Iniciante·Raciocínio Clínico e Exames

Ler um estudo sem ser enganado

Bioestatística como leitura crítica: o mínimo formalismo necessário para decidir se um resultado publicado deve mudar o que você faz — e para reconhecer quando ele não deve.

8 capítulos

  1. 01O desenho decide o que o estudo pode afirmarDesenho, população, comparação e tempo de observação delimitam a inferência antes que qualquer número seja lido.
  2. 02Randomização é uma máquina de equilibrar o que ninguém mediuRandomização protege a comparação por alocação imprevisível; ocultação, perdas e análise ainda podem desfazer essa proteção.
  3. 03O valor de p responde uma pergunta que ninguém fezO valor de p mede compatibilidade dos dados com um modelo nulo; não mede benefício, verdade nem probabilidade da hipótese.
  4. 04Intervalo de confiança: a régua que o p escondeIntervalos mostram estimativa e imprecisão; a pergunta clínica é quais efeitos compatíveis ainda mudariam a decisão.
  5. 05Medidas de efeito: relativo, absoluto e o número que trataEfeito relativo descreve proporção; efeito absoluto incorpora risco basal e permite traduzir impacto em pessoas.
  6. 06Desfecho substituto: quando o número melhora e o paciente nãoDesfecho substituto só sustenta benefício clínico quando sua relação causal e capacidade preditiva são adequadamente validadas.
  7. 07Vieses que sobrevivem a qualquer análiseModelos sofisticados não corrigem seleção, aferição, perdas, confusão residual ou análise escolhida depois de ver os dados.
  8. 08Revisão sistemática, metanálise e o que sobra de foraSíntese depende de pergunta, busca, seleção, risco de viés e compatibilidade clínica; o losango não substitui os estudos.