Iniciante·Farmacologia e Terapêutica
Decidir com o paciente: variação, risco e desprescrição
A farmacologia como decisão compartilhada: por que a mesma quantidade age diferente em cada pessoa, como comunicar benefício e risco sem enganar, e por que retirar remédio é ato terapêutico.
10 capítulos
- 01A criança não é adulto pequeno; o idoso não é adulto envelhecidoMaturação, composição corporal, reserva funcional e multimorbidade mudam exposição e resposta; idade cronológica isolada não define a dose.
- 02Gestação e amamentação: dois pacientes, um remédioA decisão integra risco fetal ou neonatal, exposição, trimestre, lactação, benefício materno e risco de não tratar — sem categorias simplificadoras.
- 03Rim e fígado doentes mudam a farmacologia inteiraDisfunção renal e hepática pode alterar depuração, ligação, volume e sensibilidade; estimativas orientam, mas têm incerteza e precisam de resposta clínica.
- 04Farmacogenética: quando o gene explica a exceçãoGenótipo pode orientar fármacos específicos quando há associação acionável; fenótipo, interações, ancestralidade e contexto clínico ainda importam.
- 05Placebo, nocebo e a expectativa como variávelExpectativa modifica sintomas e relato sem tornar a experiência imaginária; controle, mascaramento e comunicação equilibrada ajudam a separar mecanismos.
- 06Adesão: o remédio que não é tomadoNão adesão é causa frequente e multifatorial de resposta insuficiente, mas deve ser investigada com escuta e medidas adequadas, não presumida.
- 07Cascata de prescrição e desprescriçãoMedicamentos entram no diagnóstico diferencial de sintomas novos; desprescrever é reduzir ou retirar de forma planejada, compartilhada e monitorada.
- 08Explicar risco sem enganarRiscos absoluto e relativo respondem a perguntas diferentes; decisão exige risco basal, horizonte de tempo, benefício, dano e valores do paciente.
- 09Segurança do medicamentoProjetar barreiras para que o erro não alcance o paciente
- 10Toxicologia clínicaTratar primeiro a fisiologia ameaçada e depois refinar o tóxico
