Preparatório·Pediatria

Emergências Pediátricas

A criança grave: reconhecer cedo, agir rápido e saber a dose por quilo.

12 capítulos

  1. 01Maus-tratos na infânciaA prova quase nunca pede o diagnóstico de violência: pede o achado que obriga a suspeitar, o destino da comunicação e o prazo dela. Quem decora a lesão e esquece que o Conselho Tutelar e a ficha do Sinan são dois caminhos com relógios diferentes erra a alternativa mesmo acertando a clínica.
  2. 02Febre sem sinais localizatóriosA idade decide mais que o termômetro. A prova cobra a conduta por faixa etária no lactente febril sem foco — e o corte de leucócitos que dispara hemocultura e ceftriaxona.
  3. 03Estratégia AIDPI (2 meses a 5 anos)A prova não pede diagnóstico: pede a cor. Quem decora os seis sinais gerais de perigo, os cortes de frequência respiratória (50 e 40) e a regra dos dois sinais da desidratação resolve a maioria das questões de AIDPI antes de ler as alternativas.
  4. 04Causas externas na infânciaAfogamento, queimadura, intoxicação e engasgo não têm mecanismo em comum — têm prevenção com idade-alvo e uma conduta inicial que a prova cobra de cor. O gradiente etário resolve as questões de prevenção; a classificação brasileira em seis graus resolve o afogamento; e a lista de antídotos rende ponto pelo que se deixa de fazer.
  5. 05Morte súbita do lactente e sono seguroA prova faz duas perguntas: qual orientação muda o risco na consulta e o que o médico pode escrever quando o bebê chega morto
  6. 06Parada cardiorrespiratória pediátricaTrês algoritmos disputam a mesma criança, e o que decide qual deles vale não é o diagnóstico: é um aniversário, um sinal de puberdade e um número de batimentos. Este capítulo mede onde cada régua começa, onde termina e o que sobra sem nome entre elas.
  7. 07Choque na criançaTrês documentos da mesma sociedade, três definições e quatro tetos de volume — e a régua muda com o prédio, não com a criança
  8. 08Colher a urina do lactente febril: o método escolhe o número que confirmaO mesmo germe é infecção ou contaminação conforme o caminho por onde a urina saiu — e o corte do cateterismo já mudou de casa.
  9. 09Coma na criança: o que se mede primeiro, o que a imagem responde e o que ela nunca vai mostrarMedir a consciência com a escala adaptada à idade, separar no leito a causa que comprime da causa que difunde, saber quando a tomografia precede a punção lombar e reconhecer a encefalopatia aguda com fígado grande cuja tomografia é normal.
  10. 10Anafilaxia na criança: adrenalina primeiroReconheça pelos critérios clínicos, aplique adrenalina intramuscular sem esperar acesso venoso e repita em cinco minutos quando necessário: anti-histamínico nunca é a primeira medida.
  11. 11Estado de mal epiléptico: o relógio começa aos cinco minutosAos cinco minutos a crise já é estado de mal: benzodiazepínico vem primeiro, a segunda linha não espera doses indefinidas e a refratariedade exige via aérea, infusão contínua e EEG.
  12. 12Intoxicações agudas na criança e no adolescenteO diagnóstico nasce da cena, do toxíndrome e do ECG; a conduta começa com suporte e descontaminação seletiva, e o antídoto só entra quando substância, tempo e gravidade autorizam.