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Anafilaxia na criança: adrenalina primeiro
Anafilaxia pediátrica: reconhecimento clínico, adrenalina intramuscular, dose e repetição, posicionamento, refratariedade, observação e alta
Reconheça pelos critérios clínicos, aplique adrenalina intramuscular sem esperar acesso venoso e repita em cinco minutos quando necessário: anti-histamínico nunca é a primeira medida.
Responda antes de ler
Escolha uma alternativa agora, mesmo sem certeza. Errar aqui faz parte — é o que faz a resposta certa grudar depois.
Na alta após anafilaxia alimentar, qual orientação é indispensável?
Como esse tema cai
Anafilaxia é uma emergência clínica: o tratamento começa quando o conjunto de sinais torna o diagnóstico provável, não quando chega um exame e nem quando aparece urticária. Uma criança pode morrer por obstrução de via aérea ou choque sem apresentar lesões cutâneas.
A conduta que muda o desfecho é simples e, justamente por isso, muito cobrada: adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa, precocemente, enquanto posicionamento, oxigênio, monitorização, acesso vascular e expansão volêmica são organizados.
Este capítulo segue o relógio real da sala de emergência: reconhecer, aplicar adrenalina, reavaliar em cinco minutos, identificar refratariedade, observar conforme o risco e preparar uma alta que reduza a chance de uma segunda morte evitável.
O que muda decisão
Reconhecer sem esperar pela urticária
Como usar este capítulo: diante de exposição provável e início agudo, procure comprometimento de pele ou mucosa, respiração, circulação e trato gastrointestinal. Se houver problema de via aérea, ventilação ou circulação, aplique adrenalina intramuscular imediatamente; os demais passos acontecem em paralelo.
O diagnóstico é clínico. É altamente provável quando há início em minutos ou poucas horas com pele ou mucosa acometida e, simultaneamente, comprometimento respiratório, hipotensão ou disfunção de órgão-alvo; ou quando, após exposição provável, surgem manifestações em pelo menos dois sistemas. Após exposição a alérgeno conhecido, broncoespasmo, obstrução laríngea ou hipotensão podem bastar mesmo sem pele acometida.
Na criança, vômitos repetidos, dor abdominal intensa e diarreia podem integrar a reação, sobretudo após alimento. O erro é chamar de quadro gastrointestinal isolado quando há também rouquidão, tosse, sibilância, palidez, síncope ou urticária.
Pressão arterial normal não exclui anafilaxia. Hipotensão é manifestação tardia na infância; taquicardia, alteração do comportamento, extremidades frias, enchimento capilar lento e redução do nível de consciência podem antecedê-la.
A primeira ação farmacológica é adrenalina intramuscular
A adrenalina deve ser administrada na face anterolateral da coxa, na concentração 1 mg/mL, em dose de 0,01 mg/kg por aplicação. Na prática isso corresponde a 0,01 mL/kg da solução 1 mg/mL, respeitando-se o máximo de 0,5 mg por dose em ambiente assistencial.
Se os problemas de via aérea, respiração ou circulação persistirem, a dose é repetida após cinco minutos. Não há motivo para adiar a primeira aplicação para obter acesso venoso, administrar anti-histamínico ou confirmar pressão arterial.
A via subcutânea absorve mais lentamente e não é a recomendada. Bolus intravenoso de adrenalina expõe a arritmia grave e erro de concentração; fica restrito a situações especializadas, com monitorização, por profissional experiente e em contexto de parada ou protocolo específico.
Autoinjetores usam doses fixas e variam conforme disponibilidade e peso. A prova pode fornecer faixas próprias do dispositivo; na sala de emergência, a regra universal é 0,01 mg/kg IM com solução 1 mg/mL.
Posicionar é parte do tratamento
A criança deve permanecer deitada, preferencialmente com membros inferiores elevados quando há comprometimento circulatório. Levantá-la ou fazê-la caminhar pode reduzir abruptamente o retorno venoso e precipitar colapso.
Se estiver vomitando ou inconsciente, a posição lateral protege a via aérea. Se o desconforto respiratório intenso impedir o decúbito, pode-se permitir posição semissentada com vigilância, evitando mudança brusca para ortostatismo. Lactentes devem ser mantidos horizontalmente no colo, não verticalizados sobre o ombro.

Oxigênio, acesso e volume acontecem em paralelo
Acione ajuda, interrompa a exposição quando possível, ofereça oxigênio em alto fluxo diante de comprometimento respiratório ou circulatório e instale monitorização de saturação, frequência cardíaca e pressão. Prepare material de via aérea cedo quando houver estridor, voz abafada, edema de língua ou progressão rápida.
Obtenha acesso venoso ou intraósseo sem atrasar a adrenalina. No choque, administre cristalóide isotônico em bolus de 10 a 20 mL/kg e reavalie perfusão, ausculta pulmonar, pressão e diurese; perdas para o interstício podem exigir volumes repetidos.
Salbutamol inalatório é adjuvante para broncoespasmo persistente, mas não trata edema de via aérea nem choque. Nebulização de adrenalina pode auxiliar no edema laríngeo, sem substituir a via intramuscular.
Quando a reação se torna refratária
Persistência de comprometimento respiratório ou circulatório apesar de duas doses intramusculares corretas, administradas em intervalo apropriado, exige ajuda de terapia intensiva e preparação de infusão intravenosa de adrenalina titulada. Antes de rotular refratariedade, confira diagnóstico, dose, concentração, local da aplicação, tempo e se a criança continua exposta ao desencadeante.
A infusão exige bomba, linha dedicada e monitorização contínua; é diferente de bolus intravenoso. Hipotensão persistente também exige reavaliação do volume intravascular e consideração de outros vasopressores em ambiente intensivo.
Em paciente que usa betabloqueador e mantém choque ou bradicardia apesar da adrenalina, glucagon pode ser considerado por equipe experiente. Essa situação é rara na infância e não muda a prioridade da adrenalina IM.
Anti-histamínico e corticoide não ocupam o primeiro minuto
Anti-histamínicos aliviam urticária e prurido depois que a criança está estabilizada. Eles não revertem obstrução de via aérea, broncoespasmo grave ou choque e não devem retardar adrenalina.
Corticoides têm início de ação lento e não tratam a fase aguda. Diretrizes recentes não os recomendam rotineiramente para prevenir reação bifásica; podem ser considerados em asma concomitante ou reação prolongada, sem substituir as medidas essenciais.
A melhora da pele após anti-histamínico não comprova resolução. A alta depende da estabilidade respiratória e circulatória, do tempo desde a última adrenalina e do risco de recorrência.
Observação é definida pelo risco, não por um único relógio
Reações leves, rapidamente resolvidas com uma dose e sem fatores de risco podem ter observação mais curta conforme protocolo local. Necessidade de doses repetidas, hipotensão, edema de via aérea, asma grave, desencadeante desconhecido, acesso difícil a emergência ou reação noturna justificam observação prolongada ou internação.
Reações bifásicas são recorrências após resolução sem nova exposição. O risco é maior quando a apresentação inicial foi grave, houve atraso na adrenalina ou foram necessárias várias doses. Nenhum período elimina totalmente o risco; por isso a decisão combina gravidade, resposta e segurança do retorno.
A alta começa antes de a criança sair
Registre o provável desencadeante e encaminhe para investigação alergológica. Oriente por escrito como reconhecer nova reação e quando aplicar adrenalina. Onde disponíveis, prescreva autoinjetores em número suficiente para acesso imediato e ensine paciente, família e escola a utilizá-los.
Revise asma e outras comorbidades, forneça plano de ação, discuta leitura de rótulos e evitação sem dietas amplas desnecessárias. A família precisa saber que anti-histamínico não substitui adrenalina e que, após usar o dispositivo, deve acionar o serviço de emergência.
Antes da alta, confirme que a criança permanece assintomática, que o cuidador compreendeu o plano e que existe rota de retorno. O cuidado termina quando o próximo episódio ficou menos perigoso, não quando a urticária desapareceu.
O algoritmo que salva tempo
Trate o problema dominante enquanto confirma o restante do quadro.
- 1Reconheça comprometimento de via aérea, respiração ou circulação após exposição provável.
- 2Deite a criança, acione ajuda e aplique adrenalina IM imediatamente.
- 3Ofereça oxigênio, monitore e obtenha acesso venoso ou intraósseo sem atrasar a adrenalina.
- 4No choque, administre cristalóide isotônico 10–20 mL/kg e reavalie.
- 5Após 5 minutos, repita adrenalina IM se persistirem sinais graves.
- 6Depois de duas doses adequadas sem resposta, trate como refratária e prepare infusão titulada.
- 7Defina observação e alta conforme gravidade, resposta, comorbidades e segurança do retorno.
Diagnóstico clínico
Início agudo com comprometimento de sistemas compatíveis; pele pode estar ausente.
Dose essencial
Adrenalina 1 mg/mL, 0,01 mg/kg IM na coxa, máximo 0,5 mg; repetir em 5 minutos se necessário.
Refratariedade
Persistência após duas doses adequadas exige equipe experiente, infusão titulada e terapia intensiva.
O que cada intervenção realmente trata
| Intervenção | Trata | Não substitui |
|---|---|---|
| Adrenalina IM | Edema de via aérea, broncoespasmo e choque | Nenhuma outra medicação |
| Cristalóide isotônico | Hipovolemia relativa e choque distributivo | Adrenalina |
| Salbutamol | Broncoespasmo persistente | Adrenalina para anafilaxia |
| Anti-histamínico | Urticária e prurido | Tratamento respiratório ou circulatório |
| Corticoide | Situações selecionadas, como asma concomitante | Tratamento da fase aguda |
Não use a melhora cutânea como critério isolado de alta.
Confirme concentração 1 mg/mL antes de calcular o volume.
Evite que a criança fique em pé ou caminhe durante a reação.
Onde as fontes divergem
Nestes pontos as fontes não dizem a mesma coisa. Cada posição vem com quem a sustenta — e com o que fazer diante de uma vinheta de prova.
Critérios em múltiplos cenários
Organizam três cenários: pele ou mucosa mais comprometimento respiratório/circulatório; dois sistemas após exposição provável; ou hipotensão após alérgeno conhecido.
NIAID/FAAN e parâmetros de prática
Ênfase em via aérea, respiração ou circulação
Aceitam broncoespasmo, obstrução laríngea ou hipotensão após alérgeno conhecido mesmo sem manifestações cutâneas.
WAO e atualizações internacionais
Na prova
Se há comprometimento respiratório ou circulatório após exposição compatível, não espere que todos os critérios apareçam para tratar.
Uso histórico rotineiro
Incluíam corticoide como parte habitual do pacote terapêutico.
Protocolos antigos
Uso seletivo
Não há demonstração convincente de prevenção da reação bifásica; o fármaco não deve ocupar o primeiro atendimento.
Diretrizes contemporâneas
Na prova
Adrenalina IM é a resposta. Corticoide nunca é a intervenção inicial decisiva.
Tempo fixo
Alguns serviços usam janelas padronizadas.
Protocolos locais
Estratificação de risco
Gravidade, doses repetidas, asma, horário e acesso a emergência modificam a duração.
Parâmetros recentes
Na prova
A questão bem construída fornece fatores de risco; reação grave ou com doses repetidas pede permanência maior.
Caso resolvido
- reconhecimento
- Há início agudo com pele, respiração e circulação comprometidas: anafilaxia com choque.
- primeiro minuto
- Deitar com pernas elevadas, acionar ajuda e aplicar adrenalina 1 mg/mL, 0,01 mg/kg IM na coxa.
- suporte paralelo
- Oxigênio, monitorização, acesso venoso e cristalóide isotônico 10–20 mL/kg com reavaliação.
- reavaliação
- Persistindo hipotensão ou dispneia após 5 minutos, repetir adrenalina IM.
- adjuvantes
- Salbutamol pode tratar sibilância persistente, mas não substitui adrenalina.
- destino
- Gravidade, asma e hipotensão justificam observação prolongada e avaliação para internação.
Agora feche você
- qual é o diagnóstico?
- Anafilaxia é provável pela instalação aguda e comprometimento de mucosa, respiração e trato gastrointestinal; pele pode estar ausente.
- qual é o erro?
- Pressão normal e ausência de urticária não autorizam espera. Anti-histamínico não trata via aérea.
- o que fazer agora?
- Administrar adrenalina IM na coxa, 0,01 mg/kg da solução 1 mg/mL, posicionar e monitorar.
Onde a banca derruba
- 1Esperar urticária Até uma reação grave pode ocorrer sem pele acometida.
- 2Dar anti-histamínico primeiro Ele trata prurido, não choque nem obstrução de via aérea.
- 3Usar via subcutânea A absorção é mais lenta; a via preferida é IM na coxa.
- 4Procurar acesso antes da adrenalina A injeção intramuscular não depende de acesso vascular.
- 5Confundir concentrações A solução usada por via IM é 1 mg/mL; sempre calcule também o volume.
- 6Manter sentada ou caminhar A queda do retorno venoso pode precipitar colapso.
- 7Fazer bolus IV de rotina A via intravenosa exige contexto e experiência específicos.
- 8Dar alta porque a pele melhorou Avalie estabilidade sistêmica e risco de recorrência.
A alta segura inclui plano escrito, educação para adrenalina, investigação alergológica e orientação de retorno.
Recuperação
Responda as 10 — o gabarito e o comentário de cada uma abrem a cada questão ou só no fim, como você preferir.
Menino de 8 anos desenvolve urticária difusa, tosse, voz rouca e vômitos minutos após ingerir um alimento. Está pálido, mas a pressão arterial ainda é normal. Qual é a primeira medicação e por qual via?
O comprometimento respiratório e gastrointestinal após exposição provável configura anafilaxia. A primeira medicação é adrenalina IM na face anterolateral da coxa; pressão normal não autoriza espera.
Qual afirmação sobre anti-histamínicos está correta na anafilaxia?
Anti-histamínicos aliviam urticária e prurido, mas não tratam via aérea, broncoespasmo grave ou choque.
No choque anafilático pediátrico, qual reposição inicial é apropriada?
A vasodilatação e o extravasamento capilar exigem cristalóide isotônico, sempre com reavaliação.
Qual fator aumenta a necessidade de observação prolongada após anafilaxia?
Gravidade inicial, atraso e doses repetidas aumentam risco de recorrência e justificam maior permanência.
Criança com anafilaxia permanece hipotensa apesar de duas doses intramusculares adequadas de adrenalina, administradas com intervalo de cinco minutos, e expansão com cristaloide. Não está em parada cardíaca. Qual é o próximo passo?
A persistência de comprometimento circulatório após duas doses IM adequadas caracteriza anafilaxia refratária e exige ajuda especializada e suporte intensivo. A infusão de adrenalina deve ser titulada à resposta, em via dedicada, com monitorização de pressão, ritmo e oxigenação. Enquanto a infusão é preparada, doses IM podem continuar conforme o algoritmo. Anti-histamínicos e corticoides não substituem adrenalina no choque; bolus IV sem monitorização e alta são inadequados.
Qual posição é mais segura para criança com anafilaxia e sinais de choque?
O decúbito preserva retorno venoso; levantar ou caminhar pode precipitar colapso.
Após a primeira dose correta de adrenalina IM, a criança mantém estridor e hipotensão. Quando repetir a dose?
Problemas persistentes de via aérea, respiração ou circulação indicam repetição após cinco minutos.
Uma criança de 20 kg apresenta anafilaxia. Qual dose e volume da solução de adrenalina 1 mg/mL devem ser administrados por via intramuscular?
A dose é 0,01 mg/kg. Para 20 kg, 0,2 mg; como a solução contém 1 mg/mL, o volume é 0,2 mL.
Qual achado permite diagnosticar anafilaxia mesmo sem urticária após alérgeno conhecido?
Broncoespasmo, obstrução laríngea ou hipotensão após alérgeno conhecido podem configurar anafilaxia sem pele acometida.
Sobre corticoides na anafilaxia, assinale a correta.
O início é lento e não há prova robusta de prevenção rotineira da reação bifásica. Podem ter papel seletivo, como em asma concomitante.
Lactente de 4 meses com alergia à proteína do leite de vaca mediada por IgE apresenta, minutos após ingerir fórmula convencional oferecida por engano, urticária generalizada, tosse, estridor e sonolência. A conduta imediata é:
Envolvimento de dois sistemas após exposição a alérgeno conhecido define anafilaxia, e a adrenalina intramuscular no vasto lateral é a primeira e insubstituível medida — a via intramuscular na coxa alcança pico plasmático mais rápido que a subcutânea. Anti-histamínico e corticoide tratam sintomas cutâneos e podem reduzir reação bifásica, mas nenhum reverte obstrução de via aérea ou hipotensão. Retardar a adrenalina é o fator mais associado a óbito por anafilaxia.
Criança de 6 anos é atendida em Unidade de Pronto Atendimento após ingestão acidental de alimento contendo amendoim, com surgimento em 15 minutos de urticária generalizada, edema de lábios, tosse, sibilância e vômitos. Ao exame, frequência cardíaca de 150 batimentos por minuto, pressão arterial de 80 por 50 milímetros de mercúrio e desconforto respiratório. Qual é a conduta imediata?
A anafilaxia se define por acometimento rápido de dois ou mais sistemas ou por hipotensão após exposição a alérgeno, e a adrenalina intramuscular é a primeira medida, com posicionamento adequado, oxigênio e acesso venoso. Anti-histamínico atua apenas nos sintomas cutâneos e não reverte o comprometimento respiratório ou hemodinâmico. Corticoide tem início de ação lento e não substitui a adrenalina. O broncodilatador é adjuvante do broncoespasmo, mas não trata a reação sistêmica.
Menino de 9 anos, com alergia grave a amendoim já documentada por episódio anterior de anafilaxia, é atendido na Unidade Básica de Saúde acompanhado da mãe, que traz relatório da escola solicitando orientações. Ele está assintomático hoje, com exame físico normal, e faz uso de anti-histamínico apenas em episódios de urticária leve. A mãe pergunta como proceder caso ocorra novo episódio na escola e o que deve estar disponível no ambiente escolar. A orientação mais adequada é:
Em criança com anafilaxia prévia documentada, a conduta é assegurar acesso rápido à adrenalina intramuscular, o único tratamento que reverte a anafilaxia, com plano de ação escrito para a escola e orientação detalhada de evitação, incluindo leitura de rótulos e contaminação cruzada. Anti-histamínico atua apenas em sintomas cutâneos e não impede a progressão do quadro. Corticoide tem início de ação lento e não interrompe a reação aguda, servindo apenas como adjuvante. Confiar somente na evitação, sem plano nem medicação de resgate, deixa a criança desprotegida diante de exposição acidental, que é frequente.
Menina de 7 anos chega ao pronto-atendimento com urticária generalizada, edema de lábios, dificuldade para respirar e tontura, iniciados dez minutos após comer amendoim. Ao exame, frequência cardíaca de 150 bpm, pressão arterial de 76 x 42 mmHg, extremidades quentes com enchimento capilar rápido, estridor leve, sibilos difusos, saturação de 92% em ar ambiente e ausência de hepatomegalia ou ritmo de galope. Está ansiosa e sudorese discreta. A conduta imediata correta é:
Início súbito após exposição a alérgeno conhecido, com envolvimento cutâneo, respiratório e hipotensão, define anafilaxia; a adrenalina intramuscular na coxa é a primeira e insubstituível medida, seguida de posicionamento, oxigênio e volume conforme necessidade. Anti-histamínico e corticoide são adjuvantes e não revertem a obstrução de via aérea nem o colapso vascular. Extremidades quentes com enchimento rápido e ausência de galope e hepatomegalia afastam o padrão cardiogênico, tornando a dobutamina inadequada. Retardar a adrenalina é o principal fator associado a desfechos fatais na anafilaxia.
Menino de 7 anos é levado ao pronto-socorro cerca de 15 minutos após comer um bolo com amendoim em festa de aniversário. Apresenta urticária generalizada, edema de lábios e pálpebras, tosse e sensação de aperto na garganta. Ao exame: ansioso, com estridor discreto, sibilos difusos, frequência respiratória 36 irpm, saturação de oxigênio 92% em ar ambiente, frequência cardíaca 140 bpm e pressão arterial 82x48 mmHg. Já teve reação leve a amendoim no passado. Qual é a conduta imediata?
A anafilaxia é definida por acometimento de dois ou mais sistemas após exposição a alérgeno provável, e o tratamento de primeira linha é a adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa, sem atraso, seguida de posicionamento, oxigênio, volume e observação prolongada pelo risco de reação bifásica. Anti-histamínico e corticoide são adjuvantes e não revertem obstrução de via aérea nem hipotensão. Beta-agonista isolado trata apenas o broncoespasmo e ignora o comprometimento sistêmico. A via subcutânea tem absorção errática e foi abandonada nessa indicação.
Menino de 6 anos apresentou anafilaxia após ingestão de camarão e recebeu adrenalina intramuscular no pronto-socorro, com resolução rápida da urticária, do broncoespasmo e da hipotensão. Duas horas depois está assintomático, corado, eupneico, com pressão arterial e frequência cardíaca normais. A mãe pede alta para levá-lo à escola no dia seguinte e pergunta se precisa de algum cuidado adicional. A equipe discute o tempo de observação e a orientação de alta. Qual é a conduta correta?
Após anafilaxia recomenda-se período de observação, pois reações bifásicas podem ocorrer horas depois da resolução inicial, e a alta deve incluir plano escrito de emergência, orientação sobre evitação do alérgeno, prescrição de adrenalina para uso emergencial quando disponível e encaminhamento a especialista. Liberar de imediato desconsidera o risco bifásico. Internação prolongada obrigatória não é recomendada em casos com boa resposta. Anti-histamínico isolado não previne nem trata anafilaxia, e sua prescrição isolada dá falsa sensação de segurança.
Menina de 6 anos é levada ao pronto-socorro cerca de 15 minutos após comer um bolo com amendoim em festa de aniversário. Apresenta urticária generalizada, edema de lábios, tosse, rouquidão e dificuldade para respirar. Ao exame apresenta PA 82x48 mmHg, FC 148 bpm, FR 38 ipm, saturação de 90% em ar ambiente, sibilos difusos, estridor discreto e edema de língua, mantendo-se consciente porém agitada. Há relato de alergia a amendoim previamente conhecida na família. A conduta imediata mais adequada é:
Anafilaxia com envolvimento respiratório e cardiovascular após exposição a alérgeno conhecido exige adrenalina intramuscular imediata na face anterolateral da coxa, associada a oxigênio, posicionamento e reposição volêmica, sendo o atraso na adrenalina o principal fator associado a óbito. Anti-histamínico e corticoide são adjuvantes e não substituem a adrenalina. Nebulização isolada não trata o componente cardiovascular nem o edema de via aérea. Esperar a piora da hipotensão é justamente o erro que precede a parada cardiorrespiratória.
Menina de 9 anos é atendida na unidade de pronto atendimento 20 minutos após ingerir um bombom com amendoim, apresentando urticária, estridor e dificuldade respiratória. Recebeu adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa, com melhora rápida do estridor e das lesões cutâneas. Trinta minutos depois está assintomática, com PA 104x64 mmHg, FC 96 bpm, saturação de 98% em ar ambiente e ausculta pulmonar limpa. A mãe pede alta para levá-la de volta à escola. Qual é a conduta adequada?
Após anafilaxia revertida com adrenalina, mantém-se observação de pelo menos 4 a 6 horas pelo risco de reação bifásica, e a alta inclui plano de ação escrito, orientação de evitação do alérgeno, encaminhamento ao alergologista e acesso à adrenalina para autoaplicação. Alta imediata apenas com anti-histamínico ignora o risco bifásico e trata o sintoma cutâneo, não a anafilaxia. Internação em terapia intensiva é reservada a casos com instabilidade persistente ou necessidade de infusão de vasopressor. Dose profilática de adrenalina em paciente assintomático não é recomendada e não substitui a observação.
Menino de 11 anos, morador de zona rural, é atendido na Unidade Básica de Saúde para reavaliação após episódio ocorrido há um mês: foi picado por abelha e evoluiu em minutos com urticária generalizada, rouquidão e hipotensão, tratado com adrenalina intramuscular na unidade de pronto atendimento. Está assintomático hoje, sem comorbidades e sem uso de medicações. A família ajuda na colheita e o contato com insetos é frequente e inevitável. A IgE específica para veneno de abelha resultou positiva. Qual é a conduta que mais reduz o risco de nova reação grave?
Reação sistêmica grave a veneno de himenóptero com IgE específica positiva e exposição inevitável é indicação formal de imunoterapia com veneno, único tratamento que reduz de maneira duradoura o risco de nova anafilaxia, sempre associada à adrenalina de resgate e ao plano de ação escrito. Anti-histamínico contínuo não previne anafilaxia, apenas atenua sintomas cutâneos. Evitação isolada é insuficiente diante de exposição ocupacional constante e não protege contra a próxima picada. Corticoide profilático não previne reação IgE-mediada e acarreta efeitos adversos sem benefício.
Menina de 6 anos é levada à unidade de pronto atendimento uma hora após ser picada por uma vespa no antebraço direito durante brincadeira no quintal. Apresenta edema endurado e eritematoso de cerca de 12 cm ao redor do ponto da picada, quente e doloroso, sem lesões em outras regiões do corpo. Está ativa, sem dispneia, sem rouquidão, sem vômitos e sem prurido generalizado. PA 100x62 mmHg, FC 92 bpm, saturação de 99% em ar ambiente. A mãe está muito assustada e pede adrenalina. Qual é a conduta adequada?
Edema extenso restrito ao local da picada, sem envolvimento de outro sistema, é reação local extensa e não anafilaxia: trata-se com medidas locais, analgésico e anti-histamínico, com orientação sobre sinais de alarme. Adrenalina está indicada quando há acometimento de dois ou mais sistemas ou comprometimento respiratório ou circulatório, o que não ocorre aqui. Celulite tem instalação em dias, não em uma hora, e não deve ser tratada com antibiótico nessa fase. Internação em terapia intensiva é desproporcional a um quadro estável e limitado à pele do local da picada.
Uma criança de 8 anos com alergia grave à castanha de caju teve episódio de urticária, edema de lábios e sibilância após ingestão acidental na escola no ano passado. A mãe procura a unidade básica de saúde para orientar a instituição, que não sabe como agir em nova emergência e não possui protocolo. A criança está assintomática e o exame físico é normal. Naquele episódio, a criança foi levada ao pronto-socorro e recebeu adrenalina intramuscular, com boa resposta, e desde então evita alimentos preparados fora de casa. Qual é a conduta mais adequada?
Alergia alimentar com reação prévia envolvendo via aérea indica risco de anafilaxia, e a conduta correta é elaborar plano de ação individual escrito, garantir acesso rápido à adrenalina intramuscular, treinar os profissionais da escola e orientar a exclusão do alérgeno. Anti-histamínico isolado não trata anafilaxia e sua confiança exclusiva é causa frequente de óbito evitável. Afastar a criança das atividades é discriminatório e desnecessário. Exames de imunoglobulina E não substituem o preparo para a emergência.
Menina, 5 anos, apresenta 20 minutos após ingestão de amendoim urticária generalizada, edema de lábios, tosse, sibilância e vômitos. PA 78/40 mmHg, FC 160 bpm, FR 40 ipm, SatO2 90%. Está sonolenta e com extremidades frias. Tem histórico de dermatite atópica e sensibilização documentada a amendoim, com episódio anterior mais leve após exposição acidental na escola. Qual a conduta imediata?
O quadro é de anafilaxia com comprometimento respiratório e cardiovascular, e a conduta imediata é adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa, sem qualquer atraso, seguida de posicionamento, oxigênio e expansão volêmica. O anti-histamínico alivia sintomas cutâneos, mas não reverte broncoespasmo nem hipotensão, e nunca deve ser a primeira medida. O corticoide tem início de ação lento e papel apenas adjuvante na prevenção de reação bifásica. A via subcutânea tem absorção errática e retarda o pico plasmático, sendo inferior à intramuscular. O broncodilatador isolado trata apenas o componente brônquico e deixa sem tratamento o colapso circulatório em curso.
Menino, 6 anos, com alergia grave a amendoim já documentada por reação anafilática prévia, comparece com a família para orientação. Está assintomático, com exame físico normal, e frequenta escola onde há lanches compartilhados. Os pais perguntam sobre as medidas de prevenção e de manejo de emergência que devem ser adotadas em casa, na escola e em atividades sociais da criança. Qual orientação é essencial?
Na alergia alimentar com anafilaxia prévia, a orientação essencial combina evitação rigorosa do alérgeno com plano de ação escrito para emergência e disponibilidade de adrenalina, com treinamento da família e da escola para reconhecimento e tratamento imediato. Orientar apenas a evitação, sem plano de emergência, deixa a criança desprotegida diante de exposição acidental. O anti-histamínico contínuo não previne anafilaxia e pode mascarar sintomas iniciais. A dessensibilização domiciliar improvisada é perigosa e só se cogita imunoterapia oral em protocolos supervisionados por especialista. Liberar o consumo sob supervisão familiar expõe a criança a risco de morte.
Menino, 3 anos, apresenta episódio de anafilaxia após picada de abelha, tratado com sucesso na emergência com adrenalina. Recuperou-se completamente e recebeu alta após período de observação. A família questiona sobre medidas de prevenção futura, considerando que a criança brinca frequentemente ao ar livre e que houve reação grave com comprometimento respiratório e queda de pressão arterial. Qual conduta a longo prazo é indicada?
Após anafilaxia por veneno de himenóptero, a conduta a longo prazo inclui prescrição de adrenalina para uso em emergência com plano escrito, orientação de evitação e encaminhamento para avaliação de imunoterapia com veneno, que reduz de forma expressiva o risco de novas reações sistêmicas graves. O anti-histamínico contínuo não previne anafilaxia. Orientar apenas evitação sem adrenalina deixa a criança desprotegida em nova exposição acidental. Corticoide em dias alternados não previne reação mediada por IgE e acrescenta toxicidade. Dessensibilização domiciliar com picadas é perigosa e não corresponde à imunoterapia padronizada, feita em ambiente controlado por especialista.
Menino, 5 anos, com alergia a amendoim documentada, ingere acidentalmente um doce contendo o alérgeno em festa infantil. Em 10 minutos apresenta urticária generalizada, edema de lábios, tosse, estridor e vômitos. Exame: FR 42 ipm, sibilos difusos, SatO2 90% em ar ambiente, PA 78 x 44 mmHg, com sonolência. A família traz um dispositivo autoinjetável prescrito previamente e pergunta o que deve ser feito imediatamente. Qual a conduta imediata?
Na anafilaxia, a adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa é a medida inicial e a única que reduz mortalidade, devendo ser administrada imediatamente e repetida se necessário, seguida de posicionamento, oxigênio e expansão volêmica. O anti-histamínico alivia apenas sintomas cutâneos e nunca substitui a adrenalina. O corticoide tem início de ação lento e não trata a fase aguda. O broncodilatador é adjuvante para o broncoespasmo, sem efeito sobre a hipotensão e o edema de via aérea. A via subcutânea tem absorção mais lenta e errática, sendo a via intramuscular no vasto lateral a recomendada.
Menino, 2 anos, apresenta anafilaxia após ingestão de ovo, tratada com adrenalina intramuscular com boa resposta. Após 90 minutos de observação, está assintomático, com PA 96/58 mmHg, FC 108 bpm e SatO2 98%. A família deseja alta e pergunta sobre o tempo de observação necessário e sobre o risco de novos sintomas, considerando que a criança já se encontra completamente recuperada do episódio inicial atendido. Qual a orientação correta?
Após anafilaxia, recomenda-se período prolongado de observação pelo risco de reação bifásica, que pode ocorrer horas após a resolução dos sintomas iniciais, seguido de alta com prescrição de adrenalina, plano de ação escrito e encaminhamento ao especialista. A alta imediata desconsidera esse risco. A internação obrigatória por sete dias é desproporcional para a maioria dos casos com boa resposta. O corticoide contínuo por seis meses não previne anafilaxia e acrescenta toxicidade. O teste de provocação oral durante ou logo após a reação aguda é formalmente contraindicado, sendo realizado apenas eletivamente, em ambiente controlado e por especialista.
Menino, 8 anos, apresenta episódios recorrentes de urticária e angioedema desencadeados minutos após exercício físico, especialmente quando pratica esportes após ingerir alimentos. Já apresentou um episódio com hipotensão e desmaio após corrida realizada logo depois do almoço. Fora desses contextos, tolera normalmente os mesmos alimentos e realiza atividades leves sem sintomas, com exame físico e exames laboratoriais basais normais. Qual a hipótese diagnóstica?
Sintomas de anafilaxia que ocorrem apenas quando o exercício é realizado após a ingestão de determinados alimentos, com tolerância a esses mesmos alimentos isoladamente, caracterizam anafilaxia induzida por exercício dependente de alimento, cujo manejo inclui evitar exercício por algumas horas após as refeições e portar adrenalina. A urticária crônica espontânea ocorre sem fator desencadeante identificável e não cursa com hipotensão. A asma induzida por exercício produz broncoespasmo sem urticária e angioedema. O angioedema hereditário não cursa com urticária e não responde a esse padrão de desencadeamento. A reação vasovagal não produz urticária nem angioedema.
Menino, 4 anos, apresenta urticária, edema labial e vômitos minutos após ingerir amendoim, com episódios semelhantes em duas ocasiões prévias. PA 96/60 mmHg, FC 108 bpm, atualmente assintomático. Testes cutâneos de leitura imediata positivos para amendoim e IgE específica elevada. Não há sintomas com outros alimentos e o crescimento e o desenvolvimento estão adequados para a idade. Qual a conduta mais adequada?
Na alergia alimentar mediada por IgE com reações reprodutíveis e testes positivos, a conduta é a exclusão específica do alérgeno, com plano de ação escrito, educação familiar e prescrição de adrenalina autoinjetável. Excluir todos os alimentos alergênicos comuns compromete a nutrição sem base clínica. A provocação oral domiciliar é perigosa e deve ser feita em ambiente controlado quando indicada. O anti-histamínico contínuo não previne anafilaxia. O corticoide diário não previne reações e traz efeitos adversos importantes na infância.
Mãe de menino de 7 anos com alergia grave a amendoim relata insegurança para lidar com reações na escola. A criança já teve anafilaxia e possui adrenalina autoinjetável prescrita. PA 98/60 mmHg, FC 88 bpm, assintomático na consulta. A escola não tem plano formal para emergências alérgicas, e a família nunca recebeu treinamento prático sobre o uso do dispositivo autoinjetável. Qual conduta é a mais importante para reduzir o risco de desfecho grave?
A redução de desfechos graves na alergia alimentar depende de plano de ação escrito, treinamento prático da família e da escola no uso do autoinjetor e disponibilidade do dispositivo nos locais frequentados pela criança. Substituir a adrenalina por anti-histamínico contínuo é erro grave, pois este não trata anafilaxia. Restringir a criança de frequentar a escola é medida desproporcional e prejudicial ao desenvolvimento. O corticoide diário não previne reações e traz efeitos adversos. Aguardar nova reação para orientar desperdiça a oportunidade de prevenção.
Menino, 2 anos, apresentou há 30 minutos, após ingerir um pedaço de castanha, urticária generalizada, edema labial, vômitos e tosse com sibilância. FC 148 bpm, PA 82x48 mmHg, FR 44 ipm, SatO2 92% em ar ambiente; há estridor discreto e prostração. Tem antecedente de dermatite atópica e a mãe relata episódio semelhante e mais leve com amendoim no ano anterior. Qual a conduta imediata?
Reação de início rápido com acometimento cutâneo, respiratório, gastrointestinal e hipotensão configura anafilaxia, cujo tratamento de primeira linha é a adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa, sem qualquer atraso, seguida de posicionamento, oxigênio e expansão volêmica. O anti-histamínico isolado trata apenas o prurido e a urticária, sem reverter a obstrução ou o choque. O corticoide tem início lento e é adjuvante para reação bifásica. O broncodilatador isolado não trata o componente sistêmico. Coletar IgE específica antes de tratar retarda a única medida que salva a vida na anafilaxia.
Menino, 8 anos, com alergia a amendoim, apresenta urticária generalizada, edema de lábios, tosse e dispneia dez minutos após ingerir um doce em festa escolar. FR 36 ipm, FC 138 bpm, PA 86/50 mmHg, SatO2 90%, com sibilos difusos e estridor discreto. Está agitado e refere sensação de aperto na garganta, com evolução rápida dos sintomas desde o início do quadro. Qual a conduta imediata?
A anafilaxia com comprometimento respiratório e hipotensão exige adrenalina intramuscular imediata na face anterolateral da coxa, medida que reverte broncoespasmo, edema e vasodilatação, sem substitutos. O anti-histamínico atua sobre urticária e prurido, sem efeito sobre a obstrução respiratória e a hipotensão. O corticoide tem início lento e papel apenas adjuvante. O broncodilatador isolado não trata o edema de via aérea superior nem o choque. A via subcutânea tem absorção errática e inferior à intramuscular na coxa.
Menina, 9 anos, asmática, com alergia grave a castanhas e episódio prévio de anafilaxia, apresenta sibilância e dispneia após lanche na escola. FR 32 ipm, FC 128 bpm, PA 92/56 mmHg, SatO2 92%, com urticária no tronco e edema labial discreto. Ela já usou o broncodilatador de alívio duas vezes sem melhora significativa dos sintomas respiratórios. Qual a conduta imediata?
Sibilância refratária ao broncodilatador associada a urticária, edema labial e hipotensão após exposição a alérgeno conhecido caracteriza anafilaxia, exigindo adrenalina intramuscular imediata, além do tratamento do broncoespasmo com broncodilatador e corticoide. Manter apenas o broncodilatador ignora o componente sistêmico da reação. O anti-histamínico isolado não trata broncoespasmo nem hipotensão. O corticoide tem início lento e é adjuvante. A adrenalina nebulizada não substitui a via intramuscular no tratamento da anafilaxia.
Menino, 4 anos, apresenta início súbito de urticária, edema de lábios, estridor e hipotensão minutos após ingerir amendoim. FC 156 bpm, FR 36 ipm, PA 68x36 mmHg, SatO2 90% em ar ambiente. Extremidades quentes, com enchimento capilar acelerado. Ausculta com sibilos difusos, sem estertores e sem ritmo de galope. Fígado não palpável e radiografia de tórax sem cardiomegalia ou congestão. Qual a conduta imediata?
O quadro é de anafilaxia com choque distributivo, e a adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa é a medida imediata e salvadora, seguida de posicionamento, oxigênio, expansão volêmica e fármacos adjuvantes. O corticoide tem início de ação lento e não substitui a adrenalina. O anti-histamínico alivia sintomas cutâneos, sem reverter a obstrução de via aérea ou o colapso circulatório. O inotrópico trataria choque cardiogênico, afastado pela ausência de galope, hepatomegalia e congestão. A expansão isolada é insuficiente sem a adrenalina.
Criança apresenta reação imediata após antibiótico, com broncoespasmo e colapso circulatório, mesmo sem lesões de pele evidentes. Qual intervenção específica tem prioridade?
Anafilaxia pode ocorrer sem sinais cutâneos e requer adrenalina. Anafilaxia requer adrenalina intramuscular precoce, associada à avaliação de via aérea, respiração e circulação. Referência: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Anaphylaxis/
Após medicamento, paciente pediátrico desenvolve angioedema, estridor e hipotensão. É necessário escolher tratamento específico imediato. Qual intervenção específica tem prioridade?
Adrenalina intramuscular é a medida inicial da anafilaxia. Anafilaxia requer adrenalina intramuscular precoce, associada à avaliação de via aérea, respiração e circulação. Referência: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Anaphylaxis/
Após picada, criança tem urticária difusa, vômitos e dificuldade respiratória. A pergunta é sobre o medicamento prioritário. Qual intervenção específica tem prioridade?
O quadro multissistêmico é compatível com anafilaxia. Anafilaxia requer adrenalina intramuscular precoce, associada à avaliação de via aérea, respiração e circulação. Referência: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Anaphylaxis/
Após alimento, criança apresenta urticária generalizada, sibilância e hipotensão. A equipe já aciona suporte e precisa escolher o fármaco inicial. Qual intervenção específica tem prioridade?
A reação sistêmica com comprometimento respiratório e circulatório indica anafilaxia. Anafilaxia requer adrenalina intramuscular precoce, associada à avaliação de via aérea, respiração e circulação. Referência: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Anaphylaxis/
Se alguém confundir 1 mg/mL com 0,1 mg/mL, qual princípio de segurança evita administrar dose errada?

Concentrações diferentes exigem volumes diferentes para a mesma dose; unidades e apresentação precisam ser verificadas.
Qual volume corresponde a essa dose na concentração indicada, evitando erro de dez vezes?

Com 1 mg em cada mL, 0,18 mg corresponde a 0,18 mL; dose e concentração precisam ser conferidas.
Qual dose em miligramas resulta dos dados fornecidos?

Multiplica-se 18 kg por 0,01 mg/kg, obtendo 0,18 mg.
Qual medicamento é prioritário na anafilaxia descrita?

Adrenalina é a terapia inicial central; outras medidas não a substituem.
Qual via está especificada no exercício para a administração inicial?

A tabela trata da adrenalina intramuscular na anafilaxia.
Após resolução de anafilaxia alimentar com adrenalina, uma criança sem asma descompensada está bem. Propõe-se corticoide sistêmico rotineiro exclusivamente para impedir reação bifásica. Segundo o Resuscitation Council UK, qual avaliação é adequada?
Outras indicações, como exacerbação de asma, devem ser avaliadas separadamente. Referências: Resuscitation Council UK: Emergency treatment of anaphylaxis, 2021 — https://www.resus.org.uk/sites/default/files/2021-05/Emergency%20Treatment%20of%20Anaphylaxis%20May%202021_0.pdf
Menino de 11 anos em tratamento de anafilaxia apresenta tontura e hipotensão, sem vômitos ou desconforto respiratório importante. Pede para caminhar até o banheiro. Qual medida de posicionamento é apropriada durante essa fase?
O posicionamento deve considerar via aérea, respiração e circulação, com cuidado também nas transferências. Referências: Resuscitation Council UK: Emergency treatment of anaphylaxis, 2021 — https://www.resus.org.uk/sites/default/files/2021-05/Emergency%20Treatment%20of%20Anaphylaxis%20May%202021_0.pdf
Criança com anafilaxia mantém hipotensão e dificuldade respiratória após duas doses corretas de adrenalina intramuscular, com intervalo adequado, oxigênio e reposição de cristaloide. Não usa betabloqueador. Segundo o Resuscitation Council UK, qual escalonamento deve ser preparado?
A infusão requer equipe habilitada, vigilância contínua e ajuste à resposta. Referências: Resuscitation Council UK: Emergency treatment of anaphylaxis, 2021 — https://www.resus.org.uk/sites/default/files/2021-05/Emergency%20Treatment%20of%20Anaphylaxis%20May%202021_0.pdf
Menina apresenta urticária, broncoespasmo e queda de pressão logo após ingerir um alimento, com melhora após adrenalina. A triptase coletada no atendimento não está elevada. Como interpretar o resultado?
A interpretação também considera o momento da coleta e a avaliação especializada. Referências: Resuscitation Council UK: Emergency treatment of anaphylaxis, 2021 — https://www.resus.org.uk/sites/default/files/2021-05/Emergency%20Treatment%20of%20Anaphylaxis%20May%202021_0.pdf
Menina de 10 anos, com alergia confirmada a castanha, apresenta estridor, sibilância e hipotensão poucos minutos após ingestão acidental. Não há urticária nem edema visível de lábios. Qual interpretação é correta?
O reconhecimento é clínico e não depende de lesões de pele. Referências: Resuscitation Council UK: Emergency treatment of anaphylaxis, 2021 — https://www.resus.org.uk/sites/default/files/2021-05/Emergency%20Treatment%20of%20Anaphylaxis%20May%202021_0.pdf
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Reconstrua o atendimento de uma criança com anafilaxia alimentar e choque desde a porta até a alta. Acrescente uma segunda dose, refratariedade e asma grave, explicando como cada elemento muda o destino.
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