Internato·Cirurgia Geral

Coloproctologia

O intestino grosso na porta do ambulatório e do pronto-socorro: sangramento que ninguém examinou, hábito intestinal que mudou e ninguém perguntou, e a decisão de investigar que separa um tumor operável de um tumor avançado.

7 capítulos

  1. 01Câncer colorretalO tumor é achado por quem procura, e as três portas de entrada são banais: anemia sem causa, sangue nas fezes chamado de hemorroida, hábito intestinal que mudou. Rastrear e investigar são coisas diferentes — e confundi-las adia diagnóstico.
  2. 02O exame que ninguém quer fazerExaminar com consentimento, distinguir causas de dor e sangramento e reconhecer quando drenagem, biópsia ou encaminhamento não podem esperar.
  3. 03Ninguém chega cedoO atraso é o achado. Quem tem um corpo estranho no reto ou uma lesão anorretal chega horas depois porque teve medo de como seria recebido, e cada hora de espera muda o que você encontra. A primeira conduta deste capítulo não é uma manobra: é fechar a porta da sala e não convidar ninguém para ver.
  4. 04A doença que quase todo mundo temCuidar fora da crise: interpretar sintomas, rever alimentação, reconhecer complicações e planejar investigação e cirurgia conforme o caso.
  5. 05Melhorou com a pomadaExaminar sintomas persistentes, reconhecer lesões suspeitas e garantir diagnóstico histológico e encaminhamento, mesmo quando a pomada alivia.
  6. 06Tiraram, e acabouRetirar o pólipo não encerra nada — quem decide o próximo passo é o laudo. Quantos, de que tamanho, de que histologia, com que grau de displasia e se a ressecção foi completa: cada linha muda o intervalo, e é o interno que lê esse papel primeiro.
  7. 07Estomias intestinais: cuidados e complicaçõesDa primeira avaliação à vida em casa: compreender a anatomia, reconhecer perdas e complicações, cuidar da pele e ensinar o autocuidado.