Prova de Residência Médica Unicamp 2026 (R1) com gabarito (PDF)

Abaixo você baixa o caderno e o gabarito da edição 2026 (R1) — de graça, sem cadastro.

manhã (respostas curtas)

Prova de 16/11/2025; respostas esperadas retificadas 01/12/2025. URL oficial será reciclada na próxima edição — o espelho preserva.

Prova comentada — manhã (respostas curtas), questão a questão

Gabarito oficial + comentário autoral da equipe OsceLabs em cada questão. Clique na questão pra abrir.

Questão 1Homem, 62a, procurou atendimento em Unidade Básica de Saúde por dor intensa e sensação de queimação em região torácica direita há três dias e que pioram com a tosse. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial e diabetes melito. Medicações em uso: losartana 50mg/dia e metformina 850mg 3x/dia. Exame físico: PA=134/82mmHg; FC=84bpm; FR=16irpm; temperatura axilar=37,1ºC. Ausculta pulmonar sem alterações. Presença de vesículas agrupadas sobre base eritematosa, em região torácica direita, respeitando linha média, com 4cm de distribuição máxima vertical. Exames complementares: glicemia capilar=146mg/dL. O FÁRMACO INDICADO É:

Homem, 62a, procurou atendimento em Unidade Básica de Saúde por dor intensa e sensação de queimação em região torácica direita há três dias e que pioram com a tosse. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial e diabetes melito. Medicações em uso: losartana 50mg/dia e metformina 850mg 3x/dia. Exame físico: PA=134/82mmHg; FC=84bpm; FR=16irpm; temperatura axilar=37,1ºC. Ausculta pulmonar sem alterações. Presença de vesículas agrupadas sobre base eritematosa, em região torácica direita, respeitando linha média, com 4cm de distribuição máxima vertical. Exames complementares: glicemia capilar=146mg/dL. O FÁRMACO INDICADO É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o farmaco, e o quadro e classico: vesiculas agrupadas sobre base eritematosa, em faixa toracica unilateral que respeita a linha media, precedidas de dor em queimacao ha tres dias. Isso e herpes zoster, e o padrao oficial aceita aciclovir ou valaciclovir por via oral. A perola e a janela terapeutica: o antiviral muda a historia natural (reduz duracao das lesoes e risco de neuralgia pos-herpetica) quando iniciado nas primeiras 72 horas do rash — este paciente esta no limite e, por ser diabetico e ter mais de 50 anos, tem indicacao reforcada mesmo se passasse um pouco desse prazo. Analgesia e cuidado local sao coadjuvantes; corticoide nao e o que a banca pede aqui.

Questão 2Homem, 68a, procura a Unidade Básica de Saúde por dor nas mãos e joelhos. Refere que a dor iniciou há dois anos, associada a rigidez matinal de cinco minutos, piorando com atividade física. Antecedentes: dislipidemia. Medicamentos: sinvastatina. Exame físico: PA=124/76mmHg; FC=82bpm; FR=16irpm; temperatura axilar=36,8oC. Apresenta dor à palpação de joelhos, com crepitação e aumento da área óssea. Há também dor à palpação de interfalangianas distais. Radiograma dos joelhos (IMAGEM Q02): CITE UMA ALTERAÇÃO NESTA IMAGEM RADIOLÓGICA QUE CORROBORA A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA:

Homem, 68a, procura a Unidade Básica de Saúde por dor nas mãos e joelhos. Refere que a dor iniciou há dois anos, associada a rigidez matinal de cinco minutos, piorando com atividade física. Antecedentes: dislipidemia. Medicamentos: sinvastatina. Exame físico: PA=124/76mmHg; FC=82bpm; FR=16irpm; temperatura axilar=36,8oC. Apresenta dor à palpação de joelhos, com crepitação e aumento da área óssea. Há também dor à palpação de interfalangianas distais. Radiograma dos joelhos (IMAGEM Q02): CITE UMA ALTERAÇÃO NESTA IMAGEM RADIOLÓGICA QUE CORROBORA A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA:

Comentário OsceLabs

Pede-se um achado radiologico que sustente a hipotese. O quadro e de osteoartrite: dor de ritmo mecanico (piora com atividade), rigidez matinal curta (cinco minutos), crepitacao e alargamento osseo dos joelhos, alem de acometimento de interfalangianas distais. O padrao aceita qualquer uma das alteracoes classicas da tetrade radiologica: reducao assimetrica do espaco articular, esclerose subcondral, osteofitos e cistos subcondrais — e ainda o desalinhamento em varo do joelho. A perola e o contraste com artrite reumatoide, que daria rigidez matinal prolongada, acometimento de interfalangianas proximais/metacarpofalangianas e, no raio-X, erosoes e osteopenia periarticular, e nao osteofito com esclerose.

Questão 3Mulher, 59a, é trazida para Unidade de Emergência Referenciada por dor precordial e dispneia há três horas. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial. Medicamento em uso: hidroclorotiazida. Exame físico: Escala de coma de Glasgow=15; PA=84/52mmHg; FC=124bpm; FR=25irpm; oximetria de pulso=94% (ar ambiente); extremidades frias; tempo de enchimento capilar=4segundos. Pulmões=estertores crepitantes em bases. Realizado eletrocardiograma. Recebeu aspirina e clopidogrel na sala de emergência. O TRATAMENTO INDICADO É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - MANHÃ 2

Mulher, 59a, é trazida para Unidade de Emergência Referenciada por dor precordial e dispneia há três horas. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial. Medicamento em uso: hidroclorotiazida. Exame físico: Escala de coma de Glasgow=15; PA=84/52mmHg; FC=124bpm; FR=25irpm; oximetria de pulso=94% (ar ambiente); extremidades frias; tempo de enchimento capilar=4segundos. Pulmões=estertores crepitantes em bases. Realizado eletrocardiograma. Recebeu aspirina e clopidogrel na sala de emergência. O TRATAMENTO INDICADO É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - MANHÃ 2

Comentário OsceLabs

A pergunta e sobre tratamento definitivo. Dor precordial com dispneia, hipotensao (84/52), taquicardia, extremidades frias, enchimento capilar lentificado e crepitantes bilaterais configuram infarto agudo do miocardio complicado por choque cardiogenico. Ja recebeu dupla antiagregacao; o que falta e a reperfusao. O padrao oficial e angioplastia primaria / cateterismo cardiaco de urgencia. A perola: no choque cardiogenico a estrategia invasiva e mandatoria e o trombolitico nao substitui o cateterismo — a fibrinolise tem baixa taxa de sucesso com pressao de perfusao coronaria reduzida. Mesmo em servico sem hemodinamica, a conduta e transferir para reperfusao mecanica.

Questão 5Mulher, 60a, sem comorbidades, procurou atendimento na Unidade Básica de Saúde para avaliação de resultados de exame admissional. Relata esquema vacinal completo para hepatite B, porém não se recorda de infecção prévia. Medicações em uso: nega. Exame físico: sem alterações. Exames complementares: anti-HBsAg=reagente, anti-HBcAg=reagente, HBsAg=não reagente. O DIAGNÓSTICO É:

Mulher, 60a, sem comorbidades, procurou atendimento na Unidade Básica de Saúde para avaliação de resultados de exame admissional. Relata esquema vacinal completo para hepatite B, porém não se recorda de infecção prévia. Medicações em uso: nega. Exame físico: sem alterações. Exames complementares: anti-HBsAg=reagente, anti-HBcAg=reagente, HBsAg=não reagente. O DIAGNÓSTICO É:

Comentário OsceLabs

O enunciado pede a interpretacao do perfil sorologico: anti-HBs reagente, anti-HBc reagente e HBsAg nao reagente. O padrao oficial e infeccao previa pelo virus da hepatite B ja curada — cicatriz sorologica, hepatite B resolvida. O raciocinio esta no anti-HBc: ele so aparece em quem teve contato com o virus selvagem, nunca pela vacina. Logo, a paciente relatar esquema vacinal completo nao explica o achado; se fosse apenas vacinada, teria anti-HBs isolado. Como o HBsAg e negativo, nao ha infeccao ativa (aguda ou cronica), e o anti-HBs positivo indica imunidade adquirida. A perola de prova e justamente essa: anti-HBc diferencia vacinado de curado.

Questão 6Homem, 29a, procurou o Pronto-Socorro com queixa de febre, dor de cabeça progressiva, náuseas, vômitos e sonolência há sete dias. Antecedentes pessoais: sem comorbidades. Medicações em uso: nenhuma. Exame físico: sonolento; escala de coma de Glasgow=11; presença de rigidez de nuca; paralisia de VI par craniano à esquerda. PA=124/76mmHg, FC=94bpm, FR=18irpm, temperatura axilar=38,2ºC. Tomografia de crânio: hidrocefalia leve. Líquor: células=180céls/mm³ (90% linfócitos), proteína=210mg/dL, glicose=28mg/dL (glicemia=88mg/dL), bacilos álcool-ácido resistentes positivos na coloração de Ziehl-Neelsen. Iniciado tratamento específico. O MEDICAMENTO ADJUVANTE INDICADO É:

Homem, 29a, procurou o Pronto-Socorro com queixa de febre, dor de cabeça progressiva, náuseas, vômitos e sonolência há sete dias. Antecedentes pessoais: sem comorbidades. Medicações em uso: nenhuma. Exame físico: sonolento; escala de coma de Glasgow=11; presença de rigidez de nuca; paralisia de VI par craniano à esquerda. PA=124/76mmHg, FC=94bpm, FR=18irpm, temperatura axilar=38,2ºC. Tomografia de crânio: hidrocefalia leve. Líquor: células=180céls/mm³ (90% linfócitos), proteína=210mg/dL, glicose=28mg/dL (glicemia=88mg/dL), bacilos álcool-ácido resistentes positivos na coloração de Ziehl-Neelsen. Iniciado tratamento específico. O MEDICAMENTO ADJUVANTE INDICADO É:

Comentário OsceLabs

Pergunta-se o adjuvante, nao o esquema principal. Liquor com pleocitose linfocitica, proteina muito alta, glicose baixa e BAAR positivo, em paciente com paralisia do VI par e hidrocefalia, fecha meningite tuberculosa. Alem do RIPE, a resposta esperada e corticoterapia: dexametasona (ou metilprednisolona). A perola e saber que a meningite tuberculosa e uma das poucas situacoes em que o corticoide tem beneficio de mortalidade comprovado — ele reduz a inflamacao do exsudato basal, atenuando aracnoidite, vasculite, hidrocefalia e lesao de pares cranianos. Vale o mesmo raciocinio da pericardite tuberculosa; ja na tuberculose pulmonar isolada o corticoide nao entra de rotina.

Questão 7Mulher, 58a, apresenta-se ao Pronto Atendimento por dor facial intensa em região mandibular esquerda, iniciada há duas semanas. A dor é descrita como um "choque elétrico", intensificada ao falar, mastigar ou lavar o rosto. Refere episódios curtos e recorrentes. Antecedentes pessoais: diabetes melito e dislipidemia. Medicações em uso: metformina 850mg 2x/dia e sinvastatina 20mg/noite. Exame físico: dor desencadeada por toque leve na região mandibular esquerda, sem déficits neurológicos ou alterações sensoriais evidentes. PA=130/82mmHg, FC=82bpm, FR=17irpm, temperatura axilar=36,6ºC. Exames laboratoriais recentes normais. Ressonância magnética de encéfalo sem alterações estruturais. O MEDICAMENTO DE PRIMEIRA ESCOLHA PARA ESTA PACIENTE É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - MANHÃ 3

Mulher, 58a, apresenta-se ao Pronto Atendimento por dor facial intensa em região mandibular esquerda, iniciada há duas semanas. A dor é descrita como um "choque elétrico", intensificada ao falar, mastigar ou lavar o rosto. Refere episódios curtos e recorrentes. Antecedentes pessoais: diabetes melito e dislipidemia. Medicações em uso: metformina 850mg 2x/dia e sinvastatina 20mg/noite. Exame físico: dor desencadeada por toque leve na região mandibular esquerda, sem déficits neurológicos ou alterações sensoriais evidentes. PA=130/82mmHg, FC=82bpm, FR=17irpm, temperatura axilar=36,6ºC. Exames laboratoriais recentes normais. Ressonância magnética de encéfalo sem alterações estruturais. O MEDICAMENTO DE PRIMEIRA ESCOLHA PARA ESTA PACIENTE É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - MANHÃ 3

Comentário OsceLabs

A questao pede o farmaco de primeira escolha. Dor facial em choque eletrico, paroxistica, breve e recorrente, desencadeada por estimulos triviais (falar, mastigar, lavar o rosto) em territorio mandibular (V3), com exame neurologico normal e ressonancia sem lesao estrutural, e neuralgia do trigemeo classica. O padrao oficial e carbamazepina ou oxcarbazepina. A perola e que essa dor nao responde a analgesico comum nem a anti-inflamatorio: o tratamento e com bloqueador de canal de sodio, que estabiliza a descarga ectopica da raiz nervosa. Baclofeno, lamotrigina e gabapentina sao alternativas de segunda linha, e a descompressao microvascular fica para os refratarios.

Questão 8Homem, 50a, procura atendimento por inchaço nas pernas há 15 dias. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial em uso de atenolol. Exame físico: PA=126/84mmHg; edema 3+/4+ bilateral e simétrico em membros inferiores; panturrilhas sem sinais de empastamento; auscultas cardíaca e pulmonar sem alterações. Exames laboratoriais: ureia=45mg/dL; creatinina=1,2mg/dL; albumina=2,5g/dL; exame de urina: proteína=3+; hemácias=3/campo; leucócitos=2/campo. Relação proteína/creatina urinária=5g/g. Pesquisa de anticorpos anti-receptor de fosfolipase A2 sérico=positiva. Indicada biópsia renal. O DIAGNÓSTICO HISTOPATOLÓGICO ESPERADO É:

Homem, 50a, procura atendimento por inchaço nas pernas há 15 dias. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial em uso de atenolol. Exame físico: PA=126/84mmHg; edema 3+/4+ bilateral e simétrico em membros inferiores; panturrilhas sem sinais de empastamento; auscultas cardíaca e pulmonar sem alterações. Exames laboratoriais: ureia=45mg/dL; creatinina=1,2mg/dL; albumina=2,5g/dL; exame de urina: proteína=3+; hemácias=3/campo; leucócitos=2/campo. Relação proteína/creatina urinária=5g/g. Pesquisa de anticorpos anti-receptor de fosfolipase A2 sérico=positiva. Indicada biópsia renal. O DIAGNÓSTICO HISTOPATOLÓGICO ESPERADO É:

Comentário OsceLabs

Pede-se o diagnostico histopatologico. A paciente tem sindrome nefrotica do adulto (proteinuria de 5 g/g, albumina 2,5, edema importante, sedimento sem hematuria significativa) e, sobretudo, anticorpo anti-receptor de fosfolipase A2 (anti-PLA2R) positivo. O padrao aceita glomerulopatia (ou glomerulonefrite) membranosa e a descricao morfologica correspondente: espessamento difuso da membrana basal glomerular, com depositos subepiteliais e o classico aspecto em espiculas na prata. A perola e que o anti-PLA2R e praticamente patognomonico da forma primaria da nefropatia membranosa — sua positividade dispensa duvida diagnostica e serve de marcador de atividade e resposta ao tratamento.

Questão 12Homem, 83a, é trazido por familiares à Unidade de Emergência com confusão mental. Referem quedas recorrentes da própria altura há dois meses, sendo a última há dois dias. Antecedentes: diabetes melito e hipertensão arterial. Exame físico: corado; acianótico; PA=153/88mmHg; FR=16irpm; FC=82bpm; oximetria de pulso=97% (ar ambiente). Neurológico: Escala de Coma de Glasgow=14, pupilas fotorreagentes. Restante do exame sem alterações. Tomografia computadorizada de crânio (IMAGEM Q12): A HIPERDENSIDADE LOCALIZADA NO ESPAÇO SUBDURAL É SUGESTIVA DE:

Homem, 83a, é trazido por familiares à Unidade de Emergência com confusão mental. Referem quedas recorrentes da própria altura há dois meses, sendo a última há dois dias. Antecedentes: diabetes melito e hipertensão arterial. Exame físico: corado; acianótico; PA=153/88mmHg; FR=16irpm; FC=82bpm; oximetria de pulso=97% (ar ambiente). Neurológico: Escala de Coma de Glasgow=14, pupilas fotorreagentes. Restante do exame sem alterações. Tomografia computadorizada de crânio (IMAGEM Q12): A HIPERDENSIDADE LOCALIZADA NO ESPAÇO SUBDURAL É SUGESTIVA DE:

Comentário OsceLabs

A questao foca na densidade da colecao subdural. Idoso com quedas de repeticao e confusao mental, e a tomografia mostra hiperdensidade no espaco subdural. Na TC sem contraste, sangue agudo e hiperdenso porque o coagulo tem alta concentracao de hemoglobina; com o passar dos dias ele se degrada e vira isodenso (subagudo, 1 a 3 semanas) e depois hipodenso (cronico). Por isso o padrao oficial exige que a resposta traga o componente agudo: hemorragia recente. A perola e que hematoma subdural cronico ou subagudo so pontua se vier acompanhado da ideia de agudizacao/ressangramento — quadro tipico do idoso com atrofia cerebral e veias-ponte estiradas, que sangra de novo sobre a colecao antiga.

Questão 13Homem, 62a, procurou atendimento referindo dois episódios de sangramento retal há dois dias. Exame físico: consciente; PA=130/82mmHg; FC=72bpm. Exame proctológico normal. Endoscopia digestiva alta de urgência: normal. Traz colonoscopia realizada há um mês (IMAGEM Q13). A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Homem, 62a, procurou atendimento referindo dois episódios de sangramento retal há dois dias. Exame físico: consciente; PA=130/82mmHg; FC=72bpm. Exame proctológico normal. Endoscopia digestiva alta de urgência: normal. Traz colonoscopia realizada há um mês (IMAGEM Q13). A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a hipotese diagnostica para hemorragia digestiva baixa. O paciente teve sangramento retal, exame proctologico normal e endoscopia alta normal, e traz colonoscopia recente evidenciando diverticulos colonicos. O padrao oficial e doenca diverticular dos colons / diverticulose, aceitando tambem hemorragia de origem diverticular. A perola de prova esta na distincao que a banca cobra explicitamente: diverticulite nao pontua. Diverticulite cursa com dor em fossa iliaca esquerda, febre e leucocitose e tipicamente nao sangra; ja o sangramento diverticular e indolor, volumoso e autolimitado na maioria dos casos, decorrente da erosao do vaso reto no colo do diverticulo.

Questão 14Mulher, 40a, é recebida na Unidade de Emergência, vítima de incêndio em ambiente fechado. Exame físico: agitada; membros superiores e tronco com lesão cutânea expondo a área queimada, de coloração esbranquiçada. Nega dor nas áreas afetadas. EM RELAÇÃO À PROFUNDIDADE DA LESÃO, A ÁREA QUEIMADA É CLASSIFICADA COMO:

Mulher, 40a, é recebida na Unidade de Emergência, vítima de incêndio em ambiente fechado. Exame físico: agitada; membros superiores e tronco com lesão cutânea expondo a área queimada, de coloração esbranquiçada. Nega dor nas áreas afetadas. EM RELAÇÃO À PROFUNDIDADE DA LESÃO, A ÁREA QUEIMADA É CLASSIFICADA COMO:

Comentário OsceLabs

A questao pede apenas a classificacao pela profundidade. Vitima de incendio em ambiente fechado com area queimada de aspecto esbranquicado, com exposicao da area lesada e — o dado decisivo — ausencia de dor. A resposta e queimadura de terceiro grau, ou seja, de espessura total. O raciocinio: a analgesia da lesao traduz destruicao das terminacoes nervosas da derme, e a coloracao branca (por vezes acinzentada ou acastanhada, com aspecto de couro) indica coagulacao de toda a derme. A perola e a comparacao — primeiro grau e eritema doloroso sem bolha, segundo grau tem flictenas e e muito doloroso; queimadura que nao doi e queimadura profunda, e nao queimadura leve.

Questão 15Recém-nascido, 28 dias, nascido a termo, vem evoluindo com distensão abdominal desde o nascimento. Apresentou a primeira eliminação de mecônio após 48 horas de vida. Toque retal: ampola retal vazia, com eliminação de fezes explosivas após o exame. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 16.Homem, 62a, foi diagnosticado com tumor de orofaringe à esquerda. É importante avaliar as possíveis metástases linfonodais para a região cervical. A imagem abaixo demonstra os níveis de drenagem dos linfonodos cervicais à esquerda. O PRINCIPAL NÍVEL DE ACOMETIMENTO LINFONODAL NESTE CASO É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - MANHÃ 5 17.Homem, 78a, etilista, apresentou tosse, febre, queda do estado geral e dispneia progressiva há duas semanas. Foi diagnosticado com pneumonia lobar inferior à esquerda e tratado com amoxicilina + clavulanato por 10 dias. Como não apresentou melhora completa do quadro clínico, buscou novamente atendimento médico. Realizada tomografia de tórax (IMAGEM Q17) e indicada toracocentese. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 18.Homem, 56a, procura Unidade Básica de Saúde referindo dor em membro inferior ao caminhar. A hipótese diagnóstica é de claudicação intermitente por obstrução arterial crônica. Na anamnese, a descrição da localização e características da dor auxiliam neste diagnóstico. A ESTRUTURA ANATÔMICA CORRESPONDENTE À DOR REFERIDA PELO PACIENTE É:

Recém-nascido, 28 dias, nascido a termo, vem evoluindo com distensão abdominal desde o nascimento. Apresentou a primeira eliminação de mecônio após 48 horas de vida. Toque retal: ampola retal vazia, com eliminação de fezes explosivas após o exame. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 16.Homem, 62a, foi diagnosticado com tumor de orofaringe à esquerda. É importante avaliar as possíveis metástases linfonodais para a região cervical. A imagem abaixo demonstra os níveis de drenagem dos linfonodos cervicais à esquerda. O PRINCIPAL NÍVEL DE ACOMETIMENTO LINFONODAL NESTE CASO É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - MANHÃ 5 17.Homem, 78a, etilista, apresentou tosse, febre, queda do estado geral e dispneia progressiva há duas semanas. Foi diagnosticado com pneumonia lobar inferior à esquerda e tratado com amoxicilina + clavulanato por 10 dias. Como não apresentou melhora completa do quadro clínico, buscou novamente atendimento médico. Realizada tomografia de tórax (IMAGEM Q17) e indicada toracocentese. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: 18.Homem, 56a, procura Unidade Básica de Saúde referindo dor em membro inferior ao caminhar. A hipótese diagnóstica é de claudicação intermitente por obstrução arterial crônica. Na anamnese, a descrição da localização e características da dor auxiliam neste diagnóstico. A ESTRUTURA ANATÔMICA CORRESPONDENTE À DOR REFERIDA PELO PACIENTE É:

Comentário OsceLabs

Trata-se de recem-nascido com distensao abdominal desde o nascimento, eliminacao de meconio apos 48 horas de vida e, ao toque retal, ampola vazia com saida explosiva de fezes ao retirar o dedo. O padrao oficial e megacolon congenito, isto e, doenca de Hirschsprung — aganglionose. O raciocinio: a ausencia congenita de celulas ganglionares dos plexos mioenterico e submucoso no segmento distal impede o relaxamento, criando obstrucao funcional com dilatacao a montante. A perola sao os dois sinais que a banca plantou: atraso na eliminacao do meconio alem de 24 a 48 horas em recem-nascido a termo e o sinal do jato explosivo pos-toque. A confirmacao vem pela biopsia retal.

Questão 19Mulher, 38a, no oitavo dia de puerpério, parto cesárea. Procura Unidade de Emergência referindo edema do membro inferior esquerdo há dois dias, acometendo até a raiz da coxa, acompanhado de dor ao caminhar e alteração azulada do membro. O EXAME COMPLEMENTAR QUE CONFIRMA A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Mulher, 38a, no oitavo dia de puerpério, parto cesárea. Procura Unidade de Emergência referindo edema do membro inferior esquerdo há dois dias, acometendo até a raiz da coxa, acompanhado de dor ao caminhar e alteração azulada do membro. O EXAME COMPLEMENTAR QUE CONFIRMA A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

Pergunta-se o exame que confirma a hipotese, nao o tratamento. Puerpera de cesarea com edema de todo o membro inferior esquerdo ate a raiz da coxa, dor e cianose do membro tem quadro de trombose venosa profunda ileofemoral — a coloracao azulada sugere a forma grave, phlegmasia cerulea dolens. O padrao oficial e ultrassonografia vascular com Doppler do membro. A perola e reconhecer o puerperio como estado de hipercoagulabilidade maximo (estase, lesao endotelial cirurgica e fatores pro-coagulantes elevados) e lembrar que o D-dimero, alem de fisiologicamente elevado na gestacao e no puerperio, nao confirma nada — serve para excluir em baixa probabilidade. O metodo de escolha e a compressibilidade venosa ao ultrassom.

Questão 20Homem, 80a, procura a Unidade de Pronto Atendimento queixando-se de dor em baixo ventre há seis horas. Refere história de dificuldade para urinar e jato urinário fraco, com piora no último mês. Exame físico: abaulamento em baixo ventre, doloroso à palpação. O TRATAMENTO IMEDIATO É:

Homem, 80a, procura a Unidade de Pronto Atendimento queixando-se de dor em baixo ventre há seis horas. Refere história de dificuldade para urinar e jato urinário fraco, com piora no último mês. Exame físico: abaulamento em baixo ventre, doloroso à palpação. O TRATAMENTO IMEDIATO É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o tratamento imediato. Homem de 80 anos com sintomas obstrutivos progressivos (jato fraco, dificuldade miccional) que evolui com dor hipogastrica de seis horas e abaulamento doloroso em baixo ventre tem globo vesical por retencao urinaria aguda, muito provavelmente secundaria a hiperplasia prostatica benigna. O padrao oficial e a desobstrucao imediata: cateterismo/sondagem vesical de alivio. O raciocinio e que o abaulamento e a bexiga distendida, e nenhuma medida farmacologica resolve a dor ou protege o trato urinario superior a tempo. A perola e nao se perder investigando a causa antes de aliviar — alfa-bloqueador, ultrassom e avaliacao urologica vem depois; se a uretra for intransponivel, recorre-se a cistostomia.

Questão 21Menino, 3a e 6m, previamente hígido, é trazido à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor em pênis. Mãe refere que a criança começou a reclamar de dor local durante o banho, após tê-lo deixado sozinho por alguns minutos. Nega febre, hematúria ou outras queixas. Nega doenças ou uso de medicamentos. Exame físico: bom estado geral, corado, hidratado, chorando muito. Inspeção genital: (IMAGEM Q21). Restante do exame sem alterações. A CONDUTA IMEDIATA É:

Menino, 3a e 6m, previamente hígido, é trazido à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor em pênis. Mãe refere que a criança começou a reclamar de dor local durante o banho, após tê-lo deixado sozinho por alguns minutos. Nega febre, hematúria ou outras queixas. Nega doenças ou uso de medicamentos. Exame físico: bom estado geral, corado, hidratado, chorando muito. Inspeção genital: (IMAGEM Q21). Restante do exame sem alterações. A CONDUTA IMEDIATA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta imediata. Menino de 3 anos que passa a referir dor peniana apos manipulacao no banho, com aspecto genital caracteristico, tem parafimose: o prepucio retraido para tras da glande nao retorna e forma anel constritor, gerando edema progressivo e dor. O padrao oficial e a reducao da parafimose. O raciocinio e que se trata de urgencia urologica com risco isquemico — a constricao compromete primeiro o retorno venoso e linfatico e, mantida, evolui para sofrimento arterial e necrose da glande. A perola pratica e a tecnica: analgesia, compressao manual sustentada da glande para reduzir o edema e reposicionamento do prepucio; se falhar, incisao dorsal do anel. Postectomia eletiva fica para depois.

Questão 22Menina, 7a, previamente hígida, é levada ao Pronto-Socorro com febre (40ºC) há um dia, associada a dor intensa na perna direita. Nas últimas horas, evoluiu com sonolência, delírio e anúria. Exame físico: mal estado geral; sonolenta; confusa; FC=180bpm; FR=28irpm; PA=73/32mmHg; oximetria de pulso=94% (ar ambiente); temperatura axilar=39,2ºC. Perna direita=edema, calor, eritema, áreas de coloração violácea, sem focos de crepitação subcutânea, sem ferimentos. Exames laboratoriais: leucócitos=24.320/mm3; Proteína C reativa=320mg/dL; CPK=2.300U/L; Hemocultura=cocos gram positivos, em identificação. ALÉM DO STAPHYLOCOCCUS AUREUS, QUAL OUTRO AGENTE ETIOLÓGICO DEVE SER CONSIDERADO E PRONTAMENTE TRATADO? PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - MANHÃ 6 23.Menino, 5a, é levado ao Pronto Atendimento com queixa de febre há dois dias, tosse produtiva e dificuldade respiratória. A mãe relata episódios frequentes de engasgos durante a alimentação e aumento da salivação. O paciente é alimentado por via oral com dieta pastosa. Antecedentes pessoais: paralisia cerebral tetraparética; três pneumonias nos últimos meses (última há dois meses). Exame físico: FR=35irpm; oximetria de pulso=91% (ar ambiente). Pulmões= murmúrio vesicular presente com roncos, sibilos e estertores à direita. Radiograma de tórax=opacidade heterogênea em topografia de lobo inferior direito. AS PNEUMONIAS RECORRENTES SÃO RESULTADO DE:

Menina, 7a, previamente hígida, é levada ao Pronto-Socorro com febre (40ºC) há um dia, associada a dor intensa na perna direita. Nas últimas horas, evoluiu com sonolência, delírio e anúria. Exame físico: mal estado geral; sonolenta; confusa; FC=180bpm; FR=28irpm; PA=73/32mmHg; oximetria de pulso=94% (ar ambiente); temperatura axilar=39,2ºC. Perna direita=edema, calor, eritema, áreas de coloração violácea, sem focos de crepitação subcutânea, sem ferimentos. Exames laboratoriais: leucócitos=24.320/mm3; Proteína C reativa=320mg/dL; CPK=2.300U/L; Hemocultura=cocos gram positivos, em identificação. ALÉM DO STAPHYLOCOCCUS AUREUS, QUAL OUTRO AGENTE ETIOLÓGICO DEVE SER CONSIDERADO E PRONTAMENTE TRATADO? PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - MANHÃ 6 23.Menino, 5a, é levado ao Pronto Atendimento com queixa de febre há dois dias, tosse produtiva e dificuldade respiratória. A mãe relata episódios frequentes de engasgos durante a alimentação e aumento da salivação. O paciente é alimentado por via oral com dieta pastosa. Antecedentes pessoais: paralisia cerebral tetraparética; três pneumonias nos últimos meses (última há dois meses). Exame físico: FR=35irpm; oximetria de pulso=91% (ar ambiente). Pulmões= murmúrio vesicular presente com roncos, sibilos e estertores à direita. Radiograma de tórax=opacidade heterogênea em topografia de lobo inferior direito. AS PNEUMONIAS RECORRENTES SÃO RESULTADO DE:

Comentário OsceLabs

Pergunta-se qual agente somar ao Staphylococcus aureus na cobertura. Menina com febre alta, dor desproporcional em membro, edema com areas violaceas, CPK elevada, choque (PA 73/32), anuria e rebaixamento configuram infeccao necrosante de partes moles com sindrome do choque toxico; a hemocultura mostra cocos gram-positivos. A resposta e Streptococcus pyogenes, o estreptococo beta-hemolitico do grupo A. O raciocinio: e o agente classico da fasciite necrosante em crianca previamente higida e produtor de superantigenos, que explicam o choque precoce e a falencia de multiplos orgaos. A perola terapeutica e associar clindamicina ao betalactamico, pela inibicao da sintese de toxinas, alem do desbridamento cirurgico.

Questão 24Menina, 5m, previamente hígida, é levada à Unidade Básica de Saúde com história de febre (38,5°C) de início súbito e persistente há 36h, associada a coriza, tosse e recusa alimentar. Refere boa aceitação de líquidos e diurese abundante. Nega vômitos, diarreia ou outras queixas. A mãe relata que há casos semelhantes na creche, incluindo uma professora. Refere ter administrado dipirona há uma hora. Exame físico: bom estado geral; corada; hidratada; eupneica; FC=112bpm; FR=31irpm; temperatura axilar=36,8ºC; enchimento capilar=2segundos; pulsos cheios. Pulmões= murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios; restante do exame sem alterações. ALÉM DE ORIENTAR ANTITÉRMICO E HIDRATAÇÃO, O MEDICAMENTO INDICADO É:

Menina, 5m, previamente hígida, é levada à Unidade Básica de Saúde com história de febre (38,5°C) de início súbito e persistente há 36h, associada a coriza, tosse e recusa alimentar. Refere boa aceitação de líquidos e diurese abundante. Nega vômitos, diarreia ou outras queixas. A mãe relata que há casos semelhantes na creche, incluindo uma professora. Refere ter administrado dipirona há uma hora. Exame físico: bom estado geral; corada; hidratada; eupneica; FC=112bpm; FR=31irpm; temperatura axilar=36,8ºC; enchimento capilar=2segundos; pulsos cheios. Pulmões= murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios; restante do exame sem alterações. ALÉM DE ORIENTAR ANTITÉRMICO E HIDRATAÇÃO, O MEDICAMENTO INDICADO É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o medicamento alem de sintomaticos. Lactente de 5 meses com febre alta de inicio subito, coriza e tosse ha 36 horas, em bom estado geral, com surto de quadro semelhante na creche (inclusive em adulto) tem sindrome gripal. O padrao oficial e fosfato de oseltamivir, e a banca deixa claro que nenhum outro medicamento pontua. O raciocinio esta na estratificacao de risco preconizada no Brasil: menores de 5 anos — sobretudo menores de 2 anos — integram os grupos de risco para complicacoes da influenza e devem receber o antiviral precocemente, idealmente nas primeiras 48 horas, independentemente de confirmacao laboratorial e mesmo sem sinais de gravidade. A perola e nao esperar exame nem prescrever antibiotico.

Questão 26Menino, 3a, previamente hígido, é admitido convulsionando na Unidade de Emergência. Tem história de tosse, coriza e febre há um dia. Exame físico: FC=154bpm; FR=38irpm; temperatura axilar=36,1°C; oximetria de pulso=96% (ar ambiente); arresponsivo; pupilas isocóricas e fotorreagentes; movimentos tônico-clônicos. A MEDICAÇÃO E A VIA DE ADMINISTRAÇÃO SÃO:

Menino, 3a, previamente hígido, é admitido convulsionando na Unidade de Emergência. Tem história de tosse, coriza e febre há um dia. Exame físico: FC=154bpm; FR=38irpm; temperatura axilar=36,1°C; oximetria de pulso=96% (ar ambiente); arresponsivo; pupilas isocóricas e fotorreagentes; movimentos tônico-clônicos. A MEDICAÇÃO E A VIA DE ADMINISTRAÇÃO SÃO:

Comentário OsceLabs

Pede-se medicacao e via em crianca de 3 anos admitida em crise convulsiva ativa, no contexto de quadro febril recente. A resposta esperada e um benzodiazepinico: diazepam por via endovenosa ou retal, ou midazolam por via endovenosa, intramuscular, nasal ou bucal. O raciocinio e que o benzodiazepinico e a primeira linha de qualquer crise em curso por potencializar o GABA e interromper a descarga; a escolha da via depende do acesso disponivel. A perola de prova e justamente essa flexibilidade: sem acesso venoso, nao se perde tempo puncionando — usa-se diazepam retal ou midazolam IM/nasal. Fenitoina, fenobarbital e levetiracetam sao drogas de segunda linha, para a crise que nao cede.

Questão 29Menino, 4d, é trazido para avaliação por lesões de pele que apareceram há dois dias. Mãe está preocupada porque acha que houve piora. Nega febre, inapetência, irritabilidade, hipoatividade ou outras queixas. Refere aleitamento materno complementado com fórmula láctea de partida. Antecedentes: nascido a termo (39 semanas e 5 dias) com 3.845g. Sorologias maternas logo antes do parto para HIV, hepatites B e C e sífilis= não reagentes. Exame físico: sem alterações, exceto por lesões de pele (IMAGEM Q29) que não estão presentes em regiões plantar e palmar. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Menino, 4d, é trazido para avaliação por lesões de pele que apareceram há dois dias. Mãe está preocupada porque acha que houve piora. Nega febre, inapetência, irritabilidade, hipoatividade ou outras queixas. Refere aleitamento materno complementado com fórmula láctea de partida. Antecedentes: nascido a termo (39 semanas e 5 dias) com 3.845g. Sorologias maternas logo antes do parto para HIV, hepatites B e C e sífilis= não reagentes. Exame físico: sem alterações, exceto por lesões de pele (IMAGEM Q29) que não estão presentes em regiões plantar e palmar. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a hipotese para lesoes de pele surgidas no segundo dia de vida em recem-nascido a termo, hígido, sem febre e sem qualquer sinal sistemico, com sorologias maternas negativas e poupando regioes palmar e plantar. O padrao oficial e eritema toxico neonatal. O raciocinio e reconhecer uma dermatose benigna e autolimitada: maculas eritematosas com papula ou pustula central, de carater migratorio (por isso a mae acha que piorou), tipicamente entre o segundo e o quarto dia de vida, com resolucao espontanea em cerca de uma semana e sem necessidade de tratamento. A perola e o topografico — poupar palmas e plantas ajuda a afastar sifilis congenita, e a ausencia de toxemia afasta infeccao bacteriana.

Questão 30Criança nasce com 39 semanas de idade gestacional por parto vaginal, em apneia e cianótica. Após a ligadura do cordão umbilical, recebe os passos iniciais da reanimação. À reavaliação, encontra- se em apneia, com FC=90bpm. Realizada ventilação com pressão positiva em ar ambiente, mantendo apneia e bradicardia. O PRÓXIMO PASSO NO PROCESSO DE REANIMAÇÃO É:

Criança nasce com 39 semanas de idade gestacional por parto vaginal, em apneia e cianótica. Após a ligadura do cordão umbilical, recebe os passos iniciais da reanimação. À reavaliação, encontra- se em apneia, com FC=90bpm. Realizada ventilação com pressão positiva em ar ambiente, mantendo apneia e bradicardia. O PRÓXIMO PASSO NO PROCESSO DE REANIMAÇÃO É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o proximo passo da reanimacao neonatal. O recem-nascido segue em apneia e bradicardico apos ventilacao com pressao positiva em ar ambiente. O padrao oficial e verificar e corrigir a tecnica de ventilacao. O raciocinio e o pilar da reanimacao neonatal: a bradicardia do recem-nascido e quase sempre hipoxica, e a ventilacao efetiva e a intervencao que resolve — se nao houve resposta, presume-se que a ventilacao nao esta adequada. Checa-se posicao da cabeca, vedacao da mascara, permeabilidade de vias aereas, pressao e frequencia, e considera-se aumentar a oferta de oxigenio ou usar via aerea avancada. A perola e nao pular direto para massagem cardiaca ou adrenalina antes de garantir ventilacao adequada.

Questão 31Mulher, 30a, G3P0A2, com 21 semanas de gestação, procura o Pronto Atendimento Ginecológico com queixa de aumento de secreção vaginal há dois dias. Nega dor, sangramento ou contrações. Exames laboratoriais dentro da normalidade. Ultrassonografia obstétrica morfológica de primeiro trimestre sem alterações. Exame especular (IMAGEM Q31). A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Mulher, 30a, G3P0A2, com 21 semanas de gestação, procura o Pronto Atendimento Ginecológico com queixa de aumento de secreção vaginal há dois dias. Nega dor, sangramento ou contrações. Exames laboratoriais dentro da normalidade. Ultrassonografia obstétrica morfológica de primeiro trimestre sem alterações. Exame especular (IMAGEM Q31). A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a hipotese diagnostica. Gestante de 21 semanas com duas perdas gestacionais previas, que procura atendimento apenas por aumento de secrecao vaginal — sem dor, sem contracoes e sem sangramento — e cujo exame especular mostra colo alterado, tem insuficiencia (ou incompetencia) istmocervical. O raciocinio esta na dissociacao classica: dilatacao cervical indolor no segundo trimestre, com herniacao das membranas, na ausencia de trabalho de parto. Abortamento tem dor e sangramento; trabalho de parto prematuro tem contracoes. A perola e o antecedente obstetrico de perdas de repeticao no segundo trimestre, que ja levantaria a suspeita antes mesmo do exame — a conduta seria a cerclagem.

Questão 32Mulher, 31a, nuligesta, com queixa de dismenorreia e dispareunia de penetração. Nega dispareunia de profundidade, dor acíclica, dor ao evacuar ou ao urinar. Ultrassonografia transvaginal= útero em medioversão, volume= 49,70cm3, aspecto globoso; miométrio de textura heterogênea com estrias no miométrio externo e perda da interface miométrio-endométrio; linha endometrial=3,5mm. Ovários sem alterações. Fundo de saco posterior com espessamento tipo III= 28x16x11mm. Lesão em parede de íleo terminal=17x13x7mm. A CONDUTA É:

Mulher, 31a, nuligesta, com queixa de dismenorreia e dispareunia de penetração. Nega dispareunia de profundidade, dor acíclica, dor ao evacuar ou ao urinar. Ultrassonografia transvaginal= útero em medioversão, volume= 49,70cm3, aspecto globoso; miométrio de textura heterogênea com estrias no miométrio externo e perda da interface miométrio-endométrio; linha endometrial=3,5mm. Ovários sem alterações. Fundo de saco posterior com espessamento tipo III= 28x16x11mm. Lesão em parede de íleo terminal=17x13x7mm. A CONDUTA É:

Comentário OsceLabs

A questao pede a conduta. Nuligesta com dismenorreia e dispareunia, ultrassom com utero globoso, miometrio heterogeneo com estrias e perda da interface miometrio-endometrio (adenomiose), espessamento tipo III do fundo de saco posterior e lesao na parede do ileo terminal: e endometriose profunda com acometimento intestinal. O padrao oficial e tratamento cirurgico, e a banca avisa que qualquer conduta nao cirurgica isolada nao pontua. O raciocinio: lesao intestinal infiltrativa nao regride com bloqueio hormonal e carrega risco de obstrucao. A perola e diferenciar da endometriose superficial ou da adenomiose isolada, onde o tratamento clinico e a primeira linha — o nodulo profundo em alca muda a conduta.

Questão 33Mulher, 28a, casada, faz uso de contraceptivo oral combinado. Procura o ginecologista para saber se pode manter este método, com o qual está bem adaptada. Traz exame de ressonância magnética mostrando hiperplasia nodular hepática. Exame físico: PA=120/80mmHg; IMC=30kg/m2. A ORIENTAÇÃO NESTE CASO É:

Mulher, 28a, casada, faz uso de contraceptivo oral combinado. Procura o ginecologista para saber se pode manter este método, com o qual está bem adaptada. Traz exame de ressonância magnética mostrando hiperplasia nodular hepática. Exame físico: PA=120/80mmHg; IMC=30kg/m2. A ORIENTAÇÃO NESTE CASO É:

Comentário OsceLabs

Pergunta-se a orientacao sobre o contraceptivo. Mulher de 28 anos, bem adaptada ao contraceptivo oral combinado, com ressonancia mostrando hiperplasia nodular focal do figado. O padrao oficial e que ela pode manter o metodo. O raciocinio esta nos criterios de elegibilidade da OMS: a hiperplasia nodular focal e categoria 2 — beneficios superam riscos — porque nao ha evidencia de que o estrogenio a cause ou faca progredir, e trata-se de lesao benigna sem potencial maligno. A perola e nao confundir com adenoma hepatocelular, este sim hormonio-dependente, com risco de sangramento e de transformacao, no qual o combinado e contraindicado (categoria 4), assim como no hepatocarcinoma e na cirrose descompensada.

Questão 36Primigesta, 40a, hipertensa crônica, com 34 semanas de gestação. Procura o Pronto Atendimento por piora no controle pressórico, queixa de cefaleia e embaçamento visual. Durante a espera para o atendimento, apresentou convulsão. Foi levada à sala de Urgência, para os cuidados iniciais, sendo realizada dose de ataque de sulfato de magnésio (4g intravenoso) e instalada dose de manutenção (1g/h). Após 20 minutos, apresenta nova convulsão, com PA 140/90mmHg. Realizada estabilização e proteção de vias aéreas. EM RELAÇÃO AO SULFATO DE MAGNÉSIO, A CONDUTA É:

Primigesta, 40a, hipertensa crônica, com 34 semanas de gestação. Procura o Pronto Atendimento por piora no controle pressórico, queixa de cefaleia e embaçamento visual. Durante a espera para o atendimento, apresentou convulsão. Foi levada à sala de Urgência, para os cuidados iniciais, sendo realizada dose de ataque de sulfato de magnésio (4g intravenoso) e instalada dose de manutenção (1g/h). Após 20 minutos, apresenta nova convulsão, com PA 140/90mmHg. Realizada estabilização e proteção de vias aéreas. EM RELAÇÃO AO SULFATO DE MAGNÉSIO, A CONDUTA É:

Comentário OsceLabs

A questao pede a conduta especifica com o sulfato de magnesio. Gestante com eclampsia que, ja em dose de manutencao de 1 g/h apos ataque de 4 g, apresenta nova convulsao. A resposta esperada e administrar mais 2 g de sulfato de magnesio por via intravenosa — metade da dose de ataque inicial — e a banca e explicita: a resposta so pontua se citar os 2 g. O raciocinio e que a recorrencia convulsiva sob magnesio indica nivel serico insuficiente, e a correcao e um bolus adicional, com eventual aumento da manutencao, e nao a troca por benzodiazepinico ou fenitoina. A perola pratica e sempre reavaliar a toxicidade antes de repetir: reflexo patelar presente, frequencia respiratoria e diurese; o antidoto e o gluconato de calcio.

Questão 37Mulher, 28a, apresenta nódulo palpável de 1,5cm no quadrante superior medial da mama esquerda, distando 4cm do mamilo, móvel e indolor. Ultrassonografia: Sistema de relatório de dados e imagem da mama (BI-RADS) categoria 3. A CONDUTA É:

Mulher, 28a, apresenta nódulo palpável de 1,5cm no quadrante superior medial da mama esquerda, distando 4cm do mamilo, móvel e indolor. Ultrassonografia: Sistema de relatório de dados e imagem da mama (BI-RADS) categoria 3. A CONDUTA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta diante de nodulo mamario palpavel em mulher jovem classificado como BI-RADS 3 a ultrassonografia. O padrao oficial e repetir a ultrassonografia em 6 meses. O raciocinio e o significado da categoria: BI-RADS 3 e a lesao provavelmente benigna, com risco de malignidade abaixo de 2%, e a conduta preconizada e o seguimento de curto intervalo — habitualmente aos 6, 12, 24 e 36 meses — em vez de biopsia. A perola e nao escalonar a conduta so porque o nodulo e palpavel: a classificacao ja incorpora as caracteristicas de imagem. Biopsia entraria a partir do BI-RADS 4, e mudanca de tamanho ou de aspecto durante o seguimento reclassifica a lesao.

Questão 38Mulher, 25a, primigesta, 12 semanas e 4 dias, vem para segunda consulta de pré-natal. Assintomática. Exames: sorologia de toxoplasmose= IgM positiva, IgG negativa. Ultrassonografia morfológica normal. Prescrito espiramicina 3g/dia. O PRÓXIMO PASSO NA INVESTIGAÇÃO DIAGNÓSTICA É:

Mulher, 25a, primigesta, 12 semanas e 4 dias, vem para segunda consulta de pré-natal. Assintomática. Exames: sorologia de toxoplasmose= IgM positiva, IgG negativa. Ultrassonografia morfológica normal. Prescrito espiramicina 3g/dia. O PRÓXIMO PASSO NA INVESTIGAÇÃO DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

A questao pede o proximo passo da investigacao. Gestante de 12 semanas com IgM positiva e IgG negativa para toxoplasmose ja em uso de espiramicina. O padrao oficial e repetir a sorologia. O raciocinio e que esse perfil e ambiguo e nao confirma infeccao aguda: pode representar infeccao muito recente, ainda antes da soroconversao da IgG, ou — muito mais comum — IgM falso-positiva, ja que a IgM pode persistir por meses ou reagir de forma inespecifica. Repetindo em duas a tres semanas, a viragem da IgG confirma a infeccao aguda; se a IgG permanecer negativa, trata-se de falso-positivo e a espiramicina pode ser suspensa. A perola e nao partir para amniocentese/PCR antes de comprovar a infeccao materna.

Questão 39Mulher, 30 a, submetida a rastreamento de câncer de colo de útero com DNA-HPV oncogênico. Resultado positivo para HPV não 16/18 (HPV outros). A citologia reflexa apresentou resultado de alterações celulares inflamatórias. A ORIENTAÇÃO EM RELAÇÃO AO RASTREAMENTO DE CÂNCER DE COLO DE ÚTERO É:

Mulher, 30 a, submetida a rastreamento de câncer de colo de útero com DNA-HPV oncogênico. Resultado positivo para HPV não 16/18 (HPV outros). A citologia reflexa apresentou resultado de alterações celulares inflamatórias. A ORIENTAÇÃO EM RELAÇÃO AO RASTREAMENTO DE CÂNCER DE COLO DE ÚTERO É:

Comentário OsceLabs

Pergunta-se a orientacao de rastreamento. Mulher de 30 anos com teste de DNA-HPV oncogenico positivo para tipos nao 16/18 e citologia reflexa apenas com alteracoes inflamatorias, ou seja, sem atipias. O padrao oficial e repetir o teste de DNA-HPV em 1 ano. O raciocinio segue a logica do rastreamento molecular adotado no Brasil: HPV 16 ou 18 positivo encaminha direto para colposcopia pelo risco elevado; ja os demais tipos oncogenicos, com citologia negativa, tem risco baixo no curto prazo e a maioria das infeccoes e transitoria e regride espontaneamente. A perola e nao supertratar — colposcopia so se a citologia reflexa vier alterada ou se o teste persistir positivo na repeticao de um ano.

Questão 43Uma equipe interdisciplinar discute um caso que está evoluindo mal. Inicialmente, escutando cada um dos profissionais que conhece o paciente, a equipe busca fazer uma lista dos problemas mais importantes e definir os objetivos de curto, médio e longo prazo e as ações necessárias para cada um dos problemas. O NOME DO DISPOSITIVO RECOMENDADO PELA POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO DA ATENÇÃO E DA GESTÃO, E ELABORADO NA REUNIÃO DE EQUIPE É:

Uma equipe interdisciplinar discute um caso que está evoluindo mal. Inicialmente, escutando cada um dos profissionais que conhece o paciente, a equipe busca fazer uma lista dos problemas mais importantes e definir os objetivos de curto, médio e longo prazo e as ações necessárias para cada um dos problemas. O NOME DO DISPOSITIVO RECOMENDADO PELA POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO DA ATENÇÃO E DA GESTÃO, E ELABORADO NA REUNIÃO DE EQUIPE É:

Comentário OsceLabs

A questao descreve uma reuniao de equipe interdisciplinar que escuta cada profissional, constroi uma lista de problemas e define objetivos de curto, medio e longo prazo com as acoes correspondentes. O dispositivo e o Projeto Terapeutico Singular (tambem chamado plano terapeutico singular). O raciocinio e reconhecer os quatro momentos que a banca praticamente descreve: diagnostico ampliado, definicao de metas, divisao de responsabilidades e reavaliacao. A perola e o adjetivo singular — o cuidado e desenhado para aquele sujeito concreto, com participacao dele e da familia, superando a logica de protocolo unico. E um dos dispositivos centrais da Politica Nacional de Humanizacao, tipicamente aplicado a casos complexos.

Questão 44Em um hospital, instituiu-se que todas as interconsultas devem conter o pedido por escrito e o contato direto entre o profissional que solicita e o membro da equipe que irá realizar a interconsulta. A devolutiva da interconsulta deve seguir o mesmo trâmite. A responsabilidade de condução global do caso permanece com a equipe demandante. DE ACORDO COM A POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO DA ATENÇÃO E DA GESTÃO, A DIRETRIZ FORTALECIDA POR ESTA PROPOSTA É:

Em um hospital, instituiu-se que todas as interconsultas devem conter o pedido por escrito e o contato direto entre o profissional que solicita e o membro da equipe que irá realizar a interconsulta. A devolutiva da interconsulta deve seguir o mesmo trâmite. A responsabilidade de condução global do caso permanece com a equipe demandante. DE ACORDO COM A POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO DA ATENÇÃO E DA GESTÃO, A DIRETRIZ FORTALECIDA POR ESTA PROPOSTA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a diretriz da Politica Nacional de Humanizacao fortalecida pelo arranjo descrito: pedido escrito, contato direto entre solicitante e consultor, devolutiva pelo mesmo caminho e, sobretudo, manutencao da responsabilidade global do caso com a equipe que demandou. A resposta e equipe de referencia (equipe responsavel), com ampliacao de gabarito para acolhimento, clinica ampliada, cogestao e matriciamento. O raciocinio esta na frase-chave: quem conduz o caso continua sendo a equipe de referencia, e o especialista atua como apoio — logica do apoio matricial, que combate a fragmentacao do cuidado e a transferencia de responsabilidade. A perola e associar vinculo e continuidade a equipe de referencia.

Questão 46Considerando a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde, QUAL DEVE SER A PROPORÇÃO DE REPRESENTANTES DOS USUÁRIOS NOS CONSELHOS MUNICIPAIS DE SAÚDE EM RELAÇÃO AOS DEMAIS MEMBROS (GESTORES E TRABALHADORES)?

Considerando a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde, QUAL DEVE SER A PROPORÇÃO DE REPRESENTANTES DOS USUÁRIOS NOS CONSELHOS MUNICIPAIS DE SAÚDE EM RELAÇÃO AOS DEMAIS MEMBROS (GESTORES E TRABALHADORES)?

Comentário OsceLabs

A questao cobra a composicao dos conselhos de saude. A resposta e 50%, ou seja, os usuarios ocupam metade das vagas, de forma paritaria em relacao ao conjunto dos demais segmentos. O raciocinio vem da Lei 8.142/90 e da Resolucao 453/2012 do Conselho Nacional de Saude: a representacao e paritaria entre usuarios e o restante, e esse restante se distribui em 25% de trabalhadores da saude e 25% de gestores e prestadores de servico. A perola e entender o sentido politico dessa regra — garantir que o controle social nao seja diluido pelo poder institucional, assegurando ao usuario peso decisorio equivalente ao de gestores e trabalhadores somados. Vale tambem para as conferencias de saude.

Questão 49Mulher, 32a, técnica de enfermagem há três anos. Refere o aparecimento de lesões nas mãos há seis meses, que melhoram com uso de pomada de corticoide. Relata melhora durante o período de férias, com reaparecimento das lesões no retorno. Exame físico: Pele=lesões eritemato-descamativas em região dorsal das mãos e regiões interdigitais bilaterais. O EXAME COMPLEMENTAR QUE CONFIRMA O DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO É:

Mulher, 32a, técnica de enfermagem há três anos. Refere o aparecimento de lesões nas mãos há seis meses, que melhoram com uso de pomada de corticoide. Relata melhora durante o período de férias, com reaparecimento das lesões no retorno. Exame físico: Pele=lesões eritemato-descamativas em região dorsal das mãos e regiões interdigitais bilaterais. O EXAME COMPLEMENTAR QUE CONFIRMA O DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO É:

Comentário OsceLabs

Pede-se o exame que confirma a etiologia. Tecnica de enfermagem com lesoes eritemato-descamativas no dorso das maos e regioes interdigitais, que melhoram com corticoide e nas ferias e recidivam ao voltar ao trabalho: o padrao temporal atrelado a exposicao ocupacional aponta dermatite de contato alergica. O padrao oficial e o teste de contato — patch teste ou teste epicutaneo. O raciocinio e que a dermatite de contato alergica e uma hipersensibilidade tardia, tipo IV, mediada por linfocitos T, e o patch test reproduz essa reacao aplicando a bateria de alergenos com leitura em 48 e 96 horas. A perola e nao confundir com o prick test, que investiga hipersensibilidade imediata (IgE) e nao serve aqui.

Questão 50Mulher, 44a, é acompanhada na Unidade Básica de Saúde por quadro de tosse e falta de ar. Antecedentes: trabalhou com confecção de prótese dentária por cerca de 14 anos, cessando esta atividade há cinco anos. Exame físico: PA=114/68mmHg; FC=70 bpm; FR=20irpm; oximetria de pulso=92% (ar ambiente). Ausculta pulmonar com estertores em terço médio. Baciloscopia de escarro=negativa. Tomografia computadorizada de tórax (IMAGEM Q50). A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ETIOLÓGICA É: Processo Seletivo Residência Médica 2026 Imagens- Acesso Direto - manhã 1 Imagem Q02 Imagem Q10 Imagem Q12 Processo Seletivo Residência Médica 2026 Imagens- Acesso Direto - manhã 2 Imagem Q13 Imagem Q17 Imagem Q21 Processo Seletivo Residência Médica 2026 Imagens- Acesso Direto - manhã 3 Imagem Q29 Imagem Q31 Processo Seletivo Residência Médica 2026 Imagens- Acesso Direto - manhã 4 Imagem Q34 Imagem Q50

Mulher, 44a, é acompanhada na Unidade Básica de Saúde por quadro de tosse e falta de ar. Antecedentes: trabalhou com confecção de prótese dentária por cerca de 14 anos, cessando esta atividade há cinco anos. Exame físico: PA=114/68mmHg; FC=70 bpm; FR=20irpm; oximetria de pulso=92% (ar ambiente). Ausculta pulmonar com estertores em terço médio. Baciloscopia de escarro=negativa. Tomografia computadorizada de tórax (IMAGEM Q50). A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ETIOLÓGICA É: Processo Seletivo Residência Médica 2026 Imagens- Acesso Direto - manhã 1 Imagem Q02 Imagem Q10 Imagem Q12 Processo Seletivo Residência Médica 2026 Imagens- Acesso Direto - manhã 2 Imagem Q13 Imagem Q17 Imagem Q21 Processo Seletivo Residência Médica 2026 Imagens- Acesso Direto - manhã 3 Imagem Q29 Imagem Q31 Processo Seletivo Residência Médica 2026 Imagens- Acesso Direto - manhã 4 Imagem Q34 Imagem Q50

Comentário OsceLabs

A questao pede a hipotese etiologica. Mulher com tosse e dispneia, hipoxemia leve e estertores, com historia ocupacional de 14 anos na confeccao de proteses dentarias e baciloscopia negativa. O padrao oficial e silicose — pneumopatia cronica por silica. O raciocinio e a associacao ocupacional: o trabalho com jateamento, desgaste e polimento de material odontologico gera poeira rica em silica cristalina, e a doenca tem longo periodo de latencia, podendo se manifestar ou progredir anos apos o afastamento, como aqui. A perola e a dupla armadilha da banca: pensar em tuberculose (que a silicose de fato predispoe, mas com baciloscopia negativa) e esquecer de perguntar a ocupacao — sem a anamnese ocupacional, o diagnostico nao se faz.

Prova comentada — tarde (respostas curtas), questão a questão

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Questão 51Mulher, 34a, admitida no Pronto Socorro com queixa de fraqueza e dor muscular progressiva há três dias, associada a náuseas, constipação e cãibras. Nega febre ou outros sintomas associados. Antecedentes: previamente hígida, nega tabagismo ou etilismo. Usando fórmula para emagrecimento que copiou de uma rede social, contendo furosemida e levotiroxina. Exame físico: bom estado geral; corada; desidratada; eupneica; PA=102/68mmHg; FC=92bpm; FR=14 irpm; temperatura axilar=36,4ºC; auscultas cardíaca e pulmonar sem alterações. Força muscular 3/5 em membros inferiores e 4/5 em membros superiores, sensibilidade preservada, ausência de edema. Exames laboratoriais: ureia=78mg/dL; creatinina=1,8mg/dL; potássio=2,3mEq/L; sódio=140mEq/L; cálcio=7,5mg/dL; TSH=2,1µU/L; exame de urina=hemoglobina 3+, proteínas 1+, hemácias 1 por campo, leucócitos 2 por campo. O EXAME LABORATORIAL QUE CONFIRMA O DIAGNÓSTICO É:

Mulher, 34a, admitida no Pronto Socorro com queixa de fraqueza e dor muscular progressiva há três dias, associada a náuseas, constipação e cãibras. Nega febre ou outros sintomas associados. Antecedentes: previamente hígida, nega tabagismo ou etilismo. Usando fórmula para emagrecimento que copiou de uma rede social, contendo furosemida e levotiroxina. Exame físico: bom estado geral; corada; desidratada; eupneica; PA=102/68mmHg; FC=92bpm; FR=14 irpm; temperatura axilar=36,4ºC; auscultas cardíaca e pulmonar sem alterações. Força muscular 3/5 em membros inferiores e 4/5 em membros superiores, sensibilidade preservada, ausência de edema. Exames laboratoriais: ureia=78mg/dL; creatinina=1,8mg/dL; potássio=2,3mEq/L; sódio=140mEq/L; cálcio=7,5mg/dL; TSH=2,1µU/L; exame de urina=hemoglobina 3+, proteínas 1+, hemácias 1 por campo, leucócitos 2 por campo. O EXAME LABORATORIAL QUE CONFIRMA O DIAGNÓSTICO É:

Comentário OsceLabs

A questão pede o exame que confirma o diagnóstico, e a resposta oficial é a dosagem de creatinofosfoquinase (CPK) sérica. O raciocínio: a fórmula de emagrecimento contém furosemida, que espolia potássio — daí o K de 2,3 mEq/L, as cãibras, a constipação e a fraqueza proximal. A hipocalemia grave é causa clássica de rabdomiólise, e a pista de ouro está no exame de urina: hemoglobina 3+ com apenas 1 hemácia por campo. Essa dissociação significa que a fita está detectando mioglobina, não sangue. Some-se a isso a lesão renal aguda (creatinina 1,8) por nefropatia pigmentar. A pérola de prova é justamente essa: fita positiva para sangue sem hematúria ao microscópio = mioglobinúria, e o CPK muito elevado é quem sela a rabdomiólise.

Questão 52Homem, 46a, comparece para atendimento com queixa de náuseas, vômitos, diarreia e redução do volume urinário há um dia. Nega febre, disúria ou outros sintomas associados. Antecedentes: hipertensão arterial há 8 anos. Medicação em uso: losartana 25mg/dia e amlodipina10mg/dia. Exame físico: bom estado geral; corado; eupneico; presença de edema maleolar 1+/4+; PA=102/64mmHg; FC=108bpm; FR=16irpm; temperatura axilar=36,8ºC; auscultas cardíaca e pulmonar sem alterações. Exames laboratoriais realizados há um mês: ureia=45mg/dL; creatinina=1,2mg/dL. Exames laboratoriais hoje: ureia=110mg/dL; creatinina=2,0mg/dL; sódio=140mEq/L; albumina=3,6g/dL. Creatinina urinária=100mg/dL, sódio urinário=10mEq/L, exame de urina=proteínas ausentes, hemácias 1/campo, leucócitos 5/campo. ALÉM DA SUSPENSÃO DA TERAPIA ANTI-HIPERTENSIVA, A CONDUTA TERAPÊUTICA INDICADA É:

Homem, 46a, comparece para atendimento com queixa de náuseas, vômitos, diarreia e redução do volume urinário há um dia. Nega febre, disúria ou outros sintomas associados. Antecedentes: hipertensão arterial há 8 anos. Medicação em uso: losartana 25mg/dia e amlodipina10mg/dia. Exame físico: bom estado geral; corado; eupneico; presença de edema maleolar 1+/4+; PA=102/64mmHg; FC=108bpm; FR=16irpm; temperatura axilar=36,8ºC; auscultas cardíaca e pulmonar sem alterações. Exames laboratoriais realizados há um mês: ureia=45mg/dL; creatinina=1,2mg/dL. Exames laboratoriais hoje: ureia=110mg/dL; creatinina=2,0mg/dL; sódio=140mEq/L; albumina=3,6g/dL. Creatinina urinária=100mg/dL, sódio urinário=10mEq/L, exame de urina=proteínas ausentes, hemácias 1/campo, leucócitos 5/campo. ALÉM DA SUSPENSÃO DA TERAPIA ANTI-HIPERTENSIVA, A CONDUTA TERAPÊUTICA INDICADA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta terapêutica além de suspender o anti-hipertensivo, e o padrão aceita reposição volêmica endovenosa com cristaloide. O caso é de lesão renal aguda pré-renal: perdas digestivas de um dia, oligúria, taquicardia (FC 108) e PA relativamente baixa para um hipertenso crônico, com creatinina subindo de 1,2 para 2,0. Os índices urinários confirmam rim ávido por sódio — sódio urinário de 10 mEq/L e fração de excreção baixa —, e a urina sem proteínas nem cilindros afasta necrose tubular aguda e causa glomerular. Nesse cenário o rim está funcionando bem, apenas mal perfundido. A pérola: losartana e amlodipina agravam a queda da filtração na hipovolemia; suspendê-las e reexpandir com cristaloide isotônico corrige o quadro.

Questão 54Mulher, 64a, procura atendimento por fadiga progressiva, formigamento nos pés e dificuldade para caminhar há dois meses. Refere perda de apetite e emagrecimento nos últimos seis meses. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial em uso de hidroclorotiazida. Exame físico: palidez cutaneomucosa e glossite atrófica. Hemograma: hemoglobina=8,3g/dL; leucócitos=2.200/mm³; plaquetas=70.000/mm³; LDH=1800U/L; bilirrubina total=2,1mg/dL (indireta=1,4mg/dL, direta=0,7mg/dL). Análise morfológica do esfregaço (IMAGEM Q54). O EXAME COMPLEMENTAR MAIS ÚTIL PARA CONFIRMAR O DIAGNÓSTICO É:

Mulher, 64a, procura atendimento por fadiga progressiva, formigamento nos pés e dificuldade para caminhar há dois meses. Refere perda de apetite e emagrecimento nos últimos seis meses. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial em uso de hidroclorotiazida. Exame físico: palidez cutaneomucosa e glossite atrófica. Hemograma: hemoglobina=8,3g/dL; leucócitos=2.200/mm³; plaquetas=70.000/mm³; LDH=1800U/L; bilirrubina total=2,1mg/dL (indireta=1,4mg/dL, direta=0,7mg/dL). Análise morfológica do esfregaço (IMAGEM Q54). O EXAME COMPLEMENTAR MAIS ÚTIL PARA CONFIRMAR O DIAGNÓSTICO É:

Comentário OsceLabs

A questão quer o exame que confirma o diagnóstico, e a resposta esperada é a dosagem sérica de vitamina B12 (cobalamina). Tudo aponta para anemia megaloblástica: paciente idosa com anemia, leucopenia e plaquetopenia — ou seja, pancitopenia por eritropoese ineficaz —, glossite atrófica e, sobretudo, sintomas neurológicos (parestesia dos pés e marcha alterada), que são marca da carência de B12 e não do folato. LDH muito alto (1800) com bilirrubina indireta elevada não é hemólise periférica, e sim hemólise intramedular, achado típico da megaloblastose. O esfregaço complementa com macrocitose e neutrófilos hipersegmentados. A pérola de prova: pancitopenia com LDH altíssimo e sintomas cordonais posteriores obriga a dosar B12 antes de pensar em medula.

Questão 55Homem, 45 anos, trabalhador rural, procura atendimento por fraqueza intensa, perda de peso significativa (mais de 10 kg em 4 meses), náuseas, escurecimento da pele e episódios recorrentes de lipotimia. Relata febre baixa vespertina e tosse seca. Exame físico: emagrecido; hiperpigmentação em mucosas orais e palmas; PA=82/56mmHg; FC=88bpm; temperatura axilar=37,1°C. Exames laboratoriais: hemoglobina=11,5g/dL; sódio=126mEq/L; potássio=5,4mEq/L; glicemia=63mg/dL; creatinina=1,0mg/dL. Sorologia para Paracoccidioides brasiliensis: positiva. A ALTERAÇÃO HORMONAL HIPOFISÁRIA ESPERADA NESTE CASO É:

Homem, 45 anos, trabalhador rural, procura atendimento por fraqueza intensa, perda de peso significativa (mais de 10 kg em 4 meses), náuseas, escurecimento da pele e episódios recorrentes de lipotimia. Relata febre baixa vespertina e tosse seca. Exame físico: emagrecido; hiperpigmentação em mucosas orais e palmas; PA=82/56mmHg; FC=88bpm; temperatura axilar=37,1°C. Exames laboratoriais: hemoglobina=11,5g/dL; sódio=126mEq/L; potássio=5,4mEq/L; glicemia=63mg/dL; creatinina=1,0mg/dL. Sorologia para Paracoccidioides brasiliensis: positiva. A ALTERAÇÃO HORMONAL HIPOFISÁRIA ESPERADA NESTE CASO É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a alteração hormonal hipofisária, e o padrão é ACTH elevado. O caso é de insuficiência adrenal primária (doença de Addison) por paracoccidioidomicose disseminada — trabalhador rural, febre vespertina, tosse seca, emagrecimento e sorologia positiva; a suprarrenal é sítio clássico de acometimento pelo fungo. O quadro bioquímico é o clássico da falência do córtex: hiponatremia, hipercalemia, hipoglicemia e hipotensão, pela perda conjunta de cortisol e aldosterona. Como a lesão é na glândula-alvo, não há cortisol para frear o eixo, e a hipófise responde secretando ACTH em excesso. A pérola: é justamente esse ACTH alto que, por conter o fragmento MSH, produz a hiperpigmentação de mucosa oral e pregas palmares descrita no exame físico.

Questão 57Homem, 46a, com quadro de artrite de joelho direito há sete meses. Refere tosse seca com episódios de febre vespertina (não aferida) e queda do estado geral. Nos antecedentes relata que, quando criança, tratou uma infecção na coluna. Realizada biópsia da membrana sinovial do joelho acometido. (IMAGEM Q57). O AGENTE ETIOLÓGICO MAIS PROVÁVEL É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - TARDE 3

Homem, 46a, com quadro de artrite de joelho direito há sete meses. Refere tosse seca com episódios de febre vespertina (não aferida) e queda do estado geral. Nos antecedentes relata que, quando criança, tratou uma infecção na coluna. Realizada biópsia da membrana sinovial do joelho acometido. (IMAGEM Q57). O AGENTE ETIOLÓGICO MAIS PROVÁVEL É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - TARDE 3

Comentário OsceLabs

A questão pede o agente etiológico, e a resposta é o Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch). A construção do caso é toda a favor: monoartrite de joelho arrastada por sete meses — evolução crônica, incompatível com artrite séptica piogênica, que é aguda e fulminante —, associada a sintomas consumptivos com tosse seca e febre vespertina. O antecedente de 'infecção na coluna' tratada na infância remete ao mal de Pott, indicando doença tuberculosa prévia com possibilidade de reativação. A biópsia sinovial fecha o raciocínio ao mostrar granuloma com necrose caseosa. A pérola de prova: diante de artrite crônica monoarticular com granuloma caseoso, pensa-se em tuberculose osteoarticular, cuja forma articular periférica mais comum acomete joelho e quadril.

Questão 59Mulher, 39a, procurou Unidade Básica de Saúde há um mês por caroço no pescoço, notado há dois meses. Retornou hoje para trazer resultado de exames. Antecedentes: sem comorbidades. Medicações: nenhuma. Exame físico: PA=118/70mmHg; FC=78bpm; FR=14irpm; temperatura axilar=36,5ºC. Exames laboratoriais: TSH=2,1µUI/mL; T4Livre=1,1ng/dL. Ultrassonografia de tireoide: nódulo sólido hipoecoico, 1,6cm, com microcalcificações, em lobo tireoidiano direito; não foram observados linfonodomegalias. A CONDUTA É:

Mulher, 39a, procurou Unidade Básica de Saúde há um mês por caroço no pescoço, notado há dois meses. Retornou hoje para trazer resultado de exames. Antecedentes: sem comorbidades. Medicações: nenhuma. Exame físico: PA=118/70mmHg; FC=78bpm; FR=14irpm; temperatura axilar=36,5ºC. Exames laboratoriais: TSH=2,1µUI/mL; T4Livre=1,1ng/dL. Ultrassonografia de tireoide: nódulo sólido hipoecoico, 1,6cm, com microcalcificações, em lobo tireoidiano direito; não foram observados linfonodomegalias. A CONDUTA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta, e o padrão é encaminhar para punção aspirativa por agulha fina (PAAF). A paciente é eutireoidiana (TSH e T4 livre normais), o que já afasta a investigação de nódulo hiperfuncionante — cintilografia só entraria se o TSH estivesse suprimido. A ultrassonografia descreve um nódulo com características francamente suspeitas: sólido, hipoecoico e com microcalcificações, achados de alto risco nas classificações tipo TI-RADS/ACR. Com 1,6 cm e esse padrão sonográfico, o limiar para punção está claramente ultrapassado. A pérola de prova: em nódulo tireoidiano com TSH normal, quem decide a punção é o tamanho somado ao padrão ecográfico de suspeição, e a PAAF é o exame que define a natureza da lesão antes de qualquer indicação cirúrgica.

Questão 60Homem, 33a, procura a Unidade de Emergência referindo febre há uma semana e olhos amarelados há quatro dias, além de desconforto abdominal, náuseas e vômitos. Exame físico: ictérico, afebril, com dor à palpação do hipocôndrio direito. Exames laboratoriais: hemoglobina=15g/dL; leucócitos=6.500/mm3; plaquetas=169.000/mm3; ALT=3.500UI/mL; AST=2.500UI/mL; fosfatase alcalina=245UI/mL; gamaGT=185U/L; bilirrrubina total=4,5mg/dL (direta=3,0mg/dL); RNI=1,7. O DIAGNÓSTICO NOSOLÓGICO É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - TARDE 4

Homem, 33a, procura a Unidade de Emergência referindo febre há uma semana e olhos amarelados há quatro dias, além de desconforto abdominal, náuseas e vômitos. Exame físico: ictérico, afebril, com dor à palpação do hipocôndrio direito. Exames laboratoriais: hemoglobina=15g/dL; leucócitos=6.500/mm3; plaquetas=169.000/mm3; ALT=3.500UI/mL; AST=2.500UI/mL; fosfatase alcalina=245UI/mL; gamaGT=185U/L; bilirrrubina total=4,5mg/dL (direta=3,0mg/dL); RNI=1,7. O DIAGNÓSTICO NOSOLÓGICO É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - TARDE 4

Comentário OsceLabs

A questão pede o diagnóstico nosológico e o padrão exige a expressão completa: hepatite aguda grave. Não basta escrever 'hepatite aguda' — a gravidade é parte da resposta e é onde mora a pegadinha. O padrão bioquímico é de lesão hepatocelular pura e intensa: transaminases acima de 2.000 UI com predomínio de ALT sobre AST, enquanto fosfatase alcalina e gama-GT sobem apenas discretamente, o que afasta obstrução biliar. A icterícia é de padrão direto, compatível com colestase intra-hepática da própria inflamação. O que qualifica a gravidade é o RNI de 1,7: alargamento do tempo de protrombina significa falência da síntese hepática de fatores de coagulação. A pérola: INR igual ou acima de 1,5 sem encefalopatia define hepatite aguda grave; com encefalopatia, já seria insuficiência hepática aguda.

Questão 64Adolescente,15a, apresenta dor testicular súbita e intensa há duas horas, sem sinais de infecção. O TEMPO MÁXIMO IDEAL PARA REALIZAR INTERVENÇÃO CIRÚRGICA E PRESERVAR A FUNÇÃO TESTICULAR É:

Adolescente,15a, apresenta dor testicular súbita e intensa há duas horas, sem sinais de infecção. O TEMPO MÁXIMO IDEAL PARA REALIZAR INTERVENÇÃO CIRÚRGICA E PRESERVAR A FUNÇÃO TESTICULAR É:

Comentário OsceLabs

Pede-se o tempo máximo ideal para a cirurgia, e o padrão aceita até 6 horas do início dos sintomas (ou até cerca de 4 horas contadas do atendimento). O quadro descrito — dor testicular súbita e intensa em adolescente, sem sinais infecciosos — é torção do cordão espermático até prova em contrário, e o tempo aqui é tecido. A torção interrompe primeiro o retorno venoso e depois o fluxo arterial, produzindo isquemia progressiva da gônada. Dentro das primeiras seis horas a taxa de salvamento testicular beira 90 a 100%; entre 12 e 24 horas cai drasticamente, e após 24 horas a viabilidade é próxima de zero, restando a orquiectomia. A pérola de prova: torção é diagnóstico clínico e indicação de exploração cirúrgica imediata — nenhum exame de imagem deve atrasar o centro cirúrgico.

Questão 65Mulher, 68a, apresenta ascite e múltiplas imagens hepáticas sugestivas de lesões secundárias em ultrassonografia. Tomografia computadorizada de abdome: presença de ascite, nódulos hepáticos hipocaptantes compatíveis com lesões metastáticas e espessamento da flexura hepática do cólon. Ascite não puncionável devido ao seu pequeno volume. O EXAME INDICADO PARA CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA É:

Mulher, 68a, apresenta ascite e múltiplas imagens hepáticas sugestivas de lesões secundárias em ultrassonografia. Tomografia computadorizada de abdome: presença de ascite, nódulos hepáticos hipocaptantes compatíveis com lesões metastáticas e espessamento da flexura hepática do cólon. Ascite não puncionável devido ao seu pequeno volume. O EXAME INDICADO PARA CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

A questão pede o exame que confirma o diagnóstico, e o padrão é a colonoscopia com biópsia da lesão (biópsia da flexura hepática do cólon). O raciocínio é encontrar o sítio primário: a tomografia mostra espessamento da flexura hepática do cólon, achado que identifica o tumor de origem, enquanto os nódulos hepáticos hipocaptantes e a ascite representam a doença secundária. Como a ascite tem volume pequeno e não é puncionável, a citologia oncótica do líquido está descartada como via diagnóstica. Restam então a abordagem do primário ou a biópsia hepática, e a colonoscopia é superior por ser menos invasiva, permitir a visão direta e o mapeamento da lesão e ainda fornecer histologia. A pérola: sempre que houver lesão primária acessível endoscopicamente, é dela que se tira o diagnóstico, não da metástase.

Questão 66Homem, 29a, vítima de trauma moto x caminhão. Deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento. Exame físico: PA=100/78mmHg; FC=122bpm; oximetria de pulso=97% (ar ambiente). Instabilidade da pelve à esquerda, sem outras lesões. Radiograma (IMAGEM Q66):DE ACORDO COM AS RECOMENDAÇÕES DO SUPORTE AVANÇADO DE VIDA NO TRAUMA, EM RELAÇÃO À ALTERAÇÃO PÉLVICA, A CONDUTA IMEDIATA É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - TARDE 5

Homem, 29a, vítima de trauma moto x caminhão. Deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento. Exame físico: PA=100/78mmHg; FC=122bpm; oximetria de pulso=97% (ar ambiente). Instabilidade da pelve à esquerda, sem outras lesões. Radiograma (IMAGEM Q66):DE ACORDO COM AS RECOMENDAÇÕES DO SUPORTE AVANÇADO DE VIDA NO TRAUMA, EM RELAÇÃO À ALTERAÇÃO PÉLVICA, A CONDUTA IMEDIATA É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - TARDE 5

Comentário OsceLabs

A questao cobra a conduta IMEDIATA do ATLS diante de fratura pelvica instavel com sinais de choque (taquicardia de 122bpm, PA limitrofe) apos trauma de alta energia. A resposta esperada e a estabilizacao mecanica da pelve com cinta pelvica ou lencol amarrado, obrigatoriamente apoiado ao NIVEL DOS TROCANTERES MAIORES — nao na crista iliaca. O raciocinio: na fratura em livro aberto o volume pelvico aumenta e o hematoma retroperitoneal deixa de sofrer tamponamento; fechar o anel reduz esse volume, aproxima os fragmentos e favorece a hemostasia, ganhando tempo ate angioembolizacao ou packing. Perola de prova: a banca so pontuou quem citou o nivel trocanterico — dizer apenas 'estabilizar a pelve' nao vale, porque a cinta alta e erro tecnico classico e nao fecha o anel.

Questão 67Homem, 62a, com neoplasia primária de pulmão à esquerda, apresentou a síndrome de Horner no momento do diagnóstico. Há dois dias iniciou quadro de rouquidão. Laringoscopia=paralisia da prega vocal à esquerda. DIANTE DA EVOLUÇÃO DO QUADRO, A ESTRUTURA ANATÔMICA ACOMETIDA PELO TUMOR QUE JUSTIFICA O ACHADO ATUAL É:

Homem, 62a, com neoplasia primária de pulmão à esquerda, apresentou a síndrome de Horner no momento do diagnóstico. Há dois dias iniciou quadro de rouquidão. Laringoscopia=paralisia da prega vocal à esquerda. DIANTE DA EVOLUÇÃO DO QUADRO, A ESTRUTURA ANATÔMICA ACOMETIDA PELO TUMOR QUE JUSTIFICA O ACHADO ATUAL É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a estrutura anatômica acometida que explica o achado novo, e a resposta é o nervo laríngeo recorrente esquerdo (também chamado laríngeo inferior). A rouquidão de instalação recente com paralisia de prega vocal esquerda à laringoscopia traduz lesão desse nervo, ramo do vago responsável pela inervação motora de quase toda a musculatura intrínseca da laringe. A anatomia explica a lateralidade e a vulnerabilidade: à esquerda o recorrente desce até o tórax, contorna o arco aórtico sob o ligamento arterioso e volta ao pescoço, percorrendo a janela aortopulmonar e o mediastino — território invadido por tumores pulmonares do lado esquerdo. A pérola: a síndrome de Horner do enunciado já indicava comprometimento da cadeia simpática cervical, e o novo sintoma marca extensão do tumor a outra estrutura mediastinal.

Questão 69Homem, 62a, com história de angina persistente e incapacitante, mesmo com tratamento clínico otimizado, é encaminhado para avaliação ambulatorial. Traz cateterismo cardíaco= estenose crítica de tronco de coronária esquerda, doença multiarterial, função ventricular esquerda reduzida. A CONDUTA É:

Homem, 62a, com história de angina persistente e incapacitante, mesmo com tratamento clínico otimizado, é encaminhado para avaliação ambulatorial. Traz cateterismo cardíaco= estenose crítica de tronco de coronária esquerda, doença multiarterial, função ventricular esquerda reduzida. A CONDUTA É:

Comentário OsceLabs

A questão pede a conduta, e o padrão só pontua revascularização cirúrgica do miocárdio — angioplastia ou abordagem percutânea explicitamente não pontuam. O paciente reúne a tríade que consagra a cirurgia como superior: lesão crítica de tronco de coronária esquerda, doença multiarterial e disfunção ventricular esquerda. Some-se a isso a angina refratária a tratamento clínico otimizado, que já é indicação de revascularização por si só. Nesse perfil anatômico e funcional, a cirurgia com enxertos, sobretudo usando a artéria torácica interna esquerda para a descendente anterior, demonstra ganho de sobrevida e menor necessidade de novos procedimentos em comparação com o stent. A pérola de prova: tronco somado a multiarterial e fração de ejeção reduzida é o cenário-padrão da cirurgia, não do cateterismo terapêutico.

Questão 70Mulher, 25a, motociclista, é trazida à Unidade de Emergência após sofrer lesão na região cervical por linha com cerol. Exame físico: consciente; orientada; PA=126/73mmHg; FC=97bpm; FR=14irpm; oximetria de pulso=96% (ar ambiente). A lesão (IMAGEM Q70) apresentava mínimo sangramento. CONSIDERANDO A TOPOGRAFIA DA LESÃO, O SINAL QUE INDICA COMPROMETIMENTO DE VIA AÉREA SUPERIOR É:

Mulher, 25a, motociclista, é trazida à Unidade de Emergência após sofrer lesão na região cervical por linha com cerol. Exame físico: consciente; orientada; PA=126/73mmHg; FC=97bpm; FR=14irpm; oximetria de pulso=96% (ar ambiente). A lesão (IMAGEM Q70) apresentava mínimo sangramento. CONSIDERANDO A TOPOGRAFIA DA LESÃO, O SINAL QUE INDICA COMPROMETIMENTO DE VIA AÉREA SUPERIOR É:

Comentário OsceLabs

Pede-se o sinal que indica comprometimento da via aérea superior, e o padrão exige a ideia de saída de ar pelo ferimento: escape aéreo, borbulhamento, ferimento soprante ou fluxo de ar durante os movimentos respiratórios. A banca é explícita ao não pontuar enfisema subcutâneo, estridor e alteração da fala. A lógica é topográfica: o ferimento cervical por linha com cerol é anterior e superficial em relação à laringe e à traqueia; se a coluna aérea foi violada, o ar sai diretamente pela ferida a cada ciclo respiratório, e esse é o sinal direto e inequívoco de comunicação da via aérea com o meio externo. A pérola de prova: em trauma cervical penetrante, a saída de ar pela lesão é sinal duro de lesão aerodigestiva e obriga controle definitivo da via aérea, mesmo com sangramento mínimo e paciente estável.

Questão 72Menino, 11m, previamente hígido, é levado ao Pronto Atendimento com história de febre, inapetência e vômitos há quatro dias. Nega outros sintomas. Nega doenças ou uso de medicamentos. Exame físico: FC=120bpm; FR=27irpm; PA=82/53mmHg; enchimento capilar=2segundos; pulsos cheios. Abdome: flácido, fígado palpável a 3cm do rebordo costal direito. Exame neurológico normal. Pesquisa do antígeno NS1 positiva. QUAL É A CLASSIFICAÇÃO DE GRAVIDADE DA DOENÇA DE ACORDO COM O MINISTÉRIO DA SAÚDE (DIAGNÓSTICO E MANEJO CLÍNICO, 2024)?

Menino, 11m, previamente hígido, é levado ao Pronto Atendimento com história de febre, inapetência e vômitos há quatro dias. Nega outros sintomas. Nega doenças ou uso de medicamentos. Exame físico: FC=120bpm; FR=27irpm; PA=82/53mmHg; enchimento capilar=2segundos; pulsos cheios. Abdome: flácido, fígado palpável a 3cm do rebordo costal direito. Exame neurológico normal. Pesquisa do antígeno NS1 positiva. QUAL É A CLASSIFICAÇÃO DE GRAVIDADE DA DOENÇA DE ACORDO COM O MINISTÉRIO DA SAÚDE (DIAGNÓSTICO E MANEJO CLÍNICO, 2024)?

Comentário OsceLabs

A questão pede a classificação de gravidade segundo o Ministério da Saúde, e a resposta é dengue com sinais de alarme, o grupo C — responder apenas 'dengue' não pontua. O NS1 positivo confirma a etiologia, e o que define o grupo é o achado do exame físico: fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito. Hepatomegalia maior que 2 cm é sinal de alarme formal na classificação brasileira, ao lado de dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia ou irritabilidade, sangramento de mucosa, acúmulo de líquidos e aumento do hematócrito com queda de plaquetas. Note que a criança não tem choque — enchimento capilar de 2 segundos, pulsos cheios —, o que a mantém fora do grupo D. A pérola: grupo C exige internação e hidratação endovenosa imediata com 10 mL/kg de cristaloide.

Questão 73Menina, 3a, é trazida à Unidade Básica de Saúde para consulta de puericultura e a mãe queixa-se de que está com os joelhos virados para dentro. Nega fatores desencadeantes, dor ou alterações locais. Nega quedas frequentes. Criança andou com 1 ano e, no momento, acha a criança bem esperta, com bom desenvolvimento. Nega antecedentes pessoais ou familiares relevantes. Frequenta a creche e brinca bastante ao ar livre. Exame Físico: bom estado geral; corada; hidratada; eupneica; IMC=escore Z +1,8; estatura= escore Z +1,1; inspeção dos joelhos (imagem); restante sem alterações.A CONDUTA É:

Menina, 3a, é trazida à Unidade Básica de Saúde para consulta de puericultura e a mãe queixa-se de que está com os joelhos virados para dentro. Nega fatores desencadeantes, dor ou alterações locais. Nega quedas frequentes. Criança andou com 1 ano e, no momento, acha a criança bem esperta, com bom desenvolvimento. Nega antecedentes pessoais ou familiares relevantes. Frequenta a creche e brinca bastante ao ar livre. Exame Físico: bom estado geral; corada; hidratada; eupneica; IMC=escore Z +1,8; estatura= escore Z +1,1; inspeção dos joelhos (imagem); restante sem alterações.A CONDUTA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta, e o padrão aceita observação, seguimento clínico ou simplesmente tranquilizar a mãe explicando que se trata de variação normal — qualquer exame complementar, encaminhamento ou tratamento não pontua. O geno valgo é fisiológico nessa faixa etária: o eixo dos membros inferiores evolui de varo no primeiro ano de vida para valgo máximo por volta dos 3 a 4 anos, alinhando-se espontaneamente até os 7 anos. Os elementos que descartam patologia estão todos no enunciado: quadro indolor, simétrico, sem quedas frequentes, sem antecedentes familiares, criança com estatura acima da média e desenvolvimento adequado. A pérola de prova: sinais de alarme que mudariam a conduta seriam assimetria, dor, baixa estatura, deformidade progressiva ou desvio persistente após os 7 a 8 anos.

Questão 74Menino, 3m, está em consulta de rotina na Unidade Básica de Saúde. Mãe refere estar muito preocupada porque o filho continua apresentando episódios frequentes de golfadas (sic), com piora há 15 dias. Refere que o quadro teve início nas primeiras semanas de vida e que acontecem após quase todas as mamadas, com conteúdo leitoso. Nega irritabilidade, recusa alimentar ou outras queixas. Refere evacuações pastosas duas vezes ao dia, e diurese clara e abundante sete vezes ao dia. Está em aleitamento materno exclusivo desde o nascimento. Antecedentes pessoais: prematuro tardio (36semanas e 4dias), sem necessidade de internação. O exame físico é normal e o ganho ponderal é de 30g/dia. O DIAGNÓSTICO NOSOLÓGICO É:

Menino, 3m, está em consulta de rotina na Unidade Básica de Saúde. Mãe refere estar muito preocupada porque o filho continua apresentando episódios frequentes de golfadas (sic), com piora há 15 dias. Refere que o quadro teve início nas primeiras semanas de vida e que acontecem após quase todas as mamadas, com conteúdo leitoso. Nega irritabilidade, recusa alimentar ou outras queixas. Refere evacuações pastosas duas vezes ao dia, e diurese clara e abundante sete vezes ao dia. Está em aleitamento materno exclusivo desde o nascimento. Antecedentes pessoais: prematuro tardio (36semanas e 4dias), sem necessidade de internação. O exame físico é normal e o ganho ponderal é de 30g/dia. O DIAGNÓSTICO NOSOLÓGICO É:

Comentário OsceLabs

A questão pede o diagnóstico nosológico, e o padrão aceita regurgitação do lactente ou refluxo gastroesofágico fisiológico. Todos os marcadores de benignidade estão presentes: início nas primeiras semanas de vida, episódios pós-mamada com conteúdo leitoso e sem esforço, ausência de irritabilidade e de recusa alimentar, exame físico normal, diurese e evacuações adequadas. O dado que decide a questão é o ganho ponderal de 30 g por dia, muito acima do esperado para a idade — a criança está prosperando, o que exclui doença do refluxo gastroesofágico. A regurgitação decorre da imaturidade do esfíncter esofágico inferior, do esôfago intra-abdominal curto e da dieta exclusivamente líquida, resolvendo-se espontaneamente até os 12 a 18 meses. A pérola: a conduta é orientação e tranquilização, sem exames nem medicação.

Questão 75Uma professora na classe de crianças escolares de 5 a 6 anos presencia um menino da sala manipulando a região pubiana de uma colega da mesma idade, com a mão colocada embaixo da roupa íntima da mesma. Ela chama os dois alunos e conversa com ambos sobre o ocorrido, alertando as famílias. O COMPORTAMENTO DAS CRIANÇAS É DEFINIDO COMO:

Uma professora na classe de crianças escolares de 5 a 6 anos presencia um menino da sala manipulando a região pubiana de uma colega da mesma idade, com a mão colocada embaixo da roupa íntima da mesma. Ela chama os dois alunos e conversa com ambos sobre o ocorrido, alertando as famílias. O COMPORTAMENTO DAS CRIANÇAS É DEFINIDO COMO:

Comentário OsceLabs

Pede-se a definição do comportamento observado, e o padrão é jogos sexuais infantis, aceitando sinonímias que traduzam normalidade para a faixa etária. A leitura correta parte de três elementos: as crianças têm a mesma idade, portanto não há diferença de poder, tamanho ou estágio de desenvolvimento entre elas; o contexto é exploratório e curioso, próprio dos 5 a 6 anos; e não há descrição de coerção, ameaça, segredo imposto, dor ou simulação de ato sexual adulto. Nessa configuração, o comportamento é manifestação esperada do desenvolvimento psicossexual, e a conduta correta é exatamente a da professora: conversar com as crianças e comunicar as famílias. A pérola de prova: o que transformaria isso em suspeita de abuso seria assimetria etária ou de poder, uso de força, conhecimento sexual incompatível com a idade ou repetição compulsiva.

Questão 76Menino, 3a, vítima de atropelamento, é trazido ao Pronto Atendimento. Exame físico: Escala de Coma de Glasgow=9; FC=58bpm; FR=12irpm; PA=142/89mmHg. ALÉM DE MONITORIZAR E ESTABELECER ACESSO VENOSO E VENTILAÇÃO PULMONAR, O TRATAMENTO IMEDIATO É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - TARDE 7

Menino, 3a, vítima de atropelamento, é trazido ao Pronto Atendimento. Exame físico: Escala de Coma de Glasgow=9; FC=58bpm; FR=12irpm; PA=142/89mmHg. ALÉM DE MONITORIZAR E ESTABELECER ACESSO VENOSO E VENTILAÇÃO PULMONAR, O TRATAMENTO IMEDIATO É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - TARDE 7

Comentário OsceLabs

A questão pede o tratamento imediato além das medidas de suporte, e o padrão aceita manitol ou solução salina hipertônica. O enunciado desenha hipertensão intracraniana grave em traumatismo cranioencefálico: Glasgow de 9, hipertensão arterial marcante para uma criança de 3 anos (142/89), bradicardia (58 bpm) e bradipneia — a tríade de Cushing, resposta reflexa à queda da pressão de perfusão cerebral e sinal de herniação iminente. Nesse cenário a terapia hiperosmolar deve ser instituída de imediato, junto com cabeceira elevada, normocapnia e controle da dor, sem esperar tomografia. A pérola de prova: bradicardia com hipertensão em criança politraumatizada nunca deve ser lida como estabilidade hemodinâmica; é sinal de sofrimento do tronco encefálico e exige osmoterapia e neurocirurgia urgentes.

Questão 77Menina, 3m, é trazida à Unidade de Emergência com história de coriza e tosse há cinco dias e desconforto respiratório há dois dias, com piora progressiva. Nega febre ou outras queixas. Mãe nega doenças e refere bom desenvolvimento e ganho pondero estatural. Antecedentes: pré-natal sem intercorrências, ultrassonografia gestacional normal, nega prematuridade e internações. Exame físico: Pulmões: murmúrio vesicular presente com sibilos, com expiração prolongada. Escore Bronchiolitis score of Sant Joan de Deu (BROSJOD)=6. Radiograma de tórax= hiperinsuflação pulmonar. Foi internada em Enfermaria de Pediatria e mantida com cateter nasal com 1LO2/minuto, com melhora do desconforto respiratório (oximetria de pulso >96%). Na evolução encontra-se afebril, hidratada, corada, e mantendo taquicardia sinusal, mesmo durante o sono. Não foram administrados medicamentos. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA NOSOLÓGICA É:

Menina, 3m, é trazida à Unidade de Emergência com história de coriza e tosse há cinco dias e desconforto respiratório há dois dias, com piora progressiva. Nega febre ou outras queixas. Mãe nega doenças e refere bom desenvolvimento e ganho pondero estatural. Antecedentes: pré-natal sem intercorrências, ultrassonografia gestacional normal, nega prematuridade e internações. Exame físico: Pulmões: murmúrio vesicular presente com sibilos, com expiração prolongada. Escore Bronchiolitis score of Sant Joan de Deu (BROSJOD)=6. Radiograma de tórax= hiperinsuflação pulmonar. Foi internada em Enfermaria de Pediatria e mantida com cateter nasal com 1LO2/minuto, com melhora do desconforto respiratório (oximetria de pulso >96%). Na evolução encontra-se afebril, hidratada, corada, e mantendo taquicardia sinusal, mesmo durante o sono. Não foram administrados medicamentos. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA NOSOLÓGICA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a hipótese diagnóstica nosológica, e a resposta oficial é miocardite (viral). A armadilha da questão é o quadro inicial perfeitamente compatível com bronquiolite — lactente de 3 meses, pródromo de coriza e tosse, sibilos com expiração prolongada, hiperinsuflação ao radiograma e escore BROSJOD de 6. O que muda o diagnóstico está na evolução: a criança melhorou o desconforto respiratório com oxigênio suplementar, está afebril, hidratada e corada, e ainda assim mantém taquicardia sinusal persistente mesmo durante o sono. Taquicardia que não cede com a correção da hipoxemia, da febre, da dor e da hipovolemia é sinal de doença miocárdica, e vírus respiratórios comuns na faixa etária cursam com acometimento cardíaco. A pérola: taquicardia desproporcional e mantida no sono obriga investigar miocardite com ECG, troponina e ecocardiograma.

Questão 78Menino, 4a, é trazido para consulta de puericultura sem queixas. Mãe nega acompanhamento anterior. Exame físico: fronte olímpica, punhos alargados (“quadráticos”), joelhos proeminentes e membros inferiores valgos. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Menino, 4a, é trazido para consulta de puericultura sem queixas. Mãe nega acompanhamento anterior. Exame físico: fronte olímpica, punhos alargados (“quadráticos”), joelhos proeminentes e membros inferiores valgos. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Comentário OsceLabs

A questão pede a hipótese diagnóstica, e o padrão é raquitismo, aceitando também deficiência de vitamina D. O exame físico reúne o quadro esquelético clássico da mineralização óssea deficiente na criança em crescimento: fronte olímpica pelo espessamento frontal e parietal, alargamento das metáfises nos punhos — os punhos 'quadráticos' —, proeminência dos joelhos e deformidade em valgo dos membros inferiores. Todos esses achados decorrem do acúmulo de tecido osteoide não mineralizado nas placas de crescimento, que ficam alargadas e amolecidas. O antecedente de ausência de acompanhamento prévio reforça a origem carencial, por baixa ingestão ou pouca exposição solar. A pérola de prova: outros sinais que compõem o quadro são o rosário raquítico nas junções costocondrais, o sulco de Harrison e o atraso no fechamento das fontanelas e na erupção dentária.

Questão 80Menina, 2d, nasceu a termo (40 semanas) e adequada para a idade gestacional. Está assintomática, em aleitamento materno exclusivo e o exame físico é normal. Encontra-se em alojamento conjunto. Antecedentes: mãe apresentou teste rápido (TR) para sífilis reagente com 12 semanas de gestação, com Teste Não Treponêmico (TNT) reagente=1/512. A gestante e o parceiro foram adequadamente tratados. Durante o acompanhamento pré-natal manteve-se assintomática, com acompanhamento sorológico mensal com TNT. No dia do parto, apresentou TNT reagente=1/32. CONSIDERANDO QUE O TNT DA CRIANÇA É REAGENTE =1/8, A CONDUTA É:

Menina, 2d, nasceu a termo (40 semanas) e adequada para a idade gestacional. Está assintomática, em aleitamento materno exclusivo e o exame físico é normal. Encontra-se em alojamento conjunto. Antecedentes: mãe apresentou teste rápido (TR) para sífilis reagente com 12 semanas de gestação, com Teste Não Treponêmico (TNT) reagente=1/512. A gestante e o parceiro foram adequadamente tratados. Durante o acompanhamento pré-natal manteve-se assintomática, com acompanhamento sorológico mensal com TNT. No dia do parto, apresentou TNT reagente=1/32. CONSIDERANDO QUE O TNT DA CRIANÇA É REAGENTE =1/8, A CONDUTA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta, e o padrão aceita apenas puericultura, seguimento ambulatorial ou acompanhamento clínico e laboratorial — ou seja, nada de punção lombar, exames complementares ou penicilina. O raciocínio segue o protocolo brasileiro: a mãe foi adequadamente tratada, com o parceiro, e apresentou queda de quatro diluições no teste não treponêmico ao longo do pré-natal, de 1/512 para 1/32, o que caracteriza resposta terapêutica satisfatória. O recém-nascido está assintomático, com exame físico normal, e seu título de 1/8 é inferior ao materno, sem a diferença de duas diluições ou mais que caracterizaria infecção. A pérola de prova: nesse cenário a criança não é considerada caso de sífilis congênita, seguindo apenas com puericultura e sorologias seriadas até a negativação.

Questão 81Mulher, 29a, G1P0A0, com 40 semanas e 4 dias de gestação, comparece ao ambulatório de pré- natal de risco habitual para avaliação. Relata boa movimentação fetal, sem queixas de sangramento, contrações ou perda de líquido. Exame físico sem alterações. Altura uterina=34cm. Batimento cárdio fetal (BCF)=140 bpm. Cardiotocografia normal. Ultrassonografia obstétrica recente (realizada ontem): líquido amniótico reduzido, com índice de líquido amniótico (ILA)=5,8cm, feto adequado para a idade gestacional e Doppler normal. Toque: Colo uterino com 1cm de dilatação, 30% esvaecido, posição posterior, consistência firme e apresentação alta (Bishop: 3). A CONDUTA INDICADA É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - TARDE 8

Mulher, 29a, G1P0A0, com 40 semanas e 4 dias de gestação, comparece ao ambulatório de pré- natal de risco habitual para avaliação. Relata boa movimentação fetal, sem queixas de sangramento, contrações ou perda de líquido. Exame físico sem alterações. Altura uterina=34cm. Batimento cárdio fetal (BCF)=140 bpm. Cardiotocografia normal. Ultrassonografia obstétrica recente (realizada ontem): líquido amniótico reduzido, com índice de líquido amniótico (ILA)=5,8cm, feto adequado para a idade gestacional e Doppler normal. Toque: Colo uterino com 1cm de dilatação, 30% esvaecido, posição posterior, consistência firme e apresentação alta (Bishop: 3). A CONDUTA INDICADA É: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - TARDE 8

Comentário OsceLabs

A questão pede a conduta, e o padrão é indução do parto, aceitando explicitamente os métodos de preparo cervical, como misoprostol vaginal ou balão intrauterino — cesárea não pontua, e conduta apenas expectante também não. O que motiva a interrupção é o oligoâmnio: índice de líquido amniótico de 5,8 cm, abaixo de 8, em gestação já de 40 semanas e 4 dias. Líquido reduzido no termo tardio sinaliza insuficiência placentária incipiente e aumenta o risco de sofrimento fetal e compressão funicular, mesmo com cardiotocografia e Doppler normais. Como não há sofrimento agudo nem contraindicação ao parto vaginal, a via de escolha é a baixa. A pérola de prova: com Bishop de 3, colo desfavorável, não se começa com ocitocina — primeiro se amadurece o colo com prostaglandina ou método mecânico, mantendo controle da vitalidade fetal.

Questão 83Mulher, 31a, refere corrimento branco e prurido vulvar há uma semana. Refere episódios semelhantes, nos quais fez uso de nistatina para tratamento. Exame ginecológico: discreta hiperemia em grandes e pequenos lábios bilateralmente, ausência de edema e fissuras. Exame especular: paredes vaginais hiperemiadas, presença de corrimento vaginal branco, grumoso, sem odor fétido, pH vaginal=4,0. Exame de bacterioscopia vaginal (IMAGEM Q83). A CONDUTA É:

Mulher, 31a, refere corrimento branco e prurido vulvar há uma semana. Refere episódios semelhantes, nos quais fez uso de nistatina para tratamento. Exame ginecológico: discreta hiperemia em grandes e pequenos lábios bilateralmente, ausência de edema e fissuras. Exame especular: paredes vaginais hiperemiadas, presença de corrimento vaginal branco, grumoso, sem odor fétido, pH vaginal=4,0. Exame de bacterioscopia vaginal (IMAGEM Q83). A CONDUTA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a conduta, e a resposta oficial é a alcalinização vaginal, na forma de banho de assento ou ducha com solução de bicarbonato de sódio. A questão testa a capacidade de não repetir o tratamento anterior por reflexo. Apesar do corrimento branco grumoso e do prurido que imitam candidíase, dois dados desmontam esse diagnóstico: o pH vaginal de 4,0 ou menos, francamente ácido, e a bacterioscopia, que mostra lactobacilos aumentados com fragmentação das células epiteliais e ausência de hifas ou pseudo-hifas. Trata-se de vaginose citolítica, ou citólise de Döderlein, em que o excesso de lactobacilos acidifica o meio e lisa as células escamosas. A pérola de prova: o antifúngico não resolve porque não há fungo — o tratamento é elevar o pH vaginal com bicarbonato, e prurido recorrente que não responde a nistatina deve levantar essa suspeita.

Questão 84Menina, 15a, procura a Unidade de Emergência, com quadro de sangramento genital importante há uma semana. Nuligesta, menarca aos 14 anos, nega atividade sexual. Tem diagnóstico de doença de Von Willebrand. Exame físico: descorada 2+/4+; PA=80/50mmHg; FC=130 bpm. Exame abdominal sem alterações. Sangramento genital de moderada quantidade. APÓS A ESTABILIZAÇÃO HEMODINÂMICA, A OPÇÃO DE TRATAMENTO COM MELHOR RESPOSTA TERAPÊUTICA É:

Menina, 15a, procura a Unidade de Emergência, com quadro de sangramento genital importante há uma semana. Nuligesta, menarca aos 14 anos, nega atividade sexual. Tem diagnóstico de doença de Von Willebrand. Exame físico: descorada 2+/4+; PA=80/50mmHg; FC=130 bpm. Exame abdominal sem alterações. Sangramento genital de moderada quantidade. APÓS A ESTABILIZAÇÃO HEMODINÂMICA, A OPÇÃO DE TRATAMENTO COM MELHOR RESPOSTA TERAPÊUTICA É:

Comentário OsceLabs

Adolescente com doenca de von Willebrand e sangramento uterino anormal volumoso, ja com repercussao hemodinamica (PA 80/50, FC 130, palidez). A pergunta e o tratamento com MELHOR resposta terapeutica apos a estabilizacao, e a resposta esperada e o contraceptivo hormonal oral combinado (estrogenio + progestagenio), em esquema de altas doses ate cessar o sangramento, com desmame posterior. O racional: o estrogenio promove rapida proliferacao e estabilizacao do endometrio denudado, e ainda eleva os niveis de fator VIII e de fator de von Willebrand, atacando o defeito hemostatico de base. Perola: antifibrinolitico e desmopressina sao coadjuvantes uteis, mas a banca so pontuou a resposta que contemplasse o contraceptivo oral combinado.

Questão 85Primigesta, comparece em consulta de pré-natal de rotina. Idade Gestacional de 32 semanas por amenorreia de certeza; ganho ponderal= 1,5kg em 14 dias. Queixa-se de inchaço nas mãos e face. Nega cefaleia, epigastralgia ou alteração visual. PARA AFERIR A PRESSÃO ARTERIAL DESTA GESTANTE, COMO ELA DEVE SER POSICIONADA?

Primigesta, comparece em consulta de pré-natal de rotina. Idade Gestacional de 32 semanas por amenorreia de certeza; ganho ponderal= 1,5kg em 14 dias. Queixa-se de inchaço nas mãos e face. Nega cefaleia, epigastralgia ou alteração visual. PARA AFERIR A PRESSÃO ARTERIAL DESTA GESTANTE, COMO ELA DEVE SER POSICIONADA?

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A questão pede o posicionamento para aferir a pressão arterial da gestante, e a resposta oficial é sentada, desde que a técnica esteja corretamente descrita. O padrão é sentar a paciente após repouso de cinco minutos, com as costas apoiadas, os pés no chão e as pernas descruzadas, mantendo o braço apoiado na altura do coração, no nível do quarto espaço intercostal, com manguito de tamanho adequado à circunferência braquial. O contexto justifica o rigor: primigesta de 32 semanas com ganho de 1,5 kg em 14 dias e edema de mãos e face é candidata a pré-eclâmpsia, e o diagnóstico depende de uma medida confiável. A pérola de prova: o decúbito lateral esquerdo é reservado a situações específicas do trabalho de parto, e a posição supina deve ser evitada pela compressão aortocava, que falseia o valor obtido.

Questão 87Mulher, 32a, comparece à Unidade Básica de Saúde para rastreamento de câncer de colo uterino. Apresentava resultado de colpocitologias: abril/25= células escamosas atípicas de significado indeterminado; outubro/25= sugestiva de lesão de alto grau. DE ACORDO COM AS DIRETRIZES BRASILEIRAS PARA O RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO (2023), A CONDUTA É:

Mulher, 32a, comparece à Unidade Básica de Saúde para rastreamento de câncer de colo uterino. Apresentava resultado de colpocitologias: abril/25= células escamosas atípicas de significado indeterminado; outubro/25= sugestiva de lesão de alto grau. DE ACORDO COM AS DIRETRIZES BRASILEIRAS PARA O RASTREAMENTO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO (2023), A CONDUTA É:

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Pede-se a conduta segundo as diretrizes brasileiras de rastreamento de 2023, e a resposta é colposcopia — se a palavra não constar, não pontua. O raciocínio é direto: a citologia de outubro sugestiva de lesão intraepitelial de alto grau já é, isoladamente, indicação de encaminhamento imediato para colposcopia, independentemente do resultado anterior. Some-se a isso o fato de a paciente ter apresentado ASC-US seis meses antes, ou seja, uma atipia que evoluiu para alteração mais grave no seguimento, o que reforça a necessidade de avaliação do colo com magnificação e biópsia dirigida das áreas suspeitas. A pérola de prova: repetir a citologia é conduta apenas para ASC-US isolado em mulheres com 25 anos ou mais; diante de alto grau, não se repete exame nem se trata às cegas — investiga-se com colposcopia.

Questão 88Mulher, 38 anos, G3P2C2A0, idade gestacional de 14 semanas, traz em consulta pré-natal laudo de ultrassonografia morfológica evidenciando anencefalia fetal, assinado por dois especialistas. Paciente pesquisou sobre a possibilidade de interrupção de gestação, mas continua em dúvida sobre os documentos necessários para prosseguir com o processo. A ORIENTAÇÃO É:

Mulher, 38 anos, G3P2C2A0, idade gestacional de 14 semanas, traz em consulta pré-natal laudo de ultrassonografia morfológica evidenciando anencefalia fetal, assinado por dois especialistas. Paciente pesquisou sobre a possibilidade de interrupção de gestação, mas continua em dúvida sobre os documentos necessários para prosseguir com o processo. A ORIENTAÇÃO É:

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A questão pede a orientação sobre a documentação necessária, e o padrão é claro: não é preciso autorização judicial para interromper a gestação. Qualquer resposta que mencione ordem judicial, ilegalidade ou outros documentos não pontua. Desde a decisão do Supremo Tribunal Federal na ADPF 54, de 2012, a antecipação terapêutica do parto em caso de anencefalia foi despenalizada, e a resolução do Conselho Federal de Medicina que a regulamenta exige apenas o diagnóstico ecográfico firmado a partir da 12ª semana, com laudo assinado por dois médicos, exatamente como a paciente já traz. O que se deve providenciar é o termo de consentimento livre e esclarecido, com a decisão sendo exclusivamente da gestante. A pérola: a equipe tem autonomia para programar o procedimento, sem necessidade de alvará ou boletim de ocorrência.

Questão 89Mulher, 27 anos, G3P2C2A0, é submetida a cesárea eletiva por iteratividade, às 39 semanas e 2 dias de idade gestacional. Após nascimento do bebê, a placenta não dequita, havendo áreas de aderência de placenta na parede anterior uterina, com vasos de grosso calibre em região vesical. Foi feito alerta de alto risco de hemorragia, foram cateterizados dois acessos calibrosos, solicitados exames e reserva de sangue. A CONDUTA É: 90.Gestante, 26a, G2C1, encontra-se em trabalho de parto espontâneo às 39 semanas. Sua gestação anterior foi finalizada por cesariana eletiva por apresentação pélvica. Nesta gestação, o feto está em apresentação cefálica, a termo, e a paciente encontra-se em trabalho de parto. DE ACORDO COM A CLASSIFICAÇÃO DE ROBSON, REPRESENTADA NA IMAGEM Q90, ESTA GESTANTE PERTENCE A QUAL GRUPO?

Mulher, 27 anos, G3P2C2A0, é submetida a cesárea eletiva por iteratividade, às 39 semanas e 2 dias de idade gestacional. Após nascimento do bebê, a placenta não dequita, havendo áreas de aderência de placenta na parede anterior uterina, com vasos de grosso calibre em região vesical. Foi feito alerta de alto risco de hemorragia, foram cateterizados dois acessos calibrosos, solicitados exames e reserva de sangue. A CONDUTA É: 90.Gestante, 26a, G2C1, encontra-se em trabalho de parto espontâneo às 39 semanas. Sua gestação anterior foi finalizada por cesariana eletiva por apresentação pélvica. Nesta gestação, o feto está em apresentação cefálica, a termo, e a paciente encontra-se em trabalho de parto. DE ACORDO COM A CLASSIFICAÇÃO DE ROBSON, REPRESENTADA NA IMAGEM Q90, ESTA GESTANTE PERTENCE A QUAL GRUPO?

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Pede-se a conduta, e o padrão é histerectomia, podendo vir acompanhada de embolização das artérias uterinas — qualquer resposta que proponha manobras de dequitação não pontua. O quadro descrito é de acretismo placentário: placenta que não descola, com áreas francamente aderidas à parede uterina anterior e neovascularização de grosso calibre invadindo a região vesical, sugerindo percretismo. O antecedente de duas cesáreas prévias com nova cesárea por iteratividade é o fator de risco clássico, pela cicatriz uterina que impede a decidualização adequada. A pérola de prova, e o ponto que a banca cobra com rigor: jamais tentar extração manual ou curetagem da placenta acreta, porque a manobra desencadeia hemorragia maciça incontrolável — o tratamento definitivo é a histerectomia com a placenta in situ, já com sangue reservado.

Questão 91A Secretaria Municipal de Saúde de uma determinada cidade recebeu os gráficos abaixo de uma assessoria contratada para analisar o desempenho de dois exames laboratoriais rápidos, utilizados em sua rede de atenção primária no diagnóstico de covid-19. A SUPERIORIDADE DO TESTE 1 SOBRE O TESTE 2 REFERE-SE À/AO: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - TARDE 10

A Secretaria Municipal de Saúde de uma determinada cidade recebeu os gráficos abaixo de uma assessoria contratada para analisar o desempenho de dois exames laboratoriais rápidos, utilizados em sua rede de atenção primária no diagnóstico de covid-19. A SUPERIORIDADE DO TESTE 1 SOBRE O TESTE 2 REFERE-SE À/AO: PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2026- ACESSO DIRETO - TARDE 10

Comentário OsceLabs

A questão pede em que consiste a superioridade do teste 1, e o padrão é melhor acurácia, com ampliação de gabarito para maior área sob a curva. Os gráficos apresentados são curvas ROC, que plotam a sensibilidade contra a taxa de falso-positivos em todos os pontos de corte possíveis de um teste. A área sob a curva resume esse desempenho global em um único número: quanto mais a curva se aproxima do canto superior esquerdo, maior a área e melhor a capacidade do teste de discriminar quem tem a doença de quem não tem. Um teste sem valor algum tem área de 0,5, equivalente ao acaso, e o teste perfeito chega a 1,0. A pérola de prova: a curva ROC não compara sensibilidade ou especificidade isoladas nem depende da prevalência — ela mede a acurácia global do exame, e é por isso que serve para escolher entre dois testes.

Questão 93De acordo com as diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH): “…negociar restrições para o paciente [da proposta terapêutica] sem rancor e considerar os investimentos do doente: muitas vezes, a equipe acreditando que uma determinada forma de viver seja mais saudável, põe-se a orientar enfaticamente os usuários sobre o que fazer e evitar. Fala-se muito e escuta-se pouco, e quando os usuários encontram dificuldades de seguir “as recomendações” ou têm outras prioridades, a equipe se irrita com eles, muitas vezes não se dando conta disso...”. A DIRETRIZ DA PNH QUE RECOMENDA ATENÇÃO E COMPREENSÃO DOS PROFISSIONAIS COM OS AFETOS E PROJEÇÕES PRESENTES NA RELAÇÃO COM O PACIENTE É:

De acordo com as diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH): “…negociar restrições para o paciente [da proposta terapêutica] sem rancor e considerar os investimentos do doente: muitas vezes, a equipe acreditando que uma determinada forma de viver seja mais saudável, põe-se a orientar enfaticamente os usuários sobre o que fazer e evitar. Fala-se muito e escuta-se pouco, e quando os usuários encontram dificuldades de seguir “as recomendações” ou têm outras prioridades, a equipe se irrita com eles, muitas vezes não se dando conta disso...”. A DIRETRIZ DA PNH QUE RECOMENDA ATENÇÃO E COMPREENSÃO DOS PROFISSIONAIS COM OS AFETOS E PROJEÇÕES PRESENTES NA RELAÇÃO COM O PACIENTE É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a diretriz da Política Nacional de Humanização compatível com o trecho citado, e o padrão é clínica ampliada, com ampliação de gabarito para acolhimento. O fragmento descreve exatamente o núcleo dessa diretriz: negociar a proposta terapêutica em vez de impô-la, considerar os investimentos e os projetos de vida do doente e, sobretudo, reconhecer os afetos que circulam na relação — a irritação da equipe diante da não adesão é justamente a contratransferência que o texto pede que seja percebida. A clínica ampliada propõe deslocar o foco da doença para o sujeito, ampliando o objeto de trabalho e compartilhando a decisão com o usuário. A pérola de prova: quando o enunciado fala em vínculo, escuta e manejo dos próprios sentimentos da equipe frente ao paciente, a resposta na PNH é clínica ampliada.

Questão 94Em um hospital, estabeleceu-se a diretriz de buscar contato com a equipe de Atenção Primária em Saúde (APS), logo no início das internações e manter este contato para “alta responsável”. Com esta medida a equipe hospitalar conta potencialmente com a colaboração da APS em relação às singularidades do contexto sócio cultural e aspectos subjetivos que podem contribuir ou atrapalhar internação e alta. O ATRIBUTO DA APS FACILITADO PELA DIRETRIZ ADOTADA NO HOSPITAL É:

Em um hospital, estabeleceu-se a diretriz de buscar contato com a equipe de Atenção Primária em Saúde (APS), logo no início das internações e manter este contato para “alta responsável”. Com esta medida a equipe hospitalar conta potencialmente com a colaboração da APS em relação às singularidades do contexto sócio cultural e aspectos subjetivos que podem contribuir ou atrapalhar internação e alta. O ATRIBUTO DA APS FACILITADO PELA DIRETRIZ ADOTADA NO HOSPITAL É:

Comentário OsceLabs

A questão pede o atributo da Atenção Primária favorecido pela diretriz hospitalar, e a resposta é a coordenação, ou coordenação do cuidado. Buscar a equipe de APS já no início da internação e manter esse contato até a alta responsável é precisamente o exercício de integrar as ações prestadas em outros pontos da rede, garantindo continuidade informacional e reconhecimento do problema pela equipe que acompanha longitudinalmente o usuário. É a APS agindo como ordenadora da rede e centro de comunicação, trazendo ao hospital o conhecimento do contexto sociocultural e dos aspectos subjetivos daquela pessoa. A pérola de prova: nos atributos de Starfield, longitudinalidade é o vínculo ao longo do tempo com a mesma equipe, integralidade é a oferta ampla de serviços, e coordenação é justamente essa articulação entre níveis de atenção.

Questão 96A Caderneta da Pessoa Idosa de 2020, publicada pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde, inclui uma medida para avaliação de sarcopenia. ESTE INDICADOR É:

A Caderneta da Pessoa Idosa de 2020, publicada pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde, inclui uma medida para avaliação de sarcopenia. ESTE INDICADOR É:

Comentário OsceLabs

Pede-se o indicador de sarcopenia incluído na Caderneta da Pessoa Idosa de 2020, e a resposta é o perímetro (ou circunferência) da panturrilha. A escolha se justifica pela praticidade: é uma medida antropométrica simples, feita com fita métrica na maior circunferência da perna com o idoso sentado e o joelho em ângulo reto, sem custo e aplicável em qualquer unidade básica. A panturrilha reflete bem a massa muscular apendicular, que é o compartimento que se perde na sarcopenia, e valores reduzidos se associam a maior risco de quedas, fragilidade, incapacidade funcional e mortalidade. A pérola de prova: o ponto de corte adotado no Brasil é 31 cm, e medida abaixo desse valor sinaliza depleção de massa muscular, indicando aprofundar a avaliação com força de preensão e teste de desempenho físico.

Questão 98Um estudo clínico coletou dados de 200 pacientes diabéticos. Entre as variáveis analisadas estavam: presença de diabetes (sim ou não); valores de glicemia (em mg/dL); índice de massa corpórea (IMC=kg/m2); entre outras. Observou-se que os dados de glicemia se concentravam ao redor da média, e que a média era semelhante à moda. A DISTRIBUIÇÃO ESTATÍSTICA DOS DADOS DE GLICEMIA É:

Um estudo clínico coletou dados de 200 pacientes diabéticos. Entre as variáveis analisadas estavam: presença de diabetes (sim ou não); valores de glicemia (em mg/dL); índice de massa corpórea (IMC=kg/m2); entre outras. Observou-se que os dados de glicemia se concentravam ao redor da média, e que a média era semelhante à moda. A DISTRIBUIÇÃO ESTATÍSTICA DOS DADOS DE GLICEMIA É:

Comentário OsceLabs

A questão pede a distribuição estatística dos dados de glicemia, e a resposta é distribuição normal, também chamada gaussiana. Os dois elementos oferecidos são exatamente os que definem essa curva: os valores se concentram ao redor da média, e média e moda coincidem. Na distribuição normal, média, mediana e moda são iguais e ocupam o centro da curva, que é simétrica em relação a esse ponto e tem formato de sino. Quando média e moda se afastam, há assimetria, e a distribuição deixa de ser normal — cauda à direita indica assimetria positiva, com média puxada para cima. A pérola de prova: reconhecer a normalidade dos dados é o que autoriza usar testes paramétricos, como o teste t e a ANOVA, e descrever a amostra por média e desvio-padrão; em dados assimétricos, o correto é mediana com intervalo interquartil e testes não paramétricos.

Questão 99Homem, 62 a, procurou a Unidade Básica de Saúde com queixa de lesões cutâneas de crescimento lento e progressivo há dez anos. Exame dermatológico: presença de lesões cutâneas difusas infiltradas, simétricas e mal definidas (IMAGEM Q99). Perda de sensibilidade térmica e dolorosa. Realizada biópsia de uma dessas lesões (imagens, coradas por Hematoxilina e Eosina- H&E e Ziehl-Nelssen). A FORMA CLÍNICA DESTA DOENÇA É:

Homem, 62 a, procurou a Unidade Básica de Saúde com queixa de lesões cutâneas de crescimento lento e progressivo há dez anos. Exame dermatológico: presença de lesões cutâneas difusas infiltradas, simétricas e mal definidas (IMAGEM Q99). Perda de sensibilidade térmica e dolorosa. Realizada biópsia de uma dessas lesões (imagens, coradas por Hematoxilina e Eosina- H&E e Ziehl-Nelssen). A FORMA CLÍNICA DESTA DOENÇA É:

Comentário OsceLabs

Pede-se a forma clínica da doença, e a resposta é a forma virchowiana (lepromatosa) da hanseníase. O quadro é o polo multibacilar puro: lesões cutâneas difusas, infiltradas, simétricas e de limites mal definidos, com evolução lentamente progressiva ao longo de dez anos, acompanhadas de perda de sensibilidade térmica e dolorosa. Essa apresentação decorre da resposta imune celular deficiente contra o Mycobacterium leprae, com predomínio de padrão Th2, o que permite multiplicação bacilar maciça. A histologia confirma: infiltrado de macrófagos vacuolizados, as células de Virchow ou células espumosas, e a coloração de Ziehl-Neelsen revela bacilos álcool-ácido resistentes em grande quantidade, formando globias. A pérola de prova: no polo oposto, o tuberculoide, as lesões são poucas, assimétricas e bem delimitadas, com granuloma e baciloscopia negativa.

Questão 100Mulher, 43a, procura atendimento referindo cansaço e insônia há cerca de um ano. É enfermeira de um hospital de médio porte há 12 anos. Há dois anos, durante reestruturação do hospital, sua carga horária foi aumentada para suprir a redução do efetivo de enfermagem e a contratação de profissionais com pouca experiência. No último ano, as atividades tornaram-se extenuantes, física e emocionalmente. Passou a apresentar ansiedade, tristeza profunda, falta de prazer, dificuldade em tomar decisões, perda de apetite, "brancos" de memória, sentimento de desvalorização pessoal, irritação e impaciência ao pensar em ir ao hospital. Refere que os sintomas melhoraram no início das férias. A PRINCIPAL HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: Processo Seletivo Residência Médica 2026 Acesso Direto- Tarde Caderno de Imagens 1 IMAGEM Q53 IMAGEM Q54 IMAGEM Q57 Processo Seletivo Residência Médica 2026 Acesso Direto- Tarde Caderno de Imagens 2 IMAGEM Q66 IMAGEM Q70 IMAGEM Q83 Processo Seletivo Residência Médica 2026 Acesso Direto- Tarde Caderno de Imagens 3 IMAGEM Q90 IMAGEM Q99

Mulher, 43a, procura atendimento referindo cansaço e insônia há cerca de um ano. É enfermeira de um hospital de médio porte há 12 anos. Há dois anos, durante reestruturação do hospital, sua carga horária foi aumentada para suprir a redução do efetivo de enfermagem e a contratação de profissionais com pouca experiência. No último ano, as atividades tornaram-se extenuantes, física e emocionalmente. Passou a apresentar ansiedade, tristeza profunda, falta de prazer, dificuldade em tomar decisões, perda de apetite, "brancos" de memória, sentimento de desvalorização pessoal, irritação e impaciência ao pensar em ir ao hospital. Refere que os sintomas melhoraram no início das férias. A PRINCIPAL HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É: Processo Seletivo Residência Médica 2026 Acesso Direto- Tarde Caderno de Imagens 1 IMAGEM Q53 IMAGEM Q54 IMAGEM Q57 Processo Seletivo Residência Médica 2026 Acesso Direto- Tarde Caderno de Imagens 2 IMAGEM Q66 IMAGEM Q70 IMAGEM Q83 Processo Seletivo Residência Médica 2026 Acesso Direto- Tarde Caderno de Imagens 3 IMAGEM Q90 IMAGEM Q99

Comentário OsceLabs

A questão pede a principal hipótese diagnóstica, e a resposta é síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional. O caso reúne as três dimensões que definem o quadro: exaustão emocional e física diante de atividades tornadas extenuantes, distanciamento e sentimentos negativos em relação ao trabalho — a irritação e a impaciência só de pensar em ir ao hospital —, e redução da eficácia profissional, expressa nos lapsos de memória, na dificuldade de decidir e na desvalorização pessoal. O nexo ocupacional é explícito: sobrecarga por aumento de carga horária e redução do efetivo de enfermagem. A pérola de prova, que é o que separa burnout de depressão maior: a melhora dos sintomas logo no início das férias mostra dependência do contexto laboral — na depressão, o afastamento do trabalho não alivia o quadro.

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