Iniciante·Saúde Coletiva e Atenção Primária
Epidemiologia: contar para entender
Toda frase que começa com isto é comum ou isto é raro veio de alguém que contou. Esta apostila mostra como se conta — e como a mesma doença muda de tamanho conforme a definição adotada, o denominador escolhido e a idade da população comparada. Oito capítulos que vão da pergunta mais elementar, o que conta como um caso, até a origem concreta dos números brasileiros, que nascem de documentos que médicos assinam. No fim, o aluno lê uma estatística de saúde do mesmo jeito que lê um exame: sabendo o que ela mede, o que ela não mede e onde ela pode enganar.
8 capítulos
- 01O que é um casoDefinição de caso é uma regra operacional para vigilância e comparação; ela não substitui o julgamento diagnóstico aplicado a uma pessoa.
- 02Incidência e prevalência são perguntas diferentesIncidência mede ocorrência de eventos novos; prevalência mede a carga existente em um ponto ou período e depende de entradas, duração e saídas.
- 03O denominador: quem estava sob riscoUma medida só é interpretável quando o denominador representa a população que poderia produzir o evento durante o tempo observado.
- 04Mortalidade, letalidade e sobrevidaMortalidade situa óbitos na população; letalidade os situa entre casos; sobrevida exige origem, desfecho e horizonte temporal explicitados.
- 05Padronizar para compararPadronização remove parte da diferença de composição entre populações; não corrige viés, erro de medida nem desigualdade causal.
- 06Tempo, lugar e pessoaTempo, lugar e pessoa transformam uma contagem em padrão descritivo e hipótese; investigar causa exige desenho e comparação adicionais.
- 07A transição que mudou o consultórioTransições demográfica, epidemiológica e nutricional se sobrepõem e variam entre territórios; não formam uma sequência linear ou concluída.
- 08De onde vem o número brasileiroO número brasileiro nasce de documentos e sistemas com coberturas e atrasos próprios; interpretar exige seguir o caminho do registro ao indicador e à decisão.
