Internato·Clínica Médica
Nefrologia
O rim do paciente internado: o que o interno causa, o que ele reconhece e o que ele resolve antes de chamar o nefrologista.
5 capítulos
- 01Injúria renal agudaA creatinina que subiu de 0,9 para 1,8 no quarto dia de internação quase nunca é uma doença nova. É a folha de prescrição, o jejum de ontem, o contraste de anteontem — e a bexiga que ninguém checou.
- 02O rim que não voltaA creatinina de 1,3 que está na pasta há quatro anos não é um exame alterado: é um diagnóstico que ninguém escreveu. Estadiar são duas contas, não uma — e a segunda, a albuminúria, é a que decide o remédio.
- 03Nem toda bactéria é uma doençaTrês fichas com a mesma queixa e três destinos diferentes. Quem se trata sem exame, quem tem urocultura colhida antes da primeira dose, e quem tem bactéria na urina e precisa que você não prescreva nada.
- 04O filtro que vaza e o filtro que inflamaProteína demais com sedimento limpo é vazamento: mede-se, complica devagar e trata-se com método. Hematúria dismórfica com creatinina subindo é inflamação, e cada dia sem diagnóstico é glomérulo que vira cicatriz.
- 05Do outro lado da porta da diálisePreparar a terapia renal substitutiva, reconhecer a uremia, decidir quando começar e quando não começar — e receber no pronto-socorro quem já dialisa
