Internato·Cirurgia Geral
Urologia
O trato urinário do interno: as urgências que não esperam, as que doem muito e não matam, e a fronteira entre o que se resolve na enfermaria e o que é da urologia.
8 capítulos
- 01Escroto agudoA emergência em que o relógio é curto, o exame é decisivo e o atraso quase sempre nasce de constrangimento — do adolescente que demora a contar, do médico que demora a examinar, da fila que trata dor testicular como queixa menor. Suspeita de torção é indicação cirúrgica; exame de imagem não pode atrasar a cirurgia.
- 02A dor que não deixa ficar paradoAliviar a dor, reconhecer infecção e risco renal, escolher a imagem e decidir entre observação e desobstrução urgente. Obstrução infectada é uma emergência, mas não é a única situação que exige intervenção.
- 03O alívio é a parte fácilA sonda tira a dor em cinco minutos e devolve três problemas nas seis horas seguintes: hematúria, hipotensão e uma bexiga que pode não voltar. A régua brasileira diz com precisão quando encaminhar e não escreve um número sequer sobre quanto drenar — e o alfabloqueador que as diretrizes nomeiam primeiro não é o que o SUS entrega.
- 04Vermelha, e não doeuReconhecer a hematúria, avaliar sangramento e retenção, distinguir indícios renais e urológicos e garantir investigação proporcional ao risco, mesmo quando a urina volta a ficar clara.
- 05Do testículo, ou do lado deleDistinguir uma massa testicular de uma lesão adjacente, organizar diagnóstico e encaminhamento sem demora e cuidar também da fertilidade, da informação e do seguimento.
- 06O aparelho que ninguém examinaO trato urinário não tem letra no ABCDE, e é por isso que ele passa. Este capítulo é sobre o que a urina do traumatizado obriga e em quem, sobre por que quase nenhum rim vai para a mesa e o que se vigia enquanto não vai, sobre a diferença entre romper a bexiga por dentro e por fora do peritônio — e sobre a bandeja de sondagem que não se abre. A régua brasileira do assunto é um capítulo de livro de 2010, e não há outra: aqui isso é dito em voz alta, com os pontos em que ela já não bate com a régua em uso no mundo.
- 07Antes da agulha, e depois do laudoDo PSA alterado à decisão compartilhada: interpretar risco, selecionar imagem e biópsia, compreender o laudo e distinguir vigilância ativa, tratamento e cuidado orientado a sintomas.
- 08O que o antibiótico não alcançaNa infecção urinária sem resposta, reavaliar cobertura, dose, obstrução e coleções em paralelo. Compreender o controle do foco, o cuidado da próstata infectada e a diferença entre infecção persistente e dor pélvica crônica.
