4 anos cocm história de trauma contuso em membro inferior esquerdo há 5 dias, evoluiu com febre, associada a edema, hiperemia, dor e calor no membro dá 2 dias. Há 12 horas, encontra-se apático e alternando irritabilidade com sonolência. Chega à sala de emergência com frequência cardíaca 160 bpm, frequência respiratória 30 ipm, pressão arterial 70//20 mmHg, saturação de oxigênio 95%, tempo de enchimento capilar menor que 1 segundo, com extremidades quentes e avermelhadas e pulsos bem amplos. Os exames laboratoriais mostram: pH 7,30, PO2 100mmHg, PCO² 30 mmHg, bicarbonato 15 mEq/L, base excess 10, sódio 140 mEq/l, potássio 4,0 mEq/L, cloro 103 mEq/L. Qual é o diagnóstico do distúrbio acidobásico?

  • A. Acidose metabólica de ânion gap aumentado e alcalose respiratória.
  • B. Acidose metabólica de ânion gap normal.
  • C. Acidose metabólica de ânion gap normal e alcalose respiratória.
  • D. Acidose metabólica de ânion gap aumentado.

Comentário OsceLabs

Anion gap = 140 - (103 + 15) = 22, ou seja, ACIDOSE METABOLICA COM AG AUMENTADO (lactato do choque septico). E a compensacao? Winter: pCO2 esperada = 1,5 x 15 + 8 = 30,5 mmHg, exatamente a encontrada (30) - logo, a hipocapnia e compensatoria, e nao alcalose respiratoria primaria (A e C). AG normal (B) esta aritmeticamente excluido. Perola: so chame de disturbio misto quando a compensacao foge do previsto. Resposta D.

Questão 10Durante uma consulta de rotina de puericultura, a mãe de uma criança de 8 meses relata que está preocupada porque o seu filho ainda não consegue sentar sem apoio. A criança nasceu a termo e não há outras queixas; teste do pezinho: sem alterações. Você observa, durante a consulta, que a criança necessita de auxílio para passar da posição supina para a sentada, mas uma vez nessa posição permanece estável, sem cair. Restante do exame físico sem alterações. Qual a melhor conduta?Gabarito: A

Durante uma consulta de rotina de puericultura, a mãe de uma criança de 8 meses relata que está preocupada porque o seu filho ainda não consegue sentar sem apoio. A criança nasceu a termo e não há outras queixas; teste do pezinho: sem alterações. Você observa, durante a consulta, que a criança necessita de auxílio para passar da posição supina para a sentada, mas uma vez nessa posição permanece estável, sem cair. Restante do exame físico sem alterações. Qual a melhor conduta?

  • A. Manter retorno regular de puericultura.
  • B. Solicitar dosagem sérica de TSH e T4 livre.
  • C. Solicitar eletroneuromiografia e dosagem sérica de CPK.
  • D. Solicitar tomografia computadorizada de crânio.

Comentário OsceLabs

Sentar sem apoio e marco esperado ate 9 meses; aos 8 meses, a crianca que se mantem estavel sentada (mesmo precisando de ajuda para assumir a postura) esta dentro da normalidade. Sem outros atrasos, triagem neonatal normal e exame fisico normal, a conduta e reforcar estimulo e manter puericultura regular. Investigar tireoide (B), CPK/ENMG (C) ou TC de cranio (D) sem sinal de alarme so gera dano e ansiedade. Resposta A.

Questão 11Criança de 2 anos, com anemia falciforme, é levada pelos pais ao pronto socorro com queixa de dor abdominal importante e em membros. Mãe refere que criança iniciou com tosse, coriza e febre há 2 dias e refere que hemoglobina basal da criança geralmente fica em torno de 8 g/dL. Ao exame: prostrada, palidez importante, febril, ictérica. Frequência cardíaca 180 bpm, frequência respiratória 30 ipm, saturação de oxigênio 96%, PA 80 x 50 mmHg. Fígado a 2 cm do rebordo costal direito a baço a 8 cm do rebordo costal esquerdo. Exames laboratoriais: Hb 2,9 g/dL; Ht 11% VCM 78; HCM 21,8; plaquetas 68 mil/ul; GB 14 mil/ul (3% bastonetes); contagem de reticulócitos: 17,43% (VR: 0,5 - 2,1%); bilirrubinas: total 2 mg/dL; direta 0,4 mg/dL; LDH: 1827 U/L(VR: 85 - 227 U/L). Diante deste cenário, qual é a hipótese diagnóstica?Gabarito: C

Criança de 2 anos, com anemia falciforme, é levada pelos pais ao pronto socorro com queixa de dor abdominal importante e em membros. Mãe refere que criança iniciou com tosse, coriza e febre há 2 dias e refere que hemoglobina basal da criança geralmente fica em torno de 8 g/dL. Ao exame: prostrada, palidez importante, febril, ictérica. Frequência cardíaca 180 bpm, frequência respiratória 30 ipm, saturação de oxigênio 96%, PA 80 x 50 mmHg. Fígado a 2 cm do rebordo costal direito a baço a 8 cm do rebordo costal esquerdo. Exames laboratoriais: Hb 2,9 g/dL; Ht 11% VCM 78; HCM 21,8; plaquetas 68 mil/ul; GB 14 mil/ul (3% bastonetes); contagem de reticulócitos: 17,43% (VR: 0,5 - 2,1%); bilirrubinas: total 2 mg/dL; direta 0,4 mg/dL; LDH: 1827 U/L(VR: 85 - 227 U/L). Diante deste cenário, qual é a hipótese diagnóstica?

  • A. Anemia aplástica.
  • B. Crise vaso oclusiva.
  • C. Sequestro esplênico.
  • D. Síndrome torácica aguda.

Comentário OsceLabs

Queda abrupta da hemoglobina basal (8 para 2,9 g/dL) com BACO aumentando para 8 cm do rebordo, reticulocitose alta (17%) e choque: e sequestro esplenico agudo, emergencia do falcemico pequeno. Reticulocitos ELEVADOS afastam crise aplastica (A), em que a medula para e os reticulocitos caem. Crise vaso-oclusiva (B) nao derruba a Hb desse jeito nem causa esplenomegalia aguda; sindrome toracica (D) exige infiltrado novo e sintomas respiratorios. Resposta C.

Questão 12Pré escolar com 4 anos é trazido ao pronto socorro com relato de ter ingerido objeto enquanto brincava no quintal de sua casa. Mãe refere que no momento da ingestão criança relatou dor na boca, chorou muito e apresentou cianose em lábios que se resolveu espontaneamente. No momento apresenta sialorreia discreta, sem qualquer outra manifestação. Você indica realização de radiografia a seguir.Gabarito: B

Pré escolar com 4 anos é trazido ao pronto socorro com relato de ter ingerido objeto enquanto brincava no quintal de sua casa. Mãe refere que no momento da ingestão criança relatou dor na boca, chorou muito e apresentou cianose em lábios que se resolveu espontaneamente. No momento apresenta sialorreia discreta, sem qualquer outra manifestação. Você indica realização de radiografia a seguir.

  • A. Observação clínica e radiografia controle em 24 horas.
  • B. Remoção endoscópica de urgência.
  • C. Induzir vômito para eliminação do corpo estranho
  • D. Remoção de urgência por broncoscopia.

Comentário OsceLabs

Ingestao de corpo estranho com dor imediata, cianose transitoria e sialorreia persistente aponta objeto impactado no esofago - e o quadro tipico da pilha/bateria de disco, que provoca queimadura por corrente eletrica em poucas horas. A conduta e endoscopia de urgencia para remocao. Observar por 24 h (A) permite perfuracao; induzir vomito (C) e proscrito; broncoscopia (D) so serviria a corpo estranho em via aerea, que cursaria com estridor/sibilos. Resposta B.

Questão 13Paciente de 4 anos, levado ao pronto atendimento com história de coriza há 5 dias, evoluiu com tosse produtiva e febre há 2 dias, hiporexia leve. Mãe nega doentes em casa, criança frequenta escolinha, apresente vacinação em dia. Peso 16,8 kg, previamente hígido. Ao exame: estado geral bom, corado, hidratado, acianótico, anictérico; frequência respiratória 36 ipm, sem retrações. com boa expansibilidade torácica. Ausculta pulmonar: murmúrios presentes bilateralmente, presença de estertores crepitantes localizados em terço médio à direita. Qual a conduta mais adequada para o caso?Gabarito: A

Paciente de 4 anos, levado ao pronto atendimento com história de coriza há 5 dias, evoluiu com tosse produtiva e febre há 2 dias, hiporexia leve. Mãe nega doentes em casa, criança frequenta escolinha, apresente vacinação em dia. Peso 16,8 kg, previamente hígido. Ao exame: estado geral bom, corado, hidratado, acianótico, anictérico; frequência respiratória 36 ipm, sem retrações. com boa expansibilidade torácica. Ausculta pulmonar: murmúrios presentes bilateralmente, presença de estertores crepitantes localizados em terço médio à direita. Qual a conduta mais adequada para o caso?

  • A. Iniciar amoxicilina oral e retorno em 48 horas.
  • B. Iniciar cetreiaxone endovenoso e internar.
  • C. Prescrever penicilina benzatina e retorno em 48 horas.
  • D. Prescrever azitromicina e liberar.

Comentário OsceLabs

Pneumonia adquirida na comunidade em pre-escolar previamente higido, sem taquipneia significativa para a idade, sem tiragem, sem hipoxemia e em bom estado geral: e PAC nao grave, de tratamento ambulatorial com amoxicilina oral e reavaliacao em 48 h. Ceftriaxone e internacao (B) sao para o caso grave; penicilina benzatina (C) nao trata pneumonia; azitromicina (D) cobriria atipicos, menos provaveis nessa faixa com consolidacao localizada. Resposta A.

Questão 14Criança de 15 meses é filha de mãe com infecção pelo HIV que realizou tratamento pré- natal irregular. A criança apresentou exames de carga viral do HIV indetectáveis ao nascimento, com 15 dias, com 6 semanas e com 12 semanas de vida. Comparece com a mãe na sala de vacina regularmente e hoje se apresenta para receber a imunização de rotina de 15 mese. Legenda: SCR: sarampo, caxumba e rubéola. VOP: vacina oral contra poliomielite. DPT: difteria, tétano e coqueluche. VIP: vacina inativada contra poliomielite. Entre as vacinas que poderão ser administradas estão:Gabarito: D

Criança de 15 meses é filha de mãe com infecção pelo HIV que realizou tratamento pré- natal irregular. A criança apresentou exames de carga viral do HIV indetectáveis ao nascimento, com 15 dias, com 6 semanas e com 12 semanas de vida. Comparece com a mãe na sala de vacina regularmente e hoje se apresenta para receber a imunização de rotina de 15 mese. Legenda: SCR: sarampo, caxumba e rubéola. VOP: vacina oral contra poliomielite. DPT: difteria, tétano e coqueluche. VIP: vacina inativada contra poliomielite. Entre as vacinas que poderão ser administradas estão:

  • A. DPT, VIP, febre amarela, SCR.
  • B. DPT, VOP, varicela, hepatite A.
  • C. SCR, DPT, VOP, hepatite A.
  • D. SCR, varicela, DPT, VIP.

Comentário OsceLabs

Crianca exposta ao HIV com cargas virais indetectaveis seriadas e considerada NAO infectada, portanto recebe o calendario habitual, inclusive vacinas de virus vivo atenuado. Aos 15 meses: trice viral, varicela, DTP (1o reforco) e VIP. A poliomielite oral (B e C) nao entra em contactante/exposto ao HIV pelo risco de poliovirus vacinal em conviventes imunossuprimidos - usa-se a inativada. Febre amarela (A) e dos 9 meses, ja realizada. Resposta D.

Questão 15Menino com 8 anos e história de feridas na perna há 15 dias. Há 5 dias evoluiu com edema palpebral e urina escurecida. Exame físico: edema palpebral e de membros inferiores, frequência respiratória 20 ipm, murmúrio vesicular presente, simétrico, com alguns estertores nas bases, estase jugular discreta; frequência cardíaca 80 bpm, PA 120 x 80 mmHd, fígado palpável a 2,5 cm do rebordo costal direito. Exames laboratoriais: urina tipo 1: proteína ++/4+, leucócitos 60 a 80 por campo; hemácias incontáveis; ureia 71 mg/dL; creatinina 0,7 mg/dL. Qual o tratamento medicamentoso inicial mais indicado para o caso?Gabarito: D

Menino com 8 anos e história de feridas na perna há 15 dias. Há 5 dias evoluiu com edema palpebral e urina escurecida. Exame físico: edema palpebral e de membros inferiores, frequência respiratória 20 ipm, murmúrio vesicular presente, simétrico, com alguns estertores nas bases, estase jugular discreta; frequência cardíaca 80 bpm, PA 120 x 80 mmHd, fígado palpável a 2,5 cm do rebordo costal direito. Exames laboratoriais: urina tipo 1: proteína ++/4+, leucócitos 60 a 80 por campo; hemácias incontáveis; ureia 71 mg/dL; creatinina 0,7 mg/dL. Qual o tratamento medicamentoso inicial mais indicado para o caso?

  • A. Prednisona.
  • B. Enalapril.
  • C. Amoxacilina + clavulanato.
  • D. Furosemida.

Comentário OsceLabs

Piodermite ha 15 dias evoluindo com edema, hematuria macroscopica, hipertensao (120x80 em escolar), estase jugular e estertores: glomerulonefrite pos-estreptococcica com CONGESTAO VOLEMICA. O tratamento inicial e restricao hidrossalina e diuretico de alca. Prednisona (A) nao tem papel na GNPE; enalapril (B) nao ataca a hipervolemia e arrisca a funcao renal na fase aguda; antibiotico (C) erradica o estreptococo, mas nao muda a evolucao da nefrite ja instalada. Resposta D.

Questão 16Paciente com 6 meses, apresenta história de icterícia, colúria e acolia desde um mês de idade. Apresenta bom desenvolvimento pondero estatural, sendo alimentada por aleijamento materno e papas. Exame físico: ictérico ++/4, fígado a 3 cm do rebordo costal direito, firme; baço a 2 cm do rebordo costal esquerdo. Exames laboratoriais: bilirrubinas totais = 7,3 mg/dL; bilirrubina direita = 5,1 mg/dl; TGO = 245 U/L (Valor de referência [VR] <31); TGP = 295 U/L (VR < 31); GamaGT = 400 U/L (VR < 50); INR -= 1,5 (VR < 1,3); albumina = 3,0 g/dl (VR: 3,5-5). Ultrassom abdominal: fígado com bordas rombas, contornos lobuladosm , aumento difuso da ecogenicidade; presença de massa fibrosa de forma triangular situada na porção cranial da bifurcação da meia porta; esplenomegalia. Biópsia hepática percutânea: fibrose moderada, com septos e nódulos; proliferação de ductos biliares e frequentes lagos biliares. Com base no seu principal diagnóstico etiológico, qual a melhor opção para esta criança?Gabarito: C

Paciente com 6 meses, apresenta história de icterícia, colúria e acolia desde um mês de idade. Apresenta bom desenvolvimento pondero estatural, sendo alimentada por aleijamento materno e papas. Exame físico: ictérico ++/4, fígado a 3 cm do rebordo costal direito, firme; baço a 2 cm do rebordo costal esquerdo. Exames laboratoriais: bilirrubinas totais = 7,3 mg/dL; bilirrubina direita = 5,1 mg/dl; TGO = 245 U/L (Valor de referência [VR] <31); TGP = 295 U/L (VR < 31); GamaGT = 400 U/L (VR < 50); INR -= 1,5 (VR < 1,3); albumina = 3,0 g/dl (VR: 3,5-5). Ultrassom abdominal: fígado com bordas rombas, contornos lobuladosm , aumento difuso da ecogenicidade; presença de massa fibrosa de forma triangular situada na porção cranial da bifurcação da meia porta; esplenomegalia. Biópsia hepática percutânea: fibrose moderada, com septos e nódulos; proliferação de ductos biliares e frequentes lagos biliares. Com base no seu principal diagnóstico etiológico, qual a melhor opção para esta criança?

  • A. Colangiografia intraoperatória.
  • B. Colangiografia endoscópica retrógrada.
  • C. Transplante hepático.
  • D. Cirurgia de Kasai.

Comentário OsceLabs

Coleistase desde o 1o mes com aciolia, GGT alta, sinal do cordao triangular na ultrassonografia e biopsia com proliferacao ductal e lagos biliares: atresia de vias biliares. Aos 6 meses, porem, ja ha cirrose estabelecida com disfuncao hepatocelular (INR 1,5, albumina 3,0) e hipertensao portal. A portoenterostomia de Kasai (D) so tem bom resultado ate cerca de 60-90 dias de vida; passado esse ponto, com cirrose descompensada, a indicacao e transplante hepatico. Resposta C.

Questão 17Uma criança de quatro anos com deficiência intelectual e diagnóstico de síndrome de Down é avaliada por atraso de falo. Apresenta déficit de comunicação, socialização, estereotipias motoras e hipersensibilidade aos estímulos auditivos e táteis. Qual a provável comorbidade dessa criança?Gabarito: C

Uma criança de quatro anos com deficiência intelectual e diagnóstico de síndrome de Down é avaliada por atraso de falo. Apresenta déficit de comunicação, socialização, estereotipias motoras e hipersensibilidade aos estímulos auditivos e táteis. Qual a provável comorbidade dessa criança?

  • A. Transtorno do movimento estereotipado.
  • B. Apraxia de fala na infância.
  • C. Transtorno do espectro autista.
  • D. Déficit de atenção e hiperatividade

Comentário OsceLabs

Deficit de comunicacao e socializacao, estereotipias motoras e hiper-reatividade sensorial (auditiva e tatil) sao os dominios nucleares do transtorno do espectro autista, comorbidade frequente na sindrome de Down. Transtorno do movimento estereotipado (A) nao explica o prejuizo social; apraxia de fala (B) e puramente motora da fala; TDAH (D) traz desatencao e hiperatividade, nao alteracao sensorial nem prejuizo de reciprocidade social. Resposta C.

Questão 18Recém-nascido atendido em sala de parto de uma maternidade. Nasceu de parto normal com 40 semanas de idade gestacional, após uma gestação sem intercorrências; bolsa rota há 2 horas, com líquido amniótico meconiado. Imediatamente após o nascimento, o recém- nascido apresentava choro forte, tônus muscular em flexão e cianose generalizada. Foi secado rapidamente, colocado em contato pele a pele com a mãe e o coberto com tecido seco e aquecido. Qual é a conduta imediata mais adequada na assistência a este recém- nascido?Gabarito: B

Recém-nascido atendido em sala de parto de uma maternidade. Nasceu de parto normal com 40 semanas de idade gestacional, após uma gestação sem intercorrências; bolsa rota há 2 horas, com líquido amniótico meconiado. Imediatamente após o nascimento, o recém- nascido apresentava choro forte, tônus muscular em flexão e cianose generalizada. Foi secado rapidamente, colocado em contato pele a pele com a mãe e o coberto com tecido seco e aquecido. Qual é a conduta imediata mais adequada na assistência a este recém- nascido?

  • A. Oferecer oxigênio inalatório suplementar.
  • B. Avaliar a frequência cardíaca, o tônus e a respiração.
  • C. Levar ao berço de reanimação, sob fonte de calor radiante.
  • D. Posicionar o pescoço em hiperextensão

Comentário OsceLabs

Recem-nascido a termo com liquido meconial que nasce com CHORO FORTE e TONUS EM FLEXAO nao precisa de nada alem dos cuidados de rotina - o contato pele a pele ja foi feito corretamente. O passo seguinte e a avaliacao continuada de respiracao, frequencia cardiaca e tonus junto a mae. Berco de reanimacao (C) so se houver resposta inadequada; oxigenio (A) nao se oferece pela cianose generalizada dos primeiros minutos; hiperextensao do pescoco (D) e erro tecnico - a posicao correta e leve extensao. Resposta B.

Questão 19Recém-nascido de parto normal, a termo, após uma gestação sem intercorrências. Mãe de 25 anos, G2, saudável, com acompanhamento pré-natal adequado. As sorologias maternas foram negativas com 10 semanas de gestação e no momento do parto (HIV, VDRL, toxoplasmose IgG/IgM, hepatites B e C). Ao nascimento, foi observado que o recém-nascido apresentava peso no percentil 4 para a idade gestacional, petéquias em face e tronco, hepatoesplenomegalia e microcefalia. Exames realizados: Hemograma com Hb/Ht normais, série branca normal, plaquetas 87.000/µL; TGO 92 U/L (VR até 32 U/L); TGP normal; fundoscopia ocular: sem alterações; ultrassom transfontanelar: presença de calcificações periventriculares; triagem auditiva: ausência de respostas bilateralmente; análise de líquido cefalorraquidiano normal Qual é o tratamento indicado para a causa mais provável deste quadro?Gabarito: C

Recém-nascido de parto normal, a termo, após uma gestação sem intercorrências. Mãe de 25 anos, G2, saudável, com acompanhamento pré-natal adequado. As sorologias maternas foram negativas com 10 semanas de gestação e no momento do parto (HIV, VDRL, toxoplasmose IgG/IgM, hepatites B e C). Ao nascimento, foi observado que o recém-nascido apresentava peso no percentil 4 para a idade gestacional, petéquias em face e tronco, hepatoesplenomegalia e microcefalia. Exames realizados: Hemograma com Hb/Ht normais, série branca normal, plaquetas 87.000/µL; TGO 92 U/L (VR até 32 U/L); TGP normal; fundoscopia ocular: sem alterações; ultrassom transfontanelar: presença de calcificações periventriculares; triagem auditiva: ausência de respostas bilateralmente; análise de líquido cefalorraquidiano normal Qual é o tratamento indicado para a causa mais provável deste quadro?

  • A. Aciclovir.
  • B. Penicilina cristalina.
  • C. Ganciclovir.
  • D. Sulfadiazina e pirimentamina.

Comentário OsceLabs

Recem-nascido pequeno para a idade gestacional com petequias, plaquetopenia, hepatoesplenomegalia, microcefalia, calcificacoes PERIVENTRICULARES e falha na triagem auditiva, com sorologias maternas negativas: citomegalovirose congenita. O tratamento e ganciclovir endovenoso (seguido de valganciclovir), que melhora desfecho auditivo e neurologico. Toxoplasmose (D) da calcificacoes difusas e coriorretinite; sifilis (B) e HIV foram afastados pela sorologia; herpes (A) cursa com vesiculas e encefalite. Resposta C.

Questão 20Um pré-escolar de 4 anos e 12 kg foi submetido a cirurgia abdominal de baixa complexidade com anestesia geral, sem intercorrências. Ao final do procedimento, recebeu uma dose adicional endovenosa de fentanil e cetoprofeno para analgesia. Veio direto para enfermaria pediátrica, 1 hora após o final da cirurgia. Após 30 minutos, você é chamado para avaliar a criança, pois a mãe diz que ela não acorda. Ao exame físico: corada, hidratada, acianótica, anictérica e afebril. Frequência cardíaca 110 bpm, frequência respiratória 10 irpm, pressão arterial 95 x 55 mmHg, saturação periférica de oxigênio 90% em ar ambiente. Ausculta respiratória mostra murmurio vesicular simétrico, sem ruídos adventícios. Ausculta cardíaca revela ritmo regular, duas bulhas normofonéticas, sem sopros, pulsos centrais e periféricos fortes, tempo de enchimento capilar 2 segundos. Abdome sem anormalidades. Pupilas mióticas e isocóricas. Com base no quadro clinico acima, qual o tratamento farmacológico imediato mais adequado para esta situação clínica?Gabarito: D

Um pré-escolar de 4 anos e 12 kg foi submetido a cirurgia abdominal de baixa complexidade com anestesia geral, sem intercorrências. Ao final do procedimento, recebeu uma dose adicional endovenosa de fentanil e cetoprofeno para analgesia. Veio direto para enfermaria pediátrica, 1 hora após o final da cirurgia. Após 30 minutos, você é chamado para avaliar a criança, pois a mãe diz que ela não acorda. Ao exame físico: corada, hidratada, acianótica, anictérica e afebril. Frequência cardíaca 110 bpm, frequência respiratória 10 irpm, pressão arterial 95 x 55 mmHg, saturação periférica de oxigênio 90% em ar ambiente. Ausculta respiratória mostra murmurio vesicular simétrico, sem ruídos adventícios. Ausculta cardíaca revela ritmo regular, duas bulhas normofonéticas, sem sopros, pulsos centrais e periféricos fortes, tempo de enchimento capilar 2 segundos. Abdome sem anormalidades. Pupilas mióticas e isocóricas. Com base no quadro clinico acima, qual o tratamento farmacológico imediato mais adequado para esta situação clínica?

  • A. Haloperidol.
  • B. Flumazenil.
  • C. Glicose.
  • D. Naloxona.

Comentário OsceLabs

Pos-operatorio recente com fentanil: rebaixamento de consciencia, bradipneia (10 irpm), dessaturacao e PUPILAS MIOTICAS fecham o diagnostico de depressao respiratoria por opioide. O antidoto e a naloxona. Flumazenil (B) reverte benzodiazepinico, que nao foi usado e cursaria com pupilas normais; glicose (C) exigiria hipoglicemia documentada; haloperidol (A) pioraria a depressao do sensorio. Perola: miose + bradipneia = opioide ate prova em contrario. Resposta D.

Questão 21Primigesta, 21 anos, 26 semanas de gestação, procura o pronto atendimento referindo lesões genitais muito dolorosas. Informa que as lesões apareceram há três dias, mas não observou vesículas previamente ao aparecimento de lesões. Nega episódios semelhante no passado. Nega queixas em relação a gravidez. Ao exame observa-se a imagem a seguir: Além do alívio da dor e orientações de higiene, qual tratamento deve ser prescrito para esta gestante? Inspeção vulvar: lesões genitaisGabarito: A

Primigesta, 21 anos, 26 semanas de gestação, procura o pronto atendimento referindo lesões genitais muito dolorosas. Informa que as lesões apareceram há três dias, mas não observou vesículas previamente ao aparecimento de lesões. Nega episódios semelhante no passado. Nega queixas em relação a gravidez. Ao exame observa-se a imagem a seguir: Além do alívio da dor e orientações de higiene, qual tratamento deve ser prescrito para esta gestante? Inspeção vulvar: lesões genitais

  • A. Aciclovir 400 mg 8/8 horas via oral.
  • B. Ceftriaxone 500 mg IM dose única.
  • C. Azitromicina 1 grama via oral dose única.
  • D. Penicilina benzatina 2400.000 UI por duas semanas.

Comentário OsceLabs

Lesoes genitais MUITO dolorosas de aparecimento agudo, em gestante sem episodios previos, configuram herpes genital em primoinfeccao (a paciente pode nao ter notado as vesiculas, que se rompem rapido e viram ulceras). O tratamento e aciclovir 400 mg 8/8 h por 7-10 dias, seguro na gestacao. Ceftriaxone (B) trata cancro mole/gonococo, azitromicina (C) trata clamidia/linfogranuloma e penicilina (D) trata sifilis - cujo cancro duro e classicamente INDOLOR. Resposta A.

Questão 22Secundisgesta com 1 parto cesárea anterior, 24 anos, 31 semanas de gestação, é trazida ao centro obstétrico pela família devido quadro de crise convulsiva há 30 minutos. Ao exame: regular estado geral, pressão arterial: 160 x 120 mmHg, frequência respiratória: 24 irpm. Abdome: altura uterina: 32 cm, atividade uterina ausente, ausculta fetal de 150 bpm, sem desacelerações. Toque vaginal: colo posterior, longo, amolecido, impérvio. Equipe inicia administração de sulfato de magnésio e decide pela interrupção da gestação por cesárea. Considerando a maior segurança materna, qual(is) exame(s) é(são) mandatório(s) para orientar o procedimento anestésico cirúrgico?Gabarito: C

Secundisgesta com 1 parto cesárea anterior, 24 anos, 31 semanas de gestação, é trazida ao centro obstétrico pela família devido quadro de crise convulsiva há 30 minutos. Ao exame: regular estado geral, pressão arterial: 160 x 120 mmHg, frequência respiratória: 24 irpm. Abdome: altura uterina: 32 cm, atividade uterina ausente, ausculta fetal de 150 bpm, sem desacelerações. Toque vaginal: colo posterior, longo, amolecido, impérvio. Equipe inicia administração de sulfato de magnésio e decide pela interrupção da gestação por cesárea. Considerando a maior segurança materna, qual(is) exame(s) é(são) mandatório(s) para orientar o procedimento anestésico cirúrgico?

  • A. Ureia e creatina.
  • B. Fibrinogênio.
  • C. Hemograma.
  • D. TP e TTPA.

Comentário OsceLabs

Eclampsia com indicacao de cesarea: o exame que decide a tecnica anestesica e a contagem de PLAQUETAS, obtida no hemograma - plaquetopenia (sindrome HELLP) contraindica bloqueio neuroaxial pelo risco de hematoma peridural. Ureia/creatinina (A) avaliam lesao de orgao-alvo, mas nao mudam a anestesia. Fibrinogenio (B) e TP/TTPA (D) so se alteram tardiamente, na vigencia de coagulopatia de consumo, e nao substituem a plaquetometria como triagem. Resposta C.

Questão 23Primigesta, 34 anos, com 16 semanas de gestação, comparece ao ambulatório de gestação de alto risco para iniciar seguimento de pré-natal. Sem queixas clínicas e obstétricas. Antecedentes pessoais: cardiopatia reumática com válvula metálica, classe funcional I, em uso de warfarin 5 mg uma vez ao dia. O resultado do RNI (Razão Normalizada Internacional) colhido há 1 semana apresenta valor de 1,8 vezes o controle. Qual é a melhor conduta com relação à anticoagulação dessa paciente?Gabarito: B

Primigesta, 34 anos, com 16 semanas de gestação, comparece ao ambulatório de gestação de alto risco para iniciar seguimento de pré-natal. Sem queixas clínicas e obstétricas. Antecedentes pessoais: cardiopatia reumática com válvula metálica, classe funcional I, em uso de warfarin 5 mg uma vez ao dia. O resultado do RNI (Razão Normalizada Internacional) colhido há 1 semana apresenta valor de 1,8 vezes o controle. Qual é a melhor conduta com relação à anticoagulação dessa paciente?

  • A. Aumentar a dose de warfarin para 7,5 mg uma vez ao dia.
  • B. Suspender warfarin e iniciar dose terapêutica de enoxaparina.
  • C. Manter a dose de warfarin 5 mg uma vez ao dia.
  • D. Suspender warfarin e iniciar AAS 100 mg uma vez ao dia.

Comentário OsceLabs

Gestante com protese valvar METALICA e RNI infraterapeutico (1,8; alvo 2,5-3,5) esta sob risco real de trombose de protese. Como esta no periodo de organogenese/2o trimestre e com anticoagulacao inadequada, a conduta segura e suspender a varfarina e passar para heparina de baixo peso molecular em dose TERAPEUTICA, com ajuste por anti-Xa. Subir a varfarina (A) acima de 5 mg eleva o risco de embriopatia; manter dose (C) perpetua o RNI baixo; AAS (D) nao anticoagula protese metalica. Resposta B.

Questão 24Secundisgesta com 1 parto normal anterior a termo, 26 anos, 15 semanas de gestação, com comorbidades prévias. Comparece à consulta para iniciar pré-natal, sem queixas clínicas ou obstétricas. Exame física: bom estado geral, PA: 105 x 72 mmHg Peso: 92 kg estatura: 160 cm. Altura uterina: 18 cm ausculta de batimentos cardíacos fetais 142 bpm. Além da suplementação de ferro, qual a conduta mais adequado para essa paciente?Gabarito: B

Secundisgesta com 1 parto normal anterior a termo, 26 anos, 15 semanas de gestação, com comorbidades prévias. Comparece à consulta para iniciar pré-natal, sem queixas clínicas ou obstétricas. Exame física: bom estado geral, PA: 105 x 72 mmHg Peso: 92 kg estatura: 160 cm. Altura uterina: 18 cm ausculta de batimentos cardíacos fetais 142 bpm. Além da suplementação de ferro, qual a conduta mais adequado para essa paciente?

  • A. Iniciar ácido acetilsalicílico e enoxaparina.
  • B. Iniciar ácido acetilsalicílico e cálcio.
  • C. Iniciar ácido acetilsalicílico.
  • D. Não indicar profilaxia medicamentosa.

Comentário OsceLabs

IMC de 36 kg/m2 (92 kg para 1,60 m) e fator de risco para pre-eclampsia. A profilaxia recomendada antes de 16 semanas e a dupla acido acetilsalicilico em dose baixa + suplementacao de calcio (esta ultima especialmente util em populacoes com baixa ingesta, como a brasileira). AAS isolado (C) deixa de lado o calcio; enoxaparina (A) so entra em trombofilia/SAAF; nao fazer nada (D) desperdica a janela de prevencao. Resposta B.

Questão 25Primigesta, 20 anos, durante o acompanhamento de pré-natal de risco habitual, elabora e registra institucionalmente o seu plano de parto, pelo qual manigesta expressa vontade, dentre outros aspectos, de ser acompanhada durante seu trabalho de parto e parto tanto por sua esposa, como também por uma doula voluntária capacitada e certificada de sua escolha. A equipe assistencial acolhe o plano de parto e promove esclarecimentos e orientações sobre viabilidade de cada tópico abordado. Em relação ao caso, qual a orientação mais adequada?Gabarito: B

Primigesta, 20 anos, durante o acompanhamento de pré-natal de risco habitual, elabora e registra institucionalmente o seu plano de parto, pelo qual manigesta expressa vontade, dentre outros aspectos, de ser acompanhada durante seu trabalho de parto e parto tanto por sua esposa, como também por uma doula voluntária capacitada e certificada de sua escolha. A equipe assistencial acolhe o plano de parto e promove esclarecimentos e orientações sobre viabilidade de cada tópico abordado. Em relação ao caso, qual a orientação mais adequada?

  • A. Permitir a permanência de uma acompanhante com preferência para esposa.
  • B. Permitir a permanência simultânea da esposa e da doula.
  • C. Permitir a permanência de uma acompanhante com alternância entre a esposa e a doula.
  • D. Permitir a permanência de uma acompanhante com preferência para a doula.

Comentário OsceLabs

Sao direitos distintos e cumulativos: a Lei 11.108/2005 garante UM acompanhante de livre escolha da parturiente, e a legislacao/normativas sobre doulas asseguram a presenca da doula ALEM do acompanhante. Logo, esposa e doula podem permanecer simultaneamente. Escolher entre uma e outra (A, C, D) desrespeita o plano de parto e reduz um direito legalmente assegurado. Perola: doula nao ocupa a vaga do acompanhante. Resposta B.

Questão 26Secundisgesta, 29 anos, com 40 semanas de gesta~~ao, comparece a maternidade devido a redução da movimentação fetal nas últimas horas. Sem outras queixas. Nega doenças e não houve intercorrências em seu pré-natal. Exame físico geral normal. Ausência de atividade uterina, altura uterina=35 cm e frequência cardíaca feral normal, com percepção de movimento fetal ao exame. Uma cardiotografia foi realizada (figura). Qual alternativa apresenta a melhor conduta? Figura: Cardiotocografia realizada devido idade gestacional e queixa materna (mf=movimentos fetais)Gabarito: D

Secundisgesta, 29 anos, com 40 semanas de gesta~~ao, comparece a maternidade devido a redução da movimentação fetal nas últimas horas. Sem outras queixas. Nega doenças e não houve intercorrências em seu pré-natal. Exame físico geral normal. Ausência de atividade uterina, altura uterina=35 cm e frequência cardíaca feral normal, com percepção de movimento fetal ao exame. Uma cardiotografia foi realizada (figura). Qual alternativa apresenta a melhor conduta? Figura: Cardiotocografia realizada devido idade gestacional e queixa materna (mf=movimentos fetais)

  • A. Realizar parto cesárea imediatamente.
  • B. Conduta expectante com alta hospitalar.
  • C. Internar para indução do trabalho de parto.
  • D. Realizar perfil biofísico fetal.

Comentário OsceLabs

Gestante de 40 semanas com queixa de reducao de movimentos fetais e cardiotocografia que nao preenche criterios de reatividade: o passo seguinte e complementar a propedeutica com perfil biofisico fetal (ou estimulo vibroacustico/Doppler), e nao decidir a via de parto sobre um exame de triagem. Cesarea imediata (A) e desproporcional sem confirmacao de sofrimento; alta (B) e inseguro com queixa ativa; inducao (C) vira opcao depois de definida a vitalidade. Resposta D.

Questão 27Primigesta, 32 anis, 41 semanas de gestação de risco habitual. Interna na fase ativa da dilatação para assistência ao parto. Na admissão apresentava sinais vitais e exame físico geral normal, altura uterina=38 cm, vitalidade fetal normal. A evolução gráfica de seu trabalho de parto está representada abaixo (Figura). Qual é a conduta para após a avaliação das 20h?Gabarito: A

Primigesta, 32 anis, 41 semanas de gestação de risco habitual. Interna na fase ativa da dilatação para assistência ao parto. Na admissão apresentava sinais vitais e exame físico geral normal, altura uterina=38 cm, vitalidade fetal normal. A evolução gráfica de seu trabalho de parto está representada abaixo (Figura). Qual é a conduta para após a avaliação das 20h?

  • A. Aguardar mais uma hora de período expulsivo.
  • B. Realizar parto instrumentalizado.
  • C. Realizar amniotomia artificial.
  • D. Estimular a paciente a realizar puxos dirigidos.

Comentário OsceLabs

Primigesta em periodo expulsivo com vitalidade fetal preservada e progressao documentada no partograma: nao ha distocia. O expulsivo em nulipara pode se estender ate 3 horas (mais se houver analgesia peridural), desde que haja descida progressiva e boas condicoes fetais - logo, aguardar mais uma hora. Parto instrumentalizado (B) exige indicacao materna ou fetal; amniotomia (C) nao cabe no expulsivo; puxos dirigidos (D) aumentam exaustao e trauma perineal sem beneficio. Resposta A.

Questão 28Secundisgesta (G2P1N), 33 semanas de gestação, está internada com diagnóstico de corioamniorrexe prematura em conduta expectante há uma semana. Na ocasião do diagnóstico recebeu betametasona e 48 horas de penicilina cristalina. Na avaliação realizada hoje, se queixou de dor abdominal. Exame físico: BEG, temperatura de 38,0°C, demais sinais vitais e exame físico geral normais. Atividade uterina ausente, feto apresentação cefálica. Vitalidade geral preservada. Toque: colo posterior, médio, 1 polpa, feto cefálico. Exames laboratoriais: Hemograma: glóbulos brancos = 13.500/mm³, 17% de bastões, plaquetas 180.000/mm³. Swab vaginal/endoanal para Estreptococo do grupo B positivo. Quais as melhores condutas nesse momento?Gabarito: B

Secundisgesta (G2P1N), 33 semanas de gestação, está internada com diagnóstico de corioamniorrexe prematura em conduta expectante há uma semana. Na ocasião do diagnóstico recebeu betametasona e 48 horas de penicilina cristalina. Na avaliação realizada hoje, se queixou de dor abdominal. Exame físico: BEG, temperatura de 38,0°C, demais sinais vitais e exame físico geral normais. Atividade uterina ausente, feto apresentação cefálica. Vitalidade geral preservada. Toque: colo posterior, médio, 1 polpa, feto cefálico. Exames laboratoriais: Hemograma: glóbulos brancos = 13.500/mm³, 17% de bastões, plaquetas 180.000/mm³. Swab vaginal/endoanal para Estreptococo do grupo B positivo. Quais as melhores condutas nesse momento?

  • A. Clindamicina, betametasona por 24 horas e resolução da gestação por cesárea.
  • B. Clindamicina, penicilina cristalina e indução do trabalho de parto.
  • C. Amoxicilina, azitromicina, penicilina cristalina e indução do trabalho de parto na 34ª semana.
  • D. Clindamicina, gentamicina e resolução da gestação por cesárea.

Comentário OsceLabs

Rotura prematura de membranas em conduta expectante que evolui com febre (38 C), dor abdominal e leucocitose com desvio: e corioamnionite - a expectacao acaba, independentemente da idade gestacional. Inicia-se antibioticoterapia (incluindo cobertura para GBS, ja identificado no swab) e RESOLVE-SE a gestacao; a via preferencial e vaginal, pois corioamnionite nao e indicacao de cesarea. Adiar para 34 semanas (C) ou corticoide adicional (A) mantem o feto em ambiente infectado. Resposta B.

Questão 29Gestação, 25 anos, G2P1, idade gestacional de 39 semanas + dias, porta dora do vírus da imunodeficiência humana e uso regular de tenofovir+lamivudina+dolutegravir. A carga viral com 35 semanas e 3 dias era: 165 cópias/mL e T CD4: 648 cél/mL. Demais exames sem alterações. Feto cefálico com vitalidade preservada. Qual alternativa contempla a condução mais adequada este caso, de acordo com o Ministério da Saúde do Brasil?Gabarito: B

Gestação, 25 anos, G2P1, idade gestacional de 39 semanas + dias, porta dora do vírus da imunodeficiência humana e uso regular de tenofovir+lamivudina+dolutegravir. A carga viral com 35 semanas e 3 dias era: 165 cópias/mL e T CD4: 648 cél/mL. Demais exames sem alterações. Feto cefálico com vitalidade preservada. Qual alternativa contempla a condução mais adequada este caso, de acordo com o Ministério da Saúde do Brasil?

  • A. Cesárea sem zidovudina endovenosa.
  • B. Parto vaginal e zidovudina endovenosa.
  • C. Parto vaginal sem e zidovudina endovenosa.
  • D. Cesárea e zidovudina endovenosa.

Comentário OsceLabs

Gestante em terapia antirretroviral com carga viral de 165 copias/mL proxima ao termo: com CV abaixo de 1.000 copias, a via de parto e definida por indicacao OBSTETRICA - pode ser vaginal. Como a carga nao esta indetectavel (>50 copias), o Ministerio da Saude mantem a zidovudina endovenosa intraparto. Por isso, cesarea eletiva (A e D) nao acrescenta protecao, e dispensar o AZT (C) contraria a recomendacao para CV detectavel. Resposta B.

Questão 30Primigesta, 24 anos, com 29 semanas de idade gestacional, sem comorbidades prévias à gestação. Retorna à consulta de pré-natal sem queixas. Recebeu diagnóstico de Diabetes Mellitus gestacional há 10 dias, com adequada adesão ao plano nutricional, programa de atividade física e automonitorização glicêmica, porém mantendo se acima das metas glicêmicas em aproximadamente 50% dos valores aferidos. Exame físico geral e obstétrico dentro dos padrões de normalidade. Ganho de peso de 300 gramas em uma semana. Foi indicada insulinoterapia, porém paciente é moradora de área rural dificuldade de acesso, transporte e armazenamento adequados da insulina. Considerando as recomendações brasileiras de 2019 (Organização Pan Americana da Saúde. Ministério da Saúde. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Sociedade Brasileira de Diabetes), qual a alternativa terapêutica farmacológica mais adequada para essa paciente?Gabarito: D

Primigesta, 24 anos, com 29 semanas de idade gestacional, sem comorbidades prévias à gestação. Retorna à consulta de pré-natal sem queixas. Recebeu diagnóstico de Diabetes Mellitus gestacional há 10 dias, com adequada adesão ao plano nutricional, programa de atividade física e automonitorização glicêmica, porém mantendo se acima das metas glicêmicas em aproximadamente 50% dos valores aferidos. Exame físico geral e obstétrico dentro dos padrões de normalidade. Ganho de peso de 300 gramas em uma semana. Foi indicada insulinoterapia, porém paciente é moradora de área rural dificuldade de acesso, transporte e armazenamento adequados da insulina. Considerando as recomendações brasileiras de 2019 (Organização Pan Americana da Saúde. Ministério da Saúde. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Sociedade Brasileira de Diabetes), qual a alternativa terapêutica farmacológica mais adequada para essa paciente?

  • A. Gilbenclamida.
  • B. Acarbose.
  • C. Liraglutida.
  • D. Metformina.

Comentário OsceLabs

Diabetes gestacional sem controle apos duas semanas de terapia nutricional adequada tem indicacao formal de insulina; quando ha barreira concreta de acesso, transporte ou refrigeracao, o consenso brasileiro de 2019 (OPAS/MS/FEBRASGO/SBD) admite metformina como alternativa, com consentimento informado. Glibenclamida (A) caiu em desuso pelo pior desfecho neonatal; acarbose (B) tem eficacia insuficiente; liraglutida (C) e contraindicada na gestacao. Resposta D.

Questão 31Mulher, 30 anos, G2P2, com queixa de sangramento uterino anormal há 5 anos. Não apresenta comorbidades e nem faz uso de medicações. Marido fez vasectomia. No prontuário está descrito como sangramento de causa endometrial. Qual alternativa contém a descrição do ciclo e do achado da ultrassonografia transvaginal (USTV) mais prováveis para este caso?Gabarito: C

Mulher, 30 anos, G2P2, com queixa de sangramento uterino anormal há 5 anos. Não apresenta comorbidades e nem faz uso de medicações. Marido fez vasectomia. No prontuário está descrito como sangramento de causa endometrial. Qual alternativa contém a descrição do ciclo e do achado da ultrassonografia transvaginal (USTV) mais prováveis para este caso?

  • A. Ciclo irregular com aumento de volume e USTV com espessamento endometrial difuso.
  • B. Ciclo regular com sangramento prolongado e USTV com perda junção miométrio endométrio.
  • C. Ciclo regular com aumento de volume e USTV sem alterações.
  • D. Ciclo irregular com sangramento prolongado e USTV sem alterações.

Comentário OsceLabs

Na classificacao PALM-COEIN, o sangramento de causa ENDOMETRIAL (E) e diagnostico de exclusao: ocorre em mulher com ciclos REGULARES (ou seja, ovulatorios), com aumento de volume menstrual, e sem achado estrutural - ultrassonografia transvaginal normal. Ciclo irregular (A e D) sugere causa ovulatoria; perda da zona juncional mioendometrial (B) descreve adenomiose, que e causa estrutural, nao endometrial. Resposta C.

Questão 32Mulher de 68 anos, queixa-se de prurido vulvar há cerca de 8 meses. A inspeção genital está representada na imagem. Diante do quadro clínico e do exame físico, qual a melhor conduta?Gabarito: B

Mulher de 68 anos, queixa-se de prurido vulvar há cerca de 8 meses. A inspeção genital está representada na imagem. Diante do quadro clínico e do exame físico, qual a melhor conduta?

  • A. Exérese completa com margem de 3 mm.
  • B. Biópsia incisional da borda da lesão.
  • C. Corticosteroide de alta potência.
  • D. Antibioticoterapia com penicilina benzatina.

Comentário OsceLabs

Prurido vulvar cronico com lesao visivel em mulher de 68 anos obriga a DIAGNOSTICO HISTOPATOLOGICO antes de qualquer tratamento - o diferencial inclui liquen escleroso, neoplasia intraepitelial e carcinoma vulvar. A biopsia incisional da borda da lesao (area de transicao) e o passo correto. Exerese com 3 mm (A) e margem insuficiente para eventual cancer; corticoide potente (C) trata liquen mas mascara neoplasia; penicilina (D) nao tem racional. Resposta B.

Questão 33Mulher, 27 anos, G1P1, usuária de DIU de cobre, menstruando regularmente. Queixa-se de dor intensa em quadrante supero lateral da mama direita, há 3 meses, com piora importante pré-menstrual e melhora parcial após. Está preocupada com histórico de câncer na família, pois tia avó materna teve câncer de mama aos 68 anos. Exame físico: mamas sem nódulos ou lesões. Cadeias linfonodais sem alterações. Dor à Ultrassonografia de mamas realizadas há 10 dias: cistos mamários bilaterais, maior diâmetro 0,5 cm, BI RADS:2. Qual a melhor conduta?Gabarito: C

Mulher, 27 anos, G1P1, usuária de DIU de cobre, menstruando regularmente. Queixa-se de dor intensa em quadrante supero lateral da mama direita, há 3 meses, com piora importante pré-menstrual e melhora parcial após. Está preocupada com histórico de câncer na família, pois tia avó materna teve câncer de mama aos 68 anos. Exame físico: mamas sem nódulos ou lesões. Cadeias linfonodais sem alterações. Dor à Ultrassonografia de mamas realizadas há 10 dias: cistos mamários bilaterais, maior diâmetro 0,5 cm, BI RADS:2. Qual a melhor conduta?

  • A. Retorno com ultrassonografia de mamas em 6 meses.
  • B. Solicitar ressonância magnética das mamas.
  • C. Tranquilizar e prescrever anti-inflamatório tópico.
  • D. Teste terapêutico com tamoxifeno 20 mg/dia.

Comentário OsceLabs

Mastalgia ciclica bilateral com piora pre-menstrual, exame fisico normal e ultrassonografia BI-RADS 2 (cistos simples) e alteracao funcional benigna da mama - sem risco oncologico. A conduta e esclarecer, tranquilizar e oferecer sintomaticos (AINE topico, sustentacao mamaria). Repetir imagem em 6 meses (A) e ressonancia (B) sao para BI-RADS 3/4 ou alto risco genetico, que uma tia-avo aos 68 anos nao configura; tamoxifeno (D) tem toxicidade inaceitavel para dor benigna. Resposta C.

Questão 34Mulher, 62 anos tratada de câncer de mama há 4 anos, em uso de tamoxifeno 20 mg via oral ao dia. Apresenta sangramento vaginal de pequeno volume há 2 meses. A ultrassonografia transvaginal identificou eco endometrial irregular com 9 mm de espessura, sem outras alterações. A histeroscopia diagnóstica e a biópsia dirigida foram compatíveis com hiperplasia endometrial atípica. Qual a melhor conduta?Gabarito: C

Mulher, 62 anos tratada de câncer de mama há 4 anos, em uso de tamoxifeno 20 mg via oral ao dia. Apresenta sangramento vaginal de pequeno volume há 2 meses. A ultrassonografia transvaginal identificou eco endometrial irregular com 9 mm de espessura, sem outras alterações. A histeroscopia diagnóstica e a biópsia dirigida foram compatíveis com hiperplasia endometrial atípica. Qual a melhor conduta?

  • A. Repetir a ultrassonografia em 3 meses.
  • B. Suspender o tamoxifeno e introduzir inibidor da aromatase.
  • C. Histerectomia e salpingooforectomia bilateral.
  • D. Progesterona via oral por 6 meses.

Comentário OsceLabs

Hiperplasia endometrial COM ATIPIA em mulher pos-menopausa carrega risco de carcinoma concomitante proximo de 40% e alta taxa de progressao. O tratamento padrao e histerectomia total com salpingooforectomia bilateral. Progesterona oral (D) so se cogita em mulher jovem com desejo reprodutivo e seguimento rigoroso; repetir exame (A) posterga um cancer; trocar tamoxifeno por inibidor de aromatase (B) corrige a causa, mas nao trata a lesao ja atipica. Resposta C.

Questão 35Nuligesta, 21 anos, procura atendimento ginecológico referindo que não menstrua há seis meses. Histórico de ciclos menstruais regulares com intervalos de 28 a 30 dias. Refere cefaleia frequente, que melhora com analgésicos. Em uso de amitriptilina há um ano para tratamento de depressão. Nega alterações ponderais. Faz atividade física regularmente. Sem atividade sexual há dois anos. Exame físico: PA = 90X60 mmHg; IMC = 17 Kg/m². Mamas M5, sem nódulos e expressão negativa. Exame ginecológico: sem alterações. Exames complementares: prolactina = 112 ng/ml (VN < 25 ng/ml); FSH = 4,0 mlU/ml (VN - 2,5 a 10,2 mlU/ml); TSH = 2,1 mlU/ml (VN = 0,4 a 4,0 mlU/ml). Qual a conduta mais adequada para o caso neste momento?Gabarito: B

Nuligesta, 21 anos, procura atendimento ginecológico referindo que não menstrua há seis meses. Histórico de ciclos menstruais regulares com intervalos de 28 a 30 dias. Refere cefaleia frequente, que melhora com analgésicos. Em uso de amitriptilina há um ano para tratamento de depressão. Nega alterações ponderais. Faz atividade física regularmente. Sem atividade sexual há dois anos. Exame físico: PA = 90X60 mmHg; IMC = 17 Kg/m². Mamas M5, sem nódulos e expressão negativa. Exame ginecológico: sem alterações. Exames complementares: prolactina = 112 ng/ml (VN < 25 ng/ml); FSH = 4,0 mlU/ml (VN - 2,5 a 10,2 mlU/ml); TSH = 2,1 mlU/ml (VN = 0,4 a 4,0 mlU/ml). Qual a conduta mais adequada para o caso neste momento?

  • A. Solicitar ressonância magnífica de crânio e sela túrcica.
  • B. Dosagem de prolactina 1 semana após troca do antidepressivo.
  • C. Iniciar cabergolina 0,5 mg 2 vezes por semana.
  • D. Iniciar terapia hormonal com estrogênio e progesterona.

Comentário OsceLabs

Hiperprolactinemia leve (112 ng/mL) em usuaria cronica de amitriptilina, com FSH e TSH normais: a causa medicamentosa e a hipotese principal e deve ser afastada ANTES de imagem ou terapia. Suspende-se/troca o antidepressivo e redosa a prolactina. Ressonancia (A) fica para hiperprolactinemia sem causa identificavel ou niveis muito altos; cabergolina (C) trata prolactinoma nao confirmado; terapia hormonal (D) mascara a amenorreia sem esclarecer a etiologia. Resposta B.

Questão 36Mulher, 28 anos, procura atendimento ginecológico com queixa de dor pélvica à direita há 2 dias de fraca intensidade, mas que impede de desenvolver suas atividades laborais. Ao exame físico: PA: 120 x 70 mmHg, FC:84 bpm, abdome plano, normotenso com discreta dor em fossa ilíaca direita à palpação profunda, descompressão brusca negativa. Exames complementares solicitados: Hb: 12,3 g/dl; Ht:33%, B HCG: 1720,0 mUl/ml, progesterona: 5,2 ng/ml (VR: 11 a 90 ng/ml). Ultrassonografia pélvica: útero AVF, centrado, vol: 110 cm³, ovário esquerdo: 5 cm³, ovário direito: 6,5 cm³, em região anexial direita presença de lesão ovalada, amorga com 2,2 x 1,9 x 1,7 cm com vascularização aumentada ao redor da lesão, sem líquido livre na cavidade abdominal. Considerando se a possibilidade diagnóstica mais provável, qual a conduta mais apropriada neste momento após internação da paciente?Gabarito: C

Mulher, 28 anos, procura atendimento ginecológico com queixa de dor pélvica à direita há 2 dias de fraca intensidade, mas que impede de desenvolver suas atividades laborais. Ao exame físico: PA: 120 x 70 mmHg, FC:84 bpm, abdome plano, normotenso com discreta dor em fossa ilíaca direita à palpação profunda, descompressão brusca negativa. Exames complementares solicitados: Hb: 12,3 g/dl; Ht:33%, B HCG: 1720,0 mUl/ml, progesterona: 5,2 ng/ml (VR: 11 a 90 ng/ml). Ultrassonografia pélvica: útero AVF, centrado, vol: 110 cm³, ovário esquerdo: 5 cm³, ovário direito: 6,5 cm³, em região anexial direita presença de lesão ovalada, amorga com 2,2 x 1,9 x 1,7 cm com vascularização aumentada ao redor da lesão, sem líquido livre na cavidade abdominal. Considerando se a possibilidade diagnóstica mais provável, qual a conduta mais apropriada neste momento após internação da paciente?

  • A. Laparotomia exploradora.
  • B. Cetoprofeno 100 mg EV.
  • C. Observação clínica.
  • D. Metotrexate IM 50 mg/m²

Comentário OsceLabs

Beta-hCG de 1.720 mUI/mL, progesterona baixa, imagem anexial pequena e inespecifica, sem embriao/vesicula visivel e SEM liquido livre, em paciente estavel e com dor leve: e gestacao de localizacao indeterminada. A conduta e acompanhamento clinico com hCG seriado ate definir se e ectopica, abortamento ou topica inicial. Metotrexato (D) exige diagnostico firmado; laparotomia (A) so em instabilidade/rotura; analgesico isolado (B) nao e conduta diagnostica. Resposta C.

Questão 37Mulher, 53 anos, com antecedente de 5 partos vaginais prévios e menopausa há 2 anos. Procura o serviço médico com sensação de peso no períneo e de uma bola que sai pela vagina. O exame ginecológico identificou um prolapso descrito segundo o instrumento POP- Q (Pelvic Orgean Prolapse Quantification) conforme mostrado na figura a seguir. Quais os diagnósticos podem ser feitos de acordo com as anotações presentes no POP-Q?Gabarito: A

Mulher, 53 anos, com antecedente de 5 partos vaginais prévios e menopausa há 2 anos. Procura o serviço médico com sensação de peso no períneo e de uma bola que sai pela vagina. O exame ginecológico identificou um prolapso descrito segundo o instrumento POP- Q (Pelvic Orgean Prolapse Quantification) conforme mostrado na figura a seguir. Quais os diagnósticos podem ser feitos de acordo com as anotações presentes no POP-Q?

  • A. Prolapso de parede posterior, rotura perineal, histerectomia prévia.
  • B. Prolapso de parede anterior, prolapso de cúpula vaginal, histerectomia prévia.
  • C. Prolapso de parede posterior, prolapso uterino grau III, rotura perineal.
  • D. Prolapso de parede anterior, prolapso uterino grau II, prolapso de parede posterior.

Comentário OsceLabs

No POP-Q, a leitura e por pontos: valores positivos em Ap/Bp indicam prolapso de parede POSTERIOR; corpo perineal alterado com hiato genital alargado traduz rotura perineal; e ponto C muito negativo com ausencia de colo (comprimento vaginal total preservado) indica histerectomia previa - nao ha utero a prolapsar. Por isso as alternativas que citam prolapso uterino (C e D) sao incompativeis com utero ausente, e a parede anterior (B) nao e a comprometida. Resposta A.

Questão 38Nuligesta, 24 anos, há um ano tenta engravidar sem sucesso. Apresenta ciclos menstruais de 27 a 29 dias, com fluxo normal. Tem atividade sexual regular, com relação pênis vagina quatro vezes na semana. Marido 28 anos, tem três filhos de outro relacionamento e nega comorbidades. Exames complementares: FSH 5,4 mUl/mL (2,8 a 14,4 mUl/mL), TSH µUl/mL (0,3 a 4,0 µUl/mL). Ultrassonografia transvaginal com útero e ovários normais e contagem de folículos antrais de 9 em cada ovário, imagem hipoecogênica alongada em topografia de anexo esquerdo. Histerossalpingografia com cavidade uterina normal, trompa direita filiforme e trompa esquerda dilatada, sem passagem de contraste bilateralmente. Espermograma com volume de 2mL, 16 milhões de espermatozoides /mL, 50% vivos, 30% de motilidade progressiva e 5% normais (critério de kruger). Qual o melhor tratamento para este casal?Gabarito: C

Nuligesta, 24 anos, há um ano tenta engravidar sem sucesso. Apresenta ciclos menstruais de 27 a 29 dias, com fluxo normal. Tem atividade sexual regular, com relação pênis vagina quatro vezes na semana. Marido 28 anos, tem três filhos de outro relacionamento e nega comorbidades. Exames complementares: FSH 5,4 mUl/mL (2,8 a 14,4 mUl/mL), TSH µUl/mL (0,3 a 4,0 µUl/mL). Ultrassonografia transvaginal com útero e ovários normais e contagem de folículos antrais de 9 em cada ovário, imagem hipoecogênica alongada em topografia de anexo esquerdo. Histerossalpingografia com cavidade uterina normal, trompa direita filiforme e trompa esquerda dilatada, sem passagem de contraste bilateralmente. Espermograma com volume de 2mL, 16 milhões de espermatozoides /mL, 50% vivos, 30% de motilidade progressiva e 5% normais (critério de kruger). Qual o melhor tratamento para este casal?

  • A. Ciclo de fertilização in vitro.
  • B. Coito programado após Indução da ovulação.
  • C. Ciclo de fertilização in vitro após salpingectomia.
  • D. Inseminação intrauterina após Indução da ovulação.

Comentário OsceLabs

Ha DOIS fatores graves: tubario bilateral (histerossalpingografia sem passagem de contraste, com hidrossalpinge a esquerda) e masculino (5% de formas normais no criterio de Kruger). Isso indica fertilizacao in vitro. O detalhe que define a alternativa: hidrossalpinge reduz pela metade a taxa de implantacao, e a salpingectomia previa melhora o resultado da FIV. Coito programado (B) e inseminacao (D) exigem trompas perveis. Resposta C.

Questão 39Mulher, 33 anos, G2PC2, último parto há 3 anos, realizou última coleta de colpocitologia durante o último pré-natal, sem anormalidades citológicas de acordo com a informação da paciente. Refere ciclos menstruais regulares em uso de contraceptivo hormonal injetável mensal. Comparece para checar o resultado da colócitologia que evidencia amostra satisfatória com epitélio metaplásico e cilíndrico e anormalidades em células glandulares sem outras especificações. Qual a conduta mais adequada para esta paciente?Gabarito: A

Mulher, 33 anos, G2PC2, último parto há 3 anos, realizou última coleta de colpocitologia durante o último pré-natal, sem anormalidades citológicas de acordo com a informação da paciente. Refere ciclos menstruais regulares em uso de contraceptivo hormonal injetável mensal. Comparece para checar o resultado da colócitologia que evidencia amostra satisfatória com epitélio metaplásico e cilíndrico e anormalidades em células glandulares sem outras especificações. Qual a conduta mais adequada para esta paciente?

  • A. Realizar cosposcopia.
  • B. Realizar ultrassom transvaginal.
  • C. Solicitar biologia molecular.
  • D. Repetir colpocitologia.

Comentário OsceLabs

Atipias em celulas GLANDULARES (AGC) tem alto valor preditivo para lesao de alto grau, adenocarcinoma endocervical e ate doenca endometrial. A conduta imediata e colposcopia com avaliacao do canal endocervical (e do endometrio se >35 anos ou sangramento anormal). Repetir a citologia (D) atrasa o diagnostico; teste molecular para HPV (C) nao substitui a avaliacao do canal; ultrassonografia (B) e complementar, nunca a primeira medida. Resposta A.

Questão 40Homem trans, 32 anos, hipertenso, comparece para consulta de rotina em UBS. Refere-se relacionar sexualmente com homem cisgênero, e atualmente está em uso regular de contraceptivo oral combinado (COC) contendo levonorgestrel (0,15 mg) + etinilestradiol (0,03 mg) para controle de sangramento vaginal volumoso. Refere ter iniciado o uso de testosterona em outro serviço há 2 meses. Exame físico: sem lesões ou achados anormais ao exame da genitália. Qual a melhor conduta clínica neste momento?Gabarito: C

Homem trans, 32 anos, hipertenso, comparece para consulta de rotina em UBS. Refere-se relacionar sexualmente com homem cisgênero, e atualmente está em uso regular de contraceptivo oral combinado (COC) contendo levonorgestrel (0,15 mg) + etinilestradiol (0,03 mg) para controle de sangramento vaginal volumoso. Refere ter iniciado o uso de testosterona em outro serviço há 2 meses. Exame físico: sem lesões ou achados anormais ao exame da genitália. Qual a melhor conduta clínica neste momento?

  • A. Trocar para anel ou adesivo contraceptivo e suspender a testosterona.
  • B. Prescrever análogo de GnRH e suspender temporariamente a testosterona.
  • C. Substituir o COC por progestágeno isolado e manter a testosterona.
  • D. Suspender o COC e manter apenas a testosterona.

Comentário OsceLabs

Homem trans em hormonizacao com testosterona nao deve receber ESTROGENIO exogeno - o etinilestradiol antagoniza os efeitos desejados da masculinizacao e soma risco tromboembolico. Para controlar o sangramento uterino, troca-se o combinado por progestagenio isolado (ou DIU de levonorgestrel), mantendo a testosterona. Suspender a testosterona (A e B) contraria o cuidado afirmativo; suspender so o contraceptivo (D) deixa o sangramento sem controle e sem contracepcao - testosterona NAO e contraceptivo. Resposta C.

Questão 41L.C.P. 39 anos, vendedora, sexualmente ativa, procura seu Médico de Família e Comunidade sem queixas, desejando realizar exames, pois "faz tempo que não realiza”. Como antecedente pessoal, informa ser G1P1A0C0 com parto há 5 anos. Refere cirurgia para implante de prótese mamária por motivo estético há 15 anos. Nega doenças. Refere uso de DIU de cobre há 5 anos. Nega história familiar de doenças. Ao exame físico apresenta IMC 24 kg/m², pele sem lesões, mucosas normocoradas. Além da realização de exame citopatológico do colo do útero e aferição de pressão arterial, qual a ação também está indicada para rastreamento assintomático com evidência científica grau de recomendação A?Gabarito: D

L.C.P. 39 anos, vendedora, sexualmente ativa, procura seu Médico de Família e Comunidade sem queixas, desejando realizar exames, pois "faz tempo que não realiza”. Como antecedente pessoal, informa ser G1P1A0C0 com parto há 5 anos. Refere cirurgia para implante de prótese mamária por motivo estético há 15 anos. Nega doenças. Refere uso de DIU de cobre há 5 anos. Nega história familiar de doenças. Ao exame físico apresenta IMC 24 kg/m², pele sem lesões, mucosas normocoradas. Além da realização de exame citopatológico do colo do útero e aferição de pressão arterial, qual a ação também está indicada para rastreamento assintomático com evidência científica grau de recomendação A?

  • A. Lipidograma
  • B. Glicemia de jejum
  • C. Mamografia
  • D. Rastreamento de tabagismo.

Comentário OsceLabs

Rastreamento em mulher de 39 anos assintomatica, com grau de recomendacao A: perguntar sobre tabagismo e oferecer aconselhamento/tratamento e a intervencao com melhor nivel de evidencia (custo baixo, impacto alto). Mamografia (C) so a partir dos 50 anos (ou 40 em algumas diretrizes, sem grau A); lipidograma (A) e glicemia (B) sao rastreios seletivos, guiados por risco cardiovascular, IMC ou antecedentes, ausentes nesse caso. Resposta D.

Questão 42J.E.C. 50 anos, sexo masculino, refere que há 2 anos apresenta câimbras e dormência em perna esquerda. Nega história de traumatismo, cirurgias ou lesões na pele. Nega lombalgia. Nega doenças crônicas e uso de medicamentos. Ao exame: IMC 28 Kg/m2, PA 134 x 78 mmHg. FC 68 bpm. Pele sem lesões visíveis. AR: MV + sem RA. ACV: RCR 2BNF, sem sopros. Abdome indolor, sem massas ou VMG. MMII: sem edema, com nervo fibular comum à esquerda palpável e o seguinte exame de sensibilidade com estesiômetro. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?Gabarito: A

J.E.C. 50 anos, sexo masculino, refere que há 2 anos apresenta câimbras e dormência em perna esquerda. Nega história de traumatismo, cirurgias ou lesões na pele. Nega lombalgia. Nega doenças crônicas e uso de medicamentos. Ao exame: IMC 28 Kg/m2, PA 134 x 78 mmHg. FC 68 bpm. Pele sem lesões visíveis. AR: MV + sem RA. ACV: RCR 2BNF, sem sopros. Abdome indolor, sem massas ou VMG. MMII: sem edema, com nervo fibular comum à esquerda palpável e o seguinte exame de sensibilidade com estesiômetro. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?

  • A. Hanseníase com comprometimento neural.
  • B. Diabetes com neuropatia diabética.
  • C. Hérnia de disco com compressão de raiz nervosa.
  • D. Distúrbio hidroeletrolítico.

Comentário OsceLabs

A pista de ouro e o nervo fibular comum ESPESSADO e palpavel associado a alteracao de sensibilidade ao estesiometro no territorio correspondente: espessamento de tronco nervoso periferico e praticamente patognomonico de hanseniase, mesmo na forma neural pura, sem lesao cutanea visivel. Neuropatia diabetica (B) e simetrica, distal, sem espessamento; hernia discal (C) daria dor radicular lombar, negada; disturbio hidroeletrolitico (D) nao causa deficit focal cronico de 2 anos. Resposta A.

Questão 43Criança de 5 meses e 17 dias vem para consulta de puericultura com seu médico de família e mãe apresenta o cartão vacinal abaixo. Segundo o Calendário Nacional de vacinação apresentado, qual vacina está em atraso?Gabarito: D

Criança de 5 meses e 17 dias vem para consulta de puericultura com seu médico de família e mãe apresenta o cartão vacinal abaixo. Segundo o Calendário Nacional de vacinação apresentado, qual vacina está em atraso?

  • A. Febre Amarela.
  • B. Pentavalente.
  • C. VIP.
  • D. Meningocóccica C.

Comentário OsceLabs

A leitura do cartao aos 5 meses e 17 dias deve confrontar cada vacina com a idade prevista. As doses de meningococica C sao aos 3 e 5 meses - a dose devida ja venceu e nao consta como aplicada. Febre amarela (A) so aos 9 meses, portanto nao esta atrasada; pentavalente (B) e VIP (C) seguem o esquema 2-4-6 meses e ainda estao dentro do prazo para a dose de 6 meses. Resposta D.

Questão 44Mulher de 75 anos vem à consulta de saúde acompanhada da filha que refere que sua mãe está apresentando muitos esquecimentos, há aproximadamente 6 meses. Paciente é hipertensa, diabética e faz uso de losartana 50 mg 1 comprimido ao dia e glifage XR 500 mg 2 comprimidos ao dia. Paciente estudou até a 8° série do ensino médio. Ao exame clínico: PA: 120 x 80 mmHg, FC: 71 bpm, FR:16 ipm Peso: 60 Kg, Alt: 1.65 m, IMC: 22, saturação de OI: 98% dextro: 110 mg/dl. Exames laboratoriais: vitamina B12: 400 (VR: 210-980 pg/ml), TSH: 2.80 (VR: 0.3-4.8), MEEM: 28 pontos. GDS (Escala de Depressão Geriátrica) 8. De acordo com o quadro descrito acima, qual o diagnóstico mais provável?Gabarito: C

Mulher de 75 anos vem à consulta de saúde acompanhada da filha que refere que sua mãe está apresentando muitos esquecimentos, há aproximadamente 6 meses. Paciente é hipertensa, diabética e faz uso de losartana 50 mg 1 comprimido ao dia e glifage XR 500 mg 2 comprimidos ao dia. Paciente estudou até a 8° série do ensino médio. Ao exame clínico: PA: 120 x 80 mmHg, FC: 71 bpm, FR:16 ipm Peso: 60 Kg, Alt: 1.65 m, IMC: 22, saturação de OI: 98% dextro: 110 mg/dl. Exames laboratoriais: vitamina B12: 400 (VR: 210-980 pg/ml), TSH: 2.80 (VR: 0.3-4.8), MEEM: 28 pontos. GDS (Escala de Depressão Geriátrica) 8. De acordo com o quadro descrito acima, qual o diagnóstico mais provável?

  • A. Hipotireoidismo.
  • B. Síndrome demencial.
  • C. Transtorno depressivo.
  • D. Hipovitaminose de B12.

Comentário OsceLabs

Queixa de esquecimento com MEEM de 28 pontos (normal para a escolaridade) e Escala de Depressao Geriatrica de 8 (rastreio POSITIVO) desenha a pseudodemencia depressiva: o idoso deprimido queixa-se muito da memoria e vai bem no teste cognitivo - o oposto do demenciado, que minimiza o deficit. Sindrome demencial (B) exigiria comprometimento objetivo com prejuizo funcional; TSH (A) e B12 (D) estao dentro da referencia. Resposta C.

Questão 45Homem, 35 anos, trabalha como pedreiro e comparece à unidade de saúde para uma consulta, acompanhado de sua esposa, pois acha estranho o marido estar com tosse há 1 mês. Paciente relata que no início a tosse era seca e que atualmente está com catarro. Acha que perdeu peso porque suas roupas estão mais largas e que, frequentemente, tem tido febre quando chega do trabalho à tarde. A esposa declara que o marido geralmente apresenta febre de 38.5°C e que durante à noite transpira bastante. Não é hipertenso e nem diabético. Nega problemas pulmonares na infância. É tabagista de paieiro há 15 anos. À ausculta pulmonar observa-se murmurio vesicular reduzido. Qual seria o melhor exame para confirmar o diagnóstico?Gabarito: C

Homem, 35 anos, trabalha como pedreiro e comparece à unidade de saúde para uma consulta, acompanhado de sua esposa, pois acha estranho o marido estar com tosse há 1 mês. Paciente relata que no início a tosse era seca e que atualmente está com catarro. Acha que perdeu peso porque suas roupas estão mais largas e que, frequentemente, tem tido febre quando chega do trabalho à tarde. A esposa declara que o marido geralmente apresenta febre de 38.5°C e que durante à noite transpira bastante. Não é hipertenso e nem diabético. Nega problemas pulmonares na infância. É tabagista de paieiro há 15 anos. À ausculta pulmonar observa-se murmurio vesicular reduzido. Qual seria o melhor exame para confirmar o diagnóstico?

  • A. Hemograma completo.
  • B. Hemocultura.
  • C. Baciloscopia de escarro.
  • D. Espirometria.

Comentário OsceLabs

Tosse por mais de 3 semanas, agora produtiva, com emagrecimento, febre vespertina e sudorese noturna em tabagista: tuberculose pulmonar ate prova em contrario. A confirmacao e bacteriologica - baciloscopia de escarro (idealmente teste rapido molecular, quando disponivel) mais cultura. Hemograma (A) e inespecifico; hemocultura (B) nao rende no bacilo; espirometria (D) avalia funcao, nao etiologia. Perola: tosse >3 semanas = sintomatico respiratorio, escarro obrigatorio. Resposta C.

Questão 46Paciente com 44 anos do sexo feminino de raça negra vem em retorno para avaliação de exames e acompanhamento de pressão arterial alterada, não fuma, faz uso de álcool aos finais de semana. Na consulta verificado pressão arterial de 142 x 92 mmHg, além de IMC de 38, Resultados de exames: Glicemia de jejum: 109 mg/dl, colesterol total: 207 mg/dl, HDL colesterol: 58 mg/dl, triglicérides: 190 mg/dl, creatinina: 1,1 mg/dl, sódio: 142 mEq/l, potássio: 4,9 mEq/l, ácido úrico: 5,1 mg/dl, urina tipo 1: sem alterações. Valores de referência: Glicemia 70 - 100 mg/dl Colesterol total: < 200 mg/dl HDL Colesterol: 40-60 mg/ dl Triglicérides: < 150 mg/dl Creatinina: 1,3 mg/dl Sódio: 135 - 145 mEq/l Potássio: 3,5 - 5,5 mEq/l Ácido Úrico: 4,0 - 7,0 mg/dl Qual tratamento é o mais indicado?Gabarito: C

Paciente com 44 anos do sexo feminino de raça negra vem em retorno para avaliação de exames e acompanhamento de pressão arterial alterada, não fuma, faz uso de álcool aos finais de semana. Na consulta verificado pressão arterial de 142 x 92 mmHg, além de IMC de 38, Resultados de exames: Glicemia de jejum: 109 mg/dl, colesterol total: 207 mg/dl, HDL colesterol: 58 mg/dl, triglicérides: 190 mg/dl, creatinina: 1,1 mg/dl, sódio: 142 mEq/l, potássio: 4,9 mEq/l, ácido úrico: 5,1 mg/dl, urina tipo 1: sem alterações. Valores de referência: Glicemia 70 - 100 mg/dl Colesterol total: < 200 mg/dl HDL Colesterol: 40-60 mg/ dl Triglicérides: < 150 mg/dl Creatinina: 1,3 mg/dl Sódio: 135 - 145 mEq/l Potássio: 3,5 - 5,5 mEq/l Ácido Úrico: 4,0 - 7,0 mg/dl Qual tratamento é o mais indicado?

  • A. Beta bloqueador.
  • B. Vasodilatador direto.
  • C. Bloqueador de canal de cálcio.
  • D. Antagonista alfa 1 adrenérgico.

Comentário OsceLabs

Hipertensa negra, obesa, com sindrome metabolica: em pacientes negros, os bloqueadores de canal de calcio e os diureticos tiazidicos tem resposta pressorica superior a de IECA/BRA em monoterapia. Betabloqueador (A) nao e primeira linha na hipertensao sem indicacao compelidora e piora o perfil metabolico; vasodilatador direto (B) e antagonista alfa-1 (D) sao drogas de quarta linha, reservadas a casos resistentes. Resposta C.

Questão 47Numa consulta de paciente na unidade de atenção primária do sexo masculino, 47 anos, casado, heteroafetivo, parceira única. O paciente questiona sobre o seu desempenho nas relações sexuais. O mesmo refere que sua ereção não é a mesma de antes e que isso tem ocorrido com mais frequência nesse ano. Paciente nega queixas urinárias como dor, incontinência, jato fraco, hesitação ou sensação de esvaziamento incompleto. Nega alterações ejaculatórias como ejaculação precoce ou diminuição do volume ejaculado. Refere que mantém desejo sexual e que relacionamento está bom, mas parceira tem notado a diferença na ereção. Refere que continua mantendo episódios de ereção reflexa. Nega sintomas de ansiedade ou de depressão, mas que está preocupado em relação a seu desempenho. Não faz uso de nenhuma medicação, não tem hábitos de tabagismo, etilismo ou de substâncias psicoativas. Refere sedentarismo. Ao Exame físico: IMC de 42 Kg/m². Ausculta cardíaca sem alterações. Pressão Arterial: 128 x 74 mmHg. Sem sinais clínicos de obstrução arterial periférica. Genitais sem lesões, deformidades, testículos normotróficos. Exames: Glicemia: 95 mg/dl Valor de referência 70-100 mg/dl Colesterol total: 270 mg/dl Valor de referência 140-200 mg/dl HDL Colesterol: 58 mg/dl Valor de referência > 45 mg/dl Triglicérides: 290 mg/dl Valor de referência < 150 mg/dl Testosterona total: 429 ng/dl Valor de referência 250-900 ng/dl Além de recomendar atividade física de maneira regular, orientação sobre resposta sexual e controle do peso, qual seria a melhor terapêutica medicamentosa para o paciente?Gabarito: D

Numa consulta de paciente na unidade de atenção primária do sexo masculino, 47 anos, casado, heteroafetivo, parceira única. O paciente questiona sobre o seu desempenho nas relações sexuais. O mesmo refere que sua ereção não é a mesma de antes e que isso tem ocorrido com mais frequência nesse ano. Paciente nega queixas urinárias como dor, incontinência, jato fraco, hesitação ou sensação de esvaziamento incompleto. Nega alterações ejaculatórias como ejaculação precoce ou diminuição do volume ejaculado. Refere que mantém desejo sexual e que relacionamento está bom, mas parceira tem notado a diferença na ereção. Refere que continua mantendo episódios de ereção reflexa. Nega sintomas de ansiedade ou de depressão, mas que está preocupado em relação a seu desempenho. Não faz uso de nenhuma medicação, não tem hábitos de tabagismo, etilismo ou de substâncias psicoativas. Refere sedentarismo. Ao Exame físico: IMC de 42 Kg/m². Ausculta cardíaca sem alterações. Pressão Arterial: 128 x 74 mmHg. Sem sinais clínicos de obstrução arterial periférica. Genitais sem lesões, deformidades, testículos normotróficos. Exames: Glicemia: 95 mg/dl Valor de referência 70-100 mg/dl Colesterol total: 270 mg/dl Valor de referência 140-200 mg/dl HDL Colesterol: 58 mg/dl Valor de referência > 45 mg/dl Triglicérides: 290 mg/dl Valor de referência < 150 mg/dl Testosterona total: 429 ng/dl Valor de referência 250-900 ng/dl Além de recomendar atividade física de maneira regular, orientação sobre resposta sexual e controle do peso, qual seria a melhor terapêutica medicamentosa para o paciente?

  • A. Clomipramina.
  • B. Finasterida.
  • C. Alprostadil.
  • D. Sildenafila.

Comentário OsceLabs

Disfuncao eretil de instalacao gradual em obeso grave e dislipidemico, com libido preservada, ERECOES REFLEXAS mantidas e testosterona normal: causa organica vascular/metabolica, sem hipogonadismo nem componente psicogenico dominante. O tratamento de primeira linha e inibidor de fosfodiesterase-5 - sildenafila - somado a mudanca de estilo de vida. Clomipramina (A) trata ejaculacao precoce; finasterida (B) trata HPB e piora a funcao sexual; alprostadil (C) e intracavernoso, de segunda linha. Resposta D.

Questão 48Você é o médico de uma unidade de saúde da família em uma cidade de pequeno porte que faz seguimento dos pacientes portadores do HIV. Você atende um paciente recém diagnosticado com HIV, totalmente assintomático, sem comorbidades. Faz os exames iniciais para investigação e início do tratamento para HIV. Nos exames tem resultado do teste tuberculínico de 15 mm. Sem história de tuberculose no passado. Exames bioquímicos e hemograma normais. Contagem de CD4 370 cel/mm³, carga viral 10000 cópias/ml. Paciente não apresenta queixas respiratórias, exame físico do aparelho respiratório normal e radiografia do tórax normal. Além de iniciar tratamento para HIV, qual a conduta mais adequada?Gabarito: B

Você é o médico de uma unidade de saúde da família em uma cidade de pequeno porte que faz seguimento dos pacientes portadores do HIV. Você atende um paciente recém diagnosticado com HIV, totalmente assintomático, sem comorbidades. Faz os exames iniciais para investigação e início do tratamento para HIV. Nos exames tem resultado do teste tuberculínico de 15 mm. Sem história de tuberculose no passado. Exames bioquímicos e hemograma normais. Contagem de CD4 370 cel/mm³, carga viral 10000 cópias/ml. Paciente não apresenta queixas respiratórias, exame físico do aparelho respiratório normal e radiografia do tórax normal. Além de iniciar tratamento para HIV, qual a conduta mais adequada?

  • A. Iniciar isoniazida, pirazinamida, rifampicina e etambutol.
  • B. Iniciar tratamento com isoniazida.
  • C. Manter observação clínica.
  • D. Repetir o teste tuberculínico após 30 dias.

Comentário OsceLabs

Pessoa vivendo com HIV, sem TB ativa (assintomatica, exame e radiografia normais), com prova tuberculinica de 15 mm: o ponto de corte para PVHIV e >= 5 mm, logo ha infeccao latente e indicacao formal de tratamento preventivo com isoniazida (ou rifapentina + isoniazida). Esquema RIPE (A) trataria doenca ativa, ausente aqui; observar (C) desperdica prevencao com alto beneficio; repetir o teste (D) e desnecessario diante de resultado ja positivo. Resposta B.

Questão 49Paciente de 34 anos de idade, sexo masculino, trabalha como pedreiro, sem doenças prévias, não faz uso de medicamentos de rotina. Chega à unidade de saúde da família com queixa de dor lombar de forte intensidade há 21 dias. A dor surgiu após esforço físico intenso em seu serviço. A dor está incomodando-o muito, impedindo de trabalhar normalmente nos últimos dias. Está fazendo uso de analgésicos comuns e anti-inflamatórios orais diariamente desde o início do quadro, com pouca melhora. A dor piora aos esforços e melhora com o repouso. A dor não irradia para os membros inferiores, nega perda de força ou formigamentos nos MMII, nega febre, dores noturnas. Sem queixas urinárias, gastrintestinais. EF: realizado exame físico completo, tendo como alteração apenas a dor lombar à mobilidade da coluna, dores à palpação da musculatura paravertebral lombar, sem déficit neurológico nos membros, sem outras alterações dignas de nota. Qual a abordagem mais adequada para diagnóstico do paciente neste momento?Gabarito: A

Paciente de 34 anos de idade, sexo masculino, trabalha como pedreiro, sem doenças prévias, não faz uso de medicamentos de rotina. Chega à unidade de saúde da família com queixa de dor lombar de forte intensidade há 21 dias. A dor surgiu após esforço físico intenso em seu serviço. A dor está incomodando-o muito, impedindo de trabalhar normalmente nos últimos dias. Está fazendo uso de analgésicos comuns e anti-inflamatórios orais diariamente desde o início do quadro, com pouca melhora. A dor piora aos esforços e melhora com o repouso. A dor não irradia para os membros inferiores, nega perda de força ou formigamentos nos MMII, nega febre, dores noturnas. Sem queixas urinárias, gastrintestinais. EF: realizado exame físico completo, tendo como alteração apenas a dor lombar à mobilidade da coluna, dores à palpação da musculatura paravertebral lombar, sem déficit neurológico nos membros, sem outras alterações dignas de nota. Qual a abordagem mais adequada para diagnóstico do paciente neste momento?

  • A. Não há indicação de exames de imagem neste momento.
  • B. Solicitar radiografia simples da coluna lombar.
  • C. Solicitar tomografia computadorizada coluna lombar.
  • D. Solicitar ressonância nuclear magnética da coluna lombar.

Comentário OsceLabs

Lombalgia mecanica pos-esforco, sem sinais de alarme (sem febre, sem perda de peso, sem deficit neurologico, sem dor noturna, sem trauma grave e sem alteracao esfincteriana): nao ha indicacao de exame de imagem, mesmo com 21 dias de evolucao. Imagem precoce nao melhora desfecho, expoe a radiacao e revela achados degenerativos incidentais que geram cascata de intervencoes. Radiografia (B), TC (C) e RM (D) so entram se surgir red flag ou apos 4-6 semanas de falha terapeutica. Resposta A.

Questão 50O gráfico abaixo foi extraído de um estudo de coorte em que os autores avaliaram o meio principal de transporte utilizado por quase 400.0000 pessoas no Reino Unido e sua associação com a incidência de algumas doenças e também sobre a mortalidade ao longo de 25 anos de seguimento. Considerando as taxas ajustadas de risco relativo e respectivos intervalos de confiança, assinale a alternativa que interpreta corretamente achados do estudo.Gabarito: A

O gráfico abaixo foi extraído de um estudo de coorte em que os autores avaliaram o meio principal de transporte utilizado por quase 400.0000 pessoas no Reino Unido e sua associação com a incidência de algumas doenças e também sobre a mortalidade ao longo de 25 anos de seguimento. Considerando as taxas ajustadas de risco relativo e respectivos intervalos de confiança, assinale a alternativa que interpreta corretamente achados do estudo.

  • A. Comparativamente àqueles que dirigiam carro, os que usavam a bicicleta tiveram menor mortalidade por câncer e doenças cardiovasculares.
  • B. Comparativamente àqueles que dirigiam carro, os que usavam transporte público tiveram menor mortalidade por doenças cardiovasculares.
  • C. Comparativamente àqueles que dirigiam carro, os que usavam caminhavam tiveram menor mortalidade por doenças cardiovasculares.
  • D. Comparativamente àqueles que dirigiam carro, os que caminhavam tiveram menor incidência de câncer e mortalidade por câncer.

Comentário OsceLabs

Em grafico de risco relativo, so ha diferenca estatisticamente significativa quando o intervalo de confianca NAO cruza a linha do 1. O deslocamento consistente para o lado protetor, com IC inteiramente abaixo de 1, aparece no grupo que se deslocava de bicicleta, tanto para mortalidade por cancer quanto por doenca cardiovascular - o modo ativo de maior intensidade. Transporte publico e caminhada (B, C, D) apresentam efeitos menores, com intervalos que tocam a unidade. Resposta A.

Questão 51Na reunião da Comissão Intergestores Regional (CIR) durante a discussão sobre o Programa Previne Brasil, os Secretários da Saúde foram estimulados a implantar em seus municípios Programas de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade e de Residência Multiprofissional em Saúde, na Atenção Primária à Saúde (APS) confirmando o compromisso da gestão pública com a formação de profissionais para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS). Os gestores foram informados que aqueles que implantassem os programas de residência receberiam financiamento federal para o custeio desta atividade. A implantação de Programas de Residência, de acordo o Programa Previne Brasil, refere-se a que componente do financiamento da APS?Gabarito: B

Na reunião da Comissão Intergestores Regional (CIR) durante a discussão sobre o Programa Previne Brasil, os Secretários da Saúde foram estimulados a implantar em seus municípios Programas de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade e de Residência Multiprofissional em Saúde, na Atenção Primária à Saúde (APS) confirmando o compromisso da gestão pública com a formação de profissionais para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS). Os gestores foram informados que aqueles que implantassem os programas de residência receberiam financiamento federal para o custeio desta atividade. A implantação de Programas de Residência, de acordo o Programa Previne Brasil, refere-se a que componente do financiamento da APS?

  • A. Capitação ponderada.
  • B. Incentivo para ação estratégica.
  • C. Pagamento por desempenho.
  • D. Pagamento por produtividade.

Comentário OsceLabs

O financiamento da Atencao Primaria no Previne Brasil tem tres componentes: capitacao ponderada, pagamento por desempenho (indicadores) e incentivo para acoes estrategicas. Programas de residencia medica e multiprofissional na APS entram como INCENTIVO PARA ACAO ESTRATEGICA, junto de eSF com residentes, Saude na Hora, informatizacao e outros. Capitacao (A) segue o cadastro de usuarios; desempenho (C) segue indicadores; pagamento por produtividade (D) foi justamente o modelo abandonado. Resposta B.

Questão 52Um recurso utilizado para estimar o potencial epidêmico de uma doença transmissível é o chamado número básico de reprodução (RO), que representa o número médio de indivíduos que poderão ser infectados a partir de um caso, desde que nenhuma medida preventiva seja estabelecida e que haja 100% de susceptibilidade populacional. A partir de uma pessoa infectante e após cinco gerações de transmissão, uma doença com R0 = 2 atingirá um número médio de casos equivalente a:Gabarito: C

Um recurso utilizado para estimar o potencial epidêmico de uma doença transmissível é o chamado número básico de reprodução (RO), que representa o número médio de indivíduos que poderão ser infectados a partir de um caso, desde que nenhuma medida preventiva seja estabelecida e que haja 100% de susceptibilidade populacional. A partir de uma pessoa infectante e após cinco gerações de transmissão, uma doença com R0 = 2 atingirá um número médio de casos equivalente a:

  • A. 48
  • B. 18
  • C. 32
  • D. 12

Comentário OsceLabs

Com R0 = 2 e suscetibilidade total, cada geracao dobra o numero de infectados: 1 caso indice gera 2, depois 4, 8, 16 e 32 na quinta geracao - ou seja, 2 elevado a 5. Os demais valores nao correspondem a nenhuma potencia de 2 nessa progressao. Perola: R0 > 1 significa epidemia em curso; medidas de controle buscam reduzir o numero efetivo de reproducao (Rt) para abaixo de 1. Resposta C.

Questão 53Com base nos valores de sensibilidade e especificidade de um teste diagnóstico, a chamada Curva ROC (Receiver Operation Characteristic) é uma representação gráfica que busca facilitar a identificação do melhor ponto de corte desse teste quando aplicado a uma doença. Na Curva ROC aqui representada, o ponto de corte mais adequado para o diagnóstico da doença seria:Gabarito: D

Com base nos valores de sensibilidade e especificidade de um teste diagnóstico, a chamada Curva ROC (Receiver Operation Characteristic) é uma representação gráfica que busca facilitar a identificação do melhor ponto de corte desse teste quando aplicado a uma doença. Na Curva ROC aqui representada, o ponto de corte mais adequado para o diagnóstico da doença seria:

  • A. O que mais se aproxima do quadrante superior direito.
  • B. O que se situa no ponto médio da linha diagonal tracejada.
  • C. O que mais se aproxima do quadrante inferior direito.
  • D. O que mais se aproxima do quadrante superior esquerdo.

Comentário OsceLabs

A curva ROC cruza sensibilidade (eixo Y) contra 1 - especificidade (eixo X). O melhor ponto de corte e o mais proximo do canto SUPERIOR ESQUERDO, onde a sensibilidade e maxima com o menor numero de falso-positivos. A diagonal tracejada (B) representa o teste sem poder discriminatorio (equivale a jogar moeda); o canto superior direito (A) e o inferior direito (C) representam pontos de baixa especificidade e desempenho ruim. Resposta D.

Questão 54O conhecimento dos períodos de incubação e de transmissibilidade de uma doença infecciosa é essencial para o médico orientar adequadamente a conduta frente às situações em que ocorre contato entre um indivíduo infectado e outras pessoas da população. Para o sarampo, os períodos de incubação e de transmissibilidade são, respectivamente, de 7 a 18 dias até o aparecimento da febre, e de quatro dias antes a quatro dias após o surgimento do exantema. Suponha que a criança A tenha regressado recentemente de um país europeu e que no dia 1I/10/2022 apresentou sinais e sintomas de sarampo com surgimento de exantema. No dia 30/9/2022, havia tido contato com a criança B, nunca vacinada contra sarampo. Frente a essa situação, você indicaria:Gabarito: C

O conhecimento dos períodos de incubação e de transmissibilidade de uma doença infecciosa é essencial para o médico orientar adequadamente a conduta frente às situações em que ocorre contato entre um indivíduo infectado e outras pessoas da população. Para o sarampo, os períodos de incubação e de transmissibilidade são, respectivamente, de 7 a 18 dias até o aparecimento da febre, e de quatro dias antes a quatro dias após o surgimento do exantema. Suponha que a criança A tenha regressado recentemente de um país europeu e que no dia 1I/10/2022 apresentou sinais e sintomas de sarampo com surgimento de exantema. No dia 30/9/2022, havia tido contato com a criança B, nunca vacinada contra sarampo. Frente a essa situação, você indicaria:

  • A. Quarentena até 7/10 para A e isolamento até 6/10 para B.
  • B. Quarentena até 6/10 para A e isolamento até 15/10 para B.
  • C. Isolamento até 5/10 para A e quarentena até 18/10 para B.
  • D. Isolamento até 9/10 para A e quarentena até 14/10 para B.

Comentário OsceLabs

Com exantema em 1/10, a transmissibilidade do sarampo vai de 4 dias ANTES a 4 dias DEPOIS do exantema: a crianca A deve ficar em isolamento ate 5/10. A crianca B, nunca vacinada, teve contato em 30/9 - dentro do periodo infectante - e deve cumprir quarentena por todo o periodo maximo de incubacao (18 dias), ou seja, ate 18/10. Perola: isolamento e para quem esta doente; quarentena e para o contactante sadio. Resposta C.

Questão 55Você atua como Médico de Família e Comunidade em uma Unidade Básica de Saúde e faz seguimento de uma paciente do sexo feminino de 75 anos, que trata hipertensão arterial com enalapril há aproximadamente 10 anos e está com a carteira de vacinação em dia. Ela comparece para consulta de rotina, assintomática, quando você detecta a presença de esplenomegalia no exame abdominal e a encaminha a um hematologista para investigação diagnóstica. Um mês depois, a hematologista lhe devolve a paciente com o diagnóstico de linfoma de células B (zona marginal) esplênico. Ela propõe como tratamento esplenectomia + 4 sessões de rituximabe, um anticorpo monoclonal anti células B, e lhe pergunta quais os cuidados necessários para a prevenção de complicações infecciosas potencialmente associadas ao mesmo. Diante dessa situação, assinale dentre as alternativas abaixo aquela que contém a conduta apropriada para essa paciente.Gabarito: D

Você atua como Médico de Família e Comunidade em uma Unidade Básica de Saúde e faz seguimento de uma paciente do sexo feminino de 75 anos, que trata hipertensão arterial com enalapril há aproximadamente 10 anos e está com a carteira de vacinação em dia. Ela comparece para consulta de rotina, assintomática, quando você detecta a presença de esplenomegalia no exame abdominal e a encaminha a um hematologista para investigação diagnóstica. Um mês depois, a hematologista lhe devolve a paciente com o diagnóstico de linfoma de células B (zona marginal) esplênico. Ela propõe como tratamento esplenectomia + 4 sessões de rituximabe, um anticorpo monoclonal anti células B, e lhe pergunta quais os cuidados necessários para a prevenção de complicações infecciosas potencialmente associadas ao mesmo. Diante dessa situação, assinale dentre as alternativas abaixo aquela que contém a conduta apropriada para essa paciente.

  • A. Realização de teste tuberculínico e indicação de rifapentina + Isoniazida se resultado do teste maior ou igual a 5mm.
  • B. Vacinação contra pneumococo e meningococo e Haemophilus influenzae tipo B, no mínimo 4 semanas após a cirurgia.
  • C. Realização de teste tuberculínico e indicação de rifapentina + Isoniazida se resultado do teste maior ou igual a 10mm.
  • D. Vacinação contra pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae tipo B, no mínimo 2 semanas antes da cirurgia.

Comentário OsceLabs

Esplenectomia programada exige imunizacao contra germes ENCAPSULADOS (pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae tipo b) no minimo DUAS SEMANAS ANTES da cirurgia, para haver resposta humoral adequada antes da perda do baco - e antes do rituximabe, que depleta linfocitos B e abole a resposta vacinal. Vacinar depois (B) e inferior. As alternativas de tuberculose (A e C) tratam de rastreio pre-anti-TNF, nao de anti-CD20 com esplenectomia. Resposta D.

Questão 56Os cinco gestores da Região de Saúde (RS) X solicitaram uma reunião extraordinária da Comissão Intergestores Regional (CIR) da Região de Saúde Y para discutir especificamente duas questões: a falta de agentes comunitários que estava prejudicando o cadastramento da população nas unidades de atenção primária e a fila de espera de 8 meses para a realização de colonoscopia, disponibilizada apenas no município sede da RS. Para enfrentar estes problemas os gestores fizeram a pactuação de tentar organizar colaborativamente o sistema de saúde regional no formato de rede de atenção à saúde (RAS), pois eles acreditavam ser esse o caminho mais acertado para se melhorar o atendimento de saúde à população. Quais elementos constitutivos da RAS estavam prejudicados na RS do caso descrito?Gabarito: D

Os cinco gestores da Região de Saúde (RS) X solicitaram uma reunião extraordinária da Comissão Intergestores Regional (CIR) da Região de Saúde Y para discutir especificamente duas questões: a falta de agentes comunitários que estava prejudicando o cadastramento da população nas unidades de atenção primária e a fila de espera de 8 meses para a realização de colonoscopia, disponibilizada apenas no município sede da RS. Para enfrentar estes problemas os gestores fizeram a pactuação de tentar organizar colaborativamente o sistema de saúde regional no formato de rede de atenção à saúde (RAS), pois eles acreditavam ser esse o caminho mais acertado para se melhorar o atendimento de saúde à população. Quais elementos constitutivos da RAS estavam prejudicados na RS do caso descrito?

  • A. Estrutura operacional e modelo de atenção.
  • B. Modelo de atenção e sistemas logísticos.
  • C. Sistemas logísticos e governança.
  • D. Gestão de base populacional e sistemas de apoio.

Comentário OsceLabs

Os elementos constitutivos da rede de atencao a saude sao populacao/gestao de base populacional, estrutura operacional e modelo de atencao. A falta de agentes comunitarios impedindo o CADASTRAMENTO ataca diretamente o conhecimento e a gestao da populacao adscrita; a fila de 8 meses para colonoscopia concentrada em um unico municipio revela falha nos SISTEMAS DE APOIO (diagnostico e terapeutico) da estrutura operacional. Sistemas logisticos (B, C) referem-se a transporte sanitario, prontuario e regulacao. Resposta D.

Questão 57Os gestores da Região de Saúde (RS) X se reuniram para discutir a operacionalização da rede de atenção à saúde (RAS) regional, considerando as orientações de Ministério da Saúde sobre este assunto. Durante a discussão houve um impasse, pois alguns gestores defendiam a construção de mais dois hospitais na RS, enquanto outros argumentavam que era preciso construir mais unidades de atenção primária à saúde (APS). Os gestores que defendiam o maior investimento na APS, se apoiavam no conceito de que uma RAS os serviços de saúde devem ser organizados de forma que o que é frequentemente necessário esteja disseminado e o que é raramente necessário esteja concentrado. Esse conceito empregado pelos gestores se refere a que princípio do Sistema Único de Saúde?Gabarito: B

Os gestores da Região de Saúde (RS) X se reuniram para discutir a operacionalização da rede de atenção à saúde (RAS) regional, considerando as orientações de Ministério da Saúde sobre este assunto. Durante a discussão houve um impasse, pois alguns gestores defendiam a construção de mais dois hospitais na RS, enquanto outros argumentavam que era preciso construir mais unidades de atenção primária à saúde (APS). Os gestores que defendiam o maior investimento na APS, se apoiavam no conceito de que uma RAS os serviços de saúde devem ser organizados de forma que o que é frequentemente necessário esteja disseminado e o que é raramente necessário esteja concentrado. Esse conceito empregado pelos gestores se refere a que princípio do Sistema Único de Saúde?

  • A. Universalização.
  • B. Hierarquização.
  • C. Descentralização.
  • D. Integralidade.

Comentário OsceLabs

A ideia de que o servico frequentemente necessario deve estar DISSEMINADO e o raramente necessario CONCENTRADO e a formulacao classica da hierarquizacao (organizacao por niveis de complexidade e densidade tecnologica, com a APS como porta de entrada e ordenadora). Universalizacao (A) trata do acesso a todos; descentralizacao (C) da distribuicao de poder entre os entes federados; integralidade (D) da atencao completa ao individuo. Resposta B.

Questão 58Uma paciente, do sexo feminino, chega à USF solicitando consulta porque há vários dias vem apresentando lesões eritematosas, descamativas e muito pruriginosas localizadas em regiões laterais De E do tórax, dirigindo se para região posterior, contornando o tronco de forma simétrica. Refere também lesões semelhantes em antebraço esquerdo, próximo ao punho que surgiram da mesma forma que as lesões em tronco inicialmente formavam pápulas eritematosas, evoluindo para vesículas de conteúdo seroso e depois descamação, sempre acompanhadas de muito prurido. Informa praticar atividade física regularmente e nos últimos tempos tem se dedicado à natação e corrida, mas no momento não está conseguindo porque sente piora após a realização dos exercícios. Fotos abaixo. Diante da história clínica e imagens das lesões, qual, na sua opinião, o diagnóstico mais provável desta paciente?Gabarito: B

Uma paciente, do sexo feminino, chega à USF solicitando consulta porque há vários dias vem apresentando lesões eritematosas, descamativas e muito pruriginosas localizadas em regiões laterais De E do tórax, dirigindo se para região posterior, contornando o tronco de forma simétrica. Refere também lesões semelhantes em antebraço esquerdo, próximo ao punho que surgiram da mesma forma que as lesões em tronco inicialmente formavam pápulas eritematosas, evoluindo para vesículas de conteúdo seroso e depois descamação, sempre acompanhadas de muito prurido. Informa praticar atividade física regularmente e nos últimos tempos tem se dedicado à natação e corrida, mas no momento não está conseguindo porque sente piora após a realização dos exercícios. Fotos abaixo. Diante da história clínica e imagens das lesões, qual, na sua opinião, o diagnóstico mais provável desta paciente?

  • A. Dermatite herpetiforme.
  • B. Dermatite de contato.
  • C. Dermatite psoriasiforme.
  • D. Dermatite atópica.

Comentário OsceLabs

Lesoes pruriginosas que evoluem de papulas para vesiculas e depois descamacao, distribuidas de forma SIMETRICA nas laterais do tronco e no punho - exatamente onde roupas justas, mai o e elasticos encostam - e que pioram com o suor da atividade fisica: dermatite de contato. A topografia que reproduz o objeto e a assinatura diagnostica. Dermatite herpetiforme (A) predomina em superficies extensoras e se liga a doenca celiaca; psoriase (C) tem placas eritematodescamativas com escama prateada; atopica (D) tem historia desde a infancia e acomete flexuras. Resposta B.

Questão 59Os pais de um garoto de 13 anos e 7 meses trazem no em uma consulta de rotina em uma unidade de saúde da família. Os pais demonstraram grande preocupação com a altura do filho, já que ele sempre foi o mais baixo da sala de aula da escola. A mãe conta que a gestação do menino ocorreu muito bem, sem intercorrências. O parto foi normal, a termo, sem intercorrências, peso ao nascimento 3180 gramas, comprimento 49 cm, PC 33 cm, Apgar 9/10. A criança apresentou o desenvolvimento neuropsicomotor adequado. Fica resfriado com uma frequência alta segundo a opinião dos pais. Sem outras doenças prévias, uso de medicamentos ou cirurgias. História familiar sem informações relevantes. EF: sem alterações dignas de nota, genitália masculina típica, estadiamento de Tanner G2P2, exame de idade óssea 11 anos, Calculada a altura alvo do garoto através das alturas dos pais. Avaliado o gráfico de crescimento do paciente desenhado acima, qual o diagnóstico provável do paciente?

Os pais de um garoto de 13 anos e 7 meses trazem no em uma consulta de rotina em uma unidade de saúde da família. Os pais demonstraram grande preocupação com a altura do filho, já que ele sempre foi o mais baixo da sala de aula da escola. A mãe conta que a gestação do menino ocorreu muito bem, sem intercorrências. O parto foi normal, a termo, sem intercorrências, peso ao nascimento 3180 gramas, comprimento 49 cm, PC 33 cm, Apgar 9/10. A criança apresentou o desenvolvimento neuropsicomotor adequado. Fica resfriado com uma frequência alta segundo a opinião dos pais. Sem outras doenças prévias, uso de medicamentos ou cirurgias. História familiar sem informações relevantes. EF: sem alterações dignas de nota, genitália masculina típica, estadiamento de Tanner G2P2, exame de idade óssea 11 anos, Calculada a altura alvo do garoto através das alturas dos pais. Avaliado o gráfico de crescimento do paciente desenhado acima, qual o diagnóstico provável do paciente?

  • A. Deficiência do hormônio do crescimento.
  • B. Estatura normal.
  • C. Baixa estatura constitucional.
  • D. Baixa estatura familiar.

Comentário OsceLabs

Questao ANULADA pela banca. O tema cobrado e a abordagem da baixa estatura no adolescente: conhecer a diferenca entre baixa estatura familiar (alvo genetico baixo, idade ossea IGUAL a cronologica, puberdade no tempo normal) e o retardo constitucional do crescimento e da puberdade (idade ossea ATRASADA em relacao a cronologica, puberdade tardia, alvo genetico normal e prognostico final preservado). Como a questao foi anulada, nao ha alternativa a ser considerada correta.

Questão 60Paciente chega à Unidade de Saúde da Família queixando se de lesão no braço há 5 dias. Passou pelo acolhimento e como havia vaga para consulta eventual, o paciente foi orientado a aguardar. Na consulta, o paciente referiu ao médico de família aparecimento de lesão em região posterior do braço D que vem aumentando progressivamente e o prurido se intensificando, atrapalhando o sono e suas atividades no trabalho. Diante do apresentado, qual a melhor conduta para o quadro do paciente?Gabarito: A

Paciente chega à Unidade de Saúde da Família queixando se de lesão no braço há 5 dias. Passou pelo acolhimento e como havia vaga para consulta eventual, o paciente foi orientado a aguardar. Na consulta, o paciente referiu ao médico de família aparecimento de lesão em região posterior do braço D que vem aumentando progressivamente e o prurido se intensificando, atrapalhando o sono e suas atividades no trabalho. Diante do apresentado, qual a melhor conduta para o quadro do paciente?

  • A. Prescrever albendazol oral.
  • B. Prescrever corticosteroide tópico.
  • C. Solicitar exame parasitológico de fezes.
  • D. Solicitar raios x de tórax PA e perfil.

Comentário OsceLabs

Lesao pruriginosa que cresce PROGRESSIVAMENTE no braco, com prurido intenso que atrapalha o sono, desenha o trajeto serpiginoso e migratorio da larva migrans cutanea (bicho geografico), causada por ancilostomideos de caes e gatos. O tratamento e albendazol (ou ivermectina) oral, com resolucao rapida. Corticoide topico (B) alivia o prurido sem matar a larva; parasitologico de fezes (C) e negativo, pois a larva nao completa o ciclo no humano; radiografia de torax (D) nao tem papel. Resposta A.

Questão 61Homem, 45 anos, dislipidêmico, refere dor precordial há 2 horas com irradiação para ombro direito, associada a diaforese e náuseas. Exame físico: estertores pulmonares basais, sem outras alterações; FC = 70 bpm, PA = 100 x 60 mmHg. Eletrocardiograma (ECG) abaixo. Qual a conduta?Gabarito: C

Homem, 45 anos, dislipidêmico, refere dor precordial há 2 horas com irradiação para ombro direito, associada a diaforese e náuseas. Exame físico: estertores pulmonares basais, sem outras alterações; FC = 70 bpm, PA = 100 x 60 mmHg. Eletrocardiograma (ECG) abaixo. Qual a conduta?

  • A. Seriar ECG e observação clínica.
  • B. Seriar troponina e eletrocardiograma.
  • C. Intervenção coronariana percutânea.
  • D. Tomografia computadorizada de tórax.

Comentário OsceLabs

Dor precordial ha 2 horas com diaforese, nauseas e congestao pulmonar (estertores basais) em dislipidemico, com eletrocardiograma diagnostico de supradesnivelamento: e infarto com supra de ST, cujo tratamento e reperfusao IMEDIATA - angioplastia primaria em servico com hemodinamica. Seriar troponina ou ECG (A e B) e conduta de sindrome coronariana SEM supra e so atrasaria o tempo porta-balao; angiotomografia (D) investigaria dissecao ou TEP, sem sustentacao clinica aqui. Resposta C.

Questão 62Mulher, 62 anos, parda, diabética e hipertensa controlada, portadora de lúpus sistêmico em uso de cloroquina e azatioprina há 8 anos. Refere trauma na unha do 1º quirodáctilo da mão esquerda há 1 ano. Desde então notou escurecimento da unha (Figura). Qual diagnóstico mais provável?Gabarito: B

Mulher, 62 anos, parda, diabética e hipertensa controlada, portadora de lúpus sistêmico em uso de cloroquina e azatioprina há 8 anos. Refere trauma na unha do 1º quirodáctilo da mão esquerda há 1 ano. Desde então notou escurecimento da unha (Figura). Qual diagnóstico mais provável?

  • A. Melanoníquia traumática.
  • B. Melanoma ungueal.
  • C. Nevo melanocítico.
  • D. Melanoníquia medicamentosa.

Comentário OsceLabs

Melanoniquia unica, em um so dedo, de instalacao em adulto e com escurecimento PROGRESSIVO ao longo de um ano deve ser tratada como melanoma ungueal ate prova em contrario - o relato de trauma e frequente e enganoso, funcionando como falsa explicacao. Melanoniquia traumatica (A) clareia e cresce com a unha; a medicamentosa (D), como a por cloroquina, tende a ser difusa e em VARIAS unhas; nevo (C) e mais comum na infancia e estavel. A conduta seguinte seria biopsia da matriz. Resposta B.

Questão 63Homem, 40 anos, em tratamento de hanseníase dimorfa com poliquimioterapia multibacilar (PQT MB) há 2 meses, apresenta edema e aumento das lesões de pele, além de aparecimento de lesões ao redor das lesões prévias há 15 dias. Em associação, relata dor intensa na região de fossa cubital direita e piora do formigamento na mão ipsilateral. Não apresenta outras patologias ou alterações ao exame físico. Qual a conduta mais adequada?Gabarito: D

Homem, 40 anos, em tratamento de hanseníase dimorfa com poliquimioterapia multibacilar (PQT MB) há 2 meses, apresenta edema e aumento das lesões de pele, além de aparecimento de lesões ao redor das lesões prévias há 15 dias. Em associação, relata dor intensa na região de fossa cubital direita e piora do formigamento na mão ipsilateral. Não apresenta outras patologias ou alterações ao exame físico. Qual a conduta mais adequada?

  • A. Ultrassonografia de nervos e substituição para PQT alternativa.
  • B. Eletroneuromiografia e suspensão da PQT MB.
  • C. Talidomida e substituição para PQT alternativa.
  • D. Corticoterapia e manutenção da PQT MB.

Comentário OsceLabs

Piora inflamatoria das lesoes com edema, surgimento de lesoes satelites e, principalmente, DOR NEURAL com piora do deficit sensitivo durante a poliquimioterapia: e reacao hansenica tipo 1 (reversa) com neurite - urgencia, pelo risco de incapacidade permanente. Trata-se com corticoide em dose alta e mantem-se a PQT, que nao causa nem piora a reacao. Talidomida (C) e para reacao tipo 2 (eritema nodoso) e nao age na neurite da tipo 1; suspender a PQT (A e B) e erro classico. Resposta D.

Questão 64Mulher, 60 anos, tabagista (40 anos-maço), queixa-se de dispneia aos mínimos esforços. Nega tosse, febre ou outros sintomas gripais. Exame físico: REG, corada, hidratada, sonolenta; Peso = 150 kg e altura = 1,60 m; Ap. resp.: murmúrio vesicular presente, diminuído globalmente, sem RA, SatO2: 97% com cateter de O2 a 4L/min. Foi coletada uma gasometria arterial para avaliação. Qual é o resultado de gasometria arterial esperado?Gabarito: B

Mulher, 60 anos, tabagista (40 anos-maço), queixa-se de dispneia aos mínimos esforços. Nega tosse, febre ou outros sintomas gripais. Exame físico: REG, corada, hidratada, sonolenta; Peso = 150 kg e altura = 1,60 m; Ap. resp.: murmúrio vesicular presente, diminuído globalmente, sem RA, SatO2: 97% com cateter de O2 a 4L/min. Foi coletada uma gasometria arterial para avaliação. Qual é o resultado de gasometria arterial esperado?

  • A. pCOI = 20 mmHg
  • B. HCOI = 42 mEq/L
  • C. pOI = 50 mmHg
  • D. pH = 7,5

Comentário OsceLabs

Obesidade grave (IMC 58) com dispneia, sonolencia e murmurio globalmente reduzido: sindrome de hipoventilacao da obesidade. A hipoventilacao cronica retem CO2, e o rim compensa retendo bicarbonato - por isso se espera HCO3 elevado (42 mEq/L), com pH proximo do normal e nao alcalotico. pCO2 de 20 (A) e pH 7,5 (D) descrevem hiperventilacao, o oposto do quadro; pO2 de 50 (C) e incompativel com saturacao de 97% sob cateter. Resposta B.

Questão 65Homem, 60 anos, portador do hepatite C diagnosticada há 20 anos, sem tratamento. Refere aumento progressivo do volume abdominal, edema nos membros inferiores e alteração do ciclo sono vigília. Exame físico: REG, descorado +/4+, hidratado. Abdome globoso, presença de macicez móvel e do sinal do piparote. Exames laboratoriais: Cr: 1,0 mg/dl. Na: 121 mEq/ L, K: 3,8 mEq/L. Qual é o local de ação do diurético mais indicado?Gabarito: A

Homem, 60 anos, portador do hepatite C diagnosticada há 20 anos, sem tratamento. Refere aumento progressivo do volume abdominal, edema nos membros inferiores e alteração do ciclo sono vigília. Exame físico: REG, descorado +/4+, hidratado. Abdome globoso, presença de macicez móvel e do sinal do piparote. Exames laboratoriais: Cr: 1,0 mg/dl. Na: 121 mEq/ L, K: 3,8 mEq/L. Qual é o local de ação do diurético mais indicado?

  • A. D
  • B. C
  • C. A
  • D. B

Comentário OsceLabs

Cirrose por hepatite C com ascite volumosa (macicez movel, piparote) e hiponatremia dilucional: o diuretico de escolha e a espironolactona, antagonista da aldosterona, porque o mecanismo central da ascite e o hiperaldosteronismo secundario. Seu sitio de acao e o TUBULO COLETOR/distal - o ponto D do esquema. Diureticos de alca (alca de Henle) sao associados como adjuvantes, e nao como monoterapia inicial na ascite cirrotica. Resposta A.

Questão 66Homem, 19 anos, iniciou quadro de poliúria e polidipsia após bater a cabeça durante uma partida de futebol. Exame físico: bom estado geral, mucosas hidratadas, eupneico, estável hemodinamicamente. Diurese das 8h às 20h: 3000 mL; das 20h às 8h: 2600 mL. Exames laboratoriais: glicemia: 80 mg/dL (VR: 70 a ); Na: 146 mEq/L (VR: 136 a 145); osmolalidade urinária: 75 mOsm/kg (VR: 300 a 900); osmolalidade plasmática: 304 mOsm/kg (VR: 280 a 295); TSH: 5,6 mUI/L (VR: 0,5 a 5), T4 livre: 1.1 ng/dL (VR: 0,8 a 1,8); creatinina e cortisol normais. Considerando a doença mais provável, qual tratamento é indicado?Gabarito: A

Homem, 19 anos, iniciou quadro de poliúria e polidipsia após bater a cabeça durante uma partida de futebol. Exame físico: bom estado geral, mucosas hidratadas, eupneico, estável hemodinamicamente. Diurese das 8h às 20h: 3000 mL; das 20h às 8h: 2600 mL. Exames laboratoriais: glicemia: 80 mg/dL (VR: 70 a ); Na: 146 mEq/L (VR: 136 a 145); osmolalidade urinária: 75 mOsm/kg (VR: 300 a 900); osmolalidade plasmática: 304 mOsm/kg (VR: 280 a 295); TSH: 5,6 mUI/L (VR: 0,5 a 5), T4 livre: 1.1 ng/dL (VR: 0,8 a 1,8); creatinina e cortisol normais. Considerando a doença mais provável, qual tratamento é indicado?

  • A. Desmopressina.
  • B. Restrição hidrica.
  • C. Diurético.
  • D. Levotiroxina.

Comentário OsceLabs

Poliuria com nocturia iniciada apos traumatismo cranioencefalico, com hipernatremia (146), osmolalidade plasmatica ALTA (304) e urina inapropriadamente diluida (75 mOsm/kg): diabetes insipidus central por lesao hipotalamo-hipofisaria. O tratamento e reposicao com desmopressina. Restricao hidrica (B) e conduta de SIADH, o oposto (hiponatremia com urina concentrada); diuretico (C) agravaria a perda; levotiroxina (D) nao se justifica com T4 livre normal. Resposta A.

Questão 67Mulher, 56 anos, diabética há 8 anos e em tratamento com insulina, está internada para realização de colecistectomia. Você é chamado para avaliar a paciente por ela apresentar sudorese e tremores em mãos e estar agitada. Exame físico: bom estado geral, consciente, orientada, com palidez cutâneo mucosa. FC: 112 bpm. PA: 140 x 80 mmHg. Glicosimetria capilar: 46mg/dL. Qual é a conduta preconizada?Gabarito: D

Mulher, 56 anos, diabética há 8 anos e em tratamento com insulina, está internada para realização de colecistectomia. Você é chamado para avaliar a paciente por ela apresentar sudorese e tremores em mãos e estar agitada. Exame físico: bom estado geral, consciente, orientada, com palidez cutâneo mucosa. FC: 112 bpm. PA: 140 x 80 mmHg. Glicosimetria capilar: 46mg/dL. Qual é a conduta preconizada?

  • A. Oferecer sanduíche.
  • B. Glicose 5% endovenosa.
  • C. Glicose 50% endovenosa.
  • D. 300 mL de suco de laranja.

Comentário OsceLabs

Hipoglicemia sintomatica (46 mg/dL) em paciente CONSCIENTE, orientada e capaz de deglutir: corrige-se pela via oral com 15 a 20 g de carboidrato de ABSORCAO RAPIDA - e 300 mL de suco de laranja cumprem exatamente esse papel, com reavaliacao da glicemia em 15 minutos. Sanduiche (A) traz carboidrato complexo, gordura e proteina, que retardam a absorcao e nao servem para a correcao aguda. Glicose 50% (C) fica para quem esta inconsciente, convulsionando ou sem via oral; glicose 5% (B) tem concentracao insuficiente para reverter a crise. Resposta D.

Questão 68Mulher, 28 anos, procura atendimento médico após seu irmão receber o diagnóstico de hepatite B. Assintomática. Exames laboratoriais: HBsAg negativo; anti HBc IgG positivo HBeAg negativo; anti-HBs positivo; anti HBe positivo. Como devemos interpretar estes resultados?Gabarito: A

Mulher, 28 anos, procura atendimento médico após seu irmão receber o diagnóstico de hepatite B. Assintomática. Exames laboratoriais: HBsAg negativo; anti HBc IgG positivo HBeAg negativo; anti-HBs positivo; anti HBe positivo. Como devemos interpretar estes resultados?

  • A. Cura funcional da hepatite B.
  • B. Infecção crônica pelo vírus B.
  • C. Vacinação prévia para hepatite B.
  • D. Imunotolerância ao vírus B.

Comentário OsceLabs

A combinacao HBsAg negativo + anti-HBc IgG POSITIVO + anti-HBs positivo indica contato previo com o virus com clareamento do antigeno de superficie e soroconversao - infeccao passada resolvida (cura funcional), sem necessidade de tratamento ou de vacina. Infeccao cronica (B) exigiria HBsAg positivo por mais de 6 meses. Vacinacao (C) daria anti-HBs isolado, com anti-HBc NEGATIVO - esse e o detalhe que separa as duas situacoes. Imunotolerancia (D) cursa com HBsAg e HBeAg positivos. Resposta A.

Questão 69Homem, 66 anos, com diarreia há 5 dias. Relata 10 a 12 evacuações ao dia, com fezes líquidas, em pequeno volume, que após dois dias passaram a ser mucossanguinolentas, e acompanhadas de tenesmo. Ademais, refere dor abdominal difusa, em cólica, de intensidade. moderada e sem alivio com a evacuação, febre não aferida e náuseas. Exame : abdome com ruídos hidroaéreos hiperativos, doloroso à palpação difusamente, sem descompressão brusca. Qual mecanismo mais provável associado à diarreia?Gabarito: A

Homem, 66 anos, com diarreia há 5 dias. Relata 10 a 12 evacuações ao dia, com fezes líquidas, em pequeno volume, que após dois dias passaram a ser mucossanguinolentas, e acompanhadas de tenesmo. Ademais, refere dor abdominal difusa, em cólica, de intensidade. moderada e sem alivio com a evacuação, febre não aferida e náuseas. Exame : abdome com ruídos hidroaéreos hiperativos, doloroso à palpação difusamente, sem descompressão brusca. Qual mecanismo mais provável associado à diarreia?

  • A. Inflamatório.
  • B. Cismótico.
  • C. Motor.
  • D. Secretor.

Comentário OsceLabs

Evacuacoes numerosas de PEQUENO volume, mucossanguinolentas, com tenesmo, febre e dor abdominal: e disenteria, marcador de invasao e lesao da mucosa colonica - mecanismo INFLAMATORIO (exsudativo). Diarreia secretora (D) e aquosa, volumosa e persiste no jejum; osmotica (B) cede com o jejum e nao da sangue; motora (C) nao cursa com febre nem sangue. Perola: tenesmo e sangue apontam acometimento retal e colonico distal. Resposta A.

Questão 70Homem, 74 anos, relata que há dois anos vem notando faixa esbranquiçada no olho. Ao exame: presença de arco opaco esbranquiçado na junção esclerocorneal, na periferia da íris bilateral (Figura). Qual a conduta mais adequada em relação à alteração ocular mostrada?Gabarito: A

Homem, 74 anos, relata que há dois anos vem notando faixa esbranquiçada no olho. Ao exame: presença de arco opaco esbranquiçado na junção esclerocorneal, na periferia da íris bilateral (Figura). Qual a conduta mais adequada em relação à alteração ocular mostrada?

  • A. Não prosseguir com investigação.
  • B. Avaliação com lâmpada de fenda.
  • C. Realização de topografia corneana.
  • D. Prescrição de lágrima artificial.

Comentário OsceLabs

Arco opaco esbranquicado na juncao esclerocorneana, bilateral, em homem de 74 anos: e o arco senil (gerontoxon), deposito lipidico peri-corneano sem significado patologico nessa faixa etaria e sem repercussao visual. Nao ha o que investigar ou tratar. Lampada de fenda (B) e topografia (C) nao mudam conduta; lagrima artificial (D) trata olho seco, nao referido. Perola: o arco corneano so exige investigacao de dislipidemia quando aparece ANTES dos 45 anos. Resposta A.

Questão 71Homem, 39 anos, apresenta distensão abdominal e não evacua há 48 horas. Realizada tomografia computadorizada de abdome com achado de massa de 11 x 8 cm nos maiores diâmetros e sinais de compressão intestinal. Exames laboratoriais: Hemograma: Hb: 8,4 g/ dL, HE 25%, VCM: 98 L, leucócitos: 14.000/mm³, plaquetas: 56.000/mm³ (esfregaço do sangue periférico mostrado na Figura): LDH: 3.236 U/L (VR < 230). ácido úrico: 13 mg/dL (VR < 6.0). Qual alteração eletrolítica é mais provável?Gabarito: B

Homem, 39 anos, apresenta distensão abdominal e não evacua há 48 horas. Realizada tomografia computadorizada de abdome com achado de massa de 11 x 8 cm nos maiores diâmetros e sinais de compressão intestinal. Exames laboratoriais: Hemograma: Hb: 8,4 g/ dL, HE 25%, VCM: 98 L, leucócitos: 14.000/mm³, plaquetas: 56.000/mm³ (esfregaço do sangue periférico mostrado na Figura): LDH: 3.236 U/L (VR < 230). ácido úrico: 13 mg/dL (VR < 6.0). Qual alteração eletrolítica é mais provável?

  • A. Hiponatremia.
  • B. Hiperfosfatemia.
  • C. Hipercalcemia.
  • D. Hipocalemia.

Comentário OsceLabs

Massa volumosa com LDH de 3.236, acido urico de 13, anemia e plaquetopenia em jovem: linfoma de alto grau com sindrome de LISE TUMORAL. A destruicao celular macica libera conteudo intracelular - potassio, fosforo e acido urico -, produzindo hipercalemia e HIPERFOSFATEMIA. O fosforo em excesso se precipita com o calcio, gerando HIPOcalcemia, o que exclui a alternativa C. Hiponatremia (A) e hipocalemia (D) nao fazem parte da sindrome. Resposta B.

Questão 72Mulher, 18 anos, procura atendimento médico devido a febre e dor de garganta há 2 dias. Teve reação anafilática aos 10 anos após uso de penicilina benzatina. Exame físico: edema e exsudato puntiforme nas tonsilas palatinas, associados a petéquias no palato. Dois linfonodos palpáveis e dolorosos em cadeia submandibular à direita com cerca de 2 cm de diâmetro. Qual é o tratamento mais adequado?Gabarito: C

Mulher, 18 anos, procura atendimento médico devido a febre e dor de garganta há 2 dias. Teve reação anafilática aos 10 anos após uso de penicilina benzatina. Exame físico: edema e exsudato puntiforme nas tonsilas palatinas, associados a petéquias no palato. Dois linfonodos palpáveis e dolorosos em cadeia submandibular à direita com cerca de 2 cm de diâmetro. Qual é o tratamento mais adequado?

  • A. Cefuroxima.
  • B. Ampicilina.
  • C. Azitromicina.
  • D. Amoxicilina.

Comentário OsceLabs

Faringoamigdalite com exsudato, petequias em palato e adenomegalia cervical dolorosa: quadro estreptococcico, cujo tratamento padrao seria penicilina/amoxicilina. Como houve ANAFILAXIA a penicilina, todos os betalactamicos estao proibidos - o que elimina ampicilina (B), amoxicilina (D) e tambem a cefalosporina (A), pelo risco de reacao cruzada em alergia grave. Resta o macrolideo. Resposta C.

Questão 73Homem, 17 anos, com adenomegalia, perda de peso e febre há 1 mês. Exame físico: linfonodos palpáveis em cadeias cervicais, axilares e inguinais, com 2 a 3 cm de diâmetro. Abdome: indolor, fígado e baço palpáveis. Ap. respiratório e cardiovascular sem alterações. Radiografia da admissão hospitalar é mostrada na figura A. Nova radiografia, após 20 dias de internação, é mostrada na figura B. Foram realizadas biópsia de linfonodo cervical e toracocentese diagnóstica. Líquido pleural: aspecto turvo e esbranquiçado; leucócitos: 4363 células/mm³ (VR < 200) (35% de 63% linfocitos); pH: 7.44; LDH: 138 L: proteínas totais: 4,29 g/dL; colesterol total: 54,1 mg/dL; triglicérides: 143 mg/dL. Relação proteína líquido pleural/sangue = 0,58; relação LDH liquido pleural/sangue = 0.53. Qual é o mecanismo fisiopatológico mais provável para a ocorrência de derrame pleural?Gabarito: B

Homem, 17 anos, com adenomegalia, perda de peso e febre há 1 mês. Exame físico: linfonodos palpáveis em cadeias cervicais, axilares e inguinais, com 2 a 3 cm de diâmetro. Abdome: indolor, fígado e baço palpáveis. Ap. respiratório e cardiovascular sem alterações. Radiografia da admissão hospitalar é mostrada na figura A. Nova radiografia, após 20 dias de internação, é mostrada na figura B. Foram realizadas biópsia de linfonodo cervical e toracocentese diagnóstica. Líquido pleural: aspecto turvo e esbranquiçado; leucócitos: 4363 células/mm³ (VR < 200) (35% de 63% linfocitos); pH: 7.44; LDH: 138 L: proteínas totais: 4,29 g/dL; colesterol total: 54,1 mg/dL; triglicérides: 143 mg/dL. Relação proteína líquido pleural/sangue = 0,58; relação LDH liquido pleural/sangue = 0.53. Qual é o mecanismo fisiopatológico mais provável para a ocorrência de derrame pleural?

  • A. Inflamação da pleura.
  • B. Obstrução de drenagem linfática.
  • C. Redução da pressão oncótica.
  • D. Aumento na pressão hidrostática.

Comentário OsceLabs

Linfoma com massa mediastinal e derrame pleural de aspecto TURVO E LEITOSO, com trigliceridios de 143 mg/dL (acima do corte de 110): e quilotorax. O mecanismo e a obstrucao/infiltracao do ducto toracico e da drenagem linfatica pela massa tumoral. Inflamacao pleural (A) daria exsudato purulento ou seroso, nao leitoso; reducao da pressao oncotica (C) e aumento da hidrostatica (D) geram TRANSUDATO claro, incompativel com a relacao de proteinas de 0,58. Resposta B.

Questão 74Homem, 55 anos, teve infecção de vias aéreas superiores há 3 semanas, com melhora após uso de anti-inflamatório não esteroidal por 10 dias. Refere adinamia, redução do volume de diurese e edema de membros inferiores, progressivo, há 1 semana. Exame físico: PA= 140 x 90 mmHg, FC = 100 bpm. Ausculta: bulhas cardíacas rítmicas e hiperfonéticas, sem sopro: murmúrio vesicular presente, com crepitações em bases pulmonares. Exames laboratoriais Cr 3,0 mg/dL, Ur: 100mg/dL, Na: 140 mEq/L, K: 4,0 mEq/L, Ca: 7,5 mg/dL, albumina: 1,8 mg/ dL e dosagens de complemento C3 e C4 normais; urina rotina densidade: 1020, hemácias: 2/campo, leucócitos: 2/campo, proteínas: 500 mg/dL, lipídeos: 3+. Qual a hipótese mais provável?Gabarito: C

Homem, 55 anos, teve infecção de vias aéreas superiores há 3 semanas, com melhora após uso de anti-inflamatório não esteroidal por 10 dias. Refere adinamia, redução do volume de diurese e edema de membros inferiores, progressivo, há 1 semana. Exame físico: PA= 140 x 90 mmHg, FC = 100 bpm. Ausculta: bulhas cardíacas rítmicas e hiperfonéticas, sem sopro: murmúrio vesicular presente, com crepitações em bases pulmonares. Exames laboratoriais Cr 3,0 mg/dL, Ur: 100mg/dL, Na: 140 mEq/L, K: 4,0 mEq/L, Ca: 7,5 mg/dL, albumina: 1,8 mg/ dL e dosagens de complemento C3 e C4 normais; urina rotina densidade: 1020, hemácias: 2/campo, leucócitos: 2/campo, proteínas: 500 mg/dL, lipídeos: 3+. Qual a hipótese mais provável?

  • A. Glomerulonefrite aguda pós infecciosa.
  • B. Nefrite intersticial aguda.
  • C. Glomerulopatia por lesões mínimas.
  • D. Nefropatia por IgA.

Comentário OsceLabs

Sindrome nefrotica de instalacao rapida (albumina 1,8, proteinuria macica, lipiduria) apos uso prolongado de anti-inflamatorio nao esteroidal, com complemento NORMAL, sedimento urinario inativo (sem hematuria dismorfica) e lesao renal aguda: e a associacao classica de doenca por lesoes minimas com nefrite intersticial induzida por AINE. GNPE (A) cursaria com C3 BAIXO e hematuria; nefrite intersticial pura (B) nao gera proteinuria nefrotica; nefropatia por IgA (D) da hematuria sinfaringitica. Resposta C.

Questão 75Homem, 55 anos, hipertenso em uso de hidroclorotiazida 25 mg/dja e atenolol 50 mg 2x ao dia, refere edema de membros inferiores e redução do volume de diurese há 30 dias. Submetido a biopsia renal, cujos achados foram compatíveis com nefropatia por IgA. Exame físico: PA: 110 x 70 mmHg. FC: 65 bpm. Ausculta respiratória com crepitações em terço inferior bilateral. Edema de membros inferiores 3+/4+. Exames laboratoriais: Cr: 1,5 mg/d (taxa de filtração glomerular estimada: 45 mL/min/1.73 m²); Ur: 85 mg/dL, K: 5.0 mg/dL; urina rotina densidade: 1018, proteinas: 300 mg/dL, hemácias: 10/campo. Proteinúria de 24 h: 900 mg (volume urinário de 1000 mL). Qual medicação deve ser associada ao tratamento?Gabarito: D

Homem, 55 anos, hipertenso em uso de hidroclorotiazida 25 mg/dja e atenolol 50 mg 2x ao dia, refere edema de membros inferiores e redução do volume de diurese há 30 dias. Submetido a biopsia renal, cujos achados foram compatíveis com nefropatia por IgA. Exame físico: PA: 110 x 70 mmHg. FC: 65 bpm. Ausculta respiratória com crepitações em terço inferior bilateral. Edema de membros inferiores 3+/4+. Exames laboratoriais: Cr: 1,5 mg/d (taxa de filtração glomerular estimada: 45 mL/min/1.73 m²); Ur: 85 mg/dL, K: 5.0 mg/dL; urina rotina densidade: 1018, proteinas: 300 mg/dL, hemácias: 10/campo. Proteinúria de 24 h: 900 mg (volume urinário de 1000 mL). Qual medicação deve ser associada ao tratamento?

  • A. Micofenolato mofetil.
  • B. Ciclosporina.
  • C. Prednisona.
  • D. Losartana.

Comentário OsceLabs

Nefropatia por IgA com proteinuria persistente (900 mg/24 h), hipertensao e queda da filtracao glomerular: a base do tratamento e o bloqueio do sistema renina-angiotensina com IECA ou BRA, que reduz pressao intraglomerular, proteinuria e progressao - o paciente sequer usa essa classe ainda. Prednisona (C) so entra se a proteinuria permanecer acima de 1 g/dia APOS otimizacao com bloqueio do SRAA; micofenolato (A) e ciclosporina (B) nao sao terapia inicial. Resposta D.

Questão 76Homem, 41 anos, trabalhador rural, hipertenso em uso irregular de anti-hipertensivos. Foi admitido em hospital com queixa de dispneia, ortopneia, edema de membros inferiores e palpitações há 1 mês além de oligúria há 2 dias. Feito o diagnóstico inicial de insuficiência cardíaca e tratado com furosemida e vasodilatadores, sem melhora do quadro. História de consumo prévio de 95 g de etanol/dia por 15 anos; parou há 4 meses, no decorrer dos quais perdeu 10 Kg. Exame físico: consciente, afebril, PA 130/75 mmHg, FC: 121 bpm, estase jugular, edema depressível generalizado, pulsos amplos extremidades quentes, sem nistagmo ou ataxia. Exames complementares revelam: derrame pleural bilateral, acidose lática, fração de ejeção do ventrículo esquerde de 77% (aferida por ecocardiograma). Qual a etiologia mais provável da insuficiência cardíaca?Gabarito: A

Homem, 41 anos, trabalhador rural, hipertenso em uso irregular de anti-hipertensivos. Foi admitido em hospital com queixa de dispneia, ortopneia, edema de membros inferiores e palpitações há 1 mês além de oligúria há 2 dias. Feito o diagnóstico inicial de insuficiência cardíaca e tratado com furosemida e vasodilatadores, sem melhora do quadro. História de consumo prévio de 95 g de etanol/dia por 15 anos; parou há 4 meses, no decorrer dos quais perdeu 10 Kg. Exame físico: consciente, afebril, PA 130/75 mmHg, FC: 121 bpm, estase jugular, edema depressível generalizado, pulsos amplos extremidades quentes, sem nistagmo ou ataxia. Exames complementares revelam: derrame pleural bilateral, acidose lática, fração de ejeção do ventrículo esquerde de 77% (aferida por ecocardiograma). Qual a etiologia mais provável da insuficiência cardíaca?

  • A. Deficiência de tiamina.
  • B. Miocardite viral.
  • C. Miocardiopatia alcoólica.
  • D. Cardiopatia hipertensiva.

Comentário OsceLabs

Insuficiencia cardiaca de ALTO DEBITO - extremidades quentes, pulsos amplos, taquicardia, fracao de ejecao preservada (77%) - com acidose latica, em etilista cronico desnutrido e refrataria a diuretico e vasodilatador: beriberi umido, por deficiencia de tiamina (shoshin). Miocardiopatia alcoolica (C) e miocardite (B) cursam com FE REDUZIDA e baixo debito; cardiopatia hipertensiva (D) nao explica a acidose latica nem a refratariedade. O tratamento e tiamina parenteral, com resposta dramatica. Resposta A.

Questão 77Mulher, 67 anos, previamente hígida, internada por dispneia súbita, hemoptise e dor torácica há 1 hora. Tromboembolismo pulmonar foi confirmado por angiotomografia de tórax, sendo iniciada anticoagulação plena com enoxaparina. A dispneia passou a ser dispneia passou a ser discreta, aos esforços. No terceiro dia de internação apresentou se em REG, descorada (+/4+), consciente. Murmúrio vesicular simétrico, sem ruídos adventícios FR: 30 ipm. Ritmo cardíaco regular, FC: 128 bpm. PA: 60 x 30 mmHg, má perfusão distal. Sem sinais neurológicos focais. Eletrocardiograma abaixo:Gabarito: C

Mulher, 67 anos, previamente hígida, internada por dispneia súbita, hemoptise e dor torácica há 1 hora. Tromboembolismo pulmonar foi confirmado por angiotomografia de tórax, sendo iniciada anticoagulação plena com enoxaparina. A dispneia passou a ser dispneia passou a ser discreta, aos esforços. No terceiro dia de internação apresentou se em REG, descorada (+/4+), consciente. Murmúrio vesicular simétrico, sem ruídos adventícios FR: 30 ipm. Ritmo cardíaco regular, FC: 128 bpm. PA: 60 x 30 mmHg, má perfusão distal. Sem sinais neurológicos focais. Eletrocardiograma abaixo:

  • A. Realizar cinecoronariografia.
  • B. Controle de frequência cardíaca.
  • C. Trombólise com alteplase.
  • D. Repetir angiotomografia.

Comentário OsceLabs

Paciente com tromboembolismo pulmonar ja anticoagulada que evolui no 3o dia com hipotensao grave (60x30), taquicardia e ma perfusao: e TEP macico com instabilidade hemodinamica - ou recorrencia sob anticoagulacao. A conduta e trombolise sistemica com alteplase (ou embolectomia, se contraindicada). Repetir a angiotomografia (D) atrasa o tratamento de um diagnostico ja firmado; controle de frequencia (B) nao trata a causa; cinecoronariografia (A) nao tem indicacao. Resposta C.

Questão 78Mulher, 41 anos, refere dispneia progressiva há 1 ano, atualmente ao andar 50 metros. Há 8 meses notou edema de membros inferiores. Refere que as mãos ficam arroxeadas e em seguida esbranquiçadas, quando em contato com água gelada, e diz ter disfagia com engasgos há 3 anos. Exame físico: BEG, corada, hidratada, elasticidade da pele reduzida em membros e face. com diminuição da abertura oral. Murmúrio vesicular presente, simétrico, sem ruídos adventícios FR: 26 ipm. Sat 02: 87% em ar ambiente. Ritmo cardíaco regular com hiperfonese de B2. FC: 98 bpm. PA: 110 x 60 mmHg. Estase jugular a 45 graus. Qual sintoma adicional seria mais compatível?Gabarito: A

Mulher, 41 anos, refere dispneia progressiva há 1 ano, atualmente ao andar 50 metros. Há 8 meses notou edema de membros inferiores. Refere que as mãos ficam arroxeadas e em seguida esbranquiçadas, quando em contato com água gelada, e diz ter disfagia com engasgos há 3 anos. Exame físico: BEG, corada, hidratada, elasticidade da pele reduzida em membros e face. com diminuição da abertura oral. Murmúrio vesicular presente, simétrico, sem ruídos adventícios FR: 26 ipm. Sat 02: 87% em ar ambiente. Ritmo cardíaco regular com hiperfonese de B2. FC: 98 bpm. PA: 110 x 60 mmHg. Estase jugular a 45 graus. Qual sintoma adicional seria mais compatível?

  • A. Síncope.
  • B. Ortopneia.
  • C. Hemoptise.
  • D. Chiado.

Comentário OsceLabs

Esclerose sistemica (Raynaud, esclerodactilia, microstomia, disfagia) com dispneia progressiva, hipoxemia importante, HIPERFONESE DE B2 e estase jugular, mas com ausculta pulmonar LIMPA: e hipertensao arterial pulmonar, nao doenca intersticial nem congestao esquerda. O sintoma mais compativel e a sincope de esforco, por incapacidade de aumentar o debito do ventriculo direito. Ortopneia (B) sugere congestao esquerda; hemoptise (C) e chiado (D) apontam outras causas. Resposta A.

Questão 79Mulher, 52 anos, refere dor e rigidez em região lombar pela amanhã há 1 ano. Ambos os sintomas são aliviados, parcialmente após horas e atividade ou uso de AINEs. Refere dor em calcanhares há 3 meses. Nega doenças e tratamentos. Exame físico: bom estado geral, corada; sem lesões cutâneas; unhas: onicólise e mancha de óleo nos pés; teste de Patrick positivo à esquerda. Os pés são mostrados na foto abaixo: Qual diagnóstico é mais provável?Gabarito: B

Mulher, 52 anos, refere dor e rigidez em região lombar pela amanhã há 1 ano. Ambos os sintomas são aliviados, parcialmente após horas e atividade ou uso de AINEs. Refere dor em calcanhares há 3 meses. Nega doenças e tratamentos. Exame físico: bom estado geral, corada; sem lesões cutâneas; unhas: onicólise e mancha de óleo nos pés; teste de Patrick positivo à esquerda. Os pés são mostrados na foto abaixo: Qual diagnóstico é mais provável?

  • A. Gota tofácea crônica.
  • B. Artrite psoriásica.
  • C. Artrite reumatoide.
  • D. Espondilite anquilosante.

Comentário OsceLabs

Lombalgia INFLAMATORIA (rigidez matinal, melhora com atividade), entesite de calcaneo, sacroileite (Patrick positivo) e - o achado que decide - onicolise com mancha de oleo nas unhas: artrite psoriasica, que pode preceder ou dispensar a lesao cutanea tipica. Espondilite anquilosante (D) nao explica a alteracao ungueal; artrite reumatoide (C) poupa esqueleto axial e nao da entesite; gota tofacea (A) cursa com crises agudas e tofos, ausentes. Resposta B.

Questão 80Mulher, 52 anos, há três anos apresenta arroxeamento, formigamento e queimação em dedos das mãos ao contato com superfícies ou ambientes frios. Refere disfagia para alimentos sólido, com frequente queimação retroesternal pós alimentar. Exame físico: bom estado geral; redução da elasticidade da pele em dorso das mãos; murmúrio vesicular bem distribuído, com estertores em velcro nas bases pulmonares. Teste de contato com gelo resultou na imagem abaixo: Qual medicação está indicada para a alteração mostrada na imagem?Gabarito: B

Mulher, 52 anos, há três anos apresenta arroxeamento, formigamento e queimação em dedos das mãos ao contato com superfícies ou ambientes frios. Refere disfagia para alimentos sólido, com frequente queimação retroesternal pós alimentar. Exame físico: bom estado geral; redução da elasticidade da pele em dorso das mãos; murmúrio vesicular bem distribuído, com estertores em velcro nas bases pulmonares. Teste de contato com gelo resultou na imagem abaixo: Qual medicação está indicada para a alteração mostrada na imagem?

  • A. Metotrexato.
  • B. Nifedipino.
  • C. Varfarina.
  • D. Prednisona.

Comentário OsceLabs

O teste de contato com gelo reproduziu o fenomeno de Raynaud - vasoespasmo digital com mudanca de coloracao - no contexto de esclerose sistemica. O tratamento de escolha para o VASOESPASMO e o bloqueador de canal de calcio di-hidropiridinico, como o nifedipino (alternativas: inibidor de PDE-5, bosentana). Metotrexato (A) atua no acometimento cutaneo/articular; prednisona (D) nao trata Raynaud e em dose alta precipita crise renal esclerodermica; varfarina (C) nao tem papel em vasoespasmo. Resposta B.

Questão 81Homem de 65 anos de idade, diabético, apresenta-se no pronto-socorro com uma úlcera na região plantar do pé esquerdo há 6 semanas. Sem febre, com sinais vitais estáveis e com contagem de leucocitos de 9000 cels/mm³. A radiografia simples do pé demonstra destruição óssea significativa do primeiro e do segundo metatarsos distais. Ao exame, há uma ferida aberta de 3 x 4 cm sobre o antepé, com eritema circundante moderado menor que 0,5 cm. Pulsos distais ausentes, a pele do pé é brilhante e há perda dos fâneros até a metade da perna. O ultrassom mostra uma coleção discreta de fluido plantar sobre a primeira e a segunda cabeça do metatarso. O indice tornozelo braço (ITB) do lado esquerdo é 0,5. Foi internado e prescrito antibiótico endovenoso. Qual das alternativas a seguir descreve é a melhor sequência de manejo cirúrgico para este paciente?Gabarito: A

Homem de 65 anos de idade, diabético, apresenta-se no pronto-socorro com uma úlcera na região plantar do pé esquerdo há 6 semanas. Sem febre, com sinais vitais estáveis e com contagem de leucocitos de 9000 cels/mm³. A radiografia simples do pé demonstra destruição óssea significativa do primeiro e do segundo metatarsos distais. Ao exame, há uma ferida aberta de 3 x 4 cm sobre o antepé, com eritema circundante moderado menor que 0,5 cm. Pulsos distais ausentes, a pele do pé é brilhante e há perda dos fâneros até a metade da perna. O ultrassom mostra uma coleção discreta de fluido plantar sobre a primeira e a segunda cabeça do metatarso. O indice tornozelo braço (ITB) do lado esquerdo é 0,5. Foi internado e prescrito antibiótico endovenoso. Qual das alternativas a seguir descreve é a melhor sequência de manejo cirúrgico para este paciente?

  • A. Revascularização e posterior desbridamento.
  • B. Desbridamento e curativo com pressão negativa.
  • C. Desbridamento e oxigenioterapia hiperbárica.
  • D. Amputação do primeiro e segundo raio e posterior revascularização.

Comentário OsceLabs

Pe diabetico com ulcera cronica, destruicao ossea (osteomielite) e, sobretudo, ISQUEMIA significativa: pulsos ausentes, pele brilhante, perda de faneros e ITB de 0,5. Sem fluxo arterial adequado nenhum desbridamento cicatriza - por isso a revascularizacao precede o tratamento cirurgico da ferida. Desbridar isoladamente (B) ou apostar em camara hiperbarica (C) em membro isquemico leva a falha e progressao; amputar antes de revascularizar (D) inverte a logica e amplia a perda tecidual. Resposta A.

Questão 82As figuras abaixo mostram os achados radiológicos de dois pacientes masculinos, Paciente 1 e Paciente 2, atendidos no serviço médico de urgência com história de dor súbita de forte intensidade em região anterior do tórax. Ambos têm 65 anos de idade e são hipertensos de longa data. Ambos receberam beta bloqueador e analgésico opioide na admissão e estão hemodinamicamente estáveis. Após medicados, a pressão arterial de ambos é de 130/80 mmHg, a frequência cardíaca de 56 bpm, ambos apresentaram redução significativa da dor e não apresentaram intercorrências. Das alternativas abaixo, qual mostra a conduta mais adequada para cada paciente?Gabarito: C

As figuras abaixo mostram os achados radiológicos de dois pacientes masculinos, Paciente 1 e Paciente 2, atendidos no serviço médico de urgência com história de dor súbita de forte intensidade em região anterior do tórax. Ambos têm 65 anos de idade e são hipertensos de longa data. Ambos receberam beta bloqueador e analgésico opioide na admissão e estão hemodinamicamente estáveis. Após medicados, a pressão arterial de ambos é de 130/80 mmHg, a frequência cardíaca de 56 bpm, ambos apresentaram redução significativa da dor e não apresentaram intercorrências. Das alternativas abaixo, qual mostra a conduta mais adequada para cada paciente?

  • A. O Paciente 2 deve ser submetido a tratamento medicamentoso
  • B. O Paciente 1 deve ser submetido a tratamento endovascular imediato.
  • C. Paciente 1 deve ser submetido a tratamento medicamentoso.
  • D. O Paciente 2 deve ser submetido a tratamento endovascular imediato.

Comentário OsceLabs

Sindrome aortica aguda: o tratamento depende do segmento acometido. Disseccao que poupa a aorta ascendente (tipo B de Stanford), em paciente ESTAVEL, sem dor refrataria, sem ma perfusao e ja controlado com betabloqueador e opioide, e de tratamento CLINICO - controle rigoroso de frequencia e pressao. Ja o acometimento da aorta ascendente (tipo A) e emergencia CIRURGICA aberta, e nao endovascular (B e D). Resposta C.

Questão 83Homem de 66 anos, diabético, portador de coronariopatia obstrutiva e doença arterial obstrutiva periférica, ambas ateroscleróticas, creatinina de 1,4 mg/dl, fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 30%, com 22% de miocárdio isquêmico pela cintilografia, com lesão de 55% de tronco de artéria coronária esquerda e obstruções maiores que 70% em ramo marginal a Sociedade Canadense de Cardiologia.. Qual alternativa aponta para a conduta que tem maior probabilidade de oferecer maior da circunflexa, descendente anterior proximal, segundo ramo diagonal e porção distal da coronária direita que é dominante. O Syntax Score I é de 38. Apresenta angina classe III segundo a Sociedade Canadense de Cardiologia. Qual alternativa aponta para a conduta que tem maior probabilidade de oferecer maior sobrevida em 4 anos?Gabarito: A

Homem de 66 anos, diabético, portador de coronariopatia obstrutiva e doença arterial obstrutiva periférica, ambas ateroscleróticas, creatinina de 1,4 mg/dl, fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 30%, com 22% de miocárdio isquêmico pela cintilografia, com lesão de 55% de tronco de artéria coronária esquerda e obstruções maiores que 70% em ramo marginal a Sociedade Canadense de Cardiologia.. Qual alternativa aponta para a conduta que tem maior probabilidade de oferecer maior da circunflexa, descendente anterior proximal, segundo ramo diagonal e porção distal da coronária direita que é dominante. O Syntax Score I é de 38. Apresenta angina classe III segundo a Sociedade Canadense de Cardiologia. Qual alternativa aponta para a conduta que tem maior probabilidade de oferecer maior sobrevida em 4 anos?

  • A. Cirurgia de revascularização do miocárdio.
  • B. Tratamento paliativo.
  • C. Tratamento medicamentoso otimizado apenas.
  • D. Intervenção Coronária Percutânea.

Comentário OsceLabs

Lesao de tronco de coronaria esquerda com doenca multiarterial, SYNTAX Score alto (38), diabetes e disfuncao ventricular grave (FE 30%) com isquemia extensa: e o cenario em que a cirurgia de revascularizacao do miocardio comprovadamente oferece maior sobrevida do que a angioplastia (D), cujo beneficio se restringe a SYNTAX baixo. Tratamento clinico isolado (C) nao controla angina classe III com 22% de miocardio isquemico; paliacao (B) e inadequada em paciente revascularizavel. Resposta A.

Questão 84Mulher de 32 anos, admitida com dor no andar superior do abdome há 12 horas. Achados físicos: icterícia +/4+, temperatura de 37 °C, frequências respiratória e cardíaca de 20 incursões e 100 batimentos por minuto, respectivamente, distensão e dor abdominal no andar superior à palpação superficial e profunda. Achados laboratoriais: Glóbulos brancos: 16.000/ml (valor de referência de 4.000 a 10.000/ml), amilasemia de 1.200 U/dl (valor de referência até 125 U/L), bilirrubinas totais e direta de 4,6 e 3,2 mg/dl (valor de referência de até 1,10 e 0,30 mg/dL, respectivamente). As imagens foram obtidas durante o tratamento cirúrgico realizado após uma semana da admissão. Dentre os cálculos observados, as manifestações clínicas e laboratoriais e os achados radiológicos estão associadas, provavelmente, ao:Gabarito: D

Mulher de 32 anos, admitida com dor no andar superior do abdome há 12 horas. Achados físicos: icterícia +/4+, temperatura de 37 °C, frequências respiratória e cardíaca de 20 incursões e 100 batimentos por minuto, respectivamente, distensão e dor abdominal no andar superior à palpação superficial e profunda. Achados laboratoriais: Glóbulos brancos: 16.000/ml (valor de referência de 4.000 a 10.000/ml), amilasemia de 1.200 U/dl (valor de referência até 125 U/L), bilirrubinas totais e direta de 4,6 e 3,2 mg/dl (valor de referência de até 1,10 e 0,30 mg/dL, respectivamente). As imagens foram obtidas durante o tratamento cirúrgico realizado após uma semana da admissão. Dentre os cálculos observados, as manifestações clínicas e laboratoriais e os achados radiológicos estão associadas, provavelmente, ao:

  • A. 3
  • B. 4
  • C. 1
  • D. 2

Comentário OsceLabs

Dor no andar superior do abdome, ictericia com predominio de bilirrubina DIRETA, leucocitose e amilase dez vezes o normal: colelitiase que migrou e obstruiu a via biliar principal, causando ao mesmo tempo colestase e pancreatite biliar. Entre os calculos identificados na exploracao, o responsavel pelo quadro e o impactado no coledoco distal/papila - o unico capaz de obstruir simultaneamente o fluxo biliar e o ducto pancreatico. Calculos apenas na vesicula nao produziriam ictericia nem hiperamilasemia. Resposta D.

Questão 85Homem, 20 anos, vítima de acidente automobilístico em rodovia há 40 minutos, com trauma de crânio evidente, trazido pelo SAMU; chega à sala de trauma de um hospital terciário com intubação traqueal em razão do rebaixamento do nível de consciência. A equipe de atendimento pré-hospitalar informou que o paciente apresentava sinais de choque hipovolêmico e infundiu até a chegada ao hospital 1 litro de solução cristaloide. Exame físico: saturação de O2 = 95%, FC= 140 bpm, PA = 80 x 60 mmHg, ECG = 3. Qual a melhor forma de tratar o choque hemorrágico deste paciente?Gabarito: A

Homem, 20 anos, vítima de acidente automobilístico em rodovia há 40 minutos, com trauma de crânio evidente, trazido pelo SAMU; chega à sala de trauma de um hospital terciário com intubação traqueal em razão do rebaixamento do nível de consciência. A equipe de atendimento pré-hospitalar informou que o paciente apresentava sinais de choque hipovolêmico e infundiu até a chegada ao hospital 1 litro de solução cristaloide. Exame físico: saturação de O2 = 95%, FC= 140 bpm, PA = 80 x 60 mmHg, ECG = 3. Qual a melhor forma de tratar o choque hemorrágico deste paciente?

  • A. Infundir hemácias e plasma fresco em proporções altas, sem necessidade de aguardar exames laboratoriais e buscar foco de sangramento.
  • B. Infundir 1 litro de cristaloide, aguardar exames laboratoriais para iniciar transfusão hemácias e buscar foco de sangramento.
  • C. Infundir 1 litro de cristaloide, realizar hipotensão permissiva, iniciar transfusão de hemácias e buscar foco de sangramento.
  • D. Infundir hemácias, realizar hipotensão permissiva, aguardar exames laboratoriais para infundir plasma fresco e buscar foco de sangramento.

Comentário OsceLabs

Politraumatizado com choque hemorragico persistente apos 1 litro de cristaloide (FC 140, PA 80x60) e nao respondedor: aciona-se o protocolo de transfusao macica, com hemacias, plasma e plaquetas em proporcao equilibrada (1:1:1), SEM aguardar exames, enquanto se busca e controla o foco de sangramento. Insistir em cristaloide (B e C) agrava a coagulopatia dilucional e a triade letal; aguardar laboratorio (D) perde tempo. Atencao: hipotensao permissiva e proscrita no traumatismo cranioencefalico grave, como neste paciente. Resposta A.

Questão 86Paciente de 76 anos, previamente hipertensa, é admitida no pronto atendimento com história de crise convulsiva inédita há 2 horas. Familiares negam episódios prévios, assim como referem que a crise convulsiva foi autolimitada, com ocorrência de liberação esfincteriana e abalos musculares tônico clônicos. Ao exame: confusa e sonolenta (Glasgow 13), pupilas isocóricas e bradirreagentes e hemiparesia dimidiada à esquerda. Solicitada tomografia computadorizada de crânio sem e com administração de contraste endovenoso (vide figuras A e B, respectivamente). Tomografia computadorizada de crânio sem e com contraste Qual o diagnóstico mais provável?Gabarito: B

Paciente de 76 anos, previamente hipertensa, é admitida no pronto atendimento com história de crise convulsiva inédita há 2 horas. Familiares negam episódios prévios, assim como referem que a crise convulsiva foi autolimitada, com ocorrência de liberação esfincteriana e abalos musculares tônico clônicos. Ao exame: confusa e sonolenta (Glasgow 13), pupilas isocóricas e bradirreagentes e hemiparesia dimidiada à esquerda. Solicitada tomografia computadorizada de crânio sem e com administração de contraste endovenoso (vide figuras A e B, respectivamente). Tomografia computadorizada de crânio sem e com contraste Qual o diagnóstico mais provável?

  • A. Acidente vascular cerebral isquêmico.
  • B. Glioblastoma.
  • C. Hemorragia intraparenquimatosa.
  • D. Meningioma.

Comentário OsceLabs

Idosa com crise convulsiva inedita, deficit focal (hemiparesia) e rebaixamento, cuja tomografia so revela plenamente a lesao APOS o contraste - ou seja, lesao expansiva intra-axial com realce e edema perilesional: glioblastoma. AVC isquemico (A) nao realca dessa forma na fase aguda e teria instalacao subita sem efeito de massa inicial; hemorragia (C) e hiperdensa espontaneamente, sem precisar de contraste; meningioma (D) e extra-axial, de base dural e realce homogeneo, raramente com esse edema. Resposta B.

Questão 87Criança de 1 mês de idade, nascida de parto cesárea sem intercorrências, com quadro de irritabilidade e baixo ganho de peso. A mãe teve diagnóstico de toxoplasmose confirmado durante a gestação. Ao exame físico, encontra-se desperto e reativo, com peso de 2400 g e perímetro craniano de 42 cm; fontanelas abauladas, com mobilidade ocular normal. Seu exame de ultrassonografia de crânio transfontanelar encontra se abaixo. Qual a melhor conduta terapêutica?Gabarito: D

Criança de 1 mês de idade, nascida de parto cesárea sem intercorrências, com quadro de irritabilidade e baixo ganho de peso. A mãe teve diagnóstico de toxoplasmose confirmado durante a gestação. Ao exame físico, encontra-se desperto e reativo, com peso de 2400 g e perímetro craniano de 42 cm; fontanelas abauladas, com mobilidade ocular normal. Seu exame de ultrassonografia de crânio transfontanelar encontra se abaixo. Qual a melhor conduta terapêutica?

  • A. Terceiroventriculocisternostomia endoscópica.
  • B. Acetazolamida oral.
  • C. Punção lombar de alívio.
  • D. Derivação ventrículo peritoneal.

Comentário OsceLabs

Lactente com toxoplasmose congenita apresentando macrocrania (PC 42 cm ao mes), fontanela ABAULADA e irritabilidade: hidrocefalia hipertensiva por obstrucao inflamatoria/aqueductal - situacao classica da doenca. O tratamento definitivo e a derivacao ventriculo-peritoneal. A terceiroventriculocisternostomia (A) tem baixa eficacia em lactente pequeno e em hidrocefalia pos-inflamatoria; acetazolamida (B) tem efeito temporario e limitado; puncao lombar (C) e perigosa na hidrocefalia obstrutiva. Resposta D.

Questão 88Paciente de 23 anos, previamente hígida, é trazida ao pronto-socorro devido queixa de cefaleia súbita e de forte intensidade. Familiares negam perda de consciência, assim como negam episódios prévios semelhantes. Ao exame: sonolenta e confusa (Glasgow 13), pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits neurológicos focais, apresentando rigidez de nuca (+2/+4), afebril e estável hemodinamicamente. Qual a medida inicial indicada?Gabarito: A

Paciente de 23 anos, previamente hígida, é trazida ao pronto-socorro devido queixa de cefaleia súbita e de forte intensidade. Familiares negam perda de consciência, assim como negam episódios prévios semelhantes. Ao exame: sonolenta e confusa (Glasgow 13), pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits neurológicos focais, apresentando rigidez de nuca (+2/+4), afebril e estável hemodinamicamente. Qual a medida inicial indicada?

  • A. Tomografia computadorizada de crânio.
  • B. Punção lombar diagnóstica.
  • C. Administração de solução salina hipertônica 3%.
  • D. Intubação orotraqueal seguida por hiperventilação controlada.

Comentário OsceLabs

Cefaleia SUBITA e de forte intensidade (thunderclap) com rebaixamento e rigidez de nuca em jovem: hemorragia subaracnoidea ate prova em contrario. A primeira medida e sempre tomografia de cranio sem contraste, com sensibilidade proxima de 100% nas primeiras 6 horas. Puncao lombar (B) so entra se a TC for normal e a suspeita persistir - e nunca antes de excluir efeito de massa. Salina hipertonica (C) e hiperventilacao (D) tratam hipertensao intracraniana estabelecida, sem indicacao neste momento. Resposta A.

Questão 89Em uma avaliação médica de rotina de puericultura, notou-se em menino 2 anos de idade ausência do testículo esquerdo na bolsa. Já ao nascer o pediatra orientou os pais que até os dois anos o testículo poderia descer espontaneamente. O paciente encontra se saudável e o exame físico geral não apresenta alterações. O testículo direito é tópico e normotrófico. Qual a próxima medida diagnóstica a ser tomada?Gabarito: A

Em uma avaliação médica de rotina de puericultura, notou-se em menino 2 anos de idade ausência do testículo esquerdo na bolsa. Já ao nascer o pediatra orientou os pais que até os dois anos o testículo poderia descer espontaneamente. O paciente encontra se saudável e o exame físico geral não apresenta alterações. O testículo direito é tópico e normotrófico. Qual a próxima medida diagnóstica a ser tomada?

  • A. Descartar testículo retrátil.
  • B. Solicitar ressonância magnética de abdome e pelve.
  • C. Solicitar US abdominal.
  • D. Prescrever gonadotrofina coriônica.

Comentário OsceLabs

Antes de rotular criptorquidia e programar cirurgia, e obrigatorio afastar TESTICULO RETRATIL - situacao benigna em que o reflexo cremasterico eleva a gonada, mas ela desce e permanece na bolsa a manobra adequada (paciente aquecido, posicao de coca-coca). Trata-se de diagnostico clinico. Exames de imagem (B e C) tem baixa acuracia para testiculo nao palpavel e nao mudam a conduta; gonadotrofina (D) foi abandonada pela baixa eficacia. Perola: criptorquidia verdadeira tem orquidopexia indicada ate 1-2 anos. Resposta A.

Questão 90Homem, 25 anos, vítima de queda de moto, trazido pelo SAMU, é admitido na sala de trauma de um hospital referência, confuso e com dor abdominal. Exame físico: saturação de O2 = 94%. FC = 130 bpm, PA = 90 x 60 mmHg, Escala de Coma de Glasgow = 14. Após reanimação volêmica com 1L de solução cristaloide e infusão de dois concentrados de hemácias e um PFC. passou a apresentar FC = 105 bpm e PA = 100 x 70 mmHg. Realizou tomografia computadorizada de corpo inteiro, que evidenciou lesão hepática grau V com blush e volumoso hemoperitôneo. Qual a conduta mais adequada?Gabarito: D

Homem, 25 anos, vítima de queda de moto, trazido pelo SAMU, é admitido na sala de trauma de um hospital referência, confuso e com dor abdominal. Exame físico: saturação de O2 = 94%. FC = 130 bpm, PA = 90 x 60 mmHg, Escala de Coma de Glasgow = 14. Após reanimação volêmica com 1L de solução cristaloide e infusão de dois concentrados de hemácias e um PFC. passou a apresentar FC = 105 bpm e PA = 100 x 70 mmHg. Realizou tomografia computadorizada de corpo inteiro, que evidenciou lesão hepática grau V com blush e volumoso hemoperitôneo. Qual a conduta mais adequada?

  • A. Manter paciente em observação na sala de trauma nas primeiras 24 horas.
  • B. Encaminhar paciente para tratamento não cirúrgico em leito
  • C. Encaminhar paciente para tratamento cirúrgico.
  • D. Encaminhar paciente para a embolização.

Comentário OsceLabs

Trauma hepatico grau V com BLUSH ativo na tomografia, em paciente que RESPONDEU a reanimacao e estabilizou (FC 105, PA 100x70): e o cenario ideal para tratamento nao operatorio com angioembolizacao, que controla o sangramento arterial preservando o figado. Simples observacao (A e B) ignora o extravasamento ativo de contraste; laparotomia (C) fica reservada ao instavel/nao respondedor - operar o estavel aumenta morbidade e taxa de hepatectomia. Resposta D.

Questão 91Mulher de 70 anos, com dor abdominal inicialmente no andar inferior do abdome que migrou para hemi abdome direito e, principalmente, na fossa ilíaca direita associada a cerca de 5 evacuações diárias sem sangue ou muco há 15 dias. Há 12 dias, em serviço externo, iniciou tratamento para infecção do trato urinário com antibiótico. Houve discreta melhora e foi submetida a exame de imagem que motivou o encaminhamento para hospital terciário. Na admissão estava consciente e orientada, desidratada +/4+, frequências, cardíaca de 78. batimentos por minuto e respiratória de 18 incursões por minuto e saturação de oxigênio de 95%. O abdome era globoso, distendido, com ruídos hidroaéreos hipoativos, massa palpável e dolorosa no hemi abdome direito e com reação de defesa à palpação de fossa ilíaca direita. A tomografia revelou volumosa coleção parcialmente delimitada com focos gasosos com extensão para o músculo iliopsoas, a cavidade e a parede abdominal, com provável fecalito no interior. Em adição às medidas de correção das alterações sistêmicas e antibioticoterapia, qual a abordagem a ser adotada?Gabarito: A

Mulher de 70 anos, com dor abdominal inicialmente no andar inferior do abdome que migrou para hemi abdome direito e, principalmente, na fossa ilíaca direita associada a cerca de 5 evacuações diárias sem sangue ou muco há 15 dias. Há 12 dias, em serviço externo, iniciou tratamento para infecção do trato urinário com antibiótico. Houve discreta melhora e foi submetida a exame de imagem que motivou o encaminhamento para hospital terciário. Na admissão estava consciente e orientada, desidratada +/4+, frequências, cardíaca de 78. batimentos por minuto e respiratória de 18 incursões por minuto e saturação de oxigênio de 95%. O abdome era globoso, distendido, com ruídos hidroaéreos hipoativos, massa palpável e dolorosa no hemi abdome direito e com reação de defesa à palpação de fossa ilíaca direita. A tomografia revelou volumosa coleção parcialmente delimitada com focos gasosos com extensão para o músculo iliopsoas, a cavidade e a parede abdominal, com provável fecalito no interior. Em adição às medidas de correção das alterações sistêmicas e antibioticoterapia, qual a abordagem a ser adotada?

  • A. Drenagem percutânea.
  • B. Laparotomia exploradora.
  • C. Drenagem ecoendoscópica
  • D. Laparoscopia exploradora.

Comentário OsceLabs

Quadro arrastado de apendicite bloqueada: massa palpavel em fossa iliaca direita e tomografia com volumosa colecao com focos gasosos e fecalito - abscesso periapendicular. Em paciente estavel, a conduta moderna e antibioticoterapia associada a DRENAGEM PERCUTANEA guiada por imagem, deixando a apendicectomia para depois (de intervalo) ou dispensando-a. Abordagem cirurgica imediata (B e D) em plastrao inflamatorio tem alta morbidade, risco de fistula e de ressecoes ampliadas. Resposta A.

Questão 92Mulher, 20 anos, vítima de ferimento por arma branca em hemitórax esquerdo, na altura do 3º EIC junto à linha axilar anterior; chega dispneica à sala de trauma com saturação de O2 = 88%. O tórax foi drenado com dreno tubular e sistema coletor selo d'água. A saturação após a drenagem pleural = 90%. Realizado RX de tórax ainda na sala de trauma que mostra dreno bem posicionado com pneumotórax persistente, apesar do coletor borbulhar bastante. Qual a próxima conduta?Gabarito: A

Mulher, 20 anos, vítima de ferimento por arma branca em hemitórax esquerdo, na altura do 3º EIC junto à linha axilar anterior; chega dispneica à sala de trauma com saturação de O2 = 88%. O tórax foi drenado com dreno tubular e sistema coletor selo d'água. A saturação após a drenagem pleural = 90%. Realizado RX de tórax ainda na sala de trauma que mostra dreno bem posicionado com pneumotórax persistente, apesar do coletor borbulhar bastante. Qual a próxima conduta?

  • A. Colocar um segundo dreno de tórax.
  • B. Tomografia computadorizada de tórax.
  • C. Broncoscopia de urgência.
  • D. Trocar o dreno de tórax.

Comentário OsceLabs

Apos drenagem torasica bem posicionada, a persistencia do pneumotorax com BORBULHAMENTO INTENSO e continuo no selo d'agua indica escape aereo maior que a capacidade de um unico dreno. A conduta imediata em paciente ainda hipoxemico e acrescentar um segundo dreno para expandir o pulmao. Trocar o dreno (D) nao resolve, pois ele funciona; tomografia (B) nao se faz com pneumotorax nao resolvido; broncoscopia (C) investigaria lesao traqueobronquica, mas so depois de estabilizada a drenagem. Resposta A.

Questão 93Mulher de 50 anos procura cirurgião plástico preocupada com lesão papular hipercrômica na face, com cerca de 2 mm de espessura, simétrica, bordos regulares, coloração homogênea, diâmetro de 5 mm e crescimento lento. Qual a melhor conduta?Gabarito: D

Mulher de 50 anos procura cirurgião plástico preocupada com lesão papular hipercrômica na face, com cerca de 2 mm de espessura, simétrica, bordos regulares, coloração homogênea, diâmetro de 5 mm e crescimento lento. Qual a melhor conduta?

  • A. Exérese com margem de 5 mm e pesquisa do linfonodo sentinela cervical.
  • B. Eletrocauterização.
  • C. Crioterapia.
  • D. Exérese com margem de 2 mm e exame anatomopatológico.

Comentário OsceLabs

Lesao papular pigmentada SIMETRICA, de bordos regulares, cor homogenea, 5 mm e crescimento lento tem todos os criterios ABCDE favoraveis a benignidade, mas nenhuma caracteristica clinica dispensa a confirmacao histologica de lesao pigmentada em excerese. Faz-se exerese com margem estreita (2 mm) e exame anatomopatologico. Margem de 5 mm com linfonodo sentinela (A) e conduta de melanoma ja diagnosticado; eletrocauterizacao (B) e crioterapia (C) destroem a lesao e inviabilizam o diagnostico. Resposta D.

Questão 94Homem de 36 anos, 100 kg, foi vítima de queimaduras por combustão de álcool ao acender churrasqueira. Após 2 horas, foi admitido no pronto-socorro de hospital terciário, trazido pelo SAMU, tendo recebido no transporte 1.000 ml de solução de ringer lactato. Ao exame: consciente e orientado, Glasgow 15. saturação de oxigênio em ar ambiente de 95%, ventilação com murmúrio vesicular presente e simétrico, frequência respiratória de 18 ipm, frequência cardíaca de 86 bpm, pressão arterial de 110 x 70 mmHg, queimaduras de segundo e terceiro graus em metade do tronco posterior e todo membro inferior direito. De acordo com a 10ª edição do ATLS, como deve ser realizada a reposição volêmica deste paciente nas próximas horas?Gabarito: C

Homem de 36 anos, 100 kg, foi vítima de queimaduras por combustão de álcool ao acender churrasqueira. Após 2 horas, foi admitido no pronto-socorro de hospital terciário, trazido pelo SAMU, tendo recebido no transporte 1.000 ml de solução de ringer lactato. Ao exame: consciente e orientado, Glasgow 15. saturação de oxigênio em ar ambiente de 95%, ventilação com murmúrio vesicular presente e simétrico, frequência respiratória de 18 ipm, frequência cardíaca de 86 bpm, pressão arterial de 110 x 70 mmHg, queimaduras de segundo e terceiro graus em metade do tronco posterior e todo membro inferior direito. De acordo com a 10ª edição do ATLS, como deve ser realizada a reposição volêmica deste paciente nas próximas horas?

  • A. 2.700 ml de solução cristaloide nas próximas 6 horas.
  • B. 2.700 ml de solução cristaloide nas próximas 8 horas.
  • C. 1.700 ml de solução cristaloide nas próximas 6 horas.
  • D. 1.700 ml de solução cristaloide nas próximas 8 horas.

Comentário OsceLabs

Superficie queimada: metade do tronco posterior (9%) + todo o membro inferior direito (18%) = 27%. Pelo ATLS 10a edicao, a formula e 2 mL x peso x %SCQ = 2 x 100 x 27 = 5.400 mL em 24 h, sendo METADE (2.700 mL) nas primeiras 8 horas contadas do TRAUMA. Ele ja recebeu 1.000 mL e ja se passaram 2 horas: restam 1.700 mL a infundir nas 6 horas seguintes. As demais alternativas erram por ignorar o volume ja administrado ou o tempo decorrido. Resposta C.

Questão 95Homem de 32 anos, sem comorbidades prévias, queixa se de lombalgia de início súbito com irradiação para membro inferior esquerdo há 7 dias, contínua, melhora parcial com analgésicos. Ao exame físico, além de dor no membro citado (principalmente quando elevado em posição reta acima de 40 graus), apresenta outra nítida alteração semiológica ipsilateral. Realizou o exame de ressonância magnética em anexo. Qual a alteração vista no exame neurológico?Gabarito: B

Homem de 32 anos, sem comorbidades prévias, queixa se de lombalgia de início súbito com irradiação para membro inferior esquerdo há 7 dias, contínua, melhora parcial com analgésicos. Ao exame físico, além de dor no membro citado (principalmente quando elevado em posição reta acima de 40 graus), apresenta outra nítida alteração semiológica ipsilateral. Realizou o exame de ressonância magnética em anexo. Qual a alteração vista no exame neurológico?

  • A. Hipoestesia na face posterior da coxa.
  • B. Paresia da extensão do hálux.
  • C. Pé caído.
  • D. Hiporreflexia do aquileu.

Comentário OsceLabs

Lombociatalgia com Lasegue positivo e hernia discal na ressonancia: o deficit motor identifica a raiz. A extensao do halux (extensor longo do halux) e funcao de L5 - raiz comprometida na hernia L4-L5, a mais frequente. Hipoestesia da face posterior da coxa (A) e territorio de S1/S2; pe caido (C) e paralisia completa do fibular, achado mais avancado; hiporreflexia do aquileu (D) traduz lesao de S1, poupada aqui. Perola: o reflexo aquileu e S1; nao existe reflexo especifico de L5. Resposta B.

Questão 96Menino, 6 meses de idade. Há 6 horas iniciou quadro de dor abdominal em cólica, intensa, com período de acalmia. Evoluiu com piora da dor apresentando episódios mais frequentes com as mesmas características e vômitos. Na ocasião da troca das fraldas, informante refere sangue e muco. Exame físico: estado geral preservado, sem dor na ocasião do exame. Hidratado, corado, eupneico, afebril. Abdome globoso, flácido, sem distensão. Sinal de Dance positivo. Imediatamente encaminhado para exame contrastado, enema opaco. Considerando o provável diagnóstico e a conduta (enema opaco) proposta, qual o resultado esperado?Gabarito: D

Menino, 6 meses de idade. Há 6 horas iniciou quadro de dor abdominal em cólica, intensa, com período de acalmia. Evoluiu com piora da dor apresentando episódios mais frequentes com as mesmas características e vômitos. Na ocasião da troca das fraldas, informante refere sangue e muco. Exame físico: estado geral preservado, sem dor na ocasião do exame. Hidratado, corado, eupneico, afebril. Abdome globoso, flácido, sem distensão. Sinal de Dance positivo. Imediatamente encaminhado para exame contrastado, enema opaco. Considerando o provável diagnóstico e a conduta (enema opaco) proposta, qual o resultado esperado?

  • A. Identificação da zona de transição confirmando Hirschsprung.
  • B. Melhora clínica da enterocolite pela descompressão.
  • C. Confirmação diagnóstica de volvo intestinal.
  • D. Redução hidrostática do intussuscepto.

Comentário OsceLabs

Lactente de 6 meses com dor abdominal em colica intermitente, vomitos, fezes com sangue e muco (geleia de framboesa) e sinal de Dance: intussuscepcao intestinal, tipicamente ileocolica. O enema opaco (ou pneumoenema) tem dupla funcao - diagnostica e TERAPEUTICA, promovendo a reducao hidrostatica do intussuscepto em cerca de 80% dos casos. Zona de transicao (A) e achado de Hirschsprung; sinal do bico de passaro sugere volvo (C). Contraindicacao: peritonite ou perfuracao. Resposta D.

Questão 97Homem, 21 anos, vem a um serviço de pronto atendimento com queixa de dor no testículo direito, de início insidioso, com progressão há um dia, associada à disúria. Exame físico: hiperemia da bolsa escrotal, dor á palpação do testículo e endurecimento do epidídimo. Sinal de Prehn positivo. Qual a melhor conduta no pronto atendimento?Gabarito: D

Homem, 21 anos, vem a um serviço de pronto atendimento com queixa de dor no testículo direito, de início insidioso, com progressão há um dia, associada à disúria. Exame físico: hiperemia da bolsa escrotal, dor á palpação do testículo e endurecimento do epidídimo. Sinal de Prehn positivo. Qual a melhor conduta no pronto atendimento?

  • A. Analgesia, colher urina I, urocultura e encaminhar paciente para serviço especializado de urologia.
  • B. Encaminhar paciente para realizar ultrassonografia com Doppler e avaliar do fluxo sanguíneo testicular
  • C. Analgesia e encaminhar paciente para exploração cirúrgica de emergência
  • D. Tratamento clínico com anti-inflamatório, antibioticoterapia empírica e reavaliação entre 7 e 10 dias.

Comentário OsceLabs

Dor testicular de inicio INSIDIOSO, progressiva, com disuria, endurecimento do epididimo e sinal de Prehn POSITIVO (alivio da dor com elevacao do testiculo): epididimite aguda, nao torcao. O tratamento e ambulatorial - anti-inflamatorio, analgesia e antibiotico empirico cobrindo clamidia e gonococo nessa faixa etaria, com reavaliacao. Exploracao cirurgica (C) e para torcao (dor subita, Prehn negativo, reflexo cremasterico ausente); Doppler (B) e encaminhamento (A) nao dispensam iniciar o tratamento. Resposta D.

Questão 98Homem de 90 anos, com internação prolongada e imobilização por tratamento cirúrgico de fratura do colo do fêmur. Estava em antibioticoterapia para tratamento de pneumonia nosocomial e passou a apresentar parada de eliminação de flatos e fezes associada à distensão abdominal dolorosa. Ao exame, o estado geral era bom, entretanto o abdome era distendido, doloroso à palpação superficial, hipertimpânico e sem sinais de irritação peritoneal. A radiografia simples de abdome mostrou importante distensão gasosa de todo o cólon. Qual o provável diagnóstico e a melhor conduta indicada neste caso?Gabarito: C

Homem de 90 anos, com internação prolongada e imobilização por tratamento cirúrgico de fratura do colo do fêmur. Estava em antibioticoterapia para tratamento de pneumonia nosocomial e passou a apresentar parada de eliminação de flatos e fezes associada à distensão abdominal dolorosa. Ao exame, o estado geral era bom, entretanto o abdome era distendido, doloroso à palpação superficial, hipertimpânico e sem sinais de irritação peritoneal. A radiografia simples de abdome mostrou importante distensão gasosa de todo o cólon. Qual o provável diagnóstico e a melhor conduta indicada neste caso?

  • A. Íleo metabólico; compensação dos distúrbios hidroeletrolíticos e dieta laxativa.
  • B. Megacólon funcional; colectomia total com ileostomia temporária e sepultamento do reto.
  • C. Pseudo obstrução colônica aguda; descompressão endoscópica do cólon.
  • D. Volvo colônico; colonoscopia descompressiva e compensação dos distúrbios e hidroeletrolíticos.

Comentário OsceLabs

Idoso acamado, com fratura de femur, sepse tratada e uso de opioides, que desenvolve distensao colonica MACICA sem sinais de irritacao peritoneal e sem ponto de obstrucao mecanica: sindrome de Ogilvie (pseudo-obstrucao colonica aguda). Depois das medidas conservadoras e da neostigmina, a descompressao colonoscopica e o passo indicado, pelo risco de perfuracao cecal. Volvo (D) mostraria imagem em grao de cafe localizada; colectomia (B) e desproporcional; dieta laxativa (A) e inadequada no colo distendido. Resposta C.

Questão 99Mulher de 54 anos com queixa de frialdade, cianose não fixa, parestesia e dor súbita em pé e perna direita há 8 horas. Possui de antecedentes uma prótese valvular aórtica mecânica com controle irregular da anticoagulação com Varfarina. Foi submetida a embolectomia de emergência para revascularização de membro inferior direito, bem-sucedida. Uma hora após do procedimento, já na recuperação, apresentou recrudescimento da dor no membro, edema de panturrilha e perda de pulsos que haviam sidos restabelecidos com a cirurgia. Qual o provável diagnóstico?Gabarito: A

Mulher de 54 anos com queixa de frialdade, cianose não fixa, parestesia e dor súbita em pé e perna direita há 8 horas. Possui de antecedentes uma prótese valvular aórtica mecânica com controle irregular da anticoagulação com Varfarina. Foi submetida a embolectomia de emergência para revascularização de membro inferior direito, bem-sucedida. Uma hora após do procedimento, já na recuperação, apresentou recrudescimento da dor no membro, edema de panturrilha e perda de pulsos que haviam sidos restabelecidos com a cirurgia. Qual o provável diagnóstico?

  • A. Síndrome compartimental.
  • B. Flegmasia cerúlea dolens.
  • C. Novo episódio embólico.
  • D. Trombose arterial devido a lesão iatrogênica pelo cateter de Fogarty.

Comentário OsceLabs

Membro isquemico por 8 horas que e revascularizado com sucesso e, uma hora depois, volta a doer, com edema tenso de panturrilha e perda dos pulsos recem-restabelecidos: e sindrome compartimental por lesao de reperfusao - o edema muscular eleva a pressao no compartimento, colaba a microcirculacao e por fim oblitera o fluxo. A conduta e fasciotomia imediata. Novo embolo (C) ou trombose iatrogenica (D) nao explicariam o edema tenso da panturrilha; flegmasia (B) e complicacao de trombose venosa macica. Resposta A.

Questão 100Homem de 64 anos com quadro de perda acentuada de peso (20 kg em 6 meses), astenia e dor abdominal pós pradial. Possui hipertensão arterial sistêmica descontrolada e tabagismo ativo. Ao exame físico apresenta se em regular estado geral, hipocorado e hidratado. Peso atual 47 kg, Abdome escavado sem dor à palpação no momento. Aorta abdominal palpável e pulsátil, porém endurecida. Sopro sistólico audível em mesogástrio sem alteração com a respiração. Pulsos em membros inferiores presentes e simétricos. Realizou tomografia de abdome abaixo: Qual o diagnóstico mais provável?Gabarito: D

Homem de 64 anos com quadro de perda acentuada de peso (20 kg em 6 meses), astenia e dor abdominal pós pradial. Possui hipertensão arterial sistêmica descontrolada e tabagismo ativo. Ao exame físico apresenta se em regular estado geral, hipocorado e hidratado. Peso atual 47 kg, Abdome escavado sem dor à palpação no momento. Aorta abdominal palpável e pulsátil, porém endurecida. Sopro sistólico audível em mesogástrio sem alteração com a respiração. Pulsos em membros inferiores presentes e simétricos. Realizou tomografia de abdome abaixo: Qual o diagnóstico mais provável?

  • A. Síndrome do ligamento arqueado mediano.
  • B. Neoplasia de cabeça de pâncreas.
  • C. Compressão duodenal por aneurisma de aorta abdominal.
  • D. Isquemia mesentérica crônica.

Comentário OsceLabs

Dor abdominal POS-PRANDIAL com perda ponderal acentuada (20 kg) e medo de comer, em tabagista hipertenso com aterosclerose evidente (aorta endurecida, sopro em mesogastrio): e a angina abdominal da isquemia mesenterica cronica, por estenose ateromatosa das arterias viscerais. Neoplasia de cabeca de pancreas (B) cursaria com ictericia progressiva indolor; ligamento arqueado (A) acomete jovens e da sopro que VARIA com a respiracao - aqui ele nao varia; o aneurisma (C) nao explicaria a dor pos-prandial. Resposta D.

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