Prova de Residência Médica USP Ribeirão Preto 2024 (R1) com gabarito (PDF)
Abaixo você baixa o caderno e o gabarito da edição 2024 (R1) — de graça, sem cadastro.
objetiva
Conteúdo público da prova rediagramado pelo OsceLabs (a banca não publica o caderno em acesso aberto).
Prova comentada, questão a questão
Gabarito oficial + comentário autoral da equipe OsceLabs em cada questão. Clique na questão pra abrir.
Questão 1Você está atendendo em uma unidade de saúde da familia. Mãe traz criança de 8 m eses de idade que há 3 dias vem apresentando episódios de febre (temperatura atingindo até 38,1 °C). adinamia e perda de apetite. Criança tem náuseas, mas não está tendo vômitos, está aceitando líquidos orais e conseguindo se alimentar, mesmo em menor quantidade que do costume. Não tem alterações do hábito intestinal. Sem outras queixas. Mãe relata que criança nunca havia ficado doente antes. Sem intercorrências no período pré-natal e durante o parto. Criança com vacinas em dia, com bom crescimento e desenvolvimento. Sem história de doenças frequentes na familia. Ao exame físico criança está em bom estado geral, hidratada, pulmões limpos, FR: 40 ipm, ACV sem alterações, FC: 112 bpm, abdome sem alterações ao exame, pele sem alterações, exame neurológico sem alterações, boca, ouvidos e orofaringe sem alterações. Realizados exames: HMG: Hb: 12; Ht: 37; GB: 9300 (Bastonetes 1%, Segmentados 59%, Linfócitos típicos 30%, Eosinófilos 4%, Monócito 5%, Basófilos 1%), Plaquetas: 190.000; Urina I com nitrito positivo, 4 hemácias por campo (normal até 4 por campo), leucocitos: 42 por campo (normal até 5 por campo), com leucocitos agrupados, não detectados glicose, proteínas ou bilirrubinas. Além de coletar urocultura e iniciar a antibioticoterapia adequada para o quadro, é necessário:Gabarito: D
Você está atendendo em uma unidade de saúde da familia. Mãe traz criança de 8 m eses de idade que há 3 dias vem apresentando episódios de febre (temperatura atingindo até 38,1 °C). adinamia e perda de apetite. Criança tem náuseas, mas não está tendo vômitos, está aceitando líquidos orais e conseguindo se alimentar, mesmo em menor quantidade que do costume. Não tem alterações do hábito intestinal. Sem outras queixas. Mãe relata que criança nunca havia ficado doente antes. Sem intercorrências no período pré-natal e durante o parto. Criança com vacinas em dia, com bom crescimento e desenvolvimento. Sem história de doenças frequentes na familia. Ao exame físico criança está em bom estado geral, hidratada, pulmões limpos, FR: 40 ipm, ACV sem alterações, FC: 112 bpm, abdome sem alterações ao exame, pele sem alterações, exame neurológico sem alterações, boca, ouvidos e orofaringe sem alterações. Realizados exames: HMG: Hb: 12; Ht: 37; GB: 9300 (Bastonetes 1%, Segmentados 59%, Linfócitos típicos 30%, Eosinófilos 4%, Monócito 5%, Basófilos 1%), Plaquetas: 190.000; Urina I com nitrito positivo, 4 hemácias por campo (normal até 4 por campo), leucocitos: 42 por campo (normal até 5 por campo), com leucocitos agrupados, não detectados glicose, proteínas ou bilirrubinas. Além de coletar urocultura e iniciar a antibioticoterapia adequada para o quadro, é necessário:
- A. Solicitar uretrocistografia miccional
- B. Solicitar cintilografia renal com DMSA
- C. Solicitar radiografia simples de abdome.
- D. Solicitar ultrassonografia de rins e vias urinárias. ✓
Comentário OsceLabs
Lactente de 8 meses com febre e Urina I com nitrito positivo e leucocituria com leucocitos agrupados: ITU febril (provavel pielonefrite). No primeiro episodio em lactente, alem da urocultura e do antibiotico, a investigacao de imagem inicial e a ultrassonografia de rins e vias urinarias, que avalia anatomia, hidronefrose e abscesso. Uretrocistografia miccional (A) fica para ITU recorrente ou USG alterada; DMSA (B) avalia cicatriz renal tardiamente; radiografia de abdome (C) nao tem papel. Resposta D.
Questão 2Paciente do sexo masculino, 53 anos, vem para unidade de saúde da família para exames de rotina. Paciente sem queixas. Tem diagnóstico de hipertensão arterial, nega outras doenças. Faz uso de losartana 50 mg ao dia. Nega tabagismo ou etilismo. Paciente realizou todos os exames anuais preconizados para o paciente hipertenso: glicemia de jejum, lipidograma completo, função renal e eletrólitos, eletrocardiograma, urina rotina, sendo todos normais. Entre os exames, tem os seguintes achados na série vermelha do hemograma (série branca e plaquetas estavam normais). Qual a hipótese diagnóstica mais provável a respeito da série vermelha do sangue, dentre as alternativas abaixo?Gabarito: A
Paciente do sexo masculino, 53 anos, vem para unidade de saúde da família para exames de rotina. Paciente sem queixas. Tem diagnóstico de hipertensão arterial, nega outras doenças. Faz uso de losartana 50 mg ao dia. Nega tabagismo ou etilismo. Paciente realizou todos os exames anuais preconizados para o paciente hipertenso: glicemia de jejum, lipidograma completo, função renal e eletrólitos, eletrocardiograma, urina rotina, sendo todos normais. Entre os exames, tem os seguintes achados na série vermelha do hemograma (série branca e plaquetas estavam normais). Qual a hipótese diagnóstica mais provável a respeito da série vermelha do sangue, dentre as alternativas abaixo?
- A. Talassemia. ✓
- B. Anemia ferropriva.
- C. Deficiência de vitaminas.
- D. Anemia decorrente de doença crônica.
Comentário OsceLabs
Homem assintomatico, com todos os demais exames normais e alteracao isolada da serie vermelha (microcitose/hipocromia com hemoglobina praticamente preservada e RDW normal): o padrao classico do traco talassemico. A perola e a dissociacao entre microcitose acentuada e anemia leve, com hemacias em numero normal ou aumentado. Ferropriva (B) traria RDW alargado e ferritina baixa; doenca cronica (D) exige doenca inflamatoria, ausente aqui; carencia vitaminica (C) causa macrocitose, nao microcitose. Resposta A.
Questão 3Homem de 73 anos, vem para consulta de rotina semestral com seu médico de familia e comunidade, apresenta-se assintomático, em uso regular de Losartana 50 mg de 12/12 horas e Anlodipino 5 mg 1 vez ao dia. Diagnósticos prévios: Hipertensão arterial, dislipidemia alto risco cardiovascular e sobrepeso. Exame físico: peso: 80 Kg; altura: 1,64 cm; IMC: 29 Kg/m2; pressão arterial: 127 X 78 mmHg; circunferência abdominal: 85 cm; demais dados do exame físico sem alterações. Considerando os diagnósticos do paciente, além do lipidograma, glicemia de jejum, creatinina, urina rotina e potássio qual exame laboratorial básico deve ser solicitado anualmente para este paciente?Gabarito: B
Homem de 73 anos, vem para consulta de rotina semestral com seu médico de familia e comunidade, apresenta-se assintomático, em uso regular de Losartana 50 mg de 12/12 horas e Anlodipino 5 mg 1 vez ao dia. Diagnósticos prévios: Hipertensão arterial, dislipidemia alto risco cardiovascular e sobrepeso. Exame físico: peso: 80 Kg; altura: 1,64 cm; IMC: 29 Kg/m2; pressão arterial: 127 X 78 mmHg; circunferência abdominal: 85 cm; demais dados do exame físico sem alterações. Considerando os diagnósticos do paciente, além do lipidograma, glicemia de jejum, creatinina, urina rotina e potássio qual exame laboratorial básico deve ser solicitado anualmente para este paciente?
- A. Hemograma.
- B. Ácido úrico. ✓
- C. Ureia.
- D. Sódio.
Comentário OsceLabs
A rotina laboratorial minima do hipertenso, pelas Diretrizes Brasileiras de Hipertensao, inclui potassio, creatinina com estimativa de filtracao glomerular, glicemia, perfil lipidico, analise de urina, acido urico e eletrocardiograma. Entre as opcoes, o exame que falta na lista citada no enunciado e o acido urico, marcador de risco cardiovascular e util no manejo de diureticos. Hemograma, ureia e sodio nao fazem parte da avaliacao basica anual de rotina do hipertenso. Resposta B.
Questão 4Paciente do sexo feminino, 45 anos, traz em consulta o seguinte resultado de citologia oncótica. Considerando o resultado do exame, em quantos meses será necessária nova coleta de citologia oncótica para esta paciente?Gabarito: D
Paciente do sexo feminino, 45 anos, traz em consulta o seguinte resultado de citologia oncótica. Considerando o resultado do exame, em quantos meses será necessária nova coleta de citologia oncótica para esta paciente?
- A. 24 meses.
- B. 36 meses.
- C. 12 meses.
- D. 6 meses. ✓
Comentário OsceLabs
Diante de citologia com atipias de significado indeterminado em escamosas possivelmente nao neoplasicas (ASC-US) em mulher de 45 anos, a recomendacao do INCA/Ministerio da Saude e repetir a citologia em 6 meses (em menores de 30 anos, o intervalo e de 12 meses). O retorno ao rastreio trienal so ocorre apos dois exames consecutivos normais, e nao ha previsao de repeticao em 24 meses. Resposta D.
Questão 5Comparece à Unidade de Saúde da Família para seguimento, uma paciente de 65 anos, com diagnóstico confirmado de Diabetes Mellitus Tipo II e doença cardiovascular estabelecida. Faz uso de metformina 500mg 4 comprimidos ao dia, gliclazida 60mg 2 comprimidos ao dia e não atingiu as metas clínicas propostas na última consulta. Taxa de Filtração Glomerular (TFG): 80 ml/min/1.73m2; glicemia de jejum: 220mg/dl; glicemia pós-prandial: 300mg/dl e Hb glicada: 10%. A conduta mais indicada na consulta de hoje é:Gabarito: B
Comparece à Unidade de Saúde da Família para seguimento, uma paciente de 65 anos, com diagnóstico confirmado de Diabetes Mellitus Tipo II e doença cardiovascular estabelecida. Faz uso de metformina 500mg 4 comprimidos ao dia, gliclazida 60mg 2 comprimidos ao dia e não atingiu as metas clínicas propostas na última consulta. Taxa de Filtração Glomerular (TFG): 80 ml/min/1.73m2; glicemia de jejum: 220mg/dl; glicemia pós-prandial: 300mg/dl e Hb glicada: 10%. A conduta mais indicada na consulta de hoje é:
- A. Suspender todas as medicações e iniciar insulina para a paciente.
- B. Associar dapaglifozina 10mg ao tratamento. ✓
- C. Encaminhar a paciente para endocrinologia, pois exames estão muito fora da meta.
- D. Suspender a metformina e a gliclazida e prescrever dapaglifozina 10mg dia.
Comentário OsceLabs
Diabetica com doenca cardiovascular estabelecida e HbA1c de 10% em dose plena de metformina e sulfonilureia: a conduta e intensificar somando droga com beneficio cardiovascular comprovado, e com TFG de 80 mL/min a dapagliflozina esta plenamente indicada. Suspender a metformina (A e D) e erro, pois ela permanece a base do tratamento; encaminhar ao especialista (C) apenas posterga o ajuste que a propria atencao primaria pode fazer. Resposta B.
Questão 6Criança de 1 ano e 7 meses vem à consulta de puericultura com seu médico de família e comunidade (MFC). Mãe traz a criança após 6 meses sem consultar e não relata nenhuma queixa. A vacinação está atualizada e foi checada pelo MFC. Peso: p85; Estatura: p50. A criança anda, corre pela sala, sorri, faz contato visual, fala mama e papa e quando solicitada tira o próprio sapato e sobe na maca para ser examinada. Aponta objetos como a caneta e o papel. Hábito intestinal e urinário dentro da normalidade. A mãe tem mais dois filhos, um de 10 anos e outro de 5 anos. Qual o diagnóstico mais provável dessa criança?Gabarito: C
Criança de 1 ano e 7 meses vem à consulta de puericultura com seu médico de família e comunidade (MFC). Mãe traz a criança após 6 meses sem consultar e não relata nenhuma queixa. A vacinação está atualizada e foi checada pelo MFC. Peso: p85; Estatura: p50. A criança anda, corre pela sala, sorri, faz contato visual, fala mama e papa e quando solicitada tira o próprio sapato e sobe na maca para ser examinada. Aponta objetos como a caneta e o papel. Hábito intestinal e urinário dentro da normalidade. A mãe tem mais dois filhos, um de 10 anos e outro de 5 anos. Qual o diagnóstico mais provável dessa criança?
- A. Obesidade.
- B. Eutrofia.
- C. Atraso da fala. ✓
- D. Autismo.
Comentário OsceLabs
Aos 18 meses espera-se vocabulario de pelo menos 5 a 10 palavras; a crianca fala apenas mama e papa, o que configura atraso de linguagem. O marco social esta preservado (contato visual, aponta objetos, cumpre ordem simples), o que afasta autismo (D). Peso no p85 com estatura no p50 nao caracteriza obesidade (A), e a presenca do atraso isolado da fala impede chamar o quadro de eutrofia/desenvolvimento normal (B). Resposta C.
Questão 7Uma paciente de 57 anos é hipertensa, do lar e tem IMC de 28 Kg/m2. Faz uso de enalapril 20mg 12/12 horas, hidroclorotiazida 25mg/dia, anlodipino 5mg 12/12 horas. Hoje, procurou a Unidade de Saúde da Família (USF) próxima a sua casa porque sua pressão tem estado descontrolada. Apesar de não apresentar sintomas, refere que sua pressão tem ficado sempre com valores acima de 160 x 100 mmHg. A médica de família e comunidade verifica na consulta a pressão que estava 170 x 90 mmHg e a frequência cardíaca 82 bpm. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão 2020 a médica deve:Gabarito: D
Uma paciente de 57 anos é hipertensa, do lar e tem IMC de 28 Kg/m2. Faz uso de enalapril 20mg 12/12 horas, hidroclorotiazida 25mg/dia, anlodipino 5mg 12/12 horas. Hoje, procurou a Unidade de Saúde da Família (USF) próxima a sua casa porque sua pressão tem estado descontrolada. Apesar de não apresentar sintomas, refere que sua pressão tem ficado sempre com valores acima de 160 x 100 mmHg. A médica de família e comunidade verifica na consulta a pressão que estava 170 x 90 mmHg e a frequência cardíaca 82 bpm. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão 2020 a médica deve:
- A. Associar losartana ao tratamento.
- B. Liberar a paciente visto que está assintomática.
- C. Prescrever um betabloqueador.
- D. Associar espironolactona ao tratamento. ✓
Comentário OsceLabs
Pressao acima da meta com tres classes em doses otimizadas, incluindo diuretico tiazidico, IECA e bloqueador de canal de calcio: hipertensao resistente. A quarta droga de escolha, pelas Diretrizes Brasileiras de Hipertensao 2020, e a espironolactona. Associar losartana (A) e duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina com o enalapril, contraindicado; betabloqueador (C) nao e a quarta droga preferencial sem indicacao especifica; liberar a paciente (B) ignora o risco cardiovascular do descontrole. Resposta D.
Questão 8I Na reunião semanal da equipe da saúde da família a enfermeira relatou que recebeu um telefonema da Assistente Social do Hospital Municipal, informando que um paciente de 74 anos, morador do território da Unidade de Saúde da Família (USF), que foi submetido a uma colectomia total iria receber alta em 8 dias. Informou que a profissional do Hospital pediu informações sobre a família, repassou o contato da equipe que assistiu o paciente durante a internação e apresentou as recomendações assistenciais para o seu seguimento domiciliar. A enfermeira comunicou a Agente Comunitária de Saúde, responsável pela microárea onde mora o paciente, que ficou agendada uma visita conjunta de membros da equipe hospitalar e da USF à casa do paciente, para conversar com a família sobre a sua condição de saúde, a necessidade de cuidados específicos e uso de medicações, antes de sua alta hospitalar. A situação descrita acima representa melhor qual estratégia assistencial?Gabarito: A
I Na reunião semanal da equipe da saúde da família a enfermeira relatou que recebeu um telefonema da Assistente Social do Hospital Municipal, informando que um paciente de 74 anos, morador do território da Unidade de Saúde da Família (USF), que foi submetido a uma colectomia total iria receber alta em 8 dias. Informou que a profissional do Hospital pediu informações sobre a família, repassou o contato da equipe que assistiu o paciente durante a internação e apresentou as recomendações assistenciais para o seu seguimento domiciliar. A enfermeira comunicou a Agente Comunitária de Saúde, responsável pela microárea onde mora o paciente, que ficou agendada uma visita conjunta de membros da equipe hospitalar e da USF à casa do paciente, para conversar com a família sobre a sua condição de saúde, a necessidade de cuidados específicos e uso de medicações, antes de sua alta hospitalar. A situação descrita acima representa melhor qual estratégia assistencial?
- A. Transição do cuidado. ✓
- B. Projeto terapêutico singular.
- C. Gerenciamento de risco.
- D. Atenção oportunística.
Comentário OsceLabs
Comunicacao entre o hospital e a equipe de saude da familia antes da alta, repasse de informacoes clinicas, contato entre as equipes e visita domiciliar conjunta para preparar o seguimento: essa e a definicao de transicao do cuidado, estrategia que reduz reinternacao e eventos adversos pos-alta. Projeto terapeutico singular (B) e o plano construido para um caso complexo pela propria equipe; gerenciamento de risco (C) e estratificacao populacional; atencao oportunistica (D) e aproveitar o contato para acoes preventivas. Resposta A.
Questão 9Uma pesquisa publicada no The Lancet Regional Health America, em março de 2023, apontou que, em 2019, 3,8% da população brasileira reportou ter necessidades não atendidas por serviços de saúde, apesar de o Brasil possuir um sistema público de saúde universal. Além disso, o estudo mostrou que essas necessidades de saúde não atendidas estavam concentradas na população de menor renda, tendo a região Norte do país apresentado as maiores desigualdades. Do ponto de vista da gestão, os resultados dessa pesquisa confirmam qual lei dos sistemas de atenção à saúde?Gabarito: B
Uma pesquisa publicada no The Lancet Regional Health America, em março de 2023, apontou que, em 2019, 3,8% da população brasileira reportou ter necessidades não atendidas por serviços de saúde, apesar de o Brasil possuir um sistema público de saúde universal. Além disso, o estudo mostrou que essas necessidades de saúde não atendidas estavam concentradas na população de menor renda, tendo a região Norte do país apresentado as maiores desigualdades. Do ponto de vista da gestão, os resultados dessa pesquisa confirmam qual lei dos sistemas de atenção à saúde?
- A. Lei da concentração de gastos.
- B. Lei de cuidados inversos. ✓
- C. Lei de Roemer.
- D. Lei da despesa médica.
Comentário OsceLabs
A lei de cuidados inversos, formulada por Julian Tudor Hart, diz que a disponibilidade de boa assistencia tende a variar inversamente com a necessidade da populacao atendida. Necessidades nao atendidas concentradas nos mais pobres e na regiao Norte, apesar de sistema universal, sao exatamente essa distribuicao invertida. Lei de Roemer (C) trata da ocupacao de leitos ofertados; as leis de concentracao de gastos e da despesa medica descrevem custo, nao equidade de acesso. Resposta B.
Questão 10Um estudo ecológico (N Engl J Med 2019;381:705 15), avaliou em 652 cidades espalhadas por todos os continentes a possível associação entre a concentração média de material particulado no ar (PM2.5 e PM10) e a mortalidade por todas as causas no mesmo período da aferição. Comparou ainda as medições dessas partículas no ar com os limites máximos de concentração das mesmas estipulados por diferentes órgãos internacionais. Os resultados desse estudo estão sintetizados na figura abaixo. I Considerando os resultados, assinale a alternativa que melhor os interpretam.Gabarito: D
Um estudo ecológico (N Engl J Med 2019;381:705 15), avaliou em 652 cidades espalhadas por todos os continentes a possível associação entre a concentração média de material particulado no ar (PM2.5 e PM10) e a mortalidade por todas as causas no mesmo período da aferição. Comparou ainda as medições dessas partículas no ar com os limites máximos de concentração das mesmas estipulados por diferentes órgãos internacionais. Os resultados desse estudo estão sintetizados na figura abaixo. I Considerando os resultados, assinale a alternativa que melhor os interpretam.
- A. Observa se elevação da mortalidade na população exposta a partir das concentrações de PM10 e PM2,5 ultrapassando 150µg/m3 e 75µg/m3, respectivamente.
- B. Observa se associação direta e linear entre o aumento da concentração de PM2,5 e a mortalidade na população exposta.
- C. Observa se associação direta e linear entre o aumento da concentração de PM2.5 e PM10 e a mortalidade na população exposta.
- D. Observa se associação direta entre o aumento da concentração de PM10 e PM2.5 e a mortalidade na população exposta, sem limite de segurança. ✓
Comentário OsceLabs
O achado central desses estudos de material particulado e a associacao positiva entre concentracao de PM2,5 e PM10 e mortalidade sem limiar de seguranca, ou seja, o risco ja se eleva em concentracoes abaixo dos limites recomendados pelos orgaos internacionais. Por isso A erra ao propor pontos de corte altos; B ignora o PM10; e C assume linearidade estrita, quando a curva tem inclinacao maior nas concentracoes baixas. Resposta D.
Questão 11Um estudo ecológico (Nature Climate Change. 2021 June;11(6):492-500), avaliou em 732 cidades espalhadas pelos cinco continentes a possível associação entre a temperatura média a cada período de 10 dias e a mortalidade por todas as causas no mesmo período da aferição. Parte dos resultados desse estudo estão sintetizados na figura abaixo. I Considerando os resultados, assinale a alternativa que melhor os interpretam.Gabarito: A
Um estudo ecológico (Nature Climate Change. 2021 June;11(6):492-500), avaliou em 732 cidades espalhadas pelos cinco continentes a possível associação entre a temperatura média a cada período de 10 dias e a mortalidade por todas as causas no mesmo período da aferição. Parte dos resultados desse estudo estão sintetizados na figura abaixo. I Considerando os resultados, assinale a alternativa que melhor os interpretam.
- A. O risco de óbito eleva-se aproximadamente 50% em Chicago, quando a temperatura média ultrapassa 30°C. ✓
- B. O risco de óbito eleva-se de forma desigual nas cidades estudadas, sendo Bangcok e Madrid mais resilientes ao aumento da temperatura do que Taipei e Chicago.
- C. O risco de óbito eleva-se nas cidades estudadas de forma proporcional ao aumento da temperatura média observada em cada localidade.
- D. O risco de óbito eleva-se nas cidades estudadas a partir do momento em que a temperatura média ultrapassa o percentil 99 da temperatura naquela localidade.
Comentário OsceLabs
Nesse tipo de estudo a curva e apresentada cidade a cidade, e a leitura correta e quantitativa: em Chicago o risco relativo de obito sobe cerca de 50% nas temperaturas medias mais altas mostradas. A resposta nao pode ser generalizante, porque o efeito do calor nao e proporcional nem igual entre as cidades (B e C) e nao comeca somente acima do percentil 99 local (D) - o excesso de mortalidade ja aparece em faixas menos extremas. Resposta A.
Questão 12Um homem de 26 anos, sem antecedentes patológicos relevantes, assintomático, encaminhado para a Unidade de Saúde da Família onde você trabalha como médico. A carta de encaminhamento foi assinada pelo médico do trabalho de uma construtora que está contratando o jovem como pedreiro. Nela, o colega solicita sua avaliação devido a identificação de teste tuberculínico positivo em 5mm nos exames admissionais. Os demais exames de sangue realizados não identificaram anormalidades. A carteira de vacinação está em dia, segundo as recomendações do Programa Nacional de Imunização para a faixa etária. Diante deste cenário, assinale a alternativa que contém a conduta mais apropriada para o caso.Gabarito: C
Um homem de 26 anos, sem antecedentes patológicos relevantes, assintomático, encaminhado para a Unidade de Saúde da Família onde você trabalha como médico. A carta de encaminhamento foi assinada pelo médico do trabalho de uma construtora que está contratando o jovem como pedreiro. Nela, o colega solicita sua avaliação devido a identificação de teste tuberculínico positivo em 5mm nos exames admissionais. Os demais exames de sangue realizados não identificaram anormalidades. A carteira de vacinação está em dia, segundo as recomendações do Programa Nacional de Imunização para a faixa etária. Diante deste cenário, assinale a alternativa que contém a conduta mais apropriada para o caso.
- A. Solicitar baciloscopia do escarro e Rx de tórax para excluir doença ativa. Tratar como To doença se exames positivos, ou Tb latente se escarro negativo e Rx normal.
- B. Escrever contrarreferência liberando o jovem para o trabalho, considerando que o teste tuberculínico positivo seja reflexo da vacinação contra BCG realizada na infância.
- C. Perguntar por contato com portador de tuberculose pulmonar, solicitar Rx de tórax e sorologia para HIV, visando identificar indicações para tratamento de Tb latente. ✓
- D. Iniciar tratamento de Tb latente com rifapentina + isoniazida 1 dose semanal por 12 semanas consecutivas, independentemente de outros exames ou informações.
Comentário OsceLabs
Prova tuberculinica de 5 mm em adulto assintomatico so tem valor depois de excluida doenca ativa e de definido se ha condicao que torne o tratamento da infeccao latente prioritario. Por isso a conduta e investigar contato com bacilifero, pedir radiografia de torax e sorologia para HIV, ja que o corte de 5 mm indica tratamento justamente em contatos e imunossuprimidos. Liberar atribuindo a BCG (B) e inseguro; escarro em assintomatico (A) tem baixo rendimento; tratar sem avaliacao (D) pode tratar doenca ativa com esquema insuficiente. Resposta C.
Questão 13No período de 2020 a 2022, 282 casos suspeitos de rubéola, em gestantes, foram notificados no Sistema de Agravos de Notificação (SINAN) no país e 80 (28,4%) tiveram resultados de IgM reagentes, sendo todos descartados após a investigação epidemiológica. Nesse mesmo período, de acordo com os dados do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), foram realizados 14.127 exames de sorologia IgM para rubéola, em gestantes, e 110 (0,8%) foram reagentes. Entre as gestantes com sorologia IgM reagente, 28 (25,5%) realizaram RT PCR, sendo todos os resultados não detectáveis. Diante das informações apresentadas, o Ministério da Saúde, desde 2003, não recomenda a realização do exame sorológico com pesquisa IgM para rubéola, na rotina do pré-natal, em gestantes assintomáticas. Assinale a alternativa que melhor justifica a conduta proposta pelo Ministério da Saúde.Gabarito: D
No período de 2020 a 2022, 282 casos suspeitos de rubéola, em gestantes, foram notificados no Sistema de Agravos de Notificação (SINAN) no país e 80 (28,4%) tiveram resultados de IgM reagentes, sendo todos descartados após a investigação epidemiológica. Nesse mesmo período, de acordo com os dados do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), foram realizados 14.127 exames de sorologia IgM para rubéola, em gestantes, e 110 (0,8%) foram reagentes. Entre as gestantes com sorologia IgM reagente, 28 (25,5%) realizaram RT PCR, sendo todos os resultados não detectáveis. Diante das informações apresentadas, o Ministério da Saúde, desde 2003, não recomenda a realização do exame sorológico com pesquisa IgM para rubéola, na rotina do pré-natal, em gestantes assintomáticas. Assinale a alternativa que melhor justifica a conduta proposta pelo Ministério da Saúde.
- A. A acurácia do exame sorológico para rubéola no pré-natal é relativamente baixa.
- B. A relação de custo benefício do exame sorológico para rubéola no pré-natal é desfavorável, devido ao número baixo de casos notificados.
- C. O valor preditivo negativo do exame sorológico para rubéola no pré-natal é praticamente 100% devido à não circulação do vírus no país.
- D. O valor preditivo positivo do exame sorológico para rubéola no pré-natal é praticamente zero devido à não circulação do vírus no país. ✓
Comentário OsceLabs
O valor preditivo positivo depende da prevalencia. Com o virus da rubeola nao circulando no pais, praticamente todos os IgM reagentes sao falso-positivos - foi o que os dados mostraram: 80 casos suspeitos descartados e todos os RT-PCR nao detectaveis. Logo, testar gestante assintomatica gera ansiedade, investigacao e ate interrupcoes indevidas. A acuracia intrinseca do teste (A) nao mudou, e o argumento nao e custo (B); o VPN alto (C) nao e o problema apontado. Resposta D.
Questão 14Recentemente, no Brasil, a febre amarela voltou a preocupar as autoridades sanitárias, com aumento na notificação de casos em alguns municípios. Notou-se aumento da notificação de mortes de primatas não humanos, de várias espécies, em matas próximas aos locais de residência dos pacientes notificados. Além da importância clínica da doença, as preocupações das autoridades sanitárias apontaram para algumas questões. Assinale a alternativa correta:Gabarito: A
Recentemente, no Brasil, a febre amarela voltou a preocupar as autoridades sanitárias, com aumento na notificação de casos em alguns municípios. Notou-se aumento da notificação de mortes de primatas não humanos, de várias espécies, em matas próximas aos locais de residência dos pacientes notificados. Além da importância clínica da doença, as preocupações das autoridades sanitárias apontaram para algumas questões. Assinale a alternativa correta:
- A. Possibilidade de ocorrência de febre amarela urbana. ✓
- B. Existência de Aedes aegypti em matas dessas regiões.
- C. Resistência do Aedes aegypti aos inseticidas usados.
- D. Existência de vetores de febre amarela silvestre em áreas urbanas.
Comentário OsceLabs
Aumento de casos humanos junto a epizootias em primatas nao humanos indica intensa circulacao do virus no ciclo silvestre proximo as areas de moradia. O temor sanitario e a reurbanizacao da febre amarela: uma pessoa infectada na mata chega viremica a cidade infestada por Aedes aegypti e reinicia o ciclo urbano, ausente no Brasil desde 1942. O Aedes aegypti nao habita a mata (B), e os vetores silvestres Haemagogus e Sabethes nao se estabelecem no meio urbano (D). Resposta A.
Questão 15Você atende na Unidade de Saúde da Família um paciente de 49 anos, portador de hipertensão arterial há 5 anos e diabetes há 3 anos. Faz uso das seguintes medicações: Losartana 100 mg ao dia, Anlodipino 5 mg ao dia, Glifage XR 2.000 mg ao dia e Gliclazida MR 30 mg ao dia. Nega história prévia de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico. Declara que sua mãe teve um infarto aos 58 anos de idade. Não conheceu o seu pai. É tabagista desde os 39 anos de idade, 10 cigarros diariamente. Ao exame físico: P: 94 Kg; E: 170 cm, IMC 32,5 Kg/m2. ACV: ritmo cardíaco regular, em dois tempos, bulhas normofonéticas. PA: 128/76 mmHg. Ap respiratório: murmurio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. Abdome plano, ruídos hidroaéreos presentes e normoativos, flácido, indolor à palpação, ausência de visceromegalias ou massas palpáveis. Exames laboratoriais: Colesterol total: 198 mg/dL; HDL colesterol: 45 mg/dL; Triglicerideos: 105 mg/dL; glicemia de jejum: 94 mg/dL; HbA1c: 6,8%; creatinina: 0,82 mg/dL. Considerando o caso clínico descrito, qual a meta de LDL colesterol para esse paciente?Gabarito: C
Você atende na Unidade de Saúde da Família um paciente de 49 anos, portador de hipertensão arterial há 5 anos e diabetes há 3 anos. Faz uso das seguintes medicações: Losartana 100 mg ao dia, Anlodipino 5 mg ao dia, Glifage XR 2.000 mg ao dia e Gliclazida MR 30 mg ao dia. Nega história prévia de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico. Declara que sua mãe teve um infarto aos 58 anos de idade. Não conheceu o seu pai. É tabagista desde os 39 anos de idade, 10 cigarros diariamente. Ao exame físico: P: 94 Kg; E: 170 cm, IMC 32,5 Kg/m2. ACV: ritmo cardíaco regular, em dois tempos, bulhas normofonéticas. PA: 128/76 mmHg. Ap respiratório: murmurio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. Abdome plano, ruídos hidroaéreos presentes e normoativos, flácido, indolor à palpação, ausência de visceromegalias ou massas palpáveis. Exames laboratoriais: Colesterol total: 198 mg/dL; HDL colesterol: 45 mg/dL; Triglicerideos: 105 mg/dL; glicemia de jejum: 94 mg/dL; HbA1c: 6,8%; creatinina: 0,82 mg/dL. Considerando o caso clínico descrito, qual a meta de LDL colesterol para esse paciente?
- A. Abaixo de 100 mg/dL.
- B. Abaixo de 130 mg/dL.
- C. Abaixo de 70 mg/dL. ✓
- D. Abaixo de 50 mg/dL.
Comentário OsceLabs
Diabetico com estratificacao de alto risco - tabagismo, obesidade e historia familiar de doenca coronariana precoce - mas sem evento cardiovascular previo. Nessa categoria a meta de LDL e abaixo de 70 mg/dL. Metas de 100 e 130 (A e B) valem para risco intermediario e baixo, respectivamente, e o alvo abaixo de 50 mg/dL (D) e reservado ao muito alto risco, isto e, doenca aterosclerotica ja estabelecida, que ele nega. Resposta C.
Questão 16Criança de 1 mês de idade foi levada pela mãe para tomar vacinas na unidade de saúde. adequadamente aos chamados, inquieta, chorando, expressando dor no local da injeção. Foi Após algumas horas da aplicação da vacina, a criança começou a ficar mole, não responder levada rapidamente para a unidade, e após atendimento médico, cuidados e medicação, a foi informada tratar se de síndrome hipotônica hiporesponsiva, relacionada à vacina. Essa reação é provavelmente devido a(o):Gabarito: B
Criança de 1 mês de idade foi levada pela mãe para tomar vacinas na unidade de saúde. adequadamente aos chamados, inquieta, chorando, expressando dor no local da injeção. Foi Após algumas horas da aplicação da vacina, a criança começou a ficar mole, não responder levada rapidamente para a unidade, e após atendimento médico, cuidados e medicação, a foi informada tratar se de síndrome hipotônica hiporesponsiva, relacionada à vacina. Essa reação é provavelmente devido a(o):
- A. Erro de técnica de aplicação da DPT.
- B. Componente pertussis da vacina DPT. ✓
- C. Aplicação errada da dT em criança.
- D. Componente diftérico da vacina DPT.
Comentário OsceLabs
Episodio hipotonico-hiporresponsivo (hipotonia, hiporresponsividade e palidez nas primeiras horas apos a vacina) e evento adverso classicamente ligado ao componente pertussis de celulas inteiras da DTP. A conduta e completar o esquema com a DTPa (acelular). O componente difterico (D) e o toxoide tetanico nao causam esse quadro, e nao se trata de erro de tecnica (A) nem de aplicacao de dT em crianca (C), que alias nao produz essa reacao. Resposta B.
Questão 17Criança de 6 anos de idade foi mordida por um sagui (primata) ao tentar alimentá-lo com pipoca num parque ecológico. O ferimento foi pequeno, puntiforme, com duas perfurações, notando-se pequena quantidade de sangue. Após atendimento médico, verificou-se que a criança estava em dia com a vacinação contra tétano. Assinale a alternativa correta para a conduta clínica, além da limpeza criteriosa da lesão:Gabarito: A
Criança de 6 anos de idade foi mordida por um sagui (primata) ao tentar alimentá-lo com pipoca num parque ecológico. O ferimento foi pequeno, puntiforme, com duas perfurações, notando-se pequena quantidade de sangue. Após atendimento médico, verificou-se que a criança estava em dia com a vacinação contra tétano. Assinale a alternativa correta para a conduta clínica, além da limpeza criteriosa da lesão:
- A. Soro e vacina antirrábicos. ✓
- B. Vacina antirrábica.
- C. Vacina antitetânica.
- D. Soro antitetânico e vacina antitetânica.
Comentário OsceLabs
Mordedura por primata e considerada acidente com animal silvestre, e todo animal silvestre e tratado como potencialmente raivoso, independentemente do porte da lesao. Assim, mesmo em ferimento puntiforme, a profilaxia e completa: soro (ou imunoglobulina) antirrabico infiltrado na lesao mais esquema vacinal. Vacina isolada (B) so serviria para acidentes leves com caes e gatos passiveis de observacao; a vacinacao antitetanica ja esta em dia. Resposta A.
Questão 18O Secretário Municipal da Saúde de um município de médio porte fez uma apresentação na reunião da Comissão Intergestores Regional sobre o aplicativo "Saúde em suas Mãos" que será implantado em todas as unidades de atenção primária à saúde (APS) de sua cidade, para que os usuários possam agendar as suas consultas de caso novo e de retorno, pelo celular. O usuário também poderá realizar o cancelamento de sua consulta e novo agendamento, caso haja necessidade. O gestor da saúde relatou que houve um grande investimento financeiro nessa estratégia digital que, na visão da gestão, irá facilitar a vida dos usuários da APS. Na perspectiva do usuário, a implantação desse recurso tecnológico se relaciona mais diretamente a que atributo da APS?Gabarito: D
O Secretário Municipal da Saúde de um município de médio porte fez uma apresentação na reunião da Comissão Intergestores Regional sobre o aplicativo "Saúde em suas Mãos" que será implantado em todas as unidades de atenção primária à saúde (APS) de sua cidade, para que os usuários possam agendar as suas consultas de caso novo e de retorno, pelo celular. O usuário também poderá realizar o cancelamento de sua consulta e novo agendamento, caso haja necessidade. O gestor da saúde relatou que houve um grande investimento financeiro nessa estratégia digital que, na visão da gestão, irá facilitar a vida dos usuários da APS. Na perspectiva do usuário, a implantação desse recurso tecnológico se relaciona mais diretamente a que atributo da APS?
- A. Longitudinalidade.
- B. Integralidade.
- C. Coordenação da atenção.
- D. Atenção ao primeiro contato. ✓
Comentário OsceLabs
O aplicativo atua sobre a porta de entrada: facilita o agendamento, o cancelamento e o reagendamento da consulta, ou seja, mexe na acessibilidade ao servico. Na perspectiva do usuario isso corresponde ao atributo atencao ao primeiro contato. Longitudinalidade (A) e o vinculo ao longo do tempo com a mesma equipe; integralidade (B) e a oferta do conjunto de acoes necessarias; coordenacao (C) e a articulacao do cuidado prestado em outros pontos da rede. Resposta D.
Questão 19Na última reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) o gestor municipal, representante de uma Região de Saúde (RS), sugeriu ao Secretário Estadual de Saúde que pautasse para discussão a questão do financiamento da rede SUS. Para subsidiar a discussão o gestor municipal apresentou alguns dados de três municípios de sua RS (município 1: grande porte; município 2: pequeno porte; município 3: médio porte) e do estado (Gráfico). Gráfico: Participação (%) da receita própria estadual e municipal aplicada em saúde (Lei complementar 141/2012), novembro/dezembro 2022. Em relação à legislação vigente sobre a aplicação de recurso financeiro na saúde pública, pode se afirmar que:Gabarito: A
Na última reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) o gestor municipal, representante de uma Região de Saúde (RS), sugeriu ao Secretário Estadual de Saúde que pautasse para discussão a questão do financiamento da rede SUS. Para subsidiar a discussão o gestor municipal apresentou alguns dados de três municípios de sua RS (município 1: grande porte; município 2: pequeno porte; município 3: médio porte) e do estado (Gráfico). Gráfico: Participação (%) da receita própria estadual e municipal aplicada em saúde (Lei complementar 141/2012), novembro/dezembro 2022. Em relação à legislação vigente sobre a aplicação de recurso financeiro na saúde pública, pode se afirmar que:
- A. O município 1 aplicou acima do recomendado para municípios de grande porte. ✓
- B. O município 2 não aplicou o percentual mínimo recomendado para os municípios de pequeno porte.
- C. O município 3 aplicou o teto preconizado para os municípios de médio porte.
- D. O estado aplicou um percentual abaixo do recomendado para a esfera estadual.
Comentário OsceLabs
A Lei Complementar 141/2012 fixa percentuais minimos de receita propria aplicados em saude que independem do porte do municipio: 15% para municipios e Distrito Federal e 12% para estados. Nao existe teto (C) nem piso diferenciado por porte populacional (B). A unica leitura compativel com a legislacao e a de que o municipio 1 aplicou acima do minimo exigido. Resposta A.
Questão 20Homem, 34 anos de idade, relatou sintoma de dor lombar e irradiada para a perna direita, além de perda de força e "formigamento". O exame de ressonância magnética evidenciou uma hérnia de disco comprimindo o forame entre a quarta e a quinta vértebra lombar. Quais seriam os achados neurológicos esperados baseados no achado de exame de imagem?Gabarito: D
Homem, 34 anos de idade, relatou sintoma de dor lombar e irradiada para a perna direita, além de perda de força e "formigamento". O exame de ressonância magnética evidenciou uma hérnia de disco comprimindo o forame entre a quarta e a quinta vértebra lombar. Quais seriam os achados neurológicos esperados baseados no achado de exame de imagem?
- A. Redução da força para flexão plantar do pé e hipoestesia no primeiro interdigito do pé.
- B. Redução da força para dorsiflexão do hálux e hipoestesia na borda lateral do pé.
- C. Redução da força para extensão do joelho e hipoestesia na borda lateral da perna.
- D. Redução da força para dorsiflexão do pé e hipoestesia na borda medial do pé. ✓
Comentário OsceLabs
Hernia foraminal comprime a raiz que sai naquele forame; no forame L4-L5 a raiz comprometida e a L4. O miotomo de L4 inclui o tibial anterior, responsavel pela dorsiflexao do pe, e o dermatomo cobre a face medial da perna e do pe. Flexao plantar e primeiro interdigito (A) sao S1 e L5; borda lateral do pe (B) e S1; extensao do joelho com hipoestesia lateral da perna (C) mistura L3-L4 com L5. Resposta D.
Questão 21Mulher de 58 anos, tabagista, apresentou há uma semana crise tônico-clônica generalizada inédita, sendo levada ao Pronto Atendimento onde recebeu diazepam endovenoso, que faz cessar a crise, e prescrição de fenitoína 100 mg de 12 em 12 horas, além de solicitação a realizar exame de ressonância magnética (RM) do encéfalo. Retorna ao ambulatório cor resultado do exame (em anexo), relatando ter tido nova crise semelhante no dia anterior. Qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: C
Mulher de 58 anos, tabagista, apresentou há uma semana crise tônico-clônica generalizada inédita, sendo levada ao Pronto Atendimento onde recebeu diazepam endovenoso, que faz cessar a crise, e prescrição de fenitoína 100 mg de 12 em 12 horas, além de solicitação a realizar exame de ressonância magnética (RM) do encéfalo. Retorna ao ambulatório cor resultado do exame (em anexo), relatando ter tido nova crise semelhante no dia anterior. Qual é o diagnóstico mais provável?
- A. Ganglioglioma.
- B. Neurocitoma central.
- C. Glioblastoma. ✓
- D. Ependimoma.
Comentário OsceLabs
Mulher de 58 anos, tabagista, com crise convulsiva inedita e lesao expansiva encefalica: em adulto dessa faixa etaria o tumor cerebral primario mais frequente e o glioblastoma, tipicamente lesao infiltrativa com realce anelar irregular, necrose central e edema perilesional exuberante. Ganglioglioma (A) e neurocitoma central (B) sao tumores de criancas e adultos jovens, de crescimento lento; o ependimoma (D) e habitualmente intraventricular e tambem predomina na infancia. Resposta C.
Questão 22Homem de 42 anos apresenta lesão ulcerada em região pré-auricular direita, de rápida evolução, apresentando paralisia facial periférica e presença de múltiplos linfonodos cervicais (figura abaixo). Qual o sítio primário mais provável?Gabarito: B
Homem de 42 anos apresenta lesão ulcerada em região pré-auricular direita, de rápida evolução, apresentando paralisia facial periférica e presença de múltiplos linfonodos cervicais (figura abaixo). Qual o sítio primário mais provável?
- A. Conduto auditivo externo.
- B. Glândula parótida. ✓
- C. Mucosa dos seios da face.
- D. Células de Merkel.
Comentário OsceLabs
Lesao ulcerada pre-auricular com paralisia facial periferica e linfonodomegalia cervical: o nervo facial atravessa a glandula parotida, e a paralisia facial em massa dessa topografia e sinal de neoplasia maligna da parotida com invasao perineural. Tumor de conduto auditivo externo (A) costuma cursar com otorreia e hipoacusia antes da paralisia; seios da face (C) nao drenam para essa regiao com esse padrao; carcinoma de celulas de Merkel (D) e um tipo histologico de pele, nao um sitio primario glandular. Resposta B.
Questão 23Considerando princípios de cicatrização de feridas cirúrgicas, o objetivo é restaurar a anatomia e função mais próxima da normalidade possível. Ao proceder o fechamento de uma herniorrafia inguinal em homem adulto de 45 anos, tabagista, trabalhador na construção civil, temos que considerar os vários fatores locais e sistêmicos que podem afetar o sucesso da cirurgia. Assinale a alternativa correta.Gabarito: B
Considerando princípios de cicatrização de feridas cirúrgicas, o objetivo é restaurar a anatomia e função mais próxima da normalidade possível. Ao proceder o fechamento de uma herniorrafia inguinal em homem adulto de 45 anos, tabagista, trabalhador na construção civil, temos que considerar os vários fatores locais e sistêmicos que podem afetar o sucesso da cirurgia. Assinale a alternativa correta.
- A. O tabagismo pouco interfere no processo de cicatrização, desde que suspenda 1 semana antes da cirurgia.
- B. O tempo para a retirada de pontos da sutura deve considerar restabelecimento da força tênsil da ferida. ✓
- C. A atividade física pesada deve ser evitada até 6 semanas após a cirurgia e consequentemente o paciente deverá ficar afastado do trabalho.
- D. É indicado a utilização do fio de categut cromado para o fechamento da aponeurose e subcutâneo, e o fio de nylon para pontos na pele.
Comentário OsceLabs
A ferida so recupera parte relevante da forca tensil ao longo das primeiras semanas, e o momento de retirar os pontos deve respeitar essa curva de cicatrizacao, considerando tensao local, comorbidades e o tipo de trabalho do paciente. Tabagismo (A) prejudica muito a cicatrizacao pela vasoconstricao e hipoxia tecidual, e a suspensao recomendada e de cerca de 4 semanas; a limitacao de esforco (C) nao implica obrigatoriamente afastamento do trabalho por 6 semanas; e categute cromado (D) nao deve ser usado em aponeurose, que exige fio de absorcao lenta ou inabsorvivel. Resposta B.
Questão 2424. Um paciente sob ventilação mecânica possui a seguinte gasometria (Figura). Quais fatores devem ser inicialmente verificados?Gabarito: A
24. Um paciente sob ventilação mecânica possui a seguinte gasometria (Figura). Quais fatores devem ser inicialmente verificados?
- A. Volume minuto e pressão de distensão. ✓
- B. Pressão positiva expiratória final (PEEP: positive end expiratory pressure) e fração inspirada de oxigênio.
- C. Complacência e espaço morto.
- D. Resistência de vias aéreas e PEEP.
Comentário OsceLabs
Diante de uma gasometria alterada em paciente sob ventilacao mecanica, o primeiro passo e correlacionar o disturbio com os parametros que o geram. Para o CO2 e o pH, quem manda e a ventilacao alveolar, ou seja, o volume minuto (volume corrente x frequencia), avaliado junto da pressao de distensao para garantir ventilacao protetora. PEEP e FiO2 (B) sao os parametros da oxigenacao; complacencia, espaco morto e resistencia (C e D) sao calculos secundarios, uteis depois de ajustada a ventilacao. Resposta A.
Questão 25Homem de 32 anos sofreu queimadura por escaldo de líquido aquecido em membro superior esquerdo, com acometimento de toda a derme, com leito seco, sem eritema e sem perfusão tecidual a dígito pressão. Refere pouca dor no local. Qual a classificação dessa queimadura em relação a profundidade?Gabarito: D
Homem de 32 anos sofreu queimadura por escaldo de líquido aquecido em membro superior esquerdo, com acometimento de toda a derme, com leito seco, sem eritema e sem perfusão tecidual a dígito pressão. Refere pouca dor no local. Qual a classificação dessa queimadura em relação a profundidade?
- A. 2° grau superficial.
- B. 2° grau profundo.
- C. 1° grau.
- D. 3° grau. ✓
Comentário OsceLabs
Queimadura acometendo toda a derme, com leito seco, esbranquiçado, sem enchimento capilar a digitopressao e com hipoestesia (pouca dor) traduz destruicao das terminacoes nervosas e do plexo dermico: e queimadura de espessura total, terceiro grau. Segundo grau superficial (A) e umido, hiperemiado, muito doloroso e com flictenas; segundo grau profundo (B) mantem algum enchimento capilar e dor variavel; primeiro grau (C) e eritema sem flictena. Resposta D.
Questão 26Paciente de 25 anos, previamente hígido, admitido no CTI com choque circulatório e sem história clínica. Após a realização das medidas iniciais, a pressão arterial invasiva (PAi) está em 90/35 mmHg e a pressão de pulso (diferença da pressão sistólica e a pressão diastólica) esta em 55 mmHg. Admitindo se PAi calibrada, ajustada e sem interferências, qual o provável tipo de choque?Gabarito: B
Paciente de 25 anos, previamente hígido, admitido no CTI com choque circulatório e sem história clínica. Após a realização das medidas iniciais, a pressão arterial invasiva (PAi) está em 90/35 mmHg e a pressão de pulso (diferença da pressão sistólica e a pressão diastólica) esta em 55 mmHg. Admitindo se PAi calibrada, ajustada e sem interferências, qual o provável tipo de choque?
- A. Hipovolêmico.
- B. Distributivo. ✓
- C. Cardiogênico.
- D. Obstrutivo.
Comentário OsceLabs
Pressao arterial de 90/35 mmHg com pressao de pulso alargada significa diastolica muito baixa por queda da resistencia vascular sistemica, com debito cardiaco preservado ou alto: e o padrao hemodinamico do choque distributivo (septico, anafilatico ou neurogenico). Nos choques hipovolemico, cardiogenico e obstrutivo (A, C e D) o debito cai e ha vasoconstricao compensatoria, com pressao de pulso estreitada e extremidades frias. Resposta B.
Questão 27Recém-nascido, feminino, pré-termo de 33 semanas, com 4 semanas de vida. Refere regurgitações de leite há 7 dias. Evoluiu com aumento da frequência das regurgitações. Há dois dias teve dois episódios de vômitos após tentativa de ingesta (aleitamento materno). Os vômitos são de conteúdo exclusivamente alimentar (leite) segundo informações colhidas. Exame físico: desidratado +1/+4, corado e eupneico. Abdome globoso, sem massas palpáveis. Qual a hipótese diagnóstica mais provável?Gabarito: B
Recém-nascido, feminino, pré-termo de 33 semanas, com 4 semanas de vida. Refere regurgitações de leite há 7 dias. Evoluiu com aumento da frequência das regurgitações. Há dois dias teve dois episódios de vômitos após tentativa de ingesta (aleitamento materno). Os vômitos são de conteúdo exclusivamente alimentar (leite) segundo informações colhidas. Exame físico: desidratado +1/+4, corado e eupneico. Abdome globoso, sem massas palpáveis. Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
- A. Estenose hipertrófica do piloro.
- B. Refluxo gastroesofágico. ✓
- C. Intussuscepção intestinal.
- D. Vício de rotação intestinal.
Comentário OsceLabs
Regurgitacoes que vem aumentando desde os primeiros dias de vida, com poucos episodios de vomito de leite, sem massa palpavel, sem vomitos em jato progressivos e sem alcalose ou desidratacao importante em pre-termo: o quadro e de refluxo gastroesofagico do lactente. A estenose hipertrofica do piloro (A) cursa com vomitos em jato, incoerciveis e progressivos, com oliva palpavel e alcalose hipocloremica; intussuscepcao (C) da dor em colica e sangue nas fezes; ma rotacao (D) costuma dar vomito bilioso, que aqui nao ha. Resposta B.
Questão 28Menino, 12 anos, submetido a apendicectomia há 10 dias. Refere internação prolongada na ocasião da cirurgia, relacionada a perfuração do apêndice e peritonite difusa. Recebeu alta hospitalar no 4° pós operatório afebril, aceitando dieta via oral e com evacuações presentes. Há dois dias refere febre, parada da eliminação de flatus e fezes, vômito (um episódio) e dor abdominal. Exame físico: abdome distendido, ruídos hidroaéreos abolidos, dor à palpação profunda. Ferida operatória com hiperemia. Qual o diagnóstico mais provável?Gabarito: D
Menino, 12 anos, submetido a apendicectomia há 10 dias. Refere internação prolongada na ocasião da cirurgia, relacionada a perfuração do apêndice e peritonite difusa. Recebeu alta hospitalar no 4° pós operatório afebril, aceitando dieta via oral e com evacuações presentes. Há dois dias refere febre, parada da eliminação de flatus e fezes, vômito (um episódio) e dor abdominal. Exame físico: abdome distendido, ruídos hidroaéreos abolidos, dor à palpação profunda. Ferida operatória com hiperemia. Qual o diagnóstico mais provável?
- A. Volvo intestinal.
- B. Brida ou aderência.
- C. Abscesso de parede.
- D. Abscesso de cavidade. ✓
Comentário OsceLabs
Apendicite perfurada com peritonite, alta hospitalar e, no decimo dia, retorno com febre, dor, distensao e parada de eliminacao de gases e fezes: e o quadro classico do abscesso intracavitario (pelvico ou entre alcas), que provoca ileo inflamatorio secundario. A confirmacao e por tomografia e o tratamento envolve antibiotico e drenagem. Bridas (B) sao causa tardia e habitualmente sem febre; abscesso de parede (C) daria flutuacao local sem ileo; volvo (A) nao tem essa relacao com o pos-operatorio recente. Resposta D.
Questão 29Homem de 68 anos, com dor em membro inferior direito há um mês. Evoluiu com escurecimento do hálux direito há dez dias. É tabagista (30 anos-maço) e diabético. Ao exame clínico apresenta necrose seca do hálux direito, com temperatura simétrica nos pés, pulsos femorais e poplíteos palpáveis, porém com pulsos distais diminuídos em amplitude. Índice tornozelo braquial de 0,50 à direita e 0,70 à esquerda. Qual a conduta mais adequada?Gabarito: C
Homem de 68 anos, com dor em membro inferior direito há um mês. Evoluiu com escurecimento do hálux direito há dez dias. É tabagista (30 anos-maço) e diabético. Ao exame clínico apresenta necrose seca do hálux direito, com temperatura simétrica nos pés, pulsos femorais e poplíteos palpáveis, porém com pulsos distais diminuídos em amplitude. Índice tornozelo braquial de 0,50 à direita e 0,70 à esquerda. Qual a conduta mais adequada?
- A. Tratamento inicial com sessões de oxigenioterapia hiperbárica.
- B. Desbridamento precoce e curativo com pressão negativa.
- C. Angiografia arterial para planejamento de revascularização. ✓
- D. Amputação primária do hálux direito com sutura hemostática.
Comentário OsceLabs
Necrose seca de halux com dor em repouso ha um mes e indice tornozelo-braquial de 0,50: isquemia critica de membro, situacao em que a prioridade e restabelecer o fluxo. Assim, esta indicada arteriografia para mapear as lesoes e planejar revascularizacao. Desbridamento ou curativo a vacuo (B) e amputacao (D) em membro isquemico sem revascularizar evoluem para necrose da borda cirurgica; oxigenoterapia hiperbarica (A) e adjuvante, jamais tratamento inicial isolado. Resposta C.
Questão 30Lactente, menino, 4 meses. Informante refere abaulamento inguinal direito aos esforços (choro) com melhora espontânea. Ao exame físico, sem alterações. Genitália de fenótipo masculino característico, testículos palpáveis em bolsa testicular, sem abaulamento inguinal à inspeção. Qual a conduta mais adequada?Gabarito: B
Lactente, menino, 4 meses. Informante refere abaulamento inguinal direito aos esforços (choro) com melhora espontânea. Ao exame físico, sem alterações. Genitália de fenótipo masculino característico, testículos palpáveis em bolsa testicular, sem abaulamento inguinal à inspeção. Qual a conduta mais adequada?
- A. Ultrassonografia diagnóstica.
- B. Herniorrafia inguinal eletiva. ✓
- C. Acompanhamento clínico.
- D. Observação e reavaliação em 6 horas.
Comentário OsceLabs
Abaulamento inguinal que aparece ao choro e reduz espontaneamente em lactente e hernia inguinal indireta por persistencia do conduto peritoneovaginal. Hernia em crianca nao fecha sozinha e tem alto risco de encarceramento nos primeiros meses, portanto a conduta e herniorrafia eletiva, mesmo com exame fisico normal no momento da consulta. Ultrassom (A) nao e necessario com historia tipica; acompanhamento clinico (C) e observacao por 6 horas (D) so caberiam em hernia encarcerada reduzida. Resposta B.
Questão 31Homem de 56 anos refere surgimento de lesão ulcerada em pavilhão auricular (vide figura) há 8 meses, com crescimento progressivo. Neste período, houve episódios de sangramento após manipulação. Qual é a célula que dá origem a este tipo de neoplasia?Gabarito: D
Homem de 56 anos refere surgimento de lesão ulcerada em pavilhão auricular (vide figura) há 8 meses, com crescimento progressivo. Neste período, houve episódios de sangramento após manipulação. Qual é a célula que dá origem a este tipo de neoplasia?
- A. Condrócito.
- B. Melanócito.
- C. Adipócito.
- D. Queratinócito. ✓
Comentário OsceLabs
Lesao ulcerada de crescimento progressivo em pavilhao auricular, area de grande exposicao solar cronica, com sangramento a manipulacao: trata-se de cancer de pele nao melanoma (carcinoma basocelular ou espinocelular), ambos originados do queratinocito da epiderme. Melanocito (B) da origem ao melanoma, que seria lesao pigmentada assimetrica; condrocito (A) origina condrossarcoma e adipocito (C) lipoma/lipossarcoma, tumores de partes moles e nao ulcerados na superficie. Resposta D.
Questão 32Homem de 48 anos, portador de hipertensão arterial controlada, foi submetido a herniorrafia inguinal eletiva em esquema ambulatorial, com técnica cirúrgica sem a utilização de tela. Não foi utilizado antibiótico profilático e a anestesia foi apenas espinhal (raquidiana), sem sedação. Após 24 horas da cirurgia, passou a apresentar temperatura axilar de 38,2°C, além de mialgia e cansaço. Não tem perda de apetite ou dor abdominal. Refere dor no local da incisão, porém tolerável e controlável com as medicações analgésicas e anti-inflamatórias prescritas. Qual a melhor alternativa?Gabarito: D
Homem de 48 anos, portador de hipertensão arterial controlada, foi submetido a herniorrafia inguinal eletiva em esquema ambulatorial, com técnica cirúrgica sem a utilização de tela. Não foi utilizado antibiótico profilático e a anestesia foi apenas espinhal (raquidiana), sem sedação. Após 24 horas da cirurgia, passou a apresentar temperatura axilar de 38,2°C, além de mialgia e cansaço. Não tem perda de apetite ou dor abdominal. Refere dor no local da incisão, porém tolerável e controlável com as medicações analgésicas e anti-inflamatórias prescritas. Qual a melhor alternativa?
- A. Não deveria ter sido realizada a cirurgia em caráter ambulatorial por conta da hipertensão arterial sistêmica.
- B. A causa mais provável da febre neste paciente é atelectasia.
- C. Deveria ter sido utilizado antibiótico profilático.
- D. Não é possível descartar totalmente uma causa infecciosa para a febre. ✓
Comentário OsceLabs
Febre nas primeiras 24 a 48 horas de pos-operatorio costuma ser resposta inflamatoria a agressao cirurgica, mas ela nunca autoriza descartar infeccao: mialgia e febre podem ser as primeiras manifestacoes de infeccao de sitio cirurgico precoce por estreptococo ou clostridio, e o paciente precisa de reavaliacao da ferida. Atelectasia (B) como causa de febre e mito, ainda mais em raquianestesia sem intubacao; hipertensao controlada (A) nao contraindica cirurgia ambulatorial; e herniorrafia sem tela e cirurgia limpa, sem indicacao formal de profilaxia (C). Resposta D.
Questão 33Homem de 22 anos, com história de trauma escrotal leve há 40 dias. Antecedente de criptorquidia. O exame físico revelou a presença de testículo esquerdo aumentado, indolor com nódulo endurecido. Qual a suspeita clínica e a conduta?Gabarito: A
Homem de 22 anos, com história de trauma escrotal leve há 40 dias. Antecedente de criptorquidia. O exame físico revelou a presença de testículo esquerdo aumentado, indolor com nódulo endurecido. Qual a suspeita clínica e a conduta?
- A. Neoplasia testicular, ultrassonografia, dosagem de alfafetoproteína e BHCG. ✓
- B. Orquiepididimite bacteriana, ultrassonografia, antibioticoterapia.
- C. Orquiepididimite bacterina, urina tipo 1, antibioticoterapia.
- D. Neoplasia testicular, ultrassonografia, cirurgia.
Comentário OsceLabs
Nodulo endurecido e indolor em testiculo aumentado, em jovem com antecedente de criptorquidia (fator de risco maior), e neoplasia testicular ate prova em contrario - o trauma foi apenas o evento que chamou a atencao. A investigacao correta e ultrassonografia escrotal mais marcadores tumorais (alfafetoproteina, beta-hCG e LDH) colhidos ANTES da orquiectomia inguinal, pois servem para estadiamento e seguimento. Por isso D erra a sequencia; orquiepididimite (B e C) cursa com dor, febre e sintomas urinarios. Resposta A.
Questão 34Paciente encontrado em via pública desorientado, sem história clinica. É trazido por ambulância em serviço de urgência com quadro de sudorese, dispneia, tempo de enchimento capilar de 6 segundos. Sinais vitais são os seguintes: PA: 50x30 mmHg, FC: 137 bpm, FR: 28 imp, SatO2: 94% e glicemia capilar: 132 mg/dL. Foi realizado ultrassom à beira leito (figura abaixo). Qual a conduta?Gabarito: C
Paciente encontrado em via pública desorientado, sem história clinica. É trazido por ambulância em serviço de urgência com quadro de sudorese, dispneia, tempo de enchimento capilar de 6 segundos. Sinais vitais são os seguintes: PA: 50x30 mmHg, FC: 137 bpm, FR: 28 imp, SatO2: 94% e glicemia capilar: 132 mg/dL. Foi realizado ultrassom à beira leito (figura abaixo). Qual a conduta?
- A. Toracocentese.
- B. Diurético endovenoso.
- C. Pericardiocentese. ✓
- D. Iniciar vasopressor.
Comentário OsceLabs
Choque com hipotensao grave, taquicardia, tempo de enchimento capilar de 6 segundos e ultrassom a beira do leito diagnostico em paciente sem historia: o achado ecografico que justifica essa apresentacao e derrame pericardico com colapso de camaras direitas, ou seja, tamponamento cardiaco. O tratamento e a descompressao imediata por pericardiocentese. Diuretico (B) piora o quadro dependente de pre-carga; vasopressor (D) e apenas medida de ponte; toracocentese (A) trataria pneumotorax hipertensivo, outro achado ecografico. Resposta C.
Questão 35Homem de 70 anos é admitido em unidade de pronto atendimento com queixa de dor lombar súbita intensa sem fatores de melhora. Relata que é um episódio inédito. Nega dor torácica dispneia ou perda de consciência. Tem antecedente de hipertensão arterial crônica, tabagismo e doença pulmonar obstrutiva crônica. PA: 110 /60 mmHg; FC: 90 bpm. Paciente é obeso de difícil exame abdominal. Giordano negativo. Abaixo segue imagem de tomografia realizada pronto socorro. Exames laboratoriais: Hb: 9,5 g/dl Ht: 39%, Na: 130 mEq/L; K: 5,8 mEq/l Creatinina: 2,5 mg/dl. Qual a melhor conduta?Gabarito: A
Homem de 70 anos é admitido em unidade de pronto atendimento com queixa de dor lombar súbita intensa sem fatores de melhora. Relata que é um episódio inédito. Nega dor torácica dispneia ou perda de consciência. Tem antecedente de hipertensão arterial crônica, tabagismo e doença pulmonar obstrutiva crônica. PA: 110 /60 mmHg; FC: 90 bpm. Paciente é obeso de difícil exame abdominal. Giordano negativo. Abaixo segue imagem de tomografia realizada pronto socorro. Exames laboratoriais: Hb: 9,5 g/dl Ht: 39%, Na: 130 mEq/L; K: 5,8 mEq/l Creatinina: 2,5 mg/dl. Qual a melhor conduta?
- A. Tratamento cirúrgico imediato. ✓
- B. Tratamento cirúrgico em 24 a 48 horas.
- C. Investigação adicional com ressonância nuclear magnética.
- D. Inicialmente, apenas compensação clínica.
Comentário OsceLabs
Homem idoso, tabagista e hipertenso, com dor lombar subita e intensa, anemia, hipotensao relativa e tomografia de urgencia: o cenario e de aneurisma de aorta abdominal roto (frequentemente com hematoma retroperitoneal, o que explica a lesao renal e a dificuldade do exame abdominal no obeso). A conduta e cirurgia imediata, aberta ou endovascular. Aguardar 24 a 48 horas (B) ou apenas compensar clinicamente (D) e aceitar a exsanguinacao; ressonancia (C) so atrasa o tratamento. Resposta A.
Questão 36Paciente de 55 anos no 10° pós-operatório de nefrectomia direita videolaparoscópica devido a carcinoma renal de células claras com boa evolução cirúrgica. Voltou em retorno com queixa de edema e dor súbitos de perna direita há 1 dia. Ao exame físico, apresenta panturrilha discretamente edemaciada e empastada, porém com dor controlada. Exames laboratoriais. Hb: 9,0 dl/ml; Ht: 35%; Creat: 1,2 mg/dl; Na: 138 mEq/ml; K: 5,5 mEq/ml; Glicemia jejum:110 mg/dl. Estava usando AAS para profilaxia de tromboembolismo venoso e apresentou 1 episódio leve e autolimitado de epistaxe há 4 dias. Realizou ultrassom venoso em caráter de urgência que evidenciou trombose de veia poplítea. Qual a melhor conduta?Gabarito: D
Paciente de 55 anos no 10° pós-operatório de nefrectomia direita videolaparoscópica devido a carcinoma renal de células claras com boa evolução cirúrgica. Voltou em retorno com queixa de edema e dor súbitos de perna direita há 1 dia. Ao exame físico, apresenta panturrilha discretamente edemaciada e empastada, porém com dor controlada. Exames laboratoriais. Hb: 9,0 dl/ml; Ht: 35%; Creat: 1,2 mg/dl; Na: 138 mEq/ml; K: 5,5 mEq/ml; Glicemia jejum:110 mg/dl. Estava usando AAS para profilaxia de tromboembolismo venoso e apresentou 1 episódio leve e autolimitado de epistaxe há 4 dias. Realizou ultrassom venoso em caráter de urgência que evidenciou trombose de veia poplítea. Qual a melhor conduta?
- A. Repetir ultrassom em 3 dias.
- B. Enoxaparina.
- C. Filtro de veia cava.
- D. Apixabana. ✓
Comentário OsceLabs
Trombose de veia poplitea e TVP proximal e exige anticoagulacao plena imediata - o AAS nao serve como profilaxia nem como tratamento, e a epistaxe leve e autolimitada nao contraindica anticoagular. Entre as opcoes, a apixabana e o esquema oral de escolha atual, com dose de ataque propria, sem necessidade de ponte parenteral e adequada ao tratamento ambulatorial prolongado. Repetir ultrassom (A) posterga o tratamento e filtro de veia cava (C) so cabe quando ha contraindicacao absoluta a anticoagulacao. Resposta D.
Questão 37Homem de 30 anos, vítima de ferimentos por arma de branca na região abdominal, é admitido em unidade de atendimento de urgência. Ao exame, encontra se desorientado, pálido, pulsos finos, PA: 40 X0 mmHg; FC: 145 bpm; FR: 25 ipm. O abdome está distendido, muito doloroso à palpação e observa-se 3 perfurações na parede abdominal (epigástrio, flanco esquerdo e hipocôndrio esquerdo). É encaminhado à laparotomia exploradora em caráter de emergência. Qual a incisão mais apropriada para esse caso?Gabarito: D
Homem de 30 anos, vítima de ferimentos por arma de branca na região abdominal, é admitido em unidade de atendimento de urgência. Ao exame, encontra se desorientado, pálido, pulsos finos, PA: 40 X0 mmHg; FC: 145 bpm; FR: 25 ipm. O abdome está distendido, muito doloroso à palpação e observa-se 3 perfurações na parede abdominal (epigástrio, flanco esquerdo e hipocôndrio esquerdo). É encaminhado à laparotomia exploradora em caráter de emergência. Qual a incisão mais apropriada para esse caso?
- A. Subcostal esquerda.
- B. Transversa supraumbilical.
- C. Paramediana esquerda.
- D. Mediana supraumbilical. ✓
Comentário OsceLabs
Ferimento abdominal por arma branca com choque grave e peritonite exige laparotomia de emergencia, e a incisao de escolha no trauma e a mediana: entra rapido, praticamente exangue, permite inventario de todos os quadrantes e pode ser ampliada em qualquer direcao conforme os achados. Incisoes subcostal (A), transversa (B) e paramediana (C) sao mais demoradas, sangram mais e limitam o acesso a outros compartimentos da cavidade. Resposta D.
Questão 38Paciente masculino de 65 anos, portador de hipertensão arterial crônica, deu entrada no Pronto Atendimento com quadro de perda de força de início súbito no hemicorpo direito há 5 dias. Ao exame neurológico, apresentava escala de coma de Glasgow de 15, pupilas isocóricas, e hemiparesia à direita grau 2. Foi submetido a tomografia computadorizada de crânio, mostrada na figura abaixo. O médico neurocirurgião de plantão foi consultado quanto à indicação de craniectomia descompressiva, e não indicou o procedimento. Qual dos seguintes fatores ele levou em consideração para esta não indicação?Gabarito: B
Paciente masculino de 65 anos, portador de hipertensão arterial crônica, deu entrada no Pronto Atendimento com quadro de perda de força de início súbito no hemicorpo direito há 5 dias. Ao exame neurológico, apresentava escala de coma de Glasgow de 15, pupilas isocóricas, e hemiparesia à direita grau 2. Foi submetido a tomografia computadorizada de crânio, mostrada na figura abaixo. O médico neurocirurgião de plantão foi consultado quanto à indicação de craniectomia descompressiva, e não indicou o procedimento. Qual dos seguintes fatores ele levou em consideração para esta não indicação?
- A. Idade do paciente.
- B. Tempo de início dos sintomas. ✓
- C. Extensão da área de isquemia.
- D. Dominância do hemisfério envolvido.
Comentário OsceLabs
A craniectomia descompressiva no AVC isquemico maligno de arteria cerebral media tem beneficio comprovado quando realizada precocemente, dentro das primeiras 48 horas do inicio dos sintomas. Este paciente esta no quinto dia, fora da janela em que o procedimento altera desfecho. Idade (A) e um criterio relativo, e nem extensao da isquemia (C) nem dominancia hemisferica (D) sao os fatores que, neste caso, justificam a recusa - o determinante aqui e o tempo. Resposta B.
Questão 39Recém-nascido masculino, 3 semanas de vida, com quadro sugestivo de suboclusão intestinal alta. O diagnóstico de estenose hipertrófica do piloro foi confirmado pelo ultrassom abdominal. Será submetido a correção cirúrgica com a realização de uma piloromiotomia por via laparotômica. Qual a classificação pré-operatória conforme o grau de contaminação?Gabarito: D
Recém-nascido masculino, 3 semanas de vida, com quadro sugestivo de suboclusão intestinal alta. O diagnóstico de estenose hipertrófica do piloro foi confirmado pelo ultrassom abdominal. Será submetido a correção cirúrgica com a realização de uma piloromiotomia por via laparotômica. Qual a classificação pré-operatória conforme o grau de contaminação?
- A. Contaminada.
- B. Infectada.
- C. Potencialmente contaminada.
- D. Limpa. ✓
Comentário OsceLabs
A piloromiotomia (tecnica de Fredet-Ramstedt) secciona apenas a camada muscular do piloro, sem abertura da mucosa e, portanto, sem contato com o trato digestivo, respiratorio ou urinario. Trata-se, na classificacao pre-operatoria, de cirurgia limpa. Seria potencialmente contaminada (C) se houvesse abertura controlada de viscera oca, contaminada (A) na presenca de contaminacao grosseira ou inflamacao aguda, e infectada (B) diante de pus ou viscera perfurada. Resposta D.
Questão 40Lactente, menino, 6 meses, dor abdominal em cólica, intensa, com períodos de acalmia há 6 horas. Exame físico: hipoativo, sem dor na ocasião do exame. Abdome: indolor, flácido, sem resistência à palpação. Ao abrir a fralda, fezes com muco e sangue. Sem outras alterações. Qual a conduta mais adequada?Gabarito: B
Lactente, menino, 6 meses, dor abdominal em cólica, intensa, com períodos de acalmia há 6 horas. Exame físico: hipoativo, sem dor na ocasião do exame. Abdome: indolor, flácido, sem resistência à palpação. Ao abrir a fralda, fezes com muco e sangue. Sem outras alterações. Qual a conduta mais adequada?
- A. Colonoscopia.
- B. Enema opaco. ✓
- C. Laparoscopia.
- D. Laparotomia.
Comentário OsceLabs
Lactente com dor abdominal em colica e periodos de acalmia, hipoatividade entre as crises e fezes com muco e sangue (geleia de framboesa): intussuscepcao intestinal. Sem sinais de peritonite ou perfuracao, a conduta e o enema (opaco ou com ar), que e simultaneamente diagnostico e terapeutico, com altas taxas de reducao. Colonoscopia (A) nao tem papel; laparoscopia e laparotomia (C e D) ficam para falha da reducao nao cirurgica, peritonite ou instabilidade. Resposta B.
Questão 41Homem, 40 anos, sem comorbidades, é admitido na unidade de emergência com dor precordial há 2 dias de moderada intensidade, que piora com a inspiração e melhora com inclinação do tronco para frente, sem irradiação. Relata episódio de dengue sem complicações há 2 semanas. Ao exame físico: BEG FC:75 bm; PA:130 x 85 mmHg; FR:22 ipm, exame respiratório e abdominal normais, ictus cordis no 5° espaço intercostal esquerdo com 1 polpa digital de extensão, ritmo cardíaco regular em 2 tempos, sem sopros, extremidades quentes pulsos presentes e simétricos, sem edemas. Radiografia de tórax é normal. Eletrocardiograma abaixo. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual é o próximo passo na investigação?Gabarito: B
Homem, 40 anos, sem comorbidades, é admitido na unidade de emergência com dor precordial há 2 dias de moderada intensidade, que piora com a inspiração e melhora com inclinação do tronco para frente, sem irradiação. Relata episódio de dengue sem complicações há 2 semanas. Ao exame físico: BEG FC:75 bm; PA:130 x 85 mmHg; FR:22 ipm, exame respiratório e abdominal normais, ictus cordis no 5° espaço intercostal esquerdo com 1 polpa digital de extensão, ritmo cardíaco regular em 2 tempos, sem sopros, extremidades quentes pulsos presentes e simétricos, sem edemas. Radiografia de tórax é normal. Eletrocardiograma abaixo. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual é o próximo passo na investigação?
- A. Cineangiocoronariografia.
- B. Ecocardiograma transtorácico. ✓
- C. Angiotomografia de coronárias.
- D. Teste ergométrico.
Comentário OsceLabs
Dor precordial ventilatorio-dependente que melhora com a inclinacao do tronco para frente, duas semanas apos quadro viral, com eletrocardiograma compativel: pericardite aguda. O proximo exame e o ecocardiograma transtoracico, que procura derrame pericardico, sinais de tamponamento e disfuncao ventricular (miopericardite). Cineangiocoronariografia, angiotomografia de coronarias e teste ergometrico (A, C e D) investigam doenca coronariana, hipotese improvavel em jovem sem fatores de risco e com essa semiologia. Resposta B.
Questão 42Mulher, 43 anos, branca, queixa-se de dispneia aos esforços, com piora progressiva há 4 meses, atualmente classe funcional IlI da NYHA, associadamente a ortopneia e edema de tornozelos. Há 1 semana procurou atendimento médico devido a piora dos sintomas. Exame físico, FC: 94 bpm; FR: 22 ipm; PA:145 x 60 mmHg, ausculta pulmonar com estertores bibasais, ictus cordis no 6º espaço intercostal na linha axilar anterior com duas polpas digitais e edema 2+/4+ ate joelhos bilateralmente, sopro cardíaco com epicentro em foco aórtico. Distensão abrupta e colapso rápido dos pulsos femorais e braquiais. Pulsações capilares observadas nos leitos ungueais. De acordo com a principal hipótese diagnóstica, qual fonograma melhor representa a ausculta cardíaca dessa paciente?Gabarito: C
Mulher, 43 anos, branca, queixa-se de dispneia aos esforços, com piora progressiva há 4 meses, atualmente classe funcional IlI da NYHA, associadamente a ortopneia e edema de tornozelos. Há 1 semana procurou atendimento médico devido a piora dos sintomas. Exame físico, FC: 94 bpm; FR: 22 ipm; PA:145 x 60 mmHg, ausculta pulmonar com estertores bibasais, ictus cordis no 6º espaço intercostal na linha axilar anterior com duas polpas digitais e edema 2+/4+ ate joelhos bilateralmente, sopro cardíaco com epicentro em foco aórtico. Distensão abrupta e colapso rápido dos pulsos femorais e braquiais. Pulsações capilares observadas nos leitos ungueais. De acordo com a principal hipótese diagnóstica, qual fonograma melhor representa a ausculta cardíaca dessa paciente?
- A. Diagrama 1.
- B. Diagrama 2.
- C. Diagrama 3. ✓
- D. Diagrama 4.
Comentário OsceLabs
Sopro em foco aortico com pressao arterial divergente (145 x 60 mmHg), pulso em martelo d'agua (distensao abrupta e colapso rapido), pulsacoes capilares nos leitos ungueais e ictus desviado para baixo e para fora: insuficiencia aortica cronica importante ja descompensada. O fonograma correspondente e o que mostra sopro DIASTOLICO, iniciado imediatamente apos a segunda bulha, em decrescendo e aspirativo - e nao sopro sistolico ou continuo, como nos demais diagramas. Resposta C.
Questão 43Mulher, 36 anos, previamente hígida e sem uso de medicamentos, apresentou exulcerações em mucosa jugal e gengiva há 4 meses e, há 1 mês, bolhas flácidas disseminadas pelo corpo, com dor e ardência intensa nas lesões. Exame físico: BEG; sinal de Nikolsky positivo perilesional; sem outros achados. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual achado histopatológico é mais provável de ser encontrado na biópsia de pele?Gabarito: A
Mulher, 36 anos, previamente hígida e sem uso de medicamentos, apresentou exulcerações em mucosa jugal e gengiva há 4 meses e, há 1 mês, bolhas flácidas disseminadas pelo corpo, com dor e ardência intensa nas lesões. Exame físico: BEG; sinal de Nikolsky positivo perilesional; sem outros achados. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual achado histopatológico é mais provável de ser encontrado na biópsia de pele?
- A. Bolha intraepidérmica suprabasal. ✓
- B. Bolha por degeneração vacuolar.
- C. Bolha intraepidérmica subcórnea.
- D. Bolha subepidérmica.
Comentário OsceLabs
Erosoes de mucosa oral precedendo em meses o surgimento de bolhas flacidas disseminadas, com sinal de Nikolsky positivo, e o quadro tipico do penfigo vulgar, causado por autoanticorpos contra desmogleina 3. Como a agressao e ao desmossomo entre os queratinocitos, a acantolise ocorre logo acima da camada basal: bolha intraepidermica suprabasal. Bolha subepidermica (D) corresponde ao penfigoide bolhoso; subcornea (C) ao penfigo foliaceo; degeneracao vacuolar (B) as dermatites de interface, como o eritema multiforme. Resposta A.
Questão 44Homem, 55 anos, apresenta lesões de pele (figura) há 4 meses. Nega dor ou sangramento no local. Tem hábito de pescar e relata que um colega de pescaria teve lesão semelhante há 1 ano. Traz biópsia de pele: infiltrado inflamatório linfo histiocitário com ocasionais células gigantes e rico em plasmócitos e visualizadas estruturas intracelulares nos macrófagos à coloração de Giemsa. Considerando o diagnóstico mais provável, qual exame está indicado?Gabarito: B
Homem, 55 anos, apresenta lesões de pele (figura) há 4 meses. Nega dor ou sangramento no local. Tem hábito de pescar e relata que um colega de pescaria teve lesão semelhante há 1 ano. Traz biópsia de pele: infiltrado inflamatório linfo histiocitário com ocasionais células gigantes e rico em plasmócitos e visualizadas estruturas intracelulares nos macrófagos à coloração de Giemsa. Considerando o diagnóstico mais provável, qual exame está indicado?
- A. Teste de Kveim Siltzbach.
- B. Teste de Montenegro. ✓
- C. Teste de Mantoux.
- D. Teste de Mitsuda.
Comentário OsceLabs
Lesao cutanea cronica em pessoa com exposicao a ambiente ribeirinho, com biopsia mostrando infiltrado linfo-histiocitario rico em plasmocitos e estruturas intracelulares em macrofagos ao Giemsa (amastigotas): leishmaniose tegumentar americana. O exame imunologico complementar e a intradermorreacao de Montenegro. Kveim-Siltzbach (A) e teste historico para sarcoidose, Mantoux (C) e a prova tuberculinica e Mitsuda (D) classifica a forma clinica da hanseniase. Resposta B.
Questão 45Homem, 66 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 há 15 anos, em uso de metformina XR 2g/dia e empagliflozina 25 mg/dia. Nega complicações crônicas. Após uma viagem, queixa-se de náuseas e vômitos, associados a episódios diarreicos, cerca de 5x/dia, sem febre ou outros sinais de alarme. Exame físico: desidratado 2+/4+; FC: 106 bpm; FR: 22 irpm; PA: 112x68 mmHg; sem outros achados. Exames laboratoriais: Glicemia:145 mg/dL; pH:7,26; Bicarbonato sérico:12 mmol/L (VN: 21-28); Sódio:145 mmol/L (VN: 135,0-145,0) e Cloro:110 mmol/L (VR: 98,0-107,0) Em relação à principal hipótese diagnóstica, podemos afirmar que:Gabarito: A
Homem, 66 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 há 15 anos, em uso de metformina XR 2g/dia e empagliflozina 25 mg/dia. Nega complicações crônicas. Após uma viagem, queixa-se de náuseas e vômitos, associados a episódios diarreicos, cerca de 5x/dia, sem febre ou outros sinais de alarme. Exame físico: desidratado 2+/4+; FC: 106 bpm; FR: 22 irpm; PA: 112x68 mmHg; sem outros achados. Exames laboratoriais: Glicemia:145 mg/dL; pH:7,26; Bicarbonato sérico:12 mmol/L (VN: 21-28); Sódio:145 mmol/L (VN: 135,0-145,0) e Cloro:110 mmol/L (VR: 98,0-107,0) Em relação à principal hipótese diagnóstica, podemos afirmar que:
- A. A elevação de beta hidroxibutirato ocorre precocemente. ✓
- B. Há aumento da cetonúria e da cetonemia.
- C. Está associada ao uso de gliflozinas.
- D. É uma cetoacidose diabética hiperglicêmica.
Comentário OsceLabs
Acidose metabolica com anion gap elevado (cerca de 23) e glicemia de apenas 145 mg/dL em usuario de inibidor de SGLT2 desidratado: cetoacidose euglicemica. O corpo cetonico predominante e o beta-hidroxibutirato, que se eleva precocemente e nao e detectado pelas fitas de nitroprussiato, que so leem acetoacetato - por isso a cetonuria pode vir pouco expressiva e enganar (B). E D erra ao chamar o quadro de hiperglicemico, quando a marca da apresentacao e justamente a glicemia quase normal. Resposta A.
Questão 46Mulher, 35 anos, queixa-se dor epigástrica associada a náuseas, 2 ou 3 x/semana, há 3 meses. A dor interfere nas suas atividades diárias. Nega perda de peso, vômitos, sangramentos ou disfagia. Evacua 1x/dia, fezes formadas. Sem outros antecedentes. Exame físico: sem alterações. Qual é a conduta mais adequada?Gabarito: A
Mulher, 35 anos, queixa-se dor epigástrica associada a náuseas, 2 ou 3 x/semana, há 3 meses. A dor interfere nas suas atividades diárias. Nega perda de peso, vômitos, sangramentos ou disfagia. Evacua 1x/dia, fezes formadas. Sem outros antecedentes. Exame físico: sem alterações. Qual é a conduta mais adequada?
- A. Teste não invasivo para H. pylori. ✓
- B. Tomografia de abdome com contraste.
- C. Endoscopia digestiva alta.
- D. Parasitológico de fezes.
Comentário OsceLabs
Mulher de 35 anos com dispepsia ha 3 meses, sem sinais de alarme (sem perda de peso, disfagia, vomitos, sangramento, massa ou anemia) e com menos de 40 anos: a estrategia recomendada e testar e tratar H. pylori com metodo nao invasivo (teste respiratorio ou antigeno fecal). Endoscopia (C) fica reservada aos maiores de 40 anos ou com sinais de alarme; tomografia (B) e parasitologico (D) nao tem papel na investigacao inicial da dispepsia. Resposta A.
Questão 47Homem, 52 anos, há quatro meses apresenta dor localizada no epigástrio, associada a perda de apetite e perda de 10 kg nesse período. É acordado pela dor, com alivio parcial após uso de analgésico comum. Há duas semanas percebeu aumento do número de evacuações, com fezes pastosas, sem sangue ou muco. Nega outros antecedentes. Exame físico: dor à palpação profunda do epigástrio. Sem outras anormalidades. Qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: D
Homem, 52 anos, há quatro meses apresenta dor localizada no epigástrio, associada a perda de apetite e perda de 10 kg nesse período. É acordado pela dor, com alivio parcial após uso de analgésico comum. Há duas semanas percebeu aumento do número de evacuações, com fezes pastosas, sem sangue ou muco. Nega outros antecedentes. Exame físico: dor à palpação profunda do epigástrio. Sem outras anormalidades. Qual é o diagnóstico mais provável?
- A. Dispepsia funcional.
- B. Síndrome do intestino irritável.
- C. Úlcera péptica duodenal.
- D. Neoplasia de pâncreas. ✓
Comentário OsceLabs
Dor epigastrica ha meses que desperta o paciente, perda de 10 kg, anorexia e, agora, fezes pastosas e aumento do numero de evacuacoes (esteatorreia por insuficiencia pancreatica exocrina): a triade dor, emagrecimento e diarreia gordurosa em homem de 52 anos aponta neoplasia de pancreas, provavelmente de corpo ou cauda. Dispepsia funcional (A) e sindrome do intestino irritavel (B) sao diagnosticos de exclusao e nao causam perda ponderal; ulcera duodenal (C) alivia com alimento e nao produz esse emagrecimento. Resposta D.
Questão 48Homem, 78 anos, portador de doença renal crônica, HAS, dislipidemia, DM tipo 2 e gota. Usa enalapril, anlodipina, rosuvastatina, metformina, empagliflozina e alopurinol. Nega etilismo ou tabagismo. Exame físico: FR: 17 ipm, FC: 70 bpm e PA: 130 x 76 mmHg. Exames laboratoriais: Ur: 55 mg/dL; Hb:13,5 g/dL; Cr:1,6 mg/dL; Sódio:138 mEq/L; Potássio:4,9 mEq/ L; PTH:122 PG/mL (VR: 14,5-87,1); Cálcio total: 8 mg/dL (VR: 8,4-10,5); Fósforo:5,8 mg/dL (VR: 2,5-5,6); Albumina: 4,6 g/dL (VR: 3,5-4,8) e Hemoglobina glicada:7,8 % (VR:4,3-6,1). Qual é o mecanismo patogênico primário mais provável para as alterações laboratoriais encontradas?Gabarito: A
Homem, 78 anos, portador de doença renal crônica, HAS, dislipidemia, DM tipo 2 e gota. Usa enalapril, anlodipina, rosuvastatina, metformina, empagliflozina e alopurinol. Nega etilismo ou tabagismo. Exame físico: FR: 17 ipm, FC: 70 bpm e PA: 130 x 76 mmHg. Exames laboratoriais: Ur: 55 mg/dL; Hb:13,5 g/dL; Cr:1,6 mg/dL; Sódio:138 mEq/L; Potássio:4,9 mEq/ L; PTH:122 PG/mL (VR: 14,5-87,1); Cálcio total: 8 mg/dL (VR: 8,4-10,5); Fósforo:5,8 mg/dL (VR: 2,5-5,6); Albumina: 4,6 g/dL (VR: 3,5-4,8) e Hemoglobina glicada:7,8 % (VR:4,3-6,1). Qual é o mecanismo patogênico primário mais provável para as alterações laboratoriais encontradas?
- A. Diminuição da hidroxilação renal da vitamina D. ✓
- B. Aumento da excreção renal de fosfato.
- C. Mutação no gene do receptor de detecção do cálcio (CaSR).
- D. Produção autônoma do paratormônio.
Comentário OsceLabs
Doenca renal cronica com PTH elevado, calcio baixo e fosforo alto: hiperparatireoidismo secundario. O gatilho primario e a perda da 1-alfa-hidroxilacao renal da 25-OH vitamina D, que reduz o calcitriol, diminui a absorcao intestinal de calcio e retira o freio sobre a paratireoide (somando-se a retencao de fosfato e ao FGF-23). Na DRC ha reducao, e nao aumento, da excrecao de fosfato (B); mutacao do CaSR (C) cursa com calcio alto; producao autonoma (D) define o hiperparatireoidismo primario ou terciario, tambem com hipercalcemia. Resposta A.
Questão 49Mulher, 26 anos, previamente hígida, queixa-se de dispneia e fadiga progressivas, de início há 10 dias. Exame físico: palidez cutâneo mucosa, icterícia 2+/4+; baço palpável a 1 cm do rebordo costal esquerdo. Restante sem alterações. Exames laboratoriais: Hb: 7,1 g/dL; VCM: 101 fL (VN:80,1 - 95,3), HCM: 32 pg (VN:27-32,9); Gb: 9.000/uL (VN:4.050-11.800) e Plaquetas: 89.000/uL(VN:203.000-445.000). Hematoscopia: policromasia, microesferócitos, plaquetas reduzidas no esfregaço de sangue periférico. Contagens de reticulócitos absoluta: 424.000/uL (VN:25.000-105.000) e relativa: 19% (VN:0,5-2,0). Bilirrubinas totais: 4,0 mg/dL (VN:0,3-1,2 mg); Bilirrubina direta: 0,29 mg/dL (VN: < 0,3); Bilirrubina indireta: 3,71 mg/dL (VN: < 0,9); LDH: 1089 U/L (VN:120 - 246) e Haptoglobina: 4,6 mg/dL (VN:40-280). Qual é o exame laboratorial mais adequado para a avaliação diagnóstica?Gabarito: B
Mulher, 26 anos, previamente hígida, queixa-se de dispneia e fadiga progressivas, de início há 10 dias. Exame físico: palidez cutâneo mucosa, icterícia 2+/4+; baço palpável a 1 cm do rebordo costal esquerdo. Restante sem alterações. Exames laboratoriais: Hb: 7,1 g/dL; VCM: 101 fL (VN:80,1 - 95,3), HCM: 32 pg (VN:27-32,9); Gb: 9.000/uL (VN:4.050-11.800) e Plaquetas: 89.000/uL(VN:203.000-445.000). Hematoscopia: policromasia, microesferócitos, plaquetas reduzidas no esfregaço de sangue periférico. Contagens de reticulócitos absoluta: 424.000/uL (VN:25.000-105.000) e relativa: 19% (VN:0,5-2,0). Bilirrubinas totais: 4,0 mg/dL (VN:0,3-1,2 mg); Bilirrubina direta: 0,29 mg/dL (VN: < 0,3); Bilirrubina indireta: 3,71 mg/dL (VN: < 0,9); LDH: 1089 U/L (VN:120 - 246) e Haptoglobina: 4,6 mg/dL (VN:40-280). Qual é o exame laboratorial mais adequado para a avaliação diagnóstica?
- A. Dosagem plasmática da ADAMTS13.
- B. Teste de Coombs direto. ✓
- C. Dosagem sérica de vitamina B12.
- D. Curva da fragilidade osmótica.
Comentário OsceLabs
Anemia com reticulocitose intensa, hiperbilirrubinemia indireta, LDH alto e haptoglobina consumida define hemolise; a presenca de microesferocitos com plaquetopenia associada sugere anemia hemolitica autoimune, eventualmente sindrome de Evans. O exame que confirma a etiologia imune e o teste de Coombs direto (antiglobulina direto). ADAMTS13 (A) investiga PTT, que cursa com esquizocitos e nao com esferocitos; B12 (C) causaria anemia megaloblastica sem hemolise franca; fragilidade osmotica (D) so seria considerada apos Coombs negativo. Resposta B.
Questão 50Homem, 65 anos, realizou hemograma completo para investigação de fraqueza generalizada. Hb: 7,6 g/dL (VN:13,9-17,7); VCM: 72 fL (VN:80,1- 95,3); HCM: 21 pg (VN:27,6- 33,2); RDW: 19% (VN:11,5-14,7); Gb: 5.300/uL (VN:3.800-10.300) e Plaquetas: 742.000/uL (VN:166.000-389.000). Qual é o exame mais indicado?Gabarito: A
Homem, 65 anos, realizou hemograma completo para investigação de fraqueza generalizada. Hb: 7,6 g/dL (VN:13,9-17,7); VCM: 72 fL (VN:80,1- 95,3); HCM: 21 pg (VN:27,6- 33,2); RDW: 19% (VN:11,5-14,7); Gb: 5.300/uL (VN:3.800-10.300) e Plaquetas: 742.000/uL (VN:166.000-389.000). Qual é o exame mais indicado?
- A. Dosagem da ferritina. ✓
- B. Avaliação da medula óssea.
- C. Pesquisa da mutação JAK2V617F.
- D. Eletroforese de hemoglobina.
Comentário OsceLabs
Anemia acentuada, microcitica (VCM 72) e hipocromica, com RDW alargado (19%) e trombocitose reacional: o padrao e de ferropenia, e o exame de escolha para confirmar e a dosagem de ferritina, marcador do estoque de ferro. Em homem de 65 anos o passo seguinte obrigatorio e investigar perda cronica pelo trato digestivo. Mielograma (B) nao e primeira linha; JAK2 (C) investiga neoplasia mieloproliferativa; eletroforese de hemoglobina (D) so faria sentido com ferro normal e RDW normal. Resposta A.
Questão 51Mulher, 30 anos, queixa se de tosse seca, febre diária (até 38,5C) e dispneia progressiva há 3 semanas, com piora acentuada nos últimos 2 dias. Tomou, sem orientação médica, amoxicilina+clavulanato (500/125 mg a cada 8 horas) por uma semana, sem melhora. Exame Físico: FR: 28 ipm e tiragens intercostais. Ausculta respiratória sem anormalidades. Ausência de lesões em pele e mucosa oral, sem adenomegalias. Exames complementares: PCR para SARS CoV 2 em secreção nasal: negativa; Teste rápido molecular para M. tuberculosis em escarro: negativo. Hb: 12,2 g/dL; Gb: 3000/uL (neutrófilos 65%; linfócitos: 30%); plaquetas: 233.000 /uL. Gasometria ar ambiente: pH: 7,44; PO2: 71 mmHg; PCO2: 38 mmHG; HCO3: 26 mmol/L BE. mmol/L ; Saturação O2 : 92%. LDH sérica: 5300 U/L (VN: 120-246). Teste rápido para HIV: positivo. Qual é a terapia mais adequada?Gabarito: A
Mulher, 30 anos, queixa se de tosse seca, febre diária (até 38,5C) e dispneia progressiva há 3 semanas, com piora acentuada nos últimos 2 dias. Tomou, sem orientação médica, amoxicilina+clavulanato (500/125 mg a cada 8 horas) por uma semana, sem melhora. Exame Físico: FR: 28 ipm e tiragens intercostais. Ausculta respiratória sem anormalidades. Ausência de lesões em pele e mucosa oral, sem adenomegalias. Exames complementares: PCR para SARS CoV 2 em secreção nasal: negativa; Teste rápido molecular para M. tuberculosis em escarro: negativo. Hb: 12,2 g/dL; Gb: 3000/uL (neutrófilos 65%; linfócitos: 30%); plaquetas: 233.000 /uL. Gasometria ar ambiente: pH: 7,44; PO2: 71 mmHg; PCO2: 38 mmHG; HCO3: 26 mmol/L BE. mmol/L ; Saturação O2 : 92%. LDH sérica: 5300 U/L (VN: 120-246). Teste rápido para HIV: positivo. Qual é a terapia mais adequada?
- A. Sulfametoxazol+trimetoprim ✓
- B. Fluconazol
- C. Ceftriaxona
- D. Rifampicina+isoniazida+pirazinamida+etambutol
Comentário OsceLabs
Mulher com HIV recem-diagnosticado, tosse seca, febre e dispneia arrastadas por semanas, hipoxemia com ausculta pulmonar normal, LDH muito elevada e ausencia de resposta a betalactamico: quadro classico de pneumocistose (Pneumocystis jirovecii). O tratamento de escolha e sulfametoxazol-trimetoprima, associado a corticoide se PaO2 menor que 70 mmHg em ar ambiente, como aqui. Fluconazol (B) nao cobre Pneumocystis; ceftriaxona (C) trata pneumonia bacteriana tipica; e o teste molecular negativo torna o esquema RIPE (D) inadequado neste momento. Resposta A.
Questão 52Homem, 65 anos, admitido em pronto atendimento com queixa de dor lombar há 15 dias. Refere inchaço, falta de ar e redução do volume de urina nos últimos 7 dias. Exame físico: REG, ictérico; anasarca; linfonodomegalia inguinal e PA:170x100 mmHg. Exames admissionais: gasometria venosa pH:7,29; HCO3:10,4 mmol/L; PCO2: 22 mmHg; PO2: 54 mmHg; Cr: 9,2 mg/dL; Ur: 420 mg/dL; Potássio: 7,3 mmol/L; Cálcio: 5,9 mg/dL (VR: 8,5-10,5); Fósforo: 13,1 mg/dL (VR: 2,5-5,6); Albumina: 2,5 g/dL; Bilirrubina total: 18,1 mg/dL (VR: 0,1-1,2); Bilirrubina direta: 14,8 mg/dL (VR: 0-0,2) e Hemograma normal. Qual é a provável etiologia da lesão renal aguda?Gabarito: D
Homem, 65 anos, admitido em pronto atendimento com queixa de dor lombar há 15 dias. Refere inchaço, falta de ar e redução do volume de urina nos últimos 7 dias. Exame físico: REG, ictérico; anasarca; linfonodomegalia inguinal e PA:170x100 mmHg. Exames admissionais: gasometria venosa pH:7,29; HCO3:10,4 mmol/L; PCO2: 22 mmHg; PO2: 54 mmHg; Cr: 9,2 mg/dL; Ur: 420 mg/dL; Potássio: 7,3 mmol/L; Cálcio: 5,9 mg/dL (VR: 8,5-10,5); Fósforo: 13,1 mg/dL (VR: 2,5-5,6); Albumina: 2,5 g/dL; Bilirrubina total: 18,1 mg/dL (VR: 0,1-1,2); Bilirrubina direta: 14,8 mg/dL (VR: 0-0,2) e Hemograma normal. Qual é a provável etiologia da lesão renal aguda?
- A. Síndrome hemolítico urêmica.
- B. Nefrite intersticial aguda.
- C. Hipertensão maligna.
- D. Síndrome de lise tumoral. ✓
Comentário OsceLabs
Lesao renal aguda com hipercalemia grave, hiperfosfatemia e hipocalcemia, em paciente com linfonodomegalia e acometimento sistemico: essa triade eletrolitica e a assinatura da sindrome de lise tumoral, com liberacao macica de conteudo intracelular e nefropatia por acido urico e fosfato de calcio. Sindrome hemolitico-uremica (A) traria anemia e plaquetopenia, mas o hemograma e normal; nefrite intersticial (B) nao produz esse perfil eletrolitico; e a hipertensao aqui e consequencia, nao causa (C). Resposta D.
Questão 53Mulher, 30 anos, submetida a cirurgia bariátrica há 3 anos devido à obesidade mórbida. Peso pré-operatório de 135 kg e há 1 ano mantém 95 kg. No último ano, apresentou 4 infecções de via aérea superior e 1 episódio de herpes zoster em face, tratada com aciclovir, Há 2 meses. apresenta cansaço persistente, diminuição da acuidade visual, em especial noturna, e xerostomia. Nos últimos dias, notou lesão esbranquiçada na conjuntiva ocular esquerda Qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: C
Mulher, 30 anos, submetida a cirurgia bariátrica há 3 anos devido à obesidade mórbida. Peso pré-operatório de 135 kg e há 1 ano mantém 95 kg. No último ano, apresentou 4 infecções de via aérea superior e 1 episódio de herpes zoster em face, tratada com aciclovir, Há 2 meses. apresenta cansaço persistente, diminuição da acuidade visual, em especial noturna, e xerostomia. Nos últimos dias, notou lesão esbranquiçada na conjuntiva ocular esquerda Qual é o diagnóstico mais provável?
- A. Herpes zoster oftálmico.
- B. Endoftalmite por Cândida albicans.
- C. Deficiência de Vitamina A. ✓
- D. Sindrome de Sjögren.
Comentário OsceLabs
Pos-operatorio tardio de cirurgia bariatrica com ma absorcao de vitaminas lipossoluveis: cegueira noturna, xerostomia/xeroftalmia, lesao esbranquiçada na conjuntiva (mancha de Bitot) e infeccoes de repeticao formam o quadro de hipovitaminose A. Herpes zoster oftalmico (A) daria lesao vesicular dolorosa em trajeto do trigemeo; endoftalmite (B) e quadro agudo com dor e perda visual grave; Sjogren (D) nao explica a cegueira noturna nem esse contexto cirurgico. Resposta C.
Questão 54Homem, 25 anos, notou há 3 meses edema de face ao acordar pela manhã, com melhora durante o dia. Há 1 mês, há piora gradual do edema, com extensão para o pescoço, sem melhora ao longo do dia, associado à hiperemia dessa região. Há 15 dias, refere dispneia, inicialmente aos grandes esforços, com piora gradual. Nega febre. Exame Físico: REG; eupneico; Saturação O2 em ar ambiente: 92%; edema e hiperemia em face, em pescoço e em região superior de tronco; distensão venosa em região cervical e torácica superior e sem outras alterações. Qual o diagnóstico mais provável?Gabarito: C
Homem, 25 anos, notou há 3 meses edema de face ao acordar pela manhã, com melhora durante o dia. Há 1 mês, há piora gradual do edema, com extensão para o pescoço, sem melhora ao longo do dia, associado à hiperemia dessa região. Há 15 dias, refere dispneia, inicialmente aos grandes esforços, com piora gradual. Nega febre. Exame Físico: REG; eupneico; Saturação O2 em ar ambiente: 92%; edema e hiperemia em face, em pescoço e em região superior de tronco; distensão venosa em região cervical e torácica superior e sem outras alterações. Qual o diagnóstico mais provável?
- A. Angioedema crônico.
- B. Insuficiência renal crônica.
- C. Síndrome de Veia Cava Superior. ✓
- D. Insuficiência cardíaca direita.
Comentário OsceLabs
Edema de face que evolui para pescoco e tronco superior, com hiperemia e circulacao/distensao venosa cervical e toracica (edema em esclavina), progressivo em semanas e com dispneia: sindrome da veia cava superior, que em adulto jovem deve levantar a suspeita de linfoma ou tumor mediastinal. Angioedema (A) e episodico e nao causa distensao venosa; doenca renal (B) e insuficiencia cardiaca direita (D) causam edema gravitacional, predominante em membros inferiores, e nao restrito a metade superior do corpo. Resposta C.
Questão 55Mulher, 65 anos, com hipertensão de difícil controle, dislipidemia e obesidade. Queixa-se de dispneia aos esforços há 4 meses, edema de membros inferiores e despertares noturnos por falta de ar. Exame físico: BEG, corada e hidratada. Ritmo cardíaco regular em 3 tempos com presença de B3; Bulhas normofonéticas. FC: 76 bpm. PA: 172 x 100 mmHg. Som vesicular abolido em bases de hemitoráces, com estertores finos ao fim da inspiração em regiões infraescapulares. FR: 20 ipm. Edema de membros inferiores (2/4+). Radiografia de tórax: pequeno derrame pleural bilateral, trama broncovascular proeminente e cardiomegalia. Qual é a alteração mais provável?Gabarito: B
Mulher, 65 anos, com hipertensão de difícil controle, dislipidemia e obesidade. Queixa-se de dispneia aos esforços há 4 meses, edema de membros inferiores e despertares noturnos por falta de ar. Exame físico: BEG, corada e hidratada. Ritmo cardíaco regular em 3 tempos com presença de B3; Bulhas normofonéticas. FC: 76 bpm. PA: 172 x 100 mmHg. Som vesicular abolido em bases de hemitoráces, com estertores finos ao fim da inspiração em regiões infraescapulares. FR: 20 ipm. Edema de membros inferiores (2/4+). Radiografia de tórax: pequeno derrame pleural bilateral, trama broncovascular proeminente e cardiomegalia. Qual é a alteração mais provável?
- A. Pré-carga ventricular reduzida.
- B. Pressão elevada na artéria pulmonar. ✓
- C. Derrame pericárdico acentuado.
- D. Derrame pleural exsudativo.
Comentário OsceLabs
Dispneia aos esforcos, ortopneia, dispneia paroxistica noturna, B3, estertores, derrame pleural bilateral e cardiomegalia em hipertensa de dificil controle: insuficiencia cardiaca congestiva. A alteracao hemodinamica esperada e a hipertensao pulmonar pos-capilar, ou seja, pressao elevada na arteria pulmonar por transmissao retrograda da pressao de enchimento do ventriculo esquerdo. A pre-carga esta aumentada, e nao reduzida (A); o derrame descrito e transudato e pequeno (D); e nao ha achados de derrame pericardico importante (C). Resposta B.
Questão 56Homem, 72 anos, tabagista (85 anos-maço). Refere dispneia aos esforços e tosse seca ki 5 anos. Há alívio parcial e efêmero dos sintomas quando usa beta agonista inalado. Exame fisios BEG, corado, hidratado. FR: 18 ipm. Diâmetro ântero-posterior do tórax aumentado; som hipersonoro à percussão do tórax, com murmúrio vesicular reduzido globalmente; sem ruídos adventícios. Qual é a alteração fisiopatológica mais provável?Gabarito: D
Homem, 72 anos, tabagista (85 anos-maço). Refere dispneia aos esforços e tosse seca ki 5 anos. Há alívio parcial e efêmero dos sintomas quando usa beta agonista inalado. Exame fisios BEG, corado, hidratado. FR: 18 ipm. Diâmetro ântero-posterior do tórax aumentado; som hipersonoro à percussão do tórax, com murmúrio vesicular reduzido globalmente; sem ruídos adventícios. Qual é a alteração fisiopatológica mais provável?
- A. Infiltração eosinofílica de brônquios.
- B. Rigidez de caixa torácica.
- C. Fibrose de septos alveolares.
- D. Alta complacência pulmonar. ✓
Comentário OsceLabs
Tabagista pesado com dispneia e tosse cronicas, torax em tonel, hipersonoridade a percussao e murmurio vesicular globalmente reduzido: enfisema pulmonar. A destruicao das paredes alveolares faz perder o recolhimento elastico, o que aumenta a complacencia pulmonar e provoca aprisionamento aereo. Infiltrado eosinofilico (A) corresponde a asma; rigidez de caixa toracica (B) a doencas restritivas extrapulmonares; e fibrose de septos (C) reduziria a complacencia, com estertores em velcro e torax de volume diminuido. Resposta D.
Questão 57Mulher, 48 anos, queixa-se de dor e edema em punhos e dedos das mãos, com rigidez matinal maior que uma hora, há três meses. Nega tabagismo e etilismo. Faz tratamento para hipotireoidismo. Exame físico: BEG; edema, calor e dor à movimentação de punhos, segunda e terceira metacarpofalangeanas bilateralmente e segunda a quarta interfalangeanas proximais de ambas as mãos. Exames laboratoriais: Hemograma normal; Proteína C reativa: 3,8 mg/dL (VN<1,0); Fator reumatoide: negativo; anti CCP: negativo; ALT: 15 U/L; AST:12 U/L; Glicemia em jejum:82 mg/dL; Cr: 0,9 mg/dL; TSH: 1,9 uUl/mL (VN: 0,4-4,0). Qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: C
Mulher, 48 anos, queixa-se de dor e edema em punhos e dedos das mãos, com rigidez matinal maior que uma hora, há três meses. Nega tabagismo e etilismo. Faz tratamento para hipotireoidismo. Exame físico: BEG; edema, calor e dor à movimentação de punhos, segunda e terceira metacarpofalangeanas bilateralmente e segunda a quarta interfalangeanas proximais de ambas as mãos. Exames laboratoriais: Hemograma normal; Proteína C reativa: 3,8 mg/dL (VN<1,0); Fator reumatoide: negativo; anti CCP: negativo; ALT: 15 U/L; AST:12 U/L; Glicemia em jejum:82 mg/dL; Cr: 0,9 mg/dL; TSH: 1,9 uUl/mL (VN: 0,4-4,0). Qual é o diagnóstico mais provável?
- A. Espondiloartrite não axial.
- B. Ostoartrite nodal erosiva.
- C. Artrite reumatoide. ✓
- D. Lúpus eritematoso sistêmico.
Comentário OsceLabs
Poliartrite simetrica de pequenas articulacoes das maos (metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais) e punhos, com rigidez matinal maior que uma hora ha tres meses e provas inflamatorias elevadas: artrite reumatoide. Fator reumatoide e anti-CCP negativos nao afastam o diagnostico - cerca de 20% a 30% dos casos sao soronegativos. Osteoartrite nodal (B) poupa metacarpofalangeanas, atinge interfalangeanas distais e nao cursa com rigidez prolongada; espondiloartrite periferica (A) e tipicamente oligoarticular e assimetrica; lupus (D) exigiria manifestacoes sistemicas ausentes aqui. Resposta C.
Questão 58Homem, 60 anos, refere dor em joelhos há cinco anos, desencadeada pelas atividades do dia a dia, com piora lenta (no início, a intensidade era 2/10, hoje, 8/10). Hipertenso, em uso de propranolol e hidroclortiazida. Exame físico: bom estado geral; IMC: 31 Kg/m2; valgismo de joelhos; edema e calor em joelho esquerdo, com sinal da tecla; sem outras alterações. Líquido do joelho esquerdo foi coletado e enviado para análise. Qual é o achado mais provável?Gabarito: C
Homem, 60 anos, refere dor em joelhos há cinco anos, desencadeada pelas atividades do dia a dia, com piora lenta (no início, a intensidade era 2/10, hoje, 8/10). Hipertenso, em uso de propranolol e hidroclortiazida. Exame físico: bom estado geral; IMC: 31 Kg/m2; valgismo de joelhos; edema e calor em joelho esquerdo, com sinal da tecla; sem outras alterações. Líquido do joelho esquerdo foi coletado e enviado para análise. Qual é o achado mais provável?
- A. Cristais em agulha com birrefringência negativa.
- B. Cristais visualizados com vermelho alizarina.
- C. Contagem global de leucócitos < 2.000/mm3, ✓
- D. Contagem diferencial de neutrófilos > 95%.
Comentário OsceLabs
Homem obeso com dor mecanica de joelhos, progressiva ao longo de anos, com valgismo e derrame discreto: osteoartrite. O liquido sinovial da artrose e nao inflamatorio, com contagem global de leucocitos abaixo de 2.000/mm3, claro e viscoso. Cristais em agulha com birrefringencia negativa (A) definem gota; vermelho de alizarina (B) cora cristais de hidroxiapatita; e predominio de neutrofilos acima de 95% com celularidade alta (D) sugere artrite septica, incompativel com cinco anos de evolucao. Resposta C.
Questão 59Homem, 38 anos, sem comorbidades. Há 2 dias queixa-se de cefaleia intensa, temporal à direita, com duração de 15 a 30 minutos, principalmente à noite. Concomitante, há hiperemia conjuntival, edema palpebral e sudorese facial. Hoje, acordou com ptose palpebral direita. Procurou o pronto atendimento, durante a crise de cefaleia. Exame neurológico: orientado em tempo e espaço, ptose palpebral à direita, pupilas isocóricas e fotorreagentes, musculatura ocular extrínseca preservada e sem déficits focais. Qual é a conduta mais adequada?Gabarito: B
Homem, 38 anos, sem comorbidades. Há 2 dias queixa-se de cefaleia intensa, temporal à direita, com duração de 15 a 30 minutos, principalmente à noite. Concomitante, há hiperemia conjuntival, edema palpebral e sudorese facial. Hoje, acordou com ptose palpebral direita. Procurou o pronto atendimento, durante a crise de cefaleia. Exame neurológico: orientado em tempo e espaço, ptose palpebral à direita, pupilas isocóricas e fotorreagentes, musculatura ocular extrínseca preservada e sem déficits focais. Qual é a conduta mais adequada?
- A. Ressonância magnética de encéfalo.
- B. Oxigênio 10 L/min + sumatriptano 6 mg SC. ✓
- C. Tomografia de crânio sem contraste.
- D. Dipirona 1 g EV + cetoprofeno 100 mg EV.
Comentário OsceLabs
Crises de cefaleia unilateral temporal, muito intensas, de 15 a 30 minutos, predominio noturno, com hiperemia conjuntival, edema palpebral, sudorese facial e ptose (sinais autonomicos e Horner parcial): cefaleia em salvas. O tratamento abortivo de escolha e oxigenio sob mascara em alto fluxo associado a sumatriptano subcutaneo. Analgesico comum endovenoso (D) e ineficaz nesse tipo de crise, e a neuroimagem (A e C), embora frequentemente solicitada na investigacao, nao trata o paciente que esta em crise no pronto atendimento. Resposta B.
Questão 60Homem, 50 anos, casado, queixa-se de astenia, adinamia e redução de foça muscular nos últimos 4 meses, além de redução de libido e de ereção matinal espontânea. Exame físico: IMC: 26,2 kg/m², sem outros achados. Exames complementares: TSH:16,9 ulU/mL (VR: 0,4-4,5); T4 livre:0,45 ng/dL (VR: 0,9 - 1,8 ng/dL); testosterona total: 90,34 ng/dL (VR: 250-900 ng/dL); Hb:11,7 g/dL e Ht: 34 dL. Qual é a principal hipótese diagnóstica?Gabarito: C
Homem, 50 anos, casado, queixa-se de astenia, adinamia e redução de foça muscular nos últimos 4 meses, além de redução de libido e de ereção matinal espontânea. Exame físico: IMC: 26,2 kg/m², sem outros achados. Exames complementares: TSH:16,9 ulU/mL (VR: 0,4-4,5); T4 livre:0,45 ng/dL (VR: 0,9 - 1,8 ng/dL); testosterona total: 90,34 ng/dL (VR: 250-900 ng/dL); Hb:11,7 g/dL e Ht: 34 dL. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
- A. Síndrome do eutireoideo doente.
- B. Hipotireoidismo primário.
- C. Hipopituitarismo anterior. ✓
- D. Uso de esteróide anabolizante.
Comentário OsceLabs
Homem com astenia, perda de forca, queda de libido e de ereccoes matinais, com hipotireoidismo e hipogonadismo simultaneos alem de anemia: o comprometimento de mais de um eixo ao mesmo tempo aponta insuficiencia hipofisaria anterior. Vale lembrar que no hipotireoidismo central o TSH pode vir normal ou ate discretamente elevado, por secrecao de molecula bioinativa - o que nao afasta a origem hipofisaria. Eutireoideo doente (A) ocorre em doenca aguda grave; anabolizante (D) nao explicaria o eixo tireoidiano nem a anemia. Resposta C.
Questão 61Você é responsável pelo alojamento de um hospital. Uma mãe vem comunicar que seu filho perdeu 5% do peso do nascimento com 48 horas de vida. Ela ficou preocupada porque não tem ainda produção de leite nos seios. Você explica que o neonato fisiologicamente perde aproximadamente 10% do peso de nascimento na primeira semana de vida. Então a mãe pergunta o porquê isso ocorre. Qual é a explicação para esse fato?Gabarito: C
Você é responsável pelo alojamento de um hospital. Uma mãe vem comunicar que seu filho perdeu 5% do peso do nascimento com 48 horas de vida. Ela ficou preocupada porque não tem ainda produção de leite nos seios. Você explica que o neonato fisiologicamente perde aproximadamente 10% do peso de nascimento na primeira semana de vida. Então a mãe pergunta o porquê isso ocorre. Qual é a explicação para esse fato?
- A. A massa volumosa de mecônio, armazenada no intestino neonatal durante a gestação, é eliminada na primeira semana de vida.
- B. A destruição das hemácias fetais na primeira semana de vida diminui a massa eritrocitária sanguínea.
- C. O neonato nasce com uma reserva hídrica que é consumida no intervalo entre o nascimento e a apojadura. ✓
- D. Para ocorrer a transição para a vida extrauterina há consumo de tecido adiposo branco.
Comentário OsceLabs
O recem-nascido nasce com excesso de agua corporal, sobretudo no compartimento extracelular, herdado da vida intrauterina. Nos primeiros dias, antes da apojadura, ele mobiliza e elimina essa reserva hidrica pela urina, o que explica a perda fisiologica de ate 10% do peso na primeira semana, recuperado por volta do decimo ao decimo quinto dia. Mecônio (A) representa massa pequena; a hemolise fisiologica (B) causa ictericia, nao perda ponderal significativa; e o consumo de gordura marrom (D) gera calor, com impacto minimo no peso. Resposta C.
Questão 62Menino de 7 anos de idade, queixa-se de dores difusas na panturrilha e na região pré-tibial direitas há 6 meses, que aparecem principalmente no final da tarde, quase diárias. Às vezes, a criança acorda à noite pela dor, sendo essa dor muito intensa. A mãe não nota qualquer alteração objetiva nas pernas (edema, calor, vermelhidão) e as dores melhoram com massagens locais. A criança nega qualquer outra queixa e ao exame físico não apresenta qualquer alteração. Foi realizado diagnóstico de Dor do Crescimento pelo pediatra. Qual das características da dor descritas na história coloca em dúvida esse diagnóstico?Gabarito: C
Menino de 7 anos de idade, queixa-se de dores difusas na panturrilha e na região pré-tibial direitas há 6 meses, que aparecem principalmente no final da tarde, quase diárias. Às vezes, a criança acorda à noite pela dor, sendo essa dor muito intensa. A mãe não nota qualquer alteração objetiva nas pernas (edema, calor, vermelhidão) e as dores melhoram com massagens locais. A criança nega qualquer outra queixa e ao exame físico não apresenta qualquer alteração. Foi realizado diagnóstico de Dor do Crescimento pelo pediatra. Qual das características da dor descritas na história coloca em dúvida esse diagnóstico?
- A. É muito intensa.
- B. Acorda a criança à noite.
- C. É unilateral. ✓
- D. É vespertina.
Comentário OsceLabs
A dor do crescimento e um diagnostico de exclusao com caracteristicas bem definidas: e BILATERAL, localizada em musculos (panturrilhas, coxas, regiao pre-tibial), vespertina ou noturna, podendo ser intensa e ate despertar a crianca, e melhora com massagem, sem qualquer alteracao ao exame fisico. Justamente por isso, a lateralidade unica descrita no caso e o dado discordante e obriga a investigar causa organica local. Intensidade, despertar noturno e horario vespertino (A, B e D) sao compativeis com o diagnostico. Resposta C.
Questão 63Recém-nascido (RN) de 39 semanas e 3 dias, 3500g, Apgar 9/10. Permaneceu em Alojamento Conjunto com a mãe após o nascimento, em aleitamento materno exclusivo. Tipo sanguineo da mãe: O positivo (Coombs indireto negativo);tipo sanguíneo do RN: B positivo (Coombs direto negativo). Com 24 horas de vida, foi notada icterícia e colhida dosagem sérica de bilirrubina total (13,1 mg/dL) e hematócrito (58%). Foi iniciada ffototerapia contínua, utilizando aparelho com lâmpadas tipo LED azul. Com 48 horas de vida, o RN mantinha se em boas condições, com bilirrubina total de 16,7 mg/dL e hematócrito de 55%, sendo mantido em fototerapia. No momento, com 72 horas de vida, o RN permanece bem, em aleitamento materno exclusivo, pesando 3350g. Resultados de exames: bilirrubina total 16.0 mg/dL, hematócrito 56%. Após avaliar os niveis de indicação de fototerapia intensiva, conforme mostrados na figura abaixo, qual é a conduta mais adequada neste momento?Gabarito: D
Recém-nascido (RN) de 39 semanas e 3 dias, 3500g, Apgar 9/10. Permaneceu em Alojamento Conjunto com a mãe após o nascimento, em aleitamento materno exclusivo. Tipo sanguineo da mãe: O positivo (Coombs indireto negativo);tipo sanguíneo do RN: B positivo (Coombs direto negativo). Com 24 horas de vida, foi notada icterícia e colhida dosagem sérica de bilirrubina total (13,1 mg/dL) e hematócrito (58%). Foi iniciada ffototerapia contínua, utilizando aparelho com lâmpadas tipo LED azul. Com 48 horas de vida, o RN mantinha se em boas condições, com bilirrubina total de 16,7 mg/dL e hematócrito de 55%, sendo mantido em fototerapia. No momento, com 72 horas de vida, o RN permanece bem, em aleitamento materno exclusivo, pesando 3350g. Resultados de exames: bilirrubina total 16.0 mg/dL, hematócrito 56%. Após avaliar os niveis de indicação de fototerapia intensiva, conforme mostrados na figura abaixo, qual é a conduta mais adequada neste momento?
- A. Suspender a fototerapia e dosar bilirubina em 12-24 horas.
- B. Dar alta hospitalar, orientando reavaliação clínica em 24 horas.
- C. Otimizar a fototerapia, colocando o RN em fototerapia dupla.
- D. Manter a fototerapia conforme administrada no momennto. ✓
Comentário OsceLabs
Recem-nascido a termo, em boas condicoes, com bilirrubina que estabilizou e ate caiu discretamente (16,7 para 16,0 mg/dL) sob fototerapia continua, hematocrito estavel e sem sinais de hemolise (Coombs direto negativo): a resposta ao tratamento e adequada. A conduta e manter a fototerapia como esta e continuar monitorando. Suspender (A) ou dar alta (B) com nivel ainda acima do limiar arrisca rebote; intensificar para fototerapia dupla (C) so se houvesse elevacao ou aproximacao do nivel de exsanguineotransfusao. Resposta D.
Questão 64Paciente de 3 anos, do sexo masculino, apresenta quadro de otites médias bilaterais desde os 9 meses de idade, cerca de 3 vezes ao ano. Além disso, apresentou 1 episódio de pneumonia com tratamento domiciliar aos 2 anos. Nega sintomas de rinite alérgica ou sibiláncia recorrente Apresenta quadros semanals de dor abdominal, eventualmente com diarreia e vômitos. Ao exame fisico, apresenta linfonodomegalia cervical bilateral, de 0,5 a 1 cm, sem outras alterações Nasceu a termo, nega intemações e ainda não frequenta creche. Não possui história famifar relevante. Possui os seguintes exames: Hb 11,8g/dL; Gb 5400/ mm3 (1700 Segmentados; 3500 Linfócitos; 200 Eosinófilos); Plaquetas 190.000/mm3. lgG 388 mg/dl (menor do que P3). IgM 61 mg/dl (entre P10 e P25). IgA 20 mg/dl (menor do que P3), lgE 10 mg/dl (VR: menor do que 100 mg/dl) Com base no quadro clinico e nos exames laboratoriais, qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: A
Paciente de 3 anos, do sexo masculino, apresenta quadro de otites médias bilaterais desde os 9 meses de idade, cerca de 3 vezes ao ano. Além disso, apresentou 1 episódio de pneumonia com tratamento domiciliar aos 2 anos. Nega sintomas de rinite alérgica ou sibiláncia recorrente Apresenta quadros semanals de dor abdominal, eventualmente com diarreia e vômitos. Ao exame fisico, apresenta linfonodomegalia cervical bilateral, de 0,5 a 1 cm, sem outras alterações Nasceu a termo, nega intemações e ainda não frequenta creche. Não possui história famifar relevante. Possui os seguintes exames: Hb 11,8g/dL; Gb 5400/ mm3 (1700 Segmentados; 3500 Linfócitos; 200 Eosinófilos); Plaquetas 190.000/mm3. lgG 388 mg/dl (menor do que P3). IgM 61 mg/dl (entre P10 e P25). IgA 20 mg/dl (menor do que P3), lgE 10 mg/dl (VR: menor do que 100 mg/dl) Com base no quadro clinico e nos exames laboratoriais, qual é o diagnóstico mais provável?
- A. Hipogamaglobulinemia transitória da infância. ✓
- B. Imunodeficincia combinada
- C. Sindrome linfoproliferativa autoimune.
- D. Hipogamaglobulinemia fisiológica.
Comentário OsceLabs
Crianca de 3 anos com infeccoes de repeticao de baixa gravidade, IgG e IgA abaixo do percentil 3 com IgM preservada, linfocitos em numero normal e bom estado geral: hipogamaglobulinemia transitoria da infancia, atraso na maturacao da sintese de imunoglobulinas que costuma normalizar ate os 4 a 6 anos. Imunodeficiencia combinada (B) cursaria com infeccoes graves, oportunistas e linfopenia; sindrome linfoproliferativa autoimune (C) traria citopenias e esplenomegalia; e a hipogamaglobulinemia fisiologica (D) ocorre entre 3 e 6 meses de vida. Resposta A.
Questão 65Menino de 6 anos e 30 kg foi levado ao pronto atendimento devido a quadro de tosse e coriza há 2 dias, que evolulu com dispneia e chiado no peito. Na admissão, estava em regular estado geral, falava frases completas, FR: 28 lpm, FC: 115 bpm, satOx: 93% em ar ambiente, murmúrio vesicular abafado, com sibilos esparsos e retração suboostal leve. Foram realizados 4 jatos de salbutamol com espaçador a cada 20 minutos, 3 vezes. Na reavaliação após, criança apresentava murmúrio vesicular muito abafado, sem sibilos, com retração subcostal e de fúrcula moderadas, saturação de 0z: 88% em ar ambiente, falava palavras isoladas, FR: 36 ipm, FC: 125 bpm. Qual a conduta mais adequada no pronto atendimento, além de fornecer oxigênio?Gabarito: A
Menino de 6 anos e 30 kg foi levado ao pronto atendimento devido a quadro de tosse e coriza há 2 dias, que evolulu com dispneia e chiado no peito. Na admissão, estava em regular estado geral, falava frases completas, FR: 28 lpm, FC: 115 bpm, satOx: 93% em ar ambiente, murmúrio vesicular abafado, com sibilos esparsos e retração suboostal leve. Foram realizados 4 jatos de salbutamol com espaçador a cada 20 minutos, 3 vezes. Na reavaliação após, criança apresentava murmúrio vesicular muito abafado, sem sibilos, com retração subcostal e de fúrcula moderadas, saturação de 0z: 88% em ar ambiente, falava palavras isoladas, FR: 36 ipm, FC: 125 bpm. Qual a conduta mais adequada no pronto atendimento, além de fornecer oxigênio?
- A. Corticoide oral e salbutamol a cada 20 minutos, com dose mais alta. ✓
- B. Corticoide oral, salbutamol de hora em hora e iniclar brometo de ipratrópio.
- C. Corticolde endovenoso e iniciar sulfato de magnésio endovenoso.
- D. Corticoide endovenoso e salbutamol de hora em hora.
Comentário OsceLabs
A crianca piorou (torax silencioso, saturacao 88%, fala palavras isoladas), mas recebeu subdose: para 30 kg a recomendacao e de 4 a 10 jatos de salbutamol por dose. Antes de escalar para terapias de resgate, corrige-se o basico - otimizar a dose do broncodilatador, mantendo as series a cada 20 minutos, e administrar corticoide, que por via oral tem eficacia equivalente a endovenosa em quem aceita a via. O sulfato de magnesio (C) fica para a falha desse tratamento otimizado, e o espacamento horario (B e D) e insuficiente na crise grave. Resposta A.
Questão 66Lactente de 4 meses de idade está em consulta de puericultura de rotina para a idade. Qual dos seguintes achados deve estar presente nessa avaliação?Gabarito: A
Lactente de 4 meses de idade está em consulta de puericultura de rotina para a idade. Qual dos seguintes achados deve estar presente nessa avaliação?
- A. Pega de objetos quando colocado à mão. ✓
- B. Preensão palmar tipo pinça polegar dedo.
- C. Mudança de decúbito dorsal para ventral.
- D. Brincadelra tipo esconde achou.
Comentário OsceLabs
Aos 4 meses espera-se que o lactente segure objetos colocados em sua mao, marco da preensao voluntaria que sucede o reflexo de preensao palmar. A pinca polegar-indicador (B) surge por volta dos 9 a 12 meses; rolar de decubito dorsal para ventral (C) em torno dos 5 a 6 meses; e a brincadeira de esconde-achou (D) depende da nocao de permanencia do objeto, que se estabelece perto dos 9 meses. Resposta A.
Questão 67Lactente com 6 meses de vida, nascido a termo, adequado para a idade gestacional e sem intercorrências, comparece para consulta de rotina. Não usa medicamentos. É alimentado exclusivamente ao seio matermo, com bom ganho ponderal, e a mãe irá iniciar alimentação complementar. Com relação à suplementação de ferro, quando deve ser iniciada neste paciente?Gabarito: C
Lactente com 6 meses de vida, nascido a termo, adequado para a idade gestacional e sem intercorrências, comparece para consulta de rotina. Não usa medicamentos. É alimentado exclusivamente ao seio matermo, com bom ganho ponderal, e a mãe irá iniciar alimentação complementar. Com relação à suplementação de ferro, quando deve ser iniciada neste paciente?
- A. Em caso de anemia.
- B. Não há indicação.
- C. Imediatamente. ✓
- D. Aos 12 meses.
Comentário OsceLabs
Lactente a termo, adequado para a idade gestacional, em aleitamento materno exclusivo ate os 6 meses: a partir do momento em que a alimentacao complementar e introduzida, o leite materno deixa de suprir a necessidade de ferro e a suplementacao profilatica esta indicada imediatamente, mantida ate os 24 meses. Esperar a anemia (A) e conduta reativa e tardia; nao suplementar (B) ignora a recomendacao vigente; e aos 12 meses (D) e tarde demais para prevenir a deficiencia. Resposta C.
Questão 68Uma menina de 4 anos e melo é atendida e sua mãe relata que ela é muito agitada, não para quieta, está sempre a mil por hora. Na creche, as professoras relatam que ela não consegue acompanhar as atividades, levanta da cadeira e atrapalha os colegas. Não consegue permanecer na mesma atividade por muito tempo. A mãe engravidou aos 44 anos por fertilização artificial. A criança nasceu prematura (32 semanas) e permaneceu duas semanas internada em unidade neonatal. Tem avaliação da visão e da audição normais. A paciente utiliza telas (TV e tablet) por 4 a 6 horas/dia. O acompanhamento do desenvolvimento pela cademeta de saúde da criança encontra-se a seguir. Qual é alternativa que melhor descreve a conduta inicial mais adequada?Gabarito: D
Uma menina de 4 anos e melo é atendida e sua mãe relata que ela é muito agitada, não para quieta, está sempre a mil por hora. Na creche, as professoras relatam que ela não consegue acompanhar as atividades, levanta da cadeira e atrapalha os colegas. Não consegue permanecer na mesma atividade por muito tempo. A mãe engravidou aos 44 anos por fertilização artificial. A criança nasceu prematura (32 semanas) e permaneceu duas semanas internada em unidade neonatal. Tem avaliação da visão e da audição normais. A paciente utiliza telas (TV e tablet) por 4 a 6 horas/dia. O acompanhamento do desenvolvimento pela cademeta de saúde da criança encontra-se a seguir. Qual é alternativa que melhor descreve a conduta inicial mais adequada?
- A. Iniciar risperidona e, após 4 semanas, iniciar metilfenidato.
- B. Tranquilizar a mãe, pois o desenvolvimento está adequado.
- C. Encaminhar para neuropediatra para avaliação especializada.
- D. Aplicar o instrumento de triagem SNAP IV em dois cenários. ✓
Comentário OsceLabs
Antes de rotular ou medicar, a avaliacao de suspeita de transtorno de deficit de atencao e hiperatividade exige demonstrar que os sintomas ocorrem em pelo menos dois ambientes diferentes (casa e escola) e trazem prejuizo funcional - e o SNAP-IV e o instrumento de triagem padronizado para isso, respondido por pais e professores, alem de revisar o excesso de telas. Iniciar risperidona e metilfenidato (A) e desproporcional e precoce; tranquilizar a mae (B) ignora o prejuizo escolar; encaminhar direto ao especialista (C) pula a avaliacao que o pediatra pode e deve conduzir. Resposta D.
Questão 69Menino de 8 anos apresentou episódio de dor torácica intensa em precórdio, durante brincadeira em cama elástica; a dor aliviou quando a criança descansou, mas se intensificou quando voltou a pular. Em avaliação médica, foi identificada lesão miocárdica isquêmica, secundária a trombose de aneurisma em trajeto da artéria descendente anterior. Para a investigação causal, qual a pergunta mais importante a ser felta?Gabarito: A
Menino de 8 anos apresentou episódio de dor torácica intensa em precórdio, durante brincadeira em cama elástica; a dor aliviou quando a criança descansou, mas se intensificou quando voltou a pular. Em avaliação médica, foi identificada lesão miocárdica isquêmica, secundária a trombose de aneurisma em trajeto da artéria descendente anterior. Para a investigação causal, qual a pergunta mais importante a ser felta?
- A. A criança teve episódio prévio de febre prolongada, conjuntivite e lesões de pele? ✓
- B. A criança ou a família tem alguma história de malformação congénita ou síndrome genética?
- C. A criança fez algum procedimento dentário ou usou medicações endovenosas recentemente?
- D. A criança teve episódios de febre e dor articular recorrente nos últimos meses?
Comentário OsceLabs
Aneurisma de arteria coronaria em crianca, complicado por trombose e infarto, tem como principal causa a doenca de Kawasaki previa, muitas vezes nao diagnosticada. Por isso a pergunta decisiva busca o quadro classico: febre prolongada acompanhada de conjuntivite nao exsudativa, exantema, alteracoes de extremidades e de mucosas. Endocardite (C) causa vegetacoes e embolia, nao aneurisma coronario; febre reumatica (D) acomete valvas; e sindromes geneticas (B) nao produzem esse padrao aneurismatico. Resposta A.
Questão 7070. Menino do 9 anos de idade, apresenta queixa de urina avermelhada hà cerca de dois meses, uma a duas vezes por semana, sendo encaminhado para investigação. O exame de urina rotina mostrou hemácias na sedimontoscopia. A pesquisa do dismorfismo eritrocitário evidenciou hemácias dismórficas (90%) com 20% de acantócitos. Qual dos seguintes achados urinários, se presente, poderia corroborar o dlagnóstico mais provával?Gabarito: C
70. Menino do 9 anos de idade, apresenta queixa de urina avermelhada hà cerca de dois meses, uma a duas vezes por semana, sendo encaminhado para investigação. O exame de urina rotina mostrou hemácias na sedimontoscopia. A pesquisa do dismorfismo eritrocitário evidenciou hemácias dismórficas (90%) com 20% de acantócitos. Qual dos seguintes achados urinários, se presente, poderia corroborar o dlagnóstico mais provával?
- A. Coágulos.
- B. Alta osmolaridade
- C. Proteinúria ✓
- D. Cristalúria
Comentário OsceLabs
Hematuria com mais de 80% de hemacias dismorficas e presenca de acantocitos define origem GLOMERULAR do sangramento. O achado que reforca essa topografia e a proteinuria, pois a lesao do glomerulo permite passagem simultanea de hemacias e proteinas. Coagulos (A) sugerem sangramento de via urinaria baixa (e praticamente excluem origem glomerular); osmolaridade alta (B) reflete apenas concentracao urinaria; e cristaluria (D) aponta litiase, que causaria hematuria isomorfica. Resposta C.
Questão 71Criança de 7 ance, residente em zona urbana de Ribeirão Preto, vem ao atendimento de urgência com história de 6 dias de febre (38,5° a 39°C), cefaleia e prostração. Há 1 dia evoluiu com dor abdominal, nauseas e vomitos. Ao exame: regular estado goral, corado, desidratado leve, anictérico, acianótico, eupneico; Sinais vitais normals. Pele: exantema micro macular em tronco e membros. Ausculta cardioco e pulmonar som alterações. Abdome difusamente doloroso à palpação, sem dor à descompressão, fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito, baço não palpével. Foram realizados os seguintes exames: Hemnograma: Hemoglobina: 14g/dL, hematócrito: 46%, glóbulos brancos: 3200/mm3 (25% neutrófilos segmentados e 70% linfócitos), plaquotas: 89.000/mm3. Albumina: 3,2 g/dL (VR3,5-5): TGO: 110 UVL (VR <45). Coagulogroma: INR 0,99 (VR< 1,3); TTPA 33 segundos, ratio 1,0 (VR< 1,26). Qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: B
Criança de 7 ance, residente em zona urbana de Ribeirão Preto, vem ao atendimento de urgência com história de 6 dias de febre (38,5° a 39°C), cefaleia e prostração. Há 1 dia evoluiu com dor abdominal, nauseas e vomitos. Ao exame: regular estado goral, corado, desidratado leve, anictérico, acianótico, eupneico; Sinais vitais normals. Pele: exantema micro macular em tronco e membros. Ausculta cardioco e pulmonar som alterações. Abdome difusamente doloroso à palpação, sem dor à descompressão, fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito, baço não palpével. Foram realizados os seguintes exames: Hemnograma: Hemoglobina: 14g/dL, hematócrito: 46%, glóbulos brancos: 3200/mm3 (25% neutrófilos segmentados e 70% linfócitos), plaquotas: 89.000/mm3. Albumina: 3,2 g/dL (VR3,5-5): TGO: 110 UVL (VR <45). Coagulogroma: INR 0,99 (VR< 1,3); TTPA 33 segundos, ratio 1,0 (VR< 1,26). Qual é o diagnóstico mais provável?
- A. Riquetsiose
- B. Denguo grupo C. ✓
- C. Doença de Kawasaki.
- D. Mononucleose infecciosa.
Comentário OsceLabs
Febre alta ha 6 dias com exantema evoluindo para dor abdominal intensa, vomitos e hepatomegalia, com plaquetopenia (89.000), leucopenia com linfocitose, hipoalbuminemia e elevacao de transaminases: dengue com sinais de alarme, ou seja, grupo C, que exige hidratacao venosa e internacao. Riquetsiose (A) cursaria com exantema de extremidades e evolucao mais grave; Kawasaki (C) exige criterios mucocutaneos que faltam; mononucleose (D) traria linfadenomegalia e faringite exsudativa arrastadas, sem esse extravasamento plasmatico. Resposta B.
Questão 72Criança de 2 anos, estava brincando nos fundos de casa, quando iniciou choro intenso. Após alguns minutos, apresentou muitos eplsódios de vomitos, audorese e palidez. Mãe procurou atendimento de urgência. Ao exame: sonolonta, sudoreica, com extremidades frias, sialorreica FC: oscilando de 90 a 166 bpm, FR: 45 ipm, oximetria de pulso: 90% om ar ambiento, PA: 138/80 mmHg. Ausculta cardiaca arritmica, sem sopros. Ausculta pulmonar: murmúrios reduzidos e com estertores em bases. Glicosimetria capilar: 364 mg/dL. Considerando o caso clinico acima, qual o tipo de choque envolvido?Gabarito: C
Criança de 2 anos, estava brincando nos fundos de casa, quando iniciou choro intenso. Após alguns minutos, apresentou muitos eplsódios de vomitos, audorese e palidez. Mãe procurou atendimento de urgência. Ao exame: sonolonta, sudoreica, com extremidades frias, sialorreica FC: oscilando de 90 a 166 bpm, FR: 45 ipm, oximetria de pulso: 90% om ar ambiento, PA: 138/80 mmHg. Ausculta cardiaca arritmica, sem sopros. Ausculta pulmonar: murmúrios reduzidos e com estertores em bases. Glicosimetria capilar: 364 mg/dL. Considerando o caso clinico acima, qual o tipo de choque envolvido?
- A. Hipovolémico
- B. Anafilático.
- C. Cardiogênico. ✓
- D. Séptico.
Comentário OsceLabs
Crianca pequena, quintal de casa, dor subita seguida de vomitos repetidos, sudorese, sialorreia, taquipneia, hipertensao, hiperglicemia e estertores em bases com arritmia: e a sindrome colinergica e adrenergica do escorpionismo grave. A liberacao macica de catecolaminas leva a miocardite toxica com disfuncao ventricular e edema pulmonar - portanto, choque cardiogenico, que alem do antiveneno demanda suporte inotropico e cuidado com volume. Nao ha perda volemica (A), exposicao alergenica (B) nem foco infeccioso (D). Resposta C.
Questão 73Mãe procura pediatra, pois seu filho de 9 anos está apresentando sonolência e dormindo na escola. Dorme às 22:00, com latência para o inicio do sono menor que 5 minutos, e é acordado às 6:00 pela mãe, com dificuldade. Estuda pela manhã, tom bom aproveitamento escolar e a mãe queixa-se de irritabilidade em casa. Aos final de semana dorme às 22:00 e acorda às 9:00. Nega roncos, sonambulismo, dores pelo corpo cu outras queixas Qual seria a orientação que teria um melhor impacto na melhora da sonolência da criança?Gabarito: D
Mãe procura pediatra, pois seu filho de 9 anos está apresentando sonolência e dormindo na escola. Dorme às 22:00, com latência para o inicio do sono menor que 5 minutos, e é acordado às 6:00 pela mãe, com dificuldade. Estuda pela manhã, tom bom aproveitamento escolar e a mãe queixa-se de irritabilidade em casa. Aos final de semana dorme às 22:00 e acorda às 9:00. Nega roncos, sonambulismo, dores pelo corpo cu outras queixas Qual seria a orientação que teria um melhor impacto na melhora da sonolência da criança?
- A. Realizar atividades físicas no período da manhã.
- B. Evitar alimentos gordurosos antes de deitar-se.
- C. Encorajar o uso de cafeína pela manhã.
- D. Incentivar a criança a dormir por volta das 20:00. ✓
Comentário OsceLabs
A crianca dorme 8 horas nos dias de aula e 11 horas no fim de semana, com latencia menor que 5 minutos e dificuldade para despertar: o padrao e de privacao cronica de sono, com sono de recuperacao aos sabados e domingos. Escolares de 9 anos precisam de 9 a 11 horas por noite, e a medida de maior impacto e antecipar o horario de deitar. Atividade fisica matinal (A) e dieta (B) tem efeito marginal, e cafeina (C) mascara o sintoma e piora ainda mais a duracao do sono. Resposta D.
Questão 74Em uma palestra para pais de adolescentes, você aborda ações preventivas para esta população. Um dos pontos importantes será reforçar a vacinação neste grupo. Neste sentido. você cita as infecções proveniveis pelas vacinas oferecidas no Programa Nacional de Imunizações para esta idade. Qual das alternativas contempla infecções que devem ser citadas?Gabarito: C
Em uma palestra para pais de adolescentes, você aborda ações preventivas para esta população. Um dos pontos importantes será reforçar a vacinação neste grupo. Neste sentido. você cita as infecções proveniveis pelas vacinas oferecidas no Programa Nacional de Imunizações para esta idade. Qual das alternativas contempla infecções que devem ser citadas?
- A. HPV e difteria, tétano e coqueluche.
- B. Meningite por meningo C e hepatite A.
- C. HPV e meningite por meningo A. ✓
- D. Meningite por meningo B e tétano.
Comentário OsceLabs
O calendario do adolescente no Programa Nacional de Imunizacoes contempla HPV e a vacina meningococica ACWY, que protege contra o sorogrupo A, alem de reforcos de dT, hepatite B e triplice viral conforme a situacao vacinal. Meningocócica C (B) e aplicada no lactente e hepatite A aos 15 meses; meningococica B (D) nao integra a rotina publica; e a coqueluche em adolescente e coberta pela dTpa apenas em situacoes especificas, o que torna a formulacao da alternativa A inadequada para essa faixa. Resposta C.
Questão 75Adolescente de 16 anos chega à sala de emergência com história de ter sido encontrada desacordada em seu quarto ha 1 hora. Ao exame físico: sonolenta (Escala de Coma de Glasgow 11), frequência respiratória de 30 ipm, frequência cardíaca de 100 bpm, pressão arterial de 100/70 mmHg, pulsos amplos e simétricos, tempo de enchimento capilar de 2 segundos. A acompanhante relata ter encontrado uma cartela de comprimidos vazia ao lado da cama da paciente. A gasometria arterial mostra: pH: 7,52 PO2:100 mmHg; PCOz:22 mmHg: Bicarbonato: 14 mEq/L; Base Excess: 11; sódio plasmático: 140 mEq/L; potássio plasmático: 4,0 mEq/L; cloro plasmático: 103 mEq/L. Qual é o provável agente causador da intoxicação?Gabarito: C
Adolescente de 16 anos chega à sala de emergência com história de ter sido encontrada desacordada em seu quarto ha 1 hora. Ao exame físico: sonolenta (Escala de Coma de Glasgow 11), frequência respiratória de 30 ipm, frequência cardíaca de 100 bpm, pressão arterial de 100/70 mmHg, pulsos amplos e simétricos, tempo de enchimento capilar de 2 segundos. A acompanhante relata ter encontrado uma cartela de comprimidos vazia ao lado da cama da paciente. A gasometria arterial mostra: pH: 7,52 PO2:100 mmHg; PCOz:22 mmHg: Bicarbonato: 14 mEq/L; Base Excess: 11; sódio plasmático: 140 mEq/L; potássio plasmático: 4,0 mEq/L; cloro plasmático: 103 mEq/L. Qual é o provável agente causador da intoxicação?
- A. Benzodiazepinico.
- B. Antidepressivo triciclico.
- C. Acido acetil salicilico. ✓
- D. Opioide.
Comentário OsceLabs
A gasometria mostra alcalose respiratoria (pH 7,52 com PCO2 22) somada a acidose metabolica com anion gap elevado (140 - 103 - 14 = 23), em adolescente com taquipneia apos ingestao de cartela de comprimidos: esse disturbio misto e a assinatura da intoxicacao por salicilato. Benzodiazepinico e opioide (A e D) causam depressao respiratoria com acidose respiratoria e hipercapnia; triciclico (B) cursa com alargamento de QRS, anticolinergicos e acidose metabolica, sem essa alcalose respiratoria primaria. Resposta C.
Questão 76Paciente de 12 anos com doença renal crônica em estágio terminal è submetido a transplante renal de doador falecido, com tempo de isquemia de 26 horas. Recebe fluidoterapia de manutençlio no pós operatório e apresenta, subitamente, deterioração de sua condição hemodinámica. O traçado eletrocardiognáfico mostra: A conduta apropriada é a administração endovencsa de:Gabarito: D
Paciente de 12 anos com doença renal crônica em estágio terminal è submetido a transplante renal de doador falecido, com tempo de isquemia de 26 horas. Recebe fluidoterapia de manutençlio no pós operatório e apresenta, subitamente, deterioração de sua condição hemodinámica. O traçado eletrocardiognáfico mostra: A conduta apropriada é a administração endovencsa de:
- A. Cloreto de potássio 0,3 mEg/kg/h em 3 horas.
- B. Fosfato de potássio 1 mmol/kg em 24 horas.
- C. Sufato de magnésio 50 mg/kg em 30 minutos.
- D. Gluconato de cálcio 1 mL/kg em bolus. ✓
Comentário OsceLabs
Transplante renal com tempo de isquemia fria muito prolongado (26 horas) cursa com funcao retardada do enxerto; a deterioracao hemodinamica subita com alteracao eletrocardiografica nesse contexto e hipercalemia grave. A prioridade absoluta e estabilizar a membrana do miocardio com gluconato de calcio endovenoso, antes das medidas que deslocam ou eliminam o potassio. Oferecer potassio (A e B) e agravar o quadro, e o magnesio (C) so seria indicado se houvesse torsades de pointes. Resposta D.
Questão 77Menina de 4 anos de idado foi encaminhada pam serviço de urgência com história do epistaxe há algumas horas. Negava história próvia de sangramentos. Ao exame: bom estado geral, sem sangramonto ativo nasal; presença de algumas petéquias em membros inferiores. Sem outros achados anormais ao exame clinico. Hemegrama (contagem automatizada) desta paciento: Hemoglobina: 12,1 g/dL (VN: 10,8 a 15,6). Hematócrito: 38% (VN: 33,0 a 45,0).Leucócitos: 7.500/mm2 (VN: 5.000 a 13.000) Neutrófios: 50%, 3750/mm3 (VN: 1.800 a 8.000). Eosinófios: 3%, 225/mm2 (VN: 0 a 600). Linfócitos: 45,5%, 3520/mm2 (VN: 1.200 a 6.000). Plaquetas: 38.000/mm3 (VN: 200.000 a 400.000). Presença de megaplaquetas. Qual a conduta inicial mais adequada a sor tomada neste caso?Gabarito: B
Menina de 4 anos de idado foi encaminhada pam serviço de urgência com história do epistaxe há algumas horas. Negava história próvia de sangramentos. Ao exame: bom estado geral, sem sangramonto ativo nasal; presença de algumas petéquias em membros inferiores. Sem outros achados anormais ao exame clinico. Hemegrama (contagem automatizada) desta paciento: Hemoglobina: 12,1 g/dL (VN: 10,8 a 15,6). Hematócrito: 38% (VN: 33,0 a 45,0).Leucócitos: 7.500/mm2 (VN: 5.000 a 13.000) Neutrófios: 50%, 3750/mm3 (VN: 1.800 a 8.000). Eosinófios: 3%, 225/mm2 (VN: 0 a 600). Linfócitos: 45,5%, 3520/mm2 (VN: 1.200 a 6.000). Plaquetas: 38.000/mm3 (VN: 200.000 a 400.000). Presença de megaplaquetas. Qual a conduta inicial mais adequada a sor tomada neste caso?
- A. Colher aspirado de medula óssea
- B. Seguir ambulatorialmente com hemogramas. ✓
- C. Transfundir concentrado de plaquetas.
- D. Prescrever imunoglobulina humana.
Comentário OsceLabs
Crianca previamente higida com plaquetopenia isolada (38.000), megaplaquetas ao esfregaco, demais series normais e sangramento apenas cutaneo-mucoso leve, ja cessado: purpura trombocitopenica imune. Sem sangramento ativo importante, a conduta e observacao com hemogramas seriados, pois a remissao espontanea ocorre na maioria dos casos pediatricos. Mielograma (A) so se houver achados atipicos; imunoglobulina (D) e corticoide ficam para sangramento significativo; e transfusao de plaquetas (C) e ineficaz e reservada a hemorragia grave. Resposta B.
Questão 78Paciente do sexo masculino, 4 anos e 2 meses, encaminhado para avaliação por obesidade. Primeiro fiho de casal jovem, saudável e não consanguíneo. Ele nasceu a termo (40 semanas), com 3.200 gramas, sem intercorrência. Nos primeiros meses de vida teve muita dificuldade na sua alimentação, pois não sugava adequadamente, o que resultou em baixo ganho ponderal. Neste período foi introduzida fórmula láctea enriquecia de açúcar e farinha láctea. Durante o primeiro ano de vida foi notada também hipotonia importante, o que levou a atraso no desenvolvimento motor Atualmente o quadro de hipotonia melhorou significativamente. Posteriormente, os pais perceberam hiperfagia e ganho ponderal excessivo a partir de segundo ano de vida. Na avaliação inicial, durante a primeira consulta, ao exame fisico apresentava estatura no percentil 3 (Escore Ze -2) e a curva pondoral está mostrada na figura abaixo. Os exames laboratoriais iniciais (perfil irídico, glicemia, hemoglobina glicada, função tireoidiana, hepática e renal) estavam normais. Considerando todas as informações apresentadas acima, qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: A
Paciente do sexo masculino, 4 anos e 2 meses, encaminhado para avaliação por obesidade. Primeiro fiho de casal jovem, saudável e não consanguíneo. Ele nasceu a termo (40 semanas), com 3.200 gramas, sem intercorrência. Nos primeiros meses de vida teve muita dificuldade na sua alimentação, pois não sugava adequadamente, o que resultou em baixo ganho ponderal. Neste período foi introduzida fórmula láctea enriquecia de açúcar e farinha láctea. Durante o primeiro ano de vida foi notada também hipotonia importante, o que levou a atraso no desenvolvimento motor Atualmente o quadro de hipotonia melhorou significativamente. Posteriormente, os pais perceberam hiperfagia e ganho ponderal excessivo a partir de segundo ano de vida. Na avaliação inicial, durante a primeira consulta, ao exame fisico apresentava estatura no percentil 3 (Escore Ze -2) e a curva pondoral está mostrada na figura abaixo. Os exames laboratoriais iniciais (perfil irídico, glicemia, hemoglobina glicada, função tireoidiana, hepática e renal) estavam normais. Considerando todas as informações apresentadas acima, qual é o diagnóstico mais provável?
- A. Sindrome de Prader Wili ✓
- B. Sindrome do Down.
- C. Sindrome de Cushing
- D. Obesidade primária associada a erro alimentar.
Comentário OsceLabs
Hipotonia neonatal com dificuldade de succao e baixo ganho ponderal nos primeiros meses, seguida de hiperfagia e obesidade progressiva a partir do segundo ano, com baixa estatura (percentil 3): essa inversao evolutiva e a marca da sindrome de Prader-Willi. Sindrome de Down (B) traria dismorfismos e atraso cognitivo evidentes desde o nascimento; Cushing (C) cursa com estrias, hipertensao e exames metabolicos alterados; e obesidade primaria por erro alimentar (D) nao explica a hipotonia nem a estatura baixa. Resposta A.
Questão 79Crianga de 9 anos é levado so pronto socorro com história de crise convulsava inédita, caracterizada por movimentos tónico tõnicos em dimidio esquerdo, de duração do 2 minutos, acompanhado de sonolência após episódio. Pais relatam que hà cerca de 1 mês paciente vem apresentando cefaleias matinais, Intensas, que por vezes despertavam o paciente no final da madrugada. Negava história de trauma. Exame clínico geral de admissão mostrava paciente viril e orientado. Frequência cordlaca de 92 bpm, com enchimento capilar <3 segundos. Pressão arterial do 100X60mmHg (abaixo do P90). Neurológico: força muscular grau 5 em dimídio direto, e grau 3 em dimidio esquerdo. Com base nos dados clínicos, qual a alternativa que corresponde ao diagnóstico mais provável para este paciente?Gabarito: A
Crianga de 9 anos é levado so pronto socorro com história de crise convulsava inédita, caracterizada por movimentos tónico tõnicos em dimidio esquerdo, de duração do 2 minutos, acompanhado de sonolência após episódio. Pais relatam que hà cerca de 1 mês paciente vem apresentando cefaleias matinais, Intensas, que por vezes despertavam o paciente no final da madrugada. Negava história de trauma. Exame clínico geral de admissão mostrava paciente viril e orientado. Frequência cordlaca de 92 bpm, com enchimento capilar <3 segundos. Pressão arterial do 100X60mmHg (abaixo do P90). Neurológico: força muscular grau 5 em dimídio direto, e grau 3 em dimidio esquerdo. Com base nos dados clínicos, qual a alternativa que corresponde ao diagnóstico mais provável para este paciente?
- A. Tumor cerebral parietal. ✓
- B. Homatoma extradural.
- C. Maningoencefalite viral.
- D. Síndrome epiléptica da infância.
Comentário OsceLabs
Cefaleia matinal intensa que desperta a crianca no final da madrugada ha um mes, evoluindo para crise convulsiva focal (dimidio esquerdo) e deficit motor persistente a esquerda grau 3: o conjunto indica lesao expansiva no hemisferio direito, isto e, tumor cerebral. Hematoma extradural (B) exige trauma e tem curso agudo; meningoencefalite viral (C) cursa com febre e sinais meningeos; e sindrome epileptica da infancia (D) nao produz cefaleia progressiva nem deficit focal fixo. Resposta A.
Questão 80Um menino com 2 anos e 4 meses de idade é avaliado por apresentar desenvolvimento de pelos pubianos e do pênis há dois meses. É filho único. Seu pai tem 40 anos e mede 191 cm. Sua mãe tem 36 anos, mede 174 cm e teve diagnóstico recente de neoplasia da mama. O avo materno está em tratamento de neoplasia do cólon. Na última consulta de puericultura, aos 2 anos media 87 cm (P50) e pesava 12 kg e o pediatra não notou alterações ao exame físico. Exame físico atual: Estatura= 92 cm; peso= 15 kg. Pele com acne facial e presença de duas manchas café com leite com 1 cm de diâmetro, arredondadas, no dorso. Há hipertrofia muscular. O exame genital está mostrado na figura abaixo. Utilizando-se o orquidômetro de Prader, o volume testicular foi estimado em 2 mL, bilateralmente. O comprimento peniano (esticado) foi de 9 cm. Havia pelos pubianos (Tanner P3). Os resultados dos exames complementares estão mostrados na tabela abaixo (resultados repetidos e confirmados). Com base nestes dados clínicos e laboratoriais, qual é o diagnóstico de alta probabilidade neste paciente?Gabarito: A
Um menino com 2 anos e 4 meses de idade é avaliado por apresentar desenvolvimento de pelos pubianos e do pênis há dois meses. É filho único. Seu pai tem 40 anos e mede 191 cm. Sua mãe tem 36 anos, mede 174 cm e teve diagnóstico recente de neoplasia da mama. O avo materno está em tratamento de neoplasia do cólon. Na última consulta de puericultura, aos 2 anos media 87 cm (P50) e pesava 12 kg e o pediatra não notou alterações ao exame físico. Exame físico atual: Estatura= 92 cm; peso= 15 kg. Pele com acne facial e presença de duas manchas café com leite com 1 cm de diâmetro, arredondadas, no dorso. Há hipertrofia muscular. O exame genital está mostrado na figura abaixo. Utilizando-se o orquidômetro de Prader, o volume testicular foi estimado em 2 mL, bilateralmente. O comprimento peniano (esticado) foi de 9 cm. Havia pelos pubianos (Tanner P3). Os resultados dos exames complementares estão mostrados na tabela abaixo (resultados repetidos e confirmados). Com base nestes dados clínicos e laboratoriais, qual é o diagnóstico de alta probabilidade neste paciente?
- A. Puberdade precoce de causa exógena. ✓
- B. Adrenarca precoce idiopática.
- C. Puberdade precoce central.
- D. Tumor adrenocortical.
Comentário OsceLabs
Menino de 2 anos com pubarca, aumento peniano, acne, hipertrofia muscular e aceleracao de crescimento, mas com volume testicular PRE-PUBERAL (2 mL bilateralmente): a dissociacao entre virilizacao intensa e testiculos pequenos exclui ativacao do eixo hipotalamo-hipofisario, afastando puberdade precoce central (C). Trata-se de puberdade precoce periferica, e a causa mais provavel e a exposicao exogena a androgenio (contato com gel de testosterona de um adulto da casa). Adrenarca precoce idiopatica (B) nao causa crescimento peniano nem hipertrofia muscular. Resposta A.
Questão 81Mulher, 32 anos, G1P1 (1PC), em uso contínuo de desogestrel 75mcg/dia, em amenorréia há 9 meses, procura atendimento ginecológico com queixa de dor pélvica em hipogástrio de forte intensidade há 10 meses que tem comprometido suas atividades habituais. Refere que sempre teve cólica menstrual de forte intensidade, com necessidade ocasional de medicação endovenosa. Refere dispareunia de profundidade em todas as relações, nega sangramento nas fezes ou na urina, porém refere alteração do hábito intestinal há 6 meses com disquezia e afilamento das fezes. Ao exame físico: PA: 110x80mmHg, FC: 76bpm, abdome plano, normotenso, doloroso em todo andar inferior do abdome à palpação profunda, descompressão brusca negativa. Especular: colo róseo, sem lesões ou conteúdo anormal. Toque: colo cartilaginoso, doloroso à mobilização, útero centrado, RVF, fixo e doloroso à palpação e mobilização, anexos não palpados e sem dor nas fossas ilíacas, fundo de saco vaginal com lesão irregular de 1,5cm muito doloroso. Exames complementares: Hb: 13,2g/dl; Ht: 35%. USTV: útero RVF, centrado, fixo, ausência de deslizamento com compartimento posterior, volume de 72cm3, com lesão intestinal de cerca de 3,5 x 2,5 x 1,2 cm comprometendo até a camada muscular interna, cerca de 8 cm da borda anal com comprometimento de 45% da circunferência intestinal. Ovário esquerdo de 4,2cm3, ovário direito de 4,5cm3 Considerando-se a possibilidade diagnóstica mais provável, qual a conduta mais apropriada neste momento?Gabarito: C
Mulher, 32 anos, G1P1 (1PC), em uso contínuo de desogestrel 75mcg/dia, em amenorréia há 9 meses, procura atendimento ginecológico com queixa de dor pélvica em hipogástrio de forte intensidade há 10 meses que tem comprometido suas atividades habituais. Refere que sempre teve cólica menstrual de forte intensidade, com necessidade ocasional de medicação endovenosa. Refere dispareunia de profundidade em todas as relações, nega sangramento nas fezes ou na urina, porém refere alteração do hábito intestinal há 6 meses com disquezia e afilamento das fezes. Ao exame físico: PA: 110x80mmHg, FC: 76bpm, abdome plano, normotenso, doloroso em todo andar inferior do abdome à palpação profunda, descompressão brusca negativa. Especular: colo róseo, sem lesões ou conteúdo anormal. Toque: colo cartilaginoso, doloroso à mobilização, útero centrado, RVF, fixo e doloroso à palpação e mobilização, anexos não palpados e sem dor nas fossas ilíacas, fundo de saco vaginal com lesão irregular de 1,5cm muito doloroso. Exames complementares: Hb: 13,2g/dl; Ht: 35%. USTV: útero RVF, centrado, fixo, ausência de deslizamento com compartimento posterior, volume de 72cm3, com lesão intestinal de cerca de 3,5 x 2,5 x 1,2 cm comprometendo até a camada muscular interna, cerca de 8 cm da borda anal com comprometimento de 45% da circunferência intestinal. Ovário esquerdo de 4,2cm3, ovário direito de 4,5cm3 Considerando-se a possibilidade diagnóstica mais provável, qual a conduta mais apropriada neste momento?
- A. Ressonância magnética da pelve.
- B. Dienogeste 2mg/dia contínuo.
- C. Laparoscopia cirúrgica. ✓
- D. Análogo de GnRH injetável.
Comentário OsceLabs
Dismenorreia incapacitante, dispareunia de profundidade, disquezia com afilamento das fezes, nodulo doloroso em fundo de saco, utero fixo sem deslizamento e lesao intestinal a 8 cm da borda anal comprometendo 45% da circunferencia: endometriose profunda com acometimento intestinal, ja refrataria a progestagenio continuo (desogestrel). A conduta e o tratamento cirurgico por videolaparoscopia. A ultrassonografia com preparo ja mapeou a doenca, dispensando ressonancia (A); dienogeste (B) e analogo de GnRH (D) nao resolvem a obstrucao progressiva nem a dor refrataria. Resposta C.
Questão 82Mulher, 32 anos, G1P1 (1PN), procura atendimento ginecológico com queixa de fluxo menstrual regular, porém aumentado há 8 meses, associado a cólica de forte intensidade, com exacerbação do sangramento há 2 meses. No momento refere fraqueza e palpitação associados ao sangramento vaginal e atividade física. Ao exame físico: PA: 110x60mmHg, FC: 92bpm, abdome plano, normotenso, indolor a palpação. Especular: colo uterino sem lesões, sem sangramento ativo. Toque vaginal: útero AVF, centrado, aumentado de tamanho e palpável cerca de 3cm acima da sinfise púbica. Exames complementares: Hb: 10,3g/dl Ht: 30%, B-HCG: 2,2mUI/ml (VR: <25mUI/ml) USTV: útero AVF, centrado, volume de 180cm3 (VN: < 120cm3), com lesão nodular de 4,5cm no maior diâmetro comprometendo a cavidade endometrial (FIGO 1), ovário esquerdo de 7cm3, ovário direito de 4cm3 (VN: 3 a 9 cm3) (vide figura) Imagem: Ultrassonografia transvaginal Considerando-se a hipótese diagnóstica mais provável, qual a conduta mais apropriada neste momento para a paciente?Gabarito: C
Mulher, 32 anos, G1P1 (1PN), procura atendimento ginecológico com queixa de fluxo menstrual regular, porém aumentado há 8 meses, associado a cólica de forte intensidade, com exacerbação do sangramento há 2 meses. No momento refere fraqueza e palpitação associados ao sangramento vaginal e atividade física. Ao exame físico: PA: 110x60mmHg, FC: 92bpm, abdome plano, normotenso, indolor a palpação. Especular: colo uterino sem lesões, sem sangramento ativo. Toque vaginal: útero AVF, centrado, aumentado de tamanho e palpável cerca de 3cm acima da sinfise púbica. Exames complementares: Hb: 10,3g/dl Ht: 30%, B-HCG: 2,2mUI/ml (VR: <25mUI/ml) USTV: útero AVF, centrado, volume de 180cm3 (VN: < 120cm3), com lesão nodular de 4,5cm no maior diâmetro comprometendo a cavidade endometrial (FIGO 1), ovário esquerdo de 7cm3, ovário direito de 4cm3 (VN: 3 a 9 cm3) (vide figura) Imagem: Ultrassonografia transvaginal Considerando-se a hipótese diagnóstica mais provável, qual a conduta mais apropriada neste momento para a paciente?
- A. Embolização arterial.
- B. DIU de levonorgestrel (52mg).
- C. Histeroscopia cirúrgica. ✓
- D. Progestagênio IM.
Comentário OsceLabs
Sangramento uterino aumentado com anemia sintomatica e ultrassom mostrando mioma unico de 4,5 cm comprometendo a cavidade endometrial (FIGO 1, submucoso): o tratamento definitivo e a miomectomia por histeroscopia cirurgica, que remove a causa preservando o utero e a fertilidade. DIU de levonorgestrel (B) tem alta taxa de expulsao e menor eficacia com cavidade distorcida; progestagenio intramuscular (D) e apenas paliativo; embolizacao (A) nao e a primeira escolha para mioma submucoso unico e ressecavel. Resposta C.
Questão 83Mulher com 58 anos, G3P3 (2PN e 1PC), DUM: há 9 anos. Encaminhada para Hospital terciário com queixa de perda urinária principalmente durante atividade física, associado a urgência miccional, noctúria, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e disúria. Refere ter HAS, DM tipo II e glaucoma em tratamento. Exame ginecológico: sem alterações, não observada perda urinária durante manobra de Valsalva. Exame ginecológico: sem alterações, não observada perda urinária durante manobra de Valsalva. Fez estudo urodinâmico apresentado a seguir. Paciente foi encaminhada à fisioterapia e orientada a alterações comportamentais para tratamento. Além das medidas orientadas, qual a melhor conduta neste momento?Gabarito: A
Mulher com 58 anos, G3P3 (2PN e 1PC), DUM: há 9 anos. Encaminhada para Hospital terciário com queixa de perda urinária principalmente durante atividade física, associado a urgência miccional, noctúria, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e disúria. Refere ter HAS, DM tipo II e glaucoma em tratamento. Exame ginecológico: sem alterações, não observada perda urinária durante manobra de Valsalva. Exame ginecológico: sem alterações, não observada perda urinária durante manobra de Valsalva. Fez estudo urodinâmico apresentado a seguir. Paciente foi encaminhada à fisioterapia e orientada a alterações comportamentais para tratamento. Além das medidas orientadas, qual a melhor conduta neste momento?
- A. Mirabegrona 50mg oral diário. ✓
- B. Sling transobturatório com faixa sintética.
- C. Sling retropúbico com faixa sintética.
- D. Solifenacina 10 mg oral diário.
Comentário OsceLabs
O quadro predominante e de urgencia miccional, nocturia e esvaziamento incompleto, sem perda demonstravel a manobra de Valsalva - ou seja, bexiga hiperativa, e nao incontinencia de esforco. Apos falha das medidas comportamentais e fisioterapia, entra o tratamento farmacologico, e aqui a solifenacina (D) esta contraindicada pelo glaucoma. Restam os agonistas beta-3: mirabegrona. Os slings (B e C) tratam incontinencia urinaria de esforco, que nao foi comprovada nesta paciente. Resposta A.
Questão 84Mulher de 30 anos, nuligesta, portadora da síndrome dos ovários policísticos, em uso de contraceptivo combinado oral (COC) há 8 anos, com ciclos regulares e satisfeita com o controle do hiperandrogenismo. Comparece à consulta de rotina referindo dificuldade na perda de peso mesmo após orientações nutricionais. Refere prática irregular de atividade física. Exame físico: PA=120x80mmHg; IMC-31,3Kg/m2; Indice de Ferriman Gallwey=2; circunferência da cintura 104cm. Exame ginecológico: sem alterações. Exames complementares: Lipidograma normal; Teste de tolerância oral à glicose (75g): jejum= 88mg/dl e após 2 horas= 136mg/dl. Além de reforçar as orientações de alimentação saudável e atividade física regular, qual das condutas abaixo é a mais adequada para este caso?Gabarito: B
Mulher de 30 anos, nuligesta, portadora da síndrome dos ovários policísticos, em uso de contraceptivo combinado oral (COC) há 8 anos, com ciclos regulares e satisfeita com o controle do hiperandrogenismo. Comparece à consulta de rotina referindo dificuldade na perda de peso mesmo após orientações nutricionais. Refere prática irregular de atividade física. Exame físico: PA=120x80mmHg; IMC-31,3Kg/m2; Indice de Ferriman Gallwey=2; circunferência da cintura 104cm. Exame ginecológico: sem alterações. Exames complementares: Lipidograma normal; Teste de tolerância oral à glicose (75g): jejum= 88mg/dl e após 2 horas= 136mg/dl. Além de reforçar as orientações de alimentação saudável e atividade física regular, qual das condutas abaixo é a mais adequada para este caso?
- A. Trocar COC por progestagênio isolado.
- B. Iniciar metformina. ✓
- C. Iniciar inositol.
- D. Repetir exames metabólicos em seis meses.
Comentário OsceLabs
Sindrome dos ovarios policisticos com obesidade e circunferencia abdominal de 104 cm, resistencia insulinica evidente e glicemia de 2 horas ja no limite superior, sem resposta as medidas de estilo de vida isoladas: a metformina e o adjuvante indicado, melhorando o perfil metabolico e auxiliando no controle ponderal. Trocar o contraceptivo combinado (A) sacrificaria o controle do hiperandrogenismo, que esta satisfatorio; inositol (C) tem evidencia fraca; e apenas repetir exames em seis meses (D) posterga a intervencao em paciente ja sintomatica. Resposta B.
Questão 85Paciente do sexo feminino, 15 anos, comparece em consulta ginecológica trazida pela mãe para orientação. As condições ao nascimento e desenvolvimento na infância foram normais. Iniciou desenvolvimento puberal aos 9 anos com telarca. Nega menarca. Exame físico: PA: 110x70 mmHg, IMC: 18 kg/m2, Estágio de Tanner: M4P1. Genitália externa feminina, púbere, introito vaginal com hímen integro e vaginometria de 3cm. Qual a propedêutica complementar para elucidar este caso clínico?Gabarito: D
Paciente do sexo feminino, 15 anos, comparece em consulta ginecológica trazida pela mãe para orientação. As condições ao nascimento e desenvolvimento na infância foram normais. Iniciou desenvolvimento puberal aos 9 anos com telarca. Nega menarca. Exame físico: PA: 110x70 mmHg, IMC: 18 kg/m2, Estágio de Tanner: M4P1. Genitália externa feminina, púbere, introito vaginal com hímen integro e vaginometria de 3cm. Qual a propedêutica complementar para elucidar este caso clínico?
- A. FSH, TSH e Prolactina.
- B. Ressonância magnética de pelve.
- C. Teste de estímulo com GnRH.
- D. Cariótipo de células periféricas. ✓
Comentário OsceLabs
Adolescente com amenorreia primaria, mamas bem desenvolvidas (M4) mas AUSENCIA de pelos pubianos (P1), genitalia externa feminina e vagina em fundo cego de 3 cm: essa dissociacao entre telarca normal e pilificacao ausente e classica da sindrome de insensibilidade androgenica completa. O exame que elucida o caso e o cariotipo (46,XY). FSH, TSH e prolactina (A) investigam amenorreia de causa hipotalamo-hipofisaria; ressonancia (B) e teste de GnRH (C) nao definem o diagnostico etiologico aqui. Resposta D.
Questão 86Mulher, 55 anos, G1P1, com queixa de fogacho há 2 anos, especialmente no período noturno, que atrapalha sua qualidade de vida. Última menstruação há 1 ano. Deseja alívio do sintoma, mas não deseja usar terapia hormonal. Não apresenta comorbidades e nem faz uso de medicações. IMC: 26 Kg/m2. PA: 120x70 mmHg. Exame ginecológico sem alterações. Exames de rastreamento recomendados para a idade: normais Qual opção de tratamento não hormonal é a mais efetiva para a redução dos sintomas vasomotores?Gabarito: D
Mulher, 55 anos, G1P1, com queixa de fogacho há 2 anos, especialmente no período noturno, que atrapalha sua qualidade de vida. Última menstruação há 1 ano. Deseja alívio do sintoma, mas não deseja usar terapia hormonal. Não apresenta comorbidades e nem faz uso de medicações. IMC: 26 Kg/m2. PA: 120x70 mmHg. Exame ginecológico sem alterações. Exames de rastreamento recomendados para a idade: normais Qual opção de tratamento não hormonal é a mais efetiva para a redução dos sintomas vasomotores?
- A. Sertralina.
- B. Fluoxetina.
- C. Amitriptilina.
- D. Paroxetina. ✓
Comentário OsceLabs
Entre as opcoes nao hormonais para sintomas vasomotores da menopausa, a paroxetina e a que tem melhor evidencia de eficacia, sendo inclusive a unica formulacao aprovada por agencia regulatoria especificamente para essa indicacao (mesilato de paroxetina em baixa dose). Sertralina e fluoxetina (A e B) mostram efeito modesto e inconsistente nos estudos; amitriptilina (C) e um triciclico sem indicacao para fogachos e com perfil de efeitos adversos desfavoravel. Resposta D.
Questão 87Na unidade básica de saúde, você atende uma mulher nuligesta de 19 anos com depressão em tratamento com sertralina. Não apresenta outras comorbidades ou queixas ginecológicas. Deseja contracepção reversível. IMC: 21 Kg/m2. PA: 100x65 mmHg. Exame ginecológico sem alterações. Exames de rastreamento recomendados para a idade: normais Considerando os critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde (2015), qual alternativa contém a orientação contraceptiva mais adequada?Gabarito: D
Na unidade básica de saúde, você atende uma mulher nuligesta de 19 anos com depressão em tratamento com sertralina. Não apresenta outras comorbidades ou queixas ginecológicas. Deseja contracepção reversível. IMC: 21 Kg/m2. PA: 100x65 mmHg. Exame ginecológico sem alterações. Exames de rastreamento recomendados para a idade: normais Considerando os critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde (2015), qual alternativa contém a orientação contraceptiva mais adequada?
- A. Os contraceptivos combinados são preferíveis pelo efeito positivo no humor.
- B. O único contraceptivo a ser evitado é acetato de medroxiprogesterona de depósito.
- C. Evitar contraceptivos pela via oral enquanto estiver em uso de sertralina.
- D. Todos os contraceptivos reversíveis podem ser prescritos. ✓
Comentário OsceLabs
Pelos Criterios Medicos de Elegibilidade da OMS, depressao - inclusive em uso de inibidores seletivos da recaptacao de serotonina como a sertralina - e categoria 1 para todos os metodos contraceptivos: nao ha restricao. Assim, a jovem pode escolher qualquer metodo reversivel, incluindo os de longa duracao. Nao ha superioridade dos combinados sobre o humor (A), nao existe restricao especifica ao acetato de medroxiprogesterona de deposito nesse contexto (B), e a sertralina nao contraindica a via oral (C). Resposta D.
Questão 88Mulher de 53 anos foi submetida à biópsia percutânea assistida à vácuo devido a agrupamento de microcalcificações suspeitas identificadas em mamografia de rastreamento. A mamografia de controle após a biópsia confirmou a ressecção completa das microcalcificações. O resultado do estudo histológico revelou a presença de hiperplasia ductal atípica. Qual a conduta mais apropriada no momento?Gabarito: C
Mulher de 53 anos foi submetida à biópsia percutânea assistida à vácuo devido a agrupamento de microcalcificações suspeitas identificadas em mamografia de rastreamento. A mamografia de controle após a biópsia confirmou a ressecção completa das microcalcificações. O resultado do estudo histológico revelou a presença de hiperplasia ductal atípica. Qual a conduta mais apropriada no momento?
- A. Mastectomia redutora de risco bilateral.
- B. Tamoxifeno 20mg via oral por 5 anos
- C. Excisão cirúrgica da área afetada. ✓
- D. Seguimento com mamografia anual.
Comentário OsceLabs
Hiperplasia ductal atipica diagnosticada em biopsia percutanea, mesmo com retirada completa das microcalcificacoes, exige exerese cirurgica da area: a taxa de subestimacao histologica gira em torno de 15% a 20%, ou seja, a peca cirurgica pode revelar carcinoma ductal in situ ou invasor. Seguimento apenas com mamografia (D) arrisca deixar um cancer sem tratamento; tamoxifeno (B) e reducao de risco discutida DEPOIS da exerese; mastectomia bilateral (A) e conduta desproporcional. Resposta C.
Questão 89Uma mulher de 53 anos realizou uma mamografia de rastreamento e vem para consulta na Unidade Básica de Saúde. O laudo vem descrito como BIRADS 0 à direita e as imagens estão apresentadas a seguir. Incidência Crânio Caudal Incidência Medio lateral obliqua Baseado em sua interpretação das imagens e sua correlação com laudo do radiologista, qual seria a conduta mais adequada?Gabarito: D
Uma mulher de 53 anos realizou uma mamografia de rastreamento e vem para consulta na Unidade Básica de Saúde. O laudo vem descrito como BIRADS 0 à direita e as imagens estão apresentadas a seguir. Incidência Crânio Caudal Incidência Medio lateral obliqua Baseado em sua interpretação das imagens e sua correlação com laudo do radiologista, qual seria a conduta mais adequada?
- A. Repetir a mamografia.
- B. Solicitar ultrassonografia da mama.
- C. Encaminhar para um especialista.
- D. Solicitar incidências adicionais. ✓
Comentário OsceLabs
BI-RADS 0 significa exame inconclusivo, que necessita de avaliacao adicional por imagem. Diante de achado visto no rastreamento que precisa ser mais bem caracterizado (assimetria, distorcao ou microcalcificacoes), o passo correto e complementar a propria mamografia com incidencias adicionais - compressao localizada e magnificacao. A ultrassonografia (B) complementa apenas quando a suspeita e de nodulo; repetir o exame integralmente (A) e encaminhar ao especialista (C) sem completar a investigacao nao respondem a categoria 0. Resposta D.
Questão 90Primigesta, na 31a semana de gestação chega em Unidade de Pronto Atendimento referindo dor de cabeça há dois dias. Nega queixas de turvação visual e epigastralgia. Refere pré- natal sem intercorrências até há 2 semanas quando apresentou elevação dos níveis pressóricos. Exame físico: regular estado geral, mucosas coradas, edema de mãos e tornozelos. PA: 160x110mmHg. Altura uterina compatível com a idade gestacional, feto único, cefálico, BCF de 136 bpm e atividade uterina ausente. Qual é a prescrição mais adequada neste momento?Gabarito: D
Primigesta, na 31a semana de gestação chega em Unidade de Pronto Atendimento referindo dor de cabeça há dois dias. Nega queixas de turvação visual e epigastralgia. Refere pré- natal sem intercorrências até há 2 semanas quando apresentou elevação dos níveis pressóricos. Exame físico: regular estado geral, mucosas coradas, edema de mãos e tornozelos. PA: 160x110mmHg. Altura uterina compatível com a idade gestacional, feto único, cefálico, BCF de 136 bpm e atividade uterina ausente. Qual é a prescrição mais adequada neste momento?
- A. Hidralazina.
- B. Metildopa.
- C. Nifedipina.
- D. Sulfato de magnésio. ✓
Comentário OsceLabs
Gestante de 31 semanas com PA de 160x110 mmHg e cefaleia persistente: pre-eclampsia com sinais de gravidade e sintoma premonitorio de eclampsia. A prescricao que muda desfecho neste momento e o sulfato de magnesio, para prevencao da crise convulsiva, alem da anti-hipertensao. Hidralazina e nifedipina (A e C) sao usadas para a crise hipertensiva e devem ser associadas, mas nao substituem a neuroprotecao; metildopa (B) e droga de manutencao, sem efeito no quadro agudo. Resposta D.
Questão 91Mulher de 28 anos chega à unidade de pronto atendimento vítima de múltiplos ferimentos por arma branca há 30 minutos, evoluindo a óbito após 3 horas, mesmo após ser submetida a cirurgia de emergência e receber todos os cuidados necessários. Dentre os exames laboratoriais, foi constatado teste de gravidez positivo. Como a instituição deve notificar esse óbito?Gabarito: C
Mulher de 28 anos chega à unidade de pronto atendimento vítima de múltiplos ferimentos por arma branca há 30 minutos, evoluindo a óbito após 3 horas, mesmo após ser submetida a cirurgia de emergência e receber todos os cuidados necessários. Dentre os exames laboratoriais, foi constatado teste de gravidez positivo. Como a instituição deve notificar esse óbito?
- A. Morte materna obstétrica indireta.
- B. Morte materna obstétrica direta.
- C. Morte materna não obstétrica. ✓
- D. Não sendo morte materna.
Comentário OsceLabs
Morte materna e o obito ocorrido durante a gestacao ou ate 42 dias apos seu termino. Quando a causa e incidental, sem relacao com o estado gravidico - como o homicidio por arma branca deste caso -, a notificacao e de morte materna NAO obstetrica. Obstetrica direta (B) decorre de complicacoes proprias da gravidez, parto ou puerperio; indireta (A), de doenca previa agravada pela gestacao; e ignorar o obito (D) prejudicaria a vigilancia, ja que todo obito de mulher em idade fertil deve ser investigado. Resposta C.
Questão 92Tercigesta, 27 anos, com gestação de 29 semanas, iniciou o pré-natal tardiamente. Ela vem à consulta para checar exames da rotina. Apresenta tipo sanguíneo A negativo, com Coombs Indireto positivo, anticorpo identificado anti-Jk. Questionada sobre possíveis antecedentes de risco, ela relata que recebeu "vacina anti-Rh" apenas após o primeiro parto. No segundo parto, ela teve hemorragia e recebeu dois concentrados de hemácias. Na atual gestação, ela está assintomática e a ultrassonografia obstétrica realizada hoje está normal. Com relação à imunoprofilaxia anti-Rh, qual alternativa representa a melhor conduta nesse caso?Gabarito: C
Tercigesta, 27 anos, com gestação de 29 semanas, iniciou o pré-natal tardiamente. Ela vem à consulta para checar exames da rotina. Apresenta tipo sanguíneo A negativo, com Coombs Indireto positivo, anticorpo identificado anti-Jk. Questionada sobre possíveis antecedentes de risco, ela relata que recebeu "vacina anti-Rh" apenas após o primeiro parto. No segundo parto, ela teve hemorragia e recebeu dois concentrados de hemácias. Na atual gestação, ela está assintomática e a ultrassonografia obstétrica realizada hoje está normal. Com relação à imunoprofilaxia anti-Rh, qual alternativa representa a melhor conduta nesse caso?
- A. Imunoglobulina anti-RhD está contraindicada por haver aloimunização.
- B. Pedir titulação dos anticorpos para decidir conduta.
- C. Realizar imunoglobulina anti-RhD agora. ✓
- D. Repetir Coombs Indireto para confirmar aloimunização.
Comentário OsceLabs
A gestante e Rh negativo e o anticorpo identificado e o anti-Jk (sistema Kidd), NAO o anti-D - provavelmente aloimunizacao decorrente da transfusao previa. Como ela nao esta sensibilizada ao antigeno D, a imunoprofilaxia anti-RhD permanece plenamente indicada e deve ser feita agora, na 28a semana, alem da dose pos-parto se o recem-nascido for Rh positivo. Por isso A esta errada, e nem titulacao (B) nem repeticao do Coombs indireto (C) mudam essa conduta. Resposta C.
Questão 93Secundigesta, 31 anos, com 33 semanas de gestação, vem para retorno pré-natal. É portadora de hipertensão arterial crônica, em uso de 750mg/dia de metildopa. Teve o diagnóstico de feto pequeno para a idade gestacional há duas semanas. Realizou outra ultrassonografia ontem com os seguintes achados: peso fetal estimado no percentil 5, maior bolsão de líquido amniótico de 2,0cm, indice de pulsatilidade da artéria umbilical no percentil 92, relação cerebroplacentária no percentil 4, com ducto venoso normal. Ao chegar no ambulatório, assintomática, realizou a seguinte cardiotocografia mostrada na figura a seguir. Cardiotocografia realizada hoje, após lanche da tarde. Qual alternativa apresenta o melhor manejo nesse caso?Gabarito: A
Secundigesta, 31 anos, com 33 semanas de gestação, vem para retorno pré-natal. É portadora de hipertensão arterial crônica, em uso de 750mg/dia de metildopa. Teve o diagnóstico de feto pequeno para a idade gestacional há duas semanas. Realizou outra ultrassonografia ontem com os seguintes achados: peso fetal estimado no percentil 5, maior bolsão de líquido amniótico de 2,0cm, indice de pulsatilidade da artéria umbilical no percentil 92, relação cerebroplacentária no percentil 4, com ducto venoso normal. Ao chegar no ambulatório, assintomática, realizou a seguinte cardiotocografia mostrada na figura a seguir. Cardiotocografia realizada hoje, após lanche da tarde. Qual alternativa apresenta o melhor manejo nesse caso?
- A. Resolução imediata por cesárea. ✓
- B. Realizar perfil biofísico fetal por meio da ultrassonografia.
- C. Realizar manobras de ressuscitação intrauterina.
- D. Resolução da gestação após um ciclo de corticosteroides.
Comentário OsceLabs
Restricao de crescimento fetal com peso no percentil 5, oligoamnio (maior bolsao de 2,0 cm), Doppler de arteria umbilical no percentil 92 e relacao cerebroplacentaria no percentil 4 caracterizam centralizacao - insuficiencia placentaria em franca deterioracao; somada a cardiotocografia com padrao nao tranquilizador em gestante hipertensa de 33 semanas, a indicacao e resolucao imediata, por cesarea. Perfil biofisico (B) apenas repete informacao ja obtida; ressuscitacao intrauterina (C) nao corrige insuficiencia placentaria cronica; e aguardar o corticoide (D) e inaceitavel diante do comprometimento agudo. Resposta A.
Questão 94Gestante, G3P2, 26 anos, idade gestacional de 29 semanas, veio encaminhada de unidade básica de saúde devido aos seus resultados sorológicos referentes à hepatite B. O resumo destes exames estão listados a seguir: HBsAg: positivo HBeAg: negativo Anti HBsAg: negativo Anti HBeAg: positivo Anti HBcAg: positivo Baseado nestes exames sorológicos qual das alternativas é considerada correta para essa gestante?Gabarito: A
Gestante, G3P2, 26 anos, idade gestacional de 29 semanas, veio encaminhada de unidade básica de saúde devido aos seus resultados sorológicos referentes à hepatite B. O resumo destes exames estão listados a seguir: HBsAg: positivo HBeAg: negativo Anti HBsAg: negativo Anti HBeAg: positivo Anti HBcAg: positivo Baseado nestes exames sorológicos qual das alternativas é considerada correta para essa gestante?
- A. Solicitar carga viral. ✓
- B. Iniciar tenofovir.
- C. Solicitar novo anti HBsAg.
- D. Solicitar novo HBsAg.
Comentário OsceLabs
HBsAg reagente com anti-HBc positivo caracteriza infeccao cronica pelo virus B; HBeAg negativo com anti-HBe positivo sugere fase de baixa replicacao, mas isso NAO dispensa a medida da replicacao viral. A conduta e solicitar carga viral (HBV-DNA), pois a profilaxia da transmissao vertical com tenofovir a partir do terceiro trimestre e indicada quando a carga e alta (acima de 200.000 UI/mL). Iniciar tenofovir sem essa informacao (B) e empirico, e repetir sorologias (C e D) nao acrescenta nada ao diagnostico ja definido. Resposta A.
Questão 95Secundigesta com parto vaginal prévio, 27 anos, 28 semanas de idade gestacional, parceria sexual inconstante até o último relacionamento há dois anos. Nega alterações na atual gravidez, mas referiu lesões exantemáticas que desapareceram sem tratamento há três anos aproximadamente. Dentre seus exames laboratoriais, os únicos alterados foram a quimioluminescênca para sífilis (reagente) e o VDLR (reagente 1/32). Foi prescrita penicilina benzatina 7.200.000UI, divididas em três tomadas semanais. As duas primeiras doses foram aplicadas com intervalo de 1 semana. Comparece na Unidade Básica de Saúde para tomar a terceira dose, verificando se que a última dose foi aplicada há 15 dias atrás. Considerando as atuais diretrizes do Ministério da Saúde, qual seria a conduta correta?Gabarito: C
Secundigesta com parto vaginal prévio, 27 anos, 28 semanas de idade gestacional, parceria sexual inconstante até o último relacionamento há dois anos. Nega alterações na atual gravidez, mas referiu lesões exantemáticas que desapareceram sem tratamento há três anos aproximadamente. Dentre seus exames laboratoriais, os únicos alterados foram a quimioluminescênca para sífilis (reagente) e o VDLR (reagente 1/32). Foi prescrita penicilina benzatina 7.200.000UI, divididas em três tomadas semanais. As duas primeiras doses foram aplicadas com intervalo de 1 semana. Comparece na Unidade Básica de Saúde para tomar a terceira dose, verificando se que a última dose foi aplicada há 15 dias atrás. Considerando as atuais diretrizes do Ministério da Saúde, qual seria a conduta correta?
- A. Fazer a terceira dose e considerar como sífilis tratada.
- B. Solicitar VDRL e, se o título cair, a gestante pode ser considerada tratada.
- C. Reiniciar o tratamento completo com penicilina benzatina (3 doses). ✓
- D. Nada a fazer, considerar a gestante tratada com duas doses.
Comentário OsceLabs
No tratamento da sifilis na gestacao com penicilina benzatina 7.200.000 UI em tres doses semanais, o intervalo entre as aplicacoes nao pode ultrapassar 14 dias. Como a ultima dose foi ha 15 dias, o esquema perdeu a validade e deve ser REINICIADO por completo, com as tres doses. Aplicar apenas a terceira dose (A) ou considerar a gestante tratada (D) resultaria em tratamento inadequado, com notificacao de sifilis congenita; e a queda de titulo (B) leva meses e nao valida retroativamente um esquema irregular. Resposta C.
Questão 96Nuligesta, 27 anos, suspendeu método anticoncepcional combinado oral para tentar engravidar há 4 meses. Relata que tem relações heterossexuais, 2 vezes por semana, com ejaculação vaginal. Geralmente, tem ciclos menstruais regulares, porém o último ocorreu alguns dias depois do habitual. No ciclo atual, também está com a menstruarão atrasada há uma semana. Está assintomática. Fez um teste de urina na UBS com o resultado demonstrado na figura a seguir. Está assintomática. Fez um teste de urina na UBS com o resultado demonstrado na figura a seguir. Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, qual é a próxima conduta?Gabarito: C
Nuligesta, 27 anos, suspendeu método anticoncepcional combinado oral para tentar engravidar há 4 meses. Relata que tem relações heterossexuais, 2 vezes por semana, com ejaculação vaginal. Geralmente, tem ciclos menstruais regulares, porém o último ocorreu alguns dias depois do habitual. No ciclo atual, também está com a menstruarão atrasada há uma semana. Está assintomática. Fez um teste de urina na UBS com o resultado demonstrado na figura a seguir. Está assintomática. Fez um teste de urina na UBS com o resultado demonstrado na figura a seguir. Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, qual é a próxima conduta?
- A. Prescrever progesterona via oral por 14 dias.
- B. Conduta expectante até que haja menstruação espontaneamente.
- C. Repetir o teste imunológico de gestação em 15 dias. ✓
- D. Solicitar ultrassonografia transvaginal.
Comentário OsceLabs
Mulher tentando engravidar, com atraso menstrual de uma semana e teste imunologico de gravidez na urina NEGATIVO: o resultado pode ser falso-negativo por ovulacao tardia (o proprio ciclo anterior ja veio atrasado) e beta-hCG ainda abaixo do limite de deteccao. A recomendacao do Ministerio da Saude e repetir o teste em 15 dias. Progesterona para provocar sangramento (A) e inadequada em quem busca gestacao; conduta expectante indefinida (B) e ultrassonografia transvaginal (D) nao esclarecem nesta fase precoce. Resposta C.
Questão 97Primigesta de 28 anos com 9 semanas de idade gestacional, sem comorbidades, retoma à consulta de pré-natal sem queixas clínicas ou obstétricas. Exame físico dentro dos padrões de normalidade. Exames laboratoriais: Hemograma com Hb 12,0g/dl; Ht 37%; sorologias não reagentes; glicemia de jejum 93 mg/dl. Considerando condições técnicas e financeiras totais, de acordo com a atual recomendação nacional da Organização Panamericana de Saúde Organização Mundial de Saúde / Ministério da Saúde / Federação Brasileira das Associações de Ginecologiatar Obstetrícia / Sociedade Brasileira de Diabetes, qual deve ser a avaliação complementar para este caso?Gabarito: B
Primigesta de 28 anos com 9 semanas de idade gestacional, sem comorbidades, retoma à consulta de pré-natal sem queixas clínicas ou obstétricas. Exame físico dentro dos padrões de normalidade. Exames laboratoriais: Hemograma com Hb 12,0g/dl; Ht 37%; sorologias não reagentes; glicemia de jejum 93 mg/dl. Considerando condições técnicas e financeiras totais, de acordo com a atual recomendação nacional da Organização Panamericana de Saúde Organização Mundial de Saúde / Ministério da Saúde / Federação Brasileira das Associações de Ginecologiatar Obstetrícia / Sociedade Brasileira de Diabetes, qual deve ser a avaliação complementar para este caso?
- A. Glicemia de jejum após 24 semanas de idade gestacional.
- B. Glicemias de jejum e pós prandiais diárias imediatamente. ✓
- C. Teste oral de tolerância à glicose com sobrecarga de 75g de glicose anidra após 24 semanas.
- D. Teste oral de tolerância à glicose com sobrecarga de 75g de glicose anidra imediatamente.
Comentário OsceLabs
Glicemia de jejum de 93 mg/dL na primeira avaliacao da gestante ja e diagnostica de diabetes mellitus gestacional, pois o ponto de corte na gravidez cai para 92 mg/dL (e valores acima de 126 definem diabetes previo). Feito o diagnostico, nao ha por que aguardar ou repetir teste de sobrecarga: inicia-se imediatamente o tratamento com dieta, atividade fisica e monitorizacao com glicemias capilares de jejum e pos-prandiais. Por isso o TOTG (C e D) e a glicemia apos 24 semanas (A) estao equivocados. Resposta B.
Questão 98Parturiente de 38 anos, secundigesta (um parto vaginal anterior há 2 anos), 38 semanas de idade gestacional, chega à maternidade em fase ativa de trabalho de parto, apresentando evolução taquitócica, com nascimento de neonato masculino, 3120g, Apgar 8/10. Realizado manejo ativo do terceiro período do parto. A dequitação placentária ocorre espontânea e completamente após 30 minutos da expulsão fetal, seguida de sangramento via vaginal moderado, mal estar geral, tontura, agitação psicomotora. Antecedentes pessoais: síndrome coronariana aguda com necessidade de cirurgia de revascularização miocárdica há 3 anos em seguimento clínico. Exame físico: Regular estado geral, hipocorada (+++/++++), pressão arterial: 80x45 mmHg. Frequência cardíaca: 123 bpm, Frequência respiratória: 24 ipm, saturação de OI = 92%. Exame gineco-obstétrico: fundo uterino palpável a 2 cm acima da cicatriz umbilical, consistência amolecida, canal de parto íntegro. A equipe assistencial imediatamente iniciou primeiro pacote de intervenções com manobra de Hamilton, reposição volêmica com cristaloides e hemocomponentes, infusão de ocitocina e de ácido tranexâmico, porém sem resposta adequada quanto ao sangramento e estabilização clínica. Qual a conduta deve ser indicada em sequência?Gabarito: C
Parturiente de 38 anos, secundigesta (um parto vaginal anterior há 2 anos), 38 semanas de idade gestacional, chega à maternidade em fase ativa de trabalho de parto, apresentando evolução taquitócica, com nascimento de neonato masculino, 3120g, Apgar 8/10. Realizado manejo ativo do terceiro período do parto. A dequitação placentária ocorre espontânea e completamente após 30 minutos da expulsão fetal, seguida de sangramento via vaginal moderado, mal estar geral, tontura, agitação psicomotora. Antecedentes pessoais: síndrome coronariana aguda com necessidade de cirurgia de revascularização miocárdica há 3 anos em seguimento clínico. Exame físico: Regular estado geral, hipocorada (+++/++++), pressão arterial: 80x45 mmHg. Frequência cardíaca: 123 bpm, Frequência respiratória: 24 ipm, saturação de OI = 92%. Exame gineco-obstétrico: fundo uterino palpável a 2 cm acima da cicatriz umbilical, consistência amolecida, canal de parto íntegro. A equipe assistencial imediatamente iniciou primeiro pacote de intervenções com manobra de Hamilton, reposição volêmica com cristaloides e hemocomponentes, infusão de ocitocina e de ácido tranexâmico, porém sem resposta adequada quanto ao sangramento e estabilização clínica. Qual a conduta deve ser indicada em sequência?
- A. Misoprostol e pressão uterina interna em punho.
- B. Metilergometrina e sutura hemostática uterina.
- C. Misoprostol e inserção de balão de tamponamento intrauterino. ✓
- D. Metilergometrina e segunda dose de ácido tranexâmico.
Comentário OsceLabs
Hemorragia pos-parto por atonia (utero amolecido acima da cicatriz umbilical, canal de parto integro) que nao respondeu ao primeiro pacote com ocitocina, acido tranexamico e reposicao volemica. O passo seguinte associa outro uterotonico a uma medida mecanica: misoprostol mais balao de tamponamento intrauterino. A metilergometrina (B e D) esta CONTRAINDICADA nesta paciente com doenca coronariana e revascularizacao previa, pelo risco de vasoespasmo e isquemia miocardica - essa e a pegadinha da questao. Resposta C.
Questão 99Paciente de 35 anos, G2P1 (PC), tempo de amenorreia de 31 semanas, encontra-se no ambulatório de gestação de alto risco em seguimento por Hipertensão Arterial Crônica em uso de metildopa 250mg de 6 em 6h. Nega cefaleia, turvação visual e epigastralgia. Nega sangramento ou outras queixas clínicas e obstétricas. Traz curva pressórica com média de PAS de 160mmHg e média de PAD de 105mmHg. Exame físico: bom estado geral, corada, afebril, com PA: 160x100mmHg, pulso de 82bpm. US obstétrico: feto único, longitudinal cefálico com dorso a esquerda; PBF 8/8; Peso fetal estimado: 1210g no percentil 1. Doppler artéria umbilical com índice de pulsatilidade (IP) de 1,32 no Percentil 98 e Doppler da artéria cerebral média com IP 1,90 valor no Percentil 47. Qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: A
Paciente de 35 anos, G2P1 (PC), tempo de amenorreia de 31 semanas, encontra-se no ambulatório de gestação de alto risco em seguimento por Hipertensão Arterial Crônica em uso de metildopa 250mg de 6 em 6h. Nega cefaleia, turvação visual e epigastralgia. Nega sangramento ou outras queixas clínicas e obstétricas. Traz curva pressórica com média de PAS de 160mmHg e média de PAD de 105mmHg. Exame físico: bom estado geral, corada, afebril, com PA: 160x100mmHg, pulso de 82bpm. US obstétrico: feto único, longitudinal cefálico com dorso a esquerda; PBF 8/8; Peso fetal estimado: 1210g no percentil 1. Doppler artéria umbilical com índice de pulsatilidade (IP) de 1,32 no Percentil 98 e Doppler da artéria cerebral média com IP 1,90 valor no Percentil 47. Qual é o diagnóstico mais provável?
- A. Hipertensão arterial crônica com pré-eclampsia sobreposta. ✓
- B. Hipertensão arterial crônica com crise hipertensiva.
- C. Pré-eclampsia com sofrimento fetal agudo.
- D. Pré-eclampsia com sinais de gravidade.
Comentário OsceLabs
Hipertensa cronica que, no terceiro trimestre, evolui com agravamento pressorico refratario (medias de 160x105 mmHg em uso de metildopa) e repercussao placentaria grave - peso fetal no percentil 1 com indice de pulsatilidade da umbilical no percentil 98 - preenche criterio de pre-eclampsia sobreposta a hipertensao arterial cronica, ja que a insuficiencia placentaria conta como disfuncao de orgao-alvo. Nao se trata de pre-eclampsia isolada (C e D), pois a hipertensao precede a gestacao, e o quadro vai alem de simples crise hipertensiva (B). Resposta A.
Questão 100Mulher de 20 anos, primigesta, com tempo de amenorreia de 11 semanas, apresenta aumento do volume abdominal desproporcional à idade gestacional, náuseas e sangramento vaginal discreto desde que descobriu a gestação. Realizou USTV com os seguintes achados: útero aumentado de volume (700cm3), com conteúdo na cavidade endometrial heterogêneo com múltiplas vesículas e embrião não identificado. Ovários aumentado de tamanho (200cm3 à direita e 250cm3 à esquerda), com múltiplas imagens císticas. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual a melhor conduta?Gabarito: D
Mulher de 20 anos, primigesta, com tempo de amenorreia de 11 semanas, apresenta aumento do volume abdominal desproporcional à idade gestacional, náuseas e sangramento vaginal discreto desde que descobriu a gestação. Realizou USTV com os seguintes achados: útero aumentado de volume (700cm3), com conteúdo na cavidade endometrial heterogêneo com múltiplas vesículas e embrião não identificado. Ovários aumentado de tamanho (200cm3 à direita e 250cm3 à esquerda), com múltiplas imagens císticas. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual a melhor conduta?
- A. Misoprostol dose única seguido de curetagem uterina e laparoscopia para ooforoplastia.
- B. Aspiração uterina e laparoscopia para ooforoplastia.
- C. Misoprostol de 4 em 4 horas seguido de aspiração uterina.
- D. Dilatação do colo uterino com vela e aspiração intrauterina. ✓
Comentário OsceLabs
Utero muito aumentado para 11 semanas, sangramento, conteudo endometrial heterogeneo com multiplas vesiculas e ausencia de embriao, com ovarios volumosos e multicisticos (cistos tecaluteinicos): mola hidatiforme completa. O tratamento e o esvaziamento uterino por dilatacao do colo e aspiracao intrauterina (vacuoaspiracao), seguido de seguimento com beta-hCG seriado. Misoprostol (A e C) e curetagem cortante devem ser evitados pelo risco de sangramento e de embolizacao trofoblastica, e os cistos tecaluteinicos regridem espontaneamente, dispensando cirurgia ovariana. Resposta D.
Baixou a prova? Agora treine de verdade
Questões novas no estilo das provas de Residência, ENARE, ENAMED e Revalida com gabarito comentado — e estações práticas OSCE com um paciente virtual que conversa e reage.
Outras edições — USP Ribeirão Preto
As provas pertencem às instituições organizadoras. Mantemos uma cópia hospedada apenas pra garantir a disponibilidade — a fonte oficial fica creditada quando existe em acesso aberto. É a instituição titular? Fala com a gente.
