Preparatório·Pediatria
Infectologia Pediátrica
As infecções da infância no consultório e no plantão: reconhecer, tratar e prevenir.
15 capítulos
- 01Doenças exantemáticas da infânciaA vinheta é sempre a mesma: criança com febre e manchas. A prova não quer que você descreva o exantema, quer que você diga qual é. E o que separa as doenças não é o desenho da mancha, é onde está a febre quando o exantema aparece, por onde a erupção começou e o que há dentro da boca.
- 02Calendário vacinal da criança (PNI)A prova não pede o calendário de cor — ele está pregado na parede de toda sala de vacina. Pede o que fazer com a criança atrasada, com a dose aplicada cedo demais, com a contraindicação que não existe e com o imunossuprimido. O calendário é o dado; a regra de atualização é a resposta.
- 03Meningites na infânciaA prova cobra três decisões: separar bacteriana de viral pelo líquor, escolher o antibiótico empírico pela idade da criança e dizer quem recebe quimioprofilaxia, em que dose e em quanto tempo.
- 04Doença de KawasakiA prova cobra três coisas: reconhecer febre de cinco dias com quatro dos cinco critérios, não descartar o diagnóstico porque existe uma infecção junto, e tratar com imunoglobulina 2 g/kg dentro dos dez primeiros dias de febre.
- 05Tuberculose na infânciaA criança não escarra e é paucibacilar — por isso o Brasil diagnostica por sistema de pontuação, e é a tabela do escore que a prova cobra item a item. Junto dela vêm o corte da prova tuberculínica, o esquema sem etambutol e a conduta no recém-nascido de mãe bacilífera.
- 06Dengue, zika e chikungunya na criançaA prova quase nunca pede o diagnóstico da arbovirose: pede o estadiamento da dengue e o volume de líquido por quilo. O erro clássico é esperar a hipotensão para chamar de choque.
- 07Parasitoses intestinais na infânciaA prova cobra três coisas: a pista clínica que identifica o parasita, o exame que enxerga aquele parasita e o antiparasitário certo — inclusive quando o alvo do tratamento deixa de ser a criança e passa a ser a localidade.
- 08Eventos adversos pós-vacinaçãoO calendário diz o que aplicar; este tema diz o que fazer depois. Classificar por gravidade, achar a caixa de causalidade certa, separar erro de imunização de reação ao produto, decidir a próxima dose e notificar no prazo — com o rótulo que mudou de nome em 2026.
- 09CoquelucheA doença voltou trinta e quatro vezes maior em um ano, e mata concentrada num único mês de vida. Duas réguas nacionais convivem no tema: uma tabela de doses com um buraco, uma sobreposição e uma contradição, e uma quimioprofilaxia que trocou de pergunta — do cartão de vacina do contato para quem mais mora na casa.
- 10Vacina BCG: o adiamento, a lesão esperada e a cicatriz ausenteO calendário guarda a linha de quais vacinas se aplicam ao nascer e o manual da tuberculose guarda o fluxo do recém-nascido de mãe bacilífera; a vacina em si — o que ela faz na pele, quando se adia, quando a falta de cicatriz importa e o que muda no contato de hanseníase — não fecha em nenhum dos dois.
- 11Criança exposta ao HIV: a profilaxia começa antes de qualquer resultadoO protocolo federal do bebê exposto manda inibir a lactação já na lista da sala de parto e, quase sete páginas adiante, condiciona a mesma inibição à confirmação do diagnóstico materno; e o documento que governa esse recém-nascido não escreve uma única vez o nome da vacina que ele recebe ao nascer.
- 12Oftalmia neonatal: o dia de início nomeia o agente e a via nunca é tópicaTrês documentos brasileiros mandam pingar alguma coisa no olho do recém-nascido e discordam sobre o quê. Nenhum deles escreve o que fazer com o bebê que volta no décimo dia com o olho cheio de secreção — e é esse bebê que a prova traz.
- 13Mononucleose infecciosa: a sorologia data a infecção e o baço marca o retornoO heterófilo negativo não exclui a doença, a sorologia específica data a infecção e o risco esplênico — não um ultrassom isolado — organiza o retorno gradual ao esforço.
- 14Doença mão-pé-boca: quem não engole é quem interna, e a via divide as fontesA doença é benigna e a decisão é uma só: essa criança consegue beber? O que muda depois disso são a via da reidratação, que os documentos brasileiros escrevem diferente, e os sinais que tiram o quadro do território benigno.
- 15Hepatites virais na criança: cada letra tem o seu relógioTrês vírus, três prazos: o afastamento que o guia não numera, as horas da imunoglobulina no berço e o anticorpo que ainda é da mãe.
