Preparatório·Clínica Médica
Oncologia
O câncer como ele chega ao consultório e à prova: quem rastrear, o que obriga a encaminhar, os prazos que a lei fixa e as emergências que não esperam.
8 capítulos
- 01Sinais de alarme e diagnóstico precoce de neoplasias na APSRastreamento é para quem não tem sintoma; diagnóstico precoce é para quem tem. Confundir os dois é o erro que a banca cobra — e os prazos de 30 e 60 dias estão na mesma lei, em dispositivos diferentes.
- 02Emergências oncológicas: lise tumoral e compressão medularAs três emergências em que o tratamento começa antes de o diagnóstico fechar. Na compressão medular, a dexametasona sai antes da ressonância; na lise tumoral, a hidratação sai antes do primeiro exame alterado; na hipercalcemia, o soro sai antes do PTH voltar. A prova cobra exatamente essa inversão de ordem.
- 03Síndrome da veia cava superior: a emergência que quase nunca éReconhecer gravidade, obter diagnóstico tecidual quando possível e priorizar tratamento endovascular quando há ameaça à via aérea ou instabilidade.
- 04Dor oncológica em cuidados paliativosAvaliar o mecanismo, titular morfina pela necessidade de resgate, associar adjuvantes e prescrever com segurança no domicílio.
- 05Neutropenia febril: o antibiótico corre antes de saber o focoReconhecer o limiar, colher culturas sem atrasar e iniciar betalactâmico antipseudomonas na primeira hora; ampliar cobertura apenas por indicação clínica.
- 06Colher tecido no câncer: a agulha que confirma e a que não classificaTrês agulhas respondem a três perguntas diferentes. Quem escolhe pelo órgão erra; quem escolhe pela pergunta feita ao patologista, acerta.
- 07Dosar o marcador tumoral: o que ele decide e o que ele só atrasaUsar marcadores para estadiamento ou seguimento apenas quando o resultado muda conduta — nunca como rastreamento indiscriminado.
- 08Sarcomas de partes moles: o caroço que foi tratado como lipomaQuatro características do nódulo decidem tudo, e três delas se medem com fita métrica e mão. O erro que custa membro não é errar o diagnóstico — é tirar a lesão antes de saber o que ela era, por uma incisão que a cirurgia definitiva não consegue remover.
