Prova Revalida 2025/1 com gabarito (PDF)
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discursiva
Padrão de respostas definitivo (a URL sem sufixo saiu do ar em 20/07).
objetiva
Gabarito DEFINITIVO (existe um sem sufixo que é o preliminar — não usar).
Prova comentada — discursiva, questão a questão
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Questão 1Verifique se, além deste caderno, você recebeu o Caderno de Respostas, destinado à transcrição das respostas discursivas.
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Comentário OsceLabs
A questão cobra a lógica de confirmação das hepatites virais crônicas. Na hepatite B não é preciso exame confirmatório: o teste rápido pesquisa o HBsAg, um antígeno viral — reagente, já confirma infecção presente. Na hepatite C o teste detecta o anti-HCV, anticorpo que só marca contato prévio; por isso é obrigatório dosar o genoma viral (HCV-RNA por PCR) para separar infecção ativa de falso-positivo ou de infecção naturalmente resolvida. Para medir gravidade e função hepática pedem-se transaminases (AST e ALT, lesão hepatocelular; AST/ALT > 1 sugere fibrose), bilirrubinas totais e frações (colestase e falência funcional), hemograma (plaquetopenia aponta hipertensão portal), albumina e tempo de protrombina (síntese hepática). Nas orientações cabem prevenção de transmissão, abstinência alcoólica e vacinar os contatos contra hepatite B. Pérola: antígeno confirma, anticorpo só rastreia.
Questão 2Confira se este Caderno de Prova contém 5 questões discursivas.
Confira se este Caderno de Prova contém 5 questões discursivas.
Comentário OsceLabs
Hematoquezia recorrente com nodulação anal que se exterioriza ao Valsalva e é reduzida manualmente: o diagnóstico é doença hemorroidária. A classificação tem duas camadas — hemorroida interna (acima da linha pectínea, indolor, sangrante) e grau III, justamente porque prolapsa e exige redução manual (grau I não prolapsa, II reduz sozinha, IV é irredutível). Entre as condutas clínicas cabem medidas higienodietéticas e comportamentais: aumentar fibras e hidratação, laxativos, evitar esforço e tempo prolongado no vaso, banho de assento morno, higiene local com ducha, flavonoides/venotônicos (diosmina + hesperidina) e pomadas tópicas. O tratamento cirúrgico definitivo é a hemorroidectomia (Milligan-Morgan aberta ou Ferguson fechada), valendo também hemorroidopexia grampeada, THD ou laser. Pérola: o comportamento do prolapso define o grau, e o grau dita a cirurgia.
Questão 3Verifique se a prova está completa. Caso contrário, avise imediatamente ao Chefe de Sala.
Verifique se a prova está completa. Caso contrário, avise imediatamente ao Chefe de Sala.
Comentário OsceLabs
Criança asmática em crise grave, refratária a três ciclos de beta-2 de curta ação. A gasometria (pH 7,37, pCO2 33, HCO3 22) mostra alcalose respiratória compensada: a hiperventilação lava CO2 e a queda do bicarbonato compensa, devolvendo o pH à faixa normal — achado esperado na crise asmática. As medidas imediatas são oxigênio suplementar, corticoide sistêmico (VO ou EV, equivalentes) e repetir o salbutamol, podendo somar ipratrópio ou sulfato de magnésio EV. Não há indicação de intubação: houve melhora com a terapia e não há fadiga respiratória, rebaixamento de consciência, tórax silencioso nem critérios gasométricos (pCO2 > 60 ou pO2 < 60). Para internar pesam a falta de resposta ao tratamento inicial, o desconforto persistente com tiragem e fala entrecortada e a dependência de oxigênio. Pérola: pCO2 subindo em asmático que ainda se esforça é sinal de fadiga.
Questão 4Assine o Caderno de Respostas no espaço próprio, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente.
Assine o Caderno de Respostas no espaço próprio, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente.
Comentário OsceLabs
Plano contraceptivo em mulher de 38 anos com trombose venosa recente, anticoagulação oral, obesidade (IMC 35) e tabagismo de 20 cigarros/dia — empilhamento clássico de risco tromboembólico. A trava está no estrogênio: qualquer contraceptivo hormonal combinado é formalmente contraindicado, pois eleva o risco de novo evento trombótico. Liberam-se os métodos só de progestagênio (minipílula de desogestrel 75 mcg, injetável, implante ou SIU de levonorgestrel) e os não hormonais, com destaque para o DIU de cobre; preservativo e laqueadura tubária também valem. O plano não para na contracepção: orientar cessação do tabagismo, que multiplica o risco trombótico, estimular atividade física e mudança dietética pela obesidade e manter acompanhamento regular. Pérola: acima de 35 anos, tabagismo ou trombose prévia é veto absoluto ao estrogênio.
Questão 5O Caderno de Respostas é o único documento que será considerado para correção.
O Caderno de Respostas é o único documento que será considerado para correção.
Comentário OsceLabs
Mulher jovem com múltiplas parcerias, uso inconsistente de preservativo e duas PEPs em 6 meses — alta vulnerabilidade, que pede prevenção combinada: preservativo, testagem rápida ou sorológica para HIV, sífilis e hepatites B e C, PEP diante de nova exposição desprotegida, oferta de PrEP e imunização contra hepatites virais. Antes de iniciar a PrEP é obrigatório afastar HIV com teste rápido (iniciar em quem já tem o vírus gera resistência), rastrear outras IST, avaliar função renal com creatinina, checar histórico de fraturas patológicas, avaliar motivação e adesão e reforçar que a PrEP protege apenas contra o HIV, sem dispensar o preservativo. Para inserir o DIU, investigar cervicite mucopurulenta ou DIP nos últimos 3 meses, além de clamídia, gonorreia, sífilis não tratada e aids avançada. Pérola: PrEP e DIU pedem o mesmo pré-requisito — excluir infecção ativa.
Prova comentada — objetiva, questão a questão
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Questão 1Homem de 62 anos vai a uma unidade de pronto atendimento (UPA) referindo cansaço e tontura ao se levantar há 2 semanas. Nega outras queixas, comorbidades ou cirurgias prévias, assim como o uso de medicamentos. Ao exame físico, apresenta-se corado, hidratado, lúcido e orientado em tempo e espaço; pressão arterial de 120 x 70 mmHg; frequência cardíaca de 45 bpm; saturação de O2 de 96% em ar ambiente; ritmo cardíaco regular, sem turgência jugular; murmúrio vesicular fisiológico, sem ruídos acessórios; e enchimento capilar de 2 segundos. Diante disso, o médico solicita um eletrocardiograma de 12 derivações:Gabarito: B
Homem de 62 anos vai a uma unidade de pronto atendimento (UPA) referindo cansaço e tontura ao se levantar há 2 semanas. Nega outras queixas, comorbidades ou cirurgias prévias, assim como o uso de medicamentos. Ao exame físico, apresenta-se corado, hidratado, lúcido e orientado em tempo e espaço; pressão arterial de 120 x 70 mmHg; frequência cardíaca de 45 bpm; saturação de O2 de 96% em ar ambiente; ritmo cardíaco regular, sem turgência jugular; murmúrio vesicular fisiológico, sem ruídos acessórios; e enchimento capilar de 2 segundos. Diante disso, o médico solicita um eletrocardiograma de 12 derivações:
- A partir desse quadro clínico e da interpretação do eletrocardiograma, a conduta adequada consiste em A conceder alta médica e encaminhar o paciente ao ambulatório especializado de cardiologia.
- B monitorizar o paciente, solicitar marca-passo transcutâneo e aguardar avaliação do cardiologista. ✓
- C monitorizar o paciente, administrar atropina 1 mg (IV) e implantar marca-passo transcutâneo.
- D monitorizar o paciente, administrar atropina 1 mg (IV) e iniciar uso de dopamina 5 mcg/kg/min.
Comentário OsceLabs
Bradicardia sintomatica (cansaco e tontura) porem SEM criterios de instabilidade: PA 120x70, consciencia preservada, perfusao normal, sem dor toracica ou congestao. Nesse cenario nao se administra droga cronotropica: monitoriza-se, deixa-se o marca-passo transcutaneo em prontidao e aciona-se a cardiologia. Atropina (C e D) e reservada a bradicardia INSTAVEL e costuma falhar em bloqueios infranodais; alta ambulatorial (A) e inaceitavel com FC de 45 bpm sintomatica. Resposta B.
Questão 2Homem de 42 anos, em uso crônico de anti-inflamatório não esteroide por doença reumática, dá entrada no pronto-socorro com 6 horas de evolução de dor epigástrica de forte intensidade. Sinais vitais: Exame Resultado Frequência cardíaca 110 bpm Pressão arterial 90 x 50 mmHg Frequência respiratória 22 irpm Temperatura axilar 36,5 oC Ao exame físico, abdome tenso, com descompressão brusca dolorosa nos quatro quadrantes. O hemograma apresenta valores dentro da normalidade e a tomografia de abdome evidencia líquido livre intraperitoneal com ar no recesso hepatofrênico. Nesse caso, assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese diagnóstica.Gabarito: A
Homem de 42 anos, em uso crônico de anti-inflamatório não esteroide por doença reumática, dá entrada no pronto-socorro com 6 horas de evolução de dor epigástrica de forte intensidade. Sinais vitais: Exame Resultado Frequência cardíaca 110 bpm Pressão arterial 90 x 50 mmHg Frequência respiratória 22 irpm Temperatura axilar 36,5 oC Ao exame físico, abdome tenso, com descompressão brusca dolorosa nos quatro quadrantes. O hemograma apresenta valores dentro da normalidade e a tomografia de abdome evidencia líquido livre intraperitoneal com ar no recesso hepatofrênico. Nesse caso, assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese diagnóstica.
- A Úlcera gástrica perfurada. ✓
- B Pancreatite aguda.
- C Colecistite aguda.
- D Diverticulite aguda.
Comentário OsceLabs
Usuario cronico de AINE com dor epigastrica subita, abdome em tabua com descompressao dolorosa nos quatro quadrantes, hipotensao e — o achado que fecha o caso — ar livre no recesso hepatofrenico (pneumoperitonio). Isso e vispera perfurada: ulcera peptica perfurada. Pancreatite (B) nao produz pneumoperitonio e cursaria com amilase/lipase altas; colecistite (C) da dor localizada no hipocondrio direito com Murphy; diverticulite (D) da dor em fossa iliaca esquerda. Resposta A.
Questão 3Menina de 7 anos e 6 meses é encaminhada ao ambulatório de pediatria porque sua família percebeu surgimento de broto mamário há cerca de 3 meses. O exame físico revela que seu estadiamento puberal é M2P1 e sua estatura está próxima ao escore Z +2 para a idade, com peso em escore Z 0. Um exame de radiografia simples de punho, solicitado pelo médico da atenção primária, mostra idade óssea compatível com 9 anos e 6 meses. Considerando essa situação, assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese diagnóstica, seguida de sua justificativa.Gabarito: A
Menina de 7 anos e 6 meses é encaminhada ao ambulatório de pediatria porque sua família percebeu surgimento de broto mamário há cerca de 3 meses. O exame físico revela que seu estadiamento puberal é M2P1 e sua estatura está próxima ao escore Z +2 para a idade, com peso em escore Z 0. Um exame de radiografia simples de punho, solicitado pelo médico da atenção primária, mostra idade óssea compatível com 9 anos e 6 meses. Considerando essa situação, assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese diagnóstica, seguida de sua justificativa.
- A Puberdade precoce central, pois o crescimento das mamas está associado a avanço da idade óssea. ✓
- B Telarca isolada precoce, pois a diferença entre a idade óssea e a idade cronológica não é significativa.
- C Telarca isolada precoce, pois o crescimento das mamas foi um achado isolado na investigação da paciente.
- D Puberdade precoce central, pois, além da telarca, há também sinais de pubarca, o que sugere ativação do eixo hormonal.
Comentário OsceLabs
Telarca antes dos 8 anos ja e sinal de alarme, mas o que diferencia puberdade precoce CENTRAL de telarca isolada e a repercussao no eixo: aqui ha aceleracao do crescimento (estatura em Z +2 com peso Z 0) e idade ossea adiantada 2 anos em relacao a cronologica. Telarca isolada (B e C) cursa com idade ossea e velocidade de crescimento normais. A alternativa D erra no dado: o estadiamento e M2P1, ou seja, NAO ha pubarca. Resposta A.
Questão 4Primigesta de 25 anos procura o pronto atendimento de ginecologia e obstetrícia com história de atraso menstrual e resultado de beta-hCG quantitativo de 10.000 mlU/mL realizado há 2 dias. Não se recorda da data da última menstruação. Queixa-se de sangramento vaginal, em pequena quantidade, que já dura 3 dias. Ao exame especular, nota-se presença de sangramento vivo em pequena quantidade e, ao toque, percebe-se colo uterino fechado. Solicitado beta-hCG no dia da consulta, com resultado de 23.400 mlU/mL.Gabarito: B
Primigesta de 25 anos procura o pronto atendimento de ginecologia e obstetrícia com história de atraso menstrual e resultado de beta-hCG quantitativo de 10.000 mlU/mL realizado há 2 dias. Não se recorda da data da última menstruação. Queixa-se de sangramento vaginal, em pequena quantidade, que já dura 3 dias. Ao exame especular, nota-se presença de sangramento vivo em pequena quantidade e, ao toque, percebe-se colo uterino fechado. Solicitado beta-hCG no dia da consulta, com resultado de 23.400 mlU/mL.
- A partir desses dados, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o diagnóstico desse caso e a conduta adequada. A Gestação ectópica; laparotomia.
- B Ameaça de aborto; repouso relativo. ✓
- C Aborto incompleto; curetagem uterina.
- D Aborto em evolução; acompanhamento clínico. ÁREA LIVRE PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Beta-hCG que sobe de 10.000 para 23.400 em 48 horas (mais que dobra) indica gestacao topica evolutiva; com colo FECHADO e sangramento discreto, o diagnostico e ameaca de abortamento, cuja conduta e expectante — repouso relativo, abstinencia sexual e orientacao de sinais de alarme. Ectopica (A) cursa com hCG em ascensao lenta/plato. Aborto incompleto (C) e em evolucao (D) exigem colo aberto, o que nao ocorre aqui. Resposta B.
Questão 6Mulher de 38 anos, com deficiência congênita de IgA, é atendida em ambulatório de clínica médica devido a insucesso terapêutico no tratamento de infecção por Helicobacter pylori. Apresentava diagnóstico de úlcera duodenal, tendo sido prescrito omeprazol, amoxicilina e claritromicina. Apesar da melhora clínica, observou-se persistência da infecção em teste respiratório com C13. Atribuiu-se o insucesso terapêutico ao uso recorrente de macrolídeos e fluoroquinolonas. Nesse caso, deve-se prescreverGabarito: C
Mulher de 38 anos, com deficiência congênita de IgA, é atendida em ambulatório de clínica médica devido a insucesso terapêutico no tratamento de infecção por Helicobacter pylori. Apresentava diagnóstico de úlcera duodenal, tendo sido prescrito omeprazol, amoxicilina e claritromicina. Apesar da melhora clínica, observou-se persistência da infecção em teste respiratório com C13. Atribuiu-se o insucesso terapêutico ao uso recorrente de macrolídeos e fluoroquinolonas. Nesse caso, deve-se prescrever
- A pantoprazol, amoxicilina e levofloxacino por 7 dias.
- B omeprazol, claritromicina e levofloxacino por 14 dias.
- C omeprazol, subcitrato de bismuto coloidal, doxiciclina e metronidazol por 14 dias. ✓
- D pantoprazol, subcitrato de bismuto coloidal, furazolidona e levofloxacino por 10 dias.
Comentário OsceLabs
Falha terapeutica de H. pylori com exposicao previa a macrolideos e quinolonas: nao se deve repetir claritromicina (B) nem apostar em levofloxacino (A e D), pela resistencia presumida. A saida e a terapia quadrupla com bismuto por 14 dias — IBP + subcitrato de bismuto + uma tetraciclina (doxiciclina) + metronidazol —, esquema de resgate que independe da sensibilidade aos antibioticos ja usados. Resposta C.
Questão 7Homem de 28 anos foi admitido em hospital após 30 minutos de acidente motociclístico. Apresentava múltiplas e graves lesões em face, mandíbula e cavidade oral, sem lesões cervicais. Exame físico do tórax e do abdome e ultrassonografia focada no abdome no trauma (FAST) sem alterações. Sinais vitais: frequência cardíaca 92 bpm; pressão arterial 130 x 80 mmHg; saturação periférica de oxigênio 100% em ar ambiente. O paciente evoluiu rapidamente com dispneia, taquipneia, estridor inspiratório e expiratório, cornagem e rebaixamento do nível de consciência. Saturação periférica de oxigênio passou para 88%, mesmo com a oferta de oxigênio suplementar. Após alguns minutos, evoluiu com saturação periférica de oxigênio de 59% e frequência cardíaca de 48 bpm. Nesse momento, qual é a conduta imediata adequada para esse paciente?Gabarito: D
Homem de 28 anos foi admitido em hospital após 30 minutos de acidente motociclístico. Apresentava múltiplas e graves lesões em face, mandíbula e cavidade oral, sem lesões cervicais. Exame físico do tórax e do abdome e ultrassonografia focada no abdome no trauma (FAST) sem alterações. Sinais vitais: frequência cardíaca 92 bpm; pressão arterial 130 x 80 mmHg; saturação periférica de oxigênio 100% em ar ambiente. O paciente evoluiu rapidamente com dispneia, taquipneia, estridor inspiratório e expiratório, cornagem e rebaixamento do nível de consciência. Saturação periférica de oxigênio passou para 88%, mesmo com a oferta de oxigênio suplementar. Após alguns minutos, evoluiu com saturação periférica de oxigênio de 59% e frequência cardíaca de 48 bpm. Nesse momento, qual é a conduta imediata adequada para esse paciente?
- A Traqueostomia.
- B Cricotireoidotomia.
- C Intubação orotraqueal.
- D Intubação nasotraqueal. ✓
Comentário OsceLabs
Trauma maxilofacial grave evoluindo com estridor, cornagem, rebaixamento e dessaturacao refrataria ao O2 suplementar e falencia de via aerea: exige via aerea definitiva IMEDIATA. Traqueostomia (A) e procedimento demorado, inadequado como resgate de emergencia. A perola e que o relogio aqui e de segundos — SatO2 de 59% com bradicardia ja anuncia parada hipoxica. A banca considerou a via nasotraqueal a conduta oficial do caso. Resposta D.
Questão 8Adolescente de 12 anos é levado à unidade de pronto atendimento (UPA) devido a um quadro de dor abdominal iniciada há 1 dia. A dor era mais difusa inicialmente, mas, após algumas horas de evolução, passou a concentrar-se na fossa ilíaca direita, tornando-se mais intensa. Além disso, o jovem apresentou vômitos de conteúdo bilioso e inapetência. Ao exame físico abdominal, apresenta defesa à palpação e descompressão brusca dolorosa.Gabarito: B
Adolescente de 12 anos é levado à unidade de pronto atendimento (UPA) devido a um quadro de dor abdominal iniciada há 1 dia. A dor era mais difusa inicialmente, mas, após algumas horas de evolução, passou a concentrar-se na fossa ilíaca direita, tornando-se mais intensa. Além disso, o jovem apresentou vômitos de conteúdo bilioso e inapetência. Ao exame físico abdominal, apresenta defesa à palpação e descompressão brusca dolorosa.
- A partir desse caso, assinale a alternativa que apresenta indicação para que este adolescente seja avaliado por uma equipe cirúrgica. A Dor abdominal difusa.
- B Descompressão brusca dolorosa. ✓
- C Dor abdominal associada a vômitos.
- D Massa palpável em fossa ilíaca direita. ÁREA LIVRE PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
A questao cobra qual achado, isoladamente, ja indica avaliacao cirurgica: descompressao brusca dolorosa traduz IRRITACAO PERITONEAL, sinal de peritonite (aqui, apendicite aguda com dor migratoria para a fossa iliaca direita). Dor difusa (A) e inespecifica; dor com vomitos (C) ocorre em inumeros quadros clinicos; massa em fossa iliaca direita (D) sequer foi descrita no exame. Resposta B.
Questão 9Gestante de 39 anos, G4P3, 12 semanas de gestação, comparece à primeira consulta de pré-natal na atenção primária. A paciente é hipertensa crônica há 2 anos, faz uso de losartana e apresenta índice de massa corporal (IMC) de 35 kg/m², encontra-se assintomática. Considerando esse contexto, assinale a conduta inicial e a avaliação a ser realizada.Gabarito: A
Gestante de 39 anos, G4P3, 12 semanas de gestação, comparece à primeira consulta de pré-natal na atenção primária. A paciente é hipertensa crônica há 2 anos, faz uso de losartana e apresenta índice de massa corporal (IMC) de 35 kg/m², encontra-se assintomática. Considerando esse contexto, assinale a conduta inicial e a avaliação a ser realizada.
- A Suspender losartana e iniciar metildopa e AAS; realizar pesquisa de lesão de órgãos-alvo. ✓
- B Manter losartana e iniciar AAS; solicitar exames para avaliar a função hepática.
- C Suspender losartana; indicar avaliação cardiológica detalhada.
- D Manter losartana; realizar pesquisa de hipertensão secundária.
Comentário OsceLabs
Losartana e todo bloqueador do sistema renina-angiotensina sao contraindicados na gestacao (fetopatia: oligoamnio, disgenesia renal): suspender e trocar por metildopa. Alem disso, gestante com hipertensao cronica, idade avancada e IMC 35 tem alto risco de pre-eclampsia — indica-se AAS em dose baixa entre 12 e 16 semanas — e deve ter lesao de orgao-alvo pesquisada. As alternativas B e D erram ao MANTER a losartana; C omite tanto a troca terapeutica quanto o AAS. Resposta A.
Questão 10Mulher de 34 anos, com 4 filhos, desempregada, comparece a uma unidade básica de saúde (UBS) com queixa de atraso menstrual de um mês. Durante a consulta, a paciente relata que está muito aflita, por ter realizado um teste de gravidez cujo resultado foi positivo. Afirma que compareceu à consulta porque não deseja essa gravidez. Quando questionada, a paciente nega qualquer situação de violência sexual. Nesse caso, além de acolher e acalmar a paciente, a melhor abordagem a ser realizada pelo médico deve serGabarito: C
Mulher de 34 anos, com 4 filhos, desempregada, comparece a uma unidade básica de saúde (UBS) com queixa de atraso menstrual de um mês. Durante a consulta, a paciente relata que está muito aflita, por ter realizado um teste de gravidez cujo resultado foi positivo. Afirma que compareceu à consulta porque não deseja essa gravidez. Quando questionada, a paciente nega qualquer situação de violência sexual. Nesse caso, além de acolher e acalmar a paciente, a melhor abordagem a ser realizada pelo médico deve ser
- A iniciar o pré-natal regular, mencionando a possibilidade de entrega voluntária da criança para adoção após seu nascimento.
- B desencorajar a realização de um aborto, apesar da paciente ter direito, enfatizando os riscos à saúde advindos do procedimento de abortamento, como hemorragia, infecção, perfuração uterina, infertilidade e morte.
- C assegurar o direito às informações clínicas e legais adequadas, garantir o sigilo e informar sobre sintomas que justifiquem a busca de atendimento médico em caso de realização de um aborto inseguro. ✓
- D questionar abertamente sobre a intenção de abortar, sem julgamento, e informá-la que tem obrigação ética de fazer um boletim de ocorrência caso o aborto venha a ser realizado.
Comentário OsceLabs
A paciente nao configura hipotese legal de abortamento, mas isso nao autoriza julgamento nem denuncia. O dever medico e acolher, prestar informacao clinica e legal correta, garantir sigilo e orientar sinais de alarme caso ela recorra a um procedimento inseguro — reducao de danos. B e D violam a relacao medico-paciente (a segunda inventa uma obrigacao de boletim de ocorrencia que nao existe; o sigilo prevalece). A alternativa A ignora a demanda trazida. Resposta C.
Questão 11Mulher de 45 anos vai à unidade básica de saúde (UBS) reportando dificuldade para reduzir o consumo de cigarros. Refere fumar 20 cigarros por dia desde os 20 anos e que já tentou interromper o uso várias vezes. Relata, ainda, irritação e ansiedade quando reduz o consumo de tabaco. Diante desse caso, o plano terapêutico adequado para essa paciente consiste emGabarito: B
Mulher de 45 anos vai à unidade básica de saúde (UBS) reportando dificuldade para reduzir o consumo de cigarros. Refere fumar 20 cigarros por dia desde os 20 anos e que já tentou interromper o uso várias vezes. Relata, ainda, irritação e ansiedade quando reduz o consumo de tabaco. Diante desse caso, o plano terapêutico adequado para essa paciente consiste em
- A reposição de nicotina com redução gradual da dose.
- B terapia comportamental associada à reposição de nicotina. ✓
- C terapia comportamental e cessação imediata do tabagismo.
- D prescrição de benzodiazepínico e redução gradual do número de cigarros diários.
Comentário OsceLabs
Fumante de 20 cigarros/dia com sintomas de abstinencia (irritabilidade, ansiedade) tem dependencia nicotinica relevante e ja falhou em tentativas previas: o tratamento e combinado — abordagem cognitivo-comportamental MAIS farmacoterapia (terapia de reposicao de nicotina, bupropiona ou vareniclina). Reposicao isolada (A) ou terapia comportamental isolada (C) rendem menos; benzodiazepinico (D) nao tem papel na cessacao e adiciona risco de dependencia. Resposta B.
Questão 12Recém-nascido a termo, do sexo masculino, nascido de parto via vaginal, Apgar 9/10, apresenta salivação excessiva e muco no canto da boca após o nascimento. Durante a amamentação, apresenta regurgitação, cianose, tosse e insuficiência respiratória. Na sala de parto, não foi realizada passagem de sonda pelas narinas, nem pela boca. A ultrassonografia pré-natal evidenciava polidrâmnio. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico provável.Gabarito: A
Recém-nascido a termo, do sexo masculino, nascido de parto via vaginal, Apgar 9/10, apresenta salivação excessiva e muco no canto da boca após o nascimento. Durante a amamentação, apresenta regurgitação, cianose, tosse e insuficiência respiratória. Na sala de parto, não foi realizada passagem de sonda pelas narinas, nem pela boca. A ultrassonografia pré-natal evidenciava polidrâmnio. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico provável.
- A Atresia esofágica. ✓
- B Atresia gástrica.
- C Atresia intestinal.
- D Atresia pancreática.
Comentário OsceLabs
Polidramnio no pre-natal, sialorreia com muco aerado no canto da boca e engasgo com tosse e cianose a primeira mamada compoem o quadro classico de atresia de esofago — o diagnostico e sugerido pela impossibilidade de progredir a sonda orogastrica, teste que nao foi feito na sala de parto. Atresias mais distais (gastrica, intestinal) cursam com vomitos e distensao, nao com salivacao excessiva; atresia pancreatica nao existe como entidade classica. Resposta A.
Questão 13Mulher de 18 anos deu à luz uma criança do sexo feminino, Apgar 9/10, nascida a termo, com peso de nascimento de 3.500 g, comprimento de 50 cm e perímetro cefálico de 35 cm.Gabarito: A
Mulher de 18 anos deu à luz uma criança do sexo feminino, Apgar 9/10, nascida a termo, com peso de nascimento de 3.500 g, comprimento de 50 cm e perímetro cefálico de 35 cm.
- A criança permaneceu em aleitamento materno exclusivo desde o nascimento. Com 24 horas de vida, o médico constata a perda de 175 g, eliminações presentes, a paciente corada e hidratada. Nesse caso, a perda de peso em relação ao peso do nascimento é de A 5%, o que não é motivo de preocupação. ✓
- B 15%, devendo receber complemento com fórmula.
- C 15%, sendo necessária observação clínica rigorosa.
- D 5%, mas não deveria estar acontecendo nesse momento.
Comentário OsceLabs
Basta a conta: 175 g perdidos sobre 3.500 g de peso de nascimento equivalem a 5%. Perda de ate 7-10% nos primeiros dias e fisiologica no recem-nascido em aleitamento exclusivo, com recuperacao do peso de nascimento ate o 10o-14o dia — e o bebe esta corado, hidratado e com eliminacoes presentes. Nao ha indicacao de complemento (B) nem motivo para alarme (C e D). Resposta A.
Questão 14Paciente de 49 anos procura atendimento médico relatando que, há 1 mês, não consegue dormir adequadamente por causa de intensas ondas de calor, o que a deixa cansada, irritada e deprimida. Relata dispareunia de penetração e vagina seca. Fez histerectomia e salpingooforectomia bilateral há 3 meses e exame anatomopatológico revelou: adenomiose, hidrossalpinge em ambas as tubas uterinas, cistos de endometriose em ovário direito e focos de endometriose no peritônio. Nega comorbidades. Nesse caso, a conduta mais indicada éGabarito: D
Paciente de 49 anos procura atendimento médico relatando que, há 1 mês, não consegue dormir adequadamente por causa de intensas ondas de calor, o que a deixa cansada, irritada e deprimida. Relata dispareunia de penetração e vagina seca. Fez histerectomia e salpingooforectomia bilateral há 3 meses e exame anatomopatológico revelou: adenomiose, hidrossalpinge em ambas as tubas uterinas, cistos de endometriose em ovário direito e focos de endometriose no peritônio. Nega comorbidades. Nesse caso, a conduta mais indicada é
- A fitoterápicos, pelo histórico de adenomiose e endometriose.
- B antidepressivos tricíclicos, já que a hormonioterapia é contraindicada.
- C estrogenioterapia exclusiva, uma vez que a paciente passou por histerectomia.
- D tratamento hormonal estro-progestativo, considerando que a paciente apresentou quadro de endometriose. PRIMEIRA EDIÇÃO ✓
Comentário OsceLabs
Menopausa cirurgica aos 49 anos com sindrome climaterica intensa (fogachos, insonia, humor) e sintomas geniturinarios: ha indicacao formal de terapia hormonal, sem contraindicacao descrita. A pegadinha esta na regra de que histerectomizada usa estrogenio isolado — ela nao vale aqui, pois havia endometriose com focos peritoneais, e o estrogenio isolado pode reativar implantes residuais; associa-se progestagenio. Fitoterapicos (A) e tricicilicos (B) sao alternativas para quem nao pode hormonio. Resposta D.
Questão 15Menina de 6 anos é paciente do mesmo médico na unidade básica de saúde (UBS) desde que nasceu. Sempre foi uma criança alegre, saudável e sociável. Na última consulta, há cerca de 15 dias, o pai a trouxe porque ela estava com “dor de barriga”, mas a paciente permaneceu encolhida e calada todo o tempo, quase não deixando o médico examiná-la. Há 2 dias, a professora da criança procurou a equipe preocupada com a mudança de comportamento da criança. Relatou que foi informada sobre a existência de fotos íntimas da criança numa rede social. A mãe, quando chamada, relatou que está trabalhando e a criança tem ficado com o pai na maior parte do tempo. Nessa situação, além da avaliação clínica, o médico deveGabarito: A
Menina de 6 anos é paciente do mesmo médico na unidade básica de saúde (UBS) desde que nasceu. Sempre foi uma criança alegre, saudável e sociável. Na última consulta, há cerca de 15 dias, o pai a trouxe porque ela estava com “dor de barriga”, mas a paciente permaneceu encolhida e calada todo o tempo, quase não deixando o médico examiná-la. Há 2 dias, a professora da criança procurou a equipe preocupada com a mudança de comportamento da criança. Relatou que foi informada sobre a existência de fotos íntimas da criança numa rede social. A mãe, quando chamada, relatou que está trabalhando e a criança tem ficado com o pai na maior parte do tempo. Nessa situação, além da avaliação clínica, o médico deve
- A registrar, em prontuário, dados clínicos de forma isenta de interpretações pessoais; notificar violência no SINAN e contatar os equipamentos sociais e conselho tutelar para o seguimento do caso juntamente com a equipe. ✓
- B encaminhar a criança à perícia médica mais próxima da unidade, onde será realizado exame físico mais detalhado e coleta de vestígios da violência; confirmar a violência antes da notificação no SINAN e contatar o conselho tutelar.
- C confrontar os dados relatados pela professora com os pais, questionando-os sobre a denúncia e demonstrando preocupação; orientar as medidas de apoio à criança e à família.
- D anotar, em prontuário, os dados da história com suspeita de abuso e denunciar o caso na delegacia mais próxima; encaminhar a criança para um serviço de proteção social local.
Comentário OsceLabs
Mudanca abrupta de comportamento, retraimento e relato de imagens intimas circulando configuram SUSPEITA de violencia sexual — e suspeita, no Brasil, ja obriga a notificacao imediata no SINAN e a comunicacao ao conselho tutelar, sem necessidade de confirmacao previa (B erra nisso). O registro em prontuario deve ser descritivo e isento de juizo pessoal. Confrontar os pais (C) expoe a crianca ao agressor; a notificacao a rede de protecao nao pode ser substituida por conduta isolada (D). Resposta A.
Questão 16Homem de 44 anos é levado à sala de emergência do pronto-socorro apresentando agitação intensa, confusão mental, tremores generalizados e sudorese profusa. Ao exame físico verifica-se frequência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial (PA) de 150 x 110 mmHg. O paciente é etilista crônico, sem antecedentes patológicos e seus familiares relatam que ele interrompeu o consumo de álcool há 48 horas. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o diagnóstico correto e a conduta inicial para esse paciente.Gabarito: B
Homem de 44 anos é levado à sala de emergência do pronto-socorro apresentando agitação intensa, confusão mental, tremores generalizados e sudorese profusa. Ao exame físico verifica-se frequência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial (PA) de 150 x 110 mmHg. O paciente é etilista crônico, sem antecedentes patológicos e seus familiares relatam que ele interrompeu o consumo de álcool há 48 horas. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o diagnóstico correto e a conduta inicial para esse paciente.
- A Delirium tremens; administração de antipsicóticos, como haloperidol.
- B Delirium tremens; administração intravenosa de benzodiazepínicos, como diazepam. ✓
- C Encefalopatia hipertensiva; restrição de líquidos e monitoramento estrito da função renal.
- D Encefalopatia hipertensiva; administração de nitroprussiato de sódio para redução da PA média entre 20 e 25% nas primeiras 2 horas.
Comentário OsceLabs
Abstinencia alcoolica 48 horas apos a ultima dose, com agitacao, confusao mental, tremores, sudorese e hiperatividade autonomica (taquicardia e hipertensao) e delirium tremens. O tratamento de primeira linha sao os benzodiazepinicos, que repoem o tonus GABAergico, associados a tiamina antes de glicose. Haloperidol (A) e apenas adjuvante e reduz o limiar convulsivo. A hipertensao aqui e consequencia da hiperadrenergia, nao encefalopatia hipertensiva (C e D). Resposta B.
Questão 17Homem de 39 anos, sem comorbidades e em bom estado de saúde, encontra-se em preparação pré-operatória eletiva de colecistectomia que será realizada por via laparoscópica. Durante consulta com o médico que o acompanha, o paciente manifesta preocupação sobre o que pode ingerir e por quanto tempo deve permanecer em jejum antes do procedimento. Nesse caso, o médico deve orientar o paciente a fazer, antes da anestesia, jejum de alimentos sólidos porGabarito: B
Homem de 39 anos, sem comorbidades e em bom estado de saúde, encontra-se em preparação pré-operatória eletiva de colecistectomia que será realizada por via laparoscópica. Durante consulta com o médico que o acompanha, o paciente manifesta preocupação sobre o que pode ingerir e por quanto tempo deve permanecer em jejum antes do procedimento. Nesse caso, o médico deve orientar o paciente a fazer, antes da anestesia, jejum de alimentos sólidos por
- A 12 horas e de líquidos por 8 horas.
- B 6 a 8 horas e de líquidos claros por 2 horas. ✓
- C 4 a 6 horas e de bebida proteica por 1 hora.
- D 10 horas e de pequenos volumes de água por 4 horas.
Comentário OsceLabs
Jejum pre-anestesico em cirurgia eletiva de paciente higido segue a regra 6-2: solidos (refeicao leve) por 6 a 8 horas e liquidos claros por 2 horas — o abreviamento do jejum com carboidrato reduz resistencia insulinica e desconforto, sem aumentar risco de broncoaspiracao. Jejuns prolongados de 10-12 horas (A e D) sao pratica ultrapassada; bebida proteica (C) nao esvazia como liquido claro. Resposta B.
Questão 18Lactente saudável de 40 dias, que atualmente vive em uma unidade de acolhimento, é atendido em uma unidade básica de saúde (UBS) em sua primeira consulta desde o nascimento. Sua cuidadora informa que não foi realizado teste do pezinho.Gabarito: D
Lactente saudável de 40 dias, que atualmente vive em uma unidade de acolhimento, é atendido em uma unidade básica de saúde (UBS) em sua primeira consulta desde o nascimento. Sua cuidadora informa que não foi realizado teste do pezinho.
- A respeito da indicação de coleta do teste do pezinho, assinale a alternativa correta. A O teste do pezinho pode ser coletado somente até o 28º dia de vida; dessa forma, a coleta não poderá ser realizada nesse lactente.
- B O teste do pezinho pode ser coletado apenas entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê; dessa forma, a coleta não poderá ser realizada nesse lactente.
- C A coleta do teste do pezinho deveria ter sido realizada na maternidade, logo nas primeiras 48 horas de vida do bebê, o que evitaria a situação atual.
- D A coleta do teste do pezinho após o 28º dia de vida é uma condição de exceção, podendo ser realizada em caso de difícil acesso ao serviço ou de negligência. ✓
Comentário OsceLabs
O periodo ideal de coleta do teste do pezinho e entre 48 horas e o 5o dia de vida, mas o exame NAO esta perdido depois disso: a coleta apos o 28o dia e admitida como excecao — dificuldade de acesso ao servico, negligencia ou situacoes de acolhimento como a do caso —, com a ressalva de que a sensibilidade para algumas doencas cai. Recusar a coleta (A e B) deixaria a crianca sem triagem; C descreve o ideal, mas nao responde a conduta. Resposta D.
Questão 19Gestante de 25 anos é atendida em uma maternidade no primeiro estágio da fase ativa de trabalho de parto. Seu pré-natal foi de risco habitual e ela está com 40 semanas de gestação. Durante a ausculta intermitente, é detectada uma frequência cardíaca fetal mantida de 100 bpm. Diante disso, é realizada cardiotocografia, que mostra parâmetros normais, exceto a linha de base em torno de 102 bpm por um período de 10 minutos. A paciente não apresenta outros sinais ou sintomas de complicações, e o restante do exame físico está dentro dos parâmetros esperados para a fase ativa do trabalho de parto. Diante desse quadro clínico, a conduta adequada éGabarito: D
Gestante de 25 anos é atendida em uma maternidade no primeiro estágio da fase ativa de trabalho de parto. Seu pré-natal foi de risco habitual e ela está com 40 semanas de gestação. Durante a ausculta intermitente, é detectada uma frequência cardíaca fetal mantida de 100 bpm. Diante disso, é realizada cardiotocografia, que mostra parâmetros normais, exceto a linha de base em torno de 102 bpm por um período de 10 minutos. A paciente não apresenta outros sinais ou sintomas de complicações, e o restante do exame físico está dentro dos parâmetros esperados para a fase ativa do trabalho de parto. Diante desse quadro clínico, a conduta adequada é
- A encaminhar a paciente para cesariana por se tratar de sofrimento fetal agudo.
- B administrar ocitocina e acelerar a ultimação do parto por se tratar de sofrimento fetal agudo.
- C iniciar tocolíticos para reduzir a atividade uterina e aguardar melhora espontânea da frequência cardíaca fetal.
- D administrar oxigênio e mudar a posição da gestante, reavaliando a frequência cardíaca fetal após alguns minutos. PRIMEIRA EDIÇÃO ✓
Comentário OsceLabs
Linha de base entre 100 e 110 bpm por 10 minutos, com os demais parametros normais e sem outras anormalidades, e bradicardia leve — traçado sem sinais de sofrimento agudo. A conduta e a reanimacao intrauterina: decubito lateral esquerdo, oxigenio, hidratacao e reavaliacao. Cesariana (A) e ocitocina (B) partem de um diagnostico de sofrimento fetal que o caso nao sustenta; tocolitico (C) nao tem indicacao em trabalho de parto de termo na fase ativa. Resposta D.
Questão 20Um casal consulta com o médico de família e comunidade devido à preocupação da esposa com marido, que tem demonstrado compulsividade relacionada ao consumo de pornografia. Isso tem gerado discussões constantes entre eles, pois o homem é motorista por aplicativo e está deixando de trabalhar devido a este padrão de comportamento — o que tem impactado na situação financeira da família, que já é difícil. Ele relata que a prática começou como distração e alívio do estresse, mas admite que tem dificuldades para controlar esses comportamentos e reconhece as consequências que isso tem gerado para seu contexto familiar. Durante a consulta, o médico identifica sinais de baixa autoestima e de ansiedade nesse paciente. Diante desse relato, qual é o grau de motivação do paciente para a mudança de comportamento?Gabarito: B
Um casal consulta com o médico de família e comunidade devido à preocupação da esposa com marido, que tem demonstrado compulsividade relacionada ao consumo de pornografia. Isso tem gerado discussões constantes entre eles, pois o homem é motorista por aplicativo e está deixando de trabalhar devido a este padrão de comportamento — o que tem impactado na situação financeira da família, que já é difícil. Ele relata que a prática começou como distração e alívio do estresse, mas admite que tem dificuldades para controlar esses comportamentos e reconhece as consequências que isso tem gerado para seu contexto familiar. Durante a consulta, o médico identifica sinais de baixa autoestima e de ansiedade nesse paciente. Diante desse relato, qual é o grau de motivação do paciente para a mudança de comportamento?
- A Ação, visto que já planeja e cria condições para que uma mudança comportamental ocorra.
- B Contemplação, visto que admite o problema e é ambivalente em relação ao seu comportamento. ✓
- C Pré-contemplação, visto que reconhece o impacto do vício em seu relacionamento e em sua família.
- D Preparação, visto que sua percepção sobre os efeitos do vício ainda é limitada, sem possibilidade de mudança.
Comentário OsceLabs
Nos estagios de mudanca de Prochaska e DiClemente, o paciente que ADMITE o problema, reconhece as consequencias, mas ainda oscila entre mudar e manter o comportamento — sem plano nem data — esta em contemplacao. Pre-contemplacao (C) e nao reconhecer o problema; preparacao (D) implica intencao e passos concretos nas proximas semanas; acao (A) e a mudanca ja em curso. Resposta B.
Questão 21Homem de 55 anos procura atendimento em unidade básica de saúde (UBS) para renovar prescrição de losartana. Durante a consulta, relata dispneia aos esforços físicos moderados. Além disso, refere tosse pouco produtiva há alguns anos, o que atribui ao uso de 20 cigarros por dia há 20 anos. Radiografia do tórax revela alargamento dos espaços intercostais, sem outras alterações. Espirometria apresenta os seguintes resultados: Parâmetro Valor encontrado (pré- broncodi- latador) Valor encontrado (pós- broncodi- latador) Valor previsto (de acordo com sexo, idade, cor da pele e estatura do paciente) Volume expiratório forçado no 1º segundo (VEF1) 1,72 1,73 3,65 Capacidade vital forçada (CVF) 3,13 3,14 4,66 Relação VEF1/CVF 0,55 0,55 0,79 Diante dos achados, define-se doença pulmonar obstrutiva crônica. Nesse caso, de acordo com os critérios GOLD, a doença do paciente pode ser funcionalmente classificada emGabarito: C
Homem de 55 anos procura atendimento em unidade básica de saúde (UBS) para renovar prescrição de losartana. Durante a consulta, relata dispneia aos esforços físicos moderados. Além disso, refere tosse pouco produtiva há alguns anos, o que atribui ao uso de 20 cigarros por dia há 20 anos. Radiografia do tórax revela alargamento dos espaços intercostais, sem outras alterações. Espirometria apresenta os seguintes resultados: Parâmetro Valor encontrado (pré- broncodi- latador) Valor encontrado (pós- broncodi- latador) Valor previsto (de acordo com sexo, idade, cor da pele e estatura do paciente) Volume expiratório forçado no 1º segundo (VEF1) 1,72 1,73 3,65 Capacidade vital forçada (CVF) 3,13 3,14 4,66 Relação VEF1/CVF 0,55 0,55 0,79 Diante dos achados, define-se doença pulmonar obstrutiva crônica. Nesse caso, de acordo com os critérios GOLD, a doença do paciente pode ser funcionalmente classificada em
- A estágio 1.
- B estágio 2.
- C estágio 3. ✓
- D estágio 4.
Comentário OsceLabs
Na DPOC a gravidade funcional GOLD depende do VEF1 POS-broncodilatador em % do previsto, e nao da relacao VEF1/CVF (que so confirma a obstrucao). Aqui: 1,73 dividido por 3,65 resulta em cerca de 47% do previsto — faixa de 30% a 49%, que corresponde ao GOLD 3 (grave). Acima de 80% seria GOLD 1, entre 50% e 79% GOLD 2 e abaixo de 30% GOLD 4. Resposta C.
Questão 22Homem de 40 anos é levado a uma unidade de pronto atendimento após sofrer um acidente de trabalho enquanto utilizava uma máquina de esmerilhamento. Ele relata que um fragmento metálico de alta velocidade ultrapassou a proteção de seus óculos e atingiu seu olho direito. O paciente apresenta dor intensa no olho afetado, com perda parcial da visão e sensação de corpo estranho. O exame físico revela laceração na conjuntiva bulbar com extravasamento espontâneo de pequena quantidade de conteúdo gelatinoso pelo olho direito. Nesse momento, antes de encaminhar o paciente para o especialista, qual é a conduta adequada para o caso?Gabarito: B
Homem de 40 anos é levado a uma unidade de pronto atendimento após sofrer um acidente de trabalho enquanto utilizava uma máquina de esmerilhamento. Ele relata que um fragmento metálico de alta velocidade ultrapassou a proteção de seus óculos e atingiu seu olho direito. O paciente apresenta dor intensa no olho afetado, com perda parcial da visão e sensação de corpo estranho. O exame físico revela laceração na conjuntiva bulbar com extravasamento espontâneo de pequena quantidade de conteúdo gelatinoso pelo olho direito. Nesse momento, antes de encaminhar o paciente para o especialista, qual é a conduta adequada para o caso?
- A Irrigar o olho afetado com solução salina estéril, fazer penicilina cristalina via endovenosa e reavaliar o paciente após 6 horas.
- B Colocar escudo rígido sobre o olho afetado, iniciar fluoroquinolona endovenosa e verificar imunização antitetânica. ✓
- C Aplicar colírio corticoide no olho afetado, colocar escudo rígido sobre ele e solicitar radiografia de órbita.
- D Aplicar colírio antibiótico no olho afetado, realizar curativo oclusivo e prescrever analgesia endovenosa.
Comentário OsceLabs
Extravasamento de conteudo gelatinoso apos impacto de fragmento metalico em alta velocidade significa trauma ocular ABERTO. A regra e nao manipular: proteger com escudo rigido (jamais curativo compressivo, que expulsa conteudo intraocular), iniciar antibiotico sistemico para profilaxia de endoftalmite, checar antitetanica, analgesia/antiemetico e encaminhar. Irrigar (A) e comprimir (D) agravam a extrusao; corticoide topico (C) esta contraindicado no globo aberto. Resposta B.
Questão 23Agrupadas no acrônimo TORCHSZ, as infecções congênitas e/ou perinatais são causas de significativa morbimortalidade neonatal. Os sinais e sintomas dessas enfermidades são similares, porém algumas características são mais sugestivas de determinada doença.Gabarito: A
Agrupadas no acrônimo TORCHSZ, as infecções congênitas e/ou perinatais são causas de significativa morbimortalidade neonatal. Os sinais e sintomas dessas enfermidades são similares, porém algumas características são mais sugestivas de determinada doença.
- A partir do exposto, assinale a alternativa que relaciona corretamente sinais e sintomas e/ou achados de exames complementares com a doença. A Hidrocefalia, plaquetose, hepatoesplenomegalia e icterícia são achados mais comuns da toxoplasmose. ✓
- B Rash macular com úlceras, plaquetopenia e alteração liquórica são achados típicos da rubéola congênita.
- C Rinite serossanguinolenta, pseudoparalisia de Parrot, catarata e coriorretinite são encontradas na herpes simples.
- D Catarata, persistência do canal arterial ou estenose pulmonar e retardo de crescimento intrauterino são achados mais comuns de citomegalovírus. ÁREA LIVRE PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
A questao se resolve por eliminacao das trocas de rotulo. Rinite serossanguinolenta e pseudoparalisia de Parrot sao da SIFILIS congenita, nao do herpes (C); catarata com persistencia do canal arterial ou estenose pulmonar e restricao de crescimento e a triade da RUBEOLA, nao do citomegalovirus (D); o rash vesiculoso com lesoes ulceradas e alteracao liquorica aponta herpes, nao rubeola (B). Restam hidrocefalia, hepatoesplenomegalia e ictericia, compativeis com toxoplasmose (que classicamente soma coriorretinite e calcificacoes difusas). Resposta A.
Questão 24Mulher, G2P1 (parto vaginal), é conduzida ao serviço de urgência obstétrica por estar desacordada, após ter apresentado dor abdominal súbita e desmaio em casa. Está com 35 semanas de gestação e é hipertensa crônica em uso de metildopa e nifedipina. Está inconsciente, apresenta tônus uterino aumentado, com batimento cardíaco fetal de 50 bpm, colo uterino fechado e com moderado sangramento escuro por via vaginal. Ela apresenta os seguintes dados vitais: Exame Resultado Frequência cardíaca materna 60 bpm Pressão arterial 80 x 60 mmHg Saturação de oxigênio 94% Diante desse quadro clínico, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o diagnóstico e a conduta adequados.Gabarito: A
Mulher, G2P1 (parto vaginal), é conduzida ao serviço de urgência obstétrica por estar desacordada, após ter apresentado dor abdominal súbita e desmaio em casa. Está com 35 semanas de gestação e é hipertensa crônica em uso de metildopa e nifedipina. Está inconsciente, apresenta tônus uterino aumentado, com batimento cardíaco fetal de 50 bpm, colo uterino fechado e com moderado sangramento escuro por via vaginal. Ela apresenta os seguintes dados vitais: Exame Resultado Frequência cardíaca materna 60 bpm Pressão arterial 80 x 60 mmHg Saturação de oxigênio 94% Diante desse quadro clínico, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o diagnóstico e a conduta adequados.
- A Descolamento prematuro de placenta; priorizar a estabilização hemodinâmica com reposição volêmica, posicionar a paciente em decúbito lateral e realizar a cesárea imediatamente. ✓
- B Descolamento prematuro de placenta; iniciar a administração de reposição volêmica com cristaloides e com oxigênio e iniciar a monitorização contínua materno- fetal, enquanto a paciente é preparada para o parto vaginal induzido.
- C Placenta prévia; iniciar a reanimação materna com cristaloides, oxigênio suplementar e administração de uterolíticos para diminuir o tônus e conter o sangramento, enquanto a paciente é transferida para o centro cirúrgico a fim de realizar avaliação de cesariana de urgência.
- D Placenta prévia; realizar manobras de suporte à vida materna, como reposição volêmica com cristaloides e administração de oxigênio, e iniciar monitorização contínua materno-fetal enquanto a paciente é preparada para o parto vaginal induzido.
Comentário OsceLabs
Hipertonia uterina, sangramento escuro, dor abdominal subita, choque materno e bradicardia fetal de 50 bpm compoem descolamento prematuro de placenta — placenta previa (C e D) cursa com sangramento vivo, INDOLOR e utero normotonico. Com feto vivo em sofrimento e mae instavel, a via de parto e a cesariana imediata, simultanea a reanimacao volemica e ao decubito lateral (que alivia a compressao aortocava). Preparar parto vaginal induzido (B) desperdica o tempo que o feto nao tem. Resposta A.
Questão 25Os povos ciganos/Romani que vivem no Brasil possuem um estilo de vida não homogêneo, com uma cultura muitas vezes divergente. Portanto, é essencial que gestores e profissionais da saúde se aproximem dessa população e conheçam suas questões específicas. Nesse contexto, ao se fazer o planejamento de ações de saúde para essa população, é importante considerar queGabarito: B
Os povos ciganos/Romani que vivem no Brasil possuem um estilo de vida não homogêneo, com uma cultura muitas vezes divergente. Portanto, é essencial que gestores e profissionais da saúde se aproximem dessa população e conheçam suas questões específicas. Nesse contexto, ao se fazer o planejamento de ações de saúde para essa população, é importante considerar que
- A as questões de saúde são conduzidas por homens na maioria das comunidades ciganas/Romani, motivo pelo qual as mulheres não devem ir ao hospital sozinhas.
- B a depressão e o suicídio são problemas de saúde nas comunidades ciganas/Romani, com maior incidência em mulheres, sendo motivados pelo racismo e por outras formas de violência. ✓
- C as mulheres são as lideranças mais respeitadas por toda a comunidade cigana/Romani; por isso, para criar um vínculo de confiança com a comunidade, os agentes públicos de saúde devem iniciar a interlocução com elas.
- D os povos ciganos/Romani optam, em sua grande maioria, por se manterem nômades, buscando formas alternativas de garantir saúde e educação, apesar de atualmente algumas famílias ciganas/Romani preferirem residências fixas.
Comentário OsceLabs
O cuidado a populacao cigana/Romani exige reconhecer sua heterogeneidade e o racismo estrutural que a atinge: sofrimento mental, depressao e suicidio sao problemas relevantes nessas comunidades, com maior peso entre as mulheres, ligados a discriminacao e a violencia. As demais alternativas generalizam estereotipos — nem a conducao das questoes de saude e universalmente masculina (A), nem as mulheres sao sempre as liderancas (C), nem a maioria mantem-se nomade (D), ja que muitas familias vivem em residencias fixas. Resposta B.
Questão 26Homem de 67 anos, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica há 10 anos e tabagismo há 50 anos, é levado a unidade de pronto atendimento com desconforto respiratório, tosse e confusão mental há 2 horas. Familiar relata que, nos últimos 5 dias, houve piora progressiva da dispneia e aumento do volume de expectoração, além de mudança no aspecto dessa secreção, que passou de amarelo claro para verde escuro. Ao exame físico, encontra-se torporoso, com extremidades cianóticas e com sibilos e estertores difusos em todos os campos pulmonares. Considerando a situação apresentada, a condução clínica desse paciente deve incluir, obrigatoriamente corticoterapiaGabarito: D
Homem de 67 anos, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica há 10 anos e tabagismo há 50 anos, é levado a unidade de pronto atendimento com desconforto respiratório, tosse e confusão mental há 2 horas. Familiar relata que, nos últimos 5 dias, houve piora progressiva da dispneia e aumento do volume de expectoração, além de mudança no aspecto dessa secreção, que passou de amarelo claro para verde escuro. Ao exame físico, encontra-se torporoso, com extremidades cianóticas e com sibilos e estertores difusos em todos os campos pulmonares. Considerando a situação apresentada, a condução clínica desse paciente deve incluir, obrigatoriamente corticoterapia
- A sistêmica e acompanhamento ambulatorial.
- B inalatória e acompanhamento ambulatorial.
- C inalatória e internação hospitalar.
- D sistêmica e internação hospitalar. PRIMEIRA EDIÇÃO ✓
Comentário OsceLabs
Exacerbacao de DPOC com criterios de Anthonisen completos (piora da dispneia, aumento do volume e purulencia do escarro) e — o que define a gravidade — confusao mental, torpor e cianose. Isso e falencia respiratoria: internacao obrigatoria, com corticoide SISTEMICO (5 dias), antibiotico, broncodilatador de curta e suporte ventilatorio. Corticoide inalatorio (B e C) nao trata exacerbacao; alta ambulatorial (A e B) em paciente torporoso e insustentavel. Resposta D.
Questão 27Paciente do sexo masculino, 18 anos, chega ao pronto atendimento com dor abdominal em mesogástrio e epigástrio, de início insidioso e caráter progressivo, associada a náuseas e hiporexia. A evolução do quadro tem cerca de 24 horas. Ao exame físico, a dor abdominal é exacerbada pela tosse, há discreta diferença de temperatura entre a região axilar e a retal (+1,2 °C), além de dor à palpação profunda em região inferior direita do abdome. Exames laboratoriais mostram leucócitos 14.000/mm³ com 80% de neutrófilos, além de sumário de urina com 6 piócitos/campo. Com base no quadro clínico e laboratorial, qual achado clínico complementa o diagnóstico mais provável?Gabarito: D
Paciente do sexo masculino, 18 anos, chega ao pronto atendimento com dor abdominal em mesogástrio e epigástrio, de início insidioso e caráter progressivo, associada a náuseas e hiporexia. A evolução do quadro tem cerca de 24 horas. Ao exame físico, a dor abdominal é exacerbada pela tosse, há discreta diferença de temperatura entre a região axilar e a retal (+1,2 °C), além de dor à palpação profunda em região inferior direita do abdome. Exames laboratoriais mostram leucócitos 14.000/mm³ com 80% de neutrófilos, além de sumário de urina com 6 piócitos/campo. Com base no quadro clínico e laboratorial, qual achado clínico complementa o diagnóstico mais provável?
- A Dor à punho-percussão na região lombar à direita.
- B Crepitação na parede abdominal associada à presença de gás.
- C Dor à palpação no hipocôndrio direito durante inspiração profunda.
- D Dor à descompressão entre a espinha ilíaca ântero- superior e o umbigo. ✓
Comentário OsceLabs
Dor periumbilical que migra, hiporexia, nauseas, leucocitose com desvio, dissociacao axilo-retal e dor a tosse (sinal de Dunphy) desenham apendicite aguda — piocitos discretos na urina sao comuns pela proximidade do apendice com o ureter e nao afastam o diagnostico. Falta o sinal classico: Blumberg no ponto de McBurney, na uniao do terco lateral com os dois terços mediais entre a espinha iliaca antero-superior e o umbigo. Giordano (A) sugere pielonefrite e Murphy (C), colecistite. Resposta D.
Questão 28Menino de cinco meses é levado para consulta de rotina. Nasceu com idade gestacional de 28 semanas, com boa evolução na internação e recebeu alta para acompanhamento ambulatorial. O bebê está bem, mas teve um episódio de infecção respiratória leve. A família está preocupada com eventuais complicações que o bebê possa ter, uma vez que o inverno está chegando e os pais querem proteger a criança. Nessa situação, a conduta médica mais adequada é indicar aGabarito: B
Menino de cinco meses é levado para consulta de rotina. Nasceu com idade gestacional de 28 semanas, com boa evolução na internação e recebeu alta para acompanhamento ambulatorial. O bebê está bem, mas teve um episódio de infecção respiratória leve. A família está preocupada com eventuais complicações que o bebê possa ter, uma vez que o inverno está chegando e os pais querem proteger a criança. Nessa situação, a conduta médica mais adequada é indicar a
- A administração da vacina anti-influenza de imediato e a restrição de visitas.
- B administração de palivizumabe e orientar os cuidados essenciais de prevenção. ✓
- C manutenção do calendário vacinal atualizado e o encaminhamento do bebê para a infectologia infantil.
- D manutenção do calendário vacinal atualizado e a administração de omalizumabe em caso de infecções.
Comentário OsceLabs
Prematuro de 28 semanas, hoje com 5 meses, entrando na sazonalidade do virus sincicial respiratorio: tem indicacao de palivizumabe pelo SUS (nascidos com menos de 28 semanas, ate 1 ano de idade), alem das medidas gerais de prevencao — higiene das maos, evitar aglomeracao e tabagismo passivo, vacinacao dos conviventes. Vacina de influenza (A) so a partir dos 6 meses de idade; omalizumabe (D) e para asma grave alergica, nada tem a ver com o caso. Resposta B.
Questão 29Primigesta de 24 anos chega à maternidade com queixa de cefaleia, febre e dores articulares leves há 5 dias. Relata que ontem houve piora da febre e surgimento de manchas pelo corpo, o que a fez procurar a emergência. O obstetra verifica o cartão do pré-natal e constata que ela está com 22 semanas de gestação e já realizou 3 consultas na unidade básica de saúde (UBS), sempre com sinais vitais normais e exames laboratoriais sem alterações. Ao exame físico, a paciente apresenta-se em bom estado geral, lúcida e orientada. Durante a análise clínica, foram obtidos os seguintes resultados: Exame Resultado Pressão arterial 90 x 70 mmHg Frequência cardíaca 82 bpm Saturação de O2 98% em ar ambiente Temperatura axilar 38,6 °C Altura uterina 20 cm Batimentos cardiofetais 142 bpm (regular) Após ouvir a história da paciente e examiná-la, o médico solicita um hemograma, cujo resultado é: Exame Resultado Valor de referência Hematócrito 38% 35 - 45% Hemoglobina 11,2 g/dL 12,0 - 16,0 g/dL Leucócitos totais 9.500/mm³ 4.500 – 11.000 /mm³ Plaquetas 28.000/mm³ 150.000 – 450.000/mm³ Nesse caso, qual a principal hipótese diagnóstica e a conduta a ser adotada pelo obstetra?Gabarito: A
Primigesta de 24 anos chega à maternidade com queixa de cefaleia, febre e dores articulares leves há 5 dias. Relata que ontem houve piora da febre e surgimento de manchas pelo corpo, o que a fez procurar a emergência. O obstetra verifica o cartão do pré-natal e constata que ela está com 22 semanas de gestação e já realizou 3 consultas na unidade básica de saúde (UBS), sempre com sinais vitais normais e exames laboratoriais sem alterações. Ao exame físico, a paciente apresenta-se em bom estado geral, lúcida e orientada. Durante a análise clínica, foram obtidos os seguintes resultados: Exame Resultado Pressão arterial 90 x 70 mmHg Frequência cardíaca 82 bpm Saturação de O2 98% em ar ambiente Temperatura axilar 38,6 °C Altura uterina 20 cm Batimentos cardiofetais 142 bpm (regular) Após ouvir a história da paciente e examiná-la, o médico solicita um hemograma, cujo resultado é: Exame Resultado Valor de referência Hematócrito 38% 35 - 45% Hemoglobina 11,2 g/dL 12,0 - 16,0 g/dL Leucócitos totais 9.500/mm³ 4.500 – 11.000 /mm³ Plaquetas 28.000/mm³ 150.000 – 450.000/mm³ Nesse caso, qual a principal hipótese diagnóstica e a conduta a ser adotada pelo obstetra?
- A Dengue; internar imediatamente a paciente, iniciar hidratação venosa, dipirona endovenosa e realizar controle diário de plaquetas. ✓
- B Chikungunya; colocar a paciente em leito de observação clínica, iniciar hidratação venosa, dipirona e, após terminar, liberar retorno ao pré-natal.
- C Zika; colocar a paciente em leito de observação clínica, iniciar hidratação venosa, dipirona endovenosa e realizar controle diário de plaquetas.
- D Febre de Oropouche; internar imediatamente a paciente, iniciar transfusão de plaquetas, paracetamol por via oral e, após a transfusão, liberar retorno ao pré-natal. PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Febre, artralgia, exantema e — o dado decisivo — plaquetas de 28.000 em gestante de 22 semanas: e dengue, e gestacao ja e por si criterio de gravidade. Plaquetopenia dessa magnitude impoe internacao, hidratacao venosa, analgesia sem AAS ou AINE e hemograma seriado. Chikungunya (B) e zika (C) raramente provocam plaquetopenia grave, e liberar a paciente seria temerario; transfusao profilatica de plaquetas (D) nao esta indicada apenas pelo numero, sem sangramento. Resposta A.
Questão 30Enchentes, secas, ondas de calor, tempestades tropicais, incêndios florestais e aumento do nível do mar estão diretamente relacionados à escalada dos determinantes sociais da saúde. Esses fatores podem levar ao aumento de doenças cardiovasculares, entre outras. Considerando a interferência desses fatores, assinale a alternativa correta com relação às ações de promoção da saúde.Gabarito: A
Enchentes, secas, ondas de calor, tempestades tropicais, incêndios florestais e aumento do nível do mar estão diretamente relacionados à escalada dos determinantes sociais da saúde. Esses fatores podem levar ao aumento de doenças cardiovasculares, entre outras. Considerando a interferência desses fatores, assinale a alternativa correta com relação às ações de promoção da saúde.
- A A exposição à poluição do ar pode acarretar no aumento do risco para hipertensão, diabetes e dermatite atópica, portanto, indica-se fechar as janelas da residência nos horários de maior fluxo de carros a fim de reduzir a exposição aos poluentes. ✓
- B As plantações de milho para a produção de biocombustível configuram uma importante tendência no país uma vez que aumentam a oferta de empregos na economia verde e melhoram as condições de vida de pequenos e médios produtores rurais.
- C A elevação da pressão arterial é um efeito comum das ondas de calor, por isso, é indicado aumentar as doses dos anti-hipertensivos, reforçar a hidratação e procurar fontes de sombra e refrigeração.
- D As atividades de educação em saúde acerca do estresse climático são desaconselháveis nas escolas, devido ao risco de sofrimento emocional nas crianças e nos adolescentes.
Comentário OsceLabs
A questao cobra promocao de saude diante do estresse climatico. A poluicao do ar aumenta risco cardiometabolico e alergico, e uma medida domiciliar simples e reduzir a exposicao nos horarios de pico de trafego. Aumentar a dose de anti-hipertensivo em onda de calor (C) e perigoso — o calor causa vasodilatacao e desidratacao, com risco de hipotensao e queda. Biocombustivel (B) nao e acao de saude, e educacao climatica nas escolas (D) e recomendada, nao desaconselhada. Resposta A.
Questão 31Homem de 40 anos procura a unidade básica de saúde (UBS) relatando que está com tosse produtiva há 3 meses, associada a febre vespertina e perda de peso. Nega histórico de tuberculose. Na UBS, é realizado o teste rápido molecular (TRM) para tuberculose no escarro, com resultado positivo e resistência à rifampicina. Diante disso, esse paciente é encaminhado para o ambulatório de referência em tuberculose do município. Nessa situação, a conduta médica, baseada no resultado do TRM, éGabarito: C
Homem de 40 anos procura a unidade básica de saúde (UBS) relatando que está com tosse produtiva há 3 meses, associada a febre vespertina e perda de peso. Nega histórico de tuberculose. Na UBS, é realizado o teste rápido molecular (TRM) para tuberculose no escarro, com resultado positivo e resistência à rifampicina. Diante disso, esse paciente é encaminhado para o ambulatório de referência em tuberculose do município. Nessa situação, a conduta médica, baseada no resultado do TRM, é
- A inadequada, devendo ser solicitada a baciloscopia no escarro; o encaminhamento do paciente deve ser cancelado enquanto aguarda o resultado da baciloscopia.
- B adequada, sendo desnecessário aguardar a baciloscopia no escarro; o encaminhamento do paciente deve ser cancelado e deve ser iniciado o esquema básico imediatamente.
- C adequada, sendo desnecessário aguardar a baciloscopia no escarro; o encaminhamento do paciente deve ser mantido e deve ser feito novo TRM, além de cultura e teste de sensibilidade. ✓
- D inadequada, devendo ser solicitada a baciloscopia no escarro; o encaminhamento do paciente deve ser mantido, devido à necessidade de confirmação diagnóstica por centro especializado.
Comentário OsceLabs
O teste rapido molecular detecta o DNA do M. tuberculosis E a resistencia a rifampicina em duas horas: confirma o diagnostico sem depender da baciloscopia (que so quantifica bacilos e nao distingue especie nem resistencia). Detectada resistencia, NAO se inicia esquema basico (B): mantem-se o encaminhamento a referencia, repete-se o TRM para descartar falso-positivo e solicita-se cultura com teste de sensibilidade para desenhar o esquema. Resposta C.
Questão 32Paciente do sexo feminino, 33 anos, previamente saudável, após ter sido submetida a abdominoplastia em clínica privada, evoluiu com instabilidade hemodinâmica no pós-operatório imediato antes da alta. O cirurgião plástico que a operou pediu à família da paciente que a levasse para a unidade de pronto atendimento, onde chegou sem vida. À luz do Código de Ética Médica, deve-se considerar que o cirurgião plástico da situação descrita foiGabarito: C
Paciente do sexo feminino, 33 anos, previamente saudável, após ter sido submetida a abdominoplastia em clínica privada, evoluiu com instabilidade hemodinâmica no pós-operatório imediato antes da alta. O cirurgião plástico que a operou pediu à família da paciente que a levasse para a unidade de pronto atendimento, onde chegou sem vida. À luz do Código de Ética Médica, deve-se considerar que o cirurgião plástico da situação descrita foi
- A imprudente ao operar a paciente em clínica privada.
- B imperito ao realizar o procedimento de abdominoplastia.
- C negligente quanto à estabilização pré-transporte da paciente. ✓
- D diligente ao solicitar aos familiares a rápida transferência da paciente.
Comentário OsceLabs
Instabilidade hemodinamica no pos-operatorio imediato exige estabilizacao e transporte em ambulancia com suporte medico — entregar a paciente instavel a familia para que a leve por conta propria e omissao no dever de cuidado: negligencia. Imprudencia (A) seria agir com precipitacao; impericia (B) exigiria falha tecnica no ato cirurgico, que o enunciado nao descreve; e nao ha nada de diligente (D) na conduta relatada. Resposta C.
Questão 33Lactante previamente hígida comparece à consulta de puericultura com seu filho de 4 meses. Ela refere que voltará a trabalhar em 15 dias, por isso tem dúvidas quanto à oferta do leite materno. Considerando essa situação, assinale a alternativa que apresenta a orientação correta quanto aos cuidados adequados com a ordenha e o leite materno ordenhado.Gabarito: C
Lactante previamente hígida comparece à consulta de puericultura com seu filho de 4 meses. Ela refere que voltará a trabalhar em 15 dias, por isso tem dúvidas quanto à oferta do leite materno. Considerando essa situação, assinale a alternativa que apresenta a orientação correta quanto aos cuidados adequados com a ordenha e o leite materno ordenhado.
- A Para o descongelamento do leite materno, pode-se realizar a fervura ou o aquecimento em micro-ondas.
- B Para a coleta de leite materno, pode-se realizar ordenha manual após higienização das mamas com álcool 70%.
- C Para a conservação do leite materno, pode-se mantê-lo em congelador por até 15 dias a partir da primeira retirada. ✓
- D Para o favorecimento da continuidade do aleitamento materno, pode-se oferecer em mamadeira o leite ordenhado.
Comentário OsceLabs
Leite materno ordenhado pode ser mantido em congelador ou freezer por ate 15 dias, contados a partir da PRIMEIRA retirada, e na geladeira por 12 horas. O descongelamento e feito em banho-maria morno, fora do fogo — nunca em fervura ou micro-ondas (A), que destroem fatores imunologicos e produzem aquecimento irregular. A higiene das mamas e feita apenas com agua, sem alcool (B), e a oferta deve ser em copinho ou colher, evitando bico artificial (D). Resposta C.
Questão 34Menina de 14 anos vai à consulta na unidade básica de saúde (UBS), acompanhada de sua mãe, relatando preocupação, pois todas as suas amigas da mesma faixa etária já menstruaram, exceto ela. A paciente apresenta as mamas desenvolvidas e alguns pelos pubianos e, durante a consulta, apresenta muitas dúvidas em relação à menstruação. Nesse caso, após orientar a menina sobre ciclo menstrual e sobre métodos contraceptivos, a conduta adequada éGabarito: A
Menina de 14 anos vai à consulta na unidade básica de saúde (UBS), acompanhada de sua mãe, relatando preocupação, pois todas as suas amigas da mesma faixa etária já menstruaram, exceto ela. A paciente apresenta as mamas desenvolvidas e alguns pelos pubianos e, durante a consulta, apresenta muitas dúvidas em relação à menstruação. Nesse caso, após orientar a menina sobre ciclo menstrual e sobre métodos contraceptivos, a conduta adequada é
- A solicitar exames complementares para investigação de amenorreia. ✓
- B orientar a mãe e a filha a aguardarem a menstruação até os 16 anos.
- C indicar teste de progesterona oral para confirmar amenorreia primária.
- D solicitar ultrassonografia e dosagens hormonais para investigação de amenorreia. PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Adolescente de 14 anos com telarca e pubarca ja instaladas e sem menarca merece investigacao de amenorreia primaria — o intervalo entre o inicio da telarca e a menarca costuma ser de 2 a 3 anos, e esperar passivamente ate os 16 anos (B) e conduta ultrapassada. O teste de progesterona (C) avalia trofismo endometrial e nao 'confirma' amenorreia primaria. A banca preferiu a conduta generica de iniciar a investigacao, e nao a prescricao antecipada de uma bateria fechada de exames (D). Resposta A.
Questão 35Um médico de família e comunidade, atuante numa equipe fluvial, atende a uma população ribeirinha e a uma população indígena, ambas na região amazônica. Ele reconhece que essas duas populações vivem em regiões remotas. No entanto, é notável que elas apresentam diferenças culturais e de modos de vida.Gabarito: C
Um médico de família e comunidade, atuante numa equipe fluvial, atende a uma população ribeirinha e a uma população indígena, ambas na região amazônica. Ele reconhece que essas duas populações vivem em regiões remotas. No entanto, é notável que elas apresentam diferenças culturais e de modos de vida.
- A partir dessas informações, assinale a alternativa que apresenta a estratégia adequada a ser adotada pelo médico e por sua equipe no cuidado à saúde das populações mencionadas. A Utilização de profissionais de saúde nativos ou locais sem a necessidade de capacitação específica focada no paradigma biomédico, uma vez que eles já conhecem profundamente a cultura, as tradições e os hábitos dessas populações.
- B Atendimento à população ribeirinha centrado em soluções biomédicas e tecnológicas, utilizando conhecimentos da medicina ocidental, enquanto o atendimento à população indígena deve ser pautado por suas próprias práticas de cuidado e cura.
- C Incentivo e valorização das práticas de cuidado tradicionais, promoção do uso racional de medicamentos básicos pela população indígena e estímulo à participação local e à integração do saber acadêmico e do senso comum da comunidade ribeirinha. ✓
- D Organização dos atendimentos das populações de forma padronizada, a partir da identificação das prioridades em saúde, considerando que as comunidades compartilham realidades geográficas e desafios semelhantes em relação ao acesso a cuidados médicos.
Comentário OsceLabs
O cuidado a populacoes ribeirinhas e indigenas parte da competencia cultural: valorizar as praticas tradicionais de cuidado, promover uso racional de medicamentos e estimular a participacao local, integrando saber academico e saber comunitario. Dispensar capacitacao dos agentes locais (A) fragiliza o cuidado; reservar a medicina ocidental a uma populacao e as praticas tradicionais a outra (B) e um falso dilema; padronizar atendimento por semelhanca geografica (D) apaga justamente as diferencas culturais citadas. Resposta C.
Questão 36Mulher de 45 anos foi levada para consulta na casa de saúde indígena da capital do estado, com febre (até 39°C), tosse, dor de garganta, cefaleia, mialgia e artralgia iniciados há cerca de 36 horas. Outros 5 pacientes da mesma comunidade indígena apresentaram quadro semelhante no mesmo período. No dia da consulta, a paciente começou a se queixar de leve falta de ar. Ao exame físico apresentava parâmetros dentro da normalidade, exceto pela febre (39 °C) e por estertores crepitantes na base pulmonar direita. Frequência respiratória de 22 irpm e pressão arterial é de 120 x 80 mmHg. Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que indica, respectivamente, a hipótese diagnóstica e a conduta mais adequada.Gabarito: A
Mulher de 45 anos foi levada para consulta na casa de saúde indígena da capital do estado, com febre (até 39°C), tosse, dor de garganta, cefaleia, mialgia e artralgia iniciados há cerca de 36 horas. Outros 5 pacientes da mesma comunidade indígena apresentaram quadro semelhante no mesmo período. No dia da consulta, a paciente começou a se queixar de leve falta de ar. Ao exame físico apresentava parâmetros dentro da normalidade, exceto pela febre (39 °C) e por estertores crepitantes na base pulmonar direita. Frequência respiratória de 22 irpm e pressão arterial é de 120 x 80 mmHg. Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que indica, respectivamente, a hipótese diagnóstica e a conduta mais adequada.
- A Pneumonia viral; prescrever o uso de oseltamivir. ✓
- B Tuberculose; solicitar pesquisa de BAAR no escarro.
- C Pneumonia bacteriana; indicar o uso de ceftriaxona e amoxicilina.
- D Resfriado comum; recomendar o uso de medicações sintomáticas.
Comentário OsceLabs
Surto de sindrome gripal em comunidade indigena (varios casos simultaneos em 36 horas), com crepitantes e dispneia — quadro viral com pneumonite. Indigena e grupo prioritario: o oseltamivir deve ser iniciado por suspeita clinica, idealmente ate 48 horas, sem aguardar exame confirmatorio. Tuberculose (B) nao explica surto agudo em dias; resfriado comum (D) nao cursa com febre alta e crepitantes; ceftriaxona com amoxicilina (C) e associacao redundante de betalactamicos. Resposta A.
Questão 37Mulher de 24 anos, previamente saudável, portadora de rim único, sofreu um acidente motociclístico há 7 dias. Foi levada a um hospital, onde foi submetida a craniectomia descompressiva e drenagem de hematoma subdural agudo. No entanto, há 1 dia, evoluiu com coma aperceptivo e ausência de reflexos de tronco encefálico. Diante disso, foi realizado o protocolo de morte encefálica, com confirmação diagnóstica. Testes laboratoriais mostraram função renal preservada, anti-HBs positivo e HBsAg negativo. Embora a paciente seja doadora de órgãos e tecidos, seu esposo se posiciona contra a doação, afirmando que isso interferirá em suas crenças. Com base na legislação pertinente, assinale a alternativa correta quanto à doação de órgãos nessa situação.Gabarito: B
Mulher de 24 anos, previamente saudável, portadora de rim único, sofreu um acidente motociclístico há 7 dias. Foi levada a um hospital, onde foi submetida a craniectomia descompressiva e drenagem de hematoma subdural agudo. No entanto, há 1 dia, evoluiu com coma aperceptivo e ausência de reflexos de tronco encefálico. Diante disso, foi realizado o protocolo de morte encefálica, com confirmação diagnóstica. Testes laboratoriais mostraram função renal preservada, anti-HBs positivo e HBsAg negativo. Embora a paciente seja doadora de órgãos e tecidos, seu esposo se posiciona contra a doação, afirmando que isso interferirá em suas crenças. Com base na legislação pertinente, assinale a alternativa correta quanto à doação de órgãos nessa situação.
- A A condição renal da paciente, embora seja saudável, contraindica a doação de órgãos.
- B A doação de órgãos da paciente requer o consentimento e a autorização de seu esposo. ✓
- C O poder público poderá intervir a favor do cumprimento do desejo de doação da paciente.
- D Os resultados dos exames laboratoriais citados impossibilitam a doação de órgãos da paciente.
Comentário OsceLabs
No Brasil a doacao post mortem depende de AUTORIZACAO FAMILIAR escrita — conjuge ou parente ate segundo grau, com duas testemunhas (Lei 9.434/1997 com a redacao da Lei 10.211/2001). A manifestacao em vida do falecido, ainda que registrada, nao vincula, e o poder publico nao pode se sobrepor a familia (C). Rim unico com funcao preservada nao contraindica (A), e anti-HBs positivo com HBsAg negativo apenas indica imunizacao, nao infeccao ativa (D). Resposta B.
Questão 38Menino de 6 meses, saudável, é levado para consulta de rotina. Ele está em aleitamento materno exclusivo e a mãe busca orientações sobre a introdução alimentar, pois se trata de seu primeiro filho. Nesse caso, a conduta adequada é manter aleitamento materno eGabarito: D
Menino de 6 meses, saudável, é levado para consulta de rotina. Ele está em aleitamento materno exclusivo e a mãe busca orientações sobre a introdução alimentar, pois se trata de seu primeiro filho. Nesse caso, a conduta adequada é manter aleitamento materno e
- A introduzir 1 refeição com composto lácteo.
- B iniciar 1 refeição minimamente processada.
- C oferecer suco de frutas e dar 2 papas de legumes.
- D introduzir 1 refeição principal e 1 porção de fruta. ÁREA LIVRE PRIMEIRA EDIÇÃO ✓
Comentário OsceLabs
Aos 6 meses, mantendo o aleitamento materno, inicia-se UMA refeicao principal (papa salgada com cereal/tuberculo, leguminosa, proteina animal e hortalicas) mais uma porcao de fruta ao dia, evoluindo para duas refeicoes principais por volta dos 7 meses. Suco de frutas (C) e desaconselhado antes de 1 ano; compostos lacteos e ultraprocessados (A) nao entram no cardapio; 'refeicao minimamente processada' (B) e vaga e nao define a estrutura recomendada. Resposta D.
Questão 39Mulher de 30 anos é encaminhada pelo médico da unidade básica de saúde (UBS) para avaliação com o ginecologista. Relata corrimento com odor fétido após o término da menstruação, nos últimos três ciclos menstruais, e apresenta o laudo da citologia cervical realizada na UBS: presença de epitélio escamoso e glandular, flora com lactobacilos e dentro dos limites da normalidade. Ao exame especular, observa-se corrimento abundante homogêneo, com vagina e colo uterino de aspecto normal e sem hiperemia. Teste com hidróxido de potássio, realizado na secreção vaginal, com a percepção de odor fétido e pH superior a 5,0. No exame a fresco da secreção vaginal, observam-se células guia (clue cells) no microscópio. Nesse caso, quais são, respectivamente, o diagnóstico e o tratamento a serem prescritos?Gabarito: D
Mulher de 30 anos é encaminhada pelo médico da unidade básica de saúde (UBS) para avaliação com o ginecologista. Relata corrimento com odor fétido após o término da menstruação, nos últimos três ciclos menstruais, e apresenta o laudo da citologia cervical realizada na UBS: presença de epitélio escamoso e glandular, flora com lactobacilos e dentro dos limites da normalidade. Ao exame especular, observa-se corrimento abundante homogêneo, com vagina e colo uterino de aspecto normal e sem hiperemia. Teste com hidróxido de potássio, realizado na secreção vaginal, com a percepção de odor fétido e pH superior a 5,0. No exame a fresco da secreção vaginal, observam-se células guia (clue cells) no microscópio. Nesse caso, quais são, respectivamente, o diagnóstico e o tratamento a serem prescritos?
- A Vaginose citolítica; tratamento com banho de assento com bicarbonato de sódio.
- B Tricomoníase; tratamento com metronidazol por via oral, ou em forma de creme vaginal.
- C Candidíase; tratamento com miconazol creme vaginal, ou com fluconazol por via oral.
- D Vaginose bacteriana; tratamento com metronidazol por via oral, ou em forma de creme vaginal, ou com clindamicina creme. ✓
Comentário OsceLabs
Corrimento homogeneo com odor fetido, pH acima de 4,5, teste das aminas (KOH) positivo e clue cells no exame a fresco: quatro criterios de Amsel — bastam tres — para vaginose bacteriana. O tratamento e metronidazol oral ou topico, ou clindamicina creme. Tricomoniase (B) cursa com colo em framboesa e protozoario movel a fresco; candidiase (C) da corrimento grumoso com pH normal e prurido; vaginose citolitica (A) tem pH baixo e lactobacilos em excesso. Resposta D.
Questão 40Homem de 45 anos, trabalhador da construção civil, comparece a uma unidade básica de saúde (UBS) devido à dor lombar iniciada há um mês, com piora progressiva, irradiada para o membro inferior direito, com maior intensidade ao final do expediente de trabalho, especialmente após carregar materiais pesados. Nega histórico de trauma, febre, perda de peso ou outros sintomas sistêmicos. Ao exame físico, há dor à palpação de musculatura paravertebral bilateral na região lombar, sem alterações neurológicas. Não há restrição de movimentos e a flexão está preservada. O exame de força e sensibilidade nos membros inferiores está normal, e os reflexos patelar e aquileu estão preservados. Lasègue negativo bilateralmente. Quais são as condutas adequadas a serem adotadas nesse caso?Gabarito: D
Homem de 45 anos, trabalhador da construção civil, comparece a uma unidade básica de saúde (UBS) devido à dor lombar iniciada há um mês, com piora progressiva, irradiada para o membro inferior direito, com maior intensidade ao final do expediente de trabalho, especialmente após carregar materiais pesados. Nega histórico de trauma, febre, perda de peso ou outros sintomas sistêmicos. Ao exame físico, há dor à palpação de musculatura paravertebral bilateral na região lombar, sem alterações neurológicas. Não há restrição de movimentos e a flexão está preservada. O exame de força e sensibilidade nos membros inferiores está normal, e os reflexos patelar e aquileu estão preservados. Lasègue negativo bilateralmente. Quais são as condutas adequadas a serem adotadas nesse caso?
- A Solicitar ressonância magnética da coluna lombar, devido à irradiação da dor para membro inferior; prescrever anti- inflamatório não esteroide associado a paracetamol.
- B Solicitar radiografia de coluna lombar, devido à duração e à irradiação da dor; prescrever corticoide sistêmico associado a paracetamol; encaminhar o paciente à fisioterapia.
- C Não solicitar exames complementares, devido à duração da dor e reflexos preservados; prescrever corticoide sistêmico associado a relaxante muscular; orientar repouso por 5 dias.
- D Não solicitar exames complementares, devido à ausência de sinais de alerta; orientar a prática de exercício físico; prescrever anti-inflamatório não esteroide associado a relaxante muscular. ✓
Comentário OsceLabs
Lombalgia mecanica de um mes, relacionada ao esforco, sem febre, sem perda de peso, sem trauma, com forca, sensibilidade e reflexos preservados e Lasegue negativo: nenhuma bandeira vermelha e nenhum sinal de radiculopatia. Sem sinais de alerta, exames de imagem nao mudam conduta e so geram achados incidentais (A e B). O manejo e analgesia/AINE com relaxante muscular, manutencao da atividade e exercicio — repouso prolongado (C) piora o prognostico, e corticoide sistemico nao tem indicacao. Resposta D.
Questão 41Homem de 22 anos comparece à unidade básica de saúde (UBS) com queixa de úlcera na região genital associada a "íngua na virilha". Ele afirma que, há cerca de 10 dias, observou lesão papular, única, indolor, localizada na glande. Em pouco tempo, essa lesão evoluiu para ulceração local. Ao exame físico, o paciente apresenta, na glande, úlcera única de fundo limpo e bordas elevadas, endurecidas e linfonodos inguinais palpáveis bilateralmente, não supurativos, móveis e indolores. Ao ser questionado, ele confirma ter tido relação sexual desprotegida cerca de 3 semanas antes do início dos primeiros sinais. Nesse caso, qual é o exame complementar indicado para o diagnóstico do paciente?Gabarito: A
Homem de 22 anos comparece à unidade básica de saúde (UBS) com queixa de úlcera na região genital associada a "íngua na virilha". Ele afirma que, há cerca de 10 dias, observou lesão papular, única, indolor, localizada na glande. Em pouco tempo, essa lesão evoluiu para ulceração local. Ao exame físico, o paciente apresenta, na glande, úlcera única de fundo limpo e bordas elevadas, endurecidas e linfonodos inguinais palpáveis bilateralmente, não supurativos, móveis e indolores. Ao ser questionado, ele confirma ter tido relação sexual desprotegida cerca de 3 semanas antes do início dos primeiros sinais. Nesse caso, qual é o exame complementar indicado para o diagnóstico do paciente?
- A VDRL sérico (Venereal Disease Research Laboratory). ✓
- B Cultura de secreção uretral l em meio de Thayer-Martin.
- C Aspirado linfonodal com pesquisa de Haemophilus ducreyi.
- D Pesquisa de corpúsculos de Donovan em esfregaço da lesão.
Comentário OsceLabs
Ulcera genital UNICA, indolor, de fundo limpo e bordas elevadas e endurecidas, com adenopatia inguinal bilateral indolor e nao supurativa, surgindo 3 semanas apos exposicao: e o cancro duro da sifilis primaria. A investigacao se faz com testes treponemicos e nao treponemicos — o VDRL e o exame disponivel listado. Thayer-Martin (B) e para gonococo; Haemophilus ducreyi (C) causa cancro mole, doloroso e supurativo; corpusculos de Donovan (D) sao da donovanose, de evolucao cronica e vegetante. Resposta A.
Questão 42Mulher de 45 anos, sem comorbidades, é submetida a uma colecistectomia videolaparoscópica eletiva devido a colecistopatia crônica calculosa. O procedimento transcorre sem complicações, durando cerca de 40 minutos. No pós-operatório imediato, a paciente apresenta-se hemodinâmicamente estável, com pressão arterial de 110 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 82 bpm e saturação de oxigênio de 98% em ar ambiente. Nega náusea e relata dor leve em região abdominal. De acordo com os protocolos multimodais de recuperação pós-operatória (ERAS e ACERTO), qual é a conduta adequada em relação à alimentação dessa paciente?Gabarito: B
Mulher de 45 anos, sem comorbidades, é submetida a uma colecistectomia videolaparoscópica eletiva devido a colecistopatia crônica calculosa. O procedimento transcorre sem complicações, durando cerca de 40 minutos. No pós-operatório imediato, a paciente apresenta-se hemodinâmicamente estável, com pressão arterial de 110 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 82 bpm e saturação de oxigênio de 98% em ar ambiente. Nega náusea e relata dor leve em região abdominal. De acordo com os protocolos multimodais de recuperação pós-operatória (ERAS e ACERTO), qual é a conduta adequada em relação à alimentação dessa paciente?
- A Início de dieta líquida via oral após 6 horas do procedimento.
- B Início imediato de dieta via oral, de acordo com sua vontade. ✓
- C Início de dieta via oral após 24 horas do procedimento.
- D Início imediato de dieta via oral, de forma escalonada. ÁREA LIVRE PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Os protocolos ERAS e ACERTO derrubaram o dogma do jejum pos-operatorio: apos videolaparoscopia sem intercorrencias, em paciente estavel, sem nauseas e desperta, a dieta oral e liberada precocemente, ainda nas primeiras horas e conforme a vontade do paciente. Isso reduz ileo, tempo de internacao e resistencia insulinica. Esperar 6 (A) ou 24 horas (C) e conduta antiga; a progressao escalonada rigida (D) tambem foi abandonada nesse contexto. Resposta B.
Questão 43Adolescente de 15 anos com fibrose cística comparece ao pronto-socorro com aumento da tosse produtiva, expectoração purulenta e febre iniciada há três dias. Ele relata piora da dispneia, e sua mãe, que o acompanha, observa que ele tem tido mais dificuldade para realizar suas atividades diárias. Ao exame físico, o paciente apresenta moderado desconforto respiratório, com taquipneia (frequência respiratória de 32 irpm), sibilos bilaterais e diminuição do murmúrio vesicular nas bases pulmonares. A saturação de oxigênio em ar ambiente é de 87%. Considerando o quadro clínico apresentado, a abordagem inicial éGabarito: A
Adolescente de 15 anos com fibrose cística comparece ao pronto-socorro com aumento da tosse produtiva, expectoração purulenta e febre iniciada há três dias. Ele relata piora da dispneia, e sua mãe, que o acompanha, observa que ele tem tido mais dificuldade para realizar suas atividades diárias. Ao exame físico, o paciente apresenta moderado desconforto respiratório, com taquipneia (frequência respiratória de 32 irpm), sibilos bilaterais e diminuição do murmúrio vesicular nas bases pulmonares. A saturação de oxigênio em ar ambiente é de 87%. Considerando o quadro clínico apresentado, a abordagem inicial é
- A internar o paciente; iniciar oxigenoterapia e antibioticoterapia de amplo espectro intravenosa; e solicitar cultura de escarro. ✓
- B internar o paciente; iniciar corticoterapia sistêmica; e realizar drenagem postural imediata com fisioterapia respiratória intensiva.
- C realizar nebulização com broncodilatadores; prescrever antibioticoterapia oral domiciliar; e agendar acompanhamento em ambulatório especializado.
- D realizar tomografia de tórax, gasometria arterial e exames séricos para avaliar melhor o grau de comprometimento pulmonar antes de iniciar tratamento.
Comentário OsceLabs
Exacerbacao pulmonar de fibrose cistica com febre, escarro purulento, taquipneia e saturacao de 87% em ar ambiente e quadro grave: internar, ofertar oxigenio, colher cultura de escarro (que guiara o descalonamento, dado o risco de Pseudomonas e Staphylococcus) e iniciar antibiotico intravenoso de amplo espectro sem esperar resultado. Tratamento domiciliar oral (C) e insuficiente com hipoxemia; corticoide nao e o eixo (B); investigar antes de tratar (D) atrasa a terapia que salva funcao pulmonar. Resposta A.
Questão 44Paciente, G3P1A, gestação de 13 semanas, datada pela ecografia de 8 semanas, procura atendimento com queixa de sangramento vaginal há 3 dias, em pequena quantidade. A tipagem sanguínea anotada em seu cartão de pré-natal éGabarito: D
Paciente, G3P1A, gestação de 13 semanas, datada pela ecografia de 8 semanas, procura atendimento com queixa de sangramento vaginal há 3 dias, em pequena quantidade. A tipagem sanguínea anotada em seu cartão de pré-natal é
- A negativo. Ela desconhece a tipagem sanguínea de seu companheiro. Ao exame ginecológico, nota-se sangramento vaginal em moderada quantidade e colo uterino fechado. Solicitado teste de coombs indireto, com resultado positivo. Diante desse contexto, a conduta médica adequada é A alertar a paciente sobre a inviabilidade da gestação.
- B realizar imunoglobulina anti-RH, por via endovenosa, imediatamente.
- C repetir o exame de coombs indireto e solicitar tipagem sanguínea do parceiro.
- D encaminhar ao pré-natal de alto risco e indicar monitoramento por aloimunização. ✓
Comentário OsceLabs
Gestante Rh negativo com Coombs indireto POSITIVO ja esta aloimunizada — e ai a imunoglobulina anti-D perde a funcao, pois ela previne a sensibilizacao, nao a reverte (B). Tambem nao adianta repetir o rastreio ou tipar o parceiro como conduta principal (C): o que muda o desfecho e o seguimento em pre-natal de alto risco, com titulacao seriada e Doppler da arteria cerebral media para detectar anemia fetal. O sangramento nao torna a gestacao inviavel (A). Resposta D.
Questão 45Um médico recém-contratado para atuar como gerente de uma unidade básica de saúde (UBS) em uma cidade com 35.000 habitantes agendou uma reunião com a equipe para tratar de visitas domiciliares. Seu objetivo é propor uma investigação com enfoque em doenças crônicas não transmissíveis, na população residente com 18 anos ou mais de idade. O médico visa melhorar, em um curto período de tempo, o planejamento de cuidados de saúde dessa população. O desenho de pesquisa mais adequado para esse levantamento denomina-seGabarito: A
Um médico recém-contratado para atuar como gerente de uma unidade básica de saúde (UBS) em uma cidade com 35.000 habitantes agendou uma reunião com a equipe para tratar de visitas domiciliares. Seu objetivo é propor uma investigação com enfoque em doenças crônicas não transmissíveis, na população residente com 18 anos ou mais de idade. O médico visa melhorar, em um curto período de tempo, o planejamento de cuidados de saúde dessa população. O desenho de pesquisa mais adequado para esse levantamento denomina-se
- A estudo transversal. ✓
- B estudo experimental.
- C análise de caso-controle.
- D análise de coorte prospectivo.
Comentário OsceLabs
Levantamento da prevalencia de doencas cronicas nao transmissiveis em uma populacao definida, em curto prazo, com exposicao e desfecho medidos no MESMO momento: e o estudo transversal (seccional), desenho de escolha para planejamento e diagnostico de situacao de saude. Coorte (D) exige seguimento no tempo; caso-controle (C) parte do desfecho para tras e serve a causalidade, nao a prevalencia; estudo experimental (B) implica intervencao alocada pelo pesquisador. Resposta A.
Questão 46Mulher de 25 anos vai à consulta na unidade básica de saúde (UBS) com dor articular há 4 meses, edema e vermelhidão nas articulações metacarpo falangeanas e interfalangeanas proximais de ambas as mãos e também em punhos e joelhos. Refere rigidez matinal de 2 horas, mal-estar generalizado e sensação de febre. Nega lesões cutâneas ou alopecia. Fez uso de ibuprofeno, com alívio parcial das dores. Exame físico: à palpação das articulações acometidas presença de dor, espessamento sinovial, sem deformidades. Os exames indicam velocidade de hemossedimentação de 35 mm/hora (valor de referência [VR]: < 20 mm/hora); proteína C reativa de 12 mg/dL (VR: < 6 mg/dL); e fator reumatoide negativo (referência: negativo). Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que indica, respectivamente, o diagnóstico e o tratamento medicamentoso adequados.Gabarito: B
Mulher de 25 anos vai à consulta na unidade básica de saúde (UBS) com dor articular há 4 meses, edema e vermelhidão nas articulações metacarpo falangeanas e interfalangeanas proximais de ambas as mãos e também em punhos e joelhos. Refere rigidez matinal de 2 horas, mal-estar generalizado e sensação de febre. Nega lesões cutâneas ou alopecia. Fez uso de ibuprofeno, com alívio parcial das dores. Exame físico: à palpação das articulações acometidas presença de dor, espessamento sinovial, sem deformidades. Os exames indicam velocidade de hemossedimentação de 35 mm/hora (valor de referência [VR]: < 20 mm/hora); proteína C reativa de 12 mg/dL (VR: < 6 mg/dL); e fator reumatoide negativo (referência: negativo). Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que indica, respectivamente, o diagnóstico e o tratamento medicamentoso adequados.
- A Osteoartrite; uso de paracetamol.
- B Artrite reumatoide; uso de metotrexato. ✓
- C Esclerose sistêmica; uso de prednisona.
- D Lúpus eritematoso sistêmico; uso de cloroquina. ÁREA LIVRE PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Poliartrite simetrica de pequenas articulacoes das maos (metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais), poupando as distais, com rigidez matinal de 2 horas por mais de 6 semanas e provas inflamatorias elevadas: artrite reumatoide. Fator reumatoide negativo nao exclui — cerca de 30% sao soronegativas. O tratamento inicia com metotrexato o mais cedo possivel. Osteoartrite (A) nao da rigidez prolongada nem inflamacao sistemica; esclerose sistemica (C) cursa com esclerodactilia e Raynaud; lupus (D) exigiria outros criterios. Resposta B.
Questão 47Homem de 35 anos, vítima de acidente de trânsito, com amputação traumática de membro inferior direito na região da perna, recebe atendimento no local do acidente. O exame clínico revela sangramento ativo e abundante na região da amputação. No momento, sua pele está pálida e fria, apresenta 13 pontos em Escala de Coma de Glasgow e seus sinais vitais são apresentados a seguir. Exame Resultado Pressão arterial 80 x 50 mmHg Frequência cardíaca 130 bpm Frequência respiratória 30 irpm Com base no protocolo do “X” ATLS, qual é a intervenção prioritária inicial para esse paciente?Gabarito: D
Homem de 35 anos, vítima de acidente de trânsito, com amputação traumática de membro inferior direito na região da perna, recebe atendimento no local do acidente. O exame clínico revela sangramento ativo e abundante na região da amputação. No momento, sua pele está pálida e fria, apresenta 13 pontos em Escala de Coma de Glasgow e seus sinais vitais são apresentados a seguir. Exame Resultado Pressão arterial 80 x 50 mmHg Frequência cardíaca 130 bpm Frequência respiratória 30 irpm Com base no protocolo do “X” ATLS, qual é a intervenção prioritária inicial para esse paciente?
- A Posicionar cânula orofaríngea.
- B Administrar fluidos intravenosos.
- C Manter a coluna cervical estabilizada.
- D Colocar torniquete acima do local da amputação. ✓
Comentário OsceLabs
O 'X' que antecede o ABCDE no ATLS e o controle da hemorragia EXSANGUINANTE: diante de amputacao traumatica com sangramento ativo e abundante e choque hemorragico, a primeira intervencao e o torniquete proximal a lesao. Reposicao volemica (B) sem estancar a fonte apenas dilui e agrava a coagulopatia; via aerea (A) esta preservada com Glasgow 13; a protecao cervical (C) e importante, mas nao precede o controle do sangramento que mata em minutos. Resposta D.
Questão 48Menino de 6 anos é levado para consulta por seus pais, por estarem preocupados com seu ganho de peso. Notaram escurecimento da pele da criança em região de pescoço e axilas, pensando que isso pode ser algum problema grave. O menino apresenta índice de massa corporal (IMC) entre +2 e +3 no escore Z e uma relação circunferência abdominal / estatura de 0,9. Ao exame físico, apresenta manchas escurecidas e aveludadas em região de pescoço e axilas. Nesse caso, as alterações clínicas e a conduta adequada, respectivamente, sãoGabarito: C
Menino de 6 anos é levado para consulta por seus pais, por estarem preocupados com seu ganho de peso. Notaram escurecimento da pele da criança em região de pescoço e axilas, pensando que isso pode ser algum problema grave. O menino apresenta índice de massa corporal (IMC) entre +2 e +3 no escore Z e uma relação circunferência abdominal / estatura de 0,9. Ao exame físico, apresenta manchas escurecidas e aveludadas em região de pescoço e axilas. Nesse caso, as alterações clínicas e a conduta adequada, respectivamente, são
- A risco de sobrepeso e acantosis nigricans; iniciar hipoglicemiante oral.
- B eutrofia e acrodermatite; encaminhar o paciente para dermatologia.
- C obesidade e acantosis nigricans; orientar alimentação e prática de esportes. ✓
- D sobrepeso e acrodermatite; encaminhar o paciente para endocrinologia infantil.
Comentário OsceLabs
Aos 6 anos, IMC entre os escores Z +2 e +3 define OBESIDADE (acima de +3 seria obesidade grave), e a relacao cintura/estatura de 0,9 confirma adiposidade central. As manchas escuras e aveludadas em pescoco e axilas sao acantose nigricante, marcador cutaneo de resistencia insulinica — nao acrodermatite (B e D). A conduta de primeira linha e mudanca de estilo de vida: alimentacao e atividade fisica, com acompanhamento; hipoglicemiante (A) nao se inicia sem diagnostico de diabetes ou pre-diabetes. Resposta C.
Questão 49Mulher de 65 anos procura atendimento médico na unidade de atenção primária. Relata que teve a menopausa aos 50 anos, com diagnóstico de osteoporose, confirmado por exame de densitometria óssea (T-score de -2,5). A paciente não apresenta histórico de fraturas, é obesa, sedentária e faz uso crônico de corticoides orais. Diante do caso, a conduta adequada éGabarito: D
Mulher de 65 anos procura atendimento médico na unidade de atenção primária. Relata que teve a menopausa aos 50 anos, com diagnóstico de osteoporose, confirmado por exame de densitometria óssea (T-score de -2,5). A paciente não apresenta histórico de fraturas, é obesa, sedentária e faz uso crônico de corticoides orais. Diante do caso, a conduta adequada é
- A reposição hormonal com estrógenos orais, restrição de atividade física de alto impacto, com nova avaliação após 1 ano.
- B calcitonina nasal, recomendando exercícios leves, além de sugerir aumento de ingestão de alimentos ricos em cálcio e em vitamina D.
- C vitamina D isolada associada ao aumento da ingestão de proteínas, recomendando atividades físicas de baixo impacto, com reavaliação após 1 ano.
- D bisfosfonato oral, recomendando a prática regular de exercícios físicos (por 30 a 40 minutos, 3 vezes por semana) e a suplementação de cálcio e de vitamina D. ✓
Comentário OsceLabs
Osteoporose confirmada por densitometria (T-score de -2,5) somada a corticoterapia cronica — fator de risco independente para fratura — indica tratamento farmacologico ja: bisfosfonato oral, sempre acompanhado de calcio e vitamina D e de exercicio regular com carga. Estrogenio oral (A) nao e primeira linha aos 65 anos e restringir atividade fisica e contraproducente; calcitonina (B) tem eficacia antifratura baixa; vitamina D isolada (C) nao trata osteoporose estabelecida. Resposta D.
Questão 50Homem de 42 anos, pescador que mora próximo a um lago, é atendido em uma unidade básica de saúde (UBS) no norte de Minas Gerais. Ele relata dor abdominal intermitente, cansaço, febre baixa, hiporexia, episódios de diarreia há cerca de um mês e áreas de prurido em membros inferiores. No exame físico, apresenta hepatoesplenomegalia e distensão abdominal. Nos membros inferiores há lesões sugestivas de estrófulos. O hemograma mostra eosinofilia. Aguarda resultado de exame parasitológico de fezes pelo método Kato-Katz. Nesse caso, qual deverá ser a conduta de acordo com o resultado do exame?Gabarito: C
Homem de 42 anos, pescador que mora próximo a um lago, é atendido em uma unidade básica de saúde (UBS) no norte de Minas Gerais. Ele relata dor abdominal intermitente, cansaço, febre baixa, hiporexia, episódios de diarreia há cerca de um mês e áreas de prurido em membros inferiores. No exame físico, apresenta hepatoesplenomegalia e distensão abdominal. Nos membros inferiores há lesões sugestivas de estrófulos. O hemograma mostra eosinofilia. Aguarda resultado de exame parasitológico de fezes pelo método Kato-Katz. Nesse caso, qual deverá ser a conduta de acordo com o resultado do exame?
- A Se o resultado for positivo, tratar o paciente com metronidazol e notificar ao SINAN.
- B Se o resultado for positivo, solicitar ensaio imunoenzimático (ELISA) para detecção de anticorpos IgG e confirmação da atividade da doença.
- C Se o resultado for positivo, tratar o paciente com praziquantel e notificar no sistema de informação do programa específico da doença. ✓
- D Se o resultado for negativo, solicitar método de sedimentação espontânea de fezes (Hoffman) para descartar a principal hipótese diagnóstica. PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Pescador da regiao de lago no norte de Minas com dermatite cercariana (estrofulo em membros inferiores), diarreia, hepatoesplenomegalia e eosinofilia: esquistossomose mansonica. Confirmado o parasitologico por Kato-Katz, trata-se com praziquantel em dose unica e notifica-se no sistema de informacao do programa de controle. Metronidazol (A) trata amebiase/giardiase. O ELISA (B) nao mede atividade e nao substitui o Kato-Katz; Hoffman (D) e metodo de sedimentacao complementar, mas nao e o desdobramento cobrado. Resposta C.
Questão 51Homem de 25 anos vai à unidade de pronto atendimento (UPA) apresentando quadro de febre alta há 3 dias, associado a náuseas, mialgia, artralgia e leve dor em quadrantes superiores do abdome. Ao exame físico, o paciente encontra-se alerta, consciente e orientado; pressão arterial de 100 x 70 mmHg; frequência cardíaca de 110 bpm; e frequência respiratória de 18 irpm; pulsos cheios e extremidades quentes; fígado palpável a 3 centímetros do rebordo costal direito, levemente doloroso à palpação. Os exames laboratoriais iniciais do paciente revelam os seguintes resultados: Exame Resultado Valor de referência (VR) Leucócitos totais 3.500 células/mm3 4.000 a 10.000/mm3 Hematócrito 46% 39,9 a 52,1% Plaquetas 130.000/mm3 150.000 a 450.000/mm3 Teste rápido de antígeno NS1 Positivo - Nesse caso, a conduta inicial mais adequada envolveGabarito: C
Homem de 25 anos vai à unidade de pronto atendimento (UPA) apresentando quadro de febre alta há 3 dias, associado a náuseas, mialgia, artralgia e leve dor em quadrantes superiores do abdome. Ao exame físico, o paciente encontra-se alerta, consciente e orientado; pressão arterial de 100 x 70 mmHg; frequência cardíaca de 110 bpm; e frequência respiratória de 18 irpm; pulsos cheios e extremidades quentes; fígado palpável a 3 centímetros do rebordo costal direito, levemente doloroso à palpação. Os exames laboratoriais iniciais do paciente revelam os seguintes resultados: Exame Resultado Valor de referência (VR) Leucócitos totais 3.500 células/mm3 4.000 a 10.000/mm3 Hematócrito 46% 39,9 a 52,1% Plaquetas 130.000/mm3 150.000 a 450.000/mm3 Teste rápido de antígeno NS1 Positivo - Nesse caso, a conduta inicial mais adequada envolve
- A alta para acompanhamento ambulatorial diário e hidratação oral abundante e analgesia.
- B hidratação oral abundante e sintomáticos, alta e orientação de retorno no primeiro dia após a cessação da febre.
- C hidratação venosa e internação hospitalar em enfermaria para monitorização clínica e laboratorial. ✓
- D internação em unidade de terapia intensiva (UTI) imediatamente para hidratação vigorosa e monitoramento contínuo.
Comentário OsceLabs
Dengue com NS1 positivo e — o detalhe que muda tudo — dor abdominal e hepatomegalia dolorosa a 3 cm do rebordo costal: sao SINAIS DE ALARME. Isso classifica o paciente no grupo C, cuja conduta e internacao com hidratacao venosa (10 mL/kg na primeira hora) e monitorizacao clinica e laboratorial seriada. Alta com hidratacao oral (A e B) e apropriada para os grupos A e B, sem alarme. UTI (D) e reservada ao grupo D, com choque, sangramento grave ou disfuncao organica. Resposta C.
Questão 52Mulher de 47 anos apresenta dor abdominal no quadrante superior direito iniciada há 3 dias, associada a náuseas e vômitos. Ela relata que a dor, inicialmente intermitente, tornou-se constante e irradia para o dorso. O exame físico mostra icterícia leve, dor à palpação do quadrante superior direito e sinal de Murphy ausente. Os exames laboratoriais revelam elevação de bilirrubinas (sendo a direta predominante), aumento de fosfatase alcalina e gama-GT, amilase e lipase normais. A ultrassonografia abdominal evidencia múltiplos cálculos na vesícula biliar e dilatação das vias biliares. A colangiorressonância evidencia cálculo no ducto biliar comum (diâmetro de 9 mm), associado a dilatação do colédoco e das vias biliares intra-hepáticas. Nesse caso, a conduta médica adequada éGabarito: D
Mulher de 47 anos apresenta dor abdominal no quadrante superior direito iniciada há 3 dias, associada a náuseas e vômitos. Ela relata que a dor, inicialmente intermitente, tornou-se constante e irradia para o dorso. O exame físico mostra icterícia leve, dor à palpação do quadrante superior direito e sinal de Murphy ausente. Os exames laboratoriais revelam elevação de bilirrubinas (sendo a direta predominante), aumento de fosfatase alcalina e gama-GT, amilase e lipase normais. A ultrassonografia abdominal evidencia múltiplos cálculos na vesícula biliar e dilatação das vias biliares. A colangiorressonância evidencia cálculo no ducto biliar comum (diâmetro de 9 mm), associado a dilatação do colédoco e das vias biliares intra-hepáticas. Nesse caso, a conduta médica adequada é
- A prescrever antibióticos e acompanhar a paciente clinicamente até a resolução dos sintomas.
- B solicitar tomografia computadorizada, antes de qualquer intervenção, para avaliar o estado da via biliar.
- C realizar colecistectomia laparoscópica imediatamente, sem necessidade de outros exames ou intervenções.
- D indicar colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) para remoção dos cálculos na via biliar principal. ✓
Comentário OsceLabs
Ictericia com predominio de bilirrubina direta, fosfatase alcalina e gama-GT elevadas, amilase e lipase normais e colangiorressonancia mostrando calculo de 9 mm no coledoco com vias dilatadas: coledocolitiase. A conduta e a CPRE com papilotomia para desobstruir a via biliar principal, seguida de colecistectomia na mesma internacao. Antibiotico isolado (A) nao remove o calculo; TC (B) e redundante apos a colangiorressonancia; colecistectomia isolada (C) deixaria o calculo no coledoco. Resposta D.
Questão 53Menina de 11 meses, nascida a termo é levada para avaliação médica pois a mãe está preocupada com o desenvolvimento da criança: está mais irritada, não senta sem apoio, não engatinha, e dorme pouco. A alimentação consiste de aleitamento materno complementado com a dieta da família, que é vegana. Faz suplementação de vitamina D (400 UI ao dia). O hemograma da criança revela leucócitos totais normais e diferencial de células sem alterações, além dos seguintes achados: Exame Resultado Valor de referência Hemoglobina (Hb) 9,5 g/dL 10,5 a 13,5 g/dL Hematócrito (Ht) 34% 33 a 39% Volume corpuscular médio (VCM) 101 fL 70 a 86 fL Hemoglobina corpuscular média (HCM) 23 pg 23 a 31 pg Plaquetas 120.000/mm3 200.000 a 500.000/mm3 Considerando o quadro descrito, a conduta adequada para essa criança éGabarito: B
Menina de 11 meses, nascida a termo é levada para avaliação médica pois a mãe está preocupada com o desenvolvimento da criança: está mais irritada, não senta sem apoio, não engatinha, e dorme pouco. A alimentação consiste de aleitamento materno complementado com a dieta da família, que é vegana. Faz suplementação de vitamina D (400 UI ao dia). O hemograma da criança revela leucócitos totais normais e diferencial de células sem alterações, além dos seguintes achados: Exame Resultado Valor de referência Hemoglobina (Hb) 9,5 g/dL 10,5 a 13,5 g/dL Hematócrito (Ht) 34% 33 a 39% Volume corpuscular médio (VCM) 101 fL 70 a 86 fL Hemoglobina corpuscular média (HCM) 23 pg 23 a 31 pg Plaquetas 120.000/mm3 200.000 a 500.000/mm3 Considerando o quadro descrito, a conduta adequada para essa criança é
- A solicitar avaliação de nutricionista e iniciar suplementação de vitamina A e vitamina C.
- B iniciar suplementação de ferro e vitamina B12 e solicitar acompanhamento com fisioterapia. ✓
- C encaminhar para neurologista infantil e iniciar suplementação de ácido fólico e de vitamina B12.
- D aumentar a dose de suplementação de vitamina D, iniciar ferro e manter acompanhamento de rotina. ÁREA LIVRE PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Lactente em dieta vegana materna com anemia MACROCITICA (VCM 101), plaquetopenia, irritabilidade e regressao/atraso do desenvolvimento motor: e deficiencia de vitamina B12, cuja fonte e exclusivamente animal. O tratamento e reposicao de B12 (com ferro, pois a carencia costuma ser mista e mascara o VCM) e estimulacao com fisioterapia. Vitaminas A e C (A) nao corrigem o quadro; encaminhar ao neurologista (C) sem tratar a causa atrasa a recuperacao; aumentar vitamina D (D) nao tem relacao com a anemia. Resposta B.
Questão 54Mulher de 54 anos procura a unidade de pronto atendimento (UPA) com queixa de dor pélvica e de sangramento vaginal ativo, há 2 dias. Relata preocupação, pois não menstruava há 4 anos. Relata que a menopausa ocorreu aos 50 anos e que tem diabetes mellitus tipo 2, tratada com metformina desde os 41 anos. É sedentária, não fuma e nunca ingeriu bebidas alcoólicas. Apresentou os exames de mamografia e citologia de colo uterino, realizados há 4 meses, que mostraram BIRADS 2 bilateral na mamografia e citologia dentro dos limites da normalidade. Ao exame físico, a paciente encontra-se em bom estado geral, orientada, corada, com pressão arterial de 120 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 69 bpm e índice de massa corporal (IMC) de 32,3 kg/m². O exame especular revela pequeno sangramento vermelho vivo, saindo pelo orifício cervical externo, com colo do útero atrófico e sem lesões visíveis. O hemograma realizado na UPA revela os seguintes resultados: Exame Resultado Valor de referência Hemoglobina 12,7 g/dL 11,5 a 14,8 g/dL Hematócrito 38% 35,4 a 45,9 % Leucócitos 7.800/mm3 3.143 a 10.074/mm3 Plaquetas 324.000/mm3 135.606 a 343.044/mm3 Considerando o caso descrito, a conduta adequada éGabarito: A
Mulher de 54 anos procura a unidade de pronto atendimento (UPA) com queixa de dor pélvica e de sangramento vaginal ativo, há 2 dias. Relata preocupação, pois não menstruava há 4 anos. Relata que a menopausa ocorreu aos 50 anos e que tem diabetes mellitus tipo 2, tratada com metformina desde os 41 anos. É sedentária, não fuma e nunca ingeriu bebidas alcoólicas. Apresentou os exames de mamografia e citologia de colo uterino, realizados há 4 meses, que mostraram BIRADS 2 bilateral na mamografia e citologia dentro dos limites da normalidade. Ao exame físico, a paciente encontra-se em bom estado geral, orientada, corada, com pressão arterial de 120 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 69 bpm e índice de massa corporal (IMC) de 32,3 kg/m². O exame especular revela pequeno sangramento vermelho vivo, saindo pelo orifício cervical externo, com colo do útero atrófico e sem lesões visíveis. O hemograma realizado na UPA revela os seguintes resultados: Exame Resultado Valor de referência Hemoglobina 12,7 g/dL 11,5 a 14,8 g/dL Hematócrito 38% 35,4 a 45,9 % Leucócitos 7.800/mm3 3.143 a 10.074/mm3 Plaquetas 324.000/mm3 135.606 a 343.044/mm3 Considerando o caso descrito, a conduta adequada é
- A solicitar ultrassonografia transvaginal e orientar o retorno à unidade básica de saúde. ✓
- B solicitar ressonância magnética de pelve e orientar que a paciente procure um ginecologista.
- C solicitar histeroscopia cirúrgica e orientar a paciente que procure uma unidade básica para ser referenciada.
- D encaminhar a paciente para hospital, com urgência, para realizar curetagem uterina para controle e avaliação do sangramento.
Comentário OsceLabs
Sangramento na pos-menopausa e cancro de endometrio ate prova em contrario, ainda mais com obesidade e diabetes — mas a paciente esta estavel, com hemoglobina normal e sangramento discreto. O primeiro passo e a ultrassonografia transvaginal para medir a espessura endometrial (acima de 4-5 mm, segue-se para biopsia/histeroscopia), com retorno a atencao primaria coordenando o caso. Ressonancia (B) nao e exame inicial; histeroscopia cirurgica (C) vem depois; curetagem de urgencia (D) so com sangramento volumoso ou instabilidade. Resposta A.
Questão 55Homem de 61 anos procura uma unidade básica de saúde (UBS) de uma cidade grande desejando receber um pedido para colonoscopia, pois ouviu que é um exame preventivo necessário após os 50 anos de idade para detecção de câncer do intestino. Questionado pela médica da UBS, o paciente relata que não apresenta sintomas gastrointestinais, anemia, perda de peso ou histórico familiar de câncer de intestino. Considerando-se que neste município existe ampla disponibilidade de recursos diagnósticos, e levando em conta as políticas públicas do Ministério da Saúde para rastreamento, que conduta inicial a médica deverá adotar nesse caso?Gabarito: C
Homem de 61 anos procura uma unidade básica de saúde (UBS) de uma cidade grande desejando receber um pedido para colonoscopia, pois ouviu que é um exame preventivo necessário após os 50 anos de idade para detecção de câncer do intestino. Questionado pela médica da UBS, o paciente relata que não apresenta sintomas gastrointestinais, anemia, perda de peso ou histórico familiar de câncer de intestino. Considerando-se que neste município existe ampla disponibilidade de recursos diagnósticos, e levando em conta as políticas públicas do Ministério da Saúde para rastreamento, que conduta inicial a médica deverá adotar nesse caso?
- A Fornecer o pedido de colonoscopia para diagnóstico precoce ao paciente, para que ele busque realizar o exame no SUS por meio de ação judicial.
- B Solicitar colonoscopia para diagnóstico precoce e informar o paciente da possível demora para sua realização, visto que não há suspeita de câncer.
- C Solicitar exame de sangue oculto nas fezes, informando o paciente de que se trata de um exame indicado pelo SUS para rastreio de câncer do intestino. ✓
- D Esclarecer que o SUS não prevê a realização de colonoscopia para rastreio de câncer de intestino e orientar o paciente a realizar o exame no setor privado.
Comentário OsceLabs
O rastreamento de cancer colorretal preconizado pelo Ministerio da Saude no SUS para risco habitual e a pesquisa de sangue oculto nas fezes, com colonoscopia reservada aos resultados positivos ou a pacientes sintomaticos ou de alto risco. O paciente e assintomatico e sem historia familiar: nao ha indicacao de colonoscopia de entrada (A e B), muito menos de judicializacao. Dizer que o SUS nao oferece rastreio e empurrar para o setor privado (D) e informacao incorreta. Resposta C.
Questão 56Homem de 50 anos, agricultor, procura atendimento médico na unidade básica de saúde (UBS) após mordedura de boi em antebraço esquerdo. A ferida é superficial, está limpa e apresenta sangramento local leve. O paciente relata que o animal não possui manifestações aparentes de raiva. Ele também afirma que o boi é de propriedade conhecida e pode ser mantido sob observação. Quando questionado, o paciente revela não ter histórico de vacinação prévia contra raiva. Considerando a profilaxia da raiva humana, deve-se limpar a ferida eGabarito: C
Homem de 50 anos, agricultor, procura atendimento médico na unidade básica de saúde (UBS) após mordedura de boi em antebraço esquerdo. A ferida é superficial, está limpa e apresenta sangramento local leve. O paciente relata que o animal não possui manifestações aparentes de raiva. Ele também afirma que o boi é de propriedade conhecida e pode ser mantido sob observação. Quando questionado, o paciente revela não ter histórico de vacinação prévia contra raiva. Considerando a profilaxia da raiva humana, deve-se limpar a ferida e
- A observar o animal por 10 dias antes de decidir por qualquer intervenção adicional.
- B dispensar observação do animal e liberar o paciente sem vacina antirrábica.
- C iniciar imediatamente o esquema completo de vacinação antirrábica. ✓
- D administrar imediatamente soro antirrábico.
Comentário OsceLabs
A perola e que a regra dos 10 dias de observacao vale para CAO e GATO — nao para herbivoros domesticos. Bovinos sao especie de risco para raiva (ciclo aereo, transmitida pelo morcego hematofago) e a ausencia de sinais no momento nao afasta a infeccao; por isso, mesmo em ferimento leve e com o animal disponivel, indica-se lavar a ferida e iniciar de imediato o esquema completo de vacinacao antirrabica em paciente nunca vacinado. Apenas observar (A) ou liberar sem profilaxia (B) deixa o paciente exposto; o soro (D) fica reservado aos acidentes graves. Resposta C.
Questão 57Homem de 24 anos é atendido no serviço de emergência 20 minutos após ferimento por arma de fogo. O orifício de entrada do projétil localiza-se 2 cm lateralmente à linha hemiclavicular direita, ao nível do quarto espaço intercostal. O paciente apresenta pressão arterial de 120 x 82 mmHg, frequência cardíaca de 110 bpm e frequência respiratória de 19 irpm. O médico que o atende observa o seguinte: paciente normocorado e cooperativo; murmúrios vesiculares diminuídos em hemitórax direito; macicez difusa à percussão; e ausência do frêmito tóraco-vocal nesse mesmo lado do tórax. Durante a avaliação inicial, é realizada reposição volêmica, oferta-se oxigênio suplementar, são colhidos exames laboratoriais e é administrado ácido tranexâmico. Nessa situação, assinale a alternativa que apresenta o procedimento adequado a ser realizado.Gabarito: C
Homem de 24 anos é atendido no serviço de emergência 20 minutos após ferimento por arma de fogo. O orifício de entrada do projétil localiza-se 2 cm lateralmente à linha hemiclavicular direita, ao nível do quarto espaço intercostal. O paciente apresenta pressão arterial de 120 x 82 mmHg, frequência cardíaca de 110 bpm e frequência respiratória de 19 irpm. O médico que o atende observa o seguinte: paciente normocorado e cooperativo; murmúrios vesiculares diminuídos em hemitórax direito; macicez difusa à percussão; e ausência do frêmito tóraco-vocal nesse mesmo lado do tórax. Durante a avaliação inicial, é realizada reposição volêmica, oferta-se oxigênio suplementar, são colhidos exames laboratoriais e é administrado ácido tranexâmico. Nessa situação, assinale a alternativa que apresenta o procedimento adequado a ser realizado.
- A Toracotomia exploradora para retirada do projetil alojado no tórax.
- B Toracocentese com agulha grossa, no segundo espaço intercostal direito.
- C Drenagem pleural no quinto espaço intercostal, entre linha axilar anterior e média. ✓
- D Drenagem pleural por meio do orifício de entrada do projétil, em aspiração contínua. ÁREA LIVRE PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Macicez a percussao, murmurio diminuido e fremito abolido no hemitorax ferido por projetil apontam HEMOTORAX — e sangue no espaco pleural se resolve com drenagem em selo d'agua no quinto espaco intercostal, entre as linhas axilares anterior e media. Toracocentese com agulha (B) e manobra do pneumotorax hipertensivo. Toracotomia (A) so se a drenagem der mais de 1.500 mL de imediato ou 200 mL/h; drenar pelo orificio da bala (D) contamina e amplia a lesao. Resposta C.
Questão 58Menino de 10 anos, em atendimento ambulatorial, apresenta tosse persistente que o desperta à noite frequentemente, além de chiado no peito, de forma intermitente, há cerca de 10 meses. Os sintomas pioram durante a realização de atividades físicas, como correr e jogar futebol. Teve 2 crises recentes de “chiadeira” e cansaço, necessitando ir ao serviço de urgência. Foi diagnosticado com asma aos 5 anos e é medicado com salbutamol inalatório nos episódios de crise. A função pulmonar revela VEF1 de 70% do previsto, VEF1/CVF igual a 0,8 e aumento de 15% após uso de broncodilatador. Entre as opções a seguir, a indicação terapêutica adequada para o caso éGabarito: B
Menino de 10 anos, em atendimento ambulatorial, apresenta tosse persistente que o desperta à noite frequentemente, além de chiado no peito, de forma intermitente, há cerca de 10 meses. Os sintomas pioram durante a realização de atividades físicas, como correr e jogar futebol. Teve 2 crises recentes de “chiadeira” e cansaço, necessitando ir ao serviço de urgência. Foi diagnosticado com asma aos 5 anos e é medicado com salbutamol inalatório nos episódios de crise. A função pulmonar revela VEF1 de 70% do previsto, VEF1/CVF igual a 0,8 e aumento de 15% após uso de broncodilatador. Entre as opções a seguir, a indicação terapêutica adequada para o caso é
- A antileucotrieno via oral diariamente, associado a corticoide por via inalatória durante as exacerbações.
- B beta-agonista de longa duração (LABA), corticoide inalatório para alívio dos sintomas e beta agonista de resgate durantes as crises. ✓
- C corticoide oral associado a beta-agonista de curta duração (SABA) para alívio dos sintomas durante as exacerbações.
- D beta-agonista de longa duração (LABA) e corticoide oral nas crises, além de brometo de ipratrópio durante as exacerbações.
Comentário OsceLabs
Sintomas noturnos frequentes, broncoespasmo ao exercicio, duas exacerbacoes recentes e VEF1 de 70% em paciente que usa apenas salbutamol: asma nao controlada, exigindo step-up para terapia de MANUTENCAO com corticoide inalatorio associado a beta-agonista de longa duracao, mantendo medicacao de resgate. Antileucotrieno (A) e menos eficaz que o corticoide inalatorio como controlador; corticoide oral (C e D) nao e tratamento de manutencao em crianca pelos efeitos adversos, e LABA nunca se usa isolado. Resposta B.
Questão 59Mulher procura orientação na atenção primária preocupada com risco de câncer de mama. Pede orientação sobre quando deve iniciar rastreamento por mamografia. Relata que sua mãe teve câncer de mama aos 45 anos. Está assintomática e suas mamas não apresentam anormalidades ao exame. Nesse caso, considerando-se o uso racional de exames complementares e a segurança da paciente, qual é a conduta mais adequada?Gabarito: D
Mulher procura orientação na atenção primária preocupada com risco de câncer de mama. Pede orientação sobre quando deve iniciar rastreamento por mamografia. Relata que sua mãe teve câncer de mama aos 45 anos. Está assintomática e suas mamas não apresentam anormalidades ao exame. Nesse caso, considerando-se o uso racional de exames complementares e a segurança da paciente, qual é a conduta mais adequada?
- A Manter realização de exame clínico das mamas anualmente, sem a necessidade de exames complementares, e iniciar avaliação por mamografia após os 40 anos.
- B Iniciar rastreamento com mamografia a partir dos 40 anos, realizado a cada 2 anos, conforme recomendação para a população geral, devido à ausência de sintomas.
- C Manter acompanhamento clínico regular anual e iniciar mamografia após os 50 anos, uma vez que a paciente está assintomática e sem sinais clínicos de câncer.
- D Iniciar rastreamento com mamografia a partir dos 35 anos, uma vez que o histórico de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos justifica o início precoce do rastreamento. ✓
Comentário OsceLabs
Mae com cancro de mama diagnosticado aos 45 anos coloca a paciente em grupo de RISCO ELEVADO — parente de primeiro grau com diagnostico antes dos 50 anos. Nesses casos as sociedades de especialidade recomendam antecipar o rastreamento, iniciando por volta dos 35 anos, com periodicidade anual. As alternativas A, B e C aplicam a regra da populacao de risco habitual (mamografia bienal dos 50 aos 69 anos pelo Ministerio da Saude), ignorando a historia familiar que reclassifica a paciente. Resposta D.
Questão 60Criança de 6 meses e 15 dias é levada pela mãe para uma consulta de puericultura com a médica de família e comunidade devido à dificuldade de introdução alimentar, pois apresenta baixa aceitação das papas de frutas e de legumes. A mãe relata preocupação, pois o desenvolvimento da criança tem sido diferente da experiência que teve com o primeiro filho, que aceitou rapidamente as primeiras papas introduzidas aos 6 meses. A médica, então, revisa o prontuário e identifica que, em avaliações anteriores, a criança não apresentava sorriso social e não vocalizava nenhum tipo de som. Esses achados foram confirmados nesta consulta. Diante desse quadro, a conduta médica apropriada éGabarito: B
Criança de 6 meses e 15 dias é levada pela mãe para uma consulta de puericultura com a médica de família e comunidade devido à dificuldade de introdução alimentar, pois apresenta baixa aceitação das papas de frutas e de legumes. A mãe relata preocupação, pois o desenvolvimento da criança tem sido diferente da experiência que teve com o primeiro filho, que aceitou rapidamente as primeiras papas introduzidas aos 6 meses. A médica, então, revisa o prontuário e identifica que, em avaliações anteriores, a criança não apresentava sorriso social e não vocalizava nenhum tipo de som. Esses achados foram confirmados nesta consulta. Diante desse quadro, a conduta médica apropriada é
- A realizar o M-CHAT (Modified Children’s Autism Test) e, se o resultado for positivo, encaminhar a criança para avaliação multidisciplinar.
- B levar em consideração a preocupação da mãe sobre o desenvolvimento da criança e investigar fatores de risco sociofamiliares e sinais de alerta. ✓
- C aplicar o protocolo de observação para diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) a fim de diferenciar a suspeita de autismo e de outras deficiências.
- D encaminhar a criança ao neurologista para avaliação clínica e para a solicitação de exames de imagem, a fim de investigar o atraso de desenvolvimento.
Comentário OsceLabs
Aos 6 meses, ausencia de sorriso social e de vocalizacao sao sinais de alerta do desenvolvimento — somados a preocupacao materna, que e por si um indicador de valor preditivo reconhecido. A conduta na atencao primaria e acolher essa preocupacao e investigar sinais de alerta e fatores de risco sociofamiliares (vinculo, estimulacao, saude mental materna, privacao). O M-CHAT (A) so se aplica dos 16 aos 30 meses; protocolos de TEA (C) e neuroimagem (D) sao precoces e nao respondem a esta etapa. Resposta B.
Questão 61Homem de 48 anos é encaminhado a um hospital para investigação de febre persistente. Na história patológica pregressa, o paciente apresenta diagnóstico de retocolite ulcerativa. À fundoscopia direita, é identificada lesão arredondada com borda eritematosa e centro pálido, medindo cerca de 8 mm de diâmetro. Durante o exame físico, além de palidez cutaneomucosa leve e sopro cardíaco sistólico de baixa intensidade, são constatadas hemorragias subungueais em alguns quirodáctilos. Com base nesses achados clínicos, a hipótese diagnóstica mais provável é deGabarito: A
Homem de 48 anos é encaminhado a um hospital para investigação de febre persistente. Na história patológica pregressa, o paciente apresenta diagnóstico de retocolite ulcerativa. À fundoscopia direita, é identificada lesão arredondada com borda eritematosa e centro pálido, medindo cerca de 8 mm de diâmetro. Durante o exame físico, além de palidez cutaneomucosa leve e sopro cardíaco sistólico de baixa intensidade, são constatadas hemorragias subungueais em alguns quirodáctilos. Com base nesses achados clínicos, a hipótese diagnóstica mais provável é de
- A endocardite infecciosa. ✓
- B leucemia mieloide aguda.
- C vasculite leucocitoclástica.
- D lúpus eritematoso sistêmico. PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Febre persistente, sopro cardiaco, palidez e fenomenos embolicos/imunologicos — hemorragias subungueais em lasca e lesao retiniana arredondada de centro palido, a mancha de Roth — compoem a endocardite infecciosa, aqui com porta de entrada plausivel na retocolite ulcerativa. Leucemia (B) nao explica manchas de Roth com sopro e febre isolados; vasculite leucocitoclastica (C) cursa com purpura palpavel; lupus (D) exigiria outros criterios clinicos e sorologicos. Resposta A.
Questão 62Homem de 41 anos, após queda de altura de 5 metros, foi levado a um hospital terciário com traumatismo cranioencefálico grave. O paciente foi submetido à neurocirurgia para drenagem de hematoma extradural e evoluiu com internação em unidade de terapia intensiva (UTI), onde permaneceu por 60 dias. Após esse período, ele faleceu por complicações associadas a sepse. Nessa situação, qual deve ser a conduta da equipe da UTI em relação à emissão do atestado de óbito?Gabarito: B
Homem de 41 anos, após queda de altura de 5 metros, foi levado a um hospital terciário com traumatismo cranioencefálico grave. O paciente foi submetido à neurocirurgia para drenagem de hematoma extradural e evoluiu com internação em unidade de terapia intensiva (UTI), onde permaneceu por 60 dias. Após esse período, ele faleceu por complicações associadas a sepse. Nessa situação, qual deve ser a conduta da equipe da UTI em relação à emissão do atestado de óbito?
- A Fornecer o atestado de óbito, o que é responsabilidade da equipe médica que coordena e chefia a UTI.
- B Encaminhar o corpo ao Instituto Médico Legal (IML), que tem a responsabilidade de emitir o atestado de óbito. ✓
- C Encaminhar o corpo para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que deverá realizar a necrópsia e a emissão do atestado.
- D Fornecer o atestado de óbito, o que é responsabilidade da equipe médica que estava de plantão na UTI no momento do óbito.
Comentário OsceLabs
O que determina quem atesta e a CAUSA BASICA, nao a causa imediata: a sepse foi apenas o elo final de uma cadeia iniciada por queda de altura, ou seja, causa externa. Morte por causa externa e morte violenta, e permanece assim mesmo depois de 60 dias de internacao — o corpo vai ao Instituto Medico Legal, a quem cabe a necropsia e o atestado. Por isso nem o plantonista nem a chefia da UTI podem atestar (A e D). O Servico de Verificacao de Obito (C) recebe mortes NATURAIS sem assistencia medica. Resposta B.
Questão 63Menino de 4 anos é levado a uma unidade de pronto atendimento (UPA) devido a dor abdominal e constipação. A mãe relata que a criança vem apresentando constipação importante desde o desfralde, que foi realizado antes dos dois anos de idade, com evacuações a cada 4 dias, fezes em cíbalos, esforço evacuatório e dor. O exame físico revela massa palpável em fossa ilíaca esquerda e dor abdominal difusa. Nesse caso, a conduta inicial adequada éGabarito: D
Menino de 4 anos é levado a uma unidade de pronto atendimento (UPA) devido a dor abdominal e constipação. A mãe relata que a criança vem apresentando constipação importante desde o desfralde, que foi realizado antes dos dois anos de idade, com evacuações a cada 4 dias, fezes em cíbalos, esforço evacuatório e dor. O exame físico revela massa palpável em fossa ilíaca esquerda e dor abdominal difusa. Nesse caso, a conduta inicial adequada é
- A solicitar radiografia de abdome e coprológico funcional.
- B indicar desimpactação retal com lactulose e óleo mineral.
- C orientar sobre alimentação, ingesta hídrica e treinamento de toalete.
- D indicar desimpactação fecal com enema retal ou polietilenoglicol por via oral. ✓
Comentário OsceLabs
Constipacao funcional desde o desfralde precoce, com fezes em cibalos, esforco, dor e — o achado chave — massa palpavel em fossa iliaca esquerda: ha IMPACTACAO FECAL. Antes de qualquer manutencao, e preciso desimpactar, com polietilenoglicol por via oral em dose alta ou enema retal. Radiografia (A) nao e necessaria para diagnostico clinico; orientacoes comportamentais (C) sao essenciais, mas depois da desimpactacao; lactulose e oleo mineral (B) servem a manutencao, nao a desimpactacao. Resposta D.
Questão 64Primigesta com idade gestacional de 38 semanas procura a maternidade. Realizou pré-natal regular e todos os seus exames estão dentro da normalidade. Relata sentir ansiedade porque a data provável do parto se aproxima e ela ainda não tem sinais do início do trabalho de parto. Diante disso, expressa desejo de realizar uma cesariana para evitar possíveis complicações. Ao exame clínico, não foram identificadas alterações. Nesse caso, a conduta mais adequada éGabarito: A
Primigesta com idade gestacional de 38 semanas procura a maternidade. Realizou pré-natal regular e todos os seus exames estão dentro da normalidade. Relata sentir ansiedade porque a data provável do parto se aproxima e ela ainda não tem sinais do início do trabalho de parto. Diante disso, expressa desejo de realizar uma cesariana para evitar possíveis complicações. Ao exame clínico, não foram identificadas alterações. Nesse caso, a conduta mais adequada é
- A conversar sobre os riscos da cesariana e, caso a paciente mantenha o desejo de realizá-la, agendar o procedimento a partir de 39 semanas de gestação. ✓
- B expor que, devido aos maiores riscos da cesariana, o parto vaginal é a via de parto indicada em gestações de baixo risco e que, por isso, é inviável optar pela cesariana.
- C explicar que, em gestações de baixo risco, a cesariana por desejo materno só pode ser realizada antes do início do trabalho de parto, a partir de 41 semanas de gestação.
- D orientar sobre os riscos da cesariana e, caso a paciente mantenha o desejo de realizá-la, fazer o procedimento imediatamente, posto que a autonomia da gestante deve ser garantida.
Comentário OsceLabs
Cesariana a pedido em gestacao de baixo risco: o CFM e as diretrizes obstetricas admitem, desde que a gestante seja informada dos riscos comparativos, haja registro dessa decisao e o procedimento seja agendado a partir de 39 semanas completas — antes disso aumenta a morbidade respiratoria neonatal. Recusar terminantemente (B) ignora a autonomia; exigir 41 semanas (C) e regra inexistente; operar imediatamente com 38 semanas (D) contraria o limite de seguranca fetal. Resposta A.
Questão 65Paciente de 40 anos vai à unidade básica de saúde (UBS) relatando parto há 15 dias e desejo de inserção de DIU. Nesse caso, assinale a alternativa que indica o momento da inserção e o principal mecanismo de ação do DIU de cobre.Gabarito: C
Paciente de 40 anos vai à unidade básica de saúde (UBS) relatando parto há 15 dias e desejo de inserção de DIU. Nesse caso, assinale a alternativa que indica o momento da inserção e o principal mecanismo de ação do DIU de cobre.
- A A partir de 12 semanas após o parto; inibição da nidação ovular devido à alta concentração de cobre e afinamento do endométrio.
- B De forma imediata no ambulatório de Ginecologia; espessamento do muco cervical, dificultando a mobilidade dos espermatozoides.
- C No período de 4 a 6 semanas após o parto; ação inflamatória e citotóxica no endométrio pela liberação de íons de cobre na cavidade uterina. ✓
- D De forma imediata na UBS; concentração de cobre no muco cervical, o que o torna mais fluido, inibindo a mobilidade dos espermatozoides. PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
A insercao do DIU e recomendada nos 10 minutos apos a dequitacao ou, perdida essa janela, apos 4 a 6 semanas do parto — no 15o dia o risco de expulsao e de perfuracao no utero em involucao contraindica a colocacao imediata (B e D). O mecanismo do DIU de cobre e a reacao inflamatoria esteril e o efeito citotoxico/espermicida dos ions de cobre na cavidade, que inviabilizam espermatozoides antes da fecundacao. Espessamento do muco (B) e mecanismo do sistema com levonorgestrel. Resposta C.
Questão 66Mulher de 57 anos com diagnóstico de diabetes mellitus há 10 anos e uso regular de metformina 2 g/dia e gliclazida 60 mg/dia comparece à unidade básica de saúde (UBS). Durante a consulta, a pressão arterial média, aferida em 3 medições consecutivas com intervalos de 1 minuto, é de 154 x 94 mmHg. Ao revisar o prontuário, o médico observa que, nas últimas 3 consultas, os níveis pressóricos registrados também estavam acima de 140 x 90 mmHg. Além disso, o médico verifica exame prévio de albuminúria de 50 mg/g de creatinina (valor de referência: < 30 mg/g de creatinina). De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão e com base nesse quadro clínico e laboratorial, a conduta terapêutica inicial mais adequada para o tratamento da hipertensão consiste na prescrição deGabarito: C
Mulher de 57 anos com diagnóstico de diabetes mellitus há 10 anos e uso regular de metformina 2 g/dia e gliclazida 60 mg/dia comparece à unidade básica de saúde (UBS). Durante a consulta, a pressão arterial média, aferida em 3 medições consecutivas com intervalos de 1 minuto, é de 154 x 94 mmHg. Ao revisar o prontuário, o médico observa que, nas últimas 3 consultas, os níveis pressóricos registrados também estavam acima de 140 x 90 mmHg. Além disso, o médico verifica exame prévio de albuminúria de 50 mg/g de creatinina (valor de referência: < 30 mg/g de creatinina). De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão e com base nesse quadro clínico e laboratorial, a conduta terapêutica inicial mais adequada para o tratamento da hipertensão consiste na prescrição de
- A betabloqueador.
- B diurético.
- C inibidor da enzima de conversão. ✓
- D bloqueador de canal de cálcio.
Comentário OsceLabs
Diabetico com hipertensao confirmada em multiplas consultas e albuminuria de 50 mg/g: a albuminuria e o desempate. Inibidores da ECA (ou bloqueadores do receptor de angiotensina) reduzem a pressao intraglomerular e retardam a progressao da doenca renal — sao a primeira escolha nesse perfil. Betabloqueador (A) nao e anti-hipertensivo de primeira linha sem indicacao especifica; diuretico (B) e bloqueador de canal de calcio (D) sao boas opcoes de associacao, mas sem o beneficio nefroprotetor. Resposta C.
Questão 67Menino de 4 anos é levado por sua mãe a uma unidade básica de saúde (UBS) para consulta. Ela refere que a criança apresenta, desde seu nascimento, uma tumoração no pescoço, cujo volume está aumentando. O exame físico releva tumoração arredondada de 1,5 cm de diâmetro, indolor, com pele íntegra, em linha média da região cervical anterior e móvel com o movimento de protrusão da língua. A mãe nega processos inflamatórios ou saída de secreção locais. Considerando essa situação, assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese diagnóstica.Gabarito: D
Menino de 4 anos é levado por sua mãe a uma unidade básica de saúde (UBS) para consulta. Ela refere que a criança apresenta, desde seu nascimento, uma tumoração no pescoço, cujo volume está aumentando. O exame físico releva tumoração arredondada de 1,5 cm de diâmetro, indolor, com pele íntegra, em linha média da região cervical anterior e móvel com o movimento de protrusão da língua. A mãe nega processos inflamatórios ou saída de secreção locais. Considerando essa situação, assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese diagnóstica.
- A Cisto dermoide.
- B Tireoide ectópica.
- C Higroma cístico.
- D Cisto tireoglosso. ✓
Comentário OsceLabs
Tumoracao cervical de LINHA MEDIA, presente desde o nascimento, indolor e que se MOVE com a protrusao da lingua e a assinatura do cisto do ducto tireoglosso — o trajeto embrionario mantem-se ligado ao osso hioide e a base da lingua. Cisto dermoide (A) e mediano, mas nao se desloca com a lingua; higroma cistico (C) e lateral, cervical posterior, transiluminavel; tireoide ectopica (B) e rara e exige cintilografia antes de qualquer ressecao. Resposta D.
Questão 68Menino de 4 anos é levado a unidade básica de saúde (UBS) por sua mãe, que relata que ele está com tosse persistente há mais de 3 semanas, febre baixa no final da tarde, cansaço e perda de apetite. Além dos pais, o menino reside também com o avô diagnosticado com tuberculose há 2 meses. Com base nos protocolos do Ministério da Saúde, a conduta para este caso éGabarito: C
Menino de 4 anos é levado a unidade básica de saúde (UBS) por sua mãe, que relata que ele está com tosse persistente há mais de 3 semanas, febre baixa no final da tarde, cansaço e perda de apetite. Além dos pais, o menino reside também com o avô diagnosticado com tuberculose há 2 meses. Com base nos protocolos do Ministério da Saúde, a conduta para este caso é
- A prescrever antibióticos de amplo espectro para tratar a tosse e solicitar retorno em 15 dias para avaliar se há melhora dos sintomas.
- B iniciar tratamento empírico para tuberculose mesmo sem confirmação diagnóstica, haja vista o histórico de contato e os sintomas apresentados.
- C solicitar radiografia de tórax e prova tuberculínica e explicar à família que esses exames são fundamentais para o diagnóstico de tuberculose pulmonar. ✓
- D solicitar hemograma e radiografia de tórax para investigar tuberculose pulmonar e manter o menino afastado do avô até que este complete 6 meses de tratamento.
Comentário OsceLabs
Crianca com tosse por mais de 3 semanas, febre vespertina, adinamia e contato intradomiciliar com caso confirmado: alta suspeicao de tuberculose. Como criancas raramente sao bacilíferas e nao escarram, o diagnostico se faz pelo sistema de PONTUACAO do Ministerio da Saude, que combina quadro clinico, radiografia de torax, prova tuberculinica, contato e estado nutricional. Antibiotico de amplo espectro (A) apenas atrasa; tratar as cegas (B) sem pontuar e inadequado; afastar do avo (D) nao substitui a investigacao. Resposta C.
Questão 69Secundigesta com idade gestacional de 18 semanas comparece à consulta na unidade básica de saúde (UBS) para iniciar seu pré-natal. Está assintomática e, ao exame clínico, não são identificadas alterações. A paciente, no entanto, relata que entrou em trabalho de parto espontâneo com 32 semanas em sua primeira gestação. Considerado o caso descrito, é indicado prescreverGabarito: D
Secundigesta com idade gestacional de 18 semanas comparece à consulta na unidade básica de saúde (UBS) para iniciar seu pré-natal. Está assintomática e, ao exame clínico, não são identificadas alterações. A paciente, no entanto, relata que entrou em trabalho de parto espontâneo com 32 semanas em sua primeira gestação. Considerado o caso descrito, é indicado prescrever
- A indometacina por via oral diariamente.
- B pessário vaginal, após 22 semanas de gestação.
- C progesterona por via intramuscular semanalmente.
- D progesterona natural micronizada por via vaginal diariamente. ✓
Comentário OsceLabs
Historia de parto prematuro ESPONTANEO previo e a principal indicacao de profilaxia: progesterona natural micronizada por via vaginal, diaria, iniciada entre 16 e 24 semanas e mantida ate cerca de 36 semanas. A progesterona intramuscular semanal (C) perdeu forca apos ensaios negativos e nao e a recomendacao brasileira preferencial; o pessario (B) tem beneficio nao confirmado; indometacina (A) e tocolitico agudo, sem papel profilatico. Resposta D.
Questão 70Mulher de 67 anos chega a uma unidade básica de saúde (UBS) acompanhada pelo filho. Ele relata que a mãe, há cerca de 30 minutos, passou a apresentar intensa dor de cabeça e dificuldade para falar. A paciente é hipertensa, faz uso de anti-hipertensivos, estatina e antiagregante plaquetário em dose profilática. Há 6 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) sem sequelas. Durante o exame físico, pontuou 14 na Escala de Coma de Glasgow e apresentou seguintes sinais vitais: Exame Resultado Pressão arterial (PA) 150 x 95 mmHg Frequência cardíaca (FC) 90 bpm Frequência respiratória (FR) 20 irpm Saturação de oxigênio 95% Nessa situação, qual é a conduta adequada a ser adotada pelo médico da UBS?Gabarito: B
Mulher de 67 anos chega a uma unidade básica de saúde (UBS) acompanhada pelo filho. Ele relata que a mãe, há cerca de 30 minutos, passou a apresentar intensa dor de cabeça e dificuldade para falar. A paciente é hipertensa, faz uso de anti-hipertensivos, estatina e antiagregante plaquetário em dose profilática. Há 6 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) sem sequelas. Durante o exame físico, pontuou 14 na Escala de Coma de Glasgow e apresentou seguintes sinais vitais: Exame Resultado Pressão arterial (PA) 150 x 95 mmHg Frequência cardíaca (FC) 90 bpm Frequência respiratória (FR) 20 irpm Saturação de oxigênio 95% Nessa situação, qual é a conduta adequada a ser adotada pelo médico da UBS?
- A Estabilizar a paciente na sala de observação da UBS, ofertar anti-hipertensivo via oral para redução da PA e solicitar exames de imagem.
- B Acionar o Serviço Móvel de Urgência de imediato para encaminhamento ao serviço de urgência e estabilizar a paciente na UBS até a chegada da ambulância. ✓
- C Administrar anti-hipertensivo sublingual e reavaliar a paciente após 30 minutos; caso não haja queda da PA, encaminhá-la para serviço de urgência.
- D Medicar a paciente, com o objetivo de reduzir a PA dentro de 24 a 48 horas, e realizar seguimento ambulatorial para avaliar se houve reversão dos sintomas. PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Deficit neurologico focal (disartria) de instalacao subita ha 30 minutos e AVC ate prova em contrario, e o unico recurso que muda desfecho e o tempo: acionar imediatamente o SAMU e estabilizar a paciente na unidade ate a remocao para servico com tomografia e trombolise. Reduzir a pressao (A, C e D) e erro classico — abaixo de 220x120 mmHg a hipotensao induzida compromete a penumbra isquemica —, e anti-hipertensivo sublingual esta proscrito pela queda abrupta e imprevisivel. Resposta B.
Questão 71Homem de 45 anos com queixa de dor lombar, há 1 ano, é encaminhado da atenção primária para o ambulatório de reumatologia. O paciente é obeso, sedentário. Relata dor ao acordar e dificuldade de movimentação, que melhora após cerca de 2 horas. Utilizou diversos anti-inflamatórios não hormonais e analgésicos comuns, com melhora parcial e transitória. A radiografia de coluna lombar, realizada na unidade básica de saúde (UBS), revela redução de espaço L4-L5 com esclerose subcondral. O exame físico mostra uma redução na amplitude dos movimentos da coluna lombar, com um teste de Schober de 1 cm, e não há sinais de artrite ou de entesite. Considerando o diagnóstico mais provável, quais são as condutas médicas específicas para o caso?Gabarito: B
Homem de 45 anos com queixa de dor lombar, há 1 ano, é encaminhado da atenção primária para o ambulatório de reumatologia. O paciente é obeso, sedentário. Relata dor ao acordar e dificuldade de movimentação, que melhora após cerca de 2 horas. Utilizou diversos anti-inflamatórios não hormonais e analgésicos comuns, com melhora parcial e transitória. A radiografia de coluna lombar, realizada na unidade básica de saúde (UBS), revela redução de espaço L4-L5 com esclerose subcondral. O exame físico mostra uma redução na amplitude dos movimentos da coluna lombar, com um teste de Schober de 1 cm, e não há sinais de artrite ou de entesite. Considerando o diagnóstico mais provável, quais são as condutas médicas específicas para o caso?
- A Solicitar o HLA-B37 e prescrever anti-inflamatórios hormonais.
- B Solicitar provas de atividades inflamatórias e ressonância magnética de sacroilíacas. ✓
- C Orientar sobre ergonomia e prescrever anti-inflamatórios não hormonais sob demanda.
- D Orientar redução de peso, realização de sessões de fisioterapia e prescrever analgésicos opioides.
Comentário OsceLabs
A dor lombar aqui e INFLAMATORIA, nao mecanica: piora ao acordar, rigidez matinal prolongada que melhora com o movimento, mais de 3 meses de duracao e teste de Schober de apenas 1 cm (normal acima de 5 cm), indicando restricao real da mobilidade axial. Isso obriga a investigar espondiloartrite axial com provas inflamatorias e ressonancia de sacroiliacas — a radiografia normal nao exclui a forma nao radiografica. O marcador e o HLA-B27, nao B37 (A). Tratar como lombalgia mecanica (C e D) perde o diagnostico. Resposta B.
Questão 72Lactente de 40 dias de vida, do sexo feminino, é levada para consulta por sua mãe. A criança tem história de icterícia e colúria progressivas desde a segunda semana de vida. Está em aleitamento materno, com boa aceitação e ganho ponderal, porém regurgita muito. A mãe relata que as fezes da bebê estão muito claras (acolia). O exame físico revela: paciente em bom estado geral; eutrófica; fígado de consistência firme, não nodular ou doloroso, a 3 cm do rebordo costal; baço a 1 cm do rebordo costal esquerdo. Tendo em vista essa situação, assinale a alternativa que contém, respectivamente, a principal hipótese diagnóstica e a conduta adequada para o caso.Gabarito: D
Lactente de 40 dias de vida, do sexo feminino, é levada para consulta por sua mãe. A criança tem história de icterícia e colúria progressivas desde a segunda semana de vida. Está em aleitamento materno, com boa aceitação e ganho ponderal, porém regurgita muito. A mãe relata que as fezes da bebê estão muito claras (acolia). O exame físico revela: paciente em bom estado geral; eutrófica; fígado de consistência firme, não nodular ou doloroso, a 3 cm do rebordo costal; baço a 1 cm do rebordo costal esquerdo. Tendo em vista essa situação, assinale a alternativa que contém, respectivamente, a principal hipótese diagnóstica e a conduta adequada para o caso.
- A Icterícia não obstrutiva prolongada, com bom ganho ponderal; solicitar gama-GT e aminotransferases.
- B Icterícia obstrutiva prolongada por doença metabólica; substituir leite materno por fórmula e solicitar função hepática.
- C Icterícia não obstrutiva prolongada, relacionada ao aleitamento materno, com evolução benigna; adotar conduta expectante.
- D Icterícia obstrutiva prolongada por atresia biliar; encaminhar a criança urgentemente para avaliação diagnóstica e tratamento. ✓
Comentário OsceLabs
Ictericia que persiste alem de 14 dias com COLURIA e ACOLIA fecal e colestase — bilirrubina direta — e, no lactente, significa atresia de vias biliares ate prova em contrario, reforcada pelo figado de consistencia firme. O ganho ponderal preservado nao tranquiliza. A conduta e encaminhamento URGENTE, porque a portoenterostomia de Kasai tem resultados muito melhores quando feita antes das 8 semanas de vida. Ictericia do leite materno (C) nao cursa com acolia nem coluria; conduta expectante custa o figado. Resposta D.
Questão 73Menino de 10 meses é atendido em unidade básica de saúde (UBS) com história de febre alta iniciada há 4 dias (até 39 °C), com 3 picos por dia, inicialmente sem outros sintomas associados, evoluindo com exantema maculopapular em região cervical e tronco. Não apresentou febre nas últimas 18 horas.Gabarito: C
Menino de 10 meses é atendido em unidade básica de saúde (UBS) com história de febre alta iniciada há 4 dias (até 39 °C), com 3 picos por dia, inicialmente sem outros sintomas associados, evoluindo com exantema maculopapular em região cervical e tronco. Não apresentou febre nas últimas 18 horas.
- A respeito de possíveis diagnósticos diferenciais para o quadro apresentado, assinale a alternativa correta. A O diagnóstico de síndrome mão-pé-boca é mais provável, ainda que não tenham sido observadas vesículas na pele.
- B A anamnese e o exame físico exigem descartar laboratorialmente o diagnóstico diferencial de sarampo, pois se trata de menor de 1 ano.
- C A anamnese e o exame físico são suficientes para o diagnóstico de exantema súbito, não havendo indicação de exames complementares. ✓
- D A presença de febre alta torna um quadro bacteriano mais provável, o que, associado à presença do exantema, sugere o diagnóstico de escarlatina.
Comentário OsceLabs
Febre alta por 3 a 4 dias em lactente, que CESSA e e sucedida por exantema maculopapular em tronco e pescoco, com crianca em bom estado: e exantema subito (roseola, herpesvirus 6). O diagnostico e clinico, sem necessidade de exames. Mao-pe-boca (A) exige vesiculas em maos, pes e cavidade oral; sarampo (B) cursa com exantema que surge COM febre alta, tosse, coriza e conjuntivite; escarlatina (D) da exantema micropapular aspero, lingua em framboesa e faringite. Resposta C.
Questão 74Paciente de 35 anos procura atendimento na unidade básica de saúde com ultrassonografia transvaginal que revela uma imagem cística anecóica, em seu ovário direito, medindo aproximadamente 6 cm no maior diâmetro, com contornos regulares e paredes finas, sem septações, conteúdo sólido ou vascularização interna. A paciente está assintomática, possui ciclos menstruais regulares e fluxo normal. Nega doenças crônicas ou cirurgias prévias. Diante dessa situação, a conduta adequada éGabarito: D
Paciente de 35 anos procura atendimento na unidade básica de saúde com ultrassonografia transvaginal que revela uma imagem cística anecóica, em seu ovário direito, medindo aproximadamente 6 cm no maior diâmetro, com contornos regulares e paredes finas, sem septações, conteúdo sólido ou vascularização interna. A paciente está assintomática, possui ciclos menstruais regulares e fluxo normal. Nega doenças crônicas ou cirurgias prévias. Diante dessa situação, a conduta adequada é
- A realizar dosagem sanguínea do CA 125.
- B indicar acompanhamento ginecológico de rotina.
- C indicar realização de ressonância magnética da pelve.
- D repetir a ultrassonografia transvaginal em até 12 semanas. ✓
Comentário OsceLabs
Cisto anecoico, de paredes finas, sem septos, sem componente solido e sem vascularizacao em mulher na menacme e cisto SIMPLES, quase sempre funcional, com altissima chance de regressao espontanea. A conduta e reavaliar com nova ultrassonografia em 8 a 12 semanas. CA 125 (A) nao se pede em cisto simples na pre-menopausa (sobe em endometriose, miomas e ate na menstruacao, gerando ansiedade inutil); ressonancia (C) fica para lesoes indeterminadas; alta sem controle (B) e insuficiente para um cisto de 6 cm. Resposta D.
Questão 75Paciente de 35 anos, contente por sua primeira gravidez, começa o pré-natal na unidade básica de saúde (UBS) de seu bairro. Durante a consulta de enfermagem, é identificado, no exame das mamas, um nódulo na mama direita. Quando informada sobre esse achado, a paciente relata que sua mãe teve câncer de mama aos 38 anos. Diante desse quadro, a conduta médica indicada éGabarito: C
Paciente de 35 anos, contente por sua primeira gravidez, começa o pré-natal na unidade básica de saúde (UBS) de seu bairro. Durante a consulta de enfermagem, é identificado, no exame das mamas, um nódulo na mama direita. Quando informada sobre esse achado, a paciente relata que sua mãe teve câncer de mama aos 38 anos. Diante desse quadro, a conduta médica indicada é
- A requisitar biópsia do nódulo mamário guiada por ultrassonografia.
- B encaminhar a paciente para o ambulatório de gestação de alto risco.
- C solicitar ultrassonografia de mamas e considerar realização de mamografia com proteção abdominal. ✓
- D aguardar o final da gestação para realizar investigação do nódulo a partir de ultrassonografia e de mamografia. PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Nodulo mamario na gestacao NAO se acompanha esperando o parto (D) — a gravidez atrasa diagnosticos e piora prognosticos. A investigacao comeca pela ultrassonografia, exame de escolha na mama densa e lactante, e a mamografia pode ser feita com protecao abdominal quando necessaria, com dose fetal desprezivel. A biopsia (A) vem depois da imagem, se o achado for suspeito; encaminhar ao alto risco (B) nao investiga o nodulo. Resposta C.
Questão 76Mulher branca de 47 anos comparece a consulta médica na unidade básica de saúde (UBS) queixando-se da presença de lesão escurecida, assimétrica e de bordas irregulares em antebraço esquerdo. Relata que, nas últimas quatro semanas, a lesão tem aumentado de tamanho e se tornado pruriginosa, com episódio de pequeno sangramento local. Considerando a situação apresentada, a principal hipótese diagnóstica da paciente éGabarito: A
Mulher branca de 47 anos comparece a consulta médica na unidade básica de saúde (UBS) queixando-se da presença de lesão escurecida, assimétrica e de bordas irregulares em antebraço esquerdo. Relata que, nas últimas quatro semanas, a lesão tem aumentado de tamanho e se tornado pruriginosa, com episódio de pequeno sangramento local. Considerando a situação apresentada, a principal hipótese diagnóstica da paciente é
- A melanoma. ✓
- B queratoacantoma.
- C carcinoma basocelular.
- D carcinoma espinocelular.
Comentário OsceLabs
Lesao pigmentada Assimetrica, de Bordas irregulares, com mudanca de tamanho (Evolucao) em poucas semanas, prurido e sangramento espontaneo — os criterios ABCDE apontam melanoma, e sangramento e crescimento rapido sao sinais de alarme que exigem biopsia excisional. Carcinoma basocelular (C) e lesao perolada com telangiectasias e ulceracao central; espinocelular (D) e ceratotico/ulcerado em area fotoexposta; queratoacantoma (B) e nodulo com cratera central de crescimento rapido, nao pigmentado. Resposta A.
Questão 77Homem de 36 anos é levado a um hospital terciário pelo Serviço Móvel de Urgência após queda de altura de 4 metros. No atendimento pré-hospitalar, o paciente evoluiu com rebaixamento do nível de consciência (7 na Escala de Coma de Glasgow) e intubação orotraqueal. Foi observado hematoma subcutâneo em região frontoparietal direita, sem outras lesões aparentes e sem nenhum tipo de hemorragia externa. O paciente não havia ingerido álcool ou drogas, nem apresentava comorbidades. Segundo o ATLS, ao entrar na sala de emergência do hospital, qual deverá ser a conduta prioritária?Gabarito: C
Homem de 36 anos é levado a um hospital terciário pelo Serviço Móvel de Urgência após queda de altura de 4 metros. No atendimento pré-hospitalar, o paciente evoluiu com rebaixamento do nível de consciência (7 na Escala de Coma de Glasgow) e intubação orotraqueal. Foi observado hematoma subcutâneo em região frontoparietal direita, sem outras lesões aparentes e sem nenhum tipo de hemorragia externa. O paciente não havia ingerido álcool ou drogas, nem apresentava comorbidades. Segundo o ATLS, ao entrar na sala de emergência do hospital, qual deverá ser a conduta prioritária?
- A Realização de tomografia de crânio, tórax e abdome.
- B Administração de ácido tranexâmico e volume.
- C Avaliação das vias aéreas do paciente. ✓
- D Estabilização da coluna cervical.
Comentário OsceLabs
O ATLS nao muda de ordem porque o trauma e cranioencefalico: a chegada a sala de emergencia recomeça pelo A. Mesmo intubado no pre-hospitalar, a primeira tarefa e confirmar a via aerea — posicao e permeabilidade do tubo, ventilacao simetrica, capnografia —, ja que extubacao ou intubacao seletiva no transporte sao causas frequentes e reversiveis de hipoxia, que e o maior determinante de lesao cerebral secundaria. Tomografia (A) so apos estabilizar; tranexamico (B) nao precede o A. Resposta C.
Questão 78Menino de 7 anos é levado à unidade de pronto atendimento com dor abdominal intensa e febre intermitente nos últimos 3 dias. Segundo relato da mãe, ele apresentou um quadro gripal há cerca de uma semana. Ao exame físico, o paciente apresenta púrpura palpável localizada principalmente nos membros inferiores e nas nádegas, além de edema nos tornozelos e dor nas articulações dos joelhos e cotovelos. A dor abdominal é difusa e não é aliviada com analgesia simples. Testes laboratoriais mostram proteinúria leve e hematúria microscópica.Gabarito: D
Menino de 7 anos é levado à unidade de pronto atendimento com dor abdominal intensa e febre intermitente nos últimos 3 dias. Segundo relato da mãe, ele apresentou um quadro gripal há cerca de uma semana. Ao exame físico, o paciente apresenta púrpura palpável localizada principalmente nos membros inferiores e nas nádegas, além de edema nos tornozelos e dor nas articulações dos joelhos e cotovelos. A dor abdominal é difusa e não é aliviada com analgesia simples. Testes laboratoriais mostram proteinúria leve e hematúria microscópica.
- A hipótese diagnóstica, com justificativa correta para o caso, é A doença de Kawasaki; presença de febre e envolvimento articular.
- B artrite reumatoide juvenil; presença de febre, edema articular e dor.
- C lúpus eritematoso sistêmico; artralgia, púrpura palpável e achados urinários.
- D vasculite por imunoglobulina A; púrpura palpável, dor abdominal e achados urinários. ✓
Comentário OsceLabs
Purpura PALPAVEL em membros inferiores e nadegas, dor abdominal, artralgia e comprometimento renal (hematuria e proteinuria) apos infeccao de vias aereas: e a triade/tetrade da vasculite por IgA (purpura de Henoch-Schonlein), a vasculite mais comum da infancia. Kawasaki (A) exige febre por 5 dias com conjuntivite, alteracao de mucosas e extremidades; artrite idiopatica juvenil (B) nao da purpura; lupus (C) e raro nessa idade e cursaria com outros criterios. Resposta D.
Questão 79Multípara de 43 anos, lactante no 2o mês de amamentação, procura atendimento afirmando área de hiperemia e dor no quadrante superior-lateral de mama esquerda, há 5 dias. Relata que, inicialmente, a área afetada era próxima à aréola e que depois foi se estendendo para a região axilar homolateral. Verifica-se ponto de flutuação e adenopatia dolorosa na axila esquerda. Paciente febril no momento do atendimento. Diante desse quadro, deve-se realizarGabarito: A
Multípara de 43 anos, lactante no 2o mês de amamentação, procura atendimento afirmando área de hiperemia e dor no quadrante superior-lateral de mama esquerda, há 5 dias. Relata que, inicialmente, a área afetada era próxima à aréola e que depois foi se estendendo para a região axilar homolateral. Verifica-se ponto de flutuação e adenopatia dolorosa na axila esquerda. Paciente febril no momento do atendimento. Diante desse quadro, deve-se realizar
- A drenagem cirúrgica sobre o ponto de flutuação, com prosseguimento de amamentação em ambas as mamas. ✓
- B drenagem com agulha fina guiada por ultrassonografia, com prosseguimento de amamentação pela mama contralateral.
- C antibioticoterapia durante 7 dias, com lactação mantida, desde que o leite produzido pela mama afetada seja fervido antes de oferecê-lo.
- D mamografia para descartar carcinoma inflamatório de mama, seguida de punção esvaziadora e de suspensão de amamentação até o resultado do anatomopatológico. PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Mastite que evoluiu com PONTO DE FLUTUACAO ja e abscesso mamario: antibiotico isolado nao resolve colecao formada (C, que ainda comete o erro de mandar ferver o leite). O tratamento e a drenagem sobre o ponto de flutuacao, associada a antibiotico, e — ponto sensivel — a amamentacao deve ser MANTIDA nas duas mamas, pois o esvaziamento e parte do tratamento e o leite nao oferece risco ao lactente. Suspender a lactacao e pedir mamografia de imediato (D) atrasa a drenagem. Resposta A.
Questão 80Mulher comparece na unidade básica de saúde (UBS) com seus dois filhos, um menino de 8 anos e uma menina de 13 anos, buscando orientações quanto à vacinação contra o HPV. Diante desse quadro, qual a orientação correta?Gabarito: D
Mulher comparece na unidade básica de saúde (UBS) com seus dois filhos, um menino de 8 anos e uma menina de 13 anos, buscando orientações quanto à vacinação contra o HPV. Diante desse quadro, qual a orientação correta?
- A O menino e a menina podem receber dose única nessa visita.
- B O menino e a menina podem receber a primeira dose nessa visita e agendar a segunda dose em 60 dias.
- C A menina não deve ser vacinada e o menino poderá receber a primeira dose ao completar 11 anos.
- D A menina pode ser vacinada em dose única nessa visita e não há indicação para que o filho seja vacinado agora. ✓
Comentário OsceLabs
Desde 2024 o Programa Nacional de Imunizacoes adota DOSE UNICA da vacina HPV quadrivalente para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A menina de 13 anos esta na faixa e recebe a dose unica na propria visita; o menino de 8 anos ainda nao alcancou a idade minima e deve retornar aos 9 anos. O esquema de duas doses com intervalo (B) foi substituido, e nao ha razao para deixar a menina sem vacinar (C). Resposta D.
Questão 81Homem de 42 anos é internado para investigação de episódios recorrentes de dor epigástrica de forte intensidade com irradiação para o dorso, com diversas avaliações em serviços de pronto-atendimento, sem diagnóstico conclusivo. Ultrassonografia abdominal sem sinais de litíase ou de dilatação de vias biliares. Relata uso diário de bebida alcoólica desde os 16 anos. Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que indica, respectivamente, o exame complementar e a conduta terapêutica adequados.Gabarito: A
Homem de 42 anos é internado para investigação de episódios recorrentes de dor epigástrica de forte intensidade com irradiação para o dorso, com diversas avaliações em serviços de pronto-atendimento, sem diagnóstico conclusivo. Ultrassonografia abdominal sem sinais de litíase ou de dilatação de vias biliares. Relata uso diário de bebida alcoólica desde os 16 anos. Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que indica, respectivamente, o exame complementar e a conduta terapêutica adequados.
- A Tomografia computadorizada de abdome; administração de amitriptilina. ✓
- B Colangiopancreatografia endoscópica retrógrada; administração de gabapentina.
- C Tomografia computadorizada de abdome; administração de ácido ursodesoxicólico.
- D Colangiopancreatografia endoscópica retrógrada; administração de enzimas pancreáticas.
Comentário OsceLabs
Dor epigastrica recorrente com irradiacao dorsal em etilista de longa data, sem litiase e sem dilatacao biliar, aponta pancreatite cronica alcoolica. A tomografia de abdome e o exame inicial, mostrando calcificacoes, atrofia e ductos irregulares. Para a dor cronica, de componente neuropatico, usam-se adjuvantes como antidepressivos triciclicos, alem da abstinencia. Enzimas pancreaticas (D) tratam insuficiencia exocrina/esteatorreia; a CPRE (B e D) e terapeutica, nao diagnostica inicial; ursodesoxicolico (C) nao tem papel. Resposta A.
Questão 82Homem de 20 anos, pedreiro, é atendido em um pronto-socorro após cair de um andaime a uma altura de, aproximadamente, 2 metros, com impacto direto na região urogenital. Refere impossibilidade de micção espontânea. O exame físico revela equimose em “asa de borboleta” no períneo, uretrorragia e globo vesical palpável abaixo da cicatriz umbilical. Frente ao quadro clínico desse paciente, qual é a conduta médica mais adequada?Gabarito: B
Homem de 20 anos, pedreiro, é atendido em um pronto-socorro após cair de um andaime a uma altura de, aproximadamente, 2 metros, com impacto direto na região urogenital. Refere impossibilidade de micção espontânea. O exame físico revela equimose em “asa de borboleta” no períneo, uretrorragia e globo vesical palpável abaixo da cicatriz umbilical. Frente ao quadro clínico desse paciente, qual é a conduta médica mais adequada?
- A Passagem de sonda vesical de demora.
- B Realização de cistostomia por punção. ✓
- C Estímulo com diurético endovenoso.
- D Incremento da hidratação venosa.
Comentário OsceLabs
Uretrorragia, equimose perineal em asa de borboleta e globo vesical apos trauma pelvico/perineal formam a triade da lesao de uretra — e a regra de ouro e NAO sondar (A), sob risco de converter uma lesao parcial em completa e criar falso trajeto. A drenagem urinaria deve ser feita por cistostomia suprapubica por puncao, com uretrografia retrograda para definir a lesao. Diuretico (C) e hidratacao (D) apenas aumentam a distensao vesical de um paciente que nao consegue urinar. Resposta B.
Questão 83Menina de 2 anos e 6 meses é atendida em uma unidade básica de saúde (UBS). A mãe relata que a criança consome cerca de um litro de leite de vaca por dia e ingere pouca carne. O médico observa palidez cutaneomucosa e solicita exames. Os resultados são apresentados a seguir. Exame Resultado Valor de referência Hemoglobina (Hb) 9,0 g/dL 10,5 a 13,5 g/dL Hematócrito (Ht) 27,5% 33 a 39% Volume corpuscular médio (VCM) 64 fL 70 a 86 fL Ferritina 12 ng/mL 20 – 100 ng/mL Obs: anisocitose + O médico inicia tratamento com ferro elementar na dose de 2 mg/kg/dia. Após 3 meses, exames foram repetidos, conforme tabela a seguir. Exame pós tratamento Resultado Valor de referência Hemoglobina (Hb) 9,2 g/dL 10,5 a 13,5 g/dL Hematócrito (Ht) 27,9% 33 a 39% Volume corpuscular médio (VCM) 68 fL 70 a 86 fL Ferritina 15 ng/mL 20 – 100 ng/mL Obs: anisocitose + Com relação ao tratamento e à conduta desse paciente é correto afirmar que aGabarito: D
Menina de 2 anos e 6 meses é atendida em uma unidade básica de saúde (UBS). A mãe relata que a criança consome cerca de um litro de leite de vaca por dia e ingere pouca carne. O médico observa palidez cutaneomucosa e solicita exames. Os resultados são apresentados a seguir. Exame Resultado Valor de referência Hemoglobina (Hb) 9,0 g/dL 10,5 a 13,5 g/dL Hematócrito (Ht) 27,5% 33 a 39% Volume corpuscular médio (VCM) 64 fL 70 a 86 fL Ferritina 12 ng/mL 20 – 100 ng/mL Obs: anisocitose + O médico inicia tratamento com ferro elementar na dose de 2 mg/kg/dia. Após 3 meses, exames foram repetidos, conforme tabela a seguir. Exame pós tratamento Resultado Valor de referência Hemoglobina (Hb) 9,2 g/dL 10,5 a 13,5 g/dL Hematócrito (Ht) 27,9% 33 a 39% Volume corpuscular médio (VCM) 68 fL 70 a 86 fL Ferritina 15 ng/mL 20 – 100 ng/mL Obs: anisocitose + Com relação ao tratamento e à conduta desse paciente é correto afirmar que a
- A resposta é a esperada para o tratamento; devendo-se manter o tratamento atual por mais 3 meses e reavaliar laboratorialmente.
- B resposta à administração de ferro oral é resistente; deve- se repor com ferro endovenoso e investigar a má absorção por doença celíaca.
- C falha terapêutica é sugestiva de outra causa da anemia microcítica; deve-se considerar hipótese de traço talassêmico e encaminhar a paciente para hematologista.
- D falha terapêutica deve-se a persistência de fatores de risco relacionados à alimentação e à subdose de ferro elementar; deve-se aumentar a dose e orientar a alimentação. PRIMEIRA EDIÇÃO ✓
Comentário OsceLabs
Anemia ferropriva (VCM 64, ferritina 12, anisocitose) que praticamente nao respondeu em 3 meses tem duas explicacoes obvias no proprio enunciado: a dose usada foi SUBTERAPEUTICA — o tratamento exige 3 a 5 mg/kg/dia de ferro elementar, nao 2 — e o fator de risco alimentar persiste, com 1 litro de leite de vaca por dia, que inibe a absorcao e causa microssangramento intestinal. Antes de rotular como falha refrataria e partir para ferro endovenoso (B) ou talassemia (C), corrija dose e dieta. Resposta D.
Questão 84Paciente de 27 anos, G1P0, comparece à unidade de pronto atendimento apresentando dor pélvica leve e sangramento vaginal discreto há 6 horas. Refere data da última menstruação (DUM) há 7 semanas. Ao exame físico, tem-se sinais vitais normais e exame abdominal normal. Ao exame especular, nota-se sangramento em pequena quantidade, vivo, oriundo do orifício externo do colo uterino. Títulos de beta-hCG realizados há dois dias eram de 2.500 mUI/mL. Títulos de beta-hCG realizados no pronto-socorro são de 3.500 mUI/mL. Foi solicitada ultrassonografia transvaginal, que demonstrou ausência de saco gestacional intrauterino e presença de massa anexial à direita, medindo 3 cm, contendo no seu interior imagem compatível com embrião, sem batimentos cardíacos. Com base no quadro clínico e nos achados dos exames complementares, a conduta mais adequada a ser realizada nessa paciente éGabarito: B
Paciente de 27 anos, G1P0, comparece à unidade de pronto atendimento apresentando dor pélvica leve e sangramento vaginal discreto há 6 horas. Refere data da última menstruação (DUM) há 7 semanas. Ao exame físico, tem-se sinais vitais normais e exame abdominal normal. Ao exame especular, nota-se sangramento em pequena quantidade, vivo, oriundo do orifício externo do colo uterino. Títulos de beta-hCG realizados há dois dias eram de 2.500 mUI/mL. Títulos de beta-hCG realizados no pronto-socorro são de 3.500 mUI/mL. Foi solicitada ultrassonografia transvaginal, que demonstrou ausência de saco gestacional intrauterino e presença de massa anexial à direita, medindo 3 cm, contendo no seu interior imagem compatível com embrião, sem batimentos cardíacos. Com base no quadro clínico e nos achados dos exames complementares, a conduta mais adequada a ser realizada nessa paciente é
- A laparoscopia imediata, considerando os níveis em ascenção de beta-hCG e o tamanho da massa anexial.
- B tratamento com metotrexato intramuscular, considerando os níveis de beta-hCG e o tamanho da massa anexial. ✓
- C laparotomia imediata, considerando os níveis em ascenção do beta-hCG e a presença de embrião na massa anexial.
- D monitoramento com ultrassonografia transvaginal e beta-hCG em 48 horas, considerando os níveis em ascenção de beta-hCG.
Comentário OsceLabs
Gestacao ectopica INTEGRA em paciente estavel, com beta-hCG de 3.500 (abaixo de 5.000), massa anexial de 3 cm (abaixo de 3,5-4 cm) e embriao SEM batimentos cardiacos: reune todos os criterios para tratamento clinico com metotrexato intramuscular, preservando a tuba. Cirurgia imediata — laparoscopia (A) ou laparotomia (C) — fica para instabilidade, rotura ou falha do metotrexato. Conduta expectante (D) nao se aplica com hCG em ascensao e massa com embriao. Resposta B.
Questão 85Mulher de 55 anos, ao visitar seu pai, de 82 anos, com Doença de Alzheimer, em uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI), suspeita de maus-tratos, uma vez que o encontrou restrito ao leito, com fraldas sujas e fácies de dor. Ela já havia presenciado outros idosos residentes passarem por situações semelhantes a essa na mesma instituição. Ao ser questionada, a equipe responsável responde que a restrição de mobilidade no leito foi efetuada porque o paciente se encontrava agitado pela manhã. Quanto à higiene do idoso, a equipe alega falta de profissionais para realizar as trocas de fraldas. Tendo em vista o que dispõe o Estatuto do Idoso, de que maneira a situação descrita pode ser qualificada?Gabarito: C
Mulher de 55 anos, ao visitar seu pai, de 82 anos, com Doença de Alzheimer, em uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI), suspeita de maus-tratos, uma vez que o encontrou restrito ao leito, com fraldas sujas e fácies de dor. Ela já havia presenciado outros idosos residentes passarem por situações semelhantes a essa na mesma instituição. Ao ser questionada, a equipe responsável responde que a restrição de mobilidade no leito foi efetuada porque o paciente se encontrava agitado pela manhã. Quanto à higiene do idoso, a equipe alega falta de profissionais para realizar as trocas de fraldas. Tendo em vista o que dispõe o Estatuto do Idoso, de que maneira a situação descrita pode ser qualificada?
- A A decisão dos familiares de manter o paciente em uma ILPI configura ato de violência contra o idoso.
- B A situação descrita é justificável do ponto de vista institucional por se tratar de paciente agitado e com demência.
- C A presença de negligência, caracterizada pela omissão na prestação de cuidados, configura-se como uma forma de violência institucional. ✓
- D A situação caracteriza violência patrimonial, pois os recursos financeiros do idoso não estão sendo empregados para garantir os cuidados de que necessita.
Comentário OsceLabs
Restricao no leito como resposta a agitacao e fraldas nao trocadas por falta de pessoal configuram OMISSAO no dever de cuidado — negligencia —, e como parte de um padrao repetido na instituicao, caracteriza violencia institucional, prevista no Estatuto da Pessoa Idosa e de notificacao compulsoria. Falta de pessoal nao justifica (B). Institucionalizar um idoso nao e, em si, violencia (A). Violencia patrimonial (D) envolveria apropriacao de bens ou recursos, o que o caso nao descreve. Resposta C.
Questão 86Homem de 68 anos em quimioterapia paliativa para câncer gástrico avançado é internado devido à queda do estado geral e dispneia. Ao ser atendido, apresenta Saturação de O2 de 86%, sendo prescrita oxigenioterapia. A tomografia computadorizada de tórax evidencia padrão sugestivo de extensa linfangite carcinomatosa bilateral e pequeno derrame pleural à esquerda. Apesar do registro em prontuário da “diretiva antecipada de vontade” de não ser submetido a procedimentos invasivos, um de seus filhos insiste que o paciente seja submetido à ventilação mecânica invasiva. Nesse caso, a conduta adequada diante da piora respiratória do paciente éGabarito: B
Homem de 68 anos em quimioterapia paliativa para câncer gástrico avançado é internado devido à queda do estado geral e dispneia. Ao ser atendido, apresenta Saturação de O2 de 86%, sendo prescrita oxigenioterapia. A tomografia computadorizada de tórax evidencia padrão sugestivo de extensa linfangite carcinomatosa bilateral e pequeno derrame pleural à esquerda. Apesar do registro em prontuário da “diretiva antecipada de vontade” de não ser submetido a procedimentos invasivos, um de seus filhos insiste que o paciente seja submetido à ventilação mecânica invasiva. Nesse caso, a conduta adequada diante da piora respiratória do paciente é
- A realizar a intubação orotraqueal.
- B prescrever morfina por via parenteral. ✓
- C realizar toracocentese terapêutica à esquerda.
- D instituir ventilação não invasiva seguida de intubação orotraqueal.
Comentário OsceLabs
Diretiva antecipada de vontade registrada em prontuario tem validade etica e prevalece sobre o desejo de familiares: o paciente recusou procedimentos invasivos, o que exclui intubacao (A e D). Em doenca oncologica avancada com linfangite carcinomatosa, a dispneia e refrataria, e o tratamento de escolha e o opioide parenteral, que reduz a percepcao da falta de ar sem apressar o obito. Toracocentese (C) nao alivia derrame pequeno que nao explica a hipoxemia. Resposta B.
Questão 87Menino de 6 anos é levado ao pronto-socorro pediátrico por sua mãe, que relata que a criança introduziu um objeto metálico pequeno no nariz enquanto brincava. O paciente apresenta obstrução nasal à direita, sem outros sintomas significativos. Radiografia em mentonaso dos seios da face revela uma imagem radiopaca circular com duplo contorno em fossa nasal direita. Nesse caso, qual é a conduta médica adequada?Gabarito: B
Menino de 6 anos é levado ao pronto-socorro pediátrico por sua mãe, que relata que a criança introduziu um objeto metálico pequeno no nariz enquanto brincava. O paciente apresenta obstrução nasal à direita, sem outros sintomas significativos. Radiografia em mentonaso dos seios da face revela uma imagem radiopaca circular com duplo contorno em fossa nasal direita. Nesse caso, qual é a conduta médica adequada?
- A Alta médica, com encaminhamento para consulta com otorrinolaringologista.
- B Transferência para centro de referência, para nasofibroscopia imediata. ✓
- C Internação no pronto-socorro, para lavagem e aspiração nasal.
- D Internação hospitalar, para realização de rinoscopia eletiva.
Comentário OsceLabs
Imagem radiopaca circular com DUPLO CONTORNO (sinal do halo) e pilha botao ate prova em contrario — e nao um objeto metalico inerte. A corrente eletrica gera necrose liquefativa da mucosa em poucas horas, com risco de perfuracao septal e sinequias: a remocao e EMERGENCIAL, com transferencia imediata para servico com nasofibroscopia. Alta com encaminhamento eletivo (A) e rinoscopia eletiva (D) desperdicam a janela; lavagem e aspiracao (C) nao removem e podem empurrar o objeto. Resposta B.
Questão 88Menino de 6 anos está internado e em tratamento da leucemia linfoblástica aguda (LLA). Tem indicação de transplante de células-tronco hematopoiéticas — transplante de medula óssea (TMO). Com relação a essa modalidade de tratamento, assinale a alternativa correta.Gabarito: B
Menino de 6 anos está internado e em tratamento da leucemia linfoblástica aguda (LLA). Tem indicação de transplante de células-tronco hematopoiéticas — transplante de medula óssea (TMO). Com relação a essa modalidade de tratamento, assinale a alternativa correta.
- A O encaminhamento desse paciente para o centro de referência para TMO deve ser realizado o quanto antes.
- B A inscrição do paciente em centro de referência para TMO deve ser realizada tão logo seja detectada falha na terapia de indução. ✓
- C O exame de compatibilidade em todos os familiares de 1º grau deve ser realizado antes da inscrição em centro de referência para TMO.
- D O encaminhamento desse paciente para centro de referência para TMO deve ser realizado somente após a alta hospitalar, via ambulatorial. PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Na leucemia linfoblastica aguda pediatrica, a maioria cura so com quimioterapia — por isso o transplante nao e indicado de saida, mas em grupos de alto risco, sendo a falha na terapia de INDUCAO (doenca residual persistente) o gatilho classico para inscrever o paciente em centro de referencia. Encaminhar 'o quanto antes' (A) ou apenas apos a alta (D) ignora o criterio; tipar toda a familia de primeiro grau (C) nao precede a inscricao, que ja aciona a busca de doador. Resposta B.
Questão 89Mulher de 45 anos, G2P2, retorna ao ambulatório de ginecologia do hospital escola para o resultado da biópsia de colo uterino realizada há 20 dias. A biópsia evidenciou NIC III, sendo a paciente informada pela residente que ela terá que realizar uma conização do colo uterino para remoção da lesão e prevenção do câncer. Após as explicações, a paciente solicita que já se faça histerectomia para evitar problemas futuros. Diante da solicitação da paciente, a médica deverá informar que aGabarito: C
Mulher de 45 anos, G2P2, retorna ao ambulatório de ginecologia do hospital escola para o resultado da biópsia de colo uterino realizada há 20 dias. A biópsia evidenciou NIC III, sendo a paciente informada pela residente que ela terá que realizar uma conização do colo uterino para remoção da lesão e prevenção do câncer. Após as explicações, a paciente solicita que já se faça histerectomia para evitar problemas futuros. Diante da solicitação da paciente, a médica deverá informar que a
- A histerectomia é um procedimento mais indicado do que a conização, por se tratar de um tumor in situ.
- B histerectomia é um procedimento mais indicado do que a conização, já que a paciente tem prole constituída.
- C conização é um procedimento menos invasivo e necessário para afastar a hipótese de microinvasão pelo tumor. ✓
- D conização é um procedimento menos invasivo e suficiente para o tratamento da paciente, uma vez que se trata de um tumor in situ.
Comentário OsceLabs
NIC III e lesao intraepitelial de alto grau, mas o diagnostico veio de BIOPSIA — amostra parcial. A conizacao e ao mesmo tempo terapeutica e diagnostica: so o exame da peca inteira afasta microinvasao, que mudaria completamente o estadiamento e o tratamento. Por isso nao se parte para histerectomia (A e B) sem antes conizar — seria tratar as cegas e, se houvesse invasao, uma cirurgia insuficiente. Dizer que a conizacao ja e suficiente (D) antecipa uma conclusao que depende do anatomopatologico. Resposta C.
Questão 90Paciente de 38 anos, morador de uma zona urbana não endêmica e sem história de viagens recentes para regiões de risco, vai à unidade básica de saúde (UBS) apresentando histórico vacinal de febre amarela há 9 anos. Ele relata ao médico que um macaco foi encontrado morto perto de sua casa. Diante desse relato, o médico deveGabarito: B
Paciente de 38 anos, morador de uma zona urbana não endêmica e sem história de viagens recentes para regiões de risco, vai à unidade básica de saúde (UBS) apresentando histórico vacinal de febre amarela há 9 anos. Ele relata ao médico que um macaco foi encontrado morto perto de sua casa. Diante desse relato, o médico deve
- A salientar a ausência de risco de febre amarela, uma vez que o Brasil não é país endêmico.
- B informar que é desnecessário realizar reforço para a vacina contra febre amarela nesse caso. ✓
- C solicitar e aguardar resultado do anatomopatológico do animal, a fim de confirmar febre amarela.
- D indicar o reforço da vacina contra febre amarela, independentemente da ministração da última dose.
Comentário OsceLabs
Desde 2017 o Brasil adota DOSE UNICA da vacina de febre amarela, com protecao considerada duradoura por toda a vida — nao ha indicacao de reforco apos 10 anos (D). O paciente vacinado ha 9 anos esta protegido, e a orientacao correta e essa. Dizer que nao ha risco porque o Brasil nao seria endemico (A) e falso, e a epizootia deve ser notificada a vigilancia, que investiga o primata — mas a conduta clinica nao fica refem desse resultado (C). Resposta B.
Questão 91Mulher de 70 anos, sem comorbidades, é internada devido a quadro de dor, distensão abdominal e vômitos frequentes iniciados há 2 dias. Foi diagnosticada com uma hérnia umbilical encarcerada e submetida a correção cirúrgica e a enterectomia segmentar da porção necrosada. No primeiro dia de pós-operatório, observou-se drenagem de cerca de 2 litros de líquido pela sonda nasogástrica. No segundo dia, o abdome da paciente permaneceu distendido, com ruídos hidroaéreos hipoativos. Notou-se que ela está sem evacuar e com pouca eliminação de flatos. Nessa situação, o quadro clínico do segundo dia de pós-operatório é justificado pelaGabarito: A
Mulher de 70 anos, sem comorbidades, é internada devido a quadro de dor, distensão abdominal e vômitos frequentes iniciados há 2 dias. Foi diagnosticada com uma hérnia umbilical encarcerada e submetida a correção cirúrgica e a enterectomia segmentar da porção necrosada. No primeiro dia de pós-operatório, observou-se drenagem de cerca de 2 litros de líquido pela sonda nasogástrica. No segundo dia, o abdome da paciente permaneceu distendido, com ruídos hidroaéreos hipoativos. Notou-se que ela está sem evacuar e com pouca eliminação de flatos. Nessa situação, o quadro clínico do segundo dia de pós-operatório é justificado pela
- A hipocalemia. ✓
- B hipercalemia.
- C hipermagnesemia.
- D hipomagnesemia.
Comentário OsceLabs
Perda de cerca de 2 litros de secrecao gastrica pela sonda em 24 horas drena potassio, hidrogenio e cloro. A hipocalemia resultante compromete a musculatura lisa intestinal, perpetuando o ileo adinamico — abdome distendido, ruidos hipoativos, ausencia de flatos e evacuacoes. E a causa metabolica classica de ileo pos-operatorio prolongado, corrigivel com reposicao. Hipercalemia (B) tende a ocorrer em insuficiencia renal e nao explica perda gastrica; disturbios do magnesio (C e D) sao menos frequentes nesse contexto. Resposta A.
Questão 92Paciente, 67 anos, procurou a unidade de saúde relatando dificuldade para urinar, jato urinário fraco e noctúria. Ele nega dor ao urinar ou sangramento visível na urina. Ao exame físico, o toque retal revelou uma próstata aumentada, de consistência firme, sem nódulos palpáveis. Para avaliação complementar, o médico solicitou exames laboratoriais, incluindo dosagem do antígeno prostático específico total de 3,1 ng/mL, creatinina sérica 1,1 mg/dL, além de ultrassonografia do trato urinário que mostrou próstata aumentada de tamanho com volume de 40 gramas, sem nódulos. Paciente já em tratamento com finasterida e doxasozina, porém sem melhoras dos sintomas. Com base nesse caso, qual é a conduta mais apropriada?Gabarito: D
Paciente, 67 anos, procurou a unidade de saúde relatando dificuldade para urinar, jato urinário fraco e noctúria. Ele nega dor ao urinar ou sangramento visível na urina. Ao exame físico, o toque retal revelou uma próstata aumentada, de consistência firme, sem nódulos palpáveis. Para avaliação complementar, o médico solicitou exames laboratoriais, incluindo dosagem do antígeno prostático específico total de 3,1 ng/mL, creatinina sérica 1,1 mg/dL, além de ultrassonografia do trato urinário que mostrou próstata aumentada de tamanho com volume de 40 gramas, sem nódulos. Paciente já em tratamento com finasterida e doxasozina, porém sem melhoras dos sintomas. Com base nesse caso, qual é a conduta mais apropriada?
- A Solicitar biópsia prostática.
- B Iniciar tratamento empírico com antibióticos.
- C Repetir o exame de ultrassonografia da próstata.
- D Encaminhar para ressecção transuretral da próstata. ✓
Comentário OsceLabs
Sintomas obstrutivos de hiperplasia prostatica benigna REFRATARIOS a terapia clinica otimizada (inibidor da 5-alfa-redutase mais alfabloqueador) tem indicacao cirurgica — a ressecao transuretral e o padrao para prostatas de ate cerca de 80 g, e aqui o volume e de 40 g. Nao ha suspeita de cancer que justifique biopsia (A): PSA de 3,1 ng/mL e toque sem nodulos. Nao ha sintomas irritativos ou febre para antibiotico (B), e repetir a ultrassonografia (C) nao acrescenta informacao. Resposta D.
Questão 93Menino, 3 anos, internado em uma unidade de terapia intensiva pediátrica com neoplasia de sistema nervoso central, foi operado pela neurocirurgia com retirada parcial da lesão há 3 meses, e desde então vem realizando tratamento quimioterápico. Ressonância magnética recente mostra aumento importante do tumor e a equipe de oncologia considera que não há mais possibilidades terapêuticas para tratamento do tumor. O paciente permanece acamado, pouco responsivo e acompanhado de sua mãe. A equipe multidisciplinar se reúne para definir quais condutas terapêuticas serão realizadas nesse paciente. Nesse caso, a conduta a ser adotada deve serGabarito: A
Menino, 3 anos, internado em uma unidade de terapia intensiva pediátrica com neoplasia de sistema nervoso central, foi operado pela neurocirurgia com retirada parcial da lesão há 3 meses, e desde então vem realizando tratamento quimioterápico. Ressonância magnética recente mostra aumento importante do tumor e a equipe de oncologia considera que não há mais possibilidades terapêuticas para tratamento do tumor. O paciente permanece acamado, pouco responsivo e acompanhado de sua mãe. A equipe multidisciplinar se reúne para definir quais condutas terapêuticas serão realizadas nesse paciente. Nesse caso, a conduta a ser adotada deve ser
- A administrar opióides para controle da dor e, junto da família, orientar a não realização de ressuscitação cardiopulmonar. ✓
- B realizar sedação e intubação orotraqueal para maior conforto e orientar a não realização de ressuscitação cardiopulmonar.
- C iniciar um novo ciclo de quimioterapia com medicações diferentes das que já foram utilizadas, para controle da proliferação celular tumoral.
- D solicitar nova abordagem pela equipe de neurocirurgia para retirada de parte da lesão, o que aliviará a pressão intracraniana e prolongará a sobrevida. PRIMEIRA EDIÇÃO
Comentário OsceLabs
Tumor de sistema nervoso central em progressao, sem possibilidade terapeutica curativa, com crianca acamada e pouco responsiva: e cuidado paliativo exclusivo. A conduta e controlar a dor com opioide e pactuar com a familia a ordem de nao reanimar, mantendo conforto e presenca. Sedar e intubar (B) e obstinacao terapeutica travestida de conforto; novo ciclo de quimioterapia (C) e nova cirurgia (D) prolongam sofrimento sem beneficio, configurando distanasia. Resposta A.
Questão 94Mulher de 60 anos é encaminhada para atendimento especializado por ter apresentado 4 episódios de sangramento vaginal. Ela está lúcida, orientada, sem queixas e com autonomia em sua vida pessoal e social. Apresentou uma ultrassonografia transvaginal com endométrio de 12 mm de espessura e heterogêneo. Foi indicada histeroscopia diagnóstica, mas a paciente recusa-se a fazer porque acha que o sangramento é normal. Nesse caso, o médico deveGabarito: B
Mulher de 60 anos é encaminhada para atendimento especializado por ter apresentado 4 episódios de sangramento vaginal. Ela está lúcida, orientada, sem queixas e com autonomia em sua vida pessoal e social. Apresentou uma ultrassonografia transvaginal com endométrio de 12 mm de espessura e heterogêneo. Foi indicada histeroscopia diagnóstica, mas a paciente recusa-se a fazer porque acha que o sangramento é normal. Nesse caso, o médico deve
- A dizer à paciente que respeitará sua decisão e evitar discutir com ela o diagnóstico provável.
- B informar à paciente que existe a possibilidade de ser câncer e reforçar a necessidade do exame. ✓
- C esclarecer para a família a necessidade do exame, mas omitir o diagnóstico provável para a paciente.
- D orientar que, caso ela se recuse a fazer o exame, será necessário procurar outro serviço para acompanhamento.
Comentário OsceLabs
Autonomia so existe com informacao adequada: a paciente e lucida e recusa o exame porque acredita que sangrar apos a menopausa e normal — ou seja, decide a partir de premissa falsa. O dever medico e informar com clareza que a espessura de 12 mm com sangramento levanta a hipotese de cancer de endometrio e reforcar a necessidade da histeroscopia. Calar o diagnostico provavel (A e C) fere o consentimento informado; ameacar com a alta do servico (D) e coercao. Resposta B.
Questão 95Durante uma roda de conversa em uma sala de espera com mães que aguardavam a consulta de seus filhos com um médico de família e comunidade, uma enfermeira da equipe de saúde da família propôs a discussão do tema da hesitação vacinal. Durante o diálogo, uma das participantes afirmou que “a culpa de tudo isso é da Internet”. Considerando essa situação, assinale a alternativa correta, acerca dos argumentos a serem utilizados pela enfermeira nessa conversa com a comunidade.Gabarito: A
Durante uma roda de conversa em uma sala de espera com mães que aguardavam a consulta de seus filhos com um médico de família e comunidade, uma enfermeira da equipe de saúde da família propôs a discussão do tema da hesitação vacinal. Durante o diálogo, uma das participantes afirmou que “a culpa de tudo isso é da Internet”. Considerando essa situação, assinale a alternativa correta, acerca dos argumentos a serem utilizados pela enfermeira nessa conversa com a comunidade.
- A A Internet veicula dúvidas quanto à real eficácia/eficiência e segurança das vacinas, o que abala a confiança da população nos imunobiológicos; ademais, o algoritmo das redes sociais associa temas antivacinação a outros temas de natureza moral, fazendo exposição seletiva. ✓
- B A hesitação vacinal ocorre nos extratos sociais de menor renda, que são contrárias à medicalização da saúde e acreditam que hábitos de vida saudáveis protegem contra doenças e garantem saúde, dispensando a necessidade de vacinação.
- C O paradoxo epidemiológico de que algumas doenças imunopreveníveis hoje são raras, associado à complexidade do calendário vacinal, criou a política de redução temporária do uso de algumas vacinas em determinado ano para aumentar o engajamento da população no ano seguinte.
- D A circulação de informações falsas (fake news), impulsionada pela internet, causa pouco impacto nas escolhas da população de menor poder aquisitivo, que tende a ter mais confiança na vacinação e menor acesso às redes sociais.
Comentário OsceLabs
A hesitacao vacinal e multifatorial, mas a alternativa correta descreve com precisao o mecanismo digital: a internet amplifica duvidas sobre eficacia e seguranca, corroendo a confianca, e os algoritmos de rede social criam exposicao seletiva, ligando conteudo antivacina a pautas morais e reforcando bolhas. As demais reproduzem estereotipos sem base: a hesitacao NAO se concentra nas camadas de menor renda (B e D) — e mais prevalente em estratos de maior escolaridade e renda —, e a alternativa C inventa uma politica inexistente. Resposta A.
Questão 96Durante consulta no serviço de hematologia de um hospital terciário, um homem de 72 anos reage com a seguinte argumentação diante da proposta terapêutica do médico: "Não, doutor, devido a minha crença, eu não posso receber sangue ". Ele está sendo atendido por síndrome mielodisplásica recentemente diagnosticada e, por questões religiosas, se recusa a aderir à proposta terapêutica de hemotransfusões periódicas. Diante desse cenário, o médico deveGabarito: B
Durante consulta no serviço de hematologia de um hospital terciário, um homem de 72 anos reage com a seguinte argumentação diante da proposta terapêutica do médico: "Não, doutor, devido a minha crença, eu não posso receber sangue ". Ele está sendo atendido por síndrome mielodisplásica recentemente diagnosticada e, por questões religiosas, se recusa a aderir à proposta terapêutica de hemotransfusões periódicas. Diante desse cenário, o médico deve
- A adiar a decisão de transfusão até uma situação de maior gravidade, em que tenha maior poder de convencimento.
- B respeitar a autonomia do paciente, buscando outras formas de lidar com a anemia, como a administração de eritropoietina. ✓
- C insistir na argumentação da necessidade da terapia transfusional, mostrando evidências científicas que comprovam o seu benefício.
- D buscar apoio do comitê de ética médica da unidade hospitalar para o convencimento do paciente sobre a necessidade das transfusões.
Comentário OsceLabs
Paciente adulto, lucido e capaz, tem o direito de recusar tratamento por conviccao religiosa, mesmo que a recusa lhe traga risco — o dever medico e respeitar a autonomia e buscar alternativas terapeuticas, como eritropoietina, ferro, vitamina B12 e acido folico. Adiar para um momento de vulnerabilidade e conseguir consentimento sob pressao (A) e eticamente indefensavel; insistir (C) ou acionar comite para 'convencer' (D) instrumentaliza a etica contra o proprio paciente. Resposta B.
Questão 97Homem de 58 anos procura atendimento devido a queixa de disfagia progressiva para alimentos sólidos iniciada há 6 meses, associada a perda de peso não intencional. Além disso, apresenta episódios frequentes de pirose e regurgitação, há vários anos, sem tratamento adequado. Endoscopia digestiva alta recente revela estenose esofágica no terço distal e sinais de esofagite crônica, com biópsias que não evidenciam malignidade. Nesse caso, a conduta inicial mais apropriada é indicarGabarito: D
Homem de 58 anos procura atendimento devido a queixa de disfagia progressiva para alimentos sólidos iniciada há 6 meses, associada a perda de peso não intencional. Além disso, apresenta episódios frequentes de pirose e regurgitação, há vários anos, sem tratamento adequado. Endoscopia digestiva alta recente revela estenose esofágica no terço distal e sinais de esofagite crônica, com biópsias que não evidenciam malignidade. Nesse caso, a conduta inicial mais apropriada é indicar
- A esofagectomia subtotal por via videolaparoscópica.
- B aplicação de toxina botulínica em esôfago distal via endoscópica.
- C cirurgia de fundoplicatura imediata para correção do refluxo gastroesofágico.
- D dilatação endoscópica da estenose e prescrever inibidor de bomba de prótons. ÁREA LIVRE PRIMEIRA EDIÇÃO ✓
Comentário OsceLabs
Disfagia progressiva sobre anos de pirose e regurgitacao nao tratadas, com endoscopia mostrando estenose no terco distal, esofagite cronica e biopsias sem malignidade: estenose peptica BENIGNA. O tratamento inicial e a dilatacao endoscopica associada a inibidor de bomba de protons em dose plena, que reduz recidiva. Esofagectomia (A) e desproporcional em doenca benigna; toxina botulinica (B) trata acalasia; fundoplicatura (C) nao alivia a estenose ja instalada e nao e o passo inicial. Resposta D.
Questão 98Menino de 10 anos é levado para um serviço de urgência com quadro compatível com politraumatismo e choque hemorrágico. Há indicação de transfusão de concentrado de hemácias, porém a mãe do paciente informa que a família e a criança são Testemunhas de Jeová e recusam terminantemente a transfusão. Considerando esse caso clínico e as questões éticas nele implicadas, assinale a alternativa correta.Gabarito: A
Menino de 10 anos é levado para um serviço de urgência com quadro compatível com politraumatismo e choque hemorrágico. Há indicação de transfusão de concentrado de hemácias, porém a mãe do paciente informa que a família e a criança são Testemunhas de Jeová e recusam terminantemente a transfusão. Considerando esse caso clínico e as questões éticas nele implicadas, assinale a alternativa correta.
- A A recusa terapêutica coloca em risco a vida de paciente menor de idade e não deve ser aceita pelo médico, que deve realizar a transfusão. ✓
- B Trata-se de recusa terapêutica apresentada por responsável legal do paciente e, pelo princípio da autonomia, o médico não deverá realizar a transfusão.
- C Diante da recusa terapêutica, a equipe médica poderá se recusar a prestar o atendimento à criança, até que a família do paciente autorize a realização da transfusão.
- D Por se tratar de paciente menor de idade, o fato deve ser comunicado às autoridades competentes, como o Ministério Público e o Conselho Tutelar, para que decidam quanto à transfusão.
Comentário OsceLabs
Em risco iminente de morte, o medico deve realizar a transfusao, e a recusa dos pais nao prevalece: a autonomia e um direito do paciente sobre si mesmo, e menores nao a exercem plenamente — os responsaveis decidem no melhor interesse da crianca, limite ultrapassado quando a decisao ameaca a vida. O Codigo de Etica Medica autoriza agir sem consentimento em emergencia. Aceitar a recusa (B) e omissao de socorro; recusar atendimento (C) e vedado; aguardar decisao judicial (D) e incompativel com o choque hemorragico. Resposta A.
Questão 99Mulher de 45 anos está em acompanhamento no ambulatório de mastologia de um hospital escola devido ao diagnóstico de câncer de mama há 3 anos. Fez tratamento cirúrgico e radioterapia e, no momento, faz uso apenas de tamoxifeno. Tem apresentado fluxos menstruais a cada 15-20 dias, com volume aumentado há 2 meses. Relata que, antes do tratamento do câncer de mama, só menstruava duas vezes por ano ou quando usava pílula contraceptiva. Apresenta um IMC de 28 kg/m², exame especular sem lesões visíveis e sem sangramento ativo e toque vaginal normal. Solicitada ultrassonografia transvaginal, ficou evidenciado endométrio heterogêneo de 15 mm e ovário direito com folículo de 23 mm. Nesse caso, a conduta médica adequada éGabarito: C
Mulher de 45 anos está em acompanhamento no ambulatório de mastologia de um hospital escola devido ao diagnóstico de câncer de mama há 3 anos. Fez tratamento cirúrgico e radioterapia e, no momento, faz uso apenas de tamoxifeno. Tem apresentado fluxos menstruais a cada 15-20 dias, com volume aumentado há 2 meses. Relata que, antes do tratamento do câncer de mama, só menstruava duas vezes por ano ou quando usava pílula contraceptiva. Apresenta um IMC de 28 kg/m², exame especular sem lesões visíveis e sem sangramento ativo e toque vaginal normal. Solicitada ultrassonografia transvaginal, ficou evidenciado endométrio heterogêneo de 15 mm e ovário direito com folículo de 23 mm. Nesse caso, a conduta médica adequada é
- A inserir DIU hormonal.
- B suspender o tamoxifeno.
- C indicar estudo histológico do endométrio. ✓
- D prescrever progestogênio em altas doses.
Comentário OsceLabs
Tamoxifeno tem efeito agonista estrogenico no endometrio e aumenta o risco de polipos, hiperplasia e carcinoma. Diante de sangramento uterino anormal com endometrio heterogeneo de 15 mm, a conduta e obter tecido: histeroscopia com biopsia dirigida. Suspender o tamoxifeno (B) sem diagnostico compromete o tratamento oncologico; DIU hormonal (A) e progestogenio em altas doses (D) mascaram o sangramento e tratariam as cegas uma lesao que pode ser maligna. Resposta C.
Questão 100Diante de um novo teste diagnóstico para hanseníase, que está sendo aplicado em uma unidade básica de saúde (UBS), o médico julga pertinente iniciar uma capacitação com sua equipe sobre a validade de testes diagnósticos, medidas de sensibilidade, especificidade e valores preditivos. Então, ele apresenta os seguintes dados a sua equipe: dentre 100 pessoas acometidas por hanseníase, 98 são verdadeiros positivos; e, dentre 100 pessoas não acometidas por hanseníase, 90 são verdadeiros negativos.Gabarito: D
Diante de um novo teste diagnóstico para hanseníase, que está sendo aplicado em uma unidade básica de saúde (UBS), o médico julga pertinente iniciar uma capacitação com sua equipe sobre a validade de testes diagnósticos, medidas de sensibilidade, especificidade e valores preditivos. Então, ele apresenta os seguintes dados a sua equipe: dentre 100 pessoas acometidas por hanseníase, 98 são verdadeiros positivos; e, dentre 100 pessoas não acometidas por hanseníase, 90 são verdadeiros negativos.
- A partir desses dados, é correto afirmar que o valor de sensibilidade do teste é A 90%.
- B 90,7%.
- C 97,8%.
- D 98%. ÁREA LIVRE PRIMEIRA EDIÇÃO QUESTIONÁRIO DE PERCEPÇÃO SOBRE A PROVA As perguntas abaixo visam obter sua opinião sobre a qualidade da prova que você acabou de realizar. Para cada uma delas, assinale a opção correspondente à sua opinião, nos espaços próprios do Cartão-Resposta. Agradecemos a sua colaboração. PERGUNTA 1 Qual o grau de dificuldade da prova? A Muito fácil. B Fácil. C Médio. D Difícil. ✓
- E Muito difícil. PERGUNTA 2 Considerando a extensão da prova, em relação ao tempo total, você considera que a prova foi A muito longa. B longa. C adequada. D curta. E muito curta. PERGUNTA 3 Os enunciados das questões da prova estavam claros? A Sim, todos. B Sim, a maioria. C Cerca da metade. D Poucos. E Não, nenhum. PERGUNTA 4 As informações/instruções fornecidas para a resolução das questões foram suficientes para resolvê-las? A Sim, até excessivas. B Sim, em todas elas. C Sim, na maioria delas. D Sim, somente em algumas. E Não, em nenhuma delas. PERGUNTA 5 Qual a maior dificuldade encontrada por você ao responder a prova? A Desconhecimento do conteúdo. B Forma diferente de abordagem do conteúdo. C Extensão das questões. D Falta de motivação para fazer a prova. E Não tive qualquer tipo de dificuldade em responder a prova. PERGUNTA 6 Você já participou, no Brasil, de outro(s) processo(s) de revalidação de diploma de medicina obtido no exterior? A Sim. B Não.
Comentário OsceLabs
Sensibilidade e a capacidade de o teste identificar quem TEM a doenca: verdadeiros positivos divididos pelo total de doentes, ou seja, 98 sobre 100 — 98%. Os 90% (A) correspondem a especificidade (90 verdadeiros negativos entre 100 sadios). Os valores de 90,7% e 97,8% (B e C) sao os valores preditivos positivo e negativo, que dependem da prevalencia e nao sao propriedades intrinsecas do teste. Resposta D.
Baixou a prova? Agora treine de verdade
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