Prova de Residência Médica Unicamp 2025 (R1) com gabarito (PDF)

Abaixo você baixa o caderno e o gabarito da edição 2025 (R1) — de graça, sem cadastro.

Prova comentada — manhã (respostas curtas), questão a questão

Gabarito oficial + comentário autoral da equipe OsceLabs em cada questão. Clique na questão pra abrir.

Questão 1Homem, 47a, procurou a unidade básica de saúde por tosse que iniciou há 18 dias, associado a cefaleia, obstrução nasal e febre. Destes sintomas, apenas a tosse seca persistiu, mais frequente no início da manhã e ao deitar-se. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial. Medicamentos em uso: losartana. Exame físico: PA=128/76mmHg, FR=14irpm, FC=78bpm. Orofaringe, ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações. A CONDUTA É:

Homem, 47a, procurou a unidade básica de saúde por tosse que iniciou há 18 dias, associado a cefaleia, obstrução nasal e febre. Destes sintomas, apenas a tosse seca persistiu, mais frequente no início da manhã e ao deitar-se. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial. Medicamentos em uso: losartana. Exame físico: PA=128/76mmHg, FR=14irpm, FC=78bpm. Orofaringe, ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações. A CONDUTA É:

Comentário OsceLabs

A questao cobra o manejo da tosse pos-infecciosa. Homem com quadro de via aerea superior ha 18 dias, cujos sintomas ja regrediram, mantendo apenas tosse seca de predominio matinal e ao deitar, com exame fisico e ausculta normais e sem sinais de alarme. A resposta esperada e conduta expectante com orientacoes ao paciente (explicar a evolucao autolimitada, sinais de alerta para retorno e alta), admitindo-se medidas locais simples como lavagem nasal com soro fisiologico. O raciocinio: a tosse que persiste apos uma infeccao respiratoria pode durar semanas por hiper-reatividade e gotejamento posterior, e nao exige antibiotico, corticoide, broncodilatador ou imagem. Perola: nao caia na armadilha do anti-hipertensivo, porque quem provoca tosse e o IECA, e ele usa losartana (BRA), que nao justifica o sintoma.

Questão 3Mulher, 47a, encontra-se na Unidade de Emergência por sepse de foco urinário. Após a expansão volêmica, antibioticoterapia e início de noradrenalina em veia periférica, apresentou PA=96/72mmHg, FC=98bpm, FR=22irpm, T=38ºC e oximetria=96% sob cateter O2 2L/min. Foi submetida a passagem de acesso venoso central em veia jugular interna esquerda. Exame físico após o procedimento: PA=76/56mmHg, FC=124bpm, FR=28irpm, T=38,1ºC, oximetria=93% sob máscara não reinalante a 15L/min. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular reduzido à esquerda e bulhas hipofonéticas. O EXAME INDICADO PARA CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 2

Mulher, 47a, encontra-se na Unidade de Emergência por sepse de foco urinário. Após a expansão volêmica, antibioticoterapia e início de noradrenalina em veia periférica, apresentou PA=96/72mmHg, FC=98bpm, FR=22irpm, T=38ºC e oximetria=96% sob cateter O2 2L/min. Foi submetida a passagem de acesso venoso central em veia jugular interna esquerda. Exame físico após o procedimento: PA=76/56mmHg, FC=124bpm, FR=28irpm, T=38,1ºC, oximetria=93% sob máscara não reinalante a 15L/min. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular reduzido à esquerda e bulhas hipofonéticas. O EXAME INDICADO PARA CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 2

Comentário OsceLabs

Pede-se o exame que confirma a complicacao. Logo apos a puncao de jugular interna esquerda a paciente despencou: hipotensao, taquicardia, queda da saturacao mesmo com mascara nao reinalante, murmurio reduzido a esquerda e bulhas abafadas, quadro de pneumotorax hipertensivo iatrogenico. O exame indicado e a ultrassonografia de torax a beira do leito (ultrassom pulmonar point of care). O raciocinio e de tempo e acuracia: paciente instavel nao se transporta para tomografia, e o ultrassom mostra em segundos a ausencia de deslizamento pleural e do sinal da praia, com sensibilidade superior a do radiograma em decubito. Atencao ao detalhe de prova: a banca indeferiu abreviaturas como US, POCUS e FAST, exigindo o nome do exame por extenso.

Questão 4Homem, 60a, comparece à Unidade Básica de Saúde referindo fraqueza, indisposição, aumento do volume abdominal e edema de membros inferiores há três meses. Exame físico: afebril, acianótico, anictérico, eupneico, hidratado. PA=124/82mmHg, FC=82bpm. Ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações. Abdômen: ascite volumosa, membros inferiores com edema moderado. Presença de ginecomastia. Exames laboratoriais: sorologia para Hepatite C=não reagente; sorologia para hepatite B: HBsAg=positivo, anti-HBs=negativo, anti-HBc=positivo, anti-HBe=positivo, HBeAg=negativo, HIV=negativo. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA, QUE DETERMINA A CONDUTA, É:

Homem, 60a, comparece à Unidade Básica de Saúde referindo fraqueza, indisposição, aumento do volume abdominal e edema de membros inferiores há três meses. Exame físico: afebril, acianótico, anictérico, eupneico, hidratado. PA=124/82mmHg, FC=82bpm. Ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações. Abdômen: ascite volumosa, membros inferiores com edema moderado. Presença de ginecomastia. Exames laboratoriais: sorologia para Hepatite C=não reagente; sorologia para hepatite B: HBsAg=positivo, anti-HBs=negativo, anti-HBc=positivo, anti-HBe=positivo, HBeAg=negativo, HIV=negativo. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA, QUE DETERMINA A CONDUTA, É:

Comentário OsceLabs

A questao quer a hipotese que direciona a conduta. O perfil sorologico HBsAg positivo, anti-HBc positivo, anti-HBs negativo, HBeAg negativo e anti-HBe positivo define infeccao cronica pelo virus B na fase HBeAg-negativa, e a clinica (ascite volumosa, edema, ginecomastia, evolucao de tres meses) revela doenca hepatica avancada com hipertensao portal e sinais de hiperestrogenismo. A resposta esperada e hepatopatia cronica ou cirrose hepatica secundaria a hepatite B, e a banca exige a vinculacao dos dois elementos. Perola: dizer apenas hepatite B cronica ou apenas hepatopatia cronica nao pontua, porque e a soma etiologia mais descompensacao que define a conduta (rastreio de varizes e de hepatocarcinoma, manejo da ascite e antiviral).

Questão 5Mulher, 72a, engenheira, apresenta queixa progressiva de desatenção há cerca de dois anos, sem sintomas motores. Apresenta dificuldade de planejamento, de tomar conta de suas finanças e de iniciativa para conversas. Há um ano, começou a se perder em locais novos e a enxergar animais e pessoas que não existem, além de ideias infundadas sobre traição de sua esposa. Esporadicamente fica excessivamente sonolenta, dormindo algumas horas durante o dia, mesmo tendo dormido bem à noite. Nega uso de medicamentos. Exame neurológico: marcha com pequenos passos, rigidez com roda denteada em membros superiores e bradicinesia. Exame cognitivo de Montreal (MoCA)=22/30. Ressonância de crânio mostra discreta atrofia cortical posterior. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Mulher, 72a, engenheira, apresenta queixa progressiva de desatenção há cerca de dois anos, sem sintomas motores. Apresenta dificuldade de planejamento, de tomar conta de suas finanças e de iniciativa para conversas. Há um ano, começou a se perder em locais novos e a enxergar animais e pessoas que não existem, além de ideias infundadas sobre traição de sua esposa. Esporadicamente fica excessivamente sonolenta, dormindo algumas horas durante o dia, mesmo tendo dormido bem à noite. Nega uso de medicamentos. Exame neurológico: marcha com pequenos passos, rigidez com roda denteada em membros superiores e bradicinesia. Exame cognitivo de Montreal (MoCA)=22/30. Ressonância de crânio mostra discreta atrofia cortical posterior. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

O caso descreve demencia com corpos de Lewy. A resposta oficial e demencia por corpos (ou corpusculos) de Lewy, aceitando-se sindrome parkinson-plus. O raciocinio percorre os nucleos diagnosticos: declinio cognitivo de predominio executivo e visuoespacial, com desorientacao em locais novos e atrofia cortical posterior na ressonancia; alucinacoes visuais bem formadas; delirio de ciume; flutuacao do nivel de alerta com hipersonolencia diurna; e parkinsonismo (marcha em pequenos passos, roda denteada, bradicinesia) surgindo junto do declinio cognitivo. Perola: o intervalo entre motor e cognitivo e o divisor de aguas. Se a demencia vem antes ou ate um ano do parkinsonismo, e Lewy; se aparece depois de anos de doenca motora, e demencia da doenca de Parkinson.

Questão 6Mulher, 30a, previamente hígida, procurou a Unidade Básica de Saúde em junho de 2023 por apresentar lesões elevadas e acinzentadas na região perianal. A investigação mostrou anti-HIV=negativo, teste treponêmico=positivo e VDRL=1:128. Foi tratada com benzilpenicilina benzatina 2.400.000 UI em dose única. Retornou em junho de 2024, referindo não ter tido atividade sexual desde o diagnóstico, e estar assintomática, com VDRL=1:8. O DIAGNÓSTICO EM JUNHO DE 2024 ERA: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 3

Mulher, 30a, previamente hígida, procurou a Unidade Básica de Saúde em junho de 2023 por apresentar lesões elevadas e acinzentadas na região perianal. A investigação mostrou anti-HIV=negativo, teste treponêmico=positivo e VDRL=1:128. Foi tratada com benzilpenicilina benzatina 2.400.000 UI em dose única. Retornou em junho de 2024, referindo não ter tido atividade sexual desde o diagnóstico, e estar assintomática, com VDRL=1:8. O DIAGNÓSTICO EM JUNHO DE 2024 ERA: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 3

Comentário OsceLabs

A pergunta e sobre a interpretacao do VDRL de controle. Em junho de 2024 a paciente estava assintomatica, sem reexposicao, e o VDRL caiu de 1:128 para 1:8 apos dose unica de penicilina benzatina. A resposta esperada e sifilis tratada, isto e, cicatriz sorologica. O raciocinio: considera-se resposta adequada a queda de pelo menos duas diluicoes (titulo quatro vezes menor) em ate seis a doze meses, e aqui houve queda de quatro diluicoes, o que caracteriza cura. O teste treponemico permanece reagente por toda a vida e nao serve para controle. Perola: titulos baixos e estaveis nao significam falha nem reinfeccao; so se pensa nisso quando o VDRL sobe duas diluicoes ou nao cai como esperado. Responder apenas sifilis nao pontua.

Questão 7Mulher, 27a, procurou o Pronto Atendimento por dor torácica precordial iniciada há dois dias, pior à inspiração profunda, com enzimas cardíacas normais e eletrocardiograma mostrando taquicardia sinusal associada a supradesnivelamento difuso do segmento ST. Após três dias de internação, a paciente apresentou piora da precordialgia, associada a dispneia e mal-estar. Exame físico: sonolenta e orientada, extremidades frias. PA=86/46mmHg; FC=132bpm; FR=24irpm; saturação de oxigênio=94% em ar ambiente; tempo de enchimento capilar=5s. Ausculta pulmonar normal. Ausculta cardíaca: ritmo regular em dois tempos, bulhas hipofonéticas, sem sopros. Dímero-d=400ng/mL. Ultrassonografia pulmonar (Imagem Q7-A) e de veia cava inferior (Imagem Q7-B) variação no diâmetro < 50%. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Mulher, 27a, procurou o Pronto Atendimento por dor torácica precordial iniciada há dois dias, pior à inspiração profunda, com enzimas cardíacas normais e eletrocardiograma mostrando taquicardia sinusal associada a supradesnivelamento difuso do segmento ST. Após três dias de internação, a paciente apresentou piora da precordialgia, associada a dispneia e mal-estar. Exame físico: sonolenta e orientada, extremidades frias. PA=86/46mmHg; FC=132bpm; FR=24irpm; saturação de oxigênio=94% em ar ambiente; tempo de enchimento capilar=5s. Ausculta pulmonar normal. Ausculta cardíaca: ritmo regular em dois tempos, bulhas hipofonéticas, sem sopros. Dímero-d=400ng/mL. Ultrassonografia pulmonar (Imagem Q7-A) e de veia cava inferior (Imagem Q7-B) variação no diâmetro < 50%. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a hipotese diagnostica da deterioracao. A paciente abriu quadro tipico de pericardite aguda (dor pleuritica, supra de ST difuso, enzimas normais) e no terceiro dia evoluiu com hipotensao, taquicardia, extremidades frias, enchimento capilar de cinco segundos, bulhas hipofoneticas e veia cava inferior pletorica (variacao menor que 50%), com ausculta pulmonar limpa e dimero-D normal. A resposta e choque obstrutivo por tamponamento cardiaco, e a banca exige a palavra tamponamento. O raciocinio: o derrame pericardico com repercussao hemodinamica restringe o enchimento diastolico, gerando a triade de Beck e cava dilatada sem variacao respiratoria. Perola: dimero-D normal e ausculta limpa afastam o outro choque obstrutivo classico, o tromboembolismo pulmonar.

Questão 8Homem, 38a, procura atendimento médico na Unidade Básica de Saúde com queixa de perda de força em pé direito e mão esquerda. Refere que há cerca de uma semana tem notado dificuldade na extensão do pé, em que ele tem “arrastado a ponta no chão”, com piora progressiva. Hoje apresenta fraqueza na mão esquerda, começando a derrubar objetos. Quando questionado, refere que tem sensação de formigamento na mão e no pé, mas não soube especificar área exata de acometimento. Nega comorbidades, não está em uso de nenhum medicamento. Exame físico: hipoestesia em território de nervo ulnar em mão esquerda, associado a fraqueza de flexão de 4º e 5º dedo da mesma mão (força grau III); hipoestesia em território de nervo fibular comum à direita, associado a pé caído por fraqueza de dorsiflexão plantar (força grau III); espessamento dos nervos ulnar bilateral e fibular comum à direita e auriculotemporal esquerdo. Presença de duas máculas hipocrômicas de bordos elevados e bem definidos, com anestesia para todas as modalidades sensitivas em seu interior, uma em região de mão esquerda e outra em pé direito. O EXAME INDICADO PARA AVALIAÇÃO TOPOGRÁFICA DA LESÃO DO SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO É:

Homem, 38a, procura atendimento médico na Unidade Básica de Saúde com queixa de perda de força em pé direito e mão esquerda. Refere que há cerca de uma semana tem notado dificuldade na extensão do pé, em que ele tem “arrastado a ponta no chão”, com piora progressiva. Hoje apresenta fraqueza na mão esquerda, começando a derrubar objetos. Quando questionado, refere que tem sensação de formigamento na mão e no pé, mas não soube especificar área exata de acometimento. Nega comorbidades, não está em uso de nenhum medicamento. Exame físico: hipoestesia em território de nervo ulnar em mão esquerda, associado a fraqueza de flexão de 4º e 5º dedo da mesma mão (força grau III); hipoestesia em território de nervo fibular comum à direita, associado a pé caído por fraqueza de dorsiflexão plantar (força grau III); espessamento dos nervos ulnar bilateral e fibular comum à direita e auriculotemporal esquerdo. Presença de duas máculas hipocrômicas de bordos elevados e bem definidos, com anestesia para todas as modalidades sensitivas em seu interior, uma em região de mão esquerda e outra em pé direito. O EXAME INDICADO PARA AVALIAÇÃO TOPOGRÁFICA DA LESÃO DO SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o exame que define a topografia da lesao do sistema nervoso periferico. O quadro e de hanseniase com mononeurite multipla: acometimento assimetrico e sucessivo de ulnar esquerdo e fibular comum direito, espessamento de troncos nervosos (inclusive o auriculotemporal) e maculas hipocromicas com anestesia para todas as modalidades. A resposta esperada e a eletroneuromiografia dos quatro membros, ou estudo de conducao nervosa. O raciocinio: o exame documenta quais nervos estao lesados, o nivel do acometimento e se o padrao e desmielinizante ou axonal, alem de detectar comprometimento subclinico que muda o seguimento. Perola: a eletroneuromiografia mapeia, mas nao fecha o diagnostico de hanseniase, que e clinico, complementado por baciloscopia e biopsia de pele.

Questão 9Homem, 35a, natural do Ceará e procedente de Sumaré/SP, comparece à Unidade Básica de Saúde com nódulos eritematosos e dolorosos nos membros superiores e inferiores há cinco dias, associado à febre de 38ºC, artralgia em punhos e parestesia no trajeto do nervo ulnar direito, distalmente. Exame físico: além das lesões cutâneas, o paciente encontrava-se prostrado e com dor a palpação do nervo ulnar direito ao nível da fossa epitrocleana. De acordo com a hipótese diagnóstica mais provável, A MEDICAÇÃO QUE PODE PREVENIR A SEQUELA DESTE PACIENTE É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 4

Homem, 35a, natural do Ceará e procedente de Sumaré/SP, comparece à Unidade Básica de Saúde com nódulos eritematosos e dolorosos nos membros superiores e inferiores há cinco dias, associado à febre de 38ºC, artralgia em punhos e parestesia no trajeto do nervo ulnar direito, distalmente. Exame físico: além das lesões cutâneas, o paciente encontrava-se prostrado e com dor a palpação do nervo ulnar direito ao nível da fossa epitrocleana. De acordo com a hipótese diagnóstica mais provável, A MEDICAÇÃO QUE PODE PREVENIR A SEQUELA DESTE PACIENTE É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 4

Comentário OsceLabs

O caso e de eritema nodoso hansenico, a reacao hansenica tipo 2: nodulos eritematosos dolorosos disseminados, febre, artralgia, prostracao e, o dado que mais pesa, neurite ulnar direita com dor a palpacao na fossa epitrocleana e parestesia. A medicacao capaz de prevenir a sequela e a corticoterapia sistemica, tipicamente prednisona por via oral (aceitos corticoide, corticosteroide, dexametasona). O raciocinio: a sequela temida e a incapacidade neural permanente por edema e compressao inflamatoria do nervo, e so o corticoide em dose imunossupressora interrompe esse processo. Perola: a talidomida controla muito bem as lesoes cutaneas do eritema nodoso, mas nao protege o nervo; e a poliquimioterapia com rifampicina trata a infeccao, nao a reacao.

Questão 10Homem, 47a, durante investigação para pneumonia no Pronto Atendimento evoluiu com insuficiência respiratória aguda e necessidade de ventilação mecânica. Encontra-se em uso de noradrenalina 0,2mcg/Kg/h e antibioticoterapia. Exame físico: peso=100Kg; altura=1,80m; PA=118/64mmHg; FC=88bpm. Ultrassonografia pulmonar evidencia linhas B coalescentes em todos os campos pulmonares. Parâmetros ventilatórios: ventilação controlada a pressão, volume corrente=340mL, frequência respiratória=35irpm, fração inspirada de oxigênio=50%, PEEP titulada=12cmH20, pressão de platô=27cmH20. Gasometria arterial: pH=7,30, PaO2=88mmHg, PaCO2=55mmHg, Bicarbonato=15mEq/L, BE=-5mEq/L e oximetria=94%. A CONDUTA EM RELAÇÃO AOS PARÂMETROS VENTILATÓRIOS É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 5

Homem, 47a, durante investigação para pneumonia no Pronto Atendimento evoluiu com insuficiência respiratória aguda e necessidade de ventilação mecânica. Encontra-se em uso de noradrenalina 0,2mcg/Kg/h e antibioticoterapia. Exame físico: peso=100Kg; altura=1,80m; PA=118/64mmHg; FC=88bpm. Ultrassonografia pulmonar evidencia linhas B coalescentes em todos os campos pulmonares. Parâmetros ventilatórios: ventilação controlada a pressão, volume corrente=340mL, frequência respiratória=35irpm, fração inspirada de oxigênio=50%, PEEP titulada=12cmH20, pressão de platô=27cmH20. Gasometria arterial: pH=7,30, PaO2=88mmHg, PaCO2=55mmHg, Bicarbonato=15mEq/L, BE=-5mEq/L e oximetria=94%. A CONDUTA EM RELAÇÃO AOS PARÂMETROS VENTILATÓRIOS É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 5

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta quanto aos parametros ventilatorios. O paciente tem sindrome do desconforto respiratorio agudo (linhas B coalescentes difusas, insuficiencia respiratoria, foco infeccioso) e ja esta em ventilacao protetora: com 1,80 m o peso predito e cerca de 75 kg, de modo que 340 mL correspondem a aproximadamente 4,5 mL/kg de peso predito, com pressao de plato de 27 cmH2O (abaixo do limite de 30), PEEP titulada em 12 e FiO2 de 50% garantindo PaO2 de 88 mmHg. A resposta e manter os parametros. O raciocinio: a acidose com PaCO2 de 55 e pH de 7,30 e hipercapnia permissiva, tolerada em nome da protecao pulmonar. Perola: o peso predito se calcula pela altura, nunca pelo peso real, e usar os 100 kg levaria a um volume corrente deletereo.

Questão 11Mulher, 40a, apresentou febre e edema no lado esquerdo do pescoço há quatro semanas. Exame físico: linfonodos supraclaviculares esquerdos e axilares esquerdos aumentados de volume, indolores à palpação, móveis e de consistência aumentada. Fígado palpável a 2cm do rebordo costal direito, baço palpável. Exames laboratoriais: LDH=628UI/dL; sorologias: mononucleose IgG+, IgM negativa; HIV negativo; Citomegalovírus IgG +, IgM negativo; hemoculturas negativas. Radiograma de tórax normal. O EXAME QUE CONFIRMA A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Mulher, 40a, apresentou febre e edema no lado esquerdo do pescoço há quatro semanas. Exame físico: linfonodos supraclaviculares esquerdos e axilares esquerdos aumentados de volume, indolores à palpação, móveis e de consistência aumentada. Fígado palpável a 2cm do rebordo costal direito, baço palpável. Exames laboratoriais: LDH=628UI/dL; sorologias: mononucleose IgG+, IgM negativa; HIV negativo; Citomegalovírus IgG +, IgM negativo; hemoculturas negativas. Radiograma de tórax normal. O EXAME QUE CONFIRMA A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o exame que confirma a hipotese. Mulher com linfonodomegalia supraclavicular e axilar esquerda, indolor, endurecida, persistente ha quatro semanas, com febre, hepatoesplenomegalia e LDH elevado, tendo sorologias e hemoculturas afastado as causas infecciosas classicas: o quadro aponta para linfoma. A resposta esperada e a biopsia de linfonodo com estudo histopatologico, de preferencia excisional. O raciocinio: o diagnostico de linfoma depende da arquitetura do linfonodo (padrao nodular ou difuso, celulas de Reed-Sternberg, imuno-histoquimica), informacao que so a peca inteira fornece. Perola: puncao aspirativa por agulha fina nao pontua, e exames de estadiamento como tomografia e PET vem depois do diagnostico, nunca no lugar dele.

Questão 12Mulher, 79a, é acompanhada com diagnóstico de cirrose criptogênica, traz em consulta ultrassonografia de abdome mostrando nódulo hipoecogênico de 2,0cm de diâmetro em segmento hepático III. Exames complementares: alfafetoproteína elevada. Tomografia computadorizada de abdome: nódulo com realce intenso pelo contraste na fase arterial e hipodenso na fase portal. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Mulher, 79a, é acompanhada com diagnóstico de cirrose criptogênica, traz em consulta ultrassonografia de abdome mostrando nódulo hipoecogênico de 2,0cm de diâmetro em segmento hepático III. Exames complementares: alfafetoproteína elevada. Tomografia computadorizada de abdome: nódulo com realce intenso pelo contraste na fase arterial e hipodenso na fase portal. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a hipotese diagnostica. Paciente cirrotica com nodulo hepatico de 2,0 cm, alfafetoproteina elevada e tomografia mostrando realce intenso na fase arterial seguido de lavagem (hipodensidade) na fase portal. A resposta e hepatocarcinoma, ou carcinoma hepatocelular. O raciocinio esta no comportamento vascular: o tumor recebe sangue predominantemente da arteria hepatica, o que explica o hiper-realce arterial, e perde contraste precocemente em relacao ao parenquima portal, o classico wash-in seguido de wash-out. Perola de prova: em figado cirrotico, nodulo maior que 1 cm com esse padrao em exame contrastado dinamico fecha o diagnostico sem necessidade de biopsia, situacao rara em oncologia. Responder apenas carcinoma nao pontua.

Questão 13Homem, 66a, internado há 24h na Unidade de Terapia Intensiva com diagnóstico de insuficiência respiratória aguda e pneumonia viral. Na admissão hospitalar, relatava febre e dispneia há 72h. Na última hora, foi submetido a entubação orotraqueal, iniciado sedoanalgesia contínua e ventilação mecânica invasiva. Parâmetros ventilatórios iniciais: ventilação controlada a pressão; volume corrente=6 ml/kg de peso predito; frequência respiratória=18irpm; PEEP=5cmH2O e fração inspirada de oxigênio=0,5. Após uma hora de ventilação nestes parâmetros: gasometria arterial: PaO2=100mmHg; radiograma do tórax (Imagem Q13). O DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO É:

Homem, 66a, internado há 24h na Unidade de Terapia Intensiva com diagnóstico de insuficiência respiratória aguda e pneumonia viral. Na admissão hospitalar, relatava febre e dispneia há 72h. Na última hora, foi submetido a entubação orotraqueal, iniciado sedoanalgesia contínua e ventilação mecânica invasiva. Parâmetros ventilatórios iniciais: ventilação controlada a pressão; volume corrente=6 ml/kg de peso predito; frequência respiratória=18irpm; PEEP=5cmH2O e fração inspirada de oxigênio=0,5. Após uma hora de ventilação nestes parâmetros: gasometria arterial: PaO2=100mmHg; radiograma do tórax (Imagem Q13). O DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o diagnostico sindromico. Trata-se de sindrome do desconforto respiratorio agudo (ou sindrome da angustia respiratoria aguda). O raciocinio segue os criterios: quadro instalado em menos de uma semana (febre e dispneia ha 72 horas), infiltrado bilateral no radiograma nao explicado por derrame, atelectasia ou nodulo, ausencia de causa cardiogenica ou de hipervolemia, e sobretudo a relacao PaO2/FiO2 de 200 (100 dividido por 0,5), com PEEP de pelo menos 5 cmH2O, o que classifica como forma moderada. Perola: a relacao so vale se aferida sob ventilacao com PEEP minima de 5, e por isso a banca descreve a gasometria colhida uma hora apos os parametros iniciais. Lesao pulmonar aguda isolada nao e aceita como resposta.

Questão 14Mulher, 42a, retorna para reavaliação do quadro de febre persistente, perda de peso e prurido cutâneo há três meses. Exames laboratoriais: alfa-feto proteína normal, beta hCG negativo, IGRA negativo. Tomografia computadorizada de tórax com contraste. (Imagem Q14). A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 6

Mulher, 42a, retorna para reavaliação do quadro de febre persistente, perda de peso e prurido cutâneo há três meses. Exames laboratoriais: alfa-feto proteína normal, beta hCG negativo, IGRA negativo. Tomografia computadorizada de tórax com contraste. (Imagem Q14). A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 6

Comentário OsceLabs

Pede-se a hipotese diagnostica de uma massa mediastinal. A resposta esperada e linfoma, aceitando-se linfoma mediastinal, de Hodgkin ou nao Hodgkin. O raciocinio parte da triade de sintomas B, febre persistente e perda de peso ha tres meses, somada ao prurido cutaneo, sintoma classicamente associado ao linfoma de Hodgkin, em mulher jovem com massa no mediastino anterior a tomografia. Os exames servem para excluir os principais diferenciais dessa topografia: alfafetoproteina e beta-hCG normais afastam tumor germinativo, e o IGRA negativo torna improvavel a tuberculose ganglionar. Perola: mediastino anterior e o territorio dos quatro T (timoma, teratoma e germinativos, tireoide e o terrivel linfoma), e a clinica e que desempata.

Questão 15Mulher, 58a, tabagista e hipertensa, sem outras comorbidades, realizou exames de rotina. Ultrassonografia de abdome: presença de lesão nodular hiperecogênica, de 2cm, em rim esquerdo. Encaminhada para avaliação especializada, foi realizada tomografia computadorizada de abdômen com contraste: lesão nodular sólida, exofítica, anterior, sem componente gorduroso associado, em polo superior de rim esquerdo, medindo 2,9x2,0x2,6cm (LxAPxT), com intenso realce pelo meio de contraste na fase arterial. O TRATAMENTO INDICADO PARA ESTA PACIENTE É:

Mulher, 58a, tabagista e hipertensa, sem outras comorbidades, realizou exames de rotina. Ultrassonografia de abdome: presença de lesão nodular hiperecogênica, de 2cm, em rim esquerdo. Encaminhada para avaliação especializada, foi realizada tomografia computadorizada de abdômen com contraste: lesão nodular sólida, exofítica, anterior, sem componente gorduroso associado, em polo superior de rim esquerdo, medindo 2,9x2,0x2,6cm (LxAPxT), com intenso realce pelo meio de contraste na fase arterial. O TRATAMENTO INDICADO PARA ESTA PACIENTE É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o tratamento. Mulher com nodulo renal solido, exofitico, de 2,9 cm no polo superior, sem componente gorduroso (o que afasta angiomiolipoma) e com realce intenso na fase arterial, achado tipico de carcinoma de celulas renais em estagio T1a. A resposta esperada e a nefrectomia parcial, tambem chamada cirurgia poupadora de nefrons. O raciocinio: em tumores de ate 4 cm a preservacao de parenquima oferece controle oncologico equivalente ao da nefrectomia radical, com menor perda de funcao renal a longo prazo e menos eventos cardiovasculares, vantagem relevante em paciente hipertensa e tabagista. Perola: responder apenas nefrectomia nao pontua, porque o cerne da questao e justamente poupar o rim, e biopsia previa nao e obrigatoria em lesao com esse padrao.

Questão 16Menino, 8a, com antecedente de constipação intestinal, é trazido ao Pronto Socorro pela mãe referindo que a criança apresentou febre de 38,2ºC, tosse e dor de garganta há três dias. Há 24 horas desenvolveu quadro de dor abdominal em região de fossa ilíaca direita, associada à diminuição do apetite. Exame físico: hiperemia de orofaringe, dor à palpação e descompressão brusca dolorosa em fossa ilíaca direita. O EXAME COMPLEMENTAR MAIS INDICADO PARA CONFIRMAR O DIAGNÓSTICO É:

Menino, 8a, com antecedente de constipação intestinal, é trazido ao Pronto Socorro pela mãe referindo que a criança apresentou febre de 38,2ºC, tosse e dor de garganta há três dias. Há 24 horas desenvolveu quadro de dor abdominal em região de fossa ilíaca direita, associada à diminuição do apetite. Exame físico: hiperemia de orofaringe, dor à palpação e descompressão brusca dolorosa em fossa ilíaca direita. O EXAME COMPLEMENTAR MAIS INDICADO PARA CONFIRMAR O DIAGNÓSTICO É:

Comentário OsceLabs

Pede-se o exame que confirma o diagnostico de apendicite aguda em crianca. Menino de 8 anos com dor migrando para a fossa iliaca direita, hiporexia e descompressao brusca dolorosa. A resposta esperada e a ultrassonografia abdominal. O raciocinio: em criancas o ultrassom e o exame de primeira linha por nao usar radiacao ionizante, ser acessivel e ter boa acuracia quando mostra apendice nao compressivel maior que 6 mm, com liquido livre ou borramento da gordura, reservando-se a tomografia para os casos inconclusivos. Perola: o quadro respiratorio previo e a pista para o principal diferencial, a adenite mesenterica, que o proprio ultrassom ajuda a identificar ao mostrar linfonodos aumentados com apendice normal.

Questão 17Mulher, 25a, vítima de acidente automobilístico, com trauma cranioencefálico grave é trazida ao Pronto Socorro com colar cervical, prancha rígida, entubação endotraqueal e acesso venoso. Tomografia computadorizada realizada na admissão: presença de hematoma subdural extenso com desvio das estruturas da linha média maior que 5mm; fratura do corpo vertebral de C3 com desalinhamento; demais segmentos corpóreos sem alterações. Foi submetida ao procedimento neurocirúrgico e encaminhada para Unidade de Terapia Intensiva. No terceiro dia pós operatório, apresenta pupilas midriáticas não fotorreagentes, mantida em ventilação mecânica (oximetria de pulso=98%); PAM=86mmHg; FC=62bpm em uso de droga vasoativa. Exames laboratoriais dentro dos parâmetros de normalidade, culturas negativas. O FATOR QUE CONTRAINDICA O INÍCIO DO PROTOCOLO DE MORTE ENCEFÁLICA, NESTE CASO, É:

Mulher, 25a, vítima de acidente automobilístico, com trauma cranioencefálico grave é trazida ao Pronto Socorro com colar cervical, prancha rígida, entubação endotraqueal e acesso venoso. Tomografia computadorizada realizada na admissão: presença de hematoma subdural extenso com desvio das estruturas da linha média maior que 5mm; fratura do corpo vertebral de C3 com desalinhamento; demais segmentos corpóreos sem alterações. Foi submetida ao procedimento neurocirúrgico e encaminhada para Unidade de Terapia Intensiva. No terceiro dia pós operatório, apresenta pupilas midriáticas não fotorreagentes, mantida em ventilação mecânica (oximetria de pulso=98%); PAM=86mmHg; FC=62bpm em uso de droga vasoativa. Exames laboratoriais dentro dos parâmetros de normalidade, culturas negativas. O FATOR QUE CONTRAINDICA O INÍCIO DO PROTOCOLO DE MORTE ENCEFÁLICA, NESTE CASO, É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o que impede abrir o protocolo de morte encefalica. A resposta e o trauma raquimedular cervical, isto e, a fratura de C3 com desalinhamento. O raciocinio: a determinacao de morte encefalica exige exame neurologico interpretavel e ausencia de fatores confundidores, e uma lesao medular cervical alta abole reflexos e respostas motoras por interrupcao de via, independentemente do encefalo, alem de comprometer a validade do teste de apneia, ja que o nervo frenico se origina de C3 a C5. O paciente poderia nao respirar por lesao medular, e nao por morte do tronco. Some-se a instabilidade hemodinamica do choque neurogenico. Perola: a banca exige a localizacao cervical na resposta; falar em trauma de coluna ou trauma cranioencefalico, sem o nivel, nao pontua.

Questão 20Homem, 37a, procura Unidade Básica de Saúde queixando-se de pequena lesão muito dolorosa em queimação, na ponta do hálux direito que não cicatriza, há dois meses. Refere que nas últimas semanas não está conseguindo dormir, necessitando sentar-se na cama para ter algum alívio da dor, que melhora friccionando o pé com as mãos. Antecedentes: tabagismo=21 anos/maço; episódio de tromboflebite superficial da safena do membro inferior esquerdo há sete meses. Uso de medicamentos: apenas analgésicos. Exame físico: bom estado geral, emagrecido. Membros com fâneros preservados, com exceção dos pés onde não apresenta pelos e a pele é mais adelgaçada e brilhante. Eritema ao nível da falange distal de hálux direito. Pulsos: femorais e poplíteos presentes bilateralmente; pedioso e tibial posterior presentes à esquerda, ausentes à direita. O DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO É: EM BRANCO RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 9

Homem, 37a, procura Unidade Básica de Saúde queixando-se de pequena lesão muito dolorosa em queimação, na ponta do hálux direito que não cicatriza, há dois meses. Refere que nas últimas semanas não está conseguindo dormir, necessitando sentar-se na cama para ter algum alívio da dor, que melhora friccionando o pé com as mãos. Antecedentes: tabagismo=21 anos/maço; episódio de tromboflebite superficial da safena do membro inferior esquerdo há sete meses. Uso de medicamentos: apenas analgésicos. Exame físico: bom estado geral, emagrecido. Membros com fâneros preservados, com exceção dos pés onde não apresenta pelos e a pele é mais adelgaçada e brilhante. Eritema ao nível da falange distal de hálux direito. Pulsos: femorais e poplíteos presentes bilateralmente; pedioso e tibial posterior presentes à esquerda, ausentes à direita. O DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO É: EM BRANCO RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 9

Comentário OsceLabs

Pede-se o diagnostico etiologico da isquemia. A resposta e tromboangeite obliterante, ou doenca de Buerger, e a banca exige a palavra tromboangeite. O raciocinio reune os criterios classicos: homem jovem de 37 anos, tabagista pesado (21 anos/maco), lesao trofica distal que nao cicatriza com dor isquemica de repouso que melhora ao pender o pe para fora da cama, perda de pelos com pele atrofica e brilhante, tromboflebite superficial migratoria previa e, o dado mais eloquente, pulsos femorais e popliteos presentes com pedioso e tibial posterior ausentes, indicando doenca de arterias de pequeno e medio calibre. Perola: aterosclerose nessa idade seria excepcional e nao pouparia os grandes vasos; o tratamento decisivo e a cessacao absoluta do tabaco.

Questão 21Menino, 5a, está internado há sete dias para tratamento de pneumonia complicada com derrame pleural por pneumococo sensível à penicilina, recebendo ampicilina endovenosa (200mg/kg/dia). Foi realizada drenagem de tórax há quatro dias com dreno flexível, e infusões diárias de alteplase até hoje, quando ocorreu retirada acidental do dreno de tórax. Mantém prostração, inapetência, picos febris diários e ausculta persistentemente reduzida na base pulmonar esquerda. Hoje foi realizado novo radiograma de tórax (Imagem Q21). A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 22.Menina, 2a, é trazida à Unidade de Emergência por apresentar episódios de epistaxe, sangramento gengival e equimoses por todo o corpo há três dias. Mãe refere que manteve bom estado geral e nega outros sintomas. Antecedentes pessoais: quadro febril e prostração há um mês, com duração de dois dias, quando foi coletado hemograma. Nega uso de medicamentos. Exame físico: bom estado geral, corada, linfonodos não palpáveis; Abdome=indolor, fígado e baço não palpáveis, sem massas; pele=lesões purpúricas em tronco e membros. Exames laboratoriais: RNI=1,03; R=1,09; CK=59UI/L; AST=13UI/L, ALT=21UI/L. Resultado dos hemogramas (anterior e atual) na tabela abaixo. data Hemoglobina (g/dL) Hematócrito (%) Leucócitos (/mm3) Plaquetas (/mm3) 21/10/24 13,5 40,2 5.680 155.000 18/11/24 12,2 35,1 9.700 2.000 A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Menino, 5a, está internado há sete dias para tratamento de pneumonia complicada com derrame pleural por pneumococo sensível à penicilina, recebendo ampicilina endovenosa (200mg/kg/dia). Foi realizada drenagem de tórax há quatro dias com dreno flexível, e infusões diárias de alteplase até hoje, quando ocorreu retirada acidental do dreno de tórax. Mantém prostração, inapetência, picos febris diários e ausculta persistentemente reduzida na base pulmonar esquerda. Hoje foi realizado novo radiograma de tórax (Imagem Q21). A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 22.Menina, 2a, é trazida à Unidade de Emergência por apresentar episódios de epistaxe, sangramento gengival e equimoses por todo o corpo há três dias. Mãe refere que manteve bom estado geral e nega outros sintomas. Antecedentes pessoais: quadro febril e prostração há um mês, com duração de dois dias, quando foi coletado hemograma. Nega uso de medicamentos. Exame físico: bom estado geral, corada, linfonodos não palpáveis; Abdome=indolor, fígado e baço não palpáveis, sem massas; pele=lesões purpúricas em tronco e membros. Exames laboratoriais: RNI=1,03; R=1,09; CK=59UI/L; AST=13UI/L, ALT=21UI/L. Resultado dos hemogramas (anterior e atual) na tabela abaixo. data Hemoglobina (g/dL) Hematócrito (%) Leucócitos (/mm3) Plaquetas (/mm3) 21/10/24 13,5 40,2 5.680 155.000 18/11/24 12,2 35,1 9.700 2.000 A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

A questao pede a hipotese para a piora do menino de 5 anos. Apesar de sete dias de ampicilina em dose adequada para pneumococo sensivel, drenagem toracica e fibrinolitico intrapleural, ele mantem prostracao, inapetencia, picos febris diarios e ausculta reduzida na base esquerda, com novo radiograma alterado. A resposta esperada e abscesso pulmonar, aceitando-se pneumonia necrosante com provavel abscesso. O raciocinio: febre persistente apos drenagem eficaz de empiema, com antibiotico correto, indica que a colecao nao e mais pleural e sim parenquimatosa, uma cavidade com nivel hidroaereo dentro do pulmao, que o dreno nao alcanca. Perola: a maioria dos abscessos em crianca responde a antibiotico prolongado, sem necessidade de abordagem cirurgica imediata.

Questão 23Menina,8a, comparece com a mãe ao ambulatório de pediatria com queixa de dor abdominal há um ano. Relata dor difusa no abdome, com episódios mensais a quinzenais, medicada com dipirona e repouso no quarto, por uma a duas horas. Refere dor de cabeça associada à dor abdominal. Nega relação com jejum, com a ingestão de alimentos e nega também a associação com algum alimento específico. Refere ter retirado lactose e glúten da dieta, sem melhora. Refere hábito intestinal diário (Bristol 4). Nega diarreia, vômitos, emagrecimento, sintomas urinários e apresenta ganho pondero estatural adequado. Exame físico: sem alterações, com peso, estatura e desenvolvimento puberal adequados para a idade (M1P1). Ultrassonografia abdominal sem alterações. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 10 24.Menino, 10a, foi trazido à Unidade Básica de Saúde com história de lesões de pele há três meses. Refere uso tópico de neomicina e também ácido fusídico associado a valerato de betametasona por 10 dias, há um mês, sem melhora. Exame físico: bom estado geral; pele= Imagem Q24. O AGENTE ETIOLÓGICO É: 25.Criança de 38 semanas de gestação, nascida de parto vaginal, com líquido meconial espesso. Ao nascimento, apresenta-se hipotônica, com movimentos respiratórios irregulares e choro ausente. Após os passos iniciais da reanimação, ela se encontra com FC=80bpm, hipotônica e com respiração irregular. A CONDUTA É: 26. Menino, 6a, iniciou quadro gripal com febre alta, tosse, coriza e hiperemia ocular há quatro dias. Há um dia passou a apresentar manchas vermelhas em todo o corpo. Nega doenças ou uso de medicamentos, refere ter tomado algumas vacinas, mas não sabe quais. Exame físico: T=38,5°C; FC=102bpm; FR=21irpm; Oroscopia=pequenas manchas brancas sobre um fundo vermelho; olhos=hiperemia conjuntival leve bilateralmente; Pele=exantema maculopapular em rosto, tronco e membros. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 27.Menina, 2a, foi trazida à Unidade Básica de Saúde por quadro de choro repentino com dor e limitação de movimento de braço direito. A criança estava brincando no escorregador com a mãe, que a segurava pelo braço direito. Nega queda. Exame físico: bom estado geral, chorando, com o braço em uma posição semiflexionada junto ao corpo. Os movimentos ativos do cotovelo e do punho estão limitados devido à dor, sem sinais visíveis de edema, hematoma ou deformidade, havendo sensibilidade à palpação ao redor do cotovelo, especialmente na cabeça do rádio. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 11 28.Menino, 3 horas de vida, filho de mãe com diabetes, apresenta tremores leves e hipotonia. A glicemia neste momento é 35mg/dL. A PRESCRIÇÃO MÉDICA É: 29.Menino, 2a, é trazido à Unidade de Pronto Atendimento após ser encontrado junto à caixa de remédios, com várias cartelas abertas e consumidas pelo chão. Segundo a mãe, havia medicações de uso eventual, sem medicamentos de uso controlado. Exame físico: T=38,2ºC; FC=154bpm; FR=31irpm; PA=142/98mmHg; agitação psicomotora, rubor facial, boca e mucosas secas, midríase bilateral. A CLASSE DO MEDICAMENTO INGERIDO É:

Menina,8a, comparece com a mãe ao ambulatório de pediatria com queixa de dor abdominal há um ano. Relata dor difusa no abdome, com episódios mensais a quinzenais, medicada com dipirona e repouso no quarto, por uma a duas horas. Refere dor de cabeça associada à dor abdominal. Nega relação com jejum, com a ingestão de alimentos e nega também a associação com algum alimento específico. Refere ter retirado lactose e glúten da dieta, sem melhora. Refere hábito intestinal diário (Bristol 4). Nega diarreia, vômitos, emagrecimento, sintomas urinários e apresenta ganho pondero estatural adequado. Exame físico: sem alterações, com peso, estatura e desenvolvimento puberal adequados para a idade (M1P1). Ultrassonografia abdominal sem alterações. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 10 24.Menino, 10a, foi trazido à Unidade Básica de Saúde com história de lesões de pele há três meses. Refere uso tópico de neomicina e também ácido fusídico associado a valerato de betametasona por 10 dias, há um mês, sem melhora. Exame físico: bom estado geral; pele= Imagem Q24. O AGENTE ETIOLÓGICO É: 25.Criança de 38 semanas de gestação, nascida de parto vaginal, com líquido meconial espesso. Ao nascimento, apresenta-se hipotônica, com movimentos respiratórios irregulares e choro ausente. Após os passos iniciais da reanimação, ela se encontra com FC=80bpm, hipotônica e com respiração irregular. A CONDUTA É: 26. Menino, 6a, iniciou quadro gripal com febre alta, tosse, coriza e hiperemia ocular há quatro dias. Há um dia passou a apresentar manchas vermelhas em todo o corpo. Nega doenças ou uso de medicamentos, refere ter tomado algumas vacinas, mas não sabe quais. Exame físico: T=38,5°C; FC=102bpm; FR=21irpm; Oroscopia=pequenas manchas brancas sobre um fundo vermelho; olhos=hiperemia conjuntival leve bilateralmente; Pele=exantema maculopapular em rosto, tronco e membros. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 27.Menina, 2a, foi trazida à Unidade Básica de Saúde por quadro de choro repentino com dor e limitação de movimento de braço direito. A criança estava brincando no escorregador com a mãe, que a segurava pelo braço direito. Nega queda. Exame físico: bom estado geral, chorando, com o braço em uma posição semiflexionada junto ao corpo. Os movimentos ativos do cotovelo e do punho estão limitados devido à dor, sem sinais visíveis de edema, hematoma ou deformidade, havendo sensibilidade à palpação ao redor do cotovelo, especialmente na cabeça do rádio. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 11 28.Menino, 3 horas de vida, filho de mãe com diabetes, apresenta tremores leves e hipotonia. A glicemia neste momento é 35mg/dL. A PRESCRIÇÃO MÉDICA É: 29.Menino, 2a, é trazido à Unidade de Pronto Atendimento após ser encontrado junto à caixa de remédios, com várias cartelas abertas e consumidas pelo chão. Segundo a mãe, havia medicações de uso eventual, sem medicamentos de uso controlado. Exame físico: T=38,2ºC; FC=154bpm; FR=31irpm; PA=142/98mmHg; agitação psicomotora, rubor facial, boca e mucosas secas, midríase bilateral. A CLASSE DO MEDICAMENTO INGERIDO É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a hipotese diagnostica de dor abdominal cronica na infancia. A resposta esperada e dor abdominal funcional ou migranea abdominal (enxaqueca abdominal). O raciocinio se apoia na ausencia total de sinais de alarme: dor difusa, episodica ha um ano, sem relacao com jejum ou alimentos, sem diarreia, vomitos, sangramento, febre ou despertar noturno, com habito intestinal normal (Bristol 4), ganho pondero-estatural adequado, exame fisico e ultrassonografia sem alteracoes, e a retirada de lactose e gluten nao trouxe melhora. A cefaleia associada, com crises que cedem em uma a duas horas de repouso no quarto, sugere o fenotipo de migranea abdominal. Perola: o diagnostico e positivo, por criterios de Roma, e nao de exclusao infinita; responder apenas dor abdominal nao pontua.

Questão 30Menina, 2m, é trazida ao Pronto Socorro com história de coriza e tosse há cinco dias, com dois episódios de febre no primeiro dia. Mãe refere que há dois dias a criança apresenta dificuldade para mamar e falta de ar. Nega doenças e uso de medicamentos. Exame físico: regular estado geral, FR=71irpm; FC=165bpm; PA=82/50mmHg; oximetria de pulso=90% (cateter nasal com 2L O2/min); batimento de aletas nasais; retração de fúrcula; retração subcostal moderada; pulsos cheios; enchimento capilar=2 segundos; pulmões: murmúrio vesicular presente com sibilos expiratórios. Radiograma de tórax (imagem Q30) O DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO MAIS PROVÁVEL É: EM BRANCO RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 13 31.Mulher, 23a, G2P1C1A0, com idade gestacional de 35 semanas e 2 dias (amenorreia), procura Maternidade com queixa de contrações uterinas e muita cólica, refere perda de secreção mucosa pela vagina, nega perda de líquido e conta boa movimentação fetal. Antecedentes pessoais: nega comorbidades, não fez consultas ou exames pré-natais. Exame físico: bom estado geral; descorada+/4+; eupneica; fácies de dor; PA=103/68mmHg; FC=88bpm; T=36,2oC; altura uterina=33cm; BCF=144bpm; dinâmica uterina=4contrações fortes x 45segundos x 10minutos; toque vaginal=colo medianizado, 100% esvaecido, 6cm de dilatação, cefálico, bolsa íntegra. Amnioscopia=líquido claro com grumos finos. Cardiotocografia=categoria 1. Solicitada a internação e coletados exames laboratoriais. Tipagem sanguínea O+, teste rápido de HIV positivo, demais exames normais. Solicitada sorologia de HIV para confirmar o diagnóstico, iniciado zidovudina e penicilina cristalina intravenosos. A CONDUTA OBSTÉTRICA É:

Menina, 2m, é trazida ao Pronto Socorro com história de coriza e tosse há cinco dias, com dois episódios de febre no primeiro dia. Mãe refere que há dois dias a criança apresenta dificuldade para mamar e falta de ar. Nega doenças e uso de medicamentos. Exame físico: regular estado geral, FR=71irpm; FC=165bpm; PA=82/50mmHg; oximetria de pulso=90% (cateter nasal com 2L O2/min); batimento de aletas nasais; retração de fúrcula; retração subcostal moderada; pulsos cheios; enchimento capilar=2 segundos; pulmões: murmúrio vesicular presente com sibilos expiratórios. Radiograma de tórax (imagem Q30) O DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO MAIS PROVÁVEL É: EM BRANCO RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 13 31.Mulher, 23a, G2P1C1A0, com idade gestacional de 35 semanas e 2 dias (amenorreia), procura Maternidade com queixa de contrações uterinas e muita cólica, refere perda de secreção mucosa pela vagina, nega perda de líquido e conta boa movimentação fetal. Antecedentes pessoais: nega comorbidades, não fez consultas ou exames pré-natais. Exame físico: bom estado geral; descorada+/4+; eupneica; fácies de dor; PA=103/68mmHg; FC=88bpm; T=36,2oC; altura uterina=33cm; BCF=144bpm; dinâmica uterina=4contrações fortes x 45segundos x 10minutos; toque vaginal=colo medianizado, 100% esvaecido, 6cm de dilatação, cefálico, bolsa íntegra. Amnioscopia=líquido claro com grumos finos. Cardiotocografia=categoria 1. Solicitada a internação e coletados exames laboratoriais. Tipagem sanguínea O+, teste rápido de HIV positivo, demais exames normais. Solicitada sorologia de HIV para confirmar o diagnóstico, iniciado zidovudina e penicilina cristalina intravenosos. A CONDUTA OBSTÉTRICA É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o agente etiologico mais provavel. Lactente de 2 meses com prodromo de coriza e tosse, febre baixa apenas no inicio, evoluindo com dificuldade para mamar, taquipneia de 71 irpm, tiragem subcostal, batimento de aletas nasais, hipoxemia e sibilos expiratorios difusos, quadro tipico de bronquiolite viral aguda. A resposta esperada e o virus sincicial respiratorio. O raciocinio: o VSR responde pela maioria dos casos no primeiro ano de vida, e o radiograma costuma mostrar hiperinsuflacao com infiltrado peri-hilar e atelectasias laminares, sem consolidacao lobar. Perola: idade menor que tres meses, prematuridade e cardiopatia sao os fatores de risco para forma grave, e por isso este bebe, com esforco importante e saturacao de 90% mesmo sob oxigenio, tem indicacao de internacao.

Questão 32Mulher, 19a, não teve a sexarca, deseja orientação sobre método anticoncepcional hormonal. Antecedentes pessoais: em investigação com o neurologista por crises epilépticas focais, fazendo uso de carbamazepina. O MÉTODO CONTRACEPTIVO INDICADO É:

Mulher, 19a, não teve a sexarca, deseja orientação sobre método anticoncepcional hormonal. Antecedentes pessoais: em investigação com o neurologista por crises epilépticas focais, fazendo uso de carbamazepina. O MÉTODO CONTRACEPTIVO INDICADO É:

Comentário OsceLabs

Pede-se o metodo contraceptivo hormonal adequado. A paciente usa carbamazepina, um potente indutor enzimatico do citocromo P450, que acelera o metabolismo dos esteroides contraceptivos e reduz a eficacia de pilulas combinadas, minipilulas, adesivos e anel. A resposta oficial e o progestagenio injetavel trimestral (acetato de medroxiprogesterona de deposito) ou o implante de etonogestrel. O raciocinio: por nao dependerem de absorcao oral e por trabalharem com niveis sericos altos e continuos, esses metodos mantem eficacia contraceptiva mesmo sob inducao enzimatica. Perola do enunciado: a paciente ainda nao teve sexarca, e por isso a banca considerou o dispositivo intrauterino contraindicado, ainda que o DIU seja imune a interacoes com anticonvulsivantes.

Questão 33Mulher, 39 a, procura Unidade Básica de Saúde com queixa de saída de secreção sanguinolenta espontânea pelo mamilo direito, há três meses. Os aspectos clínico (A) e ultrassonográfico (B) estão representados na imagem Q33. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Mulher, 39 a, procura Unidade Básica de Saúde com queixa de saída de secreção sanguinolenta espontânea pelo mamilo direito, há três meses. Os aspectos clínico (A) e ultrassonográfico (B) estão representados na imagem Q33. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

A questao pede a hipotese para descarga papilar. A resposta esperada e papiloma intraductal, aceitando-se papiloma ductal ou neoplasia papilar intraductal. O raciocinio: descarga espontanea, unilateral, uniductal e sanguinolenta e sempre suspeita, e a causa mais frequente desse padrao e o papiloma intraductal, lesao benigna papilifera que cresce dentro de um ducto terminal e sangra por friabilidade; a ultrassonografia costuma mostrar nodulo solido vegetante no interior de ducto dilatado retroareolar. Perola: descarga leitosa, esverdeada, bilateral ou provocada e tipicamente benigna e nao se investiga; a sanguinolenta espontanea exige investigacao, com exerese do ducto acometido e estudo histopatologico para afastar carcinoma papilifero.

Questão 34Mulher, 53a, apresenta urgência miccional, disúria e polaciúria há dois anos. Nega perda urinária aos esforços e enurese. Já fez mudanças comportamentais e tratamento fisioterápico, sem melhora. Antecedentes: tercigesta com dois partos vaginais e um aborto anterior; função sexual normal e sem queixas intestinais. Faz uso de terapia hormonal sistêmica e tópica. Exame ginecológico=sem alterações. Urocultura= negativa. A CONDUTA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 14

Mulher, 53a, apresenta urgência miccional, disúria e polaciúria há dois anos. Nega perda urinária aos esforços e enurese. Já fez mudanças comportamentais e tratamento fisioterápico, sem melhora. Antecedentes: tercigesta com dois partos vaginais e um aborto anterior; função sexual normal e sem queixas intestinais. Faz uso de terapia hormonal sistêmica e tópica. Exame ginecológico=sem alterações. Urocultura= negativa. A CONDUTA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 14

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta na sindrome da bexiga hiperativa. A paciente tem urgencia miccional, disuria e polaciuria ha dois anos, sem perda aos esforcos, com urocultura negativa, exame ginecologico normal e ja em uso de terapia hormonal topica, tendo falhado as medidas comportamentais e a fisioterapia do assoalho pelvico. A resposta esperada e iniciar farmacoterapia de segunda linha: antimuscarinico (oxibutinina, solifenacina, darifenacina, tolterodina) ou agonista beta-3 adrenergico (mirabegrona). O raciocinio: bloquear o receptor muscarinico do detrusor reduz as contracoes involuntarias durante o enchimento, enquanto o beta-3 favorece o relaxamento na fase de armazenamento. Perola: com risco cognitivo, glaucoma de angulo fechado ou retencao urinaria, prefere-se a mirabegrona, sem efeito anticolinergico.

Questão 35Mulher, 35a, G1P0A0, idade gestacional=24 semanas, realizando pré-natal regularmente em Unidade Básica de Saúde. Antecedentes pessoais: nega doenças crônicas, tabagismo, etilismo ou uso de substâncias psicoativas. Em uso de ácido fólico e sulfato ferroso. Exame físico: IMC=35kg/m2; PA=120/72mmHg; FC=86bpm; altura uterina=26cm; membros inferiores=sem edema. Ultrassonografia obstétrica morfológica de rotina: feto no P97 de peso, presença de maior bolsão vertical (MBV)=10 mm. DIANTE DESTES ACHADOS, A CONDUTA É:

Mulher, 35a, G1P0A0, idade gestacional=24 semanas, realizando pré-natal regularmente em Unidade Básica de Saúde. Antecedentes pessoais: nega doenças crônicas, tabagismo, etilismo ou uso de substâncias psicoativas. Em uso de ácido fólico e sulfato ferroso. Exame físico: IMC=35kg/m2; PA=120/72mmHg; FC=86bpm; altura uterina=26cm; membros inferiores=sem edema. Ultrassonografia obstétrica morfológica de rotina: feto no P97 de peso, presença de maior bolsão vertical (MBV)=10 mm. DIANTE DESTES ACHADOS, A CONDUTA É:

Comentário OsceLabs

A questao pede a conduta diante dos achados do ultrassom morfologico. A resposta esperada e solicitar o teste oral de tolerancia a glicose com 75 g, a curva glicemica de rastreio do diabetes gestacional. O raciocinio: gestante de 35 anos com indice de massa corporal de 35 kg/m2 ja acumula fatores de risco importantes, e o feto no percentil 97 de peso, com altura uterina acima do esperado para a idade gestacional, levanta a suspeita de hiperglicemia materna nao diagnosticada, cujo rastreio se faz entre 24 e 28 semanas, exatamente a janela em que ela se encontra. Perola: em gestante sem diagnostico previo, o achado de feto grande para a idade gestacional obriga a rastrear diabetes antes de rotular como constitucional, porque o controle glicemico muda o desfecho perinatal.

Questão 36Mulher, 28a, G3P2A0, idade gestacional=39 semanas, procura Pronto Atendimento com contrações regulares e intensas, que começaram subitamente e rapidamente aumentaram em intensidade e frequência. Apresentou evolução do trabalho de parto, com dilatação cervical passando de 4cm para 10cm em aproximadamente duas horas. Parto vaginal, sob analgesia peridural contínua, com nascimento de um recém-nascido saudável (Apgar 9 no primeiro minuto e 10 no quinto minuto) e dequitação após 32 minutos. Após o parto apresentou sangramento intenso, com tontura e mal-estar. Exame físico: PA=88/62mmHg; FC=112bpm; T=35,7°C; oximetria de pulso=97% (ar ambiente). Avaliação obstétrica=imagem Q36. APÓS ALERTAR A EQUIPE, OFERECER MEDIDAS BÁSICAS DE SUPORTE À VIDA E SOLICITAR EXAMES, O TRATAMENTO DESSA CONDIÇÃO É:

Mulher, 28a, G3P2A0, idade gestacional=39 semanas, procura Pronto Atendimento com contrações regulares e intensas, que começaram subitamente e rapidamente aumentaram em intensidade e frequência. Apresentou evolução do trabalho de parto, com dilatação cervical passando de 4cm para 10cm em aproximadamente duas horas. Parto vaginal, sob analgesia peridural contínua, com nascimento de um recém-nascido saudável (Apgar 9 no primeiro minuto e 10 no quinto minuto) e dequitação após 32 minutos. Após o parto apresentou sangramento intenso, com tontura e mal-estar. Exame físico: PA=88/62mmHg; FC=112bpm; T=35,7°C; oximetria de pulso=97% (ar ambiente). Avaliação obstétrica=imagem Q36. APÓS ALERTAR A EQUIPE, OFERECER MEDIDAS BÁSICAS DE SUPORTE À VIDA E SOLICITAR EXAMES, O TRATAMENTO DESSA CONDIÇÃO É:

Comentário OsceLabs

Pede-se o tratamento da hemorragia pos-parto. O quadro descreve inversao uterina aguda: parto rapido, dequitacao demorada seguida de sangramento intenso com hipotensao, taquicardia e hipotermia, e a avaliacao obstetrica da imagem mostra o fundo uterino exteriorizado. A resposta esperada e a reducao imediata do utero pela manobra de Taxe, com as alternativas cirurgicas de Huntington e Johnson caso a reposicao manual falhe. O raciocinio: quanto mais tempo passa, mais o anel cervical se contrai e mais dificil se torna a reducao, alem de o choque ser desproporcional ao sangramento por componente neurogenico. Perola: nao se deve remover a placenta ainda aderida antes de reposicionar o utero, sob risco de agravar a hemorragia, e o uterotonico so entra depois da reducao.

Questão 37Mulher, 37a, vítima de violência sexual há 20 horas (com penetração vaginal), em atendimento médico. EM RELAÇÃO À VACINAÇÃO PARA HPV A ORIENTAÇÃO É:

Mulher, 37a, vítima de violência sexual há 20 horas (com penetração vaginal), em atendimento médico. EM RELAÇÃO À VACINAÇÃO PARA HPV A ORIENTAÇÃO É:

Comentário OsceLabs

A questao trata da profilaxia vacinal apos violencia sexual. A orientacao esperada e vacinar contra o HPV com esquema de tres doses, nos meses zero, dois e seis. O raciocinio: para a populacao geral o calendario usa esquema reduzido, mas vitimas de violencia sexual constituem grupo de indicacao especial, com faixa etaria ampliada e esquema completo de tres doses, justamente por se tratar de exposicao unica e de alto risco em pessoa possivelmente nao imunizada. Vale lembrar que a vacina e profilatica, nao terapeutica, e integra o pacote do atendimento junto com a profilaxia das demais infeccoes sexualmente transmissiveis, a antirretroviral e a contracepcao de emergencia. Perola: a resposta so pontua se explicitar as tres doses.

Questão 38Mulher, 27a, procura Ambulatório de Ginecologia Especializado em Violência Sexual para orientações, pois está gestante e deseja interromper a gravidez. Refere ter sido vítima de estupro em 05 de outubro de 2024, porém não procurou ajuda e nem fez boletim de ocorrência, por medo. Antecedentes pessoais: nuligesta, sem doenças crônicas, sexualmente ativa, usa preservativo de forma irregular, não se lembra da data da última menstruação. Foi realizado acolhimento multidisciplinar, solicitados exames laboratoriais e ultrassonografia (14/11/2024), que evidenciou gestação tópica de 11 semanas e 2 dias, feto vivo e com morfologia normal. A ORIENTAÇÃO COM RELAÇÃO AO ABORTO LEGAL (POR ESTUPRO) É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 15

Mulher, 27a, procura Ambulatório de Ginecologia Especializado em Violência Sexual para orientações, pois está gestante e deseja interromper a gravidez. Refere ter sido vítima de estupro em 05 de outubro de 2024, porém não procurou ajuda e nem fez boletim de ocorrência, por medo. Antecedentes pessoais: nuligesta, sem doenças crônicas, sexualmente ativa, usa preservativo de forma irregular, não se lembra da data da última menstruação. Foi realizado acolhimento multidisciplinar, solicitados exames laboratoriais e ultrassonografia (14/11/2024), que evidenciou gestação tópica de 11 semanas e 2 dias, feto vivo e com morfologia normal. A ORIENTAÇÃO COM RELAÇÃO AO ABORTO LEGAL (POR ESTUPRO) É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 15

Comentário OsceLabs

A questao cobra a analise temporal do aborto legal. A resposta esperada e que a interrupcao nao pode ser realizada. O raciocinio esta nas datas: a ultrassonografia de 14 de novembro de 2024 mostra gestacao de 11 semanas e 2 dias, o que situa a concepcao no final de agosto, portanto anterior ao estupro referido em 5 de outubro de 2024. Como a gestacao nao decorre do crime, nao se enquadra na excludente de ilicitude prevista em lei, e a conduta e acolher, orientar e manter o acompanhamento pre-natal e psicossocial, alem de notificar a violencia. Perola: a ausencia de boletim de ocorrencia nao seria impedimento, pois a palavra da vitima basta; o que inviabiliza aqui e a incompatibilidade entre a idade gestacional e a data do estupro.

Questão 39Mulher, 59a, G7P4A3, comparece à Unidade Básica de Saúde para coleta de exame de colpocitologia oncológica. Antecedentes: método anticoncepcional: laqueadura, menopausa aos 50 anos, última citologia oncótica de colo uterino há 10 anos. Exame ginecológico: especular=colo aumentado de tamanho, ulcerado, friável, com vascularização aumentada e área sangrante; toque vaginal=colo de 4cm móvel, útero de tamanho normal e anexos livres. Toque retal=mucosa lisa e deslizante, paramétrios livres. A CONDUTA É:

Mulher, 59a, G7P4A3, comparece à Unidade Básica de Saúde para coleta de exame de colpocitologia oncológica. Antecedentes: método anticoncepcional: laqueadura, menopausa aos 50 anos, última citologia oncótica de colo uterino há 10 anos. Exame ginecológico: especular=colo aumentado de tamanho, ulcerado, friável, com vascularização aumentada e área sangrante; toque vaginal=colo de 4cm móvel, útero de tamanho normal e anexos livres. Toque retal=mucosa lisa e deslizante, paramétrios livres. A CONDUTA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta diante de um colo macroscopicamente suspeito. A resposta esperada e realizar biopsia do colo uterino, admitindo-se colposcopia com biopsia dirigida. O raciocinio: a paciente foi a unidade para coleta de citologia, mas o exame especular revelou colo aumentado, ulcerado, friavel e sangrante, achado que sugere carcinoma invasor. Diante de lesao visivel, a citologia perde o papel, pois e metodo de rastreio para mulheres assintomaticas e pode vir falsamente negativa por necrose e inflamacao, atrasando o diagnostico. Perola classica de prova: colo com lesao macroscopica se biopsia, nao se rastreia. O toque com parametrios livres e util para o estadiamento clinico, mas nao substitui a confirmacao histologica.

Questão 40Mulher, 35a, retorna assintomática para consulta ambulatorial de acompanhamento por diagnóstico de mola hidatiforme. Em uso de injetável trimestral como método contraceptivo desde a alta. Antecedentes: esvaziamento uterino aspirativo há 40 dias. Anatomopatológico=mola hidatiforme completa. Exame físico e ginecológico: normais. Radiograma de tórax: normal. Ultrassonografia (realizada há 5 dias): útero em anteroversoflexão, medindo 84x41x56mm com volume de 100,29cm3, miométrio de textura heterogênea, apresentando área heterogênea em parede posterior, medindo 24x17x3mm, com vasos com trajeto irregular visualizados ao Doppler colorido, e linha endometrial de 3,6mm; ovários sem alterações. Exames de hCG seriado, conforme tabela abaixo: Período de realização (relativo ao esvaziamento) Antes 15 dias após 21 dias após 28 dias após 35 dias após hCG (mUI/mL) 80.000 15.000 15.700 16.300 18.200 Valor de referência hCG: < 5mUI/mL A CONDUTA É: EM BRANCO RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 17 As questões 41 e 42 devem ser respondidas com as informações do enunciado abaixo: O médico de família está consolidando os dados epidemiológicos da população adstrita à sua Unidade Básica de Saúde. A distribuição da população por faixa etária está na tabela abaixo. A partir dos dados descritos abaixo, responda: População residente na área 19.998 População residente do sexo feminino 10.296 População residente menor de 15 anos 3.950 População residente entre 15 e 65 anos 14.638 População residente maior de 65 anos 1.410 Número de óbitos no ano anterior 120 Número de nascidos vivos no ano anterior 150 Número de crianças que morreram com menos de 1 ano de idade 2 Número de óbitos por doença isquêmica do coração 12

Mulher, 35a, retorna assintomática para consulta ambulatorial de acompanhamento por diagnóstico de mola hidatiforme. Em uso de injetável trimestral como método contraceptivo desde a alta. Antecedentes: esvaziamento uterino aspirativo há 40 dias. Anatomopatológico=mola hidatiforme completa. Exame físico e ginecológico: normais. Radiograma de tórax: normal. Ultrassonografia (realizada há 5 dias): útero em anteroversoflexão, medindo 84x41x56mm com volume de 100,29cm3, miométrio de textura heterogênea, apresentando área heterogênea em parede posterior, medindo 24x17x3mm, com vasos com trajeto irregular visualizados ao Doppler colorido, e linha endometrial de 3,6mm; ovários sem alterações. Exames de hCG seriado, conforme tabela abaixo: Período de realização (relativo ao esvaziamento) Antes 15 dias após 21 dias após 28 dias após 35 dias após hCG (mUI/mL) 80.000 15.000 15.700 16.300 18.200 Valor de referência hCG: < 5mUI/mL A CONDUTA É: EM BRANCO RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 17 As questões 41 e 42 devem ser respondidas com as informações do enunciado abaixo: O médico de família está consolidando os dados epidemiológicos da população adstrita à sua Unidade Básica de Saúde. A distribuição da população por faixa etária está na tabela abaixo. A partir dos dados descritos abaixo, responda: População residente na área 19.998 População residente do sexo feminino 10.296 População residente menor de 15 anos 3.950 População residente entre 15 e 65 anos 14.638 População residente maior de 65 anos 1.410 Número de óbitos no ano anterior 120 Número de nascidos vivos no ano anterior 150 Número de crianças que morreram com menos de 1 ano de idade 2 Número de óbitos por doença isquêmica do coração 12

Comentário OsceLabs

A questao pede a conduta no seguimento pos-molar. A resposta esperada e iniciar quimioterapia, tipicamente monoquimioterapia com metotrexato. O raciocinio: apos o esvaziamento de mola completa o hCG deve cair progressivamente ate negativar, e aqui ocorreu o oposto, com 15.000, depois 15.700, 16.300 e 18.200, ou seja, elevacao sustentada em dosagens seriadas, o que define neoplasia trofoblastica gestacional pos-molar. A ultrassonografia reforca, ao mostrar area miometrial heterogenea com vasos de trajeto irregular ao Doppler, e o radiograma de torax normal afasta doenca metastatica pulmonar. Perola: o diagnostico de neoplasia pos-molar e feito pela curva do hCG, em plato ou em ascensao, sem necessidade de novo anatomopatologico ou de reesvaziamento uterino.

Questão 41O ÍNDICE DE ENVELHECIMENTO NESSA POPULAÇÃO É:

O ÍNDICE DE ENVELHECIMENTO NESSA POPULAÇÃO É:

Comentário OsceLabs

A questao cobra o calculo do indice de envelhecimento. Ele e a razao entre o numero de pessoas com 65 anos ou mais e o numero de pessoas menores de 15 anos, na mesma populacao e periodo. Aplicando aos dados da unidade, 1.410 idosos divididos por 3.950 menores de 15 anos resultam em aproximadamente 0,356, ou seja, cerca de 36 idosos para cada 100 criancas e adolescentes (35 a 36%). O raciocinio: o indicador descreve a estrutura etaria e mede o estagio da transicao demografica, orientando o planejamento local de servicos, pois quanto maior, maior a demanda por cuidado de condicoes cronicas. Perola: nao confundir com a razao de dependencia, que soma jovens e idosos e usa como denominador a populacao em idade produtiva, de 15 a 64 anos.

Questão 42O COEFICIENTE DE MORTALIDADE PROPORCIONAL POR DOENÇA ISQUÊMICA DO CORAÇÃO NESSA POPULAÇÃO É:

O COEFICIENTE DE MORTALIDADE PROPORCIONAL POR DOENÇA ISQUÊMICA DO CORAÇÃO NESSA POPULAÇÃO É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a mortalidade proporcional por doenca isquemica do coracao. O indicador e a razao entre os obitos por aquela causa e o total de obitos ocorridos na mesma populacao e periodo, multiplicada por cem. Com os dados apresentados, 12 obitos por doenca isquemica divididos por 120 obitos totais resultam em 0,1, ou seja, 10%. O raciocinio: a mortalidade proporcional mostra o peso relativo de uma causa dentro do perfil de mortalidade, sendo util para descrever a transicao epidemiologica de um territorio. Perola: ela nao mede risco, porque o denominador e o total de mortes e nao a populacao exposta. Para estimar risco seria preciso o coeficiente de mortalidade especifico, que usa a populacao residente como denominador.

Questão 43Homem, 30a, relata dor no ombro direito há um ano com piora há seis meses e dificuldade em elevar o braço. História ocupacional: operador industrial, destro, refere que desde 2019 seu trabalho, em turnos de 8 horas, consiste em pegar uma peça de aproximadamente 1,2Kg de uma esteira à sua frente, na altura da cintura, e colocá-la em um torno na altura dos ombros e, depois de 30 segundos, colocar a peça torneada em outra esteira atrás dele. Relata que sua produção individual é de 960 peças por turno. Exame físico: dor à flexão do ombro entre 90 e 130º, teste de Neer positivo. CONSIDERANDO AS LESÕES ASSOCIADAS AO ESFORÇO REPETITIVO, O DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 18

Homem, 30a, relata dor no ombro direito há um ano com piora há seis meses e dificuldade em elevar o braço. História ocupacional: operador industrial, destro, refere que desde 2019 seu trabalho, em turnos de 8 horas, consiste em pegar uma peça de aproximadamente 1,2Kg de uma esteira à sua frente, na altura da cintura, e colocá-la em um torno na altura dos ombros e, depois de 30 segundos, colocar a peça torneada em outra esteira atrás dele. Relata que sua produção individual é de 960 peças por turno. Exame físico: dor à flexão do ombro entre 90 e 130º, teste de Neer positivo. CONSIDERANDO AS LESÕES ASSOCIADAS AO ESFORÇO REPETITIVO, O DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- MANHÃ 18

Comentário OsceLabs

A questao pede o diagnostico sindromico associado ao esforco repetitivo. A resposta esperada e sindrome do impacto do ombro (impacto acromial). O raciocinio junta exposicao e exame: o trabalhador destro eleva uma peca da altura da cintura ate a altura dos ombros cerca de 960 vezes por turno, ha anos, o que significa trabalho repetitivo com o braco proximo ou acima da linha dos ombros, postura que estreita o espaco subacromial. O achado de dor no arco doloroso entre 90 e 130 graus de flexao e o teste de Neer positivo confirmam o pincamento do tendao do supraespinhal e da bursa contra o acromio. Perola: e caso tipico de LER/DORT, com nexo ocupacional, exigindo notificacao e adequacao ergonomica do posto de trabalho, e nao apenas analgesia.

Questão 44A Resolução CFM 2336/2023, que regulamenta a Publicidade Médica, passou a permitir a emissão de comentário genérico em redes sociais sobre o prazer com o trabalho, a alegria em receber os pacientes e acompanhantes, as motivações com os desafios do dia a dia da profissão, gerando uma corrente positiva para a boa imagem da medicina, desde que não haja possibilidade de identificação de pacientes ou terceiros. É CONSIDERADA INFRAÇÃO ÉTICA SE A POSTAGEM TIVER CONOTAÇÃO:

A Resolução CFM 2336/2023, que regulamenta a Publicidade Médica, passou a permitir a emissão de comentário genérico em redes sociais sobre o prazer com o trabalho, a alegria em receber os pacientes e acompanhantes, as motivações com os desafios do dia a dia da profissão, gerando uma corrente positiva para a boa imagem da medicina, desde que não haja possibilidade de identificação de pacientes ou terceiros. É CONSIDERADA INFRAÇÃO ÉTICA SE A POSTAGEM TIVER CONOTAÇÃO:

Comentário OsceLabs

A questao cobra os limites da publicidade medica na Resolucao CFM 2336/2023. A norma abriu espaco para que o medico compartilhe em redes sociais impressoes genericas sobre a profissao, como o prazer com o trabalho, a alegria de receber pacientes e as motivacoes diante dos desafios, desde que ninguem possa ser identificado. Configura infracao etica quando a postagem assume conotacao pejorativa, desrespeitosa ou ofensiva, sensacionalista, promocional ou de autopromocao, ou ainda quando caracteriza concorrencia desleal. O raciocinio: o que se permite e a valorizacao da medicina como pratica, nao a mercantilizacao da imagem do profissional. Perola: preservacao do sigilo e da dignidade do paciente e proibicao de captacao de clientela continuam sendo os eixos da norma.

Questão 48Para investigar os mecanismos de transmissão, fontes de infecção, incidência e letalidade dos casos de Mpox, entre os sistemas de informação em saúde disponíveis no país, O MAIS ADEQUADO É:

Para investigar os mecanismos de transmissão, fontes de infecção, incidência e letalidade dos casos de Mpox, entre os sistemas de informação em saúde disponíveis no país, O MAIS ADEQUADO É:

Comentário OsceLabs

Pede-se o sistema de informacao mais adequado para investigar mecanismos de transmissao, fontes de infeccao, incidencia e letalidade da Mpox. A resposta e o Sistema de Informacao de Agravos de Notificacao, o SINAN. O raciocinio: a ficha de notificacao e investigacao do SINAN registra dados clinicos, epidemiologicos e laboratoriais de cada caso, incluindo provavel fonte e forma de exposicao, evolucao e desfecho, exatamente o conjunto necessario para calcular incidencia e letalidade e compreender a cadeia de transmissao. Perola: nao confundir com os demais sistemas, pois o SIM registra obitos, o SINASC nascidos vivos, o SIH internacoes hospitalares e o SIA producao ambulatorial, e nenhum deles traz a investigacao epidemiologica do caso.

Questão 49De acordo com o Boletim do Projeto de Monitorização dos Óbitos de um município, há maior concentração de população negra nas áreas mais pobres, chegando a mais de 60% em alguns bairros. A DOENÇA NÃO TRANSMISSÍVEL, CUJA TAXA DE MORTALIDADE É CERCA DE 30% MAIS ELEVADA NA POPULAÇÃO NEGRA DESSES BAIRROS EM RELAÇÃO À POPULAÇÃO BRANCA, É:

De acordo com o Boletim do Projeto de Monitorização dos Óbitos de um município, há maior concentração de população negra nas áreas mais pobres, chegando a mais de 60% em alguns bairros. A DOENÇA NÃO TRANSMISSÍVEL, CUJA TAXA DE MORTALIDADE É CERCA DE 30% MAIS ELEVADA NA POPULAÇÃO NEGRA DESSES BAIRROS EM RELAÇÃO À POPULAÇÃO BRANCA, É:

Comentário OsceLabs

A questao aborda iniquidades raciais em saude. A doenca cronica nao transmissivel cuja mortalidade e cerca de 30% mais elevada na populacao negra dos bairros mais pobres e o acidente vascular cerebral, ou doenca cerebrovascular. O raciocinio: a hipertensao arterial e mais prevalente, mais precoce e mais grave entre pessoas negras, e soma-se a ela o acesso desigual ao diagnostico, ao tratamento continuo e ao cuidado especializado nas areas de maior vulnerabilidade, combinacao que se traduz sobretudo em excesso de mortes por AVC. Perola: o determinante nao e biologico e sim social, o chamado racismo estrutural em saude, e a resposta programatica e a Politica Nacional de Saude Integral da Populacao Negra, com uso do quesito raca/cor nos sistemas de informacao.

Questão 50Mulher, 21a, deu entrada no Pronto-Socorro com ferimentos na cabeça e nos braços. Refere que as lesões foram causadas pelo namorado, com quem se relaciona há cerca de dois anos. Pediu ao médico que tratasse apenas os ferimentos, mantendo o sigilo das informações narradas. DE ACORDO COM A VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA, E FRENTE AO PERFIL DO ATENDIMENTO, A CONDUTA MÉDICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA-UNICAMP- ACESSO DIRETO- CADERNO DE IMAGENS- 1ª. FASE 2025-MANHÃ 1 IMAGEM Q7 (A e B) IMAGEM Q13 IMAGEM Q14 IMAGEM Q21 póstero-anterior perfil decúbito lateral esquerdo RESIDÊNCIA MÉDICA-UNICAMP- ACESSO DIRETO- CADERNO DE IMAGENS- 1ª. FASE 2025-MANHÃ 2 Imagem Q24 Imagem Q30 IMAGEM Q33 A- Foto B: Ultrassonografia IMAGEM Q36

Mulher, 21a, deu entrada no Pronto-Socorro com ferimentos na cabeça e nos braços. Refere que as lesões foram causadas pelo namorado, com quem se relaciona há cerca de dois anos. Pediu ao médico que tratasse apenas os ferimentos, mantendo o sigilo das informações narradas. DE ACORDO COM A VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA, E FRENTE AO PERFIL DO ATENDIMENTO, A CONDUTA MÉDICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA-UNICAMP- ACESSO DIRETO- CADERNO DE IMAGENS- 1ª. FASE 2025-MANHÃ 1 IMAGEM Q7 (A e B) IMAGEM Q13 IMAGEM Q14 IMAGEM Q21 póstero-anterior perfil decúbito lateral esquerdo RESIDÊNCIA MÉDICA-UNICAMP- ACESSO DIRETO- CADERNO DE IMAGENS- 1ª. FASE 2025-MANHÃ 2 Imagem Q24 Imagem Q30 IMAGEM Q33 A- Foto B: Ultrassonografia IMAGEM Q36

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta medica frente a violencia por parceiro intimo. A resposta esperada e realizar a notificacao compulsoria do caso. O raciocinio: violencia interpessoal e autoprovocada integra a lista nacional de agravos de notificacao compulsoria, e a comunicacao ao servico de vigilancia epidemiologica e obrigatoria, imediata nas situacoes de violencia sexual e semanal nas demais, independentemente da vontade da paciente. Notificar nao e denunciar a policia nem quebrar indevidamente o sigilo: e obrigacao legal que configura justa causa, tem finalidade epidemiologica e de protecao, e o documento circula em ambiente sigiloso. Perola: em maiores de idade capazes, a comunicacao a autoridade policial depende do desejo da vitima, mas a notificacao em saude nao.

Prova comentada — tarde (respostas curtas), questão a questão

Gabarito oficial + comentário autoral da equipe OsceLabs em cada questão. Clique na questão pra abrir.

Questão 51Homem, 39a, é trazido ao Pronto Atendimento por confusão mental há um dia e rebaixamento do nível da consciência há duas horas. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial em uso de losartana e transtorno depressivo sem acompanhamento. Trabalha como engenheiro químico há três anos. Exame físico: escala de coma de Glasgow=7; pupilas isocóricas e fotorreagentes; fundoscopia com borramento de papila óptica. PA=148/96mmHg, FR=34irpm, FC=112bpm, T=37,9oC, oximetria de pulso=95% (ar ambiente). Exames laboratoriais: glicemia capilar=112mg/dL; cloreto=99mEq/L, Na=137mEq/L; K=4,8mEq/L; ureia=48mg/dL; creatinina=1,1mg/dL; Osmolaridade=350mOsm/Kg.Gasometria arterial: pH=7,10; PaO2=74mmHg; PaCO2=21mmHg; HCO3=9mEq/L; oximetria=95%; lactato=1,8mmol/L. Exame de urina sem alterações. ECG: taquicardia sinusal. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ETIOLÓGICA É:

Homem, 39a, é trazido ao Pronto Atendimento por confusão mental há um dia e rebaixamento do nível da consciência há duas horas. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial em uso de losartana e transtorno depressivo sem acompanhamento. Trabalha como engenheiro químico há três anos. Exame físico: escala de coma de Glasgow=7; pupilas isocóricas e fotorreagentes; fundoscopia com borramento de papila óptica. PA=148/96mmHg, FR=34irpm, FC=112bpm, T=37,9oC, oximetria de pulso=95% (ar ambiente). Exames laboratoriais: glicemia capilar=112mg/dL; cloreto=99mEq/L, Na=137mEq/L; K=4,8mEq/L; ureia=48mg/dL; creatinina=1,1mg/dL; Osmolaridade=350mOsm/Kg.Gasometria arterial: pH=7,10; PaO2=74mmHg; PaCO2=21mmHg; HCO3=9mEq/L; oximetria=95%; lactato=1,8mmol/L. Exame de urina sem alterações. ECG: taquicardia sinusal. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ETIOLÓGICA É:

Comentário OsceLabs

A questao pede a etiologia do quadro. O paciente tem acidose metabolica grave com anion gap muito elevado (137 - 99 - 9 = 29), lactato normal, funcao renal preservada e osmolaridade medida de 350 contra uma calculada de cerca de 288 mOsm/kg, ou seja, gap osmolar largo. Essa combinacao (anion gap alto + gap osmolar alto + lactato e cetonas nao explicativos) e a assinatura da intoxicacao por alcool toxico, e o padrao aceita metanol, etilenoglicol ou a resposta generica alcool toxico. O contexto reforca: engenheiro quimico com acesso a solventes, depressao sem acompanhamento (risco de tentativa de autoexterminio) e borramento de papila optica, achado classico da toxicidade retiniana do metanol. A perola de prova e que dizer apenas intoxicacao nao pontua: a banca quer o agente. Urina sem alteracoes (sem cristais de oxalato) aponta mais para metanol do que etilenoglicol.

Questão 52Mulher, 66a, procura a Unidade Básica de Saúde com história de sete dias de dor articular em punho direito. A dor iniciou de maneira relativamente súbita, com edema e calor local, associada a dor de repouso e rigidez. Nos últimos dois anos, vem experimentando dores articulares em joelhos, tornozelos, punhos, dedos das mãos e dos pés. Por vezes as articulações incham, com melhora espontânea ou após injeções que toma no Pronto Atendimento, cujos nomes não se recorda. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial e obesidade. Medicamentos em uso: hidroclorotiazida. Exame físico: bom estado geral, sem alterações no exame cardíaco, pulmonar e abdominal. Exame articular: calor e dor à palpação e mobilização do punho direito. As demais articulações não se apresentam inflamadas. Foi realizada punção articular que excluiu infecção. Pesquisa de fator reumatoide=negativo. Considerando aspectos clínicos e epidemiológicos, A MEDICAÇÃO QUE MAIS PROVAVELMENTE CONTROLARÁ A DOENÇA ARTICULAR, A LONGO PRAZO, É:

Mulher, 66a, procura a Unidade Básica de Saúde com história de sete dias de dor articular em punho direito. A dor iniciou de maneira relativamente súbita, com edema e calor local, associada a dor de repouso e rigidez. Nos últimos dois anos, vem experimentando dores articulares em joelhos, tornozelos, punhos, dedos das mãos e dos pés. Por vezes as articulações incham, com melhora espontânea ou após injeções que toma no Pronto Atendimento, cujos nomes não se recorda. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial e obesidade. Medicamentos em uso: hidroclorotiazida. Exame físico: bom estado geral, sem alterações no exame cardíaco, pulmonar e abdominal. Exame articular: calor e dor à palpação e mobilização do punho direito. As demais articulações não se apresentam inflamadas. Foi realizada punção articular que excluiu infecção. Pesquisa de fator reumatoide=negativo. Considerando aspectos clínicos e epidemiológicos, A MEDICAÇÃO QUE MAIS PROVAVELMENTE CONTROLARÁ A DOENÇA ARTICULAR, A LONGO PRAZO, É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a droga que controla a doenca a longo prazo, nao a crise. O quadro e de monoartrite aguda de punho, com inicio subito, calor e edema, sobre um fundo de crises articulares recorrentes autolimitadas em joelhos, tornozelos, punhos e dedos, com alivio apos injecoes no pronto atendimento (corticoide). Infeccao foi excluida pela puncao e o fator reumatoide e negativo. Somando obesidade, hipertensao e uso de hidroclorotiazida (que reduz a excrecao renal de urato), o diagnostico epidemiologicamente mais provavel e gota. O tratamento que modifica a doenca e o hipouricemiante oral, ou seja, alopurinol, inibidor da xantina oxidase. A perola: colchicina, AINE e corticoide tratam a crise e nao controlam a doenca; quem dissolve o deposito de urato e previne novos surtos e a terapia de reducao do acido urico.

Questão 53Homem, 27a, procura atendimento por episódios de dor em região retro orbicular e frontal à esquerda, intensa, com duração aproximada de uma hora e meia, associada a lacrimejamento ipsilateral, que ocorreram seis vezes nos últimos três dias. Refere episódios semelhantes no ano passado, quando foi investigado com neuroimagem com resultado normal. Apresenta melhora com uso de triptano, mas sem resposta à dipirona. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 2

Homem, 27a, procura atendimento por episódios de dor em região retro orbicular e frontal à esquerda, intensa, com duração aproximada de uma hora e meia, associada a lacrimejamento ipsilateral, que ocorreram seis vezes nos últimos três dias. Refere episódios semelhantes no ano passado, quando foi investigado com neuroimagem com resultado normal. Apresenta melhora com uso de triptano, mas sem resposta à dipirona. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 2

Comentário OsceLabs

A questao quer o diagnostico da cefaleia. Todos os elementos apontam para cefaleia em salvas: dor estritamente unilateral, retro-orbitaria e frontal, de forte intensidade, com duracao de cerca de uma hora e meia (dentro da faixa de 15 a 180 minutos), acompanhada de sintoma autonomico ipsilateral (lacrimejamento), repetindo-se varias vezes em poucos dias e com historia de surto semelhante no ano anterior, o que caracteriza o padrao em salvas com periodos de remissao. A neuroimagem normal afasta causa secundaria. A resposta ao triptano e esperada, ja que sumatriptano subcutaneo, junto com oxigenio a alto fluxo, e o tratamento abortivo padrao. A perola: enxaqueca nao pontua, porque ela dura de 4 a 72 horas, costuma vir com fotofobia, fonofobia e nausea, e nao tem esse agrupamento temporal com disautonomia ocular.

Questão 54Homem, 75a, é trazido ao pronto socorro por parada de eliminação das fezes há 10 dias e aumento do volume abdominal, mantendo eliminação de gases. Nega febre, náuseas, vômitos, sintomas respiratórios ou urinários. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial, depressão e etilismo (ingesta diária de destilados). Medicações em uso: losartana, hidroclorotiazida e amitriptilina. Exame físico: regular estado geral, corado, desidratado, anictérico. Ausculta cardíaca e respiratória sem alterações. Abdome: distendido, com ruídos hidroaéreos presentes e doloroso a palpação profunda difusamente, sem sinais de irritação peritoneal. Toque retal com fecaloma. Na percussão há presença de macicez nos flancos e ausência do sinal da macicez móvel quando o paciente é colocado em decúbito lateral. A CONDUTA TERAPÊUTICA INICIAL É:

Homem, 75a, é trazido ao pronto socorro por parada de eliminação das fezes há 10 dias e aumento do volume abdominal, mantendo eliminação de gases. Nega febre, náuseas, vômitos, sintomas respiratórios ou urinários. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial, depressão e etilismo (ingesta diária de destilados). Medicações em uso: losartana, hidroclorotiazida e amitriptilina. Exame físico: regular estado geral, corado, desidratado, anictérico. Ausculta cardíaca e respiratória sem alterações. Abdome: distendido, com ruídos hidroaéreos presentes e doloroso a palpação profunda difusamente, sem sinais de irritação peritoneal. Toque retal com fecaloma. Na percussão há presença de macicez nos flancos e ausência do sinal da macicez móvel quando o paciente é colocado em decúbito lateral. A CONDUTA TERAPÊUTICA INICIAL É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta terapeutica inicial. Idoso com parada de eliminacao de fezes ha dez dias, mas ainda eliminando gases, abdome distendido sem irritacao peritoneal e toque retal com fecaloma: trata-se de impactacao fecal, favorecida pelo uso de amitriptilina (efeito anticolinergico), desidratacao e etilismo. A macicez em flancos que nao se desloca no decubito lateral confirma que a macicez vem de conteudo fecal e nao de ascite, que teria macicez movel. A conduta inicial e desimpactar: retirada manual do fecaloma somada a lavagem intestinal ou clister. A perola de prova e nao pular para investigacao de obstrucao mecanica alta ou cirurgia quando o toque retal ja entrega o diagnostico; o exame proctologico resolve o caso a beira do leito.

Questão 56Mulher, 63a, trazida por familiares ao Pronto Atendimento com febre, cefaleia e vômitos há dois dias. Antecedentes pessoais: diabetes melito em uso de metformina. Exame físico: regular estado geral, acianótica, anictérica, febril, descorada +/4, desidratada 2+/4, eupneica, sonolenta, PA=102/64mmHg, T=38,5oC, FC=110bpm, FR=24irpm, glicemia capilar=300mg/dL. Sinal de Kernig presente; ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Exames laboratoriais: hemoglobina=11g/dL, leucócitos=15.420/mm3, plaquetas=110.000/mm3, creatinina=1,5mg/dL, potássio=3,4=mEq/L, sódio=130mEq/L, hemoglobina glicada=10%. Coletadas culturas. O AGENTE ETIOLÓGICO QUE DIRECIONA O TRATAMENTO INICIAL É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 3

Mulher, 63a, trazida por familiares ao Pronto Atendimento com febre, cefaleia e vômitos há dois dias. Antecedentes pessoais: diabetes melito em uso de metformina. Exame físico: regular estado geral, acianótica, anictérica, febril, descorada +/4, desidratada 2+/4, eupneica, sonolenta, PA=102/64mmHg, T=38,5oC, FC=110bpm, FR=24irpm, glicemia capilar=300mg/dL. Sinal de Kernig presente; ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Exames laboratoriais: hemoglobina=11g/dL, leucócitos=15.420/mm3, plaquetas=110.000/mm3, creatinina=1,5mg/dL, potássio=3,4=mEq/L, sódio=130mEq/L, hemoglobina glicada=10%. Coletadas culturas. O AGENTE ETIOLÓGICO QUE DIRECIONA O TRATAMENTO INICIAL É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 3

Comentário OsceLabs

A pergunta e sobre qual agente deve nortear o tratamento empirico. Febre, cefaleia, vomitos, sonolencia e sinal de Kernig positivo em mulher de 63 anos configuram meningite bacteriana aguda adquirida na comunidade, e o diabetes descompensado (glicada de 10%) e fator de risco. Nessa faixa etaria e nesse cenario, o agente mais frequente e o Streptococcus pneumoniae, que e o que direciona o esquema inicial. Na pratica, isso se traduz em ceftriaxona associada a vancomicina (pela possibilidade de pneumococo com sensibilidade reduzida) e dexametasona antes ou junto da primeira dose de antibiotico, justamente porque o beneficio do corticoide foi demonstrado na meningite pneumococica. A perola: acima de 50 anos ou em imunossuprimidos, acrescenta-se ampicilina para cobrir Listeria, mas o agente que comanda o esquema segue sendo o pneumococo.

Questão 57Homem, 76a, mora sozinho, trazido pela filha à emergência por desorientação em tempo e espaço e agitação psicomotora há três dias. Tem história de perda de memória há cerca de dois anos, associado à dificuldade de reconhecer objetos pessoais. Possui episódios de quedas da própria altura não presenciadas há dois meses. Antecedentes pessoais: dois episódios de acidentes vasculares cerebrais isquêmicos há 10 anos e hipertensão arterial. Medicações em uso: AAS 100mg/dia, enalapril 10mg 12/12h, anlodipina 5mg 12/12h e propranolol 40mg 12/12h. Exame físico: hidratado, corado, agitado e desorientado em tempo e espaço. PA=90/60mmHg; FC=68bpm; FR=19irm; Temperatura axilar=36ºC. Exame neurológico: Kernig=negativo; sem rigidez de nuca; força motora grau 5 em membros superiores e inferiores. Tomografia de crânio (IMAGEM Q57) A CONDUTA TERAPÊUTICA IMEDIATA É:

Homem, 76a, mora sozinho, trazido pela filha à emergência por desorientação em tempo e espaço e agitação psicomotora há três dias. Tem história de perda de memória há cerca de dois anos, associado à dificuldade de reconhecer objetos pessoais. Possui episódios de quedas da própria altura não presenciadas há dois meses. Antecedentes pessoais: dois episódios de acidentes vasculares cerebrais isquêmicos há 10 anos e hipertensão arterial. Medicações em uso: AAS 100mg/dia, enalapril 10mg 12/12h, anlodipina 5mg 12/12h e propranolol 40mg 12/12h. Exame físico: hidratado, corado, agitado e desorientado em tempo e espaço. PA=90/60mmHg; FC=68bpm; FR=19irm; Temperatura axilar=36ºC. Exame neurológico: Kernig=negativo; sem rigidez de nuca; força motora grau 5 em membros superiores e inferiores. Tomografia de crânio (IMAGEM Q57) A CONDUTA TERAPÊUTICA IMEDIATA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta imediata. Idoso com declinio cognitivo previo que apresenta piora aguda com confusao e agitacao ha tres dias, historia de quedas nao presenciadas nos ultimos dois meses e uso cronico de AAS: e o roteiro classico do hematoma subdural cronico, confirmado pela tomografia. O tratamento e a evacuacao cirurgica da colecao, aceita como drenagem do hematoma, trepanacao, craniotomia ou simplesmente conduta cirurgica. Medidas como manitol ou salina hipertonica sao apenas ponte para a hipertensao intracraniana e nao substituem a drenagem. A perola de prova esta na pegadinha do padrao: craniectomia (retirada do retalho osseo, reservada a hipertensao intracraniana refrataria) foi considerada errada; o que se faz aqui e abrir, drenar e recolocar.

Questão 58Homem, 53a, comparece à unidade de emergência por tosse seca, febre e dispneia progressiva há 10 dias. Antecedente pessoal: artrite reumatoide há oito anos. Medicações em uso: prednisona 40mg ao dia há 60 dias. Nega tabagismo. Exame físico: regular estado geral, descorado +/4+, desidratado +/4+, consciente, orientado, sonolento. PA=100/70mmHg, temperatura axilar=39ºC, FC=110bpm, FR=32irpm, oximetria de pulso=85% (ar ambiente). Ausculta cardíaca sem alteração. Ausculta pulmonar com estertores crepitantes em base direita, em uso de musculatura respiratória acessória. Abdome sem visceromegalias. Sem edema ou empastamento de panturrilhas. Exames laboratoriais: hemoglobina=11g/dL, leucócitos=13.000/mm3, plaquetas=200.000/mm3, ureia=60mg/dL, creatinina=1,3mg/dL, sódio=138mEq/L, potássio=4,5mEq/L, glicemia=180 mg/dL, LDH=600mg/dL. Gasometria arterial: pH=7,4, paO2=60mmHg, paCO2=37mmHg, HCO3=23mmHg. Testes rápidos de Covid e influenza negativos. Tomografia computadorizada de tórax (Imagem Q58). O ANTIMICROBIANO DE ESCOLHA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 4

Homem, 53a, comparece à unidade de emergência por tosse seca, febre e dispneia progressiva há 10 dias. Antecedente pessoal: artrite reumatoide há oito anos. Medicações em uso: prednisona 40mg ao dia há 60 dias. Nega tabagismo. Exame físico: regular estado geral, descorado +/4+, desidratado +/4+, consciente, orientado, sonolento. PA=100/70mmHg, temperatura axilar=39ºC, FC=110bpm, FR=32irpm, oximetria de pulso=85% (ar ambiente). Ausculta cardíaca sem alteração. Ausculta pulmonar com estertores crepitantes em base direita, em uso de musculatura respiratória acessória. Abdome sem visceromegalias. Sem edema ou empastamento de panturrilhas. Exames laboratoriais: hemoglobina=11g/dL, leucócitos=13.000/mm3, plaquetas=200.000/mm3, ureia=60mg/dL, creatinina=1,3mg/dL, sódio=138mEq/L, potássio=4,5mEq/L, glicemia=180 mg/dL, LDH=600mg/dL. Gasometria arterial: pH=7,4, paO2=60mmHg, paCO2=37mmHg, HCO3=23mmHg. Testes rápidos de Covid e influenza negativos. Tomografia computadorizada de tórax (Imagem Q58). O ANTIMICROBIANO DE ESCOLHA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 4

Comentário OsceLabs

Pede-se o antimicrobiano de escolha. Paciente em corticoterapia alta e prolongada (prednisona 40 mg por 60 dias) por artrite reumatoide, portanto imunossuprimido, evolui em cerca de dez dias com tosse seca, febre, dispneia progressiva, hipoxemia importante e LDH elevado, com tomografia mostrando o padrao intersticial difuso em vidro fosco. Esse conjunto define pneumonia por Pneumocystis jirovecii, cujo tratamento de escolha e sulfametoxazol-trimetoprim. A perola: hipoxemia desproporcional ao exame fisico, tosse seca e LDH alto em imunossuprimido nao HIV sao os gatilhos do diagnostico, e com PaO2 abaixo de 70 mmHg em ar ambiente, como aqui, associa-se corticoide ao antimicrobiano. Vale lembrar que quem usa dose alta de corticoide por tempo prolongado deveria estar em profilaxia.

Questão 59Homem, 45a, com diagnósticos de hipertensão arterial, diabetes melito e doença renal crônica. Comparece à consulta ambulatorial de rotina, assintomático. Exame físico sem alterações. Exames laboratoriais: ureia sérica=86mg/dL, creatinina sérica=2,0mg/dL, creatinina urinária=80mg/dL, volume urinário=1.440mL/24h, relação albumina/creatinina urinária=60mg/g. O ESTÁGIO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA É:

Homem, 45a, com diagnósticos de hipertensão arterial, diabetes melito e doença renal crônica. Comparece à consulta ambulatorial de rotina, assintomático. Exame físico sem alterações. Exames laboratoriais: ureia sérica=86mg/dL, creatinina sérica=2,0mg/dL, creatinina urinária=80mg/dL, volume urinário=1.440mL/24h, relação albumina/creatinina urinária=60mg/g. O ESTÁGIO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o estadiamento da doenca renal cronica, que exige duas coordenadas: filtracao glomerular (G) e albuminuria (A). Com creatinina de 2,0 mg/dL em homem de 45 anos, a taxa de filtracao glomerular estimada cai na faixa de 30 a 44 mL/min/1,73m2, o que corresponde ao estagio G3b. A relacao albumina/creatinina urinaria de 60 mg/g esta entre 30 e 300 mg/g, ou seja, categoria A2 (antiga microalbuminuria). A resposta esperada e G3bA2, sendo aceitos tambem 3b ou 3. A perola de prova e lembrar que ureia, creatinina urinaria e volume urinario aparecem para distrair (permitiriam calcular clearance medido) e que a classificacao KDIGO nunca e so pelo numero da creatinina: sem a albuminuria o estadiamento fica incompleto e o risco cardiovascular e subestimado.

Questão 60Homem, 38a, admitido em Unidade de Emergência sonolento, com extremidades frias, com teste rápido positivo para dengue. Os sintomas de febre e mialgia se iniciaram há cinco dias, com piora progressiva. PA=94/76mmHg, FC=112bpm, FR=25irpm, oximetria de pulso=95% (ar ambiente) e T=38,2oC, enchimento capilar=4 segundos. Pulsos fracos e filiformes. Iniciada infusão de solução salina, 20mL/Kg em 20 minutos. Exames laboratoriais: hemoglobina=16,4g/dL, hematócrito=51%, leucócitos=3.400/mm3 (45% segmentados, 40% linfócitos, 10% linfócitos atípicos); plaquetas=76.000/mm3. Após expansões rápidas e repetidas com solução salina, os sinais vitais se mantiveram inalterados e foram coletados novos exames após 2 horas: hematócrito=54% e coagulograma normal. DE ACORDO COM O MANUAL DENGUE - DIAGNÓSTICO E MANEJO CLÍNICO ADULTO E CRIANÇA, DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023, O PRÓXIMO PASSO PARA O CONTROLE VOLÊMICO NESTE CASO É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 5

Homem, 38a, admitido em Unidade de Emergência sonolento, com extremidades frias, com teste rápido positivo para dengue. Os sintomas de febre e mialgia se iniciaram há cinco dias, com piora progressiva. PA=94/76mmHg, FC=112bpm, FR=25irpm, oximetria de pulso=95% (ar ambiente) e T=38,2oC, enchimento capilar=4 segundos. Pulsos fracos e filiformes. Iniciada infusão de solução salina, 20mL/Kg em 20 minutos. Exames laboratoriais: hemoglobina=16,4g/dL, hematócrito=51%, leucócitos=3.400/mm3 (45% segmentados, 40% linfócitos, 10% linfócitos atípicos); plaquetas=76.000/mm3. Após expansões rápidas e repetidas com solução salina, os sinais vitais se mantiveram inalterados e foram coletados novos exames após 2 horas: hematócrito=54% e coagulograma normal. DE ACORDO COM O MANUAL DENGUE - DIAGNÓSTICO E MANEJO CLÍNICO ADULTO E CRIANÇA, DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023, O PRÓXIMO PASSO PARA O CONTROLE VOLÊMICO NESTE CASO É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 5

Comentário OsceLabs

Pede-se o proximo passo volemico segundo o manual do Ministerio da Saude de 2023. O paciente esta no grupo D (dengue grave com choque): extremidades frias, enchimento capilar de 4 segundos, pulsos filiformes, pressao convergente e hemoconcentracao. Ja recebeu expansoes rapidas e repetidas com cristaloide sem resposta clinica e, duas horas depois, o hematocrito continua subindo (de 51 para 54%) com coagulograma normal, o que indica extravasamento plasmatico persistente e nao sangramento. Nessa situacao o protocolo manda trocar o cristaloide por expansor plasmatico, isto e, albumina ou coloide sintetico. A perola: hematocrito que sobe apos expansao adequada pede coloide; hematocrito que cai com instabilidade sugere hemorragia e pede hemocomponentes.

Questão 61Homem, 82a, em investigação de quadro de icterícia obstrutiva e emagrecimento há três meses. Retorna com exames: endoscopia digestiva alta: papila duodenal sem alterações. Ressonância magnética de abdome: lesão expansiva de 4cm em topografia de cabeça do pâncreas. O EXAME INDICADO PARA O ESTADIAMENTO LOCORREGIONAL É:

Homem, 82a, em investigação de quadro de icterícia obstrutiva e emagrecimento há três meses. Retorna com exames: endoscopia digestiva alta: papila duodenal sem alterações. Ressonância magnética de abdome: lesão expansiva de 4cm em topografia de cabeça do pâncreas. O EXAME INDICADO PARA O ESTADIAMENTO LOCORREGIONAL É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o exame para estadiamento locorregional de uma lesao de 4 cm em cabeca de pancreas em paciente com ictericia obstrutiva e emagrecimento, com papila endoscopicamente normal (afastando tumor periampular vegetante). A resposta esperada e a ultrassonografia endoscopica, tambem chamada ecoendoscopia. Ela e o metodo mais sensivel para avaliar a relacao do tumor com os vasos mesentericos e o eixo portal, definir invasao vascular e comprometimento linfonodal regional e, no mesmo tempo, permitir puncao aspirativa por agulha fina para diagnostico histologico. A perola: a tomografia com contraste em protocolo pancreatico e aceita e continua sendo o exame que define ressecabilidade global e metastases a distancia, mas para o detalhe locorregional a ecoendoscopia e superior.

Questão 62Adolescente, 13a, vítima de acidente automobilístico, foi ejetado no momento do acidente. Apresentava trauma torácico com pneumotórax volumoso à esquerda, submetido à drenagem tubular. No terceiro dia pós drenagem, mantinha fuga aérea. Realizada revisão do sistema de drenagem fechada em aspiração, que estava adequado. Solicitado radiograma de tórax. (Imagem Q62) A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Adolescente, 13a, vítima de acidente automobilístico, foi ejetado no momento do acidente. Apresentava trauma torácico com pneumotórax volumoso à esquerda, submetido à drenagem tubular. No terceiro dia pós drenagem, mantinha fuga aérea. Realizada revisão do sistema de drenagem fechada em aspiração, que estava adequado. Solicitado radiograma de tórax. (Imagem Q62) A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a hipotese diagnostica. Adolescente ejetado em acidente automobilistico, com pneumotorax volumoso drenado, mantem fuga aerea macica no terceiro dia mesmo com sistema de drenagem revisado e funcionante. Fuga aerea persistente e de alto debito apos trauma de alta energia com desaceleracao aponta para lesao da arvore traqueobronquica, ou seja, rotura bronquica com fistula broncopleural. A radiografia costuma mostrar o pulmao que nao expande apesar do dreno, com o classico sinal do pulmao caido. A confirmacao se faz por broncoscopia e o tratamento das lesoes significativas e cirurgico, com reparo do bronquio. A perola de prova: dreno bem posicionado, aspiracao adequada e pulmao que teima em nao expandir e igual a lesao de via aerea de grosso calibre ate prova em contrario.

Questão 63Homem, 65a, comparece ao consultório para exame de rotina anual. Nega sintomas urinários significativos e está em bom estado geral. Não tem antecedentes familiares de câncer de próstata. Exame físico: próstata de tamanho aumentado, cerca de 70cm3 e consistência normal. PSA total=4,5ng/mL. A CAUSA MAIS PROVÁVEL DO AUMENTO DO PSA TOTAL DESTE PACIENTE, VISTO QUE NÃO HOUVE TRAUMA PROSTÁTICO, EXERCÍCIOS VIGOROSOS E/OU PROSTATITE, É:

Homem, 65a, comparece ao consultório para exame de rotina anual. Nega sintomas urinários significativos e está em bom estado geral. Não tem antecedentes familiares de câncer de próstata. Exame físico: próstata de tamanho aumentado, cerca de 70cm3 e consistência normal. PSA total=4,5ng/mL. A CAUSA MAIS PROVÁVEL DO AUMENTO DO PSA TOTAL DESTE PACIENTE, VISTO QUE NÃO HOUVE TRAUMA PROSTÁTICO, EXERCÍCIOS VIGOROSOS E/OU PROSTATITE, É:

Comentário OsceLabs

A questao pede a causa mais provavel da elevacao discreta do PSA depois de excluir trauma, exercicio e prostatite. Homem de 65 anos, assintomatico, sem historia familiar, com prostata de cerca de 70 cm3 e consistencia normal ao toque: o PSA de 4,5 ng/mL se explica pelo proprio volume glandular, ou seja, hiperplasia prostatica benigna. O raciocinio quantitativo ajuda: a densidade do PSA (PSA dividido pelo volume prostatico) fica em torno de 0,06 ng/mL/cm3, bem abaixo do limiar de 0,15 que levantaria suspeita de neoplasia. A perola: cada grama de tecido hiperplasico contribui para o PSA total, entao prostata grande com toque liso, simetrico e sem nodulos favorece doenca benigna, enquanto densidade alta ou toque suspeito e que empurram para biopsia.

Questão 65Prematuro, 32 semanas, com peso de 1,2kg, Apgar 4 e 6, foi alimentado com leite materno a partir de 48hs de vida. Aos sete dias de vida apresentou distensão abdominal, evacuação com sangue e vômitos biliosos. Foi mantido em jejum e com sonda nasogástrica. A CONDUTA INDICADA, A SEGUIR, É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 6

Prematuro, 32 semanas, com peso de 1,2kg, Apgar 4 e 6, foi alimentado com leite materno a partir de 48hs de vida. Aos sete dias de vida apresentou distensão abdominal, evacuação com sangue e vômitos biliosos. Foi mantido em jejum e com sonda nasogástrica. A CONDUTA INDICADA, A SEGUIR, É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 6

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta a seguir. Prematuro de 32 semanas, muito baixo peso, com asfixia perinatal, que apos inicio da dieta apresenta no setimo dia distensao abdominal, vomitos biliosos e sangue nas fezes: e o quadro tipico de enterocolite necrosante. Jejum e sonda gastrica em drenagem ja foram feitos, e o passo seguinte no tratamento clinico e iniciar antibioticoterapia sistemica de amplo espectro, com cobertura para gram-negativos e anaerobios, apos coleta de culturas. A ampliacao do padrao aceita o radiograma de abdome, que e o exame que estadia a doenca ao procurar pneumatose intestinal, gas em veia porta e, sobretudo, pneumoperitonio, que e o indicador de indicacao cirurgica. A perola: a triade suporte clinico, jejum com descompressao e antibiotico sustenta o tratamento; a cirurgia so entra com perfuracao ou deterioracao refrataria.

Questão 66Homem, 32a, vítima de ferimento por arma branca em hemitórax direito, é trazido por populares à Unidade de Emergência, com queixa de falta de ar. Exame físico: ansioso; PA=73/52mmHg; FC=142bpm; FR=48irpm; oximetria de pulso=86% (máscara não reinalante 12L/min). Cervical=desvio da traqueia para esquerda e presença de turgência das veias jugulares; tórax=ferimento cortante no terceiro espaço intercostal direito, não soprante, ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo. Foram realizados: acessos venosos; reanimação volêmica (sem alteração dos sinais vitais) e coleta de exames laboratoriais. A CONDUTA IMEDIATA É:

Homem, 32a, vítima de ferimento por arma branca em hemitórax direito, é trazido por populares à Unidade de Emergência, com queixa de falta de ar. Exame físico: ansioso; PA=73/52mmHg; FC=142bpm; FR=48irpm; oximetria de pulso=86% (máscara não reinalante 12L/min). Cervical=desvio da traqueia para esquerda e presença de turgência das veias jugulares; tórax=ferimento cortante no terceiro espaço intercostal direito, não soprante, ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo. Foram realizados: acessos venosos; reanimação volêmica (sem alteração dos sinais vitais) e coleta de exames laboratoriais. A CONDUTA IMEDIATA É:

Comentário OsceLabs

A questao pede a conduta imediata em um pneumotorax hipertensivo por ferimento penetrante: hipotensao grave, taquicardia, taquipneia, hipoxemia, desvio contralateral da traqueia, turgencia jugular, ausencia de murmurio vesicular e hipertimpanismo a direita, tudo sem resposta a reanimacao volemica. O tratamento e a descompressao toracica imediata por puncao (toracocentese de alivio), tradicionalmente no segundo espaco intercostal na linha hemiclavicular e, pelas recomendacoes mais recentes, preferencialmente no quinto espaco intercostal na linha axilar anterior, seguida da drenagem definitiva. A perola cobrada pelo padrao: responder drenagem toracica nao pontua, porque diante da instabilidade hemodinamica nao se pode perder tempo montando o sistema; alivia-se primeiro a pressao e so depois se drena.

Questão 67Homem, 21a, teve um ferimento cortante na coxa direita por estilete, com aproximadamente 2cm, acometendo pele e subcutâneo. Foi indicada a sutura e escolhido um fio inabsorvível 4-0 com as seguintes descrições na figura abaixo: A CARACTERÍSTICA INFORMADA DA EXTREMIDADE DA AGULHA REPRESENTADA NA FIGURA É:

Homem, 21a, teve um ferimento cortante na coxa direita por estilete, com aproximadamente 2cm, acometendo pele e subcutâneo. Foi indicada a sutura e escolhido um fio inabsorvível 4-0 com as seguintes descrições na figura abaixo: A CARACTERÍSTICA INFORMADA DA EXTREMIDADE DA AGULHA REPRESENTADA NA FIGURA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a caracteristica da extremidade (ponta) da agulha mostrada, e nao do fio. A ponta representada e triangular, com arestas cortantes, o que define a agulha do tipo traumatica, tambem chamada cortante ou lanceolada. Esse desenho corta o tecido ao passar e por isso e o indicado para estruturas de maior resistencia, como pele e fascia, exatamente o caso do ferimento cortante em coxa que sera suturado com fio inabsorvivel 4-0. A perola de prova e o contraste com a agulha atraumatica, de ponta cilindrica ou romba, que apenas afasta as fibras e e reservada a tecidos delicados como intestino, vasos e miocardio. Repare que o corpo da agulha pode ser curvo e ainda assim a ponta ser triangular: a banca pergunta pela extremidade.

Questão 68Mulher, 31a, vítima de acidente automobilístico, é trazida ao Pronto Socorro com queixa de dor na perna direita. Exame físico: PA=84/63mmHg; FC=125bpm; FR=24irpm; oximetria de pulso=93% (ar ambiente); Exame físico: Extremidades: deformidade na coxa direita com edema e dor local, e pulso pedioso presente. Restante do exame físico sem anormalidades. Entre as condutas iniciais, é importante o acesso venoso. Na sala de emergência estão disponíveis cateteres para acesso venoso central e periférico, de diversos calibres. DE ACORDO COM O ATLS 10ª. EDIÇÃO, O DISPOSITIVO (TIPO E CALIBRE) QUE PROPORCIONA MAIOR VELOCIDADE DE FLUXO DE ADMINISTRAÇÃO DE SOLUÇÕES INTRAVENOSAS É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 7

Mulher, 31a, vítima de acidente automobilístico, é trazida ao Pronto Socorro com queixa de dor na perna direita. Exame físico: PA=84/63mmHg; FC=125bpm; FR=24irpm; oximetria de pulso=93% (ar ambiente); Exame físico: Extremidades: deformidade na coxa direita com edema e dor local, e pulso pedioso presente. Restante do exame físico sem anormalidades. Entre as condutas iniciais, é importante o acesso venoso. Na sala de emergência estão disponíveis cateteres para acesso venoso central e periférico, de diversos calibres. DE ACORDO COM O ATLS 10ª. EDIÇÃO, O DISPOSITIVO (TIPO E CALIBRE) QUE PROPORCIONA MAIOR VELOCIDADE DE FLUXO DE ADMINISTRAÇÃO DE SOLUÇÕES INTRAVENOSAS É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 7

Comentário OsceLabs

A pergunta e sobre qual dispositivo oferece maior velocidade de infusao segundo o ATLS. A resposta e o cateter venoso periferico curto e calibroso, de 18G, 16G ou 14G. O fundamento e a lei de Hagen-Poiseuille: o fluxo e diretamente proporcional a quarta potencia do raio e inversamente proporcional ao comprimento do cateter. Um jelco periferico e curto e largo; um cateter venoso central, ainda que pareca robusto, e longo e com lumens estreitos, o que reduz muito a vazao. Por isso, na paciente instavel com fratura de femur, o acesso de escolha sao duas veias perifericas calibrosas. A perola: o padrao rejeita respostas vagas como grosso calibre ou acesso central, exigindo o tipo periferico com calibre nomeado.

Questão 69Mulher, 25a, procura Pronto Socorro por apresentar febre alta (40ºC), acompanhada de calafrios seguidos de sudorese profusa e dor intensa em perna direita, que está quente e avermelhada. Refere que tem recorrentemente tratado micose nos espaços interdigitais dos pés. Exame Físico: edema de todo membro inferior direito, mais proeminente em perna e pé, área circular de eritema em face ântero-medial da perna, com aumento de temperatura local. Presença de trajeto avermelhado em toda a face medial do membro, acompanhando o trajeto da veia safena e linfonodos aumentados na região inguinal. Pulsos presentes e normais, musculatura da perna flácida e indolor. O AGENTE ETIOLÓGICO MAIS FREQUENTE NESTA DOENÇA É:

Mulher, 25a, procura Pronto Socorro por apresentar febre alta (40ºC), acompanhada de calafrios seguidos de sudorese profusa e dor intensa em perna direita, que está quente e avermelhada. Refere que tem recorrentemente tratado micose nos espaços interdigitais dos pés. Exame Físico: edema de todo membro inferior direito, mais proeminente em perna e pé, área circular de eritema em face ântero-medial da perna, com aumento de temperatura local. Presença de trajeto avermelhado em toda a face medial do membro, acompanhando o trajeto da veia safena e linfonodos aumentados na região inguinal. Pulsos presentes e normais, musculatura da perna flácida e indolor. O AGENTE ETIOLÓGICO MAIS FREQUENTE NESTA DOENÇA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se o agente etiologico mais frequente da doenca apresentada. Febre alta com calafrios, dor em perna que esta quente e avermelhada, placa eritematosa de limites bem definidos, linfangite acompanhando o trajeto da safena e linfonodomegalia inguinal configuram erisipela, infeccao da derme e dos linfaticos superficiais. A porta de entrada e classica: a micose interdigital de repeticao, que fissura a pele. O agente mais frequente e o Streptococcus pyogenes, estreptococo beta-hemolitico do grupo A, e o tratamento se faz com penicilina ou amoxicilina. A perola: musculatura da panturrilha flacida e indolor afasta fasciite necrotizante e sindrome compartimental, e tratar a tinea dos pes e o que evita a recidiva, que e a grande causa de linfedema cronico.

Questão 70Mulher, 57a, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor em panturrilha esquerda para deambular em torno de três quarteirões há cinco meses. A dor inicia após dois quarteirões e vai aumentando de intensidade até obrigá-la a parar de andar porque a perna trava. Antecedentes: diabetes melito controlado com hipoglicemiantes orais, cessou o tabagismo há 10 anos após episódio de isquemia miocárdica. Exame físico: pulso femoral presente, poplíteo e distais ausentes no membro inferior esquerdo, presentes à direita. PARA OBTER MAIOR GANHO DE DISTÂNCIA DE MARCHA NESTA PACIENTE, A RECOMENDAÇÃO É: EM BRANCO RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 9

Mulher, 57a, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor em panturrilha esquerda para deambular em torno de três quarteirões há cinco meses. A dor inicia após dois quarteirões e vai aumentando de intensidade até obrigá-la a parar de andar porque a perna trava. Antecedentes: diabetes melito controlado com hipoglicemiantes orais, cessou o tabagismo há 10 anos após episódio de isquemia miocárdica. Exame físico: pulso femoral presente, poplíteo e distais ausentes no membro inferior esquerdo, presentes à direita. PARA OBTER MAIOR GANHO DE DISTÂNCIA DE MARCHA NESTA PACIENTE, A RECOMENDAÇÃO É: EM BRANCO RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 9

Comentário OsceLabs

Pede-se a recomendacao com maior ganho de distancia de marcha na doenca arterial obstrutiva periferica. A paciente tem claudicacao intermitente tipica de panturrilha, com pulsos popliteo e distais ausentes a esquerda, diabetes e tabagismo previo. A medida com melhor evidencia para aumentar a distancia percorrida e o programa regular de exercicio, ou seja, realizar caminhadas diarias, idealmente supervisionadas, caminhando ate o surgimento da dor, pausando e retomando, por cerca de 30 a 45 minutos varias vezes por semana. O mecanismo e o estimulo a circulacao colateral, a melhora da eficiencia metabolica muscular e da funcao endotelial. A perola: cilostazol, estatina, antiagregante e controle dos fatores de risco sao essenciais, mas so somam se estiverem associados ao treinamento de marcha, que e a intervencao central.

Questão 71Menina, 7a, com história de perfuração plantar acidental por prego enferrujado na região do calcâneo há duas semanas. Situação vacinal atualizada segundo o Calendário Nacional de Vacinação. Foi avaliada na Unidade Básica de Saúde no mesmo dia, sendo prescrito cefalexina por sete dias, durante os quais houve aumento da reação inflamatória local, com drenagem de secreção purulenta pelo óstio da lesão. Procurou Pronto Atendimento, onde foram prescritos cuidados locais e ceftriaxone intramuscular por cinco dias. Apesar do tratamento proposto, houve aumento progressivo da dor e dos sinais inflamatórios locais, impossibilitando a deambulação. Realizada bacterioscopia da secreção local, que evidenciou grande quantidade de bacilos gram-negativos. O AGENTE ETIOLÓGICO É:

Menina, 7a, com história de perfuração plantar acidental por prego enferrujado na região do calcâneo há duas semanas. Situação vacinal atualizada segundo o Calendário Nacional de Vacinação. Foi avaliada na Unidade Básica de Saúde no mesmo dia, sendo prescrito cefalexina por sete dias, durante os quais houve aumento da reação inflamatória local, com drenagem de secreção purulenta pelo óstio da lesão. Procurou Pronto Atendimento, onde foram prescritos cuidados locais e ceftriaxone intramuscular por cinco dias. Apesar do tratamento proposto, houve aumento progressivo da dor e dos sinais inflamatórios locais, impossibilitando a deambulação. Realizada bacterioscopia da secreção local, que evidenciou grande quantidade de bacilos gram-negativos. O AGENTE ETIOLÓGICO É:

Comentário OsceLabs

Pergunta-se o agente etiológico. A pista epidemiológica é a ferida perfurante plantar por prego, que atravessa o solado do calçado: esse mecanismo tem associação clássica com Pseudomonas aeruginosa, que habita o ambiente úmido da palmilha. Isso explica a evolução clínica — falha da cefalexina e depois da ceftriaxona, antimicrobianos que simplesmente não cobrem Pseudomonas, com piora progressiva da dor e dos sinais inflamatórios. A bacterioscopia com bacilos gram-negativos fecha o raciocínio. A pérola: nessa apresentação a preocupação vai além da infecção de partes moles, porque a perfuração plantar profunda pode evoluir para osteocondrite do calcâneo, exigindo imagem, avaliação cirúrgica e antimicrobiano com atividade antipseudomonas (ceftazidima ou ciprofloxacino).

Questão 72Menino, 9a, é trazido ao ambulatório de pediatria com queixa de diarreia. Mãe refere que há um ano o paciente apresenta evacuações nas roupas íntimas, 4 a 5 vezes por dia e, por vezes, no período noturno. Evacua sempre fezes escuras na cueca, quase pretas, mucoides, não formadas, de odor fétido e que impregnam as roupas da criança de maneira indelével. Não apresenta sangue ou restos alimentares nas fezes, nega emagrecimento, febre ou relação com a ingesta de alimentos associados ao quadro. Refere bom aproveitamento escolar, porém várias vezes precisa se ausentar para higiene. Exame físico: bom estado geral, corado, hidratado, eupneico; peso, estatura e desenvolvimento puberal adequados para a idade; abdome plano, indolor, fígado, baço e massas não palpáveis. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 73.Menina, 7a, previamente hígida, é trazida à Unidade Básica de Saúde com queixa de febre baixa (37,8°C), tosse seca e persistente associada à cefaleia há cerca de uma semana. Mãe refere que dois dias antes do início da febre teve dor de garganta, dor de ouvido e olho lacrimejando. Nos últimos dois dias, refere dor torácica quando respira fundo e quando tosse. Na sala de aula há duas crianças com quadro semelhante, que foram afastadas há dois dias. Exame Físico: bom estado geral, corada, hidratada; FC=110bpm; FR=24irpm; T=38ºC; Pulmões=murmúrio vesicular presente com crepitações finas bilateralmente. Radiograma simples de tórax (Imagem Q73). O AGENTE ETIOLÓGICO BACTERIANO É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 10

Menino, 9a, é trazido ao ambulatório de pediatria com queixa de diarreia. Mãe refere que há um ano o paciente apresenta evacuações nas roupas íntimas, 4 a 5 vezes por dia e, por vezes, no período noturno. Evacua sempre fezes escuras na cueca, quase pretas, mucoides, não formadas, de odor fétido e que impregnam as roupas da criança de maneira indelével. Não apresenta sangue ou restos alimentares nas fezes, nega emagrecimento, febre ou relação com a ingesta de alimentos associados ao quadro. Refere bom aproveitamento escolar, porém várias vezes precisa se ausentar para higiene. Exame físico: bom estado geral, corado, hidratado, eupneico; peso, estatura e desenvolvimento puberal adequados para a idade; abdome plano, indolor, fígado, baço e massas não palpáveis. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 73.Menina, 7a, previamente hígida, é trazida à Unidade Básica de Saúde com queixa de febre baixa (37,8°C), tosse seca e persistente associada à cefaleia há cerca de uma semana. Mãe refere que dois dias antes do início da febre teve dor de garganta, dor de ouvido e olho lacrimejando. Nos últimos dois dias, refere dor torácica quando respira fundo e quando tosse. Na sala de aula há duas crianças com quadro semelhante, que foram afastadas há dois dias. Exame Físico: bom estado geral, corada, hidratada; FC=110bpm; FR=24irpm; T=38ºC; Pulmões=murmúrio vesicular presente com crepitações finas bilateralmente. Radiograma simples de tórax (Imagem Q73). O AGENTE ETIOLÓGICO BACTERIANO É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 10

Comentário OsceLabs

A questao pede a hipotese diagnostica de um menino de 9 anos com escape fecal ha um ano. Apesar de a mae chamar de diarreia, o quadro nao e diarreico: sao fezes escuras, mucoides, mal formadas, muito fetidas e que mancham a roupa de modo indelevel, escapando varias vezes ao dia e ate a noite, sem emagrecimento, sem sangue e com exame fisico e crescimento normais. Isso e constipacao intestinal funcional com incontinencia fecal retentiva (soiling): o bolo fecal endurecido impacta o reto, distende a ampola, reduz a sensibilidade e as fezes liquidas de cima escorrem ao redor do fecaloma. A perola: responder apenas incontinencia fecal nao pontua, porque perde a causa; o tratamento e desimpactar e manter laxante osmotico com treinamento de habito intestinal.

Questão 74Você presencia um afogamento de uma criança de 3 anos na piscina do clube que frequenta e vai atender à vítima. Ao avaliar a criança após ser retirada da água, identifica que está arresponsiva e sem respirar. ENQUANTO AGUARDA O SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA, A CONDUTA IMEDIATA É: 75.Menino, 3a, previamente hígido, é trazido à Unidade de Emergência com história de vômitos e diarreia há dois dias. Mãe refere ter dado metoclopramida e dipirona, sem melhora. Hoje observou que a criança está estranha, inquieta, apresentando movimentos anormais e caretas. Nega febre. Exame físico: bom estado geral, orientado; FC=110bpm; FR=24ipm; PA=90/70mmHg; pulsos cheios; enchimento capilar=2segundos; sem sinais meníngeos; pele sem lesões; observados movimentos involuntários de membros e espasmos musculares, além de protusão de língua. O DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO É: 76.Menino, 1a, é trazido ao Pronto Socorro com história de irritabilidade há dois dias. Nega febre, vômitos, diarreia ou outras queixas. Refere diurese abundante e frequente. Nega uso de medicamentos. Antecedente pessoal: malformação de sistema nervoso central. Exame físico: irritado, com mucosas secas, choro sem lágrimas, turgor normal e boa perfusão periférica. Exames: sódio sérico=156mEq/L. PARA ATINGIR O EQUILÍBRIO OSMÓTICO, O COMPARTIMENTO QUE SOFRE MAIOR CONTRAÇÃO COM O DESVIO DE LÍQUIDOS É: 77.Recém-nascido termo adequado para idade gestacional, 23 dias de vida, em aleitamento materno exclusivo. Diurese e evacuação normais. Ganho de peso de 45g/dia. Exame físico: bom estado geral, corado, icterícia até cicatriz umbilical. Exames laboratoriais: hemoglobina=14,3g/dL; hematócrito=40%; leucócitos=8.200/mm3; plaquetas=320.000/mm3; bilirrubina total=10,5mg/dL; bilirrubina direta=0,5mg/dL; tipagem sanguínea mãe=O+; tipagem sanguínea recém-nascido=O+; exame do pezinho normal. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 11 78.Recém-nascido, 50 horas de vida, será submetido à punção de calcanhar para coleta de sangue para triagem biológica neonatal. COMO MEDIDA NÃO FARMACOLÓGICA PARA ALÍVIO DA DOR, RECOMENDA-SE ADMINISTRAR, DOIS MINUTOS ANTES DO PROCEDIMENTO:

Você presencia um afogamento de uma criança de 3 anos na piscina do clube que frequenta e vai atender à vítima. Ao avaliar a criança após ser retirada da água, identifica que está arresponsiva e sem respirar. ENQUANTO AGUARDA O SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA, A CONDUTA IMEDIATA É: 75.Menino, 3a, previamente hígido, é trazido à Unidade de Emergência com história de vômitos e diarreia há dois dias. Mãe refere ter dado metoclopramida e dipirona, sem melhora. Hoje observou que a criança está estranha, inquieta, apresentando movimentos anormais e caretas. Nega febre. Exame físico: bom estado geral, orientado; FC=110bpm; FR=24ipm; PA=90/70mmHg; pulsos cheios; enchimento capilar=2segundos; sem sinais meníngeos; pele sem lesões; observados movimentos involuntários de membros e espasmos musculares, além de protusão de língua. O DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO É: 76.Menino, 1a, é trazido ao Pronto Socorro com história de irritabilidade há dois dias. Nega febre, vômitos, diarreia ou outras queixas. Refere diurese abundante e frequente. Nega uso de medicamentos. Antecedente pessoal: malformação de sistema nervoso central. Exame físico: irritado, com mucosas secas, choro sem lágrimas, turgor normal e boa perfusão periférica. Exames: sódio sérico=156mEq/L. PARA ATINGIR O EQUILÍBRIO OSMÓTICO, O COMPARTIMENTO QUE SOFRE MAIOR CONTRAÇÃO COM O DESVIO DE LÍQUIDOS É: 77.Recém-nascido termo adequado para idade gestacional, 23 dias de vida, em aleitamento materno exclusivo. Diurese e evacuação normais. Ganho de peso de 45g/dia. Exame físico: bom estado geral, corado, icterícia até cicatriz umbilical. Exames laboratoriais: hemoglobina=14,3g/dL; hematócrito=40%; leucócitos=8.200/mm3; plaquetas=320.000/mm3; bilirrubina total=10,5mg/dL; bilirrubina direta=0,5mg/dL; tipagem sanguínea mãe=O+; tipagem sanguínea recém-nascido=O+; exame do pezinho normal. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 11 78.Recém-nascido, 50 horas de vida, será submetido à punção de calcanhar para coleta de sangue para triagem biológica neonatal. COMO MEDIDA NÃO FARMACOLÓGICA PARA ALÍVIO DA DOR, RECOMENDA-SE ADMINISTRAR, DOIS MINUTOS ANTES DO PROCEDIMENTO:

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta imediata em uma crianca resgatada de afogamento, arresponsiva e sem respirar, enquanto se aguarda o SAMU. O socorro comeca por cinco ventilacoes de resgate, boca a boca, antes das compressoes. A razao e fisiopatologica: no afogamento a parada e primariamente hipoxica, ou seja, o coracao para porque faltou oxigenio, e nao por arritmia subita. Por isso o afogamento e uma das excecoes ao esquema que prioriza compressoes, junto com a parada pediatrica de causa respiratoria em geral. Depois das ventilacoes iniciais, segue-se a reanimacao com ciclos de compressoes e ventilacoes. A perola cobrada pelo padrao: responder apenas reanimacao cardiopulmonar nao pontua, porque o que a banca quer e a inversao da sequencia, comecando pela ventilacao. Nao se perde tempo tentando drenar agua dos pulmoes.

Questão 79Menina, 2m, é trazida ao Pronto Socorro com história de piora do padrão respiratório há um dia. Nega febre ou outras queixas. Antecedentes pessoais: Síndrome de Down e cardiopatia congênita. Exame físico: FC=130bpm; FR=61irpm; oximetria de pulso=98% (ar ambiente); Coração: ritmo regular com sopro sistólico 4+/6+, mais audível em rebordo esternal esquerdo, e segunda bulha normal; Pulmões: murmúrio vesicular simétrico e sem ruídos adventícios; Abdome: fígado palpável a 3cm do rebordo costal direito; Pulsos periféricos palpáveis e simétricos. Radiograma: Imagem Q79 O ACHADO RADIOLÓGICO REFERENTE AOS CAMPOS PULMONARES É:

Menina, 2m, é trazida ao Pronto Socorro com história de piora do padrão respiratório há um dia. Nega febre ou outras queixas. Antecedentes pessoais: Síndrome de Down e cardiopatia congênita. Exame físico: FC=130bpm; FR=61irpm; oximetria de pulso=98% (ar ambiente); Coração: ritmo regular com sopro sistólico 4+/6+, mais audível em rebordo esternal esquerdo, e segunda bulha normal; Pulmões: murmúrio vesicular simétrico e sem ruídos adventícios; Abdome: fígado palpável a 3cm do rebordo costal direito; Pulsos periféricos palpáveis e simétricos. Radiograma: Imagem Q79 O ACHADO RADIOLÓGICO REFERENTE AOS CAMPOS PULMONARES É:

Comentário OsceLabs

A pergunta e restrita ao achado radiologico dos campos pulmonares. Lactente com sindrome de Down e cardiopatia congenita, com sopro sistolico intenso em borda esternal esquerda, taquipneia e hepatomegalia, esta em insuficiencia cardiaca por shunt da esquerda para a direita, tipicamente defeito do septo atrioventricular ou comunicacao interventricular. Com o passar das semanas a resistencia pulmonar cai e o volume de sangue desviado para o pulmao aumenta. A traducao radiologica e o hiperfluxo pulmonar: trama vascular aumentada, vasos dilatados e ingurgitamento peri-hilar. A perola: a saturacao normal em ar ambiente confirma que o shunt e esquerda-direita (acianotico); cardiopatias com obstrucao ao fluxo pulmonar dariam o oposto, campos hipertransparentes por oligoemia.

Questão 80Menina, 8a, é trazida para puericultura sem queixas. Antecedentes pessoais: anóxia neonatal grave e convulsões, paralisia cerebral grau V pelo Gross Motor Function Classification System. Alimentação diária: consome regularmente 240ml de leite de vaca integral com achocolatado em mamadeira duas vezes ao dia, além de duas papas preparadas no liquidificador, com ingredientes semelhantes aos consumidos pela sua família. Nega dificuldades para engolir ou episódios de vômito. Exame físico: IMC=10Kg/m2. A CONDUTA É: EM BRANCO RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 13 81.Mulher, 32a, G3P1A1, com idade gestacional de 12 semanas, é encaminhada ao pré-natal de alto risco para avaliação. Antecedentes pessoais: nega histórico de doenças crônicas, tabagismo ou uso de drogas; relata uso de bebida alcoólica ocasional. Medicações: ácido fólico e polivitamínico desde o início desta gravidez. Antecedentes obstétricos: G1=parto prematuro com 26 semanas, bebê com complicações respiratórias graves, mas sobrevivente; G2=aborto espontâneo com 18 semanas, associado à dilatação cervical completa. Exame físico: PA=112/70mmHg; FC=82bpm; T=36,6°C. Ultrassonografia transvaginal=saco gestacional em cavidade uterina, com embrião único, compatível com 12 semanas de gestação, com morfologia normal para a idade gestacional, BCF=162bpm. Comprimento cervical=35mm, sem sinais de afunilamento ou sludge. A CONDUTA OBSTÉTRICA É: 82.Mulher,17a, G1P0A0, idade gestacional= 34 semanas e 5 dias, procura o Pronto Atendimento com queixa de cefaleia occipital intensa e náusea iniciadas hoje. Refere edema de membros inferiores e ganho ponderal de 3Kg há duas semanas. Iniciou pré-natal tardiamente, com consultas irregulares. Na última consulta, há quatro semanas, apresentava PA=100/62mmHg e ganho de peso adequado. Antecedentes pessoais: nega patologias anteriores, uso de medicações, tabagismo ou uso de substâncias psicoativas. Exame físico: PA=132/80mmHg; FC=90bpm; T=36,8°C; altura uterina=32cm, movimentos fetais presentes; BCF=140bpm; membros inferiores=edema 3+/4+; reflexos tendinosos profundos exacerbados (4+). A CONDUTA TERAPÊUTICA IMEDIATA É: 83.Mulher, 23a, nuligesta, apresenta ciclos menstruais irregulares e sua última menstruação foi há́ nove meses. Nega atividade sexual há́ três anos. Não faz uso de método contraceptivo. Nega patologias, uso de medicações ou de substâncias psicoativas. Exame físico: PA=102/70mmHg; IMC=19Kg/m2, exame físico geral e ginecológico sem anormalidades. Exames laboratoriais: hCG negativo; FSH=0,3mUI/mL; prolactina=15ng/mL; TSH=2,5mUI/mL. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 14 84.Mulher, 49a, é trazida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com queixa de sangramento genital intenso. Traz resultado de biópsia coletada há 14 dias com diagnóstico de carcinoma epidermoide de colo uterino. Nega uso de medicamentos. Exame físico: descorada 2+/4+; FC=108bpm; PA=102/50mmHg. Exame ginecológico= lesão tumoral de 5cm no colo uterino, com sangramento ativo em moderada quantidade. ALÉM DA ESTABILIZAÇÃO HEMODINÂMICA, A CONDUTA IMEDIATA NA UPA DEVE SER: 85.Mulher, 19a, primigesta, idade gestacional de 30 semanas, vem para consulta pré-natal de rotina, trazendo exames laboratoriais realizados às 28 semanas. Nega queixas, refere boa movimentação fetal, em uso de sulfato ferroso 40mg/dia. Antecedentes: nega doenças crônicas, refere alergia a dipirona e penicilina, exames de rotina de pré-natal de primeiro trimestre todos normais (incluindo a sorologia de sífilis negativa). Exames laboratoriais: hemoglobina=11,6mg/dL; glicemia de jejum=88mg/dL; exame de urina=normal; urocultura=negativa. Sorologias: HIV=negativa; toxoplasmose=IgG e IgM negativas; sífilis: (CMIA)=positivo; VDRL=1:64. DE ACORDO COM O PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS PARA PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL DE HIV, SÍFILIS E HEPATITES VIRAIS, 2022, O TRATAMENTO INDICADO PARA ESTA PACIENTE É:

Menina, 8a, é trazida para puericultura sem queixas. Antecedentes pessoais: anóxia neonatal grave e convulsões, paralisia cerebral grau V pelo Gross Motor Function Classification System. Alimentação diária: consome regularmente 240ml de leite de vaca integral com achocolatado em mamadeira duas vezes ao dia, além de duas papas preparadas no liquidificador, com ingredientes semelhantes aos consumidos pela sua família. Nega dificuldades para engolir ou episódios de vômito. Exame físico: IMC=10Kg/m2. A CONDUTA É: EM BRANCO RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 13 81.Mulher, 32a, G3P1A1, com idade gestacional de 12 semanas, é encaminhada ao pré-natal de alto risco para avaliação. Antecedentes pessoais: nega histórico de doenças crônicas, tabagismo ou uso de drogas; relata uso de bebida alcoólica ocasional. Medicações: ácido fólico e polivitamínico desde o início desta gravidez. Antecedentes obstétricos: G1=parto prematuro com 26 semanas, bebê com complicações respiratórias graves, mas sobrevivente; G2=aborto espontâneo com 18 semanas, associado à dilatação cervical completa. Exame físico: PA=112/70mmHg; FC=82bpm; T=36,6°C. Ultrassonografia transvaginal=saco gestacional em cavidade uterina, com embrião único, compatível com 12 semanas de gestação, com morfologia normal para a idade gestacional, BCF=162bpm. Comprimento cervical=35mm, sem sinais de afunilamento ou sludge. A CONDUTA OBSTÉTRICA É: 82.Mulher,17a, G1P0A0, idade gestacional= 34 semanas e 5 dias, procura o Pronto Atendimento com queixa de cefaleia occipital intensa e náusea iniciadas hoje. Refere edema de membros inferiores e ganho ponderal de 3Kg há duas semanas. Iniciou pré-natal tardiamente, com consultas irregulares. Na última consulta, há quatro semanas, apresentava PA=100/62mmHg e ganho de peso adequado. Antecedentes pessoais: nega patologias anteriores, uso de medicações, tabagismo ou uso de substâncias psicoativas. Exame físico: PA=132/80mmHg; FC=90bpm; T=36,8°C; altura uterina=32cm, movimentos fetais presentes; BCF=140bpm; membros inferiores=edema 3+/4+; reflexos tendinosos profundos exacerbados (4+). A CONDUTA TERAPÊUTICA IMEDIATA É: 83.Mulher, 23a, nuligesta, apresenta ciclos menstruais irregulares e sua última menstruação foi há́ nove meses. Nega atividade sexual há́ três anos. Não faz uso de método contraceptivo. Nega patologias, uso de medicações ou de substâncias psicoativas. Exame físico: PA=102/70mmHg; IMC=19Kg/m2, exame físico geral e ginecológico sem anormalidades. Exames laboratoriais: hCG negativo; FSH=0,3mUI/mL; prolactina=15ng/mL; TSH=2,5mUI/mL. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 14 84.Mulher, 49a, é trazida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com queixa de sangramento genital intenso. Traz resultado de biópsia coletada há 14 dias com diagnóstico de carcinoma epidermoide de colo uterino. Nega uso de medicamentos. Exame físico: descorada 2+/4+; FC=108bpm; PA=102/50mmHg. Exame ginecológico= lesão tumoral de 5cm no colo uterino, com sangramento ativo em moderada quantidade. ALÉM DA ESTABILIZAÇÃO HEMODINÂMICA, A CONDUTA IMEDIATA NA UPA DEVE SER: 85.Mulher, 19a, primigesta, idade gestacional de 30 semanas, vem para consulta pré-natal de rotina, trazendo exames laboratoriais realizados às 28 semanas. Nega queixas, refere boa movimentação fetal, em uso de sulfato ferroso 40mg/dia. Antecedentes: nega doenças crônicas, refere alergia a dipirona e penicilina, exames de rotina de pré-natal de primeiro trimestre todos normais (incluindo a sorologia de sífilis negativa). Exames laboratoriais: hemoglobina=11,6mg/dL; glicemia de jejum=88mg/dL; exame de urina=normal; urocultura=negativa. Sorologias: HIV=negativa; toxoplasmose=IgG e IgM negativas; sífilis: (CMIA)=positivo; VDRL=1:64. DE ACORDO COM O PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS PARA PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL DE HIV, SÍFILIS E HEPATITES VIRAIS, 2022, O TRATAMENTO INDICADO PARA ESTA PACIENTE É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta em uma menina de 8 anos com paralisia cerebral GMFCS V, portanto sem marcha e totalmente dependente, cuja alimentacao se resume a mamadeiras com achocolatado e papas liquidificadas, e que apresenta IMC de 10 kg/m2, ou seja, desnutricao grave. A resposta esperada e instituir suporte nutricional, aceitando as vias enterais: gastrostomia, sonda nasogastrica ou nasoenteral, alem de internacao para suporte quando necessario. O raciocinio e que na paralisia cerebral grave a ingesta por via oral costuma ser insuficiente e insegura, mesmo sem engasgo relatado, e o tempo prolongado de refeicao somado a dieta diluida perpetua o deficit. A perola: em necessidade prolongada, a gastrostomia e preferivel a sonda, por conforto, seguranca e melhor ganho ponderal.

Questão 86Mulher, 36a, G3P3, procura a Unidade Básica de Saúde para orientação por quadro de drenagem espontânea de secreção mucopurulenta periareolar, por três vezes nos últimos dois anos. No momento está assintomática. Em dois episódios anteriores utilizou ampicilina, no último apresentou drenagem espontânea e cura. Antecedentes pessoais: tabagismo=15anos/maço, uso de anticoncepcional oral combinado. Exame físico: mama acometida (Imagem Q86) e mama contralateral sem alterações. A CONDUTA PARA EVITAR NOVAS RECIDIVAS É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 15

Mulher, 36a, G3P3, procura a Unidade Básica de Saúde para orientação por quadro de drenagem espontânea de secreção mucopurulenta periareolar, por três vezes nos últimos dois anos. No momento está assintomática. Em dois episódios anteriores utilizou ampicilina, no último apresentou drenagem espontânea e cura. Antecedentes pessoais: tabagismo=15anos/maço, uso de anticoncepcional oral combinado. Exame físico: mama acometida (Imagem Q86) e mama contralateral sem alterações. A CONDUTA PARA EVITAR NOVAS RECIDIVAS É: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 15

Comentário OsceLabs

A questao pede a conduta que evita novas recidivas, e nao o tratamento do episodio agudo. Mulher tabagista com drenagem de secrecao mucopurulenta periareolar de repeticao ha dois anos, fora do ciclo gravidico-puerperal, tem mastite periductal com abscesso subareolar recidivante, tambem conhecida como doenca de Zuska. O tabagismo e o fator causal central: as substancias do cigarro lesam o epitelio ductal retroareolar e favorecem a metaplasia escamosa que obstrui o ducto, criando o ciclo de infeccao, drenagem e recorrencia. Por isso a conduta e orientar a cessacao do tabagismo. A perola cobrada pelo padrao: antibiotico e drenagem tratam o surto mas nao previnem a recidiva, e foram considerados errados; sem parar de fumar, o quadro volta e pode evoluir para fistula mamilar.

Questão 87Mulher, 62a, apresentando ondas de calor e insônia, que estão comprometendo suas atividades diárias. Antecedentes pessoais: menopausa há 14 anos; primigesta com um parto vaginal; nega uso de medicações e doenças crônicas. Antecedentes familiares: nega câncer de mama na família. Exames: mamografia BIRADS 2; densitometria óssea: coluna lombar T-score=–1,0 desvio-padrão e colo de fêmur T-score=–0,5 desvio-padrão; glicemia jejum=89mg/dL; colesterol total=164mg/dL; triglicérides=158mg/dL. PARA O TRATAMENTO DOS SINTOMAS, A MEDICAÇÃO MAIS ADEQUADA É: 88.Mulher, 39a, secundigesta com dois partos vaginais anteriores, queixa-se de sangramento abundante com saída de coágulos há quatro meses, com duração de nove dias e dismenorreia. Antecedentes pessoais: câncer de mama com receptor hormonal positivo, tratada com mastectomia, quimioterapia e radioterapia. Método contraceptivo: laqueadura. Ultrassonografia: útero com volume de 324,32cm³, miométrio de textura heterogênea com múltiplas imagens nodulares de localização intramural e imagem submucosa corporal posterior medindo 1,78x1,40cm. Ovários de aspecto ecográfico normal. A OPÇÃO TERAPÊUTICA MAIS ADEQUADA É: 89.Mulher, 30a, G2P1C0A0, evolui para parto vaginal às 37 semanas e 5 dias, sem intercorrências. Em alojamento conjunto, foi observado que possui tipagem sanguínea A, Rh negativo, Coombs indireto positivo (anti-D), coletado na admissão ao parto, e seu recém-nascido apresenta tipagem sanguínea A, Rh positivo. Antecedentes obstétricos: pré-natal realizado em Unidade Básica de Saúde com nove consultas, Coombs indireto no início do pré-natal e com 28 semanas=negativos; refere ter feito Imunoglobulina anti-Rh no puerpério imediato da primeira gestação e às 32 semanas dessa gestação. A CONDUTA É:

Mulher, 62a, apresentando ondas de calor e insônia, que estão comprometendo suas atividades diárias. Antecedentes pessoais: menopausa há 14 anos; primigesta com um parto vaginal; nega uso de medicações e doenças crônicas. Antecedentes familiares: nega câncer de mama na família. Exames: mamografia BIRADS 2; densitometria óssea: coluna lombar T-score=–1,0 desvio-padrão e colo de fêmur T-score=–0,5 desvio-padrão; glicemia jejum=89mg/dL; colesterol total=164mg/dL; triglicérides=158mg/dL. PARA O TRATAMENTO DOS SINTOMAS, A MEDICAÇÃO MAIS ADEQUADA É: 88.Mulher, 39a, secundigesta com dois partos vaginais anteriores, queixa-se de sangramento abundante com saída de coágulos há quatro meses, com duração de nove dias e dismenorreia. Antecedentes pessoais: câncer de mama com receptor hormonal positivo, tratada com mastectomia, quimioterapia e radioterapia. Método contraceptivo: laqueadura. Ultrassonografia: útero com volume de 324,32cm³, miométrio de textura heterogênea com múltiplas imagens nodulares de localização intramural e imagem submucosa corporal posterior medindo 1,78x1,40cm. Ovários de aspecto ecográfico normal. A OPÇÃO TERAPÊUTICA MAIS ADEQUADA É: 89.Mulher, 30a, G2P1C0A0, evolui para parto vaginal às 37 semanas e 5 dias, sem intercorrências. Em alojamento conjunto, foi observado que possui tipagem sanguínea A, Rh negativo, Coombs indireto positivo (anti-D), coletado na admissão ao parto, e seu recém-nascido apresenta tipagem sanguínea A, Rh positivo. Antecedentes obstétricos: pré-natal realizado em Unidade Básica de Saúde com nove consultas, Coombs indireto no início do pré-natal e com 28 semanas=negativos; refere ter feito Imunoglobulina anti-Rh no puerpério imediato da primeira gestação e às 32 semanas dessa gestação. A CONDUTA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a medicacao mais adequada para os sintomas vasomotores. Mulher de 62 anos, com menopausa ha 14 anos, esta fora da chamada janela de oportunidade da terapia hormonal, que exige idade abaixo de 60 anos e menos de 10 anos de menopausa; alem disso ela nao tem osteoporose (T-score de -1,0 e -0,5) que justificasse outro beneficio. Iniciar estrogenio nesse momento aumenta risco cardiovascular e tromboembolico sem ganho proporcional. A resposta e terapia nao hormonal, sendo aceitos os inibidores seletivos da recaptacao de serotonina (paroxetina, escitalopram, sertralina), os duais (venlafaxina, desvenlafaxina) ou gabapentina, esta ultima util quando ha insonia associada. A perola: o padrao exige nomear a classe correta, e qualquer resposta hormonal e considerada incorreta.

Questão 90Mulher, 25a, procura Pronto Atendimento com queixa de febre e dor intensa no baixo-ventre. Exame ginecológico: refere dor à mobilização do colo uterino ao toque bimanual; palpa-se massa anexial à direita. Exames laboratoriais= leucocitose com desvio à esquerda, VHS e proteína C reativa elevados. Ultrassonografia transvaginal=imagem cística anexial à direita de conteúdo espesso, medindo 5cm de diâmetro. Indicada hospitalização e iniciada terapia antimicrobiana. O ESQUEMA ANTIMICROBIANO INDICADO É: EM BRANCO RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 17

Mulher, 25a, procura Pronto Atendimento com queixa de febre e dor intensa no baixo-ventre. Exame ginecológico: refere dor à mobilização do colo uterino ao toque bimanual; palpa-se massa anexial à direita. Exames laboratoriais= leucocitose com desvio à esquerda, VHS e proteína C reativa elevados. Ultrassonografia transvaginal=imagem cística anexial à direita de conteúdo espesso, medindo 5cm de diâmetro. Indicada hospitalização e iniciada terapia antimicrobiana. O ESQUEMA ANTIMICROBIANO INDICADO É: EM BRANCO RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 17

Comentário OsceLabs

A questao pede o esquema antimicrobiano do abscesso tubo-ovariano. Febre, dor pelvica intensa, dor a mobilizacao do colo, massa anexial e provas inflamatorias elevadas, com imagem cistica de conteudo espesso de 5 cm, configuram doenca inflamatoria pelvica complicada, criterio de internacao e de tratamento parenteral. A resposta esperada e a triplice: ceftriaxona, doxiciclina e metronidazol. Cada droga tem alvo definido: a cefalosporina cobre gonococo e enterobacterias, a doxiciclina cobre clamidia e a doxiciclina isolada nao alcanca anaerobios, papel do metronidazol, indispensavel quando ha abscesso. A perola cobrada pelo padrao: esquemas incompletos ou respostas parciais sao considerados errados, ou seja, faltar o antianaerobio derruba a questao.

Questão 91Adamson et al. (2022) estudaram a associação de um novo teste para o diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) em mulheres. Utilizando outro método tradicional como padrão ouro para o diagnóstico de TEA, esse novo teste obteve sensibilidade de 76% em 48 mulheres que já tinham aquele diagnóstico, e especificidade de 92% em 118 mulheres que não tinham esse diagnóstico. A ACURÁCIA DO TESTE É: 92.Homem, 48a, relata falta de ar aos grandes esforços há dois anos e chiado no peito há seis meses. Nega quadros respiratórios semelhantes, anteriormente. História ocupacional: carpinteiro há 12 anos em empresa de móveis, foi demitido há três anos durante a pandemia de Covid-19, quando começou a fazer móveis por encomenda na garagem de sua residência, em local pouco ventilado. Teste de peak flow: na primeira semana de trabalho 21% inferior à semana de repouso. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 93.Durante as atividades realizadas em uma ocupação urbana, caracterizada por barracos de madeira, fornecimento precário de água e eletricidade, ausência de esgotamento sanitário e presença de grande quantidade de cães e gatos, os alunos de um projeto de extensão universitária constataram a presença de várias crianças, entre 4 e 6 anos de idade, apresentando lesões no couro cabeludo com placa de alopécia sem prurido. Essas lesões provavelmente estavam associadas às condições ambientais, notadamente nos domicílios escuros e úmidos, com pouca ventilação. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 94.Equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) realiza busca ativa de pessoas com hipertensão arterial nos bairros sob sua responsabilidade e faz diagnóstico de 20 pacientes com essa doença, assintomáticos, ainda sem tratamento. Iniciam precocemente o tratamento com orientação de dieta com pouco sal, atividade física durante 30 minutos, pelo menos cinco vezes por semana, e participação no grupo de hipertensos da UBS. DE ACORDO COM O MODELO DA HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA, PROPOSTO POR LEAVELL E CLARK, AS AÇÕES TOMADAS PELA EQUIPE DE SAÚDE CORRESPONDEM AO NÍVEL DE PREVENÇÃO: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 18

Adamson et al. (2022) estudaram a associação de um novo teste para o diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) em mulheres. Utilizando outro método tradicional como padrão ouro para o diagnóstico de TEA, esse novo teste obteve sensibilidade de 76% em 48 mulheres que já tinham aquele diagnóstico, e especificidade de 92% em 118 mulheres que não tinham esse diagnóstico. A ACURÁCIA DO TESTE É: 92.Homem, 48a, relata falta de ar aos grandes esforços há dois anos e chiado no peito há seis meses. Nega quadros respiratórios semelhantes, anteriormente. História ocupacional: carpinteiro há 12 anos em empresa de móveis, foi demitido há três anos durante a pandemia de Covid-19, quando começou a fazer móveis por encomenda na garagem de sua residência, em local pouco ventilado. Teste de peak flow: na primeira semana de trabalho 21% inferior à semana de repouso. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 93.Durante as atividades realizadas em uma ocupação urbana, caracterizada por barracos de madeira, fornecimento precário de água e eletricidade, ausência de esgotamento sanitário e presença de grande quantidade de cães e gatos, os alunos de um projeto de extensão universitária constataram a presença de várias crianças, entre 4 e 6 anos de idade, apresentando lesões no couro cabeludo com placa de alopécia sem prurido. Essas lesões provavelmente estavam associadas às condições ambientais, notadamente nos domicílios escuros e úmidos, com pouca ventilação. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 94.Equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) realiza busca ativa de pessoas com hipertensão arterial nos bairros sob sua responsabilidade e faz diagnóstico de 20 pacientes com essa doença, assintomáticos, ainda sem tratamento. Iniciam precocemente o tratamento com orientação de dieta com pouco sal, atividade física durante 30 minutos, pelo menos cinco vezes por semana, e participação no grupo de hipertensos da UBS. DE ACORDO COM O MODELO DA HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA, PROPOSTO POR LEAVELL E CLARK, AS AÇÕES TOMADAS PELA EQUIPE DE SAÚDE CORRESPONDEM AO NÍVEL DE PREVENÇÃO: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 18

Comentário OsceLabs

Pede-se a acuracia do novo teste, que e a proporcao de acertos globais: verdadeiros positivos somados aos verdadeiros negativos, divididos pelo total examinado. Entre as 48 mulheres com diagnostico pelo padrao ouro, a sensibilidade de 76% gera cerca de 36 verdadeiros positivos. Entre as 118 sem o diagnostico, a especificidade de 92% gera cerca de 109 verdadeiros negativos. Somando, tem-se aproximadamente 145 acertos em 166 examinadas, o que resulta em cerca de 87%. A perola de prova e lembrar que a acuracia depende da prevalencia da doenca na amostra estudada, ao contrario de sensibilidade e especificidade, que sao propriedades do teste: como aqui a maioria das mulheres nao tinha o diagnostico, o valor global foi puxado para perto da especificidade.

Questão 96Homem, 43a, vítima de afogamento em lagoa foi resgatado em parada cardiorrespiratória, recebeu reanimação cardiopulmonar e cerebral pela equipe de atendimento pré-hospitalar, com retorno da circulação espontânea. Encaminhado para internação em Unidade de Terapia Intensiva, onde permaneceu sob ventilação mecânica, uso de drogas vasoativas e antibiótico, evoluindo para óbito no oitavo dia de internação. QUEM DEVERÁ ASSINAR A DECLARAÇÃO DE ÓBITO? 97.Durante uma consulta de rotina de puericultura, uma criança de 4 anos é submetida à triagem de acuidade visual. O exame detecta acuidade visual reduzida em um dos olhos. A anamnese e o exame físico sugerem a presença de um possível erro refratométrico e desvio ocular. Estrabismo, erros refratométricos (como hipermetropia, miopia e astigmatismo) e opacidades de meios (como catarata) são causas comuns de ambliopia em crianças. A IDADE IDEAL PARA TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE AMBLIOPIA É ATÉ: 98.A pandemia de Covid-19 revelou para grande parcela da população brasileira a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) para a prevenção e tratamento de epidemias, quando não bastam as ações individuais, sendo indispensáveis as ações coletivas. Tendo como base os dados epidemiológicos, uma das ações tomadas foi o redirecionamento das Unidades Básicas de Saúde para atendimento inicial de casos suspeitos de Covid-19, com redução ou interrupção do atendimento regular das doenças crônicas. DENTRE AS ÁREAS DA SAÚDE COLETIVA, ESTA READEQUAÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE SE ENQUADRA EM: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 19

Homem, 43a, vítima de afogamento em lagoa foi resgatado em parada cardiorrespiratória, recebeu reanimação cardiopulmonar e cerebral pela equipe de atendimento pré-hospitalar, com retorno da circulação espontânea. Encaminhado para internação em Unidade de Terapia Intensiva, onde permaneceu sob ventilação mecânica, uso de drogas vasoativas e antibiótico, evoluindo para óbito no oitavo dia de internação. QUEM DEVERÁ ASSINAR A DECLARAÇÃO DE ÓBITO? 97.Durante uma consulta de rotina de puericultura, uma criança de 4 anos é submetida à triagem de acuidade visual. O exame detecta acuidade visual reduzida em um dos olhos. A anamnese e o exame físico sugerem a presença de um possível erro refratométrico e desvio ocular. Estrabismo, erros refratométricos (como hipermetropia, miopia e astigmatismo) e opacidades de meios (como catarata) são causas comuns de ambliopia em crianças. A IDADE IDEAL PARA TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE AMBLIOPIA É ATÉ: 98.A pandemia de Covid-19 revelou para grande parcela da população brasileira a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) para a prevenção e tratamento de epidemias, quando não bastam as ações individuais, sendo indispensáveis as ações coletivas. Tendo como base os dados epidemiológicos, uma das ações tomadas foi o redirecionamento das Unidades Básicas de Saúde para atendimento inicial de casos suspeitos de Covid-19, com redução ou interrupção do atendimento regular das doenças crônicas. DENTRE AS ÁREAS DA SAÚDE COLETIVA, ESTA READEQUAÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE SE ENQUADRA EM: RESIDÊNCIA MÉDICA- UNICAMP- ACESSO DIRETO 1ª. FASE- 2025- TARDE 19

Comentário OsceLabs

A questão testa a regra de quem emite a declaração de óbito. Trata-se de morte por causa externa — afogamento — e, nesse caso, a DO deve ser emitida pelo Instituto Médico Legal, ou seja, pelo médico legista, e não pela equipe assistente. O detalhe que a banca explora é o intervalo: o paciente foi reanimado, internou em UTI e morreu apenas no oitavo dia, o que cria a tentação de considerar a morte hospitalar e de causa natural. Não é. A pérola: quando a cadeia causal começa em causa externa (trauma, afogamento, intoxicação, queimadura), a morte permanece por causa externa independentemente do tempo de internação ou das complicações intermediárias, e o caso segue obrigatoriamente para o serviço médico-legal.

Questão 99Médico, enfermeiro e agente comunitário da equipe de um centro de saúde planejam ações de promoção de saúde, visando prevenir casos de acidente vascular encefálico e infarto agudo do miocárdio na população adscrita a essa equipe, caracterizada por 20% de idosos. Para isso, esperam contar com a colaboração de educador físico e nutricionista. O DISPOSITIVO INSTITUCIONAL, PREVISTO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE, QUE CONTA COM TAIS PROFISSIONAIS É: 100. Homem, 30a, vítima de acidente de motocicleta contra anteparo fixo, é trazido para Unidade de Pronto Atendimento. Exame inicial: escala de coma de Glasgow=7; PA=128/82mmHg. Transferido para hospital de referência em trauma, com hidratação por veia periférica, respiração espontânea em máscara não inalante e cânula de Guedel. Durante o transporte, apresentou vômitos com broncoaspiração, evoluindo com parada cardiorrespiratória e óbito. DE ACORDO COM O CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA, A INFRAÇÃO ÉTICA COMETIDA FOI: RESIDÊNCIA MÉDICA-UNICAMP- ACESSO DIRETO- CADERNO DE IMAGENS- 1ª. FASE 2025-TARDE 1 IMAGEM Q57 IMAGEM Q58 IMAGEM Q62 RESIDÊNCIA MÉDICA-UNICAMP- ACESSO DIRETO- CADERNO DE IMAGENS- 1ª. FASE 2025-TARDE 2 IMAGEM Q73 IMAGEM Q79 IMAGEM Q86

Médico, enfermeiro e agente comunitário da equipe de um centro de saúde planejam ações de promoção de saúde, visando prevenir casos de acidente vascular encefálico e infarto agudo do miocárdio na população adscrita a essa equipe, caracterizada por 20% de idosos. Para isso, esperam contar com a colaboração de educador físico e nutricionista. O DISPOSITIVO INSTITUCIONAL, PREVISTO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE, QUE CONTA COM TAIS PROFISSIONAIS É: 100. Homem, 30a, vítima de acidente de motocicleta contra anteparo fixo, é trazido para Unidade de Pronto Atendimento. Exame inicial: escala de coma de Glasgow=7; PA=128/82mmHg. Transferido para hospital de referência em trauma, com hidratação por veia periférica, respiração espontânea em máscara não inalante e cânula de Guedel. Durante o transporte, apresentou vômitos com broncoaspiração, evoluindo com parada cardiorrespiratória e óbito. DE ACORDO COM O CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA, A INFRAÇÃO ÉTICA COMETIDA FOI: RESIDÊNCIA MÉDICA-UNICAMP- ACESSO DIRETO- CADERNO DE IMAGENS- 1ª. FASE 2025-TARDE 1 IMAGEM Q57 IMAGEM Q58 IMAGEM Q62 RESIDÊNCIA MÉDICA-UNICAMP- ACESSO DIRETO- CADERNO DE IMAGENS- 1ª. FASE 2025-TARDE 2 IMAGEM Q73 IMAGEM Q79 IMAGEM Q86

Comentário OsceLabs

A questao pede o dispositivo institucional do Ministerio da Saude que agrega profissionais de outras categorias, como educador fisico e nutricionista, para apoiar as equipes de atencao primaria em acoes de promocao da saude e prevencao de doencas cardiovasculares. A resposta esperada e a equipe multiprofissional na atencao primaria, a e-Multi, sendo tambem aceitas as denominacoes anteriores, Nucleo de Apoio a Saude da Familia e Nucleo Ampliado de Saude da Familia e Atencao Basica. O raciocinio e que esses arranjos nao criam um servico paralelo de referencia: eles operam por apoio matricial, ou seja, compartilham o cuidado com a equipe de referencia, discutem casos e conduzem atividades coletivas no territorio. A perola: e-Multi e o nome atual do dispositivo, que substituiu o NASF-AB.

Baixou a prova? Agora treine de verdade

Questões novas no estilo das provas de Residência, ENARE, ENAMED e Revalida com gabarito comentado — e estações práticas OSCE com um paciente virtual que conversa e reage.

Outras edições — Unicamp

As provas pertencem às instituições organizadoras. Mantemos uma cópia hospedada apenas pra garantir a disponibilidade — a fonte oficial fica creditada quando existe em acesso aberto. É a instituição titular? Fala com a gente.