Internato·Cirurgia Geral
Cirurgia Vascular
A perna que dói, a perna que incha e a perna que esfria: o que o interno mede antes de pedir exame, e o que faz com a resposta.
8 capítulos
- 01Trombose venosa profundaEstimar a probabilidade, escolher e interpretar a imagem, avaliar sangramento e organizar anticoagulação e acompanhamento sob supervisão. A demora do exame faz parte da decisão sobre o tratamento provisório.
- 02A dor que só existe andandoRelacionar dor ao esforço, perfusão e risco cardiovascular; reconhecer ameaça ao membro e construir, com o paciente, tratamento clínico e caminhada estruturada.
- 03A doença que não dói, e o dia em que dóiDe um lado, um número de quatro dígitos no fim de um laudo pedido por outro motivo: quem se rastreia, com qual exame, de quanto em quanto tempo, e a partir de que diâmetro o risco de romper passa a valer mais que o risco de operar. Do outro, a tríade que quase nunca vem inteira, o diagnóstico que se perde pela dor lombar e pela síncope, e a conduta que mais salva vida neste capítulo — encher de volume um aneurisma roto desfaz o tamponamento que mantém o paciente vivo, e a hipotensão permissiva é prescrição, não omissão.
- 04Músculo não voltaA perna esfriou há três horas e o relógio já estava correndo quando você chegou. Os seis sinais clássicos, e quais dois deles — alteração sensitiva e perda de força, nunca a ausência de pulso — separam o membro viável do membro em risco imediato; a classificação que decide quem vai à sala agora e quem faz imagem antes; êmbolo ou trombose sobre placa, mesma cena e prognósticos diferentes, com a pista na história e no membro contralateral; o que o interno faz no intervalo — heparinizar, analgesiar, posicionar pendente, jamais elevar nem aquecer — e o que nunca faz; e o depois, quando reperfusão e síndrome compartimental matam o membro que já tinha sido salvo. Como não existe documento brasileiro sobre o tema, este capítulo declara qual régua estrangeira governa, e desde quando.
- 05A perna que incha há anosDa queixa que parece estética à úlcera que não fecha: o que se mede antes de comprimir, e por que a compressão é o tratamento.
- 06O rasgo que parece um entupimentoSuspeitar de síndrome aórtica aguda, reconhecer má perfusão, controlar o estresse sobre a parede quando tolerado e acionar a equipe que definirá tratamento clínico ou intervenção.
- 07Pisar na própria feridaAvaliar neuropatia, perfusão e infecção; retirar pressão da úlcera, reconhecer urgências e participar do planejamento de preservação do membro e prevenção de recorrência.
- 08O mesmo laudo, duas doençasA estenose de carótida que alguém achou: sintomática ou assintomática, o grau que muda a conduta e a régua que o mediu, quem opera e quantos dias depois do sintoma, endarterectomia ou stent, e o que se prescreve enquanto a cirurgia não vem
