Internato·Pediatria
Gastroenterologia Pediátrica
O aparelho digestivo da criança do começo ao fim: o que faz evacuar demais, o que faz evacuar de menos e o que assusta a família.
5 capítulos
- 01Diarreia e desidratação na criançaClassificar o grau à beira do leito, escolher entre plano A, B e C, e executar o plano escolhido com volume, tempo e via escritos — inclusive quando a via oral resolveria e o interno já pediu o acesso venoso.
- 02Dois relógios para o mesmo leiteReconhecer as duas alergias que dividem o nome — a de minutos, mediada por IgE, e a de horas ou dias, que não é —, confirmar pela volta do leite em vez de pelo exame, manter o peito com a dieta da mãe e escolher a fórmula certa quando ela precisa existir.
- 03O leite que volta e o peso que sobeO lactente que regurgita, da primeira consulta à alta: separar a regurgitação fisiológica — que começa nas primeiras semanas, tem pico por volta dos 4 meses e some sem remédio — da doença do refluxo e das doenças que se disfarçam de golfada; decidir pela curva de peso e pelos sinais de alarme, fazer a conta da mamadeira, espessar e testar a retirada do leite de vaca por prazo quando há doença, não dar inibidor de bomba nem procinético ao bebê que só chora e golfa, e manter o sono de barriga para cima, no plano, sem cabeceira elevada.
- 04A cueca manchada e a dor das segundas-feirasConstipação funcional e dor abdominal funcional da criança, da unidade básica ao ambulatório: reconhecer a retenção que a família chama de diarreia, separar pelos sinais de alarme o que não é funcional, esvaziar o reto antes de manter, calcular a lactulose que a rede tem e o macrogol que a família compra, com o teto do adulto, manter por meses sem parar cedo — e dizer à família que a dor é real e que a criança volta à escola
- 05A diarreia que mudou de nomeDiarreia persistente e crônica na criança para o interno: o dia 14 e o dia 30 que mudam a pergunta, as causas pela idade e pelo aspecto das fezes, o mínimo que se pede na unidade e o que fica para o gastroenterologista pediátrico — e a doença celíaca da criança inteira, da suspeita à dieta sem glúten, pelo protocolo federal de 2025. Três erros atravessam o capítulo e todos acontecem antes do primeiro resultado: tirar o glúten antes da sorologia, pedir a antitransglutaminase sem a IgA total e tratar a diarreia que dura tirando comida.
