Prova Revalida 2011 com gabarito (PDF)
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discursiva
Padrão de respostas definitivo.
objetiva
Caderno cinza; gabarito definitivo.
Prova comentada — discursiva, questão a questão
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Questão 1Um jovem, com 24 anos de idade, caixa de supermercado, previamente hígido, procurou a Unidade Básica de Saúde queixando-se de pouco apetite, febre baixa diária, emagrecimento, tosse frequente, expectoração e sudorese ao fi m do dia, durante quase 3 meses. Portava uma radiografi a de tórax em incidência posteroanterior feita na Unidade de Emergência há três dias, o que motivou seu encaminhamento, após avaliação, à Unidade Básica de Saúde. O exame físico realizado constatou regular estado geral, peso = 54 Kg e ausculta pulmonar com alguns roncos e crepitações na região superior do hemitórax esquerdo. Exame radiográfi co do tórax em incidência posteroanterior. Parte I - Com base nos dados acima apresentados, descreva: a) os achados radiológicos relacionados ao diagnóstico. b) a principal suspeita diagnóstica. c) o procedimento adequado para a confi rmação da suspeita diagnóstica. d) o tratamento inicial, citando a(s) droga(s) e dose(s) preconizadas. e) 3(três) dos principais efeitos adversos das drogas citadas. 2 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Um jovem, com 24 anos de idade, caixa de supermercado, previamente hígido, procurou a Unidade Básica de Saúde queixando-se de pouco apetite, febre baixa diária, emagrecimento, tosse frequente, expectoração e sudorese ao fi m do dia, durante quase 3 meses. Portava uma radiografi a de tórax em incidência posteroanterior feita na Unidade de Emergência há três dias, o que motivou seu encaminhamento, após avaliação, à Unidade Básica de Saúde. O exame físico realizado constatou regular estado geral, peso = 54 Kg e ausculta pulmonar com alguns roncos e crepitações na região superior do hemitórax esquerdo. Exame radiográfi co do tórax em incidência posteroanterior. Parte I - Com base nos dados acima apresentados, descreva: a) os achados radiológicos relacionados ao diagnóstico. b) a principal suspeita diagnóstica. c) o procedimento adequado para a confi rmação da suspeita diagnóstica. d) o tratamento inicial, citando a(s) droga(s) e dose(s) preconizadas. e) 3(três) dos principais efeitos adversos das drogas citadas. 2 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
A questão cobra leitura de radiografia e manejo inicial. No RX vê-se infiltrado não homogêneo com cavitação (caverna) no ápice ou lobo superior esquerdo, na região infraclavicular esquerda. Somado a tosse com expectoração, febre baixa diária, sudorese vespertina e emagrecimento por quase três meses, a suspeita é tuberculose pulmonar ativa. A confirmação se faz pela baciloscopia direta do escarro (pesquisa de BAAR pelo Ziehl-Neelsen), exame barato e disponível na própria UBS. O tratamento inicial é o esquema básico RIPE: rifampicina 600 mg, isoniazida 300 mg, pirazinamida 1.600 mg e etambutol 1.100 mg. Entre os efeitos adversos, citar três de: hepatotoxicidade com icterícia, náuseas e epigastralgia, exantema e prurido, artralgia e hiperuricemia, neurite óptica. Pérola: cavitação apical em tossidor crônico pede escarro, não tomografia.
Questão 2Gestante, com 18 anos de idade, negra, G1P0A0, com 36 semanas e um dia de gestação, de acordo com exame ecográfi co de primeiro trimestre e tempo de amenorreia, procura o Pronto-Atendimento Obstétrico queixando-se de cefaleia intensa, de início súbito há mais ou menos duas horas. Relata epigastralgia com início aproximado de meia hora e informa estar em seguimento no Ambulatório de Gestação de Alto Risco. Sua última consulta ocorreu há uma semana. Informa fazer uso de Alfa-Metil-Dopa 250mg, de 6/6h associada a Nifedipina 10 mg, ambos por via oral, de 12/12h. Os exames realizados após a última consulta mostram: Hemograma (Hb = 12,2 g/dL; Ht = 32 %; leucócitos = 12.200 /mm³; plaquetas = 98.000 /mm³); proteinúria de 24h =1,2 g; creatinina sérica = 1,5 mg/dL, ácido úrico sérico= 7,0 mg/dl, AST = 200 U/L, ALT = 350 U/L, Exame ultrassonográfi co com biometria fetal compatível para 33 semanas, oligoâmnio acentuado, exame dopplervelocimétrico sem alterações na artéria umbilical e cerebral média do feto. Ao exame: Pressão arterial = 160 x 120 mmHg, pulso=85 bpm; altura uterina = 30 cm; Batimentos cardíacos fetais= 170 bpm; dinâmica uterina = ausente; Toque vaginal = colo fechado, grosso, posterior; edema em MMII ++++/4+; ausculta cardíaca e ausculta pulmonar sem alterações. Parte I - Com base no quadro clínico-obstétrico, exame físico da mãe e exames complementares apresentados, descreva a) duas suspeitas diagnósticas: 1 - 2 - b) três informações que justifi quem corretamente a principal suspeita diagnóstica para esse quadro clínico: 1 - 2 - 3 - c) duas medidas imediatas a serem tomadas pelo médico em relação à paciente ainda na sala de Pronto-Atendimento Obstétrico: 1 - 2 - Parte II - Após as medidas iniciais de assistência à paciente, realizou-se exame de Cardiotocografi a, reproduzida à seguir: d) descreva o observado no traçado cardiotocográfi co representado. Parte III - Com base nos dados apresentados, estabeleça a conduta defi nitiva para o caso: e) de forma justifi cada, se há necessidade de internação da gestante. f) qual é a conduta a ser tomada. 3 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Gestante, com 18 anos de idade, negra, G1P0A0, com 36 semanas e um dia de gestação, de acordo com exame ecográfi co de primeiro trimestre e tempo de amenorreia, procura o Pronto-Atendimento Obstétrico queixando-se de cefaleia intensa, de início súbito há mais ou menos duas horas. Relata epigastralgia com início aproximado de meia hora e informa estar em seguimento no Ambulatório de Gestação de Alto Risco. Sua última consulta ocorreu há uma semana. Informa fazer uso de Alfa-Metil-Dopa 250mg, de 6/6h associada a Nifedipina 10 mg, ambos por via oral, de 12/12h. Os exames realizados após a última consulta mostram: Hemograma (Hb = 12,2 g/dL; Ht = 32 %; leucócitos = 12.200 /mm³; plaquetas = 98.000 /mm³); proteinúria de 24h =1,2 g; creatinina sérica = 1,5 mg/dL, ácido úrico sérico= 7,0 mg/dl, AST = 200 U/L, ALT = 350 U/L, Exame ultrassonográfi co com biometria fetal compatível para 33 semanas, oligoâmnio acentuado, exame dopplervelocimétrico sem alterações na artéria umbilical e cerebral média do feto. Ao exame: Pressão arterial = 160 x 120 mmHg, pulso=85 bpm; altura uterina = 30 cm; Batimentos cardíacos fetais= 170 bpm; dinâmica uterina = ausente; Toque vaginal = colo fechado, grosso, posterior; edema em MMII ++++/4+; ausculta cardíaca e ausculta pulmonar sem alterações. Parte I - Com base no quadro clínico-obstétrico, exame físico da mãe e exames complementares apresentados, descreva a) duas suspeitas diagnósticas: 1 - 2 - b) três informações que justifi quem corretamente a principal suspeita diagnóstica para esse quadro clínico: 1 - 2 - 3 - c) duas medidas imediatas a serem tomadas pelo médico em relação à paciente ainda na sala de Pronto-Atendimento Obstétrico: 1 - 2 - Parte II - Após as medidas iniciais de assistência à paciente, realizou-se exame de Cardiotocografi a, reproduzida à seguir: d) descreva o observado no traçado cardiotocográfi co representado. Parte III - Com base nos dados apresentados, estabeleça a conduta defi nitiva para o caso: e) de forma justifi cada, se há necessidade de internação da gestante. f) qual é a conduta a ser tomada. 3 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Caso clássico de pré-eclâmpsia grave. As duas suspeitas são pré-eclâmpsia grave com iminência de eclâmpsia (cefaleia intensa e epigastralgia) e pré-eclâmpsia grave com síndrome HELLP; soma-se restrição de crescimento intrauterino. Justificam o quadro: primigesta jovem e negra, PA de 160x120 mmHg, edema importante, proteinúria de 1,2 g/24h, creatinina de 1,5, plaquetas de 98.000 e transaminases elevadas. Ainda no pronto-atendimento, as duas medidas imediatas são hidralazina endovenosa para a crise hipertensiva e sulfato de magnésio endovenoso para prevenir a convulsão, com avaliação da vitalidade fetal por cardiotocografia. O traçado mostra feto inativo ou hiporreativo, padrão line pencil, ou seja, cardiotocografia não tranquilizadora. A internação é obrigatória pelo risco de eclâmpsia, falência hepática e óbito fetal, e a conduta definitiva é resolver a gestação por cesárea imediata.
Questão 3Mulher, com 17 anos de idade, procura atendimento médico de urgência porque está com “dor de barriga forte” e atribui o episódio ao fato de ter comido, há cerca de 12 horas, manga com leite. Comenta que a dor teve início há aproximadamente nove horas, com localização epigástrica, acompanhada de náuseas e um episódio de vômito, contendo os restos alimentares dessa refeição. Informa ainda que agora a dor está mais do lado direito, perto da “virilha”. Informa vida sexual ativa, sem uso de contraceptivos e não sabe informar quando foi a última menstruação. Nega outros sintomas e doenças prévias. Ao exame físico apresenta: Frequência cardíaca = 96 bpm, Pressão arterial = 110x70 mmHg, Frequência respiratória = 20 ipm. Está corada e hidratada. Temperatura axilar = 37,6°C. Não há alterações ao exame cardiovascular e respiratório. Exame abdominal: abdome plano com dor à percussão e à palpação do abdome inferior, principalmente na fossa ilíaca direita e região hipogástrica. Com base nesse quadro clínico e na principal hipótese diagnóstica, descreva: a) a complementação do exame físico do paciente que contribua para a confi rmação da hipótese principal. b) cite a principal hipótese diagnóstica e justifi que. c) cite dois diagnósticos diferenciais que devem ser considerados para o caso e justifi que-os. d) cite os exames de imagem a serem solicitados e os achados esperados para a principal hipótese diagnóstica e para os diagnósticos diferenciais. Exame(s) solicitado(s) Achado(s) Hipótese diagnóstica principal Diagnóstico diferencial 1 Diagnóstico diferencial 2 4 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Mulher, com 17 anos de idade, procura atendimento médico de urgência porque está com “dor de barriga forte” e atribui o episódio ao fato de ter comido, há cerca de 12 horas, manga com leite. Comenta que a dor teve início há aproximadamente nove horas, com localização epigástrica, acompanhada de náuseas e um episódio de vômito, contendo os restos alimentares dessa refeição. Informa ainda que agora a dor está mais do lado direito, perto da “virilha”. Informa vida sexual ativa, sem uso de contraceptivos e não sabe informar quando foi a última menstruação. Nega outros sintomas e doenças prévias. Ao exame físico apresenta: Frequência cardíaca = 96 bpm, Pressão arterial = 110x70 mmHg, Frequência respiratória = 20 ipm. Está corada e hidratada. Temperatura axilar = 37,6°C. Não há alterações ao exame cardiovascular e respiratório. Exame abdominal: abdome plano com dor à percussão e à palpação do abdome inferior, principalmente na fossa ilíaca direita e região hipogástrica. Com base nesse quadro clínico e na principal hipótese diagnóstica, descreva: a) a complementação do exame físico do paciente que contribua para a confi rmação da hipótese principal. b) cite a principal hipótese diagnóstica e justifi que. c) cite dois diagnósticos diferenciais que devem ser considerados para o caso e justifi que-os. d) cite os exames de imagem a serem solicitados e os achados esperados para a principal hipótese diagnóstica e para os diagnósticos diferenciais. Exame(s) solicitado(s) Achado(s) Hipótese diagnóstica principal Diagnóstico diferencial 1 Diagnóstico diferencial 2 4 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
A questão testa a propedêutica do abdome agudo em mulher jovem. O exame físico deve ser complementado com exame pélvico (toque vaginal e/ou retal), pesquisa de descompressão brusca dolorosa em fossa ilíaca direita e manobras de Rovsing, psoas, obturador, Lennander e Giordano. A hipótese principal é apendicite aguda: dor que começa no epigástrio e migra para a FID, com náusea, vômito, febre baixa e irritação peritoneal à percussão. Diferenciais obrigatórios: gravidez tópica ou ectópica (vida sexual ativa, sem contracepção, atraso menstrual incerto) e afecções tubo-ovarianas (cisto hemorrágico, torção, DIP). O exame de escolha é a ultrassonografia de abdome e pelve, por não irradiar: apêndice espessado, líquido ou abscesso periapendicular; no transvaginal, implante tubário ou abscesso tubo-ovariano. Pérola: RX e TC só depois de afastar gravidez.
Questão 4Uma Equipe de Saúde da Família, que atua na Unidade Básica de Saúde há dois anos, identifi cou a oportunidade de apresentar novas ações no campo da atenção básica, tendo como foco a atividade física e o desenvolvimento do potencial de adesão da comunidade, pois almejava a redução de taxas de sedentarismo, que atinge quase 70% da população adulta. Considerando essas informações, faça o que se pede a seguir: a) apresente três ações de trabalho, em saúde da família, que facilitem a adesão da comunidade a uma proposta de promoção da saúde. Justifi que cada uma das ações propostas. b) descreva quatro etapas do planejamento que a equipe precisa realizar para que a implementação da proposta de promoção da saúde, a partir do diagnóstico comunitário de alto índice de sedentarismo, tenha adesão satisfatória da comunidade.
Uma Equipe de Saúde da Família, que atua na Unidade Básica de Saúde há dois anos, identifi cou a oportunidade de apresentar novas ações no campo da atenção básica, tendo como foco a atividade física e o desenvolvimento do potencial de adesão da comunidade, pois almejava a redução de taxas de sedentarismo, que atinge quase 70% da população adulta. Considerando essas informações, faça o que se pede a seguir: a) apresente três ações de trabalho, em saúde da família, que facilitem a adesão da comunidade a uma proposta de promoção da saúde. Justifi que cada uma das ações propostas. b) descreva quatro etapas do planejamento que a equipe precisa realizar para que a implementação da proposta de promoção da saúde, a partir do diagnóstico comunitário de alto índice de sedentarismo, tenha adesão satisfatória da comunidade.
Comentário OsceLabs
Questão de saúde coletiva: o que na Estratégia Saúde da Família favorece a adesão a uma proposta de promoção da saúde. Entre as ações, sempre com justificativa: o território adscrito e georreferenciado, que permite o diagnóstico comunitário e o reconhecimento dos aparelhos sociais; o acesso universal, que aproxima o usuário mesmo sem adoecimento; o vínculo longitudinal, que amplia a adesão; a integralidade, que transforma cada contato em oportunidade de promoção; e a equipe multiprofissional. Já o planejamento pede etapas encadeadas: divulgar os riscos do sedentarismo e os benefícios da vida ativa; identificar fatores de motivação e adesão; avaliar clinicamente quem vai iniciar a atividade; prescrever exercício por grupo (idosos, gestantes, hipertensos); mapear locais viáveis; e buscar parceria com escolas e associações de moradores.
Questão 5Mãe leva seu terceiro fi lho à consulta médica, relatando que a criança, do sexo masculino, com 30 dias de vida, tem choro fraco e rouco, movimenta-se pouco e de forma lenta, e apresenta pele amarelada. Informa que a gestação evoluiu sem intercorrências, mas que só foram observados movimentos fetais a partir do sexto mês, quando a mãe passou a ter acompanhamento pré-natal regular. A criança ao nascer apresentou peso de 3000g, comprimento de 50 cm e Apgar fi nal = 8, tendo eliminado mecônio após 48 horas de vida. Ao exame físico da criança observa-se respiração nasal ruidosa, hérnia umbilical e icterícia discreta (+/6); não apresenta más formações externas. A criança é alimentada exclusivamente com o leite materno. Não há consanguinidade entre os pais, e os dois irmãos da criança são saudáveis. O resultado do “teste do pezinho” ainda não está disponível. Com base nos dados clínicos observados: a) descreva a principal suspeita diagnóstica. b) apresente cinco informações que fundamentam o diagnóstico estabelecido. c) justifi que como o “teste do pezinho” contribuirá para o prognóstico. REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Mãe leva seu terceiro fi lho à consulta médica, relatando que a criança, do sexo masculino, com 30 dias de vida, tem choro fraco e rouco, movimenta-se pouco e de forma lenta, e apresenta pele amarelada. Informa que a gestação evoluiu sem intercorrências, mas que só foram observados movimentos fetais a partir do sexto mês, quando a mãe passou a ter acompanhamento pré-natal regular. A criança ao nascer apresentou peso de 3000g, comprimento de 50 cm e Apgar fi nal = 8, tendo eliminado mecônio após 48 horas de vida. Ao exame físico da criança observa-se respiração nasal ruidosa, hérnia umbilical e icterícia discreta (+/6); não apresenta más formações externas. A criança é alimentada exclusivamente com o leite materno. Não há consanguinidade entre os pais, e os dois irmãos da criança são saudáveis. O resultado do “teste do pezinho” ainda não está disponível. Com base nos dados clínicos observados: a) descreva a principal suspeita diagnóstica. b) apresente cinco informações que fundamentam o diagnóstico estabelecido. c) justifi que como o “teste do pezinho” contribuirá para o prognóstico. REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Recém-nascido de 30 dias com choro fraco e rouco, hipoatividade e icterícia arrastada: a principal suspeita é hipotireoidismo congênito. Fundamentam o diagnóstico o atraso do desenvolvimento neuropsicomotor com movimentação lenta, o choro rouco, a hérnia umbilical, a icterícia prolongada, o atraso na eliminação de mecônio (48 horas), a respiração nasal ruidosa por congestão e a percepção tardia dos movimentos fetais. Nenhum desses sinais é chamativo isoladamente, o que explica o Apgar bom e o peso normal ao nascer. O teste do pezinho é decisivo para o prognóstico porque permite diagnóstico e início da levotiroxina ainda nas primeiras semanas: tratado até por volta da quarta semana de vida, o desenvolvimento neuropsicomotor é preservado. Pérola: é doença clinicamente silenciosa no nascimento, por isso é rastreada, não esperada.
Prova comentada — objetiva, questão a questão
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Questão 1Mulher com 54 anos de idade, Índice de Massa Corpórea (IMC) = 32,6, portadora de diabetes tipo 2, controlado com medidas dietéticas e uso de glibenclamida, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor, do tipo cólica, em hipocôndrio direito, que se irradia para o ombro direito e piora após ingestão de alimentos, especialmente gordurosos. Relata episódios de vômitos durante algumas crises. Disse, ainda, que o quadro iniciou-se há mais ou menos seis meses, agravando- se no último mês. Após a realização do exame físico, o médico solicitou ultrassonografi a de abdome que evidenciou “colecistopatia calculosa crônica”. Ao explicar o diagnóstico para a paciente, ela informou que gostaria de passar seis meses visitando a fi lha que mora em Portugal. Baseado nessa situação, você diria à paciente que seu quadro clínicoGabarito: B
Mulher com 54 anos de idade, Índice de Massa Corpórea (IMC) = 32,6, portadora de diabetes tipo 2, controlado com medidas dietéticas e uso de glibenclamida, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor, do tipo cólica, em hipocôndrio direito, que se irradia para o ombro direito e piora após ingestão de alimentos, especialmente gordurosos. Relata episódios de vômitos durante algumas crises. Disse, ainda, que o quadro iniciou-se há mais ou menos seis meses, agravando- se no último mês. Após a realização do exame físico, o médico solicitou ultrassonografi a de abdome que evidenciou “colecistopatia calculosa crônica”. Ao explicar o diagnóstico para a paciente, ela informou que gostaria de passar seis meses visitando a fi lha que mora em Portugal. Baseado nessa situação, você diria à paciente que seu quadro clínico
- A é crônico e o tratamento cirúrgico pode ser adiado.
- B requer tratamento cirúrgico antes da viagem. ✓
- C requer tratamento cirúrgico imediato.
- D requer acompanhamento imediato quando aparecerem indícios de complicações.
- E requer antibioticoterapia imediata e uso de antiespasmódicos.
Comentário OsceLabs
Colelitiase sintomatica (colica biliar tipica, pos-prandial gordurosa, com vomitos) tem indicacao de colecistectomia eletiva — e a paciente pretende passar seis meses fora do pais. Adiar (A) ou so agir quando surgir complicacao (D) expoe a colecistite, coledocolitiase e pancreatite longe de assistencia conhecida. Nao e urgencia cirurgica (C), pois nao ha sinais inflamatorios agudos, e antibiotico (E) nao trata calculo. A perola: em calculose sintomatica, programe a cirurgia antes de periodos longos de indisponibilidade assistencial. Resposta B.
Questão 2Menina com cinco anos de idade, acometida de leucemia linfóide aguda (LLA), internada em enfermaria pediátrica, está sendo submetida à quimioterapia para tratamento da leucemia. Em outra ala da enfermaria, uma criança apresentou febre e desenvolveu lesões eritematobolhosas sugestivas de varicela. Nesse contexto, a conduta ideal a ser tomada em relação a criança com leucemia éGabarito: B
Menina com cinco anos de idade, acometida de leucemia linfóide aguda (LLA), internada em enfermaria pediátrica, está sendo submetida à quimioterapia para tratamento da leucemia. Em outra ala da enfermaria, uma criança apresentou febre e desenvolveu lesões eritematobolhosas sugestivas de varicela. Nesse contexto, a conduta ideal a ser tomada em relação a criança com leucemia é
- A administrar vacina contra varicela.
- B aplicar imunoglobulina específi ca anti-varicela. ✓
- C administrar aciclovir por 10 dias.
- D administrar a vacina contra varicela e o aciclovir por 10 dias.
- E administrar a vacina contra varicela e imunoglobulina específi ca.
Comentário OsceLabs
Crianca com LLA em quimioterapia = imunossuprimida grave exposta a varicela intra-hospitalar. A profilaxia pos-exposicao correta e a imunoglobulina especifica antivaricela-zoster, idealmente ate 96 horas do contato. A vacina (A, D, E) e de virus vivo atenuado e esta CONTRAINDICADA no imunossuprimido. Aciclovir isolado (C) nao substitui a imunoglobulina na profilaxia deste grupo. Perola: imunodeprimido exposto a varicela recebe imunoglobulina, nunca vacina. Resposta B.
Questão 3Ao atender uma mulher, com 24 anos de idade, você observa grande resistência dela para continuar o aleitamento materno de seu fi lho de dois meses. Além dos inquestionáveis benefícios para a criança, você orienta a paciente sobre os benefícios que o aleitamento materno traz para a mulher que amamenta, entre os quais fi guram, a proteção contra o câncer de mama e contraGabarito: E
Ao atender uma mulher, com 24 anos de idade, você observa grande resistência dela para continuar o aleitamento materno de seu fi lho de dois meses. Além dos inquestionáveis benefícios para a criança, você orienta a paciente sobre os benefícios que o aleitamento materno traz para a mulher que amamenta, entre os quais fi guram, a proteção contra o câncer de mama e contra
- A o câncer de colo uterino.
- B o câncer de endométrio.
- C os tumores da vulva .
- D o desenvolvimento de miomas.
- E o câncer de ovário. ✓
Comentário OsceLabs
Entre os beneficios maternos do aleitamento, os mais bem estabelecidos sao a reducao do risco de cancer de mama e de cancer de ovario — ambos hormonio-dependentes, com efeito dose-dependente do tempo total de amamentacao (supressao da ovulacao e menor exposicao estrogenica cumulativa). Colo uterino (A) tem relacao com HPV; endometrio (B) e vulva (C) nao tem essa associacao classica; miomas (D) nao sao prevenidos pela lactacao. Resposta E.
Questão 4Mulher com 45 anos de idade, cor branca, multípara, proveniente de zona rural, procura consulta ginecológica com queixa de peso na região pélvica há cerca de 60 dias, perda de peso corporal e distensão abdominal. A paciente não faz uso de método contraceptivo oral e não apresenta dismenorreia. A paciente tem antecedente de neoplasia maligna de mama e a mãe, história de câncer de ovário. Ao exame, observou-se massa palpável em anexo esquerdo. De acordo com o exame clínico e com os antecedentes pessoais e familiares informados pela paciente, qual a principal hipótese diagnóstica?Gabarito: B
Mulher com 45 anos de idade, cor branca, multípara, proveniente de zona rural, procura consulta ginecológica com queixa de peso na região pélvica há cerca de 60 dias, perda de peso corporal e distensão abdominal. A paciente não faz uso de método contraceptivo oral e não apresenta dismenorreia. A paciente tem antecedente de neoplasia maligna de mama e a mãe, história de câncer de ovário. Ao exame, observou-se massa palpável em anexo esquerdo. De acordo com o exame clínico e com os antecedentes pessoais e familiares informados pela paciente, qual a principal hipótese diagnóstica?
- A Cisto benigno de ovário.
- B Neoplasia maligna de ovário. ✓
- C Endometrioma.
- D Tuberculose genital (ovário e trompa).
- E Abscesso ovariano.
Comentário OsceLabs
Massa anexial solida em mulher de 45 anos com perda ponderal e distensao abdominal (provavel ascite), antecedente PESSOAL de cancer de mama e mae com cancer de ovario — o conjunto aponta sindrome hereditaria mama-ovario e faz da neoplasia maligna de ovario a hipotese principal. Cisto benigno (A) e endometrioma (C) nao cursam com emagrecimento e ascite; tuberculose genital (D) e abscesso (E) dariam quadro infeccioso/febril. Perola: massa anexial + ascite + emagrecimento = cancer ate prova em contrario. Resposta B.
Questão 6Quanto ao desenvolvimento de diabetes gestacional em paciente primigesta, com 29 anos de idade, estatura de 1,50 m , peso pré-gravídico de 70Kg, peso atual de 75Kg na 24ª semana de gestação e glicemia em jejum de 90mg/dl, pode-se afi rmarGabarito: D
Quanto ao desenvolvimento de diabetes gestacional em paciente primigesta, com 29 anos de idade, estatura de 1,50 m , peso pré-gravídico de 70Kg, peso atual de 75Kg na 24ª semana de gestação e glicemia em jejum de 90mg/dl, pode-se afi rmar
- A a ausência de risco pela idade inferior a 30 anos da gestante.
- B a existência de risco pelo ganho excessivo de peso na gestação.
- C a ausência de risco pela normalidade da glicemia de jejum da gestante.
- D a existência de risco pelo IMC pré-gravídico superior a 27Kg/m2. ✓
- E a ausência de risco pela inexistência de antecedentes familiares da gestante.
Comentário OsceLabs
O calculo decide a questao: IMC pre-gravidico = 70 / (1,50)^2 = 31,1 kg/m2, muito acima de 27 — obesidade e fator de risco classico para diabetes gestacional. Idade abaixo de 30 anos (A), glicemia de jejum normal (C) e ausencia de historia familiar (E) NAO afastam risco algum; a glicemia de jejum normal so exclui diabetes previo, nao o gestacional, que se rastreia com sobrecarga entre 24-28 semanas. O ganho de 5 kg ate a 24a semana (B) nao e excessivo. Resposta D.
Questão 7Mulher com 34 anos de idade, gestante de 28 semanas, iniciou quadro febril há cinco dias associado a dor no hemitórax esquerdo à respiração profunda. Há dois dias passou a apresentar tosse produtiva com expectoração amarelada. Procurou Unidade de Pronto Atendimento. Ao exame: bom estado geral; sinais vitais: Pulso = 100 bpm; Pressão arterial = 120 x 80 mmHg; Frequência respiratória = 23 irpm. Temperatura axilar = 39 °C; Ausculta pulmonar: crepitações, broncofonia e aumento do frêmito tóraco-vocal na base do pulmão esquerdo. O leucograma apresenta 15.800 leucócitos/mm3, com predomínio de polimorfonucleares neutrófi los. Qual a conduta a ser tomada, com relação a exames de imagem e tratamento antimicrobiano?Gabarito: A
Mulher com 34 anos de idade, gestante de 28 semanas, iniciou quadro febril há cinco dias associado a dor no hemitórax esquerdo à respiração profunda. Há dois dias passou a apresentar tosse produtiva com expectoração amarelada. Procurou Unidade de Pronto Atendimento. Ao exame: bom estado geral; sinais vitais: Pulso = 100 bpm; Pressão arterial = 120 x 80 mmHg; Frequência respiratória = 23 irpm. Temperatura axilar = 39 °C; Ausculta pulmonar: crepitações, broncofonia e aumento do frêmito tóraco-vocal na base do pulmão esquerdo. O leucograma apresenta 15.800 leucócitos/mm3, com predomínio de polimorfonucleares neutrófi los. Qual a conduta a ser tomada, com relação a exames de imagem e tratamento antimicrobiano?
- A Solicitar radiografi a de tórax com proteção abdominal e iniciar tratamento com amoxicilina oral. ✓
- B Solicitar ultrassonografi a de tórax e iniciar tratamento com quinolona respiratória oral.
- C Solicitar tomografi a computadorizada do tórax e iniciar tratamento com aminoglicosídeo injetável.
- D Solicitar radiografi a de tórax com proteção abdominal e iniciar claritromicina oral.
- E Solicitar tomografi a computadorizada do tórax e iniciar vancomicina injetável.
Comentário OsceLabs
Pneumonia comunitaria em gestante sem criterios de gravidade. A radiografia de torax com protecao abdominal e permitida e necessaria (a dose fetal e desprezivel; nao se deixa de investigar pneumonia por gravidez), e o antimicrobiano de escolha e um betalactamico — amoxicilina — seguro em qualquer trimestre. Quinolona (B) e aminoglicosideo (C) sao evitados na gestacao; TC (C, E) irradia muito mais sem ganho; vancomicina (E) nao tem indicacao. Resposta A.
Questão 8Mulher com 48 anos de idade, parda, comerciante, procura o posto de saúde por apresentar astenia, palidez e fadiga fácil ao realizar suas tarefas diárias. Na história da doença atual relata que esteve bem de saúde até há 15 dias, quando iniciaram estes sinais e sintomas. Nega doenças como diabetes, hipertensão, doenças da tireóide. Nega também o uso de medicamentos. Ao exame físico apresenta palidez, icterícia (2+/4+), esplenomegalia de 4 cm do rebordo costal esquerdo e hepatomegalia de 2 cm do rebordo costal direito. Exames laboratoriais realizados mostram hemoglobina = 4,2 g/ dL; hematócrito = 13 %; VCM = 110 fL (VR = 80 – 100 fL); HCM = 32 pg (VR = 26 – 34 pg); leucograma = 10.500 / mm3 com diferencial normal; plaquetas = 240.000 / mm3; reticulócitos aumentados; bilirrubina total = 4,0 mg/dL (VR=0,3 -1,2 mg/dL) com fração direta de 0,8 mg/dl (VR = 0 - 0,2 mg/dL). Qual o diagnóstico mais provável para a anemia da paciente?Gabarito: B
Mulher com 48 anos de idade, parda, comerciante, procura o posto de saúde por apresentar astenia, palidez e fadiga fácil ao realizar suas tarefas diárias. Na história da doença atual relata que esteve bem de saúde até há 15 dias, quando iniciaram estes sinais e sintomas. Nega doenças como diabetes, hipertensão, doenças da tireóide. Nega também o uso de medicamentos. Ao exame físico apresenta palidez, icterícia (2+/4+), esplenomegalia de 4 cm do rebordo costal esquerdo e hepatomegalia de 2 cm do rebordo costal direito. Exames laboratoriais realizados mostram hemoglobina = 4,2 g/ dL; hematócrito = 13 %; VCM = 110 fL (VR = 80 – 100 fL); HCM = 32 pg (VR = 26 – 34 pg); leucograma = 10.500 / mm3 com diferencial normal; plaquetas = 240.000 / mm3; reticulócitos aumentados; bilirrubina total = 4,0 mg/dL (VR=0,3 -1,2 mg/dL) com fração direta de 0,8 mg/dl (VR = 0 - 0,2 mg/dL). Qual o diagnóstico mais provável para a anemia da paciente?
- A Anemia por défi cit de produção ocasionada por defi ciência de vitamina B12.
- B Anemia do tipo regenerativa provocada por doença hemolítica adquirida. ✓
- C Anemia arregenerativa por defi ciência quantitativa de células progenitoras associada à hepatite viral.
- D Anemia por defi ciência na síntese do heme durante a diferenciação das células eritroides.
- E Anemia por defi ciência na síntese da globina durante a diferenciação das células eritroides.
Comentário OsceLabs
Anemia grave macrocitica com RETICULOCITOS AUMENTADOS, icterícia as custas de bilirrubina indireta (4,0 com direta 0,8), espleno e hepatomegalia: e anemia regenerativa por hemolise adquirida. B12 (A), deficiencia de sintese do heme (D — sideroblastica) e da globina (E — talassemia) sao arregenerativas, com reticulocitos baixos ou inapropriados. A opcao C fala em arregenerativa, o oposto do achado. Perola: reticulocitose + BI alta = hemolise. Resposta B.
Questão 9Um menino com cinco anos e oito meses foi levado pela mãe à Unidade Básica de Saúde. Há três semanas vem apresentando dor abdominal inespecífi ca, tosse, febre e hábito de comer terra. Ao exame físico, o médico encontrou palidez cutânea moderada e hepatomegalia. Foram solicitados alguns exames: 1) hemograma: hemoglobina 10 g/dL, hematócrito 30 %. leucocitose (16.000 /mm3), eosinofi lia (12 %), plaquetas normais; 2) exame parasitológico das fezes (em andamento) e 3) exame ultrassonográfi co do abdome que revelou imagens hipoecogênicas micronodulares no fígado. Com base na história clínica e nos exames complementares, o diagnóstico principal e o tratamento sãoGabarito: C
Um menino com cinco anos e oito meses foi levado pela mãe à Unidade Básica de Saúde. Há três semanas vem apresentando dor abdominal inespecífi ca, tosse, febre e hábito de comer terra. Ao exame físico, o médico encontrou palidez cutânea moderada e hepatomegalia. Foram solicitados alguns exames: 1) hemograma: hemoglobina 10 g/dL, hematócrito 30 %. leucocitose (16.000 /mm3), eosinofi lia (12 %), plaquetas normais; 2) exame parasitológico das fezes (em andamento) e 3) exame ultrassonográfi co do abdome que revelou imagens hipoecogênicas micronodulares no fígado. Com base na história clínica e nos exames complementares, o diagnóstico principal e o tratamento são
- A ancilostomíase; utilizar mebendazol, 100 mg, duas vezes ao dia, durante três dias.
- B giardíase; utilizar secnidazol, 30 mg/Kg, dose única.
- C toxocaríase; utilizar albendazol, 10 mg/Kg, uma vez ao dia, durante cinco dias. ✓
- D estrongiloidíase; utilizar secnidazol, 25 mg/Kg, uma vez ao dia, de cinco a sete dias.
- E amebíase; utilizar secnidazol, 30 mg/Kg, dose única. 3 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Geofagia, eosinofilia de 12%, hepatomegalia e nodulos hipoecogenicos no figado formam o quadro de larva migrans visceral por Toxocara canis — o parasita nao completa o ciclo no homem e as larvas migram por figado e pulmao (dai tosse e febre). O tratamento e albendazol por cinco dias. Ancilostomiase (A) causa anemia ferropriva sem nodulos hepaticos; giardiase (B) e amebiase (E) nao dao eosinofilia importante; estrongiloidiase (D) nao se trata com secnidazol. Resposta C.
Questão 10Mulher multípara, com gestação de 34 semanas e um dia, chega à maternidade com queixa de dor em cólica e endurecimento do abdome. Ao exame: presença de contrações uterinas frequentes (uma a cada cinco minutos), colo uterino com 50% de esvaecimento e 1cm de dilatação, vitalidade fetal preservada. A conduta correta a ser adotada para a paciente éGabarito: D
Mulher multípara, com gestação de 34 semanas e um dia, chega à maternidade com queixa de dor em cólica e endurecimento do abdome. Ao exame: presença de contrações uterinas frequentes (uma a cada cinco minutos), colo uterino com 50% de esvaecimento e 1cm de dilatação, vitalidade fetal preservada. A conduta correta a ser adotada para a paciente é
- A administrar terbutalina associada à corticoesteróide.
- B iniciar partograma e acompanhar evolução do trabalho de parto.
- C administrar indometacina e iniciar antibioticoterapia por via endovenosa.
- D guardar repouso em observação e reavaliar o quadro após duas horas. ✓
- E administrar nifedipina sem associação de corticoesteróide.
Comentário OsceLabs
Contracoes frequentes com colo apenas 50% esvaecido e 1 cm de dilatacao NAO caracterizam trabalho de parto prematuro estabelecido — e falso trabalho ate prova em contrario. A conduta e repouso, observacao e reavaliacao cervical em duas horas: se nao houver modificacao, nao se tocoliza. Terbutalina (A) e nifedipina (E) so entram com TPP confirmado; partograma (B) pressupoe trabalho de parto ativo; indometacina com antibiotico (C) nao tem indicacao sem infeccao. Resposta D.
Questão 11Uma senhora comparece à Unidade Básica de Saúde com seu fi lho de seis meses de idade, dizendo-se preocupada com o desenvolvimento da criança, e sem qualquer outra queixa. O peso da criança ao nascer foi de 3.400g. Em sua alimentação atual estão sendo introduzidos alimentos sólidos e o calendário de vacinação vem sendo cumprido. O exame físico da criança é inteiramente normal. Como indicador do desenvolvimento neuropsicomotor normal para criança nessa faixa etária (6 meses), o médico deverá observar se a criança
Uma senhora comparece à Unidade Básica de Saúde com seu fi lho de seis meses de idade, dizendo-se preocupada com o desenvolvimento da criança, e sem qualquer outra queixa. O peso da criança ao nascer foi de 3.400g. Em sua alimentação atual estão sendo introduzidos alimentos sólidos e o calendário de vacinação vem sendo cumprido. O exame físico da criança é inteiramente normal. Como indicador do desenvolvimento neuropsicomotor normal para criança nessa faixa etária (6 meses), o médico deverá observar se a criança
- A apresenta choro excessivo e faz o acompanhamento com o olhar.
- B faz a preensão de objetos com a mão e apresenta sorriso social.
- C senta-se sem apoio e fala sílabas.
- D rola sem auxílio e reconhece pessoas.
- E fi rma a cabeça e apanha objetos.
Comentário OsceLabs
Questao ANULADA pela banca. O conteudo cobrado era o marco do desenvolvimento neuropsicomotor esperado aos seis meses de vida — periodo em que a crianca tipicamente rola, senta com apoio, transfere objetos entre as maos e balbucia. O problema e que varios marcos listados nas alternativas se sobrepoem a essa faixa etaria ou pertencem a idades vizinhas, tornando impossivel uma unica resposta defensavel. Por ter sido anulada, nao ha alternativa oficialmente correta.
Questão 12Você é chamado para prestar assistência neonatal durante um parto no qual foi constatado sofrimento fetal com líquido amniótico meconial. O Recém Nascido nasceu com Apgar 2 ( Frequência cardíaca = 1 e Frequência Respiratória = 1). A conduta inicial, conforme as normas vigentes de Reanimação Neonatal, éGabarito: D
Você é chamado para prestar assistência neonatal durante um parto no qual foi constatado sofrimento fetal com líquido amniótico meconial. O Recém Nascido nasceu com Apgar 2 ( Frequência cardíaca = 1 e Frequência Respiratória = 1). A conduta inicial, conforme as normas vigentes de Reanimação Neonatal, é
- A iniciar ventilação com ambu e máscara, aspirando o Recém Nascido após a recuperação da frequência cardíaca.
- B iniciar ventilação com tubo oro-traqueal e aspirar o Recém Nascido após recuperação da frequência cardíaca.
- C iniciar ventilação com pressão positiva e administrar adrenalina e massagem cardíaca.
- D aspirar laringe e traquéia do Recém Nascido e ventilar com pressão positiva e ar ambiente. ✓
- E aspirar laringe e traquéia do Recém Nascido e oferecer oxigênio inalatório a 100%.
Comentário OsceLabs
Recem-nascido deprimido (Apgar 2, sem esforco respiratorio nem frequencia cardiaca adequada) com liquido amniotico meconial: pelas normas de reanimacao neonatal vigentes a epoca, o RN NAO vigoroso deve ter laringe e traqueia aspiradas sob visualizacao direta ANTES de ventilar, para nao empurrar meconio para a arvore bronquica; em seguida, VPP com ar ambiente. Ventilar antes de aspirar (A, B) piora a aspiracao meconial; adrenalina (C) so apos VPP efetiva; oxigenio a 100% inalatorio (E) nao ventila. Resposta D.
Questão 13Paciente do sexo masculino, com 45 anos de idade, é dependente químico de cocaína, com uso por via inalatória e procurou o serviço especializado do CAPS (Centro de Apoio Psicossocial) para tratamento. A oferta desse atendimento no Sistema Único de Saúde caracteriza ações de que tipo?Gabarito: C
Paciente do sexo masculino, com 45 anos de idade, é dependente químico de cocaína, com uso por via inalatória e procurou o serviço especializado do CAPS (Centro de Apoio Psicossocial) para tratamento. A oferta desse atendimento no Sistema Único de Saúde caracteriza ações de que tipo?
- A Prevenção primordial.
- B Prevenção quaternária.
- C Prevenção terciária. ✓
- D Prevenção secundária.
- E Prevenção primária.
Comentário OsceLabs
O CAPS acolhe um paciente com a doenca JA instalada (dependencia quimica), buscando reabilitacao e reinsercao psicossocial e reducao das incapacidades — isso e prevencao terciaria. Prevencao primaria (E) evitaria o inicio do uso; secundaria (D) seria rastreamento/deteccao precoce; primordial (A) atua sobre determinantes sociais antes do fator de risco existir; quaternaria (B) protege contra iatrogenia e excesso de intervencao. Resposta C.
Questão 14Homem, com 58 anos de idade, é atendido em serviço de urgência e relata a ocorrência, há cerca de seis meses, de modifi cação de seu hábito intestinal - períodos de constipação intercalados por evacuações de fezes pastosas, às vezes acompanhadas da eliminação de muco e sangue. Nesse período foi visto em consultas, nas quais foi prescrito tratamento antiparasitário, não havendo melhora da sintomatologia. O paciente informa ainda que há cerca de um mês, vem apresentando intensifi cação do esforço evacuatório. Nesse período as fezes têm se tornado cada vez mais afi ladas e há dois dias vem observando a diminuição quase completa da eliminação de fl atos e fezes, relatando também a ocorrência de náuseas e um episódio de vômitos de conteúdo biliar. Com base nessa história, qual a conduta imediata a ser seguida ?Gabarito: E
Homem, com 58 anos de idade, é atendido em serviço de urgência e relata a ocorrência, há cerca de seis meses, de modifi cação de seu hábito intestinal - períodos de constipação intercalados por evacuações de fezes pastosas, às vezes acompanhadas da eliminação de muco e sangue. Nesse período foi visto em consultas, nas quais foi prescrito tratamento antiparasitário, não havendo melhora da sintomatologia. O paciente informa ainda que há cerca de um mês, vem apresentando intensifi cação do esforço evacuatório. Nesse período as fezes têm se tornado cada vez mais afi ladas e há dois dias vem observando a diminuição quase completa da eliminação de fl atos e fezes, relatando também a ocorrência de náuseas e um episódio de vômitos de conteúdo biliar. Com base nessa história, qual a conduta imediata a ser seguida ?
- A Instalar sonda nasogástrica, prescrever hidratação parenteral, lactulona e antieméticos e manter paciente em observação.
- B Instalar sonda nasogástrica, prescrever hidratação parenteral, clister com solução glicerinada e manter paciente em observação.
- C Instalar sonda nasogástrica, prescrever hidratação parenteral e clister com solução glicerinada. A posteriori instalar sonda retal e manter paciente em observação.
- D Prescrever antiespasmódicos, dimeticona e solicitar colonoscopia com biópsia e dosagem de antígeno carcino-embrionário.
- E Encaminhar imediatamente o paciente para avaliação cirúrgica. 4 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS ✓
Comentário OsceLabs
Homem de 58 anos com mudanca de habito intestinal ha seis meses, fezes afiladas com muco e sangue e agora parada de eliminacao de gases e fezes com vomitos biliosos: e obstrucao intestinal por provavel neoplasia colorretal — uma urgencia. A conduta imediata e o encaminhamento para avaliacao cirurgica. Clister e laxativo (A, B, C) sao contraindicados na obstrucao mecanica e podem perfurar; colonoscopia eletiva (D) nao se faz com abdome obstruido. Resposta E.
Questão 15Uma criança que nasceu prematura, com 32 semanas de idade gestacional e peso de 1850g, foi encaminhada à Unidade de Saúde para iniciar as imunizações. Atualmente, com um mês de vida, pesa 1900g e recebe aleitamento materno exclusivo. Para essa situação, qual a alternativa que indica o esquema inicial de vacinação recomendado?Gabarito: B
Uma criança que nasceu prematura, com 32 semanas de idade gestacional e peso de 1850g, foi encaminhada à Unidade de Saúde para iniciar as imunizações. Atualmente, com um mês de vida, pesa 1900g e recebe aleitamento materno exclusivo. Para essa situação, qual a alternativa que indica o esquema inicial de vacinação recomendado?
- A Iniciar o esquema vacinal aplicando a vacina BCG e a primeira dose da vacina contra a Hepatite B.
- B Aplicar a primeira dose da vacina contra a Hepatite B e aguardar a criança atingir 2000g para programar a vacina BCG. ✓
- C Aguardar a criança atingir 2500g para aplicar a vacina BCG e contra a Hepatite B (primeira dose ).
- D Aguardar a criança atingir 2000g para aplicar a vacina contra a Hepatite B (primeira dose) e 2500g para aplicar a vacina BCG.
- E Aplicar as vacinas BCG e contra a Hepatite B (primeira dose) e programar a segunda dose desta última para 15 dias depois.
Comentário OsceLabs
Duas regras distintas: a vacina contra hepatite B pode (e deve) ser aplicada em qualquer peso ou idade gestacional, enquanto a BCG so e aplicada com peso igual ou superior a 2000 g, pois abaixo disso a resposta e a tecnica intradermica sao inadequadas. Com 1900 g, aplica-se a hepatite B agora e aguarda-se 2000 g para a BCG. Aplicar BCG ja (A, E) viola a regra do peso; adiar a hepatite B (C, D) atrasa protecao desnecessariamente. Resposta B.
Questão 16Homem, com 43 anos de idade, é atendido na Unidade Básica de Saúde com queixa de dispneia aos grandes esforços, há seis meses. Não relata dor precordial, síncope ou palpitações. No exame, encontra-se em bom estado geral, eupnéico, hidratado, corado. Pressão arterial = 100x70 mmHg, Frequência cardíaca = 112bpm, Frequência respiratória = 18irpm; temperatura axilar = 36,5°C. Murmúrio vesicular presente e simétrico bilateralmente. Ritmo cardíaco regular, em dois tempos, bulhas hipofonéticas, com sopro sistólico de regurgitação mitral discreto. Abdome fl ácido, sem visceromegalias, ruídos hidroaéreos presentes e regularmente distribuídos. Sem edema de membros inferiores. Radiografi a de tórax atual mostra aumento global da área cardíaca, sem congestão pulmonar. Ecocardiograma transtorácico mostra a fração de ejeção do ventrículo esquerdo igual a 35%. Com base nas evidências científi cas indique a opção terapêutica para o caso.Gabarito: C
Homem, com 43 anos de idade, é atendido na Unidade Básica de Saúde com queixa de dispneia aos grandes esforços, há seis meses. Não relata dor precordial, síncope ou palpitações. No exame, encontra-se em bom estado geral, eupnéico, hidratado, corado. Pressão arterial = 100x70 mmHg, Frequência cardíaca = 112bpm, Frequência respiratória = 18irpm; temperatura axilar = 36,5°C. Murmúrio vesicular presente e simétrico bilateralmente. Ritmo cardíaco regular, em dois tempos, bulhas hipofonéticas, com sopro sistólico de regurgitação mitral discreto. Abdome fl ácido, sem visceromegalias, ruídos hidroaéreos presentes e regularmente distribuídos. Sem edema de membros inferiores. Radiografi a de tórax atual mostra aumento global da área cardíaca, sem congestão pulmonar. Ecocardiograma transtorácico mostra a fração de ejeção do ventrículo esquerdo igual a 35%. Com base nas evidências científi cas indique a opção terapêutica para o caso.
- A Hidroclorotiazida e carvedilol.
- B Carvedilol e digoxina.
- C Enalapril e metoprolol. ✓
- D Espironolactona e enalapril.
- E Digoxina e hidroclorotiazida.
Comentário OsceLabs
Insuficiencia cardiaca com fracao de ejecao reduzida (35%), sintomatica, sem congestao. O tratamento que modifica MORTALIDADE e a dupla IECA + betabloqueador com evidencia (enalapril + metoprolol succinato, carvedilol ou bisoprolol). Hidroclorotiazida (A, E) e digoxina (B, E) apenas aliviam sintomas, sem impacto em sobrevida. Espironolactona (D) entra em classe funcional avancada, e nao substitui o betabloqueador. Perola: em ICFEr, comece sempre pelo par que reduz mortalidade. Resposta C.
Questão 17O Agente Comunitário de Saúde lhe solicita explicações sobre um recém-nascido que apresenta coloração amarelada da pele. Você colhe, junto ao Agente Comunitário de Saúde, informações sobre a duração da gestação, as condições do parto e da criança ao nascer, o tempo de aparecimento do sintoma específi co e verifi ca também resultados de exames do recém- nascido , realizados na maternidade: hemograma, dosagem de bilirrubinas e teste de Coombs. Diante dos dados clínicos e do resultado de exames, você conclui que trata-se de Icterícia Fisiológica do Recém-Nascido. O que seria correto você informar ao Agente Comunitário de Saúde sobre a Icterícia Fisiológica do Recém-Nascido?Gabarito: B
O Agente Comunitário de Saúde lhe solicita explicações sobre um recém-nascido que apresenta coloração amarelada da pele. Você colhe, junto ao Agente Comunitário de Saúde, informações sobre a duração da gestação, as condições do parto e da criança ao nascer, o tempo de aparecimento do sintoma específi co e verifi ca também resultados de exames do recém- nascido , realizados na maternidade: hemograma, dosagem de bilirrubinas e teste de Coombs. Diante dos dados clínicos e do resultado de exames, você conclui que trata-se de Icterícia Fisiológica do Recém-Nascido. O que seria correto você informar ao Agente Comunitário de Saúde sobre a Icterícia Fisiológica do Recém-Nascido?
- A Desaparece após três semanas do início da manifestação em neonatos nascidos a termo.
- B Desaparece após a primeira semana de vida em neonatos nascidos a termo. ✓
- C Atinge níveis de bilirrubinemia bastante elevados, superiores a 14 mg% .
- D Deve-se a anemia hemolítica por incompatibilidade RH.
- E Está presente desde o nascimento na hipermaturidade fetal.
Comentário OsceLabs
Icterícia fisiologica do recem-nascido a termo: surge APOS as primeiras 24 horas, atinge pico entre o 3o e o 5o dia com bilirrubina habitualmente abaixo de 12 mg/dL e regride ate o fim da primeira semana de vida. Persistencia por tres semanas (A) sugere colestase ou hipotireoidismo; niveis acima de 14 mg/dL (C) ja fogem do fisiologico; Coombs positivo por incompatibilidade Rh (D) e icterícia presente ao nascer (E) definem, por si, icterícia patologica. Resposta B.
Questão 18Homem, com 26 anos de idade, foi internado há dois dias com o diagnóstico de doença infl amatória intestinal na forma fulminante com megacólon tóxico. Há cerca de uma hora apresentou piora súbita da dor abdominal, vômitos e desconforto respiratório. O exame físico revela paciente taquicárdico, taquidispneico e com abdome muito doloroso difusamente. A complicação é frequente e o principal recurso diagnóstico para demonstrá-la sãoGabarito: A
Homem, com 26 anos de idade, foi internado há dois dias com o diagnóstico de doença infl amatória intestinal na forma fulminante com megacólon tóxico. Há cerca de uma hora apresentou piora súbita da dor abdominal, vômitos e desconforto respiratório. O exame físico revela paciente taquicárdico, taquidispneico e com abdome muito doloroso difusamente. A complicação é frequente e o principal recurso diagnóstico para demonstrá-la são
- A perfuração intestinal; radiografi a de tórax e de abdome em ortostatismo e decúbito dorsal. ✓
- B pneumatose intestinal; enema opaco com contraste iodado.
- C abscesso perirretal; tomografi a computadorizada de abdome.
- D vôlvulo de sigmóide; colonoscopia.
- E hematoma intraluminal; colonoscopia. 5 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Megacolon toxico que evolui em uma hora com dor abdominal subita, vomitos, taquicardia e abdome difusamente doloroso: a complicacao temida e a PERFURACAO intestinal, cuja demonstracao mais rapida e barata e o pneumoperitonio em radiografia de torax e abdome em ortostatismo. Enema opaco (B) e colonoscopia (D, E) sao formalmente contraindicados no megacolon toxico pelo risco de perfurar. Abscesso perirretal (C) nao explica o abdome agudo difuso. Resposta A.
Questão 19Criança do sexo feminino, com sete anos de idade, é trazida pela mãe à Unidade Básica de Saúde, porque há três dias apresenta-se com adinamia, urina escura (cor de “coca-cola”) e inchaço nos olhos pela manhã. A mãe informa que há 15 dias a criança apresentou febre elevada e “dor de garganta” que regrediram com o uso de antitérmico e de anti-infl amatório não hormonal (ibuprofeno). Na consulta o médico observa que a criança encontra-se em regular estado geral, afebril, eupneica, hipocorada (+/4), com frequência cardíaca de 116 bpm, Pressão arterial=118x82 mmHg, edema de face (+/4) e de membros inferiores (++/4). Os demais aspectos do exame físico são normais. Na síndrome que a criança apresenta, a resposta infl amatória responsável pela instalação da lesão nefríticaGabarito: A
Criança do sexo feminino, com sete anos de idade, é trazida pela mãe à Unidade Básica de Saúde, porque há três dias apresenta-se com adinamia, urina escura (cor de “coca-cola”) e inchaço nos olhos pela manhã. A mãe informa que há 15 dias a criança apresentou febre elevada e “dor de garganta” que regrediram com o uso de antitérmico e de anti-infl amatório não hormonal (ibuprofeno). Na consulta o médico observa que a criança encontra-se em regular estado geral, afebril, eupneica, hipocorada (+/4), com frequência cardíaca de 116 bpm, Pressão arterial=118x82 mmHg, edema de face (+/4) e de membros inferiores (++/4). Os demais aspectos do exame físico são normais. Na síndrome que a criança apresenta, a resposta infl amatória responsável pela instalação da lesão nefrítica
- A é consequência da ativação do complemento, da liberação de fatores quimiotáticos e do recrutamento de neutrófi los. ✓
- B decorre da fi xação de estreptococos beta-hemolíticos nas alças capilares glomerulares e da consequente infi ltração celular.
- C deve-se a modifi cações de uma IgM que, no contexto de uma infecção, torna-se imunogênica e desenvolve afi nidade pelo glomérulo renal.
- D depende da deposição mesangial de C3, fi brina e IgA, e da proliferação de células mesangiais com expansão da matriz.
- E manifesta-se por hipercelularidade glomerular, expansão da matriz mesangial e duplicação da membrana basal glomerular.
Comentário OsceLabs
Glomerulonefrite difusa aguda pos-estreptococica: quinze dias apos faringite, surgem hematuria macroscopica cor de coca-cola, edema e hipertensao. O mecanismo e a deposicao de imunocomplexos que ATIVA O COMPLEMENTO, gerando fatores quimiotaticos e recrutamento de neutrofilos — dai a lesao nefritica. Nao ha fixacao da bacteria no glomerulo (B); IgA mesangial (D) descreve doenca de Berger; duplicacao da membrana basal (E) e glomerulonefrite membranoproliferativa. Resposta A.
Questão 20Uma médica, durante plantão em serviço de emergência, atendeu um paciente com múltiplas lesões no antebraço direito, vítima de mordedura de cão que ocorrera há 3 horas. O acidente ocorreu na rua, mas o dono do animal foi identifi cado. O caso deverá ser conduzido por ela de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, que recomendaGabarito: A
Uma médica, durante plantão em serviço de emergência, atendeu um paciente com múltiplas lesões no antebraço direito, vítima de mordedura de cão que ocorrera há 3 horas. O acidente ocorreu na rua, mas o dono do animal foi identifi cado. O caso deverá ser conduzido por ela de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, que recomenda
- A iniciar o esquema de vacinação e observar o animal por 10 dias. ✓
- B aplicar o soro antirábico e a vacina por 10 dias.
- C observar o cão durante 10 dias após a exposição, para iniciar a vacinação antirábica.
- D aplicar soro antirábico (dose única) no 10º dia de observação do animal.
- E sacrifi car o animal imediatamente para evitar contaminação.
Comentário OsceLabs
Acidente com cao IDENTIFICADO e passivel de observacao: o protocolo do Ministerio da Saude manda iniciar o esquema vacinal e observar o animal por 10 dias, suspendendo a vacinacao se o cao permanecer sadio. O erro comum e esperar a observacao para so entao vacinar (C) — nunca se adia profilaxia antirrabica. Soro em dose unica no 10o dia (D) inverte a logica da imunizacao passiva, e sacrificar o animal (E) destroi justamente a informacao epidemiologica mais util. Resposta A.
Questão 21Adolescente, após tentativa de suicídio com ingestão de antidepressivo tricíclico, manifestou parada cardiorrespiratória. Durante a reanimação cardiopulmonar, observou-se o seguinte ritmo no monitor cardíaco. A análise do monitor cardíaco permite afi rmar que o traçado eletrocardiográfi co demonstra ritmo deGabarito: E
Adolescente, após tentativa de suicídio com ingestão de antidepressivo tricíclico, manifestou parada cardiorrespiratória. Durante a reanimação cardiopulmonar, observou-se o seguinte ritmo no monitor cardíaco. A análise do monitor cardíaco permite afi rmar que o traçado eletrocardiográfi co demonstra ritmo de
- A taquicardia ventricular, que pode ser responsiva a choque e a uso de atropina.
- B fi brilação ventricular, que pode ser responsiva a cardioversão (choque no modo sincronizado).
- C fi brilação ventricular, que pode ser responsiva a desfi brilação (choque no modo sincronizado).
- D taquicardia ventricular, que pode ser responsiva a cardioversão (choque no modo sincronizado).
- E taquicardia ventricular, que pode ser responsiva a desfi brilação (choque no modo não sincronizado). ✓
Comentário OsceLabs
Parada cardiorrespiratoria por intoxicacao com tricicilico: em ritmo de taquicardia ventricular SEM PULSO, o tratamento e desfibrilacao — choque NAO sincronizado, porque nao ha onda R organizada para o aparelho sincronizar. Cardioversao sincronizada (B, D) so vale para taquiarritmias COM pulso. Atropina (A) nao tem papel em ritmo chocavel, e a opcao C erra ao chamar desfibrilacao de choque sincronizado. Perola: sem pulso, o choque e sempre nao sincronizado. Resposta E.
Questão 22Um paciente, com 69 anos de idade, é atendido em visita domiciliar. Ele informa que nos últimos cinco anos teve episódios de crises de dor abdominal na fossa ilíaca esquerda, associadas a febre baixa e hiporexia. Geralmente, quando ele “percebe que vai ter uma crise”, já usa os mesmos antibióticos que utilizou na crise anterior, por uns três a cinco dias, e a situação é resolvida. Apesar de estar assintomático, no passado já teve duas internações para uso de antibióticos parenterais, sendo que, em uma delas, há cerca de dois meses, fi cou internado por três semanas, em decorrência de uma diverticulite complicada, com pequeno abscesso pericólico. Em relação às alternativas a seguir, assinale aquela que corresponde à conduta apropriada para o caso.Gabarito: D
Um paciente, com 69 anos de idade, é atendido em visita domiciliar. Ele informa que nos últimos cinco anos teve episódios de crises de dor abdominal na fossa ilíaca esquerda, associadas a febre baixa e hiporexia. Geralmente, quando ele “percebe que vai ter uma crise”, já usa os mesmos antibióticos que utilizou na crise anterior, por uns três a cinco dias, e a situação é resolvida. Apesar de estar assintomático, no passado já teve duas internações para uso de antibióticos parenterais, sendo que, em uma delas, há cerca de dois meses, fi cou internado por três semanas, em decorrência de uma diverticulite complicada, com pequeno abscesso pericólico. Em relação às alternativas a seguir, assinale aquela que corresponde à conduta apropriada para o caso.
- A Indicar dieta rica em fi bras e a manutenção dos antibióticos usados no início das crises.
- B Orientar o paciente para que não use medicações sem prescrição médica.
- C Sugerir ao paciente que procure um serviço de emergência sempre que tiver episódios semelhantes de dor.
- D Aconselhar o paciente a buscar uma unidade de atendimento ambulatorial secundário, em cirurgia geral ou coloproctologia. ✓
- E Encaminhar o paciente à unidade básica de saúde para solicitar colonoscopia diagnóstica. 6 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Diverticulite de repeticao com internacoes previas e episodio COMPLICADO por abscesso pericolico ha dois meses: esse paciente ja tem indicacao de avaliacao para colectomia eletiva, feita em servico de cirurgia geral ou coloproctologia. Manter antibiotico por conta propria (A) e perigoso e mascara complicacoes; apenas orientar (B) ou mandar a emergencia a cada crise (C) nao resolve o problema de fundo; a colonoscopia (E) deve ser feita apos resfriar o processo, mas na linha de investigacao especializada. Resposta D.
Questão 23Um município de pequeno porte tem apresentado difi culdades na execução de suas atividades de saúde de nível secundário de atenção. Com o objetivo de aumentar a resolubilidade do mesmo, qual ação pode ser tomada?Gabarito: B
Um município de pequeno porte tem apresentado difi culdades na execução de suas atividades de saúde de nível secundário de atenção. Com o objetivo de aumentar a resolubilidade do mesmo, qual ação pode ser tomada?
- A Restringir o atendimento mediante comprovante de residência.
- B Formar consórcios intermunicipais de saúde. ✓
- C Defi nir a área de abrangência dos serviços com o gestor local.
- D Repassar à gestão estadual o serviço de auditoria dos prestadores locais.
- E Incorporar recursos fi nanceiros do fundo estadual de saúde.
Comentário OsceLabs
Municipio de pequeno porte sem escala para media complexidade: a saida prevista no SUS e o consorcio intermunicipal de saude, que reune municipios vizinhos para compartilhar servicos secundarios e ganhar resolutividade. Exigir comprovante de residencia (A) fere a universalidade; definir area de abrangencia (C) e repassar auditoria (D) nao ampliam oferta; incorporar recursos do fundo estadual (E) nao e ato unilateral do municipio nem cria servico. Resposta B.
Questão 24Paciente, com 45 anos de idade, sexo masculino, comerciante, vem a consulta na Unidade Básica de Saúde e informa que vem apresentando dispneia progressiva a médios esforços, “inchaço” nas pernas e diminuição da diurese. Relata que, em consultas anteriores, foi orientado a realizar periodicamente medidas de sua pressão arterial, que se encontrava, na época, no limite da normalidade. Não realizou o procedimento solicitado, retornando, hoje, para consulta. História pessoal: tabagista desde os 14 anos, um maço de cigarro por dia. Dieta rica em gorduras e pobre em frutas e vegetais. Informa que não é etilista e não usa drogas. História familiar: mãe hipertensa e pai falecido de infarto agudo do miocárdio. Ao exame: Pressão arterial 165 x 110 mmHg, Frequência cardíaca: 55 bpm, Frequência respiratória 14 irpm, rítmo cardíaco regular em dois tempos, bradicárdico, sem sopros ou extrassístoles, murmúrio vesicular fi siológico, com discretas crepitações bibasais, abdome com ruídos hidroaéreos positivos, com hepatomegalia dolorosa a 2 cm do rebordo costal direito, membros inferiores com edema (++/++++). Os exames complementares demonstram que há uma sobrecarga de ventrículo esquerdo ao ECG; bloqueio atrioventricular de primeiro grau; clearance de creatinina 45 ml/min (normal 90 -139 ml/min); urina de 24 horas com microalbuminúria de 250 mg/24h. Qual o tratamento farmacológico a ser prescrito, no que se refere à pressão arterial desse paciente?Gabarito: D
Paciente, com 45 anos de idade, sexo masculino, comerciante, vem a consulta na Unidade Básica de Saúde e informa que vem apresentando dispneia progressiva a médios esforços, “inchaço” nas pernas e diminuição da diurese. Relata que, em consultas anteriores, foi orientado a realizar periodicamente medidas de sua pressão arterial, que se encontrava, na época, no limite da normalidade. Não realizou o procedimento solicitado, retornando, hoje, para consulta. História pessoal: tabagista desde os 14 anos, um maço de cigarro por dia. Dieta rica em gorduras e pobre em frutas e vegetais. Informa que não é etilista e não usa drogas. História familiar: mãe hipertensa e pai falecido de infarto agudo do miocárdio. Ao exame: Pressão arterial 165 x 110 mmHg, Frequência cardíaca: 55 bpm, Frequência respiratória 14 irpm, rítmo cardíaco regular em dois tempos, bradicárdico, sem sopros ou extrassístoles, murmúrio vesicular fi siológico, com discretas crepitações bibasais, abdome com ruídos hidroaéreos positivos, com hepatomegalia dolorosa a 2 cm do rebordo costal direito, membros inferiores com edema (++/++++). Os exames complementares demonstram que há uma sobrecarga de ventrículo esquerdo ao ECG; bloqueio atrioventricular de primeiro grau; clearance de creatinina 45 ml/min (normal 90 -139 ml/min); urina de 24 horas com microalbuminúria de 250 mg/24h. Qual o tratamento farmacológico a ser prescrito, no que se refere à pressão arterial desse paciente?
- A Captopril + losartana.
- B Propranolol + enalapril.
- C Lisinopril + espironolactona.
- D Losartana + hidroclorotiazida. ✓
- E Alisquireno + furosemida.
Comentário OsceLabs
Hipertenso com insuficiencia cardiaca, doenca renal cronica (clearance 45) e microalbuminuria — precisa de bloqueio do sistema renina-angiotensina + diuretico. Losartana com hidroclorotiazida cumpre isso. Os distratores caem em armadilhas classicas: captopril + losartana (A) e duplo bloqueio, proscrito; propranolol (B) e proibido com FC 55 e bloqueio atrioventricular de 1o grau; lisinopril + espironolactona (C) arrisca hipercalemia grave nesse clearance; alisquireno (E) nao tem esse lugar. Resposta D.
Questão 25Um homem, com 68 anos de idade, tabagista de 40 cigarros/dia, com história de dispneia, tosse produtiva e expectoração catarral abundante, chega à Unidade de Pronto Atendimento, com piora súbita da dispneia e da frequência da tosse . Na avaliação clínica você deve investigar as causas de piora, entre elas, devemos considerar como a mais frequenteGabarito: A
Um homem, com 68 anos de idade, tabagista de 40 cigarros/dia, com história de dispneia, tosse produtiva e expectoração catarral abundante, chega à Unidade de Pronto Atendimento, com piora súbita da dispneia e da frequência da tosse . Na avaliação clínica você deve investigar as causas de piora, entre elas, devemos considerar como a mais frequente
- A a infecção respiratória viral. ✓
- B a tromboembolia pulmonar.
- C a pneumonia por germes oportunistas.
- D o cor pulmonale.
- E o pneumotórax espontâneo seguido de infecção.
Comentário OsceLabs
Exacerbacao de DPOC em tabagista pesado com tosse produtiva cronica. A causa mais FREQUENTE de exacerbacao e a infeccao respiratoria, com predominio das virais (rinovirus a frente). Tromboembolia (B) e pneumotorax (E) sao causas importantes, porem bem menos comuns; germes oportunistas (C) pressupoem imunossupressao; cor pulmonale (D) e consequencia cronica, nao gatilho agudo. A pergunta pede frequencia, nao gravidade. Resposta A.
Questão 26Homem, com 23 anos de idade, mototaxista, sofre acidente motociclístico por colisão com carro em alta velocidade. Seu corpo foi lançado aproximadamente a 20m e o capacete, ejetado. Foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros com colocação de colar cervical, uso de prancha longa, imobilização e oxigenioterapia. Ao dar entrada na unidade de emergência na qual você é plantonista, 11 minutos após o acidente, apresentava-se agitado, agressivo, com saturação de oxigênio, aferida em oximetria de pulso, de 88%. O exame físico identifi cou murmúrio vesicular presente e roncos discretos na base de pulmão direito; pulso radial=105 bpm; abdome sem escoriações e indolor à palpação; deformidade em coxa direita e à palpação do crânio, apresentava afundamento de aproximadamente 0,5cm, associado a ferimento corto-contuso de 5cm de extensão, em região têmporo-parietal direita. Avaliação pela escala de coma de Glasgow=8. Pupilas fotorreagentes, sem anisocoria. Qual a conduta imediata a ser adotada para este paciente?Gabarito: A
Homem, com 23 anos de idade, mototaxista, sofre acidente motociclístico por colisão com carro em alta velocidade. Seu corpo foi lançado aproximadamente a 20m e o capacete, ejetado. Foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros com colocação de colar cervical, uso de prancha longa, imobilização e oxigenioterapia. Ao dar entrada na unidade de emergência na qual você é plantonista, 11 minutos após o acidente, apresentava-se agitado, agressivo, com saturação de oxigênio, aferida em oximetria de pulso, de 88%. O exame físico identifi cou murmúrio vesicular presente e roncos discretos na base de pulmão direito; pulso radial=105 bpm; abdome sem escoriações e indolor à palpação; deformidade em coxa direita e à palpação do crânio, apresentava afundamento de aproximadamente 0,5cm, associado a ferimento corto-contuso de 5cm de extensão, em região têmporo-parietal direita. Avaliação pela escala de coma de Glasgow=8. Pupilas fotorreagentes, sem anisocoria. Qual a conduta imediata a ser adotada para este paciente?
- A Entubação orotraqueal com objetivo de proteger a via aérea e aumentar a perfusão tecidual de oxigênio. ✓
- B Realização de traqueostomia de urgência com o objetivo de hiperventilar o paciente e favorecer a expansão pulmonar.
- C Sedação com meperidina, com o objetivo de reduzir a agitação e consequentemente, o consumo de oxigênio e a congestão pulmonar.
- D Ventilação sob máscara e pressão positiva, proteção do ferimento e contenção física, prevenindo o agravo das lesões.
- E Ventilação sob máscara e pressão positiva, drenagem do hemitórax direito, melhorando assim a perfusão tecidual. 7 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Politraumatizado com Glasgow 8, agitacao e saturacao de 88%: ha traumatismo cranioencefalico grave com via aerea nao protegida e hipoxemia — indicacao formal de intubacao orotraqueal imediata. Traqueostomia de urgencia (B) nao e a via inicial; meperidina (C) sedaria sem proteger a via aerea e mascararia o exame neurologico; contencao fisica (D) nao trata hipoxemia; drenagem toracica (E) nao se justifica com murmurio presente e apenas roncos. Resposta A.
Questão 27Garota, com 13 anos de idade, moradora de rua, procura atendimento na rede básica de saúde, relatando falta de apetite, perversão do hábito alimentar, com relato de ingestão frequente de terra, epigastralgia, além de prurido anal e vaginal. Ao exame físico apresenta-se emagrecida e hipocorada. O exame parasitológico de fezes para pesquisa de ovos e larvas de helmintos e cistos de protozoários pelos métodos de Faust, Lutz e Baerman Moraes, revela: “presença de ovos de Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e Ancylostoma duodenale. Presença de cistos de Entamoeba coli. Presença de larvas de Strongyloides stercoralis”. Assinale a alternativa que contem a prescrição que visa o tratamento das enteroparasitoses apresentadas pela paciente.Gabarito: E
Garota, com 13 anos de idade, moradora de rua, procura atendimento na rede básica de saúde, relatando falta de apetite, perversão do hábito alimentar, com relato de ingestão frequente de terra, epigastralgia, além de prurido anal e vaginal. Ao exame físico apresenta-se emagrecida e hipocorada. O exame parasitológico de fezes para pesquisa de ovos e larvas de helmintos e cistos de protozoários pelos métodos de Faust, Lutz e Baerman Moraes, revela: “presença de ovos de Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e Ancylostoma duodenale. Presença de cistos de Entamoeba coli. Presença de larvas de Strongyloides stercoralis”. Assinale a alternativa que contem a prescrição que visa o tratamento das enteroparasitoses apresentadas pela paciente.
- A albendazol em dose única e praziquantel em dose única.
- B levamizol em dose única e ivermectina em dose única.
- C metronidazol por sete dias e tiabendazol por dois dias.
- D albendazol por quatro dias e tinidazol em dose única.
- E albendazol em dose única e tiabendazol por dois dias. ✓
Comentário OsceLabs
Poliparasitose com Ascaris, Trichuris, Ancylostoma E Strongyloides. O albendazol em dose unica cobre os tres primeiros, mas o Strongyloides exige droga especifica — tiabendazol por dois dias (ou ivermectina). Praziquantel (A) e para trematodeos/cestodeos; levamizol (B) nao cobre Trichuris; metronidazol (C) e tinidazol (D) tratam protozoarios — e a Entamoeba coli encontrada e COMENSAL, nao se trata. Resposta E.
Questão 28Mãe leva sua fi lha, com um mês de vida, para consulta na Unidade Básica de Saúde. Relata que a fi lha foi submetida aos exames de triagem neonatal e está em aleitamento materno exclusivo, com calendário vacinal em dia. A criança nasceu de parto vaginal, a termo, com 3000g, Apgar 7 e 9. A mãe queixa-se que a fi lha, há três semanas, está chorando muito, quase todos os dias, no início da noite. Informa também que a criança apresenta muitas evacuações ao dia, com fezes semi-pastosas, de coloração amarelada. Na consulta realizada com 10 dias de vida o peso da criança foi de 2990g. Hoje, na consulta, pesou 3550g. Diante desse quadro clínico, assinale a alternativa que contém o diagnóstico e a conduta para essa criança.Gabarito: B
Mãe leva sua fi lha, com um mês de vida, para consulta na Unidade Básica de Saúde. Relata que a fi lha foi submetida aos exames de triagem neonatal e está em aleitamento materno exclusivo, com calendário vacinal em dia. A criança nasceu de parto vaginal, a termo, com 3000g, Apgar 7 e 9. A mãe queixa-se que a fi lha, há três semanas, está chorando muito, quase todos os dias, no início da noite. Informa também que a criança apresenta muitas evacuações ao dia, com fezes semi-pastosas, de coloração amarelada. Na consulta realizada com 10 dias de vida o peso da criança foi de 2990g. Hoje, na consulta, pesou 3550g. Diante desse quadro clínico, assinale a alternativa que contém o diagnóstico e a conduta para essa criança.
- A A criança apresenta quadro de diarreia aguda, o que ocasionou a perda de peso. Necessita receber imediatamente soro para hidratação oral e que seja suspenso o aleitamento materno.
- B A criança apresenta quadro de cólica do lactente, o seu ganho ponderal é adequado. A mãe deve ser orientada a manter o aleitamento materno. ✓
- C A criança apresenta refl uxo gastroesofágico, o que determina o baixo ganho ponderal. Necessita de tratamento e cuidados para controle do refl uxo gastroesofágico.
- D A criança apresenta quadro de intolerância ao leite materno. O que impõe a suspensão do aleitamento materno e introdução de leite de fórmula.
- E A criança apresenta baixo ganho ponderal por ingestão alimentar reduzida devido à baixa produção de leite materno. A mãe deverá ser orientada a realizar complementação com leite de fórmula.
Comentário OsceLabs
Faca a conta antes de diagnosticar: 2990 g aos 10 dias e 3550 g com um mes = 560 g em 20 dias, ganho ponderal EXCELENTE. Fezes semi-pastosas amareladas e evacuacoes frequentes sao normais no lactente em aleitamento exclusivo. Choro vespertino diario com bom ganho define colica do lactente — conduta: acolher e manter a amamentacao. Diarreia (A), refluxo com baixo ganho (C), intolerancia (D) e hipogalactia (E) sao todos afastados pela curva de peso. Resposta B.
Questão 29Você atende um menino com um ano de idade, história de febre alta, falta de apetite e irritabilidade há dois dias. A mãe informa que a vacinação está completa. Hoje pela manhã surgiram petéquias no corpo do paciente. Ao exame físico apresentava rigidez de nuca. A bacterioscopia do líquor mostrou a presença de meningococos. Considerando o período de transmissão da infecção e o fato do paciente ter um irmão de quatro anos de idade, qual a alternativa que indica a conduta para a proteção dos contactantes em casa?Gabarito: B
Você atende um menino com um ano de idade, história de febre alta, falta de apetite e irritabilidade há dois dias. A mãe informa que a vacinação está completa. Hoje pela manhã surgiram petéquias no corpo do paciente. Ao exame físico apresentava rigidez de nuca. A bacterioscopia do líquor mostrou a presença de meningococos. Considerando o período de transmissão da infecção e o fato do paciente ter um irmão de quatro anos de idade, qual a alternativa que indica a conduta para a proteção dos contactantes em casa?
- A Vacinação de todos os contactantes (vacina: meningocócica do grupo C).
- B Quimioprofi laxia com rifampicina por dois dias para todos os contactantes. ✓
- C Vacinação apenas do irmão de quatro anos de idade (vacina: meningocócica do grupo C).
- D Observação rigorosa de todos os contactantes, sem quimioprofi laxia.
- E Quimioprofi laxia com rifampicina apenas para o irmão de 4 anos de idade.
Comentário OsceLabs
Doenca meningococica confirmada por bacterioscopia: todos os contatos domiciliares recebem quimioprofilaxia com rifampicina por dois dias (12/12h), independentemente de idade ou estado vacinal, e idealmente ate 48 horas do diagnostico. Vacinar (A, C) protege tarde demais para o contato ja exposto e nao cobre outros sorogrupos; restringir a profilaxia ao irmao (E) deixa os demais moradores desprotegidos; apenas observar (D) e insuficiente. Resposta B.
Questão 30Primigesta, tabagista, na 36a semana de gestação, procura a emergência da maternidade com sangramento vaginal de moderada quantidade, há 20 minutos, associado a dor abdominal, de forte intensidade. Ao exame: Pressão arterial = 80 x 50 mmHg, pulso = 120 bpm e mucosas descoradas. Frequência Cardíaca Fetal = 180 bpm. Útero hipertônico, colo com dilatação cervical de 4,0 cm. A conduta médica deve incluirGabarito: A
Primigesta, tabagista, na 36a semana de gestação, procura a emergência da maternidade com sangramento vaginal de moderada quantidade, há 20 minutos, associado a dor abdominal, de forte intensidade. Ao exame: Pressão arterial = 80 x 50 mmHg, pulso = 120 bpm e mucosas descoradas. Frequência Cardíaca Fetal = 180 bpm. Útero hipertônico, colo com dilatação cervical de 4,0 cm. A conduta médica deve incluir
- A reposição de volemia e resolução por cesárea. ✓
- B indução do parto com ocitocina.
- C reposição da volemia e aguardar a evolução do trabalho de parto.
- D exame ultrassonográfi co para confi rmação diagnóstica.
- E realização de amniotomia e aguardar o parto vaginal. 8 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Sangramento com DOR intensa, utero hipertonico, choque materno e taquicardia fetal de 180 bpm na 36a semana: e descolamento prematuro de placenta com sofrimento fetal e instabilidade hemodinamica. A conduta e reposicao volemica e parto pela via mais rapida — cesarea, ja que a dilatacao e de apenas 4 cm. Ocitocina (B) e amniotomia (E) nao resolvem a tempo; aguardar evolucao (C) mata mae e feto; ultrassom (D) nao confirma nem exclui DPP e so atrasa. Resposta A.
Questão 31Homem, com 26 anos de idade, apresentou, durante a prática de basquetebol, dor torácica súbita, de leve intensidade, no hemitórax esquerdo, associada a leve desconforto respiratório. Mesmo tendo interrompido a prática de esporte, o desconforto respiratório agravou- se e ele foi levado pelos amigos a uma unidade de pronto atendimento. No exame inicial apresentava facies de sofrimento agudo e cianose leve, frequência respiratória de 38 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 138 bpm, pressão arterial de 80x50 mmHg e saturação de oxigênio de 83%. A ausculta pulmonar revelava murmúrio vesicular praticamente abolido à esquerda. Mediante esse quadro, qual deve ser a conduta imediata?Gabarito: E
Homem, com 26 anos de idade, apresentou, durante a prática de basquetebol, dor torácica súbita, de leve intensidade, no hemitórax esquerdo, associada a leve desconforto respiratório. Mesmo tendo interrompido a prática de esporte, o desconforto respiratório agravou- se e ele foi levado pelos amigos a uma unidade de pronto atendimento. No exame inicial apresentava facies de sofrimento agudo e cianose leve, frequência respiratória de 38 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 138 bpm, pressão arterial de 80x50 mmHg e saturação de oxigênio de 83%. A ausculta pulmonar revelava murmúrio vesicular praticamente abolido à esquerda. Mediante esse quadro, qual deve ser a conduta imediata?
- A Administração de O2 úmido - 6l/min e solicitaçao de Raio X de tórax em Pressão arterial e em ortostatismo.
- B Administração de O2 úmido - 6l/min e solicitação de Raio X de tórax em Pressão arterial e em decúbito lateral esquerdo.
- C Administração de O2 úmido sob pressão; solicitação de radiografi as sequenciais de tórax em postero anterior, antes e após O2 sob pressão.
- D Solicitação de radiografi a de tórax em postero anterior, perfi l e decúbito lateral esquerdos e avaliação cirúrgica.
- E Realizar drenagem por punção torácica com agulha calibrosa, no segundo espaço intercostal esquerdo. ✓
Comentário OsceLabs
Jovem alto com dor toracica subita durante esforco, cianose, taquipneia de 38, hipotensao (80x50), saturacao de 83% e murmurio abolido a esquerda: pneumotorax HIPERTENSIVO. O diagnostico e clinico e o tratamento e imediato — puncao de alivio com agulha calibrosa no 2o espaco intercostal, seguida de drenagem. Todas as demais alternativas pedem imagem antes de descomprimir: com o paciente em choque obstrutivo, esperar radiografia e erro que custa a vida. Resposta E.
Questão 32Trinta e cinco indivíduos, adolescentes e adultos, alimentam-se em um restaurante com buffet de comida “por quilo”. Cerca de quatro horas depois, sete integrantes do grupo apresentam diarreia com várias evacuações aquosas, sem febre, acompanhadas de cólicas abdominais e vômitos. Ao serem avaliados apresentam-se apiréticos, desidratados, alguns deles necessitando de hidratação venosa. Dois dias depois, três outros membros do grupo, que também haviam comido no mesmo buffet, apresentam quadro de diarreia, eliminação de fezes com muco, pus e sangue, acompanhado de febre e mal estar. Na avaliação clínica apresentam-se desidratados, febris e toxemiados. Quais são os agentes etiológicos que melhor explicam a epidemiologia e as características clínicas dos quadros diarreicos descritos?Gabarito: A
Trinta e cinco indivíduos, adolescentes e adultos, alimentam-se em um restaurante com buffet de comida “por quilo”. Cerca de quatro horas depois, sete integrantes do grupo apresentam diarreia com várias evacuações aquosas, sem febre, acompanhadas de cólicas abdominais e vômitos. Ao serem avaliados apresentam-se apiréticos, desidratados, alguns deles necessitando de hidratação venosa. Dois dias depois, três outros membros do grupo, que também haviam comido no mesmo buffet, apresentam quadro de diarreia, eliminação de fezes com muco, pus e sangue, acompanhado de febre e mal estar. Na avaliação clínica apresentam-se desidratados, febris e toxemiados. Quais são os agentes etiológicos que melhor explicam a epidemiologia e as características clínicas dos quadros diarreicos descritos?
- A Staphylococcus aureus e Salmonella enteritidis. ✓
- B Staphylococcus aureus e Escherichia coli enterotoxigênica.
- C Staphylococcus aureus e Bacillus cereus.
- D Salmonella enteritidis e Yersinia enterocolitica.
- E Shigella fl exneri e Escherichia coli enteropatogênica.
Comentário OsceLabs
Duas curvas epidemicas distintas na mesma fonte. Diarreia com vomitos em 4 HORAS, sem febre, e intoxicacao por TOXINA PRE-FORMADA do Staphylococcus aureus. Ja o quadro que aparece 2 DIAS depois, com febre, toxemia e fezes com muco, pus e sangue, e disenteria invasiva por Salmonella enteritidis. B e C erram o segundo agente (E. coli enterotoxigenica e Bacillus cereus nao invadem); D e E nao explicam o inicio em quatro horas. Resposta A.
Questão 33Um médico decidiu realizar uma pesquisa científi ca com seus pacientes na unidade de saúde. Ele iria fazer entrevistas com adolescentes sobre sexualidade, investigando o grau de conhecimento deles quanto aos métodos contraceptivos, quer seja natural, de barreira, hormonal ou dispositivo intrauterino. Qual o procedimento adequado para que a pesquisa seja realizada de acordo com o Código de Ética Médica?Gabarito: D
Um médico decidiu realizar uma pesquisa científi ca com seus pacientes na unidade de saúde. Ele iria fazer entrevistas com adolescentes sobre sexualidade, investigando o grau de conhecimento deles quanto aos métodos contraceptivos, quer seja natural, de barreira, hormonal ou dispositivo intrauterino. Qual o procedimento adequado para que a pesquisa seja realizada de acordo com o Código de Ética Médica?
- A Incluir nas referências bibliográfi cas a citação dos trabalhos publicados em revistas com comitê de revisores.
- B O Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (CEP) não necessita emitir parecer sobre o protocolo, pois a pesquisa tem apenas objetivos educacionais.
- C Obter o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) assinado pelos adolescentes.
- D Obter TCLE assinado pelos adolescentes e seus representantes legais e comunicar à comunidade sobre a natureza da investigação. ✓
- E Caso tenha uma indústria de medicamentos fi nanciando a pesquisa, o pesquisador não necessitará informar sua relação com esta empresa.
Comentário OsceLabs
Pesquisa com adolescentes menores exige TCLE assinado pelos representantes legais somado ao assentimento do proprio adolescente, alem de transparencia com a comunidade estudada. Toda pesquisa com seres humanos precisa de parecer do CEP, mesmo com fins educacionais — o que derruba B. Referencias bibliograficas (A) nao sao questao etica de protecao do sujeito; consentimento so do adolescente (C) e insuficiente; e omitir financiamento da industria (E) e conflito de interesse nao declarado. Resposta D.
Questão 34Um estudante, com 15 anos de idade, chega à Emergência informando ser portador de asma desde a infância. Relata que manteve controle da asma nos últimos meses e que apresenta piora há dois dias, quando passou a apresentar dispneia associada à tosse, expectoração mucosa e chiado no peito. Ao exame físico observa-se tórax tipo pectus carinatum, com discreta tiragem intercostal; frequência respiratória = 32 irpm; Frequência cardíaca=100 bpm; ausculta pulmonar com sibilos difusos. Na sala de Emergência, diante do paciente com crise asmática, além do quadro clínico, consideram-se como procedimentos objetivos importantes para avaliação da gravidade, a realização, quando possível, deGabarito: D
Um estudante, com 15 anos de idade, chega à Emergência informando ser portador de asma desde a infância. Relata que manteve controle da asma nos últimos meses e que apresenta piora há dois dias, quando passou a apresentar dispneia associada à tosse, expectoração mucosa e chiado no peito. Ao exame físico observa-se tórax tipo pectus carinatum, com discreta tiragem intercostal; frequência respiratória = 32 irpm; Frequência cardíaca=100 bpm; ausculta pulmonar com sibilos difusos. Na sala de Emergência, diante do paciente com crise asmática, além do quadro clínico, consideram-se como procedimentos objetivos importantes para avaliação da gravidade, a realização, quando possível, de
- A radiografi a de tórax e medida do pico de fl uxo expiratório (PFE).
- B radiografi a de tórax e saturação de oxigênio no sangue arterial por gasometria ou oximetria de pulso (SatO2).
- C hemograma e saturação de oxigênio no sangue arterial por gasometria ou oximetria de pulso (SatO2).
- D medida do pico de fl uxo expiratório (PFE) e saturação de oxigênio no sangue arterial por gasometria ou oximetria de pulso (SatO2). ✓
- E eletrocardiograma e medida do pico de fl uxo expiratório (PFE). 9 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Na crise asmatica, a avaliacao OBJETIVA de gravidade se faz com medida do pico de fluxo expiratorio (grau de obstrucao) e oximetria/gasometria (grau de troca gasosa) — os dois parametros que orientam internar ou liberar. A radiografia de torax (A, B) nao e rotina na crise, so quando ha suspeita de pneumotorax, pneumonia ou falha terapeutica. Hemograma (C) e eletrocardiograma (E) nao medem gravidade obstrutiva. Resposta D.
Questão 35Uma mulher, com 36 anos de idade, casada, procura a Unidade de Pronto Atendimento com dor tipo cólica, intensa e constante há três dias, náuseas, vômitos, tendo feito várias aplicações de analgésicos parenterais. Há cerca de seis meses, vem apresentando crises de dor abdominal semelhantes, porém de intensidade menor em hipocôndrio direito com irradiação para o dorso, do tipo cólica, predominantemente noturnas e após a ingestão de alimentos gordurosos. No momento, ela está com temperatura de 38,1°C, com fácies de dor, taquicárdica, com dor intensa à palpação do hipocôndrio direito e com a presença de sinal de Murphy. Com base nessas informações, a conduta mais adequada é
Uma mulher, com 36 anos de idade, casada, procura a Unidade de Pronto Atendimento com dor tipo cólica, intensa e constante há três dias, náuseas, vômitos, tendo feito várias aplicações de analgésicos parenterais. Há cerca de seis meses, vem apresentando crises de dor abdominal semelhantes, porém de intensidade menor em hipocôndrio direito com irradiação para o dorso, do tipo cólica, predominantemente noturnas e após a ingestão de alimentos gordurosos. No momento, ela está com temperatura de 38,1°C, com fácies de dor, taquicárdica, com dor intensa à palpação do hipocôndrio direito e com a presença de sinal de Murphy. Com base nessas informações, a conduta mais adequada é
- A administrar novamente analgésicos, com alta e orientação para procurar ambulatório de cirurgia para programar colecistectomia eletiva.
- B administrar analgésicos e antibióticos, com alta e orientação para procurar ambulatório de cirurgia para programar colecistectomia eletiva.
- C administrar analgésicos, com internação hospitalar até melhora da dor e alta para programar colecistectomia eletiva.
- D administrar analgésicos e antibióticos, com internação hospitalar até “esfriar o processo” seguida de alta para programar colecistectomia.
- E administrar analgésicos e antibióticos, com internação hospitalar e programar colecistectomia.
Comentário OsceLabs
Questao ANULADA pela banca. O tema cobrado era colecistite aguda litiasica — dor em hipocondrio direito ha tres dias, febre de 38,1 C e sinal de Murphy positivo em paciente com historia previa de colica biliar. O manejo envolve internacao, analgesia, antibioticoterapia e colecistectomia, mas o momento ideal da cirurgia (precoce na mesma internacao versus 'esfriar o processo' e operar depois) era justamente o ponto controverso entre as alternativas. Como a questao foi anulada, nao ha alternativa oficialmente correta.
Questão 36Paciente, com 32 anos de idade, hígida anteriormente, deu entrada em serviço de urgência municipal com quadro clínico de febre alta, mialgia, artralgia, cefaléia, prostração, dor retroorbitária e exantema. Apresentava-se lúcida e orientada. Ao exame fisico, constatou-se desidratação, temperatura = 39,5°C, Frequência cardíaca = 102 bpm, Frequência respiratória = 20 irpm e Pressão arterial = 90 x 60 mmHg. Ausculta cardiopulmonar normal. A avaliação laboratorial mostrou: Hematócrito = 35 %; leucócitos totais = 1.900 /mm³; plaquetas = 102.000 /mm³. Diante do quadro, neste momento, qual a prioridade no manuseio da paciente?Gabarito: C
Paciente, com 32 anos de idade, hígida anteriormente, deu entrada em serviço de urgência municipal com quadro clínico de febre alta, mialgia, artralgia, cefaléia, prostração, dor retroorbitária e exantema. Apresentava-se lúcida e orientada. Ao exame fisico, constatou-se desidratação, temperatura = 39,5°C, Frequência cardíaca = 102 bpm, Frequência respiratória = 20 irpm e Pressão arterial = 90 x 60 mmHg. Ausculta cardiopulmonar normal. A avaliação laboratorial mostrou: Hematócrito = 35 %; leucócitos totais = 1.900 /mm³; plaquetas = 102.000 /mm³. Diante do quadro, neste momento, qual a prioridade no manuseio da paciente?
- A Solicitar sorologia para dengue.
- B Prescrever paracetamol para controle da temperatura e analgesia.
- C Instalar hidratação venosa. ✓
- D Orientar hidratação vigorosa, em domicílio.
- E Encaminhar para unidade hospitalar do nível secundário.
Comentário OsceLabs
Dengue com sinais de alarme: hipotensao (90x60), desidratacao, leucopenia de 1.900 e plaquetopenia. A prioridade AGORA e hidratacao venosa — reposicao volemica salva na dengue, e o extravasamento plasmatico e o que mata. Sorologia (A) nao muda conduta imediata; paracetamol (B) trata sintoma, nao o choque incipiente; hidratacao domiciliar (D) e inadequada em paciente ja hipotensa; encaminhar (E) sem estabilizar antes e erro. Resposta C.
Questão 37A enfermeira de uma equipe de Saúde da Família aborda o médico para saber o que deve ser feito com um paciente que atendeu hoje. Trata-se de homem recém- chegado do interior, em tratamento para tuberculose e AIDS. O relatório trazido por ele informa que há cinco anos iniciou terapia antiretroviral. Há seis meses iniciou tratamento para tuberculose, não tendo apresentado intolerância a nenhum medicamento. A medida a ser adotada em relação ao paciente éGabarito: E
A enfermeira de uma equipe de Saúde da Família aborda o médico para saber o que deve ser feito com um paciente que atendeu hoje. Trata-se de homem recém- chegado do interior, em tratamento para tuberculose e AIDS. O relatório trazido por ele informa que há cinco anos iniciou terapia antiretroviral. Há seis meses iniciou tratamento para tuberculose, não tendo apresentado intolerância a nenhum medicamento. A medida a ser adotada em relação ao paciente é
- A dar continuidade ao dois tratamentos sob responsabilidade da equipe de Saúde da Família.
- B dar continuidade apenas ao tratamento antiretroviral, pois a tuberculose já foi adequadamente tratada (seis meses).
- C prolongar o esquema de tratamento para tuberculose para doze meses.
- D investigar situação dos comunicantes quanto à tuberculose, como forma indireta de avaliar a adesão do paciente ao tratamento.
- E encaminhar o paciente para tratamento conjunto com os serviços de referência local de DST/AIDS e de tuberculose. 10 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS ✓
Comentário OsceLabs
Coinfeccao tuberculose-HIV com terapia antirretroviral ha cinco anos e tuberculose em tratamento: e situacao de manejo compartilhado, que exige articulacao da Equipe de Saude da Familia com os servicos de referencia em DST/AIDS e em tuberculose — interacoes medicamentosas, ajuste de esquema e vigilancia sao especializados. Assumir sozinho na APS (A) ou interromper o tratamento da tuberculose (B) e temerario; prolongar para doze meses (C) nao se faz sem indicacao; investigar comunicantes (D) e importante, mas nao responde a pergunta. Resposta E.
Questão 38Paciente, com 49 anos de idade, sexo masculino, lavrador, vem à consulta com queixa de lesão em face que iniciou-se como uma pápula, posteriormente evoluindo com ulceração e indolor. A primeira lesão apareceu há 3 meses, sendo seguida de mais duas com as mesmas características. Associado ao aparecimento das lesões evoluiu com emagrecimento, não sabendo quantifi car, porém notou que suas roupas estão mais largas que o habitual. Não apresentou quadro semelhante antes. Relata tabagismo e etilismo desde a infância. Não refere uso de medicamentos. Durante o exame físico, foram visualizadas lesões ulceradas, de bordas elevadas, com fundo granuloso em região labial inferior e mentoniana. Foi realizado raspado para exame direto e biópsia da lesão. Em ambos os exames foram encontradas formas leveduriformes com múltiplos brotamentos pequenos, em roda de leme. Reação de Montenegro negativa. Qual o diagnóstico e tratamento de escolha? Figura I - Lesão cutânea. Figura II - Formas leveduriformes com múltiplos brotamentos. Fonte: Shikanai-Yassuda MA cols, RevistaRevista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 39(3):297-310, mai-jun, 2006.Gabarito: A
Paciente, com 49 anos de idade, sexo masculino, lavrador, vem à consulta com queixa de lesão em face que iniciou-se como uma pápula, posteriormente evoluindo com ulceração e indolor. A primeira lesão apareceu há 3 meses, sendo seguida de mais duas com as mesmas características. Associado ao aparecimento das lesões evoluiu com emagrecimento, não sabendo quantifi car, porém notou que suas roupas estão mais largas que o habitual. Não apresentou quadro semelhante antes. Relata tabagismo e etilismo desde a infância. Não refere uso de medicamentos. Durante o exame físico, foram visualizadas lesões ulceradas, de bordas elevadas, com fundo granuloso em região labial inferior e mentoniana. Foi realizado raspado para exame direto e biópsia da lesão. Em ambos os exames foram encontradas formas leveduriformes com múltiplos brotamentos pequenos, em roda de leme. Reação de Montenegro negativa. Qual o diagnóstico e tratamento de escolha? Figura I - Lesão cutânea. Figura II - Formas leveduriformes com múltiplos brotamentos. Fonte: Shikanai-Yassuda MA cols, RevistaRevista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 39(3):297-310, mai-jun, 2006.
- A Paracoccidioidomicose e itraconazol. ✓
- B Esporotricose e solução saturada de Iodeto de potássio.
- C Carcinoma de células escamosas e cirurgia.
- D Tuberculose cutânea e R (Rifampicina) – H (Isoniazida) – Z (Pirazinamida) – E (Etambutol).
- E Leishmaniose cutânea e glucantime.
Comentário OsceLabs
A microscopia entrega o diagnostico: leveduras com MULTIPLOS BROTAMENTOS em 'roda de leme' sao patognomonicas de Paracoccidioides brasiliensis. O contexto reforca — lavrador, lesoes ulceradas peribucais com fundo granuloso (estomatite moriforme) e emagrecimento. O tratamento ambulatorial de escolha e itraconazol. Esporotricose (B) da lesoes em trajeto linfatico; carcinoma (C) nao teria fungos; a Montenegro negativa e o achado micologico afastam leishmaniose (E). Resposta A.
Questão 39Uma criança nascida de parto cesáreo, a termo, com Apgar 8/9, pesando 3500g, apresenta, nas primeiras 24 horas de vida, cianose associada com desconforto respiratório. Durante o exame fi sico, o recém-nascido encontra-se cianótico, taquidispneico (Frequência respiratória=65 irpm), taquicárdico (Frequência cardíaca=160bpm), com retrações subdiafragmáticas e intercostais. A ausculta pulmonar é normal e não é observada a presença de sopro à ausculta cardíaca. A saturação de oxigênio inicial era de 70% antes, passando a 72% após iniciar a oxigenoterapia com FiO2 de 100%. Foi feita a hipótese diagnóstica de cardiopatia congênita, sendo solicitados radiografi a de tórax e ecocardiograma.Gabarito: E
Uma criança nascida de parto cesáreo, a termo, com Apgar 8/9, pesando 3500g, apresenta, nas primeiras 24 horas de vida, cianose associada com desconforto respiratório. Durante o exame fi sico, o recém-nascido encontra-se cianótico, taquidispneico (Frequência respiratória=65 irpm), taquicárdico (Frequência cardíaca=160bpm), com retrações subdiafragmáticas e intercostais. A ausculta pulmonar é normal e não é observada a presença de sopro à ausculta cardíaca. A saturação de oxigênio inicial era de 70% antes, passando a 72% após iniciar a oxigenoterapia com FiO2 de 100%. Foi feita a hipótese diagnóstica de cardiopatia congênita, sendo solicitados radiografi a de tórax e ecocardiograma.
- A radiografi a de tórax mostrou área cardíaca aparentemente sem alterações e aumento da trama pulmonar. O ecocardiograma não pôde ser realizado. A hipótese diagnóstica principal e a conduta terapêutica indicada são, respectivamente, A atresia pulmonar; administração de indometacina para fechamento do canal arterial.
- B tetralogia de Fallot; administração de indometacina para fechamento do canal arterial.
- C atresia pulmonar; administração de prostaglandina E para manutenção do canal arterial.
- D transposição de grandes vasos; administração de indometacina para fechamento do canal arterial patente.
- E transposição de grandes vasos; administração de prostaglandina E para redução da trama pulmonar. ✓
Comentário OsceLabs
Cianose que NAO melhora com oxigenio a 100% (70% para 72%), sem sopro, com area cardiaca normal e trama pulmonar aumentada: e cardiopatia congenita cianotica com fluxo pulmonar aumentado — transposicao das grandes arterias, em que as duas circulacoes ficam em paralelo. A sobrevida depende de MANTER o canal arterial aberto com prostaglandina E ate a atriosseptostomia. Toda alternativa que fecha o canal com indometacina (A, B, D) e letal aqui. Resposta E.
Questão 40Criança, com oito meses de idade, dá entrada em pronto socorro acompanhada pela mãe que se encontra muito afl ita. Ela diz que o bebê havia caído do berço há poucas horas. Afi rma, ainda, que a criança não apresentou perda de consciência ou vômitos. Ao exame físico foi evidenciada fratura de fêmur e escoriações leves no tronco. Após o devido tratamento das lesões, que medida deve complementar o cuidado a essa criança?Gabarito: C
Criança, com oito meses de idade, dá entrada em pronto socorro acompanhada pela mãe que se encontra muito afl ita. Ela diz que o bebê havia caído do berço há poucas horas. Afi rma, ainda, que a criança não apresentou perda de consciência ou vômitos. Ao exame físico foi evidenciada fratura de fêmur e escoriações leves no tronco. Após o devido tratamento das lesões, que medida deve complementar o cuidado a essa criança?
- A Formalizar denúncia contra a mãe junto à autoridade policial.
- B Formalizar denúncia contra a mãe junto ao Juizado de Menores.
- C Comunicar a suspeita de maus-tratos ao Conselho Tutelar. ✓
- D Alertar a mãe que aumente seus cuidados para evitar acidentes.
- E Solicitar realização de perícia medico-legal. 11 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Fratura de femur em lactente de oito meses que 'caiu do berco' e desproporcional ao mecanismo relatado — fratura de osso longo nessa idade e sinal de alerta para maus-tratos. A obrigacao legal do medico (ECA, art. 13) e COMUNICAR a suspeita ao Conselho Tutelar, orgao competente para proteger a crianca. Denuncia policial ou judicial (A, B) nao cabe ao medico; orientar a mae (D) ignora o risco; pericia legal (E) nao substitui a notificacao protetiva. Resposta C.
Questão 41Paciente, com 57 anos de idade, sexo masculino, chega ao pronto atendimento queixando-se de palpitações que se iniciaram há três dias, associadas à tontura e à dispneia. Relata fazer uso de metimazol 10 mg/dia há um mês por diagnóstico de hipertireoidismo. Faz uso ainda de enalapril 20 mg para hipertensão arterial desde os 45 anos de idade. Ao exame: Pressão arterial = 110 x 70 mmHg; Frequência cardíaca = 160 BPM; Frequência respiratória = 26 irmp; rítmo cardíaco taquicárdico, irregular, em dois tempos, sem sopros; murmúrio vesicular fi siológico com crepitações bibasais; abdome livre, indolor, ruídos hidroaéreos positivos; aparelho locomotor sem alterações. Saturação periférica de oxigênio de 87%. Solicitado ECG: Figura I - Traçado eletrocardiográfi co. Instalada a suplementação de oxigênio e monitorização cardíaca. Assinale a alternativa que identifi ca a arritmia e a conduta a ser tomada ainda na sala de pronto atendimento.Gabarito: E
Paciente, com 57 anos de idade, sexo masculino, chega ao pronto atendimento queixando-se de palpitações que se iniciaram há três dias, associadas à tontura e à dispneia. Relata fazer uso de metimazol 10 mg/dia há um mês por diagnóstico de hipertireoidismo. Faz uso ainda de enalapril 20 mg para hipertensão arterial desde os 45 anos de idade. Ao exame: Pressão arterial = 110 x 70 mmHg; Frequência cardíaca = 160 BPM; Frequência respiratória = 26 irmp; rítmo cardíaco taquicárdico, irregular, em dois tempos, sem sopros; murmúrio vesicular fi siológico com crepitações bibasais; abdome livre, indolor, ruídos hidroaéreos positivos; aparelho locomotor sem alterações. Saturação periférica de oxigênio de 87%. Solicitado ECG: Figura I - Traçado eletrocardiográfi co. Instalada a suplementação de oxigênio e monitorização cardíaca. Assinale a alternativa que identifi ca a arritmia e a conduta a ser tomada ainda na sala de pronto atendimento.
- A Flutter atrial e amiodarona.
- B Taquicardia supra ventricular paroxistica e procainamida.
- C Sindrome de Wolff-Parkinson-White e beta bloqueador.
- D Taquicardia atrial multifocal e bloqueadores de canais de cálcio.
- E Fibrilação atrial e digitálico. ✓
Comentário OsceLabs
Ritmo IRREGULAR, taquicardico, sem onda P organizada, em paciente com hipertireoidismo: fibrilacao atrial de alta resposta ventricular. Como ha sinais de congestao (crepitacoes bibasais, saturacao 87%), o objetivo imediato e controle de frequencia, e a banca elegeu o digitalico. Flutter (A) costuma ser regular; taquicardia supraventricular paroxistica (B) e regular e de QRS estreito; WPW (C) contraindica bloqueio nodal; taquicardia atrial multifocal (D) e tipica de DPOC. Resposta E.
Questão 42Mulher, com 35 anos de idade, procura atendimento médico por apresentar quadro de dor de início súbito, com localização inicial na região epigástrica, inicialmente acompanhada de vômitos, com rápida expansão para o fl anco e a fossa ilíaca direita e, posteriormente, para todo o abdome. A paciente apresenta extremidades frias e respiração superfi cial; busca manter-se imóvel e adota posição antálgica, com pernas fl etidas sobre o tronco. O abdome é difusamente doloroso, sendo evidentes a contratura abdominal e a rigidez da musculatura abdominal à palpação e à respiração. A radiografi a de tórax e a radiografi a simples de abdome, ambas realizadas em ortostatismo, mostram pneumoperitôneo. Com relação à complicação apresentada pela paciente, é correto afi rmar queGabarito: A
Mulher, com 35 anos de idade, procura atendimento médico por apresentar quadro de dor de início súbito, com localização inicial na região epigástrica, inicialmente acompanhada de vômitos, com rápida expansão para o fl anco e a fossa ilíaca direita e, posteriormente, para todo o abdome. A paciente apresenta extremidades frias e respiração superfi cial; busca manter-se imóvel e adota posição antálgica, com pernas fl etidas sobre o tronco. O abdome é difusamente doloroso, sendo evidentes a contratura abdominal e a rigidez da musculatura abdominal à palpação e à respiração. A radiografi a de tórax e a radiografi a simples de abdome, ambas realizadas em ortostatismo, mostram pneumoperitôneo. Com relação à complicação apresentada pela paciente, é correto afi rmar que
- A fi gura entre as causas mais frequentes de abdome agudo não traumático e metade dos casos ocorre em pacientes com idade entre 20 e 40 anos. ✓
- B nas úlceras duodenais as perfurações ocorrem, de um modo geral, na parede posterior e na curvatura do duodeno.
- C nas úlceras gástricas as perfurações ocorrem, usualmente, na parede posterior do antro e da região pré-pilórica.
- D a área mais acometida por perfurações de úlceras pépticas é o estômago, na proporção de 14:1 em relação ao duodeno.
- E a mortalidade é proporcionalmente maior nas perfurações duodenais, em torno de 20%, talvez porque acometam pacientes mais idosos.
Comentário OsceLabs
Dor epigastrica subita que se generaliza, abdome em tabua e pneumoperitonio: ulcera peptica perfurada. E de fato uma das causas mais frequentes de abdome agudo nao traumatico, com pico em adultos jovens. Os distratores invertem a anatomia classica: a ulcera duodenal perfura na parede ANTERIOR (a posterior sangra, pela artéria gastroduodenal) — o que derruba B; C e D erram a distribuicao (o duodeno predomina sobre o estomago); e a mortalidade e maior nas perfuracoes GASTRICAS, nao duodenais (E). Resposta A.
Questão 43Paciente, com 35 anos de idade, sexo masculino, etilista, é trazido por familiares ao hospital após ter apresentado crise convulsiva generalizada e perda de consciência. Esposa relata que o paciente não fazia uso de medicamentos, tendo realizado consulta médica recente. Nega que tenham ocorrido quedas ou traumatismos antecedendo o início do quadro. Ao exame: Pressão arterial = 190 x 100 mmHg, Frequência cardíaca = 50 bpm ritmo cardíaco regular em dois tempos, sem sopros; murmúrio vesicular fi siológico sem ruídos adventícios. Escala de coma de Glasgow: 7, pupilas anisocóricas (maior à direita) e fotorreagentes; hemiplégico à esquerda. Saturação periférica de oxigênio de 98 %. Qual a conduta a ser tomada para esse paciente no momento da admissão?Gabarito: A
Paciente, com 35 anos de idade, sexo masculino, etilista, é trazido por familiares ao hospital após ter apresentado crise convulsiva generalizada e perda de consciência. Esposa relata que o paciente não fazia uso de medicamentos, tendo realizado consulta médica recente. Nega que tenham ocorrido quedas ou traumatismos antecedendo o início do quadro. Ao exame: Pressão arterial = 190 x 100 mmHg, Frequência cardíaca = 50 bpm ritmo cardíaco regular em dois tempos, sem sopros; murmúrio vesicular fi siológico sem ruídos adventícios. Escala de coma de Glasgow: 7, pupilas anisocóricas (maior à direita) e fotorreagentes; hemiplégico à esquerda. Saturação periférica de oxigênio de 98 %. Qual a conduta a ser tomada para esse paciente no momento da admissão?
- A Entubação orotraqueal + hiperventilação mecânica; manitol. ✓
- B Ventilação não invasiva; manitol e solução hipertônica.
- C Suplementação de oxigênio por máscara; manitol.
- D Entubação orotraqueal + ventilação mecânica.
- E Entubação orotraqueal + ventilação mecânica + antihipertensivo. 12 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Glasgow 7, anisocoria com pupila maior a direita, hemiplegia contralateral e triade de Cushing (hipertensao 190x100 com bradicardia de 50): hipertensao intracraniana com herniacao uncal em curso. A conduta e proteger a via aerea (intubacao), hiperventilar transitoriamente para vasoconstricao cerebral e usar manitol. Ventilacao nao invasiva (B) e mascara (C) nao protegem via aerea com Glasgow 7. E o erro mais grave e baixar a pressao (E): a hipertensao aqui e reflexo compensatorio que mantem a perfusao cerebral. Resposta A.
Questão 44Homem, assintomático, com 45 anos de idade e que apresenta tumor renal, procura atendimento em consultório médico portando documento que o identifi ca como Testemunha de Jeová, informando que não deverá ser submetido a transfusão de sangue. O documento foi registrado em cartório e enumera todos os motivos pelos quais o mesmo tem o direito de não receber transfusão de sangue. É provável que este paciente seja submetido a tratamento cirúrgico, pois esta alternativa terapêutica aponta melhor sobrevida. Ele se nega veementemente a receber transfusão, caso seja necessário. Qual a conduta baseada nos princípios éticos positivados na última versão do Código de Ética Médica brasileiro?Gabarito: E
Homem, assintomático, com 45 anos de idade e que apresenta tumor renal, procura atendimento em consultório médico portando documento que o identifi ca como Testemunha de Jeová, informando que não deverá ser submetido a transfusão de sangue. O documento foi registrado em cartório e enumera todos os motivos pelos quais o mesmo tem o direito de não receber transfusão de sangue. É provável que este paciente seja submetido a tratamento cirúrgico, pois esta alternativa terapêutica aponta melhor sobrevida. Ele se nega veementemente a receber transfusão, caso seja necessário. Qual a conduta baseada nos princípios éticos positivados na última versão do Código de Ética Médica brasileiro?
- A Não dar certeza ao paciente que não transfundirá o sangue e realizar o procedimento cirúrgico.
- B Garantir ao paciente que tentará ao máximo não transfundir, mas transfundir se necessário.
- C Tentar dissuadir o paciente da sua crença religiosa para o bem da sua saúde.
- D Realizar o procedimento cirúrgico e, se necessário, transfundir, informando a família.
- E Negar-se a realizar o procedimento e orientar o paciente a procurar outro médico. ✓
Comentário OsceLabs
Situacao ELETIVA, com paciente adulto, lucido, informado e com recusa formal a hemotransfusao registrada em cartorio: prevalece a autonomia. Como nao ha emergencia, o medico que nao se dispoe a operar sem a possibilidade de transfundir deve recusar-se ao procedimento e encaminhar o paciente a outro colega ou servico. Mentir ao paciente (A) ou transfundir contra sua vontade declarada (B, D) viola veracidade e autonomia; catequizar o paciente contra sua fe (C) e abuso da relacao medico-paciente. Resposta E.
Questão 45Uma mulher, com 32 anos de idade - três gestações, dois partos e zero abortos -, tem idade gestacional de nove semanas, confi rmada por ultrassonografi a realizada há três dias. Deu entrada na emergência de um hospital, com dor abdominal em cólica, sangramento transvaginal moderado com odor fétido, relatando febre e calafrios. Informa ter sido manipulada, em tentativa de abortamento, há dois dias. O exame clínico revelou dor à manipulação do útero, colo uterino pérvio e confi rmou presença de sangramento com odor fétido. A paciente apresenta pulso fi liforme, com frequência cardíaca = 110 bpm, Pressão arterial = 85 x 40 mmHg e temperatura axilar = 39 ºC. Os exames laboratoriais realizados evidenciaram Leucócitos = 18.000 cel/mm³, com desvio à esquerda e Proteína C Reativa = 18 mg/ dL (Valor normal < 0,1 mg/dL). Diante do quadro da paciente, o diagnóstico e conduta são, respectivamente,
Uma mulher, com 32 anos de idade - três gestações, dois partos e zero abortos -, tem idade gestacional de nove semanas, confi rmada por ultrassonografi a realizada há três dias. Deu entrada na emergência de um hospital, com dor abdominal em cólica, sangramento transvaginal moderado com odor fétido, relatando febre e calafrios. Informa ter sido manipulada, em tentativa de abortamento, há dois dias. O exame clínico revelou dor à manipulação do útero, colo uterino pérvio e confi rmou presença de sangramento com odor fétido. A paciente apresenta pulso fi liforme, com frequência cardíaca = 110 bpm, Pressão arterial = 85 x 40 mmHg e temperatura axilar = 39 ºC. Os exames laboratoriais realizados evidenciaram Leucócitos = 18.000 cel/mm³, com desvio à esquerda e Proteína C Reativa = 18 mg/ dL (Valor normal < 0,1 mg/dL). Diante do quadro da paciente, o diagnóstico e conduta são, respectivamente,
- A abortamento incompleto por manipulação. O restante do conteúdo uterino deve ser esvaziado e, se a febre persistir por mais 48 horas, iniciar antibioticoterapia, de preferência com ampicilina por via endovenosa, 1g de 6/6 horas. A paciente recebe alta, se afebril, sem medicação antimicrobiana.
- B abortamento séptico por manipulação. O restante do conteúdo uterino deve ser esvaziado quando a paciente apresentar estabilidade hemodinâmica e somente após 12 horas de instituída antibioticoterapia, preferencialmente com esquema duplo: metronidazol e gentamicina. A paciente recebe alta com medicação antimicrobiana, após 48 horas da curetagem.
- C abortamento infectado por manipulação. Curetagem uterina deve ser realizada quando a paciente apresentar estabilidade hemodinâmica. Inicia-se antibioticoterapia, preferencialmente com esquema duplo: metronidazol e gentamicina. A histerectomia deve ser efetuada se a infecção não responder ao tratamento. A paciente recebe alta com medicação antimicrobiana, após 48 horas do procedimento.
- D abortamento séptico por manipulação. Instituir antibioticoterapia, preferencialmente com esquema duplo: metronidazol e gentamicina. O conteúdo uterino deve ser esvaziado quando a paciente apresentar estabilidade hemodinâmica. A paciente pode receber alta após 48 horas, se apirética e com bom estado geral, sem uso de antimicrobianos.
- E abortamento infectado por manipulação. Deve ser realizada a curetagem uterina, quando a paciente apresentar estabilidade hemodinâmica. Em seguida, inicia-se a antibioticoterapia, preferencialmente com esquema duplo: metronidazol e gentamicina. Após 48 horas da curetagem, recebe alta sem medicação antimicrobiana. 13 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Questao ANULADA pela banca. O conteudo cobrado era o abortamento infectado/septico apos manipulacao — paciente com febre de 39 C, secrecao fetida, leucocitose com desvio, PCR muito elevada e instabilidade hemodinamica (85x40 mmHg). Os pontos em disputa entre as alternativas eram a nomenclatura (infectado versus septico), o momento do esvaziamento uterino em relacao ao inicio da antibioticoterapia e a manutencao ou nao de antimicrobiano na alta. Por ter sido anulada, nao ha alternativa oficialmente correta.
Questão 46Criança, com 15 meses de idade, foi à Unidade Básica de Saúde para receber as vacinas do Programa Nacional de Imunização. A mãe da criança perguntou se ele podia tomar todas as vacinas, porque seu fi lho mais velho, de 10 anos de idade, encontra-se em tratamento quimioterápico para leucose aguda. Qual a conduta recomendada?Gabarito: B
Criança, com 15 meses de idade, foi à Unidade Básica de Saúde para receber as vacinas do Programa Nacional de Imunização. A mãe da criança perguntou se ele podia tomar todas as vacinas, porque seu fi lho mais velho, de 10 anos de idade, encontra-se em tratamento quimioterápico para leucose aguda. Qual a conduta recomendada?
- A A criança pode receber todas as vacinas previstas.
- B A criança pode receber todas as vacinas, com exceção da Sabin. ✓
- C A criança deve adiar a vacinação contra difteria, tétano e coqueluche.
- D A criança pode receber somente a tríplice viral.
- E A criança deve adiar a vacinação para o próximo mês.
Comentário OsceLabs
O ponto e o contato domiciliar imunossuprimido: a vacina Sabin (VOP) e de virus vivo ELIMINADO NAS FEZES, e pode infectar o irmao em quimioterapia — por isso substitui-se pela VIP (injetavel, inativada). As demais vacinas do calendario de 15 meses podem ser aplicadas normalmente, inclusive a triplice viral, que nao apresenta transmissao por contato. Adiar difteria-tetano-coqueluche (C) ou toda a vacinacao (E) desprotege a crianca sem beneficio. Resposta B.
Questão 47Mulher, com 19 anos de idade, procura o pronto-socorro de um hospital secundário com queixa de dor abdominal e vômitos há dois dias. Há cerca de quinze dias, apresenta tosse e coriza amarelada e, há dez dias, poliúria e polidipsia. Comenta ter emagrecido 12 kg (18% do peso) nas últimas duas semanas. Informa não ter tido febre. Não relata antecedentes mórbidos pessoais ou familiares relevantes. Ao exame clínico, aparece vigil, consciente, orientada. Pontuação na escala de coma de Glasgow = 15. Corada, desidratada 2+/4+, taquipneica. Pressão arterial = 106 x 62 mmHg, pulso = 104 bpm, frequência respiratória = 28 irpm. Abdome doloroso à palpação profunda de epigástrio, sem dor à descompressão brusca. Semiologia cardíaca, pulmonar, e de membros, normais. Saturação de oxigênio em ar ambiente: 99 %. Glicemia capilar à entrada = 364 mg/dL. Foram solicitadas dosagens séricas de eletrólitos, exame sumário de urina e gasometria venosa. Além de se considerar o início de antibioticoterapia para o quadro respiratório alto, a conduta terapêutica imediata adequada éGabarito: C
Mulher, com 19 anos de idade, procura o pronto-socorro de um hospital secundário com queixa de dor abdominal e vômitos há dois dias. Há cerca de quinze dias, apresenta tosse e coriza amarelada e, há dez dias, poliúria e polidipsia. Comenta ter emagrecido 12 kg (18% do peso) nas últimas duas semanas. Informa não ter tido febre. Não relata antecedentes mórbidos pessoais ou familiares relevantes. Ao exame clínico, aparece vigil, consciente, orientada. Pontuação na escala de coma de Glasgow = 15. Corada, desidratada 2+/4+, taquipneica. Pressão arterial = 106 x 62 mmHg, pulso = 104 bpm, frequência respiratória = 28 irpm. Abdome doloroso à palpação profunda de epigástrio, sem dor à descompressão brusca. Semiologia cardíaca, pulmonar, e de membros, normais. Saturação de oxigênio em ar ambiente: 99 %. Glicemia capilar à entrada = 364 mg/dL. Foram solicitadas dosagens séricas de eletrólitos, exame sumário de urina e gasometria venosa. Além de se considerar o início de antibioticoterapia para o quadro respiratório alto, a conduta terapêutica imediata adequada é
- A aguardar os exames, antes de outras etapas do tratamento.
- B iniciar insulinoterapia, em bolus endovenoso, a ser mantida por infusão contínua.
- C aguardar resultado da dosagem de eletrólitos (K+) e iniciar expansão com soro fi siológico. ✓
- D preparar expansão com soro fi siológico e reposição de potássio.
- E introduzir expansão com soro fi siológico, reposição de potássio e insulinoterapia.
Comentário OsceLabs
Cetoacidose diabetica de abertura: emagrecimento de 18%, poliuria, polidipsia, taquipneia (Kussmaul) e glicemia de 364. A primeira medida e sempre VOLUME — expansao com soro fisiologico, que ja reduz a glicemia e restaura perfusao. A insulina, porem, so entra depois de conhecido o potassio: ela empurra K para dentro da celula e, se o paciente estiver hipocalemico, precipita arritmia fatal. Por isso iniciar insulina de imediato (B, E) e arriscado, e simplesmente aguardar exames sem hidratar (A) ou repor potassio as cegas (D) tambem nao serve. Resposta C.
Questão 48Homem, com 45 anos de idade, é submetido à cirurgia pélvica com duração de uma hora. No segundo dia de pós-operatório desenvolve quadro de dor na panturrilha, aumento de temperatura e edemas locais. Clinicamente, apresenta Pressão arterial = 140 x 90 mmHg, com Frequência cardíaca = 120 bpm e Frequência respiratória = 30 irpm. Realizado eletrocardiograma, observa-se taquicardia com ritmo sinusal. O método de escolha para o diagnóstico primário da intercorrência apresentada no segundo dia de pós-operatório éGabarito: E
Homem, com 45 anos de idade, é submetido à cirurgia pélvica com duração de uma hora. No segundo dia de pós-operatório desenvolve quadro de dor na panturrilha, aumento de temperatura e edemas locais. Clinicamente, apresenta Pressão arterial = 140 x 90 mmHg, com Frequência cardíaca = 120 bpm e Frequência respiratória = 30 irpm. Realizado eletrocardiograma, observa-se taquicardia com ritmo sinusal. O método de escolha para o diagnóstico primário da intercorrência apresentada no segundo dia de pós-operatório é
- A a venografi a por ter maior acurácia no diagnóstico e localização do problema e ser pouco invasiva.
- B a dosagem de D-dímero por ter alto valor preditivo positivo e ser bastante específi ca.
- C a pletismografi a de bioimpedância por medir a capacitância venosa e ser pouco invasiva.
- D a venografi a de ressonância magnética por ser ideal em casos agudos e ser bem tolerada pelos pacientes.
- E a ultrassonografi a com Doppler por ter ótimo valor preditivo positivo e ser pouco invasiva. 14 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS ✓
Comentário OsceLabs
Dor em panturrilha com edema e empastamento no 2o pos-operatorio de cirurgia pelvica: suspeita de trombose venosa profunda. O exame de escolha para o diagnostico primario e o ultrassom com Doppler — nao invasivo, disponivel, com otima acuracia no segmento femoropopliteo. Venografia (A, D) e invasiva/reservada; D-dimero (B) tem alto valor preditivo NEGATIVO, nao positivo, e e inutil no pos-operatorio (sempre elevado); pletismografia (C) caiu em desuso. Resposta E.
Questão 49Um menino, com um ano de idade, está sendo atendido no Pronto-Socorro de Pediatria com histórico de febre alta, falta de apetite e irritabilidade há dois dias. A mãe informou que hoje a criança apresentou vômitos, tremores e recusou toda a alimentação. Ao exame físico, apresenta- se hipoativo, com desidratação de primeiro grau e febre (39 ºC). Para a investigação desse quadro febril, sem foco aparente, foram realizados os seguintes exames: Estudo do líquor: normal Eritrograma: Hb: 11,5 g/dL Ht: 37,5 %. Leucograma: 25.000 /mm3, com 10% de bastonetes. Plaquetas: normais Exame sumário de urina (colhido com saco coletor): nitrito positivo; leucócitos: 430.000 /ml; eritrócitos: 15.000 /ml Urocultura: em execução Com base na suspeita de infecção urinária, qual é a conduta a ser adotada?Gabarito: A
Um menino, com um ano de idade, está sendo atendido no Pronto-Socorro de Pediatria com histórico de febre alta, falta de apetite e irritabilidade há dois dias. A mãe informou que hoje a criança apresentou vômitos, tremores e recusou toda a alimentação. Ao exame físico, apresenta- se hipoativo, com desidratação de primeiro grau e febre (39 ºC). Para a investigação desse quadro febril, sem foco aparente, foram realizados os seguintes exames: Estudo do líquor: normal Eritrograma: Hb: 11,5 g/dL Ht: 37,5 %. Leucograma: 25.000 /mm3, com 10% de bastonetes. Plaquetas: normais Exame sumário de urina (colhido com saco coletor): nitrito positivo; leucócitos: 430.000 /ml; eritrócitos: 15.000 /ml Urocultura: em execução Com base na suspeita de infecção urinária, qual é a conduta a ser adotada?
- A Colher novo exame de urina por meio de punção supra-púbica, internar o paciente e instituir a hidratação e a antibioticoterapia parenteral, prescrevendo cefalosporina. ✓
- B Internar o paciente, instituir hidratação parenteral e aguardar o resultado da urocultura colhida no pronto- socorro, para iniciar a antibioticoterapia de acordo com antibiograma.
- C Hidratar o paciente no pronto-socorro e, após melhora clínica, liberá-lo com prescrição de cefalosporina por via oral. Pedir à responsável pelo menino que leve o resultado da urocultura, assim que esteja pronto, ao médico assistente.
- D Hidratar o paciente no pronto-socorro, colher novo exame de urina por sondagem vesical ou punção supra-púbica e, após melhora clínica, liberá-lo com prescrição de cefalosporina por via oral. Orientar a mãe que leve o resultado da urocultura, assim que esteja pronto, ao médico assistente.
- E Hidratar o paciente no pronto-socorro, colher novo exame de urina por sondagem vesical ou punção supra-púbica e, após melhora clínica, liberá-lo; aguardar o resultado da urocultura, para defi nir sobre uso de antibioticoterapia.
Comentário OsceLabs
Lactente de um ano com febre sem foco e urina colhida por SACO COLETOR — metodo com altissima taxa de falso-positivo, que jamais confirma infeccao urinaria. Antes de rotular, colhe-se nova amostra por puncao suprapubica; e, dada a idade, a toxemia e a leucocitose de 25.000 com desvio, interna-se para hidratacao e antibiotico parenteral. Tratar sem recoletar (B, C) ou liberar para casa lactente toxemiado (D, E) sao condutas inseguras. Resposta A.
Questão 50Um médico da Unidade Básica de Saúde encontrava-se diante de uma difícil situação que envolvia o atendimento de uma criança de dois anos de idade, em que a melhor medicação disponível para o tratamento não estava disponível gratuitamente para pacientes nessa idade, apesar das evidências científi cas mostrarem que, para outras faixas etárias, há benefício com seu uso. O médico orientou a mãe sobre a necessidade da medicação, seus importantes efeitos benéfi cos e os possíveis efeitos adversos, esclarecendo que utilizá-la seria o ideal para a criança, permitindo que ela optasse pelo uso de medicação fornecida gratuitamente ou pela medicação que deveria ser adquirida. Por confi ar na opinião do profi ssional, com base na relação de parceria na atenção a seus doentes, a mãe decidiu comprar a medicação. A atitude do médico, nesta situação, considerou os princípios fundamentais da Ética Médica contemporânea e da Bioética. Nesta situação, evidencia-se o princípioGabarito: E
Um médico da Unidade Básica de Saúde encontrava-se diante de uma difícil situação que envolvia o atendimento de uma criança de dois anos de idade, em que a melhor medicação disponível para o tratamento não estava disponível gratuitamente para pacientes nessa idade, apesar das evidências científi cas mostrarem que, para outras faixas etárias, há benefício com seu uso. O médico orientou a mãe sobre a necessidade da medicação, seus importantes efeitos benéfi cos e os possíveis efeitos adversos, esclarecendo que utilizá-la seria o ideal para a criança, permitindo que ela optasse pelo uso de medicação fornecida gratuitamente ou pela medicação que deveria ser adquirida. Por confi ar na opinião do profi ssional, com base na relação de parceria na atenção a seus doentes, a mãe decidiu comprar a medicação. A atitude do médico, nesta situação, considerou os princípios fundamentais da Ética Médica contemporânea e da Bioética. Nesta situação, evidencia-se o princípio
- A da benefi cência.
- B da não-malefi cência.
- C da justiça.
- D do assentimento.
- E da autonomia. ✓
Comentário OsceLabs
O medico informou beneficios, riscos e alternativas, e DEIXOU A DECISAO com a responsavel, que escolheu livremente — isso e o exercicio do principio da autonomia (consentimento informado). Beneficencia (A) seria agir para o bem do paciente; nao-maleficencia (B), evitar o dano; justica (C), a distribuicao equitativa de recursos — que ate tangencia o caso, mas nao e o principio evidenciado na atitude descrita. Assentimento (D) nao e principio bioetico classico. Resposta E.
Questão 51Mulher, com 44 anos de idade, apresenta quadro de dor epigástrica, com irradiação em faixa para hipocôndrio direito e esquerdo, com vômitos e distensão abdominal, de início súbito sem relação com esforço, ocorrendo há seis horas. Relata dois episódios semelhantes anteriores, de menor intensidade, nos últimos três anos, dos quais se recuperou apenas com restrição de dieta. Relata ainda trombose de retina à esquerda após um desses episódios. Durante o exame físico, foram visualizadas mucosas descoradas, anictérica, pele com turgor e elasticidade reduzidos. Pressão arterial = 40x90 mmHg. Pulso radial = 120 bpm, rítmico e fi no. Ausculta respiratória - expansibilidade reduzida em base de hemitórax esquerdo, com submacicez local. Ausculta cardíaca - bulhas taquicárdicas em dois tempos. Abdome distendido, com equimoses nos fl ancos. Ruídos hidroaéreos diminuídos e dor difusa à palpação. Extremidades: pulsos periféricos palpáveis e simétricos. Exame laboratoriais mostram Ht = 52%, Hb = 14 g/L. Amilase = 104 U/L (Valor normal = 27 a 131U/L). Glicemia na admissão = 230 mg/dL. Creatinina = 1,5 mg/ dL (Valor normal = 0,7 a 1,3 mg/dL). Troponina Sérica = 0,5 ng/mL (Valor normal < 0,1 ng/mL). ECG sem alterações. O laboratório informa que o soro apresenta aspecto francamente leitoso na centrifugação. Ultrassonografi a de abdome mostra vias biliares não dilatadas e vesícula biliar de paredes fi nas, sem cálculos. O retroperitôneo não foi visualizado. Qual o diagnóstico compatível com o quadro descrito?Gabarito: A
Mulher, com 44 anos de idade, apresenta quadro de dor epigástrica, com irradiação em faixa para hipocôndrio direito e esquerdo, com vômitos e distensão abdominal, de início súbito sem relação com esforço, ocorrendo há seis horas. Relata dois episódios semelhantes anteriores, de menor intensidade, nos últimos três anos, dos quais se recuperou apenas com restrição de dieta. Relata ainda trombose de retina à esquerda após um desses episódios. Durante o exame físico, foram visualizadas mucosas descoradas, anictérica, pele com turgor e elasticidade reduzidos. Pressão arterial = 40x90 mmHg. Pulso radial = 120 bpm, rítmico e fi no. Ausculta respiratória - expansibilidade reduzida em base de hemitórax esquerdo, com submacicez local. Ausculta cardíaca - bulhas taquicárdicas em dois tempos. Abdome distendido, com equimoses nos fl ancos. Ruídos hidroaéreos diminuídos e dor difusa à palpação. Extremidades: pulsos periféricos palpáveis e simétricos. Exame laboratoriais mostram Ht = 52%, Hb = 14 g/L. Amilase = 104 U/L (Valor normal = 27 a 131U/L). Glicemia na admissão = 230 mg/dL. Creatinina = 1,5 mg/ dL (Valor normal = 0,7 a 1,3 mg/dL). Troponina Sérica = 0,5 ng/mL (Valor normal < 0,1 ng/mL). ECG sem alterações. O laboratório informa que o soro apresenta aspecto francamente leitoso na centrifugação. Ultrassonografi a de abdome mostra vias biliares não dilatadas e vesícula biliar de paredes fi nas, sem cálculos. O retroperitôneo não foi visualizado. Qual o diagnóstico compatível com o quadro descrito?
- A Pancreatite aguda. ✓
- B Dissecção de aorta.
- C Infarto do miocárdio.
- D Colecistite aguda.
- E Infarto mesentérico. 15 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
O soro FRANCAMENTE LEITOSO entrega o diagnostico: pancreatite aguda por hipertrigliceridemia. Repare que a amilase pode vir normal justamente porque a lipemia interfere no ensaio — nao afaste pancreatite por amilase normal. Somam-se dor em faixa, choque, equimose em flancos (sinal de Grey Turner) e hiperglicemia. Disseccao (B) e infarto (C) nao explicam o soro lactescente; a ultrassonografia sem calculos e com vias finas afasta colecistite (D). Resposta A.
Questão 52Paciente do sexo masculino, com 22 anos de idade, submetido a tratamento cirúrgico de apendicite aguda há oito dias, procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de dor intensa e “infl amação” no local da incisão cirúrgica que ainda encontra-se com pontos. Relata que evoluiu bem após a cirurgia recebendo alta no segundo dia pós-operatório com prescrição de dipirona, se necessário. Desde então, retomava as atividades habituais até que há um dia começou a notar aumento de volume no local da ferida operatória. Não informa febre e apresenta boa aceitação alimentar. Durante o exame físico, nota-se ferida operatória de aproximadamente 7 cm, oblíqua em fossa ilíaca direita discretamente elevada, hiperemiada, com calor local e saída de pequena quantidade de secreção amarelada, sem brilho, viscosa e que suja a roupa. Abdome fl ácido e indolor fora da área de incisão. Temperatura axilar normal. Frequência cardíaca = 72 bpm, Frequência respiratória = 16 irpm. Diante do quadro, qual o diagnóstico e a conduta para o caso nesse momento?Gabarito: C
Paciente do sexo masculino, com 22 anos de idade, submetido a tratamento cirúrgico de apendicite aguda há oito dias, procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de dor intensa e “infl amação” no local da incisão cirúrgica que ainda encontra-se com pontos. Relata que evoluiu bem após a cirurgia recebendo alta no segundo dia pós-operatório com prescrição de dipirona, se necessário. Desde então, retomava as atividades habituais até que há um dia começou a notar aumento de volume no local da ferida operatória. Não informa febre e apresenta boa aceitação alimentar. Durante o exame físico, nota-se ferida operatória de aproximadamente 7 cm, oblíqua em fossa ilíaca direita discretamente elevada, hiperemiada, com calor local e saída de pequena quantidade de secreção amarelada, sem brilho, viscosa e que suja a roupa. Abdome fl ácido e indolor fora da área de incisão. Temperatura axilar normal. Frequência cardíaca = 72 bpm, Frequência respiratória = 16 irpm. Diante do quadro, qual o diagnóstico e a conduta para o caso nesse momento?
- A Infecção de sítio cirúrgico e iniciar antibioticoterapia.
- B Seroma e colocar dreno laminar pela incisão, após retirada de um dos pontos.
- C Infecção de sítio cirúrgico e abrir a incisão, seguida de lavagem com soro fi siológico. ✓
- D Seroma e orientar o paciente que o conteúdo será absorvido pelo organismo.
- E Hérnia incisional e orientar o paciente a procurar imediatamente o cirurgião que o operou.
Comentário OsceLabs
Oitavo dia de pos-operatorio de apendicectomia com ferida hiperemiada, quente, dolorosa e drenando secrecao amarelada: infeccao de sitio cirurgico superficial. O tratamento e MECANICO — abrir a incisao, drenar e lavar com soro fisiologico, deixando cicatrizar por segunda intencao. Antibiotico isolado (A) nao resolve colecao; seroma (B, D) e liquido claro e nao cursa com hiperemia, calor e dor; hernia incisional (E) nao drena secrecao. Resposta C.
Questão 53Homem, com 55 anos de idade, alcoólatra, em acompanhamento ambulatorial devido a cirrose hepática, comparece ao Pronto-Socorro com hematêmese. Clinicamente se apresenta taquipneico, descorado, pulso fi no, pressão arterial de 90 x 60 mmHg. Foi submetido a endoscopia digestiva alta que mostrou varizes esofágicas, com sangramento ativo. A próxima conduta para esse paciente deve ser
Homem, com 55 anos de idade, alcoólatra, em acompanhamento ambulatorial devido a cirrose hepática, comparece ao Pronto-Socorro com hematêmese. Clinicamente se apresenta taquipneico, descorado, pulso fi no, pressão arterial de 90 x 60 mmHg. Foi submetido a endoscopia digestiva alta que mostrou varizes esofágicas, com sangramento ativo. A próxima conduta para esse paciente deve ser
- A iniciar antibioticoterapia profi lática.
- B iniciar somatostatina.
- C iniciar reposição volêmica.
- D passar balão de Sengsaken-Blakemore.
- E realizar escleroterapia endoscópica.
Comentário OsceLabs
Questao ANULADA pela banca. O tema era a sequencia de manejo da hemorragia digestiva alta por varizes esofagicas em cirrotico ja hipotenso, com sangramento ativo a endoscopia. Todas as medidas listadas — reposicao volemica, drogas vasoativas esplancnicas, antibioticoprofilaxia e terapeutica endoscopica — sao efetivamente indicadas nesse cenario, e o enunciado nao deixava claro qual passo ja teria sido cumprido; dai a ambiguidade sobre qual seria a 'proxima' conduta. Por ter sido anulada, nao ha alternativa oficialmente correta.
Questão 54Paciente do sexo feminino, assintomática, em avaliação de rotina, determinada pelo seu médico assistente, é submetida à coleta de duas amostras de urinocultura, que revelam crescimento de >100.000 Unidades Formadoras de Colônias/ml de Escherichia coli, nas duas amostras, com o mesmo perfi l de sensibilidade. A solicitação das urinoculturas e o tratamento antibiótico da bactéria isolada são justifi cadas, se a paciente em questão forGabarito: D
Paciente do sexo feminino, assintomática, em avaliação de rotina, determinada pelo seu médico assistente, é submetida à coleta de duas amostras de urinocultura, que revelam crescimento de >100.000 Unidades Formadoras de Colônias/ml de Escherichia coli, nas duas amostras, com o mesmo perfi l de sensibilidade. A solicitação das urinoculturas e o tratamento antibiótico da bactéria isolada são justifi cadas, se a paciente em questão for
- A muito idosa, moradora de asilo.
- B diabética, insulino-dependente.
- C portadora de cateter vesical de demora.
- D gestante, em qualquer idade gestacional. ✓
- E jovem, sexualmente ativa.
Comentário OsceLabs
Bacteriuria assintomatica com duas culturas acima de 100.000 UFC/mL: rastrear e tratar so tem beneficio comprovado na GESTANTE (reduz pielonefrite, parto prematuro e baixo peso) e antes de procedimento urologico invasivo. Em idosa institucionalizada (A), diabetica (B), portadora de cateter de demora (C) e jovem sexualmente ativa (E), tratar nao reduz desfechos e apenas seleciona resistencia. Perola: sem sintoma e sem gravidez, nao cultive nem trate. Resposta D.
Questão 55Paciente, com 23 anos de idade, encontra-se na nona semana de gestação e comparece à Unidade Básica de Saúde para sua primeira consulta de pré-natal. Dentre os exames de rotina para essa idade gestacional, o médico solicitaGabarito: C
Paciente, com 23 anos de idade, encontra-se na nona semana de gestação e comparece à Unidade Básica de Saúde para sua primeira consulta de pré-natal. Dentre os exames de rotina para essa idade gestacional, o médico solicita
- A sorologia para hepatite B e C.
- B citologia oncótica e creatinina.
- C sorologia para HIV e VDRL. ✓
- D glicemia de jejum e teste de tolerância oral a glicose.
- E exame sumário de urina e ecografi a obstétrica.
Comentário OsceLabs
Primeira consulta de pre-natal: o rastreio obrigatorio inclui sorologia para HIV e VDRL — infeccoes com transmissao vertical evitavel, cujo diagnostico precoce muda desfecho. Hepatite B tambem entra na rotina, mas hepatite C (A) nao e universal; citologia oncotica (B) e feita quando indicada, nao como exame obrigatorio da idade gestacional; o teste de tolerancia a glicose (D) e da 24a-28a semana; a ecografia (E) nao substitui o rastreio sorologico. Resposta C.
Questão 56Mulher, com 58 anos de idade, diabética, é admitida no Pronto-Socorro com dor precordial opressiva, intensa, irradiada para membro superior esquerdo há 40 minutos, associada a sudorese fria e sensação de morte iminente. Durante o exame clínico, encontra-se em bom estado geral, eupneica, Pressão arterial = 100 x 70 mmHg, Frequência cardíaca = 92 bpm, Frequência respiratória = 20 ipm. Pulmões limpos. Ritmo cardíaco regular, dois tempos, sem sopros. Abdome fl ácido, sem visceromegalias, ruídos hidroaéreos presentes. Sem edemas de membros inferiores, panturrilhas livres. Fez uso de dinitrato de isossorbida 5 mg sublingual, tendo cessado a dor. Eletrocardiograma realizado na admissão está normal. Qual a recomendação para o acompanhamento desta paciente?Gabarito: B
Mulher, com 58 anos de idade, diabética, é admitida no Pronto-Socorro com dor precordial opressiva, intensa, irradiada para membro superior esquerdo há 40 minutos, associada a sudorese fria e sensação de morte iminente. Durante o exame clínico, encontra-se em bom estado geral, eupneica, Pressão arterial = 100 x 70 mmHg, Frequência cardíaca = 92 bpm, Frequência respiratória = 20 ipm. Pulmões limpos. Ritmo cardíaco regular, dois tempos, sem sopros. Abdome fl ácido, sem visceromegalias, ruídos hidroaéreos presentes. Sem edemas de membros inferiores, panturrilhas livres. Fez uso de dinitrato de isossorbida 5 mg sublingual, tendo cessado a dor. Eletrocardiograma realizado na admissão está normal. Qual a recomendação para o acompanhamento desta paciente?
- A Acompanhamento ambulatorial, se Troponina e CKMB massa colhidas na admissão estiverem normais.
- B Internação hospitalar, monitorização cardíaca contínua, mesmo com troponina normal à admissão. ✓
- C Acompanhamento ambulatorial especializado, com cardiologista, se Troponina colhida na admissão estiver normal.
- D Internação hospitalar, monitorização cardíaca contínua, se Troponina colhida na admissão estiver elevada.
- E Internação hospitalar, sem monitorização cardíaca contínua, se a Troponina e CKMB massa colhidas na admissão estiverem normais. 16 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Dor precordial tipica em diabetica, com alivio ao nitrato: ate prova em contrario e sindrome coronariana aguda. Repare na armadilha temporal — com 40 minutos de dor, troponina e CK-MB PODEM ESTAR NORMAIS, pois a curva de marcadores demora horas. Logo, marcador normal a admissao nao libera ninguem: interna-se com monitorizacao continua e curva seriada. Todas as alternativas que mandam para casa ou dispensam monitorizacao com base em um unico exame (A, C, E) sao inseguras. Resposta B.
Questão 57Considere as três situações abaixo. I. Médico recebe comunicado do diretor clínico da clínica onde trabalha de que passará a receber desconto no aluguel do consultório de acordo com o número de pacientes encaminhados para outros especialistas. II. Mãe traz a fi lha de 16 anos de idade, aluna do segundo ano do ensino médio, para consulta ginecológica. A adolescente não apresenta alterações ao exame clínico. Após a consulta, a mãe procura o médico para obter informações sobre o que foi discutido pelo médico com a fi lha em relação à sexualidade. O médico se nega a fornecer as informações sem a autorização da fi lha menor. III. Um médico especialista é chamado para falar sobre um tema de saúde em uma emissora de rádio. Durante o programa, atendendo a solicitação de ouvintes do programa, realizado ao vivo, o médico informa o telefone do seu consultório. Qual (is) desta(s) situação(ões) constitui(em) infrações do Código Brasileiro de Ética Médica ?Gabarito: B
Considere as três situações abaixo. I. Médico recebe comunicado do diretor clínico da clínica onde trabalha de que passará a receber desconto no aluguel do consultório de acordo com o número de pacientes encaminhados para outros especialistas. II. Mãe traz a fi lha de 16 anos de idade, aluna do segundo ano do ensino médio, para consulta ginecológica. A adolescente não apresenta alterações ao exame clínico. Após a consulta, a mãe procura o médico para obter informações sobre o que foi discutido pelo médico com a fi lha em relação à sexualidade. O médico se nega a fornecer as informações sem a autorização da fi lha menor. III. Um médico especialista é chamado para falar sobre um tema de saúde em uma emissora de rádio. Durante o programa, atendendo a solicitação de ouvintes do programa, realizado ao vivo, o médico informa o telefone do seu consultório. Qual (is) desta(s) situação(ões) constitui(em) infrações do Código Brasileiro de Ética Médica ?
- A I e II.
- B I e III. ✓
- C II e III.
- D III.
- E I, II e III.
Comentário OsceLabs
Situacao I e infracao classica: receber vantagem economica por encaminhar pacientes (dicotomia) fere a independencia profissional. Situacao III tambem: divulgar o telefone do consultorio em programa de radio configura autopromocao e mercantilizacao da medicina. Ja a situacao II esta CORRETA — o medico deve preservar o sigilo da adolescente capaz de discernimento, so o rompendo em risco de vida ou por autorizacao dela. Resposta B.
Questão 58Em consulta médica no posto de saúde, paciente jovem relata “ferida” na genitália externa que surgiu há cerca de 30 dias. Ao exame, nota-se úlcera vulvar, única, de contornos imprecisos, fundo purulento e dolorosa ao toque, associada a linfadenopatia homolateral. O esfregaço do material da borda da úlcera, corado pelo método de GRAM, revelou bacilos Gram negativos intracelulares. A hipótese diagnóstica principal éGabarito: C
Em consulta médica no posto de saúde, paciente jovem relata “ferida” na genitália externa que surgiu há cerca de 30 dias. Ao exame, nota-se úlcera vulvar, única, de contornos imprecisos, fundo purulento e dolorosa ao toque, associada a linfadenopatia homolateral. O esfregaço do material da borda da úlcera, corado pelo método de GRAM, revelou bacilos Gram negativos intracelulares. A hipótese diagnóstica principal é
- A sífi lis primária.
- B úlcera luética secundária.
- C cancro mole. ✓
- D donovanose.
- E linfogranuloma venéreo.
Comentário OsceLabs
Ulcera genital DOLOROSA, unica, de fundo purulento e bordas imprecisas, com adenopatia inguinal, cujo esfregaco mostra bacilos Gram-negativos intracelulares (Haemophilus ducreyi, em 'cardume de peixes'): e cancro mole. A sifilis primaria (A) da lesao INDOLOR, de base endurecida e fundo limpo — o inverso do descrito; o linfogranuloma (E) tem ulcera fugaz e adenopatia fistulizante; a donovanose (D) mostra corpusculos de Donovan e evolucao cronica vegetante. Resposta C.
Questão 59Criança, com três anos de idade, é atendida no Pronto Atendimento, com história de diarreia nos últimos sete dias. A mãe relata aumento da frequência das evacuações, estando as fezes líquidas, sem sangue ou muco. A criança mantém-se afebril e nas últimas 24 horas apresentou dois episódios de vômitos. O exame físico revela peso atual de 13.300g e anterior de 14.800g; criança irritada, chorando sem lágrimas, mucosas secas, olhos fundos e elasticidade cutânea diminuída. Com base na história e no exame físico, o diagnóstico e conduta imediatos são, respectivamente,Gabarito: C
Criança, com três anos de idade, é atendida no Pronto Atendimento, com história de diarreia nos últimos sete dias. A mãe relata aumento da frequência das evacuações, estando as fezes líquidas, sem sangue ou muco. A criança mantém-se afebril e nas últimas 24 horas apresentou dois episódios de vômitos. O exame físico revela peso atual de 13.300g e anterior de 14.800g; criança irritada, chorando sem lágrimas, mucosas secas, olhos fundos e elasticidade cutânea diminuída. Com base na história e no exame físico, o diagnóstico e conduta imediatos são, respectivamente,
- A diarreia aguda com sinais de desidratação grave; hidratação venosa e suspensão da alimentação até melhora dos vômitos.
- B diarreia aguda com sinais de desidratação; solução de reidratação oral e drogas antimotilidade.
- C diarreia aguda com sinais de desidratação; solução de reidratação oral e suspensão da alimentação (nas primeiras quatro horas), exceto se for leite materno. ✓
- D diarreia persistente com sinais de desidratação grave; hidratação venosa e suspensão da alimentação até melhora dos vômitos.
- E diarreia persistente com sinais de desidratação; solução de reidratação oral e suspensão da alimentação (nas primeiras quatro horas), exceto se for leite materno.
Comentário OsceLabs
Sete dias de diarreia ainda e diarreia AGUDA (persistente exige 14 dias ou mais) — o que ja elimina D e E. A perda de 14.800 g para 13.300 g representa 10% do peso, e os achados (olhos fundos, mucosas secas, ausencia de lagrimas, turgor diminuido) indicam desidratacao SEM choque: plano B, terapia de reidratacao oral, mantendo o leite materno. Hidratacao venosa (A) so em desidratacao grave/choque; antimotilidade (B) e proscrita em crianca. Resposta C.
Questão 60Paciente, com 57 anos de idade, vai à Unidade Básica de Saúde com queixa de aparecimento, há um mês, de lesão avermelhada em braço direito. Procurou atendimento médico, quando foi prescrita nistastina creme durante 14 dias e fl uconazol 150 mg em dose única, sem melhora do quadro. Relata que posteriormente apresentou dor no cotovelo direito, sendo feito diagnóstico de tendinite e prescrito anti-infl amatório. Informa não ter outra doença e não faz uso de medicamentos. O exame físico mostra mácula eritematosa com bordas eritematosas elevadas e centro atrófi co. Qual a hipótese diagnóstica e a propedêutica a ser realizada? Figura I - Lesão cutânea.Gabarito: D
Paciente, com 57 anos de idade, vai à Unidade Básica de Saúde com queixa de aparecimento, há um mês, de lesão avermelhada em braço direito. Procurou atendimento médico, quando foi prescrita nistastina creme durante 14 dias e fl uconazol 150 mg em dose única, sem melhora do quadro. Relata que posteriormente apresentou dor no cotovelo direito, sendo feito diagnóstico de tendinite e prescrito anti-infl amatório. Informa não ter outra doença e não faz uso de medicamentos. O exame físico mostra mácula eritematosa com bordas eritematosas elevadas e centro atrófi co. Qual a hipótese diagnóstica e a propedêutica a ser realizada? Figura I - Lesão cutânea.
- A Psoríase e diagnóstico clínico.
- B Paracoccidioidomicose e raspado da lesão.
- C Cromomicose e biópsia.
- D Hanseníase e Intradermorreação de Mitsuda. ✓
- E Liquen plano e biópsia. 17 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Placa anular com bordas eritematosas elevadas e centro atrofico, refrataria a antifungico, acompanhada de dor no cotovelo — que e neurite do ulnar, e nao tendinite. Esse par lesao cutanea + espessamento/dor de nervo periferico e hanseníase ate prova em contrario; a intradermorreacao de Mitsuda auxilia a classificacao. Psoriase (A) da placas escamosas e nao acomete nervo; paracoccidioidomicose (B) e cromomicose (C) tem apresentacao verrucosa/ulcerada; liquen plano (E) e pruriginoso e violaceo. Resposta D.
Questão 61O plantonista da Unidade de Terapia Intensiva aciona a equipe de notifi cação e captação de órgãos do seu hospital relatando que foi realizado e confi rmado o diagnóstico de morte encefálica em um jovem de 20 anos, vítima de traumatismo crânio-encefálico. Quanto ao prosseguimento do processo de doação de órgãos pode-se afi rmar queGabarito: D
O plantonista da Unidade de Terapia Intensiva aciona a equipe de notifi cação e captação de órgãos do seu hospital relatando que foi realizado e confi rmado o diagnóstico de morte encefálica em um jovem de 20 anos, vítima de traumatismo crânio-encefálico. Quanto ao prosseguimento do processo de doação de órgãos pode-se afi rmar que
- A se houver manifestação favorável da família quanto à doação, o diagnóstico de morte encefálica deve ser comunicado à Central de Notifi cação, Captação e Distribuição de Órgãos.
- B se o potencial doador apresentar estabilidade hemodinâmica e ausência de infecção sistêmica ou tumor maligno, o diagnóstico de morte encefálica deve ser comunicado à Central de Notifi cação, Captação e Distribuição de Órgãos.
- C deve ser dada sequência aos procedimentos para a retirada de órgãos, tendo por base o consentimento presumido , uma vez que não há manifestação conhecida do potencial doador, de oposição à doação.
- D a morte encefálica é de notifi cação compulsória e a continuidade dos procedimentos para a retirada de órgãos para transplante depende do consentimento da família do potencial doador. ✓
- E uma vez esclarecida a família sobre o diagnóstico de morte encefálica e com a certeza de sua compreensão deve ser dada sequência aos procedimentos para a retirada de órgãos, tendo por base o consentimento informado.
Comentário OsceLabs
No Brasil, apos a Lei 10.211/2001, NAO vigora o consentimento presumido: a morte encefalica e de notificacao COMPULSORIA a central de transplantes (independentemente de haver ou nao intencao de doar, e independentemente das condicoes clinicas do doador), mas a retirada de orgaos so ocorre com autorizacao da familia. Isso derruba A e B (que condicionam a notificacao) e C (consentimento presumido). E confunde consentimento familiar com consentimento informado do proprio doador. Resposta D.
Questão 62Mulher, com 57 anos de idade, sem acompanhamento médico regular, é atendida em ambulatório de clínica médica de hospital secundário por queixa de edema de membros inferiores e face e de urina espumosa há três meses. A paciente não refere doenças anteriores e desconhece seus antecedentes familiares. Ao exame clínico encontra-se orientada, normocorada, hidratada, afebril, com edema de face (++/4). Pressão arterial (posição deitada) = 176 x 102 mmHg com pulso = 76 bpm; pressão arterial (posição supina) = 154 x 78 mmHg com pulso = 72 bpm. Frequência respiratória = 18 irpm. Exame cardíaco normal. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular diminuído nas bases pulmonares, sem ruídos adventícios. Abdome com sinais de ascite moderada, membros inferiores com edema compressível (++/4). Fundoscopia: prejudicada por opacifi cação do cristalino. Exames complementares: Glicemia de jejum = 283 mg/dL, Creatinina = 1,8 mg/ dL, Ureia = 60 mg/dL. Colesterol total = 312 mg/dL, LDL = 230 mg/dL, HDL = 40 mg/dL, VLDL = 42 mg/dL, triglicérides = 210 mg/dL. Albumina sérica = 1,8 g/dL. Exame sumário de urina: proteinúria (++++/4), glicosúria (++/4), sem outras alterações. Proteína na urina de 24h= 5,5g. Dosagem de eletrólitos e hemograma normais. Qual a principal etiologia para o quadro apresentado por essa paciente?Gabarito: B
Mulher, com 57 anos de idade, sem acompanhamento médico regular, é atendida em ambulatório de clínica médica de hospital secundário por queixa de edema de membros inferiores e face e de urina espumosa há três meses. A paciente não refere doenças anteriores e desconhece seus antecedentes familiares. Ao exame clínico encontra-se orientada, normocorada, hidratada, afebril, com edema de face (++/4). Pressão arterial (posição deitada) = 176 x 102 mmHg com pulso = 76 bpm; pressão arterial (posição supina) = 154 x 78 mmHg com pulso = 72 bpm. Frequência respiratória = 18 irpm. Exame cardíaco normal. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular diminuído nas bases pulmonares, sem ruídos adventícios. Abdome com sinais de ascite moderada, membros inferiores com edema compressível (++/4). Fundoscopia: prejudicada por opacifi cação do cristalino. Exames complementares: Glicemia de jejum = 283 mg/dL, Creatinina = 1,8 mg/ dL, Ureia = 60 mg/dL. Colesterol total = 312 mg/dL, LDL = 230 mg/dL, HDL = 40 mg/dL, VLDL = 42 mg/dL, triglicérides = 210 mg/dL. Albumina sérica = 1,8 g/dL. Exame sumário de urina: proteinúria (++++/4), glicosúria (++/4), sem outras alterações. Proteína na urina de 24h= 5,5g. Dosagem de eletrólitos e hemograma normais. Qual a principal etiologia para o quadro apresentado por essa paciente?
- A Hipertensão arterial sistêmica.
- B Diabetes mellitus. ✓
- C Dislipidemia.
- D Glomerulopatia por lesões mínimas.
- E Lupus eritematoso sistêmico.
Comentário OsceLabs
Sindrome nefrotica completa (proteinuria de 5,5 g/24h, albumina 1,8, edema, dislipidemia acentuada) em paciente com glicemia de 283, glicosuria e catarata: o diabetes nao diagnosticado ha anos e a etiologia — nefropatia diabetica, causa mais comum de sindrome nefrotica no adulto nesse contexto. Hipertensao (A) causa nefroesclerose com proteinuria menor; dislipidemia (C) e consequencia, nao causa; lesoes minimas (D) e mais tipica de crianca; lupus (E) nao tem suporte clinico aqui. Resposta B.
Questão 63Paciente do sexo masculino, com 59 anos de idade, tabagista há mais de 10 anos, hipertenso e dislipidêmico, procura a Unidade Básica de Saúde relatando o aparecimento, há um mês, de lesão ulcerada em dorso de pé esquerdo, após pequeno trauma abrasivo com sandália mal-adaptada. A lesão é seca, dolorosa, com fundo sujo e pálido. Há um discreto halo de eritema ao seu redor. Evolui há uma semana com piora do aspecto e do tamanho da lesão, com dor de repouso, edema de pé e tornozelo. Os pulsos arteriais não são perceptíveis (palpáveis) abaixo dos joelhos, bilateralmente. Qual a hipótese diagnóstica e conduta para esse paciente?Gabarito: A
Paciente do sexo masculino, com 59 anos de idade, tabagista há mais de 10 anos, hipertenso e dislipidêmico, procura a Unidade Básica de Saúde relatando o aparecimento, há um mês, de lesão ulcerada em dorso de pé esquerdo, após pequeno trauma abrasivo com sandália mal-adaptada. A lesão é seca, dolorosa, com fundo sujo e pálido. Há um discreto halo de eritema ao seu redor. Evolui há uma semana com piora do aspecto e do tamanho da lesão, com dor de repouso, edema de pé e tornozelo. Os pulsos arteriais não são perceptíveis (palpáveis) abaixo dos joelhos, bilateralmente. Qual a hipótese diagnóstica e conduta para esse paciente?
- A Doença aterosclerótica obliterante periférica(DAOP) com isquemia crítica; referenciar para revascularização de urgência. ✓
- B Trombose venosa profunda; referenciar para consulta em ambulatório de especialidades e prescrição de anticoagulantes.
- C Úlcera varicosa infectada; referenciar para internação hospitalar de urgência para antibioticoterapia e desbridamento.
- D Trombose venosa profunda; referenciar para internamento hospitalar de urgência para trombólise.
- E Microangiopatia diabética; referenciar para ambulatório especializado. 18 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Ulcera em pe com fundo palido, pulsos ausentes abaixo dos joelhos e — o dado que define tudo — DOR EM REPOUSO: e doenca arterial obstrutiva periferica com isquemia critica, situacao de salvamento de membro que exige revascularizacao de urgencia. Trombose venosa (B, D) cursa com edema e pulsos presentes; ulcera varicosa (C) fica em regiao maleolar medial, com fundo granuloso e pulsos palpaveis; microangiopatia diabetica (E) nao se aplica a paciente sem diabetes e com pulsos ausentes. Resposta A.
Questão 64Paciente do sexo feminino, com 34 anos de idade, sem antecedentes patológicos pregressos signifi cativos, procurou a Unidade Básica de Saúde com história de pirose e regurgitação há mais ou menos seis meses, e piora do quadro no último mês. Relata ganho ponderal de 10 kg nos últimos três meses (Índice de massa corpóreo atual = 36,8 kg/m2). Faz uso irregular de antiácido por conta própria. Trazia consigo um resultado de endoscopia digestiva alta com o seguinte laudo: “erosões lineares de até 5 mm, não confl uentes, localizadas em esôfago distal”. Baseado no diagnóstico acima, você prescreve um inibidor de bomba de prótons durante oito semanas e orienta a paciente aGabarito: A
Paciente do sexo feminino, com 34 anos de idade, sem antecedentes patológicos pregressos signifi cativos, procurou a Unidade Básica de Saúde com história de pirose e regurgitação há mais ou menos seis meses, e piora do quadro no último mês. Relata ganho ponderal de 10 kg nos últimos três meses (Índice de massa corpóreo atual = 36,8 kg/m2). Faz uso irregular de antiácido por conta própria. Trazia consigo um resultado de endoscopia digestiva alta com o seguinte laudo: “erosões lineares de até 5 mm, não confl uentes, localizadas em esôfago distal”. Baseado no diagnóstico acima, você prescreve um inibidor de bomba de prótons durante oito semanas e orienta a paciente a
- A perder peso e evitar deitar-se imediatamente após as refeições. ✓
- B evitar ingestão de café e praticar esportes.
- C suspender carne vermelha da alimentação e ingestão de bebidas gaseifi cadas.
- D dormir com cabeceira da cama elevada e abolir fi bras na dieta.
- E aumentar a ingesta de proteínas e reduzir a ingesta de carboidratos.
Comentário OsceLabs
Esofagite erosiva por doenca do refluxo em paciente com IMC 36,8 e ganho recente de 10 kg. As medidas comportamentais com melhor evidencia sao exatamente as duas citadas: PERDER PESO (a obesidade aumenta a pressao intra-abdominal) e nao se deitar logo apos comer (aguardar 2-3 horas). Elevar a cabeceira ajuda, mas abolir fibras (D) nao tem base; esportes de impacto podem piorar refluxo (B); restringir carne vermelha (C) e dieta hiperproteica (E) nao sao recomendacoes estabelecidas. Resposta A.
Questão 65Paciente do sexo masculino, com 58 anos de idade, casado, pedreiro, tabagista há 15 anos (13 cigarros/dia), procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de um “caroço na virilha esquerda” que surgiu há cinco meses. Informa que essa tumoração apresentou crescimento lentamente progressivo desde então e que procurou o serviço de saúde porque passou a apresentar dor na região inguinal esquerda durante suas atividades laborais. O exame do tórax não apresenta alterações. O abdome é indolor e sem visceromegalias palpáveis. O exame das extremidades superiores e inferiores, bem como o do períneo, não apresenta anormalidades. Ao exame da região inguinal esquerda verifi ca-se a presença de tumoração mole, bem delimitada, retrátil, dolorosa à palpação profunda e que aumenta de tamanho quando se realiza a manobra de Valsalva. Diante dessa situação, a hipótese diagnóstica e conduta são, respectivamente,Gabarito: C
Paciente do sexo masculino, com 58 anos de idade, casado, pedreiro, tabagista há 15 anos (13 cigarros/dia), procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de um “caroço na virilha esquerda” que surgiu há cinco meses. Informa que essa tumoração apresentou crescimento lentamente progressivo desde então e que procurou o serviço de saúde porque passou a apresentar dor na região inguinal esquerda durante suas atividades laborais. O exame do tórax não apresenta alterações. O abdome é indolor e sem visceromegalias palpáveis. O exame das extremidades superiores e inferiores, bem como o do períneo, não apresenta anormalidades. Ao exame da região inguinal esquerda verifi ca-se a presença de tumoração mole, bem delimitada, retrátil, dolorosa à palpação profunda e que aumenta de tamanho quando se realiza a manobra de Valsalva. Diante dessa situação, a hipótese diagnóstica e conduta são, respectivamente,
- A hérnia inguino-escrotal esquerda, encarcerada; solicitar ultrassom escrotal e encaminhar o paciente para o Pronto-Socorro para avaliação de urgência pelo cirurgião.
- B linfoadenomegalia a esclarecer, suspeita de neoplasia; solicitar biópsia excisional e encaminhar o paciente para o ambulatório de especialidades para avaliação do cirurgião.
- C hérnia inguinal direta esquerda, não complicada; encaminhar o paciente para o ambulatório de especialidades para avaliação do cirurgião geral. ✓
- D hérnia inguinal indireta esquerda; solicitar tomografi a de abdome e pelve e encaminhar o paciente para avaliação ambulatorial especializada com cirurgião.
- E massa inguinal a esclarecer, provável neoplasia; solicitar biópsia por punção guiada por ultrassom e referenciar o paciente para avaliação ambulatorial com cirurgião.
Comentário OsceLabs
Tumoracao inguinal MOLE, redutivel ('retratil'), bem delimitada e que aumenta a manobra de Valsalva e hernia inguinal, nao linfonodo nem neoplasia — o que descarta B e E e dispensa biopsia. Nao ha sinais de encarceramento (seria dolorosa, irredutivel e tensa, com repercussao obstrutiva), logo nao e urgencia (A). O caso segue para avaliacao ambulatorial com cirurgiao geral, sem necessidade de tomografia previa (D) — o diagnostico de hernia e clinico. Resposta C.
Questão 66Uma nova Unidade de Saúde da Família será implantada em um município. A territorialização deverá ser realizada visando obter como primeiro produtoGabarito: D
Uma nova Unidade de Saúde da Família será implantada em um município. A territorialização deverá ser realizada visando obter como primeiro produto
- A a determinação dos coefi cientes de morbi- mortalidade.
- B a obtenção de dados de vigilância comparativos com outras áreas do mesmo município.
- C a identifi cação de reivindicações de movimentos sociais e grupos organizados.
- D a defi nição de micro-áreas de risco e grupos prioritários. ✓
- E a determinação dos índices de mortalidade infantil e materna.
Comentário OsceLabs
A territorializacao e o primeiro passo do processo de trabalho da Estrategia Saude da Familia, e seu produto inicial e o reconhecimento do territorio traduzido em MICROAREAS DE RISCO e grupos prioritarios — e isso que permite distribuir agentes comunitarios e programar acoes. Coeficientes de morbimortalidade (A), comparacoes de vigilancia (B) e indices de mortalidade infantil e materna (E) sao produtos posteriores, que dependem de dados acumulados. Resposta D.
Questão 67Paciente do sexo masculino, com 26 anos de idade, procura ambulatório de Clínica Médica com queixas, há uma semana, de mal estar, febre de baixa intensidade não aferida, inapetência, vômitos ocasionais e aversão à fumaça de cigarro, evoluindo com colúria e acolia fecal há três dias. Relata que costuma alimentar- se em bares com baixo nível de higiene, próximos à universidade onde estuda; e viagem, há um mês, para acampamento. Informa manter relações sexuais sem uso de preservativos, com parceiros e parceiras desconhecidos. Ao exame físico apresenta-se em bom estado geral, corado, hidratado, ictérico ++/4+, lúcido, orientado, Pressão arterial =120 x 70 mmHg , Frequência cardíaca= 64bpm. Fígado palpável a três centímetros do rebordo costal direito; baço impalpável. O restante do exame físico não mostrou alterações signifi cativas. Foram solicitadas dosagens de aminotransferases, que se mostraram muito elevadas (>1000 UI/ml) e marcadores sorológicos virais das hepatites determinaram que o paciente era carreador crônico do vírus da hepatite B e apresentava também hepatite viral aguda pelo vírus da hepatite A. A infecção pelo vírus da hepatite C foi excluída por sorologia e técnicas moleculares. O perfi l sorológico compatível com o diagnóstico do paciente éGabarito: E
Paciente do sexo masculino, com 26 anos de idade, procura ambulatório de Clínica Médica com queixas, há uma semana, de mal estar, febre de baixa intensidade não aferida, inapetência, vômitos ocasionais e aversão à fumaça de cigarro, evoluindo com colúria e acolia fecal há três dias. Relata que costuma alimentar- se em bares com baixo nível de higiene, próximos à universidade onde estuda; e viagem, há um mês, para acampamento. Informa manter relações sexuais sem uso de preservativos, com parceiros e parceiras desconhecidos. Ao exame físico apresenta-se em bom estado geral, corado, hidratado, ictérico ++/4+, lúcido, orientado, Pressão arterial =120 x 70 mmHg , Frequência cardíaca= 64bpm. Fígado palpável a três centímetros do rebordo costal direito; baço impalpável. O restante do exame físico não mostrou alterações signifi cativas. Foram solicitadas dosagens de aminotransferases, que se mostraram muito elevadas (>1000 UI/ml) e marcadores sorológicos virais das hepatites determinaram que o paciente era carreador crônico do vírus da hepatite B e apresentava também hepatite viral aguda pelo vírus da hepatite A. A infecção pelo vírus da hepatite C foi excluída por sorologia e técnicas moleculares. O perfi l sorológico compatível com o diagnóstico do paciente é
- A anti-HAV IgG reativo e IgM não reativo; anti-HBc IgM e IgG reativos; HBsAg reativo.
- B anti-HAV IgG e IgM reativos; anti-HBc IgG e IgM não reativos; HBsAg não reativo.
- C anti-HAV IgG e IgM não reativos; anti-HBc IgG reativo e IgM não reativo; HBsAg não reativo.
- D anti-HAV IgG não reativo e IgM reativo; anti-HBc IgM e IgG não reativos; HBsAg não reativo.
- E anti-HAV IgG e IgM reativos; anti-HBc IgM não reativo e IgG reativo; HBsAg reativo. 19 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS ✓
Comentário OsceLabs
Traduza o enunciado em sorologia: hepatite A AGUDA exige anti-HAV IgM reativo, e a IgG tambem costuma ja estar reativa na fase sintomatica; portador CRONICO de hepatite B exige HBsAg reativo com anti-HBc IgG reativo e IgM NAO reativo (IgM marcaria infeccao aguda). So a alternativa E reune esse conjunto. A erra o HAV agudo; B e D negam a hepatite B; C nega tambem a hepatite A. Resposta E.
Questão 68Uma criança de sexo feminino, com quatro anos de idade, é atendida no Pronto Atendimento com queixa de poliúria, polidipsia e emagrecimento nos últimos dois meses. Apesar de ter havido um atendimento anterior por esta queixa, não houve uma defi nição diagnóstica. A mãe decidiu retornar ao serviço porque nos últimos dois dias, a criança começou a apresentar sonolência, acompanhada de febre (dois picos de 38,6 °C), vômitos, fadiga, sinais de desidratação e taquipneia. Imediatamente, você decidiu encaminhar a paciente para um Serviço de Emergência, devido à hipótese diagnóstica de cetoacidose diabética. A decisão de encaminhamento imediato foi determinadaGabarito: B
Uma criança de sexo feminino, com quatro anos de idade, é atendida no Pronto Atendimento com queixa de poliúria, polidipsia e emagrecimento nos últimos dois meses. Apesar de ter havido um atendimento anterior por esta queixa, não houve uma defi nição diagnóstica. A mãe decidiu retornar ao serviço porque nos últimos dois dias, a criança começou a apresentar sonolência, acompanhada de febre (dois picos de 38,6 °C), vômitos, fadiga, sinais de desidratação e taquipneia. Imediatamente, você decidiu encaminhar a paciente para um Serviço de Emergência, devido à hipótese diagnóstica de cetoacidose diabética. A decisão de encaminhamento imediato foi determinada
- A pela preocupação com a hipotensão, achado bastante comum nas crianças que desenvolvem cetoacidose diabética.
- B para reposição volêmica e controle da glicemia. A hipotensão, na criança em cetoacidose diabética, é evento raro e tardio. ✓
- C pela alta mortalidade, característica da doença, cuja principal causa de morte está relacionada à hipotensão.
- D pela hipertermia da criança, que requer imediata investigação diagnóstica.
- E porque, em crianças lactentes e pré-escolares, além de adolescentes grávidas, a cetoacidose ocorre com níveis de glicemia sempre muito elevados.
Comentário OsceLabs
Na cetoacidose diabetica da crianca, o encaminhamento urgente se justifica pela necessidade de reposicao volemica e controle glicemico com insulina — e vem a perola: a HIPOTENSAO e evento RARO E TARDIO em pediatria, porque a crianca compensa com taquicardia e vasoconstricao ate descompensar abruptamente. Por isso A e C, que colocam a hipotensao como achado comum ou principal causa de morte (que na verdade e o edema cerebral), estao erradas. Resposta B.
Questão 69Uma criança, com dois anos de idade, sexo masculino, é atendida no serviço de Pronto Atendimento. A mãe relata que a criança vem apresentando sintomas de obstrução nasal e secreção hialina há seis dias, evoluindo com febre (dois picos diários de 38,8 ºC) nos últimos dois dias, irritabilidade, difi culdade de aceitação da alimentação, sobretudo da mamadeira que é oferecida à noite, após deitar. O exame físico mostra abaulamento da membrana timpânica esquerda. Qual a principal hipótese diagnóstica e a conduta terapêutica?Gabarito: A
Uma criança, com dois anos de idade, sexo masculino, é atendida no serviço de Pronto Atendimento. A mãe relata que a criança vem apresentando sintomas de obstrução nasal e secreção hialina há seis dias, evoluindo com febre (dois picos diários de 38,8 ºC) nos últimos dois dias, irritabilidade, difi culdade de aceitação da alimentação, sobretudo da mamadeira que é oferecida à noite, após deitar. O exame físico mostra abaulamento da membrana timpânica esquerda. Qual a principal hipótese diagnóstica e a conduta terapêutica?
- A Trata-se de otite média aguda. O uso de antibioticoterapia está indicado, pois o quadro clínico é compatível com otite média, cuja principal etiologia, nessa idade, é bacteriana. Além disso, a presença de abaulamento da membrana timpânica sugere a etiologia bacteriana. ✓
- B Trata-se de otite média aguda. O uso de antibioticoterapia está indicado, pois, apesar do abaulamento da membrana timpânica ser visto nas otites de etiologia viral e nas de etiologia bacteriana, a antibioticoterapia reduz o tempo de doença.
- C Trata-se de otite média aguda. O uso de medicação sintomática está indicado, pois o quadro clínico é compatível com otite viral, sendo o abaulamento da membrana timpânica um forte elemento de diferenciação a favor da etiologia viral.
- D Trata-se de otite serosa. É indicado, portanto, o uso de antibioticoterapia nessa faixa etária, já que a presença de abaulamento da membrana timpânica sugere o diagnóstico de otite serosa.
- E Trata-se de otite serosa. É indicado, portanto, o uso de sintomáticos, pois o abaulamento da membrana timpânica, patognomônico da otite serrosa, deverá regridir com essa medida.
Comentário OsceLabs
Otite media aguda: resfriado ha seis dias que evolui com febre, irritabilidade, dor a deitar/mamar e — o achado decisivo — ABAULAMENTO da membrana timpanica, que indica colecao purulenta e etiologia bacteriana. Abaixo de dois anos, com abaulamento e sintomas exuberantes, o antibiotico esta indicado. C erra ao atribuir o abaulamento a etiologia viral; D e E confundem com otite serosa, que cursa com membrana retraida/opaca e sem sinais inflamatorios agudos. Resposta A.
Questão 70Homem, com 45 anos de idade, com dor epigástrica diária, ocorrendo no período pós-prandial e à noite, e perda ponderal de 4 kg, começou uso de inibidor de bomba de próton (IBP) com alguma melhora. Informa que não usa álcool ou antinfl amatórios não hormonais. Ainda na vigência da medicação realizou endoscopia digestiva alta que revelou gastrite nodosa de antro e corpo, e úlcera duodenal em fase de cicatrização. Biópsias de mucosa gástrica foram realizadas durante o procedimento, e submetidas ao teste rápido de urease em fase líquida, cujo resultado foi negativo. Quanto ao tratamento para Helicobacter pylori nesse paciente, conclui-se queGabarito: C
Homem, com 45 anos de idade, com dor epigástrica diária, ocorrendo no período pós-prandial e à noite, e perda ponderal de 4 kg, começou uso de inibidor de bomba de próton (IBP) com alguma melhora. Informa que não usa álcool ou antinfl amatórios não hormonais. Ainda na vigência da medicação realizou endoscopia digestiva alta que revelou gastrite nodosa de antro e corpo, e úlcera duodenal em fase de cicatrização. Biópsias de mucosa gástrica foram realizadas durante o procedimento, e submetidas ao teste rápido de urease em fase líquida, cujo resultado foi negativo. Quanto ao tratamento para Helicobacter pylori nesse paciente, conclui-se que
- A não há necessidade de tratamento, pois o agente etiológico não é o Helicobacter pylori.
- B não há necessidade de tratamento, pois a cicatrização da úlcera ocorre após a erradicação da bactéria.
- C o tratamento está indicado e o uso de IBP interfere no teste de urease. ✓
- D há necessidade de tratamento profi lático contra reinfecção, mesmo havendo cura.
- E há necessidade de tratamento especial para Helicobacter pylori resistente aos antibióticos.
Comentário OsceLabs
Pegadinha classica: o inibidor de bomba de protons suprime a atividade da urease e gera FALSO-NEGATIVO no teste rapido — deveria ser suspenso 2 semanas antes. Como o paciente fez a endoscopia em uso da droga, o resultado negativo nao vale, e o quadro (gastrite nodular e ulcera duodenal, sem alcool ou anti-inflamatorio) e altamente sugestivo de H. pylori: trata-se. A confia num exame invalidado; B inverte a logica; D e E inventam condutas sem respaldo. Resposta C.
Questão 71Criança em idade pré-escolar foi atendida na Unidade Básica de Saúde, por diversas vezes, com quadro diarreico semelhante: diarreia importante e evacuações explosivas logo após a ingestão de alimentos. No atendimento atual a criança encontra-se desidratada, apresenta assadura perianal e distensão abdominal. Os exames laboratoriais evidenciaram a presença de substâncias redutoras nas fezes e pH fecal menor do que 5,5. Qual a suspeita diagnóstica principal?Gabarito: D
Criança em idade pré-escolar foi atendida na Unidade Básica de Saúde, por diversas vezes, com quadro diarreico semelhante: diarreia importante e evacuações explosivas logo após a ingestão de alimentos. No atendimento atual a criança encontra-se desidratada, apresenta assadura perianal e distensão abdominal. Os exames laboratoriais evidenciaram a presença de substâncias redutoras nas fezes e pH fecal menor do que 5,5. Qual a suspeita diagnóstica principal?
- A Diarreia infecciosa persistente.
- B Diarreia aguda recorrente.
- C Parasitose intestinal.
- D Intolerância à lactose. ✓
- E Doença infl amatória pélvica. 20 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
O laboratorio fecha o caso: SUBSTANCIAS REDUTORAS nas fezes com pH fecal abaixo de 5,5 traduzem fermentacao de acucar nao absorvido no colon — intolerancia a lactose. Clinicamente combina: diarreia explosiva logo apos alimentar-se, distensao abdominal e assadura perianal pelo pH acido. Diarreia infecciosa (A, B) e parasitose (C) nao geram esse par laboratorial; doenca inflamatoria PELVICA (E) sequer e diagnostico gastrointestinal ou pediatrico. Resposta D.
Questão 72Criança, com seis anos de idade, é atendida em Serviço de Urgência. A mãe informa que a criança apresenta “chiado no peito, tosse e falta de ar”. Ao exame, você constata Frequência cardíaca = 125 bpm, Frequência respiratória = 50 irpm, síbilos expiratórios, tiragem intercostal e batimento de asas do nariz. Qual deve ser a conduta clínica para iniciar o tratamento da criança?Gabarito: E
Criança, com seis anos de idade, é atendida em Serviço de Urgência. A mãe informa que a criança apresenta “chiado no peito, tosse e falta de ar”. Ao exame, você constata Frequência cardíaca = 125 bpm, Frequência respiratória = 50 irpm, síbilos expiratórios, tiragem intercostal e batimento de asas do nariz. Qual deve ser a conduta clínica para iniciar o tratamento da criança?
- A Salbutamol 5 mg/ml, 1 gt/2kg e brometo de Ipratrópio 0,25 mg/ml, 20 a 40 gotas; hidrocortisona 4 mg/2kg.
- B Fenoterol 5 mg/ml, 1 gt/3kg; hidrocortisona 4 mg/2kg.
- C Salbutamol 5mg/ml, 1gt/kg e brometo de Ipratrópio 0,25 mg/ml, 10 gotas; metilprednisolona 1 mg/kg.
- D Fenoterol 5 mg/ml, 1 gt/kg; hidrocortisona 4 mg/kg.
- E Salbutamol 5 mg/ml, 1 gt/3kg e brometo de Ipratrópio 0,25 mg/ml, 20 a 40 gotas; metilprednisolona 2 mg/kg. ✓
Comentário OsceLabs
Crise de asma moderada a grave em crianca (FR 50, tiragem, batimento de asa nasal): beta-2 de curta duracao inalado na dose correta (salbutamol 1 gota/3 kg) associado a brometo de ipratropio 20-40 gotas — que so agrega beneficio nas crises moderadas/graves — mais corticoide sistemico precoce (metilprednisolona 2 mg/kg). As demais alternativas erram doses (1 gota/kg intoxica), omitem o anticolinergico ou subdosam o corticoide. Resposta E.
Questão 73Menina, com seis anos de idade, foi levada pela mãe à consulta em Unidade Básica de Sáude por apresentar, há uma semana, intensa adinamia, quadro febril intermitente (temperatura = 38oC) e dor articular, localizada inicialmente no joelho esquerdo, acompanhada de calor e rubor discreto e que, há dois dias, acomete o tornozelo direito. A mãe informa que, há cerca de seis semanas, a criança apresentou quadro de infecção de vias aéreas superiores (faringite), que regrediu com o uso de amoxicilina durante cinco dias. Ao exame físico a criança encontrava-se afebril, eupneica, hidratada, com intensa adinamia, hipocorada (+/4), Frequência cardíaca=125 bpm, Pressão arterial= 100 x 60 mmHg. A ausculta cardíaca e a ausculta pulmonar foram normais. Foi observada hiperemia, calor e dor no tornozelo direito, com limitação de movimentos e a presença de áreas eritematosas com centros esbranquiçados no tronco e na região proximal de membros superiores e inferiores. Os exames laboratoriais revelaram: hemoglobina=10 g/dL, hematócrito=34%, leucócitos=14000/mm3, velocidade de hemossedimentação = 26mm/h, proteína C reativa= 2,0 ng/ml (valor de referência= <0,1 ng/mL); glicose, ureia e creatinina normais. O eletrocardiograma mostra um prolongamento do intervalo P-R (0,20 s). Com base no quadro clínico descrito e nos exames complementares realizados, qual o provável diagnóstico dessa criança?Gabarito: C
Menina, com seis anos de idade, foi levada pela mãe à consulta em Unidade Básica de Sáude por apresentar, há uma semana, intensa adinamia, quadro febril intermitente (temperatura = 38oC) e dor articular, localizada inicialmente no joelho esquerdo, acompanhada de calor e rubor discreto e que, há dois dias, acomete o tornozelo direito. A mãe informa que, há cerca de seis semanas, a criança apresentou quadro de infecção de vias aéreas superiores (faringite), que regrediu com o uso de amoxicilina durante cinco dias. Ao exame físico a criança encontrava-se afebril, eupneica, hidratada, com intensa adinamia, hipocorada (+/4), Frequência cardíaca=125 bpm, Pressão arterial= 100 x 60 mmHg. A ausculta cardíaca e a ausculta pulmonar foram normais. Foi observada hiperemia, calor e dor no tornozelo direito, com limitação de movimentos e a presença de áreas eritematosas com centros esbranquiçados no tronco e na região proximal de membros superiores e inferiores. Os exames laboratoriais revelaram: hemoglobina=10 g/dL, hematócrito=34%, leucócitos=14000/mm3, velocidade de hemossedimentação = 26mm/h, proteína C reativa= 2,0 ng/ml (valor de referência= <0,1 ng/mL); glicose, ureia e creatinina normais. O eletrocardiograma mostra um prolongamento do intervalo P-R (0,20 s). Com base no quadro clínico descrito e nos exames complementares realizados, qual o provável diagnóstico dessa criança?
- A Artrite idopática juvenil.
- B Lupus eritematoso sistêmico.
- C Febre reumática. ✓
- D Síndrome de Reiter.
- E Espondilartrose.
Comentário OsceLabs
Aplique Jones: seis semanas apos faringite, surgem artrite MIGRATORIA (joelho e depois tornozelo) e eritema marginado — dois criterios maiores — somados a febre, VHS e PCR elevadas e intervalo PR alargado, criterios menores. E febre reumatica. Artrite idiopatica juvenil (A) e aditiva e cronica (mais de seis semanas); lupus (B) exigiria outros criterios; sindrome de Reiter (D) segue uretrite/disenteria com conjuntivite; espondilartrose (E) nao ocorre em criancas. Resposta C.
Questão 74Paciente do sexo feminino, com 14 anos de idade, recebe atendimento médico por apresentar quadro de hematúria macroscópica acompanhada de mialgia discreta, adinamia, discreta hipertermia (temperatura axilar=37.8°C). A mãe informa que a paciente apresentou infecção de vias aéreas superiores há cerca de um mês, que regrediu após tratamento com amoxicilina durante sete dias. Por ocasião dessa primeira consulta a paciente apresenta hipertensão arterial (Pressão arterial = 150x110 mmHg), o fundo de olho é normal e não há outras alterações do exame físico. A paciente é hospitalizada pois os primeiros exames laboratoriais já mostram creatinina sérica elevada (8,4 mg/dL) e ela evolui rapidamente com oligoanúria, edema e agravamento da função renal. A hematúria macroscópica regride, mas persiste hematúria microscópica, com presença de cilindros hemáticos e a paciente passa a apresentar também proteinúria (3g/24 h). A investigação clínico-laboratorial não evidencia presença de vasculite ou doença sistêmica. A dosagem de complemento sérico (C3, CH50) é normal; anticorpos antinucleares ausentes, pesquisa de fator anti-nuclear negativa. A paciente foi submetida à biópsia renal - fragmento com 30 glomérulos, com proliferação das células epiteliais da cápsula de Bownan e infiltração por macrófagos e linfócitos, configurando a presença de crescentes epiteliais em 70% dos glomérulos, alguns com aspecto fibrocelular. A imunofluorescência da biópsia renal, reproduzida abaixo, evidencia deposição linear de IgG - não há depósitos mesangiais; imunofluorescência negativa para IgM, IgA e C3. Com base na história clínica, evolução e na biópsia renal e imunofl uorescência, pergunta-se qual o mecanismo responsável pelo dano glomerular?Gabarito: A
Paciente do sexo feminino, com 14 anos de idade, recebe atendimento médico por apresentar quadro de hematúria macroscópica acompanhada de mialgia discreta, adinamia, discreta hipertermia (temperatura axilar=37.8°C). A mãe informa que a paciente apresentou infecção de vias aéreas superiores há cerca de um mês, que regrediu após tratamento com amoxicilina durante sete dias. Por ocasião dessa primeira consulta a paciente apresenta hipertensão arterial (Pressão arterial = 150x110 mmHg), o fundo de olho é normal e não há outras alterações do exame físico. A paciente é hospitalizada pois os primeiros exames laboratoriais já mostram creatinina sérica elevada (8,4 mg/dL) e ela evolui rapidamente com oligoanúria, edema e agravamento da função renal. A hematúria macroscópica regride, mas persiste hematúria microscópica, com presença de cilindros hemáticos e a paciente passa a apresentar também proteinúria (3g/24 h). A investigação clínico-laboratorial não evidencia presença de vasculite ou doença sistêmica. A dosagem de complemento sérico (C3, CH50) é normal; anticorpos antinucleares ausentes, pesquisa de fator anti-nuclear negativa. A paciente foi submetida à biópsia renal - fragmento com 30 glomérulos, com proliferação das células epiteliais da cápsula de Bownan e infiltração por macrófagos e linfócitos, configurando a presença de crescentes epiteliais em 70% dos glomérulos, alguns com aspecto fibrocelular. A imunofluorescência da biópsia renal, reproduzida abaixo, evidencia deposição linear de IgG - não há depósitos mesangiais; imunofluorescência negativa para IgM, IgA e C3. Com base na história clínica, evolução e na biópsia renal e imunofl uorescência, pergunta-se qual o mecanismo responsável pelo dano glomerular?
- A Reação antígeno-anticorpo in situ ao longo da membrana basal glomerular. ✓
- B Deposição de complexos imunes circulantes ao longo da membrana basal glomerular.
- C Alterações da imunidade celular, notadamente de macrófagos e linfócitos T auxiliares.
- D Deposição de anticorpo antiantígeno citoplasmático de neutrófi los.
- E Deposição de anticorpos antiantígenos estreptocócicos ao longo da membrana basal glomerular. 21 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Glomerulonefrite rapidamente progressiva com crescentes em 70% dos glomerulos e imunofluorescencia LINEAR de IgG ao longo da membrana basal: e doenca anti-membrana basal glomerular (espectro Goodpasture). O padrao linear significa anticorpo ligando-se a um antigeno estrutural in situ — nao a deposito de imunocomplexos circulantes (B), que dariam padrao granular. Imunidade celular (C) nao produz IgG linear; ANCA (D) da GN pauci-imune, sem imunofluorescencia; e complemento normal afasta a etiologia pos-estreptococica (E). Resposta A.
Questão 75Paciente do sexo feminino, com 20 anos de idade, vai à Unidade Básica de Saúde queixando-se de corrimento genital presente há um mês, de coloração esbranquiçada, em quantidade abundante, com odor fétido, que piora após o coito. Não relata outros sintomas associados. A paciente iniciou a atividade sexual há um ano e, nesse período, teve três parceiros sexuais. Atualmente tem apenas um parceiro e, nas relações sexuais, faz uso ocasional de preservativo. Ao exame especular vaginal foi observado corrimento vaginal esbranquiçado e abundante, fétido, e ausência de anormalidades nas paredes vaginais e colo uterino. O teste de aminas foi positivo e o pH=5,5. Qual o diagnóstico principal e o tratamento adequado para esta paciente?Gabarito: C
Paciente do sexo feminino, com 20 anos de idade, vai à Unidade Básica de Saúde queixando-se de corrimento genital presente há um mês, de coloração esbranquiçada, em quantidade abundante, com odor fétido, que piora após o coito. Não relata outros sintomas associados. A paciente iniciou a atividade sexual há um ano e, nesse período, teve três parceiros sexuais. Atualmente tem apenas um parceiro e, nas relações sexuais, faz uso ocasional de preservativo. Ao exame especular vaginal foi observado corrimento vaginal esbranquiçado e abundante, fétido, e ausência de anormalidades nas paredes vaginais e colo uterino. O teste de aminas foi positivo e o pH=5,5. Qual o diagnóstico principal e o tratamento adequado para esta paciente?
- A Tricomoníase. Tratar com metronidazol, por via oral, durante sete dias, e o parceiro com metronidazol em dose única.
- B Candidíase vulvovaginal. Tratar a paciente com fl uconazol, por via oral, em dose única.
- C Vaginose bacteriana. Tratar a paciente com metronidazol, por via oral , durante sete dias. ✓
- D Gonorréia. Tratar a paciente e o parceiro com azitromicina em dose única.
- E Infecção por clamídia. Tratar a paciente com doxiciclina por 14 dias e o parceiro, com azitromicina em dose única.
Comentário OsceLabs
Corrimento branco-acinzentado, abundante, FETIDO, que piora apos o coito, com teste de aminas positivo e pH acima de 4,5: vaginose bacteriana. Trata-se com metronidazol por sete dias, e o parceiro NAO precisa ser tratado — nao e infeccao sexualmente transmissivel, e sim desequilibrio da flora. Tricomoniase (A) da corrimento amarelo-esverdeado bolhoso e colo em framboesa; candidiase (B) cursa com prurido, grumos e pH acido; gonorreia (D) e clamidia (E) dao cervicite mucopurulenta. Resposta C.
Questão 76Homem, com 29 anos de idade, vítima de queda de moto com explosão do baço, apresenta lesão hepática sangrante e fratura fechada de ossos da perna esquerda. Encontra-se na sala de recuperação pós-anestésica de um hospital terciário, após ter sido submetido a laparotomia exploradora, esplenectomia e rafi a hepática, além de fi xação externa dos ossos da perna esquerda, há 5 horas. O procedimento transcorreu sem intercorrências. O paciente se queixa de dor em todo membro inferior operado, mais acentuadamente em terço distal de perna e pé. Apresenta parestesia no membro esquerdo, com importante e tenso edema na perna. O tempo de perfusão na perna operada é de mais de três segundos. O membro não se encontra rodado e os fi xadores não apresentam problemas aparentes. Os pulsos femorais e poplíteos são presentes e normais bilateralmente, bem como os tibiais à direita. À esquerda, nota-se uma diminuição acentuada dos pulsos tibial posterior e pedioso. Diante desta situação, o diagnóstico e a conduta apropriada são, respectivamente,Gabarito: D
Homem, com 29 anos de idade, vítima de queda de moto com explosão do baço, apresenta lesão hepática sangrante e fratura fechada de ossos da perna esquerda. Encontra-se na sala de recuperação pós-anestésica de um hospital terciário, após ter sido submetido a laparotomia exploradora, esplenectomia e rafi a hepática, além de fi xação externa dos ossos da perna esquerda, há 5 horas. O procedimento transcorreu sem intercorrências. O paciente se queixa de dor em todo membro inferior operado, mais acentuadamente em terço distal de perna e pé. Apresenta parestesia no membro esquerdo, com importante e tenso edema na perna. O tempo de perfusão na perna operada é de mais de três segundos. O membro não se encontra rodado e os fi xadores não apresentam problemas aparentes. Os pulsos femorais e poplíteos são presentes e normais bilateralmente, bem como os tibiais à direita. À esquerda, nota-se uma diminuição acentuada dos pulsos tibial posterior e pedioso. Diante desta situação, o diagnóstico e a conduta apropriada são, respectivamente,
- A trombose venosa profunda; heparinização.
- B oclusão arterial aguda; tromboembolectomia de urgência.
- C desalinhamento do sítio de fratura; reintervenção cirúrgica.
- D síndrome compartimental; fasciotomia de urgência. ✓
- E trombose arterial aguda; trombólise.
Comentário OsceLabs
Os cinco Ps estao no enunciado: dor desproporcional, parestesia, edema TENSO na perna, enchimento capilar lento e diminuicao de pulsos distais em membro fraturado e recem-operado. E sindrome compartimental, e o tratamento e fasciotomia de URGENCIA — o tempo de isquemia muscular e curto. Anticoagular (A) ou trombolisar (E) nao descomprime o compartimento; oclusao arterial aguda (B) nao explica o edema tenso; desalinhamento (C) nao gera esse quadro neurovascular. Resposta D.
Questão 77Paciente, com 27 anos de idade, segunda gestação (um parto normal anterior), com idade gestacional de 38 semanas, confi rmada por ultrassonografi a de 10 semanas, apresenta dinâmica uterina positiva e forte cefaléia. Refere uso de metildopa - 750mg/dia em três tomadas. Foi admitida com esse quadro na emergência de um hospital, queixando-se também de visão turva e de grande mal estar. A anamnese e exame físico indicam paciente inquieta, poliqueixosa, referindo medo de morrer. Pressão arterial = 190x120mmhg, colo uterino fi no e dilatado para 8 cm, apresentação cefálica, dorso à esquerda, contrações uterinas presentes - três em 10 minutos, de 45 segundos . Com base no quadro acima, qual o diagnóstico correto e a conduta a ser adotada?Gabarito: E
Paciente, com 27 anos de idade, segunda gestação (um parto normal anterior), com idade gestacional de 38 semanas, confi rmada por ultrassonografi a de 10 semanas, apresenta dinâmica uterina positiva e forte cefaléia. Refere uso de metildopa - 750mg/dia em três tomadas. Foi admitida com esse quadro na emergência de um hospital, queixando-se também de visão turva e de grande mal estar. A anamnese e exame físico indicam paciente inquieta, poliqueixosa, referindo medo de morrer. Pressão arterial = 190x120mmhg, colo uterino fi no e dilatado para 8 cm, apresentação cefálica, dorso à esquerda, contrações uterinas presentes - três em 10 minutos, de 45 segundos . Com base no quadro acima, qual o diagnóstico correto e a conduta a ser adotada?
- A Pré-eclâmpsia grave. Paciente com indicação de parto cesáreo após normalização pressórica com nifedipina ou hidralazina.
- B Eclâmpsia eminente. Indicação de sulfato de magnésio e hidralazina para correção dos níveis pressóricos e resolução do parto por via alta.
- C Pré-eclâmpsia grave. Indicação de sulfato de magnésio e nifedipina para correção dos níveis pressóricos e resolução por parto abdominal.
- D Crise hipertensiva na gestação e pré eclâmpsia. Indicação de cesárea pela necessidade de remoção da placenta e introdução de nifedipina para correção dos níveis pressóricos.
- E Eminência de eclâmpsia. Indicação de sulfato de magnésio e hidralazina para correção dos níveis pressóricos e resolução por parto vaginal. ✓
Comentário OsceLabs
Cefaleia forte, visao turva, mal-estar e agitacao com PA de 190x120 configuram IMINENCIA de eclampsia. O tratamento e sulfato de magnesio (profilaxia da convulsao) mais hidralazina (anti-hipertensivo de escolha na crise obstetrica). Quanto a via: a paciente e multipara, esta com 8 cm de dilatacao e dinamica efetiva — o parto vaginal e iminente, e nao ha indicacao de cesarea. Isso derruba A, B, C e D, que impõem parto abdominal. Resposta E.
Questão 78Primigesta, com 16 anos de idade, procura a Unidade Básica de Saúde para sua primeira consulta pré-natal, na trigésima sexta semana de gestação. A paciente disse não ter iniciado o pré-natal antes, pois demorou a aceitar a gestação, e não quer ter um parto vaginal. Relata que brigou com os pais e está morando com o pai da criança, que tem 25 anos e é saudável. O exame físico não revela anormalidades e o exame obstétrico mostra altura uterina de 34 cm, batimentos cardiofetais com frequência de 140 bpm e o toque vaginal evidenciou colo grosso, posterior e impérvio. Qual a conduta a seguir?Gabarito: E
Primigesta, com 16 anos de idade, procura a Unidade Básica de Saúde para sua primeira consulta pré-natal, na trigésima sexta semana de gestação. A paciente disse não ter iniciado o pré-natal antes, pois demorou a aceitar a gestação, e não quer ter um parto vaginal. Relata que brigou com os pais e está morando com o pai da criança, que tem 25 anos e é saudável. O exame físico não revela anormalidades e o exame obstétrico mostra altura uterina de 34 cm, batimentos cardiofetais com frequência de 140 bpm e o toque vaginal evidenciou colo grosso, posterior e impérvio. Qual a conduta a seguir?
- A Solicitar a presença dos pais para realizar a consulta, por se tratar de menor de idade.
- B Pedir os exames de rotina pré-natal, encaminhar para acompanhamento psico-social, prescrever sulfato ferroso e solicitar a presença do pai da criança na próxima consulta.
- C Encaminhar a paciente para avaliação diretamente na maternidade, devido ao início tardio do pré-natal.
- D Encaminhar a paciente para a maternidade, pois as características da gestação na adolescência indicam que a via de parto deverá ser a cesárea.
- E Solicitar os exames de rotina pré-natal, encaminhar para acompanhamento psico-social, prescrever sulfato ferroso e solicitar retorno antecipado ao pré-natal. 22 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS ✓
Comentário OsceLabs
Pre-natal iniciado tardiamente, na 36a semana: a conduta e correr atras do que faltou — solicitar os exames de rotina, prescrever sulfato ferroso, encaminhar para apoio psicossocial (adolescente em conflito familiar) e antecipar o retorno. A adolescente tem direito a atendimento desacompanhada (A e incorreta), o inicio tardio nao e indicacao de internacao (C) e idade materna nao define via de parto (D) — cesarea nao se indica por adolescencia. Resposta E.
Questão 79Mulher, com 20 anos de idade, branca, é recebida no pronto-socorro com queixa de edema há uma semana. Inicialmente, o edema era nos membros inferiores, porém, agora, nota a face edemaciada. Relata, ainda, diminuição do volume urinário, astenia, hiporexia, mal-estar e febre baixa. Quanto aos antecedentes patológicos, artralgia de interfalangeanas proximais há cerca de oito meses. Na ocasião, fez uso de prednisona com desaparecimento do quadro. Não usa nenhuma medicação no momento. O exame clínico demonstra estado geral regular, hipocorada (++/4), edema de membros inferiores (++/4) e de face. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente e simétrico, sem ruídos adventícios. Ausculta cardíaca com ritmo cardíaco regular, em 2 tempos, sem sopros, Pressão arterial = 160 x 110 mmHg, Frequência cardíaca = 120 bpm. Abdome fl ácido, sem visceromegalias. Exames no pronto-socorro: Hemoglobina = 8,0 g/L, Hematócrito 24,0 %, Leucócitos totais = 2.400 /mm3 (Segmentados= 84%, Bastões= 2%, Linfócitos = 8%, Eosinófi los = 2%, Monócitos = 2%), Plaquetas = 100.000 /mm3 (Valor de Referência = 150.000 – 300.000 /mm3). Ureia = 140 mg/dL, (Valor de Referência: 15-40 mg/dL), Creatinina = 2,0 mg/dL (Valor de Referência: 0,6-1,2 mg/dL), Potássio = 5,5 mEq/L (Valor de Referência: 3,5-5,0 mEq/L). Qual a hipótese diagnóstica para o caso?Gabarito: E
Mulher, com 20 anos de idade, branca, é recebida no pronto-socorro com queixa de edema há uma semana. Inicialmente, o edema era nos membros inferiores, porém, agora, nota a face edemaciada. Relata, ainda, diminuição do volume urinário, astenia, hiporexia, mal-estar e febre baixa. Quanto aos antecedentes patológicos, artralgia de interfalangeanas proximais há cerca de oito meses. Na ocasião, fez uso de prednisona com desaparecimento do quadro. Não usa nenhuma medicação no momento. O exame clínico demonstra estado geral regular, hipocorada (++/4), edema de membros inferiores (++/4) e de face. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente e simétrico, sem ruídos adventícios. Ausculta cardíaca com ritmo cardíaco regular, em 2 tempos, sem sopros, Pressão arterial = 160 x 110 mmHg, Frequência cardíaca = 120 bpm. Abdome fl ácido, sem visceromegalias. Exames no pronto-socorro: Hemoglobina = 8,0 g/L, Hematócrito 24,0 %, Leucócitos totais = 2.400 /mm3 (Segmentados= 84%, Bastões= 2%, Linfócitos = 8%, Eosinófi los = 2%, Monócitos = 2%), Plaquetas = 100.000 /mm3 (Valor de Referência = 150.000 – 300.000 /mm3). Ureia = 140 mg/dL, (Valor de Referência: 15-40 mg/dL), Creatinina = 2,0 mg/dL (Valor de Referência: 0,6-1,2 mg/dL), Potássio = 5,5 mEq/L (Valor de Referência: 3,5-5,0 mEq/L). Qual a hipótese diagnóstica para o caso?
- A Endocardite infecciosa.
- B Dengue.
- C Pielonefrite.
- D Insufi ciência renal crônica.
- E Lupus Eritematoso Sistêmico. ✓
Comentário OsceLabs
Mulher jovem com poliartralgia previa responsiva a corticoide, agora com sindrome nefritica (edema, hipertensao 160x110, oliguria, ureia e creatinina elevadas) somada a CITOPENIAS EM TRES LINHAGENS (anemia, leucopenia de 2.400, plaquetopenia): esse conjunto multissistemico e lupus com nefrite. Endocardite (A) daria febre alta e sopro; dengue (B) nao cursa com hipertensao e insuficiencia renal desse padrao; pielonefrite (C) teria disuria e dor lombar; doenca renal cronica (D) nao explica a citopenia nem a artrite. Resposta E.
Questão 80Paciente, com 25 anos de idade, secundigesta, com parto cesáreo anterior (G2P1C1), pré-natal sem intercorrências, foi internada em trabalho de parto e apresenta evolução de acordo com partograma, apresentado abaixo. Na décima hora de evolução, apresenta atividade uterina regular de 5 contrações/45 segundos/10 minutos/fortes e batimentos cardiofetais de 150 bpm. Analisando o partograma, qual é o diagnóstico e a conduta para o caso?Gabarito: D
Paciente, com 25 anos de idade, secundigesta, com parto cesáreo anterior (G2P1C1), pré-natal sem intercorrências, foi internada em trabalho de parto e apresenta evolução de acordo com partograma, apresentado abaixo. Na décima hora de evolução, apresenta atividade uterina regular de 5 contrações/45 segundos/10 minutos/fortes e batimentos cardiofetais de 150 bpm. Analisando o partograma, qual é o diagnóstico e a conduta para o caso?
- A Parada secundária da descida e fórceps.
- B Parada secundária da dilatação e ocitocina.
- C Parada secundária da dilatação e fórceps.
- D Parada secundária da descida e cesárea. ✓
- E Período expulsivo prolongado e cesárea.
Comentário OsceLabs
Leitura de partograma: dilatacao completa alcancada, mas a apresentacao nao progride na descida ao longo de duas horas com dinamica uterina EFETIVA (5 contracoes fortes em 10 minutos) — e parada secundaria da descida. Como nao ha insinuacao adequada, o forceps (A) e proscrito e a via e a cesarea. Parada de dilatacao (B, C) nao se aplica com colo completo; ocitocina (B) nao resolve desproporcao; periodo expulsivo prolongado (E) pressupoe descida progredindo lentamente, nao parada. Resposta D.
Questão 81Homem, com 65 anos de idade, tabagista, internado com suspeita de trombose venosa profunda, realizou tomografi a de tórax e angiotomografi a de membro inferior com contraste. Dois dias após o procedimento, houve redução de volume urinário para 400mL, em 24 horas. Exames solicitados em caráter de urgência evidenciam creatinina = 2,5 mg/dL, K = 5,7 mEq/L e Ureia = 112 mg/dL. O eletrocardiograma realizado mostra hemibloqueio de ramo esquerdo e alterações inespecífi cas da repolarização ventricular. Para o caso, considerando os níveis de potássio sérico, a intervenção apropriada, neste momento éGabarito: C
Homem, com 65 anos de idade, tabagista, internado com suspeita de trombose venosa profunda, realizou tomografi a de tórax e angiotomografi a de membro inferior com contraste. Dois dias após o procedimento, houve redução de volume urinário para 400mL, em 24 horas. Exames solicitados em caráter de urgência evidenciam creatinina = 2,5 mg/dL, K = 5,7 mEq/L e Ureia = 112 mg/dL. O eletrocardiograma realizado mostra hemibloqueio de ramo esquerdo e alterações inespecífi cas da repolarização ventricular. Para o caso, considerando os níveis de potássio sérico, a intervenção apropriada, neste momento é
- A furosemida EV.
- B gluconato de cálcio EV.
- C resina trocadora de potássio oral. ✓
- D betaadrenérgico inalatório.
- E insulina com glicose EV. 23 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
O detalhe que decide e o ECG: hemibloqueio e alteracao inespecifica da repolarizacao NAO sao sinais de hipercalemia (que seriam onda T apiculada, PR longo, QRS alargado). Sem repercussao eletrica e com K de 5,7, nao ha emergencia — basta REMOVER potassio do organismo com resina de troca por via oral. Gluconato de calcio (B) so se houver alteracao no ECG; insulina com glicose (E) e beta-adrenergico (D) apenas deslocam o potassio para dentro da celula; furosemida (A) e limitada na injuria renal oligurica. Resposta C.
Questão 82Um menino, com quatro anos de idade, chegou ao Setor de Emergência com grave alteração na perfusão sistêmica. Sua mãe relatou que o menor estava febril há 20 dias e que não havia feito o tratamento indicado pelo médico para infecção do trato urinário. Foi diagnosticado choque séptico e administrado oxigênio (concentração 100%), providenciado acesso venoso e iniciada a infusão de Soro Fisiológico, 30 ml/Kg em quinze minutos, sendo então realizada a sequência rápida de intubação orotraqueal e instalada ventilação pulmonar mecânica. Após essa conduta, enquanto esperava vaga na Unidade de CuidadosGabarito: E
Um menino, com quatro anos de idade, chegou ao Setor de Emergência com grave alteração na perfusão sistêmica. Sua mãe relatou que o menor estava febril há 20 dias e que não havia feito o tratamento indicado pelo médico para infecção do trato urinário. Foi diagnosticado choque séptico e administrado oxigênio (concentração 100%), providenciado acesso venoso e iniciada a infusão de Soro Fisiológico, 30 ml/Kg em quinze minutos, sendo então realizada a sequência rápida de intubação orotraqueal e instalada ventilação pulmonar mecânica. Após essa conduta, enquanto esperava vaga na Unidade de Cuidados
- A Manter infusão de volume e iniciar dopamina ou dobutamina.
- B Manter infusão de volume e iniciar dopamina ou norepinefrina.
- C Suspender infusão de volume e iniciar dopamina dose alfa adrenérgica ou epinefrina.
- D Manter infusão de volume e iniciar dopamina dose alfa adrenérgica ou norepinefrina.
- E Manter infusão de volume e iniciar dopamina dose alfa adrenérgica ou epinefrina. ✓
Comentário OsceLabs
Choque septico pediatrico REFRATARIO A VOLUME e — atencao ao exame — com extremidades FRIAS e enchimento capilar de 5 segundos, ou seja, choque frio com resistencia periferica ja elevada. A droga indicada e adrenalina (ou dopamina em dose alfa), e nao noradrenalina, reservada ao choque quente com vasoplegia (B, D). Dobutamina isolada (A) nao sustenta a pressao nesse cenario, e suspender volume (C) e erro — a reposicao deve continuar. Resposta E.
Questão 83Paciente, com 29 anos de idade, procura o pronto-socorro local em virtude de queimadura com água quente na coxa direita, ocorrida há 10 minutos enquanto preparava café. Queixa-se de dores no local da queimadura. Informa ter dado a luz há dois anos e o cartão de acompanhamento da gestante mostra que todo o esquema vacinal foi realizado adequadamente. A paciente está consciente, orientada, eupneica, hidratada, normocorada e afebril, Frequência cardíaca = 79bpm, Pressão arterial = 120x80mmHg. Ao exame local apresenta fl ictenas, eritema e edema em face anterior de coxa direita. Qual a conduta para o caso descrito?Gabarito: A
Paciente, com 29 anos de idade, procura o pronto-socorro local em virtude de queimadura com água quente na coxa direita, ocorrida há 10 minutos enquanto preparava café. Queixa-se de dores no local da queimadura. Informa ter dado a luz há dois anos e o cartão de acompanhamento da gestante mostra que todo o esquema vacinal foi realizado adequadamente. A paciente está consciente, orientada, eupneica, hidratada, normocorada e afebril, Frequência cardíaca = 79bpm, Pressão arterial = 120x80mmHg. Ao exame local apresenta fl ictenas, eritema e edema em face anterior de coxa direita. Qual a conduta para o caso descrito?
- A Realizar lavagem da ferida com solução fi siológica a 0,9%. Analgesia endovenosa com dipirona. Recomendar não romper as fl ictenas e realizar curativo com solução fi siológica a 0,9%, associada a sulfadiazina de prata. Analgesia domiciliar com dipirona, se necessário. ✓
- B Realizar a limpeza da ferida com clorhexidina. Analgesia endovenosa com meperidina endovenosa e antibioticoterapia oral com cefalexina - 500mg por via oral, de 6/6h durante 7 dias. Recomendar não romper as fl ictenas e realizar curativo com solução fi siológica a 0,9% e neomicina. Analgesia domiciliar com cloridrato de tramadol.
- C Realizar a limpeza da ferida com PVPI (polivinilpirrolidona-iodo, lauril éster sulfato de sódio) tópico seguida de termoterapia com gelo. Analgesia endovenosa com cloridrato de tramadol e antibioticoterapia parenteral com penincilina benzatina por via IM. Recomendar rotura e debridamento das fl ictenas e curativo com clorhexidina e sulfadiazina de prata tópico.
- D Realizar lavagem da ferida com soro fi siológico a 0,9%. Analgesia oral com paracetamol. Realizar curativo com clorhexidina e lidocaína tópica, romper as fl ictenas e realizar debridamento de tecidos desvitalizados. Antibioticoterapia parenteral com penincilina cristalina por via IM. Curativo oclusivo com clorhexidina.
- E Realizar limpeza da ferida com soro fi siológico a 0,9%. Analgesia oral com dipirona. Recomendar não romper as fl ictenas. Realizar curativo com PVPI (polivinilpirrolidona-iodo, lauril éster sulfato de sódio) e lidocaína tópica. Prescrever analgesia oral com tramadol e antibioticoterapia com amoxicilina + ácido clavulânico - 500mg por via oral, de 8/8h durante 7 dias. 24 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Queimadura de 2o grau superficial, pequena (face anterior de coxa), com flictenas integras e paciente com vacinacao antitetanica em dia. Conduta: lavagem com soro fisiologico, analgesia simples, NAO romper as flictenas (sao barreira biologica) e curativo com sulfadiazina de prata. Nao ha indicacao de antibiotico sistemico profilatico (B, E) nem de desbridar bolhas integras (C, D); PVPI e clorexidina sao citotoxicos para o leito da queimadura. Resposta A.
Questão 84Um lactente, com nove meses de idade, foi levado ao Pronto Atendimento porque, há 5 horas vem apresentando choro inconsolável, vômitos, fezes com sangue e distensão abdominal. A mãe refere que a criança fi cou gripada há uma semana. Durante o exame físico, o pediatra palpou massa abdominal e solicitou radiografi a simples de abdome que foi inespecífi ca e ultrassonografi a de abdome total que mostrou anéis concêntricos de camadas hipoecóicas e hiperecóicas alternantes, com porção central hiperecóica (sinal da “rosquinha/alvo/olho de boi”). Foi encaminhado ao centro cirúrgico para laparotomia. Baseado nos sintomas apresentados, o quadro descrito é compatível com abdome agudo, tendo como causaGabarito: D
Um lactente, com nove meses de idade, foi levado ao Pronto Atendimento porque, há 5 horas vem apresentando choro inconsolável, vômitos, fezes com sangue e distensão abdominal. A mãe refere que a criança fi cou gripada há uma semana. Durante o exame físico, o pediatra palpou massa abdominal e solicitou radiografi a simples de abdome que foi inespecífi ca e ultrassonografi a de abdome total que mostrou anéis concêntricos de camadas hipoecóicas e hiperecóicas alternantes, com porção central hiperecóica (sinal da “rosquinha/alvo/olho de boi”). Foi encaminhado ao centro cirúrgico para laparotomia. Baseado nos sintomas apresentados, o quadro descrito é compatível com abdome agudo, tendo como causa
- A volvo do intestino médio.
- B hérnia inguinal estrangulada.
- C divertículo de Meckel.
- D intussuscepção intestinal. ✓
- E oclusão intestinal por Ascaris lumbricoides.
Comentário OsceLabs
O ultrassom entrega o diagnostico: anéis concentricos alternantes com centro hiperecoico — sinal do alvo ou 'rosquinha' — e patognomonico de INTUSSUSCEPCAO intestinal. Combina com a triade classica em lactente de nove meses: choro em crises, massa abdominal palpavel e fezes com sangue (em 'geleia de framboesa'), frequentemente apos quadro viral que hipertrofia placas de Peyer. Volvo (A), hernia estrangulada (B), Meckel (C) e ascaridiase (E) nao produzem esse padrao ultrassonografico. Resposta D.
Questão 85Primigesta, com 23 anos de idade, 27 semanas de gestação, procura serviço de urgência relatando que, há dois dias, apresenta dor na região lombar à direita. Relata, ainda, que há um dia vem se sentindo muito mal, com calafrios e náuseas. Hoje, pela manhã, apresentou febre de 38,5 ºC, tendo feito uso de antitérmico. Ao exame físico: estado geral regular; descorada +/4+; levemente desidratada; afebril, eupneica; frequência cardíaca de 104 bpm; Pressão arterial = 110 x 70 mmHg. Relatou dor intensa à punho percussão na região lombar direita. Ao exame obstétrico: altura uterina de 28 cm, 156 batimentos cardíacos fetais por minuto, movimentos fetais presentes, ausência de contrações uterinas. Qual a conduta a ser tomada?Gabarito: E
Primigesta, com 23 anos de idade, 27 semanas de gestação, procura serviço de urgência relatando que, há dois dias, apresenta dor na região lombar à direita. Relata, ainda, que há um dia vem se sentindo muito mal, com calafrios e náuseas. Hoje, pela manhã, apresentou febre de 38,5 ºC, tendo feito uso de antitérmico. Ao exame físico: estado geral regular; descorada +/4+; levemente desidratada; afebril, eupneica; frequência cardíaca de 104 bpm; Pressão arterial = 110 x 70 mmHg. Relatou dor intensa à punho percussão na região lombar direita. Ao exame obstétrico: altura uterina de 28 cm, 156 batimentos cardíacos fetais por minuto, movimentos fetais presentes, ausência de contrações uterinas. Qual a conduta a ser tomada?
- A Solicitar exame sumário de urina e de urocultura e retorno em 24 horas para resultado de exames.
- B Hemograma, urocultura, antibioticoterapia e retorno em 24 horas para resultado de urocultura.
- C Internação hospitalar, hidratação e antibioticoterapia, após resultado da cultura de urina.
- D Hemograma, ultrassonografi a de abdome e de vias urinárias e antibioticoterapia por via oral.
- E Internação hospitalar, hemograma, eletrólitos, cultura de urina e antibioticoterapia endovenosa. ✓
Comentário OsceLabs
Pielonefrite aguda em gestante de 27 semanas: febre de 38,5 C, calafrios, nauseas e punho-percussao lombar muito dolorosa. Na gravidez, pielonefrite e sempre indicacao de INTERNACAO com antibiotico endovenoso — o risco de sepse, sindrome do desconforto respiratorio e trabalho de parto prematuro e alto. Manejo ambulatorial (A, B, D) ou esperar a cultura para iniciar tratamento (C) sao condutas inseguras: colhe-se a cultura e trata-se empiricamente na sequencia. Resposta E.
Questão 86Criança do sexo masculino, com três anos de idade e que apresenta anemia falciforme, é levado pela mãe à consulta na Unidade Básica de Saúde porque está tendo febre há quatro dias, chegando a 39°C. Apresenta tosse produtiva que aumentou de intensidade. Encontra-se em estado geral de prostração e a mãe notou que a criança está mais pálida e ictérica nos últimos dias. O pediatra encaminhou a criança de imediato para o hospital de referência, considerando queGabarito: C
Criança do sexo masculino, com três anos de idade e que apresenta anemia falciforme, é levado pela mãe à consulta na Unidade Básica de Saúde porque está tendo febre há quatro dias, chegando a 39°C. Apresenta tosse produtiva que aumentou de intensidade. Encontra-se em estado geral de prostração e a mãe notou que a criança está mais pálida e ictérica nos últimos dias. O pediatra encaminhou a criança de imediato para o hospital de referência, considerando que
- A as infecções são as complicações mais frequentes na anemia falciforme, acompanhadas de esplenomegalia que se acentua após os cinco anos de idade.
- B a importância das infecções como complicações na anemia falciforme, deve-se à maior susceptibilidade à bactéria Salmonella na faixa etária abaixo dos cinco anos.
- C a mortalidade entre crianças falcêmicas menores de cinco anos é elevada, sendo as complicações mais frequentes as infecções por Haemophilus infl uenzae tipo b (Hib) e por pneumococo. ✓
- D as infecções são as complicações mais frequentes, e o uso de profi laxia com penicilina é contra-indicado pelos riscos de aumento da taxa de colonização por cepas de pneumococos resistentes.
- E as infecções são as complicações mais frequentes, o que leva à necessidade de profi laxia com penicilina, recomendada do momento do diagnóstico da anemia falciforme e mantida por toda a vida.
Comentário OsceLabs
Crianca falcemica abaixo dos cinco anos tem asplenia funcional precoce e mortalidade elevada por infeccao invasiva por germes ENCAPSULADOS — pneumococo e Haemophilus influenzae tipo b a frente. Dai o encaminhamento imediato do falcemico febril. A erra ao dizer que a esplenomegalia se acentua apos os cinco anos (ocorre autoesplenectomia); B superestima a Salmonella, tipica da osteomielite; D contraindica erroneamente a profilaxia com penicilina; E erra o prazo, pois a profilaxia vai ate cerca dos cinco anos, nao por toda a vida. Resposta C.
Questão 87Gestante de 39 semanas, com quatro gestações e três partos, foi internada no pré-parto com dinâmica uterina de três contrações fortes em 10 minutos, cervicodilatação de 5 cm, bolsa íntegra e cardiotocografi a com padrão ativo. Em uma hora evoluiu para 7 cm de dilatação, apresentando quatro contrações fortes em 10 minutos. Qual deve ser a indicação de analgesia obstétrica para essa paciente?Gabarito: B
Gestante de 39 semanas, com quatro gestações e três partos, foi internada no pré-parto com dinâmica uterina de três contrações fortes em 10 minutos, cervicodilatação de 5 cm, bolsa íntegra e cardiotocografi a com padrão ativo. Em uma hora evoluiu para 7 cm de dilatação, apresentando quatro contrações fortes em 10 minutos. Qual deve ser a indicação de analgesia obstétrica para essa paciente?
- A Bloqueio de pudendo no segundo período do parto, visto que a paciente é multípara.
- B Bloqueio peridural com anestésico local e cateter para complementação anestésica subsequente. ✓
- C Bloqueio raquidiano em sela com anestésico local.
- D Analgesia endovenosa com meperidina.
- E Não há necessidade de analgesia e o parto ocorrerá rapidamente se considerarmos a evolução do trabalho de parto na última hora. 25 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Multipara em fase ativa, evoluindo de 5 para 7 cm em uma hora, com dinamica efetiva: ha tempo e indicacao de analgesia de parto, e a tecnica de escolha e o bloqueio PERIDURAL com cateter, que permite complementacao ao longo do trabalho de parto e eventual conversao para cesarea. Bloqueio de pudendo (A) so alivia o periodo expulsivo; raquianestesia em sela (C) e dose unica e tardia; meperidina (D) deprime o recem-nascido; negar analgesia (E) contraria o direito da parturiente. Resposta B.
Questão 88Homem, com 25 anos de idade, solteiro, procura atendimento na unidade básica de saúde, queixando-se de ferida genital. Ao exame clínico, foi observada lesão peniana ulcerada, eritematosa, com diâmetro de 1 cm, sem secreção, base endurada, limites nítidos, bordas a pique, não dolorosa, nem pruriginosa. Qual o diagnóstico clínico principal?Gabarito: A
Homem, com 25 anos de idade, solteiro, procura atendimento na unidade básica de saúde, queixando-se de ferida genital. Ao exame clínico, foi observada lesão peniana ulcerada, eritematosa, com diâmetro de 1 cm, sem secreção, base endurada, limites nítidos, bordas a pique, não dolorosa, nem pruriginosa. Qual o diagnóstico clínico principal?
- A Sífi lis primária. ✓
- B Sífi lis secundária.
- C Cancro mole.
- D Cancro misto.
- E Linfogranuloma venéreo.
Comentário OsceLabs
Lesao peniana ulcerada UNICA, indolor, com base ENDURADA, bordas nitidas e fundo limpo, sem secrecao: e o cancro duro da sifilis primaria. O par de caracteristicas 'indolor + base endurecida' e o que separa da sifilis secundaria (B), que se manifesta como roseolas, lesoes palmoplantares e condiloma plano, e do cancro mole (C), doloroso, multiplo, de fundo purulento e bordas irregulares. Linfogranuloma (E) tem ulcera fugaz seguida de adenopatia fistulizante. Resposta A.
Questão 89Adolescente do sexo masculino, com 14 anos de idade, busca atendimento em Unidade Básica de Saúde por considerar sua estatura muito baixa. O seu peso ao nascer foi de 3 Kg e o comprimento, de 50 cm. Manteve- se com velocidade de crescimento adequada até os dois anos de vida. Depois desse período, o pediatra constatou desaceleração no padrão de crescimento. Atualmente, apresenta velocidade de crescimento e estatura compatíveis com a idade óssea. Estágio de Tanner = 1; idade óssea = 13,5 anos; radiografi a de crânio normal. Qual a conduta adequada para essa situação?Gabarito: C
Adolescente do sexo masculino, com 14 anos de idade, busca atendimento em Unidade Básica de Saúde por considerar sua estatura muito baixa. O seu peso ao nascer foi de 3 Kg e o comprimento, de 50 cm. Manteve- se com velocidade de crescimento adequada até os dois anos de vida. Depois desse período, o pediatra constatou desaceleração no padrão de crescimento. Atualmente, apresenta velocidade de crescimento e estatura compatíveis com a idade óssea. Estágio de Tanner = 1; idade óssea = 13,5 anos; radiografi a de crânio normal. Qual a conduta adequada para essa situação?
- A Encaminhar o paciente para endocrinologista para indução puberal imediata com testosterona.
- B Referenciar o paciente para endocrinologista para indução imediata do crescimento com sulfato de zinco.
- C Acompanhar a evolução e não referenciar o paciente nesse momento, pois trata-se de atraso puberal constitucional. ✓
- D Referenciar o paciente para endocrinologista para investigação imediata de hipogonadismo hipogonadotrófi co.
- E Não referenciar o paciente e tranquilizá-lo, pois não há evidência de atraso puberal.
Comentário OsceLabs
Adolescente de 14 anos com Tanner 1, IDADE OSSEA de 13,5 anos e — o dado-chave — velocidade de crescimento e estatura COMPATIVEIS com a idade ossea, sem sinais de doenca cronica e com cranio normal: e atraso constitucional do crescimento e da puberdade, condicao benigna que so exige acompanhamento. Induzir puberdade (A) ou investigar hipogonadismo (D) e precipitado; sulfato de zinco (B) nao induz crescimento; e simplesmente dizer que nao ha atraso (E) ignora o Tanner 1 aos 14 anos. Resposta C.
Questão 90Mulher, com 21 anos de idade, estava próxima ao ponto de ônibus, quando foi abordada por um indivíduo estranho, que mediante ameaça com uma faca a obrigou entrar em uma casa abandonada, próxima àquele local, onde a agrediu fi sicamente e obrigou-a a manter relação sexual vaginal e anal. Em seguida o agressor evadiu-se. A mulher procurou, imediatamente um posto policial onde foi orientada a buscar auxílio médico e foi encaminhada à Unidade de Atendimento de Emergência. Analise os itens abaixo: I. Comunicar à unidade policial para a realização de boletim de ocorrência, após autorização da paciente. II. Não realizar toque vaginal ao atender a paciente por ser vítima de violência sexual e estupro. III. Promover o acolhimento da paciente e examinar para verifi car se existem lesões. IV. Explicar que trata-se de atendimento exclusivo da alçada do Instituto Médico Legal. V. Promover assistência médica visando a prevenção de doenças de transmissão sexual. VI. Ofertar anticoncepção de emergência caso não possua um método anticonceptivo efetivo. VII. Solicitar, antes de iniciar a avaliação da paciente, a presença do pai ou marido, se for o caso. Assinale a alternativa que contém apenas itens corretos de medidas médico-legais a serem tomadas pelo médico de plantão.Gabarito: C
Mulher, com 21 anos de idade, estava próxima ao ponto de ônibus, quando foi abordada por um indivíduo estranho, que mediante ameaça com uma faca a obrigou entrar em uma casa abandonada, próxima àquele local, onde a agrediu fi sicamente e obrigou-a a manter relação sexual vaginal e anal. Em seguida o agressor evadiu-se. A mulher procurou, imediatamente um posto policial onde foi orientada a buscar auxílio médico e foi encaminhada à Unidade de Atendimento de Emergência. Analise os itens abaixo: I. Comunicar à unidade policial para a realização de boletim de ocorrência, após autorização da paciente. II. Não realizar toque vaginal ao atender a paciente por ser vítima de violência sexual e estupro. III. Promover o acolhimento da paciente e examinar para verifi car se existem lesões. IV. Explicar que trata-se de atendimento exclusivo da alçada do Instituto Médico Legal. V. Promover assistência médica visando a prevenção de doenças de transmissão sexual. VI. Ofertar anticoncepção de emergência caso não possua um método anticonceptivo efetivo. VII. Solicitar, antes de iniciar a avaliação da paciente, a presença do pai ou marido, se for o caso. Assinale a alternativa que contém apenas itens corretos de medidas médico-legais a serem tomadas pelo médico de plantão.
- A I, IV, VI e VII.
- B I, II, IV e VII.
- C I, III, V e VI. ✓
- D II, III, IV e VI.
- E III, V, VI e VII.
Comentário OsceLabs
Atendimento a vitima de violencia sexual: acolher e examinar em busca de lesoes (III), oferecer profilaxia das infeccoes sexualmente transmissiveis (V) e anticoncepcao de emergencia (VI) sao condutas obrigatorias; a comunicacao a autoridade policial (I) depende da vontade da paciente adulta. Sao ERRADOS: deixar de examinar (II) — o exame ginecologico e necessario e faz parte do cuidado; condicionar o atendimento ao IML (IV) — o servico de saude NAO pode recusar atendimento; e exigir a presenca de pai ou marido (VII). Resposta C.
Questão 91Paciente, com 25 anos de idade, sem queixas, retorna para consulta de rotina na Unidade Básica de Saúde trazendo o resultado do exame citopatológico do colo uterino que apresentou amostra satisfatória, com atipia de células escamosas de signifi cado indeterminado (ASCUS). O exame especular vaginal feito na consulta em que o material colhido era normal. O citopatológico anterior da paciente havia sido colhido dois anos antes e não apresentava sinais de malignidade. Qual a conduta a ser adotada?Gabarito: B
Paciente, com 25 anos de idade, sem queixas, retorna para consulta de rotina na Unidade Básica de Saúde trazendo o resultado do exame citopatológico do colo uterino que apresentou amostra satisfatória, com atipia de células escamosas de signifi cado indeterminado (ASCUS). O exame especular vaginal feito na consulta em que o material colhido era normal. O citopatológico anterior da paciente havia sido colhido dois anos antes e não apresentava sinais de malignidade. Qual a conduta a ser adotada?
- A Encaminhar a paciente para colposcopia com biópsia dirigida.
- B Solicitar retorno da paciente em seis meses para repetir o exame citopatológico. ✓
- C Encaminhar a paciente para avaliação especializada em setor de patologia do trato genital inferior.
- D Tratar a paciente com creme vaginal de metronidazol e repetir o citopatológico em seguida.
- E Colher o exame novamente, pois trata-se de erro do laboratório. 26 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Citologia com ASC-US (atipias de significado indeterminado) em paciente jovem, com exame especular normal e citologia previa negativa: a recomendacao vigente e apenas REPETIR a citologia em seis meses, pois a maioria dessas atipias regride espontaneamente. Colposcopia com biopsia (A) e encaminhamento imediato (C) so entram apos duas citologias alteradas ou em lesao de maior grau; tratar empiricamente com metronidazol (D) e recolher por suposto erro de laboratorio (E) nao tem respaldo. Resposta B.
Questão 92Paciente, com 60 anos de idade, do sexo masculino, residente da zona da mata de Pernambuco, procura serviço médico de urgência porque iniciou há 48 horas dor abdominal em cólica, agora difusa, vômitos de cor acastanhada escura e odor fétido. Relata ter “intestino preso”, há muitos anos, mas nunca se preocupou, pois sempre foi assim. Não faz uso de qualquer medicação e nunca foi submetido a procedimento cirúrgico. Não é tabagista e nem etilista. Ao exame, está desidratado, hipocorado 1+/++++, Frequência cardíaca = 110 bpm, Pressão arterial = 90/40 mmHg, sem alteração do aparelho respiratório. Apresenta abdome muito distendido, com ruídos hidroaéreos presentes, com timbre metálico, timpânico e doloroso à percussão difusa e à palpação superfi cial em todo o abdome. Além da correção da desidratação, a conduta sequencial para esse paciente éGabarito: C
Paciente, com 60 anos de idade, do sexo masculino, residente da zona da mata de Pernambuco, procura serviço médico de urgência porque iniciou há 48 horas dor abdominal em cólica, agora difusa, vômitos de cor acastanhada escura e odor fétido. Relata ter “intestino preso”, há muitos anos, mas nunca se preocupou, pois sempre foi assim. Não faz uso de qualquer medicação e nunca foi submetido a procedimento cirúrgico. Não é tabagista e nem etilista. Ao exame, está desidratado, hipocorado 1+/++++, Frequência cardíaca = 110 bpm, Pressão arterial = 90/40 mmHg, sem alteração do aparelho respiratório. Apresenta abdome muito distendido, com ruídos hidroaéreos presentes, com timbre metálico, timpânico e doloroso à percussão difusa e à palpação superfi cial em todo o abdome. Além da correção da desidratação, a conduta sequencial para esse paciente é
- A iniciar sedação e encaminhá-lo para tratamento cirúrgico de urgência.
- B passar cateter nasogástrico, prescrever jejum e iniciar antibioticoterapia.
- C passar cateter nasogástrico e encaminhá-lo para tratamento cirúrgico de urgência. ✓
- D encaminhar para centro de especialidades médicas para realizar propedêutica complementar e diagnóstico.
- E prescrever jejum, iniciar antibioticoterapia e encaminhá-lo para tratamento cirúrgico de urgência.
Comentário OsceLabs
Idoso da zona da mata pernambucana com constipacao cronica de longa data (pense em megacolon chagasico), agora com dor difusa, vomitos fecaloides, abdome muito distendido, timpanico e com ruidos METALICOS e hipotensao: obstrucao intestinal com sofrimento de alca. Descomprime-se com cateter nasogastrico e encaminha-se para cirurgia de URGENCIA. Apenas jejum e antibiotico (B) nao desobstrui; propedeutica ambulatorial (D) ignora a instabilidade; sedar (A) mascara sem tratar. Resposta C.
Questão 93Mulher, com 35 anos de idade, obesa. Teve duas gestações, um parto e zero abortos. Atualmente, gestante de 14 semanas, vem à consulta de pré-natal trazendo seus exames, nos quais a glicemia de jejum tem valor de 90 mg/dL. Tem histórico obstétrico com fi lho anterior pesando 4.200 g, nascido com 37 semanas e cinco dias. Nesse caso, além da orientação dietética para prevenção de ganho de peso anormal, a conduta apropriada éGabarito: B
Mulher, com 35 anos de idade, obesa. Teve duas gestações, um parto e zero abortos. Atualmente, gestante de 14 semanas, vem à consulta de pré-natal trazendo seus exames, nos quais a glicemia de jejum tem valor de 90 mg/dL. Tem histórico obstétrico com fi lho anterior pesando 4.200 g, nascido com 37 semanas e cinco dias. Nesse caso, além da orientação dietética para prevenção de ganho de peso anormal, a conduta apropriada é
- A internação para realizar perfi l glicêmico e realização de ecografi a pelo alto risco de más formações fetais, especialmente cardíacas e de tubo neural.
- B realização de teste de sobrecarga da glicose e, se normal, reavaliação em idade gestacional posterior. ✓
- C realização de teste de sobrecarga da glicose e, se alterado, introdução de insulina.
- D realização de teste oral de sobrecarga da glicose e, se normal, afastada a possibilidade de desenvolvimento de diabetes gestacional durante a gravidez atual.
- E Internação para realizar perfi l glicêmico e introdução de insulina para prevenir macrossomia fetal.
Comentário OsceLabs
Gestante de 14 semanas, obesa, com 35 anos e antecedente de recem-nascido de 4.200 g — fatores de risco robustos para diabetes gestacional — mas glicemia de jejum normal. A conduta e antecipar o rastreio com teste de sobrecarga; se normal, NAO se encerra a investigacao: repete-se entre 24 e 28 semanas, quando a resistencia insulinica gestacional atinge o pico. Isso derruba D. Internar (A, E) e desnecessario, e insulina (C) so entra apos falha da dieta e do controle glicemico. Resposta B.
Questão 94Primigesta, com 30 anos de idade e idade gestacional de 18 semanas, retorna para sua segunda consulta de pré-natal. A gestação transcorre bem e a paciente não tem nenhuma queixa. Traz, dentre os exames solicitados na primeira consulta, a pesquisa para HIV com resultado indeterminado. A paciente nunca havia feito a sorologia anteriormente. Conta que o parceiro é saudável e não tem histórico de DST. Que conduta deve ser tomada neste caso?
Primigesta, com 30 anos de idade e idade gestacional de 18 semanas, retorna para sua segunda consulta de pré-natal. A gestação transcorre bem e a paciente não tem nenhuma queixa. Traz, dentre os exames solicitados na primeira consulta, a pesquisa para HIV com resultado indeterminado. A paciente nunca havia feito a sorologia anteriormente. Conta que o parceiro é saudável e não tem histórico de DST. Que conduta deve ser tomada neste caso?
- A Solicitar inicialmente a sorologia do parceiro e, caso negativa, encerrar a pesquisa.
- B Solicitar a repetição do teste, uso de preservativo em todas as relações sexuais e prescrever antirretroviral, de maneira a evitar o risco de transmissão fetal.
- C Solicitar imediatamente nova sorologia, orientando o uso de preservativo em todas as relações sexuais enquanto aguarda o resultado.
- D Solicitar nova sorologia em 30 dias, orientando o uso de preservativo em todas as relações sexuais.
- E Encaminhar a paciente para avaliação do infectologista.
Comentário OsceLabs
Questao ANULADA pela banca. O conteudo cobrado era a conduta diante de sorologia anti-HIV com resultado INDETERMINADO no pre-natal — situacao em que o fluxograma exige repetir a testagem e orientar sexo protegido enquanto se aguarda o resultado, sem iniciar antirretroviral com base num teste inconclusivo. A controversia estava no PRAZO da repeticao (imediata versus apos 30 dias, conforme a versao do fluxograma vigente). Por ter sido anulada, nao ha alternativa oficialmente correta.
Questão 95Visando aferir, em nosso meio, os fatores que infl uenciam no crescimento de pré-escolares, com destaque para a suplementação nutricional, foi desenvolvido um estudo em uma população de bairro periférico de uma cidade do interior paulista. Durante um ano, em quatro observações trimestrais, acompanhou-se a evolução de indicadores de peso e altura de 444 crianças, identifi cadas em censo específi co. Entre essas, 164 eram assistidas por creche local, enquanto as outras 280 não recebiam esse tipo de tratamento. A admissão a essa creche dava-se por meio da comprovação de que a mãe trabalhava fora do lar. O plano analítico adotou a análise multivariada por regressão linear múltipla. Quanto ao delineamento, podemos afi rmar que esse estudo éGabarito: B
Visando aferir, em nosso meio, os fatores que infl uenciam no crescimento de pré-escolares, com destaque para a suplementação nutricional, foi desenvolvido um estudo em uma população de bairro periférico de uma cidade do interior paulista. Durante um ano, em quatro observações trimestrais, acompanhou-se a evolução de indicadores de peso e altura de 444 crianças, identifi cadas em censo específi co. Entre essas, 164 eram assistidas por creche local, enquanto as outras 280 não recebiam esse tipo de tratamento. A admissão a essa creche dava-se por meio da comprovação de que a mãe trabalhava fora do lar. O plano analítico adotou a análise multivariada por regressão linear múltipla. Quanto ao delineamento, podemos afi rmar que esse estudo é
- A randomizado.
- B quasi-experimental. ✓
- C caso-controle.
- D descritivo.
- E transversal. 27 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Ha intervencao (suplementacao nutricional via creche) e grupo de comparacao, mas a alocacao NAO foi aleatoria — as criancas entraram na creche por criterio administrativo (mae que trabalha fora). Estudo com intervencao sem randomizacao e quase-experimental. Randomizado (A) exige sorteio; caso-controle (C) parte do desfecho para a exposicao; descritivo (D) nao compara grupos; transversal (E) nao teria seguimento de um ano com quatro observacoes. Resposta B.
Questão 96A secretaria de saúde de um município está em processo de compra emergencial de kits para detecção sorológica de dengue. Conforme deliberação do Centro de Vigilância em Saúde do Estado, o município precisa de um exame que tenha elevada probabilidade de identifi car os pacientes “verdadeiros positivos” entre os indivíduos realmente portadores de dengue. Na tomada de decisão para a compra desses kits, essa probabilidade deverá ser procurada sob que termo?Gabarito: D
A secretaria de saúde de um município está em processo de compra emergencial de kits para detecção sorológica de dengue. Conforme deliberação do Centro de Vigilância em Saúde do Estado, o município precisa de um exame que tenha elevada probabilidade de identifi car os pacientes “verdadeiros positivos” entre os indivíduos realmente portadores de dengue. Na tomada de decisão para a compra desses kits, essa probabilidade deverá ser procurada sob que termo?
- A Razão de verossimilhança de um resultado de teste positivo.
- B Valor preditivo positivo.
- C Confi abilidade.
- D Sensibilidade. ✓
- E Especifi cidade.
Comentário OsceLabs
Identificar corretamente os doentes ENTRE OS QUE REALMENTE TEM a doenca e a definicao de SENSIBILIDADE — verdadeiros positivos sobre o total de doentes. Especificidade (E) e o inverso: identificar os sadios entre os nao doentes. Valor preditivo positivo (B) parte do resultado do teste, nao do doente, e depende da prevalencia. Razao de verossimilhanca (A) combina os dois parametros; confiabilidade (C) e reprodutibilidade. Perola: em epidemia, prioriza-se sensibilidade para nao perder caso. Resposta D.
Questão 97Um paciente, com 55 anos de idade, etilista crônico, procurou um pronto-atendimento com hematêmese e alteração do nível de consciência. Ao exame físico, observou-se indivíduo emagrecido, agitado, com pressão arterial de 80 x 50 mmHg, pálido, taquipneico, com moderada ascite. Após internação, os exames laboratoriais revelaram dosagem de albumina de 2,6 g/dL, bilirrubina de 3,5 mg/dL, INR (International Normalized Ratio) = 2,0 e sorologia positiva para vírus da hepatite C. As enzimas hepáticas encontravam-se elevadas e a razão entre AST/ALT duas vezes maior que o normal. A dosagem de GGT estava elevada. Qual a causa principal de descompensação clínica deste paciente?Gabarito: B
Um paciente, com 55 anos de idade, etilista crônico, procurou um pronto-atendimento com hematêmese e alteração do nível de consciência. Ao exame físico, observou-se indivíduo emagrecido, agitado, com pressão arterial de 80 x 50 mmHg, pálido, taquipneico, com moderada ascite. Após internação, os exames laboratoriais revelaram dosagem de albumina de 2,6 g/dL, bilirrubina de 3,5 mg/dL, INR (International Normalized Ratio) = 2,0 e sorologia positiva para vírus da hepatite C. As enzimas hepáticas encontravam-se elevadas e a razão entre AST/ALT duas vezes maior que o normal. A dosagem de GGT estava elevada. Qual a causa principal de descompensação clínica deste paciente?
- A Baixo débito cardíaco.
- B Ingestão elevada de álcool. ✓
- C Hipoalbuminemia.
- D Intoxicação medicamentosa.
- E Reativação da hepatite crônica.
Comentário OsceLabs
Cirrose por hepatite C em etilista cronico que descompensa com hemorragia, ascite e encefalopatia. As pistas laboratoriais apontam para o alcool como gatilho: relacao AST/ALT maior que 2 e GGT elevada sao a assinatura da hepatopatia alcoolica em atividade. Baixo debito (A) nao tem suporte clinico; a hipoalbuminemia (C) e consequencia da insuficiencia hepatica, nao causa; nao ha relato de medicamentos (D); e reativacao (E) nao explica esse padrao enzimatico. Resposta B.
Questão 98Paciente, com 35 anos de idade, nuligesta, procura médico para realizar exames de mama. Relata ter muito medo, pois sua mãe teve câncer de mama bilateral, diagnosticado aos 49 anos. O exame clínico das mamas é normal, bem como o restante do exame físico da paciente. Qual a conduta a ser adotada pelo médico no rastreamento do câncer de mama para esta paciente?Gabarito: B
Paciente, com 35 anos de idade, nuligesta, procura médico para realizar exames de mama. Relata ter muito medo, pois sua mãe teve câncer de mama bilateral, diagnosticado aos 49 anos. O exame clínico das mamas é normal, bem como o restante do exame físico da paciente. Qual a conduta a ser adotada pelo médico no rastreamento do câncer de mama para esta paciente?
- A Autoexame de mamas mensal e exame clínico anual.
- B Exame clínico e mamografi a anuais. ✓
- C Exame clínico, mamografi a e ultrassonografi a mamária anuais.
- D Exame clínico e mamografi a a cada dois anos.
- E Exame clínico anual e ressonância magnética de mamas a cada dois anos.
Comentário OsceLabs
Paciente de 35 anos com mae que teve cancer de mama BILATERAL aos 49 anos (antes da menopausa) e de alto risco. Nesse grupo, o rastreamento comeca mais cedo — exame clinico e mamografia ANUAIS a partir dos 35 anos, e nao aos 40/50 como na populacao geral. Rastrear so com exame clinico e autoexame (A) subutiliza a mamografia; intervalo bienal (D) e para risco habitual; ultrassom (C) nao e metodo de rastreio; e ressonancia bienal (E) nao substitui a mamografia anual. Resposta B.
Questão 99Paciente, internado há oito dias em hospital secundário, vítima de politraumatismo por queda de moto apresentava trauma torácico e abdominal contusos. Foi submetido a drenagem torácica direita devido a hemotórax, com sucesso, sendo o dreno retirado sem intercorrências, há dois dias. Foi submetido a laparotomia exploradora sendo realizada rafi a de lesão hepática e limpeza da cavidade. Paciente evoluía satisfatoriamente, alimentando-se, deambulando e evacuando normalmente, porém há 24 horas queixa-se de dor torácica à inspiração, com irradiação para o dorso, tosse seca, fôlego curto e falta de ar. Apresentou dois picos febris nas últimas 24 horas. O abdome é indolor, depressível, com ruídos hidroaéreos presentes e normais. A ausculta do tórax revela murmúrio vesicular discretamente diminuído em base pulmonar direita. Diante desta situação, pergunta-se qual a hipótese diagnóstica e a conduta?Gabarito: A
Paciente, internado há oito dias em hospital secundário, vítima de politraumatismo por queda de moto apresentava trauma torácico e abdominal contusos. Foi submetido a drenagem torácica direita devido a hemotórax, com sucesso, sendo o dreno retirado sem intercorrências, há dois dias. Foi submetido a laparotomia exploradora sendo realizada rafi a de lesão hepática e limpeza da cavidade. Paciente evoluía satisfatoriamente, alimentando-se, deambulando e evacuando normalmente, porém há 24 horas queixa-se de dor torácica à inspiração, com irradiação para o dorso, tosse seca, fôlego curto e falta de ar. Apresentou dois picos febris nas últimas 24 horas. O abdome é indolor, depressível, com ruídos hidroaéreos presentes e normais. A ausculta do tórax revela murmúrio vesicular discretamente diminuído em base pulmonar direita. Diante desta situação, pergunta-se qual a hipótese diagnóstica e a conduta?
- A Empiema pleural. Radiografi a simples de tórax. Drenagem torácica. ✓
- B Pneumonia hospitalar. Raio X simples de tórax. Iniciar ceftriaxona 2g/dia por via endovenosa.
- C Encarceramento pulmonar. Tomografi a computadorizada de tórax. Decorticação pulmonar.
- D Atelectasia pulmonar à direita. Raio X simples de tórax. Fisioterapia respiratória e deambulação.
- E Abcesso pulmonar. Tomografi a de tórax. Lobectomia de urgência. 28 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Paciente drenado por hemotorax, com dreno retirado ha dois dias, evolui com febre, dor pleuritica e reducao do murmurio na base direita: sangue residual na cavidade e meio de cultura ideal — empiema pleural. Confirma-se com radiografia e trata-se com DRENAGEM (o antibiotico isolado nao esteriliza colecao). Pneumonia (B) nao explicaria a evolucao pos-drenagem com derrame; atelectasia (D) nao da febre sustentada; decorticacao (C) e etapa tardia; e abscesso com lobectomia de urgencia (E) nao tem cabimento. Resposta A.
Questão 100Mulher, com 25 anos de idade, apresenta ciclos menstruais irregulares, com atrasos menstruais frequentes, oleosidade da pele, Acantose nigrans e hirsutismo leve em região mentoniana. Exame ecográfi co demonstra características compatíveis com ovários micropolicísticos bilateralmente. Assinale a alternativa em que as observações, em relação ao seguimento e tratamento desta paciente, são corretas.Gabarito: D
Mulher, com 25 anos de idade, apresenta ciclos menstruais irregulares, com atrasos menstruais frequentes, oleosidade da pele, Acantose nigrans e hirsutismo leve em região mentoniana. Exame ecográfi co demonstra características compatíveis com ovários micropolicísticos bilateralmente. Assinale a alternativa em que as observações, em relação ao seguimento e tratamento desta paciente, são corretas.
- A A recomendação de perda de peso, atividade física e alimentação rica em fi bra, deve ser restrita aos casos de ganho de peso recente.
- B Deve ser alertada para a possibilidade de maior risco cardiovascular por alterações no perfi l lipídico e maior risco oncogênico, principalmente para endométrio.
- C A utilização de anticoncepcional hormonal oral não é indicada, pois não melhora o hirsutismo, a acne e não regulariza o intervalo menstrual.
- D Caso a paciente tenha desejo de engravidar, a regularização do ciclo e o uso de citrato de clomifeno são as escolhas iniciais preferenciais. ✓
- E Em se tratando de paciente com infertilidade caracterizada, a ressecção em cunha dos ovários é o tratamento preferencial.
Comentário OsceLabs
Sindrome dos ovarios policisticos (irregularidade menstrual, hiperandrogenismo clinico, ovarios micropolicisticos) com acantose nigricans, marcador de resistencia insulinica. Se ha desejo de engravidar, a conduta inicial e perda de peso associada a inducao da ovulacao com citrato de clomifeno. A restringe erroneamente a mudanca de estilo de vida; C esta errada, pois o anticoncepcional combinado melhora acne, hirsutismo e regularidade; a ressecçao em cunha (E) foi abandonada. B tem parte correta, mas erra ao juntar afirmativas como conduta de seguimento preferencial. Resposta D.
Questão 101Criança do sexo masculino, com quatro anos de idade, é atendido na Unidade Básica de Saúde com história de febre há três dias, cansaço, tosse seca frequente, às vezes seguida de vômitos, astenia, anorexia e dor abdominal. Há dez dias apresentou “resfriado febril” com duração de cinco dias, tendo usado Ampicilina por dois dias. No momento o estado geral é regular, apresenta dispneia leve, palidez e hipoatividade. A ausculta pulmonar revela diminuição do murmúrio vesicular em terço inferior do hemitórax dorsal direito. Peso e estatura adequados para a idade. Não informa doenças anteriores.Tem mais dois irmãos saudáveis. Está em uso de salbutamol, de 6/6 horas, há três dias. A conduta apropriada para a criança éGabarito: D
Criança do sexo masculino, com quatro anos de idade, é atendido na Unidade Básica de Saúde com história de febre há três dias, cansaço, tosse seca frequente, às vezes seguida de vômitos, astenia, anorexia e dor abdominal. Há dez dias apresentou “resfriado febril” com duração de cinco dias, tendo usado Ampicilina por dois dias. No momento o estado geral é regular, apresenta dispneia leve, palidez e hipoatividade. A ausculta pulmonar revela diminuição do murmúrio vesicular em terço inferior do hemitórax dorsal direito. Peso e estatura adequados para a idade. Não informa doenças anteriores.Tem mais dois irmãos saudáveis. Está em uso de salbutamol, de 6/6 horas, há três dias. A conduta apropriada para a criança é
- A apenas sintomático e manter o salbutamol.
- B internação e uso de penicilina endovenosa.
- C ampicilina via oral, em doses e intervalos adequados.
- D amoxicilina, via oral, em doses e intervalos adequados. ✓
- E investigar imunodefi ciência.
Comentário OsceLabs
Pneumonia comunitaria em pre-escolar: febre, tosse, dor abdominal e reducao localizada do murmurio vesicular em base direita, com bom estado nutricional e SEM sinais de gravidade (nao ha tiragem grave, cianose ou impossibilidade de ingerir). Trata-se ambulatorialmente com amoxicilina oral, que cobre o pneumococo, agente principal. Manter apenas sintomatico (A) subtrata; internar com penicilina venosa (B) e excessivo aqui; ampicilina oral (C) tem absorcao inferior; investigar imunodeficiencia (E) e prematuro no primeiro episodio. Resposta D.
Questão 102Em relação à osteoporose, é correto afi rmar queGabarito: A
Em relação à osteoporose, é correto afi rmar que
- A são considerados fatores de risco de osteoporose não modifi cáveis: idade, pequena estrutura corporal, origem étnica, história familiar de osteoporose. ✓
- B são considerados fatores de risco de osteoporose modifi cáveis: tabagismo, consumo excessivo de alcóol, terapia de reposição hormonal estrogênica.
- C nas mulheres com antecedentes familiares de osteoporose, a avaliação diagnóstica da densidade mineral óssea deve ser recomendada a partir de 40 anos.
- D o uso de reposição de cálcio e vitamina D aliada ao uso de bifosfonatos deve ser considerado apenas nos casos de ocorrência de fraturas prévias.
- E os efeitos de depleção óssea, induzidos pelo uso prolongado de corticóides, no hipotireoidismo e na doença renal crônica podem ser evitados pela ingesta complementar de cálcio.
Comentário OsceLabs
Fatores de risco NAO modificaveis para osteoporose sao exatamente os que o paciente nao pode mudar: idade avancada, estrutura corporal pequena, etnia (branca e asiatica) e historia familiar. B erra grosseiramente ao listar terapia estrogenica como fator de risco modificavel — ela e protetora para o osso; C antecipa sem respaldo a densitometria para os 40 anos; D restringe calcio e vitamina D a quem ja fraturou, quando eles sao base da prevencao; E supoe que calcio isolado neutraliza a perda ossea induzida por corticoide. Resposta A.
Questão 103Paciente, com 55 anos de idade, procurou consultório médico referindo o aparecimento de nódulo na região cervical à direita. O exame físico constatou que o paciente apresentava nódulo tireoideano à direita, de aproximadamente 6 cm. A ultrassonografi a revelou nódulo isoecogênico, de 6 cm, no lobo inferior da tireóide. O estudo citológico, realizado em material colhido por punção aspirativa de agulha fi na, foi sugestivo de carcinoma papilífero. O paciente foi então submetido a tireoidectomia, sem registro de intercorrências no ato operatório. No pós-operatório imediato o paciente passou a apresentar rouquidão e a laringoscopia realizada revelou paralisia de prega vocal à direita. Mediante o quadro clínico e considerando a anatomia cirúrgica, qual a causa prevalente de rouquidão nesses casos?Gabarito: E
Paciente, com 55 anos de idade, procurou consultório médico referindo o aparecimento de nódulo na região cervical à direita. O exame físico constatou que o paciente apresentava nódulo tireoideano à direita, de aproximadamente 6 cm. A ultrassonografi a revelou nódulo isoecogênico, de 6 cm, no lobo inferior da tireóide. O estudo citológico, realizado em material colhido por punção aspirativa de agulha fi na, foi sugestivo de carcinoma papilífero. O paciente foi então submetido a tireoidectomia, sem registro de intercorrências no ato operatório. No pós-operatório imediato o paciente passou a apresentar rouquidão e a laringoscopia realizada revelou paralisia de prega vocal à direita. Mediante o quadro clínico e considerando a anatomia cirúrgica, qual a causa prevalente de rouquidão nesses casos?
- A Lesão do ramo tireoideano do gânglio simpático cervical durante o ato cirúrgico.
- B Lesão da alça cervical do nervo parasimpático cervical durante o ato cirúrgico.
- C Lesão do ramo inferior do nervo laríngeo superior durante o ato cirúrgico.
- D Lesão do nervo laríngeo superior durante o ato cirúrgico.
- E Lesão do nervo laríngeo recorrente durante o ato cirúrgico. 29 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS ✓
Comentário OsceLabs
Rouquidao com paralisia de prega vocal no pos-operatorio imediato de tireoidectomia tem uma causa dominante: lesao do nervo LARINGEO RECORRENTE, que corre no sulco traqueoesofagico junto a arteria tireoidea inferior e inerva toda a musculatura intrinseca da laringe, exceto o cricotireoideo. O laringeo superior (C, D) inerva o cricotireoideo e sua lesao altera o tom agudo da voz, sem paralisar a prega. Cadeia simpatica (A) e alca cervical (B) nao respondem pela mobilidade da prega vocal. Resposta E.
Questão 104Gestante, primigesta, 18 anos de idade, com dezessete semanas de gestação, traz cartão de vacinação para a consulta de pré-natal, mostrando esquema vacinal completo para tétano aos 10 anos de idade. Em relação à recomendação do esquema vacinal da dupla adulto (difteria e tétano), durante a gravidez, qual a conduta correta para essa gestante?Gabarito: C
Gestante, primigesta, 18 anos de idade, com dezessete semanas de gestação, traz cartão de vacinação para a consulta de pré-natal, mostrando esquema vacinal completo para tétano aos 10 anos de idade. Em relação à recomendação do esquema vacinal da dupla adulto (difteria e tétano), durante a gravidez, qual a conduta correta para essa gestante?
- A Repetir esquema vacinal completo, composto por três doses.
- B Repetir esquema vacinal modifi cado, composto por duas doses.
- C Aplicar dose de reforço, pois o esquema vacinal completo foi realizado há mais de cinco anos. ✓
- D Não aplicar dose de reforço, já que o esquema vacinal completo foi realizado há menos de dez anos.
- E Não realizar vacinação, pois a vacina dupla adulto não faz parte dos cuidados da assistência pré-natal.
Comentário OsceLabs
Gestante de 18 anos com esquema antitetanico completo aos 10 anos — ou seja, ha oito anos, mais de cinco. A regra e simples: esquema completo com ultima dose ha mais de cinco anos exige UMA dose de reforco de dupla adulto durante o pre-natal, garantindo tambem protecao do recem-nascido contra tetano neonatal. Reiniciar o esquema (A, B) e desnecessario; dispensar o reforco pelo prazo de dez anos (D) usa a regra da populacao geral, mais frouxa; e a dT integra sim a rotina do pre-natal (E). Resposta C.
Questão 105Para a resolução da questão a seguir, primeiro leia o caso clínico, depois analise as assertivas relacionadas a ele e, em seguida, marque a alternativa correta. Caso: Gestante, com 18 anos de idade, primigesta, gestação com 39 semanas e 6 dias, foi admitida no Setor de Emergência Obstétrica apresentando convulsões tônico-clônicas generalizadas. Ao exame físico: Pressão arterial=180 x 120mmHg, BCF=65 bpm; hipertonia uterina franca, toque vaginal: colo uterino fechado, grosso e posterior. Após administração endovenosa de sulfato de magnésio e controle da crise convulsiva, a paciente foi encaminhada ao Centro Obstétrico para resolução por via alta, com as hipóteses diagnósticas de eclâmpsia, descolamento prematuro de placenta e sofrimento fetal agudo. O parto cesáreo ocorreu de forma rápida, através de incisão mediana, após anestesia geral. Não havia acompanhantes da gestante na sala de parto. O recém-nascido nasceu com peso de 3.850g, medindo 50cm, pálido, hipotônico, não responsivo, sem choro. Foi imediatamente atendido pelo pediatra que identifi cou ausência de batimentos cardíacos e procedeu às manobras de ressuscitação neonatal, sem sucesso. Após o nascimento, confi rmou-se o descolamento extenso da placenta, com grande quantidade de sangue e coágulos retroplacentários. Na evolução do parto operatório, não houve contração do útero, e após exaustivas manobras e medicamentos uterotônicos, não houve controle da hemorragia uterina profusa, que levou a equipe médica a realizar histerectomia puerperal. A hemorragia foi então controlada e a intervenção concluída sem outras intercorrências. Todo o suporte de vida necessário durante o trans e o pós-operatório foi disponibilizado. A parturiente foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave, sob ventilação mecânica e apresentando quadro de coagulação intravascular disseminada. Após dez dias, obteve alta da UTI e foi encaminhada para a enfermaria obstétrica, ainda com estado geral comprometido e, pela primeira vez, consciente após o parto. Chegando à enfermaria, perguntou pelo recém-nascido. Assertivas: I. A melhor conduta neste caso, em relação ao óbito do recém-nascido, seria não informar a mãe neste momento, dizendo apenas que o recém- nato estaria em estado grave na UTI-neonatal. II. A responsabilidade de assinar o atestado de óbito do recém-nato é do obstetra. III. A equipe médica deveria ter consultado a família da parturiente antes da decisão de realizar a histerectomia puerperal, tendo em vista a idade da paciente, o fato de ser primigesta, além da morte do recém-nato. IV. A julgar pelo relato do caso, existem evidências de imperícia e imprudência, mas não de negligência por parte da equipe médica. V. Não houve, a julgar pelo relato do caso, evidências de negligência, imperícia ou imprudência por parte da equipe médica. Estão de acordo com os preceitos éticos da assistência médica APENAS as afi rmações:Gabarito: B
Para a resolução da questão a seguir, primeiro leia o caso clínico, depois analise as assertivas relacionadas a ele e, em seguida, marque a alternativa correta. Caso: Gestante, com 18 anos de idade, primigesta, gestação com 39 semanas e 6 dias, foi admitida no Setor de Emergência Obstétrica apresentando convulsões tônico-clônicas generalizadas. Ao exame físico: Pressão arterial=180 x 120mmHg, BCF=65 bpm; hipertonia uterina franca, toque vaginal: colo uterino fechado, grosso e posterior. Após administração endovenosa de sulfato de magnésio e controle da crise convulsiva, a paciente foi encaminhada ao Centro Obstétrico para resolução por via alta, com as hipóteses diagnósticas de eclâmpsia, descolamento prematuro de placenta e sofrimento fetal agudo. O parto cesáreo ocorreu de forma rápida, através de incisão mediana, após anestesia geral. Não havia acompanhantes da gestante na sala de parto. O recém-nascido nasceu com peso de 3.850g, medindo 50cm, pálido, hipotônico, não responsivo, sem choro. Foi imediatamente atendido pelo pediatra que identifi cou ausência de batimentos cardíacos e procedeu às manobras de ressuscitação neonatal, sem sucesso. Após o nascimento, confi rmou-se o descolamento extenso da placenta, com grande quantidade de sangue e coágulos retroplacentários. Na evolução do parto operatório, não houve contração do útero, e após exaustivas manobras e medicamentos uterotônicos, não houve controle da hemorragia uterina profusa, que levou a equipe médica a realizar histerectomia puerperal. A hemorragia foi então controlada e a intervenção concluída sem outras intercorrências. Todo o suporte de vida necessário durante o trans e o pós-operatório foi disponibilizado. A parturiente foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave, sob ventilação mecânica e apresentando quadro de coagulação intravascular disseminada. Após dez dias, obteve alta da UTI e foi encaminhada para a enfermaria obstétrica, ainda com estado geral comprometido e, pela primeira vez, consciente após o parto. Chegando à enfermaria, perguntou pelo recém-nascido. Assertivas: I. A melhor conduta neste caso, em relação ao óbito do recém-nascido, seria não informar a mãe neste momento, dizendo apenas que o recém- nato estaria em estado grave na UTI-neonatal. II. A responsabilidade de assinar o atestado de óbito do recém-nato é do obstetra. III. A equipe médica deveria ter consultado a família da parturiente antes da decisão de realizar a histerectomia puerperal, tendo em vista a idade da paciente, o fato de ser primigesta, além da morte do recém-nato. IV. A julgar pelo relato do caso, existem evidências de imperícia e imprudência, mas não de negligência por parte da equipe médica. V. Não houve, a julgar pelo relato do caso, evidências de negligência, imperícia ou imprudência por parte da equipe médica. Estão de acordo com os preceitos éticos da assistência médica APENAS as afi rmações:
- A I e II.
- B II e V. ✓
- C III e IV.
- D I e V.
- E III e V.
Comentário OsceLabs
Duas afirmativas se sustentam. A II reconhece que a declaracao de obito do recem-nascido cabe ao medico que assistiu ao parto. A V afirma o essencial: diante de eclampsia com descolamento prematuro de placenta, o parto imediato, a ressuscitacao neonatal e a histerectomia puerperal apos falha dos uterotonicos configuram conduta tecnicamente correta — nao ha negligencia, impericia nem imprudencia (o que derruba IV). A I viola o dever de veracidade ao mentir sobre o obito, e a III ignora que a histerectomia foi salvadora e em urgencia. Resposta B.
Questão 106Considere que, em uma cidade de dois milhões de habitantes, houve 400 casos de gripe pelo vírus H1N1, no ano de 2009. Oito pessoas faleceram. O cálculo do coefi ciente de letalidade das infecções pelo vírus H1N1 nessa cidade resulta em que valor?Gabarito: C
Considere que, em uma cidade de dois milhões de habitantes, houve 400 casos de gripe pelo vírus H1N1, no ano de 2009. Oito pessoas faleceram. O cálculo do coefi ciente de letalidade das infecções pelo vírus H1N1 nessa cidade resulta em que valor?
- A 0,000004
- B 0,0002
- C 0,02 ✓
- D 0,04
- E 0,2 30 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Letalidade e obitos divididos pelos DOENTES, nao pela populacao — essa e a armadilha. Logo, 8 / 400 = 0,02, ou 2%. Quem divide pelos dois milhoes de habitantes calcula MORTALIDADE (0,000004, alternativa A) e cai no distrator. 0,0002 (B) seria a incidencia (400/2.000.000). Perola: mortalidade tem a populacao no denominador; letalidade tem os casos. Resposta C.
Questão 107Considere uma comunidade rural, onde um número aparentemente elevado de neonatos com má formação congênita é atribuído pelas mães agricultoras aos agrotóxicos utilizados na lavoura. Ao realizar um estudo de coorte retrospectivo dos nascimentos ocorridos na cidade nos últimos três anos, foi encontrado um risco relativo igual a 1,5, com um intervalo de confiança de 95%, entre 1,02 e 2,57. Qual a interpretação desse estudo?Gabarito: A
Considere uma comunidade rural, onde um número aparentemente elevado de neonatos com má formação congênita é atribuído pelas mães agricultoras aos agrotóxicos utilizados na lavoura. Ao realizar um estudo de coorte retrospectivo dos nascimentos ocorridos na cidade nos últimos três anos, foi encontrado um risco relativo igual a 1,5, com um intervalo de confiança de 95%, entre 1,02 e 2,57. Qual a interpretação desse estudo?
- A Mães agricultoras têm risco 50% maior de conceber fi lhos com má formação congênita em relação a mães não-agricultoras. ✓
- B Mães agricultoras têm risco 95% maior de conceber fi lhos com má formação congênita em relação a mães não-agricultoras.
- C Mães agricultoras têm risco 102% maior de conceber fi lhos com má formação congênita em relação a mães não-agricultoras.
- D Mães agricultoras têm risco 150% maior de conceber fi lhos com má formação congênita em relação a mães não-agricultoras.
- E Mães agricultoras têm risco 257% maior de conceber fi lhos com má formação congênita em relação a mães não-agricultoras.
Comentário OsceLabs
Risco relativo de 1,5 significa risco 50% MAIOR no grupo exposto — basta subtrair 1 e converter em porcentagem. O intervalo de confianca de 1,02 a 2,57 nao entra na conta do efeito: ele apenas nao inclui o 1, o que torna o resultado estatisticamente significativo. As alternativas C e E confundem os limites do intervalo com a magnitude do efeito; B confunde o nivel de confianca de 95% com o risco; e D le o 1,5 como 150%. Resposta A.
Questão 108Criança, com 5 anos de idade, mora com os pais em bairro de periferia. Seu pai é fumante, há três meses apresenta tosse crônica, produtiva, sudorese noturna e febre diária e não procura cuidados médicos. Sua mãe é aparentemente saudável. Há três semanas, a criança iniciou tosse produtiva com escarro purulento, febre ao fi nal da tarde e emagrecimento. O cartão de vacinas demonstra que ele foi vacinado com BCG ID no primeiro ano de vida. No atendimento é constatada temperatura oral de 37,5 °C, taquipneia e redução de murmúrio vesicular em terço médio do hemitórax direito. O exame radiológico do tórax mostra condensação homogênea em ápice de pulmão direito. O PPD é de 10 mm. Qual a conduta terapêutica para essa criança?Gabarito: D
Criança, com 5 anos de idade, mora com os pais em bairro de periferia. Seu pai é fumante, há três meses apresenta tosse crônica, produtiva, sudorese noturna e febre diária e não procura cuidados médicos. Sua mãe é aparentemente saudável. Há três semanas, a criança iniciou tosse produtiva com escarro purulento, febre ao fi nal da tarde e emagrecimento. O cartão de vacinas demonstra que ele foi vacinado com BCG ID no primeiro ano de vida. No atendimento é constatada temperatura oral de 37,5 °C, taquipneia e redução de murmúrio vesicular em terço médio do hemitórax direito. O exame radiológico do tórax mostra condensação homogênea em ápice de pulmão direito. O PPD é de 10 mm. Qual a conduta terapêutica para essa criança?
- A quimioprofi laxia primária.
- B quimioprofi laxia secundária e controle com exames a cada 2 meses.
- C revacinar com BCG e controle com exames a cada 2 meses.
- D esquema tríplice (2HRZ ) e duplo (4HR) e controle com exames a cada 2 meses. ✓
- E esquema quádruplo 2(HRZE) e duplo (5HR) e controle com exames a cada 2 meses.
Comentário OsceLabs
Crianca com tosse produtiva, febre vespertina, emagrecimento, condensacao em ápice pulmonar direito, PPD de 10 mm e contato domiciliar bacilifero (o pai com tosse cronica ha tres meses): e tuberculose pulmonar em atividade, nao infeccao latente — logo, quimioprofilaxia (A, B) esta descartada. Em menores de 10 anos, o esquema NAO leva etambutol pelo risco de neurite optica nao monitorizavel, ficando 2RHZ seguido de 4RH. Revacinar com BCG (C) nao trata doenca. Resposta D.
Questão 109No atendimento do Pronto-Socorro é admitido um jovem de 19 anos, de origem indígena, que narra ter sido vítima de uma picada de cobra na mão direita, há aproximadamente 30 minutos, relatando dor local. Você constata edema e equimose local. Outros habitantes da aldeia onde reside o rapaz trouxeram a cobra sem vida ao hospital na esperança de que isso pudesse ajudar na identifi cação da espécie da cobra que o havia picado. À observação, nota-se que a cobra tem fosseta loreal e cauda lisa. Considerando o quadro clínico, as características da cobra e a epidemiologia brasileira dos envenenamentos por animais peçonhentos, que tipo de soro antiofídico deverá ser administrado?Gabarito: C
No atendimento do Pronto-Socorro é admitido um jovem de 19 anos, de origem indígena, que narra ter sido vítima de uma picada de cobra na mão direita, há aproximadamente 30 minutos, relatando dor local. Você constata edema e equimose local. Outros habitantes da aldeia onde reside o rapaz trouxeram a cobra sem vida ao hospital na esperança de que isso pudesse ajudar na identifi cação da espécie da cobra que o havia picado. À observação, nota-se que a cobra tem fosseta loreal e cauda lisa. Considerando o quadro clínico, as características da cobra e a epidemiologia brasileira dos envenenamentos por animais peçonhentos, que tipo de soro antiofídico deverá ser administrado?
- A Soro antilonômico.
- B Soro anticrotálico.
- C Soro antibotrópico. ✓
- D Soro antilaquético.
- E Soro antielapídico.
Comentário OsceLabs
A identificacao do animal resolve a questao: FOSSETA LOREAL indica viperideo, e a CAUDA LISA (sem chocalho e sem escamas eriçadas) aponta o genero Bothrops — a jararaca, responsavel pela maioria dos acidentes ofidicos no Brasil. O quadro local com dor, edema e equimose confirma o padrao botropico. A crotalico (B) teria chocalho e quadro neuroparalitico e mialgico; o laquetico (D) tem cauda com escamas eriçadas; o elapidico (E) e da coral, que NAO tem fosseta loreal. Resposta C.
Questão 110Foi realizado estudo epidemiológico, durante período de 10 anos, entre indivíduos usuários de uma determinada droga, alguns a usavam por via inalatória, outros, por via intravenosa. O objetivo do estudo foi o de averiguar se a via de administração da droga poderia estar relacionada com maior mortalidade em um dos grupos. Os dados disponíveis do estudo são: Óbito Não-óbito Injetável 400 4600 Inalatória 80 1920 Qual o risco relativo de morte ao se usar a droga na forma injetável em relação à forma inalatória?Gabarito: B
Foi realizado estudo epidemiológico, durante período de 10 anos, entre indivíduos usuários de uma determinada droga, alguns a usavam por via inalatória, outros, por via intravenosa. O objetivo do estudo foi o de averiguar se a via de administração da droga poderia estar relacionada com maior mortalidade em um dos grupos. Os dados disponíveis do estudo são: Óbito Não-óbito Injetável 400 4600 Inalatória 80 1920 Qual o risco relativo de morte ao se usar a droga na forma injetável em relação à forma inalatória?
- A 1.
- B 2. ✓
- C 3.
- D 4.
- E 5. 31 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS 32 REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS QUESTIONÁRIO DE PERCEPÇÃO SOBRE A PROVA As perguntas abaixo visam levantar sua opinião sobre a qualidade da prova que você acabou de realizar. Para cada uma delas, assinale a opção correspondente a sua opinião, nos espaços próprios do Caderno de Respostas. Agradecemos a sua colaboração. PERGUNTA I Qual o grau de difi culdade da prova? A Muito fácil. B Fácil. C Médio. D Difícil. E Muito difícil. PERGUNTA II Considerando a extensão da prova, em relação ao tempo total, você considera que a prova foi A muito longa. B longa. C adequada. D curta. E muito curta. PERGUNTA III Os enunciados das questões da prova estavam claros? A Sim, todos. B Sim, a maioria. C Apenas cerca da metade. D Poucos. E Não, nenhum. PERGUNTA IV As informações/instruções fornecidas para a resolução das questões foram sufi cientes para resolvê-las? A Sim, até excessivas. B Sim, em todas elas. C Sim, na maioria delas. D Sim, somente em algumas. E Não, em nenhuma delas. PERGUNTA V Você se deparou com alguma difi culdade ao responder a prova? Qual? A Desconhecimento do conteúdo. B Forma diferente de abordagem de conteúdo. C Espaço insufi ciente para responder às questões. D Falta de motivação para fazer a prova. E Não tive qualquer tipo de difi culdade em responder a prova. PERGUNTA VI Você já participou, no Brasil, de outro(s) processo(s) de revalidação de diploma de médico obtido no exterior? A Sim. B Não. REVALIDA 2011 EXAM E NACIONAL DE REVALIDAÇÃO D E D I P L O M A S M É D I C O S EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
Risco relativo e a razao entre as incidencias. No grupo injetavel: 400 / (400 + 4600) = 400/5000 = 0,08. No inalatorio: 80 / (80 + 1920) = 80/2000 = 0,04. Dividindo, 0,08 / 0,04 = 2 — quem usa a droga por via injetavel tem o dobro do risco de morrer. O erro classico e usar apenas os obitos (400/80 = 5, alternativa E), esquecendo que o denominador precisa ser o total de EXPOSTOS de cada grupo. Resposta B.
Baixou a prova? Agora treine de verdade
Questões novas no estilo das provas de Residência, ENARE, ENAMED e Revalida com gabarito comentado — e estações práticas OSCE com um paciente virtual que conversa e reage.
Outras edições — Revalida
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