Preparatório·Cirurgia Geral
Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Pescoço que incha, nódulo que aparece: o que investigar e o que operar.
6 capítulos
- 01Nódulo de tireoideA prova cobra a cadeia inteira — TSH, ultrassom, quem se pune, Bethesda, conduta. O erro que ela arma é sempre o mesmo: escolher o nódulo a puncionar pelo tamanho, ignorando o padrão da imagem.
- 02Bócio e hipertireoidismo: quem vai para a mesaA prova raramente pergunta se é hipertireoidismo — pergunta se a tireoide está captando, qual das três terapias cabe naquele paciente e quanto de glândula se retira. Errar a extensão da ressecção e dar iodo antes da tionamida são os dois tropeços clássicos.
- 03Câncer de boca e das vias aerodigestivas superioresA lesão que não cicatriza chega à mesa em estágio avançado porque ninguém a biopsiou. Aqui está o que vem depois do encaminhamento: quem biopsia, qual imagem, qual régua de estadiamento o SUS assinou — e onde ela já não é a régua do mundo.
- 04Tumores de glândula salivar: o nódulo que a régua da boca não estadiaA regra dos oitenta não fecha em nenhuma das três pernas, a chance de malignidade sobe conforme a glândula encolhe, e o laudo citológico que mais assusta não é o duvidoso — é o que veio sem material.
- 05Hiperparatireoidismo primário: a conta que decide encerrar a cirurgiaQuatro critérios na frase e cinco na tabela; e um percentual de queda cujo denominador ninguém combina antes de operar
- 06Massas cervicais: três caixas, e a idade decide o peso de cada umaIdade, tempo de evolução e localização respondem antes de qualquer exame. O erro caro não é errar o diagnóstico: é gastar duas semanas de antibiótico e abrir o pescoço com bisturi onde cabia uma agulha fina.
