Preparatório·Pediatria

Neurologia Pediátrica

Crise, atraso e comportamento: o sistema nervoso da criança como a prova cobra, do pronto-socorro à puericultura.

8 capítulos

  1. 01Crise febril na infânciaA crise febril simples é benigna e a prova cobra exatamente o que NÃO se faz nela: nem punção lombar de rotina, nem eletroencefalograma, nem neuroimagem, nem anticonvulsivante de manutenção. O que precisa estar decorado é a fronteira entre simples e complexa, a régua da punção lombar por idade e a dose do benzodiazepínico por via.
  2. 02Transtorno do espectro autistaO rastreio positivo abre o tema; a prova cobra o que vem depois. Três de três no critério A e dois de quatro no B; níveis de suporte no lugar de leve, moderado e grave; X-Frágil para todos e MECP2 para a menina que regrediu; risperidona para agressividade, nunca para o núcleo; e a carteira que a lei manda expedir.
  3. 03Paralisia cerebralO diagnóstico abre o tema; a prova cobra o que vem depois. Cinco sistemas de classificação com cinco níveis cada e o I sempre no topo; a tríade da detecção precoce antes dos 5 meses; o protocolo federal que decide quem recebe toxina botulínica no SUS — e por que ele barra o grau 4 da Ashworth, o baclofeno intratecal e o diazepam; e a rede de direitos que a consulta tem de acionar, do CER ao BPC.
  4. 04Transtorno de déficit de atenção e hiperatividadeO país tem protocolo nacional desde 2022 — e o capítulo de tratamento medicamentoso desse protocolo existe para dizer que não recomenda medicamento nenhum. Três idades de início dentro do mesmo documento federal, uma escala de quatro colunas cuja regra só nomeia uma, o estimulante que o encaminhamento exige otimizado e o SUS não dispensa, e os dois tetos de dose que trocam de lugar aos 30 kg.
  5. 05Epilepsias da infância: a idade nomeia a síndrome, e a síndrome escolhe a drogaWest, ausência da infância e espículas centrotemporais — e por que o protocolo nacional continua escolhendo pelo tipo de crise
  6. 06Ataxia aguda na criança: quem vai para casa e quem faz imagem hojeSeparar no leito a criança que perdeu o equilíbrio da criança que perdeu força, reconhecer a forma pós-infecciosa pela janela de tempo e pela companhia, e saber quais achados cancelam a observação.
  7. 07Hipotonia na infância: separar o neurônio motor do músculo, e o prazo que a norma brasileira impõeDistinguir no leito a hipotonia de origem central da periférica, reconhecer o padrão do neurônio motor inferior, saber qual exame fecha cada diagnóstico e conhecer os limites de idade que o protocolo federal impõe ao tratamento da atrofia muscular espinhal.
  8. 08Manchas que fecham diagnóstico: as neurocutâneas e o seguimento que elas obrigamContar e medir manchas com a régua certa, reconhecer os critérios que mudaram em 2021, separar a neurofibromatose tipo 1 das síndromes que só imitam a pele, e montar o calendário de vigilância que faz a diferença de prognóstico.