Fundamentos da Prática ClínicaSemiologia: exame segmentar

Tórax: percussão

O som que separa ar de líquido, e até onde ele enxerga

01

A cena

O interno percute o dorso do paciente de cima para baixo, um espaço intercostal de cada vez. Som claro, som claro, som claro — e de repente o som encurta e fica surdo. Ele para, marca o ponto com a unha e desce mais um espaço para confirmar. Encontrou a base do pulmão sem nenhum aparelho, usando o próprio dedo como instrumento.

Do outro lado, a mesma sequência dá a resposta diferente: a mudança de som aparece três dedos acima. O pulmão daquele lado acaba antes. Não é preciso saber ainda o que preenche o espaço abaixo — a percussão já disse que alguma coisa preencheu, e a assimetria é o dado.

Percussão é a etapa em que a mão vira o exame. Ela é rápida, não custa nada, e responde a uma pergunta que a inspeção e a palpação deixaram em aberto: o que está debaixo daqui é ar, líquido ou tecido sólido?

02

De onde vem o sinal

Percutir é provocar uma vibração e escutar o que ela devolve. O golpe põe a parede torácica e o tecido logo abaixo dela para vibrar, e o som resultante depende de quanto ar existe nessa região. Muito ar dentro de estruturas elásticas devolve um som cheio e prolongado, o som claro pulmonar. Líquido ou tecido sólido amortece a vibração e devolve um som curto e abafado, a macicez. Ar em excesso e sob pressão, como no enfisema ou no pneumotórax, devolve um som ainda mais alto e prolongado, o hipertimpanismo.

A informação que muda a conduta do estudante é o alcance. A percussão só interroga os primeiros centímetros abaixo do dedo — a ordem de grandeza é de cinco a sete centímetros. Isso tem duas consequências práticas. Uma lesão central, cercada de pulmão aerado, não altera o som: uma pneumonia pequena e profunda pode ter percussão inteiramente normal. E uma camada fina de líquido pode passar despercebida, enquanto um derrame volumoso aparece com clareza. Percussão normal não afasta doença; ela apenas diz que a superfície está aerada.

Por isso a percussão não é lida sozinha, e sim comparada. O que sustenta a interpretação é a assimetria entre um lado e o outro, no mesmo nível, no mesmo paciente. Cada tórax tem sua própria referência: musculatura, panículo adiposo e conformação mudam o som basal. Comparar o paciente com ele mesmo elimina essa variação; comparar o paciente com uma lembrança do que é 'som normal' não elimina nada.

E há um limite que a evidência impõe com clareza. Percutir para medir o quanto o diafragma desce é uma manobra clássica, cobrada em prova, e que erra bastante — mais adiante o capítulo mostra o número. Vale aprender a executar, porque ela é pedida, e vale saber o que ela entrega, porque isso é o que separa executar de decidir.

Percussão pulmonar comparativa
O dedo plexímetro ocupa o espaço intercostal.
03

O que perguntar

A percussão responde melhor quando você já sabe o que procura. Estas perguntas vêm da anamnese e da palpação, e orientam onde percutir com mais cuidado.

  • Falta de ar apareceu de repente ou foi se instalando aos poucos?

    Instalação súbita levanta pneumotórax; instalação em dias a semanas favorece derrame e consolidação. A percussão separa essas hipóteses pelo som — hipertimpanismo de um lado, macicez do outro.

  • A falta de ar piora quando o senhor se deita de um lado específico?

    Derrame volumoso costuma incomodar mais em determinada posição, e o líquido se desloca com a mudança de decúbito. Isso será testado diretamente na percussão.

  • Tem febre, tosse e catarro há quantos dias?

    Orienta a busca por consolidação. Se houver, espere macicez localizada com frêmito aumentado na mesma área.

  • O senhor fuma ou fumou? Por quanto tempo?

    Doença pulmonar obstrutiva muda o som basal do tórax inteiro para mais timpânico e rebaixa as bases — é a principal causa de hipertimpanismo difuso, e é bilateral, não assimétrico.

  • Já teve tuberculose, pneumonia de repetição ou cirurgia no tórax?

    Sequela e cirurgia prévia deixam alteração fixa de percussão. Sem essa informação, o achado antigo é confundido com doença nova.

  • Está sentindo dor em algum ponto do tórax agora?

    Percussão sobre área dolorosa precisa ser mais suave e avisada. Além do cuidado com o paciente, a contratura antálgica altera o som.

04

Antes de encostar

Silêncio e ambiente
Percussão é um exame de escuta. Televisão ligada, conversa ao lado e ar-condicionado ruidoso apagam justamente a diferença sutil entre som claro e submacicez. Peça silêncio antes de começar.
Paciente sentado e exposto
Sempre que possível, sentado, com o tórax descoberto e os braços cruzados à frente ou as mãos nos ombros opostos — isso afasta as escápulas e libera os campos posteriores. Percutir por cima da roupa abafa o som e inventa macicez que não existe.
Mãos aquecidas e unhas curtas
A mão que encosta no paciente precisa estar aquecida, e a unha do dedo que golpeia, curta. Unha longa machuca e faz o golpe ser dado com a polpa, o que muda o som.
Ordem fixa: sempre comparando
Percuta de cima para baixo alternando os lados no mesmo nível — direita, esquerda, desce um espaço, direita, esquerda. É a comparação lado a lado que revela a alteração, não o som isolado.
Referência do próprio paciente
Antes de julgar um som como alterado, estabeleça qual é o som claro daquele tórax percutindo uma região que você espera normal, como o ápice contralateral.
05

A técnica

A percussão dígito-digital é uma técnica motora: o som depende de como o dedo encosta e de como o golpe é dado. Estes passos são a diferença entre percutir e bater no paciente.

  1. 1

    Apoiar o dedo plexímetro

    Encoste firmemente apenas a última falange do dedo médio da mão não dominante sobre o espaço intercostal, com os outros dedos levantados e sem tocar o tórax. O contato precisa ser firme: dedo frouxo não transmite a vibração.

    Erro comum: Deixar os outros dedos apoiados no tórax — eles amortecem a vibração e todo som fica mais surdo, simulando macicez difusa.

  2. 2

    Golpear com o punho, não com o braço

    Com a ponta do dedo médio da mão dominante, golpeie a articulação interfalângica distal do dedo apoiado. O movimento nasce do punho, rápido e solto, como quem sacode água da mão. Dê dois golpes iguais e retire o dedo imediatamente.

    Erro comum: Golpear movendo o antebraço ou o ombro. O golpe fica lento e pesado, dói no paciente e não gera o som limpo que permite comparar.

  3. 3

    Retirar o dedo logo após o golpe

    O dedo que golpeia sai na hora, como uma baqueta de tambor. Deixá-lo apoiado abafa a vibração que você quer justamente ouvir.

    Erro comum: Manter o dedo encostado depois do golpe — encurta o som e transforma som claro em submacicez aparente.

  4. 4

    Percutir os campos posteriores comparando os lados

    Com o paciente sentado e as escápulas afastadas, percuta os espaços intercostais de cima para baixo, alternando direita e esquerda no mesmo nível. Evite percutir sobre a escápula e sobre a coluna: osso dá macicez normal e não informa nada.

    Erro comum: Percutir um hemitórax inteiro e depois o outro. A comparação fica de memória, e diferenças pequenas se perdem.

  5. 5

    Delimitar a base pulmonar

    Continue descendo no dorso até o som claro mudar para macicez. Esse ponto é o limite inferior do pulmão. Faça o mesmo do outro lado e compare a altura entre eles: assimetria é o achado, e costuma indicar que algo ocupou a base mais alta.

    Erro comum: Aceitar a primeira mudança de som sem confirmar descendo mais um espaço. A transição pode ser gradual e o ponto marcado alto demais.

  6. 6

    Estimar a excursão diafragmática

    Peça para o paciente soltar o ar e prender; marque o limite. Depois peça para puxar o ar fundo e prender; marque de novo. A distância entre as marcas é a excursão, habitualmente referida entre três e cinco centímetros. Execute — e leia adiante o que esse número vale.

    Erro comum: Demorar entre as duas marcações. O paciente não sustenta a apneia, respira no meio da manobra e as marcas deixam de ser comparáveis.

  7. 7

    Percutir as faces laterais e anterior

    Nas laterais, com o braço do paciente elevado sobre a cabeça, percuta a linha axilar média dos dois lados. Na face anterior, percuta as regiões supraclaviculares e os espaços intercostais, lembrando que a macicez cardíaca à esquerda e a hepática à direita são normais.

    Erro comum: Interpretar a macicez cardíaca ou hepática como achado patológico. São limites anatômicos esperados.

  8. 8

    Testar o deslocamento do líquido, quando houver macicez de base

    Encontrada macicez em uma base, marque o limite superior com o paciente sentado e repita a percussão com ele deitado sobre o lado oposto. Líquido livre escorre e o limite muda; consolidação e massa não mudam de lugar.

    Erro comum: Repetir a percussão logo após mudar a posição. É preciso aguardar alguns instantes para o líquido se acomodar antes de percutir de novo.

06

Padrão esperado, alterações e registro

Normal
  • Som claro pulmonar simétrico em toda a extensão dos campos pulmonares, nos dois hemitórax e no mesmo nível.
  • Macicez hepática na base direita e macicez cardíaca na região precordial — limites anatômicos, não doença.
  • Bases pulmonares na mesma altura dos dois lados, com excursão diafragmática habitualmente referida entre três e cinco centímetros.
  • Som timpânico no espaço de Traube, à esquerda, abaixo do rebordo costal, por causa da bolha gástrica.
  • Exemplo de registro: som pulmonar à percussão comparável nos campos examinados, sem macicez ou hipersonoridade focal; posição e limitações registradas.
Macicez em base, com frêmito toracovocal reduzido ou abolido no mesmo local
Combinação típica de derrame pleural: o líquido separa o pulmão da parede, amortece a vibração e apaga a transmissão da voz. É a associação de maior valor do exame do tórax.
Macicez ou submacicez localizada, com frêmito aumentado no mesmo local
Sugere consolidação. O alvéolo preenchido por exsudato continua em contato com a parede e transmite a vibração melhor que o pulmão aerado — por isso a percussão fica surda e o frêmito, aumentado. É a diferença que separa consolidação de derrame na beira do leito.
Hipertimpanismo unilateral, com frêmito reduzido e murmúrio diminuído do mesmo lado
Levanta pneumotórax. Em quadro agudo com dispneia e instabilidade, é achado de emergência e não deve esperar imagem para ser comunicado.
Hipertimpanismo difuso nos dois hemitórax, com bases rebaixadas
Padrão de hiperinsuflação, como na doença pulmonar obstrutiva crônica. Repare que aqui a alteração é bilateral e simétrica — o que engana quem procura assimetria e conclui que está tudo normal.
Base pulmonar mais alta de um lado, sem líquido que se desloque
Pode indicar elevação da cúpula diafragmática, atelectasia ou massa. A ausência de deslocamento com a mudança de decúbito é justamente o que afasta derrame livre.
Percussão normal em paciente com febre, tosse e taquipneia
Não afasta pneumonia. A percussão só alcança os primeiros centímetros, e uma consolidação profunda ou pequena não altera o som. Aqui a radiografia decide.
07

O que isso quer dizer

A percussão vale pelo que ela combina com a palpação, não pelo que ela diz sozinha. Macicez com frêmito abolido aponta derrame; macicez com frêmito aumentado aponta consolidação. É o mesmo som de percussão levando a dois diagnósticos diferentes conforme o que a mão sentiu um minuto antes — e é por isso que a ordem do exame importa.

Sobre a delimitação das bases, existe um dado que costuma incomodar e que o estudante precisa conhecer cedo. Em 1981, dois observadores estimaram a excursão diafragmática por percussão em 29 pacientes e compararam com a medida feita em radiografias de inspiração e expiração. Encontraram ampla variação entre os observadores e correlação ruim com a medida radiográfica; cinco pacientes tinham capacidade vital reduzida apesar de excursão clinicamente maior que dois centímetros, e nenhum dos dois observadores detectou o movimento paradoxal no único paciente que o apresentava. Os autores concluíram que a manobra não deveria mais ser recomendada como parte do exame físico.

Isso não significa parar de aprender a manobra. Ela continua sendo cobrada, e a habilidade motora de percutir é a mesma que encontra a base, compara os lados e detecta derrame. Significa saber o que cada uso entrega: encontrar e comparar as bases é útil, transformar a distância entre duas marcas em uma medida da função diafragmática não é.

E há o limite geral que atravessa todo o exame do tórax. A revisão sistemática sobre pneumonia adquirida na comunidade concluiu que nenhum item isolado da história ou do exame eleva a probabilidade o bastante para dispensar a radiografia. O exame do tórax orienta, prioriza e às vezes muda a conduta imediata — quem confirma é a imagem.

SinalMedidaValorFonte
Macicez à percussão convencionalRazão de verossimilhança positiva para derrame pleural. Foi o achado mais acurado da revisão — a presença aumenta bastante a probabilidade, mas a confirmação continua sendo por imagem.LR+ 8,7 (IC 95% 2,2–33,8)Wong CL, Holroyd-Leduc J, Straus SE. Does this patient have a pleural effusion? JAMA. 2009;301(3):309-17.
Frêmito toracovocal preservado (ausência de redução)Razão de verossimilhança negativa para derrame pleural. Frêmito normal reduz de forma relevante a probabilidade de derrame — é o achado que mais ajuda a afastar.LR- 0,21 (IC 95% 0,12–0,37)Wong CL, Holroyd-Leduc J, Straus SE. Does this patient have a pleural effusion? JAMA. 2009;301(3):309-17.
Hipertimpanismo à percussãoDesempenho para doença pulmonar obstrutiva em 375 pacientes na atenção primária. A especificidade alta com sensibilidade baixa significa: quando está presente, pesa muito; quando está ausente, não afasta nada. Foi o achado de maior razão de chances na análise multivariada.Sensibilidade 20,8% e especificidade 97,8%; LR 9,5Oshaug K, Halvorsen PA, Melbye H. Should chest examination be reinstated in the early diagnosis of chronic obstructive pulmonary disease? Int J Chron Obstruct Pulmon Dis. 2013;8:369-77.
Excursão diafragmática estimada por percussãoConcordância da manobra com a radiografia de inspiração e expiração. Os autores concluíram que a manobra não deveria mais ser recomendada como parte do exame físico.Ampla variação entre observadores e correlação ruim com a medida radiográfica em 29 pacientes; os dois observadores não detectaram o movimento paradoxal presente em um delesWilliams TJ, Ahmad D, Morgan WK. A clinical and roentgenographic correlation of diaphragmatic movement. Arch Intern Med. 1981;141(7):878-80.
08

O som e o que há por baixo

Cada tipo de som corresponde a uma relação diferente entre ar e tecido. Combine sempre com o frêmito da etapa anterior.

Som à percussãoO que há por baixoFrêmito no mesmo localHipótese principal
Som claro pulmonarPulmão aeradoSimétricoNormal
MacicezLíquido no espaço pleuralReduzido ou abolidoDerrame pleural
Macicez ou submacicezAlvéolo preenchido, pulmão em contato com a paredeAumentadoConsolidação
MacicezPulmão colabado sem via aérea pérviaReduzidoAtelectasia por obstrução
Hipertimpanismo unilateralAr no espaço pleuralReduzido ou abolidoPneumotórax
Hipertimpanismo bilateralPulmão hiperinsufladoGeralmente reduzidoDoença pulmonar obstrutiva
Macicez normal em base direitaFígadoNão se aplicaLimite anatômico
Macicez normal no precórdioCoraçãoNão se aplicaLimite anatômico
  • Macicez e frêmito caminham juntos no derrame (ambos para baixo) e em direções opostas na consolidação (percussão surda, frêmito aumentado). É esse par que separa as duas.
  • Hipertimpanismo assimétrico com dispneia aguda é achado de emergência: pense em pneumotórax e comunique antes de aguardar imagem.
09

Erros que custam o achado

Percutir por cima da roupa
Tecido abafa a vibração e transforma som claro em submacicez. Toda percussão do tórax é feita na pele, com a exposição adequada e a privacidade garantida.
Percutir sobre escápula e coluna
Osso dá macicez normal. Percutir ali gera achado falso e faz o estudante concluir que a base está mais alta do que está. Percuta os espaços intercostais, entre as escápulas afastadas.
Comparar de memória
Percutir um hemitórax inteiro e depois o outro obriga a comparar com a lembrança do som. A diferença sutil se perde. Alterne os lados no mesmo nível, sempre.
Concluir por percussão isolada
O mesmo som surdo é derrame ou consolidação conforme o frêmito. Quem percute sem ter palpado antes fica com metade da informação e escolhe a hipótese errada com frequência.
Tratar percussão normal como tórax normal
A percussão só alcança os primeiros centímetros. Pneumonia pequena ou central pode ter percussão inteiramente normal. Percussão normal não dispensa radiografia em paciente com febre, tosse e taquipneia.
Transformar a excursão diafragmática em medida de função
A manobra tem variação grande entre examinadores e correlação ruim com a radiografia. Serve para treinar a técnica e localizar as bases; não serve para afirmar que o diafragma do paciente está funcionando bem.
10

Roteiro da estação

A percussão do tórax na ordem cobrada, depois da inspeção e da palpação.

  1. 01Higienizar as mãos, explicar a manobra e pedir silêncio no ambiente
  2. 02Posicionar o paciente sentado, tórax exposto, braços cruzados à frente para afastar as escápulas
  3. 03Apoiar apenas a última falange do dedo plexímetro no espaço intercostal, demais dedos levantados
  4. 04Golpear com movimento de punho, dois golpes, retirando o dedo imediatamente
  5. 05Percutir os campos posteriores de cima para baixo, alternando os lados no mesmo nível
  6. 06Descer até a mudança de som e marcar o limite inferior do pulmão em cada lado
  7. 07Comparar a altura das duas bases
  8. 08Estimar a excursão diafragmática entre expiração e inspiração sustentadas
  9. 09Percutir as linhas axilares médias com o braço elevado, dos dois lados
  10. 10Percutir a face anterior, reconhecendo as macicezes cardíaca e hepática como normais
  11. 11Havendo macicez de base, repetir em decúbito lateral oposto para testar deslocamento
  12. 12Registrar o som encontrado, o lado, o nível e a comparação com o lado contralateral
11

Teste-se

Sorteando as questões…
12

Agora faça no paciente

Homem de 58 anos está na enfermaria e, à beira do leito, a primeira coisa que você ouve é: "Doutor, essa pontada aqui do lado direito não passa... e o fôlego ficou curto até pra ir ao banheiro." Agora é sua vez: conduza a anamnese, examine e monte o seu raciocínio.

13

Revisão espaçada

7 dias

Por que macicez com frêmito aumentado sugere consolidação, e macicez com frêmito abolido sugere derrame? Até que profundidade a percussão consegue interrogar?

30 dias

Paciente com dispneia há três dias, macicez na base direita e frêmito abolido no mesmo local. Qual é a hipótese principal, qual manobra de percussão ajuda a confirmar que o líquido é livre, e por que a percussão normal do lado esquerdo não afasta pneumonia à esquerda?

Tórax: percussão — Ciclo básico | OsceLabs