Iniciante·Saúde Coletiva e Atenção Primária
Saúde da família ao longo da vida
A atenção primária acompanha a mesma pessoa por décadas, e cada fase da vida tem uma agenda própria de cuidado. Oito capítulos que percorrem esse percurso — o pré-natal de risco habitual, o primeiro mês do recém-nascido, a puericultura e seus sinais de alerta, o adolescente e a confidencialidade, o planejamento reprodutivo, o homem que não aparece no serviço, o idoso avaliado por funcionalidade e o fim da vida acompanhado em casa. Não é sobre como examinar cada grupo, e sim sobre o que fazer, quando e por quê, ao longo do tempo.
8 capítulos
- 01Pré-natal: cobertura não é cuidadoCobertura registra contatos; qualidade exige início oportuno, avaliação clínica e laboratorial, vacinação, prevenção, vínculo e resposta aos riscos encontrados.
- 02A primeira semana decideA alta pode anteceder o pico de icterícia, dificuldades alimentares e perda ponderal; o cuidado precisa combinar avaliação precoce e acesso rápido para reavaliação.
- 03Puericultura é vigilância, não pesagemPuericultura acompanha trajetórias de crescimento, desenvolvimento, alimentação, vínculo e proteção; uma medida isolada raramente decide a conduta.
- 04O adolescente: a consulta muda de donoAtendimento individual, privacidade e confidencialidade favorecem autonomia; risco à vida ou à integridade da pessoa ou de terceiros define limites ao sigilo.
- 05Planejamento reprodutivo: o método que ela consegue usarEscolha contraceptiva compartilhada combina preferência, elegibilidade clínica, eficácia no uso típico, efeitos, proteção contra IST e acesso para iniciar e continuar.
- 06O homem que não apareceAcesso dos homens melhora quando o serviço reduz barreiras e aborda necessidades reais; prevenção não deve virar rastreamento indiscriminado ou estereótipo de gênero.
- 07O idoso: da lista de diagnósticos à funcionalidadeAutonomia, mobilidade, cognição, humor, nutrição, comunicação e suporte social organizam prioridades melhor do que a simples soma de diagnósticos.
- 08Fim da vida em casaCuidado paliativo domiciliar exige objetivos compartilhados, plano para crises, medicamentos e insumos disponíveis, apoio ao cuidador e retaguarda da rede.
