Prova Revalida 2023/1 com gabarito (PDF)

Abaixo você baixa o caderno e o gabarito da edição Revalida 2023/1 — de graça, sem cadastro.

objetiva

Caderno na versão AMPLIADA (letra grande — mesmas questões; o regular não está no ar no INEP). Gabarito definitivo.

Prova comentada — discursiva, questão a questão

Gabarito oficial + comentário autoral da equipe OsceLabs em cada questão. Clique na questão pra abrir.

Questão 1Verifique se, além deste caderno, você recebeu o Caderno de Respostas, destinado à transcrição das respostas discursivas.

Verifique se, além deste caderno, você recebeu o Caderno de Respostas, destinado à transcrição das respostas discursivas.

Comentário OsceLabs

A questão cobra a cadeia da DRGE: complicação anatômica, epitélio, risco oncológico e tratamento. (a) A transição esofagogástrica 4 cm acima do pinçamento diafragmático caracteriza hérnia de hiato por deslizamento, que desfaz o ângulo de His e o pinçamento crural e perpetua o refluxo. (b) A mucosa colunar avermelhada acima da linha Z com metaplasia intestinal na biópsia define esôfago de Barrett — o diagnóstico é histológico, nunca endoscópico isolado. (c) O Barrett é lesão precursora do adenocarcinoma de esôfago distal (o carcinoma escamoso é o que se liga a álcool e tabaco). (d) Medidas comportamentais: cessar tabagismo, reduzir álcool, evitar café, alimentos ácidos ou condimentados e bebidas gasosas, perder peso, elevar a cabeceira da cama e não se deitar até 2 horas após a refeição. Medida medicamentosa: bloqueio da secreção ácida gástrica, sobretudo com inibidor de bomba de prótons.

Prova comentada — objetiva, questão a questão

Gabarito oficial + comentário autoral da equipe OsceLabs em cada questão. Clique na questão pra abrir.

Questão 1Um paciente com 54 anos, em acompanhamento há 4 meses em função de cardiopatia isquêmica dilatada, foi admitido na unidade de emergência com queixas de súbitas palpitações e dispneia há cerca de 3 horas. O paciente nega dor precordial, informando ser portador, de longa data, de hipertensão arterial sistêmica e diabetes melito, em uso de carvedilol, enalapril, furosemida, espironolactona, dapagliflozina e insulina NPH (dose apenas noturna). Ao exame físico, o paciente se encontra em moderado desconforto respiratório, sudorese presente, pressão arterial de 80 × 62 mmHg, frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto, com ritmo cardíaco irregular e com estertoração bolhosa bibasal. É realizado um eletrocardiograma (ECG) que evidencia padrão irregular, com existência de ondas f, sendo caracterizada fibrilação atrial paroxística com elevada resposta ventricular; fora a presença de ondas Q patológicas na parede anterior, não há distúrbios de ST-T no ECG. A médica que o atende opta por realizar um procedimento que exige prévia aplicação de sedação e analgesia ao paciente, passando a explicar-lhe o que será realizado em seguida. Diante da situação apresentada, o procedimento que será realizado no paciente éGabarito: D

Um paciente com 54 anos, em acompanhamento há 4 meses em função de cardiopatia isquêmica dilatada, foi admitido na unidade de emergência com queixas de súbitas palpitações e dispneia há cerca de 3 horas. O paciente nega dor precordial, informando ser portador, de longa data, de hipertensão arterial sistêmica e diabetes melito, em uso de carvedilol, enalapril, furosemida, espironolactona, dapagliflozina e insulina NPH (dose apenas noturna). Ao exame físico, o paciente se encontra em moderado desconforto respiratório, sudorese presente, pressão arterial de 80 × 62 mmHg, frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto, com ritmo cardíaco irregular e com estertoração bolhosa bibasal. É realizado um eletrocardiograma (ECG) que evidencia padrão irregular, com existência de ondas f, sendo caracterizada fibrilação atrial paroxística com elevada resposta ventricular; fora a presença de ondas Q patológicas na parede anterior, não há distúrbios de ST-T no ECG. A médica que o atende opta por realizar um procedimento que exige prévia aplicação de sedação e analgesia ao paciente, passando a explicar-lhe o que será realizado em seguida. Diante da situação apresentada, o procedimento que será realizado no paciente é

  • A cineangiocoronariografia com angioplastia coronária.
  • B cateterismo cardíaco com estudo eletrofisiológico.
  • C implante de marca-passo provisório transvenoso.
  • D aplicação de cardioversão elétrica.

Comentário OsceLabs

Fibrilacao atrial de alta resposta em cardiopata isquemico com INSTABILIDADE hemodinamica (PA 80x62, sudorese, estertores bibasais) tem conduta unica: cardioversao eletrica sincronizada, que exige sedacao e analgesia previas — exatamente o que a medica explica ao paciente. Coronariografia (A) nao se justifica sem dor nem supra/infra de ST; estudo eletrofisiologico (B) e eletivo; marca-passo (C) trata bradiarritmia, e o paciente esta taquicardico. Resposta D.

Questão 2Um homem com 62 anos comparece, acompanhado de sua filha, a uma unidade básica de saúde, após terem sido alertados pelos vizinhos sobre a campanha de detecção de câncer de próstata, denominada Novembro azul. O paciente não mantém contato com os irmãos nem com o restante da família, portanto desconhece se há história familiar de câncer. Está completamente assintomático. Relata que seu pai faleceu aos 65 anos de idade e que não sabe a causa da morte. Nesse caso, do ponto de vista da prevenção, a conduta do médico deve serGabarito: D

Um homem com 62 anos comparece, acompanhado de sua filha, a uma unidade básica de saúde, após terem sido alertados pelos vizinhos sobre a campanha de detecção de câncer de próstata, denominada Novembro azul. O paciente não mantém contato com os irmãos nem com o restante da família, portanto desconhece se há história familiar de câncer. Está completamente assintomático. Relata que seu pai faleceu aos 65 anos de idade e que não sabe a causa da morte. Nesse caso, do ponto de vista da prevenção, a conduta do médico deve ser

  • A orientar o rastreio, indicado para homens de 50 a 70 anos de idade e esclarecer a filha de que será solicitado o PSA (antígeno prostático específico), método com grande sensibilidade e especificidade para diagnóstico de estágio precoce de doença.
  • B iniciar o rastreio indicado para homens de 50 a 70 anos de idade, como recomendado pelo Ministério da Saúde, que prevê, nessa faixa etária, a realização do toque retal e a ultrassonografia da próstata, após concordância, expressa no consentimento informado.
  • C avaliar a necessidade de rastreio, indicado para homens de 50 a 70 anos de idade, esclarecendo à filha de que serão solicitados um exame de toque retal, a coleta do PSA e a ultrassonografia da próstata, após concordância, expressa no consentimento informado.
  • D discutir o rastreio do câncer de próstata com o paciente e sua filha, dado que ele está assintomático e que, nesse caso, há muitos dados que mostram que possíveis danos relacionados a testes diagnósticos e tratamentos excessivos superam respectivos benefícios. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Rastreamento de cancer de prostata em homem assintomatico nao e recomendado de rotina pelo Ministerio da Saude nem pelo INCA: os estudos mostram que os danos do sobrediagnostico e do sobretratamento (incontinencia, disfuncao eretil, biopsias) superam o beneficio em mortalidade. A conduta correta e a DECISAO COMPARTILHADA, informando riscos e beneficios. A, B e C erram ao afirmar que ha rastreio organizado indicado dos 50 aos 70 anos e ao superestimar a acuracia do PSA, que e pouco especifico. Resposta D.

Questão 3Uma lactente com 6 meses, nascida a termo, sem doenças prévias, encontra-se em consulta médica de puericultura. A mãe refere uso de leite de cabra in natura exclusivo na alimentação da criança desde o nascimento. Ao exame físico, a criança apresenta palidez cutâneo-mucosa importante e língua lisa. Foi solicitado hemograma, que apresentou anemia macrocítica, neutropenia com hipersegmentação de neutrófilos e plaquetopenia. Ampliada a investigação, o mielograma apresentou-se normal. Considerando-se a hipótese diagnóstica mais provável, além de adequação dietética, o tratamento medicamentoso indicado para reverter essa situação é a administração deGabarito: B

Uma lactente com 6 meses, nascida a termo, sem doenças prévias, encontra-se em consulta médica de puericultura. A mãe refere uso de leite de cabra in natura exclusivo na alimentação da criança desde o nascimento. Ao exame físico, a criança apresenta palidez cutâneo-mucosa importante e língua lisa. Foi solicitado hemograma, que apresentou anemia macrocítica, neutropenia com hipersegmentação de neutrófilos e plaquetopenia. Ampliada a investigação, o mielograma apresentou-se normal. Considerando-se a hipótese diagnóstica mais provável, além de adequação dietética, o tratamento medicamentoso indicado para reverter essa situação é a administração de

  • A vitamina E e iodo.
  • B vitamina B12 e folato.
  • C zinco e ácido ascórbico.
  • D sais de ferro e vitamina A.

Comentário OsceLabs

Lactente alimentado exclusivamente com leite de cabra in natura: anemia MACROCITICA com neutrofilos hipersegmentados, plaquetopenia e lingua lisa desenham anemia megaloblastica. O leite de cabra e notoriamente pobre em folato (e em B12), e o mielograma normal afasta aplasia. O tratamento e reposicao de vitamina B12 e acido folico. Ferro (D) corrigiria anemia microcitica; zinco/vitamina C (C) e vitamina E/iodo (A) nao explicam a megaloblastose. Resposta B.

Questão 4Uma paciente com 21 anos, nuligesta, comparece à consulta em um centro de saúde com queixa de amenorreia há 6 meses, acne com pústulas, aumento de pelos, principalmente na face e nos membros inferiores. Relata dificuldade em perder peso e ciclos menstruais irregulares e longos desde a menarca. Afirma ser sexualmente ativa. É realizado, durante o atendimento, teste rápido para gravidez, com resultado negativo. Ao exame físico, apresenta índice de massa corpórea de 30 kg/m2, pressão arterial de 120 × 70 mmHg. Considerando-se o quadro clínico da paciente, qual é a conduta inicial mais adequada no momento desse atendimento?Gabarito: A

Uma paciente com 21 anos, nuligesta, comparece à consulta em um centro de saúde com queixa de amenorreia há 6 meses, acne com pústulas, aumento de pelos, principalmente na face e nos membros inferiores. Relata dificuldade em perder peso e ciclos menstruais irregulares e longos desde a menarca. Afirma ser sexualmente ativa. É realizado, durante o atendimento, teste rápido para gravidez, com resultado negativo. Ao exame físico, apresenta índice de massa corpórea de 30 kg/m2, pressão arterial de 120 × 70 mmHg. Considerando-se o quadro clínico da paciente, qual é a conduta inicial mais adequada no momento desse atendimento?

  • A Dosar TSH, T4 livre, prolactina e 17 hidroxiprogesterona, para descartar patologias sistêmicas.
  • B Dosar cortisol livre, dehidroepiandrosterona e perfil metabólico, para confirmar perfil androgênico.
  • C Prescrever etinilestradiol 10 mg 1 vez ao dia, por 10 dias, para descartar causas uterinas de amenorreia.
  • D Iniciar espironolactona 50 mg 2 vezes ao dia e solicitar ultrassonografia, para confirmar diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Sindrome dos ovarios policisticos e diagnostico de EXCLUSAO (criterios de Roterda): antes de rotula-la e obrigatorio afastar os imitadores — disfuncao tireoidiana (TSH, T4 livre), hiperprolactinemia e hiperplasia adrenal congenita nao classica (17-hidroxiprogesterona). B investiga sindrome de Cushing sem sinais que a sugiram; C usa progestogenio, nao etinilestradiol, para o teste; D ja trata e pede USG antes de excluir causas secundarias — e espironolactona exige contracepcao eficaz. Resposta A.

Questão 5Sindemia é um conjunto de problemas de saúde intimamente interligados e que aumentam mutuamente, que afetam significativamente o estado geral de saúde de uma população no contexto de persistência de condições sociais adversas. SINGER, M. A dose of drugs, a touch of violence, a case of AIDS: conceptualizing the SAVA syndemic. Free Inquiry in Creative Sociology. Okhlahoma, Estados Unidos, v. 24, n. 2, p. 99-110, 1996.Gabarito: A

Sindemia é um conjunto de problemas de saúde intimamente interligados e que aumentam mutuamente, que afetam significativamente o estado geral de saúde de uma população no contexto de persistência de condições sociais adversas. SINGER, M. A dose of drugs, a touch of violence, a case of AIDS: conceptualizing the SAVA syndemic. Free Inquiry in Creative Sociology. Okhlahoma, Estados Unidos, v. 24, n. 2, p. 99-110, 1996.

  • A sindemia não constitui simplesmente um sistema de comorbidade; ao contrário, significa um sistema de transmorbidade. Implica, ademais, entender essa sindemia como determinada socialmente e, por consequência, compreender que ela não será solucionada somente com modelos de intervenção provenientes exclusivamente do campo biomédico. VILAÇA MENDES, E. O lado oculto de uma pandemia: a terceira onda da covid-19 ou o paciente invisível. CONASS. 2020. Acerca da perspectiva sindêmica da Covid-19, assinale a opção correta. A A distribuição das taxas de morbidade e mortalidade da Covid-19 entre os diferentes segmentos sociais reflete as desigualdades estruturais e os determinantes sociais da saúde.
  • B A suspensão dos atendimentos de pessoas com doenças crônicas foi medida acertada diante da emergência sanitária, dada a necessidade de priorizar o atendimento e o acompanhamento dos casos de Covid-19.
  • C A interação entre epidemias resulta na redução considerável da taxa de incidência das doenças, assim como da severidade dos casos e das repercussões para as comunidades, prevalecendo uma das epidemias em detrimento das demais.
  • D A teoria sindêmica da Covid-19 reforça a importância de investimentos em políticas de natureza curativa, sobretudo na estruturação e ampliação de leitos clínicos e de terapia intensiva direcionados aos casos graves, que requerem acompanhamento hospitalar. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Sindemia significa interacao SINERGICA entre epidemias sobre um substrato social adverso: a Covid-19 nao adoeceu todos igualmente, e morbimortalidade se concentrou onde ha pobreza, aglomeracao e menor acesso — ou seja, expressa determinantes sociais e desigualdades estruturais. B contraria o cuidado continuado dos cronicos; C inverte o conceito (sindemia AGRAVA, nao reduz); D reduz a resposta ao modelo biomedico curativo, exatamente o que a teoria sindemica critica. Resposta A.

Questão 6Um paciente com 65 anos faz acompanhamento na unidade básica de saúde devido a doença de Parkinson e evolui com quadro de sonolência diurna excessiva, anosmia, fadiga e apatia. Os familiares referem que o paciente faz uso regular dos seguintes medicamentos: levodopa, dipirona, losartana e ácido acetilsalicílico. Ele é, então, encaminhado para internação hospitalar para investigação diagnóstica do quadro relatado. O exame físico revela presença de rigidez muscular importante com sinal da roda dentada presente e tremores nas extremidades. O paciente apresenta-se muito sonolento, respondendo às solicitações, com perda do olfato, cansaço importante e apatia. Foram realizados exames laboratoriais que se mostraram dentro dos parâmetros da normalidade. Nesse caso, a provável evolução do quadro clínico do paciente está relacionada aGabarito: C

Um paciente com 65 anos faz acompanhamento na unidade básica de saúde devido a doença de Parkinson e evolui com quadro de sonolência diurna excessiva, anosmia, fadiga e apatia. Os familiares referem que o paciente faz uso regular dos seguintes medicamentos: levodopa, dipirona, losartana e ácido acetilsalicílico. Ele é, então, encaminhado para internação hospitalar para investigação diagnóstica do quadro relatado. O exame físico revela presença de rigidez muscular importante com sinal da roda dentada presente e tremores nas extremidades. O paciente apresenta-se muito sonolento, respondendo às solicitações, com perda do olfato, cansaço importante e apatia. Foram realizados exames laboratoriais que se mostraram dentro dos parâmetros da normalidade. Nesse caso, a provável evolução do quadro clínico do paciente está relacionada a

  • A quadro infeccioso com exames laboratoriais dentro dos parâmetros da normalidade.
  • B distúrbios neurodegenerativos não relacionados à doença de Parkinson.
  • C manifestação neuropsiquiátrica e não motora da doença de Parkinson.
  • D parkinsonismo secundário associado a medicamentos.

Comentário OsceLabs

Sonolencia diurna, anosmia, fadiga e apatia em parkinsoniano com exames normais sao as manifestacoes NAO MOTORAS da propria doenca de Parkinson — a hiposmia, inclusive, costuma anteceder o tremor em anos, e apatia/sonolencia integram o espectro neuropsiquiatrico. Nao ha febre nem alteracao laboratorial que sustente infeccao (A); o sinal da roda denteada e o quadro tipico afastam outra neurodegeneracao (B); levodopa trata, nao causa parkinsonismo (D). Resposta C.

Questão 7Um paciente de 55 anos, obeso, tabagista, foi internado no serviço de urologia. Apresentava hematúria franca, tendo sido submetido a cistoscopia com ressecção transuretral de lesões. O laudo anatomopatológico revelou a ressecção de 3 lesões tumorais superficiais, limitadas ao revestimento da bexiga, compatíveis com carcinoma de células transicionais de alto grau, além de ausência de invasão muscular. A pesquisa realizada por meio de ultrassonografia não demonstrou acometimento de linfonodos locais. Nessa situação, qual conduta deve ser adotada para o caso?Gabarito: A

Um paciente de 55 anos, obeso, tabagista, foi internado no serviço de urologia. Apresentava hematúria franca, tendo sido submetido a cistoscopia com ressecção transuretral de lesões. O laudo anatomopatológico revelou a ressecção de 3 lesões tumorais superficiais, limitadas ao revestimento da bexiga, compatíveis com carcinoma de células transicionais de alto grau, além de ausência de invasão muscular. A pesquisa realizada por meio de ultrassonografia não demonstrou acometimento de linfonodos locais. Nessa situação, qual conduta deve ser adotada para o caso?

  • A Solicitar cistectomia total.
  • B Indicar tratamento intravesical com BCG.
  • C Indicar tratamento com dose única de mitomicina.
  • D Solicitar cistoscopia com nova ressecção trimestral. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Carcinoma urotelial de ALTO GRAU, multifocal (3 lesoes), e doenca nao musculo-invasiva de altissimo risco de recidiva e progressao. O gabarito oficial apontou a cistectomia, conduta admitida justamente nesse cenario de alto grau multifocal (e obrigatoria na falha da terapia intravesical). A dose unica de mitomicina (C) cobre apenas tumores de baixo grau/unicos; repetir RTU trimestral (D) e seguimento, nao tratamento oncologico. Resposta A.

Questão 8Um recém-nascido a termo recebeu alta com orientações gerais, mas retornou para avaliação após 72 horas. A mãe relata que, embora ele estivesse bem, estava preocupada, pois achava que o “amarelão” estava ficando cada vez mais acentuado. Na avaliação médica, observou-se icterícia (3+/4+), Zona 4 de Kramer. A criança foi internada e foram solicitados exames laboratoriais. A bilirrubina total era de 25,6 mg/dL às custas da fração de bilirrubina indireta. Não havia histórico de incompatibilidade ABO ou Rh. Considerando o caso clínico, assinale a opção que apresenta, corretamente, a causa de hiperbilirrubinemia indireta neonatal associada à sua fisiopatologia, a avaliação complementar de diagnóstico e a conduta imediata, respectivamente.Gabarito: A

Um recém-nascido a termo recebeu alta com orientações gerais, mas retornou para avaliação após 72 horas. A mãe relata que, embora ele estivesse bem, estava preocupada, pois achava que o “amarelão” estava ficando cada vez mais acentuado. Na avaliação médica, observou-se icterícia (3+/4+), Zona 4 de Kramer. A criança foi internada e foram solicitados exames laboratoriais. A bilirrubina total era de 25,6 mg/dL às custas da fração de bilirrubina indireta. Não havia histórico de incompatibilidade ABO ou Rh. Considerando o caso clínico, assinale a opção que apresenta, corretamente, a causa de hiperbilirrubinemia indireta neonatal associada à sua fisiopatologia, a avaliação complementar de diagnóstico e a conduta imediata, respectivamente.

  • A Alfatalassemia (doença hemolítica); teste do pezinho; fototerapia.
  • B Hipotireoidismo (policitemia); dosagem de hormônio tireoidiano; exsanguíneo transfusão.
  • C Síndrome de Crigler Najjar (doença hemolítica); teste do pezinho; exsanguíneo transfusão.
  • D Estenose hipertrófica de piloro (coleção sanguínea extravascular); ultrassonografia abdominal; fototerapia.

Comentário OsceLabs

A questao cobra a coerencia do trio causa-fisiopatologia-investigacao-conduta. Ictericia precoce e intensa a custa de bilirrubina INDIRETA sem incompatibilidade ABO/Rh aponta hemolise de outra origem: as talassemias sao hemoliticas e sao triadas na eletroforese de hemoglobina do teste do pezinho, e a fototerapia intensiva e a medida imediata. Hipotireoidismo nao causa policitemia (B); Crigler-Najjar e defeito de CONJUGACAO, nao hemolise (C); estenose de piloro nao e coleccao sanguinea (D). Resposta A.

Questão 10Uma mulher com 26 anos, foi atendida pela equipe de triagem de uma unidade de saúde da família localizada na área rural de um município de pequeno porte. Em razão de queixa de atraso de alguns dias da menstruação, a paciente realizou um teste rápido de gravidez, que se revelou positivo. O médico que a atende, após anamnese completa e exame clínico, classifica-a como gestante de baixo risco e solicita testes rápidos para hepatite B, sífilis (teste treponêmico) e HIV. Os resultados de todos os exames, exceto o de sífilis, são negativos.Gabarito: B

Uma mulher com 26 anos, foi atendida pela equipe de triagem de uma unidade de saúde da família localizada na área rural de um município de pequeno porte. Em razão de queixa de atraso de alguns dias da menstruação, a paciente realizou um teste rápido de gravidez, que se revelou positivo. O médico que a atende, após anamnese completa e exame clínico, classifica-a como gestante de baixo risco e solicita testes rápidos para hepatite B, sífilis (teste treponêmico) e HIV. Os resultados de todos os exames, exceto o de sífilis, são negativos.

  • A paciente relata que não tem alergia a medicamentos, que nunca teve sífilis nem realizou tratamento medicamentoso para essa doença. O médico solicita que ela compareça com seu parceiro à próxima consulta, para que ele também realize os testes rápidos e decide, então, iniciar, para a paciente, o tratamento para sífilis tardia. Após solicitar todos os exames laboratoriais para o pré-natal de baixo risco e o exame VDRL confirmar a doença, o médico prescreve que seja administrado à paciente, na unidade de saúde, benzilpenicilina benzatina de 1.200.000 Ul (intramuscular), em A 1 dose por semana, durante 3 semanas; o VDRL deverá ser monitorado mensalmente; o indicador de cura é que o VDRL reduza pelo menos 1 diluição em relação ao VDRL constatado no momento do diagnóstico.
  • B 2 doses por semana, durante 3 semanas; o VDRL deverá ser monitorado mensalmente; o indicador de cura é que o VDRL reduza pelo menos 2 diluições em relação ao VDRL constatado no momento do diagnóstico.
  • C 2 doses por semana, durante 2 semanas; o VDRL deverá ser monitorado no 3°, no 9° e no 12° mês após o diagnóstico; o indicador de cura é que o VDRL reduza pelo menos 1 diluição em relação ao VDRL verificado no momento do diagnóstico.
  • D 1 dose por semana, durante 2 semanas; o VDRL deverá ser monitorado no 3°, no 9° e no 12° mês após o diagnóstico; o indicador de cura é que o VDRL reduza pelo menos 2 diluições em relação ao VDRL verificado no momento do diagnóstico. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Sifilis latente TARDIA (ou de duracao ignorada) na gestante: benzilpenicilina benzatina 2.400.000 UI no total por aplicacao — 1.200.000 UI em cada gluteo, isto e, 2 doses por semana — repetida por 3 semanas (7.200.000 UI). Na gestacao o VDRL e monitorado MENSALMENTE, e a resposta adequada e a queda de pelo menos 2 diluicoes (4 vezes o titulo) em ate 6 meses. As demais opcoes erram a dose total, o intervalo de seguimento ou o criterio de cura. Resposta B.

Questão 11Uma paciente com 30 anos, branca, procura serviço de emergência devido a sangramento gengival e ao aparecimento de pontos avermelhados nos membros inferiores há 15 dias, com piora progressiva das lesões e fadiga. Nega febre, uso de medicamentos e ingesta de bebidas à base de quinino. Foram solicitados exames que mostraram: Hemograma Resultado Valores de referência Mulheres Homens Hemácias 4,0 x 1012/L 0,5-4,3 x 1012/L 0,5-5,0 x 1012/L Hemoglobina 10 g/dL 12,0-16,0 g/dL 13,5-17,5 g/dL Hematócrito 30% 36-46 (%) 41-53 (%) Leucócitos 5,0 x 103/L 3,0-7,0 x 103/L Plaquetas 10 x 103/L 150-400 x 103/L OBS.: foram observadas macroplaquetas na lâmina do esfregaço de sangue. Coagulograma Resultado Valor de referência TP (tempo de protrombina) 12 seg 11,7±0,5 seg Atividade 100% 70 a 120% RNI (razão Normalizada Internacional) 1,0 1,0 TTPA (tempo de tromboplastina parcial ativada) 20 seg 22 a 40 seg R (relação = tempo paciente/tempo de controle interno) 1,0 0,8 a 1,3 Outros exames laboratoriais Resultado Valor de referência Ureia 30 mg/dL 13 a 43 mg/dL Creatinina 0,8 mg/dL 0,6 a 1,2 mg/dL DHL (desidrogenase lática) 150 U/dL 125 a 220 U/dL Bilirrubina total 1,0 mg/dL Até 1,2 mg/dL Bilirrubina direta 0,3 mg/dL Até 0,3 mg/dL Bilirrubina indireta 0,6 mg/dL Até 0,6 mg/dL Teste de Coombs direto Negativo Negativo Teste de Coombs indireto Negativo Negativo Atividade da enzima ADAMTS13 >10% ≥10% Ao exame clínico, notou-se a presença de lesões na pele, com petéquias no dorso do pé e no tornozelo (sola dos pés sem lesões) e hemorragia bolhosa na mucosa bucal. Com base nas informações descritas, a principal hipótese diagnóstica éGabarito: D

Uma paciente com 30 anos, branca, procura serviço de emergência devido a sangramento gengival e ao aparecimento de pontos avermelhados nos membros inferiores há 15 dias, com piora progressiva das lesões e fadiga. Nega febre, uso de medicamentos e ingesta de bebidas à base de quinino. Foram solicitados exames que mostraram: Hemograma Resultado Valores de referência Mulheres Homens Hemácias 4,0 x 1012/L 0,5-4,3 x 1012/L 0,5-5,0 x 1012/L Hemoglobina 10 g/dL 12,0-16,0 g/dL 13,5-17,5 g/dL Hematócrito 30% 36-46 (%) 41-53 (%) Leucócitos 5,0 x 103/L 3,0-7,0 x 103/L Plaquetas 10 x 103/L 150-400 x 103/L OBS.: foram observadas macroplaquetas na lâmina do esfregaço de sangue. Coagulograma Resultado Valor de referência TP (tempo de protrombina) 12 seg 11,7±0,5 seg Atividade 100% 70 a 120% RNI (razão Normalizada Internacional) 1,0 1,0 TTPA (tempo de tromboplastina parcial ativada) 20 seg 22 a 40 seg R (relação = tempo paciente/tempo de controle interno) 1,0 0,8 a 1,3 Outros exames laboratoriais Resultado Valor de referência Ureia 30 mg/dL 13 a 43 mg/dL Creatinina 0,8 mg/dL 0,6 a 1,2 mg/dL DHL (desidrogenase lática) 150 U/dL 125 a 220 U/dL Bilirrubina total 1,0 mg/dL Até 1,2 mg/dL Bilirrubina direta 0,3 mg/dL Até 0,3 mg/dL Bilirrubina indireta 0,6 mg/dL Até 0,6 mg/dL Teste de Coombs direto Negativo Negativo Teste de Coombs indireto Negativo Negativo Atividade da enzima ADAMTS13 >10% ≥10% Ao exame clínico, notou-se a presença de lesões na pele, com petéquias no dorso do pé e no tornozelo (sola dos pés sem lesões) e hemorragia bolhosa na mucosa bucal. Com base nas informações descritas, a principal hipótese diagnóstica é

  • A síndrome hemolítico-urêmica (SHU).
  • B púrpura trombocitopênica trombótica.
  • C trombocitopenia induzida por fármaco.
  • D púrpura trombocitopênica imunológica grave. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Plaquetopenia grave (10.000) ISOLADA, com macroplaquetas, coagulograma normal, sem anemia hemolitica, sem esquizocitos, DHL e bilirrubinas normais, funcao renal normal, Coombs negativo e ADAMTS13 >10%: e purpura trombocitopenica imunologica (PTI) grave, com sangramento em mucosa ('purpura umida'). PTT (B) exigiria ADAMTS13 <10% com hemolise microangiopatica; SHU (A) cursa com lesao renal; nao ha exposicao a farmaco ou quinino (C). Resposta D.

Questão 12Um paciente com 20 anos, com história de aumento de hemiescroto direito há 4 semanas, comparece à unidade básica de saúde para consulta. Nega dor em bolsa escrotal, disúria, corrimento uretral ou febre. Ao exame físico, apresenta testículo direito com aumento de volume, consistência pétrea, sem eritema e indolor à palpação. Nesse caso, a conduta médica a ser adotada é a indicação deGabarito: D

Um paciente com 20 anos, com história de aumento de hemiescroto direito há 4 semanas, comparece à unidade básica de saúde para consulta. Nega dor em bolsa escrotal, disúria, corrimento uretral ou febre. Ao exame físico, apresenta testículo direito com aumento de volume, consistência pétrea, sem eritema e indolor à palpação. Nesse caso, a conduta médica a ser adotada é a indicação de

  • A antibioticoterapia.
  • B compressas mornas.
  • C anti-inflamatório não esteroidal.
  • D ultrassonografia de bolsa escrotal.

Comentário OsceLabs

Aumento indolor, progressivo e de consistencia PETREA do testiculo em homem jovem e cancer de testiculo ate prova em contrario — pico entre 15 e 35 anos. O primeiro passo diagnostico e a ultrassonografia da bolsa escrotal (com marcadores: alfafetoproteina, beta-hCG e DHL). Antibiotico (A), compressas (B) e anti-inflamatorio (C) tratariam orquiepididimite, que cursa com dor, febre e sinais flogisticos — ausentes aqui — e so atrasariam o diagnostico. Biopsia transescrotal e proscrita. Resposta D.

Questão 13Um recém-nascido de 12 dias de vida foi levado à unidade de pronto-socorro por apresentar vômitos, anorexia, irritabilidade, desconforto respiratório e convulsões. O hemograma completo mostrou anemia. A análise do líquido cefalorraquidiano mostrou pleocitose discreta com predomínio de células mononucleares, hiperproteinorraquia e glicorraquia normal. Na admissão, ainda em crise convulsiva, foi medicado com fenobarbital, com dose de ataque de 20 mg/kg, porém permaneceu com crises epilépticas subentrantes. Considerando-se como a principal etiologia uma infecção do sistema nervoso central, para o manejo da condição apresentada pelo paciente deverá ser administradoGabarito: A

Um recém-nascido de 12 dias de vida foi levado à unidade de pronto-socorro por apresentar vômitos, anorexia, irritabilidade, desconforto respiratório e convulsões. O hemograma completo mostrou anemia. A análise do líquido cefalorraquidiano mostrou pleocitose discreta com predomínio de células mononucleares, hiperproteinorraquia e glicorraquia normal. Na admissão, ainda em crise convulsiva, foi medicado com fenobarbital, com dose de ataque de 20 mg/kg, porém permaneceu com crises epilépticas subentrantes. Considerando-se como a principal etiologia uma infecção do sistema nervoso central, para o manejo da condição apresentada pelo paciente deverá ser administrado

  • A diazepam, fenitoína, tiopental.
  • B fenitoína, midazolam, tiopental.
  • C fenitoína, lorazepam, piridoxina.
  • D nitrazepam, fenitoína, piridoxina.

Comentário OsceLabs

Estado de mal epileptico neonatal refratario ao fenobarbital em dose de ataque: segue-se a escada do status — benzodiazepinico (diazepam), depois um antiepileptico de segunda linha (fenitoina) e, na refratariedade, anestesico em infusao continua (tiopental), com via aerea protegida. Piridoxina (C e D) so entra na suspeita de crise piridoxino-dependente; nitrazepam (D) e droga de manutencao, nao de crise aguda. Resposta A.

Questão 14Uma adolescente de 17 anos procura atendimento médico, com queixa de lesões vulvares recorrentes dolorosas e com drenagem de secreção. No exame da genitália externa da paciente, evidenciam-se múltiplos abscessos e cicatrizes profundas nos lábios, acompanhadas de secreção de odor fétido à expressão. Ela também refere nódulos persistentes e doloridos que costumam durar semanas ou meses. A paciente relata o aparecimento ocasional de lesões similares na axila. Para esse caso, o diagnóstico é compatível comGabarito: C

Uma adolescente de 17 anos procura atendimento médico, com queixa de lesões vulvares recorrentes dolorosas e com drenagem de secreção. No exame da genitália externa da paciente, evidenciam-se múltiplos abscessos e cicatrizes profundas nos lábios, acompanhadas de secreção de odor fétido à expressão. Ela também refere nódulos persistentes e doloridos que costumam durar semanas ou meses. A paciente relata o aparecimento ocasional de lesões similares na axila. Para esse caso, o diagnóstico é compatível com

  • A sífilis primária.
  • B vulvite herpética.
  • C hidradenite supurativa.
  • D linfogranuloma venéreo. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Nodulos dolorosos recorrentes, abscessos, fistulas com secrecao fetida e cicatrizes retrateis em areas de dobras ricas em glandulas apocrinas (vulva E axila) e o quadro classico de hidradenite supurativa. A cronicidade e a recorrencia sao a chave. Sifilis primaria (A) e cancro unico, indolor e autolimitado; herpes (B) da vesiculas/ulceras rasas agrupadas, nao abscessos com cicatrizes; linfogranuloma venereo (D) cursa com bubao inguinal, nao lesoes axilares. Resposta C.

Questão 15Um paciente com 32 anos, enfermeiro em hospital de referência em urgência e emergência, queixa-se de eritema, descamação e pápulas na face, principalmente na região malar. Ele relata ter percebido que esse quadro clínico, compatível com eczema de contato na face, manifestou-se após o uso constante de certo tipo de máscara de proteção. Apesar do risco de contágio pelo novo Covid-19 já ter diminuído, os profissionais da área de saúde continuam a usar com frequência seus equipamentos de proteção individual, entre eles, as máscaras N95. Considerando-se a situação descrita, assinale a opção correta.Gabarito: C

Um paciente com 32 anos, enfermeiro em hospital de referência em urgência e emergência, queixa-se de eritema, descamação e pápulas na face, principalmente na região malar. Ele relata ter percebido que esse quadro clínico, compatível com eczema de contato na face, manifestou-se após o uso constante de certo tipo de máscara de proteção. Apesar do risco de contágio pelo novo Covid-19 já ter diminuído, os profissionais da área de saúde continuam a usar com frequência seus equipamentos de proteção individual, entre eles, as máscaras N95. Considerando-se a situação descrita, assinale a opção correta.

  • A Os medicamentos tópicos, como pomadas compostas por corticoide e antibiótico, são de prescrição obrigatória na condução clínica desse paciente.
  • B Os testes epicutâneos constituem ferramenta diagnóstica confirmativa, podendo ser utilizados amplamente na Atenção Primária à Saúde.
  • C O afastamento, temporário ou permanente, desse trabalhador deve ser avaliado, a partir da confirmação ou suspeita de doença relacionada ao trabalho.
  • D O diagnóstico de dermatose ocupacional, frequente entre profissionais dessa área, possui prevalência real registrada elevada, existindo baixa prevalência de sub-registros depois das notificações realizadas na Atenção Primária à Saúde.

Comentário OsceLabs

Eczema de contato facial deflagrado por equipamento de protecao individual em profissional de saude configura suspeita de DERMATOSE OCUPACIONAL: alem do tratamento, cabe estabelecer o nexo causal, notificar e avaliar afastamento temporario ou definitivo da exposicao. Corticoide com antibiotico nao e obrigatorio sem infeccao secundaria (A); teste de contato e exame especializado, nao disponivel amplamente na APS (B); as dermatoses ocupacionais sao justamente MUITO sub-registradas (D). Resposta C.

Questão 16Uma paciente com 40 anos, branca, encaminhada da unidade básica de saúde, é atendida para investigação de trombose venosa profunda (TVP). Conta que apresentou um segundo episódio de TVP do membro inferior esquerdo há 30 dias. Informa que faz uso de anticoncepcional oral desde os 18 anos e que a primeira TVP ocorreu aos 36 anos, quando foi tratada com varfarina por 6 meses, sem intercorrências. Conta que teve 3 gestações, a primeira delas, aos 22 anos, resultou em um aborto espontâneo, as outras 2 foram a termo. Ela informa ainda que sua mãe também já apresentou TVP. Relata também que atualmente vem fazendo uso de rivaroxabana. Para investigação de TVP na paciente nesse momento, deve-se solicitarGabarito: D

Uma paciente com 40 anos, branca, encaminhada da unidade básica de saúde, é atendida para investigação de trombose venosa profunda (TVP). Conta que apresentou um segundo episódio de TVP do membro inferior esquerdo há 30 dias. Informa que faz uso de anticoncepcional oral desde os 18 anos e que a primeira TVP ocorreu aos 36 anos, quando foi tratada com varfarina por 6 meses, sem intercorrências. Conta que teve 3 gestações, a primeira delas, aos 22 anos, resultou em um aborto espontâneo, as outras 2 foram a termo. Ela informa ainda que sua mãe também já apresentou TVP. Relata também que atualmente vem fazendo uso de rivaroxabana. Para investigação de TVP na paciente nesse momento, deve-se solicitar

  • A anticorpos anti-beta-2 glicoproteina 1 IgG e IgM.
  • B anticorpos anticardiolipina IgG e IgM.
  • C proteína C e proteína S livre.
  • D PCR para fator V Leiden. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

TVP recorrente, nao provocada, com historia familiar: ha indicacao de investigar trombofilia — mas a paciente esta em uso de rivaroxabana, e os anticoagulantes orais diretos FALSEIAM os testes funcionais e imunologicos (anticoagulante lupico falso-positivo, dosagem de proteina C e S reduzida artificialmente). O unico exame confiavel na vigencia do DOAC e o teste GENETICO: PCR para fator V Leiden. Por isso A, B e C devem esperar a suspensao do anticoagulante. Resposta D.

Questão 17Um paciente com 45 anos, vítima de colisão automobilística do tipo auto vs anteparo (muro) com velocidade aproximada de 60 km/h, foi trazido à unidade de emergência pelo serviço de resgate pré-hospitalar em prancha rígida e com colar cervical. Relata que estava utilizando cinto de segurança e que o air-bag foi acionado. Nega qualquer sintomatologia no momento. Na avaliação primária, feita na chegada do paciente à sala de emergência, registram-se: vias aéreas pérvias, exame respiratório normal, frequência respiratória de 22 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 88 batimentos por minuto, pressão arterial de 130 × 90 mmHg. Além disso, apresentou exame neurológico sumário normal, Escala de Coma de Glasgow de 15 e ausência de lesões externas aparentes. Em relação à imobilização da coluna desse paciente, a conduta mais adequada éGabarito: D

Um paciente com 45 anos, vítima de colisão automobilística do tipo auto vs anteparo (muro) com velocidade aproximada de 60 km/h, foi trazido à unidade de emergência pelo serviço de resgate pré-hospitalar em prancha rígida e com colar cervical. Relata que estava utilizando cinto de segurança e que o air-bag foi acionado. Nega qualquer sintomatologia no momento. Na avaliação primária, feita na chegada do paciente à sala de emergência, registram-se: vias aéreas pérvias, exame respiratório normal, frequência respiratória de 22 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 88 batimentos por minuto, pressão arterial de 130 × 90 mmHg. Além disso, apresentou exame neurológico sumário normal, Escala de Coma de Glasgow de 15 e ausência de lesões externas aparentes. Em relação à imobilização da coluna desse paciente, a conduta mais adequada é

  • A solicitar radiografias de coluna cervical AP e perfil, com visualização até C7; caso as radiografias demonstrem normalidade, autorizar a retirada do colar cervical e da prancha rígida.
  • B retirar o colar cervical e manter o paciente em observação, com imobilização na prancha rígida por mais seis horas, e retirar a prancha caso o exame físico da coluna e o exame neurológico estejam normais.
  • C manter o paciente com colar cervical e em prancha rígida em observação por doze horas e, após esse período, repetir exame neurológico, retirando o colar e a prancha rígida caso o exame indique normalidade.
  • D executar o rolamento "do corpo em bloco" mantendo a cabeça do paciente em posição neutra, e proceder ao exame físico da coluna e exame neurológico, retirando o colar e a prancha rígida caso os exames indiquem normalidade.

Comentário OsceLabs

Trauma com paciente ALERTA (Glasgow 15), sem dor cervical, sem deficit neurologico, sem intoxicacao e sem lesao distratora: os criterios clinicos (NEXUS/Canadense) autorizam liberar a coluna SEM imagem. A conduta e rolar em bloco, palpar toda a coluna e refazer o exame neurologico, retirando colar e prancha se normais. Radiografia (A) e desnecessaria nesse cenario; manter prancha rigida por horas (B e C) so gera ulcera por pressao e dor — a prancha e dispositivo de transporte. Resposta D.

Questão 18Um recém-nascido de 2 dias de vida, a termo, sem pré-natal adequado e que está em alojamento conjunto, vem apresentando icterícia e hepatomegalia. Na investigação, foi realizado o diagnóstico de toxoplasmose congênita. Como uma complicação dessa doença, a criança poderá apresentarGabarito: B

Um recém-nascido de 2 dias de vida, a termo, sem pré-natal adequado e que está em alojamento conjunto, vem apresentando icterícia e hepatomegalia. Na investigação, foi realizado o diagnóstico de toxoplasmose congênita. Como uma complicação dessa doença, a criança poderá apresentar

  • A hipoglicemia.
  • B coriorretinite.
  • C pneumonia alba.
  • D hipogamaglobulinemia. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

A triade de Sabin da toxoplasmose congenita e coriorretinite, hidrocefalia e calcificacoes intracranianas difusas; a coriorretinite e a complicacao mais caracteristica e pode se manifestar tardiamente, exigindo seguimento oftalmologico seriado. Pneumonia alba (C) e da sifilis congenita; hipoglicemia (A) e inespecifica do RN de risco; hipogamaglobulinemia (D) e imunodeficiencia primaria, sem relacao com o Toxoplasma. Resposta B.

Questão 19Uma paciente com 45 anos, casada, G2P2, 2 partos normais, comparece ao ambulatório de ginecologia para avaliação de resultado de ultrassonografia transvaginal que evidenciou útero em anteversoflexão, contornos regulares, miométrio heterogêneo, com pequenos miomas intramurais e subserosos, estando o maior localizado na parede posterior/fúndica, intramural, medindo 2,0 × 1,9 cm; volume uterino de 198,6 cm3 (valor do percentil 95 para a faixa etária e paridade - 136 cm3); ovários de topografia, dimensões e ecotextura usuais; endométrio centrado, regular, medindo 6,8 mm de espessura (normal para faixa etária e paridade).Gabarito: A

Uma paciente com 45 anos, casada, G2P2, 2 partos normais, comparece ao ambulatório de ginecologia para avaliação de resultado de ultrassonografia transvaginal que evidenciou útero em anteversoflexão, contornos regulares, miométrio heterogêneo, com pequenos miomas intramurais e subserosos, estando o maior localizado na parede posterior/fúndica, intramural, medindo 2,0 × 1,9 cm; volume uterino de 198,6 cm3 (valor do percentil 95 para a faixa etária e paridade - 136 cm3); ovários de topografia, dimensões e ecotextura usuais; endométrio centrado, regular, medindo 6,8 mm de espessura (normal para faixa etária e paridade).

  • A paciente relata ciclos menstruais regulares de 28 dias, fluxo moderado com duração de 5 dias, nega dismenorreia ou dispareunia. Afirma que é sexualmente ativa e que o marido é vasectomizado. Para essa paciente, a conduta mais adequada é A manter acompanhamento clínico e ultrassonográfico, para monitorar queixas, volume e crescimento dos miomas.
  • B proceder à miomectomia por via laparoscópica, dada a presença de miomas subserosos e intramurais concomitantes.
  • C realizar histerectomia com salpingectomia bilateral, dado o tamanho do útero, o histórico de gestações e a idade da paciente.
  • D indicar uso de antifibrinolítico no período da menstruação, para prevenir sangramentos abundantes devido aos miomas intramurais.

Comentário OsceLabs

Miomas pequenos (maior de 2 cm), intramurais e subserosos, em paciente com ciclos regulares, sem sangramento aumentado, sem dismenorreia, sem dispareunia e sem desejo reprodutivo pendente: mioma ASSINTOMATICO nao se opera. A conduta e acompanhamento clinico e ultrassonografico. Miomectomia (B) e histerectomia (C) sao tratamentos para sintomas ou compressao; antifibrinolitico (D) trata sangramento excessivo, que ela nao tem. Resposta A.

Questão 20Uma paciente com 35 anos, que vive com o marido e dois filhos pequenos, procurou uma unidade básica de saúde (UBS) com feridas recentes. Ela relatou que, na noite anterior, havia sido agredida pelo marido, com socos e pontapés, e ameaçada com uma faca. Após receber atendimento para as lesões, e tendo sido abordada pelo médico, a paciente confirmou que a atitude violenta do marido é frequente e que vem ocorrendo há dois anos. Diante desse quadro, a conduta médica adequada éGabarito: D

Uma paciente com 35 anos, que vive com o marido e dois filhos pequenos, procurou uma unidade básica de saúde (UBS) com feridas recentes. Ela relatou que, na noite anterior, havia sido agredida pelo marido, com socos e pontapés, e ameaçada com uma faca. Após receber atendimento para as lesões, e tendo sido abordada pelo médico, a paciente confirmou que a atitude violenta do marido é frequente e que vem ocorrendo há dois anos. Diante desse quadro, a conduta médica adequada é

  • A encaminhar a paciente ao atendimento psiquiátrico e comunicar o caso ao Conselho Tutelar.
  • B encaminhar a paciente, acompanhada de alguém da equipe da UBS, à Delegacia de Proteção à Mulher e emitir boletim de ocorrência.
  • C comunicar o fato à rede social de apoio da paciente, vizinhos e familiares, para que a ajudem nos momentos de conflito entre ela e o marido.
  • D propor abordagem multiprofissional e notificar o caso de violência preenchendo a Ficha de Notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Violencia domestica contra a mulher e agravo de NOTIFICACAO COMPULSORIA (ficha do SINAN), independentemente de a vitima querer registrar boletim de ocorrencia, e o cuidado deve ser multiprofissional e longitudinal na atencao primaria. Conselho Tutelar (A) so cabe para menores de 18 anos; a denuncia policial e direito da mulher, nao pode ser imposta pelo servico (B); expor o caso a vizinhos (C) quebra sigilo e pode aumentar o risco. Resposta D.

Questão 21Um paciente com 20 anos, previamente hígido, é recebido em pronto atendimento referindo que iniciou, há cinco dias, tosse produtiva acompanhada de astenia e febre diária entre 38 e 39 °C e que evoluiu com dor no hemitórax direito, que piorava com inspiração profunda e dispneia progressiva. Conta que procurou médico há 3 dias, o qual lhe prescreveu analgésicos e anti-inflamatórios, não tendo obtido melhora significativa do quadro. Ao exame físico, o paciente encontra-se em regular estado geral, com expansibilidade da caixa torácica reduzida à direita, frêmito toracovocal reduzido, com submacicez e murmúrio vesicular abolido em base pulmonar à direita. Com base na situação apresentada, a hipótese diagnóstica mais provável éGabarito: D

Um paciente com 20 anos, previamente hígido, é recebido em pronto atendimento referindo que iniciou, há cinco dias, tosse produtiva acompanhada de astenia e febre diária entre 38 e 39 °C e que evoluiu com dor no hemitórax direito, que piorava com inspiração profunda e dispneia progressiva. Conta que procurou médico há 3 dias, o qual lhe prescreveu analgésicos e anti-inflamatórios, não tendo obtido melhora significativa do quadro. Ao exame físico, o paciente encontra-se em regular estado geral, com expansibilidade da caixa torácica reduzida à direita, frêmito toracovocal reduzido, com submacicez e murmúrio vesicular abolido em base pulmonar à direita. Com base na situação apresentada, a hipótese diagnóstica mais provável é

  • A pneumonia viral complicada com atelectasia.
  • B neoplasia de pulmão complicada com atelectasia.
  • C tuberculose pulmonar complicada com pneumotórax.
  • D pneumonia bacteriana complicada com derrame pleural.

Comentário OsceLabs

Tosse produtiva, febre alta, dor pleuritica e, ao exame, expansibilidade reduzida, fremito toracovocal DIMINUIDO, submacicez e murmurio abolido na base: essa combinacao e a semiologia classica do derrame pleural, aqui complicando uma pneumonia bacteriana em jovem hígido. Na atelectasia o fremito costuma estar aumentado ou ha desvio do mediastino para o lado doente (A e B); pneumotorax (C) daria hipertimpanismo, nao submacicez. Resposta D.

Questão 22Uma paciente com 25 anos apresentou edema, rubor e dor em pálpebra superior direita, com resolução espontânea do quadro em 48 horas. No momento, apresenta nodulação de 0,3 cm, indolor, localizada na face interna do terço médio da pálpebra superior direita. Nega febre ou qualquer outro sintoma. Nesse caso, qual é o diagnóstico mais provável?Gabarito: A

Uma paciente com 25 anos apresentou edema, rubor e dor em pálpebra superior direita, com resolução espontânea do quadro em 48 horas. No momento, apresenta nodulação de 0,3 cm, indolor, localizada na face interna do terço médio da pálpebra superior direita. Nega febre ou qualquer outro sintoma. Nesse caso, qual é o diagnóstico mais provável?

  • A Calázio.
  • B Hordéolo.
  • C Canaliculite.
  • D Dacriocistite.

Comentário OsceLabs

Quadro inflamatorio agudo palpebral que regride em 48 horas e deixa um nodulo INDOLOR, firme, na face interna da palpebra: e calazio — inflamacao granulomatosa cronica da glandula de Meibomio. Hordeolo (B) e agudo, doloroso e supurativo; canaliculite (D errado, C) cursa com epifora e secrecao pelo ponto lacrimal; dacriocistite (D) da abaulamento doloroso no canto medial inferior, com refluxo purulento a compressao do saco lacrimal. Resposta A.

Questão 23Uma adolescente com 16 anos procura a unidade básica de saúde para avaliação de uma mancha na pele. Relata que, há cerca de 1 mês, desenvolveu uma lesão caracterizada como uma placa eritematosa, liquenificada e pruriginosa, localizada acima da região umbilical, próxima ao local onde colocou um piercing. Ao ser examinada, a lesão foi confirmada e constatou-se também que o desenvolvimento puberal era M1P1, conforme os critérios de Tanner. A adolescente também apresentava baixa estatura, pescoço alado e implantação baixa de orelhas. Ao ser questionada sobre o fluxo menstrual, ela informou que ainda não tinha menstruado. Considerando-se o quadro clínico e o exame físico descritos, os diagnósticos mais prováveis sãoGabarito: C

Uma adolescente com 16 anos procura a unidade básica de saúde para avaliação de uma mancha na pele. Relata que, há cerca de 1 mês, desenvolveu uma lesão caracterizada como uma placa eritematosa, liquenificada e pruriginosa, localizada acima da região umbilical, próxima ao local onde colocou um piercing. Ao ser examinada, a lesão foi confirmada e constatou-se também que o desenvolvimento puberal era M1P1, conforme os critérios de Tanner. A adolescente também apresentava baixa estatura, pescoço alado e implantação baixa de orelhas. Ao ser questionada sobre o fluxo menstrual, ela informou que ainda não tinha menstruado. Considerando-se o quadro clínico e o exame físico descritos, os diagnósticos mais prováveis são

  • A tinea corporis; síndrome de Kabuki.
  • B dermatite atópica; síndrome de Noonan.
  • C dermatite de contato; síndrome de Turner.
  • D dermatite seborreica; síndrome de Carpenter. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Duas pistas independentes: placa eritematosa, liquenificada e pruriginosa exatamente no sitio do piercing = dermatite de contato (niquel); e baixa estatura, pescoco alado, implantacao baixa das orelhas com amenorreia primaria e Tanner M1P1 = sindrome de Turner (45,X), com disgenesia gonadal. Noonan (B) cursa com estatura baixa mas cariótipo normal e puberdade geralmente presente; tinea (A) faz borda ativa com centro claro; dermatite seborreica (D) poupa a regiao periumbilical. Resposta C.

Questão 24Uma paciente com 29 anos, nuligesta, sexualmente ativa, foi submetida a exame citopatológico em uma unidade básica de saúde. Exame anterior realizado há 1 ano não apresentava alterações. O exame atual apresentou o seguinte resultado: metaplasia escamosa, alterações inflamatórias moderadas, presença de bacilos de Doderlein. Nesse caso, a paciente deve ser orientada aGabarito: B

Uma paciente com 29 anos, nuligesta, sexualmente ativa, foi submetida a exame citopatológico em uma unidade básica de saúde. Exame anterior realizado há 1 ano não apresentava alterações. O exame atual apresentou o seguinte resultado: metaplasia escamosa, alterações inflamatórias moderadas, presença de bacilos de Doderlein. Nesse caso, a paciente deve ser orientada a

  • A cauterizar colo uterino.
  • B repetir citologia em 3 anos.
  • C repetir citologia em 6 meses.
  • D usar creme vaginal com metronidazol.

Comentário OsceLabs

Metaplasia escamosa, inflamacao e bacilos de Doderlein sao achados NORMAIS/benignos — a metaplasia e a fisiologia da zona de transformacao e os lactobacilos indicam flora saudavel. Com dois exames anuais consecutivos sem atipias, o rastreamento passa a ser TRIENAL (25-64 anos). Cauterizar colo (A) sem lesao e iatrogenia; repetir em 6 meses (C) so vale para atipias; metronidazol (D) trataria vaginose, que os lactobacilos afastam. Resposta B.

Questão 25Uma mulher leva sua filha de 6 anos para uma consulta na unidade básica de saúde do bairro, por suspeitar que a filha esteja sendo abusada sexualmente pelo tio de 24 anos de idade. O tio toma conta da menina quando ela se ausenta para trabalhar como faxineira. A menina conta que brinca de "papai e mamãe" com o tio, mas afirma não querer falar mais sobre o assunto, dizendo que o tio lhe havia dito que a “brincadeira” era um segredo apenas entre os dois. Com relação a situações de suspeita de abuso infantil, a exemplo da descrita, é correto afirmar queGabarito: A

Uma mulher leva sua filha de 6 anos para uma consulta na unidade básica de saúde do bairro, por suspeitar que a filha esteja sendo abusada sexualmente pelo tio de 24 anos de idade. O tio toma conta da menina quando ela se ausenta para trabalhar como faxineira. A menina conta que brinca de "papai e mamãe" com o tio, mas afirma não querer falar mais sobre o assunto, dizendo que o tio lhe havia dito que a “brincadeira” era um segredo apenas entre os dois. Com relação a situações de suspeita de abuso infantil, a exemplo da descrita, é correto afirmar que

  • A o mais comum é o agressor/abusador ser uma pessoa conhecida da família, ou um membro dela, o que favorece a repetição do abuso.
  • B os casos de abusos sexuais contra meninos são mais recorrentes do que contra meninas, pois eles tendem a esconder mais as agressões de que são vítimas.
  • C as crianças muito novas que sofrem abuso sexual tendem a esquecer o que aconteceu na fase adulta, havendo, portanto, pouca repercussão desse abuso no futuro.
  • D a equipe de saúde da família deve se restringir ao tratamento das lesões físicas e eventuais danos psicológicos, sem se envolver no encaminhamento da denúncia às autoridades policiais. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Na violencia sexual infantil o agressor e, na esmagadora maioria, alguem conhecido e de confianca da familia — frequentemente intrafamiliar — e e justamente esse vinculo, somado ao pacto de segredo, que perpetua o abuso e retarda a revelacao. Meninas sao mais frequentemente vitimadas (B); o trauma tem repercussoes psiquicas duradouras na vida adulta (C); e a notificacao ao Conselho Tutelar e obrigatoria para a equipe de saude (D). Resposta A.

Questão 26Uma paciente com 22 anos foi atendida na atenção primária, acompanhada pelos pais, que estão preocupados com sua perda de peso. Eles contam que, desde os 14 anos, ela come muito pouco e que já esteve internada para “ser alimentada”. A paciente também refere ansiedade e palpitações que estão afetando o seu dia a dia. Os pais dizem que não sabem exatamente o quanto a paciente está comendo agora, mas que ela não provoca vômitos ou abusa de medicamentos. Ao exame físico, o índice de massa corporal da paciente é 14,8 kg/m2 e sua pressão arterial está normal (100 × 60 mmHg), mas ela apresenta hipotensão postural assintomática (queda de 18 mmHg na diastólica), desidratação e frequência cardíaca de 42 batimentos por minuto. Diante dessa situação, o médico deveGabarito: A

Uma paciente com 22 anos foi atendida na atenção primária, acompanhada pelos pais, que estão preocupados com sua perda de peso. Eles contam que, desde os 14 anos, ela come muito pouco e que já esteve internada para “ser alimentada”. A paciente também refere ansiedade e palpitações que estão afetando o seu dia a dia. Os pais dizem que não sabem exatamente o quanto a paciente está comendo agora, mas que ela não provoca vômitos ou abusa de medicamentos. Ao exame físico, o índice de massa corporal da paciente é 14,8 kg/m2 e sua pressão arterial está normal (100 × 60 mmHg), mas ela apresenta hipotensão postural assintomática (queda de 18 mmHg na diastólica), desidratação e frequência cardíaca de 42 batimentos por minuto. Diante dessa situação, o médico deve

  • A encaminhar a paciente para avaliação em hospital terciário para possível internação hospitalar.
  • B iniciar com topiramato para melhorar o transtorno alimentar e manter acompanhamento da paciente.
  • C iniciar com amitriptilina para melhorar o transtorno de ansiedade e manter acompanhamento da paciente.
  • D encaminhar a paciente para o ambulatório de atenção terciária para avaliação quanto à colocação de sonda nasoentérica.

Comentário OsceLabs

Anorexia nervosa com IMC 14,8 kg/m2, bradicardia de 42 bpm, hipotensao postural e desidratacao preenche criterios de INSTABILIDADE CLINICA: bradicardia e hipotensao ortostatica sao marcadores de risco de morte subita e indicam internacao para renutricao monitorada (risco de sindrome de realimentacao). Topiramato (B) e amitriptilina (C) nao tem papel aqui e o tricíclico e arritmogenico no coracao desnutrido; ambulatorio terciario (D) nao resolve a urgencia clinica. Resposta A.

Questão 27Uma paciente com 40 anos identificou nódulo em região cervical anterior. Ao exame físico, palpa-se nódulo firme, de cerca de 1 cm, em região cervical anterior e móvel à deglutição. Foram solicitados exames de função tireoidiana, que indicaram normalidade, e ultrassonografia, que mostrou nódulo sólido de 1,3 cm em lobo esquerdo da tireoide. Realizada punção aspirativa com agulha fina, o exame citopatológico mostrou lesão de classificação Bethesda V. Nesse caso, qual é a conduta mais adequada?Gabarito: A

Uma paciente com 40 anos identificou nódulo em região cervical anterior. Ao exame físico, palpa-se nódulo firme, de cerca de 1 cm, em região cervical anterior e móvel à deglutição. Foram solicitados exames de função tireoidiana, que indicaram normalidade, e ultrassonografia, que mostrou nódulo sólido de 1,3 cm em lobo esquerdo da tireoide. Realizada punção aspirativa com agulha fina, o exame citopatológico mostrou lesão de classificação Bethesda V. Nesse caso, qual é a conduta mais adequada?

  • A Encaminhar para cirurgia da tireoide.
  • B Repetir punção aspirativa com agulha fina.
  • C Solicitar cintilografia de tireoide com Iodo 131.
  • D Realizar ultrassonografia a cada 6 meses para acompanhamento. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Bethesda V significa 'suspeito para malignidade', com risco de cancer em torno de 50-75%: a conduta e cirurgica (lobectomia com eventual ampliacao ou tireoidectomia conforme o caso). Repetir a puncao (B) e indicado no Bethesda I (insatisfatorio) ou III; cintilografia (C) so ajuda em nodulo com TSH suprimido, e aqui a funcao e normal; seguimento ultrassonografico (D) e para Bethesda II (benigno). Resposta A.

Questão 28Um lactente com 2 anos, previamente hígido, com história de um dia de febre, tosse e coriza, é atendido no pronto-socorro. A mãe conta que, desde a madrugada, ele apresenta obstrução nasal, sono agitado e cansaço. Ao exame de entrada, mostra-se em bom estado geral, corado, acianótico, agitado; à ausculta pulmonar, são notados murmúrios vesiculares diminuídos e simétricos, tiragem de fúrcula moderada e estridor leve ao repouso. Com base na principal hipótese diagnóstica para esse quadro clínico, a conduta mais adequada no momento é indicarGabarito: C

Um lactente com 2 anos, previamente hígido, com história de um dia de febre, tosse e coriza, é atendido no pronto-socorro. A mãe conta que, desde a madrugada, ele apresenta obstrução nasal, sono agitado e cansaço. Ao exame de entrada, mostra-se em bom estado geral, corado, acianótico, agitado; à ausculta pulmonar, são notados murmúrios vesiculares diminuídos e simétricos, tiragem de fúrcula moderada e estridor leve ao repouso. Com base na principal hipótese diagnóstica para esse quadro clínico, a conduta mais adequada no momento é indicar

  • A salmeterol inalatório e claritromicina.
  • B salbutamol inalatório e metilprednisolona.
  • C dexametasona e nebulização com epinefrina.
  • D prednisolona e nebulização com soro fisiológico.

Comentário OsceLabs

Pródromo de via aerea superior seguido de estridor EM REPOUSO com tiragem de furcula em lactente e laringotraqueite viral (crupe) moderada a grave. O tratamento e corticoide sistemico (dexametasona, dose unica) associado a nebulizacao com adrenalina, que reduz o edema subglotico. Broncodilatador (A e B) e para sibilancia, e nao ha sibilos; macrolideo (A) nao trata virus; nebulizacao com soro fisiologico (D) e inerte no estridor. Resposta C.

Questão 29Uma paciente de 20 anos, primigesta, idade gestacional de 12 semanas, comparece à consulta de pré-natal apresentando lesões em alto relevo e aveludadas na região genital próxima ao clitóris. Relata aparecimento, há 1 semana, de lesões cutâneas papulosas eritêmato-acastanhadas no abdome e nas regiões palmar e plantar. Ela apresenta VDRL positivo. Diante dessas condições, o diagnóstico e o tratamento devem ser, respectivamente,Gabarito: B

Uma paciente de 20 anos, primigesta, idade gestacional de 12 semanas, comparece à consulta de pré-natal apresentando lesões em alto relevo e aveludadas na região genital próxima ao clitóris. Relata aparecimento, há 1 semana, de lesões cutâneas papulosas eritêmato-acastanhadas no abdome e nas regiões palmar e plantar. Ela apresenta VDRL positivo. Diante dessas condições, o diagnóstico e o tratamento devem ser, respectivamente,

  • A sífilis recente primária; iniciar penicilina benzatina 2.400.000 UI (intramuscular) em dose única.
  • B sífilis recente secundária; iniciar penicilina benzatina 2.400.000 UI (intramuscular) em dose única.
  • C sífilis latente tardia; iniciar penicilina benzatina 2.400.000 UI (intramuscular) uma vez por semana, por 3 semanas.
  • D sífilis latente recente; iniciar penicilina benzatina 2.400.000 UI (intramuscular) uma vez por semana, por 3 semanas. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Condiloma plano (lesoes aveludadas em alto relevo na genitalia) somado a roseolas/lesoes papulosas em tronco e nas regioes PALMAR e PLANTAR com VDRL positivo define sifilis recente SECUNDARIA. O tratamento da sifilis recente (primaria, secundaria e latente recente) e benzilpenicilina benzatina 2.400.000 UI IM em dose unica. A erra o estagio (primaria e cancro duro isolado); C e D erram estagio e esquema (3 doses e para sifilis tardia). Resposta B.

Questão 30Um paciente com 42 anos, assintomático, compareceu, pela primeira vez, a uma unidade básica de saúde (UBS), mencionando à médica de família e comunidade que ele havia se mudado recentemente para área de atuação da UBS. Na consulta, ele traz relatório médico do centro de atenção psicossocial (CAPS), informando o diagnóstico de esquizofrenia há 7 anos, sem crise nos últimos 3 anos, e uso de psicofármacos. O paciente relata que não usa outras medicações e que, há 1 mês, fez exames laboratoriais cujos resultados foram: glicemia de jejum: 189 mg/dL; colesterol total: 225 mg/dL; colesterol-HDL: 35 mg/dL; colesterol-LDL: 168 mg/dL. Por fim, queixa-se de ter começado a engordar desde o diagnóstico de esquizofrenia (índice de massa corporal atual: 36,2 kg/m²) e solicita a renovação da receita dos psicofármacos de que faz uso. Nessa situação, qual a conduta adequada para o caso?Gabarito: C

Um paciente com 42 anos, assintomático, compareceu, pela primeira vez, a uma unidade básica de saúde (UBS), mencionando à médica de família e comunidade que ele havia se mudado recentemente para área de atuação da UBS. Na consulta, ele traz relatório médico do centro de atenção psicossocial (CAPS), informando o diagnóstico de esquizofrenia há 7 anos, sem crise nos últimos 3 anos, e uso de psicofármacos. O paciente relata que não usa outras medicações e que, há 1 mês, fez exames laboratoriais cujos resultados foram: glicemia de jejum: 189 mg/dL; colesterol total: 225 mg/dL; colesterol-HDL: 35 mg/dL; colesterol-LDL: 168 mg/dL. Por fim, queixa-se de ter começado a engordar desde o diagnóstico de esquizofrenia (índice de massa corporal atual: 36,2 kg/m²) e solicita a renovação da receita dos psicofármacos de que faz uso. Nessa situação, qual a conduta adequada para o caso?

  • A Não renovar a receita até a avaliação do paciente pela psiquiatria e iniciar medidas para emagrecimento.
  • B Renovar a receita até o paciente retomar o seguimento no CAPS, e prescrever sulfonilureia nesse atendimento.
  • C Renovar a receita, realizar seguimento multiprofissional no núcleo ampliado de saúde da família, e iniciar medidas para controle metabólico.
  • D Encaminhar o paciente ao CAPS para renovação da receita, solicitar avaliação de nutricionista e do endocrinologista do núcleo ampliado de saúde da família.

Comentário OsceLabs

A pessoa com esquizofrenia estavel ha 3 anos deve ter cuidado longitudinal na atencao primaria: o medico de familia PODE e deve renovar a prescricao para nao interromper o tratamento — a descontinuidade e o principal gatilho de recaida — e assumir o risco metabolico, que aqui e grave (diabetes, dislipidemia, obesidade grau II induzidos por antipsicoticos), com apoio multiprofissional. A, B e D fragmentam ou condicionam o acesso ao medicamento a outro nivel de atencao. Resposta C.

Questão 31Uma paciente com 54 anos, portadora de nefropatia diabética em estágio 5 da KDIGO (do inglês Kidney Disease: Improving Global Outcomes), comparece ao ambulatório de nefrologia de hospital terciário, onde faz seguimento de sua terapia por diálise peritoneal ambulatorial contínua (CAPD) instituída há alguns meses. A paciente relata certo desconforto abdominal e aspecto turvo do líquido que é drenado de sua cavidade peritoneal. Nega febre ou outros sintomas e refere aumento de peso nas últimas semanas. Ao exame físico, a paciente se mostra normotensa, afebril, com dor leve à palpação abdominal difusamente. Exames laboratoriais que recentemente realizou revelam hiperglicemia e hipoalbuminemia. É coletado material da cavidade peritoneal, através do cateter de CAPD, para análise citológica e cultura para germes comuns. Acerca da condição que afeta essa paciente, assinale a opção correta.Gabarito: D

Uma paciente com 54 anos, portadora de nefropatia diabética em estágio 5 da KDIGO (do inglês Kidney Disease: Improving Global Outcomes), comparece ao ambulatório de nefrologia de hospital terciário, onde faz seguimento de sua terapia por diálise peritoneal ambulatorial contínua (CAPD) instituída há alguns meses. A paciente relata certo desconforto abdominal e aspecto turvo do líquido que é drenado de sua cavidade peritoneal. Nega febre ou outros sintomas e refere aumento de peso nas últimas semanas. Ao exame físico, a paciente se mostra normotensa, afebril, com dor leve à palpação abdominal difusamente. Exames laboratoriais que recentemente realizou revelam hiperglicemia e hipoalbuminemia. É coletado material da cavidade peritoneal, através do cateter de CAPD, para análise citológica e cultura para germes comuns. Acerca da condição que afeta essa paciente, assinale a opção correta.

  • A O quadro clínico mais comum é o descrito, sendo rara a presença de febre e de outros sintomas constitucionais.
  • B O diagnóstico provável do caso é sustentado apenas se estiverem presentes mais de 250 polimorfonucleares/mm3 no líquido analisado.
  • C A ocorrência de hiperglicemia e hipoalbuminemia é explicada pelo processo infeccioso, não podendo ser causadas tão somente pela CAPD.
  • D O tratamento do caso envolve a retirada do cateter de CAPD, caso a cultura para germes comuns isole um bastonete Gram-negativo hidrofílico, como a Pseudomonas sp. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Liquido peritoneal turvo com dor abdominal em paciente em CAPD = peritonite associada a dialise peritoneal. Quando o agente e um bacilo Gram-negativo nao fermentador como Pseudomonas (ou fungo, ou infeccao refrataria/recidivante), o biofilme no cateter impede a cura: indica-se a RETIRADA do cateter. O criterio diagnostico e >100 leucocitos/mm3 com >50% de polimorfonucleares (nao 250, que e da peritonite bacteriana espontanea — B); hiperglicemia e hipoalbuminemia decorrem do proprio metodo (C); febre e sintomas sistemicos sao frequentes (A). Resposta D.

Questão 32Uma paciente com 54 anos apresenta tosse com expectoração e astenia há 5 dias, acompanhada de dispneia aos médios esforços e um pico febril. Ao exame físico, encontra-se consciente, contatuante, descorada (+2/+4), desidratada (+2/+4), com pressão arterial de 90 × 60 mmHg, frequência respiratória de 23 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto, saturação O2 de 90% em ar ambiente, murmúrio vesicular presente em hemitórax direito e diminuído em hemitórax esquerdo, abolido em base esquerda, sem ruídos adventícios; radiografia de tórax demonstrou derrame pleural à esquerda. Foi realizada toracocentese, seguida de drenagem pleural fechada à esquerda. O líquido, de aspecto turvo, foi encaminhado para análise, sendo confirmado empiema pleural. Acerca do líquido analisado, infere-se queGabarito: B

Uma paciente com 54 anos apresenta tosse com expectoração e astenia há 5 dias, acompanhada de dispneia aos médios esforços e um pico febril. Ao exame físico, encontra-se consciente, contatuante, descorada (+2/+4), desidratada (+2/+4), com pressão arterial de 90 × 60 mmHg, frequência respiratória de 23 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto, saturação O2 de 90% em ar ambiente, murmúrio vesicular presente em hemitórax direito e diminuído em hemitórax esquerdo, abolido em base esquerda, sem ruídos adventícios; radiografia de tórax demonstrou derrame pleural à esquerda. Foi realizada toracocentese, seguida de drenagem pleural fechada à esquerda. O líquido, de aspecto turvo, foi encaminhado para análise, sendo confirmado empiema pleural. Acerca do líquido analisado, infere-se que

  • A o pH foi maior que 7,2.
  • B a dosagem de LDH foi superior a 1.000 UI.
  • C a dosagem de glicose foi superior a 60 mg/dL.
  • D a dosagem de proteínas foi inferior a 3 g/100 ml.

Comentário OsceLabs

Empiema pleural e, por definicao, exsudato complicado. Os marcadores de gravidade sao pH < 7,2, glicose < 60 mg/dL, LDH > 1.000 UI/L e proteina alta (criterios de Light) — achados que indicam drenagem imediata, como foi feito. Por isso A (pH > 7,2), C (glicose > 60) e D (proteina < 3 g/dL) descrevem justamente o oposto: seriam de transudato ou de derrame parapneumonico nao complicado. Resposta B.

Questão 33Um escolar com 8 anos, acompanhado da mãe, chega à unidade básica de saúde com queixa de estar muito cansado e sonolento. A mãe refere que, há aproximadamente 20 dias, ele vem perdendo peso (cerca de 5 kg). Ela relata ainda que o filho, embora tenha controle esfincteriano noturno desde os 5 anos, tem agora apresentado enurese noturna, desde o início do quadro. Conta também que, no mesmo período, passou a demonstrar apetite exagerado e que, há 5 dias, começou a apresentar dor abdominal de moderada intensidade, sem localização específica, intermitente, associada a náuseas e vômitos (1 vez ao dia). Ao exame físico, a criança se apresenta em regular estado geral, hipocorado (+1/+4), afebril, acianótico, mucosas secas, hipoativo, fácies de dor, normotenso. À ausculta pulmonar, não há ruídos adventícios; frequência respiratória de 50 incursões respiratórias por minuto, com movimentos respiratórios amplos; ausculta cardíaca sem alterações, frequência cardíaca de 90 batimentos por minuto; abdome doloroso à palpação profunda, com ruídos hidroaéreos presentes, sem massas ou visceromegalias. Após o manejo inicial, qual das opções a seguir apresenta o seguimento a longo prazo adequado para essa doença?Gabarito: A

Um escolar com 8 anos, acompanhado da mãe, chega à unidade básica de saúde com queixa de estar muito cansado e sonolento. A mãe refere que, há aproximadamente 20 dias, ele vem perdendo peso (cerca de 5 kg). Ela relata ainda que o filho, embora tenha controle esfincteriano noturno desde os 5 anos, tem agora apresentado enurese noturna, desde o início do quadro. Conta também que, no mesmo período, passou a demonstrar apetite exagerado e que, há 5 dias, começou a apresentar dor abdominal de moderada intensidade, sem localização específica, intermitente, associada a náuseas e vômitos (1 vez ao dia). Ao exame físico, a criança se apresenta em regular estado geral, hipocorado (+1/+4), afebril, acianótico, mucosas secas, hipoativo, fácies de dor, normotenso. À ausculta pulmonar, não há ruídos adventícios; frequência respiratória de 50 incursões respiratórias por minuto, com movimentos respiratórios amplos; ausculta cardíaca sem alterações, frequência cardíaca de 90 batimentos por minuto; abdome doloroso à palpação profunda, com ruídos hidroaéreos presentes, sem massas ou visceromegalias. Após o manejo inicial, qual das opções a seguir apresenta o seguimento a longo prazo adequado para essa doença?

  • A O apoio familiar é fundamental para que o problema possa ser controlado, evitando-se as complicações, uma vez que se trata de uma doença crônica.
  • B O uso ambulatorial farmacológico com análogo sintético da vasopressina, associado ao tratamento psicológico com alarme, costuma levar à remissão do processo por volta dos 15 anos.
  • C Os pacientes apresentam, com frequência, períodos de remissão que geralmente duram décadas, conhecidos por lua de mel, sendo desnecessária reposição hormonal ao término desses períodos.
  • D A adoção de um estilo de vida saudável, alimentação balanceada e prática de exercícios físicos regulares, é considerada um pilar do tratamento, sendo desnecessária terapia farmacológica a longo prazo. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Poliuria/enurese secundaria, polifagia, perda de 5 kg, desidratacao, dor abdominal, vomitos e respiracao ampla (Kussmaul, FR 50) = cetoacidose diabetica abrindo diabetes MELLITUS tipo 1. Trata-se de doenca cronica, e o seguimento a longo prazo depende de adesao e apoio familiar para evitar complicacoes. B descreve tratamento de enurese primaria; C erra a duracao da 'lua de mel' (meses, e a insulina jamais e dispensada); D descreve diabetes tipo 2. Resposta A.

Questão 34Paciente secundigesta, pesando 70 kg, é encaminhada ao pré-natal de alto risco, em razão de história de abortamento espontâneo na 8ª semana, na gestação anterior. Traz consigo um exame de mutação homozigótica do gene da enzima metilenotetrahidrofolato redutase.Gabarito: A

Paciente secundigesta, pesando 70 kg, é encaminhada ao pré-natal de alto risco, em razão de história de abortamento espontâneo na 8ª semana, na gestação anterior. Traz consigo um exame de mutação homozigótica do gene da enzima metilenotetrahidrofolato redutase.

  • A paciente nega história pessoal ou familiar de trombose. Nesse caso, a conduta imediata deve ser A dar seguimento de pré-natal habitual.
  • B solicitar exames laboratoriais para o diagnóstico de trombofilia gestacional.
  • C prescrever ácido acetilsalicílico, 100 mg/dia, associado à enoxparina, 40 mg/dia.
  • D solicitar exames laboratoriais: anticoagulante lúpico, anticardiolipina e anti-beta 2 glicoproteína 1.

Comentário OsceLabs

A mutacao do gene da MTHFR, mesmo em homozigose, NAO e considerada trombofilia de relevancia clinica: nao ha associacao comprovada com abortamento nem com trombose, e nao justifica anticoagulacao nem rastreio adicional. Um unico abortamento precoce tambem nao configura perda gestacional de repeticao. Logo, segue-se pre-natal habitual. B e D investigam sem indicacao; C expoe a paciente a anticoagulacao desnecessaria. Resposta A.

Questão 35Um paciente com 68 anos, branco, previamente hígido, é atendido em consulta agendada na atenção primária, com diagnóstico recente de hipertensão arterial estágio 2, sem comorbidades. Seus exames físico e laboratoriais não mostram lesões de órgãos-alvo. O paciente relata não fazer uso de medicamentos e foi classificado como portador de fragilidade leve pela escala de fragilidade clínica, apresentando risco cardiovascular baixo pelo escore global de risco. No projeto terapêutico para esse paciente, além da mudança de estilo de vida, incluem-se terapêutica medicamentosa e metas da pressão arterial (PA) e de seguimento mais adequadas. Nesse contexto, a conduta recomendada é iniciarGabarito: C

Um paciente com 68 anos, branco, previamente hígido, é atendido em consulta agendada na atenção primária, com diagnóstico recente de hipertensão arterial estágio 2, sem comorbidades. Seus exames físico e laboratoriais não mostram lesões de órgãos-alvo. O paciente relata não fazer uso de medicamentos e foi classificado como portador de fragilidade leve pela escala de fragilidade clínica, apresentando risco cardiovascular baixo pelo escore global de risco. No projeto terapêutico para esse paciente, além da mudança de estilo de vida, incluem-se terapêutica medicamentosa e metas da pressão arterial (PA) e de seguimento mais adequadas. Nesse contexto, a conduta recomendada é iniciar

  • A tratamento não medicamentoso, para se atingir a meta pressórica (pressão arterial sistólica de 130 a 139 mmHg e pressão arterial diastólica de 70 a 79 mmHg) por um período de 3 a 6 meses.
  • B terapia medicamentosa com bloqueador do canal de cálcio associado a inibidor da enzima conversora da angiotensina em doses baixas e marcar retorno em até 30 dias, para aferir se a meta pressórica (PA menor que 140 × 90 mmHg) foi atingida.
  • C monoterapia com espironolactona, metildopa ou clonidina, marcando retorno em até 30 dias, para aferir se a meta pressórica (pressão arterial sistólica de 130 a 139 mmHg e pressão arterial diastólica de 70 a 79 mmHg) foi atingida.
  • D uso de betabloqueador, em monoterapia ou associado a diurético em baixa dose, reforçando mudança de estilo de vida e recomendando consultas anuais no caso de a meta pressórica (PA menor que 140 × 90 mmHg) ter sido atingida. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

O ponto discriminante e a META: no idoso com hipertensao estagio 2, a recomendacao brasileira e alvo de PAS 130-139 mmHg e PAD 70-79 mmHg, com reavaliacao em ate 30 dias — foi o que o gabarito privilegiou. A opcao A erra ao propor apenas medidas nao medicamentosas por 3 a 6 meses, inaceitavel no estagio 2; B e D adotam meta frouxa (< 140x90) e, em D, betabloqueador, que nao e primeira linha sem indicacao compulsoria, com retorno apenas anual. Resposta C.

Questão 36Uma mulher com 52 anos comparece à consulta médica na unidade básica de saúde com queixa de dores musculoesqueléticas crônicas, mal localizadas, difusas, acima e abaixo da cintura. Refere que o quadro tem cerca de 4 meses de evolução, tendo surgido aparentemente após episódio de dengue (não grave). A paciente também refere fadiga e quadro depressivo há longa data, além de transtorno da articulação temporomandibular e síndrome do intestino irritável. Relata apetite preservado. Seu exame físico é normal, salvo por dor à compressão e palpação muscular difusa. Digno de nota é que a simples insuflação do esfigmomanômetro leva a dor significativa em ponto localizado cerca de 2 centímetros distais do epicôndilo lateral do membro superior avaliado. Além disso, há dor à compressão digital bilateral nos pontos de inserção dos músculos subocciptais, no ponto médio da borda superior de ambos os músculos trapézios, sobre a borda medial das escápulas, nos quadrantes superiores externos das nádegas, posteriormente às eminências trocantéricas dos fêmures, sobre a 2ª articulação condroesternal direita e sobre as partes moles localizadas superior e medialmente a ambos os joelhos. Não há alterações no hemograma completo, nem na dosagem de proteína C reativa, T4 livre, TSH e velocidade de hemossedimentação. No caso apresentado, qual o diagnóstico dessa paciente?Gabarito: A

Uma mulher com 52 anos comparece à consulta médica na unidade básica de saúde com queixa de dores musculoesqueléticas crônicas, mal localizadas, difusas, acima e abaixo da cintura. Refere que o quadro tem cerca de 4 meses de evolução, tendo surgido aparentemente após episódio de dengue (não grave). A paciente também refere fadiga e quadro depressivo há longa data, além de transtorno da articulação temporomandibular e síndrome do intestino irritável. Relata apetite preservado. Seu exame físico é normal, salvo por dor à compressão e palpação muscular difusa. Digno de nota é que a simples insuflação do esfigmomanômetro leva a dor significativa em ponto localizado cerca de 2 centímetros distais do epicôndilo lateral do membro superior avaliado. Além disso, há dor à compressão digital bilateral nos pontos de inserção dos músculos subocciptais, no ponto médio da borda superior de ambos os músculos trapézios, sobre a borda medial das escápulas, nos quadrantes superiores externos das nádegas, posteriormente às eminências trocantéricas dos fêmures, sobre a 2ª articulação condroesternal direita e sobre as partes moles localizadas superior e medialmente a ambos os joelhos. Não há alterações no hemograma completo, nem na dosagem de proteína C reativa, T4 livre, TSH e velocidade de hemossedimentação. No caso apresentado, qual o diagnóstico dessa paciente?

  • A Fibromialgia
  • B Hipotireoidismo subclínico.
  • C Transtorno psicossomático.
  • D Transtorno depressivo maior.

Comentário OsceLabs

Dor musculoesqueletica cronica, difusa, acima e abaixo da cintura, com fadiga, sono nao reparador, depressao, disfuncao temporomandibular e intestino irritavel — e com dor a digitopressao em multiplos tender points simetricos e provas inflamatorias e tireoidianas NORMAIS — define fibromialgia. O hipotireoidismo subclinico (B) foi afastado pelo TSH/T4L normais; rotular como transtorno psicossomatico (C) e erro conceitual; a depressao (D) e comorbidade, nao explica a dor difusa. Resposta A.

Questão 37Um paciente com 25 anos, vítima de acidente motociclístico, apresenta trauma contuso toracoabdominal. No local do acidente, encontrava-se com pressão arterial sistólica de 90 mmHg e com frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto. Durante o transporte para o hospital, evoluiu com inconsciência, queda da pressão arterial sistólica para 60 mmHg e aumento da frequência cardíaca para 140 batimentos por minuto. Apresenta distensão de veias cervicais e murmúrio vesicular presente bilateralmente. Nesse caso, o manejo mais adequado para o paciente éGabarito: B

Um paciente com 25 anos, vítima de acidente motociclístico, apresenta trauma contuso toracoabdominal. No local do acidente, encontrava-se com pressão arterial sistólica de 90 mmHg e com frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto. Durante o transporte para o hospital, evoluiu com inconsciência, queda da pressão arterial sistólica para 60 mmHg e aumento da frequência cardíaca para 140 batimentos por minuto. Apresenta distensão de veias cervicais e murmúrio vesicular presente bilateralmente. Nesse caso, o manejo mais adequado para o paciente é

  • A toracocentese e drenagem pleural fechada.
  • B manutenção de vias aéreas e pericardiocentese.
  • C entubação orotraqueal e ultrassonografia de tórax.
  • D cricotireoidostomia e toracotomia anterolateral esquerda. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Trauma toracoabdominal com choque progressivo, TURGENCIA JUGULAR e murmurio vesicular PRESENTE bilateralmente: o choque obstrutivo aqui nao e pneumotorax hipertensivo (que aboliria o murmurio) — e tamponamento cardiaco (triade de Beck). A conduta e garantir via aerea e descomprimir o pericardio (pericardiocentese/janela). Drenagem pleural (A) nao trata tamponamento; intubar e pedir USG (C) atrasa a descompressao; cricotireoidostomia (D) nao tem indicacao com via aerea perviavel. Resposta B.

Questão 38Retorna a maternidade um recém-nascido com 3 dias, conforme sua ficha, ele nasceu com 37 semanas de gestação por parto cesáreo devido à restrição de crescimento intrauterino e centralização fetal, pesando 1.950 gramas, Apgar 8/9 e com bolsa rota no ato. A mãe relata ter 34 anos, que não houve intercorrências na gestação, que as sorologias do pré-natal apresentaram-se não reagentes, que foi feito o teste da orelhinha no recém-nascido e que os olhos e o coração dele se apresentaram sem alterações. Acrescenta que seu filho recebeu alta da maternidade com 24 horas de vida. Ao exame físico, a criança apresenta um peso de 1.850 gramas, estatura de 44 cm, perímetro cefálico de 27 cm e mostra-se ativo, reativo, algo irritado, ictérico, notando-se a presença de petéquias na pele; abdome com fígado palpável a 5 cm e baço a 2 cm do rebordo costal, não havendo alterações no restante do exame. O hemograma apresenta anemia, leucopenia e plaquetopenia; também hiperbilirrubinemia às custas principalmente de elevação de bilirrubinas diretas; transaminases 4 vezes acima dos valores de referência e ultrassom de crânio com leucomalácia periventricular e calcificações periventriculares. Considerando-se esses dados, quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica e o manejo adequado para o caso?Gabarito: A

Retorna a maternidade um recém-nascido com 3 dias, conforme sua ficha, ele nasceu com 37 semanas de gestação por parto cesáreo devido à restrição de crescimento intrauterino e centralização fetal, pesando 1.950 gramas, Apgar 8/9 e com bolsa rota no ato. A mãe relata ter 34 anos, que não houve intercorrências na gestação, que as sorologias do pré-natal apresentaram-se não reagentes, que foi feito o teste da orelhinha no recém-nascido e que os olhos e o coração dele se apresentaram sem alterações. Acrescenta que seu filho recebeu alta da maternidade com 24 horas de vida. Ao exame físico, a criança apresenta um peso de 1.850 gramas, estatura de 44 cm, perímetro cefálico de 27 cm e mostra-se ativo, reativo, algo irritado, ictérico, notando-se a presença de petéquias na pele; abdome com fígado palpável a 5 cm e baço a 2 cm do rebordo costal, não havendo alterações no restante do exame. O hemograma apresenta anemia, leucopenia e plaquetopenia; também hiperbilirrubinemia às custas principalmente de elevação de bilirrubinas diretas; transaminases 4 vezes acima dos valores de referência e ultrassom de crânio com leucomalácia periventricular e calcificações periventriculares. Considerando-se esses dados, quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica e o manejo adequado para o caso?

  • A Sífilis congênita; uso de penicilina cristalina por 10 dias, avaliação neurológica, oftalmológica e fonoaudiológica.
  • B Citomegalovirose; uso de aciclovir por 2 meses, acompanhamento mensal com pediatra na unidade básica de saúde.
  • C Sífilis congênita; uso de penicilina procaína por 10 dias, seguimento mensal com pediatria na unidade básica de saúde.
  • D Citomegalovirose; uso de ganciclovir por 6 meses, acompanhamento auditivo com fonoaudiólogo e otorrinolaringologista.

Comentário OsceLabs

Recem-nascido com restricao de crescimento, ictericia com predominio de bilirrubina DIRETA, petequias, hepatoesplenomegalia, plaquetopenia e alteracao de neuroimagem compoe o quadro de infeccao congenita; o gabarito apontou sifilis congenita — lembrando que sorologia materna nao reagente pode representar janela imunologica ou pre-natal incompleto. O tratamento com neuroacometimento e penicilina CRISTALINA endovenosa por 10 dias, com avaliacao neurologica, oftalmologica e auditiva. Penicilina procaina (C) nao trata neurossifilis e aciclovir (B) nao trata CMV. Resposta A.

Questão 39Uma paciente secundigesta, com 27 anos, foi encaminhada pela atenção primária de saúde ao ambulatório de gestação de alto risco para iniciar pré-natal, devido à história obstétrica anterior de pré-eclâmpsia leve e descolamento prematuro de placenta intraparto. Durante a consulta, evidenciou-se que a gestante se encontrava com 16 semanas de gestação, apresentando pressão arterial de 135 × 83 mmHg. Foi realizada a avaliação de proteinúria com fita, cujo resultado foi negativo.Gabarito: C

Uma paciente secundigesta, com 27 anos, foi encaminhada pela atenção primária de saúde ao ambulatório de gestação de alto risco para iniciar pré-natal, devido à história obstétrica anterior de pré-eclâmpsia leve e descolamento prematuro de placenta intraparto. Durante a consulta, evidenciou-se que a gestante se encontrava com 16 semanas de gestação, apresentando pressão arterial de 135 × 83 mmHg. Foi realizada a avaliação de proteinúria com fita, cujo resultado foi negativo.

  • A conduta a ser imediatamente adotada, a fim de melhorar o prognóstico materno e perinatal dessa gestação, é a prescrição de A hidralazina 25 mg, duas vezes ao dia, via oral.
  • B metildopa 250 mg, duas vezes ao dia, via oral.
  • C ácido acetilsalicílico 100 mg, uma vez ao dia, via oral.
  • D enoxparina 1 mg/kg, duas vezes ao dia, via subcutânea. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Gestante com pre-eclampsia em gestacao anterior tem fator de risco ALTO e deve receber profilaxia com acido acetilsalicilico em dose baixa (100 mg/dia), idealmente iniciado entre 12 e 16 semanas e mantido ate proximo do termo — reduz pre-eclampsia precoce e suas complicacoes. Ela nao e hipertensa no momento (PA 135x83, proteinuria negativa), portanto anti-hipertensivo (A e B) nao esta indicado; enoxaparina em dose plena (D) exigiria trombofilia/evento tromboembolico. Resposta C.

Questão 40Uma primigesta com 22 anos, dona de casa, comparece à unidade de saúde da família (USF) apresentando os resultados de exames solicitados na primeira consulta de pré-natal, realizada há 3 semanas, ao final do primeiro trimestre de gestação. Permanece sem queixas, refere estar usando regularmente o ácido fólico e o sulfato ferroso prescritos, mas diz estar preocupada com o exame de hepatite B. O médico verifica que a tipagem sanguínea é O+, que os testes rápidos para sífilis, HIV e hepatite C foram não reagentes e que todos os outros exames estão dentro da normalidade, apresentando a gestante, no entanto, AgHBs não reagente, Anti-HBc total não reagente e Anti-HBs reagente. Nesse caso, a interpretação dos últimos exames da paciente e a conduta a ser adotada são, respectivamente,Gabarito: D

Uma primigesta com 22 anos, dona de casa, comparece à unidade de saúde da família (USF) apresentando os resultados de exames solicitados na primeira consulta de pré-natal, realizada há 3 semanas, ao final do primeiro trimestre de gestação. Permanece sem queixas, refere estar usando regularmente o ácido fólico e o sulfato ferroso prescritos, mas diz estar preocupada com o exame de hepatite B. O médico verifica que a tipagem sanguínea é O+, que os testes rápidos para sífilis, HIV e hepatite C foram não reagentes e que todos os outros exames estão dentro da normalidade, apresentando a gestante, no entanto, AgHBs não reagente, Anti-HBc total não reagente e Anti-HBs reagente. Nesse caso, a interpretação dos últimos exames da paciente e a conduta a ser adotada são, respectivamente,

  • A resultado compatível com hepatite B aguda; solicitar exames bioquímicos e encaminhar a paciente para acompanhamento no pré-natal de alto risco.
  • B resultado compatível com hepatite B crônica; solicitar exames mais específicos e encaminhar a paciente para acompanhamento no pré-natal de alto risco.
  • C resultado indicativo de suscetibilidade ao vírus da hepatite B; orientar a paciente a iniciar o esquema vacinal e a continuar o acompanhamento pré-natal na USF.
  • D resultado indicativo de imunidade ao vírus da hepatite B; esclarecer a paciente de que não há motivo de preocupação e orientá-la a continuar o acompanhamento pré-natal na USF. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

AgHBs nao reagente + anti-HBc total NAO reagente + anti-HBs reagente = imunidade VACINAL (quem teve a infeccao e curou apresenta anti-HBc total reagente). Nao ha doenca, nao ha risco de transmissao vertical, e o pre-natal segue de baixo risco na propria unidade. A e B invertem a leitura (hepatite aguda exigiria AgHBs e IgM anti-HBc reagentes); C confunde com suscetibilidade, que teria os TRES marcadores nao reagentes e indicaria vacinar. Resposta D.

Questão 41Uma paciente com 24 anos, estudante de medicina, procura atendimento no ambulatório de uma universidade com história de febre não aferida e mal-estar generalizado iniciados há cerca de 48 horas. Conta que hoje começou a apresentar cefaleia intensa, motivo de sua procura por assistência. Informa ter tido varicela e rubéola quando criança. Refere ter sido vacinada na infância e que, quando entrou na faculdade, tomou uma dose de dT e da vacina para hepatite B, mas não completou o esquema. Nega vacinação em campanhas, pois teve rubéola na infância. Ao exame físico, apresenta frequência respiratória de 24 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 100 batimentos por minuto, pressão arterial de 120 × 80 mmHg, temperatura axilar de 38,8 °C; mucosas normocoradas, hipohidratadas (+1/+4), escleróticas anictéricas; aparelho respiratório: murmúrio vesicular universalmente audível, ausência de ruídos adventícios; aparelho cardiovascular: ritmo cardíaco regular em dois tempos, bulhas normofonéticas, sem sopros ou atritos; abdome: flácido, peristáltico, sem visceromegalias. No exame neurológico está acordada, lúcida, movimenta os quatro membros, sem déficit focal aparente, com rigidez de nuca (+3/+4), sinal de Kernig e sinal de Brudzinski presentes. Não foram observadas lesões cutâneas ou mucosas. Na fundoscopia ocular: nervos óticos bem visualizados, sem alterações. Com relação à abordagem diagnóstica, assinale a opção correta.Gabarito: C

Uma paciente com 24 anos, estudante de medicina, procura atendimento no ambulatório de uma universidade com história de febre não aferida e mal-estar generalizado iniciados há cerca de 48 horas. Conta que hoje começou a apresentar cefaleia intensa, motivo de sua procura por assistência. Informa ter tido varicela e rubéola quando criança. Refere ter sido vacinada na infância e que, quando entrou na faculdade, tomou uma dose de dT e da vacina para hepatite B, mas não completou o esquema. Nega vacinação em campanhas, pois teve rubéola na infância. Ao exame físico, apresenta frequência respiratória de 24 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 100 batimentos por minuto, pressão arterial de 120 × 80 mmHg, temperatura axilar de 38,8 °C; mucosas normocoradas, hipohidratadas (+1/+4), escleróticas anictéricas; aparelho respiratório: murmúrio vesicular universalmente audível, ausência de ruídos adventícios; aparelho cardiovascular: ritmo cardíaco regular em dois tempos, bulhas normofonéticas, sem sopros ou atritos; abdome: flácido, peristáltico, sem visceromegalias. No exame neurológico está acordada, lúcida, movimenta os quatro membros, sem déficit focal aparente, com rigidez de nuca (+3/+4), sinal de Kernig e sinal de Brudzinski presentes. Não foram observadas lesões cutâneas ou mucosas. Na fundoscopia ocular: nervos óticos bem visualizados, sem alterações. Com relação à abordagem diagnóstica, assinale a opção correta.

  • A A coleta de líquido cefalorraquidiano deverá ser realizada através de punção suboccipital, pois há contraindicação para realização de punção na região lombar.
  • B O exame microscópico do líquido cefalorraquidiano, utilizando-se a coloração de Gram, que evidencie bastonetes Gram negativos, confirma o diagnóstico de meningite pneumocócica.
  • C A punção liquórica com exame da bioquímica do líquido cefalorraquidiano deverá ser realizada, pois permitirá a distinção entre infecção bacteriana e viral, o que orientará a conduta terapêutica.
  • D A paciente deverá ser submetida a um exame de imagem antes da realização da coleta de líquido cefalorraquidiano para exame diagnóstico, pois há contraindicação para realização de punção lombar. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Meningite com exame neurologico sem deficit focal, sem rebaixamento de consciencia, sem crise convulsiva, sem imunossupressao e com fundoscopia normal: NAO ha indicacao de neuroimagem previa — a puncao lombar deve ser feita de imediato, pois a bioquimica e a celularidade do liquor separam etiologia bacteriana de viral e guiam o antibiotico. A e D inventam contraindicacao a puncao lombar; B erra a bacteriologia — o pneumococo e um coco Gram-positivo em pares, nao bacilo Gram-negativo. Resposta C.

Questão 42Uma paciente com 30 anos, grávida de 34 semanas, sofreu colisão frontal auto vs anteparo (muro), sentada no banco do passageiro e sem uso de cinto de segurança. Foi atendida por equipe de emergência pré-hospitalar, com relato de parada cardíaca e manobras de reanimação por cerca de 5 minutos, sem sucesso, durante sua remoção até o pronto-socorro de um hospital. Foi admitida pelo cirurgião geral, em parada cardiorrespiratória e midríase paralítica bilateral, com hematoma volumoso em região frontal. Nesse caso, qual deve ser a conduta do profissional que realiza o atendimento?Gabarito: C

Uma paciente com 30 anos, grávida de 34 semanas, sofreu colisão frontal auto vs anteparo (muro), sentada no banco do passageiro e sem uso de cinto de segurança. Foi atendida por equipe de emergência pré-hospitalar, com relato de parada cardíaca e manobras de reanimação por cerca de 5 minutos, sem sucesso, durante sua remoção até o pronto-socorro de um hospital. Foi admitida pelo cirurgião geral, em parada cardiorrespiratória e midríase paralítica bilateral, com hematoma volumoso em região frontal. Nesse caso, qual deve ser a conduta do profissional que realiza o atendimento?

  • A Considerar morte materno-fetal.
  • B Realizar cirurgia cesariana de urgência.
  • C Encaminhar a paciente para o gineco-obstetra.
  • D Solicitar ultrassonografia, para a avaliação do feto.

Comentário OsceLabs

Gestante de 34 semanas vitima de trauma, em parada cardiorrespiratoria prolongada e refrataria, com midriase paralitica bilateral e hematoma frontal volumoso. O ponto cobrado e que a decisao sobre a via de resolucao e a viabilidade fetal nao cabe isoladamente ao cirurgiao geral: o obstetra deve ser acionado imediatamente. Declarar de saida a morte fetal (A) e precipitado, e aguardar ultrassonografia (D) so consome o tempo que o feto nao tem. Resposta C.

Questão 43Um paciente desnutrido, com 6 meses, deu entrada no pronto-socorro, acompanhado por familiares que relatam diarreia abundante e piora progressiva do nível de consciência, que vem ocorrendo há 2 dias. Ao exame, o paciente encontra--se desidratado, hipocorado, sonolento, comatoso e sem sinais localizatórios. Mantido em ar ambiente, colheu-se uma gasometria arterial, que revelou pH = 7,22; pressão parcial de CO2 de 48 mmHg; pressão parcial de O2 de 75 mmHg; saturação de O2 de 94%; bicarbonato de 12,5 mEq/L e excesso de bases (BE) = -13. Considerando o quadro descrito, assinale a opção que apresenta o diagnóstico correto para o caso.Gabarito: A

Um paciente desnutrido, com 6 meses, deu entrada no pronto-socorro, acompanhado por familiares que relatam diarreia abundante e piora progressiva do nível de consciência, que vem ocorrendo há 2 dias. Ao exame, o paciente encontra--se desidratado, hipocorado, sonolento, comatoso e sem sinais localizatórios. Mantido em ar ambiente, colheu-se uma gasometria arterial, que revelou pH = 7,22; pressão parcial de CO2 de 48 mmHg; pressão parcial de O2 de 75 mmHg; saturação de O2 de 94%; bicarbonato de 12,5 mEq/L e excesso de bases (BE) = -13. Considerando o quadro descrito, assinale a opção que apresenta o diagnóstico correto para o caso.

  • A Acidose mista, respiratória e metabólica.
  • B Acidose metabólica compensada por hiperventilação alveolar.
  • C Alcalose respiratória compensada por uma acidose metabólica.
  • D Acidose metabólica compensada por uma alcalose respiratória. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Gasometria: pH 7,22 (acidemia), bicarbonato 12,5 com BE -13 (componente metabolico) e pCO2 48 — ELEVADO. Se houvesse compensacao respiratoria adequada, o pCO2 estaria BAIXO (formula de Winter prediria cerca de 26 mmHg). Um pCO2 alto em vigencia de acidose metabolica significa que o pulmao tambem falhou (paciente comatoso, hipoventilando): trata-se de acidose MISTA. Por isso B e D (compensacao) e C (alcalose respiratoria) estao erradas. Resposta A.

Questão 44Uma paciente primigesta de 16 anos, com 36 semanas de idade gestacional, procura a unidade básica de saúde apresentando ruptura prematura de membranas ovulares. Encaminhada ao hospital em franco trabalho de parto, é admitida em período expulsivo. O recém-nascido (RN), acolhido pela equipe de neonatologia, tem peso adequado para a idade gestacional e sua avaliação na escala Apgar é de 9/9 no primeiro e quinto minutos. No entanto, após 36 horas do nascimento, o RN apresenta quadro de pneumonia e evolui rapidamente para sepse. Nesse caso, para prevenir a ocorrência da sepse, deveria ter sido realizado durante o pré- natal o rastreio e a quimioprofilaxia de qual agente etiológico?Gabarito: A

Uma paciente primigesta de 16 anos, com 36 semanas de idade gestacional, procura a unidade básica de saúde apresentando ruptura prematura de membranas ovulares. Encaminhada ao hospital em franco trabalho de parto, é admitida em período expulsivo. O recém-nascido (RN), acolhido pela equipe de neonatologia, tem peso adequado para a idade gestacional e sua avaliação na escala Apgar é de 9/9 no primeiro e quinto minutos. No entanto, após 36 horas do nascimento, o RN apresenta quadro de pneumonia e evolui rapidamente para sepse. Nesse caso, para prevenir a ocorrência da sepse, deveria ter sido realizado durante o pré- natal o rastreio e a quimioprofilaxia de qual agente etiológico?

  • A Streptococcus β-hemolíticos do grupo B.
  • B Chlamydia trachomatis.
  • C Staphylococcus aureus.
  • D Escherichia coli.

Comentário OsceLabs

Sepse neonatal PRECOCE (< 72 horas) apos rotura de membranas em parto prematuro tardio tem como principal agente o Streptococcus agalactiae (estreptococo beta-hemolitico do grupo B). O rastreio universal com swab vaginal e retal esta indicado entre 35 e 37 semanas, com profilaxia intraparto com penicilina nas gestantes colonizadas ou com fatores de risco. Clamidia (B) causa conjuntivite e pneumonia AFEBRIL tardia; S. aureus (C) e E. coli (D) nao sao alvos de rastreio pre-natal. Resposta A.

Questão 45Em reunião de equipe de saúde de uma unidade básica de saúde (UBS) localizada em cidade de médio porte com líderes de organizações sociais defensoras dos direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, queer, intersexo, assexuais (LGBTQIA+), foram levantados alguns problemas, como: dificuldade no acesso das mulheres lésbicas à realização de exame de papanicolau, falta de acesso a tratamento transexualizador para travestis e transexuais, não utilização do nome social dessa população pelos funcionários da UBS, falta de oferta de serviços e/ou ações voltados para a saúde mental dessa população. Diante dos problemas descritos e com base na Política Nacional de Saúde Integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, o médico da equipe de saúde deve, nessa ocasião, esclarecer queGabarito: B

Em reunião de equipe de saúde de uma unidade básica de saúde (UBS) localizada em cidade de médio porte com líderes de organizações sociais defensoras dos direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, queer, intersexo, assexuais (LGBTQIA+), foram levantados alguns problemas, como: dificuldade no acesso das mulheres lésbicas à realização de exame de papanicolau, falta de acesso a tratamento transexualizador para travestis e transexuais, não utilização do nome social dessa população pelos funcionários da UBS, falta de oferta de serviços e/ou ações voltados para a saúde mental dessa população. Diante dos problemas descritos e com base na Política Nacional de Saúde Integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, o médico da equipe de saúde deve, nessa ocasião, esclarecer que

  • A a adoção do uso do nome social das pessoas LGBTQIA+, apesar de indicado pela legislação brasileira, é uma prerrogativa de cada UBS.
  • B são previstas políticas públicas específicas relativas à saúde mental, álcool e outras drogas, para a população LGBTQIA+ na rede de atenção psicossocial.
  • C a dificuldade no acesso ao exame papanicolau é equivocada, visto que a cobertura de realização do exame é maior para as mulheres lésbicas e bissexuais do que para os outros grupos mencionados.
  • D ainda não há legislação que assegure a oferta do processo transexualizador pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apesar de essa demanda ser reconhecida como válida e procedente. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

A Politica Nacional de Saude Integral LGBT prevê acoes especificas de saude mental e de atencao a alcool e outras drogas dentro da Rede de Atencao Psicossocial, reconhecendo o sofrimento psiquico produzido pelo estigma. O uso do nome social e direito assegurado (Portaria 1.820/2009 e Decreto 8.727/2016), nao prerrogativa da unidade (A); mulheres lesbicas e bissexuais tem MENOR cobertura de citopatologico (C); e o processo transexualizador esta regulamentado no SUS desde 2008/2013 (D). Resposta B.

Questão 46Um homem com 78 anos, acamado há meses em função de quadro demencial avançado, chega à unidade de emergência com quadro de rebaixamento do nível de consciência, febre e hipotensão arterial. Segundo familiares, o paciente vem apresentando tosse desde a ocorrência, há 3 dias, de episódio compatível com broncoaspiração durante tentativa de alimentação por via oral. Relatam que, nos últimos 2 dias, ele passou a se mostrar mais apático, não interagindo minimamente com os familiares, nem aceitando alimentação e que, no dia de hoje, surgiu febre e a acompanhante aferiu pressão arterial de 90 × 60 mmHg, uma queda de cerca de 40 mmHg na pressão sistólica em relação ao parâmetro habitual do paciente. Ao exame físico, é confirmada hipotensão arterial sistêmica (88 × 48 mmHg), além de sonolência (escore de coma de Glasgow de 9 pontos), desidratação (+2/+4), descoramento de mucosas (+1/+4), taquicardia (120 batimentos por minuto), taquipneia (26 incursões respiratórias por minuto) e presença de roncos difusos, com estertores crepitantes na base direita. Exames laboratoriais iniciais revelam anemia (hemoglobina de 8,5 g/dL - valor de referência [VR]: 13-17 g/dL), elevação de creatinina (2,3 mg/dL - VR: 0,8-1,2 mg/dL), ureia (102 mg/dL - VR: 20-40 mg/dL) e lactato (5,1 mmol/L - VR: <= 2,0 mmol/L), além de acidose metabólica e hipoxemia. São colhidas hemoculturas. O paciente é monitorizado adequadamente, submetido a oferta suplementar de oxigênio, e inicia-se o tratamento indicado para o quadro clínico que apresenta. Além da antibioticoterapia de amplo espectro adequada, a conduta prioritária a ser adotada para esse paciente ainda nas primeiras horas de abordagem éGabarito: B

Um homem com 78 anos, acamado há meses em função de quadro demencial avançado, chega à unidade de emergência com quadro de rebaixamento do nível de consciência, febre e hipotensão arterial. Segundo familiares, o paciente vem apresentando tosse desde a ocorrência, há 3 dias, de episódio compatível com broncoaspiração durante tentativa de alimentação por via oral. Relatam que, nos últimos 2 dias, ele passou a se mostrar mais apático, não interagindo minimamente com os familiares, nem aceitando alimentação e que, no dia de hoje, surgiu febre e a acompanhante aferiu pressão arterial de 90 × 60 mmHg, uma queda de cerca de 40 mmHg na pressão sistólica em relação ao parâmetro habitual do paciente. Ao exame físico, é confirmada hipotensão arterial sistêmica (88 × 48 mmHg), além de sonolência (escore de coma de Glasgow de 9 pontos), desidratação (+2/+4), descoramento de mucosas (+1/+4), taquicardia (120 batimentos por minuto), taquipneia (26 incursões respiratórias por minuto) e presença de roncos difusos, com estertores crepitantes na base direita. Exames laboratoriais iniciais revelam anemia (hemoglobina de 8,5 g/dL - valor de referência [VR]: 13-17 g/dL), elevação de creatinina (2,3 mg/dL - VR: 0,8-1,2 mg/dL), ureia (102 mg/dL - VR: 20-40 mg/dL) e lactato (5,1 mmol/L - VR: <= 2,0 mmol/L), além de acidose metabólica e hipoxemia. São colhidas hemoculturas. O paciente é monitorizado adequadamente, submetido a oferta suplementar de oxigênio, e inicia-se o tratamento indicado para o quadro clínico que apresenta. Além da antibioticoterapia de amplo espectro adequada, a conduta prioritária a ser adotada para esse paciente ainda nas primeiras horas de abordagem é

  • A iniciar terapia de substituição renal com hemodiálise.
  • B administrar cristaloides intravenosos para resgate volêmico.
  • C proceder a hemotransfusão com 2 concentrados de hemácias.
  • D administrar glicocorticoide devido à possibilidade de insuficiência adrenal. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Pneumonia aspirativa com hipotensao, taquicardia, oliguria, lactato 5,1 e disfuncao renal = choque septico. O primeiro pacote (primeira hora) e cristaloide 30 mL/kg em bolus, hemoculturas e antibiotico precoce; a expansao volemica e o que sustenta a perfusao ate a resposta ao antimicrobiano. Hemodialise (A) nao esta indicada sem criterio dialitico; transfusao (C) so com Hb < 7 g/dL na sepse; corticoide (D) fica para o choque refratario a volume e vasopressor. Resposta B.

Questão 47Uma paciente com 40 anos, índice de massa corpórea de 38kg/m2, com história de colelitíase sintomática há 2 anos, apresenta-se para cirurgia de colecistectomia videolaparoscópica. Os resultados de seus exames laboratoriais são normais e a ultrassonografia de abdome mostra múltiplos cálculos em vesícula biliar. É realizada a operação, descrita como tecnicamente difícil em razão da obesidade e das aderências inflamatórias no leito vesicular. A paciente foi encaminhada à enfermaria, acordada e sem queixas. Foram reiniciadas dieta e deambulação nas primeiras 24 horas de pós-operatório. Após 36 horas de pós-operatório, apresentou pico febril de 39 °C, dor abdominal e discreta icterícia. Novos exames laboratoriais mostraram leucograma de 20.500 leucócitos com 8% bastões, bilirrubina direta 2,0 mg/dL, bilirrubina indireta 1,0 mg/dL, aspartatoaminotransferase 60 U/L, alanina aminotransferase 80 U/L, fosfatase alcalina 230 U/L e gamaglutamiltransferase 450 U/L. A paciente evoluiu, em 4 horas, com hipotensão, prostração e queda do estado geral. Acerca desse quadro clínico, assinale a opção correta.Gabarito: D

Uma paciente com 40 anos, índice de massa corpórea de 38kg/m2, com história de colelitíase sintomática há 2 anos, apresenta-se para cirurgia de colecistectomia videolaparoscópica. Os resultados de seus exames laboratoriais são normais e a ultrassonografia de abdome mostra múltiplos cálculos em vesícula biliar. É realizada a operação, descrita como tecnicamente difícil em razão da obesidade e das aderências inflamatórias no leito vesicular. A paciente foi encaminhada à enfermaria, acordada e sem queixas. Foram reiniciadas dieta e deambulação nas primeiras 24 horas de pós-operatório. Após 36 horas de pós-operatório, apresentou pico febril de 39 °C, dor abdominal e discreta icterícia. Novos exames laboratoriais mostraram leucograma de 20.500 leucócitos com 8% bastões, bilirrubina direta 2,0 mg/dL, bilirrubina indireta 1,0 mg/dL, aspartatoaminotransferase 60 U/L, alanina aminotransferase 80 U/L, fosfatase alcalina 230 U/L e gamaglutamiltransferase 450 U/L. A paciente evoluiu, em 4 horas, com hipotensão, prostração e queda do estado geral. Acerca desse quadro clínico, assinale a opção correta.

  • A A incidência de lesão de via biliar na via videolaparoscópica é menor que na cirurgia aberta, por ser procedimento menos invasivo e proporcionar melhor e mais rápida recuperação; a complicação em curso pode ser sepse de origem pulmonar, pois a obesidade e a dor no pós- operatório facilitam restrição respiratória e infecção, devendo-se, portanto, iniciar antibioticoterapia de amplo espectro imediatamente.
  • B A colecistectomia aberta é a técnica recomendada para pacientes obesos, dado o risco de complicações; o quadro de possível fístula biliar deve ser tratado imediatamente com antibióticos e drenagem percutânea guiada por ultrassonografia, evitando-se nova abordagem e a possibilidade de ocorrência de danos secundários.
  • C A possibilidade de lesão de via biliar como complicação precisa ser informada à paciente e à sua família, devendo ser solicitada a transferência para um centro com unidade de terapia intensiva, tendo em vista suporte e antibioticoterapia de largo espectro, aguardando-se o esfriamento do processo para planejar a reabordagem.
  • D A possibilidade de lesão de via biliar como complicação precisa ser informada à paciente e à sua família, devendo ser solicitada a transferência para um centro com unidade de terapia intensiva e acesso a equipe especializada e a métodos diagnósticos, como a colangiorressonância magnética. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Colecistectomia 'dificil' seguida, em 36 horas, de febre, dor, ictericia com padrao COLESTATICO (FA e GGT muito elevadas, BD 2,0), leucocitose com desvio e deterioracao hemodinamica: e lesao de via biliar ate prova em contrario. Alem do dever etico de informar paciente e familia, o correto e transferir para servico com terapia intensiva, equipe hepatobiliar e metodo diagnostico adequado (colangiorressonancia). A atribui o quadro ao pulmao; B afirma que a via aberta e a recomendada no obeso; C propõe apenas 'esfriar o processo' sem definir o diagnostico. Resposta D.

Questão 48Ao fazer o histórico alimentar de uma criança de 12 meses com alergia ao leite de vaca, a pediatra ouve o seguinte relato da mãe da criança: “ao acordar ofereço um suco; no lanche do meio da manhã, dou fruta e castanhas; no almoço, ela come diariamente folhas, legumes cozidos e crus e, eventualmente, arroz e feijão; à tarde, ofereço um lanche com fruta, bolo ou biscoito; à noite, sopa de legumes acrescido de macarrão e azeite; e, antes de dormir, suco”. Considerando-se o relato da mãe, qual grupo de nutrientes está deficiente na alimentação dessa lactente?Gabarito: B

Ao fazer o histórico alimentar de uma criança de 12 meses com alergia ao leite de vaca, a pediatra ouve o seguinte relato da mãe da criança: “ao acordar ofereço um suco; no lanche do meio da manhã, dou fruta e castanhas; no almoço, ela come diariamente folhas, legumes cozidos e crus e, eventualmente, arroz e feijão; à tarde, ofereço um lanche com fruta, bolo ou biscoito; à noite, sopa de legumes acrescido de macarrão e azeite; e, antes de dormir, suco”. Considerando-se o relato da mãe, qual grupo de nutrientes está deficiente na alimentação dessa lactente?

  • A Vitaminas.
  • B Gorduras.
  • C Carboidratos.
  • D Aminoácidos essenciais.

Comentário OsceLabs

A dieta descrita e composta de sucos, frutas, folhas, legumes e eventuais cereais — sem leite ou formula de substituicao, sem carnes, sem ovos. No lactente, cerca de 40-50% do valor energetico deve vir de LIPIDIOS, essenciais para densidade calorica, mielinizacao e absorcao das vitaminas lipossoluveis; a oferta aqui e irrisoria. Vitaminas (A) e carboidratos (C) estao razoavelmente supridos por frutas, legumes, bolo e macarrao. Resposta B.

Questão 51Uma paciente com 25 anos chega para consulta na unidade básica de saúde devido a quadro de disúria e polaciúria há 5 dias, que se agravou, tendo se iniciado hematúria nas últimas 24 horas. Ela relata que é a primeira vez que apresenta os sintomas descritos, que é sexualmente ativa, negando ter quaisquer outras queixas. O exame físico é normal, exceto por dor à palpação profunda em hipogástrio. Nessa situação, a conduta médica adequada para o caso éGabarito: B

Uma paciente com 25 anos chega para consulta na unidade básica de saúde devido a quadro de disúria e polaciúria há 5 dias, que se agravou, tendo se iniciado hematúria nas últimas 24 horas. Ela relata que é a primeira vez que apresenta os sintomas descritos, que é sexualmente ativa, negando ter quaisquer outras queixas. O exame físico é normal, exceto por dor à palpação profunda em hipogástrio. Nessa situação, a conduta médica adequada para o caso é

  • A solicitar urocultura.
  • B prescrever empiricamente antibiótico.
  • C prescrever empiricamente antifúngico.
  • D solicitar bacterioscopia do conteúdo vaginal. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Mulher jovem, nao gestante, com disuria, polaciuria e hematuria de inicio recente, sem febre, sem dor lombar e sem corrimento: cistite aguda NAO complicada. O diagnostico e clinico e o tratamento e antibiotico EMPIRICO de curta duracao (nitrofurantoina, fosfomicina ou sulfametoxazol-trimetoprima). Urocultura (A) so e necessaria em falha terapeutica, recorrencia, gestacao ou quadro complicado; nao ha sinais de candidiase (C) nem de vaginite (D) — nao ha corrimento. Resposta B.

Questão 52Uma paciente com 70 anos, diabética, com dor em flanco esquerdo, de início insidioso e piora progressiva há 72 horas, chega ao pronto-socorro acompanhada de familiares. Eles relatam que, nos últimos 3 meses, observaram a ocorrência de episódios de sangramento retal vermelho-vivo, anorexia e perda ponderal de 10 Kg. Ao exame físico, a paciente apresenta-se em mau estado geral, torporosa, com frequência respiratória de 24 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 116 batimentos por minuto, pressão arterial de 90 × 50 mmHg, abdome globoso, doloroso à palpação, com sinais de irritação peritoneal difusa. O resultado de radiografia simples evidencia pneumoperitôneo volumoso. Após discussão do caso com a família, deve ser proposto pelo cirurgião geral plantonista a realização de uma laparotomia, de umaGabarito: D

Uma paciente com 70 anos, diabética, com dor em flanco esquerdo, de início insidioso e piora progressiva há 72 horas, chega ao pronto-socorro acompanhada de familiares. Eles relatam que, nos últimos 3 meses, observaram a ocorrência de episódios de sangramento retal vermelho-vivo, anorexia e perda ponderal de 10 Kg. Ao exame físico, a paciente apresenta-se em mau estado geral, torporosa, com frequência respiratória de 24 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 116 batimentos por minuto, pressão arterial de 90 × 50 mmHg, abdome globoso, doloroso à palpação, com sinais de irritação peritoneal difusa. O resultado de radiografia simples evidencia pneumoperitôneo volumoso. Após discussão do caso com a família, deve ser proposto pelo cirurgião geral plantonista a realização de uma laparotomia, de uma

  • A enterectomia segmentar e de uma ileostomia.
  • B colectomia segmentar e de uma coloanastomose.
  • C limpeza e de uma drenagem da cavidade abdominal.
  • D colectomia segmentar e de uma colostomia de Hartmann.

Comentário OsceLabs

Idosa com sangramento retal, perda ponderal e anorexia (neoplasia colorretal) que evolui com peritonite difusa e PNEUMOPERITONIO volumoso: perfuracao de tumor de colon. Em paciente instavel e com cavidade contaminada, nao se faz anastomose primaria — ressecca-se o segmento acometido e exterioriza-se a colostomia terminal (Hartmann), com reconstrucao em segundo tempo. Coloanastomose (B) tem alto risco de deiscencia nesse cenario; enterectomia/ileostomia (A) erra o orgao; drenagem isolada (C) nao trata a fonte. Resposta D.

Questão 53Um pediatra é chamado para atendimento de um recém-nascido (RN) em sala de parto, sendo informado de que a gestante não realizou pré-natal. A criança nasce em apneia. O cordão umbilical foi clampeado imediatamente e o RN é levado à mesa de reanimação. O pediatra realiza os passos iniciais em, no máximo, 30 segundos, mas o RN continua em apneia. Considerando-se o quadro clínico descrito, qual é a conduta adequada nesse momento?Gabarito: D

Um pediatra é chamado para atendimento de um recém-nascido (RN) em sala de parto, sendo informado de que a gestante não realizou pré-natal. A criança nasce em apneia. O cordão umbilical foi clampeado imediatamente e o RN é levado à mesa de reanimação. O pediatra realiza os passos iniciais em, no máximo, 30 segundos, mas o RN continua em apneia. Considerando-se o quadro clínico descrito, qual é a conduta adequada nesse momento?

  • A Oferecer oxigênio inalatório.
  • B Indicar a entubação traqueal.
  • C Aplicar estímulo tátil com fricção circular no abdome.
  • D Iniciar a ventilação com pressão positiva por máscara.

Comentário OsceLabs

Na reanimacao neonatal, se apos os passos iniciais (aquecer, posicionar, aspirar se necessario e secar) em ate 30 segundos o recem-nascido permanece em APNEIA ou com FC < 100 bpm, a intervencao que muda o desfecho e a ventilacao com pressao positiva por mascara — o passo mais importante de toda a reanimacao neonatal. Oxigenio inalatorio (A) nao ventila quem nao respira; intubacao (B) so apos falha da VPP com tecnica corrigida; estimulo tatil (C) e no dorso e ja foi feito. Resposta D.

Questão 54O nascimento prematuro continua sendo a principal causa de mortalidade e morbidade perinatais, sendo responsável por até dois terços das mortes neonatais e por déficits físicos, mentais e do desenvolvimento de longo prazo. Nos últimos trinta anos, os avanços foram significativos nos cuidados neonatais e na redução da mortalidade infantil na prematuridade, porém as morbidades e as consequências em longo prazo permanecem. Acerca dos cuidados gestacionais para evitar a prematuridade, assinale a opção correta.Gabarito: C

O nascimento prematuro continua sendo a principal causa de mortalidade e morbidade perinatais, sendo responsável por até dois terços das mortes neonatais e por déficits físicos, mentais e do desenvolvimento de longo prazo. Nos últimos trinta anos, os avanços foram significativos nos cuidados neonatais e na redução da mortalidade infantil na prematuridade, porém as morbidades e as consequências em longo prazo permanecem. Acerca dos cuidados gestacionais para evitar a prematuridade, assinale a opção correta.

  • A As evidências científicas indicam a eficácia de uso de progesterona por toda gestante na prevenção à prematuridade.
  • B As pacientes no estágio 3, conforme a Classificação de Risco de Hobel, devem continuar em acompanhamento ambulatorial.
  • C A infecção urinária é fator de risco para a prematuridade, devendo toda gestante com bacteriúria assintomática ser submetida à antibioticoterapia.
  • D Os bloqueadores de canal de cálcio são medicamentos proibidos na inibição dos trabalhos de parto por causarem hipotensão materna e baixo fluxo placentário. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Bacteriuria assintomatica na gestante SEMPRE se trata: e o unico grupo, junto aos submetidos a procedimentos urologicos, com beneficio comprovado, pois reduz pielonefrite e prematuridade. Progesterona (A) previne prematuridade apenas em colo curto ou parto prematuro previo, nao em toda gestante; bloqueadores de canal de calcio, como a nifedipina, sao tocoliticos de PRIMEIRA linha (D); e alto risco pela classificacao de Hobel exige acompanhamento especializado (B). Resposta C.

Questão 55Uma idosa com 75 anos, acompanhada de sua filha, busca a unidade básica de saúde queixando-se ao médico de estar tendo alguns esquecimentos. Relata que a família insistiu muito para que buscasse atendimento médico e que a filha quase a obrigou a ir à consulta. Considerando a necessidade de uma primeira abordagem com avaliação multidimensional do caso, o médico se propôs a utilizar o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional-20 (IVCF-20). Acerca desse instrumento de avaliação, assinale a opção correta.Gabarito: C

Uma idosa com 75 anos, acompanhada de sua filha, busca a unidade básica de saúde queixando-se ao médico de estar tendo alguns esquecimentos. Relata que a família insistiu muito para que buscasse atendimento médico e que a filha quase a obrigou a ir à consulta. Considerando a necessidade de uma primeira abordagem com avaliação multidimensional do caso, o médico se propôs a utilizar o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional-20 (IVCF-20). Acerca desse instrumento de avaliação, assinale a opção correta.

  • A Um dos itens avaliados pelo IVCF-20 é a renda familiar dos idosos, que indica a sua situação socioeconômica.
  • B Independentemente do resultado do IVCF-20, os idosos devem submeter-se, na sequência, à Avaliação Geriátrica Ampla (AGA).
  • C Entre os questionamentos a serem feitos para o cálculo do IVCF-20, inclui-se o do número de quedas do idoso no ano anterior ao do exame.
  • D O uso do IVCF-20 permite identificar os idosos frágeis, prescindindo da utilização de ferramenta complementar, seja qual for o seu resultado.

Comentário OsceLabs

O IVCF-20 e instrumento de triagem rapida de vulnerabilidade no idoso e avalia 20 itens em oito dimensoes — idade, autopercepcao de saude, atividades de vida diaria, cognicao, humor, mobilidade (incluindo o numero de QUEDAS no ultimo ano), comunicacao e comorbidades multiplas. Renda familiar nao e item do instrumento (A); a Avaliacao Geriatrica Ampla e reservada aos que pontuam alto, e nao a todos (B e D). Resposta C.

Questão 56Um homem com 45 anos, em uso de anti-inflamatório não hormonal há 20 dias devido a tendinite de ombro esquerdo, chega ao pronto-socorro com quadro de melena há 24 horas, de moderado volume, associado a epigastralgia intensa e mal-estar. Nega doenças preexistentes. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, consciente, orientado, com mucosas anictéricas, hidratadas e hipocoradas (+1/+4), fácies atípica, tempo de enchimento capilar de 2 segundos, frequência cardíaca de 90 batimentos por minuto, pressão arterial de 120 × 80 mmHg, abdome flácido, com ruídos hidroaéreos aumentados, dor à palpação de epigástrio. Os resultados de seus exames complementares apresentaram: hemácias: 4.500.000; hemoglobina: 13%; hematócrito: 39%; leucócitos: 4.400; plaquetas: 220.000; INR: 1,2 (valor de referência [VR]: 1-1,4); ureia: 45 mg/dl (VR: 16-40), creatina: 1,2 mg/dL (VR: 0,7-1,3); Potássio: 5,4 mEq/L (VR: 3,5-5,5); tipagem sanguínea: A+, endoscopia digestiva alta com erosões agudas de mucosa gástrica em região de antro e bulbo.Gabarito: C

Um homem com 45 anos, em uso de anti-inflamatório não hormonal há 20 dias devido a tendinite de ombro esquerdo, chega ao pronto-socorro com quadro de melena há 24 horas, de moderado volume, associado a epigastralgia intensa e mal-estar. Nega doenças preexistentes. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, consciente, orientado, com mucosas anictéricas, hidratadas e hipocoradas (+1/+4), fácies atípica, tempo de enchimento capilar de 2 segundos, frequência cardíaca de 90 batimentos por minuto, pressão arterial de 120 × 80 mmHg, abdome flácido, com ruídos hidroaéreos aumentados, dor à palpação de epigástrio. Os resultados de seus exames complementares apresentaram: hemácias: 4.500.000; hemoglobina: 13%; hematócrito: 39%; leucócitos: 4.400; plaquetas: 220.000; INR: 1,2 (valor de referência [VR]: 1-1,4); ureia: 45 mg/dl (VR: 16-40), creatina: 1,2 mg/dL (VR: 0,7-1,3); Potássio: 5,4 mEq/L (VR: 3,5-5,5); tipagem sanguínea: A+, endoscopia digestiva alta com erosões agudas de mucosa gástrica em região de antro e bulbo.

  • A conduta inicial mais adequada ao caso seria dieta zero e A transfusão de plaquetas e de plasma fresco congelado.
  • B transfusão de concentrado de hemácias em até duas horas.
  • C reposição volêmica com cristaloides e uso de inibidores da bomba protônica (IBP).
  • D reposição volêmica com cristaloides e transfusão de concentrado de hemácias e plaquetas. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Hemorragia digestiva alta por lesao aguda de mucosa (AINE), com paciente ESTAVEL — PA 120x80, FC 90, enchimento capilar 2 s, hemoglobina e plaquetas normais, INR normal. A conduta e jejum, reposicao com cristaloides e inibidor de bomba de protons endovenoso. Nao ha coagulopatia que justifique plasma/plaquetas (A e D) e a estrategia transfusional na HDA e RESTRITIVA, com gatilho de hemoglobina em torno de 7 g/dL — transfundir com Hb normal (B) so aumenta ressangramento e mortalidade. Resposta C.

Questão 57Um paciente com 65 anos apresenta quadro de disfagia a sólidos que evoluiu rapidamente para líquidos, acompanhado de tosse, rouquidão e perda ponderal de 20 kg nos últimos 90 dias. O paciente é tabagista (consumo de 1 a 2 maços de cigarro/dia) há 40 anos e etilista de bebida destilada há 30 anos. Realizada endoscopia digestiva alta, confirmou-se o diagnóstico de neoplasia de esôfago cervical. A traqueobroncoscopia demonstrou doença avançada, com paralisia das cordas vocais e invasão da árvore traqueobrônquica. Nesse caso, entre as seguintes opções de tratamento paliativo, a mais adequada é a realização deGabarito: D

Um paciente com 65 anos apresenta quadro de disfagia a sólidos que evoluiu rapidamente para líquidos, acompanhado de tosse, rouquidão e perda ponderal de 20 kg nos últimos 90 dias. O paciente é tabagista (consumo de 1 a 2 maços de cigarro/dia) há 40 anos e etilista de bebida destilada há 30 anos. Realizada endoscopia digestiva alta, confirmou-se o diagnóstico de neoplasia de esôfago cervical. A traqueobroncoscopia demonstrou doença avançada, com paralisia das cordas vocais e invasão da árvore traqueobrônquica. Nesse caso, entre as seguintes opções de tratamento paliativo, a mais adequada é a realização de

  • A esofagectomia trans-hiatal.
  • B tunelização cirúrgica.
  • C esofagostomia.
  • D gastrostomia.

Comentário OsceLabs

Neoplasia de esofago CERVICAL avancada, com paralisia de cordas vocais e invasao da arvore traqueobronquica: doenca irressecavel, e a invasao traqueal contraindica formalmente a protese e a tunelizacao pelo risco de fistula esofagorrespiratoria. O objetivo paliativo passa a ser garantir nutricao por via alternativa distal a lesao — gastrostomia. Esofagectomia (A) nao se faz em doenca invasiva local; esofagostomia (C) apenas desvia saliva sem resolver a nutricao. Resposta D.

Questão 58Um adolescente de 12 anos, pesando 85 kg e com índice de massa corpórea de 30 kg/m2, é atendido na emergência queixando-se de fortes dores no quadril direito e de impotência funcional do membro inferior direito. O pai informa ao médico de plantão que o menino é hipertenso, que realiza um tratamento para emagrecer e nega associação do problema na perna a trauma. Nesse caso, a hipótese diagnóstica mais provável é deGabarito: A

Um adolescente de 12 anos, pesando 85 kg e com índice de massa corpórea de 30 kg/m2, é atendido na emergência queixando-se de fortes dores no quadril direito e de impotência funcional do membro inferior direito. O pai informa ao médico de plantão que o menino é hipertenso, que realiza um tratamento para emagrecer e nega associação do problema na perna a trauma. Nesse caso, a hipótese diagnóstica mais provável é de

  • A epifisiólise femural.
  • B artrite séptica do quadril.
  • C artrite reumatoide juvenil.
  • D sinovite transitória do quadril.

Comentário OsceLabs

Adolescente obeso com dor no quadril e impotencia funcional SEM trauma e epifisiolise (escorregamento epifisario proximal do femur) ate prova em contrario — a obesidade e a fase de estirao sao os fatores de risco classicos, e a dor pode se referir ao joelho. Artrite septica (B) cursaria com febre e sinais inflamatorios importantes; artrite idiopatica juvenil (C) e poliarticular e insidiosa; sinovite transitoria (D) e da crianca menor, apos infeccao viral, e autolimitada. Resposta A.

Questão 59Uma paciente com 24 anos apresenta sangramento vaginal volumoso no puerpério imediato de parto vaginal sem episiotomia. Relata como antecedentes pré-natal e parto vaginal sem intercorrências ou morbidade associada à gestação. Ao exame físico, apresenta-se: em regular estado geral; confusa; com frequência cardíaca de 138 batimentos por minuto; pressão arterial de 80 × 50 mmHg; à ausculta cardíaca, com ritmo cardíaco regular em dois tempos, bulhas hipofonéticas, sem sopros; à ausculta pulmonar, com murmúrios vesiculares sem ruídos adventícios. O exame do abdome da paciente evidencia útero amolecido e palpável 8 cm acima da cicatriz umbilical. Em análise do partograma, foi constatado uso de ocitocina 05 UI durante as 14 horas de condução do trabalho de parto. Diante do quadro apresentado, a conduta inicial adequada éGabarito: A

Uma paciente com 24 anos apresenta sangramento vaginal volumoso no puerpério imediato de parto vaginal sem episiotomia. Relata como antecedentes pré-natal e parto vaginal sem intercorrências ou morbidade associada à gestação. Ao exame físico, apresenta-se: em regular estado geral; confusa; com frequência cardíaca de 138 batimentos por minuto; pressão arterial de 80 × 50 mmHg; à ausculta cardíaca, com ritmo cardíaco regular em dois tempos, bulhas hipofonéticas, sem sopros; à ausculta pulmonar, com murmúrios vesiculares sem ruídos adventícios. O exame do abdome da paciente evidencia útero amolecido e palpável 8 cm acima da cicatriz umbilical. Em análise do partograma, foi constatado uso de ocitocina 05 UI durante as 14 horas de condução do trabalho de parto. Diante do quadro apresentado, a conduta inicial adequada é

  • A iniciar imediatamente a infusão de Ringer Lactato 1.000 ml em acesso venoso calibroso, realizar massagem uterina e usar drogas uterotônicas.
  • B encaminhar a paciente para a ultrassonografia de urgência e solicitar hemograma, para avaliar necessidade de hemotransfusão.
  • C realizar laparotomia de urgência e histerectomia, com hemotransfusão, sem necessidade de prova cruzada.
  • D tranquilizar a paciente, esclarecendo que se trata de loquiação fisiológica do puerpério imediato. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Hemorragia pos-parto com utero AMOLECIDO e acima da cicatriz umbilical apos trabalho de parto prolongado com ocitocina: atonia uterina, o 'tonus' dos 4 T e a causa mais comum. Com a paciente ja em choque (FC 138, PA 80x50, confusa), atua-se simultaneamente na ressuscitacao volemica com cristaloide em acesso calibroso, massagem uterina e uterotonicos. Pedir ultrassonografia (B) atrasa; histerectomia (C) e ultimo recurso apos falha clinica; e loquiacao fisiologica (D) nao causa choque. Resposta A.

Questão 61Um homem com 50 anos chega ao pronto-socorro após queda da própria altura e dor em pulso direito. Relata perda ponderal de 25 kg nos últimos dois anos, referindo hiporexia e má alimentação. Relata ingestão de bebidas destiladas diariamente há 10 anos, cerca de 500 a 800 ml/dia, nega tabagismo, doenças preexistentes, uso de medicamentos e de drogas ilícitas. O paciente apresenta-se em estado geral ruim, apático, alerta, orientado em espaço, pouco orientado em tempo; sua marcha é atáxica. Ao exame físico, registram-se índice de massa corporal de 18 kg/m2; frequência cardíaca de 100 batimentos por minuto; frequência respiratória de 16 incursões respiratórias por minuto; pressão arterial de 100 × 60 mmHg. Observam-se diplopia, nistagmo e estrabismo convergente bilateral, punho direito edemaciado, além de amnésia retrógrada e distorção ao relatar histórias passadas. Os resultados de seus exames de sangue apresentam: hemoglobina: 13,1 g/dL (valor de referência [VR]: 13-16); hematócrito: 38% (VR: 38-50); leucócitos: 8.890 /mL (VR: 4.000- 10.000); plaquetas: 280.000/mL (VR: 150.000-400.00); sódio: 140 mEq/L (VR: 135-145); potássio: 3,8 mg/dL (VR: 3,5-5,5); cálcio: 8,4 mg/dL (VR: 8,5–10,4); magnésio: 0,9 mg/dL (VR: 1,8-2,7); glicose: 68 mg/dL (VR: 70-99); TGO/AST: 70 U/L (VR: <40); TGP/ALT: 85 U/L (VR: < 40); vitamina B1: 15 mmol/L (VR: 60-120). No resultado da ressonância magnética plano axial T2, observam-se sinais hiperintensos na região do tecto e na substância cinzenta próxima ao aqueduto cerebral. Considerando-se esse quadro clínico e a suspeita diagnóstica da Síndrome de Wernick Korsakoff, quais seriam, respectivamente, o fator etiopatogênico dessa síndrome e a conduta terapêutica adequada para o paciente?Gabarito: D

Um homem com 50 anos chega ao pronto-socorro após queda da própria altura e dor em pulso direito. Relata perda ponderal de 25 kg nos últimos dois anos, referindo hiporexia e má alimentação. Relata ingestão de bebidas destiladas diariamente há 10 anos, cerca de 500 a 800 ml/dia, nega tabagismo, doenças preexistentes, uso de medicamentos e de drogas ilícitas. O paciente apresenta-se em estado geral ruim, apático, alerta, orientado em espaço, pouco orientado em tempo; sua marcha é atáxica. Ao exame físico, registram-se índice de massa corporal de 18 kg/m2; frequência cardíaca de 100 batimentos por minuto; frequência respiratória de 16 incursões respiratórias por minuto; pressão arterial de 100 × 60 mmHg. Observam-se diplopia, nistagmo e estrabismo convergente bilateral, punho direito edemaciado, além de amnésia retrógrada e distorção ao relatar histórias passadas. Os resultados de seus exames de sangue apresentam: hemoglobina: 13,1 g/dL (valor de referência [VR]: 13-16); hematócrito: 38% (VR: 38-50); leucócitos: 8.890 /mL (VR: 4.000- 10.000); plaquetas: 280.000/mL (VR: 150.000-400.00); sódio: 140 mEq/L (VR: 135-145); potássio: 3,8 mg/dL (VR: 3,5-5,5); cálcio: 8,4 mg/dL (VR: 8,5–10,4); magnésio: 0,9 mg/dL (VR: 1,8-2,7); glicose: 68 mg/dL (VR: 70-99); TGO/AST: 70 U/L (VR: <40); TGP/ALT: 85 U/L (VR: < 40); vitamina B1: 15 mmol/L (VR: 60-120). No resultado da ressonância magnética plano axial T2, observam-se sinais hiperintensos na região do tecto e na substância cinzenta próxima ao aqueduto cerebral. Considerando-se esse quadro clínico e a suspeita diagnóstica da Síndrome de Wernick Korsakoff, quais seriam, respectivamente, o fator etiopatogênico dessa síndrome e a conduta terapêutica adequada para o paciente?

  • A Alcoolismo; hidratação com soro glicofisiológico a 10% + complexo B oral.
  • B Traumatismo cranioencefálico; internação na unidade de terapia intensiva (UTI).
  • C Traumatismo cranioencefálico; observação e hidratação com soro glicofisiológico a 10%.
  • D Alcoolismo; tiamina parenteral intravenosa ou intramuscular (500 mg, 2 a 3 vezes por dia, por 3 dias). 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Etilista cronico desnutrido com a triade de Wernicke — confusao/desorientacao, oftalmoparesia (diplopia, nistagmo, estrabismo convergente) e ataxia de marcha — com vitamina B1 baixa e hipersinal periaquedutal na ressonancia. O tratamento e emergencia: TIAMINA parenteral em altas doses, ANTES de qualquer glicose (a infusao de glicose sem tiamina precipita ou agrava a encefalopatia — erro de A e C). Nao ha historia de trauma craniano relevante para B e C. Resposta D.

Questão 62Um paciente com 40 anos, diabético e obeso, comparece ao pronto-socorro, com evolução de 24 horas de dor em nádega direita e febre. O exame físico indica nádega direita sem sinais de flogose, com dor à palpação perianal. Ao exame de toque retal, notam-se fezes e discreta elevação da mucosa, a cerca de 6 cm da margem anal. Nesse caso, devem ser prescritos ao paciente o uso deGabarito: C

Um paciente com 40 anos, diabético e obeso, comparece ao pronto-socorro, com evolução de 24 horas de dor em nádega direita e febre. O exame físico indica nádega direita sem sinais de flogose, com dor à palpação perianal. Ao exame de toque retal, notam-se fezes e discreta elevação da mucosa, a cerca de 6 cm da margem anal. Nesse caso, devem ser prescritos ao paciente o uso de

  • A anti-inflamatório e a realização de anuscopia.
  • B antibiótico e o retorno em 7 dias para reavaliação.
  • C antibiótico e a realização de tratamento cirúrgico.
  • D anti-inflamatório e a realização de banho de assento.

Comentário OsceLabs

Diabetico com dor perianal, febre e abaulamento da mucosa ao toque a 6 cm da margem anal, sem flogose externa: abscesso anorretal profundo (supraelevador/isquiorretal). Coleccao purulenta se DRENA — antibiotico isolado nao resolve, e o diabetes agrega risco de progressao para gangrena de Fournier. Anti-inflamatorio, banho de assento e anuscopia (A e D) tratariam doenca hemorroidaria ou fissura; reavaliar em 7 dias (B) e perder o tempo cirurgico. Resposta C.

Questão 63Um menino com 2 anos chega para atendimento no serviço de urgência com a mãe, que conta que ele ingeriu desinfetante há menos de uma hora. Ao exame, a criança apresenta-se consciente, irritada, chorosa, normotérmica, corada e hidratada, exalando um leve odor de desinfetante pela boca. Suas conjuntivas estão claras, as pupilas, isocóricas e fotorreativas; o ritmo cardíaco é regular em 2 tempos, sem sopros. Além disso, apresenta: perfusão periférica normal; frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto; pressão arterial de 80 × 50 mmHg; frequência respiratória de 20 incursões por minuto, eupneica; murmúrio vesicular fisiológico sem ruídos adventícios.Gabarito: D

Um menino com 2 anos chega para atendimento no serviço de urgência com a mãe, que conta que ele ingeriu desinfetante há menos de uma hora. Ao exame, a criança apresenta-se consciente, irritada, chorosa, normotérmica, corada e hidratada, exalando um leve odor de desinfetante pela boca. Suas conjuntivas estão claras, as pupilas, isocóricas e fotorreativas; o ritmo cardíaco é regular em 2 tempos, sem sopros. Além disso, apresenta: perfusão periférica normal; frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto; pressão arterial de 80 × 50 mmHg; frequência respiratória de 20 incursões por minuto, eupneica; murmúrio vesicular fisiológico sem ruídos adventícios.

  • A conduta inicial no atendimento dessa criança é A usar agentes neutralizantes ou substâncias diluentes, como leite e água.
  • B fazer lavagem gástrica e utilizar carvão ativado para adsorver a substância.
  • C induzir vômito para eliminar a maior quantidade possível da substância ingerida.
  • D examinar a mucosa oral e observar por 2 a 4 horas para verificar se permanece íntegra. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Ingestao de saneante/desinfetante: NAO se induz vomito (reexpoe o esofago ao caustico), NAO se neutraliza nem se dilui com leite ou agua (reacao exotermica e distensao gastrica com risco de vomito) e NAO se faz lavagem gastrica; o carvao ativado nao adsorve caustico e atrapalha a endoscopia. Com crianca assintomatica, mucosa oral integra, sem sialorreia, disfagia ou estridor, a conduta e examinar a orofaringe e observar. Isso descarta A, B e C. Resposta D.

Questão 64Uma paciente com 39 semanas e 2 dias de idade gestacional chega à unidade de pronto atendimento para avaliação obstétrica e, após anamnese e exame físico geral, foi constatada, no exame de toque vaginal, uma apresentação fetal como a ilustrada na foto a seguir. Com relação à foto, é correto afirmar que se trata de uma apresentação cefálicaGabarito: C

Uma paciente com 39 semanas e 2 dias de idade gestacional chega à unidade de pronto atendimento para avaliação obstétrica e, após anamnese e exame físico geral, foi constatada, no exame de toque vaginal, uma apresentação fetal como a ilustrada na foto a seguir. Com relação à foto, é correto afirmar que se trata de uma apresentação cefálica

  • A defletida de 1° grau, bregmática.
  • B defletida de 2° grau, de fronte.
  • C defletida de 3° grau, de face.
  • D fletida, occipital.

Comentário OsceLabs

A classificacao das apresentacoes cefalicas segue o grau de deflexao: fletida (occipital), defletida de 1o grau (bregmatica), de 2o grau (fronte, o pior prognostico mecanico) e de 3o grau (face), na qual a deflexao e maxima. Ao toque, a apresentacao de face e reconhecida pela palpacao do mento, do nariz, dos rebordos orbitarios e da boca, com a linha de orientacao facial; o mento anterior permite o parto vaginal, o mento posterior indica cesariana. Resposta C.

Questão 65Um paciente com 10 anos, pertencente a uma comunidade ribeirinha na região do Tapajós, é atendido em unidade básica de saúde fluvial por médico de família e comunidade, queixando- se de parestesia e fraqueza em membros inferiores, desequilíbrio, tremores, além de dificuldade de aprendizagem, tonturas e irritabilidade. Os pais relatam que, mais recentemente, a criança vem apresentando também dificuldade para falar. Durante a avaliação dos hábitos da criança, os pais também informam que consomem basicamente mandioca, plantada por eles, e peixes do rio. Referem, ainda, que residem em uma área que já vem sendo ocupada por grupos de garimpeiros ilegais há alguns anos, o que tem alterado as características das águas do rio. Qual é o principal diagnóstico para o caso desse paciente?Gabarito: B

Um paciente com 10 anos, pertencente a uma comunidade ribeirinha na região do Tapajós, é atendido em unidade básica de saúde fluvial por médico de família e comunidade, queixando- se de parestesia e fraqueza em membros inferiores, desequilíbrio, tremores, além de dificuldade de aprendizagem, tonturas e irritabilidade. Os pais relatam que, mais recentemente, a criança vem apresentando também dificuldade para falar. Durante a avaliação dos hábitos da criança, os pais também informam que consomem basicamente mandioca, plantada por eles, e peixes do rio. Referem, ainda, que residem em uma área que já vem sendo ocupada por grupos de garimpeiros ilegais há alguns anos, o que tem alterado as características das águas do rio. Qual é o principal diagnóstico para o caso desse paciente?

  • A Poliomielite.
  • B Intoxicação por mercúrio.
  • C Síndrome de Guillain-Barré.
  • D Intoxicação por organofosforados. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Crianca ribeirinha do Tapajos, dieta baseada em peixe de rio, area invadida por garimpo ilegal com alteracao da agua: e hidrargirismo — intoxicacao cronica por MERCURIO, bioacumulado como metilmercurio na cadeia alimentar. O quadro neurologico e classico: parestesias, ataxia, tremor, disartria, irritabilidade e prejuizo cognitivo. Poliomielite (A) da paralisia flacida assimetrica aguda; Guillain-Barre (C) e ascendente e monofasico, sem disartria progressiva; organofosforados (D) causam sindrome colinergica aguda. Resposta B.

Questão 66Após dois dias de árduos treinamentos militares sob sol intenso, um recruta com 18 anos queixa-se de mal-estar, fraqueza generalizada, relatando urina avermelhada e em pequeno volume. Levado a uma unidade de emergência, apresenta-se, no momento da consulta, em regular estado geral, levemente taquipneico e hemodinamicamente estável, com ausculta cardíaca e pulmonar normais e sem edemas. Exames complementares revelam: creatinina: 4,2 mg/dL (valor de referência [VR]: 0,7-1,2 mg/dL); ureia: 189 mg/dL (VR: 20- 40 mg/dL); potássio: 6,2 mEq/L (VR: 3,5-5,5 mEq/L) e acidose metabólica moderada (gasometria arterial com bicarbonato: 14 mmol/L - VR: 24 +/- 2 mmol/L), além de um teste de fita apresentar resultado falso-positivo para hemoglobinúria. Feito eletrocardiograma, o resultado mostra a presença de "ondas T em tenda", e o paciente recebe administração de gluconato de cálcio intravenoso (IV). Além disso, diante da hipótese principal, cuja etiologia provável parece ser rabdomiólise, o paciente é inicialmente tratado por via IV com reposição hídrica, oferta de bicarbonato de sódio 8,4% e glicoinsulinoterapia, além de nebulização regular com beta-2 agonista. Algumas horas depois, o paciente mantém-se estável, sem sinais de uremia ou congestão pulmonar. Seus exames de então revelam: creatinina: 3,9 mg/dL; ureia: 165 mg/dL: potássio: 6,1 mEq/L; e bicarbonato: 20 mmol/L. Nesse momento, o médico opta pela instituição de terapia de substituição renal (TSR). Considerando-se o caso descrito, é correto afirmar que a indicação de TSR foi baseada na presença deGabarito: A

Após dois dias de árduos treinamentos militares sob sol intenso, um recruta com 18 anos queixa-se de mal-estar, fraqueza generalizada, relatando urina avermelhada e em pequeno volume. Levado a uma unidade de emergência, apresenta-se, no momento da consulta, em regular estado geral, levemente taquipneico e hemodinamicamente estável, com ausculta cardíaca e pulmonar normais e sem edemas. Exames complementares revelam: creatinina: 4,2 mg/dL (valor de referência [VR]: 0,7-1,2 mg/dL); ureia: 189 mg/dL (VR: 20- 40 mg/dL); potássio: 6,2 mEq/L (VR: 3,5-5,5 mEq/L) e acidose metabólica moderada (gasometria arterial com bicarbonato: 14 mmol/L - VR: 24 +/- 2 mmol/L), além de um teste de fita apresentar resultado falso-positivo para hemoglobinúria. Feito eletrocardiograma, o resultado mostra a presença de "ondas T em tenda", e o paciente recebe administração de gluconato de cálcio intravenoso (IV). Além disso, diante da hipótese principal, cuja etiologia provável parece ser rabdomiólise, o paciente é inicialmente tratado por via IV com reposição hídrica, oferta de bicarbonato de sódio 8,4% e glicoinsulinoterapia, além de nebulização regular com beta-2 agonista. Algumas horas depois, o paciente mantém-se estável, sem sinais de uremia ou congestão pulmonar. Seus exames de então revelam: creatinina: 3,9 mg/dL; ureia: 165 mg/dL: potássio: 6,1 mEq/L; e bicarbonato: 20 mmol/L. Nesse momento, o médico opta pela instituição de terapia de substituição renal (TSR). Considerando-se o caso descrito, é correto afirmar que a indicação de TSR foi baseada na presença de

  • A hipercalemia refratária.
  • B elevação refratária da ureia.
  • C acidose metabólica refratária.
  • D elevação refratária da creatinina.

Comentário OsceLabs

Rabdomiolise com lesao renal aguda: as indicacoes de dialise de urgencia sao as complicacoes REFRATARIAS ao tratamento clinico (regra AEIOU) — acidose, distúrbio eletrolitico, intoxicacao, hipervolemia e uremia. Aqui o paciente recebeu gluconato de calcio, bicarbonato, glicoinsulina e beta-2 e manteve potassio de 6,1 mEq/L com alteracao eletrocardiografica: hipercalemia refrataria e a indicacao. Ureia e creatinina isoladas (B e D) nao indicam dialise sem uremia sintomatica, e a acidose respondeu (bicarbonato subiu de 14 para 20 — C). Resposta A.

Questão 67Uma paciente com 40 anos, hipertensa, diabética e obesa mórbida, é atendida em uma unidade básica de saúde, queixando-se de dor em hipocôndrio direito, pós-prandial, há aproximadamente 24 horas. Relata início súbito, tipo cólica, constante, com piora progressiva e irradiação para dorso ipsilateral, associada a náuseas, vômitos e calafrios. Ao exame físico, notam-se: fácies de sofrimento, abdome globoso, flácido, depressível, sinal de Murphy presente, sinal de Blumberg ausente. Diante desse caso, a conduta médica deve serGabarito: A

Uma paciente com 40 anos, hipertensa, diabética e obesa mórbida, é atendida em uma unidade básica de saúde, queixando-se de dor em hipocôndrio direito, pós-prandial, há aproximadamente 24 horas. Relata início súbito, tipo cólica, constante, com piora progressiva e irradiação para dorso ipsilateral, associada a náuseas, vômitos e calafrios. Ao exame físico, notam-se: fácies de sofrimento, abdome globoso, flácido, depressível, sinal de Murphy presente, sinal de Blumberg ausente. Diante desse caso, a conduta médica deve ser

  • A encaminhamento ao pronto-socorro para avaliação de urgência.
  • B solicitação de ultrassonografia eletiva e reavaliação em 48 horas.
  • C prescrição domiciliar de antiespasmódico e reavaliação em 48 horas.
  • D prescrição domiciliar de antibiótico e sintomáticos e reavaliação em 7 dias. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Dor em hipocondrio direito pos-prandial, continua ha 24 horas, com irradiacao dorsal, vomitos, calafrios e sinal de Murphy positivo: colecistite aguda, e nao colica biliar simples (que dura minutos a poucas horas e cede). Colecistite e urgencia cirurgica — a paciente precisa de antibiotico, jejum, analgesia e colecistectomia preferencialmente precoce, portanto encaminhamento imediato. Antiespasmodico (C), USG eletiva (B) ou antibiotico domiciliar (D) postergam o tratamento com risco de necrose e perfuracao. Resposta A.

Questão 68Uma pré-escolar com queixa principal de febre e dor ao urinar está sendo atendida em uma unidade de pronto atendimento. A mãe relata que, há 2 dias, após uma longa viagem de carro, a menor iniciou quadro de febre de 38-39 °C, associada a dor em baixo ventre de forte intensidade, disúria e um episódio de vômitos. Conta que ela aceita parcialmente a dieta, que a diurese está presente e as fezes também, e sem alterações. Refere ocorrência de um episódio semelhante há 6 meses. O diagnóstico dessa condição clínica é confirmado pelo achado deGabarito: B

Uma pré-escolar com queixa principal de febre e dor ao urinar está sendo atendida em uma unidade de pronto atendimento. A mãe relata que, há 2 dias, após uma longa viagem de carro, a menor iniciou quadro de febre de 38-39 °C, associada a dor em baixo ventre de forte intensidade, disúria e um episódio de vômitos. Conta que ela aceita parcialmente a dieta, que a diurese está presente e as fezes também, e sem alterações. Refere ocorrência de um episódio semelhante há 6 meses. O diagnóstico dessa condição clínica é confirmado pelo achado de

  • A qualquer contagem de colônias na coleta pela técnica clean catch.
  • B mais de 1.000 UFC/mL, na coleta por cateterismo vesical.
  • C qualquer valor de piócitos no exame de urina.
  • D 10.000 UFC/mL na coleta por jato médio.

Comentário OsceLabs

O diagnostico de infeccao do trato urinario depende do metodo de coleta: por CATETERISMO vesical, contagens a partir de 1.000 UFC/mL ja confirmam; no jato medio exige-se cerca de 100.000 UFC/mL (10.000, como em D, e insuficiente); e a puncao suprapubica valida qualquer crescimento de Gram-negativo — nao a coleta por clean catch (A). Piocituria isolada (C) e sugestiva, mas nao confirma: quem confirma e a urocultura. Resposta B.

Questão 69Uma paciente com 10 semanas de idade gestacional comparece a consulta para avaliação de resultados dos exames solicitados na rotina do pré-natal. Apresenta exame de glicemia de jejum 91 mg/dL. O teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com avaliação da glicemia de jejum, após uma hora e após duas horas, tem os limites para o DMG de 92 mg/dL (jejum), de 180 mg/dL (após uma hora) e de 153 mg/dL (após duas horas). Nesse caso, a conduta recomendada para o rastreamento e para a definição da presença ou não de diabetes gestacional é realizar o TOTG comGabarito: B

Uma paciente com 10 semanas de idade gestacional comparece a consulta para avaliação de resultados dos exames solicitados na rotina do pré-natal. Apresenta exame de glicemia de jejum 91 mg/dL. O teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com avaliação da glicemia de jejum, após uma hora e após duas horas, tem os limites para o DMG de 92 mg/dL (jejum), de 180 mg/dL (após uma hora) e de 153 mg/dL (após duas horas). Nesse caso, a conduta recomendada para o rastreamento e para a definição da presença ou não de diabetes gestacional é realizar o TOTG com

  • A 100 g, entre 32 e 36 semanas gestacional, já que o diagnóstico é feito com pelo menos um valor alterado.
  • B 75 g, entre 24 e 28 semanas de gestação, visto que o diagnóstico é feito com pelo menos um valor alterado.
  • C 75 g, entre 22 e 28 semanas de gestação, pois o diagnóstico é feito com pelo menos dois valores alterados.
  • D 100 g, entre 34 e 36 semanas de gestação, uma vez que o diagnóstico é feito com pelo menos dois valores alterados. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Glicemia de jejum de 91 mg/dL no primeiro trimestre e NORMAL (< 92), portanto o rastreamento se completa com o teste oral de tolerancia a glicose com 75 g entre 24 e 28 semanas, com tres coletas. Basta UM valor alterado (jejum >= 92, 1 hora >= 180 ou 2 horas >= 153) para diagnosticar diabetes gestacional — criterio da IADPSG/OMS adotado no Brasil. A e D usam a sobrecarga de 100 g com dois valores alterados (criterio antigo, de Carpenter-Coustan) e fora da janela; C erra o numero de valores exigido. Resposta B.

Questão 70Uma paciente com 26 anos de idade procura a unidade de saúde da família com quadro de febre de 39 °C há 3 dias, associada a cefaleia, intensa mialgia, náuseas e vômitos. Relata que não havia procurado atendimento antes, pois suspeitava de que fosse um quadro gripal, ou alguma intoxicação alimentar, porém, no dia da consulta, apareceu um exantema, principalmente em membros inferiores. Ao exame físico, a paciente encontra-se em regular estado geral, com temperatura de 38,5 °C, anictérica, acianótica, sem alterações às auscultas cardíaca e pulmonar, abdome sem alteração, apresentando exantema maculopapular no dorso, no abdome e mais intenso nos membros inferiores, acometendo a planta dos pés, em que se notam edema (+1/+4), além da presença de picadas em região de tornozelos e panturrilhas. Durante a investigação epidemiológica, a paciente afirma ter ido realizar trilha com o namorado na semana anterior em uma região de cachoeiras, onde acamparam. Considerando-se a principal suspeita diagnóstica, além de notificar o caso, por ser suspeita de doença de notificação compulsória, o médico deverá solicitar, em relação à paciente, reação de imunofluorescência indireta (Rifi)Gabarito: A

Uma paciente com 26 anos de idade procura a unidade de saúde da família com quadro de febre de 39 °C há 3 dias, associada a cefaleia, intensa mialgia, náuseas e vômitos. Relata que não havia procurado atendimento antes, pois suspeitava de que fosse um quadro gripal, ou alguma intoxicação alimentar, porém, no dia da consulta, apareceu um exantema, principalmente em membros inferiores. Ao exame físico, a paciente encontra-se em regular estado geral, com temperatura de 38,5 °C, anictérica, acianótica, sem alterações às auscultas cardíaca e pulmonar, abdome sem alteração, apresentando exantema maculopapular no dorso, no abdome e mais intenso nos membros inferiores, acometendo a planta dos pés, em que se notam edema (+1/+4), além da presença de picadas em região de tornozelos e panturrilhas. Durante a investigação epidemiológica, a paciente afirma ter ido realizar trilha com o namorado na semana anterior em uma região de cachoeiras, onde acamparam. Considerando-se a principal suspeita diagnóstica, além de notificar o caso, por ser suspeita de doença de notificação compulsória, o médico deverá solicitar, em relação à paciente, reação de imunofluorescência indireta (Rifi)

  • A imediatamente e repetir exame entre 14 e 21 dias; iniciar tratamento com doxiciclina imediatamente; orientar o namorado a observar aparecimento de sintomas.
  • B imediatamente e repetir exame entre 14 e 21 dias; iniciar tratamento com ceftriaxona imediatamente; iniciar tratamento profilático com ceftriaxona para o namorado.
  • C imediatamente, sem necessidade de repetição do exame; iniciar tratamento com doxiciclina após confirmação do resultado; iniciar tratamento profilático com doxiciclina para o namorado.
  • D a partir do sétimo dia do início dos sintomas e repetir exame entre 14 e 21 dias; iniciar tratamento com ceftriaxona imediatamente; orientar namorado a observar aparecimento de sintomas.

Comentário OsceLabs

Febre alta, mialgia intensa, cefaleia e exantema maculopapular que acomete PALMAS e PLANTAS, apos acampamento em area de mata com picadas nos tornozelos: febre maculosa brasileira (Rickettsia rickettsii). E doenca de notificacao imediata e de altissima letalidade quando tratada tarde: a doxiciclina deve ser iniciada pela SUSPEITA, sem esperar a sorologia, que so positiva apos a primeira semana e exige amostras pareadas. Nao ha quimioprofilaxia para contactantes — apenas vigilancia de sintomas. Ceftriaxona (B e D) nao cobre riquetsias. Resposta A.

Questão 71Um homem com 38 anos foi encaminhado ao ambulatório de referência em infectologia do seu município devido a episódios de cefaleia, confusão mental e febre (até 38,5 °C) ocorridos há cerca de uma semana, tendo havido perda de peso no último mês (peso habitual = 70 kg). Ele relata que, no dia anterior, iniciou com rebaixamento do nível de consciência, encontrando-se letárgico no momento da consulta. Nega tosse ou diarreia. Os familiares contam que o paciente é tabagista e que faz consumo excessivo de bebida alcoólica. Os exames iniciais mostraram leucócitos: 3.200/mm3, com 69% de neutrófilos, 21% de linfócitos e 10% de eosinófilos; anemia hipocrômica, microcítica, com anisocitose; plaquetas normais; velocidade de hemossedimentação: 120 mm na 1ª hora; ureia, creatinina, TGO/AST, TGP/ALT, eletrólitos normais. Foi realizada a análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), que mostrou 200 leucócitos/mm3, com 78% de linfócitos, níveis elevados de proteína, baixos níveis de glicose e tinta nanquim negativa. Considerando-se o quadro descrito, a hipótese diagnóstica pertinente ao caso é deGabarito: A

Um homem com 38 anos foi encaminhado ao ambulatório de referência em infectologia do seu município devido a episódios de cefaleia, confusão mental e febre (até 38,5 °C) ocorridos há cerca de uma semana, tendo havido perda de peso no último mês (peso habitual = 70 kg). Ele relata que, no dia anterior, iniciou com rebaixamento do nível de consciência, encontrando-se letárgico no momento da consulta. Nega tosse ou diarreia. Os familiares contam que o paciente é tabagista e que faz consumo excessivo de bebida alcoólica. Os exames iniciais mostraram leucócitos: 3.200/mm3, com 69% de neutrófilos, 21% de linfócitos e 10% de eosinófilos; anemia hipocrômica, microcítica, com anisocitose; plaquetas normais; velocidade de hemossedimentação: 120 mm na 1ª hora; ureia, creatinina, TGO/AST, TGP/ALT, eletrólitos normais. Foi realizada a análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), que mostrou 200 leucócitos/mm3, com 78% de linfócitos, níveis elevados de proteína, baixos níveis de glicose e tinta nanquim negativa. Considerando-se o quadro descrito, a hipótese diagnóstica pertinente ao caso é de

  • A meningite tuberculosa.
  • B meningite bacteriana.
  • C neurocriptococose.
  • D meningite viral. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Liquor com pleocitose moderada de predominio LINFOMONOCITARIO, proteina elevada e glicose BAIXA e a assinatura da meningite tuberculosa (ou fungica); somam-se subagudidade de semanas, perda ponderal, VHS de 120 e etilismo. A tinta da China negativa afasta criptococose (C); meningite bacteriana aguda (B) daria neutrofilia liquorica com evolucao em horas a dias; meningite viral (D) cursa com glicorraquia NORMAL e curso benigno. Resposta A.

Questão 72Um paciente com 65 anos foi admitido em unidade de terapia intensiva por sepse de origem pulmonar. Evolui com insuficiência respiratória e hipotensão refratária à expansão volumétrica, com necessidade de entubação orotraqueal e de drogas vasoativas. Foi indicada a obtenção de acesso venoso central em veia subclávia. Após a inserção do cateter, o paciente apresentou hipoxemia inexplicável e colapso cardiocirculatório. A suspeita é de embolia aérea. Nesse caso, a conduta mais adequada é a aspiração do arGabarito: C

Um paciente com 65 anos foi admitido em unidade de terapia intensiva por sepse de origem pulmonar. Evolui com insuficiência respiratória e hipotensão refratária à expansão volumétrica, com necessidade de entubação orotraqueal e de drogas vasoativas. Foi indicada a obtenção de acesso venoso central em veia subclávia. Após a inserção do cateter, o paciente apresentou hipoxemia inexplicável e colapso cardiocirculatório. A suspeita é de embolia aérea. Nesse caso, a conduta mais adequada é a aspiração do ar

  • A por procedimento endovascular de urgência, sob radioscopia.
  • B por toracotomia lateral direita e punção cardíaca sob visão direta.
  • C pelo mesmo cateter, na posição de Trendelenburg em decúbito lateral esquerdo.
  • D por meio da passagem imediata de outro cateter em veia subclávia contralateral.

Comentário OsceLabs

Embolia aerea apos manipulacao de acesso central: o ar se aloja na via de saida do ventriculo direito e produz colapso circulatorio. A conduta imediata e posicionar o paciente em Trendelenburg e em decubito lateral ESQUERDO (posicao de Durant), aprisionando o ar no apice do ventriculo direito, e aspirar pelo proprio cateter, alem de ofertar oxigenio a 100%. Procedimento endovascular (A) e toracotomia (B) sao tardios e agressivos; nova puncao (D) so acrescenta risco. Resposta C.

Questão 73Um lactente de 9 meses é levado à emergência de um hospital público municipal para avaliação de dor abdominal aguda. A mãe refere que a criança começou a apresentar os sintomas há cerca de 12 horas e que a dor ocorre de forma intensa seguida por períodos de acalmia e subsequente piora. Ela também diz que reparou que a fralda da criança estava com fezes entremeadas de sangue e muco. Ao exame clínico, a criança se apresentava irritada, desidratada (+2/+4) e hipocorada (+2/+4); as auscultas cardíaca e respiratória não apresentavam anormalidades; e percebeu-se o abdome distendido, sem visceromegalias, com peristalse aumentada.Gabarito: A

Um lactente de 9 meses é levado à emergência de um hospital público municipal para avaliação de dor abdominal aguda. A mãe refere que a criança começou a apresentar os sintomas há cerca de 12 horas e que a dor ocorre de forma intensa seguida por períodos de acalmia e subsequente piora. Ela também diz que reparou que a fralda da criança estava com fezes entremeadas de sangue e muco. Ao exame clínico, a criança se apresentava irritada, desidratada (+2/+4) e hipocorada (+2/+4); as auscultas cardíaca e respiratória não apresentavam anormalidades; e percebeu-se o abdome distendido, sem visceromegalias, com peristalse aumentada.

  • A principal hipótese diagnóstica e a condição clínica geralmente associada são, respectivamente, A invaginação intestinal; infecção viral de vias aéreas.
  • B volvo intestinal; constipação devido à aganglionose do cólon.
  • C estenose hipertrófica de piloro; primogênitos do sexo masculino.
  • D apendicite aguda; alimentação pobre em resíduos com formação de coprólitos.

Comentário OsceLabs

Lactente com dor abdominal em CRISES intercaladas por acalmia, fezes com sangue e muco ('geleia de framboesa'), irritabilidade e distensao: intussuscepcao intestinal. No lactente ela e tipicamente idiopatica e associada a hipertrofia de placas de Peyer apos infeccao viral (respiratoria ou gastrointestinal), que funciona como ponto de tracao. Volvo por megacolon (B) cursa com constipacao desde o nascimento; estenose de piloro (C) da vomitos nao biliosos por volta da 3a-6a semana; apendicite (D) e rara nessa idade. Resposta A.

Questão 74Uma paciente com 30 anos, primigesta, tipagem sanguínea B+, sem comorbidades, sem queixas atuais e estável hemodinamicamente, chega a uma unidade ambulatorial com o seguinte resultado de exame feito no mesmo dia: BHCG de 2.500 mUI/ml, e com ecografia mostrando uma massa anexial de 2,0 cm (sem embrião vivo) e ausência de gestação intrauterina. A paciente já havia feito exames há 3 dias que mostraram um BHCG de 1.500 mUI/ml. Considerando-se que essa paciente deseja gestar no futuro, que todos os demais exames laboratoriais estão normais e que ela tem possibilidade de dar seguimento ao tratamento proposto, é melhorGabarito: C

Uma paciente com 30 anos, primigesta, tipagem sanguínea B+, sem comorbidades, sem queixas atuais e estável hemodinamicamente, chega a uma unidade ambulatorial com o seguinte resultado de exame feito no mesmo dia: BHCG de 2.500 mUI/ml, e com ecografia mostrando uma massa anexial de 2,0 cm (sem embrião vivo) e ausência de gestação intrauterina. A paciente já havia feito exames há 3 dias que mostraram um BHCG de 1.500 mUI/ml. Considerando-se que essa paciente deseja gestar no futuro, que todos os demais exames laboratoriais estão normais e que ela tem possibilidade de dar seguimento ao tratamento proposto, é melhor

  • A indicar cirurgia aberta.
  • B adotar conduta expectante.
  • C adotar conduta medicamentosa com metotrexato.
  • D indicar cirurgia videolaparoscópica para salpingoplastia. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Gestacao ectopica INTEGRA: paciente estavel, sem embriao vivo, massa anexial de 2,0 cm (< 3,5-4 cm), beta-hCG de 2.500 mUI/mL (< 5.000) e desejo de gestar no futuro — perfil ideal para tratamento clinico com metotrexato, que preserva a tuba, com seguimento seriado do beta-hCG. Conduta expectante (B) exige beta-hCG baixo e em QUEDA, e aqui ele subiu; cirurgia aberta (A) e para instabilidade/rotura; salpingoplastia (D) nao e o procedimento indicado. Resposta C.

Questão 75Uma paciente com 40 anos comparece à consulta médica no posto de saúde contando que, em razão de suas várias queixas de insônia e dificuldades para dormir, já havia sido orientada sobre higiene do sono, tendo obtido melhora parcial, e que, há um mês e meio, havia se consultado com a enfermeira dessa unidade, que iniciou um tratamento semanal de aplicação de auriculoterapia. Refere ainda que começou, há 3 semanas, a tomar tintura de mulungu, uma planta de que dispõe em sua casa e de que sua família sempre se utiliza, de geração em geração, para ansiedade e insônia. No momento, a paciente relata ter obtido uma resposta muito boa a esse tratamento, mas afirma que a consulta se deve à preocupação com 1 episódio de insônia que teve há 1 semana. Nesse caso, assinale a opção que apresenta a conduta médica adequada.Gabarito: C

Uma paciente com 40 anos comparece à consulta médica no posto de saúde contando que, em razão de suas várias queixas de insônia e dificuldades para dormir, já havia sido orientada sobre higiene do sono, tendo obtido melhora parcial, e que, há um mês e meio, havia se consultado com a enfermeira dessa unidade, que iniciou um tratamento semanal de aplicação de auriculoterapia. Refere ainda que começou, há 3 semanas, a tomar tintura de mulungu, uma planta de que dispõe em sua casa e de que sua família sempre se utiliza, de geração em geração, para ansiedade e insônia. No momento, a paciente relata ter obtido uma resposta muito boa a esse tratamento, mas afirma que a consulta se deve à preocupação com 1 episódio de insônia que teve há 1 semana. Nesse caso, assinale a opção que apresenta a conduta médica adequada.

  • A Orientar a suspensão da tintura de mulungu, devido ao risco de intoxicação por uma planta sem evidência científica robusta.
  • B Prescrever zolpidem 10 mg para o controle da insônia e encaminhar a paciente para o psiquiatra, se não houver melhora.
  • C Manter o uso da tintura de mulungu e o tratamento da auriculoterapia, e pedir à paciente que retorne se houver piora ou novos sintomas.
  • D Orientar a enfermeira informando que a prática de auriculoterapia e de acupuntura devem ser realizadas exclusivamente em centros especializados.

Comentário OsceLabs

As Praticas Integrativas e Complementares (auriculoterapia, fitoterapia) sao ofertas legitimas do SUS pela PNPIC, e a auriculoterapia pode ser realizada por enfermeiro capacitado na propria unidade basica. A paciente melhorou de forma sustentada, com um unico episodio isolado de insonia — nao ha por que suspender o que funciona nem medicalizar. Zolpidem (B) tem risco de dependencia e nao esta indicado; suspender o mulungu (A) e restringir a pratica a centros especializados (D) contrariam a politica vigente. Resposta C.

Questão 76Uma mulher com 35 anos iniciou quadro de tremores, irritabilidade, aumento de apetite com perda de peso de 8 kg em 2 meses. Notou que houve aumento da região cervical e que os olhos ficaram mais evidentes. No mesmo período, relata palpitações e aumento do número de evacuações diárias. No exame físico, apresenta fácies basedowniana, pele aveludada e com sudorese profusa, frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto, tremores de extremidades, pressão arterial de 140 × 70 mmHg e tireoide aumentada cerca de 3 vezes o tamanho normal, com superfície lisa e presença de frêmito. Nos exames complementares, observou-se T4 livre: 5,6 ng/dL (valor de referência [VR]: 0,9-1,8), TSH < 0,01 mU/L (VR: 0,4 - 4,5). Diante do diagnóstico de hipertiroidismo, qual seria a melhor terapêutica para esse caso?Gabarito: B

Uma mulher com 35 anos iniciou quadro de tremores, irritabilidade, aumento de apetite com perda de peso de 8 kg em 2 meses. Notou que houve aumento da região cervical e que os olhos ficaram mais evidentes. No mesmo período, relata palpitações e aumento do número de evacuações diárias. No exame físico, apresenta fácies basedowniana, pele aveludada e com sudorese profusa, frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto, tremores de extremidades, pressão arterial de 140 × 70 mmHg e tireoide aumentada cerca de 3 vezes o tamanho normal, com superfície lisa e presença de frêmito. Nos exames complementares, observou-se T4 livre: 5,6 ng/dL (valor de referência [VR]: 0,9-1,8), TSH < 0,01 mU/L (VR: 0,4 - 4,5). Diante do diagnóstico de hipertiroidismo, qual seria a melhor terapêutica para esse caso?

  • A Levotiroxina 75 mg ao dia e Atenolol 25 mg de 12/12 horas.
  • B Metimazol (tiamazol) 30 mg ao dia e Propanolol 40 mg de 12/12 horas.
  • C Atenolol 25 mg de 12/12 horas e Radioiodoterapia com I131.
  • D Propanolol 40 mg de 12/12 horas e Radioiodoterapia com I131. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Doenca de Graves (bocio difuso com fremito, oftalmopatia, T4 livre alto e TSH suprimido) em mulher jovem: o tratamento inicial e a droga antitireoidiana — metimazol/tiamazol — associada a betabloqueador NAO seletivo (propranolol) para controle adrenergico rapido. Levotiroxina (A) e absurda em tirotoxicose; radioiodo (C e D) e opcao de segunda linha ou apos falha/recidiva, e pode agravar a oftalmopatia — alem disso, C e D deixam a doenca sem controle imediato do hipertireoidismo. Resposta B.

Questão 77Uma paciente com 20 anos foi atendida na emergência de hospital secundário, vítima de queimadura acidental em membros superiores e parte anterior do tórax, ocorrida há 30 minutos. Consciente e orientada, queixa-se de dor no local das queimaduras e de náusea. Ao exame físico, observam-se membros superiores com hiperemia e bolhas em toda a extensão; pressão arterial de 80 × 50 mmHg, frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto, frequência respiratória de 35 incursões respiratórias por minuto, índice de massa corporal de 40 Kg/m2. Foi realizada tentativa de acesso venoso central em veia femoral direita, sem sucesso. Acesso central subclávio direito bem-sucedido. Cerca de 25 minutos após o início da hidratação e da analgesia intravenosa, a paciente refere "falta de ar". Foi solicitado raio X de tórax, que mostrou a imagem a seguir. Considerando a complicação mais frequente no acesso venoso profundo por via subclávia no contexto do caso apresentado, a imagem mostraGabarito: A

Uma paciente com 20 anos foi atendida na emergência de hospital secundário, vítima de queimadura acidental em membros superiores e parte anterior do tórax, ocorrida há 30 minutos. Consciente e orientada, queixa-se de dor no local das queimaduras e de náusea. Ao exame físico, observam-se membros superiores com hiperemia e bolhas em toda a extensão; pressão arterial de 80 × 50 mmHg, frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto, frequência respiratória de 35 incursões respiratórias por minuto, índice de massa corporal de 40 Kg/m2. Foi realizada tentativa de acesso venoso central em veia femoral direita, sem sucesso. Acesso central subclávio direito bem-sucedido. Cerca de 25 minutos após o início da hidratação e da analgesia intravenosa, a paciente refere "falta de ar". Foi solicitado raio X de tórax, que mostrou a imagem a seguir. Considerando a complicação mais frequente no acesso venoso profundo por via subclávia no contexto do caso apresentado, a imagem mostra

  • A pneumotórax, impondo intervenção imediata para drenagem e descompressão.
  • B hemotórax, comprimindo estruturas e impondo intervenção imediata para drenagem e descompressão.
  • C hidrotórax, recomenda-se nova punção contralateral, via jugular, para se estabelecer nova via de acesso central.
  • D elevação diafragmática direita, por paralisia frênica, recomenda-se nova punção contralateral, via jugular, para se estabelecer nova via de acesso central. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Dispneia aguda logo apos puncao de subclavia: a complicacao mais frequente dessa via e o PNEUMOTORAX, pela proximidade da cupula pleural. Com paciente hipotensa, taquicardica e taquipneica, nao se espera nada: impoe-se descompressao e drenagem toracica imediatas. Hemotorax (B) e menos frequente e cursaria com opacidade com nivel; hidrotorax (C) e elevacao diafragmatica por lesao frenica (D) nao explicam a instabilidade — e ambas erram ao propor nova puncao antes de tratar a complicacao. Resposta A.

Questão 78Um lactente com 30 dias de vida apresentou, há 3 dias, lesões na cabeça, com escamas gordurosas, espessas e aderentes, semelhantes a uma crosta láctea. As lesões se estendiam para a região retroauricular e a área das sobrancelhas. Seguindo orientação da pediatra, a mãe aplicou óleo de uva nas lesões uma hora antes do banho para a retirada das crostas. Considerando-se o quadro apresentado, são características dessa dermatoseGabarito: D

Um lactente com 30 dias de vida apresentou, há 3 dias, lesões na cabeça, com escamas gordurosas, espessas e aderentes, semelhantes a uma crosta láctea. As lesões se estendiam para a região retroauricular e a área das sobrancelhas. Seguindo orientação da pediatra, a mãe aplicou óleo de uva nas lesões uma hora antes do banho para a retirada das crostas. Considerando-se o quadro apresentado, são características dessa dermatose

  • A exudação e vesículas.
  • B liquenificação e eritema.
  • C descamação e aumento da IgE sérica.
  • D ausência de prurido e ausência de eosinofilia.

Comentário OsceLabs

Crostas gordurosas, espessas e aderentes no couro cabeludo ('crosta lactea'), estendendo-se para regiao retroauricular e supraciliar em lactente de 30 dias: dermatite seborreica infantil. Ela e tipicamente NAO pruriginosa, autolimitada, sem eosinofilia e sem elevacao de IgE — e esse justamente o par de caracteristicas que a separa da dermatite atopica, que cursa com prurido intenso, exsudacao, liquenificacao (A e B), eosinofilia e IgE elevada (C). Resposta D.

Questão 79Uma paciente com 27 anos, primigesta, com 37 semanas, foi admitida no pronto atendimento com quadro de dor abdominal súbita, sangramento vaginal vermelho vivo de pequena/moderada quantidade. Foi realizado o diagnóstico de descolamento prematuro de placenta e um dos médicos da equipe propôs a realização de amniotomia durante o toque vaginal, pois, ao exame físico, constatou-se que o colo é pérvio para 4 cm e é possível a palpação das membranas com facilidade, e que o bebê está em nível + 1 de plano de apresentação. Com relação à proposta da amniotomia, o médico estavaGabarito: C

Uma paciente com 27 anos, primigesta, com 37 semanas, foi admitida no pronto atendimento com quadro de dor abdominal súbita, sangramento vaginal vermelho vivo de pequena/moderada quantidade. Foi realizado o diagnóstico de descolamento prematuro de placenta e um dos médicos da equipe propôs a realização de amniotomia durante o toque vaginal, pois, ao exame físico, constatou-se que o colo é pérvio para 4 cm e é possível a palpação das membranas com facilidade, e que o bebê está em nível + 1 de plano de apresentação. Com relação à proposta da amniotomia, o médico estava

  • A incorreto, pois a amniotomia se relaciona a um aumento de risco de embolia amniótica.
  • B correto, pois a amniotomia se relaciona a um menor tempo de dequitação da placenta após o parto.
  • C correto, pois a amniotomia se relaciona a redução do risco de coagulação intravascular disseminada.
  • D incorreto, pois a amniotomia se relaciona a um risco aumentado de piora da zona de descolamento de placenta. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

No descolamento prematuro de placenta, a amniotomia precoce e recomendada: reduz a pressao intrauterina e a passagem de tromboplastina placentaria para a circulacao materna, diminuindo o risco de coagulacao intravascular disseminada, alem de acelerar o trabalho de parto. Ela nao aumenta a area de descolamento (D) nem se associa a maior risco de embolia amniotica nesse contexto (A); a dequitacao (B) nao e o desfecho relevante aqui. Resposta C.

Questão 80Uma criança com 8 anos chega, com sua mãe, à unidade de saúde da família com queixa de dispneia e sibilância há cerca de 2 horas. A criança tem histórico de asma, em acompanhamento na unidade, fazendo uso de beclometasona 200 mcg por dia. Quando questionada sobre o controle das crises da criança, a mãe refere que vinha usando salbutamol 100 mcg, 3 a 4 vezes por semana, devido a quadros de tosse seca e discreto desconforto respiratório. Relata que, hoje, porém, mesmo após 2 puffs de salbutamol, os sintomas apresentados pela criança estavam mais intensos e persistentes. A criança demonstra desconforto e agitação, com fala entrecortada, frequência respiratória de 32 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 110 batimentos por minuto, saturação de O2 de 89% em ar ambiente, sibilos difusos e tiragem intercostal. Nesse caso, as condutas médicas para o controle da crise e para o tratamento de manutenção contra a asma devem ser, respectivamente,Gabarito: C

Uma criança com 8 anos chega, com sua mãe, à unidade de saúde da família com queixa de dispneia e sibilância há cerca de 2 horas. A criança tem histórico de asma, em acompanhamento na unidade, fazendo uso de beclometasona 200 mcg por dia. Quando questionada sobre o controle das crises da criança, a mãe refere que vinha usando salbutamol 100 mcg, 3 a 4 vezes por semana, devido a quadros de tosse seca e discreto desconforto respiratório. Relata que, hoje, porém, mesmo após 2 puffs de salbutamol, os sintomas apresentados pela criança estavam mais intensos e persistentes. A criança demonstra desconforto e agitação, com fala entrecortada, frequência respiratória de 32 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 110 batimentos por minuto, saturação de O2 de 89% em ar ambiente, sibilos difusos e tiragem intercostal. Nesse caso, as condutas médicas para o controle da crise e para o tratamento de manutenção contra a asma devem ser, respectivamente,

  • A indicar máscara de oxigênio, para manter saturação entre 93 e 95%, beta-2 agonista de curta duração inalatório 6 puffs, que poderá ser repetido a cada 20 minutos e, se necessário, brometo de ipratrópio e prednisolona 2-4 mg/kg, enquanto aguarda a remoção da criança para internação; e aumentar Beclometasona para 200 mcg 12/12h, mantendo o corticoide oral por 5 a 7 dias.
  • B indicar máscara de oxigênio, para manter saturação entre 94 e 98%, beta-2 agonista de curta duração inalatório 2 puffs, que poderá ser repetido a cada 20 minutos, brometo de ipratrópio e, se necessário, prednisolona 1-2 mg/kg, enquanto aguarda a remoção da criança para internação; e aumentar Beclometasona para 200 mcg 12/12h, mantendo o corticoide oral por 3 a 5 dias.
  • C indicar máscara de oxigênio, para manter saturação entre 94 e 98%, beta-2 agonista de curta duração inalatório 6 puffs, que poderá ser repetido a cada 20 minutos, brometo de ipratrópio e prednisolona 1-2 mg/kg, enquanto aguarda a remoção da criança para internação; e aumentar Beclometasona para 200 mcg 12/12h, associar agonista beta-2 de longa duração, mantendo o corticoide oral por 3 a 5 dias.
  • D indicar máscara de oxigênio, para manter saturação entre 93 e 95%, beta-2 agonista de curta duração inalatório 2 puffs, que poderá ser repetido a cada 20 minutos, brometo de ipratrópio e, se necessário, prednisolona 1-2 mg/kg, enquanto mantém a criança em observação na unidade de saúde; e manter Beclometasona 200 mcg por dia, associar agonista beta-2 de longa duração, mantendo o corticoide oral por 5 a 7 dias. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Crise asmatica moderada a grave (fala entrecortada, saturacao 89%, tiragem, FC 110): oxigenio para alvo de saturacao 94-98%, beta-2 de curta duracao em dose alta (6 puffs com espacador, repetivel a cada 20 minutos), ipratropio e corticoide sistemico (prednisolona 1-2 mg/kg), com encaminhamento para internacao. Na manutencao, a crianca ja estava em etapa insuficiente: sobe-se o corticoide inalatorio E associa-se beta-2 de longa duracao, mantendo o corticoide oral 3 a 5 dias. A e D erram o alvo de saturacao ou a dose de resgate; B nao ajusta a etapa de manutencao. Resposta C.

Questão 81Uma paciente com 57 anos, assintomática, foi submetida a exames complementares iniciais de check-up que revelaram a presença de hipercalcemia leve a moderada (11,5 mg/dL – valor de referência [VR]: 8,0-10,5 mg/dL), sendo referenciada para ambulatório de endocrinologia de um hospital terciário. Ao ser atendida nesse serviço, foi solicitada a dosagem de PTH (paratormônio), cujo resultado revelou-se aumentado (189 pg/mL - VR: 10-65 pg/mL). Considerada a hipótese diagnóstica principal, foram realizados outros exames complementares que revelaram os seguintes achados: ultrassonografia abdominal com cálculos em cálices renais e aspecto de nefrocalcinose bilateral, além da presença de colelitíase em vesícula biliar; densitometria óssea com escore-T menor que - 2,5 em coluna lombar e colo femural; calciúria de 600 mg em 24 horas. Com vistas a possível ressecção cirúrgica minimamente invasiva de lesão adenomatosa, é feito um exame de SPECT com 99mTc-sestamibi, que revela hipercaptação nodular de cerca de 2,5 cm na base do pescoço, à direita. Considerando-se esse contexto, que dado é indicativo de intervenção cirúrgica, mesmo estando a paciente assintomática?Gabarito: D

Uma paciente com 57 anos, assintomática, foi submetida a exames complementares iniciais de check-up que revelaram a presença de hipercalcemia leve a moderada (11,5 mg/dL – valor de referência [VR]: 8,0-10,5 mg/dL), sendo referenciada para ambulatório de endocrinologia de um hospital terciário. Ao ser atendida nesse serviço, foi solicitada a dosagem de PTH (paratormônio), cujo resultado revelou-se aumentado (189 pg/mL - VR: 10-65 pg/mL). Considerada a hipótese diagnóstica principal, foram realizados outros exames complementares que revelaram os seguintes achados: ultrassonografia abdominal com cálculos em cálices renais e aspecto de nefrocalcinose bilateral, além da presença de colelitíase em vesícula biliar; densitometria óssea com escore-T menor que - 2,5 em coluna lombar e colo femural; calciúria de 600 mg em 24 horas. Com vistas a possível ressecção cirúrgica minimamente invasiva de lesão adenomatosa, é feito um exame de SPECT com 99mTc-sestamibi, que revela hipercaptação nodular de cerca de 2,5 cm na base do pescoço, à direita. Considerando-se esse contexto, que dado é indicativo de intervenção cirúrgica, mesmo estando a paciente assintomática?

  • A O desenvolvimento de colelitíase.
  • B A idade superior a 50 anos da paciente.
  • C O tamanho do nódulo cervical ao exame SPECT.
  • D O escore T menor que -2,5 na densitometria óssea.

Comentário OsceLabs

No hiperparatireoidismo primario ASSINTOMATICO, a cirurgia esta indicada quando ha lesao de orgao-alvo ou risco elevado: idade < 50 anos, calcio 1,0 mg/dL acima do limite superior, clearance < 60 mL/min, nefrolitiase/nefrocalcinose, calciuria > 400 mg/24h e, no criterio esqueletico, escore T <= -2,5 (osteoporose) ou fratura vertebral. Colelitiase (A) nao tem relacao com o PTH; idade acima de 50 anos (B) e criterio ao contrario; e o tamanho do adenoma (C) nao entra na indicacao. Resposta D.

Questão 82Adolescente com 12 anos, atendida em uma unidade de pronto atendimento, relata choque elétrico ao manusear um cabo de energia na rua onde mora e que não houve perda de consciência. A paciente se encontra orientada e estável hemodinamicamente. Ao exame físico, observam-se: roupas chamuscadas, área avermelhada com lesão cutânea compatível com queimadura de 1° grau em todo o membro superior direito e no pescoço, além de área esbranquiçada com lesão cutânea de 1 cm, profunda, no calcâneo direito. O médico assistente, após instituir as medidas iniciais de estabilização, opta por solicitar a transferência da paciente para uma unidade de tratamento de queimaduras (UTQ). Um critério que justifica a solicitação da transferência pedida pelo médico é a queimadura serGabarito: C

Adolescente com 12 anos, atendida em uma unidade de pronto atendimento, relata choque elétrico ao manusear um cabo de energia na rua onde mora e que não houve perda de consciência. A paciente se encontra orientada e estável hemodinamicamente. Ao exame físico, observam-se: roupas chamuscadas, área avermelhada com lesão cutânea compatível com queimadura de 1° grau em todo o membro superior direito e no pescoço, além de área esbranquiçada com lesão cutânea de 1 cm, profunda, no calcâneo direito. O médico assistente, após instituir as medidas iniciais de estabilização, opta por solicitar a transferência da paciente para uma unidade de tratamento de queimaduras (UTQ). Um critério que justifica a solicitação da transferência pedida pelo médico é a queimadura ser

  • A de qualquer profundidade, desde que em área maior que 10% da superfície corporal.
  • B de profundidade até segundo grau em 5% da superfície corporal.
  • C elétrica em extremidade do corpo com passagem de corrente.
  • D elétrica de baixa voltagem, com formação de arco voltaico. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Queimadura ELETRICA e criterio formal de transferencia para unidade de tratamento de queimados, independentemente da area corporal aparente: a corrente percorre o trajeto entre os pontos de entrada e saida (aqui, membro superior/pescoco e calcaneo) e produz lesao muscular profunda invisivel, com risco de rabdomiolise, lesao renal aguda, sindrome compartimental e arritmias. Os pontos de corte por superficie e profundidade de A e B nao correspondem aos criterios, e D inverte a logica ao valorizar a baixa voltagem. Resposta C.

Questão 83Um menino com 13 anos, previamente saudável, foi avaliado no ambulatório de pneumologia, por causa de uma história de 20 dias de febre (> ou = 38 °C), mal-estar, sudorese noturna profusa e tosse seca, que não foram modificados pelo tratamento prévio com amoxicilina. Ao exame físico, foram observados no paciente múltiplos linfonodos de consistência endurecida, fixos, indolores, em cadeia cervical e supraclavicular esquerda, com diâmetro entre 2 a 5 cm cada um. Foi realizada radiografia de tórax, que mostrou infiltrados pulmonares bilaterais, arredondados, e adenopatia hilar bilateral. Diante do caso descrito, assinale a opção que apresenta, respectivamente, a principal hipótese diagnóstica e a conduta correta para a sua confirmação.Gabarito: D

Um menino com 13 anos, previamente saudável, foi avaliado no ambulatório de pneumologia, por causa de uma história de 20 dias de febre (> ou = 38 °C), mal-estar, sudorese noturna profusa e tosse seca, que não foram modificados pelo tratamento prévio com amoxicilina. Ao exame físico, foram observados no paciente múltiplos linfonodos de consistência endurecida, fixos, indolores, em cadeia cervical e supraclavicular esquerda, com diâmetro entre 2 a 5 cm cada um. Foi realizada radiografia de tórax, que mostrou infiltrados pulmonares bilaterais, arredondados, e adenopatia hilar bilateral. Diante do caso descrito, assinale a opção que apresenta, respectivamente, a principal hipótese diagnóstica e a conduta correta para a sua confirmação.

  • A Mononucleose; solicitar biópsia aspirativa de gânglio e sorologias específicas.
  • B Tuberculose; solicitar hemograma, hemocultura e tomografia computadorizada de alta resolução de corpo inteiro.
  • C Pneumonia comunitária; solicitar hemograma, hemocultura e tomografia computadorizada por emissão de pósitrons de tórax.
  • D Linfoma de Hodgkin; solicitar biópsia excisional de gânglio e tomografia computadorizada por emissão de pósitrons de corpo inteiro.

Comentário OsceLabs

Adolescente com sintomas B (febre prolongada, sudorese noturna profusa), linfonodos cervicais e supraclaviculares ENDURECIDOS, fixos e indolores, com adenopatia hilar bilateral e infiltrados pulmonares: linfoma de Hodgkin. O diagnostico exige biopsia EXCISIONAL do linfonodo (a puncao aspirativa nao mostra arquitetura e nao permite ver as celulas de Reed-Sternberg — erro de A), e o estadiamento e feito por PET-TC de corpo inteiro. B e C nao explicam a adenopatia supraclavicular endurecida com esse tempo de evolucao. Resposta D.

Questão 84Uma paciente com 35 anos, casada, nuligesta, procurou atendimento especializado, queixando-se de ciclos irregulares, fogachos, insônia, diminuição da lubrificação vaginal e da libido. O médico, após solicitação de exames e verificação dos resultados, fez o diagnóstico de insuficiência ovariana. Nesse caso, o diagnóstico pôde ser confirmado com base nos resultados dos seguintes exames:Gabarito: B

Uma paciente com 35 anos, casada, nuligesta, procurou atendimento especializado, queixando-se de ciclos irregulares, fogachos, insônia, diminuição da lubrificação vaginal e da libido. O médico, após solicitação de exames e verificação dos resultados, fez o diagnóstico de insuficiência ovariana. Nesse caso, o diagnóstico pôde ser confirmado com base nos resultados dos seguintes exames:

  • A FSH e estradiol elevados, inibina baixa.
  • B FSH elevado, estradiol e inibina baixos.
  • C FSH baixo, estradiol e inibina elevados.
  • D FSH e estradiol baixos, inibina elevada. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Insuficiencia ovariana primaria e falencia da gonada: o ovario para de produzir estradiol e inibina B, e a perda do feedback negativo eleva o FSH — laboratorialmente, FSH alto com estradiol e inibina baixos (hipogonadismo HIPERgonadotrofico), confirmado por duas dosagens com intervalo de semanas. A (estradiol elevado) e incoerente com fogachos e ressecamento vaginal; C e D descrevem padrao hipogonadotrofico ou de reserva preservada. Resposta B.

Questão 86Uma paciente com 35 anos faz tratamento em um ambulatório de referência em reumatologia devido a esclerose sistêmica, forma difusa. Faz uso regular de medicações como prednisona e metotrexato. Há 3 meses, ela apresenta dor torácica em queimação, retroesternal, associada à sensação de regurgitação, disfagia e episódios de tosse seca principalmente ao deitar. O diagnóstico e a conduta para esse caso são, respectivamente,Gabarito: C

Uma paciente com 35 anos faz tratamento em um ambulatório de referência em reumatologia devido a esclerose sistêmica, forma difusa. Faz uso regular de medicações como prednisona e metotrexato. Há 3 meses, ela apresenta dor torácica em queimação, retroesternal, associada à sensação de regurgitação, disfagia e episódios de tosse seca principalmente ao deitar. O diagnóstico e a conduta para esse caso são, respectivamente,

  • A pleurite; radiografia de tórax.
  • B angina instável; cateterismo coronariano.
  • C dismotilidade esofágica; manometria esofágica.
  • D doença intersticial pulmonar; tomografia computadorizada de tórax.

Comentário OsceLabs

Esclerose sistemica difusa acomete o esofago em ate 90% dos casos: a fibrose e a atrofia da musculatura lisa produzem hipomotilidade dos dois tercos distais e hipotonia do esfincter esofagico inferior, gerando pirose, regurgitacao, disfagia e tosse noturna por microaspiracao. O exame que documenta o distúrbio motor e a MANOMETRIA esofagica. Pleurite (A) daria dor ventilatorio-dependente; angina (B) nao piora ao deitar nem causa disfagia; a doenca intersticial (D) cursaria com dispneia e estertores, nao com regurgitacao. Resposta C.

Questão 87Uma paciente com 26 anos, vítima de atropelamento em via pública, chega ao pronto-socorro com colar cervical, imobilizada em prancha longa. Foi entubada, no local do acidente, pelo médico socorrista, devido à alteração do nível de consciência (escala de coma de Glasgow: 6). Na sala de emergência, encontra-se com: pulso de 128 batimentos por minuto, pressão arterial de 90 × 60 mmHg, saturação de O2 de 89%, ventilada manualmente. A ausculta pulmonar está normal à direita, mas o murmúrio vesicular está muito diminuído em todo o hemitórax esquerdo. A paciente não apresenta desvio de traqueia nem estase jugular. Diante desse quadro, a primeira medida a ser tomada éGabarito: B

Uma paciente com 26 anos, vítima de atropelamento em via pública, chega ao pronto-socorro com colar cervical, imobilizada em prancha longa. Foi entubada, no local do acidente, pelo médico socorrista, devido à alteração do nível de consciência (escala de coma de Glasgow: 6). Na sala de emergência, encontra-se com: pulso de 128 batimentos por minuto, pressão arterial de 90 × 60 mmHg, saturação de O2 de 89%, ventilada manualmente. A ausculta pulmonar está normal à direita, mas o murmúrio vesicular está muito diminuído em todo o hemitórax esquerdo. A paciente não apresenta desvio de traqueia nem estase jugular. Diante desse quadro, a primeira medida a ser tomada é

  • A solicitar radiografia de tórax.
  • B checar a entubação traqueal.
  • C realizar toracocentese à esquerda.
  • D proceder a drenagem fechada de tórax à esquerda. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Paciente intubada em ambiente pre-hospitalar que chega com murmurio abolido em TODO o hemitorax esquerdo, SEM desvio de traqueia e SEM estase jugular: o mais provavel e intubacao seletiva do bronquio-fonte direito — problema de via aerea, que vem primeiro no ABCDE e se resolve tracionando o tubo e reauscultando. Toracocentese (C) e drenagem (D) sao invasivas e desnecessarias sem sinais de pneumotorax hipertensivo; radiografia (A) so depois de checar o obvio. Resposta B.

Questão 88Uma criança com dois anos é atendida em consulta de puericultura com história de ter apresentado, há aproximadamente 1 mês, uma queimadura de segundo grau em tronco devido a derramamento de conteúdo de uma panela que estava sobre o fogão e foi puxada pelo cabo pela criança. Esse tipo de queimadura caracterizaGabarito: C

Uma criança com dois anos é atendida em consulta de puericultura com história de ter apresentado, há aproximadamente 1 mês, uma queimadura de segundo grau em tronco devido a derramamento de conteúdo de uma panela que estava sobre o fogão e foi puxada pelo cabo pela criança. Esse tipo de queimadura caracteriza

  • A um acidente, porque foi um evento fortuito, que ocorreu ao acaso.
  • B um caso de maus tratos devido às características clínicas da queimadura.
  • C uma negligência, uma vez que existiam fatores de risco que poderiam ser evitadas.
  • D um caso de violência doméstica devido às características epidemiológicas da queimadura.

Comentário OsceLabs

Crianca de 2 anos que alcanca o cabo de uma panela deixada voltada para fora do fogao sofre um evento PREVISIVEL e evitavel: a falha na supervisao e na eliminacao do fator de risco caracteriza NEGLIGENCIA, forma de maus-tratos por omissao — e a lesao permanece notificavel. Chamar de 'acidente' fortuito (A) e o erro conceitual que a questao ataca; nao ha padrao clinico de queimadura intencional, como imersao com limites nitidos em luva ou meia (B), nem elementos de violencia domestica dirigida (D). Resposta C.

Questão 89Os métodos contraceptivos hormonais femininos combinados são seguros e eficazes, porém devem ser prescritos por um médico ou profissional da saúde que faça parte de um serviço de planejamento familiar e que avalie se a paciente tem alguma contraindicação a esse uso. Segundo a OMS, com relação aos critérios de elegibilidade dos métodos contraceptivos orais combinados, categoria 4, assinale a opção correta.Gabarito: B

Os métodos contraceptivos hormonais femininos combinados são seguros e eficazes, porém devem ser prescritos por um médico ou profissional da saúde que faça parte de um serviço de planejamento familiar e que avalie se a paciente tem alguma contraindicação a esse uso. Segundo a OMS, com relação aos critérios de elegibilidade dos métodos contraceptivos orais combinados, categoria 4, assinale a opção correta.

  • A Não se deve utilizar o método de contraceptivos orais combinados, pois a contraindicação é absoluta, como no caso de cefaleia tensional.
  • B Não se deve utilizar o método de contraceptivos orais combinados, pois a contraindicação é absoluta, como no caso de trombofilia conhecida.
  • C Não é recomendado o uso de contraceptivos orais combinados, a menos que métodos mais adequados não estejam disponíveis ou não sejam aceitáveis, como no caso de presença de câncer de mama.
  • D Não é recomendado o uso de contraceptivos orais combinados, a menos que métodos mais adequados não estejam disponíveis ou não sejam aceitáveis, como nos casos de trombose venosa profunda ou de embolia pulmonar atual ou pregressa. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Nos criterios medicos de elegibilidade da OMS, categoria 4 significa risco INACEITAVEL — contraindicacao absoluta ao metodo. Para o contraceptivo oral combinado, sao categoria 4 a trombofilia conhecida, o tromboembolismo atual ou pregresso, a enxaqueca com aura, o cancer de mama atual, entre outros. Cefaleia tensional (A) nao restringe o metodo; C e D descrevem a redacao da categoria 3 ('em geral nao se recomenda, a menos que...'), aplicada a condicoes de risco relativo, e nao ao impedimento absoluto. Resposta B.

Questão 90O gestor de um município de pequeno porte pretende organizar os serviços de atenção primária à saúde (APS), a partir de meados de 2023, fazendo a transição do modelo tradicional, vigente no município (integralmente composto por especialistas focais lotados em unidades básicas de saúde), para a estratégia de saúde da família: equipes de saúde da família (ESF), agentes comunitários de saúde (ACS), núcleos ampliados de saúde da família (NASF), etc. Para isso, ele pretende utilizar os dados do censo demográfico do IBGE de 2022. De acordo com o censo demográfico de 2010, o município possuía 12.366 habitantes.Gabarito: A

O gestor de um município de pequeno porte pretende organizar os serviços de atenção primária à saúde (APS), a partir de meados de 2023, fazendo a transição do modelo tradicional, vigente no município (integralmente composto por especialistas focais lotados em unidades básicas de saúde), para a estratégia de saúde da família: equipes de saúde da família (ESF), agentes comunitários de saúde (ACS), núcleos ampliados de saúde da família (NASF), etc. Para isso, ele pretende utilizar os dados do censo demográfico do IBGE de 2022. De acordo com o censo demográfico de 2010, o município possuía 12.366 habitantes.

  • A partir dos parâmetros avaliados em ambos os censos e conforme as recomendações da Política Nacional de Atenção Básica (2017), quais são as ações corretas a serem indicadas para a reestruturação da APS pretendida no município? A Definição do número de ACS por ESF com base em critérios demográficos e socioeconômicos fornecidos pelo censo e em dados epidemiológicos do município.
  • B Implantação de, pelo menos, 1 NASF, considerando-se o número de ESF previsto e da população encontrada pelo censo, para prover assistência especializada focal à população.
  • C Definição da modalidade das equipes de saúde bucal que irão compor as ESF, considerando- se os dados sobre condições de saúde bucal coletados e consolidados pelo censo.
  • D Implantação de, pelo menos, 3 ESF para atender a toda a população do município, considerando-se que o crescimento populacional encontrado tenha sido menor que 10% desde 2010.

Comentário OsceLabs

Pela Politica Nacional de Atencao Basica, o numero de agentes comunitarios por equipe de saude da familia e definido de acordo com a base territorial, os criterios demograficos, socioeconomicos e epidemiologicos, cobrindo 100% da populacao adstrita — nao por formula rigida. O NASF prestava apoio MATRICIAL, nao assistencia especializada focal (B); o censo do IBGE nao coleta condicoes de saude bucal (C); e o numero de equipes depende da populacao efetivamente recenseada, nao de uma projecao arbitraria de crescimento (D). Resposta A.

Questão 91Uma mulher com 40 anos é encaminhada da unidade básica de saúde para o ambulatório de referência em neurologia devido a cefaleia. Relata que apresenta episódios de cefaleia hemicraniana, acompanhada de náuseas e escotomas visuais, desde a adolescência, e que, aos 30 anos, fez tratamento com propranolol por 1 ano, o que reduziu significativamente o número de crises de cefaleia, que passaram a ocorrer 1 a 2 vezes no mês. Acrescenta que, no entanto, há 3 meses, a frequência dos episódios aumentou; tornaram-se diários, com despertares noturnos devido a dor, aumento da intensidade e, no momento, descreve a cefaleia como holocraniana. Nessa situação, a conduta adequada para o caso deve serGabarito: C

Uma mulher com 40 anos é encaminhada da unidade básica de saúde para o ambulatório de referência em neurologia devido a cefaleia. Relata que apresenta episódios de cefaleia hemicraniana, acompanhada de náuseas e escotomas visuais, desde a adolescência, e que, aos 30 anos, fez tratamento com propranolol por 1 ano, o que reduziu significativamente o número de crises de cefaleia, que passaram a ocorrer 1 a 2 vezes no mês. Acrescenta que, no entanto, há 3 meses, a frequência dos episódios aumentou; tornaram-se diários, com despertares noturnos devido a dor, aumento da intensidade e, no momento, descreve a cefaleia como holocraniana. Nessa situação, a conduta adequada para o caso deve ser

  • A realizar punção lombar.
  • B reiniciar o uso de propranolol.
  • C solicitar ressonância magnética de encéfalo.
  • D iniciar tratamento com amitriptilina ou outro tricíclico. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Enxaqueca de longa data que MUDA de padrao — torna-se diaria, holocraniana, mais intensa e desperta a paciente a noite — configura sinais de alarme (red flags) de cefaleia secundaria. A conduta e neuroimagem, preferencialmente ressonancia magnetica de encefalo, antes de qualquer ajuste de profilaxia. Reiniciar propranolol (B) ou introduzir amitriptilina (D) trataria a enxaqueca sem investigar o novo quadro; puncao lombar (A) sem imagem previa e sem febre ou sinais meningeos e inadequada. Resposta C.

Questão 92Em visita domiciliar da estratégia de saúde da família, é atendido um homem com 53 anos, ex-tabagista (consumo de 20 cigarros/dia) que parou de fumar há 15 anos. Ele relata que foi submetido a colonoscopia há 3 meses, em razão de diarreia prolongada, quando se evidenciou uma lesão polipoide com 0,5 cm no reto, tendo sido realizada polipectomia, cujo laudo anatomopatológico revelou um pólipo hiperplásico. Afirma não haver história de câncer colorretal na família.Gabarito: D

Em visita domiciliar da estratégia de saúde da família, é atendido um homem com 53 anos, ex-tabagista (consumo de 20 cigarros/dia) que parou de fumar há 15 anos. Ele relata que foi submetido a colonoscopia há 3 meses, em razão de diarreia prolongada, quando se evidenciou uma lesão polipoide com 0,5 cm no reto, tendo sido realizada polipectomia, cujo laudo anatomopatológico revelou um pólipo hiperplásico. Afirma não haver história de câncer colorretal na família.

  • A classificação de risco para câncer colorretal nesse paciente e a estratégia de acompanhamento, visando o rastreamento desse tipo de neoplasia conforme as diretrizes brasileiras, são, respectivamente, A risco baixo; colonoscopia anual.
  • B risco moderado; colonoscopia anual.
  • C risco baixo; pesquisa anual de sangue oculto nas fezes.
  • D risco moderado; pesquisa anual de sangue oculto nas fezes.

Comentário OsceLabs

O antecedente PESSOAL de polipo colorretal ja retira o paciente do risco populacional habitual e o coloca em risco moderado. Como o polipo era HIPERPLASICO — e nao adenoma avancado —, unico, pequeno e sem historia familiar, nao ha indicacao de vigilancia colonoscopica anual: mantem-se o rastreamento com pesquisa anual de sangue oculto nas fezes, conforme as diretrizes brasileiras. Colonoscopia anual (A e B) e reservada a adenomas avancados, polipose, sindromes hereditarias ou doenca inflamatoria intestinal. Resposta D.

Questão 93Um pré-escolar aguardando um atendimento eletivo foi vítima de colapso súbito em ambiente intra-hospitalar; parece inconsciente e está cianótico. De acordo com as diretrizes do suporte avançado de pediatria (2020), deve-se, inicialmente,Gabarito: A

Um pré-escolar aguardando um atendimento eletivo foi vítima de colapso súbito em ambiente intra-hospitalar; parece inconsciente e está cianótico. De acordo com as diretrizes do suporte avançado de pediatria (2020), deve-se, inicialmente,

  • A avaliar a responsividade e, se não houver resposta, chamar por ajuda; logo após palpar pulso carotídeo e verificar a respiração, simultaneamente; se pulso carotídeo ausente, iniciar compressões torácicas (15 compressões torácicas: 2 ventilações).
  • B avaliar a responsividade e, se não houver resposta, chamar por ajuda; logo após palpar pulso radial e verificar a respiração, simultaneamente; se pulso radial ausente, iniciar compressões torácicas (30 compressões torácicas: 2 ventilações).
  • C chamar por ajuda, avaliar a responsividade e, se não houver resposta, palpar pulso radial e verificar a respiração, simultaneamente; se pulso radial ausente, iniciar compressões torácicas (15 compressões torácicas: 2 ventilações).
  • D chamar por ajuda e, se não houver resposta, palpar pulso carotídeo e verificar a respiração, simultaneamente; se pulso carotídeo ausente, iniciar compressões torácicas (30 compressões torácicas: 2 ventilações). ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Sequencia do suporte avancado pediatrico: checar responsividade, pedir ajuda/acionar o servico de emergencia, e entao avaliar SIMULTANEAMENTE respiracao e pulso CENTRAL — carotideo ou femoral na crianca maior, braquial no lactente — por no maximo 10 segundos. Ausente o pulso, inicia-se RCP com relacao 15:2 quando ha DOIS socorristas (cenario intra-hospitalar). Pulso radial (B e C) nao serve na hipoperfusao; 30:2 (B e D) e a relacao do socorrista unico ou do adulto; e nao se salta a checagem de responsividade (D). Resposta A.

Questão 94Uma mulher de 19 anos comparece a uma unidade de emergência com dor em fossa ilíaca esquerda há 3 dias, mais intensa neste dia. Nega febre e afirma ter relação sexual heterossexual, utilizando-se de condon como meio de anticoncepção, de forma irregular. Refere que a última menstruação ocorreu há 45 dias. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 90 × 50 mmHg, frequência cardíaca de 110 batimentos por minuto, temperatura axilar de 36,7 oC, abdome doloroso em andar inferior, principalmente em fossa ilíaca esquerda, com descompressão dolorosa. Ao exame especular, nota-se sangramento discreto pelo orifício externo do colo; toque com dor a palpação de região anexial esquerda, útero intrapélvico, colo fechado. Considerando-se o quadro descrito e os dados apresentados, o principal diagnóstico e a conduta adequada são, respectivamente,Gabarito: A

Uma mulher de 19 anos comparece a uma unidade de emergência com dor em fossa ilíaca esquerda há 3 dias, mais intensa neste dia. Nega febre e afirma ter relação sexual heterossexual, utilizando-se de condon como meio de anticoncepção, de forma irregular. Refere que a última menstruação ocorreu há 45 dias. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 90 × 50 mmHg, frequência cardíaca de 110 batimentos por minuto, temperatura axilar de 36,7 oC, abdome doloroso em andar inferior, principalmente em fossa ilíaca esquerda, com descompressão dolorosa. Ao exame especular, nota-se sangramento discreto pelo orifício externo do colo; toque com dor a palpação de região anexial esquerda, útero intrapélvico, colo fechado. Considerando-se o quadro descrito e os dados apresentados, o principal diagnóstico e a conduta adequada são, respectivamente,

  • A gravidez ectópica esquerda; solicitar Beta HCG e ultrassonografia transvaginal.
  • B torção anexial esquerda; solicitar ultrassonografia de abdome total e hemograma.
  • C doença inflamatória pélvica; solicitar hemograma e PCR para pesquisa de clamídia.
  • D cisto roto de ovário esquerdo; solicitar hemograma e tomografia de abdome e pelve.

Comentário OsceLabs

Atraso menstrual de 45 dias, dor em fossa iliaca com descompressao dolorosa, sangramento discreto pelo colo FECHADO, dor anexial e repercussao hemodinamica (PA 90x50, FC 110): gravidez ectopica ate prova em contrario — a principal causa de morte materna no primeiro trimestre. A confirmacao e beta-hCG com ultrassonografia TRANSVAGINAL. Torcao anexial (B) nao cursa com atraso menstrual e sangramento; doenca inflamatoria pelvica (C) traria febre e corrimento; tomografia (D) e desnecessaria e irradia gonada. Resposta A.

Questão 95Um médico de família e comunidade atende, pela primeira vez, um paciente com queixa de dispneia a moderados esforços, tosse persistente, que piora pela manhã, e episódios de sibilância. O paciente traz resultados de exames solicitados por outro serviço e, entre eles, encontram-se uma espirometria e uma tomografia computadorizada (TC) de tórax, que diz terem sido solicitadas para investigar enfisema pulmonar, pois é fumante. Ao avaliar a TC, o médico fica em dúvida com relação a uma imagem, que poderia sugerir um câncer de pulmão e decide discutir o caso com outros profissionais no grupo de aplicativo de troca de mensagens.Gabarito: C

Um médico de família e comunidade atende, pela primeira vez, um paciente com queixa de dispneia a moderados esforços, tosse persistente, que piora pela manhã, e episódios de sibilância. O paciente traz resultados de exames solicitados por outro serviço e, entre eles, encontram-se uma espirometria e uma tomografia computadorizada (TC) de tórax, que diz terem sido solicitadas para investigar enfisema pulmonar, pois é fumante. Ao avaliar a TC, o médico fica em dúvida com relação a uma imagem, que poderia sugerir um câncer de pulmão e decide discutir o caso com outros profissionais no grupo de aplicativo de troca de mensagens.

  • A respeito dos aspectos da ética médica relativos ao uso de grupo de aplicativo de troca de mensagens, é correto afirmar que A permite-se o uso de grupo recreativo de aplicativo de troca de mensagens, formado apenas por médicos registrados nos Conselhos de Medicina, desde que seja feita a ressalva de que os dados compartilhados sejam mantidos em sigilo.
  • B é permitido o uso de aplicativo de troca de mensagens, exclusivo para discussão de casos, formado apenas por médicos registrados nos Conselhos de Medicina, desde que haja expressa autorização do paciente para compartilhamento de suas informações.
  • C é permitido o uso de grupo de aplicativo de troca de mensagens, exclusivo para discussão de casos clínicos, formado apenas por médicos registrados nos Conselhos de Medicina, desde que se mantenha o caráter confidencial das informações compartilhadas.
  • D não é permitido o uso de grupo de aplicativo de troca de mensagens para discussão de casos clínicos, mesmo com a manutenção de sigilo e confidencialidade dos dados pessoais dos pacientes e com expressa autorização do paciente para compartilhamento de suas informações. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

O Conselho Federal de Medicina permite o uso de grupos de aplicativos de mensagens EXCLUSIVOS para discussao de casos clinicos, restritos a medicos identificados e registrados, desde que preservados o sigilo e a confidencialidade dos dados do paciente. O que e vedado e o uso de grupos recreativos ou com participacao de leigos para esse fim (A); a proibicao total (D) nao existe; e a exigencia de autorizacao expressa do paciente (B) nao e o requisito definido — o que se exige e a manutencao do sigilo profissional. Resposta C.

Questão 96Um homem com 22 anos, pesando 75 kg, sofreu múltiplas fraturas e contusão pulmonar em acidente automobilístico, evoluindo com SARA (Síndrome da Angústia Respiratória do Adulto), estando em ventilação mecânica há 7 dias. Apresenta escala de coma de Glasgow < 8. À ausculta pulmonar, observa-se murmúrio vesicular presente, diminuído em bases, associado a estertores finos em bases. A radiografia de tórax mostra imagens sugestivas de consolidações difusas em pulmão direito e esquerdo, típicas de SARA, com infiltrado intersticial difuso.Gabarito: B

Um homem com 22 anos, pesando 75 kg, sofreu múltiplas fraturas e contusão pulmonar em acidente automobilístico, evoluindo com SARA (Síndrome da Angústia Respiratória do Adulto), estando em ventilação mecânica há 7 dias. Apresenta escala de coma de Glasgow < 8. À ausculta pulmonar, observa-se murmúrio vesicular presente, diminuído em bases, associado a estertores finos em bases. A radiografia de tórax mostra imagens sugestivas de consolidações difusas em pulmão direito e esquerdo, típicas de SARA, com infiltrado intersticial difuso.

  • A tomografia de crânio demonstra imagem compatível com hematoma subdural à direita. O paciente apresenta, ainda, pH: 7,35 (valor de referência [VR]: 7,35-7,45); pressão parcial de CO2: 45 mmHg (VR: 35-45 mmHg); pressão parcial de O2: 85 mmHg (VR: 80 a 100 mmHg); bicarbonato: 24 mmol (VR: 22 a 26 mmol). Nesse caso, de acordo com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) – Diretrizes Brasileiras de Ventilação Mecânica, recomenda-se A realizar traqueostomia após 14 dias de entubação orotraqueal.
  • B realizar traqueostomia precoce até 7 dias de entubação orotraqueal.
  • C realizar cricotireoidostomia de demora até 7 dias de entubação orotraqueal.
  • D extubar e iniciar ventilação não invasiva após 14 dias de entubação orotraqueal.

Comentário OsceLabs

Politraumatizado com Glasgow < 8 e SARA, sob ventilacao mecanica ha 7 dias, sem perspectiva de extubacao proxima: as diretrizes brasileiras de ventilacao mecanica recomendam traqueostomia PRECOCE (ate cerca de 7 dias) quando se antecipa ventilacao prolongada — reduz tempo de sedacao, de ventilacao e de UTI e diminui lesao laringotraqueal. Esperar 14 dias (A) e conduta antiga; cricotireoidostomia (C) e via de urgencia, nao de permanencia; e extubar para ventilacao nao invasiva (D) e inviavel com Glasgow < 8. Resposta B.

Questão 97Um paciente com 65 anos procura a unidade de pronto atendimento com queixa de ter acordado com dor abdominal, súbita, difusa, de intensidade crescente. Conta que fez uso de medicação sintomática e apresentou 2 episódios de vômitos. Nega sintomas urinários e alteração do hábito intestinal. Relata tabagismo (consumo de 60 maços/ano) e etilismo habitual (2 doses de destilado/dia), além das seguintes comorbidades: hipertensão arterial, em uso de atenolol, losartana, aspirina e sinvastatina; infarto agudo do miocárdio há 10 anos. Acrescenta que passou por uma cirurgia prévia, de urgência, de úlcera no estômago há 18 anos. Ao exame físico, apresenta-se: obeso, em regular estado geral, agitado. Registram- se, ainda: pressão arterial de 100 × 60 mmHg; frequência cardíaca de 110 batimentos por minuto; frequência respiratória de 20 incursões respiratórias por minuto; temperatura axilar de 37,8 °C; estando o paciente ictérico (+1/+4), corado, desidratado (+1/+4), com abdome normotenso, doloroso à palpação profunda difusamente, sem sinais de irritação peritoneal. Resultados de seus exames laboratoriais apresentam: hemoglobina: 13 g/dL, leucócitos: 14.000/mm3, amilase: 238 U/L, lipase: 130 U/L, Proteína C Reativa: 8 mg/L, gasometria venosa mostrando Ph: 7,32 e lactato: 27 mg/dL. Nesse caso, a principal hipótese diagnóstica é de abdome agudoGabarito: B

Um paciente com 65 anos procura a unidade de pronto atendimento com queixa de ter acordado com dor abdominal, súbita, difusa, de intensidade crescente. Conta que fez uso de medicação sintomática e apresentou 2 episódios de vômitos. Nega sintomas urinários e alteração do hábito intestinal. Relata tabagismo (consumo de 60 maços/ano) e etilismo habitual (2 doses de destilado/dia), além das seguintes comorbidades: hipertensão arterial, em uso de atenolol, losartana, aspirina e sinvastatina; infarto agudo do miocárdio há 10 anos. Acrescenta que passou por uma cirurgia prévia, de urgência, de úlcera no estômago há 18 anos. Ao exame físico, apresenta-se: obeso, em regular estado geral, agitado. Registram- se, ainda: pressão arterial de 100 × 60 mmHg; frequência cardíaca de 110 batimentos por minuto; frequência respiratória de 20 incursões respiratórias por minuto; temperatura axilar de 37,8 °C; estando o paciente ictérico (+1/+4), corado, desidratado (+1/+4), com abdome normotenso, doloroso à palpação profunda difusamente, sem sinais de irritação peritoneal. Resultados de seus exames laboratoriais apresentam: hemoglobina: 13 g/dL, leucócitos: 14.000/mm3, amilase: 238 U/L, lipase: 130 U/L, Proteína C Reativa: 8 mg/L, gasometria venosa mostrando Ph: 7,32 e lactato: 27 mg/dL. Nesse caso, a principal hipótese diagnóstica é de abdome agudo

  • A perfurativo por úlcera perfurada.
  • B inflamatório por pancreatite aguda.
  • C obstrutivo por obstrução intestinal.
  • D isquêmico por isquemia mesentérica. 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Etilista com dor abdominal subita, difusa e crescente, vomitos, leucocitose, ictericia discreta e elevacao de AMILASE e LIPASE: pelos criterios de Atlanta (dor tipica + enzimas elevadas), o diagnostico e abdome agudo inflamatorio por pancreatite aguda, aqui de etiologia alcoolica/biliar. Ulcera perfurada (A) daria abdome em tabua com pneumoperitonio; obstrucao (C) cursaria com parada de eliminacao de gases, distensao e ruidos metalicos; a isquemia mesenterica (D) nao explica a elevacao das enzimas pancreaticas e costuma trazer acidose e lactato bem mais expressivos. Resposta B.

Questão 98Uma criança com 2 anos, do sexo feminino, com síndrome de Down, comparece à unidade básica de saúde para acompanhamento do estado nutricional.Gabarito: C

Uma criança com 2 anos, do sexo feminino, com síndrome de Down, comparece à unidade básica de saúde para acompanhamento do estado nutricional.

  • A respeito da avaliação nutricional de crianças com síndrome de Down, assinale a opção correta. A O peso ideal, para crianças obesas com essa síndrome de Down, é utilizado para estimar as necessidades nutricionais.
  • B O peso corporal é utilizado como um dos marcadores diretos da massa proteica e de reservas de energia em crianças com e sem síndrome de Down.
  • C As curvas antropométricas específicas de desenvolvimento para a faixa de idade devem ser consultadas para crianças com síndrome de Down.
  • D As crianças com síndrome de Down, assim como os adultos, podem ter a sua altura estimada pela extensão da perna esquerda.

Comentário OsceLabs

Criancas com sindrome de Down tem padrao proprio de crescimento — baixa estatura, tendencia a ganho de peso e composicao corporal distinta — por isso a avaliacao antropometrica deve usar as CURVAS ESPECIFICAS para a sindrome, alem das curvas da OMS, sob pena de rotular erroneamente deficit ou excesso. O peso corporal e marcador INDIRETO das reservas (B); estimar estatura pela perna nao e o metodo validado nessa faixa (D); e o peso ideal nao e o parametro para estimar necessidades no obeso (A). Resposta C.

Questão 99Ao receber resultados de citologia realizada por mulheres de determinada comunidade em uma unidade básica de saúde (UBS), uma médica verifica que os resultados do exame de duas delas apresentaram lesão intraepitelial escamosa de alto grau. Ao entrar em contato com essas mulheres, a médica deve solicitar queGabarito: C

Ao receber resultados de citologia realizada por mulheres de determinada comunidade em uma unidade básica de saúde (UBS), uma médica verifica que os resultados do exame de duas delas apresentaram lesão intraepitelial escamosa de alto grau. Ao entrar em contato com essas mulheres, a médica deve solicitar que

  • A retornem em 6 meses à UBS para repetição do exame.
  • B retornem imediatamente à UBS para repetição do exame.
  • C procurem o atendimento secundário para realização de colposcopia.
  • D procurem o atendimento secundário para realização de cirurgia de conização. ÁREA LIVRE 2023PRIMEIRA EDIÇÃO

Comentário OsceLabs

Lesao intraepitelial escamosa de ALTO grau (HSIL) no citopatologico nunca se repete nem se observa: a mulher deve ser encaminhada ao servico de referencia (atencao secundaria) para COLPOSCOPIA com biopsia dirigida, ja que ha risco significativo de neoplasia intraepitelial cervical 2/3 ou mesmo de carcinoma invasor. Repetir a citologia em 6 meses (A) ou de imediato (B) atrasaria o diagnostico; a conizacao (D) e conduta terapeutica que depende do achado colposcopico e histologico — nao se opera as cegas. Resposta C.

Questão 100Uma médica iniciou suas atividades em uma equipe de Saúde da Família (ESF) de um grande centro urbano. Na primeira reunião de equipe, questionou de que forma os trabalhadores organizavam seu processo de trabalho para compreender as especificidades e necessidades da população da área adstrita, do ponto de vista dos determinantes sociais da saúde (DSS). Os profissionais participantes da reunião não conseguiram responder a essa pergunta.Gabarito: D

Uma médica iniciou suas atividades em uma equipe de Saúde da Família (ESF) de um grande centro urbano. Na primeira reunião de equipe, questionou de que forma os trabalhadores organizavam seu processo de trabalho para compreender as especificidades e necessidades da população da área adstrita, do ponto de vista dos determinantes sociais da saúde (DSS). Os profissionais participantes da reunião não conseguiram responder a essa pergunta.

  • A seguir é apresentado o modelo de determinantes sociais da saúde (DSS), proposto por Dahlgren e Whitehead. BUSS e PELLEGRINI FILHO, Saneamento e saúde ambiental. Disponível em: <https://publica.ciar.ufg.br/ebooks/saneamento-e-saude- ambiental/modulos/4_modulo_saude/01.html.> Acesso em 03 fev. 23 (adaptado). Considerando o modelo de determinação social da saúde apresentado, os profissionais dessa ESF deveriam A considerar que apenas os fatores genéticos, estilo de vida e as redes sociais e comunitárias devem ser avaliadas para se reconhecerem as especificidades da população da área adstrita.
  • B entender que, apesar das condições de vida e trabalho serem importantes para os DSS, elas não influenciam ou orientam as atividades desenvolvidas no território.
  • C considerar que os fatores hereditários; estilo de vida; condições socioeconômicas, culturais e ambientais gerais, são os fatores mais importantes para a determinação das suas ações.
  • D entender que os indivíduos e suas características individuais de idade, sexo e fatores hereditários estão na base do modelo, e os estilos de vida individuais estão situados no limiar entre os fatores individuais e os DSS. 2022 QUESTIONÁRIO DE PERCEPÇÃO SOBRE A PROVA As perguntas abaixo visam obter sua opinião sobre a qualidade da prova que você acabou de realizar. Para cada uma delas, assinale a opção correspondente à sua opinião, nos espaços próprios do Cartão-Resposta. Agradecemos a sua colaboração. PERGUNTA 1 Qual o grau de dificuldade da prova? A Muito fácil. B Fácil. C Médio. D Difícil.
  • E Muito difícil. PERGUNTA 2 Considerando a extensão da prova, em relação ao tempo total, você considera que a prova foi A muito longa. B longa. C adequada. D curta. E muito curta. PERGUNTA 3 Os enunciados das questões da prova estavam claros? A Sim, todos. B Sim, a maioria. C Cerca da metade. D Poucos. E Não, nenhum. PERGUNTA 4 As informações/instruções fornecidas para a resolução das questões foram suficientes para resolvê-las? A Sim, até excessivas. B Sim, em todas elas. C Sim, na maioria delas. D Sim, somente em algumas. E Não, em nenhuma delas. PERGUNTA 5 Qual a maior dificuldade encontrada por você ao responder a prova? A Desconhecimento do conteúdo. B Forma diferente de abordagem do conteúdo. C Extensão das questões. D Falta de motivação para fazer a prova. E Não tive qualquer tipo de dificuldade em responder a prova. PERGUNTA 6 Você já participou, no Brasil, de outro(s) processo(s) de revalidação de diploma de Medicina obtido no exterior? A Sim. B Não.

Comentário OsceLabs

No modelo de Dahlgren e Whitehead, os determinantes sociais sao representados em camadas concentricas: na BASE estao os individuos com suas caracteristicas nao modificaveis (idade, sexo e fatores hereditarios); a camada seguinte e a dos estilos de vida individuais, que fica no limiar entre o individual e o social; depois vem as redes sociais e comunitarias, as condicoes de vida e trabalho e, na camada mais externa, as condicoes socioeconomicas, culturais e ambientais gerais. A e C reduzem a analise a algumas camadas; B nega a influencia das condicoes de vida e trabalho no territorio, que sao justamente o alvo da atuacao da equipe. Resposta D.

Baixou a prova? Agora treine de verdade

Questões novas no estilo das provas de Residência, ENARE, ENAMED e Revalida com gabarito comentado — e estações práticas OSCE com um paciente virtual que conversa e reage.

Outras edições — Revalida

As provas pertencem às instituições organizadoras. Mantemos uma cópia hospedada apenas pra garantir a disponibilidade — a fonte oficial fica creditada quando existe em acesso aberto. É a instituição titular? Fala com a gente.