Internato·Outras Especialidades
Medicina Preventiva e Saúde Coletiva
A medicina que decide por população: como se mede a saúde de um grupo, como se lê um estudo, como o SUS se organiza para atender e o que a vida de cada pessoa faz com o plano que você escreveu.
19 capítulos
- 01Princípios do SUS na porta do plantãoQuem você não pode recusar, por que a alta sem contrarreferência é conduta incompleta, por que dois pacientes iguais recebem coisas diferentes, e onde está a decisão que não é sua.
- 02Quantas vezes, e quantos pacientesLer risco relativo, razão de chances, risco atribuível e número necessário para tratar sem transformar um ganho pequeno em promessa grande
- 03A metade que o laboratório não sabeAcurácia diagnóstica no corredor: por que sensibilidade e especificidade são do teste e valor preditivo é do paciente, como fazer a conta de cabeça com frequências naturais, para que serve descartar e para que serve confirmar, e por que mover o ponto de corte só troca um erro pelo outro.
- 04O desenho decide a perguntaPor qual porta a pessoa entrou no estudo, que medida sai daí, que viés vem de fábrica com cada desenho — e por que “associação” e “causa” não são a mesma frase.
- 05Quem tem, e quem passou a terPor que doença crônica infla a prevalência sem nada ter piorado, por que o denominador é escolha e não fato, e como ler o boletim que chega à unidade sem repetir o erro dele
- 06Cem dias entre duas leisPor que o controle social é lei separada, o que a Lei Orgânica garante ao seu paciente, o que ela obriga o serviço a fazer — e a quem se leva o descumprimento, com que documento.
- 07Quem é seu, mesmo quando não está na salaTerritório, adscrição, acolhimento e reunião de equipe: por que a unidade básica é organizada assim, quem faz o quê, e o que a equipe continua devendo ao paciente depois de encaminhar.
- 08O nível não está no exameOs quatro níveis pelo momento da história natural, o que um rastreamento precisa cumprir e o que dizer a quem pediu um exame que não vai ser feito
- 09A ficha que ninguém devolvePor que o interno alimenta o Sinan, o SIM, o Sinasc e o e-SUS sem nunca ver o resultado, o que o campo “ignorado” apaga da análise, e como separar doença que caiu de sistema que passou a enxergar.
- 10O terceiro casoPor que a definição de caso é um instrumento que decide quem entra na conta, o que muda na curva quando ela muda no meio do caminho, e o que se faz nas primeiras horas — colher prontamente sem atrasar tratamento urgente, isolar, notificar — quando três pessoas do mesmo lugar adoecem igual.
- 11Não aderiuAs camadas de Dahlgren-Whitehead lidas dentro da consulta, a diferença entre desigualdade e iniquidade, o que se pergunta sobre comida, transporte e jornada, e como se negocia um plano executável sem terminar escrevendo que o paciente não colaborou.
- 12Quem entrou, quem mediu, o que mais mudouVocê não vai desenhar estudo nenhum. Vai ser convencido por um toda semana — pelo representante, pelo preceptor, pela manchete. Este capítulo é o pequeno número de perguntas que separam o achado que muda conduta do achado que só parece que muda.
- 13O paciente que some no caminhoPor que a rede não é uma pirâmide, o que precisa estar escrito para a fila andar, e o que o interno faz quando a informação nunca volta.
- 14O cartão que ninguém pedeDepois dos catorze anos acaba a agenda por idade e começa outra régua, que é o histórico. Ninguém abre o cartão do adulto, e as três frases que mais adiam dose — está gripado, toma corticoide, não trouxe o cartão — quase nunca adiam nada.
- 15Pare de fumar não é condutaPor que as três frases mais ditas do ambulatório brasileiro rendem tão pouco, o que cabe em três a cinco minutos e tem efeito medido, e o que o SUS de fato oferece a quem decide parar
- 16Quem pode abrir a portaA notificação informa; ela não abre porta nenhuma. Quem entra na cozinha, quem manda esvaziar o reservatório e quem interdita são outras pessoas, com outra lei — e este capítulo é sobre saber qual delas você está chamando, com que número e em que prazo.
- 17Trinta e um anos a maisO que mudou na população brasileira, em quanto tempo, e por que a consulta desenhada para uma queixa não serve mais
- 18A conta que você assina sem verQuem paga cada coisa no SUS, como o dinheiro chega ao serviço e por que o balcão diz não
- 19Falta gente na contaComo se conhece um território e o que se faz com o que se descobre: a microárea, o cadastro e a caminhada; por que quem não aparece é achado e não ausência de doença; e o que um interno consegue mudar na agenda em seis semanas.
