Internato·Outras Especialidades

Dermatologia

A pele que o interno vê na porta da unidade basica e no leito da enfermaria: o que se diagnostica com a mao, o que se trata no mesmo dia e o que nao pode esperar encaminhamento.

8 capítulos

  1. 01Abordagem do paciente com lesão de pele: semiologia e raciocínio diagnósticoAprender a descrever antes de nomear: lesão elementar, distribuição, tempo de evolução, exames dirigidos e sinais que mudam a urgência.
  2. 02Hanseníase: a mancha que não senteComo testar sensibilidade térmica, dolorosa e tátil em um minuto, onde palpar os troncos nervosos, por que a classificação operacional decide o esquema, quantas cápsulas e comprimidos por faixa de peso e idade na PQT-U, por que a reação hansênica é urgência mesmo depois da alta — e por que examinar os contatos é ato de quem diagnosticou.
  3. 03As duas lesões que passam pela sala sem serem vistasQuem se olha de propósito, o que separa os dois carcinomas à inspeção e por que a diferença muda a pressa; as lesões precursoras e o que se faz com elas; a lesão que se acompanha, a que se biopsia e a que se encaminha hoje; como se faz e como se descreve uma biópsia de pele — e o que dizer a quem acabou de ouvir a palavra câncer.
  4. 04A borda que a pomada apagouReconhecer micose superficial pela lesão e pelo lugar, saber o que se resolve com creme e o que exige comprimido, e entender por que o corticoide em cima do fungo é o erro que mais destrói diagnóstico na atenção primária.
  5. 05Quem mais dorme nessa camaAs dermatoses que menos dependem do exame e mais dependem do que se decide sobre o convívio: como se reconhece escabiose no adulto, no lactente e no idoso; por que tratar contatos e roupa de cama é prescrição e não conselho; a escabiose crostosa, que é outra doença e é surto; a pediculose com a mesma lógica; o que separa impetigo, erisipela e celulite à beira do leito; por que a erisipela de repetição exige procurar a porta de entrada — e o que decide internação.
  6. 06O milímetro que decide, e a lâmina que o apagaComo reconhecer melanoma com as três réguas que funcionam por vias diferentes; por que examinar planta, unha, couro cabeludo e mucosa muda o que se encontra no Brasil; a biópsia que preserva a espessura e as duas técnicas que a destroem; o que Breslow e ulceração comandam depois; e os dois prazos que a lei federal impõe — com as contas conferidas contra os documentos oficiais.
  7. 07A bisnaga acaba, a doença nãoReconhecer psoríase e dermatite atópica à beira do leito, prescrever corticoide tópico por potência, região, quantidade e prazo — e dizer na primeira consulta, com todas as letras, que o tratamento é de manutenção e não de episódio.
  8. 08O dia em que ainda dá para pararQual exantema vai para casa com anti-histamínico e qual não sai daqui hoje; como se monta a linha do tempo de tudo que o paciente tomou nas últimas oito semanas e por que a resposta quase nunca está no remédio de ontem; SSJ e NET como um espectro só, e o que a superfície descolada decide; por que o DRESS engana por semanas; e a anotação de alergia que impede a próxima exposição.