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Dengue, zika e chikungunya na criança

A prova quase nunca pede o diagnóstico da arbovirose: pede o estadiamento da dengue e o volume de líquido por quilo. O erro clássico é esperar a hipotensão para chamar de choque.

01

Responda antes de ler

Escolha uma alternativa agora, mesmo sem certeza. Errar aqui faz parte — é o que faz a resposta certa grudar depois.

Questão de abertura

Escolar de 7 anos é atendido na UBS com febre, cefaleia, mialgia e dor retro-orbitária há 3 dias, em área endêmica no período chuvoso. Hoje surgiram petéquias em membros inferiores. Sinais vitais estáveis, sem sinais de alarme. Qual é a conduta correta na APS?

02

Como esse tema cai

Dengue, zika e chikungunya circulam nas mesmas cidades, no mesmo mosquito e na mesma estação. A prova sabe disso e raramente pergunta qual das três é — pergunta o que fazer com a criança que está na frente do examinador. E o que fazer, no Brasil, tem número: grupo de estadiamento, volume em mL/kg, hora de reavaliar, onde internar.

A criança muda o problema em dois pontos. O primeiro é a definição de caso: toda criança que vive em área de transmissão e chega com febre aguda de dois a sete dias sem foco de infecção aparente já é caso suspeito de dengue, mesmo sem nenhum dos sintomas clássicos do adulto. O segundo é o ritmo: no adulto os sinais de alarme aparecem e dão tempo; na criança pequena o agravamento é súbito, e o quadro grave pode ser a primeira manifestação percebida.

O eixo do capítulo é o estadiamento da dengue, porque é ele que decide hidratação, local de acompanhamento e alta. Chikungunya e zika entram por dois motivos práticos: separam-se da dengue por sinais que a vinheta descreve de propósito, e a chikungunya tem uma armadilha própria na maternidade — o recém-nascido infectado no parto, que fica bem nos primeiros dias e depois adoece grave.

03

O que muda decisão

Separar as três no primeiro atendimento (e por que isso quase nunca muda a conduta)

A dengue dá febre alta, acima de 38 °C, com duração de dois a sete dias, e o exantema aparece tarde — entre o terceiro e o sexto dia, muitas vezes no desaparecimento da febre. Cefaleia e dor retro-orbitária são intensas, a mialgia é o sintoma dominante e a artralgia, quando existe, é leve. Leucopenia e trombocitopenia são achados de hemograma esperados.

A zika tende a não ter febre, ou a ter febre baixa, de até 38 °C, por um ou dois dias. O exantema é precoce, do primeiro ao segundo dia, frequentemente pruriginoso, e a conjuntivite não purulenta aparece em 50% a 90% dos casos — é o sinal que mais separa a zika das outras duas. Linfonodomegalia é frequente e a plaquetopenia é discreta.

A chikungunya também abre com febre alta, mais curta, de dois a três dias, mas o que a define é a artralgia: poliarticular, simétrica, de mãos, punhos, tornozelos e pés, moderada a intensa, com edema articular frequente. O exantema surge entre o segundo e o quinto dia. Em criança pequena o quadro pode não ter nada disso: febre com hiperalgesia difusa ou apenas rash, indistinguível de qualquer exantemática da idade.

Nos primeiros dias, quando a diferenciação é tênue, a orientação nacional é conduzir o caso como dengue — é a arbovirose com maior potencial de complicação e morte, e o custo de tratar as três como dengue é baixo. O diagnóstico laboratorial serve à vigilância e à confirmação, não à decisão de beira de leito: NS1, RT-PCR ou isolamento viral até o quinto dia de sintomas; sorologia a partir do sexto.

Linha do tempo de nove dias com as três fases da dengue: fase febril, fase crítica destacada por uma faixa vertical e fase de recuperação, com uma curva subindo e outra caindo dentro da faixa crítica.
As três fases da dengue. A faixa destacada é a fase crítica, que começa com a queda da febre, entre o terceiro e o sétimo dia: a curva que sobe é o hematócrito, a que desce são as plaquetas. É nessa janela que aparecem os sinais de alarme e o choque — e é por isso que o dia de melhora da febre é o dia de reavaliar a criança, não o de dar alta definitiva.

As três fases da dengue e a janela que mata

A fase febril dura de dois a sete dias, com febre de 39 °C a 40 °C de início abrupto, cefaleia, adinamia, mialgia, artralgia e dor retro-orbitária. Náuseas, vômitos e diarreia de três a quatro evacuações pastosas por dia são comuns e ajudam a separar de gastroenterite. O exantema maculopapular ocorre em cerca de metade dos casos, atinge face, tronco e membros de forma aditiva, incluindo palmas e plantas.

A fase crítica começa com a defervescência, entre o terceiro e o sétimo dia de doença. É quando o aumento da permeabilidade vascular extravasa plasma, o hematócrito sobe, a albumina cai e o choque se instala. O período de extravasamento e choque dura de 24 a 48 horas. Na criança, as formas graves costumam aparecer por volta do terceiro dia, acompanhadas ou não da queda da febre.

A fase de recuperação traz o problema inverso: o líquido extravasado volta para o intravascular e o risco passa a ser a hiper-hidratação, com desconforto respiratório e sinais de congestão. Bradicardia, novo exantema com prurido generalizado e infecção bacteriana secundária pertencem a essa fase.

A consequência prática é uma frase que vale a questão inteira: a criança piora quando a febre cai. Por isso o retorno do grupo A é agendado para o dia da melhora da febre, e não para uma data fixa; se a febre não ceder, o retorno é no quinto dia de doença.

Sinais de alarme: a lista fechada

São sete achados clínicos, e a maioria deles é consequência direta do extravasamento plasmático: dor abdominal intensa, referida ou à palpação, e contínua; vômitos persistentes; acúmulo de líquidos, isto é, ascite, derrame pleural ou derrame pericárdico; hipotensão postural ou lipotimia; hepatomegalia maior que 2 cm abaixo do rebordo costal; sangramento de mucosa; letargia ou irritabilidade. O aumento progressivo do hematócrito entra junto, como o oitavo item, e é o que o hemograma acrescenta.

Nada mais entra nessa lista. Febre alta, mialgia intensa, exantema, cefaleia e prova do laço positiva não são sinais de alarme — são manifestações da doença. Plaquetopenia isolada, sem sangramento e sem os itens acima, também não muda o grupo do paciente.

Na criança pequena, esses sinais se apresentam disfarçados. Dor abdominal vira choro persistente e recusa alimentar; letargia vira o bebê que não interage e é descrito pela mãe como quieto demais; irritabilidade vira o que não se consola. Recusa de líquidos e vômito repetido têm peso duplo: são sinal de alarme e são o motivo pelo qual a hidratação oral falha.

Sinal de alarme presente, com sinais de gravidade ausentes, é grupo C: reposição venosa imediata e internação. Não existe grupo C ambulatorial.

Choque na criança: reconhecer antes da pressão cair

O choque da dengue é hipovolêmico por extravasamento e tem duas fases. No choque compensado, a criança ainda está lúcida — o manual nacional adverte que, se o paciente não for tocado, o choque pode não ser detectado. O enchimento capilar já está prolongado, de 3 a 5 segundos, as extremidades estão frias, o pulso periférico é fino e filiforme, há taquicardia, a pressão sistólica ainda é normal mas a diastólica sobe, e a pressão de pulso se estreita para 20 mmHg ou menos.

No choque com hipotensão, já tardio, aparecem alteração do estado mental com agitação ou agressividade, enchimento capilar acima de 5 segundos com pele mosqueada, extremidades muito frias e pálidas ou cianóticas, pulso tênue ou ausente e pressão indetectável. A bradicardia, no choque tardio, é sinal ruim, não sinal de melhora.

Para saber quando a pressão da criança já é baixa, o corte operacional até os 10 anos é o quinto percentil da sistólica: 70 + (idade em anos × 2) mmHg. Uma criança de 6 anos com sistólica de 82 mmHg já está no limite; e a pressão convergente abaixo de 20 mmHg denuncia o choque bem antes de esse número ser alcançado. Oligúria abaixo de 1,5 mL/kg/h é o outro marcador de gravidade; durante a expansão, a diurese desejável é de 1 mL/kg/h.

Separar choque da dengue de choque séptico rende questão: no da dengue, a temporalidade é clássica — choque hipovolêmico logo após a defervescência —, o nível de consciência está relativamente preservado, há normotermia, a pressão de pulso é estreita, o hematócrito sobe, as plaquetas caem e os leucócitos caem. No séptico, a consciência está mais comprometida, há hipotermia, a pressão de pulso é ampla, o hematócrito cai e leucócitos e plaquetas sobem.

Dengue grave que não é choque

Choque é a via mais comum para a dengue grave, mas não é a única. Sangramento grave e disfunção grave de órgão entram na mesma categoria e levam a criança direto ao grupo D, com ou sem extravasamento plasmático associado.

A hemorragia massiva pode ocorrer sem choque prolongado e sem estar acompanhada de trombocitopenia ou hemoconcentração — outro motivo para não usar a contagem de plaquetas como termômetro de gravidade. No aparelho digestivo, é mais frequente em quem tem doença ácido-péptica prévia ou usou salicilato, anti-inflamatório ou anticoagulante, o que reforça a proibição desses medicamentos.

No fígado, a elevação discreta de transaminases ocorre em até metade dos pacientes; o comprometimento grave se expressa por aumento de dez vezes o limite superior da normalidade, com alargamento do tempo de protrombina. O guia pediátrico usa AST ou ALT acima de 1.000 como marcador de envolvimento grave de órgão.

No coração, a miocardite se manifesta por alteração de ritmo — taquicardia ou bradicardia —, inversão de onda T e alteração do segmento ST, queda da fração de ejeção e elevação de enzimas cardíacas, podendo chegar a choque cardiogênico. No sistema nervoso, convulsão e irritabilidade podem aparecer na fase febril, e meningite linfomonocítica, encefalite, síndrome de Reye, polirradiculoneurite e síndrome de Guillain-Barré tanto na fase aguda quanto na convalescença. Insuficiência renal aguda é incomum e sinaliza pior prognóstico.

Vale conhecer a síndrome hemofagocítica, complicação de falência multiorgânica por reação hiperimune com citopenia progressiva: o tratamento envolve imunomodulação e plasmaférese, e reconhecê-la muda o desfecho. A regra que fecha o assunto é a do próprio manual nacional: os óbitos por dengue são, em sua maioria, evitáveis com medidas de baixa densidade tecnológica — reconhecer sinal de alarme e repor volume na hora certa.

Que exames pedir, quando e para quê

No grupo A, exame laboratorial é a critério médico — a criança sem sinal de alarme, sem sangramento e sem condição especial não precisa de hemograma para ir para casa com hidratação oral e retorno marcado. No grupo B, o hemograma completo é obrigatório para todos, colhido no atendimento, com resultado liberado em até duas horas ou, no máximo, quatro; até sair, a criança fica em observação recebendo hidratação oral.

Nos grupos C e D, além do hemograma, são obrigatórias a dosagem de albumina sérica e as transaminases. Imagem entra para procurar derrames: radiografia de tórax em posteroanterior, perfil e incidência de Hjelm-Laurell, e ultrassonografia de abdome, mais sensível para derrames cavitários. Conforme a necessidade, glicemia, ureia, creatinina, eletrólitos, gasometria, tempo de protrombina e ecocardiograma.

O exame que confirma a dengue segue outra lógica: é obrigatório para a vigilância, mas não muda a conduta e não deve atrasar a expansão volêmica. A janela importa — até o quinto dia de sintomas, detecção viral por antígeno NS1, RT-PCR ou isolamento; a partir do sexto, sorologia. O volume recomendado de sangue total sem anticoagulante é de 5 mL na criança.

O acompanhamento da reposição não se faz por um exame só: hematócrito, diurese e sinais vitais juntos. Edema subcutâneo generalizado e derrames cavitários podem aparecer pela própria perda capilar e não significam, por si, hiper-hidratação — embora possam aumentar depois de uma reposição satisfatória.

Todo caso suspeito é de notificação compulsória, e a forma grave, de notificação imediata. Internar não depende apenas do grupo: recusa de alimentos e líquidos, comprometimento respiratório, comorbidade descompensada e impossibilidade de retorno por condição clínica ou social são indicações próprias — e essa última pesa em pediatria, porque o retorno diário depende de um adulto disponível.

Chikungunya na criança e o recém-nascido infectado no parto

A chikungunya evolui em três fases com prazos definidos: aguda, até 14 dias; pós-aguda, de 15 a 90 dias; crônica, depois do terceiro mês, quando dor, edema ou rigidez articular persistem. Em criança, a fase aguda pode se apresentar apenas como febre com hiperalgesia difusa ou rash, sem a poliartralgia típica do adulto — o tratamento é sintomático, com analgesia guiada por escala de dor apropriada à idade.

O caso que a prova gosta é o neonatal. A infecção não é teratogênica e não se transmite pelo leite materno; a transmissão é praticamente toda intraparto, e o risco chega a 50% quando a gestante está virêmica na última semana antes do parto. A cesariana não reduz esse risco.

O recém-nascido infectado fica assintomático nos primeiros dias. Os sintomas começam a partir do quarto dia, variando do terceiro ao sétimo: febre, irritabilidade, síndrome álgica, edema de extremidades e lesões cutâneas — erupção maculopapular ou eritema que começa no tronco e se espalha para face, palmas e plantas, descamação, hiperpigmentação em axilas e regiões perioral e genital, e lesões vesicobolhosas simétricas, flácidas, de conteúdo seroso claro e sem eritema perilesional, que lembram queimadura.

Nessa faixa etária as formas graves são frequentes: meningoencefalite, edema cerebral, hemorragia intracraniana, convulsões e encefalopatia, além de complicações hemorrágicas e miocárdicas. Entre os neonatos que tiveram acometimento do sistema nervoso central, metade evolui com atraso de neurodesenvolvimento a longo prazo — o que transforma o episódio agudo em indicação de seguimento prolongado. Recém-nascidos, maiores de 65 anos e portadores de comorbidades são os grupos em que a chikungunya grave se concentra.

Chikungunya grave, por definição, é o caso com sinais clínicos ou laboratoriais de insuficiência de pelo menos um órgão ou sistema, com risco de morte ou exigindo internação — e nessas formas as manifestações articulares podem estar ausentes.

Zika na criança: pouco na fase aguda, muito no que veio antes

A zika adquirida na infância é, na maioria das vezes, um quadro leve e breve: exantema precoce e pruriginoso, conjuntivite não purulenta, febre baixa ou ausente, linfonodomegalia. Não há tratamento específico e não há estadiamento por grupos — o manejo é sintomático, com a mesma proibição de anti-inflamatórios enquanto a dengue não estiver afastada.

O peso da zika em pediatria está em duas outras frentes. A primeira é o acometimento neurológico pós-infeccioso, com síndrome de Guillain-Barré e outras manifestações. A segunda é a infecção materna na gestação, cuja repercussão na criança é a síndrome congênita — assunto do capítulo de infecções congênitas, não deste.

Para a prova, o papel da zika neste capítulo é quase sempre o de distrator: a vinheta descreve exantema no primeiro dia, prurido e olho vermelho sem secreção, e a pergunta testa se o candidato sabe que ali não cabe estadiar grupo nem expandir volume.

O que não fazer, e o que a criança recebe para dor e febre

Analgesia e antitérmico na dengue e nas demais arboviroses, em criança, são dipirona 10 mg/kg/dose até de 6 em 6 horas ou paracetamol 10 mg/kg/dose até de 6 em 6 horas, respeitando a dose máxima por peso e idade. Doses acima da recomendada de paracetamol são hepatotóxicas — e o fígado já está agredido na dengue.

Salicilatos, anti-inflamatórios não esteroides e corticosteroides estão fora na fase aguda. O AAS acrescenta risco de sangramento e de síndrome de Reye na criança; os anti-inflamatórios agravam o sangramento e a lesão renal. Na chikungunya isso vale igual: enquanto a dengue não estiver descartada, a artralgia é tratada sem anti-inflamatório.

Transfusão de plaquetas não é conduta de plaquetopenia. Ela só entra diante de sangramento persistente não controlado, depois de corrigidos os fatores de coagulação e o choque, com trombocitopenia e INR acima de 1,5 vez o valor normal. Contagem baixa isolada, sem sangramento, não indica transfusão nem internação por si só.

Procedimentos invasivos desnecessários — toracocentese, paracentese, pericardiocentese — devem ser evitados: o derrame e a ascite da dengue são consequência do extravasamento e regridem com o controle volêmico. Na criança em choque descompensado sem acesso venoso rápido, a via intraóssea é a alternativa legítima.

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Estadiamento da dengue: grupos A, B, C e D

O estadiamento é clínico e dinâmico — a mesma criança troca de grupo em horas, e o reestadiamento a cada reavaliação faz parte da conduta. Cada grupo define três coisas: via e volume de líquido, exames obrigatórios e local de acompanhamento. A cor da triagem acompanha o grupo: azul, verde, amarelo e vermelho.

  1. 1Caso suspeito: febre de dois a sete dias com duas ou mais manifestações (náusea, vômito, exantema, mialgia, artralgia, cefaleia, dor retro-orbitária, petéquias, prova do laço positiva, leucopenia) — ou, em criança de área de transmissão, febre aguda de dois a sete dias sem foco aparente.
  2. 2Procurar sinal de alarme ou de gravidade. Havendo sinal de gravidade (choque, sangramento grave, disfunção grave de órgão), é grupo D. Havendo apenas sinal de alarme, é grupo C.
  3. 3Sem sinal de alarme, procurar sangramento espontâneo de pele ou induzido (prova do laço) e condição clínica especial, comorbidade ou risco social. Presentes, é grupo B; ausentes, é grupo A. Lactente com menos de 24 meses conta como condição especial.
  4. 4Grupos A e B recebem hidratação oral; grupos C e D recebem hidratação venosa, iniciada no ponto de atenção em que a criança está, mesmo sem exames e mesmo durante a transferência.
  5. 5Reavaliar e reestadiar: no grupo C, clínica após 1 hora e hematócrito a cada 2 horas; no grupo D, clínica a cada 15 a 30 minutos e hematócrito a cada 2 horas.
  6. 6Notificar o caso. Todo caso suspeito é de notificação compulsória; a forma grave, de notificação imediata.

Grupo A — azul

Sem sinais de alarme, sem sangramento, sem comorbidade, condição especial ou risco social. Exames a critério médico. Hidratação oral em casa, dieta mantida e amamentação estimulada. Retorno agendado no dia da melhora da febre; se a febre não ceder, no quinto dia. Acompanhamento ambulatorial, com cartão de acompanhamento preenchido.

Grupo B — verde

Sem sinais de alarme, mas com sangramento espontâneo ou induzido, ou com condição especial, comorbidade ou risco social — o que inclui o lactente com menos de 24 meses. Hemograma completo é obrigatório, com resultado em até duas horas. Hidratação oral como no grupo A até sair o exame, em leito de observação. Hematócrito normal: tratamento ambulatorial com reavaliação diária. Hemoconcentração ou sinal de alarme: conduzir como grupo C.

Grupo C — amarelo

Sinal de alarme presente, sinais de gravidade ausentes. Soro fisiológico 0,9% 10 mL/kg na primeira hora, repetido na segunda hora, com máximo de 20 mL/kg em duas horas por fase de expansão; até três fases. Melhorou: manutenção com 25 mL/kg em 6 horas e depois 25 mL/kg em 8 horas. Obrigatórios hemograma, albumina sérica e transaminases. Internação até estabilização, no mínimo 48 horas. Sem melhora clínica e laboratorial, conduzir como grupo D.

Grupo D — vermelho

Dengue grave: choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgão. Expansão rápida com soro fisiológico 0,9% 20 mL/kg em até 20 minutos, repetível até três vezes, iniciada em qualquer nível de complexidade. Oxigênio em toda situação de choque. Reavaliação clínica a cada 15 a 30 minutos. UTI até estabilização, no mínimo 48 horas. Respondeu: volta para o esquema do grupo C.

GrupoLíquido: via, volume e tempoOnde a criança fica
AVia oral. Até 10 kg: 130 mL/kg/dia. Acima de 10 até 20 kg: 100 mL/kg/dia. Acima de 20 kg: 80 mL/kg/dia. Um terço como sais de reidratação oral, o restante como água, sucos e chás; um terço do volume nas primeiras 4 a 6 horas.Domicílio, com retorno agendado. Manter hidratação por todo o período febril e por 24 a 48 horas após a defervescência.
BMesmo volume oral do grupo A, iniciado enquanto se espera o hemograma.Leito de observação até o resultado dos exames e a reavaliação clínica.
CSoro fisiológico 0,9% 10 mL/kg na primeira hora e 10 mL/kg na segunda (máximo de 20 mL/kg em duas horas por fase); até três fases. Manutenção: 25 mL/kg em 6 horas, depois 25 mL/kg em 8 horas.Leito de internação até estabilização, no mínimo 48 horas.
DSoro fisiológico 0,9% 20 mL/kg em até 20 minutos, repetível até três vezes. Respondendo, segue o esquema do grupo C.Leito de UTI até estabilização, no mínimo 48 horas; depois, leito de internação.

Prova do laço: execução e leitura

EtapaComo se faz
Calcular a pressão média(pressão sistólica + pressão diastólica) ÷ 2. Exemplo: PA 100 x 60 mmHg resulta em média de 80 mmHg.
Insuflar o manguitoManter no valor da média por 5 minutos no adulto e 3 minutos na criança.
Delimitar a áreaDesenhar um quadrado de 2,5 cm de lado no antebraço e contar as petéquias dentro dele.
Ler o resultadoPositiva com 20 ou mais petéquias no adulto e 10 ou mais na criança.
Saber o limite do testeFrequentemente negativa na obesidade e durante o choque; não exclui dengue nem prevê forma grave.

Reconhecer o choque na criança antes da hipotensão

ParâmetroChoque compensadoChoque com hipotensão
ConsciênciaClaro e lúcido — sem tocar a criança, passa despercebidoAlteração do estado mental, agitação ou agressividade
Enchimento capilar3 a 5 segundosAcima de 5 segundos, pele mosqueada
Extremidades e pulsoFrias; pulso fraco e filiformeMuito frias, pálidas ou cianóticas; pulso tênue ou ausente
Ritmo cardíacoTaquicardiaTaquicardia no início, bradicardia no choque tardio
Pressão arterialSistólica normal com diastólica crescente; pressão de pulso 20 mmHg ou menosSistólica abaixo do quinto percentil — até 10 anos, 70 + (idade × 2) mmHg — ou pressão indetectável
DiureseDesejável 1 mL/kg/h durante a expansãoOligúria abaixo de 1,5 mL/kg/h

Alta hospitalar exige os cinco critérios juntos: 48 horas de estabilidade hemodinâmica, 24 horas sem febre, melhora clínica visível, hematócrito normal e estável por 24 horas e plaquetas em elevação.

Internação também se justifica sem sinal de alarme quando há recusa de alimentos e líquidos, comprometimento respiratório, comorbidade descompensada ou impossibilidade de retorno por condição clínica ou social.

Exame específico confirma o caso e alimenta a vigilância, mas não muda a conduta: NS1, RT-PCR ou isolamento viral até o quinto dia de sintomas; sorologia a partir do sexto. Volume de amostra recomendado de 5 mL na criança.

Sem balança disponível, o peso estimado sai de fórmula: lactente de 3 a 12 meses, peso = idade em meses × 0,5 + 4,5; criança de 1 a 8 anos, peso = idade em anos × 2 + 8,5.

Na fase de recuperação, o risco inverte. Desconforto respiratório, sinais de insuficiência cardíaca e edema pulmonar depois da expansão pedem redução da infusão, diurético e, se necessário, inotrópico — não mais volume.

05

Onde as fontes divergem

Nestes pontos as fontes não dizem a mesma coisa. Cada posição vem com quem a sustenta — e com o que fazer diante de uma vinheta de prova.

Em quantas categorias se classifica a gravidade

Quatro grupos de estadiamento, A a D (Ministério da Saúde, 6ª edição, 2024)

O manual brasileiro mantém o estadiamento clínico-evolutivo em quatro grupos, derivado da classificação da OMS de 2009, cada um amarrado a uma cor de triagem, a um volume de líquido em mL/kg e a um local de acompanhamento. É o formato que sustenta a triagem em massa nas epidemias, os protocolos estaduais do SUS e as fichas de notificação.

BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico – adulto e criança. 6. ed. Brasília, 2024.

Duas categorias, doença grave e não grave (Organização Mundial da Saúde, 2025)

A diretriz de arboviroses da OMS de 2025 abandona o degrau intermediário e trabalha com doença grave — aquela em que a avaliação clínica indica hospitalização — e doença não grave, manejável ambulatorialmente, com a mesma régua servindo para dengue, chikungunya, zika e febre amarela. A diferença de data explica a distância: o documento nacional é de 2024 e trocar a classificação implica refazer fluxos de triagem, formulários de notificação e protocolos estaduais.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines for clinical management of arboviral diseases: dengue, chikungunya, Zika and yellow fever. Genebra, 2025.

Na prova

Alternativas que trazem as letras A, B, C e D, cores de triagem ou volumes em mL/kg por grupo estão no corpo brasileiro. Alternativas que só falam em dengue com sinais de alarme e dengue grave usam a nomenclatura da OMS. Cenário de unidade básica, classificação de risco por cor e menção ao Sinan apontam o manual do Ministério da Saúde; menção nominal à OMS ou tratamento conjunto das quatro arboviroses aponta o documento de 2025. Prova oficial do MEC tende a cobrar a conduta do SUS.

O que coloca o lactente sem sangramento no grupo B

Apenas sangramento espontâneo ou induzido (texto corrido do item 6.2.1, Ministério da Saúde, 2024)

A caracterização escrita do grupo B na 6ª edição lista três itens: caso suspeito, ausência de sinais de alarme e presença de sangramento espontâneo de pele ou induzido. Por esse recorte, o lactente sem sangramento e sem sinal de alarme seria grupo A.

BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico – adulto e criança. 6. ed. Brasília, 2024, item 6.2.1.

Sangramento ou condição especial, comorbidade e risco social (fluxograma da mesma edição e SBP, 2019)

O fluxograma de manejo publicado no mesmo manual manda pesquisar sangramento espontâneo ou induzido e também condição clínica especial, risco social ou comorbidade, e lista o lactente com menos de 24 meses entre as condições especiais. O guia da Sociedade Brasileira de Pediatria descreve o grupo B da mesma forma. É o recorte com que a rede opera: bebê com dengue não vai para casa sem hemograma.

BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico – adulto e criança. 6. ed. Brasília, 2024, Figura 2; e SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Guia Prático de Atualização: Dengue, 2019.

Na prova

A vinheta de lactente febril, sem sangramento e sem sinal de alarme é o teste desse recorte. Se as alternativas separam grupo A de grupo B apenas pela idade, o avaliador está usando o fluxograma e a tradição pediátrica; se exigem sangramento explícito para o grupo B, está lendo o texto corrido da 6ª edição. Enunciado que enumera as condições especiais — lactente, gestante, idoso, comorbidades — sinaliza o fluxograma.

Quanto vale a prova do laço

Segue no exame físico e separa o grupo A do B (Ministério da Saúde, 6ª edição, 2024)

O manual mantém a pesquisa de sangramento induzido no exame físico e no fluxograma, e a prova positiva continua na definição de caso suspeito. No mesmo documento, porém, registra que revisão sistemática da Opas/OMS de 2022, com 217 estudos, encontrou baixo valor preditivo do teste para forma grave e para indicação de hospitalização, e que sua realização pode gerar discordância na condução dos casos.

BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico – adulto e criança. 6. ed. Brasília, 2024, Apêndice G.

Realizar em todos os casos suspeitos (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2019)

O guia pediátrico afirma que a prova do laço avalia a fragilidade capilar, pode ser positiva tanto na dengue clássica quanto nas formas graves, e deve ser realizada em todos os pacientes com suspeita de dengue. É documento anterior à revisão sistemática citada no manual de 2024.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Guia Prático de Atualização: Dengue, 2019.

Na prova

Questão que pede a técnica — 3 minutos na criança, quadrado de 2,5 cm, 10 ou mais petéquias — cobra a execução, e nisso os dois documentos coincidem. Questão que usa a prova negativa para liberar a criança está testando o limite do teste: negativa na obesidade e no choque, não exclui dengue. Alternativa que trata a prova positiva como sinal de alarme confunde duas listas diferentes.

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Caso resolvido

Menina de 20 meses, moradora de bairro com epidemia de dengue, no quarto dia de doença. A febre, que era de 39 °C, cedeu ontem à noite. Desde então a mãe conta que a criança vomitou seis vezes, recusa líquidos e está mais quieta do que o normal, difícil de acordar para mamar. Ao exame: ativa apenas ao estímulo, extremidades quentes, enchimento capilar de 2 segundos, frequência cardíaca de 152 bpm, pressão arterial de 92 x 58 mmHg, fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito. Hematócrito de 43%, contra 34% no hemograma de anteontem; plaquetas de 88.000/mm³.
achado
A febre caiu — a criança entrou na fase crítica, e é aí que o quadro piora. Não é melhora.
achado
Quatro sinais de alarme na mesma criança: vômitos persistentes, letargia, hepatomegalia acima de 2 cm do rebordo costal e aumento progressivo do hematócrito. Um só já bastaria.
achado
Não há sinal de gravidade: perfusão e pressão estão preservadas, não há sangramento importante nem disfunção de órgão. Sinal de alarme presente com gravidade ausente é grupo C, não D.
conduta
Soro fisiológico 0,9% 10 mL/kg na primeira hora, iniciado onde a criança está, sem esperar mais exames. Reavaliar clínica, pressão e diurese após 1 hora; repetir 10 mL/kg na segunda hora, respeitando o teto de 20 mL/kg em duas horas por fase; hematócrito de controle em 2 horas.
conduta
Pedir os exames obrigatórios do grupo C — hemograma completo, albumina sérica e transaminases — e internar em leito, com permanência mínima de 48 horas. Analgesia com dipirona ou paracetamol 10 mg/kg/dose; nada de anti-inflamatório, salicilato ou corticoide.
conduta
Notificar o caso. Se após as fases de expansão houver melhora clínica e queda do hematócrito, seguir para manutenção com 25 mL/kg em 6 horas e depois 25 mL/kg em 8 horas; se não houver melhora, conduzir como grupo D.
07

Agora feche você

Menino de 6 anos, 22 kg, quinto dia de doença febril em cidade com surto de dengue. Chega ao pronto-socorro sonolento, mas responde ao chamado. Extremidades frias, enchimento capilar de 4 segundos, pulso radial fino, frequência cardíaca de 148 bpm, frequência respiratória de 38 irpm, pressão arterial de 90 x 76 mmHg. A mãe relata que ele não urina desde a manhã. Hematócrito de 49%.
achado
A pressão sistólica de 90 mmHg está acima do quinto percentil esperado para a idade, que é 70 + (6 × 2) = 82 mmHg. A pressão de pulso, porém, é de 14 mmHg — abaixo de 20 mmHg.
achado
Extremidades frias, enchimento capilar prolongado, pulso filiforme, taquicardia, taquipneia e oligúria compõem um quadro de choque compensado: a pressão sistólica ainda normal não afasta o diagnóstico.
conduta
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Onde a banca derruba

  1. 1Achar que a queda da febre é sinal de melhora É o contrário: a fase crítica começa com a defervescência, entre o terceiro e o sétimo dia, e é nela que aparecem o extravasamento e o choque. A vinheta que diz que a febre cedeu ontem está avisando que a criança entrou na janela de risco, não que está melhorando.
  2. 2Esperar a hipotensão para diagnosticar choque A criança compensa por mais tempo e desaba de uma vez. Enchimento capilar prolongado, extremidades frias, pulso filiforme, taquicardia e pressão de pulso abaixo de 20 mmHg já definem choque com pressão sistólica normal. Hipotensão em criança é achado tardio.
  3. 3Tratar a plaqueta em vez de tratar o paciente Plaquetopenia isolada não é sinal de alarme, não muda o grupo e não indica transfusão. Plaqueta entra na conta apenas diante de sangramento persistente não controlado, após corrigidos os fatores de coagulação e o choque, com INR acima de 1,5 vez o normal — e como critério de alta, quando está subindo.
  4. 4Dar anti-inflamatório para a artralgia da chikungunya na fase aguda Enquanto a dengue não estiver descartada — e, no surto, quase nunca está no primeiro atendimento —, anti-inflamatórios não esteroides, salicilatos e corticoide estão proibidos, por sangramento, lesão renal e, no caso do AAS em criança, síndrome de Reye. A dor se trata com dipirona ou paracetamol 10 mg/kg/dose.
  5. 5Usar a prova do laço negativa para liberar a criança O teste é frequentemente negativo justamente na obesidade e durante o choque, e revisão sistemática da Opas/OMS de 2022 mostrou baixo valor preditivo para forma grave. Positiva, ela sobe o paciente para o grupo B; negativa, não afasta nada.
  6. 6Não considerar dengue porque a criança não tem os sintomas clássicos A definição pediátrica de caso suspeito dispensa a lista do adulto: criança de área de transmissão com febre aguda de dois a sete dias e sem foco de infecção aparente já é caso suspeito. Em menores de 2 anos, dor se manifesta como choro persistente, adinamia e irritabilidade.
  7. 7Confundir choque da dengue com choque séptico No da dengue, a consciência está relativamente preservada, há normotermia, a pressão de pulso é estreita, o hematócrito sobe e leucócitos e plaquetas caem. No séptico, a consciência está mais comprometida, há hipotermia, a pressão de pulso é ampla, o hematócrito cai e leucócitos e plaquetas sobem.
  8. 8Continuar expandindo na fase de recuperação Reabsorvido o líquido extravasado, mais volume vira congestão. Desconforto respiratório, crepitações e sinais de insuficiência cardíaca depois da expansão pedem redução da infusão, diurético e inotrópico se necessário — e a infusão deve ser interrompida ou reduzida quando a pressão, o pulso, a perfusão, a diurese e os sintomas abdominais normalizam.
  9. 9Dar alta ao recém-nascido de mãe com chikungunya no parto porque ele está bem O neonato infectado no intraparto é assintomático nos primeiros dias e adoece a partir do quarto, com febre, irritabilidade, síndrome álgica, edema de extremidades e lesões vesicobolhosas. As formas graves — neurológicas, hemorrágicas e miocárdicas — concentram-se justamente nessa faixa etária.
Gabarito da questão de abertura
Comentário

O quadro é compatível com dengue (grupo B pela presença de petéquia/sangramento espontâneo). A conduta na APS é hidratação oral, sintomáticos evitando AAS e AINEs (risco de sangramento), solicitar hemograma para avaliar hematócrito/plaquetas e realizar a notificação compulsória (doença de notificação). Antibiótico não trata doença viral. AAS é contraindicado na dengue. Sem sinais de alarme ou choque, não há indicação de UTI; a estratificação de risco define o manejo.

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Recuperação

Responda as 10 — o gabarito e o comentário de cada uma abrem a cada questão ou só no fim, como você preferir.

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Plano de revisão

em 7 dias

Os oito sinais de alarme da dengue e o estadiamento A/B/C/D com os volumes: 130, 100 e 80 mL/kg/dia por faixa de peso no grupo A; 10 mL/kg/hora no grupo C; 20 mL/kg em até 20 minutos no grupo D. Mais a frase que organiza tudo: a criança piora quando a febre cai.

em 30 dias

Reconhecimento do choque compensado na criança (pressão de pulso abaixo de 20 mmHg, enchimento capilar prolongado, sistólica mínima de 70 + idade × 2), a prova do laço com seus cortes de 3 minutos e 10 petéquias, a separação clínica entre dengue, zika e chikungunya, e o recém-nascido com chikungunya de transmissão intraparto que adoece a partir do quarto dia.

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Agora atenda

Você sabe decidir com a tomografia na mão. A prova prática, e a vida, pedem outra coisa: chegar lá a partir de um paciente que ainda não tem exame nenhum.

Caso do acervo

Lactente de 20 meses, quarto dia de doença, febre alta que cedeu na véspera. Chega ao pronto-socorro com vômitos repetidos, recusa de líquidos e sonolência. O fígado está palpável a 3 cm do rebordo costal e o hematócrito subiu de 34% para 43% em dois dias. Estadie o caso e conduza. — você conduz anamnese, exame físico e conduta; o paciente responde em tempo real e o feedback vem no fim.

Dengue, zika e chikungunya na criança — Preparatório para provas | OsceLabs