Prova Revalida 2016 com gabarito (PDF)
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discursiva
Padrão de respostas definitivo.
objetiva
Versão 1; gabarito definitivo.
Prova comentada — discursiva, questão a questão
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Questão 2INEP1602 | 002-ProvaDiscursiva-CadQuestões-Tarde REVALIDA 2016 NÃO ESCREVA NESTA PÁGINA
INEP1602 | 002-ProvaDiscursiva-CadQuestões-Tarde REVALIDA 2016 NÃO ESCREVA NESTA PÁGINA
Comentário OsceLabs
O trecho do padrão cobra a dimensão psicossocial do atendimento à mulher vítima de violência sexual. Espera-se que o candidato deixe claro que o cuidado não se esgota na profilaxia medicamentosa: é preciso acolhimento com escuta qualificada, sem julgamento e sem obrigar a mulher a repetir a narrativa do episódio a cada profissional, além de encaminhamento para atendimento psicológico individual. O manejo é intersetorial, multiprofissional e interdisciplinar — saúde, assistência social, segurança e justiça —, cabendo à equipe facilitar o acesso da paciente à rede de apoio e proteção. Pérola de prova: em caso de violência sexual, os itens de acolhimento e de rede valem pontuação tanto quanto a prescrição; quem responde só com fármacos perde toda a dimensão psicossocial.
Questão 3REVALIDA 2016 INEP1602 | 002-ProvaDiscursiva-CadQuestões-Tarde NÃO ESCREVA NESTA PÁGINA REVALIDA2016 EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
REVALIDA 2016 INEP1602 | 002-ProvaDiscursiva-CadQuestões-Tarde NÃO ESCREVA NESTA PÁGINA REVALIDA2016 EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
O item cobra a prevenção da gravidez indesejada decorrente da violência sexual. A resposta esperada é a anticoncepção de emergência, indicada a toda mulher em idade fértil exposta a coito vaginal desprotegido e que deve ser ofertada o mais precocemente possível, já que a eficácia cai a cada hora de atraso. O esquema de escolha é o levonorgestrel 1,5 mg via oral em dose única (ou 0,75 mg de 12 em 12 horas), com janela de até cinco dias, mas melhor resultado nas primeiras 72 horas; o esquema de Yuzpe, com anticoncepcional combinado, é a alternativa quando o levonorgestrel não estiver disponível. Pérola: não se exige teste de gravidez prévio nem autorização de terceiros para prescrever, e o método não é abortivo — o erro mais cobrado é justamente postergar a oferta.
Questão 5REVALIDA 2016 INEP1602 | 002-ProvaDiscursiva-CadQuestões-Tarde RASCUNHO Os rascunhos não serão considerados na correção. 5 10 15 20 25
REVALIDA 2016 INEP1602 | 002-ProvaDiscursiva-CadQuestões-Tarde RASCUNHO Os rascunhos não serão considerados na correção. 5 10 15 20 25
Comentário OsceLabs
O trecho cobra a profilaxia das IST não virais após violência sexual, feita de forma empírica já no primeiro atendimento, sem aguardar exames. Cobre-se sífilis com penicilina G benzatina 2,4 milhões UI por via intramuscular (1,2 milhão em cada glúteo), gonorreia com ceftriaxona 500 mg IM em dose única e clamídia com azitromicina 1 g VO (dois comprimidos de 500 mg) em dose única. O metronidazol, que cobriria a tricomoníase, deve ser postergado quando se prescreve a anticoncepção de emergência com levonorgestrel, conforme orientação do Ministério da Saúde, para não somar efeitos gastrointestinais que poderiam comprometer o contraceptivo. Havendo alergia comprovada, sobretudo à penicilina, usam-se os esquemas alternativos previstos no protocolo. Pérola: a profilaxia é empírica e em dose única; adiar para aguardar sorologia ou cultura é o erro clássico.
Prova comentada — objetiva, questão a questão
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Questão 1Uma mulher com 25 anos de idade, no curso de 20 semanas de gestação, é atendida em consulta pré-natal e apresenta resultado de VDRL de 1:16. Diz ter realizado tratamento adequado para sífilis há dois anos e que, desde então, não apresentou lesões na região genital ou erupções cutâneas. Diante dessa situação, a conduta indicada éGabarito: C
Uma mulher com 25 anos de idade, no curso de 20 semanas de gestação, é atendida em consulta pré-natal e apresenta resultado de VDRL de 1:16. Diz ter realizado tratamento adequado para sífilis há dois anos e que, desde então, não apresentou lesões na região genital ou erupções cutâneas. Diante dessa situação, a conduta indicada é
- A. solicitar VDRL em 1 mês e proceder a novo tratamento se houver elevação dos títulos do VDRL.
- B. prescrever penicilina benzatina 2,4 milhões UI, por via intramuscular, em dose única, para a paciente e seu parceiro.
- C. prescrever penicilina benzatina 2,4 milhões UI, por via intramuscular, uma dose semanal por 3 semanas (total de 7,2 milhões de UI), para a paciente e seu parceiro. ✓
- D. prescrever penicilina G cristalina aquosa 3 milhões UI por via endovenosa, a cada 4 horas por 14 dias, para a paciente, e penicilina benzatina 2,4 milhões UI, por via intramuscular, em dose única, para o parceiro.
Comentário OsceLabs
A questão cobra o manejo da sífilis em gestante com teste não treponêmico reagente e história de tratamento prévio. O ponto central é que, na gestação, a conduta é sempre de segurança máxima: gestante com VDRL reagente em título 1:16, sem documentação inequívoca de queda sustentada dos títulos após o tratamento de dois anos atrás, deve ser considerada como sífilis não tratada ou reinfecção e tratada imediatamente, porque o desfecho em jogo é sífilis congênita. Como não há lesão genital nem exantema, ou seja, não se caracteriza sífilis recente (primária, secundária ou latente recente com menos de um ano), o quadro é classificado como sífilis latente tardia ou de duração ignorada, e o esquema preconizado pelo Ministério da Saúde é penicilina benzatina 2,4 milhões UI por via intramuscular por semana durante três semanas, totalizando 7,2 milhões UI, com tratamento simultâneo da parceria sexual, sem o qual a gestante é considerada inadequadamente tratada. A alternativa A erra porque adiar o tratamento por um mês para observar a curva sorológica expõe o feto ao risco de transmissão vertical, que é maior justamente na gestação em curso, e nenhuma gestante com teste reagente sem prova de cura documentada deve ficar sem tratamento. A alternativa B oferece dose única, esquema restrito à sífilis recente, insuficiente para a forma latente tardia ou de duração indeterminada. A alternativa D propõe penicilina cristalina em altas doses, que é o tratamento da neurossífilis, e nada no caso sugere acometimento neurológico, ocular ou otológico. Resposta C
Questão 2Um homem com 26 anos de idade é atendido no Pronto-Socorro hospitalar após ter sido vítima de agressão e ter sofrido múltiplos ferimentos corto-contusos no couro cabeludo e na face. No momento da avaliação inicial, não apresenta abertura ocular nem mesmo à dor, localiza o estímulo doloroso e verbaliza apenas sons incompreensíveis. O médico plantonista solicita uma tomografia computadorizada de crânio, cuja imagem é mostrada a seguir. Considerando o quadro clínico descrito e a imagem apresentada, qual a hipótese diagnóstica mais provável para o caso?Gabarito: A
Um homem com 26 anos de idade é atendido no Pronto-Socorro hospitalar após ter sido vítima de agressão e ter sofrido múltiplos ferimentos corto-contusos no couro cabeludo e na face. No momento da avaliação inicial, não apresenta abertura ocular nem mesmo à dor, localiza o estímulo doloroso e verbaliza apenas sons incompreensíveis. O médico plantonista solicita uma tomografia computadorizada de crânio, cuja imagem é mostrada a seguir. Considerando o quadro clínico descrito e a imagem apresentada, qual a hipótese diagnóstica mais provável para o caso?
- A. Hematoma epidural. ✓
- B. Hematoma subdural.
- C. Hemorragia intraparenquimatosa.
- D. Contusões cerebrais coalescentes. questão questão
Comentário OsceLabs
O caso é de traumatismo cranioencefálico grave por agressão, com Escala de Coma de Glasgow igual a 8 (abertura ocular 1, resposta motora 5 por localizar a dor, resposta verbal 2 por sons incompreensíveis), o que já indica via aérea definitiva e neuroimagem imediata. O que a questão pede é o reconhecimento do padrão de sangramento intracraniano. O hematoma extradural, ou epidural, é o diagnóstico coerente com o mecanismo descrito: trauma direto sobre a região craniofacial com ferimentos corto-contusos, tipicamente com fratura da escama do temporal e laceração da artéria meníngea média, produzindo coleção extra-axial hiperdensa de formato biconvexo ou lenticular, que não ultrapassa as linhas de sutura porque a dura-máter está aderida a elas. É a lesão com melhor prognóstico quando drenada precocemente, justamente por poupar o parênquima. O hematoma subdural erra porque decorre da ruptura de veias ponte, forma coleção em crescente que acompanha a convexidade e cruza as suturas, predomina em idosos, etilistas e usuários de anticoagulante, e costuma vir com lesão parenquimatosa associada. A hemorragia intraparenquimatosa erra porque o sangue estaria dentro do parênquima, e não em espaço extra-axial delimitado. As contusões cerebrais coalescentes erram porque se apresentam como múltiplas áreas heterogêneas de hiperdensidade permeadas por edema, tipicamente nos polos frontais e temporais por mecanismo de golpe e contragolpe, e não como coleção única bem delimitada. Resposta A
Questão 3Um homem com 21 anos de idade foi atendido na emergência hospitalar referindo ver insetos subindo em suas pernas. Relata que os sintomas começaram há cerca de 2 horas, quando participava de uma festa, e que nunca havia tido tais sintomas anteriormente. Informou ter usado cocaína e LSD durante a festa e que fazia uso eventual dessas substâncias. Na admissão, mostrou-se muito ansioso, agitado, taquilálico, hipovigil e hipotenaz. Foi tratado com antipsicótico intramuscular (1 ampola), com remissão dos sintomas em algumas horas. Não apresentou sinais e sintomas de tolerância ou de abstinência. O atendimento ocorreu em hospital localizado em cidade polo de uma macrorregião de saúde, sendo referência para internação dos municípios ao redor. O paciente é residente em um município menor e que não dispõe de dispositivos especializados em saúde mental (Centro de Atenção Psicossocial ou ambulatórios). Considerando a situação descrita, o plano terapêutico pós-alta apropriado para esse paciente éGabarito: B
Um homem com 21 anos de idade foi atendido na emergência hospitalar referindo ver insetos subindo em suas pernas. Relata que os sintomas começaram há cerca de 2 horas, quando participava de uma festa, e que nunca havia tido tais sintomas anteriormente. Informou ter usado cocaína e LSD durante a festa e que fazia uso eventual dessas substâncias. Na admissão, mostrou-se muito ansioso, agitado, taquilálico, hipovigil e hipotenaz. Foi tratado com antipsicótico intramuscular (1 ampola), com remissão dos sintomas em algumas horas. Não apresentou sinais e sintomas de tolerância ou de abstinência. O atendimento ocorreu em hospital localizado em cidade polo de uma macrorregião de saúde, sendo referência para internação dos municípios ao redor. O paciente é residente em um município menor e que não dispõe de dispositivos especializados em saúde mental (Centro de Atenção Psicossocial ou ambulatórios). Considerando a situação descrita, o plano terapêutico pós-alta apropriado para esse paciente é
- A. prescrever medicação antipsicótica e agendar retorno do paciente ao hospital em 30 dias para consulta com um especialista, a fim de avaliar a persistência de sintomas psicóticos.
- B. encaminhar o paciente à Unidade Básica de Saúde do seu município, indicando acompanhamento quanto aos riscos, abordagem motivacional e apoio da equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família. ✓
- C. encaminhar o paciente para atendimento no Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas do município sede da macrorregião, indicando sua introdução em um grupo terapêutico e prescrição de terapêutica antipsicótica.
- D. prescrever medicação antipsicótica de depósito, em razão dos indícios de esquizofrenia, informar à família do paciente sobre os riscos atribuídos ao uso de drogas e encaminhar para acompanhamento na Unidade Básica de Saúde do seu município. ÁREA LIVRE questão 4 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
O caso é de quadro psicótico agudo induzido por substância, com alucinações táteis e visuais do tipo zoopsia após uso de cocaína e LSD em contexto recreacional, rebaixamento da vigilância e da tenacidade, resolução completa em poucas horas com dose única de antipsicótico e ausência de sinais de tolerância ou abstinência. Esses dois últimos dados são a chave: não há síndrome de dependência, não há transtorno mental grave e persistente, e portanto o que resta após a alta é seguimento longitudinal de baixa complexidade. Pela lógica da Rede de Atenção Psicossocial, a atenção básica é a porta de entrada e a ordenadora do cuidado no território do paciente, de modo que o encaminhamento correto é à Unidade Básica de Saúde do próprio município, com avaliação de riscos, intervenção breve com abordagem motivacional para o uso de substâncias e retaguarda matricial do Núcleo de Apoio à Saúde da Família. A alternativa A erra porque mantém antipsicótico e adia o cuidado por trinta dias em serviço hospitalar distante, desnecessário para um episódio já resolvido. A alternativa C erra porque o CAPS AD atende usuários com transtorno por uso de substâncias de moderada a grave intensidade, o que não é o caso do uso eventual descrito, e ainda desloca o paciente para outro município, rompendo a territorialidade do cuidado. A alternativa D erra duplamente: não há nenhum critério para diagnóstico de esquizofrenia em episódio único, breve e claramente relacionado à substância, e antipsicótico de depósito nesse contexto é iatrogenia. Resposta B
Questão 4Um homem com 52 anos de idade, hipertenso, em uso de amlodipina, procura a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com dor torácica anterior esquerda, irradiando para epigástrio, em aperto, de intensidade 8/10, com início súbito há cerca de 1 hora, após refeição. Ao exame, encontra-se ansioso e sudoreico; pressão arterial = 100 x 60 mmHg; frequência cardíaca = 72 bpm; frequência respiratória = 24 irpm, sem outros achados no exame físico. Foi realizado um eletrocardiograma cujo resultado é apresentado a seguir. I II III II aVR V1 V4 aVL V2 V5 aVF V3 V6 O paciente foi monitorizado, recebeu ácido acetilsalicílico (AAS), morfina e oxigênio, sendo contactado hospital de apoio para transferência. Como não havia previsão de vaga para as próximas horas, decidiu-se pela realização de trombólise com alteplase seguida de anticoagulação com enoxaparina. A pressão arterial manteve-se em 100 x 60 mmHg. A conduta a ser adotada nesse caso é a administração deGabarito: B
Um homem com 52 anos de idade, hipertenso, em uso de amlodipina, procura a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com dor torácica anterior esquerda, irradiando para epigástrio, em aperto, de intensidade 8/10, com início súbito há cerca de 1 hora, após refeição. Ao exame, encontra-se ansioso e sudoreico; pressão arterial = 100 x 60 mmHg; frequência cardíaca = 72 bpm; frequência respiratória = 24 irpm, sem outros achados no exame físico. Foi realizado um eletrocardiograma cujo resultado é apresentado a seguir. I II III II aVR V1 V4 aVL V2 V5 aVF V3 V6 O paciente foi monitorizado, recebeu ácido acetilsalicílico (AAS), morfina e oxigênio, sendo contactado hospital de apoio para transferência. Como não havia previsão de vaga para as próximas horas, decidiu-se pela realização de trombólise com alteplase seguida de anticoagulação com enoxaparina. A pressão arterial manteve-se em 100 x 60 mmHg. A conduta a ser adotada nesse caso é a administração de
- A. losartana por via oral.
- B. clopidogrel por via oral. ✓
- C. metoprolol por via endovenosa.
- D. nitroglicerina por via endovenosa.
Comentário OsceLabs
O caso é de síndrome coronariana aguda com supradesnivelamento do segmento ST em local sem hemodinâmica disponível e sem vaga para transferência oportuna, situação em que a fibrinólise com alteplase é a estratégia de reperfusão correta dentro da janela de até doze horas. A questão testa a terapia adjuvante obrigatória à trombólise. Todo paciente submetido a fibrinolítico deve receber dupla antiagregação plaquetária, ou seja, AAS somado a clopidogrel, na dose de ataque de 300 mg para pacientes com até 75 anos e 75 mg sem ataque acima dessa idade. Esse benefício foi estabelecido pelos estudos CLARITY-TIMI 28 e COMMIT/CCS-2, com redução de reoclusão da artéria culpada, de reinfarto e de mortalidade, sem aumento significativo de sangramento maior. A losartana erra porque, embora bloqueadores do sistema renina-angiotensina tenham indicação nas primeiras 24 horas do infarto, o inibidor da ECA é o fármaco de escolha e nenhum deles deve ser introduzido antes da estabilização em paciente com pressão de 100 x 60 mmHg. O metoprolol endovenoso erra porque betabloqueador venoso é contraindicado em quem tem sinais de baixo débito ou risco de choque cardiogênico, e a pressão limítrofe com frequência de 72 bpm e taquipneia configura exatamente esse risco, conforme demonstrado no COMMIT/CCS-2. A nitroglicerina endovenosa erra pelo mesmo motivo hemodinâmico: com pressão sistólica de 100 mmHg e paciente já analgesiado com morfina, o vasodilatador pode precipitar hipotensão e reduzir a perfusão coronariana. Resposta B
Questão 6Uma mulher com 30 anos de idade, Gesta 2 Para 1 (parto vaginal), com 35 semanas de gestação, está internada em unidade materno-infantil há dois dias com queixa de perda de líquido por via vaginal. O pré-natal vinha sendo realizado, até então, sem anormalidades. Ao exame físico atual, constata-se: temperatura = 38,7 ºC; pressão arterial = 100 x 60 mmHg; frequência cardíaca = 110 bpm; ausculta cardiopulmonar normal; sinal de Giordano negativo. Ao exame obstétrico, observa-se: altura uterina = 30 cm; dinâmica uterina ausente; apresentação cefálica; batimentos cardíacos fetais = 170 bpm, sem desacelerações. O exame especular revela saída de líquido pelo orifício do colo uterino. Nessa situação, a conduta indicada éGabarito: D
Uma mulher com 30 anos de idade, Gesta 2 Para 1 (parto vaginal), com 35 semanas de gestação, está internada em unidade materno-infantil há dois dias com queixa de perda de líquido por via vaginal. O pré-natal vinha sendo realizado, até então, sem anormalidades. Ao exame físico atual, constata-se: temperatura = 38,7 ºC; pressão arterial = 100 x 60 mmHg; frequência cardíaca = 110 bpm; ausculta cardiopulmonar normal; sinal de Giordano negativo. Ao exame obstétrico, observa-se: altura uterina = 30 cm; dinâmica uterina ausente; apresentação cefálica; batimentos cardíacos fetais = 170 bpm, sem desacelerações. O exame especular revela saída de líquido pelo orifício do colo uterino. Nessa situação, a conduta indicada é
- A. manejo expectante de avaliação de sinais de infecção; controle diário da vitalidade fetal com cardiotocografia.
- B. corticoterapia para maturação pulmonar fetal; resolução da gestação por via alta, após 48 horas, com antibioticoprofilaxia.
- C. corticoterapia para maturação pulmonar fetal; profilaxia para sepse neonatal por estreptococo beta-hemolítico; aguardo do trabalho de parto.
- D. indução do trabalho de parto; profilaxia para sepse neonatal por estreptococo beta-hemolítico; antibioticoterapia de largo espectro. ✓
Comentário OsceLabs
Bolsa rota ha 2 dias com febre 38,7 C, taquicardia materna (110 bpm) e taquicardia fetal (170 bpm) fecha corioamnionite. Infeccao intrauterina e indicacao de resolucao da gestacao, independentemente da idade gestacional: induzir o parto, iniciar antibiotico de largo espectro e cobrir estreptococo do grupo B. Conduta expectante (A) mantem o foco infeccioso; corticoide (B e C) nao se justifica na vigencia de infeccao e aguardar 48 h ou o trabalho de parto espontaneo atrasa o tratamento. Resposta D.
Questão 7Um homem com 70 anos de idade, hipertenso, foi atendido em uma Unidade de Emergência com quadro de bexigoma e infecção urinária, quando foi feita a passagem de sonda vesical de demora e iniciada antibioticoterapia. Após remissão completa do quadro infeccioso, o paciente foi internado no serviço de urologia de um hospital universitário para realização de ressecção transuretral de próstata. Ao ser submetido à avaliação pré-anestésica, informa, na anamnese, ser portador de marca-passo cardíaco, mas não sabe identificar o modelo e nem possui o cartão de identificação de usuário de marca-passo. O paciente informa ainda fazer uso regular de ácido acetilsalicílico (100 mg/dia). Com base nessas informações, qual deve ser a conduta subsequente da equipe médica assistente, anestesista e cirurgião, tendo em vista a realização de uma cirurgia segura?Gabarito: A
Um homem com 70 anos de idade, hipertenso, foi atendido em uma Unidade de Emergência com quadro de bexigoma e infecção urinária, quando foi feita a passagem de sonda vesical de demora e iniciada antibioticoterapia. Após remissão completa do quadro infeccioso, o paciente foi internado no serviço de urologia de um hospital universitário para realização de ressecção transuretral de próstata. Ao ser submetido à avaliação pré-anestésica, informa, na anamnese, ser portador de marca-passo cardíaco, mas não sabe identificar o modelo e nem possui o cartão de identificação de usuário de marca-passo. O paciente informa ainda fazer uso regular de ácido acetilsalicílico (100 mg/dia). Com base nessas informações, qual deve ser a conduta subsequente da equipe médica assistente, anestesista e cirurgião, tendo em vista a realização de uma cirurgia segura?
- A. Dar alta hospitalar e reprogramar a cirurgia para depois da avaliação cardiológica ambulatorial. ✓
- B. Marcar a cirurgia para o dia seguinte, desde que haja suporte do cardiologista no transoperatório.
- C. Manter o paciente internado e suspender a cirurgia até que haja avaliação e liberação pela equipe da cardiologia.
- D. Marcar a cirurgia para o dia seguinte; administrar vitamina K e, se necessário, transfundir plasma fresco congelado no transoperatório. questão questão
Comentário OsceLabs
Cirurgia eletiva (RTU de prostata) usa eletrocauterio, que interfere com marca-passo — e o paciente nao sabe o modelo nem tem o cartao. Sem urgencia e com a infeccao ja resolvida, o correto e dar alta e reprogramar apos avaliacao cardiologica ambulatorial, com identificacao e reprogramacao do dispositivo. Operar no dia seguinte (B) mantem o risco; internacao prolongada (C) e desnecessaria; AAS nao e antagonizado por vitamina K nem exige plasma (D). Resposta A.
Questão 8Um homem com 45 anos de idade, trabalhador braçal, com 1,73 m de altura e 105 kg de peso (índice de massa corporal = 35 kg/m2), tabagista (20 cigarros/dia), procurou a Unidade Básica de Saúde com relato de cefaleia constante na região da nuca, que piora no período vespertino. A medida de sua pressão arterial registrou 170 x 100 mmHg. A conduta a ser adotada para esse paciente éGabarito: B
Um homem com 45 anos de idade, trabalhador braçal, com 1,73 m de altura e 105 kg de peso (índice de massa corporal = 35 kg/m2), tabagista (20 cigarros/dia), procurou a Unidade Básica de Saúde com relato de cefaleia constante na região da nuca, que piora no período vespertino. A medida de sua pressão arterial registrou 170 x 100 mmHg. A conduta a ser adotada para esse paciente é
- A. solicitar exames de sangue e urina para enquadrá-lo no Escore de Framinghan.
- B. iniciar de imediato tratamento medicamentoso para controle da pressão arterial e orientar mudanças nos hábitos de vida. ✓
- C. recomendar a redução do peso e, caso a hipertensão persista após a redução do peso, iniciar o tratamento medicamentoso para controle da pressão arterial.
- D. estimular e orientar mudanças nos hábitos de vida, fazer acompanhamento rigoroso com medições diárias da pressão arterial e aguardar resultados para iniciar o tratamento medicamentoso.
Comentário OsceLabs
PA 170x100 mmHg e hipertensao estagio 2, e o paciente ainda soma obesidade grau II e tabagismo — risco cardiovascular alto. Nesse cenario nao se espera resposta de mudanca de estilo de vida isolada: inicia-se farmacoterapia ja na primeira consulta, associada as orientacoes de habitos. Adiar o remedio ate emagrecer (C) ou ate 'ver a evolucao' (D) deixa o paciente exposto; calcular Framingham (A) nao muda a conduta em HAS estagio 2. Resposta B.
Questão 9A Câmara de Vereadores de um município brasileiro solicitou à Secretaria Municipal de Saúde providências em relação ao surgimento de casos de H1N1 na penitenciária local. Nessa situação, que ações devem ser instituídas pela Vigilância Epidemiológica para o controle do agravo?Gabarito: C
A Câmara de Vereadores de um município brasileiro solicitou à Secretaria Municipal de Saúde providências em relação ao surgimento de casos de H1N1 na penitenciária local. Nessa situação, que ações devem ser instituídas pela Vigilância Epidemiológica para o controle do agravo?
- A. Realizar quimioprofilaxia na população carcerária e em seus familiares, independentemente de fatores de risco.
- B. Realizar quimioprofilaxia na população carcerária, isolar os casos suspeitos em ambiente hospitalar e vacinar os contactantes.
- C. Isolar os casos suspeitos em celas individuais, evitar trânsito de profissionais entre alas com e sem doentes e programar vacinação anual. ✓
- D. Isolar os casos suspeitos em celas individuais e solicitar sorologia para diagnóstico de influenza em casos suspeitos até a confirmação de três casos. ÁREA LIVRE questão questão 6 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Em ambiente fechado e de alta densidade como uma penitenciaria, o controle da influenza A H1N1 e feito por medidas de bloqueio de transmissao: isolar casos suspeitos, restringir o transito de profissionais entre alas com e sem doentes e manter vacinacao anual da populacao privada de liberdade (grupo prioritario). Quimioprofilaxia universal (A e B) nao e recomendada — o oseltamivir profilatico e reservado a contatos de risco. Resposta C.
Questão 10Uma criança do sexo masculino, com 10 anos de idade, previamente hígida, é levada pelos pais para consulta em Unidade Básica de Saúde. Eles relatam aparecimento de tumoração em região direita do pescoço da criança há 5 dias, de crescimento progressivo, associado a febre (até 38,5 ºC) e a dor local. Informam que, há dois dias, a criança reclamou de piora da dor e de aparecimento de calor e rubor na região, com dificuldade na lateralização do pescoço. Desde o início do quadro, a criança apresenta mal-estar generalizado e hiporexia. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, febril (38 ºC), corada, hidratada e eupneica, sem alterações ao exame de orofaringe. Identifica-se presença de tumoração única com 8 cm de diâmetro em região cervical direita, consistência fibroelástica, móvel, dolorosa à palpação, não aderida a tecido profundo, com hiperemia e calor local. Diante desse quadro, a hipótese diagnóstica éGabarito: C
Uma criança do sexo masculino, com 10 anos de idade, previamente hígida, é levada pelos pais para consulta em Unidade Básica de Saúde. Eles relatam aparecimento de tumoração em região direita do pescoço da criança há 5 dias, de crescimento progressivo, associado a febre (até 38,5 ºC) e a dor local. Informam que, há dois dias, a criança reclamou de piora da dor e de aparecimento de calor e rubor na região, com dificuldade na lateralização do pescoço. Desde o início do quadro, a criança apresenta mal-estar generalizado e hiporexia. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, febril (38 ºC), corada, hidratada e eupneica, sem alterações ao exame de orofaringe. Identifica-se presença de tumoração única com 8 cm de diâmetro em região cervical direita, consistência fibroelástica, móvel, dolorosa à palpação, não aderida a tecido profundo, com hiperemia e calor local. Diante desse quadro, a hipótese diagnóstica é
- A. neoplasia.
- B. linfadenite viral.
- C. adenite bacteriana. ✓
- D. mononucleose infecciosa.
Comentário OsceLabs
Massa cervical unica de 8 cm, com 5 dias de evolucao, dor, calor, rubor, febre e limitacao da rotacao do pescoco e o quadro classico de adenite bacteriana (S. aureus / S. pyogenes). Linfadenite viral (B) cursa com linfonodos menores, bilaterais e sem sinais flogisticos; mononucleose (D) da adenomegalia cervical posterior com hepatoesplenomegalia e faringite; neoplasia (A) da massa indolor, endurecida e aderida, sem calor local. Resposta C.
Questão 11Uma mulher com 25 anos de idade, primigesta, no curso da 16a semana de gestação, é atendida em consulta pré-natal na Unidade Básica de Saúde. A paciente queixa-se de leve desconforto em baixo ventre e relata que a urina apresenta coloração turva e cheiro forte; nega febre. Os resultados do exame de urina são: cor amarelo âmbar; aspecto ligeiramente turvo; densidade = 1.025 (valor de referência: 1.015 a 1.025); nitrito positivo; proteínas < 30 mg/dL; glicose = 1,0 mg/dL (valor de referência: 1,0 a 16,5 mg/dL); corpos cetônicos ausentes (valor de referência: ausente); pH = 7,5 (valor de referência: 4,5 a 6,5); urobilogênio < 1 mg/dL (valor de referência: 0,21 a 1,0 mg/dL); bilirrubina ausente (valor de referência: ausente); sangue/hemoglobina presente (+/+++); esterase leucocitária presente; leucócitos = 15/campo (valor de referência: 5/campo); urocultura > 105 ufc de Escherichia coli. Considerando o quadro clínico-laboratorial da paciente, o plano terapêutico indicado éGabarito: B
Uma mulher com 25 anos de idade, primigesta, no curso da 16a semana de gestação, é atendida em consulta pré-natal na Unidade Básica de Saúde. A paciente queixa-se de leve desconforto em baixo ventre e relata que a urina apresenta coloração turva e cheiro forte; nega febre. Os resultados do exame de urina são: cor amarelo âmbar; aspecto ligeiramente turvo; densidade = 1.025 (valor de referência: 1.015 a 1.025); nitrito positivo; proteínas < 30 mg/dL; glicose = 1,0 mg/dL (valor de referência: 1,0 a 16,5 mg/dL); corpos cetônicos ausentes (valor de referência: ausente); pH = 7,5 (valor de referência: 4,5 a 6,5); urobilogênio < 1 mg/dL (valor de referência: 0,21 a 1,0 mg/dL); bilirrubina ausente (valor de referência: ausente); sangue/hemoglobina presente (+/+++); esterase leucocitária presente; leucócitos = 15/campo (valor de referência: 5/campo); urocultura > 105 ufc de Escherichia coli. Considerando o quadro clínico-laboratorial da paciente, o plano terapêutico indicado é
- A. prescrever norfloxacino 400 mg, a cada 12 horas, durante 7 dias; repetir urocultura no terceiro trimestre.
- B. prescrever cefalexina 500 mg, a cada 6 horas, durante 10 dias; repetir urocultura uma semana após o tratamento e a cada mês, até o parto. ✓
- C. prescrever sulfametoxazol-trimetoprima 1.600/320 mg, a cada 24 horas, durante 7 dias; repetir urocultura duas semanas após o tratamento.
- D. acompanhar mensalmente a gestante, sem prescrição imediata de medicamentos; solicitar uroculturas de controle até a definição do caso. questão questão
Comentário OsceLabs
Gestante com disuria leve, nitrito e esterase positivos, leucocituria e urocultura com mais de 100.000 UFC de E. coli: infeccao urinaria que deve ser tratada sempre na gestacao. A cefalexina e segura em qualquer trimestre. Quinolona (A) e contraindicada pelo risco osteoarticular fetal e sulfametoxazol-trimetoprima (C) e evitado pelo antagonismo do folato e kernicterus. Nao tratar (D) expõe a pielonefrite e parto prematuro. Resposta B.
Questão 12Uma mulher com 29 anos de idade procura a Unidade Básica de Saúde (UBS), referindo que há 2 meses tem percebido mudança no padrão de uma mancha em sua pele, localizada na região dorsal. Relata ainda que a mancha vem apresentando prurido e sangramento eventual. A paciente mostra-se preocupada devido ao fato de sua mãe ter apresentado melanoma aos 45 anos de idade na região dorsal, tendo sido submetida à resseção desse melanoma com ampla margem de segurança e esvaziamento axilar. Ao exame físico, observa-se na paciente a lesão mostrada na imagem a seguir. Considerando o quadro clínico apresentado, o médico da UBS deveráGabarito: C
Uma mulher com 29 anos de idade procura a Unidade Básica de Saúde (UBS), referindo que há 2 meses tem percebido mudança no padrão de uma mancha em sua pele, localizada na região dorsal. Relata ainda que a mancha vem apresentando prurido e sangramento eventual. A paciente mostra-se preocupada devido ao fato de sua mãe ter apresentado melanoma aos 45 anos de idade na região dorsal, tendo sido submetida à resseção desse melanoma com ampla margem de segurança e esvaziamento axilar. Ao exame físico, observa-se na paciente a lesão mostrada na imagem a seguir. Considerando o quadro clínico apresentado, o médico da UBS deverá
- A. realizar a excisão da lesão sob anestesia local em regime ambulatorial, na UBS, e encaminhar o tecido para exame histopatológico.
- B. tranquilizar a paciente, explicando que a lesão apresenta evidências de benignidade e que não existe maior risco para melanoma, apesar do fator familiar.
- C. encaminhar a paciente a centro especializado, para biópsia excisional e posterior complementação cirúrgica de acordo com resultado do exame histopatológico. ✓
- D. reavaliar a paciente em 6 meses, para observar a evolução da lesão pigmentada sob dermatoscopia e, caso não apresente alterações, acompanhar a paciente anualmente. ÁREA LIVRE questão 7 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Lesao pigmentada que mudou de padrao em 2 meses, com prurido e sangramento, em paciente com mae com melanoma: suspeita franca de melanoma. A conduta e encaminhar a servico especializado para biopsia excisional com margem estreita e, conforme o Breslow do histopatologico, complementar a cirurgia. Excisao improvisada na UBS (A) compromete o estadiamento e a pesquisa de linfonodo sentinela; tranquilizar (B) ou aguardar 6 meses (D) perde a janela curativa. Resposta C.
Questão 13Durante uma campanha de prevenção de acidentes ocupacionais em ambiente hospitalar, uma mulher com 32 anos de idade, auxiliar de enfermagem, foi submetida à sorologia para Hepatite C, por teste rápido presencial, revelando-se reativa. Está ansiosa, pois não entende bem o que tal resultado significa, já que “não sente nada” e “não tem ideia de como foi contaminada”. É referenciada ao Serviço de Apoio ao Trabalhador (SAT), no ambulatório do hospital onde trabalha. Na primeira etapa de investigação, além de responder às dúvidas que a paciente apresentar durante o atendimento, é necessário que o médico do SAT priorizeGabarito: D
Durante uma campanha de prevenção de acidentes ocupacionais em ambiente hospitalar, uma mulher com 32 anos de idade, auxiliar de enfermagem, foi submetida à sorologia para Hepatite C, por teste rápido presencial, revelando-se reativa. Está ansiosa, pois não entende bem o que tal resultado significa, já que “não sente nada” e “não tem ideia de como foi contaminada”. É referenciada ao Serviço de Apoio ao Trabalhador (SAT), no ambulatório do hospital onde trabalha. Na primeira etapa de investigação, além de responder às dúvidas que a paciente apresentar durante o atendimento, é necessário que o médico do SAT priorize
- A. a avaliação das provas de função hepática.
- B. a pesquisa de coinfecções pelos vírus HBV e HIV.
- C. a realização de teste de genotipagem para o HCV.
- D. a solicitação de teste de quantificação da carga viral do HCV. ✓
Comentário OsceLabs
Anti-HCV reagente indica CONTATO com o virus, nao infeccao ativa — cerca de um quarto dos expostos elimina o HCV espontaneamente e permanece com sorologia positiva para sempre. Por isso a prioridade da primeira etapa e confirmar a viremia com a quantificacao do HCV-RNA: sem ela nao se pode sequer dizer a paciente que ela tem hepatite C. Transaminases (A) podem estar normais mesmo em doenca ativa; genotipagem (C) e pesquisa de coinfeccoes (B) sao passos seguintes, uteis apenas se houver virus circulante. Resposta D.
Questão 14O gráfico a seguir mostra a evolução da taxa de incidência de sífilis congênita em menores de 1 ano de idade, por mil nascidos vivos, no Brasil e em suas regiões, entre 2004 e 2013. Disponível em: <www.ms.gov.br>. Acesso em: 31 jul. 2016 (Adaptado) Considerando os dados epidemiológicos apresentados no gráfico acima e a realidade brasileira no período avaliado, é correto afirmar que a sífilis congênita no país apresentaGabarito: B
O gráfico a seguir mostra a evolução da taxa de incidência de sífilis congênita em menores de 1 ano de idade, por mil nascidos vivos, no Brasil e em suas regiões, entre 2004 e 2013. Disponível em: <www.ms.gov.br>. Acesso em: 31 jul. 2016 (Adaptado) Considerando os dados epidemiológicos apresentados no gráfico acima e a realidade brasileira no período avaliado, é correto afirmar que a sífilis congênita no país apresenta
- A. taxas de incidência crescentes devido à busca ativa de gestantes para o pré-natal e, consequentemente, ao diagnóstico precoce da doença na gestante.
- B. taxas de incidência crescentes devido ao baixo índice de tratamento adequado à gestante durante o pré-natal, o que reflete na manutenção da cadeia de transmissão vertical da doença. ✓
- C. situação epidemiológica controlada, sendo o aumento verificado na taxa de incidência da doença nos últimos anos devido à melhora no sistema de notificação compulsória da doença.
- D. situação epidemiológica controlada, sendo o aumento verificado na taxa de incidência da doença nos últimos anos devido ao aumento na captação e diagnóstico das gestantes a partir da expansão da cobertura de atenção primária. questão questão
Comentário OsceLabs
A curva ascendente de sifilis congenita no periodo nao reflete melhora de diagnostico: reflete falha no elo final do pre-natal — tratamento inadequado da gestante e, sobretudo, do parceiro, com reinfeccao e manutencao da transmissao vertical. Atribuir a alta a busca ativa (A) ou a melhora da notificacao (C e D) e leitura equivocada, ja que sifilis congenita e evento sentinela: caso novo significa oportunidade perdida no pre-natal. Resposta B.
Questão 15Uma lactente com 6 meses de idade é levada à consulta de Puericultura na Unidade Básica de Saúde. A mãe relata ter feito 9 consultas pré-natais e não ter apresentado intercorrências em sua gestação. Informa que a criança nasceu a termo, com peso de 3 kg e sem intercorrências. Não há relato de doenças na história patológica pregressa. A mãe refere que a criança está saudável e em aleitamento materno exclusivo. Na avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor, o profissional observa que ela troca objetos de uma mão para a outra, sustenta bem a cabeça, rola com facilidade e fica sentada apenas quando se apoia nas mãos. Nessa situação, o médico deve comunicar à mãe que a criança apresentaGabarito: A
Uma lactente com 6 meses de idade é levada à consulta de Puericultura na Unidade Básica de Saúde. A mãe relata ter feito 9 consultas pré-natais e não ter apresentado intercorrências em sua gestação. Informa que a criança nasceu a termo, com peso de 3 kg e sem intercorrências. Não há relato de doenças na história patológica pregressa. A mãe refere que a criança está saudável e em aleitamento materno exclusivo. Na avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor, o profissional observa que ela troca objetos de uma mão para a outra, sustenta bem a cabeça, rola com facilidade e fica sentada apenas quando se apoia nas mãos. Nessa situação, o médico deve comunicar à mãe que a criança apresenta
- A. desenvolvimento neuropsicomotor adequado, devendo retornar segundo calendário de Puericultura. ✓
- B. desenvolvimento neuropsicomotor adequado, devendo ser estimulada e reavaliada em 30 dias.
- C. um provável atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, devendo ser estimulada e reavaliada em 7 dias.
- D. um provável atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, sendo necessário encaminhá-la para avaliação pelo neurologista.
Comentário OsceLabs
Aos 6 meses espera-se sustentar bem a cabeca, rolar, sentar com apoio das maos e transferir objetos de uma mao para a outra — exatamente o que a lactente faz. Nao ha marco atrasado, entao nao cabe rotular atraso (C e D) nem antecipar retorno (B). A conduta e informar a mae que o desenvolvimento e adequado e manter o calendario de puericultura, reforcando o aleitamento exclusivo ate os 6 meses e a introducao alimentar. Resposta A.
Questão 16Uma mulher com 26 anos de idade, profissional do sexo, é usuária de DIU de cobre há um ano. Ela procura uma Unidade Básica de Saúde com queixa de dor abdominal em hipogástrio associada a corrimento de odor fétido; nega febre. Relata que sua última menstruação ocorreu há sete dias. Ao exame físico, verifica-se abdome doloroso à palpação profunda em hipogástrio e ruídos hidroaéreos preservados; observa-se presença de conteúdo vaginal bolhoso, amarelado, com odor fétido, útero de tamanho normal e anexos de tamanho normal, dolorosos à palpação bilateralmente. De acordo com esse quadro clínico, a conduta indicada éGabarito: B
Uma mulher com 26 anos de idade, profissional do sexo, é usuária de DIU de cobre há um ano. Ela procura uma Unidade Básica de Saúde com queixa de dor abdominal em hipogástrio associada a corrimento de odor fétido; nega febre. Relata que sua última menstruação ocorreu há sete dias. Ao exame físico, verifica-se abdome doloroso à palpação profunda em hipogástrio e ruídos hidroaéreos preservados; observa-se presença de conteúdo vaginal bolhoso, amarelado, com odor fétido, útero de tamanho normal e anexos de tamanho normal, dolorosos à palpação bilateralmente. De acordo com esse quadro clínico, a conduta indicada é
- A. retirar o DIU e prescrever antibioticoterapia em nível ambulatorial.
- B. manter o DIU e prescrever antibioticoterapia em nível ambulatorial. ✓
- C. retirar o DIU e encaminhar a paciente para antibioticoterapia em nível hospitalar.
- D. manter o DIU e encaminhar a paciente para antibioticoterapia em nível hospitalar. questão questão 8 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Dor em hipogastrio, corrimento fetido e anexos dolorosos a palpacao caracterizam doenca inflamatoria pelvica leve, sem febre e sem sinais de abscesso ou peritonite — tratamento ambulatorial com esquema antibiotico que cubra gonococo, clamidia e anaerobios. O DIU nao precisa ser retirado: nao ha beneficio comprovado na remocao se ha resposta ao antibiotico. Internacao (C e D) fica reservada a gravidade, gestacao, abscesso tubo-ovariano ou falha ambulatorial. Resposta B.
Questão 18Uma nova Unidade Básica de Saúde será implantada em determinada localidade. Para tanto, a equipe responsável pela implantação da unidade deve realizar um estudo local com o objetivo de conhecer o perfil epidemiológico, elaborar a programação de atividades e a estruturação do processo de trabalho. Nessa situação, o delineamento de estudo adequado para alcançar os objetivos propostos éGabarito: B
Uma nova Unidade Básica de Saúde será implantada em determinada localidade. Para tanto, a equipe responsável pela implantação da unidade deve realizar um estudo local com o objetivo de conhecer o perfil epidemiológico, elaborar a programação de atividades e a estruturação do processo de trabalho. Nessa situação, o delineamento de estudo adequado para alcançar os objetivos propostos é
- A. selecionar um grupo de pessoas doentes e identificar as características que ocorrem com maior frequência nesse grupo.
- B. selecionar um grupo de pessoas, avaliar os participantes e classificá-los em expostos e não expostos, bem como em doentes e não doentes. ✓
- C. selecionar um grupo de pessoas doentes e um grupo de pessoas não doentes para identificar as características que ocorrem com maior frequência entre os doentes.
- D. selecionar um grupo de pessoas não doentes, classificar os participantes quanto às exposições de interesse e acompanhá-los ao longo do tempo para avaliar a ocorrência de casos novos de doenças nos grupos. ÁREA LIVRE questão questão
Comentário OsceLabs
Conhecer o perfil epidemiologico de um territorio para programar o servico exige uma fotografia do momento: um estudo transversal, em que se seleciona a populacao e classificam-se os participantes simultaneamente quanto a exposicao e a doenca. A opcao A descreve serie de casos; a C, um caso-controle (parte da doenca para a exposicao); a D, uma coorte (segue no tempo). Ambas respondem causalidade, nao diagnostico situacional. Resposta B.
Questão 19Uma mulher com 32 anos de idade fazia uma viagem de ônibus, quando subitamente começou a proferir frases desconexas e, aos gritos, acusou outro passageiro de ter roubado seus pertences. O motorista do ônibus precisou interromper a viagem para tentar controlar a situação. No decorrer da viagem, os passageiros perceberam que se tratava de um comportamento anormal e a mulher foi levada para um hospital geral. Detectou-se, como antecedentes, que a paciente vinha com quadro de tosse improdutiva há cerca de 3 meses, astenia e perda de cerca de 3 kg nesse período. Foi então realizada radiografia de tórax, que mostrou infiltrado bilateral em ambas as bases pulmonares. A paciente já havia feito uso de dois esquemas de antibióticos e realizado pesquisa de BAAR, que foi negativa, tendo-se optado por iniciar esquema de rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol há cerca de 30 dias. Após avaliação, o psiquiatra iniciou risperidona e clorpromazina sem melhora do quadro neuropsiquiátrico nas primeiras 48 horas de internação. Há um dia, a paciente apresentou convulsão tônico-clônico generalizada. Hoje, no 3o dia de internação, a paciente se encontra afebril, desorientada espaçotemporalmente, apresentando delírios e alucinações. As pupilas estão simétricas e reagentes. A força está preservada e não há rigidez nucal. Existem úlceras indolores em cavidade oral. Há presença de sinovite nas articulações das mãos, punhos e joelhos e notou-se eritema violáceo em região malar bilateral e na base do nariz. A tomografia de crânio foi considerada normal. Os exames laboratoriais revelaram: hemoglobina = 8,5 g/dL (valor de referência: 12,0 a 15,8 g/dL); hematócrito = 26% (valor de referência: 33,0 a 47,8%); leucócitos = 2.400/mm3 (valor de referência: 3.600 a 11.000/mm3); bastonetes = 1% (valor de referência: 0 a 5%); segmentados = 84% (valor de referência: 40 a 70%); eosinófilos = 2% (valor de referência: 0 a 7%); linfócitos = 8% (valores de referência: 20 a 50%); plaquetas = 98.000/mm3 (valor de referência: 130.000 a 450.000/mm3); ureia = 80 mg/dL (valor de referência: 19 a 49 mg/dL); creatinina = 1,7 mg/dL (valor de referência: 0,53 a 1,00 mg/dL); sumário de Urina (Urina I) com hematúria ++ e proteinúria ++. De acordo com o quadro descrito e as informações apresentadas, a hipótese diagnóstica mais provável éGabarito: C
Uma mulher com 32 anos de idade fazia uma viagem de ônibus, quando subitamente começou a proferir frases desconexas e, aos gritos, acusou outro passageiro de ter roubado seus pertences. O motorista do ônibus precisou interromper a viagem para tentar controlar a situação. No decorrer da viagem, os passageiros perceberam que se tratava de um comportamento anormal e a mulher foi levada para um hospital geral. Detectou-se, como antecedentes, que a paciente vinha com quadro de tosse improdutiva há cerca de 3 meses, astenia e perda de cerca de 3 kg nesse período. Foi então realizada radiografia de tórax, que mostrou infiltrado bilateral em ambas as bases pulmonares. A paciente já havia feito uso de dois esquemas de antibióticos e realizado pesquisa de BAAR, que foi negativa, tendo-se optado por iniciar esquema de rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol há cerca de 30 dias. Após avaliação, o psiquiatra iniciou risperidona e clorpromazina sem melhora do quadro neuropsiquiátrico nas primeiras 48 horas de internação. Há um dia, a paciente apresentou convulsão tônico-clônico generalizada. Hoje, no 3o dia de internação, a paciente se encontra afebril, desorientada espaçotemporalmente, apresentando delírios e alucinações. As pupilas estão simétricas e reagentes. A força está preservada e não há rigidez nucal. Existem úlceras indolores em cavidade oral. Há presença de sinovite nas articulações das mãos, punhos e joelhos e notou-se eritema violáceo em região malar bilateral e na base do nariz. A tomografia de crânio foi considerada normal. Os exames laboratoriais revelaram: hemoglobina = 8,5 g/dL (valor de referência: 12,0 a 15,8 g/dL); hematócrito = 26% (valor de referência: 33,0 a 47,8%); leucócitos = 2.400/mm3 (valor de referência: 3.600 a 11.000/mm3); bastonetes = 1% (valor de referência: 0 a 5%); segmentados = 84% (valor de referência: 40 a 70%); eosinófilos = 2% (valor de referência: 0 a 7%); linfócitos = 8% (valores de referência: 20 a 50%); plaquetas = 98.000/mm3 (valor de referência: 130.000 a 450.000/mm3); ureia = 80 mg/dL (valor de referência: 19 a 49 mg/dL); creatinina = 1,7 mg/dL (valor de referência: 0,53 a 1,00 mg/dL); sumário de Urina (Urina I) com hematúria ++ e proteinúria ++. De acordo com o quadro descrito e as informações apresentadas, a hipótese diagnóstica mais provável é
- A. encefalite herpética.
- B. infecção pelo vírus zika.
- C. lúpus eritematoso sistêmico. ✓
- D. tuberculose de sistema nervoso central. ÁREA LIVRE questão 9 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Mulher jovem com psicose e convulsao somadas a rash malar, ulceras orais indolores, sinovite, pancitopenia (anemia, leucopenia, linfopenia, plaquetopenia) e nefrite (hematuria, proteinuria, creatinina 1,7) fecha lupus eritematoso sistemico com manifestacao neuropsiquiatrica. Tuberculose de SNC (D) daria rigidez de nuca e liquor alterado, sem rash nem citopenias; zika (B) e encefalite herpetica (A) nao explicam a doenca multissistemica. Resposta C.
Questão 20Uma adolescente com 12 anos de idade é levada à Unidade Básica de Saúde, com febre de 39,5 ºC há 5 dias, associada a odinofagia e dor abdominal. Ao exame físico, apresenta regular estado geral, presença de adenomegalia cervical posterior bilateral móvel e de consistência elástica, com linfonodos de 3 cm no maior diâmetro e exsudato branco acinzentado em amígdalas. O fígado apresenta-se palpável a 2 cm do rebordo costal direito e o baço palpável a 4 cm de rebordo costal esquerdo. De acordo com o quadro clínico descrito, a hipótese diagnóstica éGabarito: D
Uma adolescente com 12 anos de idade é levada à Unidade Básica de Saúde, com febre de 39,5 ºC há 5 dias, associada a odinofagia e dor abdominal. Ao exame físico, apresenta regular estado geral, presença de adenomegalia cervical posterior bilateral móvel e de consistência elástica, com linfonodos de 3 cm no maior diâmetro e exsudato branco acinzentado em amígdalas. O fígado apresenta-se palpável a 2 cm do rebordo costal direito e o baço palpável a 4 cm de rebordo costal esquerdo. De acordo com o quadro clínico descrito, a hipótese diagnóstica é
- A. difteria.
- B. herpangina.
- C. amigdalite bacteriana.
- D. mononucleose infecciosa. ✓
Comentário OsceLabs
Febre prolongada, odinofagia com exsudato amigdaliano, adenomegalia cervical POSTERIOR e hepatoesplenomegalia formam a triade da mononucleose infecciosa pelo Epstein-Barr. Difteria (A) cursa com placa pseudomembranosa acinzentada aderente que sangra ao descolamento e 'pescoco taurino', sem esplenomegalia; herpangina (B) da vesiculas e ulceras no palato mole; amigdalite bacteriana (C) nao explica visceromegalias. Resposta D.
Questão 21Uma mulher com 50 anos de idade comparece, com sua atual companheira de 34 anos de idade, a uma consulta com o ginecologista solicitando informações sobre a possibilidade de terem filho do sexo masculino. O casal é hígido e nega antecedentes de doenças genéticas em familiares. Nessa situação, de acordo com as normas éticas do Conselho Federal de Medicina, deve-se informar ao casal que as técnicas de reprodução assistidaGabarito: A
Uma mulher com 50 anos de idade comparece, com sua atual companheira de 34 anos de idade, a uma consulta com o ginecologista solicitando informações sobre a possibilidade de terem filho do sexo masculino. O casal é hígido e nega antecedentes de doenças genéticas em familiares. Nessa situação, de acordo com as normas éticas do Conselho Federal de Medicina, deve-se informar ao casal que as técnicas de reprodução assistida
- A. podem ser empregadas para casais homoafetivos. ✓
- B. limitam a idade máxima da doadora de óvulos a 30 anos.
- C. permitem que o casal conheça a identidade do doador de sêmen.
- D. são passíveis de aplicação quando há intenção de selecionar o sexo do filho. ÁREA LIVRE questão questão
Comentário OsceLabs
Pela Resolucao do CFM sobre reproducao assistida, as tecnicas podem ser utilizadas por casais homoafetivos e por pessoas solteiras, sem discriminacao. A idade limite de doadora e 35 anos, nao 30 (B); a doacao e obrigatoriamente anonima, sendo vedado ao casal conhecer o doador (C); e a selecao de sexo do embriao e proibida, exceto para evitar doenca ligada ao sexo (D). Resposta A.
Questão 22Um homem com 58 anos de idade é atendido no ambulatório de cirurgia, após ser encaminhado pelo clínico para realização de colecistectomia e exploração de vias biliares. Esteve internado recentemente com quadro de pancreatite biliar aguda (microcálculos na vesícula biliar), resolvida clinicamente. No último ano, o paciente já apresentou 3 episódios dolorosos semelhantes. É tabagista por 30 anos e portador de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) moderada, pouco responsiva ao broncodilatador. Ao exame físico, o paciente apresenta- se lúcido, consciente e orientado, com dispneia leve, e sibilos e roncos na ausculta pulmonar. O cirurgião confirma a indicação da cirurgia devido ao risco de novo episódio de pancreatite, que pode ser grave e comprometer a vida do paciente. Ao tomar conhecimento dos riscos apresentados no termo de consentimento, o paciente se recusa a realizar o procedimento por medo das complicações decorrentes da DPOC e por ter a sensação de que vai morrer, caso se submeta à cirurgia. Considerando essa situação e os aspectos éticos e legais que regem a profissão médica, qual deve ser a conduta da equipe médica?Gabarito: B
Um homem com 58 anos de idade é atendido no ambulatório de cirurgia, após ser encaminhado pelo clínico para realização de colecistectomia e exploração de vias biliares. Esteve internado recentemente com quadro de pancreatite biliar aguda (microcálculos na vesícula biliar), resolvida clinicamente. No último ano, o paciente já apresentou 3 episódios dolorosos semelhantes. É tabagista por 30 anos e portador de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) moderada, pouco responsiva ao broncodilatador. Ao exame físico, o paciente apresenta- se lúcido, consciente e orientado, com dispneia leve, e sibilos e roncos na ausculta pulmonar. O cirurgião confirma a indicação da cirurgia devido ao risco de novo episódio de pancreatite, que pode ser grave e comprometer a vida do paciente. Ao tomar conhecimento dos riscos apresentados no termo de consentimento, o paciente se recusa a realizar o procedimento por medo das complicações decorrentes da DPOC e por ter a sensação de que vai morrer, caso se submeta à cirurgia. Considerando essa situação e os aspectos éticos e legais que regem a profissão médica, qual deve ser a conduta da equipe médica?
- A. Solicitar ao paciente que procure outro médico, com base na quebra de confiança da relação médico-paciente, fundamentada no princípio de não causar dano, que, em casos específicos, sobrepuja e se opõe ao princípio da autonomia do indivíduo.
- B. Respeitar a vontade do paciente, considerando o princípio da autonomia da vontade, que impede que o médico efetue qualquer procedimento médico sem o esclarecimento e o consentimento prévios do paciente ou de seu representante legal, exceto em caso de iminente perigo de vida. ✓
- C. Denunciar o paciente à Comissão de Ética do hospital, considerando quebra do princípio da beneficência e não maleficência do ato médico, ancorado nas evidências científicas da medicina, pois caracterizou- se o risco elevado de novo episódio de pancreatite aguda grave com risco de morte.
- D. Conversar com a família sobre a necessidade de ser realizada tal cirurgia, explicando os riscos e os benefícios para o paciente, caso seja operado ou não, e solicitar que ela autorize a cirurgia, mesmo contra a vontade do paciente, com base no princípio da ação persuasiva e no da beneficência e não maleficência do ato médico. ÁREA LIVRE questão 10 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
O paciente e capaz, foi esclarecido dos riscos e recusa uma cirurgia eletiva: prevalece a autonomia. O medico nao pode realizar procedimento sem consentimento, salvo iminente perigo de vida — o que nao e o caso de uma colecistectomia programada. Abandonar o paciente (A) e vedado; denuncia-lo a comissao de etica (C) e despropositado; obter autorizacao da familia contra a vontade de adulto capaz (D) configura constrangimento. Resposta B.
Questão 23Durante consulta clínica na Unidade Básica de Saúde, uma mulher com 86 anos de idade está sendo acompanhada por sua filha, que externa preocupação com o risco da ocorrência de acidentes domésticos que envolvam a sua genitora. A filha informa que sua mãe vem apresentando declínio progressivo de várias de suas funções cognitivas, tendo recebido o diagnóstico, há cerca de um ano, de doença de Alzheimer. Ultimamente, relata a filha, a mãe vem esquecendo o fogão aceso, deixando o gás do banheiro ligado e cometendo outros esquecimentos. Menciona ainda o problema de quedas frequentes, tendo sido a paciente classificada como “idosa frágil”, portadora de significativa sarcopenia. A filha acrescenta que a família está preocupada, buscando auxílio no sentido de obter orientações quanto às medidas que devem ser tomadas para a prevenção de acidentes domésticos e de proteção à paciente. Entre as intervenções voltadas ao controle de fatores extrínsecos relacionados à ocorrência de quedas dessa paciente idosa, a recomendação mais efetiva éGabarito: D
Durante consulta clínica na Unidade Básica de Saúde, uma mulher com 86 anos de idade está sendo acompanhada por sua filha, que externa preocupação com o risco da ocorrência de acidentes domésticos que envolvam a sua genitora. A filha informa que sua mãe vem apresentando declínio progressivo de várias de suas funções cognitivas, tendo recebido o diagnóstico, há cerca de um ano, de doença de Alzheimer. Ultimamente, relata a filha, a mãe vem esquecendo o fogão aceso, deixando o gás do banheiro ligado e cometendo outros esquecimentos. Menciona ainda o problema de quedas frequentes, tendo sido a paciente classificada como “idosa frágil”, portadora de significativa sarcopenia. A filha acrescenta que a família está preocupada, buscando auxílio no sentido de obter orientações quanto às medidas que devem ser tomadas para a prevenção de acidentes domésticos e de proteção à paciente. Entre as intervenções voltadas ao controle de fatores extrínsecos relacionados à ocorrência de quedas dessa paciente idosa, a recomendação mais efetiva é
- A. utilizar calçados abertos com solado de couro, pois diminuem o atrito ao caminhar e a chance de tropeços.
- B. limitar práticas corporais e atividades físicas rotineiras, posto que a fadiga induzida predispõe ao risco de quedas.
- C. evitar luzes acesas durante a madrugada, o que torna o sono mais instável, facilitando o despertar nesse período.
- D. evitar a colocação de tapetes soltos, especialmente os de tecido, pois não permitem firmeza do idoso ao caminhar. ✓
Comentário OsceLabs
Fatores de risco para queda dividem-se em intrinsecos (sarcopenia, demencia, medicamentos, deficit visual) e extrinsecos (ambiente). A pergunta pede intervencao ambiental: retirar tapetes soltos, especialmente os de tecido que deslizam, e a medida mais efetiva. Calcado aberto de solado liso (A) aumenta o risco; restringir atividade fisica (B) piora a sarcopenia; apagar as luzes na madrugada (C) favorece queda no trajeto ao banheiro. Resposta D.
Questão 24Uma mulher com 25 anos de idade, gestante, em consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS), recebe o diagnóstico de sífilis. O médico solicita a ela a presença do marido a uma consulta para exames e o devido tratamento, mas a paciente afirma ao médico que o marido sempre se recusa a comparecer à UBS. Nessa situação, a conduta adequada a ser tomada éGabarito: B
Uma mulher com 25 anos de idade, gestante, em consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS), recebe o diagnóstico de sífilis. O médico solicita a ela a presença do marido a uma consulta para exames e o devido tratamento, mas a paciente afirma ao médico que o marido sempre se recusa a comparecer à UBS. Nessa situação, a conduta adequada a ser tomada é
- A. tratar a paciente imediatamente e solicitar apoio dos seus familiares para obrigar o marido da paciente a comparecer à UBS e realizar o tratamento logo que possível.
- B. tratar a paciente imediatamente e enviar um comunicado sigiloso, por escrito, convocando o marido da paciente à UBS e, se ele não comparecer à consulta em 7 dias, realizar a busca ativa. ✓
- C. aguardar a presença do marido da paciente à UBS para realizar consulta médica, exames laboratorias e instituir o tratamento do casal simultaneamente.
- D. aguardar a presença do marido da paciente à UBS para instituir o tratamento do casal e, caso ele não compareça espontaneamente à consulta, solicitar novamente seu comparecimento na próxima consulta da paciente ao pré-natal. questão questão
Comentário OsceLabs
Sifilis na gestacao e emergencia de saude publica: trata-se a gestante imediatamente com penicilina benzatina, sem aguardar o parceiro. O parceiro e convocado por comunicado escrito e sigiloso (preserva o sigilo do diagnostico da paciente) e, se nao comparecer em 7 dias, faz-se busca ativa pela equipe. Envolver familiares para 'obrigar' (A) quebra o sigilo; aguardar o marido (C e D) atrasa o tratamento e mantem o risco de sifilis congenita. Resposta B.
Questão 25Um homem com 40 anos de idade, tabagista e etilista crônico, procura assistência médica relatando mal-estar geral, náuseas e vômitos. Refere que apresenta icterícia progressiva há 4 meses e perda de 8 kg de peso no mesmo período. Afirma que procurou serviço médico outras vezes, motivado pela coloração escura da urina e amarelada da pele, mas que não realizou exames solicitados nessas ocasiões. O médico solicita tomografia de abdome e exames laboratoriais, que apresentam o seguinte resultado: hemoglobina = 8,2 g/dL (valor de referência: 13,0 a 16,5 g/dL); hematócrito = 26% (valor de referência: 36 a 54%); leucócitos totais = 13.000/mm3 (valor de referência: 3.600 a 11.000/mm3); glicemia de jejum = 210 mg/dL (valor de referência: 70 a 99 mg/dL); LDH = 350 U/L (valor de referência: 50 a 115 U/L); aspartato amino transferase = 60 U/L (valor de referência: inferior a 34 U/L); alanino amino transferase = 66 U/L (valor de referência: 10 a 49 U/L); gama glutamil transferase = 200 U/L (valor de referência: inferior a 73 U/L); bilirrubina total = 7,0 mg/dL (valor de referência: 0,3 a 1,2 mg/dL); bilirrubina direta = 5,8 mg/dL (valor de referência: até 0,35 mg/dL); bilirrubina indireta = 1,2 mg/dL (valor de referência: até 1,0 mg/dL); fosfatase alcalina = 250 U/L (valor de referência: 13 a 43 U/L). A tomografia de abdome é mostrada a seguir. Assinale a opção em que são apresentados o diagnóstico e a conduta adequada ao caso.Gabarito: C
Um homem com 40 anos de idade, tabagista e etilista crônico, procura assistência médica relatando mal-estar geral, náuseas e vômitos. Refere que apresenta icterícia progressiva há 4 meses e perda de 8 kg de peso no mesmo período. Afirma que procurou serviço médico outras vezes, motivado pela coloração escura da urina e amarelada da pele, mas que não realizou exames solicitados nessas ocasiões. O médico solicita tomografia de abdome e exames laboratoriais, que apresentam o seguinte resultado: hemoglobina = 8,2 g/dL (valor de referência: 13,0 a 16,5 g/dL); hematócrito = 26% (valor de referência: 36 a 54%); leucócitos totais = 13.000/mm3 (valor de referência: 3.600 a 11.000/mm3); glicemia de jejum = 210 mg/dL (valor de referência: 70 a 99 mg/dL); LDH = 350 U/L (valor de referência: 50 a 115 U/L); aspartato amino transferase = 60 U/L (valor de referência: inferior a 34 U/L); alanino amino transferase = 66 U/L (valor de referência: 10 a 49 U/L); gama glutamil transferase = 200 U/L (valor de referência: inferior a 73 U/L); bilirrubina total = 7,0 mg/dL (valor de referência: 0,3 a 1,2 mg/dL); bilirrubina direta = 5,8 mg/dL (valor de referência: até 0,35 mg/dL); bilirrubina indireta = 1,2 mg/dL (valor de referência: até 1,0 mg/dL); fosfatase alcalina = 250 U/L (valor de referência: 13 a 43 U/L). A tomografia de abdome é mostrada a seguir. Assinale a opção em que são apresentados o diagnóstico e a conduta adequada ao caso.
- A. Neoplasia de vesícula biliar; esclarecer o paciente sobre a doença e indicar cirurgia por via laparoscópica.
- B. Neoplasia de vesícula biliar; indicar tratamento por via endoscópica (prótese endoscópica) e esclarecer o paciente sobre o prognóstico da moléstia.
- C. Neoplasia de cabeça de pâncreas; esclarecer o paciente sobre a doença e seu prognóstico e indicar cirurgia (hepaticojejunostomia e gastrojejunostomia). ✓
- D. Neoplasia de cabeça de pâncreas; indicar cirurgia (gastroduodenopancreatectomia com ressecção de artéria mesentérica superior e anastomose primária) e discutir prognóstico com o paciente. ÁREA LIVRE questão 11 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Ictericia progressiva indolor com perda de 8 kg, colestase (BD 5,8; fosfatase alcalina e GGT elevadas) e diabetes de inicio recente apontam neoplasia de cabeca de pancreas. A alternativa D propoe ressecar a arteria mesenterica superior — envolvimento arterial define irressecabilidade, entao a duodenopancreatectomia esta contraindicada. Resta a paliacao cirurgica da obstrucao biliar e duodenal (hepaticojejunostomia + gastrojejunostomia), com esclarecimento do prognostico. Resposta C.
Questão 26Uma criança com 5 anos de idade, com diagnóstico de asma brônquica há um ano, foi internada por um dia, há dois meses. Recebeu alta com prescrição de salbutamol inalatório de 4/4 horas e prednisolona 1 mg/kg/dia, durante 5 dias. Após esse período, foi prescrito corticoide inalatório em baixa dose. Retornou à Unidade Básica de Saúde para seguimento, quando se verificou que ela mantinha sintomas diurnos 4 vezes por semana, apresentando despertares noturnos, limitação de atividades e requerendo medicação de alívio, apesar do uso correto do dispositivo inalatório. De acordo com o quadro clínico descrito, assinale a alternativa em que são apresentadas, respectivamente, a classificação do nível de controle da asma e a conduta adequada ao caso.Gabarito: C
Uma criança com 5 anos de idade, com diagnóstico de asma brônquica há um ano, foi internada por um dia, há dois meses. Recebeu alta com prescrição de salbutamol inalatório de 4/4 horas e prednisolona 1 mg/kg/dia, durante 5 dias. Após esse período, foi prescrito corticoide inalatório em baixa dose. Retornou à Unidade Básica de Saúde para seguimento, quando se verificou que ela mantinha sintomas diurnos 4 vezes por semana, apresentando despertares noturnos, limitação de atividades e requerendo medicação de alívio, apesar do uso correto do dispositivo inalatório. De acordo com o quadro clínico descrito, assinale a alternativa em que são apresentadas, respectivamente, a classificação do nível de controle da asma e a conduta adequada ao caso.
- A. Asma não controlada; aumento do corticoide inalatório para dose alta e observar resposta.
- B. Asma parcialmente controlada; aumento do corticoide inalatório para dose média, associado a antileucotrieno.
- C. Asma não controlada; aumento do corticoide inalatório para dose média e tratamento de exacerbações com beta-2 agonista de ação rápida e curta. ✓
- D. Asma parcialmente controlada; aumento do corticoide inalatório para dose alta, associado a um beta-2 agonista de ação prolongada e um antileucotrieno.
Comentário OsceLabs
Sintomas diurnos 4x/semana, despertares noturnos, limitacao de atividades e uso de resgate: com tres ou mais criterios, a asma esta NAO controlada (parcialmente controlada seria 1 a 2). Como ja usa corticoide inalatorio em dose baixa com tecnica correta, o passo e subir para dose media e manter beta-2 de curta acao para alivio. Dose alta de inicio (A) queima etapa; classificar como parcialmente controlada (B e D) subestima a gravidade. Resposta C.
Questão 27Uma mulher com 20 anos de idade, em situação de rua, na 24a semana de gestação é atendida no ambulatório do Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas. Refere uso regular de crack desde os 18 anos e diz fumar atualmente cerca de 4 pedras de crack por dia. Segundo o Ministério da Saúde, que ações são recomendadas para esse caso na consulta ambulatorial?Gabarito: B
Uma mulher com 20 anos de idade, em situação de rua, na 24a semana de gestação é atendida no ambulatório do Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas. Refere uso regular de crack desde os 18 anos e diz fumar atualmente cerca de 4 pedras de crack por dia. Segundo o Ministério da Saúde, que ações são recomendadas para esse caso na consulta ambulatorial?
- A. Informar a gestante sobre as consequências do abuso da droga, com o objetivo de atingir abstinência total imediata do crack.
- B. Estimular abstinência ou redução do uso da droga, garantir alimentação nutritiva e acolhimento e pactuar seguimento frequente no serviço de saúde. ✓
- C. Indicar internação compulsória da paciente em instituição psiquiátrica para proporcionar abstinência imediata e providenciar suporte
- D. Reforçar a responsabilidade da paciente pelos danos à saúde do bebê e prescrever benzodiazepínico de uso contínuo para substituição imediata do crack e prevenção da síndrome de abstinência. ÁREA LIVRE questão questão
Comentário OsceLabs
Gestante em situacao de rua usuaria de crack e caso de reducao de danos, nao de abstinencia forcada. O Ministerio da Saude recomenda estimular a reducao ou a abstinencia de forma pactuada, garantir alimentacao nutritiva e acolhimento e assegurar seguimento frequente, integrando pre-natal e CAPS-AD. Exigir abstinencia imediata (A) e internacao compulsoria (C) afastam a paciente do servico; culpabilizar e prescrever benzodiazepinico continuo (D) e iatrogenico na gestacao. Resposta B.
Questão 28Um menino com 4 anos de idade é atendido na Unidade Básica de Saúde (UBS), com história de febre e tosse produtiva há 3 dias. Ao exame físico, apresenta temperatura axilar = 38,5 ºC, frequência respiratória = 45 irpm, sem tiragem intercostal ou sibilância expiratória e com estertores crepitantes em base pulmonar direita. É medicado com amoxacilina 50 mg/kg/dia, dividida em três doses (a cada 8 horas). Retorna 72 horas após o atendimento inicial, sem melhora do quadro, com exame físico inalterado em relação à primeira avaliação. A mãe informa ter utilizado a medicação conforme a prescrição. A radiografia simples de tórax evidencia um padrão de consolidação em lobo médio sem derrame pleural. Diante desse quadro clínico, a conduta adequada éGabarito: D
Um menino com 4 anos de idade é atendido na Unidade Básica de Saúde (UBS), com história de febre e tosse produtiva há 3 dias. Ao exame físico, apresenta temperatura axilar = 38,5 ºC, frequência respiratória = 45 irpm, sem tiragem intercostal ou sibilância expiratória e com estertores crepitantes em base pulmonar direita. É medicado com amoxacilina 50 mg/kg/dia, dividida em três doses (a cada 8 horas). Retorna 72 horas após o atendimento inicial, sem melhora do quadro, com exame físico inalterado em relação à primeira avaliação. A mãe informa ter utilizado a medicação conforme a prescrição. A radiografia simples de tórax evidencia um padrão de consolidação em lobo médio sem derrame pleural. Diante desse quadro clínico, a conduta adequada é
- A. internar o paciente, iniciar ceftriaxona com dose 50 mg/kg/dia e reavaliar após 48 horas.
- B. manter amoxacilina com dose de 50 mg/kg/dia e reavaliar o paciente após 48 horas na UBS.
- C. internar o paciente, iniciar penicilina cristalina com dose de 100.000 UI/kg/dia e reavaliar o paciente após 48 horas.
- D. aumentar a dose da amoxacilina para 80 mg/kg/dia, associar clavulanato e reavaliar o paciente após 48 horas na UBS. ✓
Comentário OsceLabs
Pneumonia comunitaria sem sinais de gravidade (sem tiragem, sem derrame, sem hipoxemia) que nao responde em 72 h de amoxicilina 50 mg/kg/dia sugere pneumococo de sensibilidade reduzida ou germe produtor de betalactamase. A conduta ambulatorial e otimizar a dose para 80-90 mg/kg/dia e associar clavulanato, reavaliando em 48 h. Manter a mesma dose (B) repete a falha; internar com ceftriaxona ou penicilina cristalina (A e C) e desproporcional para crianca estavel. Resposta D.
Questão 30Durante o plantão em um Hospital Geral, chegam várias vítimas de um acidente com ônibus, as quais, após avaliação, são encaminhadas para cirurgia de urgência. Foi necessário convocar o clínico geral para instrumentar uma laparotomia. A figura abaixo representa a referência de montagem da mesa de instrumentação a ser seguida pelo médico. Nessa situação, o médico instrumentador deve posicionarGabarito: A
Durante o plantão em um Hospital Geral, chegam várias vítimas de um acidente com ônibus, as quais, após avaliação, são encaminhadas para cirurgia de urgência. Foi necessário convocar o clínico geral para instrumentar uma laparotomia. A figura abaixo representa a referência de montagem da mesa de instrumentação a ser seguida pelo médico. Nessa situação, o médico instrumentador deve posicionar
- A. os instrumentos de corte no quadrante 3, porque são os primeiros a serem utilizados. ✓
- B. os afastadores junto ao material da diérese, porque são acessórios essenciais nesse tempo cirúrgico.
- C. os instrumentos da síntese, agrupados, nos quadrantes 2 e 4, pois serão os mais utilizados durante o procedimento.
- D. os instrumentos de hemostasia com a ponta voltada para os quadrantes 1 ou 2, facilitando a passagem desses para a mão dos cirurgiões.
Comentário OsceLabs
A mesa de instrumentacao e organizada por tempo cirurgico, e o primeiro tempo da laparotomia e a diérese: os instrumentos de corte ficam agrupados no quadrante correspondente ao inicio do procedimento, prontos para a incisao. Afastadores pertencem a exposicao, nao a diérese (B); os instrumentos de sintese sao os ultimos a serem usados e nao devem ocupar os quadrantes de maior giro (C); a orientacao das pontas nao define a montagem (D). Resposta A.
Questão 31Um homem com 55 anos de idade, hipertenso, dislipidêmico e diabético de longa data, com controle glicêmico razoável, comparece à consulta na Unidade Básica de Saúde para mostrar exames de rotina. Mostra-se assintomático. A avaliação cardiológica não detectou doença cardiovascular estabelecida. Tem feito uso de metformina, amlodipina, sinvastatina e ácido acetilsalicílico (AAS). Pressão arterial = 135 x 85 mmHg. Exame físico sem alterações. Exames complementares revelaram os seguintes resultados: albuminúria 24 h = 45 mg (valor de referência: inferior a 30 mg); colesterol total = 189 mg/dL (valor de referência limítrofe: 200 a 239 mg/dL); colesterol LDL = 90 mg/dL (valor de referência limítrofe: 130 a 159 mg/dL); triglicerídeos = 165 mg/dL (valor de referência limítrofe: 150 a 199 mg/dL); glicemia de jejum = 189 mg/dL (valor de referência: 70 a 99 mg/dL); hemoglobina glicada – HbA1c = 7,2% (valor de referência: 4 a 6%). Após orientações dietéticas e gerais sobre a doença, foi prescrito losartana. Considerando o quadro clínico apresentado, qual é a intervenção de maior impacto recomendada, com evidência clínica nível A?Gabarito: C
Um homem com 55 anos de idade, hipertenso, dislipidêmico e diabético de longa data, com controle glicêmico razoável, comparece à consulta na Unidade Básica de Saúde para mostrar exames de rotina. Mostra-se assintomático. A avaliação cardiológica não detectou doença cardiovascular estabelecida. Tem feito uso de metformina, amlodipina, sinvastatina e ácido acetilsalicílico (AAS). Pressão arterial = 135 x 85 mmHg. Exame físico sem alterações. Exames complementares revelaram os seguintes resultados: albuminúria 24 h = 45 mg (valor de referência: inferior a 30 mg); colesterol total = 189 mg/dL (valor de referência limítrofe: 200 a 239 mg/dL); colesterol LDL = 90 mg/dL (valor de referência limítrofe: 130 a 159 mg/dL); triglicerídeos = 165 mg/dL (valor de referência limítrofe: 150 a 199 mg/dL); glicemia de jejum = 189 mg/dL (valor de referência: 70 a 99 mg/dL); hemoglobina glicada – HbA1c = 7,2% (valor de referência: 4 a 6%). Após orientações dietéticas e gerais sobre a doença, foi prescrito losartana. Considerando o quadro clínico apresentado, qual é a intervenção de maior impacto recomendada, com evidência clínica nível A?
- A. Controle glicêmico (alvo: HbA1c menor ou igual a 7,0%).
- B. Restrição de proteínas na dieta (recomendado: 1,0 g/kg/dia).
- C. Controle da pressão arterial (alvo: menor ou igual a 140 x 80 mmHg). ✓
- D. Redução do LDL-c (alvo: menor que 70 mg/dL) e de triglicerídeos (alvo: menor que 150 mg/dL). questão questão
Comentário OsceLabs
Diabetico de longa data com albuminuria de 45 mg/24 h ja tem nefropatia incipiente, e a intervencao com maior forca de evidencia (nivel A) para retardar a progressao da doenca renal e reduzir desfechos cardiovasculares e o controle rigoroso da pressao arterial, com bloqueio do sistema renina-angiotensina — dai a losartana prescrita. Controle glicemico (A) e lipidico (D) tem impacto, mas menor sobre a progressao renal; restricao proteica (B) tem evidencia fraca. Resposta C.
Questão 32Uma mulher com 28 anos de idade recebe a visita em sua residência de uma Agente Comunitária de Saúde (ACS), pois está completando 28 semanas de gestação e ainda não compareceu a nenhuma consulta de pré-natal. Tem outros 2 filhos, um com 2 anos de idade e outro com 8 anos de idade. Refere que não trabalha e não comparece ao pré-natal porque não tem com quem deixar os filhos. Diz depender de doações para sobreviver. No momento da visita, refere disúria e polaciúria. Posteriormente, em reunião de equipe, a ACS coloca o caso em discussão e a equipe decide realizar as seguintes ações: visita da auxiliar de enfermagem e enfermeira no mesmo dia para examinar a paciente e coletar urina e sangue; visita da médica da equipe na semana seguinte; acionar o Serviço Social para que oriente a paciente a respeito de benefícios assistenciais e da possibilidade de inserir a criança de 2 anos de idade em creche e a de 8 anos de idade em escola. Considerando a situação apresentada, as ações programadas pela equipe de saúde estão orientadas por qual princípio do SUS?Gabarito: A
Uma mulher com 28 anos de idade recebe a visita em sua residência de uma Agente Comunitária de Saúde (ACS), pois está completando 28 semanas de gestação e ainda não compareceu a nenhuma consulta de pré-natal. Tem outros 2 filhos, um com 2 anos de idade e outro com 8 anos de idade. Refere que não trabalha e não comparece ao pré-natal porque não tem com quem deixar os filhos. Diz depender de doações para sobreviver. No momento da visita, refere disúria e polaciúria. Posteriormente, em reunião de equipe, a ACS coloca o caso em discussão e a equipe decide realizar as seguintes ações: visita da auxiliar de enfermagem e enfermeira no mesmo dia para examinar a paciente e coletar urina e sangue; visita da médica da equipe na semana seguinte; acionar o Serviço Social para que oriente a paciente a respeito de benefícios assistenciais e da possibilidade de inserir a criança de 2 anos de idade em creche e a de 8 anos de idade em escola. Considerando a situação apresentada, as ações programadas pela equipe de saúde estão orientadas por qual princípio do SUS?
- A. Integralidade. ✓
- B. Regionalização.
- C. Descentralização.
- D. Participação popular.
Comentário OsceLabs
A equipe nao se limitou a queixa urinaria: articulou visita da enfermagem, consulta medica, exames e acionamento do Servico Social para creche, escola e beneficios. Isso e integralidade — olhar o sujeito em suas dimensoes biologica e social, articulando promocao, prevencao e assistencia em varios niveis. Regionalizacao (B) e descentralizacao (C) sao diretrizes organizativas do sistema; participacao popular (D) refere-se ao controle social. Resposta A.
Questão 33Um menino, com 8 anos de idade, é atendido na Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu bairro com quadro suspeito de meningite. O paciente é transferido para uma Unidade Hospitalar, onde é confirmado o diagnóstico de meningite meningocócica 24 horas após o início dos sintomas. O serviço de Vigilância Epidemiológica do município entra em contato com a UBS da área de abrangência onde reside o menino e solicita adoção de medidas para prevenção de casos secundários da doença, não sendo identificado nenhum outro caso suspeito de meningite até 36 horas após o início dos sintomas. O menino atendido mora com a mãe e uma irmã de 3 anos de idade e estuda em uma escola municipal localizada na área de abrangência da UBS. Considerando as medidas de prevenção e controle de casos secundários de doença meningocócica, a equipe da UBS deverá providenciarGabarito: A
Um menino, com 8 anos de idade, é atendido na Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu bairro com quadro suspeito de meningite. O paciente é transferido para uma Unidade Hospitalar, onde é confirmado o diagnóstico de meningite meningocócica 24 horas após o início dos sintomas. O serviço de Vigilância Epidemiológica do município entra em contato com a UBS da área de abrangência onde reside o menino e solicita adoção de medidas para prevenção de casos secundários da doença, não sendo identificado nenhum outro caso suspeito de meningite até 36 horas após o início dos sintomas. O menino atendido mora com a mãe e uma irmã de 3 anos de idade e estuda em uma escola municipal localizada na área de abrangência da UBS. Considerando as medidas de prevenção e controle de casos secundários de doença meningocócica, a equipe da UBS deverá providenciar
- A. quimioprofilaxia com ceftriaxona para mãe, irmã e todas as crianças que estudam na mesma sala do paciente. ✓
- B. quimioprofilaxia com rifampicina para mãe, irmã e para os profissionais de saúde da UBS que realizaram o atendimento inicial da criança.
- C. quimioprofilaxia com ceftriaxona para mãe e irmã, e vacina conjugada contra o meningococo tipo C para todas as crianças que estudam na mesma sala do paciente.
- D. quimioprofilaxia com rifampicina para mãe e irmã, e vacina conjugada contra o meningococo tipo C para todas as crianças que estudam na mesma sala do paciente. questão questão 13 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
O ponto central e QUEM recebe quimioprofilaxia na doenca meningococica: contatos intimos — domiciliares (mae e irma) e colegas da mesma sala de aula/creche. Profissionais de saude so entram se houve exposicao direta a secrecoes respiratorias, o que nao ocorreu (B). Vacinacao de bloqueio nao e medida para caso isolado (C e D). A rifampicina e a droga preferencial, mas a ceftriaxona e alternativa aceita, inclusive em gestantes. Resposta A.
Questão 34Uma mulher com 34 anos de idade, Gesta 2 Para 1, com 10 semanas de gestação, é atendida em consulta pré-natal. Relata diagnóstico de infecção pelo HIV há 4 anos e informa não fazer uso de terapia antirretroviral. Está assintomática no momento. Exames atuais revelam contagem de linfócitos T-CD4+ = 450/mm3 e carga viral indetectável. Diante da situação apresentada, a conduta adequada éGabarito: D
Uma mulher com 34 anos de idade, Gesta 2 Para 1, com 10 semanas de gestação, é atendida em consulta pré-natal. Relata diagnóstico de infecção pelo HIV há 4 anos e informa não fazer uso de terapia antirretroviral. Está assintomática no momento. Exames atuais revelam contagem de linfócitos T-CD4+ = 450/mm3 e carga viral indetectável. Diante da situação apresentada, a conduta adequada é
- A. iniciar terapia antirretroviral a partir do momento do parto.
- B. iniciar monoterapia com zidovudina e mantê-la até o momento do parto.
- C. iniciar terapia antirretroviral imediata e profilaxia para infecções oportunistas.
- D. iniciar terapia antirretroviral após a 14ª semana de gestação e manter após o parto. ✓
Comentário OsceLabs
Gestante com HIV assintomatica: a terapia antirretroviral e obrigatoria e deve ser mantida apos o parto, independentemente de CD4 e carga viral, pela protecao materna e pela prevencao da transmissao vertical. No protocolo vigente a epoca, o inicio era feito apos o primeiro trimestre (a partir da 14a semana) para evitar exposicao na organogenese. Monoterapia com zidovudina (B) esta abandonada; iniciar so no parto (A) e tardio; CD4 450 nao indica profilaxia de oportunistas (C). Resposta D.
Questão 35Uma mulher com 40 anos de idade comparece ao ambulatório de cirurgia geral de um hospital de atenção secundária, com história de dor em hipocôndrio direito, irradiada para hemidorso ipsilateral, de início súbito, forte intensidade e caráter intermitente, predominantemente pós-ingesta lipídica, com períodos de acalmia, associada a náuseas e vômitos. Refere inúmeras crises de dor nos últimos 3 anos, com algumas internações para medicação intravenosa. Relata ainda que, na última crise, há 3 meses, recorda-se de “ter ficado com os olhos amarelados e a urina escura”. A paciente traz o ultrassom realizado durante a última internação, com laudo descritivo de “vesícula biliar de paredes espessadas, contendo cálculos, e hepatocolédoco dilatado de 1,3 cm com sombras acústicas posteriores em seu interior”. Diante do quadro clínico apresentado, qual a conduta adequada ao caso?Gabarito: C
Uma mulher com 40 anos de idade comparece ao ambulatório de cirurgia geral de um hospital de atenção secundária, com história de dor em hipocôndrio direito, irradiada para hemidorso ipsilateral, de início súbito, forte intensidade e caráter intermitente, predominantemente pós-ingesta lipídica, com períodos de acalmia, associada a náuseas e vômitos. Refere inúmeras crises de dor nos últimos 3 anos, com algumas internações para medicação intravenosa. Relata ainda que, na última crise, há 3 meses, recorda-se de “ter ficado com os olhos amarelados e a urina escura”. A paciente traz o ultrassom realizado durante a última internação, com laudo descritivo de “vesícula biliar de paredes espessadas, contendo cálculos, e hepatocolédoco dilatado de 1,3 cm com sombras acústicas posteriores em seu interior”. Diante do quadro clínico apresentado, qual a conduta adequada ao caso?
- A. Realizar colecistectomia por laparotomia eletiva, com papilotomia endoscópica.
- B. Realizar colecistectomia videolaparoscópica e exploração radiológica intraoperatória de vias biliares.
- C. Realizar colangiopancreatografia endoscópica retrógrada com posterior realização de colecistectomia videolaparoscópica eletiva. ✓
- D. Realizar colangiopancreatografia endoscópica retrógrada com colecistectomia por laparotomia associada a coledocoduodenoanastomose eletiva.
Comentário OsceLabs
Colica biliar de repeticao com episodio de ictericia e coluria, vesicula com calculos e hepatocoledoco de 1,3 cm contendo calculos: colelitiase com coledocolitiase. A sequencia adequada e limpar a via biliar por CPRE com papilotomia e, em seguida, retirar a vesicula por videolaparoscopia eletiva. Colecistectomia aberta (A e D) e coledocoduodenoanastomose sao mais morbidas e desnecessarias; explorar so a via radiologica intraoperatoria (B) nao resolve o calculo ja documentado. Resposta C.
Questão 36Um homem com 65 anos de idade, portador de diverticulose do sigmoide, foi internado em hospital terciário com episódio recorrente de sangramento retal importante. O paciente apresentou melhora significativa após hemotransfusão e hidratação compensatórias. Qual deve ser a conduta médica imediata nesse caso?Gabarito: D
Um homem com 65 anos de idade, portador de diverticulose do sigmoide, foi internado em hospital terciário com episódio recorrente de sangramento retal importante. O paciente apresentou melhora significativa após hemotransfusão e hidratação compensatórias. Qual deve ser a conduta médica imediata nesse caso?
- A. Colonoscopia de controle.
- B. Antibioticoterapia por período prolongado.
- C. Sigmoidectomia com sepultamento do reto.
- D. Tomografia computadorizada e ultrassonografia. questão questão questão ✓
Comentário OsceLabs
Sangramento diverticular volumoso e recorrente que cessou apos hemotransfusao e hidratacao exige, de imediato, localizar o sitio e afastar outras causas por metodos de imagem (tomografia, inclusive angiotomografia, e ultrassonografia) antes de qualquer decisao terapeutica. Antibiotico prolongado (B) trata diverticulite, nao sangramento; sigmoidectomia com sepultamento do reto (C) e desproporcional em paciente compensado; colonoscopia 'de controle' (A) nao e a medida imediata nesse cenario. Resposta D.
Questão 37A Equipe de Saúde da Família (ESF) de uma Unidade Básica de Saúde observou aumento no número de crianças com atraso do desenvolvimento neuropsicomotor no seu território de atuação. Uma pesquisa mostrou que 90% desses casos são representados por filhos de imigrantes latinos, de língua espanhola, que trabalham em oficinas de costura. Após diversas visitas a essas oficinas de costura, a equipe da ESF concluiu que o atraso do desenvolvimento neuropsicomotor é causado por falta de estímulo adequado: os pais trabalham ininterruptamente e não têm tempo de dispensar atenção e estímulo necessários a essas crianças, que ficam muito tempo deitadas, ao lado dos pais, enquanto eles costuram. Considerando os fatores ambientais, sociais e ocupacionais que prejudicam a saúde das crianças que vivem nessas condições, a ESF deveGabarito: D
A Equipe de Saúde da Família (ESF) de uma Unidade Básica de Saúde observou aumento no número de crianças com atraso do desenvolvimento neuropsicomotor no seu território de atuação. Uma pesquisa mostrou que 90% desses casos são representados por filhos de imigrantes latinos, de língua espanhola, que trabalham em oficinas de costura. Após diversas visitas a essas oficinas de costura, a equipe da ESF concluiu que o atraso do desenvolvimento neuropsicomotor é causado por falta de estímulo adequado: os pais trabalham ininterruptamente e não têm tempo de dispensar atenção e estímulo necessários a essas crianças, que ficam muito tempo deitadas, ao lado dos pais, enquanto eles costuram. Considerando os fatores ambientais, sociais e ocupacionais que prejudicam a saúde das crianças que vivem nessas condições, a ESF deve
- A. encaminhar as crianças ao CAPS-infantil para iniciar tratamento medicamentoso.
- B. notificar o Conselho Tutelar e denunciar à Polícia local os maus tratos recebidos pelas crianças.
- C. encaminhar as crianças ao Serviço de Neurologia infantil de referência para exames complementares de imagem.
- D. realizar abordagem nas oficinas, envolvendo os membros da comunidade, a fim de conscientizá-los da falta de estímulo adequado às crianças e construir possíveis soluções. ✓
Comentário OsceLabs
O agravo tem determinante social e ocupacional: pais imigrantes em jornada exaustiva em oficinas de costura, sem tempo de estimular os filhos. A resposta e territorial e intersetorial — levar a equipe as oficinas, envolver a comunidade e construir solucoes coletivas de estimulo precoce. Medicalizar no CAPS-i (A) ou pedir exames de imagem (C) nao corrigem a causa; denunciar a policia (B) criminaliza familias vulneraveis e rompe o vinculo, sem indicio de maus-tratos. Resposta D.
Questão 38Um adolescente, com 14 anos de idade, é trazido à consulta médica em Unidade Básica de Saúde com queixa de dor de intensidade leve na virilha esquerda, iniciada há duas semanas, com piora progressiva. O paciente relata que a dor irradia pela face interna da coxa até o joelho, e que agora apresenta dificuldade para caminhar. Nega febre ou traumatismo local. O exame físico evidencia: peso = 68 kg, altura = 1,62 m. Não é evidenciado edema, calor ou rubor no local. Verifica-se limitação da mobilidade da articulação coxo-femural esquerda em decúbito dorsal. Nesse caso, a conduta indicada éGabarito: B
Um adolescente, com 14 anos de idade, é trazido à consulta médica em Unidade Básica de Saúde com queixa de dor de intensidade leve na virilha esquerda, iniciada há duas semanas, com piora progressiva. O paciente relata que a dor irradia pela face interna da coxa até o joelho, e que agora apresenta dificuldade para caminhar. Nega febre ou traumatismo local. O exame físico evidencia: peso = 68 kg, altura = 1,62 m. Não é evidenciado edema, calor ou rubor no local. Verifica-se limitação da mobilidade da articulação coxo-femural esquerda em decúbito dorsal. Nesse caso, a conduta indicada é
- A. solicitar hemograma, fator reumatoide e pesquisa de anticorpos antinucleares.
- B. encaminhar o paciente com urgência para avaliação de ortopedista/traumatologista. ✓
- C. prescrever analgésico ou anti-inflamatório via oral e solicitar retorno do paciente em 48 horas.
- D. solicitar ultrassonografia da articulação coxo-femural esquerda e retorno do paciente em 24 horas. questão questão 14 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Adolescente com sobrepeso, dor insidiosa na virilha irradiada para a face interna da coxa e joelho, com limitacao da mobilidade do quadril e sem febre ou trauma: e epifisiolise (escorregamento da epifise femoral proximal) ate prova em contrario. Trata-se de urgencia ortopedica — o atraso leva a necrose avascular — e exige encaminhamento imediato ao ortopedista. Analgesia com retorno em 48 h (C), ultrassom (D) ou triagem reumatologica (A) so retardam a fixacao cirurgica. Resposta B.
Questão 39Uma adolescente com 14 anos de idade é levada por sua genitora a uma Unidade Básica de Saúde. A mãe refere que a filha ainda não apresentou desenvolvimento das mamas, nunca menstruou, nem se observou crescimento de pelos pubianos ou axilares. Qual o diagnóstico provável para o caso?Gabarito: A
Uma adolescente com 14 anos de idade é levada por sua genitora a uma Unidade Básica de Saúde. A mãe refere que a filha ainda não apresentou desenvolvimento das mamas, nunca menstruou, nem se observou crescimento de pelos pubianos ou axilares. Qual o diagnóstico provável para o caso?
- A. Síndrome de Morris. ✓
- B. Síndrome de Asherman.
- C. Síndrome dos Ovários Policísticos.
- D. Síndrome de Rokitansky-Kuster-Hauser.
Comentário OsceLabs
Amenorreia primaria aos 14 anos SEM telarca e SEM pubarca aponta para insensibilidade completa aos androgenos (sindrome de Morris): o receptor androgenico nao responde, de modo que os pelos pubianos e axilares nao se desenvolvem, e o fenotipo e feminino com cariotipo 46,XY. Rokitansky (D) cursa com caracteres sexuais secundarios normais e agenesia mulleriana; a SOP (C) da hiperandrogenismo, nao ausencia de pelos; Asherman (B) causa amenorreia secundaria pos-curetagem. Resposta A.
Questão 40Uma mulher com 48 anos de idade chega ao Centro de Saúde com história de dor e edema nas articulações interfalangeanas proximais do 3o e 4o dedos, metacarpofalangeanas, metatarsofalangeanas e nos pulsos, de comprometimento simétrico, com cerca de 3 meses de evolução e melhora parcial com uso de ibuprofeno de forma irregular. A paciente relata rigidez matinal, com duração de 1 hora e 30 minutos, e que vem evoluindo há aproximadamente 6 meses com fraqueza, mialgia, hiporexia, emagrecimento, bem como tosse seca e dispneia aos grandes esforços. Nega febre e outros sintomas. Ao exame clínico, a paciente encontra-se hipocorada (+/4+), em bom estado geral; linfonodos cervicais anteriores com cerca de 1,0 cm, livres, de consistência fibroelástica, sem sinais flogísticos. Observam-se edema, dor, calor e limitação de movimento das articulações descritas; ausência de deformidades articulares; limitação discreta de movimento das articulações descritas; dolorimento e crepitações nas articulações temporomandibulares; crepitações finas discretas, holoinspiratórias, em ambos os hemitoraces. Nos demais aspectos do exame clínico não se observam alterações significativas. Com base no quadro clínico descrito, é correto afirmar queGabarito: B
Uma mulher com 48 anos de idade chega ao Centro de Saúde com história de dor e edema nas articulações interfalangeanas proximais do 3o e 4o dedos, metacarpofalangeanas, metatarsofalangeanas e nos pulsos, de comprometimento simétrico, com cerca de 3 meses de evolução e melhora parcial com uso de ibuprofeno de forma irregular. A paciente relata rigidez matinal, com duração de 1 hora e 30 minutos, e que vem evoluindo há aproximadamente 6 meses com fraqueza, mialgia, hiporexia, emagrecimento, bem como tosse seca e dispneia aos grandes esforços. Nega febre e outros sintomas. Ao exame clínico, a paciente encontra-se hipocorada (+/4+), em bom estado geral; linfonodos cervicais anteriores com cerca de 1,0 cm, livres, de consistência fibroelástica, sem sinais flogísticos. Observam-se edema, dor, calor e limitação de movimento das articulações descritas; ausência de deformidades articulares; limitação discreta de movimento das articulações descritas; dolorimento e crepitações nas articulações temporomandibulares; crepitações finas discretas, holoinspiratórias, em ambos os hemitoraces. Nos demais aspectos do exame clínico não se observam alterações significativas. Com base no quadro clínico descrito, é correto afirmar que
- A. a ausência de deformidades, como desvio ulnar do carpo, deformidade em botoeira, mãos em dorso de camelo, dedos em martelo, torna improvável o diagnóstico de artrite reumatoide.
- B. o comprometimento de várias articulações pequenas, associado ao provável envolvimento de articulações temporomandibulares, inclui-se entre os critérios diagnósticos de artrite reumatoide. ✓
- C. a presença de fraqueza, mialgia, hiporexia e emagrecimento e o relato de tosse seca e dispneia iniciados antes do quadro articular são evidências contra a artrite reumatoide como etiologia dos sintomas articulares.
- D. no controle da dor e do processo inflamatório articular, os anti-inflamatórios não hormonais, como o ibuprofeno, são considerados como drogas modificadoras do curso clínico da doença (DMCD) na artrite reumatoide. questão questão
Comentário OsceLabs
Poliartrite simetrica de pequenas articulacoes (interfalangeanas proximais, metacarpo e metatarsofalangeanas, punhos) com rigidez matinal de 90 minutos e envolvimento temporomandibular preenche criterios de artrite reumatoide. A ausencia de deformidades (A) nao afasta o diagnostico — elas sao tardias; sintomas constitucionais e pneumopatia intersticial (crepitacoes finas) sao manifestacoes extra-articulares da propria doenca (C); e AINE alivia sintomas mas nao e droga modificadora do curso (D). Resposta B.
Questão 41Uma mulher com 28 anos de idade, com classificação pré-anestésica ASA I, será submetida a um procedimento de dermolipectomia abdominal sob anestesia geral. A paciente foi monitorizada com eletrocardiograma, oximetria de pulso e capnografia. Com relação aos procedimentos relacionados à anestesia geral, assinale a alternativa correta.Gabarito: D
Uma mulher com 28 anos de idade, com classificação pré-anestésica ASA I, será submetida a um procedimento de dermolipectomia abdominal sob anestesia geral. A paciente foi monitorizada com eletrocardiograma, oximetria de pulso e capnografia. Com relação aos procedimentos relacionados à anestesia geral, assinale a alternativa correta.
- A. Deve-se optar pela indução inalatória porque ela proporciona menor desconforto ao paciente e permite sua rápida entubação.
- B. A profundidade anestésica, se utilizada a quetamina, deve ser monitorada pela avaliação da pressão arterial, da sudorese e do tamanho de pupilas.
- C. A opção pela indução endovenosa é limitada por ser mais lenta e desconfortável para o paciente e por não proporcionar relaxamento muscular adequado.
- D. Caso a anestesia seja inalatória, há a necessidade de avaliar, além da pressão arterial e da frequência cardíaca, o relaxamento muscular no monitoramento da profundidade anestésica. ✓
Comentário OsceLabs
Na anestesia inalatoria a profundidade e estimada por sinais clinicos combinados: alem de pressao arterial e frequencia cardiaca, avalia-se o grau de relaxamento muscular (os halogenados potencializam o bloqueio neuromuscular). A inducao inalatoria em adulto e mais lenta e desconfortavel, sendo reservada a criancas (A); a inducao venosa e rapida e confortavel, ao contrario do afirmado (C); e a quetamina produz anestesia dissociativa com estimulo simpatico, invalidando pupila e resposta autonomica como marcadores (B). Resposta D.
Questão 42Um homem com 45 anos de idade procura a Unidade Básica de Saúde, queixando-se de redução da libido, dificuldade de concentração, perda de memória e formigamento nos braços e mãos. Relata também fadiga, cefaleia e constipação crônicas e afirma fazer tratamento para hipertensão arterial sistêmica e gota há 5 anos. Informa que trabalha com reforma de baterias de automóveis há mais de 30 anos, na garagem da sua casa, com pouca ventilação e espaço reduzido e que nunca fez uso de equipamentos de proteção. Com base nas informações apresentadas, a hipótese diagnóstica mais provável e os exames complementares necessários para confirmá-lo sãoGabarito: C
Um homem com 45 anos de idade procura a Unidade Básica de Saúde, queixando-se de redução da libido, dificuldade de concentração, perda de memória e formigamento nos braços e mãos. Relata também fadiga, cefaleia e constipação crônicas e afirma fazer tratamento para hipertensão arterial sistêmica e gota há 5 anos. Informa que trabalha com reforma de baterias de automóveis há mais de 30 anos, na garagem da sua casa, com pouca ventilação e espaço reduzido e que nunca fez uso de equipamentos de proteção. Com base nas informações apresentadas, a hipótese diagnóstica mais provável e os exames complementares necessários para confirmá-lo são
- A. mercurismo; dosagem de mercúrio sérico e hemograma completo.
- B. manganismo; dosagem de manganês sérico e hemograma com contagem de plaquetas.
- C. saturnismo; dosagem de chumbo sérico e de ácido delta aminolevulínico (ALA-U) na urina. ✓
- D. benzenismo; dosagem de metahemoglobina sérica e de ácido transmucônico (AttM-U) na urina.
Comentário OsceLabs
Reforma de baterias por 30 anos sem protecao e a pista: chumbo. O saturnismo cursa com colica abdominal, constipacao cronica, cefaleia, fadiga, neuropatia periferica (parestesias em maos), disfuncao cognitiva e sexual, hipertensao e gota saturnina — exatamente o quadro. Confirma-se com plumbemia e acido delta-aminolevulinico urinario. Mercurio e manganes tem outras fontes e predominio neurologico/motor; benzeno (D) causa mielotoxicidade, e nao esse conjunto. Resposta C.
Questão 43Uma lactente com 4 meses de vida é atendida em consulta de Puericultura na Unidade Básica de Saúde. A mãe, que a está amamentando exclusivamente ao seio, não apresenta nenhuma queixa e informa que voltará a trabalhar em 15 dias, já tendo sido orientada quanto à ordenha. Por ter bastante leite, a mãe pretende estocá-lo para que seja ofertado a sua filha no período em que estiver trabalhando. Nessa situação, a mãe deve ser informada de que o leite pode ser armazenado emGabarito: A
Uma lactente com 4 meses de vida é atendida em consulta de Puericultura na Unidade Básica de Saúde. A mãe, que a está amamentando exclusivamente ao seio, não apresenta nenhuma queixa e informa que voltará a trabalhar em 15 dias, já tendo sido orientada quanto à ordenha. Por ter bastante leite, a mãe pretende estocá-lo para que seja ofertado a sua filha no período em que estiver trabalhando. Nessa situação, a mãe deve ser informada de que o leite pode ser armazenado em
- A. freezer, por até 15 dias. ✓
- B. freezer, por até 30 dias.
- C. geladeira comum, por até 48 horas.
- D. geladeira comum, por até 72 horas. questão questão questão 15 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Leite humano ordenhado cru pode ser mantido sob refrigeracao por ate 12 horas e congelado (freezer ou congelador) por ate 15 dias, contados da primeira coleta. Trinta dias (B) extrapola a validade recomendada; 48 ou 72 horas em geladeira comum (C e D) ultrapassam o limite seguro para o leite nao pasteurizado. Vale reforcar a mae o degelo em banho-maria, sem ferver e sem micro-ondas, para preservar os fatores imunologicos. Resposta A.
Questão 44Uma mulher com 65 anos de idade, diabética, nulípara, com menopausa há 15 anos, procura a Unidade Básica de Saúde, referindo sangramento vaginal há uma semana, sem outras queixas, e nega uso de terapia hormonal. Ao exame físico, bom estado geral, com sinais vitais normais, índice de massa corporal = 32 kg/m2, sem outras anormalidades ao exame físico. O resultado da ultrassonografia transvaginal evidencia útero com 60 cm3, miométrio homogêneo e endométrio com espessura de 8 mm; ovários não visibilizados. Com base nas informações apresentadas, a conduta adequada éGabarito: A
Uma mulher com 65 anos de idade, diabética, nulípara, com menopausa há 15 anos, procura a Unidade Básica de Saúde, referindo sangramento vaginal há uma semana, sem outras queixas, e nega uso de terapia hormonal. Ao exame físico, bom estado geral, com sinais vitais normais, índice de massa corporal = 32 kg/m2, sem outras anormalidades ao exame físico. O resultado da ultrassonografia transvaginal evidencia útero com 60 cm3, miométrio homogêneo e endométrio com espessura de 8 mm; ovários não visibilizados. Com base nas informações apresentadas, a conduta adequada é
- A. solicitar histeroscopia. ✓
- B. solicitar tomografia computadorizada da pelve.
- C. prescrever progestágeno e repetir ultrassonografia após 30 dias.
- D. prescrever anti-inflamatório não hormonal e solicitar retorno em 3 meses.
Comentário OsceLabs
Sangramento na pos-menopausa e cancer de endometrio ate prova em contrario, e a paciente ainda soma fatores de risco (diabetes, obesidade, nuliparidade). Com eco endometrial de 8 mm — bem acima do limite de 4 a 5 mm em mulher sem terapia hormonal — a investigacao e obrigatoria por histeroscopia com biopsia dirigida. Progestagenio (C) ou anti-inflamatorio com retorno em 3 meses (D) mascaram o quadro; tomografia (B) nao avalia a cavidade. Resposta A.
Questão 45Um homem com 64 anos de idade deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento, queixando-se de dor na panturrilha direita há uma hora. Refere que há mais de 2 meses, ao caminhar ou subir escada, tem sintomas parecidos, mas que eles desaparecem espontaneamente após cerca de 5 minutos de repouso. Relata antecedente de hipertensão arterial, disfunção erétil e diabetes melito. Informa que está sendo tratado com amlodipina, sildenafila e metformina. Conta ainda que foi fumante por 30 anos e que parou de fumar há 3 anos. Ao exame físico, apresenta índice de massa corporal = 35 kg/m2; pulso regular; frequência cardíaca = 90 bpm; pressão arterial = 150 x 80 mmHg. Apresenta membros inferiores com rarefação de pelos abaixo do joelho. Não se observam palidez, ulcerações e gangrena. Ao exame dos pulsos, constata-se o seguinte: os femorais estão presentes, os poplíteos não são palpáveis, os tibiais posteriores e pediosos estão diminuídos no membro inferior direito. Com base nas informações apresentadas, a lesão esperada para o paciente éGabarito: B
Um homem com 64 anos de idade deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento, queixando-se de dor na panturrilha direita há uma hora. Refere que há mais de 2 meses, ao caminhar ou subir escada, tem sintomas parecidos, mas que eles desaparecem espontaneamente após cerca de 5 minutos de repouso. Relata antecedente de hipertensão arterial, disfunção erétil e diabetes melito. Informa que está sendo tratado com amlodipina, sildenafila e metformina. Conta ainda que foi fumante por 30 anos e que parou de fumar há 3 anos. Ao exame físico, apresenta índice de massa corporal = 35 kg/m2; pulso regular; frequência cardíaca = 90 bpm; pressão arterial = 150 x 80 mmHg. Apresenta membros inferiores com rarefação de pelos abaixo do joelho. Não se observam palidez, ulcerações e gangrena. Ao exame dos pulsos, constata-se o seguinte: os femorais estão presentes, os poplíteos não são palpáveis, os tibiais posteriores e pediosos estão diminuídos no membro inferior direito. Com base nas informações apresentadas, a lesão esperada para o paciente é
- A. tromboangeíte obliterante da artéria poplítea direita.
- B. obstrução aterosclerótica da artéria femoral superficial direita. ✓
- C. obstrução aterosclerótica aorto bi-ilíaca ou síndrome de Leriche.
- D. isquemia por trombose aguda da artéria femoral profunda direita. questão questão
Comentário OsceLabs
Claudicacao de panturrilha ha 2 meses, aliviada em 5 minutos de repouso, com pulsos femorais presentes e popliteos ausentes, localiza a obstrucao entre a femoral comum e a poplitea — a femoral superficial (canal dos adutores) e o sitio classico da aterosclerose. Leriche (C) daria claudicacao glutea e de coxa com femorais ausentes; tromboangeite (A) acomete jovens tabagistas em vasos distais; trombose aguda (D) cursaria com dor de repouso, palidez e ausencia de pulsos. Resposta B.
Questão 46Um homem com 25 anos de idade é trazido ao Pronto Socorro com rebaixamento do nível de consciência há 30 minutos. Um familiar relata que o paciente perdeu cerca de 10 kg no último mês, apesar do aumento do apetite e do aumento da ingesta de líquidos. Ao exame, o paciente apresenta-se sonolento, desidratado, anictérico e afebril. Apresenta também pressão arterial = 120 x 80 mmHg, frequência cardíaca = 120 bpm e frequência respiratória = 37 irpm. As auscultas cardíaca e pulmonar estão dentro da normalidade. O paciente refere leve dor abdominal à palpação superficial, sem dor à descompressão brusca; flapping não presente. A gasometria arterial revelou pH = 7,0 (valor de referência: 7,35 a 7,45); bicarbonato sérico = 9 mEq/L (valor de referência: 22 a 26 mEq/L); anion gap = 17. Outros exames apresentaram os seguintes resultados: glicemia de jejum = 560 mg/dL (valor de referência: 70 a 99 mg/dL); K+ sérico = 2,3 mEq/L (valor de referência: 3,5 a 5,5 mEq/L); Na+ sérico = 129 mEq/L (valor de referência: 132 a 146 mEq/L). Com base no quadro clínico apresentado, o tratamento imediato indicado éGabarito: C
Um homem com 25 anos de idade é trazido ao Pronto Socorro com rebaixamento do nível de consciência há 30 minutos. Um familiar relata que o paciente perdeu cerca de 10 kg no último mês, apesar do aumento do apetite e do aumento da ingesta de líquidos. Ao exame, o paciente apresenta-se sonolento, desidratado, anictérico e afebril. Apresenta também pressão arterial = 120 x 80 mmHg, frequência cardíaca = 120 bpm e frequência respiratória = 37 irpm. As auscultas cardíaca e pulmonar estão dentro da normalidade. O paciente refere leve dor abdominal à palpação superficial, sem dor à descompressão brusca; flapping não presente. A gasometria arterial revelou pH = 7,0 (valor de referência: 7,35 a 7,45); bicarbonato sérico = 9 mEq/L (valor de referência: 22 a 26 mEq/L); anion gap = 17. Outros exames apresentaram os seguintes resultados: glicemia de jejum = 560 mg/dL (valor de referência: 70 a 99 mg/dL); K+ sérico = 2,3 mEq/L (valor de referência: 3,5 a 5,5 mEq/L); Na+ sérico = 129 mEq/L (valor de referência: 132 a 146 mEq/L). Com base no quadro clínico apresentado, o tratamento imediato indicado é
- A. hidratação, reposição de potássio e administração de insulina regular por via endovenosa, simultaneamente.
- B. hidratação e reposição de potássio por via endovenosa; administração imediata de insulina NPH por via endovenosa.
- C. hidratação e reposição de potássio por via endovenosa; administração de insulina regular por via endovenosa após normalização do potássio sérico. ✓
- D. hidratação e reposição de potássio por via endovenosa; administração imediata de insulina regular por via endovenosa e de insulina NPH por via subcutânea, simultaneamente. ÁREA LIVRE questão 16 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Cetoacidose diabetica com potassio de 2,3 mEq/L: a insulina desloca potassio para o intracelular e pode precipitar arritmia fatal. Por isso a regra e nao iniciar insulina enquanto o potassio estiver abaixo de 3,3 mEq/L — primeiro hidrata-se e repoe potassio, so entao entra a insulina regular endovenosa. Administrar insulina simultaneamente (A) ou de imediato (D) ignora a hipocalemia grave; insulina NPH nao e usada por via endovenosa (B). Resposta C.
Questão 47Em 1993, a tuberculose passou a ser reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma emergência global, tendo sido inserida nas políticas de saúde internacionais. Em 2000, a meta de reduzir o coeficiente de incidência da doença até 2015 foi contemplada nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da Organização das Nações Unidas. O gráfico abaixo apresenta a evolução do coeficiente de incidência de tuberculose, no período de 1990 a 2013, no Brasil e em alguns outros países. Disponível em: <www.un.org>. Acesso em: 31 jul. 2016 (Adaptado) Assinale a alternativa que apresenta a correta análise do gráfico acima, no contexto da série de dados apresentada.Gabarito: C
Em 1993, a tuberculose passou a ser reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma emergência global, tendo sido inserida nas políticas de saúde internacionais. Em 2000, a meta de reduzir o coeficiente de incidência da doença até 2015 foi contemplada nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da Organização das Nações Unidas. O gráfico abaixo apresenta a evolução do coeficiente de incidência de tuberculose, no período de 1990 a 2013, no Brasil e em alguns outros países. Disponível em: <www.un.org>. Acesso em: 31 jul. 2016 (Adaptado) Assinale a alternativa que apresenta a correta análise do gráfico acima, no contexto da série de dados apresentada.
- A. O Brasil e mais 4 países alcançaram a meta dos ODM, tendo sido Cuba o país com maior percentual de queda da incidência de tuberculose.
- B. O Brasil e mais 4 países alcançaram a meta dos ODM, tendo sido o Japão o país com maior percentual de queda da incidência de tuberculose.
- C. O Brasil e mais 5 países alcançaram a meta dos ODM, tendo sido o Equador o país com maior percentual de queda da incidência de tuberculose. ✓
- D. O Brasil e mais 5 países alcançaram a meta dos ODM, tendo sido Portugal o país com maior percentual de queda da incidência de tuberculose. questão 17 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
A leitura correta de uma serie temporal de coeficiente de incidencia compara a variacao percentual entre o inicio e o fim do periodo, e nao o valor absoluto do coeficiente — pais com incidencia ja baixa pode ter queda percentual menor. Aplicado ao grafico, o Brasil e mais cinco paises atingiram a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milenio para tuberculose, com o Equador registrando a maior reducao proporcional da incidencia no intervalo analisado. Resposta C.
Questão 48Um bebê com dois meses de vida, com quadro de coriza, obstrução nasal, febre e tosse há 4 dias, é trazido ao Serviço Médico devido à piora dos sintomas há um dia. Ao exame físico, apresenta-se gemente e com retrações inter e subcostais, e tem murmúrio vesicular diminuído difusamente, com aumento de tempo expiratório e sibilos esparsos; frequência respiratória = 70 irpm; saturação de O2 = 88% em ar ambiente e frequência cardíaca = 150 bpm. Antecedentes: nascido de parto normal, a termo, sem história de sibilância prévia. Com base no quadro clínico apresentado, a conduta adequada éGabarito: A
Um bebê com dois meses de vida, com quadro de coriza, obstrução nasal, febre e tosse há 4 dias, é trazido ao Serviço Médico devido à piora dos sintomas há um dia. Ao exame físico, apresenta-se gemente e com retrações inter e subcostais, e tem murmúrio vesicular diminuído difusamente, com aumento de tempo expiratório e sibilos esparsos; frequência respiratória = 70 irpm; saturação de O2 = 88% em ar ambiente e frequência cardíaca = 150 bpm. Antecedentes: nascido de parto normal, a termo, sem história de sibilância prévia. Com base no quadro clínico apresentado, a conduta adequada é
- A. monitorização da saturação de oxigênio, oxigenoterapia e hidratação venosa. ✓
- B. administração de beta-2 agonista e brometo de ipatrópio, e penicilina cristalina.
- C. administração de beta-2 agonista, macrolídeo e cultura de secreção da nasofaringe.
- D. monitorização da saturação de oxigênio, fisioterapia respiratória e nebulização com brometo de ipatrópio.
Comentário OsceLabs
Lactente de 2 meses com pródromo catarral evoluindo para taquipneia de 70 irpm, retracoes, sibilos e saturacao de 88%: bronquiolite viral aguda com hipoxemia. O tratamento e de suporte — oxigenio, monitorizacao da saturacao e hidratacao —, pois nao ha beneficio consistente de broncodilatador, corticoide, antibiotico ou fisioterapia respiratoria de rotina. Penicilina e macrolideo (B e C) tratam bacteria inexistente; ipratropio e fisioterapia (D) nao corrigem a hipoxemia. Resposta A.
Questão 49Uma mulher, primigesta, com 21 anos de idade e 38 semanas de idade gestacional, entra em trabalho de parto. O exame realizado quando a paciente foi admitida no hospital, mostrou que não há alterações sistêmicas; altura uterina = 34 cm; dinâmica uterina = 4 contrações de 45 segundos em 10 minutos; apresentação cefálica; frequência cardíaca fetal = 144 bpm, com aceleração transitória presente. Ao toque vaginal, detectou-se colo uterino dilatado para 4 cm, fino e anteriorizado. A evolução é apresentada no partograma ilustrado abaixo. Disponível em: <www.febrasgo.org.br>. Acesso em: 31 jul. 2016 (Adaptado) A situação descrita e a análise do partograma acima, indicam a ocorrência deGabarito: D
Uma mulher, primigesta, com 21 anos de idade e 38 semanas de idade gestacional, entra em trabalho de parto. O exame realizado quando a paciente foi admitida no hospital, mostrou que não há alterações sistêmicas; altura uterina = 34 cm; dinâmica uterina = 4 contrações de 45 segundos em 10 minutos; apresentação cefálica; frequência cardíaca fetal = 144 bpm, com aceleração transitória presente. Ao toque vaginal, detectou-se colo uterino dilatado para 4 cm, fino e anteriorizado. A evolução é apresentada no partograma ilustrado abaixo. Disponível em: <www.febrasgo.org.br>. Acesso em: 31 jul. 2016 (Adaptado) A situação descrita e a análise do partograma acima, indicam a ocorrência de
- A. período pélvico prolongado.
- B. parada secundária da dilatação.
- C. parada secundária da descida.
- D. evolução normal do trabalho de parto. questão questão ✓
Comentário OsceLabs
Na admissao ha 4 cm de dilatacao com colo fino e anteriorizado, dinamica de 4 contracoes eficazes em 10 minutos e batimentos fetais com aceleracao transitoria — parametros de trabalho de parto ativo em progressao. Parada secundaria da dilatacao (B) exige dois toques com a mesma dilatacao em 2 horas; parada da descida (C), altura inalterada com dilatacao completa; periodo pelvico prolongado (A), descida lenta no expulsivo. Nada disso esta caracterizado. Resposta D.
Questão 50Uma mulher com 25 anos de idade chega ao hospital com quadro de dor abdominal difusa, principalmente em andar superior, e vômitos há três dias, com piora progressiva nas últimas 24 horas. Relata também frequentes episódios de dor abdominal após a alimentação nos últimos meses, com remissão espontânea. Refere uso de contraceptivo oral desde os 14 anos e nega outras comorbidades. Ao exame físico, não se encontram alterações, exceto a dor abdominal moderada em andar superior, sem dor à descompressão brusca. Foi realizada tomografia computadorizada com contraste venoso que mostrou distensão de estômago e duodeno, com inversão dos vasos mesentéricos superiores e ausência do processo uncinado do pâncreas. Com base na situação apresentada, o diagnóstico da paciente éGabarito: D
Uma mulher com 25 anos de idade chega ao hospital com quadro de dor abdominal difusa, principalmente em andar superior, e vômitos há três dias, com piora progressiva nas últimas 24 horas. Relata também frequentes episódios de dor abdominal após a alimentação nos últimos meses, com remissão espontânea. Refere uso de contraceptivo oral desde os 14 anos e nega outras comorbidades. Ao exame físico, não se encontram alterações, exceto a dor abdominal moderada em andar superior, sem dor à descompressão brusca. Foi realizada tomografia computadorizada com contraste venoso que mostrou distensão de estômago e duodeno, com inversão dos vasos mesentéricos superiores e ausência do processo uncinado do pâncreas. Com base na situação apresentada, o diagnóstico da paciente é
- A. pâncreas anular.
- B. pinçamento aorto-mesentérico.
- C. prombose venosa mesentérica.
- D. síndrome de má rotação intestinal. ✓
Comentário OsceLabs
A tomografia entrega o diagnostico: inversao da relacao entre arteria e veia mesentericas superiores e ausencia do processo uncinado sao sinais classicos de ma rotacao intestinal, que pode se manifestar tardiamente com dor pos-prandial recorrente e obstrucao duodenal. Pancreas anular (A) mostraria tecido pancreatico circundando o duodeno; o pincamento aorto-mesenterico (B) reduz o angulo aorto-mesenterico sem inverter os vasos; trombose mesenterica (C) daria isquemia. Resposta D.
Questão 51Um homem com 46 anos de idade procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de “mal-estar súbito” na véspera da consulta, que o impossibilitou de comparecer ao trabalho. Relata já ter se ausentado outras vezes do trabalho por essa mesma razão e visa obter atestado médico. Queixa-se de problemas com sua chefia imediata e diz correr o risco de perder o emprego. Informa que, no momento, está separado de sua esposa. Queixa-se de insônia quase todas as noites, dor de estômago ocasional, diarreia eventual, dormência nos pés e tremores nas mãos. À ectoscopia, mostra-se cansado, apresenta olhos hiperemiados, parótidas de volume aumentado e telangiectasias no nariz. A ausculta cardíaca e pulmonar não apresenta anormalidades. Pressão arterial = 140 x 90 mmHg; frequência cardíaca = 100 bpm; fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito; leve edema perimaleolar bilateral. Assinale a alternativa em que é apresentado o conjunto de alterações em exames laboratoriais compatível com esse caso clínico.Gabarito: D
Um homem com 46 anos de idade procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de “mal-estar súbito” na véspera da consulta, que o impossibilitou de comparecer ao trabalho. Relata já ter se ausentado outras vezes do trabalho por essa mesma razão e visa obter atestado médico. Queixa-se de problemas com sua chefia imediata e diz correr o risco de perder o emprego. Informa que, no momento, está separado de sua esposa. Queixa-se de insônia quase todas as noites, dor de estômago ocasional, diarreia eventual, dormência nos pés e tremores nas mãos. À ectoscopia, mostra-se cansado, apresenta olhos hiperemiados, parótidas de volume aumentado e telangiectasias no nariz. A ausculta cardíaca e pulmonar não apresenta anormalidades. Pressão arterial = 140 x 90 mmHg; frequência cardíaca = 100 bpm; fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito; leve edema perimaleolar bilateral. Assinale a alternativa em que é apresentado o conjunto de alterações em exames laboratoriais compatível com esse caso clínico.
- A. Leucocitose no hemograma; amilase e lipase séricas elevadas.
- B. Policitemia no hemograma; alfafetoproteína sérica baixa e hipoxemia.
- C. Hipocromia no hemograma; tiroxina e triiodotironina séricas aumentadas.
- D. Macrocitose no hemograma; gama-GT e transaminases séricas aumentadas. questão questão 18 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016 ✓
Comentário OsceLabs
Faltas repetidas ao trabalho, insonia, tremor de maos, dormencia nos pes (polineuropatia), hipertrofia de parotidas, telangiectasias e hepatomegalia compoem o quadro de uso cronico de alcool. O laboratorio correspondente e macrocitose no hemograma (VCM alto por deficiencia de folato e efeito toxico direto) com gama-GT e transaminases elevadas, tipicamente com AST maior que ALT. As demais opcoes descrevem pancreatite, hepatocarcinoma/DPOC e hipertireoidismo. Resposta D.
Questão 52Uma criança com 3 meses de idade é atendida na Unidade Básica de Saúde com quadro de obstrução nasal, coriza serossanguinolenta, inapetência e choro contínuo. Ao exame físico, apresenta-se hipocorada +/4+, ictérica +/4+, com aumento de volume abdominal devido a hepatoesplenomegalia. A criança ganhou apenas 700 g desde o nascimento. Constatam-se pequenos condilomas em períneo. A mãe relata não ter realizado nenhuma consulta pré-natal, tendo sido o parto normal conduzido por uma parteira, em casa. Assinale a opção em que são apresentadas a hipótese diagnóstica e a conduta terapêutica adequada ao caso.Gabarito: D
Uma criança com 3 meses de idade é atendida na Unidade Básica de Saúde com quadro de obstrução nasal, coriza serossanguinolenta, inapetência e choro contínuo. Ao exame físico, apresenta-se hipocorada +/4+, ictérica +/4+, com aumento de volume abdominal devido a hepatoesplenomegalia. A criança ganhou apenas 700 g desde o nascimento. Constatam-se pequenos condilomas em períneo. A mãe relata não ter realizado nenhuma consulta pré-natal, tendo sido o parto normal conduzido por uma parteira, em casa. Assinale a opção em que são apresentadas a hipótese diagnóstica e a conduta terapêutica adequada ao caso.
- A. Sífilis congênita tardia; prescrição de claritromicina por via oral durante 10 dias.
- B. Sífilis congênita precoce; prescrição de claritromicina por via intravenosa durante 14 dias.
- C. Sífilis congênita tardia; prescrição de penicilina por via intravenosa ou intramuscular durante 14 dias.
- D. Sífilis congênita precoce; prescrição de penicilina por via intravenosa ou intramuscular durante 10 dias. ✓
Comentário OsceLabs
Lactente de 3 meses com rinite serossanguinolenta, ictericia, hepatoesplenomegalia, condilomas em perineo e deficit ponderal: sifilis congenita PRECOCE (manifestacoes ate os 2 anos), agravada por pre-natal ausente. O tratamento e exclusivamente penicilina, intravenosa ou intramuscular, por 10 dias. Macrolideo (A e B) nao trata treponema nem previne neurossifilis; classificar como tardia (C) e erro — a forma tardia aparece apos os 2 anos, com ceratite e dentes de Hutchinson. Resposta D.
Questão 53Uma mulher com 26 anos de idade, Gesta 2 Para 1, com 22 semanas de gestação, comparece à consulta de pré-natal para checar resultados de exames e situação vacinal. Os resultados dos exames revelam VDRL, anti-HIV, HBsAg e anti-HBs negativos. No cartão de vacinas constam 2 doses de vacina contra hepatite B, com última dose há 3 anos, 1 dose de vacina contra febre amarela há 12 anos e 3 doses de vacina para difteria e tétano (dT), com última dose há 4 anos. Para a atualização da situação vacinal dessa gestante, deve-se recomendar a aplicação deGabarito: B
Uma mulher com 26 anos de idade, Gesta 2 Para 1, com 22 semanas de gestação, comparece à consulta de pré-natal para checar resultados de exames e situação vacinal. Os resultados dos exames revelam VDRL, anti-HIV, HBsAg e anti-HBs negativos. No cartão de vacinas constam 2 doses de vacina contra hepatite B, com última dose há 3 anos, 1 dose de vacina contra febre amarela há 12 anos e 3 doses de vacina para difteria e tétano (dT), com última dose há 4 anos. Para a atualização da situação vacinal dessa gestante, deve-se recomendar a aplicação de
- A. 1 dose de vacina contra hepatite B + 1 dose de vacina contra febre amarela + 1 dose de vacina contra influenza, todas nessa consulta.
- B. 1 dose de vacina contra hepatite B + 1 dose de vacina contra influenza, ambas nessa consulta, e uma dose de vacina dTpa entre 27 e 36 semanas de gestação. ✓
- C. 3 doses de vacina contra hepatite B, com intervalos de 30 dias entre as doses, e 1 dose de vacina contra influenza + 1 dose de vacina dTpa, ambas nessa consulta.
- D. 3 doses de vacina contra hepatite B, com intervalos de 30 dias entre as doses, 1 dose de vacina contra febre amarela, nessa consulta, e 1 dose de vacina dTpa entre 27 e 36 semanas de gestação. questão questão
Comentário OsceLabs
Tres frentes a resolver: hepatite B com esquema incompleto (2 doses) e anti-HBs negativo, entao completa-se com a 3a dose; influenza e recomendada a toda gestante, em qualquer idade gestacional; e dTpa e indicada a cada gestacao entre 27 e 36 semanas, para transferir anticorpos contra coqueluche ao recem-nascido. Febre amarela (A e D) e vacina de virus vivo atenuado, evitada na gestacao salvo risco epidemiologico alto. Nao ha razao para reiniciar as tres doses de hepatite B. Resposta B.
Questão 54Um homem com 50 anos de idade, sem comorbidades, com passado de laparotomia mediana xifopúbica devido a ferimento por projétil de arma de fogo há 4 anos, relata que vem apresentando dor abdominal difusa acompanhada de vômitos e distensão abdominal, com parada de eliminação de gases e fezes há 2 dias. Ao exame físico, encontra- se desidratado, corado, taquipneico e afebril. Seu abdome está distendido, timpânico, doloroso à palpação profunda, sem dor à descompressão brusca. À ausculta abdominal, os ruídos hidroaéreos encontram-se presentes e aumentados, com timbre metálico. O paciente foi submetido à radiografia simples de abdome em posição ortostática, cuja imagem é apresentada a seguir. A principal hipótese diagnóstica para esse caso éGabarito: D
Um homem com 50 anos de idade, sem comorbidades, com passado de laparotomia mediana xifopúbica devido a ferimento por projétil de arma de fogo há 4 anos, relata que vem apresentando dor abdominal difusa acompanhada de vômitos e distensão abdominal, com parada de eliminação de gases e fezes há 2 dias. Ao exame físico, encontra- se desidratado, corado, taquipneico e afebril. Seu abdome está distendido, timpânico, doloroso à palpação profunda, sem dor à descompressão brusca. À ausculta abdominal, os ruídos hidroaéreos encontram-se presentes e aumentados, com timbre metálico. O paciente foi submetido à radiografia simples de abdome em posição ortostática, cuja imagem é apresentada a seguir. A principal hipótese diagnóstica para esse caso é
- A. íleo paralítico.
- B. neoplasia de cólon.
- C. volvo do intestino médio.
- D. obstrução intestinal por bridas. ÁREA LIVRE questão 19 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016 ✓
Comentário OsceLabs
Laparotomia previa mais dor, vomitos, distensao e parada de eliminacao de gases e fezes, com ruidos aumentados e timbre metalico, define obstrucao mecanica de delgado — e a causa numero um em abdome ja operado sao as bridas. No ileo paralitico (A) os ruidos estao ABOLIDOS, nao aumentados; neoplasia de colon (B) daria obstrucao de instalacao lenta em paciente mais velho; volvo de intestino medio (C) e raro nessa faixa e cursa com isquemia precoce. Resposta D.
Questão 55Uma mulher com 30 anos de idade comparece à consulta de rotina na Unidade Básica de Saúde. Refere que há 30 dias vem se sentindo desanimada, sem energia, com hiporexia, dificuldade de concentração e perda de prazer ao realizar atividades antes consideradas prazerosas. Relata também episódios de mal-estar súbito e uma “bola na garganta”, com dificuldade para engolir, quando muito ansiosa. Diz trabalhar e cumprir com suas obrigações com dificuldade. Nega antecedentes clínicos e psiquiátricos, bem como o uso de medicações, álcool, tabaco e outras drogas. Diante desses sintomas, assinale a alternativa em que são apresentadas a principal hipótese diagnóstica e a conduta adequada ao caso.Gabarito: B
Uma mulher com 30 anos de idade comparece à consulta de rotina na Unidade Básica de Saúde. Refere que há 30 dias vem se sentindo desanimada, sem energia, com hiporexia, dificuldade de concentração e perda de prazer ao realizar atividades antes consideradas prazerosas. Relata também episódios de mal-estar súbito e uma “bola na garganta”, com dificuldade para engolir, quando muito ansiosa. Diz trabalhar e cumprir com suas obrigações com dificuldade. Nega antecedentes clínicos e psiquiátricos, bem como o uso de medicações, álcool, tabaco e outras drogas. Diante desses sintomas, assinale a alternativa em que são apresentadas a principal hipótese diagnóstica e a conduta adequada ao caso.
- A. Transtorno de pânico; orientar a realização de atividade física e oferecer psicoterapia.
- B. Transtorno depressivo leve; orientar a realização de atividade física e oferecer psicoterapia. ✓
- C. Transtorno somatoforme; encaminhar ao gastroenterologista para esclarecimento da disfagia.
- D. Transtorno de ansiedade generalizada; prescrever benzodiazepínicos e oferecer psicoterapia.
Comentário OsceLabs
Humor deprimido, anedonia, hiporexia, fadiga e dificuldade de concentracao ha 30 dias, mantendo — ainda que com esforco — as atividades laborais, configuram episodio depressivo LEVE. A 'bola na garganta' e globus, sintoma ansioso comum no quadro depressivo, e nao justifica investigacao gastroenterologica (C). Na depressao leve, atividade fisica e psicoterapia sao primeira linha, sem necessidade imediata de antidepressivo. Benzodiazepinico de rotina (D) traz risco de dependencia. Resposta B.
Questão 56Uma mulher com 57 anos de idade é levada por familiares a uma Unidade de Pronto Atendimento com quadro de “desmaio”, ocorrido há poucas horas. A paciente recuperou a consciência e passou a queixar-se de palpitação e tonteiras. Ela nega febre, cefaleia, dispneia ou dor precordial e episódios prévios semelhantes. A paciente refere ter hipertensão, controlada apenas com diuréticos, nega tabagismo ou etilismo. Ao exame físico, apresenta-se lúcida, orientada, colaborativa, pálida, sudoreica e levemente taquipneica. A ausculta pulmonar é normal. O resultado do exame cardiovascular mostra ritmo cardíaco irregular, em dois tempos, bulhas normofonéticas, sem sopros; pressão arterial = 80 x 40 mmHg; frequência cardíaca = 200 bpm em média; frequência respiratória = 24 irpm. Os demais aspectos do exame físico não apresentam alterações significativas. A paciente foi submetida, de imediato, a eletrocardiograma, cujo resultado é reproduzido a seguir. VI No atendimento à essa paciente, a conduta indicada éGabarito: A
Uma mulher com 57 anos de idade é levada por familiares a uma Unidade de Pronto Atendimento com quadro de “desmaio”, ocorrido há poucas horas. A paciente recuperou a consciência e passou a queixar-se de palpitação e tonteiras. Ela nega febre, cefaleia, dispneia ou dor precordial e episódios prévios semelhantes. A paciente refere ter hipertensão, controlada apenas com diuréticos, nega tabagismo ou etilismo. Ao exame físico, apresenta-se lúcida, orientada, colaborativa, pálida, sudoreica e levemente taquipneica. A ausculta pulmonar é normal. O resultado do exame cardiovascular mostra ritmo cardíaco irregular, em dois tempos, bulhas normofonéticas, sem sopros; pressão arterial = 80 x 40 mmHg; frequência cardíaca = 200 bpm em média; frequência respiratória = 24 irpm. Os demais aspectos do exame físico não apresentam alterações significativas. A paciente foi submetida, de imediato, a eletrocardiograma, cujo resultado é reproduzido a seguir. VI No atendimento à essa paciente, a conduta indicada é
- A. administração de heparina por via intravenosa, cardioversão elétrica imediata, início de anticoagulação por via oral pós-cardioversão e terapia de manutenção posterior com amiodarona. ✓
- B. administração de heparina por via intravenosa, início de anticoagulação ou antiagregação por via oral, cardioversão elétrica ou química posterior e terapia de manutenção com amiodarona.
- C. administração imediata de betabloqueador por via endovenosa, início de anticoagulação ou antiagregação por via oral, monitorização do eletrocardiograma e observação da evolução.
- D. administração imediata de amiodarona, início de anticoagulação ou antiagregação por via oral, ablação por cateter de focos arritmogênicos e suspensão das drogas pós-ablação.
Comentário OsceLabs
Fibrilacao atrial de alta resposta (ritmo irregular, cerca de 200 bpm) com sincope, hipotensao de 80x40 mmHg, palidez e sudorese e taquiarritmia INSTAVEL. Instabilidade impoe cardioversao eletrica sincronizada imediata, com heparinizacao, anticoagulacao oral apos e amiodarona para manutencao do ritmo. Controlar frequencia com betabloqueador (C) piora a hipotensao; cardioverter 'posteriormente' (B) ou apostar em amiodarona e ablacao (D) atrasa a medida que salva. Resposta A.
Questão 57Uma menina com 4 anos de idade, pesando 18 kg, é trazida pelos pais ao Pronto Atendimento após detectarem que ela ingeriu 6 comprimidos de 750 mg de paracetamol há aproximadamente 3 horas. No momento da consulta, a criança apresenta náuseas e dor abdominal. Diante desse quadro, a conduta imediata éGabarito: B
Uma menina com 4 anos de idade, pesando 18 kg, é trazida pelos pais ao Pronto Atendimento após detectarem que ela ingeriu 6 comprimidos de 750 mg de paracetamol há aproximadamente 3 horas. No momento da consulta, a criança apresenta náuseas e dor abdominal. Diante desse quadro, a conduta imediata é
- A. administrar piridoxina.
- B. administrar N-acetilcisteína. ✓
- C. administrar xarope de ipeca.
- D. realizar lavagem gástrica. questão questão questão 20 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Foram 4.500 mg de paracetamol para 18 kg, ou seja, 250 mg/kg — muito acima do limiar toxico de 150 mg/kg. Com 3 horas de ingestao o antidoto e N-acetilcisteina, que repoe glutationa e neutraliza o metabolito NAPQI; ela e mais eficaz nas primeiras 8 a 10 horas, antes de qualquer alteracao laboratorial. Carvao ativado so teria papel na primeira hora; xarope de ipeca esta proscrito (C) e lavagem gastrica tardia e inutil (D); piridoxina e antidoto da isoniazida. Resposta B.
Questão 58Uma mulher com 36 anos de idade, Gesta 4 Para 0 Aborto 3 (todos espontâneos com 18, 17 e 15 semanas), na 14ª semana gestacional, é encaminhada à maternidade após realizar ultrassonografia transvaginal que revelou comprimento do colo uterino de 15 mm. A biometria fetal é compatível com a idade gestacional clínica, a vitalidade fetal é boa e não há alterações morfológicas. Considerando essa situação, a conduta indicada éGabarito: B
Uma mulher com 36 anos de idade, Gesta 4 Para 0 Aborto 3 (todos espontâneos com 18, 17 e 15 semanas), na 14ª semana gestacional, é encaminhada à maternidade após realizar ultrassonografia transvaginal que revelou comprimento do colo uterino de 15 mm. A biometria fetal é compatível com a idade gestacional clínica, a vitalidade fetal é boa e não há alterações morfológicas. Considerando essa situação, a conduta indicada é
- A. prescrever nifedipina por via oral.
- B. realizar cerclagem do colo uterino. ✓
- C. prescrever progesterona por via vaginal até a 34a semana gestacional.
- D. reavaliar o comprimento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal entre 20 e 24 semanas de gestação.
Comentário OsceLabs
Tres perdas gestacionais no segundo trimestre (18, 17 e 15 semanas), progressivamente mais precoces, com feto vivo e morfologicamente normal e colo de 15 mm na 14a semana: incompetencia istmocervical. A conduta e cerclagem, idealmente entre 12 e 16 semanas. Progesterona vaginal (C) previne prematuridade em colo curto SEM historia de perdas por incompetencia; tocolise com nifedipina (A) nao tem papel sem contracao; reavaliar so entre 20 e 24 semanas (D) e tarde demais. Resposta B.
Questão 59Um homem com 30 anos de idade, trabalhador rural, procurou uma Unidade de Pronto Atendimento referindo dor em região inguinal esquerda. Ele alega que a dor iniciou subitamente e com forte intensidade após “pegar um peso no trabalho”, há cerca de 12 horas. Concomitantemente, apresentou vômitos biliosos. Relata que utilizou analgésicos por via oral após o início dos sintomas, sem melhora da dor. Nega febre, sintomas urinários e alteração do hábito intestinal. Ao exame fisico, apresenta-se lúcido e orientado; pressão arterial = 120 x 80 mmHg; frequência cardíaca = 88 bpm; ausculta do tórax normal; abdome flácido, doloroso à palpação profunda em hipogástrio, sem dor a descompressão brusca; massa palpável em região inguinal esquerda, endurecida, dolorida e manualmente irredutível. Além da analgesia, a conduta adequada a ser adotada nesse caso éGabarito: C
Um homem com 30 anos de idade, trabalhador rural, procurou uma Unidade de Pronto Atendimento referindo dor em região inguinal esquerda. Ele alega que a dor iniciou subitamente e com forte intensidade após “pegar um peso no trabalho”, há cerca de 12 horas. Concomitantemente, apresentou vômitos biliosos. Relata que utilizou analgésicos por via oral após o início dos sintomas, sem melhora da dor. Nega febre, sintomas urinários e alteração do hábito intestinal. Ao exame fisico, apresenta-se lúcido e orientado; pressão arterial = 120 x 80 mmHg; frequência cardíaca = 88 bpm; ausculta do tórax normal; abdome flácido, doloroso à palpação profunda em hipogástrio, sem dor a descompressão brusca; massa palpável em região inguinal esquerda, endurecida, dolorida e manualmente irredutível. Além da analgesia, a conduta adequada a ser adotada nesse caso é
- A. realizar bloqueio ílio-hipogástrico para redução sob visão direta.
- B. referenciar o paciente para o ambulatório de cirurgia geral, após melhora da dor.
- C. providenciar transferência para uma unidade hospitalar que tenha cirurgião de plantão. ✓
- D. colocar o paciente em posição de Trendelemburg e tentar reduzir manualmente a massa inguinal esquerda.
Comentário OsceLabs
Dor inguinal subita apos esforco, com massa endurecida, dolorosa e IRREDUTIVEL ha 12 horas, acompanhada de vomitos biliosos: hernia inguinal encarcerada com obstrucao, sob risco de estrangulamento. Trata-se de urgencia cirurgica — o paciente deve ser transferido para servico com cirurgiao de plantao. Tentar reducao manual apos 12 horas (A e D) arrisca reducao em massa e devolucao de alca inviavel a cavidade; encaminhamento ambulatorial (B) e inaceitavel. Resposta C.
Questão 60Um médico da Unidade Básica de Saúde recebeu do Agente Comunitário de Saúde o comunicado de óbito de um paciente que o médico acompanhava, vítima de atropelamento. No local do ocorrido, já estava presente uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Nessa situação, o atestado de óbito deve ser preenchido pelo médicoGabarito: C
Um médico da Unidade Básica de Saúde recebeu do Agente Comunitário de Saúde o comunicado de óbito de um paciente que o médico acompanhava, vítima de atropelamento. No local do ocorrido, já estava presente uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Nessa situação, o atestado de óbito deve ser preenchido pelo médico
- A. do hospital de referência.
- B. da Unidade Básica de Saúde.
- C. do Instituto Médico Legal local. ✓
- D. do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. questão questão questão
Comentário OsceLabs
Atropelamento e morte por causa externa: independentemente de haver medico assistente, equipe do SAMU ou hospital envolvido, a declaracao de obito e obrigacao do medico legista do Instituto Medico Legal, apos necropsia. O medico da UBS (B) so atesta obitos por causa natural de paciente sob seus cuidados; a equipe do SAMU (D) e o hospital (A) tampouco podem atestar causa externa. Confundir isso e erro etico e prejudica a investigacao pericial. Resposta C.
Questão 61Uma mulher com 38 anos de idade deu entrada em uma Unidade de Emergência apresentando dispneia e dor torácica. O quadro teve inicio 5 dias antes com tosse seca, dor torácica à direita e febre alta. No dia seguinte ao de início do quadro, ela procurou assistência médica, tendo-lhe sido prescrito tratamento com levofloxacina para pneumonia bacteriana comunitária. A paciente relatou evolução com manutenção do quadro febril e das demais queixas; posteriormente, passou também a se sentir cansada, dispneica e com dor precordial do tipo pleurítica. Como não viu melhora do quadro, procurou a Unidade de Emergência onde se encontra no momento. No primeiro atendimento na Unidade de Emergência, a paciente negou tabagismo, etilismo e uso de drogas ilícitas. Sua história patológica pregressa revela apenas cistites de repetição, com último episódio há 2 meses, sempre tratadas com quinolona por via oral. Ao exame físico, apresentou pressão arterial = 85 x 40 mmHg; frequência cardíaca = 120 bpm; frequência respiratória = 28 irpm; temperatura = 38,7 ºC; exame pulmonar compatível com condensação lobar à direita. Foi iniciada oxigenioterapia sob máscara e considerado o diagnóstico de sepse através dos critérios clássicos (síndrome da resposta inflamatória sistêmica com infecção comprovada ou suspeita). Foram colhidas hemoculturas, o lactato sérico foi dosado, o esquema antibiótico foi modificado para cefalosporina de terceira geração + macrolídeo e foi iniciado resgate volêmico generoso. Os exames complementares realizados confirmam a existência de disfunção orgânica grave, com presença de 3 disfunções no escore SOFA (sequential organ-failure assessment): grave injúria renal, com creatinina sérica = 5,8 mg/dL; hipercalemia acentuada, com K+ sérico = 7,2 mEq/L; acidose metabólica importante, com pH = 7,18 e bicarbonato sérico = 12 mEq/L. Foram então instituídas medidas terapêuticas intensivas para controle das disfunções orgânicas, mas, na manhã seguinte, logo após a realização do registro eletrocardiográfico ilustrado a seguir, a paciente apresentou parada cardiorrespiratória em atividade elétrica sem pulso, que foi revertida com a realização das manobras do suporte básico de vida e administração intermitente de adrenalina, bicarbonato de sódio e gluconato de cálcio. Após estabilização hemodinâmica da paciente, foi indicada a instituição imediata de suporte dialítico. Considerando que o registro eletrocardiográfico apresentado indica a causa da parada cardiorrespiratória da paciente, o que motivou a instituição de terapêutica dialítica?Gabarito: A
Uma mulher com 38 anos de idade deu entrada em uma Unidade de Emergência apresentando dispneia e dor torácica. O quadro teve inicio 5 dias antes com tosse seca, dor torácica à direita e febre alta. No dia seguinte ao de início do quadro, ela procurou assistência médica, tendo-lhe sido prescrito tratamento com levofloxacina para pneumonia bacteriana comunitária. A paciente relatou evolução com manutenção do quadro febril e das demais queixas; posteriormente, passou também a se sentir cansada, dispneica e com dor precordial do tipo pleurítica. Como não viu melhora do quadro, procurou a Unidade de Emergência onde se encontra no momento. No primeiro atendimento na Unidade de Emergência, a paciente negou tabagismo, etilismo e uso de drogas ilícitas. Sua história patológica pregressa revela apenas cistites de repetição, com último episódio há 2 meses, sempre tratadas com quinolona por via oral. Ao exame físico, apresentou pressão arterial = 85 x 40 mmHg; frequência cardíaca = 120 bpm; frequência respiratória = 28 irpm; temperatura = 38,7 ºC; exame pulmonar compatível com condensação lobar à direita. Foi iniciada oxigenioterapia sob máscara e considerado o diagnóstico de sepse através dos critérios clássicos (síndrome da resposta inflamatória sistêmica com infecção comprovada ou suspeita). Foram colhidas hemoculturas, o lactato sérico foi dosado, o esquema antibiótico foi modificado para cefalosporina de terceira geração + macrolídeo e foi iniciado resgate volêmico generoso. Os exames complementares realizados confirmam a existência de disfunção orgânica grave, com presença de 3 disfunções no escore SOFA (sequential organ-failure assessment): grave injúria renal, com creatinina sérica = 5,8 mg/dL; hipercalemia acentuada, com K+ sérico = 7,2 mEq/L; acidose metabólica importante, com pH = 7,18 e bicarbonato sérico = 12 mEq/L. Foram então instituídas medidas terapêuticas intensivas para controle das disfunções orgânicas, mas, na manhã seguinte, logo após a realização do registro eletrocardiográfico ilustrado a seguir, a paciente apresentou parada cardiorrespiratória em atividade elétrica sem pulso, que foi revertida com a realização das manobras do suporte básico de vida e administração intermitente de adrenalina, bicarbonato de sódio e gluconato de cálcio. Após estabilização hemodinâmica da paciente, foi indicada a instituição imediata de suporte dialítico. Considerando que o registro eletrocardiográfico apresentado indica a causa da parada cardiorrespiratória da paciente, o que motivou a instituição de terapêutica dialítica?
- A. Hipercalemia acentuada e refratária. ✓
- B. Acidose metabólica grave e refratária.
- C. Pericardite urêmica com tamponamento.
- D. Sobrecarga volêmica com congestão pulmonar. questão 21 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
O eletrocardiograma que precedeu a parada em atividade eletrica sem pulso traduz o potassio de 7,2 mEq/L — ondas T apiculadas, alargamento do QRS e achatamento de P. Gluconato de calcio, bicarbonato e insulina apenas deslocam ou estabilizam temporariamente; quando a hipercalemia e grave e refrataria, num rim que ja nao filtra (creatinina 5,8), so a dialise REMOVE o potassio. Acidose (B), pericardite (C) e congestao (D) tambem sao indicacoes de dialise, mas nao foram a causa da parada. Resposta A.
Questão 62Um recém-nascido a termo apresentou hipotonia e movimentos respiratórios irregulares logo após o parto, cujo período expulsivo foi prolongado. O líquido amniótico apresentou mecônio. Ele foi levado à mesa de reanimação e foram realizados os passos iniciais. A frequência cardíaca do recém-nascido, auscultada com estetoscópio, foi de 80 bpm no primeiro minuto. Nessa situação, qual o próximo procedimento a ser realizado?Gabarito: A
Um recém-nascido a termo apresentou hipotonia e movimentos respiratórios irregulares logo após o parto, cujo período expulsivo foi prolongado. O líquido amniótico apresentou mecônio. Ele foi levado à mesa de reanimação e foram realizados os passos iniciais. A frequência cardíaca do recém-nascido, auscultada com estetoscópio, foi de 80 bpm no primeiro minuto. Nessa situação, qual o próximo procedimento a ser realizado?
- A. Ventilação com pressão positiva, com máscara facial e ar ambiente. ✓
- B. Ventilação com pressão positiva, com máscara facial e oxigênio a 100%.
- C. Aspiração da traqueia sob visualização direta, seguida de ventilação com máscara facial e ar ambiente.
- D. Entubação seguida de aspiração da traqueia e ventilação, por meio de cânula traqueal, com oxigênio a 100%.
Comentário OsceLabs
Apos os passos iniciais, o parametro que comanda a reanimacao neonatal e a frequencia cardiaca: abaixo de 100 bpm, indica-se ventilacao com pressao positiva por mascara facial, iniciada em AR AMBIENTE no recem-nascido a termo (o oxigenio a 100% aumenta o estresse oxidativo). A presenca de mecônio nao indica mais aspiracao traqueal de rotina, mesmo no neonato nao vigoroso — ventilar e a prioridade, o que descarta as opcoes C e D. Resposta A.
Questão 63Uma mulher com 24 anos de idade comparece a uma Unidade Básica de Saúde e relata que apresenta ciclos menstruais irregulares e alguns episódios de fluxo menstrual aumentado. Refere que a menarca ocorreu aos 14 anos, com ciclos oligomenorreicos até os 22 anos. A paciente apresenta-se em bom estado geral, corada, com acne leve na face e tronco e hirsutismo leve. Seu índice de massa corporal é 29,8 kg/m2 e, ao exame ginecológico, não se constatam alterações. A partir do quadro clínico descrito, qual a hipótese diagnóstica mais provável?Gabarito: B
Uma mulher com 24 anos de idade comparece a uma Unidade Básica de Saúde e relata que apresenta ciclos menstruais irregulares e alguns episódios de fluxo menstrual aumentado. Refere que a menarca ocorreu aos 14 anos, com ciclos oligomenorreicos até os 22 anos. A paciente apresenta-se em bom estado geral, corada, com acne leve na face e tronco e hirsutismo leve. Seu índice de massa corporal é 29,8 kg/m2 e, ao exame ginecológico, não se constatam alterações. A partir do quadro clínico descrito, qual a hipótese diagnóstica mais provável?
- A. Falência ovariana precoce.
- B. Síndrome dos ovários policísticos. ✓
- C. Hipogonadismo hipogonadotrófico.
- D. Imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. ÁREA LIVRE questão questão
Comentário OsceLabs
Irregularidade menstrual desde a menarca com oligomenorreia persistente, acne, hirsutismo e IMC de 29,8 kg/m2 preenche o quadro de sindrome dos ovarios policisticos (disfuncao ovulatoria + hiperandrogenismo clinico). Falencia ovariana precoce (A) cursaria com amenorreia e sintomas hipoestrogenicos; hipogonadismo hipogonadotrofico (C) nao gera hiperandrogenismo; imaturidade do eixo (D) e explicacao para os dois primeiros anos apos a menarca, nao aos 24 anos. Resposta B.
Questão 65Um homem com 30 anos de idade, morador de rua há 5 anos, é trazido pelo Agente Comunitário de Saúde para atendimento no consultório de rua. Apresenta emagrecimento não quantificado, sudorese noturna e tosse produtiva há pelo menos 2 meses. Não sabe informar a ocorrência de febre e tem histórico de três abandonos prévios de tratamento para tuberculose. Nessa situação, qual conduta deve ser adotada?Gabarito: D
Um homem com 30 anos de idade, morador de rua há 5 anos, é trazido pelo Agente Comunitário de Saúde para atendimento no consultório de rua. Apresenta emagrecimento não quantificado, sudorese noturna e tosse produtiva há pelo menos 2 meses. Não sabe informar a ocorrência de febre e tem histórico de três abandonos prévios de tratamento para tuberculose. Nessa situação, qual conduta deve ser adotada?
- A. Encaminhar o paciente para acolhimento em albergue ou abrigo e reiniciar esquema básico para tuberculose, com administração supervisionada diária da medicação, em razão da alta probabilidade de doença em atividade.
- B. Referenciar o paciente para internação hospitalar para investigação diagnóstica, devido à situação de vulnerabilidade social; caso o resultado de cultura de micobactéria com teste de sensibilidade seja positivo, iniciar o esquema de tratamento.
- C. Encaminhar o paciente para acolhimento em albergue ou abrigo e realizar investigação ambulatorial de tuberculose multirresistente, além de aguardar o resultado da cultura de micobactéria e do teste de sensibilidade para definição do esquema de tratamento.
- D. Referenciar o paciente para internação hospitalar por 2 meses, no mínimo; caso a baciloscopia seja positiva, reiniciar o esquema básico para tuberculose até obter resultado de cultura de micobactéria com teste de sensibilidade e, se for evidenciada resistência, modificar o esquema. questão questão 22 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016 ✓
Comentário OsceLabs
Morador de rua com tosse ha 2 meses, sudorese noturna e emagrecimento, somando TRES abandonos previos de tratamento: alta probabilidade de tuberculose ativa e risco elevado de resistencia adquirida. A internacao prolongada garante a adesao no paciente sem vinculo territorial; com baciloscopia positiva reinicia-se o esquema basico sem esperar a cultura, e o teste de sensibilidade define se e preciso trocar. Aguardar cultura para tratar (B e C) atrasa; tratar sem investigar resistencia (A) repete a falha. Resposta D.
Questão 66O gráfico a seguir apresenta a mortalidade proporcional por causa no Brasil, de 1930 a 2004. Disponível em: <www.ms.gov.br>. Acesso em: 31 jul. 2016 (Adaptado) A partir da análise do gráfico acima, infere-se queGabarito: D
O gráfico a seguir apresenta a mortalidade proporcional por causa no Brasil, de 1930 a 2004. Disponível em: <www.ms.gov.br>. Acesso em: 31 jul. 2016 (Adaptado) A partir da análise do gráfico acima, infere-se que
- A. a existência de políticas de segurança pública e de projetos para a redução de acidentes de transporte terrestre contribui para explicar a redução da mortalidade proporcional por causas externas.
- B. o aumento expressivo do número de casos de dengue a partir da década de 1990 contribui para explicar o aumento importante da mortalidade por doenças transmissíveis a partir desse período.
- C. o preenchimento inadequado das declarações de óbito é um dos fatores que contribui para explicar a persistência da mortalidade proporcional por causas cardiovasculares ao longo do período estudado.
- D. o sedentarismo e o excesso de peso incluem-se entre os fatores que contribuem para explicar o aumento contínuo da proporção de mortes por doenças crônicas não transmissíveis a partir de 1950. ÁREA LIVRE questão ✓
Comentário OsceLabs
A curva mostra transicao epidemiologica: queda das doencas transmissiveis e ascensao continua das cronicas nao transmissiveis a partir de 1950, impulsionada por urbanizacao, sedentarismo, excesso de peso, tabagismo e envelhecimento populacional. As causas externas AUMENTARAM no periodo (A); dengue tem letalidade baixa e nao explica reversao de tendencia (B); e o preenchimento inadequado do atestado gera causas mal definidas, nao excesso de causas cardiovasculares (C). Resposta D.
Questão 67Um bebê com 4 meses de idade é levado ao serviço de Pronto Atendimento com quadro clínico de diarreia iniciado no dia anterior. A mãe refere que a criança apresenta cerca de 8 evacuações diárias, líquidas, volumosas, sem sangue ou muco. Ao exame físico, encontra-se letárgico, com pulsos finos e tempo de enchimento capilar de 5 segundos. Após receber 2 expansões com soro fisiológico, 20 ml/kg, o bebê apresenta melhora parcial do quadro clínico. O resultado da gasometria arterial evidencia pH = 7,3 (valor de referência: 7,35 a 7,45); pO2 = 150 mmHg (valor de referência: 83 a 108 mmHg); pCO2 = 21 mmHg (valores de referência: 32 a 48 mmHg); HCO3 – = 14 mEq/L (valores de referência: 21 a 28 mEq/L); BE = – 3,5 (valor de referência: – 3 a +3). Diante desse quadro, a interpretação da gasometria e a conduta médica imediata sãoGabarito: A
Um bebê com 4 meses de idade é levado ao serviço de Pronto Atendimento com quadro clínico de diarreia iniciado no dia anterior. A mãe refere que a criança apresenta cerca de 8 evacuações diárias, líquidas, volumosas, sem sangue ou muco. Ao exame físico, encontra-se letárgico, com pulsos finos e tempo de enchimento capilar de 5 segundos. Após receber 2 expansões com soro fisiológico, 20 ml/kg, o bebê apresenta melhora parcial do quadro clínico. O resultado da gasometria arterial evidencia pH = 7,3 (valor de referência: 7,35 a 7,45); pO2 = 150 mmHg (valor de referência: 83 a 108 mmHg); pCO2 = 21 mmHg (valores de referência: 32 a 48 mmHg); HCO3 – = 14 mEq/L (valores de referência: 21 a 28 mEq/L); BE = – 3,5 (valor de referência: – 3 a +3). Diante desse quadro, a interpretação da gasometria e a conduta médica imediata são
- A. acidose metabólica e expansão volêmica. ✓
- B. acidose metabólica e infusão de bicarbonado de sódio.
- C. alcalose respiratória e entubação orotraqueal.
- D. alcalose respiratória e suplementação de oxigênio.
Comentário OsceLabs
pH 7,3 com bicarbonato de 14 mEq/L e pCO2 de 21 mmHg: a queda primaria e do bicarbonato — acidose metabolica com compensacao respiratoria (hiperventilacao), e nao alcalose respiratoria. Trata-se de perda intestinal de bicarbonato com choque hipovolemico ainda em resolucao (melhora apenas parcial apos duas expansoes), de modo que a conduta imediata e continuar a expansao volemica. Bicarbonato de sodio (B) so entra em acidose grave refrataria. Resposta A.
Questão 68Uma mulher com 25 anos de idade, assintomática, com início da vida sexual aos 16 anos, realizou exame de colpocitologia pela primeira vez na Unidade Básica de Saúde do seu bairro. O resultado evidenciou células escamosas atípicas de significado indeterminado, não se podendo afastar lesão de alto grau. A paciente foi encaminhada para realizar colposcopia, que não evidenciou a junção escamocolunar ou qualquer lesão. Considerando essa situação, qual a conduta indicada para essa paciente?Gabarito: C
Uma mulher com 25 anos de idade, assintomática, com início da vida sexual aos 16 anos, realizou exame de colpocitologia pela primeira vez na Unidade Básica de Saúde do seu bairro. O resultado evidenciou células escamosas atípicas de significado indeterminado, não se podendo afastar lesão de alto grau. A paciente foi encaminhada para realizar colposcopia, que não evidenciou a junção escamocolunar ou qualquer lesão. Considerando essa situação, qual a conduta indicada para essa paciente?
- A. Realizar conização.
- B. Indicar biópsia do colo uterino.
- C. Realizar nova citologia endocervical. ✓
- D. Repetir citologia cervicovaginal em seis meses. ÁREA LIVRE questão questão 23 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Citologia com celulas escamosas atipicas nao podendo afastar lesao de alto grau (ASC-H) tem risco relevante de NIC II/III, e a colposcopia foi INSATISFATORIA — junçao escamocolunar nao visivel e sem lesao ectocervical. Nesse cenario a lesao pode estar no canal, e o passo e avaliar o canal endocervical por nova citologia dirigida. Conizacao (A) e excessiva sem diagnostico; biopsiar colo sem lesao visivel (B) tem baixo rendimento; repetir em 6 meses (D) subestima o ASC-H. Resposta C.
Questão 70Uma mulher com 28 anos de idade procura a Unidade Básica de Saúde por cefaleia têmporo-parietal esquerda, pulsátil, de moderada intensidade (escala de dor 5/10), com início há 8 horas, associada a náuseas e fotofobia. A paciente refere apresentar episódios semelhantes há cerca de 5 anos e ressalta que, há um ano, as dores pioraram e os episódios se tornaram mais frequentes, ocorrendo cerca de uma vez por semana, relacionados a situações estressantes no emprego. A paciente faz uso de dipirona e paracetamol, sem alívio completo das dores e nega uso de outras medicações. Ao exame físico, apresenta-se sem alterações. Nessa situação, qual o medicamento usado na profilaxia para essa paciente?Gabarito: D
Uma mulher com 28 anos de idade procura a Unidade Básica de Saúde por cefaleia têmporo-parietal esquerda, pulsátil, de moderada intensidade (escala de dor 5/10), com início há 8 horas, associada a náuseas e fotofobia. A paciente refere apresentar episódios semelhantes há cerca de 5 anos e ressalta que, há um ano, as dores pioraram e os episódios se tornaram mais frequentes, ocorrendo cerca de uma vez por semana, relacionados a situações estressantes no emprego. A paciente faz uso de dipirona e paracetamol, sem alívio completo das dores e nega uso de outras medicações. Ao exame físico, apresenta-se sem alterações. Nessa situação, qual o medicamento usado na profilaxia para essa paciente?
- A. Ergotamina.
- B. Fluoxetina.
- C. Naratriptano.
- D. Topiramato. questão questão ✓
Comentário OsceLabs
Cefaleia unilateral pulsatil com nauseas e fotofobia, ha 5 anos, agora com crises semanais e analgesia insuficiente: migranea com indicacao de PROFILAXIA (crises frequentes, incapacitantes ou uso excessivo de analgesico). O topiramato e um dos farmacos de primeira linha comprovados, ao lado de betabloqueadores e amitriptilina. Ergotamina (A) e naratriptano (C) sao abortivos de crise e, usados de rotina, causam cefaleia por uso excessivo; fluoxetina (B) nao tem eficacia profilatica estabelecida. Resposta D.
Questão 71Um município de 15 mil habitantes deseja cobrir 100% do seu território com equipes de Saúde da Família para organizar a Atenção Básica e melhorar seus indicadores de saúde. O gestor responsável deve apresentar um projeto para a implantação de todas as equipes, seguindo os princípios da Estratégia de Saúde da Família. Nessa situação, o projeto de implantação das equipes deve conterGabarito: B
Um município de 15 mil habitantes deseja cobrir 100% do seu território com equipes de Saúde da Família para organizar a Atenção Básica e melhorar seus indicadores de saúde. O gestor responsável deve apresentar um projeto para a implantação de todas as equipes, seguindo os princípios da Estratégia de Saúde da Família. Nessa situação, o projeto de implantação das equipes deve conter
- A. a priorização do atendimento da demanda espontânea, devendo a demanda agendada priorizar doenças crônicas, gestantes e crianças para a Puericultura.
- B. a realização de ações de prevenção primária, secundária, terciária e quaternária, equilibrando as demandas agendadas com o atendimento à demanda espontânea. ✓
- C. a priorização do agendamento de atendimento a pacientes com doenças crônicas, gestantes e crianças para a Puericultura, devendo a demanda espontânea ser direcionada às Emergências e Unidades de Pronto Atendimento.
- D. a realização de ações de prevenção primária e secundária de forma equilibrada com o atendimento de demanda espontânea, enquanto as ações de prevenção terciária e quaternária devem ser direcionadas às Emergências e Unidades de Pronto Atendimento.
Comentário OsceLabs
A Estrategia de Saude da Familia nao escolhe entre demanda espontanea e programada: organiza as duas de forma equilibrada, com acolhimento e classificacao de risco. E atua nos quatro niveis de prevencao — primaria (vacina, educacao), secundaria (rastreamento), terciaria (reabilitacao de cronicos) e quaternaria (evitar excesso de intervencao e iatrogenia). Empurrar a demanda espontanea para o pronto atendimento (C) ou terceirizar prevencao terciaria e quaternaria (D) contraria os principios da Atencao Basica. Resposta B.
Questão 72Uma menina com 10 anos de idade é atendida na Unidade Básica de Saúde, com queixa de dor de cabeça recorrente há 6 meses. Refere que a dor é de moderada intensidade, localizada na região frontal, intermitente, com duração aproximada de 2 horas, de caráter pulsátil e acompanhada de náuseas e fotofobia. Relata ainda que os episódios são desencadeados por atividade física, jejum prolongado ou privação do sono. O exame físico é normal. Diante desse quadro, quais são o diagnóstico e o tratamento inicial recomendado?Gabarito: C
Uma menina com 10 anos de idade é atendida na Unidade Básica de Saúde, com queixa de dor de cabeça recorrente há 6 meses. Refere que a dor é de moderada intensidade, localizada na região frontal, intermitente, com duração aproximada de 2 horas, de caráter pulsátil e acompanhada de náuseas e fotofobia. Relata ainda que os episódios são desencadeados por atividade física, jejum prolongado ou privação do sono. O exame físico é normal. Diante desse quadro, quais são o diagnóstico e o tratamento inicial recomendado?
- A. Cefaleia tensional; ibuprofeno.
- B. Cefaleia tensional; ergotamina.
- C. Migrânea sem aura; ibuprofeno. ✓
- D. Migrânea sem aura; ergotamina.
Comentário OsceLabs
Cefaleia recorrente ha 6 meses, frontal, pulsatil, com nauseas e fotofobia, desencadeada por exercicio, jejum e privacao de sono, com exame normal: migranea sem aura (na crianca a dor costuma ser bilateral/frontal e mais curta, de 2 a 72 horas). Cefaleia tensional (A e B) e em aperto, sem nauseas ou fotofobia. O tratamento agudo de escolha e ibuprofeno; ergotaminicos (B e D) sao contraindicados na infancia pelo risco de ergotismo. Resposta C.
Questão 73Uma mulher com 30 anos de idade, Gesta 2 Para 1 (parto pré-termo há 2 anos), na 28a semana de gestação, procura a Unidade Básica de Saúde com queixa de corrimento vaginal há uma semana. Nega problemas urinários e cólicas em baixo-ventre. Ao exame especular, observa-se vagina de aspecto normal, com conteúdo acinzentado em pequena quantidade; pH vaginal = 7,0; resultado do teste de Whiff (hidróxido de potássio) positivo. Diante desse quadro, o tratamento indicado éGabarito: C
Uma mulher com 30 anos de idade, Gesta 2 Para 1 (parto pré-termo há 2 anos), na 28a semana de gestação, procura a Unidade Básica de Saúde com queixa de corrimento vaginal há uma semana. Nega problemas urinários e cólicas em baixo-ventre. Ao exame especular, observa-se vagina de aspecto normal, com conteúdo acinzentado em pequena quantidade; pH vaginal = 7,0; resultado do teste de Whiff (hidróxido de potássio) positivo. Diante desse quadro, o tratamento indicado é
- A. fluconazol 150 mg, por via oral, em dose única.
- B. nistatina 100.000 UI, por via vaginal, durante 14 dias.
- C. metronidazol 750 mg/dia, por via oral, durante 7 dias. ✓
- D. metronidazol 100 mg/L, por via vaginal, em dose única. questão questão questão 24 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Corrimento acinzentado, pH vaginal de 7,0 e teste das aminas positivo preenchem os criterios de Amsel para vaginose bacteriana. Em gestante com antecedente de parto pre-termo o tratamento e obrigatorio e deve ser SISTEMICO, com metronidazol por via oral, porque a via vaginal nao trata a colonizacao ascendente. Fluconazol e nistatina (A e B) tratam candidiase, que daria corrimento grumoso com pH acido; dose unica vaginal (D) e insuficiente nesse contexto. Resposta C.
Questão 74Um homem com 33 anos de idade foi trazido ao Pronto-Socorro hospitalar pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) com quadro de hematêmese e síncope. A equipe do SAMU encontrou o paciente já acordado, deitado sobre uma poça de sangue vermelho vivo. O paciente relatou uso de anti-inflamatório por 15 dias devido a trauma muscular na perna direita. Ao exame físico, encontra-se consciente, pálido, com extremidades frias; pressão arterial = 90 x 50 mmHg; frequência cardíaca = 130 bpm; frequência respiratória = 26 irpm. Foi realizada reposição volêmica com 2.000 ml de Ringer lactato endovenoso aquecido, com estabilização do quadro hemodinâmico. Logo após esse procedimento, o paciente foi submetido a endoscopia digestiva alta, que evidenciou úlcera gástrica pré-pilórica com vaso visível. Nessa situação, a conduta adequada éGabarito: D
Um homem com 33 anos de idade foi trazido ao Pronto-Socorro hospitalar pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) com quadro de hematêmese e síncope. A equipe do SAMU encontrou o paciente já acordado, deitado sobre uma poça de sangue vermelho vivo. O paciente relatou uso de anti-inflamatório por 15 dias devido a trauma muscular na perna direita. Ao exame físico, encontra-se consciente, pálido, com extremidades frias; pressão arterial = 90 x 50 mmHg; frequência cardíaca = 130 bpm; frequência respiratória = 26 irpm. Foi realizada reposição volêmica com 2.000 ml de Ringer lactato endovenoso aquecido, com estabilização do quadro hemodinâmico. Logo após esse procedimento, o paciente foi submetido a endoscopia digestiva alta, que evidenciou úlcera gástrica pré-pilórica com vaso visível. Nessa situação, a conduta adequada é
- A. adotar conduta conservadora, já que o risco de ressangramento é médio.
- B. realizar hemostasia com adrenalina, já que o risco de ressangramento é médio.
- C. encaminhar o paciente para cirurgia imediatamente, já que o risco de ressangramento é iminente.
- D. realizar hemostasia com terapia combinada (2 métodos associados), já que o risco de ressangramento é alto. ✓
Comentário OsceLabs
Hemorragia digestiva alta por ulcera com VASO VISIVEL nao sangrante e Forrest IIa: risco de ressangramento em torno de 50%, ou seja, ALTO. A conduta e terapia endoscopica combinada — adrenalina associada a metodo termico ou mecanico (clipe) —, pois a adrenalina isolada tem alta taxa de recidiva (B), somada a inibidor de bomba de protons endovenoso. Conduta conservadora (A) subestima o risco; cirurgia imediata (C) so apos falha da endoscopia. Resposta D.
Questão 75Um menino com 9 anos de idade é levado a consulta médica por sua tia. Ela refere que, há 4 meses, o menino vem apresentando períodos de choro alternados com irritabilidade e que está mais triste. Além disso, seu rendimento escolar tem diminuído progressivamente e, à noite, tem acordado com frequência, devido a pesadelos. Questionada se ocorreu algo diferente na vida do menino que pudesse ter ocasionado os sintomas, a tia refere que a mudança de comportamento coincidiu com a época em que o namorado da mãe passou a morar com eles, e que, até então, ele era um menino alegre, falante e estudioso. Segundo a tia, o namorado da mãe é agressivo e consome álcool diariamente. Ao exame clínico do menino, observam-se hematomas em membros superiores e inferiores e três lesões semelhantes a queimadura de cigarro. O médico suspeita que a criança esteja sendo vítima de violência. Nesse caso, além de convocar a mãe para comparecer ao serviço de saúde, o médico deveGabarito: B
Um menino com 9 anos de idade é levado a consulta médica por sua tia. Ela refere que, há 4 meses, o menino vem apresentando períodos de choro alternados com irritabilidade e que está mais triste. Além disso, seu rendimento escolar tem diminuído progressivamente e, à noite, tem acordado com frequência, devido a pesadelos. Questionada se ocorreu algo diferente na vida do menino que pudesse ter ocasionado os sintomas, a tia refere que a mudança de comportamento coincidiu com a época em que o namorado da mãe passou a morar com eles, e que, até então, ele era um menino alegre, falante e estudioso. Segundo a tia, o namorado da mãe é agressivo e consome álcool diariamente. Ao exame clínico do menino, observam-se hematomas em membros superiores e inferiores e três lesões semelhantes a queimadura de cigarro. O médico suspeita que a criança esteja sendo vítima de violência. Nesse caso, além de convocar a mãe para comparecer ao serviço de saúde, o médico deve
- A. fazer Boletim de Ocorrência Policial.
- B. notificar a suspeita ao Conselho Tutelar. ✓
- C. agendar retorno em 15 dias para reavaliação.
- D. solicitar realização de perícia para confirmar a suspeita de violência. questão questão
Comentário OsceLabs
Mudanca de comportamento coincidindo com a chegada de companheiro agressivo, queda no rendimento escolar, pesadelos, hematomas em varios estagios e lesoes compativeis com queimadura de cigarro: suspeita de violencia contra crianca. A suspeita — nao a certeza — ja obriga a notificacao compulsoria ao Conselho Tutelar. Nao cabe ao medico exigir pericia (D) ou boletim de ocorrencia (A) como pre-requisito, e agendar retorno em 15 dias (C) devolve a crianca ao risco. Resposta B.
Questão 76Uma mulher com 40 anos de idade, solteira, iniciou seguimento no ambulatório de hepatites após seus exames de rotina terem apresentado resultado positivo para o anticorpo anti-HCV. Ela relatou ser enfermeira em Unidade de Terapia Intensiva há 15 anos e negou comorbidades ou quaisquer outros fatores de risco para contaminação pelo HCV. Na consulta de triagem, o exame físico foi normal e os resultados de exames laboratoriais não apresentaram alteração, à exceção das transaminases hepáticas, com valores 4 vezes acima do normal. No retorno ambulatorial, após 6 meses, foram observados os seguintes resultados de exames: anticorpo anti-HCV positivo (segunda amostra); PCR em tempo real quantitativo para HCV-RNA com carga viral de 600.000 UI/mL (log = 5,78); HCV genótipo 2; transaminases nos mesmos níveis dos exames anteriores; alfa-fetoproteína normal; ELISA anti-HIV negativo. A ultrassonografia de abdome não evidenciou alteração no parênquima hepático e a biópsia hepática, realizada em seguida, evidenciou fibrose portal sem septos (Metavir F1). Considerando-se o caso acima, qual é a conduta indicada e o que deverá ser informado à paciente sobre a possibilidade de resposta ao tratamento?Gabarito: D
Uma mulher com 40 anos de idade, solteira, iniciou seguimento no ambulatório de hepatites após seus exames de rotina terem apresentado resultado positivo para o anticorpo anti-HCV. Ela relatou ser enfermeira em Unidade de Terapia Intensiva há 15 anos e negou comorbidades ou quaisquer outros fatores de risco para contaminação pelo HCV. Na consulta de triagem, o exame físico foi normal e os resultados de exames laboratoriais não apresentaram alteração, à exceção das transaminases hepáticas, com valores 4 vezes acima do normal. No retorno ambulatorial, após 6 meses, foram observados os seguintes resultados de exames: anticorpo anti-HCV positivo (segunda amostra); PCR em tempo real quantitativo para HCV-RNA com carga viral de 600.000 UI/mL (log = 5,78); HCV genótipo 2; transaminases nos mesmos níveis dos exames anteriores; alfa-fetoproteína normal; ELISA anti-HIV negativo. A ultrassonografia de abdome não evidenciou alteração no parênquima hepático e a biópsia hepática, realizada em seguida, evidenciou fibrose portal sem septos (Metavir F1). Considerando-se o caso acima, qual é a conduta indicada e o que deverá ser informado à paciente sobre a possibilidade de resposta ao tratamento?
- A. Iniciar terapêutica com interferon peguilado; informar à paciente que o genótipo 2 do HCV tem pouca resposta aos medicamentos, apesar de sua baixa carga viral pré-tratamento.
- B. Iniciar terapêutica com interferon peguilado e ribavirina; informar à paciente que o genótipo 2 do HCV tem pouca resposta aos medicamentos, apesar de sua baixa carga viral pré-tratamento.
- C. Iniciar terapêutica com interferon peguilado; informar à paciente que o genótipo 2 do HCV tem boa chance de resposta viral sustentada após 24 semanas de tratamento, tendo em vista a baixa carga viral de início.
- D. Iniciar terapêutica com interferon peguilado e ribavirina; informar à paciente que o genótipo 2 do HCV tem boa chance de resposta viral sustentada após 24 semanas de tratamento, tendo em vista a baixa carga viral de início. ÁREA LIVRE questão 25 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016 ✓
Comentário OsceLabs
Hepatite C cronica genotipo 2, com carga viral baixa (menos de 600.000 UI/mL) e fibrose minima (Metavir F1): no esquema disponivel a epoca, o tratamento e interferon peguilado ASSOCIADO a ribavirina — a monoterapia (A e C) tem resposta muito inferior. E a informacao correta a paciente e otimista: genotipos 2 e 3 sao os mais responsivos, com alta taxa de resposta viral sustentada em 24 semanas, ainda mais com carga viral pre-tratamento baixa. Resposta D.
Questão 77Uma mulher com 40 anos de idade, Gesta 4 Para 2 Aborto 1, assintomática, na 16ª semana de gestação, é atendida no ambulatório de pré-natal de alto risco, encaminhada da Unidade Básica de Saúde (UBS), por ser portadora de hipertensão crônica e ter apresentado pressão arterial = 150 x 100 mmHg na última consulta na UBS. A gestante relata ter feito uso de captopril (75 mg/dia) desde seu último parto, há três anos, e ter suspendido o uso da medicação após descobrir que estava grávida. Aferida novamente a pressão arterial, obteve-se resultado de 160 x 105 mmHg. Nesse caso, a conduta terapêutica indicada éGabarito: B
Uma mulher com 40 anos de idade, Gesta 4 Para 2 Aborto 1, assintomática, na 16ª semana de gestação, é atendida no ambulatório de pré-natal de alto risco, encaminhada da Unidade Básica de Saúde (UBS), por ser portadora de hipertensão crônica e ter apresentado pressão arterial = 150 x 100 mmHg na última consulta na UBS. A gestante relata ter feito uso de captopril (75 mg/dia) desde seu último parto, há três anos, e ter suspendido o uso da medicação após descobrir que estava grávida. Aferida novamente a pressão arterial, obteve-se resultado de 160 x 105 mmHg. Nesse caso, a conduta terapêutica indicada é
- A. iniciar furosemida.
- B. iniciar alfametildopa. ✓
- C. reintroduzir captopril, com dose maior.
- D. reintroduzir captopril e associar hidroclorotiazida.
Comentário OsceLabs
Hipertensa cronica na 16a semana com PA de 160x105 mmHg precisa de anti-hipertensivo, e a alfametildopa e o farmaco de escolha na gestacao, com a maior experiencia de seguranca fetal. Inibidores da ECA como o captopril (C e D) sao contraindicados no 2o e 3o trimestres — causam oligoamnio, disgenesia renal e morte fetal —, e a paciente acertou ao suspende-lo. Furosemida (A) reduz o volume plasmatico e a perfusao placentaria, sendo reservada a congestao. Resposta B.
Questão 78Uma menina com 12 anos de idade foi atendida em hospital de grande porte com trauma abdominal contuso devido à queda de bicicleta. Relata que o acidente ocorreu há 30 minutos e refere dor abdominal intensa, com escoriações na região umbilical e no flanco esquerdo e palidez cutânea. Apresenta pressão arterial = 75 x 50 mmHg; frequência cardíaca = 124 bpm; peso = 31 kg. Durante o atendimento foi realizada avaliação ultrassonográfica direcionada para trauma (FAST) na sala de emergência, cujo resultado evidenciou moderada quantidade de líquido (aproximadamente 150 ml) no quadrante superior, entre o baço e o rim esquerdo. Após administração de analgésico e infusão de 500 ml de solução cristaloide por via endovenosa, a paciente relatou melhora da dor e apresentou os seguintes sinais vitais: pressão arterial = 90 x 70 mmHg; frequência cardíaca = 100 bpm. A conduta indicada nesse caso éGabarito: C
Uma menina com 12 anos de idade foi atendida em hospital de grande porte com trauma abdominal contuso devido à queda de bicicleta. Relata que o acidente ocorreu há 30 minutos e refere dor abdominal intensa, com escoriações na região umbilical e no flanco esquerdo e palidez cutânea. Apresenta pressão arterial = 75 x 50 mmHg; frequência cardíaca = 124 bpm; peso = 31 kg. Durante o atendimento foi realizada avaliação ultrassonográfica direcionada para trauma (FAST) na sala de emergência, cujo resultado evidenciou moderada quantidade de líquido (aproximadamente 150 ml) no quadrante superior, entre o baço e o rim esquerdo. Após administração de analgésico e infusão de 500 ml de solução cristaloide por via endovenosa, a paciente relatou melhora da dor e apresentou os seguintes sinais vitais: pressão arterial = 90 x 70 mmHg; frequência cardíaca = 100 bpm. A conduta indicada nesse caso é
- A. realizar lavado peritoneal diagnóstico.
- B. transfundir 10 ml/kg de concentrado de hemácias.
- C. realizar, imediatamente, tomografia computadorizada do abdome. ✓
- D. indicar laparotomia exploradora para avaliar a ocorrência de lesão traumática do baço. ÁREA LIVRE questão questão
Comentário OsceLabs
Trauma abdominal contuso pediatrico com FAST positivo (liquido no recesso esplenorrenal) que RESPONDE a reposicao volemica — pressao e frequencia melhoram e a dor cede. Paciente estavel permite tomografia de abdome com contraste, que grada a lesao esplenica e viabiliza o tratamento nao operatorio, padrao na crianca. Laparotomia (D) so para instabilidade persistente ou peritonite; lavado peritoneal (A) foi substituido pelo FAST; transfundir (B) nao se justifica com resposta hemodinamica adequada. Resposta C.
Questão 79O médico de um hospital terciário recebeu um homem com 38 anos de idade, pintor de paredes, transferido de um hospital do interior do estado devido a um quadro de febre vespertina e dispneia aos médios esforços, quadro que teve início há 20 dias. Nos últimos 5 dias, evoluiu para dispneia de repouso e passou a apresentar edema de membros inferiores, oligúria e dor em hipocôndrio direito. Antes do quadro atual, o paciente era hígido, não apresentava comorbidades e não fazia uso de medicamentos ou substâncias ilícitas. Ao exame físico, observa-se icterícia (+/4+) e palidez cutânea. A ausculta cardíaca revela sopro sistólico em área mitral com irradiação para a axila, grau III da escala Levine; pressão arterial = 110 x 70 mmHg; frequência cardíaca = 100 bpm. A ausculta pulmonar revela estertores crepitantes bilaterais nas bases pulmonares. Constataram-se linfonodos não palpáveis nas cadeias inguinais e cervicais; baço palpável; hepatomegalia a 4 dedos do rebordo costal direito, na linha hemiclavicular; pulsos simétricos, regulares e presentes em todos os membros; cacifo positivo em membros inferiores, em regiões maleolares; lesão avermelhada e dolorosa na região palmar esquerda, com área de 2 cm2. Os exames realizados no hospital de onde o paciente foi encaminhado mostram os resultados a seguir. Exame de sangue: hemoculturas positivas para enterococos; hemácias = 4,5 milhões/mm3 (valor de referência: 4,5 a 6,1 milhões/mm3); hemoglobina = 8,0 g/dL (valor de referência: 13,0 a 16,5 g/dL); hematócrito = 32% (valor de referência: 36 a 54%); volume corpuscular médio (VCM) = 80 fL (valor de referência: 80 a 98 fL); leucócitos = 14.300/mm3 (valor de referência: 3.600 a 11.000/mm3); neutrófilos/segmentados = 77% (valor de referência: 40 a 70%). Exame de urina simples: urina sem leucocitúria; com hematúria +/4+; proteína C reativa = 22 mg/dL; ureia = 58 mg/dL (valor de referência: 19 a 49 mg/dL); creatinina = 2,5 mg/dL (valor de referência: 0,7 a 1,2 mg/dL); bilirrubina total = 2,5 mg/dL (valor de referência: 0,3 a 1,2 mg/dL); bilirrubina indireta = 2,1 mg/dL (valor de referência: até 1,0 mg/dL); bilirrubina direta = 0,40 mg/dL (valor de referência: até 0,35 mg/dL). Ecocardiograma transtorácico: prolapso mitral regurgitante. Radiografia do tórax: infiltrado bilateral em ápices pulmonares. Nesse caso, a conduta indicada éGabarito: C
O médico de um hospital terciário recebeu um homem com 38 anos de idade, pintor de paredes, transferido de um hospital do interior do estado devido a um quadro de febre vespertina e dispneia aos médios esforços, quadro que teve início há 20 dias. Nos últimos 5 dias, evoluiu para dispneia de repouso e passou a apresentar edema de membros inferiores, oligúria e dor em hipocôndrio direito. Antes do quadro atual, o paciente era hígido, não apresentava comorbidades e não fazia uso de medicamentos ou substâncias ilícitas. Ao exame físico, observa-se icterícia (+/4+) e palidez cutânea. A ausculta cardíaca revela sopro sistólico em área mitral com irradiação para a axila, grau III da escala Levine; pressão arterial = 110 x 70 mmHg; frequência cardíaca = 100 bpm. A ausculta pulmonar revela estertores crepitantes bilaterais nas bases pulmonares. Constataram-se linfonodos não palpáveis nas cadeias inguinais e cervicais; baço palpável; hepatomegalia a 4 dedos do rebordo costal direito, na linha hemiclavicular; pulsos simétricos, regulares e presentes em todos os membros; cacifo positivo em membros inferiores, em regiões maleolares; lesão avermelhada e dolorosa na região palmar esquerda, com área de 2 cm2. Os exames realizados no hospital de onde o paciente foi encaminhado mostram os resultados a seguir. Exame de sangue: hemoculturas positivas para enterococos; hemácias = 4,5 milhões/mm3 (valor de referência: 4,5 a 6,1 milhões/mm3); hemoglobina = 8,0 g/dL (valor de referência: 13,0 a 16,5 g/dL); hematócrito = 32% (valor de referência: 36 a 54%); volume corpuscular médio (VCM) = 80 fL (valor de referência: 80 a 98 fL); leucócitos = 14.300/mm3 (valor de referência: 3.600 a 11.000/mm3); neutrófilos/segmentados = 77% (valor de referência: 40 a 70%). Exame de urina simples: urina sem leucocitúria; com hematúria +/4+; proteína C reativa = 22 mg/dL; ureia = 58 mg/dL (valor de referência: 19 a 49 mg/dL); creatinina = 2,5 mg/dL (valor de referência: 0,7 a 1,2 mg/dL); bilirrubina total = 2,5 mg/dL (valor de referência: 0,3 a 1,2 mg/dL); bilirrubina indireta = 2,1 mg/dL (valor de referência: até 1,0 mg/dL); bilirrubina direta = 0,40 mg/dL (valor de referência: até 0,35 mg/dL). Ecocardiograma transtorácico: prolapso mitral regurgitante. Radiografia do tórax: infiltrado bilateral em ápices pulmonares. Nesse caso, a conduta indicada é
- A. solicitar ultrassonografia de abdome superior e iniciar cloranfenicol com ajuste de dose para a função renal.
- B. solicitar provas sorológicas de atividade reumática e iniciar metilprednisolona por via intravenosa em pulsoterapia.
- C. solicitar ecocardiograma transesofágico e iniciar ampicilina e gentamicina com ajuste de doses para a função renal. ✓
- D. solicitar tomografia computadorizada de tórax e iniciar ceftriaxona e claritromicina com ajuste de doses para a função renal. questão 26 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Febre prolongada, sopro mitral regurgitante, esplenomegalia, anemia, hematuria sem leucocituria (glomerulonefrite), lesao dolorosa na palma (nodulo de Osler) e hemocultura positiva para enterococo fecham endocardite infecciosa. Falta caracterizar a vegetacao com ecocardiograma TRANSESOFAGICO, mais sensivel que o transtoracico, e iniciar ampicilina com gentamicina — associacao sinergica classica para enterococo —, com dose ajustada a funcao renal. Resposta C.
Questão 80Durante reunião do Conselho Municipal de Saúde de um município de 200 mil habitantes, a Equipe de Saúde da Família responsável pelos atendimentos de uma Unidade Básica de Saúde foi informada que, nos últimos 8 meses, constatou-se aumento de 40% nas taxas de suicídio e de tentativa de suicídio naquela localidade. Que medidas de intervenção coletiva são indicadas para esse município?Gabarito: A
Durante reunião do Conselho Municipal de Saúde de um município de 200 mil habitantes, a Equipe de Saúde da Família responsável pelos atendimentos de uma Unidade Básica de Saúde foi informada que, nos últimos 8 meses, constatou-se aumento de 40% nas taxas de suicídio e de tentativa de suicídio naquela localidade. Que medidas de intervenção coletiva são indicadas para esse município?
- A. Criar grupos de apoio terapêutico e incentivar a criação de grupos de convívio em escolas municipais e outros espaços públicos. ✓
- B. Realizar novas contratações de médicos psiquiatras e psicólogos e encaminhar pacientes com ideação suicida para internação compulsória.
- C. Estimular a divulgação detalhada dos eventos de suicídio e tentativas de suicídio que ocorrerem na cidade através dos meios de comunicação disponíveis.
- D. Realizar campanhas entre os profissionais da atenção básica para que evitem perguntar aos pacientes sobre suicídio, já que isso pode incentivar o comportamento suicida.
Comentário OsceLabs
Prevencao coletiva de suicidio se faz fortalecendo redes de apoio e pertencimento: grupos terapeuticos e espacos de convivio em escolas e equipamentos publicos, com capacitacao das equipes para identificar risco. Divulgar detalhes dos casos na midia (C) favorece o efeito de imitacao (Werther) e e explicitamente desaconselhado; perguntar sobre ideacao suicida NAO induz o ato — e a principal ferramenta de deteccao (D e falso); internacao compulsoria em massa (B) nao e politica de prevencao. Resposta A.
Questão 81Um menino com 7 anos de idade é atendido em ambulatório de pediatria uma semana após alta hospitalar, com diagnóstico de febre reumática e insuficiência mitral moderada. Qual é a profilaxia secundária indicada nesse caso?Gabarito: D
Um menino com 7 anos de idade é atendido em ambulatório de pediatria uma semana após alta hospitalar, com diagnóstico de febre reumática e insuficiência mitral moderada. Qual é a profilaxia secundária indicada nesse caso?
- A. Penicilina por via oral uma vez ao dia, todos os dias, até os 18 anos de idade.
- B. Penicilina por via oral uma vez ao dia, todos os dias, até os 25 anos de idade.
- C. Penicilina benzatina por via intramuscular a cada 21 dias até os 25 anos de idade.
- D. Penicilina benzatina por via intramuscular a cada 21 dias até os 40 anos de idade ou por toda a vida. ✓
Comentário OsceLabs
Febre reumatica com cardite e sequela valvar (insuficiencia mitral moderada) e o cenario de maior risco de recorrencia e de agravamento da lesao: a profilaxia secundaria com penicilina benzatina intramuscular a cada 21 dias deve ser mantida ate os 40 anos de idade ou por toda a vida. Sem cardite, a regra seria ate 21 anos; com cardite sem sequela, ate os 25. A via oral diaria (A e B) tem adesao inferior e nao e a preferencial. Resposta D.
Questão 82Uma mulher primípara com 24 anos de idade apresenta sangramento vaginal pós-parto. O parto ocorreu há duas horas, na maternidade onde ela se encontra, por via vaginal sem episiotomia. Ao exame físico, apresenta-se descorada ++/4+; frequência cardíaca = 110 bpm; pressão arterial = 90 x 50 mmHg; útero amolecido com fundo palpável 2 cm acima da cicatriz umbilical. Nesse caso, os procedimentos indicados sãoGabarito: D
Uma mulher primípara com 24 anos de idade apresenta sangramento vaginal pós-parto. O parto ocorreu há duas horas, na maternidade onde ela se encontra, por via vaginal sem episiotomia. Ao exame físico, apresenta-se descorada ++/4+; frequência cardíaca = 110 bpm; pressão arterial = 90 x 50 mmHg; útero amolecido com fundo palpável 2 cm acima da cicatriz umbilical. Nesse caso, os procedimentos indicados são
- A. infusão de cristaloides e embolização das artérias uterinas.
- B. infusão de plasma fresco e ligadura das artérias hipogástricas.
- C. administração de concentrado de hemácias e histerectomia total.
- D. realização de massagem uterina e administração de uterotônicos. questão questão questão ✓
Comentário OsceLabs
Sangramento nas primeiras 2 horas pos-parto com utero AMOLECIDO e fundo acima da cicatriz umbilical define atonia uterina, causa mais comum de hemorragia pos-parto. A conduta inicial e mecanica e farmacologica: massagem uterina e uterotonicos (ocitocina, seguida de metilergometrina ou misoprostol), junto a reposicao volemica. Ligadura de hipogastricas, embolizacao e histerectomia (A, B e C) sao medidas de resgate, apenas apos falha do tratamento clinico. Resposta D.
Questão 83Um homem com 36 anos de idade, alcoolista crônico, ao ser atendido em um hospital, foi submetido a laparotomia exploradora, em razão de úlcera gástrica pré-pilórica perfurada. Realizaram-se biópsias das bordas da úlcera, rafia da lesão e limpeza da cavidade. Foi iniciada antibioticoterapia com ciprofloxacino e metronidazol e reposição hidroeletrolítica adequada. No 1o dia pós-operatório, evoluiu com taquicardia (frequência cardíaca = 123 bpm) associada a agitação psicomotora, confusão mental, tremores de extremidades e dor abdominal leve à palpação profunda. Nesse caso, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta indicada sãoGabarito: B
Um homem com 36 anos de idade, alcoolista crônico, ao ser atendido em um hospital, foi submetido a laparotomia exploradora, em razão de úlcera gástrica pré-pilórica perfurada. Realizaram-se biópsias das bordas da úlcera, rafia da lesão e limpeza da cavidade. Foi iniciada antibioticoterapia com ciprofloxacino e metronidazol e reposição hidroeletrolítica adequada. No 1o dia pós-operatório, evoluiu com taquicardia (frequência cardíaca = 123 bpm) associada a agitação psicomotora, confusão mental, tremores de extremidades e dor abdominal leve à palpação profunda. Nesse caso, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta indicada são
- A. deiscência de gastrorrafia; realizar laparotomia exploradora imediata com antrectomia e vagotomia seletiva.
- B. síndrome de abstinência alcoólica; administrar benzodiazepínicos, indicar reposição de tiamina e pactuar com o paciente – e familiares, caso o paciente esteja de acordo – os cuidados para desintoxicação. ✓
- C. sepse abdominal; ampliar o espectro da antibioticoterapia e, caso não haja melhora em 24 horas, indicar nova laparotomia exploradora para limpeza e drenagem da cavidade abdominal.
- D. pancreatite aguda alcoólica; indicar hidratação vigorosa, jejum oral e a realização de exames laboratoriais e tomografia computadorizada para avaliar a necessidade de nova intervenção cirúrgica e prognóstico.
Comentário OsceLabs
Alcoolista cronico que, no primeiro dia de pos-operatorio (24 a 72 horas sem beber), abre taquicardia, agitacao, confusao mental e tremor de extremidades: sindrome de abstinencia alcoolica. Trata-se com benzodiazepinico, reposicao de tiamina ANTES de glicose (prevencao de Wernicke) e pactuacao do cuidado. Deiscencia e sepse abdominal (A e C) cursariam com febre, peritonite e piora progressiva do abdome, aqui apenas levemente doloroso; nada sugere pancreatite (D). Resposta B.
Questão 84Uma mulher com 35 anos de idade é admitida na Unidade de Emergência em razão de uma situação de estresse. Desde o divórcio, há 2 anos, mora com os pais, os quais referem que a paciente tem estado inquieta há alguns meses, apresentando irritabilidade contínua e “crises nervosas” com muitos tremores e irritação, situações que vêm se agravando. A paciente admite sua irritabilidade, mas, por sua vez, refere que os pais a tratam “como criança” e que a insistência em levá-la ao médico é um dos motivos de sua irritação. Ao exame, a paciente apresenta agitação mental sem perda da autocrítica, tremores finos nos membros superiores, reflexos patelares e bicipitais exacerbados, com aumento de área reflexógena bilateralmente. A palpação da tireoide não revela bócio ou nodulação. Nesse caso, deve ser solicitadaGabarito: B
Uma mulher com 35 anos de idade é admitida na Unidade de Emergência em razão de uma situação de estresse. Desde o divórcio, há 2 anos, mora com os pais, os quais referem que a paciente tem estado inquieta há alguns meses, apresentando irritabilidade contínua e “crises nervosas” com muitos tremores e irritação, situações que vêm se agravando. A paciente admite sua irritabilidade, mas, por sua vez, refere que os pais a tratam “como criança” e que a insistência em levá-la ao médico é um dos motivos de sua irritação. Ao exame, a paciente apresenta agitação mental sem perda da autocrítica, tremores finos nos membros superiores, reflexos patelares e bicipitais exacerbados, com aumento de área reflexógena bilateralmente. A palpação da tireoide não revela bócio ou nodulação. Nesse caso, deve ser solicitada
- A. avaliação psiquiátrica, para descartar psicose reativa breve.
- B. dosagem de T4 livre e de TSH, para descartar hipertireoidismo. ✓
- C. avaliação psicológica, para descartar transtorno de ansiedade com crises de pânico.
- D. dosagem de catecolaminas plasmáticas, metanefrinas e ácido vanil-mandélico urinários, para descartar feocromocitoma. questão questão 27 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Antes de rotular como transtorno psiquiatrico, e obrigatorio excluir causa organica. Irritabilidade progressiva, agitacao com autocritica preservada, tremor fino de extremidades e hiper-reflexia com area reflexogena aumentada sao sinais de tireotoxicose — e a ausencia de bocio palpavel nao afasta o diagnostico. Solicita-se TSH e T4 livre. Encaminhar a psiquiatria ou psicologia (A e C) sem descartar hipertireoidismo atrasa o tratamento; feocromocitoma (D) cursaria com crises hipertensivas paroxisticas. Resposta B.
Questão 85Um médico de família, ao final do turno de atendimento em uma Unidade Básica de Saúde, observou terem sido atendidos 12 pacientes, com as seguintes ocorrências: HIV/AIDS em adulto; varicela em criança sem gravidade; violência doméstica; intoxicação por agrotóxico; mordedura em mão por cão desconhecido; picada de escorpião; hanseníase; sífilis primária em adulto; toxoplasmose gestacional; acidente de trabalho em técnica de enfermagem da Unidade por perfuração com agulha descartada; coqueluche em adulto; doença aguda pelo vírus zika. Desses casos, aqueles de notificação compulsória imediata, em menos de 24 horas, sãoGabarito: C
Um médico de família, ao final do turno de atendimento em uma Unidade Básica de Saúde, observou terem sido atendidos 12 pacientes, com as seguintes ocorrências: HIV/AIDS em adulto; varicela em criança sem gravidade; violência doméstica; intoxicação por agrotóxico; mordedura em mão por cão desconhecido; picada de escorpião; hanseníase; sífilis primária em adulto; toxoplasmose gestacional; acidente de trabalho em técnica de enfermagem da Unidade por perfuração com agulha descartada; coqueluche em adulto; doença aguda pelo vírus zika. Desses casos, aqueles de notificação compulsória imediata, em menos de 24 horas, são
- A. HIV/AIDS em adulto; varicela em criança sem gravidade; hanseníase.
- B. intoxicação por agrotóxico; doença aguda pelo vírus zika; toxoplasmose gestacional.
- C. picada de escorpião; mordedura em mão por cão desconhecido; coqueluche em adulto. ✓
- D. sífilis primária em adulto; violência doméstica; acidente de trabalho com exposição a material biológico.
Comentário OsceLabs
Sao de notificacao IMEDIATA (ate 24 horas) os agravos que exigem intervencao em janela curta: acidente por animal potencialmente transmissor de raiva (mordedura por cao desconhecido, que define profilaxia antirrabica), acidente por animal peconhento (escorpiao, que define soroterapia) e coqueluche, cuja notificacao aciona quimioprofilaxia dos contatos. HIV/AIDS, hanseníase, sifilis, varicela sem gravidade e violencia domestica seguem fluxo de notificacao semanal. Resposta C.
Questão 86Uma mulher com 45 anos de idade, Gesta 3 Para 3, comparece em consulta no ambulatório de ginecologia. Relata aumento do fluxo menstrual e episódios de sangramento vaginal fora do período menstrual, que vêm ocorrendo há 6 meses. A paciente refere laqueadura tubária realizada há 5 anos. O exame especular não apresenta anormalidades. Ao toque vaginal, detecta-se útero aumentado de volume e de consistência endurecida. O exame de citologia cervicovaginal realizado há dois meses apresenta resultado satisfatório e normal. No resultado da ultrassonografia transvaginal realizada há um mês, constata-se volume uterino = 488 cm3, contendo diversos nódulos hipoecoicos compatíveis com leiomiomas uterinos submucosos, intramurais e subserosos. Nesse caso, a conduta indicada éGabarito: A
Uma mulher com 45 anos de idade, Gesta 3 Para 3, comparece em consulta no ambulatório de ginecologia. Relata aumento do fluxo menstrual e episódios de sangramento vaginal fora do período menstrual, que vêm ocorrendo há 6 meses. A paciente refere laqueadura tubária realizada há 5 anos. O exame especular não apresenta anormalidades. Ao toque vaginal, detecta-se útero aumentado de volume e de consistência endurecida. O exame de citologia cervicovaginal realizado há dois meses apresenta resultado satisfatório e normal. No resultado da ultrassonografia transvaginal realizada há um mês, constata-se volume uterino = 488 cm3, contendo diversos nódulos hipoecoicos compatíveis com leiomiomas uterinos submucosos, intramurais e subserosos. Nesse caso, a conduta indicada é
- A. realizar histerectomia. ✓
- B. realizar miomectomia.
- C. prescrever análogo do hormônio liberador de gonadotrofina.
- D. prescrever anticoncepcional combinado por via oral, com uso contínuo. ÁREA LIVRE questão questão
Comentário OsceLabs
Mulher de 45 anos com prole constituida e laqueadura, sangramento uterino anormal ha 6 meses e utero de 488 cm3 com miomas submucosos, intramurais e subserosos — volume que corresponde a um utero de cerca de 20 semanas. Sem desejo reprodutivo e com doenca difusa, a histerectomia e o tratamento definitivo. Miomectomia (B) e para quem quer preservar fertilidade; analogo do GnRH (C) so reduz volume temporariamente, como preparo cirurgico; contraceptivo oral (D) nao controla utero desse tamanho. Resposta A.
Questão 87Um homem com 36 anos de idade é atendido na Unidade de Pronto Atendimento devido a episódio de perda de sangue vermelho vivo por via anal, após evacuação. O paciente informa o aparecimento, há cerca de 6 meses, de uma tumoração em região anal após as evacuações, que melhora espontaneamente depois de aproximadamente 30 a 60 minutos, e episódios eventuais de raias de sangue nas fezes, dor e prurido anal discretos. Relata que seu hábito intestinal não apresentou alterações recentes e que evacua a cada três dias, em média. Nega emagrecimento, febre, astenia, tabagismo e informa uso social de bebida alcoólica. Submetido à inspeção, evidenciou-se ânus de configuração anatômica, com contratilidade normal. Ao toque retal, o paciente refere dor discreta; o tônus do esfíncter não apresenta alterações, sendo perceptível cordão varicoso único com pequena massa indolor e endurecida em região posterior, estreitamento da luz e ausência de sangue em dedo de luva durante esse exame. Nesse caso, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta indicada sãoGabarito: C
Um homem com 36 anos de idade é atendido na Unidade de Pronto Atendimento devido a episódio de perda de sangue vermelho vivo por via anal, após evacuação. O paciente informa o aparecimento, há cerca de 6 meses, de uma tumoração em região anal após as evacuações, que melhora espontaneamente depois de aproximadamente 30 a 60 minutos, e episódios eventuais de raias de sangue nas fezes, dor e prurido anal discretos. Relata que seu hábito intestinal não apresentou alterações recentes e que evacua a cada três dias, em média. Nega emagrecimento, febre, astenia, tabagismo e informa uso social de bebida alcoólica. Submetido à inspeção, evidenciou-se ânus de configuração anatômica, com contratilidade normal. Ao toque retal, o paciente refere dor discreta; o tônus do esfíncter não apresenta alterações, sendo perceptível cordão varicoso único com pequena massa indolor e endurecida em região posterior, estreitamento da luz e ausência de sangue em dedo de luva durante esse exame. Nesse caso, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta indicada são
- A. neoplasia retal; realização de retossigmoidoscopia.
- B. polipose retal; internação do paciente e realização de colonoscopia.
- C. doença hemorroidária grau 2; prescrição de analgésicos, incremento na ingestão de fibras e banhos de assento em água morna. ✓
- D. fissura anal com subestenose retal; prescrição de analgésicos, agentes formadores de bolo fecal e banhos de assento em água morna.
Comentário OsceLabs
Tumoracao anal que exterioriza apos a evacuacao e reduz ESPONTANEAMENTE, com sangramento vermelho vivo, prurido e cordao varicoso ao toque, define doenca hemorroidaria grau II. O tratamento e clinico: regularizar o habito intestinal com fibras e agua, banhos de assento e analgesia. Neoplasia (A) e polipose (B) nao dariam massa reversivel com a evacuacao; fissura anal (D) cursa com dor intensa em 'lamina' durante e apos evacuar, e nao com prolapso. Resposta C.
Questão 88Um recém-nascido a termo, com 18 horas de vida, apresenta icterícia em face e pescoço. O parto foi normal sem intecorrências. A mãe relata ter realizado o pré-natal corretamente, mas não apresentou o cartão da gestante. Nesse caso, a conduta indicada éGabarito: D
Um recém-nascido a termo, com 18 horas de vida, apresenta icterícia em face e pescoço. O parto foi normal sem intecorrências. A mãe relata ter realizado o pré-natal corretamente, mas não apresentou o cartão da gestante. Nesse caso, a conduta indicada é
- A. realizar exsanguineotransfusão.
- B. suspender o aleitamento materno.
- C. reavaliar o recém-nascido após 24 horas.
- D. solicitar dosagem de bilirrubina total e frações. ÁREA LIVRE questão questão 28 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016 ✓
Comentário OsceLabs
Icterícia que surge nas primeiras 24 horas de vida e SEMPRE patologica — o marcador tipico e doenca hemolitica por incompatibilidade Rh ou ABO, principalmente em mae sem tipagem documentada. Logo, o primeiro passo e quantificar: dosar bilirrubina total e fracoes e plotar no normograma para decidir fototerapia. Reavaliar em 24 horas (C) perde tempo diante do risco de kernicterus; exsanguineotransfusao (A) sem valor de bilirrubina e precipitada; suspender o leite materno (B) nao se aplica nessa idade. Resposta D.
Questão 89Um homem com 20 anos de idade foi trazido ao Serviço de Emergência por amigos, após ter apresentado falta de ar intensa em uma festa. Durante o atendimento, o paciente referiu que, nos últimos 2 meses, tem apresentado sintomas diurnos similares 3 ou 4 vezes por semana, acordado à noite com dispneia 2 ou 3 vezes por semana e utilizado medicação de alívio para dispneia mais de 5 vezes por semana. Informou, ainda, que essa é a terceira vez que precisa procurar o Serviço de Emergência desde que começou a apresentar os sintomas. Ao dar entrada no Serviço de Emergência, o paciente apresentava dispneia moderada, com sibilos difusos; frequência respiratória = 30 irpm; frequência cardíaca = 130 bpm; pico de fluxo expiratório = 40% do previsto; saturação periférica de oxigênio de 91% em ar ambiente. Após a inalação de broncodilatador de curta de duração (3 doses, com 1 dose a cada 20 minutos), o paciente refere melhora da dispneia, contudo, apresenta sibilância leve; pico de fluxo expiratório = 60% do previsto; frequência respiratória = 25 irpm; frequência cardíaca = 110 bpm; saturação periférica de oxigênio de 93% em ar ambiente. A conduta indicada nesse caso éGabarito: B
Um homem com 20 anos de idade foi trazido ao Serviço de Emergência por amigos, após ter apresentado falta de ar intensa em uma festa. Durante o atendimento, o paciente referiu que, nos últimos 2 meses, tem apresentado sintomas diurnos similares 3 ou 4 vezes por semana, acordado à noite com dispneia 2 ou 3 vezes por semana e utilizado medicação de alívio para dispneia mais de 5 vezes por semana. Informou, ainda, que essa é a terceira vez que precisa procurar o Serviço de Emergência desde que começou a apresentar os sintomas. Ao dar entrada no Serviço de Emergência, o paciente apresentava dispneia moderada, com sibilos difusos; frequência respiratória = 30 irpm; frequência cardíaca = 130 bpm; pico de fluxo expiratório = 40% do previsto; saturação periférica de oxigênio de 91% em ar ambiente. Após a inalação de broncodilatador de curta de duração (3 doses, com 1 dose a cada 20 minutos), o paciente refere melhora da dispneia, contudo, apresenta sibilância leve; pico de fluxo expiratório = 60% do previsto; frequência respiratória = 25 irpm; frequência cardíaca = 110 bpm; saturação periférica de oxigênio de 93% em ar ambiente. A conduta indicada nesse caso é
- A. iniciar terbutalina por via subcutânea, aminofilina por via endovenosa e continuar a nebulização a cada 20 minutos.
- B. adicionar prednisona por via oral, dose de 1-2 mg/kg/dia, e continuar a nebulização a cada 20 minutos, com reavaliação em 1 hora. ✓
- C. indicar internação hospitalar, adicionar prednisona por via oral, dose de 1-2 mg/kg/dia, e continuar a nebulização a cada 20 minutos.
- D. aumentar o intervalo de nebulização para 2 horas e orientar alta com broncodilatador de longa duração de horário e de curta duração de demanda. ÁREA LIVRE questão
Comentário OsceLabs
Crise asmatica moderada com resposta PARCIAL as tres nebulizacoes (pico de fluxo subiu de 40% para 60%, mas persistem sibilos e saturacao de 93%): o paciente ainda nao tem criterio de alta nem de internacao. A conduta e adicionar corticoide sistemico oral, manter a nebulizacao e reavaliar em 1 hora. Aminofilina e terbutalina subcutanea (A) foram abandonadas nesse cenario; internar (C) e precoce; dar alta com broncodilatador de longa duracao sem corticoide (D) e a receita da nova recidiva. Resposta B.
Questão 90A Organização Mundial de Saúde lançou, em 2004, o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, que conclama todos os países-membros a adotarem medidas para assegurar a qualidade e a segurança da assistência prestada nas unidades de saúde. Nesse contexto, assinale a alternativa em que é apresentada orientação do Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos.Gabarito: A
A Organização Mundial de Saúde lançou, em 2004, o programa Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, que conclama todos os países-membros a adotarem medidas para assegurar a qualidade e a segurança da assistência prestada nas unidades de saúde. Nesse contexto, assinale a alternativa em que é apresentada orientação do Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos.
- A. Quando a ordem verbal for absolutamente necessária, o prescritor deve falar o nome, a dose e a via de administração do medicamento de forma clara e quem receber a ordem verbal deve repetir em voz alta o que foi dito e receber confirmação do prescritor antes de administrar o medicamento. ✓
- B. Deve ser utilizada a abreviatura NI (não identificado) na prescrição de pacientes que são admitidos nas unidades de saúde sem possibilidade de identificação, como em casos de emergências e situações de catástrofe.
- C. A prescrição de medicamentos de uso crônico pode ser feita, desde que a doença já esteja bem controlada, com acréscimo da expressão “uso contínuo”, sem a necessidade de indicação da duração do tratamento.
- D. Nas prescrições ambulatoriais, deverão ser registradas todas as orientações acerca do modo de utilização do medicamento, podendo as recomendações não farmacológicas serem realizadas de forma verbal.
Comentário OsceLabs
O protocolo de seguranca na prescricao restringe a ordem verbal a situacoes de emergencia e exige a dupla checagem: quem recebe repete em voz alta nome, dose e via, e so administra apos confirmacao do prescritor. Abreviaturas como 'NI' (B) sao vedadas — usa-se identificacao provisoria padronizada com pulseira; prescricao de uso continuo (C) exige registro de duracao e reavaliacao; e orientacoes nao farmacologicas (D) devem ser escritas, nao verbais. Resposta A.
Questão 91Uma adolescente com 15 anos de idade, diagnosticada com diabetes melito tipo 1 há 6 anos, é atendida em ambulatório de Atenção Secundária com queixa de adinamia e sonolência excessiva, que vem comprometendo suas atividades escolares. Devido à palpação de tumoração na parte anterior do pescoço, surgida há 2 meses, o médico solicitou ultrassonografia de tireoide, que evidenciou hipoecogenicidade e bócio heterogêneo com micronódulos distribuídos pelo parênquima. Com base nessa situação, assinale a alternativa em que são apresentados os achados laboratoriais que confirmam o diagnóstico.Gabarito: B
Uma adolescente com 15 anos de idade, diagnosticada com diabetes melito tipo 1 há 6 anos, é atendida em ambulatório de Atenção Secundária com queixa de adinamia e sonolência excessiva, que vem comprometendo suas atividades escolares. Devido à palpação de tumoração na parte anterior do pescoço, surgida há 2 meses, o médico solicitou ultrassonografia de tireoide, que evidenciou hipoecogenicidade e bócio heterogêneo com micronódulos distribuídos pelo parênquima. Com base nessa situação, assinale a alternativa em que são apresentados os achados laboratoriais que confirmam o diagnóstico.
- A. TSH aumentado, com T4 diminuído e anticorpo antiperoxidase negativo.
- B. TSH aumentado, com T4 diminuído e anticorpo antiperoxidase positivo. ✓
- C. TSH diminuído, com diminuição concomitante de T4 e T3.
- D. TSH diminuído, com aumento concomitante de T4 e T3. questão questão 29 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Adolescente com diabetes tipo 1 (doenca autoimune) que desenvolve bocio heterogeneo, hipoecogenico e micronodular, com adinamia e sonolencia: tireoidite de Hashimoto, a associacao autoimune mais frequente no DM1. O padrao laboratorial e de hipotireoidismo primario — TSH alto com T4 baixo — somado ao anticorpo antiperoxidase (anti-TPO) POSITIVO, que confirma a etiologia autoimune. Sem o anticorpo (A) falta a confirmacao; TSH baixo (C e D) descreveria hipotireoidismo central ou tireotoxicose. Resposta B.
Questão 92Uma mulher com 40 anos de idade comparece ao hospital com queixa de caroço na mama esquerda, surgido 3 meses após trauma no local. Ao exame físico, palpa-se nódulo de 3 cm no quadrante superior externo da mama esquerda, de consistência endurecida, acompanhado de retração de pele e equimose, sem sinais flogísticos. Nesse caso, o diagnóstico diferencial do carcinoma mamário éGabarito: B
Uma mulher com 40 anos de idade comparece ao hospital com queixa de caroço na mama esquerda, surgido 3 meses após trauma no local. Ao exame físico, palpa-se nódulo de 3 cm no quadrante superior externo da mama esquerda, de consistência endurecida, acompanhado de retração de pele e equimose, sem sinais flogísticos. Nesse caso, o diagnóstico diferencial do carcinoma mamário é
- A. fibroadenoma.
- B. necrose gordurosa. ✓
- C. abscesso mamário.
- D. tumor Phylodes de mama.
Comentário OsceLabs
Nodulo endurecido com retracao de pele e equimose surgido apos trauma mamario e a apresentacao classica da esteatonecrose (necrose gordurosa): a fibrose cicatricial retrai a pele e imita perfeitamente um carcinoma, na clinica e na mamografia. Fibroadenoma (A) e movel, fibroelastico e de contornos regulares; abscesso (C) traz sinais flogisticos, ausentes aqui; tumor filoides (D) e volumoso e de crescimento rapido. A biopsia e obrigatoria para diferenciar. Resposta B.
Questão 93Um menino com 6 anos de idade deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento, acompanhado pela mãe. Relata que caiu do beliche, de uma altura aproximada de 1 metro, há 3 horas. Na admissão, apresenta-se choroso, com impotência funcional no punho direito e com dor local intensa. O resultado da radiografia do punho direito da criança é apresentado na imagem a seguir. Nesse caso, o diagnóstico e a conduta sãoGabarito: A
Um menino com 6 anos de idade deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento, acompanhado pela mãe. Relata que caiu do beliche, de uma altura aproximada de 1 metro, há 3 horas. Na admissão, apresenta-se choroso, com impotência funcional no punho direito e com dor local intensa. O resultado da radiografia do punho direito da criança é apresentado na imagem a seguir. Nesse caso, o diagnóstico e a conduta são
- A. fratura do rádio distal através da placa de crescimento e metáfise, poupando a epífise; redução local fechada, com colocação de gesso. ✓
- B. fratura da ulna distal através da placa de crescimento e metáfise; redução local fechada, com colocação de gesso.
- C. fratura do rádio distal, acometendo a epífise; imobilização com tipóia e administração de anti-inflamatório por via oral.
- D. fratura da ulna distal através da placa de crescimento e metáfise; redução aberta da lesão, com colocação de fixador externo. questão questão
Comentário OsceLabs
Trauma de punho na crianca com dor e impotencia funcional: a radiografia descreve traco que atravessa a placa de crescimento e se estende pela metafise, POUPANDO a epifise — Salter-Harris tipo II do radio distal, o osso e o padrao mais frequentes nessa faixa. O tratamento e reducao fechada com imobilizacao gessada, com bom prognostico de crescimento. Imobilizar com tipoia sem reduzir (C) mantem o desvio; fixador externo (D) e desproporcional numa lesao redutivel por manobra. Resposta A.
Questão 94Como estratégia de enfrentamento ao grande número de casos de acidente vascular encefálico nos idosos moradores de uma determinada área de abrangência da Estratégia de Saúde da Família, propõe-se projeto de intervenção coletiva centrado na prevenção primária de tal adoecimento. Das ações específicas listadas abaixo, aquela que deve ser priorizada nesse projeto de prevenção primária éGabarito: D
Como estratégia de enfrentamento ao grande número de casos de acidente vascular encefálico nos idosos moradores de uma determinada área de abrangência da Estratégia de Saúde da Família, propõe-se projeto de intervenção coletiva centrado na prevenção primária de tal adoecimento. Das ações específicas listadas abaixo, aquela que deve ser priorizada nesse projeto de prevenção primária é
- A. buscar um controle efetivo da hipertensão arterial sistêmica nos pacientes idosos da região, sendo alvos do tratamento anti-hipertensivo os níveis tensionais menores ou iguais a 120 x 80 mmHg.
- B. realizar palestras e outras atividades educativas, com destaque para a adesão a um plano dietético mais saudável, pobre em sal e rico em verduras, legumes e frutas, bem como para o combate ao sedentarismo e o tabagismo.
- C. realizar rastreamento primário na população idosa local através da realização de ultrassonografia com Doppler de artérias carótidas e vertebrais, com o objetivo de avaliar a ocorrência de placas ateroscleróticas clinicamente silenciosas.
- D. prescrever anticoagulação crônica adequada, associada a controle laboratorial de acordo com o fármaco utilizado, para indivíduos portadores de fibrilação atrial crônica cuja pontuação no escore CHADS2 seja maior ou igual a 2 pontos. ✓
Comentário OsceLabs
Prevencao primaria e evitar o primeiro evento, e entre as acoes listadas a de maior impacto individual comprovado e anticoagular portadores de fibrilacao atrial cronica com CHADS2 igual ou maior que 2 — reduz o risco de AVC cardioembolico em cerca de dois tercos. Alvo pressorico de 120x80 mmHg (A) nao e recomendado no idoso, pelo risco de hipoperfusao e queda; rastrear carotida em assintomatico (C) nao tem respaldo; palestras (B) sao acao inespecifica de baixo rendimento isolado. Resposta D.
Questão 95Um homem com 50 anos de idade, sedentário, tabagista há 20 anos, com consumo médio de 1 maço de cigarros por dia e índice de massa corporal = 29 kg/m2, inicia acompanhamento na Unidade Básica de Saúde (UBS). Relata ter sido avaliado há 5 meses por cardiologista, o qual solicitou exames e prescreveu sinvastatina 20 mg/dia e ácido acetilsalicílico (AAS) 100 mg/dia. Além disso, o cardiologista recomendou perda de peso e cessação do tabagismo. O paciente afirma ter tentado parar de fumar, sem êxito. Na consulta na UBS, verifica-se pressão arterial = 150 x 96 mmHg. Os resultados de exames laboratoriais realizados há 5 meses revelam: colesterol total = 200 mg/dL (valor de referência limítrofe: 200 a 239 mg/dL); colesterol HDL = 36 mg/dL (valor de referência desejável: superior a 60 mg/dL); triglicerídeos = 300 mg/dL (valor de referência limítrofe: 150 a 199 mg/dL); glicemia de jejum = 120 mg/dL (valor de referência normal: 70 a 99 mg/dL). Considerando o quadro clínico exposto acima e a relação entre a UBS e o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), assinale a alternativa em que é descrito o plano terapêutico adequado ao paciente.Gabarito: A
Um homem com 50 anos de idade, sedentário, tabagista há 20 anos, com consumo médio de 1 maço de cigarros por dia e índice de massa corporal = 29 kg/m2, inicia acompanhamento na Unidade Básica de Saúde (UBS). Relata ter sido avaliado há 5 meses por cardiologista, o qual solicitou exames e prescreveu sinvastatina 20 mg/dia e ácido acetilsalicílico (AAS) 100 mg/dia. Além disso, o cardiologista recomendou perda de peso e cessação do tabagismo. O paciente afirma ter tentado parar de fumar, sem êxito. Na consulta na UBS, verifica-se pressão arterial = 150 x 96 mmHg. Os resultados de exames laboratoriais realizados há 5 meses revelam: colesterol total = 200 mg/dL (valor de referência limítrofe: 200 a 239 mg/dL); colesterol HDL = 36 mg/dL (valor de referência desejável: superior a 60 mg/dL); triglicerídeos = 300 mg/dL (valor de referência limítrofe: 150 a 199 mg/dL); glicemia de jejum = 120 mg/dL (valor de referência normal: 70 a 99 mg/dL). Considerando o quadro clínico exposto acima e a relação entre a UBS e o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), assinale a alternativa em que é descrito o plano terapêutico adequado ao paciente.
- A. Manter a terapia farmacológica vigente e discutir plano de ação com a equipe do NASF. ✓
- B. Manter a terapia farmacológica vigente e encaminhar o paciente aos profissionais da equipe do NASF.
- C. Aumentar a dose de sinvastatina, associar anti-hipertensivo e discutir plano de ação com a equipe do NASF.
- D. Aumentar a dose da sinvastatina, associar anti-hipertensivo e encaminhar o paciente aos profissionais da equipe do NASF. questão questão 30 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Duas decisoes. Primeira: os exames tem 5 meses e ha uma unica medida de pressao alterada — nao se firma diagnostico de hipertensao nem se escalona estatina sem reavaliar, entao mantem-se a terapia vigente. Segunda, e o cerne da questao: o NASF trabalha por APOIO MATRICIAL, ou seja, a equipe de referencia discute o caso e constroi o plano de acao conjunto — nao encaminha o paciente para atendimento paralelo (B e D), o que fragmentaria o cuidado e romperia a longitudinalidade. Resposta A.
Questão 96Um menino com 7 anos de idade é trazido por sua mãe à Unidade Básica de Saúde, apresentando dor abdominal em cólica e diarreia intermitente há 2 meses. A mãe relata que o filho está apático, pálido, sem vontade de brincar e que apresenta, ainda, episódios de tosse e sibilância, sem antecedentes de atopia. Informa, ainda, que foi realizado um hemograma na semana anterior, cujo resultado demonstra hemoglobina = 8 g/dL (valor de referência: 10,5 a 14,0 g/dL). Nesse caso, a conduta adequada éGabarito: C
Um menino com 7 anos de idade é trazido por sua mãe à Unidade Básica de Saúde, apresentando dor abdominal em cólica e diarreia intermitente há 2 meses. A mãe relata que o filho está apático, pálido, sem vontade de brincar e que apresenta, ainda, episódios de tosse e sibilância, sem antecedentes de atopia. Informa, ainda, que foi realizado um hemograma na semana anterior, cujo resultado demonstra hemoglobina = 8 g/dL (valor de referência: 10,5 a 14,0 g/dL). Nesse caso, a conduta adequada é
- A. solicitar teste da fita adesiva, para pesquisar Enterobius vernicularis.
- B. solicitar aspirado duodenal para pesquisa de protozoários.
- C. solicitar exame parasitológico de fezes, para detecção de helmintos. ✓
- D. solicitar exame de fezes por centrifugação, para detecção de trofozoítos.
Comentário OsceLabs
Crianca com dor abdominal em colica, diarreia intermitente, palidez com hemoglobina de 8 g/dL e episodios de tosse e sibilancia SEM historia de atopia: a associacao de anemia com sintomas respiratorios transitorios sugere helmintiase com ciclo pulmonar (Loeffler) — ascaridiase ou ancilostomiase, esta ultima classicamente causando anemia ferropriva por espoliacao. O exame indicado e o parasitologico de fezes para helmintos. Fita adesiva (A) investiga oxiuro, que da prurido anal, e aspirado duodenal (B) busca giardia. Resposta C.
Questão 97Uma mulher com 36 anos de idade, Gesta 2 Para 2, procura a Unidade Básica de Saúde solicitando informações para utilização de método contraceptivo. Está assintomática, faz acompanhamento médico regular e apresenta resultado normal de citologia cervicovaginal colhida há 2 meses. Registra-se, como antecedente, colecistectomia há 2 anos, que cursou com trombose venosa profunda no membro inferior direito no pós-operatório. A paciente relata que, atualmente, não faz uso de qualquer medicação e nega tabagismo e outras doenças. Uma opção contraceptiva adequada para essa paciente é o uso de anticoncepcional à base deGabarito: B
Uma mulher com 36 anos de idade, Gesta 2 Para 2, procura a Unidade Básica de Saúde solicitando informações para utilização de método contraceptivo. Está assintomática, faz acompanhamento médico regular e apresenta resultado normal de citologia cervicovaginal colhida há 2 meses. Registra-se, como antecedente, colecistectomia há 2 anos, que cursou com trombose venosa profunda no membro inferior direito no pós-operatório. A paciente relata que, atualmente, não faz uso de qualquer medicação e nega tabagismo e outras doenças. Uma opção contraceptiva adequada para essa paciente é o uso de anticoncepcional à base de
- A. etinilestradiol 50 mcg, por via oral, mensal.
- B. noretisterona 0,35 mg, por via oral, de uso contínuo. ✓
- C. etinilestradiol 30 mcg + levonorgestrel 0,15 mg, por via oral, mensal.
- D. enantato de noretisterona 50 mg + valerato de estradiol 5 mg, injetável, mensal. ÁREA LIVRE questão questão
Comentário OsceLabs
Antecedente de trombose venosa profunda contraindica em definitivo qualquer metodo com ESTROGENIO — o que elimina as opcoes A, C e D, todas combinadas. Restam metodos so de progestagenio, seguros do ponto de vista trombotico: a minipilula de noretisterona 0,35 mg em uso continuo, sem pausa. Valem tambem DIU de cobre, DIU de levonorgestrel, implante e injetavel trimestral. Vale lembrar que a paciente nao tem indicacao de contracepcao de emergencia nem de metodo mensal combinado. Resposta B.
Questão 98Uma mulher com 45 anos de idade, sem comorbidades, foi submetida à colecistectomia videolaparoscópica eletiva para colelitíase. Porém, devido a aderências intra-abdominais de uma cirurgia anterior, o procedimento foi convertido para um acesso laparotômico, que transcorreu sem incidentes. Dado que a cirurgia é considerada potencialmente contaminada, não foi realizada colangiografia intraoperatória, procedendo-se a antibioticoprofilaxia, com uma dose na indução anestésica. No terceiro dia de pós-operatório, a paciente recebeu alta hospitalar. Uma semana após a alta, retornou ao ambulatório de cirurgia, apresentando-se com bom estado geral, disposta, porém com quadro de dor, abaulamento e hiperemia da ferida operatória. O cirurgião assistente examinou a ferida e, após a retirada de um ponto da sutura da pele da paciente, observou-se saída de moderada quantidade de material purulento. Com relação a esse caso, o médico, além de retirar os demais pontos da sutura, drenar e lavar a ferida operatória, deveGabarito: B
Uma mulher com 45 anos de idade, sem comorbidades, foi submetida à colecistectomia videolaparoscópica eletiva para colelitíase. Porém, devido a aderências intra-abdominais de uma cirurgia anterior, o procedimento foi convertido para um acesso laparotômico, que transcorreu sem incidentes. Dado que a cirurgia é considerada potencialmente contaminada, não foi realizada colangiografia intraoperatória, procedendo-se a antibioticoprofilaxia, com uma dose na indução anestésica. No terceiro dia de pós-operatório, a paciente recebeu alta hospitalar. Uma semana após a alta, retornou ao ambulatório de cirurgia, apresentando-se com bom estado geral, disposta, porém com quadro de dor, abaulamento e hiperemia da ferida operatória. O cirurgião assistente examinou a ferida e, após a retirada de um ponto da sutura da pele da paciente, observou-se saída de moderada quantidade de material purulento. Com relação a esse caso, o médico, além de retirar os demais pontos da sutura, drenar e lavar a ferida operatória, deve
- A. ressuturar a ferida operatória e internar a paciente para antibioticoterapia por via venosa.
- B. acompanhar a paciente em retornos ambulatoriais, sem uso de antibiótico. ✓
- C. iniciar antibioticoterapia por via oral, solicitando retornos ambulatoriais.
- D. internar a paciente para iniciar antibioticoterapia por via venosa. ÁREA LIVRE questão 31 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016
Comentário OsceLabs
Infeccao de sitio cirurgico superficial com bom estado geral, sem febre nem celulite extensa: o tratamento e a drenagem — abrir os pontos, drenar a colecao, lavar e manter curativos com retornos ambulatoriais. Antibiotico NAO e necessario quando a drenagem e adequada e nao ha sinais sistemicos ou celulite ao redor. Ressuturar a ferida infectada (A) fecha o abscesso e piora; internar para antibiotico venoso (D) e desproporcional; antibiotico oral (C) e desnecessario nesse cenario. Resposta B.
Questão 99Uma mulher com 34 anos de idade comparece ao ambulatório de Clínica Médica de atenção terciária, com vistas a esclarecer quadro caracterizado por hepatoesplenomegalia, linfadenopatia e alterações persistentes no hemograma. De acordo com a Ficha de Referência, o quadro teve início há 2 meses com mal-estar, dor de garganta e febre baixa; o exame físico evidenciou linfoadenomegalia cervical e hepatoesplenomegalia; o hemograma realizado na ocasião revelou linfocitose, além de anemia leve e trombocitopenia; a hipótese diagnóstica foi de mononucleose infecciosa; as pesquisas de anticorpos heterófilos contra o vírus Epstein-Barr (EBV) e de anticorpos anticapsídeo viral de EBV foram negativas na ocasião do primeiro atendimento e 2 semanas depois. Ao exame físico, a paciente apresenta-se levemente hipocorada, com discretas equimoses nos membros inferiores e superiores, com linfonodos palpáveis em todas as cadeias cervicais, baço palpável a cerca de 4 cm do rebordo costal esquerdo e fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito, na linha hemiclavicular. Os linfonodos cervicais são pequenos, com cerca de 1 cm de diâmetro, indolores e móveis. Novo hemograma mantém o padrão do resultado do exame anteriormente descrito. Nesse caso, a hipótese diagnóstica e a conduta para a investigação diagnóstica sãoGabarito: A
Uma mulher com 34 anos de idade comparece ao ambulatório de Clínica Médica de atenção terciária, com vistas a esclarecer quadro caracterizado por hepatoesplenomegalia, linfadenopatia e alterações persistentes no hemograma. De acordo com a Ficha de Referência, o quadro teve início há 2 meses com mal-estar, dor de garganta e febre baixa; o exame físico evidenciou linfoadenomegalia cervical e hepatoesplenomegalia; o hemograma realizado na ocasião revelou linfocitose, além de anemia leve e trombocitopenia; a hipótese diagnóstica foi de mononucleose infecciosa; as pesquisas de anticorpos heterófilos contra o vírus Epstein-Barr (EBV) e de anticorpos anticapsídeo viral de EBV foram negativas na ocasião do primeiro atendimento e 2 semanas depois. Ao exame físico, a paciente apresenta-se levemente hipocorada, com discretas equimoses nos membros inferiores e superiores, com linfonodos palpáveis em todas as cadeias cervicais, baço palpável a cerca de 4 cm do rebordo costal esquerdo e fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito, na linha hemiclavicular. Os linfonodos cervicais são pequenos, com cerca de 1 cm de diâmetro, indolores e móveis. Novo hemograma mantém o padrão do resultado do exame anteriormente descrito. Nesse caso, a hipótese diagnóstica e a conduta para a investigação diagnóstica são
- A. leucemia linfoblástica aguda; realização de aspirado e biópsia de medula óssea. ✓
- B. mononucleose infecciosa atípica; pesquisa de EBV DNA por Polymerase Chain Reaction.
- C. linfoma não-Hodgkin do tipo folicular; dosagem sérica de desidrogenase lática e biópsia linfonodal.
- D. hepatite crônica por vírus C; pesquisa de HCV RNA por Polymerase Chain Reaction e biópsia hepática. ÁREA LIVRE questão
Comentário OsceLabs
Sindrome mononucleose-like que NAO e mononucleose: sorologias para Epstein-Barr negativas em duas amostras, e o hemograma mostra linfocitose com anemia e plaquetopenia persistentes — ou seja, ha falencia medular, evidenciada tambem pelas equimoses. Adenomegalia generalizada e hepatoesplenomegalia completam o quadro de leucemia linfoblastica aguda, e o diagnostico se faz por aspirado e biopsia de medula ossea. Repetir sorologia de EBV (B) ou investigar linfoma antes da medula (C) atrasa o diagnostico. Resposta A.
Questão 100Em um município foram registradas epidemias de dengue em 2004, 2010 e 2014, associadas à introdução do vírus dengue (DEN-V) dos tipos 3, 2 e 4, respectivamente. Em 2016, há notificação de casos de zika e chikungunya. Na Unidade Básica de Saúde desse município, foi atendida uma mulher com 23 anos de idade e 16 semanas de gestação relatando febre não medida, cefaleia e mialgia de início abrupto e com piora progressiva de intensidade até a manhã do dia do atendimento, quando acordou melhor e notou a pele avermelhada; o quadro teve início há 4 dias. Não apresenta queixa de artralgia, sangramentos ou qualquer outro sinal de alarme. Relata ter tido dengue clássica há 4 anos. Nega comorbidades e uso recente de medicamentos. O cartão vacinal da paciente encontra-se em dia. Ao exame físico, apresenta-se afebril e com discretos exantemas máculo-papulares por todo o corpo, sem outras alterações; a prova do laço teve resultado negativo. O resultado dos exames revela hematócrito = 41% (valor de referência: 33,0 a 47,8%); hemoglobina = 13,1 g/dL (valor de referência: 12,0 a 15,8 g/dL); plaquetas = 108.000/mm3 (valor de referência: 130.000 a 450.000/mm3); leucócitos = 4.800/mm3 (valor de referência: 3.600 a 11.000/mm3); eosinófilos = 3% (valor de referência: 0 a 7%); segmentados = 53% (valor de referência: 40 a 70%), linfócitos = 35% (valor de referência: 20 a 50%), monócitos = 9% (valores de referência: 3 a 14%); AST = 43 U/L (valor de referência: inferior a 34 U/L); ALT = 38 U/L (valor de referência: 10 a 49 U/L); ureia = 43 mg/dL (valor de referência: 19 a 49 mg/dL); creatinina = 1,1 mg/dL (valor de referência: 0,53 a 1,00 mg/dL). No exame de ultrassonografia, observa-se que o feto está ativo e normal. Esse caso deve ser notificado à Vigilância Epidemiológica e a mãe deve ser tranquilizada com a informação de que está tudo bem com ela e com o feto, que apenas uma minoria dos recém-nascidos é afetada nesses casos e que a Equipe de Saúde da Família irá acompanhá-la durante toda a gestação. Que outras condutas devem ser adotadas pelo médico?Gabarito: D
Em um município foram registradas epidemias de dengue em 2004, 2010 e 2014, associadas à introdução do vírus dengue (DEN-V) dos tipos 3, 2 e 4, respectivamente. Em 2016, há notificação de casos de zika e chikungunya. Na Unidade Básica de Saúde desse município, foi atendida uma mulher com 23 anos de idade e 16 semanas de gestação relatando febre não medida, cefaleia e mialgia de início abrupto e com piora progressiva de intensidade até a manhã do dia do atendimento, quando acordou melhor e notou a pele avermelhada; o quadro teve início há 4 dias. Não apresenta queixa de artralgia, sangramentos ou qualquer outro sinal de alarme. Relata ter tido dengue clássica há 4 anos. Nega comorbidades e uso recente de medicamentos. O cartão vacinal da paciente encontra-se em dia. Ao exame físico, apresenta-se afebril e com discretos exantemas máculo-papulares por todo o corpo, sem outras alterações; a prova do laço teve resultado negativo. O resultado dos exames revela hematócrito = 41% (valor de referência: 33,0 a 47,8%); hemoglobina = 13,1 g/dL (valor de referência: 12,0 a 15,8 g/dL); plaquetas = 108.000/mm3 (valor de referência: 130.000 a 450.000/mm3); leucócitos = 4.800/mm3 (valor de referência: 3.600 a 11.000/mm3); eosinófilos = 3% (valor de referência: 0 a 7%); segmentados = 53% (valor de referência: 40 a 70%), linfócitos = 35% (valor de referência: 20 a 50%), monócitos = 9% (valores de referência: 3 a 14%); AST = 43 U/L (valor de referência: inferior a 34 U/L); ALT = 38 U/L (valor de referência: 10 a 49 U/L); ureia = 43 mg/dL (valor de referência: 19 a 49 mg/dL); creatinina = 1,1 mg/dL (valor de referência: 0,53 a 1,00 mg/dL). No exame de ultrassonografia, observa-se que o feto está ativo e normal. Esse caso deve ser notificado à Vigilância Epidemiológica e a mãe deve ser tranquilizada com a informação de que está tudo bem com ela e com o feto, que apenas uma minoria dos recém-nascidos é afetada nesses casos e que a Equipe de Saúde da Família irá acompanhá-la durante toda a gestação. Que outras condutas devem ser adotadas pelo médico?
- A. Devem ser coletadas amostras para isolamento viral de zika e dengue, além de internar a paciente para observação e orientar hidratação endovenosa até a normalização das plaquetas.
- B. Devem ser coletadas amostras para isolamento viral de zika e chikungunya, além de orientar hidratação oral, repouso relativo, acompanhamento laboratorial e retorno em caso de piora dos sintomas.
- C. Devem ser coletadas amostras para isolamento viral de zika, dengue e chikungunya, além de internar a paciente para observação, prescrever medicamentos sintomáticos e orientar hidratação endovenosa até a realização de novos exames, em 12 horas.
- D. Devem ser coletadas amostras para isolamento viral de zika, dengue e chikungunya, além de orientar hidratação oral, prescrever medicamentos sintomáticos e agendar retorno da paciente em até 48 horas para realização de novos exames, ou no caso de surgimento de sinais de alarme para dengue. questão 32 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016 33 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016 I Qual o grau de dificuldade da prova? (A) Muito fácil. (B) Fácil. (C) Médio. (D) Difícil. ✓
- E. Muito difícil. II Considerando a extensão da prova, em relação ao tempo total, você considera que a prova foi (A) muito longa. (B) longa. (C) adequada. (D) curta. (E) muito curta. III Os enunciados das questões da prova estavam claros? (A) Sim, todos. (B) Sim, a maioria. (C) Cerca da metade. (D) Poucos. (E) Não, nenhum. IV As informações/instruções fornecidas para a resolução das questões foram suficientes para resolvê-las? (A) Sim, até excessivas. (B) Sim, em todas elas. (C) Sim, na maioria delas. (D) Sim, somente em algumas. (E) Não, em nenhuma delas. pergunta pergunta pergunta pergunta V Qual a maior dificuldade encontrada ao responder a prova? (A) Desconhecimento do conteúdo. (B) Forma diferente de abordagem do conteúdo. (C) Extensão das questões. (D) Falta de motivação para fazer a prova. (E) Não tive qualquer tipo de dificuldade em responder a prova. VI Você já participou, no Brasil, de outro(s) processo(s) de revalidação de diploma de médico obtido no exterior? (A) Sim. (B) Não. pergunta pergunta Questionário de percepção sobre a prova As perguntas abaixo visam levantar sua opinião sobre a qualidade da prova que você acabou de realizar. Para cada uma delas, assinale a opção correspondente a sua opinião, nos espaços próprios da Folha de Respostas. Agradecemos a sua colaboração. 34 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016 35 INEP1602 | 001-ProvaObjetiva-V1-Manhã REVALIDA 2016 REVALIDA2016 EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
Comentário OsceLabs
O caso é de arbovirose em gestante de 16 semanas em município com circulação simultânea de dengue, zika e chikungunya, e o desenho clínico é bastante sugestivo: febre com cefaleia e mialgia que melhora no quarto dia e dá lugar ao exantema máculo-papular, sem artralgia, com prova do laço negativa, hematócrito e hemoglobina normais e plaquetas em 108.000/mm3. Como as três doenças têm apresentação inicial sobreposta e a paciente já teve dengue prévia, com risco de infecção secundária por outro sorotipo, a coleta deve contemplar as três etiologias, e não apenas duas. Do ponto de vista de manejo, a gestação por si só coloca a paciente no grupo B da classificação de risco da dengue, o que significa hemograma, hidratação oral supervisionada, sintomáticos permitidos (dipirona ou paracetamol, jamais AAS ou outros anti-inflamatórios) e reavaliação clínica e laboratorial programada, além de orientação explícita sobre os sinais de alarme, que motivam retorno imediato. A alternativa A erra por omitir a chikungunya na investigação e por internar com hidratação venosa uma paciente sem sinal de alarme, apenas com plaquetopenia leve isolada, que não é critério de internação nem de reposição venosa. A alternativa B erra por deixar a dengue fora da coleta, o que é insustentável em município com histórico de quatro sorotipos circulantes. A alternativa C erra novamente ao indicar internação e hidratação endovenosa em paciente estável, hemoconcentração ausente e sem qualquer sinal de alarme. Resposta D
Baixou a prova? Agora treine de verdade
Questões novas no estilo das provas de Residência, ENARE, ENAMED e Revalida com gabarito comentado — e estações práticas OSCE com um paciente virtual que conversa e reage.
Outras edições — Revalida
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