Fundamentos da Prática ClínicaSemiologia: exame segmentar

Precórdio: inspeção e palpação

O ictus cordis, e por que o tamanho importa mais que o lugar

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A cena

O estudante apoia a mão espalmada no precórdio e sente a batida. Conta os espaços intercostais a partir do ângulo de Louis, encontra o quinto, corre o dedo até a linha hemiclavicular e conclui: ictus no lugar certo, coração normal.

Faltou uma pergunta. Não onde bate, mas quanto ocupa. Ele pede ao paciente que se vire para o lado esquerdo, apoia as polpas dos dedos de novo e agora percebe que a batida não cabe embaixo de um dedo — ela se espalha por três polpas. O ictus está no lugar e está grande. O lugar disse pouco; o tamanho disse muito.

Esse é o achado que a evidência inverte em relação ao que a maioria decora. Localizar o ictus é a parte fácil e menos informativa. Medir o quanto ele ocupa, no decúbito certo, é a parte que separa ventrículo normal de ventrículo dilatado.

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De onde vem o sinal

O ictus cordis é o choque da ponta do ventrículo esquerdo contra a parede torácica durante a sístole. O que a mão sente não é o coração inteiro: é a região da ponta que se aproxima da parede quando o ventrículo se contrai e gira. Por isso o ictus informa sobre o ventrículo esquerdo, e por isso o que acontece com o ventrículo esquerdo muda o que a mão encontra.

Um ventrículo dilatado ocupa mais espaço e encosta na parede em uma área maior. Um ventrículo hipertrofiado, com paredes espessas mas cavidade normal, tende a produzir um impulso mais forte e mais demorado, sem necessariamente aumentar a área. São duas alterações diferentes com assinaturas diferentes na palpação: a dilatação muda o tamanho e o lugar; a hipertrofia muda a força e a duração.

A posição do paciente muda tudo. Em decúbito dorsal, o coração fica mais afastado da parede, e o ictus pode simplesmente não ser palpável em uma parcela grande de pessoas saudáveis, sobretudo depois dos cinquenta anos. Virar o paciente para o decúbito lateral esquerdo traz a ponta para junto da parede e torna o impulso muito mais acessível. Não achar o ictus em decúbito dorsal não é achado; é apenas não ter procurado direito.

E existe um dado que corrige um hábito muito difundido. Um estudo comparou a palpação do precórdio com a ecocardiografia bidimensional em 41 pacientes e encontrou que a localização do ictus — lateral à linha hemiclavicular ou a mais de dez centímetros da linha medioesternal — é sensível, mas pouco específica para aumento de volume ventricular. Já o diâmetro do impulso medido em decúbito lateral esquerdo separou bem os dois grupos. Quem passa o exame inteiro contando espaços intercostais e nunca estima o diâmetro está medindo justamente a variável mais fraca.

Palpação do precórdio
Localização, extensão e caráter do ictus devem ser descritos.
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O que perguntar

A palpação do precórdio rende mais quando você já sabe o que a história sugere. Estas perguntas orientam o que valorizar.

  • O senhor tem pressão alta? Há quanto tempo e faz tratamento?

    Hipertensão de longa data leva à hipertrofia ventricular, cuja assinatura na palpação é impulso mais forte e sustentado, não necessariamente deslocado.

  • Cansa mais que antes para subir escada ou andar no plano?

    Redução da capacidade funcional acompanha dilatação e disfunção ventricular. Nesse cenário, valorize um ictus difuso e deslocado.

  • Precisa dormir com mais travesseiros ou acorda com falta de ar à noite?

    Ortopneia e dispneia paroxística noturna apontam congestão. Vale procurar ativamente turgência jugular e terceira bulha, que pesam mais que a maioria dos achados palpatórios.

  • Já lhe disseram que o senhor tem sopro no coração?

    Sopro intenso pode ter tradução palpável — o frêmito. Saber que existe sopro orienta onde apoiar a mão para procurá-lo.

  • Teve febre reumática, sopro na infância ou alguma cirurgia cardíaca?

    Valvopatia antiga muda o que se espera encontrar, e cirurgia prévia altera a anatomia da parede e a transmissão do impulso.

  • Fuma ou tem alguma doença do pulmão?

    Hiperinsuflação afasta o coração da parede e pode tornar o ictus impalpável. Nesse contexto, a ausência do impulso tem explicação pulmonar e não deve ser lida como achado cardíaco.

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Antes de encostar

Exposição adequada e privacidade
O precórdio precisa estar descoberto. Em mulheres, exponha o necessário, avise antes de cada etapa e conte com acompanhante quando indicado. Palpar por cima da roupa apaga um impulso fraco.
Luz tangencial para a inspeção
A inspeção do precórdio vale mais com luz vinda de lado, que projeta sombra e revela pulsação visível e abaulamentos que a luz frontal esconde.
Duas posições, sempre
Examine em decúbito dorsal com a cabeceira levemente elevada e, em seguida, em decúbito lateral esquerdo. Em boa parte das pessoas saudáveis o ictus só é palpável na segunda posição.
Mãos aquecidas
Mão fria no tórax gera contração muscular e desconforto, e o paciente se enrijece justamente onde você quer sentir um movimento sutil.
Referência anatômica antes de medir
Localize o ângulo de Louis, identifique o segundo espaço intercostal ao lado dele e conte para baixo. Contar a partir da clavícula é impreciso e é a causa mais comum de erro de espaço.
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A técnica

A palpação do precórdio tem duas perguntas: onde bate e como bate. A segunda é a que mais informa.

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    Inspecionar antes de encostar

    Com luz tangencial, observe o precórdio procurando abaulamento, retração e pulsação visível. Abaulamento na infância sugere cardiopatia de longa data, quando o esqueleto ainda era maleável.

    Erro comum: Pular a inspeção. Uma pulsação visível em região atípica é achado que a palpação apressada pode não reencontrar.

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    Palpar com a mão espalmada para localizar

    Apoie a face palmar dos dedos e a região das articulações metacarpofalângicas sobre o precórdio, cobrindo uma área ampla, e identifique onde o impulso é mais nítido.

    Erro comum: Começar com a ponta de um dedo. A mão espalmada acha a região; a ponta refina depois.

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    Refinar com as polpas digitais

    Encontrada a região, troque para as polpas de dois ou três dedos e delimite o ponto de impulso máximo. É com as polpas que se percebe contorno, duração e amplitude.

    Erro comum: Continuar com a mão inteira. A palma sente que há batida; ela não sente se a batida é sustentada ou se ocupa dois ou quatro centímetros.

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    Determinar a localização com referência anatômica

    Conte os espaços a partir do ângulo de Louis e identifique a linha vertical de referência: hemiclavicular, axilar anterior. No adulto, o ictus costuma ser descrito no quinto espaço intercostal, na linha hemiclavicular ou medial a ela.

    Erro comum: Usar a linha mamilar como referência. Ela varia muito entre pessoas e não serve para comparar exames.

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    Virar o paciente para decúbito lateral esquerdo

    Peça ao paciente que se deite sobre o lado esquerdo e repita a palpação. A ponta se aproxima da parede e o impulso fica muito mais acessível — é nesta posição que se avalia o diâmetro.

    Erro comum: Registrar ictus impalpável sem ter testado esta posição. Em boa parte dos adultos saudáveis o impulso não é palpável em decúbito dorsal.

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    Estimar o diâmetro do impulso

    Em decúbito lateral esquerdo, avalie quantas polpas digitais o impulso ocupa. Impulso que cabe sob uma polpa é estreito; impulso que se espalha por vários centímetros indica ventrículo esquerdo aumentado — este é o parâmetro mais discriminante da palpação.

    Erro comum: Não medir o diâmetro. É o dado com melhor desempenho, e é justamente o que a maioria dos exames deixa de registrar.

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    Caracterizar amplitude e duração

    Note se o impulso é breve, como um toque, ou sustentado, empurrando o dedo durante boa parte da sístole. Impulso sustentado sugere sobrecarga de pressão, como na hipertensão de longa data e na estenose aórtica.

    Erro comum: Descrever apenas 'ictus presente'. Presença sem caráter não distingue ventrículo normal de ventrículo sobrecarregado.

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    Procurar impulso do ventrículo direito

    Apoie a região tenar sobre a borda esternal esquerda baixa e sinta se há levantamento sustentado a cada sístole. Esse impulso paraesternal sugere sobrecarga do ventrículo direito.

    Erro comum: Examinar apenas a ponta. O ventrículo direito tem sua própria região de projeção e é esquecido com frequência.

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    Pesquisar frêmitos nos focos

    Com a região das articulações metacarpofalângicas, palpe os focos aórtico, pulmonar, tricúspide e mitral procurando vibração. Frêmito é sopro palpável e indica sopro de intensidade elevada.

    Erro comum: Procurar frêmito com a ponta dos dedos. A vibração é de baixa frequência e é mais bem percebida pela região óssea da palma.

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Padrão esperado, alterações e registro

Normal
  • Precórdio sem abaulamento, sem retração e sem pulsação visível anômala.
  • Ictus cordis no quinto espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular ou medial a ela, ocupando área pequena e com impulso breve.
  • Ictus não palpável em decúbito dorsal em parcela expressiva de adultos saudáveis, tornando-se palpável em decúbito lateral esquerdo.
  • Ausência de impulso paraesternal e ausência de frêmitos nos focos.
  • Exemplo de registro: ictus palpável no quinto espaço intercostal esquerdo, linha hemiclavicular, localizado e não sustentado; sem impulsões paraesternais.
Ictus difuso, ocupando área ampla em decúbito lateral esquerdo
Aumento de volume do ventrículo esquerdo. É o parâmetro palpatório com melhor desempenho contra a ecocardiografia — mais informativo que a localização.
Ictus deslocado para fora da linha hemiclavicular
Sugere aumento do coração, mas é achado sensível e pouco específico. Serve para levantar a suspeita; não serve para firmá-la sozinho.
Ictus sustentado, empurrando o dedo durante boa parte da sístole, sem grande aumento de área
Padrão de sobrecarga de pressão: hipertensão arterial de longa data, estenose aórtica. A parede engrossou sem que a cavidade dilatasse.
Ictus não palpável em nenhuma das duas posições
Pode ser normal, sobretudo em pessoas com maior panículo adiposo ou musculatura, mas também ocorre em hiperinsuflação pulmonar e derrame pericárdico. Ausência isolada não fecha nada.
Levantamento sustentado na borda esternal esquerda baixa
Sobrecarga do ventrículo direito, como em hipertensão pulmonar. É achado que só aparece para quem palpa também essa região.
Frêmito palpável em um dos focos
Sopro de intensidade elevada. Frêmito presente coloca o sopro em faixa de intensidade alta e reforça a indicação de investigação com imagem.
Abaulamento do precórdio em criança ou adolescente
Sugere cardiopatia instalada antes da consolidação do esqueleto torácico. É pista de doença de longa data, não de quadro agudo.
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O que isso quer dizer

O achado mais importante deste capítulo é uma correção de ênfase. A tradição de ensino gasta a maior parte do tempo na localização do ictus, e o estudante sai contando espaços intercostais com precisão. Mas quando a palpação foi comparada com a ecocardiografia bidimensional em 41 pacientes, a localização do impulso — lateral à linha hemiclavicular ou a mais de dez centímetros da linha medioesternal — mostrou-se sensível e pouco específica para aumento de volume ventricular. Ela levanta a suspeita e erra bastante para o lado dos falsos positivos.

O que discriminou bem foi o diâmetro. Nos pacientes sem hipertrofia ventricular, um impulso apical maior que três centímetros em decúbito lateral esquerdo teve sensibilidade de 92%, especificidade de 91%, valor preditivo positivo de 86% e valor preditivo negativo de 95% para aumento do ventrículo esquerdo. Os autores concluíram que a localização é pouco confiável e que o diâmetro pode ser um indicador acurado.

Isso muda a prática do estudante de duas formas. Primeiro, o decúbito lateral esquerdo deixa de ser um extra e passa a ser obrigatório: é nele que se mede a variável que informa. Segundo, o registro muda: em vez de anotar apenas o espaço e a linha, anote também quanto o impulso ocupa e como ele é — breve ou sustentado.

Vale a ressalva de tamanho. Foram 41 pacientes em um único estudo, e desempenho tão bom em amostra pequena costuma ser mais modesto quando repetido em populações diferentes. O que sustenta a mudança de ênfase não é a promessa de que o diâmetro é quase perfeito, e sim a demonstração de que a localização, sozinha, é o parâmetro mais fraco — que é exatamente o contrário do peso que ela costuma receber na formação.

Por fim, o contexto. Na dispneia do pronto-socorro, os achados que mais deslocam a probabilidade de insuficiência cardíaca não são palpatórios: a terceira bulha e a turgência jugular pesam mais. A palpação do precórdio orienta sobre a câmara e o tipo de sobrecarga; ela não substitui a ausculta nem a inspeção do pescoço.

SinalMedidaValorFonte
Diâmetro do ictus maior que 3 cm em decúbito lateral esquerdoDesempenho para aumento do volume ventricular esquerdo contra ecocardiografia bidimensional, em pacientes sem hipertrofia ventricular. Amostra de 41 pacientes — desempenho alto em estudo único, a ser lido com essa ressalva.Sensibilidade 92%, especificidade 91%, valor preditivo positivo 86% e valor preditivo negativo 95%Eilen SD, Crawford MH, O'Rourke RA. Accuracy of precordial palpation for detecting increased left ventricular volume. Ann Intern Med. 1983;99(5):628-30.
Localização do ictus lateral à linha hemiclavicular ou a mais de 10 cm da linha medioesternalDesempenho da localização contra ecocardiografia bidimensional. Os autores concluíram que a localização do ictus é pouco confiável como indicador de aumento ventricular.Sensível, porém pouco específica para aumento do volume ventricular esquerdoEilen SD, Crawford MH, O'Rourke RA. Accuracy of precordial palpation for detecting increased left ventricular volume. Ann Intern Med. 1983;99(5):628-30.
Terceira bulha e turgência jugular na dispneia do pronto-socorroRazão de verossimilhança para insuficiência cardíaca. Serve de referência de peso: nenhum achado palpatório do precórdio desloca tanto a probabilidade quanto esses dois.LR 11 (IC 95% 4,9–25,0) para a terceira bulha e 5,1 para a turgência jugularWang CS, FitzGerald JM, Schulzer M, Mak E, Ayas NT. Does this dyspneic patient in the emergency department have congestive heart failure? JAMA. 2005;294(15):1944-56.
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O que cada característica do ictus sugere

Registre sempre quatro atributos: localização, diâmetro, amplitude e duração. Cada um aponta para um tipo diferente de sobrecarga.

Característica do ictusO que sugereContexto típico
Pequeno, breve, no quinto espaço, linha hemiclavicular ou medialVentrículo esquerdo normalAdulto sem cardiopatia
Difuso, ocupando área amplaDilatação do ventrículo esquerdoMiocardiopatia dilatada, insuficiência cardíaca
Sustentado, forte, área pouco aumentadaHipertrofia por sobrecarga de pressãoHipertensão de longa data, estenose aórtica
Deslocado para fora da linha hemiclavicularLevanta aumento do coraçãoAchado sensível e pouco específico — não conclui sozinho
Não palpável em decúbito dorsal e palpável em lateral esquerdoVariação normal frequenteAdulto saudável, sobretudo acima dos 50 anos
Não palpável em nenhuma posiçãoInespecíficoPanículo adiposo, hiperinsuflação, derrame pericárdico
Levantamento na borda esternal esquerda baixaSobrecarga do ventrículo direitoHipertensão pulmonar, doença pulmonar crônica
Frêmito em focoSopro de intensidade elevadaValvopatia significativa
  • O diâmetro é o parâmetro com melhor desempenho contra a ecocardiografia — e só é bem avaliado em decúbito lateral esquerdo.
  • Ictus impalpável em decúbito dorsal é achado comum em pessoas saudáveis. Antes de registrar ausência, vire o paciente.
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Erros que custam o achado

Registrar ictus impalpável sem virar o paciente
Em decúbito dorsal, o impulso não é palpável em uma parcela grande de adultos saudáveis. Sem o decúbito lateral esquerdo, a ausência registrada não significa nada — e a variável mais informativa, o diâmetro, sequer foi avaliada.
Contar espaços a partir da clavícula
A referência confiável é o ângulo de Louis, ao lado do qual está o segundo espaço intercostal. Contar a partir da clavícula erra o espaço com frequência e desloca o ictus no papel sem que ele tenha se movido no paciente.
Usar a linha mamilar como referência
A posição do mamilo varia muito entre pessoas e ao longo da vida. A linha hemiclavicular é a referência que permite comparar o exame de hoje com o de seis meses atrás.
Anotar só a localização
É o parâmetro mais fraco. Um exame que registra espaço e linha, e não registra diâmetro, amplitude e duração, deixou de fora justamente o que discrimina ventrículo dilatado de ventrículo normal.
Concluir cardiomegalia pelo ictus deslocado
A localização deslocada é sensível e pouco específica: levanta a suspeita e erra para o lado do falso positivo. Ela indica seguir investigando, não fecha diagnóstico.
Palpar só a ponta e esquecer o ventrículo direito
O impulso paraesternal do ventrículo direito exige apoiar a região tenar na borda esternal esquerda baixa. Quem examina apenas a região apical não avalia essa câmara.
Procurar frêmito com a ponta dos dedos
Frêmito é vibração de baixa frequência e é mais bem percebido pela região óssea da palma, junto às articulações metacarpofalângicas. Com a polpa, ele passa despercebido.
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Roteiro da estação

Inspeção e palpação do precórdio, antes da ausculta cardíaca.

  1. 01Higienizar as mãos, aquecê-las e explicar o exame
  2. 02Garantir privacidade e expor o precórdio de forma adequada
  3. 03Posicionar o paciente em decúbito dorsal com a cabeceira levemente elevada
  4. 04Inspecionar com luz tangencial procurando abaulamento, retração e pulsação visível
  5. 05Palpar com a mão espalmada para localizar a região de impulso máximo
  6. 06Refinar com as polpas digitais e delimitar o ictus
  7. 07Contar os espaços a partir do ângulo de Louis e definir a linha de referência
  8. 08Virar o paciente para decúbito lateral esquerdo e repalpar
  9. 09Estimar o diâmetro do impulso nessa posição
  10. 10Caracterizar amplitude e duração: breve ou sustentado
  11. 11Palpar a borda esternal esquerda baixa procurando impulso do ventrículo direito
  12. 12Pesquisar frêmitos nos quatro focos com a região metacarpofalângica
  13. 13Registrar localização, diâmetro, amplitude, duração e a presença ou ausência de frêmito
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Teste-se

Sorteando as questões…
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Agora faça no paciente

Homem de 68 anos está na enfermaria e, à beira do leito, a primeira coisa que você ouve é: "Doutor, tô muito cansado e minhas pernas estão inchadas faz uns dias." Agora é sua vez: conduza a anamnese, examine e monte o seu raciocínio.

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Revisão espaçada

7 dias

Quais são os quatro atributos do ictus que devem ser registrados? Por que o decúbito lateral esquerdo é obrigatório e não opcional?

30 dias

Por que a localização do ictus é um parâmetro sensível mas pouco específico, enquanto o diâmetro discrimina melhor? Qual é a diferença esperada na palpação entre um ventrículo dilatado e um ventrículo hipertrofiado por sobrecarga de pressão?